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	<title>dorival-caymmi &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "dorival-caymmi"</description>
	<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 21:32:24 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Traça de Biblioteca: Lançamentos em Salvador]]></title>
<link>http://conversademenina.wordpress.com/2009/11/27/traca-de-biblioteca-lancamentos-em-salvador/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:35:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreia Santana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nos próximos dias, em Salvador, acontecem os lançamentos de três obras literárias, uma delas infanto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nos próximos dias, em Salvador, acontecem os lançamentos de três obras literárias, uma delas infanto-juvenil, outra ambientada no universo da capoeira e a terceira sobre a amizade do cantor e compositor Dorival Caymmi, do artista plástico Caribé e do fotógrafo Pierre Verger.<em> Traça de Biblioteca </em>desta sexta traz os detalhes dos eventos e das obras. Confiram:</p>
<p><span style="color:#ff0000;">CAPOEIRA NO FORTE</span></p>
<p>O livro <em>Capoeira Angola: Educação Pluriétnica, Corporal e Ambiental</em>, do professor Jorge Conceição,  será lançado nesta sexta, 27, às 18hs, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, o Forte da Capoeira, localizado na Rua Barão do Triunfo, s/n, mais conhecida como Largo de Santo Antônio. A obra é resultado de uma pesquisa sobre a relação da Capoeira Angola com o resgate da identidade africana. O autor é participante do curso de “Educação Ambiental para a Sustentabilidade”, promovido pelo Instituto de Gestão das Águas e Climas (INGA/Secretaria do Meio Ambiente) em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde pesquisa a capoeira angola em sua relação com a afroidentidade. O estudo tem como público interativo 30 jovens do Centro de Reabilitação de Portadores de Deficiência Física das Obras Sociais Irmã Dulce &#8211; OSID, meninos e meninas com paralisia cerebral, síndrome de Down e outros distúrbios, e adultos não portadores de neuro patologias.</p>
<p><span style="color:#ff0000;">ENTRE BICHOS E CRIANÇAS</span></p>
<p><a href="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/capa_memecorococopiupiu.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3906" title="capa_memecorococopiupiu" src="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/capa_memecorococopiupiu.jpg?w=300" alt="" width="300" height="285" /></a>Entre bichos e crianças, florestas e fantasias, eis que surpresas e sentimentos se resumem a uma só onomatopéia: <em>MéméCorocócóPiupiu</em>. Com esse nome, será lançado na próxima terça-feira, dia 1º, às 19h, na livraria Tom do Saber, o primeiro livro de contos e fábulas de Índia Torreão Herrera.  A nova escritora baiana faz sua estreia com uma coletânea de nove histórias de aventuras e poesias voltadas para o público infantil. O termo ‘MéméCorocócóPiupiu’ surge de um conto homônimo, a partir da união dos ‘cantos’ de um bode, uma galinha e um pintinho que, na história, surpreendem as personagens por conseguirem superar as diferenças e cantarem juntos músicas diferentes. No decorrer do livro, a expressão ganha significados próprios, tornando-se palavra mágica e parte de todos os eventos importantes. A obra conta com ilustrações do artista plástico Chico Liberato e nela destacam-se o espírito aventureiro das personagens – crianças, em sua maioria – e, principalmente, a paixão pelos animais e florestas, que encontra nas forças da natureza o poder para transformar vidas e o mundo. Outro aspecto que chama a atenção é a preferência da autora por corajosas protagonistas femininas.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>O quê: Lançamento do livro infantil<em> MéméCorocócóPiupiu</em></p>
<p>Autora: Índia Torreão Herrera</p>
<p>Quando: 01/12, terça-feira, às 19h</p>
<p>Onde: Livraria Tom do Saber (Rua João Gomes, 249, Pirâmide do Rio Vermelho)</p>
<p>Entrada franca</p>
<p>Informações: (71) 3311-3300</p>
<p>Preço do livro: R$25,00</p>
<p><span style="color:#ff0000;">AMIZADE À BEIRA-MAR</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><a href="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/carybe_verger_caymmi_email.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3907" title="carybe_verger_caymmi_email" src="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/carybe_verger_caymmi_email.jpg?w=300" alt="" width="300" height="104" /></a></span><em>Carybé, Verger &#38; Caymmi – Mar da Bahia </em>trata da amizade dos três artistas e suas relações com o mar, cantado e pintado por Caymmi, fotografado por Verger e desenhado e pintado por Carybé. O evento de lançamento acontece no próximo dia 02 de dezembro, às 19h, no Palacete das Artes (bairro da Graça). O livro celebra a arte e, sobretudo, a grande amizade entre esses personagens e criadores do século XX que escolheram a Bahia e o jeito de viver de sua gente como motivo e cenário para suas obras.</p>
<p><a href="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/foto_capa_livro-internet.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3908" title="foto_capa_livro.INTERNET" src="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/foto_capa_livro-internet.jpg?w=300" alt="" width="300" height="149" /></a></p>
<p>Em<em> Carybé, Verger &#38; Caymmi – Mar da Bahia</em>, o leitor percebe a riqueza das fotos em preto e branco da velha rolleiflex do gênio Verger, bem como a singularidade dos traços de Carybé, que retratam o cotidiano da época em que as velas dos saveiros enfeitavam o azul das águas da Baía de Todos os Santos e ainda se presenciava a pesca do xaréu nas praias do litoral norte da histórica Salvador. Tudo isso embalado pelas canções praieiras de Caymmi.</p>
<p><a href="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/paginas30_31-internet1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3909" title="páginas30_31.INTERNET1" src="http://conversademenina.wordpress.com/files/2009/11/paginas30_31-internet1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="150" /></a></p>
<p>O texto, de autoria do jornalista José de Jesus Barreto, se fundamenta em pesquisas do acervo da Fundação Pierre Verger, da família Carybé, entrevistas e depoimentos. O diálogo das imagens captadas pela rolleiflex de Verger e pelos traços de Carybé, produzidos entre os anos 40 e 60 do século passado, está cerzido pelos poemas de Caymmi. O pescador cantado por Caymmi é ‘o mesmo’ fotografado por Verger, desenhado por Carybé. Os saveiros que chegam e saem do cais e rasgam as águas da baía, as festas para Iemanjá, o Bom Jesus dos Navegantes e Nossa Senhora da Conceição da Praia servem de inspiração para as canções-poemas, as pinturas e as fotos dos artistas.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p>O quê: Lançamento do livro <em>Carybé, Verger &#38; Caymmi – Mar da Bahia</em></p>
<p>Quando: 02 de dezembro, às 19h</p>
<p>Onde: Palacete das Artes Rodin Bahia – Graça</p>
<p>Valor: No lançamento, R$ 70, e nas livrarias, R$ 90</p>
<p>Editora: Solisluna</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Avalanche de vídeos]]></title>
<link>http://unpredictably.wordpress.com/2009/11/26/avalanche-de-videos/</link>
<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 02:20:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Samuca</dc:creator>
<guid>http://unpredictably.wordpress.com/2009/11/26/avalanche-de-videos/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/IuqZERsEnGM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/IuqZERsEnGM&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/TwdWjx2tYH8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/TwdWjx2tYH8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EXALTAÇÃO À BAHIA E OS BAIANOS]]></title>
<link>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/21/exaltacao-a-bahia-e-os-baianos/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 11:07:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>jarycardoso</dc:creator>
<guid>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/11/21/exaltacao-a-bahia-e-os-baianos/</guid>
<description><![CDATA[Meu grande amigo e mestre MONIZ BANDEIRA – ou Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, como prefere se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="western" style="font-weight:normal;text-align:left;">
<p class="western" style="font-weight:normal;text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="color:#000000;">Meu grande amigo e mestre MONIZ BANDEIRA – ou Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, como prefere ser identificado (porque existem outros Moniz Bandeira e ele é Luiz Alberto) –, baiano retado, descendente da mais tradicional família da Bahia, cujo primeiro representante chegou junto com Tomé de Souza, embora ele mesmo, o meu amigo Moniz Bandeira, tenha nascido para ser </span><span style="color:#000000;"><em>gauche</em></span><span style="color:#000000;"> na vida, um crítico radical da sociedade capitalista, historiador com doutoramento em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, professor titular (aposentado) da Universidade de Brasília, autor de mais de 20 livros (</span><span style="color:#000000;"><em>Formação do Império Americano</em></span><span style="color:#000000;"> é o que lhe deu maior prestígio internacional), residente há muitos anos na Alemanha, me dá a honra de incluir em sua lista de </span><span style="color:#000000;"><em>e-mails</em></span><span style="color:#000000;"> das pessoas mais chegadas, para as quais ele repassa tudo o que recebe ou colhe de interessante na Internet. Desta vez Moniz enviou um texto – assinado no final por ARNALDO JABOR – que parece ter sido escrito especialmente para o blog Jeito Baiano.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A pessoa que o enviou a Moniz Bandeira, Samuel Nascimento, põe em dúvida a sua autoria. Será que é mesmo Arnaldo Jabor quem o escreveu? Não importa por hora, com o tempo isso será esclarecido. Importa é que o texto é um primor, capaz de emocionar qualquer baiano ou pessoa apaixonada pela Bahia. O texto enviado por Moniz Bandeira chegou assim, precedido de uma ressalva do remetente original:</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">&#8220;De samuel nascimento: **(duvido da exatidão da autoria, mas como celebra com carinho a BAHIA que eu amo&#8230; socializo)&#8221; </span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Fiz, porém, uma pesquisa no Google e constatei que o texto é realmente de Arnaldo Jabor e foi publicado no jornal O Globo em 1º de fevereiro de 2005.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;">
<p class="western" style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;">BAHIA, O LUGAR IDEAL</span></span></span></strong></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:large;"><br />
</span></span></span></strong></p>
<p class="western" style="text-align:left;">
<p class="western" style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">(O colunista em crise não consegue voltar das férias)</span></span></span></strong></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></span></strong></p>
<p class="western" style="text-align:left;">
<p class="western" style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-weight:normal;">por </span></span></span></span></strong><strong><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">ARNALDO JABOR</span></span></span></strong></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;">…</span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Não consigo ir embora da Bahia.</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Acabaram minhas férias e continuo aqui.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Mesmo que eu viaje depois do Carnaval, levarei a Bahia comigo.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Não se trata de louvá-la; quero entendê-la, não com a cabeça, mas com o corpo, com as mãos, com o nariz, entender como um cego apalpa um objeto, entender por que este lugar é tão fortemente estruturado em sua aparente dispersão.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Aí, descubro que, ao contrário, a Bahia me ajuda a &#8220;me&#8221; entender. Não sou eu quem olha; a Bahia que me olha de fora, inteira, sólida, secular, a paisagem me olha e fica patente minha alienação de carioca-paulista, fica evidente meu isolamento diante da vida, eu, essa estranha coisa aflita que está sempre entre um instante e outro, sem nunca ser calmo, inconsciente e feliz como um animal.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Na Bahia, vejo-me neurótico, obsessivo, sempre em dúvida, ansioso.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Gostaria de estar na praia de Buraquinho, quieto, dentro do mar, como um peixe, como parte da geografia e não fora dela.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Ninguém aqui se observa vivendo. Salvador não é uma &#8220;cidade partida&#8221; como é o Rio, nem a cidade que expele seus escravos, como São Paulo, que um dia será castigada, estrangulada por sua periferia.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Aqui, de alguma forma misteriosa, os pobres e negros, mesmo sem posses, são donos da cidade.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
