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	<title>antropofagia &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/antropofagia/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "antropofagia"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 08:08:11 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[They Got me!]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2010/01/18/they-got-me/</link>
<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 23:26:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'></div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[gerrilleros informáticos, ¿q sé yo?]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/12/17/gerrilleros-informaticos-%c2%bfq-se-yo/</link>
<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 11:29:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;&#8230;La creciente clase virtual pretende obtener control a través de aparatos mediáticos qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;&#8230;La creciente clase virtual pretende obtener control a través de aparatos mediáticos que reducen la experiencia social a efectos protostéticos donde el cuerpo es un archivo pasivo, entretenido por la seducción que ofrecen las puertas a la virtualidad. La inteligencia humana es reducida a lidiar con la información que circula en las redes y por ende, como implica el control de la data sobre el cuerpo pasivo, la subjetividad queda aniquilida para así obtener &#8216;la fantasía totalitaria de poder telemático&#8217; que, como sugirió Walter Benjamin, puede convertirse en un fetichismo tecnológico convertido ahora en tecnofacismo.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;quién nos impide descentralizarnos de la tecnoutopía en relación al desbalance económico y los aparatos de control implementados por la tecnología de la información?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#8220;pero recuerden, guerrilleros informáticos, lo que se escribe hoy en el papel, en las redes electrónicas, en tu diario personal puede ser usado en tu contra por el aparato de vigilancia inherente en el nacimiento de las redes digitales que proclaman una falsa democratización de las comunicaciones&#8221; </strong>(google eat/it)</p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[C'est la vie... part#01]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/11/24/cest-la-vie-part01/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 22:31:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
<guid>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/11/24/cest-la-vie-part01/</guid>
<description><![CDATA[sem tempo para blogs. minhas senhas foram hackeadas no inicio deste ano: minha vida re-trackeada. fa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>sem tempo para blogs.</p>
<p>minhas senhas foram hackeadas no inicio deste ano: minha vida re-trackeada.</p>
<p>fazer o que!?&#8230; se assim eles querem: tornar-me publica entre eles. eles: os vigilantes da &#8220;vida dos outros&#8221;.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>dei-lhe a chance de escolher o melhor para si. ela escolheu.</p>
<p>este velho blog jah dizia: surveillanceme. faz parte de nossa sociedade disciplinar.</p>
<p>meu corpo foi esquadrinhado, desarticulado e serah recomposto para continuar a servi-los, para melhor servir.</p>
<p>assim, quem disse q me tornarei docil?&#8230; tentei lhe dizer, menina: adentrei aa academia para ser disciplinada [continuar a ser disciplinada], no te acordas?!&#8230; nos disseram: &#8220;um diamante bruto a ser lapidado&#8221;&#8230; e mesmo assim: tornar-me-ei docil?!&#8230;</p>
<p>&#8230;</p>
<p>sei o q virah em dez anos [ou menos]. vcs tentam fazer memoria, ego-memoria. gostam de julgar os outros, invejar-nos, mas se esquecem de que nós os pagamos. É o trabalho de nosso povo neste brasil que sustenta a sua rebeldia e seu sonho de revolução!&#8230; queria poder te sustentar sim, pq queria acreditar q vcs farão um mundo melhor. mas nestes poucos ultimos anos, vcs tem mostrado cada vez mais um ego-inflado, uma luta por existir midiaticamente, uma guerra de vaidades! Todos querem ser artistas! aurea! ouro.</p>
<p>querida, sabemos quem somos.</p>
<p>As escolhas foram feitas. A guerra jah estah iniciada. Iniciam-se as mortes, as quedas, os desaparecimentos e as desmemorias.</p>
<p>C&#8217;est la vie&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ZÉ CELSO SE OPÕE A CAETANO, COM AMOR]]></title>
<link>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/11/ze-celso-se-opoe-a-caetano-com-amor/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 05:33:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>jarycardoso</dc:creator>
<guid>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/11/ze-celso-se-opoe-a-caetano-com-amor/</guid>
<description><![CDATA[Maísa Paranhos, colaboradora do Jeito Baiano, chama a atenção para o texto que o diretor teatral, dr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Maísa Paranhos, colaboradora do Jeito Baiano, chama a atenção para o texto que o diretor teatral, dramaturgo, fundador e líder do Teatro Oficina, José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, escreveu comentando a mais recente entrevista de Caetano Veloso. </span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Zé Celso se diz surpreso com a interpretação que “meu adorado Poeta Caetano” deu a Lula ao abrir seu voto a Marina Silva. Mas para o Zé o contraditório é bem-vindo – “que surjam perspectivas opostas” –, ainda mais partindo de Caetano, seu companheiro do movimento Tropicália, a quem agradece no final pela oportunidade de  expor tudo que sente “do que estamos vivendo aqui agora no Brasil”.</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O texto de Zé Celso foi extraído do blog da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona 50 anos:</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://blog.teatroficina.com.br/"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">http://blog.teatroficina.com.br/</span></span></a></p>
<p style="text-align:left;">
<div id="attachment_1219" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-1219" title="ze_celso" src="http://jeitobaiano.wordpress.com/files/2009/11/ze_celso1.jpg" alt="ze_celso" width="300" height="433" /><p class="wp-caption-text">JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA</p></div>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">7 de novembro de 2009</span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;">TROPICÁLIA</span></span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;">SOB O SIGNO DE ESCORPIÃO</span></span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></span></strong></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:left;">
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">por <strong>JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA</strong></span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">No mesmo dia que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no “Caderno de Cultura do Estadão”, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na sessão Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da Cultura, como Estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos  pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Por outro lado meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto pra Marina Silva.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Percebi isto ao prefaciar a tradução em português criolo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália:  “<em>Brutality Garden</em>”, <em>Jardim Brutalidade</em>, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira na Tulane University de New Orleans.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente Antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetês, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das relações exteriores, Marina Silva para o meio ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado Oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro dum  futebol democrático admirável de cintura. Lula não para de carnavalizar, de antropofagiar, pro país não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo quando convoca os jornalistas da Folha de São Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo  ao vivo a  phala do povo. A Interpretação da Editoria é a do Jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí, quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num Teatro Grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, Lula é um Intérprete dela:  a Vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômemos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da  Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura &#38; Educação.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarto grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na “<em>Estrela Brasyleira a Vagar – Cacilda !!</em>” para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendo este programa tétrico.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. “Amor Ordem e Progresso”. O Amor guilhotinado de nossa Bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta calegoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos como a sagração da natureza, a liberdade e a Paixão pelo Amor Energia, Santíssima Eletricidade. Sinto que nestas duas pessoas que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai decicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega a hierarquia máxima do Teatro: a que corresponde ao Papa no Catolicismo: o Palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é a toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos  brazyleiros. Esta “estasia”, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que Exista!</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Lula faz Política Culta e com Arte. Sabe que a Cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é Super, é Infra Estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente  de novo, dentro de nós todos mestiços brazileiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um País de Poesia de Exportação como  sonhava Oswald de Andrade, que no <em>Pau Brasil</em>, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">“<span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Vício na fala</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Pra dizerem milho dizem mio</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Pra melhor dizem mió</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Para telha dizem teia</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Para telhado dizem teiado</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">E vão fazendo telhado”</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><strong><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Zé Celso</span></span></strong></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">SamPã, 6 de novembro</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">sob o signo de Escorpião</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">sexo da cabeça aos pés</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">minha Lua de Ariano</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">EVOÉROS</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>NOTA DO EDITOR</strong> – Este post liga-se diretamente a dois outros que estão mais abaixo:</span></span></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/06/as-ultimas-de-caetano-veloso/">http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/06/as-ultimas-de-caetano-veloso/</a></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/09/la-vem-de-novo-o-mano-caetano/">http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/09/la-vem-de-novo-o-mano-caetano/</a></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --> <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diehl e Donnelly: Devorando o Vizinho]]></title>
<link>http://gilvas.wordpress.com/2009/11/10/diehl-e-donnelly-devorando-o-vizinho/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 15:41:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>gilvas</dc:creator>
<guid>http://gilvas.wordpress.com/2009/11/10/diehl-e-donnelly-devorando-o-vizinho/</guid>
