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	<title>demonios-da-garoa &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/demonios-da-garoa/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "demonios-da-garoa"</description>
	<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 18:55:44 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA["As Mariposa" para a sexta-feira]]></title>
<link>http://enquantoescrevo.wordpress.com/2009/11/27/as-mariposa-para-a-sexta-feira/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:40:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>enquantoescrevo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Inspirada na dica do Simulações, no twitter, desejo uma ótima sexta-feira a todos, com a trilha sono]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Inspirada na dica do <a href="http://simulacoes.com/blog/" target="_blank">Simulações</a>, no twitter, desejo uma ótima sexta-feira a todos, com a trilha sonora de Demônios da Garoa!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/9qg_SIsza28&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/9qg_SIsza28&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Inchirido e Arretado]]></title>
<link>http://mauriciomarttins.wordpress.com/2009/10/25/inchirido-e-arretado/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 20:54:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>mauriciomarttins</dc:creator>
<guid>http://mauriciomarttins.wordpress.com/2009/10/25/inchirido-e-arretado/</guid>
<description><![CDATA[Por Maurício Marttins Do alto da Igreja de Nossa Senhora do Ó é possível observar o bairro da Fregue]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Por Maurício Marttins</p>
<p>Do alto da Igreja de Nossa Senhora do Ó é possível observar o bairro da Freguesia, onde cada vez mais seus muitos prédios parecem brotar do chão. É o contorno do céu cinza sobre as casas que transforma uma das regiões mais antigas de São Paulo num lugar parecido com o interior: um clima tranquilo a espera de chuva, uma relação de harmonia com a natureza.</p>
<p>Olhando de fora a igreja lembra um castelo. Suas duas torres parece abrigar seres invisíveis que olham o bairro com zelo e dedicação. Os vários estabelecimentos comerciais ainda possuem as características de casas comuns, como se o tempo não tivesse conhecimento do lugar. Moradores ainda se cumprimentam pelo nome e sentem orgulho de morar naquela que é a região do Lago da Matriz.</p>
<p>Ao lado da igreja está à Casa de Cultura Salvador Ligabue, uma das opções de lazer que leva ao seu espaço oficinas gratuitas de aprendizado e apresentações musicais. O diretor da casa, Jarbas Mariz, mais do que ninguém sabe da importância de espaços que reconheçam e incentivem a arte local. Ele, que também é músico profissional há quase 40 anos, está sempre alegre e disposto a falar sobre cultura. Seu sotaque nordestino é tão bom de ouvir quanto suas histórias.</p>
<p><!--more--></p>
<p><em>Estou criando, crendo e lendo<br />
As Transas do Futuro<br />
Outros seres que vivem<br />
A nos olhar ou pesquisar<br />
Criam sobre nós<br />
Uma dúvida a duvidar</em></p>
<p><em>Vou vivendo, lendo ou fazendo<br />
As Transas do Futuro<br />
Que um dia vou pisar<br />
Num cometa de papel,<br />
Nos anéis do velho Sa&#8230;</em></p>
<p><em>As coisas vão passando<br />
O tempo vai virando<br />
E eu louco vou entendendo<br />
Que a vida pode melhorar</em></p>
<p>Jarbas é paraibano, mas nascido em Minas Gerais. Após o primeiro sinal de estranheza ele explica que seu nascimento em Minas foi um acaso. Seus pais estavam apenas de passagem quando tudo aconteceu. Isso foi em março de 1952. Com menos de um ano de idade sua família voltou para João Pessoa, onde cresceu. Com 16 anos já tocava em uma banda profissional e realizava vários “assustados” pela cidade. “Assustado era o nome que as pessoas davam para os bailes, mas não sei do porquê para esse nome”.</p>
<p>Seu primeiro contato com o violão foi aos nove anos com o tio, Marsílio Mariz, músico instrumentista, que influenciou diretamente no seu interesse pela música. Ao todo, de uma família de quatro irmãos, só dois seguiram essa vocação. Seu primeiro conjunto, Pedras Rolantes, foi inspirado na banda <em>Rolling Stones</em>, e teve uma duração de apenas um ano. Logo em seguida, no ano de 1968, Jarbas iniciou sua carreira com o conjunto de baile “Os Selenitas”, que de tão famoso na época, era necessário fazer um cordão de isolamento para conter a loucura dos fãs. Nesse período, Jarbas representou musicas de diferentes compositores em festivais.</p>
<p><em>A amizade sempre corresponde<br />
Quando se tem na mente um certo ideal<br />
Todo encontro traz felicidade<br />
Deixando a irmandade sempre em alto astral</em></p>
<p><em>Mas a palavra faz uma costura<br />
Tecendo a formosura de uma canção<br />
Eu sei que nem tudo está perdido<br />
Que a vida nos ensina encontrar a solução<br />
Eu sei que a rima e o meu grito<br />
Fez de mim um cantador, fruto da inspiração</em></p>
<p><em>Um verso, quando se tem na mente<br />
Pode ser bem diferente, mas sincero pra valer<br />
Um amigo, quando se tem do lado<br />
Não existe nada errado, foi prazer em conhecer</em></p>
<p><em>Foi, foi, foi um prazer em conhecer</em></p>
<p>Alguns nomes famosos da MPB como Vital Farias, Elba Ramalho e Zé Ramalho, foram contemporâneos de Jarbas. Todos tinham conjuntos de bailes, se conheciam e eram amigos. Tanto que o primeiro show de Zé Ramalho com seu disco de estréia, chamado Atlântida, foi realizado com os Selenitas. “Ensaiávamos em minha casa todo dia para fazer esse show”.</p>
<p>Após o fim dos Selenitas, Jarbas grava seu primeiro disco em 1977. Um compacto duplo com quatro músicas chamado Transas do Futuro. Divulgou o CD durante três anos no Pará, e quando voltou para João Pessoa foi convidado pela cantora Cátia de França na produção de seu disco “Estilhaços”. Cátia e Jarbaz mudam-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano participou do projeto “Pixinguinha” pela primeira vez realizando shows no sul do país ao lado de um grande ídolo, Jackson do Pandeiro.</p>
<p><em>Eu também tenho<br />
Quatro cravos na lapela<br />
E um bocado de entulho<br />
Pra jogar na porta dela</em></p>
<p><em>E a minha espada<br />
De batalha em punho<br />
Levando a cabeça pro mundo<br />
E vou cantando por aí</em></p>
<p><em>É cada situação<br />
Que a gente tem que passar<br />
Por uns trocados se aborrecer<br />
Entrar em certos climas<br />
Não vale a pena<br />
Por causa de um espaço se aborrecer</em></p>
<p><em>Eu também tenho<br />
Quatro cravos na lapela<br />
E um bocado de entulho<br />
Pra jogar na porta dela</em></p>
<p>Após o término do projeto o jeito agora era investir na própria carreira. O Rio de Janeiro parecia muito promissor artisticamente e não faltavam lugares para divulgar o trabalho. Nesse período da década de 80, Jarbas chegou a dividir apartamento com Lula Quiroga, Alex Madureira e Lenine. O que eles faziam? “Tocávamos o dia todo!!”.</p>
<p>Mas o Rio acabou se tornando pequeno em comparação a São Paulo. “O universo cultural daqui era mais aberto”. No ano de 89, Jarbas já residia em São Paulo quando foi selecionado pela Funarte da capital para apresentar seu trabalho para o público. Mas para se apresentar, Jarbas primeiro precisaria de um diretor musical para seu show. Jarbas estava há pouco tempo em São Paulo e não conhecia ninguém que pudesse dirigi-lo. Acabou sendo apresentado a Tom Zé, que aceitou o convite e ainda participou do show que recebeu o nome de Palavreado.</p>
<p><em>Vejam agora meus senhores<br />
Escutem o meu cantar<br />
Eu vou tentar procurar<br />
Palavras de todo lado<br />
Vou tentar me expressar<br />
Com versos meio embolado<br />
Vou buscar no meu arquivo<br />
Todo esse palavreado</em></p>
<p><em>Mas que PANTIM, ÔCHENTE, PRUMODE, CUMA<br />
VIGE MARIA, INCHIRIDO e ARRETADO<br />
ÊTA CABOCO prá gostar de levar CARÃO<br />
Haja argumento prum CASCUDO e um BILISCÃO</em></p>
<p><em>Um dia fui pesquisar<br />
Sobre uma cantoria<br />
Tentei convencer o cabra<br />
Com minha filosofia<br />
Fui chegando e fui rimando<br />
Com o parceiro do lado<br />
Cantando versos e trovas<br />
No meio do palavreado</em></p>
<p><em>Decidi no plebiscito<br />
A questão do sim ou não<br />
Isso também Freud explica<br />
No sentido e na razão<br />
Na bagagem do meu tempo<br />
Estudei como um danado<br />
Prá investir no meu cantar<br />
E também no palavreado</em></p>
<p>O show da Funarte recebeu elogios e público. Meses depois surge uma proposta de Tom Zé convidando Jarbas para que se juntasse a sua banda, que faria apresentações no exterior. Sem pensar duas vezes aceitou e acabou conhecendo o mundo. “O que era para ser um projeto de dois anos, virou 17 anos de parceria”.</p>
<p>Jarbas, paralelamente ao seu trabalho, desde 1990 é integrante da banda de Tom Zé, mas continua gravando seus discos. Desde 2005 é coordenador da Casa de Cultura e já produziu vários artistas. O que mais chama a atenção em Jarbas, mais do que sua história é o seu jeito simples e alegre de tratar as pessoas.</p>
<p>Ano que vem comemora 40 anos de carreira. Existe um livro em fase de produção sobre a sua vida. Tem suas musicas gravadas por nomes como Chico César e Gilberto Gil. Já dividiu o palco com vários artistas e entre eles estão Zé Ramalho, Lula Côrtes, Demônios da Garoa e Alceu Valença. Por essas e outras que Jarbas pode cantar que sua vida valeu a pena.</p>
<p><em>Mas valeu a pena<br />
Nem sempre ou quase tudo<br />
Tá valendo a pena</em></p>
<p><em>Eu senti de novo<br />
Aquela fogueira<br />
No meu coração<br />
Como uma chama<br />
Que acendeu o meu interior</em></p>
<p><em>Do tipo que chega<br />
Para despertar novas emoções, Ê, Ô</em></p>
<p><em>Eu sempre me pergunto<br />
Sobre tudo, tudo que eu tenho feito<br />
