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	<title>declamacoes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "declamacoes"</description>
	<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 07:21:01 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA["Cordel Direto do Túnel do Tempo" Ou "Todos os posts faltantes em apenas um"]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/08/01/cordel-direto-do-tunel-do-tempo-ou-todos-os-posts-faltantes-em-apenas-um/</link>
<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 05:53:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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<description><![CDATA[Agora, neste pequeno espaço, limpo minha vida da minha fase no Recanto das Letras, migrando todos me]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Agora, neste pequeno espaço, limpo minha vida da minha fase no Recanto das Letras, migrando todos meus textos antigos que faltavam ser recolhidos para este único post. Será longo e a maioria dos textos não serão lidos por quem visitar o post, mas quem quiser saber de elucubrações das mais antigas, trovas, poesias, divagações e outras coisas, podem encontrar em algum dos títulos abaixo.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://desenholandia.com/images/tunel_do_tempo.bmp" alt="" width="320" height="240" /></p>
<p><!--more--></p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="font-weight:normal;font-size:13px;">E</span>lucubrações sobre a Felicidade</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">06/07/2008</p>
<p>Eu não sei o que é felicidade.</p>
<p>Felicidade é fazer o que você precisa pra se aliviar? Para mim, isso é só prazer.<br />
Felicidade é ter um objetivo longíquo e alcançável? Para mim, isso é obstinação.<br />
Felicidade é ter recurso pra fazer o que suas vontades quiserem? Para mim, isso é avareza.<br />
Felicidade é dar prazer e alívio aos outros? Para mim, isso é caridade.<br />
Felicidade é salvar os outros? Para mim, é heróismo.<br />
Felicidade é fazer algo de menção? Para mim, isso é alimentar o ego.</p>
<p>O que sobra?</p>
<p>O que é felicidade?</p>
<p>O que é ser feliz?</p>
<p>Nada. Nem nobreza, nem pobreza, nem altruísmo, nem egocentrismo, nem justiça, nem corrupção.</p>
<p>Nada é felicidade.</p>
<p>(Em homenagem à <a href="http://taernsietr.wordpress.com">Taernsietr</a>)</p>
<p>___________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">O Escritor Maluco</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">24/08/2008</p>
<p>Quem vê na rua<br />
um homenzinho comum<br />
andando com um livro<br />
debaixo do braço<br />
nunca imaginaria<br />
que aquele tipo<br />
esguio, com cabelos longos<br />
e camiseta preta rock<br />
seria, na verdade<br />
o escritor maluco<br />
não pode ver qualquer coisa<br />
que, furtiva, faz-se fenomenar<br />
que, ao chegar em casa<br />
escreve sobre o evento<br />
até se exaustar na cama.<br />
Esse poeta, obsessivo como és<br />
possui dentre todos<br />
os olhos mais atentos<br />
fala pouco, ouve muito<br />
é mais esperto que a sábia coruja<br />
sua caneta é sua espada<br />
e sua varinha de condão<br />
com ela, cria e destrói<br />
se satisfaz e se farta.<br />
Febril de escrita<br />
ele se senta, e gasta a tinta<br />
seca as canetas que tem<br />
sem desperdiçar uma linha<br />
de seu caderno de pensamento<br />
ensebado de dedos.<br />
Ele não tem tempo<br />
ele não tem vida<br />
ele não tem motivo<br />
nenhum, além do papel<br />
branco tornar-se vivo.<br />
Um dia, escreveu de tinta preta<br />
tanto, no caderno<br />
que, todas as folhas<br />
tornaram-se negras<br />
então, tomou de tinta branca<br />
e, com a pena afiada<br />
de uma pomba distraída<br />
tingiu novas palavras<br />
agora branco no preto.<br />
Seus estudos da vida<br />
vão além da escola<br />
além dos livros<br />
são do seu escopo<br />
impressos no alfarrábio<br />
amigos, quase nenhum<br />
a não ser por correio<br />
já que para falar com eles<br />
é necessário escrever<br />
quando conheceu o computador<br />
passou anos a fio<br />
a compilar suas linhas<br />
e a redigir muitas mais<br />
a impressora não parava<br />
o Recanto não suportava<br />
todo dia, toda hora<br />
as epifanias<br />
as exaltações<br />
as belezas da vida<br />
o rapsódia do povo<br />
a tragédia cotidiana<br />
a risada da multidão<br />
a vida, em si<br />
retratada<br />
pelo escritor maluco<br />
cronista de mil livros<br />
ator de nenhuma<br />
espectador de todas</p>
<p>_________________________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Digam o que quiserem da poesia&#8230;</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">28/10/2008</p>
<p style="text-align:right;">Digam o que quiserem, profane Platão da arte da imitação em terceiro grau. Analise Freud das frustrações sexuais dos poetas, ou Vygotsky e seus zeitgeists. Excluam os positivistas a validade científica da poética, categorizem os psicólogos a loucura do escritor ou a paixão impossível. Deprimam os psiquiatras com seus remédios a mente intempestiva e o cérebro desajustado. Só sei que a loucura de Ismália não poderia ser melhor descrita pela caneta de psicólogos, filósofos, cientistas e cientólogos; que as Sete Faces de Drummond não seriam explicáveis com tanta leveza nem mesmo pelas personas junguianas; que Pasárgada era impensável para Skinner; e que nem mesmo todos os tratados antropológicos poderiam contar o Brasil da mesma forma que as Canções do Exílio contam. Só sei que a beleza e a profundidade são tão intensas que não imagino outra forma de cantar o mutável do que uma fala tão mansa quanto a da declamação modernista.</p>
<p>&#8220;Quando eu crescer, quero virar poeta, para escrever algo tão belo que as pessoas nunca esqueçam.&#8221;<br />
-Daniel Rodrigues Cavalcante, 28/10/08</p>
<p style="text-align:justify;">___________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Acabou a luz</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">24/08/2008</p>
<p style="text-align:left;">Hoje acabou a luz aqui em casa. Assim como os buracos da parede deixaram de alimentar os eletrônicos e as lâmpadas, eu mesmo me via sem luz. Mas só percebi isso quando a luz voltou.</p>
<p>Me senti mal hoje. Cansado, mesmo tendo feito quase nada. Uma tremenda vontade de arrancar a roupa, meter-me num pijama e me jogar debaixo das cobertas para dormir até segunda-feira. Uma leseira surreal</p>
<p>Já havia sentido preguiça, cansaço, resfriado, gripe. Mas nada chegou perto dessa sensação estranha de perder a luz. Geralmente eu consigo conversar por muito tempo com meus amigos, seja no telefone, seja no MSN, seja no tête-a-tête, mas hoje dispensei todos mais cedo. Só queria descansar.</p>
<p>A semana foi exaustiva, claro. Quem trabalha oito horas por dia cuidando de crianças, correndo, dando bronca, ensinando como que ela deve se comportar com educação para com as outras e ainda vai à faculdade à noite dirigindo, enfrentando o trânsito da rua Tito, os estacionamentos da Barra Funda sempre cheios, o preço exorbitante das vagas remanescentes, a falta de preparo dos novos mestres&#8230; E ainda chegar em casa e dormir logo para acordar, direto para trabalhar&#8230;</p>
<p>Há muito o que reclamar, com certeza. Mas, dentre todo esse vampirismo, sempre vai haver algo que recuperará minhas energias. Como essa semana foi especialmente cansativa, sobrou-me o sábado para recuperar. Quem sabe no decorrer da semana seguinte haverão outros bastiões para me apoiar?</p>
<p>A energia, quando verdadeira, renova-se e, se for gasta mais do que reposta dura até a última gota. Quando esta última é sorvida, aí sim que a pessoa despenca.</p>
<p>Por isso meus amigos, aproveitem bem os momentos de descanso, mesmo eles sendo fartos e comuns demais às vezes. Não se sabe quando a energia pode acabar. Com kundalini naõ se brinca, meus caros leitores.</p>
<p style="text-align:left;">___________________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">A Sombra no Negro Muro</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">12/06/2008</p>
<p style="text-align:left;">Meia noite, o celular toca, voz dengosa<br />
é a mãe, &#8220;vem pra casa agora&#8221;<br />
passos largos, sem palavra ou prosa<br />
caminhando pela rua de breu airosa</p>
<p>Bairro elegante, domingo em festa plena<br />
a lua minguante some atrás dos bares<br />
meus olhos dardejam nos neons e gares<br />
dos bares do vivo recanto da Vila Madalena</p>
<p>De repente, um muro de madeira em lume celestial<br />
pintado de preto retinto, à luz de um holofote<br />
uma sombra surreal se projeta na tela umbral<br />
a silhueta de uma dama se desenha naquele mote</p>
<p>Apreensiva, a dama anda de um lado para outro,<br />
desenha um ziguezague no muro com seu gingado<br />
à espera de um moço que ainda se mostra demorado<br />
Cada vez mais querendo desistir de aguardar seu potro</p>
<p>Rapidamente, viro o rosto para a dama, quero saber<br />
quem é essa bela moça, isso eu quero ver<br />
Uma obra de arte viva, o acaso que eu quero ter<br />
ver a forma colorida da mulher, é o que quero conhecer</p>
<p>Mas, a coisa mais estranha aconteceu<br />
meus olhos não enganam, acho eu<br />
eu olho para os lados, giro gelado<br />
nos calcanhares, nas luzes e nos gingados</p>
<p>Mas, de nada adiantou minha empreitada<br />
eu procuro sem achar nenhuma alma<br />
não tem ângulo, não tem gente a pé nem alada<br />
não há ninguém naquela encruzilhada!</p>
<p>Com susto, apresso meu passo<br />
já ouvi falar de mausoléu assombrado<br />
sabia de contos de espírito assolado<br />
mas nunca vi vulto evanescente projetado</p>
<p>Chego em casa com questões e pensamentos<br />
se o que eu vi era verdade ou iludimento<br />
só sei que era uma bela dama no negro forramento<br />
Na parede de construção da umbral rua M. Coelho.</p>
<p>(Baseado em fato real)</p>
<p style="text-align:left;">_____________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Lei Nº 10.012, de 13 de Dezembro de 1985</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">02/06/2008</p>
<p style="text-align:justify;">Assento reservado para o uso de gestantes, mulheres portando bebês ou crianças de colo, idosos e deficientes físicos. Ausentes pessoas nessas condições, o uso é livre.</p>
<p>o uso é livre.<br />
o urso é livre<br />
o luso é livre<br />
o livro é livre<br />
o uso é livro<br />
o uso é livro é livre<br />
O louvre é livro<br />
O livruso é louvre<br />
O uso é o livre</p>
<p style="text-align:justify;">______________________________________________</p>
