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	<title>clarice-lispector &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/clarice-lispector/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "clarice-lispector"</description>
	<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 20:31:08 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[POEMA DA CLARICE LISPECTOR LIDO NO EVIDÊNCIAS DA SEXTA, 27 DE NOVEMBRO.]]></title>
<link>http://gutegomes.wordpress.com/2009/11/27/poema-da-clarice-lispector-lido-no-evidencias-da-sexta-27-de-novembro/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 00:19:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gutemberg Gomes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu adoro Voar &#8211; Clarice Lispector Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#000000;"><span style="text-decoration:underline;">Eu adoro Voar &#8211; Clarice Lispector</span></span></p>
<p>Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.<br />
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.<br />
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.<br />
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.<br />
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.<br />
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.<br />
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.<br />
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.<br />
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.<br />
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.<br />
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.<br />
Já tive crises de riso quando não podia.<br />
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.<br />
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.<br />
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.<br />
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.<br />
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.<br />
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.<br />
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.<br />
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade Já tive medo do escuro, hoje no escuro me acho, me agacho, fico ali.<br />
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.<br />
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.<br />
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.<br />
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.<br />
Já chamei pessoas próximas de amigo e descobri que não eram Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.<br />
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.<br />
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!<br />
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!<br />
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.<br />
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!<br />
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.<br />
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.<br />
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:<br />
- E daí? EU ADORO VOAR!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://queridopoeta.wordpress.com/2009/11/27/9186/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 09:54:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>regina</dc:creator>
<guid>http://queridopoeta.wordpress.com/2009/11/27/9186/</guid>
<description><![CDATA[, , O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções. . . . . . . . . . . . . . . clarice lispecto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[, , O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções. . . . . . . . . . . . . . . clarice lispecto]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conheça os contos de Clarice Lispector preferidos por 22 personalidades]]></title>
<link>http://tudosobrearteecultura.wordpress.com/2009/11/26/conheca-os-contos-de-clarice-lispector-preferidos-por-22-personalidades/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:23:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ariana Degelo</dc:creator>
<guid>http://tudosobrearteecultura.wordpress.com/2009/11/26/conheca-os-contos-de-clarice-lispector-preferidos-por-22-personalidades/</guid>
<description><![CDATA[da Livraria da Folha O livro &#8220;Clarice na Cabeceira&#8221;, lançamento da editora Rocco, traz 2]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="articleBy">
<p>da <strong>Livraria da Folha</strong></p>
</div>
<p>O livro <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1142800"><strong>&#8220;Clarice na Cabeceira&#8221;</strong></a>, lançamento da editora Rocco, traz 22 personalidades indicando e comentando contos de Clarice Lispector &#8211;cada um é acompanhado de um texto onde famosos revelam o quanto as palavras da escritora têm repercutido em suas vidas. Em seguida, há a íntegra do conto recomendado.</p>
<p>&#8220;Escrevi livros que fizeram muitas pessoas me amar de longe&#8221;, disse certa vez a autora.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>Divulgação</td>
</tr>
<tr>
<td><a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1142800"><img src="http://f.i.uol.com.br/livraria/capas/images/09329227.jpeg" border="0" alt="Livro seleciona 22 contos indicados por leitores fãs de Clarice Lispector" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td><a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1142800">Livro seleciona 22 contos indicados por leitores fãs de Clarice Lispector</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os títulos de Lispector mais citados, estão &#8220;A Via Crucis do Corpo&#8221;, que a revista &#8220;Veja&#8221; <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u656366.shtml">chamou</a> na época do lançamento de &#8220;lixo&#8221; e &#8220;lançamento inútil&#8221;, como conta o jornalista Benjamin Moser na biografia <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1027000/"><strong>&#8220;Clarice,&#8221;</strong></a> (Cosac Naify).</p>
<p>Também são lembrados <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1014121"><strong>&#8220;Laços de Família&#8221;</strong></a>, <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1020606"><strong>&#8220;A Legião Estrangeira&#8221;</strong></a>, <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1020578"><strong>&#8220;A Bela e a Fera&#8221;</strong></a> e <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1020602"><strong>&#8220;Onde Estivestes de Noite&#8221;</strong></a>. O livro foi organizado por Teresa Montero, doutora em letras pela PUC-RJ e autora de &#8220;Eu sou uma pergunta. Uma biografia de Clarice Lispector&#8221; (Rocco). A editora doou uma coleção de obras completas de Lispector para cada uma das bibliotecas indicadas pelos leitores convidados.</p>
<p>Confira as recomendações citadas no livro, em ordem alfabética dos leitores que participaram do projeto.</p>
<p>-</p>
<p><strong>Adriana Falcão</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Ruído de passos (do livro &#8220;A Via Crucis do Corpo&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Adriana Lisboa</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Menino a bico de pena (do livro &#8220;Felicidade Clandestina&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Affonso Romano de Sant&#8217;Anna</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Amor (do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Artur Xexéo</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A Fuga (do livro &#8220;A Bela e A Fera&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Benjamin Moser</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A procura de uma dignidade (do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Beth Goulart</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Perdoando Deus (do livro &#8220;Felicidade Clandestina&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Carla Camurati</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Ele me bebeu (do livro &#8220;A Via Crucis do Corpo&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Carlos Mendes de Sousa</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> O crime do professor de matemática (&#8220;do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Claire Williams</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> O ovo e a galinha (do livro &#8220;A Legião Estrangeira&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Cora Rónai</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A repartição dos pães (do livro &#8220;A Legião Estrangeira&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Fernanda Takai</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A língua do &#8220;p&#8221; (do livro &#8220;A Via Crucis do Corpo&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Fernanda Torres</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A quinta história (do livro &#8220;A Legião Estrangeira&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>José