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	<title>derflin &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/derflin/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "derflin"</description>
	<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 17:59:13 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[VAMOS COMER EUCALIPTOS??????]]></title>
<link>http://amazoniaparasempre.wordpress.com/2008/03/05/vamos-comer-eucaliptos/</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 17:28:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
<guid>http://amazoniaparasempre.wordpress.com/2008/03/05/vamos-comer-eucaliptos/</guid>
<description><![CDATA[Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso 04/03/2008 Cerca de 900 mulheres da Via C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso<br />
04/03/2008<br />
Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100<br />
hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto<br />
Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o corte de<br />
eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa<br />
sueco finlandesa Stora Enso.</p>
<p>A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de<br />
1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir<br />
terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No<br />
entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do<br />
Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem plantios. A<br />
meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar<br />
fábricas na região.</p>
<p>Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: &#8220;Nossa ação<br />
é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa<br />
de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e<br />
contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem<br />
terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o<br />
que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho&#8221;.</p>
<p>Multinacional age ilegalmente<br />
A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da<br />
multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é<br />
estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou<br />
uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois<br />
brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e<br />
vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles<br />
  <!-- D(["mb","nsão atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso nou003cbr /u003enespecial Mulheres Sem Terrau003cbr /u003enCerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estãou003cbr /u003enregistradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está au003cbr /u003enTarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Políciau003cbr /u003enFederal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindou003cbr /u003enlivremente.u003cbr /u003enLeia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto dasu003cbr /u003enmulheres da Via Campesina.u003cbr /u003enManifesto das Mulheres da Via Campesinau003cbr /u003enNós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vezu003cbr /u003enmobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contrau003cbr /u003eno agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.u003cbr /u003enA soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comidau003cbr /u003enrespeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje emu003cbr /u003ennosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresasu003cbr /u003enmultinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso àu003cbr /u003enterra, à água e aos alimentos.u003cbr /u003enNós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolasu003cbr /u003ennas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em umau003cbr /u003enagricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas dou003cbr /u003enagronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucrou003cbr /u003entransformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).u003cbr /u003enUm dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto parau003cbr /u003encelulose.u003cbr /u003enAs empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e nau003cbr /u003enEuropa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,u003cbr /u003enclima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%u003cbr /u003enda produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos au003cbr /u003enprodução de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e au003cbr /u003e",1] );  //-->são atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso no<br />
especial Mulheres Sem Terra<br />
Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão<br />
registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a<br />
Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia<br />
Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo<br />
livremente.<br />
Leia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das<br />
mulheres da Via Campesina.<br />
Manifesto das Mulheres da Via Campesina<br />
Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez<br />
mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra<br />
o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.<br />
A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida<br />
respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em<br />
nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas<br />
multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à<br />
terra, à água e aos alimentos.<br />
Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas<br />
nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma<br />
agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do<br />
agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro<br />
transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).<br />
Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para<br />
celulose.<br />
As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na<br />
Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,<br />
clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%<br />
da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a<br />
produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a<br />
  <!-- D(["mb","ndesigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo deu003cbr /u003envida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasilu003cbr /u003encumpre hoje no mundo.u003cbr /u003enUma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande dou003cbr /u003enSul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileirau003cbr /u003enestrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira dou003cbr /u003enBrasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares deu003cbr /u003enhectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha comu003cbr /u003eneste país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma baseu003cbr /u003enflorestal de mais de 100 mil hectares.u003cbr /u003enInicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresau003cbr /u003enDerflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que poru003cbr /u003enser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.u003cbr /u003enPara viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranjau003cbr /u003enque está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,u003cbr /u003encujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles seu003cbr /u003entornaram os maiores latifundiários do estado, sendo u0026quot;proprietáriosu0026quot; de maisu003cbr /u003ende 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministériosu003cbr /u003enPúblicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada deu003cbr /u003enconcreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos entãou003cbr /u003enromper o silêncio que paira sobre esse crime.u003cbr /u003enNossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse desertou003cbr /u003enverde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra ou003cbr /u003enbioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vezu003cbr /u003enmais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim eu003cbr /u003enplantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.u003cbr /u003enAlguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dosu003cbr /u003enestrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar ou003cbr /u003e",1] );  //-->desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de<br />
vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil<br />
cumpre hoje no mundo.<br />
Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do<br />
Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira<br />
estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do<br />
Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de<br />
hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com<br />
este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base<br />
florestal de mais de 100 mil hectares.<br />
Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa<br />
Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por<br />
ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.<br />
Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja<br />
que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,<br />
cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se<br />
tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo &#8220;proprietários&#8221; de mais<br />
de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios<br />
Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de<br />
concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então<br />
romper o silêncio que paira sobre esse crime.<br />
Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto<br />
verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o<br />
bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez<br />
mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e<br />
plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.<br />
Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos<br />
estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o<br />
  <!-- D(["mb","ncrime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimentou003cbr /u003eneconômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que au003cbr /u003enMetade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.u003cbr /u003enTanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado eu003cbr /u003ennessa região a economia é dinâmica.u003cbr /u003enAs empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas ondeu003cbr /u003enelas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos queu003cbr /u003engeram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Umu003cbr /u003enexemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde au003cbr /u003enStora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregosu003cbr /u003entemporários.u003cbr /u003enSe essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100u003cbr /u003enfamílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, au003cbr /u003enReforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativau003cbr /u003enpara preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população dou003cbr /u003encampo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.u003cbr /u003enO projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteirau003cbr /u003enbrasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaçau003cbr /u003enpara a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira iráu003cbr /u003enaumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros sãou003cbr /u003enimportantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam seru003cbr /u003enpreservados.u003cbr /u003enNós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:u003cbr /u003en- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixau003cbr /u003ende fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nosu003cbr /u003en45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuáriau003cbr /u003enAzenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 milu003cbr /u003enempregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande dou003cbr /u003e",1] );  //-->crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento<br />
econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a<br />
Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.<br />
Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e<br />
nessa região a economia é dinâmica.<br />
As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde<br />
elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que<br />
geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um<br />
exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a<br />
Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos<br />
temporários.<br />
Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100<br />
famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a<br />
Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa<br />
para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do<br />
campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.<br />
O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira<br />
brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça<br />
para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá<br />
aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são<br />
importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser<br />
preservados.<br />
Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:<br />
- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa<br />
de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos<br />
45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária<br />
Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil<br />
empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do<br />
  <!-- D(["mb","nSul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.u003cbr /u003en- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a reduçãou003cbr /u003enda Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Storau003cbr /u003enEnso que querem se apropriar das terras para transformá-las em desertou003cbr /u003enverde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o biomau003cbr /u003enPampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocaru003cbr /u003enaumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fimu003cbr /u003ensoberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.u003cbr /u003enSabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão dou003cbr /u003engoverno gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais comou003cbr /u003encriminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamosu003cbr /u003enresistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.u003cbr /u003enEstamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragemu003cbr /u003endas milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra au003cbr /u003enmercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheirau003cbr /u003ensem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui nou003cbr /u003enRio Grande do Sul, u0026quot;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!u0026quot;.u003cbr /u003enMulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sulu003cbr /u003enu003cbr /u003enu003cbr /u003enu003c/divu003e",0] );  //-->Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.<br />
- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução<br />
da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora<br />
Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto<br />
verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma<br />
Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar<br />
aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim<br />
soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.<br />
Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do<br />
governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como<br />
criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos<br />
resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.<br />
Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem<br />
das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a<br />
mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira<br />
sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no<br />
Rio Grande do Sul, &#8220;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!&#8221;.<br />
Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VAMOS COMER EUCALIPTOS??????]]></title>
<link>http://estaomatandoobrasil.wordpress.com/2008/03/05/vamos-comer-eucaliptos/</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 17:27:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
<guid>http://estaomatandoobrasil.wordpress.com/2008/03/05/vamos-comer-eucaliptos/</guid>
<description><![CDATA[Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso 04/03/2008 Cerca de 900 mulheres da Via C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso<br />
04/03/2008<br />
Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100<br />
hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto<br />
Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o corte de<br />
eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa<br />
sueco finlandesa Stora Enso.</p>
<p>A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de<br />
1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir<br />
terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No<br />
entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do<br />
Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem plantios. A<br />
meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar<br />
fábricas na região.</p>
<p>Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: &#8220;Nossa ação<br />
é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa<br />
de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e<br />
contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem<br />
terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o<br />
que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho&#8221;.</p>
<p>Multinacional age ilegalmente<br />
A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da<br />
multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é<br />
estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou<br />
uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois<br />
brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e<br />
vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles<br />
