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	<title>diego-germano &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "diego-germano"</description>
	<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 11:43:30 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Quando o especial fica apenas no nome]]></title>
<link>http://sejogabrasil.wordpress.com/2008/01/07/quando-o-especial-fica-apenas-no-nome/</link>
<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 02:03:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>braunebastos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Equilibrar-se em tênues linhas, desviar de obstáculos em alta velocidade, saltar buracos, passar por]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify">Equilibrar-se em tênues linhas, desviar de obstáculos em alta velocidade, saltar buracos, passar por poças d&#8217;águas. Descrevendo assim parece até que se fala sobre turismo de aventura. Mas essa é a realidade, nada divertida e emocionante, das milhares de pessoas que trafegam pelas ruas do Recife. Cidadãos desrespeitados, que põem em risco sua saúde e suas próprias vidas, em trajetos cotidianos que, por excelência, deveriam ser simples.</p>
<p align="justify">E, se para aqueles que possuem todas as funções motoras e sensoriais desenvolvidas essas dificuldades já se tornam um transtorno, imagine a intensidade que tomam na vida das pessoas com deficiência. As barreiras físicas são inúmeras e não são exclusivas das ruas da cidade: a maioria das entidades públicas, instituições privadas, universidades, dentre outros, não está preparada para recebê-las.</p>
<p align="justify">Logo se percebe que a vida de um deficiente não é nada simples. Não bastassem os empecilhos estruturais, essas pessoas ainda precisam lutar contra um inimigo velado, mas não menos perigoso: o preconceito.</p>
<p align="justify">A pedagoga Rosemary Gouveia sabe bem o que é isso. Mãe de três filhas, ela, que nunca tivera contato com pessoas deficientes, teve que reunir forças ao saber que sua caçula, Maria Clara, nasceria com mielomeningocele &#8211; malformação congênita da coluna vertebral também conhecida como espinha bífida &#8211; que a impediria de andar e de controlar as funções excretoras. &#8220;Minha primeira atitude foi procurar mais informações sobre a doença&#8221;, conta a pedagoga, que teve no médico a principal fonte de informação.</p>
<p align="justify">Maria Clara ainda tem 3 anos e, como toda criança de sua idade,  não tem tanta noção do que é a vida em sociedade, mas isso não a isenta de, junto com a mãe, passar com situações constrangedoras. &#8220;Muitas vezes o motorista não abre a porta de trás para entrarmos no ônibus. Os idosos também acham que me aproveito de Maria Clara para não pagar passagem&#8221;, desabafa Rosemary, se referindo à Lei n° 11.897/2004, que permite a gratuidade nos transportes coletivos da Região Metropolitana do Recife para as pessoas com deficiência e seu acompanhante e que também obriga o motorista a permitir a entrada por trás quando a dianteira do ônibus está lotada.</p>
<p align="justify">A preocupação da mãe agora está no ingresso da criança na vida escolar. Rosemary sabe que o despreparo no trato de pesoas deficientes atinge também os educadores e pediu indicações sobre em qual escola deve matricular Maria Clara. &#8220;Pensei em colocar Maria Clara numa escola pública, mas quem trocaria a fralda dela? Eles não teriam zelo&#8230;&#8221;, pondera.</p>
<p align="justify">Dedicação como a de Rosemary por Maria Clara é essencial para o saudável desenvvolvimento de uma criança com deficiência, e é pensando nisso que a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) realiza, junto aos familiares das crianças atendidas, um trabalho de sensibilização e estreitamento de laços.</p>
<p align="justify">Pode parecer cruel, mas muitos pais, ao perceberem seu filho como deficiente, decepcionam-se, entrando em uma espécie de luto. &#8220;Quando se sabe da gravidez, eles criam uma série de expectativas para a criança, logo frustradas pela descoberta da deficiência. Isso já dificulta a entrada dessa criança na família&#8221;, explica a encarregada do setor de psicologia da AACD, Ana Paula Chaves.</p>
<p align="justify">O primeiro ato dos profissionais da entidade, quando encontram um quadro como esse, é trabalhar o luto desses pais para que, conscientes, facilitem o desenvolvimento de seus filhos. &#8220;Se a família aceita o filho como deficiente e, dessa forma, vence o luto, ela entenderá melhor o diagnóstico da doença, o progresso da criança e o que se espera dela com o desenrolar do tratamento, o que certamente ajuda o crescimento  dos pacientes&#8221;, reforça a psicóloga.</p>
<p align="justify">Com a progressiva sensibilização dos familiares e desenvolvimento da criança, o foco do tratamento volta-se para o enfrentamento da sociedade. Por isso, Ana Paula recomenda a inserção da criança com deficiência num ambiente escolar regular. &#8220;O convívio numa escola regular com outras crianças melhora a socialização do paciente e o coloca numa rotina que a vida em sociedade exige&#8221;, revela.</p>
