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	<title>cominhos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/cominhos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "cominhos"</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 05:16:06 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[não há tempo, mas há fajitas]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/10/21/nao-ha-tempo-mas-ha-fajitas/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 08:00:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
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<description><![CDATA[O ritmo das semanas repete-se. Poucas horas para tanta coisa, muito cansaço para tão pouca vontade d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">O ritmo das semanas repete-se. Poucas horas para tanta coisa, muito cansaço para tão pouca vontade de cozinhar. Mas a cozinha é terapia, pelo menos para mim. E já aconteceu muitas vezes pensar fazer algo tão simples como umas torradas esfregadas com alho, cobertas de tomate maduro e regadas a bom azeite e pronto, está o jantar feito, e dar por mim no meio de várias panelas, sertãs e coisas semi-cozinhadas. As mãos e os ingredientes levam-me, às vezes, e no meio deles consigo desligar.</p>
<p align="justify">Mas mesmo sendo terapia, nunca há tempo, paciência ou energia para grandes aventuras culinárias, durante a semana. As coisas simples, que se fazem depressa, de preferência com intervalos para mais umas linhas de estudo ou mais uns exercícios, são a salvação dos jantares.</p>
<p align="justify">Não sei como é que esta receita nunca veio aqui parar. Acho que pensei várias vezes nela, mas achei sempre que não daria uma boa fotografia. E que era, talvez, um pouco desinteressante. Mas depois de a ter feito três vezes em três semanas, de me ter sabido sempre tão bem e de se fazer tão depressa, achei que não podia continuar a deixá-la fora do Caos.</p>
<p align="justify">Não é novidade para quem me lê que nós por cá gostamos muito de comidas bem temperadas. E durante uns anos comprámos daqueles kits de comida mexicana, uns para <em>burritos</em> e outros para <em>fajitas</em>. Eram bons, traziam os temperos todos e eram fáceis. Quantos jantares de <em>burritos</em> fizemos com os amigos! O divertido que era estarmos todos à volta da mesa a tentar enrolar a <em>tortilla</em> sem que a carne fugisse, o tomate caísse e o molho nos ensopasse os dedos.</p>
<p align="justify">Entretanto passou-nos. Mas a comida mexicana continua a apetecer cá por casa. Os kits nunca mais comprámos (embora eu deva dizer que acho que nunca serei capaz de fazer um tempero para <em>burrito</em> tão bom como o deles), mas as <em>fajitas</em> continuam a aparecer à nossa mesa. Daqui e dali, de uma receita e de outra, construí o meu tempero e agora faço-as eu, sem kit nem pacote. Só as <em>tortillas</em> é que continuam a ser das compradas, que não há máquina nem paciência para as abrir tão fininhas.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="aligncenter" title="Fajitas" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/10/fajitas.jpg" alt="Fajitas" width="427" height="610" /></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Fajitas de frango</strong></span><br />
(para 2 pessoas)</p>
<ul>
<li>2 bifes de frango</li>
<li>1 pimento vermelho</li>
<li>1 cebola grande</li>
<li>1 colher chá de paprika</li>
<li>1 colher chá de cominhos</li>
<li>½ colher chá de piri-piri em pó (ou mais, se quiser)</li>
<li>1 colher chá de orégãos</li>
<li>sumo de 1 limão</li>
<li>sal</li>
</ul>
<p>Para servir:</p>
<ul>
<li>6 <em>tortillas</em></li>
<li>queijo ralado (eu prefiro mozzarella)</li>
</ul>
<p align="justify">Comece por cortar o frango em tiras finas e compridas. Coloque num recipiente, regue com o sumo do limão e adicione as especiarias e sal. Misture tudo muito bem, para que todos os pedaços de frango tenham uma leve capa de especiarias e deixe marinar umas horas (pode deixar de um dia para o outro; eu, em desespero de causa, deixo marinar 30 minutos).</p>
<p align="justify">Corte o pimento em tiras finas e a cebola em gomos. Numa frigideira larga, aqueça um generoso fio de azeite e frite ligeiramente cebola e pimento, até que comecem a ficar um pouco moles e a cebola se mostre dourada. Retire para um prato e reserve.</p>
<p align="justify">Acrescente um bocadinho mais de azeite à frigideira e frite as tiras de frango, cerca de 1 minuto de cada lado. Junte a cebola e o pimento reservados, uma pitada de sal e mexa bem. Acrescente um pouco de água, de forma a fazer algum molho, mas mesmo só um bocadinho. Deixe cozinhar mais uns minutos (tendo o cuidado de não cozinhar demasiado o frango, para que não fique seco), acerte o sal se necessário e retire para um recipiente.</p>
<p align="justify">As <em>tortillas</em> devem apenas ser aquecidas. Costumo empilhar as seis e levar 1 minuto ao microondas.</p>
<p align="justify">Para comer, coloca-se a <em>tortilla</em> no prato, por cima um pouco da mistura de frango, pimento e cebola, polvilha-se com o queijo ralado e dobra-se a <em>tortilla</em> &#8211; mais ou menos como mostra o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dW4PyT9EHtU" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">Jack</span></a>.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Em menos de nada está o jantar pronto. E é uma refeição completa. Costumo acompanhar com uma salada, que vamos petiscando entre trincas e malabarismos para não deixar que a <em>fajita</em> se desmanche.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[4 por 6 - comer a brincar]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/06/08/4-por-6-comer-a-brincar/</link>
