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	<title>analise-de-episodios &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/analise-de-episodios/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "analise-de-episodios"</description>
	<pubDate>Tue, 21 May 2013 20:05:06 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x20 - 6:02 AM EST]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/04/25/sobre-fringe-3x20-602-am-est/</link>
<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 16:45:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Saio deste episódio irritado e aos berros por toda a casa. Não é por mal mas&#8230;deixar-me a saliv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/04/fringe-3x20.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2114" title="Fringe 3x20" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/04/fringe-3x20.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Saio deste episódio irritado e aos berros por toda a casa. Não é por mal mas&#8230;deixar-me a salivar para o próximo episódio depois de um episódio de transição excelente é crime!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; consegue ser eficiente, mostrando aquilo que os produtores querem revelar e não aquilo que o público pede. &#8220;Fringe&#8221; consegue ser lenta quando precisa de o ser, quando precisa de &#8220;engonhar&#8221; um pouco e, nesta terceira temporada, a mais constante e regular, a série excede as expectativas em todos os ramos inimagináveis por nós, espectadores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A hora aproxima-se. O clímax de tudo aquilo que temos vindo a presenciar está cada vez mais perto. Todos aqueles eventos, todos aqueles momentos culminam em algo maior daqui a duas semanas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O leitor ainda se lembra das minhas previsões na review ao episódio 18, Bloodline? Sim, aquele em que, Walternate consegue uma amostra de sangue do bebé? Pois bem, os meus medos tornaram-se reais quando a partir daquele sangue, o ADN de Peter foi extraído com sucesso. Um medo que esteve sempre comigo nos 43 minutos do episódio. Um medo que se tornou mais intenso quando, às 6:02 AM EST, a máquina no mundo vermelho foi activada e, consequentemente, a do nosso mundo se activou. As duas em perfeita sincronia ligaram-se, preparadas para aquele que virá completar o circuito, para aquele que decidirá que mundo vive e que mundo morre.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; não é uma série sobre finais felizes. &#8220;Fringe&#8221; não mostra finais felizes. E se Peter estava feliz com Olivia e vice-versa, rapidamente, toda uma história de amor cai por terra quando este tem de fazer aquilo que deve ser feito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No lado de cá, a matéria orgânica começa a ser destruída em várias zonas da América e rapidamente a Fringe Division começa a actuar para tentar encontrar uma solução. Sam Weiss parece ser a resposta. Na realidade, depois de ter visto aquele tão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Newton's_cradle" target="_blank"><span style="color:#000000;">singular objecto</span></a> ganhar vida e não parar nunca, Sam precisava de desaparecer, precisava de encontrar uma forma de impedir que o nosso mundo fosse destruído&#8230; Num ponto onde qualquer uma das leis físicas já pouco sentido faz, todos os segundos contam. E eis que, por força da ocasião, se revela a Olivia e só no próximo saberemos que solução viável teremos para uma equação que, agora, parece impossível.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No lado de lá, é Altivia que assume o protagonismo. É ela que, vendo o desprezível e sem escrúpulos sogro dispensar aquele filho por quem tanto chorou e por quem tanto amou, decide abandoná-lo sem qualquer pinga de piedade. É Altivia que agora busca uma maneira de atravessar, uma maneira de impedir aquela máquina de funcionar&#8230; É apanhada e, numa das cenas que mais me faz recordar o episódio primeiro desta terceira temporada, vemos, mais uma vez, uma Olivia encarcerada, uma Olivia que, embora alternativa, tem os seus ideais bem vincados e os quer colocar cá fora, uma Olivia que, tal como a nossa, quer salvar o seu mundo&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estando nós tão perto do final da temporada, este episódio era necessário. Foi um episódio que serviu para deixar livres as pontas que serão narrativa até ao final. Foi um episódio de transição que se superou a tantos outros de toda a série.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Reparem nas roupas do bebé de Altivia. Olhem com olhos de ver. Repararam? Ora temos um gorro vermelho ora temos um gorro azul. Na primeira situação, é Altivia &#8220;quem sofre&#8221; quando vai falar com o Walternate. Na segunda situação, é o seu pai que, por força das circunstâncias se aproximou da máquina e foi afastado.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi hoje que aquela frase de September se tornou realidade&#8230; Foi hoje que Walter teve a difícil escolha de deixar Peter ir.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A palavra deste episódio foi AGENT. Será uma referência a Peter que quase entrava na máquina? Será uma referência a Altivia que quase conseguiu atravessar para avisar a Fringe Division do nosso mundo?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8230;? Não devíamos ter tido um genérico como o de &#8220;Entrada&#8221;?</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E, talvez esteja a &#8220;delirar&#8221; mas &#8220;Fringe&#8221; conseguiu trazer-nos uma temporada bastante reflexiva na medida em que, algumas <em>lines</em> dos diálogos são referências puras a eventos filosóficos, a eventos reflexivos que nos fazem pensar na nossa condição enquanto humanos.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Walter:</strong> I have no other place to turn. I asked you for a sign and you sent it to me. A white tulip. And I was so grateful. Since then, in moments of deep despair, I found solace in believing that you had forgiven me. I was willing to let him go. I was willing to let Peter die. I&#8217;ve changed. That should matter! God, I know my crimes are unforgivable. So punish me. Do what you want to me. But I beg you, spare our world&#8230;</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E até para a semana.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x19 - Lysergic Acid Diethylamide]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/04/18/sobre-fringe-3x19-lysergic-acid-diethylamide/</link>
<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 21:00:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/04/18/sobre-fringe-3x19-lysergic-acid-diethylamide/</guid>
<description><![CDATA[Estou vivo. Sim. Estou de volta. Com saudades? Eu sei que não. Vá, sou sincero, já tinha saudades de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/04/fringe-3x19.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2109" title="Fringe 3x19" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/04/fringe-3x19.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Estou vivo. Sim. Estou de volta. Com saudades? Eu sei que não. Vá, sou sincero, já tinha saudades de vos escrever, de vos chatear com umas quantas bacoradas e sentimentalismos. E nada melhor que comentar o mais recente episódio de &#8220;Fringe&#8221; para regressar em plena força!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se há série que ainda me consegue surpreender, &#8220;Fringe&#8221; é uma delas. Consegue-me deixar (totalmente!) boquiaberto seja de que maneira for&#8230; Então não é que, para além de um episódio à la Inception ainda tiveram tempo de o &#8220;animar&#8221;, isto é, transformar a história num completo cartoon? E sim, &#8220;Fringe&#8221; não nos conseguia mostrar esta história de outra forma senão em cartoon.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Nada melhor que continuar todos aqueles eventos pós-possessão de Olivia levando-nos ao mais íntimo de Olivia, descobrir como é a sua mente, descobrir como ela se sente.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Walter:</strong> LSD!</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De Walter espera-se a loucura. E foi o que tivemos. Preparou a substância, não esquecendo do acelerador, e assim que Peter toma, nem eu sei o que passou por aqueles olhos. Sentaram-se, os quatro, em círculo e, depois de adormecerem, estavam num mundo completamente novo, um mundo de memórias, um mundo à la Olivia onde todas as pessoas se vestem como ela, onde o mundo é algo sombrio, onde o medo de algo novo é permanente&#8230; Que outra razão existe para aquelas pessoas que passeavam pela rua terem começado a correr atrás de Peter e Walter?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Até que um pequeno sinal lhes diz que direcção devem seguir&#8230; Aquele jogo de luzes que, rapidamente, se transformou num código universal: o código morse. Depois de algumas perseguições e de uma tentativa de assassinato por parte de Nina, conseguem chegar à Origem (reparem nesta referência&#8230;!) daquele sinal luminoso. Mas não era Olivia que o estava a enviar. Era Bell. O mesmo Bell que tinha tomado como &#8220;novo&#8221; corpo, o de Olivia. Depois de uma conversa algo filosófica, partem em busca do lugar mais seguro onde pensam estar Olivia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Num dirigível que remete logo para o mundo alternativo, aparece um homem com uma cruz na sua blusa, um homem desconhecido e que nos deixa a perguntar: &#8220;Que raio faz ele ali?!&#8221;. Mas é aqui que tudo começa a descambar&#8230; Walter desequilibra-se e cai, exactamente, no lago onde criou o portal para entrar no outro mundo, no lago onde o seu filho Peter quase morria porque queria regressar ao seu local de Origem (e outra vez a referência&#8230;!).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quem resta naquele &#8220;sonho&#8221;? Bell e Peter. Dois homens que, à primeira vista, se odeiam mas lá no fundo lutam pelo mesmo. Dois homens com um único objectivo. Entretanto, Walter prepara toda a maquinaria computacional para a alma de Bell ficar aprisionada num computador.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Encontram Olivia numa casa de uma base militar. Numa casa em que ela se sentia segura. Numa casa, bem no fundo das suas memórias, que lhe dava um conforto que na sua infância lhe havia faltado. Olivia estava com medo. Todas aquelas pessoas que haviam perseguido Peter e Walter estavam de volta para a apanhar, para a aprisionar no medo. Peter é &#8220;atropelado&#8221; e, de regresso ao mundo real fica, ele mesmo, com medo do que possa acontecer com Bell e Olivia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas Olivia cresceu. Olivia já não era aquela rapariga que tinha medo de tudo. Olivia já não era aquela rapariga que não ouvia o seu coração. Não era Altivia, mas só por sorrir, todas aquelas vestes negras que usava durante o dia, tomavam outra cor&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim e embora Bell a ajude a fugir, ela pára e diz &#8220;CHEGA!&#8221;. E toda a sua mente pára de a perseguir. Todos os medos que ela tinha vão-se.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>William Bell:</strong> You&#8217;ve never felt safe. You are your own worst enemy, Olivia.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Depois de uma conversa que nos deixa a pensar sobre a nossa condição de humanos, sobre a nossa confiança, sobre a nossa mente, Olivia regressa ao mundo real, sem Bell. Walter que ansiava ter o seu amigo ao seu lado, falhou. Walter que queria ter um dos homens mais poderosos ao seu lado, falhou. Que implicará esta perda?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No entanto, e para não terminar o episódio sem aquele cliffhanger chocante, a história mostra-nos uma Olivia muito mais descontraída, muito mais fácil de interagir, muito mais à vontade.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Olivia:</strong> And for some reason, I&#8217;m not afraid to move forward anymore.</span></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Peter:</strong> Who is this guy? I saw him in your mind&#8230; You had him locked up in the zepellin. He was just flyin&#8217; around trapped in there.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Olivia:</strong> Yeah, I don&#8217;t know&#8230; I haven&#8217;t seen him before&#8230; But I think that he is the man who&#8217;s gonna kill me.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pasmem-se. E até à próxima sexta.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x18 - Bloodline]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/03/29/sobre-fringe-3x18-bloodline/</link>
<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 16:45:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/03/29/sobre-fringe-3x18-bloodline/</guid>
<description><![CDATA[Começo a achar que viveria muito melhor no mundo alternativo. Num mundo alternativo, talvez Portugal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/fringe-3x18.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2107" title="Fringe 3x18" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/fringe-3x18.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Começo a achar que viveria muito melhor no mundo alternativo. Num mundo alternativo, talvez Portugal fosse maior. Num mundo alternativo, talvez fôssemos um país imponente. Num mundo alternativo, talvez não tivéssemos ficado parados no pós-25 de Abril agarrados a tudo o que tínhamos das colónias. Num mundo alternativo, talvez tivéssemos eventos Fringe-tíficos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De volta a um cenário vermelho, o episódio 18, que marca o último episódio antes do arranque do final da temporada, mostra-nos o mundo de Altivia após a descoberta da sua gravidez, mostra-nos um mundo em possível mudança.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em primeiro lugar, Altivia atravessa uma das fases mais complicadas de toda a sua vida e, a juntar a um cenário bastante negro, temos a possibilidade de ela possuir a chamada VPE, Viral Propagated Eclampsia, uma doença que se caracteriza pela morte tanto da mãe como do bebé em pleno trabalho de parto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para além da visão de Altivia sobre este problema, vemos uma mãe com um coração despedaçado, uma mãe sem qualquer rumo porque, tal como todas, querem ver as suas filhas felizes. E como uma desgraça nunca vem só, Olivia é raptada e sabendo desta doença, nada mais na sua cabeça entra.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Levada para um armazém, encharcam-na em líquidos esquisitos e comprimidos que não lembram ao diabo. Naquele armazém passou-se aquilo que eu não estava à espera. Naquele armazém, &#8220;Fringe&#8221; aconteceu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aceleraram a gravidez e Altivia deu à luz. Mas, ao contrário do esperado, sobreviveu. Mas, ao contrário do esperado, a mãe de Altivia sorriu. Mas, ao contrário do esperado, Walternate aconteceu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Por mais moralista que possa ser por não querer testar o Cortexiphan em crianças, isso não apaga um dos planos mais <em>psycho</em> que já vi nesta série. Walternate, ele próprio, montou todo este esquema de acelerar a gravidez. Montou um esquema para que Altivia desse à luz o seu neto. Montou um esquema para conseguir um dos líquidos mais preciosos, o sangue do bebé.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Depois de o episódio terminar, as ideias mais mirabolantes começaram a surgir na minha cabeça. Desde retirar o ADN da criança e tentar replicar um semelhante ao de Peter, clonar o bebé, colocá-lo na máquina para que esta fosse accionada, visto ter uma parte de Peter&#8230; Enfim. Mil e uma ideias e, sinceramente, ponho as minhas mãos no fogo pela série.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOTA</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">FATED foi a palavra da semana. Numa perspectiva de Altivia, esta rapariga estava destinada a este momento. A sua missão era esta. O momento &#8220;final&#8221; era este. Por mais que ela quisesse não conseguia dizer &#8220;não&#8221; a uma tarefa tão avassaladora, tão emocional. Por outro lado, o bebé. Ele está destinado a quê? Esta gravidez teve que objectivo? Qual a meta de Walternate?</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; volta, apenas, a 15 de Abril mas deixou-nos um rol enorme de questões. É verdade que &#8220;Fringe&#8221; foi renovada para mais uma temporada completa. É verdade, também, que subir 0.2 pontos de rating esta semana. É verdade, também, que &#8220;Fringe&#8221; começa a preparar o caminho para aquele que será mais um maravilhoso Season Finale. &#8220;Fringe&#8221; voltou à acção, voltou à luta.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise: White Collar S02]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/03/22/analise-white-collar-s02/</link>