<description><![CDATA[Certos livros se grudam a certas fases da vida de uma pessoa, e a leitura de um trecho de um desses ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Certos livros se grudam a certas fases da vida de uma pessoa, e a leitura de um trecho de um desses ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No País da Gente Nua ]]></title>
<link>http://casadasfases.wordpress.com/2009/11/04/no-pais-da-gente-nua/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 02:41:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>casadasfases</dc:creator>
<guid>http://casadasfases.wordpress.com/2009/11/04/no-pais-da-gente-nua/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; ACESSEM. ACESSO. ENTRE. CLICA ALI EM CIMA. NO PAÍS DA GENTE NUA! A CIDADE, O PAÍS, O PLANETA,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<p style="text-align:center;"><strong>ACESSEM</strong>. ACESSO. <strong>ENTRE</strong>. CLICA ALI EM CIMA. <strong>NO PAÍS DA GENTE NUA! </strong></p>
<p style="text-align:center;">A CIDADE, O PAÍS, O PLANETA, <strong>NO PAÍS DA GENTE NUA</strong>.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>PAMPHLETO</strong>. VIVA, MALAKABEÇA, FANIKA E CABELLUDA!</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-353" title="croqui 021" src="http://casadasfases.wordpress.com/files/2009/11/croqui-021.jpg" alt="croqui 021" width="534" height="800" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ciclo antropofágico]]></title>
<link>http://semcompciclo.wordpress.com/2009/10/26/ciclo-antropofagico/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 02:21:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>peofilho</dc:creator>
<guid>http://semcompciclo.wordpress.com/2009/10/26/ciclo-antropofagico/</guid>
<description><![CDATA[Deglutir o inimigo valoroso para adquirir suas qualidades morais e espirituais. Esse era, grossomodo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Deglutir o inimigo valoroso para adquirir suas qualidades morais e espirituais. Esse era, grossomodo, o propósito da antropofagia ritual praticada pelos índios tupinambás.</p>
<p><strong>&#8220;Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.&#8221;</strong>(*)</p>
<p><strong>&#8220;Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.&#8221;</strong></p>
<p>A isso soma-se o caráter existencialista (devidamente deglutido) da antropofagia proposta por Oswald de Andrade no <a href="http://www.antropofagia.com.br/antropofagia/pt/man_antropo.html">Manifesto Antropófago</a>.</p>
<p><strong>&#8220;Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida.&#8221; <span style="font-weight:normal;">Uma pitada de fenomenologia defumada.</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight:normal;"> <strong>&#8220;Só podemos atender ao mundo orecular.&#8221; &#8221;Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico.&#8221;</strong></span></strong></p>
<p><strong>&#8220;Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.&#8221;</strong></p>
<p><strong>&#8220;Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?&#8221;</strong></p>
<p><strong>&#8220;A alegria é a prova dos nove.&#8221;</strong></p>
<p><strong>&#8220;Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros.&#8221;</strong></p>
<p>(*) &#8211; os trechos em negrito entre aspas são fragmentos do <a href="http://www.antropofagia.com.br/antropofagia/pt/man_antropo.html">Manifesto Antropófago</a>.</p>
<p>Que links podem ser feitos com os ciclos nossos?<br />
Suspeito alguns, mas vencido pelo sono, sonharei com eles antes de postar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a estranha história da mulher que comeu a própria cabeça...]]></title>
<link>http://coracaodepoeta.wordpress.com/2009/10/20/a-estranha-historia-da-mulher-que-comeu-a-propria-cabeca/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 18:02:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>coracaodepoeta</dc:creator>
<guid>http://coracaodepoeta.wordpress.com/2009/10/20/a-estranha-historia-da-mulher-que-comeu-a-propria-cabeca/</guid>
<description><![CDATA[Dia 5 &#8211; Quarta-feira &#8211; 12:17 &#8211; Largo da Carioca &#8211; Centro Histório do Rio de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Dia 5 &#8211; Quarta-feira &#8211; 12:17 &#8211; Largo da Carioca &#8211; Centro Histório do Rio de Janeiro</strong></p>
<p>Gritaria, sirenes, calor, pessoas passando mal, ambulâncias, câmeras de TV, policiais, câmeras de celular, sol forte, uma maca passando, desespero, sangue &#8211; muito sangue, &#8216;meu Deus! Ela comeu a própria cabeça!&#8217;</p>
<p><strong>Dia 5 &#8211; Quarta-feira &#8211; 10:09 &#8211; Largo da Carioca &#8211; Centro Histório do Rio de Janeiro</strong></p>
<p>Soraya pega uma cadeira de praia, senta-se no meio do Largo, pega uma caneta grossa e escreve no papelão de uma caixa de mudanças: 12:00 VOU COMER MINHA CABEÇA</p>
<p><strong>Dia 1 &#8211; Sábado &#8211; 23:27 &#8211; Casa da Soraya &#8211; Bairro do Flamengo</strong></p>
<p>Soraya espera ansiosamente uma ligação telefônica.</p>
<p><strong>Dia 6 &#8211; Quinta-feira &#8211; Televisão &#8211; Programa de debate</strong></p>
<p><em>&#8220;Impossível alguém comer a própria cabeça. Se ainda fosse de alguma uma outra pessoa, mesmo assim, seria difícil. Mas como chamaremos isso? &#8216;Autofagia&#8217;? Deve ser algo forjado. Dá pra entender o absurdo que isso é? Alguma jogada de </em>marketing<em>, só pode.&#8221;</em></p>
<p><strong>Dia 29 &#8211; Quinta-feira &#8211; 21:21 &#8211; Rua Marquês de Abrantes &#8211; Bairro do Flamengo</strong></p>
<p>Ninguém estava pensando nela.</p>
<p><strong>Dia 2 &#8211; Domingo &#8211; 3:44 &#8211; Casa da Soraya &#8211; Bairro do Flamengo</strong></p>
<p>Soraya, que já estava dormindo, recebeu a tão esperada ligação.</p>
<p><strong>Dia 28 &#8211; Quarta-feira &#8211; 12:02 &#8211; Largo da Carioca &#8211; Centro Histórico do Rio de Janeiro</strong></p>
<p>Ao sair de seu trabalho para almoçar, Soraya sentiu uma fome estranha. Olhou a sua volta, viu um ótimo guitarrista de blues não-valorizado vendendo seus discos, ninguém dava-lhe atenção, uma multidão de pedintes misturava-se aos transeuntes do local.</p>
<p><strong>Dia 6 &#8211; Quinta-feira &#8211; Televisão &#8211; Programa Religioso</strong></p>
<p><em>Abram em I Coríntios, capítulo 11, versículo 29: poooois&#8230; quem coooooome e beeeeeebe&#8230; sem distinguiiiiiiir devidameeeeeeente o cooooooooorpo&#8230; come e bebe SUA PRÓPRIA CONDENAÇÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!</em></p>
<p><strong>Dia 5 &#8211; Quarta feira &#8211; 9:22 &#8211; Casa da Soraya &#8211; Bairro do Flamengo</strong></p>
<p>Soraya acorda, olha a cabeceira de sua cama, vê sua aliança, seus lenços de papel amassados, seus planos chorados e sua vida sem rumo e futuro. Decidiu não mais viver. Após 3 dias sem sair de casa e só chorar e dormir, sem se alimentar, resolveu sair de casa, comer e morrer.</p>
<p><strong>Dia 5 &#8211; Quarta-feira &#8211; 12:42 &#8211; Largo da Carioca &#8211; Centro Histórico do Rio de Janeiro</strong></p>
<p>Repórter de TV: <em>&#8220;Estamos aqui, no Largo da Carioca, onde, supostamente, a secretária Soraya Sousa, de 26 anos, comeu a própria cabeça. Os motivos ainda são desconhecidos. As pessoas que viram os fatos estão estarrecidas. Ainda não se sabe ao certo o que foi que aconteceu.&#8221;</em></p>
<p>Repórter de outro canal de TV entrevistando um senhor de terno:</p>
<p>- O senhor viu tudo o que aconteceu?</p>
<p>- Rapaz, eu estava passando por aqui, e vi umas pessoas gritando, aquela moça (aponta para um banco de plástico onde se encontra uma senhora de massa corpórea avantajada, suando &#8211; sua blusa rosa, do mesmo tom de suas bochechas, cheia de rastros de umidade embaixo das dobras dos braços, das dos seios e das do abdómen &#8211; cabelo desgrenhado, passando um pano na testa, apertando uma das mãos contra o peito, olhando pra cima, balançando a cabeça, parecendo não acreditar no que via e balbuciava alguma palavra ininteligível) desmaiou umas 4 vezes. Não sei ao certo até onde ela estava realmente passando mal ou se queria chamar mais atenção que a coitada que comeu a cabeça&#8230;</p>
<p>- Mas o senhor a viu comendo a cabeça?</p>
<p>- Eu vi, mas essa daí tava chamando tanta atenção, gritava, caía, e levantavam-na, e caía de novo, que não pude ficar com a atenção na moça, que nem estava acreditando que ela ia comer a cabeça, mas quando olhei de volta, pronto: estava ela sem.</p>
<p><strong>Dia 29 &#8211; Sexta-feira &#8211; 16:01 &#8211; Agência Bancária &#8211; Avenida Rio Branco</strong></p>
<p>Soraya acabara de conversar com seu gerente. Seu casamento seria financiado e ainda conseguiria dar entrada no seu apartamento: seu sonho estava se realizando.</p>
<p><strong>Dia 7 &#8211; Sexta-feira &#8211; 15:36 &#8211; Televisão &#8211; Programa da tarde</strong></p>
<p>Muitas vezes não comemos como deveríamos, comemos em excesso e, contínuas vezes, alimentos que são verdadeiros venenos ao organismo&#8230; Ah, mas são tão bons, né?! Então, papel e caneta na mão, vamos anotar a receita do leitão à pururuca!</p>
<p><strong>Dia 30 &#8211; Sábado &#8211; 11:12 &#8211; Casa da Soraya &#8211; Bairro do Flamengo</strong></p>
<p>Ao telefone, Soraya discutia com sua mãe:</p>
<p>- Mãe! A senhora não está entendendo: eu vou casar!</p>
<p>- Mas minha filha, eu sei que já era hora, mas com esse rapaz? Ele é um rapaz correto pra você?</p>
<p>- Não importa, mãe! Eu já estou cansada dessa vida&#8230; Ele vai me tirar daqui! Não aguento mais a senhora no meu ouvido.</p>
<p>- Você é muito ingrata! Seus irmãos não são assim.</p>
<p>- Tô cansada de você! Cansada do meu emprego, cansada de tudo! Tive uma luz! Me deixa em paz! Eu vou embora!</p>
<p><strong>Dia 16 &#8211; Domingo &#8211; 20:02 &#8211; Televisão &#8211; Revista Televisiva</strong></p>
<p><em>E, mesmo depois de duas semanas, a estranha história da mulher que comeu a própria cabeça continua tendo repercursões de todos os cantos do planeta. O motivo de tal ato desesperado ainda é desconhecido. As autoridades locais procuram provas, testemunhas, qualquer coisa. Marilene Cândida, a famosa senhora que aparece desmaiando consecutivamente, nos vídeos amadores, fala sobre o assunto:</em></p>
<p><em>- Num era coisa de Deus não, num sabe? Foi um absurdo! Menino! Eu estava passando, num sabe? Fui comprar o enchovalzinho pro Wandersonzinho que estava pra nascer, num sabe? É o quarto filho da minha filha, que minha filha num tem muitas condições, num sabe? Minha filha é um pouco desafortunada, o marido bebe muito, num sabe? Aí eu fui lá, comprar roupinha pro neném e tava passando por lá, vi uns &#8216;pessoal&#8217; gritando, uns &#8216;pessoal&#8217; falando que duvidava e fui entrando no meio, num sabe? Fique curiosa, queria ver o que era, e fui lá, num sabe? Quando vi, menino! Nossa! Num era de Deus, num era!</em></p>
<p><em>Segundo a mitologia chinesa, o Tao Tie, que representa a ganância, é uma espécie de gárgula, aquelas que encontramos nas vasilhas antigas, de bronze, e é o quinto filho de um dragão, com um apetite que chega a comer a própria cabeça.<br />
</em></p>
<p><em>A seita Soh Rhay-Ha divulgou as imagens da, como eles chamam, &#8216;estrela que eclodiu&#8217;, no momento exato de sua autofagia. A filmagem foi feita pela única câmera de celular que conseguiu chegar perto a multidão e não se desviar ao ver Marilene desmaiando. A qualidade  não é muito boa, mas podemos ver, exatamente o momento em que ela começa &#8216;eclodir&#8217;. Aviso: imagens fortes a seguir, por favor, quem tiver algum problema de saúde, não veja. Vamos ao vídeo:</em></p>
<p><em>Numa gravação de celular, mal definida, encontra-se o Largo da Carioca, uma menina sentada e uma multidão à sua volta. O marcador da câmera mostra que são 11:58. Todos começam a gritar &#8216;começa! Começa! Começa!&#8217;. As pessoas ficam mais eufóricas, Soraya se levanta, a imagem é ruim, muito &#8216;pixelada&#8217;, alguem grita &#8216;comer a cabeça, é? Come essa daqui, então!&#8217;, a multidão ri, acha graça da desgraça alheia, ela levanta os braços pro ar, segura a cabeça, mal dá para ver, é preciso muita atenção. Marilene dá um grito desesperado &#8220;Meu Deus! Alguém ajuda ela!&#8217; e desaba no chão. Soraya abre a boca, projeta seu maxilar à frente e &#8216;Bateria Baixa &#8211; Desligando o telefone&#8217;.</em></p>
