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	<title>ciume &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/ciume/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ciume"</description>
	<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 11:12:46 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[O flagelo do ciúme]]></title>
<link>http://jehozadakpereira.wordpress.com/2009/12/01/o-flagelo-do-ciume-2/</link>
<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 05:05:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>jehozadakpereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Jehozadak Pereira Ao que se recorda Geraldo foi feliz até que um dia conheceu Dalva e por ela se ena]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Jehozadak Pereira Ao que se recorda Geraldo foi feliz até que um dia conheceu Dalva e por ela se ena]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[É preciso se amar mais um pouco]]></title>
<link>http://poliamor.wordpress.com/2009/11/30/e-preciso-se-amar-mais-um-pouco/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 15:09:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Charô</dc:creator>
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<description><![CDATA[Socorro! Preciso de ajuda. Sou um cara de 31 anos, ótima profissão, corpo atlético e tenho uma namor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;">Socorro! Preciso de ajuda. Sou um cara de 31 anos, ótima profissão, corpo atlético e tenho uma namorada linda e companheiríssima. Mas sou muito ciumento, e não sei lidar com isso. Não brigo nem nada, mas fico querendo saber detalhes do passado dela, e acabei descobrindo q ela teve um caso com um ex colega meu de faculdade há uns 2 anos atrás. Eu nem a conhecia, ela e ele eram solteiros e não deviam nada para ninguém. Eu não consigo parar de pensar nisso, e está me incomodando muito. Que posso fazer. Não quero perdê-la com meu comportamento. Ajudem – me!</p>
<p style="text-align:justify;">Leonardo</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Toda vez que o ciúme bate à porta, de forma assim tão prática, fico muito receosa. Por que, se a pessoa cai nessa armadilha, não entenderá quaisquer argumentos racionais que lhe sejam apresentados. Todo ciúme basicamente irracional por excelência. Ainda assim Leonardo, diria que você deve respirar fundo e tentar raciocinar um pouco.</p>
<p style="text-align:center;"> <img class="aligncenter" src="http://poliamor.wordpress.com/files/2009/11/love.jpg" alt="Amor" /></p>
<p style="text-align:justify;">Você <strong>já</strong> sabe que a mulher é linda, maravilhosa e te ama. Porém, sente ciúme e não sabe lidar com isso. O que me faz perguntar se você se ama. Afinal, não acredita que alguém tão linda e bacana pode estar realmente contigo. E ainda faz questão de ressaltar para si mesmo e para os outros que , apesar de ser jovem, atlético e bem colocado profissionalmente, sente-se inseguro.</p>
<p style="text-align:justify;">Meu conselho é relaxe e vá fazer terapia. Se tua namorada quiser te trair, não há nada que você possa fazer a respeito. É a mais pura realidade. O máximo que dá para controlar é o que você sente por si mesmo. E lendos eu texto, tenho a impressão de que é preciso se amar mais um pouco.</p>
<p>Espero ter ajudado. Beijo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As revistas da semana]]></title>
<link>http://blogdoronaldo.wordpress.com/2009/11/30/as-revistas-da-semana-50/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 10:20:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>ronaldonezo</dc:creator>
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<description><![CDATA[VEJA: &#8211; O poder da autoajuda. Não adianta torcer o nariz. Entenda por que milhões de brasileir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[VEJA: &#8211; O poder da autoajuda. Não adianta torcer o nariz. Entenda por que milhões de brasileir]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Preguiça monstra e uma noite inteira de pequenos sonhos bizarros]]></title>
<link>http://pinoquiocheirapo.wordpress.com/2009/11/25/preguica-monstra-e-uma-noite-inteira-de-pequenos-sonhos-bizarros/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 15:15:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>pinoquiocheirapo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fui dormir com preguiça. E acordei com preguiça. Tanta era a preguiça que desisti da ioga. Deitei no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Fui dormir com preguiça. E acordei com preguiça. Tanta era a preguiça que desisti da ioga. Deitei novamente e a série de &#8220;curtas&#8221; &#8211; sonhos pequeninos e bizarros &#8211; da noite inteira voltou, já de manhã.</p>
<p>- O primeiro que me lembro era eu, muito herege, falando mal de uma procissão. Eu estava lá, provavelmente rumo a São José de Ribamar, e soltava a pérola: &#8220;Não acredito que é a terceira vez que venho nessa merda!&#8221; Minha irmã, que vai mesmo nessa romaria, me olhava com a cara mais desapontada do mundo. Meu avô também estava lá. Depois eu aparecia no carro, com meu avô dirigindo. Era madrugada e eu perguntava como ele conseguia dirigir a madrugada inteira. Ele se gabava que era bom de volante [coisa que ele nunca foi, hahahahahaha].</p>
<p>- Sonhei também que Caetano Veloso ia comemorar o aniversário dele em um parque de diversão, com o filho Zeca.</p>
<p><img alt="" src="http://www.caras.com.br/imagens/69179/20090304225058_69179_large_zeca-veloso-ataca-de-dj-e-caetano-aplaude.jpg" title="zeca e caê" class="aligncenter" width="500" height="289" /></p>
<p>E surravam o Caetano, gente! Pessoas que odeiam ele &#8211; e isso nunca sai de moda! &#8211; batiam no cara. O filho ia defender o pai e saía com a testa toda ensanguentada. Eu ficava vendo aquilo chocada, com vontade de chorar.</p>
<p>- O terceiro sonho foi terrível! Meu marido atendia o telefone de madrugada e começava a trocar juras de amor, comigo do lado, ali deitada na cama. Quando eu perguntava quem era, ele dizia: &#8220;É só uma menina aí&#8221;. &#8220;Mas que menina?&#8221; &#8220;Ah, uma que dei uns beijos&#8221;. Acordei chorando, agoniada. Ah, e no sonho eu socava ele até ficar com dores terríveis na mão. hahahahahahahaha</p>
<p>Foi uma noite sangrenta.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Video Robsten]]></title>
<link>http://morranticochique.wordpress.com/2009/11/19/video-robsten/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 22:27:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>danigalhardo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esse video é da Kristen com Ciume do Robet, e que lindo ele tenta se desculpar do que falou! A tradu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Esse video é da Kristen com Ciume do Robet, e que lindo ele tenta se desculpar do que falou!<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/8YaSTpGrI0M&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/8YaSTpGrI0M&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>A tradução nao está muito boa, mas é só pra dar uma noção do que fala no video ! E se deliciem com Rob</p>
<p><span style="text-decoration:line-through;">Vou te falar hein queria ter um homen desse <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bad esquisitíssima]]></title>
<link>http://anamyself.wordpress.com/2009/11/18/bad-esquisitissima/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:12:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>anamyself</dc:creator>
<guid>http://anamyself.wordpress.com/2009/11/18/bad-esquisitissima/</guid>
<description><![CDATA[Lembram quando eu falei do quanto sentia falta de um pessoal que um dia fora importantíssimo para mi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Lembram quando eu falei do quanto sentia falta de um pessoal que um dia fora importantíssimo para mim, <a href="http://anamyself.wordpress.com/2009/10/08/sobre-gostar-demais-das-pessoas/">aqui</a>?</p>
<p style="text-align:justify;">Então. Sexta-feira 13 (aniversário do meu pai, aliás), um componente daquele grupo me ligou, chamando para tomar uma cerveja lá onde eles ainda moram. Nem pensei duas vezes: saí do trabalho, andei uns 20 min até a estação de trem, mais uns 40 min até fazer a baldeação para o metrô &#8211; lotado e fedido &#8211; , e quase 1h30 depois cheguei lá, no bairro da minha ex-escola, dos melhores amigos que tive na vida, de tanta história e tanta coisa&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Nunca medi esforços pelas pessoas que eu amo. NUNCA.</p>
<p style="text-align:justify;">Fui a terceira a chegar, mas logo foi juntando todo mundo&#8230; Um chamou o outro, que chamou o outro&#8230; E finalmente, com 3 ou 4 exceções, lá estava o mesmo grupo de sempre, como se tivéssemos todos 15 anos de novo. Olhando eles todos, me deu uma felicidade tão grande&#8230; Tirava fotos mentais daquela mesa com todos nós juntos, diferentes de como éramos, mas iguais na essência. Vontade de abraçar todo mundo, de sei lá, de explodir de felicidade. É &#8220;amo tanto que até dói&#8221; literalmente.</p>