  <!-- D(["mb","nsão atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso nou003cbr /u003enespecial Mulheres Sem Terrau003cbr /u003enCerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estãou003cbr /u003enregistradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está au003cbr /u003enTarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Políciau003cbr /u003enFederal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindou003cbr /u003enlivremente.u003cbr /u003enLeia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto dasu003cbr /u003enmulheres da Via Campesina.u003cbr /u003enManifesto das Mulheres da Via Campesinau003cbr /u003enNós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vezu003cbr /u003enmobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contrau003cbr /u003eno agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.u003cbr /u003enA soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comidau003cbr /u003enrespeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje emu003cbr /u003ennosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresasu003cbr /u003enmultinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso àu003cbr /u003enterra, à água e aos alimentos.u003cbr /u003enNós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolasu003cbr /u003ennas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em umau003cbr /u003enagricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas dou003cbr /u003enagronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucrou003cbr /u003entransformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).u003cbr /u003enUm dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto parau003cbr /u003encelulose.u003cbr /u003enAs empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e nau003cbr /u003enEuropa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,u003cbr /u003enclima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%u003cbr /u003enda produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos au003cbr /u003enprodução de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e au003cbr /u003e",1] );  //-->são atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso no<br />
especial Mulheres Sem Terra<br />
Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão<br />
registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a<br />
Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia<br />
Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo<br />
livremente.<br />
Leia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das<br />
mulheres da Via Campesina.<br />
Manifesto das Mulheres da Via Campesina<br />
Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez<br />
mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra<br />
o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.<br />
A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida<br />
respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em<br />
nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas<br />
multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à<br />
terra, à água e aos alimentos.<br />
Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas<br />
nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma<br />
agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do<br />
agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro<br />
transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).<br />
Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para<br />
celulose.<br />
As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na<br />
Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,<br />
clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%<br />
da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a<br />
produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a<br />
  <!-- D(["mb","ndesigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo deu003cbr /u003envida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasilu003cbr /u003encumpre hoje no mundo.u003cbr /u003enUma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande dou003cbr /u003enSul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileirau003cbr /u003enestrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira dou003cbr /u003enBrasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares deu003cbr /u003enhectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha comu003cbr /u003eneste país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma baseu003cbr /u003enflorestal de mais de 100 mil hectares.u003cbr /u003enInicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresau003cbr /u003enDerflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que poru003cbr /u003enser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.u003cbr /u003enPara viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranjau003cbr /u003enque está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,u003cbr /u003encujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles seu003cbr /u003entornaram os maiores latifundiários do estado, sendo u0026quot;proprietáriosu0026quot; de maisu003cbr /u003ende 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministériosu003cbr /u003enPúblicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada deu003cbr /u003enconcreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos entãou003cbr /u003enromper o silêncio que paira sobre esse crime.u003cbr /u003enNossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse desertou003cbr /u003enverde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra ou003cbr /u003enbioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vezu003cbr /u003enmais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim eu003cbr /u003enplantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.u003cbr /u003enAlguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dosu003cbr /u003enestrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar ou003cbr /u003e",1] );  //-->desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de<br />
vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil<br />
cumpre hoje no mundo.<br />
Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do<br />
Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira<br />
estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do<br />
Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de<br />
hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com<br />
este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base<br />
florestal de mais de 100 mil hectares.<br />
Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa<br />
Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por<br />
ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.<br />
Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja<br />
que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,<br />
cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se<br />
tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo &#8220;proprietários&#8221; de mais<br />
de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios<br />
Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de<br />
concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então<br />
romper o silêncio que paira sobre esse crime.<br />
Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto<br />
verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o<br />
bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez<br />
mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e<br />
plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.<br />
Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos<br />
estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o<br />
  <!-- D(["mb","ncrime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimentou003cbr /u003eneconômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que au003cbr /u003enMetade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.u003cbr /u003enTanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado eu003cbr /u003ennessa região a economia é dinâmica.u003cbr /u003enAs empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas ondeu003cbr /u003enelas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos queu003cbr /u003engeram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Umu003cbr /u003enexemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde au003cbr /u003enStora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregosu003cbr /u003entemporários.u003cbr /u003enSe essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100u003cbr /u003enfamílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, au003cbr /u003enReforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativau003cbr /u003enpara preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população dou003cbr /u003encampo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.u003cbr /u003enO projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteirau003cbr /u003enbrasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaçau003cbr /u003enpara a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira iráu003cbr /u003enaumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros sãou003cbr /u003enimportantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam seru003cbr /u003enpreservados.u003cbr /u003enNós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:u003cbr /u003en- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixau003cbr /u003ende fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nosu003cbr /u003en45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuáriau003cbr /u003enAzenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 milu003cbr /u003enempregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande dou003cbr /u003e",1] );  //-->crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento<br />
econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a<br />
Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.<br />
Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e<br />
nessa região a economia é dinâmica.<br />
As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde<br />
elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que<br />
geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um<br />
exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a<br />
Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos<br />
temporários.<br />
Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100<br />
famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a<br />
Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa<br />
para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do<br />
campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.<br />
O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira<br />
brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça<br />
para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá<br />
aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são<br />
importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser<br />
preservados.<br />
Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:<br />
- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa<br />
de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos<br />
45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária<br />
Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil<br />
empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do<br />
  <!-- D(["mb","nSul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.u003cbr /u003en- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a reduçãou003cbr /u003enda Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Storau003cbr /u003enEnso que querem se apropriar das terras para transformá-las em desertou003cbr /u003enverde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o biomau003cbr /u003enPampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocaru003cbr /u003enaumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fimu003cbr /u003ensoberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.u003cbr /u003enSabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão dou003cbr /u003engoverno gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais comou003cbr /u003encriminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamosu003cbr /u003enresistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.u003cbr /u003enEstamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragemu003cbr /u003endas milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra au003cbr /u003enmercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheirau003cbr /u003ensem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui nou003cbr /u003enRio Grande do Sul, u0026quot;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!u0026quot;.u003cbr /u003enMulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sulu003cbr /u003enu003cbr /u003enu003cbr /u003enu003c/divu003e",0] );  //-->Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.<br />
- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução<br />
da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora<br />
Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto<br />
verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma<br />
Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar<br />
aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim<br />
soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.<br />
Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do<br />
governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como<br />
criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos<br />
resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.<br />
Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem<br />
das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a<br />
mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira<br />
sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no<br />
Rio Grande do Sul, &#8220;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!&#8221;.<br />
Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VAMOS COMER EUCALIPTOS??????]]></title>
<link>http://verdadenapolitica.wordpress.com/2008/03/05/vamos-comer-eucaliptos/</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 17:27:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
<guid>http://verdadenapolitica.wordpress.com/2008/03/05/vamos-comer-eucaliptos/</guid>
<description><![CDATA[Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso 04/03/2008 Cerca de 900 mulheres da Via C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso<br />
04/03/2008<br />
Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100<br />
hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto<br />
Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o corte de<br />
eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa<br />
sueco finlandesa Stora Enso.</p>
<p>A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de<br />
1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir<br />
terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No<br />
entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do<br />
Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem plantios. A<br />
meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar<br />
fábricas na região.</p>
<p>Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: &#8220;Nossa ação<br />
é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa<br />
de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e<br />
contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem<br />
terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o<br />
que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho&#8221;.</p>
<p>Multinacional age ilegalmente<br />
A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da<br />
multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é<br />
estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou<br />
uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois<br />
brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e<br />
vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles<br />
  <!-- D(["mb","nsão atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso nou003cbr /u003enespecial Mulheres Sem Terrau003cbr /u003enCerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estãou003cbr /u003enregistradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está au003cbr /u003enTarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Políciau003cbr /u003enFederal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindou003cbr /u003enlivremente.u003cbr /u003enLeia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto dasu003cbr /u003enmulheres da Via Campesina.u003cbr /u003enManifesto das Mulheres da Via Campesinau003cbr /u003enNós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vezu003cbr /u003enmobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contrau003cbr /u003eno agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.u003cbr /u003enA soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comidau003cbr /u003enrespeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje emu003cbr /u003ennosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresasu003cbr /u003enmultinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso àu003cbr /u003enterra, à água e aos alimentos.u003cbr /u003enNós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolasu003cbr /u003ennas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em umau003cbr /u003enagricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas dou003cbr /u003enagronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucrou003cbr /u003entransformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).u003cbr /u003enUm dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto parau003cbr /u003encelulose.u003cbr /u003enAs empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e nau003cbr /u003enEuropa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,u003cbr /u003enclima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%u003cbr /u003enda produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos au003cbr /u003enprodução de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e au003cbr /u003e",1] );  //-->são atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso no<br />
especial Mulheres Sem Terra<br />
Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão<br />
registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a<br />
Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia<br />
Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo<br />
livremente.<br />
Leia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das<br />
mulheres da Via Campesina.<br />
Manifesto das Mulheres da Via Campesina<br />
Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez<br />
mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra<br />
o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.<br />
A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida<br />
respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em<br />
nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas<br />
multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à<br />
terra, à água e aos alimentos.<br />
Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas<br />
nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma<br />
agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do<br />
agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro<br />
transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).<br />
Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para<br />
celulose.<br />
As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na<br />
Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,<br />
clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%<br />
da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a<br />
produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a<br />