<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 21:00:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/03/22/analise-white-collar-s02/</guid>
<description><![CDATA[Alguns comentários aos episódios da segunda parte da segunda temporada de &#8220;White Collar&#8221;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Alguns comentários aos episódios da segunda parte da segunda temporada de &#8220;White Collar&#8221;.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/wc2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-912" title="WC" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/wc2.png?w=557&#038;h=62" alt="" width="557" height="62" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.10)</strong> &#8211; White Collar regressa com a força que há muito esperava. Com um episódio bastante consistente e bastante interessante, Caffrey chega em Janeiro e é como se estivesse no Verão. Como peixe na água a não desiludir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.11)</strong> &#8211; O melhor episódio até agora de toda a série. É aqui que nos é revelado um pouco da história de Neal. Aqui é-nos revelado o verdadeiro Neal. Um episódio excelente que não pode passar sem nota alta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.12)</strong> &#8211; Mais um episódio interessante que nos levou pelos meandros da Política. Com muita qualidade e dinamismo, o caso foi resolvido e ainda houve tempo de pegar no arco da temporada e falar, mais um pouco, sobre ele. White Collar, sempre a surpreender.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.13)</strong> &#8211; Um velho amigo do marido de June regressa e Neal vê-se no meio de um negócio de falsificação. Entreteve, nada mais. E isso chega.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.14)</strong> &#8211; Keller regressa e tal não deixa Neal nada contente. Num claro jogo de xadrez onde a vida de Peter está por um fio, Neal vê-se numa posição bastante delicada mas consegue resolver o caso. Keller foge e cá me parece que o veremos no Season Finale.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.15)</strong> &#8211; Numa jogada de mestre, Neal e Peter trocam de identidade num caso bastante perigoso. Entreteve e não esqueceu de nos dar aquele pequenino detalhe que vai ditar o final da temporada, há muito esperado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>White Collar (2.16)</strong> – Excelente season finale. Estou sem palavras. Resolveram um dos grandes mistérios da série e não se esqueceram de colocar Neal num dilema moral. Que nos espera a terceira temporada?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x17 - Stowaway]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/03/22/sobre-fringe-3x17-stowaway/</link>
<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 15:00:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/03/22/sobre-fringe-3x17-stowaway/</guid>
<description><![CDATA[Bell regressou à acção de &#8220;Fringe&#8221;. Bell voltou para solucionar a problemática da guerra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/fringe-3x17.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2105" title="Fringe 3x17" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/fringe-3x17.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Bell regressou à acção de &#8220;Fringe&#8221;. Bell voltou para solucionar a problemática da guerra dos mundos. Bell voltou para rejuvenescer um arco que possivelmente teria um apogeu no final da temporada que deixaria os fãs chocados com o impossível e o imprevisível que nos iria ser mostrado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se por um lado, a semana passada, &#8220;Fringe&#8221; mostrou-nos o que está a acontecer às leis da Física no nosso mundo, esta semana viajamos para um local um pouco mais subjectivo e abstracto: a morte. É-nos contada a história de uma mulher que, simplesmente, não podia morrer. Que é não morrer? Que é a imortalidade? &#8220;Fringe&#8221; volta, então, a pegar numa das temáticas que sempre preocupou os alquimistas (e, convenhamos, os seres humanos) que sempre procuraram a solução final para a Pedra Filosofal sem nunca a terem encontrado. &#8220;Fringe&#8221; volta a pegar na temática do episódio 13, Immortality, mas dá-lhe o outro sentido, o sentido literal da palavra.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Uma mulher, que podia ser uma de vós leitoras, quer morrer, quer dizer adeus a mundo que já não lhe pertence, que já não é dela. Quer abraçar um outro mundo, quer abraçar a sua família que já está do outro lado, que já ultrapassou &#8220;a luz&#8221;, seja lá o que isso for. Mas, simplesmente, os seus átomos não se querem largar, não se querem dissociar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Que éramos nós sem átomos? Esta questão é muito pertinente porque me faz recordar uma das muitas míticas conversas com o António Guerra em que, mais ele do que eu, filosofámos sobre o átomo. Filosofámos pois sem átomos existe o nada, seja lá o que isso for. Somos feitos de átomos, analisamos os átomos, medimos átomos com átomos e vivemos e morremos sem nunca perceber como é que algo tão perfeito faz parte de criaturas tão imperfeitas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; volta-nos, pois, a surpreender mas não na perspectiva que desejávamos. O episódio foi muito mais que isso. Escondia algo que à primeira vista não tem sentido.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Talvez tenha sido essa a razão que levou os argumentistas a justificar todo o caso como sendo devido ao Destino. Talvez por não terem encontrado um fenómeno físico perfeitamente capaz para explicar tudo isto. Talvez porque o Destino parecia a melhor justificação. Porque também &#8220;Fringe&#8221; tem coisas que não se explicam. Porque &#8220;Fringe&#8221;, uma série &#8220;imperfeita&#8221; criada por seres imperfeitos, também deve ter as suas dúvidas. Podíamos explicar com a razão de que o mundo se está destruir? Podíamos mas assim, em todo aquele santo dia, ninguém morria e foi o que acabou por acontecer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Stowaway marcou a temporada de uma forma diferente. Fez/Faz o espectador pensar sobre o ser humano. Talvez pensemos que a imortalidade é muito fixe porque vivemos mais tempo e tal&#8230; Mas esta mulher queria morrer. Mas esta mulher não queria a imortalidade. Mas esta mulher queria ser pó. Será que, estando nós, na mesma situação não pensaríamos o mesmo? Será que nós estamos tão desertos para saber o que é a imortalidade e quando tivermos, &#8220;face a face&#8221;, com ela não desejaremos nunca a ter conhecido por ser doloroso demais? &#8220;Fringe&#8221; põe-nos a questionar, mais uma vez, sobre um dos mistérios da Humanidade, um dos mistérios mais velhos da História, um dos mistérios que, possivelmente, nunca será desvendado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Como não podia deixar de ser, &#8220;Fringe&#8221; deixa-nos a salivar com mais um final interessantíssimo. Depois de nos ter mostrado uma Olivia com uma química impressionante com Walter (e com Astrid, a nível do engate) e de o episódio nos ter transportado para um outro nível de dinâmica e momentos de humor que há muito não víamos na série, a alma de Olivia, se é isto que lhe posso chamar, acorda e isto é algo que eu não estava à espera. Afinal, a passagem de Bell pelo mundo feminino está a chegar a um fim&#8230; Mas também aqui levanto uma questão: onde arranjaríamos nós um fenómeno físico para explicar, realmente, a necessidade de Bell em encontrar um corpo e ter-lhe sido dado, de mão beijada, uma mulher que não morria? Onde arranjaríamos nós uma explicação plausível para explicar toda esta Impossibilidade dos Soul Magnets?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tal como disse anteriormente, até &#8220;Fringe&#8221; tem coisas que não consegue explicar. E é isso que torna a série tão interessante.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Bell/Olivia:</strong> I think that I may have been wrong&#8230; This maybe be a little more complicated than I first thought&#8230;</span></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x16 - Os]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/03/14/sobre-fringe-3x16-os/</link>
<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 21:30:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Numa primeira instância, o nome do episódio de Fringe soa um pouco estranho. Talvez ninguém se lembr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/fringe-3x16.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2099" title="Fringe 3x16" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/fringe-3x16.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Numa primeira instância, o nome do episódio de Fringe soa um pouco estranho. Talvez ninguém se lembraria que Os remete para um elemento químico. Tal como Entrada, Os podia ter n significados mas não. Os é mesmo o símbolo químico do Ósmio que tem especial protagonismo no décimo sexto episódio da temporada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, a sequência inicial que nos permite fazer um <em>recap</em> de tudo o que se passou, passamos para o &#8220;habitual&#8221; caso da semana sem nunca esquecer a mitologia tão inerente, tão intensa e tão interessante que nos tem acompanhado há já uns bons episódios.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Dois homens são apanhados a roubar um armazém de metais. Até aqui nada de novo, ou pelo menos, parecia um roubo normal. Quando um deles é morto pelo polícia de serviço e súbito começa a levitar, todas as nossas convicções são deitadas por terra&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mais tarde, viemos a descobrir que, tal como aquele cientista em Immortality, também um homem queria marcar a diferença. Também ele esteve à procura de uma solução para um problema. Também ele quis ficar imortalizado na História do Mundo. Misturou, pois, dois dos elementos mais densos que existem à face da terra; um, de número atómico 76 e pertencente ao bloco dos metais de transição, o Ósmio, e outro, de número atómico 71 e último da série dos Lantanídeos, o Lutécio. Tal reacção era impossível mas, de alguma forma, estes dois átomos densos formaram uma molécula muito mais leve que o ar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vendo a complexidade e a maravilha de tal descoberta, recruta pessoas de cadeira de rodas. Queria experimentar nelas esta sua solução. E, depois de as injectar, elas levitam, elas conseguem fazer aquilo que o Homem sempre buscou: a levitação. Mas havia um contra-ponto: estes rapazes teriam de o ajudar a assaltar o Museu da Ciência para este roubar os meteoritos que eram bastante ricos em Lutécio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Este cientista, que poderia ser um de nós numa busca incessante por uma solução para alguém muito querido para nós, foi preso e para além de ter perdido todo o seu trabalho, perdeu aquele que mais amava: o seu filho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas todo este enredo leva-nos à mitologia de &#8220;Fringe&#8221;. Porque é que dois átomos tão densos conseguiram ligar-se e formar a molécula mais leve que o ar? Porque é que Walter teve de colocar aquela pequena amostra da molécula em azoto líquido?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">As respostas têm todas um denominador comum: o espaço-tempo está a perder consistência. Tal evento, que começou em 1985 aquando do rapto de Peter, originou um dos fenómenos mais impressionantes que já vi, quimicamente. Para não falar que o azoto líquido que possui uma temperatura muito baixa conseguiu fazer com que a molécula atingisse o seu ponto de fusão, vimos que, de duas moléculas densas, é possível formar uma molécula mais leve que o ar. Tudo isto porque as leis físicas que conhecemos estão a tornar-se obsoletas. Todo o espaço-tempo está a começar a cair para o Apocalipse. Tudo se está a desmoronar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas, lá está, não poderia ser um episódio de Fringe sem termos as constantes referências a William Bell. Curioso quanto ao seu escritório, Walter descobre um dos ficheiros mais interessantes que Bell possuíra em tempos: Soul Magnets.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Segundo ele, a energia da alma quando uma pessoa morre não é destruída,  apenas se transforma, lá diz a Lei da Conservação das Massas de Lavoisier. Por isso, era possível criar algo capaz de absorver essa energia para um hospedeiro devidamente preparado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, num acto de pura sinceridade, de puro amor, Peter revela a Olivia o seu mais recente &#8220;projecto&#8221;. Ele mostra-lhe o que tem andado a fazer, a pesquisar, a intuir. E é, nessa mesma altura que Walter, juntamente com Nina, toca aquele curioso sino capaz de produzir um som harmónico. Esse som viaja. Olivia ouve. E Bell apodera-se do seu corpo.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x15 - Subject 13]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/02/28/sobre-fringe-3x15-subject-13/</link>
<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 18:47:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/02/28/sobre-fringe-3x15-subject-13/</guid>
<description><![CDATA[SIM! SIM! SIM! &#8220;Fringe&#8221; voltou ao caminho certo. &#8220;Fringe&#8221; deu-nos mais um di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x15.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2037" title="Fringe 3x15 - Subject 13" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x15.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">SIM! SIM! SIM! &#8220;Fringe&#8221; voltou ao caminho certo. &#8220;Fringe&#8221; deu-nos mais um digno, interessante e excelente episódio! Tremi ao ver cada minuto, cada segundo. Tremi porque tive de o fazer. Tremi porque foi necessário. Raro é o episódio que me deixa tão expectante e maravilhado. &#8220;Fringe&#8221; superou-se.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Bem, depois de um parágrafo a alimentar o ego dos nossos amigos escritores devido ao brilhantismo que comandou este episódio, passemos à review propriamente dita.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, “Subject 13″ é uma continuação do episódio “Peter” e remete-nos, esta semana, para o pós-transição entre mundos, aquele evento causado por Walter que deixou o mundo, o universo, tudo aquilo que conhecemos desfasado. Foi este evento que deu origem aos inúmeros fenómenos do mundo alternativo, foi este fenómeno que permitiu o mundo alternativo avançar tecnologicamente, foi este fenómeno que fez o mundo alternativo evoluir. E nós? Nós ficámos para trás na corrida ao armamento contra tudo isto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Numa das mais assustadoras e sinistras imagens iniciais, vemos o young Peter a caminhar sobre o gelo. Ele pára, a certa altura. Convicto que não era daquele mundo, amarra uma corda à volta da sua cintura cuja outra ponta estava amarrada a uma pedra, com um padrão interessante. Entretanto, a sua suposta mãe procura-o em casa, sem saber onde e como ele está. Mas vê uma sombra no gelo. Aquela sombra que mais parecia um vulto, faz com que o circuito se ligue no seu cérebro e aí, sem pensar, começar a correr para salvar o “seu” pequeno. No entanto, quando Peter a vê, não olha a meios e começa a partir o gelo. Afinal, ele pensava que a porta para o seu mundo seria ali, naquele gelo, naquela água, mas não era.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Pormenor Interessante</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando ouvimos, uma vez, September (The Observer) falar com Walter, ele disse que Peter tinha de morrer. Ora, no nosso mundo, ele morreria de doença e no mundo alternativo? Pois, não sabemos. Mas o que podíamos inferir era que, após o rapto do AlPeter, este teria de morrer, indubitavelmente, pois iria desencadear uma série de acontecimentos que nos levariam ao espaço-tempo, actualmente. E talvez por a “sua” mãe ter ido salvá-lo com sucesso, tudo isto estava destinado a acontecer.