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	<title>coisas-que-eu-gosto &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "coisas-que-eu-gosto"</description>
	<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 22:22:56 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Duas mulheres para se admirar]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/27/duas-mulheres-para-se-admirar/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 10:29:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ambas têm histórias de superação, ambas baseadas na dor. Uma encarou a morte instantânea. Outra vive]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/lapis.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1295" title="lapis" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/lapis.jpg" alt="" width="500" height="249" /></a><br />
Ambas têm histórias de superação, ambas baseadas na dor. Uma encarou a morte instantânea. Outra vive com ela um pouquinho dia-a-dia, há 12 anos. Ou então seria vida? Uma da morte se transformou em vida. A outra, da vida não deixa que se faça a morte.</p>
<p>Duas mulheres, que não conheço pessoalmente, mas que as acompanho virtualmente. Esse mundo, tão sem fronteiras, nos permite invadir até a dor do outro e se solidarizar com ela.</p>
<p>Admiro as duas e me encorajo com suas histórias a seguir firme na vida, que nos é tão perecível. Duas histórias diferentes uma da outra, mas que congregam de algumas semelhanças básicas: o amor e a força de vontade em continuar a caminhar com o mínimo de alegria e felicidade e a vazão de sentimentos pelas ferramentas da Internet.</p>
<p>Uma é Cristiana Guerra, que &#8220;conheci&#8221; no início desse ano. A outra é Odele Souza, que tomei conhecimento na semana passada. Dois gratos presentes que tive a honra de receber nesse ano: saber da história dessas duas mulheres e me motivar a valorizar a vida.</p>
<p>Cristiana, de quem eu já escrevi <a href="http://glauciananunes.wordpress.com/2009/02/13/quer-ganhar-o-livro-para-francisco/">aqui </a>nesse blog, é uma linda mulher de 40 anos e jeito de menina. Ela tem uma sensibilidade impressionante. Soube fazer da dor uma linda história de superação. E vive seus dias acreditando que pode, sim, ser feliz, apesar das peças que a vida insiste em lhe pregar.</p>
<p>Publicitária mineira, lançou em novembro de 2008 o belíssimo <em>Para Francisco</em>. O livro é resultado dos textos do blog de mesmo nome (<a href="http://www.parafrancisco.blogspot.com" target="_blank">www.parafrancisco.blogspot.com</a>) que Cristiana criou alguns meses depois de perder o grande amor de sua vida.</p>
<p>O fato de perder o seu amor já é bastante triste, mas no caso de Cristiana os sentimentos foram agravados, porque Guilherme morreu dois meses antes do filho nascer. Cristiana estava grávida de 7 meses.</p>
<p>Em 17 de julho de 2007 Cristiana escreveu o primeiro texto, que deu origem ao blog. Ele nasceu da necessidade dela em contar a Francisco, o bebê, quem foi seu pai, como ele era, a experiência que viveram juntos. Tudo isso para que, um dia, o filho pudesse saber quem foi o seu pai.</p>
<p>Os textos ganharam rápido sucesso e o blog passou a ser lido por muitas pessoas, que se comoviam com a história doce e triste de Cristiana e Francisco. Da delicadeza dos textos nasceu o livro, pela Editora Arx.</p>
<p>Já Odele Souza tem 60 anos e vive com Flávia, sua filha de 22 anos, em coma vígil há 11. A menina, que se calou aos 10 anos, quando teve seus cabelos sugados pelo ralo de uma piscina, passa seus dias rotineiros apenas abrindo e fechando os olhos em sua cama. O que basta para que Odele dedique a ela cada minuto de sua existência: os destinos dessas duas mulheres estão totalmente entrelaçados.</p>
<p>É a mãe quem realmente está ao lado da filha nas 24 horas do dia. Apesar da dor profunda com que vive seus dias, Odele ainda encontra forças para sorrir para a vida: vez ou outra almoça com uma amiga, vai ao cinema, ao teatro, a exposições e lê bastante.</p>
<p>Essas duas mulheres guerreiras, Cristiana e Odele, encontraram uma forma de dar vazão à dor devastadora que invadiu as suas vidas: criaram blogs, nos quais compartilham suas histórias, tristezas, alegrias, conquistas. Há três anos Odele criou o blog chamado <em>Flaviavivendoemcoma </em>(<a href="http://www.flaviavivendoemcoma.blogspot.com/" target="_blank">www.flaviavivendoemcoma.blogspot.com</a>).</p>
<p>Pela escrita, conseguem dar sentido a algo que é tão difícil de ser entendido e aceitado. E por essa mesma janela por onde se escapa a dor, também entra muita luz. Pessoas que nunca as viram, de alguma forma mostram sua solidariedade e as fazem bem. É a gota de esperança que elas tanto precisam para seguirem seus dias acreditando na vida e, sobretudo, nas pessoas.</p>
<p><em><strong>*</strong> Todas as informações sobre Odele e Flávia foram retiradas da reportagem <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105927-15228,00-SAUDADES+DE+SUA+VOZ.html" target="_blank">Saudades de sua voz</a>, da versão eletrônica da Revista Época, e do texto <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105985-15230,00-DEUS+E+A+EUTANASIA.html" target="_blank">Deus e a Eutanásia</a>, da coluna <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI63840-15230,00-ARQUIVO+ELIANE+BRUM.html" target="_blank">Nossa Sociedade</a>, ambos escritos pela repórter Eliane Brum.</em></p>
<p><em><strong>*</strong> Já as informações sobre Cristiana Guerra foram obtidas pelos seus textos do Blog e Livro de mesmo nome, <a href="http://parafrancisco.blogspot.com/" target="_blank">Para Francisco.</a><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A perecibilidade da vida]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/26/a-perecibilidade-da-vida/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 17:02:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/26/a-perecibilidade-da-vida/</guid>
<description><![CDATA[Que mania essa a nossa de achar sempre que a vida é controlável, planejável, até paupável? Eu, sobre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/perecive.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1289" title="perecive" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/perecive.jpg" alt="" width="500" height="278" /></a></p>
<p>Que mania essa a nossa de achar sempre que a vida é controlável, planejável, até paupável? Eu, sobretudo, que organizo a minha mesa, que no início do mês vejo as contas a pagar e quanto vai sobrar, que planejo o que meu filho fará no fim de semana e quantas horas devo dormir por noite, percebi essa semana, como um tapa forte na cara, que a vida não é tão planejável e controlável como eu insisto em fazer que ela seja.</p>
<p>Consegui enxergar, assustada confesso, que ela tem seus rumos próprios, seus ciclos e acontecimentos naturais. E que eles vão ocorrer, independente dos meus planos, desejos ou calculadoras.</p>
<p>Na noite de terça-feira, me alonguei um pouquinho mais na faculdade, apesar do cansaço, e parei no carrinho de hot dog do Seu Antonio, tiozinho querido que faz um prensado dos bons. Antes de fazer o pedido, falei com meu Presente no celular e perguntei se ele já tinha comido. Como o bonitão estava faminto, me esperando voltar, engatei um papo gostoso com o tio, enquanto aguardava os três dogs pra viagem, embaixo de uma garoa que insistia em cair naquela noite.</p>
<p>Atipicamente, por forças do destino, da natureza ou de qualquer outra entidade bem superior a mim, fiquei um pouco mais na faculdade. Eu, que uso qualquer pretexto para vazar mais que rápido de lá, naquele dia me permiti bons minutos de papo com seu Antonio.</p>
<p>Dirigi pela marginal como sempre &#8211; no limite máximo da pista, que é 90 Km/hora &#8211; e nesse horário e naquele sentido &#8211; Zona Norte para Zona Oeste &#8211; ela é bem livre. Adoro esse momento, pois é ali que testo meus dotes de pilota. Fiz o caminho habitual, o chão estava molhado e a noite úmida. Eu, faminta e apertada para fazer xixi, pisando profundo no acelerador.</p>
<p>Duas esquinas antes da minha rua, os carros foram parando, mesmo com o farol verde. Meu instinto de motorista apressadinha já estava falando alto, mas notei que alguma coisa ocorria, porque os carros começaram a fazer o balão ali na rua Guaipá e a voltarem. Eu, não entendendo nada, pois não via polícia, nem bombeiro, nem CET, apenas os frentistas do posto de gasolina fazendo sinais insistentes para que os carros não passassem por ali. Ué, teria de fazer o que todos estavam fazendo. Quando eu chego até a esquina para fazer o balão é que sou assaltada por um dos maiores medos que eu lembro de ter sentido na vida.</p>
<p>Ali, na esquina, sem os carros na minha frente, vi bolas de fogo e fumaça no ceu, que vinham do quarteirão onde fica meu prédio!</p>
<p>Demorei dois dias a escrever esse post, porque não queria lembrar da sensação que foi ver aquilo. Eu não tinha certeza de onde vinha aquele fogo, mas tinha certeza que era grande, que vinha do mesmo espaço onde estava a minha fortuna: Eduardo dormia em sua caminha e Fabio estava em nosso apartamento me esperando.</p>
<p>Naquele momento, que não deve ter passado de alguns minutos, fiz o balão ao mesmo tempo em que encontrava meu celular na bolsa, liguei para Fabio, que não atendeu o telefone. Na ausência de seu alô do outro lado da linha, meu coração disparou ainda mais. Brotou dentro de mim um desespero que há muito tempo ou até nunca eu tenha sentido, de não saber o que ocorria com aqueles que são a principal razão da minha vida.</p>
<p>Não tive dúvidas: parei o carro no meio da rua e desci, descalça, para ir andando até lá e ver o que ocorria, já que a essa altura minha rua já estava interditada. Os segundos que separaram o alô do Fabio da minha segunda ligação e meus passos no meio da rua molhada, me faziam sentir apenas uma coisa: estou em uma situação, na qual não tenho controle algum sobre ela.</p>
<p>Felizmente, Fabio atendeu o telefone e me disse que o fogo vinha da indústria de produtos de higiene e limpeza em frente ao nosso prédio. Eu não tinha outra certeza a não ser que ele tirasse Eduardo dali e que todos estivéssemos juntos. Graças a uma outra rua que ainda não tinha sido interditada eu cheguei na garagem do meu prédio, já sentindo o forte calor que vinha do galpão totalmente em chamas à nossa frente.</p>
<p>E minha agonia cessou instantaneamente, como quando se joga água para apagar o fogo. Com o carro ainda funcionando, minha fortuna estava à salvo. Apenas com a roupa do corpo, Eduardo apenas de meias, sonolento, saímos dali. Só voltaríamos madrugada adentro, quando as chamas já estavam controladas, mas ainda os 24 carros de bombeiros trabalhavam na escuridão da queda de energia até o sol da manhã.</p>
<p>Não houve feridos, felizmente, mas as perdas materiais foram grandes. Na mesma madrugada, porém, meu egoísmo comemorava aliviado que minha família estava a salvo, sob a minha visão. E assim a vida continuou. Hoje, dois dias depois e todos os jornais inundados pelo incêndio na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, tudo está normal na Avenida Mofarrej. Exceto, porém, o meu coração, que percebeu o quão perecível a vida é e que ela pode mudar a qualquer momento, a qualquer instante, independente de nosso controle.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bicicletas...]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/11/24/bicicletas/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 18:21:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
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<description><![CDATA[Desde criança, sempre gostei muito de andar de bicicleta. Rio Claro, minha cidade natal, é muito pro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Desde criança, sempre gostei muito de andar de bicicleta. Rio Claro, minha cidade natal, é muito propícia para isso. Também é conhecida como a “cidade das bicicletas”.</p>
<div id="attachment_324" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/files/2009/11/kids_on_bikes1.jpg"><img class="size-full wp-image-324" title="kids_on_bikes" src="http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/files/2009/11/kids_on_bikes1.jpg" alt="" width="400" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">http://pisandonalingua.blogspot.com/</p></div>
