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	<title>combustiveis-vegetais &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/combustiveis-vegetais/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "combustiveis-vegetais"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 01:07:43 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A ONU reconhece emergência alimentar]]></title>
<link>http://diplo.wordpress.com/2008/03/24/a-onu-reconhece-emergencia-alimentar/</link>
<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 00:09:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Antonio Martins</dc:creator>
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<description><![CDATA[Aumento do consumo de carne e uso de terras para produção de combustíveis vegetais estão multiplican]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><i>Aumento do consumo de carne e uso de terras para produção de combustíveis vegetais estão multiplicando preços e ameaçando a comida dos mais pobres</i></p>
<p>O <a href="http://www.wfp.org/portuguese/" title="Site em Português" target="_blank">Programa Mundial de Alimentação</a>, das Nações Unidas (<a href="http://www.wfp.org/english/" title="Site em Inglês, mais atualizado" target="_blank">WFP</a>, em inglês), considerado a maior agência humanitária do mundo, lançou, durante a Páscoa, um apelo eloqüente aos países que lhe destinam fundos. Precisa de 500 milhões de dólares suplementares, em seu orçamento, para 2008. Do contrário, será obrigado a cortar as rações de 90 milhões de pessoas, em 80 nações a que presta assistência.</p>
<p>O pedido, também dirigido a <a href="https://www.kintera.org/site/c.diJRK4PFJpH/b.1147339/k.2205/Donate_Online__WFP__How_to_help/apps/ka/sd/donor.asp?c=diJRK4PFJpH&#38;b=1147339&#38;en=ckKNJZPHIeKWK5PJIjIRI0PMJhK1IlNTIiLVL8PUJhLUKgMWIpKbH" title="Para doar com cartão de crédito" target="_blank">doadores</a> individuais, é motivado por uma alta espantosa nos preços dos alimentos, em todo o mundo. Só em 2007, a elevação foi de 40%, e a tendência altista vem desde 2004, segundo cálculos da <a href="http://www.fao.org/index_es.htm" title="Em Espanhol" target="_blank">FAO</a>, outra agência da ONU. Embora possa, a médio prazo, favorecer os trabalhadores no campo (onde se concentram três quartos dos habitantes mais empobrecidos do planeta), o movimento está provocando emergência alimentar. Acredita-se que poderá ser mais grave que a do início dos anos 70 &#8212; a maior do pós-II Guerra.</p>
<p>Dois fatores estão estimulando a alta dos preços. O primeiro é a mudança nos hábitos alimentares de centenas de milhões de pessoas, principalmente na Ásia.  O consumo médio de carne dos chineses saltou, nos últimos vinte anos, de 20 para 50 quilos ao ano. Alterações semelhantes estão em curso na Índia e no sul e sudeste da Ásia. Isso provoca um enorme aumento do consumo de alimentos. São necessários três quilos de cereais para produzir um quilo de carne de porco &#8212; e oito quilos, para um de carne de boi.</p>
<p>Do ponto de vista mais imediato, o vilão são os combustíveis vegetais &#8212; especialmente o milho, cuja eficácia para movimentar motores é paupérrima. Ainda assim, subsidiado nos Estados Unidos por fortes incentivos monetários aos produtores e por altas taxa sobre a importação (de etanol de cana, por exemplo), o milho cultivado para álcool está roubando espaço de todos os cereais destinados à alimentação humana e animal.</p>
<p>As conseqüências políticas da alta de preços são profundas. Países como o Brasil poderão ganhar acesso a grandes mercados de álcool de cana. Para evitar que isso gere devastação ambiental e concentração de riquezas, terão de adotar medidas que redistribuam os ganhos dos grandes produtores, e impeçam a devastação de ecossistemas como a Amazônia, o Pantanal e o cerrado. Outra tentação perigosa são os alimentos transgênicos. Diante da escassez de comida, será preciso apresentar alternativas que tornem desnecessário seu cultivo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Biomassa: um novo olhar]]></title>
<link>http://diplo.wordpress.com/2007/08/29/biomassa-um-novo-olhar/</link>
<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 23:50:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Antonio Martins</dc:creator>
<guid>http://diplo.wordpress.com/2007/08/29/biomassa-um-novo-olhar/</guid>
<description><![CDATA[Para o WorldWatch Institute, os combustíveis vegetais podem contribuir tanto com o ambiente quanto p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Para o WorldWatch Institute, os combustíveis vegetais podem contribuir tanto com o ambiente quanto para reduzir desigualdades. O foco é mudar a atual estrutura agrária<br />
</em></p>
<p>Uma ácida polêmica cerca, há meses, o debate sobre os  combustíveis biológicos (ou, para alguns, <em>agrícolas</em>). A produção de etanol seria, como sustentam seus defensores, uma alternativa contra o aquecimento global e uma janela de oportunidade para o Brasil e outros países da América Latina? Ou estaria roubando terra de outros cultivos, inflacionando os preços dos alimentos e pressionando ecossistemas como a Amazônia, apenas para engordar os lucros das transnacionais do agronegócio? Um relatório de 480 páginas (<a href="http://www.worldwatch.org/node/5303" title="Global Potential and Implications for Sustainable Agriculture and Energy in the 21st Century">sumário em inglês</a>), que acaba de ser lançado pelo WorldWatch Institute (<a href="http://www.worldwatch.org" title="http://www.worldwatch.org">site global</a>, <a href="http://www.worldwatch.org.br" title="http://www.worldwatch.org.br">site brasileiro</a>), propõe uma espécie de síntese entre os dois pontos de vista. Apoiado em uma profusão de dados, ele procura deslocar o debate para algo mais refinado que ser a favor ou contra a cana-de-açúcar e o etanol (álcool). Sugere que, ao invés de &#8220;julgar&#8221; uma planta ou um combustível, é preciso influir sobre as <em>relações sociais e ambientais </em>que cercam sua produção.</p>