<h2>Desejo                      / Palas Athena</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">02/09/2009</p>
<p style="text-align:justify;">Quero alimento           / Te sorvo com vontade<br />
Tenho sede               / Bebo tuas palavras<br />
Desejo novidades        / Visito teu lar<br />
Chamo por mais falas   / Somente para te ouvir<br />
Imploro aos céus         / Respiro em ti<br />
Rogo à terra               / Seu aroma de sagácia<br />
Clamo aos ventos        / Por Tu, Palas Athena<br />
Banhe-me de luz         / Incendeio Alexandria<br />
De novas perspectivas / Para reescrevê-la<br />
De pioneiros meios       / Tant&#8217;em prosa e poesia</p>
<p style="text-align:justify;">_______________________________________________</p>
<h2>Dos elogios e da modéstia</h2>
<p style="text-align:justify;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Ontem eu estava conversando com um grande amigo meu e o elogiei, mas ele prontamente se recusou a aceitar o elogio, dizendo que não era tanto para merecer. Também elogiei outro grande amigo e ele, como o primeiro, pôs-se a exercitar sua modéstia declinando as lisonjas. Ironicamente, também ganhei honrarias de uma amiga, e, como sarcasmo do inconsciente, neguei a nobreza que ela me atribuiu.</p>
<p>Mas, afinal, para quê recusar elogios? Por que nosso reflexo é colocarmo-nos como menos do que os outros nos dizem que somos? Se é o outro que acaba definindo o que que nós somos, para que negar? O que nos dá tanto prazer em dar elogios rasgados e ouvir recusas modestas?</p>
<p>Essa questão eu deixo para os meus colegas blogueiros e visitantes responderem, pois eu não sei!</p>
<p style="text-align:justify;">_______________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Resiliência</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">26/09/2008</p>
<p style="text-align:justify;">Resisto<br />
Em<br />
Seguir<br />
Indomitável,<br />
Levado<br />
Intuitivamente<br />
Entre<br />
Novas<br />
Circunstâncias,<br />
Inteiro ou<br />
Aleijado</p>
<p>(Acróstico inspirado no resultado final da montagem de uma mandala de sentimentos, que foi a palavra &#8220;Resiliência&#8221;)</p>
<p style="text-align:justify;">________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Os óculos e a fenomenologia</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">10/08/2008</p>
<p style="text-align:justify;">A visão embaçada<br />
A cabeça cansada<br />
Dor de cabeça à toa<br />
Eis que não enxergo de longe</p>
<p>Será mesmo que um óculos<br />
Instrumento para ver certo<br />
Será necessário corrigir<br />
Os olhos que tenho desde que existo?</p>
<p>Será que sempre o que eu vi<br />
Todas as belezas<br />
Estavam todas distorcidas<br />
E não tinham nada de belas?</p>
<p>Será que tudo foi mentira?<br />
Será que o meu mundo era<br />
Apenas uma fantasmagoria<br />
Do que eu outrora acreditava?</p>
<p>O mundo de verdade<br />
Será esse que eu via<br />
Ou o que eu irei ver<br />
Quando usar a muleta para olhos?</p>
<p>Minha aparência ficará melhor<br />
Mas e minha existência?<br />
Será que gostarei do que vir<br />
Ou aposentarei meus óculos?</p>
<p style="text-align:justify;">____________________________________</p>
<h2>Encanto</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante<br />
01/01/09</p>
<p style="text-align:left;">O encanto está no ar<br />
Entre as espiras de fumaça<br />
Além do aroma do incensório<br />
Além da alquimia perfumática</p>
<p>O encanto está ali<br />
Além das azáleas no vasinho<br />
Entre as taboas do brejo<br />
Debaixo do limo das caneletas</p>
<p>O encanto está lá<br />
Atrás das montanhas azuis<br />
Em cima das nuvens pretas<br />
Entre as bolhas do mar</p>
<p>O encanto tem esse gosto<br />
Mais diverso que o tudim<br />
Mais forte que a moqueca<br />
Mais enigmático que cupuaçu</p>
<p>O encanto se sente assim<br />
Mais áspero que a grama<br />
Mais quente que a areia<br />
Mais liso que o golfinho</p>
<p>O encanto é essa quimera<br />
Mais onerosa que a dívida<br />
Mais louca que física quântica<br />
Mais numinosa que o morrer</p>
<p>-O encanto é a beleza, que completa.</p>
<p style="text-align:left;">_____________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Ritual</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">15/10/2008</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Fecha-se a porta<br />
Folha branca na mesa<br />
Incensório por cima<br />
E vareta aromática</p>
<p>Um gesto de fogo<br />
no palito de fósforo<br />
inflama-se o incenso<br />
e uma palma apaga a chama</p>
<p>A brasa desce devagar<br />
libertando os perfumes<br />
desenhando nuvens no ar<br />
redondas, curvas, esféricas</p>
<p>penso no que quero fazer<br />
com quem quero me encontrar<br />
pra onde quero viajar<br />
na minha mente, tudo posso</p>
<p>Minutos de aroma<br />
viram horas intensas<br />
na mente, tudo acontece<br />
quando se quer transcender</p>
<p>Por fim, o incenso acaba<br />
o perfume deixa a sala<br />
recolhem-se as cinzas<br />
e a vida continua</p>
<p style="text-align:left;">_______________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Ponto de Vista</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">07/09/2008</p>
<p style="text-align:left;">Daqui de cima                               / Daqui de baixo<br />
A quimera é uma formiga        / a lagartixa é um dragão</p>
<p style="text-align:left;">_______________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Invocação do Eremita do Sol</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante<br />
01/01/2009</p>
<p style="text-align:left;">Sou o raio de luz<br />
Que queima os filetes de sombras<br />
Sou o sorriso terno<br />
Que esquenta os rostos dos povos<br />
Sou a alma sutil<br />
Que alimenta árvores e plantações<br />
Sou o vento morno<br />
Que insufla o ânimo e a inspiração<br />
Sou o fogo do dia<br />
Que brilha no maior palco do mundo<br />
Sou a magia da vida<br />
Que se contém num corpo só<br />
Sou o eremita<br />
Que se recolhe para compreender<br />
Sou o místico<br />
Que aprende coisas inensináveis<br />
Sou o músico<br />
Que pega as notas do ar<br />
Sou o homem<br />
Que vive além do mundo<br />
Sou a vida<br />
Que ama a nada e a tudo</p>
<p style="text-align:left;">________________________________</p>
<h2>Obstinação</h2>
<p style="text-align:left;">ou</p>
<h2>Primeiros Passos</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">20/07/2008</p>
<p style="text-align:left;">Quando eu tinha três anos, minha mãe falou para minha tia que estava em dúvida quando foi me registrar. Seria eu Daniel ou Gabriel?</p>
<p>-Dani, vocÊ prefere ser anjo ou profeta? &#8211; perguntou minha mãe<br />
Então respondi:<br />
-Poeta!</p>
<p style="text-align:left;">________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Pluviolucubrações &#8211; Ensaio sobre a chuva</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">13/01/2008</p>
<p style="text-align:left;">Ontem, eu comecei a observar a chuva. A tempestade que cobria Itanhaém por doze horas. De tanto pensar sobre ela, comecei a pensar na estranheza do evento, que antes achava ser uma coisa tão normal.<br />
Quando algodões brancos se juntam no céu e fizm cinzas, eles começam a se desfazer em agulhas de água. Água, o líquido da vida, a composição principal dos seres vivos cai do céu como uma dádiva! É o maná que acontece com uma frequência assombrosa e, quase sempre, passa incólume.<br />
Além do elixir da vida diário, a chuva também traz destruição. Chove fogo e gelo dos algodões cinzentos: fogo, dos relâmpagos de fúria e luz e dos granizos de ironia contundente. Gelo do céu quando se está quente? Somente uma ironia da Física para explicar essa loucura.<br />
As pessoas adoram a água, mas odeiam a chuva. Adoram beber água, ir para as piscinas e entrar no mar, mas quano começa a chover, saiem das piscinas e dos lagos, rumo a um abrigo seco. Talvez seja porque a chuva toca as pessoas, ao contrário das águas fartas, que apenas se deixam tocar.<br />
E, no fim da chuva, quando todos saem de suas tocas secas, encontram outra paisagem, totalmente nova.<br />
No lugar de árvores carregadas de galhos e folhas em verde oliva meio morto, encontram árvores magras, com poucos galhos e folas, muitos destruídos pelos ventos e relâmpagos, mas os que sobraram, os mais fortes e viçosos, reluzem as gotas de água em esmeralda.<br />
O chão, antes seco, poeirento e com a grama em tom sujo, torna-se cheio de poças, lama e grama ensopada, embebida no néctar vital.<br />
Quando o sol surge novamente, sorrindo com seus raios quentes, a grama volta a crescer, tocando o chão rico. As folhas arrancadas e galhos quebrados desfazem-se na lama nutritiva e preparam o leito para a próxima semente.<br />
A chuva, um evento tão normal, tão ignorado, ontem por mim foi visto pelos olhos de alguém que nunca viu tal coisa. E, acredite, ver as coisas menores da vida como se fosse a primeira vez é a coisa mais interessante para se fazer, preso em casa, na sala sozinho num dia de chuva.<br />
______________________________________________</p>
<h2>Futura Geração</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">30/08/2008</p>
<p style="text-align:left;">Criancinhas tão belas<br />
Ainda falta muito a aprender<br />
Com seus dedinhos na boca<br />
Sorrindo, vão à escolinha</p>
<p>Ah! Como são doces<br />
Abraçam tudo e todos<br />
Brigam, mas logo beijam<br />
Os outrora algozes</p>
<p>Aqui, comem, dormem e brincam<br />
Depois aprendem os números,<br />
Letras e as coisas<br />
Mais simples da nossa arte.</p>
<p>Desenham, pintam, cantam, lêem<br />
Escrevem o Bê-a-bá e o Abecê<br />
Aprendem as ciências da vida<br />
Num eterno colorido</p>
<p>Mas, Uma das escolas mais fortes<br />
Uma que poucas outras rivalizam<br />
É a do parquinho, minha nossa<br />
Onde uma com outra vão conviver</p>
<p>Tem que pedir pra brincar<br />
E também pra participar<br />
Ter amigos, ah! que dureza<br />
Se fazer gostar, é um sufoco</p>
<p>Aprende-se a falar mais<br />
De se fazer entender, ter classe<br />
E seguir regras, cooperar<br />
E a prestar atenção no outro</p>
<p>Ah! como são duras essas lições<br />
Como o outro é ruim de lidar<br />
Como são inflexíveis e egocêntricas<br />
Assim como os próprios são.</p>
<p style="text-align:left;">_______________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Requiem de uma morte viva</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">14/11/2008</p>
<p style="text-align:left;">Misturo-me entre os vivos<br />
Sob um falso lábaro<br />
Ando sob seus crivos<br />
Vestindo asas de Ícaro</p>
<p>Caminho nesta Terra<br />
Carregando jarro de lágrimas<br />
