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	<title>comentarios-e-observacoes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "comentarios-e-observacoes"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 08:22:05 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Resenha "ônibus 174"]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/11/26/resenha-onibus-174/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 20:04:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se há um clichê para definir o filme Ônibus 174, de José Padilha, é “um tapa na cara”. Poderia falar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Se há um clichê para definir o filme <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ceExWZv0lVM" target="_blank">Ônibus 174</a></em>, de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Padilha" target="_blank">José Padilha</a>, é “um tapa na cara”. Poderia falar-se, também, em “soco no estômago” ou qualquer outra frase desse nível. Mas o que impressiona mesmo no vídeodocumentário não são esses lugares-comuns que ele traz; são os “lugares-comuns” cotidianos que ele explicita de forma impressionante; são aquelas verdades brasileiras escondidas por debaixo do pano das quais se costuma dizer que “não acontece comigo”.</p>
<p>O que o diretor José Padilha mostra no relato do famoso <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2006/11/10/286598444.asp" target="_blank">caso do ônibus da linha 174</a> – que foi sequestrado em 12 de Julho de 2000 no Rio de Janeiro, no bairro do Jardim Botânico – é justamente que há uma indiferença por parte do povo brasileiro quanto ao que acontece na sociedade – e, obviamente, quais as consequências disso. O cineasta leva a falta de consideração do brasileiro das classes médias e altas, sua completa alienação, à última instância, que é o seqüestro do ônibus <em>per se.</em></p>
<p>A história se passou em 2000, quando o Brasil inteiro assistiu pela televisão ao sequestro de um ônibus no Rio. Todo o processo levou uma tarde inteira para culminar no assassinato do sequestrador e de uma das reféns. E o que poderia, se fosse para ser filmado, transformar-se em um <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RoxrdMukQu0&#38;feature=rec-LGOUT-exp_fresh+div-HM" target="_blank">Tropa de Elite</a></em> mais comercial, acabou virando documentário nas mãos de Padilha, que procurou mostrar o lado do sequestrador, Sandro Barbosa do Nascimento, e tentou fazer o público enxergar para aonde caminha a sociedade no Brasil.</p>
<p>Uma das partes mais marcantes do filme é quando resolve-se falar de outro episódio vergonhoso da história do Rio de Janeiro, <a href="http://www.redecontraviolencia.org/Casos/1993/240.html" target="_blank">A Chacina da Candelária</a>, na qual 8 jovens moradores de rua foram cruelmente assassinados por policiais militares. O narrador, no momento em que está falando sobre o ocorrido, conta que, à época, para a sociedade como um todo, a atrocidade havia sido bem executada, e a maioria das pessoas concordavam com aquilo. A população sempre quis simplesmente exterminar essa “escória” da sociedade.</p>
<p>Com Sandro as opiniões não foram muito diferentes. São incríveis as imagens feitas depois que o sequestrador já havia sido baleado, nas quais centenas de civis correm para o local e começam a dar pontapés e chutes no marginal. As pessoas esquecem, porém, que anos atrás concordaram com um ato de barbárie equiparável ao que passaram a tarde a assistir – ironicamente, veio a descobrir-se que Sandro era um dos sobreviventes da Chacina.</p>
<p>José Padilha coloca, portanto, em discussão quem pode ser realmente taxado de vilão e de “mocinho” na história do ônibus 174. O diretor, porém, não se preocupa em exprimir abertamente sua opinião, mas, antes, prefere fazer germinar o debate social por trás da história de um menino pobre que viu sua mãe ser assassinada, teve que se mudar para as ruas do Rio, sobreviveu a uma chacina cometida por policiais e acabou seqüestrando um ônibus sem, porém, matar ninguém – não se sabe oficialmente quem matou a única refém vitimada, mas é sabido que o primeiro tiro, na cabeça, foi dado por um policial.</p>
<p>As diversas fontes ouvidas pela equipe do filme denotam sua provável imparcialidade no assunto: algumas das reféns passam o filme inteiro contando o fato, mas a mãe de criação de Sandro, sua tia e uma assistente social que cuidou dele intercalam seus depoimentos com os de alguns policiais e até mesmo de um colega marginal do sequestrador.</p>
<p>O fio condutor do documentário, a história de fundo, que é a do sequestro, é mantido pelos depoimentos de quem viveu a situação. Mas o filme preocupa-se em, a toda hora, mostrar o que tudo aquilo quer dizer em um país no qual grande parte da população não tem direito a recursos humanos básicos, em que o sistema carcerário funciona aquém daquilo esperado para se garantir o mínimo de direitos humanos, e aonde uma elite preconceituosa acha melhor exterminar bandido e morador de rua ao invés de pensar em formas de acabar com essa situação precária.</p>
<p>Sem focar sempre no que acontece no ônibus, o filme vai contando pequenas histórias de ex-colegas de rua de Sandro, denuncia situações esdrúxulas em prisões  e casas de reeducação social brasileiras, mostra como a opinião pública é completamente alienada e bárbara, e tenta convencer o espectador de que “as coisas não são bem assim”.</p>
<p>É certamente um filme que revolta e causa desconforto. E esses sentimentos são causados justamente porque o público sabe que tudo aquilo que está sendo falado ali na tela é verdade; que todos os debates ali propostos são sérios; que ninguém realmente nunca faz nada. As pessoas sabem que “ninguém faz nada pelos Sandros” do Brasil. O público que assiste a <em>Ônibus 174</em> tem consciência da realidade que não quer aceitar – por isso sai tão abalado do filme.</p>
<p>O que realmente acaba sendo irônico é que José Padilha, que tentou sacudir o brasileiro e abrir-lhe os olhos, não fez mais que causar um sentimento instantâneo nele; um falso moralismo momentâneo que perdura, no máximo, até a conversa no bar pós sessão de filme para a maioria. Muitos saem revoltados, querem mudar alguma coisa naquele momento, mas aí vão dormir, acordam no outro dia e fecham as portas para os milhares de Sandros que Padilha tentou mostrar. No fim, é difícil encontrar alguém que de fato esteja disposto a tentar mudar a situação. E aí o Brasil continua, até o ponto em que, possivelmente, estoure novamente a realidade e outro ônibus 174 aconteça.</p>
<p>&#160;</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Record lança R7 sem nada demais]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/09/27/record-lanca-r7-sem-nada-demais/</link>
<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 23:50:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/09/27/record-lanca-r7-sem-nada-demais/</guid>
<description><![CDATA[o R7, portal da Rede Record de televisão, não faz alusão ao G1 da Globo apenas no nome. todo o site ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>o R7, portal da Rede Record de televisão, não faz alusão ao G1 da Globo apenas no nome. todo o site parece uma cópia piorada do <em>globo.com</em>. a Record não se deu ao trabalho nem mesmo de mudar as fontes e a localização dos menus. até a cor azul da página da Globo foi copiada descaradamente.</p>
<p>em termos de conteúdo, ainda é muito cedo para falar do R7. provavelmente, espera-se que ao menos isso seja feito pela própria Record, sem copiar &#8211; ou, melhor dizendo, &#8220;inspirar-se&#8221; no concorrente. destronar o G1 é uma pretensão grandiosa demais à qual os bispos da Universal lançaram-se; é um jogo extremamente arriscado e que exigiria, no mínimo, originalidade na hora de lançar um <em>website</em>. no mundo online, já é sabido que &#8220;mais do mesmo&#8221; não tem atrativo nenhum.</p>
<p>parece, inclusive, que a Record pegou um pouco de cada concorrente e misturou tudo, o que resultou em uma página da web sem sal. as semelhanças com o portal IG &#8211; como era antigamente, mas também um pouco com o atual &#8211; também são explícitas.</p>
<p>que pelo menos o jornalismo do R7 consiga ser de enorme qualidade, porque, se não, não há graça nenhuma no portal que prometia mudar o jogo na <em>web</em> e fazer frente aos gigantes já consolidados. não dá para tentar revolucionar uma rede que, em sua essência, é absolutamente conservadora.</p>
<div id="attachment_313" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-313" title="R7" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/09/r7.jpg?w=300" alt="página principal do R7" width="300" height="145" /><p class="wp-caption-text">página principal do R7</p></div>
<div id="attachment_314" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-314" title="globo" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/09/globo.jpg?w=300" alt="página inicial da globo.com" width="300" height="144" /><p class="wp-caption-text">página inicial da globo.com</p></div>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resenha CD Tropicália]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/09/22/resenha-cd-tropicalia/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 13:10:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/09/22/resenha-cd-tropicalia/</guid>
