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	<title>aldo-moro &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/aldo-moro/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "aldo-moro"</description>
	<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 01:31:40 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA["O Brasil parece decidido a 'adotar' Cesare Battisti" - do Blog do Tão Gomes Pinto]]></title>
<link>http://humbertocapellari.wordpress.com/2009/11/25/o-brasil-parece-decidido-a-adotar-cesare-battisti-do-blog-do-tao-gomes-pinto/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 00:10:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Humberto Amadeu</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu não tenho opinião sobre o caso. Foge à minha capacidade. Muitas pessoas, especialistas familiariz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><span style="font-family:arial;">Eu não tenho opinião sobre o caso. Foge à minha capacidade. Muitas pessoas, especialistas familiarizadas, tanto com a História como com as normas jurídicas do Brasil e da Itália têm opiniões distintas. Não tenho a pretensão de opinar sobre algo que não sei. Só tenho meus palpites, e olhe lá.</span></div>
<div><span style="font-family:arial;">A razão de eu transcrever este texto é a seguinte: numa das famosas &#8220;Teorias da Conspiração&#8221;, esta já documentada e tudo mais, a partir da década de 50, a OTAN, juntamente com serviços secretos de países europeus pró-Ocidente, patrocinou uma espécie de operação anticomunista na Itália, denominada Operação Gládio [ OBS: diz-se que a Gládio não operou somente na Itália, mas em outros países aliados ]. Parece que o objetivo era impedir que o PCI assumisse o poder na Bota [ até que ficou um trocadilho ]. A novidade [ para mim ] aqui, constante no texto do Tão, seria o patrocínio de grupos de esquerda, pela OTAN/Gládio, para ajudar no clima de caos, o que propiciaria uma escalada direitista/fascista na Itália, já também às voltas com a ambição extremista de Lucio Gelli e sua loja maçônica P2 [ <a href="http://www.freemasonrywatch.org/p2_new.html"><strong>Propaganda Due</strong> </a>]. Vejam: parece plenamente aceito que os EUA patrocinassem, obviamente, organizações direitistas. Mas ajudar certa esquerda parece coisa roteiro do RIOCENTRO ou do Reichstag. Não dizem que o Trotsky estava a serviço dos EUA? Então, por quê não o Cesare Battisti, mesmo sem que este soubesse estar agindo como um peão? E, como um peão, no entanto, estaria sendo julgado por uma Itália governada pelo mesmo Berlusconni que um dia foi membro da direitista loja P2 que tudo tinha a ganhar com as ações terroristas de uma esquerda nanica.</span></div>
<div><span style="font-family:arial;">Enfim, fica aqui ao menos o registro. Espero não ofender ou enfurecer ninguém de meus raros leitors.</span></div>
<div><span style="font-family:arial;"><em><strong>O Brasil parece decidido a &#8220;adotar&#8221; Cesare Battisti</strong><br />
16 Novembro 2009<br />
Responsável por quatro assassinatos na Italia, no periodo em que atuavam várias organizações ditas &#8220;de esquerda&#8221;, Cesare Battisti é acusado de ter invadido uma joalheria, matado a tiros o seu dono e deixado paraplégico seu filho. Durante anos, Battisti recebeu asilo do governo socialista francês, até ser preso pela Interpol quando viajava. O governo francês não aceitou o pedido de extradição feito pelo governo italiano.<br />
Cesare Battisti sempre alegou ter motivações &#8220;políticas&#8221; para seus crimes. Acabaria sendo preso no Brasil, onde recebeu dezenas de<br />
&#8220;homenagens&#8221; da esquerda brasileira e acabaria tendo seu pedido de extradição rejeitado numa decisão &#8220;administrativa&#8221; do esclarecido ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro.<br />
O governo italiano protestou, e com razão. O assunto não era para ser decidido &#8220;administrativamente&#8221; . Conclusão: o caso acabou indo para o egrégio Supremo Tribunal Federal, onde ocorreu um empate no plenário 4 votos pela extradição, justificados à exaustão pelo ministro Ayres de Brito, um &#8220;expert&#8221; no assunto, e 4 simplesmente negando a extradição.<br />
Nesse caso, haveria o voto do ministro-presidente do STJ, Gilmar Mendes, que está tirando o dele da reta alegando que deve inumeros favores a um dos advogados de Battisti. A decisão subiria então para o presidente Luis Inacio Lula da Silva.<br />
Todo mundo sabe que Lula é um político hábil. Habílíssimo, até. Ele vai pesar os prós e os contra e decidir pela não extradição de Battisti.<br />
Sabe que isso irritará profundamente os italianos, inclusive a &#8220;esquerda&#8221; italiana que tem informações de que o grupo de Cesare Battisti era patrocinado pela CIA norte-americana.<br />
E porque a CIA norte-americana patrocinaria um grupo de rapazes e moças italianos porra-loucas? Apenas para evitar que o Partido Comunista Italiano (PCI) chegasse ao poder. Como por pouco não chegou.<br />
Na época, interessava à CIA a criação de um clima de &#8220;guerrilha&#8221; urbana na Italia. Sabia que, com um clima desses, e a inevitável repressão, dificilmente o PCI conseguiria chegar ao poder pela via democrática do voto. Foi o que aconteceu, com inúmeras vítimas dos tais rapazes e moças das &#8220;Brigadas Vermelhas&#8221;, chegando ao assassinato do ministro Aldo Moro.<br />
Nem assim, com a morte de Moro, a Italia declarou estado-de-sitio, que seria normal em qualquer republiqueta latino-americana. O Exército Italiano não saiu às ruas, caçando comunistas. As autoridades constituídas continuaram trabalhando dentro da sua rotina.<br />
Agora vem o glorioso ministro da Justiça Tarso Genro dizer que a Italia viveu, na época, seus &#8220;anos de chumbo&#8221; para justificar o asilo a um jovem (atualmente ex-jovem) de espírito sanguinário que entrou na &#8220;cladestinidade&#8221; para poder continuar praticando suas barbaridades, sob a proteção dos chamados &#8220;ideais políticos&#8221;.<br />
Fechando a história: Lula vai acabar concedendo asilo politico ao falso guerrilheiro. Até para fazer média com as esquerdas brasileiras. Ele adora fazer média.<br />
Isso significaria um distanciamento do governo italiano. Mas eles estão longe. Não votam em 2010.<br />
Se bobear, Cesare Battisti acaba beneficiado até por uma &#8220;bolsa ditadura&#8221; pelo Comitê da Anistia .<br />
E per che no?</em></span></div>
<div><span style="font-family:arial;"><em> </em></span></div>
<p><a href="http://jornaldotao.blogspot.com/2009/11/o-brasil-parece-decidido-adotar-cesare.html"><span style="font-family:arial;">http://jornaldotao.blogspot.com/2009/11/o-brasil-parece-decidido-adotar-cesare.html</span></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ Attualità  di  Giuseppe Bolino]]></title>
<link>http://gruscitti.wordpress.com/2009/11/17/attualita-di-giuseppe-bolino/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 16:02:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>gruscitti</dc:creator>
<guid>http://gruscitti.wordpress.com/2009/11/17/attualita-di-giuseppe-bolino/</guid>
<description><![CDATA[di Giovanni  Ruscitti Il 18 Novembre 1984, moriva prematuramente in Sulmona, sua città natale, Giuse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[di Giovanni  Ruscitti Il 18 Novembre 1984, moriva prematuramente in Sulmona, sua città natale, Giuse]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LIBRO Sedie vuote]]></title>
<link>http://lcavicenza.wordpress.com/2009/11/14/libro-sedie-vuote/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 01:10:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>caterina</dc:creator>
<guid>http://lcavicenza.wordpress.com/2009/11/14/libro-sedie-vuote/</guid>
<description><![CDATA[Sedie vuote Gli anni di piombo: dalla parte delle vittime. di Alberto Conci (a cura di), Paolo Grigo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.macrolibrarsi.it/libri/__sedie-vuote.php" target="_blank"><img class="alignleft" title="sedie vuote" src="http://www.macrolibrarsi.it/data/cop/big/s/sedie-vuote.jpg" alt="" width="104" height="160" />Sedie vuote</a><br />
Gli anni di piombo: dalla parte delle vittime.</p>
<p>di Alberto Conci (a cura di), Paolo Grigolli, Natalina Mosna</p>
<p><a href="http://giorgiaspiritolibero.forumcommunity.net/?t=21881794" target="_blank">Giovani in dialogo con i familiari delle vittime degli anni di piombo</a></p>
<p>In seguito al riaccendersi del dibattito sugli anni di piombo e sulla scia della profonda impressione suscitata dal libro di Mario Calabresi, <em>Spingendo la notte più in là</em>, una trentina di giovani dei licei e dell&#8217;università di Trento ha avviato un lungo e approfondito percorso di ricerca attraverso le vicende dolorose e complesse degli anni Settanta. Al centro di questo percorso è stato posto l&#8217;incontro con i familiari delle vittime, con coloro che a causa della violenza hanno dovuto convivere con la presenza di una sedia vuota nella loro casa. Ne sono nati i dialoghi sinceri e potenti riproposti in questo libro, nei quali sono state toccate non solo le questioni più delicate e cruciali della storia recente della nostra democrazia, ma anche dimensioni fondamentali per la memoria collettiva, quali quelle del dolore, della verità, della giustizia, del perdono, del silenzio e delle parole, della violenza, della responsabilità, della solitudine, della solidarietà umana, delle condizioni per la costruzione di una cittadinanza attiva. Il percorso, nato attraverso un metodo di lavoro rigoroso, ha imposto ai ragazzi un grande impegno di lettura e di approfondimento che traspare dalla densità dei dialoghi e dalla pregnanza delle questioni in essi proposte. Nell&#8217;ordine, dialoghi con: <strong>Mario Calabresi, Benedetta Tobagi, Silvia Giralucci, Manlio Milani, Giovanni Ricci, Alfredo Bazoli, Agnese Moro, Giovanni Bachelet, Vittorio Bosio, Sabina Rossa. </strong>In questo modo si è voluto fossero presenti le testimonianze non solo dei familiari delle vittime del terrorismo, ma anche di coloro che sono stati colpiti dallo stragismo (Brescia e Bologna). A questi, va aggiunto il dialogo con <strong>Giancarlo Caselli</strong>, attraverso il quale si è inteso approfondire il ruolo della magistratura nel periodo degli anni di piombo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moro, ecco la verità su Zaccagnini e Paolo VI ]]></title>
<link>http://sottoosservazione.wordpress.com/2009/11/10/moro-ecco-la-verita-su-zaccagnini-e-paolo-vi/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 18:13:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>sottoosservazione</dc:creator>
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<description><![CDATA[L’allora segretario della Dc e il Pontefice erano disposti a fare «tutto il possibile» per il leader]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2><img class="alignleft size-full wp-image-8220" title="aldomoro180" src="http://sottoosservazione.wordpress.com/files/2009/11/aldomoro180.jpg" alt="aldomoro180" width="180" height="250" />L’allora segretario della Dc e il Pontefice erano disposti a fare «tutto il possibile» per il leader sequestrato dalle Br. Senza debolezze</h2>
<div>Venti anni dalla sua morte… Conobbi Benigno Zaccagnini la sera del 17 o 18 marzo 1978, subito dopo il rapimento di Moro e la strage di via Fani. Elio ed Ettorina Brigante, sorella di sua moglie Anna, che lo ospitavano nella loro casa di via della Camilluccia, mi chiesero per telefono se potevo dare un &#8217;sostegno spirituale&#8217; a Benigno. Da quella sera spessissimo, anche fino a notte tarda, gli sono stato vicino nel tempo di quei 53 giorni di un dolore che per lui durò altri 11 anni, fino alla morte, 5 novembre 1989. L’ho visto pensare, soffrire, piangere e pregare fino alla sera dei funerali di Moro.</p>
<p>Ebbene: ancora oggi, nelle Commemorazioni anche solenni come quella a Montecitorio e nei libri a lui dedicati con belle parole sull’uomo, sul politico e sul testimone di &#8216;laicità&#8217; cristiana ­magari un po’ adattata alle circostanze di oggi &#8211; c’è sempre un vuoto, e su quei 53 giorni si scivola via tra pudore e timore, come fosse meglio non parlarne. Aleggia come l’ombra di una &#8216;omissione&#8217; &#8211; ci hanno fatto anche libri! &#8211; con sottintesa un’accusa che tocca non solo Zaccagnini, ma con lui anche Paolo VI. Già: nelle Lettere di Moro si leggono cose dure verso Zaccagnini, ma anche verso Paolo VI, che «ha fatto pochino, forse ne avrà scrupolo». E nessuno ricorda che Moro aveva informazioni solo dai carnefici, che forse nulla gli dicevano della realtà in cui proprio Paolo VI le provò tutte, in Italia e all’estero, presso organismi internazionali, Croce Rossa, Amnesty e Onu, e fece raccogliere una grande somma, nel caso servisse. <!--more--></p>
<p>A metà aprile di quel 1978 Civiltà Cattolica (bozze sempre viste in Segreteria di Stato) scrisse che ­salvo trattare alla pari tra Stato e Br &#8211; si doveva fare tutto il possibile per liberare Moro: tutto… In quei giorni e in quelle notti ho visto anche Zaccagnini deciso a fare questo tutto possibile, ma salvo tentativi di sciacallaggio politico non si aprì alcuna via per salvare il suo amico e guida, colui che solo lo aveva convinto ad accettare la Segreteria della Dc. La sua frase drammatica ripetuta tante volte fu questa: «Se ci fosse uno spiraglio!». Lo spiraglio non ci fu mai, e anzi Moro fu ucciso proprio la mattina del 9 maggio, quando uno parve potersi aprire. Lui del resto non aveva concesso nulla: diventato un ingombro, doveva morire. Ebbene: dopo Moro e la sua famiglia, dopo gli uomini della scorta e le loro famiglie, prime vittime di quel dramma furono proprio loro due, Benigno Zaccagnini e Paolo VI.</p>
<p>Seguii da vicino quel dramma anche in altro modo. Ero in quotidiano contatto &#8211; e Zac lo sapeva &#8211; con monsignor Cesare Curioni, allora storico cappellano a San Vittore e poi ispettore generale dei cappellani di tutte le carceri italiane, che per conto del Papa provò tante altre strade, anche parlando con Renato Curcio e Alberto Franceschini, Br allora processati a Torino, che a lui si dissero del tutto estranei alla vicenda. Fu Curioni, tra l’altro, a scrivere di notte e sotto dettatura del Papa, presente monsignor Macchi, la prima bozza rivolta agli «Uomini delle Brigate Rosse». Per ragioni varie allora ero in contatto anche con Tonino Tatò, segretario di Enrico Berlinguer, e anch’essi sapevano. La &#8217;strategia della fermezza&#8217; ­giudizio informato, e non col senno di poi &#8211; non fu scelta feroce imposta a Zac dal ferreo Pci, ma obbligo di una realtà senza alternativa, dolorosissimo per Zaccagnini e per Paolo VI. Falsa quindi la &#8216;vulgata&#8217; del Pci che comandava con gelida fermezza, di Zaccagnini che obbediva tremebondo e impotente e del Papa e del Vaticano che si limitarono a preghiere e lamenti opponendosi ad ogni concessione: ingiuria senza fondamento, anche se aleggia nelle commemorazioni e in omissioni di recenti libri. Uno Zaccagnini passivo e poco energico? Eppure &#8211; lo ha scritto anche Enzo Biagi, mai smentito ­egli stesso mi disse che se quel 16 marzo le Br non avessero rapito Aldo Moro, dopo l’approvazione del nuovo governo egli si sarebbe dimesso da segretario: non condivideva alcune nomine di ministri fatte a sua insaputa. Poco energico? La sera dei funerali di Moro nella chiesa di Cristo Re vietata agli uomini della Dc dalla famiglia, in casa Brigante ci fu un’altra messa di requiem, e arrivò una telefonata di Fanfani: chiedeva al segretario il permesso di partecipare, eccezione personale, alle esequie. La risposta di Benigno fu forte e secca: «No! Sei libero, ma se vai ti denuncio ai probiviri e ti faccio espellere dal partito!».</p>
<p>Ultimo: qualche settimana dopo, nei giorni delle votazioni per il nuovo presidente della Repubblica, Benigno mi dice al telefono che è addolorato perché gli uomini della Dc, Piccoli e altri, non vogliono votare Pertini come presidente. Chiedo se a suo parere la scelta di Pertini è giusta e opportuna. Mi risponde che è anziano, talora irruento e imprevedibile, ma galantuomo e pulito. Allora ripenso alla sua confidenza sulle dimissioni: «Chiama i tuoi &#8216;amici&#8217; e di’ loro che se domani non votano Pertini tu ti dimetti!». Il giorno dopo Sandro Pertini fu eletto presidente della Repubblica. Il mite Zac aveva fatto la sua parte: come sempre.</p></div>
<div>Gianni Gennari</div>
<div><a href="http://www.avvenire.it/Cultura/Moro+ecco+la+verit+su+Zaccagnini+e+PaoloVI_200911101008225970000.htm" target="_blank">Avvenire</a></div>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[They don't make 'em like they used to...]]></title>
<link>http://considerations.wordpress.com/2009/10/31/they-dont-make-em-like-they-use-to/</link>
<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 11:49:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>sun secrets</dc:creator>
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<description><![CDATA[But then things aren&#8217;t like they used to be&#8230; Book &#8216;em Danno !]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/AepyGm9Me6w&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/AepyGm9Me6w&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>But then things aren&#8217;t like they used to be&#8230;</p>
<p><a href=" "><img class="alignnone" src="http://sofiaecho.com/shimg/zx500y290_703366.jpg" alt="" width="500" height="290" /></a></p>
<p><strong><em>Book &#8216;em Danno !</em></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Di rivoluzioni tentate, di violenza e tensione]]></title>
<link>http://smallpocketrevolution.wordpress.com/2009/10/27/di-rivoluzioni-tentate-di-violenza-e-tensione/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 00:02:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>thepocketrevolution</dc:creator>
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<description><![CDATA[Siccome certe passioni per fortuna non ti abbandonano mai, io leggo. Leggo tutto, dagli ingredienti ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://smallpocketrevolution.wordpress.com/files/2009/10/pinelli1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-381" style="margin:10px;" title="pinelli" src="http://smallpocketrevolution.wordpress.com/files/2009/10/pinelli1.jpg?w=104" alt="pinelli" width="104" height="150" /></a>Siccome certe passioni per fortuna non ti abbandonano mai, io leggo. Leggo tutto, dagli ingredienti dei dentifrici ai quotidiani, dalle riviste (non di gossip né di moda, please) ai libri. E possono essere saggi, romanzi, biografie, whatever. L&#8217;importante è il senso di amore totale per la parola scritta. E il fatto che quando leggi, molto spesso, entri in un mondo che non è il tuo e che mai potrebbe esserlo e ne assapori, in un certo senso, l&#8217;<em>atmosfera</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">In questo periodo di Morbo (cioé, ormai sono due settimane abbondanti che passo attraverso febbre, tosse, mal di gola e malsanità varie) mi sono fatta un po&#8217; di full immersion nella storia italiana, quella più recente, sulla quale ci sono ancora più ombre che luci. <em>Who controls the past, controls the future</em>&#8230;e il fatto che ci sia ancora così poco chiarezza, è sintomo che le basi stesse della democrazia sono minate, corrose da troppi misteri e fatti coperti da una fitta coltre di silenzi e omertà.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Insomma, mi sono vista <em>Il Divo</em> (e l&#8217;abbinata Sorrentino-Servillo si è confermata straordinaria) e rabbrividivo, mentre già ero immersa nell&#8217;intervista-racconto di Piero Scaramucci a Licia Pinelli, <em>Una storia quasi soltanto mia</em>. E&#8217; lì, in un corpo che &#8220;cade&#8221; da una finestra, o che peggio ancora vi si getta perché colto in flagrante (questo ciò che si tentò di far credere) che si misura il fallimento delle speranze del &#8216;68, che si getta il seme della rabbia e della tensione.</p>
<p style="text-align:justify;">Il personaggio di Pinelli così come viene tracciato dalla moglie è semplicemente incredibile: un modello di anarchico che è tutto fuorché oltranzista e che fa della fratellanza fra uomini il valore fondamentale dell&#8217;agire politico. E questa persona è stata fatta morire, la sua memoria oltraggiata. In nome, appunto, di quella strategia della tensione che ha fatto danni incalcolabili al Paese e di cui ancora si sa troppo poco.</p>
<p style="text-align:justify;">Quale sarebbe stata la nostra storia senza le bombe fatte deflagrare, i treni fatti esplodere, le stazioni divelte dall&#8217;esplosivo? Senza il sequestro Aldo Moro? E ancora la mente corre a un altro film eccezionale, <em>Buongiorno Notte</em> di Marco Bellocchio. Anche lì si respira quella maledetta pesantezza che ammorbava l&#8217;Italia, pesantezza di cui ci renderemmo ancora conto se non fossimo troppo impegnati a fare shopping e a conoscere nomi e gesta di personaggi inutili, tipo quelli dei reality. Ma su questo tornerò dopo.</p>
<p style="text-align:justify;">Dopo la tristezza generata dal libro su Pinelli, mi sono trovata qualcosa di apparentemente più scanzonato, <em>Il Paese delle meraviglie</em> di Giuseppe Culicchia. Dove, attraverso lo sguardo di personaggi assolutamente indimenticabili, si entra nell&#8217;Italia del &#8216;77. Un&#8217;Italia con già dentro tutti i mali degli &#8216;80 e l&#8217;ultimo fervore rivoluzionario, quello più violento. Altro che <em>peace and love</em>, altro che fricchettoni e beautiful losers. Sono gli anni in cui il messaggio del punk, NO FUTURE, travolge tutto. E&#8217; questo ciò che si respira persino nella provincia italiana descritta tramite le gesta di Franz e Attila, compagni di banco. Diversi ma complementari, l&#8217;uno istintivo e vitale, l&#8217;altro riflessivo e sognatore, restituiscono l&#8217;immagine di un Paese che di meraviglioso ormai ha ben poco. Istinti materialisti, violenza, manovre politiche e strumentalizzazioni. Il libro fa morire dal ridere, a tratti. Poi in due secondi ti trovi con i pugni stretti. E le ultime pagine sono come uno schiaffo che non ti aspetti.</p>
<p style="text-align:justify;">E comunque mentre io mi immergevo, in modi diversi, nella tremenda Italia del recente passato, l&#8217;Italia del presente continuava nel suo inutile kazzeggio. Tipo che sabato, alla manifestazione per i diritti dei lavoratori a Milano, c&#8217;era gente ma pochissima rispetto a quella che ti aspetteresti. Le persone stanno perdendo il lavoro quotidianamente, intere categorie potrebbero dirlo davvero a voce alta THERE&#8217;S NO FUTURE FOR YOU AND ME come facevano Johnny Rotten e soci, e invece no. Te li ritrovi in centro a fare le spese folli. Le strade intasate di ebeti con le buste in mano.</p>
<p style="text-align:justify;">Ma sì che anche io compro. Facciamola girare questa economia, come ci ha ben insegnato la nostra classe dirigente (e infatti oggi scopro che il tasso di indebitamento medio, in Italia, è aumentato vertiginosamente negli ultimi anni). Ma porca puttana in manifestazione ci vado, avevo anche la febbre. Poca ma l&#8217;avevo. Mi duole dirlo, è una frase fatta: ogni popolo ha quel che si merita.</p>
<p style="text-align:justify;">Sono d&#8217;accordo con chi dice che la televisione rincoglionisce. Ma il problema mica è la televisione. Mica ti ci legano davanti tipo  in <em>Arancia Meccanica</em>, tenendoti gli occhi spalancati a forza. Eh no. Sei tu, povero stolto, che perdi le tue serate davanti ai reality quando potresti fare ben altro. Sei tu che sprechi ore preziose nella contemplazione del vuoto pneumatico. Poi quando ti svegli senza diritti, con che coraggio ti permetti anche un flebile lamento? Mi dispiace ma così non va.</p>
<p style="text-align:justify;">Quell&#8217;Italia maledetta, quella del passato recente, era forse più pesante, ma ancora si pensava alla politica. Alla cosa pubblica. Agli ideali. A cambiare il mondo in un modo o nell&#8217;altro. Non è andata come doveva andare. Oggi, però, è ancora peggio. Per fortuna ci sono isole di resistenza, sprazzi di idealismo. Voglio ben sperare che resistano all&#8217;avanzare del Nulla imperante. In questo caso, mi viene in mente<em> La Storia Infinita</em>. E con questo, ho finito post e citazioni.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrazzo che fa rima con testa di....]]></title>
<link>http://silvanascricci.wordpress.com/2009/10/26/marazzo-che-fa-rima-con-testa-di/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:32:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>silvanascricci</dc:creator>
<guid>http://silvanascricci.wordpress.com/2009/10/26/marazzo-che-fa-rima-con-testa-di/</guid>
<description><![CDATA[Io non sono affatto scandalizzata che Marrazzo si trastulli con trans (sono di larghe vedute, anche ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2704" title="sismi-1" src="http://silvanascricci.wordpress.com/files/2009/10/sismi-1.jpg?w=272" alt="sismi-1" width="272" height="300" /></p>
<p>Io non sono affatto scandalizzata che Marrazzo si trastulli con trans (sono di larghe vedute, anche 15-16 cm) come non sono scandalizzata che Berlusconi vada a puttane.</p>
<p>Non ho mai misurato una persona in base alle sue preferenze e gusti sessuali, sono fatti suoi.</p>
<p>Sono scandalizzata dall&#8217;ipocrisia, quella di Marrazzo che si autosospende e quella di Berlusconi che va al family day e non dà le dimissioni, nè si autosospende (che in questo caso mi basterebbe).</p>
<p>Sono scandalizzata dal fatto che Marrazzo non abbia denunciato di essere ricattato, sia da carabinieri e/o da signorine di varia natura.</p>
<p>Sono scandalizzata dal fatto che a questi rendez-vous ci andasse con l&#8217;auto blu, al pari di Berlusconi che scorazze le sue puttane con l&#8217;aereo di stato.</p>
<p>Sono scandalizzata dal fatto che avesse dichiarato che non esistevano video o suoi intrattenimenti per poi far marcia indietro solo 24 ore dopo.</p>
<p>Poi sono basita dal fatto che Marrazzo, e da qui nasce la rima con testa di&#8230;, vada a questi appuntamenti in un appartamento di via Gradoli, 96.</p>
<p>Perchè anche un cretino deve avere almeno un po&#8217; di senso del decoro, di senso dello stato e, soprattutto un naturale istinto di sopravvivenza, per non andare nella via dove il Sismi aveva una manata di appartamenti; almeno accertati che non siano più di loro proprietà.</p>
<p>Via Gradoli da covo delle BR a covo di trans, anche così l&#8217;italia è cambiata.</p>
<p>Marrazzo, e che cazzo!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LA VERSIONE DI K]]></title>
<link>http://rivistapop.wordpress.com/2009/10/22/la-versione-di-k/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 11:54:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Collettivo Mauro Repetto</dc:creator>
<guid>http://rivistapop.wordpress.com/2009/10/22/la-versione-di-k/</guid>
<description><![CDATA[MR4 VUOTA IL SACCO La storia dell&#8217;Italia post-bellica comincia nella notte del 4 gennaio 1947,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="http://rivistapop.wordpress.com/2009/06/24/benvenuto-mr4-francesco-cossiga-guest-editor-di-cultura-pop/" href="http://rivistapop.wordpress.com/2009/06/24/benvenuto-mr4-francesco-cossiga-guest-editor-di-cultura-pop/" target="_self"><strong>MR4</strong></a> VUOTA IL SACCO</p>
<p><a href="http://rivistapop.wordpress.com/files/2009/10/la_versione_di_k.jpg"><img class="size-full wp-image-2695 alignright" title="la_versione_di_k" src="http://rivistapop.wordpress.com/files/2009/10/la_versione_di_k.jpg" alt="la_versione_di_k" width="200" height="327" /></a><em>La storia dell&#8217;Italia post-bellica comincia nella notte del 4 gennaio 1947, quando Alcide De Gasperi, <strong>presidente del Consiglio dei ministri</strong>, si imbarca su un aereo e vola verso gli Stati Uniti. Un viaggio <strong>diplomatico </strong>che segna una svolta, un confine tra un &#8220;prima&#8221; e un &#8220;dopo&#8221;. Ma che, secondo molti, sarebbe anche all&#8217;origine di una storia nazionale di sovranità limitata, di misteri, di verità non rivelate, di poteri forti o occulti che hanno <strong>tramato </strong>contro lo Stato e nello Stato. Da quella notte del 1947 fino allo scandalo delle <strong>escort </strong>dell&#8217;estate 2009, Francesco Cossiga ripercorre in questo libro oltre sessant&#8217;anni di vita pubblica italiana. Si è detto che nessun Paese al mondo abbia più <strong>misteri </strong>dell&#8217;Italia: dalla lista, mai trovata, degli spioni dell&#8217;Ovra a quella di coloro da internare in caso di golpe al vero elenco degli iscritti alla loggia P2. In effetti, circostanze inspiegabili si sono presentate con ricorrenza: sono sparite le quattro valigie di pelle verde di Togliatti, così come quelle di Moro; la borsa di Calvi fu esibita in tv, ma parzialmente svuotata; e perché mai, nel 1964, Nenni disse che sentiva &#8220;tintinnar di sciabole&#8221;? Per arrivare a oggi, molti si domandano quale sia la vera origine della <strong>fortuna economica </strong>di Silvio Berlusconi e, nella cronaca più recente, che cosa succedesse davvero alle feste nelle sue ville. Di tutto ciò, dei momenti drammatici come il caso Moro e di aspetti mai venuti alla luce quali i rapporti con il mondo arabo, Francesco Cossiga dà ora la sua versione.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dialogo con Giorgio Vasta]]></title>
<link>http://liotroblog.com/2009/10/21/dialogo-con-giorgio-vasta/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 08:58:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>liotro</dc:creator>
<guid>http://liotroblog.com/2009/10/21/dialogo-con-giorgio-vasta/</guid>
<description><![CDATA[di alessandro garigliano Il tuo romanzo d’esordio Il tempo materiale, minimum fax, è stato recensito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">di<strong> alessandro garigliano<img class="alignright size-full wp-image-172" title="vasta" src="http://liotro.wordpress.com/files/2009/10/vasta5.jpg" alt="vasta" width="221" height="299" /><br />
<em><br />
</em>Il tuo romanzo d’esordio<em> Il tempo materiale</em>, minimum fax, è stato recensito dappertutto, dal Corriere della Sera a Vanity fair, dal Sole 24 ore a Marie Claire. E’ stato finalista del Premio Dedalus, nella cinquina del Premio Berto, selezionato al Premio Fiesole, primo nella classifica di qualità indetta da Pordenonelegge Dedalus e, per finire, a coronamento del gradimento diffuso, è stato candidato alla Selezione del più popolare premio italiano: il Premio Strega. Hai scritto un libro commerciale?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Sì, è commerciale nel senso che ho scritto un libro che esiste nel mercato librario, in quel contesto commerciale attraverso il quale ogni libro cerca un dialogo con chi legge. Sì, è commerciale nel senso che questo libro – come del resto ogni libro – <em>commercia</em>, negozia, propone una storia in cambio di un po’ di tempo e di qualche euro. No, perché questo libro esiste nel commercio ma non è pensato per il commercio (se per <em>commercio</em>, o meglio per <em>commerciale</em>, si vuole intendere una narrazione che divora onnivora ogni tipo di lettore, <em>identificandosi</em>, di fatto, nella commerciabilità), nel senso che scrivendolo ho cercato prima di tutto di costruire una forma – linguistica e immaginativa – che fosse il più possibile compatta e coerente, senza pormi più di tanto il problema di chi lo avrebbe letto. Il che non significa essere ostili al lettore che verrà – sarebbe inverosimile e ridicolo; significa concentrarsi prima di tutto sulla forma augurandosi che a quella corrisponda l’interesse di un po’ di persone.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Il tempo materiale </em>è la storia di tre eroi tragici, i compagni Nimbo, Volo e Raggio, che nel 1978, l’anno del sequestro di Aldo Moro e della sua condanna a morte, si scagliano contro la propria provincia, Palermo, e contro il proprio Stato, compiendo attentati, emulando il terrorismo nazionale. Hanno undici anni. Dalle prime pagine, dall’inizio del libro, subito, sbalza un’anomalia stilistica: la <em>parole </em>della voce narrante. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">La voce di Nimbo è la pelle del romanzo, il suo involucro linguistico, ed è in buona parte anche il suo midollo. Mi viene in mente il nastro di Moebius, la figura del dentrofuori naturale. La voce di Nimbo chiarisce subito che non si sta lavorando sulla mimesis, del resto la prospettiva di far parlare un ragazzino di undici anni nel modo in cui si ritiene parli un ragazzino di undici anni non mi piaceva, anzi devo dire che nella maggior parte dei casi, quando in un libro o in un film ci sono bambini o ragazzini che parlano – più esattamente: che vengono fatti parlare – come si pensa parlino davvero, mi sento in imbarazzo, mi sembra di trovarmi davanti a qualcosa di stucchevole. Dunque nessuna idea di imitare la voce di un undicenne: il che porta subito alla rottura di un patto, quello della verosimiglianza, o meglio a un suo slittamento di piano. “È verosimile che accadano anche cose contrarie al verosimile.”, scrive Aristotele nella <em>Poetica</em>. E quindi è possibile che durante la lettura, dopo aver opposto resistenza a una serie di abitudini percettive, all’improvviso chi legge ammetta la paradossale verosimiglianza della voce di Nimbo. Che, credo, da quel momento in poi sarà una voce-Moebius, contemporaneamente pelle e midollo, dentro e fuori la storia narrata.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
Nel tuo testo il dialetto è modulato sempre in maniera mostruosa, deforme o comunque è percepito così da Nimbo, che lo argina catalogando le cose con la precisione di un enciclopedista. Domando: la lingua locale è solo la spia di un caos primordiale al quale si contrappongono i tre puri terroristi oppure serve a rivelare un’identità siciliana primigenia selvaggia e brutale? </strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Se per Nimbo, Bocca e Scarmiglia l’italiano è un luogo di condivisione, la materia da trasformare in ordigno per far esplodere il presente, il dialetto è invece l’esperienza dell’esclusione. Quelli che loro chiamano “palermitani dialettali” sono intrinsecamente nemici perché esistono in un mondo, il dialetto, che non è solo lingua ma è anche comportamento. Ed è un luogo specifico della città. Per chi è assillato dal bisogno di penetrare <em>la</em> storia e <em>nella</em> storia, il dialetto, concepito a torto o a ragione come preistoria, non può che essere un oltraggio al quale reagire. Del resto il dialetto è una lingua viscerale e selvatica che non accetta la razionalizzazione che Nimbo e i suoi compagni pretendono di imporre all’italiano. In quanto residuo ingovernabile il dialetto è, nell’economia del romanzo, un ignoto profondamente attraente e al contempo repulsivo.<strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
L’intero romanzo è attraversato da un’idiosincrasia armata, da una ripulsa contro la rappresentazione di un’Italia piccolo-borghese oleografica, da cartolina, da carosello. Il protagonista sembra voluttuosamente e ideologicamente aderire alla malattia, all’infezione. Cosa sarebbe stato però questo libro senza la sua storia d’amore?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-173" title="giorgio" src="http://liotro.wordpress.com/files/2009/10/giorgio1.jpg" alt="giorgio" width="150" height="113" />Semplicemente, senza questo livello di esistenza del romanzo, senza cioè quello che possiamo giustamente chiamare “storia d’amore”, non credo avrei avuto motivazioni sufficienti a scrivere. La storia del legame tra Nimbo e la bambina creola è per me l’origine e il senso di tutto il romanzo. Perché se il livello storico-politico è di fatto riassumibile nell’angoscia dei tre protagonisti incapaci di trovare (o di inventarsi) una collocazione nel tempo italiano, e se il livello linguistico serve a far sentire il linguaggio come un prodigio carnivoro e tentacolare che però in realtà non riesce mai a compiere un’azione umana, è nel legame tra Nimbo e la bambina creola che queste incapacità storico-politico-linguistiche si annodano inestricabilmente facendosi collasso. Nimbo chiede alla storia e al linguaggio di amare al suo posto, o meglio di essere luoghi sentimentali, e infatti ha con la storia e con il linguaggio un rapporto sensuale. In questo modo immagina di potersi defilare, domanda di non esistere come figura deliberante. Solo alla fine, attraverso l’implosione di storia e politica e linguaggio nel pianto (attraverso una vera e propria <em>liquidazione</em>), Nimbo riesce ad azzerare tutto. Se poi sarà in grado di ripartire da lì, da questo zero liquido, direi proprio che non lo so.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
Perché la bambina creola, la bimba amata, è muta?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Perché a un certo punto, a metà del romanzo, ho deciso di sfruttare drammaturgicamente qualcosa che non avevo pensato fin dall’inizio ma che stava prendendo forma. Nel senso che al principio non avevo scelto che la bambina creola sarebbe stata muta ma rileggendo i primi quattro-cinque capitoli mi sono accorto che in effetti non c’erano mai scene nelle quali la facevo parlare. Questa sottrazione di parola, fin lì casuale (nel modo in cui possiamo credere sia casuale), ho pensato potesse diventare funzionale e necessaria. Quindi mi sono documentato sulla Lis, la Lingua italiana dei segni, e sono andato a riscrivere una serie di scene dei primi capitoli facendo affiorare, nella bambina creola, una gestualità misurata che però, in quel momento, poteva non essere percepita dal lettore come significativa. Il suo mutismo volevo diventasse noto più in là, quando il personaggio si era già guadagnato quote di esistenza nell’immaginazione del lettore.</p>
