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	<title>antonio-candido &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "antonio-candido"</description>
	<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 04:57:47 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Lançamento da revista “Literatura e Sociedade” 11 e 12 sobre a obra de Antonio Candido]]></title>
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<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 09:54:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcel Vejmelka</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os números 11 e 12 de Literatura e Sociedade reúnem ensaios, depoimentos, entrevistas, resenhas de o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://vejmelka.wordpress.com/files/2009/11/convite_litesoc_final.jpg"><img class="size-full wp-image-156 aligncenter" title="convite_litesoc_final" src="http://vejmelka.wordpress.com/files/2009/11/convite_litesoc_final.jpg" alt="Literatura &#38; Sociedade 11-12" width="964" height="737" /></a></p>
<p>Os números 11 e 12 de <em>Literatura e Sociedade</em> reúnem ensaios, depoimentos, entrevistas, resenhas de obras publicadas e outros textos importantes fora de circulação, compondo um amplo debate, sob perspectivas críticas diversas,  com a colaboração de intelectuais do Brasil e do exterior. Tendo como foco principal os campos da literatura e da crítica literária, os artigos contemplam ainda várias áreas das humanidades, como sociologia, historiografia, filosofia, antropologia e dramaturgia, mantendo como eixo uma das linhas de pesquisa do departamento – literatura e sociedade. Publicada desde 1996, a revista Literatura e Sociedade tem sua comissão editorial formada atualmente pelas professoras Cleusa Rios Pinheiro Passos, Betina Bischof e Ana Paula Pacheco.</p>
<p><strong>Antonio Candido</strong> é crítico literário e professor aposentado da FFLCH-USP. Criou, no início da década de 1960, o curso de Teoria Literária e Literatura Comparada na USP, que originou a fundação do departamento de mesmo nome, em 1990. Sua extensa obra inclui livros como <em>Formação da literatura brasileira, Introdução ao método crítico de Sílvio Romero, O observador literário, Tese e antítese, Parceiros do Rio Bonito, A educação pela noite e outros ensaios, O discurso e a cidade, Ficção e confissão, Um funcionário da monarquia</em> e <em>Na sala de aula</em>.</p>
<p><strong>SUMÁRIO <em>LITERATURA E SOCIEDADE</em> nº 11</strong></p>
<p>ENTREVISTAS SOBRE A OBRA DE ANTONIO CANDIDO<br />
Beatriz Sarlo (Universidad de Buenos Aires), Candace Slater (Berkley University), John Gledson (University of Liverpool), Alfredo Bosi (USP), Iná Camargo Costa (USP), Davi Arrigucci Jr (USP), Silviano Santiago (UFRJ) e Roberto Schwarz (UNICAMP).</p>
<p>ENSAIOS<br />
Passagem<br />
Celso Lafer (USP) &#8211; Antonio Candido e a Faculdade de Direito<br />
Lilia M. Schwarcz (USP) &#8211; Introdução ou sobre segundos escalões<br />
Antonio Arnoni Prado (UNICAMP) &#8211; Sílvio Romero – a crítica e o método</p>
<p>Literatura e sociedade<br />
Adriana Amante (Universidad de Buenos Aires) &#8211; Esquema argentino de Antonio Candido<br />
Salete de Almeida Cara (USP) &#8211; A reflexão literária e política como acumulação<br />
Benjamin Abdala Jr. (USP) &#8211; Desenhos do crítico, inclinações da crítica<br />
Sérgio de Carvalho. (USP e Cia. do Latão) &#8211; A dialética de Ricardo II</p>
<p>Aspectos da formação<br />
Luís Augusto Fischer (UFRGS) &#8211; Formação, hoje – uma hipótese analítica, alguns pontos cegos e seu vigor<br />
Gonzalo Aguilar (Universidad de Buenos Aires) &#8211; Antonio Candido y David Viñas: la crítica y el cierre del pasado histórico<br />
Ettore Finazzi-Agrò (Sapienza Roma) e Roberto Vecchi (Università di Bologna) &#8211; A formação e a história fraturada: uma dupla aproximação</p>
<p>Dinâmicas da obra<br />
Telê Ancona Lopez (USP) &#8211; A literatura como direito<br />
Maria Augusta Fonseca (USP) &#8211; Batuque: cultura e sociabilidade</p>
<p>Resenhas<br />
Murilo Marcondes de Moura (USP) &#8211; Recortes<br />
Sérgio Miceli (USP) &#8211; Retrato do crítico jovem</p>
<p>DEPOIMENTOS<br />
José Aderaldo Castello (USP) &#8211; Parceria crítica: Presença da Literatura Brasileira<br />
Carlos Vogt &#8211; Depoimento sobre a formação do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP<br />
Aldo de Lima (UFPE) &#8211; Crítica do esclarecimento.</p>
<p><strong>SUMÁRIO <em>LITERATURA E SOCIEDADE</em> nº 12</strong></p>
<p>ENTREVISTAS COM ANTONIO CANDIDO<br />
Pablo Rocca (Universidad Uruguai) &#8211; A experiência hispano-americana de Antonio Candido<br />
Luís Augusto Fischer (UFRS) &#8211; Entrevista com Antonio Candido<br />
Walnice N. Galvão (USP) &#8211; Reprodução de entrevista para D.O. Leitura: José Mindlin e Antonio Candido</p>
<p>ENSAIOS<br />
Passagens<br />
Heloísa Pontes (UNICAMP) &#8211; Ar de família: a turma de Clima<br />
Luiz Carlos Jackson (USP) &#8211; O Brasil dos caipiras<br />
Rodrigo Ramassote (UNICAMP) &#8211; Na sala de aula: Antonio Candido e a crítica literária acadêmica (1961 &#8211; 1970)</p>
<p>Literatura e sociedade<br />
Edu Teruki Otsuka (USP) &#8211; Literatura e sociedade hoje<br />
Paulo Arantes (USP) &#8211; O recado dos livros comentário palestra de AC no MST<br />
Maria Sílvia Betti (USP) &#8211; Antonio Candido e ‘A culpa dos reis’<br />
Milton Ohata (USP e CosacNaify) &#8211; Ascensão à brasileira<br />
Raul Antelo (UFSC) &#8211; A hybris e o híbrido na crítica cultural brasileira</p>
<p>Variações: Tese e antítese. O discurso e a cidade.<br />
Joaquim Alves de Aguiar (USP) &#8211; Dois em um<br />
Modesto Carone (UNICAMP) &#8211; ‘O discurso e a cidade’: quatro esperas<br />
Jerusa Pires Ferreira (PUC-SP): Antonio Candido em letra, voz e história<br />
Ivone Daré Rabello (USP) &#8211; Trajetos dos discursos na órbita da vida contemporânea- perspectivas de leitura de ’O discurso e a cidade’</p>
<p>Dinâmicas da obra<br />
Boris Schnaiderman (USP) &#8211; Uma novela da emigração?<br />
Walnice Nogueira Galvão (USP) &#8211; Perfis<br />
Marcos Antonio de Moraes (USP) &#8211; 124 erros de revisão!</p>
<p>DEPOIMENTOS<br />
Antonio Dimas (USP) &#8211; Papel da aula<br />
Ligia Chiappini e Marcel Vejmelka (FU-Berlin) &#8211; Antonio Candido na Alemanha</p>
<p>CRIAÇÃO<br />
Vilma Arêas (UNICAMP) &#8211; Sister 1982</p>
<p>(fonte: <a href="http://mariantonia.locaweb.com.br/prog/releases/2009/e_acandido.html" target="_blank">Centro Universitário MariAntonia/USP</a>)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ética - A Culpa dos Reis - 1b]]></title>
<link>http://cafesfilosoficos.wordpress.com/2009/11/23/etica-a-culpa-dos-reis-1b/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:57:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>shamankh</dc:creator>
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<description><![CDATA[A culpa dos Reis: Antônio Cândido e Renato Janine Ribeiro apresentam os problemas da Ética, discutem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A culpa dos Reis: Antônio Cândido e Renato Janine Ribeiro apresentam os problemas da Ética, discutem]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Intelectuais de todo o mundo lançam manifesto contra CPI do MST]]></title>
<link>http://virusplanetario.wordpress.com/2009/10/22/intelectuais-de-todo-o-mundo-lancam-manifesto-contra-cpi-do-mst/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 22:34:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>virusplanetario</dc:creator>
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<description><![CDATA[Foi divulgado hoje (22) um manifesto assinado por dezenas de intelectuais do Brasil e do mundo em de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1180" title="mst" src="http://virusplanetario.wordpress.com/files/2009/10/mst.jpg" alt="mst" width="510" height="705" /></p>
<p>Foi divulgado hoje (22) um manifesto assinado por dezenas de intelectuais do Brasil e do mundo em defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contra a proposta de CPI que pretenderia “investigar” o movimento. O documento denuncia todo o processo de criminalização do MST a partir dos últimos acontecimentos, em especial a exploração da mídia no caso da ocupação às fazendas controladas irregularmente pela Cutrale e a tentativa de instauração da CPI.</p>