<p><em><span style="color:#993366;"><strong> </strong></span></em></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#33cccc;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#33cccc;"><em>©Todos os direitos reservados</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clase práctica de anatomía en Tailandia.]]></title>
<link>http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/10/08/clase-practica-de-anatomia-en-tailandia/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 15:32:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sinuhé</dc:creator>
<guid>http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2009/10/08/clase-practica-de-anatomia-en-tailandia/</guid>
<description><![CDATA[. Macabra fiesta campestre *AVISO* Este post contiene imágenes que pueden herir sensibilidades. A co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[. Macabra fiesta campestre *AVISO* Este post contiene imágenes que pueden herir sensibilidades. A co]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Essa maravilhosa antropofagia]]></title>
<link>http://zinerama.wordpress.com/2009/09/30/essa-maravilhosa-antropofagia/</link>
<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 22:47:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>zinnerama</dc:creator>
<guid>http://zinerama.wordpress.com/2009/09/30/essa-maravilhosa-antropofagia/</guid>
<description><![CDATA[  Maloca Local Em tempos de convergência o ato canibal de sorver os restos dos inimigos, a fim de ju]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="wp-caption-dt"> </p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dd class="wp-caption-dd"><img title="Oca Global" src="http://zinerama.wordpress.com/files/2009/09/20090910_indio11.jpg" alt="Maloca Local" width="450" height="299" />Maloca Local</dd>
</dl>
<p>Em tempos de convergência o ato canibal de sorver os restos dos inimigos, a fim de junto sorver também sua força, seu conhecimento e sua história, pode ser associado ao movimento frenético nos labirintos infinitos de informação do universo eletrônico.</p>
<p>Devorar páginas e páginas de conteúdo, atrás da informação mais confiável. Deglutir inúmeras formas de mídias, convergindo de um formato para o outro, com a naturalidade da fala.</p>
<p>Comunidades imitam tribos, que ligadas pelos mesmos interesses formas e consolidam opiniões, moldam mercados e culturas numa velocidade espantosa. Com linguagens próprias e códigos de conduta, essas tribos se conectam e trocam informações, adicionando dia a dia novas idéias a este imenso consciente coletivo.</p>
<p>Em que outra era, uma tribo do oriente médio se comunicaria com o mundo através de notas curtas, enviadas via telefone para uma rede de computadores?</p>
<p>A situação política no Irã, o acidente do Rio Hudson, catástrofes ambientais em países tão distantes que mal sabemos em que continente estão. Tudo isso foi acompanhado de perto não por jornalistas ou correspondentes, mas por pessoas comuns, vivendo vidas comuns, mas cercadas de possibilidades infinitas de conexão com o resto do mundo.</p>
<p>Esse devorar e assimilar constante transformou nossa sociedade em uma tribo global, oniscientes e quase onipresentes, dotados da informação de milhares de consciências, fortalecidos por centena de milhares de experiências, somos hoje mais do que nunca uma sociedade antropofágica e permanentemente faminta.</p>
<p>Aqui, do lado de cá da tela, nos colocamos como os caçadores dessa tribo, prontos para abater, assimilar e incorporar novas consciências, até que sede passe ou a fome cesse.</p>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter"> </div>
<p>Sejam bem-vindos irmãos canibais.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O FILME DE TERROR MAIS REPULSIVO DE TODOS OS TEMPOS!!!]]></title>
<link>http://gutegomes.wordpress.com/2009/09/29/o-filme-de-terror-mais-repulsivo-de-todos-os-tempos/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 18:14:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gutemberg Gomes</dc:creator>
<guid>http://gutegomes.wordpress.com/2009/09/29/o-filme-de-terror-mais-repulsivo-de-todos-os-tempos/</guid>
<description><![CDATA[RECENTEMENTE comentei aqui sobre um filme chamado ´´Scanners: Sua mente pode destruir´´ de 1981. Era]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>RECENTEMENTE comentei aqui sobre um filme chamado ´´Scanners: Sua mente pode destruir´´ de 1981. Era uma lembrança muito nítida do filme e, acima de tudo, do cartaz que o anunciava na portaria do cinema. Agora, existe um outro que talvez ninguém lembre e que pode perfeitamente receber o título de ´´ O filme de Terror mais repulsivo de todos os tempos´´! Você tem alguma lembrança de um filme em que somente uma minoria mais mórbida consegue ver até o final? Eu vi e saí com náuseas em um daqueles cinemas de rua quando eu morava em Juiz de Fora. (Foi uma época meio neurótica da minha vida em que eu via uma média de 3 filmes por dia e aí, valia tudo, mas tudo mesmo &#8211; até os ´´educativos´´ do Cine São Luís !!!).  É o que acontece com esse filme chamado ´´CANIBAL HOLOCAUSTO´´,  realizado em 1979.</p>
<p>O tema do canibalismo havia gerado um série de filmes devido ao incidente conhecido primeiro como o ´´Milagre do Natal´´, em que um avião da Força Aérea do Uruguai caiu na Cordilheira dos Andes durante uma tempestade com 45 pessoas a bordo. Os sobreviventes resistiram por 69 dias derretendo neve para beber e comendo a carne dos tripulantes mortos após a queda do avião. Quando esse fato veio à tona, o ´´milagre de natal´´ deu lugar ao debate sobre a antropofagia ou canibalismo.</p>
<p>É claro que você morreu de medo assistindo ´´Bruxa de Blair´´. E esse Canibal Holocausto de certa forma, é um precursor da ´´Bruxa´´. É a mistura de ficção e realidade elevada à sua potência máxima. Uns executivos calhordas decidindo se os espectadores seriam ou não capazes de assistir cenas ´´reais´´ de canibalismo, tortura, violência extrema e até uma cena surreal de empalamento. <img class="alignright size-full wp-image-1814" title="cannibal-holocaust-impalement" src="http://gutegomes.wordpress.com/files/2009/09/cannibal-holocaust-impalement.jpg" alt="cannibal-holocaust-impalement" width="400" height="278" /> Digo surreal, porque é real demais pra ser ficção.</p>
<p>Esses bonitões aí, filmando a cena do empalamento são os ´´exploradores´´ que  vão fazendo tantas barbaridades, matando cruelmente animais, tocando fogo em aldeias, estuprando índias,  que quando eles caem nas mãos dos canibais, nem temos tanta pena assim deles. E essa mesma câmera na mão deles vai ser a que registrará o holocausto dos ´´civilizados´´ em plena Floresta Amazônica.  São cenas chocantes demais. E geraram até uma dúvida se seriam reais ou forjadas.</p>
<p>Não sei se existem cópias no Brasil, ou se o filme foi lançado em Dvd. Só sei que deve ser  evitado a todo custo por aqueles que tem estômago fraco.</p>
<p>Esse é o cartaz do FILME DE TERROR MAIS REPULSIVO DE TODOS OS TEMPOS!!! <img class="alignright size-full wp-image-1821" title="CannibalHolocaustPoster" src="http://gutegomes.wordpress.com/files/2009/09/cannibalholocaustposter1.jpg" alt="CannibalHolocaustPoster" width="400" height="579" /></p>
<p>Se você lembra ou também assistiu esse filme, comente aí qual foi a sua impressão. Agora se voc~e já viu um filme mais repulsivo do que este, não dê a dica que eu não quero nem ver&#8230;</p>
<p>Ps.: ´´Faces da Morte´´ não conta porque ali são cenas deliberadamente reais&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Privação do bem #11]]></title>
<link>http://casosdepolicia.wordpress.com/2009/09/14/privacao-do-bem-11/</link>
<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 20:39:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sofia Afonso</dc:creator>
<guid>http://casosdepolicia.wordpress.com/2009/09/14/privacao-do-bem-11/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Tenho que começar a comer mais em casa&#8230;&#8221; (referência à antropofagia) Jeffrey Dahm]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1429" title="Dahmer" src="http://casosdepolicia.wordpress.com/files/2009/09/dahmer.jpg" alt="Dahmer" width="454" height="464" /></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;Tenho que começar a comer mais em casa&#8230;&#8221; (referência à antropofagia)<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jeffrey_Dahmer" target="_blank">Jeffrey Dahmer</a> (1960-1994)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Somos todos poetas]]></title>
<link>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/09/10/855/</link>
<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 22:44:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosana</dc:creator>
<guid>http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/2009/09/10/855/</guid>
<description><![CDATA[André Breton, in UntitledMe colaram no tempo, me puseram uma alma viva e um corpo desconjuntado. Est]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><div id="attachment_857" class="wp-caption aligncenter" style="width: 318px"><img src="http://olivrodosseresimaginarios.wordpress.com/files/2009/09/andre-breton-untitled.jpg" alt="André Breton, in Untitled" title="" width="308" height="480" class="size-full wp-image-857" /><p class="wp-caption-text">André Breton, in Untitled</p></div>Me colaram no tempo, me puseram<br />
uma alma viva e um corpo desconjuntado. Estou<br />
limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo,<br />
a leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educação.</p>
<p>Me vejo numa nebulosa, rodando sou um fluído,<br />
depois chego à consciência da terra, ando como os outros,<br />
me pregaram numa cruz, numa única vida.<br />
Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.<br />
Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.<br />
Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,<br />
gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,<br />
alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem<br />
nem o mal.<br />
Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,<br />
tonto de vidas, de cheiros, de movimentos, de pensamento,<br />
não acredito em nenhuma técnica.<br />
Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,<br />
é por isso que saio às vezes pra rua combatendo personagens imaginários,<br />
depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,<br />
na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim<br />
Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações&#8230;<br />
Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.<br />
Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.<br />
Triângulos, estrelas, noite, mulheres andando,<br />
presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção<br />
o mundo vai mudar a cara,<br />
a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas.<br />
Andarei no ar.<br />
Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,<br />
me aninharei nos recantos do corpo da noiva,<br />
na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários.<br />
Tudo transparecerá:<br />
vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,<br />
o vento que vem da eternidade suspenderá os passos<br />
dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres<br />
vibrarei nos cangerês do mar, abraçarei as almas no ar<br />
me insinuarei nos quatro cantos do mundo.</p>
<p>Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes.<br />
Detesto os que se tapeiam,<br />
os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens &#8220;práticos&#8221;. ..<br />
Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,<br />
os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,<br />
as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.<br />
Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito.<br />
viva eu, que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.<br />
Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,<br />
dos amores raros que tive,<br />
vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,<br />
tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,<br />
estou no ar,<br />
na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,<br />
no meu quarto modesto da praia de Botafogo,<br />
no pensamento dos homens que movem o mundo,<br />
nem triste nem alegre, chama com dois olhos andando,<br />
sempre em transformação.<br />
by<br />
Murilo Mendes</p>
