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	<title>agressividade &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/agressividade/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "agressividade"</description>
	<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 07:46:28 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[5ª Fase do Medo: Estado de Panico]]></title>
<link>http://ziario.wordpress.com/2009/11/14/5%c2%aa-fase-do-medo-estado-de-panico/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 08:55:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iara</dc:creator>
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<description><![CDATA[Plano Objetivo: Caracteriza esta fase a direção automática da conduta. O cortex cerebral sofre, ja o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="color:#000000;">Plano Objetivo:</span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;">Caracteriza esta fase a direção automática da conduta. O cortex cerebral sofre, ja os efeitos de sua  total inatividade (morte temporal), produzida pela absoluta invasão do Medo. Disso deriva  a liberação incontrolada dos dispositivos e normas deflexas ancestrais dos centros encefálicos inferiores, em cujos impulsos motores __ de <strong>extraordinaria violência</strong>__ não há modo de interferir, nem no campo situacional ( mediante estimulos tranquilizantes, por exemplo) nem na intimidade pessoal ( por seu suposto esforço da vontade). A &#8220;tempestade&#8221; se torna agora cinética, ou seja, desenrola-se na<strong> esfera motora</strong> (correspondente ao deflexo &#8220;catastrofico&#8221; de Goldscheider). Podem-se observar agora crises convulsivas, histerepileptiformes; a <strong>força muscular</strong> parece centuplicada mas é   <strong>cegamente liberada</strong> em atos  que só por causalidade resultam adequados. É assim que, às vezes, o <strong>pânico</strong> pode converter o sujeito em herói sem o saber (malgré lui); alguns atos de grande  agressividade e audácia, nos campos de batalha, tem sido realizados achando-se seu autor em estado sub ou inconsciente (crepuscular), e constituen verdadeiras &#8220;fugas para frente&#8221;, das quais o primeiro <strong>surpreendido e assustado</strong>, a posteriori, é o proprio herói.</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">Plano Objetivo:</span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;">Correspondendo ao dominio da &#8220;pessoa subconsciente&#8221; ou &#8220;profunda&#8221; (de Krauss) nesta fase o individuo mal se apercebe de  quanto lhe ocorre ou realiza; algumas vivencias de <strong>pesadelo</strong> (oniroides, deliriosas, incoerentes) seguidas de rápida e <strong>amnésia</strong> (esquecimento) é tudo quanto chega  a se produzir  em seu plano  consciente. Este periodo é, pois, vivido como um mau sonho, o qual, se persiste  a excitação, esgotará também os centros automáticos, submergindo o individuo  na fase final.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Emilio Mira y Lopez</strong> ,  “Os Quatro Gigantes da Alma: O Amor, A Ira, O Medo, O Dever”( José Olympio Editora, p. 43)</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Elizabeth Lambert a jogadora mais agressiva do mundo]]></title>
<link>http://dilbertorosa.wordpress.com/2009/11/12/elizabeth-lambert-a-jogadora-mais-agressiva-do-mundo/</link>
<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 22:41:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>dilbertorosa</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Americana Elizabeth Lambert, jogadora de futebol, distribui socos, pontapés e puxões de cabelo em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Americana Elizabeth Lambert, jogadora de futebol, distribui socos, pontapés e puxões de cabelo em suas adversárias.<br />
Quem lembra do jogador Edmundo e sua agressividade, ficará surpreso em ver esse vídeo.</p>
<p>Perto de Elizabeth Lambert o &#8220;animal&#8221; é um cordeirinho.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/W0oXq8i1Ooc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/W0oXq8i1Ooc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pais ausentes]]></title>
<link>http://psicopedagogaisabel.wordpress.com/2009/11/06/pais-ausentes/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 17:47:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>psicopedagogaisabel</dc:creator>
<guid>http://psicopedagogaisabel.wordpress.com/2009/11/06/pais-ausentes/</guid>
<description><![CDATA[Pais de crianças e adolescentes chegam até mim com problemas sérios de aprendizagem e comportamento.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-55" title="pais ausentes" src="http://psicopedagogaisabel.wordpress.com/files/2009/11/pais-ausentes.jpg" alt="pais ausentes" width="118" height="90" />Pais de crianças e adolescentes chegam até mim com problemas sérios de aprendizagem e comportamento. Muitas vezes pais trabalham o dia todo e saturam o filho com bens materiais esquecendo o lado emocional e de passar mais tempo com o filho participar dos eventos escolares, lições de casa e mesmo reuniões.<br />
Os pais precisam se conscientizar que a presença miníma que seja, tem mais importância que a matéria e evita sérios problemas emocionais mais tarde.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Nada menos do que a perfeição ]]></title>
<link>http://psicoport.wordpress.com/2009/11/05/nada-menos-do-que-a-perfeicao/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:40:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>psicoport</dc:creator>
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<description><![CDATA[TODOS OS PAIS DESEJAM o melhor para os filhos, porém, existem aqueles que vão além e exigem demais d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[TODOS OS PAIS DESEJAM o melhor para os filhos, porém, existem aqueles que vão além e exigem demais d]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Delinqüência, Perversidade e Violência]]></title>
<link>http://beiachy.wordpress.com/2009/10/31/delinquencia-perversidade-e-violencia/</link>
<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 22:04:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>beiachy</dc:creator>
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<description><![CDATA[A onda crescente de delinqüência que se espalha por toda a Terra assume proporções catastróficas, im]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-306" title="loucura" src="http://beiachy.wordpress.com/files/2009/10/loucura.jpg" alt="loucura" width="497" height="306" /></p>
<p>A onda crescente de delinqüência que se espalha por toda a Terra assume proporções catastróficas, imprevisíveis, exigindo de todos os homens probos e lúcidos acuradas reflexões. Irrompendo, intempestivamente, faz-se avassaladora, em vigoroso testemunho de barbárie, qual se loucura de procedência pestilencial se abatesse sobre as mentes, em particular grassando na inexperiente Juventude, em proporções inimagináveis, aflitivas.</p>
<p>Sociólogos, educadores, psicólogos e religiosos preocupados com a expressiva mole de delinqüentes de toda lavra, especialmente os perversos e violentos, aprofundam pesquisas, improvisam soluções, experimentam métodos mal elaborados, aderem aos impositivos da precipitação, oferecem sugestões que triunfam por um dia e sucumbem no imediato, tudo prosseguindo como antes, senão mais turbulento, mais inquietador. Os milênios de cultura e civilização parece que em nada contribuíram a benefício do homem, que, intoxicado pela violência generalizada, adotou filosofias esdrúxulas, em tormentosa busca de afirmações, mediante o vandalismo e a obscenidade, em fugas espetaculares para as “origens”.</p>
<p>Numa visão superficial das conseqüências calamitosas desse estado sócio-moral decorrentes, asseveram alguns observadores que a delinqüência, a perversidade e a violência fluem, abundantes, dos campos das guerras sujas e cruéis, engendradas pela necessidade da moderna tecnologia em libertar os países super-desenvolvidos do excesso de armamentos bélicos e dos equipamentos militares ultrapassados, gerando focos de conflitos a céus abertos entre povos em fases embrionárias de desenvolvimento ou subdesenvolvidos, martirizados e destroçados às expensas dos interesses econômicos alienígenos, dominadores arbitrários, no entanto, transitórios&#8230;</p>
<p>Indubitavelmente, a Humanidade vê-se compelida a responder por esse pesado ônus, fruto do egoísmo de homens e governos impenitentes, que fomentam as desgraças imediatas, geratrizes de males que tais&#8230; O homem condicionado à técnica da matança desenfreada e selvagem, atormentado pelo medo contínuo, submetido às demoradas contingências da insegurança, incerteza e angústia disso resultantes, adestrado para matar antes e examinar depois, a fim de a si mesmo pouparse, obrigando-se a cruciais situações, ingerindo drogas para sustentar-se, açular sensações, aniquilar sentimentos, só, mui dificilmente, poderá reencontrar-se mesmo que transladado dos campos de combate para as comunidades pacíficas e ordeiras.</p>
<p>A simples injunção de uma paz assinada longe do caos dos conflitos onde perecem vidas, ideais e dignidade jamais conseguirá transformar de improviso um “veterano” num pacato cidadão. Além desse fator odioso, com suas intercorrências, referem-se os estudiosos aos da injustiça social vigente entre as diversas classes humanas, de que padecem os proletários e os menos favorecidos sempre arrojados às posições subalternas ou nenhures, mal remunerados, ou sem salário algum, subnutridos, abandonados. Atirados aos redutos sórdidos das favelas, guetos e malocas, vivendo de expedientes, dependentes uns dos outros, em aventuras, urdem na mais penosa miséria econômica, da qual se derivam as condições mesológicas deploráveis — causas de enfermidades orgânicas e psíquicas de diagnose difícil quão ignorada; geradoras de ódios, brutalidades e sevícias, nos quais se desarticulam os padrões dos sentimentos substituídos por frieza emocional resultante de inditosa esquizofrenia paranóide — os desforços contra a Sociedade indiferente que os relega a estágio primitivo, sub-humano. Ás vezes sobrevivem alguns descendentes, vítimas inermes do meio-ambiente, cujos hábitos e costumes arraigados jungem-os a viciações de erradicação difícil, quando não perturbante, de que não se conseguem libertar, estiolando-se, mais tarde&#8230;</p>
<p>Todavia, devemos considerar, à margem das respeitáveis opiniões dos técnicos e especialistas no complexo problema, as condições morais das famílias abastadas — tendo-se em conta que a delinqüência flui, também, abundante e referta, assustadora e rude, em tais meios assinalados pela linhagem social e pela tradição — cujos exemplos nem sempre salutares, substituem o cumprimento dos retos deveres pelo suborno ou os transferem para realização a servos e pedagogos remunerados, enquanto os pais se permitem desconsiderações recíprocas, desprezo a leis e costumes, impondo seus caprichos e desaires como normas aceitas, convenientes, sobre as quais estatuem as diretrizes do comportamento, agindo de maneira desprezível, apesar da aparência respeitável&#8230;</p>
<p>A leviandade de mestres e educadores imaturos, não habilitados moralmente para os relevantes misteres de preparação das mentes e caracteres em formação, contribui, igualmente, com larga quota de responsabilidade no capítulo da delinqüência juvenil, da agressividade e da violência vigentes, ameaçadoras, câncer perigoso a dizimar com crueldade o organismo social do Planeta. Experiências em laboratórios com ratos hão demonstrado que a superdensidade de espécimes em área reduzida torna-os violentos, após atravessarem períodos de voracidade alimentar, de abuso sexual até a exaustão, fazendo-os, depois perigosos e agressivos, indiferentes às outras faculdades e interesses. Crêem os especialistas em demografia, que o problema é semelhante no homem que vive estrangulado nos congestionados centros urbanos, onde as cifras da delinqüência se fazem superlativas, cada dia ultrapassando as anteriores. Destaquemos, aqui, a falência das implicações morais e da ética religiosa do passado, que depois da constrição proibitiva a todos os processos evolutivos viam-se ultrapassadas, sentindo necessidade de atualização para a sobrevivência, saltando do estágio primário da proibição pura e simples para o acumpliciamento e acomodação a pseudos valores novos, não comprovados pela qualidade de conteúdo. A permissividade total concedida por alguns receosos pastores, em caráter experimental, contribuiu para a morte do decoro e a vigência da licenciosidade que passou a vulgarizar a temática evangélica em indesculpável servilismo das paixões dominantes&#8230;</p>
<p>O delinqüente, no entanto, padece, não raro, de distúrbios endógenos ou exógenos que o impelem ou predispõem à violência, que se desborda ante os demais contributos sociais, econômicos, mesológicos&#8230; Sem qualquer dúvida, a desarmonia endócrina, resultante da exigência hereditária, as distonias psíquicas se fazem vigorosos impositivos para a alienação e a delinqüência. Muitos traumas psicológicos e recalques que procedem do próprio espírito aturdido e infeliz espocam como complexos destrutivos da personalidade expulsandoos para porões do desajuste da emoção e para a rebeldia sistemática a que se agarram, buscando sobreviver, não raro enlouquecendo pela falta de renovação e pela intoxicação dos fluidos e miasmas psíquicos que cultivam.</p>
<p>Além disso, os distúrbios orgânicos, as seqüelas de enfermidades várias, os traumatismos ocasionados por golpes e quedas são outra fonte de desarranjos do discernimento, ensejando a fácil eclosão da violência e da agressividade. Pulula, ainda, nos complexos mecanismos da reencarnação em massa destes dias, mergulho no corpo somático de Espírito primário nos quadros da evolução, necessitados de progresso e ajuda para a própria ascensão que, não encontrando os estímulos superiores para o enobrecimento, são, antes, conduzidos à vivência das sensações grosseiras em que transitam, desbordando os impulsos agressivos e os instintos violentos com que esperam impor-se e usufruir mais fogosas cargas de gozos em que se exaurem e sucumbem. Aderem à filosofia chã de viver intensamente um dia, a lutarem e viverem todos os dias.</p>
<p>A simples preocupação dos interessados — e a questão nos diz respeito a todos nós —, não resolve, se medidas urgentes e práticas, mediante uma política educativa generalizada, não se fizerem impor antes da erupção de males maiores e das suas conseqüências em progressão, apavorantes. Teríamos, então, as cidades transformadas em imensos palcos para o espetáculo cada vez mais rude da delinqüência e dos seus famigerados comparsas. Tem-se procurado reprimir a delinqüência sem se combaterem as causas fecundas da sua multiplicação. Muito fácil, parece, a tarefa repressiva, inútil, porém, quando não se transforma em um fator a mais para a própria violência.</p>
<p>A terapêutica para tão urgente questão há de ser preventiva, exigindo dos adultos que se repletem de amor nas inexauríveis nascentes da Doutrina de Jesus, a fim de que, moralizandose, possam educar as gerações novas propiciando-lhes clima salutar de sobrevivência psíquica e realização humana. A valorização da vida e o respeito pela vida conduzirão pais, mestres, educadores, religiosos e psicólogos a uma engrenagem de entendimento fraternal com objetivos harmônicos e metódicos — exemplos capazes de sensibilizar a alma infantil e conduzi-la com segurança às metas felizes que devem perseguir.</p>
<p>Por coerência, espiritualmente renovado e educado, o homem investirá contra a chaga vergonhosa da injustiça social, contra os torpes métodos que fomentam a miséria econômica e seus fâmulos, contra o inditoso e constritivo meio-ambiente pernicioso, contra o orgulho, o egoísmo e a indiferença. Os portadores de perturbação psíquica de qualquer procedência e violentos serão amados e atendidos por uma Medicina mais humana e mais interessada nos pacientes que preocupada em auferir lucros e homenagens com que muitos dos seus profissionais se envilecem, na tortuosa correria para a fama e o poder&#8230; O homem iluminado interiormente pela flama cristã da certeza quanto à sobrevivência do Espírito ao túmulo e da sua antecedência ao berço, sabendo-se herdeiro de si mesmo, modificase e muda o meio onde vive, transformando a comunidade que deixa de a ele se impor para dele receber a contribuição expressiva, retificadora.</p>
<p>Os homens são, pois, os seus feitos.<br />
A sociedade são os homens que a constituem.<br />
A vida humana resulta dos Espíritos que a compõem. Com sabedoria incontestável elucidou Jesus, o Incomparável Psicólogo, que prossegue vitorioso, não obstante os séculos transcorridos: “Busca, primeiro, o reino de Deus e Sua Justiça e tudo mais te será acrescentado”, demonstrando que, em o homem se voltando para a Pátria Espiritual &#8211; a verdadeira - e suas questões, de fundamental importância, os demais interesses serão resolvidos como efeito natural das aquisições maiores.</p>
<p>Nesse cometimento todos estamos engajados e ninguém se pode omitir, porqüanto somos igualmente responsáveis pelas ocorrências da delinqüência, perversidade e violência &#8211; esses teimosos remanescentes da natureza animal do homem em luta consigo mesmo para insculpir o bem e libertar dos grilhões do primarismo terreno a sua natureza espiritual. Toda contribuição de amor como de paciência, toda dádiva de luz como de saber são valiosa oferenda para o amanhã de paz e ventura que anelamos.</p>
