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	<title>aldo-naouri &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/aldo-naouri/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "aldo-naouri"</description>
	<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 13:47:41 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA["Los padres que no saben poner límites producen dictadores" - Aldo Naouri]]></title>
<link>http://americalatinaunida.wordpress.com/2009/07/31/los-padres-que-no-saben-poner-limites-producen-dictadores-aldo-naouri/</link>
<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 06:17:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>marianike</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se debe evitar que los chicos &#8220;tomen el poder&#8221;, afirma el célebre psicólogo y pediatra f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Se debe evitar que los chicos &#8220;tomen el poder&#8221;, afirma el célebre psicólogo y pediatra f]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Outra entrevista com Aldo Naouri - "Os maus pais são os que acham que a criança tem direito a tudo"]]></title>
<link>http://paisdocls.wordpress.com/2009/03/31/outra-entrevista-com-aldo-naouri-os-maus-pais-sao-os-que-acham-que-a-crianca-tem-direito-a-tudo/</link>
<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 10:24:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>paisdocls</dc:creator>
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<description><![CDATA[Este texto foi recebido por correio electrónico: Em Educar os Filhos: Uma Urgência nos Dias Que Corr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Este texto foi recebido por correio electrónico:</strong></span></p>
<p>Em Educar os Filhos: Uma Urgência nos Dias Que Correm, Aldo Naouri defende uma educação sem relações democráticas</p>
<p>Entrevista com Aldo Naouri</p>
<p>&#8220;Os maus pais são os que acham que a criança tem direito a tudo&#8221;<br />
25.03.2009 &#8211; Bárbara Wong</p>
<p>Já está reformado, mas antes de ter deixado o exercício da pediatra ainda observou os netos de uma das suas primeiras doentes, orgulha-se. Sabe dizer “não tenhas medo” em 48 línguas, tantas quantas as nacionalidades de doentes que recebia no seu consultório, em Paris. Escolheu ser pediatra porque acreditava que não ia lidar com a morte. Enganou-se. Agora dedica-se à escrita de livros.</p>
<p>Em Educar os Filhos: Uma Urgência nos Dias Que Correm, publicada pela Livros d´Hoje, defende uma educação sem relações democráticas, onde as crianças são postas no seu lugar, que é o de obedecer sem questionar. Eles não têm direitos, porque não são o centro do mundo. Conservador? “Sim, mas no bom sentido da palavra”, admite.</p>
<p>Defende que os pais são muito permissivos e que devem exercer mais a autoridade. Como é que chegou a essa conclusão?<br />
Quando os bebés vêm ao mundo, passam por um processo muito violento que é o da expulsão do corpo da mãe. Desde o primeiro dia que os pais procuram ajudá-los a adaptar-se e quando o bebé chora, a resposta dos pais é imediata na procura do seu conforto. Os pais acorrem imediatamente e o bebé compreende-o. O que defendo é que o bebé precisa de regras desde cedo, porque se estas não lhe forem ensinadas, ele permanecerá um bebé para o resto da vida.</p>
<p>Não é um cenário exagerado?<br />
Não. A sociedade será constituída por indivíduos que estão centrados sobre si próprios, para os quais as regras e os outros não interessam. O problema da educação é não é só de cada uma das famílias, mas diz respeito directamente a toda a sociedade.</p>
<p>É por isso que defende que uma ordem, dada pelos pais, não deve ser explicada, mas executada?<br />
Os pais e os filhos não estão no mesmo nível geracional, entre o pai e a criança a relação é vertical. Ao educarmos a criança, queremos elevá-la, fazê-la ascender ao nosso nível, ou seja, partimos do bebé para fazermos um adulto. Quando damos uma ordem e a explicamos, a relação vertical torna-se horizontal porque permitimos à criança que possa negociá-la. No entanto, ela precisa de saber que há limites.</p>
<p>Mas se aplicarmos este princípio, não estaremos a criar adultos sem pensamento crítico, que executam ordens sem perceber, nem contestar?<br />
Este é um conceito que deve ser aplicado em qualquer idade: os pais dão a ordem e a criança executa. Claro que a ordem pode ser explicada, mas só depois. Dizer “não” a uma criança é como o parapeito de uma ponte, em cima da qual ela se encontra. Se não houver esse parapeito, a criança cai para o vazio e nenhum pai quer que isso aconteça. O “não” é uma protecção.</p>
<p>Os pais nunca pedem desculpa, nem mesmo quando erram ou são injustos?<br />
Nunca! Os pais nunca pedem desculpa. Devem falar com firmeza e ternura. Nunca temos de nos justificar, nem de dar argumentos à criança. Podemos explicar, mas não justificar. O limite entre ambas é ténue, por isso defendo que na maior parte das vezes nem se explique.</p>
<p>O modo como os pais educam, por vezes, não é em reacção à forma como foram educados? Ou seja, eles tiveram pais rigorosos e autoritários, logo, são mais democráticos?<br />
Justamente, quando os pais se tornam pais, por vezes, recordam que há algum ressentimento em relação aos seus pais e não querem repetir, nem querem que os seus filhos o sintam mais tarde. O que digo a esses pais é que as crianças estão condenadas a amá-los, porque foram eles que as educaram. É inútil entrar no jogo da sedução, esse é que é perigoso. Quando dizemos “não”, estamos a impor limites, estamos a dizer à criança: “O teu percurso é por cima desta ponte e esta tem parapeitos para que não caias à água.” Se os pais disserem “não” com tranquilidade, a criança não vai contestar.</p>