<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 09:52:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/06/08/4-por-6-comer-a-brincar/</guid>
<description><![CDATA[Cá por casa ainda não há crianças. E este 4 por 6 vem uma semana atrasado relativamente ao dia da cr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Cá por casa ainda não há crianças. E este 4 por 6 vem uma semana atrasado relativamente ao dia da criança. Mas enquanto tentava montar o prato para as fotografias ocorreu-me que parecia comida de brincar. De comer a brincar, pelo menos. Um prato assim, desconstruído, de onde apetece beliscar daqui e dali.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="aligncenter" title="4por6" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/06/4por6.gif" alt="4por6" width="140" height="140" /></p>
<p align="justify">Esta semana portámo-nos um bocadinho mal. Trazemos uma sugestão que é assim quase prima do hamburger com batatas fritas. Que não tem nada de mal, de vez em quando. Nós somos grandes fãs de hamburger com batatas fritas. Mas comer fritos não é muito bom para a saúde, como todos sabemos. Olhem, foi o nosso pecado do dia da criança. Para fazer felizes as crianças que vivem em nós!</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-1129  aligncenter" title="4 por 6 0806 II" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/06/4-por-6-0806-ii.jpg" alt="4 por 6 0806 II" width="500" height="469" /></p>
<p align="justify"><strong><span style="color:#ffffff;">.</span></strong></p>
<p align="justify"><strong><span style="color:#ff9900;">Almôndegas de porco com chips sortidas</span></strong></p>
<p>Almôndegas</p>
<ul>
<li>440g carne de porco picada</li>
<li>4 colheres sopa de queijo parmesão (se for do fresco ralado na hora melhor ainda)</li>
<li>3 colheres sopa de bacon ralado (usei o microplane)</li>
<li>1 cenoura grande ralada fina</li>
<li>3 dentes de alho ralados</li>
<li>1 colher café de cominhos</li>
<li>1 colher café de paprika</li>
<li>1 colher chá de sal fino</li>
<li>1 colher café de alecrim em pó (eu desfiz o seco no almofariz)</li>
<li>1 pitada de piri-piri em pó</li>
<li>1 ovo</li>
<li>farinha de mandioca para dar liga (ou pão ralado)</li>
</ul>
<p align="justify">Num recipiente grande, colocar a carne de porco, as especiarias, parmesão, alho, bacon, cenoura e misturar tudo muito bem &#8211; primeiro com um garfo, depois com as mãos. Acrescentar o ovo e misturar. Ir adicionando aos poucos a farinha de mandioca (que usei por não haver pão ralado em casa) até conseguir uma massa moldável.</p>
<p align="justify">Moldar pequenas bolas (eu prefiro almôndegas pequeninas, daquelas que dão uma trinca, duas no máximo), que podem ser congeladas. Estes ingredientes fazem aproximadamente 45 pequenas almôndegas (sendo que, por pessoa, eu recomendo 10 para adultos e 8 para crianças).</p>
<p align="justify">Prefiro cozinhar as almôndegas descongeladas, sobretudo se não as vou cozinhar em molho (como faria para preparar um prato de pasta e almôndegas em molho de tomate). Portanto descongelei-as. Pincelei uma frigideira grande e anti-aderente com uma colher chá de azeite e quando estava quente acrescentei as almôndegas, que fritei/grelhei dos dois lados, até estarem cozinhadas por dentro mas não secas.</p>
<p> <span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Chips sortidas</p>
<ul>
<li>2 batatas grandes</li>
<li>1 batata doce grande</li>
<li>2 beterrabas médias</li>
</ul>
<p align="justify">Com a ajuda do mandolim, cortei todos os tubérculos em fatias finas. Coloquei-os em água gelada durante cinco minutos. Escorri, sequei-os bem e fritei em óleo bem quente. Quando prontas, sequei-as bem em papel absorvente e temperei com flor de sal e orégãos.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p>Salada de alface e nozes</p>
<ul>
<li>1 alface média</li>
<li>1 punhado de nozes</li>
<li>5 colheres sopa de azeite</li>
<li>2 colheres sopa de vinagre de vinho tinto</li>
<li>1 colher chá de mostarda</li>
<li>sal</li>
</ul>
<p align="justify">Lavei as folhas de alface, sequei-as bem e cortei-as em fatias finas. Acrescentei as nozes cortadas em metades e temperei com uma vinagrete feita com o azeite, o vinagre e a mostarda, bem batidos até formarem uma emulsão. Misturei bem e polvilhei com flor de sal.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-1130  aligncenter" title="4 por 6 0806 I" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/06/4-por-6-0806-i.jpg" alt="4 por 6 0806 I" width="500" height="397" /></p>
<p align="justify">Cá em casa não somos os maiores fãs de almôndegas. Nunca as compramos já prontas. Nunca as comemos em restaurantes. Isso porque achamos que as almôndegas são sempre mal feitas. As dos restaurantes são feitas com restos de carne e, por isso, já perdem em sabor e qualidade. As congeladas&#8230; bem, essas não sei o que se passa com elas, mas a verdade é que não sabem bem. Por isso preferimos fazer as nossas. É muito fácil e num curto espaço de tempo fazem-se almôndegas suficientes para várias refeições, que se podem congelar e guardar para quando for mais conveniente. E se forem bem feitas e bem temperadas podem ser deliciosas. Estas são muito saborosas!</p>
<p align="justify">Os chips sortidos foram uma surpresa. A batata doce muito saborosa, a beterraba também. E as de batata, as normais, são sempre deliciosas. Eu também sou daquelas que tem um fraco por batatas fritas. Das boas, que das congeladas dispenso.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Para a sobremesa, cerejas de saco, as minhas favoritas, rijas e sumarentas e doces. Vieram directamente de Resende, do Festival da Cereja, onde os meus pais foram no dia 31 de Maio.</p>
