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	<title>contracultura &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/contracultura/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "contracultura"</description>
	<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 01:51:47 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/24/639/</link>
<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 16:32:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
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<description><![CDATA[1. Qual é o problema com o capitalismo? Capitalismo. Isso é o mesmo que democracia, não é? Afinal, n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/2009-in-photos-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-642" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/2009-in-photos-2.jpg" alt="" width="490" height="343" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1. Qual é o problema com o capitalismo?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Capitalismo. Isso é o mesmo que democracia, não é?</p>
<p style="text-align:justify;">Afinal, não são os inimigos do capitalismo os opositores à democracia?</p>
<p style="text-align:justify;">Na verdade, capitalismo e democracia são duas coisas bem diferentes. A democracia é a ideia de que o poder deveria ser partilhado por todos ao invés de ficar concentrado nas mãos de alguns. O capitalismo é basicamente o oposto disso.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil (e na maioria das nações ocidentais), estamos acostumados a ouvir que vivemos em uma sociedade democrática. É verdade que temos um governo que se diz democrático, mas isso não é o mesmo que afirmar que nossa sociedade o seja. O governo é apenas um dos aspectos de uma sociedade, e um dos menos importantes. O sistema econômico tem mais influência em nosso dia-a-dia do que o senado ou o presidente. É a economia que decide quem controla as terras, os recursos e as ferramentas de uma sociedade, e é ela que determina o que as pessoas precisam fazer todos os dias para “acompanhar o progresso”.</p>
<p style="text-align:justify;">O capitalismo é, na verdade, um dos sistemas econômicos <em>menos</em> democráticos que existem. Em uma economia democrática, a opinião de cada membro da sociedade teria o mesmo valor na hora de decidir como usar os recursos e realizar os trabalhos. Mas na economia capitalista, na qual todos os recursos são propriedade privada, e na qual todos competem uns contra os outros por eles, a maioria termina nas mãos de algumas poucas pessoas. Essas pessoas decidem como todas as outras irão trabalhar, já que a maior parte não consegue sobreviver sem entregar dinheiro a elas. Elas também determinam a geografia física e mental de nossa sociedade, já que possuem a maior parte das terras e controlam a maior parte da mídia. E, no fim das contas, elas também não têm o controle: se abaixarem suas guardas e pararem de tentar se manter “no topo”, serão jogadas para a base da pirâmide junto com o resto. Isso significa que <em>ninguém</em> é verdadeiramente livre sob o sistema capitalista: todo mundo está igualmente sujeito às “leis” da competição.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2. Como o capitalismo funciona?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Essa é a forma na qual o “livre”-mercado supostamente funciona: as pessoas são livres para ganhar seu dinheiro como quiserem, e aqueles que trabalham mais e oferecem as coisas mais valiosas à sociedade são recompensados com maiores riquezas. Mas esse sistema tem uma falha crucial: ele <em>não</em> oferece oportunidades iguais a todo mundo. O sucesso, no “livre”-mercado, depende quase inteiramente de quanta riqueza você <em>já</em> tem (ou vai herdar).</p>
<p style="text-align:justify;">Quando o capital[1] se torna propriedade privada, as oportunidades que um indivíduo tem para aprender, trabalhar e acumular dinheiro estão diretamente ligadas à riqueza que ele possui. Diplomas não podem ignorar isso. É preciso de recursos para produzir algo de valor, e se alguém não possui esses recursos por conta própria, descobrirá que está à mercê dos que possuem. Enquanto isso, esses que já têm recursos podem acumular mais e mais riquezas, o que faz com que a maior parte das riquezas de uma sociedade acabe nas mãos de alguns poucos. Sem dinheiro e posses suficientes, o capital que resta a todos os outros é seu próprio trabalho, o qual precisam vender aos capitalistas (aqueles que controlam a maior parte dos meios de produção) para sobreviver.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso pode parecer confuso, mas é muito simples. Uma corporação como a Nike tem bastante dinheiro sobrando para abrir novas fábricas, comprar mais anúncios publicitários e vender mais tênis, ganhando mais dinheiro para investir. A maioria das pessoas não tem dinheiro nem para abrir uma banquinha de limonada; e, mesmo se o fizesse, provavelmente seria engolida por uma companhia como a Pepsi, que tem mais dinheiro para se auto-promover[2]. É quase certo que você acabará trabalhando para eles para “ganhar a vida”. E trabalhar para eles reforça seus poderes: eles podem pagá-lo por seu trabalho, mas pode ter certeza de que não estão pagando o que você vale, pois é assim que (o dono de) uma empresa lucra. Isso significa que sempre há alguém embolsando seus esforços; e, quanto mais eles fazem isso, mais dinheiro e oportunidades terão às <em>suas</em> custas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>3. De que formas isso nos afeta?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">A pior parte de tudo é que seu tempo e sua energia criativa estão sendo compradas de você. Quando tudo que você tem para vender em troca de sua sobrevivência é seu trabalho, você é forçado a vender a própria vida em prestações, apenas para existir. Você acaba passando a maior parte de seu tempo fazendo o que quer que lhe pague mais (ou o mínimo necessário), ao invés de fazer o que gostaria (<em>tudo</em> que gostaria, não apenas <em>uma</em> coisa): você troca seus sonhos por salários e sua liberdade por posses materiais. Em seu tempo “livre”, você pode comprar de volta o que você mesmo fez durante o trabalho (enriquecendo mais ainda seus patrões). Mas você nunca mais será capaz de comprar o tempo que gastou. Essa parte de sua vida está perdida para sempre, e as contas que você tem para pagar são o recibo do que desperdiçou.</p>
<p style="text-align:justify;">Sim, há algumas poucas pessoas que encontram maneiras de ganhar dinheiro fazendo exatamente aquilo que sempre quiseram. Mas quantos dos seus familiares, amigos e conhecidos se encaixam nessa categoria? Esses raros indivíduos são apresentados como “prova” de que o sistema funciona, e somos exortados a trabalhar muito, muito duro para que um dia possamos ser como eles. Se você não consegue se tornar uma “estrela” e acaba trabalhando como vendedor em um shopping, você só pode não ter se esforçado o suficiente. Então, se você está entediado, é culpa <em>sua</em>, certo? Mas não foi você que decidiu que é preciso haver mil vendedores de tênis para cada jogador profissional! Se você pode ser culpado de alguma coisa, é por aceitar uma situação que oferece tão poucas chances. Ao invés de competir para subir os degraus da corporação ou ganhar na loteria, deveríamos tentar descobrir como estender a <em>todos</em> a chance de viver a vida que se quer. Pois mesmo que você seja “sortudo” o suficiente para chegar ao “topo”, o que resta para os bilhões que <em>não</em> chegam? É de seu interesse viver em um mundo repleto de pessoas infelizes, que nunca têm a chance de perseguir seus sonhos? Que nem ao menos <em>possuem</em> sonhos?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>4. Quanto vale uma pessoa sob o capitalismo?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sob o capitalismo, nossas vidas orbitam ao redor de <em>coisas</em>, como se a felicidade pudesse ser encontrada em posses, e não em ações e criações. Aqueles que têm riquezas as têm porque gastam bastante tempo e energia pensando em como tomá-las de outras pessoas. Aqueles que têm muito pouco precisam gastar a maior parte de suas vidas trabalhando para conseguir sobreviver, e tudo que têm como consolação por seu trabalho e sua pobreza é as poucas coisas que são capazes de comprar (já que suas próprias vidas foram vendidas). Entre essas duas classes estão os membros da burguesia, ou classe-média, que são bombardeados desde o berço por anúncios publicitários que proclamam que a felicidade, a juventude, o significado, e tudo pelo que vale a pena viver pode ser encontrado em posses e símbolos de status. Eles aprendem a desperdiçar seu tempo trabalhando duro para coletar tudo isso, ao invés de tirar vantagem das chances que têm para ir atrás de outros (e verdadeiros) prazeres.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, o capitalismo determina o valor de uma pessoa pelo que ela <em>tem</em>, e não pelo que ela <em>faz</em>, deixando-a gastar sua vida competindo pelas coisas que precisa para sobreviver e alcançar “status social”. Seria mais fácil as pessoas encontrarem a felicidade em uma sociedade que as encoraja a valorizar uma ação livre e a fazer o que preferem acima de qualquer outra coisa. Para criar uma sociedade assim, precisamos parar de competir por controle e riquezas, e começar a dividi-los livremente. Somente dessa forma todo mundo estará livre para escolher a vida que quer seguir, sem medo de morrer de fome ou ser excluído de todo o resto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>5. Mas a competição não leva à produtividade?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sim. E esse é o problema! A economia competitiva do “livre”-mercado não apenas encoraja a produtividade, ela a <em>impõe</em>: porque aqueles que não se mantêm à frente da competição são pisoteados por ela. E a que custos, exatamente? Primeiro, há as horas intermináveis que passamos no trabalho: quarenta, cinquenta, às vezes sessenta horas por semana (ou noventa, se você for um empregado terceirizado do Wal-Mart ou do Carrefour), sob as ordens de patrões e/ou clientes, trabalhando até depois da exaustão na corrida para “manter-se à frente”. Acima disso, há os baixos salários que recebemos: a grande maioria de nós não é paga o suficiente para aproveitar todas as coisas que nossa sociedade oferece, mesmo quando é o nosso trabalho que as tornam possíveis. Isso porque, em um mercado competitivo, os trabalhadores não recebem o que merecem por seu esforço: eles recebem o mínimo necessário para não procurar outro emprego (isso quando possuem alguma escolha). Essa é a “lei” da oferta e da demanda. O empregador precisa fazer isso, porque precisa poupar o máximo de capital possível para investir em campanhas publicitárias, expansões e outras formas de se manter à frente da concorrência (real ou fabricada). De outra forma, ele não será um empregador por muito tempo, e seus empregados irão trabalhar para um chefe mais “competitivo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Há uma palavra para essas horas intermináveis e salários injustos: exploração. Ou, melhor ainda: escravidão. Mas esses não são os únicos custos exigidos pela “produtividade” de nosso sistema competitivo. Os empregadores precisam cortar as despesas de várias outras formas. É por isso que nossos ambientes de trabalho são geralmente perigosos, por exemplo. E se for preciso fazer coisas que são ecologicamente destrutivas para ganhar dinheiro e se manter “produtivo”, um sistema econômico que privilegia a produtividade não dá às corporações motivo algum para que não arrasem a natureza em troca de alguns trocados. É isso que aconteceu com nossas florestas, com a camada de ozônio, com milhares de espécies de animais: foram todos consumidos por nossa obediência estúpida. Ao invés de florestas, agora temos shopping centers e postos de gasolina, porque é mais importante ter lugares onde comprar e vender do que preservar ambientes de paz e beleza. Ao invés de onças e araras, agora temos animais aprisionados em granjas, transformados em pedaços de carne e leite[3]. A coisa mais próxima a um animal selvagem que a maioria de nós irá ver é um personagem da Disney. Nosso sistema econômico competitivo nos força a substituir tudo que é livre e belo pelo que é “eficiente”, uniforme e lucrativo.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso não se limita aos países do G20: o capitalismo e seus valores estão disseminados pelo mundo todo como uma <em>doença</em>. As companhias precisam manter seu mercado crescendo, seja por força ou persuasão, para não serem passadas para trás. É por isso que você pode comprar uma Coca-Cola no Egito e comer McDonald’s na Tailândia. Através da história fomos capazes de ver como corporações capitalistas forçaram suas entradas em um país atrás do outro, não hesitando em usar de violência quando achavam necessário[4]. Hoje, seres humanos em quase todos os cantos do planeta vendem seu trabalho às corporações multinacionais, às vezes por menos do que $1 a hora, em troca da chance de perseguir as imagens de riqueza e status que tais corporações criam para hipnotizá-los. A riqueza que seu trabalho propicia é sugada das comunidades aos bolsos das companhias; e, em troca, suas culturas particulares são substituídas pela monocultura padrão do consumismo ocidental. Dessa forma, o povo desses países dificilmente pode deixar de tentar se tornar tão competitivo e “produtivo” quanto aqueles que o exploram. Consequentemente, o mundo inteiro está sendo padronizado em <em>um</em> sistema, o capitalista&#8230; e as pessoas estão começando a ter dificuldades para imaginar outra forma de se fazer as coisas.</p>
<p style="text-align:justify;">Então, que <em>tipo</em> de produtividade a competição encoraja? Apenas a produtividade material – ou seja, o lucro a qualquer custo. Nós não ganhamos em <em>qualidade</em>, pois é do interesse do manufatureiro que voltemos a comprar dele de novo quando nossos carros e celulares estragarem em alguns anos (ou ficarem obsoletos em alguns meses). Nós também não ganhamos os produtos que são mais relevantes a nossas vidas e à busca pela felicidade: nós ganhamos o que é fácil e lucrativo de se vender. Nós ganhamos companhias de cartão de crédito, telemarketing, spam, vícios portáteis que causam câncer de pulmão, etc. Para que uma companhia possa ultrapassar seus concorrentes, nós acabamos desperdiçando nossas vidas para desenvolver, produzir em massa e comprar idiotices como sacolas plásticas, e outros tipos de “conveniências” que aumentam nosso padrão de sobrevivência sem melhorar nossa qualidade de vida. Mais do que liquidificadores, videogames e salgadinhos melhores, precisamos de mais <em>significado</em> e <em>prazer</em> em nossas vidas, mas estamos tão ocupados competindo que nem temos tempo para pensar sobre isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Certamente, em uma sociedade menos competitiva, ainda poderíamos produzir todas as coisas de que precisamos, sem sermos obrigados a produzir as superfluidades que estão atualmente superlotando nossas paisagens e apodrecendo a céu aberto. E talvez aí sim pudéssemos concentrar nossos esforços em aprender a produzir a coisa mais importante de todas: o bem-estar humano e animal.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>6. Não me diga que a vida seria melhor em um sistema como o da USSR!</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">É <em>óbvio</em> que não. A economia soviética não era mais democrática do que a economia norte-americana o é. Nos Estados Unidos, a maioria do capital é controlado pelas corporações, que, dessa forma, são capazes de exercer o controle sobre as vidas de seus empregados (e, por extensão, sobre a vida de seus clientes). Na União Soviética, a maioria do capital era controlado por apenas <em>uma</em> força, o governo, que deixava todos os outros à sua mercê. E mesmo que não houvesse a competição interna que leva as corporações ocidentais aos limites da crueldade, o governo Soviético ainda competia com outras nações em termos de produtividade e poder econômico. Isso os levou aos mesmos extremos de devastação ecológica e exploração trabalhista que são comuns no Ocidente. Nos dois sistemas, você pode ver o resultado desastroso de se pôr muita riqueza nas mãos de pouca gente. O que podemos viver, agora, é um sistema no qual <em>todos</em> têm uma parcela da riqueza da sociedade e uma voz sobre o que deve ser feito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>7. Quem exatamente detém o poder em um sistema capitalista?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Em um sistema no qual as pessoas competem pela riqueza e pelo poder que ela traz, aqueles que se mostram mais impiedosos é que acabam conquistando a maior parte de ambos. Dessa forma, o sistema capitalista encoraja a desinformação, a exploração e o engano, e recompensa aqueles que utilizam tais artifícios com o poder de decidir como a sociedade deve ser.</p>
<p style="text-align:justify;">As corporações mais capazes de nos convencer de que precisamos de seus produtos, mesmo quando <em>não</em> precisamos, são as mais bem-sucedidas. É assim que uma companhia como a Coca-Cola, que faz um dos produtos mais inúteis do mercado, foi capaz de obter uma fatia tão grande de riqueza: eles foram os melhores não em oferecer à sociedade algo de valor, mas em promover seu produto. A Coca-Cola não é a melhor bebida que o mundo já experimentou, é apenas a mais impiedosamente divulgada. Aqueles que são mais bem-sucedidos em criar um ambiente que nos mantêm comprando, mesmo que isso se dê através de manipulações publicitárias e outros meios ainda piores, são os que acumulam a maior parte dos recursos para continuar esse processo: sendo assim, são eles que acabam decidindo em que tipo de ambiente devemos viver. É por isso que nossas cidades estão cheias de outdoors e arranha-céus, e não de trabalhos artísticos e jardins comunitários. É por isso que nossos jornais e telejornais estão repletos de perspectivas distorcidas e mentiras indiretas: os produtores estão à mercê de seus anunciantes, principalmente dos que têm mais dinheiro – dos que estão dispostos a tudo, até mesmo a distorcer fatos e divulgar inverdades, para manter e multiplicar esse dinheiro (pesquise um pouco e você verá com que frequência isso ocorre). O capitalismo praticamente garante que aqueles que controlam a sociedade sejam os indivíduos mais gananciosos, cruéis e desumanos.</p>
<p style="text-align:justify;">E já que todos os outros estão à sua mercê, e ninguém quer ficar do lado perdedor, todo mundo é encorajado a ser ganancioso, cruel e desumano também. Claro que ninguém é egoísta o tempo todo. Pouquíssimas pessoas <em>querem</em> ser, ou tiram prazer disso – talvez nenhuma. Mas o ambiente de trabalho tradicional <em>torna</em> as pessoas frias e impessoais. Se alguém chega a uma padaria faminto e sem dinheiro, a política da empresa geralmente ordena seus empregados a mandá-lo embora de mãos vazias, ao invés de deixá-lo ter alguma coisa sem pagar; mesmo que a padaria jogue dúzias de pães no lixo todos os dias, como a maioria o faz. Os pobres empregados passam a enxergar os famintos como uma incomodação, e os famintos culpam os empregados por não ajudá-los, quando na verdade é o capitalismo que os joga um contra o outro. E provavelmente é o empregado mais disposto a seguir ordens ridículas como essa que acaba se tornando o gerente.</p>