<p>Não haverá uma altura em que a criança quer espreitar por cima do parapeito ou pôr-se em cima dele?<br />
A criança vai querer abanar a ponte, transgredir para ver se a ponte é sólida. Essa transgressão vai ajudá-la. As crianças são extremamente sensíveis aos limites, porque têm medo. A autoridade não é nociva, porque dá-lhes boas indicações sobre como é que devem seguir o seu percurso.</p>
<p>Por isso defende que é preferível educar as crianças de uma forma ditatorial a uma democrática?<br />
Os pais são permissivos porque a ideia da democracia e dos direitos está muito espalhada. Ao criar as crianças de um modo ditatorial e autoritário, estas vão aprender a reprimir. A partir desse momento, compreendem que os outros também existem e, no futuro, serão democratas. Mas, se os criarmos em democracia, como se fossem iguais aos pais, vão crescer centrados sobre si mesmos, vão crescer como fascistas. O que é um fascista? É um indivíduo que pensa que tem todos os direitos.</p>
<p>Os pais têm mais direitos do que os filhos?<br />
Hoje os pais procuram o prazer da criança e devia ser ao contrário. Os pais têm mais direitos, mas também mais deveres. O direito de saber o que é que lhes convém e às crianças e o dever de o impor à criança.</p>
<p>Não é isso a ditadura?<br />
Não! Não é ditadura, mas autoridade. Se os pais continuarem a dar todos os direitos à criança, começam a pedir-lhe autorização para sair à noite, para fazer esta ou aquela compra. Em França, 53 por cento das decisões sobre que produtos comprar são decididas pelas crianças. Alerto para o risco de estarmos a criar tiranos.</p>
<p>Que tipo de adultos estamos a criar?<br />
A mensagem do marketing insiste na importância dos filhos, o que paralisa os pais. A mensagem tem como objectivo aumentar o consumo. E estamos a criar crianças tiranas, autocentradas, perversas, que só pensam nelas.</p>
<p>São crianças que não sabem reagir à frustração? Que efeitos pode a actual crise económica ter sobre elas?<br />
A crise económica é já um resultado de uma educação irresponsável.</p>
<p>Isso significa que as duas gerações anteriores já foram educadas nesse paradigma de que a criança é o centro do mundo?<br />
Sim. As coisas começaram a mudar a partir do momento em que entrámos numa sociedade de abundância. Antes disso, dizíamos: “Não se pode ter tudo.” A partir dos anos de 1955/1960, passámos a dizer: “Temos direito a tudo.” A partir desse momento, começou a crescer a importância do “eu, eu, eu”.</p>
<p>Sempre pensou assim, ou, à medida que foi envelhecendo, foi mudando?<br />
As crianças vão ao meu consultório e não têm problemas. Porquê? Porque trato rapidamente desta dimensão da educação com os pais. Quando estes falam com outros pais, recomendam-me: “Vai falar com Naouri.” E eles vêm. Preciso de duas ou três consultas para resolver os problemas com eles. Porquê? Porque dou este tipo de explicações.</p>
<p>Quais são as principais queixas dos pais?<br />
Falta de disciplina, mau comportamento, desobediência nas horas de comer, tomar banho ou de dormir. Os pais pedem socorro, porque não conseguem reprimir as pulsões das crianças. Seja uma criança de um, três ou sete anos, procedo sempre do mesmo modo. Falo com os pais, escuto o que se passa, agradeço à criança por me ter vindo ver e ter trazido os pais e digo-lhe ainda que me vou ocupar dos pais. Em 80 por cento dos casos, as coisas ficam em ordem.</p>
<p>Como é que os pais sabem que são bons pais?<br />
Os bons pais são os que permitem à criança poder desejar. Os excelentes não existem. Todos os pais têm defeitos, os maus são os que acham que a criança tem direito a tudo.</p>
<p>Qual é a sua opinião sobre as novas famílias, as monoparentais, as homossexuais, as divorciadas que voltam a casar&#8230; Podem ou não ser boas educadoras?<br />
Em nome do egoísmo pessoal tomamos decisões que são prejudiciais para as crianças. As crianças filhas de pais divorciados divorciam-se mais rapidamente. As crianças de famílias monoparentais são crianças sós. Quanto aos casais homossexuais, a criança é como que um produto. Temos direito à felicidade, à saúde, a tudo o que queremos e também a uma criança. Isso é desumanizante.</p>
<p>Deviam existir escolas de pais, para estes aprenderem a educar?<br />
Pessoalmente acho que a escola de pais vai ainda paralisá-los mais. Eles recebem demasiadas mensagens, algumas contraditórias e que paralisam. Defendo que os pais devem ser pais, que não tenham medo de o ser e de ter confiança. Se assim agirem, saberão o que fazer.</p>
<p>Disciplinas como Educação para a Cidadania ou Educação Sexual são necessárias?<br />
Tudo é necessário. A função da escola não é educar, a educação deve ser dada nos três primeiros anos de vida, pelos pais. A escola faz isso como paliativo, mas não chega, porque a educação é um problema e responsabilidade dos pais.</p>
<p>Porque é que os pais não são mais firmes? Porque têm medo que os seus filhos os deixem de amar?<br />
As crianças olham para o mundo como os pais o apresentam. A firmeza, quando é usada, vai passar a ser uma dimensão natural do mundo. Por vezes, as coisas não são perfeitas e é preciso gastar mais energia e mais tempo, mas os pais devem manter-se firmes, sem nunca esquecerem a ternura.</p>
<p>No seu livro afirma que as crianças não têm direitos. Porquê?<br />
Explico no livro que quando a França tencionava assinar a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, os especialistas reunidos pelo Governo, entre os quais eu me encontrava, recusaram a sua assinatura porque é um documento que não se adequa ao contexto europeu, porque são só direitos, sem enunciar qualquer dever, o que leva ao laxismo. No entanto, o Governo já a havia assinado.</p>
