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	<title>adriano-benayon &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/adriano-benayon/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "adriano-benayon"</description>
	<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 01:44:09 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[O que significa "investment grade"?]]></title>
<link>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/05/13/o-que-significa-investment-grade/</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 14:00:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>NOSSOS AUTORES</dc:creator>
<guid>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/05/13/o-que-significa-investment-grade/</guid>
<description><![CDATA[Publicado originalmente no site MSIa &#8211; Movimento de Solidariedade Ibero-americana Por Adriano ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Publicado originalmente no site <a href="http://www.msia.org.br/" target="_blank">MSIa &#8211; Movimento de Solidariedade Ibero-americana</a></p>
<p><img class="alignright" style="border:0 none;float:right;margin:5px;" src="http://bnshost.org/dzero/benayon.jpg" alt="" width="100" height="165" />Por <strong>Adriano Benayon</strong>*</p>
<p>Os adeptos da dependência ao Norte não cabem em si de alegria com o upgrade dado ao Brasil por uma das principais agências internacionais de avaliação de crédito, a Standard &#38; Poors, para &#8220;investment grade&#8221;, ou seja, baixo risco de inadimplência.</p>
<p>Antes de discutir se a posição financeira do Brasil realmente melhorou, ou se está piorando, convém liberar-se da poluição cerebral dominante entre os associados e os satélites do capital estrangeiro. Ela os faz deslumbrar-se diante de avaliações e conselhos provindos de instituições financeiras, bancos, empresas e governos do &#8220;Primeiro Mundo&#8221;.</p>
<p>Para começar, qual é credibilidade das agências de crédito? Deveria ser nenhuma ou abaixo de zero. Que elas sejam reconhecidas e certificadas pelo governo dos EUA em nada altera os fatos: foram essas agências que atribuíram a mais alta nota (AAA) a títulos derivados das hipotecas do mercado imobiliário dos EUA, em valor nominal de dezenas de trilhões de dólares, os quais estão na raiz do colapso financeiro mundial e não passam hoje de junk bonds (lixo financeiro).</p>
<p>A Standard &#38; Poors e a Moody&#8217;s conferiram a classificação AAA até para as &#8220;Monolines&#8221;, companhias de seguro que garantiriam aqueles títulos e estão completamente falidas.</p>
<p>Em suma, &#8211; tal como o Federal Reserve e outros bancos centrais, e como governos do &#8220;Primeiro Mundo&#8221;, &#8211; as agências de crédito destinam-se a servir os grandes bancos e fundos de investimento que comandam a finança mundial, beneficiários também das absurdas taxas de juros praticadas no Brasil. Esses trazem cada vez mais capitais de curto prazo para cá, ao mesmo tempo em que extraem daqui cada vez mais rendas de juros, apreciação de câmbio, ganhos de capital com derivativos e outras manobras no mercado financeiro &#8220;brasileiro&#8221;.</p>
<p>São os mesmos infladores da bolha cujo espocar está abalando os mercados estadunidense e europeu. Vai haver um momento em que, reduzida a entrada no Brasil da quantidade incrível e crescente de capitais estrangeiros de curto prazo, as saídas dos ganhos e o retorno de parte dos capitais causarão déficits no movimento de capitais do balanço de pagamentos brasileiro.</p>
<p>O financiamento desses déficits implicará a retomada do crescimento em flecha da dívida externa. De resto, esta não teve redução nem mesmo de 2003 a 2007, quando houve grandes saldos comerciais e saldos positivos nas transações correntes com o exterior. De fato, contados os empréstimos intercompanhias (das matrizes às subsidiárias das transnacionais), a dívida externa total fechou 2002 com 227,5 bilhões de dólares e 2007 com 237,1 bilhões.</p>
<p><!--more--></p>
<p>As tão trombeteadas reservas atingiram 180,3 bilhões de dólares, mas são reféns de aplicações em títulos da dívida pública interna e em títulos privados no Brasil. A dívida mobiliária interna federal está em R$ 1,4 trilhão, equivalentes a 800 bilhões de dólares.</p>
<p>Mesmo de 2003 a2007, o superávit acumulado nas transações correntes não passou de 46,4 bilhões de dólares, e teria sido de apenas 28,3 bilhões, excluídas as transferências unilaterais (remessas de trabalhadores, com superávit de 18,1 bilhões). A balança comercial teve um saldo de 190,2 bilhões de dólares. Portanto, o déficit acumulado de serviços e de rendas (juros e lucros oficialmente remetidos) foi de 161,9 bilhões de dólares.</p>
