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	<title>avenida-jornalista-roberto-marinho &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "avenida-jornalista-roberto-marinho"</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 12:27:06 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA["Para quê serve uma ponte estaiada?" - O Retorno]]></title>
<link>http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/2009/03/26/para-que-serve-uma-ponte-estaiada-o-retorno/</link>
<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 22:52:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduardoneco</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu nasci, cresci, fui criado e amamentado no extremo sul da cidade de São Paulo, umas das regiões qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu nasci, cresci, fui criado e amamentado no extremo sul da cidade de São Paulo, umas das regiões que registram os maiores índices de desigualdade social no Brasil.</p>
<p>Lá, falta de tudo um monte: saneamento básico, escolas de qualidade, policiamento efetivo e isento de corrupção, lazer, além de hospitais que ofereçam equipamentos de vanguarda na medicina do séc. XIX, como gaze, agulhas e siringas (coisa de primeiro mundo, não?). Com os transportes não seria diferente: <span style="color:#ff0000;">a zona sul agoniza nos horários de pico</span>. O volume indescritível de pessoas que evadem a região faz com que o trânsito se torne caótico e então se agrupe à situação da cidade igualmente caótica. Todavia, a metrópole se torna um inferno da mobilidade nas áreas centrais; na zona sul é diferente. As pessoas sequer conseguem sair dos bairros, que, apinhados de gente, clamam por alternativas ao velho transporte coletivo (leia-se &#8220;<strong>busão</strong>&#8220;).</p>
<p>E a tal da alternativa profetizada por gerações de políticos falastrões abençoou a fadigada zona sul de São Paulo com uma linha de metro. (<strong>Amém, irmãos</strong>!).<br />
Queridos, quando era eu um menino moço, andava pelas ruas do globalmente famoso <span style="color:#ff0000;">Capão Redondo </span>(vide índice de mortalidade por armas de fogo no site da <span style="color:#0000ff;">ONU</span>) ouvia toda a sorte de comentários sobre o tal do <span style="color:#008000;">metro</span>. Que acabaria com o trânsito na região, bem como mudaria sua dinâmica econômica, além de curar todos os males da socidade (<span style="color:#ff0000;">HA-HA-HA</span>, segundo promessas de campanha).</p>
<p>Pois bem, a linha 5 do metro, batizada de<span style="color:#ff00ff;"><strong> Lilás</strong> </span>(ui, que luxo, gentche) emergiu sobre a Avenida Carlos Caldeira Filho conectando (finalmente) o bairro de Santo Amaro ao Capão. Muito bom, muito bonito, eu até fui à inauguração da tal da linha que teria humildes cinco estações que proporcionariam um prazeroso passeio de pouco mais de sete minutos (pra você ver o <strong>TAMANHO </strong>da linha). Porém, lembro  eu(testemunha <em>ocular do fato</em>) que na festa de ganho de votos, quer dizer, de inauguração, um risonho e bem-intencionado político bradou à plenos pulmões: &#8220;Esse é só o começo da expansão do metro. Quando tivermos mais dinheiro, o metro Capão Redondo se expandirá até o centro de São Paulo &#8220;. &#8220;<span style="color:#0000ff;">Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee</span>&#8220;, gritou o povão (<span style="color:#ff0000;">inclusive eu</span>).</p>
<p>Sete anos depois, o metrozão (como meu avô gostava de chamar) tá lá firme e forte, mano! Assim como o caos na região &#8211; quero ver o povo gritar &#8220;<span style="color:#0000ff;">eeeeeeeeeee</span>&#8221; agora!? Por quê? Pois o danado do metro corre <span style="color:#ff0000;">míseros seis quilômetros</span>. Ou seja, se você trabalha no centrão de São Paulo (como eu) falta percorrer, pelo menos, <span style="color:#ff0000;">uns 15 quilômetros</span>. Em poucas palavras: os moderníssimos trens ligam nada à nada.</p>
<p>Sim, há planos de expansão lá pros lados da Chácara Klabin, mas antes disso houve a construção de uma tal de uma ponte, <strong>NA ZONA SUL</strong>, que custou nada mais, nada menos que <span style="color:#ff0000;">R$ 250 milhões</span> (<span style="color:#ff0000;"><strong>R$ 100 milhões acima do orçamento inicial</strong></span>) e faz parte de um projeto que vai gastar pra lá de <span style="color:#ff0000;">R$ 1,5 BILHÃO</span>. Tô falando da &#8220;<span style="color:#800000;">besteira estaiada</span>&#8221; que tem não sei quantos metros de altura, pesa não sei quanto e é a ponte mais não-sei-o-que-lá da América Latina. Definitivamente, é a &#8220;coisa&#8221; mais bonita que eu já vi em termos de arquitetura, mas, na prática, funciona tão bem quanto as cotas raciais (vide piada pronta no site do governo federal &#8211; HA-HA-HA).</p>
<div id="attachment_112" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-112" title="Eduardo Neco " src="http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/files/2009/03/s5300243.jpg" alt="s5300243" width="450" height="600" /><p class="wp-caption-text">Eduardo Neco </p></div>