E sei que realmente<br />
Quando é verdadeiro<br />
Me dá o direito</em></p>
<p><em>E o meu sentimento<br />
Que por tanto tempo<br />
Vive apaixonado, É, Ô</em></p>
<p><strong>Visite o site de Jarbas Mariz &#8211; <a href="http://www.jarbasmariz.com.br/" target="_blank">Clique aqui.</a></strong><em><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Encontro de Adoniran Barbosa e Elis Regina no bar da Carmela - Bexiga]]></title>
<link>http://melnotacho.wordpress.com/2009/10/17/encontro-de-adoniran-barbosa-e-elis-regina-no-bar-da-carmela-bexiga/</link>
<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 19:16:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>zedec</dc:creator>
<guid>http://melnotacho.wordpress.com/2009/10/17/encontro-de-adoniran-barbosa-e-elis-regina-no-bar-da-carmela-bexiga/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Saudosa Maloca]]></title>
<link>http://melnotacho.wordpress.com/2009/10/17/saudosa-maloca/</link>
<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 19:10:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>zedec</dc:creator>
<guid>http://melnotacho.wordpress.com/2009/10/17/saudosa-maloca/</guid>
<description><![CDATA[Saudosa Maloca Adoniran Barbosa Si o senhor não tá lembrado Dá licença de contá Que aqui onde agora ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Saudosa Maloca Adoniran Barbosa Si o senhor não tá lembrado Dá licença de contá Que aqui onde agora ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Demônios da Garoa canta Saudosa Maloca]]></title>
<link>http://melnotacho.wordpress.com/2009/10/17/demonios-da-garoa-canta-saudosa-maloca/</link>
<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 19:09:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>zedec</dc:creator>
<guid>http://melnotacho.wordpress.com/2009/10/17/demonios-da-garoa-canta-saudosa-maloca/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma interpretação para "Saudosa Maloca" do Adoniran Barbosa...]]></title>
<link>http://prafalardecoisas.wordpress.com/2009/08/30/uma-interpretacao-para-saudosa-maloca-do-adoniran-barbosa/</link>
<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 02:49:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcel K.</dc:creator>
<guid>http://prafalardecoisas.wordpress.com/2009/08/30/uma-interpretacao-para-saudosa-maloca-do-adoniran-barbosa/</guid>
<description><![CDATA[Em uma discussão passada com o Psico (um grande amigo), analisávamos sambas de alguns compositores c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em uma discussão passada com o Psico (um grande amigo), analisávamos sambas de alguns compositores clássicos, principalmente Cartola, Adoniran e Noel. Eu sempre procurava por samba-canção com letras profundas, menos interessado na musicalidade e com foco maior na letra. Já o Psico, com a veia musical mais forte que a minha, achava que no conjunto importava mais a musicalidade.</p>
<p>Dividimos assim os sambas entre os sambas pretensiosos e os despretensiosos. No primeiro haveria letras profundas e uma temática mais engajada, seja em política, amor, paixão, etc. Os sambas despretensiosos seriam com uma temática mais cotidiana, assuntos corriqueiros do dia-a-dia&#8230;</p>
<p>Nesse primeiro momento achei que Saudosa Maloca do Adoniran Barbosa fosse um samba despretensioso, contando um &#8220;causo&#8221; comum da vida: um despejo de um cortiço.</p>
<p>Porém, vi um vídeo no YouTube (postado abaixo) que mudou um pouco a minha concepção sobre essa música. É um especial de Adoniran e Elis Regina de 1978, onde essa música é cantada mostrando cenas da cidade São Paulo da época.</p>
<p>Cheguei a conclusão que se trata de um música que conta a história da cidade de São Paulo, em especial do bairro do Bexiga&#8230;</p>
<p>O Bexiga e os bairros do centro de São Paulo não conservaram ao longo de sua modernização a arquitetura original com casarões e prédios antigos. Ao contrário disso, derrubavam tudo e reconstruiam com uma roupagem mais moderna. Isso bate totalmente de frente com a concepção de cidades européias como Madrid, Lisboa e Barcelona, que procuram preservar seus prédios antigos mantendo internamente em perfeitas condições de uso a sua estrutura e externamente conservando a arquitetura. A cidade acaba perdendo sua identidade e sua história&#8230;</p>
<p>&#8220;Ali onde agora está esse <strong>adifício arto</strong><br />
Era <strong>uma casa véia, um palacete assobradado</strong><br />
Foi ali, seu moço<br />
Que eu, mato Grosso e o Joca<br />
Construímo nossa maloca&#8221;</p>
<p>As casas térreas com arquitetura mais antigas foram todas demolidas dando lugar a modernos e altos edifícios. A história da arquitetura da cidade foi perdida nessa transição&#8230;</p>
<p>Retirei umas tomadas desse video do YouTube para evidenciar essa transição:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-726" title="maloca01" src="http://prafalardecoisas.wordpress.com/files/2009/08/maloca01.jpg" alt="maloca01" width="510" height="286" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-724" title="maloca03" src="http://prafalardecoisas.wordpress.com/files/2009/08/maloca03.jpg" alt="maloca03" width="510" height="277" /></p>
<p>As memórias de Adoniran acabam sendo demolidas junto com os antigos casarões do centro da cidade. Interessante notar que o Adoniram não se opõe a essa transformação, de certa forma a considera legitima, conforme trecho a seguir: &#8220;Os home tá com a razão, nóis arranja outro lugá&#8221;&#8230;</p>
<p>Talvez possa estar &#8220;descobrindo a pólvora&#8221;, mas sempre considerei essa música bem despretensiosa não tinha pensado nela num prisma mais histórico da coisa&#8230; Enfim, são palavras de um economista sobre música, nada pra ser levado muito sério, hehe.</p>
<p>Segue o video abaixo, ele começa com a música Iracema, só depois começa Saudosa Maloca:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Ea5nMXIRxQM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Ea5nMXIRxQM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Samba do Arnesto]]></title>
<link>http://cademeuboi.wordpress.com/2009/08/05/samba-do-arnesto/</link>
<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:09:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>jonathanprateat</dc:creator>
<guid>http://cademeuboi.wordpress.com/2009/08/05/samba-do-arnesto/</guid>
<description><![CDATA[Animação muito legal com o Samba do Arnesto, de Adoniran Barbosa. Sobre Adoniran: Principal composit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Animação muito legal com o Samba do Arnesto, de Adoniran Barbosa.  Sobre Adoniran:  Principal compositor de samba paulista, João Rubinato teve várias profissões até participar do programa de calouros de Jorge Amaral cantando &#8220;Filosofia&#8221;, de Noel Rosa, em 1933. Nessa época já tinha composições próprias, e em 1935 teve seu primeiro samba gravado, a marcha &#8220;Dona Boa&#8221;, em parceria com J. Aimberê, da qual fez a letra. Nos anos 40 trabalhou na Rádio Record, já com o pseudônimo que o consagrou, fazendo personagens cômicos em radioteatro. Trabalhou em cinema e a partir de 1950 o grupo Demônios da Garoa passou a gravar diversas composições suas. Seu primeiro sucesso foi &#8220;Saudosa Maloca&#8221;, de 1951. Seu estilo é caracterizado pelo linguajar típico dos imigrantes italianos do Brás, quase sempre com teor cômico e revelando a vida na periferia. Entre seus maiores sucessos estão &#8220;Trem das Onze&#8221;, &#8220;Samba do Arnesto&#8221;, &#8220;Tiro ao Álvaro&#8221; e &#8220;Bom Dia, Tristeza&#8221;, em parceria com Vinicius de Moraes.  Do <a title="Clique Music" href="http://www.cliquemusic.com.br/artistas/adoniran-barbosa.asp" target="_blank">Cliquemusic </a> <span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/S7ciH0BH_iY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/S7ciH0BH_iY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Programa 14 - Samba]]></title>
<link>http://radiokanastra.com/2009/06/19/programa-14-samba/</link>
<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:26:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>kanafilmes</dc:creator>
<guid>http://radiokanastra.com/2009/06/19/programa-14-samba/</guid>
<description><![CDATA[Radio Kanastra 14 com a dura tarefa de falar de alguns nomes do ritmo mais importante do nosso país,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Radio Kanastra 14 com a dura tarefa de falar de alguns nomes do ritmo mais importante do nosso país, o SAMBA!</p>
<p>Bloco 01:</p>
<p><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.876289' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' /> </p>
<p>Bloco 02:</p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.876291' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='always' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='' /> </span></p>
<p>O samba é o ritmo mais democrático que existe, nasceu assim. Pode reparar, em uma roda de samba todo mundo canta, todo mundo samba, normalmente vem acompanhado de uma cerveja gelada, uma comidinha… marca registrada do nosso país!</p>
<p>Essa jornada começa longe, lá no fnal do século XIX, com a primeira geração de ex-escravos do Brasil. As primeiras batucadas do samba aconteceram na Bahia, mas onde o samba se consolidou e fez história foi no Rio de Janeiro. E o primeiro espaço carioca pro samba foi a casa da Tia Ciata, lugar que marcou muitos encontros dos primeiros nomes do samba carioca como: Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguina e Sinhô.</p>
