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	<title>bachelard &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/bachelard/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "bachelard"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 23:49:56 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Project three: Final work]]></title>
<link>http://gdma.wordpress.com/2009/12/07/project-three-final-work/</link>
<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 11:53:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>n0011863</dc:creator>
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<description><![CDATA[Below are the images that I have created for the third project.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Below are the images that I have created for the third project.</p>

</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Defesa de tese]]></title>
<link>http://geografiahumanista.wordpress.com/2009/11/29/defesa-de-tese/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 22:19:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>geografiahumanista</dc:creator>
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<description><![CDATA[Defesa de tese de doutorado do programa de Pós-graduação em Geografia da Unesp de Rio Claro Título: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Defesa de tese de doutorado do programa de Pós-graduação em Geografia da Unesp de Rio Claro</p>
<p><strong>Título: </strong>Na beleza do lugar, o rio das Contas indo&#8230; ao mar</p>
<p><strong>Autora: </strong>Rita Jaqueline Nogueira Chiapetti</p>
<p><strong>Orientadora:</strong> Profa. Dra. Lívia de Oliveira</p>
<p><strong>Banca examinadora: </strong>Profa. Dra Lúcia Helena Batista Gratão, Prof. Dr Werther Holzer, Profa. Dra. Lurdes Bertol Rocha, Profa. Dra. Lucy Marion Calderini Philadelpho Machado</p>
<p><strong>Data:</strong> 07 de dezembro de 2009</p>
<p><strong>Local:</strong> Auditório da pós graduação da Geografia, Unesp-Rio Claro</p>
<p><strong>Horário:</strong> 14:00 hs</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[ Reverie (fantasticando)]]></title>
<link>http://prismi.wordpress.com/2009/11/08/766/</link>
<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 07:29:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paolo Masini</dc:creator>
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<description><![CDATA[Capita. Può capitare. Che al risveglio, ridestati, si focalizzi all&#8217;improvviso che un qualcosa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Capita. Può capitare. Che al risveglio, ridestati, si focalizzi all&#8217;improvviso che un qualcosa]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A poética visual de Almandrade ]]></title>
<link>http://acasoarte.wordpress.com/2009/11/03/a-poetica-visual-de-almandrade/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 01:46:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>mariadourado</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Caixa Cultural recebe 30 obras como símbolos do percurso do artista &#8220;O objeto de arte acresc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em>A Caixa Cultural recebe 30 obras como símbolos do percurso do artista</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft size-medium wp-image-69" title="Almandrade" src="http://acasoarte.wordpress.com/files/2009/11/foto_artista11.jpg?w=130" alt="Almandrade" width="130" height="195" />&#8220;O objeto de arte acrescenta ao mundo uma provocação. Não há outro compromisso que não seja com o belo, entendendo-se o belo como uma idéia reconhecível que, ao ser depositada na matéria reprocessada pelo artista, seduz o olhar, a admiração e o pensamento</em>&#8220;, afirma Almandrade em seu texto, <em>O Fazer e o Conceito</em>.  Os exemplares do belo que induz as criações de Antônio Luiz M. Andrade entram <strong>em cartaz no Conjunto Cultural Caixa de 06 de novembro a 20 de dezembro</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Num retrospectiva das três décadas de produção artística, sob curadoria da museóloga Marijara Queiroz, 30 obras de Almandrade, em formas, cores e poética, recheados com a significação de um teórico dos sentidos (criador do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia, editou a revista Semiótica em 1974), na sexta-feira, serão alvo de percepções do público baiano.  Abaixo, confiram a entrevista de Almandrade para o acasoARTE.</p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em><em>Entrevista</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>acasoARTE ♣ “A arte de Almandrade” propõe a reunião de seu fazer artístico. Nesse processo, enxergando mais de três décadas de produção de sentido artístico, qual a sensação sentida?</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Almandrade</em> • Que a arte é um trabalho acumulado ao longo do tempo. Nesta exposição destacam-se as obras mais recentes, principalmente as pinturas, também em função do espaço disponível. Na condição de espectador do meu próprio trabalho, observo o olhar do curador que me transmite a sensação de uma nova leitura. Os trabalhos de outras fases comparadas com os da atualidade ganham outros significados.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>acasoARTE ♣  Diante da vasta produção, quais os critérios para a escolha das 30 obras pela curadora Marijara Queiroz?</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Almandrade</em> •  O critério utilizado pela curadora foi para mostrar uma memória de um fazer artístico e os diferentes suportes, através de um recorte que resgata trabalhos de outras fases que estão relacionados com o que eu venho produzindo na atualidade que aponta para uma opção estética.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>acasoARTE ♣  Seus trabalhos, em formas, matérias primas e cores sugerem a estética em suposições de síntese. Qual o princípio particular procura obedecer, ao longo da carreira como poeta, artista e arquiteto, que o credita coerência artística? </strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Almandrade</em> • A coerência artística é um método de trabalhar. O rigor e a limpeza gráfica sempre foram para mim uma obsessão. Trabalho <img class="alignright size-full wp-image-71" title="escultura" src="http://acasoarte.wordpress.com/files/2009/11/escultura311.jpg" alt="escultura" width="177" height="147" />com poucos elementos, o mínimo de gestos, poucas palavras (poesia). Comecei no início da década de 70 entre a arte conceitual e a arte construtiva, não sei se devo falar em evolução, talvez transformação. Tenho utilizado vários suportes: pintura, escultura, desenho, instalação e a palavra, no caso da poesia, sem misturar uma coisa com a outra, seguido um método de trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>acasoARTE ♣  Através de suas obras, você procura incitar, no público, a reflexão sobre a natureza da arte. Neste anseio, quais impressões estéticas da arte do agora que mais te ofuscam a vista?</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Almandrade</em> • Nos anos 70 falava-se de “arte contemporânea”, hoje um termo sucateado. O que sempre me preocupou foi a arte como lugar de reflexão específica. O entretenimento e a facilidade na arte atual ofuscam o olhar. O trabalho de arte é um processo, é resultado de uma vida de trabalho, como diz Bachelard: &#8220;O verdadeiro destino de um grande artista é um destino do trabalho&#8221;. E assim a vida e a obra se desenvolvem com a experiência do tempo.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:justify;"><em><strong>→</strong> CAIXA Cultural Salvador: Rua Carlos Gomes, 57 &#8211; Centro/ Tel 3421-4200</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre Sociologica Humanitatis]]></title>
<link>http://sociologicahumanitatis.wordpress.com/2009/10/11/sobre-sociologica-humanitatis/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 20:56:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>sociologos en el espacio</dc:creator>
<guid>http://sociologicahumanitatis.wordpress.com/2009/10/11/sobre-sociologica-humanitatis/</guid>
<description><![CDATA[Este blog quiere dar cuenta de todo lo que hay dando vueltas sobre sociología en la red. Esa es su f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#800080;">Este blog quiere dar cuenta de todo lo que hay dando vueltas sobre sociología en la red. Esa es su función y con ese fin fue creado. Hay una innumerable cantidad de temas, blogs, autores, libros, cursos, noticias, reportajes, video, entrevista que dan cuenta del quehacer de la disciplina en la actualidad.  Son tantos los temas, autores, items, etc. que posee este blog, que resulta imposible enumerar a todos. Para ayudarte hemos ideado las etiquetas que podes ver al inicio del blog, que te cuenta que material vas a encontrar allí (videos, hemeroteca, cursos, novedades, etc). También hay una etiqueta llama &#8220;indice&#8221; en la que podes encontrar  con facilidad todo lo que está en la solapa izquierda de la pantalla (asociaciones profesionales, congresos, sociologias temáticas, etc) </span></h3>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#800080;">Esperamos que todo lo que encuentres te guste, te resulte interesante o te sea de utilidad. Te pedimos por favor que si tenes problemas con algo del material que aquí se muestra, nos lo hagas saber. También pensamos que la información que contiene este blog está bastante bien organizada como para dar con ella con facilidad. Si buscas algo y no lo encontras, te pedimos también que nos lo hagas saber. En una de las solapas superior del blog podes encontrar nuestros mails.</span></h3>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#800080;">Que disfrutes tu paseo por aquí. Gracias por la visita!!</span></h3>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Corners]]></title>
<link>http://gdma.wordpress.com/2009/09/22/corners-2/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 21:38:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>n0011863</dc:creator>
<guid>http://gdma.wordpress.com/2009/09/22/corners-2/</guid>
<description><![CDATA[I have been working on recording what I have learn&#8217;t from my researching Bachelards work.  I h]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>I have been working on recording what I have learn&#8217;t from my researching Bachelards work.  I have read and made notes on many of the pages of my copy I have managed to explain what I know in only one and half thousand words.  Although this is one and a half thousand words just on Corners and the surrounding topics and how Bachelards work applies to the exterior world and my work.  I have been concerned that I have (currently) omitted the other chapters on Shells, Nests etc.  I think that if I do write a paper as the last part of my MA it will include examinations of these chapters as whilst in parts they are incredibly technical and require a good dose of imagination to conceive in your mind &#8211; nevermind understand on first reading, they are interesting and valuable to the architural world and as such are relevant to the visualisation of architectural spaces both internal and external.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dans l'avalanche]]></title>
<link>http://culturespub.wordpress.com/2009/09/08/avalanche/</link>
<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 09:36:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Syracuse Cat</dc:creator>
<guid>http://culturespub.wordpress.com/2009/09/08/avalanche/</guid>
<description><![CDATA[Après une présentation nécessairement succincte de l’œuvre de Leonard Cohen et de mes chansons préfé]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-829" title="Leonard Cohen" src="http://culturespub.wordpress.com/files/2009/09/cohen7.jpg?w=135" alt="Leonard Cohen" width="135" height="150" />Après une <a href="http://culturespub.wordpress.com/2009/08/16/to-the-end-of-love/">présentation</a> nécessairement succincte de l’œuvre de Leonard Cohen et de mes chansons préférées, certaines laissées pour compte se sont rappelées à moi et il a bien fallu corriger certaines injustices flagrantes : « Avalanche » méritait mieux qu’une simple évocation car c’est sans doute la chanson qui évoque les thèmes qui me sont les plus familiers, celle qui fait le plus écho à ma propre vision du monde.<!--more--></p>