<p>Mas há crianças europeias que vivem na miséria, são vítimas de abusos e de maus tratos. Não precisam de ter direitos?<br />
São poucas as que vivem essas situações. É importante sublinhar que o direito mais importante a que a criança tem direito é à educação. É curioso verificar que &#8220;educar&#8221; e &#8220;seduzir&#8221; são construídas a partir da mesma palavra do latim &#8220;ducere&#8221;, que quer dizer, &#8220;puxar para si&#8221;, &#8220;conduzir&#8221;, o que deu &#8220;ducare&#8221;, &#8220;educar&#8221;. Mas &#8220;ducere&#8221; parte do radical &#8220;dux&#8221; que quer dizer &#8220;chefe&#8221;. A ideia de chefe ou do exemplo que dele se destaca. Ora &#8220;seducere&#8221;, é exactamente o contrário, é colocar de parte o exemplo do chefe. Educar implica impor à criança um constrangimento ou uma privação que faça sentido em si. E que não é para ter efeito imediato, mas a longo prazo.</p>
<p>Em consultório, já houve pais que discordaram consigo e deixaram de o consultar?<br />
Há pais que ficam chocados com o que digo. Não posso fazer nada. Pelo meu consultório passaram pessoas de 48 línguas diferentes. Quando vejo alguém pela primeira vez cuja língua materna não é o francês, pergunto como é que na sua língua se diz &#8220;não tenhas medo&#8221; e transcrevo foneticamente. Sei em chinês, grego&#8230; E quando pego na criança digo-lhe &#8220;não tenhas medo&#8221;. À criança digo pouca coisa, trato-a com ternura e ela sente-a. Mas falo sobretudo com os pais. O que é surpreendente é a rapidez com que os pais recuperam as suas capacidades de educadores. Falo com eles e é como se se encontrassem e se sentissem autorizados.</p>
<p>Já foi acusado de ser de extrema-direita?<br />
Sim, por uma imprensa que recusa totalmente a possibilidade de educar. Digo que são pessoas que não sabem nada de educação, que me acusam de fazer muito barulho e de querer impor um modelo e de dar uma ideia de catástrofe. Mas é preciso chamar a atenção para os perigos de uma educação permissiva. Contudo, a maior parte das reacções, as centenas de cartas e de e-mails que recebo são de pais que me agradecem.</p>
<p>E os investigadores e outros autores estão de acordo com as suas ideias?<br />
A maior parte está de acordo. Os psicanalistas que conheço, excepto, dois ou três, dizem que o meu trabalho é excelente e necessário.</p>
<p>Os pediatras devem ser mais do que médicos que fazem diagnósticos?<br />
Antigamente, os pais pediam aos pediatras: Faça tudo para que o nosso filho não morra e que tenha uma boa saúde. Agora, pedem-nos para colaborar com eles na educação. Mas os pediatras não sabem responder e é uma pena.</p>
<p>Não sabem responder porque falta formação nessa área?<br />
Sim, há 60 anos que a pediatra continua a ser ensinada da mesma maneira. Os estudos deviam preparar os pediatras para saber responder a todas as dúvidas educacionais dos pais. Um dos problemas da pediatria é que as palavras “pai” e “mãe” não existem e os médicos só conhecem as palavras “bebé” e “criança”.</p>
<p>Os pediatras deveriam ter mais conhecimentos de psicologia e pedagogia?<br />
Absolutamente. Os pediatras deviam perceber que os pais quando têm problemas com o comportamento dos filhos não querem ir falar com um psicólogo, mas com o médico que acompanha os seus filhos. É preciso mudar. Eu estudei psicanálise, mas também antropologia, sociologia, linguística. Fui-me formando e os meus colegas pedem-me para falar com eles sobre estes temas porque percebem que têm essa dificuldade.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista com Aldo Naouri - O casal à frente dos filhos]]></title>
<link>http://paisdocls.wordpress.com/2009/03/29/entrevista-com-aldo-naouri-o-casal-a-frente-dos-filhos/</link>
<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 13:48:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>paisdocls</dc:creator>
<guid>http://paisdocls.wordpress.com/2009/03/29/entrevista-com-aldo-naouri-o-casal-a-frente-dos-filhos/</guid>
<description><![CDATA[Pediatra e psicanalista, Aldo Naouri veio a Portugal lançar o seu best-seller «Educar os Filhos – um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Pediatra e psicanalista, Aldo Naouri veio a Portugal lançar o seu best-seller «Educar os Filhos – uma urgência nos dias que correm». Tudo o que diz é politicamente incorrecto, desde o seu elogio da autoridade parental e da frustração, até à certeza que transmite que uma família feliz é aquela em que o casal vem primeiro, e os filhos depois. Nesta entrevista ao Destak, aliás como no livro, falou sem papas na língua, mas com um sorriso permanente e uma gargalhada fácil, que nos deixa a certeza de que o seu empenho nesta missão de reintroduzir as palavras bem e mal educado no nosso vocabulário, é mesmo um esforço para que a sociedade, a começar pelos pais, não «dêem cabo» do espantoso potencial de uma criança./</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Isabel.Stilwell &#124; <a href="mailto:editorial@destak.pt">editorial@destak.pt</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Qual é o mito que corrompe a educação?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Deixar crer aos pais que as crianças se desenvolvem apenas com amor. Que os pais só precisam de amar e esperar para ver&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>E, de facto, o amor não chega?