<p>Queridos, sabendo do drama do transporte que é uma das sinas da Zona Sul de São Paulo, como posso eu (<span style="color:#0000ff;">estudante de jornalismo que sou</span>) olhar para a ponte <span style="color:#ff0000;">Octávio Frias de Oliveira </span>e dizer: &#8220;Mas que coisa mais linda, mano!&#8221;</p>
<p>Justamente a incoerência de construir uma ponte dessa magnitude em uma região que carece de expansão metroviária me motivou a produzir uma matéria. Sem contar, ainda, com o absurdo de priorizar a circulação de automóveis &#8211; a ponte não &#8220;aceita&#8221; caminhões e ônibus &#8211; em vez de dar subsídios para o transporte coletivo (mas esse é outro papo).</p>
<div id="attachment_113" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-113" title="s5300230" src="http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/files/2009/03/s5300230.jpg" alt="s5300230" width="450" height="600" /><p class="wp-caption-text">Eduardo Neco </p></div>
<p><em><strong>Avenida Marginal do Rio Pinheiros às 7h30 da manhã de uma sexta-feira do mês de outubro de 2008.</strong></em></p>
<p>E lá fui eu estudar a tal da ponte&#8230;Li o Prospecto (relatório da obra) da <span style="color:#ff0000;">Operação Urbana Consorciada Água Espraiada</span>, de duzentas e poucas páginas, que relatava os gastos com cada parte do complexo de obras que visa desafogar o trânsito da região da Avenida Jornalista Roberto Marinho, interligando-a à Rodovia dos Imigrantes &#8211; dentro do projeto está a ponte estaiada.</p>
<p>Fucei por meses e meses o site da<span style="color:#ffff00;"><strong> <span style="color:#800000;">CET</span></strong><span style="color:#800000;"> </span></span>(troquei vários e-mails e telefonemas com o órgão também) atrás de números que apontassem se houve ou não melhora no trânsito da região, conversei com corretores de imóveis para saber se de fato a ponte acabou por valorizar os imóveis; infernizei a prefeitura de São Paulo atrás de dados sobre  geração de empregos nos arredores e, por fim, fui à ponte (<span style="color:#ff0000;">como falar da danada sem caminhar por ela?).</span></p>
<p>Desci no ponto de ônibus próximo ao<span style="color:#0000ff;"> Real Parque</span>, um mano me pediu um cigarro, eu disse que não tinha, ele me pediu dez reais, aí eu vi que era a hora de sair correndo, e corri.  Atravessei a marginal do Pinheiros no puro susto,  pulei num pé só o guard-rail e entrei na tal da ponte (com o coração na mão, é claro!).</p>
<p>Cheguei ao pé da ponte, olhei pros lados e comecei a andar sobre ela com a impressão de estar fazendo alguma coisa de errado&#8230;e conforme caminhava pude perceber a magnitude da obra. De fato, é imensa! Faltando uns trinta, quarenta metros para o meio da estaiada, ouvi uma sirene  e logo em seguida: &#8220;Onde o senhor pensa que vai?&#8221;, perguntou o guarda municipal de dentro da viatura. &#8220;Tô indo para a Roberto Marinho&#8221;, respondi. &#8220;Ô, garoto, cê num pode andar aqui não!&#8221;, alertou o policial. &#8220;Num posso?!&#8221;. &#8220;De jeito nenhum&#8221;, ironizou o homem de farda. &#8220;Mas como eu faço?&#8221;. &#8220;Volta pro lado que você estava&#8221;. &#8220;Mas eu já andei quase a metade&#8230;&#8221;. &#8220;Então entra aí na viatura que eu te levo até o outro lado&#8221;. Entrei e fui levado até a Jornalista Roberto Marinho. Droga, não consegui cruzar a tal da ponte.</p>
<p>Uma semana depois, voltei, só que dessa vez pelo lado da Roberto Marinho e tentei fazer o caminho contrário, sentido Real Parque. Andei cem metros e foi a mesma coisa de antes. Só que um<span style="color:#ff0000;"> <strong>Policial</strong> </span><strong>Militar</strong> me abordou e tive que refazer meu caminho de volta.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">Mas por que cruzar a ponte?</span> </strong>Tara? Transtorno Obsessivo Compulsivo? Apetite por subversão? De jeito nenhum, queridões. Dias antes, investigava se a obra da ponte estava em desacordo com uma lei municipal que obriga toda via pública a ter uma ciclovia e uma área reservada aos pedestres. Eu sabia que a ponte não tinha nada disso, mas como provar? Só indo até o local.</p>
<p>Descobri que a lei era posterior  a aprovação do projeto, mas a prefeitura me garantiu que pedestres estavam liberados. Meu gancho sobre a provável infração caiu. Mas constatei que pedestres também não são bem-vindos.</p>
<p>No fim das contas, minha tentativa de caminhada não teve muito efeito prático. Mas valeu pela apuração, pela vontade de ir lá e ver com os próprios olhos, sentir a matéria, perceber o cheiro do lugar e assim ter embasamento para responder à prováveis perguntas sobre a Octávio Frias. Pois, como dizem os grandes repórteres desse País, <span style="color:#ff0000;">&#8220;Lugar de Jornalista é na RUA!&#8221;</span>, ou na ponte (HA-HA-HA).</p>
<p>Mais um grande abraços aos meus queridões.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ponte Estaiada: o novo cartão-postal da cidade]]></title>
<link>http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/05/12/ponte-estaiada-o-novo-cartao-postal-da-cidade/</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 18:06:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye18</dc:creator>