  <!-- D(["mb","ndesigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo deu003cbr /u003envida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasilu003cbr /u003encumpre hoje no mundo.u003cbr /u003enUma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande dou003cbr /u003enSul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileirau003cbr /u003enestrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira dou003cbr /u003enBrasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares deu003cbr /u003enhectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha comu003cbr /u003eneste país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma baseu003cbr /u003enflorestal de mais de 100 mil hectares.u003cbr /u003enInicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresau003cbr /u003enDerflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que poru003cbr /u003enser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.u003cbr /u003enPara viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranjau003cbr /u003enque está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,u003cbr /u003encujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles seu003cbr /u003entornaram os maiores latifundiários do estado, sendo u0026quot;proprietáriosu0026quot; de maisu003cbr /u003ende 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministériosu003cbr /u003enPúblicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada deu003cbr /u003enconcreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos entãou003cbr /u003enromper o silêncio que paira sobre esse crime.u003cbr /u003enNossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse desertou003cbr /u003enverde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra ou003cbr /u003enbioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vezu003cbr /u003enmais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim eu003cbr /u003enplantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.u003cbr /u003enAlguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dosu003cbr /u003enestrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar ou003cbr /u003e",1] );  //-->desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de<br />
vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil<br />
cumpre hoje no mundo.<br />
Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do<br />
Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira<br />
estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do<br />
Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de<br />
hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com<br />
este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base<br />
florestal de mais de 100 mil hectares.<br />
Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa<br />
Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por<br />
ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.<br />
Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja<br />
que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,<br />
cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se<br />
tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo &#8220;proprietários&#8221; de mais<br />
de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios<br />
Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de<br />
concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então<br />
romper o silêncio que paira sobre esse crime.<br />
Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto<br />
verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o<br />
bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez<br />
mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e<br />
plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.<br />
Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos<br />
estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o<br />
  <!-- D(["mb","ncrime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimentou003cbr /u003eneconômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que au003cbr /u003enMetade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.u003cbr /u003enTanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado eu003cbr /u003ennessa região a economia é dinâmica.u003cbr /u003enAs empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas ondeu003cbr /u003enelas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos queu003cbr /u003engeram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Umu003cbr /u003enexemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde au003cbr /u003enStora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregosu003cbr /u003entemporários.u003cbr /u003enSe essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100u003cbr /u003enfamílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, au003cbr /u003enReforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativau003cbr /u003enpara preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população dou003cbr /u003encampo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.u003cbr /u003enO projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteirau003cbr /u003enbrasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaçau003cbr /u003enpara a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira iráu003cbr /u003enaumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros sãou003cbr /u003enimportantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam seru003cbr /u003enpreservados.u003cbr /u003enNós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:u003cbr /u003en- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixau003cbr /u003ende fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nosu003cbr /u003en45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuáriau003cbr /u003enAzenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 milu003cbr /u003enempregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande dou003cbr /u003e",1] );  //-->crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento<br />
econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a<br />
Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.<br />
Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e<br />
nessa região a economia é dinâmica.<br />
As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde<br />
elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que<br />
geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um<br />
exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a<br />
Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos<br />
temporários.<br />
Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100<br />
famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a<br />
Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa<br />
para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do<br />
campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.<br />
O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira<br />
brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça<br />
para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá<br />
aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são<br />
importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser<br />
preservados.<br />
Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:<br />
- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa<br />
de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos<br />
45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária<br />
Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil<br />
empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do<br />
  <!-- D(["mb","nSul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.u003cbr /u003en- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a reduçãou003cbr /u003enda Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Storau003cbr /u003enEnso que querem se apropriar das terras para transformá-las em desertou003cbr /u003enverde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o biomau003cbr /u003enPampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocaru003cbr /u003enaumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fimu003cbr /u003ensoberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.u003cbr /u003enSabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão dou003cbr /u003engoverno gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais comou003cbr /u003encriminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamosu003cbr /u003enresistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.u003cbr /u003enEstamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragemu003cbr /u003endas milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra au003cbr /u003enmercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheirau003cbr /u003ensem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui nou003cbr /u003enRio Grande do Sul, u0026quot;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!u0026quot;.u003cbr /u003enMulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sulu003cbr /u003enu003cbr /u003enu003cbr /u003enu003c/divu003e",0] );  //-->Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.<br />
- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução<br />
da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora<br />
Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto<br />
verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma<br />
Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar<br />
aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim<br />
soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.<br />
Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do<br />
governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como<br />
criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos<br />
resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.<br />
Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem<br />
das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a<br />
mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira<br />
sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no<br />
Rio Grande do Sul, &#8220;preferimos morrer lutando do que morrer de fome!&#8221;.<br />
Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul</p>
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