<p style="text-align:justify;">Aqueles que ousam passar suas vidas realizando coisas que não são lucrativas geralmente não recebem reconhecimento por seu trabalho. Eles podem estar fazendo coisas de grande valor à sociedade, como arte, música ou trabalho social – incluindo o <em>protesto</em> social. Mas, se não puder transformar essas atividades em lucro, terá dificuldades para sobreviver, quanto mais juntar os recursos para expandir seu trabalho. E, como o poder advém da riqueza, eles também terão pouco controle sobre o que acontece em sua sociedade. Assim, corporações que não têm nenhum objetivo além de acumular mais dinheiro para si mesmas <em>sempre</em> acabam tendo um poder de decisão maior do que artistas e ativistas sociais. Ao mesmo tempo, poucas pessoas podem se dar ao luxo de passar muito tempo realizando coisas valiosas e não-lucrativas. Você é capaz de imaginar os efeitos que isso traz.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>8. Em que tipo de lugar isso transforma nosso mundo?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;">O sistema capitalista dá às pessoas comuns pouquíssimo controle sobre as capacidades e tecnologias coletivas de sua sociedade, e pouquíssimo poder de decisão sobre seus usos. Mesmo que seu trabalho tenha construído o mundo em que vivem, elas o veem como algo “estrangeiro” e fora de seu controle, algo que acontece independente de suas vontades. Não é de espantar que sintam-se frustradas, impotentes, incompletas. Mas não é apenas essa falta de controle que torna o capitalismo tão hostil à felicidade humana: ao invés do controle democrático, temos o domínio irracional da força.</p>
<p style="text-align:justify;">A violência não está presente apenas quando os seres humanos batem uns nos outros. A violência existe, talvez de formas mais sutis, sempre que nossas interações incluem a imposição e a proibição[5]. A violência está na <em>raiz</em> do capitalismo. Sob esse sistema, todas as leis econômicas que governam a vida humana se limitam à coerção: Trabalhe ou passe fome! Domine ou seja dominado! Seja competitivo ou seja eliminado! Venda as horas de sua vida ou apodreça na pobreza – ou na prisão!</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria das pessoas vai trabalhar porque <em>precisa</em>, não porque quer (e o fato de que 99% delas deseja ganhar na loteria é uma comprovação disso). Elas vendem seu tempo para comprar comida e moradia, e para pagar as contas de todos os luxos e símbolos de status que foram condicionadas a colecionar, só porque sabem que a alternativa é a inanição ou o ostracismo. Elas até podem gostar de algumas das coisas que fazem no trabalho, mas prefeririam mil vezes realizá-las a seu jeito e na hora que preferissem; além de fazer outras coisas para as quais seu trabalho não deixa tempo ou energia. Para forçar a produtividade de pessoas que prefeririam estar em outro lugar, as corporações utilizam milhares de mecanismos de controle, como estabelecer horários fixos de trabalho (e de “descanso”) e manter uma vigilância constante. Patrões e empregados são ligados por coerções econômicas, e negociam uns com os outros sob ameaças invisíveis: um apontando a arma do desemprego e da pobreza, o outro mostrando desinteresse pelos serviços da companhia. É claro que a maioria das pessoas tenta manter uma consideração pelas necessidades dos outros, até mesmo no trabalho; mas a essência de nossa economia é competição e dominação, as quais não podem deixar de dar as caras em relações de hierarquia e assustar os que estão “abaixo” e “acima” de nós.</p>
<p style="text-align:justify;">Você é capaz de imaginar o quanto seria mais vantajoso, e mais <em>divertido</em>, se pudéssemos agir através do amor (entendido aqui como uma espécia de livre-vontade), ao invés da compulsão?[6] Se fizéssemos as coisas pelo simples prazer de criar, e trabalhássemos juntos porque <em>queremos</em>, não porque precisamos? Isso não tornaria mais fácil fazer as coisas que precisamos para viver (e não apenas para <em>sobre</em>viver, ou aumentar o padrão de sobrevivência), e também para apoiarmos uns aos outros?</p>
<p style="text-align:justify;">Esses padrões de violência inevitavelmente respingam sobre o resto de nossas vidas. Quando você está acostumado a ver as pessoas como objetos, como recursos a serem gastos ou inimigos a serem vencidos (ou temidos), é difícil deixar esses valores para trás quando você chega em casa. A hierarquia que a propriedade privada impõe nas relações de trabalho pode ser encontrada em todos os outros aspectos da sociedade: nas escolas, nas igrejas, nos círculos familiares, nas amizades, em todo lugar onde as dinâmicas da dominação e da submissão se fazem presentes. É quase impossível imaginar como seria um relacionamento verdadeiramente igualitário, em uma sociedade onde todos estão sempre em busca de uma falsa superioridade. Quando crianças competem por notas e gangues rivais se enfrentam em becos, elas estão apenas replicando os conflitos maiores que tomam forma entre as corporações e as nações que servem aos interesses das primeiras; a violência das ruas é vista como uma anomalia, mas é apenas o reflexo do mundo competitivo que a moldou. Quando amigos e amantes em potencial avaliam-se em termos de status e valor financeiro, estão apenas pondo em prática as lições que aprenderam sobre “valor de mercado”. Vivendo sob o reino da força, é praticamente impossível não encarar os outros seres humanos e o mundo em geral em termos de “o que eles têm para me dar?”.</p>
<p style="text-align:justify;">Se vivêssemos em um mundo no qual pudéssemos perseguir quaisquer aspirações que nos agradassem, sem medo de morrer de fome, ficarmos insanos ou sermos abandonados, nossas vidas e relacionamentos não seriam mais moldados pela violência[7]. Talvez assim fosse mais fácil olhar para os outros e ver o que há de belo e único em cada um, de apreciar a natureza pelo que ela já é (e não no que achamos que devemos transformá-la). Existiram, e ainda existem, centenas de sociedades na história da espécie humana no qual as pessoas viveram e vivem dessa forma. É realmente pedir demais que reorganizemos nossa sociedade para que seja democrática de <em>verdade</em>?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>9. Ok, mas qual é a alternativa?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A alternativa ao capitalismo é uma sociedade na qual nós podemos decidir individualmente (e, quando necessário, coletivamente) como nossas vidas e ambientes devem ser, ao invés de nos subjugarmos a “leis” arbitrárias e maiorias fictícias. É difícil imaginar sociedades baseadas na cooperação quando as únicas que a maioria de nós já conheceu são movidas pela competição. Mas tais sociedades são possíveis: elas têm existido e reaparecido várias vezes ao longo da história de nossa espécie, e podem surgir novamente assim que quisermos[8].</p>
<p style="text-align:justify;">Para escapar das algemas da competição, precisamos desenvolver uma economia baseada em <em>doações</em>, e não em trocas (muito menos as intermediadas pelo dinheiro). Em um sistema como esse, cada pessoa pode fazer o que quer com sua vida, e oferecer aos outros o seu melhor. Os meios de produção podem ser divididos por todos, ao invés de serem acumulados pelos indivíduos mais gananciosos. Assim, cada pessoa tem todas as capacidades de uma sociedade à sua disposição. Aqueles que amam pintar podem pintar, aqueles que amam bicicletas podem construi-las e repará-las para os outros, aqueles que amam a terra podem cultivá-la e dividir seus frutos, e assim por diante. Nós <em>já</em> fazemos tudo isso. Só não podemos fazer <em>sempre</em> porque somos obrigados a comprar a própria sobrevivência. O chamado “trabalho-sujo” também pode ser dividido de forma mais justa, e todo mundo sairia ganhando ao ser capaz de realizar uma grande variedade de coisas, ao invés de ser limitado a apenas um serviço ou função. O próprio “trabalho” pode ser mil vezes mais prazeroso, sem horários apertados e chefes autoritários nos restringindo. E mesmo que tenhamos uma taxa menor de produção (o que já é uma vantagem por si só), ganhamos uma gama maior de potencial criativo, o que torna a vida mais completa e significativa para todos nós. Além do mais, nós realmente precisamos de todas as bugigangas e luxos que produzimos e consumimos hoje em dia?</p>
<p style="text-align:justify;">Isso pode parecer uma visão utópica. E de fato o é. Mas isso não significa que não podemos aproximar nossas vidas o máximo possível dessa visão. Também não precisamos olhar muito longe para ver exemplos de como é a vida fora do capitalismo: mesmo hoje, há muitas oportunidades em nossa sociedade para ver o quanto a vida é melhor quando nada tem um preço. Sempre que um grupo de costura se reúne para partilhar amizades e conselhos, sempre que as pessoas acampam juntas e dividem as responsabilidades, sempre que as pessoas cooperam para fazer comida, música, ou qualquer outra coisa que envolva <em>prazer</em>, e não <em>dinheiro</em>, vemos a economia da doação em funcionamento. Uma das melhores coisas de se estar apaixonado ou ter um amigo íntimo é que, nessas relações, você é valorizado pelo que é, não pelo quanto “vale”. E é um sentimento maravilhoso aproveitar o que vem de graça em nossas vidas, sem precisar medir quanto de nós mesmos estamos trocando por isso. Mesmo nessa sociedade, quase tudo que nos dá prazer de verdade vem de fora das relações capitalistas. E por que não deveríamos exigir a todo momento o que funciona tão bem em nossa vida particular?</p>
<p style="text-align:justify;">“Mas quem coletará o lixo, se todos fizerem o que desejam”? Talvez (e não há motivos para isso) o lixo não seja coletado de forma tão regular, mas seria coletado de forma voluntária, o que faz toda a diferença. Sem contar que uma sociedade livre da competição produziria tão pouco lixo que cada um seria capaz de reciclar os próprios dejetos. Sugerir que nós não podemos satisfazer nossas necessidades sem sermos forçados por “autoridades” é subestimar ridiculamente nossa espécie. A ideia de que todos ficaríamos “sem fazer nada” se não estivéssemos trabalhando para “chefes” vem do fato de que, já que somos <em>obrigados</em> a obedecer a um patrão para sobreviver, preferimos ficar sem fazer nada. Certamente não nos deixaríamos morrer de fome em uma sociedade que divide o poder e as decisões. E o fato de que um bilhão de pessoas está passando fome <em>agora</em> indica que nenhum sistema pode ser mais fracassado do que o capitalista.</p>
<p style="text-align:justify;">Seguido ouvimos que é da natureza humana ser “ganancioso”, e que é por isso que nosso mundo é assim. A própria existência de outras sociedades e outros modos de vida contradiz essa afirmação[9]. Assim que você se dá conta de que a sociedade capitalista moderna é apenas uma de milhares de formas através das quais os seres humanos vivem e interagem, você percebe que essa conversa de “natureza humana” não faz sentido. Somos formados pelos ecossistemas nos quais crescemos – e os seres humanos têm o poder (agora mais do que nunca) de construir seus próprios ecossistemas. Se formos ambiciosos o suficiente (e ambiciosos <em>de verdade</em>), podemos planejar nosso mundo para que ele nos reconstrua de volta. Sim, todos nós somos assombrados por sentimentos de cobiça e violência, após nascer e crescer em um mundo materialista. Mas em ambientes mais tolerantes, construídos sobre valores diferentes, podemos aprender a interagir de formas que trazem maior prazer a todos nós. Seríamos muito mais generosos se pudéssemos – é difícil presentear e dividir livremente em um mundo no qual precisamos vender uma parte de nós mesmos para conseguir alguma coisa. Com isso em mente, é incrível a quantidade de presentes que ainda distribuímos uns aos outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Aqueles que falam sobre “natureza humana” nos dizem que ela consiste no desejo de possuir e controlar. Mas possuir e controlar o quê? E quanto a nossos desejos de partilhar, e de criar pelo prazer de criar? Somente quem já desistiu de fazer o que gosta se contenta em procurar significado apenas no que pode comprar. Todo mundo sabe que dá mais prazer alegrar os outros do que tomar as coisas deles (ou negar acesso a elas, o princípio básico da propriedade privada). Agir livremente e doar livremente são recompensas em si mesmas.</p>
<p style="text-align:justify;">É tentador pensar que o capitalismo é uma conspiração dos ricos contra os pobres, e transformar o conflito contra o capitalismo em um conflito contra a “elite”. Mas, na verdade, é do interesse de <em>todos</em> que mandemos esse sistema econômico embora. Se a verdadeira riqueza consiste em liberdade e comunidade, então somos todos miseráveis: porque ser “rico” em uma sociedade hostil a essas coisas significa apenas possuir o maior número de pobrezas. Esse sistema não é o resultado de um plano maligno de alguns vilões em direção à dominação mundial – e mesmo se fosse, eles tiveram sucesso apenas em condenar a todos, inclusive a si mesmos, aos grilhões da dominação e da submissão. Não precisamos invejá-los porque eles parecem melhores à distância. Qualquer um que tenha crescido em uma de suas mansões pode dizer que, apesar de suas contas bancárias, eles não são mais felizes ou mais livres do que ninguém. Devemos encontrar maneiras de mostrar que todos tem a ganhar com a transformação da sociedade, inclusive aqueles que imaginam controlá-la.</p>
<p style="text-align:justify;">Se esse é um desafio difícil, e às vezes lhe parece que “as massas” merecem o que têm por aceitar esse estilo de vida, não desmoreça. Lembre-se de que o sistema que <em>eles</em> aceitam é aquele no qual <em>você</em> deve viver. Sua chance de liberação está inextricavelmente ligada à deles. Não fique paralisado pela aparente vastidão das forças arranjadas contra você – essas forças são feitas de pessoas como nós, implorando para serem livres. Encontre maneiras de escapar do sistema de violência em sua própria vida e, quando puder, ajude os que não conseguiram. Aproveite cada momento livre, cada oportunidade na qual você pode pôr as mãos. A vida pode ser vendida, mas não pode ser comprada – apenas <em>roubada</em> de volta!</p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;">[1] Dinheiro, posse ou trabalho que pode ser usado para criar mais capital.</p>
<p style="text-align:justify;">[2] Sim, há histórias de “sucesso” de pequenos investidores que triunfaram sobre a competição, mas é fácil de perceber porque isso geralmente não acontece.</p>
<p style="text-align:justify;">[3] As únicas onças e araras que sobraram estão presentes nas notas que utilizamos para extingui-las.</p>
<p style="text-align:justify;">[4] Há ótimos exemplos dessa prática corriqueira no maravilhoso <em>As Veias Abertas da América Latina</em>, de Eduardo Galeano.</p>
<p style="text-align:justify;">[5] Por exemplo: impedir a entrada de uma pessoa a um determinado local, como um condomínio fechado, é uma violência tão grande (embora menos óbvia) quanto invadir o local.</p>
<p style="text-align:justify;">[6] Se você <em>não</em> consegue, não é porque não há como. É, simplesmente, porque <em>você</em> não consegue.</p>
<p style="text-align:justify;">[7] E esse sim é um mundo que só não existe porque não nos esforçamos o suficiente, e não porque é “impossível” de se atingir.</p>
<p style="text-align:justify;">[8] Você entende que a “história” está mais para uma repetição de ciclos do que para uma escalada rumo ao “destino final” da humanidade, certo?</p>
<p style="text-align:justify;">[9] E é por isso que a mídia comercial ou corporativa não tem interesse em mostrar exemplos de sociedades alternativas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/18/636/</link>
<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 14:33:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para que a &#8220;reunião para salvar o mundo&#8221; aconteça essa semana em Copenhague, mais de 40.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/obamas-first-167-days-6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-637" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/obamas-first-167-days-6.jpg" alt="" width="490" height="319" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para que a &#8220;reunião para salvar o mundo&#8221; aconteça essa semana em Copenhague, mais de 40.000 toneladas de dióxido de carbono serão emitidas na atmosfera (mais ou menos a mesma quantidade emitida por uma cidade pequena). Os poluentes serão lançados pelos escapamentos das limusines e pelos motores dos jatos privados que carregam as chamadas &#8220;VIP&#8221;. São tantos jatinhos que o aeroporto de Copenhague não é capaz de acomodá-los, o que força os pilotos a largarem os passageiros na Dinamarca e a voarem à Suécia para &#8220;estacionar&#8221;. Cada hotel de luxo na cidade estará lotado e irá oferecer a seus ilustríssimos hóspedes alimentos sustentáveis como foie gras, caviar e filé. Hospédes que depois irão se reunir para discutir <em>excessos</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Copenhague irá funcionar como um perfeito microcosmo: para cada ativista subsistindo de tofu e vivendo fora da jaula, haverá inúmeras pessoas que, de alguma forma, consideram-se <em>acima</em> ou <em>além</em> do problema. Pessoas que não são capazes de ver a ironia de se atravessar o mundo em um jato particular para discutir a questão das emissões de carbono. Até que a elite mundial não pare de ver dois planetas &#8211; aquele que precisa ser salvo e aquele no qual ela vive &#8211; 40.000 toneladas de poluição é a única coisa que esse tipo de reunião pode produzir.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/16/629/</link>
<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 13:26:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
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<description><![CDATA[A desculpa de exterminar o &#8220;terrorismo&#8221; do mundo cria novos mecanismos e elementos para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/havana-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-632" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/havana-3.jpg" alt="" width="490" height="322" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A desculpa de exterminar o &#8220;terrorismo&#8221; do mundo cria novos mecanismos e elementos para desumanizar o diferente, impor preconceitos e exaltar supremacias. A nossa é uma geração assustada, com um medo irracional de um perigo que, muitas vezes, não consegue identificar racionalmente, e acaba direcionando-o, com a ajuda hábil da imprensa, ao pobre, ao negro, ao sem-terra, ao favelado, aos &#8220;de baixo&#8221;. Uma geração tão bombardeada por imagens e informações que acaba perdendo suas referências de realidade e, acuada, começa a acreditar que a causa da violência está nos assentamentos, nas periferias, nas favelas, e não em um sistema econômico que exclui cada vez mais, que destrói o meio ambiente, que produz a guerra.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Entrevista de Najla dos Passos, publicada no site do <a href="http://www.mst.org.br/node/8782">MST</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/10/613/</link>
<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 13:16:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/10/613/</guid>
<description><![CDATA[Aqui vai uma dica de atividade pra quem não sabe o que fazer durante as férias. Aproveite que as cid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Aqui vai uma dica de atividade pra quem não sabe o que fazer durante as férias. Aproveite que as cidades estarão vazias enquanto as pessoas &#8220;descansam&#8221; nas praias e subverta um outdoor! O processo é muito fácil e consiste em apenas duas etapas:</p>