<p style="text-align:justify;">E até expressei bastante o quanto estava feliz de todos estarem ali, aparentemente quase tão satisfeitos como eu. Era quase mágico.</p>
<p style="text-align:justify;">Ok.</p>
<p style="text-align:justify;">O lugar esvaziou, muitos dos nossos foram embora e os remanescentes foram para uma sinuca, meio longe de lá.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu amo sinuca. Mas jogo mal pra caralho. Geralmente acerto a bola, mas é só isso, também. Encaçapar é raridade. Uma vez ganhei o jogo, mas foi UMA vez. Na vida. Geralmente irrito meus parceiros, de tão ruim que sou. Até aviso antes de começar que eu sou &#8220;café-com-leite&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Adoro sinuca, mas a maioria das vezes fico deprimida ao jogar, ainda mais com gente competitiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim. Joguei pessimamente, foi ridículo. Me senti mal, até porque eles desencanaram do jogo no meio e resolveram começar de novo. Sem mim, lógico.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, o cidadão que desencadeou aquilo tudo me chamando pro rolê (que, por sinal, foi minha obsessão da juventude) e que foi para a sinuca com a gente, desapareceu do mapa com uma amiga nossa. Ainda enquanto isso, toda a humanidade desejava minha outra amiga (amo ela, mas sair com ela implica em deixar sua auto-estima no chão). E eu lá, praticamente expulsa do jogo de sinuca, sozinha num canto. Não deu outra: me deu uma bad absurda, comecei a chorar por horas e horas a fio até que alguém percebesse. E formou-se a roda de piedade ao meu redor.</p>
<p style="text-align:justify;">Uns achando que era por ciúme do outro que desapareceu com a menina (e só reapareceram para ir embora): <span style="color:#008000;">CHECK</span><br />
Uns achando que era uma bad nada a ver: <span style="color:#008000;">CHECK</span><br />
Uns achando que eu tava cansada e bêbada demais:<span style="color:#008000;"> CHECK</span> (eram 5 e pouco da manhã)</p>
<p style="text-align:justify;">Juntem mais uns mil motivos bestas, baixa auto-estima, solidão, carência, etc e a receita está pronta.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sou RIDÍCULA. Primeiro: como posso ainda ter ciúme de um cidadão que nunca foi NADA meu, passados quase 8 anos da minha fase de obsessão por ele?</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo: POR QUE CARALHOS não fui embora depois do bar? Essas coisas nunca dão certo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gastei minha terapia de segunda-feira inteira falando sobre isso. Falei coisas impronunciáveis, mas uma até confesso:</p>
<p style="text-align:justify;">minha vida inteira vi os meus amigos homens, que eu sempre admirei e idolatrei bem mais do que mereciam, dando a maior atenção para as minhas amigas (peitos/bundas/rosto bonito etc), e me tratando como uma X.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso cansa.</p>
<p style="text-align:justify;">Queria UMA VEZ NA VIDA que me dessem mais importância, sabe. Até por não vê-los há tanto tempo. Queria UMA VEZ NA VIDA ter mais importância do que um rosto bonito ali, um peitão acolá.</p>
<p style="text-align:justify;">O que vou falar é feio, mas é sincero: <strong>Não</strong> quero mais dividir meus amigos com elas. Ciúme mórbido, possessão doentia, não me importa. Me recuso a sair com eles de novo para formarem-se panelinhas ao redor das meninas bonitas, e eu sobrar.</p>
<p style="text-align:justify;">Ridículo como tudo me afeta tanto, ainda. E dói. Ainda está tudo fresco. As mesmas crises de ciúme e possessão de coisas que nunca nem chegaram perto de serem minhas.</p>
<p style="text-align:justify;">A noite começou maravilhosa. Um dos melhores momentos do ano aquele bar. Assim como esse <a href="http://anamyself.wordpress.com/2009/06/06/o-passado-se-mistura-ao-presente-e-tudo-uma-coisa-so/">outro</a> em que, aliás, eu era a única mulher.</p>
<p style="text-align:justify;">E aí a maldita sinuca estragou tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">No dia seguinte entro no Orkut e vejo um depoimento de um amigo falando de como a outra amiga estava linda, e como ela é um doce.</p>
<p style="text-align:justify;">VONTADE DE MANDAR TOMAR NO CU, SABE.</p>
<p style="text-align:justify;">Queria ser anônima, nessas horas.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu sei que todos os envolvidos neste post vão acabar lendo, mas isso é bom, porque eu jamais teria coragem de falar na cara deles. E no fundo eles sabem como essas coisas sempre me afetaram e afetarão.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dreamer - Part [18] Aniverssário]]></title>
<link>http://gigikah.wordpress.com/2009/11/17/dreamer-part-18-aniverssario/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:52:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>gigikah</dc:creator>
<guid>http://gigikah.wordpress.com/2009/11/17/dreamer-part-18-aniverssario/</guid>
<description><![CDATA[Acordei suada, esperando o sol nascer e bater na minha janela, mas pude ouvir o pesar da chuva agora]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://gigikah.wordpress.com/files/2009/11/img_1345.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-171" title=":P" src="http://gigikah.wordpress.com/files/2009/11/img_1345.jpg" alt="" width="480" height="640" /></a></p>
<p>Acordei suada, esperando o sol nascer e bater na minha janela, mas pude ouvir o pesar da chuva agorando o meu dia que tinha tudo para ser ótimo. Tirando o Ben, claro. Que nem se quer lembrou do aniverssário de mamãe. Levantei, tomei um banho demorado, tentando tirar de mim o stress da noite passada, sem sucesso, podia sentir meus ombros pesando.</p>
<p>Já vestida com o uniforme do colégio, que nem emblema tem, enrolei uma toalha na no cabelo - estilo turbante na cabeça - para absorver a àgua que insistia em permanecer alí. Arrumei minha bolsa já com todo o material. Havia alguns ruídos na cozinha, mas eu não conseguia identificar quem já tinha acordado. Fui descendo as escadas, devagar, tentando adivinhar quem já se levantou. Era tão cedo, só seis horas da manhã. Quando finalmente, meu silêncio se interrompeu com um passo em falso na escada, Ben surgiu preocupado na porta da cozinha.</p>
<p>- Não foi nada, eu tô bem, foram só três degraus &#8211; eu disse analisando meus braços para ver se estava mesmo inteira.</p>
<p>Isso era tão normal, tão frequente que ninguém mais se levantou, apesar de eu ter certeza que todos ouviram. Quando encontrei os arranhões que sempre aconteciam, segui para cozinha. Haviam muitas coisas que eu gostaria de deixar bem claro para Ben. Acho que não vai ser fácil manter o auto-controle hoje, é um daqueles dias que tudo indica, que eu não deveria ter acordado.</p>
<p>- Ben? &#8211; eu disse, não sei porque soou como pergunta.</p>
<p>- Sim? Você está mesmo bem? Está um pouco arranhada&#8230; &#8211; ele parecia tentar sair do meu campo de &#8220;ataque&#8221;, visão.</p>
<p>Ele não parava quieto. Será que ele não podia me dar 5 segundos de atenção? Esperei mais um pouco para ver se ele pararia para me escutar. E enquanto isso, fui planejando e medindo cada palavra que eu tinha pra soltar pra ele. Ele não parou pra me escutar, era agora a minha vez.</p>
<p>- Ben, sabe que dia é hoje? &#8211; eu perguntei e quando ele ia responder, eu disparei todas as palavras num respiro só &#8211; Por que você tá fazendo isso com mamãe? Você acha mesmo que ela merece? Você fica fazendo ligações às escondidas, e não conta mais nada pra ela, como acha que ela se sente? E como acha que a gente se sente vendo ela infeliz? &#8211; tomei um ar, e senti lágrimas em meu rosto, mas prossegui, mesmo com a face dele assustada &#8211; Nós não vamos deixar você fazê-la infeliz, não vamos, ouviu bem? &#8211; eu já estava quase partindo pra cima dele, mesmo que ele não teve tempo de responder nada e me deixar mais irritada ainda.</p>
<p>Ele me pegou pelos braços, e me deu uma sacodida, não só fisicamente, mas com tudo o que ele disparou respondendo minhas acusações.</p>
<p>- Juliaaa, para com isso garota mimada! Não sei o que tá acontecendo com você! Por que acha que eu esqueceria do aniverssário da pessoa mais importante da minha vida? VOCÊS são meu tudo, podem não ser meus filhos de verdade, mas pra mim é como se fossem. Não amo só a mãe de vocês, mas amo essa família. E quero muito fazer vocês 4 felizes.</p>
<p>Ele assim que parou de falar, me abraçou pra me acalmar. E agora eu sabia que podia chamar ele de pai. Ele começou a me contar tudo, toda a surpresa que preparou pra ela, e eu fiquei facinada, engolindo o choro em muitíssimo pouco tempo. Ele serviu o café da manhã, que devorei entusiasmada, afinal, hoje seria um ótimo dia e eu mal podia esperar pra ver a felicidade de mamãe de novo.</p>
<p>Fui para a escola, Ben me levou. Estava anciosa pelas surpresas para mamãe, pelo almoço com Lipe, mas com receio por ser a &#8220;nova aluna da classe&#8221;. A chuva já havia diminuído muito quando chegamos no colégio. Peguei minha bolsa, e segui para onde tinha me indicado no dia da matrícula.</p>