<p>O lançamento do manifesto foi uma iniciativa dos próprios intelectuais. Entre as personalidades que assinam estão brasileiros como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo e Emir Sader, e estrangeiros como o uruguaio Eduardo Galeano, o francês Michael Lowy e o português Boaventura de Souza Santos.</p>
<p>O documento lembra que a titularidade das terras da Cutrale é contestada e que não há nenhuma prova da participação de trabalhadores do MST na destruição de máquinas e equipamentos da empresa. “Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST”, denuncia o texto, que chama a atenção, também para a crescente concentração fundiária no país e para a violência em conflitos agrários. “Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.”</p>
<p>Para assinar o manifesto em defesa do MST clique em: <span><span style="text-decoration:underline;"><strong><a href="http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html" target="_blank"><span style="font-family:Times New Roman;color:#0000ff;font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;">http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html</span></span></a></strong></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Amores de(s)generados. Homoerotismo en el Perú y Latinoamérica (Coloquio Internacional)]]></title>
<link>http://elgatodescalzo.wordpress.com/2009/10/18/amores-desgenerados-homoerotismo-en-el-peru-y-latinoamerica-coloquio-internacional/</link>
<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 03:46:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Germán</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se realizará el siguiente encuentro revisando la homosexualidad desde las letras, tablas y otros cam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Se realizará el siguiente encuentro revisando la homosexualidad desde las letras, tablas y otros cam]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Weltliteratur]]></title>
<link>http://hotelpalestina.wordpress.com/2009/10/15/weltliteratur/</link>
<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 01:04:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>hotelpalestina</dc:creator>
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<description><![CDATA[A possibilidade de uma literatura mundial foi anunciada por Goethe com entusiasmo. O monumental livr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A possibilidade de uma literatura mundial foi anunciada por Goethe com entusiasmo. O monumental livro organizado por Franco Moretti, cuja primeira parte recentemente foi lançada nas plagas de cá, considera essa utopia. Antonio Candido, referência máxima neste tipo de assunto, também deixou escapar essa ideia em alguns artigos (ver Natali, numa das revistas Literatura e Sociedade [pesquise, oras!]).</p>
<p>O engraçado é que <a href="http://jocareinersterron.wordpress.com/2009/10/14/historia-da-literatura-brasileira-em-4-quadrinhos/" target="_blank">este post</a> de Joca Terron mostra como a literatura, pelo menos a parte da produção, é um fenômeno bairrista.</p>
<p>Espero que não passe de um fenômeno brasileiro.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vale Cultura - uma alteração de rota]]></title>
<link>http://melnotacho.wordpress.com/2009/08/18/vale-cultura-uma-alteracao-de-rota/</link>
<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 00:38:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>zedec</dc:creator>
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<description><![CDATA[Integrante do projeto de reformulação do financiamento à cultura, o Vale-Cultura traz, em si, a disc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Integrante do projeto de reformulação do financiamento à cultura, o Vale-Cultura traz, em si, a disc]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Apresentação da poesia brasileira]]></title>
<link>http://aruasetima.wordpress.com/2009/08/06/apresentacao-da-poesia-brasileira/</link>
<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 01:56:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rudinei Borges</dc:creator>
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<description><![CDATA[O poeta Manuel Bandeira Autor: Manuel Bandeira Editora: Cosac Naify Em Apresentação da Poesia Brasil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 273px"><img title="Manuel Bandeira" src="http://opinativas.files.wordpress.com/2007/07/manuel-bandeira.gif?w=263&#038;h=282" alt="O poeta Manuel Bandeira" width="263" height="282" /><p class="wp-caption-text">O poeta Manuel Bandeira</p></div>
<p style="text-align:justify;">Autor: Manuel Bandeira</p>
<p style="text-align:justify;">Editora: Cosac Naify</p>
<p style="text-align:justify;">Em <em>Apresentação da Poesia Brasileira</em>, publicado em 1946, o poeta Maunel Bandeira observava que os primeiros indícios de uam poesia de fato brasileira surgiram com os poetas árcades. Neles, escreveu, notava-se &#8220;alguma coisa que representa, na emoção mais sincera ou no aproveitamento do elemento brasileiro, uma força renovadora ainda sem consciência de si mesma&#8221;. Tateando o terreno da evolução da poesia no país e destacando a cultura intelectual que surgia em Minas Gerais no período, Bandeira se aproximava da tese posterior de Antonio Candido, em seu clássico <em>Formação da Literatura Brasileira</em> (1975).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Franklin Leopoldo e Silva: Estrutura de poder]]></title>
<link>http://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/07/26/franklin-leopoldo-e-silva-estrutura-de-poder/</link>
<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 16:57:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>universidadeparaquem</dc:creator>
<guid>http://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/07/26/franklin-leopoldo-e-silva-estrutura-de-poder/</guid>
<description><![CDATA[Abaixo publicamos a fala proferida por Franklin Leopoldo e Silva, professor de Filosofia da Universi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a rel="attachment wp-att-851" href="http://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/07/26/franklin-leopoldo-e-silva-estrutura-de-poder/franklin-leopoldo/"><img class="size-full wp-image-851 aligncenter" title="franklin leopoldo" src="http://universidadeparaquem.wordpress.com/files/2009/07/franklin-leopoldo.jpg" alt="franklin leopoldo" width="150" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Abaixo publicamos a fala proferida por <span style="color:#ff0000;">Franklin Leopoldo e Silva</span>, professor de Filosofia da Universidade de São Paulo, durante palestra no ciclo de debates <em><span style="color:#ff0000;">Universidade para quem?</span></em> (título que inspirou o nome deste blog), promovido por estudantes da USP, em março de 2008. Na ocasião o professor Franklin discorreu sobre <span style="color:#ff0000;">Estrutura de poder</span>, que era o tema da mesa. Além dele, compunham a mesa o estudante de mestrado Douglas Anfra e o professor Marcos Magalhães do IME.</p>