<p style="text-align:justify;">Al di là di questo, la bambina creola è muta ma è più espressiva, persino più <em>parlante</em>, di quanto sia mai Nimbo in tutto il romanzo. Perché Nimbo moltiplica alfabeti ma li sperpera tutti; la bambina creola ha una sola lingua a disposizione e la usa in modo vivo e sano.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
Mi è sembrato di capire che i tre eroi del libro, maestri di eleganza e perfezione, ossessionati dalla disciplina, dal calcolo, aspiranti strateghi, in realtà soffrano di precisi analfabetismi sociali, emotivi. Per esempio, Nimbo è incapace di amare. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Come detto, Nimbo ama il linguaggio e vorrebbe che fosse il linguaggio ad amare per lui. Nimbo è <em>facondo</em> e <em>infecondo</em>, nel senso che è attratto dal mito del logos spermatikòs, affida alle parole il compito di percorrere il mondo e farlo fertile. Soltanto che questo è un abbaglio disperato, un modo per far passare il tempo scivolando sullo smalto compatto dell’alfabeto, senza mai correre il rischio di tacere e amare. Dunque Nimbo non è propriamente incapace di amare: è incapace di stare zitto, di far cessare il linguaggio e di scegliere di amare al di fuori del linguaggio.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Non ne ha parlato nessuno, e invece io me ne sono innamorato, parlo di Cotone, il fratello piccolo di Nimbo, <em>solido senza aggressione, silenzioso senza ostilità,</em> trasparente all&#8217;apparenza, capace però di rappresentare in modo intenso il dramma per l&#8217;aborto della mamma, e di farlo attraverso una cognizione del dolore orale. Me lo presenteresti? Riflette, tra l&#8217;altro, parti dell&#8217;identità di Nimbo? O ne è l&#8217;alter ego?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Il Cotone è, con la bambina creola e Morana – ognuno con le sue specificità – uno dei personaggi silenziosi di un romanzo che invece è ininterrottamente parlato. In un certo senso il Cotone, la bambina creola e Morana esistono agli antipodi di Nimbo, Bocca e Scarmiglia. Ognuno con le sue specificità, dicevo. Perché se la bambina creola è il silenzio fiero e Morana è la parola incerta che preferisce rifugiarsi in un silenzio animale, il Cotone è invece portatore di un silenzio morbido e bianco (il Cotone non è “cotone” per caso), un personaggio che, scrivendo, mi serviva a contrastare Nimbo, nel senso di distinguerlo, delimitarlo, facendo esistere sulla pagina un sentimento differente. Perché se Nimbo è afflitto da una volontà proclamata che nella maggior parte dei casi è evidente velleitarismo, il Cotone contiene invece una volontà salda e serena, che non cerca di confliggere con il mondo ma lo attraversa con pacifico stupore. Mangia il suo pane, guarda ogni cosa ma è del tutto estraneo al giudizio. È creaturale, e questo lo rende di nuovo parente strettissimo della bambina creola.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Vorrei parlare di Storia. Io sono un appassionato di storia patria, per anni ho seguito storici dire che il nostro popolo dopo avere toccato il fondo riesce a riemergere con una forza unica, ho imparato da piccolo che ad ogni Caporetto segue per reazione una Vittorio Veneto, che siamo gente colma d’inesauribili riserve d’orgoglio. Dalla miseria, dalla disfatta sappiamo risorgere come nessun altro, alla fine del tunnel vediamo la luce. E ti dirò la verità, mi ero convinto, ci avevo creduto. Poi, leggendo <em>Il tempo materiale</em> mi è sorto un dubbio, si è affacciata una resipiscenza. Per te, anzi per il narratore, infatti, mi pare che non sia così, se ricordo bene la reazione alla disperazione da parte degli italiani nel libro è considerata isterica, scomposta, confusamente arrembante.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Le letture della storia italiana alle quali ti riferisci sono legittime ma condizionate da una logica da montagne russe che si risolve in un atteggiamento autoconsolatorio. L’idea per la quale se si scende poi si risale – e poi si precipiterà di nuovo ma ancora più in là un orgoglioso colpo di reni ci rimetterà nelle condizioni di reagire e di risalire ancora la china, e così via all’infinito tra nadir e nuovi zenith – è quella di una ciclicità nella quale crolli e riprese si equiparano o per lo meno si bilanciano. Come detto, dal mio punto di vista – che chiaramente è a sua volta condizionato da altri modelli a loro volta opinabili – queste letture tendono a essere autoconsolatorie e rischiano di risultare deresponsabilizzanti. Perché se esistiamo in balìa di una struttura (l’immenso telaio delle montagne russe con le sue furibonde curve paraboliche) sempre e comunque più forte di noi – della nostra famigerata identità, della nostra storia – allora, e credo che questa sia un’attitudine mentale molto italiana, noi non siamo altro che ospiti, viaggiatori occasionali, clienti della grande macchina delle vicende umane, una macchina regolata da leggi inconoscibili e assolute, da una forza di gravità (e di inevitabilità) degli eventi che, come accade per le montagne russe, impone determinati andamenti e non ammette obiezioni. In ogni caso – e qui il teorema si fa perfido e definitivo – non siamo quelli che possono assumersi una responsabilità. Accettare di essere i clienti della nostra storia, quelli che non possono essere contraddetti perché hanno sempre ragione, continua a essere la tentazione grandissima alla quale nella maggior parte dei casi, costruendoci una cultura complice, abbiamo scelto e scegliamo di cedere.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ancora sulla storia. Secondo me la tua è una delle migliori interpretazioni storiche del fenomeno delle Brigate Rosse. Nimbo, il protagonista, ha intuizioni acute sul loro linguaggio e quindi<img class="alignright size-full wp-image-174" title="moro" src="http://liotro.wordpress.com/files/2009/10/moro2.jpg" alt="moro" width="125" height="145" /> sulle loro azioni. Scorrendo sui giornali i comunicati delle Br dice:<br />
<em>Leggendo perdo la concentrazione, non riesco né ad andare avanti né ad andare indietro, come quando in piscina non ho più fiato, sento male all’addome e alle gambe e devo fermarmi a centro vasca a fare il morto.<br />
Le frasi delle Br fanno il morto. Le frasi delle Br </em>sono <em>il morto. Le frasi delle Br fabbricano il mondo a forma di morto facendo finta di immaginare il futuro, la vita che verrà.<br />
La lingua delle Br, penso, è un animale mitologico inservibile, un unicorno degradato: il suo corpo è rachitico, il sangue è melmoso, il corno sulla fronte è un fallo posticcio. E’ una lingua in cui convivono impulsi opposti, come dentro di me convivono sempre &#8211; per quella lingua e per tutto &#8211; entusiasmo e delusione.<br />
</em>Ti chiedo: che tipo di opposizione <em>ideale </em>immagineresti oggi in Italia?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Più concreta che ideale, l’opposizione che ho in mente passa per la spietatezza. Fine delle letture consolatorie e delle giustificazioni: ognuno mette a fuoco la propria intelligenza e cerca di capire che cosa ne ha fatto, individualmente e collettivamente, e che cosa ne sta facendo. L’obiettivo è quello di venire fuori da un impasse che non è soltanto generazionale bensì epocale, il fatto di permanere divertiti e ironici nello stallo delle nostre intelligenze. Le nostre intelligenze sono diventate potentissime, ustorie e implacabili. Capiscono tutto e lo fanno con sottigliezza, con una plasticità di toni che è il risultato felicissimo dell’introiezione – in parte consapevole e in parte inconsapevole – della miriade di codici con i quali c’è dato entrare in contatto. Il problema è che le nostre intelligenze sono infeconde, si limitano a capire ma <em>non si continuano</em> in azioni concrete, in comportamenti profondamente attivi. In questo modo, interrotto il legame tra analisi e comprensione delle cose da una parte e azioni conseguenti dall’altra, ci ritroviamo qui, adesso, in compagnia delle nostre lucidissime intelligenze, e passiamo il tempo a comprendere le cose. Nel momento in cui la nostra intelligenza non è più al servizio di un’azione, siamo noi che siamo al servizio della nostra intelligenza. Letteralmente, <em>andiamo a servizio</em>: la teniamo pulita, la rendiamo brillante. La rendiamo <em>intrattenimento</em>. Venire fuori da questa ennesima complicità negativa, da questa specie di paradossale collusione, credo sia disperatamente necessario; e un modo per riprendere contatto con le azioni – tornando a quanto si diceva prima – passa per la ricostruzione di un legame solido con la pratica della responsabilità. Assumersi responsabilità senza aspettare che siano gli altri a farlo, concepire il proprio percorso come una miccia lungo la quale di continuo si accendono e proliferano scintille di responsabilità, è un modo per riconnettere a questa pratica – che è prima di tutto una lettura del mondo – il sentimento dell’orgoglio.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>In un intervento su <em>la Repubblica</em> del 10 giugno 2009 argomentando sulla tua generazione di scrittori hai scritto: <em>Se il nostro connotato è l’incertezza &#8211; lo spaesamento non come anomalia ma come costante sentimento del reale &#8211; allora diventa fondamentale non fare dell’incertezza un alibi ma uno strumento di conoscenza. Avere il coraggio dell’incertezza. </em>Potresti esplicitarmi il senso di questo bellissimo proclama? Che tipo di percezione e di rappresentazione culturale del mondo ne risulta? <em>Relativista?</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sì, potremmo considerarla una percezione relativista, relativizzante. Mi viene in mente un discorso di John Berger che ho ascoltato di recente durante un suo intervento pubblico. A un certo punto Berger ha mostrato un disegno fatto da lui, un nudo di donna. Nel disegno si riconosceva la sagoma di un corpo femminile seduto ma questa sagoma era imbrigliata in un reticolo di segni, di linee curve e di sporcature che erano i vari tentativi fatti da Berger per arrivare a tracciare il segno che considerava più giusto. La permanenza dei tentativi, delle linee di avvicinamento alla forma esatta, creava un dinamismo interno e una specie di riverbero intensissimo, la percezione di un corpo reale immerso in uno spazio reale. Scegliere di non cancellare i segni imperfetti e di far coesistere le prove con il risultato finale, dava luogo a una particolarissima perfezione, a un’immagine che traeva forza e credibilità proprio dal suo stesso essere luogo di sperimentazione. Pensarsi portatori di tentativi nella maggior parte dei casi non riusciti, di incertezze inevitabili se non necessarie, sapersi pensare inclusi in un riverbero continuo fatto di esitazioni orgogliose e disperate, può essere una riformulazione credibile di ciò che si intende per essere umano.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[„Das waren keine Jahre des Träumens“]]></title>
<link>http://kosmopolitix.wordpress.com/2009/10/15/das-waren-keine-jahre-des-traeumens/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 12:58:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>kosmopolitix</dc:creator>
<guid>http://kosmopolitix.wordpress.com/2009/10/15/das-waren-keine-jahre-des-traeumens/</guid>
<description><![CDATA[Interview mit dem Philosophen Antonio Negri über 1968 als Vorwegnahme von 1989, die politische Kultu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Interview mit dem Philosophen Antonio Negri über 1968 als Vorwegnahme von 1989, die politische Kultur in einem Land der Minderheiten und die Parallelen zwischen Globalisierungskritikern und Frühsozialisten </strong></p>
<p>Bekannt ist Antonio Negri hierzulande spätestens seit dem Theoriebestseller „<a href="http://www.campus.de/isbn/9783593369945" target="_blank">Empire</a>“, den er mit <a href="http://fds.duke.edu/db/aas/Literature/faculty/hardt" target="_blank">Michael Hardt</a> verfasst hat. In den Jahren um 1968 gehörte Negri als Professor für Politikwissenschaften zu den Köpfen der außerparlamentarischen, undogmatischen Linken Italiens. Gemeinsam mit tausenden seiner Genossen wurde er 1979 verhaftet. Der Justiz galt er als Mittäter bei der Ermordung des Christdemokraten<a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Aldo_Moro" target="_blank"> Aldo Moro</a>. Jahre später wurde Negri rehabilitiert. Ab 1983 lebte er im französischen Exil und kehrte 1997 freiwillig nach Italien zurück.</p>
<p><strong><!--more-->In Deutschland hat man oft den Eindruck, Italien sei heute ein Land, in dem es sehr starke soziale Bewegungen gibt. Gelingt es ihnen, eine gesellschaftliche Debatte anzustoßen?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Die Bewegungen sind seit einigen Jahren wieder stärker geworden, sie führen untereinander lebhafte Debatten. Das Problem ist, dass sie die nicht auf die ganze Gesellschaft ausdehnen können – oder wollen. Daher verweigert sich der Rest der Gesellschaft zusehends der Politik: Das „Nein“ zur Politik ist heftig – und es  ist gefährlich, weil es die Tür öffnet für das, was die Italiener den „qualunquismo“ nennen, das Denken des Jedermanns, den Poujadismus, die Herrschaft der Vorurteile und des Egoismus. Die Bewegungen müssen sich mehr in die Gesellschaft verbreiten.<strong></strong></p>
<p><strong>Sie meinen, die Aktivisten bleiben zu sehr unter sich.</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Wie man es nimmt. Der Sozialismus ist Mitte des 19. Jahrhunderts genau so entstanden, und das hat ihn nicht daran gehindert, zunehmend an Einfluss zu gewinnen. Wichtig ist, die demokratischen und kommunistischen Grundlagen einer neuen Gesellschaft zu legen. Es geht nicht darum, sich lange Märsche durch die Institutionen auszumalen – sondern um die Fähigkeit, aufs Neue die konstituierende Macht auszuüben. Heute hat man gelegentlich den Eindruck, es sei einfacher, das Ende der Welt zu denken, als das Ende des Kapitalismus. Aber das ist nicht wahr.</p>
<p><strong>Kann man die Lage der Globalisierungskritiker tatsächlich mit der Situation der Frühsozialisten vergleichen?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Heute entstehen neue Lebensformen und eine neue Ethik. Zudem ändert sich das konzeptionelle Raster grundlegend, mit dem wir das politische Feld bestimmen und analysieren. Die Bewegung hat mit „der Politik“ nichts mehr zu schaffen, aber sie erneuert von Grund auf die Bedeutung des politischen Raumes und das Gesicht der Subjektivitäten, die sich dort engagieren. Die Welle von 1968 ist beendet, doch dafür ist etwas anderes aufgetaucht. Eine neue Bewegung ist zum Beispiel sehr sichtbar in einem Fall wie dem großen Streik, der kurz vor Weihnachten 1995 für drei Wochen den öffentlichen Nahverkehr in Paris zum Erliegen gebracht hat. Ab Mitte der neunziger Jahre beginnt eine Reihe von Kämpfen und Bewegungen auf weltweiter Ebene, die auf eine andere Art Politik machen. Auf diese Weise konstituiert sich eine neue Linke, im vollständigen Bruch mit den alten Parteien der Linken – bei denen wir heute die Auflösung und die tiefe Krise ermessen können.</p>
<p><strong>Wie verhalten sich die Veränderungen in Lateinamerika  zum Aufbau dieser Bewegung?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Das ist schwer zu sagen. Dort besteht ein Verhältnis zwischen Arm und Reich, das für Europäer unvorstellbar erscheint. Die Ausbeutung vollzieht sich seit Jahrhunderten schrecklich gewalttätig. Zugleich können wir heute zum ersten Mal an Lateinamerika als einen Kontinent denken, der einen enormen Schritt nach vorn macht – einen Schritt, der uns Europäer fasziniert und zugleich neidisch werden lässt. Gäbe es nicht die Armut und die tiefe Ungleichheit der wirtschaftlichen Entwicklung, könnten wir heute in Europa über Bolivien sprechen, wie die Aufklärer – von Montesquieu bis Rousseau – über die Schweiz des 18. Jahrhunderts: als Modell der Demokratie. Wir beobachten ein leidenschaftliches und hoffungsvolles Experiment mit einer Form machtvoller direkter Demokratie, in der die sozialen Bewegungen die Funktionen des Staates vollständig durchdringen und sich wiederaneignen. Das ist eine Fabel, kein wissenschaftliches Modell – aber eine sehr schöne Fabel.</p>
<p><strong>Heute  hat sich meinem Eindruck nach das Verhältnis zwischen Bewegung und Intellektuellen verändert: Die Intellektuellen repräsentieren weniger und partizipieren mehr. Wie sehen Sie das?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Wer sind die Intellektuellen von heute? Es gibt „Intellektuelle in Anführungszeichen“, die zur Welt der Macht gehören, die mithelfen, die Ordnung zu bewahren und dabei Klassenprivilegien geltend machen. Aber der intellektuelle Reichtum der lebendigen Arbeit, der sozialen Kooperation und der kollektiven Intelligenz findet sich anderswo – und er ist enorm. Ein Intellektueller ist nicht notwendigerweise ein beglaubigter Experte in der Ordnung des Wissens. Er ist jemand, der einen Computer bedienen kann, sich in ein Netzwerk begibt und seine Intelligenz zirkulieren lässt; der sich von der Kreativität der anderen nährt, seine eigene Erfindungsgabe zum Gemeinsamen macht, Sprache und Affekte schafft; der die Bedingungen der Wertsteigerung schafft, die heute die des kognitiven Kapitalismus sind. Wenn ich das „intellektuell“ nenne, kann der Intellektuelle von heute nur schwer vom Proletarier von gestern getrennt werden&#8230; Die Arbeitskraft ist zum großen Teil kognitiv geworden. Dafür ist ein für alle Mal Schluss mit den Avantgarden – es gibt sie endlich nicht mehr!</p>
<p><strong>Aber es gibt Leute wie <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Pierre_Bourdieu" target="_blank">Pierre Bourdieu</a></strong><strong>, der eine klassische Rolle gespielt und die Bewegung repräsentiert hat. </strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Ich kannte ihn gut und habe ihn für seine grundlegende Rechtschaffenheit sehr bewundert. Er war nicht verpflichtet, das zu tun, was er 1995 tat, er hatte nichts zu gewinnen. Pierre Bourdieu war ein großer Professor und ein bemerkenswerter Verstand, aber nicht viel mehr. Er hatte niemals die Funktion, die in einer anderen Epoche jemand wie Sartre haben konnte. Selbst als Bourdieu 1995 diese erstaunliche Rede vor den Streikenden an der Gare de Lyon hielt, war das nicht die Rede von jemandem, der die Linien eines politischen Prozesses aufzeigte. Bourdieu erklärte einfach seine Solidarität: Das ist selten und kostbar, aber das ist nicht wirklich eine politische Geste. Das ist nicht der Intellektuelle, wie ihn uns die sozialistische oder kommunistische Bewegung zeigte. Zugleich ist klar, die politische Funktion des Intellektuellen hat sich mit den siebziger Jahren geändert: Er ist kein Gewissen mehr, das die Massen erleuchtet, er ist zum Aktivisten geworden. Er steht nicht über den Kämpfen, er ist gemeinsam mit anderen einer ihrer Akteure. Er ist eines der Gesichter dieses „Gemeinsamen“, das die kämpfenden Singularitäten erfinden.</p>
<p><strong>Das heißt, Toni Negri ist heute ein Aktivist unter anderen?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Ja – tatsächlich war ich nie etwas anderes. Dass man versucht hat, in mir einen „Chef“ oder einen „bösen Meister“ zu sehen, ist ziemlich lustig – mein Traum war vor allen Dingen, ein Aktivist zu sein, und genau das bin ich heute weiterhin.</p>
<p><strong>Sprechen wir über 1968. In Westdeutschland bestand die Bewegung überwiegend aus Studenten und Schülern. In Frankreich kam es zum Bündnis mit den Arbeitern. Wie war die Situation in Italien?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Hier wurde die Bewegung in den fünfziger Jahren vorbereitet. Intellektuelle und Gruppen von Arbeitern begannen, vornehmlich in den großen Fabriken Norditaliens, mit so genannten „<a href="http://www.labournet.de/diskussion/geschichte/birke.html" target="_blank">militanten Untersuchungen</a>“ – zu Arbeitsrisiken, zur Gesundheit (und der Schädlichkeit bestimmter „chemischer“ Werkstätten), zu den Lebensbedingungen der Arbeiter oder den Löhnen. 1962 entwickelte sich daraus ein großartiger Arbeitskampf in Porto Malghera bei Venedig und ein Jahr später der erste große Streik in der chemischen Industrie.</p>
<p>Die jungen Akademiker, Studenten und Arbeiter gingen kein Bündnis im engeren Sinn ein – sondern sie bauten gemeinsam eine neue Gewerkschaftsbewegung und Basisorganisationen auf. Das wurde 1968 zum ersten Mal sichtbar, dauerte aber mindestens zehn Jahre an, bis 1979. Die Verbindung zwischen Gewerkschaftsbewegung und Intellektellen war sehr tief. Sie führte zur Erneuerung der Organisationsformen der Beschäftigten, die ab 1970 Arbeiterräte in den Fabriken bildeten. In den Städten gründeten sich selbstverwaltete Stadtteilkomitees, die einen extrem starken Druck auf die Rathäuser, die Parteien und den Staat ausübten. Doch die Arbeiterklasse organisierte sich in dem Moment, als sie dabei war, ihre Hegemonie zu verlieren.</p>
<p><strong>Inwiefern?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: In den siebziger Jahren wurde eine Reihe von Produktionselementen ausgegliedert. Die gesamte Organisation des Territoriums wurde überdacht, um die Fabriken, die Arbeiter und die Produktion auszulagern und um überall, wo es möglich schien, ein produktives, verstreutes Netz zu schaffen. In den achtziger Jahren entwickelte sich daraus ein ökonomisches Modell.</p>
<p>Das war das Ende einer fordistischen industriellen Welt: Man erkannte die Schwierigkeiten des „expansiven“ Modells des Kapitals, man registrierte die Macht des Arbeiterwiderstands und man formulierte zugleich die Anordnung der Produktion neu. Insofern erschien der bewaffnete Kampf in Italien als verschärfter Widerstand gegen die Abdankung des <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Fordismus" target="_blank">Fordismus</a>. Die Roten Brigaden waren sehr stark in den großen Fabriken, wo sich dieser Wandel am deutlichsten und auch am gewalttätigsten zeigte. Sie verstanden nicht, dass diese Neuorganisation des Kapitals andere Horizonte des Kampfes eröffnete – ausgehend von der verstreuten Intelligenz und der sozialen Zusammenarbeit, ausgehend von einer Neudefinition der Arbeiterklasse.</p>
<p>Genau das versuchte die <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Autonomia" target="_blank">Autonomia Operaia</a>. Ihre Hochburgen waren die Städte, das Wohlfahrtssystem und die Schulen. Und sie organisierte sich in einer kommunistischen Weise, im Netzwerk. Wohlgemerkt: Wenn ich von der Autonomia spreche, möchte ich nicht auf die deutschen „Autonomen“ anspielen, das ist eine ganz andere Sache.</p>
<p><strong>Weil die Autonomia eine breite gesellschaftliche Strömung bildete?</strong><strong></strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Bei diesen gesellschaftlichen Arbeitern setzte die Wende der siebziger Jahre Hoffnungen frei. Es gab eine Innovation von Kampfformen, neue soziale Forderungen, eine beispiellose Art, den Konflikt zu verstehen. Die Massenarbeiter in den Betrieben hingegen leisteten einen sehr starken Widerstand, der sich selbst in die Tradition des Partisanenkampfes stellte, des alten Kommunismus der Dritten Internationale. Wenn man so will: ein Nachhutgefecht. Diese starke Mehrdeutigkeit sah man weder in Frankreich noch in Deutschland.</p>
<p>1968 steht für alles, außer für Jahre der Utopie und des Träumens. Das waren Jahre einer radikalen Transformation der italienischen Gesellschaft, die in vielerlei Hinsicht im Rückstand war und plötzlich die Rolle eines Labors für die kommenden Transformationen spielte.</p>
<p><strong>Warum war das Italien der sechziger Jahre im Rückstand?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Die Einheit des Landes war während des Faschismus vollständig erschüttert worden, als sie noch neu und zerbrechlich war. Die <a href="http://www.anpi.it/resistenza.htm" target="_blank">Resistenza</a> hatte die Teilung in Süden und Norden vertieft. Am Ende des Krieges fühlten sich die Menschen nicht als Mitglieder – oder Bürger – eines vereinten Landes, weder geografisch, noch sozial oder politisch. 1968 entstand erstmals eine Einheit zwischen der Arbeiterklasse des Nordens und des Südens. Das zeigt den Rückstand Italiens gegenüber dem globalen historischen Prozess. Erst Ende der sechziger Jahre begannen die Leute zu verstehen, was eine Nation ist. Und erst mit dem Fernsehen bedienten sie sich derselben Sprache. Zuvor verstanden ein Venezianer und ein Sizilianer sich nicht, und ich rede nicht nur von unterschiedlichen Kulturen oder Lebensweisen, ich rede von der Sprache: In Italien sprach man in den meisten Familien noch Dialekt. Das Fernsehen führte eine neutrale Sprache ein – die total künstlich war, aber die linguistische Einheit des Landes herstellte. Wenn ich von Rückstand spreche, meine ich also einen Rückstand beim Konsum, dem Humor oder der Bildung. 1968 vollzog sich so gesehen auch eine extreme Modernisierung.</p>
<p><strong>1968 entstand die Einheit des Landes, weil man gemeinsam kämpfte?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Das ist offensichtlich. Bis dahin erhielten die Arbeiter in Nord und Süd nicht einmal dasselbe Gehalt. Deshalb kamen die Leute  aus dem Süden, um in den Fabriken des Nordens zu arbeiten. In Italien gab es weder eine Bourgeoisie noch eine richtige Aristokratie, die das Land aufgebaut hätten. Italien wurde vom Proletariat aufgebaut. Heute sagt alle Welt: Oh, es ist so furchtbar, was 1968 geschah. Der Papst zum Beispiel verbringt seine Zeit damit, die schrecklichsten Dinge über diese Zeit zu erzählen; es ist als ob 1968 zum Symbol für das Böse geworden sei. In Frankreich richtete Sarkozy einen guten Teil seines Wahlkampfs gegen 1968. Man könnte brüllen vor lachen – oder über so viel Dummheit weinen. 1968 repräsentiert eine weltweite Veränderung in der Organisation der Produktion. Nicht die Studenten als Personen waren die Akteure, ihre Arbeitskraft war der Einsatz des Spieles. Dazu kam die erste amerikanische Niederlage – in Vietnam – und damit wuchs das Bewusstsein, dass man sich vom Unilateralismus, von der imperialen Herrschaft befreien kann. Zugleich begann jene Krise der Sowjetunion, die sich als die endgültige erweisen sollte. 1968 antizipiert den „Anfang vom Ende“ dessen, was <a href="http://www.perlentaucher.de/autoren/1321.html" target="_blank">Eric Hobsbawm</a> das „kurze Jahrhundert“ nennt, jenes seltsame 20. Jahrhundert, das 1917 begann, mit der Russischen Revolution, und das 1989 endete, mit dem Fall der Berliner Mauer. Der Beginn von 1989 ist für mich 1968, und wer das nicht verstanden hat, versteht auch nicht viel von der Geschichte des Jahrhunderts, das wir hinter uns gelassen haben.</p>
<p><strong>Die Gründer der Roten Brigaden und andere Linke hielten die Bewaffnung für nötig, weil sie eine autoritäre Transformation des Staates fürchteten wie in Griechenland oder <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Putsch_in_Chile" target="_blank">Chile</a>. </strong><strong> War die Bewaffnung der Bewegung eine realistische Alternative? </strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Sie war ein Wahnsinn. Glauben Sie nicht, das sei leichtfertig oder begeistert geschehen. Es war ziemlich dramatisch und beängstigend. Die  Bewaffnung war in Italien sehr stark mit der Idee der Verteidigung der Fabrik durch die Arbeiter verbunden. Am Anfang handelte es sich, wenn man es genau nimmt, nicht um einen Terrorismus, sondern eher um einen Extremismus. Ein Arbeiterextremismus. In diesen Jahren begannen die Arbeiter sehr harte Streiks in den Fabriken, und wenn sie versuchten, die Betriebe zu verlassen, kam es vor, dass die Polizei schoss. In Italien tat sie das mit einer gewissen Leichtigkeit! Wir hatten in den Jahren um 1968 nicht einen <a href="http://www.dhm.de/lemo/objekte/pict/KontinuitaetUndWandel_photoTodBennoOhnesorg/" target="_blank">Benno Ohnesorg</a> wie in Deutschland – wir hatten einen pro Woche.</p>
<p>Außerdem begann die faschistische Rechte mit Verbindungen zur Armee, zu einem korrupten Teil der Geheimdienste und vor allem zu gewissen Mitgliedern der Regierung, Bomben zu legen. Diese <a href="http://www.dradio.de/dlf/sendungen/hintergrundpolitik/402451/" target="_blank">Terrorkampagne</a> sollte das Land durch Angst „stabilisieren“ und den Veränderungswillen blockieren. Der <a href="http://www.nzz.ch/2004/12/15/al/articlea0er3_1.348425.html" target="_blank">Staatsterrorismus</a> ging dem Terrorismus der Splittergruppen in den bleiernen Jahren voraus. Er begann am <a href="http://www.archivio900.it/it/documenti/doc.aspx?id=30%20" target="_blank">12. Dezember 1969</a> vor der Mailänder Landwirtschaftsbank: eine Bombe zahlreiche Tote und Verletzte. Und danach ging es weiter und hörte nicht mehr auf. Alle drei Monate detonierte irgendwo eine Bombe: in Zügen, auf Gewerkschaftsversammlungen, im Bahnhof von Bologna. Bis heute musste niemand die rechtliche Verantwortung dafür übernehmen. 30 Jahre später, nach unzähligen Untersuchungen und ebenso vielen Prozessen, während man zum großen Teil weiß, wer die Verantwortlichen für diese scheußlichen Geschichten sind, gibt es noch immer keine Verurteilung der politischen Verantwortlichen. Das war der erste Terrorismus in Italien.</p>
<p><strong>… auf den die Bewegung mit aller Heftigkeit reagierte?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Die Arbeiter antworteten mit ihren Mitteln. Sie gruben die alten Stens wieder aus, die Waffen der Resistenza, die amerikanischen Maschinenpistolen der Befreiung, die jeder Partisan noch zuhause hatte, oder die von ihren Kindern als Souvenir, als Reliquie der Geschichte bewahrt wurden. Es war notwendig, dem Recht die Gewalt der Waffen an die Seite zu stellen. Und es war ein Wahnsinn, weil die Roten Brigaden sich als Avantgarde des Proletariats begriffen. Denn die Arbeiterklasse befand sich in der Defensive: Jedes Jahr gab es Hunderttausende Arbeiter weniger in den Betrieben. Die Roten Brigaden nahmen eine extremistische Position im Inneren der Ideologie der Kommunistischen Partei ein. Die Brigaden und die KP pflegten denselben Diskurs und akzeptierten als Kampffeld nichts als die alten fordistischen Fabriken; beide dachten, man müsse die Arbeiter ausgehend von einer proletarischen Avantgarde organisieren, die den Weg eröffnen soll.</p>
<p><strong>In Westdeutschland spaltete sich die Linke an der Gewaltfrage. Welche Konsequenzen hatte diese Phase in Italien?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Ich denke, die Gewalt muss jedes Mal von einem politischen Standpunkt geprüft werden. Ich bin absolut gegen den bewaffneten Kampf. Ich war es in der Vergangenheit, ich bin es heute. Aber ich bin mir der Notwendigkeit des Widerstandes in bestimmten Situationen wohl bewusst. Gewisse Formen populärer Gewalt sind mitunter wichtig und notwendig. Ich bin soeben von einer Lateinamerikareise zurückgekehrt, während der ich mit vielen Leuten gesprochen habe, die heute an der Macht sind, aber die in Diktaturzeiten zur Guerilla gehörten. Sie haben damals zur Gewalt gegriffen und sie taten recht daran: Das war eine Frage des Überlebens, der politischen Ethik und die einzig mögliche Art zu kämpfen. Seien wir also vorsichtig, wenn wir von der Gewalt sprechen. Auf die Frage, ob es möglich ist, in einem demokratischen Staat Gewalt anzuwenden, antworte ich selbstverständlich mit Nein. Aber man muss genau wissen, was das ist, die Demokratie. Im Italien der siebziger Jahre war die Demokratie – alles andere als zum Missfallen gewisser Leute – nicht mehr garantiert. Das Wort Demokratie ist leider nicht eindeutig.</p>
<p><strong>… wie der Ausnahmezustand in den siebziger Jahren zeigte.</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: In Italien wie in Deutschland wurden die Gesetze in dieser Epoche tief greifend verändert. Ich wurde im April 1979 verhaftet und verbrachte viereinhalb Jahre ohne Prozess in Vorbeugehaft, in Hochsicherheitstrakten. Im Dezember desselben Jahres erließ das italienische Parlament ein Gesetz, das den Autoritäten erlaubte, mich zwölf Jahre vorbeugend im Gefängnis zu behalten. Ich kam nur deshalb frei, weil ich im Juni 1983 zum Abgeordneten gewählt wurde. Der Großteil meiner Genossen saß sechs Jahre – ohne Prozess! Mir konnte man bestimmte Dinge vorwerfen – bestimmt nicht, ein Terrorist zu sein, aber zum Beispiel ein Agitator. Einige meiner Freunde hatten nur das Unrecht begangen, meine Assistenten an der Universität gewesen zu sein oder zu Zeitschriften beigetragen zu haben, die ich leitete. Fast alle wurden vollständig freigesprochen. Nach sechs Jahren Sondergefängnis erhielten sie nicht die geringste Entschuldigung, geschweige denn eine Entschädigung. Wissen Sie, wie viele Familien oder Paare durch solche Ereignisse zerstört wurden, wie viele Kinder schwere psychologische Störungen erlitten?</p>
<p><strong>Sie selbst wurden mit schweren Anschuldigungen konfrontiert. </strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Man postulierte, die Autonomia und die Roten Brigaden seien dasselbe. Was mich betrifft, hieß das: Toni Negri ist der Chef der Autonomia, <em>also</em> ist der Chef der Roten Brigaden. Nebenbei bemerkt, begegnet mir das heute, dreißig Jahre später, wieder: Man nennt mich weiterhin den heimlichen Kopf der Brigaden, obwohl die Justiz mich vollkommen rein gewaschen hat. <strong></strong></p>
<p>Eine Studenten- oder Arbeiterdemo zu organisieren war den Anklägern zufolge das gleiche, wie Aldo Moro zu töten. Die Demonstrationen waren seinerzeit teils sehr gewalttätig, sogar bewaffnet (die Polizei war auch bewaffnet, und sie schoss in Menschenhöhe, sehen Sie sich bloß einmal an, wie viele Studenten damals bei Demonstrationen getötet wurden). Aber in keinem Fall gingen die Demonstranten zum Terrorismus über, entführten oder ermordeten Menschen. Genau das behauptete jedoch die Justiz. Man wollte mich sogar am Ort der Entführung Moros erkannt haben (obwohl ich zur fraglichen Zeit in Paris war und eine Vorlesung an der<a href="http://www.ens.fr/" target="_blank"> École Normale Supérieure </a>hielt). Man erklärte, meine Stimme sei die des Mannes, der am Telefon mit Moros Familie verhandelt hatte. Man verteilte sogar eine Schallplatte mit einer Aufnahme aus einer Vorlesung von mir und der Stimme des „Telefonisten“ der Roten Brigaden als Beilage einer großen Wochenzeitung. Das sollte zeigen, dass die Stimmen identisch seien. Noch bevor mein Prozess überhaupt begonnen hatte, nannte mich der damalige Staatspräsident <a href="http://www.quirinale.it/qrnw/statico/ex-presidenti/Pertini/per-biografia.htm" target="_blank">Sandro Pertini </a>einen perversen Kriminellen. Und der seinerzeit größte Linguist Italiens erklärte, es handele sich wirklich um meine Stimme. Es bedurfte Gegenexpertisen und vor allem der ersten Aussagen inhaftierter Brigadisten, bis das „Theorem“ Autonomia = Rote Brigaden endlich fiel.</p>
<p><strong>Die Ermittlungen betrieb ausgerechnet  ein Staatsanwalt, der Mitglied der KP war. Wie erklären Sie sich das?</strong><strong></strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Der <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Kommunistische_Partei_Italiens" target="_blank">Kommunistischen Partei</a> fehlte die Analysefähigkeit, um zu verstehen, dass die Zusammensetzung der Klassen sich wandelte. Und sie musste sich gegen all die neuen Kräfte verteidigen, die zu ihrer Linken entstanden waren und die Absicht der KP kritisierten, eine Übereinkunft mit den Christdemokraten zu erzielen – den „historischen Kompromiss“ – und an die Regierung zu gelangen. Die KP hatte in den Kräften zu ihrer Linken stets schlimmere Feinde gesehen als in jenen zu ihrer Rechten. Und so akzeptierte sie – ich denke: sehr bewusst – eine Form der politischen Korruption. Wir wurden erdrückt zwischen der KP, die uns noch mehr hasste als die Christdemokraten, und der extremen Minderheit des bewaffneten Kampfes. So wurden wir zwar geschlagen, aber trotz allem nicht besiegt: Wir behielten recht, was die sozialen und politischen Transformationen betraf, die sich ankündigten – und die damals nur die Sozialistische Partei und die Rechte begriffen. Und vor allem wurden wir nicht von einer tugendhaften Kraft zermalmt – der Gründerin der Republik, der Seele der Resistenza. Nein, wir wurden von Korrupten geschlagen, die ein vage sozialdemokratisches Zentrum aufbauen wollten, und die dafür das Schlimmste deckten.</p>
<p><strong>In Westdeutschland stellte das Jahr 1977 einen Wendepunkt dar. Die Revolte von 1968 war beendet und zugleich die fordistische Phase, die als Periode des Wohlstands wahrgenommen wurde. War die Situation in Italien 1979 vergleichbar?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: In den sechziger und siebziger Jahren gelang es den Arbeitern, einen derartigen Teil des „Kuchens“ zu erobern, dass die Reproduktion des Kapitalismus nicht mehr korrekt erfolgen konnte. Ab Mitte der siebziger Jahre begann die große Rückeroberung in der Hand der Neokonservativen. In einem Dokument der <a href="http://www.trilateral.org/" target="_blank">Trilateralen Kommission</a> aus jener Zeit wurde explizit gesagt, die Demokratie muss beschränkt werden, wenn die Reproduktion des kapitalistischen Systems schwierig wird. In dieser Epoche regierten <a href="http://www.margaretthatcher.org/" target="_blank">Thatcher</a> in Großbritannien und <a href="http://www.ronaldreagan.com/" target="_blank">Reagan</a> in den Vereinigten Staaten, und die Niederlage der Arbeiter nahm ihren Anfang: In England zahlten die Minenarbeiter als erste die Zeche, in den USA die Fluglotsen. Um die Arbeiterklasse zu besiegen, musste also die Produktionsweise geändert werden. Das war die Passage vom Fordismus zum Postfordismus, zur Automatisierung der Fabriken und zur Informatisierung des Territoriums. Das kündigte die Globalisierung an. Darin liegt die Bedeutung von 1968. Man sollte nicht denken, im schönen Monat Mai dieses Jahres habe es nur <a href="http://www.cohn-bendit.de/" target="_blank">Cohn-Bendit</a> gegeben und die Mülleimer, die über dem Kopf des Rektors der Universität Nanterre ausgegossen wurden.</p>