<p>Desde meados de 2007, sumiram os saldos comerciais significativos. O balanço de transações correntes apresenta déficit acima de 9 bilhões de dólares nos últimos 12 meses, com impressionante aceleração em 2008. Basta comparar o déficit de 10,8 bilhões de dólares no primeiro trimestre deste ano com o minguante superávit do primeiro trimestre de 2007 (241 bilhões). Nesse ritmo o déficit de transações correntes pode passar de 50 bilhões de dólares no ano.</p>
<p>A conta de serviços e rendas acusou um déficit recorde de 5,8 bilhões de dólares em março de 2008, e o componente de destaque são as remessas de lucros e dividendos, que atingiram 4,3 bilhões de dólares nesse mês e 8,6 bilhões no trimestre. A escalada é vertiginosa: média anual de 1999 a 2005, em dólares: 4,7 bilhões; 2006: 13,9 bilhões; e 2007: 17,9 bilhões.</p>
<p>Essas transferências são uma pequena parte das remessas reais às matrizes das transnacionais, pois o grosso vai nos preços do comércio exterior. Os oligopólios que dominam a produção determinam baixo valor agregado nas exportações e intensificam a importação superfaturada de equipamentos,<br />
insumos e &#8220;serviços&#8221;.</p>
<p>Diante desse cenário, o Banco Central e os que ditam a sua política anunciam mais elevações da taxa de juros, o que tende a manter o valor do real, mas somente enquanto a atração dos capitais estrangeiros não for superada pela avalanche das saídas. O resultado certo será sustar o crescimento da produção, mais desemprego e mais matança de empresas nacionais. Tudo conforme o script do subdesenvolvimento programado para o Brasil.</p>
<p><strong>* </strong><strong>Adriano Benayon:</strong> Doutor em Economia, professor da Universidade de Brasília (UnB). Autor de &#8220;Globalização versus Desenvolvimento&#8221; (Editora Escrituras).</p>
<p><a href="http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/adriano-benayon/" target="_blank"><strong>Meus artigos</strong></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vulnerabilidade externa na história do Brasil]]></title>
<link>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/04/10/a-vulnerabilidade-externa/</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 18:35:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>NOSSOS AUTORES</dc:creator>
<guid>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/04/10/a-vulnerabilidade-externa/</guid>
<description><![CDATA[Por Adriano Benayon* Implantada no Brasil a partir de agosto de 1954, a estrutura econômica &#8211; ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Por <strong>Adriano Benayon</strong>*</p>
<p><img class="alignright" style="float:right;border:0;margin:5px;" src="http://bnshost.org/dzero/benayon.jpg" alt="" width="136" height="201" />Implantada no Brasil a partir de agosto de 1954, a estrutura econômica &#8211; concentrada e sob controle transnacional &#8211; gera repetidas crises de balanço de pagamentos. Fosse a economia descentralizada, com empresas nacionais em competição, essas crises não surgiriam.</p>
<p>Na 1ª metade dos anos 60, após a euforia de gastos e a entrada subsidiada de investimentos estrangeiros nos anos de JK, ocorreu prolongada crise externa, juntamente com a instabilidade política.<a href="http://plenoemprego.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1">[1]</a></p>
<p>A etapa mais perversa dos ciclos em economias dependentes é a da pretensa cura. Aí entra a queda dos investimentos, crédito proibitivo a juros altos etc. O objetivo, como aconteceu recorrentemente desde 1964-1966, é destruir as empresas de capital nacional. As transnacionais, ademais de subsidiadas pelo &#8220;poder público brasileiro&#8221;, pouco necessitam de crédito para suas operações, além de ter acesso a baixos juros no exterior.</p>
<p>As crises retornam sempre, porque a política econômica, determinada de fora do País e contrária aos seus interesses, favorece as exportações intensivas de recursos naturais, agrava a inferioridade tecnológica e facilita as transferências de recursos reais e financeiros para o exterior.</p>
<p>As metas e os resultados da política econômica, sob os governos que se têm sucedido há muito tempo, são: propiciar ganhos aos investimentos estrangeiros diretos; servir dívidas geradas pela própria estrutura econômica e por juros abusivos; impor agudo desgaste social e o sucateamento das infra-estruturas materiais, da educação e da saúde.</p>
