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	<title>douglas-lobo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/douglas-lobo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "douglas-lobo"</description>
	<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 16:27:58 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Vida longa ao lobisomem?]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/06/27/vida-longa-ao-lobisomem/</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 16:23:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mais do que uma bala de prata, o melhor meio de matar um lobisomem é com um filme ruim. Hollywood te]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://m.blog.hu/tr/trailer/image/002/wolfman_kicsi.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">Mais do que uma bala de prata, o melhor meio de matar um lobisomem é com um filme ruim.  Hollywood tem feito vários, há décadas. Enquanto o vampiro é a menina (ou o morcego) dos olhos da indústria, o mito do Lobisomem teve seu último grande filme há mais de vinte anos – “Um lobisomem americano em Londres” (1981), de John Landis. Agora, o diretor Joe Johnston (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0317648/">Hidalgo</a>, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0163025/">Jurassic Park III)</a> está trabalhando em uma refilmagem de “<strong>O Lobisomem</strong>” (“<a href="http://www.imdb.com/title/tt0034398/">The Wolf Man</a>”, EUA, 1941), o que pode ser um marco zero. Afinal, foi o filme que consolidou a cinematografia desse subgênero.</p>
<p><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.omghorror.com/global/radar/blog_images/68333-2.jpg" alt="" width="432" height="248" /> De acordo com informações do IMDB (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0780653/">www.imdb.com/title/tt0780653</a>), o roteirista de “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0114369/">Seven</a>” (1995), <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001825/">Andrew Kevin Walker</a>, trabalha no projeto.  Ele já trabalhou como roteirista na adaptação para o cinema de outra história clássica de terror – “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0162661/">A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça</a>” (Sleepy Hollow, 1999), de Tim Burton. Outros trabalhos como escritor/roteirista no gênero de terror/suspense são um episódio da serie de TV <a href="http://www.imdb.com/title/tt0096708/">Tales from the Crypt </a>(1989) e os filmes “Jogo Mortal” (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0109327/">Brainscan</a>, 1994) e “O esconderijo” (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0113303/">Hideaway</a>, EUA, 1995).  Pelo que está no IDMB, o cineasta incluiu novos personagens. O apuro visual deverá ser trabalhado com atenção, já que Joe Johnston trabalhou como diretor de efeitos visuais em filmes como “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0082971/">Indiana Jones e os caçadores da arca perdida</a>” (1981) e “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0086190/">Star Wars: o retorno de Jedi</a>” (1983). Sua parceria com Steven Spielberg e George Lucas lhe garantiu trabalho em vários projetos da dupla, como escritor, consultor de design e diretor de arte. O filme está previsto para lançamento em 2009 e terá no elenco <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001125/">Benicio Del Toro</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000164/">Anthony Hopkins</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.quirkcollective.com/images/american_werewolf_in_london7.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">O nome de peso de Johnston, Walker e dos dois atores abre a possibilidade de que o filme crie um novo padrão para o cinema de lobisomem Afinal, “O lobisomem” criou as linhas gerais seguidas depois durante décadas.  A mais importante delas foi ter dado uma temática ao lobisomem: a criatura representa a crueldade humana, o lado selvagem e violento que cada ser humano traz dentro de si. A lenda do lobisomem é próxima da história do Dr. Jekill e Mr. Hide, mas com a lua desencadeando a transformação ao invés da fórmula científica.  A dualidade que marca o personagem foi consagrada no aproveitamento, pelo roteirista Curt Siodmak, da idéia de um filme anterior (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0027194/">Werewolf of London,</a> 1935): a de que o lobisomem persegue aquilo que mais ama. Com isso, o diretor George Waggner mostrou uma história de amor que humanizou definitivamente o personagem. Homem e lobo lutam entre si quando estão na presença da mulher amada, como a bondade e a crueldade têm lutado entre si na sociedade há milênios.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/lica1.jpg" alt="" width="314" height="254" /></p>
<p style="text-align:justify;">Outros padrões criados pelo filme foram a vulnerabilidade do lobisomem à prata, o símbolo do pentagrama associado à criatura e, finalmente, a forma meio-homem, meio-lobo (baseada em Werewolf of London). A criatura é peluda, mas tem feições próximas de humanas, dois pés (ou patas) e mantém certa racionalidade subconsciente. O lobisomem de duas patas é diferente do que aparece no primeiro filme do subgênero, <a href="http://www.imdb.com/title/tt0003526/">The Werewolf</a> (1913). Nele a criatura é um lobo sem traços humanos. No entanto, o filme se perdeu no tempo (provavelmente em um incêndio), poucos o viram e portanto não participa da construção do subgênero. Para todos os efeitos, o lobisomem de duas patas é a figura clássica da criatura.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas décadas seguintes ao lançamento de “O Lobisomem”, poucos filmes avançaram na construção do personagem.  A inovação avassaladora do subgênero só iria ocorrer exatos quarentas anos depois. “Um lobisomem americano em Londres” é uma espécie de refilmagem livre da produção dos anos 40.  