<p>Aprendi a andar em uma “monark”. Meu pai a usava diariamente para ir ao trabalho. Lembro-me de uma vez, em um final de tarde, que montei nela e fui até o armazém comprar mortadela. Voltei a pé e a esqueci ali, estacionada na calçada. Pela manhã, meu pai foi pegar a “magrela” e nada. Depois lembrou que o último a usá-la fui eu. Caminhou até o armazém, procurou o Sr. Guido, explicou o caso e ele disse – “Sr. Antonio, hoje, pela manhã, quando cheguei, vi sua bicicleta estacionada na calçada e a guardei”. Ela ficou a noite toda lá, na calçada e ninguém a levou! Coisas de antigamente.<!--more--></p>
<p>Para mim, quando morava em Rio Claro, o andar de bicicleta era um ritual. Escolhia a roupa, meias, sapatos, verificava a pressão dos pneus, verificava se havia fechado bem as portas e lá ia eu para o trabalho, supermercado, horto florestal, etc. Quando chovia, guarda-chuvas numa mão e a outra no guidão. Se a chuva era na volta do compromisso, tirava a camiseta, os sapatos e vinha sentindo os pingos no rosto e pelo tronco, braços e pés. Uma delícia.</p>
<p>Montado na bicicleta, sentia-me livre. Via por cima dos muros. Sentia o cheiro das flores das jabuticabeiras que habitavam os quintais&#8230;</p>
<p>Quando dormia demais e o tempo era curto, jogava uma roupa qualquer no corpo, tomava um copo de leite e saía com o pão na mão. Pedalando e comendo. Nada mais havia em que pensar. Apenas no cuidado de não prender as calças na corrente ou o cadarço do sapato no pedal. Não tinha capacete e de vez em quando usava um boné se o sol estivesse muito forte. Se o pneu furasse voltava para casa a pé, empurrando a bicicleta. Quando o furo era pequeno, chegava a andar semanas com ele sem o reparar. Apenas parava mais nos postos de gasolina para encher o pneu.</p>
<p>Aos finais de semana, pedalava bastante. Chegava a andar mais de 15 km até um bairro rural. Chegando lá, comprava uma Tubaína e uma “bengala” com mortadela. Era o banquete dos deuses. Comia e voltava para casa. Muitas vezes, durante o caminho, parava em um córrego para tomar banho.  Naquele tempo ainda existiam córregos despoluídos&#8230;</p>
<p>Minhas bicicletas nunca tiveram amortecedores. No máximo algumas catracas extras para amenizar o esforço nas subidas. Os impactos, absorvia-os com os braços, e levantava a bunda do celim quando percebia que cairia em um buraco.</p>
<p>Minha bicicleta era lavada frequentemente. A corrente era sempre lubrificada com um pouco a mais de óleo. Naquela época, as correntes e catracas não gastavam como as de hoje, as mudanças de marchas não “desafinavam”. As bicicletas apenas ganhavam alguns caprichos, alguns enfeites. Era tudo muito mais simples.</p>
<p>Foram as saudades desse tempo que me fizeram montar uma bicicleta mais simples e barata. Algo possivel de deixar amarrada em qualquer lugar sem ter que andar com o coração nas mãos.</p>
<p>Agora, morando em São Paulo, fica mais difícil de manter esse hobby tão gostoso. Após poucas saídas em finais de semana, constatei que era fácil combinar o uso de bicicleta com o metrô. Fiz uma experiência em um domingo. Mas ví que é algo inconcebível para mim, que quero liberdade e vento na cara.</p>
<p>Pedalar melhora a forma física, mesmo com poucos kms pedalados semanalmente. Isso, não fosse o perigo de andar de bicicleta no trânsito de São Paulo. Aqui ando mesmo é a pé. Mas, alguns percursos seriam bem mais rápidos se houvesse a possibilidade de fazê-los de bike. A pé, gosto de andar depressa. Tenho certeza que seria uma pessoa mais feliz se pudesse fazer todos os dias o que realmente gosto: andar de bicicleta. Não tenho carro. Não é por convicção, é mesmo por razões econômicas. Mas também sei que não preciso de um aqui nessa cidade maluca.</p>
<p>Ainda faço todo o ritual de andar de bicicleta descrito anteriormente, mas muito de vez em quando. Normalmente aos finais de semana, quando vou para Rio Claro. É uma forma de andar de bicicleta diferente. Somente aos finais de semana e feriados. Também é divertido, mas não é mais divertido. Andar de bicicleta é a minha paixão. Experimente, pode ser que também seja a sua.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O trabalho é mesmo uma "opção" para as mães?]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/23/o-trabalho-e-mesmo-uma-opcao-para-as-maes/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:24:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/23/o-trabalho-e-mesmo-uma-opcao-para-as-maes/</guid>
<description><![CDATA[A edição de agosto da revista Crescer, que eu só li essa semana, devido à correria da minha rotina, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/mae.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1283" title="mae" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/mae.jpg" alt="" width="500" height="269" /></a></p>
<p>A edição de agosto da revista <a href="http://www.revistacrescer.com.br" target="_blank">Crescer</a>, que eu só li essa semana, devido à correria da minha rotina, me chamou a atenção por uma matéria com destaque na capa &#8211; <strong><em>&#8220;Qual é a melhor opção para a mãe que trabalha&#8221;.</em></strong></p>
<p>Desde que recebi a revista, fiquei tentada em ir direto para essa reportagem. E hoje, vendo as 20 páginas de comentários da <a href="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI84687-10496-1,00-A+ROTINA+DE+TRES+MAES+COMO+ELAS+ENFRENTAM+AS+DIFICULDADES+DO+DIA+A+DIA.html" target="_blank">versão online da matéria</a>, constatei que o título não gerou expectativas apenas em mim, mas em muitas mães leitoras de Crescer.</p>
<p>E porque? Provavelmente, porque essa seja uma neura que ronde a cabeça e consciência de todas as mulheres que um dia pariram. Como conciliar o trabalho [ou a falta dele] com a maternidade?</p>
<p>Desde que li a reportagem fiquei com a pulga trás da orelha, desculpem-me o clichê. Para escrever esse texto e clarear melhor as ideias, fui procurar o texto no site da Crescer. Eis que me deparo com as impressões de mais mães que leram a reportagem e fiquei surpresa por todas que comentaram terem tido a mesma percepção que a minha: as três personagens da reportagem fazem parte de uma pirâmide muito seleta do nosso país. As três aparentemente de classe média, que contam com a ajuda de babás, empregadas, avós, duas delas com maridos e uma divorciada.</p>
<p>Depois que me tornei mãe e passei a &#8220;viver&#8221; esse universo materno, encontro um sem número de trabalhadoras que madrugam, mandam seus filhotes ainda bebês para a creche municipal mais próxima, encaram trem + ônibus até o trabalho, retornam para a casa no finzinho da tarde, ainda têm de lavar a roupa, fazer a comida, dar atenção ao marido.</p>
<p>Existe uma receita de bolo para como conciliar o trabalho e a criação dos filhos? Creio que não. Talvez por isso que o coro seja uníssono nos comentários sobre a reportagem, no site da Crescer: &#8220;<em>nos frustramos&#8221;</em>. Isso porque esperávamos encontrar o bê-a-bá de como criar os filhos de forma satisfatória e ainda dar conta do trabalho, que para tantas de nós não é apenas uma opção de estilo de vida e sim uma necessidade.</p>
<p>Lembremos que uma boa parcela da sociedade brasileira tem seus lares gerenciados só por mulheres, muitas separadas, solteiras ou que foram abandonas pelos companheiros. Pois bem, não existe receita de bolo! E tenho, a cada dia mais, tentando pensar que cada uma de nós, mães, mulheres, trabalhadoras, temos nossa missão nesse mundo e, assim, os seus desafios. Não há receita de bolo, nem manual, nem formato&#8230; temos de dançar conforme a música, como diria a minha avó.</p>
<p>Portanto, a única coisa que eu digo é: tentemos abrandar a nossa culpa. Isso sim é algo que podemos tentar manipular&#8230; o resto é ir tocando como dá e não apenas escolhendo uma &#8220;opção&#8221; de trabalho, como sugere a reportagem. Isso porque, para a maioria esmagadora de trabalhadoras e mães do país, o trabalho não é uma opção e sim uma necessidade.</p>
<p>Fica a dica também para que jornalistas, pauteiros e editores tentem chegar mais próximo da realidade de seu público-leitor, para que não dê tiros n&#8217;água tão elitistas como foi essa reportagem. Eu, como jornalista, mãe, leitora e trabalhadora, me sinto à vontade para fazer essa crítica. E com conhecimento de causa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lazarus e Gambas3: Não fedem, são bacaninhas e não me estressam]]></title>
<link>http://leandrosan.wordpress.com/2009/11/22/lazarus-e-gambas3-nao-fedem-sao-bacaninhas-e-nao-me-estressam/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 16:04:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>tenchi</dc:creator>
<guid>http://leandrosan.wordpress.com/2009/11/22/lazarus-e-gambas3-nao-fedem-sao-bacaninhas-e-nao-me-estressam/</guid>
<description><![CDATA[Se tem um problema com muitos softwares para Linux não é a qualidade, mas o nome. Ás vezes o autor o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Se tem um problema com muitos softwares para Linux não é a qualidade, mas o nome. Ás vezes o autor original dá um nome ao programa que não tem nada de estranho em seu país, mas que em outros fica bem engraçado. Alguém conhece o <a href="http://www.tkgate.org/">TkGate</a>?</p>
<p>Estes dias tivemos uma aula na faculdade sobre Software Livre, e me surpreendeu a ignorância de meus colegas de sala com relação ao tema.</p>
<p>A começar pelo professor, uma pessoa já experiente, mas que tem como opinião que as faculdades de Maringá deveriam ensinar Delphi para os alunos. Só isso, já que é o que o mercado de Maringá necessita. Houve muita discussão sobre este tema específico há uns anos atrás entre os professores do departamento, mas não chegou-se a um consenso. Alguns passaram a ensinar algoritmo utilizando Python, outros continuaram com o Pascal e outros com a pseudo-linguagem, enquanto outros queriam que fosse Java. Mas deixa este assunto pra lá.</p>
<p>Pois bem, é incrível a visão limitada que o pessoal tem. Ouvi cada besteira durante esta aula, já que eu era o único no recinto que parecia conhecer um pouco mais de software livre (deixei clara minha situação de utilizador, ainda não efetivamente desenvolvedor, por falta de sei-lá-o-que).</p>
<p>Aqui em Maringá (norte do Paraná) formou-se uma associação entre empresas de desenvolvimento de software (<a href="http://www.aplsoftwaremaringa.com.br/">APL Software Maringá</a>) com o objetivo de tornar Maringá uma referência em desenvolvimento de software. Mas ainda sofremos muitos problemas, como a ideia &#8211; assustadora para mim &#8211; de &#8220;fábrica de software&#8221;, junto com a visão dos empresários de que o programador é algo descartável dentro da organização &#8211; numa palestra uns anos atrás um dos donos de uma destas empresas chegou a chamar nós programadores de &#8220;Merda&#8221;. As aspas aqui entraram sem querer, já que ele disse exatamente isto: Merda.</p>
<p>Junta-se isso à incrível dependência que as empresas têm de determinados software proprietário (basicamente tudo gira em torno de plataformas proprietárias: sistema operacional, linguagem de programação, ambiente de desenvolvimento, banco de dados, arquitetura de processador, servidor web, etc), quando por exemplo há uma tendência crescente de produtos multiplataforma, impossível com as plataformas utilizadas pelas empresas aqui na cidade.</p>
<p>Eu tentava argumentar que ao menos a utilização de plataformas abertas seria benéfico se as empresas de Maringá e principalmente nós programadores quiséssemos expandir nossas possibilidades além do que Maringá necessita no momento.</p>
<p>Mas escutava cada besteira. Muitos dos alunos nem queriam saber da aula. Era bem enfadonha. Mas eu não poderia deixar que o professor passasse aquela ideia distorcida de Software Livre/Open Source aos alunos. Não, não briguei, só procurei expor minhas ideias querendo que eles ao menos escutassem&#8230; Em vão.</p>
<p>Mas deixa isso pra lá que já me estressei muito por causa disso.</p>
<p>Fui então atrás de programas parecidos com o Delphi, não para achar algo melhor, pois sei que trata-se de um ambiente tecnicamente superior em muitos aspectos, mas me incomodou a forma como os alunos não conheciam nada que não fosse Delphi e nem queriam saber de nada que fosse &#8220;pior&#8221;.</p>