Castello</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> O relatório da coisa (do livro &#8221; Onde estivestes de noite&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Letícia Spiller</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A bela e a fera ou a ferida grande demais (do livro &#8220;A Bela e a Fera&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Luis Fernando Verissimo</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A menor mulher do mundo (do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Luis Fernando Carvalho</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> É para lá que eu vou (do livro &#8220;Onde estivestes de noite&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Lya Luft</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Feliz aniversário (do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Malu Mader</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Felicidade Clandestina (do livro &#8220;Felicidade Clandestina&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Maria Bethânia</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Os desastres de Sofia (do livro &#8220;A Legião Estrangeira&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Marina Colasanti</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> A imitação da Rosa (do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Mônica Waldvogel</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Evolução de uma miopia (do livro &#8220;A Legião Estrangeira&#8221;)</p>
<p>-</p>
<p><strong>Rubem Fonseca</strong></p>
<p><strong>Conto:</strong> Uma galinha (do livro &#8220;Laços de Família&#8221;)</p>
<p>*</p>
<p><a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1142800"><strong>&#8220;Clarice na Cabeceira&#8221;</strong></a><br />
<strong>Autora:</strong> Teresa Montero (organização)<br />
<strong>Editora:</strong> Rocco<br />
<strong>Páginas:</strong> 256<br />
<strong>Quanto:</strong> R$ 32<br />
<strong>Onde comprar:</strong> 0800-140090 ou na <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1142800"><strong>Livraria da Folha</strong></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SABER-SE UM NÃO SABEDOR]]></title>
<link>http://prosaempoema.wordpress.com/2009/11/25/saber-se-um-nao-sabedor/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:13:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>prosaempoema</dc:creator>
<guid>http://prosaempoema.wordpress.com/2009/11/25/saber-se-um-nao-sabedor/</guid>
<description><![CDATA[pessoas,   o que vejo pode ser considerado uma verdade? como reter a verdade no olhar? por que nasci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="mb_0">
<div>pessoas,</div>
<div> </div>
<div>o que vejo pode ser considerado uma verdade? como reter a verdade no olhar? por que nasci brasileiro? por que moro no rio de janeiro? para onde a gente vai, andando pelo mundo? para onde o mundo vai? por que estou, sou, aqui e agora? a que fins atenderia?</div>
<div> </div>
<div>são perguntas que, como a cantora e responsável pelas linhas que seguem, não sei responder. simplesmente <em>não sei</em>.</div>
<div> </div>
<div>gosto de cantar esta perspectiva, a de não saber, a de não entender inúmeras coisas, porque é um tapa na cara de quaisquer grandes arrogância ou prepotência que tentem aproximação.</div>
<div> </div>
<div>clarice lispector diz no seu livro <em>a paixão segundo g.h.</em>:</div>
<div> </div>
<div><em>Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.</em></div>
<div><em></em> </div>
<div>deste modo, em meio a tantas incertezas, neste breu, afirmo, certo, claro: vou sem rumo, vou seguindo, vou vivendo.</div>
<div> </div>
<div>e que cada um de nós viva a sua própria vida, procure-a: cada um sabe dos gostos que tem, sabe das suas escolhas, das suas curas, dos seus jardins.</div>
<div> </div>
<div>sejamos felizes e façamos felizes!</div>
<div> </div>
<div>beijo bom e terno,</div>
<div>o preto.</div>
<div> </div>
<div><em>(se puderem, procurem e conheçam a canção. é lindíssima.)</em> </div>
<div>________________________________</div>
<div> </div>
<div>(extraído do cd: <strong>Vanessa da Mata</strong>. artista: <strong>Vanessa da Mata</strong>. gravadora: <strong>Sony Music</strong>.)</div>
<div> </div>
<div><strong>Onde ir</strong> (versos: <strong>Vanessa da Mata</strong>)</div>
<div> </div>
<div>Eu não sei o que vi aqui</div>
<div>Eu não sei para onde ir</div>
<div>Eu não sei por que moro ali</div>
<div>Eu não sei por que estou</div>
<div> </div>
<div>Eu não sei para onde a gente vai</div>
<div>Andando pelo mundo</div>
<div>Eu não sei para onde o mundo vai</div>
<div>Neste breu vou sem rumo</div>
<div> </div>
<div>Só sei que o mundo vai de lá pra cá</div>
<div>Andando por ali</div>
<div>Por acolá</div>
<div>Querendo ver um sol que não chega</div>
<div>Querendo ter alguém que não vem</div>
<div>Não vem</div>
<div> </div>
<div>Cada um sabe dos gostos que tem</div>
<div>Suas escolhas, suas curas</div>
<div>Seus jardins</div>
<div>De que adianta a espera de alguém?</div>
<div>O mundo todo reside</div>
<div>Dentro, em mim</div>
<div>Cada um pode com a força que tem</div>
<div>Na leveza e na doçura</div>
<div>De ser feliz</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A quinta história]]></title>
<link>http://asbaratas.com/2009/11/25/a-quinta-historia/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:19:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>BARATÃO</dc:creator>
<guid>http://asbaratas.com/2009/11/25/a-quinta-historia/</guid>
<description><![CDATA[Clarice Lispector (“A Legião Estrangeira”)   Esta história poderia chamar-se “As Estátuas”. Outro no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><strong>Clarice Lispector</strong></span> (“A Legião Estrangeira”)</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.tgevents.it/foto/Clarice_Lispector.jpg&#38;imgrefurl=http://sabordeler.wordpress.com/2009/09/20/clarice-lispector/&#38;usg=__ri_7dNiVTajNIOip2MdBL5EMOTc=&#38;h=2008&#38;w=1467&#38;sz=733&#38;hl=pt-BR&#38;start=37&#38;um=1&#38;itbs=1&#38;tbnid=fSlh1y9QiEq65M:&#38;tbnh=150&#38;tbnw=110&#38;prev=/images%3Fq%3Dclarice%2Blispector%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1R2ADRA_pt-BRBR353%26sa%3DN%26start%3D20%26um%3D1"><img class="alignleft" style="margin-left:15px;margin-right:15px;" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:fSlh1y9QiEq65M:http://www.tgevents.it/foto/Clarice_Lispector.jpg" alt="" width="133" height="175" /></a>Esta história poderia chamar-se “As Estátuas”. Outro nome possível é “O Assassinato”. E também “Como Matar Baratas”. Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.</p>
<p style="text-align:justify;">A primeira, “Como Matar Baratas”, começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de-dentro delas. Assim fiz. Morreram.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">A outra história é a primeira mesmo e chama-se “O Assassinato”. Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó até que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.</p>
<p style="text-align:justify;">A terceira história que ora se inicia é a das “Estátuas”. Começa dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora,um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco da comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer em Pompéia. Sei como foi esta última noite, sei da orgia no escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e com tal, tal olhar de censura magoada. Outras — subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! — essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te&#8230; Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco, terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: “é que olhei demais para dentro de mim! é que olhei demais para dentro de&#8230;” — de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.</p>
<p style="text-align:justify;">A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma população lenta e viva em fila indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? &#8211; como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? &#8211; no vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem “adeus”, e certa de que qualquer escolha seria a do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: “Esta casa foi dedetizada”.</p>
<p style="text-align:justify;">A quinta história chama-se “Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia”. Começa assim: queixei-me de baratas&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CLARICE - Judia, Pernambucana, Brasileira]]></title>
<link>http://recifeguide.wordpress.com/2009/11/24/clarice-judia-pernambucana-brasileira/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 20:07:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulbarnett</dc:creator>
<guid>http://recifeguide.wordpress.com/2009/11/24/clarice-judia-pernambucana-brasileira/</guid>