<p>Nas décadas de 20 e 30 o samba cai no gosto da classe média, ganha as ruas cariocas e a preferencial nacional. Um dos principais compositores dessa época, que ajudou a legitimação do samba na classe média foi o  Noel Rosa, responsável direto pela inserção do samba nas rádios. Esse vídeo é a única aparição do Noel frente as câmeras, tocado violão junto com os Tangarás:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/26GAxh6_aKI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/26GAxh6_aKI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Do meio da década de 20 pra frente o samba-enredo surge para consolidar a maior festa nacional, o carnaval. Junto disso o samba-canção ganha força nas rádios, um ritmo mais cadenciado e de letras de fácil aceitação. Alguns nomes importantes: o próprio Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinha, Carmen Miranda. Em São Paulo Germano Matias, Demônios da Garoa e Adoniran Brabosa que faria seu nome na década de 50, com letras satíricas e com um pegada bem paulistana.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/D8ZBxlSFnjY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/D8ZBxlSFnjY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Na década de 40 o samba ganha os salões de festa, com o samba de gafiera, de pequenas orquestras, que trariam mais alguns instrumentos ao ritmo, tipo os metais. O samba de breque se desenvolveu, acrescentando aquelas famosas paradinhas que ficariam conhecidas nas escolas de samba.</p>
<p>Também na década de 40, um dos grandes nomes do samba, de estilo único, Nelson Cavaquinho grava suas primeiras músicas. Só ganhou fama mesmo nos 60, quando começou a se apresentar em público no Zicartola, casa de samba comandada por Cartola, que se tornaria reduto da música popular. Na década de 70 suas músicas seriam gravadas por intérpretes de sucesso como, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Clara Nunes, Dalva de Oliveira e Altamiro Carrilho.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/cn1xf7WxxU0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/cn1xf7WxxU0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Nos anos 60 com o boom da bossa-nova, alguns nomes surgem para não deixar o samba de raiz  cair no esquecimento. O Chico Buarque, Paulino da Viola, Billy Blanco e Martinho da Vila, que faziam parte de uma nova geração do samba,  que contava com a participação de veteranos como Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé  Kéti.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/rhOfNzxVPnc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/rhOfNzxVPnc&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>O quadro<strong><strong> &#8220;</strong><strong> </strong>MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS</strong><strong>&#8221; </strong> dessa semana vai pro ótimo Secos e Molhados, que estava surgindo ali no início dos anos 70. Essa é uma performace na Tv Tupi, da múscia Amor, lá em 1974:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/VfIeXamlew8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/VfIeXamlew8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Além de conhecer o samba pelos grandes nomes que fizeram a sua história, a gente pode pensar o samba na sua geografia, Pensar em cada bairro, cada morro, com suas escolas, seus nomes importantes e seus estilos próprio. Tipo a Mangueira, a Estácio, a Penha, a Vila Isabel, a Tijuca, e a Madureira bairro de fundação da Portella. Segue aqui um trecho do documentário “O Mistério do Samba”, com a Velha da Guarda da Portella:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/I4avVKGenhg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/I4avVKGenhg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Não poderia faltar o onipresente Paulinho da Viola. Parece que desde que lançou seus primeiros discos nos anos 60, sempre representou o samba de maior qualidade do Brasil. Tocando seus instrumentos com muita categoria e com uma voz incomparável, Paulinho da Viola escreveu muitas músicas que ficaram para a história do samba, e fez inúmeras parcerias com músicos de todos os gêneros.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/T1gB9Dwn7Ek&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/T1gB9Dwn7Ek&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Voltando ao rock, no próximo programa tem Rolling Stones!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Noite dos Demônios]]></title>
<link>http://ilhadeconcreto.wordpress.com/2009/05/31/noite-dos-demonios/</link>
<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 02:54:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>ilhadeconcreto</dc:creator>
<guid>http://ilhadeconcreto.wordpress.com/2009/05/31/noite-dos-demonios/</guid>
<description><![CDATA[Aos poucos vou me refazendo de meus pecados mortais cometidos em São Paulo. Um dos mais graves era o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Aos poucos vou me refazendo de meus pecados mortais cometidos em São Paulo. Um dos mais graves era o de estar na cidade sem jamais ter visitado uma de suas principais atrações turísticas e culturais: o Bar Brahma.</p>
<p>Daí que, aproveitando a deixa de que o meu irmão Douglas Lunardi estaria na cidade, para um congresso de comunicação, nós articulamos e escolhemos a noite da última quinta-feira (28/5) para unir o útil ao agradável. Conferir de perto o show dos Demônios da Garoa no já referido bar.</p>
<p>Para quem não dimensiona, e realmente espero que sejam poucos os leitores desatentos deste humilde blog, os Demônios representam a árvore genealógica do samba paulistano, com mais de 60 anos de carreira.</p>
<p>Alguém um dia escreveu que São Paulo é o túmulo do samba. Parece que a provocação partiu de Vinícius de Moraes, inclusive. No entanto, recuso a proposição do poetinha argumentando que no cerne do samba paulista está alguém da estatura de Adoniran Barbosa, que deu aos Demônios e ao Brasil clássicos como Samba do Arnesto, Saudosa Maloca, Trem das Onze entre outros. Todos, evidente, brilhantemente executados no show.</p>
<p>Além dos clássicos próprios, desfilaram pelos acordes sambados dos Demônios da Garoa adaptações de músicas sertanejas (se não me engano, uma delas chamava-se Evidências, dos Chitão) e marchinhas de carnaval. Aliás, por conta das marchinhas é que testemunhamos um sujeito igual ao Ray Charles, deslizando no salão feito um passista. Com direito a chapéu côco.</p>
<p>Mas a noite não foi só de Ray Charles. Além deste rico personagem, flagramos um clone bonachão do Carlos Sperotto, italianíssimo, encharcado de álcool e gritando muito; um bigodudo com trajes sindicalistas e que dividia a mesa com o Sperotto clone; e uma imitação desengonçada do Eduardo Suplicy sambando. E esperemos que o Lunardi e sua colega Ana, que me acompanharam e registraram as cenas, enviemas imagens para ilustrar o post mais tarde.</p>
<p>Outro ponto alto do show, em particular – o leitor tem o direito de me chamar de brega ou o que seja – foi quando os Demônios da Garoa tocaram o clássico My Way, num arranjo choro, que naturalmente me levou às lágrimas de esguicho, testemunhadas pelo meu fraterno irmão Lunardi.</p>
<p>No entanto, o que mais me entusiasmou foi um anúncio feito pouco antes da apresentação da última quinta-feira. Ocorre que foi confirmado para a noite de 18 de junho, também quinta, a apresentação de dois gigantes, que de muito eu sonhava ver reunidos no mesmo palco: Benito Di Paula e os Demônios da Garoa. Esse eu só perco de for assassinado.</p>
<p><strong>Anderson Passos</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dem&ocirc;nios da Garoa &ndash; 50 Anos]]></title>
<link>http://sodownloadnanet.wordpress.com/2009/05/29/demnios-da-garoa-50-anos/</link>
<pubDate>Fri, 29 May 2009 23:12:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>AJ</dc:creator>
<guid>http://sodownloadnanet.wordpress.com/2009/05/29/demnios-da-garoa-50-anos/</guid>
<description><![CDATA[Artista/Banda: Demônios da Garoa Tamanho do Arquivo:69 Mb Servidor:Rapidshare Download]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZ4ZsX3dBec/Sgimj4-4jEI/AAAAAAAACu8/ldhtdhOQoJ0/s400/Foto+BLog.jpg" /></p>
<p> <strong>Artista/Banda:</strong> Demônios da Garoa   <br /><em><strong>Tamanho do Arquivo:</strong>69 Mb</em>   <br /><strong>Servidor:</strong>Rapidshare
<p><a title="http://rapidshare.com/files/231529528/Dem_nios_da_Garoa_-_50_Anos_-_1999.rar" href="http://rapidshare.com/files/231529528/Dem_nios_da_Garoa_-_50_Anos_-_1999.rar" target="_blank">Download</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Buzo toma conta]]></title>
<link>http://vinilliterario.wordpress.com/2009/03/10/buzo-toma-conta/</link>
<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 12:00:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Talita A.</dc:creator>
<guid>http://vinilliterario.wordpress.com/2009/03/10/buzo-toma-conta/</guid>
<description><![CDATA[Cultura de rua, na rua. É mais ou menos com essa idéia que Alessandro Buzo trabalha os seus projetos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2227" title="alessandrobuzo" src="http://vinilliterario.wordpress.com/files/2009/03/alessandrobuzo.jpg" alt="alessandrobuzo" width="371" height="245" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>C</strong>ultura de rua, na rua. É mais ou menos com essa idéia que Alessandro Buzo trabalha os seus projetos: seja na televisão (Buzo tem um quadro no programa &#8216;Manos e Minas&#8217;, da TV Cultura), escrevendo um novo livro, ou em seus rolês diários pela periferia da capital paulistana.</p>
<p style="text-align:justify;">Buzo é periférico e marginal literário, disposto a colocar a voz do povo e a realidade que presencia em tudo o que faz.</p>
<p style="text-align:justify;">Certo, djow?</p>
<p style="text-align:center;">+++</p>
<p><strong>Me conta o que tu fez nesse carnaval que passou. Tu gosta desse tipo de festa pela folia ou prefere descansar?</strong></p>