<p>E as contas:</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-1131  aligncenter" title="4 por 6 08-06" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/06/4-por-6-08-06.jpg" alt="4 por 6 08-06" width="458" height="363" /></p>
<p align="justify">As cerejas não eram bem estas, mas até foram mais baratas. As contas estão feitas para as 45 almôndegas que consegui, sendo que aqui na receita se usará, no máximo, 40.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[frango em molho de castanha de caju]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/05/13/frango-em-molho-de-castanha-de-caju/</link>
<pubDate>Wed, 13 May 2009 14:58:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/05/13/frango-em-molho-de-castanha-de-caju/</guid>
<description><![CDATA[Cá gostamos de sabores fortes. Comida com presença, com personalidade, daquela que nos leva a viajar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Cá gostamos de sabores fortes. Comida com presença, com personalidade, daquela que nos leva a viajar pelo longe e a distância, nem que seja só de boca. Nunca comemos comida com pouco sabor. Tudo leva ervas, especiarias ou outros ingredientes de sabor marcado. Tudo apura, tudo marina, tudo tem sabor.</p>
<p align="justify">A repetição tem sentido. Não só preferimos a comida assim, como temos alguma dificuldade em comer com prazer comida com pouco sabor. As nossas papilas já se habituaram à estimulação e não se satisfazem com menos. Não quero dizer que tudo o que cá se come seja picante ou tão forte que não se sentem os sabores de umas coisas e outras. Nada disso. Nos pratos fortes, tão ou mais do que nos outros, os sabores devem complementar-se e realçar-se mutuamente. O equilíbrio é fundamental.</p>
<p align="justify">A comida indiana, por tudo o que foi dito acima, é das nossas favoritas. Não sou perita em cozinhá-la, nem nada próximo disso. Vou fazendo algumas experiências, com ajuda de várias fontes, aprendendo com as tentativas, minhas e dos outros. Às vezes, há pratos que são para guardar, para passar ao reportório habitual, de tão bons e fáceis que são.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-1081  aligncenter" title="frango com caju II" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/05/frango-com-caju-ii.jpg" alt="frango com caju II" width="380" height="561" /></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong><span style="color:#ffffff;">.</span></strong></span></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Frango em molho de castanha de caju<br />
</strong></span>(do livro <a href="http://www.bookdepository.co.uk/book/9781843092735/Flexi" target="_blank"><span style="color:#ff9900;"><em>Indian</em></span></a>)</p>
<p>Ingredientes</p>
<p>(4 pessoas)</p>
<ul>
<li>2 cebolas médias</li>
<li>2 colheres sopa de pasta de tomate</li>
<li>50g castanhas de caju (usei umas com piri-piri, que tinha comprado por engano)</li>
<li>1 colher chá de sementes de cominhos</li>
<li>1 colher chá de sementes de coentros</li>
<li>½ colher chá de cardamomo (as sementes internas, sem as cascas)</li>
<li>1 colher chá de alho ralado</li>
<li>1 colher chá de chilli em pó</li>
<li>1 colher sopa de sumo de limão</li>
<li>¼ colher chá de açafrão-da-índia (curcuma)</li>
<li>1 colher chá de sal</li>
<li>1 colher sopa de iogurte natural</li>
<li>2 colheres sopa de óleo</li>
<li>2 colher sopa de coentros frescos picados</li>
<li>1 colher sopa de sultanas (não usei)</li>
<li>450g de frango, sem osso, sem pele e cortado em cubos</li>
<li>175g de cogumelos brancos</li>
<li>300ml de água</li>
</ul>
<p align="justify">Comece por preparar as especiarias: coloque uma frigideira robusta no fogão, em lume médio, e torre ligeiramente as sementes de cominhos, coentros, cardamomo e pimenta. Quando começar a sentir-lhes o cheiro, retire-as para um almofariz e triture até obter um pó. (em alternativa a estas especiarias, pode utilizar 1 ½ colher chá de garam masala pré-preparado). Reserve.<br />
Corte as cebolas em quartos e coloque-as num processador ou no copo da varinha mágica. Processe durante 1 minuto. Junte a pasta de tomate, as castanhas de caju, as especiarias trituradas, o alho, chilli, sumo de limão, açafrão-das-índias, sal e iogurte e processe durante 1-1½ minutos.</p>
<p align="justify">Numa panela, aqueça o óleo (não o substitua por azeite &#8211; nesta receita é melhor usar um óleo de sabor mais neutro) em lume médio. Junte a mistura processada e frite durante 2 minutos, baixando o fogo se necessário. Acrescente metade dos coentros picados, as sultanas (se usar) e o frango e continue a fritar mais 1 minuto. Junte os cogumelos, a água e deixe ferver. Cubra então e cozinhe, em fogo baixo, durante 10 minutos.</p>
<p align="justify">Após este tempo, verifique se o frango já está cozinhado e o molho grosso. Cozinhe por mais algum tempo, se necessário. Se precisar de engrossar o molho, cozinhe mais uns minutos com a panela destapada.</p>
<p align="justify">Sirva polvilhado com os restantes coentros e, se quiser, para dar um toque crocante, com um punhado de castanhas de caju.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-1082  aligncenter" title="frango com caju III" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/05/frango-com-caju-iii.jpg" alt="frango com caju III" width="427" height="529" /></p>