<description><![CDATA[Chamar um CD como Tropicália ou Panis Et Circensis de psicodélico, louco, anárquico, é cair em um cl]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Chamar um CD como <em>Tropicália ou Panis Et Circensis </em>de psicodélico, louco, anárquico, é cair em um clichê sem fim sobre o movimento que marcou tão fortemente a formação cultural brasileira durante a ditadura militar. E, ainda assim, é quase impossível não recorrer a esses adjetivos tão comuns uma vez ou outra. <em>Tropicália</em> é um disco que começa sem começar, chega no seu meio perdido e termina como algo que tem um desfecho duvidoso. E ainda assim é genial.</p>
<p>No ano de 1968, enquanto era decretado o Ato Institucional de número 5, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé, Rogério Duprat e outros grandes nomes da MPB juntavam-se para gravar um dos “100 maiores discos da Música Brasileira” e, também, uma das maiores críticas da arte pela própria arte.</p>
<p>A primeira curiosidade da compilação é ter uma faixa que não é brasileira – em um disco que representa um movimento basicamente nacional de contestação artística popular. <em>Três Caravelas</em>, interpretada pelos grandes Caetano e Gil, é uma versão de João de Barro de <em>Las três Carabelas</em>, de Augusto Algueró e Moreau. Nada que comprometa o andamento da obra, mas atrai o olhar curioso de quem para para ouvir tendo como base todo o histórico do movimento tropicalista.</p>
<p>Quem escuta a <em>Tropicália </em>logo de começo depara-se com um CD difícil de engolir e digerir. Parece que não tem uma evolução linear. Começa com <em>Miserere Nóbis, </em>música bastante animada, e passa direto à interpretação arrastada de Caetano de <em>Coração Materno</em>. Logo em seguida, Os Mutantes voltam a colocar força na compilação com <em>Panis et Circensis </em>– ainda hoje lembrada e escutada com paixão -, e já aí o ouvinte entende que isso tudo pode não só ser proposital como bom no fim das contas.</p>
<p>A mistura de estilos brasileiros entre si e com influências estrangeiras fez da obra alvo de inúmeras críticas conservadoras. O que talvez tenha passado despercebido é que, talvez, tudo fosse proposital; mesmo o uso de guitarras elétricas e influências psicodélicas poderia ser a própria crítica do trabalho artístico. E, afinal, tudo serviu para dar à compilação sua cara extremamente brasileira: uma mistura de estilos e gêneros diferentes, faixas quentes, enfim, tropicais.</p>
<p>A sacada esperta da obra é que seu pano de fundo, seu fio condutor, está nas letras, não apenas nas melodias e/ou intérpretes. O que transforma o disco em fundamental são as músicas um tanto quanto estranhas, difíceis, “drogadas”. O que parece não ter sentido é aquilo que justamente faz de <em>Tropicália</em> uma obra contestatória tão lembrada. E é por isso que o não-sentido tem, afinal, toda a razão do mundo.</p>
<p><em>Parque Industrial </em>e <em>Geleia Geral, </em>que parecem jogadas em meio a um monte de músicas que, só aparentemente, não têm conexão alguma, retratam o brasileiro e o Brasil. País e povo. O desenvolvimento econômico e seus reflexos na primeira e, como o próprio nome da segunda dá a entender, a mistura que é o brasileiro – nossos costumes, folclores, crenças populares, etc. São duas faixas que criticam também o modo como a vida no País era conduzida.</p>
<p>A faixa <em>Parque Industrial </em>ironiza ainda com a realidade e com aquilo que se dizia que o Brasil era – ou, antes, aquilo em que estava se transformando. Não é à toa que a “grande festa em toda a nação” era por algo “made in Brazil”, com z mesmo. Nem nossa própria cultura caminhava por caminhos nacionais; a influência estadunidense irritava os mais conservadores expoentes da cultura popular brasileira. E a ditadura militar que se justificava pelos avanços econômicos via uma de suas piores críticas.</p>
<p>O desfecho do disco, um <em>Hino ao Senhor do Bonfim</em>, traz a ironia de transformar um símbolo do popular em soberano, em pátrio. Enquanto o Hino Nacional &#8211; e todos os outros – coloca o Estado acima de tudo e todos, sendo louvado e adorado, “idolatrado” com gritos de “salve, salve”, a última faixa é responsável por rearranjar isso colocando em evidência o que vem do povo, uma crença popular brasileira.</p>
<p>É uma pena que, hoje, apesar de sua enorme importância e influência na formação cultural da música brasileira, <em>Tropicália ou Panis et Circensis</em> tenha caído quase que em esquecimento. Talvez as pessoas não estejam mais acostumadas ao tipo de som – então não seria a hora de algo parecido vir para quebrar alguns parâmetros? Embora algumas faixas continuem vivas no popular nacional, a grande maioria perdeu-se no tempo. O próprio movimento cultural parece ter ficado no anonimato. Ainda assim, vale lembrar que esse ainda é, se não o primeiro deles, um dos discos que todo brasileiro tem que ouvir antes de morrer.</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tolerância das diferenças e as diferenças da tolerância]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/06/25/tolerancia-das-diferencas-e-as-diferencas-da-tolerancia/</link>
<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 23:51:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/06/25/tolerancia-das-diferencas-e-as-diferencas-da-tolerancia/</guid>
<description><![CDATA[teve ontem um seminário muito legal no Itaú Cultural, em São Paulo, sobre a tolerância religiosa ent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>teve ontem um seminário muito legal no Itaú Cultural, em São Paulo, sobre a tolerância religiosa entre Cristãos e Muçulmanos (no mundo inteiro, mas, mais especificamente, na Nigéria). a palestra foi dada por dois religiosos, o pastor James Wuye e o muçulmano Imam Ashafa, e faz parte do ciclo de debates <em>Antídoto</em></p>
<p>apesar do enorme romaticismo de ambos, a palestra ainda foi muito boa. foi uma aula sobre como grupos distintos, que geralmente não se entendem, podem chegar não somente a acordos, mas conviver em paz, principalmente em zonas de conflito constante como a Nigéria, país no qual islâmicos e cristãos são inimigos há anos.</p>
<p>o trabalho de James e Ashafa é inspirador. ex-militantes, eles resolveram acertar suas diferenças e lutar pela compreensão mútua entre os dois grupos religiosos que representam na Nigéria. seu trabalho foi crescendo e, hoje, eles militam pela Paz mundo afora, dando palestras e tentando convencer as pessoas de que etnias e religiões diferentes podem conviver.</p>
<p>claro, sendo ambos religiosos, era de se esperar que o conteúdo do seminário também o fosse. não que eles falassem apenas de religião, mas apelavam bastante para isso. nada demais, na minha opinião, mas algo que pode não agradar muitas pessoas &#8211; falo isso baseado nos comentários que ouvi pós-palestra. o mundo só não é tão romântico assim para receber bem duas pessoas que pregam o diálogo acima de tudo.</p>
<p>o <em>Antídoto</em> continua até este final de semana.</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Photographers, Reuters]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/05/28/photographers-reuters/</link>
<pubDate>Thu, 28 May 2009 01:16:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/05/28/photographers-reuters/</guid>
<description><![CDATA[para mim, o blogue mais sensacional do momento é o Photographers, da agência Reuters. a ideia é bem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>para mim, o blogue mais sensacional do momento é o <a href="http://blogs.reuters.com/photo/">Photographers</a>, da agência Reuters. a ideia é bem &#8220;simples&#8221;: os fotojornalistas da Reuters publicam suas melhores fotos, acompanhadas de texto. e o mais bacana de tudo é que os textos seguem bem aquele padrão jornalístico estadunidense: como se os jornalistas estivessem contando uma história, mas acompanhada das fotos &#8211; extremamente ilustrativas, claro.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-281" title="reuters photo" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/05/reuters-photo.jpg" alt="reuters photo" width="614" height="382" /></p>
<p>outro dia teve uma postagem que me fez levantar questionamentos acerca dos critérios de seleção de &#8220;melhor foto jornalística do mundo inteiro&#8221;, que aqueles prêmios costumam dar. não há uma foto do <a href="http://blogs.reuters.com/photo/">Photographers</a> que eu não ache incrível, e não há um post que seja sem graça. hoje mesmo, o jornalista Fayaz Kabli, enviado à Cashemira, fez uma postagem sobre o conflito na região, e quais são os principais desafios de um enviado à uma zona de conflito. uma das fotos mais impressionantes, para mim, é a terceira, que mostra um soldado sozinho contra uma multidão que está atacando pedras nele.</p>
<p>também acho bacana o conceito do blogue de não ser uma coisa estritamente jornalística. quero dizer que alguns fotógrafos, como Kabli, postam para também dar dicas a outros fotojornalistas, ou para simplesmente contar alguma experiência. além disso, os conteúdos nem sempre são sérios! os posts podem ser sobre qualquer coisa, o que importa mesmo são as imagens &#8211; elas que definem o assunto, elas que devem ser ótimas.</p>
<p>além de tudo, é um blogue, geralmente, descontraído e leve. por mais que hajam posts sobre guerras e algumas imagens fortes, o grosso são os textos leves e imagens interessantes. mesmo quando o fotógrafo está em uma região de conflito, algumas vezes ele conseguiu capturar alguma cotidianice do lugar, alguma curiosidade do povo local, enfim, nem sempre algo de ruim&#8230;</p>
<p>vale muitíssimo a pena acompanhar! assinem o <em>feed</em>.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[você faz xixi no banho?]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/05/07/voce-faz-xixi-no-banho/</link>