<p>A incompetência de alguns até pode ajudar a obtenção desses efeitos, mas não lhes é essencial. Eles são desejados por quem dirige o processo. O acesso ao desenvolvimento é acenado, mas jamais alcançado.</p>
<p>A soma dos saldos positivos da balança comercial atingiu, de 2003 a 2007, US$ 190,2 bilhões. O total dos déficits de serviços e de rendas foi maior que a diferença (US$ 143,8 bilhões) entre os superávits da balança comercial e os das transações correntes com o exterior (US$ 46,4 bilhões), porque há as transferências unilaterais, com saldo positivo (principalmente dinheiro remetido para o Brasil pelos expatriados).<!--more--></p>
<p>Os US$ 46,4 bilhões positivos das transações correntes são insuficientes para explicar as reservas internacionais, no final de 2007, de US$ 180,3 bilhões. Elas decorrem, portanto, na maior parte, da entrada líquida de capitais estrangeiros, sobretudo ingressos especulativos que se vêm aproveitar das taxas de juros mais altas do mundo, além de jogadas em mercados de ações e opções.</p>
<p>As reservas têm dois problemas: 1) estão muito mal aplicadas em títulos do Tesouro dos EUA denominados em dólar, os quais rendem juros reais negativos. 2) correspondem a dinheiro aplicado em reais no Brasil por estrangeiros, que poderão transferir os fabulosos ganhos obtidos nos mercados financeiros locais, sem falar no retorno do principal. [2]</p>
<p>[1] Essa crise foi atribuída à política de substituição de importações, quando na realidade decorreu de esta ter sido feita sob dependência financeira (desnecessária) e tecnológica (induzida pela financeira).</p>
<p>[2] De janeiro a setembro de 2007 esses ganhos passaram de US$ 151 bilhões.</p>
<p><strong>* </strong><strong>Adriano Benayon:</strong> Doutor em Economia, professor da Universidade de Brasília (UnB). Autor de &#8220;Globalização versus Desenvolvimento&#8221; (Editora Escrituras).</p>
<p><a href="http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/adriano-benayon/"><strong>Meus artigos</strong></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"><span style="color:#000000;"> </span></span></p>
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Posição externa do Brasil]]></title>
<link>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/03/13/posicao-externa-do-brasil/</link>
<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 18:35:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>NOSSOS AUTORES</dc:creator>
<guid>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/03/13/posicao-externa-do-brasil/</guid>
<description><![CDATA[Por Adriano Benayon* O Banco Central (BACEN) divulgou que as reservas do País em moedas estrangeiras]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Por <b>Adriano Benayon</b>*</p>
<p><img src="http://bnshost.org/dzero/benayon.jpg" align="right" border="0" height="201" hspace="5" vspace="5" width="136" />O Banco Central (BACEN) divulgou que as reservas do País em moedas estrangeiras superaram a dívida externa, tornando-o, assim, credor líquido. Esse triunfalismo carece de fundamento, como se tem mostrado.</p>
<p>Além de aduzir mais elementos à análise, demonstro neste artigo a impossibilidade de haver boas notícias para o País, enquanto ele estiver sob o modelo de concentração financeira e a atual política econômica.</p>
<p>Depois, o BACEN publicou estes dados: reservas internacionais, US$ 187,5 bilhões; haveres de bancos comerciais, US$ 12,9 bilhões, créditos brasileiros no exterior, US$ 2,8 bilhões. Diante dos US$ 196,2 bilhões da dívida externa, os ativos líquidos no exterior seriam US$ 7 bilhões. Como notaram Paulo B. Nogueira Jr. e outros, nesses números não estão incluídos os empréstimos intercompanhias (US$ 48,6 bilhões em janeiro), devidos às matrizes por subsidiárias de transnacionais. Com o objetivo de não pagar o imposto de renda, esses fundos são contabilizados como empréstimos, embora se trate de capital próprio.</p>
<p>O passivo externo bruto está em torno de US$ 700 bilhões de reais. Aí se inclui o estoque de investimentos diretos estrangeiros (IDE), bem como os investimentos estrangeiros em carteira e a dívida em mãos de estrangeiros registrada. Com a dedução dos ativos de brasileiros no exterior, o passivo externo líquido fica em cerca de US$ 400 bilhões.<!--more--></p>