<p>A vantagem ambiental da biomassa em relação ao petróleo é conhecida. Tanto álcool quanto gasolina geram gás carbônico em sua queima. Mas as plantas das quais se extrai o combustível vegetal compensam tal efeito (com folgas, no caso da cana), porque respiram (&#8220;seqüestram&#8221;) CO2 durante toda sua vida, no processo de fotossíntese.</p>
<p>O WorldWatch acrescenta que pode haver também três ganhos sociais expressivos. <em>1)</em> A emergência da biomassa está ajudando a reverter a queda livre dos preços de matérias-primas agrícolas. Provocado, entre outros fatores, pelos subsídios concedidos pelos EUA e Europa a suas exportações, o declínio estendeu-se por três décadas (1970-2000) e arruinou agricultores em todo o Sul do planeta. Se for anulado, permitirá revitalizar a agricultura familiar. <em>2) </em>Os combustíveis vegetais podem livrar dezenas de países pobres da dependência penosa do petróleo. Entre as 47 nações mais empobrecidas do planeta, 38 são importadoras do produto e 25 compram todo o óleo que consomem. A alta dos preços internacionais do produto ameaça quebrá-las. Isso será evitado se puderem comprar de seus próprios agricultores, em moeda local, a energia que hoje importam (com dólares ou euros muito escassos) de mega-empresas. <em>3) </em>Além disso, muitos países do Sul, que possuem terras e força de trabalho ociosas, poderiam ter na biomassa uma fonte de ocupação e de divisas.</p>
<p>O que o relatório enfatiza é que nenhuma dessas oportunidades será aproveitada se  persistirem a concentração internacional de riquezas e a estrutura agrária da maior parte dos países do Sul. Nesse caso, haverá desastres. O mercado mundial de combustíveis forçará os produtores de biomassa a competirem uns com os outros, para oferecer preços mais baixos. Essa disputa estimulará a produção em condições degradantes para os trabalhadores e devastadoras para a natureza. O latifúndio de cana (ou de palma, na África) avançará sobre o cultivo de alimentos, reduzindo a área plantada e provocando altas de preços que podem ser devastadoras.</p>
<p><strong>A importância de uma saída:</strong> A grande vantagem do documento do WorldWatch Institute é sugerir uma saída. Combater a produção de etanol, em países como o Brasil, tende a ser tão inviável quanto sugerir que a Arábia Saudita (ou a Venezuela) interrompam sua produção de petróleo, em nome da luta contra o aquecimento global. Dos 142 mil novos postos de trabalho criados pela indústria de São Paulo, no primeiro semestre deste ano, cerca de 100 mil surgiram nas usinas de álcool.</p>
<p>O foco alternativo é intervir no debate sobre as <em>condições</em> em que se a biomassa será produzida. As nações produtoras de álcool podem se articular, tanto para defender preços dignos (como já faz a OPEP, no caso do petróleo), quanto para colaborar entre si. A diplomacia brasileira teria um papel relevante neste esforço. No interior de cada país, é perfeitamente possível medidas para distribuir a riqueza gerada pelos novos combustíveis (por exemplo, assegurando condições dignas de trabalho na lavoura de cana; estimulando a produção de álcool a partir de outras plantas, em cooperativas e pequenas unidades; tributando a exportação das grandes usinas e utilizando a receita para incentivo à agricultura familiar). O movimento ambientalista pode agir, nos planos nacionais e mundial, para exigir que os novos cultivos de biomassa se dêem em áreas agrícolas hoje desaproveitadas, e não ameace os ecossistemas naturais.</p>
<p>A produção mundial de combustíveis vegetais dobrou entre 2000 e 2005. Tudo indica que haverá uma explosão, nos próximos anos e décadas. É mobilizador imaginar que não se trata nem da &#8220;salvação da lavoura&#8221;, nem de mais uma conspiração do capital &#8212; mas de um processo cujo sentido depende de consciência e mobilização social.</p>
<p align="center">* * *</p>
<p align="left"><em>No <a href="http://www.diplo.org.br" title="Edição brasileira">Le Monde Diplomatique</a>:</em><br />
&#62; &#8220;<a href="http://diplo.uol.com.br/2007-04,a1558" title="Maio 2007">Um choque entre dois modelos</a>&#8220;, que integra o dossiê &#8220;<a href="http://diplo.uol.com.br/2007-04,a1559" title="Maio 2007">A possível Revolução Energética</a>&#8220;.<br />
&#62; &#8220;<a href="http://diplo.uol.com.br/2006-05,a1307" title="Maio 2006">Bem-vindos ao fim da era petróleo</a>&#8220;<br />
&#62; Em nossa <a href="http://www.diplo.org.br/temas" title="1894 textos">Biblioteca virtual</a>, seções sobre  <a href="http://diplo.uol.com.br/+-Agricultura-+" title="2 textos">Agricultura</a>, <a href="http://diplo.uol.com.br/+-Agronegocio-+" title="18 textos">Agronegócio</a>, <a href="http://diplo.uol.com.br/+-Ambiente-+" title="9 textos">Ambiente</a>, <a href="http://diplo.uol.com.br/+-Petroleo-+" title="32 textos">Petróleo</a>, <a href="http://diplo.uol.com.br/+-Reforma-Agraria-e-Agricultura-+" title="5 textos">Reforma agrária e Agricultura Familiar</a></p>
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