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	<title>curiosidades-de-sao-paulo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/curiosidades-de-sao-paulo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "curiosidades-de-sao-paulo"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 00:53:14 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Manhã na Galvão Bueno]]></title>
<link>http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/2008/06/16/manha-na-galvao-bueno/</link>
<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 20:32:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>luizafurquim</dc:creator>
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<description><![CDATA[São 7h45 na estação Liberdade do Metrô. Muitas pessoas já circulam ali, uma fauna bem diferente daqu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">São 7h45 na estação Liberdade do Metrô. Muitas pessoas já circulam ali, uma fauna bem diferente daquela que vemos aos fins de semana, quando a Praça da Liberdade é tomada por adolescentes de cabelos chapados, tingidos e levantados e roupas curiosas. Como diria um amigo, é um “banquete para psiquiatras”.</span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Venta muito na praça e alguns mendigos tentam dormir nos cantos mais privilegiados. Pego o caminho da rua Galvão Bueno, debaixo dos postes vermelhos inspirados nas típicas lanternas japonesas.</span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;"><img src="http://img148.imageshack.us/img148/139/1000129dm8.jpg" alt="" width="448" height="424" /></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;"><!--more--></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Um senhor me aborda logo na esquina para entregar um folheto de oportunidades de emprego para japoneses que acabaram de voltar do Japão. “Você é mestiça?”, pergunta, com um sotaque sôfrego. Enfio o folheto no bolso e digo que não. Não sei porque tanta gente acha isso. </span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">A Galvão Bueno é hoje um centro de comércio de produtos orientais no bairro da Liberdade. Poucas esquinas agrupam uma série de lojinhas, galerias, mercados e restaurantes. Existe o Shopping Trade Center, por exemplo, um centro de compras de vários andares e que como a Ikesaki Cosméticos, logo ao lado, possui prateleiras e mais prateleiras de produtos de beleza e consumo impulsivo. </span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Minha grande paixão é entrar nos mercadinhos e descobrir os quitutes da culinária japonesa, assim como as tranqueiras cheias de corantes. Entrei no Mercado Marukai, o maior da rua, que costuma estar sempre lotado. Pelo horário, haviam poucas pessoas com carrinhos observando os medalhões de salmão de 600g (R$ 55,30), os anéis de lula de 500 (R$ 16,50) e as ovas de capelin e salmão “tipo caviar” (R$ 14,00 e R$ 28,00, respectivamente).</span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Existem alguns comes e bebes realmente curiosos nesse mercado, como a bebida de aloe vera de vários sabores, como babosa e lichia (R$ 3,60 a garrafa pequena e R$ 8,00 a grande); temperos de arroz em embalagens que parecem de brinquedo, com imagens de personagens de desenho; e os famigerados doces de feijão. Isso vai ser sempre uma coisa estranha pra mim. Feijão e açúcar é uma combinação que não agrada o meu paladar. </span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Para quem gosta de comida japonesa e está com o orçamento curto, os mercados são boas opções. Lá se encontra uma grande variedade de bentôs, as marmitas, cujo preço varia entre R$ 5,20 e R$ 13,90, e que servem mais de uma pessoa. Saio de lá com um pacote de chicletes importados, acho que de framboesa. São roxos e pequeninos, de modo que preciso mastigá-los aos montes. </span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Passando pela Ponte da Amizade, onde alguns ambulantes vedem gorros e luvas e outros animais de plástico para as crianças, chego a Gigi presentes. Essa loja não me chamaria a atenção não fosse a diversidade de espécimes na vitrine. Nunca antes vira leões marinhos, aranhas e polvos de pelúcia.</span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Tahoma;"><span style="font-size:small;">Antes de ser Galvão Bueno, essa rua se chamava “rua Detrás do Cemitério” (havia um cemitério de escravos onde hoje é o metrô) e era mais conhecida por suas pensões e repúblicas de estudantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Tahoma;">Seu nome foi dado em homenagem ao advogado e professor de filosofia da Faculdade de Direito da USP Carlos Mariano Galvão Bueno, que morreu afogado durante uma pescaria no rio Tamanduateí. É um alívio saber que uma rua tão cheia de curiosidades não foi nomeada após o locutor esportivo da Rede Globo, o cara mais chato da televisão brasileira.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:spam;font-family:Tahoma;">Localização:</span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Tahoma;"><img src="http://www.corpuclinica.com.br/img/mapa%20bandeirantes.jpg" alt="" width="420" height="290" /></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Onde o pedestre manda]]></title>