<p>Zur gleichen Zeit wurde den Menschen immer mehr bewusst, dass sie etwas anderes fordern konnten, dass die Sklaverei kein Schicksal ist, dass man Rechte, Sehnsüchte und eine Zukunft haben kann. Mein Vater war in der Fabrik, er ist jeden Morgen um fünf Uhr aufgestanden, während seines ganzen Lebens. Und das ist absurd. Wir sollten freier sein. Und reicher. Die Generation von 1968 nahm als erste wahr, dass diese Wünsche erfüllbar sind.</p>
<p><em> </em><strong>Während die alte Linke keine Antwort auf die Transformation des Kapitalismus wusste?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Was in der Sowjetunion passierte, ist unter diesem Gesichtspunkt exemplarisch. Sie hatte Computer von der Größe eines Hauses aber keine PCs. Sie konnte das verstreute gesellschaftliche Wissen nicht wiedererlangen, es nicht über eine Nutzung der Informatik auffangen, die Netzwerke und Kooperationen schafft. Lange Zeit blieb die Informatik der bewachte Jagdgrund der Militärs und der Zentraladministration. Aber die Leute wollten Zugang zu dieser Möglichkeit der Kommunikation und der Teilung des Wissens – eine Freiheit, die ihnen die Sowjetunion nicht bewilligen konnte. Die UdSSR ist auch darüber gestürzt. Sie war kein Land, in dem die Akkumulation großartig funktioniert hätte. Sie konnte den Planeten mit extrem mächtigen Bomben zerstören, so viele Menschen auf den Mond schicken, wie sie wollte, aber ihr fehlte die Freiheit. Und die Freiheit ist ein Faktor der Produktivität.</p>
<p><strong>Mit Ihrer Rückkehr aus dem Pariser Exil 1997 wollten Sie eine Amnestie und eine Debatte über die siebziger Jahre anstoßen. Hat es eine solche Debatte gegeben? </strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Nein, es gab keine Debatte. Ich hatte von verschiedenen Politikern aus rechten wie linken Parteien die Zusicherung, man könne über eine politische Amnestie für die bleiernen Jahre debattieren. Als ich wiederkam, war man mitten in der parlamentarischen Debatte, und es gab den nötigen Raum – politisch wie historisch – für eine Verfassungsänderung: Man sprach viel vom Übergang zur II. Republik, von ambitionierten Reformen, von einer gründlichen Veränderung des Landes. In diesem Zusammenhang bestand die Hoffnung auf eine Amnestie. Aber sie hätte auch einen Blankoscheck für Leute der Rechten bedeutet, die Probleme mit der Justiz hatten – ich spreche nicht von den Faschisten des „schwarzen Terrorismus“, sondern von denjenigen, den man finanzielle Delikte oder Korruption vorwarf, von den Leuten aus der Umgebung der Sozialistischen Partei, die in die <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Mani_pulite" target="_blank">„Mani Pulite“-Affäre </a> verwickelt waren und von den Berlusconianern. Daher wurde es unmöglich, überhaupt zu debattieren.</p>
<p><strong>Wurde in der Gesellschaft oder in den Medien diskutiert?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Nein, fast überhaupt nicht. Die Sache wurde beiseite gelegt und dann vergessen.</p>
<p><strong>Warum?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: In Italien gibt es generell wenig politische Diskussionen. Ich lebe heute zwischen Italien und Frankreich, und ich muss sagen, die Intensität und die Seriosität, mit der in Frankreich politisch diskutiert wird, lassen keinen Vergleich zu. Ich bin nicht besonders pessimistisch oder nachtragend gegenüber dem, was sich in Italien abspielt, aber das Niveau der politischen Diskussion ist beinahe nicht vorhanden – ausgenommen mitunter auf lokaler Ebene. Italien ist ein Land à la <a href="http://www.egs.edu/resources/deleuze.html">Deleuze</a>, ein Land der Minderheiten, in dem es nicht glückt, die Debatten auf nationaler Ebene zusammen zu fügen. Man bleibt bei der Anekdote, beim <em>gossip</em>, bei den Skandalen und Sitten-Affären, bei den persönlichen Angriffen, Beleidigungen und Liebschaften. Das ist ein Spiel von Bündnis und Verrat, aber es gibt kaum etwas, was noch an einen Wettstreit der Ideen erinnert, an eine Konfrontation zwischen politischen und gesellschaftlichen Projekten. Das ist ziemlich traurig – selbst wenn es ein großes Kasperletheater ist, und das ist es oft. Es ist komisch, vulgär und traurig zugleich.</p>
<p><strong>Ist das ein Ergebnis der Berlusconi-Zeit?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI: Nein, das wäre zu einfach. Einerseits wurzelt das in einer bestimmten kapitalistischen Organisation der Presse. Italien hat keine unabhängigen Zeitungen. Manchmal regen linke Publikationen Debatten an, aber sie sind oft an Parteien gebunden. Der Großteil der anderen Blätter gehört großen Industriellengruppen oder Banken. Das fördert nicht gerade die Verbreitung von Informationen und die journalistische Intelligenz. Auch das Niveau der universitären Ausbildung ist sehr niedrig. All das heißt nicht, dass die italienische Gesellschaft nicht extrem lebendig wäre; aber auf institutioneller Ebene ist es ziemlich tragisch. Dort herrscht eine umgekehrte Selektion: Die Schlechtesten regieren, die Ungebildesten besetzen die Orte des Wissens, und die Presse dient beiden als Echokammer. Zudem bleibt die katholische Kultur sehr stark. In einer bestimmten traditionellen Konzeption des Katholizismus besitzt das gesellschaftliche Leben keine große Bedeutung. Nur die moralische Dimension ist wichtig – und das ist eine private Dimension. Es gibt ein Primat der Moral über die Politik, des Individuellen über das Gemeinsame. Es ist seltsam, wie eine bestimmte reaktionäre katholische Kultur in Wirklichkeit den zügellosesten Egoismus unterstützt&#8230;</p>
<p>Das Interview wurde im September 2007 in Venedig geführt. Die vollständige Fassung erschien auf <a href="http://www.heise.de/tp/r4/artikel/27/27237/1.html" target="_blank">Telepolis</a>.</p>
<p>Zur französischen Originalfassung geht es hier:</p>
<p><a href="http://kosmopolitix.wordpress.com/2009/10/15/retour-sur-les-annees-de-plomb/" target="_blank">http://kosmopolitix.wordpress.com/2009/10/15/retour-sur-les-annees-de-plomb/</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Retour sur les années de plomb]]></title>
<link>http://kosmopolitix.wordpress.com/2009/10/15/retour-sur-les-annees-de-plomb/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 11:33:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>kosmopolitix</dc:creator>
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<description><![CDATA[Entretien avec Antonio Negri Vue d’ailleurs on a souvent l’impression que l’Italie est aujourd’hui u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://vg06.met.vgwort.de/na/b1109d76bde74dd38813d11abcc1a5a2" alt="" width="1" height="1" /><br />
<strong>Entretien avec Antonio Negri</strong></p>
<p><strong>Vue d’ailleurs on a souvent l’impression que l’Italie est aujourd’hui un pays où il y a des mouvements sociaux très forts. Est-ce que ces mouvements ont réussis à  commencer un débat dans la société ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Les mouvements sont à nouveau très forts depuis quelques années, ils ont réussi à relancer des espaces de discussion sociale et politique entre eux. Le problème, c’est qu’ils n’arrivent pas – ou ne veulent pas – étendre ce débat à toute la société. Cela reste une dimension interne aux « mouvements ». Du coup, la désaffection du reste de la société par rapport au politique est de plus en plus violente : le « Non » au politique est extrêmement fort. Ce « Non » là est dangereux, c’est la porte ouverte à ce que les italiens appellent le « qualunquismo », la pensée de monsieur-tout-le-monde, le poujadisme, le règne des préjugés et des égoïsmes. Il faut étendre les mouvements davantage encore.</p>
<p><strong><!--more-->Vous voulez dire que les militants restent trop entre eux ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Cela dépend. Le socialisme est né comme cela au milieu du XIX<sup>ème</sup> siècle, cela ne l’a pas empêché de devenir de plus en plus social. L’important, c’est de construire les bases démocratiques et communistes d’une nouvelle société. Il n’y a pas à imaginer de longues marche à travers les institutions – juste une capacité à exercer à nouveau le pouvoir constituant. Or aujourd’hui, on a parfois l’impression qu’il est plus facile de penser la fin du monde que la fin du capitalisme. Moi, je crois que ce n’est pas vrai.</p>
<p><strong>On peut vraiment comparer la situation des altermondialistes aujourd’hui avec la situation des premiers socialistes ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Aujourd’hui il y a souvent la construction de nouvelles formes de vie et d’éthique, et l’émergence d’une nouvelle grille conceptuelle pour définir et analyser le champ politique. Le mouvement n’a plus rien à faire avec « la politique », mais il renouvelle profondément le sens de l’espace et de l’action politiques, et le visage des subjectivités qui s’y trouvent engagées. La vague de 1968 est terminée, mais autre chose est désormais apparu. Un nouveau mouvement est par exemple très visible dans un cas comme celui de la grande grève qui a immobilisé les transports parisiens pendant trois semaines, juste avant Noël, en 1995. À partir du milieu des années 1990, il y a toute une série de luttes et de mouvements, au niveau  mondial, qui expriment une nouvelle façon de faire de la politique. Et c’est comme cela qu’une nouvelle gauche se constitue, en rupture totale avec les vieux partis de gauche – dont, plus de dix ans après, on peut aujourd’hui mesurer la dissolution et la crise profonde.</p>
<p><strong>Les changements dans l’Amérique Latin c’est une chose complémentaire ou différente</strong><strong> que la construction de ce mouvement ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : C’est extrêmement difficile à dire. Ce qui est en train de se passer là-bas est extrêmement fascinant. Mais le rapport entre les pauvres et les riches y est inimaginable pour une conscience européenne. Le niveau de violence dans l’exploitation y est terrible depuis des siècles et des siècles. En même temps, c’est aussi la première fois que l’on peut penser à l’Amérique Latine comme à un continent qui a fait un énorme pas en avant – un pas tel qu’il nous laisse, nous Européens, fascinés et envieux. Si ce n’était la pauvreté et la profonde inégalité de développement économique, aujourd’hui, en Europe, on pourrait parler de la Bolivie à la manière dont les hommes des Lumières – de Montesquieu à Rousseau – parlaient de la démocratie en Suisse au XVIII<sup>ème</sup> siècle : comme un modèle de démocratie, ou plus exactement comme une expérimentation passionnante et pleine d’espoir. En Bolivie, il y a la tentative d’une forme de démocratie directe, puissante, dans laquelle les fonctions de l’État soient entièrement traversées et réappropriées par les mouvements sociaux. C’est une fable, ce n’est pas un modèle scientifique – mais c’est une fable très belle.</p>
<p><strong>Dans les mouvements d’aujourd’hui j’ai l’impression que la relation entre mouvements et intellectuels a changée dans la manière que les intellectuels représentent moins et participent plus. Que pensez-vous ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Les intellectuels d’aujourd’hui, qui sont-ils ? Il y a des « intellectuels entre guillemets », qui font partie du monde de pouvoir, et qui, en tant que tels, participent du maintien de l’ordre tout en faisant valoir des privilèges qui sont encore des privilèges de classe. Mais la richesse intellectuelle du travail vivant, de la coopération sociale et de l’intelligence collective est ailleurs, et elle est énorme. Comment faire aujourd’hui pour distinguer entre un intellectuel et un travailleur ? C’est extrêmement difficile. Être intellectuel, ce n’est pas nécessairement être un expert accrédité dans l’ordre du savoir, c’est savoir utiliser un ordinateur, se mettre en réseau et faire circuler son intelligence, se nourrir de la créativité des autres, mettre en commun sa propre inventivité, créer du langage et des affects, créer aussi les conditions de valorisation qui sont celles du capitalisme cognitif aujourd’hui. Si c’est cela que j’appelle « intellectuel », l’intellectuel d’aujourd’hui est difficilement séparable du prolétaire d’hier… La force de travail est devenue en grande partie cognitive. En revanche, on en a fini une bonne fois pour toutes avec les avant-gardes – finalement, les avant-gardes n’existent plus !</p>
<p><strong>Mais il y a des gens comme Pierre Bourdieu, qui a joué un rôle classique en représentant un mouvement.</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Je le connaissais bien, et c’est un homme que j’ai admiré énormément pour son honnêteté foncière. Il n’était pas obligé de faire ce qu’il a fait en 1995, il n’avait rien à y gagner. Et en même temps, Pierre Bourdieu était un grand professeur et une intelligence remarquable, mais pas grand chose de plus. Il n’a jamais eu la fonction qu’a pu avoir à une autre époque quelqu’un comme Sartre. Ce sont des figures complètement différentes. Même en 1995, quand Bourdieu fait cet étonnant discours devant les grévistes, à la Gare de Lyon, ce n’est pas le discours de quelqu&#8217;un qui indique les lignes d’un processus politique dont il perçoit le mouvement et dont il analyse la nouveauté. Bourdieu dit simplement sa solidarité, :  c’est évidemment rare et précieux, mais ce n’est pas réellement un geste politique. Ce n’est pas l’intellectuel tel que le mouvement socialiste ou communiste nous ont appris à le connaître. En même temps, il est clair que la fonction politique de l’intellectuel a changé avec les années 1970 : ce n’est plus une conscience chargée d’éclairer les masses, c’est devenu un militant qui met son savoir à disposition de l’intelligence sociale des luttes. Il n’est pas au-dessus des luttes, il en est l’un des acteurs, avec les autres. Il est l’un des visages de ce « commun » que les singularités en lutte inventent.</p>
<p><strong>Ç</strong><strong>a veut dire, aujourd’hui Toni Negri est un militant entre autres ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Oui – en réalité je n’ai jamais rien été d’autre. Qu’on ait cherché à voir en moi un « chef » ou un « méchant maître » est assez drôle – mon rêve, c’était avant tout d’être un militant, et c’est ce que je continue à faire aujourd’hui.</p>
<p><strong>Parlons de 1968</strong><strong>. En Allemagne le mouvement était dominé par les étudiants et les élèves. En France il avait une alliance avec les ouvriers. Comment était la situation en Italie ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : En Italie, le mouvement est préparé en amont par toute une série de rapports entre certains intellectuels et des groupes d’ouvriers : cette collaboration commence dès le milieu des années 1950. Ce sont ces groupes qui, par la suite, feront partie des <em>Quaderni Rossi</em>, ou qui donneront lieu à toute un série des revues militantes : il commence à s’y former des expériences d’auto-enquête politique menées de front par des « intellectuels » et des ouvriers, surtout dans les grandes usines du Nord de l’Italie – en particulier à Milan, et plus généralement dans toutes les grandes usines électromécaniques. En 1962, l’auto-enquête sur les risques du travail, la santé (et la nocivité de certains ateliers « chimiques »), les conditions de vie des travailleurs, les salaires, etc., s’étend ; elle prend la forme d’une lutte ouvrière formidable à Porto Marghera, le grand pôle pétrolier et chimique qui se trouve à trois kilomètres de Venise, et déclanche finalement, en 1963, la première grande grève dans les industries chimiques.</p>
<p>Ce qui se passe entre les jeunes universitaires, les étudiants et les ouvriers, ce n’est pas au sens strict une alliance – c’est la construction commune d’un nouveau syndicalisme, de nouvelles organisations de base de la part de groupes d’étudiants et d’intellectuels en général. C’est un processus qui, en 1968, devient pour la première fois flagrant – mais cela continuera pendant au moins dix ans, jusqu’en 1979. En Italie, la connexion entre le mouvement syndical et les intellectuels est extrêmement profonde. Elle amène au renouvellement des formes d’organisation ouvrière dans les usines, où sont construits, à partir de 1970, des « conseils d’usine » qui sont de véritables conseils ouvriers. Dans les villes se constituent des comités de quartiers autogérés qui font peser une pression extrêmement forte sur les mairies, sur les partis, sur l’État lui-même. L’ambiguïté de ce passage, c’est que la classe ouvrière s’organise au moment même où elle est en train de perdre son hégémonie.</p>
<p><em> </em><strong>Comment perd-elle son hégémonie ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Dans les années 1970, on assiste, dans les usines, à l’externalisation d’une séries d’éléments de la production. Du coup, toute l’organisation du territoire est repensée pour décharger les usines, les ouvriers et la production, et pour créer du réseau productif diffus partout où il est possible de le faire. Dans les années 1980, cela devient un véritable modèle économique – qui est typique des petites  et moyennes industries, en particulier dans le Nord-Est de l’Italie, mais qui s’étend toujours davantage. On commence à socialiser la production et, de plus en plus, à informatiser le territoire. La fonction ouvrière intègre de plus en plus des aspects cognitifs. Donc, d’un côté, on est face à une maturation de la classe ouvrière extrêmement rapide &#8211; jusqu’aux limites de sa possibilité de développement, sans doute -, et, de l’autre, on se trouve soudain face à une répression de luttes qui ont été partie intégrante de ce processus de maturation.</p>
<p>C’est à la fin d’un monde industriel fordiste : on perçoit les difficultés du modèle « expansif » du capital, on enregistre la puissance de la résistance ouvrière, et on reformule du même coup l’agencement de la production. En général, la lutte armée apparaît alors en Italie comme un phénomène de résistance exacerbée au dépassement du fordisme. Les Brigades Rouges, par exemple, ont été extrêmement fortes dans les grandes usines, là où le dépassement du fordisme était le plus évident, le plus violent aussi. Ce qu’ils ne comprenaient sans doute pas, c’est que ce dépassement étaient certes une réorganisation du Capital, mais que cela permettait d’autres horizons de résistance et de lutte – à partir de l’intelligence diffuse et de la coopération sociale, à partir d’une redéfinition de ce que l’on appelle la classe ouvrière et qui, dans ces années là, change de visage. C’est ce que nous avons essayé de faire avec l’Autonomie Ouvrière. L’Autonomie est beaucoup plus forte dans les villes, dans l’organisation sociale du territoire ; elle passe à travers le système du Welfare, dans les écoles etc. Et elle est organisée de manière communiste, en réseau. Bien entendu, quand je parle de l’Autonomie, je ne veux pas faire allusion aux « Autonomen » allemands, c’est une chose extrêmement différente.</p>
<p><strong>Parce-que l’Autonomie c’était un large courant dans la société ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Chez les ouvriers sociaux le tournant des années 1970 se solde paradoxalement par une ouverture inédite d’espoirs et de luttes. Il existe pourtant une innovation dans les formes de combat, des nouvelles revendications sociales, une manière inédite de concevoir le conflit. Chez les ouvriers-masse par contre il y a une résistance très forte qui se place elle-même dans la tradition de la lutte partisane, du vieux communisme de la troisième internationale. C’est une résistance d’arrière-garde, si l’on veut. Cette ambiguïté profonde, c’est précisément, je crois, ce qu’on ne voit ni en France, ni en Allemagne.</p>
<p>En Italie, au contraire,  c’est un processus continu. 1968, en Italie, cela dure dix ans  - et c’est un processus qui est sans doute brisé par la contradiction violente entre deux formes de résistance : une résistance ouvrière traditionnelle – dont la forme extrême est représentée par les Brigades Rouges, par le passage aux armes -, d’une part, et une résistance nouvelle, ouverte et créative, qui correspond en réalité à un changement de la subjectivité politique des ouvriers sociaux &#8211; celle de l’Autonomie. Dans un cas comme dans l’autre, il s’agit de visages absolument différents de la force de travail. Une force de travail lié à l’usine dans le premier cas ; une force de travail nouvelle, cognitive, liée à la nouvelle centralité de la production sociale dans le second.</p>
<p>En réalité, 1968, c’est tout sauf des années d’utopie et de rêve. Ce sont les années d’une transformation radicale de la société italienne : une société en retard sur les autres sociétés européennes – pour bien des aspects -, et qui, brusquement, se retrouve à jouer le rôle d’un laboratoire des transformations à venir.</p>
<p><strong>Pourquoi l’Italie de ’68 était elle en retard ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : L’unité italienne avait été complètement bouleversée pendant le fascisme, alors qu’elle était encore récente et fragile. La résistance a approfondi cette division entre le sud et le nord. Au sortir de la guerre, les gens ne se sentaient pas membres – ou citoyens – d’un pays uni, ni géographiquement, ni socialement, ni politiquement. Or 1968, au contraire, c’est peut-être le premier moment d’unité réelle entre la classe ouvrière du nord et du sud. C’est un phénomène extrêmement important, mais il permet paradoxalement de mesurer le retard de l’Italie par rapport au processus historique global. En Italie, il faut attendre la fin des années 1960 pour que les gens commencent à comprendre ce que c’est qu’une <em>nation</em>. Il faut attendre la télévision &#8211; parce que les gens, avec la télévision, commencent à parler la même langue. Avant cela, un Vénitien et un Sicilien ne se comprenaient pas, et je ne parle pas seulement de cultures ou de modes de vie différents, je parle de la langue : en Italie, on parlait encore en dialecte dans la plupart des familles. C’est la télévision qui unifie la langue et qui impose une langue neutre – totalement artificielle, mais qui, pour la première fois permet l’unité linguistique du pays. C’est donc un retard réel, et c’est également un retard dans la consommation, dans l’humeur, dans l’éducation… Alors 1968, c’est aussi un moment de modernisation extrême.</p>
<p><strong>En ’68 l’unité de la nation se développait parce qu’on a luttait ensemble ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : C’est évident. Jusqu’alors, les ouvriers au nord et au sud ne recevaient pas le même salaire. C’est pour ça que les gens du sud venaient travailler dans les usines du nord. En Italie, il n’y a pas eu de bourgeoisie pour construire le pays, pas de véritable aristocratie non plus. L’Italie est construite par le prolétariat. Aujourd&#8217;hui, tout le monde dit : « Oh, c’est terrible, ce qui s’est passé en 1968 ! ». Le Pape, par exemple, passe son temps à raconter les choses les plus horribles sur 1968, c’est comme si 1968 était devenu le symbole du mal ! Et c’est la même chose en France : Sarkozy a fait ne bonne partie de sa campagne électorale contre 1968. C’est à hurler de rire – ou à en pleurer de bêtise, je ne sais pas. 1968 a représenté un changement mondial au niveau de l’organisation de la production. Ce n’étaient pas les étudiants en tant que personnes qui étaient les acteurs de 1968, c’était la force de travail des étudiants qui était mise au jeu. D’autre part, 1968, c’est aussi la première défaite américaine au Viêt-Nam, c’est la prise de conscience qu’on peut se libérer de l’unilatérisme, de la domination impériale. Et c’est aussi le début de la crise, qui se révélera définitive, de l’Union Soviétique. C’est donc l’anticipation du « début de la fin » de ce que Erich Hobsbawm appelle le « siècle court », cet étrange XXe siècle qui commence véritablement en 1917, avec la Révolution Russe, et qui termine avec la chute du Mur de Berlin, en 1989. Or précisément, le début de 1989, pour moi, c’est 1968, et ceux qui ne l’ont pas compris ne comprennent pas grand chose non plus à l’histoire du siècle que nous venons de laisser derrière nous.</p>
<p><strong>Les fondateurs des Brigades Rouges et autres considéraient l’armement nécessaire, parce qu’ils voyaient la menace d’une transformation d’état vers l’autoritarisme, comme dans la Grèce ou dans le Chili. Est-ce que l’armement du mouvement était une alternative réaliste ? </strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Le fait que le mouvement s’arme progressivement a été une folie, c’est évident. Ne croyez pas que c’était drôle à vivre, ou exaltant. C’était assez dramatique et angoissant. Je ne crois pas pas que les motivations de cet armement étaient de type internationaliste. En Italie, l’armement a été extrêmement lié à l’idée d’une défense de l’usine par les ouvriers. Au départ, ce n’était pas à proprement parler un terrorisme, c’était plutôt un extrémisme. Un extrémisme ouvrier. Dans ces années là, les ouvriers commençaient des grèves très dures l’intérieur des usines, et quand ils essayaient sortir des usines, il arrivait que la police tire. En Italie, il fat se rappeler que la police tirait avec une certaine facilité ! On n’a pas eu un seul Ohnesorg en 1968, chez nous. En Italie, on en avait un chaque semaine. Par ailleurs, la droite extrême, fasciste, liée à l’armée, à une partie des services secrets corrompus et surtout à certains membres du gouvernement, commence à mettre des bombes. C’est une campagne de terreur volontaire ; pour « stabiliser le pays » par la peur et bloquer les revendications sociales et politiques et la volonté de changement. C’est un terrorisme d’État qui précède le terrorisme des groupuscules des années de plomb, et qui commence le 12 décembre 1969, à la Banque de l’Agriculture, à Milan : une bombe, de nombreux morts et blessés. Et après cela, ça continue et ça ne cessera plus. Tous les trois mois, on a une bombe quelque part : dans des trains, dans des meetings syndicaux, à la gare de Bologne. Il faut penser qu’aujourd’hui encore, il n’y a pas eu d’attribution de responsabilité légale de toute cette campagne de terreur. Trente ans après, avec d’innombrables enquêtes et autant de procès, alors qu’on sait en grande partie quels sont les responsables de ces histoires abominables, il n’y a jamais eu de condamnation effective des responsables politiques de cette « stratégie de la terreur ».Ça c’est le premier terrorisme en Italie.</p>
<p><strong>… et le mouvement répondait ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : La réponse armée du mouvement a représenté une réponse extrémiste à cette terreur : les ouvriers répondaient avec les moyens du bord. Ils ont réexhumé les vieilles Sten, les armes de la Résistance, les mitraillettes américaines de la libération, que tous les partisans avaient encore chez eux, ou que les fils des partisans gardaient comme des souvenirs, des reliques de l’histoire. Ils les avaient utilisées contre les allemands, et maintenant il fallait les utiliser contre les patrons. C’était le besoin d’accompagner le droit par la force des armes. Et c’était une folie, parce que les Brigades Rouges ont précisément essayé d’organiser ce phénomène de retour à la mémoire résistante et partisane comme une avant-garde du prolétariat. La classe ouvrière était sur la défensive, parce que les patrons attaquaient les ouvriers en brandissant la menace de la dissolution des usines fordistes. Chaque année, il avait des centaines de milliers d’ouvriers en moins dans les usines. Mais ces ouvriers étaient dispersés sur tout le territoire, leur programme c’était donc de s’organiser sur le territoire. Le programme de l’Autonomie à consisté à parier sur cet investissement du territoire, sur les usines mais aussi sur les quartiers où les gens vivaient et produisaient, sur les formes de vie, sur la nouvelle socialisation du travail Cela n’avait rien à voir avec une théorie des avant-gardes combattantes ! En réalité, je crois profondément que les Brigades Rouges avaient une position extrémiste à l’intérieur même de l’idéologie du Parti Communiste. Les Brigades Rouges et le PC avaient en réalité e même discours, et ne reconnaissaient comme terrain de lutte que le vieux modèle des usines fordistes ; et tous deux pensaient qu’il fallait organiser les ouvriers à partir d’une avant-garde prolétarienne chargée d’ouvrir la voie – que ce soit le Parti ou les BR, peu importe. Alors que l’Autonomie était quelque chose de radicalement nouveau, qui tentait d’inventer des formes d’organisation sociale et révolutionnaire totalement nouvelles, et surtout qui ne cherchait pas à être une avant-garde.</p>
<p><strong>En Allemagne la gauche s’est divisée sur la question de la violence. Quelles conséquences avait cette phase en Italie ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Je crois que la violence est un élément qui doit à chaque fois être évalué d’un point de vue politique. Je suis tout à fait au contraire à la lutte armée. Je l’étais dans le passé, je le suis encore aujourd’hui. Mais je suis tout à fait conscient de la nécessité de la résistance dans certaines situations. Certaines formes de violence populaire sont parfois importantes et nécessaires. Je reviens d’un voyage en Amérique Latine, j’ai parlé avec beaucoup des gens qui sont aujourd’hui au pouvoir mais qui, sous les dictatures qui, dans de nombreux cas, ont duré des années dans certains de ces pays, avaient rejoint la <em>guerrila</em>. Ils ont utilisé la violence dans des situations dramatiques où l’extrême violence qu’on leur infligeait était permanente et atroce. Ils ont eu raison de le faire : à la fois parce que c’était une question de survie, parce que c’était une question d’éthique politique et parce que c’était la seule manière possible de lutter contre une abomination. Faisons donc attention quand nous parlons de violence. Bien entendu, la question de savoir s’il est possible d’utiliser la violence dans un état démocratique est un autre problème. Il est évident que ma réponse est non. Mais il faut précisément savoir ce qu’est-ce que c’est la démocratie. En Italie, dans les années 1970, et n’en déplaise à certains, la démocratie n’était plus garantie. Aujourd’hui, faut-il remercier Monsieur Bush de nous enseigner la démocratie ? La démocratie n’est hélas pas un terme univoque.</p>
<p><strong>L’état d’exception dans les années soixante-dise montre ça.</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : En Italie comme en Allemagne, les lois ont été à l’époque profondément modifiées. J’ai été arrêté en avril 1979 et j’ai fait quatre ans et demi de prison préventive sans procès, dans des quartiers de haute sécurité. En décembre 1979, le parlement italien a adopté une loi qui permettait aux autorités de me garder en prison préventive pendant douze ans. Et si j’ai fait seulement quatre ans et demi d’incarcération, c’est parce que j’ai été élu député en juillet 1983, et que je suis sorti pour cette raison. Mais la plupart de mes camarades on fait six ans – sans procès ! Et si on pouvait me reprocher à moi certaines choses – sûrement pas d’être un terroriste, mais d’être un agitateur, par exemple, ou d’avoir écrit et dit des choses -, certains de ces amis, eux, vraiment, n’avaient pas d’autre tort que d’être mes assistants à l’université, ou d’avoir collaboré à des revues que je dirigeais. Ils ont presque tous été totalement acquittés. Après six ans de prison spéciale pour rien, ils n’ont reçu aucune excuse,  aucun dédommagement. Savez-vous combien de familles ont été détruites par ce genre de choses, combien de couples ont explosé, combien d’enfants ont eu des troubles psychologiques lourds à cause de ces incarcérations injustifiées ? Rien, pas un mot d’excuse, après toutes ces années d’enfermement sans raison. La sensibilité démocratique de nos amis de la Démocratie Chrétienne et du Parti Communiste était assez faible en la matière. Donc les leçons que ces gens prodiguent encore aujourd’hui sur la violence me font rire. Qu’on nous explique qui a mis les bombes à Piazza Fontana ou sur les trains, qu’on nous disent pourquoi des dizaines de personnes ont fait de la prison pour rien et pourquoi l’État ne s’est même pas excusé, qu’on arrête de mélanger la contestation sociale et politique avec le terrorisme, et peut-être, alors, on pourra parler ensemble.</p>
<p><strong> Il y avait des accusations très graves contre vous.</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : On a postulé que l’Autonomie et les Brigades Rouges étaient la même chose. Pour ce qui me concerne, ça donnait : Toni Negri est le chef de l’Autonomie, <em>donc</em> il est le chef des Brigades Rouges. Je signale d’ailleurs en passant que c’est encore quelque chose que je retrouve trente ans après : on continue à me qualifier comme le cerveau occulte des B.R, alors même que la justice m’a totalement blanchi. C’est hallucinant, et surtout c’est la preuve que l’on avait rien compris à ce qui s’est passé à l’époque, parce que politiquement (je ne parle même pas du niveau humain, qui est une autre paire de manches), politiquement, donc, c’était un postulat absurde. Organiser une manifestation d’étudiants ou de travailleurs, selon eux, c’était la même chose que tuer Aldo Moro. Je veux bien qu’à l’époque les manifestations aient été parfois très violentes, et même armées (la police aussi était armée, et elle tirait à hauteur d’homme : allez voir le nombre d’étudiants tués à l’époque pendant les manifestations…) ; mais en aucun cas il ne s’agissait pour les manifestants de passer au terrorisme, d’enlever ou d’assassiner des gens. Or c’est ce que postulait la justice. Negri était le responsable de l’Autonomie, donc il était à la tête des brigadistes. On m’a même reconnu sur le lieu de l’enlèvement de Moro (alors que j’étais à Paris, en train de faire cours à l’École Normale Supérieure), on a reconnu ma voix comme étant celle de l’homme qui téléphonait à la famille Moro pour négocier, on a même distribué un disque avec l’enregistrement de ma voix en cours et celle du » téléphoniste » des Brigades Rouges, en accompagnement d’un grand hebdomadaire, pour montrer qu’il s’agissait de la même personne. Le tout alors que le procès n’avait pas encore eu lieu (j’étais quand même en prison de haute sécurité, mais en attente de procès), que le Président de la République de l’époque, Sandro Pertini, disait de moi que j’étais un criminel pervers et lombrosien, et que le plus grand linguiste italien de l’époque déclarait qu’il s’agissait effectivement bien de ma voix ! Il a fallu des contre-expertises, et surtout que les brigadistes arrêtés commencent à parler, pour qu’on comprenne finalement que le « théorème » Autonomie = Brigades Rouges tombe enfin. C’était à la fois ridicule et tragique.</p>
<p><strong>C’était un procureur qui était membre du PCI qui a persécuté le mouvement. Comment peut-on expliquer ce fait ?</strong><strong></strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Le Parti Communiste n’avait pas une capacité d’analyse suffisante pour comprendre que la composition des classes sociales était en train de se modifier. Et, par ailleurs, il avait la nécessité de se défendre de toutes les nouvelles forces qui avaient vu le jour à sa propre gauche, et qui critiquaient la volonté du PCI de trouver un accord avec la DC – le « compromis historique » &#8211; pour aller au gouvernement. Le Parti Communiste a toujours considéré que toutes forces à sa gauche étaient des ennemies plus terribles encore que la droite. Et il est entré très consciemment, je crois, dans une forme de corruption politique qui l’amené à être celui qu’il est aujourd’hui. Nous, nous avons payé le prix fort de cela, nous avons été écrasés entre le PC, qui nous haïssait encore plus que la Démocratie Chrétienne, et les franges extrêmes de la lutte armée. Cela dit, si nous avons été battus, nous n’avons malgré tout pas été défaits : d’abord parce que nous avions raison sur les transformations sociales et politiques qui s’annonçaient en Italie – et que seule la droite et le PS, à l’époque, ont compris -, et aussi parce que, contrairement à ce que disait le PCI de lui-même, nous n’avons pas été écrasés par une force vertueuse, fondatrice de la République, âme de la Résistance et gardienne des grandes valeurs du progrès. Non, hélas, le PCI avait cessé d’être cela. Nous avons été battus par des corrompus qui essayaient de reconstruire une espèce de centre politique mou, vaguement social-démocrate, et qui, pour le faire, ont cautionné le pire.</p>
<p><strong>En Allemagne de l’Ouest l’année 1977 a marqué un tournant : La révolte de 68 était finie et au même temps la phase fordiste, qui était per</strong><strong>ç</strong><strong>ue comme une phase de prospérité.  La situation en Italie 1979 – était elle comparable</strong><strong> ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : A ce moment-là, je crois que le problème devient fondamentalement celui de la reproduction capitaliste. Dans les années 1960 et 1970, les ouvriers avaient réussi à s’emparer d’une telle part du « gâteau » que cela empêchait la reproduction du capitalisme de s’effectuer de manière correcte. La crise était liée à cela : le problème du gâteau ouvrier. À partir du milieu des années 1970 commence alors la grande reprise en main néo-conservatrice. Il y a un document de la Commission Trilatérale dans lequel il est explicitement dit que la démocratie doit être limitée si la reproduction du système capitaliste devient difficile. C’est l’époque de Thatcher en Angleterre et de Reagan dans les États-Unis, et c’est le début de la défaite des ouvriers : en Angleterre, ce sont les mineurs qui en paient le prix les premiers, et aux États-Unis aiguilleurs du ciel dans les aéroports – mais ce sont aussi ceux qui relancent de manière incroyable les mots d’ordre de lutte. Désormais pour gagner sur la classe ouvrière, il fallait donc changer le mode de production. C’est cela, le passage du fordisme au post-fordisme, à l’automatisation des usines et à l’informatisation du territoire. C’est ce qui annonce la mondialisation. Voilà le sens de 1968. Il ne faut pas penser que le joli mois de mai, c’est seulement Cohn-Bendit et les poubelles renversées sur la tête du recteur de l’université de Nanterre !</p>