<p>Joanna de Ângelis</p>
<p>Para fazer download do livro &#8220;S.O.S. Família de Joanna de Ângelis&#8221; completo, siga o link e adquira o arquivo *.pdf no &#8220;4shared&#8221;<br />
<a class="wp-caption-dd" title="download" href="http://www.4shared.com/dir/6204198/63bc70a9/Divaldo_Pereira_Franco.html" target="_blank">http://www.4shared.com/dir/6204198/63bc70a9/Divaldo_Pereira_Franco.html</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[American Pitbull Terrier]]></title>
<link>http://cachorroblog.wordpress.com/2009/10/30/american-pitbull-terrier/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 02:07:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcello Berriel</dc:creator>
<guid>http://cachorroblog.wordpress.com/2009/10/30/american-pitbull-terrier/</guid>
<description><![CDATA[Continue lendo aqui.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://cachorroblog.wordpress.com/files/2009/10/1198068252american_pit_bull_terrier.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2776" title="1198068252american_pit_bull_terrier" src="http://cachorroblog.wordpress.com/files/2009/10/1198068252american_pit_bull_terrier.jpg" alt="1198068252american_pit_bull_terrier" width="500" height="334" /></a></p>
<h2><strong><strong>Continue lendo <a href="http://bitscaverna.com.br/cachorroblog/?p=2773" target="_blank">aqui.</a></strong></strong></h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trecho XIII – Nothing is real/ Love is real]]></title>
<link>http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/2009/10/25/trecho-xiii-%e2%80%93-nothing-is-real-love-is-real/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 10:25:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andante</dc:creator>
<guid>http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/2009/10/25/trecho-xiii-%e2%80%93-nothing-is-real-love-is-real/</guid>
<description><![CDATA[Onde não há amor coloca o amor e receberá o amor. San Juan de la Cruz Leia O diário dos dias extraor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;"><em>Onde não há amor<br />
coloca o amor<br />
e receberá o amor.</em><br />
San Juan de la Cruz</p>
<p style="text-align:left;">Leia <strong>O diário dos dias extraordinários</strong> completo</p>
<p style="text-align:left;">acessando o <a href="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/indice/" target="_self">índice</a> disponível no cabeçalho acima.</p>
<p>Obrigado, desfrute!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ZGuFuMR3PPk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/ZGuFuMR3PPk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Presente. Ainda que preenchido por percepções de perda, pela agonia do abandono, surpreendia-me praticando a plena presença. Descendo pausadamente, pé ante pé, pesava-me o coração – sendo o coração este pedaço de pensamento que penso amar, esta parte da mente que pretendo sempre privilegiar.</p>
<p>Pressentia uma noite sem poder dormir, e preferiria não passa-la sozinho. Mas não pretendia evadir-me em <em>chats</em>, ou pornografia – antes agüentar a pressão. Aguardava-me o <em>zafu</em>, ou nada, eu me auto-ameaçava.</p>
<p>Pura pretensão e quase desespero, pensar que podia prende-lo. Pois pensei pedir para ele não ir, quando o vi pronto, vestido de negro, um perfeito anjo noturno em luto profundo – chovia, como eu previra, e parecia que não ia mais parar, aquela noite. Na verdade, pretendia apenas prolongar a nossa permanência juntos, e desfrutar a presença preciosa dele.</p>
<p>Diante da porta do elevador ele parecia hesitar e pensar, mas só por um momento, dissipado pela performance potente dos quatro rapazes em celerado alvoroço dentro do elevador. Esperou-me aparecer no hall, já que eu viera descendo os degraus desde a cobertura lentamente, a cada pé perdendo o paraíso sem saber nem como nem porque e padecendo sem poder reconquista-lo &#8212; e quando eu apareci, com um sorriso ele partiu. De seu presente apressado eu já não fazia mais parte.</p>
<p>Desde que dera com a alta algazarra dos quatro amigos no hall, deixando o meu lado ele disparara degraus abaixo e num instante fora engolfado pela onda jovem de enorme excitação e abraços e confraternização que o dragou em direção ao elevador.</p>
<p>Antes de mergulharmos da noite fresca e úmida para as entranhas do prédio, sentira nosso abraço separar-nos, mais do que nos unir, esgarçando ao invés de encurtar a distância entre nós, como comumente &#8212; e antes de a porta do apartamento abrir-se para a escadaria, respondendo à campainha.</p>
<p>Em sua atitude, a paz e a pureza pareciam enterrados no passado. Observara sua troca de pele, a metamorfose num predador de <em>streetwear</em> preto satinado provavelmente proposto por alguma grife londrina alternativa, passando pela apoteose do corpo esplêndido despido sem pudor,  os trajes brancos de príncipe do Yoga pendendo já da borda da cama, onde eu permanecera estendido. Ele não precisava de perfume nem de se pentear para parecer perfeitamente bonito, bastando agitar a basta cabeleira loira para por em movimento as constelações cintilantes e os pensamentos para viajar.</p>
<p>De um pulo ele pusera a vestir-se. Como a salva de tiros não põe fim à corrida – a não ser que seja este um fugitivo, ao invés do contendor &#8212; o silêncio acolhedor em que mergulháramos ao final do filme tinha sido sacrificado pelo toque do celular. Premeditado da minha parte, já que tinha me passado pelo pensamento pronunciar algum tipo de palestra, e eu preferira silenciar &#8212; pensava ter escolhido os vídeos para o meu amigo, mas de repente parecia-me mais que explorara as possibilidades de conformar-me ao papel de <em>cover </em>de mestre zen no qual me punha Theo.</p>
<p>O filme excelente terminava por uma redenção, a grua propulsionada para o espaço, as personagens impressas contra o planeta, apaziguadas na estrada. Era tudo o que eu podia desejar para o próprio Theo. Percebera suas lágrimas pacificando ao longo da história, e uma nova paz, crença e percepção da prática pareciam ter se manifestado, proporcionadas pelas muitas falas inspiradas do mestre zen, e pela trajetória das duas personagens principais, dois irmãos – razão pela qual eu tentara dissuadi-lo dessa escolha, propondo ao invés o minimalista japonês <em>Depois da Vida</em>, tendo já descartado <em>A Vida é Iluminada</em>, arrepiando-me só de pensar na pavorosa cena final passada com a personagem do velho sobrevivente de guerra.</p>
<p>&#8211; Podemos assistir o japonês?<br />
&#8211; É o seu preferido? – Theo tinha minha seleção de três filmes nas mãos.<br />
&#8211; Não por isso. Gosto dos três, mas&#8230; como esse foi um dia difícil de se viver, de verdade&#8230; – fui sincero em minhas razões – Este tem uma cena de suicídio&#8230; E este é a história de dois irmãos – fechei os olhos, e suspirei fundo &#8212; Eu não podia prever. Errei completamente nas minhas escolhas. Me perdoa? – assumindo que tinha escolhido os filmes para exibir-me, pobre pretensioso.</p>
<p>&#8211; Mas não&#8230; Você foi clarividente! – Theo encarou-me, seriamente, absorvendo-me e absolvendo-me com seu triste olhar líquido e verde – Você adivinhou que dia é hoje, para mim, antes mesmo de eu te contar qualquer coisa&#8230; Vamos assistir este – e ele escolheu o argentino <em>Un Buda</em>.</p>
<p>Nem para nos contorcermos de rir durante as cenas da mãe em visita ao centro de retiro, eu largara a mão de Theo, que havia tomado desde as primeiras cenas mostrando os dois irmãos ainda crianças, quando ele tranqüilamente deixara as lágrimas novamente escorrerem. Diferentemente do táxi ensolarado quando também tínhamos estado de mãos dadas, desta vez, ao invés de enxergar o antebraço poderoso, os pelos loiros penteados como um campo sob sol e vento, meu olhar fixava-se no fino traço ao longo do pulso, distinguindo-o mesmo na penumbra em que nos encontrávamos &#8212; ele estivera lá, antes, em tantas outras ocasiões, mesmo na primeira vez em que no jardim eu o encontrara e com avidez acompanhara a linha do seu braço apontando para o céu &#8212; mas que com os olhos turvos de desejo, insensível, bronco, eu nunca pudera reparar.</p>
<div id="attachment_440" class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><a href="http://www.webislam.com/?idv=503" target="_blank"><img class="size-full wp-image-440" title="unbuda" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/10/unbuda.jpg" alt="clique para assistit o filme completo gratuitamente" width="460" height="256" /></a><p class="wp-caption-text">clique para assistir o filme Un Buda completo gratuitamente</p></div>
<p>&#8211; Obrigado. Obrigado por estar aqui comigo.<br />
&#8211; Obrigado você, Obrigado por estar aqui comigo.</p>
<p>Assim tínhamos encerrado o nosso abraço, selando a dolorida confissão de Theo &#8212; foi a primeira coisa que recordei, ao acordar pela manhã, e depois  repassei o restante da noite, até nossa separação com a chegada dos amigos.</p>
<p>Era domingo, e prolonguei minha permanência na cama, observando a magnólia de Lissa que já perdia o viço mas não a destacada glória de estrela do dormitório. Em lugar do <em>zazen</em> matinal, simplesmente perambulei pelo apartamento, abrindo os janelões e desfrutando dos gêmeos e cachorro e bola e tamancos e helicópteros adormecidos, ou pelo menos silenciados. Café ao invés de chá, naquele domingo. Animou-me a descoberta do <em>mat </em>de Yoga abandonado há muitos dias, e ao invés do silêncio habitual ou de alguma coletânea de mantras, deu-me vontade adentrar tanto mais a playlist E.S.T. do Theo. Mesmo ouvindo-a pela terceira vez, a primeira faixa permanecia divina, <em>From Gagarin’s point of view</em>, e eu simplesmente fiquei junto ao computador, imóvel, embevecido. A segunda faixa também não era menos que divina – como era Divino o meu encanador &#8211;, uma versão com delicada orquestra do clássico <em>Round Midnight</em>, e na terceira faixa, explorando o território desconhecido e maravilhoso de <em>Viaticum</em>, finalmente percebi que Perry Blake encontrara o seu usurpador como trilha sonora dos meus dias. Graças a Theo.</p>
<p>Foi a concentração com a qual executei a série de Saudações ao Sol que me fez distinguir &#8212; um dos sons que eu ouvia não era parte das inacreditáveis habilidades musicais do E.S.T. Completei a série e, intrigado, fui caminhando pelo corredor em direção à porta principal do apartamento, e quando estive certo de que o toque do celular vinha mesmo do hall do elevador, sem nem checar pelo olho mágico abri a porta e o encontrei.</p>
<p>Lembro-me de um amigo meu que, cansado de São Paulo, decidiu ir morar num sítio, no meio do mato – ou assim achavam seus amigos urbanos, pois na verdade a propriedade dele estava cercada de fazendas de gado, plantações de eucalipto e café. Durante anos ele se dedicara a refazer a vegetação original, e agora sim morava em meio a uma pequena floresta em que transformara o que outrora haviam sido pastos degradados. Além de estudar as espécies nativas, ele privilegiara o plantio de árvores frutíferas e das que floresciam, de tal forma que o jardim bem cuidado cercando sua casa parecia espalhar-se pelas matas também. Os animais haviam correspondido, agradecidos, e ele vivia em meio a um santuário de seres silvestres, tucanos, macacos, siriemas. Lembrava-me que ele me contara de, muitas vezes, encontrar animais mortos em alguma parte de sua propriedade – veados, pacas, tatus, animais feridos por outros animais, muitos deles por cães, que ele decidira não ter, ou até mesmo por tiros &#8211;, os animais que escolhiam seu terreno para vir morrer em paz, muitas vezes a céu aberto, dentro da clareira aberta ao redor de sua casa&#8230; Animais menores, como coelhos, gambás e porcos-espinho, ele já os tinha encontrado à porta de  casa, aninhados sobre as boas-vindas do tapete de entrada, enrodilhados. Seu relato me emocionara e comovera, pois trata-se de um amigo que vem longamente dedicando-se a um caminho espiritual de simplicidade e contemplação, e seu sítio constitui para mim uma espécie de refúgio, quase um solo sagrado, com sua atmosfera de paz – parecia-me que não só eu o sinto assim, mas também todos aqueles animais que vinham buscar ali o derradeiro refúgio para seu último suspiro, a paz da passagem, o acolhimento delicado para o momento talvez de maior dor e medo – ou um tratamento e recuperação, como ocorria às vezes, se em tempo acorriam.</p>
<p>Não que ele fosse morrer &#8212; em plena manhã, as vestes negras amarfanhadas, Theo dormia esparramado e desfeito no chão de granito, a cabeça pousada no agasalho, sobre o meu tapete de entrada. Estranhei, e querendo acorda-lo ajoelhei-me junto dele, e tive de expirar longamente para não ser tomado pela náusea provocada em mim pela mistura de fumaça de cigarros, o cheiro intenso do álcool e o azedo do vômito seco, na mancha que identifiquei sobre sua camiseta, içada até quase a metade expondo seu ventre cinzelado, o umbigo como um vórtice macio para músculos agudos e pelos esparsos. Os cabelos desalinhados e grudados de suor, a pele gordurosa – e mesmo assim ele parecia lindo, entregue a um sono infantil, profundo e pacífico, que nem o toque insistente do celular lograva interromper. Mirei-o imóvel, esperando o tinido morrer, como se só depois disso eu pudesse tomar uma decisão sobre o que fazer com o deus adolescente arriado, fedorento e desgrenhado, ou decidir-me a não fazer nada. Fechar a porta, esquecer-me – em algum momento ele acordaria, e iria para casa. A única coisa que pensei foi por bem desligar a música soando lá dentro, que de repente estava sendo desperdiçada, tão milagrosa em situação tão grosseira.<br />
<a href="http://www.beautyanalysis.com/mba_facevariationsbysex_page.htm" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-443" title="ryandaharsh in black crop exclusion cyan" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/10/ryandaharsh-in-black-crop-exclusion-cyan.jpg" alt="ryandaharsh in black crop exclusion cyan" width="442" height="456" /></a><br />
Foi como se ouvisse o telefone tocar, antes de soar de fato, e levantei-o do bocal ainda mudo &#8212; embora minha prática, como aprendida com os monges, normalmente fosse esperar tocar três vezes, concentrando-em em minha respiração &#8211;, para ouvir:</p>
<p>&#8211; Você estava do lado do telefone? Acho que nem chegou a tocar&#8230; – Verena queria confirmar que havíamos conversado ontem, e o quê havíamos falado – Hoje estou de ressaca&#8230; Você acredita que o Olaf estava me envenenando? – como jamais tomava remédios alopáticos, o calmante que o ex-marido estivera secretamente ministrando a ela era reputado veneno – Eu devia ter desconfiado! Estava me sentindo muito lesada&#8230; – ela tinha descoberto através da cunhada, que não tinha concordado quando Olaf pedira-lhe para continuar administrando o calmante – Coitado. Ele achou que assim me ajudava. Apagando-me&#8230; Ele nunca me conheceu. É essa a impressão que tenho agora. Nunca fez o esforço. Nunca quis – apenas ouvi, feliz, enquanto observava minha amiga de volta a seu modulo energético e bem disposto, sem os longos silêncios de ontem – Nós falamos de Deus? &#8212; ela queria repassar nossa conversa, pois apesar de lembrar-se da maior parte das próprias coisas que havia dito, a impressão que hoje tinha era de que eu estivera falando com ela desde o fundo do mar.<br />
&#8211; Deus? Não&#8230; – então dei-me conta &#8212; Mas nós falamos do Theo&#8230;<br />
&#8211; O seu Deus&#8230; – ouvi Verena sorrir – Agora me lembro. Convidei vocês para virem aqui, não foi? – olhando em direção ao corredor, disse a Verena que hoje não seria possível – Melhor, eu gostaria que vocês fossem para a praia comigo neste feriado, que tal?<br />
&#8211; Posso pensar sobre isso, Verena? E tenho de perguntar ao Theo&#8230; – desconversei, sem vontade nem certeza de que o faria, aos poucos acessando a forte contrariedade que me invadia.</p>
<p>&#8211; Ele ainda está dormindo?<br />
Percebi que o imaginava na minha cama, e decidi contar a ela brevemente sobre o rapaz, antes que imaginasse estarmos juntos além do quanto estávamos juntos de fato. E por fim contei sobre a situação atual, Theo estendido à porta da minha casa, arriado de bêbado.<br />
&#8211; Que lindo! – Verena enterneceu-se.<br />
&#8211; Lindo o quê? – não escondi a ironia.<br />
&#8211; Você não está bravo com ele, está? – Verena soava maternal.</p>
<p>Tive de ficar em silêncio e ponderar, observar meus sentimentos, antes de responder – É, um pouco estou sim – não esperava aquela situação no meu domingo, os compromissos marcados com Lissa e Aquiles, com os quais eu costumava ser pontual &#8212; Mas só um pouco. Acho que entendo essa molecagem – consegui sorrir, e percebi que estivera com as sombrancelhas contraídas &#8212;  Eu mesmo dormi diante da minha própria porta mais de uma vez, nos nossos tempos de faculdade&#8230; Lembro-me que quando ficava naquele estado, tinha sempre o mesmo pensamento confuso&#8230; o de que a porta tinha de abrir por si mesma&#8230; sem me lembrar de que eu tinha de usar a chave&#8230; Se ela abria para mim todos os dias, era só esperar, que alguma hora ela iria abrir de novo. Então, esperando, eu dormia sobre o meu próprio capacho&#8230; – ri das lembranças da minha juventude, de um Andante no qual não pensava há muito tempo.</p>