<p>Encore une chanson obscure, donc ouverte à la liberté de l’interprétation : tout ce que je dirai ici est nécessairement fondé sur la façon, sans doute très personnelle, dont je perçois cette chanson à ce moment précis de ma propre histoire.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/bGCRaf-pQ0I&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/bGCRaf-pQ0I&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Musicalement, j’adore : l’égrènement rapide et sec des notes de guitare accompagné de la montée en puissance des cordes reflètent le masque du détachement posé sur une détresse véritable, la clarté froide de la lucidité affirmée comme seule ancre possible quand on est pris dans l’avalanche. La voix du chanteur est rauque, brisée par la conquête de la douleur, par les harangues, par la solitude. Elle écorche un peu l’oreille pour mieux captiver l’esprit et entraîner l’âme au cœur du déferlement qu&#8217;elle décrit.</p>
<p>Le texte est incompréhensible, au premier abord : il faut se laisser inspirer, emporter par la fulgurance des images, les laisser s’entrechoquer avec celles contenues dans notre mémoire pour créer une évocation de sens. (J’ai fini l’introduction de <em>La poétique de l’espace</em>, et la phénoménologie de l’image poétique, ça peut servir. La preuve.)</p>
<blockquote><p>« Well I stepped into an avalanche,  it covered up my soul;  when I am not this hunchback that you see,  I sleep beneath the golden hill.  You who wish to conquer pain,  you must learn, learn to serve me well.</p>
<p>You strike my side by accident  as you go down for your gold.  The cripple here that you clothe and feed  is neither starved nor cold;  he does not ask for your company,  not at the centre, the centre of the world.</p>
<p>When I am on a pedestal,  you did not raise me there.  Your laws do not compel me  to kneel grotesque and bare.  I myself am the pedestal  for this ugly hump at which you stare.</p>
<p>You who wish to conquer pain,  you must learn what makes me kind;  the crumbs of love that you offer me,  they’re the crumbs I’ve left behind.  Your pain is no credential here,  it’s just the shadow, shadow of my wound.</p>
<p>I have begun to long for you,  I who have no greed;  I have begun to ask for you,  I who have no need.  You say you’ve gone away from me,  but I can feel you when you breathe.</p>
<p>Do not dress in those rags for me,  I know you are not poor;  you don’t love me quite so fiercely now  when you know that you are not sure.  It is your turn, beloved,  it is your flesh that I wear. »</p></blockquote>
<p>Pour moi, c’est finalement un chant très nietzschéen. Je n’ai pas vraiment lu Nietzsche, à vrai dire, mais il y a longtemps, j’avais quand même commencé <em>Ainsi parlait Zarathoustra</em>, et la chanson fait écho à ce que j’en ai retenu. Je l’imagine un peu comme un conte, ou plutôt une parabole. Un personnage masculin, un solitaire, peut-être rejeté par la foule, peut-être parti de lui-même, descend de sa Montagne d’Or pour faire part au monde de son savoir : la nature de ce savoir n’est pas donnée dans la chanson, mais il est bien question d’avoir conquis la douleur, la douleur de savoir que Dieu est mort, que la femme est infidèle, que l’homme est nécessairement seul… Mais dans sa solitude, le sage a ouvert les yeux, et si son savoir, sa lucidité sur la médiocrité de la condition humaine l’isole encore plus de la foule aveugle et avide, il est fondamentalement libre, parce qu’il <em>sait</em>. Il fait de ses épreuves une force, de sa douleur une armure d’orgueil. La foule le méprise, le traite de fou, le voit comme un monstre : c’est peut-être sans grande conviction et même avec dédain qu’il leur transmet son message. Libre, détaché des besoins matériels, il n’a <em>besoin</em> de personne, et il se place de lui-même au-dessus des lois, et surtout des conventions. C’est un prophète amer, désabusé, mais animé par la violence de la certitude. Il finit par recruter quelques disciples et tente en vain de leur transmettre son savoir, mais, dans son orgueil, il reste convaincu que son expérience de la douleur est la seule valable. Puis il rencontre une femme, qu’il méprise, naturellement, parce que la femme-chat aux pattes de velours enchaîne l’homme-aigle à la terre et l’empêche de s’élever dans les airs (ça, je l’ai retenu de Bachelard, « Nietzsche et le psychisme ascensionnel », dans <em>L&#8217;air et les songes</em> – là encore, ce sont surtout des impressions) : comme le philosophe, le chanteur est ici profondément misogyne – ils ont sans doute de bonnes raisons. Mais cette femme aime le prophète/philosophe/poète, et l’admire. Son message la touche ; et puis la femme est loin d’être bête et l’homme finit par s’attacher à elle. Plus la chanson avance, plus c’est obscur, et plus j’extrapole : ce que je comprends, non, ce que j’imagine, c’est que cette affection qu’il éprouve, ce besoin qu’il ressent le diminuent à ses propres yeux. Puisqu’il n’est plus solitaire, il n’est plus libre… Par ailleurs, je ne suis pas misogyne, moi, et je pense que la femme est bien capable de « conquérir la douleur », d’entrer dans l’avalanche. Le dernier paragraphe est donc à la fois un moment de colère, une tentative de rejet, et un mouvement de transmission : je t’aime, donc je ne suis plus seul ; je t’aime, donc tu dois t’en aller. Mais si je te chasse, cette nouvelle douleur, cette solitude fait de toi le nouveau prophète…</p>
<p>Bien sûr le personnage ainsi décrit est entièrement fictif, imaginé même : je ne cherche pas à savoir si Leonard Cohen a vraiment tenu à endosser ce rôle de prophète, je ne fais que projeter cette figure sur son poème. Et si je trouve que cet amalgame a une certaine cohérence, je n&#8217;essaie pas non plus d&#8217;imposer mon interprétation, et encore moins de me poser en apôtre de la solitude, de la lucidité, et de l&#8217;amertume&#8230; Mais la fonction de la poésie n’est-elle pas d’exacerber nos aspirations pour nous permettre de les vivre un peu ? Par ailleurs, s’il est impossible de gravir la Montagne d’Or, l’avalanche, elle, est selon moi bien réelle.</p>
<p>L’avalanche, c’est le déferlement de la découverte, quelle qu’elle soit, mais pour moi il s&#8217;agit de prendre soudain conscience que les doutes, les questionnements et la douleur ne sont pas qu’une épreuve à traverser pour accéder à un état de vie meilleure, sur terre ou dans un au-delà, mais qu’ils sont tout ce que nous avons, qu’ils font la chance d’être humain ; qu’il n’y a plus de beauté, plus de joie possibles si on n’accepte pas de se laisser ensevelir par cette vérité. Personnellement, je parlerais plutôt d’entrer dans l’abîme pour y trouver Babylone, mais je crois que c’est à chacun de trouver le nom qui lui convient pour cette révélation. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Pullman">Philip Pullman</a> appelle cela la matière sombre, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/His_Dark_Materials">His Dark Material</a></em>, terme qu’il emprunte d’ailleurs à <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Milton">John Milton</a> dans le <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paradise_Lost">Paradis Perdu</a></em> : la matière sombre, c’est ce dont est fait l’enfer, ce sont les Anges déchus eux-mêmes, le péché originel. C’est le moment précis où le fruit défendu est entamé et où l’homme devient soudain mortel, mais aussi libre de juger et de faire ses propres choix. L’instant où tout bascule, où le voile se déchire, où l’Eden est perdu à jamais, mais où les yeux de l’homme s’ouvrent en grand sur l’infini des possibilités qui s’offrent désormais à lui. C’est le moment où l’homme devient <em>sapiens sapiens</em>, il y a 35 000 ans (ou 50 000 ?) ; c’est aussi le moment où l’enfant entre dans l’adolescence. C’est la plus belle chose qui nous soit jamais arrivée.</p>
<p>Toutes ces réflexions sont le fruit d&#8217;un travail sur moi-même, un processus qui a commencé il y a&#8230; oh non ! Il y a dix ans, déjà ! et qui dure encore. J&#8217;ignore si ça peut avoir un intérêt quelconque pour autrui, et j&#8217;espère ne pas vous avoir ennuyé.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[La flamme (Bachelard)]]></title>
<link>http://arbrealettres.wordpress.com/2009/08/08/la-flamme-bachelard/</link>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 08:09:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>arbrealettres</dc:creator>
<guid>http://arbrealettres.wordpress.com/2009/08/08/la-flamme-bachelard/</guid>
<description><![CDATA[La flamme est un sablier qui coule vers le haut. (Bachelard)]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;font-weight:bold;font-size:17px;font-family:Comic sans-serif;color:blue;"><img class="aligncenter size-full wp-image-40" title="user99453_pic11529_1215968191" src="http://arbrealettres.wordpress.com/files/2009/08/user99453_pic11529_1215968191.jpg" alt="user99453_pic11529_1215968191" width="400" height="600" /><br />
<em><br />
La flamme est un sablier<br />
qui coule vers le haut.<br />
</em></p>
<p style="text-align:center;font-weight:bold;font-size:17px;font-family:Comic sans-serif;color:blue;"><em><br />
(Bachelard)</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Morning Wisdom]]></title>
<link>http://lotusbrooklyn.wordpress.com/2009/07/15/morning-wisdom-11/</link>
<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 13:52:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carrie M</dc:creator>
<guid>http://lotusbrooklyn.wordpress.com/2009/07/15/morning-wisdom-11/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;The repose of sleep refreshes only the body.  It rarely sets the soul at rest.  The repose of]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-641" title="PurpleLotus_large" src="http://lotusbrooklyn.wordpress.com/files/2009/07/purplelotus_large.jpg?w=150" alt="PurpleLotus_large" width="150" height="117" />&#8220;The repose of sleep refreshes only the body.  It rarely sets the soul at rest.  The repose of the night does not belong to us.  It is not the possession of our being.  Sleep opens within us an inn for phantoms.  In the morning we must sweep out the shadows.&#8221;</p>
<p style="text-align:right;">—Gaston Bachelard, French philosopher</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Image and Bachelard]]></title>
<link>http://thewoolfandmaus.wordpress.com/2009/07/10/the-image-and-bachelard/</link>
<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 05:20:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>cto485</dc:creator>
<guid>http://thewoolfandmaus.wordpress.com/2009/07/10/the-image-and-bachelard/</guid>
<description><![CDATA[Cherry Blossoms I have been reading a lot lately in preparation for an application to a research deg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class=" " title="Cherry Blossoms" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3a/2007_Sakura_of_Fukushima-e_007_rotated.jpg" alt="Cherry Blossoms" width="200" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cherry Blossoms</p></div>
<p>I have been reading a lot lately in preparation for an application to a research degree here in Sydney, Australia. That application has been lodged now, thankfully, but I’ve continued reading, mostly for my own interest, and partly because I know that if I get accepted I’m going to have to back up my proposal ‘talk’ with a serious and studious amount of ‘walk’. As part of this reading I’ve picked up a copy of Gaston Bachelard’s <em>‘On Poetic Imagination and Reverie’</em>, which is available from <a href="http://www.amazon.com/Poetic-Imagination-Reverie-Selections-Bachelard/dp/088214331X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#38;s=books&#38;qid=1247203268&#38;sr=8-1">Amazon.com</a>. I’m still working my way through Collete Gaudin’s well thought out and interesting introduction to the work, and already it has me questioning some of the basic assumptions of our language.</p>
<p> The one I want to write about at the moment is the idea and concepts surrounding the word ‘image’, as understood by our culture, and as understood by Bachelard. This will by no means be a definitive examination, but my first gentle foray into playing with this area of thinking, so take from it what you will.</p>
<p> The first thing I think we should look at is: what do we mean when we use the word ‘image’? In English speaking cultures the word image has come to predominately mean a visual representation. This is not to say that the meaning of the word has degraded from a broader concept in recent, more technological times. Quite the contrary. A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image">definition</a> given in 1707 gives the meaning as ‘an artificial resemblance, either in painting or sculpture. However, the word, etymologically, runs:</p>