<p>Compilei aqui o Lazarus e o Gambas3 aqui no computador e fui &#8220;brincar&#8221;.</p>
<p>O Gambas é algo mais restrito, por funcionar plenamente  somente em GNU/Linux e outros Unix, mas não funcionar graficamente (IDE) no Windows.</p>
<p>Já o Lazarus é multiplataforma, e segue o lema &#8220;Write once, compile anywhere&#8221;. Ambas as IDEs são escritas utilizando a si mesmas, ou seja, se você sabe utilizar o Larazus, pode melhorar o próprio Lazarus.</p>
<p>Se você sabe programar em Gambas, pode melhorar o próprio Gambas! Mas este argumento entrou por uma orelha e entrou por outra, afinal &#8220;Já temos o Delphi que é tudo, pra que isso daí?&#8221;. O próprio professor dizia que não via a necessidade da existência de inúmeras linguagens de programação. Para ele deveriam só existir umas três. E só.</p>
<p>Isto daqui não é um tutorial, mas aqui vão imagens de minhas aventuras de dois dias com estas ferramentas. Nota: não sei programar em Gambas e só um pouco em Pascal. Estas ferramentas são muito fáceis de aprender. Aliás, me surpreendi muito com a quantidade de componentes no Gambas. Ele é extremamente completo.</p>
<p>Brincando no Lazarus:</p>
<div><a href="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/lazarus-ide.png"><img style="max-width:800px;" src="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/lazarus-ide.png?w=457&#038;h=256" alt="" width="457" height="256" /></a></div>
<p>Agora um navegador Web bastante completo e completamente funcional que criei no Gambas em pouquíssimos  cliques. Ele tem menus, é 100% compatível com os padrões Web (usa WebKit) e tem até histórico de navegação!</p>
<div><a href="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/gambas-navegador.png"><img style="max-width:800px;" src="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/gambas-navegador.png?w=445&#038;h=250" alt="" width="445" height="250" /></a></div>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<div style="text-align:left;">Quem quiser o código-fonte, vai no rapidshare (não, não sei usar o rapidshare): <a href="http://rapidshare.com/files/310653449/Navegador2-0.0.6.tar.gz.html">http://rapidshare.com/files/310653449/Navegador2-0.0.6.tar.gz.html</a></div>
<p>&#160;</p>
<p>Aqui o projeto do Navegador aberto no Gambas:</p>
<div><a href="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/gambas-edit.png"><img style="max-width:800px;" src="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/gambas-edit.png?w=452&#038;h=254" alt="" width="452" height="254" /></a></div>
<p>Não cheguei a criar nada que fizesse coisas como acessar banco de dados, mas entre os exemplos que vêm no Gambas há <a href="http://gambas.sourceforge.net/en/main.html">aplicações</a> que fazem isso de forma extremamente bem não devendo nada ao Delphi ou VisualStudio.</p>
<p>É claro que estas aplicações não são tão boas quanto os concorrentes proprietários. Mas fazem tudo que boa parte dos projetos precisam: acessar banco de dados, imprimir em impressora, criar jogos com suporte á OpenGL, dentre outros. Fiquei particularmente surpreso com os exemplos que vêm no Gambas. São desde players de vídeo, jogos, etc. E o melhor: O Lazarus é multiplataforma, e ambos já funcionam em processadores não-intel (<a href="http://users.telenet.be/Jan.Van.hijfte/qtforfpc/gumstix_large_pic.png">aplicativos embarcados</a>? <a href="http://users.telenet.be/Jan.Van.hijfte/qtforfpc/fpcqt4.html">Alguém</a>?), e são de graça! Mas precisam do carinho dos desenvolvedores (principalmente o Lazarus). Precisam mesmo.</p>
<p>Fico por aqui por hoje. Não sou um programador de &#8220;arrastar janelas&#8221;, mesmo não tendo nada contra, mas só quero dizer que se você gosta deste tipo de programas, o Linux é um bom lugar para você, e por um preço muito acessível e vantagens que vão além do que você pode enxergar no momento.</p>
<p>Links:</p>
<p>Lazarus: <a href="http://lazarus.frespascal.org">http://lazarus.frespascal.org</a><br />
Gambas: <a href="http://gambas.sf.net">http://gambas.sf.net</a></p>
<p><strong>Atualizado</strong>: Acabei de instalar o Debian numa Máquina Virtual do QEMU emulando um processador ARM e vou testar o Gambas e o Lazarus nesta plataforma para ver se rodam bem.</p>
<p><strong>Atualizado2</strong>: Para não falarem mal por eu estar utilizando um software em estado ALPHA (Gambas 3), posto uma imagem da versão estável (Gambas 2), que como o nome diz é mais estável, mas que têm alguns recursos a menos (na maioria componentes), como o componente WebKit, etc:</p>
<div><a href="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/gambas2-edit.png"><img style="max-width:800px;" src="http://leandrosan.files.wordpress.com/2009/11/gambas2-edit.png?w=428&#038;h=240" alt="" width="428" height="240" /></a></div>
<p>&#160;</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=d59098ef-50ea-8f71-8cee-59186a8568c1" alt="" /></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sonhos...]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/11/17/sonhos/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 19:14:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
<guid>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/11/17/sonhos/</guid>
<description><![CDATA[Quase todo o dia pela manhã lembro os sonhos que tive. E eles são vívidos, cheios de imagens, como o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Quase todo o dia pela manhã lembro os sonhos que tive. E eles são vívidos, cheios de imagens, como o roteiro de um filme.<br />
Parei de fumar faz alguns dias e percebi que eles, os sonhos, estão ainda mais claros. Li, não sei onde, que os tabagistas que fumaram por muito tempo (não me enquadro nisso, pois fumei por dois anos) e pararam, reportaram mais sonhos vívidos do que eles normalmente teriam. <!--more--><br />
Essa noite teve um sonho estranho – estava em um local onde, sobre uma bancada, estavam expostos vários objetos de prata. Desde jóias até utilidades domésticas. Paro e fico observando. E lá, tinha um anel. Um pouco mais adiante crianças faziam com ele uma brincadeira antiga, a do “passa anel”. E uma delas abre as mãos e lá está o anel. Eu abro minhas mãos e encontro o segundo anel. Logo em seguida, estou em casa, separando e encaixotando livros. De repente, aparece a minha cachorra Bubba, que sei que está morta e enterrada sob a Mangueira do quintal. Mas ela está ali, agora, na minha frente. E quer brincar. Saio correndo atrás dela, mas não consigo pegá-la. E meus sonhos por aí vão&#8230;<br />
Seguem algumas curiosidades sobre os sonhos:</p>
<p>- Você não sonha enquanto ronca.<br />
- As crianças não sonham sobre si mesmas até aproximadamente os três anos. A partir desta idade as crianças têm muito mais pesadelos do que os adultos até completar sete ou oito anos.<br />
- Não existe prova científica que confirme o mito de que acordar um sonâmbulo possa matá-lo.<br />
- Existem pessoas que sofrem de sonhos recorrentes. É um sonho que surge repetidamente durante longos períodos de tempo, até anos. Geralmente possui aspectos de pesadelo e pode ser causado por estresse pós-traumático ou coisa parecida.<br />
- As pessoas que perderam a visão podem ver imagens durante os sonhos. As pessoas que nascem cegas não enxergam nada, mas possuem sonhos igualmente vívidos envolvendo seus outros sentidos: audição, olfato, tato e suas emoções.<br />
- Depois de cinco minutos acordados a metade do sonho já foi esquecido. Em dez minutos, 90% do que sonhou já se foi.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nós podemos ter tudo?]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/16/nos-podemos-ter-tudo/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 00:01:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/16/nos-podemos-ter-tudo/</guid>
<description><![CDATA[Estou aqui em casa, prestes a encerrar com bastante espera o meu fim de semana. Esse não foi um fim ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/familia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1279" title="familia" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/familia.jpg" alt="familia" width="500" height="271" /></a></p>
<p>Estou aqui em casa, prestes a encerrar com bastante espera o meu fim de semana. Esse não foi um fim de semana como todos os outros. Desde algum tempo que não ficava sozinha, tendo a livre escolha de apenas fazer o que tinha vontade.</p>
<p>E esses dias, com meus amores na casa da avó, no interior, pude desfrutar de momentos só meus, apesar de ter a companhia de Luca aqui comigo. Foram três dias como aqueles tão comuns de quando eu era solteira.</p>
<p>Passei o sábado inteiro de pernas pro ar na beira da piscina, escutei as minhas músicas favoritas, dormi e acordei no horário que meu sono permitiu e não quando Dudu despertou. Até me permiti reviver a boemia, que ainda pulsa dentro de mim e me faz tão bem: encontrar uma amiga em um barzinho da Vila Madalena, antes reduto tão comum de meus finais de semana, já que morava nela e bastavam alguns passos para sentar em uma de minhas mesinhas preferidas.</p>
<p>E agora, alto da noite de domingo, reflito mais profundamente um sentimento que permeou todos os momentos de meu fim de semana sabático: como sou feliz com as escolhas que fiz!</p>
<p>A casa ficou organizada, mas sem vida. Era silêncio que meus ouvidos precisavam, mas eu gosto mesmo é de barulho de criança, de família, de <em>Backyardigans </em>no DVD. Essa vida que hoje é tão comum, imersa no dia-a-dia turbulento, corrido, barulhento e, por vezes, até estafado, não consigo sempre enxergar o quanto é disso que eu preciso para eu viver bem e feliz.</p>
<p>E o melhor de tudo? Eu ainda posso fazer as minhas escolhas! Essa é a melhor constatação. Hoje de manhã, em minha overdose de <em>Sex and the City</em> [assisti a 3ª temporada inteira] um dos episódios me chamou a atenção. <em>Samantha </em>comemorava com <em>Carrie, Miranda e Charlotte</em> seu novo apartamento, os novos contratos de sua empresa de Relações Públicas e a felicidade. Brindando com seus cosmopolitans, ela gritava a plenos pulmões: <em>&#8220;nós podemos ter tudo&#8221;</em>.</p>
<p>Confesso que ver aquelas mulheres tão independentes, morando em New York, cedendo a todos os prazeres de ter quem quiser na cama e quando quiser, sinto até uma nostalgia de meus tempos de livre demanda. Entretanto, no dia seguinte, <em>Samantha </em>acordou com uma gripe imensa e não tinha ninguém que pudesse lhe dar remédio e arrumar a cortina que despencou do teto e deixava sua manhã resfriada ainda mais arruinada. E chorava a companhia de alguém que pudesse lhe cuidar.</p>
<p>Podemos realmente ter tudo? Não, não podemos! Como eu sempre digo, em cada escolha há muitas renúncias. E eu tive a sorte e a lucidez de escolher um caminho muito bonito, que eu sigo trilhando bem feliz.</p>
<p>Senti falta da alegria de Eduardo, da casa bagunçada, dos brinquedos espalhados. Senti falta do meu amor, meu companheiro, meu amigo, meu amante. Ele, que está 100% do dia ao meu lado, me deixa saudade na ausência. Com eles, a minha vida tem o sentido que ela precisa para eu ser realmente feliz.</p>
<p>Não trocaria por nada meus dias caóticos, acelerados, cansados, minhas poucas horas de sono, meus almoços e jantares interrompidos, minhas saídas boêmias tão raras&#8230; não trocaria. E sei que poderia ter feito escolhas diferentes e até um dia as poderei fazer, porque a vida é cheia de ciclos.</p>
<p>Mas, nesse momento, mesmo com um universo rondando novamente as fraldas, as noites sem sono, o baixo romantismo de casal, os 15 quilos a mais de meu corpo, eu continuo afirmando para quem quiser ouvir: eu posso ter tudo aquilo que escolhi!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Crendices...Quem disse?"]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/11/09/crendices-quem-disse-2/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:28:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
<guid>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/11/09/crendices-quem-disse-2/</guid>