<p>– Esse ano não viajei e nem desfilei, tirei para descansar mesmo, fazer um churrasco e tomar uma gelada. Gosto de carnaval. Apesar de há alguns anos ter virado mais festa de celebridades que do povo, ainda curto as escolas de samba. Desfilei anos atrás em algumas escolas como Primeira do Itaim, Unidos de São Miguel, Bloco Santa Bárbara e Torcida Jovem do Santos &#8211; apesar de ser palmeirense.<br />
<strong><br />
Dentre as ditas paixões nacionais do núcleo masculino da nação brasileira temos: futebol, cerveja e mulher. Se tu tivesse que escolher entre uma das três qual seria e por quê?</strong></p>
<p>– Com certeza gosto das três, só que se fosse pra escolher seria mulher, minha mulher Marilda Borges. No futebol, sou Palmeiras &#8211; que vai bem, obrigado. E cerveja, só perco p/ Zeca Pagodinho.</p>
<p><strong>Além de hip hop o que mais tu gosta de ouvir?</strong></p>
<p>– Samba, reggae, jazz (&#8230;) Só os de &#8216;raiz&#8217; como <a href="http://www.lastfm.com.br/music/Bezerra+Da+Silva">Bezerra da Silva</a>, <a href="http://www.last.fm/music/Leci+Brand%C3%A3o">Leci Brandão</a>, <a href="http://www.last.fm/music/Zeca+Pagodinho">Zeca Pagodinho</a>, <a href="http://www.last.fm/music/Fundo+de+Quintal">Fundo de Quintal</a>, <a href="http://www.lastfm.pt/music/Martinho+da+Vila">Martinho da Vila</a>, <a href="http://www.lastfm.com.br/music/Dem%C3%B4nios+da+Garoa">Demônios da Garoa</a>. Reggae de <a href="http://www.last.fm/music/Bob+Marley">Bob Marley</a> e outros. Gosto de música boa em geral, pode ser MPB, rock.</p>
<p><strong>Baladas e festas voltadas pra o hip hop, rap e afins, aqui em Sampa. Quais tu indica?</strong></p>
<p>– As duas que organizo: &#8216;Favela Toma Conta&#8217;, no Itaim Paulista; e &#8216;Suburbano&#8217;, no Centro, que é mensal e acontece na Ação Educativa. Mas tem outras como a &#8216;Rinha dos Mc&#8217;s&#8217; que é bem loca, o &#8216;100% favela no Capão&#8217;, e outras. Gosto mais de eventos de rua, na periferia, mas tem as baladas black e hip hop. Vou pouco porque não curto tanto assim a madrugada, sou um cara tranqüilo e família.</p>
<p><strong>O que seria essa tal &#8216;literatura periférica&#8217;?</strong></p>
<p>– É a nossa gente falando de &#8216;nós&#8217; mesmos, sem precisar virar tese de faculdade e nem estatística policial. É o talento que vem das ruas, que grita e não se cala nunca. É o protesto em forma de conto, poesia.</p>
<p><strong>De que modo funciona o teu trabalho com a &#8216;Suburbano Convicto Produções</strong><strong>&#8216;?</strong></p>
<p>– A Suburbano Convicto Produções completa 5 anos em abril, e eu faço 10 de carreira. Ela cuida dessa minha carreira de escritor e apresentador e ainda promove 3 eventos: &#8216;Favela Toma Conta&#8217;, &#8216;Encontro com o Autor&#8217; e &#8216;Suburbano no Centro&#8217;. Temos uma loja no Itaim Paulista (livraria de novos, cd&#8217;s, DVD&#8217;s e roupas), aberta de segunda à sábado (das 9h às 18h). Infos <a href="http://www.lojasuburbanoconvicto.blogger.com.br/" target="_blank">aqui</a>.  E temos um blog atualizado diariamente que é o <a href="http://www.suburbanoconvicto.blogger.com.br/">Suburbano Convicto</a>, e outros, todos podem ser acessados pelo <a href="http://www.buzo.com.br/" target="_blank">portal</a>.</p>
<p><strong><span>Alessandro</span>, tu é um cara que lê demais e escreve demais. Diz ai qual a relevância dessas duas atividades na tua vida.</strong></p>
<p>– Total. Escrevendo e lendo eu vivo, eu penso. Não sei como pode alguém só ver TV, precisa ler para abrir a mente e viajar. Desligue a TV e leia um livro. Indico &#8216;Guerreira&#8217; de um tal de <span>Alessandro</span> <span>Buzo</span>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[KRFTWRK]]></title>
<link>http://letitblog.wordpress.com/2008/12/20/krftwrk/</link>
<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 20:37:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cadu</dc:creator>
<guid>http://letitblog.wordpress.com/2008/12/20/krftwrk/</guid>
<description><![CDATA[ainda na vibe da vinda do kraftwerk, o terron postou dois vídeos do grupo no brasil. o primeiro é de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">ainda na vibe da vinda do kraftwerk, o <a href="http://pauloterron.ig.com.br/kraftwerk-abrira-shows-do-radiohead-no-brasil" target="_blank">terron</a> postou dois vídeos do grupo no brasil. o primeiro é de uma rara entrevista para o multishow em 1998, na primeira vez que vieram pra cá, onde o florian schneider mostra todo o carisma alemão. é impressão minha ou os artistas gringos têm certa predileção em zoar jornalistas brasileiros? ahaha.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/MhJJ-KypkBk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/MhJJ-KypkBk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;">o segundo vídeo é de uma matéria do jornal da globo quando eles vieram pro tim festival, em 2004. para não cometer o mesmo erro de 6 anos antes resolveram apresentar o som do kraftwerk para os&#8230; demônios da garoa! gol de placa.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/XaqkcfCbUgE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/XaqkcfCbUgE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;">ele ainda aproveitou e linkou um disco com artistas brasileiros tocando kraftwerk. <a href="http://pauloterron.ig.com.br/kraftwerk-abrira-shows-do-radiohead-no-brasil" target="_blank">aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais música!]]></title>
<link>http://pontocultural.wordpress.com/2008/12/18/mais-musica/</link>
<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 14:08:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>pontocultural</dc:creator>
<guid>http://pontocultural.wordpress.com/2008/12/18/mais-musica/</guid>
<description><![CDATA[Hoje (18/12), às 20h30, você pode curtir um samba de primeira, com &#8220;Demônios da Garoa&#8221;, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Hoje (18/12), às 20h30,</strong> você pode curtir um samba de primeira, com <strong>&#8220;Demônios da Garoa&#8221;</strong>, no auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina, zona oeste de São Paulo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-734" title="0834371" src="http://pontocultural.wordpress.com/files/2008/12/0834371.jpg" alt="0834371" width="230" height="175" />O grupo interpreta músicas como &#8220;Se Todos Fossem Iguais a Você&#8221;, de Tom e Vinícius, além de canções mais conhecidas como &#8220;Dia de Domingo&#8221;, de Tim Maia; e &#8220;Como uma onda no mar&#8221;, de Lulu Santos, entre outras.</p>
<p>O Memorial fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, na Barra Funda. Informações através do telefone 11.3823-4600. <strong>Ingressos por R$ 10,00.</strong></p>
<p><strong>Agora é só cair no samba!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os 300 do Bexiga]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/2008/12/09/os-300-do-bexiga/</link>
<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 15:05:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>espantalho</dc:creator>
<guid>http://alertageral.wordpress.com/2008/12/09/os-300-do-bexiga/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/lJR6hp9kmUk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/lJR6hp9kmUk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Show Maria Rita (08/12/08) - Recantos do Brasil]]></title>
<link>http://blogdajump.wordpress.com/2008/12/08/show-maria-rita-081208-recantos-do-brasil/</link>
<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 07:00:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulinhazevedo</dc:creator>
<guid>http://blogdajump.wordpress.com/2008/12/08/show-maria-rita-081208-recantos-do-brasil/</guid>
<description><![CDATA[É notório que o talento veio de família mesmo. Esqueçamos que se trata da filha de Elis Regina ou qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É notório que o talento veio de família mesmo.<br />
Esqueçamos que se trata da filha de Elis Regina ou que é apenas um rostinho bonito no palco&#8230; A MULHER CANTA PRA CARA..!!!!<br />
Maria Rita já se tornou figurinha de coleção (tipo aquela que vem com a bordinha dourada, que todo mundo sonha em ter) na música popular brasileira.<br />
Com o cd Samba meu, lançado em 2008,  se apresentará hoje às 22:20 (faltou colocar 22 horas 20 minutos e 18 segundo. Rs. Por que não colocaram hora exata?! hunn hunnn?) aqui em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.<br />
Ela vem como destaque no projeto Recantos do Brasil, que conta com mais duas atrações: Jair Rodrigues e o Demônios da Garoa, que se apresentam antes por volta de 20:40.<br />
Ainda não está definido, mas há a possibilidade dos três se unirem no palco.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;Deixe que diga, que pense, que fale&#8230;<br />
Deixe isso pra lá e vem pra cá o que é que tem?<br />
Eu não tô fazendo nada, você também&#8221; (Só fico imaginando aquela mãozinha dele. Rs) </span>
</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Então é isso aí, galerinha jump! Tô falando que o povo quer que a gente saia até na segunda. Fazer o que?!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Programação<br />
18:30 &#8211; Abertura do foyer do teatro, com degustação de pratos típicos<br />
20:40 &#8211; Demônios da Garoa<br />
21:30 &#8211; Jair Rodrigues<br />
22:20 &#8211; Maria Rita<br />
00:30 &#8211; Encerramento</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800080;"><span style="color:#000000;">Centro de Convenções Ulysses Guimarães<br />
08/12/08<br />
Ingressos: R$ 70 (meia)<br />
Tel: 3429-7600</span><br />
<span style="color:#000000;">Site:</span> <a href="http://www.maria-rita.com" target="_blank">www.maria-rita.com</a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Demônios da Garoa - Coríntia (meu amor é o Timão)]]></title>
<link>http://guigonews.wordpress.com/2008/10/26/demonios-da-garoa-corintia-meu-amor-e-o-timao/</link>
