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	<title>casal-procura &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "casal-procura"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 07:17:16 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Casais contam como superam a incompatibilidade alimentar]]></title>
<link>http://prazeresdagastronomia.wordpress.com/2008/04/03/casais-contam-como-superam-a-incompatibilidade-alimentar/</link>
<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 20:00:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye17</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eles são como água e vinho. Dalva adora comer peixe; Jayme odeia. O único peixe de que ela não gosta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Eles são como água e vinho. Dalva adora comer peixe; Jayme odeia. O único peixe de que ela não gosta é justamente o único que ele aprecia &#8211;bacalhau. Jayme é supercarnívoro; Dalva, não. A única carne vermelha que ela põe na boca é a única que ele detesta &#8211;fígado. Dalva às vezes toma vinho ou caipirinha; Jayme não ingere absolutamente nada alcoólico. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Se dependesse de afinidades gastronômicas, o namoro de Dalva Barbosa, 38, e Jayme Akira Minoda, 36, nunca teria vingado. Juntos há mais de três anos, os analistas de sistemas transformaram em bom humor as incompatibilidades à mesa. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">&#8220;Ele é descendente de japonês e, teoricamente, deveria gostar de peixe, né? Mas não, é um japonês que prefere tutu e feijão-tropeiro&#8221;, brinca Dalva. &#8220;Comida japonesa me faz mal. Prefiro feijoada&#8221;, justifica ele. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Compartilhar refeições, algo tido como um ato de amor e até como uma etapa indispensável no ritual de conquista, pode não ser o ponto alto no relacionamento dos analistas mineiros. Mas tampouco é empecilho. Apesar de não comer porco, Dalva cozinha para o namorado o lombo com bacon de que ele tanto gosta&#8230; desde que alguém frite o toicinho. &#8220;Não suporto o cheiro&#8221;, diz ela. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></b></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></b></p>
<p><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Shoyu a tiracolo</span></b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"> </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Nem sempre, porém, a incompatibilidade alimentar limita-se ao gostar, ou não, de um sabor. Quando a psicóloga Mariela Nobel, 40, conheceu o psiquiatra Luís, 49, achou lindo ele ter pedido, em uma casa de lanches, um prato sem pão. &#8220;Eu me apaixonei. Que homem diferente! Me cativou comendo seu lanche sem pão. Mal sabia eu o que era&#8221;, lembra Mariela. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Foi num jantar que ela descobriu o porquê de Luís ter declinado o pão: ele é celíaco (tem intolerância permanente ao glúten) e alérgico a milho, leite e derivados. &#8220;Rapidamente passou pela minha mente que, se a gente se apaixonasse, eu teria de me adaptar à ausência desses alimentos todos.&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Tudo bem não fosse o fato de Mariela ser gourmet, superentusiasta de risotos com bastante manteiga e creme de leite, de queijos, pães e outras iguarias. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">&#8220;No começo, como sempre gostei de cozinhar, era difícil não poder fazer para ele aquilo que eu sabia. Mas a incompatibilidade acabou acrescentando possibilidades à minha culinária. Graças ao Luís, aprendi a cozinhar diferente. E sabe que as receitas que eu faço agora estão mais gostosas?&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Fora de casa, eles recorrem a restaurantes onde já sabem que há pratos que Luís pode comer, mas não se limitam a eles. Nem que, para isso, tenham de levar na bolsa um vidro de shoyu livre de trigo. &#8220;Não ir a restaurantes japoneses era frustrante, hoje não é mais. Trouxeram para ele, de Nova York, um shoyu fermentado a partir da própria soja. Está ótimo! Saímos com a sacolinha, a mamadeira.&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Casados há seis anos, a decoradora Fabíola Sigismondi, 30, e o consultor de vendas José Roberto Sigismondi, 30, compartilham a paixão por camarão. Só que, por ele ser alérgico, ela raramente come o crustáceo. &#8220;É engraçado, porque casamos e fomos morar em Florianópolis, a cidade dos frutos do mar. Sou desesperada por uma seqüência de camarão. Um dia eu pedi, e ele comeu e passou supermal&#8221;, diz Fabíola. &#8220;Agora, quando vamos para lá, não peço mais, porque ele é esganadinho e vai querer. Só como quando ele não está, ou escondida.&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></b></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></b></p>
<p><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Desta carne, não comerei</span></b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"> </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">No relacionamento dos administradores de empresas Andrea, 30, e Sérgio Salfatis, 34, as diferenças alimentares começaram há cinco anos, quando Andrea resolveu seguir a dieta kosher (comidas preparadas segundo as regras judaicas). Apesar de às vezes invejar os pratos não-kosher do marido &#8211;afinal, sabe bem o gosto de cada alimento&#8211;, Andrea brinca que o deixa comer o que quiser. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">&#8220;O Sérgio é mais chato comigo do que eu com ele. Fica tentando negociar o meu prato, definir o que vou comer.&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Em tom de brincadeira, ele rebate: &#8220;Isso de querer experimentar mais pratos é coisa de grego, eu sou descendente. Só sugiro. Quando a gente viaja e eu a vejo pedindo &#8216;ceasar salad&#8217;, digo que, se ela quiser, eu posso pegar uma alface e ralar queijo em cima. O custo é muito alto&#8221;. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></b></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></b></p>
<p><b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Cheeseburguer sem carne</span></b><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"> </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Ovolactovegetariana desde os 11 anos, a nutricionista Bruna Nieble, 25, namora há mais de dois anos o advogado Thiago Pagliuso Teno, 24, louco por picanha e hambúrguer. &#8220;Minha sorte é que agora as lanchonetes começaram a pensar nos vegetarianos. Não preciso mais pagar o mico de pedir cheeseburger sem hambúrguer.&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Bruna, que dá aula de culinária para crianças, vez ou outra diz ser obrigada a provar carne. &#8220;Só degusto nas minhas aulas. No dia-a-dia, não como de jeito nenhum. Ele sabe disso e acha legal, tem esperança que eu deixe de ser vegetariana&#8221;, diz. Thiago contesta: &#8220;Antigamente eu era mais otimista, mas hoje sei que isso não vai adiantar.&#8221; </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">Gerente de um restaurante vegetariano, o universitário Amir Abdul, 26, é vegan (não come qualquer produto de origem animal) há nove anos. Ele, que era daqueles que pediam para o garçom &#8220;descer no prato o espeto de coração de galinha&#8221;, recentemente resistiu a um relacionamento porque a menina não era vegetariana. </span></p>
<p align="justify" style="line-height:115%;margin:0;"><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';"></span></p>
<p><span style="font-family:'Calibri','sans-serif';">É Amir quem conta: &#8220;Foi amor à primeira vista, mas comecei a imaginar o nosso convívio. Eu não beijaria uma pessoa que acabou de tomar um copo de leite ou que mastigou uma picanha. Sem contar o temperamento de quem consome carne. Altera tudo, até o cheiro [da pessoa].&#8221; </span></p>
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