<p align="justify">Cá em casa serviu-se com arroz basmati e com um pão folhado que costumo comprar no supermercado do El Corte Inglês. Julgo que são uma espécie de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paratha" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">parathas</span></a> e costumo prepará-las de forma muito simples: um pouco de manteiga por cima (se for manteiga de alho, tanto melhor) e coentros e cominhos triturados. Vai a forno quente até &#8220;pufar&#8221; e está pronto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[4 por 6 - inspiração do médio oriente]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/03/30/4-por-6-inspiracao-do-medio-oriente/</link>
<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 11:54:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/03/30/4-por-6-inspiracao-do-medio-oriente/</guid>
<description><![CDATA[A primeira ronda 4 por 6 terminou na passada sexta-feira. Olhando para todas as ideias publicadas (p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">A primeira ronda 4 por 6 terminou na passada sexta-feira. Olhando para todas as ideias publicadas (podem vê-las <a href="http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/03/16/4-por-6-almondegas-de-frango-espinafres/" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">aqui</span></a>, <a href="http://threefatladies.blogspot.com/2009/03/4-por-6-crumble-de-quinoa-e-trifle-de.html" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">aqui</span></a>, <a href="http://cincoquartosdelaranja.blogspot.com/2009/03/menu-4-por-6.html" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">aqui</span></a>, <a href="http://elvirabistrot.blogspot.com/2009/03/salada-de-tortellini-americana-4-por-6.html" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">aqui</span></a>, <a href="http://tachosdensaio.blogspot.com/2009/03/4-po-6-cacarola-aromatica-de-arroz-com.html" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">aqui</span></a> e <a href="http://gourmets-amadores.blogspot.com/2009/03/4-por-6-uma-ode-batata.html" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">aqui</span></a>) e para todos os comentários acho que foi uma primeira volta muito bem sucedida, cheia de ideias interessantes, dicas de poupança importantes e, sobretudo, de pratos saborosos. Meninas, parabéns!</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><span style="color:#ffffff;">.<img class="size-full wp-image-979  aligncenter" title="4por62" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/03/4por62.gif" alt="4por62" width="140" height="140" /></span></p>
<p align="justify">A segunda volta começa hoje e começa comigo. Como vocês já sabem, cá por casa come-se muito pouca carne. E, portanto, a ideia desta semana reflecte um pouco a nossa alimentação. Para além disso, não há melhor forma de poupar do que fazer algumas refeições vegetarianas: é incrível como o preço por refeição baixa se substituirmos a proteína da carne por uma proteína vegetal. Para além disso, é muito mais sustentável em termos ambientais, já que a produção de carne é muito mais poluente e muito menos eficiente. Se quiserem saber mais sobre dietas menos ricas em carne, espreitem <a href="http://well.blogs.nytimes.com/2009/03/25/an-almost-meatless-diet/?partner=rss" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">este artigo</span></a> do NYTimes. É muito interessante.</p>
<p align="justify">Mas, dizia eu, a refeição desta semana é vegetariana. Fomos novamente, eu, o Zé e o Excel para a cozinha e de lá saiu isto:</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"> <img class="size-full wp-image-972  aligncenter" title="4-por-6-ii" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/03/4-por-6-ii.jpg" alt="4-por-6-ii" width="500" height="344" /></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Falafel &#38; Couscous</strong></span></p>
<p><span style="color:#ff9900;">Falafel com courgette</span></p>
<p>(receita <a href="http://cookalmostanything.blogspot.com/2008/07/zucchini-falafel.html" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">daqui</span></a>)</p>
<ul>
<li>400g de grão de bico já cozido</li>
<li>200g de courgette ralada</li>
<li>1 cebola</li>
<li>½ colher chá de paprika</li>
<li>½ colher chá de cominhos</li>
<li>½ colher chá de fermento em pó</li>
<li>1 ovo</li>
<li>1 punhado de folhas de salsa (ou coentros)</li>
<li>migalhas de pão (2 pães secos finamente picados no processador)</li>
<li>sal</li>
</ul>
<p align="justify">Coloque a cebola, a paprika, os cominhos e o fermento no processador e pulse até estar finamente picado. Junte a courgette e o grão-de-bico e pulse novamente para picar tudo grosseiramente. Finalmente, junte uma pitada de sal e a salsa e pulse o suficiente para que a salsa fique bem picada e distribuída (se os quiser mais desfeitos, pode pulsar mais, mas não é necessário).</p>
<p align="justify">Passe a mistura para uma tigela e adicione um ovo ligeiramente batido. Misture bem. Como a massa vai, agora, ficar demasiado húmida, acrescente migalhas de pão suficientes para formar uma massa moldável.</p>
<p align="justify">Faça bolas com a massa, passe em mais pão picado (ou em pão ralado, se preferir) e frite em óleo bem quente. Pode também congelá-las antes da fritura, como faria com croquetes.</p>
<p align="justify"> </p>
<p><span style="color:#ff9900;">Couscous com legumes grelhados<br />
</span>Ingredientes:</p>
<ul>
<li>1 beringela grande (400g)</li>
<li>1 pimento vermelho grande (250g)</li>
<li>2 tomates médios (300g)</li>
<li>250g de couscous</li>
<li>2g de hortelã</li>
<li>40g de amêndoas com casca</li>
<li>sumo de 1 limão pequeno</li>
<li>azeite</li>
<li>sal</li>
</ul>