<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 12:15:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilhermefuoco</dc:creator>
<guid>http://guigonews.wordpress.com/2008/10/26/demonios-da-garoa-corintia-meu-amor-e-o-timao/</guid>
<description><![CDATA[Como é bom ser alvinegro Ontem, hoje e amanhã respirar o ar mistura do Tietê e Tatuapé Lá no alto a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Como é bom ser alvinegro<br />
Ontem, hoje e amanhã<br />
respirar o ar mistura<br />
do Tietê e Tatuapé<br />
Lá no alto a velha Penha<br />
Da Anchieta e Bandeirantes<br />
Ver São Jorge lá na lua<br />
Abençoando a Fazendinha<br />
Onde mora um gigante<br />
Tem igreja e tem biquinha</p>
<p>Corítia, Coríntia<br />
Meu Amor é o Timão<br />
Corítia, cada minuto<br />
Dentro do meu coração</p>
<p>Belém, Vila Maria e Moóca<br />
E São Paulo extensão<br />
Mogi, Guarulhos, Itaquera<br />
Tudo vibra Coringão<br />
É o Corítia de nóis tudo<br />
É Paulista, é campeão</p>
<p><em>&#8220;A Série A voltou à elite do futebol brasileiro&#8221; &#8211; </em><a href="http://guigonews.wordpress.com/2008/09/14/entrevista-com-juca-kfouri/"><strong>Juca Kfouri</strong></a></p>
<p>Um abraço.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vicente Amar profetizava: "Tudo perna de pau!"]]></title>
<link>http://ideiafix.wordpress.com/2008/04/24/vicente-amar-profetizava-tudo-perna-de-pau/</link>
<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 01:54:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Toogood</dc:creator>
<guid>http://ideiafix.wordpress.com/2008/04/24/vicente-amar-profetizava-tudo-perna-de-pau/</guid>
<description><![CDATA[A música abaixo faz parte do folclore do futebol brasileiro. Foi escrita já há algum tempo, mas mant]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>A música abaixo faz parte do folclore do futebol brasileiro.</strong> Foi escrita já há algum tempo,  mas mantém-se atual, de um jeito assustador&#8230;</p>
<p>O que mais me chama a atenção é que <strong>é possível sentir o povo falando</strong>. Sentir o clamor popular por um futebol melhor, mais bem jogado, sem tantos pernas de pau e melhor organizado. A realidade descrita nua e crua, mas com uma pitada de bom humor que Vicente Amar colocou na letra e que os Demônios da Garoa imortalizaram.<br />
Fiz questão de manter a letra como é cantada, para dar mais veracidade.</p>
<p><strong>Bônus Track:</strong> Antes da música começar, pelo menos na versão que tenho, há um pequeno diálogo que fiz questão de reproduzir&#8230;. Vamo à ele e logo depois à música em si:<br />
Obsvervação: As falas em itálico são ditas pelo cantor da música.</p>
<p>&#8220;Vai sair aí da frente rapaiz?! Cê num tá vendo que tá perturbando a passagem dos outros aí? Os outros também tem diiiiireeeeeeiiiiito, né? Chega aqui devagarinho. Molhe aí a pimenta! Vamo entrá agora?&#8221;<br />
<em> &#8220;Olha aí pititico&#8230;. Eu tô aqui só pra fazê uma fofocas. Num vô entra não!</em><br />
&#8220;Como Nããão?!&#8221;<br />
<em> &#8220;Tá loco? Esses caras são muito grosso de bola!</em><br />
&#8220;Hoje nóis ganha?&#8221;<br />
<em> &#8220;Num ganha.&#8221;</em><br />
Gaaaaaanha!&#8221;<br />
&#8220;<em>Já rasguei a carteira do clube, eu não vô entrá não. A gente chega aqui, pede uma entrada de numerada e os caboclo lá de dentro do buraquinho do guichê, chega de dá &#8220;tique&#8221; pra gente. Se quisé só no gaio. Ou no gaio ou lá no morrinho. E a gente gasta todo o salário da gente em fuguetório, fica rouco, rouco, rouco e esses caras num fazem nem gol&#8230;&#8221;</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Time perna-de-pau</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Assim nosso time de futebor vai mal.<br />
Nosso jogadores são tudo, são tudos perna-de-pau.<br />
Só contratemos quem não sabe nem chutá.<br />
Parecemos muié de malandro, só sabemo é apanhá.<br />
Mas os curpados são os nossos diretô<br />
Que não dão ao jogadô<br />
Assistência, morá nem materiá<br />
Se nóis tirá em úrtimo lugá<br />
A culpa é do &#8220;ténico&#8221; que não sabe orientá</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Bola vai, bola vem<br />
Nosso time entra bem<br />
Não se sarva ninguém, da derrota<br />
Será possíve?<br />
Como é que pode, desse jeito eu morro!<br />
Nóis grita, grita, grita e nossos jogadô<br />
Não fazem nenhum gol</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>&#8220;Aí meu cumpadi&#8230; desse jeito num dá não&#8221;</strong></p>
<p style="text-align:left;">Profético, não?</p>
<p style="text-align:left;">Creio que esse devia ser um dos coros entoados nos estádios, em vez do popular &#8220;Burro! Burro!&#8221; ou ainda do &#8220;Ô, Ô, Ô, queremos jogadô&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Em tempo:</strong> Achei a música no Youtube. Apesar do site estar em chinês/corano/japonês (e o caro leitor e a querida leitora vão me fazer o favor de não perguntar por que raios está em chinês/coreano/japonês) é a música original.<br />
<strong> Quem é anti-corintiano com certeza gostará das imagens do vídeo.</strong> Isso prova mais uma vez que esse é um blog isento e imparcial e que com certeza vai encher de porrada a pessoa que editou as imagens.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>O link é esse aqui:</strong> <a href="http://hk.youtube.com/watch?v=VjXjoRxJcLM" target="_blank">http://hk.youtube.com/watch?v=VjXjoRxJcLM</a></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:right;"><strong>Post dedicado às torcidas que sofrem com seus pernas de pau (não é mesmo Perdigão?)</strong></p>
<p style="text-align:left;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quinteto multicor]]></title>
<link>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/04/01/quinteto-multicor/</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 17:32:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Alexandre Sanches</dc:creator>
<guid>http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/04/01/quinteto-multicor/</guid>
<description><![CDATA[E, encerrando o ciclo Jair Rodrigues-Quinteto em Branco e Preto, segue a reportagem publicada na Car]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;"></span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;"></span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;"></span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;"></span></span></p>
<div><span style="font-family:Times New Roman;"></p>
<div><span style="font-size:14pt;"></span></div>
<p></span></div>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:14pt;"><span style="font-size:small;"></p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left">E, encerrando o ciclo Jair Rodrigues-Quinteto em Branco e Preto, segue a reportagem publicada na <em>CartaCapital</em> 489, mais uma transcrição da entrevista com Magnu Sousá, que a originou.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left">(E comentários sobre Jair, sobre o Quinteto, alguém se habilita?, alguém ouviu?&#8230;)</p>
<p style="line-height:15.6pt;"><strong>SÃO PAULO PEDE PASSAGEM</strong></p>
<p style="line-height:15.6pt;">“Quinteto em Branco e Preto não é nem o samba carioca, nem o paulista”, tateia nas definições Magnu Sousá, paulistano de 33 anos, um dos cinco integrantes do conjunto em atividade desde 1997. “O samba paulista, segundo os estudiosos, é mais interiorano, vem do Vale do Paraíba, é o samba de bumbo, da terra, tradicional”, elenca.</p>
<p style="line-height:15.6pt;">De fato, o samba urbano do Quinteto não se ajustaria bem às definições habituais, e as origens e rotas dos rapazes explicam as razões. “Eu e Maurílio, os dois pretinhos, vínhamos de Santo Amaro. Os três branquinhos, de São Mateus. O Quinteto começou quando nos encontramos nas rodas de samba do Boca da Noite, ali na rua Santo Antônio”, Sousá rememora o trajeto entre os bairros periféricos e a casa de shows que funcionou no Bexiga, região central da capital.</p>
<p style="line-height:15.6pt;">Foi no Boca que conquistaram uma madrinha carioca, Beth Carvalho, e o trampolim para uma carreira sólida que desemboca no elegante CD <em>Patrimônio da Humanidade </em>(Trama). Nesse meio-tempo, estiveram à frente da criação da Comunidade Samba da Vela, descendente indireta do Boca localizada na periferia, e com preocupação especial de fazer o samba paulista avançar e se renovar.</p>
<p style="line-height:15.6pt;">Ali, conquistaram até adesões de baluartes do samba carioca, como conta Sousá: “Os mais velhos, quando vão ao Samba da Vela, falam que é parecido com o começo das agremiações. Monarco disse que lembra o início da Portela, Nelson Sargento falou que estava se sentindo na Mangueira de outrora”.</p>
<p style="line-height:15.6pt;">Em <em>Patrimônio da Humanidade</em>, as composições novas, quase sempre de punho próprio, atestam que o Quinteto teve de reinventar o samba paulista a partir de referenciais cariocas como Candeia, Bezerra da Silva, Martinho da Vila, Fundo de Quintal, e daquilo que Sousá classifica como um “currículo invisível”. “É algo que a gente tem, mas não sabe de onde veio.” Na reinvenção, tiveram de contornar a hegemonia radiofônica do pagode ultracomercial dos anos 90. “O que estava acontecendo era o pagode moderno, mas para a gente não rolava. Não levávamos jeito”, diz, sem negar autenticidade à outra turma: “Quando o Negritude Jr. canta samba sobre a Cohab, é samba de raiz, da raiz deles, pô”.</p>
<p style="line-height:15.6pt;">E o currículo invisível se materializa, em 2008, não só no CD próprio, mas num projeto paralelo, em que a gravadora Trama entregou ao Quinteto a produção do disco <em>Jair Rodrigues</em><em> em Branco e Preto</em>, do mais expansivo e atuante dos sambistas paulistas. Com eles, Jair faz, aos 69 anos, um passeio heterogêneo por subgêneros do samba paulista, em que cabem samba-enredo, samba-rock, uma composição do pai de Magnu e Maurílio (Gilberto Alves, o “Xique-Xique”) e <em>Migração</em>, homenagem dos dois irmãos ao pai nordestino, com participação de Dominguinhos.</p>