<pubDate>Thu, 07 May 2009 01:01:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/05/07/voce-faz-xixi-no-banho/</guid>
<description><![CDATA[são maravilhas de campanhas como essa que fazem o dia de todos mais alegre. ainda bem que meu irmão ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>são maravilhas de campanhas como essa que fazem o dia de todos mais alegre. ainda bem que meu irmão colocou no Twitter!</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.xixinobanho.com.br/" target="_blank">http://www.xixinobanho.com.br</a>/</p>
<p>o site &#8211; e a campanha &#8211; é da entidade SOS Mata Atlântica, que luta pela defesa ambiental. a ideia é simples: fazendo xixi durante o banho &#8211; e convenhamos, muita gente aí deve fazer -, a pessoa economiza, diariamente, 12 litros de água &#8211; uma descarga. imaginem se todos fizessem isso?</p>
<p>tá ok, parece nojento. quando ouve-se da primeira vez realmente não dá uma boa impressão. mas, como bem explica a campanha, todo o repúdio à prática foi criado, na verdade, pelo imaginário popular. a urina não traz doença, não é nojenta &#8211; quase 95% de água &#8211; e não afeta em nada. claro que ninguém está manjando fazer xixi no próprio pé! é só mirar no ralo!</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.xixinobanho.com.br/" target="_blank"></a></p>
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[quando o erro passa desapercebido...]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/04/10/quando-o-erro-passa-desapercebido/</link>
<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 18:55:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/04/10/quando-o-erro-passa-desapercebido/</guid>
<description><![CDATA[quem assina a revista Veja deve ter se surpreendido com a edição desta semana, datada de 15 de Abril]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>quem assina a revista <em>Veja </em>deve ter se surpreendido com a edição desta semana, datada de 15 de Abril. a capa, que promete falar do novo sistema de vestibular, é mais enganosa do que parece, porque a revista não fala disso. aliás, a revista <em>Veja</em> desta semana não tem nenhum texto que valha realmente a pena ler, e sabem por quê? porque a versão impressa e entregue aos leitores é de 4 de Março!</p>
<div id="attachment_271" class="wp-caption alignright" style="width: 458px"><img class="size-full wp-image-271 " title="snapshot_20090410" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/04/snapshot_20090410.jpg" alt="a Veja de &#34;15 de Abril&#34;...parece mais piadinha de 1º de Abril com atraso!" width="448" height="336" /><p class="wp-caption-text">a Veja de &#34;15 de Abril&#34;...parece mais piadinha de 1º de Abril com atraso!</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>sim, seria de se aceitar que um jornalista errasse uma matéria e esta passasse desapercebida em uma &#8220;reimpressão&#8221;. mas errar uma revista INTEIRA?!</p>
<p>comecei a perceber o erro quando reparei que muitas das fotos estavam repetidas. não gosto de ler a <em>Veja</em>, mas sempre a folheio. fui vendo e pensando &#8220;nossa, eles não têm nem criatividade para mudar as fotos das matérias&#8221;. mas aí vi uma nota sobre o carnaval. na próxima página, uma matéria que eu tinha certeza que já tinha lido. aí pensei &#8220;gente, que <em>dejavu</em> forte esse! vou jogar na mega-sena!&#8221;.</p>
<p>não deu para jogar na loteria. o problema era com a revista mesmo. fui olhar no rodapé de cada página e praticamente 90% da revista estava datada como sendo do dia 4 de Março. e não era erro na data. era mesmo a versão desse dia.</p>
<p>como eu já disse: ok a pessoa errar uma matéria, uma nota, uma foto. às vezes o editor está cansado. mas duvido muito que ele mantenha seu cargo depois de estragar uma revista por completo. e a confusão não foi nem de uma semana para a outra! foi com um mês de diferença entre as versões impressas!</p>
<p> </p>
<div id="attachment_272" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img class="size-full wp-image-272" title="snapshot_20090410_2" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/04/snapshot_20090410_2.jpg" alt="não sei se vai dar pra ler, mas dá pra ver que é a mesma capa e a data da matéria é 4/3" width="480" height="640" /><p class="wp-caption-text">não sei se vai dar pra ler, mas dá pra ver que é a mesma capa e a data da matéria é 4/3</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>não sei o que a <em>Veja</em> fará para consertar isso, se eles pedirão desculpas ou o quê. tenho quase certeza de que o problema foi geral, porque vi mais de um exemplar errado. agora a gente só ri da cagada e lamenta ser esse o nível do jornalismo deste país, em que uma das princiapais revistas de circulação nacional da uma reimprimida de uma versão do mês passado.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_273" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-full wp-image-273" title="snapshot_20090410_3" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/04/snapshot_20090410_3.jpg" alt="pra quem achar que é brincadeira, pegue a revista de 4/3 e veja se essa matéria e essa foto num aparecem lá também" width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">pra quem achar que é brincadeira, pegue a revista de 4/3 e veja se essa matéria e essa foto num aparecem lá também</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>dá-lhe!</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o show do ano (que ainda nem começou direito)]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/03/24/o-show-do-ano-que-ainda-nem-comecou-direito/</link>
<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 22:07:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Thom Yorke ao piano: o ápice da música contemporânea   são 22h &#8211; no meu relógio, inclusive, um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_261" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-261" title="dsc00009" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/03/dsc00009.jpg?w=300" alt="Thom Yorke ao piano: o ápice da música contemporânea" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Thom Yorke ao piano: o ápice da música contemporânea</p></div>
<p> </p>
<p>são 22h &#8211; no meu relógio, inclusive, um pouco antes disso. as luzes do palco do festival <em>Just A Fest</em> se apagam e o público começa a delirar. é o <em>Radiohead </em>que está entrando. é Thom Yorke que chega à frente do palco para saudar os brasileiros &#8211; muito embora sem falar nada por enquanto. aí que começa, com <em>15 steps</em>, a apoteose indie nacional, o ápice de todas aquelas 30 mil pessoas que se reuniram na Chácara do Jockey, em São Paulo, para conferir o show tão prometido e nunca realizado até então.</p>
<div id="attachment_262" class="wp-caption alignright" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-262 " title="dsc00012" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/03/dsc00012.jpg" alt="o show do ano. alguém consegue bater?" width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">o show do ano. alguém consegue bater?</p></div>
<p> </p>
<p>não há palavras exatas que me venham à cabeça para descrever o show do ano. não por frescura, mas eu simplesmente não me lembro da apresentação. a dose de adrenalina e emoção foi tanta que é como se eu não estivesse ali naquele espaço. e, confesso, eu NÃO sou fã ardoroso de Radiohead, e, se soube cantar 10 músicas, foi demais &#8211; foram 26 ao total.</p>
<p>do momento em que entrou, até quando saiu oficialmente, afinal, foram 3 <em>bis</em>, o Radiohead emocionou, alegrou e contagiou o público. gente do Brasil inteiro tinha vindo para ver a apresentação histórica que, na minha opinião, está entre as 5 melhores de todos os tempos. e Thom Yorke e companhia certamente devem ter se emocionado com o calor e receptividade brasileiros, depois de tantos anos de espera ansiosa.</p>
<p>em três músicas, que eu realmente não lembro quais &#8211; volto a dizer: apaguei da minha memória, só lembro da sensação-, o grupo já tinha parado de cantar quando as possíveis 30 mil pessoas na Chácara do Jockey entoaram um coro arrepiante e continuaram a música. em um dos momentos, Yorke voltou a música e a banda acompanhou, perplexa, os fãs. era engraçado, principalmente para quem estava mais à frente, notar a expressão dos músicos, que não paravam de apaludir o público e emocionavam-se conosco. (o brasileiro não fez feio, huh?)</p>
<p>havia um sentimento, aliás, de se estar em um arco-íris, ou melhor, em vários arco-íris. sem exageros, mas a música do Radiohead levava as pessoas para outra dimensão, bem mais leve e colorida.</p>
<div id="attachment_263" class="wp-caption alignleft" style="width: 501px"><img class="size-full wp-image-263  " title="dsc00018" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/03/dsc00018.jpg" alt="show, literalmente, In Rainbows" width="491" height="369" /><p class="wp-caption-text">show, literalmente, In Rainbows</p></div>
<p> </p>
<p>claro, todo o conjunto da obra ajudou o Radiohead a consagrar-se como &#8220;a apresentação do ano&#8221;. a montagem do palco e as luzes deram um toque especial a mais às canções &#8211; dramático e emocionante. surreal era estar vendo o Radiohead no Brasil em meio a uma confusão de luzes - <em>In Rainbows?</em> - e de sensações. as cores das luzes mudavam a cada música, e atingiram seu ápice ao final do show, quando, maestrosamente, o Radiohead tocou seu maior hit, <em>Creep</em>, e os canhões de luz que ficavam atrás da banda estouraram em diversas cores. outro momento que, embora eu quisesse muito lembrar e ter registrado em minha memória, não sei como foi. aliás, sei, porque lembro da sensação, da emoção, da beleza, mas não fisicamente das luzes.</p>
