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	<title>critica-teatral &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/critica-teatral/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "critica-teatral"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 01:30:24 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A Flauta Mágica de Mozart, ópera em Pomerode]]></title>
<link>http://1stmovement.wordpress.com/2009/10/11/a-flauta-magica-de-mozart-opera-em-pomerode/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 18:00:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>1stmovement</dc:creator>
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<description><![CDATA[Recém terminada a turnê de música sacra, o Polyphonia Khoros já está na estrada novamente para a apr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Recém terminada a turnê de música sacra, o Polyphonia Khoros já está na estrada novamente para a apresentação da ópera A Flauta Mágica de Mozart. Com escala em Florianópolis, Pomerode, Tijucas e Laguna, ontem foi a vez de Pomerode, e o palco foi o recém inaugurado Teatro Municipal de Pomerode. Gostaria de abrir um parênteses para comentar sobre esse novo espaço, um teatro digno de cidade grande, a ponto de fazermos nos envergonhar de dizermos que temos um teatro em Joinville! Espaçoso, confortável, boa acústica e bonito! Vai virar ponto túristico da cidade!</p>
<p>Sobre a ópera, um tipo de apresentação artística difícil de se encontrar no estado, e difícil de ser executada, trata-se de um espetáculo completo que envolve diversas áreas artísticas. Na parte músical, tudo muito bem, a qualidade do coro já conhecemos, e ainda enriquecida com solistas convidados (entre eles o joinvilense Douglas Hahn), não há o que questionar. Na parte de intepretação, ponto para a superação cênica dos coralistas, destaque para o Papageno interpretado pelo Douglas, um papel divertido e muito dinâmico que foi muito bem executado (não conhecia esse lado do Doiuglas!). Outros aspectos, como iluminação, deixaram a desejar, ela podia ser muito mais explorada para tornar a execução mais rica e emocionante.</p>
<p>Mas valeu muito! A viagem até Pomerode foi recompensadora, e muitos outros também vieram de outras cidades pra apreciar. Quando eu disse para as pessoas: &#8220;vou pra Pomerode assistir à uma ópera no feriadão&#8221;, muitos riram! Eu também ri e me diverti muito! E espero outras!!</p>
<p>Abaixo um pequeno trecho do primeiro ato onde Tamino e Papageno são presenteados com os instrumentos mágicos das três damas comandadas pela Rainha da Noite.</p>
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<title><![CDATA[Sonrisas para ti]]></title>
<link>http://estoyvivo.wordpress.com/2009/09/07/sonrisas-para-ti/</link>
<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 05:34:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sarko  Medina</dc:creator>
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<description><![CDATA[Un Arlequín que sabe hacerme sonreir, ¡Gracias Arturo! Cuando la mente se me abotaga por el stress, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:12pt;line-height:115%;" lang="ES"><span style="font-family:Calibri;"></p>
<div id="attachment_16" class="wp-caption alignright" style="width: 257px"><img class="size-medium wp-image-16" title="MA01420A" src="http://estoyvivo.wordpress.com/files/2009/09/arlequin.jpg?w=247" alt="Un Arlequín que sabe hacerme sonreir, ¡Gracias Arturo!" width="247" height="300" /><p class="wp-caption-text">Un Arlequín que sabe hacerme sonreir, ¡Gracias Arturo!</p></div>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;" lang="ES"><span style="font-family:Calibri;">Cuando la mente se me abotaga por el stress, me acuerdo del teatro, y de eso sé algo, porque actué, mal que bien, en algunas obras de teatro bajo la batuta genial de Arturo Salazar Monroy. Hoy fui a ver “Mi Marido es Casi Perfecto” de Arlequín Teatro, bajo la direción del gran Mario Azálgara, con tantos amigos actuando que me hicieron salir de mi mismo para vivir ese momento presente, aún sabiendo que mi amigo estaba pasando por un momento difícil por tantas cosas. Pero me reí, me alegre y le brinde la mejor de las sonrisas, porque sé que una persona de artes lo que más le anima es la satisfacción de ver que su producto gustó y causó alegría y lo que hace Arturo es justamente eso, hacer soreir y hacer sentir bien a sus amigos y personas que pasan por su lado através de su testimonio de vida como su trabajo… a mí me gusta sonreír hoy en día, se lo comenté a alguien también hoy… es verdad, me encanta hoy en día sonreír mucho y de verdad&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;" lang="ES"><span style="font-family:Calibri;">¿Qué? ¿tú no?, jajajajajajajajajajaja.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;" lang="ES"><span style="font-family:Calibri;">Agora acorde que “seu sonriso e meu” cara, de Scracho, disfrutenla.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;" lang="ES"><span style="font-family:Calibri;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/kEkgKdPA-ic&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/kEkgKdPA-ic&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Smoked Love]]></title>
<link>http://1stmovement.wordpress.com/2009/08/29/smoked-love/</link>
<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 20:01:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>1stmovement</dc:creator>
<guid>http://1stmovement.wordpress.com/2009/08/29/smoked-love/</guid>
<description><![CDATA[Ontem, nos meus momentos de altismo (como dizem alguns), dei uma fugida solitária para o galpão da A]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://1stmovement.wordpress.com/files/2009/08/6535385.jpg" alt="Smoked Love" title="Smoked Love" width="232" height="137" class="alignleft size-full wp-image-283" /><br />
Ontem, nos meus momentos de altismo (como dizem alguns), dei uma fugida solitária para o galpão da AJOTE, onde ia ser encenada pela Faunos Cia. Teatral a peça Smoked Love. Já faz um tempo que eu estava querendo ver a Faunos, que tem como uma das atrizes Daiane Dordete, que conheci num desses cursos sobre elaboração de projetos culturais da vida. </p>
<p>Minha experiência no mundo teatral não é muito expressiva, ainda estou começando o desbravamento desse ramo da cultura que me atrai muito. E pegar uma peça assim, mais contemporânea, não é das tarefas mais fáceis pra um aprendiz. Smoked Love é uma experiência de amor, de poesia, dos sentidos que emergem de olhares para si e para os outros nas relações amorosas contemporâneas. Trata-se de um solo de Daiane Dordete com diversas estratégias  de contracena como projeções visuais, video-conferência, integração com o público e música ao vivo, compartilhando com o público as pesquisas da Faunos em teatro contemporâneo.</p>
<p>Por ser músico, achei o máximo o elemento musical ao vivo com a participação de integrantes das bandas Fairans e Radar 13. Além de executar a trilha, eles tinham papel importante interpretativo.</p>
<p>A minha opinião&#8230; É impressionante como os sentimentos trazidos a tona pela atuação cênica te fazem refletir sobre esse enigmático ser humano. E esse mistério não vem de hoje, esses conflitos mentais e dificuldades para entendermos os próprios sentimentos são algo intrínceco do homem. Se tudo fosse simples, se as pessoas se apaixonassem reciprocamente umas pelas outras e se essa paixão não fosse abalada por nenhum evento externo ou simplesmente por uma dúvida na nossa cabeça, tudo seria muito chato, não é?</p>
<p>&#8220;Ame a si mesmo como jamais alguém lhe ame&#8221;&#8230;. um pensamento egoísta que infelizmente o mundo contemporâneo nos prega. Eu sou mais aquela outra frase já meio antiga: &#8220;Ame ao próximo como você ama a si mesmo&#8221;. E não deixe de amar!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bolo sem ovo]]></title>
<link>http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/08/18/bolo-sem-ovo/</link>
<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 23:15:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo de Araujo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Bolo sem ovo hoje estou choco ao invés de chocado não me choco sempre quando choco trinco-me um boca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-5125" title="Ônibus elétrico lotado: Rio de Janeiro  (não é de hoje)" src="http://rodrigodearaujo.wordpress.com/files/2009/08/3539093346_ceb0bb09ee1.jpg" alt="3539093346_ceb0bb09ee" width="400" height="272" /></div>
<div style="text-align:center;"><span style="font-weight:bold;">Bolo sem ovo </span></div>
<div style="text-align:center;"><span style="font-weight:bold;"><br />
</span></div>
<p style="text-align:center;">hoje estou choco</p>
<p style="text-align:center;">ao invés de chocado</p>
<p style="text-align:center;">não me choco sempre</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">quando choco</p>
<p style="text-align:center;">trinco-me um bocado</p>
<p style="text-align:center;">oco não sou</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">pseudo ovo</p>
<p style="text-align:center;">clara massa cozinhante</p>
<p style="text-align:center;">de uma sociedade aglutinante</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">calor maior que a comida</p>
<p style="text-align:center;">ônibus  superlotado</p>
<p style="text-align:center;">forma-se o bolo</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">industrial, claro</p>
<p style="text-align:center;">feito sem clara nem ovo</p>
<p style="text-align:center;">apenas do povo</p>
<p style="text-align:center;">Autor:  <span style="font-weight:bold;">Rodrigo de Araujo</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Todas as críticas oficiais do FIT, só que 'abertas']]></title>
<link>http://cubomagicoblog.wordpress.com/2009/07/20/todas-as-criticas-oficiais-do-fit-so-que-abertas/</link>
<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 20:15:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
<guid>http://cubomagicoblog.wordpress.com/2009/07/20/todas-as-criticas-oficiais-do-fit-so-que-abertas/</guid>
<description><![CDATA[Acabei de abrir outro blog, temporário e com a intenção de arquivar material para consulta eterna. É]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Acabei de abrir outro blog, temporário e com a intenção de arquivar material para consulta eterna. É o <a href="http://painelcriticofit2009.wordpress.com" target="_blank">Painel Crítico &#8211; FIT 2009</a>, com as críticas oficiais do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto.</p>
<p><a href="http://painelcriticofit2009.wordpress.com/"><img class="alignnone size-full wp-image-1066" title="lay-out Painel Crítico" src="http://cubomagicoblog.wordpress.com/files/2009/07/painelcritico-thumb.jpg" alt="lay-out Painel Crítico" width="630" height="482" /></a></p>
<p>A descrição (<a href="http://painelcriticofit2009.wordpress.com/sobre/" target="_blank">original aqui</a>):</p>
<blockquote>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;">O <a href="http://www.festivalriopreto.com.br" target="_blank">Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT)</a> se diferencia dos demais por oferecer ao público especializado ou não um painel de críticas de todos os espetáculos selecionados – então, além de vitrine de espetáculos, o festival se propõe realmente a discutir linguagem, estética, influências e a temática do teatro contemporâneo brasileiro e internacional.</p>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;">Mas…</p>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;">Todas as críticas ficam fechadas no site do festival. Não tem nem como fazer referência aos textos e colocar links, quanto mais pensar em comentá-las. O site todo é péssimo, desenvolvido em flash com mil movimentos em cada item e usabilidade sofrível.</p>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;"><strong>Abro este blog para abrir também as críticas do festival</strong>, para poupar a organização dos comentários negativos sensatos de sempre: a classe teatral só discute entre si e as peças e todo o debate em torno delas são herméticos por natureza.</p>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;">Quem sabe não sirva também para apresentar a internet ao FIT – ferramentas gratuitas, integradas, aberta a comentários, participação do público e acessibilidade. Não adianta discursar sobre interatividade e as “instâncias da subjetividade” (o “conceito” do FIT 2009) com um site como este: <a href="http://www.festivalriopreto.com.br" target="_blank">www.festivalriopreto.com.br</a>.</p>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;">Aproveitem, comentem e espalhem os textos de Clóvis Massa (Porto Alegre), Lúcio Agra (São Paulo), Luiz Marfuz (Salvador), Maria Beatriz de Medeiros (Brasília), Kil Abreu (Santo André) e Walter Lima Torres (Curitiba).</p>
</blockquote>
<p style="font-size:1em;margin:0 0 10px;padding:0;">Estou acompanhando o FIT desde sábado (18) e fico até o próximo (25). Logo posto impressões sobre as peças. Elas são só um dos motivos que me trazem a Rio Preto – tem também os <a href="http://cubomagicoblog.wordpress.com/2009/07/08/rituais/" target="_self">amigos</a>, a cerveja, o calor e as férias.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crítica mofada apela para a censura]]></title>
<link>http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/07/06/critica-mofada-apela-para-a-censura/</link>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 19:24:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo de Araujo</dc:creator>