<p style="line-height:15.6pt;">No solo fértil do álbum do nem sempre reconhecido Jair, assoma, aqui e ali, uma atmosfera rural, acaipirada, o elo perdido (ou melhor, reencontrado) entre a urbanidade do Quinteto em Branco e Preto e as origens interioranas “invisíveis” estudadas nos livros e nas rodas por Sousá e parceiros.-POR PEDRO ALEXANDRE SANCHES</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left">Agora, a entrevista:</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>Pedro Alexandre Sanches</strong><strong>:</strong> Você poderia fazer uma retrospectiva da história do Quinteto, desde o começo?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>Magnu Sousá:</strong> O Quinteto em Branco e Preto começou em 1997, numa casa de São Paulo chamada Boca da Noite. A gente era muito molequinho e dava um pulo Boca da Noite para ver aqueles negos véios tocarem.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Onde ficava o Boca da Noite?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Ficava ali na rua Santo Antônio, no centrão. Os dois pretinhos vinham de Santo Amaro, de ônibus (<em>são Maurílio Oliveira, cavaquinho e voz, e ele, pandeiro e voz</em>) <em>,</em> e os três branquinhos vinham de São Mateus, de metrô (<em>Everson Pessoa, violão e voz, Vitor Pessoa, surdo e voz, e Yvison Pessoa, percussão e voz</em>). E a gente se conheceu ali no Boca. Entre uma roda de samba e outra, o dono, Wilson Sucena, acabou apresentando uns para os outros. A gente se conheceu e começou a trabalhar na noite. Já trabalhávamos em alguns lugares, mas isoladamente. Numa determinada noite Beth Carvalho chegou lá e nos batizou como Quinteto Café com Leite.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Então Beth batizou vocês, mas com esse outro nome?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Não, é que dois anos depois fomos registrar esse nome e não podia, porque o nome já era marca de um grupo, acho que um grupo de forró do Nordeste, Banda Café com Leite, uma coisa assim. Nesse ínterim, fomos gravar um programa-piloto para a CPC-Umes, que era nossa gravadora na época do primeiro disco. Por coincidência, veio Beth Carvalho gravar, já fazia um tempo que a gente não via ela. Ficamos quase três anos sem ver a madrinha. Quando reencontramos a madrinha, falamos que não dava para usar aquele nome, por causa do resistro. Ela falou: “E agora, como vou chamar vocês no programa?”. “Ô, madrinha, a gente não sabe.”</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Chamavam ela mesmo de madrinha, desde essa época?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, sempre chamamos de madrinha. Na hora do programa, o rapaz entrevistou a Beth, ela: “Estou aqui com meus afilhados, esse conjunto maravilhoso, o Quinteto&#8230;”. Aí olhou assim para o lado e disse, de improviso: “&#8230;Quinteto em Branco e Preto”. Aí ficou esse nome. Naquela noite estavam fazendo uma homenagem ao Boca da Noite, que já tinha acabado fazia tempo, numa casa da Consolação, e por coincidência aparecemos nós e a Beth lá. Ela falou no microfone: “Hoje acabo de rebatizar o grupo, tantos anos depois do Boca da Noite, como Quinteto em Branco e Preto”.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Como era o Boca da Noite, o ambiente, o que acontecia lá?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Era uma casa em que rolava roda de samba, música popular brasileira da melhor qualidade. Era muito parecido com o Villaggio Café. São duas casas contemporâneas, o Villaggio sobreviveu as décadas de 90 e 2000, e o Boca não resistiu. Por lá passaram Nelson Cavaquinho, Djavan, Filó Machado, toda aquela leva da MPB. Era mais eclético, aberto à música mesmo.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> O que atraiu vocês, que eram mais da periferia, para aquele lugar?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Acho que foi por causa da boa música, né? A gente sempre ouviu boa música em casa, minha família é de músicos. Meu pai é músico, os outros meninos também são de uma família ligada a música e poesia. Na época, acontecia o pagode mais moderno, era uma realidade, mas com a gente não rolava, porque a gente não levava jeito, nunca levou jeito. Embora fôssemos muito novos na época, na febre do pagode, mesmo assim com a gente não rolava. Então quando eu, particularmente, descobri o Boca da Noite, fiquei encantado, pela roda de samba, aquele povo todo cantando os sambas mais antigos. Convivi muito também porque meu pai, quando eu era garotinho, me levava para as boates, onde rolava boa música. Quando vi o Boca, me senti como quando era bem garotinho, meu pai levava às boates e me deixava na cozinha. Não podia nem ficar no recinto.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Histórias de hoje em dia, como a Comunidade Samba da Vela, são de algum modo uma continuação ou uma evolução daquilo?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Não, o Samba da Vela eu nem sei explicar muito, por que a gente fundou&#8230; Porque os mais velhos, quando vão ao Samba da Vela, falam que é muito parecido com os redutos de samba do começo das agremiações. Monarco foi lá e falou: “Pô, parece a Portela no começo”. Nelson Sargento falou: “Nossa, estou me sentindo na Mangueira de outrora, daquele tempo em que era pouca gente”. Era muito legal, porque as pessoas iam no intuito de se divertir, o entretenimento de forma geral, e tinha a coisa séria do samba, da música, da cultura. Hoje em dia já não tem muito mais isso em escola de samba.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Mas vocês aprenderam um pouco disso em lugares como o Boca da Noite. Ou não?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Na realidade o Boca é mais a roda de samba em si, a malandragem da roda, de perceber a noite, os compositores, como se portar. Fomos aprendendo essas coisas. Mas o Samba da Vela é uma coisa mais intuitiva, como se estivéssemos fazendo algo que a gente não viveu, mas aprendeu intuitivamente. É aquela coisa do currículo invisível, mesmo, que as pessoas têm e não sabem de onde vem.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Currículo invisível, você disse?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, uma coisa interessante. Existe um currículo que as pessoas têm, mas determinadas coisas não dá para a gente descrever. Se vou falar, por exemplo, do Osvaldinho da Cuíca, ele de repente é uma pessoa diplomada, formada, e tudo, mas ele viveu o samba, conviveu a vida inteira. Esse currículo é invisível, né? E é muito importante.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> É interessante o relato de que gente como Monarco e Nelson Sargento se identifica, porque eles são do Rio, de uma cultura e uma cidade totalmente diferentes de São Paulo.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, o samba tem essa coisa, né? A gente tem essa escola. No caso do Quinteto, somos o único grupo de São Paulo que fez turnê acompanhando Beth Carvalho, acompanhando todos esses sambistas. Não é que a gente aprendeu as coisas todas com eles, não. Já vem de berço, porque o samba proporciona isso em qualquer lugar do mundo. A família que é tradicional do samba é característica, embora tenha um sotaque diferente na Bahia, em São Paulo, no Rio, em outros estados também. Cada um faz um samba diferenciado, mas o samba é uma linguagem só. As pessoas acabam se identificando e se reconhecendo.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> O que você diria se fosse explicar que tipo de samba o Quinteto faz, ao longo de todos os discos que lançaram?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Olha, as pessoas acabam dando nomenclatura para tudo, mas acho que o Quinteto não é nem o samba carioca, nem o samba paulista.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Nem o paulista (<em>espantado</em>)?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, porque, o samba paulista, segundo as pessoas que estudam e se aprofundam no samba daqui, é uma cultura mais interiorana, que vem do Vale do Paraíba, aquela coisa de Tietê, o samba de bumbo, aquela coisa mais da terra, supertradicional. Se, por exemplo, você vai para a Bahia, tem o Recôncavo Baiano, que é outro sotaque, a chula, aquelas coisas. No Rio de Janeiro, é o samba carioca, uma mistura do samba baiano com características que eles têm lá. São três coisas diferentes. E a gente é de São Paulo, e a linguagem do paulista é diferente, né? Então temos a linguagem do paulista e um pouco do sotaque carioca também, e um pouco a coisa da Bahia também. São as referências do que a gente ouvia. Embora tivéssemos em São Paulo Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa, a gente não teve eles como referência. Por quê? Por causa do rádio. Hoje tenho 33 anos, e eu, na periferia, quando tinha 6, 7 anos, lembro que ouvia muito Partido em Cinco na favela, na periferia, na quebrada.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Partido em Cinco que é carioca, não?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, carioca. Ouvia muito Candeia, Bezerra da Silva e Martinho da Vila, que era o que tocava muito nas periferias de São Paulo. Adoniran não tocava.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Por que será, você sabe?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Então&#8230; O rádio, a gravadora&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Santo de casa não faz milagre&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, e a gente não tem essa referência, essa é que é a grande verdade. No meu caso fui ter a referência de Adoniran Barbosa em casa, por causa do meu pai, que era músico, conhecia Adoniran, Jorge Costa, Geraldo Filme, Talismã, essa turma. A gente tinha alguns discos de Jorge Costa, Geraldo Filme, Osvaldinho da Cuíca e Demônios da Garoa. Mas se pegar a massa, a periferia de modo geral não teve esse acesso, de poder ouvir a música paulista, as referências paulistas. A gente não teve, a gente ouviu muito no rádio Clara Nunes, Beth Carvalho&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> E como era sua relação com esse samba carioca chamado de fundo de quintal, Zeca Pagodinho e companhia?