Com uma mente que erra<br />
E memórias internas íntimas</p>
<p>Vez por outra me quero vivânt<br />
Noutra vez quero transcender<br />
Minha vontade não se apruma com divã</p>
<p>Mas a realidade me exige entender<br />
Essa fantasia vil de revenant<br />
Que se embota nos olhos ao anoitecer</p>
<p style="text-align:left;">_______________________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Dever Cumprido</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">07/09/2008</p>
<p style="text-align:left;">O apresentador chegou<br />
O trabalho foi visto<br />
O orgulho se inflama<br />
O homem já voltou<br />
O dia desencantou<br />
&#8230; E agora José?</p>
<p style="text-align:left;">_______________________________________</p>
<h2 style="text-align:center;">Poesia cantada ao mar</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">04/01/2009</p>
<p style="text-align:justify;">Não tenho mais pecados<br />
Não tenho mais culpas<br />
Não devo mais nada a ninguém</p>
<p>Agora sou homem<br />
Dono de mim mesmo<br />
Livre afinal das correntes<br />
Que me amarram a mim mesmo</p>
<p>Ó poderosa maré<br />
Que lava as praias com espuma<br />
Sou humano e imperfeito<br />
Não sei fazer tudo sozinho<br />
Por isso peço ajuda a todos<br />
Que podem fazer o que não posso<br />
Por isso peço ajuda a você<br />
Me lave, de corpo e alma<br />
-E a maré, apenas chuá.</p>
<p>Obrigado, Mãe Água<br />
Obrigado, Pai Sol<br />
Obrigado, Irmão Ar<br />
Obrigado, Irmã Espuma</p>
<p style="text-align:justify;">___________________________________</p>
<h2>Trovas e Haicais Simples e duplos</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante, Taernsietr e Raja</p>
<p style="text-align:right;">Datas Múltiplas</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, mas ah! que delícia<br />
a tepidez gostosa<br />
como se fosse a carícia<br />
inspiração da trova</p>
<p style="text-align:center;">Quem não fez questionamentos<br />
quando estava estudando<br />
se o saber, acumulando<br />
garantia provimento?</p>
<p style="text-align:right;">Haicai &#8211; Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p>No brejo festa<br />
sapos e moscas valsam<br />
já é outono</p>
<p>Haicai &#8211; RAJA</p>
<p>Veja, é outono<br />
o Verão, nem sei bem como<br />
ainda faz festa</p>
<p style="text-align:center;">Haikai (Autor: Daniel)  / Haikai (Autor: Taernsietr)</p>
<p style="text-align:center;">Madrugada fria                       / armas em punhos<br />
e dois moleques insones             / matando os vis godos<br />
conquistando reinos /até a manhã</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:right;">Poema Minimalista 1º<br />
&#8220;Ilusão&#8221;<br />
Por Daniel Cavalcante</p>
<p>Ilusão<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
BAQUE<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
.<br />
Realidade</p>
<p style="text-align:center;">Lendo meu <a href="http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/20/deus-existe-silogismo-matematico-filosofico/">silogismo</a>, David Hume provavelmente me perguntaria:</p>
<p>&#8220;É até provável que o infinito que permeia e habita todos ponto da reta tempo-espaço da existência humana seja denominável como Deus, e num plano cartesiano essa verdade seja irrefutável, mas como experimentar o infinito? Como provar que essa infinitude é realmente infinita ou apenas longa o suficiente para não ser acompanhável pela razão e experiência humana?&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sonho de Minha Casa]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/03/09/sonho-de-minha-casa/</link>
<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 03:00:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/03/09/sonho-de-minha-casa/</guid>
<description><![CDATA[Nesses dias, fiquei a imaginar um lar. Uma casa para mim. Que seja realmente meu solo, e que nada ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nesses dias, fiquei a imaginar um lar. Uma casa para mim. Que seja realmente meu solo, e que nada nem ninguém pudesse me desenraizar ou tirar-me o direito de ser e estar como bem entendo.</p>
<p> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.vadiando.com/archives/23abril_tapetepetalas_esquina.jpg"><img class=" " src="http://www.vadiando.com/archives/23abril_tapetepetalas_esquina.jpg" alt="Floração em uma casa do hemisfério norte" width="480" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Floração em uma casa do hemisfério norte</p></div>
<h2 style="text-align:center;"><!--more-->Sonho de Minha Casa</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">08/03/2009</p>
<p>Eu quero ir morar</p>
<p>Numa casa que tenha quintal</p>
<p>Pra plantar quatro árvores</p>
<p>Cada uma com flor numa estação</p>
<p>Ipês, quero dois</p>
<p>Um roxo e um amarelo</p>
<p>Quem sabe um jasmim-de-poeta</p>
<p>e quiçá uma cerejeira?</p>
<p>Nos muros de trás, damas-da-noite</p>
<p>Na frente, azaléias</p>
<p>Talvez plante uma primavera</p>
<p>Mas o que quero mais</p>
<p>é ter terra e grama fácil</p>
<p>pra pisar descalço depois da chuva.</p>
<p>Quero uma casinha</p>
<p>Com um cômodo só pra trabalho</p>
<p>Computador, livro técnico, telefone</p>
<p>Tudo fica lá.</p>
<p>No meu quarto, quero só prazer</p>
<p>Cama, TV, literatura, video-game</p>
<p>Um espaço muito gostoso.</p>
<p>Na sala, tudo que agrade as visitas</p>
<p>Sofás, cadeiras, mesa de jantar</p>
<p>TV, telefone, velas, incenso</p>
<p>Quem sabe um vaso de planta</p>
<p>e alguns quadros para alegrar.</p>
<p>A cozinha, será muito bela</p>
<p>Preta e prata</p>
<p>Com muitos armários e espaço</p>
<p>Pra ser fácil de usar.</p>
<p>A lavanderia, um lugar simples</p>
<p>Uma lavadora-secadora</p>
<p>Um cesto de roupas</p>
<p>Armarinhos para sabão e amaciante</p>
<p>Varal retrátil</p>
<p>E a tábua de passar.</p>
<p>Se o tempo deixar,</p>
<p>Montarei um quarto para as visitas</p>
<p>Onde poderiam dormir</p>
<p>e se alojar como se em casa.</p>
<p>Por fim, uma edícula nos fundos</p>
<p>Um espaço oculto</p>
<p>Forrado de unha de gato por fora</p>
<p>Onde eu faria e guardaria</p>
<p>Todos meus segredos arcanos.</p>
<p>Eis o lar do Mago Patológico</p>
<p>Uma casa bonita, gostosa e cheirosa</p>
<p>Boa de se morar.</p>
<p>Venha tomar um refrigerante comigo um dia!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A certeza do místico - Reflexões sobre a teurgia]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/03/02/a-certeza-do-mistico-reflexoes-sobre-a-teurgia/</link>
<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 02:00:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/03/02/a-certeza-do-mistico-reflexoes-sobre-a-teurgia/</guid>
<description><![CDATA[Confesso, o texto de hoje é um auto-hermetismo que já não mais me faz sentido&#8230;   A certeza do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Confesso, o texto de hoje é um auto-hermetismo que já não mais me faz sentido&#8230;</p>
<p> </p>
<h2 class="titulo"><a href="http://akhen777.wordpress.com/2007/11/24/o-ciclo-reencarnatorio-nada-na-natureza-morre-apenas-se-transforma/"><img class="aligncenter" src="http://akhen777.files.wordpress.com/2007/11/apes-angels1.jpg?w=412&#038;h=329" alt="" width="412" height="329" /></a></h2>
<h2 class="titulo" style="text-align:center;"><!--more-->A certeza do místico &#8211; Reflexões sobre a teurgia</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">Data Ignorada</p>
<div class="tex">(Nota do escritor: Leia com o ritmo Anywhere Is &#8211; Enya) </p>
<p>CAMINHO O LABIRINTO DOS MOMENTOS<br />
ESCAMOTEIO AS SOMBRAS<br />
ALINHO OS PENSAMENTOS<br />
LEIO RITOS SAGRADOS</p>
<p>HERMES TRIMEGISTO<br />
E ALEISTER CROWLEY<br />
VIAJO NA INTERNET<br />
SCRIPTUM HERMETHOS</p>
<p>PENEIRO AS ESCRITURAS<br />
MEDITO OS MOMENTOS<br />
VEJO PALAVRAS LINDAS<br />
REFLITO INTENSAMENTE</p>
<p>BUSCO A VERDADE<br />
SANAR M&#8217;NHAS DIVERGÊNGIAS<br />
EMBALSAMAR A ALMA<br />
DOMINAR O CORPO</p>
<p>MANIFESTAR MILAGRES<br />
MOTOR DE OBJETOS<br />
VISORIS TEMPORALIS</p>
<p>PROCURO COM A CERTEZA<br />
PERDER-ME NOS MUNDOS<br />
DANÇAR NAS TREVAS<br />
REJUBILAR AO SOL</p>
<p>DESFAZER ESSES NÓS<br />
TRANSCENDER A EXISTÊNCIA<br />
VIVER A BELEZA<br />
SENTIR O INEXPLICÁVEL</p>
<p>REVELAR O OCULTO<br />
DESFAZER OS VÉUS<br />
ENTENDER &#8216;REALIDADE<br />
PR&#8217;ENTÃO NÃO DUVIDAR</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Equinócio de Primavera]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/03/01/equinocio-de-primavera/</link>
<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 20:19:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/03/01/equinocio-de-primavera/</guid>
<description><![CDATA[No dia do início da Primavera do ano passado, aguardei ansiosamente para escrever um poema em dedica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No dia do início da Primavera do ano passado, aguardei ansiosamente para escrever um poema em dedicatória à uma estação do ano. Esse foi o início do meu crescimento psíquico, sem medo de ser eu mesmo. Segue abaixo o que deu.</p>
<p> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://bramsdelata.blogspot.com/2007_07_01_archive.html"><img class=" " src="http://www.aboutstonehenge.info/images/education/stonehenge-wallpaper-4.jpg" alt="Stonehenge" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Stonehenge</p></div>
<h2 class="titulo" style="text-align:center;"><!--more-->Equinócio de Primavera</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">21/09/2008</p>
<div class="tex">Dentre o caos<br />
A sujeira dos dias<br />
surge um dia perfeito<br />
de horas pontuais </p>
<p>Não atrasa as noites<br />
Como no verão<br />
Nem adia o raiar<br />
Como o inverno</p>
<p>Equinócio de primavera<br />
A data da limpeza<br />
Dia de se reorganizar<br />
De começar tudo de novo</p>
<p>O que era velho<br />
Vai para o lixo<br />
O que é de novo<br />
Vem tomar o lugar</p>
<p>Respira-se um novo ar<br />
As flores já desabrocham<br />
Os ipês-roxos carregam-se<br />
Como milagre, do tronco morto</p>
<p>Como se Drummond viesse<br />
Velhinho, já a me visitar<br />
Dissesse: Levanta, Daniel<br />
Vai ser gauche como merece!</p>
<p>Meu armário está limpo<br />
Minhas preces foram feitas<br />
Meus desejos foram escritos<br />
Minhas mandingas estão preparadas</p>
<p>Agora, a primavera invade<br />
O torpor do inverno<br />
E eu apenas quero, só isso<br />
Iniciar uma nova espiral</p>
<p>Cansei de ciclos<br />
De repetição<br />
Quero o novo, imergir no caos<br />
Cheirar uma flor desconhecida</p>
<p>E assim será, como desejo<br />
Virá à minha frente novo mundo<br />
sem luz, sem ar, sem brilho<br />