<p>[continue...</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Homem de Malandra": a versão masculina da "Mulher de Malandro"]]></title>
<link>http://alicenodiva.wordpress.com/2009/11/17/homem-de-malandra-a-versao-masculina-de-mulher-de-malandro/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 04:11:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aleksandra Zakartchouk</dc:creator>
<guid>http://alicenodiva.wordpress.com/2009/11/17/homem-de-malandra-a-versao-masculina-de-mulher-de-malandro/</guid>
<description><![CDATA[Um novo tema vem à tona no blog Alice no Divã: homem obcecado por alguém que dilacera seu ego e não ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">
<p style="text-align:left;"><span style="color:#333399;">Um novo tema vem à tona no blog Alice no Divã:  homem obcecado por alguém que dilacera seu ego e não consegue virar a página. Com a auto-estima minada, esse macho inseguro toma toco seguido de toco, mergulhando fundo na dor de cotovelo típica do amor bandido. Veja o que a Ale tem a nos dizer sobre a pauta.</span></p>
<p><em><em> </em></em></p>
<div id="attachment_159" class="wp-caption aligncenter" style="width: 327px"><em><em><em><a href="http://alicenodiva.wordpress.com/files/2009/11/salto20agulha.png"><img class="size-full wp-image-159" title="salto%20agulha" src="http://alicenodiva.wordpress.com/files/2009/11/salto20agulha.png" alt="" width="317" height="320" /></a></em></em></em><p class="wp-caption-text">Amor Bandido: chuta que eu gamo</p></div>
<p><strong>Por Alessandra Daga</strong></p>
<p>Vocês conhecem algum homem de malandra?</p>
<p>Há algumas semanas postei um texto sobre se você for gostosa e chata, esquece, não tem vez. Os homens querem mesmo as legais. Hoje me pergunto, quanta verdade há nessa frase? Qual a porcentagem de homens que procuram as legais e de homens que gostam de sofrer&#8230; 80% e 20%?&#8230; Não, não é uma citação da lei de Pereto. Foi um chute&#8230;</p>
<p>Inspirei-me muito no conceito “seja legal”, mas a verdade é que assim como as mulheres, existem homens que gostam de sofrer e quando você se depara com um desses, fuja ou &#8211; se acontecer como aconteceu comigo &#8211; reze para estar enganada.</p>
<p>Queria discutir um pouco mais esse comportamento&#8230; Vamos lá: a verdade é que tudo que mexe com nosso ego nos afeta, isso vale para o bem ou para o mal, portanto muitas vezes ser maltratado, trocado, comparado nos afeta sem que isso seja verdadeiramente amor.  Na minha opinião, isso tem nome: cientificamente conhecido como “Dor de Cotovelo”. Dói&#8230;  Confunde e pode tornar qualquer um que passe pela situação &#8220;obsessivo&#8221;.</p>
<p>A vítima da “dor de cotovelo” dificilmente terá uma segunda chance com seu algoz. Isso é cruel, mas em uma situação como essa não poderia ser diferente. Taí, a dor de cotovelo se transforma em um tipo de amor disfarçado e então surge o “homem de malandra”, aquele que ignora a chance de viver uma relação feliz e saudável para se entregar a mais profunda fase de lamentações e questionamentos que não levam a lugar nenhum.</p>
<p>Vale a pena abrir os olhos de alguém assim ou é caso perdido? O mais importante disso tudo, para mim, é manter minha mente aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo. O desfecho dessa história (se tiver), eu conto depois!</p>
<p>&#160;</p>
<p><div id="attachment_161" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://alicenodiva.wordpress.com/files/2009/11/homem12.jpg"><img class="size-full wp-image-161" title="Homem[1]" src="http://alicenodiva.wordpress.com/files/2009/11/homem12.jpg" alt="" width="400" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Poço sem Fundo: dor de cotovelo dilacera ego que não aceita &#34;não&#34; como resposta</p></div>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Demônios são Seus]]></title>
<link>http://decote.wordpress.com/2009/11/11/os-demonios-sao-seus/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:46:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Decote</dc:creator>
<guid>http://decote.wordpress.com/2009/11/11/os-demonios-sao-seus/</guid>
<description><![CDATA[&#8230;a verdade é que você é só mais uma na multidão, a mesma parte indecifrável do nada. A sua dif]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8230;a verdade é que você é só mais uma na multidão, a mesma parte indecifrável do nada. A sua diferença em relação à outras pessoas é essa sua luta desesperada e estabanada para ser a fonte de alguma importância pra mim, para ser o fator catalisador de algum sentimento, mais especial se for ódio (afinal pra ti isso é o mesmo que amor). Mas quando olho pra você, vejo uma barata tonta de veneno suplicando clemência. Não há mais empatia alguma. Não estou magoada, não estou triste por sua causa&#8230; essa fase já passou, se é que existiu, talvez fosse mais uma constatação da sua falta de consideração. Hoje simplesmente não me importo mais contigo. Nada! Se pra ti isso é um abandono, lembre-se: quem se embriaga demais consigo mesmo, é só um bêbado egóico, ou seja, um chatão/chatona. Não quero saber da sua vida. Não quero seu mal, apenas não acho a sua pessoa interessante mais, bem como suas atitudes cafonas e descontroladas. Só quero você bem longe&#8230; principalmente com essa sua faca fálica. O que você quer? Me penetrar novamente? Você já esteve aqui dentro&#8230; e pediu pra sair Recruta Zero&#8230; e a guerra é toda sua. Não me confunda com as suas confusões mentais e inseguranças.<br />
EU NÃO SOU OS SEUS MEDOS. EU ESTOU BEM LONGE DE VOCÊ, CASO NÃO TENHA NOTADO. </p>
<div id="attachment_594" class="wp-caption alignnone" style="width: 397px"><img src="http://decote.wordpress.com/files/2009/11/2668705244_a3c10d811e1.jpg" alt="2668705244_a3c10d811e" title="2668705244_a3c10d811e" width="387" height="500" class="size-full wp-image-594" /><p class="wp-caption-text">Tenha amor próprio, viva a sua vida.</p></div>
<p><a href="http://recantodasletras.uol.com.br/tutoriais/1779226">obs.: a tag &#8220;pau mole&#8221; se refere ao quanto acho seu namorado interessante.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Problemas na comunicação do casal]]></title>
<link>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/11/10/problemas-na-comunicacao-do-casal/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 18:51:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Arthur Ottoni</dc:creator>
<guid>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/11/10/problemas-na-comunicacao-do-casal/</guid>
<description><![CDATA[o Veja mais tirinhas clicando aqui! 0 0]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1399" title="comunicacao-do-casal" src="http://mundodoarthur.wordpress.com/files/2009/11/comunicacao-do-casal.jpg" alt="comunicacao-do-casal" width="450" height="1616" /></p>
<p><span style="color:#ffffff;">o</span></p>
<p><strong>Veja mais tirinhas <a href="http://mundodoarthur.wordpress.com/tag/quadrinhos/" target="_blank">clicando aqui</a>!</strong></p>
<p><span style="color:#ffffff;">0</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">0</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Casou no namoro e não namorou no casamento.]]></title>
<link>http://igrejapresbiterianajardimamerica.wordpress.com/2009/11/10/casou-no-namoro-e-nao-namorou-no-casamento/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:51:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>igrejapresbiterianajardimamerica</dc:creator>
<guid>http://igrejapresbiterianajardimamerica.wordpress.com/2009/11/10/casou-no-namoro-e-nao-namorou-no-casamento/</guid>
<description><![CDATA[Dizem por aí que é muito difícil encontrar um garoto ou garota evangélica que ainda seja virgem. É o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Dizem por aí que é muito difícil encontrar um garoto ou garota evangélica que ainda seja virgem. É o que ouço em palestras pelas igrejas. As raras pesquisas apontam uma intensa vida sexual no meio de jovens crentes. Antes de acreditar nesta afirmativa, eu a discuto. Será que isso é verdade? Será que o pessoal está transando mesmo? Quem são estes? São os nascidos no evangelho ou os recém chegados?</p>
<p>Vivemos um grande crescimento quantitativo da fé cristã no Brasil. Seriam esses novatos na comunidade que ainda mantém velhas práticas pecaminosas? É possível, mas não tenho como aferir com segurança. Entretanto, ouso insinuar que esta não me parece ser a realidade. Os novos convertidos, e convertidos mesmo, são convencidos pelo Espírito Santo de seus pecados, os confessam, abandonam e se lançam para uma nova vida.</p>
<p>Ora, se preferissem a velha vida, porque teriam abraçado a nova? Eu sei que há uma luta entre carne e Espírito. Sei que o próprio Apóstolo Paulo num rompante de sinceridade e franqueza abriu o coração ao dizer que o mal estava sempre diante dele. Que mal tão mal é esse que não resiste nem a fé de Paulo? Para quem está em pé há sempre a chance de cair. Aliás, há muito mais chances para se cair do que para se estar de pé. A física neste ponto nos ajuda a entender o mundo metafísico.</p>