<p>&#8211; Só que o Theo não dormiu diante da própria porta. Ele veio dormir diante da sua&#8230; O que você acha disso?<br />
&#8211; Acho que ele pode ter se confundido – evadi-me, inclusive das minhas próprias expectativas.<br />
&#8211; Acha mesmo?! – Verena riu – Com vinte andares de apartamentos! Ele confundiu a casa dele justamente com a sua!</p>
<p>Ouvi novamente o celular tocando, e pedi para encerrar com Verena, antes que ela entrasse em suas interpretações que incluíam boas doses de karma e predestinação, garantindo-lhe que iria conversar com Theo sobre o feriado, quando ela achava que ia precisar de mais apoio, pois deveria receber a primeira visita de toda a turma da praia depois de, você já sabe&#8230; – Será que o Olaf deixou algum pouquinho de calmante? – Verena encerrou, rindo de si mesma.</p>
<p>Caminhei vagarosamente até a porta, a paz a cada passo, concentrando-me, esforçando-me &#8212; há paz a cada passo. Torcia que o celular parasse de tocar antes de eu chegar lá. Mas ele continuou, mesmo enquanto eu tentava tira-lo do bolso da frente da calça de Theo, que incomodado virou-se e esparramou-se ainda mais sobre o chão, dando-me livre acesso.</p>
<p>&#8211; <em>Eh, ciao</em>. Onde você estava? – foi o que entendi, em Italiano. Depois de hesitar mais um tempo, tendo identificado o nome de Fedora, e uma bonita foto dela &#8212; na verdade, deslumbrante &#8211;, decidira atender. Não queria envolver-me daquela forma, mas também não podia deixar o celular tocando a manhã inteira, imaginando-a do outro lado, tentando e tentando novamente. Fechar a porta e largar Theo ali, como havia a princípio cogitado, já não era uma possibilidade. Como o samurai sentindo-se irado não pode matar o oponente, minha própria ética da prática dizia que, encontrando-me sinceramente aborrecido, não me restava alternativa senão desvelar-me em acolher o rapaz. Em Inglês, identifiquei-me dizendo meu nome e ser vizinho do Theo, e por um instante ela fez silêncio antes de pedir para falar com o amigo &#8212; Ele não está exatamente em condições&#8230; – contei do estado em que o havia encontrado à minha porta, todo o tempo só preocupado em dividir minha contrariedade &#8212; Então ele me obedeceu! – Fedora riu, exuberante, segura, cheia de si. Contou-me que Theo havia enviado um vídeo do novo apartamento, e quando ela vira a escadaria, tinha feito ele prometer a ela que jamais tentaria subi-la se tivesse bebido demais –  Um amigo nosso morreu subindo as escadas bêbado&#8230; Quer, dizer, ele morreu caindo – ela riu, e sua risada pareceu-me imprópria, e acho que comuniquei essa energia de crítica a ela, que se calou, antes de voltar a dizer &#8212; Obrigado por acolhe-lo – por um instante, achei que Fedora não soubesse quem eu era, já que tinha me identificado somente como um vizinho, e troquei por amigo – Sim, eu sei quem você é. O Theo já me falou de você&#8230; Obrigado por cuidar dele. Posso te pedir para não deixa-lo sozinho? – Fedora riu, e na verdade não parecia se importar com o que eu julgava da risada dela – Estou parecendo a <em>maman</em> dele! Mas se você pudesse ficar com ele. Não só hoje, você me entende? – lembrei de sua expressão desafiadora e de seu olhar de catapulta na foto do porta-retrato na casa de Theo, e senti-me instado a obedecer um comando, mais do que a atender um pedido – Ele dá muita importância a você – soou condescendente, e eu me senti tolo, naquele enredo de filme adolescente; observei a raiva surgir, e tentei permanecer em silêncio, como já ocorrera durante a maior parte da ligação – Você pode pedir para ele me ligar, quando acordar? – tão certa ela estava de que eu a obedeceria também, e ela estava certa – <em>Grazie mille</em>&#8230;</p>
<p>Ponderei de novo a situação. Não pretendia passar o dia no hall do elevador. Tentei acordar Theo para que entrasse em casa, e depois de tê-lo chamado quase umas dez vezes, cada vez mais alto e menos delicado e mais impaciente e menos divertido, tive renovada ajuda do tinido do celular, que encostei ao ouvido dele. Theo por fim acordou e olhou-me – e tive certeza, sem reconhecer-me. Dei um comando um pouco ríspido &#8212; pois não imaginava lidar com um menino bêbado de outra forma &#8212; de que ele entrasse porta adentro, e enquanto observava-o arrastar-se só com o braços, calcando os cotovelos no piso, parecendo um soldado numa trincheira – apesar dessa demonstração tão clara não percebi a guerra e a violência dentro de mim mesmo &#8212; arrastando consigo o capacho que o fazia deslizar, atendi o Joshua, já explicando quem era e o que tinha acontecido, logo de saída um pouco melhor do que fizera com Fedora, e que Theo não estava em condições de falar.</p>
<p>&#8211; Valeu. Pelo menos agora eu sei onde ele tá. Tem um monte de gente preocupada – achei por bem avisa-lo que já havia conversado com Fedora – Mesmo? Ela já me ligou, e a tia também, um monte de vezes – Joshua parecia contrariado; talvez pretendesse também atravessar a manhã dormindo, como o primo, e ao invés tinha recebido e feito ligações por várias horas  &#8212; O cara com quem ele saiu teve de ligar para o meu amigo para saber o endereço do Theo, que tava malzão, nem podia falar direito – depois de uma certa rispidez e antipatia de início, mútuas devo dizer, o rapaz parecia disposto a falar comigo, embora eu mesmo nada dissesse, só tentando entender a história da noitada de Theo – O cara deixou o Theo aí e foi embora dormir – a isso, observei meu coração inchar, súbito sanguinolento, cheio de ciúmes &#8212; Tive de acordar todos os meus amigos até um saber quem era o cara com quem o Theo tinha saído da boate – Joshua bocejou, tão exuberante quanto fora antes a risada de Fedora – A tia deve ligar aí, ela estava preocupada&#8230; – imediatamente entendi que ele se referia à mãe de Theo, e novamente evadi-me, quase rispidamente mandando Joshua desincumbir-se dos assuntos familiares, até porque o celular está com pouca bateria e pode cair a qualquer momento – Tá bom&#8230; eu&#8230; ligo pra&#8230; ela – foram tantos os bocejos naquela última frase, com a qual Joshua desligou sem dizer mais nada.<br />
<a href="http://www.pbase.com/bmcmorrow/munichglyptotek&#38;page=3" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-442" title="Faun.Munichcloser contrast crayon" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/10/faun-munichcloser-contrast-crayon.jpg" alt="Faun.Munichcloser contrast crayon" width="392" height="555" /></a><br />
&#8211; Era só o que me faltava! – exclamei. Esse menino não tem pai?! Agora sentia-me mal por ter mentido em relação ao celular, só por não desejar atender a mãe. Na verdade, sentia-me culpado, de várias maneiras – e começara a seguir essa nova pista do meu sofrimento, dada por Theo, para quem o meu problema não era o desejo, mas a culpa de senti-lo, e através da qual tentava me livrar dele. E sentia-me frustrado, já ciente de que teria de cancelar meu almoço com Lissa, o que naquele momento em especial geraria tanto desconforto entre nós&#8230; Desanimado, olhei Theo, que desabara após ter deslizado não mais de um metro, o que ainda deixava quase metade do seu corpo do lado de fora do apartamento.</p>
<p>Alcançou-me o estrondo de uma porta batendo, num andar acima. Foi o suficiente. Serviu-me de sino da plena consciência. Imobilizei-me. Fechei os olhos. Concentrei-me na minha respiração, que estava curta, ansiosa. <em>Inspirando. Expirando</em>. E a concentração tornou-a naturalmente mais profunda, mais calma. <em>Inspirando. Expirando</em>. Respirando com prazer, com prazer em ter atenção. <em>Inspirando. Expirando</em>. Observei a batida acelerada do meu coração, e acalmei-o junto com a respiração. Percebi que estava com calor, apesar do ar fresco que soprava pela janela da escadaria de serviço. Demasiada energia, esforço, confusão, raiva – muitas coisas queimavam em mim, naquele momento. A tudo observei, minhas próprias emoções e sentimentos, por um momento sem reagir a elas, sem me identificar, como se fossem as de um alienígena. Percebi meus ombros contraídos e relaxei-os; o cheiro de suor que não era o da Yoga, mas adivinha da contrariedade; meus pés um pouco levantados do chão, e espalmei-os, corrigindo minha postura torta – e com ela, a minha atitude errada. Ocorreu-me que estava com a atitude errada, se de fato e sinceramente pretendia acolher meu amigo. <em>Inspirando. Expirando</em>. Ainda observei meus pensamentos, esparsos, caóticos, numa melodia feia, que com a minha concentração na respiração foram diminuindo de volume e de freqüência, por fim quase silenciando. Era maravilhoso como funcionava essa técnica tão simples dada pelo Buda, como a aprendera do meu mestre – ou pelo menos como eu a compreendera e dela lançava mão. <em>Inspirando. Expirando</em>. Num instante, toda a balbúrdia se acalmava, quando eu não me identificava mais com ela. A fogueira enfraquecia, à medida que eu não mais a alimentava. E no espaço que se abriu, ao recesso das minha emoções, sensações, pensamentos, caindo como dominós em seqüência, retornando para o vazio de onde tinham vindo, naturalmente, assim que eu os liberava – nesse espaço, reencontrei o meu amor verdadeiro por Theo, e tive a idéia de estender uma colchonete alguns passos corredor adentro, e ajuda-lo a alcançar e deitar-se nele.</p>
<p>&#8211; Theo&#8230; – sussurrei bem junto ao seu ouvido, tocando-o muito de leve, com delicadeza, da maneira como eu mesmo gostava de ser despertado. Não mais ao adolescente bêbado com o qual eu estava contrariado, cujo cheiro um pouco me enojava, dirigi-me ao meu querido amigo, ao meu amor – Theo&#8230; – repeti, com doçura e um sorriso, imaginando que tentava acordar o bebê Buda nele, no lindo adolescente com nome de Deus&#8230; Tive certeza de que ele me responderia, quando senti que eu chamava docemente por Deus nele, que assim tentava despertar sua natura búdica – e foi o que aconteceu, claro. Theo abriu os olhos, os lindos olhos líquidos e verdes, piscando-os um pouco até focar-me, e desta vez reconheceu-me – pois afinal, desta vez era eu mesmo debruçado sobre ele, e não algum homem contrariado agindo com despeito para livrar-se quanto antes dum problema – através de um sorriso belo e entorpecido, infantil e sem defesa, que definitivamente me enterneceu e conquistou – Ali&#8230; – seu olhar, puro e interrogativo como o de um animal, seguiu o dedo com o qual indiquei a colchonete um pouco adiante – Vamos? Para você poder dormir&#8230; – era enfim a atitude certa, e apesar de mostrar-se cheio de um invencível torpor, arrastou-se até estar completamente sobre a colchonete, a cabeça no travesseiro, e de novo entregue ao sono.</p>
<p>Sentei-me ao lado de Theo, no corredor. Ouvia-o ressonar baixinho. Acariciei seus cabelos suados, sujos, emaranhados, menos belos &#8212;  e senti meu desejo dominador ceder lugar ao amor. Mesmo o cheiro azedo pareceu enfraquecer, pois era este o cheiro dele naquele momento, o cheiro do meu querido amigo que, se não me ajudava a deseja-lo, também não mais o tornava repulsivo &#8212; e justamente me ajudava a somente ama-lo. Então lembrei-me de Gustavo. E senti dor ao lembrar de Gustavo, embora ao mesmo tempo pudesse sorrir à lembrança dele. Porque não pensara nele antes? Se fosse Gustavo a aparecer-me à porta, bêbado, eu jamais teria sentido contrariedade em acolhe-lo, em cuida-lo. Por que não me lembrara dele antes, sobrepondo- o a Theo, despertando todo o meu infindo amor e compreensão, desenvolvido ao longo de todos os anos do nosso relacionamento, desde que ele nascera&#8230; Gustavo, de quem eu tinha cuidado inúmeras vezes, nas febrinhas, nas dores de barriga, no susto do braço quebrado, depois dos acessos de raiva e das brigas na escola, e aconselhado nas confusões emocionais e mentais da adolescência&#8230; Sentia tanto amor por meu afilhado – e no entanto, tentara não pensar tanto nele desde que soubera de sua morte, por sentir-me culpado de não tê-lo procurado naqueles meses desde que retornara do mosteiro, nem a ele ou a Verena, e de resto a uma multidão de gente que me importava menos, escondido como estava na concha protetora em que me isolara, tentando com dificuldade e sem nenhuma vontade readaptar-me à minha antiga rotina metropolitana, o tempo todo cogitando retornar o mais rápido possível ao mosteiro. Agora sentia a dor, e ressentia a minha própria injustiça, sabendo que nunca mais iria vê-lo, de fato – mas sentia o amor, também, o amor de toda uma vida que era tão maior do que a dor daquele momento.<br />
<a href="http://www.motherteresa.org/layout.html" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-441" title="Frankfurt Roberto Rocco cyan differnce" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/10/frankfurt-roberto-rocco-cyan-differnce.jpg" alt="Frankfurt Roberto Rocco cyan differnce" width="459" height="383" /></a><br />
Com a mão sobre a cabeça de Theo, mantendo Gustavo em minha mente, e juntando aos dois no meu coração, invocando por clareza que me permitisse encontrar as palavras mais hábeis, liguei para Lissa.</p>
<p>&#8211; Bom dia&#8230; Como você acordou hoje? – e pus-me a conversar com minha amiga, tentando harmonizar-me com ela, sentir sua disposição do momento. Em grande parte, estar bem para Lissa significava não ter enxaquecas, e vi nisso uma chance.<br />
&#8211; Lembra-se de uma época em que você as tinha diariamente? – ainda não estava certo porque mencionara aquele assunto, mas ele simplesmente brotou – Você se refugiava lá em casa – referia-me a um outro apartamento –, eu trancava o quarto, deixava-o totalmente escuro para você, vedando a janela com cobertores e até o vão sob a porta, desligava o telefone, e ficava na sacada com uma bazuca para afugentar os helicópteros – tinha uma aversão antiga por esses aparelhos.<br />
&#8211; Você tem a minha gratidão eterna! – Lissa riu – A sua paciência com o meu estado de mau-humor era&#8230; heróica! Eu te dei um tapa uma vez, não dei?<br />
&#8211; Perdi um paquera nessa época, por conta de cancelar tantas vezes para ficar cuidando de você – e de repente ficou claro o meu raciocínio, buscando a empatia de Lissa – Espero não perder a minha amiga, hoje.<br />
&#8211; Por quê? Eu não estou com enxaqueca! – acendeu-se o sinal vermelho, lá do outro lado – O que você quer me dizer? – contei a ela sobre Theo, pela quarta vez naquela manhã, mas pela primeira senti que falava da situação como se fosse minha, como se o sofrimento do meu amigo fosse meu – Entendi – Lissa pareceu refletir &#8212; Você não precisa cuidar dele, você sabe? Ele tem família aqui no Brasil, não tem?<br />
&#8211; Tem. Mas se ele procurou por mim é porque quer um amigo, não a família – agora seguia o raciocínio de Verena, que há pouco tinha descartado &#8212; E o fato é que eu quero cuidar dele – meu olhar recaiu sobre os pulsos de Theo, que estavam unidos assim como as palmas das mãos, não longe dos meus joelhos, na posição em que ele dormia, sempre ressonando levemente. Não pude divisar os riscos sobre a pele, mas sabia que estavam lá, e voltei a sentir um arrepio só de pensar&#8230;<br />
&#8211; Ou seja, não vamos almoçar hoje, correto? – Lissa mostrava-se contrariada, como eu estivera antes – Tudo bem! – mas não estava, como transparecia em sua voz – Você não se sente invadido por esse menino?<br />
&#8211; Foi exatamente como eu me senti, hoje de manhã, quando abri a porta. Cogitei passar por cima dele e sair para almoçar com você.<br />
&#8211; E porque você não faz isso agora?<br />
Eu não tinha nenhuma boa resposta para isso – <em>Talvez esteja embriagado, mas aquele que deixaram só, prostrado no chão, é meu irmão</em>.</p>
<p>&#8211; Você soa como Madre Teresa.<br />
&#8211; Essa frase é dela. Eu acho.<br />
&#8211; Quando te conheci era Rimbaud e Cocteau que você tinha na ponta da língua – ela ironizou &#8212; Quem diria&#8230;<br />
&#8211; Quando você me conheceu, como o Theo eu também caia de beber. Acho que quero ficar cuidando dele como teria gostado de cuidar de mim mesmo.</p>
<p>&#8211; Aceito isso. E antes que você me ofereça, não gostaria de ir almoçar aí no seu apartamento, enquanto velamos o ilustre cadáver – Lissa riu, mais ácida do que o cheiro de Theo, e citou os nomes de três amigas dos nossos tempos de faculdade – As Irmãs Cajazeiras, lembra delas? Vou encontra-las, então. E você, desfrute do seu <em>babysitting</em>, se puder.</p>
<div id="attachment_439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 198px"><a href="http://odddesuporte.blogspot.com/2009/10/theo-compartilhando-com-andante-est.html" target="_blank"><img class="size-full wp-image-439" title="08- Theo's playlists blue" src="http://osdiasextraordinarios.wordpress.com/files/2009/10/08-theos-playlists-blue.jpg" alt="acesse a seleção de jazz pelo E.S.T. feita pelo Theo" width="188" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">acesse a seleção de jazz do E.S.T. feita pelo Theo</p></div>