<p>Outro ponto importante, a invalidar o discurso de que a dívida externa foi superada, é sua mal-disfarçada substituição por dívida interna. Bem mais que a metade das reservas em dólares do BACEN provieram de residentes no exterior, e elas podem minguar de repente, ao ser transferido o capital mais juros de aplicações na dívida interna. Os títulos dessa dívida registrados na Comissão de Valores Mobiliários como adquiridos por não-residentes equivaliam a mais de US$ 42 bilhões em janeiro, e o total real é certamente maior.</p>
<p>Os aplicadores tomam crédito barato em moeda estrangeira e a passam ao Banco Central do Brasil em troca de reais, com os quais compram títulos da dívida interna brasileira. Nesse processo, eles se vêm apropriando não apenas do diferencial das taxas de juros, em torno de 10% aa., mas também de ganhos de capital superiores a 20%, só nos últimos 12 meses, em função da apreciação do real.</p>
<p>O círculo é retroalimentado, pois o real se valoriza com o ingresso dos capitais especulativos. Como é que alguém tem coragem de contar piadas de português no Brasil, com este modelo e esta política econômica? Sendo o presidente e diretores do BACEN egressos de bancos privados, o público seria levado a supor que eles entendem de ganhar dinheiro. Se entendem, trabalham deliberadamente contra o País. Quando a tendência, nos últimos anos de FHC, era a desvalorização do real, vendiam-se títulos da dívida pública indexados ao dólar, dotados de juros reais exorbitantes. Os ganhos passaram de 80% aa. Invertida a tendência do câmbio, passou-se à atual modalidade de saqueio. Os prejuízos vão para a sociedade, que paga impostos para a União despender mais de R$ 160 bilhões por ano nos excessivos juros da dívida interna. Esta cresceu 65% em termos reais, de dezembro de 2002 a dezembro de 2007 (10,5% aa.), depois de ter aumentado 368% de 1994 a 2002 (21,3% aa.). Essa escalada decorreu da capitalização dos juros. Não é só da assim cultivada dívida interna que se cevam manipuladores financeiros do exterior. De janeiro a setembro de 2007, estrangeiros ganharam US$ 151,3 bilhões com aplicações em ativos financeiros, inclusive ações na BOVESPA e ADRs na bolsa de Nova York. Além disso, o País acumula perdas cambiais por manter reservas em dólar, moeda cuja fraqueza é, de há muito, evidente. O dólar já se desvalorizou mais de 100% em relação ao ouro e 30% ao euro, nos três últimos anos. O BACEN mantém reservas em dólar e faz operações de swap, alegadamente para sustentar o valor dessa moeda no Brasil. Teve, no exercício de 2007, prejuízo de R$ 47,5 bilhões, a ser coberto pelo Tesouro Nacional e, portanto, pelo contribuinte. A mídia reclama dos programas sociais, que inclusive geram demanda e produção na economia, e omite-se quando se trata de criticar a gestão do BACEN.</p>
<p><a href="http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/adriano-benayon/">  </a>* <b>Adriano Benayon:</b> Doutor em Economia, professor da Universidade de Brasília (UnB). Autor de &#8220;Globalização versus Desenvolvimento&#8221; (Editora Escrituras).</p>
<p><a href="http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/adriano-benayon/"><b>Meus artigos</b></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A escalada dos lucros dos bancos, por Adriano Benayon]]></title>
<link>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/03/04/a-escalada-dos-lucros-dos-bancos/</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 23:17:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>NOSSOS AUTORES</dc:creator>
<guid>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/03/04/a-escalada-dos-lucros-dos-bancos/</guid>
<description><![CDATA[*  Adriano Benayon   Os lucros dos bancos continuam se elevando, a cada ano, e com velocidade aument]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><strong><img border="0" align="right" width="136" src="http://bnshost.org/dzero/benayon.jpg" hspace="5" height="201" />*  Adriano Benayon </strong> </p>
<p align="justify">Os lucros dos bancos continuam se elevando, a cada ano, e com velocidade aumentada. Começando em 1995, já se acumulam, em 2007, 468% de crescimento real, ou seja, o valor multiplicou-se por quase seis.</p>
