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	<title>bem-que-se-quis &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "bem-que-se-quis"</description>
	<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 04:48:05 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Bem que se quis]]></title>
<link>http://lacolmenavieja.wordpress.com/2009/03/08/bem-que-se-quis/</link>
<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 21:26:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>El Diablo</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Jwl2efZPX8A&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Jwl2efZPX8A&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
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<title><![CDATA[A Cidade e as Serras - EÃ§a de Queiroz]]></title>
<link>http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/18/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiroz/</link>
<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 19:55:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye21</dc:creator>
<guid>http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/18/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiroz/</guid>
<description><![CDATA[Â  Este Ãºltimo romance de EÃ§a de QueirÃ³s foi publicado em 1901, um ano apÃ³s sua morte. Retirado do co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Â </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Este Ãºltimo romance de EÃ§a de QueirÃ³s foi publicado em 1901, um ano apÃ³s sua morte. Retirado do conto &#8220;CivilizaÃ§Ã£o&#8221;, tem sido considerado, junto com as obras &#8220;A Ilustre Casa de Ramires&#8221; e &#8220;CorrespondÃªncia de Fradique Mendes&#8221;, uma trilogia, cujo ponto comum Ã© a crÃ­tica ao ambiente social e urbano de Portugal.<span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;">Como o prÃ³prio nome da obra revela (a cidade se opÃµe ao campo), pretende criticar o progresso tÃ©cnico, urgente e rÃ¡pido, na virada do sÃ©culo 19 para o 20. EÃ§a de QueirÃ³s julgava, ao fim da vida, que o homem sÃ³ era feliz longe da civilizaÃ§Ã£o. Por isso, a temÃ¡tica mais forte da obra Ã© contra a ociosidade dos que tÃªm dinheiro na cidade, e sua vida burguesa, ou seja, o acÃºmulo irrefletido de dinheiro.</p>
<p></span></span></p>
<p>Â </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Um interessante foco narrativo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Dizem os crÃ­ticos que neste romance EÃ§a aproveita para fazer seus personagens &#8220;olharem&#8221; as imagens que ele mesmo via quando crianÃ§a. Ã‰ um bucolismo romÃ¢ntico que volta e contamina seu romance. Na verdade, porÃ©m, quem conta a histÃ³ria e as aventuras por que passa o personagem principal </span><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Jacinto GaliÃ£o</span></strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">, Ã© um amigo seu, </span><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">JosÃ© Fernandes</span></strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">, que tambÃ©m estÃ¡ na histÃ³ria, mas sente-se menos ilustre que Jacinto, herdeiro rico e personagem central de crÃ­tica de EÃ§a de QueirÃ³s Ã  riqueza.O romance comeÃ§a assim:</p>
<p><em>&#8220;O meu amigo Jacinto nasceu num palÃ¡cio, com cento e nove contos de renda em terras de semeadura, de vinhedo, de cortiÃ§a e de olival&#8221;.</em></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;">Esse foco narrativo (ou seja, essa maneira de contar a histÃ³ria) tem um nome tÃ©cnico,</p>
<p></span></span></p>
<p><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">&#8220;eu-como-testemunha&#8221;</span></strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">, e Ã© muito apropriado para obras que desejam ser crÃ­ticas, pois o personagem-narrador acompanharÃ¡ o protagonista em suas aventuras; e, como contarÃ¡ a histÃ³ria tempos depois, pode ser bem crÃ­tico e analisar melhor o que aconteceu. No caso, o apego de Fernandes ao protagonista tem ainda outra razÃ£o: este narrador quer entender o que faz um homem rico (nascido em Paris, capital da FranÃ§a) trocar tudo pelo campo, no interior de Portugal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Enredo: a Vida fÃ¡cil no campo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Embora muito inteligente e capaz, Jacinto vive do dinheiro herdado da famÃ­lia. Desde pequeno tudo dava certo em sua vida. JÃ¡ adulto, elegante e culto, parece achar que os males humanos seriam curados com a volta das pessoas Ã  vida no campo.Ã‰ muito fÃ¡cil pensar assim, quando, tendo muito dinheiro, nÃ£o se precisa plantar, nem colher, nem viver as privaÃ§Ãµes do trabalho agrÃ­cola. HÃ¡, portanto, um moralismo simplificador nesta obra, que faz com que alguns crÃ­ticos julguem o personagem um pouco tolo, e EÃ§a de QueirÃ³s um tanto superficial.</p>
<p>De inÃ­cio, a maior preocupaÃ§Ã£o de Jacinto era defender o progresso, a civilizaÃ§Ã£o e a cidade grande. Achava ele que ser civilizado era enxergar adiante, ver o futuro. JosÃ© Fernandes (narrador e seu amigo) fica espantado quando reencontra Jacinto em Paris, em sua mansÃ£o na Avenida Campos ElÃ­sios (Les Champs ElysÃ©es), nÃºmero 202. HÃ¡ todo o tipo de modernidade e luxo, alÃ©m de uma biblioteca com milhares de tÃ­tulos dos principais escritores e cientistas do mundo.</p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;">Convidado por Jacinto a morar em Paris, o narrador percebe (e nos conta) que Jacinto vai-se decepcionando com a superficialidade das pessoas com quem convive. Ele passa a conviver mal com o barulho da cidade, com o movimento e burburinho das pessoas em festas e reuniÃµes e com a tecnologia, que sempre o deixa na mÃ£o.</p>