<description><![CDATA[Clarice Lispector. Photo: Claudia Andujar Whilst researching the forthcoming tour &#8220;Clarice Lis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_3743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/clarice-lispector-1961-foto-claudia-andujar1.jpg"><img class="size-full wp-image-3743" title="Clarice Lispector, 1961- foto Claudia Andujar" src="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/clarice-lispector-1961-foto-claudia-andujar1.jpg" alt="" width="600" height="397" /></a><p class="wp-caption-text">Clarice Lispector. Photo: Claudia Andujar</p></div>
<p>Whilst researching the forthcoming tour &#8220;Clarice Lispector´s Recife&#8221;, Recife Guide came across the New Biography &#8220;<em>Clarice,&#8221;</em> (Portuguese version) or &#8220;<em>Why This World</em>&#8221; (English Version), by author Benjamin Moser. After contacting Moser we discovered that by chance he would be coming to Recife to launch the Portuguese version of his book.</p>
<p>In a few days we have managed to arrange for an additional event, and have Moser agree to be involved in the creation of the tour we planned. The tour is still in early stages of development, but should begin operating in early 2010. In the meantime, let us tell you more about the events.</p>
<p>The book signing will be at Livraria Cultura book shop in Recife Antigo from 7pm on Saturday 28th November.</p>
<p>On Sunday 29th November at 5pm Moser will be in Conversation with historian Tania Kauffman at the Jewish Cultural Center of Pernambuco, in the Sinagoga Kahal Zur Israel. The conversation will be about the Jewish influences in the literature of Clarice, and its relation with the mystical aspects of other Jewish authors. Tania Kauffman, expert in Jewish Immigration into Brazil, will also explain that Clarice belonged to a singular historical context in the history of the 20th century.</p>
<p><strong>Event Details:</strong></p>
<pre style="text-align:justify;padding-left:30px;">CLARICE - Judia, pernambucana, brasileira</pre>
<pre style="padding-left:30px;">Sinagoga Kahal Zur Israel, Rua do Bom Jesus 197/203, Recife Antigo.</pre>
<pre style="padding-left:30px;">29 de November (Sunday), at 17:00</pre>
<pre style="padding-left:30px;">RSVP: <a href="mailto:faleconosco@arquivojudaicope.org.br" target="_blank">faleconosco@arquivojudaicope.org.br</a> If you reserve you do not need to pay the R$5 entrance fee.</pre>
<pre style="padding-left:30px;"><span style="text-decoration:underline;">Language: The conversation will be in Portuguse</span></pre>
<h2>Read More About Clarice Lispector</h2>
<p>Recife Guide recently published <a href="http://recifeguide.wordpress.com/2009/11/18/clarice/" target="_blank">another article about Clarice Lispector and the biography</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Momento Narrativo]]></title>
<link>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/24/momento-narrativo-16/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 07:24:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>izaprado</dc:creator>
<guid>http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/24/momento-narrativo-16/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">&#8220;É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade&#8221;</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong>Clarice Lispector</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><a rel="attachment wp-att-3136" href="http://apenassentimentos3.wordpress.com/2009/11/24/momento-narrativo-16/insonia-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3136" src="http://apenassentimentos3.wordpress.com/files/2009/11/insonia1.jpg" alt="" width="323" height="218" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ela perdeu o sono no meio da noite. Despertou assustada de um sonho – não sabia mais o que era! – e apenas ouviu sua respiração pesada e rápida enquanto interpretava a escuridão. Olhou para os todos os lados e, aos poucos, reconheceu o seu quarto no escuro da madrugada. Estava sozinha em sua cama e, apesar do receio de estar sem luz alguma, sentia-se protegida. Era seu quarto, era seu santuário, era o seu espaço único e especial no mundo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Tentou reencontrar o sono, relaxou o corpo e se acomodou nos travesseiros. Mas nada adiantou – estava tão desperta como se o sol já tomasse conta do céu. Mesmo assim não se rendeu à energia de seu corpo e lembrou-se de que àquelas horas não dormidas lhe fariam falta no decorrer do dia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fitou o escuro e tentou não pensar em nada, afinal não queria se agitar mais. Nesse cenário, lembrou-se dos olhos dele. Ali, na escuridão de seu quarto, recordou-se daquele olhar que lhe penetrava a alma e desvendava os seus segredos mais profundos. Sentiu saudade – seu coração ficou bem pequeno -, sentiu vontade chorar, sentiu tristeza e sentiu raiva.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Aquela lembrança, não tão recente, ainda lhe provocava ambíguos sentimentos e ela sentiu-se abalada pela confusão em seu interior. Resolveu apenas fechar os olhos e cantarolou uma canção popular. Se pensaria em algo até adormecer novamente, decidiu que não seria ele quem comandaria tais pensamentos e optou por algo mais leve.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Percebeu ali, naquele singular momento, que ainda não estava pronta para lidar com tudo o que havia acontecido!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que? ]]></title>
<link>http://ziario.wordpress.com/2009/11/23/por-que/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 13:31:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iara</dc:creator>
<guid>http://ziario.wordpress.com/2009/11/23/por-que/</guid>
<description><![CDATA[Sou uma pergunta. Quem fez a primeira pergunta? Quem fez o Mundo? Se foi Deus, quem fez Deus? Por qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#000000;">Sou uma pergunta.<br />
Quem fez a primeira pergunta? Quem fez o<br />
Mundo? Se foi Deus, quem fez Deus?<br />
Por que se morre?<br />
Por que se ama?<br />
Por que há infinito?<br />
Por que eu existo?<br />
Por que faço perguntas?<br />
Por que não há respostas?<br />
Por que eu poderia perguntar<br />
Indefinidamente por que?<br />
E por que deveria parar de fazer<br />
perguntas?<br />
Por que?</span></p>
<p><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;">Clarice Lispector</span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A palavra é o meu domínio sobre o mundo]]></title>
<link>http://natbarros.wordpress.com/2009/11/21/a-palavra-e-o-meu-dominio-sobre-o-mundo/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 01:37:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Natasha</dc:creator>
<guid>http://natbarros.wordpress.com/2009/11/21/a-palavra-e-o-meu-dominio-sobre-o-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Quando eu peguei a frase de Clarice(Sempre Clarice!) e coloquei no topo do blog, eu não quis apenas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Quando eu peguei a frase de Clarice(Sempre Clarice!) e coloquei no topo do blog, eu não quis apenas ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A via crucis do corpo - Clarice Lispector]]></title>
<link>http://astronautalibertado.wordpress.com/2009/11/21/a-via-crucis-do-corpo-clarice-lispector/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 19:28:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Zacca</dc:creator>
<guid>http://astronautalibertado.wordpress.com/2009/11/21/a-via-crucis-do-corpo-clarice-lispector/</guid>
<description><![CDATA[A sinceridade de Clarice às vezes chega a me assustar. Porque não é uma sinceridade comum, a da verd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://astronautalibertado.wordpress.com/files/2009/11/claricelispectorviacruc.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-82" title="A via crucis do corpo" src="http://astronautalibertado.wordpress.com/files/2009/11/claricelispectorviacruc.jpg?w=106" alt="" width="106" height="150" /></a></p>
<p>A sinceridade de Clarice às vezes chega a me assustar. Porque não é uma sinceridade comum, a da verdade, a do comprometimento com o outro. É basicamente um comprometimento consigo, até porque sua literatura, como ela mesma afirma, é de uma força interior que ultrapassa a questão da “literatura” em si. Como assim? Assim. Como sei? Porque ela diz e porque eu sei e porque eu creio. São muitas coisas. Ela me ensinou muitas delas. “Uma pessoa leu meus contos e disse que aquilo não era literatura, era lixo. Concordo. Mas há hora para tudo. Há também a hora do lixo.”, é o que ela diz no prefácio “Explicação”.</p>