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A “sua” mãe salva-o. Mas ela não sabe o que salvou. Aquele filho não é seu. Aquele filho não lhe pertence. O que se fez ao Universo, não se volta a fazer e, como sempre ouvi, o Universo arranja sempre uma maneira de nos castigar, de uma forma ou de outra.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E assim, com este mote, que começa o episódio.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Pontos Interessantes do Episódio</strong></span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Walter em Jacksonville com crianças – este é, sem dúvida, um dos momentos que estávamos à espera de ver. Foi neste momento que vimos quão Walter é dedicado às crianças (embora as faça passar por testes horríveis, como vimos em Olivia), o quão Walter é dedicado à sua família.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outro dos pontos que devo salientar é o facto de William Bell ter sido referido muitas vezes mas nunca ter aparecido. E isto não sucede só neste episódio. Nos restantes e embora saibamos que ele tenha desaparecido, William Bell marca sempre presença nos discursos das personagens dando, pois, um sentido de que Bell está em todo o sítio e que não é esquecido.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">As tulipas brancas. As tulipas que marcaram presença na temporada anterior e que serviram de sinal a Walter. As tulipas que significam pureza e simplicidade e não é ao acaso que Olivia é encontrada por Peter num campo de tulipas brancas.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No mundo alternativo, a Jacksonville de Walter, é Bishop Dynamic de Walternate. Lembra-vos algo? (assobio)</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E para além de todos estes pontos marcantes do episódio, tivemos espaço para descobrir com tempo e interesse, o “poder” de Olivia e todas as suas características.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É importante referir que Olivia havia feito a passagem entre mundos quando fugia do seu pai que lhe batia. Vira os dirigíveis. Vira o que mais ninguém tinha visto até àquela data. Mas Walter, embora soubesse que tinha atravessado, não sabia o motivo e submeteu Olivia aos testes mais intensos e algo desumanos… Por a fechar às escuras num quarto e apresentar um puto, seu colega, a fingir de morto fez com que toda a sala se incendiasse! Temos, pois, a explicação para o tal quarto queimado que vimos na temporada anterior, em “Jacksonville”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi o medo que despertou o poder. Foi o medo que lhe permitiu atravessar. E numa das sequências mais inteligentes da série, o final é-nos dado de uma forma tão simples (mas tão complexa) que nos deixou com aquela água na boca…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando o pai a vai buscar, Olivia sente a necessidade de contar a Walter o que ele lhe fazia. Cheia de medo, entra no gabinete e fala com o Walter que não é Walter, o Walter diferente. Walternate. Sem pensar, Olivia revela-lhe que há outro universo. Olivia diz tudo. Mas Olivia não sabia. Mas Walternate sabia que algo estava mal, que o seu Peter não poderia ter desaparecido sem deixar rasto. E é este ponto que marca a evolução tecnológica do mundo alternativo. É aqui e em mais nenhum momento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O nosso “Subject 13″ é Olivia. 13 é sinónimo de azar. 13 é sinal de má sorte. E todos estes eventos que ocorrem desde o início da série, todos os acontecimentos que deixaram esta guerra avançar tanto, vieram da revelação “azarada” de Olivia, em 1985. Mas não culpemos Olivia. Afinal, era uma criança. Inocente. No fundo, ficou a ganhar: conheceu Peter, aquele seu amor sem igual, aquele rapaz que a faria sonhar, que a faria sorrir, que a faria maravilhar. E, por isso, nem tudo está perdido.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ainda há tempo de…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">…da palavra da semana: SWITCH. Switch tem vários significados mas eu vou escolher dois que se enquadram bastante bem no episódio. O primeiro tem a ver com a troca de Peters. Walter não se conformou com a morte do seu e raptou o AlPeter. Walter, como pai, não pensou. Afinal só queria o seu filho de volta… O segundo significado prende-se à palavra “botão”. Todos os eventos foram originados através de uma origem comum. O facto de AlPeter ter sido levado por Walter e a revelação de Olivia a Walternate, constituíram o botão necessário à guerra. E esta, hein?</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; teve, pois, mais um episódio digníssimo, notabilíssimo, interessantíssimo e carregado de emoção. Sem exagerar, deu-nos uma história simples (mas complexa) que marcou o início de toda a mitologia que envolve &#8220;Fringe&#8221;. &#8220;Fringe&#8221; marcou, &#8220;Fringe&#8221; ganhou, &#8220;Fringe&#8221; maravilhou.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise: $#*! My Dad Says S01]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/02/25/analise-my-dad-says-s01/</link>
<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 21:00:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/02/25/analise-my-dad-says-s01/</guid>
<description><![CDATA[Alguns comentários referentes aos episódios da primeira temporada de &#8220;$#*! My Dad Says&#8221;.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Alguns comentários referentes aos episódios da primeira temporada de &#8220;$#*! My Dad Says&#8221;.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/sh1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-663" title="$#*! My Dad Says" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/03/sh1.png?w=557&#038;h=63" alt="" width="557" height="63" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.01)</strong> – A comédia com o nome mais estranho que já vi, estreia na CBS com William Shatner no principal papel. Devo dizer que é só por causa do Shatner e por ser da CBS que estou a ver… Foi um piloto fraco, sem essência nem brilho. Esperava mais do que um filho a regressar à casa do pai e todas as suas batalhas só para lá ficar…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.02)</strong> – Um bom episódio onde, finalmente, temos o humor da CBS bastante presente. A luta pela instalação da Internet naquela casa conseguiu criar momentos cómicos e interessantes. Fiquei mais “cheio” por ver este episódio e, sim, fica na minha lista semanal de comédias.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.03)</strong> – Um episódio muito bom que contou com momentos hilariantes. William Shatner não está no seu melhor mas é o que aguenta a série. De resto, Henry fica a saber a razão do divórcio dos seus pais e Ed desabafa com a pessoa mais imprevisível que podia haver. Entretém.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.04)</strong> &#8211; Um episódio que se focou nos relacionamentos amorosos de Henry. Claro está que Ed teria de ir atrás proprocionando uns momentos bastante cómicos, por exemplo, o karaoke de Ed. Demais!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.05)</strong> – O melhor episódio da série até agora! Ri-me até ao último minuto não só porque a situação mostrada foi das mais cómicas que vi em comédia bem como todo o encadeamento da premissa do episódio ter sido cinco estrelas! Finalmente, a série está a mostrar o seu potencial e ninguém melhor que William Shatner para o fazer!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.06)</strong> – Um episódio que divertiu. Este andou mais para o lado dramático/familiar não pondo de lado as piadas normais de Ed. Sólido, light e que, simplesmente, entretém.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.07)</strong> – Excelente episódio! Ouso dizer, o melhor até agora. Tivémos Ed a exceder as expectativas, Henry com um novo objectivo e Vince dramático. Todas as histórias colidem dando aquele que foi um fantástico episódio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.08)</strong> – Ed lida com a homossexualidade. Episódio interessante, consistente, muito cómico e com piadas à CBS. Uma série com potencial que, a cada semana que passa, me deixa mais curioso sobre o que passará a seguir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.09)</strong> – Desejo que a série continue tão boa ou melhor quanto mostrou nestes dois últimos episódios. Uma comédia com toques dramáticos que só servem para deixar a história e a evolução das personagens cada vez mais vincada. Desta vez, Vince desejou. Ed cumpriu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.10)</strong> – Disputas entre vizinhos, a cobrir o penúltimo episódio antes do Fall Finale. Foi razoável e medianamente dinâmico. Entreteve, nada mais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.11)</strong> – Não pegando na temática do Natal, trouxe-nos um episódio bom com a temática da família. Momentos de boa comédia que proporcionaram 20 minutos de puro entretenimento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.12)</strong> – Ed luta pelas suas posses num episódio que entreteve e serviu para esboçar alguns sorrisos. Um regresso morno.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.13)</strong> – Um episódio que nos leva a reflectir sobre a família e a importância dos pais nos momentos mais importantes da nossa vida. Quase que saltava algumas lágrimas no final. Tocou-me.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.14)</strong> – Ed torna-se presidente. Ed torna-se um galã. Ed explora o mundo do romance. Proporcionou bons momentos e entreteve. Será que a série descobriu o seu caminho?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.15)</strong> – Ed avança no romance. Ed proporciona momentos de alta piada. A série descobriu, mesmo, o seu caminho. Episódios como este elevam a qualidade da história e o interesse.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.16)</strong> – Os ciúmes tomam conta de Ed. Vince e Bonnie avançam com a inseminação artificial. No entanto, achei esta segunda história um pouco forçada e ainda não percebi o seu propósito… Falta de criatividade? Ed salvou o episódio. Ao menos ver Shatner mascarado de passado fez-me soltar umas belas gargalhadas!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.17)</strong> – Um episódio que nos dá uma perspectiva interessante sobre o roubo nos bairros. É, igualmente, um episódio que marca a nova relação de Ed.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>$#*! My Dad Says (1.18)</strong> – O final da temporada. Um episódio que me deixou colado ao ecrã durante os 20 minutos e que não parou de me surpreender. O minuto final foi o suficiente para nos deixar a pensar. O final foi apenas o bilhete para voltarmos na segunda temporada. E é com alegria que vejo a série crescer e a evoluir e tomar o rumo que lhe favorece.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x14 - 6B]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/02/21/sobre-fringe-3x14-6b/</link>
<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 18:47:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/02/21/sobre-fringe-3x14-6b/</guid>
<description><![CDATA[6B. Uma combinação que, à primeira vista, soa inofensiva. Afinal, indica um apartamento. Indica um l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x14.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2042" title="Fringe 3x14 - 6B" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x14.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">6B. Uma combinação que, à primeira vista, soa inofensiva. Afinal, indica um apartamento. Indica um lar. Aponta para as memórias de alguém. Aponta para uma vida. Sobressai-se no meio de tantos outros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas, o que acontece quando, de súbito, toda essa inocência desaparece e dá lugar a um dos locais mais mortais à face da Terra, um local que dará à luz algo negro, algo sem vida, algo sem amor, algo…vazio?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, &#8220;Fringe&#8221; que, esta semana volta aos casos semanais (e estou a desgostar um pouco deste rumo) leva-nos às profundezas do coração. A história principal é uma autêntica metáfora da relação entre Peter e Olivia que, a meu ver, está muito “novelizada” mas se é este o caminho que os argumentistas vão seguir, teremos de suportar um pouco mais toda esta relação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O caso é simples: uma senhora idosa, no lado de cá, e um senhor idoso, do lado de lá, perderam os seus companheiros num jogo chamado destino. O amor que unia estes companheiros era puro, sem qualquer mancha, sincero, honesto e, profundamente, verdadeiro. Quando o destino os separou levando um para a morte e deixando o outro, na Terra, a desesperar, a querer ter mais um momento de puro sossego, muito doloroso foi cada um ultrapassar aquele momento, ultrapassar aquela fase da vida onde tudo parece não ter sentido, onde a vida não mais merece ser vivida, onde tudo à nossa volta se parece vazio, sem alma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tal amor era tão forte, tão destinado desde o início dos tempos, que eles, simplesmente, não puderam estar afastados um do outro e tal como o Cortexiphan é activado em Olivia através do medo, também uma janela para o outro mundo foi criada mas não pelo Cortexiphan. O casal, separado pelo mundo, desejava ver o outro, e consolarem-se no amor. Tal desejo era tão forte que, certa noite, puderam ver, de novo, as suas caras felizes, outra vez. E assim continuou durante muitas noites.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Contudo, uma espécie de “Grinch” veio estragar este belo encontro. Tal como esta senhora via o outro lado, o prédio estava como que a desintegrar-se porque estas falhas no complexo espaço/tempo não podem ser perdoadas e, assim, 6 homens, numa varanda, caem para a morte. E isto chamou a atenção da Fringe Division do lado de cá. Walter, depois de muita fúria e desespero, descobriu o que os unia com a ajuda de Peter e Olivia. Walter, com a ajuda deste casal tão singular, prometeu nunca ser Walternate, prometeu nunca exceder os limites que este excedeu mas aquela situação pedia. Se tal falha não fosse “curada”, um vórtex criar-se-ia e todo o quarteirão desapareceria como uma pipoca esmagada debaixo dos pés da população. O Amber 31422 teria de ser a resposta para tal. Aquela substância teria de funcionar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Walter ultrapassou um dos limites de Walternate. Walter teve de o fazer pelo Bem Maior. Walter teve, apenas. E assim, depois daquele cilindro montado e de tudo preparado, era a altura para Olivia e Peter demoverem aquela senhora idosa do amor verdadeiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Muito tentaram até que aquele senhor idoso do outro lado disse algo que não devia ter dito. Isso desfez todo aquele paraíso que a pobre mulher havia construído. Ela deixou o seu marido ir. Ela libertou-o e assim nós libertados ficámos de um cataclismo imenso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No outro lado, também eles haviam detectado algo mas aquele senhor idoso encobriu tudo. Encobriu que estava magoado, que esteve a chorar, que teve o seu coração partido, mais uma vez. Mas ele sabia, lá no fundo, que tudo aquilo que o ligava à sua amada, era aquele amor puro, intenso, honesto e verdadeiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Olivia e Peter tiveram uma história não muito diferente desta. Eles, com esta história, aprenderam muito. Olivia aprendeu que não devia ficar com medo de apostar no “nós”. Peter aprendeu que Olivia é bastante diferente de Altivia e que entre eles pode haver a maravilha e a espectacularidade que havia entre Altivia e ele. E assim, os dois, rumaram a uma noite intensa.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Walter continua uma maravilha de personagem. Agora viu-se no papel de Walternate, no papel de um protector do seu mundo e da sua impotência quanto à enorme desgraça que irá recair sobre eles.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">HEARTS foi a palavra da semana. Creio que não mais há a dizer.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na próxima semana, iremos ter uma sequela do episódio da segunda temporada intitulado “Peter” e veremos o que, de facto, se passou depois de Walter ter trazido Peter para o lado de cá. É desta que regressamos à mitologia?</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E assim, &#8220;Fringe&#8221; terminou mais um episódio “caso da semana”. Mostrou-nos mais da relação de Olivia e Peter. Mostrou-nos mais destas duas personagens mas é, agora, tempo de partir para outro porto. &#8220;Fringe&#8221;, volta-me a surpreender.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre V 2x06 - Siege]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/02/19/sobre-v-2x06-siege/</link>