<p>A luta contra o pecado do novo convertido tem um aliado que é também adversário. A experiência, a vivência deu-lhe mostras do prazer encontrado no pecado. Contudo, da mesma forma lhe mostrou o sofrimento advindo dessa prática. Os nascidos na igreja lutam contra um problema maior. Eles lutam contra o desejo, mesmo que não o tenham praticado e contra as fantasias geradas no seu íntimo. Batalham contra a pressão de uma sociedade cada vez mais livre. Sentem-se forçados a fazer. Acham-se impotentes diante de tanta potência. E o pior momento desta crise é quando desejam ser aqueles novos convertidos. Aqueles que vieram do mundo. Não pelo que sentem hoje, mas pelo que puderam fazer antes de entrarem para a igreja. Nasce um ciúme. Gostariam de ter uma chance assim. Fazer tudo de errado e em algum momento conhecerem a Jesus e irem para a igreja.</p>
<p> Porque há tantos querendo ser hoje o que outros foram ontem? Estou insinuando explicitamente que a maioria dos que lidam livremente com a questão sexual na juventude evangélica brasileira são crentes nascidos e criados na igreja. Gente que sabe de cor os hinos e cânticos da moda. Gente que decorou os versículos principais. Gente que ora com palavras bonitas e bem usadas. Gente que vive de passado. Gente que perdeu o brilho. Gente sem vida. Gente que aprendeu a lidar com o sublime e este não faz mais diferença. Gente que não sabe respeitar e honrar a autoridade pastoral. Há exceções. Muitas. Milhares e milhares. Eu creio! Mas ainda há muitos achando que mais vale o prazer do momento que o eterno. Alguns que trocam banquetes por nada, dizendo não a Jesus e sim ao diabo. Quero honrar os que nasceram de novo. Soldados que lutam bravamente contra si mesmos e o fazem por que encontraram motivações maiores. Não sei se de fato está havendo esta tal vida sexual ativa entre os jovens evangélicos.</p>
<p>Pode ser um exagero. Talvez seja um engano e até este texto seja desnecessário. Pode ser que os que nasceram na igreja tenham em algum momento sidos convertidos por Jesus. Quem sabe tenham até caído em pecado, mas não ficaram lá. Há chances de terem sido derrotados pelo desejo, mas não ficaram prostrados. Quem conhece a Jesus Cristo, há muito ou pouco tempo, sabe que o homem pode cair, mas o levantar pertence ao Senhor. Não há nada que não possa ser controlado, quando estamos com aquele que tem toda autoridade.</p>
<p> Estaria a juventude cristã vivendo em promiscuidade? Deixar velhas práticas é tão difícil quanto deixar de querer novas. Há muita gente casando no namoro e não namorando no casamento. Mas este é um assunto para um outro artigo. Até lá e que Deus te abençoe!</p>
<p>Por Rev. Haveraldo Vargas JR., em 02/10/2009</p>
<p>texto retirado do site do <a href="http://www.upa.org.br/main.php3">http://www.upa.org.br/main.php3</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dreamer - Part [17]]]></title>
<link>http://gigikah.wordpress.com/2009/11/08/dreamer-part-17/</link>
<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 17:16:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>gigikah</dc:creator>
<guid>http://gigikah.wordpress.com/2009/11/08/dreamer-part-17/</guid>
<description><![CDATA[Estava tão quente agora, bem diferente do frio úmido do bosque. Levantei suada, para ligar o ar cond]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-165" title="abraco" src="http://gigikah.wordpress.com/files/2009/11/abraco1.jpg" alt="abraco" width="434" height="600" /></p>
<p>Estava tão quente agora, bem diferente do frio úmido do bosque. Levantei suada, para ligar o ar condicionado, e em seguida desci para beber água. Tomei com calma, olhando pela janela para o lado de fora da janela da cozinha. Estava voltando pra meu quarto, começando a subir as escadas, e ouvi a barulheira de chaves que pareciam lutar para encontrar a fechadura, eu sabia que era ele, e que ele não estava sóbrio. Sendo assim, eu sabia também, que ele não seria capaz de controlar-se totalmente, então corri o mais rápido que pude para o meu quarto, me enfiei debaixo das cobertas apesar do calor, e finji dormir, ouvi então a porta finalmente se escancarar quando ele conseguiu encontrar a chave certa.</p>
<p>Logo depois, ouvi outras duas portas se abrirem, quase que simultâneamente. Imaginei o Ben saindo do quarto para ver o que estava acontecendo, e eu sabia que assim como eu, ele sabia exatamente o que era. A outra porta, pareccia ser do quarto ao lado do meu, a porta do quarto dele. Fiquei aliviada ao ouvir o Ben simplesmente desejar boa noite, encostar a porta do quarto do Junior, e voltar para a cama ao lado de minha mãe, que sem dúvidas estava bastante preocupada por sinal, eu quase podia ver o olhar de angústia dela se amenizando quando Ben voltou.</p>
<p>Fique ainda debaixo das cobertas, não sabia se ele estava mesmo dormindo, mas tinha a impressão de ouvir alguns soluços de choro. Devia ser minha imaginação, pedindo por descanso. Adormeci, com ar condicionado ligado, e suando por baixo do edredon. Ouvi minha porta se abrir, com o ruído entrecortado, finji não ter acordado. Um calor humano, se aproximou do meu corpo, mas sob minha pele pude sentir um toque leve porém gelado.  Isso me provocou uma onda de arrepios, a pele que me tocava além de gélida, estava molhada. Acordei para enfim observar o par de olhos que agora pareciam assustados com meu despertar. Ele tirou rápido a mão do meu rosto. Ao mesmo tempo que senti medo, senti pena ao enchergar as olheiras, e as lágrimas que manchavam seu rosto perfeito. Apesar da certeza de que ele estava fora de si, não suportei ficar longe dele, sentia falta de seu abraço quente. O abraçei com força, fazendo o cafuné que eu mesma sentia falta, ele retribuiu, e chorou mais.</p>
<p>Depois de um tempo, sem falar nada, apenas soluçando e recuperando o ar, nos afastamos e enchuguei suas lágrimas. Ele pegou minhas mãos, apoiou sobre as dele, e me olhando nos olhos, mais uma vez pediu desculpas. Enquanto ele acariciava minhas mãos, lembrei do que poderia estragar esse momento, recuei a mão na qual estava a aliança. Esperando que ele nem se quer notasse, mas ja era tarde. Eu podia ver que as lágrimas tinham mais frequência nos seus olhos, foi então, que alterado e ainda entre soluços ele me disse:</p>
<p>- Você tem algo pra me contar? &#8211; ele parecia transtornado, mas eu não podia mentir.</p>
<p>Lentamente, posicionei a mão que escondia de modo que ele pudesse analisar. A raiva e decepção, novamente tomaram conta dos seus traços perfeitos. Apenas baixei a cabeça.</p>
<p>- O que significa isso? Posso saber? Onde tu estava com a cabeça quando aceitou isso? &#8211; ele puxava minha mão quase esfregando no meu rosto - Namorar sério com um cara que você mal conhece!! &#8211; com força ele arremessou minha mão pra longe da dele, se levantou da cama e foi embora batendo as portas.</p>
<p>Eu chorei, sabia que ele ainda ia se arrepender, e isso quase me confortava. Mas o não saber QUANDO ele se arrependeria, não deixava eu me sentir confortável e confiante. Voltei a tentar dormir, não sei quando foi que peguei no sono, mas podia sentir as olheiras se formando.</p>
<p>[continue...</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Soldadinhos III  - sistema de cotas -]]></title>
<link>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/11/02/os-soldadinhos-iii-sistema-de-cotas/</link>
<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 03:23:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Arthur Ottoni</dc:creator>
<guid>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/11/02/os-soldadinhos-iii-sistema-de-cotas/</guid>
<description><![CDATA[o Veja mais tirinhas d&#8217;OS SOLDADINHOS clicando aqui!]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1360" title="soldadinhos3" src="http://mundodoarthur.wordpress.com/files/2009/11/soldadinhos3.jpg" alt="soldadinhos3" width="316" height="1043" /></p>
<p><span style="color:#ffffff;">o</span></p>
<p><span style="color:#999999;"><strong>Veja mais tirinhas d&#8217;OS SOLDADINHOS <a href="http://mundodoarthur.wordpress.com/category/os-soldadinhos/" target="_blank">clicando aqui</a>!</strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser ou não ser especial?]]></title>
<link>http://destilandoveneno.wordpress.com/2009/10/31/ser-ou-nao-ser-especial/</link>
<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 04:47:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
<guid>http://destilandoveneno.wordpress.com/2009/10/31/ser-ou-nao-ser-especial/</guid>
<description><![CDATA[O post de hoje é um post “baba ovo”, “paga pau” e cheio de outras expressões que indicam que eu tô c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-360" title="Tati" src="http://destilandoveneno.wordpress.com/files/2009/10/tati3.jpg?w=300" alt="Tati" width="255" height="178" />O post de hoje é um post <span style="color:#800000;">“baba ovo”, “paga pau”</span> e cheio de outras expressões que indicam que eu tô colocando alguém <span style="color:#800000;">no pedestal mais alto</span>. Mas&#8230; Para que ninguém fique achando que eu tô fugindo da minha função de <span style="color:#800000;">viadinho do blog</span>, vou tentar contextualizar&#8230;</p>