<p>o curioso da apresentação do Radiohead é que estava clara toda a importância daquele show. havia gente ali que era fã, meio fã, fã fervoroso, e gente que nem gostava tanto, mas queria ver o Radiohead porque era o Radiohead, porque eles estavam, finalmente, no Brasil.</p>
<div id="attachment_267" class="wp-caption alignright" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-267  " title="dsc000222" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/03/dsc000222.jpg" alt="o momento emocionante em que Thom Yorke tocou &#34;Eveything In It's Right Place&#34;" width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">o momento emocionante em que Thom Yorke tocou &#34;Eveything In It&#39;s Right Place&#34;</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>não tem como negar que, mesmo o ano mal tendo começado, dificilmente alguém baterá o Radiohead. 2009 já é deles. e é deles porque seus shows aqui, antes de mais nada, estavam carregados dessa simbologia especial: a primeira vez que eles vinham ao País. também porque Radiohead é sinônimo de <em>indie </em>E de <em>rock</em><em>. </em>e, claro, porque eles não deixaram nada a desejar ao seu público e fizeram apresentações memoráveis, tanto no Rio quanto em São Paulo.</p>
<p>não há descrição boa o suficiente que explique o que foi esse show. não há fã que consiga pôr em palavras o que sentiu no dia 22 de Março de 2009. não existe ninguém que estivesse ali que possa dizer, efetivamente &#8220;o show foi assim&#8221; ou &#8220;assado&#8221;. e não porque não queiram ou não sejam bons o suficiente, mas porque, imagino que vão concordar, é impossível. impossível porque, nessa noite de 22 de Março, o Radiohead tomou conta deles, do corpo de cada um, e só nos largou ao som de <em>Creep</em>, quando todos já se desesperavam pelo fim de algo que poderia ter sido infinito.</p>
<div id="attachment_264" class="wp-caption aligncenter" style="width: 727px"><img class="size-full wp-image-264 " title="dsc00019" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2009/03/dsc00019.jpg" alt="&#34;no matter how it ends. no matter how it starts&#34;" width="717" height="538" /><p class="wp-caption-text">&#34;no matter how it ends. no matter how it starts&#34;</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[um tal de "sexo" e um escritor que odeia seu país]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/03/22/um-tal-de-sexo-e-um-escritor-que-odeia-seu-pais/</link>
<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 01:18:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[quinta-feira, na faculdade, o escritor e publicitário André Sant&#8217;Anna foi dar uma palestra ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>quinta-feira, na faculdade, o escritor e publicitário André Sant&#8217;Anna foi dar uma palestra &#8211; seguida de uma coletiva &#8211; sobre um livro seu até que meio polêmico: Sexo. a obra, em si, confusa e um tanto quanto nojenta &#8211; muito embora esse fosse o intuito, aparentemente &#8211; não me chamou a atenção. depois de ler, tudo o que eu queria era falar com a pessoa que tinha se dado ao trabalho de escrever aquilo. (lembro, inclusive, que uma das perguntas que queria fazer era &#8220;qual o propósito de escrever isso?&#8221;. mas não perguntei.)</p>
<p>como o próprio André Sant&#8217;Anna falou em seu discurso, a internet é mesmo um meio livre em que qualquer um pode resenhar e criticar o que quiser. pois bem. eu admito que já não tinha gostado do livro, mas estava super curioso sobre o autor. até ele começar a falar.</p>
<p>André Sant&#8217;Anna me perdeu completamente quando resolveu entrar no discurso típico do &#8220;a grama do vizinho é sempre mais verde&#8221;. comentando sobre seu livro, resolveu explicar suas motivações para escrevê-lo, que iam desde um ódio inexplicável pelo Brasil ao fato de, aqui, &#8220;ser um fato que negros, pobres, fedem, afinal, passam o dia inteiro trabalhando, pegam ônibus e, portanto, fedem&#8221;. como sou jornalista, devo explicar que a frase tinha um contexto, para não parecer que ele foi extremamente racista! o escritor comentava um dos personagens do livro, um negro, que fede.</p>
<p>bom, como aluno, nós bem sabemos que não podemos simplesmente falar o que nos vem à cabeça sem temer retaliação, portanto fiquei calado. mas eu não enxergo a ligação entre ser negro, trabalhar e feder. então negro pobre trabalha só em áreas que o fariam, devido ao esforço físico, suar e feder? ou são todos os negros pobres que têm um &#8220;subtrabalho&#8221; desse tipo? tudo bem, eu entendo que ele não quis ofender e nem ser racista. longe disso. mas cuidado com as palavras é pouco.</p>
<p>o que mais me irritou nem foi isso. foi quando começou o discurso anti-brasil. porque aqui as pessoas &#8220;finjem ser o que não são&#8221;; brasileiro é, naturalmente, ignorante, sofredor e gosta de se fazer passar por feliz. enfim, depois de 2 dias, já não consigo lembrar exatamente o que ele falou, mas em suma, aqui as pessoas cometem as maiores barbáries e atrocidades, enquanto que, no resto do mundo &#8211; Europa e EUA, imagino, que é o resto do mundo pra muita gente -, as pessoas são civilizadas. o brasileiro seria &#8220;falso moralista&#8221;, preconceituoso, malandro demais. e ainda enganamos a nós mesmo com campanhas do tipo &#8220;o melhor do Brasil é o brasileiro&#8221; e &#8220;brasileiro não desiste nunca&#8221;. para o André, as pessoas supervalorizam o Brasil e o brasileiro.</p>
<p>o mundo não é 8 nem 80, como diz o ditado. esse patriotismo extremado é mesmo estúpido. também o é esse ódio em demasia pelo próprio país. essa autocrítica e mania de sempre se referir ao Brasil como lugar horrível aonde a devassidão e a sexualidade - carnaval - são quase que lemas de vida do povo, enquanto que na Europa todos são super comportado e fino, é simplesmente coisa fraca demais. ao meu ver, o brasileiro sabe sim ser feliz. o carnaval, só por meio de exemplificação, é a cultura do nosso país, gostemos ou não. isso nos define brasileiros. e, sinceramente, há uma frase sobre cultura que devia ser cravada na mente de todas as pessoas: &#8220;nada é melhor, nada é pior. tudo é diferente&#8221;.</p>
<p>tocar no assunto cultura e brasilidade comigo é pedir para: ou sair brigado, ou sair melhores amigos. não só porque eu trabalho com isso em uma ONG, inclusive, mas porque eu faço sim parte dos que acreditam no potencial do País. e odeio quem critica nesse nível, principalmente quando começam a argumentar coisas sem sentido e sem embasamento. se o brasileiro tem um defeito, não é ser pobre de cultura. porque isso não o somos. é ser muito autocrítico e ter essa mania estúpida de achar o outro sempre melhor. ninguém é perfeito. nem os alemães.</p>
<p>André Sant&#8217;Anna definitivamente me perdeu quando resolveu entrar no assunto. mas tudo bem. cada um tem sua opinião. do mesmo jeito que eu não gosto desse tipo de gente, ele deixou claro que não gosta de gente como eu. ficamos quites. meu problema não está com a crítica em si, mas com os argumentos. crítica é sempre boa de ser ouvida!</p>
<p>sobre a obra dele, simplesmente devo dizer para lerem o livro &#8220;Sexo&#8221; e tirarem suas próprias conclusões. pessoalmente, não gostei do livro. mas já não tinha gostado antes de conhecer o autor. talvez outro de seus romances sejam bons. este, para mim, não é. e não é porque eu não gostei do estilo, nada com o conteúdo.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2 dias de barbárie]]></title>
<link>http://faroldealexandria.wordpress.com/2009/03/11/2-dias-de-barbarie/</link>
<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 23:59:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://faroldealexandria.wordpress.com/2009/03/11/2-dias-de-barbarie/</guid>
<description><![CDATA[Tim K., 17 anos, alemão. Michael McLendon, 27, estadunidense. E aparentemente esses dois rapazes não]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tim K., 17 anos, alemão. Michael McLendon, 27, estadunidense. E aparentemente esses dois rapazes não têm ligação nenhuma entre um e outro, não fosse o fato de, na terça &#8211; um deles &#8211; e na quarta &#8211; o outro &#8211; terem aberto fogo contra inocentes e matado uma dezena ou mais de pessoas.</p>
<p>Os dois eram pessoas aparentemente normais, sem nenhum antecedente criminal, sem nenhum sinal de loucura ou sem nunca terem demonstrado que poderiam cometer um crime de tamanha frieza. McLendon era descrito como &#8220;legal e sossegado&#8221;, enquanto que Tim era um rapaz de notas exemplares e filho de um (provavelmente bem sucedido) empresário alemão. Os dois, portanto, não tinham nada de estranho, ou pelo menos nada foi descoberto ainda.</p>
<p>Mesmo assim, Tim e McLendon assassinaram a sangue frio um total de 16 vítimas em um intervalo menor a 24 horas. E o segundo ainda suicidou-se, adicionando mais um sangrento número à triste notícia que percorreu os principais jornais do mundo.</p>
<p>Sem antecedentes, sem nenhuma suspeita de que viriam a cometer tal ato, os dois aparentemente &#8220;surtaram&#8221;. Acordaram por algum motivo não sabido e resolveram pegar suas armas. E qual poderia ser o mais cruel, o mais chocante? Um adolescente que mata 16 pessoas &#8211; a maioria mulheres &#8211; sem falar nada, vestido de uniforme militar preto, ou um homem já feito que, não satisfeito em matar a própria mãe, atira em seus dois cachorros e os queima junto ao corpo daquela que lhe trouxe à luz?</p>