<p style="text-align:justify;">Transcrevemos outras falas e publicaremos uma a cada semana. A próxima será a de <span style="color:#ff0000;">Ricardo Musse</span>, professor de Sociologia da USP.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Esperamos que esta iniciativa contribua para o debate necessário ao derredor da USP e da universidade pública, ainda mais num momento onde parece que a Universidade vai se afundar nas discussões sobre a eleição do novo reitor, que se dá por uma estrutura rigorosamente antidemocrática, quando deveríamos debater qual universidade queremos e não quem será o próximo reitor.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000080;">−−−−−− • −−−−−−</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;"><strong><em>Bom</em></strong><strong>, eu vou focalizar, tendo em vista o caráter muito amplo da questão</strong>, um ponto específico, mas que vai nos ajudar a entender um pouco da história do poder na Universidade de São Paulo nestas últimas décadas e também, eu imagino, nos ajudar um pouco, a partir desses pontos específicos que vou abordar, a entender melhor as questões que atualmente se põem em vista da estrutura de poder e uma possível modificação na Universidade.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Começo com um ponto: na reforma universitária que ocorreu entre 1968 e 1970, ocupou um espaço muito grande nas discussões e acabou atingindo, curiosamente, um fato de consenso entre as forças que atuavam no sentido de dar uma certa linha, uma determinada direção, à nova estrutura que se estava criando a partir das discussões possíveis naquela reforma. Refiro-me à passagem das cátedras, a estrutura das cátedras, para a estrutura de departamentos, que é aquela que nós temos hoje. Como vocês sabem, até então a Universidade era divida em cátedras, essas cátedras eram de inteira responsabilidade pessoal de um catedrático, sendo responsável por todas as atividades administrativas e acadêmicas de um dado setor, ou seja, contratava pessoas, organizava a estrutura, organizava a disciplina, nomeava seus assistentes e dava o tom geral daquilo que ali se fazia em termos de formação acadêmica. Um poder assim concentrado de uma maneira muito forte, gerava dentro dessa estrutura relações políticas também de ordem pessoal. Por exemplo, que tipo de aliança se estabelecia, que tipo de controvérsia se dava dentro dessa estrutura.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Evidentemente nós temos que entender o caráter muito atomizado da organização que vigorava então, e, consequentemente, as relações, as alianças e os conflitos que aconteciam entre os catedráticos e desses com a cúpula da Universidade (o Conselho Universitário e a Reitoria).  Do ponto de vista da gestão da Universidade os coletivos contavam pouco, porque o poder pessoal dos catedráticos era muito grande e quando se tratava de tomar decisões coletivas, era pela reunião deles mesmos que as decisões chegavam a acontecer. De modo que os interesses eram muito bem definidos do ponto de vista dos setores que cada um administrava e a partir daí as alianças e os conflitos se estabeleciam entre esses setores, bem como com a administração acadêmica. Havia nesse tipo de estrutura, evidentemente, uma responsabilidade pessoal muito grande, ou seja, o catedrático era absolutamente responsável por tudo o que se passava naquele setor que lhe competia administrar, e gerir também academicamente, nesse sentido ele podia também delegar poder, de modo a que, do ponto de vista informal, houvesse certa participação na direção da cátedra que lhe pertencia; mas do ponto de vista formal o poder e a responsabilidade lhe concerniam inteiramente.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">A questão que nos ajuda a entender o que se passa hoje em dia, é perguntar por que se passou da estrutura da cátedra para a estrutura departamental. E eu respondo da seguinte forma: essa modificação só aconteceu porque o próprio poder universitário, os próprios órgãos superiores de gestão da universidade chegaram à conclusão de que essa passagem era necessária. Com isso nós podemos dizer que houve aí uma convergência de dois fatores, e uma convergência na qual é um pouco difícil entender a correlação de forças.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Se de um lado havia do ponto de vista dos alunos, dos funcionários e dos professores não catedráticos, enfim, da base da universidade, uma reivindicação muito forte para que as cátedras fossem extintas, que fossem estabelecidos mecanismos mais democráticos de administração da universidade e de implementação acadêmica, por outro havia também, sob a ótica dos órgãos superiores da universidade e a partir de um certo momento, a visão da conveniência de que essa modificação fosse feita no seguinte sentido: o crescimento e a complexidade da instituição faziam com que a estrutura da cátedra fosse tornando cada vez mais inoperante a Universidade, ou seja, foram se multiplicando as dificuldades desse exercício pessoal de poder, dessa atomização e dessas responsabilidades pessoais à medida que a instituição se tornava maior e mais complexa. De forma que quando nós pensamos nesse item preciso da reforma universitária, a pergunta que cabe fazer <em>é se foi realmente uma abertura política ou apenas uma reestruturação funcional ou, admitindo que ambas coisas aconteceram, qual a proporção que nós tivemos de democratização no sentido dessa abertura para uma questão coletiva e em que sentido isso foi necessário tendo em vista os problemas de funcionalidade administrativa que estavam acontecendo</em>. Evidente que, observando o crescimento da instituição e os problemas que estavam sendo gerados nesta época, o que nós encontramos é a seguinte questão: <em>havia uma certa dificuldade em compatibilizar o poder político tal como era então exercido com uma certa continuidade administrativa numa estrutura burocrática</em>. Parece-me claro que a concentração de poder nos catedráticos tendia a impedir que a universidade se organizasse do ponto de vista funcional para atender as necessidades emergentes a partir do seu crescimento e da sua burocratização.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">A partir daí apareceu a seguinte questão: haveria necessidade de agregar a esse poder absoluto, que cada catedrático exercia no seu respectivo setor, regras formais de funcionamento, que pudessem fazer com que esse poder se exercesse de forma mais eficaz, ou seja, talvez substituir esse poder absoluto por novas formas de poder que fossem dotadas de mais eficácia do ponto de vista da organização e da gestão da Universidade. Isso é uma coisa claramente percebida nas sucessivas crises e dificuldades que então aconteciam do ponto de vista da administração.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">A primeira conclusão que podemos chegar é que não se pode dizer deste prisma que entre a departamentalização e a democratização haveria uma relação direta. É claro que, de certo ponto de vista, a estrutura departamental é mais democrática do que aquela que a antecedeu, mas ela não foi implementada apenas pela vontade política de democratizar (isso era algo que surgia da base), mas o acordo amplo a respeito dessa modificação, o fato de que a partir de certo momento quase ninguém mais discordasse dela, fez com que ficasse até estranho e constrangedor defender as cátedras,  e assim as próprias autoridades universitárias encamparam a necessidade dessa modificação. Sendo assim, na prática, apoiavam a extinção da cátedra.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Essa passagem precisa ser bem compreendida no modo como se deu, porque isso nos ajuda a entender o que acontece hoje, já que ela atendeu, em grande parte, a necessidades funcionais e não a uma vontade política de democratização.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Quando se têm regras formais e que configuram uma estrutura funcional, há mais condições de operar e administrar uma organização muito grande, muito complexa tal como estava se tornando a Universidade. Então o que nos cabe pensar é o seguinte: a estrutura departamental contém certamente um potencial democrático. Eu me recordo que em algumas discussões sobre esse mesmo ponto o professor Antonio Candido insistia sempre no fato de que a estrutura departamental não havia sido ainda implantada na USP, apesar do longo tempo que já decorrera entre a implementação da reforma e a época que estávamos vivendo, ou seja, não havia propriamente departamentos constituídos tal como se pensava que deveriam ser, digamos assim, no espírito da reforma, naquilo que ele tinha de democrático, o que era, repito sempre, apenas parcial.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Esse potencial democrático da estrutura departamental pode ser visto sob dois aspectos.  