<description><![CDATA[Ontem, dia 08 de novembro, fui assistir a um espetáculo de dança contemporânea no Caixa Cultural ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ontem, dia 08 de novembro, fui assistir a um espetáculo de dança contemporânea no Caixa Cultural &#8211; centro cultural da Caixa Econômica da Caixa Federal que fica na Praça da Sé. <img class="aligncenter size-full wp-image-314" title="black_cat" src="http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/files/2009/11/black_cat2.jpg" alt="black_cat" width="708" height="168" /></p>
<p>O espetáculo, da  Companhia de Dança de Diadema recebeu o nome de &#8221;<em>Crendices&#8230; quem disse?&#8221;, </em>dirigido por Ana Bottosso - e é fantástico. Inspirado no romance <em>A Pedra do Reino</em>, de Ariano Suassuna, tem algumas citações do autor, as quais foram utilizadas para conceber a coreografia, transformando-se em movimentos que compõem a dança. Símbolos e crenças que fazem parte da cultura popular, os cantos de tribos amazônicas, os rituais típicos dos tempos da escravidão e as rezas folclóricas também fazem parte da apresentação do grupo. <!--more--></p>
<p>Os gestos da dança afro-brasileira, as referências religiosas, como o candomblé e a umbanda fundem-se com o espetáculo. A trilha sonora é executada ao vivo pelo grupo Pedra Branca, de São Paulo. Entre os instrumentos utilizados pelo grupo estão o sitar, de origem indiana, e o theremin, princípio da música eletrônica. </p>
<p>Segundo a coreógrafa Ana Bottosso, o texto de Suassuna surgiu como inspiração para a Companhia dar início à pesquisa e criação. Tendo como eixo central de estudo trechos do romance, o grupo aborda em forma de movimento as crendices populares que habitam o dia-a-dia do povo brasileiro; crenças do passado de cada um, textos do autor, além de causos, tragédias, alegrias e curiosidades.</p>
<p>Na platéia, um grupo de crianças com idade aproximada de 8 a 9 anos, foi acomodada no chão. Coisa emocionante ver a fisionomia daqueles pequenos que aparentemente nunca haviam visto um espetáculo de dança. No rosto, expressões de espanto, alegria, medo, surpresa. Com certeza os meninos e meninas também foram um espetáculo a parte. Cada riso, cada grito, cada olhinho brilhando era a prova que todo o trabalho e luta para levar arte e cultura popular para todos, idealizado pela Caixa Cultural, vale à pena.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tristes eles]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tristes-eles/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:17:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tristes-eles/</guid>
<description><![CDATA[Eu sempre escuto as pessoas falarem &#8220;estou presa a um relacionamento falido&#8221;, &#8220;não]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/casal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1275" title="casal" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/casal.jpg" alt="casal" width="500" height="324" /></a><br />
Eu sempre escuto as pessoas falarem <em>&#8220;estou presa a um relacionamento falido&#8221;</em>, <em>&#8220;não tenho filhos porque não quero me prender&#8221;</em>, <em>&#8220;com fulano eu não tinha liberdade&#8221;</em> e tantas outras frases nas quais as palavras <em>prisão </em>e <em>liberdade</em> sempre estão no meio.</p>
<p>E fico me perguntando: porque os relacionamentos significam falta de liberdade para algumas pessoas?</p>
<p>Será que porque elas têm uma visão distorcida de liberdade? Será que porque só encontraram companheiros opressores durante a vida? Será que porque se freiam de fazer coisas e culpam o outro?</p>
<p>Realmente não sei a resposta, mas sinto algo estranho dentro de mim quando ouço falarem dessa forma. Até acho que em algumas situações exista mesmo essa falta de liberdade tão queixada. Há inúmeros casos de namoros e casamentos baseados na possessividade, no ciúme excessivo e até na poda da personalidade alheia. Eu mesma, no início de meu relacionamento, cheguei a sufocar meu Presente com cenas e atitudes possessas.</p>
<p>Há também situações mais graves, quando não só a liberdade do outro é tolhida, mas também o respeito deixa de existir. Quando a violência verbal impera e, quiçá pior, quando evolui para a física. Chegado nesse ponto, as pessoas não se toleram mais. Só veem uma forma de atingir o outro.</p>
<p>E aí vem a pergunta-chave: porque, então, não se separam?</p>
<p>Oras bolas, para mim é muito óbvio. Se duas pessoas se escolhem para ficar junto, para viver uma vida lado-a-lado, para compartilhar experiências, para formar uma família [ou não, porque ter filhos não é obrigatório entre os casais, em minha opinião, desde que isso seja de comum acordo entre ambos], se firmaram o compromisso voluntário de se relacionarem no amor, porque é tão difícil desfazer esse acordo quando ele não estiver mais sendo saudável a elas?</p>
<p>Sim, eu sei que estou sendo prática e utópica demais aqui. Talvez por nunca ter sofrido muito no amor e ter tido a sorte de encontrar o homem da minha vida aos 19 anos. Não quero parecer pedante, longe disso, só gostaria de tentar encontrar respostas que pudessem servir a tantas pessoas que eu amo e que vejo presas nessas prisões sem grades.</p>
<p>Sei que há muitas questões envolvidas, como a dependência &#8211; em muitos casos não só emocional, mas também financeira -, o apego à companhia do outro -<em> &#8220;se ele, mesmo ruim, não estiver mais ao lado, quem ocupará esse vazio?&#8221;</em> -, o medo da solidão &#8211; <em>&#8220;ruim com ele, pior sem ele&#8221;</em>, já que encarar a si próprio doi bastante e conviver com você mesmo, sem a bengala de jogar a culpa no outro, é bem complexo, cá entre nós.</p>
<p>Entretando, continuar se apoiando nesses subterfúgios e levar uma relação adiante por outros motivos que não o amor, a motivação de estar junto e o desejo sincero de compartilhar uma vida, é covardia. Isso, sim, covardia. Porque, amigos, não vejo pessoas presas ao pé da mesa, acorrentadas ao amor doentio do outro. A decisão de sair ou não da tal prisão, neste caso, está única e exclusivamente nas nossas próprias mãos.</p>
<p>Ok, eu sei eu sei que é muuuuuuito difícil romper relacionamentos. Entretanto, culpar o outro por sua falta de liberdade, por estar perdendo coisas na vida é, em minha visão, muito pior. Tristes aqueles que vivem nesse pesadelo. Tristes.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Também sou como ela]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tambem-sou-como-ela/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 17:25:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/05/tambem-sou-como-ela/</guid>
<description><![CDATA[Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/mulher.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1271" title="mulher" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/mulher.jpg" alt="mulher" width="500" height="275" /></a></p>
<p>Quando nasci um anjo esbelto,<br />
desses que tocam trombeta, anunciou:<br />
vai carregar bandeira.</p>
<p>Cargo muito pesado pra mulher,<br />
esta espécie ainda envergonhada.</p>
<p>Aceito os subterfúgios que me cabem,<br />
sem precisar mentir.</p>
<p>Não sou feia que não possa casar,<br />
acho o Rio de Janeiro uma beleza e<br />
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.</p>
<p>Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.<br />
Inauguro linhagens, fundo reinos<br />
— dor não é amargura.</p>
<p>Minha tristeza não tem pedigree,<br />
já a minha vontade de alegria,<br />
sua raiz vai ao meu mil avô.</p>
<p>Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.<br />
Mulher é desdobrável. Eu sou.</p>
<p><em><strong>Com Licença Poetica &#8211; Adélia Prado.</strong></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ela me ensinou o que é o amor]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/03/ela-me-ensinou-o-que-e-o-amor/</link>
<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 13:56:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/11/03/ela-me-ensinou-o-que-e-o-amor/</guid>
<description><![CDATA[Não precisei ir lá na Índia, tão longe, cruzando o oceano, para sentir um pouco da dor que carregam ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/cor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1267" title="cor" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/11/cor.jpg" alt="cor" width="500" height="274" /></a><br />
Não precisei ir lá na Índia, tão longe, cruzando o oceano, para sentir um pouco da dor que carregam as viúvas. Vivi com uma boa parte da minha vida, que preservava aquela dor ali, intacta, como se ela nunca mais fosse capaz de sair de dentro de si. E talvez nem tenha saído mesmo.</p>
<p>Ela, Otília Ferreira do Carmo, linda, 28 anos, feliz, mãe de três filhos, dona-de-casa, como toda boa esposa do interior do Paraná, na década de 40. Ele, alto, magro, bonito, plácido, Jaime Araújo do Carmo, alguns anos apenas mais velho que ela. Pai, agricultor, marido de Otília há 10 anos.</p>
<p>Os filhos, três: Maria 10 anos, Lucas 8 e Leila 5. Crianças normais, felizes, da roça. Pés no chão.</p>
<p>Nesse fim de semana, olhos vivos e coração apertado, escutei a narrativa dessa história triste. A história de uma viúva e seus três filhos. Mais que isso, a história de uma viúva que nunca mais deixou o luto, mesmo que usasse o vestido mais alvo do guarda-roupa.</p>
<p>Logo após o almoço, ele se sentou na cadeira do terreiro em frente à casa, como de costume. Ela, lavando louça e as crianças brincando por ali. Ele, ninando a caçula, no merecido descanso antes de retornar para a lida pesada da lavoura. Ela, admirando o pai zeloso que ele sempre fora. O sol estava alto e ele se foi. Homem trabalhador não deixava de lado suas obrigações diárias. Ela ficou lavando louça e olhando pela janela, com a estranha sensação de que seria a última vez. Sexto sentido de mulher não falha.</p>
<p>Ele caiu, fulminante no chão, sob seu olhar.</p>
<p>No mesmo dia de sua morte, a comadre chegou com a fazenda preta para costurar o seu luto. Sem forças, coração costurado, apenas vestiu o vestido negro, golas altas, pregas soltas, tergal pesado para baixo do joelho e punhos apertando os pulsos. Ficaria assim para a vida toda. Coração em luto.</p>
<p>Sem renda, sem marido, sem condições de criar os três que lhe sobraram, partiu para a casa dos pais, para uma pequena cidade do Paraná, Cornélio Procópio. Enquanto as irmãs, ainda solteiras, costuravam seus próprios vestidos balonês, se pintavam de carmim e passavam a lavanda para a matinê dos bailes de domingo, ela vestia o seu luto e não sorria, pois já tinha nem mais dentes. Todos foram arrancados junto com o amor de seu lado. Não tinha maquiagem nem cor alguma que pudesse fazer com que seus dias pudessem ser mais alegres.</p>
<p>E foi assim por meses a fio. A filha mais velha, Maria, minha madrinha, quem me contou essa história na cozinha apertada do apartamento da minha mãe, nesse último feriado, me passou um pouquinho do que sua mãe vivia:</p>
<p>- &#8220;<em>Era uma tristeza sem fim. Não podia mais continuar daquele jeito, tinha que dar um jeito de se alegrar de novo e ter algum ânimo para cuidar de nós, que não tínhamos mais ninguém além ela</em>&#8221; &#8211; contou-me minha madrinha Maria.</p>
<p>Até que o luto foi encerrado e a camisolona preta foi deixada de lado, não sem antes uma conversa profunda, fechada a chaves, no quarto, com o tio que era padre. Ele foi chamado por sua mãe para que pudesse finalizar a parte do luto e que Otília pudesse se despir daquele peso negro que usou por tantos meses. A tentativa desesperada de arrancar do peito de sua filha mais velha a dor da viúvez precoce. Tentativa vã. Essa tristeza nunca a deixou.</p>
<p>Os meses se passaram, a vida continuou &#8211; como tinha de ser -, Otília e os filhos saíram da casa dos pais e ela começou a lavar e passar as roupas dos médicos cariocas que foram para Cornélio trabalhar na Santa Casa de Misericórdia. Alvejava as vestimentas, como se quisesse deixar sua própria vida branca novamente.</p>