<p></span></span></p>
<p>Â </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">A ida para o campo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Os incidentes da vida moderna davam, na verdade, tÃ©dio em Jacinto. Seu criado fiel, </span><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Grilo</span></strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">, conta ao narrador que o mal de seu patrÃ£o &#8220;era fartura&#8221;. &#8220;O meu PrÃ­ncipe sente abafadamente a fartura de Paris&#8230;&#8221;, diz ele. Jacinto, numa mudanÃ§a existencial, passou a achar que Paris era uma ilusÃ£o, tudo era abafado e nÃ£o havia grandeza na cidade: comerciantes, cortesÃ£s, famÃ­lias desagregadas era a Ãºnica realidade. ComeÃ§a a filosofar, e o narrador nos conta o que ele dizia: &#8220;o burguÃªs triunfa, muito forte, todo endurecido no pecado &#8211; e contra ele sÃ£o impotentes os prantos dos humanitÃ¡rios&#8230;&#8221;Um dia Jacinto decide: mudarÃ¡ para Tormes, sua propriedade rural, onde seus avÃ³s estavam enterrados. Ambos os amigos partem entÃ£o de Paris para as serras. Nosso narrador ainda diz que Jacinto afirmava que &#8220;encontrariam o 202 no interior&#8221;, contando, Ã© claro, com o conforto daquela propriedade, um castelo.</p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;">As coisas nÃ£o dÃ£o tÃ£o certo: o advogado do milionÃ¡rio nÃ£o o esperava chegar tÃ£o cedo, as malas da viagem ficaram perdidas e os dois amigos ficaram a pÃ© para atravessar a serra. Pior: ninguÃ©m da casa sabia que eles viriam. Por isso nÃ£o havia conforto, nada estava preparado.</p>
<p></span></span></p>
<p>Â </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">O milagre da comida caseira</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 12pt;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Irritado, sem saber viver sem conforto, Jacinto afirmou que iria a Lisboa. Mas </span><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Melchior</span></strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">, o caseiro, arranjou-lhes uma comida simples, sem taÃ§as de cristal nem porcelana. ComeÃ§a a mudanÃ§a do protagonista: &#8220;Diante do louro frango assado no espeto e da salada (&#8230;) a que apetecera na horta, agora temperada com um azeite da serra digno dos lÃ¡bios de PlatÃ£o, terminou por bradar: &#8216;Ã‰ divino&#8217;.&#8221;<span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;">Apaixonado pela nova vida, o dono da mansÃ£o do &#8220;202&#8243; em Paris ficarÃ¡ em Tormes, mesmo sozinho, pois seu amigo, o narrador, havia partido para outra cidade. Intrigado com essa espantosa decisÃ£o do amigo, JosÃ© Fernandes volta a visitÃ¡-lo e o encontra forte, corado, &#8220;parecia um camponÃªs&#8221;.</p>
<p></span></span></p>
<p>Â </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">O campo muda o homem</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Conhecendo a pobreza que hÃ¡ nos campos, Jacinto comeÃ§a a cuidar dos humildes. Queria fazer benfeitorias, trazer certa &#8220;civilizaÃ§Ã£o&#8221; ao interior de Portugal. Numa das festas desse mundo interiorano, conheceremos tambÃ©m a ignorÃ¢ncia e o atraso em que viviam os camponeses. Havia (nos conta o narrador) uma &#8220;mentalidade polÃ­tica atrasada, absolutista&#8221;, enquanto nas cidades havia novas doutrinas e teorias (como o positivismo, com o qual simpatizavam por ambos, Jacinto e JosÃ© Fernandes).<span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;">Numa das visitas Ã  famÃ­lia do amigo, Jacinto conhecerÃ¡ a prima de Fernandes,</p>
<p></span></span></p>
<p><strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">Joaninha</span></strong><span style="font-size:10pt;color:#000000;font-family:Arial;">, uma camponesa tÃ­pica. Apaixonado, o rico rapaz acaba casando-se com ela, tem dois filhos sadios e alegres. Depois de cinco anos de felicidade, o dilema existencial entre a &#8220;cidade e as serras&#8221; se resolverÃ¡, finalmente, pois chegarÃ£o Ã  fazenda os caixotes antes embarcados em Paris e perdidos hÃ¡ anos. Jacinto aproveitarÃ¡ <em>muito pouco</em> do que hÃ¡ de &#8220;civilizaÃ§Ã£o&#8221; nas malas.E o narrador, depois de passar mais algum tempo em Paris, volta ao campo definitivamente, convencido de que Jacinto estava certo: era bem melhor a vida no campo.</p>
<p>O livro termina desta forma:</p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Arial;"><em>&#8220;E na verdade me parecia que, por aqueles caminhos, atravÃ©s da natureza campestre e mansa &#8211; o meu PrÃ­ncipe (..), a minha prima Joaninha (&#8230;) e eu (&#8230;), tÃ£o longe de amarguradas ilusÃµes e de falsas delÃ­cias (&#8230;), seguramente subÃ­amos para o Castelo da GrÃ£-Ventura.&#8221;</em></p>
<p></span></span></p>
<p>Â </p>
<p>********************************</p>
<p>Leia tambÃ©m:</p>
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<p>********************************</p>
</div>]]></content:encoded>
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