<guid>http://rodrigodearaujo.wordpress.com/2009/07/06/critica-mofada-apela-para-a-censura/</guid>
<description><![CDATA[Por Antonio Quinet A critica teatral Bárbara Heliodora ultrapassou, em sua coluna em O Globo (25/6/0]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<div lang="PT-BR">
<div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> <span>Por Antonio Quinet<br />
</span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"><span>A critica</span> teatral Bárbara <span>Heliodora</span> ultrapassou, em sua coluna em <span style="border-bottom:1px dashed #0066cc;cursor:pointer;">O Globo</span> (25/6/09), o limite da lei da civilidade. Ela fez um apelo à lei da censura (começando por uma negação imediatamente desmentida), tal como existiu na época da barbárie da ditadura em nosso país. “<em><span style="font-style:italic;">Sou e sempre fui contra a censura, porém creio que deveria existir uma lei que impedisse o uso indevido e abusivo de nomes de autores famosos e mortos, impossibilitados, portanto, de se defender contra incidentes infelizes e desastrados como, por exemplo, o lastimável espetáculo em cartaz no SESC Copacabana intitulado “As ridículas de Molière”.</span></em> </span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;">Pavoneando-se de grande defensora dos clássicos, ela usurpa o lugar vazio da interpretação para se colocar como guardiã do Arte Absoluta e herdeira testamentária dos mestres de teatro. Até quando, pergunto agora, essa senhora continuará, impunemente, destilando seu ódio aos artistas e satisfazendo seu sadismo desenfreado aos que ousam fazer arte neste país?</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> Com sua crítica mofada, grosseira e virulenta, Bárbara <span>Heliodora</span> vem prestando um desserviço à arte teatral no <span>Brasil</span> devido ao espaço que lhe é conferido em um dos jornais de maior circulação no país. Não são todos os leitores que conseguem ler pelo avesso a mensagem já evidente para muitos: “Ela não gostou, então vá!”. </span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;">Desrespeitando os artistas de teatro, agredindo-os e acusando-os de assassinato (cf. “Shakespeare cai morto no Leblon”) as “ridículas de Bárbara” lançam seus perdigotos venenosos aos que tocam, com uma linguagem contemporânea, em “seu patrimônio” como Sófocles, Shakespeare, Molière. Em nome de quê? De uma pseudo-erudição que não passa de impostura. <span> </span>A arrogância não escamoteia a ignorância: ela a revela. Há muito Barbara <span>Heliodora</span> não se atualiza em sua leitura paralítica. Isso não seria o grande problema, se ela não se colocasse em sua coluna, como o grande Outro, arauto da Lei, da Verdade e da Arte, de todos os “raquíticos seres” da classe <span>teatral.</span>que ela menospreza e humilha. A ponto de dar como título dessa crítica “Desastre joga na lama o nome de autor francês”. <span> </span></span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;">Atenção, Bárbara <span>Heliodora</span>, aquele que se julga o Outro dos outros é a própria definição do canalha – traço que se encontra em ditadores paranóicos que fizeram a história das maiores devastações! Ainda bem que essa senhora não ocupa nenhum cargo de poder, pois, seria pior que a Rainha de Copas da Alice de Lewis <span>Carrol</span>, cujo bordão “Cortem-lhe a cabeça!” é tanto sinal de crueldade quanto de escárnio. Não é o que tenta fazer no papel? Poderíamos <span>dizer,</span> como o fez um colega de sua geração: “Ela só elogia os amigos”, ou, quando lhe interessa posar de santa, assoprar depois de morder, mastigar e cuspir. </span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;">Tão erudita, a defensora de Molière perdeu a oportunidade de informar ao público que <span><em><span style="font-style:italic;">Preciosa</span></em> foi um movimento feminista do século</span> XVII na França liderado por mulheres cultas e refinadas que adotaram uma nova modalidade do amor (amizade amorosa e o direito da mulher no amor) permeada por um  novo código de linguagem revolucionário, pleno de imagens e metáforas, em contraposição aos pedantes. Molière, por sua vez, ao escrever <em><span style="font-style:italic;">As preciosas ridículas</span></em>, diz em seu prefácio: <em><span style="font-style:italic;">“Eu quis mostrar que as coisas mais excelentes estão sujeitas a serem copiadas por macacos ruins (&#8230;) as verdadeiras preciosas não devem se sentir feridas quando encenamos as ridículas que as imitam mal”.</span></em> Mas, isso não interessa Bárbara <span>Heliodora</span>, e sim em suas preciosas críticas ridículas e ofensivas linhas, dizer que o elenco dá “guinchos e pulos”. </span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;">Que tal reler (ou ler) <em><span style="font-style:italic;">A crítica do juízo </span></em>de Kant. Desculpe, pode ser um pouco indigesto, mas é um clássico. Ok, pode se inspirar em Barthes, ou se reciclar em algum programa de pós-graduação atual. Suas preciosas reacionárias desviam a atenção do principal: a função do crítico de arte, que é a de informar, localizar a obra e o autor, tecer considerações sobre o texto e a encenação e orientar os artistas envolvidos. A coluna de jornal não deveria ser o lugar para os críticos satisfazerem sua pulsão de morte na vã tentativa de perpetrarem assassinatos de carreiras. Ela chega ao cúmulo de acusar o espetáculo do Espaço SESC de mal-intencionado. E qual <span>seria,</span> minha senhora, a má intenção dos atores e da diretora? Não estaríamos diante de um caso banal de projeção? <em><span style="font-style:italic;">Aquilo que acusas no outro é teu</span></em>, elementar não? </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;"> Em <em><span style="font-style:italic;">O quadro de uma execução</span></em>, peça do dramaturgo Howard Barker, celebrado este ano em Paris como um grande representante do teatro inglês contemporâneo<span>, encontramos</span> o diálogo entre <span>Rivera</span>, crítica de arte e <span>Urgentino</span>, doge de Veneza. “<span>Rivera</span>: <em><span style="font-style:italic;">O crítico tem medo do artista e inveja seu poder. Ele tem vergonha do que ele acredita secretamente ser um dom inferior: o dom de descrever. Portanto, em vez de servir ao artista, ele o humilha</span></em>. <span>Urgentino</span>: <em><span style="font-style:italic;">Esse é o mau crítico. Mas há também os bons”.</span></em> E mais adiante <span>Rivera</span> diz: “<em><span style="font-style:italic;">A crítica é muito violenta. É sangrenta, sem misericórdia. Aponta as facas para cortar reputações em frangalhos, sufocar o órgão da expressão. Tento parecer gentil, mas minha arte é o assassinato.</span></em>”<em><span style="font-style:italic;"> </span></em>Perdão por citar um autor contemporâneo. </span></span></p>
<p style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;font-size:medium;"><span style="font-size:13pt;font-family:Arial;">Vou escolher um clássico. Voltaire<span>, está</span> bom? O <em><span style="font-style:italic;">Cândido</span></em>: <em><span style="font-style:italic;">“É verdade que se <span>rí</span> sempre em Paris?” perguntou Cândido. “Sim” &#8211; explicou o abade, &#8211; “mas como expressão de raiva, porque lamentamos tudo com grandes gargalhadas e praticamos rindo as ações mais detestáveis”. “Quem é” &#8211; continuou Cândido &#8211; “esse porco gordo, que me dizia tão mal do espetáculo em que chorei, e dos atores que tanto me agradaram?”. “É um maledicente&#8221; &#8211; respondeu o abade – “ganha <span>a</span> vida dizendo mal de todas as peças e de todos os livros; odeia quem obtenha êxito, como os eunucos odeiam os que gozam; é uma dessas serpentes da literatura, alimentando-se do lodo e do veneno”.</span></em> Se Barbara <span>Heliodora</span> esqueceu como se faz uma crítica honesta e elegante, deveria ler a de Luiz Paulo Horta, publicada ao lado de sua coluna no mesmo dia, sobre as “Variações Goldberg” de Bach, interpretado por Jean Louis <span>Steuerman</span>. Ali, como <span>leitores, aprendemos</span> algo sobre o autor, a obra, o interprete e a interpretação. E não um amontoado de asneiras e atrocidades empacotado pelo desprezo da alteridade e da diferença.<strong><span style="font-weight:bold;"> </span></strong></span></span></p>
<p><strong><span style="font-family:Arial;font-size:small;"><span style="font-weight:bold;font-size:12pt;font-family:Arial;">Antonio Quinet</span></span></strong><span style="font-family:Arial;"><span style="font-family:Arial;">, Psicanalista, Doutor em Filosofia, Dramaturgo, Professor do Mestrado de Psicanálise, Saúde e Sociedade (UVA) onde desenvolve a pesquisa “Teatro e Psicanálise”, Diretor da Cia. Inconsciente em Cena</span></span>.</p>
<p style="text-align:center;" align="center">Reprodução autorizada pelo autor.</p>
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</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O Dodó finalmente começou]]></title>
<link>http://ododoblog.wordpress.com/2009/06/14/o-dodo-finalmente-comecou/</link>
<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 18:17:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ododoblog</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Dodó arranca amanhã com um mini-artigo sobre uma peça em cena, mas a peça é totalmente irrelevante]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2><strong>O Dodó</strong> arranca amanhã com um mini-artigo sobre uma peça em cena, mas a peça é totalmente irrelevante para o caso. Interessa mais observar a pobreza geral do comentário que rodeia o espectáculo ao vivo e, especialmente, por qualquer enigma, as peças de teatro, quer seja para as vender, quer para as entender ou discutir. É da vida do teatro ser discutido: Sempre procurou isso, sempre quis isso. Nem que fosse para chamar mais magote.</h2>
<h2>Note-se – isto é muito importante &#8211; que não se disse em cima «ajudar a entender», como é costume no uso corrente da língua. Em pormenores como este está a diferença entre a divulgação pseudo-pedagógica  que menospreza a inteligência e a imaginação do público em geral (e que quer ensinar sempre o básico a quem parece que nunca mais aprende) e a verdadeira crítica. A crítica, quando escreve, escreve desde logo para si própria. Porque precisa. Porque precisa de reviver, de relacionar, de pensar publicamente. Não temos disso no teatro português.</h2>
<h2>Em vez disso, temos uns textículos (termo de Alberto Pimenta) que se copiam mutuamente e espalham por toda a parte a sua pequenez, em papel ou na Internet, e raramente vão além de colagens do que a produção do espectáculo por sua vez cortou e colou no embrulho apressado da sua publicidade.</h2>
<h2><strong>O Dodó</strong> não está nada satisfeito com esta situação.</h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CARNES TOLENDAS Retrato Escénico de un Travesti]]></title>
<link>http://juiciodefrutas.wordpress.com/2009/04/26/carnes-tolendas-retrato-escenico-de-un-travesti/</link>
<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 23:33:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Juicio de Frutas</dc:creator>
<guid>http://juiciodefrutas.wordpress.com/2009/04/26/carnes-tolendas-retrato-escenico-de-un-travesti/</guid>
<description><![CDATA[Actriz: Camila Sosa Villada. Dirección: María Palacios. Asesor: Paco Giménez. Iluminación: Lucas Sol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-26" title="carnes-tolendas" src="http://juiciodefrutas.wordpress.com/files/2009/04/carnes-tolendas.jpg" alt="carnes-tolendas" width="117" height="118" /> Actriz: Camila Sosa Villada.<br />
Dirección: María Palacios.<br />
Asesor: Paco Giménez.<br />
Iluminación: Lucas Sole, Belén Carranza.<br />
Operación Técnica: Belén Carranza.<br />
Producción: Ximena Silbert.</p>
<p>Carnes Tolendas hace referencia al carnaval, pero no al que conocemos, en el que nos permitimos mojar al que pasa caminando. Es la carne que uno se saca para entrar en la carne del otro. El carnaval medieval implicaba un cambio en los roles: el rico es tratado como pobre y el mendigo como rey. El objetivo de la tolenda era saciar al cuerpo de sus apetitos para luego encargarse enteramente de las cuestiones relativas al alma.</p>
<p>La <em>Carnes Tolendas</em> de María Palacios pone en cuestión el concepto de representación. Camila, un travesti serrano, <em>interpreta </em>a Camila, un travesti serrano, que a su vez <em>interpreta </em>a la madre de Camila y al padre de Camila. Además <em>interpreta </em>personajes de Lorca. Pero Camila es un travesti serrano, es su madre -pues aclara que el deseo de lo femenino viene por el contaco con la femineidad de su madre-, es su padre -pues es el contraejemplo de lo que desea-. Y desde esta construcción histórica de Camila, Camila lee a Lorca, identificándose &#8211; es decir, haciéndose una con- los personajes femeninos, en los que Lorca se transvestía literariamente.</p>
<p>Una de las definiciones que Camila hace del travesti es la de alguien que tiene, en su caso, cuerpo de varón y deseo de mujer. Ella usurpa un cuerpo de hombre que tiene límites para devenir mujer: no concebirá, no parirá, no menstruará, no amamantará. Pero no hay regreso hacia lo masculino. El problema de género encuentra al travesti(un ser altamente sensible) totalmente desterritorializado.</p>