<p>O sustento vinha. Se bem que Otília e as crianças nunca foram desamparados. Talvez fizessem por ela o que o marido sempre fizera em vida. Todos os domingos, com sol ou chuva, Jaime enchia os cestos da charrete com frutas que brotavam de seu pomar e rumava, areias finas, para a cidade. Tirava o domingo para adoçar o dia de suas viúvas. Deixava frutas para aquelas que já não tinham em quem confiar. Como se quisesse garantir o cuidado com sua própria viúva, antecipou o favor para que fosse pago anos mais tarde com sua Otília.</p>
<p>E a vida seguiu seu rumo, Otília foi nomeada funcionária pública da Santa Casa, trabalhou ali durante anos. Os filhos entraram na labuta logo cedo: Maria teve a primeira carteira assinada aos 14 anos. Limpava o SESC para que outras crianças de sua idade pudessem se divertir. Trabalho difícil, mas ela se lembra dele com um sorriso no rosto e brilho nos olhos:</p>
<p>- &#8220;<em>O trabalho era até pesado, mas ali tinha uma radiola, onde colocávamos sete discos, um atrás do outro, e ela ia tocando todos. Eu escolhia os que mais gostava e limpava o chão feliz, escutando música e dançando&#8221; </em>- lembra Maria dessa fase tão boa e tão difícil, ao mesmo tempo, de sua vida.</p>
<p>Otília se abriu para a vida novamente. Abriu seu coração para as pessoas que cruzavam o seu caminho: criou minha mãe e uma outra criança, tia Neide, como se fossem suas filhas. Ela, que já tinha três filhos e não tinha mais marido, viu na criação de mais duas meninas a vida brotar novamente.</p>
<p>O que não brotou nunca mais, em contrapartida, foi o amor por outro homem. Otília morreu, aos 63 anos sem nunca mais ter tocado outro homem. Não se permitiu amar novamente. Não se permitiu viver novamente. Foi mulher de um homem só, manteve os votos do casamento intactos, até quando o tempo quis.</p>
<p>Eu tive a sorte de passar 12 anos da minha vida ao lado dessa mulher forte, guerreira, aprendendo com ela a arte de viver e de ser mulher. Ela, que criou a minha mãe, também dedicou muitos anos de sua vida a mim, quando os filhos já não moravam mais com ela. Que pena que o tempo não me permitiu ouvir essa história pela sua boca. Mas, eu a sentia de alguma forma.</p>
<p>Talvez em seu modo pudico de ver o mundo. Talvez em suas roupas discretas e sem cor. Talvez na maneira recatada de se comportar. Talvez na dor que insistia em bater em seu coração nas noites frias de julho, quando ela juntava sua cama na minha para dormirmos juntas.</p>
<p>Otília foi a mulher mais nobre que eu já conheci em toda minha vida. Que sorte a minha poder ter aprendido com ela a arte de ser mulher e de ser, de alguma forma, feliz.</p>
<p>* <em>Essa história também é, de certa forma, minha, pois eu compartilhei da vida de Otília durante muitos anos. Ela foi a mulher que me ensinou a comer, a andar, a enxergar o mundo. Eu, que mesmo não tenho o seu sangue, tenho o seu sobrenome, entretanto, todos os nomes foram alterados. Não por falta de amor ou respeito, mas por um cuidado necessário para evitar que esse texto tenha o seu objetivo &#8211; que é enaltecer a trajetória dessa mulher &#8211; distorcido.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Raimundos ``Só no forevis ´´]]></title>
<link>http://asphyxya.wordpress.com/2009/11/02/adoro-essa-musica/</link>
<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 19:24:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ciber Lain</dc:creator>
<guid>http://asphyxya.wordpress.com/2009/11/02/adoro-essa-musica/</guid>
<description><![CDATA[Isso me lembra quando eu fui o primeir a fazer 18 e todas as meninas bonitinhas ainda tinham 15,16,1]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Isso me lembra quando eu fui o primeir a fazer 18 e todas as meninas bonitinhas ainda tinham 15,16,17,eu sempre ficava com medo de ir pra cadeia ou o pai delas me pegar.<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/VLTePjx-2i4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/VLTePjx-2i4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
Eu gosto dessa musica e de varias outras dos Raimundos(uns caras que eram a cara da juventude do seu tempo e quando se venderam para a midia deram de cara com o fim)eles tinham essa coisa de dizer oque queria ser ouvido mas do jeito que devia ser ouvido,e tambem falam daquilo que ninguem queria ouvir mas gostava de ouvir mesmo assim,escutou????<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7mmsQUJDX24&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/7mmsQUJDX24&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
Eu tocava essa musica o dia todo na garagem de um amigo meu e  os viziznhos ficavam doidos,até o dia que o  pai dele deu uma pickup velha e a gente colocou todos os instrumentos dentro e saimos tocando pelo bairro com a policia atras,hahahahaha<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/TQ7V5tbX-DM&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/TQ7V5tbX-DM&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span>bate cabeça aaaaaaaa<br />
Ja tive varias escoriaçoes devido a essa dança do tempo da caverna<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Nhjy5-w8poo&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Nhjy5-w8poo&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Segredos do mar e da vida]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/10/21/segredos-do-mar-e-da-vida/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:13:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Seu Vasco, como é chamado pelos colegas o jangadeiro Vasconcelos, não tem o perfil mais comum do hom]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/10/jangada-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1261" title="jangada 4" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/10/jangada-4.jpg" alt="jangada 4" width="500" height="375" /></a><br />
Seu Vasco, como é chamado pelos colegas o jangadeiro Vasconcelos, não tem o perfil mais comum do homem alagoano: tem os olhos verdes, tal qual aquele mar que ele veleja diariamente há 7 anos, desde que começou a trabalhar com a jangada, os cabelos de um tom castanho claro e a pele avermelhada, devido ao sol diário que seu escritório a ceu aberto lhe propõe.</p>
<p>Com 48 anos e se sentindo &#8220;judiado&#8221;, em suas próprias palavras, Seu Vasco já fez muita coisa na vida, incluindo os sete filhos de duas esposas diferentes. E, sem esconder a modéstia de bom cabra nordestino, disse sorrindo encabulado, que &#8220;ainda poderia fazer mais&#8221;, entretanto optou por viver apenas ao lado da terceira mulher, que já tem 44 anos e não consegue mais engravidar.</p>
<p><em>- &#8220;Ter filho é coisa séria. Não dou moleza para os meus meninos, não. Se eles fazem algo que me desagrada, falo uma, falo duas, com energia. Assim, não tem erro&#8221; </em>- disse enfático Seu Vasco, enquanto jogava água na vela da jangada. Segundo ele, aquela água é a gasolina da embarcação, já que faz o tecido ficar pesado e não filtra o vento. O que faz, por consequência, que ela deslize mais rapidamente pelas águas mansas da Pajuçara, praia urbana de Maceió.</p>
<p>Homem conhecedor do mar, Seu Vasco desde os 9 anos de idade já desvenda os segredos das marés. A tradição familiar da pesca o fez homem navegador, que respeita os limites do ofício que escolheu.</p>
<p>- <em>&#8220;Esses barquinhos aí no meio são para pesca. Passamos 5 noites e 4 dias em alto mar, pescando&#8221;</em>, falou todo orgulhoso.</p>
<p>Composto por três pescadores, praticamente não dormem nessas jornadas que fazem a mar aberto. Primeiro pelo espaço reduzido da embarcação, segundo porque devem manter os olhos bem abertos aos perigos que ameaçam a nau, que podem ser desde uma virada da maré até um grande navio vindo em direção ao barco, o que faria todos irem pro fundo.</p>
<p>Aliás, em apenas 20 minutos percorrendo os dois quilômetros que separam as areias da praia de Pajuçara às piscinas naturais próximas da barreira de corais, Seu Vasco nos contou histórias dignas de pescadores experientes.</p>
<p>Lembrou de uma vez que estava no mar, durante essas jornadas pesqueiras, e uma baleia jubarte &#8211; que nos meses de verão vem para as águas quentes daquelas bandas para amamentar os filhotes &#8211; passou levando a corda que segura a âncora do barco. Uma corda quilométrica sendo arrastada pelo mamífero gigante. A narração de Seu Vasco lhe daria a vaga de roteirista de um filme do Steven Spielberg. Sorte dos turistas que não havia um olheiro hollywoodiano por aquelas águas, senão ficariam sem o carisma do jangadeiro. Todos a salvo depois de muito lutar contra a baleia, graças a um dos pescadores que cortou a corda e o animal levou a âncora para seu passeio nas águas do oceano.</p>
<p>Contador de histórias, Seu Vasco cativa o turista e não precisa de esforço para ser simpático. O é por natureza. E desafia as leis da gramática, conseguindo se comunicar até com quem vem de longe para seu litoral:</p>
<p>- <em>&#8220;Aparece muito turista estrangeiro por aqui e a gente dá um jeito de se comunicar. Inventa uma língua nossa. No final das contas, todo mundo se entende&#8221;</em> &#8211; brinca.</p>
<p>Sujeito do mar, homem simples, profundo conhecedor das marés. Seu Vasco passou conosco pouco mais de duas horas &#8211; o período de jangada e enquanto nos esperava brincar nas águas baixas da piscina natural &#8211; mas deixou em nós a lembrança de quem vive a vida de forma muito simples, agradecendo diariamente à Deus o sustento que sai daquelas águas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lembre-se de viver!]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/10/05/lembre-se-de-viver/</link>
<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:58:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esta é a campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Esta é a campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors.</p>
<p>&#8220;Crie filhos em vez de herdeiros.&#8221;</p>
<p>&#8220;Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.&#8221;</p>
<p>&#8220;Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela..&#8221;</p>
<p>&#8220;Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.&#8221;</p>
<p>&#8220;Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?&#8221; </p>
<p>&#8220;Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.&#8221;</p>
<p>&#8220;Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas&#8230; e em seguida a esse Outdoor na Marginal Pinheiros&#8230; vinha um outro dizendo: &#8230;.”quem sabe assim você seja promovido a melhor pai do mundo!” &#8220;Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos.&#8221;</p>
<p>Uma ótima semana!!!!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[45 lições de vida - por Regina Brett]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/09/17/45-licoes-de-vida-por-regina-brett/</link>
<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 17:31:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
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<description><![CDATA[Escrito por Regina Brett, 90 anos, jornalista americana de Cleveland, Ohio. &#8220;Para celebrar o e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Escrito por Regina Brett, 90 anos, jornalista americana de Cleveland, Ohio.</p>
<p>&#8220;Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:</p>
<p> 1. A vida não é justa, mas ainda é boa.</p>
<p> 2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.</p>
<p> 3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.</p>
<p> 4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.<!--more--></p>
<p> 5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.</p>
<p> 6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.</p>
<p> 7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.</p>
<p> 8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.</p>
<p> 9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.</p>
<p> 10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.</p>
<p> 11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.</p>
<p> 12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.</p>
<p> 13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.</p>
<p> 14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.</p>
<p> 15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.</p>
<p> 16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.</p>
<p> 17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.</p>
<p> 18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.</p>