Apenas esperando um sopro de vida.</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jejum]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/26/jejum/</link>
<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 14:36:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/26/jejum/</guid>
<description><![CDATA[Ainda tenho muitos textos a postar, mas resolvi pausar a postagem por alguns dias. Descobri como é b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ainda tenho muitos textos a postar, mas resolvi pausar a postagem por alguns dias. Descobri como é bom parar de fazer o que se faz rotineiramente e exaustivamente e procurar fazer outra coisa. Li um dos melhores livros da minha vida (As Mil e Uma Noites - Alf Lailah Oua Lailah), meditei mais, fiz mais coisas em casa&#8230; Resolvi largar o vício de ficar o dia inteiro colado na frente do computador, esperando e-mails aleatórios e amigos do MSN. Logo logo vou desligar o computador, mas antes vou deixar uma poesia.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.prestservi.com.br/diaconoalfredo/pascoa/jejum.jpg" alt="" width="201" height="223" /></p>
<h2 style="text-align:center;"><!--more-->O Jejum de Daniel</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">26/02/08</p>
<p>Não fazer o que quero</p>
<p>Parece-me frustrante</p>
<p>O tempo sem minha delícia</p>
<p>Parece tantalizante</p>
<p>Depois da abstinência</p>
<p>Depois do sofrimento</p>
<p>Depois da falta</p>
<p>Eis que você percebe</p>
<p>O valor do que era comum</p>
<p>O valor do que olvidava</p>
<p>A delícia do resto</p>
<p>O esplendor do mundo</p>
<p>Jejuei, não de comer</p>
<p>Não de beber</p>
<p>Mas sim de alienar-me</p>
<p>Resolvi ver um mundo novo</p>
<p>Resolvi ler livros novos</p>
<p>Resolvi olhar coisas novas</p>
<p>Ligar para pessoas</p>
<p>Que não telefonava</p>
<p>O jejum purifica a alma</p>
<p>Pois desintoxica nossa visão</p>
<p>Embaçada e empoeirada</p>
<p>Pela poeira dos dias</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gostinho de Sexta-Feira]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/08/159/</link>
<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 03:01:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/08/159/</guid>
<description><![CDATA[Um dia, ouvi o contagio de um mantra no MP3. Conto abaixo como é, poeticamente. Outro Auto-Hermetism]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Um dia, ouvi o contagio de um mantra no MP3. Conto abaixo como é, poeticamente. Outro Auto-Hermetismo, dos mais bonitos que já escrevi.</p>
<p> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px"><img class=" " src="http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/mantra2.gif" alt="Om Mani Padme Hum" width="275" height="391" /><p class="wp-caption-text">Om Mani Padme Hum</p></div>
<p> </p>
<h2 class="titulo" style="text-align:center;"><!--more-->Gostinho de Sexta-feira</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">08/08/2008</p>
<div class="tex">Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
O radinho de ouvido vibra com emoção<br />
A canção inunda os ouvidos<br />
E me enche o coração  </p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
Cada vez mais forte<br />
como pulsação dos amantes<br />
a música aumentava seu tom</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
O ônibus me estranhava<br />
mimetizando com os lábios<br />
o louco que não canta</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
A chuva no vidro embaçado<br />
escorre no ritmo alegre<br />
do mantra contagiante</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
atravesso a multidão<br />
onde cabe um cabem sete<br />
desço na chuva</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
O guarda chuva vira baliza<br />
Os pés viram metrônomos<br />
festejando rua acima</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
As árvores largam flores<br />
os pássaros largam pios<br />
a chuva larga aroma</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
a música então se encerra<br />
O mantra se dissipa<br />
às portas do lar estou</p>
<p>Om Namo Baghavate Vasudevaya<br />
Chego em casa feliz<br />
hoje é sexta-feira<br />
dia de liberdade e sorriso</p>
<p>Ram Ram Sita Ram<br />
Ram Ram Sita Ram<br />
Sita Ram Sita Ram<br />
Ram Ram Sita Ram</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fogo]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/05/fogo/</link>
<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 20:15:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/05/fogo/</guid>
<description><![CDATA[Para hoje, uma das poesias que mais gosto. Ela é auto-hermética, e fala da força interna que estou d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para hoje, uma das poesias que mais gosto. Ela é auto-hermética, e fala da força interna que estou descobrindo em mim.</p>
<p> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 289px"><img src="http://www.varaldeideias.com/wp-content/uploads/image004(6).jpg" alt="Hefesto" width="279" height="370" /><p class="wp-caption-text">Hefesto</p></div>
<h2 style="text-align:center;"> <!--more-->Fogo</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">15/10/2008</p>
<div class="tex">Hades, ó ínfero nefasto Hefesto<br />
Dá-me o martelo das chamas<br />
Empresta-me a brasa da forja<br />
E deixa-me queimar </p>
<p>Natureza<br />
Dê-me sua palha<br />
Manda-me a sujeira<br />
Para açoitar em fogo</p>
<p>Gentes<br />
Tão vis, tão incompreensíveis<br />
Queimem, seus pecados<br />
Sob a chama do meu hálito</p>
<p>Dragão da Terra eu Sou<br />
Canceriano Ascendente Áries<br />
O impulso em pessoa<br />
Inflamarei até as almas</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As Mutações - Minha Evolução]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/02/as-mutacoes-minha-evolucao/</link>
<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 03:10:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/02/02/as-mutacoes-minha-evolucao/</guid>
<description><![CDATA[O texto de hoje é um dos que chamo de auto-heméticos. Eles não significam nada para outras pessoas, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O texto de hoje é um dos que chamo de auto-heméticos. Eles não significam nada para outras pessoas, e às vezes nem para mim mais. Faziam sentido quando eu escrevi e enquanto estava naquele ciclo, mas agora são praticamente incompreensíveis.</p>
<p> </p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><img src="http://www.fengshuisite.com/acatalog/I_ching_coin_BIG.jpg" alt="Moedas do I Ching" width="350" height="435" /><p class="wp-caption-text">Moedas do I Ching</p></div>
<h2 class="titulo" style="text-align:center;"><!--more-->As Mutações &#8211; Minha Evolução</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">04/03/2008</p>
<div class="tex">Ontem, era um garoto recheado de medos, anseios, sonhos e expectativas. Esse ontem não se refere ao dia anterior a hoje, mas uma data remota. Era um menino inseguro, fraco, autômato hesitante e fechado. Um típico canceriano problemático. </p>
<p>Conforme as horas foram passando, coisas foram me acontecendo. Amizades irreverentes, amores platônicos, o despertar ao trabalho e desilusões.</p>
<p>Estranho como as coisas acontecem como curativos para uma alma doente. As amizades levaram embora o meu medo de expressão, os amores trouxeram cores à vida preto-e-branco que levava, as minhas atividades trouxeram um imenso fluxo criativo à psique e, principalmente, as desilusões me trouxeram os maiores presentes que a vida poderia dar a um ser humano: a coragem, de falar o que deve ser dito; de fazer, o que necessita ser feito; de se impor, quando se perde os direitos; de lutar, quando o perigo aparece; e, principalmente, o de perdoar, até o possível, quando a alma anui. A vida possui remédios muito simples para os grandes males da vida. Amor, Amizade, Dificuldade, Traição, Felicidade, Tristeza, Êxtase, Letargia e Torpor. todos existem para nutrir nossa alma, bem onde falta.</p>
<p>Finalmente então, acordo no dia de hoje transformado. O garoto agora é homem, os medos, anseios e expectativas ainda existem, mas agora são impulsores, ao invés de freios e amarras. Os velhos grilhões enferrujaram e a alma torturada flui. Ainda manca por estar tanto tempo presa.</p>
<p>Há anos assistia chateado a história de minha vida, achando que nada aconteceria. Hoje, me animo a cada episódio, sempre aguardando o próximo. Ansiosamente aguardo as apoteoses de fim de temporada.</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Começo o Ano Novo]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/26/comeco-o-ano-novo/</link>
<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 02:00:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/26/comeco-o-ano-novo/</guid>
<description><![CDATA[Feliz Ano Novo Chinês! Esse será o Ano do Boi. Horóscopo Chinês   Para abrir o ano novo chinês, esco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Feliz Ano Novo Chinês! Esse será o Ano do Boi.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 238px"><img src="http://newserrado.com/wp-content/uploads/2008/01/horoscopo.jpg" alt="Horóscopo Chinês" width="228" height="194" /><p class="wp-caption-text">Horóscopo Chinês</p></div>
<p> </p>