O primeiro deles é a eleição ou elegibilidade dos membros que fazem parte da organização departamental e que nela exercem poder, e de outro lado a representação que se dá num colegiado, um conselho em que representantes das diversas categorias de professores, e depois subsequentemente funcionários e alunos, atuam nesse colegiado e partilham o poder entre si. É claro que esses dois aspectos (eleição e representação), eram vistos como modificações essenciais, já que do ponto de vista de todos os aspectos da vida departamental, era sempre a vontade do catedrático que determinava o funcionamento em todos os sentidos. Então o fato de que você teria agora um coletivo, você teria um conselho ou um colegiado, e você teria representantes eleitos que falariam em nome dos demais, aparecia na época como uma grande novidade, um passo muito grande na direção da democratização da universidade, mas como eu disse, a vontade política que estava por trás dessa modificação, não era toda ela vontade democrática, porque as elites da universidade e órgão superiores, ao concordarem com essa modificação, certamente não estavam concordando com a democratização completa nem com um grau relativamente alto de democratização, mas evidentemente estavam preocupados com uma certa continuidade de concentração de poder. Sendo assim, para o status quo de então, era preciso que na passagem da cátedra para a estrutura departamental permanecesse algo dessa concentração de poder, embora fosse preciso torná-la compatível com esses dois aspectos: eleição e representação. Este potencial democrático, estou chamando assim, de certa forma foi anulado na implementação dos departamentos. Como ele foi anulado? Principalmente através de dois mecanismos instituídos quando foram instalados os departamentos como estrutura de poder. Em primeiro lugar a presença de membros natos. Por exemplo, todos os professores titulares, e a princípio também os professores livres docentes, se não me falha a memória, eram membros natos, ou seja , eles não passavam por eleição, eles já tinham assento garantido nos conselhos dos departamentos. Ora, isso já introduzia uma certa concentração de poder na dinâmica das discussões departamentais. A outra condição de concentração de poder, que também foi instituída junto com a estrutura departamental, é a proporção representativa, ou seja, o fato de que há tanto menos representantes quanto mais baixo na hierarquia universitária for o segmento representado.  Não havia propriamente representação de professores titulares, porque todos eram membros natos, mas havia representação da categoria que ficava na outra ponta da hierarquia universitária, que naquele tempo se chamava auxiliar de ensino – figura que muitos não ouviram falar, porque ela não existe mais –, mas era então o início da carreira, e, portanto, esse segmento do corpo docente era aquele dotado de menor número de representantes; claro que sempre tinha um, porque o estatuto exige que haja no mínimo um, mesmo quando na proporção matemática dê algo como 0,5%. Isto também se refletia na representação dos alunos (no início da reforma universitária de que falamos não existia representação dos funcionários, ela foi se dar bem depois). Então, o que se pode dizer de certa forma é o seguinte: se mesmo contra a vontade dos segmentos concentradores e dos órgão superiores da universidade, havia um certo germe de democracia na estrutura departamental, isso não vingou, e essa é a razão pelo qual o Antonio Candido fez a observação a que me referi. A estrutura departamental não vingou completamente, porque se ela tivesse sido desenvolvida e implementada no seu espírito, nós não teríamos evidentemente democracia completa, mas teríamos um grau relativamente maior de democracia e de distribuição de poder do que aquele que temos hoje em dia. Então, a situação pela qual nós passamos hoje é esta. Temos uma estrutura departamental, que em princípio, na sua finalidade, do ponto de vista da reforma universitária, tem esse germe, esse potencial democrático, mas que não se atualizou, não se tornou concreto. Ele não se desenvolveu porque, de certa forma, nós não soubemos como conduzi-lo a todas as suas conseqüências.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">De outro lado, a estrutura departamental mesmo com esse conteúdo de concentração de poder, mesmo com esse déficit democrático, que na verdade acabou permitindo que ela se instalasse, ainda assim essa estrutura departamental, muito parcialmente democrática, ela mesma de certa forma não deu certo.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Tudo isso nos permite dizer – e neste ponto eu avanço uma hipótese, que sei que é compartilhada por muitos colegas – que a estrutura departamental não só não se consolidou, como ela já está propriamente em vias de extinção. Essa possibilidade de extinção da estrutura departamental pode ser percebida muito nitidamente nas modificações que têm ocorrido na organização da pesquisa.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">No caso da estrutura departamental, um dos fatos sempre mencionados como vantagem dessa organização era a pluralidade de linhas de pesquisas que se poderiam instalar na Universidade, uma vez que na estrutura antiga o catedrático tinha poder total e era ele quem determinava a linha de pesquisa e as possibilidades a serem perseguidas pelos que viessem a fazer parte daquele setor; não havia discussão, a não ser que o catedrático, do ponto de vista informal, propiciasse a discussão e concordasse em atender as sugestões dadas pelo grupo, mas ele não era obrigado a fazer isso formalmente. Então a vantagem que se via na passagem à estrutura departamental, era que esse caráter monolítico da pesquisa, que evidentemente era a linha de pesquisa que o catedrático projetava para os seus assistentes, professores que se subordinavam a ele,  se transformaria em alguma coisa mais plural, posto não haver mais aquela imposição. Ora, é interessante observar isso, porque quando eu disse que nós estamos vivendo o fim da estrutura departamental, foi porque é possível observar que agora nós estamos passando por uma fase em os departamentos já não têm mais tanta importância na organização da pesquisa. A importância que os departamentos deveriam ter foi superada pela hegemonia que foi concedida aos grupos de pesquisa, segmentos que não estão realmente subordinados aos departamentos, já que podem ser interdepartamentais, e existe até uma certa vantagem nisto, do ponto de vista da prosperidade desses grupos. No entanto, o que se observa também, do ponto de vista da organização, é que o poder atribuído a esses grupos acaba enfraquecendo os departamentos e disseminando o poder de outra forma, fazendo com que ele seja exercido a partir de outros interesses que não são diretamente ligados aos departamentos, do ponto de vista do perfil institucional. Um dos aspectos mais relevantes, quanto a isso, é a alocação e transferência da administração dos recursos necessários para a efetivação da pesquisa.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Então o que está acontecendo cada vez mais é o seguinte: o departamento é o lugar onde as pessoas estão alocadas, porque é preciso que haja, do ponto de vista organizacional, algo próprio aos sistemas burocráticos, que é a lotação. Mas na verdade o pertencimento do indivíduo já não é mais a esse ou aquele departamento, é  ao grupo de pesquisa que se organiza de forma diferente e está subordinado a outras injunções. Assim, caminhamos para uma situação em que os grupos de pesquisa formarão a estrutura real da universidade e os departamentos vão ser a estrutura formal; sendo assim, é evidente que o poder vai estar na estrutura real, vai estar  nos grupos, até porque a administração  e a captação dos recursos se darão por meio deles. O que fica evidente também &#8211; e eu acho que isso não é algo difícil de apreender – é que haverá, e já está havendo, reflexos na relação entre ensino e pesquisa a partir dessa nova organização. Porque a organização dos grupos de pesquisa e as pressões que eles recebem em termos de incremento da  produtividade certamente os levam a conferir ao ensino uma posição bastante secundária. Nós estamos vivendo essa situação já há algum tempo, e isso já é reflexo dessa organização da estrutura de poder.