<p>E a sinceridade em <em>A via crucis do corpo</em> é diferente. Não no todo, mas na sua fonte. Ainda é aquela sinceridade toda de uma amadora, de alguém que está sempre recomeçando, sempre aprendendo o que está fazendo, sempre intuindo melhor que sabendo. São treze contos mais “Explicação”, catorze no total. Estão dispostos no livro em ordem de sinceridade: começa com a “Explicação” que coloca todas as cartas do livro na mesa. Depois é uma sucessão de baixo nível, de lamúrias do corpo, enquanto fonte dos sentidos e do prazer e mortificado por nossas consciências pesadas ou nossos vizinhos pesados.</p>
<p>Há por exemplo o caso de uma mulher santa e que priva seu corpo de qualquer prazer, e que receberá a visita inesperada de um Outro que transformará sua consciência numa onde “era o domínio do ‘aqui e agora’”. Este é o “Miss Algrave”. “Ruído de passos” e “Melhor do que arder” são contos que me deixaram a impressão de que o desejo é refém de uma visão de mundo e, portanto, menos natural nos homens do que se imagina. Mas também tem o desejo primordial, que destroça nossas realidades quando podado. É que esquecemos às vezes que nossa origem é bestial, compreende? Não nossa sexualidade, mas nosso desejo, uma coisa corpórea transferida para nossas taras (no sentido aqui de desequilíbrio, se tomarmos como ponto de vista o que achamos que somos, racionais, o que não creio em tamanhas proporções).</p>
<p>Mas aí tem aqueles contos das tragédias do corpo. São eles “O corpo”, “Ele me bebeu”, “Praça Mauá”, “A língua do ‘p’” e “Mas vai chover”. As histórias não precisam ser tão criativas, no sentido de serem um emaranhado confuso e bem articulado, para que uma obra de Clarice seja boa, porque a sua gravidade, o peso da presença de seu espírito em suas letras está em outra questão. Mas há umas histórias muito doidas. Por exemplo aquela da realidade transfigurada sobre o maquilador Serjoca e a conclusão de sua amiga ao perceber que o homem bebera seu próprio rosto. É difícil falar sobre Clarice, eu estou tentando. Porque nem ela sabe direito. Tem de se tomar cuidado com estes contos, porque são muito sérios. É difícil lidar com essa descoberta “que este é um mundo-cão”. Se não descoberta, com essa memória, porque estas coisas às vezes viram tabu em nossas mentes. Mesmo que alguém sempre repita que existem estupros, que viram assassinatos crudelíssimos entre amantes, ou outras coisas, a plena ciência de algumas coisas não vem simplesmente de lembrar-se nas palavras. A literatura é a porta para um mundo mais complexo, no sentido de agregar mais significados, explorar mais o nosso modo de entender (ou intuir) o mundo e, assim, senti-lo de forma mais exacerbada, criando nossas próprias realidades.</p>
<p><a href="http://astronautalibertado.wordpress.com/files/2009/11/corpo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-85" title="Corpo" src="http://astronautalibertado.wordpress.com/files/2009/11/corpo.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Tem outros contos que me afetaram mais. São mais cruéis, por incrível que pareça. Minto, não são mais cruéis. Mexem com questões tão essenciais que fugimos delas às vezes. Minto. Não sei como dizer. Acho que é preciso ler, o que eu faço registrando estas coisas é mais uma porta para uma sensação minha do que explicação das coisas que absorvo.</p>
<p>“O homem que apareceu” talvez seja o mais grave. Estes contos que seguem neste pequeno grupo inventado são também confessionais. Carregam a tal sinceridade de que falo de forma absurda. De forma que se torna mais que um livro de contos, torna-se um desabafo, um suspiro, de quem prossegue em uma via crucis (todos prosseguimos; “nós todos somos fracassados, nós todos vamos morrer um dia!”). Não é tão simples nem tão óbvio quanto possa parecer. É preciso ler tudo para entender, mas eu prossigo. “Explicação” entra neste grupo também. Além destes há “Por enquanto”, “Dia após dia”, “Antes da ponte Rio-Niterói”&#8230; não lembro se há mais.</p>
<p>É diferente dos outros livros, ao menos dos que eu li até agora (<em>Paixão segundo GH</em>, <em>A hora da estrela</em>, <em>Uma aprendizagem ou livro dos prazeres</em> e Á<em>gua-viva</em>; portanto, não da pra garantir que é realmente diferente, mas creio que seja, até pela temática e pelas suas confissões – “Todas as histórias deste livro são contundentes. E quem mais sofreu fui eu mesma. Fiquei chocada com a realidade. Se há indecências nas histórias a culpa não é minha.”). É um livro mais sujo, emporcalhado&#8230; Ao invés daquele espanto com as coisas há um choque, tão entorpecente quanto o tal espanto. Mas é choque. Talvez seja espanto também, mas não estou em condições de dizê-lo.</p>
<p>É pequenininho e o choque não é uma cartarse, de modo que lê-lo torna-se uma tarefa relativamente fácil. O choque vem durante a leitura, mas ele instaura-se no seu corpo e te marca. De modo que estou em choque agora, quando lembro. E lembro muitas vezes. E o corpo dói. O Outro é sempre um enigma também, concordo com a escritora.</p>
<p><a href="http://astronautalibertado.wordpress.com/files/2009/11/clarice-jpg.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-83" title="Clarice Lispector" src="http://astronautalibertado.wordpress.com/files/2009/11/clarice-jpg.gif?w=218" alt="" width="218" height="300" /></a></p>
<p>Um pequeno trecho de “Explicação”:</p>
<p>“É um livro de treze histórias. Mas podia ser de quatorze. Eu não quero. Porque estaria desrespeitando a confidência de um homem simples que me contou a sua vida. Ele é charreteiro numa fazenda. E disse-me: para não derramar sangue, separei-me de minha mulher, ela se desencaminhou e desencaminhou minha filha de dezesseis anos. Ele tem um filho de dezoito anos que nem quer ouvir falar no nome da própria mãe. E assim são as coisas.</p>
<p>P.S. –(&#8230;) Já tentei olhar bem de perto o rosto de uma pessoa – uma bilheteira de cinema. Para saber do segredo de sua vida. Inútil. A outra pessoa é um enigma. E seus olhos de estátua: cegos.”</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[{ }]]></title>
<link>http://margaridaevioleta.wordpress.com/2009/11/21/188/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 00:30:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>maracuja</dc:creator>
<guid>http://margaridaevioleta.wordpress.com/2009/11/21/188/</guid>
<description><![CDATA[“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.<br />
Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer.<br />
Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.</p>
<p>Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida.<br />
Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi.<br />
 E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito,<br />
 mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também.<br />
Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.” </p>
<p>Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Clarice Lispector</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pós Simpósio]]></title>
<link>http://pontolacaniano.wordpress.com/2009/11/19/pos-simposio-2/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 21:57:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia Albuquerque</dc:creator>
<guid>http://pontolacaniano.wordpress.com/2009/11/19/pos-simposio-2/</guid>
<description><![CDATA[No último dia 14, aconteceu o II SIMPÓSIO DE PSICANÁLISE DE NITERÓI &#8211; RJ Sexualidade: sexuação]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/simposio-imagem-p-certificado-e-programacao2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1252" title="simpósio - imagem p certificado e programação" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/simposio-imagem-p-certificado-e-programacao2.jpg" alt="" width="500" height="184" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">No último dia 14, aconteceu o II SIMPÓSIO DE PSICANÁLISE DE NITERÓI &#8211; RJ Sexualidade: sexuação e escolha de objeto. Trabalhos muito bem elaborados foram apresentados pelos palestrantes. A discussões foram bastante produtivas e os participantes deram sugestões muito bem-vindas de temas para discutirmos nos próximos. Gostaria de agradecer mais uma vez a AMF &#8211; Associação Médica Fluminense, aos palestrantes, e aos participantes que, mesmo em um dia de sol escaldante marcaram presença.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02863.jpg"><img class="size-full wp-image-1253 aligncenter" title="DSC02863" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02863.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02864.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1254" title="DSC02864" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02864.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02866.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1255" title="DSC02866" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02866.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02869.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1256" title="DSC02869" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02869.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02874.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1257" title="DSC02874" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02874.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02880.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1258" title="DSC02880" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02880.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02884.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1259" title="DSC02884" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02884.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02885.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1260" title="DSC02885" src="http://pontolacaniano.wordpress.com/files/2009/11/dsc02885.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Lembrando que, em breve, os trabalhos apresentados serão publicados em livro.</p>