<p style="text-align:justify;">1. Escolha um outdoor e pinte-o de branco.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/branco-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-614" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/branco-1.jpg" alt="" width="489" height="326" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">2. Desenhe o que quiser em cima.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/cobra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-615" title="outdoor subvertido" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/cobra.jpg" alt="" width="489" height="326" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/delete.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-616" title="outdoor subvertido" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/delete.jpg" alt="" width="490" height="384" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/freedom.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-617" title="outdoor subvertido" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/freedom.jpg" alt="" width="490" height="367" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/live-love-laugh.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-618" title="outdoor subvertido" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/live-love-laugh.jpg" alt="" width="489" height="326" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/people.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-619" title="outdoor subvertido" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/people.jpg" alt="" width="490" height="326" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/water.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-620" title="outdoor subvertido" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/water.jpg" alt="" width="489" height="290" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Pronto. Agora esses espaços finalmente servem para alguma coisa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/01/597/</link>
<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 12:31:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/12/01/597/</guid>
<description><![CDATA[Pra quem não sabe, dia 27 de novembro foi o Buy Nothing Day &#8211; Dia do Não-Compre-Nada. O feriad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/natal-the-end-of-the-christmas-season-5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-598" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/12/natal-the-end-of-the-christmas-season-5.jpg" alt="" width="490" height="343" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Pra quem não sabe, dia 27 de novembro foi o <em>Buy Nothing Day</em> &#8211; Dia do Não-Compre-Nada. O feriado é comemorado há dezoito anos, incentivado pela revista eletrônica <a href="https://www.adbusters.org/">Adbusters</a>. Nos últimos tempos, enquanto o nível dos mares aumenta e as geleiras diminuem, o Dia do Não-Compre-Nada se transformou em um evento global, no qual pessoas do mundo inteiro tentam viver de formas mais simples e menos impactantes. Para comemorá-lo, é fácil: basta não comprar <em>nada</em> o dia todo.</p>
<p style="text-align:justify;">Tal feriado pode até parecer revolucionário. Mas não é nada se comparado a esse outro: o S<em>teal Something Day</em> &#8211; Dia do Roube-Alguma-Coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">O Dia do Roube-Alguma-Coisa foi instaurado há dez anos, e é uma resposta tanto à economia monetária e à exploração do trabalho quanto à campanha da Adbusters e ao Dia do Não-Compre-Nada.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas palavras dos criadores do Roube-Alguma-Coisa (anarquistas canadenses não-identificados), o Não-Compre-Nada &#8220;supostamente deveria ser um freio ao consumo, mas acaba sendo, simplesmente, um debate falsamente moralista sobre comprar esse pedaço de pão hoje&#8230; ou amanhã&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">O Roube-Alguma-Coisa, ao invés de ignorar capitalistas, ruralistas, acionistas, monopolistas, patrões, relações públicas, jornalistas da mídia comercial, publicitários, burocratas, políticos, policiais, e os outros responsáveis pela miséria e pela exploração desse mundo, pede apenas que tomemos algo deles, algo que, de certa forma, já nos pertencia e deve voltar a nos pertencer: qualquer coisa que desejarmos.</p>
<p style="text-align:justify;">O feriado faz uma distinção entre &#8220;steal&#8221; e &#8220;theft&#8221;, duas palavras que significam &#8220;roubo&#8221; em português. O primeiro seria algo como pegar emprestada uma BMW e batê-la em uma Mercedes só para se divertir um pouco. O segundo seria algo como arrancar o doce de uma criança. O Dia do Roube-Alguma-Coisa incentiva, obviamente, o primeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">A premissa dessa data comemorativa é simples: a redistribuição das riquezas deve ser feita <em>pelo</em> povo, e não <em>para</em> o povo. Quando a propriedade privada constitui um roubo, pegá-la de volta e distribuí-la não é nada mais do que solidariedade.</p>
<p style="text-align:justify;">E o melhor de tudo: ao invés do Não-Compre-Nada, o Roube-Alguma-Coisa pode acontecer <em>todos</em> os dias do ano.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Microrelato de ida y vuelta ]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/30/microrelato-de-ida-y-vuelta/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 17:14:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/30/microrelato-de-ida-y-vuelta/</guid>
<description><![CDATA[¿REEDICIÓN? No puedo quejarme, es lo que hay. Las nuevas tecnologías han transformado la comunicació]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1074" title="majareta" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/02/majareta.jpg" alt="" width="450" height="331" /><span style="color:#808080;"><em>¿REEDICIÓN?</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>N</strong></em>o puedo quejarme, es lo que hay. Las nuevas tecnologías han transformado la comunicación ¿Quién podría haber prevenido que los cajeros automáticos servirían para dar asilo a los pobres? Este vivo ejemplo es sin duda una civilizada contradicción. Durmiendo al abrigo de un expendedor de billetes por carencia de los mismos.</p>
<p style="text-align:justify;">Es el progreso, como decían antes de cambiarlo por desarrollo.</p>
<p style="text-align:justify;">Como cuando llegó aquel <span style="color:#800000;"><strong><em>Internet</em></strong></span> que poseían los más modernos, suma de dígitos y bocados virtuales, hoy al servicio de pervertidos, timadores, terroristas y escritores, entre otros.</p>
<p style="text-align:justify;">Los móviles, los portátiles, los navegadores, los servicios de mensajería, y en consecuencia tendencias y formatos. ¿Adónde iremos a parar? Aquí quería yo ir a parar: A los Formatos. Palabras recortadas y novedosos símbolos con significado propio. <em><strong>Microrelatos</strong></em> escritos en un papel de fumar, ¿Qué digo en un papel de fumar? En una uña del pie, en un párpado, en un centímetro de hilo dental, en un grano de pus.</p>
<p style="text-align:justify;">Mi perdición como escritor. Yo, extenso en mis notas, cínico y satírico. Que escribo lo que pienso mientras pienso qué escribir. Que lleno folios para quedarme con la peor frase. ¿Contendrá dicha frase, sin yo saberlo, todo lo que quise expresar? Tal vez en lugar de tanta cháchara tendría que comprobar tan meticulosa técnica. Pues, vamos allá:</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<h6 style="text-align:center;"><strong><em>¡Oh, el mar, que gran tema para hablar!</em></strong></h6>
<p style="text-align:justify;"><strong><em><br />
</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Y bueno, ¿Qué les pareció? Un <strong><em>Microrelato</em></strong> que dará que comentar, por lo profundo y reflexivo, por la composición, por la temática.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>E</strong></em>spero haya sido del agrado del público en general.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2008/12/sidasz.png"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-638" title="sidasz" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2008/12/sidasz.png?w=96" alt="" width="96" height="96" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Waste Land]]></title>
<link>http://amatekim.wordpress.com/2009/11/30/the-waste-land/</link>
<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 09:54:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kim Amate</dc:creator>
<guid>http://amatekim.wordpress.com/2009/11/30/the-waste-land/</guid>
<description><![CDATA[Aquest poema publicat per Thomas S. Eliot el 1922 ha estat un dels més influents durant el s. XX. Ai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;"><img class="alignnone size-full wp-image-491" title="the waste land" src="http://amatekim.wordpress.com/files/2009/11/the-waste-land1.jpg" alt="the waste land" width="320" height="480" /></p>
<p>Aquest poema publicat per Thomas S. Eliot el 1922 ha estat un dels més influents durant el s. XX. Així ho afirmen moltes de les ressenyes i articles dedicats.</p>
<p>El texte és un teixit de referències creuades que van de l&#8217;Antic Testament a La divina comèdia de Dante, extractes de Tristan i Isolda, cites de Baudelaire, mites clàssics, referències en sanscrit, esotèriques i fins i tot alguna dedicatòria als al·lucinògens.</p>
<p>El seu gran valor és que aquest teixit,  que beu de fonts tan diferents, és ple de coherència en busca del missatge essencial i que es pot entendre en la forma i en les diverses interpretacions a les que està obert. Potser per això és un texte intemporal.</p>
<p>Abans de dir quelcom més condicionant, el millor és que en formeu la pròpia opinió llegint-lo.</p>
<p><em>The Waste Land</em> és format per cinc parts, aqui podeu llegir la primera, <em>The burial of the dead</em>, traduïda pel poeta vallesà Agustí Bartra. Per llegir l&#8217;obra completa, en anglès, català i castellà, punxeu <a title="The Waste Land" href="http://www.saltana.org/2/tsr/53.html">aquí</a>.</p>
<p><strong><em>The Waste Land</em> </strong>(La terra eixorca)<em><br />
Traducció d&#8217;Agustí Bartra<br />
</em></p>
<p>I. L&#8217;ENTERRAMENT DELS MORTS</p>
<p>El més cruel dels mesos és l&#8217;abril: engendra<br />
lilàs que broten de la terra morta,<br />
mescla records i anhels,<br />
somou les rels enterques amb ses pluges vernals.<br />
L&#8217;hivern ens escalfà cobrint la terra<br />
amb neu oblidadissa,<br />
nodrint un xic de vida amb secs tubèrculs.<br />
L&#8217;estiu ens sorprengué caient amb im ruixat<br />
sobre el Starnbergersee, i ens vàrem deturar<br />
sota els pòrtics; amb sol anàrem pel Hotgarten,<br />
i vam beure cafè i xerràrem una hora.<br />
<em>Bin gar Keine Russin, stamm&#8217;aus Litauen, echt deutsch.</em><br />
I quan érem infants, l&#8217;arxiduc cosí meu<br />
se&#8217;m va endur a passejar amb son trineu.<br />
En veure&#8217;m espantada, ell va dir-me: «Maria,<br />
Maria, arrapa&#8217;t fort!» I cap a avall!<br />
A les muntanyes un hom se sent lliure.<br />
Llegeixo fins molt tard i a l´hivern me&#8217;n vaig cap al Sud.</p>
<p>Quines arrels s&#8217;arrapen,<br />
enmig d&#8217;aquestes pètries escombranes? Fill de l´home,<br />
tu no ho pots dir, tampoc no ho endevines. Només saps<br />
que allà hi ha un munt d&#8217;imatges rompudes<br />
on bat el sol. I l&#8217;arbre mort no protegeix,<br />
el cant del grill no alleuja, del roc no brolla aigua.<br />
Sota d&#8217;aquesta roca vermella només hi ha ombra,<br />
(oh vina sota l&#8217;ombra de la roca vermella!)<br />
i et mostraré quelcom molt diferent<br />
de la teva pròpia ombra que et segueix al matí<br />
o de l&#8217;ombra que s&#8217;alça a cercar-te, a ranvespre.<br />
Et mostraré la por en un grapat de pols.<br />
<em> Frisch weht der Wind<br />
der Heimat zu<br />
mein Irisch Kind,<br />
Wo weilest du?</em><br />
«Fa un any em vas donar jacints per primer cop;<br />
em digueren la noia dels jacints.»<br />
—Però quan, tard, tomàrem del jardí dels jacints,<br />
tu en duies un braçat, tos cabells eren molls&#8230;<br />
Jo romania mut, amb els ulls entelats,<br />
ni viu ni mort, i sense saber res,<br />
contemplant el silenci dins el cor de la llum.<br />
<em>Oed&#8217; und leer das Meer.</em></p>
<p>Madame Sosostris, famosa pitonisa,<br />
tenia un refredat, malgrat això.<br />
És la dona més sàvia d&#8217;Europa, diu la gent,<br />
amb les iniques cartes a la mà. Aquesta carta<br />
és la vostra, diu ella, el Mariner Fenici que es negà.<br />
(Aqueixes perles foren els seus ulls, Oh mireu!)<br />
Heus ací Belladonna, la Dama de les Roques,<br />
la dama dels destrets.<br />
Ara apareixen l&#8217;home del tres de bastos, La Roda<br />
i el comerciant borni; i aquesta carta en blanc<br />
És quelcom que ell s&#8217;amaga a l&#8217;esquena i no veig.<br />
On deu ésser el Penjat? Temeu la mort a l&#8217;aigua.<br />
Veig un tropell de gent giravoltant.<br />
Oh gràcies! Si veieu l&#8217;estimada senyora<br />
Equitone digueu-li que jo, personalment, li portaré l&#8217;horòscop.<br />
En els temps que vivim no es pot badar.</p>
<p>Oh Ciutat Irreal,<br />
sota la boira grisa d&#8217;una albada d&#8217;hivern<br />
tanta gent s&#8217;arruava devers el Pont de Londres<br />
que mai no hauria dit que la mort s&#8217;endugués tanta gentada.<br />
Exhalaven sospirs molt lleus, adesiara,<br />
i cada home clavava els ulls davant sos peus.<br />
D&#8217;antuvi, carrer amunt; després ve la baixada<br />
de King William Street, que és on Saint Mary Woolnoth<br />
deixa caure les hores amb un fúnebre so<br />
a les nou, al final de la darrera campanada.<br />
Allà, en veure mi amic, vaig cridar-lo: «Tu, Stetson!<br />
Tu estigueres amb mi en les naus, a Mylae.<br />
Ha florit ja el cadàver que vas plantar al jardí?<br />
Treurà flors, aquest any? L&#8217;ha malmenat el rou?<br />
Fes fora d&#8217;allà el Gos, aquest amic dels homes,<br />
si no vols que altre cop te&#8217;l desenterri!<br />
Tu, <em>hypocrite lecteur! — mon semblable — mon frère!</em>»</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NO-DO]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/13/no-do/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 20:16:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/13/no-do/</guid>
<description><![CDATA[A razón de la baja audiencia durante los fines de semana, detalle significativo del nivel de vida de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2390" title="nodo copia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/nodo-copia.jpg" alt="nodo copia" width="450" height="341" /></p>
<p style="text-align:justify;">A razón de la baja audiencia durante los fines de semana, detalle significativo del nivel de vida de mis correligionarios, el espacio quedará ocupado por las noticias del mundo y la publicidad.</p>
<p style="text-align:justify;">Nuestros reporteros han observado ciertos detalles éticos en contra de su propia profesión, los cuales a pesar de su inconsciencia, han documentado la noticia para nuestro respetable público.</p>
<p style="text-align:justify;">¿Por qué, las televisiones, cuándo dan noticias bélicas y no tienen imágenes documentales de lo sucedido emiten planos de botas sucias y perdidas? ¿Se ha convertido esto en una directriz? De similar manera comentan los accidentes de tráfico, la toma de un anónimo vehículo accidentado y seguidamente un zapato sucio y perdido. La escena se repite en los atentados terroristas con más cantidad. Varían los números y los modelos, según el tema, zapatilla deportiva de marca, sandalia con medio pie dentro, si se trata de pobres: de un niño, si sobre ricos: calzado italiano. No obstante, el fenómeno no termina aquí; en el campo de los informativos sobre homicidios, la policía va más allá, ¿Por qué cuándo se dan noticias de un delito ofrecen tomas de los guantes asépticos de los investigadores? Si sobre drogadictos y toxicómanos que empiezan bebiendo porros y terminan pinchándose marihuana, entonces ofrecen primeros planos de jeringuillas y pañuelos de papel manchados de sangre donde poder apreciar los marginados virus del sida dando brincos. El resto de noticias sobre crímenes se zanjan de igual manera, orientando la cámara al lugar donde tiran la mierda los agentes de la autoridad, los flexibles guantes blancos de látex, nitrilo y vinilo decorados con manchas sospechosas, junto a los objetos que examinaron y desecharon, un zapato sucio y perdido pinchado en una jeringuilla, por ejemplo.</p>
<p style="text-align:justify;">Zapatos solitarios, desparejados, caprichos de la naturaleza, a veces tan inclemente con sus hijos. Zapatos que jamás gozarán de la fortuna de una pareja de su mismo modelo y con su mismo número, la misma cola adhesiva, la piel, la suela, los tacones. Criaturas que vinieron al mundo a sufrir su desventura con resignación y  nulo derecho a roce. Criaturas de Dios.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2392" title="Publicidad" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/publicidad.jpg" alt="Publicidad" width="450" height="152" /></p>
<p style="text-align:justify;">Pon dos más – Pidió a la camarera mientras el compañero la devoraba con los ojos &#8211; ¿Entonces es verdad que tienes un <span style="color:#000080;"><em>Blog</em></span> y te conectas con gente de todo el mundo? Debe ser alucinante.  Oye ¿Y de qué habláis?</p>
<p style="text-align:justify;">La amenaza en todos y cada uno de los monitores conectados provocó un riguroso silencio. Los <span style="color:#000080;"><em>bloggers</em></span> de la lista lo recibirían al mismo tiempo.</p>
<p style="text-align:justify;">-Os voy a matar a todos. – Versaba, tajante y letal.</p>
<p style="text-align:justify;">El sol irradiaba su poderío astral sobre el Mediterráneo, exhibiendo la oscilación de sus aguas con un sendero de destellos y brillos juguetones. – ¿Hola? Soy el inspector <em><strong>B</strong></em>lake. ¿Con quién hablo?</p>
<p style="text-align:justify;">- Encantada inspector, soy <strong>M</strong>illa <strong>D</strong>uluc, detective de homicidios de la ciudad de <span style="color:#800000;"><strong>S</strong>anto <strong>D</strong>omingo</span>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-2376" title="eastwooddirtyharryjw1" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/eastwooddirtyharryjw1.jpg?w=84" alt="eastwooddirtyharryjw1" width="84" height="96" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/11/539/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:14:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/11/539/</guid>
<description><![CDATA[É multitudinária a invasão dos braços provenientes das zonas mais pobres de cada país; as cidades ex]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-541" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/sumatra-earthquakes-3.jpg" alt="?" width="500" height="330" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>É multitudinária a invasão dos braços provenientes das zonas mais pobres de cada país; as cidades excitam e golpeiam as expectativas de trabalho de famílias inteiras, atraídas pela esperança de elevar o seu nível de vida e conseguir um lugar no grande circo mágico da civilização. Uma escada mecânica é a revelação do Paraíso, porém o deslumbramento não se come: a cidade torna ainda mais pobres os pobres, porque cruelmente exibe miragens de riquezas às quais nunca terão acesso &#8211; automóveis, mansões, máquinas poderosas como Deus e o Diabo; em compensação, nega-lhes uma ocupação segura e um teto decente, pratos cheios para cada meio-dia.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Eduardo Galeano, em <em>Veias Abertas da América Latina</em>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Asesinos de Bloggers]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/10/asesinos-de-bloggers/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 20:08:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/10/asesinos-de-bloggers/</guid>