<p align="justify">Corte a beringela em rodelas grossas e o pimento em fatias. Grelhe-os num grelhador (o das tostas mistas ou no grelhador de fogão) até estarem tenros (cuidado, a beringela cozinha muito mais depressa que o pimento). Retire-os para um prato, retire a pele ao pimento, corte-os em pedaços, regue com uma colher de sopa de azeite e reserve. Coloque o couscous numa tigela e despeje sobre ele o dobro do volume de água a ferver (1 chávena de couscous = 2 chávenas de água a ferver). Mexa com um garfo e deixe abrir. Corte os tomates em cubos e adicione aos legumes grelhados. Corte as amêndoas em lâminas e torre-as ligeiramente numa frigideira limpa, bem quente. Adicione aos legumes grelhados. Entretanto, faça o molho: pique finamente a hortelã e coloque-a numa tigela. Acrescente uma pitada de sal fino, o sumo de um limão pequeno e o dobro da quantidade em azeite. Bata bem até emulsionar. Entretanto o couscous já abriu. Misture os legumes e as amêndoas ao couscous e envolva bem. Acrescente o molho e misture.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><span style="color:#ffffff;">.<img class="size-full wp-image-973  aligncenter" title="4-por-6-ii2" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/03/4-por-6-ii2.jpg" alt="4-por-6-ii2" width="500" height="354" /></span></p>
<p align="justify">Cá em casa o couscous é ponto de discórdia: eu adoro, o Zé detesta. Mas ontem lá fez o sacrifício, pelo bem do 4 por 6. Os falafel estavam muito bons, crocantes por fora e húmidos por dentro, e muito saborosos. As amêndoas deram ao couscous um toque crocante e a hortelã um toque aromático. Foi uma refeição leve e completa, que não perdeu em nada pelo facto de não ter proteína animal. Aliás, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chickpea" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">grão-de-bico</span></a> é muito rico em proteínas e pobre em gorduras, sendo as que contém, na sua maioria, polinsaturadas (ao contrário da carne).</p>
<p align="justify">Como o prato principal foi leve e barato, sobrou ainda espaço, na barriga e no orçamento, para uma sobremesa mais rica:</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"> <img class="size-full wp-image-974  aligncenter" title="4-por-6-ii3" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/03/4-por-6-ii3.jpg" alt="4-por-6-ii3" width="400" height="466" /></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#ff9900;">Soufflé de chocolate</span><br />
(receita <a href="http://janetching.wordpress.com/2009/03/01/bittmans-foolproof-chocolate-souffle/" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">daqui</span></a>)</p>
<p>Ingredientes:</p>
<ul>
<li>1 colher sopa de manteiga para untar os ramequins</li>
<li>75g de açúcar mais algum para os ramequins</li>
<li>60g de chocolate de boa qualidade, derretido</li>
<li>3 ovos</li>
<li>1 pitada de sal</li>
<li>¼ colher de chá de cremor tártaro (à venda em algumas farmácias; obrigada <a href="http://tachosdensaio.blogspot.com" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">Marizé</span></a>!)</li>
</ul>
<p align="justify">Pré-aqueça o forno a 177ºC. Unte 4 ramequins pequenos com manteiga e polvilhe-os com açúcar, removendo o excesso.</p>
<p align="justify">Bata as claras com o sal e o cremor tártaro até que formem picos suaves. Continue a bater e adicione, gradualmente, 1 colher sopa de açúcar (retirado às 75g). Bata até que estejam brilhantes e bem duras. Retire para uma tigela, gentilmente para não quebrar, e reserve.</p>
<p align="justify">Bata as gemas com o restante açúcar, até obter uma massa leve e espessa. Adicione o chocolate derretido e misture até que esteja homogéneo. Acrescente uma boa colher das claras e bata bem, para aligeirar a mistura de chocolate. Acrescente as restantes claras e, com uma espátula de borracha, envolva-as suavemente, com movimentos redondos, tentanto ao máximo não as quebrar.</p>
<p align="justify">Transfira o preparado para os ramequins, enchendo-os até ao topo. Leve ao forno por 12-14 minutos. Sirva de imediato.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Foi a primeira vez que fiz soufflé. E, claro está, plantei-me, rabo no chão, em frente ao forno a vê-los crescer. E cresceram! Mas minutos depois de os tirar do forno já tinham murchado. Felizmente ainda os consegui apanhar, &#8220;suflados&#8221; e lindos, para a fotografia. Esta receita faz 4 soufflés pequenos, ideais para uma sobremesa ligeira, e são muito fáceis de fazer. E mesmo que não fiquem bonitos, continuam a ser deliciosos.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Vamos, então, a contas:</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"> <img class="size-full wp-image-971  aligncenter" title="4-por-6-ii-tabela" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/03/4-por-6-ii-tabela.png" alt="4-por-6-ii-tabela" width="435" height="393" /></p>
<p align="justify">Na contabilização de preço não estão incluídos o azeite, sal, paprika, fermento e cominhos porque são daquelas coisas que tenho sempre em casa. A salsa não está por esquecimento, mas tenho a certeza que os 0,35€ que sobraram seriam suficientes para colmatar essa falha.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ainda (e pela última vez) o porco]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/03/18/ainda-e-pela-ultima-vez-o-porco/</link>
<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 13:32:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/03/18/ainda-e-pela-ultima-vez-o-porco/</guid>