<p>Existe uma <span style="color:#800000;">verdade universal</span> que diz que todo gay precisa de uma melhor amiga. <span style="color:#800000;">Fato!</span> Gays que não têm uma melhor amiga são <span style="color:#800000;">chatos e sem noção</span>. É verdade que ao longo da nossa odisséia muitas gurias vêm e vão&#8230; Todas <span style="color:#800000;">sempre muito importantes</span> e com direito a um pedestal bem <span style="color:#800000;">bonito e ornamentado.</span> E a primeira delas, assim como nosso <span style="color:#800000;">primeiro amor,</span> não pode deixar de ter um <span style="color:#800000;">destaque especial.</span> Logo que eu descobri que preferir <span style="color:#800000;">olhar para os guris ao invés de olhar para as gurias</span> era algo de caráter irrevogável (já contei a história <span style="color:#999999;"><a href="http://destilandoveneno.wordpress.com/2009/06/03/ser-ou-nao-ser-gay-a-genese/" target="_blank">aqui</a></span>) eu pensei que estaria tudo bem se eu nunca contasse a ninguém&#8230; Eu só não achei q seria <span style="color:#800000;">tão difícil não contar a ninguém&#8230;</span> Outra <span style="color:#800000;">verdade universal</span> é que nós todos <span style="color:#800000;">precisamos de alguém pra ouvir nossas lamúrias.</span> Consegui ficar dois anos sem falar sobre isso e nesse tempo eu conversava com <span style="color:#800000;">uma guria que eu conheci <span style="color:#999999;"><a href="http://destilandoveneno.wordpress.com/2009/06/09/coluna-%e2%80%98enfim-sos%e2%80%99-%e2%80%93-caso-de-amor-a-distancia/" target="_blank">de maneira inusitada</a></span></span> e que era <span style="color:#800000;">uma figurinha muito divertida.</span> Eu já estava decidido de que se algum dia eu fosse contar a alguém sobre o meu <span style="color:#800000;">“desvio”</span> seria pra ela e, quando ela me disse que <span style="color:#800000;">tinha um segredo bem sério</span> pra me contar eu respondi a ela que eu também tinha um. <span style="color:#800000;">Fizemos uma troca&#8230;</span> Mas o segredo dela <span style="color:#800000;">nem era tão sério assim&#8230;</span> Ok, na época era&#8230; Não vou contar pra vocês porque eu prometi que <span style="color:#800000;">nunca contaria a ninguém</span> (sorry, é nosso acordo!). A reação dela foi melhor do que eu imaginava: <span style="color:#800000;">“Não posso mentir pra você, não entendo muito sobre isso, mas prometo que vou fazer de tudo pra entender. Apenas lembre de que tudo que a gente faz e sente é da nossa natureza, então, relaxa. E eu sempre vou apoiar você.”</span></p>
<p>Depois disso eu não tinha mais dúvidas do quanto essa guria era <span style="color:#800000;">especial</span> pra mim. E ela realmente <span style="color:#800000;">fez e faz diferença!</span> Ela é aquele tipo de pessoa que quando coloca uma coisa na cabeça <span style="color:#800000;">não sossega enquanto não vê tudo realizado</span>, faz <span style="color:#800000;">mil coisas ao mesmo tempo</span>, ta sempre tendo <span style="color:#800000;">idéias revolucionarias</span> (e não tão revolucionárias assim), consegue ver o <span style="color:#800000;">lado positivo</span> de tudo, (mas gosta de dar ênfase ao lado negativo <span style="color:#800000;">porque se ninguém reclamar as coisas nunca vão mudar</span>), consegue fazer as pessoas rirem mesmo sem contar piada <span style="color:#800000;">(algumas coisas só acontecem na vida dela!)</span>, tem muuuuita <span style="color:#800000;">sorte</span> (porque apesar de todo o talento pra arranjar cafajestes ela arrumou um marido honesto e trabalhador que, apesar de não lavar copos, se prontifica a <span style="color:#999999;"><a href="http://destilandoveneno.wordpress.com/2009/09/24/coluna-%e2%80%99enfim-sos%e2%80%99-%e2%80%93-ogro-mecanico/" target="_blank">fazer alguns serviços domésticos</a></span>). Ela também é meio neurótica <span style="color:#800000;">(a noite de domingo em que ela cismou que tava grávida&#8230;)</span>.E é <span style="color:#800000;">Flamenguista&#8230;</span> Mas não vamos prestar atenção em pequenos defeitinhos, né?</p>
<p>Eu sei, eu sei, <span style="color:#800000;">estão todos querendo uma amiga assim, né?</span> Eu sou bem <span style="color:#800000;">ciumento e egoísta</span>, por mim eu não dividiria ela com ninguém, mas hoje estou generoso, então, se quiserem conhece-la melhor, é só clicar <span style="color:#999999;"><a href="http://twitter.com/tatianaseixas" target="_blank">aqui</a></span> ou <a href="http://destilandoveneno.wordpress.com/quem-e-quem/" target="_blank">aqui</a> <span style="color:#800000;">(mas vou logo avisando que o amigo gay dela sou eu e não aceito concorrência!)</span>. E aproveitem pra desejar a ela um <span style="color:#800000;">FELIZ ANIVERSÁRIO!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Prepare o primogênito para a chegada do irmão]]></title>
<link>http://claudiomedeiros.wordpress.com/2009/10/29/prepare-o-primogenito-para-a-chegada-do-irmao/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 00:53:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Claudio Medeiros</dc:creator>
<guid>http://claudiomedeiros.wordpress.com/2009/10/29/prepare-o-primogenito-para-a-chegada-do-irmao/</guid>
<description><![CDATA[Por Paula Desgualdo Fonte: www.bebe.com.br Não é fácil para uma criança entender e aceitar que os pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Por Paula Desgualdo<br />
Fonte: www.bebe.com.br</em></p>
<p>Não é fácil para uma criança entender e aceitar que os pais optaram por ter outro bebê. Para ajudá-la a digerir a idéia e mostrar que seu espaço na família não está ameaçado, a regra é soltar o verbo. “Falar é sempre a melhor alternativa, independentemente da idade”, ressalta Ada Morgenstern, professora de psicanálise da criança do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. O que muda, conforme a idade, é o tom da conversa. </p>
<p><div id="attachment_615" class="wp-caption alignright" style="width: 207px"><img src="http://claudiomedeiros.wordpress.com/files/2009/10/cacula1.jpg?w=197" alt="Caçula" title="Caçula" width="197" height="300" class="size-medium wp-image-615" /><p class="wp-caption-text">Nada como um bom papo para explicar que a família vai ganhar um novo integrante.</p></div><br />
Se o pequeno só balbucia o bê-á-bá, não adianta apostar em longos discursos. Nesse caso, é preferível esclarecer, por exemplo, que a barriga da mamãe irá aumentar porque ali está crescendo um irmãozinho. Já os maiores são capazes de compreender que o bebê a caminho será um ser com necessidades e sentimentos próprios. Desde o momento da notícia, inclusive, os pais podem estimulá-los a compartilhar, no futuro, uma parcela de responsabilidade em relação ao caçula – sem forçar a barra ou sobrecarregá-los, é claro. </p>
<p>Apesar de o ciúme ser inevitável, as reações do filho estão diretamente associadas à forma como os pais encaram a gravidez. Por isso, nada de transmitir insegurança. “A melhor maneira de contar é envolver a criança e criar a possibilidade de que a situação nova seja boa para ela”, aponta Luciene Tognetta, do Laboratório de Psicologia Genética da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Uma dica: no período próximo ao nascimento do novato na família, evite fazer transformações bruscas no cotidiano do mais velho. “A chegada do irmão já é uma mudança muito dura para ele”, afirma Luciene. Colocar na escola, tirar o bico da mamadeira ou alterar a decoração do quarto pode dificultar esse momento de transição na vida do pequeno. </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Macho de Verdade IV]]></title>
<link>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/10/28/macho-de-verdade-iv/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 14:26:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Arthur Ottoni</dc:creator>
<guid>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/10/28/macho-de-verdade-iv/</guid>
<description><![CDATA[o Vote no nosso blog no Concurso Peixe Grande! Clique aqui para nos ajudar! 0 Veja mais momentos de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1341" title="macho_de_verdade_4" src="http://mundodoarthur.wordpress.com/files/2009/10/macho_de_verdade_4.jpg" alt="macho_de_verdade_4" width="340" height="907" /></p>
<p><span style="color:#ffffff;">o</span></p>
<p><strong>Vote no nosso blog no <span style="color:#000080;">Concurso Peixe Grande</span>! <a href="http://www.peixegrande.com.br/voto/votar.asp?key=5540724844160551564609045859450D0E55484E0D07F4D4D387980B58E8759C913FE709" target="_blank">Clique aqui para nos ajudar</a>!</strong></p>
<p><strong><span style="color:#ffffff;">0</span></strong></p>