<p>Aún así, en esos límites, al cuerpo usurpado se lo moldea, se lo usa y se lo abusa. Pero en este punto el travesti no es más que una intensificación, un grado extremo de la relación que todos tenemos con nuestros cuerpos: me pongo un piercing, me pongo un tatuaje, o tetas, o me lipoaspiro. Es decir, quiero un cuerpo que no tengo. Camila desea funciones biológicas con las que no cuenta. Stelarc se pone prótesis con funciones que no tiene. Por lo que, como conclusión, todos estamos usurpando un cuerpo; entonces el problema de género no es más que un problema de lenguaje.</p>
<p>El final de la obra presenta crudamente una paradoja vital hoy: la de la vida (del cuerpo biológico) y la muerte (del deseo) en una síntesis a la que sólo se puede arribar luego del tránsito del cuerpo de Camila en el escenario. Luego de eso, el alma.</p>
<p><strong>Nota</strong>: Camila es una excelente actriz. Tiene un talento increíble para ser otros desde un lugar de mucha sensibilidad.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Avenida Q: um lugar bom de morar]]></title>
<link>http://frasesdavida.wordpress.com/2009/04/04/avenida-q-um-lugar-bom-de-morar/</link>
<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 21:31:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando de Oliveira</dc:creator>
<guid>http://frasesdavida.wordpress.com/2009/04/04/avenida-q-um-lugar-bom-de-morar/</guid>
<description><![CDATA[Se o início da minha temporada teatral não foi boa (leia a crítica de Hamlet), a virada veio em gran]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a rel="attachment wp-att-1955" href="http://frasesdavida.wordpress.com/2009/04/04/avenida-q-um-lugar-bom-de-morar/avenida-q-1/"><img class="alignleft size-medium wp-image-1955" style="border:0 none;margin:6px 4px;" title="avenida-q-1" src="http://frasesdavida.wordpress.com/files/2009/04/avenida-q-1.jpg?w=300" alt="avenida-q-1" width="300" height="209" /></a>Se o início da minha temporada teatral não foi boa (<a href="http://frasesdavida.wordpress.com/2009/03/30/um-hamlet-que-deu-sono/" target="_blank">leia a crítica de <strong>Hamlet</strong></a>), a virada veio em grande estilo, com <strong>Avenida Q</strong>, mais um musical da Broadway trazida pela dupla<strong> Charles Möeller</strong> e <strong>Claudio Botelho</strong>, responsáveis, entre outras, por <strong>Beatles Num Céu de Diamantes</strong> e <strong>Sassaricando</strong>, <strong>7 &#8211; o musical </strong>e <strong>A Noviça Rebelde</strong>, entre outras.</p>
<p>O Rio ainda está longe de ser a Broadway, mas é muito bom ver que os musicais caíram o gosto do público e que produções tão boas quanto as americanas estão sendo montadas e encenadas no país.<strong> Os Produtores</strong>, de <strong>Mel Brooks</strong>, que teve momentos até mesmo melhores dos que os encenados na terra do <em>Tio Sam</em>, impressionou pela produção, assim como <strong>A Noviça Rebelde</strong>. Já <strong>7</strong> e <strong>Avenida Q</strong> seguiram por caminhos totalmente diferentes e igualmente prazerosos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1956" href="http://frasesdavida.wordpress.com/2009/04/04/avenida-q-um-lugar-bom-de-morar/avenida-q-2/"><img class="alignright size-medium wp-image-1956" style="border:0 none;margin:6px 4px;" title="avenida-q-2" src="http://frasesdavida.wordpress.com/files/2009/04/avenida-q-2.jpg?w=235" alt="avenida-q-2" width="235" height="300" /></a>A grande sacada do musical &#8211; divertido e <strong>politicamente incorreto</strong> &#8211; é a utilização de bonecos comandados pelos atores. Tudo em cena com uma graça, timing e humor que realmente cativam. Pode parecer coisa de criança ou lembrar um pouco a idéia das marionetes de seriados como <strong>Thumderbirds</strong>, mas, seja lá por qual razão, a coisa funciona.</p>
<p>A história gira em  de <strong>Princeton</strong>, um jovem recém formado, que se muda para<strong> Nova York </strong>carregando apenas seus sonhos e um pequeno punhado de dólares, indo acabar morando na <strong>Avenida Q</strong>, onde<strong> monstros </strong>e humanos se misturam em um emaranhado de ficção e realidade caricata.  Há também o gay enrustido, o comediante fracassado, a oriental <em>nazista</em>, o monstro tarado, os ursinhos do mal e a monstrinha romântica (<strong>mas bem safadinha na hora do sexo</strong>), etc.</p>
<p>As canções são ótimas, divertidas, leves e totalmente desligadas dos padrões morais que engessam a maioria das manifestações culturais de hoje. Os seus dois atos e aproximadamente 2 horas de duração passam muito rápido. Nada de bocejos na platéia.<br />
<a rel="attachment wp-att-1957" href="http://frasesdavida.wordpress.com/2009/04/04/avenida-q-um-lugar-bom-de-morar/avenida-q-3/"><img class="size-medium wp-image-1957 alignleft" style="border:0 none;margin:6px 4px;" title="avenida-q-3" src="http://frasesdavida.wordpress.com/files/2009/04/avenida-q-3.jpg?w=300" alt="avenida-q-3" width="300" height="214" /></a><br />
A vinda dos responsáveis pela montagem americana para conferir como seria o espetáculo no Brasil parece ter surtido um efeito positivo, atiçando ainda mais a criatividade da dupla de diretores, que conseguiu criar citações relacionadas ao universo brasileiro que caíram como uma luva na proposta cômica da peça.</p>
<p>Quem puder, não deixe de ir ao <strong>Teatro Clara Nunes</strong> (<em>Shopping da Gávea</em>). Sorrisos, risadas e um espírito mais leve estão garantidos.</p>
<p>Veja <strong><em>A Merda que Eu Estou</em></strong></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/B6JURICnUbw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/B6JURICnUbw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A antibailarina]]></title>
<link>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/03/02/a-antibailarina/</link>
<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 04:37:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>alessandra colasanti</dc:creator>
<guid>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/03/02/a-antibailarina/</guid>
<description><![CDATA[A antibailarina Por Astier Basílio Publicado Jornal da Paraíba 13/11/2008       Um discurso de conte]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">A antibailarina</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Por Astier Basílio</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Publicado Jornal da Paraíba 13/11/2008</span><img class="alignnone size-full wp-image-74" title="anticlassico-set-2007-fotos-marcio-cabral-097-2" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/03/anticlassico-set-2007-fotos-marcio-cabral-097-2.jpg" alt="anticlassico-set-2007-fotos-marcio-cabral-097-2" width="720" height="960" /></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
<p><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Um discurso de contextação traz aquilo que contesta. A peça “Anticlássico – Uma desconferência e o Enigma Vazio” finca-se por estes contrários, num jogo dialético que envolve humor, retórica e sobretudo um filtro de ironia a redimencionar o belo texto de autoria de Alessandra Colasanti, que também dirige-se e atua, dando vida à Bailarina de Vermelho. Ela divide a cena com um auxiliar, não impunemente chamado de Hamlet, interpretado por João velho. O espetáculo foi a grande atração de encerramento do festival de Artes de Areia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span>        </span>O espetáculo foi encenado no auditório do colégio Santa Rita. Como não era um local apropriado plenamente houve prejuízos, o principal deles, o recuo da primeira fileira da platéia para o palco de aproximadamente quatro metros, o que ocasionou, literalmente, um distanciamento com a platéia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span>        </span>O que “anti” clássico, traz, dialeticamente, o clássico em si; da mesma forma como uma “des” conferência é, sim, também uma conferência mesmo que, à primeira vista, nos cheguem os aspectos cômicos, o humor e o rir dos rigores acadêmicos, avacalhando com os ritos, desmistificando a aura. O figurino, como o próprio nome da personagem já revela, aponta para o aspecto corporal – intensificando desde a entrada em cena, com os exercícios feitos diante da platéia. Esta é uma das linhas cruzadas, senão a matriz, que “Anticlássico” prpõe a leveza de uma bailarina, inserida numa circunstância “séria” de uma conferência sobre arte, humor e reflexão; corpo e intelecto;piadas e citações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span>        </span>A peça não só ri do beco sem saída dos referenciais teóricos, mas encarna, metaforicamente a encruzilhada do pós-moderno, desde a constituição da personagem, descolada de um quadro de Dégas, até o tom da encenação que mistura aula com stand-up comedy.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span>        </span>Divertido, inteligente. Um belo espetáculo. (Astier Bas</span><span style="font-size:16pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;">ílio)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[“DIVERSÃO E RESPEITO À INTELIGÊNCIA”]]></title>
<link>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/03/02/%e2%80%9cdiversao-e-respeito-a-inteligencia%e2%80%9d/</link>
<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 03:59:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>alessandra colasanti</dc:creator>
<guid>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/03/02/%e2%80%9cdiversao-e-respeito-a-inteligencia%e2%80%9d/</guid>
<description><![CDATA[“DIVERSÃO E RESPEITO À INTELIGÊNCIA” CRÍTICA, BÁRBARA HELIODORA, JORNAL O GLOBO, (01/10/08)         ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><img class="alignnone size-full wp-image-70" title="clippping-anticlassico-critica-barbara-heliodora-2008" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/03/clippping-anticlassico-critica-barbara-heliodora-2008.jpg" alt="clippping-anticlassico-critica-barbara-heliodora-2008" width="720" height="1390" /></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">“DIVERSÃO E RESPEITO À INTELIGÊNCIA”</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">CRÍTICA, BÁRBARA HELIODORA, JORNAL O GLOBO, (01/10/08)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:16pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:16pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:16pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">“O espetáculo que Alessandra Colasanti está apresentando no Espaço Rogério Cardoso da Casa de Cultura Laura Alvim, “Anticlássico – Uma Desconferência e o enigma vazio”, tem tudo para ser classificado como o samba do crioulo doido dos intelectuais (ou pseudo). As confusas e loucamente anacrônicas memórias da bailarina de vermelho indicam ter esta lido vorazmente quando trabalhava na Biblioteca de Alexandria, e não tenha perdido uma única ocasião de conhecer o who’s who mundial desde então. O texto, da própria Alessandra, é uma preciosa paródia do estilo e da linguagem corporal de todos aqueles que, com grande pomposidade e fartura de jargão, discorrem, principalmente a respeito do que não sabem. As aventuras artísticas e sexuais da bailarina formam uma viagem deliciosamente louca pela história da cultura ocidental, feita por meio de uma espécie de tapete mágico verbal cuja crítica fica mais enriquecida pelo tom de auto-crítica e justeza do tempo usado para cada episódio ou momento de lembrança.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Cenário, luz e música se integram na encenação.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">A cenografia de Natalia Lana é simples, porém coalhada de detalhes, tão numerosos quanto as lembranças e as aventuras, tudo relevante para o clima desejado, um perfeito retrato da mente da bailarina. A luz de Tomás Ribas colabora para a idéia de variedade e loucura do todo, com a direção musical de Lucas Marcier e Rodrigo Marçal muito adequada ao conjunto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Tudo depende, no entanto, da interpretação da autora/diretora, Alessandra Colasanti, que faz ótimo uso de sua intimidade com o universo literário e artístico, e também os elementos autênticos e falsos que o freqüentam. No modo de falar, nas hesitações, nos gestos, ela cria sua personagem com grande precisão , e aproveita cada ambigüidade, cada sentido duplo, sem exagero mas na medida para aproveitar o humor da frase.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;">Com João Velho, aparecendo como punk concertista, “Anticlássico” é um espetáculo que não só diverte mas tem a cortesia de tratar bem a inteligência da platéia. Não é tão freqüente assim esse tipo de espetáculo, que realmente diverte de forma civilizada.” <strong>( Bárbara Heliodora)</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:16pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><strong> </strong></span></p>
<p>&#8220;FUN AND RESPECT FOR INTELLIGENCE&#8221;<br />
REVIEW, BÁRBARA HELIODORA, JORNAL O GLOBO, (01/10/08)<br />
 <br />
&#8220;The show Alessandra Colasanti is presenting at Espaço Rogério Cardoso of Casa de Cultura Laura Alvim, &#8220;Anticlássico – Uma Desconferência e o enigma vazio” (Anti-classic – a De-conference and the empty enigma&#8221; can definitely be classified as the Hare-brained samba  of intellectuals (or pseudo). The confusing and anachronistic memories of the Ballerina in Red indicate she read voraciously when she worked at the Library of Alexandria, and has not lost a single opportunity to get to know who&#8217;s who in the world ever since. The script, Alessandra&#8217;s own, is a precious parody of the style and body language of those who, with great pomposity and a great deal of jargon, sound off, mostly about what they do not know. The artistic and sexual exploits of the ballerina make up a delightfully mad journey through the history of Western culture, by means of a sort of verbal magic carpet which is further enriched by the critical tone of self-criticism and fairness of the time used for each episode or moment of memory.</p>