A cultura africana que chegou nos navios negreiros, entre fezes e sangue, parece ter encontrado a região &#8220;ideal&#8221; neste promontório boiando sobre o mar, batido de um vento geral, para fundar uma cidade erótica e religiosa, plantada nos cinco sentidos, fluindo do corpo e da terra.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Os casarios subiram os montes, desceram em vales por necessidades dos colonos e dos escravos do passado, o espaço urbano foi desenhado pelo desejo dos homens.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
A Bahia foi o lugar perfeito para a África chegar.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Tudo se sincretiza, natureza e cultura.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Espírito e matéria se unem como um bloco só, amores e vinganças fluem no sangue dos galos e dos bodes, esperanças queimam nas velas de sete dias, todas as coisas se amontoam num grande procedimento barroco de não deixar vazio algum, nada que sobre, que fique de fora, nada que isole matéria e gente.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Os deuses não estão no Olimpo; são terrenos e florestas, estão na rua, no dendê, dentro da planta.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Consciência e realidade não se dividem, o povo e o mundo são a mesma coisa, e isso aplaca as neuroses, as alienações das megacidades onde o homem é um pobre diabo perdido no meio dos viadutos.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Como nas fotos do Mário Cravo Neto, tudo se une em um só bloco: o alvo pato e a mão negra, a mulher nua e a pedra, o nadador, o sol e a água, as frutas, os cestos e as bocas, as plantas e os pés, os búzios e os segredos, os santos e os orixás, as mãos e o tambor, a fome e a carne, o sexo e a comida.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Tenho uma espécie de inveja e saudade desta cultura integrada, dessa sociedade secreta que vejo nos olhares das pessoas falando entre si, uma língua muda que não entendo, tenho inveja da palpabilidade de suas vidas materiais, tenho inveja da grande tribo popular que adivinho nos becos e ladeiras, das pessoas que riem e dançam<br />
nas beiras de calçada, que se amam na beira do mar, tenho inveja desta cultura calma que vive no &#8220;presente&#8221;, coisa que não temos mais nas &#8220;cidades partidas&#8221;, sem passado e com um futuro que não cessa de não chegar.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Nesta época maníaca e americana, que se esvai sem repouso, aqui há o ritmo do prazer, a &#8220;sábia preguiça solar&#8221; de que falou Oswald e que Caymmi professa.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
A civilização que os escravos trouxeram criou esta &#8220;grande suavidade&#8221;, este mistério sem transcendência, este cotidiano sem ansiedade, esta alegria sem meta, esta felicidade sem pressa. Aqui a cultura vem antes da lei.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Aqui o soldado na guarita é um negro com passado e orixás, dentro da roupa de soldado.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
O bombeiro, o vendedor, o pescador, o vagabundo se comunicam e existem antes das roupagens da sociedade.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="color:#000000;"><br />
Até se travestem, se fantasiam deles mesmos nos horrendo </span><span style="color:#000000;"><em>resorts</em></span><span style="color:#000000;"> caretas da burguesia, mas não perdem a alma para o diabo, defendidos pela vigilância de seus Exus.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
A sinistra modernidade tenta adquirir a Bahia, possuí-la, apropriar-se das praias, das ilhas, dos panoramas.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Mas mesmo o progresso urbano e tecnológico aqui fica domado de certo modo pela cultura, que resiste a esses embates.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Os balneários turísticos aqui me parecem meio patéticos, meio Miami na vivência luxuosa dos acarajés, camarões e<br />
uísques trazidos por serviçais iaôs e mordomos de cabeça feita.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Aqui não se veem os rostos torturados dos miseráveis do Rio e São Paulo: a pobreza tem uma religião terrena costurando tudo.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
As festas do ano inteiro não são diversionistas, orgiásticas, para &#8220;divertir&#8221; – são para integrar. As festas têm uma<br />
religiosidade pagã, sem sacrifícios, sem asceses torturadas de olhos virados para o céu.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Nada sobrou do barroco europeu sofrido; prosperou o barroco gordo, pansexual, com as frutas, os anjinhos nus, os refolhos e os européis invadindo o convulsivo barroco da contra-reforma, com as curvas carnavalescas nas igrejas cheias de cariátides peitudas, sexies, gostosas, como as mulatas do Pelourinho.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Não é uma sociedade, mas um grande ritual em funcionamento.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
O Brasil aflito, injusto, imundo, inóspito devia aspirar a ser Bahia. Aqui dá para esquecer o jogo sujo do Congresso em<br />
Brasília, revelando a face oculta dos bandidos com imunidade, emporcalhando a democracia, aqui você não morre afogado na enchente da marginal do Tietê, nem o Ronaldinho é assaltado com revólver na cabeça.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
Não conheço lugar mais naturalmente democrático.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
E, por isso, não consigo ir embora.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="color:#000000;"><br />
Vou comprar uma camiseta &#8220;NO STRESS&#8221; e ficar<br />
bebendo um </span><span style="color:#000000;"><em>frappé</em></span><span style="color:#000000;"> de coco para sempre.</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><span style="color:#000000;"><br />
</span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;">
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong>Arnaldo Jabor – Porto da Barra – Salvador / BAHIA</strong></span></span></span></p>
<p class="western" style="text-align:left;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:left;">
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --> <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --> <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[VOCÊ JÁ FOI À BAHIA?]]></title>
<link>http://natrodrigo.wordpress.com/2009/11/12/voce-ja-foi-a-bahia/</link>
<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 22:41:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Natalia Rodrigo</dc:creator>
<guid>http://natrodrigo.wordpress.com/2009/11/12/voce-ja-foi-a-bahia/</guid>
<description><![CDATA[A canção de Caymmi em que se diz  que a Bahia &#8220;tem um jeito que nenhuma terra tem&#8221; intro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.tendenciasemercado.com.br/wp-content/uploads/2009/09/bloco_filhos_gandhi3.jpg"><img class="alignnone" src="http://www.tendenciasemercado.com.br/wp-content/uploads/2009/09/bloco_filhos_gandhi3.jpg" alt="" width="335" height="299" /></a></p>
<p>A canção de Caymmi em que se diz  que a Bahia &#8220;tem um jeito que nenhuma terra tem&#8221; introduziu uma das unidades didáticas do Programa Trilha Jovem - Oficina de Turismo e suas Dimensões. Nessa introdução, foi travada a discussão sobre o que faz o jeito de ser de um lugar, seja de uma cidade ou de um país. </p>
<p>Decorreu daí uma reflexão sobre o quanto os profissionais de turismo, das diferentes áreas, contribuem para a formação da marca da hospitalidade brasileira. A seguir debateu-se  sobre  qual seria essa marca e sobre quais seriam as características desejáveis de uma cultura brasileira da hospitalidade.</p>
<p>A sessão de aprendizagem teve início com a audição da música, cuja letra apresentamos a seguir:</p>
<p>Você já foi à Bahia?</p>
<p><em>(Dorival Caymmi)</em></p>
<p>Você já foi à Bahia, nêga?<br />
Não? Então vá!<br />
Quem vai ao Bonfim, minha nêga<br />
Nunca mais quer voltar<br />
Muita sorte teve<br />
Muita sorte tem<br />
Muita sorte terá<br />
Você já foi à Bahia, nêga?<br />
Não? Então vá!<br />
Lá tem vatapá! Então vá!<br />
Lá tem caruru! Então vá!<br />
Lá tem mungunzá! Então vá!<br />
Se quiser sambar! Então vá!<br />
Nas sacadas dos sobrados<br />
Da velha São Salvador<br />
Há lembranças de donzelas<br />
Do tempo do imperador<br />
Tudo isso na Bahia<br />
Faz a gente querer bem<br />
A Bahia tem um jeito<br />
Que nenhuma terra tem</p>
<p>Se quiser, ouça a canção com a família Caymmi.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/MYeXOoAXm5c&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/MYeXOoAXm5c&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Se quiser conhecer a página que apresenta a situação de aprendizagem onde a canção &#8220;Você já foi à Bahia?&#8221;  introduz o debate sobre a formação da cultura brasileira da hospitalidade, clique aqui.  O link  dá acesso a um excerto do manual do instrutor da Oficina Turismo e suas Dimensões, que faz parte do currículo do Programa Trilha Jovem, desenvolvido pela <a href="http://germinai.wordpress.com/"><strong>Germinal Consultoria</strong> </a>.</p>
<hr size="1" /><a name="_ftn1_1611" href="#_ftnref1_1611">[1]</a> Disponível em &#60;<a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/dorival.caymmi/letras/voce_ja_foi_a_bahia.htm">http://www.mpbnet.com.br/musicos/dorival.caymmi/letras/voce_ja_foi_a_bahia.htm</a>&#62;. Consulta em: 15 ago. 2006.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A BAHIA TEM UM JEITO...]]></title>
<link>http://prosaempoema.wordpress.com/2009/10/27/a-bahia-tem-um-jeito/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 12:35:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>prosaempoema</dc:creator>
<guid>http://prosaempoema.wordpress.com/2009/10/27/a-bahia-tem-um-jeito/</guid>
<description><![CDATA[  Nas sacadas dos sobrados Da velha São Salvador Há lembranças de donzelas Do tempo do imperador Tud]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><em><img class="alignnone size-medium wp-image-377" title="Pelô" src="http://prosaempoema.wordpress.com/files/2009/10/pelo.jpg?w=300" alt="Largo do Pelourinho" width="300" height="225" /></em></div>
<div><em> </em></div>
<div><em>Nas sacadas dos sobrados</em></div>
<div><em>Da velha São Salvador</em></div>
<div><em>Há lembranças de donzelas</em></div>
<div><em>Do tempo do imperador</em></div>
<div><em>Tudo, tudo na Bahia</em></div>
<div><em>Faz a gente querer bem</em></div>
<div><em>A Bahia tem um jeito</em></div>
<div> </div>
<div>                                  (Dorival Caymmi, <em>Você já foi à Bahia?</em>)</div>
<div> </div>
<div>____________________________________________________</div>
<div> </div>
<div><strong>TODA SEXTA-FEIRA (Adriana Calcanhotto)</strong></div>
<div> </div>
<div>Toda sexta-feira</div>
<div>toda a roupa é branca</div>
<div>toda pele é preta</div>
<div>todo mundo canta</div>
<div>todo o céu magenta</div>
<div> </div>
<div>Toda sexta-feira</div>
<div>todo canto é santo</div>
<div>e toda conta</div>
<div>toda gota</div>
<div>toda onda</div>
<div>toda moça</div>
<div>toda renda</div>
<div> </div>
<div>Toda sexta-feira</div>
<div>todo o mundo é baiano</div>
<div>junto</div>
<div> </div>
<div>(poema-canção extraído do cd <strong>belô velloso</strong>. artista: <strong>belô velloso</strong>. gravadora: <strong>velas</strong>)</div>
<div>____________________________________________________</div>
<div> </div>
<div><strong>LÁ  E  CÁ (Lenine / Sérgio Natureza)</strong></div>
<div> </div>
<div>Mangueira, Ilê Aiê e viva o baticum</div>
<div>Quando a Padre Miguel encontra o Olodum</div>
<div>Caymmi com Noel, no Tom maior Jobim</div>
<div>A Penha, a Candelária, o Senhor do Bonfim</div>
<div> </div>
<div>Irmão São Salvador, São Sebastião</div>
<div>Tamborim, berimbau na marcação</div>
<div>Pontal do Arpoador, final de Itapoã</div>
<div>Meninos do Pelô, da Flor do Amanhã</div>
<div> </div>
<div>Diga aí, diga lá</div>
<div>Você já foi à Bahia, nêga? Não?</div>
<div>Então vá</div>
<div>Então vá</div>
<div> </div>
<div>Diga lá, diga aí</div>
<div>Você já foi até o Rio, nêga? Não?</div>
<div>Tem que ir</div>
<div>Tem que ir</div>
<div> </div>
<div>Rocinha faz parelha lá com Curuzu</div>
<div>Centelha, luz, axé, que vem do fundo azul</div>
<div>Do céu, do mar, de Maré até Maricá</div>
<div>No reino de água e sal de mãe Iemanjá</div>
<div> </div>
<div>E é tanta coisa afim, tanto lá como cá</div>
<div>Tem Barras, Piedades e Jardins de Alah</div>
<div>São trios e afoxés</div>
<div>Blocos de empolgação</div>
<div>De arranco, negro e branco</div>