<pubDate>Sat, 19 Feb 2011 20:46:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/02/19/sobre-v-2x06-siege/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;V&#8221; teve o seu apogeu ao sexto episódio de um total de dez, da segunda temporada. Conven]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/v1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-558" title="V1" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/v1.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;V&#8221; teve o seu apogeu ao sexto episódio de um total de dez, da segunda temporada. Convenhamos: o episódio e os acontecimentos do episódio já vêem um pouco tarde mas, lá diz a sabedoria popular &#8220;mais vale tarde que nunca&#8221;, &#8220;V&#8221; deu-nos, esta semana, o melhor episódio de toda a série.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Este foi, pois, o episódio de transição, o episódio necessário para que &#8220;V&#8221; retomasse o caminho que há muito os espectadores pedem: a Guerra.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tivémos, pois, um episódio carregado de drama, de luta, de estratégia, de <em>suspense</em>, de ansiedade permanente que não nos deixava prever qualquer acontecimento. Pura adrenalina, puras emoções.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;V&#8221; encontrou, assim, o seu rumo. Para quê inovar e seguir caminhos mais negros e estranhos (2&#215;02 &#8211; Serpent&#8217;s Tooth) se o ouro da série está na Guerra, está nos jogos de manipulação de Anna, está nas explosões e nas mortes? Para quê enveredar por caminhos morais que não são os mais apropriados neste tipo de série? É, neste episódio, que posso dizer que gosto da série. É, por este episódio, que, todas as semanas, irei voltar para ver &#8220;V&#8221;. E sei que, embora com CGI manhoso, V não me irá desiludir nos próximos quatro episódios.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Erica:</strong> We have an army now. And we&#8217;re going to rain HELL on the Visitors!</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A rampa de lançamento está montada. É só deixar fluir. É só ver e apreciar a III Guerra Mundial.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x13 - Immortality]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/02/14/sobre-fringe-3x13-immortality/</link>
<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 18:47:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/02/14/sobre-fringe-3x13-immortality/</guid>
<description><![CDATA[E voltámos ao mundo alternativo. E voltámos ao bizarro. E voltámos a ter Fauxlivia (adoro este nome!]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/fringe-3x13.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2046" title="Fringe 3x13 - Immortality" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/fringe-3x13.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E voltámos ao mundo alternativo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E voltámos ao bizarro. E voltámos a ter Fauxlivia (adoro este nome!) e toda a sua vida como pano de fundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS INICIAIS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se o leitor reparar bem, o título do episódio remete para tópicos um pouco diferentes daqueles tratados no episódio. É claro que alguns pensarão que Imortalidade será sinónimo de “nunca esquecido; lembrado” mas não são significados tão directos quanto “não morrer; viver eternamente”.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para além deste duplo sentido do título, tivemos muitos insectos com que nos divertir.Não sou nada fã destes bichos mas reconheço a sua importância na natureza (momento Al Gore do dia).</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Partindo, pois, para aquilo que me trás a este espaço, num Sábado solarengo como de hoje, &#8220;Fringe&#8221; volta com os casos da semana mas este, a meu ver, esteve bastante interligado com o arco que a série nos tem vindo a mostrar nesta segunda parte da temporada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Um doutor estava a desenvolver um insecto, Skelter Beetle, capaz de produzir uma enzima muito especial que depois iria ser usada para produzir a vacina contra a gripe das aves.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTA</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Já em 1997, esta doença era conhecida no mundo alternativo.</span></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outro factor interessante do mundo alternativo prende-se ao facto de eles já não terem ovelhas nenhumas e como este insecto vive, simbioticamente, com ovelhas seria, pois, difícil realizar qualquer experiência que os envolvesse. Como tudo, há sempre um mas e o nosso doutor conseguiu “arranjar” um espécime deste bicho e através das mais recentes tecnologias de Engenharia Genética conseguiu produzir a Rainha, aquela que desovará e originará muitos destes beetles capazes de produzir uma enzima.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas para isto ter acontecido, o doutor precisava de um hospedeiro. Não havia ovelhas e, por isso, teria de arranjar uma alternativa. E quem melhor que os humanos?</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTA</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Humanos e ovelhas partilham 96% do mesmo DNA.</span></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ainda tivemos duas mortes até que, finalmente, a rainha nascesse. Talvez um pouco previsível mas, ainda assim, delicioso de se ver, a rainha teria de sair do seu “dono”, teria de sair do seu criador e nada melhor do que filmar o momento do nascimento. O que este doutor queria era ser reconhecido pelo seu trabalho, era ser visto e ouvido pela comunidade científica, era ser imortalizado pelo seu feito, pela sua vida dada à Ciência. Se conseguiu não sei, e os seus métodos são muito questionáveis… Mas mesmo assim, conseguiu arranjar algo que muitos não conseguiram: uma cura, uma vacina que funcionasse, algo que devolvesse a saúde perdida à comunidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Este foi, pois, o caso da semana. Suscitando o interesse e sendo, sempre, muito dinâmico e muito científico, &#8220;Fringe&#8221; ganhou mais uns pontos no que toca ao caso semanal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Mas e o arco principal, Jorge?”, perguntam vocês tão ansiosos. Pois, o arco principal foi algo que me deixou a pensar. Por um lado, Fauxlivia descobriu a sua gravidez de uma forma que não pensava possível… Perdoem-me por pensar que a personagem estava infectada com aquele bicho… E Frank, o namorado de Olivia, tinha de descobrir, também… E, claro, a sua relação com Fauxlivia não mais seria a mesma depois desta descoberta tão grande, tão chocante e tão surpreendente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outro factor que ainda devo falar, antes de terminar, prende-se à diferença entre Walter e Walternate. Se formos reparar bem, Walternate tem um sido moral bastante mais desenvolvido que Walter e quando lhe pedem para usar crianças em testes de Cortexiphan, ele não quer “ultrapassar esse limite” enquanto Walter juntamente com Bell foram capazes de transpor essa barreira e submeter crianças a testes para desenvolverem certas capacidades. De facto, isto não deixa de ser estranho pois se temos um mundo alternativo, temos escolhas diferentes e se Walternate não quer ultrapassar os limites morais é porque as escolhas que fez ao longo da sua vida fizeram desenvolver este sentido de <em>caring for other people</em>. Embora não tenha sido capaz de ultrapassar este limite, será que foi capaz de pedir a Fauxlivia que viesse ao nosso mundo e engravidasse, propositadamente? Não sei porquê mas fiquei com esta estranha sensação pois a notícia da sua gravidez não foi recebida com tanta surpresa por parte de Walternate…</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS FINAIS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A palavra desta semana foi ROMAD. Bem, é uma palavra estranha pois nunca tinha ouvido falar. Num sentido militar significa Recon, Observe, Mark And Destroy. Também pode ser um acrónimo para Radio Operator Maintainer And Driver. Mas pode, igualmente, designar um grupo de pessoas que é “enganado” a realizar um trabalho que mais ninguém quer. Bem, o primeiro significado pode ser entendido como o estando ligado ao caso da semana: reconhecer a causa, observar o que acontece, marcar e destruir a fonte. O segundo pode remeter para estas engenhocas que poderão fazer parte dos pilotos daquelas naves que observamos sempre no mundo alternativo, as quais seriam muito importantes na viagem que Frank e Fauxlivia iriam fazer. No entanto, o terceiro significado é o que me parece mais ligado ao arco… Pedir a uma mulher que sacrifique o seu útero em prol da salvação do mundo e pedir muito e nenhuma mulher estaria disposta a fazer isso. Fauxlivia foi. Fauxlivia sacrificou-se for the greater good. Ainda permanece a questão: esta história da gravidez foi mesmo propositada?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Gosto muito mais desta Olivia por causa das suas expressões faciais e da sua alegria. Se repararem poucas vezes ou nenhuma vimos Olivia rir/gargalhar enquanto que Fauxlivia o fez, neste episódio, umas 2 ou 3 vezes…</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; brindou-nos com mais um excelente episódio que nos levou numa odisseia de exploração do mundo alternativo. &#8220;Fringe&#8221; trouxe-nos mais simbologia, mais dinamismo e, sobretudo, excelência e qualidade. Não peço mais. &#8220;Fringe&#8221; é e será uma das melhores séries da actualidade.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x12 – Concentrate and Ask Again]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/02/07/sobre-fringe-3x12-concentrate-and-ask-again/</link>
<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 18:47:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/02/07/sobre-fringe-3x12-concentrate-and-ask-again/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Fringe&#8221; batalhou, a semana passada, com o novo episódio de &#8220;Supernatural&#8221; e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x12.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2050" title="Fringe 3x12" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x12.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; batalhou, a semana passada, com o novo episódio de &#8220;Supernatural&#8221; e com um especial sobre as publicidades do evento desportivo mais influente na América, o Super Bowl. Esta batalha deu a &#8220;Fringe&#8221; 1.6/5 (rating/share) e uns 4.258 milhões de espectadores o que não é bom sinal. Mas é, ainda o terceiro episódio exibido à sexta. Vamos esperar que melhore.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Passando agora ao que realmente interessa, &#8220;Fringe&#8221; teve o seu primeiro filler da temporada. Sim, é verdade. Mais tarde ou mais cedo, teríamos de ter um episódio que servisse para o que comummente se diz, encher chouriços. E isto não é mau de todo. Por vezes, é bom apostar em episódios deste género porque não só deixam o espectador respirar um pouco sobre aquilo que está a acontecer bem como serve para empatar um pouco a história. Sei que &#8220;Fringe&#8221; já teve muitos fillers, e voltar a isto era mau. Mas estamos a falar da terceira temporada, daquela temporada exímia que não tem decepcionado, que tem sido maravilhosa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O caso era simples: terroristas que decidiram matar os responsáveis por certos testes científicos realizados neles, na guerra, que os tornou portadores de um gene mutante e, consequentemente, estéreis. O caso não foi dos melhores mas serviu para guiar as personagens. Um facto interessante prende-se ao facto de o episódio ter sido conduzido pelas personagens e não pelo caso como temos visto em fillers das temporadas antecedentes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Este caso foi, então, o pretexto para irem à procura de um rapaz que fora sujeito aos testes de Cortexiphan e que lia mentes. Muito devido ao desenvolvimento precoce desta habilidade, o rapaz foi afastado dos testes porque Walter tinha medo que ele descobrisse o segredo de Walter, aquele segredo mais bem guardado até à temporada passada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Depois de terem a ajuda do telepata que os argumentistas decidiram apenas, apelidar, o episódio mostra-nos o resto do caso: numa festa de beneficência, os dois terroristas restantes decidem construir um colete com várias bombas militares contendo este pó para matar aquele que foi o chefe de todos aqueles testes que referi acima. Mais uma vez, Olivia, com um tiro certeiro, impede que todo este plano se concretize.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em primeira instância, foi isto que aconteceu. Um caso simples, sem grandes loucuras nem complexidades que entreteve, apenas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Então e o resto?, perguntam-me vocês. Hum, sim, Olivia estava bela e maravilhosa naquela festa. Mas não é isso, pois não? Eu sabia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; também é novela e eu ainda não sabia disso. Já houve tempos em que era impensável &#8220;Fringe&#8221; dar em novela, e se se falava do relacionamento Peter/Olivia, era muito pouco. Neste episódio, é-nos revelado o papel de Peter naquela máquina. Se escolher Olivia, é o nosso mundo que sobrevive. Se escolher a Fauxlivia (adoro este nome!) é o alternativo que sobrevive. Sim, o motivo “amor” dá para tudo o que é razão mas estamos a falar de Fringe… Não podiam ter colocado algo melhor? Entre as Olivias há diferenças e, porque não, basearem-se nisso?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois, mas é o que temos. E agora sim, vemos os verdadeiros planos de Walternate. Se ele sabia que Peter teria de escolher uma delas, mandou a Fauxlivia ao nosso mundo e criar uma relação com Peter. Foi tão bem sucedida que Peter ainda sente algo por ela, revelado isto pelo nosso amigo telepata a Olivia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Antes de terminar, passo os olhos sobre The First People. Sou-vos sincero: gostava de ter um livro daqueles. Adorava lê-lo, adorava interpretá-lo, adorava ter aquele pedacinho de história da mitologia &#8220;Fringe&#8221;. Se Nina andou bastante intrigada quanto ao que aqueles livros escondiam, quando foi falar com Samuel Weiss ainda ficou mais curiosa. Ele revela, pois, aquilo que já vos havia dito acima: o destino do mundo está na escolha de Peter.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A palavra da semana foi Hatch. A máquina e tudo o que ela envolve estavam contidos num ovo e este episódio revelou-nos aquilo que mais temíamos: uma escolha, um destino. O jogo, a mitologia, a ciência estavam num ovo que neste episódio eclodiu.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Samuel Weiss sabe bem mais daquilo que conta. Estranho, não?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para a semana voltamos ao mundo alternativo!</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E assim termino mais uma review de &#8220;Fringe&#8221;. Este episódio 12 deu-nos as cartas para o jogo que começará daqui a algum tempo. Este episódio 12 serviu para nos situar no nosso mundo, serviu para nos dar aquilo que precisamos para, na próxima semana, regressarmos ao alternativo e vermos como as coisas estão por lá. Estão melhores? Piores? Que se passou enquanto estivemos focados no nosso mundo? perguntas para serem respondidas já sexta!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x10 - The Firefly]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/01/31/sobre-fringe-3x10-the-firefly/</link>
<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 18:47:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/01/31/sobre-fringe-3x10-the-firefly/</guid>