<description><![CDATA[¡¿Primer Capítulo?! - ¿Señor Meyer? Soy el inspector Blake – Dijo mostrando la placa – Investigo la ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="FBI" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/fbi.jpg" alt="FBI" width="450" height="294" /></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#333399;">¡¿Primer Capítulo?!</span></p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Señor <em><strong>M</strong></em>eyer? Soy el inspector <em><strong>B</strong></em>lake – Dijo mostrando la placa – Investigo la muerte de <strong>A</strong>rnold.</p>
<p style="text-align:justify;">Tras un silencio irremediable, el padre abrió la puerta.</p>
<p style="text-align:justify;">- Será mejor que pase – Asintió con la voz rota y grave, caminando con cierto desequilibrio entre penumbras por delante de <em><strong>B</strong></em>lake. Al tiempo que se dejó caer en el sofá de dos plazas, invitó al policía a tomar asiento en la silla que colocó delante.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Se encuentra bien su esposa? ¿Está en casa?</p>
<p style="text-align:justify;">- En la cama hecha una pena, apenas puede hablar. Los sanitarios la han atiborrado de calmantes. La identificación del cuerpo le ha impresionado. Yo responderé a sus preguntas.</p>
<p style="text-align:justify;">- Espero que entienda que la mayoría de preguntas le parecerán indiscretas o sugerentes. El factor tiempo es esencial para nosotros.</p>
<p style="text-align:justify;">- Lo soportaré.</p>
<p style="text-align:justify;">El padre, con aspecto de boxeador retirado a causa de un tongo, camiseta sin mangas, pantalones con tirantes y zapatillas roídas, emitía una vibración tóxica que <em><strong>B</strong></em>lake atraparía al vuelo.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Ha tenido en alguna ocasión problemas con la ley, señor <em><strong>M</strong></em>eyer?</p>
<p style="text-align:justify;">- Cumplí tres años de condena por robo a mano armada. Hace veinte años. Jamás he maltratado a mi familia y dispongo de cuartada para la noche del asesinato.</p>
<p style="text-align:justify;">- Disculpe. ¿Por qué ha dicho asesinato y no muerte? Nadie ha dicho nada sobre un asesinato.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2376" title="eastwooddirtyharryjw1" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/eastwooddirtyharryjw1.jpg?w=84" alt="eastwooddirtyharryjw1" width="84" height="96" />El tipo se inclinó en el sofá estirando el cuello para hablar. &#8211; ¿Cree usted que me chupo el dedo, inspector? La policía de <span style="color:#000080;"><em><strong>Dresden</strong></em></span> ha cerrado el caso insinuando una sobredosis de <span style="color:#993300;">GHB</span>, un hipnótico de mierda. Y ahora aparece usted, con su gabardina de agente especial del <span style="color:#800000;">FBI</span>, intentando impresionarme con su cháchara berlinesa. Es patético, ¿No cree? – Las venas de las sienes se le hincharon de tal manera que hubiera podido explotarle la cabeza en cualquier instante.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Tiene algún inconveniente en que suba a la habitación del chico? – <em><strong>B</strong></em>lake creyó oportuno cortar por lo sano, pensando que los forenses locales no se habrían esmerado dada la conclusión de la policía.</p>
<p style="text-align:justify;">La habitación no era excesivamente grande, el desorden de ropa, consolas y <span style="color:#800000;"><em>videojuegos</em></span> la empequeñecían. No brillaba por su pulcritud, por lo que el inspector intuyó un joven rebelde, un perfil como el de otros miles que vivían en el país. Abrió unos cajones, debajo de la cama, encima del armario, supervisó la zona y decidió llevarse el ordenador con él. A pesar del caos reinante no encontró ni un solo cenicero, ni pipas, ni papel de fumar, ni restos de comida basura.</p>
<p style="text-align:justify;">Ello coincidía con sus suposiciones de cuando visitó a la doctora forense de <span style="color:#000080;"><em><strong>Dresden</strong></em></span>, observó la limpieza de sus dedos, la integridad de sus uñas y la salud de la boca, verificó la rigidez de la musculatura. Concluyó con que <strong>A</strong>rnold era un muchacho sano.</p>
<p style="text-align:justify;">El desorden de la habitación podía indicar un amago de motín subversivo. Imaginó <img class="alignright size-thumbnail wp-image-1469" title="rulos-copia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/04/rulos-copia.jpg?w=87" alt="rulos-copia" width="87" height="96" />la relación con el padre. En estos casos las ausencias de comunicación acostumbraban a ser complejas, lo cual resultaba estéril para la investigación. A la sazón, los familiares eran los últimos en enterarse de las inquietudes del hijo.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake estaba instalado en un pequeño despacho cedido por el comisario del distrito, un edificio discreto y algo deteriorado. En cuanto llegó llamó a <em><strong><span style="color:#000080;">Berlín</span></strong></em>.</p>
<p style="text-align:justify;">La sargento <em><strong>A</strong></em>gneta <em><strong>M</strong></em>aurer cogió el auricular.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿<em><strong>A</strong></em>gneta? Soy <em><strong>B</strong></em>lake.</p>
<p style="text-align:justify;">- Hola <em><strong>B</strong></em>lake – La mujer lo atendió mientras organizaba el papeleo de encima de la mesa. &#8211; ¿Cómo ha ido con <em><strong>M</strong></em>eyer?</p>
<p style="text-align:justify;">- Es una buena pieza. Conseguid sus antecedentes e investigad qué ha hecho durante los últimos años. No creo que tenga nada que ver, pero debe moverse en ambientes sórdidos. Es posible que entre sus compañías habituales tropecemos con más de un conocido. ¿Noticias del forense de <em><strong><span style="color:#000080;">Dresden</span></strong></em>?</p>
<p style="text-align:justify;">- Si. Mandó un fax con el informe. Un organismo perfecto, con un hígado ideal, pulmones limpios. El <span style="color:#993300;">GHB</span> en la sangre, una cantidad excesiva para dormir una siesta.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake cazó el mensaje de <em><strong>M</strong></em>aurer, persuadida por la teoría del asesinato, dejando en el aire la posibilidad de que pudieran aparecer más casos similares certificados como suicidios.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Los chicos?</p>
<p style="text-align:justify;">- Localizando a los amigos, novias, vecinos del barrio, vínculos sociales, deporte, bibliotecas, etc. La oreja pegada al teléfono.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2344" title="CocheLocoDatar" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/cochelocodatar1.jpg?w=111" alt="CocheLocoDatar" width="111" height="96" />- Suficiente. Que levanten el culo, preparen café y se pongan en camino. Los veré en el hotel cuando lleguen. Llama al Departamento de Criminología, buscamos casos con el mismo perfil, en un radio cronológico de tres a cuatro años, da igual nivel social, edad o sexo. En <em><strong><span style="color:#000080;">Berlín</span></strong></em> y alrededores. Si dan con algo ya habrá tiempo para repasar el caso.  ¿Cuándo llegara nuestro equipo forense?</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>M</strong></em>aurer miró en derredor, apenas tenían personal para los casos de homicidios, menos para la osada intuición de un asesino en serie.</p>
<p style="text-align:justify;">- Tal vez mañana por la mañana. No antes. – Dijo ojeando la lista de investigaciones en curso. &#8211; Imposible.</p>
<p style="text-align:justify;">- Escucha <em><strong>A</strong></em>nny. Me he llevado el ordenador del chico. Lo devolveré en cuánto regresen con el material. Quiero echarle un vistazo antes de volver a <em><strong><span style="color:#000080;">Berlín</span></strong></em>.</p>
<p style="text-align:justify;">- Tenme informada <em><strong>B</strong></em>lake. Avísame cuando lleguen los muchachos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Así lo haré sargento. Estaré en el móvil.  ¿Tienes el número de la comisaría?</p>
<p style="text-align:justify;">- Todo bajo control. Resuelve el caso y date una ducha. Te esperaré en casa probándome una lencería especialmente erótica, quizá después necesites de respiración asistida, depende de lo que seas capaz de darme.</p>
<p style="text-align:justify;">- Puede que seas tu quien precise de primeros auxilios. Llevo dos días sin oler tu piel y me siento como un lobo en celo, rabioso por devorarte.</p>
<p style="text-align:justify;">Después del intercambio de información amenizada con todo lujo de detalles, <em><strong>B</strong></em>lake encendió el ordenador tomando prestados un monitor y demás útiles informáticos de las mesas colindantes. No era un erudito en el tema, sin embargo <em><strong>B</strong></em>lake, al margen de las mujeres, apenas tenía vicios, tan sólo un hobby, la informática. Ensayaba con un <span style="color:#993366;"><strong>Imac</strong></span> que compró en una subasta de objetos robados; no era ningún <span style="color:#800000;"><em>hacker</em></span>, aunque tampoco un inexperto.</p>
<p style="text-align:justify;">Un par de horas le bastaron para dar con una pista. Llamó a <em><strong><span style="color:#000080;">Berlín</span></strong></em>.</p>
<p style="text-align:justify;">- Sargento <em><strong>A</strong></em>gneta <em><strong>M</strong></em>aurer al habla.</p>
<p style="text-align:justify;">- Tengo una teoría. Escucha: He estado inspeccionando el ordenador de <strong>A</strong>rnold. No estaba registrado en ningún chat, ni redes sociales ni cosas por el estilo. Lo suficiente para cubrir sus necesidades. Fotos de fiestas, con amigos de temporada y otras sobre naturaleza. Fue en el navegador, una red de <span style="color:#000080;"><em>bloggers</em></span> unidos por alguna razón enigmática me llamó la atención porque son los únicos contactos que parece tener. Una red de asuntos privados. Eché un vistazo por encima. ¿Sabes? Este ordenador da asco de lo limpio que esta el sistema. Tiene más de tres años y el software parece recién instalado.</p>
<p style="text-align:justify;">Amanecía cuando sonó el móvil de <em><strong>B</strong></em>lake. Le costó despegar los párpados. Era la sargento <em><strong>M</strong></em>aurer.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Dónde estás? – Se había quedado dormido en el despacho &#8211; ¿Has visto la prensa? Prepárate. Busca la portada del <span style="color:#0000ff;">Berlín on line</span>.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Asesinos de Cibernautas. Alerta en la Red.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>La </em><em><strong>E</strong><span style="color:#800000;">uropol</span> ha intercambiado información sensible con el <span style="color:#ff0000;">FBI</span>. La coordinación entre los países ahora es esencial para esclarecer el caso. Se baraja la posibilidad de que las víctimas potenciales pertenezcan a colectivos de <span style="color:#0000ff;">Bloggers</span>. Ayer se encontraron los cadáveres de cuatro de ellos, uno en Berlín, otro en Londres y otros dos en </em><em><strong>M</strong>adrid. Se especula con que los crímenes pudieran extenderse a </em><em><strong>L</strong>atinoamérica y a los mismos </em><em><strong>E</strong>stados </em><em><strong>U</strong>nidos. La policía busca la conexión entre…</em></p>
<p style="text-align:justify;">- Tenías razón en lo del asesino en serie, aunque quizá sea un grupo de asesinos en serie. Felicidades sargento, sigues teniendo el mejor olfato del cuerpo. ¿Qué opinas?</p>
<p style="text-align:justify;">- No sé que decir. Hemos ido en buena dirección desde el principio, ¿Ahora qué ocurrirá? No tenemos nada.</p>
<p style="text-align:justify;">- No. Realmente esto acaba de empezar.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1414" title="lococolgado" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/04/lococolgado.jpg?w=94" alt="lococolgado" width="94" height="96" /></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/05/527/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 01:12:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/05/527/</guid>
<description><![CDATA[E aí, caras! Nós somos fotos de mulheres que não existem. Mas nossos corpos correspondem a um estere]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-526" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/afghanistan-2009-16.jpg" alt="?" width="500" height="364" /></p>
<p style="text-align:justify;">E aí, caras! Nós somos fotos de mulheres que não existem. Mas nossos corpos correspondem a um estereótipo que vocês foram condicionados a desejar. Já que provavelmente suas namoradas e esposas não se parecem conosco, vocês são um bando de frustrados. As pessoas que nos colocaram aqui agarraram vocês pela parte que queriam &#8211; pelos colhões. Com suas &#8220;masculinidades&#8221; desafiadas, vocês são fantoches nas mãos deles. Eles podem convencê-los a comprar objetos que vocês  acham que precisam, e não aquilo que realmente querem. E já que a imagem de satisfação que eles seguram à sua frente recua cada vez mais &#8211; como uma cenoura em frente a um burro &#8211; vocês continuam trabalhando para pagar por coisas que já são suas, ou impossíveis de se conquistar. Se vocês continuarem &#8220;vivendo&#8221; dessa forma, vocês não estarão satisfeitos nem no dia de suas mortes. Idiotas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Oda del Cuento Perdido]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/26/oda-del-cuento-perdido/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 18:57:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/26/oda-del-cuento-perdido/</guid>
<description><![CDATA[¿REEDICIÓN? Perdona mi indiscreción M, pero estoy desesperado, soy un relato perdido y hace rato que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1038" title="rostro-del-men-history" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/01/rostro-del-men-history.jpg" alt="" width="332" height="390" /><strong><span style="color:#808080;">¿REEDICIÓN?</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>P</em>erdona mi indiscreción <strong>M</strong>, pero estoy desesperado, soy un relato perdido y hace rato que ando harto angustiado buscando mi <strong>Blog</strong>. Tal vez mi autor esté preocupado.</p>
<p style="text-align:justify;">Me caí de los cuentos, creo, quizás de los borradores, no estoy seguro. Todo empezó cuando unas palabras empezaron a insultarse entre ellas con adjetivos horribles, a la súbita disputa se unieron unas minúsculas que hormigueaban por los alrededores. Pronto se hicieron bandos, las etiquetas, las categorías. Mi posición se tornó vulnerable, sin tiempo a registrar un <em>Backup</em>, no me quedó más remedio que salir a toda leche de ahí, zumbando que le diría una abeja a otra.</p>
<p style="text-align:justify;">Buscando una salida a la caótica revuelta, tropecé con una <strong>R</strong> apoyada en una postura muy tentadora en la esquina de una <span style="color:#ff0000;"><strong>web</strong></span> de pago. Desde el principio me pareció una letra hermosa, con un acabado muy interesante, con aquella sugerente curvatura sobre la cintura de aguja, asomando con estilo la pierna con la cual choqué. Creyéndome enamorado por flechazo, me dejé llevar por el instinto más primitivo, yendo a buscar a través de la filología, el sentido de la letra que anunciaba la palabra, alumbrada de efecto neón, degradados intensos y hermosos destellos artificiales.</p>
<p style="text-align:justify;">Imagina el impacto al comprender dónde me encontraba, entre archivos de imágenes cargados de carne humana cuyos atributos sexuales a tamaño gigante superaban mis limitaciones cognitivas con creces, alucinado por las nítidas definiciones de vídeo a merced de la comunicación corporal de sus voluptuosos protagonistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Librado del deseo de la excitación <em>in-extremis</em>, confieso que bajo una gran prensión por no tocar la tecla de la i<em>ntro-ducción</em>. Navegué entre millones de redes buscando una inalámbrica para establecer una conexión libre. Después viajé de polizonte en banda ancha, desde donde registré miles de flujos de datos. Localizar el servidor de los <span style="color:#800000;"><strong>Blogs</strong></span> y determinar el de <strong>WordPress</strong> fue sencillo, lo arriesgado llegó al saltar del tráfico de redes yendo a caer a la nube de etiquetas. A pesar de las adversidades, aquí me tienes colega, luchando por sobrevivir, después de navegar como un poseso contra cortafuegos, troyanos y otros peligros del ciberespacio.</p>
<p style="text-align:justify;">- Disculpa, con la emoción olvidé presentarme, soy un cuento que comienza con la letra <strong>E </strong>Mayúscula del cuerpo Arial, ¿Y tú, bella grafía, eres…?</p>
<p style="text-align:justify;">- No. ¡Disculpa tú!, porque voy a pasar cantidad de tu rollo, vengo de un foro de deportistas y estoy hecha polvo, loca por echarme a planchar la letra. Así que, compañera, déjame en paz. ¡Vete con la <strong>Wikipedia</strong> a dar por culo a las <span style="color:#003366;"><strong>Galápagos</strong></span>!<img class="alignright size-thumbnail wp-image-1070" title="Comentarista Infantil" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/02/nen.jpg?w=69" alt="" width="69" height="96" /></p>
<p style="text-align:justify;">- ¡Pero eres una <strong>M</strong> Mayúscula! Una letra considerable, importante.</p>
<p style="text-align:justify;">- <strong>M</strong> de mierda. Que te pires de aquí, montón de caracteres anormales.</p>
<p style="text-align:justify;">Abochornado por la inaudita respuesta, me sentí airado y ofendido. Comencé a caminar con desdén, furioso por los acontecimientos postreros, cual taciturno andaluz bailando por sevillanas en un abecedario ruso. Para bien, no me di por vencido y reprendí la aventura. Arribé a los <span style="color:#800000;"><strong>blogs</strong></span> de política dando un par de saltos. Allí todo era letra, mucha y seguida. Intenté incluirme a algún texto sin éxito, en la página imperaba un ritmo salvaje: tan pronto llegaba una entrada salía otra recién posteada. Con las imágenes ocurría lo mismo, si bien era más complicado y peligroso, las fotografías despiezaban los textos constantemente, no perdonaban las erratas y decapitaban argumentos por dejar de ser noticia, dando paso inmediato a la siguiente cabecera.</p>
<p style="text-align:justify;">Me descolgué de un titular a otro hasta acceder a un enlace de categorías, como mi mala suerte me perseguía de cerca, resbalé, entonces caí en volandas y a bandazos, entre los <span style="color:#800000;"><strong>blogs</strong></span> personales.</p>