<p style="text-align:justify;">O III Simpósio de Psicanálise de Niterói &#8211; RJ está previsto para setembro/outubro.</p>
<p style="text-align:justify;">veja mais sobre o simpósio no site da psicanalista Fernanda Pimentel <a href="http://www.viafreud.blogspot.com/">http://www.viafreud.blogspot.com/</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A lucidez perigosa]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/19/a-lucidez-perigosa-3/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 20:52:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2009/11/19/a-lucidez-perigosa-3/</guid>
<description><![CDATA[Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Estou sentindo uma clareza tão grande<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>que me anula como pessoa atual e comum:<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>é uma lucidez vazia, como explicar?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>assim como um cálculo matemático perfeito<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>do qual, no entanto, não se precise.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Estou por assim dizer<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>vendo claramente o vazio.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>E nem entendo aquilo que entendo:<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>pois estou infinitamente maior que eu mesma,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>e não me alcanço.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Além do que:<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>que faço dessa lucidez?<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Sei também que esta minha lucidez<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>pode-se tornar o inferno humano<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>- já me aconteceu antes.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Pois sei que – em termos de nossa diária<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>e permanente acomodação<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>resignada à irrealidade -<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>essa clareza de realidade<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>é um risco.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Apagai, pois, minha flama, Deus,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>porque ela não me serve para viver os dias.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Ajudai-me a de novo consistir<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>dos modos possíveis.<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>Eu consisto,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>eu consisto,<br />
</em></strong></span></p>
<p><span style="color:#a6a6a6;"><strong><em>amen.<br />
</em></strong></span></p>
<p>
 </p>
<p><span style="color:#c00000;"><strong><em>Clarice Lispector</em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clarice vírgula]]></title>
<link>http://edgardm.wordpress.com/2009/11/19/lancamento-de-clarice/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:00:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Edgard</dc:creator>
<guid>http://edgardm.wordpress.com/2009/11/19/lancamento-de-clarice/</guid>
<description><![CDATA[O lançamento de Clarice (CosacNaify, 2009) está mobilizando três grandes capitais brasileiras: São P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O lançamento de <em>Clarice</em> (CosacNaify, 2009) está mobilizando três grandes capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. O autor, Benjamin Moser, que também é colunista da<em> Harper’s Magazine</em>, viaja semana que vem por essas cidades autografando seu livro e participando de batepapos com o público.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 467px"><img src="http://editora.cosacnaify.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Capa_clarice_blog.gif" alt="" width="457" height="301" /><p class="wp-caption-text">A foto da escritora feita por Claudia Andujar em 1961 para a revista &#34;Realidade&#34; estampa agora a capa da biografia </p></div>
<p style="text-align:left;">&#8220;Não havia nada que Clarice Lispector desejasse mais do que reescrever a história do seu nascimento. Em anotações pessoais redigidas quando estava na casa dos trinta e morando fora do país, ela escreveu: &#8216;Eu estou voltando para o lugar de onde vim. O ideal seria ir até a cidadezinha na Rússia e nascer sob outras circunstâncias&#8217;&#8221; (Trecho de <em>Clarice</em>, de Benjamin Moser)</p>
<p><a href="http://editora.cosacnaify.com.br/blog/" target="_blank">Leia mais no blog da editora</a>.<strong></strong></p>
<p><strong>São Paulo<br />
23 de novembro, às 18<br />
Encontro com Humberto Werneck<br />
Livraria Cultura – Conjunto Nacional &#124; Av. Paulista, 2.073</strong></p>
<p><strong>Rio de Janeiro<br />
26 de novembro, às 19h30<br />
Livraria da Tarvessa – Ipanema &#124; R. Visconde de Pirajá, 572</strong></p>
<p><strong>Recife<br />
28 de novembro, às 19h<br />
Livraria Cultura &#124; Paço Alfândega &#124; R. Madre de Deus, s/n.</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kristen e Clarice para trabalhar na Capricho]]></title>
<link>http://eusedivirtocomissotudo.wordpress.com/2009/11/18/kristen-e-clarice-para-trabalhar-na-capricho/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 19:09:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>eusedivirtocomissotudo</dc:creator>
<guid>http://eusedivirtocomissotudo.wordpress.com/2009/11/18/kristen-e-clarice-para-trabalhar-na-capricho/</guid>
<description><![CDATA[E eu vi aqui que Kristen Stewart dá um conselho para as adolescentes de hoje em dia: &#8220;Sejam ra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>E eu vi <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/11/18/kristen-stewart-da-conselho-aos-adolescentes-sejam-radicais-914814318.asp">aqui </a>que Kristen Stewart dá um conselho para as adolescentes de hoje em dia: &#8220;Sejam radicais&#8221;, e algo como &#8216;vá atrás do que quer&#8217;. Achei legal! Mensagem positivinha estilo Pitty em &#8217;seja você mesmo que seja bizarro&#8217;, quá.</p>
<p><a href="http://eusedivirtocomissotudo.wordpress.com/files/2009/11/kristen-stewart.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1153" title="kristen-stewart" src="http://eusedivirtocomissotudo.wordpress.com/files/2009/11/kristen-stewart.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Incrível como adolescente precisa de uma referência, né? Aí, me veio à mente o livrinho &#8216;Só para mulheres&#8217; de Clarice Lispector, que traz um pouquinho de sua obra jornalística, com diquinhas para as mulheres da época. Eu me divirto, imaginando Lispector escrevendo isso e assinando com seus pseudônimos:</p>
<p>“<em>Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais atraente.<br />
Desde que seja seu mesmo.”</em> (Helen Palmer)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1152" title="clarice_lispector2" src="http://eusedivirtocomissotudo.wordpress.com/files/2009/11/clarice_lispector2.jpg" alt="" width="306" height="300" /></p>
<p>Eu tiro proveito da minha boca demasiadamente rasgada, Miss Lispector, dou risada várias vezes ao dia porque eu já falei que SE divirto com isso tudo. Logo, sou uma mulher inteligente! eeeeeee</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clarice Lispector: A New Biography]]></title>
<link>http://recifeguide.wordpress.com/2009/11/18/clarice/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 17:10:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulbarnett</dc:creator>
<guid>http://recifeguide.wordpress.com/2009/11/18/clarice/</guid>
<description><![CDATA[Clarice Lispector, 1961- foto Claudia Andujar &#8220;What the legendary soccer player Pelé is to spo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_3726" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/clarice-lispector-1961-foto-claudia-andujar.jpg"><img class="size-large wp-image-3726   " title="Clarice Lispector (1961)" src="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/clarice-lispector-1961-foto-claudia-andujar.jpg?w=1024" alt="" width="590" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Clarice Lispector, 1961- foto Claudia Andujar</p></div>