<div>Tudo de roldão</div>
<div> </div>
<div>
<div>Diga aí, diga lá</div>
<div>Você já foi à Bahia, nêga? Não?</div>
<div>Então vá</div>
<div>Então vá</div>
<div> </div>
<div>Diga lá, diga aí</div>
<div>Você já foi até o Rio, nêga? Não?</div>
<div>Tem que ir</div>
<div>Tem que ir</div>
<div> </div>
<div>João, Benjor, Cartola</div>
<div>da Viola, Gil, Velô</div>
<div>Coqueijo, Alcyvando</div>
<div>Chico, Cyro, Osmar, Dodô</div>
<div> </div>
<div>Geraldos e Ederaldos</div>
<div>Elton, Candeia e Xangô</div>
<div>Rufino, Aldir, Patinhas</div>
<div>da Vila, Ismael, Melô</div>
<div> </div>
<div>Monsueto e Batatinha</div>
<div>Silas, Ciata e Sinhô</div>
<div>Salve Mãe Menininha</div>
<div>Clementina, voz da cor</div>
<div> </div>
<div>(&#8230;)</div>
<div> </div>
<div>
<div>Diga aí, diga lá</div>
<div>Você já foi à Bahia, nêga? Não?</div>
<div>Então vá</div>
<div>Então vá</div>
<div> </div>
<div>Diga lá, diga aí</div>
<div>Você já foi até o Rio, nêga? Não?</div>
<div>Tem que ir</div>
<div>Tem que ir</div>
<div> </div>
<div>(poema-canção extraído do cd <strong>acústico mtv &#8211; lenine</strong>. artista: <strong>lenine</strong>. gravadora: <strong>sony &#38; bmg</strong>)</div>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A modernização de Caymmi]]></title>
<link>http://papocult.wordpress.com/2009/10/19/a-modernizacao-de-caymmi/</link>
<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 09:56:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>mack5d</dc:creator>
<guid>http://papocult.wordpress.com/2009/10/19/a-modernizacao-de-caymmi/</guid>
<description><![CDATA[Por Sally Borges Lançado este mês pela Editora Barcarolla, o livro Caymmi sem folclore tem o intuito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><font face="tahoma"></p>
<p style="text-align:left;"><strong><span style="color:#808080;">Por Sally Borges</span></strong></p>
<p><img src="http://papocult.wordpress.com/files/2009/10/caymmi1.jpg?w=187" alt="Caymmi1" title="Caymmi1" width="187" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-942" /></p>
<p>Lançado este mês pela Editora Barcarolla, o livro <em>Caymmi sem folclore</em> tem o intuito de revelar o outro lado do compositor Dorival Caymmi. O autor do livro, André Domingues, mostra que o cantor não tinha só laços com o folclore, mas teve grande envolvimento com o modernismo e o urbanismo.  </p>
<p>Quando se fala em Dorival Caymmi, um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, o barulho do mar, mais precisamente de Salvador é tomado pelos pensamentos alheios. Natural da Bahia, além de compositor e cantor, Caymmi foi também violinista, ator e até pintor. Sua inspiração era totalmente relacionada à Bahia, compôs hábitos, costumes e tradições do povo baiano. Criou o seu próprio estilo de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e grande riqueza melódica. Suas obras mais populares são <em>Saudade de Bahia</em>, <em>Samba da Minha Terra</em>, <em>Saudade de Itapuã</em>, <em>Maracangalha</em> e <em>O Que é Que a Baiana Tem</em>.</p>
<p><img src="http://papocult.wordpress.com/files/2009/10/caymmi2.jpg?w=184" alt="Caymmi2" title="Caymmi2" width="184" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-943" /></p>
<p>Intitulado pelos críticos e leitores como o livro que mostra Dorival Caymmi da “Bahia carioca”, o autor diz que a produção baiana ocorreu no Rio de Janeiro, na era de ouro da música popular. O autor ainda comenta que em sua terra natal, Dorival fazia marchinhas cariocas e que acabou refletindo o imaginário nacional. Domingues desconstrói o universo do folclore, da praia, do candomblé e do samba de roda que rodeiam o compositor. De acordo com o livro, o mundo da cidade, do rádio, da imprensa, da modernidade do século XX também faz parte da história de Caymmi. </p>
<p>O compositor faleceu ano passado com 94 anos. Por isso, Domingues analisa apenas desde 1938 a 1959 a vida artística de Caymmi, no qual foi o período em que o músico consolidou a carreira e cria a maior parte do seu repertório – das 109 canções compostas 69 vêm a público no intervalo de 20 anos. A trajetória começa com <em>O Que é Que a Baiana Tem</em>, sua primeira gravação que ficou conhecida na voz de Carmem Miranda, e termina com o LP <em>Chega de Saudade</em>. Apesar da crítica personalidade baiana de Caymmi, o livro não deixa de falar sobre sua vida espetacular e eternizada pela cultura brasileira. </p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff6600;">* * *</span></p>
<p><strong>OBS.1:</strong> O crítico musical André Domingues dará um workshop com o titulo Dorival Caymmi – Em Busca da Brasilidade, nos dias 22 e 29 de outubro das 10h ás 12h, no auditório da Unidade Luz da Tom Jobim – EMESP. Faça sua <a href="http://www.emesp.org.br/pt/home/" target="_blank">inscrição aqui</a> para participar e saber de todos os detalhes. Ou ligue para o telefone 35859888 para mais informações.</p>
<p><strong>OBS.2:</strong>As <a href="http://www.radio.uol.com.br/busca/artista/dorival+caymmi" target="_blank">grandes composições</a> de Dorival Caymmi são disponibilizadas nesse site para todos que querem apreciar uma parte da nossa MPB.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Barriga é barriga...]]></title>
<link>http://impolutos.wordpress.com/2009/10/15/barriga-e-barriga/</link>
<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 02:03:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>RMAX</dc:creator>
<guid>http://impolutos.wordpress.com/2009/10/15/barriga-e-barriga/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais&#8230; Confesso que tive a agradável surpresa de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong>&#8220;Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais&#8230;</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2387" title="barriga-cerveja-grande" src="http://impolutos.wordpress.com/files/2009/10/barriga-cerveja-grande.jpg" alt="barriga-cerveja-grande" width="400" height="300" /></p>
<p>Confesso que tive a agradável surpresa de ver Chico Anísio, no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.</p>
<p>Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício &#8211; entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho &#8211; mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: a tartaruga com toda aquela lerdeza , vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?<br />
 <br />
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista<br />
compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça.</p>
<p>Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros.<br />
Pois mesmo assim, e sem jamais ter feito exercício físico, viveu 90 anos.<br />
 <br />
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde&#8230;</p>
<p>E viva o sedentarismo ocioso !!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso !!!<br />
 <br />
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA !!</p>
<p>Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA !!!<br />
 <br />
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO !!!<br />
 <br />
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP !!!<br />
 <br />
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!<br />
 <br />
E nunca se esqueçam:</p>
<p>Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal&#8230; </p>
<p>por Arnaldo Jabour</p>
<p><img class="size-full wp-image-1482      aligncenter" title="rmax" src="http://impolutos.wordpress.com/files/2009/01/rmax.jpg" alt="rmax" width="440" height="76" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Almanaque Brasil de Cultura Popular]]></title>
<link>http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/2009/10/01/almanaque-brasil-de-cultura-popular/</link>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 04:03:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilhermeresendeportfolio</dc:creator>
<guid>http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/2009/10/01/almanaque-brasil-de-cultura-popular/</guid>
<description><![CDATA[. . Diagramação mensal e Projeto gráfico de algumas matérias especiais da revista Almanaque Brasil d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<h3 style="text-align:left;"><span style="color:#000080;">Diagramação mensal e Projeto gráfico de algumas matérias <em>especiais</em> da revista <em>Almanaque Brasil</em> <em>de Cultura Popular &#8211; Revista impressa publicada mensalmente e distribuída a bordo dos aviões da TAM</em>.</span></h3>
<p><span style="color:#000080;">Ao clicar em cima de cada imagem, irá abrir uma nova janela com o projeto gráfico da matéria que foi publicada .<br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span><img class="aligncenter size-full wp-image-209" title="Almanaque Brasil" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/09/b-almanak.jpg" alt="Almanaque Brasil" width="450" height="325" /></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
<a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaque125_especial" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-210" title="Almanaque 125 Setembro 2009" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/09/imagem4.jpg" alt="Almanaque 125 Setembro 2009" width="390" height="524" /></a><br />
Almanaque 125 &#8211; Setembro 2009 &#8211; Especial: Tecidos<br />
<span style="color:#800000;">(Clique na imagem e folheie o especial virtualmente)</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaque124_especial" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-211" title="Almanaque 124 Agosto 2009" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem9.jpg" alt="Almanaque 124 - Agosto 2009" width="390" height="523" /></a></p>
<p style="text-align:center;">Almanaque 124 &#8211; Agosto 2009 &#8211; Especial: Supertições<br />
<span style="color:#800000;">(Clique na imagem e folheie o especial virtualmente)</span></p>
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial121" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-213" title="Almanaque 121 Maio 2009" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem16.jpg" alt="Almanaque 121 Maio 2009" width="390" height="524" /></a></p>
<p style="text-align:center;">Almanaque 121 &#8211; Maio 2009 &#8211; Especial: Música<br />
<span style="color:#800000;">(Clique na imagem e folheie o especial virtualmente)</span><br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial119" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-214" title="Almanaque 119 Março 2009" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem5.jpg" alt="Almanaque 119 Março 2009" width="390" height="524" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 119 &#8211; Março 2009 &#8211; Especial: Futebol e Música<br />
<span style="color:#800000;">(Clique na imagem e folheie o especial virtualmente)</span></p>
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial116" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-215" title="Almanaque 116 Dezembro 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem17.jpg" alt="Almanaque 116 Dezembro 2008" width="390" height="523" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 116 &#8211; Dezembro 2008 &#8211; Especial: Patrimônios Urbanos Nacionais<br />
<span style="color:#800000;">(Clique na imagem e folheie o especial virtualmente)</span></p>
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial114" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-216" title="Almanaque 114 Outubro 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem6.jpg" alt="Almanaque 114 Outubro 2008" width="390" height="525" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 114 &#8211; Outubro 2008 &#8211; Especial: Mitos II<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial113" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-217" title="Almanaque 113 Setembro 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem14.jpg" alt="Almanaque 113 Setembro 2008" width="390" height="523" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 113 &#8211; Setembro 2008 &#8211; Especial: Teatro<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial111" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-218" title="Almanaque 111 Julho 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem18.jpg" alt="Almanaque 111 Julho 2008" width="390" height="524" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 111 &#8211; Julho 2008 &#8211; Especial: Bossa Nova<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial109" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-219" title="Almanaque 109 Maio 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem13.jpg" alt="Almanaque 109 Maio 2008" width="390" height="523" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 109 &#8211; Maio 2008 &#8211; Especial: Carros Brasileiros<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial107" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-220" title="Almanaque 107 Março 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem20.jpg" alt="Almanaque 107 Março 2008" width="390" height="524" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 107 &#8211; Março 2008 &#8211; Especial: Mulheres<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial105"><img class="aligncenter size-full wp-image-233" title="Almanaque Brasil 105 - Janeiro 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem101.jpg" alt="Almanaque Brasil 105 - Janeiro 2008" width="390" height="524" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 105 &#8211; Janeiro 2008 &#8211; Especial: Quadrinhos<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial102" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-222" title="Almanaque 102 Outubro 2008" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem8.jpg" alt="Almanaque 102 Outubro 2008" width="390" height="522" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 102 &#8211; Outubro 2007 &#8211; Especial: Mitos I<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial100" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-223" title="Almanaque 100 Agosto 2007" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem11.jpg" alt="Almanaque 100 Agosto 2007" width="390" height="522" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 100 &#8211; Agosto 2007 &#8211; Especial: 100 Anos de Oscar Niemeyer<br />