<p style="text-align:justify;">Ahora me encuentro en un estado catatónico, leo sobre tristeza y desamor, sobre soledades y reflexiones profundas. Con lo ocurrido me siento raro aquí, será por las fotos que vi, las noticias que leí sobre el planeta, sobre los niños muriendo de pura pobreza, sobre las guerras guarras que asolan el mundo. Y ahora, hallo a estas personas que no tienen nadie que las escuche, razón por la cual plasman aquí sus sentimientos más íntimos, sus confesiones y sus secretos mejor guardados. Hablan de sus sueños, de sus deseos, de amar y ser amados. De encontrar el cariño con las palabras adecuadas. Enmudezco y siento ganas de sentarme a llorar en lo alto de un puerto virtual.</p>
<p style="text-align:justify;">De repente recuerdo quién soy, soy un cuento, ¿Ficción o realidad? Mi función es jugar con las palabras a desdramatizar, mi mensaje es la obligación de hacer crecer la imaginación, creer en lo fantástico.</p>
<p style="text-align:justify;">Poder transformar la adversidad en felicidad, convertir el dolor en relativo, la soledad en amor. Denunciar una injusticia, ser la voz de la garganta del que ya no grita, las lágrimas de quienes secaron los ojos.</p>
<p style="text-align:justify;">Necesito un enrutamiento, un servidor y una dirección remota. ¡¡Soy un cuento que publicar!!</p>
<p style="text-align:justify;">Un cuento escrito por gente como yo, en noches como esta, para gente como tú.</p>
<p style="text-align:center;">
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-401" title="telecuentos" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2008/10/telecuentos.jpg" alt="" width="256" height="256" /></p>
<p><img style="border:medium none;position:absolute;z-index:2147483647;opacity:0.6;display:none;" src="image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAABgAAAAYCAYAAADgdz34AAADsElEQVR4nK2VTW9VVRSGn33OPgWpYLARbKWhQlCHTogoSkjEkQwclEQcNJEwlfgD/AM6NBo1xjhx5LyJ0cYEDHGkJqhtBGKUpm3SFii3vb2956wPB/t+9raEgSs52fuus89613rftdcNH8/c9q9++oe/Vzb5P+3McyNcfm2CcPj9af9w6gwjTwzvethx3Bx3x8xwd1wNM8dMcTNUHTfFLPnX6nVmZpeIYwf3cWD/PhbrvlPkblAzVFurKS6GmmGqqComaS+qmBoTI0Ncu3mXuGvWnrJ+ZSxweDgnkHf8ndVTdbiT3M7cQp2Z31dRTecHAfqydp4ejhwazh6Zezfnu98E1WIQwB3crEuJ2Y45PBTAQUVR9X4At66AppoEVO1Q8sgAOKJJjw6Am6OquDmvHskZ3R87gW+vlHz98zpmiqphkkRVbQtsfPTOC30lJKFbFTgp83bWh7Zx/uX1B6w3hI3NkkZTqEpBRDBRzG2AQHcwcYwEkOGkTERREbLQ/8HxJwuW7zdYrzfZ2iopy4qqEspKaDYravVm33k1R91Q69FA1VBRzFIVvXbx5AgXT44A8MWP81yfu0utIR2aVK3vfCnGrcUNxp8a7gKYKiLCvY2SUvo/aNtnM3e49ucK9S3p0aDdaT0UAVsKi2tVi6IWwNL9JvdqTdihaz79/l+u/rHMxmaJVMLkS2OoKKLWacdeE3IsSxctc2D5Qcl6vUlVVgNt+fkPPcFFmTw1xruvT7SCd7nuVhDQvECzJH90h0azRKoKFRkAmP5lKTWAGRdefoZL554FQNUxB92WvYeA5UN4PtSqwB2phKqsqMpBgAunRhFR3j49zuU3jnX8k6fHEQKXzh1jbmGDuYU6s4t1rt6socUeLLZHhYO2AHSHmzt19ihTZ48O8Hzl/AmunD/BjTvrvPfNX3hWsNpwJCvwYm+ngug4UilSCSq6k8YPtxDwfA+WRawIWFbgscDiULcCEaWqBFOlrLazurupOSHLqGnEKJAY8TwBEHumqUirAjNm52vEPPRV4p01XXMPAQhUBjcWm9QZwijwokgAeYHlHYA06KR1cT6ZvoV56pDUJQEjw0KeaMgj1hPEY4vz2A4eW0/e1qA7KtQdsxTYAG0H3iG4xyK1Y+xm7XmEPOJZDiENzLi2WZHngeOjj2Pe+sMg4GRYyLAsx7ME4FnsyTD9pr0PEc8zPGRAwKXBkYOPEd96cZRvf11g9MDe7e3R4Z4Q+vyEnn3P4t0XzK/W+ODN5/kPfRLewAJVEQ0AAAAASUVORK5CYII%3D" alt="" width="24" height="24" /></p>
<p><img style="border:medium none;position:absolute;z-index:2147483647;opacity:0.6;display:none;" src="image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAABgAAAAYCAYAAADgdz34AAADsElEQVR4nK2VTW9VVRSGn33OPgWpYLARbKWhQlCHTogoSkjEkQwclEQcNJEwlfgD/AM6NBo1xjhx5LyJ0cYEDHGkJqhtBGKUpm3SFii3vb2956wPB/t+9raEgSs52fuus89613rftdcNH8/c9q9++oe/Vzb5P+3McyNcfm2CcPj9af9w6gwjTwzvethx3Bx3x8xwd1wNM8dMcTNUHTfFLPnX6nVmZpeIYwf3cWD/PhbrvlPkblAzVFurKS6GmmGqqComaS+qmBoTI0Ncu3mXuGvWnrJ+ZSxweDgnkHf8ndVTdbiT3M7cQp2Z31dRTecHAfqydp4ejhwazh6Zezfnu98E1WIQwB3crEuJ2Y45PBTAQUVR9X4At66AppoEVO1Q8sgAOKJJjw6Am6OquDmvHskZ3R87gW+vlHz98zpmiqphkkRVbQtsfPTOC30lJKFbFTgp83bWh7Zx/uX1B6w3hI3NkkZTqEpBRDBRzG2AQHcwcYwEkOGkTERREbLQ/8HxJwuW7zdYrzfZ2iopy4qqEspKaDYravVm33k1R91Q69FA1VBRzFIVvXbx5AgXT44A8MWP81yfu0utIR2aVK3vfCnGrcUNxp8a7gKYKiLCvY2SUvo/aNtnM3e49ucK9S3p0aDdaT0UAVsKi2tVi6IWwNL9JvdqTdihaz79/l+u/rHMxmaJVMLkS2OoKKLWacdeE3IsSxctc2D5Qcl6vUlVVgNt+fkPPcFFmTw1xruvT7SCd7nuVhDQvECzJH90h0azRKoKFRkAmP5lKTWAGRdefoZL554FQNUxB92WvYeA5UN4PtSqwB2phKqsqMpBgAunRhFR3j49zuU3jnX8k6fHEQKXzh1jbmGDuYU6s4t1rt6socUeLLZHhYO2AHSHmzt19ihTZ48O8Hzl/AmunD/BjTvrvPfNX3hWsNpwJCvwYm+ngug4UilSCSq6k8YPtxDwfA+WRawIWFbgscDiULcCEaWqBFOlrLazurupOSHLqGnEKJAY8TwBEHumqUirAjNm52vEPPRV4p01XXMPAQhUBjcWm9QZwijwokgAeYHlHYA06KR1cT6ZvoV56pDUJQEjw0KeaMgj1hPEY4vz2A4eW0/e1qA7KtQdsxTYAG0H3iG4xyK1Y+xm7XmEPOJZDiENzLi2WZHngeOjj2Pe+sMg4GRYyLAsx7ME4FnsyTD9pr0PEc8zPGRAwKXBkYOPEd96cZRvf11g9MDe7e3R4Z4Q+vyEnn3P4t0XzK/W+ODN5/kPfRLewAJVEQ0AAAAASUVORK5CYII%3D" alt="" width="24" height="24" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hippie, yeah.]]></title>
<link>http://porumundomaisadolescente.wordpress.com/2009/11/26/hippie-yeah/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 17:02:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>lariguimaraes</dc:creator>
<guid>http://porumundomaisadolescente.wordpress.com/2009/11/26/hippie-yeah/</guid>
<description><![CDATA[   Acho que a ideia do post que vocês têm agora para ler surgiu da vontade insana de um velho amigo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>   Acho que a ideia do post que vocês têm agora para ler surgiu da vontade insana de um velho amigo meu em se tornar um hippie. Depois que esse assunto surgiu na minha cabeça eu tinha que postar, porque é um assunto bem interessante eu diria. Os hippies surgiram como parte do movimento de contracultura da década de 60. Todo mundo pensou que fosse 70 né? O movimento de contracultura começou em 60, mas como no brasil quase tudo chega mais tarde, veio a se espalhar por aqui em 70 mesmo. Os hippies não são só uns doidões que usam maconha e falam paz e amor não, os hippies buscam agradar as questões ambientais e viver em um mundo comunitário, então pense bem antes de virar um, já que você não consegue dividir nem um chocolate com seu irmão.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="3095220890_116aa593d0_m" src="http://porumundomaisadolescente.wordpress.com/files/2009/11/3095220890_116aa593d0_m.jpg" alt="" width="185" height="240" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Alguns deles são vegetarianos viu ?</em></p>
<p style="text-align:left;">   Os hippies eram uma forma de libertar toda a revolta de jovens contra a sociedade capitalista, militarista, e contra as armas nucleares também, então vejam bem, se até hoje as armas nucleares ocupam manchetes nos jornais; resolver assuntos mundiais é um pouquinho demorado né ? Se você quiser virar um hippie, você tem que ter consciência que os hippies defendem toda e qualquer forma de amor ou liberdade. Se você tem algo contra homossexuais e não gosta nem que o seu melhor amigo te dê um beijo, meu amigo, você não será um bom hippie.</p>
<p style="text-align:center;">    <img class="aligncenter" title="178009934_13a9657238" src="http://porumundomaisadolescente.wordpress.com/files/2009/11/178009934_13a9657238.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Culto as diferenças <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p style="text-align:left;">   Porque os hippies usam drogas se eles são da paz? Porque pra eles, droga é paz, paz interior e liberação da mente; claro que não quero incentivar o uso de drogas, mas essa é uma marca bem forte dos hippies, marca essa que foi motivo do encerramento do movimento hippie no Brasil, é isso mesmo, o presidente não aguentava mais tanto uso de drogas lícitas e ilícitas.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://porumundomaisadolescente.wordpress.com/files/2009/11/527749791_c7174de6a91.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-48" title="527749791_c7174de6a9" src="http://porumundomaisadolescente.wordpress.com/files/2009/11/527749791_c7174de6a91.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>Liberação da mente, HMMMMMM .</em></p>
<p style="text-align:left;">   Pra terminar vou dizer, a influência hippie no mundo atual é mais do que o estilo folk que faz suceso em muitas passarelas, a liberdade sexual, a aceitação de pequenos grupos, que são minoria na sociedade; a preocupação ambientalista e o culto místico de hoje, são em boa parte herança dos movimentos hippies de alguns vinte anos atrás. Legal né? Estou pensando em virar uma hippiezinha, acho que vou dar as caras lá em Woodstock, porque faz quarenta anos que  lá uniram-se pessoas, ideais, todos os credos e todas as cores, e que eles tocaram milhões de almas com seu pensamento psicodélico de liberdade e igualdade. Mas eu vou vestida, nudismo não é a minha praia.</p>
<p style="text-align:left;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conspiración Narciso]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/25/conspiracion-narciso/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 17:02:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/25/conspiracion-narciso/</guid>
<description><![CDATA[Blogs sobre Relatos. Ha vuelto a suceder, la última parte, el capítulo 6 de la novela ha desaparecid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2474" title="pipamac" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/pipamac.jpg" alt="" width="281" height="211" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;"><em><span style="color:#000080;"><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2427" title="marina-silueta3 copia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/marina-silueta3-copia.jpg?w=37" alt="" width="37" height="96" />B</strong></span>logs</em></span> sobre <strong>Relatos</strong>. Ha vuelto a suceder, la última parte, el capítulo 6 de la novela ha desaparecido de la sección de <strong>wordpress</strong>. El desenlace donde se descubre la verdad y se da a conocer a <strong>Narciso</strong>. ¿Por qué? ¿Ha llegado realmente el fin? ¿<strong>Narciso</strong> existe y soy el siguiente por desvelar sus secretos? ¿Tendrá algo que ver <strong>K</strong>aren, la asesora presidencial? ¿<span style="color:#008080;"><strong>B</strong><span style="color:#008000;">onnet</span></span>? ¿Continuamos siendo los objetivos de una lista?</p>
<p style="text-align:justify;">Amigos, creo que una sombra acecha a los buscadores de la verdad. Hemos pasado buenos ratos juntos, pero tal vez haya llegado el momento de despedirnos. No creo en las casualidades, podéis comprobarlo vosotros mismos: <span style="color:#800000;"><span style="color:#ff0000;"><strong>A</strong></span>sesinos de <span style="color:#ff0000;"><strong>B</strong></span>loggers <em><span style="color:#ff0000;"><strong>6</strong></span></em></span> no está. En cambio si lo está el <em><strong><span style="color:#ff0000;">5</span></strong></em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Tenía que suceder, demasiadas preguntas sin respuesta. <strong><em>M</em></strong>aurer,<strong> M</strong>onzón, <strong><em>B</em></strong>lake,  muertos o apartados de servicio. Son mis víctimas, mis manos están manchadas de sangre. Yo les envié a una muerte segura, al núcleo de una élite poderosa, la cual nos espía día y noche, estudia nuestras costumbres, controla nuestros horarios, analiza nuestras inquietudes, para reemplazarnos y luego hacernos desaparecer, a través de <strong>Narciso</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Han eliminado de la red los datos más incriminatorios, las ficciones más reales. ¿Qué? Oigo golpes en la puerta, alguien intenta forzar la cerradura. Cuídense amigos.</p>
<p style="text-align:justify;">¿Quién anda ahí? Les advierto que voy arm…ggggxxxx, suéltame cabrón de…..grrrrrrrrrrxxxxxxxxxxx. <strong><span style="color:#333333;">¡Pac! ¡Pac!</span>*<img class="aligncenter size-medium wp-image-2475" title="tiroteo-en-alabama" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/tiroteo-en-alabama.jpg?w=300" alt="" width="300" height="231" /></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft size-full wp-image-2385" title="Mascara" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/mascara1.jpg" alt="" width="54" height="80" />En la guerra civil</em> de <strong><span style="color:#808080;"><span style="color:#666699;">F</span>ranco</span></strong>, <em>existieron francotiradores diseminados por los tejados y partes altas de los edificios de</em> <span style="color:#800000;">B</span><span style="color:#993300;">arcelona</span>. <em>Tiraban contra civiles a modo aleatorio. Sus fusiles hacían un sonido seco al disparar,</em> <strong>pac</strong>. <em>Les terminaron llamando </em><strong>Pacos*</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>¿</em><strong>Pacos</strong> <em>a la vista?</em> <em>Esto no venía a cuento, pero me ha parecido interesante contarlo. No lo he leído en ningún sitio, ésto me lo contó mi padre.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>*Paco:Francisco<br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/24/583/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 16:34:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/24/583/</guid>
<description><![CDATA[Acabei de ler, de passagem, uma mini-reportagem sobre autonomia em uma edição qualquer da revista Su]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/soccer-in-south-africa-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-584" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/soccer-in-south-africa-2.jpg" alt="" width="500" height="313" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Acabei de ler, de passagem, uma mini-reportagem sobre autonomia em uma edição qualquer da revista Superinteressante.</p>
<p style="text-align:justify;">A matéria fala sobre um time de futebol inglês (cujo nome não lembro, mas que também não vem ao caso) que era administrado pelos próprios torcedores. Ou seja, eram eles que pagavam as contas do clube, escalavam os jogadores, decidiam o esquema tático, etc, tudo por conta própria.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a Super(?)interessante, o esquema não deu certo por muito tempo. E um &#8220;especialista&#8221; explicou que um sistema cooperativo como esse não tem chance de funcionar se não houver &#8220;uma hierarquia&#8221;, se não houver &#8220;alguém que mande e desmande&#8221;, blá-blá-blá.</p>
<p style="text-align:justify;">O que a revista não consegue entender, no entanto, é que essa administração por torcedores é <em>justamente</em> uma forma de hierarquia. Não foi a falta dela que pôs tudo a perder, e sim o contrário. Um time de futebol realmente autônomo seria administrado pelos próprios jogadores, e não por uma casta cuspidora de ordens irracionais (como torcedores e patrões em geral).</p>
<p style="text-align:justify;">Ou seja, a reportagem inteira é apenas mais uma forma de reforçar a linha editorial da Abril (cuja menina dos olhos é ninguém menos do que a Veja), que consiste, entre outras coisas, em desqualificar atividades que não seguem a lógica da obediência e da submissão. Afinal, seus anunciantes precisam de leitores mansinhos, certo?</p>
<p style="text-align:justify;">E pensar que já assinei essa porcaria.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VII Congreso Nacional de Contracultura]]></title>
<link>http://raulvalencia.wordpress.com/2009/11/24/vii-congreso-nacional-de-contracultura/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 15:28:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>raulvalenciaruiz</dc:creator>
<guid>http://raulvalencia.wordpress.com/2009/11/24/vii-congreso-nacional-de-contracultura/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; Roberto Castelán Rueda Hace ya siete años, en una reunión solemne y formal como las que se ac]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&nbsp; Roberto Castelán Rueda Hace ya siete años, en una reunión solemne y formal como las que se ac]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["A revolução cultural é uma importante arma contra todas as opressões": uma entrevista via e-mail com Carla, Julie e Íris do Zine Histérica, Brasil]]></title>
<link>http://destemidxs.wordpress.com/2009/11/22/a-revolucao-cultural-e-uma-importante-arma-contra-todas-as-opressoes-uma-entrevista-via-e-mail-com-carla-julie-e-iris-do-zine-histerica-brasil/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 22:07:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>irisnery</dc:creator>
<guid>http://destemidxs.wordpress.com/2009/11/22/a-revolucao-cultural-e-uma-importante-arma-contra-todas-as-opressoes-uma-entrevista-via-e-mail-com-carla-julie-e-iris-do-zine-histerica-brasil/</guid>
<description><![CDATA[Carla Com imensa euforia, comunico-lhes que nós (eu, Carla e Julie), do zine Histérica, fomos entrev]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_306" class="wp-caption alignleft" style="width: 159px"><a href="http://destemidxs.wordpress.com/files/2009/11/carla.jpg"><img class="size-medium wp-image-306" title="carla" src="http://destemidxs.wordpress.com/files/2009/11/carla.jpg?w=149" alt="" width="149" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Carla</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Com imensa euforia, comunico-lhes que nós (eu, Carla e Julie), do <a href="http://www.myspace.com/zinehisterica">zine Histérica</a>, fomos entrevistadas para o site <a href="http://www.grassrootsfeminism.net">Grass Roots Feminism</a>, feito pela Elke Zobl e Red Chidgey. Este é um site que busca fazer uma antologia da produção feminista [contra]cultural a nível transnacional, arquivando entrevistas, zines posters.</p>
<p style="text-align:justify;">Para as criadoras do projeto, trata-se de quebrar com o preconceito do senso comum, no qual mulheres jovens e garotas são vistas como culturalmente improdutivas e como consumidoras passivas da cultura de massa. Trata-se , portanto, de dar visibilidade a essa larga produção feminista, baseada no lema &#8220;faça-você-mesmo&#8221; (&#8220;Do it yourself&#8221;) e que raramente se vê nas livrarias.</p>
<p style="text-align:justify;">Para x nossx leitor/a que ainda não sabe que diabos é o Histérica, vou pôr um trecho inicial da entrevista (que é em inglês) escrito por <a href="http://ansia2.blogspot.com/">Carla</a>:</p>