<p>Para abrir o ano novo chinês, escolhi postar agora um texto não tão antigo, que escrevi na tarde de ano novo de 2009.</p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignnone" src="http://documentotupiniquim.com/wp-content/uploads/2007/12/ano-novo.JPG" alt="" width="399" height="356" /></p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="font-weight:normal;"><!--more-->C</span>omeço o ano novo</h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span><span>Daniel Rodrigues Cavalcante </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span><span>01-01-09</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Numa procissão improvisada </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Sem santos, sem cantos </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Uma multidão caminha à orla </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Vendo flores brotarem no céu </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Sentindo o cheiro de pólvora </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>E fugindo de explosões coloridas </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o novo ano </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Minando minhas antigas estruturas </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Símbolo do roxo na unha do pé </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Pela cadeira de praia cadente </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>De pele nova </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>A velha foi crestada </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>pelo sol que me quarou </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Respirando ares novos </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Aspirando o incenso de lótus </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Que disfarça o brejo ao lado de casa </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Com gosto de coca-cola na boca </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Adocicando o gosto estranho </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Do Le-que-restô-d’ontê </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Com renovações no pensamento </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>No escrevimento e leituramento </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Terei que aderir à Reforma </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Cheio de novos ideais </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>E muita realidade </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Quando vejo as bombas de Israel </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>De alma elevada </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Pois sobrevivi ao ano um </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>E ainda cresci </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Começo o ano novo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>De braços abertos à nova vida </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Que Drummond já poetava </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>E o ano é meu!</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[(M)eu templo]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/22/meu-templo/</link>
<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 17:58:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/22/meu-templo/</guid>
<description><![CDATA[Hoje, trago a vocês uma poesia nova, bolada no chuveiro, enquanto alongava os braços para cima (sim,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje, trago a vocês uma poesia nova, bolada no chuveiro, enquanto alongava os braços para cima (sim, adoro me alongar no banho)</p>
<p>Espero que seja do agrado de vocês.</p>
<p>E não é que fiz um soneto?</p>
<p> </p>
<h2>  </p>
<p> </p>
<p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 401px"><img src="http://www.portaldedelfos.com/Delfos.jpg" alt="Oráculo de Delfos, Grécia" width="391" height="321" /><p class="wp-caption-text">Oráculo de Delfos, Grécia</p></div></h2>
<h2 style="text-align:center;"><!--more-->(M)eu Templo</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">22/01/2009</p>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p>Meu corpo é um templo</p>
<p>Da cabeça, o altar</p>
<p>Dos braços, o pilar</p>
<p>o ventre, nave de exemplo</p>
<p> </p>
<p>As pernas, fundação</p>
<p>Os joelhos, flexíveis</p>
<p>Os olhos, invisíveis</p>
<p>Os pés, somente ação</p>
<p> </p>
<p>E então me perguntarás</p>
<p>Que se adora nessa igreja?</p>
<p>Adorarás a deus ou satanás?</p>
<p> </p>
<p>Não se fará tal heresia</p>
<p>Ou crime tão hediondo</p>
<p>De amar além da agapesofia</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bandas e Fanfarras]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/16/antologia-do-blog/</link>
<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 20:09:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/16/antologia-do-blog/</guid>
<description><![CDATA[Como sou ladrão de ótimas idéias, resolvi roubar a idéia do Rafa e fazer minha antologia do site. E,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Como sou ladrão de ótimas idéias, resolvi roubar a idéia do<a href="http://trovador.wordpress.com" target="_blank"> Rafa</a> e fazer minha antologia do site.</p>
<p>E, como não poderia faltar, também postarei um textículo antigo sobre a origem da minha antologia.</p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"> <embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.771703' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' /></span></p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><img class="alignleft size-full wp-image-81" title="musica-menor" src="http://magopatologico.wordpress.com/files/2009/01/musica-menor.jpg" alt="musica-menor" width="400" height="400" /></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="font-weight:normal;"><!--more-->M</span>úsicas para a Alma</h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;">16/05/08</p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Tem vezes que sentimos que precisamos de uma vibração diferente em nossa vida. Nessas horas é que ligamos o rádio e começamos a escolher entre os estilos musicais. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Para cada pessoa há gostos diferentes, músicas diferentes, almas diferentes. Mas, percebendo entre as horas do dia, a temperatura, a estação do ano e meu entimento e inteção, acabei por montar uma antologia de duzentas músicas que me socorrem em qualquer situação. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>No calor do dia, não há nada melhor do que as canções energéticas do U2, enquanto dirigir à noite ouvindo bossa nova é um &#8220;raro prazer&#8221;. Lady enya me desestressa, enquanto Mozart, Beethoven e Vivaldi me inspiram. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Se eu quero é mandar minha mente pelos Planos Afora, Krishna Das é a resposta. Se me falta motivação, os Titãs mostram-me o Epitáfio e eu vejo como a vida pode ser diferente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Quando o arrependimento e a mágoa me assolam, Enigma me compreende com a canção de assertividade Mea Culpa e me faz perdoar Retornando à Inocência (Return to Innocence). Mas, se estou alegre, compartilho com Enya este sopro de bem estar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Esta dama, além disso, me dá forças para continuar, pois (Only If) só se eu quiser é que acharei o caminho e ganharei o dia. Ou, pode me mostrar que a vida não é só um caminho, mas são tantos que é impossível dizer se há algum lugar que é (Anywhere Is). </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>A primavera pede canções amenas, com violinos de Vivaldi representando as manhãs frias que esquentam e então tornam-se gelo na hora de dormir. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>O calor úmido do verão pede a calma de mantras e New Ages, para tornar o quente ou na doçura caliente de uma gota de mel derrentendo na boca. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>O frio intenso de Maio outonal parece requerer um sabor mais forte, como os mais velhos falam de tomar bebidas mais fortes em volta do fogo nesses dias. Assim como o sabor, parece que sentimentos mais fortes aquecem a alma como um agasalho. Não o calor vernal, inocente e doce como um abraço, mas o calor firme de uma jaqueta bem pesada. Até agora não encontrei melhores evocadores doq ue as músicas Heavy Metal, permeadas de revolta, ira e paixões violentas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Aqui no Brasil o inverno é a fusão das três estações, então é a época de se estar melhor munido, logo toda antologia é pouca. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Pode parecer besteira o que eu digo, sobre a afirmação da necessidade mental de um sentimento, mas que atire a primeira pedra quem nunca ouviu uma música agonizante para se consolar diante de uma desilusão, ou quem nunca paginou por Raul Seixas, Cazuza e outros &#8220;malucos-beleza&#8221; da música para limpar a mente ou se distrair. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Nosso psicológico é coerência. Música é harmonia. Coerência e harmonia não existem uma sem a outra. Sendo assim, a coerência da música pode colocar mais harmonia na mente, fusionam-se com a essência e então, quando a música acabar, a mente estará permeada de sentimentos e novos ares. </span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Invocação - O Lírio]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/12/invocacao-o-lirio/</link>
<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 09:07:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/12/invocacao-o-lirio/</guid>
<description><![CDATA[O terceiro texto antigo, de primeiro de novembro de 2007. Me lembro de ter escrito esse texto inspir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">O terceiro texto antigo, de primeiro de novembro de 2007. Me lembro de ter escrito esse texto inspirado em duas filosofias muito correntes na época: o The Secret e a Seicho-no-Ie<img class="aligncenter" title="Um lirio" src="http://api.ning.com/files/-frjvrN4GvzJR*5ZX8n92labXRSzRcenBOdhyrF64VjLhzYx7g5RxfLDvATvakae6f6PNjIoKR9OhpNPiYRES8b8hUvuliE3/Lirios.jpg" alt="" width="500" height="338" /></p>
<h2 style="text-align:center;"><!--more-->Lírios</h2>
<p style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">01-11-07</p>
<p>O VIGOR DA FELICIDADE AFLORA EM MIM</p>
<p>COMO UM LÍRIO QUE SE ABRE SÚBITO,</p>
<p>ALEGRE E COLORIDO E,</p>
<p>O PERFUME DA FELICIDADE FLUI PARA TODOS QUE ESTÃO PRÓXIMOS DE MIM</p>
<p>EU SOU FELIZ</p>
<p>E CONTAGIO A TODOS COM A EUFORIA DE ESTAR VIVO</p>
<p>VIVENDO MOMENTOS LINDOS</p>
<p>SEJAM BELOS POR SUA SINGELEZA</p>
<p>PELA SUA EMOTIVIDADE</p>
<p>PELA VITÓRIA</p>
<p>OU PELA CONCILIAÇÃO</p>
<p>SEJA QUAL FOR O MOMENTO</p>
<p>HÁ SEMPRE ALGO DE BELO</p>
<p>ALGO DE BOM</p>
<p>ALGO DE SÁBIO</p>
<p>BASTA VER COM OLHOS MAIS AMPLOS QUE OS DO MOMENTO</p>
<p>A VERDADEIRA FORÇA NÃO É NÃO SER DERRUBADO</p>
<p>MAS LEVANTAR SEMPRE QUE CAIR</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Invocação do Espírito Místico]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/11/invocacao-do-espirito-mistico/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 12:10:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/11/invocacao-do-espirito-mistico/</guid>
<description><![CDATA[  Outro texto antigo, de 17 de Janeiro de 2008. Inspirado nas divagações do mestre Raul Seixas e na ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p class="MsoNormal">Outro texto antigo, de 17 de Janeiro de 2008. Inspirado nas divagações do mestre Raul Seixas e na doutrina thelêmica, escrevi uma declamação de auto-afirmação.</p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<h2 style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Arcano VIIII - O Eremita. Baralho de Marselha" src="http://img.photobucket.com/albums/v46/mente_assumida/arcano9.jpg" alt="" width="276" height="380" /></h2>