<p>Set, light and music integrate the production.</p>
<p>The staging of Natalia Lana is simple but with a plethora of details, as numerous as the memories and adventures, everything attuned to the desired atmosphere, a perfect portrait of the ballerina’s mind. The lighting by Tomás Ribas contributes to the idea of the variety and insanity of the whole, with music direction by Mark and Lucas Rodrigo Marçal, very suitable to the entire ensemble.<br />
Everything depends, however, on the interpretation of playwright/director Alessandra Colasanti, who makes great use of her intimacy with the literary and artistic world, as well as the authentic and false elements that come with it. The way she speaks, the hesitation, the gestures… she creates the character with great accuracy, and enjoys every ambiguity, every double-meaning, but without exaggeration so as to take advantage of the humor in the line.<br />
With João Velho as a punk concert performer, &#8220;Anticlássico&#8221; is a show that is not only fun but has the courtesy of treating the intelligence of the audience well. This kind of show, which brings fun in a civilized fashion, is not so common. &#8220;(Barbara Heliodora)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estilhaços de discursos]]></title>
<link>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/estilhacos-de-discursos/</link>
<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 05:23:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>alessandra colasanti</dc:creator>
<guid>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/estilhacos-de-discursos/</guid>
<description><![CDATA[CORREIO BRAZILIENSE 09/09/08 Crítica &#8211; Anticlássico Estilhaços de discursos Sergio Maggio     ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000066;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><img class="alignnone size-full wp-image-67" title="anticlassico-set-2007-fotos-marcio-atencao-cabral-035" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/02/anticlassico-set-2007-fotos-marcio-atencao-cabral-035.jpg" alt="anticlassico-set-2007-fotos-marcio-atencao-cabral-035" width="500" height="375" /></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000066;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">CORREIO BRAZILIENSE</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000066;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">09/09/08</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000066;"><span style="font-size:small;">Crítica &#8211; Anticlássico<br />
</span></span><strong><span style="font-size:13.5pt;">Estilhaços de discursos</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:13.5pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Sergio Maggio</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<table class="MsoNormalTable" style="width:90pt;" border="0" cellspacing="1" cellpadding="0" width="120" align="right">
<tbody>
<tr>
<td style="background-color:transparent;border:#ece9d8;padding:.75pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="background-color:transparent;border:#ece9d8;padding:.75pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;"> </span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="background-color:transparent;border:#ece9d8;padding:.75pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em><span style="font-size:10pt;">Alessandra Colasanti faz</span></em><em><span style="font-size:10pt;"> crítica aguda ao consumo de arte</span></em></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="background-color:transparent;border:#ece9d8;padding:.75pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Arrancada do âmbito de obra de arte, Bailarina de Vermelho dá para tagarelar sobre a natureza do discurso artístico. Ela está inserida em uma espécie de aula-espetáculo, no qual se vendem conceitos, experiências, idéias e produtos. Enquanto conta as peripécias pelo mundo (ela fundou a arte nos sinais de trânsito, por exemplo), comercializa clássicos da literatura a R$ 1 (na verdade, livretos de cordel) e frasquinhos do ar de Paris. Numa aparente crítica ácida à estratificação e à soberba do pensamento acadêmico, Anticlássico aponta para questões mais urgentes como a banalização do consumo voraz ao mercado de arte e o papel dos intelectuais na pós-modernidade (ops!, essa frase pode ser deglutida pela Bailarina de Vermelho).</span></span></p>
<p>Alessandra Colasanti coloca-se em cena como presença viva dessa contradição. Filha de um dos casais mais respeitados da inteligência brasileira, os escritores Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti, ela dialoga com as referências que provavelmente colheu em casa e nos círculos de vivência dos pais. O que forma jogo com a platéia, que detém esse dado. Quando a personagem recebe um telefonema da mãe, o riso fica cúmplice. O humor, a ironia, a sátira e a participação de João Velho costuram essa narrativa formada de estilhaços.</p>
<p>Autora do texto, diretora de cena e, sobretudo, atriz, Alessandra Colasanti domina um espetáculo complexo, já que o texto, segundo a segundo, fecha-se na cabeça do espectador, ativado a receber informações sensoriais múltiplas, muitas vindas do corpo/voz da própria personagem, num poderoso jogo de simultaneidade. Numa projeção de vídeo, milhares de turistas famintos disputam uma foto do sorriso da Monalisa (tema que rendeu bela crônica do pai Affonso), enquanto a Bailarina de Vermelho ilustra com comentários díspares e o assistente Hamlet segue em alguma atividade paralela, como a de servir água francesa.</p>
<p>Divertido e inquietador, Anticlássico dialoga com a esterilidade dos discursos do homem contemporâneo que, na tentativa de encontrar chave de entendimento para as suas angústias, encerra-se em si mesmo e na própria incapacidade de se comunicar. Não à toa, a Bailarina de Vermelho fala pela rádio Utopia AM e “pelo paradoxo” pede o voto do cidadão para ser a prefeita da terceira margem do rio. O que parece dar em nada, diz muito…ou não. (Sérgio Maggio) </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">CORREIO BRAZILIENSE</span></span></span></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:windowtext 1pt solid;padding:0 0 1pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;padding:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">September 9, 2008<br />
Review &#8211; Anticlássico<br />
Snippets of discourse<br />
Sergio Maggio<br />
 </p>
<p>Alessandra Colasanti critiques the acute consumption of art<br />
 </p>
<p>Plucked from the domain of art work, the Ballerina in Red bursts into chatter about the nature of the artistic discourse. She is embedded into a sort of show-class, where concepts, experiences, ideas and products are sold. While she narrates her escapades around the world (she founded the art in traffic signs, for example), she sells literature classics for R$ 1 (actually, Brazilian pulp fiction booklets) and flasks of Paris air. In an apparent acid criticism of the stratification and pride of academic thought, Anticlássico points to the most urgent questions, such as the trivialization of the voracious consumption of the market of art and the role of intellectuals in post-modernity (oops, this sentence can be savored by the Ballerina in Red).</p>
<p>Alessandra Colasanti stands on the scene as the living presence of this contradiction. Daughter of one of the most respected couples in the Brazilian intellectual set, writers Affonso Romano de Sant&#8217;Anna and Marina Colasanti, she dialogues with references she probably gathered at home and in the milieu her parents are immersed into, very much in tune with the audience, which possesses this data. When the character gets a call from her mother, the laughter is complicit. The humor, the irony, the satire and João Velho’s participation weaves this patchwork narrative.</p>
<p>Scriptwriter, stage director and, especially, actress, Alessandra Colasanti dominates a complex show, since the script, second by second, takes over the head of the spectator, enabled to receive multiple sensory information, many of them from the body / voice of the character itself, in a powerful set of simultaneity. On a video screen, thousands of hungry tourists vie for a picture of Monalisa’s smile (a theme which yielded a nice article by her father Affonso); while the Ballerina in Red illustrates it with disparate comments and her sidekick Hamlet goes on with a parallel activity, such as serving French water.</p>
<p>Fun and disturbing, “Anticlássico” communicates the sterility of the contemporary discourse of modern people who, in an attempt to find the key to understanding their angst, close up in themselves and in their own inability to communicate. It is no wonder the Ballerina in Red speaks on Utopia Radio AM and through “paradox&#8221; asks for the vote of the citizens in order to be the mayor of the third riverbank. What seems to get nowhere says a lot &#8230; or does not. (Sérgio Maggio)</span></span></span></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ida Vicenzia para Jornal do Comércio, RJ]]></title>
<link>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/ida-vicenzia-para-jornal-do-comercio-rj/</link>
<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 03:50:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>alessandra colasanti</dc:creator>
<guid>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/ida-vicenzia-para-jornal-do-comercio-rj/</guid>
<description><![CDATA[Crítica teatral 29 de agosto de 2008 Ida Vicenzia para Jornal do Comércio, RJ ANTICLÁSSICO, uma desc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"><img class="alignnone size-full wp-image-54" title="anticlassico-foto-alavro-riveros-tr1" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/02/anticlassico-foto-alavro-riveros-tr1.jpg" alt="anticlassico-foto-alavro-riveros-tr1" width="500" height="384" /></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Crítica teatral</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">29 de agosto de 2008 </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:&#34;">Ida Vicenzia para Jornal do Comércio, RJ</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:&#34;">ANTICLÁSSICO, uma desconferência e o enigma vazio</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:&#34;">De Alessandra Colasanti</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Alessandra Colasanti encontra-se, ultimamente, nas dependências da casa de Cultura Laura Alvim, no galpão onde funciona seu teatro alternativo, com o peripatético monólogo <em>Anticlássico- Uma Desconferência e o Enigma vazio</em>, sempre às terças e quartas, às 21 horas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Para quem tomou, como Alessandra,mamadeira misturada com os pressupostos da teoria acadêmica, nada má essa sátira. Ela escreve, dirige e encena o espetáculo e <strong>nada escapa ao</strong> <strong>olhar irreverente dessa “new iconoclasta”</strong> – desde a badalada visita de Foucault ao Brasil, até a controversa repercussão de Duchamp e Calder em nossa academia de arte. Este misto de Tristan Shandy e D. Quixote em que se transforma a protagonista da desconferência habita todas as épocas e vive todas as emoções. E faz com tal “nonchalance” que o público não fica sabendo se o que está acontecendo em cena é uma crítica ou uma sátira&#8230;Aliás, seguindo o espírito da personagem, qual é a diferença, não é mesmo? Enfim&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Esse imbróglio de teses ‘e afins’ leva o público- que deve ser composto de um reduzido número de cabeças pensantes- a um <strong>divertimento irresistível</strong>. É também isso. Porém, a <strong>criatividade</strong> de Alessandra nos leva a outros ‘des’caminhos. Não chega a ser como a aula da desvairada professora Margarida, de Roberto Athayde- nem é essa a proposta-, mas, em seu delírio, as duas possuem a mesma sujeição aos símbolos masculinos do amor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Na ‘desconferência’ aparece a ‘razão ardente’ de Nietzsche e o sentido do ‘irraciolanismo’ de Foucault (segundo o existencialista Sartre, um do spoucos que não é citado na conferência), porém, nunca se esquecendo de Derrida e seu enigma, e de Barthes (que ela adora) e, principalmente, a videoconferência do ‘professor Jarry’ do College de France! Tudo ilustrado pelo ‘vazio’ filosófico que é o mote do discurso da bailarina de vermelho. Trata-se de <strong>uma desconferência surpreendente.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">A personagem bem poderia ser uma descendente dos cavaleiros andantes medievais, pois esteve em todos os lugares e conheceu todas as gentes: foi bailarina de Diaghilev no Balé de Moscou e grande amiga de Duchamp, entre outras alucinações servantinas. Aliás, ela começa o espetáculo lendo Dom Quixote.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Voltando a Duchamp, a bailarina de vermelho ganhou uma bicicleta do artista plástico pós-moderno e com ela anda pedalando por Paris. (Esperemos que ao menos possua as duas rodas). Tal referência a Duchamp só pode ser uma provocação aos ‘anti-pós-modernos’. Essa seqüência alucinada de ‘verdades relativas’ culmina com a afirmação de que foi vedete de Calder (ou será que já estou delirando?).