<blockquote><p> c.1225, &#8220;artificial representation that looks like a person or thing,&#8221; from O.Fr. image, earlier imagene (11c.), from L. imaginem (nom. imago) &#8220;copy, statue, picture, idea, appearance,&#8221; from stem of imitari &#8220;to copy, imitate&#8221; (see <a href="http://www.etymonline.com/index.php?term=imitate"><em>imitate</em></a>). Meaning &#8220;reflection in a mirror&#8221; is c.1315. The mental sense was in L., and appears in Eng. c.1374. Sense of &#8220;public impression&#8221; is attested in isolated cases from 1908 but not in common use until its rise in the jargon of advertising and public relations, c.1958. Imagism as the name of a movement in poetry that sought clarity of expression through use of precise visual images, &#8220;hard light, clear edges,&#8221; was coined 1912 by Ezra Pound.</p></blockquote>
<p>So the word has its roots in ‘copying, imitating’ rather that superficially resembling. And this, I think it key to the difference between how our current culture uses the word ‘image’ colloquially, and how we actually employ images, especially poetically.</p>
<p> When we say ‘Image’ these days too often we mean ‘picture’, whereas what image means is ‘an artificial representation’, which needn’t be entirely visual. It is interesting to note that the French for image, funnily enough, is <em>image</em> (I put it in italics to help you imagine the accent), and the meaning translates not just to ‘visual’ image, but also to ‘idea’. It’s easy to over-read this sort of effect. However, what I hope to emphasise is that an image, as commonly understood, tends to under-emphasise the non-visual elements of the image.</p>
<p> What Bachelard emphasises in his writing is the ‘material’ nature of the image. There is a complicated thought process behind this idea, but what it boils down to in my mind is that the material image, as understood by Bachelard, encompases the entire experience, conceptual, physical and referential, of a thing, not just the sight of it. In fact, Gaudin’s exegesis quotes as “Images are ‘lived’, ‘experienced,’ ‘reimagined’ in an act of consciousness …” In this way he downplays Sartre’s use of symbols:</p>
<blockquote><p>Bachelard challenges Sartre’s choice of softness, viscosity, and shapelessness as direct symbols of the apprehension of the concrete world by human consciousness. … these are perjorative qualities, fixed in the moment of their material becoming.</p></blockquote>
<p> The point of Bachelard’s challenge is that softness, viscosity, shapelessness are not well chosen as symbols because there is no material experience to be found in them. They are immaterial and abstract, and as such do not relate back to an image, as such, but to a suggestion of one. As Gaudin explains, they are ‘fixed’ in place before they have become real.  However, an image that does adequately symbolise ‘the apprehension of the concrete world by human consciousness’ could itself conjure sensations/connotations of softness, viscosity, shapelessness.</p>
<p> I think that an image must suggest the materiality of the thing being imagined. In this sense, then, the Poundian/Imagist idea of the image as an experience comes more into focus as the attempt, not just to describe visually, but to present the imagined materialisation of time, place, object etc. I’ll end with a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/In_a_Station_of_the_Metro">famous example</a> of Poundian Imagism. The haiku-esqu:</p>
<blockquote><p> IN A STATION OF THE METRO</p>
<p> The apparition of these faces in the crowd;</p>
<p>Petals on a wet, black bough.</p></blockquote>
<p> The poem is strongly visual, there’s no denying this. But the poem is not just attempting to superimpose one image on another in order to point out similarities. There is a definite, materialism to the imagery. The faces of the people, above their dark clothes, do not just resemble the bough visually, they are also wet, and fragile as petals. Pound attempts to convey not just an image that may be considered beautiful, but also his own sense of experiencing beauty. Suddenly, succinctly, at a glance. The image as an experience.</p>
<p><em>~Chris</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Nikt nie umiera]]></title>
<link>http://defendo.wordpress.com/2009/06/16/nikt-nie-umiera/</link>
<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 13:45:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>defendo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sen Duża, zimna sala, błyszcząca metalem i bielą kafelków. Na stole zwłoki Heideggera, które dwóch p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sen<br />
Duża, zimna sala, błyszcząca metalem i bielą kafelków. Na stole zwłoki Heideggera, które dwóch pracowników pieczołowicie umyło, ubrało godnie i przygotowało do ułożenia w trumnie. Ktoś z rodziny zauważa na grzbiecie dłoni zmarłego swastykę. Namalowana? Konsternacja. Nie działają żadne środki &#8211; stygmat nie poddaje się ługowi ani wybielaczom. Nie znika pod warstwą fluidu, po każdej próbie ingerencji jest wyraźniejszy. Ktoś proponuje rękawiczki &#8211; ale po ich nałożeniu złowrogi symbol się uwydatnia. Za chwilę obok otwartej trumny zgromadzi się wielu ludzi &#8211; tych, którym był myślą bliski i tych, co się kiedyś narodzą i zechcą spojrzeć mu w twarz.<br />
- I co teraz? &#8211; pyta z rozpaczą i dość bezradnie któryś z krewnych.<br />
- Nic &#8211; odpowiada mu ten, czyje rysy przypominają mi Bachelarda &#8211; to był człowiek, więc byt dotknięty chwałą tworzenia&#8230;ciszej nad tą trumną&#8230;<br />
- Omnis mundi creatura/ quasi liber et pictura/ nobis est in speculum(każde na ziemi stworzenie, niczym księga i obraz, jest dla nas odbiciem) &#8211; dopowiada z uśmiechem Umberto Eco. Łatwo go poznać, jest we wszystkich mediach.<br />
- Cokolwiek uczynię, uczynię dobrze, jeśli rzeczywiście ja to uczynię &#8211; szepcze cienista postać głosem Heideggera.<br />
Rodzina milczy i płacze.<a rel="attachment wp-att-567" href="http://defendo.wordpress.com/2009/06/16/nikt-nie-umiera/heidegger/"><img class="aligncenter size-full wp-image-567" title="heidegger" src="http://defendo.wordpress.com/files/2009/06/heidegger.jpeg" alt="heidegger" width="110" height="150" /></a></p>
<p>Żyć można nieautentycznie, poddawać się zbiorowemu konformizmowi, realizować mimetyczny model życia &#8211; naśladując innych. To gwarantuje spokój i szczęście jednostki, ale ta rękojmia nie obejmuje sytuacji granicznych: śmierci najbliższych, poważnych konfliktów moralnych. Tego rodzaju zdarzenia wytrącają jednostkę z błogostanu, izolują ją i dowodzą, jak bardzo jest samotna. Musi zmierzyć się z absurdalnością istnienia.<br />
Życie autentyczne wymaga odwagi uświadomienia sobie własnej nicości. Jest też nagroda/przekleństwo &#8211; wolność. Żadna zbiorowość nie może narzucić jednostce &#8211; żyjącej autentycznie(postulat Heideggera) &#8211; żadnych schematów myślenia; ona już wie, że nie ma komunikowania się bytów, jest tylko współbycie(Mitsein).<br />
Jestem &#8211; czyli przede mną mnóstwo możliwości(ogród o rozwidlających się ścieżkach) i tylko ode mnie zależy, którą wybiorę. Wolna i samotna. Próbuję nadać sens nicości, realizuję Dasein. Rzeczy zaledwie &#8220;są&#8221;(biernie), ja &#8220;istnieję&#8221; aktywnie &#8211; to różnica. Podejmuję decyzje, wybieram &#8211; i nie wiem(bo nie mogę &#8220;wiedzieć&#8221;), czy mój wybór był dobry. Nie ma żadnego probierza &#8211; może tylko własne sumienie? Trudno żyć w stanie ciągłej &#8220;zgody-ze-sobą&#8221; i &#8220;w-trwodze-bycia-ku-śmierci&#8221;. Tako rzecze Heidegger.<br />
Nigdy nie dokonał publicznej ekspiacji. Nie odżegnał się od nazistowskiej przeszłości. Nie kajał się przed nikim(chyba &#8211; bo  tylko Hannah wiedziała&#8230;). Czy można mieć mu to za złe? Nie mam. Pozostał wierny głoszonym przez siebie poglądom &#8211; &#8220;cokolwiek uczynię &#8211; uczynię dobrze&#8221;. To nie arogancja, to oparte na solidnej naukowej podstawie echo postawy Sokratesa.</p>
<p>W rozmowach, które prowadzimy pod wpisami, kilka razy przewinął się problem relacji dzieło-biografia. Zawdzięczam to głównie Telemachowi i Logosowi, a i Sadoq nie jest bez &#8220;winy&#8221;.<br />
Widzę trzy rodzaje reakcji:<br />
1. Dzieło jest nierozerwalnie sprzęgnięte z biografią twórcy; należy zakwestionować jego wartość, kiedy autor np. zamordował żonę i brata swego.<br />
2. Dokonania(dzieła) posiadają wartość odrębną; fakt, że ich autor bijał żonę i dziatki &#8211; nie ma znaczenia.<br />
3. &#8220;Oddzielanie wybiórcze&#8221; &#8211; jeśli biografia stanowi ważny klucz interpretacyjny, trzeba ją uwzględnić, jeśli nie &#8211; pominąć.</p>
<p>Wszystkie te reakcje są w pewien sposób skażone nadmiarem subiektywności(brakiem obiektywności) oglądu. O ile w przypadku dwóch pierwszych ten nadmiar/brak wydaje się oczywisty, o tyle w odniesieniu do trzeciej &#8211; można dyskutować. To jednak tylko pozory.</p>
<p>Refleksja końcowa &#8211; im bliżej twórcy do etyki(nie chcę tego precyzować, zrozumiecie), tym chętniej ocenia się go w kategoriach biograficznych.</p>
<p>Sądzę, ze Telemach w swoich rozważaniach filozoficznych ma wyraźnie zarysowane tło etyczne, więc nie oddziela dzieła od twórcy &#8211; a przynajmniej nieczęsto. Wydaje mi się, że nie przeszkadzałby mu fakt, iż Marks nieczęsto się mył(przepraszam za eufemizm) i narzekał na czyraki, ale decyzje J.J.Rousseau dotyczące jego progenitury &#8211; to inna sprawa.</p>
<p>Ciekawe, jak widzi relacje dzieło-twórca w przypadku B.Russela czy Sartre&#8217;a(żeby wymienić te samonarzucające się przykłady).</p>
<p>Nietzsche ogłosił śmierć Boga, ale ten mu umierał długo. To się w jego myśleniu dokonywało. Śmierć Boga otworzyła drzwi do śmierci człowieka(podmiotu).<br />
Heidegger poddaje w wątpliwość metafizykę.<br />
Faucault otwiera szerzej drzwi do &#8220;śmierci człowieka&#8221; &#8211; ale budzi go do życia&#8230; Postfilozofia nie jest kresem filozofii, to nowa jakość.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Excrescences of the Phone Cam]]></title>
<link>http://penumbrae.wordpress.com/2009/06/15/excrescences-of-the-phone-cam/</link>
<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 16:50:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>gbem1</dc:creator>
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<description><![CDATA[This cell phone photo series, which takes from eight months of cell phone pictures wasn&#8217;t real]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote><p><em>This cell phone photo series, which takes from eight months of cell phone pictures wasn&#8217;t really inspired by anything in particular; it was more of the lack of any good ideas surrounding the great Bachelard quotes that I had sitting around, cited in my notebook, in my post-<a href="http://www.shvoong.com/books/5732-poetics-space/">Poetics of Space</a> reading. With all these random cultural snaps taken around Philadelphia, I had to put them to use. There will be a bigger slideshow project produced for the Fringe Festival in September, and a larger poetry project created with the significantly longer Bachelard quotes.</em></p></blockquote>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-766" title="01" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/01.jpg" alt="01" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“If we cannot imagine, we cannot foresee.” – XXXIV</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/02.jpg"></a><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/021.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-771" title="02" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/021.jpg" alt="02" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“All aggression, whether it comes from man or from the world, is of animal origin.” – 44</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/03.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-768" title="03" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/03.jpg" alt="03" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Life begins less by reaching upward, than by turning upon itself.” – 106</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/04.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-769" title="04" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/04.jpg" alt="04" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Well-being takes us back to the primitiveness of the refuge.” – 91</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/05.