<p>&#8220;What the legendary soccer player Pelé is to sport in Brazil, the author ´Clarice´ is to that country&#8217;s literary culture. Stunningly brilliant, beautiful and enigmatic, the daughter of Russian-Jewish émigrés achieved instant celebrity at the age of 23 with the publication of her debut novel <em>Near to the Wild Heart</em>.&#8221; This is how Amazon book reviewer Lauren Nemroff introduced Clarice Lispector in &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/feature.html?docId=1000413731"><strong>Amazon Best of the Month, August 2009</strong></a>&#8220; referring to Benjamin Moser&#8217;s biography <em>Why This World.</em></p>
<div id="attachment_3728" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/benjamin03_credito-obrigatorio_tessa-posthuma-de-boer_divulgacao.jpg"><img class="size-full wp-image-3728 " title="Benjamin Moser " src="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/benjamin03_credito-obrigatorio_tessa-posthuma-de-boer_divulgacao.jpg" alt="" width="360" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">Benjamin Moser. Photo: Tessa Posthuma de Boer</p></div>
<p>Whilst Pelé may have been “stunningly brilliant”, it may be stretching the analogy too far with the descriptions of “beautiful and enigmatic”, which Clarice certainly was. She has even been described as, &#8220;that rare person who looked like Marlene Dietrich and wrote like Virginia Woolf.&#8221; (Salamon, J. (March 11, 2005). <em>An Enigmatic Author Who Can Be Addictive</em>. New York: New York Times).</p>
<p>Of Moser´s Biography Nemroff said, &#8220;Now, after years of research on three continents, drawing on previously unknown manuscripts and dozens of interviews, Benjamin Moser demonstrates how Lispector&#8217;s art was directly connected to her turbulent life.&#8221; and, &#8220;Benjamin Moser&#8217;s, <em>Why This World</em> makes up for this long drought by offering a detailed and dramatic biography of Lispector&#8217;s incredible life and times. Based on new interviews with family and friends, recovered manuscripts, and other fresh sources, Moser crafts a moving and tangible portrait of the famously inscrutable Clarice.&#8221;</p>
<div id="attachment_3730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a href="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/capa-tridimensional.jpg"><img class="size-full wp-image-3730 " title="New Book " src="http://recifeguide.wordpress.com/files/2009/11/capa-tridimensional.jpg" alt="" width="360" height="539" /></a><p class="wp-caption-text">The New Biography</p></div>
<p>Clarice Lispector (1920-1977), is recognized as one of Latin America´s greatest writers and is only now being discovered by English readers, surprising given that &#8220;Clarice&#8217;s beauty, genius, and eccentricity intrigued Brazil virtually from her adolescence.&#8221;</p>
<p>Born into a Jewish family amidst the horrors of post-World War I Ukraine, Chaka Lispector was to escape to Brazil in 1922 and be re-named Clarice. She was to spend many if her early years living a humble existence in Northeast Brazil. First in Macaeio, Alagoas, then three years later in the Jewish neighborhood of Boa Vista in Recife, Pernambuco, where a monument to her exists today.</p>
<p>Whilst in Recife, her mother died (1930) at the age of forty-two, when Clarice was nine years old. Her father continued to struggle economically, but Clarice was still able to attend the Colégio Hebreo-Idisch-Brasileiro, which taught Hebrew and Yiddish in addition to the usual subjects. In 1932, she gained admission to the Ginásio Pernambucano, the most prestigious secondary school in the state at the time. A year later, she &#8220;consciously claimed the desire to write.&#8221;</p>
<p>In 1935, Pedro Lispector decided to move his family to the then-capital, Rio de Janeiro, where he hoped to find greater prosperity for them. There Clarice became a law student seeking justice for prisoners and then a journalist.</p>
<p>Around 1943, around the time of her marriage to a diplomat she published her first book, the critically acclaimed <em>Near to the Wild Heart</em>. Success in her career was not reflected in her challenging family and personal life. She had a longtime love for the homosexual poet Lúcio Cardoso among others, and one of her sons was diagnosed as schizophrenic fostering a growing sense of isolation in her.</p>
<p><em>Several of Lispectors works relate to her time in Northeast Brazil. Perhaps most famous of them was her last novel,  The Hour of the Star, </em>whose main character Macabéa, a poor typist from Alagoas who is lost and isolated in Rio de Janeiro. This character, one of the most famous in Brazilian literature, has a name that refers to the Maccabees, and represents one of the very few explicit Jewish references in her work. The book focuses on Brazilian poverty and being marginalized.</p>
<p>Soon after <em>The Hour of the Star</em> was published, Lispector was diagnosed as having inoperable ovarian cancer. She died on the eve of her 57th birthday and was buried on December 11, 1977, at the Jewish Cemetery of Cajú in Rio de Janeiro.</p>
<p><em><strong>Benjamin Moser will be signing copies of his biography at Livraria Cultura bookshop in Recife on Saturday 28th November from 7.30pm</strong></em></p>
<p><em>The author gratefully acknowledges the many sources that were consulted in the writing of this article.  While they provide the foundation, the interpretation and opinion are entirely those of the author.</em></p>
<p><em>Paul Barnett is Founder of Recife Guide.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A palavra sangrada de Civone Medeiros em livro]]></title>
<link>http://naredecomcivone.wordpress.com/2009/11/18/a-palavra-sangrada-de-civone-medeiros-em-livro-2/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:42:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Civone Medeiros</dc:creator>
<guid>http://naredecomcivone.wordpress.com/2009/11/18/a-palavra-sangrada-de-civone-medeiros-em-livro-2/</guid>
<description><![CDATA[Lançado pela editora Coleção POETIGUARES, o livro &#8220;Escrituras Sangradas&#8221; pode ser consid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<p><strong>Lançado pela editora Coleção POETIGUARES, o livro &#8220;Escrituras Sangradas&#8221; pode ser considerado um divisor de águas. Com suas transgressões e construções certeiras.</strong></p>
</div>
<p>Por Michelle Ferret</p>
<p style="text-align:justify;">Com sua inquietude latente ela oferece o café amargo para o leitor distinguir o agridoce de suas ideias. E faz mais… Reúne em si as quatro estações, os loucos, os becos, a realidade e um infinito de delírios. Quase sempre em primeira pessoa, os poemas do livro <strong>“Escrituras Sangradas”</strong> se dividem em duas partes. <strong>“Escrituras Sangradas – Toscas Fatias de Escrevinhaduras”</strong>, de 1999, com 65 poemas e o Livro 2 – <strong>“Ave de Arribaçã ou a Propósito de Viena e Outros Ondes”</strong> com 132 páginas. Ambos lançados na última quinta-feira, 29 de outubro para o mundo, inicialmente em poucas edições, apenas 100.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://write4.net/media/tmp/364/300__4846_civoneeocor.jpg" alt="" width="300" height="260" />Ler cada poema é viajar na insensatez absoluta de uma mulher revirada ao avesso. Ela que se auto define <strong>“uma velha de mais de trinta e tantos anos/E uma criança de milhões de eras”</strong>, consegue imprimir em versos, afora o próprio corpo, a essência da vida. São vísceras expostas de letras embriagadas e outros ondes compondo versos verdadeiros. Inspirada em Hilda Hilst, Frida Kalho e Bispo do Rosário, ela costura suas ideias nos mantos imaginários. E assim se recompõe, reinventando a própria literatura. Talvez sua vida de artista tenha dado todos os ondes desses escritos. Ela que faz intervenções urbanas e humanas ainda consegue escrever em muros seus desejos mais antigos. É assim que Civone se escreve e se despe, vestindo-se de mundo. Da impureza e pureza dele. Como reza o título de seu poema, <strong>“A felicidade não me inspira”</strong>. Talvez a transpire ou a faça correr léguas. Longe dos parâmetros e dos métodos sociais, ela se desfaz amarras e consegue escrever palavras tão densas quanto o tempo.</p>
<p><strong>“Viscerais Entranhas</strong></p>
<div>
<p><strong>De mente e coração</strong></p>
<p><strong>Sem canto neste mundo</strong></p>
<p><strong>Me canto imunda</strong></p>
<p><strong>Sideral</strong></p>
<p><strong>Pólibo sem rumo</strong></p>
<p><strong>Pensante nessa terra</strong></p>
<p><strong>Mal-passada</strong></p>
<p><strong>Revelo-me</strong></p>
<p><strong>Desencanto</strong></p>
<p><strong>Desenovelo-me</strong></p>
<p><strong>Por pântanos e Edens e</strong></p>
<p><strong>raro me encontro</strong></p>
<p><strong>Século vinte passante</strong></p>