<p>Os dois casos são espantosamente bárbaros, e certamente não há como compará-los, nem dizer qual foi mais cruel. O que intriga é entender o que motivou essas duas pessoas, que poderiam ser qualquer vizinho nosso, qualquer amigo, aparentemente. Que motivos levam um adolescente e um homem de 27 anos e matarem tanta gente sem nunca ter feito mal a uma mosca? E mesmo que fique descoberto que os dois tinham tendências psicopatas, o que acontece hoje que, não só nos EUA, mas na Europa, continente tido geralmente como mais &#8220;normal&#8221; e &#8220;educado&#8221;, as pessoas simplesmente &#8220;surtem&#8221;?</p>
<p>Tem algo de muito estranho com o mundo&#8230;E as pessoas, não importa mais a idade, estão ficando cada dia mais cruéis&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[um curioso caso]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2009/03/02/um-curioso-caso/</link>
<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 13:40:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2009/03/02/um-curioso-caso/</guid>
<description><![CDATA[o meu mais novo &#8220;queridinho&#8221; dos cinemas é o tal do Bejamin Button. fui assistir ao film]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>o meu mais novo &#8220;queridinho&#8221; dos cinemas é o tal do Bejamin Button. fui assistir ao filme somente ontem, em um desses tediosos domingos. e não me arrependi.</p>
<p>na verdade eu já estava querendo ver O Curioso Caso desde que vi o trailer na TV. exatamente por ter ficado curioso com aquilo! um cara que rejuvenesce ao invés de envelhecer? e principalmente: como diabos eles conseguiram fazer o Brad Pitt parecer um moleque de 20 anos?!</p>
<p>outra de minhas dúvidas, que é explicada bem ao início do filme, era como uma pessoa poderia nascer velha? ele ia sair como da barriga da mãe? mas não, o Bejamin Button não nasce velho exatamente. ele nasce um bebê. só que com as características de um velho. (e, o mais curioso de tudo é que ele morre bebê também).</p>
<p>o filme certamente desperta umas sensações estranhas em quem assiste. aqueles que têm medo de envelhecer não vão gostar muito, acho. mas mesmo quem é desencanado com essas besteiras sai pensativo. afinal, como é dito em uma das cenas, no final nós todos viramos &#8220;crianças&#8221;, de certa forma, e precisamos que alguém cuide de nós.</p>
<p>e o filme não é bom só pelo apelo filosófico. a história é ótima &#8211; quase não dá para sentir as quase 3 horas de filmagem &#8211; e os atores estão muito bem. a única coisa que confesso não ter entendido é o contexto &#8220;Furacão Katrina&#8221; do filme. a história inteira na verdade é em <em>flashback, </em>pois é uma filha lendo o diário de Benjamin para sua mãe &#8211; e elas, no presente, estão em um hospital enquanto o furacão se aproxima.</p>
<p>vale totalmente a pena ver, de qualquer forma. vá sair lá do cinema e colocar esse cérebro para raciocinar um pouco e ver o que realmente significa envelhecer.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[day and age]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/11/24/day-and-age/</link>
<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 10:34:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/11/24/day-and-age/</guid>
<description><![CDATA[já está disponível pelo iTunes (e apenas por lá) o CD novo dos norte-americanos The Killers. o álbum]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>já está disponível pelo iTunes (e apenas por lá) o CD novo dos norte-americanos The Killers. o álbum é o terceiro deles e o quarto lançado pela banda &#8211; lembrando sempre que Sawdust, o último trabalho, era só uma coletânea de raridades e <em>b-sides.</em></p>
<p>tentei por aqui procurar o CD nas lojas brasileiras, mas apenas o submarino está vendendo, e na verdade está fazendo uma pré-venda, pois o lançamento oficial no Brasil está previsto para 1/12. por enquanto, só quem quiser pagar para baixar as músicas pelo iTunes mesmo&#8230;mas ter o CD é sempre melhor, né?</p>
<div id="attachment_233" class="wp-caption alignright" style="width: 262px"><a href="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/11/21459199_4.jpg"><img class="size-full wp-image-233" title="21459199_4" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/11/21459199_4.jpg" alt="capa do novo álbum do The Killers" width="252" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">capa do novo álbum do The Killers</p></div>
<p>esse terceiro álbum já será lançado com dois grandes hits, <em>Human </em>e<em> Spaceman</em>, os dois singles lançados recentemente. além disso, será um disco totalmente diferente de qualquer outra coisa que o Killers já tenha feito, segundo afirmou o próprio vocalista da banda, Brandon Flowers. desta vez eles resolveram ficar muito mais eletrônico, o que já parece ser uma tendência para essas bandas indie, e dançantes.</p>
<p>será que desta vez emplaca?</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[as eleições que ninguém viu nos EUA...]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/11/05/as-eleicoes-que-ninguem-viu-nos-eua/</link>
<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 12:13:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/11/05/as-eleicoes-que-ninguem-viu-nos-eua/</guid>
<description><![CDATA[sim. Barack Obama foi eleito o novo presidente dos EUA. as eleições do país também foram uma das mai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>sim. Barack Obama foi eleito o novo presidente dos EUA. as eleições do país também foram uma das maiores em número de eleitores. sim, o mundo agora pode ficar mais tranquilo com a eleição do primeiro negro a ocupar o cargo máximo no mundo &#8211; não é, afinal? mas o que ninguém está lembrando é que não foram apenas eleições presidenciais que ocorreram nesta terça-feira nos Estados Unidos da América; diversos Estados votaram também assuntos muito mais importantes e polêmicos que decidir quem continuará como chefe máximo da maior potência mundial.</p>
<p>na Flórida, no Arkansas, na Califórnia e no Arizona, os revolucionários estadunidenses, os mesmos que elegeram Barack Obama seu primeiro presidente negro e descendente de africanos, regrediram no que diz respeito à democracia. nesses 4 Estados, foi votada também a chamada Proposition 8 (Prop. 8, ou proposição 8 em Português), que torna ilegal o casamento entre homossexuais. e os agora tão compreensivos cidadãos dos EUA, que elegeram um negro, votaram pelo &#8220;não&#8221;, ou seja, pela ilegalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, tornando a prática não só ilegal mas, agora, impossível de ser executada. a partir de hoje, essa também minoria da população regride no tempo e em seus direitos.</p>
<p>já no Colorado e na Dakota do Sul, a população votou contra o aborto. não é ruim nem bom. até hoje ainda há grandes discussões no mundo inteiro acerca do assunto. mas proibir o aborto não é também regredir na &#8220;democracia&#8221;? afinal, não teria a mulher seu direito de recusar um filho indesejado ou o qual vá nascer já fadado à morte devido a alguma doença?</p>
<p>o exemplo de &#8220;democracia&#8221; tão disseminado pelos EUA não é lá isso que todos pensam. sim, agora podemos todos respirar aliviados com o fato de que Obama foi eleito, mas não se consegue mudar, de uma hora para a outra, a mentalidade de todo um povo desacostumado às diferenças&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[novas...raves? neon neon+klaxons]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/24/novasraves-neon-neonklaxons/</link>
<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 19:46:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/24/novasraves-neon-neonklaxons/</guid>
<description><![CDATA[Klaxons: show vazio mas animado e ontem os produtores do Tim tinham mais motivos ainda para sentirem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_203" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/10/dsc00085.jpg"><img class="size-medium wp-image-203" title="dsc00085" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/dsc00085.jpg?w=300" alt="show vazio mas animado" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Klaxons: show vazio mas animado</p></div>
<p>e ontem os produtores do Tim tinham mais motivos ainda para sentirem-se péssimos: se no dia do Kanye West o Ibirapuera parecia vazio, ontem então nem se comentava. se tivessem 200 pessoas, tinha muito. e o show do Neon Neon não animou muito ninguém. bom, pelo menos não até entrar um cara gordinho vestido excentricamente e botar o povo pra cima &#8211; foi o ápice do show.</p>
<p>depois de mais um tempinho esperando, já com o Ibirapuera um pouco mais cheio na parte da frente do palco, entraram os garotos do Klaxons, todos vestidos de forma bem&#8230;à la mode. uma amiga chegou a comentar que as roupas eram &#8220;o sonho de qualquer mulher&#8221;. mas ok, os caras ousaram.</p>
<p>e aí sim parecia que aquele lugar viria abaixo. quem estava na frente não precisava nem pular: o tablado construído cedia tanto aos pulos do público que ficando parado você já era lançado ao ar. e o público cantou aos berros os hits <em>Golden Skans, Magick, Atlantis to Interzone, Gravity&#8217;s Rainbow </em>e <em>It&#8217;s Not Over Yet. </em>a cada uma dessas músicas parecia que o parque viria abaixo (para quem estava lá na frente).</p>