<description><![CDATA[No passado Sábado, não pude deixar de expressar a minha tão grande alegria quando vi &#8220;Fringe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x10.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2056" title="Fringe 3x10 - The Firefly" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x10.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No passado Sábado, não pude deixar de expressar a minha tão grande alegria quando vi &#8220;Fringe&#8221; no meu computador, à espera de ser clicado, à espera para ser partilhado. A espera foi grande, a espera foi intensa… Depois de uma primeira parte de temporada bastante sólida que nos mostrou, finalmente, aquilo que Fringe é capaz, as Impossibilidades voltam para um caso, digamos, complexamente simples.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os Observadores estão de volta e com trunfos na manga. Um dos heróis mais aclamados por Walter, Roscoe Joyce, vê, de novo, o seu filho muito amado enquanto caminhava, já depois da hora do deitar naquele hospital, feito sonâmbulo. O seu filho, que morrera em 1985, segreda-lhe qualquer coisa e depois desaparece. Mas não desaparece de qualquer forma… Quem o tinha trazido ao presente havia sido o Observador.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E é este o mote que dá corpo a mais uns 43 minutos de puro entretenimento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Walter leva-o, então, para o seu laboratório para este ficar a conhecer aquele que é o herói da sua vida, a sua estrela favorita, aquele que o faz sonhar sempre que, por aqueles ouvidos, passa a música da sua banda favorita. O interessante de todo este episódio foi o facto de terem arranjado uma forma de explicar o Efeito Borboleta sem a dita Borboleta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, numa fatídica noite em que Walter decide, finalmente, passar para o outro lado para ir buscar o seu outro filho, Peter e que, aquando da sua chegada ao mundo real caem num lago gelado e são salvos pelo Observador, um pequeno pirilampo decide sobrevoar o sítio onde pai e filho se encontravam. Peter agarra aquele pirilampo e contempla-o, maravilhado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Lá longe, uma pequena rapariga procura, incessantemente, esse mesmo pirilampo. Contudo, por Peter foi apanhado e esta afasta-se de casa. Seu pai decide ir procurá-la no seu camião. Chovia a potes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Num cruzamento, o pai da pequena menina não consegue travar a tempo e derrapa, atingindo um rapaz que, na altura não parecia tão importante assim… Esse rapaz era o filho de Roscoe. Esse rapaz foi a causa da separação da banda favorita de Walter.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi Walter quem iniciou esta reacção em cadeia que, mais tarde, se revelou prejudicial para muitos…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O Observador fez questão de explicar isto e muito mais… Foi mais longe ao ponto de direccionar todas as acções das personagens para o momento em que Peter bebia aquele leite com o soro que há muito Walter andava a estudar para poder atingir, de novo, a magnificência de outros tempos. Salvou-se Peter. Salvou-se Walter.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas foi também aqui que o Observador concluiu aquilo que mais temia: Walter mudou e está disposto a perder o filho quando chegar a hora. Aquela hora em que estaremos em plena guerra e que a máquina, finalmente, estará activa. Aquela hora em que o destino de todos e de cada um se vai concretizar…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas, não quero terminar, sem antes referir a outra história que abrilhanta os mundos de Fringe: Olivia e Peter. Sem transformar numa novela, os produtores conseguiram mostrar o suficiente daquela relação, o suficiente para vermos mais Anna Torv que continua fantástica. A metáfora desta semana é o livro, aquele livro que os une, uma história contada por um escritor de pena de tinta infinita. Por eles, o escritor promete derramar tinta só para poder comparar a sua relação com o objecto mais comum da vida. Por a sua relação ser incomum, a realidade é precisa e nenhum pormenor escapa… Tal é feito de forma brilhante que Olivia contemplou um casal de idosos que só sorria por felicidade. Naquela cabeça só via Peter, só via aquilo que podiam ter tido se não tivesse Altivia vindo estragar tudo.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi só de mim ou aquela breve frase do Observador para Peter quando diz &#8211; It must be very difficult…being a father – me deixou com a pulga atrás da orelha?!</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A palavra desta semana foi UNITES. Unir é fazer uma aliança, é dizer “sim, uno-me contra tudo e contra todos”. Unir presente e passado. Unir mulher e homem. Unir pai e filho. Unir.</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fringe marcou presença, esta semana, com um episódio fantástico. A uma sexta com 1.9/6 (rating/share) e 4.875 milhões de espectadores, Fringe ganhou o horário e não posso deixar de mostrar o meu enorme contentamento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O segundo arco está aí. Preparados para mais uma dose de adrenalina, de maravilha e de impossibilidades? Eu estou!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x09 - Marionette]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/01/24/sobre-fringe-3x09-marionette/</link>
<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 18:47:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/01/24/sobre-fringe-3x09-marionette/</guid>
<description><![CDATA[Depois da tempestade vem a bonança, diz a sabedoria popular. Num tempo, digamos, “pós-apocalíptico”,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x09.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2060" title="Fringe 3x09 - Marionette" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x09.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Depois da tempestade vem a bonança, diz a sabedoria popular. Num tempo, digamos, “pós-apocalíptico”, Olivia está já em casa e pronta a ter a sua vida de volta, pronta a entrar de cabeça no seu trabalho, pronta a ser normal. Mas eu pergunto: a estabilidade que ela tanto queria foi conseguida?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tal como uma reacção química precisa do seu equilíbrio, também Olivia precisa do seu. Agora que tudo voltou ao normal, a protagonista precisa de se mentalizar que tudo aquilo que vivera foi um pesadelo, o qual será, eternamente, enterrado na sua mente, no seu ser. Olivia precisa de viver a sua vida, precisa de se restabelecer. E nada melhor que um caso aterrador para o fazer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se o leitor esteve atento a este episódio de &#8220;Fringe&#8221;, é de notar que a história voltou aos moldes iniciais: os casos da semana. Não vale a pena estrebuchar por isso. Esta mudança era necessária. Esta mudança é precisa. Esta mudança é como que um gelado, num jantar gourmet, que separa a entrada chique do prato principal maravilhoso. É uma fronteira. Se vimos um arco, nesta primeira parte, fantástico, o caminho tem de ser talhado para o segundo arco que &#8220;Fringe&#8221; nos apresentará. Precisamos de algo que corte o sabor para que não os confudamos. Este episódio 9 serviu para isso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O caso da semana prendeu-se a um senhor louco que queria fazer renascer dos mortos, a sua alma gémea, aquela pessoa que o fazia completo. Contudo, essa mulher, quando morrera, tinha doado os seus órgãos. E aí surge-me a pergunta: como faria este senhor para a ressuscitar se não tinha metade dos órgãos?!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Numa <em>quest</em> para os encontrar, o homem começa por avaliar todos aqueles que possuem órgãos da sua amada e, um por um, fecha-os numa sala e opera-os, ainda vivos, retirando tudo aquilo que não lhes pertence.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Regressa ao seu laboratório e cose a sua amada. Mesmo antes de proceder à ressuscitação, e tendo a sua amada uma enorme paixão por bailado, este homem dá-nos a visão mais assustadora, mais tenebrosa que &#8220;Fringe&#8221; alguma vez mostrou. Colocando a sua amada amarrada a certas cordas que, por sua vez, estavam ligadas a alavancas, bastou que a música enchesse o ar para que o homem a fizesse dançar, como uma marioneta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aquelas lágrimas de alegria, de beleza, de maravilha deram-lhe a força necessária para, finalmente, a ressuscitar. Por breves instantes, ela viveu mas fê-lo, para dizer adeus ao mundo, o adeus que estava em falta antes de morrer pela primeira vez.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Esta foi uma história de amor tão ternurenta mas, ao mesmo tempo, tenebrosa o que nos leva à segunda história de amor: a de Olivia e Peter.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Olivia, claramente, é a vítima nesta história pois Altivia tomou conta da sua vida, vestindo todas as suas roupas, calçando todos os seus sapatos e beijando aquele que para Olivia era o “tal”. Por mais que Peter lhe dissesse, que Altivia era igual a Olivia, ela não acreditava. Tinha de haver uma diferença, mas Peter estava cego pelo amor que tinha por Olivia. Num discurso brilhante que marcou o final de &#8220;Fringe&#8221;, Peter balbucia um “I’m sorry.”, segundos depois de ter sido abandonado. Aquela expressão de medo, aquela expressão de pura tristeza revelou, unicamente, que Peter estava arrependido. Ele mesmo precisava que “ressuscitar” a sua cara metade. O seu bailado tinha acabado da pior forma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas há mais. Quando pensávamos que tudo estava resolvido, esclarecido e estável, aparece-nos o Observer August. “He is still alive”, diz ele. E é esta a rampa de lançamento para o arco que polvilhará a segunda parte da terceira temporada de Fringe. Que poderemos esperar deste novo arco?</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A palavra desta semana foi ADAPT. Olivia voltou do outro mundo. Precisa de se re-adaptar à sua antiga vida. Mas conseguirá ela fazê-lo? Será que tudo o que deixara para trás se encontra na mesma? Será que a sua vida, daqui para a frente, será a mesma?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Outro pormenor interessante foi o transplante de olhos que foi referido no episódio, quando o homem andava à procura dos órgãos da sua amada. Não só, actualmente, esta operação é impossível por causa do nervo da retina bem como é o sinal de que &#8220;Fringe&#8221; está lá para nos abrilhantar com impossibilidades.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se foi o episódio mais fraco da temporada? Foi. Se era dispensável? Sim. Mas não esqueçamos que, por ser um episódio de transição há que preparar o caminho para os restantes episódios. E foi isso que fez, unicamente.</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E é com o episódio 9 que &#8220;Fringe&#8221; diz adeus, pelo menos, por agora. Voltará na sexta, dia 21 de Janeiro, com um episódio intitulado “The Firefly”. Até lá, fomentemos as nossas teorias. &#8220;Fringe&#8221; está fantástico. &#8220;Fringe&#8221; ainda nos vai surpreender este ano.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x08 - Entrada]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/01/17/sobre-fringe-3x08-entrada/</link>
<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 18:47:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/01/17/sobre-fringe-3x08-entrada/</guid>
<description><![CDATA[Admito: estou viciado em &#8220;Fringe&#8221;. Estou-o e, francamente, nunca o deixei de ser deste o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x08.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2064" title="Fringe 3x08 - Entrada" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x08.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Admito: estou viciado em &#8220;Fringe&#8221;. Estou-o e, francamente, nunca o deixei de ser deste o fim da primeira temporada… Falo, pois, daquela visão do outro mundo, daquele outro lado, daquelas hipóteses infindáveis… É, sem dúvida alguma, neste episódio que se dá o fim do primeiro arco de uma das séries que tem revelado ser a melhor que por lá passa, na América.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para já, devo dizer-vos que, mesmo antes de passar o genérico e mesmo antes de ver o episódio em si, eu previa que iria andar a saltar entre os dois mundos, entre duas linhas de história que, no fim, acabam por chegar a um clímax de enorme tensão e suspense.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para começar bem, olhemos para o título “Entrada”. Para quem é português, é interessante ver uma palavra do nosso vocabulário expressa num episódio de uma série americana. Mas esse não é o significado e não remete, de todo, para a simbologia de &#8220;Fringe&#8221;. Pois bem, “Entrada” é, no seu sentido mais comum, a zona junto à porta principal de um edifício em geral. Mas, no sentido mais abstracto, mais formal, mais eloquente, é um acesso, uma porta, uma ocasião. E é deste último significado que Fringe pega para explicar tudo o que se iria passar nestes 45 minutos: a fuga por ocasião.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com uma sequência inicial bastante interessante onde foi feito um resumo de tudo aquilo que se passou até agora nos dois mundos, &#8220;Fringe&#8221; deixa-nos cair no nosso mundo, mais precisamente, no quarto onde estão Olivia e Peter deitados. Depois daquela chamada que deixou Peter perplexo, este sai da cama e começa a vasculhar as coisas de Altivia à procura de pistas que corroborem a afirmação da senhora da limpeza. Nervoso e cheio de adrenalina evita as questões de Altivia e promove-lhe um teste, o qual não recebe qualquer aprovação. Altivia vai-se embora para o quarto, sem antes pegar na arma. Revela-se, finalmente, e ordena que Peter se paralise. Todo aquele momento, toda aquela cena, carregada de medo, de pânico, de nervosismo, de intenso suspense. Medo de ter sido descoberta, medo e pânico por não saber o que se iria passar a seguir, medo de se sentir sem qualquer saída.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A partir daí, começou tudo a desmoronar-se. Tudo aquilo que Altivia tinha construído, tudo o que Altivia tinha atingido caiu por Terra. Estava na hora da extracção. Rapidamente, contacta o outro lado e tudo é arranjado. Afinal, tudo aquilo para que ela havia sido precisa, já tinha sido concluído. A peça para a máquina da destruição estava em seu poder e Altivia não podia deixar que tal caísse nas mãos de Peter. Correu contra o tempo como nunca o havia feito, protegeu-se como nunca o tinha feito mas foi apanhada. Mas era tarde demais… Estava já equipada para regressar. Estava a postos para ter a sua vida de volta.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">[transição para o outro mundo]</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Onde estou eu?” – pergunta o leitor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Na ilha da liberdade.” – respondo eu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sim, estamos na Ilha da Liberdade, no mundo Alternativo. Parece que o leitor e eu temos Cortexiphan no nosso cérebro que nos permite viajar entre mundos…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, Olivia está presa depois da sua tentativa de fuga. Olivia está em pleno desespero porque sabe que a vão matar, sabe que vão retirar todo o seu cérebro para futuros estudos, sabe que a sua vida está pelo fio da navalha.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O único a quem pode pedir ajuda é Broyles. O único que a pode salvar daquele tormento, daquele calvário e o único que a poderá ajudar a carregar a cruz do destino do mundo. Mas, não… Abandona Olivia sem qualquer pingo de piedade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Olivia, depois de anestesiada, é levada para um laboratório onde, posta sobre uma maca de plástico, amarrada e paralisada para que dali não possa fugir, é virada de barriga para baixo para assim o médico proceder ao corte de toda a sua coluna vertebral e, consequentemente, do seu cérebro. Quando tudo parecia perdido, Broyles aparece para a salvar, como que um super-herói. Mata os dois médicos e com ela foge até à sala do tanque para assim Olivia poder fugir. Contudo, o tanque esta vazio, sem água, sem esperança. Soa o alarme. Olivia não desiste. Pega no Cortexiphan e segue para o laboratório de Walter na Harvard University. Enche o tanque de água e de sal e injecta-se com uma quantidade considerável de Cortexiphan.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">-Os guardas estão próximos.-</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Só há tempo de dizer algumas palavras. Tempo de prometer que os dois mundos permanecerão intactos. Tempo de dizer que ela será a heroína. Tempo de dizer adeus.