<p> 19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.</p>
<p> 20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite &#8220;não&#8221; como resposta.</p>
<p> 21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.</p>
<p> 22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré&#8230;</p>
<p> 23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.</p>
<p> 24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.</p>
<p> 25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.</p>
<p> 26. Encare cada a situação que você acredita ser desastrosa com estas palavras: Em cinco anos, vai importar?</p>
<p> 27. Sempre escolha a vida.</p>
<p> 28. Perdoe tudo de todos.</p>
<p> 29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.</p>
<p> 30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.</p>
<p> 31. Independentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.</p>
<p> 32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva&#8230;</p>
<p> 33. Acredite em milagres.</p>
<p> 34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.</p>
<p> 35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.</p>
<p> 36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.</p>
<p> 37. Seus filhos só têm uma infância.</p>
<p> 38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.</p>
<p> 39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.</p>
<p>40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.</p>
<p>41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.</p>
<p>42. O melhor está por vir.</p>
<p>43. Não importa como você se sinta, levante, se vista e apareça.</p>
<p>44. Produza.</p>
<p>45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente &#8220;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ A vida quadrada daqueles que também sonham redondo]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/17/1232/</link>
<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 14:04:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/17/1232/</guid>
<description><![CDATA[Hoje de manhã me lembrei de uma experiência diferente que tive na minha caminhada nesse mundo. Em um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/cela.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1233" title="cela" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/cela.jpg" alt="cela" width="500" height="267" /></a></p>
<p>Hoje de manhã me lembrei de uma experiência diferente que tive na minha caminhada nesse mundo. Em um determinado momento, a vida prega uma daquelas peças nas pessoas que amamos e isso nos faz enxergar alguns horizontes que, até então, eram muito diferentes dos nossos.</p>
<p>Em um período da minha vida eu e minha família vivemos a dura realidade de uma penitenciária. Eu nunca estive presa, mas acabei conhecendo &#8211; talvez superficialmente &#8211; um pouco do que passam os detentos.</p>
<p>Me lembro que fui poucas vezes até a delegacia municipal de uma cidade no interior de São Paulo, talvez umas quatro ou cinco. Era sempre em um determinado dia da semana e essas visitas eram muito tristes, pois as mulheres e familiares dos detentos chegavam cedo, muito cedo, se aglomeravam no pátio da delegacia com os filhos saudosos dos pais, com muitas sacolinhas de quitutes e amor.</p>
<p>Em hora certa, a carceiragem abria os portões e todos nós entrávamos no pátio, onde eles tomavam sol e jogavam futebol diariamente. Todas as celas tinham as janelas para aquele pátio. E, durante a semana, a visita era assim: eles dentro das celas, se espremendo na janela, e nós embaixo, com o pescoço levantado tentando falar com eles. A janela não era tão pequena, mas para uns oito homens empoleirados ali e mais tantas pessoas embaixo, tentando arranjar um espacinho para falar com eles&#8230; era uma situação, no mínimo, desconfortável.</p>
<p>A maior parte deles, os que tinham os delitos mais leves, já tinham sido julgados e cumpriam a pena ali mesmo. Os que ainda aguardavam a sentença, provavelmente seriam levados a penitenciárias maiores, estaduais. E esses sim deveriam ter cometido crimes mais sérios, já que precisariam de maior segurança que uma delegacia municipal poderia oferecer.</p>
<p>Ali, naquela cela, junto com a pessoa que amávamos, tinha um garoto da zona rural da região que cumpria pena de 1 ano e 7 meses por ter roubado um porco de um caminhão de transporte animal. Outro, por ter roubado uma bicicleta na padaria. Mas, também havia dois irmãos, de descendência árabe, que eram os cabeças de uma grande organização de receptação de carretas. Tinham largo histórico de roubo de cargas e assassinato de motoristas.</p>
<p>Independente de seus crimes, eram todos seres humanos, que ali naquelas circunstâncias, no momento da visita, só queriam atenção, só queriam saber do mundo lá fora e matar a saudade daqueles que amavam. As famílias, angustiadas, sofriam e se consumiam por eles lá dentro. E encontrávamos todos os tipos de classe social: os mais pobrezinhos, que chegavam com uma marmitinha embaixo do braço, até famílias com carros importados chegando no estacionamento da carceiragem. Lá dentro, eram todos iguais.</p>
<p>Mamãe fazia todas as suas vontades. Lembro-me que entrávamos para a visita munidas de isopores com os mais diversos quitutes: lasanha, esfiha, rosca doce, enroladinho de salsicha, pizza. E mamãe, que sempre teve bom coração, pensava em todos da cela quando elaborava o cardápio. Então, em véspera de visita, aquela cela era a mais animada de toda a delegacia, pois a &#8220;filha do tio&#8221; levaria coisas gostosas para todos. E os regalos não eram apenas gastrômicos. Mamãe levava cigarros para um, palito e cola para o outro que fazia artesanato, sabonetes para aquele mais asseado. Por conta desses mimos, eles poupavam aquele que amávamos dos serviços mais pesados na cela. Diziam para nós, ali da janelinha da cela: &#8220;não deixamos o tio limpar o chão nem limpar o banheiro&#8221;. Engraçado com as pessoas, até  &#8211; talvez na circunstância mais dura de suas vidas &#8211; ainda conseguem ser solidárias.</p>
<p>Eu era nova, devia ter uns 13 ou 14 anos, mas já tinha algumas percepções e consigo me lembrar claramente de muitas dessas situações e dos rostos daqueles homens. Nós, que vivemos aqui do lado de fora, que sempre tivemos boas oportunidades, até ousamos julgar aqueles que cometem crimes e devem pagar por eles, mas nos esquecemos que &#8211; de repente &#8211; são apenas meninos famintos que roubam um porco para alimentar a família em uma roça qualquer, perdida no interior de São Paulo. E sofrem, e sentem saudade e se arrependem de seus feitos.</p>
<p>Havia também a visita do domingo. Não me lembro ao certo, mas me parece que ocorria de 15 em 15 dias. Dessa, eu não tenho tantas lembranças, porque mamãe nunca me deixou entrar. Ela queria me poupar das humilhações pelas quais tinha de passar para entrar no pátio da delegacia e poder estar perto daquele que amávamos.</p>
<p>Além de chegar de madrugada e pegar uma boa senha &#8211; senão não entrava mais, depois que lotava o número determinado de visitas &#8211; era necessário passar pela revista pesada antes de entrar no pátio. Era necessário tirar toda a roupa, as carceireiras revistavam os bolsos das calças, torciam as roupas na busca de algum objeto que pudesse ser parecido com uma arma ou droga. Mas, o ponto máximo da hostilidade era o momento de abaixar a calcinha e agachar três vezes para que, se houvesse algo acomodado na vagina, com esse movimento caísse. Mamãe me poupava dessa parte, mas ela estava lá, cabeça erguida passando por tudo para que pudesse levar um pouquinho de alegria para aqueles que viam seus dias se passar quadrados.</p>
<p>Foram apenas alguns meses de sofrimento. Por sorte, ele acabou rapidamente, mas deixou em mim essa lembrança: de que, apesar dos delitos e crimes que as pessoas cometem, no fundo são todos seres humanos que carregam uma parcela de sentimentos. Que sofrem, que se arrependem, que talvez não tiveram outra escolha. Aprendi a olhar o mundo com um pouquinho menos de julgamento.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que ensinamos a nossos filhos?]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/16/o-que-ensinamos-a-nossos-filhos/</link>
<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 19:38:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/16/o-que-ensinamos-a-nossos-filhos/</guid>
<description><![CDATA[Hoje de manhã, antes de vir para o trabalho, passei na padaria comprar o café da manhã e, enquanto e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/briga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1227" title="briga" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/briga.jpg" alt="briga" width="500" height="268" /></a><br />
Hoje de manhã, antes de vir para o trabalho, passei na padaria comprar o café da manhã e, enquanto esperava ficar pronto, a televisão &#8211; que transmitia o programa <em>Mais Você</em>, da Ana Maria Braga &#8211; me chamou a atenção.</p>
<p>A jornalista Sandra Annenberg mostrava para Ana Maria as principais notícias do dia e eu fiquei estarrecida assistindo à TV. A reportagem mostrava um vídeo feito pelo celular de um adolescente, na saída de uma escola pública de Araçariguama, interior de São Paulo. O filme era uma briga entre duas garotas.</p>
<p>Até aí, acho que até dá para considerar normal. Eu, <em>baixinha-esquentadinha-que-sempre-fui</em> perdi as contas de quantas vezes briguei na escola na infância e no início da adolescência. O jargão famoso e assustador era o &#8220;te pego na saída&#8221;. Quando diziam isso para mim, eu tremia por dentro, mas não desistia. Encarava a garota e brigava. Quando via que o negócio ia pegar pro meu lado, saia correndo. É, os baixinhos correm como coriscos. Não abaixava a cabeça por nada, mas também não era tonta de apanhar.</p>
<p>Entretanto, o que me deixou assustada vendo a reportagem hoje de manhã, é que a mãe da garota, Meire Aparecida Fernandes, estimula a briga da filha e não deixa que os outros alunos separem. A voz dela também aparece no vídeo feito pele telefone celular.</p>
<p>As frases dela, aos gritos, são:</p>
<p><em>- Não entra ninguém</em></p>
<p><em>- Não vai entrar ninguém</em></p>
<p><em>- É minha filha. Ela vai resolver</em></p>
<p><em>- Mete o pé. Que nem eu te ensinei!</em></p>
<p><em>- Vai. Mete um soco na cara!</em></p>
<p><em>- Seu pai tá no carro<br />
</em></p>
<p>Uma aluna tenta intervir, dizendo para separar a briga e a mãe continua gritando:</p>
<p><em>- Não vai separar não que a filha é minha</em></p>
<p>O filme termina antes da briga acabar e, aparentemente, não foi nada grave. Procurada pela reportagem da TV Globo, a mãe da garota afirma que, sim, que deveria ter incentivado a briga, pois não criou uma filha para apanhar na rua: &#8220;<em>Incentivei, sim. Acho que qualquer mãe, qualquer pai, se visse a filha no chão, por baixo, ia agitar, sim</em>&#8220;.</p>
<p>Meodeos, como assim? Eu até brigava na rua, tinha as minhas pendengas escolares, mas tinha que manter escondidíssimo dos meus pais, pois se eles soubessem que eu estive envolvida em alguma briga, aí sim que eu apanhava mesmo em casa e ficava em severos castigos. Porque, apesar de sermos bem pobres, de eu ter estudado todo o ensino fundamental em escola pública e morarmos na periferia, na Cohab, a violência era algo que meus pais abominavam. E não me estimulavam, claro!</p>
<p>O que parece, pela fala da mãe, é que esse conceito de resolver as coisas na pancada é bem normal e faz parte do modelo de educação. A sua naturalidade ao dar a entrevista me pareceu que realmente isso é comum para ela. Será que eu ainda vivo num mundo muito babaca ou as pessoas estão encarando a violência assim mesmo? Qualquer coisa merece um pega-pra-capá? Que medo! Não é assim que eu pretendo educar meus filhos, definitivamente!</p>
<p>Meire Aparecida Fernandes, a mãe da menina agressora, é responsável pelo transporte público da escola onde a filha estuda. O prefeito de Araçariguama, Roque Hoffmann, disse à reportagem que ela será demitida da escola. Mais que isso, acho que o caso aqui é outro. Não sei o que caberia para essa mulher, mas essa punição não resolve a forma como ela enxerga a vida. Esse é o pior e eu não sei se tem conserto. Tristíssimo!<br />