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Não, sozinho não chega. As crianças têm pulsões muito fortes e em estado bruto. É fundamental canalizar essa energia. Ensina-los a saber fazer uso dos seus impulsos. Só assim crescem e se tornam indivíduos sociais e sociáveis, capazes de pensar nos outros. Se este processo não acontecer ficam bebés, reféns do seu egocentrismo, incapazes de superar obstáculos, absolutamente egoístas, e que respondem com violência e descontrolo a qualquer frustração. Aquilo, afinal, de que os pais se queixam quando vão a uma consulta de pediatria e dizem que não conseguem ter mão nos filhos, aquilo que vemos nas ruas quando os pequenos ditadores fazem a vida negra aos pais, aquilo que a escola sofre, num clima de indisciplina inacreditável, onde aprender é impossível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Mas porque é que suportamos tão mal vê-lo sofrer. Dói mesmo ver o nosso filho sozinho, num canto do recreio&#8230; Como é que se resiste à vontade de intervir&#8230;</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ah, a dor do menino sozinho no recreio! O que percebemos nesse momento é que demos vida a uma criança que está destinada a morrer&#8230; É um pensamento que não consciencializamos, claro, mas de cada vez que não o podemos proteger sabemos, cá dentro, que ele está sozinho. Aliás, como nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Faz o elogio da frustração. Não posso concordar mais consigo. Em teoria. Porque na prática, custa imenso frustrar um filho, dizer-lhe que não. Dávamos tudo para os ver sempre felizes&#8230;</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Custa-nos tanto porque revivemos essa dor. Mas não podemos projectar neles a nossa dor. Frustrá-los é absolutamente necessário, indispensável para que venham a ser pessoas realizadas e felizes. E quando estamos convictos disso, depois é tão simples como levá-los às vacinas. A pica dói, pois dói, mas sabemos que lhe vai salvar a vida, por isso nem hesitamos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>A função dos pais é colocar limites?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Educar é colocar limites. É assumir a autoridade que o papel de pais nos dá. Sabemos o que é melhor para o nosso filho, e temos que acreditar nisso, sem ir na conversa do politicamente correcto. Uma criança sem limites, é uma criança que se sente desprotegida, angustiada, horrivelmente angustiada. A hierarquia lá em casa tem que ser vertical, connosco no vértice de cima. Aquela ideia dos pais amigos, de uma relação horizontal, é um verdadeiro mau-trato.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Porque é que temos tanto medo de perder o amor dos nossos filhos?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Sabe porquê? Porque temos ressentimentos em relação aos nossos pais, temos vergonha desses ressentimentos que nos dão a sensação de que não os amamos tanto quanto devíamos, e dávamos tudo, como diz, para que os nossos filhos não os tivessem em relação a nós. Impossível. O papel dos pais não é seduzir os filhos, dar-lhes uma imagens de uns companheiros fantásticos, bonzinhos e bonitos, mas educá-los. E já agora, haverá sempre ressentimentos, mas não há risco de fazerem perder o amor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Tendemos a querer dar tudo aos nossos filhos, até mesmo uma vida sexual&#8230; «Podes dormir com o teu namorado lá para casa (nos carros é perigoso, há assaltos), e já agora aqui está um contraceptivo&#8230;» Não é um pouco como aqueles países que invadem outros, a pretexto de que lhes vão levar a «liberdade»&#8230;</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">(bate com a na testa). Primeiro, desenganem-se, sem interdito não há sexo. E numa família, nem os filhos querem saber da vida sexual dos pais (os seus, só fizeram «aquilo», uma única vez para os conceber), e os pais não se devem meter na vida sexual dos filhos. É preciso que eles conquistem aquilo que querem, com esforço, que é uma das outras palavras que deveria voltar ao nosso vocabulário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Diz que se fizermos as coisas bem feitas, aos três anos já estão educados&#8230;</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E estão mesmo. Quanto mais cedo conhecerem e interiorizarem as regras básicas, mais fácil será o seu desenvolvimento. Os miúdos educados assim são miúdos que têm uma evolução tranquila, mesmo uma adolescência tranquila.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Nada a fazer então aos que foram mal-educados, outra palavra que gostava de ver assumida de novo no nosso vocabulário?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Tudo a fazer, mas vai dar muito, muito, mais trabalho. Quanto mais tarde, mais trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Gostei imenso de ler que para uma família feliz, o casal tem que vir primeiro que os filhos. Gostei de ler, mas na prática, sobretudo os pais que trabalham sentem que todos os seus tempos livres têm que ser para os seus filhos… Para os compensar da falta que, teoricamente, lhes fazem.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A vida física e psíquica das crianças faz-se na cama dos pais. Se eles estão bem um com o outro, se estão unidos e se valorizam o casal como a força fundadora da sua família, os filhos vão estar melhor ainda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>No seu livro é muito claro quando diz que os pais têm o direito de querer que o seu filho seja uma pessoa de bem, porque afinal vai ser conhecido como «o filho de&#8230;». É revolucionário dizer isto, quando achamos que só temos a obrigação de dar, e não é legítimo pedir nada em troca…</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Estabelece-se entre pais e filhos uma dívida – o pai deve merecer o orgulho do filho, porque é «pai de..», mas também tem direito a que o filho se comporte de forma a ser motivo de orgulho, porque afinal vai ser conhecido como «filho de&#8230;».