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-770" title="05" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/05.jpg" alt="05" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“In order to surpass, one must first enlarge.” – 112</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/06.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-772" title="06" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/06.jpg" alt="06" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Beauty of substance is added to beauty of geometrical form.” – 127</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/07.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-773" title="07" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/07.jpg" alt="07" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“If need be, mere absurdity can be a source of freedom.” – 150</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/08.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-774" title="08" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/08.jpg" alt="08" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“We seek to determine being and, in so doing, transcend all situations, to give a situation of all situations.” – 212</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/09.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-775" title="09" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/09.jpg" alt="09" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“If there exists a border-line surface between such an inside and an outside, this surface is painful on both sides.” – 218</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/10.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-776" title="10" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/10.jpg" alt="10" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“But is he who opens a door and he who closes it the same being?” – 224</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-777" title="11" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/11.jpg" alt="11" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“And then, onto what, toward what, do doors open? Do they open for the world of men, or for the world of solitude?” – 224</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/12.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-778" title="12" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/12.jpg" alt="12" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“We have to designate the space of our immobility by making it the space of our being.” – 137</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/13.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-779" title="13" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/13.jpg" alt="13" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“The two kinds of space, intimate space and exterior space, keep encouraging each other, as it were, in their growth.” – 201</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/14.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-780" title="14" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/14.jpg" alt="14" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“There is consolation in knowing that one is in an atmosphere of calm, in a narrow space.” – 229</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/15.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-781" title="15" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/15.jpg" alt="15" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Through its light alone, the house becomes human. It sees like a man. It is an eye open to night.” – 35</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/16.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-782" title="16" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/16.jpg" alt="16" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“The house helps us to say: I will be an inhabitant of the world, in spite of the world.” – 46-47</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/17.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-783" title="17" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/17.jpg" alt="17" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“In the realm of absolute imagination, we remain young late in life.” – 33</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/18.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-784" title="18" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/18.jpg" alt="18" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Images are more demanding than ideas.” – 79</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/19.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-785" title="19" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/19.jpg" alt="19" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Exaggeration is always at the summit of any living image.” – 80</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/20.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-786" title="20" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/20.jpg" alt="20" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“A wardrobe’s inner space is also <em>intimate space</em>, space that is not open to just anybody.” – 78</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/21.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-787" title="21" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/21.jpg" alt="21" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“The lock doesn’t exist that could resist absolute violence, and all locks are an invitation to thieves.” – 81</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/22.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-788" title="22" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/22.jpg" alt="22" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Here the past, the present and a future are condensed. Thus the casket is memory of what is immemorial.” – 84</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/23.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-789" title="23" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/23.jpg" alt="23" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Mankind’s nest, like his world, is never finished. And imagination helps us to continue it.” – 104</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/24.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-790" title="24" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/24.jpg" alt="24" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“For one “living” shell, how many dead ones there are! For one inhabited shell, how many empty!” – 107</p>
<p><a href="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/25.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-791" title="25" src="http://penumbrae.wordpress.com/files/2009/06/25.jpg" alt="25" width="460" height="345" /></a></p>
<p>“Words are clamor-filled shells.” &#8211; 179</p>
<p><em>Created by Gregory Bem in June 2009.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Emerveillement]]></title>
<link>http://krotchka.wordpress.com/2009/06/11/emerveillement/</link>
<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 09:13:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>krotchka</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Souvent j&#8217;envie ceux qui savent photographier la vie. Moi je la fuis &#8211; je pars de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">&#8220;<em>Souvent j&#8217;envie ceux qui savent photographier la vie. Moi je la fuis &#8211; je pars de rien &#8211; je ne témoigne de rien &#8211; j&#8217;invente une histoire que je ne raconte pas, j&#8217;imagine une situation qui n&#8217;existe pas &#8211; je crée un lieu ou j&#8217;en efface un autre, je déplace la lumière &#8211; je déréalise et puis j&#8217;essaie&#8230; Je guette ce que je n&#8217;ai pas prévu, j&#8217;attends de reconnaître ce que j&#8217;ai oublié &#8211; je défais ce que je construis &#8211; j&#8217;espère le hasard et je souhaite plus que tout être touchée en même temps que je vise&#8230;</em>&#8221; Sarah Moon</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i286.photobucket.com/albums/ll116/krotchka/moon7.jpg" alt="" width="448" height="392" /></p>
<p style="text-align:justify;">Il me semble &#8211; et c&#8217;est une chose que je sens très profondément &#8211; que le merveilleux se soumet trop souvent à l&#8217;artifice. Des œuvres dont on loue la force imaginative sont à mes yeux mort-nées : elles sont pensées, construites, consciemment élaborées. Or, de tous les domaines de la création, le merveilleux est celui qui tolère le moins la préméditation. Entre le rêve éveillé et le rêve endormi, la différence est infinie. Dans ses études sur les quatre éléments, Bachelard distingue l&#8217;image vraie (dynamique) de l&#8217;image formelle (artificielle):</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;On veut toujours que l&#8217;imagination soit la faculté de former des images. Or, elle est plutôt la faculté de déformer les images fournies par la perception, elle est surtout la faculté de nous libérer des images premières, de changer les images. S&#8217;il n&#8217;y a pas de changement d&#8217;images, union inattendue des images, il n&#8217;y a pas d&#8217;imagination, il n&#8217;y a pas d&#8217;action imageante. Si une image présente ne fait pas penser à une image absente, si une image occasionnelle ne détermine pas une prodigalité d&#8217;images aberrantes, une explosion d&#8217;images, il n&#8217;y a pas d&#8217;imagination. Il y a perception, souvenir d&#8217;une perception, mémoire familière, habitude des couleurs et des formes. Le vocable fondamental qui correspond à l&#8217;imagination, ce n&#8217;est pas image, c&#8217;est imaginaire. La valeur d&#8217;une image se mesure à l&#8217;étendue de son auréole imaginaire. Grâce à l&#8217;imaginaire, l&#8217;imagination est essentiellement ouverte, évasive.&#8221; Gaston Bachelard, <em>L&#8217;Air et les Songes.</em></p>
<p style="text-align:center;"><em><img class="aligncenter" src="http://i286.photobucket.com/albums/ll116/krotchka/moon5.jpg" alt="" width="447" height="326" /><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">Aujourd&#8217;hui, j&#8217;en suis certaine, il existe<em> </em>un gigantesque entrepôt du merveilleux qui tient lieu d&#8217;imaginaire collectif. Les cinéastes y puisent paresseusement, ils en font  la promotion (les dessinateurs, les animateurs), secondés par l&#8217;industrie des produits dérivés, et lorsqu&#8217;on ferme les yeux pour s&#8217;abandonner à la rêverie, c&#8217;est encore une imagerie préfabriquée, pauvre et stérile, qui emplit le champ des visions nocturnes. Des figures rationalisées, tirées à l&#8217;encre épaisse qui opacifie plus qu&#8217;elle ne laisse transparaître.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i286.photobucket.com/albums/ll116/krotchka/moon2.jpg" alt="" width="447" height="389" /></p>
<p style="text-align:justify;">Son nom est rattaché à la photographie de mode, mais c&#8217;est sans doute par accident. Sarah Moon est une artiste de l&#8217;imaginaire. Quatre contes : <em>Circuss</em> (<em>La petite fille aux allumettes</em> / Andersen), <em>L&#8217;effraie</em> (<em>Le petit soldat de plomb</em> / Andersen), <em>La sirène d&#8217;Auderville</em> (<em>La petite sirène</em>), <em>Le fil rouge</em> ((Barbe bleue / Perrault) &#8211; travail de réécriture qu&#8217;annonce la modification des titres. N&#8217;osant espérer, méfiante, souvent déçue, je suis éblouie. Ici, il n&#8217;est pas question d&#8217;illustrer, encore moins de paraphraser, ni même de filmer. Assimilé, intériorisé, vécu, le conte rejaillit comme rêve intime de la photographe. Tout est vrai. La lenteur et l&#8217;accélération, l&#8217;ellipse, le flou, le grain mystérieux, les taches palpitantes de couleur, l&#8217;être diaphane mangé d&#8217;ombre, le regard creux, ni vivant ni mort, trace d&#8217;incarnation prête à se dissoudre dans l&#8217;instant&#8230; Nul besoin de reconstituer un &#8220;univers&#8221;, une &#8220;époque&#8221; : c&#8217;est sur une toile contemporaine que Sarah Moon incruste le merveilleux,  naturellement. Si la petite sirène doit ses maudites jambes à la mafia ukrainienne plutôt qu&#8217;à une sorcière, si Barbe bleue exerce le métier d&#8217;impresario et que la frêle petite fille aux allumettes souffre de la faillite d&#8217;un cirque, les châteaux et les sortilèges ne sont plus nécessaires. Pas plus que Sarah Moon n&#8217;intellectualise  les contes ne tente-t-elle de maquiller le réel. Car le merveilleux, à mi-chemin entre  sensation et  sentiment,  rejaillit des apparences. La bande-son, qui mêle avec goût tous les styles de musique (Shostakovitch, Pousseur, Vivaldi, musiques traditionnelles, électro&#8230;), participe de cette juste recréation de la vie, qui consiste à montrer le monde tel qu&#8217;il pourrait être &#8211; tel qu&#8217;il est peut-être, à un battement de paupière près&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Le bouquet de lys en fer forgé" src="http://i286.photobucket.com/albums/ll116/krotchka/moon6.jpg" alt="" width="448" height="391" /></p>