<link>http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/2008/06/14/onde-o-pedestre-manda/</link>
<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 05:48:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>charlesnisz</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma rua quase sem tráfego. Aqui os carros são apenas os das pessoas que trabalham nos arredores da R]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma rua quase sem tráfego. Aqui os carros são apenas os das pessoas que trabalham nos arredores da Rua do Anfiteatro.</p>
<p>Mas nesses arredores, o fluxo de pedestres varia entre 60 a 100 mil pessoas por dia. Tudo isso porque a Rua do Anfiteatro está localizada na USP, dentro da Cidade Universitária.</p>
<p><a href="http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/files/2008/06/cinusp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-36" src="http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/files/2008/06/cinusp.jpg" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p>A extensão da rua não chega a um quilômetro &#8211; estimo algo entre 700 e 900 metros. No entanto, a via &#8220;esconde&#8221; um dos melhores cinemas de São Paulo, o <a href="http://www.usp.br/cinusp/">Cinusp</a>.</p>
<p>O cinema da Universidade está localizado entre os blocos C e E do Conjunto Residencial da USP. O Crusp é o local que abriga os estudantes da USP.</p>
<p>Batizado de Paulo Emílio em homenagem ao crítico brasileiro de cinema dos anos 1970, o Cinusp tem como principal atrativo a qualidade das mostras. O melhor: é de graça.</p>
<p>Na sala com capacidade para cerca de 100 pessoas, atualmente está em cartaz uma mostra sobre filmes adaptados de obras literárias. Macunaíma, Mil e uma noites e Lolita são alguns dos livros cuja versão cinematográfica pode ser conferida até o dia 27 de junho.</p>
<p><strong>Alimentação<br />
</strong>Além do Cinusp e dos núcleos acadêmicos, outra opção para quem está nos arredores da Rua do Anfiteatro são o Uspão e o Restaurante Central da USP. Este último é a praça de alimentação mais movimentada da Universidade.</p>
<p>É possível almoçar e jantar ao custo de R$ 1,90 para os estudantes e R$ 7,50 para os visitantes.  Funciona das 11h às 14h no almoço e das 17:30h às 19:45h no jantar.</p>
<p>Já o Uspão é a opção para comer na USP durante os finais de semana. Com bandejão e outros estabelecimentos fechados ele salva a pátria (e o estômago) dos moradores do Crusp. Uma análise mais aprofundada você pode ler no <a href="http://padarias.wordpress.com/2008/06/09/x-crusp/">blog sobre padarias</a>.</p>
<p><strong>Mapas</strong><br />
Apesar desses  &#8211; e de muitos outros &#8211; atrativos, as ruas da Cidade Univrsitária são pouco conhecidas do público externo à Universidade. Não deveria ser assim, pois ela é pública e sustentada com o ICMS de 50 milhões de paulistas.</p>
<p>Com exceção do <a href="http://maps.google.com.br/?ie=UTF8&#38;ll=-23.558401,-46.721678&#38;spn=0.017584,0.026608&#38;z=15">Google Maps</a>, vi poucos (para não me arriscar a dizer nenhum) mapa onde as ruas da USP estivessem representadas. Geralmente, os mapas de São Paulo mostram uma mancha verde à beira do Rio Pinheiros, localizada entre o Butantã e o Rio Pequeno. Mas isso é assunto para um outro post.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conversa de coveiro]]></title>
<link>http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/2008/06/11/conversa-de-coveiro/</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 20:58:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>luizafurquim</dc:creator>
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<description><![CDATA[Conhecida como Quadrilátero da Morte pela população paulistana, a região da Avenida Dr. Arnaldo cont]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Conhecida como Quadrilátero da Morte pela população paulistana, a região da Avenida Dr. Arnaldo conta com nada menos que três cemitérios – o Cemitério do Araçá, católico; a Associação Cemitério dos Protestantes, que, como o próprio nome já diz, é protestante; e o Cemitério da Irmandade do Santíssimo, da Catedral de São Paulo – e um enorme complexo hospital composto pela Faculdade de Medicina da USP, O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o Instituto Dr. Arnaldo e o Hospital Geral Jesus Teixeira da Costa, além de uma entrada para o Hospital das Clínicas, um dos mais importantes para a América Latina.