<div id="attachment_204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/10/dsc00087.jpg"><img class="size-large wp-image-204 " title="dsc00087" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/dsc00087.jpg?w=1024" alt="o simpático tecladista, que também é o vocal responsável pelas vozes mais agudas nas músicas" width="614" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">o simpático tecladista, que também é o vocal responsável pelas vozes mais agudas nas músicas</p></div>
<p> </p>
<p>foi um show espetacular, mesmo que para poucas pessoas. como o do LCD SoundSystem ano passado!</p>
<p>e os caras do Klaxons realmente mandam muito bem no palco. não falam muito, de um jeito bem indie</p>
<div id="attachment_206" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/10/dsc000891.jpg"><img class="size-medium wp-image-206" title="dsc000891" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/dsc000891.jpg?w=300" alt="momento da música &#34;Gravity's Rainbow&#34;" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">momento da música </p></div>
<p> (apesar de serem rotulados como &#8220;new rave&#8221;) de ser. mas tudo o que fazem é louco. aliás, o rótulo &#8220;new rave&#8221; fica bem explicado depois do show. é simplesmente louco. e eles ainda são simpáticos! o tecladista não parava de olhar a platéia e rir. e como todo moleque novo, eles ainda ficavam fazendo piadas e rindo entre uma música e outra.</p>
<p> </p>
<p>valeu cada centavo gasto, mesmo tendo sido caro.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kanye West por mais...muito mais!]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/23/kanye-west-por-maismuito-mais/</link>
<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 19:34:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/23/kanye-west-por-maismuito-mais/</guid>
<description><![CDATA[o primeiro dos grandes shows do Tim Festival, festival de música brasileiro que este ano traz as gra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>o primeiro dos grandes shows do Tim Festival, festival de música brasileiro que este ano traz as grandes atrações para o Rio e para São Paulo, foi também cheio de revelaçõezinhas um tanto quanto incômodas para os organizadores. apesar de tudo, há que se dizer que o show de Kanye West, ontem, em São Paulo, foi um dos acontecimentos do ano.</p>
<p> </p>
<div id="attachment_199" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/10/dsc00057.jpg"><img class="size-medium wp-image-199" title="dsc00057" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/dsc00057.jpg?w=300" alt="Kanye e sua nave comandam uma das noites mais animadas do Tim" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Kanye e sua nave comandam uma das noites mais animadas do Tim</p></div>
<p>com uma história estranha, o show é cheio de pirotecnias e loucuras no palco, que troca a cada música, praticamente. o espetáculo começa com um telão mostrando estrelas e uma voz mandando alguém &#8220;acordar&#8221;. logo vê-se que se trata de uma nave espacial e quem tem que acordar é Kanye, que durante todo o show não só canta como leva em frente a encenação.</p>
<p> </p>
<p>e por aí vão vários dos hits deles misturados com a história que tem direito até a dinossauros que o comem vivo no palco. tudo muito bonito e super produzido.</p>
<p>e aí vem o Kanye, já perto do final, depois de ter cantado o super hit &#8220;Stronger&#8221;, que quase deve ter trazido abaixo o Ibirapuera apesar dos menos de 2 mil espectadores, conversar com o público amigo. conversa vai, conversa vem &#8211; sempre com as pessoas aplaudindo a cada vez que ele falava &#8220;Brazil&#8221; -, o rapper decide explicar porquê veio ao País. e é aí que os organizadores do Tim devem ter ficado descabelados, se é que algum deles entendeu o que Kanye West falou. segundo o rapper, vir ao Brasil não estava em seus planos, &#8220;mas aí&#8221;, continuou ele, &#8220;os produtores resolveram me pagar MUITO mais do que eu peço para montar este palco aqui&#8221;. tenham notado o tom bem irônico que ele usou quando referiu-se ao palco, querendo dizer que realmente não valia taaaanto assim.</p>
<div id="attachment_200" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/10/dsc00074.jpg"><img class="size-medium wp-image-200" title="dsc00074" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/dsc00074.jpg?w=300" alt="Kanye cantando &#34;Gold Digger&#34;" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Kanye cantando &#34;Gold Digger&#34;</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>bom, agora todos sabemos o motivo de o ingresso para o show dele ter sido tão absurdamente caro. os produtores do Tim pagaram uma quantia enorme que mesmo o próprio Kanye não pede&#8230;tudo para trazê-lo ao Brasil&#8230;enquanto isso, tem o Planeta Terra aí, custando meros R$ 40&#8230;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[os et's que ninguém viu]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/15/os-ets-que-ninguem-viu/</link>
<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 01:42:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[14 de Outubro de 2008. o dia em que uma nave espacial da auto-denominada Federação Da Luz deveria te]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>14 de Outubro de 2008. o dia em que uma nave espacial da auto-denominada <em>Federação Da Luz </em>deveria ter &#8220;estacionado&#8221; na atmosfera terrestre e estaria visível em qualquer lugar do hemisféio sul. pelo menos isso foi o que o vídeo abaixo, viral, espalhado via YouTube, afirmou. e ele foi visto por milhares de pessoas. mas alguém aí viu a nave?</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/khZQHyVD88s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/khZQHyVD88s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>eu sempre achei que fosse do pensamento de que se deve respeitar todo e qualquer tipo de crença ou religião. mas aí isso já acho meio patético. tudo bem que tem quem acredite em elfos domésticos &#8211; há em um dos episódio de <em>Trading Spouses </em>uma família que leva isso bem a sério -, mas divulgar um vídeo na internet desses? e ainda tem gente que acredita.</p>
<p>o curioso mesmo é que, com as facilidades da internet e da Web 2.0, esse tipo de coisa perdeu a graça. imaginem 1938, quando Orson Welles narrou a invasão de alienígenas ao planeta. hoje não teria o mesmo impacto. não sei se as pessoas estão ficando descrentes ou se a informação é tanta e tão fácil de ser checada que não causa mais espanto!</p>
<p>pelo menos o viral serviu para mostrar a força e a rapidez com que as coisas espalham-se hoje: no Twitter, todos perguntavam-se sobre os etês. no youtube é desnecessário comentar, pois quase todos assistiram ao vídeo. diversos blogues comentaram o assunto, e nesse meio do povo ligado à web, não teve quem não falasse sobre isso.</p>
<p>agora resta-nos esperar a desculpa ou então que um ovni apareça misteriosamente entre hoje e sexta.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[novidade do orkut]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/10/novidade-do-orkut/</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 16:07:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/10/10/novidade-do-orkut/</guid>
<description><![CDATA[quem já se deu ao trabalho de mexer pelo Orkut e fuçá-lo deve ter percebido várias mudanças na rede ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>quem já se deu ao trabalho de mexer pelo Orkut e fuçá-lo deve ter percebido várias mudanças na rede de relacionamentos. cada vez mais próximo daquilo que é o Facebook, o orkut agora possui comentários nas fotos, os álbuns fotográficos estão com cara diferente, há os aplicativos e um negócinho ali chamado eventos.</p>
<p>o Facebook é uma rede de relacionamentos bastante usada na Europa e que entrou aqui no Brasil pelos moderninhos que queriam ter outra página em rede de relacionamento que não orkut. lá, todas essas coisas já eram comuns, e o Google parece ter verificado que os brasileiros que também tinham Facebook divertiam-se mais com todas as futricagens. o gigante da internet foi lá, e, pouco a pouco, foi adaptando-se à nova realidade, deixando o orkut mais interativo.</p>
<div id="attachment_183" class="wp-caption aligncenter" style="width: 661px"><a href="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/imagem.jpg"><img class="size-full wp-image-183" title="imagem" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/10/imagem.jpg" alt="fotos na vertical e aplicativos" width="651" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">novidades do orkut para deixá-lo mais legal de navegar: fotos na vertical e aplicativos</p></div>
<p>hoje, muito mais fácil e gostoso de usar, o orkut começa a eliminar toda e qualquer concorrência sugando tudo o que ela tiver de bom. quem usava Facebook, no Brasil, ou era porque tinha amigos estrangeiros ou porque queria usar um programa diferente. agora que ele não é mais tão diferente assim, sobra só o primeiro grupo. e é o Google tomando conta da internet.</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O separatismo na Geórgia]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/19/o_separatismo_na_georgia/</link>
<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 18:31:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/19/o_separatismo_na_georgia/</guid>
<description><![CDATA[Percebi já há algum tempo que muitas das pessoas que caem aqui no blogue estavam buscando informaçõe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Percebi já há algum tempo que muitas das pessoas que caem aqui no blogue estavam buscando informações sobre os reais motivos para as províncias separatistas da Geórgia &#8211; Abkházia e Ossétia do Sul &#8211; quererem a independência. Tendo isso em vista, resolvi iluminar um pouco o caminho.</p>