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Entra no tanque. Este é fechado. Broyles é apanhado. Olivia deixa de ouvir, de sentir, de cheirar, de ver. Olivia…</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">[transição para o nosso mundo]</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Leitor, voltámos.” – digo eu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“De certeza?” – pergunta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Por breves instantes. Como Olivia, a semana passada. Apenas voltámos para transmitir uma mensagem.” – respondo eu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É verdade. Voltámos para ver Altivia desaparecer. Pois bem, foi apanhada e posta no carro blindado. 16h mostra-nos o relógio. 16h é a hora. As palmas das mãos de Altivia e a zona final da sua coluna começam a emitir uma luz vermelha cada vez mais rápida, cada vez mais incessante, cada vez mais forte. Altivia é transferida. Em seu lugar…</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">[transição para o outro mundo]</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Olivia privou-se sensorialmente. Privou-se do mundo alternativo. Privou-se de sua mãe.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">[transição para o nosso mundo]</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No laboratório de Walter, ouvem certos barulhos num tanque esquecido a um canto. Depois de aberto e, para surpresa de Astrid, Olivia sai de lá com um sorriso mas rapidamente cai ao chão com uma convulsão. É levada para o hospital. Peter, feliz por a ver, sentou-se ao seu lado. Olivia acorda, feliz por estar de novo em casa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Trocam olhares.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Trocam sorrisos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Trocam momentos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Trocam sentimentos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas não trocam de mundo porque o deles é único, sem volta, sem segundas oportunidades. É o amor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Estamos bem?” – pergunta o leitor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“É desta que assentamos. Estamos estáveis no nosso mundo. As nossas moléculas não mais se mexerão daqui (pelo menos até à próxima semana se tal o permitir).” – respondo eu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“É possível ainda viajarmos para o outro lado?” – pergunta o leitor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“São infinitas as impossibilidades, caro leitor.” – concluo eu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas Olivia está longe de saber as consequências que esta experiência causou no seu ser, na sua personalidade, no seu amor por Peter. Tudo, agora, parece perfeito e está longe de acabar mas todas as repercussões estão perto, à espera de uma ocasião para atacarem e de deitarem Olivia por terra.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li><span style="color:#000000;">A palavra deste episódio foi “Cross”. Atravessar de um mundo para outro. Atravessar para a antiga vida. Atravessar, de novo, uma linha que nunca devia ter sido atravessada.</span></li>
<li><span style="color:#000000;">Se o leitor reparar bem, foram 4 as vezes que o genérico alternou entre a cor vermelha e a cor azulada. 4, na cultura japonesa, significa morte e tal não é esquecido neste episódio quando, por Altivia, é substituído o Broyles alternativo.</span></li>
<li><span style="color:#000000;">Será preciso dizer o quão brilhante, o quão fantástica, o quão excelente Anna Torv esteve neste episódio? Acho que não é necessário.</span></li>
</ul>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x07 - The Abducted]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/01/10/sobre-fringe-3x07-the-abducted/</link>
<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 18:47:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/01/10/sobre-fringe-3x07-the-abducted/</guid>
<description><![CDATA[Antes de começar esta minha review quero agradecer a todos vós, fiéis leitores, o facto de me contin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x07.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2068" title="Fringe 3x07 - The Abducted" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x07.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Antes de começar esta minha review quero agradecer a todos vós, fiéis leitores, o facto de me continuarem a acompanhar nesta jornada de &#8220;Fringe&#8221;. É sempre bastante gratificante saber que escrevo para além que está interessado em ler e comentar o que me deixa bastante feliz e com ainda mais força para continuar. Não sou igual ao António Guerra mas procuro sempre deixar-vos contentes e satisfeitos com as reviews de uma das melhores séries de todos os tempos! Sem mais demora, sigamos para o que realmente interessa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; está de volta com um episódio do outro mun… desculpem, no outro mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pois bem, o caso desta semana prendeu-se a um pequeno rapaz de nome , que fora raptado pelo chamado Candyman sem a sua mãe notar qualquer movimento suspeito dentro da sua casa. Este homem, Candyman, raptava crianças de dois em dois anos, para lhes drenar as hormonas que se encontravam nas glândulas pituitárias dos meninos e assim se tornar jovem, de novo. Se bem se lembram, já foi tratado um caso deste género no nosso mundo e com bastante sucesso por parte da nossa equipa Fringe.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não obstante, o facto de se retirar tais hormonas através da nuca dos meninos durante 48 horas, sem parar, fazia com que estes regressassem às suas famílias com sintomas de quem já havia vivido mais de 70 anos. Felizmente, a equipa Fringe alternativa com a ajuda da sobredotada Astrid, conseguem descobrir quem está por detrás de tal esquema e mais importante ainda matá-lo para não causar mais nenhum problema.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, esta parte do caso foi, a meu ver, uma das partes que menos me interessou no episódio porque o melhor está para vir. Bem, há dois episódios atrás, &#8220;Fringe&#8221; deixou-nos a pedir um pouco mais quanto à condição da nossa Olivia no mundo alternativo. Afinal, Walternate descobrira o que permitia a Olivia viajar entre mundos e, por isso mesmo, esta deixou de ser útil para si. Numa tentativa frustrada de conseguir regressar ao seu verdadeiro mundo, porque, no meio de tudo isto, Olivia havia perdido muitas das capacidades que a definiam enquanto Altivia, Olivia pede ao seu taxista, aquele que a acompanhou na sua fuga no primeiro episódio, para a ajudar a ir à Ilha da Liberdade, local onde se situa o laboratório de Walternate e onde vários testes são conduzidos. Injecta-se com uma determinada substância e surge na loja onde já havia estado. Com medo de se perder e de morrer sem nunca se saber que Olivia estava no outro mundo, deixa uma mensagem à mulher da limpeza para contactar Peter e lhe dizer que a Olivia com quem ele está não é a verdadeira. Peter, perplexo, olha para o infinito sem saber que dizer e ficamos nós, espectadores, à espera pelos eventos do próximo episódio. No outro mundo, Walternate que conseguiu descobrir o seu plano manda sedá-la e tudo aquilo porque Olivia lutou poderá estar perdido.</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Observámos, pois, mais uma brilhante prestação de Anna Torv que está como peixe na água nesta temporada de &#8220;Fringe&#8221;. Conseguiu eliminar aquela expressão carrancuda e sem graça e dar vontade, dar credibilidade, dar vida a uma personagem muito misteriosa e curiosa.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vemos, neste episódio, a faceta pessoal, a faceta “pai” de Broyles que havia estado oculta no nosso mundo.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A palavra desta semana foi, portanto, ESCAPE. Será esta palavra uma ordem para Olivia, para ela fugir daquele mundo? Será que o teste a que foi submetida lhe proporcionou uma saída daquele mundo, um escape a todo um mundo alternativo que só quer a sua morte?</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tiro, mais uma vez, o chapéu a &#8220;Fringe&#8221; que se mostrou ainda mais sólido, ainda mais interessante, ainda mais dinâmico. Será que Peter vai acreditar na palavra da mulher da limpeza? Será que a Altivia deixará cair o seu disfarce? Será que tudo aquilo que vimos até agora foi uma preparação para um clímax por nós esperado há sete semanas?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; é, portanto, uma das melhores séries que se encontra em exibição nos Estados Unidos. A sua mudança para as sextas-feiras na midseason é motivo de preocupação porque as suas audiências podem cair até valores perto dos de Dollhouse não sendo suficientes para uma renovação por parte da FOX. Para mim, foi uma das mudanças mais parvas que a FOX fez até hoje pois em vez de fazer com que &#8220;Fringe&#8221; se mantenha na grelha e se assuma como um dos melhores dramas do género, enterrou-a à sexta, num horário de quase morte. Vou esperar, ansiosamente, por um milagre porque sei que Fringe é bem capaz de se sobressair e de vingar e de calar todos aqueles senhores que se encontram à frente da FOX.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x06 - 6955 kHz]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2011/01/03/sobre-fringe-3x06-6955-khz/</link>
<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 18:47:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2011/01/03/sobre-fringe-3x06-6955-khz/</guid>
<description><![CDATA[E &#8220;Fringe&#8221; volta, esta semana, com mais um digníssimo episódio. Ocorrendo, desta vez, no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x06.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2073" title="Fringe 3x06 - 6955 kHz" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x06.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E &#8220;Fringe&#8221; volta, esta semana, com mais um digníssimo episódio. Ocorrendo, desta vez, no nosso mundo, este sexto episódio é como que uma consequência do que se passou no quarto, que mais tarde explicarei.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Bom, este sexto episódio de &#8220;Fringe&#8221; levou-nos ao mundo do electromagnetismo descoberto por Marconi no final do século XIX. Foi ele que conseguiu, com bastante sucesso, realizar a primeira transmissão transatlântica via rádio. 6955 kHz vai, exactamente, pegar nesse acontecimento para nos revelar mais um dos maravilhosos mistérios que compõem a terceira temporada de Fringe e, consequentemente, a guerra dos mundos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Esta frequência, 6955 kHz, é muito traiçoeira visto apagar as memórias de todos aqueles que a ouvem (um pouco à Dollhouse, não acham?). Contudo, foi um caso maravilhosamente bem feito por nos introduzir uma Altivia bastante mais preocupada e stressada. Prestaram atenção às expressões faciais e aos nervos que esta expressava sempre que se falava em Walternate e o plano de destruição? Repararam na falta que Newton lhe faz?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Altivia juntamente com o seu…digamos…companheiro, tentam enviar uma espécie de mensagem com aqueles cubos maravilhosos que emitem um pulso da frequência que acima referi tendo o tal efeito indesejado. Mas porquê? Bem, ao que parece estas transmissões de números que muitos curiosos se punham a investigar revelaram ser coordenadas de determinados sítios que escondiam alguma coisa remanescente de uma população bastante desenvolvida tecnologicamente e muito antiga, de um tempo anterior aos dinossauros, chamada First People.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, se a problemática da máquina destruidora que Walternate possui nas suas mãos já havia sido trazida ao de cima e que causara muito atrito entre Pai e Filho, neste episódio, os ânimos acendem-se. Walter vê-se bastante preocupado com os “estudos” de Peter e é Nina quem o convence de que tal é uma espécie de preparação da defesa de uma guerra que ainda agora acabou de começar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim, Astrid vê-se com mais destaque e procura decifrar todos aqueles números baseando-se num pequeno (contudo, singular) livro dos finais do século XIX, altura em que Marconi fez tal descoberta. Astrid aponta, por isso, numa direcção, mais propriamente, Jersey City e lá cava-se aquilo que é uma das 37 peças que constituem a máquina que trabalha, unicamente, com Peter.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aproximando-nos do final, temos uma fantástica sequência de transição entre mundos e observamos Olivia a sair do banho, calmamente, para receber uma chamada. Depois de tal, Peter aparece-lhe avisando-a de que tudo está a chegar ao derradeiro momento. Olivia, preocupada, olha para ele como quem pede ajuda. Olivia olha para ele com medo.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOTAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O súbito destaque de Astrid neste episódio foi uma mais valia para a história. Interessante será dizer que tal como a Alstrid (Alternate Astrid), Astrid possui uma fantástica intelegência que é mal aproveitada.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Nina teve, igualmente, um papel interessante neste episódio. Denotei ali alguma química entre ela própria e Walter. Estarei enganado?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os números tomam, mais uma vez, destaque neste episódio singular. Estamos a falar, obviamente, da marca J.J Abrams.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E, mais uma vez, John Noble consegue, brilhantemente, encarnar Walter. Walter é, para mim, uma das minhas personagens favoritas porque até ele é carregado de mistério.</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Algumas notas sobre a mitologia da série que devem ser apontadas:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">MITOLOGIA</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se todos vós já puderam reparar, em todos os episódios de &#8220;Fringe&#8221; há uma imagem com um determinado símbolo, indicando que &#8220;Fringe&#8221; foi para intervalo. De entre muitas imagens destacam-se o Cavalo Marinho com a série de Fibonacci e a cara humana feita de fumo. Pois bem, essas imagens juntamente com aquele pontinho amarelo brilhante fazem parte de um código e a cada imagem corresponde uma letra do alfabeto.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Assim sendo, a palavra desta semana foi “Decay”. Decay significa decadência. Será que devido à descoberta de Walternate, o nosso mundo entrou em decadência? Será que a descoberta de Peter fará o nosso mundo entrar em decadência?</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Foi, portanto, um episódio que marcou o fim de uma primeira parte desta terceira temporada de &#8220;Fringe&#8221;. Um episódio que, tal como o 5, nos permitiu ver como estão as coisas no nosso mundo. Em suma, foi um episódio bastante interessante que não só trouxe mais mitologia e magia à série, bem como nos preparou para o episódio épico que está para chegar. Vão perdê-lo? Eu não!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise: Lost Girl S01]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/28/analise-lost-girl-s01/</link>
<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 21:00:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2010/12/28/analise-lost-girl-s01/</guid>