<p><strong>Veja mais momentos de Macho <a href="http://mundodoarthur.wordpress.com/tag/macho/" target="_blank">clicando aqui</a>!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dreamer - Part [16] Primeira despedida]]></title>
<link>http://gigikah.wordpress.com/2009/10/25/dreamer-part-16-primeira-despedida/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 12:57:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>gigikah</dc:creator>
<guid>http://gigikah.wordpress.com/2009/10/25/dreamer-part-16-primeira-despedida/</guid>
<description><![CDATA[Chegamos em casa, ele entrou comigo, e acabou jantando, no lugar que novamente o Júnior deixou desoc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-160" title="this is me" src="http://gigikah.wordpress.com/files/2009/10/essa.jpg" alt="this is me" width="500" height="375" /></p>
<p>Chegamos em casa, ele entrou comigo, e acabou jantando, no lugar que novamente o Júnior deixou desocupado. Já passava das 9 horas da noite quando ele decidiu ir embora.</p>
<p>- Minha pequena! &#8211; ele disse entusiasmado e abrindo no rosto o sorriso que tanto me fazia suspirar, e quando continuou essa empolgação cessou &#8211; Tenho que ir, amanhã também você começa na escola&#8230; passo lá pra te buscar posso? &#8211; quando ele falou em ir, no mesmo instante que as palavras dele alcançaram minha audição pude sentir o que é saudade.</p>
<p>- Claro né! Mas acho que nem vou ter muitas novidades sobre amanhã mas tudo bem. E o seu trabalho? Não vai atrapalhar? &#8211; Bateu essa preocupação, já que como técnico a demanda de trabalho dele deveria ser maior do que a minha de estudos.</p>
<p>- Eu tenho horário de almoço né, também mereço um pouquinho de descanço e uma alimentação saudável&#8230; Tá aí! Podemos almoçar juntos também se quiser&#8230; o que você acha? &#8211; sempre que ele falava alguma coisa com aquele brilho nos olhos, era óbvio que era algo maravilhoso que eu iria escutar, inevitável não sorrir com aqueles lindos olhos negros brilhando pra mim.</p>
<p>- Claro né, amei a idéia!! &#8211; eu sempre me empolgava mais do que o necessário, espero que um dia ele se acostume com isso, ou não.</p>
<p>- Então estamos combinados. &#8211; ele me deu um beijo na testa enquanto me abraçava &#8211; Até amanhã MINHA-PEQUENA!!</p>
<p>Ele já estava se afastando, e eu realmente não sabia qual era minha expressão agora, estava incrédula. Nenhum beijo de despedida? Simplesmente um beijo de carinho na testa? Só, e nada mais?</p>
<p>Ele que certamente observou meus traços, reconheceu o que eu sentia, só não sabia que meus pensamentos estavam em perguntas. E que só acordei deles, quando sentí seus lábios quentes pressionando os meus. O abracei forte, torcendo pra que esse não fosse o último beijo assim, de paixão. Senti suas mãos saindo de minha cintura e buscando minhas mãos, era hora dele ir, e eu ficaria sozinha até o meio-dia de amanhã, muito tempo pra mim temer. Ele entrou no carro, o Eclipse preto dos meus sonhos, baixou o vidro do carona pra me olhar estática em frente à porta de casa, como se fosse um último adeus. Mas não era, e eu pude sentir isso naquele beijo, e que a partida o deixou tão desconfortável quanto eu.</p>
<p>Depois que o brilho que reluzia do carro desapareceu na esquina, tentei me afogar nas lembranças da tarde maravilhosa, e pensar em tudo de bom que vêm acontecendo. Me dei conta que perdi um grande amigo, um ótimo irmão, que eu não ví o dia todo praticamente, mas que pelo menos não estragou a minha felicidade. Minha mãe estava esperando na sala, com os olhos de anciedade. Corri saltitando em direção a ela, com cuidado ainda tateando o anel de namoro. Tão lindo, tão delicado, ele sempre acerta, parece que me conhece à anos.</p>
<p>- Nossa!! Filha, o que você fez pra ele se apaixonar assim? Porque um anel desses, dessa loja, é uma F-O-R-T-U-N-A!! &#8211; ela disse assustada, quando após retirar o anel de meu dedo analisou a marca. &#8211; Estou abismada! Quem diria heim filhota!! &#8211; ela disse me abraçando, e nesse abraço notei o quanto isso me fazia falta.</p>
<p>Coloquei o anel de volta, e sem tirar os olhos dele, espondi às dúvidas dela.</p>
<p>- Ah mãe, eu não fiz nada, só fui eu mesma. Tu sabe que não sou metida nem nada, e que adoro conversar, depois que me solto claro, e acho que foi disso que ele gostou. Mas não tenho certeza, mas agora até eu fiquei com essa curiosidade, amanhã pergunto pra ele.</p>
<p>- Amanhã? Quando? Como? Não vai ficar comigo amanhã?? &#8211; ela disse se lamentando como se eu fosse mesmo esquecer dela justo no aniverssário dela igual o Ben fez.</p>
<p>- Claro que vou ficar contigo mãe!! Ele só vai me buscar no colégio e me levar pra almoçar, depois ele me traz pra casa. &#8211; eu disse desviando o olhar da prata reluzente e observando os ernomes olhos verdes da minha mãe.</p>
<p>- Ah, acho bom mesmo mocinhaaa!! Não é porque está de namorado que vai abandonar a família!! &#8211; ela disse rindo como se fosse sermão mesmo.</p>
<p>- Eu sei né mãe! Vou dormir, amanhã acordar cedo pra ir pro colégio. Beijo mãe, até amanhã! &#8211; eu disse dando um beijo na barriga gigante onde estava minha irmãzinha, e me dirigí às escadas.</p>
<p>Deitei na cama, alisando o anel até adormecer. Eu acreditava que seria uma noite tranquila, mas não podia nem imaginar o que meu irmão esteve fazendo o dia todo fora que ainda não chegou. Mas que se dane, ele que está sendo infantil. Logo passa. Eu espero.</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>[continue...</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NOVOS ECOS DE NELSON]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/2009/10/24/novos-ecos-de-nelson/</link>
<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 14:07:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nelson Rodrigues sempre ronda o cotidiano do brasileiro. Cotidiano repleto de contradições, onde a s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><em><a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues</a> sempre ronda o cotidiano do brasileiro. Cotidiano repleto de contradições, onde a sexualidade é uma das mais fortes vertentes. Aí está o plano trágico da obra rodrigueana. Acaba de chegar às livrarias contos inéditos de seu clássico &#8220;A Vida Como Ela É&#8230;&#8221;</em></p>
<p>O livro reúne textos inéditos publicados no jornal carioca Última Hora, no começo dos anos 1950. Foi da coluna que mantinha no periódico que o escritor tirou os textos do famoso &#8220;A Vida Como Ela É&#8230;&#8221;.</p>
<p>Os contos, que tanto sucesso fizeram, foram escritos no jornal &#8220;Última Hora&#8221;, de Samuel Wainer. Nelson já era um dramaturgo consagrado. Tinha criado novas bases para o teatro brasileiro com a montagem de &#8220;Vestido de Noiva&#8221;, em 1943. Era famoso também por suas crônicas sobre os pequenos dramas e tragédias do cotidiano urbano carioca, escritas no jornal &#8220;O Globo&#8221;.</p>
<p>Ao receber o convite de Samuel Wainer para escrever &#8220;A vida Como Ela É&#8221;, histórias baseadas na vida real, Nelson não se fez de rogado. Era, na verdade, o que desejava naquele momento de profundas transformações no jornalismo brasileiro: com o lead, pirâmide invertida, copidesque (&#8220;o idiota da objetividade&#8221;) e o trágico fim do ponto de exclamação.</p>
<p>O jornal de Wainer fez intensa publicidade antes da estreia da coluna de Nelson na época. Abusou em letras garrafais. Queria seduzir o leitor para o conteúdo das crônicas de Nelson: tragédia, drama, farsa e comédia. Quer dizer, tudo o que não desejava o jornalismo da época repleto de manuais, objetividade, leads e pirâmides invertidas. Era, talvez, o jornalismo de não-ficção. Ou de imaginação mesmo. Se existe este gênero no chamado jornalismo de referência.</p>
<p>A tão esperada coluna de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues </a>estreou em 16 de novembro de 1951. A pedido de Samuel Wainer, Nelson retrataria com um toque ficcional histórias policiais. O próprio Nelson explica em uma de suas crônicas.</p>
<p>- Tratava-se de valorizar o fato policial, de dar ao fato policial uma categoria, digamos, assim poética, dramática (&#8230;) Alguém, que seria eu, daria ao fato um novo tratamento. Em vez da fixação rotineira, da reportagem meramente objetiva e convencional &#8211; uma penetração mais profunda e uma visão mais poética que jornalística.</p>
<p>A coluna de Nelson Rodrigues se tornou o espaço mais lido e popular do jornal de Samuel Wainer. Nelson &#8220;falava diretamente ao público, fazendo tremer suas convicções&#8221;. O autor de &#8220;Vestido de Noiva&#8221; nunca gostou de psicanalistas, debochava de <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/23324/+sigmund+freud/?franq=262638" target="_blank">Freud</a>, no entanto, seus enredos estão repletos de atos falhos, sonhos, sexualidade, inconsciente. Diariamente, durante 10 anos, ele destilava suas maiores obsessões: a fidelidade, o ciúme, a inveja, a dualidade entre amor e sexo e os dilemas morais.</p>