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<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial97" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-284" title="Almanaque97" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem151.jpg" alt="Almanaque97" width="390" height="522" /></a>.</span><br />
Almanaque 97 &#8211; Maio 2007 &#8211; Especial: Astronomia Indígena<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial94" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-225" title="Almanaque 94 Fevereiro 2007" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem19.jpg" alt="Almanaque 94 Fevereiro 2007" width="390" height="522" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 94 &#8211; Fevereiro 2007 &#8211; Especial: 100 Anos de Frevo<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial92" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-226" title="Almanaque 92 Dezembro 2006" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem12.jpg" alt="Almanaque 92 Dezembro 2006" width="390" height="524" /></a><span style="color:#ffffff;">.</span><br />
Almanaque 92 &#8211; Dezembro 2005 &#8211; Especial: Museu de Aeronáutica da TAM<br />
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<p style="text-align:center;"><a href="http://issuu.com/GuilhermeResende/docs/almanaques_especial90" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-227" title="Almanaque 90 Outubro 2006" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/imagem7.jpg" alt="Almanaque 90 Outubro 2006" width="390" height="523" /></a><br />
Almanaque 90 &#8211; Outubro 2006 &#8211; Especial: Povo Brasileiro<br />
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<p><span style="color:#ffffff;">.<img class="aligncenter size-full wp-image-310" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/emseplantando.jpg" alt="" width="450" height="301" /></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span>Projeto gráfico da seção: <em>Em se plantando, tudo dá.</em></p>
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<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-261" title="Boticário" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/boticario.jpg" alt="Boticário" width="450" height="603" /><br />
Publieditorial para O Boticário <em>.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crônicas Musicais]]></title>
<link>http://paulocostalima.wordpress.com/2009/09/25/cronicas-musicais/</link>
<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 01:16:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>qualicult</dc:creator>
<guid>http://paulocostalima.wordpress.com/2009/09/25/cronicas-musicais/</guid>
<description><![CDATA[Gago Apaixonado Devo, não nego, uma crônica dedicada a Noel Rosa. Sua presença constante no cenário ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h4 style="text-align:justify;"><strong>Gago Apaixonado</strong></h4>
<h3 style="text-align:justify;"><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/noel.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-278 alignleft" title="noel" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/noel.jpg?w=143" alt="noel" width="143" height="150" /></a></h3>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Devo, não nego, uma crônica dedicada a Noel Rosa. Sua presença constante no cenário da música popular reafirma uma condição ímpar. A trajetória de vida não fica atrás: produziu mais de duas centenas de canções num período de sete anos, morrendo antes de completar 27 (1910-1937)— um verdadeiro vulcão. Chico Buarque reconhece que vem de sua lavra uma primeira formatação da canção popular no Brasil.</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">No entanto, pensar em Noel como patriarca fundador é um tanto estranho porque ele constrói um personagem tão malemolente, irônico, gozador, anárquico — dizem que gostava de escrever versões pornográficas do Hino Nacional — que espécie de pai seria? &#8211; <strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/06/04/gago-apaixonado/" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>MJ e a fabricação de si mesmo</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/michael_jackson.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-279" title="michael_jackson" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/michael_jackson.jpg?w=150" alt="michael_jackson" width="150" height="120" /></a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Mais do que qualquer característica pontual — voz, repertório, gênero — a construção de <strong>MJ</strong> é o personagem. Seus clips provam isso. E que personagem seria esse? Por que exerce um tal magnetismo?</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Podemos evocá-lo facilmente através do estilo de movimento, uma cinética toda especial, uma dança eletrizante mas aparentemente disforme, dança sem lei que faz o corpo andar para trás, amolecer que nem borracha, deslizar sem gravidade. As crianças piram: seria um Chaplin trans-figurado pela pós-modernidade? &#8211; <strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/06/28/mj-e-a-fabricacao-de-si-mesmo/" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>França—Brasil: Allons enfants da pátria amada</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/mireille-mathieu2.jpg"><img style="float:left;border:0 initial initial;" title="mireille-mathieu2" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/mireille-mathieu2.jpg?w=109" alt="mireille-mathieu2" width="109" height="150" /></a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Os textos não são coisas fechadas e autônomas como tantas vezes nos acostumamos a pensar. Eles dialogam entre si, e mesmo já nascem como respostas a outros textos — de antes e de depois! Pasmem! Isso acontece porque idéia não tem casca.</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Os países também não. São textos — o que significa que são intertextos. O bode que deu vou te contar (você conhece esse verso?). O fato é que parece perfeitamente possível cantar o primeiro verso do hino francês seguindo com o segundo verso do hino brasileiro, sem tirar a beleza de nenhum dos dois, que lá isso eles têm de sobra&#8230; - <strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/06/18/franca%E2%80%94brasil-allons-enfants-da-patria-amada/" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>O Rei como personagem cultural</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/roberto-carlos1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-280" title="roberto-carlos" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/roberto-carlos1.jpg?w=150" alt="roberto-carlos" width="150" height="95" /></a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Roberto oh Roberto, que estranha potência a vossa! Como te entender? e por que preciso?</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">lá na década de 80 Regina Casé tinha um curioso bordão no revolucionário grupo Asdrúbal trouxe o trombone: ‘Eu te amo Roberto Carlos’! Isso era dito de forma tão escancarada que ficava óbvia a caricatura da melosidade platitudinosa, a redundância da redundância transformada em atitude crítica e cômica &#8211; <strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3954708-EI8214,00-Os+pes+no+riacho+Rei+como+personagem+cultural.html" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a style="color:#000000;outline-style:none;outline-width:initial;outline-color:initial;text-decoration:none;display:block;margin:0;padding:0;" title="O resto é mar: o tom de Jobim" href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/03/16/o-resto-e-mar-o-tom-de-jobim/">O resto é mar: o tom de Jobim</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a style="color:#000000;outline-style:none;outline-width:initial;outline-color:initial;text-decoration:none;display:block;margin:0;padding:0;" title="O resto é mar: o tom de Jobim" href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/03/16/o-resto-e-mar-o-tom-de-jobim/"></a><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/tom_jobim.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-281" title="Tom_jobim" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/tom_jobim.jpg?w=150" alt="Tom_jobim" width="150" height="110" /></a><span style="font-weight:normal;">A canção é toda cheia de onda, e o seu autor-personagem não deixa por menos. Na versão em inglês adverte</span><span style="font-size:xx-small;margin:0;padding:0;"><span style="font-weight:normal;">(2)</span></span><span style="font-weight:normal;">: </span><em><span style="font-weight:normal;">Don’t try to fight the rising sea</span></em><span style="font-weight:normal;"> (não tente lutar contra o mar que se ergue). Está aí, de próprio punho, uma declaração sobre o umbigo temático da obra, que, não por acaso, leva o nome de </span><em><span style="font-weight:normal;">Wave</span></em><span style="font-weight:normal;"> (onda) – uma das canções brasileiras mais cantadas em todo o mundo.</span></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><span style="font-weight:normal;">A marolinha do ‘vou te contar’ e a onda inexorável, se erguendo logo após. Basta cantar esse início para perceber que, na canção, o gesto de onda é tão fundamental quanto o amor. Ou melhor, que o amor, a onda, o mar, brisa, cais, noite, estrelas, cidade, eternidade, indizível, tudo isso se mistura e se aproxima nesse verdadeiro hino… Pois é, essa é palavra que me ocorre – hino. Mas que espécie de hino seria <em>Wave</em>? &#8211; </span><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/03/16/o-resto-e-mar-o-tom-de-jobim/" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>Quem é o autor?</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/pp2.jpg"><img style="float:left;border:0 initial initial;" title="pp" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/pp2.jpg?w=120" alt="pp" width="120" height="150" /></a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Parece uma pessoa, mas quem me garante que assim o seja? Não há em torno de si uma aura de mistério e de ilusionismo? Ele se confunde com a fonte de onde jorram os sentidos…<br style="margin:0;padding:0;" />Tirem o chapéu de couro de Luis Gonzaga, permanecerá o mesmo?</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Imaginem por um momento que não se trata do ‘rei do baião’ e sim de um cantor de fados.</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Um cantor de tangos e fados na noite carioca… pois foi assim que ele viveu os anos 39 e 40 no Rio. -<strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/09/17/quem-e-o-autor/" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>Debaixo do barro de chão</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/forro.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-308" title="forro" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/forro.jpg?w=120" alt="forro" width="120" height="150" /></a></strong></p>
<p style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;background-repeat:no-repeat;font-size:14px;line-height:20px;text-align:justify;margin:0 0 18px;padding:0;"><span style="font-family:Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;line-height:19px;font-size:13px;">Silêncio. Há uma zabumba pensando. Pensando? O que porventura pensam as zabumbas entre uma batida e outra, entre um tempo e um contratempo? Tum&#8230;tum. Entre a afirmação de uma ordem hegemônica (de tempos) e sua imediata desautorização pelo ataque no finalzinho do período regulamentar, fazendo um contratempo desabusado, audacioso, que quase rouba para si o status de tempo forte, quando é mera dissonância rítmica. Será?</span></p>