<description><![CDATA[Como já vos disse, sobrou muito porco. Das várias coisas que fiz com ele, esta foi uma das mais sabo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Como já vos disse, sobrou muito <a href="http://caosnacozinha.wordpress.com/2009/03/11/5-horas-e-12/" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">porco</span></a>. Das várias coisas que fiz com ele, esta foi uma das mais saborosas. É um prato que faço normalmente, quando tenho de improvisar o jantar, e que nos sabe muito bem. Além disso, é fácil e rápido e pode ser feito com sobras de qualquer tipo de carne ou com um peito de frango que ande perdido pelo frigorífico &#8211; nós temos muitas vezes esse problema, uma vez que somos dois e as embalagens normalmente trazem três peitos.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-935  aligncenter" title="enchilada-de-porco-i" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2009/03/enchilada-de-porco-i.jpg" alt="enchilada-de-porco-i" width="345" height="460" /></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff9900;"><strong>Enchiladas de porco e feijão preto</strong></span></p>
<p align="justify">Numa frigideira grande, com um fio de azeite, alourei bastante alho e uma cebola picada. Juntei uns cubinhos de bacon e um tomate maduro, cortado em cubos. Acrescentei um bocadinho de polpa de tomate e meia lata, das pequenas, de feijão preto. Temperei com sal, piri-piri, cominhos, alho em pó e uma pitada de paprika. Deixei apurar e misturei duas medidas de porco desfiado, desligando o fogo em seguida. Com este refogado, recheei duas daquelas tortillas que tenho sempre em casa, enrolando-as e fechando as pontas para dentro do rolo. Coloquei-as numa travessa de forno e reguei com uma mistura feita com a varinha mágica: um tomate maduro, um fiozinho de azeite, orégãos, sal e uma pitada minúscula de cominhos. Por cima, mozzarella ralado ou esfarelada à mão. Vai ao forno a 200ºC, até estar dourado.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Esta receita é excelente porque, se acompanhada por uma salada, é completa e não muito pesada. Sabe mesmo bem naquelas noites de sofá, em que ao jantar se segue um filme ou dois e longas e exaustivas doses de fazer nenhum.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#808080;"><em>(apesar de muito boas, as enchiladas são horríveis de fotografar. Bem piores que as massas! Por isso desculpem-me por não incluir nenhuma fotografia do interior, mas não consegui nenhuma apresentável)</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Beringela recheada ou... a experiência falhada]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/08/30/beringela-recheada-ou-a-experiencia-falhada/</link>
<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 19:12:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>syrin</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/08/30/beringela-recheada-ou-a-experiencia-falhada/</guid>
<description><![CDATA[Olá, bem vindos ao Caos na Cozinha. Visto que a chefe máxima se encontra perdida lá por terras do ti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Olá, bem vindos ao Caos na Cozinha. Visto que a chefe máxima se encontra perdida lá por terras do tio Sam, resolvi aproveitar para dar o golpe e raptar o blog por algumas receitas.</p>
<p align="justify">Agora que o Outono está a chegar, chegam com ele as novas cores da estação, e o roxo parece marcar presença em todas as lojas de roupa. Talvez tenha sido isso que me tenha influenciado a comprar, na última ronda semanal pelo supermercado, uma beringela.</p>
<p align="justify"><a href="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/08/beringela1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-548" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/08/beringela1.jpg" alt="" width="190" height="210" /></a>Nunca fui fã de beringelas: a consistência, o sabor&#8230; há ali qualquer coisa que nunca me atraiu, mas naquele dia, por qualquer razão, veio-me à ideia fazer beringela recheada para o jantar.</p>
<p align="justify">E assim foi: cortei a beringela em metades, e com muito cuidado, fui retirando a polpa até ficar apenas cerca de meio centímetro de espessura junto da casca. Um bocadinho de sumo de limão para o interior não ficar negro, e reservei, enquanto fazia o recheio.</p>
<p align="justify">Num tacho juntei azeite, cebola, muito alho, um tomate muito maduro, cenoura aos cubos e juntei a beringela, cortada aos pedaços. Adicionei um pouco de vinho branco e sal, e deixei refogar, enquanto punha a soja granulada de molho e cortava aos cubos a courgette.</p>
<p align="justify">Assim que a beringela ficou mole, juntei a soja escorrida, um pouco de molho de soja e os já habituais cominhos. Uns minutos ao lume, e finalmente a minha parte favorita – a prova. Infelizmente, foi aqui que começou o desastre. O gosto da beringela, forte de mais, sobrepunha-se aos restantes, e tornava o recheio intragável para o meu paladar. Foi assim necessário juntar muito molho de soja e cominhos até desaparecer quase todo o sabor da beringela. Um desperdício, poderão dizer alguns, mas algo que para mim parecia ser a única solução.</p>
<p align="justify">Resolvida a crise imediata, juntei ao recheio a courgette cortada aos cubos e, no final, os cogumelos frescos e o milho doce. Recheei com este preparado as metades da beringela, e terminei com requeijão, antes de levar ao forno por meia hora.</p>
<p align="justify">No prato, as metades da beringela recheada, com uma bela salada de canónigos, tomate caseiro e tirinhas de tomate seco, estavam lindas. Já na boca, mais uma vez o gosto da beringela era forte demais, tendo acabado por comer só o recheio e deixado a beringela intacta no prato.</p>
<p align="justify">De qualquer forma, mesmo sendo esta uma experiência falhada, gostei da apresentação, e irei de certeza repetir o prato – desde que a beringela seja usada apenas para decoração.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arroz mexicano improvisado]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/08/26/arroz-mexicano-improvisado/</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 09:58:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/08/26/arroz-mexicano-improvisado/</guid>