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por que tantos cemitérios? Ainda mais numa região alta da cidade! O coveiro Osmair Camargo Cândido, “Fininho”, como é conhecido no Cemitério do Araçá, explica que isso foi “ação dos higienistas de São Paulo” por volta do século 19. Como os mortos podiam ser foco de transmissão de diversas doenças, foram afastados do resto da cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><img src="http://img371.imageshack.us/img371/9455/10003604kq.jpg" alt="" width="551" height="434" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Segundo Osmair, a parte que ladeia a Dr. Arnaldo foi adquirida algum tempo depois da fundação do cemitério, em 1887. Ele “começa de baixo pra cima, ali no que seria hoje o Campo dos Araçás”, diz. A parte mais antiga do lugar fica próxima ao Estádio do Pacaembu, no bairro de mesmo nome.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A grande maioria dos túmulos do Araçá está repleta de imigrantes italianos. “Os católicos não se misturam com ninguém”, diz o coveiro. Dentre as famílias mais importantes está a Cutrale, responsável por quase 30% das laranjas que são consumidas no mundo. Trata-se de uma capela suntuosa, construída com mármore trazido de Roma e cuja porta foi projetada por Raphael Galvez, principal artista do cemitério e que participou da semana de arte moderna. Ao lado da entrada dois arautos: um segurando um ampulheta e outro uma coroa de louros, representando a recompensa após o tempo de vida sob o catolicismo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Dentre os mais de 40 mil túmulos do Araçá, vale citar o de Haroldo de Campos, um dos fundadores do concretismo; de Nair Bello, a “melhor atriz de todos os tempos”; do escritor José Mauro de Vasconcelos, autor de <em>Meu Pé de Laranja Lima</em> e que é visitado por uma prima todo mês de outubro; Eonice Rossi, musa inspiradora da canção <em>Amada Amante</em>, de Roberto Carlos; de Cacilda Becker, uma das figuras de maior destaque do teatro nacional; do jornalista Assis Chateaubriand, que teve placa e dizeres roubados; e da poetisa Francisca Julia da Silva, que possuía uma enorme escultura em mármore branco do escultor Victor Brecheret, levada pela Associação Amigos da Pinacoteca em 2007 e substituída por uma cópia de bronze.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O filósofo Osmair (de fato, ele é formado em Filosofia pelo Mackenzie) me leva por todo o cemitério, um espaço de cerca de 222 mil m², falando sobre os drogados, bêbados e desocupados que freqüentam o cemitério, a enorme quantidade de gatos que o têm por morada e são alimentados por algumas senhoras (se você vir lingüiça crua picada sobre um túmulo, não é macumba, é para os gatos), sobre homens e mulheres que tomam banho nas torneiras do Araçá e muitas vezes são filmados por “animais”, e pessoas que se fecham no mirante do cemitério para fazer sexo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O coveiro aponta símbolos e objetos escatológicos presentes nos túmulos, como cruzes cortadas ao meio, no caso de suicidas, o morcego esculpido no alto da capela da família Mollica, e as letras gregas Alpha e Ômega no túmulo da família Bei. O cemitério conta ainda com um túmulo muçulmano disfarçado, de Rocco Pescuma, e uma capela muçulmana assumida: a da família Mustaphá Amad, com dizeres árabes e uma cúpula em estilo mouro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A parte mais antiga do cemitério tem túmulos simples e árvores majestosas. Ciprestes centenários de troncos grossos estão presentes em todas as alamedas do lugar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Passando pelas embalagens de sabonete Palmolive usados pelos que ali se banham, encontramos alguns túmulos recentes. É fácil saber quais são, basta ver a nuvem de mosquitos sobre o jazigo. Encontramos também uma horta que os próprios funcionários cultivam entre as sepulturas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Vale lembrar ainda o “Columbário” do cemitério, que abriga corpos de pessoas não identificadas, muitas delas no período da ditadura, um memorial de guerra dos italianos e um ponto de peregrinação: a sepultura do “Grande Guga”. Esse túmulo tem a foto de um jovem, João dos Santos Franco Sobrinho, e seus familiares, sendo que todos eram da umbanda. Atrás do jazigo, uma capelinha onde são feitas preces e oferendas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Osmair é um amante das artes e da filosofia. Um homem da razão, como ele mesmo diz. Conhece todos os túmulos e as curiosidades do cemitério, mas é proibido de contar “histórias estranhas” ou lendas do local. Planta árvores para alimentar as várias espécies de pássaros que habitam o Araçá. O coveiro gosta da profissão e já sepultou mais de três mil defuntos, inclusive à noite e sozinho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<h1 