<p align="justify">Nos oito anos de FHC a média foi 11% aa., perfazendo 130%. Nos dois primeiros anos de Lula, 14% aa. Em 2005, 21,5%. Em 2005, 19,7%. Em 2007, 30,6%, tomando por base os cinco bancos com maiores lucros. Essas taxas acumularam-se em 147% em apenas 5 anos, com média anual de 19,8%. Neste ano já saíram resultados de 31 bancos. Seu retorno sobre o patrimônio aumentou de 21,2% para 24,3%, e o lucro líquido atingiu R$ 34,4 bilhões, com 43,3% de crescimento real. Considerados somente aqueles cinco bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Unibanco e AMRO-Real), o percentual foi menor: 30,6%.Esse panorama é inverso ao dos rendimentos do trabalho, cuja deterioração chama a atenção. Por exemplo: em 1998, um trabalhador assalariado em São Paulo, capital, ganhava, em média, R$ 1.626,00, a preços de hoje corrigidos pelo IPCA. Em 2008 essa remuneração caiu para R$ 1.202,00. Baixou, portanto, 35,3%, em termos reais, em 9 anos. Queda maior (36,9% em 5 anos) ocorreu de 1998 para 2003, quando o valor afundou para R$ 1.188,00. De lá ao presente, houve pífio aumento de 1,18% em 4 anos, i.e., menos da metade de 1% aa.<!--more--></p>
<p align="justify">Os ganhos dos bancos têm sido propelidos por: 1) extorsivas taxas de juros aliadas à expansão do crédito; 2) receitas das tarifas de &#8220;serviços&#8221;. Estas, em 1995, cobriam 25% da folha de pagamento dos bancos. Atualmente esse percentual é de 125%, ou seja: as tarifas cobrem integralmente a folha e acrescentam ao lucro um valor correspondente a 25% dela.</p>
<p align="justify">Esse é um dos efeitos da desregulamentação instituída em 1995, por FHC, no contexto dos acordos com o FMI e do poder conferido ao Banco Central, sempre em mãos guiadas pela mão invisível dos banqueiros mundiais, permitindo tudo aos bancos, que ele deveria controlar, se estivéssemos num País em exercício da autodeterminação.</p>
<p align="justify">A mesma política faz manter no Brasil taxas de juros abusivas, pagas pelos clientes aos bancos, malgrado reduções, nos dois últimos anos, da taxa SELIC, aplicável a títulos da dívida pública interna.</p>
<p align="justify">Em 2007, alguns bancos obtiveram receitas extraordinárias com a venda de participações em empresas, entre elas, Bovespa e BM&#38;F, por parte do Bradesco, Itaú e Unibanco.</p>
<p align="justify">Houve a alienação irresponsável da SERASA para o estrangeiro Experian Group, pela qual Itaú, Unibanco, Bradesco e Real-AMRO receberam, no total, cerca de R$ 2,32 bilhões. Em 2006 o Itaú teve o lucro diminuído em mais de R$ 2 bilhões, em função da compra de agências do Bank of Boston. Mas essas transações não são suficientes para explicar o salto de 2006 para 2007, mesmo porque os demais bancos as tiveram em proporção menor, e o lucro no conjunto foi maior.</p>
<p align="justify">Entre outras benesses providas pela legislação FHC/Consenso de Washington, está a de deduzir dos lucros os juros sobre o capital próprio. Com isso, abatem-se, nos balanços, os lucros líquidos tributáveis, sujeitos ao Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Portanto, os lucros reais são ainda maiores que os das cifras contidas. Em 2005, as despesas dos bancos com encargos tributários caíram em R$ 2,1 bilhões por meio desse favor fiscal.</p>
<p align="justify">No mesmo ano, os cerca de 200 bancos em operação no País pagaram R$ 7,5 bilhões de impostos. Os rendimentos do trabalho retidos na Fonte pelo IR foram taxados em R$ 30,75 bilhões, e arrecadaram-se mais: a) R$ 7,02 bilhões de pessoas físicas; b) R$ 47,2 bilhões de pessoas jurídicas.</p>
<p align="justify">Os bancos desfrutam, ainda, da alíquota de 15%, exclusiva, no IR. Há, ademais, isenção desse imposto nos dividendos pagos aos acionistas. Além disso, suas receitas por tarifas avolumam-se com a movimentação dos &#8220;investidores&#8221; estrangeiros nas operações com títulos da dívida pública. Essas e as remessas de lucros e dividendos ao exterior estão isentas do IR, pela Lei nº 9.249, de 26.12.2005 (governo Lula).</p>
<p align="justify">O Brasil mantém 25 tratados, para evitar a dupla tributação. Assinala Osiris Lopes Filho: &#8220;A regra básica nesses tratados é o tax credit, vale dizer, o imposto que seria incidente aqui é crédito no país do Primeiro Mundo &#8230;Desde tal lei, o Brasil abdica de tributar aqui, nas remessas de lucros e dividendos, em abjeta generosidade em favor dos países ricos &#8230; A arrecadação é realizada integralmente pelos Fiscos dos países recebedores das remessas. Nada é coletado no Brasil.&#8221;</p>
<p align="justify">A legislação facilita, ainda, aos bancos compensar, por meio de créditos tributários, prejuízos no exercício corrente ou em qualquer dos últimos10 anos. Em 2007, a Caixa Econômica Federal apresentou lucro de R$ 2,51 bilhões, graças, em parte, a esses créditos, que compensaram perdas com títulos hipotecários no mercado norte-americano.</p>