<description><![CDATA[Os almoços aqui em casa são sempre bastante improvisados. Às vezes faço maior quantidade no jantar d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Os almoços aqui em casa são sempre bastante improvisados. Às vezes faço maior quantidade no jantar do dia anterior, já a contar com o meu almoço, outras aproveito pedaços pequenos de massa de pizza que estão no frigorífico. Muitas vezes faço uma saladona com tudo e mais alguma coisa ou pasta com os legumes que houver. Mas uma coisa que tento sempre fazer ao almoço é aproveitar aquelas pequenas quantidades de comida que sobram e estão em caixinhas no frigorífico.</p>
<p align="justify">Foi o que aconteceu com este prato. Havia arroz no frigorífico e não me apetecia recorrer ao habitual: ovos estrelados com arroz, coisa que adoro e de que o Zé não gosta, o que a torna exclusivamente prato de almoço. Resolvi, então, improvisar.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-528  aligncenter" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/08/arroz-mexicano-improvisado.jpg" alt="" width="329" height="422" /></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Num tacho pequeno, cozi uma mão de milho, uma de ervilhas e alguns camarões que moravam no meu congelador há muito tempo. Numa frigideira, alourei 3 dentes de alho picadinhos num fio de azeite. Juntei o milho, as ervilhas e os camarões e deixei fritar um bocadinho. Por cima, o arroz. Acrescentei meia colher de sopa de polpa de tomate, alho em pó e cominhos. Esfarelei duas folhas de sálvia seca por cima e envolvi bem. Deixei ficar na frigideira mais um minuto ou dois, servi e comi.</p>
<p align="justify">Estava muito saboroso e foi incrivelmente rápido de fazer &#8211; o que é uma enorme vantagem, já que quase nunca me apetece cozinhar ao almoço, por ser só para mim. Os camarões dispensavam-se, sinceramente. É uma boa forma de dar cara nova ao arroz que sobrou e pode ser comido sozinho ou como acompanhamento.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bleargh, lentilhas!]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/08/06/sopa-de-lentilhas/</link>
<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 09:50:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/08/06/sopa-de-lentilhas/</guid>
<description><![CDATA[Hoje o tempo está outra vez encoberto. Temos começado os dias assim e depois é sempre surpresa: uns ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><a href="http://caosnacozinha.files.wordpress.com/2008/08/sopa-de-lentilhas-ii.jpg"></a>Hoje o tempo está outra vez encoberto. Temos começado os dias assim e depois é sempre surpresa: uns abrem e o sol aparece, outros continuam cinzentos e frescos. Nunca se sabe se apetece salada ou sopa.</p>
<p align="justify">Eu gosto de sopa sempre. Mesmo no Verão. E queria uma sopa que fosse toda ela uma refeição, para um jantar rápido e leve. E há muito que queria introduzir mais as lentilhas na dieta cá de casa.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Quando eram novos, vinte e poucos anos, os meus pais trabalharam uns meses na Alemanha. E lá, contam eles, foram mais ou menos obrigados a comer, vez e vez e mais vez, lentilhas e salsichas. Conclusão: salsichas alemãs e lentilhas nunca entraram em nossa casa. De cada vez que se fala em lentilhas ouve-se um &#8220;bleargh&#8221; partilhado. Por este motivo, a primeira vez que comi lentilhas já devia ter, eu, os vinte e poucos anos que eles tinham. Lembro-me que as provei num restaurante Hare Krishna que há no Porto e que serve almoços. Gostava muito de lá ir. E gostava muito da sopa de lentilhas.</p>
<p align="justify">Esta sopa não tem e nunca teve como objectivo ser como a sopa de lá. Mas tinha de ser uma sopa interessante, que deixasse o Zé tão entusiasmado com as lentilhas como eu. Pronto, tanto como eu não. Mas o suficiente para não haver &#8220;bleargh&#8221; nem nariz torcido.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p align="justify">Nesse dia &#8211; em que eu sabia que queria sopa para o jantar, mas nem tinha ainda pensado muito nisso &#8211; andava a passear pelo <a href="http://www.tastespotting.com/" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">TasteSpotting</span></a>, um paraíso voyeurista para foodies, quando dei de caras com <a href="http://vegeyum.wordpress.com/2008/06/22/redlentilsou/" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">esta</span></a> sopa. Tirando a bolota de iogurte ou natas, era perfeita (sim, nós não gostamos muito dessa coisa dos lacticínios na sopa). E resolvi experimentá-la.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img class="size-full wp-image-475  aligncenter" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/08/sopa-de-lentilhas-ii.jpg" alt="" width="311" height="414" /></p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Sopa de Lentilhas</span></strong></p>
<p>Ingredientes</p>
<ul>
<li>4 dentes de alho picadinhos</li>
<li>1 cenoura grande, cortada em pedaços (não muito grandes, não muito grossos)</li>
<li>1 tomate grande, maduro</li>
<li>3 colheres sopa polpa de tomate (a receita pede pasta de tomate, eu não tinha)</li>
<li>1l caldo de legumes</li>
<li>200g lentilhas vermelhas</li>
<li>1 colher chá cominhos (usei em sementes, que triturei no momento)</li>
<li>1 colher chá paprika</li>
<li>1 colher chá paprika doce (usei o nosso pimentão doce)</li>
<li>azeite</li>
<li>sal</li>
</ul>