<p><em>Escreveu aos 24 anos, na publicação Antropofagia</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Armin Meiwes, el caníbal de Rotenburgo...]]></title>
<link>http://conidayvuelta.wordpress.com/2009/09/01/armin-meiwes-canibal-rotenburgo/</link>
<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 18:54:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>conidayvuelta</dc:creator>
<guid>http://conidayvuelta.wordpress.com/2009/09/01/armin-meiwes-canibal-rotenburgo/</guid>
<description><![CDATA[Hoy, en la sección &#8220;Nuestro Mundo&#8221; presento la historia de Armin Meiwes, en mi opinión u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Hoy, en la sección &#8220;Nuestro Mundo&#8221; presento la historia de Armin Meiwes, en mi opinión u]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Macunaíma - O Círculo do Imaginário]]></title>
<link>http://icultgen.wordpress.com/2009/08/27/macunaima-o-circulo-do-imaginario/</link>
<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:43:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>icultgen</dc:creator>
<guid>http://icultgen.wordpress.com/2009/08/27/macunaima-o-circulo-do-imaginario/</guid>
<description><![CDATA[Ao analisarmos a obra &#8220;Macunaíma&#8221;, de Mário de Andrade, defrontamo-nos com o problema da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Ao analisarmos a obra &#8220;Macunaíma&#8221;, de Mário de Andrade, defrontamo-nos com o problema da]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[En busca del vellón dorado]]></title>
<link>http://homohominilupus.wordpress.com/2009/08/12/en-busca-del-vellon-dorado/</link>
<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 01:55:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>condottiero</dc:creator>
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<description><![CDATA[Desperté con la guitarra de Al Di Meola listo para tomar el mundo en mis manos. Hace cuarenta y ocho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Desperté con la guitarra de Al Di Meola listo para tomar el mundo en mis manos.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/mVP8MpZW7n4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/mVP8MpZW7n4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Hace cuarenta y ocho horas y muchos otros minutos regresé a la realidad que muerde y duele; regresé de un sueño que se asemejaba a las hazañas de Jasón y los argonautas.</p>
<div id="attachment_2587" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://homohominilupus.wordpress.com/files/2009/08/gathering-of-the-argonauts.jpg"><img class="size-full wp-image-2587" title="Gathering-of-the-Argonauts" src="http://homohominilupus.wordpress.com/files/2009/08/gathering-of-the-argonauts.jpg" alt="Reunión de los argonautas" width="400" height="339" /></a><p class="wp-caption-text">Reunión de los argonautas - Louvre</p></div>
<p>Renací a la tierra y comprendí que mi sensibilidad exagerada era el efecto de percepciones sensoriales volitivas.  Luché contra mí mismo y no pude quedarme encerrado bajo las pesadas sábanas de mi cama.  Recordaba el olor a aceite y a la pelea que con cuatro victorias había disfrutado la noche anterior.  Ahora respiro y hago un recuento del día:</p>
<p>Inicié deslumbrado por la columna de <a title="columna - lucia escobar" href="http://www.elperiodico.com.gt/es/20090812/lacolumna/110137/" target="_self">Lucía Escobar</a> que expresó la ira que contra el mundo y los medios he tragado y reprimido.  En serio que es cansado ser un adolescente impasible y no responder a los prejuicios, hostigamiento y escupitajos del mundo “civilizado”.  En serio, que es cansado sobrevivir en una tormenta de concreto que nos ofusca con muerte y antropofagia.</p>
<p style="padding-left:390px;text-align:right;">Y ahora escapo,</p>
<p><a title="about objectivism the philosophy of ayn rand" href="http://www.peikoff.com/opar/" target="_self">A las letras, a los libros e ideas filosóficas que enaltecen al hombre digno y honrado.</a> Ese mundo ya no existe y cada vez estamos más lejos de conseguirlo.  Leo sobre el bien y la manera en que se forman los conceptos a través de las definiciones.  Estudio con calma que pensar, el proceso consciente de entender la realidad a través de abstracciones es mucho más complicado de lo esperado.  Y recuerdo frases y citas citables; anoto sus ideas y sonrío a la exactitud con que fueron postuladas.  Mientras tanto, el mundo se confunde más y más.  La gente es menos pacífica y unos creen por ratos que vivir en paz debe ser un proyecto social; mientras los antropófagos continúan la cacería.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6Q9fBU5ICxc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/6Q9fBU5ICxc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Y llegó la noche, me empujan en el teclado las notas de la Sonata <em>No. 14</em> de Beethoven.  Mis manos presionan las teclas con más fuerza y mi corazón se excita conforme avanzan los arpegios.  Me parece como si algo no estuviera bien en el mundo.  Ahora suenan un llamado a la guerra que se acerca…</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/TUZNAZ3LHnw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/TUZNAZ3LHnw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/gTU-7TtPLi0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/gTU-7TtPLi0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>ha llegado ya la <em>Victoria de Wellington</em> y yo me entrego derrotado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Letture - <i>Le dernier souper et autres nouvelles</i>]]></title>
<link>http://topometallo.wordpress.com/2009/08/03/letture-le-dernier-souper-et-autres-nouvelles/</link>
<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 09:00:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>topometallo</dc:creator>
<guid>http://topometallo.wordpress.com/2009/08/03/letture-le-dernier-souper-et-autres-nouvelles/</guid>
<description><![CDATA[Shûsaku Endô Le dernier souper et autres nouvelles Acquistato un paio di anni fa per un minimo di ni]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;font-family:verdana;"><a title="Le Dernier Souper" href="http://www.anobii.com/books/Le_Dernier_souper_et_autres_nouvelles/9782070428663/017f6bc95307aba346/"><img style="float:left;padding:5px;" title="Le Dernier Souper" src="http://image.anobii.com/anobi/image_book.php?type=4&#38;item_id=017f6bc95307aba346&#38;time=0" alt="Le Dernier souper" /></a><em>Shûsaku Endô</em> <strong><br />
Le dernier souper</strong><br />
et autres nouvelles
</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Acquistato un paio di anni fa per un minimo di nippomania che mi era presa tempo addietro (e che forse non mi ha ancora mollato) in una libreria parigina dove i due euri del <em>petit </em>tascabile non son stati certo il salasso principale <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_rolleyes.gif' alt=':roll:' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Tre racconti, variazioni di carattere filosofico-religioso; nel primo l&#8217;autore (giapponese ma di fede cattolica, per colpa <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=':wink:' class='wp-smiley' />  della madre, che lo fa battezzare dopo il divorzio) parla &#8220;a distanza&#8221; ad un ex-prete occidentale che a causa di una storia d&#8217;amore con una giapponese ha abbandonato la tonaca: prete rivisto di sfuggita, da solo in un ristorante, mentre si segna cercando di non farsi notare.</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Nel secondo, il comportamento di un uomo che ritorna in Giappone dove sa che lo attende un&#8217;accoglienza ben poco amichevole viene messo in parallelo con la vita di un cagnolino pestato a sangue dal padrone ubriaco che, &#8220;rapito&#8221; da una vicina impietosita, finisce per tornare dal proprio padrone con il finale che ci si immagina.</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Nel terzo, dal titolo macabramente ironico &#8220;<em>L&#8217;ultima cena</em>&#8220;, si assiste all&#8217;incontro di due uomini che, in condizioni differenti ma ugualmente estreme e disperate, si sono trovati a mangiare carne umana per sopravvivere. E che hanno elaborato (stavo per scrivere &#8220;<em>metabolizzato</em>&#8221; <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  ma forse non è il caso) in modo differente quel gesto così inumano e terribile.</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Certo, le tematiche risentono del vissuto dell&#8217;autore. E a parte le mie sulfuree convinzioni, (i convertiti, specie se diventano cattolici, non sono certo una mia passione; questo, poi, era stato battezzato suppongo non a caso col nome di <em>Paolo</em>, il primo grande insopportabile pentito&#8230; <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_twisted.gif' alt=':twisted:' class='wp-smiley' /> ) immagino che nel 1930 essere cristiani in Giappone potesse non essere proprio una passeggiata.</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Però, nonostante la sospetta finalità catechistica che traspare qua e là, i racconti scorrono molto piacevolmente.</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Il fatto che Endô abbia vissuto a Kobe, il cui ricordo torna anche nelle opere di altre due scrittrici che nella città giapponese hanno vissuto, ovvero <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Dacia_Maraini" target="_blank">Dacia Maraini</a> e <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9lie_Nothomb" target="_blank">Amélie Nothomb</a>, mi porta a riflettere sulla sfortunata Kobe (sfortunata non per il fatto di essere stata bazzicata da scrittori, chiaro, ma per il disastroso <a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Grande_terremoto_di_Kobe" target="_blank">terremoto del 1995</a>)</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Per penitenza dei miei pensieri impuri e atei <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  mi azzardo nella traduzione di due passaggi</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Era già scoppiata le Guerra in Cina, ma la situazione non era ancora troppo tesa per i cattolici giapponesi. Potevano far suonare rumorosamente le campane per tutta la notte di Natale e per il giorno di Pasqua. L’ingresso della chiesa era decorato con dei fiori, e noi eravamo non poco orgogliosi quando i monelli del quartiere guardavano con invidia le ragazzine con la testa coperta da un velo bianco come le ragazze occidentali.</p>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;font-family:verdana;">Si accorsero presto che alcuni soldati, di un battaglione che si era unito al loro, durante la marcia mangiavano di nascosto della carne. Dicevano si trattasse di carne di lucertola seccata, ma non era così facile catturare quegli animali. Tsukada et Minamikawa avevano un vago sospetto di cosa si trattasse realmente, ma temevano di rivelarlo a voce alta, perché la guerra aveva già fortemente provato i nervi di tutti.</p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[tornar-se outro [Outrar-se vs. Antropofagia e Antropoemia]]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/14/tornar-se-outro-outrar-se-vs-antropofagia-e-antropoemia/</link>
<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 03:28:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
<guid>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/14/tornar-se-outro-outrar-se-vs-antropofagia-e-antropoemia/</guid>