<p>Et en même temps, alors que les rapports de pouvoir se déplacent et se durcissent, les gens ont de plus en plus conscience qu’ils peuvent exiger autre chose, que l’esclavage n’est pas un destin, que l’on peut avoir des droits, des désirs, et un avenir. Mon père était à l’usine, il s’est levé tous les matins à cinq heures pendant toute la vie. Et c’est absurde. Il faut être plus libre. Et plus riche. La génération de 1968 est la première qui perçoit cette possibilité d’ouverture des désirs.</p>
<p><strong>Et la gauche vieille  ne savait pas une réponse à cette transformation du capitalisme ? </strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Ce qui s’est passé en Union Soviétique est exemplaire de ce point de vue. Ils avaient des ordinateurs qui étaient grands comme des maisons, mais ils n’avaient pas de <em>personal computers</em>. Ils n’avaient pas la possibilité de récupérer le savoir social diffus, de le capter à travers un usage de l’informatique qui crée du réseau et de la coopération. Pendant très longtemps, l’informatique est restée le terrain de chasse gardée des militaires et de l’administration centrale. Mais les gens voulaient eux aussi avoir accès à cette valorisation-là, à cette possibilité de communication et de partage des savoirs – une liberté que, bien entendu, L’union Soviétique ne pouvait pas se permettre d’accorder. L’URSS est tombée aussi à cause de cela. Elle n’était pas un pays dans laquelle l’accumulation était faite dans une manière formidable. Ils pouvaient détruire la planète avec des bombes hyper-puissantes, envoyer autant d’hommes qu’ils le voulaient sur la lune, mais ils n’avaient pas la liberté. Et la liberté est un facteur social de productivité.</p>
<p><strong>Avec votre retour de l’exile à Paris en 1997 vous voulait faire pression pour une amnistie et aussi pour un débat sur les années soixante-dix. Est-ce qu’il avait un tel débat ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Non. Il n’y a pas eu de débat. Je suis rentré parce que j’avais eu l’assurance de la part de certains hommes politiques des partis de droite et de gauche qu’il y aurait la possibilité de débattre réellement de la possibilité d’une amnistie politique pour les années de plomb. Quand je suis revenu en Italie, on était en plein débat parlementaire, et il y avait l’espace nécessaire – politiquement, historiquement &#8211; pour une modification de la constitution : on parlait beaucoup d’un passage de la Ière à la IIème République, de réformes ambitieuses, d’une modification en profondeur du fonctionnement du pays. Dans ce contexte, on avait effectivement l’espoir qu’il y aurait la possibilité d’une amnistie. Mais l’amnistie, cela signifiait aussi une planche de salut pour les gens de droite qui avaient des problèmes avec la justice – je ne pense pas aux fascistes du « terrorisme noir » mais plutôt à tous ceux étaient inculpés pour des délits financiers ou pour des histoires de corruption, à tous les hommes de l’entourage du Parti Socialiste qui avaient été impliqués dans les affaires de « Mani Pulite », et aux berlusconiens. Du coup, il devenait impossible d’ouvrir la discussion. Le problème de la corruption – avec lequel nous n’avions rien à voir &#8211; a bloqué la possibilité même du débat sur l’amnistie pour les détenus et les exilés politiques des années 1970.</p>
<p><strong>Et est-ce qu’il avait une telle discussion dans la société, dans les média, dans les associations ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Non, il n’y avait presque rien. La chose a été écartée, puis elle a été oubliée. On a fait en sorte qu’elle le soit.</p>
<p><strong>Pourquoi ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : En Italie, la discussion politique en général est presque inexistante. Je vis aujourd’hui entre l’Italie et la France, et je dois dire qu’il n y a pas de comparaison possible sur l’intensité et le sérieux avec lesquels la discussion politique est menée en France. Je ne suis pas particulièrement pessimiste ou rancunier à l’égard de ce qui se passe en Italie, mais c’est vraiment un niveau de discussion politique presque inexistant &#8211; sauf au niveau local, parfois. C’est un pays deleuzien, un pays des minorités dans lequel l’assemblage des débats au niveau national n’a pas lieu, ne réussit pas à prendre forme.  On en reste à l’anecdote, au <em>gossip</em>, à la petite chronique, aux scandales et affaires de moeurs, aux attaques personnelles, aux insultes et aux amours. C’est tout un jeu d’alliances et de trahison, mais il n’y a pas grand choses qui ressemble encore à un débat d’idées, à une confrontation entre projets politiques et sociaux. C’est assez triste, en réalité – même quand c’est grand-guignolesque, et ça l’est souvent. C’est comique, vulgaire et triste à la fois.</p>
<p><strong> C’est à cause de Berlusconi ?</strong></p>
<p>ANTONIO NEGRI : Non, ce serait trop simple de dire cela. D’un côté, c’est par exemple lié à la continuité d’une certaine organisation capitaliste de la presse. L’Italie n’a pas des journaux indépendants comme ils peuvent exister ailleurs, dans d’autres pays. Parfois, quelques journaux de la gauche proposent des débats, mais ils sont souvent liés à des partis. La plupart des autres journaux est liée à des grands groupes industriels, ou à des banques. Cela ne facilite pas la circulation de l’information et l’intelligence journalistique… Le niveau d’enseignement universitaire est aussi très bas. Tout ça ne signifie pas que la société italienne ne soit pas une société extrêmement vivante ; mais, au niveau institutionnel, c’est assez tragique. C’est une sélection renversée : les pires gouvernent – et ils le font depuis des décennies -, les plus incultes tiennent les lieux du savoir, et la presse sert de chambre d’écho aux uns et aux autres. Et puis il y a la culture catholique, qui reste très forte.  Dans une certaine conception traditionnelle du catholicisme, la vie sociale n’a pas une grande importance. Seule la dimension de la morale est importante – et c’est une dimension privée. Il y a un primat de la morale sur le politique, de l’individuel sur le commun. C’est étrange comme une certaine culture catholique réactionnaire a en réalité cautionné l’égoïsme le plus effréné…</p>
<p>Entretien conduit à Vénice, Septémbre 2007</p>
<p>Paru dans <a href="http://revuedeslivres.net/articles.php?idArt=206" target="_blank">La Revue internationale des Livres et des Idées, No. 5 Mai/Juin 2008</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["And now Moro"]]></title>
<link>http://casarrubea.wordpress.com/2009/10/14/and-now-moro/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 16:48:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>casarrubea</dc:creator>
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<description><![CDATA[Enrico Berlinguer All’inizio del 2009, il Foreign Office di Londra ha reso pubblici, cosa impensabil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_4166" class="wp-caption alignleft" style="width: 223px"><a href="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/enrico-berlinguer.jpg"><img class="size-medium wp-image-4166" title="Enrico Berlinguer" src="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/enrico-berlinguer.jpg?w=213" alt="Enrico Berlinguer" width="213" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Enrico Berlinguer</p></div>
<p style="text-align:justify;">All’inizio del 2009, il Foreign Office di Londra ha reso pubblici, cosa impensabile per un Paese democratico come l’Italia, diversi fascicoli sul Pci e il caso Moro.</p>
<p style="text-align:justify;">Come dal buco di una serratura, gli inglesi spiano le mosse dei  cugini americani. Lo fanno ad altissimo livello: a Roma, a Washington e a Londra, nelle prime settimane del ’78. Scoprono che  l’amministrazione del presidente  Jimmy Carter, in carica da appena un anno, prende in seria considerazione l’ipotesi di mettere in campo un’operazione segreta (covert action) per  “frantumare il Pci” (split the Pci) ed eliminare in tal modo il pericolo che Enrico Berlinguer,  il segretario nazionale del maggior  partito di massa dell&#8217;Europa occidentale, entri a vele spiegate nel nuovo governo Andreotti che nascerà a marzo.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">Siamo alla resa dei conti. Dopo quasi un decennio di sangue costellato dalle bombe di piazza Fontana, Piazza della Loggia,  Italicus e da tentativi veri o presunti di colpi di  Stato neofascisti, qualcuno decide che occorre agire in maniera rapida e soprattutto efficace.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">I documenti di Kew Gardens, da noi trovati, parlano da soli e le azioni che seguono sono come  i fotogrammi di un film rivisto alla moviola prima della proiezione al pubblico.</p>
<p>*</p>
<div id="attachment_4167" class="wp-caption alignleft" style="width: 262px"><a href="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/jimmy-carter-presidente-democratico-usa.jpg"><img class="size-medium wp-image-4167" title="Jimmy Carter, presidente democratico Usa" src="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/jimmy-carter-presidente-democratico-usa.jpg?w=252" alt="Jimmy Carter, presidente democratico Usa" width="252" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Jimmy Carter, presidente democratico Usa</p></div>
<p style="text-align:justify;">Richard Gardner, ambasciatore Usa in Italia, è convocato a Washington nei primi giorni del ’78. “Ha dipinto un quadro decisamente fosco” &#8211; scrive il ministro degli Esteri britannico, David Owen &#8211; e ora “il rischio di una partecipazione del Pci al governo è maggiore rispetto al passato&#8221;. Ma non è tutto. Gardner &#8211; continua il ministro- teme “che si verifichi una grave ricaduta dell’ordine pubblico”. In Italia è il momento più cupo degli anni di piombo, quando si contano a decine gli attentati  terroristici e gli omicidi delle organizzazioni paramilitari nere e rosse.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">L&#8217;11 gennaio &#8216;78 l’ambasciatore americano a Londra, Brewster, confida agli inglesi che il Dipartimento di Stato “ha inviato una serie di istruzioni alle sue sedi diplomatiche, chiedendo di riferire le opinioni dei governi europei sull’attuale situazione italiana”. Ma Brewster sospetta che in  quella richiesta ci sia lo zampino del National Security Council (Nsc), il braccio armato e occulto della politica estera Usa nel mondo, dal 1948. E cioè dai tempi del presidente Harry Truman.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">Anche gli inglesi si occupano dell’<em>affaire </em>Italia e chiedono al Foreign Office di redigere un rapporto dettagliato sulla situazione. Eccone un brano:</p>
<p style="text-align:justify;">“La posizione del Pci è ambivalente. In pubblico  ha ripetutamente chiesto un governo di emergenza nazionale, fedele all’idea del &#8216;Compromesso storico&#8217;. Tuttavia siamo convinti che, di fatto, i dirigenti comunisti non siano ansiosi di partecipare al governo. Essi temono sia le conseguenze interne sia quelle esterne di tale mossa in avanti. Preferiscono attendere che la situazione maturi lentamente, fino al punto in cui il loro ingresso nel governo si concretizzerà senza drammi. Le informazioni sulle attuali posizioni dei dirigenti del Pci provengono da fonti segrete”.</p>
<div id="attachment_4177" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/struttura-del-nsc.gif"><img class="size-medium wp-image-4177" title="struttura del NSC" src="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/struttura-del-nsc.gif?w=300" alt="struttura del NSC" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">struttura del NSC</p></div>
<p style="text-align:justify;">Il 12 gennaio &#8216;78 Peter Jay, ambasciatore britannico a Washington, incontra  Zbigniew Brzezinski, consigliere per la Sicurezza nazionale di Carter. Brzezinski gli confessa che “l’amministrazione è sempre più preoccupata per il deteriorarsi della situazione italiana e sta valutano la possibilità di mettere in campo una qualche azione per aiutare Andreotti”. Gli americani, dice il consigliere di Carter, si trovano  dinanzi a un dilemma: non vogliono interferire negli affari italiani ma al contempo non vogliono apparire indifferenti  rispetto all&#8217;eventuale partecipazione del Pci al governo.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">Anche l’ambasciatore britannico a Roma, Alan Campbell, dice la sua in quelle ore:  “Penso che la preoccupazione americana sia esagerata. Al momento, non ritengo verosimile che elementi del Pci entrino nel governo italiano, sebbene esista la possibilità che il prossimo governo dipenda dai voti comunisti piuttosto che dalla loro astensione (come avviene ora)”. Insomma Campbell, con la sua abilità di navigato diplomatico, sottolinea l&#8217;indubbia egemonia politica e culturale dei comunisti di Berlinguer che contano ormai sul 34% dei voti degli italiani. La loro astensione tecnica, chiarisce Campbell, appartiene ormai al passato e i voti comunisti sono determinanti alla formazione dei successivi governi. Ecco perchè qualche giorno dopo, il 23 gennaio, Michael Pike, alto funzionario dell’ambasciata britannica a Washington, informa Londra, con un documento segreto, sul dibattito interno che si sviluppa in quei giorni tra i falchi e le colombe dell’amministrazione Carter.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_4169" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/pci-sotto-la-pioggia-foto-bacheca-facebook-di-anna-la-greca.jpg"><img class="size-medium wp-image-4169" title="Pci sotto la pioggia (foto bacheca facebook di Anna La Greca)" src="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/pci-sotto-la-pioggia-foto-bacheca-facebook-di-anna-la-greca.jpg?w=300" alt="Pci sotto la pioggia" width="300" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">Pci sotto la pioggia</p></div>
<p style="text-align:justify;">Il presidente, a detta di Pike, mette subito le mani avanti. Sottolinea che non ha alcuna intenzione di riesumare i metodi di Kissinger   che era solito &#8220;interferire&#8221; nelle questioni di altri Paesi. Come ad esempio nel caso drammatico del Cile, dove un’operazione occulta guidata dalla Cia ha abbattuto il governo democratico  di Salvador Alliende nel 1973. Ciò fornirebbe al Pci &#8211; dice Carter &#8211; un’arma da usare contro la Dc e gli stessi Usa. Sono quindi analizzate diverse opzioni, come ad esempio l’idea di &#8220;mettere in campo un’operazione segreta per frantumare il Pci”. Attorno a un tavolo a Washington si siedono, nella più assoluta segretezza, molti protagonisti dell’era Carter. Ci sono l’ambasciatore Gardner, il ministro degli Esteri Cyrus Vance, il suo collaboratore George Vest, Brzezinski e lo staff dell’Nsc, guidato da Bob Hunter.  Solo Vance e Vest si allineano alle vedute di Carter. Si oppongono a soluzioni estreme e la spuntano.  Sono le colombe, le teste più equilibrate. Il piano è scartato. Niente operazioni segrete contro il Pci. Il Dipartimento di Stato si limita ad emettere un comunicato in cui si sostiene che &#8220;non vi è alcun cambiamento nell&#8217;atteggiamento dell&#8217;amministrazione Carter nei confronti dei partiti comunisti del&#8217;Europa occidentale, compreso il Pci, sebbene i recenti sviluppi italiani abbiano aumentato il livello delle nostre preoccupazioni.&#8221;</p>
<div id="attachment_4171" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/national-security-council1.jpg"><img class="size-medium wp-image-4171" title="National Security Council" src="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/national-security-council1.jpg?w=300" alt="National Security Council" width="300" height="218" /></a><p class="wp-caption-text">National Security Council</p></div>
<p style="text-align:justify;">Se tutto sembra appianato, cosa accade veramente? L’Nsc rimane alla finestra? E  ad Hunter non vengono in testa altre idee per impedire l’avanzata dei comunisti in Italia? E’ proprio da escludere che i falchi che gravitano dentro e attorno all’Nsc non abbiano escogitato una mossa da biliardo come la carambola?  Sta di fatto che due mesi dopo quelle frenetiche nottate passate a litigare attorno a un tavolo, un commando di presunti brigatisti rapisce Moro in via Fani e massacra la sua scorta. Le sorti del Pci iniziano a mutare. L&#8217;Italia non sarà mai più come prima.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;">La diffidenza verso Moro, in ogni modo, è di antica data. L&#8217;ambasciatore britannico John Ward scrive nel novembre 1963, alla vigilia della nascita del primo governo di centro sinistra: &#8220;Non posso dire di essere rimasto colpito da Moro. Mi chiedo se saprà essere il nuovo leader di cui l&#8217;Italia ha un bisogno così urgente&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">Dieci anni dopo, nel novembre 1974, l&#8217;ambasciatore di Sua Maestà a Roma, Guy Millard , si lascia andare a commenti antologici sulla figura del politico pugliese:</p>
<p style="text-align:justify;">“Moro è intensamente latino e italiano ma  è l’esatto opposto del meridionale ardente, elementi che un anglosassone fatica a comprendere. Dà l’impressione di essere sempre ammalato. Lo fa di proposito? Tuttavia, gode di una &#8216;cagionevole salute di ferro&#8217;. E’ un uomo molto religioso e va a messa ogni giorno. Si dice che la sua fede cattolica gli abbia insegnato che non c’è da aspettarsi niente di buono dalla vita terrena. Per quanto sia una convinzione rispettabile, non è un buon presupposto per l’azione politica e potrebbe spiegare l’immobilismo e la fiacchezza che lo caratterizzano. Il suo metodo consiste nel rimandare sistematicamente le cose. Inoltre, è dotato di una straordinaria capacità di parlare in pubblico per ore e ore senza dire niente. In Italia, non è un dono da sottovalutare.  La sua è una personalità monacale, orientata più alle parole che ai fatti”.</p>
<p>*</p>
<p>Ma i fatti che conosciamo ci dicono l&#8217;esatto contrario.</p>
<p>Giuseppe Casarrubea e Mario J. Cereghino</p>
<p>Per leggere il testo originale del documento di Michael Pike (23 gennaio 1978), clicca qui sotto:</p>
<p><a href="http://casarrubea.wordpress.com/files/2009/10/rapporto-di-michael-pike-23-gennaio-1978.pdf">Rapporto di Michael Pike, 23 gennaio 1978</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cantiere Pd: aspettando il 25 ottobre]]></title>
<link>http://famiglieditalia.wordpress.com/2009/10/12/cantiere-pd-aspettando-il-25-ottobre/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 07:06:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>umbertonapolitano</dc:creator>
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<description><![CDATA[E&#8217; iniziata ieri a Roma ufficialmente la campagna all&#8217;interno del Pd per l&#8217;elezion]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://famiglieditalia.wordpress.com/files/2009/10/bersani-franceschini-marino1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3724" title="bersani-franceschini-marino" src="http://famiglieditalia.wordpress.com/files/2009/10/bersani-franceschini-marino1.jpg" alt="bersani-franceschini-marino" width="420" height="200" /></a><a href="http://famiglieditalia.wordpress.com/files/2009/10/bersani-franceschini-marino.jpg"></a></p>
<p style="text-align:justify;">E&#8217; iniziata ieri a Roma ufficialmente la campagna all&#8217;interno del <strong>Pd</strong> per l&#8217;elezione del nuovo segretario; campagna che vedrà i suoi due momenti più importanti il <strong>16 ottobre</strong>, il giorno prescelto per il match televisivo fra i tre aspiranti  ed il <strong>25 ottobre</strong>, data  stabilita per le primarie: <strong>Bersani, Marino e Franceschini&#8230;</strong> tre uomini al confronto per un solo posto, quello del condottiero che avrà il compito di chiudere un cantiere aperto il <strong>14 ottobre 2007</strong> grazie ad  un&#8217;intuizione di <strong>Michele  Salvati</strong>, sostenuta da <strong>Prodi</strong> ed attuata da <strong>Veltroni</strong>, ma non ancora giunto al suo reale compimento.<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Il Partito democratico nacque dall&#8217;incontro di gruppi provenienti dai due principali partiti politici della storia della nostra Repubblica: il Partito Comunista Italiano e la Democrazia Cristiana, ereditandone la cultura socialdemocratica e quella cristiano-sociale, con l&#8217;aggiunta di qualche riminiscenza di alcune sensibilità democratiche-socialiste, socio-liberali ed ambientaliste. Insomma, l&#8217;attuazione del grande progetto, o compromesso storico, a suo tempo tanto agognato dal compianto <strong>Aldo Moro</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://images.google.it/imgres?imgurl=http://www.ottavianesi.it/wp-content/immagini/Bersani.jpg&#38;imgrefurl=http://www.ottavianesi.it/2009/09/21/nel-pd-ottavianese-bersani-e-lasso-piglia-tutto/&#38;usg=__I_YEUTvXZY2wxPHCwYNTLSVDcHo=&#38;h=377&#38;w=500&#38;sz=30&#38;hl=it&#38;start=2&#38;tbnid=UgQNBN77h5MHaM:&#38;tbnh=98&#38;tbnw=130&#38;prev=/images%3Fq%3DBersani%2BFranceschini%2BMarino%26gbv%3D2%26hl%3Dit%26safe%3Doff%26sa%3DG"><img class="alignleft" style="border-bottom:1px solid;border-left:1px solid;border-top:1px solid;border-right:1px solid;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:UgQNBN77h5MHaM:http://www.ottavianesi.it/wp-content/immagini/Bersani.jpg" alt="" width="130" height="98" /></a>Ritornando alla giornata di ieri, vorrei riassumere il succo degli interventi dei tre antagonisti rimasti in lizza per l&#8217;ambito incarico ed impegnativo compito. Userò una scaletta di presentazione esattamente opposta a quella &#8221; andata in onda &#8221; ieri, cominciando proprio da colui che ha concluso&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ignazio Marino: i</strong>l Pd, ha esordito, deve saper aprire le porte alle &#8221;<strong>energie della sinistra, alle forze socialiste, ambientaliste, radicali&#8221;</strong>.  Il Partito per proporsi come alternativa credibile alla destra non può puntare alla <strong>&#8220;</strong> <strong>vecchia Unione &#8220;</strong> che, secondo lui, sarebbe &#8221; <strong>indigesta agli elettori</strong> &#8220;, ma, riprendendo esattamente le sue parole&#8230; &#8221; deve recuperare chi si e&#8217; allontanato e chi se ne e&#8217; andato , accogliere più liberamente tutte le energie della sinistra e democratiche, le forze socialiste, ambientaliste e radicali. Costruire con loro un partito aperto, largo, con dentro posizioni più radicali e più moderate, e trovare la sintesi delle scelte praticando la democrazia partecipata, chiamando gli iscritti e i militanti alla responsabilità del confronto e della decisione&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Commento</strong>: boh, secondo me, un bel cocktail per puntare esattamente a ciò a cui afferma di non voler puntare, ovvero alla &#8221; vecchia Unione &#8220;&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dario Franceschini</strong>: &#8220;&#8230; Oggi siamo un partito, nel senso più autentico della parola. Partito non è una parola di cui vergognarsi. È una parola che trasmette forza, che trasmette energia. L&#8217;onore e l&#8217;orgoglio più grande è essere stati chiamati a servire il proprio partito quando tutto sembra perduto. Quello è il momento in cui fare un passo avanti per dire sono qua, ci proverò e ce la faremo a salvare il nostro partito&#8221;&#8230; quindi ha proseguito attaccando l&#8217;operatività del governo colpevole di aver occultato la crisi senza adottare misure per contrastarla, senza dimenticarsi la solita frecciata a <strong>Berlusconi</strong>, definito &#8221; <strong>ominicchio </strong>&#8221; per il caso&#8221; <strong>Rosi Bindi</strong> &#8220;, non per  &#8221; antiberlusconismo &#8220;, ma &#8220; per dire la verità &#8220;&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Commento</strong>: boh, secondo me, niente di nuovo all&#8217;orizzonte&#8230;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pier Luigi Bersani</strong>: &#8220;Adesso abbiamo tre cose da fare- dice- rinnovare e rafforzare noi stessi, <strong>riaprire il cantiere dell&#8217;Ulivo</strong> con movimenti politici e civici disposti al dialogo con noi; lavorare per un quadro ampio di alleanze politiche. Noi - aggiunge - non vogliamo fare da soli né ci immaginiamo da soli nel futuro. Penso anzi che dobbiamo proporre già con il nostro congresso ampie alleanze democratiche e di progresso per le prossime elezioni regionali<strong>&#8220;&#8230; </strong>&#8220;Nel Paese è aperta una grande questione sociale alla quale dobbiamo dare voce, per ragioni di giustizia,  giungere ad una politica di apertura con un profilo nostro, senza trattini o divisione dei compiti, con un nostro modo di rivolgerci a tutta l&#8217;area del centrosinistra e a quella parte dei ceti popolari che fino a qui hanno guardato a destra&#8221;&#8230; <strong>questo è il nostro mestiere</strong>. &#8220;</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Commento</strong>: beh, un discorso  onesto e coerente, senza bisogno di occultare, mascherandolo con abiti nuovi, il ripristino di un vecchio progetto in qualche modo vincente, quale fu a suo tempo l&#8217;Unione&#8230; il coraggio di riappropriarsi della propria identità senza vergognarsi e &#8230; di dire le cose come effettivamente sono.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Umberto Napolitano</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em><a title="Il sito ufficiale di Famiglie d’Italia" rel="me" href="http://www.famiglieditalia.it/" target="_blank"><img title="Il sito ufficiale di Famiglie d’Italia" src="http://www.umbertonapolitano.com/famiglie.gif" alt="Famiglie d’Italia" /></a> – click on -</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Comunicazione giornaliera ( fino alla noia e fin che dura l’emergenza) per tutti coloro che potrebbero aderire: </em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://famiglieditalia.wordpress.com/2009/09/15/2009/09/14/2009/09/13/2009/09/11/2009/09/10/2009/09/09/2009/09/07/2009/08/16/2009/08/14/2009/08/13/2009/08/10/2009/08/08/2009/08/07/2009/08/01/2009/07/31/2009/07/30/2009/07/29/2009/07/28/2009/07/26/2009/07/25/2009/07/24/2009/07/22/2009/07/21/2009/07/20/adottiamo-una-famiglia-in-difficolta-offrendole-una-spesa-al-mese/www.fisac.it/immagini/TRIVENETO/solidarieta%2520001.jpg&#38;h=253&#38;w=272&#38;q=solidariet%C3%A0&#38;babsrc=home"><img class="alignleft" src="http://images.google.com/images?q=tbn:0E5HEX_Xx9YuXM:www.fisac.it/immagini/TRIVENETO/solidarieta%2520001.jpg" alt="{img_a}" width="113" height="105" /></a>… <strong>Adottiamo una famiglia in difficoltà… </strong>è un’iniziativa che invita<strong> </strong>ogni famiglia a cui avanzi qualche euro, invece di depositarlo tutto sul proprio conto corrente, ad adottare una famiglia che conosce e che sa che è in difficoltà. Può accompagnarla una volta al mese ad un supermarket ed offrirle la spesa, adottando la formula, per non offendere, ” … a buon rendere, non si sa mai… “. Otterrà due risultati: aiutare chi ha bisogno ed immettere del denaro nel mercato. Questo consentirà di vivere meglio la crisi e di facilitarne una via d’uscita. <strong>State certi che ciò che avrete dato non sarà stato sprecato ed, in qualche modo, lo vedrete restituito.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>” Adottiamo una famiglia in difficoltà ” </strong>è una proposta che non avrà un adeguato appoggio mediatico<strong>, </strong>ma che voi sarete in grado di far conoscere ed apprezzare con il vostro agire e con l’impegno di spargerne parola.  Noi di  Famiglie d’Italia lo ricorderemo ogni giorno da questo blog e voi, in qualche modo, fatemi sapere se l’iniziativa prenderà corpo, usando l’anonimato più discreto…<strong> grazie!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[La señal.]]></title>
<link>http://nabaizaleok.wordpress.com/2009/10/08/la-senal/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 08:31:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>nabaizaleokbost</dc:creator>
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<description><![CDATA[En Italia, las señales son importantes. Cuando en 1950 apareció acribillado el bandido Salvatore Giu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[En Italia, las señales son importantes. Cuando en 1950 apareció acribillado el bandido Salvatore Giu]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Que se bifurcan]]></title>
<link>http://perurealfonso.wordpress.com/2009/10/06/que-se-bifurcan/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 20:35:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>alfonsodezamora</dc:creator>
<guid>http://perurealfonso.wordpress.com/2009/10/06/que-se-bifurcan/</guid>
<description><![CDATA[Para N., N. y F., en su país de Italia. «Ieri sera, uscendo per una passeggiata, ho visto nella crep]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para N., N. y F., en su país de Italia.</p>
<p style="text-align:right;"><em>«Ieri sera, uscendo per una passeggiata, ho visto nella crepa di un muro una lucciola.»</em><br />
<span style="color:#888888;">Ayer por la tarde, cuando salí a dar un paseo, he visto una luciérnaga en la grieta de una tapia.</span><br />
Leonardo Sciascia, <em><a href="http://blocs.mesvilaweb.cat/node/view/id/80626" target="_blank">L&#8217;affaire Moro</a> </em>(1978).</p>
<p style="text-align:center;">&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">
<div id="attachment_2884" class="wp-caption alignleft" style="width: 223px"><a href="http://www.flickr.com/photos/40580475@N02/3734781164/in/set-72157621547127863/"><img class="size-medium wp-image-2884" title="Fabrizio Clerici Autoritratto 1945" src="http://perurealfonso.wordpress.com/files/2009/10/fabrizio-clerici-autoritratto-1945.jpg?w=213" alt="«Fabrizio Clerici, 'Autorittrato, 1945», foto de Aron Mendez, 19 de julio de 2009." width="213" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">«Fabrizio Clerici, &#39;Autorittrato, 1945», foto de Aron Mendez, 19 de julio de 2009.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Con cierta regularidad, la ciudadanía debe ponerse a recorrer la propia ciudad de la manera más efectiva: perdiéndose. Deberá abstraerse del cambio de línea por estar leyendo un libro (un libro del revés, que empieza en la derecha y acaba en la izquierda o quizá que cuenta primero el futuro para rematar su argumento en el pasado) y tener que bajarse a las voleras en San Bernardo (cuando tenía que haber hecho trasbordo en Ópera, aunque no sabe muy bien por qué, ahora que cae en la cuenta). Allegarse hasta Alonso Martínez con la justificada sospecha de que no podrá estar a la hora en Ciudad Lineal para seguir a Canillejas (y se equivoca: vuela, a veces vuela) y, con las panorámicas de la eterna obra incivil que es esta ciudad más suya que ninguna, intentar adivinar dónde recala el autobús que le llevará a un Barajas donde, por primera vez, llegará para no irse. Aprendido el autobús a Canillejas, volverá cumplida la despedida aeroportuaria para ver si es verdad que desde esa zona de guerra (la decencia cívica contra la alegría presupuestaria de todas nuestras administraciones –crimen de leso erario público–; por ejemplo, he ahí una buena guerra) hay algún autobús que sea artífice de la prístina transformación que busca: transformar la ignorancia de la propia ciudad (tan ancha y tan ajena como un mundo cualquiera) en un reconocimiento que, sin hacernos mejores, nos haga más ciertos. Y lo encontrará. El autobús, no necesariamente el reconocimiento. De Canillejas, pues, adonde la calle de Alcalá se confunde casi con el extraradio. Un paso fugaz por el Invernadero de las Ciencias sito en Albasanz de donde se cobra un buen botín: <em>Les Traditions de l&#8217;hébreu des communautes juives du sud-ouest de la France</em> –tomo primero–, realmente en hebreo israelí pero al gálico modo van más rápidos los dedos dactilógrafos; <em>L&#8217;Hébreu au temps de la Renaissance</em> –viejo conocido; tomo políglota con cierta mayoría francófona–; <em>Hebrew through the Ages: In memory of Shoshanna Bahat</em>, de estricta observancia israelófona que los autores llamarían seguramente hebreófona.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcha (otro autobús, hasta el Retiro) para desenvolver toda una aventura tan cívica como literaria. En una ciudad no tan lejana, se hacen en cierta librería unos paquetes tan dignos de elogio (con modesto papel de color acartonado y mucha maña) que no merecen otra cosa que ser fotografiados. Se le ocurre fugazmente, no siendo él fotógrafo (el ciudadano correcaminos no sabe muy bien lo que es: por eso pregunta, inquiere, barrunta, solicita –como el amor a la palma–, no tanto por saber lo que él sea sino porque lo que sí sabe es que son los demás, cuáles sus destrezas, cuántas –innúmeras– sus cortesías); no siendo él fotógrafo (decíamos) se le ocurre cómo sería fotografiar al fotógrafo. ¿Se parecerá acaso a escribir al escriba? Pide que le fotografíen el libro envuelto con tanto brío de mano experta como enviado con amor cierto («distintas son las hablas y distintos los hombres, &#38;c.»). A la fotografía (que ya llegará: la vida apremia y las facturas la persiguen; eso tiene la independencia: siempre se paga. A primeros de mes, concretamente); a la fotografía (decíamos) no le falta menos amor que al envío. Luego, pero será bien luego, el ciudadano que empieza a encontrarse encontrará una luciérnaga en el libro. Pero será luego.<br />
Ahora recorre un par de calles: le verías bajar entre señoras, señoronas, señoritas. Carne del <em>Hernani </em>que hace esquina no muy lejos. Al final del recorrido, bifronte y anticuario, el complejo donde, de cada lado (Serrano y Recoletos) se guarda la presunta memoria de la nación: se reconstruye, se vilipendia a veces, se difumina a ciencia cierta o mentirosa. Del lado de Recoletos, en la presunta Sala Hipóstila (tantas cosas presuntas en esta casa encantada: la memoria de los libros, por ejemplo. ¿Y la memoria de los lectores?) se alinean, con pies de foto de ciencia discreta nomás, las memorias (¿la memoria?) de los judíos españoles, en este caso sin disputas teológicas, pues español es todo aquel que vive y trabaja en España (y si no lo es debería serlo) y los que salen en las fotos son esos españoles de confesión judía (pues así se confiesan en estas fotos, cuya razón de estar juntas es precisamente el judaísmo de sus protagonistas). Es una formación profesional y muy personal. El ciudadano, que se pensaba a punto de encontrarse, casi vuelve a perderse.</p>
<p style="text-align:justify;">Es una foto fechada con imprecisión impropia en 1950 y ubicada, con la misma imprecisión, en el Larache aún protegido por España. El aula es «moderna» (supone el ciudadano que esa sería la forma de describirla en su momento). Todos los presentes, posibles docentes, seguros discentes, todos con blusón de escolar de la época (ventanas amplias y luminosas a la derecha de la composición) estarían dando clase de hebreo. De hebreo moderno. En sus pupitres, los niños aprenderían los distintos poseedores de una pera (quizá la forma del posesivo; quizá los tiempos del imperativo de «decir» con partículas ya entonces arcaicas de cortesía verbal). Cree el ciudano que ve, en los protagonistas de la historieta en esa pizarra, quizá de la Escuela «Yehuda Haleví» del Larache de los años 50, época aún del Protectorado Español, sombreros <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Srulik" target="_blank">Témbel</a> </em>pero seguro que es pura formación profesional (que está a dos letras tan solo de la deformación). Al lado izquierdo de la pizarra, se habla de los «pantalones»: eso y la partícula de genitivo no hace esta clase de hebreo para niños judíos del Protectorado Español una lección muy talmúdica. Encima, fácilmente reconocible, una fotografía enmarcada del dictador Franco con uniforme del ejército colonial español.<br />
En un primer momento, se le pasa al ciudadano el detalle: no tiene costumbre de según qué aljamiados. Pero ahora sí, y lo lee:</p>
<p style="text-align:center;">ארריבה איספאניא<br />
ויוה פראנקו</p>
<p style="text-align:justify;">Con su ויוה vocalizado. Lo demás, ni falta hace: «Arriba España. Viva Franco».<br />
No puede volverse a casa uno <a href="http://perurealfonso.wordpress.com/2008/09/28/la-inmarcesible-banalidad-del-mal/" target="_blank">tranquilo</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vicini al ventennio - Il Fatto Quotidiano]]></title>
<link>http://anidridecarbonica.wordpress.com/2009/10/04/vicini-al-ventennio-il-fatto-quotidiano/</link>
<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 17:00:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>anidridecarbonica</dc:creator>
<guid>http://anidridecarbonica.wordpress.com/2009/10/04/vicini-al-ventennio-il-fatto-quotidiano/</guid>
<description><![CDATA[Giancarlo Santalmassi ha scritto un articolo pubbblicato su Il Fatto Quotidiano del 3/10/2009. Posto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1397" title="Il_Fatto_Quotidiano" src="http://anidridecarbonica.wordpress.com/files/2009/10/il_fatto_quotidiano.jpg?w=300" alt="Il_Fatto_Quotidiano" width="300" height="214" /></p>
<p><strong>Giancarlo Santalmassi</strong> ha scritto un articolo pubbblicato su  <strong>Il Fatto Quotidiano</strong> del 3/10/2009.</p>
<p>Posto una parte. Buona lettura</p>
<p>&#8220;È un momento molto angoscioso quello che sta vivendo in <strong>Italia </strong>l’<strong>informazione</strong>. Messa a dura prova da <strong>Silvio Berlusconi</strong>, capo azienda prima, poi capopartito, capocoalizione e capo del <strong>governo</strong>. E da quello che sta facendo come capo del <strong>governo </strong>e come imprenditore. Una legge limitatrice delle <strong>intercettazioni </strong>(che amputa i magistrati dell’esercizio efficace della funzione investigativa e priva l’<strong>opinione pubblica</strong> di avere notizia delle indagini più importanti). E, ancora più insidioso, l’invito fatto da <strong>Silvio Berlusconi</strong>, imprenditore, editore e presidente del consiglio, di non dare <strong>pubblicità </strong>ai <strong>giornali </strong>che dubitano delle dichiarazioni ottimistiche della maggioranza e del governo sulla crisi finanziaria economica e industriale.</p>