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Ah, acho que o fundo de quintal é a maior referência do samba para o Quinteto e para todos os grupos e comunidades. Eu, particularmente, acredito que o samba tem várias fases que nem sei enumerar, mas uma fase muito importante é o surgimento da Beth Carvalho. Porque, quando Beth chegou, ela fez a ponte dos antigos com os novos que são contemporâneos dela. Então veio revelando um monte de gente nesse período, e uma das revelações foi o grupo Fundo de Quintal. A partir do momento em que eles passaram a fazer parte do cenário musical, começaram a reverenciar os antigos e a fazer a mesma coisa, a ponte dos que estão vindo, nós inclusive. Eu tive a felicidade de ouvir Beth Carvalho antes do Fundo de Quintal, mas, quando ouvi ela, conheci todos aqueles outros compositores. Martinho foi uma fase, depois veio Beth, uma fase muito importante do popular, da coisa do povo mesmo, porque tem Paulinho da Viola, que é um grande sambista, mas não tão popular. Beth tem isso, a coisa do povo, até mais que Clara e Alcione, sem discutir o trabalho, mas de popularidade.<strong>PAS:</strong> Leci Brandão também faz essa ponte, não?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Leci faz, mas principalmente com relação à negritude, de segurar a onda. Alguém tem que levantar uma determinada bandeira. Embora Leci seja um pouco criticada por levantar muita bandeira, ela é muito importante por isso. Beth levanta muito a bandeira do samba, e ensinou para a gente que, pegando o disco dela, conhecemos Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Candeia, Geraldo Filme, fulano, beltrano&#8230; Por intermédio dela a gente conheceu a Velha Guarda da Portela, da Mangueira&#8230; E por intermédio dela conhecemos também Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz&#8230; Ela é muito importante.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Vocês costumam compor grande parte do repertório. Há a preocupação de apresentar mais compositores paulistas, o samba paulista? Sei que o disco novo tem músicas do Nei Lopes, do Edil Pacheco, mas a maioria é de São Paulo mesmo, não?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> A gente tem a preocupação de fazer valer um espaço que ficou vazio por muito tempo. Sem querer fazer uma crítica, mas uma observação, acho que os veículos de comunicação ajudaram nisso, de certa forma, depois daquela frase do nosso querido Vinicius de Moraes de que “São Paulo é o túmulo do samba”. A mídia valorizou muito essa frase, né? E isso fez com que o samba de São Paulo estagnasse um pouco. Durante um bom tempo, a gente tem uma lacuna. Depois de Osvaldinho da Cuíca, Germano Mathias, Zeca da Casa Verde, Talismã, Geraldo Filme, o que tem um destaque maior é Adoniran Barbosa. Depois de Adoniran e Geraldo, se não me falha a memória, não consigo visualizar mais ninguém&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> E Geraldo Filme, assim como a maioria, não chegou a ficar conhecido fora de São Paulo, no resto do Brasil.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Exatamente. Ficou essa lacuna muito grande, a agora conseguimos visualizar o Quinteto e, através do Quinteto, todas essas comunidades, e os sambistas que vão surgir, se tiverem a oportunidade de a mídia divulgar. Então a gente tem a preocupação de cantar os autores daqui, não para fazer afronta com nada, mas para valorizar mesmo. Se a gente pegar na música popular brasileira hoje, se tirar de São Paulo a Rita Lee, quem tem, estourado na mídia no Brasil? Ninguém. É um ou outro, muito isoladamente – os baianos, os cariocas, os mineiros lá com o corporativismo deles de Skank e aquela galera, alguns de Brasília, e mais ninguém. São Paulo não tem ninguém. Do samba, então, nem pensar&#8230; Dá a impressão de que São Paulo é proibido de ter artista de samba. Santa Catarina tem tanto sambista, cara. No disco, a gente dá um alô, um salve, para todas as comunidades do samba de São Paulo, do Rio, Santa Catarina, Ceará, Minas, Rio Grande do Sul&#8230; Tem muita gente, a gente não tinha noção da importância que essas comunidades todas dão para o Quinteto, por intermédio do Samba da Vela, do Berço do Samba de São Mateus e outras coisas que estão surgindo.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Dentro do panorama do samba paulista que você traçou, não podemos esquecer Jair Rodrigues, que, por sinal, está trabalhando com o Quinteto em Branco e Preto.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Exatamente. Sempre falo que Jair é o canga, aquela figura que está em todos os segmentos. Ele é esse cara, um figuraça, um grande ícone da música, acima de muito questionamento. Ele contribuiu muito para a música popular brasileira, né?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Mas não é muito reconhecido, de forma geral&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, não é. Mas, olha, a contribuição que Jairzão deu é muito forte. Deveria ser mais reconhecido, acho que ele é assim um Ray Charles para nós aqui no Brasil, da mesma forma de Dona Ivone Lara é uma Ella Fitzgerald. Esses artistas deviam ser reconhecidos, estar naquele glamour, quando tem um Oscar tinham que estar Jair Rodrigues, Dona Ivone, Nelson Sargento, Xangô da Mangueira&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> E como foi produzir um disco do Jair?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Foi maravilhoso. Foi espetacular. A gente fica meio intimidado, né?, de às vezes chegar no Jair e falar alguma coisa, porque ele é um mito. A gente fica meio assim de chegar numa pessoa como ele, tão grande quanto um Paulinho da Viola, um Martinho da Vila.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Não só chegar como orientar um disco dele&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Então, e ele deixou a gente super à vontade, “vocês é que mandam na história”. Deu os palpites que tinha que dar, a gente deu os nossos. Depois de um tempo escolhendo repertório, a coisa ficou mais aberta, mais espontânea, e aí foi só risada o tempo todo.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Como foi escolhido o repertório? Ele mesmo, ou vocês interferiram bastante?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> A gente sugeriu, tanto é que tem uma música minha no disco dele, <em>Migração</em>, que eu e meu irmão Maurílio fizemos para o nosso pai, que veio do Nordeste. E tem uma relação muito grande com <em>Disparada</em>, do Geraldo Vandré, que Jair gravou. Inclusive Vandré foi ao estúdio.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> É mesmo? E aí?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Foi, foi. Foi muito legal ver Geraldo Vandré, ele é mito, a gente fica ouvindo falar dele na escola. Daqui a pouco você encontra o cara na sua frente, “o cara tá aí!”&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> No caso dele, é um mito misterioso, além de tudo&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Misteriosíssimo. A gente foi almoçar com ele depois, ele não fala muito. É meio reservadão. Mas foi fantástico, porque a música que a gente fez, <em>Migração</em>, fala que o retirante veio do sertão, chegou aqui, não deu certo e voltou. <em>Disparada </em>é o contrário.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Vocês fizeram um pouco pensando em <em>Disparada </em>mesmo?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Fizemos, mas nem imaginávamos que o Jair fosse gravar um dia. É uma pessoa relatando, dizendo que veio do sertão, passou por maus bocados aqui, não deu certo, voltou.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Não detectei isso no disco de vocês, mas do Jair tem música de Luis Vagner, Bedeu, o pessoal do chamado samba-rock de São Paulo. Tem <em>Eu Vou Só</em>, que é bem samba-rock, tem essa mistura.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Exatamente. A gente sugeriu ao Jair que fizesse um disco com as pessoas que são contemporâneas dele, e alguns compositores novos também, mas que o disco fosse bastante eclético no sentido do samba, que tivesse todos os estilos de samba. Jairzão é muito ligado em tudo. Por que não um samba-rock, um samba-enredo? Tem uma seleção de sambas-enredo que algumas pessoas jamais gravariam, um samba do Paulistinha, de Nenê de Vila Matilde, misturado com outro do Zé Di, da Vai-Vai, e um do Império Serrano, do Rio. E tem samba da Comunidade Samba da Vela, <em>Toda Maria</em>, do Azambuja, um compositor que está esquecido, numa cadeira de rodas, teve um derrame. Meu pai, que é músico, compôs um samba, estávamos lá no dia, “pai, bota aquele samba lá”. Jair: “Que samba bonito, vou gravar”. Gravou o samba.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Qual é? MS: É <em>Depois Chorei</em>, meu pai é Gilberto Alves, o Xique-Xique. É músico, conhece o Jair, mas não tinha aquela ligação, e Jair acabou gravando. Muito legal, foi uma grande experiência. Uma coisa muito legal foi na hora de Jair colocar a voz. Foi gravada simultaneamente com o coro, o que é difícil acontecer hoje em dia. Geralmente as pessoas gravam o couro, depois o artista vai lá e põe a voz. Ficou gravado em estúdio, mas a voz ficou meio ao vivo, todo mundo cantando junto, saca?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Por que no disco de vocês não tem tanto essa mistura com samba-rock e outros tipos de samba, como no do Jair?