<p style="text-align:justify;">Não sei se o leitor entende de dissonâncias, acordes dissonantes etc. Aqui faço referência a dissonâncias rítmicas, como se fosse possível transpor o conceito do campo das alturas para o campo das durações. A mais curiosa das dissonâncias rítmicas seria a hemíola, uma ordem rítmica que surge como contravenção e ameaça se tornar dominante&#8230; &#8211; <strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2972285-EI8214,00-Debaixo+do+barro+do+chao.html" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>Meu Caro Amigo: uma homenagem a Chico e Hime</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/894394-8269-cp2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-283" title="894394-8269-cp2" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/894394-8269-cp2.jpg?w=150" alt="894394-8269-cp2" width="150" height="84" /></a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">O que há de tão especial nessa canção?</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">De um lado o tom da <strong>delicadeza</strong> – existe algo mais carinhoso do que um “meu caro amigo”? E que vai adiante: me perdoe por favor, se não lhe faço uma visita… É uma linguagem bálsamo que a entonação quase jocosa de Chico realça e projeta (Confira no Youtube).</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">De outro, o tom do <strong>desabafo</strong>, um painel de durezas elencadas em carritilha logo após “a coisa aqui ta preta”, registrando muita mutreta pra levar a situação, e nessa mesma linha: careta, pirueta, sarro, sapo, cachaça… O desenlace é inevitável: “ninguém segura esse rojão”. &#8211; <strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/03/30/meu-caro-amigo-uma-homenagem-a-chico-e-hime/" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>Só louco</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/d_r_v_l.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-284" title="d_r_v_l" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/d_r_v_l.jpg?w=92" alt="d_r_v_l" width="92" height="150" /></a></strong></p>
<p style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;background-repeat:no-repeat;font-size:14px;line-height:20px;text-align:justify;margin:0 0 18px;padding:0;"><span style="font-family:Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;line-height:19px;font-size:13px;"><em>Só louco / Amou como eu amei / Só louco / Quis o bem que eu quis Oh, insensato coração / Por que me fizeste sofrer? /Porque de amor para entender / É preciso amar / Porque / Só louco&#8230;</em></span></p>
<p style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;background-repeat:no-repeat;font-size:14px;line-height:20px;text-align:justify;margin:0 0 18px;padding:0;"><span style="font-family:Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;line-height:19px;font-size:13px;"><em><span style="font-style:normal;">O que há nesta canção de Caymmi que a faz tão especial? Composta lá atrás, em 1955, como &#8217;samba-canção&#8217;, ganha performances marcantes com Nana, Gal e com o próprio Caymmi, e certamente anuncia o jeitão/jeitinho da bossa nova (confira no YouTube).</span></em></span></p>
<p style="text-align:justify;">Constrói no coração-ouvido da gente uma certa sensação suspensiva. A gente fica suspenso junto com a música, pairando no espaço da canção, no espaço desse monólogo onde não há referência direta ao objeto amado &#8211; &#8216;quis o bem que eu quis&#8217; e não &#8216;quis o bem que eu te quis&#8217; como às vezes ouvimos por aí -, pairando, em suma, na turbulência estática da fricção entre o reconhecimento da loucura do amor (sua insensatez) e ao mesmo tempo de sua inevitabilidade (&#8216;é preciso amar&#8217;). &#8211; <strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2776257-EI8214,00-So+louco.html" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alguém pode querer me assassinar: poder e paranóia</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/raulfoto1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-285" title="raulfoto1" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/raulfoto1.jpg?w=96" alt="raulfoto1" width="96" height="150" /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Mamãe, não quero ser prefeito,<br />
pode ser que eu seja eleito<br />
e alguém pode querer me assassinar.<br />
eu não preciso ler jornais,<br />
mentir sozinho eu sou capaz,<br />
não quero ir de encontro ao azar</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-weight:normal;">O poder é um lugar de paranóia? Para Raul Seixas a conexão é bastante palpável. Uma breve inspeção dos significantes/personagens de sua canção “Cowboy fora da lei” nos leva diretamente ao contexto, e o título já nos fala das relações entre lei, heroísmo e transgressão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;">Aquilo que parece ser apenas um balacobaco inofensivo com banjo e coisas do velho oeste oferece como ponto de partida um diálogo pra lá de delirante, envolvendo ninguém menos do que mamãe – “mamãe não quero ser prefeito”. Vamos e venhamos: combinar mamãe e velho oeste é uma raridade excêntrica. &#8211; </span><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/03/16/alguem-pode-querer-me-assassinar-poder-e-paranoia/" target="_blank"><strong>Leia na íntegra</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>De Caju em Caju&#8230; até a Cajuína</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/caju.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-300 alignleft" title="caju" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/caju.jpg?w=124" alt="caju" width="124" height="150" /></a>Meu sobrinho americano chegou com um livrinho feito especialmente para viajantes, trazendo palavras importantes em português e sua &#8220;explicação&#8221; em inglês. Qual não foi minha surpresa ao consultar o verbete do caju: fruta típica que tem o sabor entre a pêra e o limão, com um rim grudado encima&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Um rim? Quem no mundo poderia descrever um caju como algo meeiro entre pêra e limão, e ainda por cima achar que a castanha parece com um rim? Fiquei possesso. Mas agora, lendo o verbete &#8220;caju&#8221; do mestre Cascudo, descubro que a autoria dessa comparação esdrúxula (castanha com rim de ovelha) é de Georg Marcgrave¹ (1610-1648). &#8211; <strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3420987-EI8214,00-De+Caju+em+Caju+ate+a+Cajuina.html" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Terra</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/caetano_veloso1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-301 alignleft" title="caetano_veloso" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/caetano_veloso1.jpg?w=92" alt="caetano_veloso" width="92" height="150" /></a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><em>Não há cosmonauta, simplesmente porque não há cosmos.<br style="margin:0;padding:0;" />O cosmos é uma noção do espírito<br style="margin:0;padding:0;" /><strong>Jacques Lacan</strong></em></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">Nós, do século XX, construímos o privilégio de vermos a Terra de longe, e de fora. E ao vê-la assim desgarrada, parece que somos invadidos por uma ternura toda especial, uma ternura azul e branca. Como se a terra fosse um espelho, e o que víssemos fosse ao mesmo tempo um berço e uma lembrança antiga. Uma divindade em órbita, e ao mesmo tempo, o mais recôndito umbigo.</p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">É mesmo uma sensação radical de desgarramento, tal como aquela que nos aparece em sonhos, quando pairamos na beirada do teto, ou quando saltamos e percebemos com grande surpresa que estamos flutuando — tem gente que bate os braços como se fossem asas. Acordar desses sonhos é sempre difícil, ninguém quer… -<strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/2009/09/03/terra/" target="_blank"> Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:left;margin:10px 0;padding:0;"><strong>Acabou o papel!</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:left;margin:10px 0;padding:0;"><strong><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/4g4.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-318" title="4g4" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/4g4.jpg?w=145" alt="4g4" width="145" height="150" /></a></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Quem foi que teve a &#8220;brilhante&#8221; idéia de rimar o título aí de cima com &#8220;jingle bells&#8221;? A resposta a essa pergunta abriria caminho para uma pequena história da esculhambação brasileira através da música. Que espécie de traço cultural seria a esculhambação?</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre a canção ando perguntando por aí, mas ninguém conseguiu me ajudar até o momento. Por exemplo: quando é que foi &#8220;composta&#8221; a versão mais brasileira das canções natalinas? Por quem? Se o leitor sabe, que me diga. &#8211; <strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3399820-EI8214,00-Acabou+o+papel.html" target="_blank">Leia na íntegra</a></strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:left;margin:10px 0;padding:0;">
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;">
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong>Atirei o pau no gato</strong></p>
<p style="line-height:1.6em;text-align:justify;margin:10px 0;padding:0;"><strong><span style="font-weight:normal;"><a href="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/pau-ao-gato.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-323" title="pau ao gato" src="http://paulocostalima.wordpress.com/files/2009/09/pau-ao-gato.jpg?w=150" alt="pau ao gato" width="150" height="112" /></a>Q</span></strong>ual a emoção veiculada por aquela tradicional canção infantil &#8216;atirei o pau no gato&#8217;? Podemos mesmo falar de uma emoção, ou seriam várias? Devemos aderir à antiga noção de que a cada música corresponde um determinado afeto?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-weight:normal;">Na verdade, música não tem emoção &#8211; nós humanos é que as temos, na presença de acontecimentos sonoros. O fenômeno é complexo, envolvendo uma negociação entre o repertório de referência de quem ouve e aquilo que está sendo ouvido. &#8211; </span><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3919716-EI8214,00-Atirei+o+pau+no+gato.html" target="_blank">Leia na íntegra</a><br />
</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Magia do Sítio]]></title>
<link>http://anatomiadozeroinfinito.wordpress.com/2009/09/23/a-magia-do-sitio/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 09:26:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Heleno</dc:creator>
<guid>http://anatomiadozeroinfinito.wordpress.com/2009/09/23/a-magia-do-sitio/</guid>
<description><![CDATA[Numa época em que tão facilmente se esquece da magia de brincar, esta notícia trouxe-me muitas recor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Numa época em que tão facilmente se esquece da magia de brincar, <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/24233-morreu-emilia-do-sitio-do-picapau-amarelo" target="_blank">esta notícia</a> trouxe-me muitas recordações, embora por motivos tristes. Era um daqueles indefectíveis que vibrava com o Sítio do Picapau Amarelo, que a seu tempo foi uma série realmente notável a todos os níveis, não apenas pela vertente educacional mas também pela sua própria construção desenvolvida por Monteiro Lobato em torno de figuras do imaginário popular brasileiro, como o Saci Pererê ou a Cuca, no meio de um ambiente mágico tão bem descrito pela canção de Gilberto Gil&#8230;&#8221;boneca de pano é gente,sabugo de milho é gente, o sol nascente é tão belo&#8221;. De realçar ainda que todo este mundo criado de Monteiro Lobato foi adaptado para televisão por uma equipe que, quer ao nível de texto, quer ao nível musical, é uma autêntica constelação de estrelas, que deram o seu contributo para que a magia fosse ainda mais mágica, e que ainda hoje é difícil reunir mesmo numa novela de topo, quanto mais numa série infantil. Benedito Ruy Barbosa, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Chico Buarque de Holanda, Francis Hime, Ivan Lins, João Bosco&#8230;<br />
Li esta notícia com verdadeira pena, mas ao mesmo tempo não posso deixar de me sentir contente&#8230;dessa pena retiro que a criança que em mim habita ainda vive, está atenta e desperta. E isso devo-o muito aos momentos que passei sentado no chão a ver o Sítio, a admirar a Dona Benta e o Tio Barnabé, a achar engraçados a cozinheira Anastácia, e a desejar que no meu mundo também existi-se um Visconde de Sabugosa e uma boneca de trapos falante <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma síntese de Caymmi...]]></title>
<link>http://mardehistorias.wordpress.com/2009/09/22/uma-sintese-de-caymmi/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 23:44:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreia Santana</dc:creator>
<guid>http://mardehistorias.wordpress.com/2009/09/22/uma-sintese-de-caymmi/</guid>