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">É claro que tanto do ponto de vista da estrutura da cátedra quando da estrutura atual, a questão crucial, sempre discutida e a respeito da qual é muito difícil chegar num acordo, é a que diz respeito à definição de poder na universidade. Qual a relação que deve haver entre democracia política e meritocracia acadêmica? A Universidade é uma instituição que tem uma especificidade, e está não está nem na democracia política nem da meritocracia acadêmica. De forma que o nosso problema tem sido já há muito tempo o de entender como essas coisas podem se compatibilizar, para que nós possamos fazer uma universidade em que o mérito seja valorizado, mas em que a democracia se constitua no pano de fundo de toda a sua organização.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">As ideias que eu queria propor a vocês eram essas: um pequeno histórico da passagem da estrutura de cátedras para a departamental; a dificuldade que aí surgiu; as contradições que vigoraram nessa passagem e os caminhos que estamos trilhando agora, que é o da reorganização. O ponto decisivo é que quando houve a reforma universitária para passar da cátedra aos departamentos, houve algum tipo de discussão e algum tipo de mobilização da universidade, mas agora nós estamos passando da estrutura departamental para uma estrutura de gestão de grupos de pesquisa e de administração dos recursos por eles, sem que haja uma discussão que esteja à altura da importância e da gravidade que significa essa modificação; isso mereceria ser pensado.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:60px;">Muito obrigado.</p>
<h6 style="text-align:right;padding-left:60px;">[Palestra feita em 07 de março de 2008, pelo professor Franklin Leopoldo e Silva]</h6>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A greve na USP e a fala de Antonio Candido]]></title>
<link>http://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/06/21/a-greve-na-usp-e-a-fala-de-antonio-candido/</link>
<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 15:54:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>universidadeparaquem</dc:creator>
<guid>http://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/06/21/a-greve-na-usp-e-a-fala-de-antonio-candido/</guid>
<description><![CDATA[Publicado originalmente no Correio da Cidadania, em 19/06/09 A greve na USP e a fala de Antonio Cand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h6>Publicado originalmente no <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/3415/128/">Correio da Cidadania</a>, em 19/06/09</h6>
<h3 style="padding-left:30px;"><em>A greve na USP e a fala de Antonio Candido</em></h3>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">A presença de Antonio Candido no ato público de apoio à greve dos funcionários administrativos da Universidade de São Paulo deu ao movimento um novo significado: não se trata apenas de uma justa reivindicação salarial; trata-se do resgate de um sonho.<!--more--> Antonio Candido é uma das mais brilhantes e legítimas expressões da geração de intelectuais que sonharam com a possibilidade de transformar o Brasil em uma verdadeira Nação. Isto não poderia ser feito sem um instrumento de reflexão, de debates, de diálogo democrático entre pensamentos opostos – enfim, sem um &#8220;ambiente&#8221; verdadeiramente universitário.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Que aquela geração de uspianos foi fiel ao sonho, atesta-o a sanha dos militares contra seus professores e alunos nos anos da ditadura; que o sonho ainda perturba os setores reacionários da sociedade, dão testemunho os comentários assustados que a respeito da fala de Antonio Candido têm saído na imprensa burguesa.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Esta fala teve o mérito de oferecer ao movimento grevista &#8211; e a todos, professores e alunos, inconformados com a situação atual da universidade &#8211; uma perspectiva mais ampla e gratificante do que a mera reivindicação corporativa. Sem mencionar diretamente o assunto, Antonio Candido colocou a reivindicação dos funcionários na visão maior do lugar da Universidade no país.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Salários adequados; carreiras universitárias; laboratórios; instalações; verbas para pesquisa. Tudo isto é necessário, mas não vale nada se não houver &#8220;clima universitário&#8221;. E não há &#8220;clima universitário&#8221; sem independência política e financeira da Universidade.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">O que está havendo na USP é a deterioração do &#8220;clima universitário&#8221; e o culpado é o sutil processo de privatização que seus atuais dirigentes impulsionam. Tal processo provocou a fissura, que se estabeleceu entre professores e departamentos financiados pelo capital privado para fazer pesquisas, de um lado, e professores sem recursos para fazê-las de outro.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">A docilidade dos &#8220;financiados&#8221; às fontes de seus recursos responde pela alienação política da maioria do alunado, e o avanço da privatização reduz os recursos públicos para atender às legítimas reivindicações de professores, alunos e funcionários administrativos da instituição.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">Não há como escapar dessa contradição nem como contorná-la sem trazê-la à tona e sem travar em torno dela uma disputa política aberta, porque ela só poderá ser resolvida com a vitória dos que consideram a existência de uma intelectualidade livre e independente, política e financeiramente, a primeira condição para a construção de um Estado-Nação.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;">A presença de um intelectual do porte de Antonio Candido no campus da USP deu o tom da disputa que precisa ser feita: a população de São Paulo quer uma universidade para formar operadores das grandes empresas capitalistas ou para servir ao povo brasileiro?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[...é ferida que dói, e não se sente]]></title>
<link>http://nosquedalapalabra.wordpress.com/2009/06/10/e-ferida-que-doi-e-nao-se-sente/</link>
<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 09:09:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>labalaustra</dc:creator>
<guid>http://nosquedalapalabra.wordpress.com/2009/06/10/e-ferida-que-doi-e-nao-se-sente/</guid>
<description><![CDATA[  Praça Luís de Camões. Lisboa (Portugal) Ao centro o monumento a Luís de Camões, da autoria de Vito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<div id="attachment_3970" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-3970" title="Luís de Camões" src="http://nosquedalapalabra.wordpress.com/files/2009/06/luis-de-camoes.jpg" alt="Praça Luís de Camões. Lisboa (Portugal)" width="500" height="350" /><p class="wp-caption-text">Praça Luís de Camões. Lisboa (Portugal)</p></div>
<h6 style="text-align:center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/biblarte/3022476650/" target="_blank">Ao centro o monumento a Luís de Camões, da autoria de Vitor Bastos, construído entre 1860 e 1867.<br />
Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.</a></h6>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;">Amor é um fogo que arde sem se ver,<br />
é ferida que dói, e não se sente;<br />
é um contentamento descontente,<br />
é dor que desatina sem doer.</p>
<p style="text-align:center;">É um não querer mais que bem querer;<br />
é um andar solitário entre a gente;<br />
é nunca contentar se de contente;<br />
é um cuidar que ganha em se perder.</p>
<p style="text-align:center;">É querer estar preso por vontade;<br />
é servir a quem vence, o vencedor;<br />
é ter com quem nos mata, lealdade.</p>
<p style="text-align:center;">Mas como causar pode seu favor<br />
nos corações humanos amizade,<br />
se tão contrário a si é o mesmo Amor?</p>
<p style="text-align:right;">Luís de Camões</p>
<p><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Premio_Luis_de_Camoes" target="_blank">Lista de galardonados Premio Luis de Camões</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um salto qualitativo quase mortal]]></title>