<p>Per dirla in termini anglosassoni: che cani da guardia (<strong>watch-dog</strong>) potranno essere quelli cui stanno togliendo i canini e i latrati? C’è da dubitare della loro efficacia. Se i giornalisti devono essere i cani da guardia del potere, che informazione ci sarà in <strong>Italia </strong>se a loro tolgono il diritto alla notizia, la libertà di ottenerla e la libertà di pubblicarla? È l’antica questione se l’editore giornalistico sia meglio puro (che vive solo del suo giornale) o impuro, quello per il quale l’editoria giornalistica è solo una parte delle sue attività industriali. In Italia una questione antica e moderna.</p>
<p>Negli anni ’60 un petroliere editore assicurò la sua neutralità alla nascita del centrosinistra guidato da <strong>Aldo Moro</strong> in cambio di agevolazioni nel settore del gas per usi domestici. Due anni fa <strong>Dolce e Gabbana</strong>, di fronte a una critica ben argomentata de <strong>Il Sole 24 Ore</strong> sulla qualità del cibo servito nel loro nuovo ristorante, ritirarono il loro intero <strong>budget pubblicitario</strong> destinato a quel giornale&#8221;.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[LIBRO Due volte prigioniero.]]></title>
<link>http://lcavicenza.wordpress.com/2009/09/24/due-volte-prigioniero/</link>
<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 19:25:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucia</dc:creator>
<guid>http://lcavicenza.wordpress.com/2009/09/24/due-volte-prigioniero/</guid>
<description><![CDATA[Un ritratto psicologico di Aldo Moro nei giorni del rapimento. In libreria dal 23 settembre 2009, gi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2 style="margin-bottom:0;"><img class="alignleft size-full wp-image-473" title="libro_moro" src="http://lcavicenza.wordpress.com/files/2009/09/libro_moro1.jpg" alt="libro_moro" width="150" height="210" />Un ritratto psicologico di Aldo Moro nei giorni del rapimento.</h2>
<p style="margin-bottom:0;">In libreria dal 23 settembre 2009, giorno del 93° compleanno di Moro, il libro «Due volte prigioniero. Un ritratto psicologico di Aldo Moro nei giorni del rapimento», interessante volume Lindau (pp. 210, euro 16) firmato da Rocco Quaglia: psicologo, psicoterapeuta e docente di psicologia dinamica all’università di Torino. <br />
Per la prima volta le lettere inviate dallo statista durante la prigionia vengono esaminate non come testi politici da decifrare, ma come gli scritti di un uomo che ogni giorno si confronta con la morte, con il senso della propria esistenza e di quella delle persone più care.<br />
In questo modo il volume evidenzia come Moro fu «due volte prigioniero»: delle Brigate Rosse e dell’immagine che di lui venne ostinatamente diffusa, vale a dire di una persona incapace di dominare l’emotività e preda dell’istinto di sopravvivere.</p>
<p style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.avvenire.it/Cultura/aldo+moro+non+era+un+pauroso_200909220846259500000.htm" target="_blank">Vai alla presentazione dell&#8217;autore, Rocco Quaglia</a></p>
<p style="margin-bottom:0;"><a href="http://wp.me/pBc3M-E">Vai alla pagina dedicata ad Aldo Moro</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Riceviamo e pubblichiamo - da Ufficio stampa ADC: COMUNICATO STAMPA 22-09-09]]></title>
<link>http://termoli.wordpress.com/2009/09/23/riceviamo-e-pubblichiamo-da-ufficio-stampa-adc-comunicato-stampa-adc-22-09-09/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 12:56:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Achab</dc:creator>
<guid>http://termoli.wordpress.com/2009/09/23/riceviamo-e-pubblichiamo-da-ufficio-stampa-adc-comunicato-stampa-adc-22-09-09/</guid>
<description><![CDATA[COMUNICATO STAMPA 22-09-09 Alberto Montano, vice-segretario nazionale ADC, e Ferdinando Manna, culto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[COMUNICATO STAMPA 22-09-09 Alberto Montano, vice-segretario nazionale ADC, e Ferdinando Manna, culto]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA['Io boss, cercai di salvare Moro']]></title>
<link>http://sottoosservazione.wordpress.com/2009/09/23/io-boss-cercai-di-salvare-moro/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 09:31:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>sottoosservazione</dc:creator>
<guid>http://sottoosservazione.wordpress.com/2009/09/23/io-boss-cercai-di-salvare-moro/</guid>
<description><![CDATA[Si chiama Francesco Fonti, e il suo nome in queste settimane rimbalza tra giornali e televisioni. Gr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-6502" title="images" src="http://sottoosservazione.wordpress.com/files/2009/09/images281.jpg" alt="images" width="150" height="111" />Si chiama Francesco Fonti, e il suo nome in queste settimane rimbalza tra giornali e televisioni. Grazie al dossier che ha consegnato alla Direzione nazionale antimafia, pubblicato da &#8220;<em>L</em>&#8216;<em>espresso</em>&#8221; <em>nel 2005, i magistrati della Procura di Paola e la regione Calabria hanno individuato il 12 settembre scorso, al largo della costa cosentina, il relitto di un mercantile carico di bidoni: il primo passo verso una verità che riguarda il traffico internazionale di scorie tossiche e radioattive. Un intreccio tra politica, servizi segreti e malavita organizzata.&#8221;Soltanto un aspetto, per quanto grave, della mia attività&#8221;, lo definisce Fonti (condannato a 50 anni di carcere, prima di iniziare la collaborazione con i giudici). E sempre Fonti, in queste ore delicate, decide di rivelare al nostro giornale un altro capitolo della sua vita criminale: <strong>il ruolo che avrebbe avuto nel tentativo di salvare la vita al presidente della Democrazia cristiana, Aldo Moro</strong>, rapito il 16 marzo 1978 dalle Brigate Rosse e trovato morto nel centro di Roma il 9 maggio seguente. Un compito, dice, affidatogli dal boss Sebastiano Romeo, dietro richiesta di una parte della Dc. Ecco il drammatico racconto, in prima persona, di quelle tre settimane.</em> <!--more--></p>
<p>&#8220;Il mattino del 20 marzo 1978 si presenta nel mio appartamento a Bovalino, sulla costa jonica in provincia di Reggio Calabria, Giuseppe Romeo, fratello del boss Sebastiano che in quel momento è al vertice della famiglia di San Luca: &#8220;Sebastiano ti vuole incontrare immediatamente&#8221;, dice Giuseppe. E sono parole che non prevedono repliche. Sebastiano non è soltanto il mio capo, ma anche uno degli uomini più potenti della &#8216;ndrangheta. Dunque non discuto e obbedisco, ritrovandomi poco dopo seduto al tavolo ovale del suo salone. Sono preoccupato, non so cosa aspettarmi, ma lui non perde tempo: &#8220;Ciccio, hai visto questa brutta storia di Aldo Moro?&#8221;, dice. &#8220;Ecco, dobbiamo intervenire. Devi salire di corsa a Roma. Devi individuare, tramite i nostri paesani e i contatti che hai con questi cazzi di servizi segreti, dove si nascondono i brigatisti che hanno rapito il presidente&#8221;. <!-- OAS AD 'Middle' - gestione 180x150 square inside --></p>
<div id="adMiddle" style="display:none;"></div>
<p>Non mi lascia aprire bocca, Sebastiano. È innervosito dall&#8217;allarme nazionale procurato dal caso Moro, un clamore che sta disturbando gli affari della nostra organizzazione. &#8220;Ho ricevuto pressioni a due livelli&#8221;, spiega: &#8220;Mi hanno chiamato Riccardo Misasi e Vito Napoli (figure di spicco della Democrazia cristiana calabrese, ndr), ma anche certi personaggi da Roma&#8230;&#8221;. Non precisa chi sono, queste persone. Ribadisce, invece, che la missione è di importanza straordinaria, e non avrebbe accettato un mio fallimento.</p>
<p>Con questa premessa parto per la Capitale il giorno dopo. Salgo sulla mia Renault 5 Alpine grigia metallizzata e scarico i bagagli all&#8217;hotel Palace di via Nazionale, dove ho già soggiornato e dove consegno documenti falsi intestati a un inesistente Michele Sità. Poi mi metto in contatto con un agente del Sismi che si fa chiamare Pino: un trentenne atletico, alto circa un metro e ottanta, con capelli corti pettinati all&#8217;indietro. L&#8217;ho conosciuto anni prima tramite Guido Giannettini, il quale ha cercato di blandirmi per ottenere informazioni sulla gerarchia interna della &#8216;ndrangheta. Visto il solido rapporto tra me e Pino, gli chiedo cosa sappiano i servizi del caso Moro, e se abbiano scoperto dove si trovano i carcerieri delle Br. Lui risponde vago, dicendo che è una storiaccia, e che neppure lui è riuscito a capire come stiano le cose. In compenso, mi invita a parlare con il segretario della Democrazia cristiana Benigno Zaccagnini, il quale sta lavorando sotto traccia per aiutare Moro. Un&#8217;ipotesi diventata, poche ore dopo, un vero appuntamento.</p>
<p>Al termine di una giornata convulsa (durante un ultimo controllo alla Fiat 130 su cui viaggiava Moro, è stata trovata una terza borsa non elencata nel verbale della prima perquisizione) rivedo infatti l&#8217;agente Pino, che nel frattempo ha parlato con Zaccagnini. E mi dice di presentarmi il giorno dopo, alle 10 della mattina, al Café De Paris di via Veneto. Specificando: &#8220;In mano devi tenere la &#8220;Gazzetta del sud&#8221;", di cui mi consegna una copia. &#8220;In questo modo, il segretario ti riconoscerà facilmente&#8221;.</p>
<p><!-- inizio DATA --><strong>Il mattino del 22 marzo</strong>, mentre al Viminale si riunisce il Comitato tecnico operativo gestito dal ministro dell&#8217;Interno Francesco Cossiga, arrivo puntuale all&#8217;appuntamento. Mi siedo a un tavolino nel dehors del Cafè de Paris, e aspetto circa dieci minuti. Dopodiché arriva il segretario Zaccagnini: dà un&#8217;occhiata attorno, mi individua e si accomoda di fronte a me. Forse, penso, ha qualche indicazione chiave da riferirmi. Ma non è così: &#8220;È un brutto momento per la coscienza di tutto il mondo politico&#8221;, inizia senza neppure avermi detto buongiorno. Si vede che è imbarazzato, e irritato, per essere costretto a incontrare uno come me. &#8220;Mi creda&#8221;, prosegue, &#8220;non avrei mai immaginato un giorno di sedermi davanti a lei in qualità di petulante. Non sono mai sceso a compromessi, ma se sono venuto a incontrarla, significa che il sistema sta cambiando. Faccia in modo che quella di oggi non sia stata una perdita di tempo, ma piuttosto una svolta decisiva. Ci dia una mano e la Dc, di cui mi faccio garante, saprà sdebitarsi&#8221;. Poi sorseggia un sorso d&#8217;acqua, si alza per andarsene e aggiunge: &#8220;Noi non ci siamo mai incontrati&#8230; Se ci saranno notizie che vorrà darmi di persona, le dirà all&#8217;agente Pino&#8221;.</p>
<p>La mia risposta, visto l&#8217;atteggiamento scostante del segretario, è gelida. Mi limito a comunicargli che mi sono attivato per recuperare le informazioni utili. E aggiungo: &#8220;Sicuramente le nostre ricerche saranno fruttuose, e le saranno comunicate da me in prima persona&#8221;. Parole che pronuncio con convinzione. Non posso sapere che questa sarà la prima e unica volta che incontrerò Benigno Zaccagnini, e tantomeno che nelle settimane seguenti succederanno fatti anche per me sorprendenti.</p>
<p>A partire dall&#8217;incontro con un malavitoso capitolino, noto con il soprannome di &#8220;Cinese&#8221; per i baffetti alla mongola. Non so quale sia il suo vero nome, ma è certamente inserito nella celebre banda della Magliana. Me lo spiega il referente romano di Cosa nostra, Pippo Calò, il quale garantisce che può essermi utile: &#8220;Quelli sanno tutto?&#8221;, dice. E aggiunge che, in quelle stesse ore, anche Cosa Nostra sta lavorando per i politici romani all&#8217;individuazione dei carcerieri di Aldo Moro. &#8220;So bene che le promesse dei politici non vengono mantenute&#8221;, mi dice, &#8220;ma dobbiamo aiutarli per cercare di ottenere l&#8217;annullamento degli ergastoli inflitti ai nostri uomini&#8221;. Da parte mia, ho forti perplessità a trattare con la malavita romana, perché in Calabria si dice che con i romani si può mangiare e bere, ma non fare affari. Parlano troppo. Si vantano e cacciano tutti nei guai. Così, quando incontro il Cinese tramite Bruna P., una donna con la quale ho una relazione, e che ha un negozio di biancheria intima dove ricicla soldi della Magliana, sono molto prudente. Ci vediamo il<strong>25 marzo</strong>, giorno in cui le Br diffondono il loro secondo comunicato, in una birreria di via Merulana, a poche decine di metri da piazza San Giovanni. E il mio interlocutore non tarda a fare lo sbruffone: &#8220;Lo sanno tutti dove sono nascosti Mario Moretti e tutti gli altri!&#8221;, ride. Impugna un boccale di birra da un litro, e nonostante la delicatezza del tema parla a voce alta nel locale affollatissimo: &#8220;I rapitori di Moro si trovano in un appartamento in via Gradoli, dalle parti della Cassia&#8221;, dice. Non mi indica il numero esatto, ma in ogni caso non ha dubbi: &#8220;Se lo volessero trovare, Moro, non ci vorrebbe niente. Però chi lo vo&#8217; trovà, a quello?&#8221;, conclude con un&#8217;altra risata.</p>
<p>Inutile dire che rimango perplesso: da una parte mi fa divertire, come si comporta il Cinese, dall&#8217;altra temo di buttare il mio tempo. Com&#8217;è possibile, mi domando, che tutta la malavita di Roma sia al corrente di dove si trova il covo delle Brigate rosse? Ci vogliono ben altre conferme, penso, prima di contattare Zaccagnini; e anche per questo decido di parlare con Angelo Laurendi, un &#8216;ndranghetista di Sant&#8217;Eufemia D&#8217;Aspromonte che conosco da tempo e che spero possa darmi notizie interessanti. Una speranza, purtroppo, infondata, ma questo non significa che la nostra chiacchierata sia inutile. Angelo, infatti, mi accompagna sulla sua Lancia Appia nel comune di Ciampino, e per la precisione in un negozio di mobili il cui proprietario è Morabito di Reggio Calabria, un &#8216;ndranghetista di cui non conosco il nome di battesimo. È comunque in quel momento un uomo tarchiato, sulla quarantina abbondante, con la barba scura e una piccola cicatrice sullo zigomo. Mi accoglie cordiale e rispettoso in ufficio, e quando domando se gli risulta di un appartamento delle Brigate rosse in via Gradoli, annuisce: &#8220;Voi potete stare sicuro che qualcosa c&#8217;è, in via Gradoli&#8221;, dice. &#8220;Mi hanno detto che i brigatisti gestiscono un appartamento, lì, e probabilmente c&#8217;entra con Moro&#8221;.</p>
<p><!-- inizio DATA -->A questo punto, capisco che l&#8217;indicazione datami in prima battuta dalla banda della Magliana non è così improbabile. Perciò ricontatto l&#8217;agente Pino, gli faccio credere di non sapere ancora nulla, e insisto per ottenere nuovamente aiuto. Una richiesta che non può rifiutare, visto il nostro legame, tant&#8217;è che dopo avere premesso che sono in atto vari depistaggi, mi suggerisce di parlare con l&#8217;appuntato dei carabinieri Damiano Balestra, addetto all&#8217;ambasciata di Beirut sotto il comando del colonnello del Sismi Stefano Giovannone, il quale gli ha raccomandato di salvare a tutti i costi il presidente Moro (non a caso, in una sua lettera durante la prigionia, Moro invoca proprio l&#8217;intervento di Giovannone, <em>ndr</em>). &#8220;Balestra ha ottime fonti&#8221;, dice l&#8217;agente Pino. E non sta esagerando. Ne ho la riprova quando ci vediamo tutti e tre (io, Pino e Balestra) negli ultimissimi giorni di marzo, davanti a un bar nel quartiere romano dell&#8217;Alberone, dalle parti di via Tuscolana. È pomeriggio, e parliamo a bordo della Lancia di Pino. Il discorso dell&#8217;appuntato Balestra è chiarissimo: &#8220;Io sto dando l&#8217;anima&#8221;, dice, &#8220;per arrivare alla liberazione del presidente, ma continuo a sbattere contro un muro. Ogni informazione che ricevo è vera e falsa allo stesso tempo. Non distinguo più tra chi mi vuole aiutare e chi cerca di farmi girare a vuoto. In più c&#8217;è la guerra politica, con i socialisti che vogliono vivo Moro, e gran parte della Dc che finge di volerlo liberare&#8221;. Poi sussurra: &#8220;In questo covo di cui si vocifera, in via Gradoli 96, non abita nessuno. O almeno, così dice chi ha verificato (un primo sopralluogo in via Gradoli 96 è avvenuto il 18 marzo: sono stati perquisiti tutti gli appartamenti tranne quello affittato dalle Br,dove l&#8217;inquilino non ha risposto al campanello e gli agenti se ne sono andati,<em>ndr</em>)&#8221;. In ogni caso, insiste Balestra, ha la certezza che in quella casa bazzichino i brigatisti, anche se non sono stati fermati.</p>
<p>È qui che capisco quanto la mia trasferta romana rischi di essere inutile. Il dramma di Moro campeggia sulle prime pagine dei giornali, i partiti si mostrano formalmente costernati, ma dietro le quinte si consuma qualcosa di inconfessabile. Chi si batte veramente, con tutte le forze, per individuare i covi delle Br, non viene appoggiato. Anche se è una persona seria come il democristiano siciliano di corrente fanfaniana Benito Cazora (scomparso nel 1999, <em>ndr</em>); un parlamentare che cerca di incontrare chiunque possa svelargli dove si nascondano i brigatisti e dove sia segregato Moro. Tra gli altri, il deputato parla con un certo Salvatore Varone, &#8216;ndranghetista che noi chiamavamo Turi, ma che si presenta a Cazora come Rocco, incontrandolo in varie occasioni delle quali non conosco i particolari.</p>
<p>Posso invece riferire, per quel che mi riguarda, che contatto l&#8217;onorevole Cazora tramite Morabito di Ciampino, il quale dice che questo parlamentare &#8220;sta impazzendo per avere informazioni sul presidente Moro&#8221;. Fisso quindi un incontro con lui a Roma, nel ristorante Rupe Calpurnia, dove noi &#8216;ndranghetisti abbiamo festeggiato il compleanno dell&#8217;affiliato Rocco Sergi. Il nostro dialogo è breve e teso, e si svolge in presenza degli &#8216;ndranghetisti Morabito e Laurendi. Cazora è angosciato, in effetti. Mi spiega che ha già parlato con un altro calabrese, Rocco, e che è perplesso perché ha fatto lo spaccone: &#8220;Sostiene&#8221;, mi dice Cazora, &#8220;che può recuperare informazioni visto che i calabresi a Roma sono 400 mila, e perciò possono controllare il territorio&#8217;. Io, dentro di me, penso che sono strane frasi, per uno come Varone che nella &#8216;ndrangheta conta come il due di picche. In ogni caso, non faccio commenti perché non so chi frequenti Varone. Mi limito a informare il deputato che mi sto muovendo, dietro un mandato politico, per trovare il covo dei brigatisti, anche se non ho notizie certe. Al che lui risponde: &#8220;Mi auguro sinceramente che abbiate più fortuna di me, grazie alle vostre amicizie&#8221;. Intanto i giorni passano, e la situazione si fa sempre più drammatica. Il 29 marzo le Brigate rosse recapitano il terzo comunicato, con allegata una lettera di Aldo Moro per il ministro dell&#8217;Interno Cossiga. Il 4 aprile tocca a un quarto comunicato, trovato con l&#8217;angosciante missiva in cui Moro si rivolge a Zaccagnini (sulla trattativa per la liberazione, il presidente scrive: &#8220;Tener duro può apparire più appropriato, ma una qualche concessione è non solo equa, ma anche politicamente utile. Come ho ricordato in questo modo civile si comportano moltissimi Stati. Se altri non ha il coraggio di farlo, lo faccia la Dc che, nella sua sensibilità ha il pregio di indovinare come muoversi nelle situazioni più difficili. Se così non sarà, l&#8217;avrete voluto e, lo dico senza animosità, le inevitabili conseguenze ricadranno sul partito e sulle persone&#8221;, <em>ndr</em>). È evidente, dopo simili parole, che il dramma del sequestro rischia di incanalarsi verso la peggiore conclusione, e io stesso temo di fallire la missione. Ma mentre il clima si invelenisce, e le speranze di salvare Moro diminuiscono, mi ricontatta l&#8217;agente Pino per farmi sapere che Giuseppe Sansovito, numero uno (piduista, <em>ndr</em>) del Sismi, ha espresso il desiderio di parlarmi. E così accade. Di lì a poco, Pino mi porta dal capo a Forte Braschi, e dopo un dialogo interlocutorio Santovito mi chiede se ho notizie precise riguardo a un appartamento in via Gradoli 96. Gli rispondo che, in effetti, ho sentito questo indirizzo da amici, e lui commenta: &#8220;Tutto vero, Fonti: è giunto il momento di liberare il presidente Moro&#8221;. In ogni caso, aggiunge congedandomi, &#8220;teniamoci in contatto tramite Pino&#8221;.</p>
<p>La mattina dopo, quella di domenica 9 aprile (o di lunedì 10, non vorrei sbagliarmi), lascio la Capitale e mi precipito a San Luca da Sebastiano Romeo. Sono soddisfatto perché non soltanto so dove probabilmente sono nascosti i brigatisti, ma c&#8217;è anche il preannuncio datomi dal colonnello Santovito della futura liberazione del presidente Moro. Quando però incontro Sebastiano, lui ascolta con attenzione il mio resoconto per una mezz&#8217;ora, dopodiché mi stronca: &#8220;Sei stato bravo&#8221;, riconosce. &#8220;Peccato che da Roma i politici abbiano cambiato idea: dicono che, a questo punto, dobbiamo soltanto farci i cazzi nostri&#8221;. Una frase assurda, imprevedibile, che lì per lì incasso in silenzio, ma che di fatto vanifica il mio lavoro nella Capitale. Sono stanchissimo, amareggiato. Ho indagato come si deve, a Roma, e adesso dovrei fottermene come se ne fotte l&#8217;intera classe politica. Ci provo con tutto il cuore, ma non ci riesco: sono un &#8216;ndranghestista di primo livello con tanto di sgarro (indispensabile per accedere al massimo livello dell&#8217;organizzazione, ndr), ma sono anche una persona che sa dire di no, a volte: e questa è una di quelle volte. Dopo l&#8217;incontro con Romeo, dunque, torno a Bovalino e telefono alla Questura di Roma, presentandomi al centralinista come Rocco. &#8220;Andate a Roma, in via Gradoli al numero 96&#8243;, scandisco, &#8220;e troverete i carcerieri di Aldo Moro&#8221;. &#8220;Da dove sta chiamando?&#8221;, domanda il centralinista allarmato. &#8220;Chi parla? Chi è lei?&#8221;, insiste. Ovviamente non rispondo; abbasso la cornetta e provo a non pensarci più.</p>
<p>Una promessa impossibile da mantenere. Poco dopo, il 18 aprile 1978, il covo di via Gradoli 96 viene scoperto per una strana perdita d&#8217;acqua. Dei brigatisti, come logico viste le premesse, non c&#8217;è traccia. E a questo punto so bene il perché: non c&#8217;è stata la volontà di agire. C&#8217;è invece, molti anni dopo, nel 1990, il mio incontro nel carcere di Opera (provincia di Milano, <em>ndr</em>) con il capo delle Br Mario Moretti, colui che ha ammesso di avere ucciso il presidente Moro, assieme al quale frequento casualmente un corso di informatica. I nostri rapporti si fanno presto cordiali, piacevoli; lui sa esattamente chi sono e mi rispetta. Io pure. Finché un giorno, mentre armeggiamo al computer, una guardia gli consegna una busta e annuncia: &#8220;Moretti, c&#8217;è la solita lettera&#8221;. Lui la apre senza nascondersi, estrae un assegno circolare, lo firma sul retro per girarlo all&#8217;ufficio conti correnti che permette l&#8217;incasso, e mi dice: &#8220;Questa, Ciccio, è la busta paga che arriva puntualmente dal ministero dell&#8217;Interno&#8221;. Frase che all&#8217;istante scambio per una battuta, per uno scherzo tra carcerati: sbagliando. Qualche tempo dopo, un brigadiere che credo si chiami Lombardo mi confida che, per recapitare soldi a Moretti, lo hanno fatto risultare come un insegnante di informatica, e in quanto tale è stato retribuito. L&#8217;ennesimo mistero tra i misteri del caso Moro, dico a me stesso; l&#8217;ennesima zona grigia in questa storia tragica.</p>
<p>testimonianza di Francesco Fonti raccolta da Riccardo Bocca</p>
<p><a href="http://espresso.repubblica.it/dettaglio/io-boss-cercai-di-salvare-moro/2110299//0">http://espresso.repubblica.it/dettaglio/io-boss-cercai-di-salvare-moro/2110299//0</a></p>
<p> </p>
<p><!-- inizio DATA --></p>
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<title><![CDATA['Io boss, cercai di salvare Moro' | L'espresso]]></title>
<link>http://hovistocosechevoiumani.wordpress.com/2009/09/22/io-boss-cercai-di-salvare-moro-lespresso/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 20:06:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>maxhki</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8216;Io boss, cercai di salvare Moro&#8217; | L&#8217;espresso. di Riccardo Bocca &#8211; 22 sette]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://espresso.repubblica.it/dettaglio/io-boss-cercai-di-salvare-moro/2110299&#38;ref=hpsp">&#8216;Io boss, cercai di salvare Moro&#8217; &#124; L&#8217;espresso</a>.</p>
<p><strong>di Riccardo Bocca &#8211; 22 settembre 2009</strong><br />
Il pentito della &#8216;ndrangheta Francesco Fonti rivela come, dietro richiesta di parte della Dc, cercò la prigione di Aldo Moro durante il suo rapimento: dai contatti con il Sismi a quelli con la banda della Magliana e Cosa Nostra. Fino all&#8217;incontro con il segretario Dc Benigno Zaccagnini. Tutto lavoro inutile&#8230;</p>
<p>Si chiama Francesco Fonti, e il suo nome in queste settimane rimbalza tra giornali e televisioni. Grazie al dossier che ha consegnato alla Direzione nazionale antimafia, pubblicato da &#8220;L&#8217;espresso&#8221; nel 2005, i magistrati della Procura di Paola e la regione Calabria hanno individuato il 12 settembre scorso, al largo della costa cosentina, il relitto di un mercantile carico di bidoni: il primo passo verso una verità che riguarda il traffico internazionale di scorie tossiche e radioattive. Un intreccio tra politica, servizi segreti e malavita organizzata.&#8221;Soltanto un aspetto, per quanto grave, della mia attività&#8221;, lo definisce Fonti (condannato a 50 anni di carcere, prima di iniziare la collaborazione con i giudici). E sempre Fonti, in queste ore delicate, decide di rivelare al nostro giornale un altro capitolo della sua vita criminale: il ruolo che avrebbe avuto nel tentativo di salvare la vita al presidente della Democrazia cristiana, Aldo Moro, rapito il 16 marzo 1978 dalle Brigate Rosse e trovato morto nel centro di Roma il 9 maggio seguente. Un compito, dice, affidatogli dal boss Sebastiano Romeo, dietro richiesta di una parte della Dc. Ecco il drammatico racconto, in prima persona, di quelle tre settimane.</p>
<p>&#8220;Il mattino del 20 marzo 1978 si presenta nel mio appartamento a Bovalino, sulla costa jonica in provincia di Reggio Calabria, Giuseppe Romeo, fratello del boss Sebastiano che in quel momento è al vertice della famiglia di San Luca: &#8220;Sebastiano ti vuole incontrare immediatamente&#8221;, dice Giuseppe. E sono parole che non prevedono repliche. Sebastiano non è soltanto il mio capo, ma anche uno degli uomini più potenti della &#8216;ndrangheta. Dunque non discuto e obbedisco, ritrovandomi poco dopo seduto al tavolo ovale del suo salone. Sono preoccupato, non so cosa aspettarmi, ma lui non perde tempo: &#8220;Ciccio, hai visto questa brutta storia di Aldo Moro?&#8221;, dice. &#8220;Ecco, dobbiamo intervenire. Devi salire di corsa a Roma. Devi individuare, tramite i nostri paesani e i contatti che hai con questi cazzi di servizi segreti, dove si nascondono i brigatisti che hanno rapito il presidente&#8221;.</p>
<p>Non mi lascia aprire bocca, Sebastiano. È innervosito dall&#8217;allarme nazionale procurato dal caso Moro, un clamore che sta disturbando gli affari della nostra organizzazione. &#8220;Ho ricevuto pressioni a due livelli&#8221;, spiega: &#8220;Mi hanno chiamato Riccardo Misasi e Vito Napoli (figure di spicco della Democrazia cristiana calabrese, ndr), ma anche certi personaggi da Roma&#8230;&#8221;. Non precisa chi sono, queste persone. Ribadisce, invece, che la missione è di importanza straordinaria, e non avrebbe accettato un mio fallimento.</p>
<p>Con questa premessa parto per la Capitale il giorno dopo. Salgo sulla mia Renault 5 Alpine grigia metallizzata e scarico i bagagli all&#8217;hotel Palace di via Nazionale, dove ho già soggiornato e dove consegno documenti falsi intestati a un inesistente Michele Sità. Poi mi metto in contatto con un agente del Sismi che si fa chiamare Pino: un trentenne atletico, alto circa un metro e ottanta, con capelli corti pettinati all&#8217;indietro. L&#8217;ho conosciuto anni prima tramite Guido Giannettini, il quale ha cercato di blandirmi per ottenere informazioni sulla gerarchia interna della &#8216;ndrangheta. Visto il solido rapporto tra me e Pino, gli chiedo cosa sappiano i servizi del caso Moro, e se abbiano scoperto dove si trovano i carcerieri delle Br. Lui risponde vago, dicendo che è una storiaccia, e che neppure lui è riuscito a capire come stiano le cose. In compenso, mi invita a parlare con il segretario della Democrazia cristiana Benigno Zaccagnini, il quale sta lavorando sotto traccia per aiutare Moro. Un&#8217;ipotesi diventata, poche ore dopo, un vero appuntamento.</p>
<p>Al termine di una giornata convulsa (durante un ultimo controllo alla Fiat 130 su cui viaggiava Moro, è stata trovata una terza borsa non elencata nel verbale della prima perquisizione) rivedo infatti l&#8217;agente Pino, che nel frattempo ha parlato con Zaccagnini. E mi dice di presentarmi il giorno dopo, alle 10 della mattina, al Café De Paris di via Veneto. Specificando: &#8220;In mano devi tenere la &#8220;Gazzetta del sud&#8221;", di cui mi consegna una copia. &#8220;In questo modo, il segretario ti riconoscerà facilmente&#8221;.</p>
<p>Il mattino del 22 marzo, mentre al Viminale si riunisce il Comitato tecnico operativo gestito dal ministro dell&#8217;Interno Francesco Cossiga, arrivo puntuale all&#8217;appuntamento. Mi siedo a un tavolino nel dehors del Cafè de Paris, e aspetto circa dieci minuti. Dopodiché arriva il segretario Zaccagnini: dà un&#8217;occhiata attorno, mi individua e si accomoda di fronte a me. Forse, penso, ha qualche indicazione chiave da riferirmi. Ma non è così: &#8220;È un brutto momento per la coscienza di tutto il mondo politico&#8221;, inizia senza neppure avermi detto buongiorno. Si vede che è imbarazzato, e irritato, per essere costretto a incontrare uno come me. &#8220;Mi creda&#8221;, prosegue, &#8220;non avrei mai immaginato un giorno di sedermi davanti a lei in qualità di petulante. Non sono mai sceso a compromessi, ma se sono venuto a incontrarla, significa che il sistema sta cambiando. Faccia in modo che quella di oggi non sia stata una perdita di tempo, ma piuttosto una svolta decisiva. Ci dia una mano e la Dc, di cui mi faccio garante, saprà sdebitarsi&#8221;. Poi sorseggia un sorso d&#8217;acqua, si alza per andarsene e aggiunge: &#8220;Noi non ci siamo mai incontrati&#8230; Se ci saranno notizie che vorrà darmi di persona, le dirà all&#8217;agente Pino&#8221;.</p>
<p>La mia risposta, visto l&#8217;atteggiamento scostante del segretario, è gelida. Mi limito a comunicargli che mi sono attivato per recuperare le informazioni utili. E aggiungo: &#8220;Sicuramente le nostre ricerche saranno fruttuose, e le saranno comunicate da me in prima persona&#8221;. Parole che pronuncio con convinzione. Non posso sapere che questa sarà la prima e unica volta che incontrerò Benigno Zaccagnini, e tantomeno che nelle settimane seguenti succederanno fatti anche per me sorprendenti.</p>
<p>A partire dall&#8217;incontro con un malavitoso capitolino, noto con il soprannome di &#8220;Cinese&#8221; per i baffetti alla mongola. Non so quale sia il suo vero nome, ma è certamente inserito nella celebre banda della Magliana. Me lo spiega il referente romano di Cosa nostra, Pippo Calò, il quale garantisce che può essermi utile: &#8220;Quelli sanno tutto?&#8221;, dice. E aggiunge che, in quelle stesse ore, anche Cosa Nostra sta lavorando per i politici romani all&#8217;individuazione dei carcerieri di Aldo Moro. &#8220;So bene che le promesse dei politici non vengono mantenute&#8221;, mi dice, &#8220;ma dobbiamo aiutarli per cercare di ottenere l&#8217;annullamento degli ergastoli inflitti ai nostri uomini&#8221;. Da parte mia, ho forti perplessità a trattare con la malavita romana, perché in Calabria si dice che con i romani si può mangiare e bere, ma non fare affari. Parlano troppo. Si vantano e cacciano tutti nei guai. Così, quando incontro il Cinese tramite Bruna P., una donna con la quale ho una relazione, e che ha un negozio di biancheria intima dove ricicla soldi della Magliana, sono molto prudente. Ci vediamo il25 marzo, giorno in cui le Br diffondono il loro secondo comunicato, in una birreria di via Merulana, a poche decine di metri da piazza San Giovanni. E il mio interlocutore non tarda a fare lo sbruffone: &#8220;Lo sanno tutti dove sono nascosti Mario Moretti e tutti gli altri!&#8221;, ride. Impugna un boccale di birra da un litro, e nonostante la delicatezza del tema parla a voce alta nel locale affollatissimo: &#8220;I rapitori di Moro si trovano in un appartamento in via Gradoli, dalle parti della Cassia&#8221;, dice. Non mi indica il numero esatto, ma in ogni caso non ha dubbi: &#8220;Se lo volessero trovare, Moro, non ci vorrebbe niente. Però chi lo vo&#8217; trovà, a quello?&#8221;, conclude con un&#8217;altra risata.</p>
<p>Inutile dire che rimango perplesso: da una parte mi fa divertire, come si comporta il Cinese, dall&#8217;altra temo di buttare il mio tempo. Com&#8217;è possibile, mi domando, che tutta la malavita di Roma sia al corrente di dove si trova il covo delle Brigate rosse? Ci vogliono ben altre conferme, penso, prima di contattare Zaccagnini; e anche per questo decido di parlare con Angelo Laurendi, un &#8216;ndranghetista di Sant&#8217;Eufemia D&#8217;Aspromonte che conosco da tempo e che spero possa darmi notizie interessanti. Una speranza, purtroppo, infondata, ma questo non significa che la nostra chiacchierata sia inutile. Angelo, infatti, mi accompagna sulla sua Lancia Appia nel comune di Ciampino, e per la precisione in un negozio di mobili il cui proprietario è Morabito di Reggio Calabria, un &#8216;ndranghetista di cui non conosco il nome di battesimo. È comunque in quel momento un uomo tarchiato, sulla quarantina abbondante, con la barba scura e una piccola cicatrice sullo zigomo. Mi accoglie cordiale e rispettoso in ufficio, e quando domando se gli risulta di un appartamento delle Brigate rosse in via Gradoli, annuisce: &#8220;Voi potete stare sicuro che qualcosa c&#8217;è, in via Gradoli&#8221;, dice. &#8220;Mi hanno detto che i brigatisti gestiscono un appartamento, lì, e probabilmente c&#8217;entra con Moro&#8221;.</p>
<p>A questo punto, capisco che l&#8217;indicazione datami in prima battuta dalla banda della Magliana non è così improbabile. Perciò ricontatto l&#8217;agente Pino, gli faccio credere di non sapere ancora nulla, e insisto per ottenere nuovamente aiuto. Una richiesta che non può rifiutare, visto il nostro legame, tant&#8217;è che dopo avere premesso che sono in atto vari depistaggi, mi suggerisce di parlare con l&#8217;appuntato dei carabinieri Damiano Balestra, addetto all&#8217;ambasciata di Beirut sotto il comando del colonnello del Sismi Stefano Giovannone, il quale gli ha raccomandato di salvare a tutti i costi il presidente Moro (non a caso, in una sua lettera durante la prigionia, Moro invoca proprio l&#8217;intervento di Giovannone, ndr). &#8220;Balestra ha ottime fonti&#8221;, dice l&#8217;agente Pino. E non sta esagerando. Ne ho la riprova quando ci vediamo tutti e tre (io, Pino e Balestra) negli ultimissimi giorni di marzo, davanti a un bar nel quartiere romano dell&#8217;Alberone, dalle parti di via Tuscolana. È pomeriggio, e parliamo a bordo della Lancia di Pino. Il discorso dell&#8217;appuntato Balestra è chiarissimo: &#8220;Io sto dando l&#8217;anima&#8221;, dice, &#8220;per arrivare alla liberazione del presidente, ma continuo a sbattere contro un muro. Ogni informazione che ricevo è vera e falsa allo stesso tempo. Non distinguo più tra chi mi vuole aiutare e chi cerca di farmi girare a vuoto. In più c&#8217;è la guerra politica, con i socialisti che vogliono vivo Moro, e gran parte della Dc che finge di volerlo liberare&#8221;. Poi sussurra: &#8220;In questo covo di cui si vocifera, in via Gradoli 96, non abita nessuno. O almeno, così dice chi ha verificato (un primo sopralluogo in via Gradoli 96 è avvenuto il 18 marzo: sono stati perquisiti tutti gli appartamenti tranne quello affittato dalle Br,dove l&#8217;inquilino non ha risposto al campanello e gli agenti se ne sono andati,ndr)&#8221;. In ogni caso, insiste Balestra, ha la certezza che in quella casa bazzichino i brigatisti, anche se non sono stati fermati.</p>
<p>È qui che capisco quanto la mia trasferta romana rischi di essere inutile. Il dramma di Moro campeggia sulle prime pagine dei giornali, i partiti si mostrano formalmente costernati, ma dietro le quinte si consuma qualcosa di inconfessabile. Chi si batte veramente, con tutte le forze, per individuare i covi delle Br, non viene appoggiato. Anche se è una persona seria come il democristiano siciliano di corrente fanfaniana Benito Cazora (scomparso nel 1999, ndr); un parlamentare che cerca di incontrare chiunque possa svelargli dove si nascondano i brigatisti e dove sia segregato Moro. Tra gli altri, il deputato parla con un certo Salvatore Varone, &#8216;ndranghetista che noi chiamavamo Turi, ma che si presenta a Cazora come Rocco, incontrandolo in varie occasioni delle quali non conosco i particolari.</p>