<p>Preparei o almoço lentamente, e com calma eu o comi, em silêncio. Todos os vizinhos pareciam ter saído de casa. Depois voltei para o lado de Theo, que tinha se virado para a parede, fugindo da claridade intensa vinda dos janelões da sala. Acariciei seus cabelos de um loiro tornado baço, compactos no crânio, amassados contra o travesseiro. Era sempre emocionante velar o sono de uma pessoa, especialmente de uma criança, e naquele instante pensava em Theo como uma criança grande. Sentia-me grato pela entrega, pela confiança. Com um copo de chá, sentei-me no chão e não me levantei até terminar Todos os belos cavalos, que há alguns dias jazia abandonado &#8212; <em>Lembrou-se de Alejandra e da tristeza que vira pela primeira vez na curva de seus ombros e que pensara entender e da qual nada sabia já que era uma criança e sentia-se inteiramente estranho ao mundo embora ainda o amasse. Pensou que na beleza do mundo havia um segredo oculto. Pensou que o coração do mundo batia a um custo terrível e que a dor do mundo e sua beleza moviam-se numa relação de equidade divergente e que nesse déficit invertido o sangue das multidões podia em última análise ser cobrado pela visão de uma única flor</em> – era maravilhoso, uma escrita milagrosa, e confirmei ter encontrado em Cormac McCarthy o meu escritor preferido da atualidade, talvez mais do que Cees Nooteboom.</p>
<p>Um pouco inquieto como sempre ficava ao fim de um bom livro, de um bom concerto ou de uma boa transa, sentindo emoções contraditórias, satisfeito porém frustrado a um só tempo, fui em busca de outro copo de chá, o verde intenso com toques cítricos que neste domingo escolhera beber, e como não foi isto a preencher o vazio que agora sentia, e não me dispondo a explora-lo no oceano do <em>zafu</em>, à deriva cheguei ao escritório onde aguardava-me a <em>playlist </em>de Theo, no pause há umas boas horas. Os nomes das composições do E.S.T. eram musicais em si mesmas, como <em>Serenade for the Renegade</em> e <em>The Unstable Table &#38; the Infamous Fable</em> – mas foi em <em>Belive, Beleft, Below</em> que encontrei a minha paz, ao identificar na faixa, a única cantada em toda a seleção, o meu próprio momento&#8230; Aos poucos, ia fazendo da música uma outra espécie de meditação, ou pelo menos um apoio para identificar e aclarar minhas emoções e sentimentos que, ao buscarem expressão, eu tentava reconhecer. Já não ouvia músicas melancólicas para poder chorar ou perceber-me deprimido, nem precisava de música excitante para sentir-me expansivo ou extravasar uma energia com a qual não sabia lidar. <em>If we meet again&#8230; I´ll tell you how I feel&#8230; I´ll tell you from the start&#8230; I´ll tell you love is real</em>&#8230; Ouvia fora o que estava dentro – ou ouvia dentro o que estava fora, quase dava no mesmo. Claro, não havia dentro nem fora, a música tanto ao redor de mim quanto em mim, eu próprio música, a música na minha consciência, a música no ar, a música na minha respiração&#8230; <em>How everything we say&#8230; And everything we do&#8230; Has been preordained&#8230; To bring true love to you&#8230; Nothing else is pure&#8230; Nothing else is right&#8230; You will know for sure&#8230; Once you´ve seen the light</em> – cantei para mim mesmo a canção que poria no <em>repeat</em> e adentraria por muitos e muitos dos meus dias, A Balada da Iluminação, como eu a apelidei. <em>If we meet again… I´ll tell you how I feel… I´ll tell you love is real</em>… Graças a Theo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/sc2mEtmxwDw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/sc2mEtmxwDw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Adventistas Dizem Não a Violência contra a Mulher]]></title>
<link>http://setimodia.wordpress.com/2009/10/22/adventistas-dizem-nao-a-violencia-contra-a-mulher/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 15:27:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Seventh Day</dc:creator>
<guid>http://setimodia.wordpress.com/2009/10/22/adventistas-dizem-nao-a-violencia-contra-a-mulher/</guid>
<description><![CDATA[A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e o Departamento do Ministér]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://www.enditnow.org/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3173 aligncenter" title="enditnow" src="http://setimodia.wordpress.com/files/2009/10/enditnow.jpg" alt="enditnow" width="468" height="233" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e o Departamento do Ministério da Mulher da Conferência geral, se uniram para acabar com a violência contra as mulheres durante o lançamento de uma nova campanha de mobilização.</p>
<p style="text-align:justify;">Intitulada <strong>EndItNow</strong> (Acabe com Isso Agora), a campanha chama adventistas ao redor do mundo para trabalhar em suas comunidades para parar a violência contra mulheres e meninas, disseram os organizadores da campanha.</p>
<p style="text-align:justify;">A campanha EndItNow destaca o objetivo de recolher 1 milhão de assinaturas que representam cada um dos 200 países com presença adventista. As assinaturas serão apresentadas à Organização das Nações Unidas após a conclusão. &#8220;É uma crise global, e como Igreja precisamos estar envolvidos e ter consciência&#8221;, declarou Heather-Dawn Small, diretora dos Ministérios da Mulher.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma em cada três mulheres no mundo é vítima da repressão física ou psicológica, enquanto cerca de 135 milhões de meninas foram submetidas à mutilação genital feminina, disseram os líderes da ADRA durante a apresentação da campanha EndItNow.</p>
<p style="text-align:justify;">A ADRA e o Ministério da Mulher apresentou a iniciativa conjunta à representantes da igreja em 13 de outubro de 2009, durante as reuniões anuais do Conselho. Os Coordenadores pediram aos delegados para assinar a petição EndItNow para lançar a Campanha de assinatura. O Presidente Jan Paulsen, foi o primeiro a assinar.</p>
<h2 style="text-align:center;">Para Assinar a Petição online <a href="http://apps.facebook.com/causes/petitions/301" target="_blank">CLIQUE AQUI !</a></h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Atividades em demasia podem ser prejudiciais]]></title>
<link>http://tvgeracaodigital.wordpress.com/2009/10/11/atividades-em-demasia-podem-ser-prejudiciais/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 22:19:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>TV Geração Digital</dc:creator>
<guid>http://tvgeracaodigital.wordpress.com/2009/10/11/atividades-em-demasia-podem-ser-prejudiciais/</guid>
<description><![CDATA[Atividades em demasia podem ser prejudiciais Pesquisa mostrou que oito em cada dez crianças têm mani]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><a name="nota144422" target="_blank"><span style="font-weight:bold;color:#1b5a90;">Atividades em demasia podem ser prejudiciais</span></a></strong></p>
<p align="justify"><em>Pesquisa mostrou que oito em cada dez crianças têm manifestações psicossomáticas e apresentam problemas de saúde para os quais não há causa clínica determinável</em></p>
<p align="justify">Assim como o sedentarismo e a ociosidade infantil, o demasiado acúmulo de atividades na infância, também é desaconselhável, pois tudo em excesso reflete negativamente no que deveria surtir um efeito positivo.</p>
<p align="justify">Para a psicopedagoga Luzia Melo, pais e educadores devem estar atentos à rotina sobrecarregada e questionar até que ponto a criança está preparada para assumir tantos compromissos.</p>
<p align="justify">Uma pesquisa realizada pela Isma-BR, representação brasileira da International Stress Management Association, revelou que oito em cada dez crianças têm manifestações psicossomáticas e apresentam problemas de saúde para os quais não há causa clínica determinável.</p>
<p align="justify">A pesquisa aponta agendas lotadas de atividades extras e cobrança por resultados como principais causas do mal. Tontura, vômito, dor de barriga, cefaleia e uma série de outros sintomas físicos comuns na infância podem ocultar problemas de relacionamento, insegurança, depressão e estresse.</p>
<p align="justify">A doutora em Psicologia Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, supervisionou o levantamento, realizado com 220 crianças, de sete a doze anos, em Porto Alegre e São Paulo. Segundo ela, as mudanças comportamentais incluem a agressividade, passividade, dificuldade de relacionamento, alterações no apetite, incluindo o aumento no consumo de doces, e choro sem motivo.</p>
<p align="justify"><span style="font-weight:bold;color:#ff9933;">[Folha de Pernambuco (PE); Jornal da Tarde (SP) – 11/10/2009]</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bons resultados em Pernambuco]]></title>
<link>http://conjunturacriminal.wordpress.com/2009/10/03/bons-resultados-em-pernambuco/</link>
<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 13:19:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>soares7</dc:creator>
<guid>http://conjunturacriminal.wordpress.com/2009/10/03/bons-resultados-em-pernambuco/</guid>
<description><![CDATA[&lt;span style=&#8221;font-weight:bold;&#8221;&gt;Recebi, de Jorge Zaverucha, o seguinte artigo publ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#60;span style=&#8221;font-weight:bold;&#8221;&#62;Recebi, de Jorge Zaverucha, o seguinte artigo publicado localmente em 03.10.2009  Queda do número de assassinatos chegou a 22,34% na comparação entre os primeiros nove meses deste ano e o mesmo período de 2008 Nos nove primeiros meses desse ano, o governo do Estado registrou uma redução inédita no número de homicídios em Pernambuco. De janeiro a setembro foram 871 assassinatos a menos se comparado com o mesmo período do ano passado. Uma diminuição de 22,34%. Isso significa que pela primeira vez desde que o Pacto pela Vida entrou em vigor, em maio de 2007, o Estado pode terminar um ano alcançando a meta de 12% de redução dos chamados crimes violentos letais intencionais (CVLI). De janeiro a setembro de 2008, o governo registrou 3.898 assassinatos. No mesmo período deste ano, a quantidade ficou em 3.027. Antes de 2009 acabar, no entanto, esse já pode ser considerado o melhor resultado no combate aos homicídios desde 2003, quando uma nova metodologia de contagem de CVLIs começou a ser implantada. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) também mostram que pelo décimo mês consecutivo, a quantidade de assassinatos diminui em Pernambuco. A queda teve início em dezembro do ano passado e não parou mais. De acordo com a SDS, o mês de setembro registrou uma diminuição de 28% na quantidade de assassinatos quando comparado ao mesmo mês de 2008. Além disso, pela primeira vez em seis anos, um mês terminou com menos de 300 homicídios. Os números estão sendo muito comemorados pela SDS, já que de 2007 para 2008, a redução não passou dos 2%. Em entrevista à Rede Globo, o secretário Servilho Paiva destacou o trabalho de gestão implantado pelo governo do Estado. “Muito trabalho de gestão, de busca pelas metas de cobrança e resultados, de acompanhamento de focos específicos. Enfim, o resultado é fruto de um modelo de gestão acompanhado pelo patrocínio do governador do Estado em relação à segurança pública”, explicou. O novo modelo de gestão da SDS, implantado no ano passado, consiste no acompanhamento dos resultados e cobrança direta dos gestores de cada região. O monitoramento de desempenho funciona da seguinte forma: o Estado foi dividido em 217 circunscrições. Na capital, uma circunscrição corresponde a um agrupamento de vários bairros. No interior, elas podem corresponder até a um município inteiro. Cada uma das circunscrições tem um delegado e um oficial da Polícia Militar como gestores. Esses policiais precisam prestar conta semanalmente sobre os índices de crimes violentos letais intencionais em suas jurisdições. Uma vez por mês, delegados e oficiais prestam conta diretamente ao governador Eduardo Campos.  Jorge Zaverucha, Ph.D.&#60;/span&#62;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Psicologia e Genética: O Que Causa o Comportamento?_Parte II]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/09/25/psicologia-e-genetica-o-que-causa-o-comportamento_parte-ii/</link>
<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 02:06:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/09/25/psicologia-e-genetica-o-que-causa-o-comportamento_parte-ii/</guid>
<description><![CDATA[*Por Marco Montarroyos Calegaro A importância da criação Mas que dizer da importância relativa da cr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1249" title="Crying_Child" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/09/crying_child.jpg" alt="Crying_Child" width="500" height="333" /></p>
<p style="text-align:right;"><strong>*Por Marco Montarroyos Calegaro</strong></p>
<p><strong>A importância da criação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mas que dizer da importância relativa da criação, o fator causal mais popular (tanto em nível de senso comum como em profissionais de psicologia) para explicar a personalidade de um sujeito adulto? Um adulto não se torna agressivo devido a forma como é criado pelos pais? A infância não é um período de molde, vital para a estruturação da personalidade adulta, e os pais não são a mais importante fonte de estímulos para o desenvolvimento?</p>
<p style="text-align:justify;">Na realidade, existem evidências sólidas em estudos de grande escala, metodologicamente convincentes, de que os genes influenciam a personalidade adulta. Surpreendentemente, o mesmo não é verdadeiro para a hipótese do papel preponderante da criação pelos pais. Uma revisão crítica da literatura mostra pouca evidência conclusiva quanto ao ponto de vista de que eventos específicos do período de infância são os verdadeiros responsáveis pela arquitetura da personalidade adulta (Seligman, 1995; Harris, 1998; Bouchard &#38; McGue, 1990; Dunn &#38; Ploomin, 1990; Ploomin, 1990; Ploomin &#38; Bergeman, 1991;  Heath, Eaves &#38; Martin, 1988; Plomin &#38; McClearn, 1993).</p>
<p style="text-align:justify;">É necessário salientar que uma das mais importantes fontes de evidência para a “hipótese da criação” (Harris,1998) -os estudos de continuidade entre a infância e a idade adulta –são, em sua esmagadora maioria correlações entre essas duas variáveis. A possibilidade de que uma terceira variável, como a influência dos genes dos pais, tenha relação causal com a estrutura da personalidade adulta, simplesmente não é testada ou refutada.</p>
<p style="text-align:justify;">Exemplos desta falha metodológica são abundantes, como a correlação entre  forma de tratamento que a mãe dá ao seu filho e a criminalidade mais tarde na vida adulta (Stattin &#38; Klackenberg-Larsson, 1990) ou então a suposta ligação entre traumas infantis e tentativas de suicídio na idade adulta (Kolk, Perry &#38; Herman, 1991). Como poderíamos saber ou mesmo descartar a influência dos genes nestas manifestações comportamentais?</p>
<p style="text-align:justify;">Em um estudo feito na Dinamarca, um país onde as adoções e também os registros criminais são feitos meticulosamente, todos os meninos adotados em Copenhage em 1953 foram acompanhados (Mednick e Christiansen, 1977). Descobriu-se com base nos registros criminais dos pais (biológicos e adotivos) e dos filhos quando adultos que somente cerca de 11-12% destes cometia crimes se o pai biológico, doador de 50% dos genes, nunca houvesse cometido um crime. Isso tanto para crianças adotadas pôr pais adotivos criminosos ou não. Ou seja, não houve diferença significativa na criminalidade pela influência de ser criado por um pai adotivo criminoso.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a complexidade das interações gene-ambiente se evidenciam quando observamos o restante dos dados obtidos neste estudo. Se a criança adotada tinha um pai biológico criminoso, e portanto tinha alta chance de apresentar genes relacionados à modulação deste comportamento, quase o dobro apresentava criminalidade (cerca de 22%). O pai natural não tinha contato com a criança desde os seis meses de idade. No entanto, talvez como resultado de fatores epigenéticos os filhos de pais criminosos adotados pôr pais também criminosos tinham uma incidência de 36% de crime- o que mostra uma influência reforçadora do meio nesse aspecto particular, mas em interação com os genes.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, de modo geral podemos dizer que, se de um lado temos pouca evidência convincente sobre a influência de eventos atribuíveis às interações com os pais durante a infância na personalidade adulta, por outro temos estudos apontando  que gêmeos idênticos são muito mais semelhantes um com o outro quando adultos do que gêmeos fraternos criados juntos- e isso acontece mesmo que os gêmeos idênticos sejam criados em  continentes diferentes, experienciando culturas diversas, diferentes sistemas religiosos, estrutura social, tipo de alimentação e outros fatores ambientais! Essas semelhanças foram verificadas em características como habilidades e deficiências cognitivas, depressão, raiva, bem estar subjetivo, otimismo, pessimismo e mesmo traços como religiosidade, autoritarismo, satisfação no trabalho e muitos outros (Seligman, 1995; Harris, 1998; Bouchard &#38; McGue, 1990; Dunn &#38; Ploomin, 1990; Ploomin, 1990; Ploomin &#38; Bergeman, 1991;  Heath, Eaves &#38; Martin, 1988; Plomin &#38; McClearn, 1993).</p>
<p style="text-align:justify;">Como argumento adicional, foi possível observar que os filhos adotados não crescem com personalidade semelhante aos seus pais adotivos; na verdade, são muito mais parecidos com seus pais biológicos, embora muitas vezes não tenham sequer os conhecido!</p>