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Acho que é porque é mais específico, mais do gênero. Eu, por exemplo, componho samba-rock, tive um gravado pela Alcione em 2005. samba-rock é uma cultura paulista, uma coisa muito sofisticada. Me emocionei vendo o documentário no DVD dos Racionais MC’s, é demais. Retrata o que era a periferia, os bailes black e tal. A gente, sendo do samba, aqui em São Paulo, não tem jeito. Quem é crioulo não tem como ficar, “ah, sou tradicional do samba”, porque é uma mentira. Os pais, os avós, todos eles dançaram nostalgia, samba-rock. Todos vêm daquela cultura também, não dá para ficar naquela coisa de se fechar no tradicionalzão. No nosso disco não tem samba-rock e outras vertentes por causa de estilo mesmo. No disco do Jair rolou, foi uma experiência.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Em geral, transparece como se fosse uma rivalidade mesmo, o samba e o rap, ou o samba e o pagode mais moderno, como você falou antes. Sempre ficam turmas separadas, mas no fundo, pelo que você está falando, não é bem assim&#8230;</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> Não, não é. Falam samba de raiz para separar do samba novo, mas eu caracterizo o samba de raiz como ligado às raízes mesmo. Não é a forma como é gravado ou composto. Quando Negritude Jr. canta samba da Cohab, <em>to chegando na Cohab</em>, é um samba de raiz. Estão falando do lugar deles, do que são eles, e isso é válido para qualquer gênero. Todos os sambas cantados na Comunidade da Vela são de raiz, independe do estilo.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Mas, pensando em São Paulo, existe mesmo uma rivalidade entre, por exemplo, samba e rap?<strong>MS:</strong> Acho que não, nem com o samba moderno nem com o antigo. Nos discos do Negritude Jr., por exemplo, os Racionais participam. No disco do Consciência Humana, o Quinteto participa, com Beth Carvalho. A faixa é o maior barato, homenageando o Pato n’Água, da Vai-Vai, numa comparação com um amigo deles que foi morto pela polícia. Pediram para que a gente cantasse o refrão, <em>silêncio, o sambista está dormindo</em>. A gente fez isso misturado com rap, ficou superbacana, rolou bem, a gente cantando samba, e eles, rap. O Quinteto não é muito a favor de mistura, de misturar os gêneros, rap com samba, aquela batida misturada. Acho que aí perde para os dois lados. Se o Consciência Humana me chama para ir cantar um rap, eu não sei cantar rap, vou lá e canto um samba no rap. Acho que é mais legal, que dignifica mais os dois gêneros. Não é que a gente é contra, a gente evita fazer mistura de batidas.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> Isso na música do Quinteto, você diz?</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>MS:</strong> É, na nossa música. Não que a gente critique qualquer outro artista que faça. A gente tocou com Fernanda Porto, maravilhosa, ela mistura samba com drum’n’bass, e tem uma verdade dela. Só que, se fosse para o Quinteto fazer, não ia rolar.</p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"><strong>PAS:</strong> O que você está dizendo é que pode, sim, misturar, mas cada um ficando na sua, sabendo de sua especialidade? MS: É, exatamente. A gente até está fazendo um projeto no Sesc, chamado <em>Quem Não Canta Samba</em>, é o quinteto com Célia e com Zélia Duncan, e Zélia vai cantar samba. Pode ser que na hora ela peça para misturar, a gente não vai chegar e dar uma de radical. De repente acontece, no mundo da música tudo é possível. Rivalidade acho que não existe. O que vejo que o pessoal do hip-hop não gosta é algo de que a gente não gosta também, é muita baixa qualidade, essa pornografia toda que rola. Hip-hop faz crítica, o samba também faz, de uma forma mais bem humorada, mas rola muita promiscuidade. Tenho filhas que ouvem vários gêneros aí, alguns são meio complicados para uma criança. E as coisas entram na casa da gente, né? E se a gente fala qualquer coisa, as pessoas já acham que a gente é preconceituoso. Está meio complicado o mundo de hoje para se expressar, embora tenhamos uma democracia. Todo mundo fala, mas ao mesmo tempo é “pô, mas você falou mal de mim”. </p>
<p style="line-height:15.6pt;" align="left"> </p>
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</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Projeto Adoniran Oito e Meia: Demônios da Garoa fecha a programação 2007]]></title>
<link>http://revistaspeculum.wordpress.com/2007/11/28/projeto-adoniran-oito-e-meia-demonios-da-garoa-fecha-a-programacao-2007/</link>
<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 19:04:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>danilocorci</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Projeto Adoniran encerra a programação de 2007 com a apresentação de um grupo que pode ser conside]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://picasaweb.google.com.br/danilocorci/Speculum/photo#5137969085771044546"><img src="http://lh5.google.com.br/danilocorci/R027qVBSVsI/AAAAAAAAA4E/5rFlnoAiHoY/s144/Demonios%20da%20Garoa%20-1b.jpg" align="right" /></a>O Projeto Adoniran encerra a programação de 2007 com a apresentação de um grupo que pode ser considerado como o retrato mais claro da poesia cotidiana de São Paulo, o Demônios da Garoa, que, há mais de 60 anos, canta com bom humor as dores e as alegrias dessa metrópole. O show acontece no dia 12 de dezembro, quarta-feira, no Auditório Simon Bolívar, do Memorial da América Latina, às 20h30.</p>
<p>Formado, atualmente, por Sérgio Rosa (pandeiro e afochê), Roberto Barbosa (cavaquinho), Sydney C. Thomazzi (violão de 6 cordas), Izael Caldeira da Silva (timba) e Ricardo C. Rosa (percussão), os Demônios da Garoa &#8211; imortalizados na história da música popular brasileira &#8211; interpretam como ninguém os sucessos de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Zé Kéti e Frank Sinatra, sem falar nas inesquecíveis canções de Adoniran Barbosa como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca”, “Samba do Arnesto” e muitas ouras.</p>
<p>Não se pode falar de Demônios da Garoa sem lembrar de Adoniran Barbosa e vice-versa. Os Demônios sempre tiveram um estilo próprio com um linguajar próprio dos bairros populares e uma grande identificação com os sambas de Adoniran. Pode-se afirmar com tranqüilidade que Adoniran Barbosa tinha os Demônios em mente quando compunha, assim como eles foram os grandes responsáveis pela divulgação do compositor. Vale lembrar também as canções “Samba do Arnesto”, “Malvina”, “Iracema”, “Joga a Chave” e “Samba Italiano”.</p>
<p>Diante dessa história, gerada pela música popular e pela amizade entre um grupo musical e um compositor, o Projeto Adoniran não poderia fechar o ano, senão com a apresentação dos Demônios da Garoa &#8211; grupo que, há 64 anos, melhor representa a cidade de São Paulo, interpretando canções de seu mais ilustre compositor, Adoniran Barbosa.</p>
<p>Projeto Adoniran / Oito e Meia<br />
Show: Demônios da Garoa<br />
Integrantes: Sérgio Rosa (pandeiro e afochê), Roberto Barbosa (cavaquinho), Sydney C. Thomazzi (violão de 6 cordas), Izael Caldeira da Silva (timba) e Ricardo C. Rosa (percussão).<br />
Dia 12 de dezembro – quarta-feira – às 20h30<br />
Memorial da América Latina – Auditório Simon Bolívar<br />
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda/SP Tel: (11) 3823-4600<br />
Ingressos: R$ 10,00 (meia-entrada: R$ 5,00) &#8211; Duração: 1 hora &#8211; Censura: Livre<br />
Capacidade: 800 lugares – Não faz reservas &#8211; Bilheteria: 1 dia antes (14h às 19h) e no dia do show (a partir das 14h) &#8211; Ar condicionado. Acesso universal<br />
Estacionamento: R$ 12,00. Possui lanchonete.<br />
Realização: Fundação Memorial da América Latina</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[7_für_sieben]]></title>
<link>http://parallel2.wordpress.com/2007/10/11/7_fur_sieben-5/</link>
<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 10:24:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>parallel2</dc:creator>
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<description><![CDATA[In dieser Woche gibt&#8217;s sieben, wirklich hörenswerte brasilianische Platten-Tipps &#8211; von B]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>In dieser Woche gibt&#8217;s sieben, wirklich hörenswerte brasilianische Platten-Tipps &#8211; von Bossa Nova über Reggae bis Samba.</p>
<p><strong>Donnerstag:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=D8ZBxlSFnjY" title="Adoniran Barbosa">Adoniran Barbosa, &#8220;Demônios da Garoa&#8221;<br />
</a><strong>Freitag:</strong> <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=FTHX3ZPu-mA" title="Caetano Veloso">Caetano Veloso, &#8220;Caetano Veloso (1968)&#8221;<br />
</a><strong>Samstag:</strong> <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=Pds6StLDYqw" title="Ponto de Equil�brio">Ponto de Equilíbrio, &#8220;Abre a janela&#8221;</a><br />
<strong>Sonntag:</strong> <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=ql-VMk71yy8" title="Os Mutantes">Os Mutantes, &#8220;Os Mutantes&#8221;</a><br />
<strong>Montag:</strong> <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=9pvTx2bC5oY" title="Simone">Simone, &#8220;Gotas D&#8217;Água&#8221;</a><br />
<strong>Dienstag:</strong> <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=ZdVoU0F8wHY" title="Milton Nascimento">Milton Nascimento, &#8220;Paixão e fé&#8221;</a><br />
<strong>Mittwoch:</strong> <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=T-eePCuyuu8" title="Moreno Veloso">Moreno Veloso, &#8220;Máquina de escrever música&#8221;</a></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/9pvTx2bC5oY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/9pvTx2bC5oY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
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