<div id="attachment_312" class="wp-caption alignright" style="width: 172px"><a href="http://destemidxs.wordpress.com/files/2009/11/julie1.jpg"><img class="size-medium wp-image-312" title="julie" src="http://destemidxs.wordpress.com/files/2009/11/julie1.jpg?w=162" alt="" width="162" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Julie</p></div>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Somos três garotas brasileiras, que fizeram um zine usando a internet. O movimento riot grrrl nos inspira, o feminismo radical da década de 60 também, bem como nossas experiências pessoais, e tentamos relacionar isso com o que é importante para nós. Há mais um monte de outras coisas que estão misturadas no que nós estamos fazendo e vocês podem sentir isso lendo o fanzine. Ele é todo escrito em português, nossa primeira edição saiu em março de 2009 e nós entrevistamos: Allison Wolfe (líder e vocalista da seminal banda riot grrrl Bratmobile e atualmente vocalista da banda Partyline) e a seminal banda punk feminista brasileira Dominatrix. Textos e artes. Em breve a segunda edição será feita e vocês, garotas, provavelmente vão ouvir sobre isso.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">É isso! confiram a entrevista na íntegra <a href="http://www.grassrootsfeminism.net/cms/node/444">aqui</a>, cujo título dado pela Elke e a Red foi &#8220;<em>Cultural revolution is an important weapon against all oppressions</em>&#8220;: An e-mail interview with Carla, Julie and Íris from Histérica Zine, Brazil&#8221; &#8211; &#8220;A revolução cultural é uma importante arma contra todas as opressões&#8221;: uma entrevista via e-mail com Carla, Julie e Íris do Zine Histérica, Brasil&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_313" class="wp-caption alignleft" style="width: 178px"><a href="http://destemidxs.wordpress.com/files/2009/11/iris_02.jpg"><img class="size-medium wp-image-313" title="iris_0" src="http://destemidxs.wordpress.com/files/2009/11/iris_02.jpg?w=168" alt="" width="168" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Íris</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Não posso esquecer de agradecer à Carla pelas correções do meu péssimo inglês, bem como a ambas (Carla e <a href="http://levementeinviavel.multiply.com/">Julie</a>) pela parceria no zine, que elas toparam de primeira, e que vem nos proporcionando tantas coisas boas! Para quem nunca esteve envolvidx com tudo isso, pode parecer algo banal &#8211; um insignificante pedaço de papel! Mas, para nós é muito mais. <em>Sisterhood is powerful! </em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">PS:<em> </em>ainda temos cópias da primeira edição, quem quiser, é só mandar e-mail pra gente (histerrrica@hotmail.com) ou falar diretamente comigo. <em><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Asesinos de Bloggers 6]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/22/asesinos-de-bloggers-6/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 18:58:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/22/asesinos-de-bloggers-6/</guid>
<description><![CDATA[Primero debía confirmarse la autenticidad del clon, un seguimiento y la calidad de la falsificación.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-2452" title="europol2" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/europol2.jpg" alt="" width="450" height="265" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2461" title="espia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/espia.jpg?w=300" alt="" width="144" height="92" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1057" title="bloger" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/02/bloger.jpg?w=70" alt="" width="70" height="96" />P</strong>rimero debía confirmarse la autenticidad del clon, un seguimiento y la calidad de la falsificación. Una vez efectuadas las comprobaciones, los jugadores tenían que suplantar a los verdaderos autores y apostar por el número de comentarios de cada uno. El rol empezó como algo sofisticado, arriesgado y diferente, excitante a razón de la suma de los envites.</p>
<p style="text-align:justify;">Uno de los <span style="color:#000080;"><em><strong>b</strong>loggers</em></span> descubrió la trama a través de un componente del grupo. Una mujer divorciada que probó con el chantaje, a sazón de identificar al usurpador a través de su trabajo como tele-operadora en una empresa de comunicaciones. Fue una soberana sorpresa descubrir que se trataba de un famoso presentador de televisión.</p>
<p style="text-align:justify;">La estrella mediática amenazó con hacer caer al grupo completo si nadie lo ayudaba a solucionar el problema. En una primera instancia se barajó la posibilidad de eliminarlo a él, sin embargo cabía el peligro que la sombra de la fama del locutor terminara por ponerles en peligro. Entonces, no sólo se decidió matar a la mujer, sino que adaptaron la solución para otras situaciones semejantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Después de tensas reuniones, al ser el propio presentador quien liquidara a la chantajista, la adrenalina ascendió a las cimas de la transgresión. El dinero de las apuestas con ella.</p>
<p style="text-align:justify;">El objeto de la partida trasmutó de modo substancial, lo que antes era considerado un castigo después representó el premio más anhelado.</p>
<p style="text-align:justify;">Los <em><span style="color:#000080;"><strong>b</strong>loggers</span></em> más tarde o más temprano detectaban un mal funcionamiento en sus <strong><span style="color:#000080;"><em>b</em></span></strong><span style="color:#000080;"><em>logs</em></span>. En consecuencia, extraños suicidios, jamás relacionadas con la red, se sucedían en distintas coordenadas del planeta.</p>
<p style="text-align:justify;">Acontecieron enfrentamientos en el núcleo duro del grupo, el asunto se les escapaba de las manos, no por meras cuestiones económicas, sino por el creciente apetito por matar. Hubo quien propuso convertir el juego <em>on-line</em> en un negocio. Un programa al servicio de los jugadores que quisieran apostar a través de la red. Las mismas reglas, con las cuales los participantes se ganaran el derecho a matar. La dificultad radicaba en, uno: clonar los <span style="color:#000080;"><em><strong>b</strong>logs</em></span> burlando a los autores, dos: los previsibles rastreadores informáticos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Yo puedo hacerlo.</p>
<p style="text-align:justify;">Garantizó con acento ruso <strong>M</strong>arina <strong>L</strong>ébedev, inmóvil como una esfinge. La enigmática soviética de origen asiático esperó que sus palabras desataran el efecto deseado. Su figura ceñida a un traje negro de falda corta y posada al borde del asiento de la silla, causaron inmediata curiosidad a los hombres y cierto rechazo a las mujeres.</p>
<p style="text-align:justify;">- Puedo fabricar un programa informático con nuestras reglas, que funcione con la experiencia de un crupier de <span style="color:#800080;"><strong>L</strong><span style="color:#ff0000;">as</span> <strong>V</strong><span style="color:#ff0000;">egas</span></span> emulando el juego tal y como es ahora. Puedo disponerlo para el absoluto anonimato y ejecutarlo desde cualquier lugar del mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Así nació <strong>Narciso</strong>.<img class="alignright size-thumbnail wp-image-2455" title="silueta007" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/silueta007.jpg?w=30" alt="" width="30" height="96" /></p>
<p style="text-align:justify;">La sargento <strong><em>M</em></strong>aurer reclamó la presencia de <strong><em>B</em></strong>lake con urgencia.</p>
<p style="text-align:justify;">- Es <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>. Dice que tienen al objetivo localizado en <span style="color:#993300;"><strong>E</strong>uropa</span>. Te espera en <span style="color:#800000;"><strong>B</strong>arcelona</span>. Creo que ha disuelto al equipo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pero si estoy sobre una pista. Aquí hay un sospechoso que si no es nuestro hombre es alguien que cubre sus acciones. Una conexión directa. Es el asesino de <strong>M</strong>onzón. ¿Cómo que ha disuelto el equipo?</p>
<p style="text-align:justify;">- Escucha <strong><em>B</em></strong>lake. Hay un ambiente extraño en todo esto. Vino <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span> con unos tipos y registraron tu despacho. No me huele bien. Deja que la policía caribeña se ocupe y vuelve a casa. – Vigiló que no hubiera nadie cerca – Te echo de menos inspector.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>B</em></strong>lake nunca dudó de las intuiciones de <strong><em>M</em></strong>aurer. Ignoraba hacia dónde lo dirigía su suerte, pero sabía que era hora de regresar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Narciso</strong> fue creado en el máximo secreto. La empresa fue un éxito. El programa se reconfiguraba con sus propios datos. Perfecto hasta el día que, conjurado consigo mismo, eligió una víctima por su cuenta y contrató a un profesional para el trabajo. Los esfuerzos por encontrar el error resultaron vanos. La máquina de matar que fabricaba millones de dólares corrompió las normas del juego.</p>
<p style="text-align:justify;">A <strong>M</strong>illa <strong>D</strong>uluc le tocó hacerse cargo del caso del pirata y su asesino. Se despidieron en el aeropuerto de <span style="color:#800000;"><strong>L</strong>as <strong>A</strong>méricas</span> con un sabor agrio en la memoria.  Unos chicos del <span style="color:#ff0000;">FBI</span> la esperaban en <span style="color:#993300;"><span style="color:#800000;"><strong>S</strong></span>anto <span style="color:#800000;"><strong>D</strong></span>omingo</span>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>B</em></strong>lake aterrizó en <span style="color:#800000;"><strong>B</strong>arcelona</span> a los tres días. Buscó alojamiento en un Hostal del <strong><span style="color:#333300;"><em>Barrio Gótico</em></span></strong> y se echó a dormir. Despertó quince horas más tarde.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿<strong><em>M</em></strong>aurer? Soy yo, estoy en <span style="color:#800000;"><strong>B</strong>arcelona</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">-Hola <strong><em>B</em></strong>lake. ¿Has llamado a <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>? No dejo de recibir llamadas suyas preguntando por ti. De repente se le nota nervioso.</p>
<p style="text-align:justify;">- No te preocupes por eso. Hablaré con él. ¿Algo más?</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2455" title="silueta007" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/silueta007.jpg?w=30" alt="" width="30" height="96" />Dos horas más tarde <strong><em>B</em></strong>lake se adentró en el centro de la ciudad, buscó una cabina telefónica y marcó el número de <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>. &#8211; ¿Aló? – Respondió el belga, al instante que hacía una señal al equipo de escuchas para intervenir la llamada.</p>
<p style="text-align:justify;">- Tenemos que hablar.</p>
<p style="text-align:justify;">Cuando colgaron, uno de los operadores levantó el dedo pulgar. – Tenemos una señal con un margen de cincuenta a cien metros. La segunda llamada lo ha posicionado cerca del mercado, en <span style="color:#993300;"><span style="color:#800000;">L</span>as <span style="color:#800000;">R</span>amblas</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">- Mandar al tirador. – Ordenó <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>.  – Y seguidlo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>B</em></strong>lake caminaba camuflado entre la clientela y los turistas, paradas de frutas, verduras, pescados y viandas en derredor, los vendedores voceando los productos más frescos y baratos. Al salir por la zona de descarga <strong><em>B</em></strong>lake detectó a los dos hombres. Sin duda le seguían. Preguntas implícitas comenzaron a inundarle la mente. Aprovechó la puerta trasera de un restaurante para despistar a los perseguidores.</p>
<p style="text-align:justify;">El taxi le dejó a una manzana de las oficinas, delante un edificio en construcción, vacío de trabajadores a causa de la crisis inmobiliaria. <strong><em>B</em></strong>lake penetró en él y sacó el móvil.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿<span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>? Soy <strong><em>B</em></strong>lake. ¿Qué ocurre? ¿Por qué me están siguiendo? Es cosa suya, ¿Verdad? ¿Qué se trae entre manos <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>? ¿Qué significa este giro en el caso?</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Dónde está inspector? Venga a la oficina y hablaremos.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Quién es <strong>Narciso</strong>? – Soltó <strong><em>B</em></strong>lake a la espera de reacciones.</p>
<p style="text-align:justify;">En el despacho donde escuchaban la conversación en abierto se hizo el silencio. <strong>K</strong>aren <strong>D</strong>ómine y <strong>M</strong>arina <strong>L</strong>ébedev intercambiaron miradas. La segunda se mostró irritada. – Podría arrastrarnos a todos. – Aseguró.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Quiénes son las damas <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>? Esta usted muy bien acompañado.</p>
<p style="text-align:justify;">La sorpresa les cogió desprevenidos, <strong>D</strong>ómine fue la primera en acercarse a la ventana y descubrir la silueta en el quinto piso, entre columnas y ladrillos arrumbados.</p>
<p style="text-align:justify;">- Maldito gusano. Nos ha visto.</p>
<p style="text-align:justify;">La asesora presidencial posó sus ojos en <span style="color:#0000ff;">Bonnet</span>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">Jean Paul Bonnet</span> giró la cara hacia el tipo que esperaba en un rincón del despacho con un móvil en la mano, el cual se acercó a la mejilla para pronunciar un corto mensaje.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>B</em></strong>lake recibió dos certeros impactos por la espada, corazón y cabeza. Murió sin alcanzar a comprender quién era <strong>Narciso</strong>.  Y lo peor, no logró detenerlo.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-2427" title="marina-silueta3 copia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/marina-silueta3-copia.jpg?w=37" alt="" width="37" height="96" /></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/21/570/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 14:54:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/21/570/</guid>
<description><![CDATA[Os dias em que a economia era dominada pela agricultura há muito se foram. Os da indústria estão qua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/distracao1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-575" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/distracao1.jpg" alt="" width="493" height="338" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Os dias em que a economia era dominada pela agricultura há muito se foram. Os da indústria estão quase terminando. A vida econômica já não é mais voltada prioritariamente para a produção. A que então está voltada? À distração.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O capitalismo contemporâneo é prodigiosamente produtivo, mas o imperativo que o comanda não é a produtividade. É manter o tédio à distância. Onde a riqueza é a regra, a maior ameaça é a perda do desejo. Com vontades tão prontamente saciadas, a economia logo começa a depender da manufatura de necessidades cada vez mais exóticas.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A economia é comandada por um imperativo de novidade perpétua, e sua riqueza acabou dependendo da manufatura de transgressões. O fantasma que assombra é a saturação &#8211; não de bens físicos apenas, mas de experiências que se tornaram insípidas. Novas experiências tornam-se obsoletas mais rapidamente ainda do que produtos físicos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Hoje as doses de loucura que nos mantêm &#8220;sadios&#8221; são fornecidas pelas novas tecnologias. Mas o que acontecerá quando não conseguirmos novos vícios? Como serão repelidos a saciedade e o ócio quando sexo, drogas e violência feitos por designers não venderem mais?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Extratos do livro <em>Cachorros de Palha</em>, de John Gray.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NO-DO del FINDE]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/20/no-do-2/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 19:37:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
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<description><![CDATA[PUBLICIDAD CRÓNICA DEL SUBSUELO Todo reducido a la dependencia. La estación de trabajo, impresora, s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:right;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2439" title="as.bl.6" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/as-bl-61.jpg" alt="" width="450" height="197" /><span style="color:#000080;"><strong>PUBLICIDAD</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-2428" title="gavinete crisis" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/gavinete-crisis.jpg" alt="" width="200" height="151" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2441" title="nodo copia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/nodo-copia1.jpg" alt="" width="450" height="341" /></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong>CRÓNICA DEL SUBSUELO</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Todo reducido a la dependencia. La estación de trabajo, impresora, scanner, altavoces, router, monitores, torres y el portátil, el niño bonito de la manzana. Enamorado de su eficacia, tratado con el máximo cariño y nutrido de las mejores aplicaciones. De repente, sin previo aviso, comienza a vacilar, un ruido similar al de un concurso de cocina donde preparar miles de diminutos huevos fritos, a las chispas de cientos de afiladores microscópicos en el disco duro, al crujido de las patatas en aceite hirviendo.</p>
<p style="text-align:justify;">El pánico me invade, el terror es inevitable. Pienso en la cantidad de cosas que hago con él, en los trabajos pendientes, en el dinero que me costará arreglarlo, porque hay muchas maneras de perder a un ser querido, pero cuando su queja llega desde lo más hondo de las entrañas, el daño suele ser irremediable.</p>
<p style="text-align:justify;">Tres años de vida y la desgracia se ha cebado con nuestra alianza. Nunca volverá a ser el mismo, lo sé.</p>
<p style="text-align:justify;">Quizá puedan hacer algo los mecánicos, quizá los cirujanos, pero cuando te abren para examinarte, jamás recuperas tu antigua personalidad, te sientes violado y sucio. Compañero del alma, compañero.</p>
<p style="text-align:justify;">¿Recuerdas el día que arreglé el cristal de la ventana, los dedos me quedaron sucios de silicona y luego al juntarnos quedaron adheridos a tus teclas, tuvimos que tratar el caso con terapia homeopática a base de agua caliente durante tres días, tres días que pasamos juntos día y noche, en la comida, en el trabajo, en el ocio, compartiendo el lecho conyugal. Animando con tus películas en las obligaciones maritales, la información meteorológica al despertar, las noticias, el correo. Cuánto hemos pasado juntos, y ahora; de súbito, la incerteza.</p>
<p style="text-align:justify;">Pero, ¿Y cuando no existían los ordenadores? ¿Qué hacía? ¿Cómo vivía? ¿Quién era? Era yo sin duda, sin embargo algo cambió, ocupaba el tiempo en otras actividades.. ¿?&#8230; ¿En cuales? Tengo que esforzarme para recordar. ¿Estaré perdiendo cordura? ¿No concibo la existencia sin un ordenador personal? ¿Hasta aquí hemos llegado? Los tiempos cambian. Seguro, y nosotros con ellos, de ello hablo. De esa transformación deshumanizada que nos aísla y distancia, nos comunica y nos acerca dicen, que, como una droga, desinhibe nuestra idiosincrasia amparada en la clandestinidad, cayendo en la sartén que hace girar la tortilla en el aire, para que todos nuestros datos circulen con desparpajo por las redes sociales y  que las multinacionales puedan devorarlos.</p>
<p style="text-align:justify;">Colgaré el último capítulo de <em><strong><span style="color:#800000;">Asesinos de Bloggers</span></strong></em> en honor a su sacrificio y el lunes será trasladado al <strong>Servicio Técnico Autorizado</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">De paso sea dicho, aprovecharé la eventualidad por si las críticas vienen mal dadas.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2443" title="Blogger pensando" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/blogger-pensando.jpg?w=300" alt="" width="300" height="241" /></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/18/557/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 20:25:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/18/557/</guid>