</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Mas cita Freud, quando este dizia a uma doente sua qualquer coisa como faça como quiser, porque eduque como educar vai educar sempre mal&#8230;</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O que Freud queria dizer é que não vale a pena andar à procura de pais perfeitos. Não existem. Alias como também não existem filhos perfeitos, e nem vale a pena esperar que o sejam. Os pais têm uma história própria que os impedem de ser perfeitos, o filho também é portador dessa história, e portanto&#8230;. O ódio e o amor, mesmo nas relações profundas e incondicionais como as de pais e filhos, estão sempre presentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Tem-se discutido muito se os tribunais devem, ou não devem, ouvir as crianças num caso de divórcio, por exemplo. O que pensa disto?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Acho que devem ser ouvidos por especialistas, e com a maior das cautelas, porque as crianças são facilmente manipuláveis, tanto pelo pai como pela mãe. Mas escutar uma criança não significa fazer o que ela quer ou pede. É preciso que se faça o que é melhor para ela, que pode ser uma coisa completamente diferente. Sem nunca a alienar de um dos pais, seja pai ou mãe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Acredita que a actual crise económica, porque provoca inevitavelmente frustração, vai ajudar a educar uma geração que, defende, tem demasiados elementos mal-educados?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O que não tenho dúvida nenhuma é que a crise económica foi provocada por indivíduos mal educados! Pessoas que continuaram em adultos a comportarem-se como uma criança que acredita estar sozinha no mundo e ser o centro do universo. Um bebé adulto que mete tudo ao seu bolso, sem pensar nas consequências para os outros…</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ALDO NAOURI, PEDIATRA Y ESCRITOR]]></title>
<link>http://geekwars.wordpress.com/2008/11/11/aldo-naouri-pediatra-y-escritor/</link>
<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 08:02:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>geekwars</dc:creator>
<guid>http://geekwars.wordpress.com/2008/11/11/aldo-naouri-pediatra-y-escritor/</guid>
<description><![CDATA[No estoy de acuerdo en toda la entrevista, pero que razón tiene cuando dice &#8220;&#8230; los niños]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://geekwars.wordpress.com/files/2008/11/escanear00711.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-701" title="Entrevista" src="http://geekwars.wordpress.com/files/2008/11/escanear00711.jpg" alt="Entrevista" width="460" height="610" /></a></p>
<p>No estoy de acuerdo en toda la entrevista, pero que razón tiene cuando dice &#8220;&#8230; <strong>los niños no son nuestros iguales, están por debajo, y somos los adultos quienes decidimos&#8230;</strong>&#8220;, y eso que yo soy <span style="text-decoration:line-through;">niño</span> hijo . Pero creo que los padres los hijos deben de tener voz pero no voto y tienen que ser los padres quienes tomen las decisiones.</p>
<p>Menudo post tan&#8230; poco geek y si encuentro la versión digital (si existe) la pongo.</p>
<p>Publicado en el diario <a href="http://www.abc.es/">ABC</a> el 10 de noviembre de 20008</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Que sont-ils devenus ?]]></title>
<link>http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/04/11/que-sont-ils-devenus/</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 08:15:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>poulepondeuse</dc:creator>
<guid>http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/04/11/que-sont-ils-devenus/</guid>
<description><![CDATA[Aujourd&#8217;hui un billet pour vous donner quelques infos et liens supplémentaires en rapport avec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Aujourd&#8217;hui un billet pour vous donner quelques infos et liens supplémentaires en rapport avec de précédents articles.</p>
<p><strong>Allaitement</strong> (voir <a href="http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/15/lallaitement-rend-il-beau-riche-et-intelligent/" target="_blank">ici</a> et <a href="http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/27/sevrage-et-allaitement-mixte/" target="_blank">ici</a>) : suite au <a href="http://blog.grandirautrement.com/index.php/2008/04/10/173-allaitement-et-travail-contre-le-refus-de-lallaitement-en-creche" target="_blank">refus</a> d&#8217;une crèche de donner du lait maternel après 6 mois, une pétition est lancée pour qu&#8217;une loi soit faite pour que ça n&#8217;arrive plus. On peut la signer <a href="http://www.mesopinions.com/Loi-pour-que-le-lait-maternel-ne-soit-plus-jamais-refuse-en-creche-petition-petitions-6bc95615a6210a8a6d6d4b39229f9b92.html" target="_blank">ici</a>.</p>