<pre style="text-align:center;">Le bouquet de lys en fer forgé, cadeau de Barbe bleue à sa jeune épouse</pre>
<p><a href="http://www.lamediatheque.be/med/rech_n.php?ser=&#38;intervenant=&#38;titre=&#38;morceau=&#38;descripteur=&#38;label=&#38;ref=TW5301&#38;supa[1]=1&#38;supa[2]=1&#38;supa[3]=1&#38;supa[4]=1&#38;supa[5]=1&#38;supa[7]=1&#38;supa[6]=1&#38;supa[8]=1"><em>Quatre Contes</em>, de Sarah Moon</a></p>
<p><em><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bachelard]]></title>
<link>http://milestepas.wordpress.com/2009/06/10/bachelard/</link>
<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 12:13:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Haller</dc:creator>
<guid>http://milestepas.wordpress.com/2009/06/10/bachelard/</guid>
<description><![CDATA[[…] Así, Bachelard cambia de símbolo, pero sigue siendo simbolista, dentro de la gran tradición del ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>[…] Así, Bachelard cambia de símbolo, pero sigue siendo simbolista, dentro de la gran tradición del siglo XIX.</p>
<p>Y así como este siglo dio a luz arquetipos, el nuestro, que ahora es formalista, trata de crear estructuras. En el primer caso, el modelo es la esencia (la realiza eminentemente); en el segundo, el modelo es el paradigma (realiza ejemplarmente la estructura). Por una parte el modelo es primero, por otra, es segundo; o es la referencia que explica —más bien, que hace comprender— o es el objeto mismo al que se explica. Ahora bien, para pasar del simbolismo al formalismo, es decir, del modelo como fin del método al modelo como problema, es preciso verificar que se ha agotado la variación de los conjuntos donde se pueden escoger los arquetipos simbólicos. Para decidirse a vaciar a todo símbolo de su sentido y pasar a lo formal es necesario verificar que ya se ha recorrido exhaustivamente el mundo de los símbolos. En este sentido preciso designamos a Bachelard como el último de los simbolistas: el conjunto en que él escoge sus arquetipos es <em>el todo de la naturaleza, sin extensión imaginable, y lo original de la naturaleza, sin anterioridad imaginable</em>. Es pues el último “psicoanalista” cuando escribe un psicoanálisis generalizado (sin posible generalización ulterior), en el que el inconsciente-cuerpo es reemplazado por el inconsciente-naturaleza, en el que la historia mítica del mundo reemplaza a la historia mítica del hombre y la domina; es decir, cuando escribe un fisio-análisis. Y como en este fisio-análisis confluyen todos los ensayos anteriores, psicoanálisis, socioanálisis, etcétera, solo resta convertirse, o volver a ser —pero en un sentido nuevo— <em>logoanalistas</em>. El método estructuralista contemporáneo se define muy bien como un Logoanálisis.</p>
<p>Toda cuestión metódica o crítica gira por consiguiente alrededor de la noción de <em>sentido</em>; y, si puedo expresarme así, en torno a su cuantificación. Sea una forma cualquiera, a la que queremos adjudicarle alguna función metódica. Supongamos que la llenáramos de sentido, que la cargáramos y sobrecargáramos de significaciones: materiales, históricas, humanas, existenciales&#8230; hasta en el preciso detalle de la singularidad. Esa forma pasa a ser entonces un arquetipo, es decir, la referencia de un análisis simbólico: el lenguaje del sentido no posee otros términos que los arquetipos; el lenguaje del sentido solo puede decirse mediante ideogramas; no se lo puede hablar con letras indefinidas en cuanto a su contenido o a sus relaciones posibles, solo se puede delinear a partir de él cuadros sintéticos, imágenes sobrecargadas. Por eso, cuanto más simbólica llega a ser una forma, más difícil es pensarla formalmente. El arquetipo es un máximo de sobrecarga significante, ya sea dios, héroe o elemento (en este sentido, el Edipo —nombre propio convertido en nombre común— es un ideograma que permite hablar el lenguaje sin lenguaje del inconsciente), y debe serlo para que el análisis simbólico encuentre en él la totalidad de una esencia eminentemente realizada. El arquetipo es una forma con saturación de sentido. Precisamente creemos que Bachelard apela a arquetipos sobresaturados (de contenido significativo <em>maximum maximorum</em>), mítica o simbólicamente primeros sin predecesores posibles en el propio conjunto mítico y elegidos en un conjunto que ya no tienen análogos. Después de él, la variación queda cerrada y el análisis simbólico es perfecto, es decir, está concluido. Es el fin del ideal romántico, por clausura del campo de los símbolos imaginables y rellenamiento-límite de los arquetipos. Solo resta, entonces, practicar un análisis o una crítica inversa del análisis simbólico: <em>vaciar la forma de la totalidad de su sentido</em>, de todos sus sentidos posibles, es decir pensarla formalmente, o sea pasar de la escritura ideográfica del análisis simbólico al lenguaje abstracto del análisis estructural. Pero, cosa sorprendente, al vaciar a la forma de su sentido se denominan mejor los problemas de sentido.</p>
<p>Con esto concluye una época. Ya no dibujaremos en el cielo constelaciones cuya oscura claridad decía a los hombres lo que ellos son. Bachelard ha demarcado la última, y también con eso nuestro mundo ha terminado. Pero ¿cuál es el mundo que comienza, qué aurora hará desaparecer esas tramas simbólicas, el Minotauro, Argos, el Cisne, la Osa Mayor?</p>
<p>Bachelard —volvamos a él— se pasó la vida definiendo un nuevo espíritu científico y una nueva crítica. Trató además de constituir un nuevo equilibrio entre esos dos esfuerzos, en adelante y por obra suya indisociables. Ya no olvidaremos esta lección: históricamente es capital, pues abre un <em>nuevo clasicismo</em> en el que la razón ya no vuelve la espalda a los contenidos culturales, ya no trata de comprenderlos mediante arquetipos simbólicos, sino directamente, con sus propias armas, en el que trata de poner de manifiesto el rigor estructural de la aglomeración cultural: por eso hemos hablado de Logoanálisis.</p>
<p>Desaparacido Bachelard, la ciencia y el análisis cultural van, una y otro, por su propio camino, pero <em>desde ahora sus destinos están ligados</em>. Y aunque esos caminos, mirándolo bien, sean no bachelardianos (y él lo habría aprobado), se mantiene la confluencia de lo formal y de lo cultural, confluencia que él designó oscuramente, o si se quiere, que realizó en acto. Desaparecido Bachelard, queda por escribir un <em>Nuevo nuevo espíritu científico</em> que tome en consideración la permanente revolución matemática mal llamada matemática moderna, y el avance de las demás ciencias exactas; es una empresa que está por hacerse. Falta escribir una <em>nueva nueva crítica</em>, y es algo que ya se está haciendo. Torpemente, es cierto, por la sencilla razón de que la epistemología mencionada aún no existe. Tanto es así que este nuevo clasicismo, el de las finezas de la geometría y de las geometrías de la fineza, el que intenta pasar al límite en la vía del inacabamiento bachelardiano, de la liberación de la forma, el que quiere reintegrar al sentido en la razón privándose de la densidad de los símbolos y restituir a los contenidos culturales un ordenamiento sintáctico fino, encuentra dificultades para establecerse por falta de una aprehensión clara y distinta, de una evaluación precisa de la noción metódica de forma por liberar, de forma por aislar, en una palabra: de estructura.</p>
<p><strong>Michel Serres</strong><em>. </em><em>Analyse symbolique et méthode structurale</em>, publicado en <em>Revue Philosophique de la France et de l’Étranger</em>, N° 4, 1967. <em>Análisis simbólico y método estructural</em>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[conócete a ti mismo]]></title>
<link>http://sabinne.wordpress.com/2009/06/02/conocete-a-ti-mismo/</link>
<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 21:48:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>sabinne</dc:creator>
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<description><![CDATA[Así reza la frase a la entrada del templo de Delfos, y es la frase más sabia que he escuchado. No se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Así reza la frase a la entrada del templo de Delfos, y es la frase más sabia que he escuchado. No se puede comprender al mundo si uno mismo no se conoce. Mucho tiempo pensé que me conocía bien, que sabía dónde estaba parada, sabía lo que me gustaba, lo que quería, lo que sentía&#8230; pero en realidad todo eso cambia con el tiempo, incluso con las horas, y la persona que yo era hace unos días ya no es la misma que soy ahora.</p>
<p>Entonces, ¿cómo puedo conocerme a mí misma si estoy en constante cambio?</p>
<p>Creo que es una actitud de vida la que nos lleva al conocimiento profundo de nosotros mismos. Es la actitud de la apertura y la humildad, aceptar que siempre hay algo nuevo por descubrir, que no tenemos el control de nada, excepto quizás de la actitud con la que decidimos vivir cada circunstancia en la vida. Mirar hacia atrás puede darnos un poco de conocimiento sobre quienes somos, pero lo cierto es que eso nos deja ver sólo una parte del gran universo que es cada uno de nosotros.</p>
<p>El contacto conmigo misma es lo que me permite saber quién soy hoy. El contacto conmigo misma, con mis sentimientos, con mi propio cuerpo, es lo que realmente me permite saber en dónde estoy parada; las decisiones que estoy tomando ahora son las que me pueden reflejar perfectamente quién soy hoy. Porque nuestra vida es un tejido de decisiones, no de circunstancias. La persona que yo soy es la que ha decidido qué hacer frente a las circunstancias de la vida, las circunstancias de la vida simplemente son el escenario, pero el actor, es decir, yo mismo, es quien actúa, es quien elige, es quien toma decisiones.</p>
<p>Puedo pasarme la vida pensando que nunca he tenido oportunidades, o bien, que la suerte nunca  ha estado de mi lado, pero lo cierto es que han sido mis decisiones las que me definen, las que reflejan mi carácter, mis sentimientos. Puedo decir que amo, pero si mis acciones no proyectan amor, entonces puedo saber que estoy actuando inconsecuentemente de lo que siento, y por tanto, estoy actuando en contra de mi propia naturaleza.</p>
<p>Leí recientemente una frase hermosa en el libro La enfermedad como camino, de Dethlefsen y Dahlke, que dice &#8220;todo lo concreto y funcional es únicamente expresión de una idea&#8221;, y anteriormente había leído prácticamente la misma frase en el libro <em>El agua y lo sueños</em>, de <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Bachelard" target="_blank">Bachelard</a>, en donde el autor menciona que en realidad, el mundo concreto primero ha sido creado en la imaginación, para después volverse material. Y por otro lado, las tradiciones meditativas yógicas también sostienen que el mundo es una proyección de la mente, todo lo que nuestra mente proyecta se convierte tarde o temprano en la realidad.</p>
<p>Esto me lleva a pensar que para conocerme a mí misma, puedo mirar el mundo exterior y darme cuenta de que es sólo una proyección de mi propia mente.</p>
<p>Nadie ve el mundo igual que otro ser humano. Hay tantos universos como seres en el mundo. La forma en la que percibimos el universo es a través de nuestros sentidos, mismos que se localizan en nuestro cuerpo; las terminaciones nerviosas llevan la información del exterior hacia el interior, donde nuestro cerebro las procesa y las asumimos de acuerdo a nuestras experiencias previas. Cada ser humano desarrollamos nuestro propio código para entender el mundo. Este código lo construimos desde que somos capaces de percibir a través de nuestros sentidos.</p>