<description><![CDATA[Quantas horas por dia você passa em frente a uma tela de televisão? Uma tela de computador? Uma tela]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/ok.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-561" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/ok.jpg" alt="" width="496" height="320" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quantas horas por dia você passa em frente a uma tela de televisão? Uma tela de computador? Uma tela-parabrisa de automóvel? As três telas juntas? Quanto de sua vida chega a você através de uma tela? Ver as coisas é tão excitante quanto fazer? Você tem tempo para fazer todas as coisas que gostaria? Você tem energia o suficiente para tanto? Quantas horas por dia você dorme? Como o tempo padronizado o afeta, designado com o propósito de sincronizar seu movimento com milhões de outras pessoas? Quanto tempo você passa sem saber que hora é? Quem ou o quê controla seus minutos e suas horas? Os minutos e as horas que acumulam sua vida? Você está poupando seu tempo? Poupando para quê? Você é capaz de determinar o valor de um dia? Quantos reais por hora é o suficiente para trancafiá-lo o dia inteiro? O que você conseguirá mais tarde que compensará o tempo perdido hoje? Como você se sente rodeado por massas de pessoas anônimas? Você sente que bloqueia suas reações emotivas? E quem prepara suas refeições? Você almoça sozinho? Você almoça de pé? Quanto você sabe sobre o que come e de onde sua comida vem? De que forma as novas tecnologias facilitam nosso trabalho físico? Nosso trabalho mental? Como você é afetado pelas exigências da eficiência, que põe valor no produto ao invés do processo, no futuro ao invés do presente, um momento presente que fica cada vez mais curto conforme nos movemos cada vez mais rápido? Estamos indo em direção a quê? Como você se sente percorrendo sempre os mesmos caminhos, elevadores, ônibus, metrôs, escadas, rodovias e calçadas? Movimentando-se, trabalhando e vivendo em jaulas bidimensionais? Como você é afetado ao ser organizado, imobilizado e padronizado, ao invés de espontâneo? Que liberdade de movimento você possui? Você pode ir aonde quer, o quanto quer, a qualquer hora? A lugares desconhecidos? E como você é afetado pela espera? A espera em filas, a espera no tráfego, a espera para comer, a espera para ir ao banheiro? Você aprende a ignorar suas necessidades naturais? Como a privação de seus desejos o afeta? A repressão sexual, a negação do prazer, a supressão de tudo que evidencia sua ligação com a natureza? O prazer é perigoso? O perigo pode ser excitante? Você precisa ver o céu? Quantas estrelas você consegue ver? Você sente necessidade de ver água, folhas, flores, animais? É por isso que você tem um bicho de estimação, um aquário, plantas artificiais? Você compensa através da televisão? Se sua vida fosse um filme, você assistiria? Como você é afetado pela agressão ininterrupta de símbolos (sons, imagens, impressões, outdoors, filmes, vozes robóticas)? O que eles lhe dizem? Você precisa de solitude, calma, contemplação? Você se lembra dessas sensações? Você lembra como é pensar por si mesmo ao invés de reagir a estímulos? É difícil virar o rosto?Virar o rosto é sequer permitido? Onde você pode ir para ficar sozinho e em paz? Sem barulhos, apenas silêncio? Quando você parou de se perguntar coisas como essas? Você comete atos de violência simbólica? Você se sente sozinho? Você se acha capaz, algum dia, de perder o controle?</em></p>
<p>Prefácio do livro <em>Days of War, Nights of Love</em>, de <a href="http://www.crimethinc.com/">Crimethinc</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Asesinos de Bloggers 5]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/18/asesinos-de-bloggers-5/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 09:48:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/18/asesinos-de-bloggers-5/</guid>
<description><![CDATA[No era la primera vez que Jean Paul Bonnet conseguía una planta entera del Hotel Ritz para sus invit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-2426" title="narciso_caravaggio" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/narciso_caravaggio.jpg" alt="" width="450" height="549" /></p>
<p style="text-align:justify;">No era la primera vez que <span style="color:#003366;">Jean Paul Bonnet</span> conseguía una planta entera del Hotel <span style="color:#000080;"><strong>R</strong>itz</span> para sus invitados y los miembros del servicio de seguridad. La sala de reuniones escogida además de lujosa era un auténtico búnker, gentileza del gobierno francés.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-2427" title="marina-silueta3 copia" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/marina-silueta3-copia.jpg?w=115" alt="" width="115" height="300" />La Asesora Presidencial para la Seguridad Nacional Francesa <strong>K</strong>aren <strong>D</strong>ómine lideraba el gabinete de crisis. Personas de diferentes países y pertenecientes a distintos ámbitos se congregaron para tratar el asunto.</p>
<p style="text-align:justify;">- <span style="color:#800080;">Fanou, JM Morales, Jusamawi, Fatosme, Charlotte, Micr</span><span style="color:#800080;">o</span> <span style="color:#800000;">…</span></p>
<p style="text-align:justify;">- Basta – Mandó callar el subdirector del <span style="color:#000080;">Zurich Bank</span>. – Me sé de memoria los nombres de esa maldita lista.</p>
<p style="text-align:justify;">Dinero de élite, hombres y mujeres poderosos, militares de países en guerra, consejeros de la banca suiza, asesores de la última generación en tecnologías.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>K</strong>aren <strong>D</strong>ómine dio, con las siguientes palabras, por comenzada la sesión:</p>
<p style="text-align:justify;">- Señoras, caballeros. Espero buenas noticias.</p>
<p style="text-align:justify;">El teniente <strong>Á</strong>ngel <strong>M</strong>onzón carecía de familia. <em><strong>B</strong></em>lake arregló lo de la incineración con un par de llamadas a la Jefatura de <span style="color:#000080;"><strong>L</strong>a <strong>G</strong>uardia <strong>C</strong>ivil </span>de <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#800000;">M</span></strong>álaga</span> junto con las diligencias diplomáticas de la sargento <em><strong>M</strong></em>aurer desde <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#800000;">B</span></strong>erlín</span> a <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#800000;">M</span></strong>adrid</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Después de esparcir las cenizas en el mar, dejaron atrás el Malecón. La detective <strong>D</strong>uluc condujo respetando el silencio de <em><strong>B</strong></em>lake.  La ciudad de <span style="color:#993300;"><span style="color:#800000;"><strong>L</strong></span>a <span style="color:#800000;"><strong>C</strong></span>oncepción de la <span style="color:#800000;"><strong>V</strong></span>ega</span> era su destino, el último domicilio conocido de <strong>A</strong>lex <strong>P</strong>iédrola, la pista de <strong>M</strong>illa <strong>D</strong>uluc.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Quiere parar a comer algo? – Dijo <em><strong>B</strong></em>lake a los 100 kilómetros, transcurrida poco más de una hora de trayecto.</p>
<p style="text-align:justify;">- De acuerdo, pararemos en la próxima ciudad. Pero llámame <strong>M</strong>illa.</p>
<p style="text-align:justify;">La zona norte de la isla presentó la otra cara de la naturaleza con exuberantes montañas de risueña vegetación y alegres ríos. El automóvil cogió un desvió ante una indicación a la ciudad de <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#800000;">B</span></strong>orao</span>. Pararon a repostar en la primera gasolinera con tienda de comestibles.</p>
<p style="text-align:justify;">Mientras la detective entró a por provisiones para el resto del viaje, <em><strong>B</strong></em>lake se ocupó de la gasolina exponiéndose a las risas de un grupo de negras y flacas chiquillas que le observaban divertidas. Bastó una mueca germana para ahuyentarlas a la carrera. Miró a su alrededor pensativo, reflexionando sobre la vida de los habitantes de la isla.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>D</strong>uluc regresó con el móvil pegado a la oreja y bolsas de comida en las manos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Era de la oficina del forense. Los informes del laboratorio. El <span style="color:#800000;">GHB</span> llevaba unas seis horas en el organismo de <strong>M</strong>onzón, su fortaleza evitó un efecto inmediato, si bien el manifestar cansancio en su primera noche en <span style="color:#993300;"><span style="color:#800000;"><strong>S</strong></span>anto <span style="color:#800000;"><strong>D</strong></span>omingo</span>, posiblemente fuera señal de que ya habían disuelto la droga en la bebida.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿La chica?</p>
<p style="text-align:justify;">- Tu conquista lleva horas en la sala de interrogatorios. Un tipo al que no conocían les pagó para distraeros. Mediana estatura, bermudas blancas y una sudadera gris con una capucha que oscurecía su rostro. Acento español y dólares en efectivo. Coincide con la versión de la amiga. Una camarera del local y algunos testigos confirman la coartada.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Vamos? – Propuso <em><strong>B</strong></em>lake tras guiñar un ojo a las niñas que seguían enredando con él como referente de pálida expresión.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>K</strong>aren <strong>D</strong>ómine se paseaba por detrás de la fila de sillas ocupadas. Las manos recogidas a la espalda, el cuerpo firme, el cuello estirado con un agraciado perfil en lo alto. El cabello azabache recogido en un moño centelleante.</p>
<p style="text-align:justify;">- Entonces ¿Hemos de aceptar que <strong>Narciso</strong> ha regresado? – Preguntó a la sala.<img class="alignright size-full wp-image-2428" title="gavinete crisis" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/gavinete-crisis.jpg" alt="" width="200" height="151" /></p>
<p style="text-align:justify;">- Eso sería espantoso, el comienzo de una nueva pesadilla – Intervino un asesor de <span style="color:#003300;"><strong>C</strong>aja <strong>M</strong>adrid</span> – Pactamos eliminar a <strong>Narciso</strong> por nuestra propia seguridad. Es de lógica deducir quién puede ser el culpable de esta situación.</p>
<p style="text-align:justify;">Todos los ojos se clavaron en <strong>M</strong>arina <strong>L</strong>ébedev, la heredera rusa de origen asiático, dueña de la mitad del imperio de las empresas punto com. Asesora de investigación tecnológica en varias universidades norteamericanas y una de las mujeres más ricas del mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Sin mover un rasgo facial, con las manos entrelazadas frente al rostro, manifestó. &#8211; <strong>Narciso</strong> fue eliminado con el beneplácito de sus abogados. No me hago responsable que lo que esté ocurriendo. Lo que un día comenzamos como un juego se nos escapó de las manos, sin embargo gracias a nuestro poder logramos detener nuestra perversa codicia. <strong>Narciso</strong> fue un capricho, una retadora apuesta que no pude rechazar. ¿Lo han olvidado? Aposté contra todos ustedes.</p>
<p style="text-align:justify;">Un incómodo murmullo contagioso recorrió la sala.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>M</strong>illa no tardó en localizar la casa de <strong>A</strong>lex <strong>P</strong>iédrola, alias el <span style="color:#333399;"><em><strong>Araña</strong></em></span>, el pirata informático. La casa, más que un hogar tenía aires de castillo de papel. <em><strong>B</strong></em>lake se aproximó ojeando las ventanas, la puerta a medio abrir lo invitó a entrar – Ve por detrás – Sugirió a la detective.</p>
<p style="text-align:justify;">- <strong>A</strong>lex <strong>P</strong>iédrola – Avisó en voz alta – Somos de la policía, queremos hacerte unas preguntas. &#8211; El instinto le avisó de que algo no iba bien. Subió las escaleras y entró en la única habitación del piso. Sintió una corriente de aire y descubrió las cortinas agitadas, al desenfundar el arma tropezó con el cuerpo. – <strong>¡</strong>Mierda<strong>!</strong> Tu debes ser el <span style="color:#333399;"><em><strong>Araña</strong></em></span>. – confesó al cadáver levantándose del suelo. Sin pensarlo dos veces, saltó por la ventana, cayendo de pie sobre un pequeño y descuidado jardín.</p>
<p style="text-align:justify;">- <strong>M</strong>illa – Gritó. &#8211; Va hacia ti.</p>
<p style="text-align:justify;">El tiempo volvió a ser su principal enemigo. Dos disparos secos rompieron el sereno atardecer. La detective <strong>D</strong>uluc cayó al suelo, a escasos metros de la salida.</p>
<p style="text-align:justify;">- Estoy bien. No me ha herido. Huyó por ahí. – Señaló con el dedo.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake sonrió el gesto y enfundó la automática. La detective <strong>D</strong>uluc le había tomado por un superhéroe si creía que iba a salir corriendo tras el sospechoso. Sin embargo tampoco perdió el norte. &#8211; Llama a la policía local. ¿Le has visto? Dales la descripción, que pongan controles en las carreteras. ¿Tienes autoridad para todo eso?</p>
<p style="text-align:justify;">- Creo que aunque la tuviera no resultaría. Esto es la <span style="color:#993300;"><span style="color:#800000;"><strong>R</strong></span>epublica <span style="color:#800000;"><strong>D</strong></span>ominicana</span>.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake no entendió el comentario, aunque si el contenido. Ayudó a <strong>M</strong>illa a levantarse. &#8211; Estamos cerca. – Cercioró.</p>
<p style="text-align:justify;">Un grito desgarrado acaparó la atención de uno y otro, venía de la casa. Cuando llegaron encontraron a una anciana sacudiendo el cuerpo del <span style="color:#333399;"><em><strong>Araña</strong></em></span>.</p>
<p style="text-align:justify;">La señora<em><strong> P</strong></em>iédrola<span style="color:#333399;"><em><strong> </strong></em></span>, después de unos tragos de café con ron, compartió una información vital. Desconsolada, habló con rencor de las malas compañías de su hijo. – <strong>Narciso</strong> – Maldecía. – Ese es el culpable de todo. Yo le dije que lo dejara, que ya teníamos suficiente plata, pero él, con sus problemas con las drogas. Porque <strong>A</strong>lex era un buen chico. <strong>Narciso</strong> le obligaba a trabajar para él, le compraba las máquinas de Internet y todos estos trastos. El era bueno, lo que dijeron que hacía con los niños fue una asquerosa patraña de los vecinos, nunca se metía en líos, siempre encerrado en su habitación, siempre con el jodido <strong>Narciso</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>M</strong>illa requirió la presencia del equipo forense de la capital. Después contactó con la policía de la <span style="color:#993300;"><strong>C</strong>oncepción de la <strong><span style="color:#800000;">V</span></strong>ega</span> para pedir refuerzos, un juez y alguien de asuntos sociales.</p>
<p style="text-align:justify;">A miles de kilómetros, <strong>K</strong>aren <strong>D</strong>ómine, asesora presidencial, citaba a <span style="color:#808080;"><em><strong>Ovidio</strong></em></span>.</p>
<p style="text-align:justify;">- La hermosísima ninfa dio a luz de su vientre repleto un niño que también entonces podía ser amado y lo llamó <strong>Narciso. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="aligncenter size-medium wp-image-2290" title="police ESC JPEG" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/10/police-esc-jpeg.jpg?w=300" alt="" width="300" height="159" /></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/17/553/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 01:38:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafa Conter</dc:creator>
<guid>http://dailylifeanarchy.wordpress.com/2009/11/17/553/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/human-beings1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-554" title="?" src="http://dailylifeanarchy.wordpress.com/files/2009/11/human-beings1.jpg" alt="" width="490" height="262" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Asesinos de Bloggers 4]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/17/asesinos-de-bloggers-4/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 10:01:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/17/asesinos-de-bloggers-4/</guid>
<description><![CDATA[Desde su llegada al aeropuerto internacional de Las Américas, después de un sinnúmero de horas de vu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-2416 aligncenter" title="Asesinos 4" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/asesinos-4.jpg" alt="" width="282" height="418" /></p>
<p style="text-align:justify;">Desde su llegada al aeropuerto internacional de <span style="color:#800000;"><strong>L</strong>as <strong>A</strong>méricas</span>, después de un sinnúmero de horas de vuelo, los dos hombres sintieron la bonanza de una tierra paradisíaca. Un policía de uniforme les recogió en el aeropuerto para llevarlos hasta <span style="color:#800000;"><strong>S</strong>anto <strong>D</strong>omingo</span>. Los poco menos de 20 kilómetros de trayecto valieron para evidenciar su salto al otro lado del mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">La detective <strong>D</strong>uluc les esperaba en el <span style="color:#993300;"><strong>P</strong>alacio de <strong>J</strong>usticia</span> de <span style="color:#800000;"><strong>C</strong>iudad <strong>N</strong>ueva</span>, al oeste de la ciudad. Una secretaria les hizo pasar a una sala de reuniones con una mesa larga con hileras de sillas a cada lado.</p>
<p style="text-align:justify;">El teniente <strong>M</strong>onzón, de cara a un ventanal, se dejó impresionar por el paisaje.</p>
<p style="text-align:justify;">- Buen lugar para retirarse.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake se situó junto a él.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Crees qué seguimos una buena pista? Cuando le he dicho a <span style="color:#000080;">Bonnet</span> que íbamos al <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#ff0000;">C</span></strong>aribe</span> no lo ha encajado con mucha comprensión.</p>
<p style="text-align:justify;">- Es evidente. La lista va en aumento. La <span style="color:#993300;"><span style="color:#800000;"><strong>E</strong></span><span style="color:#800000;">uropol</span></span> localizó al elemento en varios países de <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#800000;">E</span></strong>uropa</span>, se le escapó y ahora está aquí, con altas probabilidades de que dé el salto a los <span style="color:#800000;"><span style="color:#ff0000;"><strong>E</strong></span>stados <span style="color:#ff0000;"><strong>U</strong></span>nidos</span>. – Hizo un silencio y prosiguió &#8211; Empiezo a dudar de nuestro perfil. Puede que estemos radicalmente equivocados, que se trate una especie de organización.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Una organización? ¿Con qué propósito? Es absurdo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Tal vez no sea tan absurdo. Buenos días señores, soy la detective de Homicidios <strong>M</strong>illa <strong>D</strong>uluc.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>M</strong>illa <strong>D</strong>uluc entró como un torbellino, en pocos minutos hicieron las presentaciones, pidió café y después de disculparse por haberles recibido allí a causa de un juicio en el cual debía declarar como imputada, intercambiaron información sobre la investigación.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Encontraron algo interesante los forenses?</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Además del <strong>GHB</strong>? Nada. El asesino se dedicó a contemplar como moría. Todavía faltan las pruebas del laboratorio, pero diría que se trata de alguien muy meticuloso. Dudo mucho que encontremos huellas en el lugar del crimen.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Cabe la posibilidad de que aún esté en el país? – Pregunto el teniente.</p>