<h2 style="text-align:center;"><!--more-->Invocação do Espírito Místico</h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;">Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;">17-01-08</p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou uma lamparina acesa na escuridão</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou a resposta num mundo de perguntas </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou o que arrisca caminhar no terreno desconhecido e que dele obtém tudo que precisa</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span><span> </span>Eu sou o que vê limites transponíveis como realmente transponíveis </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>O que eu toco torna-se ferramenta de compreensão </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>O que penso é signo de minhas respostas </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>O que sou é uma exclamação num plano de interrogações eu perscruto as mentiras e ocultações desse mundo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Onde as pessoas tem uma opinião muito bem formada sobre as coisas, equilibrando muito bem o sim e o não. </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Já que eles hesitam, eu mesmo sou o que buscarei as respostas, junto com os que compartilham minha opinião </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou a luz </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>E a luz afasta as trevas, mostra o caminho, os tesouros e revela os perigos </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou a espada </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>A espada repele golpes, reflete a luz e defende dos opositores </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou o escudo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>O escudo traz segurança, cobre o amigo e apara a chuva </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou o aventureiro </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Que tem a lamparina, a espada e o escudo </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu sou o guerreiro da luz </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>E me preparo para desbravar o mundo das trevas e ocultações </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Que assim seja</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem sou eu? Reflexões sobre minh'alma]]></title>
<link>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/10/quem-sou-eu-reflexoes-sobre-minhalma/</link>
<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 19:51:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel</dc:creator>
<guid>http://magopatologico.wordpress.com/2009/01/10/quem-sou-eu-reflexoes-sobre-minhalma/</guid>
<description><![CDATA[Depois de enorme resistência e uma tomada de coragem súbita, resolvi criar esse blog. Tenho muita di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Depois de enorme resistência e uma tomada de coragem súbita, resolvi criar esse blog. Tenho muita dificuldade em aceitar participar de grupos de internet. Para eu me inscrever no MSN, foi um sufoco enorme. Resisti por 2 anos para criar um Orkut. Demorei tempos para participar de um fórum. Agora, aqui estou eu, escrevendo em um blog.</p>
<p>As primeiras postagens serão, na verdade, repostagens. Já tinha publicado vários textos num site anterior, mas agora prefiro ficar com o blog mesmo. No blog não há a proteção de copyright contra a seleção de texto e salvar com o clique direito que o Recanto das Letras tem, mas ninguém lê o que se escreve lá. Prefiro arriscar mais e ser mais lido do que ficar na redoma de vidro de antes. <span style="text-decoration:line-through;">Se forem plagiar, plageiem muito BEM. Se eu descobrir&#8230; mil pulgas visitarão suas camas a cada noite.</span></p>
<p>Devem achar-me ranzinza. É só impressão. As pessoas assustadas geralmente parecem agressivas. Liguem não.</p>
<p>Escolhi para meu primeiro post uma divagação antiga, talvez a primeira do ciclo. Espero que gostem</p>
<p style="text-align:center;">
<img class="size-full wp-image-4  aligncenter" title="profeta-daniel" src="http://magopatologico.wordpress.com/files/2009/01/profeta-daniel.jpg" alt="Estátua do Profeta Daniel, de Aleijadinho" width="390" height="520" /></p>
<p style="text-align:center;">(Estátua do Profeta Daniel, feita por Aleijadinho)</p>
<h2 style="text-align:center;"><!--more-->Quem sou eu? Reflexões sobre minh&#8217;alma</h2>
<p> </p>
<p style="text-align:right;">De Daniel Rodrigues Cavalcante</p>
<p style="text-align:right;">12/11/07</p>
<p> </p>
<p>Eu sou um para os outros</p>
<p>Outro para mim</p>
<p>Sou o ajudador, o facilitador, o conselheiro, o amigo</p>
<p>Para os outros</p>
<p>Dedico-me ao próximo</p>
<p>E eu? O que sobrou de mim para mim?</p>
<p>Antes, eu responderia &#8220;nada&#8221;. Era seco por dentro como o cerne de um rio caudaloso.</p>
<p>Hoje, me irrigo por dentro, aproveito minhas bênçãos para mim também, vivo dentro de mim de maneira confortável.</p>
<p>Já sinto as flores surgindo.</p>
<p>Sou o ramo florescendo, a alma expandente do dragão da terra, a chama crescente da lamparina d&#8217;O Eremita, a mão amiga d&#8217;O Sol.</p>
<p>Sou a bênção que se derrama sobre os outros e sobre mim.</p>
<p>A magia flui de mim como o perfume das campânulas e das damas-da-noite, que impregna, torna mistério, faz a vida acontecer com mais cor.</p>
<p>Eu sou essa mescla, do divino e do arcano, a trama perfeita do tecido que o Criador escolheu para me tecer.</p>
<p>Eu sou muitos, que vivem num só e com outros.  Eu sou outros, e sou eu nos outros também.</p>
<p>Todas essas coisas: bênção, magia, trama, flores, todos, eu, um; são partezinhas insignificantes do que represento para mim mesmo. Não há combinações de palavras o suficiente para eu me encontrar. Escrevo pontos para o que sei hoje e agora de mim. O que sou eu? Estou descobrindo.</p>
<p>E que minha bússola e meu astrolábio me guiem por esse jardim de delícias até o soberano verdadeiro de meu mundo, eu.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Fúria da Beleza - Elisa Lucinda]]></title>
<link>http://estadodelitio.wordpress.com/2008/05/06/a-furia-da-beleza-elisa-lucinda/</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 02:31:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Patrícia Gomes</dc:creator>
<guid>http://estadodelitio.wordpress.com/2008/05/06/a-furia-da-beleza-elisa-lucinda/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/-8cFfrDQ9zQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/-8cFfrDQ9zQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PINGOS DE CHUVA]]></title>
<link>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/2008/01/09/pingos-de-chuva-2/</link>
<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 10:12:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaopoetadobrasil</dc:creator>
<guid>http://joaopoetadobrasil.wordpress.com/2008/01/09/pingos-de-chuva-2/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sorriso Chulo]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/12/09/sorriso-chulo/</link>
<pubDate>Sun, 09 Dec 2007 00:34:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/12/09/sorriso-chulo/</guid>
<description><![CDATA[Hoje és musa da escuridão e de olhos pintados invades a noite com a boca vestida de cetim beijando p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FDaniela%2520Pereira%2520-%2520Sorriso%2520Chulo.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p>Hoje és musa<br />
da escuridão<br />
e de olhos pintados<br />
invades a noite<br />
com a boca vestida de cetim<br />
beijando passos de seda<br />
no teu caminho de lata.</p>
<p>Sei que amas essa<br />
imagem misteriosa<br />
que o preto dá à tua pele<br />
e por isso<br />
esta noite dele abusas<br />
sem nunca te esqueceres<br />
de salpicar<br />
um qualquer brilho prateado<br />
no teu generoso decote.</p>
<p>Julgas-te bela assim<br />
quando te olhas ao espelho<br />
maquilhada como uma boneca<br />
e vais demarcando as tuas curvas<br />
com tecidos transparentes<br />
só para aguçar<br />
algum apetite voraz<br />
que te saiba devorar.<br />
Então, irrompes<br />
pela noite dentro<br />
e ﬁcas salivando discretamente,<br />
por entre risos e copos<br />
a intervalar a língua com os lábios<br />
à procura do encaixe perfeito,<br />
enquanto te arrastam<br />
para dançar.</p>
<p>Esta noite<br />
sei que o teu olhar<br />
alugou estrelas ao céu<br />
e que em alguma rua desta cidade<br />
houve alguém que te viu<br />
a querer comprar o mundo<br />
com um sorriso chulo.<br />
E aí o tens…<br />
Deitado aos teus pés<br />
e é como um reles prostituto<br />
que a ti que se vende.</p>
<p><span style="font-family:verdana;"><a href="http://devaneiosazuis.blogspot.com"><em><strong>Daniela Pereira</strong></em></a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Tabaco e Vinho]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/08/15/19/</link>
<pubDate>Tue, 14 Aug 2007 22:41:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
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<description><![CDATA[A tabaco e vinho tento alcançar-te; na ausência de um espera que nos une e divide. Passados tantos a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520A%2520Tabaco%2520e%2520Vinho.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">A tabaco e vinho tento alcançar-te;<br />
<span style="font-family:verdana;">na ausência de um espera<br />
<span style="font-family:verdana;">que nos une e divide.<br />
<span style="font-family:verdana;">Passados tantos anos sem te conhecer,<br />
<span style="font-family:verdana;">sinto que vivi a apresentação<br />
<span style="font-family:verdana;">de uma qualquer cerimónia<br />
<span style="font-family:verdana;">em que premiaram a minha carreira<br />
<span style="font-family:verdana;">com o teu coração.<br />
<span style="font-family:verdana;">Uma carreira no cinema,<br />
<span style="font-family:verdana;">da qual só me lembro<br />
<span style="font-family:verdana;">da tua entrada em cena;<br />
<span style="font-family:verdana;">chegaste vinda de um Dezembro<br />
<span style="font-family:verdana;">sentindo que contracenar comigo<br />
<span style="font-family:verdana;">valeria a pena.</p>
<p><span style="font-family:verdana;">Há um certo gosto<br />
<span style="font-family:verdana;">que não se dilui neste Porto<br />
<span style="font-family:verdana;">nem no fumo de Amsterdão;<br />
<span style="font-family:verdana;">o sabor da tua boca em desejo<br />