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Como em toda ‘obra em construção’ ou, como a bailarina de vermelho diria, todo o ‘work in progress’, o espetáculo se desconstrói, se modifica e já não é o mesmo de sua ‘primeira’ estréia. Essa dominatrice mentirosa resolveu, qual Ofélia (e sob protestos dela mesma ao ser chamada assim), acolher o seu Hamlet.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">João Velho é o auxiliar, o amado prestimoso e ciumento – o punk ameaçador. A figura pós-moderna que tomou conta de nossa imaginação urbana transforma-se, com João Velho, em um exemplar de gestos rudes e olhar hostil, sim, mas que pouco a pouco fala, e quando o faz manifesta seu querer através de um doce olhar de ‘dominado’.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Mas do que a baialrina gosta mesmo é de suspirar pelo ‘vazio’ e namorar a ‘coisa em si’ nada filosófica, ou seja, o faxineiro gostosinho do Louvre. <strong>Fica o conselho para o público, assistam,</strong> pois ainda falta muito mais que na pude contar porque o espaço não permitiu. Para vocês terem idéia, essa mentirosa ‘dominatrice’ visita o Brasil, São Paulo, e foge do MAM paulista para se aventurar pela cidade&#8230;<strong>As pessoas vão se divertir com o absurdo que ronda a fala dessa bailarina vermelha </strong>que já pertenceu ao Corpo de Baile do Bolshoi no tempo de Nijinski e que foi amiga íntima de Picasso. Cenário de Natália Lana, figurinos de Alessandra Colasanti e luz de Tomas Ribas. (<span style="font-size:14pt;font-family:'Courier New';"><strong>Ida Vicenzia)</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;"><img class="alignnone size-full wp-image-55" title="clipping-anticlassico-jorn-do-commercio-critida4" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/02/clipping-anticlassico-jorn-do-commercio-critida4.jpg" alt="clipping-anticlassico-jorn-do-commercio-critida4" width="500" height="256" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[alessandra, resenha epistolar]]></title>
<link>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/alessandra-resenha-epistolar/</link>
<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 03:16:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>alessandra colasanti</dc:creator>
<guid>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/alessandra-resenha-epistolar/</guid>
<description><![CDATA[resenha francine jallageas Alessandra motivada por tua peça porque ela me diz respeito, te escrevo u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:14pt;color:#333333;font-family:Verdana;"><a href="http://www.martaatravesdoespelho.blogspot.com/"></a></span><span style="font-size:14pt;color:#333333;font-family:Verdana;" lang="EN-US"><img class="alignnone size-full wp-image-43" title="dsc_0116" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/02/dsc_0116.jpg" alt="dsc_0116" width="500" height="752" /></span></h2>
<h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;font-family:Verdana;">resenha francine jallageas</span></h2>
<h2 style="margin:auto 0;"><a name="5376582524432238836"></a><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-weight:normal;font-size:14pt;color:#333333;font-family:Mangal;"><a href="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/"><span style="color:#800080;">Alessandra</span></a></span></span><span style="font-weight:normal;font-size:14pt;color:#333333;font-family:Mangal;"></p>
<p></span><span style="font-size:14pt;color:#333333;font-family:Mangal;">motivada por tua peça porque ela me diz respeito,<br />
te escrevo umas notas de rodapé:<br />
começo pela cor que tingiu os clássicos em tua peça;<br />
o vermelho insistente<br />
(clássico que é clássico deve ser clássico porque é insistente)<br />
da tua bailarina; do batom que delimita-emoldura o contorno da tua boca por onde você emite os tons, os modos, os trejeitos, os fôlegos, os agudos e os graves que os clássicos, quando pensados, citados, esvaziados, blefados, evocam,<br />
ao colã, tule, sapatos, meias, penduricalhos do teu cabelo, esmaltes da tua unha, bebida do teu copo – conjunto excessivo que primeiro avisto conformado em um ângulo de 90 graus, cujos pés estão onde eu esperaria a cabeça e a cabeça onde eu esperaria os pés, alongando-aquecendo os músculos para um balé, para uma dança enfim, ou não, ou simplesmente ali, como deve ficar toda bailarina quando termina a música e fechamos a clássica caixinha de músicas.<br />
E como a clássica caixinha de músicas, uma vez dada a corda, de dentro dela e sobre ela eu vejo um corpo ereto, ao centro, num eixo, a realizar movimentos sem quase sair do lugar, girando em círculos enquanto houver corda.<br />
Tua corda (vermelha, sem dúvida) – a enorme produção de imagens, de literatura, de música, de arte e de cultura do século XX, é que te salva, porque não acaba: é clássica. E se te salva,<br />
também me salva,<br />
terminada a peça, ainda temos corda.<br />
Dizer anticlássico não é o mesmo que dizer clássico? Se me ponho a pensar o que chamamos clássico e o que então poderemos chamar anticlássico, não vejo senão uma coisa só, acrescida dessa fenda: anti. Isto é, um pouco cindido, um pouco metamorfoseando-se em outro, carregando um passado, produzindo um futuro, apontando para um lugar que no entanto só pode ser visto quando nos situamos no antigo lugar (que se desfaz), pois aquilo que consagra-se clássico carrega, se relaciona com os seus antecessores, instaura, assim como você propôs nesse palco, uma tensão ante os clássicos, (está atrás da bailarina-conferencista-jornalista-narradora as imagens do clássico, tal e qual o espelho que toda caixinha de músicas que se preze revela na parte inferior de sua tampa) enumerando-os, trazendo-os, projetando-os e precisamente nesse movimento desfazendo-os, espelhando já uma outra coisa que os nega.<br />
O anticlássico se aproxima da palavra de mesmo radical, emprestada da biologia: o antídoto – contem em si aquilo que quer desfazer e desfaz, contraveneno que é, envenena fazendo uso de uma mesma feitiçaria que o engendra.<br />
O espelho reflete e ao mesmo tempo cega, ou, o reflexo produz uma similitude que já é outra.<br />
O anticlássico é como o recém-nascido; extensão e constituição de uma mãe e que, no entanto, é outro, e que, à medida que cresce, é cada vez mais outro e ao mesmo tempo, irremediavelmente herdeiro dessa mãe.<br />
Dê o nome de tradição à mãe e chame o pai de clássico.<br />
O clássico é o piano de Cage e o anticlássico é o yamarra de João Velho.<br />
Estamos ouvindo, por quatro minutos e trinta e três segundos, os dois, em silêncio. (<span style="font-size:small;font-family:Verdana;">francine jallageas)</span></p>
<p></span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:Mangal;">2.10.07</span></h2>
<h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:Mangal;">publicada em:</span></h2>
<h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:Mangal;"><span style="font-size:14pt;color:#333333;font-family:Verdana;"><a href="http://www.martaatravesdoespelho.blogspot.com/"><span lang="EN-US">http://www.martaatravesdoespelho.blogspot.com/</span></a></span></span></h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A conquista de uma ambigüidade]]></title>
<link>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/34/</link>
<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 02:48:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>alessandra colasanti</dc:creator>
<guid>http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/2009/02/25/34/</guid>
<description><![CDATA[A conquista de uma ambigüidade Resenha João Cícero Revista bacante 02/10/07 por João Cícero Foto: Ál]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;color:blue;font-family:Mangal;"><img class="alignnone size-full wp-image-33" title="dsc_0025" src="http://teatroclubeparadoxo.wordpress.com/files/2009/02/dsc_0025.jpg" alt="dsc_0025" width="500" height="332" /></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;color:blue;font-family:Mangal;">A conquista de uma ambigüidade</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Resenha João Cícero</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:Mangal;">Revista bacante 02/10/07</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"><span style="font-size:8.5pt;color:#999999;font-family:Verdana;">por <a href="mailto:contato@bacante.com.br"><span style="color:#0047be;">João Cícero</span><span style="color:#666666;text-decoration:none;"><br />
</span></a>Foto: Álvaro Riveros</span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"><span style="font-size:8.5pt;color:black;font-family:Verdana;" lang="FR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:12pt;margin:0;"><strong><span style="color:black;font-family:Mangal;" lang="FR"><span style="font-size:small;">« Avant Garde ou Ava Gardner?&#8221;. </span></span></strong><strong><span style="color:black;font-family:Mangal;"><span style="font-size:small;">Essa é a pergunta final que Alessandra Colasanti lança à platéia em <em><span>Anticlássico &#8211; uma desconferência e o enigma vazio</span></em>, que está em fim de temporada no Sesc de Copacabana. Pode não parecer, mas tal pergunta traz uma discussão sobre o sentido do próprio trabalho da atriz, e cita, ao mesmo tempo, o &#8220;Ser ou não Ser&#8221; (irônico) de Hamlet, que é personagem, deslocado, e diminuído, na peça. Colasanti não é, e nem poderia ser, uma coisa e nem a outra. Ela o é, entretanto, por conta da falência que se dá na própria peça de ser inventiva ou uma bobagem. A peça é, ao mesmo tempo, essas duas coisas, pois não há despretensão (o que hoje em dia é muito fácil), mas uma ridicularização de sua própria pretensão, um rir-se de si mesmo desavergonhado. Ninguém sem pretensão pesquisa tantas e tantas citações de textos ligados à academia. E quem costuma fazer isso geralmente critica o outro, o acadêmico tísico que gosta de filosofia, não o seu próprio ato de citar. Estamos num país não acadêmico, de atores ainda não acadêmicos. Aqui, o intelectual ainda é o bacharel ou o poliglota, no máximo o romancista-escritor, nunca o filósofo. E citar filósofos sempre esteve em baixa &#8211; ou, em alta, só para um público muito sui generis. Neste caso, acredito que a atriz funcione como um espelho autocrítico, visto que a própria caricatura híbrida, pouco natural, composta por Alessandra, não remete a nenhuma figura pública, só à dela mesma, à de performer.</span></span></strong></p>
<p>O problema que a pergunta final instaura na peça está amalgamado na personagem híbrida criada pela atriz: uma bailarina de vermelho conferencista &#8211; meio musa e intelectual -, mas o humor é de vedete, de atriz de boulevard, nada parecido com um &#8216;humor sofisticado&#8217;, e o ritmo da peça é envolvente até demais. Chamo atenção para uma relação: Pauline Kael achava lúdicas as citações feitas pelo jovem Godard, que para nós parecem muito sofisticadas. A crítica mostrava que ele citava Montaigne (trechos muito conhecidos pelos cinéfilos franceses), Rimbaud (do mesmo modo), Van Gogh, etc. É a citação do já conhecido que o aproximaria, segundo Kael, do ingênuo e do lúdico. A construção de Alessandra não se dá do mesmo modo, nem poderia, é um outro contexto. Não se vive numa cultura onde as citações filosóficas de Foucault e de Benjamin sejam um lugar-comum, ao contrário, aqui, elas são tratadas como especiarias. E a graça é que a performer ri de sua pesquisa de campo, que alguns professores universitários considerariam suficientes. Constrói-se, na pergunta, também um outro paradoxo e que é próprio de nosso teatro contemporâneo: ser alternativo ou ser a musa (ganhar o Oscar e o prêmio Shell)?</p>
<p>&#8220;Onde está o autor?&#8221;, pergunta de Foucault feita na desconferência. Ele não existe como um sujeito centrado, mas sim personalizado na força desses dois discursos que se inscrevem sobre o nosso teatro que é derivado de um outro lugar. É a bailarina russa, o texto estrangeiro, a contemporaneidade-teórica made in exportação. E se possível com o exagero de uma pronúncia perfeita em língua estrangeira. O próprio título intriga porque brinca com essa tendência do teatro contemporâneo carioca de pôr nomes longos e pseudo-filosóficos, sempre com alguma composição abstrata, assim como &#8220;o enigma vazio&#8221;. Porém, ao invés de se ver uma atriz muito profunda, ou de um naturalismo elegante, se vê uma atriz exagerada, de perna aberta, mostrando sua bunda e piscando para a platéia.</p>
<p>Há uma citação de Walter Benjamin que é feita assim: &#8220;Benjamin, adorooo!&#8221;. Total desconstrução, pois coloca na horizontal o nome do crítico numa inflexão, ou jogo cênico, de um besteirol. Não é um lugar nobre, mas também não é pejorativo. Quando numa cena de besteirol, alguma personagem diz: &#8220;sexo, adorooo!&#8221;, ou &#8220;malhar adorooo&#8221;, nunca se pensa que a personagem está diminuindo o sexo, pelo contrário, é nessa leveza que o sexo a apraz, e que não é católico. É evidente, que nesses espetáculos de besteirol, talvez, falte uma tensão, o ordinário está posto no seu lugar seguro. A diferença aqui é a retirada e a colagem que não é nada didática. Quem sabe quem é Walter Benjamim entende a piada, quem não sabe, fica sem entender. E o autor é gostoso como o sexo.</p>