<p style="text-align:justify;">É evidente que os fatores não genéticos são muito importantes, e é justamente a genética comportamental que oferece substrato a essa afirmação. Mas, novamente, um exame desapaixonado das evidências aponta conexões causais diferentes do senso comum. É importante lembrar que as influências ambientais, ou não genéticas, incluem fatores que incidem desde a concepção até o nascimento (influências fetais de níveis hormonais por exemplo) e a totalidade dos estímulos do meio durante o desenvolvimento da pessoa após o nascimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o que estamos procurando é um período “modelar” no desenvolvimento, e um conjunto de fatores que possam prever e explicar o padrão de comportamento de um sujeito adulto, não parece existir muita base racional para acreditar na noção de que a forma de  criação pelos pais desenhe decisivamente a personalidade. Podemos encontrar fatores causais de maior poder preditivo olhando para o DNA e para os grupos de referência com os quais a criança interage. Harris (1998) por exemplo dedica seu livro “The nurture assumption” (já publicado em português) a refutar esse exagero do papel causal dos pais em contraste com um “pacote” de estimulação ambiental  extremamente negligenciado mas muito mais influente na formação da personalidade, e que não se passa somente na primeira infância: a socialização dos filhos a partir de seu grupo de amigos.</p>
<p style="text-align:justify;">O argumento de Harris (1998) envolve uma compreensão mais sofisticada do tipo de ambiente psicológico para o qual nossa mente teria sido preparada para lidar. Normalmente uma das premissas implícitas presentes no raciocício dos teóricos do desenvolvimento e da personalidade é a consideração de que os pais são nossa principal fonte de estímulos, na principal idade de moldagem da personalidade. Através de uma ampla revisão em estudos etológicos, primatologia comparativa, experimentos em psicologia social, dados etnográficos de sociedades caçadoras coletoras e estudos com bebês humanos  podemos concluir que na verdade as crianças não foram projetadas para aprender e imitar os pais, mas sim as outras crianças, particularmente as mais velhas. Segundo Harris (1998) é isto que aconteceu em nosso passado evolucionário, e provavelmente o cérebro humano está configurado para processar informação específica do meio social, buscando a inserção do sujeito nas complexas hierarquias de dominância características de nossa espécie. Em outras palavras, a informação assimilada através da socialização pela interação com crianças seria prioritária e mais influente (pelo menos na formação da personalidade do adulto) do que a informação adquirida através das interações com os pais em um período limitado da infância. E o período de moldagem seria portanto mais extenso, incluindo aspectos importantes como os grupos de referência na adolescência.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Em síntese, o que chamei de “modelo padrão de causalidade do desenvolvimento da personalidade” não parece resistir às evidências recentes provenientes de estudos comportamentais metodológicamente adequados e das contribuições da genética comportamental. A genética pode influenciar tremendamente a personalidade, e os estímulos do meio ambiente apontado pela esmagadora maioria das teorias como os mais relevantes para compreender as causas do comportamento adulto, a interação com os pais na infância, podem ser na realidade provenientes de outras fontes até então negligenciadas, como a socialização com outras crianças ao longo da infância e adolescência.</p>
<p style="text-align:justify;">A psicologia enquanto ciência que tem por objeto de estudo o comportamento não pode apegar-se a premissas empiricamente insustentáveis simplesmente por tradição de pensamento com raízes históricamente profundas. Um exame atento da história da evolução das teorias científicas mostra que um novo paradigma demora até ser assimilado, especialmente se revela aspectos anti-intuitivos, que não combinam com nossas formas já estabelecidas de explicar o universo. Uma visão renovada e interdisciplinar certamente será mais produtiva para compreender a complexidade da causalidade do comportamento, mesmo que essas novas premissas sejam assustadoramente antagônicas à nossa compreensão intuitiva.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Leia a primeira parte do artigo <a href="http://grupopapeando.wordpress.com/2009/09/25/psicologia-e-genetica-o-que-causa-o-comportamento_parte-i/" target="_blank">AQUI</a></strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>*Marco M. Calegaro, é  Psicólogo e Mestre em Neurociências</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Fonte: <a href="http://www.cerebromente.org.br/home.htm" target="_blank">Cérebro e Mente</a></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agressividade e adaptação]]></title>
<link>http://liames.wordpress.com/2009/09/18/agressividade-e-adaptacao/</link>
<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 15:55:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>usernarme</dc:creator>
<guid>http://liames.wordpress.com/2009/09/18/agressividade-e-adaptacao/</guid>
<description><![CDATA[Outro dia, escutei uma colega comentar sobre a agressividade de Lacan &#8230; &#8220;até parece que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Outro dia, escutei uma colega comentar sobre a agressividade de Lacan &#8230; &#8220;<em>até parece que ele não fez análise&#8221;, </em>riu ela. Pensei com meus botões e não consegui me opor naquele momento. Essa psicanalista tem muito minha simpatia, tem sempre comentários muitos bons e, em parte, ela está correta: uma experiência de análise traz uma nova disposição afetiva. Mas deve-se completar: a psicanálise <em>não é operação de lobotomia, não tem a função de extirpar a agressividade fora.</em> O fato é que a agressividade é constitutiva e não deve ser estabelecida em uma linha de desenvolvimento rumo ao ego adaptado e saudável. A psicanálise não é uma psicologia normativa e, sabemos, uma psicanalista está melhor situado em sua falta do que em seu ser. </p>
<p><em>&#8220;&#8230;  idéia que inspira toda psicologia clássica, acadêmica, a de que os seres humanos são adaptados, como se diz, já que vivem, e portanto, que tudo deve colar. Vocês não são psicanalistas se admitem isso. Ser psicanalista é simplesmente abrir os olhos para essa evidência de que não há nada mais desbaratado que a realidade humana. Se vocês creêm ter um eu bem adaptado, razoável, que sabe navegar, reconhecer o que tem de ser feito e o que não tem de ser feito, levar em conta as realidades, não resta senão mandá-los embora daqui.&#8221; </em>(Jacques Lacan, Seminário 3, As psicoses, A noção de defesa, p. 99) </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fabrício critica estilo de Diego Souza: ‘Quando não dá na bola, dá soco']]></title>
<link>http://shopcruzeiro.wordpress.com/2009/09/18/fabricio-critica-estilo-de-diego-souza-%e2%80%98quando-nao-da-na-bola-da-soco/</link>
<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 11:59:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>netshoes</dc:creator>
<guid>http://shopcruzeiro.wordpress.com/2009/09/18/fabricio-critica-estilo-de-diego-souza-%e2%80%98quando-nao-da-na-bola-da-soco/</guid>
<description><![CDATA[Fonte: Globoesporte.com Cruzeiro e Palmeiras se enfrentam só na próxima quarta-feira, mas os ânimos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Fonte: Globoesporte.com</p>
<p>Cruzeiro e Palmeiras se         enfrentam só na próxima quarta-feira, mas os ânimos devem se         acirrar até lá. O primeiro passo foi dado pelo volante celeste Fabrício.         Nesta quinta-feira, durante entrevista na Toca da Raposa II, ele         analisou o líder do Brasileirão e fez         críticas ao meia Diego Souza, destaque da equipe paulista.         Segundo o cruzeirense, o jogador do Alviverde tem talento,         atravessa um bom momento, mas sabe ser desleal quando julga         necessário.</p>
<p>- É um time que vem fazendo boa campanha, tem um         treinador vitorioso, que conhece bem o sistema de pontos         corridos, principalmente de Brasileiro. Tem bons jogadores, caso         do Diego Souza, que está numa fase excelente. É difícil de         marcar ele, né? É um jogador de muita força. Quando não dá na         bola, dá soco, dá cotovelada, rasteira&#8230;Então é complicado         marcar ele. Mas o nosso time está numa crescente boa, vem         jogando bem. Tem tudo para a gente manter o que está fazendo no         segundo turno e aí dá para chegar lá em cima – disse, em         entrevista veiculada pelo site oficial do clube.</p>
<p>O retrospecto recente é bastante favorável ao time de Muricy         Ramalho. Em 2008, foram duas vitórias pelo Nacional. No primeiro         turno desta edição, o Verdão também se deu melhor no Palestra         Itália.</p>
<p>- Faz tempo que não ganhamos deles. É ruim. É um         time muito perigoso, que está se sentindo à vontade contra a         gente por ter vencido esses jogos. Isso tem que mudar – frisou.</p>
<p>Cruzeiro e Palmeiras vão se enfrentar às 21h50m         (de Brasília), no Mineirão. Os mineiros estão em 13º, com 32         pontos, enquanto os paulistas têm 44, no topo da tabela.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por um Mundo Muito Pior (parte I) (por Daniel Pinheiro)]]></title>
<link>http://debatepronto.wordpress.com/2009/09/01/por-um-mundo-muito-pior-parte-i-por-daniel-pinheiro/</link>
<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:22:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>debatepronto</dc:creator>
<guid>http://debatepronto.wordpress.com/2009/09/01/por-um-mundo-muito-pior-parte-i-por-daniel-pinheiro/</guid>
<description><![CDATA[Por um Mundo Muito Pior Autor: Daniel Pinheiro Segundo consta na minha preferidíssima (sic!) Wikipéd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong>Por um Mundo Muito Pior</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Autor: Daniel Pinheiro</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Segundo consta na minha preferidíssima (sic!) Wikipédia, “o <strong>Transtorno de Personalidade Anti-Social</strong>, vulgarmente chamado <strong>Sociopatia</strong>, é um transtorno de personalidade (…) caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por normas sociais, e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros”. Já a psicopatia, bastante próxima do transtorno de personalidade anti-social, em geral, é mais severa que este, segundo informações da mesma fonte.</p>
<p style="text-align:justify;">Ousarei deixar apenas os critérios que constam em um dos itens (A) do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (vulgo DSM-IV), sem a introdução devida feita na Wikipédia, dos quais três deles indicariam traços da sociopatia:<strong> </strong></p>
<ol style="text-align:justify;">
<li>Fracasso em conformar-se às normas sociais com      relação a comportamentos legais, indicado pela execução repetida de atos      que constituem motivo de detenção;</li>
<li>Tendência para enganar, indicada por mentir      repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter      vantagens pessoais ou prazer;</li>
<li>Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o      futuro;</li>
<li>Irritabilidade e agressividade, indicadas por      repetidas lutas corporais ou agressões físicas;</li>
<li>Desrespeito irresponsável pela segurança própria ou      alheia;</li>
<li>Irresponsabilidade consistente, indicada por um      repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou honrar      obrigações financeiras;</li>
<li>Ausência de remorso, indicada por indiferença ou      racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado outra pessoa.</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">Uso apenas estes de forma ilustrativa, para provocar o que quero falar a frente. Mas, antes, ainda, há um complemento que talvez nos sirva: “Importante notar que o termo antissocial, na psiquiatria, não significa (como rotineiramente costuma ser entendido) um tipo de inibição social, timidez ou o fato de ser introvertido/reservado, mas sim, <strong><em>atitudes contrárias às regras da sociedade</em></strong> <strong><em>(grifo nosso)</em></strong>. Nesse caso de timidez ou ser introvertido ou reservado na psiquiatria contemporânea o termo usado é conduta defensiva”.</p>
<p style="text-align:justify;">Recorro agora a outra definição, interessante, encontrada no blog Sociedade Nua. Aliás, vou copiar parte do texto na íntegra. Pulando (indicando por […] quando o fizer) algumas partes, tentarei deixar o texto mais curto, aproximando-se de onde talvez eu chegue. Os negritos e itálicos serão nossos, propositais, para destacar algumas coisinhas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O condutor incondutível&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">“São pessoas que nas suas atitudes &#8220;<strong><em>intransparentes</em></strong>&#8221; difere-se um cruel comportamento torpe, contemporâneo, oculto expansivo: Personalidade inconclusa vinculada à destuação de caráter e espírito, com característica para a emigração na defensiva; que <strong><em>acredita ser o dono (a) da razão, sempre</em></strong>!!! Delimitando &#8220;seu espaço&#8221; <strong><em>sem se importar com demais pessoas e situação a sua volta</em></strong>. A essas informações com forte carga negativa já embutida no caráter destas, que predispõe o indivíduo para uma determinada ação (comportamento), dou o nome de: <strong><em>Sociopata ou indivíduo com distúrbios espirituais, que mexe com todo caráter e comportamento do portador, o levando ao declínio social e moral com requintes e mecanismos de sadismo e crueldade nas suas atitudes</em></strong>. […]. Que tem no seu intimo, já incrustada, a fiel convicção de viver a atormentar a tranqüilidade, paz e domínios alheios. <strong><em>Fazendo das vidas de algumas pessoas, um verdadeiro inferno quase que diário</em></strong>. Porem, esse tipo de gente tem nas suas características físicas, um <strong><em>semblante enganador e quase sempre angelical</em></strong>; na voz, um suar encantador que sob uma mascara sônica, envolve algumas <strong><em>seguidoras (os)</em></strong>, que, por precisão de apoio financeiro em prol da sobrevivência, lhes apóia com uma indescritível <strong><em>devoção</em></strong> que poucos conseguem compreender.” […]</p>
<p style="text-align:justify;">“Seu alimento: <strong><em>a ousadia e a discórdia</em></strong>. Que lhes preenche e alimenta todo seu espírito e coração nebuloso. As características dos sociopatas englobam, principalmente, o <strong><em>desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos alheios</em></strong>. Eles possuem um <strong><em>egocentrismo</em></strong> exageradamente patológico, <strong><em>emoções superficiais, teatrais e falsas</em></strong>, pobre ou nenhum controle da impulsividade, <strong><em>baixa tolerância para frustração</em></strong>, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, <strong><em>falta de empatia com outros seres humanos</em></strong>, <strong><em>ausência de sentimentos de remorso e de culpa</em></strong> em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são <strong><em>cínicas</em></strong>, <strong><em>incapazes de manter uma relação leal e duradoura</em></strong>. <strong><em>São manipuladoras, e incapazes de amar de verdade.</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">São indivíduos que <strong><em>não preenchem e nem trazem nada para a sociedade</em></strong>, apenas para os seus, talvez. São pessoas enfermas de espírito que ainda na magia de suas cresças, umedecem e alimentam mais ainda o seu coração de pessoa ínfima e articulosa. São dignas de compaixão e de muita oração por serem <strong><em>nocivas ao convívio social</em></strong>.”</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Agora, some-se a este texto último o pequeno lapso de conhecimento compartilhado sobre o tema na Wikipédia. Espiritual, mental&#8230; não há razão para não se dar conta de que, ao ler, sentimos a sensação, real e lasciva, de que “parece que estão falando de alguém que eu conheço”. Se você se identificou, não se preocupe. Pode servir de reflexão. Se alguém sempre te diz isso, e você mesmo lendo, insistiu em negar, procurando uma linha que justifique o seu modo de pensar de que não era com você, pare por alguns minutos.</p>
<p style="text-align:justify;">Do ponto de vista do espírito, empobrecemos a cada dia. Envelhecer deveria ser uma riqueza, mas a sociedade caminha na direção contrária. Tornar-se “velho” virou uma tormenta. O velho é um termo quase pejorativo. Agora, é idoso. A ciência, com a justificativa de uma vida longa e melhor, vendeu boa parte do que conquistou para aqueles que desejavam comercializar a “fonte da juventude”. Para isso, tivemos que abandonar o nosso ideal de envelhecer, e passamos a desprezar os nossos, agora rotulados, idosos. Meu amigo Paulo Rink que me desculpe. No começo deste texto nem imaginei que escreveria este parágrafo, mas lembrando de sua história recente, foi inevitável falar isso.</p>