<link>http://saltosqualitativosmortais.wordpress.com/2009/05/02/um-salto-qualitativo-quase-mortal/</link>
<pubDate>Sat, 02 May 2009 21:11:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando</dc:creator>
<guid>http://saltosqualitativosmortais.wordpress.com/2009/05/02/um-salto-qualitativo-quase-mortal/</guid>
<description><![CDATA[Ninguém costuma reparar muito, mas a primeira frase de Marx em &#8220;O Capital&#8221; diz que todo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ninguém costuma reparar muito, mas a primeira frase de Marx em &#8220;O Capital&#8221; diz que todo o início em uma ciência é difícil. Acho que dá para ir mais além de Marx e dizer&#8230;todo início é sempre difícil, independente se estamos falando de ciências, artes, relacionamentos, hobbies, etc. Esse blog não é exceção.</p>
<p>Esse blog toma como espírito a frase de Antônio Cândido sobre uma geração de intérpretes do Brasil. Refere-se, principalmente, à genialidade como atributo para a escrita. Entretanto, a genialidade sofre o problema de ser &#8220;única&#8221;, &#8220;singular&#8221;, &#8220;não transferível&#8221;&#8230;e dessa forma, os pobres mortais, sem conhecimento de ofício, são levados à ignorância, a uma patética tentativa de copiar o gênio sem nunca superá-lo.</p>
<p>Os saltos qualitativos mortais são formas de evitar a medíocridade. Mas tudo tem um preço&#8230;a questão central desse blog é ficar constantemente se perguntando se vale a pena pagá-lo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eventos em 24/06/2008]]></title>
<link>http://arteref.wordpress.com/2008/07/23/eventos-em-24062008/</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:42:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>arteref</dc:creator>
<guid>http://arteref.wordpress.com/2008/07/23/eventos-em-24062008/</guid>
<description><![CDATA[24/06/2008, São Paulo &#8211; Mostra Memória da Censura no Cinema Brasileiro Cineclube Pólis convida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h4>24/06/2008, São Paulo &#8211; <span style="color:#008000;">Mostra Memória da Censura no Cinema Brasileiro</span></h4>
<p style="padding-left:30px;">Cineclube Pólis convida para sessão de BRASIL ANO 2000 de Walter Lima Jr, dia 24 de junho, às 19h.</p>
<p style="padding-left:30px;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/07/b344.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-400" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/07/b344.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Após a exibição, debate com ÊNIO GOLÇALVES, ator principal do filme e LEONOR SOUZA PINTO, idealizadora e diretora da pesquisa MEMÓRIA DA CENSURA NO CINEMA BRASILEIRO 1964-1988 (disponível do site <a href="http://www.memoriacinebr.com.br/">http://www.memoriacinebr.com.br/</a>).</p>
<p style="padding-left:30px;">Para ver a programação completa da Mostra acesse <a href="http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=583" target="_blank">http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=583</a></p>
<address><strong>Mostra Memória da Censura no Cinema Brasileiro</strong></address>
<address>Data: 24/06/2008</address>
<address>Horário: às 19h</address>
<address>Local: Cineclube Pólis (Rua Araújo, 124, Centro – São Paulo &#8211; próximo à estação de metrô Repúblia, esquina com a Gal. Jardim)<br />
Mais informações: (11) 2174.6841 / cineclube@polis.org.br</address>
<h4>24/06/2008, São Paulo &#8211; <span style="color:#ff00ff;">Memorial exibe obras indígenas do acervo de Edemar Cid Ferreira</span></h4>
<p style="padding-left:30px;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/07/b339.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-403" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/07/b339.jpg" alt="" width="250" height="373" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Parte de uma coleção objetos indígenas que pertenceu ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira &#8211; confiscadas pela Justiça após a quebra do Banco Santos, em 2005 &#8211; será exposta no Memorial da América Latina.</p>
<p style="padding-left:30px;">O museu foi nomeado guardião temporário das cerca de 1.200 obras indígenas da &#8220;Cid Collection&#8221;, o conjunto total das obras compradas por Cid Ferreira.</p>
<p style="padding-left:30px;">Com o nome de &#8220;Viagem Noturna &#8211; Arte Indígena da Cid Collection: Preservação&#8221;, a mostra apresenta os objetos, todos de produção recente, em um ambiente à meia-luz, o que reduz o dano às peças. Várias culturas estão representadas na exposição, entre elas os índios Xicrin (PA), Bororó e Xingu (ambos do MT). As peças foram divididas em onze categorias: adornos plumários, trançados, grafismos, cerâmicas, instrumentos musicais e de sinalização, armas, indumentárias e adornos de matérias, objetos tecidos, utensílios e implementos, objetos rituais, mágicos e lúdicos e objetos de comercialização. Além das obras em exposição, serão exibidos os documentários &#8220;Xingu Terra&#8221; (1979), de Maureen Bisilliat, com fotografia de Lucio Kodato e narração de Orlando Villas Bôas, e &#8220;Iauaretê/Cachoeira das Onças&#8221; (2006), de Vicente Carelli. Mesas-redondas sobre o tema da preservação também estão programadas.</p>
<address><strong>Viagem Noturna &#8211; Arte Indígena da Cid Collection: Preservação</strong></address>
<address>Onde: Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, São Paulo) </address>
<address>Data: de 24 de junho a 3 de agosto</address>
<address>Horários: terça a domingo das 9h às 18h</address>
<address>Mais info: (11) 3823-4600<br />
Quanto: entrada franca </address>
<h4>24/06/2008, Minas Gerais &#8211; <span style="color:#ff6600;">Sempre um Papo com Nélida Piñon</span></h4>
<p style="padding-left:30px;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/07/b325.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-404" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/07/b325.jpg" alt="" width="193" height="193" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Nélida Piñon lança livro e conversa com o público.</p>
<p style="padding-left:30px;">A escritora Nélida Piñon lança Aprendiz de Homero, no projeto Sempre um Papo, no dia 24 de junho, às 19h30, na Sala Juvenal Dias. A entrada é franca e serão aceitas doações de livros para o projeto “Biblioteca Sempre Um Papo”.</p>
<p style="padding-left:30px;">Escritora reconhecida no Brasil e exterior, Nélida Piñon lança seu primeiro livro desde Vozes do deserto, vencedor do Prêmio Jabuti 2005 nas categorias Romance e Livro do Ano. Aprendiz de Homero revela as influências da autora e de onde vem a sua matéria bruta da criação. Segundo Nélida, é papel do escritor garantir a imortalidade dos grandes mestres. “A literatura não pode ser simples, corriqueira. Desse jeito ela não tem sentido. Os grandes textos se modernizam com as interpretações que são dadas ao longo dos séculos. Cada geração lê um livro de modo diferente. Por isso que Homero precisa que eu fale dele. Homero deveria agradecer o tempo todo a nós que lhe garantimos a imortalidade&#8221;, explica.</p>
<address><strong>Sempre um Papo com Nélida Piñon</strong><br />
Data: 24 de junho<br />
Horário: Terça-feira, às 19h30<br />
Local: Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena 1.537, Centro &#8211; Belo Horizonte/MG)</address>
<address>Entrada franca</address>
<address>Classificação etária: livre</address>
<address>Informações: (31) 3261-1501 e <a href="http://www.sempreumpapo.com.br/" target="_blank">www.sempreumpapo.com.br</a></address>
<h4>24/06/2008 &#8211; <span style="color:#008000;">Cultura caipira</span></h4>
<p style="padding-left:30px;">O ciclo será exibido no CCBB &#8211; São Paulo, CCBB Rio de Janeiro e CCBB – Brasília.</p>
<p style="padding-left:30px;">A cultura caipira, segundo o mestre Antonio Cândido, representa a adaptação do colonizador ao Brasil e, portanto, veio na maior parte de fora do País, sendo, sob diversos aspectos, sobrevivente do modo de ser, pensar e agir do português antigo. O objetivo deste ciclo é desvelar para a comunidade parte de suas riquezas culturais tendo como veículo o audiovisual, a música e o debate.<br />