<p>En realidad nuestro cuerpo es una membrana entre el exterior y el interior, incluso, nuestro propio cuerpo, en su interior, tiene un código y nuestro cerebro lo decodifica. Pero, ¿quién está detrás de la comprensión de este código? ¿Quién es quien realmente recibe el mensaje? Si fuese nuestra mente únicamente, entonces quién es ese ser que, aunque nuestra mente no esté funcionando bien, sigue ahí y nos mantiene aquí.</p>
<p>Yo me prefiero creer que hay algo más allá que nuestra mente decodificando todo, porque aun cuando estoy dormida y mi mente se acalla, ese ser sigue ahí, conciente, fluyendo con el mundo interno y externo.</p>
<p>Por otro lado, las emociones son otro campo complejo para la comprensión desde una postura mentalista. Algunos afirman que las emociones simplemente son intercambio de energía, son impulsos eléctricos que se transfieren por nuestro sistema nervioso y llegan al cerebro. Pero ¿porqué ver una situación triste nos provoca tristeza? ¿porqué la noticia de la muerte de un ser querido nos atraviesa el corazón y nos lleva al llanto sin siquiera pensar en la causa de la tristeza?</p>
<p>Recuerdo que cuando falleció mi hermano yo no pensaba en que no lo vería más, no pensaba en si sufrió o no, no pensaba, simplemente sentía dolor. ¿Porqué cuestiones que no ponen en riesgo nuestra vida o no nos causan dolor físico, nos duelen a veces mucho más? ¿cómo explican los científicos el hecho de que el abandono duela más que un golpe? ¿Qué justificación tienen estos dolores para que existan en nuestro registro físico corporal? Quiero decir que cuando sentimos un dolor en el cuerpo, es síntoma de algo que debemos atender, el cuerpo nos avisa con los síntomas, de que está enfermo y de que debemos tomar medidas para ayudarlo a sanar. Entonces, ¿qué justifica el dolor por la muerte de otra persona, sino es un aviso de una enfermedad propia o de algún riesgo para nuestra salud?</p>
<p>Los síntomas también son sinónimo de signos. Los síntomas o signos indican, hablando el lenguaje médico, de que existe alguna enfermedad. Ellos, en conjunto, forman un cuadro y ese cuadro, al ser interpretado por un médico, que es quien sabe leer el código de la medicina y su sintomatología, puede dar un diagnóstico y decir qué enfermedad padece un paciente.</p>
<p>Cuando los síntomas no justifican enfermedad, muchas veces acaban dando un cuadro general que recibe todos los síntomas que no forman un cuadro definido, y ese cuadro es el del estrés. Le llamamos estrés a todo lo que no podemos definir como enfermedad y sin embargo, causa cierta sintomatología. Al estrés se le culpa del dolor de espalda, de cansancio extremo, baja energía, dolor en las articulaciones, dolores de cabeza, defensas bajas, dolor de cintura, ánimo decaído, depresión, bajo ritmo cardíaco, bolas en las piernas, urticaria, etc.</p>
<p>Es decir, que todos estos síntomas, cuando no se les logra enmarcar en un cuadro clínico definido, les llamamos elegantemente estrés, que es la epidemia de nuestro tiempo.</p>
<p>Yo no creo que todo esto sea estrés y tampoco creo que ninguna enfermedad es la causa de ningún síntoma. Creo que las enfermedades son consecuencia de no escuchar al cuerpo, de no estar en contacto con nosotros mismos y sobre todo, toda enfermedad es un anhelo de postergación para resolver asuntos psíquicos que no queremos resolver. Y como bien dice la ley de la entropía, todo aquello que no se mueve, se destruye. Todo tiende al caos,  a la destrucción. Si nos oponemos a fluir, estamos buscando nuestra propia destrucción, y esa es una buena forma de enfermarnos.</p>
<p>Conócete a ti mismo quiere decir, escúchate, despierta, sé conciente. Porque realmente todo el conocimiento del universo habita dentro de cada uno. Nosotros hemos creado este mundo con nuestra mente, con la energía que radica en nuestro interior, y esa energía la conocemos con muchos nombres, algunos dicen que es simplemente energía, otros dicen que es el amor. Cada persona puede elegir qué creer o con qué nombre llamar a las cosas, pero también es importante considerar que los símbolos los llenamos nosotros mismos de significados. Yo puedo elegir si llamar energía o llamar amor, pero la palabra energía tiene una carga significativa diferente de la que tiene la palabra amor. ¿Qué elijo yo? Eso es lo que realmente me define. El cómo yo nombro a las cosas, porque ese es mi propio código.</p>
<p>En psicoterapia gestalt sabemos que una catarsis no es suficiente para que un paciente cierre su gestalt y siga adelante; es necesario una resignificación. Decía Pearls que no podemos cambiar el pasado, jamás lo podremos cambiar, sin embargo podemos cambiar nuestra forma de significarlo. Podemos resignificar cada evento de nuestra vida, porque tenemos ese poder. Conócete a ti mismo quiere decir, conoce tu propio código, elige cómo quieres interpretar el mundo.</p>
<p>Ahora bien, lo importante es que <strong>siempre</strong> elegimos. Queramos o no, elegimos. Podemos creer que esperar a que el mundo nos resuelva las circunstancias es sinónimo de no elegir, pero la realidad es que estamos eligiendo no elegir, estamos eligiendo el miedo sobre el amor, cediendo el derecho de movernos por el de permanecer inmóviles esperando que el mundo se mueva, lo irónico es que justamente eso es lo que ocurre, el mundo sigue en movimiento, y la entropía arremete contra aquellos que se quedan estáticos, la entropía es una fuerza purificadora que mantiene en equilibrio al universo. Puede llamarse Shiva, que es la fuerza destructora según la tradición Hindú, o puede llamarse simplemente fuerza del universo. Pero lo cierto es que si creemos que permanecer inmóviles es posible, estamos en un grave error, todo aquello que permanece inmóvil, es destruido inevitablemente porque todo el universo está en constante cambio.</p>
<p>Retomando entonces lo referente a la enfermedad y al síntoma, creo que la enfermedad es justamente consecuencia de nuestro empeño por no cambiar, por no fluir. La enfermedad es la manera en la que nuestro cuerpo nos comunica que hay asuntos que no hemos querido enfrentar y que es momento de hacer algo al respecto, o de lo contrario, la enfermedad seguirá su curso. Aunque vayamos al médico, aunque nos receten medicinas, aunque nos sintamos mejor, si tenemos un asunto sin resolver, la enfermedad regresará de alguna manera, quizás no sea la misma enfermedad, quizás ahora sea otra más fuerte. En todo caso, podemos ir al médico para curar nuestros síntomas, pero lo más importante de una enfermedad es escuchar lo que nos quiere decir sobre nosotros mismos; escuchar el mensaje es lo que nos puede servir para lograr una evolución espiritual, no desperdiciemos la oportunidad de aprender algo, siempre podemos vivir las enfermedades como algo malo, o bien, podemos vivirlas con humildad y aceptar que existe un mensaje de nuestro inconciente que quiere ser revelado a través de los signos o síntomas de cualquier enfermedad.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Ateliers Réseau &amp; Lecture  : solliciter ses papilles littéraires...]]></title>
<link>http://capreliance.wordpress.com/2009/05/12/ateliers-reseau-lecture-2/</link>
<pubDate>Tue, 12 May 2009 17:48:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>capreliance</dc:creator>
<guid>http://capreliance.wordpress.com/2009/05/12/ateliers-reseau-lecture-2/</guid>
<description><![CDATA[Depuis le début des ateliers Réseau &amp; Lecture, les participants ont pu échanger sur des textes i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Depuis le début des ateliers Réseau &amp; Lecture, les participants ont pu échanger sur des textes i]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Time and archaeology 3: Bachelard's discontinuous instants]]></title>
<link>http://haecceities.wordpress.com/2009/03/29/time-and-archaeology-3-bachelards-discontinuous-instants/</link>
<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 21:09:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Johan Normark</dc:creator>
<guid>http://haecceities.wordpress.com/2009/03/29/time-and-archaeology-3-bachelards-discontinuous-instants/</guid>
<description><![CDATA[Is time continuous duration or is it made up by discontinuous instants (as it is represented in cloc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Is time continuous duration or is it made up by discontinuous instants (as it is represented in clocks, calendars, etc?). I am a proponent for a continuous view of duration, something I shall discuss in another entry. However, in my licentiate thesis (&#8220;Caught Somewhere in Time&#8221;;) I still had the other view and my main influence back in 2003/2004 was Gaston Bachelard (1884-1962). He has an extreme position on instants and argues that time can only be observed in instants and duration can only be experienced through these instants. Instants without duration forms duration in a similar way as a line consists of infinitely small points with no dimension. Bachelard maintains an idea of <em>both</em> momentary and discrete instants. The first term means that the instant has no extension and the second means that the instant is isolated from another instant. In such a view, time could be seen as having neither extension nor flow. Time is just made up of an infinite succession of discrete instants.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">This view of time was largely a response to Bergson&#8217;s view on time. Bergson argues that the idea of instants belongs to quantitative science and that they are static and kills the flow of time. A discrete instant cannot, according to Bergson, produce the next instant and thus the future must be determined and continuity remains a problem. Bachelard tries to solve this problem by claiming that only <em>nothingness is continuous</em> (see figure), being and events make time discontinuous. Bachelard argues that if time is continuous then we see time as independent of the events that make us perceive time. Bergson, on the other hand, sees time as continuing between events, in what Bachelard sees as voids. Time is empty if nothing happens and nothingness lacks magnitude and as such it is not measurable. The instant is therefore found between nothingness and nothingness.</span></p>
<div id="attachment_180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 404px"><img class="size-full wp-image-180" title="bachelard-time" src="http://haecceities.wordpress.com/files/2009/03/bachelard-time.jpg" alt="Events as discontinuous instants" width="394" height="136" /><p class="wp-caption-text">Events as discontinuous instants</p></div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Time&#8217;s being is not carried from one instant to the next to form duration according to Bachelard. The instant is solitude and isolated, always breaking with the past. The &#8220;new&#8221; is something that exceeds earlier conditions because the instant does not have a history. The new cannot be new if it is connected with the past and therefore he rejects Bergson&#8217;s continuity as this means that the present is inscribed in the past. However, the instant cannot be perpetually vanishing if it is not also perpetually returning. Time is perpetually heading towards non-being as the future passes into the past through the present. The idea that something will end is therefore the foundation for Bachelardian continuity. What last from the past is what begins again. Only that which starts over again has duration. Bachelard therefore argues that rhythm, as a system of instants, is critical to the concept of time. Duration is constructed by rhythms, rhythms that are by no means necessarily grounded on an entirely uniform and regular time.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Bachelard&#8217;s notion of a consciousness is that it only exist in the act and a time that is intermittent and discontinuous by no time at all. All our memories of events are reduced to their root in an instant according to Bachelard. We have only selected memories, not of continuity. Memory needs many instants. Therefore, we never remember duration, we only have snapshots. Continuities have to be constructed as they never are complete, solid, or constant. In a way, this resembles how archaeologists create chronological tables. Thus, an artifact, a posthole, construction fill, etc. represents an event. The materialities are our nodes for past events in an otherwise unknown and &#8220;empty past&#8221;. We construct continuity of fragments, but is the past really gone as Bachelard argues? I shall return to this when I discuss Bergson. Bachelard argues that the tension of looking towards the immediate future forms our present duration. Both memory and anticipation comes from our habits and past and future are habits themselves, they do not exist in reality. For Bachelard, past and future are empty and do not affect time and being since they are continuous nothingness. Time is only the present instant. The present never passes since we constantly move into a new instantaneous present.