<p style="text-align:justify;">O “velho” tornou-se um fardo. Cada vez mais buscam-se “atividades para a terceira idade”. Lembro que, com meus avós, Sr. Salvador nascido em 1894 (falecido em 1993) e D. Francisca nascida em 1904 (falecida em 1992), as atividades eram estar em família. E o conceito de família nunca foi o de “quem mora lá em casa”. A família era família, era todo mundo. O primo distante, a prima, do primo, do irmão, do sobrinho&#8230; Mas, estar junto, visitar os velhinhos (sim, carinhosamente, eram velhinhos) era realmente o programa da terceira idade.</p>
<p style="text-align:justify;">Em minha opinião, os sociopatas são pessoas que cresceram alheios à tudo isso. Reprimidos, passam a querer ser o centro das atenções e do mundo, para que lhe venerem. Os mais fracos, realmente, tornam-se seguidores deste tipo de pessoa, copiando-os. E são também sociopatas, pois perdem o seu próprio papel em sociedade. A relação dominador e dominado é clara. Geralmente, para não dizer fundamentalmente, é comandada por dinheiro, hierarquia e poder. A busca de status é constante. O desejo de consumir, infinito. Os artefatos (roupas, sapatos, jóias, carros, maquiagem&#8230;) são representações letais de sua dominação. E não ouse desafiar uma pessoa assim, achando que é só uma questão, por exemplo, de vestir-se bem. Além de buscar recursos para fazer melhor que você, esta pessoa tomará o expediente da humilhação, e te fará sofrer o quanto possível. Eles não gostam de desafios.</p>
<p style="text-align:justify;">Para fortalecerem, andam em bandos. Basta ficar minutos em frente a um prédio comercial, próximo a uma região bancária, ou ir a uma reunião destes neo-executivos metidos à besta (desculpem, escrevi isto, e pretendo baixar o nível até o fim do texto). Estas pessoas que fazem o seu novo BlackBerry® acender incessantemente numa sessão de cinema, ou até mesmo, tocar em meio à uma ópera. O mais interessante, é que eles estão lá não pela obra, mas para marcar território.</p>
<p style="text-align:justify;">A idiotice, babaquice, “n” “ices”, somados à arrogância e ao desprezo pelos outros e pelo mundo, os fazem o dono de p*rra nenhuma. Eles foram criados assim, num mundo onde provar que é bom envolve humilhação, desrespeito, repulsa e um mundo de falsidades.</p>
<p style="text-align:justify;">O pior, é que tudo isto está à venda. Eu costumo dizer que prefiro uma patricinha assumida, que tenha personalidade, aos dissimulados e canalhas sociopatas. Eles te seduzem, compram a sua devoção (que, para piorar, você considera admiração) e os tornam escravos silenciosos. São as piores chibatadas, aquelas que não sangram por fora. Depois de um tempo, depois de usado, você percebe o que aconteceu. Eles estão cada vez maiores, e você, descobre que não é nada. O espelho que você criou, vira dependência. Aí, você olha que as roupas que comprou, eram espelhadas em quem admirava. E tudo o mais. Tenta descobrir o sentido, e mergulha em depressão.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim está nossa sociedade. Violenta, estranha. Cheia de babacas com dinheiro, hipócritas no comando, e um exército de compradores que não vêem razão para isso, só o fazem. Lembrem-se de que sociopatas não tem remorso.</p>
<p style="text-align:justify;">Pensei em baixar o nível, mas vou parar. É o suficiente para dizer que o pior dos sociopatas, é o <strong><em>dinheiro</em></strong>. Ele é exatamente como os indivíduos de que falamos, que <strong><em>não preenchem e nem trazem nada para a sociedade, </em></strong>sendo igualmente <strong><em>nocivo ao convívio social.</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Mais beijos, menos dinheiro.</em> Amar não custa nada, apesar de hoje ter preço, inclusive, para isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Felicidades.</p>
<p style="text-align:justify;">Daniel Pinheiro</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Raio X da Violência]]></title>
<link>http://mundomaranatha.wordpress.com/2009/08/23/raio-x-da-violencia/</link>
<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 17:22:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>mundomaranatha</dc:creator>
<guid>http://mundomaranatha.wordpress.com/2009/08/23/raio-x-da-violencia/</guid>
<description><![CDATA[Como e por que algumas pessoas adotam comportamento violento Quem não tem controle de si mesmo usa a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff6600;"><img style="float:right;" src="http://img160.imageshack.us/img160/2365/violenciadomestica2gm9.jpg" alt="" width="141" height="165" />Como e por que algumas pessoas adotam comportamento violento</span></p>
<p style="text-align:justify;">Quem não tem controle de si mesmo usa a violência como recurso para controlar os outros. Parece que, quanto menor é a capacidade de dominar os próprios impulsos e desejos, maior é o esforço para tentar administrar a vida alheia.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos relacionamentos, a violência tem a função de manter uma distância suportável, tanto no que diz respeito à aproximação quanto ao afastamento. Porém, o resultado gera mais violência. Quem recorre a violência perde a razão, o poder de comunicação e fracassa na argumentação verbal, os pilares dos relacionamentos bem-sucedidos. O agressor se sente incompreendido e recorre novamente à força física para mostrar seu ponto de vista e fazer valer a sua vontade. Ele descobre que a força bruta pode substituir as palavras e levar a seus objetivos com maior rapidez.</p>
<p style="text-align:justify;">Os resultados imediatos obtidos com um ato violento produzem sensações de poder – o clássico “quem manda aqui sou eu”. Contudo, o tempo transforma essa impressão de superioridade em decepção, abandono e solidão. Acolheita final é o fracasso no relacionamento. Com uma sucessão de fracassos, o agressor passa a desacreditar de si mesmo e perder a auto-estima. Então, recorre mais uma vez à violência para se impor.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ff6600;"><strong>Ciclo Cruel</strong></span></span></p>
<p style="text-align:justify;">A violência começa com aameaça de destruir ou fazer mal para o outro (nem sempre com a intenção de levar a situação até as últimas consequências). Feita a ameaça, o agressor diminui e desumaniza a vítima, provocando medo e vergonha. Assim, fica fácil abusar dela e violentá-la a seu bel-prazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é de estranhar que as vítimas da violência, crianças ou adultos, tornam-se enfraquecidas em suas decisões, traumatizadas psicologicamente. Elas têm seu senso de identidade pessoal arruinado e sua vontade massacrada, e ent~ram num estado de submissão desmoralizada. Algumas das vítimas acabam também reagindo a esse abuso com profunda violência, dando sequência a um ciclo cruel.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas por que algumas pessoas são violentas? Acredita-se que a responsabilidadeesteja no processo de educação e socialização da criança. Além de falhas nas relações entre pais e filhos, há pessoas capazes de regular sua ação violenta e outras não. Os que conseguem reter os impulsos violentos aprenderam isso durante a vida e adiquiriram recursos que outros não acumularam. São os recursos cognitivos ou a capacidadede raciocinar em termos de certo e errado. Eles moldaram uma visão de mundo sócio-moral, têm capacidade de se identificar com o sentimento dos outros e uma percepção adequada do contexto do comportamento. Isso não significa ausência de raiva, falta de vontade de agredir ou até mesmo a fantasia da violência. Significa não concretizar a violência.</p>
<p style="text-align:justify;">A capacidade de regular, controlar e administrar o próprio comportamento é essencial para um relacionamento social adequado e satisfatório. Em geral, todos temos uma visão do que é justo ou injusto, do certo e do errado em cada situação. é uma visão muitas vezes determinada pela qualidade das interações sociais, pelo equilíbrio ou desequilíbrio advindo da qualidade das interações.</p>
<p style="text-align:justify;">Aí, entram dois fatores importantes: a experiência e a capacidade cognitiva ou de raciocínio. Se o ambiente em que crescemos não for estimulador em termos intelectuais, vamos nos ressentir na limitação da experiência. Da mesma forma, se não for desafiador em termos de conduta moral, o raciocínio moral será limitado e acanhado. Necessitaremos de uma coordenação entre nossa perspectiva individualista e a visão de outra pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ff6600;">Amadurecimento Limitado</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Há vários estudos importantes sobre a relação entre a falta de raciocínio moral e a violência. Ficaremos apenas com um deles: L.Kohlberg. Segundo esse estudioso, as pessoas passam por vários estágios para o amadurecimento moral, classificadas em três níveis de amadurescimento: pré-convencional, convencional e pós-convencional.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro estágio, o pré-convencional, abrange crianças com menos de nove anos, muitos adolescentes e muitos adultos de comportamento criminal. São pessoas cuja compreensão das regras sociais élimitada. Elas observam as regras movidas por medo da punição ou por troca de interesses, não alcançam uma fase convencional capaz de compreender, aceitar e seguir as regras socias. Não internalizam as regras de ação moral. Para essas pessoas, é muito difícil perceber que as regras são importantes para manter boas relações interpessoais, conservar o sistema social e orientar as relações com as autoridades.</p>
<p style="text-align:justify;">É nesse nível de amadurecimento que se fixa uma pessoa violenta. Sua perspectiva social gira em torno apenas de si mesma. Seus alvos desconhecem o social na hora de avaliar suas ações. Apenas sua própria justiça é o que conta. O mundo se move por causa de seus interesses e conveniêncais. Ela é incapaz de perceber o mal que causa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#ff6600;">Há Esperança</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Conforme exposto, parece até que a pessoa violenta não tem esperança de melhorar. Mas não podemos esquecer que a violência é uma escolha. Há outras opções. é uma questão de parar para pensar, decidir escolher uma ação mais apropriada, mais positiva, percebendo que a violência frustra quem a usa e fere quem sofre sua ação.</p>
<p style="text-align:justify;">Os que chegam a esse entendimento são capazes de viver pelos princípios quando as regras conflitam. O indivíduo obedece às obrigações para manter o próprio respeito e o respeito pelo outro. O grau de compreensão do juízo moral vai do individual para o social, do egoísmo para o altruísmo, do egocentrismo para a consideração pelo outro. Vai do interesse pessoal para o social.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto estiver vivo, o ser humano pode mudar e aprender novas formas de agir.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Belisário Marques é doutor em Psicologia.</em></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Impulsos perversos chegam nos piores momentos, diz psicólogo]]></title>
<link>http://ceticismo.wordpress.com/2009/08/03/impulsos-perversos-chegam-nos-piores-momentos-diz-psicologo/</link>
<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 22:34:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Abbadon</dc:creator>
<guid>http://ceticismo.wordpress.com/2009/08/03/impulsos-perversos-chegam-nos-piores-momentos-diz-psicologo/</guid>
<description><![CDATA[Um redemoinho de visões do sistema de esgoto do cérebro parece chegar nos piores momentos &#8211; du]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Um redemoinho de visões do sistema de esgoto do cérebro parece chegar nos piores momentos &#8211; du]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como lidar com pessoa agressiva?]]></title>
<link>http://setimodia.wordpress.com/2009/07/29/como-lidar-com-pessoa-agressiva/</link>
<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 21:52:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Seventh Day</dc:creator>
<guid>http://setimodia.wordpress.com/2009/07/29/como-lidar-com-pessoa-agressiva/</guid>
<description><![CDATA[Dicas práticas contra agressões verbais. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou mans]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2 style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2553" title="agressão verbal" src="http://setimodia.wordpress.com/files/2009/07/agressao-verbal.jpg?w=300" alt="agressão verbal" width="300" height="194" /></h2>
<h2 style="text-align:justify;">Dicas práticas contra agressões verbais.</h2>
<p style="text-align:justify;"><em>Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.</em> Mateus 11:29</p>
<p style="text-align:justify;">O que faz alguém ser agressivo nas palavras? Por que alguém se comporta sem humildade e mansidão? Que problemas faz alguém rude?</p>
<p style="text-align:justify;">As respostas podem ser variadas. Pode ser orgulho porque a pessoa acha-se melhor que os outros. Pode ser alguém com temperamento colérico, explosivo que ainda não aprendeu a moderar sua maneira forte de expressar suas emoções. Ou se trata de uma pessoa com grande insegurança emocional, pois elas em geral atacam de graça justamente por causa da insegurança interior que talvez nem elas mesmas percebam que têm. Também pode ser alguém com um transtorno de personalidade, o que é algo mais grave. Uma pessoa muito estressada se comporta com alguma freqüência de modo irritadiço, agressivo. Outros têm necessidade de ter que ter razão e, assim, se tornam agressivos verbalmente para ter que provar que estão certas e seria bom elas pensarem e decidirem se querem ter razão o tempo todo ou ser felizes. Outros ainda sofrem lutas espirituais, podendo ocorrer opressão espiritual maligna neles que os fazem agressivos.</p>
<h2 style="text-align:justify;">Algumas sugestões sobre como lidar com uma pessoa agressiva verbalmente podem ser:</h2>
<p style="text-align:justify;"><strong>1)</strong> Evite contra-atacar para não jogar mais combustível no fogo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>2)</strong> Uma abordagem sábia envolve ajudar a pessoa agressiva a se sentir compreendida e encorajá-la a acalmar e discutir a situação usando a razão.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>3)</strong> Entretanto, não é sábio no meio do calor da discussão dizer:  Fique calmo e discuta o assunto de forma razoável!.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>4)</strong> Ouça a pessoa. Não a interrompa nem tente provar seu ponto de vista. Expresse gestos faciais e sons vocais que indicam seu ouvir atento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>5)</strong> Continue fazendo algumas perguntas a fim de elaborar e clarificar o assunto. Verdade, é o que menos queremos no momento. Mas, mantenha a cabeça fria. Pergunte: O que ocorreu?, Quando você diz que eu fui frio, como é isso? Lembre-se: ao mostrar que está aberto para ouvir, isto pode acalmar a pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>6)</strong> Mantenha um olhar firme, demonstrando pela expressão facial que está atento.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>7)</strong> Mantenha seu tom de voz baixo. Nunca levante a voz. Pelo contrário, abaixe até mais baixo do que o seu normal. Isto talvez faça a pessoa abaixar a voz também.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong> <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> </strong> Parafraseie e resuma o que a pessoa diz. Diga: Deixa-me ver se estou compreendendo o que você está dizendo. Você disse que (explique)&#8230;. É isso mesmo?.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>9)</strong> Não argumente. Argumentar significa procurar os pontos fracos do discurso da pessoa e então começar a rebater as afirmações dela, interrompendo o que ela está dizendo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>10)</strong> Veja em que pode concordar. No meio de um ataque que deve conter interpretações erradas, tente encontrar coisas que a pessoa tenha razão e fale disto, mostrando que você pode entender que se tivesse no lugar dela talvez sentisse o mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>11)</strong> Empatize com os sentimentos da pessoa, dizendo talvez: uxa! Posso imaginar como você se sente. Já vivi uma situação parecida e também fiquei chateado!.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>12)</strong> Pergunte se a pessoa quer ouvir um comentário. Aqui você começa a mostrar o outro lado da história. Não significa que você está certo e ela errada, mas que há outros fatos que talvez ela não saiba ainda. Você pode dizer: Se incomodaria se eu compartilhar com você outros fatos que pode nos dar uma visão mais global do problema?.
</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>13)</strong> Pergunte: O que você acha que ajudaria essa situação? A forte raiva impede pensar e dizer o que pode ser feito para melhorar a situação. Peça sugestões de como melhorar. Isso pode começar a mudar o rumo da explosão para encontrar-se soluções.</p>
<p style="text-align:justify;">
<strong>14)</strong> Coloque suas sugestões. Se ela não tem sugestões construtivas e insiste no ataque, você pode sugerir algo para melhorar a situação. Peça desculpas e sugira algo.