<p><strong>Sinto-me sem era e sem surpresas com o devir…</strong></p>
<p><strong>Que venham passadas vidas outras</strong></p>
<p><strong>E m´atentem à incógnita filosofia</strong></p>
<p><strong>Amoral que de mim brota – e que nem tenho ainda!”</strong></p>
<p>(Poema <strong>Canto</strong> do Livro 2).</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">São com versos cortantes como este apresentado aqui que os livros ganham ritmo. Um ritmo ora alucinado, ora devagar, parando nos recantos de quem lê. É assim o jeito que Civone encontra para escrever a própria realidade. Como escreveu o também poeta João da Rua, apresentando a poeta no segundo volume. “O texto escrito, sangrado na página, dialoga com a performance, com o corpo solto no texto das ruas, do cotidiano, do beco, do mundo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Ela não tem medo de se revelar e já nasceu com o espelho quebrado dentro de si. Atira-se, atina-se e brinca de escrever contos e cartas no meio dos poemas. Como o conto <strong>“E…”</strong>, quando a saudade é personagem principal. Outro achado interessante na obra são os fragmentos do Livro de Theta, quando encontramos pérolas como <strong>&#8220;Fixação”</strong>:</p>
<div>
<p><strong>A retina retilínea</strong></p>
<p><strong>Entorta ventos</strong></p>
<p><strong>E</strong></p>
<p><strong>Brados marítimos</strong></p>
<p><strong>Cruza</strong></p>
<p><strong>Terras e ilhas</strong></p>
<p><strong>E</strong></p>
<p><strong>Te enxerga</strong></p>
<p><strong>Meu ninho</strong></p>
<p><strong>Natal</strong></p>
</div>
<p style="text-align:justify;">São com poemas, contos, escrituras sangradas e lavadas em água de chuva o liquido escorrido em Civone. Como ela escreveu em seu epigrama, no poema chamado <strong>“Humana Ambição”</strong>. <strong>“Não quero uma obra que tenha valor de mercado. Quero que tenha valor de expressão”.</strong> E assim assina-se embaixo, ao lado, por dentro. São expressões humanas retratadas como quem vive intensamente, como poucos. Sua palavra sangra.</p>
<div>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>ler+:</p>
<p><strong>» <a href="http://www.escriturasangradas.blog/">www.escriturasangradas.blog</a></strong></p>
<p><strong>» <a href="http://www.naredecomcivone.blogspot.com/">www.nArede.com/Civone</a></strong></p>
<p><strong>» <a href="http://issuu.com/civonemedeiros">www.nArede.com/ISSUU</a></strong></p>
</div>
<p>Recado da autora:</p>
<div>
<p><strong>“Remix-me, Remake-me, Share-me, Copy-me, Rip-me, Broadcast-me, Mix-me… Feedback-me…”.</strong></p>
</div>
<p>Publicado na <a href="http://tribunadonorte.com.br/noticia/a-palavra-sangrada-de-civone-medeiros-em-livro/130268"><strong>TN/Viver</strong></a> em 03 de Novembro de 2009 às 00:00.</p>
<div>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#db1d19;"><span style="text-decoration:underline;">As Escrituras e a Poeta »</span></span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://write4.net/media/tmp/364/640__4846_civoneeases.jpg" alt="" width="307" height="410" /></p>
<p style="text-align:center;">Foto » <strong><a href="http://sandrofortunato.com.br/">Sandro Fortunato</a></strong></p>
<p><strong><span style="color:#db1d19;"><span style="text-decoration:underline;">Os livros estão à venda no </span></span></strong><a href="http://www.cafesalao.com/"><strong><span style="color:#db1d19;">Café Salão</span></strong></a></p>
<p><strong>Av. Duque de Caxias &#8211; Ed. Bila, 110 &#8211; Ribeira, Natal/RN.</strong></p>
<p><strong>Tel.: (84) 3212-1655 &#124; contato@cafesalao.com &#124; civonemedeiros@gmail.com</strong></p>
</div>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#db1d19;">Escrituras Sangradas na MÍDIA ~ CLIPPING »</span></span></strong></p>
<div>
<p><strong>» </strong><a href="http://revistacatorze.com.br/?p=835"><strong>Revista Catorze</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://embrulhandopeixe.blogspot.com/2009/10/notas-floridas-de-quinta-feira.html"><strong>Embrulhando o Peixe por Mario Ivo</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/retrospectiva-e-escrituras-sangradas"><strong>Substantivo Plural</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://www.vivaviver.com.br/boa_leitura/a_palavra_de_civone_medeiros_sangra/510"><strong>Viva Viver e-Magazine</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://www.nominuto.com/vida/cultura/civone-medeiros-lanca-escrituras-sangradas-hoje-na-ribeira/40871"><strong>Portal Nominuto.com</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://www.diariodenatal.com.br/2009/10/29/muito6_0.ph"><strong>Diário de Natal</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://eliadepimentel.blogspot.com/2009/10/civone-medeiros-faz-festa-literaria-no.html"><strong>O Som das Estrelas por Eliade Pimentel</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://projetobrava.blogspot.com/2009/10/dia-29-tem-lancamento-do-livro-as.html"><strong>Projeto BRAVA por Jean Sartief</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://becopress.blogspot.com/2009/10/civone-medeiros-manda-convite.html#links"><strong>BecoPress por Leonardo Sodré</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://oteoremadafeira.blogspot.com/2009/10/retrospectiva-literaria-15-anos-nalva.html"><strong>O teorema da feira por Lívio Oliveira</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://grandeponto.blogspot.com/2009/10/civone-sagrada.html"><strong>Grande Ponto por Alex Gurgel</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://www.espbr.com/noticias/civone-medeiros-lanca-escrituras-sangradas-hoje-ribeira"><strong>ESPBR Notícias</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://www.natalpress.com/index.php?Fa=mat.inf&#38;EDI_ID=7&#38;MAT_ID=26512"><strong>Natal Press por Minervino Wanderley</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://ladorsemcolchetes.blogspot.com/2009/10/nao-me-atiro-aos-porcos-me-oferto.html"><strong>Lado [R] MegaZine</strong></a></p>
<p><strong>» </strong><a href="http://blogmemoriaviva.wordpress.com/2009/10/29/escrituras-sangradas"><strong>Blog Memória Viva</strong></a></p>
<p style="text-align:right;"><em><strong><span style="color:#db1d19;">* Link externo &#8211; Write4net:</span> </strong></em><a href="http://write4.net/1TZ"><em><strong>A palavra sangrada de Civone Medeiros em livro</strong></em></a></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://books99.wordpress.com/2009/11/17/1487/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 22:57:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>books99</dc:creator>
<guid>http://books99.wordpress.com/2009/11/17/1487/</guid>
<description><![CDATA[Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. Clarice Lispector]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"><strong><em>Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. </em></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Clarice Lispector</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[porque eu nem sei o que "eu" significa]]></title>
<link>http://oquemeabisma.wordpress.com/2009/11/16/porque-eu-nem-sei-o-que-eu-significa/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 23:35:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Valéria C.</dc:creator>
<guid>http://oquemeabisma.wordpress.com/2009/11/16/porque-eu-nem-sei-o-que-eu-significa/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://oquemeabisma.wordpress.com/files/2009/11/eusoumaisfortequeeu.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-32" title="eusoumaisfortequeeu" src="http://oquemeabisma.wordpress.com/files/2009/11/eusoumaisfortequeeu.jpg" alt="" width="484" height="528" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caixa do Escriba: Clarice Lispector]]></title>
<link>http://imsomnia.wordpress.com/2009/11/16/caixa-do-escriba-clarice-lispector/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:28:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>grgoulart</dc:creator>
<guid>http://imsomnia.wordpress.com/2009/11/16/caixa-do-escriba-clarice-lispector/</guid>
<description><![CDATA[Meu Deus, me dê a coragem Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Meu Deus, me dê a coragem Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noi]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil ]]></title>
<link>http://cicutanalingua.wordpress.com/2009/11/16/clarice-lispector-o-sol-escuro-do-brasil-por-tomas-eloy-martinez/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:07:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Esley Zambel</dc:creator>
<guid>http://cicutanalingua.wordpress.com/2009/11/16/clarice-lispector-o-sol-escuro-do-brasil-por-tomas-eloy-martinez/</guid>
<description><![CDATA[Esta é uma matéria do Jornal The New York Times por Tomás Eloy Martinez Tradução: Eloise De Vylder ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-410" title="Clarice_Lispector_I" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/clarice_lispector_i.jpg" alt="Clarice_Lispector_I" width="313" height="400" /></p>