<description><![CDATA[Caymmi e o mar &#8211; enlevo Caymmi e Salvador &#8211; saudade Caymmi e Iemanjá &#8211; amantes Cay]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Caymmi e o mar &#8211; enlevo Caymmi e Salvador &#8211; saudade Caymmi e Iemanjá &#8211; amantes Cay]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nostalgia de Caymmi e de Carmen...]]></title>
<link>http://mardehistorias.wordpress.com/2009/09/21/nostalgia-de-caymmi-e-de-carmen/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 14:34:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreia Santana</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8230;um fim de semana entregue à baianidade e bateu aquela saudade da cena de Banana da Terra (193]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8230;um fim de semana entregue à baianidade e bateu aquela saudade da cena de Banana da Terra (193]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não passe só uma tarde em Itapoan... MORE EM ITAPOAN!!]]></title>
<link>http://taisportoimoveis.wordpress.com/2009/09/11/nao-passe-so-uma-tarde-em-itapoan-more-em-itapoan/</link>
<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 21:41:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>taisportoimoveis</dc:creator>
<guid>http://taisportoimoveis.wordpress.com/2009/09/11/nao-passe-so-uma-tarde-em-itapoan-more-em-itapoan/</guid>
<description><![CDATA[Itapoan é o bairro mais cantado de Salvador e não é pra menos. A natureza caprichou em suas paisagen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><em>Itapoan é o bairro mais cantado de Salvador e não é pra menos. A natureza caprichou em suas paisagens e a geografia da cidade colaborou em muitos aspectos. Itapoan tem localização estratégica e infraestrutura completa de lazer e serviços, o que facilita, em muito, a vida do morador.</em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Possui fácil acesso pela orla e pela Paralela, fica perto dos mais variados pontos de compras, lazer, cultura e turismo da cidade, além de ter, nos seus próprios limites, algumas das praias mais famosas e pontos turísticos visitados por gente do mundo inteiro.</em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-65" title="itapoan_piscina" src="http://taisportoimoveis.wordpress.com/files/2009/09/itapoan_piscina.jpg" alt="itapoan_piscina" width="450" height="337" /></p>
<p style="text-align:center;"><em> </em></p>
<p style="text-align:center;"><em>O Città Itapoan é um condomínio Clube com mais de 14.500m² de terreno, vagas pra visitante, medição individual de água, circuito fechado de tv, guarita com duplo controle de acesso, áreas comuns entregues equipadas e decoradas sem custo adicional e mais de 35 itens de lazer. São 6 opções de planta, previsão para ar-condicionado nos dormitórios, revestimento cerâmico até o teto na cozinha e nos banheiros, piso em cerâmica em todo o apartamento, bancada de granito no banheiro, bancada de inox na cozinha e previsão para varanda gourmet.<br />
</em></p>
<p style="text-align:center;"><em> </em></p>
<p style="text-align:left;"><em><strong>***** FICHA TÉCNICA *****</strong></em></p>
<div><em></em></div>
<p> </p>
<p><em></p>
<div id="ficha-tec"><strong>Localização</strong>: Itapoan</div>
<p><strong>Data de Lançamento</strong>: Outubro 2008</p>
<p><strong>Data de Entrega</strong>: Setembro 2010</p>
<p><strong>Nº de Torres</strong>: 04</p>
<p><strong>Nº de Pavimentos</strong>: 15 e 16</p>
<p><strong>Tipologia</strong>: 2 quartos e 3 quartos</p>
<p><strong>Nº de Unidades</strong>: 378 unidades, sendo 252 unidades 3/4 e 126 unidades 2/4</p>
<p><strong>Nº de Elevadores</strong>: 03 Elevadores por torre</p>
<p><strong>Metragem das Unidades</strong>: 2/4 &#8211; 55,90m² e 3/4 &#8211; 66,36m²</p>
<p><strong>Área do Terreno</strong>: 14.793,58 m²</p>
<p><strong>Incorporação</strong>: Fit Residencial e Oas Empreendimentos</p>
<p> </p>
<p></em></p>
<p style="text-align:left;"><em> </p>
<p></em></p>
<p style="text-align:left;"><em> </em></p>
<p style="text-align:left;"><em> </em></p>
<p style="text-align:left;"><em> </em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dia Carlinhos Brown]]></title>
<link>http://patriciapalumbo.com/2009/08/31/dia-carlinhos-brown/</link>
<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 22:36:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>patriciapalumbo</dc:creator>
<guid>http://patriciapalumbo.com/2009/08/31/dia-carlinhos-brown/</guid>
<description><![CDATA[brown e eu O novo trabalho de Carlinhos Brown, pasmem, é puro rock&#8217;n roll!! O disco apareceu s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_215" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://patriciapalumbo.wordpress.com/files/2009/08/dsc00685.jpg?w=300" alt="brown e eu" title="DSC00685" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-215" /><p class="wp-caption-text">brown e eu</p></div>  O novo trabalho de Carlinhos Brown, pasmem, é puro rock&#8217;n roll!! O disco apareceu sem capa mas direto das mãos do criador. Junto com Arnaldo Antunes ouvimos hoje a tarde quase o disco todo. Marina dos Mares, música dedicada a Dorival Caymmi, já virou febre em Salvador. A canção tem sonoridades elétricas, um ritmo luminoso e está interpretada pelo grupo Mar Revolto, composto por Carlinhos Brown, Géo Benjamin, Octávio Américo e Raul Carlos Gomes. Mas em várias faixas Brown toca todos os instrumentos.<br />
Animado com o encontro, Arnaldo aproveitou pra fechar com o baiano mais algumas parcerias. Basta que se encontrem pra isso acontecer. No meio do almoço já saiu música nova.<br />
<div id="attachment_216" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://patriciapalumbo.wordpress.com/files/2009/08/dsc00680.jpg?w=300" alt="Audição privilegiada!" title="DSC00680" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-216" /><p class="wp-caption-text">Audição privilegiada!</p></div><br />
E vem novidade por aí. Todos sabem que Carlinhos Brown tem feito muito mais coisa fora do Brasil do que por aqui. Não por acaso inventou o Carlito Marron e saiu tocando cumbias e rumbas. Nessa tarde ele recebeu um telefonema de Sergio Mendes &#8211; sim o próprio! O cara que levou o suingue brasileiro pro topo das paradas norte-americanas e ainda esse mês recebe o maestro da timbalada para um trabalho conjunto.<br />
Conversar com Carlinhos Brown é entender como sai tanta coisa diferente de uma mesma pessoa. A criatividade jorra como água. E faz todo sentido. Além de sua música, o cara se ocupa de projetos sociais incríveis e está antenadíssimo com as questões ambientais. Esse deve ser o tema de seu novo disco. Vejam o ritmo&#8230; mal saiu esse e já prepara outro. Muito bom pra quem, como eu, é fã de Argila, Meia Lua Inteira, Mares de Ti, Seu Zé, Soul By Soul, Busy Man e tantas outras.<br />
<div id="attachment_217" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img src="http://patriciapalumbo.wordpress.com/files/2009/08/dsc00679.jpg?w=300" alt="o sossego da Bahia..." title="DSC00679" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-217" /><p class="wp-caption-text">o sossego da Bahia...</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dorival Caymmi]]></title>
<link>http://alexandrepavan.wordpress.com/2009/08/25/dorival-caymmi/</link>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 13:41:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pavan</dc:creator>
<guid>http://alexandrepavan.wordpress.com/2009/08/25/dorival-caymmi/</guid>
<description><![CDATA[PARTE 2 * PARTE 3]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/skZpgt7KsVk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/skZpgt7KsVk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sYtV_XwDsZY">PARTE 2</a> * <a href="http://www.youtube.com/watch?v=331sEU1lCac">PARTE 3</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[João do Vale ]]></title>
<link>http://melnotacho.wordpress.com/2009/08/22/joao-do-vale/</link>
<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 22:10:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>zedec</dc:creator>
<guid>http://melnotacho.wordpress.com/2009/08/22/joao-do-vale/</guid>
<description><![CDATA[Esse era o João do Vale Não sei identificar todos da foto, mas da esquerda para a direita está o Jor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Esse era o João do Vale Não sei identificar todos da foto, mas da esquerda para a direita está o Jor]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pra Iemanjá com Caymmi e Calcanhotto]]></title>
<link>http://patriciapalumbo.com/2009/08/17/pra-iemanja-com-caymmi-e-calcanhotto/</link>
<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 23:05:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>patriciapalumbo</dc:creator>
<guid>http://patriciapalumbo.com/2009/08/17/pra-iemanja-com-caymmi-e-calcanhotto/</guid>
<description><![CDATA[Sempre é tempo de render homenagens à rainha do mar. Especialmente porque vivemos tão longe da praia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sempre é tempo de render homenagens à rainha do mar. Especialmente porque vivemos tão longe da praia aqui em São Paulo. Adriana Calcanhotto fez mais um lindo disco com o tema azul, o mergulho, o salgado, o profundo, e dessa vez, no Maré, gravou Sargaço Mar de Dorival Caymmi com o violão de Gilberto Gil. Ficou lindo. E achei no YouTube essa ediçao de imagens com a canção.<br />
Reproduzo aqui.<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/DinsKQjpdIw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/DinsKQjpdIw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>A proposito, estou lendo o livro de Beto Pandiani, &#8220;O Mar é Minha Terra&#8221;. Ele descreve cenas incríveis de suas vivências pelos oceanos do mundo. Por exemplo o céu refletido num mar de azeite de tão calmo, uma escuridão pontilhada de estrelas&#8230;  Tem que ler! A resignificação da vida diante da imensidão.<br />
<div id="attachment_181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 140px"><img src="http://patriciapalumbo.wordpress.com/files/2009/08/6449_110942862962_727147962_2397588_6358076_s.jpg" alt="capa do livro O Mar é MInha Terra" title="6449_110942862962_727147962_2397588_6358076_s" width="130" height="83" class="size-full wp-image-181" /><p class="wp-caption-text">capa do livro O Mar é MInha Terra</p></div></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Abaeté TINHA uma lagoa escura, rodeada de areia branca...]]></title>
<link>http://pmoraes.wordpress.com/2009/08/17/abaete/</link>
<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 15:24:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>peumoraes</dc:creator>
<guid>http://pmoraes.wordpress.com/2009/08/17/abaete/</guid>
<description><![CDATA[A geógrafa Adriana Sousa de Araújo realizou sua pós-graduação com o tema: Impactos Ambientais recent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A geógrafa Adriana Sousa de Araújo realizou sua pós-graduação com o tema: Impactos Ambientais recentes no Parque Metropolitano do Abaeté. Ela esclarece algumas questões sobre a ação destrutiva do homem que destrói a Lagoa que encantou o compositor Dorival Caymmi.</p>
<p align="center">
<p>Pedro Moraes: Apesar da degradação sofrida, a prefeitura diminuiu a área de proteção ambiental em 10%. O que a senhora pensa sobre esta decisão?</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_377" class="wp-caption alignleft" style="width: 465px"><strong><strong><img class="size-full wp-image-377 " title="26570" src="http://pmoraes.wordpress.com/files/2009/08/26570.jpg" alt="Foto: Wilson Besnosik / Agência A Tarde " width="455" height="298" /></strong></strong><p class="wp-caption-text">Foto: Wilson Besnosik / Agência A Tarde </p></div>
<p><strong>Adriana Souza Araújo: </strong>Acho uma decisão no mínimo irresponsável. O Parque Metropolitano do Abaeté tem um valor cultural, histórico e ambiental de grande relevância para Salvador. Trata-se de uma única área com características duno-lagunares, que não existe em outro local desta cidade. Por esse motivo, é necessário preservar esse ambiente, para que o mesmo não sofra mais e possa ao longo dos anos, recuperar-se desse prejuízo, caso ainda seja possível. A prefeitura só percebe a   importância visando uma vertente, a do lado turístico. Apesar de já existir por parte da mesma, estudos e relatórios para conservação do local, ela deveria de fato voltar-se para a preservação daquela APA, o que ocorre de maneira ainda insatisfatória.</p>
<p>R: <em>Aquela  região é uma das mais cobiçadas na cidade pelo mercado imobiliário. A construção de civil pode afetar a lagoa de que forma?</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>AS:</strong> Já houve uma perda grande no que se diz respeito aos recursos hídricos daquela região. A lagoa não se trata apenas de uma e sim de várias outras que ficam no interior do parque por trás das dunas e só podem ser vistas através de um passeio com os meninos do Abaeté, que são guias locais que conhecem a região. Aconselho a todos conhecerem, é muito interessante. Quanto a especulação imobiliária, de fato é uma área que sofre muito com esse processo. Houve um tempo que as areias das dunas e as águas das lagoas eram captadas, de forma clandestina para construções civis, com isso, muitas lagoas internas já secaram ou perderam volume da água. Existiram várias perfurações de poços artesianos em condomínios eles “roubavam” a água que seria destinada a abastecer a lagoa. Algumas lagoas estão totalmente secas e outras, nem existem mais.</p>