<p>É difícil enquadrar o trabalho de Colasanti. Seria possível chamá-lo de peça ou de &#8220;performance cool&#8221;, de Teatro dos mais antigos (da atriz histriônica) ou peça contemporânea. Nada disso importa. O bom é a conquista desta ambigüidade: &#8220;Avant Garde ou Ava Gardner?&#8221; (João Cicero)</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:30pt;margin:0;"><span style="font-size:8.5pt;color:#999999;font-family:Verdana;"><a title="link permanente" href="http://www.bacante.com.br/resenhas/2007/10/pseudointelectualidade-assumida.html"><span style="color:#0047be;">2.10.07</span></a> <span class="item-controlblog-adminpid-2084820154"><a title="Editar postagem" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=1533327838852139175&#38;postID=7439640553999288162"><span class="quick-edit-icon"><span style="color:#666666;text-decoration:none;border:windowtext 1pt;padding:0;"> </span></span></a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:30pt;margin:0;"><span style="font-size:8.5pt;color:#999999;font-family:Verdana;"><span class="item-controlblog-adminpid-2084820154">resenha publicada em</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:30pt;margin:0;"><span style="font-size:8.5pt;color:#999999;font-family:Verdana;"><span class="item-controlblog-adminpid-2084820154"><a href="http://www.bacante.com.br/revista/critica/anticlassico-uma-desconferencia-e-o-enigma-vazio-2">http://www.bacante.com.br/revista/critica/anticlassico-uma-desconferencia-e-o-enigma-vazio-2</a></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista a los Editores de la Revista Virtual de Crítica Teatral "El Zahorí"]]></title>
<link>http://holismoplanetario.wordpress.com/2009/01/17/341/</link>
<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 00:55:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>holismoplanetario</dc:creator>
<guid>http://holismoplanetario.wordpress.com/2009/01/17/341/</guid>
<description><![CDATA[De: Aurelio Miní Sánchez &lt;nautaretis@yahoo.com&gt; Fecha: Mar, 13 de Ene, 2009 12:58 pm Asunto: E]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="msgheader">
<table class="wide" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td class="headers"><span class="smalltype"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">De:</span></strong></span> Aurelio Miní Sánchez &#60;nautaretis@yahoo.com&#62;<br />
<span class="smalltype"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Fecha:</span></strong></span> Mar, 13 de Ene, 2009 12:58 pm<br />
<span class="smalltype"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Asunto:</span></strong></span> Entrevista a los Editores de la Revista Virtual de Crítica Teatral El Zahorí</td>
<td class="info"><span class="name">nautaretis@yahoo.com </span><br />
<a class="smalltype ygrp-nowrap" title="Enviar mensaje" href="http://holismoplanetario.wordpress.com/group/Ciber_Etica_Holistico_Planetaria/post?postID=04WwE23j_QFPbDFDYzd_YLutdpgvF-srwcr1UnI2pb_Bcugv_MKxuqtRzBYZ8OG50gJq8ukWeEJj7Q"><img src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/yg/img/ui/send2.gif" alt="Enviar mensaje" width="12" height="12" /><span style="font-size:xx-small;color:#247cd4;font-family:Verdana;"> Enviar mensaje</span></a><br />
<a class="smalltype ygrp-nowrap" title="Modificar membresia" href="http://holismoplanetario.wordpress.com/group/Ciber_Etica_Holistico_Planetaria/member_detail?id=182599263&#38;Referer=/group/Ciber_Etica_Holistico_Planetaria/pending%3fview%3d1%26msg%3d24619"><img src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/yg/img/ui/gr_12_edit.gif" alt="Modificar membresia" width="12" height="12" /><span style="font-size:xx-small;color:#247cd4;font-family:Verdana;"> Modificar membresía</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div class="form-rowb20">
<div class="msgarea">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td>El Zahorí<br />
Revista de Crítica Teatral<br />
http://revistaelzahori.blogspot.com/&#8212; El <strong>mar 13-ene-09, Aurelio Miní Sánchez <em>&#60;nautaretis@yahoo.com&#62;</em></strong> escribió:</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>De: Aurelio Miní Sánchez &#60;nautaretis@yahoo.com&#62;<br />
Asunto: ¡Habla, Zahorí!<br />
A: &#8220;InterCambio El_Zahorí&#8221; &#60;adistanciaza@yahoo.es&#62;<br />
Fecha: martes, 13 enero, 2009, 9:51 am</p>
<div id="yiv1061680312">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="font-family:inherit;" valign="top">Hola,Estás cordialmente invitado a leer la <span style="font-weight:bold;">Exposición de Motivos a manera de Entrevista a los Editores</span> de la Revista Virtual de Crítica Teatral &#8220;El Zahorí&#8221;</p>
<p>Saludos<br />
AVRELIVS</p>
<p><span style="font-weight:bold;">P.D.</span><br />
<span style="font-weight:bold;">MUESTRA:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">ACM: Entendemos que ese material esté en elaboración, pero ¿no podrían adelantarnos alguna sumilla de las ideas centrales?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;">JA:</span></strong><span style="font-size:10pt;"> Ese libro contendría puntos de vista y perspectivas que den cuenta de cómo, desde experiencias oficiales pero fundamentalmente desde experiencias no-oficiales, se han formado por cercanía/distancia ideológica y/o estética los principales operadores históricos de gran parte de los quehaceres del archipiélago teatral limeño. Vale decir, desde, digamos, la “Escuela de Teatro del Pueblo” [Manuel Beltroy, 1945], la <em>Escuela Nacional</em><em> de Arte Escénico</em> [ENAE, 1946] devenida en su azaroso proceso de refundaciones como <em>Escuela Nacional Superior de Arte Dramático</em> [ENSAD, 2004], el <em>TUC</em> posterior a la salida de Ricardo Blume [en especial el periodo 1971-81], pasando por las primeras experiencias autodidactas de los años 1960 [YEGO, Yawar y Teatro Popular de Collique, por ejemplo], los grupos no-oficiales de teatro universitario del periodo 1960-80, el teatro de la Calle de Jorge Acuña, hasta “finalizar”, por un lado, con los grupos “históricos” de principios de la década de 1970 [entiéndase <em>Cuatrotablas</em> y <em>Yuyachkani</em>, y de estos en especial el periodo 1971-83 del grupo <em>Cuatrotablas</em>], y, por el otro, con algunos otros grupos que ahora ya son profesionales, independientemente si aún continúan o si se extinguieron [por ejemplo, <em>Maguey</em>, <em>Raíces</em>, <em>Ikaro</em> de Iquitos, <em>Barricada</em> de Huancayo, etc.]. Es decir, en el periodo que va de mediados de la década de 1940 a finales de la década de 1970, o sea, en cerca de 25 años, podemos constatar la génesis y el desarrollo del <strong>teatro peruano moderno</strong>, vale decir, de los desarrollos singulares de sus operadores principales. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;">Y, aquí, habría que hacer una <strong>sextuple aclaración:</strong> <strong>1)</strong> decir <strong><em>el</em> “teatro peruano”</strong> en singular no sólo es impreciso sino hasta cierto punto injusto por la variedad de líneas técnicas, temáticas, estéticas e incluso por la franca confrontación que muchas de aquellas sostuvieron entre sí en cuanto a los aspectos ideológicos y políticos de sus respectivos usos en momentos claves del siglo pasado; <strong>2)</strong> nada hubiera sido posible de ser desarrollado sin las <strong>relaciones de “colaboración” y de “estímulo/respuesta”</strong> de los propios operadores entre sí. Así, cuando elogiamos a las agrupaciones lo que en realidad estamos haciendo es poner en primer plano la labor de los autores teatrales pues, sin “texto”, NO hay representación; pero, a su vez, también estamos elogiando la labor de los directores escénicos que lograron trascender, por un lado, la condición elemental de meros directores “ponedores en escena”, y, por el otro, de concentrar en su quehacer la función que, por antonomasia, le pertenecía a los autores, entiéndase la dramaturgia y devenir por ello en directores-dramaturgos; pero, a su vez, también estamos resaltando la labor de los actores y actrices sin los cuales NO hay representación posible; <strong>3)</strong> el matiz que representan los <strong>“directores-formadores de actores”</strong> ha sido una característica muy particular de las maneras cómo el “teatro laboratorio”, entiéndase esa tendencia que catalizara y capitalizara Barba y el <em>Odin Teatret</em> a partir del <em>Taller Ayacucho 1978</em>, propició el quehacer teatral como <strong>medio para los experimentos escénicos</strong>; <strong>4)</strong> la manifestación en el caso del grupo <strong><em>Cuatrotablas</em></strong> de las respectivas <strong>diásporas</strong>; <strong>5)</strong> el caso del grupo “histórico” <strong><em>Yuyachkani</em></strong> que es precisamente <em>sui géneris</em> por una serie de factores político-económicos que no vamos a señalar por ahora. Tan sólo decir que, en contra de lo que generalmente se estila en el Perú, ha sabido sostener el proyecto social-burgués no sólo más moderno sino el más oportunista y “cunda” de cuantos ha habido en los últimos treinta y ocho años en la ciudad capital [“oportunista” en el más amplio sentido de la palabra de aprovechar todas la oportunidades y “cunda” como sinónimo de “<a rel="nofollow" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Nicol%C3%A1s_Maquiavelo" target="_blank"><span style="color:#247cd4;">maquiavelismo</span></a>”]. En un país en donde el “fracaso” es una marca “social”, estos “yuyas” han sabido imprimir una huella de “exitosos”. Con lo que queda demostrado que toda regla tiene su excepción. Dudamos acerca de si en algún momento llegarán a decir cuáles han sido los “costos” de su rutilante “éxito” e incluso no nos sorprenderá para nada el que, al leer esto, o bien se “rasguen las vestiduras” o cualquiera de los “franeleros” que pululan dentro del archipiélago teatral limeño lo haga por ellos, total, una de las ventajas comparativas de ser “famoso” es que NO necesitas hacer nada, la “fama” lo hace y lo puede todo; <strong>6)</strong> <strong>los procesos de profesionalización de los grupos autodidactas ochenteros</strong> devenidos en “profesionales sin título” han implicado el hecho de sumarle a los problemas específicos de la elaboración de un espectáculo, los problemas tanto de la circulación y el consumo, así como los problemas vinculados a la “institucionalidad alternativa” o no y al ejercicio del quehacer teatral como profesión [entiéndase principalmente los problemas de la “oferta y la demanda” y los problemas del espacio propio devenido, en el mejor de los casos en Centro Cultural que brinda una serie de servicios, así como los problemas del marketing y el <em>caché</em>]. En el largo plazo, este conjunto y subconjuntos de problemas han incidido inevitablemente en las temáticas, en el tratamiento y en los públicos objetivos de los espectáculos. En este contexto de mutua interdependencia, la tarea estratégica de asumirse como un teatro moderno NO ha podido separarse de cierta tendencia “natural” hacia el aburguesamiento.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;"><br />
</span></strong></p>
<p><span style="font-weight:bold;">¿Quieres ver más?</span><br />
- <span style="font-weight:bold;">Ir a la Entrevista COMPLETA: </span></p>
<p><span style="font-weight:bold;">http://revistaelzahori.blogspot.com/</span></p>
<p>&#8220;Los más emocionantes hallazgos dejarían de deleitarme<br />
si tuviera que guardarlos sólo para mi.&#8221;</p>
<p>&#8220;Los que somos herejes por naturaleza, herejes de cualquier ortodoxia y de nuestra herejía misma desde el momento en que se intente elevarla a ortodoxia; los que rechazamos el dogmatismo, no podemos entrar a un partido ortodoxo y dogmático&#8221;<br />
- Miguel de Unamuno</p>
<p>&#8220;Mi misión es ver las cosas como son.<br />
Exactamente lo contrario a una misión&#8221;.<br />
- Emil Ciorán</p>
<p>&#8220;Cuanto más se sabe, más se duda&#8221;<br />
- Carlos Salinas</p>
<p>«Le premier pas vers la philosophie, c&#8217;est l&#8217;incrédulité.»<br />
- Denis Diderot</p>
<p>&#8220;Saber que se sabe lo que se sabe y que no se sabe lo que no se sabe; he aquí el verdadero saber&#8221;.<br />
- Confucio</p>
<p>&#8220;La Esperanza es lo primero que se pierde,<br />
la Lucidez es lo último&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Consuelo entre los míseros se llama<br />
que quien por las venturas no la tuvo,<br />
por las desdichas venga a tener fama.&#8221;<br />
- Lope de Vega. Soneto 29. Fue Troya desdichada, y fue famosa</p>
<p>Música del Líbano</p>
<p>http://peru-beirut.blogspot.com/</p>
<p>El Zahorí<br />
Revista de Crítica Teatral</p>
<p>http://revistaelzahori.blogspot.com/</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Los últimos felices]]></title>
<link>http://subsuelodelteatro.wordpress.com/2009/01/04/los-ultimos-felices/</link>
<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 19:32:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marianela</dc:creator>
<guid>http://subsuelodelteatro.wordpress.com/2009/01/04/los-ultimos-felices/</guid>
<description><![CDATA[El grupo teatral la Noche en vela, dirigido por el cordobés Paco Giménez, interpreta desde el 4 de j]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><em>El grupo teatral la Noche en vela, dirigido por el cordobés Paco Giménez, interpreta desde el 4 de julio &#8220;Los últimos felices&#8221; en el Teatro General San Martín. Recorriendo la Buenos Aires de los años 20, de la mano de los intelectuales de la época, la obra entretiene por sus buenas actuaciones y le hace un guiño al público entendido. Pero, justamente por su planteo, puede desorientar al que no capte a todos los personajes representados.</em></p>
<p style="text-align:left;"><em></em><img class="aligncenter size-full wp-image-140" src="http://primersubsuelo.wordpress.com/files/2008/07/placa-ultimos.jpg" alt="" width="348" height="183" /></p>