<em> </em></p>
<p><strong>Clique <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1124734-7823-MAE+ESTIMULA+FILHA+A+BRIGAR+NA+RUA,00.html" target="_blank">aqui </a>para ver o vídeo, que mostra a reportagem completa.<br />
</strong></p>
<p><em><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem pula na merda para alcançar os seus sonhos?]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/15/quem-pula-na-merda-para-alcancar-os-seus-sonhos/</link>
<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 15:05:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/15/quem-pula-na-merda-para-alcancar-os-seus-sonhos/</guid>
<description><![CDATA[Sábado assisti, depois de muito tempo [É, a vida de mãe tem dessas. Às vezes passamos meses sem ver ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/slumdog_millionaire_b.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1223" title="slumdog_millionaire_b" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/slumdog_millionaire_b.jpg" alt="slumdog_millionaire_b" width="320" height="213" /></a></p>
<p>Sábado assisti, depois de muito tempo <em>[É, a vida de mãe tem dessas. Às vezes passamos meses sem ver os filmes que levaram o último Oscar] </em>o brilhante <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/quem-quer-ser-um-milionario" target="_blank">&#8220;<em>Quem quer ser um milionário?</em>&#8220;</a>, nome original <em>&#8220;Slumdog Millionaire&#8221;</em>.</p>
<p>Ele foi filmado em Mumbai, Índia, e é mérito do talento do diretor Danny Boyle, já que foi feito sob econômicos recursos. E, de tão brilhante que é, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1014429-7086,00.html" target="_blank">faturou 8 estatuetas do Oscar 2009</a>, entre eles o principal prêmio da noite, de melhor filme, desbancando super produções holywoodianas.</p>
<p>Mas, eu não vim aqui falar do filme, já que provavelmente todos já o viram e eu não vou chover no molhado. O que eu tenho para dizer é que uma parte bem específica é a melhor de todas, em minha opinião: quando a personagem de <em>Jamal Malik</em> (Dev Patel), ainda criança, está em uma latrina, no meio de um gigante lixão a céu aberto, e chega de helicóptero o maior astro do cinema indiano, <em>Amitabh Bachchan</em>. Para sacaneá-lo, <em>Salim</em>, seu irmão, o prende no banheiro. Ele, sem conseguir sair, se desespera por não poder ver seu ídolo e sua única alternativa é sair por baixo da latrina, pulando no cocô que cai no chão, daqueles que frequentam a privada.</p>
<p>É hilário! <em>Jamal </em>não pensa duas vezes. Pega a foto do ídolo no bolso, olha para ela, respira fundo, se enche de coragem, tampa o nariz, com a outra mão levanta bem alto a fotografia já amassada do ator e pula no buraco. Literalmente cai na merda. Ele mergulha naquela pasta marrom e sai correndo, melado dos pés à cabeça, por entre a multidão. Vai passando um a um, dribla a corrente de seguranças e chega até o seu ídolo, coberto de cocô, fedido e ganha o tão sonhado autógrafo. Feliz, comemora, gritando!</p>
<p>Primeiro, eu ri muito vendo essa cena, depois eu chorei. Discretamente, mas chorei. Depois que aprendi que nenhum choro é de alegria, fiquei refletindo o porquê de me emocionar com aquela cena. E resgatei de meu inconsciente a coragem, o amor e a alegria que existe nas crianças. Será que esses três adjetivos convivem pacíficos com nós, adultos?</p>
<p>As crianças fazem qualquer coisa por seus sonhos, são capazes de encontrar soluções muito fáceis e simples para os desafios intransponíveis do mundo de gente grande. Parece que não têm a cortina da censura, que os faz &#8211; sem pestanejar &#8211; pular em um buraco cheio de cocô para chegar na frente de seu maior ídolo. A coragem que os impulsiona para a vida é cheia de vigor, é instingante.</p>
<p>Quantos de nós já não pulamos na merda para realizar os nossos sonhos infantis? Aposto que todos nós, um dia, já fizemos isso quando criança. E quantos de nós ousa, hoje, colocar o dedo sequer no cocô para poder alcançar um sonho? Poucos, imagino. Eu, inclusive.</p>
<p>Porque é isso, minha gente, alguns sonhos estão bem ali, atrás da poça de bosta. Basta um simples pulo para que possamos gozar da alegria de alcançar um objetivo, para fazer os olhos brilharem por algo que desejamos muito. Será que temos essa coragem, de pronto, de nos lançar contra as barreiras? Uma pergunta que mexe com nosso brio.</p>
<p>Muitos responderão, melindrados: <em>&#8220;É claro que sim!&#8221;</em>. Mas, diariamente, vejo amigos e pessoas diversas frustradas, decepcionadas com a vida, questionando seu destino, suas escolhas, talvez porque não tiveram a ousadia de se lançar no mar de merda para conquistarem seus sonhos. Não tiveram a audácia de pular, sem medo, para conquistar aquilo que parecia impossível, mas que estava ali, logo após o obstáculo.</p>
<p>Quero carregar em mim a pureza de <em>Jamal</em>, a ousadia gratuita e imediata de fazer qualquer coisa pelo sonho, porque pelos nossos sonhos qualquer banho de cocô vale a pena. Ah, se vale!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Zu1mvzWw-QQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Zu1mvzWw-QQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A polêmica Lei Antifumo]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/09/11/a-polemica-lei-antifumo/</link>
<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 19:53:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
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<description><![CDATA[O texto abaixo é baseado em troca de emails com amigos que discorreram sobre a Lei Antifumo. Muito d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<p>O texto abaixo é baseado em troca de emails com amigos que discorreram sobre a Lei Antifumo. Muito do que está aí escrito foram contribuições dessa discussão.</p>
<p>Fui fumante passivo por muitos anos. E agora, faz mais ou menos um ano e meio que fumo. Tenho muitos amigos e parentes fumantes. Sim, a Lei antifumo é um exagero. Ao que parece, é mais fácil proibir as pessoas de fumar do que garantir moradia, água potável, esgoto tratado, transporte público eficiente, emprego digno.<img class="aligncenter size-full wp-image-278" title="fumar" src="http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/files/2009/09/fumar.jpg" alt="fumar" width="400" height="400" />Sem dúvida, cuidar da saúde pública de uma metrópole como São Paulo sem elaborar políticas públicas que reduzam drasticamente o uso preferencial de transporte privado (sou bem a favor de acabar com os carros privados e baixar dramaticamente a tabela dos táxis!) é uma das maiores bravatas que já se produziu na história da saúde ambiental (vide os relatórios do Professor Saldiva da Faculdade de Saúde Pública da USP e o relatório do Greenpeace Brasil elaborado no início dos anos 90 sobre a poluição ao nível dos narizes dos pedestres paulistanos, em especial as crianças!!)<!--more--></div>
<p>Por outro lado, inúmeras <em>clearing houses</em> internacionais já apontaram para o fato da fabricação de contra-informação por parte da indústria de tabaco no que tange às suas insistentes referências ao anti-tabagismo promovido pelos nazistas e à privação do direito individual de fumar, ambas estratégias argumentativas para combater o anti-tabagismo contemporâneo. O primeiro argumento, especialmente, deveria ser automaticamente invalidado pelos, quase sempre esquecidos, Lei de Godwin <em>(Godwin&#8217;s Law)</em> e o reductio ad Hitlerum. O segundo argumento chega a ser grosseiro e só poderia sobreviver numa sociedade que prima por suas tendências hedonistas, uma vez que, de acordo com a Constituição de todo país democrático, o direito da maioria é soberano e é isso que garante a distribuição mais ou menos justa de liberdade. Sim, não é um sistema perfeito, imagine. Mas o Estado Democrático de Direito funciona na base da decisão da maioria. Não há como fugir às premissas clássicas do Iluminismo no que se refere aos princípios básicos dos direitos civis. Garantir o direito de todos é garantir o direito de cada um. Não dá para defender o direito de todos para umas coisas e o direito individual para outras.</p>
<p>Ainda assim, concordo que a Lei Antifumo é patética em termos de resultados para a saúde pública numa cidade como São Paulo, tendo em vista as toneladas de poluentes nocivos emitidos diariamente pela frota de veículos automotores (cuja produção teve isenção de IPI por 6 meses &#8211; foi isso? &#8211; sob argumento de garantir empregos e salvar o setor automotivo da crise econômica mundial &#8211; vai entender os paradoxos desse século 21!!).</p>
<p>Por fim, não importa: tucanos ou petistas, no que tange saúde, meio ambiente e desenvolvimento, todo mundo erra na &#8220;dose certa&#8221;.</p>
<p>Mas o problema dessa lei é meter-se na vida dos outros. Em especial nas áreas coletivas de condomínios, onde, em cada caso, a própria gestão do condomínio poderia versar sobre os usos e, legitimamente, regular onde a prática do tabagismo seria mal-vinda e, no caso, proibida. Na beira da piscina, em meio a todos os outros condôminos, por exemplo, seria legítimo a coibição. Na churrasqueira, num evento privado de um único condômino, é de doer, para dizer o mínimo, assim como no salão de festas. O Estado se mete num espaço onde ele não devia se meter, que é o lar de cada indivíduo e a gente certamente sabe em que condições o Estado normalmente intervém.</p>
<p>E os princípios republicanos? Falta isonomia. Disciplinar o uso, encetar mecanismos, lugares próprios, entre outras coisas, para que os que fumam (que é uma prática legal) não sejam privados dos direitos de ir e vir, enfim, coisas básicas &#8211; o que já falta, por exemplo, no própria mercancia de tabaco: ela é legal, mas porque cargas d&#8217;água eu tenho que ser discriminado com imagens torpes no meu maço de cigarros, mesmo pagando uma pesada carga tributária (para cada quatro reais gastos, o Estado leva, de lambuja, três)? Em nome do anti-tabagismo rasga-se a constituição, e ninguém faz nada, ficando o fumante acuado e envergonhado.</p>
<p>Não me envergonho de fumar, mas existem não-fumantes impertinentes. Quanto ao fumante passivo, não há evidência, ainda, dos males. Há, claro, o incômodo causado pelo tabagista em certos ambientes (normalmente fechados): o que justifica a regulação por parte do Estado. No entanto, basear uma lei num embuste ideológico é malcaratismo (falta a comprovação empírica de que faz mal ao &#8220;passivo&#8221;). É como fazer leis baseado nos disparates da eugenia. Só que essa tal, é bem mais sangrenta.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Balé da cidade de São Paulo]]></title>
<link>http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/2009/09/11/bale-da-cidade-de-sao-paulo/</link>
<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 15:18:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>augustomartini</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ontem a noite fui ao Theato Municipal assistir ao Balé da Cidade de São Paulo, que apresentou três c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-275" title="canela fina" src="http://asimplicidadedascoisas.wordpress.com/files/2009/09/canela-fina1.jpg" alt="canela fina" width="448" height="300" />Ontem a noite fui ao Theato Municipal assistir ao Balé da Cidade de São Paulo, que apresentou três coreografias:</p>
<p>Canela Fina&#8221; – coreografia de Cayetano Soto<br />
&#8220;Umbral&#8221; – coreografia de Luiz Arrieta<br />
&#8220;A Linha Curva&#8221; – coreografia de Itzik Galili</p>
<p>Tais coreografias foram levadas à Europa em sua recente turnê, todas elas assinadas por coreógrafos estrangeiros: “Canela fina”, do catalão Cayetano Soto, sobre a sensualidade presente em um corpo apaixonado; “Umbral”, do argentino Luis Arrieta, trabalho em homenagem ao centenário do compositor francês Olivier Messiaen, comemorado em 2008; e “A linha curva”, do israelense Itzik Galili, concepção que mescla imaginação (dançarinos) com abstração (luz).   <!--more--></p>