<description><![CDATA[Outrar-se não é &#8220;tornar-se outro&#8221; em sentido frenia [mente/ personalidade #schizofrénie]]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em><strong>Outrar-se </strong></em><span style="text-decoration:underline;">não</span> é &#8220;tornar-se outro&#8221; em sentido <em>frenia</em> [mente/ personalidade <span style="text-decoration:underline;"><em>#schizofrénie</em></span>] <span>&#8230; mas talvez dialogue perfeitamente com o vocábulo deleuziano, desterritorializar-se&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span><em><strong>Outrar-se</strong></em> <span style="text-decoration:underline;">pode ser</span> um &#8220;tornar-se outro&#8221; a medida em que, ao nos relacionarmos com os outros somos afetados [assim como afetamos] e nestas constantes trocas nos transformamos em um novo ser.</span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span><span style="text-decoration:underline;">Não</span> devoramos o outro [o desapropriando],</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span>mas nos permitimos sermos penetrados</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span>numa relação de penetração e reapropriação mútua.</span></strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span>Claude Lévi-Strauss &#8230; sugeriu em <span style="text-decoration:underline;"><strong>Tristes Trópicos</strong></span> que apenas duas estratégias foram utilizadas na história humana quando a necessidade de enfrentar a alteridade dos outros surgiu: uma era a antropoêmica [Antropoemia], a outra, a antropofágica [Antropofagia].</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>A primeira estratégia consiste em &#8216;vomitar&#8217;, cuspir os outros vistos como incuravelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedades de commercium, comensalidade e connubium.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>A segunda estratégia consiste numa &#8217;soi-disant&#8217; &#8212; alienação &#8212; das substâncias alheias: &#8216;ingerir&#8217;, &#8216;devorar&#8217; corpos e espíritos estranhos de modo a fazê-los, pelo metabolismo, idênticos aos corpos que os ingerem, e portanto não distinguíveis deles. Essa estratégia também assumiu ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada &#8212; cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros &#8216;preconceitos&#8217; e &#8217;superstições&#8217;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Se a primeira estratégia [Antropoemia] visava ao exílio ou aniquilação dos &#8216;outros&#8217;, a segunda [Antropofagia] visava à suspensão ou aniquilação de sua alteridade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>@Bauman <em><strong>Modernidade Líquida</strong></em>. 2000</span></p>
</blockquote>
<p>Chego aqui, portanto, na questão de &#8220;outrar-se&#8221; versus &#8220;antropofagia&#8221;; como se deu a &#8216;invenção&#8217; de tal &#8216;conceito&#8217;:</p>
<p><em><strong>Outrar-se </strong></em>refere-se à compreensão da existência de <em>novas maneiras</em> de se relacionar no mundo, com &#8216;o outro&#8217;, portanto à necessidade de criação de toda uma<em> nova</em> ética e <em>novas</em> morais tomando por base um <em>novo</em> século decorrente de uma <em>nova</em> cultura.</p>
<p><em><strong>Outrar-se</strong></em> diz respeito a uma via dupla de contágio [contaminação?...] de algo ou outrem [objetos e/ ou sujeitos] com sentidos <em>novos</em> e diferentes* (primeiro por exposição, seguindo-se de contemplação e aprofundamento do &#8216;outro&#8217;: linguagens, pensamentos&#8230; trocas), transformando-se num novo ser humano [urbano?], com acréscimos de multiplicidades [formas de estar no mundo].</p>
<p>*no <em><strong>Outrar-se</strong></em> há sempre um deslumbramento com o <em>novo</em> &#8212; podendo este <em>novo </em>[<em>o outro</em>] ser &#8216;o diferente&#8217; ou mesmo &#8216;o espelho&#8217; &#8211;, e é a partir deste &#8220;deslumbramento&#8221; que estamos aptos a sermos penetrados pela alteridade e, assim, incentivados também a nos doarmos. Não há <em><strong>outrar-se</strong></em> que não seja uma &#8220;via de mão dupla&#8221;, um <em>perder-se</em> no encontro com &#8216;o outro&#8217;.</p>
<p>Outrar-se refere-se sempre a <strong><a href="http://surveillanceme.wordpress.com/2009/05/07/outrarse-amar-alguem/" target="_blank">um exercício de despersonalização sobre um corpo sem orgãos a ser formado</a>.</strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p style="text-align:justify;">qdo lançamos mão – colocamos em público – de um “conceito” ou “idéia”, isto facilita nossa pesquisa em rede, a medida em que, os interessados – <em>mtos? Qtos? Como? Quais? Por quê?</em> – estarão <em>googleando</em> [lê-se gugando] o mesmo conceito: em alguns poucos dias [perceba-se que iniciei este teste há cerca de 3 semanas, quando da divulgação em distintas 'redes sociais online' sobre este conceito “outrar-se” ...] deu-se então um diferencial de “visibilidade” encontrado – que encontramos &#8211; no <em>Google</em> [como ferramenta de busca online] em diferentes períodos ao longo deste curto espaço de tempo. O resultado tem sido – exponencialmente – mto maior e também de maior <em>credibilidade</em> [informação vs. Conhecimento] dos links apontados em cada busca de <em><strong>outrar-se</strong></em> [então como TAG].</p>
<p style="text-align:justify;">o <em><strong>Outrar-se</strong></em>, portanto, faz parte de uma <em>nova</em> ética: a ética da confiança na rede. confia-se que o enunciador do discurso apreendido — <em><strong>blog</strong></em> ou outro sítio— publicou [digitalizou sua escrita e a tornou pública] na data referente ao <em>post</em> [publicação relacionada à pesquisa]. E é a partir desta primeira ética — em rede – que pode ser validada a enunciação d’outrem: citação/ pertencente a<em> @ #link </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Outrar-se</strong></em> exige, portanto, estima, respeito e confiança no &#8216;outro&#8217; e no relacionar-se:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;padding-left:180px;">Os sentimentos de estima, respeito e confiança são exemplos práticos que apontam para os meios de integração de nossa simpatia com as simpatias de outros. Conquistar a estima, o respeito e a confiança de um estranho significa trabalhar na construção de um laço afetivo mais amplo que aquele de nossas parcialidades.</p>
<p style="text-align:justify;padding-left:180px;">E esse é um dos papéis, senão o mais importante, das instituições: não exatamente o de governar ou regular as relações entre os homens, mas o de mobilizar suas tendências, integrando-as num todo maior, utilizando para tal o artifício dos valores e normas.</p>
<p style="text-align:justify;">“&#8230; a forma como comportamentos e idéias se propagam, o modo como notícias afluem de um ponto a outro do planeta etc. A explosão das comunidades virtuais parece ter se tornado um verdadeiro desafio para nossa compreensão. &#8230; o fato de estarmos cada vez mais interconectados uns aos outros implica que tenhamos de nos confrontar, de algum modo, com nossas próprias preferências e sua relação com aquelas de outras pessoas. E não podemos esquecer que tal negociação não é nem evidente nem tampouco fácil. &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Na corrente dessa mudança de perspectiva do conceito de “comunidade” para “redes sociais”, vários autores das ciências sociais passaram a investigar, desde os anos de 1990, o conceito empírico de capital social (Burt, 2005; Lin, 2005; Narayan, 1999; Portes, 1998; Grootaert, 1997; Fukuyama, 1996; Putnam, 1993; Coleman, 1990). Essa noção poderia ser entendida como: a capacidade de interação dos indivíduos, seu potencial para interagir com os que estão a sua volta, com seus parentes, amigos, colegas de trabalho, mas também com os que estão distantes e que podem ser acessados remotamente. Capital social significaria aqui a capacidade de os indivíduos produzirem suas próprias redes, suas comunidades pessoais. &#8230; normas e valores que governam as interações entre as pessoas e as instituições com as quais elas estão envolvidas. A importância do papel das instituições é muito clara aqui, pois estas funcionam como mediadoras da interação social, uma vez que propagam valores de integração entre homens e mulheres.</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, as instituições, como apontamos, exercem um papel regulador e mediador de processos mais profundos. O que nos interessa, no caso de uma análise do capital social, são as variáveis microssociológicas, como a sociabilidade, cooperação, reciprocidade, pró-atividade, confiança, o respeito, as simpatias. &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Mas por que seria isso considerado precisamente como “capital”? Ora, as relações sociais passam a ser percebidas como um “capital” justamente quando o processo de crescimento econômico passa a ser determinado não apenas pelo capital natural (recursos naturais), produzido (infraestrutura e bens de consumo) e pelo financeiro. Além desses, seria ainda preciso determinar o modo como os atores econômicos interagem e se organizam para gerar crescimento e desenvolvimento. A compreensão dessas interações passa a ser considerada como riqueza a ser explorada, capitalizada. &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O problema da sociedade, nesse sentido, não é um problema de limitação, mas de integração. Integrar as simpatias é fazer com que a simpatia ultrapasse sua contradição, sua parcialidade natural. A estima, o respeito e a confiança são a integral das simpatias. Nosso desafio é estender as simpatias para que seja possível constituir grupos maiores do que aqueles envolvidos pela simpatia parcial. Trata-se de inventar os meios e artifícios para que os homens consigam estender suas simpatias para além de seu clã, família, vizinhança. Ou seja, trata-se de estender as simpatias para além daquilo que se configura ainda como uma parcialidade: as “comunidades” em seu sentido mais tradicional. Para nos constituirmos em sociedade, precisamos empreender a integração das simpatias de forma a constituir um todo maior. &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos aspectos essenciais para a consolidação de comunidades pessoais ou redes sociais é, sem dúvida, o sentimento de confiança mútua que precisa existir em maior ou menor escala entre as pessoas. A construção dessa confiança está diretamente relacionada com a capacidade que cada um teria de entrar em relação com os outros, de perceber o outro e incluí-lo em seu universo de referência. Esse tipo de inclusão ou integração diz respeito à atitude tão simples e por vezes tão esquecida que é justamente a de reconhecer, no outro, suas habilidades, competências, conhecimentos, hábitos&#8230; Quanto mais um indivíduo interage com outros, mais ele está apto a reconhecer comportamentos, intenções e valores que compõem seu meio. &#8230; reconhecer é também, e ao mesmo tempo, dar valor a alguém, aceitá-lo em seu meio, integrá-lo como colega ou parceiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta dinâmica do reconhecimento é com certeza uma das bases para a construção da confiança não apenas individual, mas coletiva. Redes sociais só podem ser construídas com base na confiança mútua disseminada entre os indivíduos. Isso pode se verificar em maior ou menor grau, mas de qualquer forma a confiança deve estar presente da forma a mais ampla possível. &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">É cada indivíduo que está apto a construir sua própria rede de relações, sem que essa rede possa ser definida precisamente como “comunidade”. Mais profundamente, é no bojo da revolução tecnológica atual que se percebe a força de um conceito como aquele de Hume, o de simpatia parcial. A possibilidade de integração de simpatias dentro da cibercultura é da ordem do jamais visto em nossa história. Os homens conseguem encontrar zonas de proximidade lá onde isso pareceria impossível: pessoas compartilham idéias, conhecimentos e informações sobre seus problemas, dificuldades e carências. &#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">[Costa, Rogério da. <em><strong>Por Um Novo Conceito de Comunidade</strong></em> <em>in</em> Interface - Comunic, Saúde, Educ, <em>v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005</em> &#124; acesso em maio de 2009]</p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Manifesto Antropofágico [rev#3]]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/13/manifesto-antropofagico-rev3/</link>
<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 23:34:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
<guid>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/13/manifesto-antropofagico-rev3/</guid>
<description><![CDATA[Cheguei onde eu queria: rever o conceito de Antropofagia e Antropoemia [rev#2 &gt;&gt; 02.07.2007] ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Cheguei onde eu queria: rever o conceito de Antropofagia e Antropoemia [rev#2 &#62;&#62; 02.07.2007] &#8230; 3a revisão [tentativa de compreensão -- apreensão -- da Modernidade e Pós-Modernidade, na busca - anseio - de se propor uma nova ética e novas morais a uma geração já nascida na web 2.0]</p>