<p>Não sei muito aprofundadamente o que acontece na região porque não vivo lá, mas interesso-me o suficiente sobre o assunto para acompanhá-lo de perto nos jornais do mundo. E o máximo que posso dar de opinião sobre tudo isso é baseado na minha experiência própria de uma pessoa que viveu na Bélgica, um país que, talvez até mais que Geórgia, está emergido em uma de suas piores crises políticas históricas por causa de movimentos separatistas.</p>
<div id="attachment_151" class="wp-caption alignleft" style="width: 293px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/09/vlaanderen-map.jpg"><img class="size-medium wp-image-151" title="vlaanderen-map" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/09/vlaanderen-map.jpg?w=283" alt="Reprodução)" width="283" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa flamengo da Bélgica que mostra como eles dividem o país entre Flandres, cujas cidades estão detalhadas, e &#34;região da Valônia&#34; (Foto: Reprodução)</p></div>
<p>Na Bélgica a situação é a seguinte: há três regiões geográficas no país, divididas em três línguas e etnias diferentes. Ao norte está a região de Flandres, mais rica e cujo idioma oficial é o Neerlandês. Ao sul fica a região da Valônia, de maior dependência dos flamengos e cujo idioma é o Francês. Há ainda uma pequeníssima região ao leste, que oficialmente faz parte de Flandres, aonde o idioma oficial é o Alemão.</p>
<p>Por que então, sob uma mesma bandeira e um mesmo governo, vivem 3 povos tão diferentes? A resposta está na história da formação do Estado europeu, que após sucessivas guerras e conflitos, já fez parte dos Impérios Espanhol, Francês e Holandês. Depois de muita confusão e concessões de terras, a Bélgica formou-se o país que é hoje: uma parte descendente de holandeses ao norte, uma região que pertencera à França ao Sul e uma outra que, após as duas Grandes Guerras, foi anexada ao território belga. 3 povos completamente estranhos que se viram unidos em um mesmo país sem que, no entanto, sintam-se parte dele.</p>
<p>O caso na Geórgia é parecido: a Ossétia do Sul era uma região da antiga Ossétia, dividida após as guerras em Ossétia do Norte, pertencente à Rússia, e Ossétia do Sul, &#8220;província&#8221; geórgia. A Akházia</p>
<div id="attachment_150" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://vejabien.files.wordpress.com/2008/09/gg-map.png"><img class="size-medium wp-image-150" title="gg-map" src="http://vejabien.wordpress.com/files/2008/09/gg-map.png?w=300" alt="Mapa da Geórgia atual" width="300" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa da Geórgia atual (Foto: Reprodução)</p></div>
<p>possui história semelhante. E então o que as duas regiões decidem fazer? Declarar independência. Ora, se o povo é diferente, a língua é outra, a cultura é oposta e a população não se sente parte de uma identidade georgiana, então eles não precisam fazer parte do país.</p>
<p>Mas as coisas não são tão simples quanto parecem. Declarar a independência de duas importantes regiões do território georgiano seria atentar contra a soberania dele. Além disso, ambas as províncias demonstram interesse em integrar o território russo, então para a Geórgia é como perder terras para o país vizinho. E por isso, em um primeiro momento, toda a crise no cáucaso.</p>
<p>Claro que há questões políticas e estratégicas por trás de todo o problema, mas essa de separatismo europeu não é novidade. Não apenas na Bélgica e na Geórgia, mas são diversas as regiões da Europa de movimentos independentistas. E tudo isso são os frutos que o velho continente está colhendo depois de tantos anos juntando inimigos e povos diferentes. É o que já acontece em Israel. É o que já acontece também na África. É o que eles precisavam para entender que geopolítica não é só traçar um monte de linhas e dizer &#8220;pronto, fronteiras!&#8221;</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Campanhas digitais]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/12/campanhas-digitais/</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 12:37:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/12/campanhas-digitais/</guid>
<description><![CDATA[Ainda falta muito para o Brasil chegar a um nível realmente irritante (porém eficiente) de marketing]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ainda falta muito para o Brasil chegar a um nível realmente irritante (porém eficiente) de marketing político. O povo reclama da meia hora reservada na televisão e nas rádios (de sinal aberto), mas por aqui a propaganda política ainda é muito restrita. Nenhum candidato, aparentemente, descobriu ainda o <a href="http://twitter.com"><em>Twitter</em></a>, porém, alguns poucos já encontraram, desde esta eleição, na disseminadíssima rede de relacionamentos <a href="http://www.orkut.com"><em>Orkut</em></a>, um meio de mostrar-se.</p>
<p>Falo do <em><a href="http://twitter.com"><em>Twitter</em></a> </em>porque, claro, estou maravilhado com a ferramente, mas são poucos os candidatos que possuem blogue ou que usam do meio digital &#8211; em expressiva ascensão &#8211; para fazer propaganda política. O que é uma pena. Nos Estados Unidos, por exemplo, a prática já é mais ou menos comum, bem mais do que por aqui, é certo. Lá, os principais candidatos à presidência possuíam perfis no <em><a href="http://twitter.com"><em>Twitter</em></a>, </em>blogues (do <a href="http://my.barackobama.com/page/content/hqblog/">Obama</a> e do <a href="http://www.johnmccain.com/Blog/">McCain</a>), perfis em algumas redes de relacionamentos, <em>banners</em> espalhados por quase todos os sites importantes e propragandas em páginas acessadas em massa por jovens, como <a href="http://www.myspace.com"><em>MySpace</em></a>.</p>
<p>A estratégia de ambos os candidatos é ótima, e poderia ser adotada no Brasil. A internet é, hoje, um dos principais meios de comunicação e divulgação de informação, e o País é um dos líderes no <em>ranking</em> de acessos. Falta somente aos marqueteiros um pouco menos de conservadorismo e maior visibilidade para entender que o futuro está aí. Os recursos que a Web 2.0 nos oferecem podem e devem ser explorados, porque a geração posterior &#8211; nós que votamos agora &#8211; está mais que ligada a isso.</p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quando o Brasil não vai bem nas Olimpíadas...]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/08/quando-o-brasil-nao-vai-bem-nas-olimpiadas/</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 23:33:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/09/08/quando-o-brasil-nao-vai-bem-nas-olimpiadas/</guid>
<description><![CDATA[Vai bem nas Paraolimpíadas. A notícia vem do site da própria organização olímpica, http://results.be]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Vai bem nas Paraolimpíadas. A notícia vem do site da própria organização olímpica, <a href="http://results.beijing2008.cn/WRMP/ENG/INF/GL/95A/GL0000000.shtml">http://results.beijing2008.cn/WRMP/ENG/INF/GL/95A/GL0000000.shtml</a>, com o quadro de medalhas que mostra o brasil ocupando o 7º lugar, muito a frente da posição adquirida nas Olimpíadas. Isso mostra que o País não é tão ruim assim quanto pensamos, e também que enquanto faltam investimentos para os esportes, sobra dinheiro para atletas com deficiência física.</p>
<p>Nossos (até agora) belos resultados nas Paraolimpíadas são motivo de orgulho para o Brasil, um dos poucos lugares em que, aparentemente, atletas paraolímpicos são tratados até melhor que os olímpicos. Na lista, claro, China e Estados Unidos lideram, mas ver países como Brasil, Algéria e República Checa entre os dez primeiros mostra que nem tudo está perdido, e que se grandes potências dão espaço para atletas comuns, países em desenvolvimento têm espaço para deficientes físicos.</p>
<p>A notícia, porém, vem ao mesmo tempo que outra bem paradoxal: nenhum lugar em São Paulo, maior cidade da América Latina e do Brasil, está 100% adaptado para pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Se nem São Paulo está preparada para cuidar de seus deficientes, imaginem o resto do País. E ainda pleiteamos vaga para Jogos Olímpicos.</p>
<p>Enquanto nossos heróis paraolímpicos ganham medalhas douradas em Pequim, o Brasil mesmo ganha somente bronze no quesito preocupação com seus deficientes.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O dedo russo]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/26/o-dedo-russo/</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 16:29:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/26/o-dedo-russo/</guid>
<description><![CDATA[Perguntaram por meio de comentário qual o motivo de a Rússia ter entrado na disputa entre Ossétia do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Perguntaram por meio de comentário qual o motivo de a Rússia ter entrado na disputa entre Ossétia do Sul e Geórgia. Não é uma pergunta respondível, até porque não sou russo e muito menos do governo russo, mas podem-se levantar algumas boas hipóteses.</p>
<p>A primeira hipótese é bem evidente: a Ossétia, na verdade, era um país que foi dividido entre Ossétia do Sul &#8211; pertencente hoje à Geórgia &#8211; e Ossétia do Norte &#8211; pertencente à Rússia. Os russos, seja por bondade, seja por interesses políticos, já inclusive reconheceram a independência da Ossétia do Sul. O que não ficam claras são as reais intenções russas na história toda. O discurso é o da bondade: os ossetas merecem ficar junto de seu povo; mas quisesse a Ossétia do Norte separar-se da Rússia, talvez a história fosse diferente.</p>