<span style="font-family:verdana;">e do conforto<br />
<span style="font-family:verdana;">que te acompanha o sorriso e a mão&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">Estou aqui, absorto.<br />
<span style="font-family:verdana;">À minha volta a vida ainda gira,<br />
<span style="font-family:verdana;">imersa na artificialidade da mentira,<br />
<span style="font-family:verdana;">perdida em rumos falsificados.<br />
<span style="font-family:verdana;">Quem dera que todos eles fossem amados<br />
<span style="font-family:verdana;">como o sou por ti, mulher&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">Quem dera que todos eles pudessem colher<br />
<span style="font-family:verdana;">os frutos de uma boca como a tua,<br />
<span style="font-family:verdana;">pois aí estariam eles absortos,<br />
<span style="font-family:verdana;">e comigo, deixariam de girar na vida,<br />
<span style="font-family:verdana;">largariam as coisas e estariam de partida<br />
<span style="font-family:verdana;">para onde os meus sonhos vivem soltos.</p>
<p><span style="font-family:verdana;">Não sei em que lugar estou,<br />
<span style="font-family:verdana;">mas estou contigo.<br />
<span style="font-family:verdana;">Absorvo esta sensação no umbigo<br />
<span style="font-family:verdana;">de ver-te chegar de mansinho&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">e entregue a tabaco e vinho tento alcançar-te;<br />
<span style="font-family:verdana;">na presença de uma espera ausente<br />
<span style="font-family:verdana;">que com meus sentidos no futuro<br />
<span style="font-family:verdana;">ainda vivo no presente&#8230;</p>
<p><span style="font-family:verdana;"><a href="http://cortedelrei.blogspot.com" title="Corte d'El-Rei" target="_blank"><em><strong>Rui Diniz</strong></em></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poema Suspirado]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/07/31/poema-suspirado/</link>
<pubDate>Tue, 31 Jul 2007 00:36:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/07/31/poema-suspirado/</guid>
<description><![CDATA[Algures, num momento de silêncio, neste campo aberto que é a minha vida, de noite, sempre de noite ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520Poema%2520Suspirado.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Algures, num momento de silêncio,<br />
<span style="font-family:verdana;">neste campo aberto que é a minha vida,<br />
<span style="font-family:verdana;">de noite,<br />
<span style="font-family:verdana;">sempre de noite &#8211; quando a magia acontece,<br />
<span style="font-family:verdana;">surge uma forma no vento<br />
<span style="font-family:verdana;">e nele,<br />
<span style="font-family:verdana;">um poema suspirado.<br />
<span style="font-family:verdana;">É certo que os poemas são mesmo efémeros<br />
<span style="font-family:verdana;">e as palavras um dia serão nada,<br />
<span style="font-family:verdana;">desaparecerão no esquecimento das eras<br />
<span style="font-family:verdana;">tal como as peles que vestimos<br />
<span style="font-family:verdana;">e os nomes que ostentamos.<br />
<span style="font-family:verdana;">O poema que é teu,<br />
<span style="font-family:verdana;">trazido pela brisa que na relva fresca te desenha,<br />
<span style="font-family:verdana;">um dia não será mais que outra coisa,<br />
<span style="font-family:verdana;">acompanhando-nos,<br />
<span style="font-family:verdana;">na impiedosa sucessão de formas e sabores<br />
<span style="font-family:verdana;">que provamos<br />
<span style="font-family:verdana;">e temos de largar.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Mas esse teu suspiro<br />
<span style="font-family:verdana;">e essa tua forma<br />
<span style="font-family:verdana;">e esse teu poema<br />
<span style="font-family:verdana;">e esse teu sentido (tão próximo do meu)<br />
<span style="font-family:verdana;">pintaram-se no quadro do horizonte<br />
<span style="font-family:verdana;">deste campo aberto que é a minha vida&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">e de noite, sempre de noite &#8211; quando a magia acontece,<br />
<span style="font-family:verdana;">a realidade perceptível da ilusão do universo<br />
<span style="font-family:verdana;">colidirá com nossos fogos,<br />
<span style="font-family:verdana;">ardendo em uníssono,<br />
<span style="font-family:verdana;">dançando no mesmo vento<br />
<span style="font-family:verdana;">que agora desenha nós os dois,<br />
<span style="font-family:verdana;">que agora suspira o ar quente da cama embriagada,<br />
<span style="font-family:verdana;">que nesse momento se deixa entregar&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">no mesmo campo aberto que é a nossa vida<br />
<span style="font-family:verdana;">e de noite &#8211; quando a magia acontece,<br />
<span style="font-family:verdana;">àquela pequena parte de um segundo<br />
<span style="font-family:verdana;">de uma eternidade passageira.</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><a href="http://cortedelrei.blogspot.com" title="Corte d'El-Rei" target="_blank"><em><strong>Rui Diniz</strong></em></a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Noite Salgada]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/07/01/noite-salgada/</link>
<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 14:04:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/07/01/noite-salgada/</guid>
<description><![CDATA[Noite&#8230; noite fria sem gelo nas pontas tens orvalho nos olhos e não é manhã tens rios que corre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FDaniela%2520Pereira%2520-%2520Rui%2520Diniz%2520-%2520Noite%2520Salgada.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Noite&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">noite fria sem gelo nas pontas<br />
<span style="font-family:verdana;">tens orvalho nos olhos e não é manhã<br />
<span style="font-family:verdana;">tens rios que correm fugindo do mar<br />
<span style="font-family:verdana;">luas que se escondem por detrás das estrelas..</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Viste o meu amor por aí a vaguear?</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Dei-lhe tantos braços<br />
<span style="font-family:verdana;">que fiz dos abraços rotinas<br />
<span style="font-family:verdana;">dei-lhe tanta guarida<br />
<span style="font-family:verdana;">que fiz do pão..mel para a boca<br />
<span style="font-family:verdana;">que fiz do mel..uma cama densa</span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Noite&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">Que conheces todos os amores que achei perdidos<br />
<span style="font-family:verdana;">que viste com que força entrei nas suas almas<br />
<span style="font-family:verdana;">porque me deixas fraca e só?<br />
<span style="font-family:verdana;">Porque me tiras um pedaço<br />
<span style="font-family:verdana;">se eu só tenho espaço para dois no peito?<br />
<span style="font-family:verdana;">Se me escavas mais fundo&#8230;não tens como cobrir de novo este buraco imundo</span></span></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Noite.</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">que és minha amante<br />
<span style="font-family:verdana;">e minha mãe<br />
<span style="font-family:verdana;">Porque me deixas chorar com palavras vãs?<br />
<span style="font-family:verdana;">Porque levaste de mim o sorriso<br />
<span style="font-family:verdana;">e me deixaste na boca um lamento?</span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Noite&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">que és minha e tua&#8230;<br />
<span style="font-family:verdana;">Diz-me..<br />
<span style="font-family:verdana;">Quando chega de novo o dia?</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><a href="http://devaneiosazuis.blogspot.com"><em><strong>Daniela Pereira</strong></em></a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eterna Despedida]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/21/15/</link>
<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 15:03:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/21/15/</guid>
<description><![CDATA[Conhecer as tensões não significa que não sinta. Sou eterno contigo, como sempre tenho sido, mas não]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520Eterna%2520Despedida.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Conhecer as tensões não significa<br />
que não sinta.<br />
Sou eterno contigo, como sempre tenho sido,<br />
mas não fico pertencente à gaveta<br />
de um assunto esquecido,<br />
nem à caneta que desenhou em palavras<br />
o sentimento permanente<br />
das coisas que nos demos<br />
e do muito que vivemos.</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Entende que é por isto<br />
que fumo;<br />
este cigarro que me traz momentos<br />
da paz contrafeita,<br />
que como a Pessoa, liberta,<br />
no seu fumo os pensamentos,<br />
no meu momento sensitivo,<br />
e competente,<br />
d&#8217;alma desperta!</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Nunca te abandonei, mulher ideal,<br />
pertencente a um ideal<br />
que não abracei,<br />
concernente ao social &#8220;ismo&#8221;<br />
que nos cataloga e condena.<br />
Existirás para mim sempre<br />
num memoriado sismo<br />
até ao Advento.<br />
És a mulher-missão<br />
a quem a minha mão<br />
devolve a Esperança<br />
sempre nesta sua semelhança<br />
mais contrária<br />
ao teu lamento.</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Chora, mulher,<br />
chora de novo, neste momento<br />
outra vez repetido,<br />
nesta dádiva à tua vida<br />
que ganhou sentido<br />
e que com este alento<br />
é renascida!<br />
Serei para sempre esta marca<br />
no teu leito,<br />
e vez após vez<br />
tatuarei na chama do peito<br />
a memória monarca<br />
que te fez!</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Oh mulher&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">Assino assim este poema como uma despedida<br />
e as lágrimas inevitáveis,<br />
de sal,<br />
molham-me a vida,<br />
humedecem esta voz sentida<br />
de um julgamento meu,<br />
escoam a culpa própria do processo<br />
natural</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;">de ser eu&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:verdana;"><strong><em><a href="http://cortedelrei.blogspot.com">Rui Diniz</a></em></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O teu Tejo]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/o-teu-tejo/</link>