<p>&#8220;Los últimos felices&#8221; abre las puertas a la Buenos Aires cosmopolita surcada por los grupos literarios de Florida y de Boedo, por la vanguardia artística, por los ideales políticos y por el progreso incipiente. Esperanzas y aspiraciones de una generación antes de chocar con la década infame y, junto a ella, con el fin de muchos de sus sueños.</p>
<p>Aquellos exultantes jóvenes de entreguerras aparecerán como fantasmas evocados en una sesión espiritista, tal vez para simbolizar que sus esencias continúan entre nosotros o como homenaje a la moda de mediums e hipnotistas que irrumpía en esos años. Raúl González Tuñón, Roberto Artl, Alfonsina Storni, Victoria Ocampo, Oliverio Girondo y Xul Solar son algunos de los personajes que aparecen, encarnados en los actores o referenciados de alguna forma, en este juego que se presenta como un entramado de escenas sin argumentación lineal, llena de fragmentos literarios y situaciones presentadas paralelamente que, con el sonido del subterráneo incorporado, logran que la re-inaugurada sala Cunill Cabanellas se vista de un clima tenue y espectral. </p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-142" src="http://primersubsuelo.wordpress.com/files/2008/07/actores.gif?w=300" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p>Las muy buenas actuaciones de La noche en vela junto con la atención que se debe poner para no marearse en la secuencia de cuadros, hacen que la obra se desarrolle de manera ágil y que obligue al espectador a estar atento para no perderse nada. Aunque esto último es, cuanto menos, muy difícil.</p>
<p> </p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="text-decoration:underline;">Ficha técnica</span></h2>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Actores</strong></em>: Horacio Acosta, Carolina Adamovsky, José Luis Arias, Laura Battaglini, Mónica Dreidemie, Víctor Galestok, Adriana Garibaldi, Nani López, Natalia Olabe, Alejandro Sánchez, Adrián Silver, Mariana Tognetti.</p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Dirección</strong></em>: Paco Giménez </p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Asesoramiento histórico</strong></em>: Beatriz Sarlo</p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Asistente</strong></em>: Nani López </p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Video</strong></em>: Mónica Dreidemie </p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Diseño de Iluminación</strong></em>: Eli Sirlin </p>
<p style="text-align:center;"><strong><em>Diseño Escenográfico</em></strong>: Julio Suárez </p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Diseño de Vestuario</strong></em>: Julio Suárez</p>
<p style="text-align:center;"><span class="style23"><em><strong>Funciones</strong></em>:</span> de miércoles a domingos a las 20:30 horas.</p>
<p style="text-align:center;"><span class="style23"><em><strong>Precio</strong></em>: $25</span> - m<span class="style23">iércoles</span> día popular: $15.</p>
<p style="text-align:center;"><span class="style23"><em><strong>Duración aproximada</strong></em>:</span> 90 minutos.</p>
<h2><span style="text-decoration:underline;"><a href="http://www.teatrosanmartin.com.ar/htm/obras/ultimos0.html" target="_blank">Click acá para ver video y fotos (página oficial del teatro)</a><br />
</span></h2>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sesc Rio promove 'Sentidos da Literatura']]></title>
<link>http://carlosscomazzon.wordpress.com/2008/11/09/sesc-rio-debate-a-literatura-nas-diversas-linguagens/</link>
<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 20:08:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Scomazzon</dc:creator>
<guid>http://carlosscomazzon.wordpress.com/2008/11/09/sesc-rio-debate-a-literatura-nas-diversas-linguagens/</guid>
<description><![CDATA[Para mostrar a literatura influenciando outras linguagens, o Sesc Rio apresenta Sentidos da Literatu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para mostrar a literatura influenciando outras linguagens, o Sesc Rio apresenta <em>Sentidos da Literatura</em>, nos dias 11 e 12 de novembro, às 16 horas, no Sesc Tijuca. Os debates serão acompanhados sempre de apresentações artísticas baseadas na literatura. Na abertura, no dia 11 de novembro, às 16 horas, o poeta Chacal e o artista gráfico Cyro Fernandes debatem a <em>relação entre a palavra e seus suportes: do papel à ilustração</em>. Durante o debate, Cyro promete fazer xilografia <em>in loco</em>. Se encerra com a leitura dramatizada de Sérgio Menezes. O ator interpreta uma colagem de textos sobre o tema.</p>
<p>Às 19 horas do dia 11, haverá a conferência do romancista, poeta e ensaísta Silviano Santiago, seguida de show de MPB. A cantora Simone Lial, revelação da noite carioca, e o violinista Fabio Nin apresentam <em>Toque de Letra</em>, concebido especialmente para o evento, com repertório baseado em escritores. Já na quarta-feira, dia 12, às 16 horas, o assunto é a tendência da dramaturgia contemporânea em valorizar a literatura. O encontro <em>Vozes da literatura</em> reúne a crítica teatral e professora universitária Tania Brandão e a atriz Inez Viana. Às 17 horas, o mímico Josué Soares apresenta <em>Acorda</em>, pequena peça gestual com muito humor e poesia.</p>
<p>Para o encerramento deste segundo dia, às 19 horas, debate sobre <em>A literatura e o espaço</em> com a carnavalesca Maria Augusta e a professora e bailarina Marina Martins. Segue-se coreografia inédita de Carmen Luz, <em>À Beira de</em>, inspirada em <em>Meditação à beira de um poema</em>, de Adélia Prado, com a bailarina Amanda Corrêa. <em>Sentidos da literatura</em> acontece em novembro &#8211; dias 11 e 12, no Sesc Tijuca, e dias 18 e 19, no Sesc Teresópolis -, dirigido a todos os públicos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Volúpia"]]></title>
<link>http://omeninoquenaomachuca.wordpress.com/2008/11/05/volupia/</link>
<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 21:51:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rômulo Mafra</dc:creator>
<guid>http://omeninoquenaomachuca.wordpress.com/2008/11/05/volupia/</guid>
<description><![CDATA[Não sou crítico teatral. Gosto de assistir a (boas) peças. Porém, não sei se tenho este tino crítico]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não sou crítico teatral. Gosto de assistir a (boas) peças. Porém, não sei se tenho este tino crítico para teatro. Talvez porque só vi o que gostei até hoje, e como vi pouca coisa, pouco posso acrescentar a uma peça. Nos últimos seis meses, assisti a somente três peças, a do Lourival Andrade com &#8220;Carlos Marighella e o Chamado de Cangoma&#8221;, &#8220;Devoradores de Livros&#8221;, que gostei muito (ah sim, gostei muito da do Marighella também) e, agora, &#8220;Volúpia&#8221;, o qual assisti ontem no Teatro Municipal, dentro do excelente projeto “<strong>Toda Terça Tem Teatro</strong>” – que foi um dos agraciados pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí. Ah, “Devoradores de Livros” também vi dentro desse projeto.<br />
Bem, vamos à tentativa de crítica. <strong>Gostei muito do que vi</strong>. Não sei se ele é tão profundo como uma crítica que li e outra que ouvi de uma amiga, mas acho que ele nem precisa dessa “profundidade”, pois a crítica que a peça pretende fica bem explícita durante o (pouco) tempo de duração dela. Com diz o <em>release</em> da peça, ela trata de estereótipos (“o casal que procura no alargamento de seus limites sexuais o amor que lhes falta, a menina que descobre a sexualidade, o homem que luta contra seus desejos”), e estes estereótipos são levados às ultimas conseqüências (um fato positivo: os espectadores ficam no palco, beeem perto do que acontece, o que acaba levando estas conseqüências ainda mais longe no espectador), causando estranhezas e provocando o tempo inteiro a platéia, que já é recebida com o espetáculo acontecendo; todos sorriem, dançam, servem bebidas, felicidade é o que pedem, pois o que está por vir é o lado escuro dessa pseudo-felicidade e sentido nessa <em>porra</em> toda é o que procuram. E bota escuro nisso. Mas não vou contar mais sobre a peça, senão perde a graça. Aliás, quem não quiser saber mais detalhes, não leia o que coloquei a seguir, pois se trata de algo da peça bem específico da peça (apesar de eu fazer a relação com outra coisa). Antes disso, a ficha técnica de “<strong>Volúpia</strong>”.</p>
<p>Companhia: Cia. Carona<br />
Direção: Pépe Sedrez<br />
Elenco: Fábio Hostert, James Beck, Léo Kufner, Sabrina de Moura, Sabrina Marthendal e Roberto Morauer<br />
Texto: Gregory Haertel<br />
Trilha Sonora: André Ricardo de Souza e Paula Braun<br />
Duração: 80 minutos</p>
<p>Bem, sobre a parte específica, e não tem nada a ver com a peça o que quero dizer, é sobre um momento, no final da história (já disse, não leia se não quiseres saber o “final” da história), há um momento em que uma das personagens é estuprada, e estuprada com certa violência. Na minha frente, estava sentada uma pessoa que, quando da leitura de um conto meu no Sarau Benedito tempos atrás, vaiou quando terminada a leitura do tal conto. O conto tratava de um estupro. Porém, a tal moça (não vou revelar seu nome aqui, mas, se ela quiser – se é que ela lê este <em>blog</em> – fique livre para se manifestar), durante o ato do estupro na peça, não manifestou qualquer reação contra o ato, nem mesmo contra a peça, chegando a aplaudi-la efusivamente! Ah sim, ela também é atriz de teatro. Na época do acontecido cheguei a questioná-la sobre isso, “se num filme onde acontecesse um estupro ela também vaiaria” e coisas do gênero, explicando que meu conto era puramente uma ficção e que não refletia o que pensava – o conto é em primeira pessoa. Ela até (eu acho) chegou a entender, mas continuou com seu “repúdio” ao conto. Bem, é só isso. Não é bem uma crítica a ela, mas uma crítica a esta diferenciação nas artes. Também até poderia falar da platéia que, como sempre, parece entender de modo &#8220;errado&#8221;, por exemplo, quando vi alguém rindo pelo personagem ter falado &#8220;vem aqui e me chupa, porra!&#8221;. Sinceramente, foi uma frase forte dentro de um contexto forte. Não é para ser engraçado. Não sei como são outras platéias de outras cidades, ou de centro urbanos maiores, por exemplo, mas não é a primeira vez que vejo isso, e esse nem foi o único exemplo durante a apresentação de &#8220;Volúpia&#8221;. Despreparo do público? Texto chocante? Forte demais? Não sei. Deixo as respostas a quem entende mais do que eu de teatro e afins. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://omeninoquenaomachuca.files.wordpress.com/2008/11/volupia-2.jpg"><a href="http://omeninoquenaomachuca.files.wordpress.com/2008/11/volupia-21.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-804" title="volupia-21" src="http://omeninoquenaomachuca.wordpress.com/files/2008/11/volupia-21.jpg?w=300" alt="volupia-21" width="300" height="199" /></a><br />
</a></p>
<p><em>Coordenação do projeto <strong>Toda Terça tem Teatro</strong><br />
Daniel Olivetto 9615-7868 / contato@itajaiemcartaz.com.br<br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De cómo la obra teatral 'En la cama' reafirmó mi rechazo a las subvenciones]]></title>
<link>http://defromistaakioto.wordpress.com/2008/09/18/de-como-la-obra-teatral-en-la-cama-reafirmo-mi-rechazo-a-las-subvenciones/</link>
<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 11:44:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>pursewarden</dc:creator>
<guid>http://defromistaakioto.wordpress.com/2008/09/18/de-como-la-obra-teatral-en-la-cama-reafirmo-mi-rechazo-a-las-subvenciones/</guid>
<description><![CDATA[Si, como decía Cadalso, el arte tiene que ser útil, &#8216;En la Cama&#8216;, obra de teatro estrena]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Si, como decía Cadalso, el arte tiene que ser útil, &#8216;En la Cama&#8216;, obra de teatro estrena]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Meninos e as Pedras]]></title>
<link>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/28/os-meninos-e-as-pedras/</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 17:33:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme Udo</dc:creator>
<guid>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/28/os-meninos-e-as-pedras/</guid>
<description><![CDATA[O premiado espetáculo juvenil volta a cena paulistana para cumprir temporada no Teatro Coletivo Fábr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_325" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://enteatro.wordpress.com/files/2008/08/osmeninoseaspedras.jpg"><img class="size-medium wp-image-325" src="http://enteatro.wordpress.com/files/2008/08/osmeninoseaspedras.jpg?w=300" alt="Os Meninos e as Pedras/Divulgação" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p style="text-align:justify;">O premiado espetáculo juvenil volta a cena paulistana para cumprir temporada no Teatro Coletivo Fábrica em agosto e setembro.</p>
<p style="text-align:justify;">A montagem é resultado de pesquisa sobre o conflito árabe-israelense, a encenação enfoca as disputas por territórios, a liberdade de expressão, relações de poder, a exploração de menores levados a lutar em frentes de batalha e a intolerância.</p>
<p style="text-align:justify;">Quatro atores se revezam no papel de Fátima e Yonathan, emocionando a platéia que vê crianças/jovens lutando para crescer dentro de uma realidade que não entendem. Fátima e Yonathan representam a infância e juventude nas áreas de conflito das duas realidades e os dois se encontram na fronteira de um espaço imaginário, o “quintal de suas casas”. A partir daí, vêm à tona os conflitos existentes entre seus povos, bem como a possibilidade de conviverem.</p>