<p>Posso invece riferire, per quel che mi riguarda, che contatto l&#8217;onorevole Cazora tramite Morabito di Ciampino, il quale dice che questo parlamentare &#8220;sta impazzendo per avere informazioni sul presidente Moro&#8221;. Fisso quindi un incontro con lui a Roma, nel ristorante Rupe Calpurnia, dove noi &#8216;ndranghetisti abbiamo festeggiato il compleanno dell&#8217;affiliato Rocco Sergi. Il nostro dialogo è breve e teso, e si svolge in presenza degli &#8216;ndranghetisti Morabito e Laurendi. Cazora è angosciato, in effetti. Mi spiega che ha già parlato con un altro calabrese, Rocco, e che è perplesso perché ha fatto lo spaccone: &#8220;Sostiene&#8221;, mi dice Cazora, &#8220;che può recuperare informazioni visto che i calabresi a Roma sono 400 mila, e perciò possono controllare il territorio&#8217;. Io, dentro di me, penso che sono strane frasi, per uno come Varone che nella &#8216;ndrangheta conta come il due di picche. In ogni caso, non faccio commenti perché non so chi frequenti Varone. Mi limito a informare il deputato che mi sto muovendo, dietro un mandato politico, per trovare il covo dei brigatisti, anche se non ho notizie certe. Al che lui risponde: &#8220;Mi auguro sinceramente che abbiate più fortuna di me, grazie alle vostre amicizie&#8221;. Intanto i giorni passano, e la situazione si fa sempre più drammatica. Il 29 marzo le Brigate rosse recapitano il terzo comunicato, con allegata una lettera di Aldo Moro per il ministro dell&#8217;Interno Cossiga. Il 4 aprile tocca a un quarto comunicato, trovato con l&#8217;angosciante missiva in cui Moro si rivolge a Zaccagnini (sulla trattativa per la liberazione, il presidente scrive: &#8220;Tener duro può apparire più appropriato, ma una qualche concessione è non solo equa, ma anche politicamente utile. Come ho ricordato in questo modo civile si comportano moltissimi Stati. Se altri non ha il coraggio di farlo, lo faccia la Dc che, nella sua sensibilità ha il pregio di indovinare come muoversi nelle situazioni più difficili. Se così non sarà, l&#8217;avrete voluto e, lo dico senza animosità, le inevitabili conseguenze ricadranno sul partito e sulle persone&#8221;,<br />
ndr). È evidente, dopo simili parole, che il dramma del sequestro rischia di incanalarsi verso la peggiore conclusione, e io stesso temo di fallire la missione. Ma mentre il clima si invelenisce, e le speranze di salvare Moro diminuiscono, mi ricontatta l&#8217;agente Pino per farmi sapere che Giuseppe Santovito, numero uno (piduista, ndr) del Sismi, ha espresso il desiderio di parlarmi. E così accade. Di lì a poco, Pino mi porta dal capo a Forte Braschi, e dopo un dialogo interlocutorio Santovito mi chiede se ho notizie precise riguardo a un appartamento in via Gradoli 96. Gli rispondo che, in effetti, ho sentito questo indirizzo da amici, e lui commenta: &#8220;Tutto vero, Fonti: è giunto il momento di liberare il presidente Moro&#8221;. In ogni caso, aggiunge congedandomi, &#8220;teniamoci in contatto tramite Pino&#8221;.</p>
<p>La mattina dopo, quella di domenica 9 aprile (o di lunedì 10, non vorrei sbagliarmi), lascio la Capitale e mi precipito a San Luca da Sebastiano Romeo. Sono soddisfatto perché non soltanto so dove probabilmente sono nascosti i brigatisti, ma c&#8217;è anche il preannuncio datomi dal colonnello Santovito della futura liberazione del presidente Moro. Quando però incontro Sebastiano, lui ascolta con attenzione il mio resoconto per una mezz&#8217;ora, dopodiché mi stronca: &#8220;Sei stato bravo&#8221;, riconosce. &#8220;Peccato che da Roma i politici abbiano cambiato idea: dicono che, a questo punto, dobbiamo soltanto farci i cazzi nostri&#8221;. Una frase assurda, imprevedibile, che lì per lì incasso in silenzio, ma che di fatto vanifica il mio lavoro nella Capitale. Sono stanchissimo, amareggiato. Ho indagato come si deve, a Roma, e adesso dovrei fottermene come se ne fotte l&#8217;intera classe politica. Ci provo con tutto il cuore, ma non ci riesco: sono un &#8216;ndranghestista di primo livello con tanto di sgarro (indispensabile per accedere al massimo livello dell&#8217;organizzazione, ndr), ma sono anche una persona che sa dire di no, a volte: e questa è una di quelle volte. Dopo l&#8217;incontro con Romeo, dunque, torno a Bovalino e telefono alla Questura di Roma, presentandomi al centralinista come Rocco. &#8220;Andate a Roma, in via Gradoli al numero 96&#8243;, scandisco, &#8220;e troverete i carcerieri di Aldo Moro&#8221;. &#8220;Da dove sta chiamando?&#8221;, domanda il centralinista allarmato. &#8220;Chi parla? Chi è lei?&#8221;, insiste. Ovviamente non rispondo; abbasso la cornetta e provo a non pensarci più.</p>
<p>Una promessa impossibile da mantenere. Poco dopo, il 18 aprile 1978, il covo di via Gradoli 96 viene scoperto per una strana perdita d&#8217;acqua. Dei brigatisti, come logico viste le premesse, non c&#8217;è traccia. E a questo punto so bene il perché: non c&#8217;è stata la volontà di agire. C&#8217;è invece, molti anni dopo, nel 1990, il mio incontro nel carcere di Opera (provincia di Milano, ndr) con il capo delle Br Mario Moretti, colui che ha ammesso di avere ucciso il presidente Moro, assieme al quale frequento casualmente un corso di informatica. I nostri rapporti si fanno presto cordiali, piacevoli; lui sa esattamente chi sono e mi rispetta. Io pure. Finché un giorno, mentre armeggiamo al computer, una guardia gli consegna una busta e annuncia: &#8220;Moretti, c&#8217;è la solita lettera&#8221;. Lui la apre senza nascondersi, estrae un assegno circolare, lo firma sul retro per girarlo all&#8217;ufficio conti correnti che permette l&#8217;incasso, e mi dice: &#8220;Questa, Ciccio, è la busta paga che arriva puntualmente dal ministero dell&#8217;Interno&#8221;. Frase che all&#8217;istante scambio per una battuta, per uno scherzo tra carcerati: sbagliando. Qualche tempo dopo, un brigadiere che credo si chiami Lombardo mi confida che, per recapitare soldi a Moretti, lo hanno fatto risultare come un insegnante di informatica, e in quanto tale è stato retribuito. L&#8217;ennesimo mistero tra i misteri del caso Moro, dico a me stesso; l&#8217;ennesima zona grigia in questa storia tragica.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Lo psicologo: Moro non era un pauroso ]]></title>
<link>http://sottoosservazione.wordpress.com/2009/09/22/lo-psicologo-moro-non-era-un-pauroso/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 12:09:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>sottoosservazione</dc:creator>
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<description><![CDATA[Va in libreria domani, che sarebbe stato il giorno del 93° compleanno di Moro, «Due volte prigionier]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span id="_ctl0_MasterContent_SottoTitolo"><img class="alignleft size-full wp-image-6455" title="morob180" src="http://sottoosservazione.wordpress.com/files/2009/09/morob180.jpg" alt="morob180" width="180" height="250" />Va in libreria domani, che sarebbe stato il giorno del 93° compleanno di Moro, «Due volte prigioniero. Un ritratto psicologico di Aldo Moro nei giorni del rapimento», interessante volume Lindau (pp. 210, euro 16) firmato da Rocco Quaglia: psicologo, psicoterapeuta e docente di psicologia dinamica all’università di Torino. Dal testo riprendiamo qui parte dell’introduzione. Per la prima volta le lettere inviate dallo statista durante la prigionia vengono esaminate non come testi politici da decifrare, ma come gli scritti di un uomo che ogni giorno si confronta con la morte, con il senso della propria esistenza e di quella delle persone più care. In questo modo il volume evidenzia come Moro fu «due volte prigioniero»: delle Brigate Rosse e dell’immagine che di lui venne ostinatamente diffusa, vale a dire di una persona incapace di dominare l’emotività e preda dell’istinto di sopravvivere.</span></p>
<div><span id="_ctl0_MasterContent_Contenuto">Vi è un equivoco che attraversa l’intera vicenda del sequestro Moro, e genera una diversa disposizione nei confronti dell’uomo, suscitando nei suoi riguardi una maggiore o minore disponibilità a entrare in empatia. Moro non voleva morire, e tale volontà era accompagnata, come rileva Leonardo Sciascia, da una preoccupazione quasi ossessiva per la famiglia.<!--more--></p>
<p>Ha Moro usato «l’argomento famiglia nel sentimento, nella sentimentalità, nel pietismo in cui gli italiani lo usano»? Se assumiamo questa prospettiva, come in un dipinto di Caravaggio, vedremo le ombre prevalere sulla luce. Proviamo, invece, a pensare: Moro voleva vivere; in questo caso, è la luce che travolge e sorprende le ombre. L’espressione «non voler morire» contiene paura, e la famiglia diventa opportunità; «voler vivere» desta desideri, e la famiglia diventa motivo. Tentare di comprendere quel che era «noto» a Moro, nell’invocare la famiglia come ragione fondamentale della sua lotta per la vita, è proposito e argomento principale di queste pagine.</p>
<p>Moro reagisce al trauma dell’eccidio e alla violenza della «deportazione» non opponendosi né rassegnandosi. Non indulge nell’autocommiserazione, non si chiude nella depressione, non reagisce con comportamenti disordinati, non ricorre a modi interattivi di compiacenza, ma avanza le pretese dei propri ragionamenti. Ugualmente distanti da lui sono le immagini di vittima e di martire. La risposta di Moro è espressione di una personalità integrata, equilibrata e aderente alla realtà. Il prigioniero non veste né l’abito del penitente, né quello dell’impavido: a dettare i suoi comportamenti non è un infantile amore di sé, ma un affetto che si chiama responsabilità impegnata.</p>
<p>La preoccupazione primaria di Moro era una soltanto, salvare la sua famiglia dal dolore di una tragica<br />
esperienza di lutto, e ciò esigeva la difesa della propria vita. Quanti intimamente hanno creduto che Moro eleggesse la famiglia a pretesto per salvare la propria vita dimostrano di essere molto lontani dall’affettività dello statista. Egli divina che la sua morte ucciderà altri: tutte le persone che ama, e tutte le persone che lo amano; antivede che la sua morte travolgerà il suo partito, e che «una pagina agghiacciante nella storia d’Italia» sarà scritta. Tutti i suoi timori si sono verificati, niente è stato più lo stesso, né per i suoi familiari, né per i «tanti fedelissimi delle ore liete».</p>
<p>Un’esistenza avvertita come impegno per l’altro motiva Moro a combattere per controllare le proprie angosce, per conservare l’unità della sua persona, per non rinunciare al diritto alla vita. Di quale vita? Non quella del politico, ma di una vita che, nelle relazioni familiari, ha trovato il significato più genuino, in particolare nella relazione tra un nonno e un nipote. È un traguardo di vita, questo, che si raggiunge «in tanti anni e in tante vicende, [quando] i desideri sono caduti e lo spirito si è purificato».</p>
<p>La vita è concretamente nelle relazioni, dove si può toccare, udire, vedere, non nei principi, o nelle idee di un’astratta legalità. D’altronde, preferire la vita per non sottrarsi a un compito, per risolvere un problema «grave e urgente», a costo di disilludere e deludere, comporta il superamento di ogni narcisismo e di ogni infantile bisogno di approvazione. Moro appare consapevole di sacrificare il suo amor proprio e di immolare <em>coram omnibus</em> la propria immagine; tuttavia, antepone il bene dell’altro al proprio, sfidando incomprensione, dileggio e ostracismo morale.</p>
<p>Ora, in nessuna lettera redatta da Moro è possibile cogliere una sola espressione di paura per la sua persona, dovuta alla morte; costante, invece, è l’ansia per la «famiglia». «È noto che i gravissimi problemi della mia famiglia sono la ragione fondamentale della mia lotta contro la morte». Non è tuttavia soltanto la famiglia, in cui era soprattutto la persona di riferimento, a preoccupare Moro, ma tutto quello che in trent’anni aveva costruito per il Partito, l’altra sua grande famiglia, di cui si sentiva ugualmente padre e responsabile. La stessa ossessiva preoccupazione per il nipote Luca, ringiovanito di un anno, rimanda alle ansie dello statista per l’anno 1976: un tal errore, più volte rinnovato, richiama l’attenzione su quel problema «noto» e irrisolto, che sta investendo, appunto, «la famiglia democristiana».</p>
<p>Il 20 giugno 1976 si erano svolte le elezioni politiche: il Pci seguiva dappresso la Dc, e l’onorevole Moro annotava: «I vincitori sono stati due, e due vincitori in una sola battaglia creano certamente problemi». Il 1976 è stato definito l’anno dello scampato pericolo, un pericolo che rischiava di stritolare il Paese tra i due blocchi, allora, contrapposti e imperanti. Moro è dunque in ansia non soltanto per i familiari, ma anche per la «famiglia», che regge le sorti di un Paese alquanto «scombinato».</p>
<p>Al segretario del suo partito scrive: «Le inevitabili conseguenze [della mia morte] ricadranno sul partito e sulle persone»; e ancora, come intrecciando le sorti delle due famiglie: «Con il mio è il grido della mia famiglia ferita a morte […]. Non creda la Dc di avere chiuso il suo problema, liquidando Moro».<br />
Il prigioniero Moro sapeva che le sue lettere non erano state accolte: le condizioni di costrizione consentivano di confutare il loro valore. Si trattava, per Moro, di scegliere tra la difesa di un onore in linea con la ragione di Stato – sacrificando la propria famiglia – e la difesa di un Paese, che sapeva in «cattive» e «non oneste mani» – sacrificando la sua immagine di uomo e di statista. Moro scelse la vita, sapendo che soltanto in questo modo avrebbe vinto anche in caso di morte. A una memoria celebrata, preferì il ricordo di sé in chi lo amava, e non lasciò nulla d’intentato per salvare tutto quello che poteva essere salvato, salvando se stesso.</p>
<p>Moro, dunque, si dichiarò «in piena lucidità e senza avere subito alcuna coercizione della persona». Protestò la sua completa padronanza di sé sia per favorire le trattative, sia per tranquillizzare la famiglia. La risposta del governo arrivò immediata e spietata: Moro è divenuto un altro, la prova è nella sua dichiarazione di sanità mentale.</p>
<p>Alle logiche di potere e di opportunità dello Stato, Moro antepose quelle dell’uomo. È quanto emerge dalla lettura del suo epistolario, a condizione che si sappia restituire all’individuo la sua reale dimensione, costituita di cose quotidiane e di rapporti affettivi. Ogni altra dimensione è ingannevole e fallace: nei ruoli pubblici gioca sovente la «maschera». Nessuna «ombra» si aggira nelle lettere di Moro, da esse si evince che tutti i suoi ruoli, con gli studenti, con i collaboratori, con gli uomini della scorta, con lo Stato, ricalcavano i naturali ruoli della famiglia; inoltre, vi è un Moro che, in tutte le sue relazioni e scelte, sa essere e operare come un genitore responsabile e un «servitore» affidabile.</p>
<p>Proprio perché fino in fondo sano di mente, Moro ha potuto sfidare tutti i pregiudizi retorici, fino al punto da rendersi irriconoscibile agli «amici», e diventare così un nemico pericoloso e insano. Quanti, infatti, lo avevano conosciuto per «comunanza di formazione culturale, di spiritualità cristiana e di visione politica» hanno dichiarato: «Non è l’uomo che conosciamo».</p>
<p>Moro non era cambiato, stava semplicemente applicando a se stesso valori e umanità che aveva fino ad allora fatto valere per gli altri. Per la sua spiritualità cristiana non poteva disprezzare la vita, poiché non era per una testimonianza resa a Dio che era chiamato a offrirla: quella morte era inutile, perché la Democrazia cristiana, per lui, non era «cristiana». Moro non poteva neppure deprezzare la vita per un astratto principio, barattando il male concreto che avrebbe inferto ai familiari contro gli alti riconoscimenti che la sua figura avrebbe ricevuto. L’equivoco nasce dunque dalla dimensione genitoriale del sentimento di Moro.</span></div>
<div><span id="_ctl0_MasterContent_Autore">Rocco Quaglia</span></div>
<div><a href="http://www.avvenire.it/Cultura/aldo+moro+non+era+un+pauroso_200909220846259500000.htm">http://www.avvenire.it/Cultura/aldo+moro+non+era+un+pauroso_200909220846259500000.htm</a></div>
<p><span> </p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O CASO CESARE BATTISTI - 2]]></title>
<link>http://escritorluiznazario.wordpress.com/2009/09/20/o-caso-cesare-battisti-2/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 04:43:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luiz Nazario</dc:creator>
<guid>http://escritorluiznazario.wordpress.com/2009/09/20/o-caso-cesare-battisti-2/</guid>
<description><![CDATA[Cesare Battisti: criminoso hábil que zomba da Justiça. Entre os teóricos do Direito que não crêem na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-548" title="BATTISTI 4" src="http://escritorluiznazario.wordpress.com/files/2009/09/battisti-41.jpg" alt="Cesare Battisti: &#34;... um criminoso hábil que zomba do Direito...&#34;" width="330" height="245" /></dt>
<p>Cesare Battisti: criminoso hábil que zomba da Justiça.</p>
</dl>
</div>
<p style="text-align:right;"><em>Entre os teóricos do Direito que não crêem na democracia liberal, Carl Schmitt, afirma: “[...] Todo o direito tem a sua origem no direito do povo à vida. Toda a lei do Estado, toda a sentença judicial contém apenas tanto direito quanto lhe aflui dessa fonte. O resto não é direito, mas um ‘tecido de normas positivas coercitivas’, do qual um criminoso hábil zomba”. Ou seja, para Schmitt, as conquistas jurídicas humanistas das luzes não valem, porque delas o delinqüente inteligente pode zombar.</em></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Tarso Genro</strong>, Processo nº. 08000.011373/2008-83, no arrazoado para a concessão de <em>status</em> de refugiado político a CESARE BATTISTI, citando: SCHMITT, Carl. O Führer protege o Direito, apud: MACEDO JÚNIOR, Ronaldo Porto. <em>Carl Schmitt e a fundamentação do Direito</em>. São Paulo: Max Limonad, 2001, p. 221.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os “anos de chumbo”</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto, na América Latina, guerrilheiros treinados em Cuba tentavam implantar o comunismo à força a povos que viviam sob frágeis democracias, só conseguindo implantar ditaduras que passavam a dizimá-los, na Itália e na Alemanha os radicais  traídos pelos Partidos Comunistas depois de 1968, incapazes de refletir sobre seus próprios erros, adotavam a luta armada para “derrubar o capitalismo”. Os pensadores da esquerda – Pier Paolo Pasolini, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Herbert Marcuse – condenavam o terrorismo tanto quanto os abusos do Estado na sua repressão, mas o baixo clero esquerdista, formado na subcultura totalitária, petrificava-se na luta armada contra democracias que não passavam a seus olhos de “ditaduras de classe”. Na Itália, a onda de terror iniciou-se em dezembro de 1969, com o atentado na Piazza Fontana, em Milão, que matou dezessete pessoas e feriu centenas. Mais de 100 grupelhos armados, de esquerda e direita, adotaram a manipulação e a violência como métodos válidos para alcançar suas sempre indefinidas utopias.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1973, na Itália, os comunistas Enrico Berlinguer e Giorgio Napolitano e o democrata-cristão Aldo Moro firmaram um “compromisso histórico” contra a sabotagem das democracias pelo extremismo de direita e de esquerda, contrários tanto ao neoliberalismo quanto ao eurocomunismo, que trocara o modelo soviético da “ditadura do proletariado” pela alternância no poder através de eleições livres. Em cerca de dois mil atentados, cometidos até 1977, os grupelhos deixaram um saldo de 170 mortos, obrigando o Parlamento a votar leis de emergência, que passaram a servir aos terrororistas para justificarem a luta armada contra o “terrorismo de Estado” e, assim, escapar da Justiça. Para Contardo Calligaris, os terroristas seriam “adolescentes enlouquecidos que queriam vidas e mortes ‘extraordinárias’. Atiravam em sindicalistas e comerciantes ou colocavam bombas nos trens para acabar com a ‘normalidade’ cotidiana que receavam para seu próprio futuro; e juravam que era para lutar contra a opressão do Estado”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>  Mas esse terror colorido de “romantismo” nada tinha  de romântico: era criminalidade pura, ódio totalitário sem qualquer amor à verdade, à liberdade, à justiça, ou seja, à política no sentido nobre do termo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Os crimes atribuídos a Cesare Battisti</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Nascido em 1954, Cesare Battisti iniciou sua carreira criminosa em 1972 ao consumar um furto qualificado em Frascati. Em 1974, foi processado por lesões corporais dolosas; neste ano, em Sabaudia, realizou roubo qualificado e seqüestrou uma pessoa incapaz, obrigando-a, com violência, a servi-lo sexualmente. Em 1977, foi preso em flagrante por furto. Na prisão, conheceu o terrorista Arrigo Cavallina, e decidiu ingressar no grupo Proletários Armados para o Comunismo (PAC), que este liderava com Sebastiano Masala, formado em fins de 1977 com dissidentes das Brigadas Vermelhas, contra a adoção do regime de segurança máxima nos cárceres italianos. O PAC decidira eliminar os “fascistas ” que ousavam “fazer justiça com as próprias mãos ”, ou seja, que reagiam aos métodos revolucionários das<em> </em>suas “expropriações”, necessárias à sobrevivência dos membros do grupo,  liberados da cruel exploração do trabalho na podre sociedade capitalista para se dedicarem ao crime em tempo integral. Os comerciantes que ousassem ferir ou matar os revolucionários que iam honestamente assaltar seus caixas seriam, pois, executados por justa causa. Igual sentença de morte recebiam os policiais acusados de “torturas” por tratar mal os revolucionários na prisão. Em quatro desses assassinatos revolucionários assumidos pelos PAC, Cesare Battisti envolveu-se pessoalmente:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>6 de junho de 1978</strong>: numa emboscada de rua na frente da cadeia de Udine, o coronel Antonio Santoro, comandante da polícia penitenciária, acusado pelos PAC de ser um “torturador”, foi morto a tiros. Na emboscada, Battisti e Enrica Migliorati ficaram abraçados por cerca de dez minutos a alguns metros de distância do portão do prédio de Santoro enquanto Pietro Mutti e Claudio Lavazza esperavam no carro a chegada da vítima. Battisti destacou-se então da Migliorati e aproximou-se correndo de Santoro, ferindo-o com um tiro nas costas e liquidando-0 em seguida com mais dois tiros quando a vítima já se encontrava no chão <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2">[2]</a>. O assassinato foi reivindicado pelos PAC nestes termos: <em>O Estado usa a cadeia como uma ameaça contra qualquer tipo de divergência, de obtenção de renda por outros meios, de conflito de classe. E para readquirir o controle dos presídios, isola a faixa mais combativa [dos prisioneiros proletários], o que acarreta seu aniquilamento. Precisamos deter esse projeto, reforçando nossa prática comunista, concretizando-a em armamentos e em contrapoder</em>. [...] Segundo a ficha da polícia, Santoro teria sido morto por “demorar em oferecer atendimento médico a outro militante do grupo, que se machucara jogando futebol na cadeia” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3">[3]</a>. Em suas memórias, Battisti alega ter se convertido em “pomba” avessa à violência após este crime, que o teria contraposto ao amigo íntimo, o operário Pietro Mutti, “falcão” do PAC. Afastado do grupo, ele teria desde então renunciado à luta armada <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4">[4]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>16 de fevereiro de 1979</strong>: perto de Mestre, em Caltana di Santa Maria di Sala, na região de Veneza, por volta das 16h50, dois indivíduos de sexo masculino com barba e bigodes postiços entraram no açougue de Lino Sabbadin, que pouco antes havia reagido a um assalto, matando o assaltante, tendo sido então condenado à morte pelos PAC por ser considerado “assassino” e “fascista”. Um dos dois homens, depois de certificar-se ser aquele mesmo o Sabbadin, retirou uma pistola da bolsa que carregava e desferiu-lhe dois tiros, fazendo o açougueiro cair sobre o estrado atrás do balcão, onde trabalhava; imediatamente o executor disparou mais dois tiros na vítima já em terra, consumando a liquidação. As investigações estabeleceram a identidade dos dois assasssinos: Cesare Battisti e Diego Giacomini <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn6">[6]</a>, sendo que Battisti deu cobertura, como vigia, enquanto Giacomini executava o açougueiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>16 de fevereiro de 1979</strong>: em Milão, às 15h00, Pierluigi Torregiani caiu vítima de uma emboscada enquanto se dirigia a pé para sua joalheria, em companhia de seus dois filhos menores. Ele fora condenado à morte pelos PAC por ter reagido, a 22 de janeiro de 1979, ao assalto de dois terroristas, matando um deles, Orazio Daidone, quando jantava no <em>Il Transatlantico </em>com amigos e um guarda-costas; no tiroteio, o cliente<strong> </strong>Vincenzo Consoli morreu e outro ficou ferido. Quando os PAC emboscaram Torregiani, considerado o “xerife do bairro”, ele tentou novamente defender-se e, por acidente, atingiu o próprio filho,<strong> </strong>Alberto Torregiani, que se tornou paraplégico<strong> </strong>para o resto da vida. Neste dia, Battisti encontrava-se em Mestre, participando da “execução” de Sabbadin, mas  as duas ações homicidas foram decididas em conjunto numa série de reuniões na casa de Mutti e de Bergamin, durante as quais Battisti teria insistido na <em>necessidade inevitável das ações homicidas </em><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn5">[5]</a> executadas no mesmo dia e unitariamente reivindicadas. Neste caso, Battisti foi qualificado como co-organizador do crime.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>19 de abril de 1979</strong>: em Milão, às 14h00, o agente de Polícia de Estado Andrea Campagna, membro da DIGOS, com funções de motorista, depois de ter visitado a namorada, com quem sempre almoçava, preparava-se em companhia do futuro sogro para pegar seu carro estacionado à via Modica, para acompanhá-lo até sua loja de sapatos de via Bari. Foi então interceptado por um jovem desconhecido, que apareceu de repente detrás de um carro estacionado ao lado do carro do policial e desferiu-lhe, em rápida sucessão, cinco tiros de pistola. Battisti foi o executor material deste homicídio, enquanto uma segunda pessoa o esperava a bordo de um Fiat 127 roubado e utilizado para a fuga <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn7">[7]</a>. O policial havia sido “condenado à morte” pelos PAC depois de ser julgado como “torturador”. Os defensores de Battisti argumentam vagamente sobre esse assassinato que “uma testemunha ocular descreveu o agressor como um barbudo louro, medindo 1,90m. Battisti é moreno e tem 1,70m”. Não especificam qual dos dois envolvidos no crime é o “agressor”, nem se usavam perucas e barbas postiças, como no assassinato de Sabbadin.</p>
<p style="text-align:justify;">Battisti foi preso em 1979<strong> </strong>durante as investigações do assassinato do joalheiro, numa batida ao<strong> </strong>Coletivo Autônomo de La Barona, em Milão. No apartamento onde vivia com outros delinqüentes foram encontradas armas que, segundo os defensores de Battisti, “nunca haviam sido disparadas”. Em 1981, Battisti contou com uma ação armada de seus companheiros do PAC, que renderam seus carcereiros, permitindo-lhe fugir da prisão. Em 1982, Pietro Mutti foi capturado e decidiu beneficiar-se com o programa de “delação premiada”. Ele apontou Battisti como membro da cúpula que deliberava sobre assaltos e execuções, que decidia que autoridades deveriam ser atingidas com tiros nas pernas como punição, além de ser seu parceiro nos crimes cometidos. Pietro Mutti também revelou as ligações entre os terroristas italianos e os terroristas palestinos: a OLP de Yasser Arafat teria fornecido às Brigadas Vermelhas “três fuzis AK47, 20 granadas, duas metralhadoras FAL, três revólveres, uma carabina para franco atirador, 30 kg de explosivos e 10 mil detonadores”. A Frente Popular também teria negociado armas com a OLP em 1979, através do negociante de armas Maurizio Follini, que, segundo Armando Spataro, seria militante dos PAC. O procurador Carlo Mastelloni desejava aprofundar as investigações sobre esss ligações e chegou a convocar Arafat para uma audiência &#8211; ele não compareceu.</p>
<p style="text-align:justify;">Além do depoimento de Mutti testemunhou contra Battisti a companheira de luta armada Maria Cecília, que contou, em juízo, que ele, após ter matado Santoro, segredou-lhe sem remorsos a sensação de dar cabo de uma pessoa. Também a família de terroristas Fantone, composta por Sante, a mulher Ana e a sobrinha Rita, testemunharam contra Battisti <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn8">[8]</a>. Condenado à revelia pelos quatro assassinatos à prisão perpétua (“ergastolo”) <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn9">[9]</a>, Battisti refugiou-se na França, depois seguiu para o México, retornando em 1990 à França, onde vigorava a doutrina do Presidente François Mitterand <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn10">[10]</a> de concessão de asilo a terroristas que, a despeito de seus delitos de sangue, se comprometessem a abdicar da luta armada. Com o fim da era Mitterrand, quando as autoridades francesas acataram a ordem de detenção internacional emitida pela Itália, o filósofo Bernard-Henri Lévy, Daniel Pennac e outros intelectuais do Partido Verde, além do escritor Gabriel García Márquez, moveram uma campanha “progressista” a favor da não extradição de Battisti.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa campanha foi encabeçada pela escritora policial Fred Vargas, que se gabou de ter estudado por dez anos a propagação da peste na Idade Média, “um trabalho no qual não se pode errar sequer por um bacilo” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn11">[11]</a>, seja lá o que isso signifique. Ela assim garante ao mundo saber mais que a Justiça italiana sobre os processos de Battisti, que ela estudou com a obsessão (e a parcialidade) de uma louca apaixonada: primeiro pela Peste, depois por Battisti. Vargas e outros defensores do ex-terrorista Battisti afirmam que ele “não cometeu nenhum crime” e seu julgamento foi<em> </em>“uma farsa”. Também Marina Petrella, das Brigadas Vermelhas, encontrou refúgio na França <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn12">[12]</a> depois de condenada, em 1993, por participar em 1978 do seqüestro e assassinato após 55 dias de cativeiro de Aldo Moro, então Primeiro-Ministro da Itália. Mas em 2007 o Tribunal de Versailles concedeu a extradição de Petrella, que entrou para a clandestinidade, até ser localizada em 2008 numa barreira de fiscalização da polícia rodoviária. Foi levada à prisão, mas logo transferida a um hospital devido ao seu precário estado de saúde. Após assinar a extradição, o Presidente Nicolas Sarkozy foi pressionado pela primeira-dama Carla Bruni e sua irmã Valeria Bruni-Tedeschi a solicitar ao Presidente italiano, Giorgio Napolitano, concessão de graça por “razões humanitárias”. O caso foi reconsiderado, e a extradição suspensa. Em 2004, temendo a extradição, Battisti fugiu da França para a nova Meca dos ex-terroristas italianos: o Brasil, onde já haviam obtido asilo político, em decisões contrárias aos pedidos de extradição pela República Italiana:</p>
<p style="text-align:justify;">1. Achilles Lollo, membro do Poder Operário, preso em 1993 a pedido da Itália, acusado de homicídio culposo por ter infiltrado cinco litros de gasolina sob a porta da casa do varredor de ruas Mário Mattei, pai de seu amigo de infância Virgílio, do bairro romano de Primavalle, e ateado fogo. O incêndio criminoso matou toda a família: o casal Mário e Anna Maria e seus cinco filhos: Sílvia, Antonella, Gianpaolo, Virgilio e Stefano Mattei. Lollo também ateou fogo no carro de Marcello Schiavoncin e incinerou Perchi Gualtiero. Todos os anos, os moradores do bairro reúnem-se para orar pelas vítimas do chamado Rogo di Primavalle (Incêndio de Primavalle). As crueldades de Lollo levaram o Poder Operário a dar fim às suas ações <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn13">[13]</a>. Refugiado no Brasil, onde o STF negou ao governo italiano o pedido de sua extradição, com sua pena de 18 anos de prisão extinta em 2005, Lollo, depois de flertar com o PT, foi um dos ideólogos do PSOL, de Heloísa Helena. Vive em Botafogo, realizando “documentários de conteúdo progressista”, como <em>Brasileiros em Cuba</em>, que<em> </em>inaugurou o cineclube da Casa da América Latina, núcleo que reúne militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), dos Círculos Bolivarianos e outros grupelhos de esquerda. 2. Luciano Pessina, ex-membro da Autonomia Operária, acusado na Itália de roubo e participação em grupo armado, conseguiu reverter sua extradição no STF em 1996, abrindo no Rio de Janeiro o restaurante Osteria Dell’Angolo e formando largo círculo de amizade na classe intelectual e artística. 3. Pasquale Valitutti, hoje vivendo numa comunidade de anarquistas próxima ao município de Curitiba. 4. Pietro Mancini, naturalizado brasileiro, condenado na Itália por subversão e assassinato, criou a Studio Line-Baribrá no Rio de Janeiro e recebeu R$ 1,5 milhão para produzir a campanha do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) à Prefeitura do Rio em 2008. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn14">[14]</a> Além destes ex-terroristas de esquerda, um ex-terrorista de direita refugiou-se no Brasil: Pierluigi Bragaglia, condenado a 12 anos de prisão por subversão, assalto, roubo a bancos e associação a grupo armado, membro da organização neofascista Núcleo Armado Revolucionário (NAR), responsável pela morte de 128 pessoas em quatro anos <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn15">[15]</a>. Segundo Maierovitch, Tarso Genro também ofereceu o <em>status</em> de “refugiado político” a Bragalia, que declarou preferir voltar extraditado à Itália e cumprir sua pena.</p>
<p style="text-align:justify;">A 1° de março de 2007, Battisti foi identificado pela Polícia Federal quando se refrescava num quiosque de Copacabana. Vivendo já há algum tempo clandestinamente no Rio de Janeiro, ele mantinha encontros secretos com Fernando Gabeira num café de Ipanema. “Também fui refugiado político na Europa, e recebido por pessoas que me ajudaram”, declarou Gabeira, referindo-se ao seu exílio durante a ditadura (1964-1985), negando que tivesse dado abrigo a Battisti, já que o cidadão tem o direito de “não denunciar”, mas a lei 6.815/80 qualifica o ato de ocultar estrangeiro clandestino como crime passível de um a três anos de cadeia <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn16">[16]</a>. O então Primeiro-Ministro italiano, Romano Prodi, cujo governo era integrado pelo Partido da Refundação Comunista (PRC) e pelo Partido Comunista Italiano, declarou-se satisfeito com a operação conjunta das polícias brasileira, italiana e francesa, que permitiu a detenção de Battisti no Presídio da Papuda, em Brasília. O Ministro da Justiça italiano, Clemente Mastella, expressou seu desejo de que o detento fosse logo extraditado. A esquerda italiana, que chegou a defender Renato Curcio (fundador das Brigadas Vermelhas) e Adriano Sofri (líder da Lotta Continua), distancia-se dos terroristas que não demonstram arrependimento, como é o caso de Battisti, que não assumiu os crimes de que foi acusado, afirmando inocência, escapando da Justiça e se ausentando dos julgamentos sem a preocupação de constituir, segundo alega, advogados para sua defesa.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, a 18 de janeiro de 2008, ao ser interrogado para o Processo de Extradição, o extraditando negou a autoria dos crimes pelos quais foi condenado: “à época em que foram cometidos, já teria se desligado do grupo político responsável por tais atos. Alega, ainda, que se tratava de período conturbado da história italiana, conhecido como “anos de chumbo”; que não esteve presente a qualquer ato do processo, não tendo sequer constituído advogado; que houve um simulacro de defesa; que nunca outorgou mandato a qualquer advogado para defendê-lo perante a Justiça italiana; que viveu na França durante quatorze anos, onde teve a nacionalidade deferida em 2003; que aquele país negou, inicialmente, o pedido de extradição formulado pela Itália, mas o processo foi reaberto por motivo de perseguição política, por ocasião do último processo eleitoral francês, haja vista que o extraditando era ligado à candidata derrotada Ségòlene Royal; que escolheu o Brasil para se refugiar, por saber que neste país é vedada a extradição por crimes políticos”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn17">[17]</a></p>
<p style="text-align:justify;">Além dessas angelicais alegações de inocência, incluindo total alienação em relação aos processos que tramitavam em várias cortes, com alegada recusa de ser defendido por seus advogados (que no Brasil foram um batalhão: Luiz Eduardo Greenhalgh, Suzana Angélica Paim Figuerêdo, Georghio Alessando Tomelin, Rosa Maria Assef Gargiulo, Luís Roberto Barroso e Renata Saraiva), o extraditando apresentou defesa escrita alegando “defeito de forma dos documentos que fundamentam o pedido de extradição; violação ao devido processo legal e à ampla defesa, por ter sido revel em processo de competência do Tribunal do Júri, além do que a condenação teria como base apenas a confissão de um ex-integrante da facção política responsável pelos atentados; e a natureza política dos atos em razão dos quais houve a condenação”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn18">[18]</a></p>