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<description><![CDATA[Instalada sobre o Rio Pinheiros, a ponte, que tem capacidade para 8 mil carros por hora, é o novo ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://arquiteturaearte.files.wordpress.com/2008/05/esta.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42" src="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/05/esta.jpg" alt="" width="460" height="306" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">Instalada sobre o Rio Pinheiros, a ponte, que tem capacidade para 8 mil carros por hora, é o novo cartão postal da cidade. A obra, que começou a ser projetada em 2003, pode ser vista de longe: a ponte tem uma torre de 138 metros, poucos metros a menos do que o edifício Itália, o maior da cidade, e está conectada a 144 cabos de aço na extensão das duas pistas de 900 metros cada uma. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">A nova ponte ligará a marginal Pinheiros à Avenida Jornalista Roberto Marinho e ganhará um toque especial à noite, com uma iluminação especial para realçar as linhas futuristas da obra. A iluminação terá como foco o mastro, em formato de X. A iluminação pode variar e, como no Empire State Building, de Nova York, pode ter as cores de uma data comemorativa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">No dia 7 de Setembro, por exemplo, será possível iluminar a torre com as cores verde e amarelo. O mecanismo de </span><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">iluminação temática já está usado em outras obras arquitetônicas no exterior. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">Independentemente do resultado estético, quem passar pelo local vai conseguir perceber a magnitude da construção, que levou dois anos para ficar pronta. Somente os cabos de aço têm 492 toneladas. O volume total de concreto na obra é de 58.700 metros cúbicos e mais de 7 mil toneladas de aço em todo projeto. A ponte Octavio Frias de Oliveira seria inaugurada em março, mas acabou atrasando por conta das chuvas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">A ponte está localizada em uma região privilegiada, junto às avenidas Luis Carlos Berrini e Jornalista Roberto Marinho e próxima aos importantes centros empresariais e a hotéis de padrão internacional. Será uma opção mais rápida para quem circula pelos bairros do Brooklin, Campo Belo e Jabaquara, todos na zona Sul de São Paulo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">- É uma ponte que terá papel fundamental na ligação da zona oeste da cidade com a zona sul, onde há circulação intensa de veículos. A ponte vai melhorar o tráfego destes veículos &#8211; disse Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, ao SPTV. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">A ponte também é um símbolo dos contrastes de São Paulo. Ao lado da obra em que foram gastos cerca de </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">R$ 230 milhões existem favelas. Inicialmente, a prefeitura tentou transferir os moradores para outras regiões, mas foi obrigada pela Justiça, depois de ser questionada pela Defensoria Pública, a urbanizar a região e manter os moradores no local. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:7.5pt 0;"><span style="font-size:11pt;color:#535353;font-family:Verdana;">A prefeitura anunciou que vai construir prédios populares para os moradores das favelas da região. Serão três conjuntos habitacionais com mais de 1.000 unidades construídas na própria Avenida Jornalista Roberto Marinho. Os beneficiados serão os moradores do Jardim Edite (528 apartamentos), bem ao lado da ponte, do Buraco Quente (240 unidades), junto à avenida Washington Luiz, e da Rua Corruíras (248 apartamentos), no início da avenida. </span></p>
<p><!--  --></p>
<p><a href="http://arquiteturaearte.files.wordpress.com/2008/05/esta2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-44" src="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/05/esta2.jpg" alt="" width="400" height="597" /></a></p>
<p>Muitos arquitetos odiaram a ponte.</p>
<p>Qual a sua opinião?</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Veja os posts anteriores:</strong></p>
<p><a title="Frank Lloyd Wright e a arquitetura orgânica" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/05/07/frank-lloyd-wright-e-a-arquitetura-organica/"><span style="color:#333333;">Frank Lloyd Wright e a arquitetura orgânica</span></a></p>
<p><a title="LE CORBUSIER" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/30/le-corbusier/"><span style="color:#333333;">LE CORBUSIER</span></a></p>
<p><a title="Mies van der Rohe - Bauhaus" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/15/mies-van-der-rohe-bauhaus/"><span style="color:#333333;">Mies van der Rohe - Bauhaus</span></a> </p>
<p><a title="Paulo Mendes da Rocha - A natureza é um trambolho" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/11/paulo-mendes-da-rocha-a-natureza-e-um-trambolho/"><span style="color:#333333;">Paulo Mendes da Rocha &#8211; A natureza é um trambolho</span></a></p>
</div>]]></content:encoded>
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