style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Outras informações sobre a Dr. Arnaldo</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Subprefeitura</strong>: Pinheiros</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Bairro</strong>: Jardim Paulista e Perdizes<strong> </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Início</strong>:Complexo Viário Paulista/Rebouças/Dr. Arnaldo<strong> </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Término</strong>: Avenida Professor Alfonso Bovero</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Comprimento</strong>: 2300 m<strong> </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Ruas Afluentes</strong>: Rua Oscar Freire, Rua Cardoso de Almeida, Rua Teodoro Sampaio, Rua Cardeal Arcoverde, Avenida Rebouças, Avenida Paulista<strong> </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Abertura</strong>: 1931<strong> </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Designação anterior</strong>: Avenida Municipal</span></span></p>
<p><strong><span style="font-size:12pt;">Comércio que predomina</span></strong><span style="font-size:12pt;">: Floriculturas</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Histórias da rua Augusta]]></title>
<link>http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/2008/06/10/historias-da-rua-augusta/</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 17:18:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>luizafurquim</dc:creator>
<guid>http://ruasdesaopaulo.wordpress.com/2008/06/10/historias-da-rua-augusta/</guid>
<description><![CDATA[  O lugar que os freqüentadores da Augusta de outrora tanto amavam já não é mais o mesmo. Não existe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Rua_Augusta.svg/800px-Rua_Augusta.svg.png" alt="" width="543" height="227" /></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;">O lugar que os freqüentadores da Augusta de outrora tanto amavam já não é mais o mesmo. Não existe mais colégio Paes Leme; nem Jack in The Box, onde se encontravam saborosos tacos; o famoso Mondo Cane; o Yara, onde se tomou muito chá; o Longchamps, lugar para se beber um choppinho; a lanchonete Hot Dog e a Simbad; o Cine Picolino e outros desses espaços que ocupam o imaginário desses augustos amantes. O tapete vermelho que cobriu a rua da moda hoje é pisado por all-stars e botas de cano alto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;">A Augusta é, atualmente, reduto de jovens que se denominam alternativos, os herdeiros das calças justas do Sex Pistols. Eles compram na Galeria Ouro Fino, conhecida já de outros tempos, onde pode ser encontrada uma imensidão de camisas xadrezes e com estampas de filmes clássicos, assim como botas vermelhas de vinil com cano mais longo que uma perna; comem n’O Pedaço da Pizza, boa pedida para quem está disposto a pagar R$ 3,50 (aproximadamente) num pedaço de pizza de mussarela; e se reúnem no Sarajevo, na Outs e em outras baladas da região.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"><!--more--></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>O Estilo Augusta</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Sentado sozinho no Bar Cuca, numa esquina que concentra ainda os abarrotados Ibotirama e Vitrine, Éder Lucas Santana toma uma cerveja e observa o movimento. Chegado a pouco mais de um ano de Presidente Prudente, no interior do estado, ele dá aulas de geografia na Zona Leste. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">“Gasto o meu salário experimentando São Paulo”, conta Éder, que se auto-intitula um “geógrafo-pesquisador-alternativo”. Esse indivíduo foi atraído para a metrópole pela grande diversidade de sua fauna, que observa das mesas dos bares ou em andanças pela cidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">“Aqui é muito louco! Por mais que eu veja estilos parecidos, existe um estilinho Augusta: os caras com o cabelinho escorridinho, tipo emos, e as meninas com alargadores na orelha, tatuadas pra caramba, com roupinhas quadriculadas. Esse é o estilinho do momento”, diz. O geógrafo considera esse estilo “fake pra caralho. Porque o pessoal não é assim, eles se montam pra noite”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Éder compara as boates de punk rock dali e da Zona Leste, onde trabalha. “A Outs é um espaço <em>dito</em> alternativo&#8230; É alternativo pro pessoal de classe média que circula por aqui”. Segundo ele, só um ou outro “doido” da periferia anda por ali e com no máximo R$ 10,00 no bolso, diferente do público costumeiro, para quem “50 mangos é fichinha”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em meio a álcool e cigarros, Éder divaga: “Um lugar é um espaço que te marca por alguma coisa psicológica. Se eu não tivesse uma vivência aqui, isso não seria nada”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Tempos que mudam</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Márcio Kenji*, que mora na Augusta há cerca de 20 anos, sustenta a idéia de que a rua mudou em grande parte com a chegada das boates e casas noturnas como Outs, Inferno, Vegas, A Lôca e Fun House (as últimas localizadas na região). Para ele, o crescimento do movimento está condicionado ao surgimento de novos estabelecimentos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O alfaiate Sebastião Rodrigues também pensa assim. Enquanto toma uma cerveja no balcão de um bar-padaria que toca música sertaneja de péssimo gosto, ele conta sua história passada na Augusta. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Antigo dono da alfaiataria Rodrigues por mais de 20 anos, com equipe montada e boa clientela, foi a levado a falência pelo jogo. As apostas em turfe (corrida de cavalo) da primeira à última rodada do dia levaram todo o patrimônio de Sebastião. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Ele conta que a Augusta virou “uma confusão” há cerca de cinco anos. “Quando teve a passeata dos gays aqui, minha filha, era tanta gente que subia e descia que eu fiquei com medo de fechar o estabelecimento”, diz.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quando veio para a Augusta, nos anos 70, a rua era muito famosa, chique. Conta com graça que, quando era indicado a amigos de clientes e estes descobriam onde ficava sua alfaiataria diziam logo “Ah, não! Lá é só pra gente rica!”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Livre do jogo há sete anos, Sebastião cultiva um espírito vitorioso: “Vim ao mundo pra ser vencedor. Eu dei a volta por cima”. Para ele, há 30 anos a Augusta “era mais a rua Augusta&#8230; A rua Augusta hoje é uma rua comum”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">*nome fictício</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Meninas da Augusta</strong> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Um homem alto, negro, com os braços cruzados e uma medalha de São Sebastião no peito. Esse é Madureira, leão-de-chácara da casa Vira Virou. Conta com nove anos de rua Augusta e diz que o que mais chama sua atenção é o “encanto das meninas”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Com mais de 15 casas de prostituição, “atualmente, a Augusta vive disso”, diz. No entanto, o negócio está diminuindo. O apogeu se deu nas décadas de 70 e 80, quando havia uma realeza em volta das chamadas casas de entretenimento para homens: “Você era chamado de cavalheiro e havia toda uma sensualidade quando a menina se aproximava do cliente”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Após uma breve interrupção por um gringo que deseja usufruir dos serviços da casa, Madureira começa a nos contar como as coisas são nos dias de hoje. Cita o grande uso de drogas, a falta de respeito e o choque de idéias entre as muitas tribos que ali se encontram como motivos pelos quais o movimento diminuiu. Num fim de semana movimentado, uma menina “que trabalhar bem” consegue fazer até dez programas. Atualmente, a maior parte dos clientes é jovem e a relação entre os fregueses e as prostitutas é mais “escrachada”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Quem conhece o Fofão?</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Bom, não poderíamos falar de Augusta sem mencionar o (a) Fofão, um personagem típico da região e conhecido pela grande maioria. Embora alguns não saibam seu apelido, todos reconhecem a descrição do “travesti de bochechas inchadas”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:11pt;">A cabeleireira Zenilda, de um salão que fica abaixo do nível da calçada, diz que o(a) Fofão trabalha como maquiador(a). “</span><span style="font-size:small;">Acho que ele levou um monte de silicone no rosto e ficou fofão mesmo”, diz.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Já o nosso amigo “geógrafo-pesquisador-alternativo” conta que “Pelo que me consta, ele é um transexual. É um cara que queria se transformar em mulher, fez altos apliques e deu tudo errado. Deformou o rosto dele ou dela&#8230;”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Uma pequena revelação parte de Sebastião: “Eu conheço esse elemento. Na época em que eu tinha alfaiataria, no n.1.172, ele não saía de um hotelzinho. Não sei o que aconteceu, mas ele sumiu. Ficou um tempão sem aparecer e quando voltou estava todo deformado”. Isso foi há cerca de 18 anos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">São muitos os mitos e lendas que rondam a história desse personagem incomum da rua Augusta. Convido o leitor que conhecer mais de sua história a dar informações que possam enriquecer esse relato.</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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