<p>Esta é uma matéria do Jornal The New York Times por Tomás Eloy Martinez</p>
<p>Tradução: Eloise De Vylder</p>
<p>&#160;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-415" title="tnyt" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/tnyt.gif" alt="tnyt" width="104" height="19" /></p>
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<p>Há pouco mais de meio século, a força de transformação da literatura da América Latina assombrava os países centrais, que haviam alcançado a modernidade graças ao desenvolvimento de suas indústrias, suas descobertas tecnológicas, suas redes de comunicação, seus trens e aviões. Mas sua linguagem e sua capacidade de narrar a sociedade estavam apergaminhadas, cansadas, e supriam a falta de ideias e sangue novos com jogos teóricos que não levavam a lugar nenhum. Na América Latina, o afã de criar esse mundo novo expresso pela revolução cubana parece ter se concentrado na literatura.</p>
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<h3>Clarice Lispector, em foto de 1976</h3>
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<li><img class="imagem" title="Folha Imagem" src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0911/13cla.jpg" border="0" alt="Folha Imagem" /></li>
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<p>Enquanto os países do Rio da Prata, México e Colômbia respiravam a plenos pulmões os novos ares, o gigante Brasil mantinha-se impermeável a tudo o que não vinha de si mesmo. O Brasil mudava de pele, mas se alimentava de sua própria música e de sua própria herança literária. Certa vez perguntaram a João Gilberto por que ele fazia tão poucos shows no estrangeiro, onde sua música tinha um sucesso clamoroso.</p>
<p>&#8220;Para quê?&#8221;, respondeu. &#8220;No Brasil meu público é tão numeroso como no resto do mundo e, além disso, ele me escuta com mais felicidade&#8221;.</p>
<p>Em meados do século 20, o grande nome da literatura brasileira continuava sendo o de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), que escreveu uma sucessão de obras mestras mediante o simples recurso de observar atentamente a paisagem interior dos pensamentos e dos sentimentos para contá-los de uma maneira incomum, inesperada. Um de seus maiores herdeiros é João Guimarães Rosa, que impressiona mais do que tudo por seu virtuosismo verbal e pelo ouvido finíssimo com que capta a música das vozes do sertão, no nordeste profundo de seu gigantesco país.</p>
<p>Entretanto, a única filha direta e legítima de Machado de Assis é Clarice Lispector, cuja obra misteriosa começa a difundir-se nos Estados Unidos com tanto ímpeto quanto a de Roberto Bolaño. O chileno foi consagrado pela revista The New Yorker, e o influente The New York Review of Books rendeu tributo a Lispector com um ensaio extenso de Lorrie Moore, a jovem deusa do minimalismo.</p>
<p>Moore adverte que a fama magnética de Lispector se deve em parte aos estudos sobre sua obra reunidos por Hélène Cixous, a quem as universidades francesas devem o apogeu dos estudos sobre a mulher. Na França, recorda Cixous, a extraordinária abstração da prosa de Lispector fez com que a vissem como uma filósofa. Quando ela assistiu a um encontro de teóricos sobre sua obra, abandonou a sala na metade da homenagem, dizendo que não entendia uma só palavra do jargão.</p>
<p>Uma das primeiras vezes que se ouviu falar de Lispector em Buenos Aires foi no final dos anos 70, quando circulou a lenda de que ela havia se queimado viva em sua casa no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 1969 o mítico editor argentino Paco Porrúa havia publicado na editora Sudamericana alguns de seus livros: os romances &#8220;A Maçã no Escuro&#8221;, &#8220;A Paixão Segundo G.H.&#8221; e &#8220;Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres&#8221;, assim como os admiráveis contos de &#8220;Laços de Família&#8221;. Lispector rompia com todas as convenções da arte de narrar e arrancava de cada palavra um tremor secreto, enigmático. Suas revelações eram como as de um teólogo oriental participando de uma dança ritual africana.</p>
<p>Quando a lemos, deslumbrados, na revista &#8220;Primera Plana&#8221;, pensamos que era imperativo viajar para o Rio de Janeiro para decifrar seus segredos. Sara Porrúa, que na época era mulher de Paco, quis ser a primeira nessa busca.</p>
<p>As primeiras notícias que enviou dissipavam a fábula de que Lispector fora queimada viva. Sua cama havia se incendiado acidentalmente quando dormiu com um cigarro aceso. Mas a haviam resgatado a tempo. Sua estranha beleza tártara (os olhos amendoados e rasgados, as maçãs do rosto salientes, a constante expressão de angústia de seu rosto) havia desaparecido quando queimou o lado direito do corpo, imobilizando-lhe o braço. Nada, entretanto, apagava sua paixão por narrar o mundo.</p>
<p>Sara a encontrou mais algumas vezes e, com sua imagem intensa, inesquecível, perdeu-se nas selvas da Guatemala e transformou-se em personagem de Cortázar.</p>
<p>Dar uma ideia de sua imaginação só é possível através de algumas citações. O começo do romance &#8220;Uma Aprendizagem&#8230;&#8221; (1969) é uma frase que vem do nada. A porta de entrada desse livro é uma vírgula: &#8220;, estando tão ocupada, viera das compras de casa que a empregada fizera às pressas porque cada vez mais matava o serviço, embora só viesse para deixar almoço e jantar prontos&#8230;&#8221;.</p>
<p>Antes desse comentário doméstico e trivial, Lispector surpreendeu o leitor com uma advertência que é também uma afirmação de seu ser:</p>
<p>&#8220;Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte que eu. C.L.&#8221;</p>
<p>E no final de &#8220;Água Viva&#8221;, ergue a voz: &#8220;Não vou morrer, ouviu, Deus? Não tenho coragem, ouviu? Não me mate, ouviu? Porque é uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde. Vou ficar muito alegre, ouviu? Como resposta, como insulto&#8221;.</p>
<p>Seu desmedido desafio à morte impregna muitas das crônicas reunidas em &#8220;Revelación del Mundo&#8221;, que incluem todas as que escreveu para o Jornal do Brasil entre 1967 e 1973. Outras, inéditas, serão publicadas no ano que vem em espanhol sob o título de &#8220;Descubrimientos&#8221;.</p>
<p>Lispector continua sendo um enigma velado que assombra em cada frase, em cada desvio da vida. Morreu aos 57 anos de um câncer nos ovários, depois de ter passado os últimos anos fechada na solidão de sua casa do Leme, perto das areias de Copacabana.</p>
<p>Seu autorretrato cabe em uma frase: &#8220;Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa&#8221;.</p>
<h4>Tomás Eloy Martínez</h4>
<p>Analista político e escritor, o argentino Tomás Eloy Martínez é autor de livros como &#8220;Vôo da Rainha&#8221; e &#8220;O Cantor de Tango&#8221;.</p>
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<p>Fonte: <a href="http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/tomaz-eloy-martinez/2009/11/16/ult7201u13.jhtm">http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/tomaz-eloy-martinez/2009/11/16/ult7201u13.jhtm</a></p>
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<p>Que Clarice Lispector me alimenta a alma todos sabem. Tenho paixão singular por ela. E acreditem eu já vi Clarice Lispector.</p>
<p>Certa vez eu estava na casa de um caso meu. Muito bêbado após uma balada eu me peguei abraçando o vaso sanitário, estava fora do corpo de tanto álcool, olhei para o lado tive uma visão, a sobriedade mental me tomou. Era Clarice, parada, encostada na parede, fumando e observando a cena.</p>
<p>Era tão real que hoje encho a boca pra falar, EU SINTO CLARICE LISPECTOR. EU VI CLARICE LISPECTOR.</p>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-412" title="zambel" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/zambel4.jpg" alt="zambel" width="112" height="149" /></p>
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<p>Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.</p>
<p><a href="http://www.pensador.info/autor/Clarice_Lispector/">Clarice Lispector</a></p>
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<title><![CDATA[clariceando...]]></title>
<link>http://nemnuanemcrua.wordpress.com/2009/11/22/373/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 20:14:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>julianegarcia</dc:creator>
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<description><![CDATA[- Ela é tão livre que um dia será presa. - Presa por quê? - Por excesso de liberdade. - Mas essa lib]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote><p>- Ela é tão livre que um dia será presa.<br />
- Presa por quê?<br />
- Por excesso de liberdade.<br />
- Mas essa liberdade é inocente?<br />
- É&#8230; e até mesmo ingênua.<br />
- Então por que a prisão?<br />
- Porque a liberdade ofende.</p>
<p><strong>.Clarice Lispector</strong></p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
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