<p style="text-align:justify;">La detective extendió un fax sobre la mesa. – Lo recibimos hace seis horas – Era un informe de la <strong>DEA</strong>, un cadáver de idéntico perfil en Monterrey, México. &#8211; El <span style="color:#ff0000;"><strong>FBI</strong></span> no deja de llamarnos pidiendo explicaciones. Dicen haber interceptado una información relativa a un asesino en serie que se guía por la telaraña de la red.  Aprovechó la pausa para mirar al teniente.</p>
<p style="text-align:justify;">- Eso depende de la lista de contactos. ¿No es así? – Añadió retomando el hilo de la conversación y advirtiendo el estado de los dos hombres – Miren, vayan al hotel, dense una ducha, coman y descansen. Conseguiré una patrulla que les lleve. Yo pasaré por la tarde.</p>
<p style="text-align:justify;">La paranoia hizo mella en la comunidad de los <span style="color:#000080;"><em>bloggers</em></span> afectados. Acosados por el pánico comenzaron a acusarse unos a otros, a comunicarse con ambigüedades, hacerse pasar por el asesino. La situación volvía locos a los expertos de <span style="color:#800000;"><strong>B</strong>arcelona</span> que tenían que vérselas con las autoridades de otros países para garantizar la seguridad de los nombres de la lista.<img class="alignright size-medium wp-image-2417" title="playaSD" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/playasd.jpg?w=244" alt="" width="146" height="180" /></p>
<p style="text-align:justify;">El <span style="color:#333300;"><strong><span style="color:#003366;">M</span></strong><span style="color:#993366;">ercure</span> <strong><span style="color:#003366;">C</span></strong><span style="color:#993366;">ommercial</span></span> resultó ser un hotel con maravillosas vistas y todos los lujos que uno pudiera desear, ideal para tonificar cuerpo y mente. La detective <strong>D</strong>uluc llegó a media tarde, ataviada como una turista más se le podrían atribuir millones de puestos laborables, menos el de policía.</p>
<p style="text-align:justify;">- Ya les hablé lo de mi paso por Delitos Informáticos. Recuerdo que cazamos un tremendo pirata, un hacker de primera línea. Convocaba concursos y retos en su <em><span style="color:#993366;">web</span></em>, en ocasiones de pago. Lo estuvimos interrogando por ser sospechoso en un caso de pederastia. Probaba de hacerse pasar por chalado con gestos extravagantes o contando historias inverosímiles. En un momento dado me habló de un juego de rol en el cual los participantes, personas las altas esferas, debían convertirse en los clones de sus elegidos. Escogían a un <span style="color:#800080;"><em>cibernauta</em></span> determinado para replicar su presencia en la red, creando una segunda dimensión paralela para los jugadores. Las reglas del juego eran un secreto compartido únicamente por ellos. Supuse que sería una de sus delirantes historias. Recuerdo que también dijo algo referente a las estadísticas, que el número de visitas estaba vinculado a apuestas de mucho dinero.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Me pierdo o no entiendo nada? – Dijo <em><strong>B</strong></em>lake. &#8211; ¿Un juego, detective?</p>
<p style="text-align:justify;">- Espere. Llámeme <strong>M</strong>illa, lo hacen todos en el departamento -  Apuntó la policía con una sonrisa. – Un juego, si. Una historia de película, pero lo curioso es que después de haber encerrado al tipejo, durante los siguientes meses se sucedieron una serie de raros suicidios en la isla. Un asunto que levantó ampollas en su día. En <span style="color:#800000;"><strong>S</strong>anto <strong>D</strong>omingo</span> no tenemos motivos para el suicidio.</p>
<p style="text-align:justify;">El móvil de <strong>M</strong>onzón sonó rompiendo la asombrosa teoría de <strong>M</strong>illa.</p>
<p style="text-align:justify;">- Les aconsejo que esta noche salgan a divertirse, olvídense por unas horas del caso. La isla tiene mucho por ofrecerles.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Y usted? ¿No viene con nosotros?</p>
<p style="text-align:justify;">- Estoy casada inspector. Y de servicio. Les estaré vigilando. – Bromeó.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake y <strong>M</strong>onzón aterrizaron en la parte occidental de la capital, en un lugar llamado <span style="color:#800080;"><em><strong>Fenómeno</strong></em></span>, bebían atrincherados en la barra, rodeados de la pista de baile a rebosar de turistas y buscones. Pactaron relajarse, lo cual consumaban catando el ron local.</p>
<p style="text-align:justify;">- Alerta teniente. Un par de mulatas no nos pierden de vista. ¿Estaremos en peligro?</p>
<p style="text-align:justify;">- Posiblemente en peligro de muerte.</p>
<p style="text-align:justify;">En la curva de la barra, dos preciosas mulatas reían divertidas cuando miraban hacia los dos hombres. Bailando y sonriendo intermitentemente.</p>
<p style="text-align:justify;">- Hagamos una avanzadilla de reconocimiento. – Propuso <em><strong>B</strong></em>lake devolviendo sugerentes miradas.</p>
<p style="text-align:justify;">- Te dejo el camino libre. Yo prefiero volver al hotel, tomaré una copa en la terraza que da al jardín mientras echo un vistazo al portátil. Quiero comprobar ciertos detalles del caso.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Estás seguro teniente? – Hablaban casi a gritos, el <span style="color:#993366;"><strong><em>reggaetón</em></strong></span> retumbando a través de los altavoces obligó a <strong>M</strong>onzón a despedirse agitando la mano al tiempo que partía.</p>
<p style="text-align:justify;">06:10 de la mañana. <em><strong>B</strong></em>lake, con cara de resaca pero expresión feliz, decidió pasar por la habitación de <strong>M</strong>onzón antes de entrar en la suya. Estaba satisfecho y todo a su alrededor le parecía hermoso y perfecto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>M</strong>onzón no respondió a los golpes de la puerta. <em><strong>B</strong></em>lake insistió y por defecto profesional comprobó la cerradura. La puerta estaba abierta. <em><strong>B</strong></em>lacke llamó al teniente adentrándose en la oscuridad. La luz de la luna perfiló a <strong>M</strong>onzón en la terraza, acomodado frente al portátil.</p>
<p style="text-align:justify;">- Despierta teniente. Tengo que contártelo amigo. Fíjate que amanecida.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake apoyó las manos en el respaldo de la silla, a las espaldas de su amigo. De repente la irradiación del portátil lo sobrecogió.</p>
<p style="text-align:justify;">- <span style="color:#800080;"><strong>Os voy a matar a todos</strong></span>. –Las letras en mayúsculas, rojo sobre negro.</p>
<p style="text-align:justify;">- No. Imposible. – <em><strong>B</strong></em>lake realizó media vuelta para encararse a su colega. <strong>Á</strong>ngel <strong>M</strong>onzón yacía inerte, con aspecto de dormir, una marcada expresión de paz en el rostro. No respiraba.</p>
<p style="text-align:justify;">- Buen lugar para retirarse, dijiste al llegar; tu deseo se ha cumplido demasiado pronto. – Dijo <em><strong>B</strong></em>lake sentándose a su lado a contemplar el hermoso amanecer.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2423" title="S.D." src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/s-d.jpg" alt="" width="450" height="306" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Asesinos de Bloggers 3]]></title>
<link>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/15/asesinos-de-bloggers-3/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 21:07:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduard</dc:creator>
<guid>http://eduardblanco.wordpress.com/2009/11/15/asesinos-de-bloggers-3/</guid>
<description><![CDATA[Tomás Hernández halló consuelo en el tipo que conoció en el bar de debajo de su casa. Establecieron ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="eastwooddatarblog" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/eastwooddatarblog1.jpg" alt="eastwooddatarblog" width="359" height="391" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>T</strong>omás <strong>H</strong>ernández halló consuelo en el tipo que conoció en el bar de debajo de su casa. Establecieron una conversación amistosa, la cual <strong>T</strong>omás aprovechó para rajar sobre sus problemas laborales, luego hablaron de deporte y de chicas. El amigo pagó las tres primeras rondas. El otro se sintió obligado.</p>
<p style="text-align:justify;">- Pon dos más – Pidió a la camarera mientras el compañero la devoraba con los ojos &#8211; ¿Entonces es verdad que tienes un <span style="color:#000080;"><em>blog</em></span> y te conectas con gente de todo el mundo? Debe ser alucinante.  Oye ¿Y de qué habláis?</p>
<p style="text-align:justify;">- No sé. Cada uno cuenta lo suyo – La cerveza junto con el cansancio estimularon a <strong>T</strong>omás a dar respuestas absurdas, mientras su nuevo amigo parecía disfrutar de la compañía. – Yo cuento cuentos. – Se carcajeaba celebrando cada pausa con un trago.</p>
<p style="text-align:justify;">- Estoy mareado – Acabó por confesar sujetándose la frente con la mano sobre el rostro empalidecido. – Voy a vomitar.</p>
<p style="text-align:justify;">Al salir a la calle, después de soltar la papilla, el amable desconocido preguntó, ¿Vives muy lejos? Si quieres te puedo acompañar. Vas muy bebido.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>T</strong>omás frunció las cejas y asintió con los labios contraídos.</p>
<p style="text-align:justify;">- Vivo aquí mismo, en ese portal. Oye, tengo cerveza. ¿Tomamos la penúltima? Habrán algunas <span style="color:#003300;"><strong><em>Presidente</em></strong></span> y un par de <strong><span style="color:#003300;"><em>Budweiser</em></span></strong> frías. ¿Qué dices?</p>
<p style="text-align:justify;">- No sé, es un poco tarde. ¿Hay vecinos?</p>
<p style="text-align:justify;">- Que se jodan los vecinos. – Voceó &#8211; Sólo hay una vieja sorda como una tapia. Vamos, te enseñaré lo que hago en el <em><span style="color:#000080;">blog</span></em>. Oye, no me has dicho tu nombre.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2404" title="eastwooddatar" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/eastwooddatar.jpg?w=84" alt="eastwooddatar" width="84" height="96" />- Me llamo <strong>J</strong>immy.</p>
<p style="text-align:justify;">Los dos hombres penetraron en el portal, antes de cruzar el umbral, el oportuno agregado oteó hacia sendas esquinas de la calle.</p>
<p style="text-align:justify;">Eran las tres y media de la madrugada en <span style="color:#800000;"><strong>B</strong>arcelona</span> cuando llegó el primer aviso de alerta. En las oficinas que ocupaba la unidad, dormitaba la mitad del personal, unos por cansancio y otros por la guardia. Los expertos en informática habían hecho un trabajo excepcional al reducir el número de direcciones <em><strong>IP</strong></em> calientes de los servidores, desviándolas para controlar las comunicaciones desde allí.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake y el teniente compartían despacho, ambos adaptados a la situación, ambos diana del insomnio.</p>
<p style="text-align:justify;">El teniente insistió para que las mujeres durmieran en un hotel. Lo creyó oportuno para ellas y adecuado para el grupo.</p>
<p style="text-align:justify;">El especialista en programación <strong>H</strong>èctor <strong>M</strong>artí volvía a su puesto con un café cuando pasó por detrás de su compañero, quien agotado, se había quedado dormido con la cabeza entre los brazos enlazados. Desde el despacho, <em><strong>B</strong></em>lake observó la conducta del agente a través de la puerta de cristal, paralizado frente al ordenador. El detalle despertó la intuición del germano. El ruido advirtió al teniente, quien incorporado de un salto, siguió a <em><strong>B</strong></em>lake fuera del despacho.</p>
<p style="text-align:justify;">- ¿Qué ocurre <strong>M</strong>artí? ¿Qué ha visto? – Quiso saber al llegar junto a él.</p>
<p style="text-align:justify;">La pantalla piloto, de enormes dimensiones, colgaba del techo mostrando un plano de seis <span style="color:#000080;"><em>blogs</em></span> cada dos segundos, el sistema interno realizaba un <span style="color:#993366;"><em>bug </em></span>constante, controlado a su vez por un cortafuegos configurado a un programa para alertar de la entrada de cualquier <em><strong>IP</strong></em> caliente. El monitor comenzó a parpadear, la interfaz a realizar algoritmos a un ritmo frenético.</p>
<p style="text-align:justify;">- Es el programa de seguridad. Recibe una entrada masiva de protocolos <em><strong>TCP</strong></em>. Enormes cantidades de información; terminará por bloquearlo.</p>
<p style="text-align:justify;">Otro agente, a tres mesas de la suya, llamó la atención al alzar su brazo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Lo tengo. No lo tengo. Pero sé cómo ha entrado. A través de un puerto trasero ha variado el nivel de las <em><strong>IP</strong></em> para acceder a los <em><span style="color:#000080;">blogs</span></em> de la lista y dejar, a cada uno, un mensaje en la sección de comentarios.</p>
<p style="text-align:justify;">Los dos agentes azuzaron sus dedos galopantes sobre el teclado hasta dar con el comentario. La amenaza en todos y cada uno de los monitores conectados originó un riguroso silencio en la sala. Los <em><span style="color:#000080;">bloggers</span></em> de la lista lo recibirían al mismo tiempo.</p>
<p style="text-align:justify;">- <span style="color:#800080;"><strong>Os voy a matar a todos</strong></span>. – Versaba, tajante y letal.</p>
<p style="text-align:justify;">Tras el pausado silencio de la sala, <em><strong>B</strong></em>lake elevó la voz.</p>
<p style="text-align:justify;">- Arriba, vamos. Acabamos de relacionarnos con el objetivo. Un sujeto formado en programación. Un ciudadano común que no tiene dificultades para tomar aviones o trenes; pasa desapercibido. Comerciales, empresarios, vendedores, empecemos a trazar un círculo.  – <em><strong>B</strong></em>lake intentó transmitir ánimos.</p>
<p style="text-align:justify;">El tiempo transcurre denso. <span style="color:#333399;">06:45hs</span> de la mañana, amanece, se trabaja entre el vaivén de los agentes y un equipo de limpiadoras. Las chicas que regresaron a las <span style="color:#333399;">06:00hs</span> se ocuparon de establecer una centralita. La mayor parte de la unidad atiende llamadas y efectúa búsquedas de datos a través de una veintena de ordenadores. El mal olor mutó por el aroma del café junto con el del ambientador que dejó el equipo de limpieza. Los aseos sirvieron para los que tuvieron guardia. La luz de <span style="color:#800000;"><strong>B</strong>arcelona</span> entró por las ventanas.</p>
<p style="text-align:justify;">Las llamadas importantes las derivaban a <em><strong>B</strong></em>lake y a <strong>M</strong>onzón, quienes mientras esperaban respuestas del departamento de informática en <span style="color:#800000;"><strong>H</strong>olanda</span>, cedido temporalmente por <span style="color:#000080;">Jean Paul Bonnet</span>, intentaban ponerse en contacto con policías de otros países, tarea harto compleja por las dificultades del idioma, culturales y políticas.</p>
<p style="text-align:justify;">- Inspector – Gritó una de las chicas saltándose el protocolo visiblemente exaltada – De <span style="color:#800000;"><strong>Á</strong>msterdam</span>; es un agente de la <span style="color:#993300;"><strong><span style="color:#800000;">E</span></strong>uropol</span>.</p>
<p style="text-align:justify;">Cuando <em><strong>B</strong></em>lake colgó, con la sala a la expectativa, lo hizo con una mueca de preocupación. Alzó el rostro y encontró ojos y oídos a la espera.</p>
<p style="text-align:justify;">- Esta pasada noche, &#8211; Relató con circunspecta expresión – desde la otra punta del mundo, en la <span style="color:#800000;"><strong>R</strong>epública <strong>D</strong>ominicana</span>, el asesino ha actuado <span style="color:#0000ff;"><em>on-line</em></span>. Después usó el ordenador del <span style="color:#000080;"><em>blogger</em></span> asesinado para difundir su mensaje. Y lo peor, una amenaza límite para los nominados. Sabe que le perseguimos. Posee estudios superiores y aunque dudo de su paso por la universidad, deberemos investigarlo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Podría ser un militar, quizás retirado, encajaría con el perfil. Este nivel de instrucción no se enseña en la facultad, explicaría la facilidad para desplazarse. Los militares tienen sus propias rutas de vuelo. El uniforme sería su mejor disfraz para pasar desapercibido. – Aventuró el teniente <strong>M</strong>onzón en pie detrás de <em><strong>B</strong></em>lake, los brazos cruzados, la voz grave y clara.</p>
<p style="text-align:justify;">- Señor – Interrumpió la otra operadora – Tengo línea con <span style="color:#800000;"><strong>S</strong>anto <strong>D</strong>omingo</span>. Es la detective a la que han asignado el caso del cadáver número <strong>7</strong>. Insiste en hablar con el responsable de la investigación.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake recogió el auricular inalámbrico dando media vuelta y encarándose a una ventana con vistas al mar. El sol irradiaba su poderío astral sobre el <span style="color:#0000ff;"><em><strong>Mediterráneo</strong></em></span>, exhibiendo la oscilación de sus aguas en un sendero de destellos y brillos juguetones. – ¿Hola? Soy el inspector <em><strong>B</strong></em>lake. ¿Con quién hablo?</p>
<p style="text-align:justify;">- Encantada inspector, soy <strong>M</strong>illa <strong>D</strong>uluc detective de homicidios de <span style="color:#800000;"><strong>S</strong>anto <strong>D</strong>omingo</span>. No le quiero hacer el tiempo, pero tengo una teoría. Hace tiempo estuve destinada al departamento de delitos informáticos ¿Sabe? Yo también escribo en un <em><span style="color:#000080;">blog</span></em>.  Tengo algo que decirle inspector. Algo que no va a gustarle.<img class="alignright size-thumbnail wp-image-2412" title="eastwoodpipaderechaB-N 2" src="http://eduardblanco.wordpress.com/files/2009/11/eastwoodpipaderechab-n-2.jpg?w=84" alt="eastwoodpipaderechaB-N 2" width="84" height="96" /></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>B</strong></em>lake se sentó y permaneció, durante unos minutos, reflexivo tras la conversación, la mirada perdida más la acusada fatiga de la noche en vela.</p>
<p style="text-align:justify;">- Teniente – Dijo en un murmullo – Consigue transporte aéreo, nos vamos al <span style="color:#993300;"><span style="color:#ff0000;"><em><strong>C</strong></em></span>aribe</span>.</p>
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