<p align="justify"><strong>*  Adriano Benayon </strong>é Doutor em Economia, professor da Universidade de Brasília (UnB).  Autor de &#8220;Globalização versus Desenvolvimento&#8221;, editora Escrituras. <a href="mailto:benayon@terra.com.br">benayon@terra.com.br</a> <a href="http://desempregozero.org/category/todos-nossos-autores/adriano-benayon/"><font color="#ff0000"><b>Meus artigos</b></font></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O principal problema a se discutir no Brasil, hoje]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/2008/02/18/o-principal-problema-a-se-discutir-no-brasil-hoje/</link>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 11:30:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
<guid>http://rafaelfortes.wordpress.com/2008/02/18/o-principal-problema-a-se-discutir-no-brasil-hoje/</guid>
<description><![CDATA[Finalmente uma iniciativa para investigar o dinheiro gordo, a sangria inexplicável e injustificável ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Finalmente uma iniciativa para investigar o dinheiro gordo, a sangria inexplicável e injustificável que enfraquece o país e o Estado e enriquece banqueiros e empresários daqui e de fora:</p>
<p>&#8220;O PSOL começou a recolher nesta segunda-feira                 (11/2) assinaturas de apoio ao requerimento que dará entrada                 ao pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito para                 investigar a dívida pública brasileira. Setenta parlamentares                 já assinaram o documento. Estimada hoje em R$ 1,333 trilhão,                 a dívida pública teve um crescimento de 7,8% em 2007.                 Desde o início do governo Lula, em 2003, foram destinados                 R$ 851 bilhões para o pagamento de juros dessa dívida,                 que nunca sofreu uma auditoria séria conforme determina o                 artigo 26 da Constituição.&#8221; (do boletim do deputado federal Chico Alencar)</p>
<p>A iniciativa é do deputado federal Ivan Valente, como <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/1425/" target="_blank">noticia</a> o <i>Correio da Cidadania</i>.</p>
<p>Por falar em Constituição e dívida, não custa lembrar: como já comentei <a href="http://rafaelfortes.wordpress.com/2007/11/17/nacionalismo-e-antinacionalismo/" target="_blank">antes</a>, segundo o professor Adriano Benayon, o atual ministro da Defesa (e olha só de que pasta!), Nelson Jobim, <b>fraudou</b> a Constituição para garantir a destinação de verbas para o pagamento da dívida.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A bolha financeira mundial, por Adriano Benayon]]></title>
<link>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/01/24/a-bolha-financeira-mundial-por-adriano-benayon/</link>
<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 22:52:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>NOSSOS AUTORES</dc:creator>
<guid>http://plenoemprego.wordpress.com/2008/01/24/a-bolha-financeira-mundial-por-adriano-benayon/</guid>
<description><![CDATA[Adriano Benayon Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituído]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><font face="Verdana" size="2"><b>Adriano Benayon</b> </font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituídos de valor. Isso é só uma parte da montanha que está implodindo. Foram emitidos por bancos e fundos na euforia mentirosa da globalização e da desregulamentação. Finalidade: lucros ilimitados sem esforço algum, a não ser dos chips dos supercomputadores que movimentam as centenas de trilhões de dólares e de euros virtuais criadas pelo sistema financeiro.</font><font face="Verdana" size="2">Nunca soou tão ridícula como agora esta nota, em destaque no portal do Tesouro dos EUA: &#8220;<i>Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do Mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes.&#8221;</i></font><font face="Verdana" size="2">A especulação é antiga como o Mundo, mas não se deve pensar na finança só sob esse prisma: ela é necessária para prover moeda e finança a fim de desenvolver a economia real. Questão fundamental é esta: quem controla a emissão dos meios de pagamento à vista e a dos títulos de crédito, pois os detentores desse poder mandam na sociedade. A eles se subordinam os presidentes e os primeiros-ministros das potências hegemônicas e os de seus associados menores e satélites. Mais ainda, os pseudogovernantes dos países explorados pelo comércio e pelos investimentos diretos estrangeiros.