<p style="text-align:justify;">Os poucos objetos cênicos utilizados, a qualidade do elenco &#8211; que exibe movimentos perfeitos -, iluminação e trilha sonora te levam àquele ambiente sem nenhuma dificuldade e fazem com que os 70 minutos de duração sejam vivenciados pela platéia como se todos estivessem ali, participando daquela história.</p>
<p style="text-align:justify;">A dramaturgia e a encenação &#8211; que lembra jogos de criança como a queimada &#8211; são tão bem cuidadas que a platéia realmente sente o impacto da história. Não é a toa que a montagem conquistou o prêmio Funarte Petrobrás, Fomento ao Teatro (dezembro de 2005); APCA, Melhor Espetáculo Jovem de 2006; Femsa de Teatro Infantil e Jovem de 2006 nas categorias Melhor Espetáculo Jovem e Melhor Autor.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse é o primeiro espetáculo do Núcleo Entrelinhas de Teatro, criado em abril de 2004. O grupo trabalha para a realização de sua segunda montagem Paragens, baseada na obra do autor moçambicano <a href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ArtistId=15438&#38;Type=1&#38;ST=CM11849&#38;franq=266677" target="_blank">Mia Couto</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Os Meninos e as Pedras&#8221; está em cartaz no Teatro Coletivo Fábrica, localizado na Rua da Consolação, 1623, Consolação &#8211; Sábados às 21h30 e Domingos às 20h &#8211; R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Guilherme Udo</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="mailto:guilherme@enteatro.com.br">guilherme@enteatro.com.br</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Foguete Notável]]></title>
<link>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/21/o-foguete-notavel/</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 21:05:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme Udo</dc:creator>
<guid>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/21/o-foguete-notavel/</guid>
<description><![CDATA[A adaptação do conto infantil de Oscar Wilde para os palcos não subestima a inteligência das criança]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A adaptação do conto infantil de Oscar Wilde para os palcos não subestima a inteligência das crianças e é diversão garantida.</p>
<p style="text-align:justify;">O espetáculo &#8220;O Foguete Notável&#8221; está em cartaz com a Cia. Orbital de Teatro no Coletivo Fábrica e tem direção de Suzana Aragão, do mesmo grupo. A história mostra a discussão entre quatro fogos de artifício lançados durante a comemoração do casamento entre um príncipe inglês e uma princesa russa. O debate entre os personagens serve de pano de fundo para evidenciar os efeitos do individualismo e da competitividade.</p>
<p style="text-align:justify;">E aí está o grande destaque da montagem, que de forma sutil, sem forçar, mas nem por isso, superficial, mostra para as crianças, de forma prática e didática, como conviver com seus amigos e pensar mais no coletivo.</p>
<p style="text-align:justify;">A Cia. Orbital foi fundada em 2007 com o intuito de realizar espetáculos infantis e esta é a sua primeira peça.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Foguete Notável&#8221; está em cartaz no Teatro Coletivo Fábrica &#8211; Rua da Consolação, 1623, Consolação &#8211; Sábados e domingos às 16h &#8211; R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).</p>
<p><strong>Guilherme Udo</strong></p>
<p><a href="mailto:guilherme@enteatro.com.br">guilherme@enteatro.com.br</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Beijo na Terra]]></title>
<link>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/14/o-beijo-na-terra/</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 17:42:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme Udo</dc:creator>
<guid>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/14/o-beijo-na-terra/</guid>
<description><![CDATA[Peças infanto-juvenis são raras no Brasil, como afirma Marcus Vinícius de Arruda Camargo, diretor de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption alignleft" style="width: 254px"><img src="http://www.teatroaugusta.com.br/imagens/peca/Vininho_Menina_escada%20home.jpg" alt="Elenco de O Beijo na Terra/Divulgação" width="244" height="207" /><br />
<p class="wp-caption-text">  </p></div>
<p style="text-align:justify;">Peças infanto-juvenis são raras no Brasil, como afirma Marcus Vinícius de Arruda Camargo, diretor de &#8220;O Beijo na Terra&#8221; &#8211; montagem que vem tentar preencher esse buraco.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Teatro infanto-juvenil ainda é raro no Brasil. Ou os espetáculos são infantis ou juvenis. Existe um vazio na área teatral em se tratando de jovens. São poucos os espetáculos voltados para essa faixa etária.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Assim a peça tenta, através de uma aproximação com esse público, pensar na formação do futuro dos pré-adolescentes &#8211; &#8221; Vivemos num mundo em transformação constante. Nos valores, na tecnologia, no comportamento, na educação, nos hábitos, em quase tudo. A transformação do jovem brasileiro muitas vezes nos deixa , e  a ele próprio, paralisados, assustados, inertes. Outras vezes nos deixa motivados, em êxtase, com alegria. Nesse antagonismo de emoções encontramos, ao nosso ver, o teatro infanto-juvenil.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">A trama discute relações afetivas, amizade, traição, preconceito e diferenças sociais de maneira bem humorada e sem ser cansativa, contando o namoro de Vininho, interpretado por Rafael Morpanini &#8211; com um trabalho primoroso de ator -, com Menina, personagem de Luana Melo.</p>
<p style="text-align:justify;">Vale notar a valorização do folclore brasileiro ao longo do texto e a necessidade de aproximar o público do folclore brasileiro, uma vez que tudo é retratado dentro da cultura caipira.</p>
<p style="text-align:justify;">O processo de montagem valorizou o trabalho dos atores e utilizou uma linguagem diferente &#8211; &#8220;Durante todo o processo tivemos como base o uso da linguagem cinematográfica, o mostrar o ator de verdade sem uso de mascaras de interpretação, não um ator querendo ser uma criança, mas o ator despertando a criança que vive dentro dele, se permitindo viver à situação com prazer, com alegria de viver aquele momento que é único de verdade e não tentando enganar o espectador com artifícios de voz de criança o algo parecido.&#8221;, diz Rafael Morpanini.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a preocupação é transformar, o objetivo é alçancado com glória, pois não só os pré-adolescentes, mas os pais sairão da peça tocados de alguma forma, movidos por aquela magia ali apresentada.</p>
<p style="text-align:justify;">Com cenários e figurinos bem cuidados, feitos com o trabalho do próprio elenco, a encenação ganha vida, pontuada por uma trilha sonora que casa perfeitamente com todo o trabalho e age como o elo de ligação entre todos os elementos cênicos.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O Beijo na Terra&#8221; está em cartaz em temporada popular no Teatro Augusta, localizado na Rua Augusta, 943, Cerqueira César &#8211; Sábados e domingos às 16h &#8211; R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Mais informações no <a href="http://www.teatroaugusta.com.br" target="_blank">site do teatro</a>.</p>
<p><strong>Guilherme Udo</strong></p>
<p><a href="mailto:guilherme@enteatro.com.br">guilherme@enteatro.com.br</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TOC TOC]]></title>
<link>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/12/toc-toc/</link>
<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 21:07:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme Udo</dc:creator>
<guid>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/12/toc-toc/</guid>
<description><![CDATA[TOC TOC aborda de maneira sagaz e com humor ácido uma doença que atinge parte da população mundial e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption alignleft" style="width: 269px"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/05/08/08_MVG_cult_toctoc.jpg" alt="TOC TOC / Divulgação" width="259" height="331" /><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p style="text-align:justify;">TOC TOC aborda de maneira sagaz e com humor ácido uma doença que atinge parte da população mundial e sua trama se passa na sala de espera do consultório do Doutor Stern, famoso pelo sua tratamento de pacientes com TOC e por seus pacientes nunca necessitarem de uma segunda sessão.</p>
<p style="text-align:justify;">Lá, seis pacientes se encontram, com hora marcada para uma consulta: Branca (Márcia Cabrita) tem mania de limpeza, Maria (Ângela Barros), religiosa, acha sempre que sempre esqueceu tudo aberto, Lili (Flávia Garrafa), tem o hábito de repetição, Bob (Sérgio Guizé) é fanático por simetria, Vicente (Marat Descartes) não consegue parar de fazer contas e Fred (Riba Carlovich) sofre de uma síndrome que o faz dizer palavras obscenas constantemente. Carô Parra interpreta a assistente do médico.</p>
<p style="text-align:justify;">Dr. Stern se atrasa excessivamente devido a alguns imprevistos, levando os pacientes a se unirem numa terapia em grupo, que rende boas tiradas. A história é permeada de humor inteligente e a platéia consegue soltar grandes gargalhadas sem apelação.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a atriz Márcia Cabrita, a originalidade do tema foi a principal característica que chamou sua atenção para o espetáculo. “É um formato diferente de tudo o que eu já fiz, além de ser uma comédia inteligente e muito perspicaz”, afirma.</p>
<p style="text-align:justify;">Marat Descartes faz com que seu personagem se destaque durante toda a trama, não somente porque o texto chama atenção para suas ações, mas porque ele as conduz com maestria, demonstrando grande talento e técnica, assim como Márcia Cabrita, que consegue interpretar uma louca engraçada, sem apelar para o surreal ou para a histeria.</p>
<p style="text-align:justify;">Destacam-se também o cenário todo branco e revestido por persianas, concebido por Márcia Monn, e os figurinos, assinados por Carol Badra,  que demonstram o transtorno sofrido por cada personagem e têm como base filmes e séries que já retrataram o tema, como O Aviador e Monk.</p>
<p style="text-align:justify;">A peça está em cartaz no Teatro Cultura Artística &#8211; Sala Rubens Sverner, localizado na Rua Nestor Pestana, 196 &#8211; Consolação.  Sextas e sábados às 21h e Domingos às 18h. Ingressos de R$ 60,00 a R$ 80,00.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Guilherme Udo</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="mailto:guilherme@enteatro.com.br">guilherme@enteatro.com.br</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novos Velhos Dias]]></title>
<link>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/07/novos-velhos-dias/</link>
<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 02:00:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Guilherme Udo</dc:creator>
<guid>http://enteatro.wordpress.com/2008/08/07/novos-velhos-dias/</guid>
<description><![CDATA[A comédia Novos Velhos Dias voltou em cartaz no Teatro da Vila em São Paulo. De forma futurista, seu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_175" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://enteatro.files.wordpress.com/2008/08/nvdias-mariliacamilaandre-foto-de-flaviotolenzani-11b.jpg"><img class="size-medium wp-image-175" style="border:1px solid black;" src="http://enteatro.wordpress.com/files/2008/08/nvdias-mariliacamilaandre-foto-de-flaviotolenzani-11b.jpg?w=300" alt="Novos Velhos Dias/Flávio Tolenzani" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p style="text-align:justify;">A comédia Novos Velhos Dias voltou em cartaz no Teatro da Vila em São Paulo. De forma futurista, seu enredo mostra o drama vivido pelo último ator humano, quando este é substituído por uma atriz robô perfeita que além de tudo é capaz de amar.</p>
<p style="text-align:justify;">O questionamento trazido em cena pela Cia. da Gema, reflete as conversas do elenco sobre um futuro próximo, que ali é traduzido com um humor ácido e muita ironia, porém a intenção é divertir o público e não levá-lo a pensar na questão crítica &#8211; o que conseguem com maestria.</p>
<p style="text-align:justify;">O elenco defende o texto mostrando como será a situação das pessoas nesse futuro e destaca-se a atuação do mendigo, que tem a capacidade de gerar uma grande empatia com a platéia.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos destaques da montagem é a utilização de referências tecnologias pelo cenário, que é composto por televisões que exibem mensagens contextualizando a cena.</p>
<p style="text-align:justify;">A peça fica em cartaz até 31 de agosto no Teatro da Vila que fica localizado na Rua Jericó, 256. Confira também o site da peça &#8211; <a href="http://www.novosvelhosdias.com">www.novosvelhosdias.com</a> &#8211; e imprimar a filipeta para ter 50% de desconto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Guilherme Udo</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="mailto:guilherme@enteatro.com.br">guilherme@enteatro.com.br</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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