<p style="text-align:justify;">Em seu parecer, o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, tendo recebido a documentação dos processos da Itália, com as devidas traduções pela via diplomática, não constatou nenhum “vício de forma”, como alegado pelo extraditando. Observou que um julgamento à revelia não impedia a extradição, conforme o artigo 5, alínia <em>a</em>, do Tratado de Extradição vigente entre Brasil e Itália. O processo garantiu o direito de defesa ao acusado, incluindo o direito de recorrer, por meio do qual se conseguiu anular o primeiro julgamento referente a um dos fatos, confirmado em segunda condenação pelo Júri Popular. Tampouco caberia no caso a prescrição da pena, uma vez que, segundo o Código Penal brasileiro, ela se daria apenas em 2011 e 2013.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o relatório patina ao enveredar no campo ideólogo, tentando definir o “crime político”, quase se perdendo na distinção capciosa que alguns juristas fazem entre “delitos políticos puros” (afrontamento ideológico das leis de segurança) e “delitos políticos relativos” (crimes comuns motivados politicamente). Ora, os primeiros não são atos criminosos em si, mas somente em relação ao código legal de uma ditadura que os define como tal. Já os segundos são crimes comuns que só se justificariam como “políticos” sob ditaduras que houvessem suprimido os direitos humanos. O único “delito político puro” sob regime democrático seria o atentado terrorista. Esses são crimes comuns com <em>alegadas motivações políticas</em>, mas essas alegadas motivações <em>não são reais nem concretas</em>, e sim puramente subjetivas e fantasiosas, ao contrário dos atentados terroristas cometidos contra ditaduras, objetivamente configuradas como tal, e que são até certo ponto justificáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Os atentados terroristas sob regimes democráticos são <em>crimes comuns terroristas totalitários com alegadas motivações políticas</em>, incomparáveis aos atentados terroristas com objetivos de libertação nacional, cometidos sob ditaduras, sob um Estado ocupado por outro ou sob regimes <em>apartheid </em>de supressão de direitos humanos da população local. Faz parte das alegações do criminoso comum terrorista totalitário fantasiar o regime democrático que combate como ditadura, Estado ocupado por outro Estado, regime <em>apartheid</em>, para dar aos seus atentados a aura do heróico “crime político” atribuído historicamente aos movimentos de resistência, que só assumem a prática terrorista na completa ausência de canais democráticos de ação política. Os criminosos comuns terroristas totalitários acusam seus “inimigos” do “fechamento” desses canais, como se as vias diplomáticas, a liberdade de imprensa, os direitos de manifestação e da ação parlamentar dos partidos de oposição não existissem no Estado democrático que combatem, fantasiado como uma ditadura imaginária e subjetiva. Donde a necessidade de violenta propaganda para convencer a todos de que sua causa é a de um romântico “criminoso político” e não a de um frio criminoso comum terrorista totalitário.</p>
<p style="text-align:justify;">Os juristas caem freqüentemente na armadilha do conceito de “crime político relativo”. Assim, no Processo de Extradição do ex-terrorista italiano  Luciano Pessina, relatado pelo Ministro Sydney Sanches, deixou-se assentado que: “[...] A segunda condenação imposta ao extraditando foi, também, por crime político, consistente em participação simples em bando armado, de roubo de armas contra empresa que as comercializava, de roubo de armas e de dinheiro contra entidade bancária, fatos ocorridos em 12.10.1978. Tudo ‘com o fim de subverter violentamente a ordem econômica e social do Estado italiano, de promover uma insurreição armada e suscitar a guerra civil no território do Estado, de atentar contra a vida e a incolumidade das pessoas para fins de terrorismo e de eversão da ordem democrática’. Essa condenação não contém indicação de fatos concretos de participação do extraditando em atos de terrorismo [...]. Não [...] se apontam com relação ao paciente fatos concretos característicos da prática de terrorismo, ou de atentados contra a vida ou a liberdade das pessoas [...] é evidente a preponderância do caráter político dos delitos, em relação aos crimes comuns”.</p>
<p>Outro precedente foi a recusa de extraditar um suposto participante da invasão do quartel de La Tablada, na Argentina. O relatório do Ministro Sepúlveda Pertence deixou assentado que “o roubo de veículo empregado na invasão do quartel, as privações de liberdade, lesões corporais, homicídios e danos materiais, mesmo que considerados crimes diversos, ‘estariam contaminados pela natureza política do fato principal conexo (&#8230;) de modo a constituírem delitos políticos relativos’ <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn19">[19]</a>. O STF recusou igualmente extraditar o ex-terrorista italiano Pietro Mancini, pois, segundo o relatório do Ministro Marco Aurélio, “a exposição dos fatos delituosos atribuídos a Pietro Mancini bem revela a conotação política que os revestiu”. Ou seja: “no curso de uma manifestação convocada por grupos de extrema esquerda, mascarado e fazendo uso de armas e de garrafas incendiárias [causou] a morte do vice-brigadeiro Custrà, que foi atingido à cabeça por um projétil de arma de fogo [e feriu] dois outros agentes e de um civil”.</p>
<p>Para o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, a análise desses precedentes demonstra que a motivação política dos fatos não autoriza, por si só, a classificação dos crimes como políticos. Considerou, num dos casos, não haver indicação de participação do extraditando em ações terroristas, ainda que engajado num grupo terrorista e participante de atos com objetivos terroristas; em outro, que os homicídios e lesões causadas pelo extraditando diluíam-se num evento de “inegável caráter político”. No terceiro caso, a morte do vice-brigadeiro e as lesões a outros indivíduos aconteceram por ocasião de manifestação organizada por grupos de extrema esquerda, em confronto com a Polícia, caracterizando “crime político relativo”.  Essas confusas considerações em torno do “crime político relativo” levaram o relator a considerar que, no caso de Battisti, “[...] ficou bem caracterizada a existência de um movimento político [...]. Os crimes verificados decorreram da formação do movimento denominado Autonomia Operária Organizada. O pano de fundo [...] mostrou-se como sendo a atividade de um grupo de ação política, desaguando em práticas criminosas que, isoladamente, poderiam ser tidas como comuns.” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn20">[20]</a>.  Contudo, mais adiante o mesmo relator conclui que os crimes de Cesare Battisti, ainda que guardem certa motivação política, não estariam dentro de um contexto político que os absorveria; e ele ceifou vidas de civis e de autoridades indefesas.</p>
<p>O conceito de “crime político relativo” leva a um beco sem saída jurídico, a uma confusão que só beneficia os criminosos, jamais  as vítimas: daí tantas concessões de refúgio político a frios e cruéis delinqüentes que dão plena vazão aos seus instintos anti-sociais e homicidas dentro de movimentos políticos extremistas, podendo, mesmo deixando um rastro de  mortos e feridos, gozar a vida em liberdade, como prestigiados refugiados políticos, perseguidos por ditaduras imaginárias, numa zombaria do Direito. Assim, em dezembro de 2008, o ex-ideólogo das Brigadas Vermelhas, Antonio Negri, preso em 1979, condenado por subversão, retornado voluntariamente em 1997 à Itália, onde cumpriu pena até 2003, dirigiu ao Ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, uma carta solicitando o impedimento da extradição de Battisti alegando “clima de perseguição política na Itália” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn21">[21]</a>. Ao ser entrevistado pela <em>Folha de S. Paulo</em>, o ex-terrorista Luciano Pessina usou a mesma expressão, especificando que o “clima de perseguição política na Itália” era devido à “intransigência dos comunistas” e ao “ódio dos católicos”, que incitariam “as famílias das vítimas a não perdoarem os crimes do passado, a não esquecer”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn22">[22]</a></p>
<p>Teve início a violenta campanha de propaganda pela libertação de Battisti, “injustamente acusado de crimes que jamais cometeu”, embora ele afirmasse ter cometido “crimes políticos”, pelos quais estaria sendo “perseguido”, o que significa ter cometido crimes comuns terroristas totalitários, sendo justamente perseguido pela Justiça, da qual escapou incólume. Dando, contudo, ouvido aos ex-terroristas e não à Justiça italiana, Tarso Genro, sem nenhuma base jurídica, depois de reunir-se com o Presidente Lula e com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ex-participante da luta armada sob a ditadura, assinou a concessão do prestigioso <em>status</em> de <em>refugiado político</em> a Cesare Battisti, refutando a decisão técnica embasada do CONARE e sem esperar o julgamento do STF, temendo parecer favorável à extradição do Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, que de fato concluiu: “[...] o simples móvel político não autoriza a prática de homicídios premeditados e de violência contra quem quer que seja, de modo que o elemento subjetivo exclusivamente não legitima a classificação dos fatos como crimes políticos. Os homicídios que fundamentam este pedido de extradição parecem marcados por certa frieza e desprezo pela vida humana, o que contrasta com o caráter nobre de uma ação política voltada para reformas no Estado. [...]<em> </em>Em vista de tais fundamentos, não se afiguram suficientes para caracterizar tais delitos como políticos  [...]. Conclui-se, portanto, à luz do princípio da preponderância, contido no art. 77, §1°, da Lei n° 6.815/80, que os quatro homicídios caracterizaram-se como crimes comuns, e por isso são passíveis de extradição [...].  Ante o exposto, manifesto-me pelo <strong>deferimento </strong>do pedido de extradição <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn23">[23]</a>. Mais tarde, afirmou ter tomado a decisão “mais difícil de minha vida”<a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn24">[24]</a>. Em entrevista à TV Estadão, ao comentar sobre a dificuldade que teve de tomar essa decisão, confirmou o caráter “terrorista” das atividades pelas quais Cesare Battisti foi condenado na Itália: “Sempre deplorei esse tipo de atividade política, atentados pessoais, terrorismo, violência armada. Eu, na verdade, contrariei minha tradição política.”</p>
<p>Antes de contrariar sua tradição política, que incluía uma incursão, no início dos anos de 1980, no clandestino Partido Revolucionário Comunista (PRC), Tarso concluiu, após ouvir o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalg, um dos advogados de Battisti, que: 1. Battisti não poderia ter cometido dois assassinatos quase na mesma hora do mesmo dia em cidades separadas por centenas de quilômetros.<em> </em><strong>Mentira</strong><em>: segundo a Justiça italiana, Battisti não foi o executor material de um desses homicídios, mas condenado como co-idealizador e co-organizador do atentado do PAC; no outro, ele assumiu o papel de vigia para dar cobertura a um companheiro enquanto este assassinava a vítima escolhida. É por má-fé que os defensores de Battisti alegam constantemente contra os “erros” da Justiça italiana que “ele não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo”, já que a Justiça italiana nunca atribiu esse poder a Battisti. </em>2. Uma perícia francesa teria concluído que a procuração do advogado que representava Battisti na Itália no julgamento de 1993 foi falsificada. <strong>Dúvida</strong><em>: Se houve falsificação da procuração do advogado de Battisti, quem é o autor dela? Não seria o próprio Battisti, conhecido por suas falsificações de documentos, quem forjou uma falsa assinatura na sua procuração, para alegar depois “irregularidades no processo”?</em> 3. Quem acusou Battisti dos homicídios foi apenas um companheiro que aceitou uma oferta de delação premiada e mudou de identidade. <strong>Mentira</strong>: o <em>Juiz Pietro Forno confirmou a condenação de Battisti  com base nos depoimentos de Maria Cecilia “Barbetta”, Enrico “Pasini Gatti”, Marco “Barbone”, Maurizio “Ferrandi”, Santo “Fatone”, Marco “Donat-Cattin”, Antonio “Cavallina”, Maurizio “Mirra”, Giuseppe “Memeo” e Marina “Premoli”, ex-integrantes do PAC e Prima Línea. Sobre a morte de Campagna testemunhou, contra Battisti, o companheiro Santo “Fatone”: “A preparação do homicídio foi efetuada pelos companheiros que ficaram em Milão, ou seja, Battisti, Memeo, Lavazza, Bergamin e La Marelli”. Os depoimentos foram corroborados por investigações da polícia realizadas logo após o delito e por relatos prestados por testemunhas inquiridas na imediação dos fatos. Os dados colhidos coincidem com o depoimento de Mutti.  </em>4. Quaisquer tenham sido os delitos praticados por Battisti, eles foram políticos — e a tradição brasileira, nesses casos, é de dar asilo. <strong>Mentira</strong>: Battisti não cometeu delitos políticos, mas de sangue, crimes comuns. Battisti beneficiou-se, além disso, em todas as fases de seu longo processo, da defesa de advogados por ele escolhidos. Por isso a Corte Européia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, confirmou a extradição em 12 de dezembro de 2006 <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn25">[25]</a>. 5. O Brasil não extradita fugitivos condenados em seus países ou à morte, ou à prisão perpétua. <strong>Dúvida</strong>: <em>para que serviriam então os tratados bilaterais de extradição?</em></p>
<p>Escorado em pareceres do jurista Dalmo Dallari, do senador Eduardo Suplicy e do Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, ex-preso político sob a ditadura militar, quando integrava o grupo Aliança Libertadora Nacional (ALN), Tarso Genro golpeou o governo italiano concedendo ao criminoso Battisti <em>status</em> de <em>refugiado político</em>. Seu processo de extradição foi arquivado e a Polícia Federal foi proibida de comentar o caso. Em sua justificativa, Genro adotou o argumento dos ex-terroristas: “Por motivos políticos o Recorrente envolveu-se em organizações ilegais [...]. Por motivos políticos foi abrigado na França e também por motivos políticos [...] decidiu, mais tarde, voltar a fugir. Enxergou o Recorrente, ainda, razões políticas para os reiterados pedidos de extradição Itália-França [...] vinculadas à situação eleitoral francesa. O elemento subjetivo do ‘fundado temor de perseguição’ necessário para o reconhecimento da condição de refugiado está, portanto, claramente configurado”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn26">[26]</a> Luís Dulce e Tarso Genro reclamaram que a Itália não extraditara o ex-banqueiro Salvatore Cacciola para o Brasil. Mas a Constituição italiana, tal como a brasileira, não admite extradição de nacionais: sendo o ex-banqueiro italiano nato, o governo italiano não poderia extraditá-lo – não é o caso do Brasil em relação a Battisti, que não é cidadão brasileiro. Com o paralelo infeliz do Caso Battisti com o Caso Cacciola, Luis Dulce e Genro demonstraram má-fé ou ignorância. Como observou Walter Fanganiello Maierovitch, no mundo civilizado, assassinatos perpetrados em regimes democráticos não são considerados crimes políticos.</p>
<p>O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), divulgou nota de apoio à decisão de Tarso Genro. Segundo ele, “não há dúvida de que Battisti sofreu perseguição política na Itália [...]. Battisti é um cidadão do mundo e o Brasil não pode ser belicoso”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn27">[27]</a> Em carta aberta ao Presidente Lula, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias apoiou “a decisão soberana do Estado brasileiro”, assegurando que a condenação de Battisti “ocorreu num contexto de excepcionalidade política e jurídica [...] &#8211; o estado italiano exercia forte papel persecutório a militantes de esquerda” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn28">[28]</a>. O Secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, elogiou a decisão de Tarso: “Faz parte da tradição do governo brasileiro”. Para justificar sua decisão, os círculos infernais da militância que blindam o governo Lula precisaram inventar um “São Battisti”, diverso do criminoso revelado nos autos  que tramitaram em diversas cortes européias, como se elas estivessem a perseguir um inocente, condenado sem provas por cruel ditadura. Ao invocar a “soberania nacional”, sem compromisso com os princípios do direito internacional e cooperações firmadas na luta contra o terror e pelo respeito aos direitos humanos, Lula preferiu defender o ex-terrorista a manter sua aura de socialista democrático, passando a ser visto como caudilho populista a Hugo Chávez <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn29">[29]</a>.</p>
<p>Por outro lado, a “tradição brasileira” de generosidade para com perseguidos de outros países foi esquecida quando o governo petista decidiu enviar de volta a Cuba os boxeadores cubanos Guilhermo Rignondeaux e Erislandy Lara, que abandonaram a delegação de seu país durante o Pan, na Vila Olímpica do Rio, em julho de 2007. O procurador Leonardo Luiz Figueiredo teria visitado os boxeadores e feito uma oferta de asilo, que teria sido recusada. Já Erislandy Lara declarou ter pedido asilo à polícia no Brasil, não me lhe sendo dada a oportunidade <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn30">[30]</a>. Para Tarso Genro, “houve exploração política do episódio. Outros cubanos pediram refúgio e ficaram no Brasil”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn31">[31]</a> Em tempo recorde – apenas dois dias – os boxeadores foram embarcados de volta a Cuba num jato venezuelano cedido por Hugo Chavez, sem dar qualquer chance para uma intervenção das organizações de Direitos Humanos <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn32">[32]</a>.<em> </em></p>
<p>Para os círculos infernais dos militantes, somente ex-terroristas podem gozar a liberdade no Brasil petista; e se a Itália é uma ditadura feroz, Cuba é um modelo de democracia: eles justificaram a caçada brasileira aos atletas cubanos por não serem eles “perseguidos políticos como Battisti”. Mas, para o Comitê Nacional de Refugiados (CONARE), do Ministério da Justiça, <em>tampouco Battisti o seria</em>: a 28 de dezembro de 2008, esse órgão recusou, por maioria simples de 3 votos contra 2, seu pedido de refúgio no Brasil, pois não foram apresentadas provas convincentes de que ele sofreria perseguição política pelo Estado italiano. Tendo sua campanha à Prefeitura produzida por um dos ex-terroristas italianos asilados no Brasil, Gabeira opôs-se, por identificação, à extradição de Battisti: “Publicando livros quase anualmente, Battisti é um homem dedicado ao seu trabalho intelectual. Políticos como François Hollande já lhe deram apoio. Battisti merece nosso apoio”, garantiu Gabeira em seu <em>blog</em>, ainda em 2007. Um Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn33">[33]</a> organizou então uma petição descrevendo o ex-terrorista como um Jean Valjean<em> </em>contemporâneo, perseguido por uma crapulosa ditadura capitalista. O perseguido Rui Martins <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn34">[34]</a> defendeu Battisti nestes termos: “Não acredito que seja um anjo [mas] não consigo entender porque tanta parcialidade contra o jovem operário filho e neto de comunistas, admirador de Marx e Pasolini” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn35">[35]</a>. Battisti, esse “escritor idealista”, precisaria ser libertado até por razões humanitárias, uma vez que, com seu “atual trabalho” ele sustenta esposa e filhas, não podendo por isso ficar preso!</p>
<p>Forçando ainda mais a barra, o ex-preso político Celso Lungaretti comparou o caso Battisti ao caso Dreyfus: “O que ficou insofismavelmente estabelecido [...] foi o clima de caça às bruxas [...]. Daí os paralelos que brilhantes intelectuais europeus traçam com o Caso Dreyfus, tão injustiçado por ser judeu quanto Battisti está sendo injustiçado por haver integrado as fileiras dos ultras”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn36">[36]</a> As revistas <em>Caros Amigos</em> e <em>Piauí</em> e o portal <em>Brasil de Fato</em> cerraram fileiras em defesa apaixonada do “São Battisti”. Maria Inês Nassif defendeu Tarso Genro com um delírio sobre a inocência de Battisti: “[...] Não foi apresentada nenhuma prova, testemunha ou um único indício” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn37">[37]</a>. A identificação de ex-presos políticos brasileiros envolvidos na luta armada com Battisti suscitou um <em>revival</em> virtual dos “anos de chumbo” na Itália e no Brasil: arrependida da luta armada apenas na aparência, a extrema-esquerda, sentiu-se viva como nunca defendendo o ex-terrorista italiano e atacando a Justiça Italiana. Indignado, o Presidente Giorgio Napolitano solicitou a revisão do processo. Em mais um tapa na cara do governo italiano, Lula desqualificou o “Companheiro” Napolitano para defender o “Companheiro” Genro, alegando que este se orientava por “sólidas bases jurídicas”, concluindo, hipocritamente, com a “reafirmação dos laços históricos e culturais que unem o Brasil e a Itália”.</p>
<p>É “um deboche cruel”, escreveu o presidente da Associação dos Parentes das Vítimas de Cesare Battisti, Adriano Sabbadin, filho do açougueiro assassinado pelos PAC, em carta ao Presidente Lula. O semanário inglês <em>The Economist</em> apontou o anacronismo do governo Lula de seguir uma tradição da ditadura militar, que concedeu asilo a facínoras da Operação Condor e <em>status</em> de refugiados políticos a ditadores como Alfredo Stroesner &#8211; decisão apoiada à época por Frei Betto. Napolitano decidiu recorrer a “todo instrumento jurídico previsto” para obter a extradição de Battisti, entrando com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser ouvido no processo. O governo do PAC brasileiro parecia seguir a velha estratégia do PAC italiano, de acirrar as contradições do capitalismo, se possível com violência. A petição contra a extradição recorreu a uma artimanha jurídica: “as leis brasileiras não reconhecem sentenças proferidas sem a presença do réu, o que aconteceu quando Battisti era asilado político na França” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn38">[38]</a>. Mas será que a lei brasileira aplica-se a  estrangeiros?</p>
<p>Os ex-terroristas querem passar a idéia de que a Itália era uma ditadura que perseguia cidadãos políticos que só matavam “fascistas”, que os impediam de serem  livres. Encobertos pelo manto purificador da <em>revolução</em>, que converte crimes em “justiça alternativa”, os terroristas de esquerda não se sentem criminosos comuns e terroristas totalitários, mas “militantes políticos”. A Itália não era uma ditadura; o Presidente da República à época era o socialista Sandro Pertini, antifascista histórico. Numa <em>nota aos cidadãos brasileiros</em>, o magistrado (de esquerda) Armando Spataro, responsável pela Coordenação do Departamento de Repressão ao Terrorismo, esclareceu a esse respeito: “Battisti não é [...] perseguido na Itália pelas suas idéias políticas. Ele é um criminoso comum que cometia roubos para o fim de obter lucro pessoal. Battisti se politizou no cárcere. [...]  A Corte Européia de Direitos Humanos de Estrasburgo (França) rejeitou o recurso de Battisti [...] e afirmou [...] que, em todos os processos, Battisti esteve sempre assistido pelos seus advogados de confiança. [...] A Itália não criou Tribunal de exceção e nem militar, nem trilhou caminhos antidemocráticos na luta contra o terrorismo. Sobre o acontecido naqueles anos, recordou o nosso presidente da República, Sandro Pertini (Partido Socialista), que a Itália podia honrar-se de ter brecado o terrorismo nas salas de audiências da Justiça, com respeito à lei e à Constituição [...]. Autoridades brasileiras devem repensar a decisão. Não porque a Justiça queira vingança, mas porque ela é a sede de afirmação das regras do Estado de Direito: e quem a viola [...] deve pagar. Sem isso, as democracias se desmentem a si próprias.”</p>
<p>Horrorizado com a presunção de Genro de que Cesare Battisti poderia ser morto se extraditado, Napolitano enviou carta a Lula, destacando que a Itália “é uma democracia que protege seus cidadãos, e desde sua constituição por referendo popular nunca teve <em>legislação de exceção</em>, mas leis votadas pelo Parlamento [...]. No nosso Estado democrático, o sistema penal e o penitenciário mostraram-se generosos e quem acertou contas com a Justiça teve o direito à reinserção social, mas com discrição, sem nunca deixarem de saber das suas responsabilidades éticas e morais, embora liquidadas as criminais penais.” O advogado de Battisti, Eric Turcon, e o senador brasileiro Eduardo Suplicy (PT-SP) espalharam o boato de que Carla Bruni durante sua visita ao Brasil, em dezembro de 2008, influenciara o governo brasileiro<a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn39">[39]</a>. Devido à sua intervenção no episódio Petrella, Carla Bruni até poderia ter ter sugerido a Lula o asilo a Battisti. Mas em entrevistada à RAI 3, ela desmentiu os boatos: “Não me permitiria nunca interferir, não tenho a ideologia dele e estou contente de poder responder essa pergunta e, assim, deixar clara minha posição perante os familiares das vítimas de Battisti”<a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn40">[40]</a>. Lula quis recusar à nação italiana o direito de efetivar seus julgados contra um assassino de cidadãos italianos, foragido e procurado pela Justiça italiana, numa ingerência indevida em assuntos estrangeiros. Genro arvorou-se em juiz de Battisti a ingressar no mérito das decisões italianas e, por entendê-las injustas, promover sua cassação. Genro e Lula pisaram na soberania italiana alegando defesa da soberania brasileira e faltaram com o respeito às famílias das vítimas.</p>
<p>A Associação das Famílias das Vítimas do Terrorismo na Itália pediu então aos italianos que enviassem cartas ao governo e à embaixada brasileira em Roma. O vice-presidente da associação, Roberto Della Rocca, declarou: “Battisti é um homicida, mas nem por isso seria torturado nas cadeias italianas” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn41">[41]</a>. O embaixador italiano no Brasil, Michele Valensise, reuniu-se com o presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, e demonstrou a preocupação de seu país. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn42">[42]</a>. O apresentador da TV italiana Maurizio Costanzo pediu aos telespectadores que enviassem mensagens de <em>vergonha </em>à embaixada brasileira e <em>boicotassem o samba</em>. A patética manifestação contou com o apoio do Ministro para Assuntos Europeus, Andrea Ronchi, para quem a posição do Brasil era <em>uma vergonha</em>. A platéia do programa levantou-se para lembrar as vítimas de Battisti <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn43">[43]</a>. O Ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, considerou grave  o comportamento das autoridades brasileiras, incompatível com a tradição de amizade entre Brasil e Itália e o embaixador italiano em Brasília, Michele Valensise, foi convocado pelo ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, em medida apoiada por ministros e deputados italianos <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn44">[44]</a>.</p>
<p>O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, telefonou ao chanceler Celso Amorim, comunicando oficialmente seu “profundo ressentimento pela decisão brasileira no caso”. E criticou a sugestão de seu subsecretário Mantica de cancelar o amistoso entre as seleções de futebol de Itália e Brasil, marcado para fevereiro em Londres, como forma de protesto: “Uma coisa é um protesto diplomático sério, outra coisa é um jogo de futebol” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn45">[45]</a>. Mas o ex-jogador italiano Paolo Rossi, campeão mundial em 1982, defendeu a pressão sobre os brasileiros: embora contrário ao cancelamento da partida, sugeriu que os dirigentes da Federação Italiana de Futebol (Federcalcio) pedissem a um jogador “fazer declarações ou gestos em lembrança das vítimas do terrorismo [...] isso seria muito útil para promover a sensibilização sobre o problema. O futebol serve como caixa de ressonância” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn46">[46]</a>.</p>
<p>Segundo o ambíguo parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), o processo de extradição contra Battisti deve ser extinto sem julgamento, com base no artigo 33 da Lei número 9474/97, com a ressalva de que, se o STF decidir julgar o caso, a PRG será favorável à extradição&#8230; Já o ilibado advogado de Battisti, Luiz Eduardo Greenhalgh, o mesmo o ex-deputado do PT que, sob o codinome “Gomes” teria recebido “honorários de R$ 650 mil” do banqueiro Daniel Dantas em pagamento a <em>lobby</em> favorável no governo federal e outras administrações petistas, como o governo estadual do Pará <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn47">[47]</a> -a postura das autoridades italianas é “descabida, desmedida e ofensiva [...] um desrespeito às autoridades brasileiras, uma vergonha”, declarou, acrescentando que Battisti “se mostra ansioso, está há 12 dias preso sob constrangimento” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn48">[48]</a>. Citando o caso do colombiano Olivério Medina, ex-integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que obteve refúgio no Brasil, Greenhalgh pediu liberdade para Battisti com base em três dispositivos da Constituição: 1) ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 2) ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei e 3) conceder-se-á <em>habeas-corpus</em> sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder  <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn49">[49]</a>.</p>
<p>É a primeira vez em décadas que a Itália chama para consultas um embaixador. Mas Lula minimizou o gesto, não dando mostras de pretender reconsiderar sua posição, qualificando de “emocional” a ameaça italiana de dificultar a participação do Brasil nas reuniões do G8. “O fato mais grave não é a concessão de refúgio, mas a mensagem de ofensa à democracia”, declarou o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Itália, Edoardo Pollastri, temendo um abalo no intercâmbio comercial, que fechou 2008 em torno de US$ 10 bilhões. Uma missão parlamentar foi organizada para buscar uma saída política. O deputado ítalo-brasileiro Fabio Porta seguiu para Brasília, em missão oficial do Parlamento italiano para discutir a questão com seus colegas brasileiros. O presidente do STF, Gilmar Mendes, levou o caso para análise do Plenário que deve questionar a legalidade da decisão de Tarso. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn50"><sup>[50]</sup></a></p>
<p>No julgamento do pedido de extradição de Battisti no STF, os ministros estavam a ponto de encerrar o caso, com quatro votos contra três a favor da ilegalidade do refúgio político, quando o ministro Marco Aurélio Mello suspendeu o julgamento para pedido de vista. Dentro do recinto, manifestantes protestavam contra a extradição do ex-terrorista. Os manifestantes haviam se beneficiado com uma pensão gratuita fornecida pelo ético senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Conforme noticiado por Renata Lo Prete no Painel da <em>Folha</em>, Suplicy abrigou irregularmente em seu gabinete, na noite do dia 9 de setembro de 2009, véspera do julgamento, 15 manifestantes: após terem sido impedidos pela Polícia Militar de permanecer em vigília em frente ao STF, eles se infiltraram no Senado, acompanhados dos senadores José Nery (PSOL-PA) e João Pedro (PT-AM), usando o gabinete de Suplicy como dormitório, madrugando no local para os protestos do dia seguinte. Os manifestantes ingressaram por volta da meia-noite no Senado, fora do horário de funcionamento da Casa, e espalharam seus colchonetes para aí “acampar [...] no interior do gabinete do senador Eduardo Suplicy”, conforme o relatório da Polícia do Senado.</p>
<p>Suplicy defendeu essa irregularidade afirmando que faltou aos policiais que relataram a ocorrência “sensibilidade humana e espírito público” e que o grupo não causou nenhum dano material ao Senado [GUERREIRO, Gabriela. Corregedoria investigará ocupação de gabinete de Suplicy por manifestantes pró-Battisti. <em>Folha online</em>, 17 set. 2009. URL: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625296.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u625296.shtml</a>.] Danos morais não contam para petistas. “Penso”, continuou Suplicy, “que [...] deveriam ter telefonado para mim, pois, de pronto, informaria que as pessoas estavam por mim autorizadas [...] apenas cedi a chave para o grupo utilizar o banheiro”, alegou. “Só se todo mundo comeu comida estragada, porque 15 pessoas passaram a madrugada toda para usar o banheiro”, ironizou Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado [FALCÃO, Márcio. Suplicy diz que faltou "sensibilidade" sobre abrigo de manifestantes pró-Battisti da Folha Online, 17/09/2009. URL: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u623926.shtml].</p>
<p>Pouco antes do julgamento de seu pedido de extradição, Cesare Battisti enviou ao CONARE uma carta reafirmando seu desejo de permanecer refugiado no Brasil e na qual afirmou: “[...] Após minha fuga da Itália, a minha militância deu-se com escritos, usando o espaço que me deram as editoras francesas e italianas para criticas à época política italiana dos anos de chumbo. Fui membro do PAC, mas nunca pratiquei atos de violência. [...] Se volto para a Itália sei que vou morrer. Embora nunca tenha matado ninguém, me acusaram de ter matado policiais com base em um depoimento de um “arrependido” por delação premiada, que jogou a culpa por muitos atos praticados por ele próprio em mim. Sei que será difícil convencer as pessoas da verdade, pois mentiras contra mim foram repetidas mais de mil vezes. Nunca pratiquei atos de violência contra quem quer que seja, e não há testemunha presencial que me acuse de tal prática. Sei que tenho condições de viver o fim de meus dias com dignidades nesta terra maravilhosa, como outros militantes políticos de esquerda da época o estão fazendo. Sei que posso continuar minha carreira de escritor e tradutor sem interferir em assuntos internos. Vim para o Brasil, pois sabia do calor e do acolhimento que aqui receberia. Sabia também que o Brasil acolhe perseguidos políticos. [...] Mitterand havia dado a todos nós a palavra de que não seríamos extraditados. Sarkozy procura o caminho dos grandes estadistas quando dá a mesma palavra para as FARCs e quando protege Marina da morte que seria certa.” <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn51">[51]</a></p>
<p>Ao mesmo tempo em que divulgou essa confissão de inocência, considerando os ex-terroristas de esquerda com os quais deseja voltar a conviver neste <em>maravilhoso Brasil</em> como “militantes políticos de esquerda da época”, tão inocentes e avessos à violência quanto ele próprio, que não se sabe porquê tenha ingressado nos Proletários Armados para o Comunismo e participado de tantos atentados, Cesare Battisti escrevia aos círculos do inferno da militância um carta mais sincera, com o objetivo, negado na carta anterior, de interferir diretamente na vida nacional: “Caros XXX e companheiros/as [...] O que pretendo fazer agora [...] é [...] solicitar mais uma vez vossa ajuda, caso seja possível, no que concerne ao plano que, a parte, será melhor detalhado [...] dia 18/01/08 realizou-se meu depoimento em frente de um juiz federal. Aparentemente, tudo sucedeu-se da melhor maneira possível. [...] Qual não foi nossa surpresa quando um mês depois o indefectível Procurador se pronunciou a favor de minha extradição [...] Previsível foi também a festa mediática à qual se entregaram os urubus europeus e alguns brasileiros. [...] daqui em frente vamos precisar de um enorme trabalho jurídico e de sensibilização do mundo político e cultural brasileiro [...] Preciso de apoio de todas/os os amigos/as e companheiros/as [...] muitas batalhas resultam em derrota ou vitória justamente em face da decisão da hora ou não de agir. Bem verdade lhe digo: é hora de agir! Começaremos corrigindo o erro que as companheiras e companheiros franceses perpetuaram com tanta obstinação, mesmo que tenha ocorrido motivado pelas melhores intenções: separar a todo custo o homem político, o escritor militante do processo estritamente jurídico. [...] enquanto a gente ficava ocupada com empecilhos jurídicos para evitar a extradição [...] os adversários já tinham ocupado o terreno político para assim pressionar o aparelho judiciário. [...] não posso me dar ao luxo de desconsiderar a forte influência italo-francesa aqui no Brasil. [...] tiveram (2,6 anos de monitoramento em território brasileiro!) para arquitetar o forte fraudulento pedido de extradição. Daí, se faz necessário e imprescindível a minha intervenção nesse processo articulando todas as possíveis relações para que confluam em uma inteligente sensibilização do povo cultural e político e para que estes intercedam de alguma forma perante as autoridades [...] este é meu papel desde sempre, esta é a minha índole, este é o processo político não só meu mas também dos anos 70 na Itália e esta é a minha única oportunidade de tirar meu nome da lixeira [...]. Existem centenas de refugiados/as italianos/as dos anos 70 no mundo, inclusive no Brasil, porque então eu? Porque se não é para me calar a boca, tirar das bibliotecas meus livros que denunciam a horrorosa verdade daqueles anos? [...] Batalhas serão travadas e quero tomar parte ativa nesta luta política. [...] intercedam e sensibilizem a todos/as que achar relevantes no âmbito político-cultural e no movimento social em geral. Acho que não precisa, &#8211; ou sim? &#8211; lembrar ao Lula, agora guia do povo brasileiro, que nós lutamos do mesmo lado e na mesma época e que só por fatalidade, talvez também por competência, acabamos por tomar rumos tão diferentes. [...] Será que serei injustiçado pelo mesmo PT que eu como milhares de companheir@s do mundo aplaudimos quando da sua chegada ao poder através da eleição do Lula? Não me permito sequer imaginar que o povo brasileiro aceitará essa infame maquinação dos governos de direita Franco-Italianos”. <a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftn52">[52]</a>.</p>