<p>Logo na primeira crônica &#8211; &#8220;Não tenho culpa que a vida seja como ela&#8221; -, Nelson narra a gênese do trabalho. Depois do acerto do Wainer, do título (um achado para ele) e a conclusão de que exerceria um certo papel de &#8220;poeta dramático&#8221;, Nelson Rodrigues começou sua incursão num mundo que tanto o excitava.</p>
<p>- O fato policial, seja qual for, representa o grande manancial poético de cada dia. Seja homicídio, cabeça quebrada, atropelamento, adultério, agressão, facada, tiro &#8211; não importa. A verdade é que do homicídio ao furto de galinha &#8211; a crônica policial tem suas raízes nas grandes paixões humanas, nos problemas eternos de cada homem. Quando o repórter apura uma tragédia em Copacabana &#8211; está diante de uma Ana Karenina. E, então, pergunto: por que ignorar a aura trágica que marca a pecadora da vida real e carioca? Por que negar o valor dramático de um simples atropelamento.</p>
<p>Nelson, nunca ligou para o fato do dia. Para ele, a força do acontecimento não estava no mês, dia e hora, mas na sua &#8220;substância trágica&#8221;. Por isso, muitas vezes narrava uma história que ocorreu no Rio, mas há 30 anos. Outra explicação do autor, talvez para fugir da Justiça. Ele suprimia os verdadeiros nomes e residências de personagens. Mas a justificativa de possíveis processos não era, segundo ele, o real motivo da emissão de nomes verdadeiros.</p>
<p>- Com a eliminação de endereços e nomes reais, a seção atinge, em cheio, um resultado, qual seja o de atenuar a vergonha dos personagens. Ninguém os identificará debaixo do disfarce criado. Só não altero nem falsifico as suas palavras e os seus crimes.</p>
<p>A coluna de Nelson sempre apresentou uma característica: era uma escrita triste. Impossível, segundo Nelson, qualquer disfarce, qualquer sofisma. &#8220;Por uma tendência fatal, irresistível, só tratava de paixões, crimes, velórios e adultérios. Criou-se uma dupla situação: sofriam os personagens e também os leitores&#8221;.</p>
<p>Ele conta uma história que confirma sua mística numa de suas crônicas. &#8220;Um dia um telefone bateu. Voz de mulher, perguntando por mim. Atendo e do outro lado da linha, vem a pergunta. É o senhor que escreve aquela seção &#8220;A vida como ela é&#8230;?&#8221;. Perfeitamente, responde. Continuou a voz: Aqui fala uma leitora. Me diz uma coisa: o senhor é inimigo das mulheres? Caio automaticamente das nuvens. Eu, minha senhora?! Pelo amor de Deus!&#8230; A leitora insiste: Então, como é que, nas suas histórias, as mulheres fazem o diabo?&#8221;.</p>
<p>Ali estava criado os dramas. As observações não pararam mais. Todos achavam &#8220;A vida como ela é&#8221; muito triste. Por isso, o sucesso da coluna. Ela se tornou útil pela sua tristeza, imensa e vital. Para o dramaturgo, a pessoa que só tem uma visão da vida unilateral e rósea, &#8220;é uma pessoa mutilada&#8221;.</p>
<p>&#8220;A Vida Como Ela É&#8221; tem um subtítulo também em letras garrafais &#8211; <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638" target="_blank">&#8220;Nelson Rodrigues: Não tenho culpa que a vida seja como ela é&#8221;</a>. O livro reúne 30 textos inéditos de diferentes fases, nunca publicados. Foram pinçados no baú de Nelson Rodrigues duas preciosidades &#8211; &#8220;O Broto de 16 Anos&#8221; e &#8220;Viuvíssima&#8221; &#8211; assinadas por Suzana Flag, pseudônimo usado por Nelson em folhetins e no seu consultório sentimental.</p>
<p>Apontado pelo público como um tarado, um sádico, <a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues </a>não se sentia incomodado. Dizia trabalhar num universo repleto de sadismo &#8211; chegou a chamar o seu teatro de hediondo. Muitas vezes ele defendia-se: &#8220;O sexo é a satisfação impossível. O amor é que justifica o fato de o homem ter nascido. Nego a qualquer um o direito de virar as costas à dor alheia. Há uma leviandade atroz na alegria&#8221;.</p>
<p>Desde a Grécia a tragédia é parte integrante da realidade social e a experiência do trágico é um elemento fundamental na vida do individual. Nas crônicas e no teatro de Nelson Rodrigues, o espectador se descobre, ele mesmo, um enigma, pois põe em questão as certezas e os limites da vida humana. O questionamento do homem e seu destino trágico é uma constante na obra rodrigueana Por isso, tanto sucesso. Tantas reedições. Tanta falta faz Nelson. Hoje, com a implantação da violência urbana cada vez mais atroz, o aspecto trágico da vida se desenrola num ritmo mais dramático do que nos inocentes anos 50 de &#8220;A Vida Como Ela é&#8221;.Tanta falta faz Nelson.</p>
<p><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-1201" title="PREVENDANELSON" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/10/prevendanelson.jpg" alt="PREVENDANELSON" width="500" height="500" /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CRÔNICAS<br />
<a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">&#8220;Não tenho culpa que a vida seja com ela é&#8221;<br />
</a></strong><a href="http://www.submarino.com.br/portal/Artista/54541/+nelson+rodrigues/?franq=262638" target="_blank">Nelson Rodrigues<br />
</a>R$ 44,90<br />
264 páginas<br />
2009<br />
AGIR</p>
<p><em><strong>JOSE ANDERSON SANDES<br />
</strong>EDITOR DO CADERNO 3 do DIÁRIO DO NORDESTE</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>APROVEITE A PRÉ-VENDA DO LIVRO NO SUBMARINO:</em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638">http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Zoo de Salvador: macaca tem ciúme de macaco-pegador]]></title>
<link>http://alicenodiva.wordpress.com/2009/10/22/zoo-de-salvador-macaca-tem-ciume-de-macaco-pegador/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 18:55:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aleksandra Zakartchouk</dc:creator>
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<description><![CDATA[Incrível essa reportagem que o Rafa me mandou. Tem o macho-alfa Carlinhos, a peguete suguenta, a peg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Incrível essa reportagem que o Rafa me mandou.  Tem o macho-alfa Carlinhos, a peguete suguenta, a peguete comprometida e o macaco traído:</p>
<p>&#8220;<a href="http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/macaca-ciumenta-revoluciona-zoo-de-salvador-20091022.html" target="_blank">Conheça a história de um triângulo amoroso entre macacos que quase acabou em tragédia&#8221;<br />
</a></p>
<p>PS: É por essa e outras que recomendo: se você quer entender o comportamento primitivo dos homens e mulheres, não deixe de ler &#8220;Macacos&#8221; de Dráuzio Varela. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-141" title="MACACOS_1234038577P" src="http://alicenodiva.wordpress.com/files/2009/10/macacos_1234038577p.jpg" alt="MACACOS_1234038577P" width="200" height="323" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cinderella - a verdadeira história]]></title>
<link>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/10/22/cinderella-a-verdadeira-historia/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 14:51:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Arthur Ottoni</dc:creator>
<guid>http://mundodoarthur.wordpress.com/2009/10/22/cinderella-a-verdadeira-historia/</guid>
<description><![CDATA[Nunca confie numa Fada madrinha! Mulheres são sempre invejosas! o Vi lá no Malvadas! 0 Veja mais tir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1307" title="cinderella" src="http://mundodoarthur.wordpress.com/files/2009/10/cinderella.jpg" alt="cinderella" width="450" height="418" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1310" title="cinderella2" src="http://mundodoarthur.wordpress.com/files/2009/10/cinderella2.jpg" alt="cinderella2" width="450" height="205" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Nunca confie numa Fada madrinha! Mulheres são sempre invejosas!</em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">o</span></p>
<p style="text-align:left;">Vi lá no <a href="http://www.malvadas.org/" target="_blank"><strong>Malvadas</strong></a>!</p>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#ffffff;">0</span></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Veja mais tirinhas <a href="http://mundodoarthur.wordpress.com/tag/quadrinhos/" target="_blank">clicando aqui</a>! Aproveite e dê uma força para o nosso blog; <a href="http://www.peixegrande.com.br/voto/votar.asp?key=5540724844160551564609045859450D0E55484E0D07F4D4D387980B58E8759C913FE709" target="_blank">clique aqui e vote na gente</a> para o <span style="color:#000080;">Concurso Peixe Grande</span>!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Otela]]></title>
<link>http://pinoquiocheirapo.wordpress.com/2009/10/22/otela/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 14:10:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>pinoquiocheirapo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sonhei que espumava de ciúme. Isso não é sonho porra nenhuma. Isso é pesadelo dos brabos. Pior é que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://pinoquiocheirapo.wordpress.com/files/2009/10/imp1mex1otelo.jpg?w=199" alt="otelo" title="otelo" width="199" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-153" /></p>