</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>15)</strong> Sugira uma parada ou coloque limites. Exemplo: Você não acha melhor continuarmos outra hora? Que tal amanhã 10h?, Você percebe como está falando muito alto?, Por favor, não continue gritando comigo. Para continuar, eu preciso que você diminua seu tom de voz. Se continuar gritando, vou ter que me retirar. Desse jeito não é aceitável para mim. Estou disposto a conversar sobre isto quando você puder acalmar e conversar racionalmente. Agora vou me retirar para proteger a mim mesmo. Retire-se, então, do ambiente, e proteja-se. Se necessário, peça ajuda.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Sem o processo transformador que só pode ocorrer pelo poder divino, as propensões originais para pecar permanecem no coração com toda a sua intensidade, para forjar novas correntes, para impor uma escravidão que jamais poderá ser rompida pelo poder humano.</em> Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol.3, p.190,191.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>De sorte que haja em vós o mesmo sentimento [maneira de pensar e sentir] que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.</em> Filipenses 2:5-8.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Existem Raças Ferozes?]]></title>
<link>http://bichosaudavel.wordpress.com/2009/07/05/31/</link>
<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 02:09:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>bichosaudavel</dc:creator>
<guid>http://bichosaudavel.wordpress.com/2009/07/05/31/</guid>
<description><![CDATA[A recomendação é: nunca deixe uma criança sozinha com um bull terrier&#8230;ele pode terminar assim!]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://bichosaudavel.wordpress.com/files/2009/07/bull-terrier-coloring.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-112" title="bull-terrier-coloring" src="http://bichosaudavel.wordpress.com/files/2009/07/bull-terrier-coloring.jpg?w=225" alt="" width="225" height="300" /></a>A recomendação é: nunca deixe uma criança sozinha com um bull terrier&#8230;ele pode terminar assim!!!!</p>
<p style="text-align:justify;">Todo animal com boca e dentes pode morder. O maior problema é o tamanho da boca e o comportamento do animal. Conheço vários pit bulls, rottweilers, bull terriers mais mansos que muitos cockers spaniels, poodles, schnauzers, vira-latas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Agressividade tem tratamento e ele deve ser considerado independente da raça.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ad infinitum]]></title>
<link>http://minorkafka.wordpress.com/2009/06/28/ad-infinitum/</link>
<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 12:18:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopaulocosta</dc:creator>
<guid>http://minorkafka.wordpress.com/2009/06/28/ad-infinitum/</guid>
<description><![CDATA[Tenho escutado muitas criticas quanto a forma como eu escrevo, quanto às coisas que eu falo em meus ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tenho escutado muitas criticas quanto a forma como eu escrevo, quanto às coisas que eu falo em meus textos, mas eu acredito, ou quer dizer tenho a certeza absoluta que estamos conversando cara a cara. Quem nunca fez de meus textos  uma lembrança?</p>
<p>Ontem mesmo em um jantar com meus amigos, com os colegas no trabalho ou pela internet as criticas chegam rasgadas. Será que ninguém se masturba? Masturbar é um crime assim tão impossível de ser descrito em um blog qualquer? Ou ainda existe aquele conto de fadas que só os homens fazem uma coisa dessas.</p>
<p>Eu não sei, mas sinto que as pessoas, assim como eu. Estão assumindo uma postura estranha, estamos nos distanciando do que realmente somos. Será que é muito difícil perceber que somos seres humanos. Que nós defecamos, mixamos e se masturbamos escondidos em banheiros públicos. Somos um animal que deu certo, apenas isso e mais isso, acreditar em toda essa baboseira que já basta para mim, apenas brincamos com o significado das coisas, ficamos imaginando que o sol é deus e assim vamos aperfeiçoando com o tempo. Quando não sabemos explicar algo, chegamos perto de alguma mistificação.</p>
<p>Estamos com medo da morte, de se deparar com ela. Sempre foi assim, a morte é nada mais que a perda da existência. Essa espada que abita nosso corpo, que nos faz sofrer, nada mais é que estar vivo e caminhar pela rua sabendo que você anda, come, dorme e basicamente não pode fazer nada.</p>
<p>Esses malditos textos, mal escritos estão cobertos de angustia, solidão, saudade, confusão e mais que tudo amor. Entender que estamos fazendo as coisas ad infinitum. Não te trazem nenhuma forma de reflexão?</p>
<p>Para mim acordar, tomar o café da manhã e ficar perdido com as milhares de opções que apenas uma parte da população pode ter. Assim como ir para o trabalho e apertar botões de maneira que qualquer macaco poderia fazer, sair para o almoço e comer a mesma merda que você come todos os dias, mesmo sabendo que você tem milhares de opções que te confunde. Eu fico totalmente perdido quando vou pesar minha comida. Ainda mais perdido quando pesso um simples um guaraná. A atendente geralmente pergunta Antartica ou  Kuat, zero ou light, com gelo e laranja ou sem, com chá verde ou natutal? Porra eu só queria um refrigerante!</p>
<p>Daí você vai para casa com o mesmo carro, pegando o mesmo caminho e o mesmo trânsito, olhando para a cara das pessoas que estão cansadas como você, enquanto os burgueses donos das empresas para qual nos trabalhamos estão tirando férias remuneradas na Europa, mesmo assim meu caro leitor, chegamos em casa e ligamos nossa TV no jornal nacional e damos boa noite para o casal símbolo de verdade. E quando vamos dormir, ficamos totalmente confusos quanto a posição que vamos fazer no sexo noturno, porque cansados como estamos, acabamos comprando  no fim de semana um maldito livro de Kama Sutra, com figuras malditas ou fotos ridículas. Ficamos perdidos de novo com as milhares de posições possíveis e acabamos fazendo o papai e mamãe de sempre.</p>
<p>Fora toda essa rotina e agressividade que a vida coloca em meu rosto, tudo bem.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRTsFEeRtzs/SMgPxilP-yI/AAAAAAAAAZA/LSOubZ4JQz4/s400/cansado.jpg" alt="" width="314" height="204" /><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_n6-XQmd3gV4/SGJGNJYq0YI/AAAAAAAAADo/SKYFZK2FF50/s320/boca_de_galo_bebe.jpg" alt="" width="257" height="204" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vovó e o palavrão.]]></title>
<link>http://ilbravo.wordpress.com/2009/06/22/vovo-e-o-palavrao/</link>
<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 21:07:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>liaguedes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando me dei conta do mundo, minha avó tinha em torno de 73,74 anos. Era, então, uma senhora respei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Quando me dei conta do mundo, minha avó tinha em torno de 73,74 anos. Era, então, uma senhora respeitável, extremamente autoritária e ranzinza. Uma mulher que mandava calar durante as refeições, que dizia que criança não tinha querer, e que detestava qualquer menção a sexualidade ou sensualidade. Ao longo de minha infância e adolescência, ouvi duas vezes que eu era uma vagabunda (injustamente, diga-se de passagem), e, vindo da boca dela, sei o quão grave era o fato. Foram palavras que me magoaram muito, e que até hoje ardem nas minhas orelhas. Eu nunca chamei mulher nenhuma de vagabunda sem que ela me houvesse dado motivo para tanto, e se o fiz mais que duaz vezes, foram muitas.</p>
<p>Mas até então, as coisas se operavam em uma lógica muito clara na cabeça dela. Eu, em casa, com minha família, um parente mais desmiolado me perguntou algo de minha intimidade sexual &#8211; eu tinha míseros 12 anos, nem me passava pela cabeça beijar quem quer que fosse, quanto mais abrir minhas pernas &#8211; ou boca ou qualquer outro orifício, isso não vem ao caso. Mas ainda assim a pergunta foi feita, e só o fato de me ter sido feita dava a entender, na lógica de vovó,  que eu tinha dado motivos para que essa pergunta houvesse acontecido. Assim, ouvi, pela primeira vez, um sonoro &#8220;vagabunda!&#8221;.</p>
<p>O vagabunda seguinte ocorreu no ano subsequente, quando, ingenuamente, depois da aula passei na casa de uma colega para explicar algumas lições de inglês. Liguei para casa para avisar que me demoraria um pouco mais, e a resposta foi clara, alta e dura de se ouvir: &#8220;Você está é andando com algum macho! Vagabunda!&#8221;. Constrangida, ainda retorqui, mas sem sucesso.</p>
<p>Desde esse longínquo episódio &#8211; datam praticamente 15 anos de ocorrido &#8211; eu não tinha ouvido nenhuma outra agressão verbal tão pesada por parte da minha avó (a parte do &#8220;você quer me matar&#8221;, &#8220;você quer me envenenar&#8221; não conta.). Até hoje.</p>
<p>E para aqueles que pensam que foi em um episódio como um amigo &#8211; ou amiga &#8211; vem dormir em casa&#8230; não se iludam. Tudo aconteceu por conta de um mísero lápis de cor.</p>
<p>Vovó ultimamente vem pintando seus cadernos em tons excessivamente monocromáticos &#8211; sendo  o vermelho e o amarelo suas cores favoritas &#8211; o que, no meu mísero conhecimento, se direciona para uma estágio mais avançado do Alzheimer. E o grau de teimosia vem aumentando. Assim como a dificuldade em atender a alguns pedidos.</p>
<p>O que eu não contava é que a agressividade dela fosse avançar em uma velocidade tão impressionante. Em cinco dias vovó foi de um extremo a outro, e o ápice disso me parece ter sido hoje.</p>
<p>Meu tio sugeriu que ela pegasse outra cor para continuar sua pintura, ao que ela resistiu. Quando, depois de alguma insistência, ela aceitou pegar outra cor, eu sugeri que pegasse o verde. A resposta para a minha sugestão foi um sonoro &#8220;Vá para a puta que pariu&#8221;.</p>
<p>Ai, parecia que eu tinha levado um tapa. Minha primeira reação foi de indignação, e a muito custo eu consegui conter a raiva no momento. Depois fiquei matutando o que tinha sido aquilo. E ainda não consegui chegar a uma conclusão&#8230;</p>
<p>Imagino que esse tenha sido o primeiro de muitos xingamentos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Falta de luz casa mal humor]]></title>
<link>http://jandirainbow.wordpress.com/2009/06/01/falta-de-luz-casa-mal-humor/</link>
<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 03:52:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>jandirainbow</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando estive na Holanda para um grande workshop com 100 comunicadorxs de todos os cantos do planeta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Quando estive na Holanda para um grande workshop com 100 comunicadorxs de todos os cantos do planeta, numa das noites de farra com a turma latina, uma amiga chilena impediu a outra amiga colombiana de acender o cigarro na chama da vela. Ela disse como quem alerta para um grande mal: acender o cigarro na vela causa mal humor!</p>
<p>Estou começando a considerar essa possibilidade. Na falta de luz elétrica para enxergar por onde anda e do isqueiro para acender o cigarro, quem não fica de mal-humor?</p>
<p>Semana passada eu tive a chance de testar isso. Saí do trabalho segunda-feira às 18h pensando em chegar em casa logo, quem sabe ir à academia dar uma malhadinha e adiantar alguns trabalhos no computador. Eu estava a uns 300 metros de casa quando me dei conta de que todas as janelas do meu prédio (são 160 apartamentos) estavam apagadas. Também o prédio ao lado estava todo no escuro, assim com a banca de jornal, o hotel que fica mais à frente, a academia com a porta fechada, todos os apostadores em cavalos na porta do turfe com cara de quem estava perdendo dinheiro à toa, o BigBi aberto, mas todo apagado com seus e suas atendentes com os cotovelos no balcão, esperando a luz voltar. Pensei: ah, não!&#8230; A primeira dúvida era se eu conseguiria entrar no prédio, consegui. Perguntei ao porteiro o que estava havendo e ninguém sabia, só sabiam que a luz tinha ido embora por volta das 15h e até aquele momento não havia solução.</p>
<p> O que fazer quando você mora no 9º andar e não há eletricidade para mover o elevador até lá?</p>
<p>Pensei em duas alternativas: subir de escadas e ficar lá aqui em cima no escuro esperando o momento &#8220;fiat lux&#8221; ou procurar algum lugar para esperar com uma cervejinha gelada, de onde eu pudesse ficar olhando praquela esquina escura (sim, era só uma parte da rua, justamente a minha parte!). Escolhi a segunda opção.</p>
<p>Bati em um bar, não tinha mesa do lado de fora. Bati em outro, não podia fumar do lado de dentro. Parei na carrocinha de sopas e caldos que fica em frente ao mercado. Fiquei ali e decidi comer um angu com miúdos de frango, e pedi uma latinha de cerveja. </p>
<p>Mal tinha acabado de sentar e percebi uma gritaria no portão do estacionamento do mercado.  Um garoto negro, forte, bonito, na faixa dos 13~14 anos ordenava que o segurança tirasse o dedo de sua cara. Achei que tinha sido algum desentendimento, fiquei prestando atenção pra prevenir abusos contra o menor, até que o garoto saiu. E voltou, e em poucos minutos nova gritaria. Ele saiu de novo, voltou novamente e em poucos instantes estava chamando um dos flanelinhas pra porrada no meio da rua, armado de uma pedra portuguesa apanhada da calçada. Óbvio que se tratando de um menor, ninguém quis chegar às últimas com ele. Mas não foi por falta de provocação.</p>
<p>Em um dos intervalos da confusão com o garoto, passou uma mulher numa camionete. Ela gritava tão histericamente dentro do carro com uma criança, que mesmo a senhora dona dos caldos estranhou e comentou: e era com a criança!</p>
<p>Pouco tempo depois disso, e já encerrada a confusão no estacionamento do mercado, nova gritaria no estacionamento. Era briga entre um casal, em que o homem dizia que não estava olhando pra nada de mais, e a mulher pedia satisfações por algo que ele tinha feito e que ela não gostou. Eu e a senhora dona da sopa não conseguimos entender direito o que se passava. Ainda bem que terminou rápido &#8211; ou pelo menos o casal foi embora rápido.</p>
<p>Um pouco depois disso, um fusca dourado parou na porta do hotel que estava exatamente na minha frente. Um homem na frente, uma mulher atrás. Ela se inclunou para frente e falou algo com ele, que imediatamente reagiu com um TABEFE na cara dela. Levei um susto e fiquei observando pra conferir se tinha visto direito. Eu tinha. Eles ficaram ali uns 20 minutos ou mais. Ela chorava, se lamentava, falava com ele, e levava mais tabefes. Senti um desejo enorme de tirá-la de dentro daquele carro, mas tive medo de ser pior.</p>
<p>Um parêntese: em Brasília eu tinha mais coragem de tomar atitudes como chamar a polícia, intervir. Aqui acho tudo tão arriscado, as pessoas tão revoltadas, agressivas e justiceiras, que me acovardo.</p>
<p>Finalmente um rapaz saiu do hotel, entrou no fusca e lá se foram <a href="mailto:aquel@s">aquel@s</a>. Só depois de irem embora percebi que havia outra pessoa no banco de trás, provavelmente uma criança, pelo tamanho.</p>
<p>Eu já quase terminava de tomar a latinha quando ouvi um barulho metálico. Blômk! O sinal fechado, dois ônibus parados, e um táxi se enfia debaixo da traseira do segundo ônibus. Ambos motoristas ficaram tranquilos, não tinha o que argumentar ali, o taxista viajou na maionese e não freiou, ponto. Chamaram a perícia, preservaram a cena, tudo direitinho, a não ser pelo fato de que no Rio de Janeiro não se respeita a sinalização horizontal de trânsito. Portanto, o ônibus estava parado NO MEIO da pita, entre as duas faixas. Resultado: se não fosse pelo recuo destinado a embarque e desembarque na frente do hotel, nenhum carro passaria por ali enquanto a perícia não terminasse. Mas embora os carros passassem, os ônibus e caminhões tinham que dar uma volta enorme por Santa Tereza.</p>
<p>Acabou a latinha. Enchi-me de coragem e fui procurar comprar uma lanterna. Não achei. Entrei no mercado então pra compar velas, fazer o quê? Já me lembrando do mal-humor. Muita gente devia ter acendido cigarro com vela naquela noite&#8230; Aproveitei pra compar também algo pronto que eu pudesse lanchar mais tarde, algo fácil de preparar no 9º andar sem luz.</p>
<p>Quando saí do mercado, vi a banca de jornais com as luzes acesas, e atrás dela o meu prédio todo aceso também! UFA!! Salva pelo gongo! As velas ficaram de reserva para a próxima falta de energia, tomara que demore!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esquizofrenia paranóide]]></title>
<link>http://psicanaliseintegrativa.wordpress.com/2009/05/17/esquizofrenia-paranoide/</link>
<pubDate>Sun, 17 May 2009 21:13:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cecília Queiroz</dc:creator>
<guid>http://psicanaliseintegrativa.wordpress.com/2009/05/17/esquizofrenia-paranoide/</guid>
<description><![CDATA[Não tem cura. Atitudes: a) arranca cabelo b) agressividade doméstica. fonte: 03/02/2009 &#8211; Fáti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não tem cura.</p>
<p>Atitudes:</p>
<p>a) arranca cabelo</p>
<p>b) agressividade doméstica.</p>
<p>fonte: 03/02/2009 &#8211; Fátima Mora</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agressividade Online]]></title>
<link>http://achievz.wordpress.com/2009/05/02/agressividade-online/</link>
<pubDate>Sun, 03 May 2009 02:43:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>viniciusoike</dc:creator>
<guid>http://achievz.wordpress.com/2009/05/02/agressividade-online/</guid>
<description><![CDATA[Tema: Agressividade online já algo rotineiro. Não é nada incomum ver &#8220;flame wars&#8221; em blo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tema: Agressividade online já algo rotineiro. Não é nada incomum ver &#8220;flame wars&#8221; em blogs, forúns e afins. Porém, será que estas pessoas agiriam da mesma maneira se estivessem cara-a-cara? O ambiente da internet que propicia esta violência ou essas trocas de insultos são realmente um reflexo da pessoa?</p>
<p><strong>Agressividade Online</strong></p>
<p>O homem é um ser agressivo e isso se reflete ao seu redor. No cotidiano por exemplo, vemos a violência no trânsito, nos estádios e até nas escolas. É por esse motivo básico que a internet não deixaria de refletir esse lado mais primitivo do homem. O grande diferencial da internet é que estamos todos sujeitos ao anonimato.</p>
<p>Todos nós vivemos em sociedade e para que isso funcione, é necessário que inibamos certos desejos. Todavia, como esta vontade não é saciada, nós acabamos externando-a de alguma outra maneira. A internet vem sendo usada como válvula de escape por ser uma terra sem leis e oferecer o anonimato ao usuário. Num ambiente como esse, é quase impensável uma convivência sem brigas e/ou troca de ofensas.</p>
<p>A internet é um reflexo do que somos. O anonimato é mais uma ferramenta do que o real motivo para a agressividade online. A maior evidência disso é que, mesmo indentificáveis, falamos e agimos de modo diferente do nosso usual.</p>
<p>Dessa maneira, podemos concluir que o anonimato da internet não é a razão das agressões na rede. O ambiente da internet é propício para sermos quem quisermos ser. Nós somos assim &#8211; agressivos e despreocupados com os outros &#8211; e a internet é apenas o meio que usamos para nos expressar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VIOLÊNCIA POR MULHERES]]></title>