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">In short, Bachelard is a hardcore &#8220;presentist&#8221;. His instants are static and there is no flow between them which make them similar to the B-series (see entry on McTaggart). But since he believes that only the present can exist, he belongs to the A-view. However, he needs something that mediates between the instants because the obstacle is to explain how the instant gives away to another instant, generating a real time flow and extension. It runs the risk of ending up with a tenseless time and temporal parts ontology where the instants are strung along a predetermined time line.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">There is a dialectic relation between the instant and nothingness in Bachelard&#8217;s view. This dialectic relationship goes back to Hegel. For Hegel, everything is defined by what they are and by what they are not. A thing has a separate identity because it is different from other things. Being is thus defined from its opposite, which is nothingness. Hegel argues that being is a movement to overcome nothingness, thus <em>becoming</em>. The dialectic movement of opposites is the foundation of all being. However, Bergson&#8217;s critique of dialectic thinking suggests that, in order for us to understand nothingness, we must first have an idea of something full (the instant). This means that nothingness only becomes a negation and an inversion of the instant. Thus, dialectics set up contradictions on a scale with degrees which means that the instant is located in one end of the scale and nothingness at the opposite end, being a difference of degree to the instant. Degrees are believed to be homogeneous (spatial) units of measurement. The dialectics therefore confuses difference in kind<em> </em>with difference of degree. Therefore, Bachelard&#8217;s view on time is based on spatial metaphors such as point, line and void. We represent time in spatial media, but this is still not the nature of true duration.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais um livro de João Batista do Lago]]></title>
<link>http://cdeassis.wordpress.com/2009/03/23/mais-um-livro-de-joao-batista-do-lago/</link>
<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:11:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>cdeassis</dc:creator>
<guid>http://cdeassis.wordpress.com/2009/03/23/mais-um-livro-de-joao-batista-do-lago/</guid>
<description><![CDATA[CÂNTICOS VISCERAIS, do poeta maranhense (de Itapecurumirim) João Batista do Lago estará à disposição]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://cdeassis.wordpress.com/files/2009/03/capa_canticos.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-178" title="capa_canticos" src="http://cdeassis.wordpress.com/files/2009/03/capa_canticos.jpeg" alt="capa_canticos" width="468" height="692" /></a></p>
<h4><strong>CÂNTICOS VISCERAIS</strong>, do poeta maranhense (de Itapecurumirim) <strong>João Batista do Lago</strong> estará à disposição para o público a partir do próximo mês de abril. O livro não serácomercializado pelas livrarias convencionais ou tradicionais. As pessoas que desejarem adquirir devem fazê-lo por meio do e-mail:</h4>
<h4><a href="joaobatistalagoster@gmail.com">joaobatistalagoster@gmail.com</a></h4>
<p>_____________________________</p>
<p><strong>Cânticos Viscerais</strong> é o terceiro livro de <strong>João Batista do Lago</strong> que, acertadamente, em suas próprias palavras, o define como seu “ponto ideal”. Não se trata de mais um livro de poesias; são poesias de um novo espírito poético, poesias que se esteiam na polêmica da razão&#8230; ou das razões. São arguições profundas que se ultrapassam num devir poético.</p>
<p>Simpatizante das concepções bachelardianas, João Batista sente ser necessário adentrar os caminhos de uma poética que recorde à razão sua função agressiva, turbulenta, em que se multiplicam as “ocasiões de pensar”. Esta razão necessariamente há de ser polêmica, há de provocar, de desancorar do local onde naufragou – este, já agora, inútil destroço.</p>
<p>Há uma tensão dinâmica, fluida, e não uma cisão entre a poética de João e seu pensar racional sobre o real. Para além de uma inserção advém uma complementariedade; há um poeta no racional extraindo <em>insights</em>, compreensões retiradas a fórceps, dores “viscerais” por trás da persona alegre&#8230;</p>
<p>Trata-se aqui de uma construção que desfragmenta, fractaliza e se recria a partir de blocos de uma linguagem assimétrica: a obra? Estética harmoniosa, cromática, ferina de palavras-sílex, suaves, e fertilizadas flores beijadas por beija-flores&#8230;</p>
<p>A crise inserta na Pós-Modernidade (leia-se aqui a ruptura da legitimidade das meta-narrativas) gerou um mal-estar na confiabilidade, na credibilidade dos grandes discursos. João não consegue esconder esse mal-estar e, para além disso, revela-o pela – metaforicamente – face mareada, pré-emética, deixando-se ver sinal e sintoma.</p>
<p>A dor em João é-lhe tão “visceral”, que por vezes beira a impotência de um moribundo. Quais as dores que o exasperam? São as dores do (des)conhecimento e mesmo do conhecimento, as dores da inconformação frente às ideologias que espalham subserviência e misérias, as dores que se mimetizam em prazeres, que se escondem por trás das máscaras assépticas, as dores da inocência perdida, do abuso criminoso, da inocência de si; as dores de abortos covardes das utopias felizes; de caminhar solitário num mar de dores anestesiadas.</p>
<p>Com uma pitada de Bachelard, diria que João vê o estrume, mas também vê a flor! E de ambos aspira-lhes a essência do perfume&#8230; mesmo que fatal. Aspira convicto, consciente do mal que pode evolar da flor ou do bem que pode estar mimetizado no estrume. Porque o João se debruça sobre ambos – independente, objetivo e total no seu conhecer, na sua contemplação. E, por isso, apreende no instante&#8230; e retifica a apreensão – dolorido – no próximo apreender&#8230;</p>
<p>A apreensão causa dor. A noção de dor em João, como já foi dito, é dilacerante: do fundo de suas entranhas, no estranho ventre algo chegou a termo! O concepto, pronto para vir à luz, tem de rasgar-lhe por dentro e não é possível adiar&#8230; Há dor no concepto e no parturiente. O pósparto exige recuperação; o recém-NATO, adaptação. É João a sentir a ferida de si a doer, a dor dos feridos todos, a dor de ser e de existir consciente, a dor da inconsciência no outro de que lhe crescem feridas&#8230;</p>
<p>Por que o “visceral”? Porque a dura palavra coaduna-se com o real; é-lhe velha irmã, conhecida, companheira do dia a dia. Porque a estética virtuosa já carece de sentido, já não mais perturba a desvirtuose em que estamos imersos; já não é mais capaz de perfumar o que se apresenta pútrido na ausência de virtude das cidades, dos países, dos escravos felizes de senhores vis.<br />
João, voyeur de si, artífice de metáforas como pendular meta-fora de si, delator nobre do injusto/covarde/leviatânico grande outro&#8230; Seu escancaramento de si e do real, apesar do que lhe causa, tão bem expresso nas suas viscerais palavras, não lhe é obstáculo, não lhe convida a participar do banquete dos acomodados. São, antes, “pontos vélicos” bergsonianos a lhe impulsionar a busca.</p>
<p>João Batista do Lago evidencia nas contradições, nas antíteses tão bem insertas, a dualidade mal encoberta que se revela à análise crítica – do olho que quer ver. Assim, enriquece seus gritos-denúncia contra uma exploração de ideologias e dogmas, deixando a descoberto o amontoado de inúteis discursos desumanizados, desarraigados&#8230;</p>
<p>Há no poeta uma inquietação tanto com a tentativa de reencontro de sua dimensão universal, quanto com a miserável condição humana que se esconde nos becos das cidades, ou que escoa a céu aberto, onde caminham outros homens-cidades humanos poluídos de exploração homo homini lupus na alcatéia de um “deus mercado”&#8230;</p>
<p>Nosso poeta, de tímpanos feridos, mostra o grito calado, ouvido dentro de si que é abafado pelo ensurdecedor ruído uníssono de caducos filosofares, que deixa proscritos os quereres, que torna impossível os pensares&#8230;</p>
<p>Lembra-me ele um rebelde aluno em casarões-escolas mofados a distrair a atenção para o principal – que não é ensinado; bêbado feliz que faz escárnio da abstinência alheia: ora sem bandeira de si, ora fractal bandeira de todas as cores&#8230; Tal qual o pintor que se utiliza das cores na criação de suas obras, João Batista vai customizando, ao buscar novos matizes, dentre os espectros visíveis do real; vai decompondo fractais sintonizado na frequência espectral de tons monocromáticos; vai tingindo os degradês de braços, pernas e pés explorados com cores carregadas – irônicas, sarcásticas linhas poéticas viscerais&#8230;</p>
<p>Essa visceralização ocorre no instante instintual, onde o experienciar converte-se em impressão-explosão poética. Há um grito em João Batista do Lago que o ensurdece e berra para a Ágora sonolenta; um grito que quer que seja pública, não rês, bovina resignação de homens tangidos por uma sorte não pressentida.</p>
<p>Falo de um João que se insurge primeiro dentro de si e, aos poucos, transborda para o outro que também carrega em si. Assim como quer a este outro desperto, desperta atônito de seu próprio despertar.</p>
<p>Na sua orfandade de origens é um homem distanciado de si, na miserabilidade de se contemplar em uma vida que é um reflexo de sua condição atual, numa época desarraigada, inconsciente, repetidora (de iguais!).</p>
<p>Ao carregar nos ombros seu próprio sofrimento de ser dor e de ver as dores do mundo, imola-se em cada verso que destrincha com os talheres baratos e descartáveis que lhe são oferecidos tão “gentilmente”. Cada palavra que liberta, cada frase que solta das brancas e suadas páginas é um pedido sempre último de que se nidifique fertilizado em úteros-mentes que gestarão versos vivos. E, pelo amor de Deus, ou dos deuses, que não se aborte a Poesia!</p>
<p>É visceral a dor da certeza de que é humana a mão (de carne e ossos que irão apodrecer); que, à semelhança do conto da árvore a reconhecer ser de madeira o cabo do machado que lhe abaterá, também são humanas as mãos que distribuem a fome, os sermões que excomungam, que expõem mãos diferentes em circos de horrores modernos&#8230; E por isso, a fumaça dos turíbulos já não sobe aos céus: seus ductos e ictos apenas conduzem às profundezas torpes do ser (des)humano. Há um lobo no altar da ovelha; há filhotes de lobos a beijar ovelhas&#8230;</p>
<p>“Poeta maldito”, herege a blasfemar contra seu alienofágico “deus mercado”&#8230; Bendito rebelde que incita, concita seus pares, excita-se com o sonho de se acabarem os matadouros onde se prepara o banquete de duras carnes humanas. É dilacerante a dor que calcina os ossos, a dor de se sentir brasa viva de si, a dor nos ouvidos onde ecoa o tropéu dos cascos a espezinhar as dignidades, onde se escuta centauros chicoteando os direitos&#8230;</p>
<p>O sujeito da poética de João é um João cognoscente, ávido e árido de si; é um João que se oferece sacrificialmente, que faz libações ao sensório cru – e nu – de seu próprio experienciar&#8230; irrepetível conhecimento. João oferece o que não é de se oferecer; se angustia por oferecer o que, neste carecer do ofertar, não será compreendido, será mesmo até inconveniente: será um choque visceral&#8230; algo, por certo, a ser evitado&#8230;</p>
<p>A poesia lá está, às vezes, pregada no âmago da cruz-poeta; quando ele a desprende, há a sensação de um chute “na boca do estômago”, há uma dor visceral, que parte das entranhas da cruz e perpassa – dolorida e pulsante – pelas veias do real. E o que é este real? É o instante no homem que jaz liberto na cruz&#8230; Do alto de seu madeiro, não se queda &#8211; alheio e surdo – aos choros: vê tanto a funcionalidade deste como o despropósito de chorar. Do alto de sua cruz implora a morte: que a todos iguala, que revela e retira as algemas da verdade, tão insistentemente escondida no viver; a morte que é símbolo do fim da procrastinação da procura, da morte dos regimes, sistemas, filosofias, dogmas, ideologias, procuras de João&#8230; Jaz na cruz um João, pássaro na mira do caçador de si&#8230;</p>