<p>R: <em>A imagem poética narrada por Caymmi está se transformando. Por exemplo, a cor da água hoje é verde. Isso é um sintoma da devastação?</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>AS:</strong> Com certeza, a cor escura das lagoas ocorre em função da grande deposição de material orgânico no fundo das lagoas. Com a devastação, essa cor está se alterando, é visível em alguns locais a mudança na coloração das dunas também, que de brancas estão ganhando uma coloração avermelhada. Isso é uma conseqüência das construções nos arredores. Fragmentos de tijolos e blocos são levados através da ação eólica, o que está contribuindo muito para a modificação do local. A água já foi bastante castigada, antes existiam lavadeiras que realizam seus trabalhos ali, isso prejudicava toda a vida aquática da lagoa. A natureza  não tinham como concorrer com os produtos químicos do sabão.</p>
<p><strong>R: </strong><em>Os danos realizados podem ser amenizados de alguma forma?</em><strong> </strong></p>
<p><strong>AS:</strong> Tem que existir uma conscientização por parte não só dos moradores da região e de toda população soteropolitana. Aquele espaço tem muita importância para a cultura do nosso povo e se trata de um marco turístico e ecológico dentro de uma metrópole que deve ser preservado, conservado, valorizado e amado por todos. Nada ligado ao meio ambiente se resolve com a ação de apenas um dos lados.</p>
<p>A melhor forma de amenizar tal situação seria um programa de educação ambiental para os moradores.  Seria necessário uma divulgação da importância do Parque para que a população e principalmente as autoridades fiscalizem e mantenham o ambiente mais preservado.</p>
<p><strong>R:</strong><em> O desmatamento realizado por alguns moradores nas áreas vizinhas a lagoa é um exemplo de falta de conscientização.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>AS: </strong>Sim,<strong> </strong>quando uma árvore é arrancada, a raiz deixa solta a areia, daí a lagoa acaba sendo aterrada com a erosão sofrida com influencia do vento e chuva.  Muitas pessoas que fazem esse tipo de coisa não sabem exatamente de suas conseqüências.</p>
<p><strong>R:</strong> O carnaval de Itapuã foi transferido para aquela região. O aumento no fluxo de pessoas pode trazer mais problemas?</p>
<p><strong>AS:</strong> Esse é um sinal da irresponsabilidade da prefeitura. A transferência da festa para esse local é uma prova da falta de preocupação das autoridades com relação a preservação ambiental da área. Aquele espaço deveria ser considerado um santuário.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DORIVAL CAYMMI, O BUDA BAIANO]]></title>
<link>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/08/17/dorival-caymmi-o-buda-baiano/</link>
<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 08:55:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>jarycardoso</dc:creator>
<guid>http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/08/17/dorival-caymmi-o-buda-baiano/</guid>
<description><![CDATA[Dorival Caymmi no veleiro Laffite, do amigo Carlos Guinle, década de 50. Foto: Arquivo Agência A Tar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_873" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-873" title="MÚSICA BAHIA / DORIVAL CAYMMI" src="http://jeitobaiano.wordpress.com/files/2009/08/dorival_caymmiarq03.jpg" alt="Dorival Caymmi no veleiro Laffite, do amigo Carlos Guinle, década de 50. Foto: Arquivo Agência A Tarde" width="450" height="315" /><p class="wp-caption-text">Dorival Caymmi no veleiro Laffite, do amigo Carlos Guinle, década de 50. Foto: Arquivo Agência A Tarde</p></div>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">(Há um ano da morte de Dorival Caymmi, vale a pena ler de novo o texto escrito por zédejesusbarrêto ao receber a triste notícia, quando morava em Angola)</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><br />
</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">por <strong>ZÉDEJESUSBARRÊTO</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Em Luanda, do outro lado do Atlântico, fico a saber </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">da morte de Dorival Caymmi, aos 94 anos. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Talvez o último dos grandes ícones da tal baianidade, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">atributo que ele carregava na cor da pele mulata, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">preservava na pose e na pança de Xangô-rei, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">no vagar, no dengo e na doçura de seu olhar, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">de seus gestos, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">de suas palavras, de seu sorriso. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Caymmi era um gênio. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Nos anos 30, com voz grave e afinada, acompanhado de seu violão dolente já mostrava ao mundo ‘o que é que a baiana tem’.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">E no seu rastro de som e molejo vieram todos&#8230; Jorge, Carybé, Verger&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Ah! Deve estar uma festança no céu. Jobim ao piano.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Certo dia, numa entrevista, acossado pelos jornalistas </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">que babavam sua genialidade, o maestro Jobim falou: </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">‘<span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>A música é Caymmi, Caymmi é a música e eu não seria músico </em></span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>se não fosse Caymmi’. </em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Basta? Tom Jobim!</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Não, não basta. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Nos anos 70, entrevistando João Gilberto, o chamado papa da bossa-nova, ele disse: </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">&#8216;<span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>Tirem os olhos de mim, que eu nada sou além de um tocador de violão.</em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>O gênio se chama Caymmi. Então, vão ouvi-lo, vão entrevistá-lo.</em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>Ele é o mestre, ele é a música&#8217;. </em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">João Gilberto!</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A última vez que o vi, um buda baiano, de branco, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">sentado e lento, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">foi na roça sagrada do Ilê Axé Opô Afonjá, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">terreiro ketu/nagô </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">de São Gonçalo do Retiro dedicado a Xangô. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Ele era Obá, ministro de Xangô. Como o compadre Jorge. Como o compadre Carybé. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Dormiram na mesma esteira, cabeças sagradas </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">aos Orixá, irmãos todos de Mãe Stella de Oxóssi, sacerdotisa dessa terra-mãe que é hoje a mais africana de todas as cidades, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">pelo mistério que preserva nos seus candomblés, que, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">do lado africano do Atlântico já nem se ouve mais falar. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Caymmi era mais do que um músico. Foi um signo. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Um revolucionário, sim senhor! Ele mudou a música brasileira com seu violão de mar. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">E projetou a baianidade no mundo, via Carmen Miranda </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">e o cinema americano. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Como escreveu outro baiano, João Ubaldo Ribeiro, </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;">‘<span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;"><em>Caymmi era um fazedor de beleza’</em>. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Ia além das canções. Pintor de traços e cores precisas, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">um grande contador de histórias, proseador, sedutor&#8230; </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Cantou o povo, o andar, a ginga da gente baiana, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">o requebro das cadeiras da fêmea, a mistura, o jeito da mulatice, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">o som das ruas e senzalas, a conversa e a labuta dos homens do mar, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">do cais, o ir e vir das ondas, os mistérios do reino de Aiocá, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">o vento na palha dos coqueiros, o balanço das velas dos saveiros, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">o xaréu, as crenças, o rabo de arraia dos capoeiras, as festanças, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">o samba no pé e na bunda, a alegria de viver baiana, os tambores nagôs, </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">as mandingas de Angola, os mistério dos caboclos e encantados&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">O violão de Caymmi era recôncavo.<img class="aligncenter size-full wp-image-876" title="Dorival - capa LP 101208 FOTO18" src="http://jeitobaiano.wordpress.com/files/2009/08/dorival-capa-lp-101208-foto18.jpg" alt="Dorival - capa LP 101208 FOTO18" width="450" height="443" /> </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Seu canto, maresia, daquela que varre a sujeira e deixa o ar </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">da Cidade da Bahia tão puro e limpo como as nuvens brancas de Oxalá.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Caymmi era luz, azul como o céu e brilhoso como o mar </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">de Todos-os-Santos. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">A Bahia inteira, agora, deve curvar-se ao chão perante o Universo e agradecer&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Por ele.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Como agradecemos agora, a Olorum, por ter nos dados a graça de ter nascido no mesmo espaço e no tempo em que viveu </span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">o mestre Dorival Caymmi.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:medium;">Agradeçamos ao Criador pela graça de tê-lo ouvido.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;text-align:left;"><span style="font-size:medium;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;">Amém.</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rio sem margem]]></title>
<link>http://setedoses.com/2009/08/14/rio-sem-margem/</link>
<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 03:10:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnobile</dc:creator>
<guid>http://setedoses.com/2009/08/14/rio-sem-margem/</guid>
<description><![CDATA[    - Domingo faz um ano. Com essa frase, Hamilton passou a mão no pequeno chapéu de palha que estav]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/5IooIwwVyTA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/5IooIwwVyTA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">- Domingo faz um ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Com essa frase, Hamilton passou a mão no pequeno chapéu de palha que estava em cima da pequena mesa da pequena sala de sua pequena casa &#8211; paradoxalmente chamada de &#8220;barracão&#8221;. Naquela sexta-feira de manhã, despediu-se de Inês com uma piscada de olho esquerdo, encostou a porta de madeira e partiu para uma ausência de dois dias.</p>
<p style="text-align:justify;">Por alguns instantes havia lhe passado pela cabeça a ideia de levar a sério as palavras &#8220;cê vai, ocê fique, você nunca mais volte&#8221;, sugeridas por João Guimarães Rosa, em <em>A Terceira Margem do Rio</em>. Após horas de caminhada, chutando os finos grãos de areia daquela praia perdida do mundo, sentia a pele encarquilhada pelos castigos impiedosos dos raios de sol. Não via a hora de chegar às pedras da encosta, desatar os nós da corda que prendia sua frágil embarcação, e morrer nas doçuras do mar salgado.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de perder-se no balanço solitário das ondas, Hamilton desistiu de ter um particular com eterno, e resolveu voltar para o beco sem saída que era sua vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Já era domingo, passava do meio-dia, quando abriu a porta de casa para rever as repetições insosas da rotina a dois. Para seu espanto, Inês estava deslumbrante, perfumada e sedutora como nunca. Na mesa, um &#8220;banquete&#8221; simples, mas apetitoso.</p>