<!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]--></p>
<p style="padding-left:30px;">Para ver a programação e sinopses: <a href="http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema.asp">http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema.asp</a></p>
<address><strong>Mostra de filmes da Cultura Caipira</strong></address>
<address>Data: de 24/6 a 6/7 </address>
<address>Idade recomendada: 14 anos</address>
<address>Retirada de ingressos: uma hora antes de cada sessão<br />
Local: Sala Lima Barreto do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo/SP) </address>
<address>Mais info: (11) 3289-9689</address>
<h4>24/06/2008, São Paulo &#8211; <span style="color:#ff00ff;">“Corpotopias”: mostra individual de Ana Kesselring</span></h4>
<p style="padding-left:30px;">“Corpotopias” traz gravuras e desenhos de Ana Kesselring em que a artista cria imagens poéticas de corpos em mutação.</p>
<p style="padding-left:30px;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/07/b279.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-405" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/07/b279.jpg" alt="" width="227" height="300" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Dando seqüência ao seu trabalho de mostrar o melhor da gravura contemporânea, a Galeria Gravura Brasileira inaugura a exposição “Corpotopias” com gravuras e desenhos de Ana Kesselring produzidos na França depois que a artista ali chegou há um ano e meio com bolsa da Fundação Armando Álvares Penteado até o momento quando desenvolve seu projeto de Mestrado na Universidade Paris I.</p>
<p style="padding-left:30px;">Nestas obras a artista cria a partir de imagens de corpos humanos e de animais vindas da História Natural. Estas imagens são desconstruídas originando novas criaturas, híbridos de nós mesmos que questionam o desaparecimento do corpo enquanto identidade.  As obras são impressas em vermelho, cor do sangue e da vida, sobre papel artesanal do Nepal.</p>
<p style="padding-left:30px;">Serão mostrados cerca de 30 gravuras e 20 desenhos.</p>
<address><strong>“Corpotopias”, exposição individual de Ana Kesselring</strong><br />
Período Expositivo: de 24 de junho a 02 de agosto de 2008<br />
Horários de visitação: 2ª a 6ª das 10 às 18h e aos sábados das 11 às 14h </address>
<address>Local: Galeria Gravura Brasileira (Rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes, São Paulo, SP)<br />
Entrada Franca</address>
<address>Estacionamento gratuito no local<br />
Mais informações: (11)  3624 0301 / <a href="http://www.cantogravura.com.br/">www.cantogravura.com.br/</a> <a href="http://www.gravurabrasileira.com/">www.gravurabrasileira.com</a><br />
</address>
<h4>24/06/2008, São Paulo &#8211; <span style="color:#008000;">Ciclo Japão no Cinema</span></h4>
<p style="padding-left:30px;">Filmes com temas do Japão você pode assistir de terça a sexta às 19h e aos sábados às 16h com entrada franca na sala do cineclube do SESI Vila Leopoldina.</p>
<p style="padding-left:30px;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/07/b290.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-406" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/07/b290.jpg" alt="" width="200" height="600" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Confira a programação e a classificação indicativa de cada filme abaixo:</p>
<p style="padding-left:30px;">- 24/06 &#8211; 3ª feira às 19h: Yamato (2005 /Guerra / 145 min / 14 anos)</p>
<p style="padding-left:30px;">- 12/06 (às 19h) e 28/06 (às16h): Tora! Tora! Tora!  (1970 / Guerra / 144 min / 12 anos)</p>
<p style="padding-left:30px;">- 13/06 (às 19h) e 25/06 (às 19h): Ran  (1985 / Ação / 155 min / 16 anos)</p>
<p style="padding-left:30px;">- 14/06 ( às 16h) e 26/06 (às 19h): A Sombra de um Samurai  (1980 / Drama/Guerra / 159 min / 14 anos)</p>
<p style="padding-left:30px;">- 21/06 (às 16h) e 27/06 (às 19h): Zatoichi (2003 / Ação / 115 min / 16 anos)</p>
<p style="padding-left:30px;">Sinopses disponíveis em: <a href="http://www.sesisp.org.br/leopoldina/centrocultural/cine.asp">http://www.sesisp.org.br/leopoldina/centrocultural/cine.asp</a></p>
<address><strong>Ciclo Japão no Cinema</strong></address>
<address>Local: Sala do Cineclube – Centro Cultural SESI Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835 &#8211; Vila Leopoldina &#8211; São Paulo / SP)</address>
<address>Entrada Franca</address>
<address>Mais Informações: 3834-5523 / 3832-1066 ramal 1180 ou <a href="mailto:centroculturalsesi@sesisp.org.br">centroculturalsesi@sesisp.org.br</a></address>
<address>Capacidade: 30 lugares</address>
<h4>24/06/2008, Minas Gerais &#8211; <span style="color:#ff6600;">Poeta Adão Ventura recebe homenagem no Terças Poéticas</span></h4>
<p style="padding-left:30px;">Para finalizar a edição de junho do Projeto Terças Poéticas, o poeta e músico Waldemar Euzébio Pereira faz homenagem ao poeta serrano Adão Ventura.</p>
<p style="padding-left:30px;">A apresentação é nesta próxima terça-feira, 24 de junho, às 18h30. Com entrada franca, o Terças Poéticas acontece nos Jardins Internos do Palácio das Artes.</p>
<p style="padding-left:30px;">As composições musicais versarão sobre poemas musicados e músicas de trilhas sonoras feitas para o teatro. Waldemar Euzébio Pereira contará com as participações especiais da cantora Gabriela Pilati e dos escritores e poetas Barroso da Costa, Socorro Coelho, Gina Pilati, Ronaldo Zenha e Zeneida Rena. Para homenagear o poeta Adão Ventura, Waldemar Euzébio compôs uma trilha sonora especial para os poemas da primeira fase de Ventura, extraídos dos livros “Abrir-se um abutre ou mesmo depois de deduzir dele o azul” e “As musculaturas do Arco do Triunfo”. Os poemas característicos da segunda fase, relativos a temas raciais, também integram a apresentação.</p>
<p style="padding-left:30px;">O projeto Terças Poéticas celebrará em julho de 2008 três anos de existência, recebendo dia 01: poeta Zeca Corrêa Leite, e homenagem aos poetas letristas, e dia 08: poetas Daniel Bilac, Jovino Machado, Mário Alex Rosa, Milton César Pontes, Luiz Edmundo Alves, Tanussi Cardoso, e homenagem Márcio Carvalho.</p>
<address><strong>Terças Poéticas</strong></address>
<address>Waldemar Euzébio Pereira em homenagem a Adão Ventura </address>
<address>Data: 24 de junho – terça-feira</address>
<address>Horário: 18h30 </address>
<address>Local: Jardins Internos do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte/MG)</address>
<address>Entrada Franca</address>
<address>Informações: (31) 3236-7400 / <a href="http://www.palaciodasartes.com.br/">www.palaciodasartes.com.br</a></address>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O artista sem obra]]></title>
<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/07/14/o-artista-sem-obra/</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 20:28:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
<guid>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/07/14/o-artista-sem-obra/</guid>
<description><![CDATA[Da &#8220;CartaCapital&#8221; 503, de 9 de julho de 2008. O artista sem obra Uma biografia ilumina o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="box-perfil" class="box-perfil-colunista">
<p>Da &#8220;CartaCapital&#8221; 503, de 9 de julho de 2008.</p>
<p><strong>O artista sem obra</strong></div>
<p>Uma biografia ilumina o poeta Jayme Ovalle, que não publicou um só livro, mas influenciou dezenas de intelectuais</p>
<p>Por Pedro Alexandre Sanches</p>
<p>Poeta e escritor, o paraense Jayme Ovalle jamais publicou um livro. Como compositor, criou meras 33 canções ao longo de 61 anos de vida, de 1894 a 1955. Ainda assim, sua história inspira <em>O Santo Sujo – A Vida de Jayme Ovalle</em> (Cosac Naify, 298 págs., R$ 55), uma alentada biografia de autoria do jornalista e escritor mineiro Humberto Werneck. </p>
<p>&#8220;Como jornalista e como pessoa, sempre gostei dos personagens colaterais. Não tenho muito interesse pelos caras do primeiro plano&#8221;, afirma Werneck. “Para mim, como personagem, Salieri é mais importante que Mozart.” </p>