<p>É o nosso poeta um buscador de si. Na busca de seu perfil esbarra nos obstáculos – seus perfis escondidos. É, ao mesmo tempo, sujeito e objeto do conhecimento de si e por isso, inevitáveis são o conflito e a dor oriundos do próprio ato de conhecer. No enfrentamento de seus obstáculos, de certa forma, sentimento de caos, supera-se avançando para outro caos. Ao mesmo tempo que retifica seus perfis, alarga sua via crucis e segue na “intensidade de presença” de um novo João.</p>
<p>Sua poética, qual bisturi a lhe cortar o corpus, desfolha-lhe as camadas, textos de si mesmo, expondo-lhe à luz do dia os nervos-análise que se permitiu dissecar. A cortar-lhe: um insensível bisturi; a ser cortado: já um meta-corpus. Na alcova fértil de seu “quarto”, seus frios/quentes suores são rimas, por vezes ásperas; ei-las avesso do cetim, doloridos chutes que a esperança lhe dá do âmago de seu ventre grávido. A poesia aqui é um pensamento que se aventura, uma aventura que se pensou. Dinâmica e intuída, insights de si, direciona-se redirecionando, compreende-se além de si. Em sua alcova, João biparte-se, reformula seus signos: há significado e significados, há mais nulos significantes&#8230; João decifra-se e devora-se&#8230;</p>
<p>A vertente “noturna” de João revela-se na poesia que, ora o faz precipitar-se nos abismos, ora o leva a despencar, ele mesmo, impelido e seduzido pelo abismo de sua (in)compreensão. O lado “noturno” ri-se do lado “diurno” de João e o provoca no leito de seu “quarto”&#8230; E as palavras, situações, estupefações, ao passarem pelo crivo de um João racional, amalgamam-se no instante – amante – capturado e traduzem-se no verso em gozo&#8230;</p>
<p>Caminhante – dos irmãos, o caçula de Dante -, o poeta vai tropeçando sobre si, por entre as ruínas de suas construções mentais, coletando as cinzas-amostras, material de estudo em seu laboratório de cientista-poeta.</p>
<p>Já de outras vezes, João navega turbulento, singrando os mares cheios dos monstros dos erros e ilusões. Açoitam-lhe os ventos da linguagem que, racionalmente tenta usar, fustigam-lhe as tempestades de incoerência&#8230; mas continua a proteger a bússola sonhando com o farol (<em>gedanken</em>) que, intui, está a se ocultar por trás do vagalhão de suas ancestrais paixões&#8230; Por vezes a vontade louca de se lançar ao mar, de se oferecer ao altar de Netuno como um lobo a se redimir perante a ovelha cobiçada outrora: seu intuito é o de libertar rebanhos.</p>
<p>A tentativa de descontrução na palavra da dor embutida nas guerras, nas misérias cotidianas coloca na face do poeta um olhar que irrompe da noite, ao modo do Sol, e escancara à luz (razão) do dia as mazelas, a podridão mal encoberta, o fétido cheiro que já não mais incomoda, pois os olfatos já se acostumaram e as máscaras também fedem&#8230;</p>
<p>Uma preocupação assola a alma: será possível ser a si mesmo se há moldes em todo lugar? Na família, na escola, na igreja, no trabalho, na sociedade? Será que tudo já foi dito, será possível a desalienação, libertar-se do jugo ideologizante e ideologizado?</p>
<p>E surge, por vezes, o medo de abrir “as gavetas do Eu”, o medo de se ver desnudo, sem máscaras frente a si mesmo; o medo do confronto consigo mesmo, das fragilidades visceralmente expostas&#8230; É um medo que queima e enregela qual arrepio de alma&#8230;</p>
<p>Os olhos – janelas d’alma – refletem tanto a visão de si, interno-olhar, quanto releituras, (re)visões do que se apresenta ao olhar. Se leitura hoje, releitura amanhã e, para além do amanhã, leituras outras existirão&#8230; Quais olhares surgirão? Existirão olhares? Será pura e vã inquietação?&#8230; Existem as leituras dos vencedores; as esquecidas estórias dos vencidos; há espaços reais aos seus tempos; há verdades forjadas, mentiras transmutadas em verdade única; há vidas ceifadas cheias de verdades amordaçadas&#8230; De onde o direito de espalhar o ódio que contamina os inocentes, os civis que ainda não estão na guerra?</p>
<p>Por ser um buscador, o poeta recorda-se do realismo ingênuo, subjetivo e egocêntrico e passa épido por um empirismo “claro”, qualitativo e quantitativo de si. Do racionalismo tradicional extrai-se como noção de um João relativo inserto num paradigma racional e, refeito de si, pulando as pedras limosas da razão, ainda meio zonzo já escorrega em seus referenciais e se estatela na grande pedra&#8230; surracionalmente feliz. Já agora é um João simultâneo a se olhar; não mais absoluto, nem relativo. Compõe-se (ou fragmenta-se?) a partir do dual na dimensão quadridimensional do espaço-tempo.</p>
<p>Seduz-lhe a pedra, por ora. E maravilha-se, angustia-se, devaneia, filosofa oniricamente na poesia! Sente-se arquetípico, pressente um meta-João a ferir-lhe as entranhas feitas de todos os “Joões”. A taça não transbordou. Saboreia-se pressentindo a dor da cicuta que ingere e, digere &#8211; antropofágico – cada um de seus pedaços, enquanto o “dia” não vem. João sonha desperto (devaneia) enquanto é tecida a “noite” em que cabem seus versos, mas, serve-se destes para antever o pesadelo do diurno sonhar&#8230; A cada nova poesia: a experiência do instante, do tapa do real na ilusão, do novo e do velho, do profundo que diz Não ao Sim da razão. E o poeta se alarga, se retifica dolorido, “visceral” eternum retorno e perda de si, lato e strictu sensu João&#8230; Ah, João, já a pensar em outras pedras ou está a pedra a golpear por Amor?</p>
<p>São feitas nesta poética várias alusões aos quatro elementos: água, ar, fogo, terra. Podem ser escritos tratados (e já foram) sobre a simbologia oculta nesses elementos alquímicos, elementos de criação, elementos poéticos. Mas, num recorte, que nos interessa aqui, cabe atentar para a decomposição que o poeta faz criando desses símbolos metáforas de metáforas.</p>
<p>Assim, na busca do ouro alquímico de seu próprio ser e de sua consciência no real, o fogo tanto pode servir-se de seu papel de nilificador (uma espécie de redução a cinzas), quanto de purificador (uma espécie de lapidação das imperfeições). Poderá ser símbolo de paixão, do íntimo, do instintual que queima, de corporificação do desejo que consome. Há, porém, um sentido maior, não excludente dos demais, o de transcendência: o fogo, ao consumir matéria (e, aqui também, espírito) dialetiza o sujeito e o objeto João, purifica-o e lapida-o em suas arestas antagônicas&#8230; e que dor inevitável, que luz que cega!</p>
<p>Já da Água nos vem à mente a noção de fluidez, de uma poesia que é afluente (deságua e compõe rios), que João faz fluidicamente, como fecundante rio a fertilizar margens. Mas na água se lavam também os pecados originais, nela nasce o novo homem&#8230; <em>Ecce homo</em>&#8230;; dela bebe-se iniciaticamente a “Verdade” que sustenta. Águas há assassinas, violentas, profundas nas quais submergem homens que convivem com as águas primaveris e claras em que se banham despreocupados os jovens corpus amantes. Já aqui, em meio às águas, João até pensa irônico no peixe-poeta, crístico símbolo a se deixar pescar, pois que peixes e água são partes de um todo só&#8230;</p>
<p>Do Ar, capta-lhe, em seu movimento ascensional, a dupla face da queda e do vôo. Sobe assim, pleno em devoção, buscando o elevado Olimpo no qual fará uma oblação de si. Há vestígios arqueológicos de deuses no Olimpo? E como se livrar das impurezas que o alçaram lá?</p>
<p>Já agora é a Terra, pois, a lhe avisar de suas raízes, do repouso e do ventre que lhe germina e sepulta. É a terra a lhe fazer brotar uma nostalgia do vivido e do que poderia ser&#8230; Saudade menina de um menino João&#8230; um bem querer de Pátria amada, de uma amada distante no tempo, de chão natal amado, inocente pandoravelmente a espiar&#8230; E assim as antíteses diurno/noturno (racional/onírico) amam-se despudoradas e inocentes no universo alquímico de João&#8230;</p>
<p>Penso (será que realmente existo no meu pensar?) agora (serei mais uma na Ágora sonolenta?), por fim, na impressão que me fica após a leitura deste livro. Pareceu-me que o poeta envia aos seus leitores a seguinte mensagem: &#8211; “É preciso reaprender a capacidade de se espantar; é urgente adentrar, pela iniciação poética, o umbral do conhecimento; é imperioso o despertar consciente e atuante diante do que é dado, do que é imposto, levantar o véu da essência que a aparência encobre. É necessário também sentir que há sangue tanto nas próprias veias quanto na história da humanização; é urgente também redescobrir-se numa reinserção. Porque é um desrespeito valer-se da poesia de uma forma vil&#8230; é proibido alienar-se a poesia!”</p>
<p>Obrigada pelos mergulhos no abismo, por dar voz aos gritos tão nossos, pela denúncia (porém atente: <em>Si vis pacem para bellum</em>&#8230; se queres a Paz, prepara-te para a guerra!), pelo fogo, pela água&#8230; e pelo ar e pela terra&#8230; Obrigada pelo ocaso-interregno; pelas primaveras que estão contidas nas geleiras&#8230; Obrigada, mais que simplesmente, visceralmente&#8230; Lembrei-me de um trecho de um imortal, nosso poeta Carlos Drummond de Andrade, de sua magnífica poesia intitulada Procura da poesia; dizia ele: &#8211; “<em>Chega mais perto e contempla as palavras./ Cada uma/ tem mil faces secretas sob a face neutra/ e te pergunta, sem interesse pela resposta,/ pobre ou terrível que lhe deres:/ Trouxeste a chave?</em>” Creio que João Batista do Lago a tem&#8230;</p>
<h5><strong>Alpha Leninha</strong> (<a href="http://alfaleninha.spaces.live.com">http://alfaleninha.spaces.live.com</a>)</h5>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poética del espacio: ventanas en la noche]]></title>
<link>http://signusphotosite.com/2009/02/07/poetica-del-espacio-ventanas-en-la-noche/</link>
<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 09:48:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nelson González Leal</dc:creator>
<guid>http://signusphotosite.com/2009/02/07/poetica-del-espacio-ventanas-en-la-noche/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Las ventanas en la noche son artificios naturales. Cuando una ciudad, cuando una calle es ata]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;Las ventanas en la noche son artificios naturales. Cuando una ciudad, cuando una calle es ata]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quoting: Gaston Bachelard on houses]]></title>
<link>http://culturepublic.com/2009/02/02/quoting-gaston-bachelard-on-houses/</link>
<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 09:41:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>traffman</dc:creator>
<guid>http://culturepublic.com/2009/02/02/quoting-gaston-bachelard-on-houses/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;If I were to name the chief benefit of the house, I should say: the house shelters daydreamin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.flickr.com/photos/traffman/3049684210/" title="looking up by traffman, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3176/3049684210_d96c05679b.jpg" alt="looking up" height="333" width="500" /></a><br />&#8220;If I were to name the chief benefit of the house, I should say: the house shelters daydreaming, the house protects the dreamer, the house allows one to dream in peace&#8230; the house is one of the greatest powers of integration for the thoughts and memories of mankind&#8221; &#8211; <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gaston_Bachelard">Gaston Bachelard</a>, 1958</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[On House and Home Part 6: the city as home and the architectural uncanny]]></title>
<link>http://andrewczink.wordpress.com/2008/12/21/on-house-and-home-part-6-the-city-as-home-and-the-architectural-uncanny/</link>
<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 00:58:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andrew Czink</dc:creator>
<guid>http://andrewczink.wordpress.com/2008/12/21/on-house-and-home-part-6-the-city-as-home-and-the-architectural-uncanny/</guid>
<description><![CDATA[Anthony Vidler, in his book The Architectural Uncanny, takes Freud&#8217;s notions of the uncanny, o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Anthony Vidler, in his book The Architectural Uncanny, takes Freud&#8217;s notions of the uncanny, o]]></content:encoded>
</item>

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