<p style="text-align:justify;">proposição um: ano de 1928 [como se dava esta "troca em rede": com quem os artistas, intelectuais, empresários -- <em>agentes culturais</em> -- dialogavam ao redor do mundo? e como?]</p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">o Direito = a Garantia do Exercício da Possibilidade. </span></strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><em>@</em></span><em><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Galli Mathias</span></em></span></p>
<blockquote><p><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Só a Antropofagia[1 <em><span style="text-decoration:underline;">#Bauman</span></em>]          nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Única          lei do mundo.</strong> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Expressão mascarada </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">de todos os individualismos, </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">de todos os coletivismos. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">De todas as religiões. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">De todos os tratados          de paz.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><em>Tupi,          or not tupi that is the question</em>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          todas as catequeses.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">[E contra a mãe dos Gracos <span style="text-decoration:underline;"><em>#2</em></span>].</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><strong>&#8220;Só          me interessa o que não é meu&#8221;: </strong><span style="text-decoration:underline;">Lei</span> do <em>homem</em>. <span style="text-decoration:underline;">Lei</span> do <em>antropófago</em>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Estamos          fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">[Freud <span style="text-decoration:underline;"><em>#3</em></span> acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O          que atropelava <span style="text-decoration:underline;">a verdade</span> era <span style="text-decoration:underline;">a roupa</span>,o impermeável entre o mundo          interior e o mundo exterior.[4 <span style="text-decoration:underline;"><em>#Sennet</em></span>]<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A reação contra o homem vestido.          <em>O cinema americano informará</em> [<span style="text-decoration:underline;"><em>#5</em></span>].<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Filhos          do sol, mãe dos viventes.[6]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Encontrados e amados ferozmente, </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">com          toda <span style="text-decoration:underline;">a hipocrisia da saudade</span>, pelos <em>imigrados</em>, pelos <em>traficados</em> e pelos <em> touristes</em>. No país da <em>cobra grande</em>. [7]<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Foi          porque nunca tivemos gramáticas, </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">nem coleções de          velhos vegetais. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">E nunca soubemos o que era <span style="text-decoration:underline;">urbano</span>, <span style="text-decoration:underline;">suburbano</span>, <span style="text-decoration:underline;">fronteiriço</span> e <span style="text-decoration:underline;">continental</span>. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><em>Preguiçosos</em> no mapa-múndi do Brasil.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Uma <span style="text-decoration:underline;"> consciência participante</span> [8], uma rítmica religiosa.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Contra</strong> todos os importadores de <span style="text-decoration:underline;">consciência enlatada</span>. [9] </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..A existência          palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para          o Sr. Lévy-Bruhl [10] estudar.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Queremos          a Revolução Caraiba [11]. Maior que a Revolução          Francesa. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><span style="text-decoration:underline;">A unificação de todas as revoltas eficazes na          direção do homem</span>. Sem <strong><span style="text-decoration:underline;">nós</span></strong> a Europa não teria sequer          a sua pobre declaração dos direitos do homem.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A          idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas          as girls.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Filiação. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O contato com o Brasil Caraíba. <em>Ori Villegaignon print terre. </em>[12] Montaig-ne. [12a] </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O homem natural: Rousseau [13] </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Da Revolução          Francesa ao Romantismo, </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;à Revolução Bolchevista,          à Revolução Surrealista e ao <span style="text-decoration:underline;"><em>bárbaro tecnizado          de Keyserling</em></span> [14]. Caminhamos..</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Nunca          fomos catequizados. Vivemos através de <span style="text-decoration:underline;">um direito sonâmbulo</span> [15]. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Mas          nunca admitimos o <span style="text-decoration:underline;">nascimento da lógica</span> [16] entre nós.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Contra</strong> o Padre Vieira [17]. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">[Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar          comissão.]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"> O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas          sem muita lábia. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">[Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar          brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O          espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. [18]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O          antropomorfismo. [19]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Necessidade da vacina antropofágica [20]: Para o equilíbrio          contra as religiões de meridiano. E as inquisições          exteriores.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Só          podemos atender ao mundo orecular. [21]<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Tínhamos          a justiça codificação da vingança. [22]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>A ciência          codificação da Magia.</strong></span> [23]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Antropofagia. A transformação          permanente <span style="text-decoration:underline;">do Tabu em totem</span>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Contra</strong> o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas.          O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima          do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças          românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Roteiros.          Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O          instinto Caraíba.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Morte          e vida das hipóteses. Da equação <em>eu </em>parte          do <em>Cosmos </em>ao axioma <em>Cosmos </em>parte do <em>eu. </em>Subsistência.          Conhecimento. Antropofagia.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          as elites vegetais. Em comunicação com o solo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Nunca          fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador          do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de          Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Já          tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua          surrealista. A idade de ouro.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Catiti          Catiti</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Imara          Notiá</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Notiá          Imara</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Ipeju*</span></p>
<p align="justify"><strong><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A          magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição          dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários.</span></strong><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">[24]</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">E          sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio          de algumas formas gramaticais.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Perguntei          a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do          exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias.          Comia.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><span style="text-decoration:underline;">Só          não há determinismo onde há mistério</span>. Mas          que temos nós com isso?</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><strong>Contra</strong> as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. <span style="text-decoration:underline;">O          mundo não datado. Não rubricado</span>. Sem Napoleão. Sem          César.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>A          fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos          de televisão.</strong></span> [25] Só a maquinaria [26]. E os transfusores de sangue [27]<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um          antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes          repetida.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Mas          não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização          que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Se          Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é          a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Não          tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação.          Tínhamos Política que é a ciência da distribuição.          E um sistema social-planetário.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">As          migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses          urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">De          William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem.          Antropofagia.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O          pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância          real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade          ante a prole curiosa.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">É          preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia          de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">O          objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga.          Que temos nós com isso?</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Antes          dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de          Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A          alegria é a prova dos nove.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">No          matriarcado de Pindorama.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Somos          concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas          praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras          paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos          e nas estrelas.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A          alegria é a prova dos nove.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A          luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição          permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista.          Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo          em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só          as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em          si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por          Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação          do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto          antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade.          Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se.          Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de          catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste          dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos          agindo. Antropófagos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema,          – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">A          nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica          de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça,          antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É          preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações          e o rapé de Maria da Fonte.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">Contra          a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade          sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias          do matriarcado de Pindorama.</span></p>