<link>http://conjunturacriminal.wordpress.com/2009/04/25/violencia-por-mulheres/</link>
<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 00:24:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>soares7</dc:creator>
<guid>http://conjunturacriminal.wordpress.com/2009/04/25/violencia-por-mulheres/</guid>
<description><![CDATA[As mulheres também podem ser violentas numa relação íntima. Porém, o contexto da relação influencia ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-weight:bold;"> </span></p>
<p><span style="font-family:Cambria;"> <span style="color:#0000ff;"><span style="font-style:italic;"><span style="color:#ffff00;">As mulheres também podem ser violentas numa relação íntima. Porém, o contexto da relação influencia o tipo de violência</span>.</span></span> Swan, Gambone, Caldwell, Sullivan e Snow, numa revisão da literatura, concluíram que a violência pelo parceiro com freqüência anda junto com a violência feminina.  Contrariamente à expectativa, a violência, tanto física quanto psicológica, dos homens e das mulheres em relações intimas seria semelhante. Porém, há muita violência masculina sem violência feminina, mas pouca violência feminina sem violência masculina. Boa parte dos atos femininos muito violentos é causada por medo ou numa forma de auto-defesa em situações de conflito violento.<br />
Alguns tipos de violência são notoriamente masculinos, como o abuso sexual, controle na base da força e perseguição. Além disso, as diferenças de peso e de força fazem com que as mulheres tenham uma taxa muito mais alta de ferimentos e mortes.<br />
No que concerne a &#8220;primeira violência&#8221;, o ato ou atos que iniciam uma cadeia de violência recíproca, nova surpresa: as mulheres iniciam a violência com freqüência semelhante à dos homens, particularmente nos níveis mais baixos de violência em cadeia.<br />
Um tipo de violência doméstica que tem sido chamado de terrorismo íntimo, em que os níveis de violência são mais altos e a violência constante, quase sempre é feito por homens.<br />
E as conseqüências? <span style="color:#ffff00;"><span style="font-style:italic;">A revisão de Swan et alii não deixa lugar a dúvidas: a violência afeta mais as mulheres do que os homens, deixa mais seqüelas</span></span>. Essa é uma área que precisa ser mais pesquisada pois são poucas as pesquisas que acompanham as vítimas.<br />
<span style="color:#ffff00;"><em><span style="color:#ffff00;">C</span></em><em>onclusões? A maior participação masculina em formas institucionalizadas de violência, como guerras, inclusive civis, revoluções, rebeliões, greves violentas, e em comportamentos individuais violentos, como homicídios e suicídios, fez com que as pesquisas respondessem ao maior peso dos atores masculinos. As pesquisas proporcionaram o crescimento de um sólido corpo de conhecimentos. Porém, o gênero pesa nas relações causais e nos padrões comportamentais na violência individual, o que significa que o arcabouço teórico construído para explicar a violência feita por homens é menos adequado para explicar a violência feita por mulheres. Menos adequado não significa inútil nem prejudicial, mas sua aceitação pouco crítica pode aumentar o risco de que novas pesquisas sobre a violência feminina seja pautada por expectativas criadas a partir do demonstrado entre e para os homens.<br />
O que falta? Pesquisas dirigidas especificamente para entender e explicar a violência feminina a partir de orientações teóricas que permitam a inovação.</em></span><em><br />
</em>&#60;/body</span>&#62;</p>
<p><!--more--><!--more--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Crime Biológico: Implicações Para a Sociedade e Para o Sistema de Justiça Criminal]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/04/13/o-crime-biologico-implicacoes-para-a-sociedade-e-para-o-sistema-de-justica-criminal/</link>
<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 14:08:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/04/13/o-crime-biologico-implicacoes-para-a-sociedade-e-para-o-sistema-de-justica-criminal/</guid>
<description><![CDATA[Por Adrian Raine Departamentos de Criminologia, Psiquiatria e Psicologia, University of Pennsylvania]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-602" title="o-crime-biolgico" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/04/o-crime-biolgico.jpg" alt="o-crime-biolgico" width="383" height="602" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><em>Por Adrian Raine</em></span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong><em>Departamentos de Criminologia, Psiquiatria e Psicologia, University of Pennsylvania, Filadélfia</em></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong><em> </em></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">As últimas duas décadas testemunharam uma revolução em nosso entendimento da mente criminal. Por quase um século, culpamos a pobreza, a desigualdade social e as más companhias como os principais causadores de crimes. É quase certo que esses fatores desempenhem um papel relevante, porém a novidade no século XXI é o aumento do reconhecimento de que fatores genéticos e neurobiológicos são igualmente importantes na modelagem do comportamento criminoso. Os desafios que enfrentamos à luz desses novos achados são múltiplos, incluindo como vamos abordar os transtornos neurológicos em infratores violentos e quais são as implicações para as subdisciplinas emergentes de neurodireito e neuroética.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Genes e crime</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Hoje há poucas dúvidas científicas de que os genes desempenham papel significativo no comportamento anti-social. Revisões de mais de 100 análises de estudos com gêmeos e de estudos de adoção oferecem evidências claras de que cerca de 50% da variação no comportamento anti-social são atribuíveis a influências genéticas. A área está agora se movendo para uma questão mais importante, de terceira geração: &#8220;<em>Quais</em> genes predispõem a quais tipos de comportamento anti-social?&#8221;. Respostas iniciais estão começando a surgir a partir de estudos de genética molecular. Quando é realizado o <em>knockout</em> do gene da monoamina-oxidase A (MAO-A) em camundongos, estes se tornam altamente agressivos. Se o gene for reativado, eles retornam aos seus padrões normais de comportamento. Estudos populacionais e com familiares em humanos também implicaram o gene da MAO-A no comportamento anti-social. Uma metanálise mostrou replicabilidade deste efeito de interação.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O importante desafio para esta terceira geração de estudos genéticos sobre comportamento anti-social não é simplesmente identificar quais genes estão associados ao comportamento anti-social, mas também quais destes genes codificam transtornos cerebrais em grupos anti-sociais. Usando a MAO-A como exemplo, esta enzima metaboliza a serotonina, um neurotransmissor que está em níveis baixos em indivíduos anti-sociais. Homens com um polimorfismo comum (variante) no gene da MAO-A apresentam uma redução de 8% do volume da amígdala, giro do cíngulo anterior e córtex órbito-frontal (pré-frontal ventral). Essas estruturas cerebrais estão envolvidas na emoção e encontram-se comprometidas em indivíduos anti-sociais. Conseqüentemente, um dos genes associados a comportamento anti-social resulta em alterações estruturais em áreas cerebrais comprometidas em indivíduos anti-sociais &#8211; dos genes ao cérebro e ao comportamento anti-social.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Dos genes ao cérebro e ao crime</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Então, como alguém evolui dos genes para o comportamento anti-social? Uma hipótese é de que as anormalidades genéticas resultem em anormalidades estruturais no cérebro, que resultam em anormalidades emocionais/cognitivas/comportamentais, as quais, por sua vez, predispõem ao comportamento anti-social. Há um número crescente de evidências para alterações cerebrais em grupos anti-sociais, com fortes evidências principalmente para o córtex pré-frontal. Pacientes com transtornos neurológicos com danos no córtex pré-frontal ventral exibem comportamento desinibido, do tipo psicopático, embotamento emocional e autonômico e tomada de decisão inadequada. Pesquisas com ressonância magnética mostraram que indivíduos com transtornos de personalidade apresentam redução de 11% na substância cinzenta pré-frontal, junto com uma atividade reduzida durante um estressor social, provocando emoções &#8220;secundárias&#8221; de vergonha, constrangimento e culpa. Indivíduos anti-sociais com menor quantidade de substância cinzenta também mostraram menor responsividade autonômica ao estresse. Diferentes paradigmas clínicos da neurociência estão começando a convergir para a mesma conclusão de que há uma significativa base cerebral no comportamento anti-social, e que esses processos neurocomportamentais são relevantes para entender a violência na sociedade cotidiana.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Prejuízos estruturais na área pré-frontal correspondem a prejuízos funcionais na área pré-frontal (ou seja, funcionamento reduzido) em uma ampla variedade de indivíduos anti-sociais. Verificou-se que assassinos mostram redução no metabolismo da glicose no córtex pré-frontal. Essa disfunção também caracteriza especificamente infratores impulsivamente violentos, sugerindo que o córtex pré-frontal age como um &#8220;freio de emergência&#8221; para emoções desenfreadas geradas por estruturas límbicas. Estudos de neuroimagem são corroborados por achados de estudos neuropsicológicos, neurológicos e psicofisiológicos, indicando robustez dos achados.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Essas disfunções cerebrais são causadas por fatores ambientais ou por genes? Existe a hipótese de um papel significativo da genética por duas razões. Primeiro, a disfunção estrutural na área pré-frontal encontrada em indivíduos anti-sociais não foi responsabilizada por fatores ambientais para o comportamento anti-social (por exemplo: histórico de traumatismo craniano, maus tratos na infância) ou por abuso de álcool/drogas. Segundo, imagens estruturais do cérebro a partir de estudos comportamentais e genéticos com gêmeos demonstraram que os genes explicam 90% da variação do volume de substância cinzenta pré-frontal em humanos. Esses dois argumentos, em combinação, poderiam ser uma forte indicação de que as disfunções estruturais em anti-sociais apresentam uma significativa base genética, embora estudos futuros possam ainda identificar alguma relevância do ambiente.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O papel do ambiente social</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Embora os genes provavelmente estejam implicados na causa do crime, processos psicossociais não podem ser descartados, podendo até ser essenciais. Influências ambientais no início do desenvolvimento poderiam alterar diretamente a expressão do gene, por sua vez alterando o funcionamento cerebral e resultando em comportamento anti-social. Influências ambientais precoces podem alterar a expressão gênica o que então origina a cascata de eventos de comportamento cerebral destacados acima. O conceito é que, apesar de 50% da variação em comportamento anti-social ser genética na sua origem, os genes não são fixos, estáticos e imutáveis; influências psicossociais podem resultar em modificações estruturais ao DNA que têm influências profundas no funcionamento neuronal e, em função disso, surgiria o comportamento anti-social.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O ambiente social pode interagir com fatores de risco genéticos e biológicos para comportamento anti-social de outras formas. O comportamento violento e criminoso está exponencialmente aumentado quando combinado com fatores de risco sociais e biológicos. Estudos de diversos países demonstraram que complicações ao nascimento (incluindo anoxia neonatal, que causa lesão particularmente no hipocampo) interagem com ambientes familiares negativos (por exemplo: rejeição materna precoce da criança) para predispor à infração violenta na vida adulta. Também há evidências replicadas de que uma anormalidade no gene da MAO-A interage com maus tratos na infância para predispor ao comportamento anti-social em adultos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Processos sociais também podem <em>interagir com fatores de risco genéticos e biológicos</em> para gerar comportamento antisocial de diversas formas. A redução do metabolismo da glicose no córtex pré-frontal predispõe à violência em indivíduos com contextos familiares positivos. Baixa excitação psicológica está particularmente associada ao comportamento anti-social em indivíduos de contextos familiares positivos. Nesses casos, em que o indivíduo apresenta <em>falta</em> de fatores de risco sociais que o &#8220;empurrem&#8221; em direção ao comportamento anti-social, fatores biológicos têm um maior papel explanatório. Em contraste, a associação entre comportamento anti-social e fatores de risco biológicos em indivíduos de contextos familiares negativos pode ser mais fraca porque as causas sociais do crime &#8220;camuflam&#8221; a contribuição biológica. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Implicações do tratamento</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A biologia não é destino, e deve ser, em última análise, possível modular fatores de risco neurobiológicos. A questão essencial é: &#8220;Se os criminosos apresentam cérebros com defeito, como eles podem ser consertados?&#8221;. Soluções definitivas poderiam ser naturais e surpreendentemente simples. Deficiência alimentar nos primeiros 3 anos de vida tem sido associada a comportamento anti-social a longo prazo durante a infância e final da adolescência. O controle do QI abole essa relação, sustentando o modelo de que alimentação deficiente leva a funcionamento cerebral deficiente, resultando em disfunções neurocognitivas que predispõem ao comportamento anti-social. O óleo de peixe é rico em ômega-3, um ácido graxo de cadeia longa que compõe 40% da membrana celular, e a suplementação alimentar foi associada a aumento de QI e redução de comportamento anti-social grave em detentos. Programas de prevenção que manipulam a alimentação nas fases iniciais da vida resultaram em redução de delinqüência e criminalidade. Manipulações ambientais podem, em tese, reverter fatores de risco cerebrais para o crime. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Uma abordagem alternativa é modular as anormalidades dos neurotransmissores produzidas por anormalidades nos genes. Genes que regulam o transporte da serotonina foram recentemente associados a comportamento anti-social e agressivo em crianças e adultos. Uma vez que indivíduos anti-sociais/agressivos apresentam baixos níveis de serotonina, medicações que aumentam a disponibilidade de serotonina (como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina), devem diminuir o comportamento anti-social <em>se</em> houver uma conexão causal. Há evidências que apóiam essa previsão em crianças e adultos agressivos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Implicações neuroéticas e neurolegais</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Apesar dessas evidências positivas, permanece o fato de que a sociedade reluta em usar medicação para tratar comportamento agressivo e anti-social, ao mesmo tempo em que se sente confortável para medicar outras condições comportamentais. Paradoxalmente, já que as influências comportamentais influenciam a expressão do gene, nossa constituição está em constante mutação, quer queiramos ou não. A sociedade deve &#8220;agarrar o touro biológico à unha&#8221; para extinguir o crime e a violência e reduzir o sofrimento? Ou, ao contrário, deve fingir não ver o novo conhecimento clínico em neurociência e proibir a interferência com a essência biológica da humanidade, mesmo se isso resultar em vidas perdidas que poderiam ter sido salvas por esforços de prevenção biológica?</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Outra preocupação adicional é a que trata de responsabilidade e punição. Se um assassino sofre disfunções cerebrais que o predispõem a cometer violência impulsiva, deveremos responsabilizá-lo inteiramente por seu comportamento? Pesquisas pioneiras estão elucidando o mecanismo neural que auxilia na tomada de decisão moral. De uma perspectiva de julgamento moral, dadas as evidências de que os circuitos neurais subjacentes ao sentimento moral e tomada de decisão estão prejudicados nas populações anti-sociais, esses indivíduos são tão capazes quanto o resto de nós de saber &#8211; e fazer &#8211; o que é certo? Um psicopata pode saber a diferença legal entre o certo e o errado, mas eles têm o <em>sentimento</em> do que é certo e do que é errado? Acredita-se que as emoções sejam centrais ao julgamento moral, oferecendo a força de impulsão para agir moralmente. Neste contexto, até que ponto é moral punirmos criminosos tão severamente quanto o fazemos? Por outro lado, não há perigos significativos se afrouxarmos nosso conceito de responsabilidade? O próprio conceito &#8220;dos genes ao cérebro e ao comportamento anti-social&#8221; suscita questões neuroéticas que precisam ser discutidas para que a ciência preventiva possa progredir.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Uma nova geração de pesquisas em neurociência clínica que engloba imagens cerebrais e genética molecular está originando o conceito de que genes específicos resultam em disfunções cerebrais funcionais e estruturais que predispõem ao comportamento anti-social, violento e psicopata. Um próximo passo essencial para testar a hipótese &#8220;dos genes ao cérebro e ao comportamento anti-social&#8221; é conduzir pesquisa genética molecular e de neuroimagem na mesma população para identificar os genes codificando tanto as anormalidades de estrutura/função cerebral quanto o comportamento anti-social. O próximo passo empírico é descobrir se indivíduos psicopatas e anti-sociais evidenciam processamento anormal de dilemas morais. Como lidaremos com esse novo conhecimento em nível social e legal é um significativo desafio neuroético. Quanto mais aprendemos sobre as causas neurobiológicas do crime, mais questões complexas surgem a respeito de culpabilidade, punição e livre arbítrio. Os desafios futuros científicos e neuroéticos para o campo emergente de neurocriminologia podem ser melhor enfrentados através de pesquisa multidisciplinar integradora que associe teorias macrossociais tradicionais (enfatizando amplos construtos sociais) com novas perspectivas da neurociência clínica e social para entender melhor, e por fim prevenir, o comportamento anti-social em crianças e o crime em adultos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">FONTE: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-81082008000100003&#38;script=sci_arttext" target="_blank">Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul</a></span></strong></p>
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