<p>Um criminoso comum sempre negará ter cometido os crimes que cometeu. Faz parte de seu projeto criminoso apresentar-se como inocente de todos os seus crimes. O terrorista totalitário é um homem de duas caras, que mente compulsivamente sem pestanejar. Como na deliciosa e intraduzível expressão da língua alemã, “er lügt wie gedrukt” (algo como “ele mente em letras tipográficas”). O criminoso comum terrorista totalitário sempre encontrará entusiastas defensores de sua inocência, pois delinqüindo com a consciência tranqüila pode mover-se graciosamente no território pantanoso da ilegalidade, tirando todo proveito do meio cultural e intectual em que se inseriu com esperteza, sob o disfarce do “homem de idéias”. O meio cultural brasileiro segue, abestalhado, suas palavras-de-ordem, seus ensaios de liderança totalitária. Até o Ministro da Justiça, citando estanhamente a propósito do caso um dos mais famosos teóricos do nazismo, demonstra admiração e concede proteção política a esse<em> delinqüente hábil que zomba da Justiça&#8230;</em></p>
<hr size="1" /><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> “Adriano Sofri [...] líder de Lotta Continua, acusado como mandante do homicídio do comissário Luigi Calabresi e condenado a 22 anos de prisão [...] em <em>La Notte che Pinelli</em> reconstitui a história da investigação depois do atentado de Piazza Fontana [...]. O comissário Calabresi seguiu a pista anárquica &#8211; errando, pois a bomba (entendeu-se mais tarde) era de direita. O anarquista Giuseppe Pinelli, questionado, “jogou-se” da janela [...] a democracia pareceu ser apenas o disfarce de uma dominação brutal e escusa, que legitimaria o combate armado. Calabresi, um policial íntegro, não foi responsável pela morte de Pinelli, mas foi assassinado, em 1972, depois de uma campanha de imprensa que o culpava. [...] Sofri escreve o que talvez venha a ser o melhor epitáfio dos anos de chumbo: “Não me sinto corresponsável por nenhum ato terrorista dos anos 70. Mas do homicídio de Calabresi, sim, por ter dito ou escrito ou por ter deixado que se dissesse e se escrevesse: <em>Calabresi, você será suicidado</em>”<em>. </em>CALLIGARIS, Contardo. A Itália e o caso Battisti. <em>Folha de S.Paulo</em>, 22 jan. 2009. Em: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2201200920.htm">www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2201200920.ht&#8230;</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> Atas do processo, fls. 66. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> MAINARDI, Diogo. O Marcola do país da macarronada. Revista <em>Veja</em>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref4">[4]</a> BATTISTI, Cesare. <em>Minha fuga sem fim</em>. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref5">[5]</a> Atas do processo, fls. 68/70. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref6">[6]</a> Atas do processo, fls. 67/68. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref7">[7]</a> Atas do processo, fls 70/72. Apud: SOUZA, Antonio Fernando de. Processo nº 3576-PGR-AF. Extradição Nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti; Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref8">[8]</a> MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Battisti: sua folha-corrida antes do terror. Os novos capítulos. Blog Sem Fronteiras, <em>Terra</em>, 27 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref9">[9]</a> Segundo Wálter Fanganiello Maierovitch, a perpétua na Itália reduz-se a 22 anos de prisão com bom comportamento, ou 26 anos com mau comportamento, seguida de anistia. O artigo 176 do Código Penal Italiano confere livramento condicional a sentenciados definitivamente condenados e autorização para saídas do cárcere para trabalho, contato com a família e retorno à noite. O Ministério da Justiça da Itália informa que por terrorismo (crime contra a humanidade, não delito político) entraram em cárceres italianos 6 mil sentenciados condenados definitivamente por homicídios de inocentes (vítimas desconhecidas dos assassinos), dos quais hoje só se encontram presos 97; destes, 26 em semiliberdade, os demais presos entre 2003 e 2007. Dos 97 presos (dos 6 mil condenados), 76 pertenciam a grupos de extrema-esquerda; 21 a grupos de extrema-direita. Cf. O desinformado quer ensinar. <em>CBN</em>, 15 out. 2008. URL: <a href="http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/waltermaierovitch/2008/10/15/o-desinformado-quer-ensinar">http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/waltermaierovitch/2008/10/15/o-desinformado-quer-ensinar</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref10">[10]</a> Socialista de passado duvidoso, Mitterrand trabalhara na juventude numa agência do governo de Vichy, tendo sido por isso condecorado, mantendo até o fim da vida relações de amizade com René Bousquet e Paul Touvier, colaboracionistas que organizaram a deportação dos judeus franceses.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref11">[11]</a> SEBASTE, Beppe. Fred Vargas: “Difendo Cesare Battisti, è stato lasciato solo”. <em>L’Unità</em>, 16 jan. 2009. Em: <a href="http://www.unita.it/news/75251/fred_vargas_difendo_cesare_battisti_stato_lasciato_solo">http://www.unita.it/news/75251/fred_vargas_difendo_cesare_battisti_stato_lasciato_solo</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref12">[12]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Itália encobre “asilo francês”, afirma filósofo.<strong> </strong><em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref13">[13]</a><em> </em>MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Caso Battisti: Napolitano espera hoje resposta de Lula. 19 jan. 2009. Blog Sem Fronteiras, <em>Terra</em>, Em: <a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/19/caso-battisti-napolitano-espera-hoje-resposta-de-lula">http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/19/caso-battisti-napolitano-espera-hoje-resposta-de-lula</a>; Novos assassinatos. Blog Sem Fronteiras, <em>Terra</em>, 23 jan. 2009. Em: <a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/23/battisti-novos-assassinatos-carta-aberta-aos-brasileiros-pelo-magistrato-italiano-da-luta-contra-o-terrorismo/">http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/23/battisti-novos-assassinatos-carta-aberta-aos-brasileiros-pelo-magistrato-italiano-da-luta-contra-o-terrorismo/</a>. Fonte citada sobre o caso:<em> La notte brucia ancora</em>.<em> Giampaolo Mattei racconta il Rogo di Primavalle</em>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref14">[14]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Refugiados italianos no Brasil apóiam decisão de ministro. <em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref15">[15]</a> <em>Revista IstoÉ</em> n° 2048, 11 fev. 2009, p. 40.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref16">[16]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Gabeira teve encontros secretos com italiano em café de Ipanema.<strong> </strong><em>Folha</em><em> de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref17">[17]</a> Processo nº 3576-PGR-AF-Extradição, nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti. Relator: Ministro Cezar Peluso, fls. 2313/2316.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref18">[18]</a> Processo nº 3576-PGR-AF-Extradição, nº 1085. Requerente: República Italiana. Extraditando: Cesare Battisti. Relator: Ministro Cezar Peluso, fls. 2323/2435.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref19">[19]</a> Ext n° 493. Relator: Ministro Sepúlveda Pertence.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref20">[20]</a> EXT n° 1085. Relator: Ministro Cezar Peluso.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref21">[21]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Itália encobre “asilo francês”, afirma filósofo. <em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref22">[22]</a> SEQUEIRA, Claudio Dantas. Refugiados italianos no Brasil apóiam decisão de ministro. <em>Folha de S. Paulo</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref23">[23]</a> Após afirmar-se favorável à entrega de Battisti à Itália, Antonio Fernando de Souza encaminhou parecer ao STF favorável à manutenção de Battisti no Brasil; a seu ver, o processo de extradição deve agora ser arquivado com base no artigo 33 da Lei número 9474/97, que impede a extradição de pessoas que receberam refúgio político. REDAÇÃO TERRA. Mendes: concessão de refúgio a Battisti não afeta extradição. <em>Terra</em>, 3 de fev. 2009. Em: <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3491520-EI306,00-Mendes+concessao+de+refugio+a+Battisti+nao+afeta+extradicao.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3491520-EI306,00-Mendes+concessao+de+refugio+a+Battisti+nao+afeta+extradicao.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref24">[24]</a> Entrevista ao programa <em>Em cima da hora</em>, Globo News, 28 jan. 2009. Um bode expiatório conveniente à Itália. <em>Valor Econômico</em>, 22 jan. 2009. URL: <a href="http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Por%20que%20Italia%20transformaria%20Battisti%20no%20bode%20expiatorio%20de%20periodo%20negro%20de%20sua%20historia?&#38;dtMateria=09%2001%202009&#38;codMateria=5377438&#38;codCategoria=99">http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Por%20que%20Italia%20transformaria%20Battisti%20no%20bode%20expiatorio%20de%20periodo%20negro%20de%20sua%20historia?&#38;dtMateria=09%2001%202009&#38;codMateria=5377438&#38;codCategoria=99</a></p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref25">[25]</a> MICHAEL, Andréa; SELIGMAN, Felipe; FERRAZ, Lucas. Dez testemunhas embasaram condenação.<em> Folha de S. Paulo</em>, 30 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref26">[26]</a> GENRO, Tarso. Apud LUNGARETTI, Celso. Governo concede refúgio a Cesare Battisti. SINDISPREV/RJ, 14 jan. 2009. Em: <a href="http://www.sindsprevrj.org.br/jornal/secao.asp?area=19&#38;entrada=2860">http://www.sindsprevrj.org.br/jornal/secao.asp?area=19&#38;entrada=2860</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref27">[27]</a> Comissão apóia reconhecimento de italiano como refugiado político. Redação 24HorasNews, 14 jan. 2009, em: <a href="http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&#38;mat=279276">http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&#38;mat=279276</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref28">[28]</a> CDHM lança nota em apoio à decisão de refúgio a Cesare Battisti. Librdade a Cesare Battisti, 23 jan. 2009. Em: <a href="http://cesarelivre.org/node/50">http://cesarelivre.org/node/50</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref29">[29]</a> MAIEROVITCH, Walter Fanganiello. Caso Battisti: Lula é anacrônico, define ‘The Economist’, Blog Sem Fronteiras, <em>Terra,</em> 25 jan. 2009. Em: http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/25/caso-battisti-lula-e-anacronico-define-the-economist/.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref30">[30]</a> <em>O Estado de S. Paulo</em>, Aliás, p. J2, 1º de fev. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref31">[31]</a> WEISS, Luiz. Asilo a italiano mobiliza a mídia Blog Verbo Solto. Observatório da Imprensa, 15 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref32">[32]</a> O jornal <em>O Estado de S. Paulo</em> publicou uma “Cronologia do caso dos boxeadores cubanos”<strong>:</strong><em> </em><strong><em>12 de julho</em></strong><em>: o jogador cubano Rafael Capote abandona a Vila pan-americana e vai de táxi até São Caetano do Sul. </em><strong><em>14 de julho</em></strong><em>: o técnico de ginástica artística Lázaro Lamelas abandona a delegação de Cuba. </em><strong><em>21 de julho</em></strong><em>: os boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara somem da Vila; no dia seguinte é anunciada a deserção. </em><strong><em>24 de julho</em></strong><em>: no jornal cubano Granma, do Partido Comunista, Lula admite tristeza e indignação. No Brasil, o governo nada comenta. </em><strong><em>26 de julho</em></strong><em>: os boxeadores assinam contrato de cinco anos com a cadeia de TV a cabo alemã Arena TV e se juntam a três outros cubanos desertados em dezembro. </em><strong><em>29 de julho</em></strong><em>: antes do encerramento dos jogos, a maior parte dos cubanos, 242 ao todo, antecipa a volta para casa a mando de Cuba. </em><strong><em>31 de julho</em></strong><em>: Cuba confisca bens e outros objetos dados a familiares dos pugilistas como prêmio. Esperados na Alemanha, os boxeadores não aparecem. </em><strong><em>2 de agosto</em></strong><em>: Rigondeaux e Lara são presos em Araruama, no Rio, e entregues à Polícia Federal por estarem com visto vencido e sem passaporte.</em><strong><em> 3 de agosto</em></strong><em>: os boxeadores prestam depoimento à PF e ficam sob liberdade vigiada em hotel. Segundo a polícia, eles queriam voltar para Cuba.</em><strong><em> 4 de agosto</em></strong><em>: voltam à ilha depois de, segundo a polícia, recusarem pedido de refúgio. Fidel promete não prendê-los.</em><strong><em> 5 de agosto</em></strong><em>: Fidel publica artigo no Granma dizendo que os dois desonraram a equipe nacional e não poderão mais representar Cuba em nenhum evento internacional. </em><strong><em>6 de agosto</em></strong><em>: Ahmert Ömer, da Arena Box, desiste de contratar os pugilistas. </em><strong><em>7 de agosto</em></strong><em>: o Ministério da Justiça divulga um comunicado oficial dizendo que os cubanos voltaram ao seu país porque quiseram.</em><strong><em> 9 de agosto</em></strong><em>: a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou convite a Tarso Genro para explicar os motivos da “localização, captura e rápida deportação” dos dois atletas.</em></p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref33">[33]</a> Cf. Blog <em>Cesare Livre</em>. URL: <a href="http://cesarelivre.org/">http://cesarelivre.org</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref34">[34]</a> Ele assim se descreve: “Proibido que fui e sou de participar da grande imprensa já depois da ditadura [...] jornalista expatriado, que como um Joris Ivens terá de sobreviver com seus frilas”.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref35">[35]</a> MARTINS, Rui. Battisti e a <em>Carta Capital</em>. <a href="http://www.blogdomino.com.br/blog/o-caso-battisti-343">http://www.blogdomino.com.br/blog/o-caso-battisti-343</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref36">[36]</a>Cf. <em>Celso Lungaretti – O Rebate, em: </em><a href="http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/">http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref37">[37]</a> Julgamento de Battisti na Itália foi uma farsa. <em>O Estado de S. Paulo</em>, 28 jan. 2009. Em: <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090128/not_imp314043,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090128/not_imp314043,0.php</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref38">[38]</a> Abaixo-Assinado de Solidariedade e Contra a Extradição de Cesare Battisti. Em: <a href="http://www.petitiononline.com/cesare07/petition.html">http://www.petitiononline.com/cesare07/petition.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref39">[39]</a> Carla Bruni nega participação em refúgio a Battisti. <em>Terra</em>, 25 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref40">[40]</a> MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Carla Bruni detona Battisti. <em>Sem Fronteiras. Terra</em>, 26 jan. 2009. Em: <a href="http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/26/carla-bruni-detona-battisti">http://maierovitch.blog.terra.com.br/2009/01/26/carla-bruni-detona-battisti</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref41">[41]</a> Italianos organizam reação popular contra asilo de Battisti. 26 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref42">[42]</a> Advogados recorrem para acelerar libertação de Battisti. <em>Terra</em>, 23 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref43">[43]</a> Apresentador pede boicote ao samba contra refúgio a Battisti. <em>Terra</em>, 23 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref44">[44]</a> Itália chama a consultas embaixador no Brasil por caso Battisti. <em>Terra</em>, 27 jan. 2009. Em: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3474598-EI7896,00-Italia+chama+a+consultas+embaixador+no+Brasil+por+caso+Battisti.html.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref45">[45]</a> Ministro italiano liga para Amorim por extradição de Battisti. <em>Terra</em>, 27 jan. 2009. Em:</p>
<p><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476249-EI306,00-Chanceler+italiano+liga+para+Amorim+e+defende+extradicao.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476249-EI306,00-Chanceler+italiano+liga+para+Amorim+e+defende+extradicao.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref46">[46]</a> Ex-jogador Paolo Rossi defende extradição de Battisti. <em>Terra</em>, 28 jan. 2009. Em: <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3478368-EI306,00.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3478368-EI306,00.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref47">[47]</a> PF diz que Greenhalgh recebeu R$ 650 mil de Dantas. <em>O Estado de S. Paulo</em>, 14 de julho de 2008. Em: <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac205550,0.htm">http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac205550,0.htm</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref48">[48]</a> MELLO, Marina. Advogado de Battisti diz que postura italiana é descabida. <em>Terra</em>, 27 de janeiro de 2009. Em: <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476212-EI306,00-Advogado+de+Battisti+diz+que+postura+italiana+e+descabida.html">http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3476212-EI306,00-Advogado+de+Battisti+diz+que+postura+italiana+e+descabida.html</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref49">[49]</a> GALLUCCI, Mariângela. Greenhalgh volta a pedir ao STF para libertar Battisti O Estado de S. Paulo, 28 jan. 2009. Em: <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac314564,0.htm">http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac314564,0.htm</a>.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref50">[50]</a> Itália endurece e chama de volta embaixador no Brasil, 28 jan. 2009.</p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref51">[51]</a> [Cesare Battisti] Carta enviada ao CONARE, antes do julgamento<strong>. </strong>Cesare Battisti, desde a prisão. Centro de Mídia Independente, 02/12/2008. Em: <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/434741.shtml">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/434741.shtml</a><strong>.</strong></p>
<p><a href="https://escritorluiznazario.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref52">[52]</a> BATTISTI, Cesare. Carta enviada por Cesare Battisti desde sua cela da polícia federal, em Brasília. Data-se de Junho de 2008, toda solidariedade faz-se necessária. Carta enviada da prisão. Por Comitê pela Libertação de Cesare Battisti, 19 jul. 2008. Em: <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/07/424752.shtml">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/07/424752.shtml</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Simone Sarasso - Settanta]]></title>
<link>http://evamassari.wordpress.com/2009/09/19/simone-sarasso-settanta/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 14:39:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eva Massari</dc:creator>
<guid>http://evamassari.wordpress.com/2009/09/19/simone-sarasso-settanta/</guid>
<description><![CDATA[Secondo capitolo della trilogia sporca d’Italia. Tocca agli anni di piombo, alla logica del terrore,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://evamassari.wordpress.com/files/2009/09/2774423.jpg?w=98" alt="2774423" title="2774423" width="98" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-216" />Secondo capitolo della trilogia sporca d’Italia. Tocca agli anni di piombo, alla logica del terrore, che nella strage di piazza Fontana si manifestò per la prima volta in tutta la sua ferocia.<br />
Bombe sui treni, nelle banche, nelle piazze. Centinaia i feriti, e i morti, morti ammazzati, pure. Aldo Moro giustiziato dopo 55 giorni di sequestro dalle Brigate Rosse.<br />
E’ la storia conosciuta dell’Italia dello stragismo. Che fa da sfondo alla penna di Simone Sarasso.<br />
Ma rispetto ai racconti ufficiali qualcosa stride, e viene voglia di parlare di contro politica e di contro informazione.<br />
<a href="http://www.milanonera.com/?p=2225"><strong>Articolo completo</strong></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lo Stato è Cosa Nostra]]></title>
<link>http://onoratasocieta.wordpress.com/2009/09/19/lo-stato-e-cosa-nostra/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 12:57:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Concetta Cice</dc:creator>
<guid>http://onoratasocieta.wordpress.com/2009/09/19/lo-stato-e-cosa-nostra/</guid>
<description><![CDATA[di Ferdinando Imposimato* &#8211; 08/09/2009 (fonte: la Voce delle Voci) Il filo rosso che lega pezz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>di Ferdinando Imposimato<span style="color:#ff0000;">*</span> &#8211; 08/09/2009 (fonte: <a href="http://www.lavocedellevoci.it" target="_blank">la Voce delle Voci</a>)</p>
<p><em>Il filo rosso che lega pezzi dello Stato, servizi e mafie, oggi viene alla luce destando clamore con le rivelazioni di Ciancimino, ma parte da lontano. Imposimato, un protagonista di quegli anni della storia italiana, ripercorre le tappe del patto scellerato.</em></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img title="Ferdinando Imposimato" src="http://www.dazebao.org/news/images/stories/archivio27/imposimato.jpg" alt="" width="300" height="230" /><p class="wp-caption-text">Ferdinando Imposimato</p></div>
<p>Molti anni fa una giornalista americana, Judith Harris, del Reader&#8217;s Digest, mi chiese quale fosse la differenza tra Brigate rosse e mafia. Senza pensarci due volte risposi: le Br sono contro lo Stato, la mafia e&#8217; con lo Stato. E spiegai che la capacita&#8217; della mafia e&#8217; di intessere legami stretti con le istituzioni &#8211; politica, magistratura, servizi segreti &#8211; a tutti i livelli. Con le buone o le cattive maniere. Chi resiste, come Boris Giuliano, Carlo Alberto Dalla Chiesa, Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, viene eliminato, senza pieta&#8217;. Collante tra mafia e Stato e&#8217; da sempre la massoneria. Questo sistema di legami, che risale alla strage di Portella delle Ginestre, non si e&#8217; mai interrotto nel corso degli anni, anzi si e&#8217; rafforzato ed e&#8217; diventato piu&#8217; sofisticato. Ma molti hanno fatto finta che non esistesse. Complice la stampa manovrata da potenti lobbies economiche.</p>
<p>Da qualche tempo e&#8217; affiorato, nelle indagini sulle stragi mafiose del 1992, il tema della possibile trattativa avviata da Cosa Nostra tra lo stato e la mafia dopo la strage di Capaci, per indurre le istituzioni ad accettare le richieste mafiose: questo sarebbe il movente della uccisione di Borsellino. Non ho dubbi che le cose siano andate proprio in questo modo. Ma per capire quello che si e&#8217; verificato ai primi anni &#8216;90, occorre uno sguardo verso il passato. Partendo dall&#8217;assassinio di Aldo Moro e da cio&#8217; che lo precedette e lo segui&#8217;.</p>
<p><!--more-->Con la riforma del 1977, che istitui&#8217; il Sismi ed il Sisde, i primi atti del presidente del consiglio Giulio Andreotti e del ministro dell&#8217;interno Francesco Cossiga furono la nomina ai vertici dei servizi segreti di Giuseppe Santovito e Giulio Grassini, due generali affiliati alla P2 di Licio Gelli: che gia&#8217; allora era legato a Toto&#8217; Riina, il capo di Cosa Nostra. Furono diversi mafiosi a rivelare questo collegamento tra Gelli e Riina.</p>
<p>I servizi segreti di quel tempo non persero tempo: strinsero patti scellerati con Pippo Calo&#8217; e la banda della Magliana, contro la quale, senza rendermene conto, fin dal 1975 avevo cominciato ad indagare, assieme al pm Vittorio Occorsio: con lui trattavo alcuni processi per sequestri di persona, tra cui quelli di Amedeo Ortolani, figlio di Umberto, uno dei capi della P2, di Gianni Bulgari e di Angelina Ziaco; sequestri che vedevano coinvolti esponenti della Magliana, della P2 e del terrorismo nero. Tra gli affiliati alla loggia di Gelli c&#8217;era un noto avvocato penalista, riciclatore del denaro dei sequestri, che poi venne stranamente assolto dopo che Occorsio aveva dato parere contrario alla sua scarcerazione. Di quella banda facevano parte uomini come Danilo Abbruciati, legati alla mafia ed ai servizi segreti. Occorsio, che aveva scoperto l&#8217;intreccio tra la strage di Piazza Fontana, l&#8217;eversione nera e la massoneria, venne assassinato l&#8217;11 luglio 1976. Per l&#8217;attentato fu condannato Pier Luigi Concutelli, che risulto&#8217; iscritto alla loggia Camea di Palermo, perquisita da Falcone.</p>
<p>La mia condanna a morte fu pronunciata, probabilmente dalla stessa associazione massonica, subito dopo che fui incaricato di istruire il caso Moro, in cui apparvero uomini della mafia guidati da Calo&#8217;, i capi dei servizi manovrati dalla banda della Magliana e politici amici di Gelli. A raccontarlo al giudice Otello Lupacchini fu il mafioso Antonio Mancini; costui disse che verso la fine del 1979 o i primi del 1980, avendo fruito di una licenza dalla Casa di lavoro di Soriano del Cimino, non vi aveva fatto rientro; in occasione di un incontro conviviale in un ristorante di Trastevere, l&#8217;Antica Pesa o Checco il carrettiere, cui aveva partecipato assieme ad Abbruciati, a Edoardo Toscano, ai fratelli Pellegrinetti, a Maurizio Andreucci e a Claudio Vannicola, mentre si discuteva del controllo del territorio del Tufello per il traffico di stupefacenti, si parlo&#8217; «di un attentato alla vita del giudice Ferdinando Imposimato». «Dal discorso si capiva che non si trattava di un&#8217;idea estemporanea: era evidente che erano stati effettuati dei pedinamenti nei confronti del magistrato e della moglie; che erano stati verificati i luoghi nei quali l&#8217;attentato non avrebbe potuto essere eseguito con successo; si era stabilito che comunque non si trattava di un obiettivo impossibile, per carenze della sua difesa nella fase degli spostamenti in auto: il luogo in cui l&#8217;attentato poteva essere realizzato era in prossimita&#8217; del carcere di Rebibbia dove la strada di accesso all&#8217;istituto si restringeva e non vi erano presidi militari di alcun genere». Proseguiva Mancini: «Quando sentimmo il discorso che si fece a tavola, io e Toscano pensammo che l&#8217;attentato dovesse essere una sorta di vendetta per l&#8217;impegno profuso dal magistrato nei processi per sequestri di persona da lui istruiti e che avevano visto coinvolti i commensali, i quali parlavano del giudice Imposimato definendolo &#8220;quel cornuto che ci ha portato al processo&#8221;. Successivamente, parlando dell&#8217;attentato ai danni del giudice Imposimato, Abbruciati mi spiego&#8217; che, al di la&#8217; delle ragioni personali che pure aveva, aveva ricevuto una richiesta in tal senso &#8220;da personaggi legati alla massoneria&#8221;, dei quali il giudice Imposimato aveva toccato gli interessi».</p>
<p>In seguito, durante le indagini su Andreotti per l&#8217;omicidio di Mino Pecorelli, il procuratore della Repubblica di Perugia accerto&#8217; che alla riunione, nel corso della quale si parlo&#8217; dell&#8217;attentato alla mia persona, avevano partecipato due uomini dei servizi segreti militari italiani di cui Mancini fece i nomi: essi furono incriminati e rinviati a giudizio per favoreggiamento. In seguito i due mi avvicinarono dicendomi che loro «non c&#8217;entravano niente con quella riunione» e che «evidentemente c&#8217;era stato uno scambio di persone da parte di Mancini, altri due uomini del servizio erano coloro che avevano preso parte a quell&#8217;incontro in cui venne annunciata la condanna a morte». Ovviamente non fui in grado di stabilire chi fossero i due agenti dei servizi. Restava il fatto che c&#8217;era stato un summit tra agenti segreti e mafiosi per decidere di eliminare, per ordine della massoneria, un giudice che istruiva due processi &#8220;scottanti&#8221;: quello sulla banda della Magliana e il processo per la strage di via Fani, il sequestro e l&#8217;assassinio di Moro. Ne&#8217; io potevo occuparmi di una vicenda che mi riguardava in prima persona come obiettivo da colpire.</p>
<p>Ma nessuno &#8211; tranne Falcone, che seppe, mi sembra da Antonino Giuffre&#8217;, che Riina aveva avallato l&#8217;assassinio di mio fratello &#8211; si preoccupo&#8217; di stabilire chi dei servizi avesse partecipato al summit in cui era stato annunciato l&#8217;imminente assassinio del giudice che in quel momento si stava occupando del caso Moro. Processo in cui, trenta anni dopo, venne alla luce il ruolo determinante della massoneria, della mafia e della politica.</p>
<p>In quel periodo non mi occupavo solo di sequestri di persona, ma anche del falso sequestro di Michele Sindona, altro uomo della P2, e dell&#8217;assassinio di Vittorio Bachelet, dei giudici Girolamo Tartaglione e Riccardo Palma e, naturalmente, del caso Moro; ed avrei accertato, dopo anni, che della gestione del sequestro Moro si erano occupati, nei 55 giorni della prigionia, i vertici dei servizi segreti affiliati alla P2 e legati alla banda della Magliana. Ma tutto questo all&#8217;epoca non lo sapevo: la scoperta delle liste di Gelli avvenne nella primavera del 1981. Cio&#8217; che e&#8217; certo e&#8217; che il capo del Sismi, Santovito, piduista, era nelle mani di uomini della Magliana, articolazione della mafia a Roma. E dunque il racconto di Mancini era vero in tutto e per tutto. Qualcuno voleva evitare che la mia istruttoria su Moro e quella sulla banda della Magliana mi portassero a scoprire il complotto politico-massonico che, con la strumentalizzazione di sanguinari ed ottusi brigatisti, aveva decretato l&#8217;assassinio di Moro per fini che nulla avevano a che vedere con la linea della fermezza.</p>
<p>Il disegno di costringermi a lasciare il processo sulla Magliana e quello sulla strage di via Fani riusci&#8217;, ma non secondo il piano dei congiurati. La mia uccisione non ebbe luogo per le precauzioni che riuscii a mettere in atto, ma nel 1983, nel pieno delle indagini su Moro, venne ucciso mio fratello Franco da uomini della mafia manovrati da Calo&#8217;: gli stessi che avevano eseguito la vergognosa messinscena del 18 aprile 1978, ossia la morte di Moro nel lago della Duchessa. Era evidente come il Sismi, che si era servito del mafioso Antonio Chichiarelli per preparare il falso comunicato, erano tutt&#8217;uno con la mafia, della quale si servivano per compiere operazioni sporche di ogni genere, compresa quella del lago della Duchessa, che provoco&#8217; una reazione violenta delle Br contro Moro, divenuto &#8220;pericoloso&#8221;.</p>
<p>A distanza di 30 anni dal processo Moro e di 26 anni dall&#8217;assassinio di mio fratello Franco &#8211; assassinio che mi costrinse a lasciare la magistratura e tutte le mie inchieste &#8211; ho avuto la possibilita&#8217; di scoprire quali fossero le ragioni del progetto criminale contro di me: impedirmi di conoscere il complotto contro Moro. Non era una trattativa tra Stato e mafia, ma un vero e proprio accordo tra servizi, mafia e massoneria, che, con la benedizione dei politici, sanci&#8217; prima la eliminazione di Moro e poi la mia esecuzione: la quale falli&#8217;, ma si ritorse contro mio fratello Franco, il quale prima di morire, mi chiese di non abbandonare le indagini. Il risultato fu che dopo quel barbaro assassinio fui costretto ad abbandonare tutte le inchieste sulla mafia e sui legami tra mafia, massoneria e stragismo. E nel 1986 dovetti rifugiarmi alle Nazioni Unite.</p>
<p>Durante le indagini che io conducevo a Roma sul falso sequestro Sindona, Falcone a Palermo per associazione mafiosa, e Turone e Colombo a Milano per l&#8217;omicidio di Giorgio Ambrosoli, venne fuori a Castiglion Fibocchi, nella villa di Gelli, l&#8217;elenco degli iscritti alla P2. Enorme fu la sorpresa degli inquirenti: comprendeva i capi dei servizi segreti italiani e del Cesis, l&#8217;organismo che coordinava i servizi, e di quelli che facevano parte del Comitato di crisi del Viminale. Quel comitato che era stato istituito da Cossiga con l&#8217;avallo di Andreotti. Dopo la scoperta, venne decisa dal ministro Virginio Rognoni l&#8217;epurazione degli uomini di Gelli dai servizi e dal ministero dell&#8217;interno; ma di fatto non fu cosi&#8217;. La Loggia del Venerabile mantenne il controllo sui servizi segreti, come ebbe modo di accertare la Commissione parlamentare sulla P2; e le deviazioni continuarono, con la complicita&#8217; dei vari governi che si susseguirono. La corruzione dei politici di governo, le intercettazioni abusive su avversari politici, giornalisti e magistrati, i ricatti fondati su notizie personali sono stati una costante della vita dei servizi (la vicenda Pollari-Pompa docet) senza che mai i responsabili abbiano pagato per le loro colpe.</p>
<p>Oggi e&#8217; riesplosa sulla stampa, per pochi giorni, la storia legata alla morte di Borsellino, subito silenziata dai mass media. La magistratura di Caltanissetta ha riaperto un vecchio processo che collega la sua tragica morte a moventi inconfessabili legati a menti raffinate delle stesse istituzioni. L&#8217;ipotesi investigativa prospetta la possibilita&#8217; che Borsellino sia rimasto schiacciato nell&#8217;ingranaggio micidiale messo in moto da Cosa Nostra e da una parte dello Stato in sintonia con la mafia, allo scopo di trattare la fine della violenta stagione stragista in cambio di concessioni ai mafiosi responsabili di crimini efferati come la strage di Capaci. Si trattava di una vergogna, un&#8217;offesa alla memoria di Falcone ed ai cinque poliziotti coraggiosi morti per proteggerlo. Salvatore Borsellino dice che le prove di questa ricostruzione erano nell&#8217;agenda rossa sparita del fratello Paolo, il quale, informato di questa infame proposta, probabilmente ha reagito con sdegno e rabbia: sapeva che lo Stato voleva scendere a patti con gli assassini. Di qui la decisione di accelerare la sua fine.</p>
<p>Ricordo che in quel tragico luglio del 1992, poco prima della strage di via D&#8217;Amelio, ero alla Camera dei deputati dove le forze contigue alla mafia erano ancora prevalenti e rifiutavano di approvare la norma voluta da Falcone, da me e da molti altri magistrati antimafia: la legge sui pentiti e il 41 bis. Nonostante la morte di Falcone, non c&#8217;era la maggioranza. Fu necessaria la morte di Borsellino per il suo varo. E oggi la si vuole abrogare.</p>
<p>L&#8217;aspetto piu&#8217; inquietante riguarda il ruolo di un ufficio situato a Palermo nei locali del Castello Utveggio, riconducibile ad attivita&#8217; sotto copertura del Sisde, entrato nelle indagini per la stage di via D&#8217;Amelio dopo la rivelazione della sua esistenza avvenuta durante il processo di Caltanissetta ad opera di Gioacchino Genchi. Al numero di quell&#8217;ufficio dei servizi giunse la telefonata partita dal cellulare di Gaetano Scotto, uno degli esecutori materiali della strage di via D&#8217;Amelio. Mi pare ce ne sia abbastanza per ritenere certo il coinvolgimento di apparati dello Stato.</p>
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<p><span style="color:#ff0000;">*</span><em>Ferdinando Imposimato, come giudice istruttore del Tribunale di Roma, ha seguito l’inchiesta sulla strage di via Fani e il sequestro e l’assassinio di Aldo Moro. Si è occupato anche di lotta ai sequestri di persona e a terrorismo, mafia e camorra, oltre che dell’attentato al Papa.</em></p>
<p><em>Laureato in Giurisprudenza, comincia a lavorare nella Polizia e nel 1964 entra in magistratura. Dopo un periodo trascorso a Milano, va a Roma dove segue le inchieste sui rapimenti, ottenendo la liberazione di numerosi ostaggi tra cui Giovanna Amati e Angelo Appolloni.</em></p>
<p><em>Istruisce inoltre importanti processi tra cui quello a Michele Sindona.</em></p>
<p><em>Sua, nel 1981, la prima sentenza-ordinanza contro la Banda della Magliana.</em></p>
<p><em>Nel 1983 il fratello Franco viene ucciso da Cosa nostra per una vendetta trasversale, il che lo costringe, per motivi di sicurezza, a lasciare l’Italia alla volta di Strasburgo, dove viene designato rappresentante italiano in seno all’Unione europea per i problemi del terrorismo internazionale. A partire dal 1987 &#8211; per tre legislature &#8211; viene eletto al Parlamento come indipendente di sinistra e fa parte della commissione Antimafia. Presenta numerosi disegni di legge sulla riforma dei servizi segreti, sugli appalti pubblici, sui trapianti, sui sequestri di persona, sui pentiti, sul terrorismo, sulla dissociazione.</em></p>
<p><em>Rientrato in magistratura è stato giudice della Suprema Corte di Cassazione, dove ha raggiunto il grado di Presidente onorario aggiunto. È stato presidente della Trio (Transplant Recipient International Organization) ed è direttore dell’osservatorio dell’Eurispes sulla criminalità organizzata in Italia.</em> (fonte: casa editrice <a href="http://www.chiarelettere.it/gw/producer/producer.aspx?t=/documenti/author.htm&#38;auth=286" target="_blank">Chiarelettere</a>)</p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><a href="http://www.wikio.it/vote?url=http://onoratasocieta.wordpress.com/2009/09/19/lo-stato-e-cosa-nostra/" target="_tab"><img style="border:none;vertical-align:middle;" src="http://www.wikio.it/shared/img/vote/wikio5.gif" alt="" /></a></p>
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