<p><a href="http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/28/les-chaussons-en-cuir-souple/" target="_blank"><strong>Chaussons en cuir souple</strong></a> : Pour ceux qui habitent dans des contrées polaires, ou chez qui il y a du carrelage très très froid, et qui trouvent que les chaussons c&#8217;est un peu léger, je vous ai trouvé un lien aux petits oignons : des <a href="http://www.plateauproducts.com/" target="_blank">petits chaussons fourrés</a> fabriqués à la main au TIbet, pour seulement 19.95 $ la paire (port compris). Il y a aussi des petites bottines à peine plus chères. Certes ça n&#8217;est plus trop la saison, mais vue la météo ça fait une bonne excuse pour dégainer la CB (je suis forte, je résiste, je suis forte, je résiste&#8230;). Et si le dollar venait à remonter, il vaut mieux profiter du cours avantageux maintenant (je suis forte, je résiste, je suis forte, je résiste&#8230;).</p>
<p><strong><a href="http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/25/les-parents-sont-ils-nuls/" target="_blank">Aldo Naouri</a></strong> : Grâce au blog <a href="http://avancer.canalblog.com/" target="_blank">Faisons avancer les choses</a>, je vous suggère d&#8217;aller voir <a href="http://www.elle.fr/elle/societe/les-enquetes/j-ai-teste-la-methode-naouri/(gid)/571164/(article)/571166" target="_blank">l&#8217;article de Elle</a> où Alix Girod de l&#8217;Ain (alias le Dr AGA pour celles qui lisent Elle) teste la méthode Naouri. Ecrit avec son humour habituel, et criant de vérité.</p>
<p><a href="http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/09/la-technique-magique-du-bain/" target="_blank"><strong>La technique magique du bain</strong></a> : Pas de lien en particulier, plutôt quelques observations (en conditions contrôlées) sur l&#8217;évolution de la technique avec l&#8217;âge du poussin. Et ce surtout si vous avez pris l&#8217;option &#8220;explorateur/Dr Livingstone&#8221; sur votre poussin (ou pas d&#8217;ailleurs, ce qui peut mener à certaines tensions dans le couple, pour savoir qui a coché cette foutue option). Bref. Une fois donc que le poussin commence à maîtriser sa position et à savoir en changer tout seul, vous pouvez le mettre directement assis dans le bain. Il y a aussi des chances qu&#8217;il ne veuille plus aller sur le dos (alors que c&#8217;est quand même la position la plus pratique pour lui laver les cheveux). L&#8217;avantage, c&#8217;est que quand il commence à se mettre debout, c&#8217;est carrément plus pratique pour le savonner (façon fouille au corps à la douane&#8230;). Moins pour le rincer cependant. L&#8217;inconvénient, c&#8217;est que la baignoire, ça glisse, alors je vous raconte pas les gamelles. Le dernier truc du poussin : on laisse couler l&#8217;eau pendant qu&#8217;il est dans le bain (arrêter l&#8217;eau avant qu&#8217;on ne voie plus la tête&#8230;). Gros gros succès : essayer de boire l&#8217;eau (en s&#8217;en mettant plein la figure), passer sa main dedans (en s&#8217;en mettant plein la figure), s&#8217;approcher (en s&#8217;en mettant plein la figure), éclabousser partout (en s&#8217;en mettant plein la figure). Bref l&#8217;éclate totale.</p>
<p>Je vous donnerai bientôt des nouvelles de mon expérience des <strong>couches lavables</strong>, que nous utilisons à plein temps depuis 2-3 semaines, mais j&#8217;attends d&#8217;avoir un peu plus de recul pour vous en parler.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[L’enfant, ce petit dieu]]></title>
<link>http://desiretgrossesse.com/2008/03/31/l%e2%80%99enfant-ce-petit-dieu/</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 12:32:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>helenawalther</dc:creator>
<guid>http://desiretgrossesse.com/2008/03/31/l%e2%80%99enfant-ce-petit-dieu/</guid>
<description><![CDATA[  Aujourd’hui dans les transports en commun. Alors que je lisais l’interview de d’Aldo Naouri « Aujo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><img src="http://desiretgrossesse.wordpress.com/files/2008/03/mamanetbb.png" alt="mamanetbb.png" /> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-family:'Bookman Old Style';font-size:15px;font-style:italic;">Aujourd’hui dans les transports en commun.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';">Alors que je lisais l’interview de d’Aldo Naouri « Aujourd’hui,celui qui détient l’autorité c’est l’enfant » parue dans Madame Figaro, je me suis laissée surprendre par la discussion d’une mère avec son enfant âgé d’une dizaine d’années. Je lisais l’article avec une certaine distance, car lire à tout bout de champs que l’enfant n’est là que pour combler le narcissisme de leurs parents, relève parfois du bourrage de crâne. Moi je dis, halte à la culpabilité et aux discours professoraux. La maternité ne serait-elle que « sacrificielle » et l’enfant se positionnerait-il qu’en &#8220;petit dieu&#8221; ? Certes la société évolue, l’héritage de mai 68 conditionne en partie l’éducation apportée aux enfants …. mais de là à généraliser ces théories …</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';">Pour en revenir au point initial de ce billet, je lisais donc l’entretien d’A.Naouri quand une maman s’adresse à son grand garçon dans un langage très infantile:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">-</span><span style="font:normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">       </span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><i><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">Fini ton sandwich mon petit Antoine</span><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;"></span></i></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">-</span><span style="font:normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">       </span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><i><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">Veux-tu que maman t’aide ? Veux-tu que je te donne de l’eau ?