<p>Nem de longe Werneck é o único a encontrar inspiração no vulto de Ovalle. Ao redor desse obscuro Salieri esvoaçou uma galeria extensa de Mozarts, entre eles Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Heitor Villa-Lobos, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos&#8230; </p>
<p>Alguém diria, de pronto, que foi Ovalle quem orbitou em torno deles. Mas todos (e muitos mais) conviveram intensamente com ele, dedicaram-lhe poemas, escreveram inspirados por sua figura, fizeram-no personagem de crônicas e romances, retrataram-no em tela. <em>O Santo Sujo</em> coleciona e organiza dezenas dessas citações.</p>
<p>Produtor contumaz de insights e frases espirituosas, Ovalle foi criador intuitivo da “nova gnomonia”, um intrincado sistema de classificação de humanos (ou não humanos) em “parás”, “dantas”, “kernianos”, “onésimos” e “mozarlescos”. A partir de 1931, virou coqueluche entre intelectuais como Bandeira (o primeiro a registrar a gnomonia em texto), Vinicius de Moraes, Antonio Candido e Sérgio Buarque de Hollanda. </p>
<p>“Era uma luz refletida em outros. A luz dele bronzeou uma série de caras, mas não se viu esse sol”, define Werneck. Na “vida real”, Ovalle era fiscal da Alfândega carioca. Em 1933, tornou-se funcionário da Delegacia do Tesouro Brasileiro em Londres e, depois, em 1946, em Nova York. </p>
<p>No exílio londrino, viveu o maior surto criativo. Enviou ao Brasil partituras transcritas por um amigo pianista. Concluiu <em>Poemas Ingleses</em> e <em>The Foolish Bird</em>, datilografados por uma secretária e jamais publicados. E imaginou a História de São Sujo, que nunca escreveu. “Era um artista, mas não tinha os meios para se expressar, e sacava isso. Só em Londres resolveu se estabelecer como artista, e percebeu que não ia, que ia cumprir a profecia de Mário de Andrade”, avalia o biógrafo. </p>
<p>Refere-se à dura avaliação que o escritor paulista fez para Manuel Bandeira, intermediador da amizade entre os dois: “Tenho a certeza de que não chegará a criar coisa nenhuma de durável”. Segundo o biógrafo, não se sabe se Ovalle tomou conhecimento dessa avaliação, mas é certo que se ressentia por acreditar que Mário, também musicólogo, não lhe atribuía a devida importância. No entanto, ele fora citado nominalmente em <em>Macunaíma</em> (1928), numa lista de “macumbeiros”. Católico fervoroso na maturidade, transitou livremente entre várias religiões. </p>
<p>Filho de uma cearense descendente de indígenas e de um chileno radicado na Amazônia no auge do ciclo da borracha, jamais teve educação formal. “Estamos falando de um homem que nunca foi à escola, e que por pouco não era analfabeto”, definiu-o em depoimento ao biógrafo a escritora norte-americana Virginia Peckham, a primeira e única esposa de Ovalle, com quem ele se casou aos 56 anos e teve a filha Mariana aos 57. </p>
<p>Tocou violão e compôs sem possuir tampouco qualquer formação musical. <em>Azulão</em>, sua canção mais conhecida, recebeu versos de Manuel Bandeira e tem atravessado as décadas em interpretações de Francisco Alves, Elizeth Cardoso, Nara Leão, até uma recente de Maria Bethânia. </p>
<p>Em Nova York, aproximou-se e ficou amigo do jovem Fernando Sabino, que assim o definiria: “Um homem estranhíssimo, muito moreno e com olhos verdes que pareciam ter uma luz, olhos de águia, e cabelos alvoroçados, uma figura estranha, de índio, não índio dos nossos, talvez um índio peruano”. </p>
<p>Sabino foi elo simbólico para a concretização do trabalho de Werneck: “Desde adolescente, eu encontrava citações sobre Ovalle. Mais tarde soube que o personagem Germano, de <em>Encontro Marcado</em>, um livro importante para mim, era inspirado nele. Fui conversar com Sabino, comecei a juntar uma série de coisas”. </p>
<p>A construção de <em>O Santo Sujo</em> teve algo de “ovalliano”, para usar um termo caro ao biógrafo. A feitura se estendeu por 17 anos. “Várias vezes desisti. Pensei em parar e escrever sobre um grande amigo de Ovalle, o escritor Augusto Frederico Schmidt, um grande personagem, a cabeça pensante de Juscelino Kubitschek, todo ambivalente. Outro é Gilberto Amado, que escreveu muito sobre Ovalle e ninguém mais lê. Nem os cupins comem mais seus livros. É injusto”, afirma. “Mas, quando via, estava outra vez em brasa falando de Jayme Ovalle.” </p>
<p>O fogo se reacendeu pelo interesse do editor Augusto Massi, da Cosac Naify. E ganhou empurrão decisivo quando Paulo Werneck, filho do biógrafo, foi trabalhar na mesma empresa e se tornou co-editor de <em>O Santo Sujo</em>. “Aí ele virou o pai, e eu, o filho”, diz, com orgulho. </p>
<p>Na longa pesquisa, Werneck acumulou dezenas de achados. Descobriu que começou por Ovalle o hábito de usar palavras no diminutivo, futuramente uma marca distintiva do discípulo Vinicius de Moraes e da bossa nova, entre prainhas, barquinhos e tardinhas. </p>
<p>Uma irmã de Ovalle casou-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, e Werneck o localizou na chegada do samba ao Palácio do Catete, por intermédio da primeira-dama, Nair de Teffé. Ao tocar o <em>Corta-Jaca</em> de Chiquinha Gonzaga, ela atraiu a ira do senador Rui Barbosa: “(É) a mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens (&#8230;). Mas nas recepções presidenciais o <em>Corta-Jaca</em> é executado com todas as honras da música de Wagner”. </p>
<p>Pois Ovalle, um entusiasta do folclore, também andou tocando nas rodas palacianas. “Foi um dos facilitadores para o samba chegar ao palácio. Erudito versus popular não fazia nenhum sentido para ele”, diz Werneck. </p>
<p>Outro caso remete ao antropólogo Gilberto Freyre, que por certo tempo dividiu casa com o paraense no Rio e lhe deu lições de inglês antes da partida para Londres. O aluno nunca chegou a aprender o idioma, embora lutasse para escrever em inglês <em>The Foolish Bird</em> e os <em>Poemas Ingleses</em>. “Acho que tudo isso lhe causava angústia e amargura, sim. Nesse sentido, foi uma figura trágica, por trás do epidérmico mais pitoresco”, analisa Werneck. </p>
<p>E prossegue: “De tanto ler esta lorota, eu achava que Virginia devia ter um baú cheio de escritos, de ouro literário. Não tinha. O que havia é fraco, é muito fraco, de diletante. Ele não produziu uma obra, mas o que significou para tanta gente como espetáculo humano&#8230;” </p>
<p>Autora do obscuro <em>Harm’s Way</em> na juventude, Virginia de certa forma absorveria os bloqueios do marido. Ensaiou escrever novos livros nas décadas seguintes, mas desde que o conheceu nunca mais publicou nenhum. </p>
<p>O senso comum provavelmente classificaria Ovalle como um artista “fracassado”, mas o biógrafo rejeita apaixonadamente essa leitura. “Ele é prova de que a arte pode se realizar de outra maneira, que não seja formalizando-se em texto ou música. Há vidas que são arte.”</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[La segunda mirada: Simone de Beauvoir y los estudios de género]]></title>
<link>http://elgatodescalzo.wordpress.com/2008/06/17/la-segunda-mirada-simone-de-beauvoir-y-los-estudios-de-genero/</link>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:16:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Germán</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se presentará el coloquio interdisciplinario La segunda mirada: Simone de Beauvoir y los estudios de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Se presentará el coloquio interdisciplinario La segunda mirada: Simone de Beauvoir y los estudios de]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Programación de la I Feria del Libro Lima Norte 2008]]></title>
<link>http://elgatodescalzo.wordpress.com/2008/05/18/programacion-de-la-i-feria-del-libro-lima-norte-2008/</link>
<pubDate>Sun, 18 May 2008 18:14:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Germán</dc:creator>
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<description><![CDATA[Del 16 de mayo al 1 de junio se realizará la I Feria del Libro Lima Norte 2008, donde encontraremos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Del 16 de mayo al 1 de junio se realizará la I Feria del Libro Lima Norte 2008, donde encontraremos ]]></content:encoded>
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