</font><font face="Verdana" size="2"> </font><font face="Verdana" size="2">Os bancos centrais têm sido regidos pela oligarquia financeira, a raposa que controla galinheiros como o Banco da Inglaterra, há séculos, e o Federal Reserve (FED), desde sua criação em 1913, após a qual disse Louis McFadden, membro do Congresso dos EUA, depois assassinado<i>: &#8220;Um super-Estado controlado pelos grandes banqueiros internacionais, agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu prazer. O banco central usurpou o governo.&#8221;</i></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">O FED, feudo do cartel de bancos privados, é quem emite a moeda dos EUA, a principal do sistema mundial. Não, o Tesouro. Kennedy autorizou-o a emitir papel-moeda, mas o decreto foi revogado por Lyndon Johnson, poucos dias após o assassinato de Kennedy.<!--more--></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Está, pois, claro quem emite e controla a moeda e o crédito, e para favorecimento de quem. Os bancos, ademais das receitas com títulos públicos e privados, auferem juros dos empréstimos. O lançamento de títulos de empresas é outra fonte de ganhos. Esses títulos são objeto de opções e swaps etc. Deles saem derivativos e títulos colateralizados. Até índices de preços de ações e taxas de câmbio são securitizados. Além disso, há as taxas e comissões. Para investir, os bancos usam recursos do banco central a custo inferior aos juros que auferem; emprestam múltiplos dos depósitos à vista livres do depósito compulsório; aplicam investimentos de empresas e de outros.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Ávidos de lucros e poder, criam montanhas de ativos financeiros mais altas que o Everest. Para esse fim e tendo ascendência sobre os políticos, desmontaram os controles instituídos nos anos 30 em face dos terríveis males econômicos e sociais gerados pela bolha de 1929. Formaram outra a partir dos anos 80. Grana é o combustível da ideologia (neo)liberal e da globalização. Não há ninguém limitando suas decisões: essa é a origem do presente colapso financeiro mundial.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Nos últimos vinte anos os ativos financeiros cresceram exponencialmente, em gritante desproporção com a inflação moderada dos ativos monetários. Os títulos de crédito, inclusive derivativos, ultrapassam 500 trilhões de dólares. Grande parte são <i>junk bonds</i> (títulos podres).</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A existência de tanto dinheiro seria impossível mesmo no plano simbólico do papel-moeda, dos certificados de títulos e dos lançamentos em livros. As transações financeiras e cambiais diárias, de trilhões de dólares, realizam-se através de supercomputadores. Inclusive para lavar dinheiro dos tráficos ilícitos: quanto mais operações, mais difícil retraçar a origem dos fundos.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Sem contar os derivativos, que atingiram somas inconcebíveis, acima de U$ 500 trilhões, os ativos financeiros chegaram a US$ 167 trilhões: 14 vezes a cifra de 1980. Em contraste com essa mega-inflação a economia real estagnou, por causa do baixo investimento na infra-estrutura e nas estruturas produtivas. Financiaram-se, antes, fusões e aquisições.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Daí ter declinado o emprego e os rendimentos da classe média, e surgido dificuldades para o pagamento de débitos em cima dos quais se criou a montanha dos derivados. O consumo foi estimulado pelo crédito, apesar de a maioria ter perdido renda real com a transferência em favor do segmento de 1% que, sozinho, detém 40% dela.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A inadimplência de devedores hipotecários detonou o colapso financeiro, mas este alcança empréstimos de empresas, cartões de crédito e muito mais. O sistema financeiro abusou da conversão de dívidas em títulos (securitização) e classificou débitos <i>sub-prime</i> como AAA.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A implosão tornou-se evidente desde o 1º semestre de 2007, quando grandes corretoras como <i>Merrill Lynch e Lehman Brothers</i> suspenderam a venda de colaterais, só conseguindo ofertas de 20 centavos por dólar de valor nominal. Em julho de 2007, bancos europeus registraram prejuízos com contratos baseados em hipotecas <i>sub-prime</i>. O IKB, da Alemanha, foi salvo com um empréstimo de emergência de US$ 11 bilhões, e houve corrida bancária ao britânico <i>Northern Rock.