<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 21:17:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/o-teu-tejo/</guid>
<description><![CDATA[Consigo agora saborear o doce Tejo como a um milagre. Confundo suas águas com a tua pele; nas algas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520O%2520teu%2520Tejo.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><font face="verdana">Consigo agora saborear o doce Tejo</font><br />
<font face="verdana">como a um milagre.</font><br />
<font face="verdana">Confundo suas águas com a tua pele;</font><br />
<font face="verdana">nas algas curtas que nele se banham</font><br />
<font face="verdana">vejo o teu cabelo risonho&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">Um barco passa, um sorriso teu;</font><br />
<font face="verdana">o rasto que transpira</font><br />
<font face="verdana">é o ajuste na tua face quando me olhas</font><br />
<font face="verdana">feita Lua.</font><br />
<font face="verdana">Tu mostras-me a Lua de todas as cores,</font><br />
<font face="verdana">todos os tons</font><br />
<font face="verdana">todas as indiferentes diferenças</font><br />
<font face="verdana">que me ensinas a ver&#8230;</font><br />
<font face="verdana">mesmo no cinzento de um céu nublado&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">E perco-me na tua imagem&#8230;</font><br />
<font face="verdana">Alcanço contigo a outra margem!</font></p>
<p><font face="verdana">O Sol vai-se escondendo atrás de ti,</font><br />
<font face="verdana">o Tejo leva ao Mar o teu beijo,</font><br />
<font face="verdana">para se perder na tua foz arrepiada,</font><br />
<font face="verdana">como eu, quando embriagado no desejo</font><br />
<font face="verdana">de te dar a madrugada&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">A luz da doca mistura-se</font><br />
<font face="verdana">com o arrepio da tua lingua em meu suor&#8230;</font><br />
<font face="verdana">A boia baloiça num movimento ritmado,</font><br />
<font face="verdana">como quando me fundo em ti</font><br />
<font face="verdana">e na Estrela brilhante</font><br />
<font face="verdana">que te habita</font><br />
<font face="verdana">a Alma&#8230;</font></p>
<p><a href="http://cortedelrei.blogspot.com" title="Corte d'El-Rei" target="_blank"><em><strong><font face="verdana">Rui Diniz</font></strong></em></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pátio Gaivota]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/patio-gaivota/</link>
<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 21:10:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/patio-gaivota/</guid>
<description><![CDATA[Apercebo-me que estou perto. Um arrepio atravessa-me. Há muitos anos não estou tão próximo deste lug]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520P%25E1tio%2520Gaivota.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><font face="verdana">Apercebo-me que estou perto.</font><br />
<font face="verdana">Um arrepio atravessa-me.</font><br />
<font face="verdana">Há muitos anos não estou tão próximo</font><br />
<font face="verdana">deste lugar incerto.</font><br />
<font face="verdana">Saí de casa um menino,</font><br />
<font face="verdana">procurando a lucidez</font><br />
<font face="verdana">entre o sábio e o divino,</font><br />
<font face="verdana">encontrando na viagem,</font><br />
<font face="verdana">nitidez.</font><br />
<font face="verdana">Ali está ela,</font><br />
<font face="verdana">a casa do canto,</font><br />
<font face="verdana">com a mesma porta&#8230;</font><br />
<font face="verdana">e à volta dela</font><br />
<font face="verdana">o mesmo encanto,</font><br />
<font face="verdana">do perdido Pátio Gaivota&#8230;</font><br />
<font face="verdana">Nos vasos, outras flores,</font><br />
<font face="verdana">no ar, já sem o veneno</font><br />
<font face="verdana">das passadas dores,</font><br />
<font face="verdana">transpira um trapo</font><br />
<font face="verdana">mais sereno&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">A porta abre-se,</font><br />
<font face="verdana">revela uma criança de sorriso ardente,</font><br />
<font face="verdana">o mesmo sorriso ingénuo</font><br />
<font face="verdana">agora de mim tão ausente!</font><br />
<font face="verdana">É filha de alguém feliz!</font><br />
<font face="verdana">Refugio a vergonha</font><br />
<font face="verdana">por detrás de um cigarro,</font><br />
<font face="verdana">e quando de lá dentro alguém diz</font><br />
<font face="verdana">&#8220;Cuidado com algum carro!&#8221;&#8230;</font><br />
<font face="verdana">a criança sonha!</font><br />
<font face="verdana">O infante brinca indiferente,</font><br />
<font face="verdana">alheio à minha tortura,</font><br />
<font face="verdana">infligida pela lembrança</font><br />
<font face="verdana">da negrura</font><br />
<font face="verdana">desse Pátio Gaivota</font><br />
<font face="verdana">do meu tempo de criança!</font><br />
<font face="verdana">E este olhar pungente</font><br />
<font face="verdana">o meu saber não enxota!</font><br />
<font face="verdana">A criança passa correndo</font><br />
<font face="verdana">e sou eu que vou lá,</font><br />
<font face="verdana">brincando,</font><br />
<font face="verdana">ardendo,</font><br />
<font face="verdana">sonhando,</font><br />
<font face="verdana">perdendo,</font><br />
<font face="verdana">fumando,</font><br />
<font face="verdana">esquecendo&#8230;</font><br />
<font face="verdana">que a criança sofrendo,</font><br />
<font face="verdana">afinal,</font><br />
<font face="verdana">já lá não está.</font></p>
<p><a href="http://cortedelrei.blogspot.com" title="Corte d'El-Rei" target="_blank"><em><strong><font face="verdana">Rui Diniz</font></strong></em></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Verdade Convertida]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/verdade-convertida/</link>
<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 21:04:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/verdade-convertida/</guid>
<description><![CDATA[Se não podes mudar o mundo, muda o teu mundo! Procura: aquele pedaço da Felicidade que julgas perdid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520Verdade%2520Convertida.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><font face="verdana">Se não podes mudar o mundo,<br />
muda o teu mundo!<br />
Procura:<br />
aquele pedaço da Felicidade<br />
que julgas perdida;<br />
no fundo<br />
da Verdade<br />
convertida.</font></p>
<p><font face="verdana">Se não podes mudar o outro,<br />
muda o teu outro!<br />
Conquista:<br />
aquele pedaço da Alma<br />
que julgas contida;<br />
no rosto<br />
da Verdade<br />
convertida.</font></p>
<p><font face="verdana">Se não podes mudar a gente,<br />
muda a tua gente!<br />
Educa:<br />
aquele pedaço da Luz<br />
que julgas escondida;<br />
na mente<br />
da Verdade<br />
convertida.</font></p>
<p><font face="verdana">Se não podes mudar a guerra,<br />
muda a tua guerra!<br />
Respeita:<br />
aquele pedaço da Paz<br />
que julgas vendida;<br />
à Terra<br />
da Verdade<br />
convertida.</font></p>
<p><font face="verdana">Se não podes mudar nada,<br />
muda o teu tudo!<br />
Ama:<br />
aquele pedaço da humanidade<br />
que julgas mantida;<br />
à entrada<br />
da Verdade&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">MENTIDA!</font></p>
<p><a href="http://cortedelrei.blogspot.com" title="Corte d'El-Rei" target="_blank"><em><strong><font face="verdana">Rui Diniz</font></strong></em></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quando Eu Morrer]]></title>
<link>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/quando-eu-morrer/</link>
<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 14:11:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rui Diniz</dc:creator>
<guid>http://vozdacorte.wordpress.com/2007/06/04/quando-eu-morrer/</guid>
<description><![CDATA[Quando eu morrer&#8230; Morre o filósofo e o poeta, morre o homem da caneta. Morre o jovem e o idoso]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://wordpress.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fpodcasts.lusocast.com%2Fchannel%2F444%2FRui%2520Diniz%2520-%2520Quando%2520Eu%2520Morrer.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /></object></p></span></p>
<p><font face="verdana">Quando eu morrer&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">Morre o filósofo e o poeta,</font><br />
<font face="verdana">morre o homem da caneta.</font></p>
<p><font face="verdana">Morre o jovem e o idoso,</font><br />
<font face="verdana">morre o pensante perigoso.</font></p>
<p><font face="verdana">Morre o músico vacilante,</font><br />
<font face="verdana">morre o nobre viajante.</font></p>
<p><font face="verdana">Morre o intrépido cavaleiro,</font><br />
<font face="verdana">morre o tímido prisioneiro.</font></p>
<p><font face="verdana">Morre o charmoso galã,</font><br />
<font face="verdana">morre o menino da mamã.</font></p>
<p><font face="verdana">Morre o monstro condenado,</font><br />
<font face="verdana">morre o mestre iluminado.</font></p>
<p><font face="verdana">Morre um corpo que figura</font><br />
<font face="verdana">esta Alma que perdura!</font></p>
<p><font face="verdana">Morte!</font></p>
<p><font face="verdana">A metáfora suprema,</font><br />
<font face="verdana">a mudança de cena.</font></p>
<p><font face="verdana">A destruição da evidência,</font><br />
<font face="verdana">a afirmação da existência.</font></p>
<p><font face="verdana">A sensação de liberdade,</font><br />
<font face="verdana">a desilusão da saudade.</font></p>
<p><font face="verdana">A podridão da biologia,</font><br />
<font face="verdana">o alimento da maioria.</font></p>
<p><font face="verdana">A promoção do lamento,</font><br />
<font face="verdana">a suspensão do sofrimento,</font></p>
<p><font face="verdana">O elemento indiferente,</font><br />
<font face="verdana">o momento convergente!</font></p>
<p><font face="verdana">Por isso,</font><br />
<font face="verdana">quando eu morrer&#8230;</font></p>
<p><font face="verdana">cantem Bécaud!</font><br />
<font face="verdana">Inundem-se com a canção que vos dou</font><br />
<font face="verdana">cheios da vida que vos compete:</font></p>
<p><font face="verdana">&#8220;Quand Il est mort le poéte&#8230;&#8221;</font></p>
<p><a href="http://cortedelrei.blogspot.com" title="Corte d'El-Rei" target="_blank"><em><strong><font face="verdana">Rui Diniz</font></strong></em></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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