</span><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;"></span></i></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">-</span><span style="font:normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">       </span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><i><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">Tu sais mon chéri pour le retour, nous prendre le bus en sens inverse. Est ce que tu veux bien ?</span><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;"></span></i></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">-</span><span style="font:normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">       </span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><i><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">Mange un peu plus vite mon petit Antoine …</span><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;"></span></i></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:36pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">-</span><span style="font:normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">       </span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><i><span class="Apple-style-span" style="color:#808080;">Après maman te fera un gros bisou ….</span></i></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';">CQFD</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';">J’ai relevé le nez …. troublée. Aldo a-t-il raison? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';">Sommes nous toutes des mères au service de nos petits ? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"><i>Héléna</i></span><span style="font-size:11pt;font-family:'Bookman Old Style';"></span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Προσοχή στην ιεραρχία!]]></title>
<link>http://daskalakos.wordpress.com/2008/03/26/hierarchy-matters/</link>
<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 14:55:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>daskalakos</dc:creator>
<guid>http://daskalakos.wordpress.com/2008/03/26/hierarchy-matters/</guid>
<description><![CDATA[Αντιγράφω από τις Διαστάσεις: Τα σημερινά παιδιά δεν πάνε καλά. Μπορεί να είναι υγιέστερα, αλλά είνα]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Αντιγράφω από τις <a href="http://diastaseis.blogspot.com/2008/03/blog-post_24.html" title="Προσοχή στην ιεραρχία!" target="_blank">Διαστάσεις</a>:</p>
<p>Τα σημερινά παιδιά δεν πάνε καλά. Μπορεί να είναι υγιέστερα, αλλά είναι υπερκινητικά, έχουν προβλήματα στο σχολείο και δυσκολεύονται να αυτονομηθούν. Τι φταίει; Ο υπερβολικός φιλελευθερισμός στο σπίτι, απαντά ο πιο γνωστός παιδίατρος της Γαλλίας.</p>
<p>Δύο γεγονότα, καθ΄ όλα ευπρόσδεκτα, άλλαξαν κατά τη δεκαετία του ΄70 τον ρόλο των παιδιών στις δυτικές κοινωνίες. Το ένα ήταν η επικράτηση της αντισύλληψης: το παιδί, προϊόν πλέον απόφασης και όχι τύχης, τοποθετήθηκε στην κορυφή του οικογενειακού οικοδομήματος. Το άλλο ήταν η μετάβαση από την κοινωνία των στερήσεων στην κοινωνία της αφθονίας. Πριν από τη δεκαετία του ΄70, το κυρίαρχο μήνυμα της ανατροφής ήταν: «Δεν μπορείς να τα έχεις όλα». Σήμερα, τα παιδιά μαθαίνουν όχι μόνο πώς μπορούν, αλλά πώς δικαιούνται κιόλας να τα έχουν όλα. Η αίσθηση της ματαίωσης, ουσιώδης για την ανάπτυξή τους, έχει εξαφανιστεί. Με την έννοια αυτή, τα παιδιά των μεσαίων τάξεων είναι πιο «κακομαθημένα» από εκείνα των πλουσίων.</p>
<p><a href="http://www.lepoint.fr/actualites-societe/aldo-naouri-aux-parents-soyez-autoritaires/920/0/231020" title="Soyez autoritaires" target="_blank"><img src="http://www.lepoint.fr/content/system/media/630_p86NAOURI.jpg" alt="Aldo Naouri" height="274" width="630" /></a></p>
<pre>© Sandrine Roudeix pour Le Point</pre>
<p>Αυτά <a href="http://www.lepoint.fr/actualites-societe/aldo-naouri-aux-parents-soyez-autoritaires/920/0/231020" title="Soyez autoritaires" target="_blank">λέει</a> στο περιοδικό <a href="http://www.lepoint.fr/" title="Le point" target="_blank">Le Ρoint</a> ο παιδίατρος <a href="http://www.aldonaouri.com/" title="Aldo Naouori " target="_blank">Αλντό Ναουρί</a>, που προκαλούσε πάντα θόρυβο με τα βιβλία του, είτε επέκρινε το δικαίωμα του μωρού να τρέφεται όποτε θέλει είτε καταδίκαζε την παντοδυναμία των μητέρων. Με το τελευταίο του βιβλίο, που κυκλοφόρησε την περασμένη εβδομάδα με τον τίτλο <a href="http://www.odilejacob.fr/catalogue/index.php?op=par_titre&#38;cat=0207&#38;count=0&#38;id_livre=2498&#38;option=&#38;desc=quatrieme#2498" title="Éduquer ses enfants" target="_blank">«Εκπαιδεύοντας τα παιδιά μας»</a> (εκδ. <a href="http://www.odilejacob.fr/" title="Editions Odile Jacob" target="_blank">Odile Jacob</a>), ζητά από τους γονείς να ξεχάσουν την ψυχανάλυση και την ψυχοκινητική αγωγή των παιδιών τους και να αναλάβουν ξανά τον ρόλο τους στο σπίτι. Το θεμέλιο της εξουσίας τους -τονίζει- δεν είναι η οργή ούτε βέβαια το ξύλο, αλλά η ιεραρχία και η επίγνωση αυτής της ιεραρχίας. Το παιδί αξίζει τον σεβασμό των γονιών του, αλλά δεν είναι ίσο μ΄ αυτούς. Και το μεγαλύτερο κακό που μπορούν να του κάνουν είναι να φοβούνται μήπως το «τραυματίσουν». Κάπως έτσι φτάσαμε να βλέπουμε οκτάχρονα παιδιά με μπιμπερό ή με πιπίλα&#8230;</p>
<p>Ο Ναουρί τα έχει -ξανά!- κυρίως με τις μητέρες. Μπροστά στην τεράστια μητρική και επαγγελματική πίεση που δέχονται, λέει, βρήκαν έναν απλό τρόπο να θεραπεύσουν τον ναρκισσισμό τους: τέθηκαν στην υπηρεσία των παιδιών τους. Η εργαζόμενη μητέρα νομίζει πως επειδή λείπει αρκετές ώρες από το σπίτι πρέπει το βράδυ να «επανορθώσει», ενώ θα έπρεπε να γνωρίζει ότι πέντε λεπτά μετά την επιστροφή της το μωρό αισθάνεται σαν να μην είχε φύγει ποτέ από κοντά του. Ο πατέρας, από την πλευρά του, επενδύει πλέον πολύ περισσότερο χρόνο στα παιδιά του από παλιά, αλλά η θέση του δεν αναγνωρίζεται ούτε από τη μητέρα ούτε από την κοινωνία. Δεν είναι αρκετή μια πατρική άδεια δεκαπέντε ημερών. Πρέπει να γίνει αποδεκτός ο διαλεκτικός του ρόλος στην εκπαίδευση: να ενθαρρύνει τη θηλυκότητα της μητέρας και να «σπάσει» την αποκλειστική της σχέση με το παιδί.</p>