<p align="right"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><em><strong><span style="font-size:x-small;">OSWALD                        DE ANDRADE</span></strong></em><span style="font-size:x-small;"> Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo                        Sardinha.&#8221;</span></span></p>
<p align="right"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>(Revista de Antropofagia, </em>Ano 1, No. 1,                        maio de 1928.)</span></span></p>
<p align="right"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><a href="http://www.lumiarte.com/luardeoutono/oswald/manifantropof.html" target="_blank">Copy&#38;Paste</a> [último acesso: 13julho2009]<br />
</span></span></p></blockquote>
<p style="text-align:left;"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;">obs. Macunaíma é de 1928. Em 1927, o mestre Mário [então com 33 p/34 anos de idade] faz a sua &#8220;viagem etnográfica&#8221; pelo Brasil [maio-agosto].</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">TAG &#8220;</span></span>antropofagia o que é&#8221; [auto-post da <em>Google</em> a partir de <em><strong>Antropofagia</strong></em>, <em>186.000 resultados</em>]</p>
<p style="text-align:justify;">in <strong>&#8220;<em>Só me interessa o que não é meu</em>: a antropofagia de Oswald de Andrade&#8221;</strong>, @Maria Cândida Ferreira de Almeida ICBV [s/ data. <em>.doc</em> acessado em 13julho2009]:</p>
<ul>
<li><span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </span><em>A antropofagia, enquanto conceito, apresenta uma face produtiva, diversa da pura destruição com que costuma aparecer no discurso “civilizado”  sobre a “barbárie”, que utiliza o ato canibal como signo da violência máxima. Sob a perspectiva oswaldiana e selvagem, a antropofagia preconiza uma espécie de transubstanciação na qual  aquele que é o devorador se altera no devorado. A“morte”  e “devoração” do outro recria o próprio; dentro desta perspectiva, o discurso ressentido das relações coloniais torna-se discurso produtivo de identidades.</em></li>
<li><em>A revista tinha penetração na Agência Brasileira que possuía uma extensa rede de jornais por todo o país e divulgava os “atos antropofágicos” para os círculos letrados das outras regiões. “A Antropofagia, nessa fase, não pretendia ensinar nada. Dava apenas lições de desrespeito aos canastrões das letras. Fazia inventário da massa falida de uma poesia bobalhona e sem significado”</em>(Bopp, 1966: 37) &#8230; <em>Na maioria absoluta das vezes o canibal será o outro, distante geográfica e culturalmente; até para aqueles que praticam a androfagia, pois eles vêem o seu próprio canibalismo como socializado, ao contrário do canibalismo do outro, ou seja, dos deuses e dos inimigos, que praticariam um canibalismo “selvagem”. Assim, o antropófago será, principalmente, o bárbaro, aquele que está distante da civilização que detém o discurso enunciador. </em>@op.cit.</li>
<li><em>Oswald de Andrade reverte essa ordem, ao se apresentar como antropófago, propondo <span style="text-decoration:underline;"><strong>a antropofagia como gesto relacional</strong></span> próprio da cultura brasileira, na qual, muitas vezes, as diversidades se apresentam como inconciliáveis e o outro, como uma distinção, uma alteridade, é interno, formado por parte da população ameríndia, afrodescendente, oriental, asiática e mesmo europeus de imigrações mais recentes do século XX.</em></li>
<li><em>Na obra de Oswald, particularmente ao cunhar o conceito de antropofagia, está evidente a <span style="text-decoration:underline;">influência da leitura de Sigmund Freud</span>. Um ponto levantado pelo psicanalista, em seu texto</em><em><strong> Totem e Tabu</strong>, <strong><span style="text-decoration:underline;">“a apropriação das qualidades do objeto”</span></strong>, é apontado por muitos críticos como marca dessa influência. Em Freud, tal apropriação refere-se à <span style="text-decoration:underline;">devoração do pai</span>, e esse foi o mote do modernista para proclamar seu <span style="text-decoration:underline;">“alto canibalismo”</span>, <strong>um canibalismo produtivo</strong>, já que a morte do pai leva à distribuição das mulheres entre os filhos e, portanto, a sua reprodução, contra um<span style="text-decoration:underline;"> “baixo canibalismo”, restrito ao âmbito da destruição</span>.</em></li>
<li><em>o conceito de antropofagia foi delineado pelo escritor <strong><span style="text-decoration:underline;">em oposição ao modelo “salvacionista civilizado”</span></strong> criando um lugar discursivo e de atuação para o americano. &#8230; <strong>um modo de atuar a partir de outros paradigmas, que não aqueles colocados pela tradição grego-romana próprios da cultura européia</strong>. &#8230; destacando, por fim, a relação das elites políticas e de pensamento com a língua popular e com a própria concepção de canibalismo.</em></li>
<li><em>Para Oswald, como sintetizou Augusto de Campos: “(a) operação metafísica que se liga ao rito antropofágico é a da transformação do tabu em totem, do valor oposto, em valor favorável. A vida é devoração pura. Nesse devorar que ameaça a cada minuto a existência humana, cabe ao homem totemizar o tabu”</em> @Campos, Augusto de. 1978. <strong><em>Poesia antipoesia antropofagia</em></strong>. São Paulo: Cortez e Moraes.</li>
<li><em>Com a apologia da devoração da diferença, Oswald ultrapassa <strong>a concepção freudiana que limitava o canibalismo à devoração de objetos com qualidades desejáveis.</strong> &#8230; Na Revista de Antropofagia, a <span style="text-decoration:underline;">devoração do “inimigo”</span> ou do contrário aparece em um texto intitulado </em><em><strong>“O homem que comi aos bocadinhos”</strong>, assinado por João do Presente (seria Oswald?). A cada frase do “homem”, do tipo, </em><em><strong>“Viver por outrem viver às claras”</strong>, que desagradava seu interlocutor suscitava como resposta uma mordida, até que ele termina todo devorado, tal como os peixes, pois morreu “pela boca” por causa de sua fala chavão: “O coitado é positivista, e talvez por isso estava com a carne mesmo no ponto de ser comida. E eu comi.”</em></li>
<li><em>“um modo antropofágico de subjetivação se reconheceria pela presença de um grau considerável de abertura, o que implica numa certa fluidez: encarnar o mais possível a antropofagia das forças, deixando-se desterritorializar, ao invés de se anestesiar de pavor; dispor do maior jogo de cintura possível para improvisar novos mundos toda vez que isso se faz necessário, ao invés de bater o pé no mesmo lugar por medo de ficar sem chão.” @Rolnik, Suely. 1996. <strong>“Guerra dos Gêneros &#38; Guerra aos Gêneros”</strong>. En:  item 4 revista de arte nº4 novembro, Rio de Janeiro.</em></li>
<li><em>“&#8230;com a ‘Antropofagia’ de Oswald de Andrade, nos anos 20 (retomada depois, em termos de cosmovisão filosófico-existencial, nos anos 50, na tese A Crise da Filosofia Messiânica), tivemos um sentido agudo da necessidade de pensar o nacional em relacionamento dialético com o universal.(&#8230;) Ela não envolve uma submissão (uma catequese), mas uma transculturação: melhor ainda uma ‘transvaloração’: uma visão crítica da história como função negativa (no sentido de Nietzche), capaz tanto de uma de apropriação como de desapropriação, desierarquização, desconstrução” @Campos, Haroldo de. 1983. </em><em><strong>“Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura brasileira”</strong>. Boletim bibliográfico &#8211; Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, v.44, jan./dez.</em></li>
<li><em>&#8230; Quando Tarsila e Oswald regressam de Paris, em 1926, liam diariamente o rodapé do “Diário da Noite” de São Paulo que publicava em capítulos, a adaptação de Lobato das aventuras de “Hans Staden entre os Selvagens do Brasil”, obra que colocava a antropofagia em cena; &#8230;</em></li>
<li><em>Em 1922, aconteceu um “escândalo” que tomamos como exemplar para entender a relação da sociedade institucional brasileira, formada por uma elite que se quer branca, e a cultura popular desenvolvida pela população negra. A polêmica tinha começado alguns anos antes, como descreveu o jornal Gazeta de Notícias, que também nos fornece um retrato da sociedade carioca do começo dos anos 20: &#8230; Em uma sociedade que se apresentava como européia em diversas facetas a presença da população negra visibilizada por sua expressão artística, instalava um incômodo, que segundo reivindicação de parte da sociedade da época, deveria ser combatido através das intituições, como os jornais e o aparelho de estado. “Os Oito Batutas” , formado por Pinxinguinha, China, Donga e Nelson Alves, entre outros embarcou, em janeiro de 1922, para Paris causando mal-estar entre brasileiros, alguns chegaram a “taxar a viagem como desmoralizadora”  e pediram “providências do Ministério das Relações Exteriores” (Silva, 1979:68)  uma vez que não podiam aceitar a cultura popular e negra representando o Brasil na Europa. Estes conflitos cotidianamente ocupavam as páginas dos periódicos, nos quais emergia indiretamente a discussão de qual o lugar que a população negra deveria ocupar na sociedade brasileira.</em></li>
<li><em>A antropofagia oswaldiana não seria uma atitude passiva do colonizado, mas uma atitude ao mesmo tempo de receptividade e de escolha crítica. “Só a antropofagia nos salva por assumir alegremente a escolha da transformação do velho, do alheio em próprio, em original. Por reconhecer que a originalidade nunca é mais do que uma questão de arranjo novo” (Perrone-Moisés, 1990:98-99).</em></li>
<li><em>&#8230; louvar a 24ª Bienal de São Paulo de 1998, cujo tema foi a antropofagia &#8230;</em></li>
<li><em>Não há um lugar estável dentro do <strong>discurso da modernidade para a expressão do outro</strong>; mesmo que nos últimos anos, vozes e mais vozes tenham se erguido contra o monopólio discursivo dos lugares tidos como centrais. Dentro desse cenário, ficamos outra vez com  Oswald de Andrade, para quem “(a) Antropofagia fazia lembrar que a vida é devoração opondo-se a todas as ilusões salvacionistas”.</em></li>
<li>[A Antropofagia é sempre]<em> Tomada como vanguarda, permanece vanguarda, instiga o pensamento, a criação, o debate contemporâneos</em>.</li>
</ul>
<p>buscar tbm:</p>
<ol>
<li>Almeida, Maria Cândida 1999. <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=619928&#38;sid=2018786161171411395630174&#38;k5=27D604A&#38;uid=" target="_blank"><strong><em>Tornar-se outro: o topos canibal na literatura brasileira</em></strong></a>. <a href="http://www.sebosonline.com/produto_detalhes.aspx?ProdutoID=5316316" target="_blank">(tese de doutoramento) Belo Horizonte: Fale/UFM</a>G. <a href="http://www.annablume.com.br/comercio/product_info.php?manufacturers_id=14&#38;products_id=313&#38;PHPSESSID=" target="_blank">ou aqui</a> <a href="http://www.estantevirtual.com.br/livro/9092172/Maria_Candida_Ferreira_de_Almeida_Tornar_se_Outro.html" target="_blank">sebo</a></li>
<li>e Guimarães Rosa [1908-1967]</li>
</ol>
<p><span style="text-decoration:underline;"><em>links <strong>quick research</strong></em>:</span></p>