<p align="justify">Numa panela, alourei o alho no azeite. Juntei a cenoura e cozinhei durante uns minutos. Acrescentei as especiarias e cozinhei mais um minuto. Adicionei o tomate e a polpa, mexendo bem, e cozinhei ainda mais um minuto. As lentilhas e o caldo entraram a seguir, acertei o sal, baixei o lume e deixei cozinhar 30 a 40 minutos, até que todos os ingredientes estivessem bem cozidos e o caldo grosso.</p>
<p align="justify">Servi acompanhada de fatias de pão com manteiga de alho e mozzarella, polvilhadas de orégãos e alho assado desidratado, torradas no forno até estarem moreninhas.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><a href="http://caosnacozinha.files.wordpress.com/2008/08/sopa-de-lentilhas.jpg"><img class="size-full wp-image-476  aligncenter" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/08/sopa-de-lentilhas.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p align="justify">A sopa é deliciosa, extremamente aromática e cheia de sabor. Não só não ouvi nenhum bleargh, como ouvi muitos hmmms! A sopa agradou, as torradas também e o jantar foi um sucesso! Esta é, sem dúvida, uma adição ao meu reportório de sopas, a repetir muitas e muitas vezes!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chilli con carne]]></title>
<link>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/06/25/chilli-con-carne/</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 11:44:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mariana</dc:creator>
<guid>http://caosnacozinha.wordpress.com/2008/06/25/chilli-con-carne/</guid>
<description><![CDATA[Gosto muito de chilli. Mas acho que deve ser um gosto que me ficou nos genes, porque sinceramente nã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-329" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/06/chilli-con-carne-i.jpg" alt="" width="349" height="466" /></p>
<p align="justify">Gosto muito de chilli. Mas acho que deve ser um gosto que me ficou nos genes, porque sinceramente não me lembro de o ter comido muitas vezes na minha vida. O meu pai adora &#8211; mas também não me lembro de o ter feito em casa alguma vez. Gosto estranho, este, que é gostar (quase) sem ter provado.</p>
<p align="justify">Mas a verdade é que há uns dias, ao abrir uma lata de tomate (para preparar um molho de pizza) e ver que me tinha enganado e que em vez de tomate era concentrado de tomate, só consegui pensar numa coisa: chilli. Aquela pasta de tomate espessa ia ficar maravilhosa num chilli! No dia seguinte, sem saber o que fazer para o jantar, acendeu-se novamente a luz e saí para o supermercado, às oito da noite, para comprar carne picada e feijão! E fiz e comemos nós e comeram os meus pais e gostamos todos. Muito.</p>
<p align="justify"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Chilli con carne</span></strong></p>
<p>Ingredientes</p>
<ul>
<li>500g carne de vaca picada</li>
<li>1 lata grande feijão vermelho (aproximadamente 500g)</li>
<li>1/2 pimento vermelho</li>
<li>1 cebola média</li>
<li>4 dentes de alho</li>
<li>1/2 medida concentrado de tomate</li>
<li>1 medida água morna</li>
<li>1 colher sopa coentros em semente</li>
<li>1 colher sopa cominhos em semente</li>
<li>2 colheres sopa chilli em pó (eu não tinha, usei 4 malaguetas pequeninas trituradas)</li>
<li>1 colher sopa alho em pó</li>
<li>1 colher sopa orégãos</li>
<li>sal</li>
<li>azeite</li>
</ul>
<p> </p>
<p align="justify">Comecei por tostar ligeiramente as sementes de coentro e cominhos, numa frigideira seca. Quando começaram a estalar, passei-as para o almofariz e triturei-as até ficarem em pó. Juntei o alho em pó, as malaguetas e os orégãos e misturei bem.</p>
<p align="justify">Numa panela grande alourei os dentes de alho picados, em azeite. Juntei a carne e deixei fritar brevemente, mexendo sempre para não colar e ao mesmo tempo para não formar aqueles aglomerados que a carne picada às vezes forma. Juntei o pimento vermelho e a cebola, cortados em cubinhos, e a pasta de tomate dissolvida na água morna (aqui as medidas são meramente indicativas: se quiser mais molho, acrescente mais pasta de tomate e mais água). Adicionei os temperos previamente misturados, sal, tapei e deixei cozinhar em lume brando durante uns 20 minutos (não é preciso muito, uma vez que a carne é picada; o tempo é mais para deixar apurar o sabor).</p>
<p align="justify">Quando o molho estava já espesso, acertei os temperos (se quiser mais picante junte mais chilli) e juntei à panela o feijão previamente escorrido e lavado em água fria (convém fazer sempre isto ao feijão em lata). Acrescentei um bocadinho mais de sal, por causa do feijão, e deixei cozinhar mais uns cinco ou dez minutos.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><a href="http://caosnacozinha.files.wordpress.com/2008/06/chilli-con-carne-ii.jpg"><img class="size-full wp-image-330  aligncenter" src="http://caosnacozinha.wordpress.com/files/2008/06/chilli-con-carne-ii.jpg" alt="" width="330" height="338" /></a></p>
<p align="justify">Servi sobre arroz branco e acompanhado de nachos, que o marido adora. Ainda pensei fazer um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cornbread" target="_blank"><span style="color:#ff9900;">cornbread</span></a>, mas não ia ter tempo. O chilli estava muito bom e foi comido à colher, como qualquer boa comfort food deve ser.</p>
<p align="justify">Esta receita é suficiente para umas quatro pessoas, pelo menos. Fiz tão grande quantidade para poder <a href="http://caosnacozinha.files.wordpress.com/2008/06/chilli-con-carne-i.jpg"></a>levar metade aos meus pais. Eu sei que o meu pai adora chilli e fazer um miminho sabe sempre bem!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