</i></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">O colapso acarreta modificação estrutural no fluxo internacional de capitais. Até agosto de 2007, investidores fora dos EUA compravam mais do que vendiam títulos norte-americanos. Naquele mês o fluxo tornou-se negativo. Apesar de terem voltado as compras líquidas, a média de agosto a novembro (US$ 52,1 bilhões) foi menos que metade da média de janeiro a julho (US$ 113,1 bilhões). Os estrangeiros buscam livrar-se dos títulos de longo prazo.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">A partir de outubro, parte substancial dos ingressos de divisas nos EUA provém do socorro por fundos soberanos da Ásia e do Oriente Médio, que adquirem títulos conversíveis em ações de bancos dos EUA. Em novembro, ações ordinárias do <i>Citigroup</i> foram compradas pelo fundo soberano de Abu Dhabi por US$ 7,5 bilhões.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">O <i>Citigroup</i>, maior banco dos EUA, teve de vender, em 15.01.2008, ações preferenciais por US$ 14,5 bilhões ao <i>Temasek,</i> fundo nacional de Cingapura. Captou também da Autoridade de Investimentos do Kuwait. São US$ 26 bilhões desde o início do colapso. <i>Merrill Lynch</i> recebeu, em janeiro de 2008, U$ 6,6 bilhões da Companhia de Investimentos da Coréia, da Autoridade de Investimentos do Kuwait e de outros, além de US$ 6,2 bilhões em dezembro.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">O suíço UBS deu baixa, no 3º trimestre de 2007, em 3,4 bilhões de dólares de títulos<b> </b>ligados aos mercados <i>sub-prime</i> dos EUA. No 4º trimestre, mais US$10 bilhões. Então levantou US$ 17,6 bilhões: participação de 9% do governo de Cingapura no capital do banco e mais recursos de investidor não divulgado do Oriente Médio. Chegam a <b>US$ 100 bilhões de dólares</b> as recentes injeções em bancos estadunidenses e europeus, por fundos nacionais e investidores de Abu-Dabi, Kuwait, Dubai, Arábia Saudita, China, Cingapura e Coréia.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Também ganham vulto as operações de resgate por parte dos bancos centrais para evitar que os bancos ponham à venda ativos podres, o que aceleraria a débâcle. O FED tem soltado centenas de bilhões de dólares. Em 18.12.2007 o Banco Central Europeu, o FED e o Banco da Inglaterra socorreram bancos do continente europeu e ingleses <b>com US$ 548 bilhões.</b> Isso atiça a inflação, mas não logra sanear os bancos.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Observadores calculam que <b>mais de US$ 1 trilhão de ativos</b> já ficaram sem valor nos últimos meses. A bolha pode alcançar US$ <b>20 trilhões, </b>segundo o Serviço de Notícias da Executive Intelligence Review.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Tudo isso é escondido dos olhos do grande público. A oligarquia responsável pelo colapso pretende fazê-lo pagar por este. Até há pouco, os economistas dos bancos esbanjavam loas à expansão econômica. Agora, muitos persistem na enganação, e uns poucos dize que &#8220;a situação mudou&#8221;, em vez de reconhecer que erraram. Foi mais sincero o executivo-chefe da <i>Fannie Mae</i>, importante instituição hipotecária dos EUA: <i>&#8220;o pior da crise ainda está por vir, pois o mercado não chegará ao fundo antes do final de 2008.&#8221;</i></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Conclusão</font></p>
<p><font face="Verdana" size="2">Os efeitos irão além da recessão em curso nos EUA. Virá a depressão, e já está difícil ocultar a natureza fraudulenta do sistema mundial de poder. Por ficar atrelada a este, a sociedade brasileira foi sacrificada demais e tolhida em seu desenvolvimento. O Brasil progrediu nos anos 30 e 40, ao cair o comércio internacional por causa da depressão nos países hegemônicos. Está na hora de o País organizar-se, controlar os capitais e desconcentrar a estrutura econômica.</font></p>
<p><font face="Verdana" size="1"></font><font face="Verdana" size="1"></font><font face="Verdana" size="1"></font><font face="Verdana" size="1"></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana" size="1">* &#8211; Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de <i>&#8220;Globalização versus Desenvolvimento&#8221;, </i>editora Escrituras. <a href="mailto:benayon@terra.com.br"><u><font face="Verdana" size="1">benayon@terra.com.br</font></u></a></font></p>
<p><font face="Verdana" size="2"></font></p>
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