<p>Sonhei que espumava de ciúme. Isso não é sonho porra nenhuma. Isso é pesadelo dos brabos. Pior é que no sonho, assim como na vida, no final eu achava que tava vendo chifre em cabeça de cavalo. E não na minha. Se bem que nem sempre é assim. Mas no sonho foi. Acordei com vontade de socar o marido, que dormia lindamente do meu lado. Mas achei melhor não. Até respirei aliviada, admirei a beleza dele um pouco e voltei a dormir.</p>
<div id="attachment_154" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img src="http://pinoquiocheirapo.wordpress.com/files/2009/10/dsc00357-1.jpg?w=300" alt="Leave me where I am, I´m only sleeping" title="dormindo lindo" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-154" /><p class="wp-caption-text">Leave me where I am, I´m only sleeping</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em maus lençóis...]]></title>
<link>http://guilhermezufelato.wordpress.com/2009/10/22/em-maus-lencois/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 21:05:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme Zufelato</dc:creator>
<guid>http://guilhermezufelato.wordpress.com/2009/10/22/em-maus-lencois/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Será que sou possessivo demais&#8230;?  Será que estou sendo traído? Estou desconfiado&#8230;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><address><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#000000;"><strong><img class="alignright size-thumbnail wp-image-172" title="final_feliz" src="http://guilhermezufelato.wordpress.com/files/2009/10/final_feliz.jpg?w=150" alt="final_feliz" width="150" height="139" /></strong></span></span></address>
<address><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#000000;"><strong>&#8220;Será que sou possessivo demais&#8230;?</strong></span></span> </address>
<address><span style="color:#000000;"><strong>Será que estou sendo traído?</strong></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#000000;">Estou desconfiado&#8230; Será, será?</span></strong></span></address>
<address><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#000000;">Será que sou ciumento demais?&#8221;</span></strong></span></address>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="color:#000000;"> </span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O que podemos dizer sobre o ciúme?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com certeza este é um sentimento que nos faz sofrer, leva o outro também ao sofrimento, nos deixa confuso, e sem perceber aumentamos significativamente as possibilidades de um fim trágico e ainda mais doloroso em se tratando de um relacionamento amoroso monogâmico.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É preciso dialogar com a pessoa amada sobre o que sentimos tão rápido quanto as ofensas que esse sentimento pode nos fazer proferir; no mais das vezes, indevidamente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O ciúme sempre nos coloca em “maus lençóis”, e nos deixa mal com relação ao outro. Se sou ciumento? Claro. Como todos são; incluso os que dizem não ser. O que procuro fazer? Acredito que controlar conscientemente é a melhor maneira, quando o sentimento de ciúme é inevitável. Mas o melhor mesmo é que se tenha confiança na outra pessoa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Penso que o ciúme é um sentimento que surge (quando surge&#8230;) estando muito mais atrelado à insegurança da pessoa que sente &#8211; projetada na pessoa amada e em seu relacionamento com essa &#8211; que propriamente pela (suposta) infidelidade. Afinal, na grande maioria das vezes em que suspeitamos de alguma coisa, não tem nada a ver. Se a pessoa com quem estamos for, e quiser nos trair, essa o fará e nós jamais saberemos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Li um dia &#8211; e ri bastante &#8211; mas também me preocupei ao ler, alguém que diz que “numa relação, sempre tem alguém traindo. Se não é você, então&#8230;”. Mas não acredito que isso seja regra geral. Há casais que vivem e convivem felizes com seus pares, felizes e satisfeitos, e que não sentem (de ambas as partes) necessidade de trair o outro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Que todos somos capazes de trair, é fato. Talvez o que nos diferencie e até mostre um pouco do caráter de cada um é a ação da escolha: trair ou não trair. Mas que somos capazes, isso não podemos negar. Basta pensarmos quantas foram as vezes que traímos a nós mesmos, nossas próprias convicções e princípios, por um motivo ou outro qualquer. Isso é tão natural quanto óbvio, e o problema está posto aí mesmo onde se enuncia: nós nunca pensamos o natural nem o óbvio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Todavia, o ser humano é ou não um animal? Creio que sim. E se sim, devemos primeiramente considerar que a questão cultural da monogamia, justamente por ser ‘cultural’, é social e para os indivíduos que o formam. A traição teria mais a ver com instinto, ou então com outra questão do bicho homem? Se não, então não sei&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Penso que o ciúme tem intrincada relação com um sentimento equivocado, mas que sentimos, e que envolve a posse do outro da relação. Posse? E o que isso teria a ver com a questão do instinto, que falamos há pouco? (talvez um biólogo poderia melhor nos responder).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas&#8230; Não somos donos do outro. Por mais que tenhamos uma relação dita monogâmica, há o abismo imenso da solidão de cada ser humano em relação ao outro &#8211; ao ser amado. Solidão essa, que sabem bem os psicoterapeutas, tentamos amenizar ou mesmo esquecer nessa fusão com o outro, através de um relacionamento amoroso. Queremos à dois, ou num con-junto, se tornar um único ser, representante absoluto do amor e dessa fusão de ambos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O grande vilão dessa história é que esse sentimento equivocado de posse, de que nos autorizamos a ser donos do outro por o amarmos, traz, quando do surgimento do ciúme, outro sentimento, esse um dos mais angustiantes: o sentimento da perda, ou da imaginação de sua possibilidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A possibilidade da perda do outro faz com que muitas vezes através de atitudes desesperadas e trágicas, quando não mal educadas, busquemos reforçar o mesmo sentimento equivocado (e por que não chamá-lo de ilusório?) de posse, a fim de mostrarmos que somos realmente donos do outro, e que assim nos consideramos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tentamos através dessas atitudes mostrar que o outro da relação não age como gostaríamos ou como queremos. E não age mesmo! Afinal, estamos falando não do ciumento, mas sim de um ‘Outro’ da relação. Um eu subjetivo, digamos, que não o meu próprio eu &#8211; seja este quem for.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Esperamos que a outra pessoa tome as atitudes que tomaríamos frente a alguma situação específica (normalmente a situação responsável pelo surgimento do ciúme), mas não levamos em consideração que esse desejo é apenas fruto de uma projeção de nossos próprios desejos e vontades; isso, quando não é mero fruto da ilusão que construímos nos permitindo considerar como supostos donos de um outro que não nós mesmos. E mais: donos das vontades e dos desejos desse outro, inclusos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O ciúme nos coloca em “maus lençóis&#8230;”. E até quando descrevemos o que possivelmente acontece quando do surgimento desse sentimento que só nos traz confusão e sofrimento, relatamos apenas um lado da moeda, deixando de pensar o que o outro, tão comentado por aqui &#8211; em toda essa confusão não mais que fruto da insegurança de um ciumento atordoado pelo amor romântico &#8211; pensa e sente em relação a tudo isso, isto é, em relação ao seu papel frente ao desejo de seu próprio objeto amado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Eis aí o problema. Uma relação é feita a partir de duas pessoas (nossa, descobrimos a América!). A partir disso, o circo está posto. Como diz o caipira, é aí que a porca torce o rabo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Todavia, podemos pensar toda essa situação sendo externalizada e posta ao outro através da chamada “desconfiança”, quando, na verdade, não há do que se desconfiar, uma vez que o ciúme seja considerado ilusório. Aliás, ilusão, idealização, são boas questões a serem trabalhadas por nós, aqui.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mas sobre esses, e tantos outros assuntos relacionados ao amor romântico (quase sempre trágico), falamos depois. Até lá, aos mais inseguros ou ciumentos, controlem-se.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong>G. S. Z.</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="mailto:gzufelato@yahoo.com.br">gzufelato@yahoo.com.br</a></span></p>
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