<p>A melhor delas é <strong>Canela Fina</strong>. A composição do músico Michael Gordon prepara um terreno descompromissado para cultivar as forças da natureza, as quais se desenvolvem intensamente na coreografia. Os elementos estão fora de ordem; algum poder tomou o controle. Atletas rápidos estão conquistando o palco, mas há algo mais no ar: pequenos gestos e movimentos revelam uma energia que não pode ser explicada racionalmente. Vagarosamente a atmosfera de suspense sensual se transforma em tensão emocional e desespero. O estado emocional de emergência está onipresente tanto no intricado <em>pas-de-deux</em> quanto nas poderosas cenas de conjunto. É evocado pelo ritmo nervoso e repetitivo da música e também por um elemento natural que repetidamente reaparece: canela , não apenas um afrodisíaco, mas também uma forma de poeira &#8211; pois é lançada aos montes no palco, lembrando então a origem e o fim de todas as coisas.  Um cheiro gostoso toma conta de todo o teatro. A peça mostra uma interação contínua entre influências externas e a condição interior dos seres humanos, representada pelos movimentos dos bailarinos. No entanto, a canela não deve ser entendida literalmente, mas sim no sentido metafórico, como sugerido no título idiomático da peca: <em>Canela fina</em>, que significa “o melhor que se possa imaginar” e refere-se à arte de dançar como a forma de comunicação não-verbal mais elaborada.</p>
<p>Vale a pena ser visto!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A morte das viúvas]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/09/a-morte-das-viuvas/</link>
<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:12:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/09/a-morte-das-viuvas/</guid>
<description><![CDATA[Fonte: http://gloriafperez.blogspot.com Que eu sou noveleira, tudo mundo sabe. Nunca escondi que ado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1216" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/viuva.jpg"><img class="size-full wp-image-1216" title="viuva" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/viuva.jpg" alt="viuva" width="340" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: http://gloriafperez.blogspot.com</p></div>
<p style="text-align:left;">Que eu sou noveleira, tudo mundo sabe. Nunca escondi que adoro me desligar do mundo. Por isso me deleito em frente à TV Globo às 9 da noite.</p>
<p>E confesso que me emociono com algumas cenas de &#8220;<a href="http://caminhodasindias.globo.com/" target="_blank"><em>Caminho das Índias</em></a>&#8220;, a novela de Glória Perez, que está no ar atualmente. Na noite de ontem, família reunida em frente à TV na sala e assistindo as cenas da viuvez de <em>Maya</em>, a personagem de Juliana Paes.</p>
<p>De acordo com as tradições indianas, retiradas do site da <a href="http://www.rnw.nl/pt-pt/portugu%C3%AAs/article/o-mart%C3%ADrio-de-milh%C3%B5es-de-vi%C3%BAvas-na-%C3%ADndia" target="_blank">Rádio Nederland Wereldomroep</a>, quando uma mulher fica viúva ela perde metade de sua vida, já que seu marido morreu. Não precisa mais se maquiar, colocar joias e nem roupas coloridas, afinal não tem mais por quem se enfeitar. É condenada a usar saris brancos, já que o branco não é considerado uma cor de paz e alegria, como é para nós ocidentais.</p>
<p>Ele tem de fazer todos os deveres domésticos em sua família, terá de se manter casta até a morte, se quiser encontrar o paraíso, e até dormir no chão, sendo retirada a sua cama do quarto.</p>
<p>As restrições alimentares também são grandes, pois a tradição hindu afirma que alguns alimentos induzem ao sexo, por isso frituras e alimentos quentes estão proibidos.</p>
<p>Denise Arcoverde, em seu site &#8220;<a href="http://sindromedeestocolmo.com/" target="_blank">Síndrome de Estocolmo</a>&#8220;, relata que &#8220;<em>em muitos lugares da Índia, a viúva é vista como um peso e como uma mulher sexualmente perigosa. A família do noivo quer vê-la distante, para poder tomar as propriedades do seu marido, e não tem interesse em assumir a responsabilidade de sustentá-la. Sua própria família, após o seu casamento, sente-se livre de qualquer responsabilidade em relação a ela.</em></p>
<p><em>Por todo preconceito e superstições que cercam uma mulher viúva, ela também não consegue trabalho para se sustentar e acaba tendo mesmo que viver nas Casas de Viúvas (prédios centéntários, caindo aos pedaços), por toda vida. Para se “purificar”, precisa abandonar qualquer vínculo com prazer e viver em sofrimento. Dorme no chão, repete canções e orações seis horas por dia. Estima-se que existam 20 mil viúvas, mendigando, apenas à beira do rio Ganges&#8221;.</em></p>
<p>As percepções que nós, ocidentais, temos, aqui do outro lado do mundo, só podem ser muito pequenas, já que ver as coisas pela tela da televisão, pela visão de uma empresa como a Rede Globo, deve ser muito diferente da realidade que poderíamos enxergar estando lá.</p>
<p>Vera Campos Silva, professora universitária, já esteve seis vezes na Índia e é apaixonada pela cultura hindu. Ela diz que a novela nos passa algumas percepções que, talvez, sejam exageradas, já que muitas mulheres trabalham, diferentemente do que é mostrado na ficção: &#8220;<em>Muitas trabalham, principalmente as mais pobres, que até quebram pedras, trabalham na construção civil e nas lavouras da família. Mas, também há as que são médicas e professoras. Lá é como cá: elas ajudam a manter a casa, a jornada dupla&#8221;</em>, conta Vera.</p>
<p>Entretanto, apesar dessa aparente igualdade, as mulheres fora de casa não são valorizadas, mas dentro de casa &#8220;mandam&#8221;. Vera diz que essa relação da cultura indiana em relação à mulher nem sempre é entendida por nós, ocidentais, mas que elas vivem nesse esquema. Aceitando e não aceitando, já que o ocidente tem deixado marcas por lá.</p>
<p>Já Juarez Mota, analista de sistemas, passou um período trabalhando na Índia e se encantou com o país. Não conheceu nenhuma viúva, mas não duvida que as cenas mostradas na novela sejam verdadeiras, já que conheceu casais indianos. &#8220;<em>Eu não duvido que uma mulher viúva morra junto com seu marido, pois o amor dos indianos é muito profundo, mesmo os casamentos sendo arranjados</em>&#8220;, diz Juarez.</p>
<p>Certamente, a Índia é um local desconhecido para a maioria de nós, brasileiros, e não temos a menor ideia de quão o mundo é grande e de como as culturas se diferem. Somos todos feitos da mesma matéria, mas com costumes tão distintos. Uma sabedoria poder entender o choque que essa diversidade cultural pode causar em nós. Fascinante, no mínimo!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cartelas de Bingo grátis. Experimente]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/08/cartelas-de-bingo-gratis-experimente/</link>
<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 13:24:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/08/cartelas-de-bingo-gratis-experimente/</guid>
<description><![CDATA[O betboo te dá cartelas de Bingo grátis Faça seu cadastro no betboo agora e ganhe* cartelas para par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.betboo.com/view.aspx?id=2978"><img class="aligncenter size-full wp-image-805" title="bingo" src="http://universodojogo.com/wp-content/uploads/2009/09/bingo.jpg" alt="bingo" width="500" height="244" /></a> <em><strong></strong></em></p>
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<p>- Cada cliente terá direito a 6 cartelas após realizar o cadastro.</p>
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<p>- É necessário deixar seu cadastro completo, com todas as informações solicitadas, para participar dessa promoção.</p>
<p>- A promoção é válida somente para o titular do cadastro.</p>
<p>- Só será possível resgatar o valor dos prêmios ganhos se você realizar algum depósito no site antes da data da Rodada.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Faroeste Caboclo animado]]></title>
<link>http://leandrosan.wordpress.com/2009/09/03/faroeste-caboclo-animado/</link>
<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 14:49:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>tenchi</dc:creator>
<guid>http://leandrosan.wordpress.com/2009/09/03/faroeste-caboclo-animado/</guid>
<description><![CDATA[Como fã da Legião e decoradordeletrasdemúsicasdedezminutos (aham, minha mãe reclama quando invento d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Como fã da Legião e decoradordeletrasdemúsicasdedezminutos (aham, minha mãe reclama quando invento de cantar esta música no banho, que faz ele demorar muito), gostei muito desta animação que o Amaral do <a href="http://peixeaquatico-amaral.blogspot.com">Peixe Aquático</a> fez da música Faroeste Caboclo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/YwohOnDFi00&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/YwohOnDFi00&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Via: <a href="http://www.pipocadebits.com/2009/09/faroeste-caboclo-em-versao-animada.html">Pipoca de Bits</a></p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=1f25a1c1-5ade-858b-9b01-3264f9d6d63f" alt="" /></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida perfeita das pessoas perfeitas [?]]]></title>
<link>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/14/a-vida-perfeita-das-pessoas-perfeitas/</link>
<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 10:32:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>glauciana</dc:creator>
<guid>http://glauciananunes.wordpress.com/2009/09/14/a-vida-perfeita-das-pessoas-perfeitas/</guid>
<description><![CDATA[Conheço algumas pessoas, bem poucas, que parecem que são perfeitas. Toda certinhas, nos modelos idea]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/perfeita.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1239" title="perfeita" src="http://glauciananunes.wordpress.com/files/2009/09/perfeita.jpg" alt="perfeita" width="500" height="269" /></a><br />
Conheço algumas pessoas, bem poucas, que parecem que são perfeitas. Toda certinhas, nos modelos ideais &#8211; se é que isso existe. Conseguem reunir em uma única vida todos os atributos que a maior parte dos seres vivem buscando incessantemente: são inteligentes, bem sucedidos no trabalho, vivem uma linda e estável história de amor, conhecem inúmeros países, são legais, simpáticos, sabem de tudo, já provaram as iguarias dos melhores restaurantes around the world, são malhados. Enfim, por onde andam arrancam suspiros e olhares.</p>
<p>Mas, posso confessar? Morro de medo dessas pessoas! Apesar de conseguirem unir essa galeria de peso de adjetivos, me dão um medo absurdo! E isso é bem ruim. A impressão que me passam é que &#8211; apesar da simpatia &#8211; qualquer um de nós, reles mortais, que aparecermos em seu caminho seremos realmente reles mortais. Me sinto como um bichinho acuado. Não converso, por não ter assuntos de tanta grandeza, não falo muito profissionalmente, por medo de achar que eles sempre me acharão burra, já que conhecem as melhores técnicas do mercado.</p>
<p>E eu gosto é de me relacionar com pessoas tão normais. Gosto mesmo é daqueles que, assim como eu, têm um monte de pequenos problemas. Um luta contra a balança, outro não se encontrou na profissão e vive na pindaíba de grana, aquele ali vive no cafundó do interior e não conhece nem a capital do seu próprio país &#8211; assim como eu &#8211; quiçá o exterior, aquela outra vive chorando das dores de amor e sonhando com o príncipe encantado.</p>
<p>Mas, como eu amo essas &#8220;pessoas tortas&#8221;, como diz o Chico Buarque. Ah, como me sinto à vontade com elas, como posso ser eu mesma, falar abertamente sobre as minhas conquistas, sobre os meus percalços, meus tropeços e levantadas. Como posso defender meus pontos de vista sem a impressão de que serei taxada de burra ou qualquer outro adjetivo pejorativo.</p>
<p>E claro que eu sei que isso é um problema meu! Exclusivamente meu! rs&#8230;</p>
<p>Afinal, se eu tenho firme em mim os meus princípios e sei dos meus valores, não deveria me preocupar com o que vão achar das coisas que eu falo e das bandeiras que levanto. E esse medo é apenas uma rejeição minha. Preciso tratar, é verdade, mais que rapidamente! Porque, afinal de contas, essas pessoas nem são tão perfeitas assim e, de repente, nem pensam nada a meu respeito. Apenas o meu medo as faz ser esses gigantes que parecem!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