<p align="justify">Infelizmente, o preconceito dos gestores escolares ainda é grande e, embora a Lei n° 7853/1989 obrigue estabelecimentos de ensino a aceitarem alunos com deficiência, muitas escolas recusam-se a matricular crianças especiais. &#8220;Imagina-se que as adaptações que uma criança com deficiência precisa são muitas, o que não é verdade&#8221; diz Ana Paula Chaves, referindo-se a alegação das escolas de que é oneroso manter alunos com deficiência.</p>
<p align="justify">A Escola Recanto, localizada na Madalena, é uma das poucas com suporte para a integração do aluno com deficiência. Todas as turmas do colégio possuem duas vagas reservadas para alunos com deficiência com menor comprometimento. Caso a deficiência requeira maiores cuidados, há turmas à tarde somente para esses alunos. &#8220;O convívo com alunos com deficiência na escola é uma forma de sensibilizar essas crianças e diminuir o preconceito&#8221;, diz Elke Montenegro, coordenadora de Ensino Fundamental da escola, que também ressalta a especialização de todos os funcionários em lidar com as diferenças.</p>
<p align="justify">O colégio, que já tornou-se referência no ensino inclusivo, possui uma estrutura adaptada, com portas e passeios largos e rampas, além de um currículo específico para aqueles alunos cujas deficiências dificultam o aprendizado escolar. &#8220;O curriculo adaptado é voltado para ensiná-los conhecimentos úteis para o futuro, como escrever uma carta por exemplo&#8221;, ressalta Elke montenegro.</p>
<p align="justify">Apesar das diferenciações específicas para os alunos com deficiência, a proposta da Recanto é unir todos os estudantes independente de terem ou não deficiência. &#8221; Todos os alunos são convidados a participarem dos eventos da escola, inclusive os alunos com deficiências mais comprometedoras&#8221;, afirma Darley Sousa, coordenados de esportes da escola.</p>
<p align="justify">Essa sensibilização precoce é fundamental para que a pessoa com deficiência encontre um mercado de trabalho mais justo no futuro. A despeito da Lei Federal Nº. 8.213/91, que obriga empresas e instituições públicas com 100 ou mais funcionários a contratarem um percentual de pessoas com deficiência, as atitudes preconceituosas ainda são grandes empecilhos. A mestranda em Pedagogia Lívia Guedes, da Universidade Federal de Pernambuco, realizou um estudo recente sobre isso. Em sua dissertação &#8220;Barreiras Atitudinais nas Instituições de Ensino Superior: Questão de Educação e Empregabilidade&#8221;, Lívia verifica como as barreiras atitudinais - conceitos errôneos e idealizados que se tornam empecilhos para a vida dessas pessoas -  dificultam a empregabilidade delas no mercado de Trabalho, utilizando como espaço amostral as Instituição de Ensino Superior (IES) do Grande Recife. E a constatação foi intrigante: as barreiras atitudinais se mostram presentes desde a etapa de convocação do candidato com deficiência.</p>
<p align="justify">&#8220;Muitas vezes, só para cumprir a lei, os gestores pedem às agências de emprego profissionais com deficiência leve, e isso é proibido por lei&#8221;, revela Lívia. Outro acontecimento comum é a eliminação do candidato na etapa de seleção devido à falta de adaptação das provas às deficiências. &#8220;Se o candidato possui uma deficiência sensorial como a cegueira, a instituição deveria oferecer-lhe uma prova em Braille, o que não acontece&#8221;, diz a pesquisadora. E, mesmo conseguindo, o emprego, as dificuldades que o deficiente enfrenta são muitas. &#8220;As pessoas imaginam que cego só pode atender telefone, e esse tipo de pensamento frustra o profissional, muitas vezes especializado, mas impedido de assumir a profissão&#8221;, comenta.</p>
<p align="justify">Além disso, a necessidade de integração &#8211; e não de inclusão &#8211; por parte da administração da instituição torna-se um estorvo ainda maior, que muitas vezes resulta na desistência do profissional. &#8220;Integrar é fazer com que o deficiente se adapte ao local de trabalho, quando, na verdade, deveria ser o contrário, o deficiente deveria ser incluído no ambiente por meio de adaptações feitas para seu benefício&#8221;, constata a pesquisadora.</p>
<p align="justify">Os empecilhos estruturais são inúmeros e dificultam bastante a vida da pessoa com deficiência. Mas, para elas, a solução é bem mais simpels do que se imagina. A implementação de rampas, portas mais largas e corrimões não são tão onerosos ao ponto de não serem descartados. E por que não se pensa nisso: na execução das obras estruturais? Porque não se pensa, em primeiro lugar, nas dificuldades e limitações da pessoa com deficiência. Sensibilização é a chave para o respeito à cidadania da pessoa com deficiência.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Teste de Notícia]]></title>
<link>http://braunebastos.wordpress.com/2007/11/02/teste-postagem/</link>
<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 03:56:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>braunebastos</dc:creator>
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