<p>Ο 70χρονος παιδίατρος δεν έχει καμιά αμφιβολία: η κυριότερη ένδειξη καλής ανατροφής ενός παιδιού είναι η ηρεμία του.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Les parents sont-ils nuls ?]]></title>
<link>http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/25/les-parents-sont-ils-nuls/</link>
<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 07:56:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>poulepondeuse</dc:creator>
<guid>http://poulepondeuse.wordpress.com/2008/03/25/les-parents-sont-ils-nuls/</guid>
<description><![CDATA[Si vous traînez un peu sur la blogosphère bébé/enfant, vous n&#8217;avez pas pu échapper à une récen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="super nanny" href="http://poulepondeuse.wordpress.com/files/2008/03/super-nanny.jpg"><img src="http://poulepondeuse.wordpress.com/files/2008/03/super-nanny.thumbnail.jpg" alt="super nanny" /></a> Si vous traînez un peu sur la blogosphère bébé/enfant, vous n&#8217;avez pas pu échapper à une récente interview d&#8217;Aldo Naouri, pédiatre médiatique, dans <em><a href="http://www.elle.fr/elle/societe/interviews/frustrez-vos-enfants/" target="_blank">Elle</a></em>. Si elle n&#8217;est plus en ligne, vous en trouverez une retranscription <a href="http://avancer.canalblog.com/archives/2008/03/20/8391859.html" target="_blank">ici</a>, ainsi qu&#8217;<a href="http://avancer.canalblog.com/archives/2008/03/23/8437594.html" target="_blank">une autre</a> de ses bafouilles pour le Point (avec commentaires de la blogueuse). Son but principal semble être de redonner l&#8217;autorité aux parents, ce qui n&#8217;est pas forcément une mauvaise chose, même si certaines de ses méthodes feraient passer Super Nanny pour une baba cool portée sur le hasch (genre supprimer le doudou ou la tétine à deux ans précis, sans préavis ni explication, ou introduire des horaires de repas militaires après 3 mois).</p>
<p>Ce qui me fait halluciner, ce n&#8217;est pas tant le contenu de ses propos, mais l&#8217;arrogance de ce genre de personnage, qui à la fois accuse les parents de se laisser mener en barque par leurs enfants et en même temps les infantilise en leurs posant des tas de normes et d&#8217;interdits sur les sujets les plus personnels. On en arrive au point où il vous dit combien de fois dire &#8220;je t&#8217;aime&#8221; à votre enfant. Vous imaginez demander à votre gynéco ou à votre médecin traitant combien de fois par jour dire &#8220;je t&#8217;aime&#8221; à votre tendre moitié ? Non, évidemment, c&#8217;est un équilibre que vous avez trouvé tout seuls comme des grands. Parce que dans la vie de tous les jours, qu&#8217;il s&#8217;agisse de votre boulot, de votre couple ou de vos prochaines vacances, vous savez vous débrouiller seul, sans que tout le monde vienne y mettre son grain de sable.</p>
<p>Mais dès qu&#8217;il s&#8217;agit d&#8217;éducation, tout le monde s&#8217;érige en expert et se mêle de donner des conseils à gogo, sans se soucier qu&#8217;ils soient contradictoires ou surtout fort mal à propos. Les pédiatres notamment, parés de l&#8217;autorité médicale, tendent (surtout pour certains cas médiatiques) à outrepasser leur rôle : il n&#8217;est certes pas évident de définir la limite entre éducation, santé et bien-être, mais vous dire que votre enfant ne devrait plus prendre la tétine là maintenant tout de suite, devrait prendre 30 ml de lait de plus ou de moins, ou devrait le prendre à 16h et pas à 16h15, no comment. Et par-dessus le marché, on accuse les parents de démissionner devant leurs enfants et de ne plus avoir d&#8217;autorité. Croit-on vraiment qu&#8217;un parent sera plus respecté par son gosse s&#8217;il fait &#8220;comme on lui a dit&#8221; (même s&#8217;il ne voit pas très bien pourquoi ou comment) ? Les enfants ne sont pas stupides, loin de là, et sont très forts pour vous mettre devant vos propres contradictions.</p>
<p>Evidemment, c&#8217;est au pédiatre de vous transmettre les dernières connaissances scientifiques (comme &#8220;coucher un enfant sur le dos diminue les risques de mort subite du nourrisson&#8221;, ou &#8220;donner du beurre de cacahuète à un enfant de 4 mois risque de le rendre allergique et/ou obèse&#8221;), et ces conseils sont souvent utiles et salutaires. C&#8217;est vrai qu&#8217;on se retrouve <span style="text-decoration:line-through;">souvent</span> parfois en panique devant ce truc bizarre qu&#8217;est le bébé, dont on a mystérieusement oublié de nous communiquer le mode d&#8217;emploi. On est alors prêt à croire la première personne qui a l&#8217;air de détenir LA solution miracle. Autant vous le dire tout de suite : c&#8217;est comme la recette magique pour maigrir sans régime et sans sport, ça n&#8217;existe pas. Et au final, c&#8217;est à vous de faire le tri dans tous ces conseils et ces idées, car c&#8217;est vous qui savez ce qui est le plus important pour vous et pour votre enfant, ce qui va marcher pour votre famille. Pour les trucs vraiment graves (genre &#8220;ne pas balancer son enfant par la fenêtre&#8221;), il y a la loi et les services sociaux.</p>
<p>Alors s&#8217;il vous plaît, mesdames et messieurs les donneurs de leçon, arrêtez de nous prendre pour des buses, merci, on sait très bien comment élever nos enfants, mais on finirait presque par l&#8217;oublier à force de se faire répéter à longueur de journée qu&#8217;on est incompétents.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