<p>obs2: ética da confiança na rede: confia-se que o enunciador do discurso apreendido &#8212; <em><strong>blog</strong></em> &#8212; publicou [digitalizou sua escrita] na data referente ao <em>post</em> [publicação relacionada à pesquisa]. A partir desta primeira ética &#8212; em rede &#8211;, valida-se a enunciação d&#8217;outrem: citação/ pertencente a<em> @ #link</em></p>
<p>http://www.angelfire.com/mn/macunaima/</p>
<p>http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/1_fase/mario_andrade.html</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Ovo da Serpente 2.0: ANTROPOFOBIA?]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/10/o-ovo-da-serpente-2-0-antropofobia/</link>
<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 05:06:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
<guid>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/10/o-ovo-da-serpente-2-0-antropofobia/</guid>
<description><![CDATA[“Look at the screen and you&#8217;ll see some interesting pictures. They were taken during our exper]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://surveillanceme.wordpress.com/2009/07/10/edipo-nao-se-cegou-por-culpa-mas-por-excesso-de-informacao/" target="_self">“Look at the screen and you&#8217;ll see some interesting pictures. They were taken during our experiment on here at St. Anna Clinic. This is the resistence experiment:</a></p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; Our technic is not be quite perfected. You would like to see more, wouldn&#8217;t you? &#8230; This is one of our most recently interesting experiments:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; I&#8217;m not a monster, Abel.</p>
<p style="text-align:justify;">What you have seen are the first fortunes steps of a necessarily and logical development.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; The law will confiscate our results and then they will filed them.</p>
<p style="text-align:justify;">In a few years science will ask for the documents and they will continue our experiments on a gigantic scale.</p>
<p style="text-align:justify;">We are a head of an army [vanguard], baby. &#8230; It&#8217;s on the logical.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; Look at that picture! [07'07'' @ video fwd below]</p>
<p style="text-align:justify;">Look at all of those people&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">They are incapable of a revolution.</p>
<p style="text-align:justify;">They are fare [or fatigued] to be humiliated, to afraid, to downtrodden.</p>
<p style="text-align:justify;">But&#8230; in ten years&#8230; but then, the ten years old will be twenty; the 15 years old will be 25.</p>
<p style="text-align:justify;">To the hatred which they&#8217;d inherited from their parents, they will ad their own idealism and impatience.</p>
<p style="text-align:justify;">Someone will step forward and put the unspoken feelings into words.</p>
<p style="text-align:justify;">Someone will promise a future.</p>
<p style="text-align:justify;">Someone will make their demands.</p>
<p style="text-align:justify;">Someone will talk of greatness and sacrifice.</p>
<p style="text-align:justify;">The young and the unexperienced will regard their courage and their faith to the tired and the uncertain ones.</p>
<p style="text-align:justify;">And then there will be a revolution</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; In ten years, no more&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Those people will create a new society</strong></span>,</p>
<p style="text-align:justify;">an unequally in our World History.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; Despite of the fact that anyone who makes the lowest effort can see what is waiting in the future.</p>
<p style="text-align:justify;">It&#8217;s like the serpent&#8217;s egg: through the thin membrane you can clearly discern&#8230;”</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">[free transcription from the movie. tags: screenplay script Serpent's Egg Bergman]</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/3VwaCc_bbT8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/3VwaCc_bbT8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;"><!--YouTube Error: bad URL entered--></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://surveillanceme.wordpress.com/2008/06/" target="_self">related to</a>:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>redes &#124; pactos:</strong></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Uma anestesia que tende a se confundir com o próprio espaço de convivência pública a reboque do crescimento das redes sociais, como o MySpace e Facebook. Nessas redes, prevalece <strong>um regime de alianças</strong> entre amigos tão sólido, que suprime a possibilidade de conflito. Espaços de relacionamento protegidos, espécie de jardins murados de redes dentro das redes, levam-nos a perguntar: <em>“Mas quem são seus inimigos? O que significam os amigos para a constituição do colaborativo? O que acontece à lógica criativa da tensão, que lhe é constitutiva, quando tudo o que se tem é uma afirmação sem fim?”</em> (Rossiter, 2007).</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>TAGs:</strong></span></p>
<blockquote><p>&#8230; recursos de personalização do conteúdo que a web 2.0 oferece por meio do bem sucedido <strong>sistema de tags.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">É bom lembrar aqui que esse “2.0” não remete à emergência de um novo protocolo de internet, mas a <strong>novos padrões de organização dos dados e de arquitetura de linkagem</strong>, que modifica a internet por viabilizar outros usos. Ao invés de ser apenas um gigantesco arquivo de páginas, ou seja de conteúdo disponível para consumo, ela<strong> passa a funcionar como plataforma para desenvolvimento de aplicativos e conteúdos</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230; é inegável que a arquitetura de linkagem da web 2.0 pode indicar que a internet, enfim, sofrerá a passagem da cultura da página à cultura dos dados, ou de um ambiente baseado na taxonomia para um baseado em “companheironomias”.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo gira em torno de tags cadastradas &#8230; que são apresentadas em ordem alfabética ou hierárquica. Palavras escritas com letras menores indicam pouco acesso, as maiores são as mais populares. <strong>São as “nuvens de informação” (“clouds”), outro termo que é uma das marcas registradas da web 2.0</strong>.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Prevalece aqui o conceito de inteligência distribuída que revigora o poder das “nanoaudiências”, mas também do funil de informações que associa maior quantidade com melhor qualidade (identidade não necessariamente verdadeira&#8230;).</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><strong>academic researches:</strong></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“As formas de comunicação mediadas por computador estão se desenvolvendo em direção à personalização, c<strong>om mais controle das pessoas sobre as fontes das quais querem receber mensagens, quando e sobre o quê</strong>. Essa forma de comunicação e as interações que dela decorrem são mais adequadas às preferências e necessidades pessoais, promovendo um modo mais individualizado de interagir e uma forma de mobilização como redes fluidas de engajamento parcial. Isso pode facilmente fragmentar organizações políticas, mas pode também facilitar a construção de coalizões entre organizações políticas” </em>(Wellman, Quan-Haase, Boase &#38; Chen, 2003)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Giselle Beiguelman [publicado online em 22 de maio de 2008 &#124; último acesso em 10 de julho de 2009]</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OUTRAR-SE again]]></title>
<link>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/06/18/outrar-se-again/</link>
<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 14:18:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>surveillanceme</dc:creator>
<guid>http://surveillanceme.wordpress.com/2009/06/18/outrar-se-again/</guid>
<description><![CDATA[Foco no Outrar-se* [titulo de meu ultimo txt] Outrar-se deu-se em virtude de experiencias acerca das]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Foco no <em>Outrar-se* </em>[titulo de meu ultimo txt]</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Outrar-se</em> deu-se em virtude de experiencias acerca das discussoes promovidas em torno de antropofagia e antropoemia. Da questao da alteridade em um novo milenio&#8230; Da relacao de afetos que vem sendo &#8220;impostas&#8221; pelas redes e do &#8220;novo&#8221; ser humano que assim eh gerado e gera. Das relacoes de poder e seus acordos e contratos-sociais, uma questao de etica e morais que se vao inter-cambiando ao longo dos seculos de nós, seres humanos&#8230;..</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">my partner &#38; I used to talk about <strong><em>&#8220;outrar-se&#8221;</em></strong> [we'd created this verb in portuguese several months ago. maybe the translation would be <strong><em>"othering-yourself"</em></strong>...].</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">It&#8217;s about when you meet someone else in a kind of love in general &#8211; friendship and/or constructing a life together -, different kinds of relationship!&#8230;</p>
<p>well, this year I&#8217;d started to read Guatari &#38; Deleuze and there&#8217;s a little paragraph of these books [about "Capitalisme et Schizophrenie", 1980] that starts with <a href="http://surveillanceme.wordpress.com/2009/05/07/outrarse-amar-alguem/"><em>&#8220;</em></a><span><a href="http://surveillanceme.wordpress.com/2009/05/07/outrarse-amar-alguem/"><em>What does loving someone else mean?&#8221;</em></a> It could be a kind of little-abstract about our <em><strong>&#8220;othering yourself&#8221;</strong></em>&#8230;. </span></p></blockquote>
<p>*este texto e titulo eh dedicado aa <em>Mariana K.</em> &#62;&#62; nestes ultimos sete anos desenvolvemos conjuntamente tal conceito de experiencias-vivencias afetivas imateriais e tecnologicas:</p>
<blockquote><p>“Distribuimos habeis pseudonimos para dissimular.</p></blockquote>
<blockquote><p>Por que preservamos nossos nomes?</p>
<p>Por habito, exclusivamente por habito.</p>
<p>Para passarmos despercebidas.</p>
<p>Para tornar imperceptivel, não a nós mesmos,</p>
<p>mas o que nos faz agir, experimentar ou pensar.</p>
<p>&#8230; Nao chegar ao ponto em que nao diz mais EU,</p>
<p>mas ao ponto em que jah nao tem qualquer importancia dizer ou nao dizer EU.</p>
<p>Nao somos mais nós mesmas.</p>
<p>&#8230; Fomos ajudadas, aspiradas, multiplicadas. &#8230;</p>
<p>Desde que se atribui um livro [ou texto, ou obra] a um sujeito,</p>
<p>negligencia-se este trabalho das matérias e a exterioridade de suas correlações.<br />
&#8230;</p>
<p>Escrever nada tem a ver com significar, mas com agrimensar, cartografar, mesmo que sejam regioes ainda por vir.”</p>
<p>Guatari &#38; Deleuze @ Mil Platos: Capitalismo e Esquizofrenia, 1980.</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Antropofagia]]></title>
<link>http://im78.wordpress.com/2009/06/08/antropofagia/</link>
<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 23:43:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo Sousa</dc:creator>
<guid>http://im78.wordpress.com/2009/06/08/antropofagia/</guid>
<description><![CDATA[- Antropofagia Sob a seda do teu vestido a ganga impura, metal corrompido. No jardim do teu púbis há]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">-</p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-208" src="http://im78.wordpress.com/files/2009/06/97.jpg" alt="" width="450" height="894" /></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Antropofagia</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:center;">Sob a seda do teu vestido<br />
a ganga impura,<br />
metal corrompido.</p>
<p style="text-align:center;">No jardim do teu púbis<br />
há o caos, os deuses&#8230;<br />
de Buda a Anúbis.</p>
<p style="text-align:center;">Não me interessa o mel<br />
oferecido por esta colméia.<br />
Sei onde encontrar melhor geléia.</p>
<p style="text-align:center;">Mil vezes prefiro sorver o fel<br />
entre as fibras do teu cerebelo<br />
do que procurar salvação entre os seus pêlos.</p>
<p style="text-align:center;">-</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