<p style="text-align:justify;">O domingo do dia 16 de agosto de 2009 marcava um ano que os dois estavam casados. Ele havia esquecido completamente. A data só lhe lembrava de uma coisa: fazia um ano que Dorival Caymmi havia morrido. Hamilton bajulou Inês durante o almoço e o restante da tarde. Ao anoitecer, tomado por uma segurança incontida, refez o trajeto de sexta e partiu para nunca mais voltar. Fez sua cama de noivo no colo de Iemanjá, e foi em busca da terceira margem do rio daquele rio que não tinha margem.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Lucas Nobile escreve às sextas-feiras para o Sete Doses</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[coisa linda]]></title>
<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/08/12/coisa-linda/</link>
<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 02:57:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Mesquita</dc:creator>
<guid>http://guaciara.wordpress.com/2009/08/12/coisa-linda/</guid>
<description><![CDATA[No dia mais importante do ano, uma homenagem a quem merece. Só músicas que ela gosta:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No dia mais importante do ano, uma homenagem a quem merece. Só músicas que ela gosta:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/5R24xVRhU4s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/5R24xVRhU4s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/9e3sqtoRG-Y&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/9e3sqtoRG-Y&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/E6692QKSAiQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/E6692QKSAiQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/L8U1Y9PBfig&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Base do Baú – "Cheiro Verde" (1977)]]></title>
<link>http://groovelivre.wordpress.com/2009/08/04/base-do-bau-%e2%80%93-cheiro-verde-1977/</link>
<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 14:22:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sergio Carvalho</dc:creator>
<guid>http://groovelivre.wordpress.com/2009/08/04/base-do-bau-%e2%80%93-cheiro-verde-1977/</guid>
<description><![CDATA[Danilo Candido Tostes Caymmi Danilo Caymmi foi o assunto da semana para a Revista da Hora, e bateu a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">
<div id="attachment_1106" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1106 " title="danilo caymmi - Cheiro Verde - 1977 - capa" src="http://groovelivre.wordpress.com/files/2009/08/danilo-caymmi-cheiro-verde-1977-capa.jpg" alt="Danilo Candido Tostes Caymmi" width="400" height="403" /><p class="wp-caption-text">Danilo Candido Tostes Caymmi</p></div>
<p>Danilo Caymmi foi o assunto da semana para a Revista da Hora, e bateu a saudade de fazer um <em>Base do Baú</em>, então&#8230;</p>
<p>Como deve ser filho de Dorival Caymmi? Nem imagino, sou filho do grande Manoel Lopes de Carvalho. Agora, como deve ser filho de alguém que escreveu “<a href="http://www.4shared.com/file/107910931/4fadaa7f/dorival_caymmi_-_eu_no_tenho_onde_morar__a_vizinha_do_lado.html?s=1">A Vizinha do Lado</a>”? Bem, Danilo Caymmi sabe perfeitamente o que é ser. Porém, seu mérito não está no sobrenome, está no fato de ser quem é.</p>
<p>Ele tem no maestro maior Tom Jobim sua principal influência, tem no sangue toda linhagem Caymmi. Danilo poderia muito bem seguir o caminho natural das coisas, mas foi resolveu buscar sua sonoridade nas Minas Gerais. Deixando o Rio e a Bahia para quem narrou com perfeição, no caso Jobim e Dorival. O resultado dessa busca fica claro em seu disco “<a href="http://criaturadesebo.blogspot.com/2009/01/cheiro-verde-danilo-caymmi-1977-01.html">Cheiro Verde</a>”.</p>
<p>Jazz com forte sotaque mineiro – principalmente nas cordas. Canções como “Lua do Meio-Dia” tem até a participação de Milton Nascimento, é o reflexo de sua maior influência nesse período, todo o pessoal do Clube da Esquina. “Aperta Outro” é o retrato exato de como essa segunda geração via a construção de suas obras. Eles estavam fazendo a MPB no exato formato que é feito hoje. Exatamente 30 anos depois. Ainda bem que alguém bebeu a mesma garrafa de ‘uísque’ com Tom Jobim.</p>
<p>Em “Racha Cartola” ele convida um tal de “Nelson” pra chegar na mesa. Em 77 o pop brasileiro era a Bossa Nova.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[<em>show_</em> <strong>Cibelle (Sesc Vila Mariana - 17/09/09)</strong>]]></title>
<link>http://untuned.wordpress.com/2009/09/30/cibelle-sesc-vila-mariana-170909/</link>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 02:00:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduardo Hiraoka</dc:creator>
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<description><![CDATA[Após algumas chances perdidas, consegui, há pouco mais de uma semana, assistir a uma apresentação de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-3011" title="Cibelle" src="http://untuned.wordpress.com/files/2009/10/cibelle_post.jpg" alt="Cibelle" width="467" height="190" /></p>
<p>Após algumas chances perdidas, consegui, há pouco mais de uma semana, assistir a uma apresentação de <strong>Cibelle</strong>. Uma pena que ela, residindo em Londres desde 2002, faça tão raras visitas a este lado de baixo do Equador. Quando ainda não conhecia Cibelle direito, me perguntava por que raios tanto falavam sobre ela. Hoje &#8211; e, principalmente, após vê-la ao vivo pela primeira vez &#8211; percebo que ela merece bem mais. Poderia dizer que ela é a melhor cantora brasileira dessa nova geração de vozes femininas. É pouco. Cibelle é mais que isso; uma artista criativa, ousada e cativante. E, como mostrou neste seu &#8220;live programming show&#8221;, Cibelle é também uma banda inteira.</p>
<p>É que este não foi um show comum da cantora paulistana. Como parte da série Influências, promovida pelo Sesc, Cibelle subiu ao palco do auditório da unidade Vila Mariana &#8211; prédio que ela viu ser construído, como disse à platéia &#8211; não para apresentar seu setlist usual, mas para interpretar, solitária, canções que marcaram a sua formação musical. Em meio a um suntuoso cenário-instalação produzido pelo artista plástico Rick Castro, encontravam-se dois microfones, uma guitarra, um surdo (ou algum instrumento de percussão semelhante), sintetizadores, um laptop, um batalhão de pedais de efeitos e, no centro, apenas Cibelle, fazendo todos os instrumentos soarem ao mesmo tempo. Para isso, a cada número, a cantora sampleava, ali na hora, alguns compassos de cada som que iria utilizar e depois os reproduzia de modo contínuo, mixados. Sobre essas bases programadas ao vivo (daí o nome que se dá ao show), a voz indecorosa de Cibelle vinha completar a mágica, transformando tudo aquilo num espetáculo de hipnotismo.</p>
<p>A outra particularidade do show, o repertório, retratou bem o mosaico de estilos que sempre caracterizou Cibelle. Como é notório em seus álbuns, as influências da cantora são as mais diversas possíveis. De Bowie a Caymmi. De Björk a Xuxa. Sim, Xuxa. Em um dos muitos momentos de descontração do show, Cibelle encarnou a apresentadora global, em sua fase mais trash, e fez um cover moderno e escrachado de &#8220;Meu Cãozinho Xuxo&#8221;. Pura tiração de sarro. Em seguida, poderia aparecer tanto uma &#8220;Cantiga&#8221; da Bahia, quanto uma emocionante releitura de &#8220;Lá Fora Tem&#8221;, faixa do primeiro disco do Cidadão Instigado. Tudo interpretado à maneira bem peculiar de Cibelle, explorando ao máximo toda aquela parafernalha sonora que a cincurdava, para dar uma nova roupagem a cada canção. Ainda surgiriam fantásticas versões de &#8220;Lua, Lua, Lua&#8221;, de Caetano, &#8220;All Is Full Of Love&#8221;, de Björk (uma das melhores), &#8220;Hope There&#8217;s Someone&#8221;, de Antony and the Johnsons, e até uma homenagem ao recém-falecido Patrick Swayze, com &#8220;Love Is Strange&#8221;, da trilha do filme <em>Dirty Dancing</em> &#8211; aqui num &#8220;funk cover&#8221;.</p>
<p>Sem dúvida, um dos melhores shows nacionais que assisti recentemente. De uma artista que provavelmente está entre as cinco melhores coisas da nossa música que conheci nesta década que vai chegando ao fim. E os &#8220;anos 2010&#8243; já começarão bem, com o lançamento do terceiro disco de Cibelle, o <em>Sonja Khallecallon y Los Stroboscopicus Luminous</em> (sim, o nome é bizarro). O trabalho contará com participações de Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Pupillo (Nação Zumbi), Owen Clark (Hot Chip), Sam Genders (Tunng), Apollo9 e, como co-produtor, Damian Taylor, que também está cuidando no próximo álbum de Björk. É esperar, que vem coisa boa. E torcer para que ela retorne em breve.</p>
<p>___</p>
<p>Não lembro a ordem, mas estas foram as músicas que Cibelle cantou no show (pode ser que eu tenha esquecido alguma também):</p>
<p>Tom Jobim &#8211; &#8220;Por Toda a Minha Vida&#8221;<br />
Suba &#8211; &#8220;Sereia&#8221;<br />
Caetano Veloso &#8211; &#8220;Lua, Lua, Lua&#8221;<br />
Joe Meek &#8211; &#8220;Love Is Strange&#8221; (trilha de Dirty Dancing)<br />
David Bowie &#8211; &#8220;Let&#8217;s Dance&#8221; (versão do M. Ward)<br />
Xuxa &#8211; &#8220;Meu Cãozinho Xuxo&#8221;<br />
Antony and the Johnsons &#8211; &#8220;Hope There&#8217;s Someone&#8221;<br />
Monty Norman &#8211; &#8220;Underneath The Mango Tree&#8221;<br />
Björk &#8211; &#8220;All Is Full Of Love&#8221;<br />
Cidadão Instigado &#8211; &#8220;Lá Fora Tem&#8221;<br />
Daniel Johnston &#8211; &#8220;True Love Will Find In The End&#8221;<br />
Dorival Caymmi &#8211; &#8220;Cantiga&#8221;<br />
Cibelle &#8211; &#8220;Instante de Dois&#8221;</p>
<h5 style="text-align:center;">&#8220;Meu Cãozinho Xuxo&#8221;, por Cibelle <span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/hnbW-ioebK4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/hnbW-ioebK4&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></h5>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Ilustrações para Ilustres Brasileiros]]></title>
<link>http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/2009/09/29/ilustracoes-para-ilustres-brasileiros/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 04:45:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilhermeresendeportfolio</dc:creator>
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<description><![CDATA[As ilustrações a  seguir foram feitas para a seção Ilustres Brasileiros da revista Almanaque Brasil ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3 style="text-align:left;"><span style="color:#000080;">As ilustrações a  seguir foram feitas para a seção <em>Ilustres Brasileiros</em> da revista <em>Almanaque Brasil de Cultura Popular</em>.</span></h3>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
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<img class="aligncenter size-full wp-image-242" title="Hélio Oiticica" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/oiticica1.jpg" alt="Hélio Oiticica" width="286" height="441" /><span style="color:#808080;"><span style="color:#ff0000;">Hélio Oiticica</span><br />
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<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-243" title="Paulo Autran" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/autran_ilustra.jpg" alt="Paulo Autran" width="450" height="422" /><span style="color:#999999;"> Paulo Autran</span></p>
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<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-244" title="Dorival Caymmi" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/dorival_alto-contraste.jpg" alt="Dorival Caymmi" width="284" height="520" /><span style="color:#000000;">Dorival Caymmi<br />
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<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.<img class="aligncenter size-full wp-image-245" title="Grande Otelo" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/picture-1.png" alt="Grande Otelo" width="450" height="283" /></span><span style="color:#000000;">Grande Otelo<br />
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<p><span style="color:#000000;"><br />
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<p style="text-align:left;"><span style="color:#ffffff;">.<img class="aligncenter size-full wp-image-246" title="Tarsila do Amaral" src="http://guilhermeresendeportfolio.wordpress.com/files/2009/10/tarsila.jpg" alt="Tarsila do Amaral" width="450" height="256" /></span> <span style="color:#999999;"><span style="color:#ffffff;"> </span>Tarsila do Amaral</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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