<description><![CDATA[Alguns comentários aos episódios de &#8220;Lost Girl&#8221;, uma série canadiana do canal Showcase.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Alguns comentários aos episódios de &#8220;Lost Girl&#8221;, uma série canadiana do canal Showcase.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/lg1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-655" title="Lg" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/lg1.png?w=564&#038;h=63" alt="" width="564" height="63" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.01)</strong> – Uma série sobrenatural canadiana. É certo que já estou um pouco farto de seres sobrenaturais mas esta conseguiu cativar o meu olho. Uma Succubus que se vê, um dia, perante as entidades regentes dos mundos da Luz e da Escuridão e se vê obrigada a passar por provas e escolher o seu lado. Com a maravilhosa Emmanuele Vaugier e Anna Silk, Lost Girl passou com uma boa média.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.02)</strong> – Um episódio que nos deixou um pouco mais ambientados ao mundo Fae. Foi neste episódio que ficámos a saber mais umas coisas sobre o passado de Bo. Que realmente aconteceu depois de Bo ter nascido? Para onde foi ela? Porque é que é uma Succubus?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.03)</strong> – Um episódio que nos levou à vida universitária americana. Devo dizer que este episódio me surpreendeu pela novidade que ele mostrou. Bo continua à procura de informações sobre os seus pais biológicos e, ao mesmo tempo, envolve-se com o seu lobo favorito, Dylan. Que sairá desta relação?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.04)</strong> – Um episódio muito bom com muito sobrenatural à mistura. Pode ser cliché mas gosto bastante quando os olhos estão envolvidos em eventos sobrenaturais. Não junta nada ao arco principal mas entretêm. Pergunto-me por quanto tempo manterão esta linha de entretenimento sem ligarem ao arco…</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.05)</strong> – Dinâmico, cheio de acção e uma boa história, Lost Girl começa a aquecer. Finalmente, os argumentistas decidiram avançar com o arco principal e Bo parece bastante preocupada com as revelações que lhe foram feitas. Onde irá dar tudo isto?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.06)</strong> – Um episódio estranhamente light e interessante. É Kenzi quem luta pela vida e Bo, que ao mesmo tempo aprende a controlar a sua fome, tenta salvá-la com a ajuda de Lauren. Pergunto-me que terão reservado para Lauren porque a sua presença ali no meio não me parece, de todo, despropositada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.07)</strong> – Mais um caso semanal. Desta vez, é uma aranha que assume a maldade. Um episódio sólido mas não passa disso. Precisa-se algo mais. Lost Girl está a perder pontos, comigo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.08)</strong> – Raiva e medo são os motes deste episódio. Bo lida com um Dark Fae que para além de poderoso pode ter informações importantíssimas quanto à mãe de Bo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.09)</strong> – Num episódio mais fraco que o anterior, Bo lida com um caso de gémeos e com a previsão da morte de um deles. Um ritual sagrado é realizado, pela primeira vez, com sucesso. Depois de poucos momentos de tensão, Lost Girl teve mais um episódio. Mais um. Começo a fartar-me destes, devo dizer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.10)</strong> – Uma nova Succubus chega à cidade e Bo não perde tempo em explorar todas as suas características enquanto ser sobrenatural. Arriscou, dinamizou, solidificou a sua presença. Assim é que eu gosto de Lost Girl.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.11)</strong> – Contando com o regresso da belíssima Emmanuelle Vaugier, Lost Girl dá-nos a visão legal de um caso. Interessante, dinâmico e que me prendeu ao ecrã durante os 43 minutos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.12)</strong> – Aborrecido, aborrecido, aborrecido. Sem qualquer ponta de interesse. Estava a ver que o episódio nunca mais acabava. O pior da série até agora. Argh! Este não devia ter saído faltando apenas um para o final da temporada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Lost Girl (1.13)</strong> – Dando um dos melhores episódios da série, Lost Girl despede-se de 2010 com alta qualidade. Que Season Finale. Que história! Que cliffhangers! É nisto que Lost Girl devia apostar pois é aqui que marca pontos. Quando pensávamos que Bo estava no bom caminho para descobrir todas as suas origens, fiquei em completo suspense com os twists que me foram apresentados. Que volte em 2011 com a mesma força e menos aborrecimentos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x05 - Amber 31422]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/28/sobre-fringe-3x05-amber-31422/</link>
<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 18:47:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Fringe&#8221; regressa, esta semana, depois de umas sentidas e desesperantes duas semanas por]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x05.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2080" title="Fringe 3x05" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x05.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; regressa, esta semana, depois de umas sentidas e desesperantes duas semanas porque, para quem acompanha uma série deste calibre é sempre difícil não a ver quando a história está tão complexamente interessante.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Numa tentativa de redenção da crónica anterior, devo dizer a vós leitores, que ainda tentei analisar de novo o episódio. Contudo, e isto deve ser porque me apeguei bastante ao mundo alternativo, não consegui achar o episódio 4, aquele especial. A meu ver, o episódio 4 serviu para nos mostrar como é que as coisas estão no mundo dito normal e (espectacular ponte) este episódio 5 serviu, por sua vez, para nos mostrar onde é que a história se encontra no mundo alternativo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O mais interessante desta temporada e o que a mim me tem dado bastante prazer quando vejo &#8220;Fringe&#8221; é esta dualidade de mundos, esta dualidade de personagens que, ao fim ao cabo, são diferentes e iguais entre si mudando apenas, as suas escolhas de vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na passada quinta-feira e numa tentativa bem conseguida de nos explicar mais uma parte da mística de &#8220;Fringe&#8221;, a série leva-nos a conhecer o famoso composto, o chamado Amber que é utilizado no mundo alternativo para conter certas ameaças ao “equilíbrio” deste mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Também ligado a este factor, é-nos mostrado um caso de gémeos e que faz, excelentemente bem, uma ponte com a história de Olivia que, afinal, não é mais do que um jogo entre iguais. Escusado será dizer que os testes com Cortexiphan realizados por Walter estão, efectivamente, a suscitar bastante interesse por parte de Walternate tudo devido à habilidade de Olivia em ser capaz de andar entre mundos. Ainda me lembro da primeira vez em que Olivia entrou no elevador da Massive Dynamic e, de um momento para outro e sem saber, entrou no World Trade Center do mundo alternativo para falar com Bell. Que maravilha! Que sublime!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">De notar ainda que Olivia continua com as suas visões de Peter. O bom de todo este arco é que Olivia será sempre “nossa” de uma maneira de outra e a implantação de uma nova personalidade (mais um tema que, para mim, suscita bastante polémica) veio fazer com que esta parte que a mantém ligada às suas origens seja carregada de tensão para além de que as expressões faciais de Olivia quando Peter lhe diz que, no seu mundo, a sua mãe morreu, a sua sobrinha está vida e, acima de tudo, a sua irmã caminha entre os vivos é sublime.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOTA</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Repararam na tão grande importância do Amber 31422 para Walternate e o facto de se pensar que é indestrutível e, consequentemente, todas as pessoas apanhadas nele estão, tecnicamente, mortas? Isto ainda vai dar problemas sobretudo quando a guerra despoletar em força!</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; teve, portanto, mais um regresso bastante sólido. É de louvar o que os argumentistas estão a fazer com a série mantendo um ritmo bom e um suspense e tensão bastante elevados equacionando, por isso, a série revelação desta temporada que é &#8220;Fringe&#8221;. Conseguem esperar pelo próximo episódio?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x04 - Do Shapeshifters Dream of Electric Sheep?]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/21/sobre-fringe-3x04-do-shapeshifters-dream-of-electric-sheep/</link>
<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 18:47:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2010/12/21/sobre-fringe-3x04-do-shapeshifters-dream-of-electric-sheep/</guid>
<description><![CDATA[Pergunto-me que se terá passado esta semana com &#8220;Fringe&#8221;… É impressão minha ou &#8220;Fr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x04.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2083" title="Fringe 3x04" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x04.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pergunto-me que se terá passado esta semana com &#8220;Fringe&#8221;… É impressão minha ou &#8220;Fringe&#8221; perdeu um pouco o steam a que nos habituou no primeiro bloco de três episódios?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, o episódio desta semana passou-se no nosso mundo. Num mundo que, agora, se encontra em perigo eminente e sobre uma ameaça que, a cada dia que passa, se torna mais real.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando toda a operação envolvendo Altivia se vê comprometida por um Shapeshifter adormecido que sofrera um acidente e se encontrava, aparentemente morto, Newton é obrigado a agir para salvar aquilo que de mais precioso havia naquele corpo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, este nosso Shapeshifter não era mais do que um Senador reconhecido a nível nacional e internacional, estando já, no nosso mundo desde os primórdios da passagem de Walter e que tem vindo a adquirir bastante informação sobre a Fringe Division deste lado e as missões da Fringe Divison do outro lado… Não é por nada que Newton foi capaz de matar e colocar no activo um outro agente para conseguir aquele pequeno disco de informação e que colocava a guerra num outro patamar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A investigação é, então, levada para a Massive Dynamic onde Walter descobre o local do segundo cérebro do Shapeshifter. Ainda luta com o polícia mas não consegue evitar o inevitável. O polícia devolve o disco a Newton que, numa perseguição, é obrigado a provocar um acidente para que Altivia lhe possa roubar o disco. Newton, então, quando chega à prisão comete suicídio para evitar qualquer tortura e revelação de algum segredo/missão que esteja em curso. Altivia consegue desviar as atenções do disco mas mesmo assim não evitou ser bastante desleixada nesta missão.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">PONTOS IMPORTANTES</span></p>
<ul>
<li><span style="color:#000000;">Mais uma vez, a tensão é constante durante os 45 minutos de &#8220;Fringe&#8221;;</span></li>
<li><span style="color:#000000;">As expressões faciais de Altivia, especialmente quando ela está no WC do restaurante. Priceless.</span></li>
<li><span style="color:#000000;">Sem Newton, como agirá Altivia agora?</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A meu ver, &#8220;Fringe&#8221; teve um episódio bastante compacto com uma boa linha de história. Manteve a tensão mas não escondo o facto de ter desgostado deste episódio não só porque caiu um pouco na categoria “caso semanal” à lá segunda temporada bem como o caso se passar no mundo real e não ter aquele impacto. Para uma série que vai estar fora do ecrã até Novembro por causa do Basebol, foi um episódio um tanto ou quanto fraco sem um cliffhanger interessante.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Análise: Being Erica S03]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/20/analise-being-erica-s03/</link>
<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 21:00:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2010/12/20/analise-being-erica-s03/</guid>
<description><![CDATA[Alguns comentários breves aos episódios da temporada 3 de &#8220;Being Erica&#8221;. Being Erica (3.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">Alguns comentários breves aos episódios da temporada 3 de &#8220;Being Erica&#8221;.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/be1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-653" title="Be" src="http://labseries.files.wordpress.com/2011/02/be1.png?w=564&#038;h=63" alt="" width="564" height="63" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.01)</strong> – No final da segunda temporada e depois de duas temporadas de intensiva terapia que a fez lidar com os seus mais profundos arrependimentos, Erica vê-se obrigada a escolher uma porta. Pensei eu que se tornaria já, uma psicóloga do tempo, Erica entra numa sala para começar a fase 2 da sua terapia: tratamento de grupo. Regressa, então, com um colega ao passado deste e ajuda-o a enfrentar aquilo que ele mais temia em reconhecer: o amor de sua mãe. Excelente regresso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.02)</strong> – Mais um episódio que não me deixa ficar mal. Erica, esta semana, vê-se obrigada a enfrentar o seu lado amoroso e dar o tal closure ao seu relacionamento com Ethan e nada melhor que a sua suposta arqui-inimiga Claire para a ajudar. No fundo, Erica mostrou-nos que até a mais pequena ajuda pode estar na pessoa mais improvável da nossa vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.03)</strong> – Being Erica levou-me, esta semana, ao mundo das fraternidades. Como eu compreendo o estado psicológico de Leo. Na verdade, Being Erica é mais do que isso… Fez-me pensar na violência, na maturidade e, acima de tudo, em enfrentar de forma adulta os problemas. Foi, sem dúvida, um dos melhores episódios da série. Fiquei como que contente com tudo aquilo que me foi mostrado. Being Erica no seu melhor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.04) </strong>- A subir ainda mais de qualidade, Being Erica trata mais um assunto polémico: a morte. Quando Kai regressa e fala com Erica e lhe diz que, em 2019, não mais conseguiu contactar Erica e que provavelmente morrera, a personagem entra num estado nervoso. A sua missão, na semana, era cair em si e viver o Presente sem se preocupar com o Futuro. Durou, mas conseguiu seguir em frente. A Dr. Naadiah surge, igualmente, em cena e cá me parece que o seu papel nesta temporada aumentará de importância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.05) </strong>- Mais um excelente episódio onde ficámos a conhecer um pouco mais da vida de Adam. Deixámos Erica de lado embora esta tenha sido fulcral na mudança de atitude de Adam. É interessante ver como as pessoas mudam depois de serem confrontadas com o Passado obscuro e um possível Futuro sem qualquer objectivo de vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.06)</strong> – Seguir os impulos não é fácil e ninguém melhor que Erica para nos explicar tal. Being Erica consagrou-se como a melhor série que vejo, a nível de drama. Foi, com certeza, o melhor episódio da série e aquele que é capaz de inspirar muitas cabeças desinspiradas que por aí deambulam neste mundo. A vida é feita de escolhas sejam elas impulsivas ou pensadas. O melhor da vida está em saber aproveitá-las.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.07)</strong> – Um episódio que permitiu reflectir sobre a amizade e, fundamentalmente, para terminar um dos arcos que havia sido deixado sem resolução, na segunda temporada. Sólido, dinâmico, heart-breaking.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.08)</strong> – Kai regressa e Erica não tem mãos a medir senão lidar com ele já para não falar da estranha previsão do rapaz, após a sua primeira visita a Erica no início desta terceira temporada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.09)</strong> – Uma ida ao passado que deixou Erica numa posição extremamente delicada. Contudo, enfrenta-a numa interessante história que teve repercussões bastante catastróficas para a editora de Julianne e Erica, a 50/50 Press.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.10)</strong> – Um episódio que se focou nas experiências profissionais de Erica. Depois de a 50/50 ir ao fundo com umas das mais chocantes revelações, Julianne e Erica necessitam de salvar aquilo que é delas e, como uma fénix, renascem para limparem o seu nome.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.11)</strong> – É neste episódio que ficamos a conhecer a família de Adam. É neste episódio que vemos o quão ele sofreu. É neste episódio que assistimos a um verdadeiro drama de família. E é neste episódio que se dá o ponto de viragem na editora de Julianne e Erica, a 50/50 Press.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.12)</strong> – Que final perfeito. Que maravilha de episódio. Para além de um twist que não estava nada à espera, Being Erica deixou-me, mais uma vez, em suspenso com este Season Finale. Being Erica consagrou-se um dos melhores dramas da televisão canadiana e não me desapontou em nada! Parabéns, CBC!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>Being Erica (3.13)</strong> – Este episódio de Being Erica foi dedicado completamente ao Natal. De todos os especiais que vi até à data, este foi o melhor, o mais ternurento, o mais carinhoso, o que mais ensinou sobre o Natal. Being Erica tem um lugar especial no meu coração pois sabe como expor os temas, sabe tratá-los com simplicidade, humildade e, sobretudo, realidade.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x03 - The Plateau]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/14/sobre-fringe-3x03-the-plateau/</link>