<p>Uma segunda hipótese para a Rússia ter entrado na guerra é o fato de o país desempenhar papel de mantenedor da paz na região do Cáucaso, e por isso os russos prefeririam acabar de uma vez com a disputa. Para acabar com ela, visto que os ossetas não querem fazer parte da Geórgia, a única saída seria apoiá-los na guerra. O problema desta hipótese é que a Rússia não é tão boazinha assim e possui claramente interesses políticos nisso tudo.</p>
<p>Também pode-se dizer que os russos estão lutando pela liberdade ao lado da Ossétia do Sul. A região não se sente parte da Geórgia cultural e socialmente falando, mas nenhum país, até hoje, havia reiterado sua independência, que não obstante já fora declarada.</p>
<p>Há ainda inúmeras hipóteses a serem levantadas, mas todas são muito pouco prováveis de serem verdade. Os russos devem ter alguma pretensão na região, mas para saber isso, só sendo um russo e do alto escalão do governo.</p>
<p>O fato é que tanto a Ossétia do Sul quanto a Abkházia são regiões autônomas com independência já declarada mas não reconhecida. Os povos são completamente diferentes daquele da Geórgia, e ambas as regiões preferem formar novos Estados do que se submeter às leis de um país que não os entende.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meu irmão é filho único]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/25/meu-irmao-e-filho-unico/</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 01:14:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/25/meu-irmao-e-filho-unico/</guid>
<description><![CDATA[Domingo é tradicionalmente dia de ir ao cinema. Eis que fui justamente ao dito cujo assistir a um fi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Domingo é tradicionalmente dia de ir ao cinema. Eis que fui justamente ao dito cujo assistir a um filme sobre o qual não tinha ouvido falar e do qual não esperava nada: <em>Meu irmão é filho único</em>, da diretora italiana Daniela Luchetti. O filme, italiano, claro, é uma comédia divertidíssima e leve, com um pano de fundo político bem suave. Conta a história de dois irmãos da cidade de <em>Latina </em>que durante os anos 60 crescem juntos em meio a idéias políticas bem diferentes.</p>
<p>Accio, o irmão mais novo, é um italiano confuso que decide filiar-se ao partido fascista pensando que com isso poderia melhorar o mundo. Seu irmão, Manrico, é comunista e ativista. Os dois vivem discutindo, mas no fundo, o amor fraternal prevalece.</p>
<p>A história toma outro rumo quando Accio percebe que o fascismo não é a maravilha que imaginara, e daí para a frente o jovem decide esquecer a política depois de uma rápida passagem pelo comunismo. Seu irmão, no meio tempo, desaparece, deixando para trás a mulher &#8211; por quem Accio também é apaixonado - e um filho.</p>
<p>A trama do filme é bem divertida e leve. Apesar do cunho político, o filme não pretende pôr grandes questões em debate, apenas mostrar a história de dois irmãos que divergem em diversos assuntos &#8211; a política é somente um deles, mas Accio e Manrico nunca se entendem, mesmo quando o mais novo decide virar comunista por um breve período.</p>
<p>A trilha sonora é ótima &#8211; repleta de músicas italianas -, e a fotografia é bonita. É um filme divertido, tranqüilo e despretensioso. São inúmeras as gargalhadas do público durante a hora e meia de filme, que mal é sentida. Vale muito a pena, pois é um filme belíssimo.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ineficiência de um sistema]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/22/ineficiencia-de-um-sistema/</link>
<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 18:05:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
<guid>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/22/ineficiencia-de-um-sistema/</guid>
<description><![CDATA[O post de hoje é meio que um desabafo depois de um dia péssimo. A situação: procura de apartamentos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O post de hoje é meio que um desabafo depois de um dia péssimo. A situação: procura de apartamentos em Campinas &#8211; uma cidade universitária &#8211; durante todo um dia quente de inverno. (irônico, não? é a pura verdade). O que aconteceu, no fim das contas, foi aquela velha história que se aprende no primeiro dia de aula da faculdade de Jornalismo: pauta está em TODO lugar. Sempre passamos por algo diferente ou acontece algo em nossas vidas que pode &#8220;dar pauta&#8221;.</p>
<p>O sistema imobiliário de Campinas deveria ser dos melhores. A cidade é a segunda maior do Estado de São Paulo, abriga a Unicamp, a Puc-Campinas, a ESPM-Campinas e a Facamp &#8211; entre outras -, e muitas pessoas que moram no interior resolvem mudar-se para lá. A realidade é bem diferente: um mercado que deveria ser altamente rotativo e esquentado é, na verdade, caótico e não muito ideal.</p>
<p>Em um dia de visitas a mais de 15 imobiliárias, nenhum apartamento foi alugado. Nem perto disso. Quando imaginava-se que o lugar perfeito finalmente fora encontrado, o corretor tratava de responder &#8220;este já foi alugado&#8221;. Mesmo depois de visitar o imóvel, deslocar-se até o outro canto da cidade, parecia que todos os apartamentos haviam magicamente sido alugados &#8220;enquanto voltávamos à imobiliária ou ontem&#8221;.</p>
<p>Se uma empresa do setor imobiliário coloca um anúncio de apartamento, possui a chave dele e ainda leva clientes para visitá-lo, imagina-se que o imóvel não tenha sido alugado. Parece que em Campinas o sistema funciona de outra forma: o corretor leva o cliente até o apartamento, mostra tudo, fecha preços e acordos para, ao chegar ao escritório, informar que o local já havia sido alugado há duas semanas, mas ninguém tirara do sistema.</p>
<p>Não aconteceu em uma única imobiliária, mas em quase todas, o que mostra um problema no setor. Ele ainda é muito falho e carente de organização. Ruim para a cidade, que recebe anualmente milhares de novos estudantes vindos de todos os cantos do interior paulista e mesmo de outros Estados.</p>
<p>vBi</p>
<p>ouvindo: nadinha</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Serra: uma vez PSDB, SEMPRE PSDB...]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/21/serra-uma-vez-psdb-sempre-psdb/</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 00:11:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Contrariando aquilo que todos imaginavam e a opinião de analistas políticos, José Serra (PSDB-SP), a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Contrariando aquilo que todos imaginavam e a opinião de analistas políticos, José Serra (PSDB-SP), atual governador do Estado de São Paulo, declarou feroz e abertamente seu total apoio à candidatura do também tucano Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo hoje, durante o primeiro dia de propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito.</p>
<p>Até ontem, era incerto se Serra apoiaria Alckmin, do mesmo partido, ou Gilberto Kassab, do DEM, que fora vice do governador quando ele ainda era prefeito da cidade. O impasse deixara Serra em uma saia-justa, e mesmo uma ala considerável do PSDB paulista tendo apoiado Kassab, até o horário eleitoral de hoje era incerto qual partido o atual governador tomaria, ou mesmo se não tomaria nenhum.</p>
<p>Em um breve discurso durante o programa de Alckmin, José Serra deixou certamente muitos boquiaberto ao afirmar que estava do lado do PSDB, partido que, segundo ele, já construiu história na cidade de São Paulo e continuará a criá-la. Ruim para Kassab, que já não tem uma imagem boa, melhor para Geraldo, que conta com o apoio de uma importante figura na luta contra Marta Suplicy (PT-SP), que conta com a figura do presidente Lula.</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
<p>ouvindo: Suddenly I See &#8211; KT Tunstall; Such Great Heights &#8211; Postal Service</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[combo Madonna + Radiohead?]]></title>
<link>http://vejabien.wordpress.com/2008/08/20/combo-madonna-radiohead/</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 14:22:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quem efetuou seu cadastro no site www.ticketsforfun.com.br para comprar ingressos para o aguardadíss]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Quem efetuou seu cadastro no site <a href="http://www.ticketsforfun.com.br">www.ticketsforfun.com.br</a> para comprar ingressos para o aguardadíssimo show da Madonna provavelmente notou um detalhezinho bem curioso. Em uma das etapas do processo de cadastramento, o usuário era obrigado a selecionar 5 shows que gostaria de assistir. Uma das opções era justamente <em>Radiohead.</em></p>
<p>O fato é engraçado, visto que a banda está, segundo alguns blogueiros, prevista mesmo para tocar por aqui no primeiro semestre do ano que vem. Porém, é bem sabido que os caras do <em>Radiohead</em> prometem vir ao Brasil já há tanto tempo que ninguém acredita mais na palavra deles.</p>
<p>Estranho também é o fato de constarem bandas da própria <em>Live Nation</em> &#8211; responsável agora pela Madonna &#8211; e o <em>Radiohead</em> lá no meio. Nem todas as bandas da lista, por outro lado, tinham a empresa como <em>manager</em>.</p>
<p>É uma hipótese a se prestar atenção&#8230;</p>
<p> </p>
<p>vBi</p>
<p>ouvindo: nadinha desta vez</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