<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 18:47:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Fringe&#8221;, actualmente, encontra-se num palco. Palco esse dividido em dois: o do mundo re]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x03.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2086" title="Fringe 3x03" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x03.png?w=300&#038;h=169" alt="" width="300" height="169" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221;, actualmente, encontra-se num palco. Palco esse dividido em dois: o do mundo real e o do mundo alternativo. É a partir daqui que cada mundo começa a juntar todas as suas armas numa guerra que promete ser sangrenta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Primeiro que tudo, o episódio desta semana foi o típico caso semanal mas esta categoria foi um pouco posta de parte visto que os argumentistas conseguiram (e muito bem) intercalar o caso com o arco principal desta nova temporada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O caso, então, baseou-se num homem que tinha uma doença severa que lhe impedia de ter uma aprendizagem normal. Após ter sido submetido a testes de um composto que, tinha como objectivo, elevar o seu QI, o seu cérebro desenvolveu-se bastante depressa tornando-se numa completa máquina que fazia a mais simples previsão comportamental das gentes que andavam, pacificamente, na rua.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, o nosso tão fantástico assassino decide pôr a sua mente à prova. Assim, decide ir para a rua, num dia normal, avaliar o local. Depois de todas as contas feitas, começa o seu MO. Coloca uma caneta em cima de uma caixa de correio que, com o salpicar da água do chão, cai o que leva a que um homem que estava ali sentado a vá apanhar que, por sua vez, faz despistar um ciclista. Toda esta azáfama distrai o condutor de autocarro que atropela uma mulher quando esta estava a atravessar a estrada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Bem, toda esta sucessão de eventos transportou a nossa mente para o factor “Final Destination” onde um grupo de pessoas escapa à morte por milagre e esta, a pouco e pouco, os vais caçando. Foi brilhante a forma como este episódio de &#8220;Fringe&#8221; conseguiu trazer ao de cima um caso tão simples e tão real mas que, ao mesmo tempo, complexo e capaz de nos deixar boquiaberto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E quem melhor para avaliar este caso? A equipa Fringe, claramente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, esta semana estamos nós no mundo alternativo e toda a equipa Fringe é diferente. Temos uma Astrid crânio, um Broyles mais frio e sem muita lidação com a equipa e um Charlie vivo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O caso desenvolve-se com normalidade até que chegamos à parte onde Olivia persegue o nosso suspeito. Este havia já calculado e previsto tudo o que iria acontecer (leia-se, a morte de Olivia) mas esta, sendo do outro mundo, e ignorando o sinal de “atmosfera comprometida”, escapa à morte surpreendendo o nosso suspeito e assim esta consegue apanhá-lo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Não podemos esquecer que, sendo ela do mundo real e embora tenham impingido uma nova personalidade com o objectivo de descobrir o porquê de ela atravessar sem sofrer qualquer dano na sua estrutura atómica entre mundos, Olivia não consegue perder a sua essência. Não é por nada que ela vê Walter e Peter em vários locais deixando-a bastante perturbada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Repararam que, embora a nova personalidade fosse impingida, a mente de Olivia não se quer separar daquilo que ela foi? Do mundo de onde foi tirada? Olivia é mesmo muito especial e prevejo que terá um papel muito importante no desenrolar e finalizar desta conspiração de Walternate. Que nos reservará o quarto episódio? Que mais armas estão os dois mundos a preparar?</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOTAS SIMBÓLICAS</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Anna Torv cresceu a olhos vistos como actriz. As suas expressões faciais, o jogo duplo que é obrigada a fazer, as suas atitudes são priceless. Está a aguentar a série como ninguém!</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Repararam que podemos alargar a temática deste caso ao arco da série? Se considerarmos a caneta como o evento inicial que levou a esta guerra dos mundos [o rapto de Peter, em 1985] e aí por diante, temos uma reacção em cadeia que só verá fim quando, desta guerra, sair um vencedor. Interessante, não?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O genérico voltar ao vermelho.</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A sequência inicial do episódio onde os vários slow motion aumentam a tensão quanto ao clímax do que se irá passar.</span></li>
</ul>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Dexter 5x12 - The Big One]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/14/sobre-dexter-5x12-the-big-one/</link>
<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 00:04:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Dexter: But wishes, of course, are for children. &#8220;Dexter&#8221;, depois de uma brilhante quart]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2010/12/d.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-245" title="D" src="http://labseries.files.wordpress.com/2010/12/d.png?w=300&#038;h=167" alt="" width="300" height="167" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><em><strong>Dexter:</strong> But wishes, of course, are for children.</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Dexter&#8221;, depois de uma brilhante quarta temporada cheia de momentos de suspense e de pura tensão, deixa-nos a pensar sobre o que, de facto, ocorreria depois daquele final que, digamos, foi o mais chocante já visto. De queixo caído fiquei eu, quando vi aquela cena, aquele banho de sangue, aquela imagem. Ansiosamente, esperei pela quinta temporada, uma temporada que iria ditar o &#8220;pós-evento&#8221; e, por isso, a reconstrução de uma personagem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Certo é que, temporada como a quatro já não conseguem fazer. Foi boa demais, simplesmente. Já partia para a temporada cinco com o pensamento de que tudo o que se iria passar não iria superar, na sua essência, todos aqueles eventos da temporada que tudo decidiu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Depois uma primeira parte morna, &#8220;Dexter&#8221; começou a aquecer a partir do episódio 6. Começou a preparar uma rampa. Uma via de sentido único tal como a vida, sem espaço para segundas oportunidades. Tudo culminava ali, naquele ponto. Seria, por isso, o clímax de uma das melhores séries de todos os tempos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A única palavra que consigo expressar quanto ao final é: desilusão. À excepção de excelentes momentos que me deixaram, realmente, nervoso para o que se iria passar, o final não se revelou nada de especial. Um final sem brilho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Afinal, há espaço para segundas oportunidades e foi isso que foi dado a &#8220;Dexter&#8221;. Deb estava lá. Tinha toda a história. Tinha a faca e o queijo. Esqueceu-se de como fazer a sanduíche.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sou levado a crer que esta temporada foi de transição. Algo que, desde o épico final da quarta temporada se está a preparar para a sexta (e espero que última) temporada de &#8220;Dexter&#8221;. Chocar-me-á? Talvez. Deixar-me-á perplexo? Talvez. Mas aquele final, aquele The Big One que estava a pedir e que a promo mostrou, deixou-se andar. Apenas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Resta-nos a história de Quinn que, espero, ficará arrumada para o ano e a ama que, cada vez mais, me parece misteriosa e com algo sinistro que poderá ser revelado nos novos episódios que virão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Esperava mais e não consegui. É uma pena, deveras. Afinal, os desejos são mesmo só para crianças.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x02 - The Box]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/12/07/sobre-fringe-3x02-the-box/</link>
<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 18:47:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vou-vos contar outra história… A história de uma caixa. Era uma vez uma caixa cinzenta. Certo dia, t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x02.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2089" title="Fringe 3x02" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x02.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Vou-vos contar outra história… A história de uma caixa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Era uma vez uma caixa cinzenta. Certo dia, tal caixa foi descoberta por dois rapazes que andavam a cavar as fundações de uma propriedade… Infelizmente, a ganância por este maravilhoso item fez com que os inquilinos fossem amarrados e silenciados por esses rapazes. Quanto a desenterraram, a curiosidade tomou conta das suas almas e estes abriram-na. Afinal, a caixa que parecia inofensiva revelou-se uma arma letal que libertou um som ultra-sónico fazendo com que os inquilinos e os dois rapazes entrassem num transe vegetativo e, seguidamente, morressem salivando uma mistura de sangue com líquido espinal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mais tarde, um outro rapaz surge na casa e rouba a pequena mas mortal caixa. Embora aberta, tal som não o afectou porque era surdo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sentindo um enorme peso na consciência, humildemente, descobre o apelido de Altivia e encontra-a em casa, devolvendo a caixa. Infelizmente, estava no local errado à hora errada e é morto por aquela que ele pensava ser de confiança.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A caixa passa, então, de Altivia para Newton, um senhor mau, que a deixa numa estação de metro provocando enormes estragos. É Peter que a consegue desactivar e salvar-se a tempo da morte certa por Altivia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A caixa é, depois, levada para casa de Peter para futura análise e vive, então, relativamente, feliz para sempre.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Contudo, esta é, apenas, uma das três histórias que &#8220;Fringe&#8221; nos trouxe, esta semana. A segunda história foi a ambientação de Altivia ao mundo dito normal. Newton fornece alguns materiais sobre a cultura e arte do nosso mundo bem como o ficheiro da nossa colega (e amiga) Olivia que se encontra no mundo alternativo. Mais ainda, Newton consegue, de certa forma, eliminar a tatuagem de Altivia para que não haja qualquer indício de suspeita… Outro aspecto desta história é o facto de Altivia estar a conseguir realizar toda a sua missão com distinção; o primeiro passo foi Peter… o segundo é Walter.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Numa outra perspectiva, temos a história de Walter, Nina e Bell. Se bem se recordam, Bell morrera na temporada passada para que Olivia, Peter e Walter pudessem regressar a salvo ao mundo normal. Como tal, este deixou um testamento. A Nina, deixou uma carta e um sino que, a meu ver, está relacionado com o mundo alternativo e as mudanças de frequência que Bell, sistematicamente, realizava para conseguir atingir o outro mundo. A Walter, deixou uma carta com uma chave para um cofre… No cofre constava um conjunto de papéis que faziam de Walter o único accionista (e, consequentemente, dono) da Massive Dynamic.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">HIGHLIGHT</span></p>
<ul>
<li><span style="color:#000000;">O fantástico jogo duplo de Altivia.</span></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Num episódio um pouco inferior ao outro, &#8220;Fringe&#8221; consegue usar com mestria todos os seus trunfos, mais uma vez. Um episódio que foi muito bem conseguido e onde as histórias das nossas personagens deram um enorme salto evolutivo. Que mais posso pedir de &#8220;Fringe&#8221;?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Fringe 3x01 - Olivia]]></title>
<link>http://labseries.wordpress.com/2010/11/30/sobre-fringe-3x01-olivia/</link>
<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 18:47:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Pontes</dc:creator>
<guid>http://labseries.wordpress.com/2010/11/30/sobre-fringe-3x01-olivia/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Fringe&#8221; é, para mim, dos regressos mais esperados desta temporada. Não só pela sua hist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2093" title="Fringe 3x01" src="http://labseries.files.wordpress.com/2012/04/fringe-3x01.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Fringe&#8221; é, para mim, dos regressos mais esperados desta temporada. Não só pela sua história e na forma como ela está a ser desenvolvida mas também pela enorme carga emocional que cada episódio nos faz sentir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Se me permitem, hoje quero contar-vos uma história. Uma história simples sobre uma rapariga simples num mundo…complexo!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Olivia, juntamente com Walter, atravessam para o outro lado. Aquele lado que é futurista, que é diferente, que é fantástico. Mas houve uma explosão. Nela estavam as duas Fringe Division. E foi nela que se deu a troca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><!--more--></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ora, neste início de temporada, a nossa amicíssima Olivia encontra-se numa sala com uma mulher, de nome, Anderson, e esta está a ajudá-la a regressar à sua vida normal. Mostra-lhe fotografias, refere acontecimentos mas Olivia é Olivia e tem uma vida totalmente diferente. Walternate, chefe do Departamento de Defesa, não tolera tanta insolência e para que nada destoe, obriga Olivia a ser injectada com determinados líquidos e compostos de forma a adquirir as memórias da nossa arqui-inimiga Altivia. Após ter sido injectada, Olivia consegue fugir e apanha um táxi. Esta começa a visitar os locais que mais conhece e que poderiam ser a porta para o seu mundo mas falha, redondamente. Com a ajuda do taxista que, por sinal, ficou com a pulga atrás da orelha quanto às origens de Olivia, este leva-a a casa onde revê a sua mãe. Aquela mãe que perdera aos 14 anos. E que bom voltar a sentir aquele amor de mãe.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para terminar a infeliz história da “pequena” Olivia, esta é levada por Francis e, a pouco e pouco, as memórias de Altivia passam a ser as suas memórias e Olivia torna-se, digamos, em Altivia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No nosso lado, Peter, Walter e Olivia fazem a vida normal como se nada tivesse mudado. Aqui, Altivia, que não conhece os hábitos de Olivia, tenta integrar-se falando o menos possível e ouvindo o mais possível.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Que será que Altivia tem planeado? Será que Olivia se tornou, mesmo, em Altivia?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Que mais terá Walternate na manga para Olivia? É que me parece que esta inserção de memórias é só a ponta do icebergue… Afinal, estamos em guerra!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E assim se passaram os melhores 44 minutos desta minha semana. Tivemos terror, jogos psicológicos, acção, fluidez, dinâmica, dualidade, confrontos, cenas bizarras… Enfim, tudo aquilo que Fringe pode dar, esteve lá. Tudo aquilo que Fringe é, está neste episódio. Sem dúvida, o melhor da série. Sem dúvida, o que mais me marcou.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">HIGHLIGHT</span></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Notaram, mais uma vez no genérico? De novo, vermelho. E mais, leiam bem as palavras que nos são apresentadas na sequência de imagens de abertura. Diferentes, não é?</span></li>
<li style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os pequenos jingles que nos foram acompanhando ao longo do episódio e que davam aquele toque de mestria.</span></li>
</ul>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