Landis homenageia o clássico na trilha sonora (o carro-chefe é “Blue Moon”, termo utilizado em um poema citado no primeiro filme), em várias cenas e na história de amor entre o lobisomem e uma mulher.  Mas vai além.  Tem um tom de humor negro que quebra o formato sério do primeiro filme. A Londres de John Landis não é vitoriana – é urbana, com os preços das mercadorias subindo constantemente na recessão do começo dos anos 80.  A história de amor não é mais entre conhecidos de um restrito círculo social.  É entre um paciente e uma enfermeira que se conhecem no hospital e transam no primeiro encontro. Não há pais, parentes ou qualquer forma de núcleo familiar.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.scene-stealers.com/wp-content/uploads/2007/10/frightnight051707.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">Mas a inovação mais radical, e pela qual o filme de John Landis entrou para a história do cinema de terror, foi a própria figura do lobisomem. Ele se tornou um animal de quatro patas, sem nenhum vestígio humano. A transformação “suave” dos filmes anteriores foi substituída pela dor assustadora que se vê nos dois minutos em que a estrutura óssea do homem vira a de um lobo completo (e enorme).  A transformação é tão perfeita que deu o Oscar de Maquiagem a <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000711/">Rick Baker</a>. O lobo de quatro patas passou a ser o padrão, em filmes como “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0087075/">A companhia dos lobos</a>” (The company of wolves, 1984)  e “A hora do espanto’ (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0089175/">Fright Night</a>, 1985).</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.virginmedia.com/images/1pfeiffer-gal-wolf.jpg" alt="" width="302" height="210" /></p>
<p style="text-align:justify;">O lobisomem de duas patas não sumiu completamente (“<a href="http://www.imdb.com/title/tt0082533/">Grito de Horror</a>”, 1981), mas perdeu o impacto. Nada mais ridículo do que o lobisomem cometendo assassinato com um taco de beisebol (!) em “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0090021/">Bala de Prata</a>” (Silver Bullet, 1985). Jack Nicholson está genial em “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0111742/">Lobo</a>” (Wolf, 1994), mas só até quando os pêlos começam a aparecer.  O formato animalesco atende às expectativas comerciais do público de filmes de terror. Uma criatura sem vestígio humano é potencialmente mais assustadora e violenta. Além disso, permite que se trabalhe as cenas violentas sem a participação do ator, só com efeitos especiais, o que dá mais ritmo à criatura. Na verdade, com o tempo os filmes evoluíram para um curioso formato misto, em que o lobisomem não tem vestígio humanos (ou seja, é um lobo), mas anda em duas patas. É o que ocorre em filmes como  “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0257516/">Amaldiçoados</a>” (Cursed, 2005), “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0338526/">Van Helsing</a>” (2004) e “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0115610/">Lua Negra</a>” (Bad Moon, EUA, 1996).</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://timesonline.typepad.com/photos/uncategorized/2007/11/27/americanwerewolf.jpg" alt="" width="356" height="193" /></p>
<p style="text-align:justify;">Mas agora o cinema de lobisomem ensaia uma volta às bases clássicas.  Que a criatura voltará a ter duas patas e vestígios humanos está claro nas fotos divulgadas. Com “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0082010/">Um lobisomem americano em Londres</a>”, Landis conquistou uma nova geração de adeptos para o subgênero (especialmente entre os teens), mas tirou dele a temática clássica da dualidade. O lobisomem meio-humano deixava claro que, mesmo lobo, ainda é o homem o verdadeiro tema da lenda (como o é de todas as lendas, aliás). Resta saber se o diretor Joe Johnston conseguirá entusiasmar as platéias com uma volta aos padrões clássicos. As imagens divulgadas sinalizam para um filme visualmente rico. O roteirista Andrew Kevin Walker é renomado pela criatividade. O time de peso é reforçado pelo próprio Rick Baker, que ao comentar o trabalho de maquiagem que “transformará” Del Toro em um animal de duas patas descreveu um processo baseado em material físico, sem recurso (ou mínimo) aos efeitos digitais. Ou seja, um retorno decidido ao estilo “old school”.</p>
<p style="text-align:justify;">Vida longa ao lobisomem.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/06/01/indiana-jones-and-the-kingdom-of-the-crystal-skull-critica/</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 18:47:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/06/01/indiana-jones-and-the-kingdom-of-the-crystal-skull-critica/</guid>
<description><![CDATA[Crítica de &#8220;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal&#8221;, por Douglas Lobo. “Indiana J]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://esharkdesign.com/wp-content/uploads/2007/12/indiana-jones-kingdom-of-the-crystal-skull.jpg" alt="" width="350" height="519" /></p>
<p style="text-align:center;">Crítica de &#8220;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal&#8221;, por Douglas Lobo.</p>
<p><!--more--><br />
<img style="vertical-align:middle;" src="http://image.guardian.co.uk/sys-images/Film/Pix/pictures/2008/05/23/indy460.jpg" alt="" width="424" height="256" /><br />
“Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull” é um filme da “old school”. Quarto filme da série, parece ter sido feito nos anos 80. Referências aos filmes anteriores (e à série de TV &#8220;The Young Indiana Jones Chronicles&#8221;, dos anos 90) aparecem ao longo do filme. A fotografia, a direção de atores, os efeitos especiais – tudo remete aos anos 80. O tom nostálgico é tão grande que transforma o filme mais em uma homenagem do que em uma seqüência. Enquanto as novas seqüências de &#8220;Duro de matar&#8221; e &#8220;Rambo&#8221;, por exemplo, incorporaram novos temas e técnicas, a nova aventura de &#8220;Indiana Jones&#8221; usa o modelo dos demais filmes, mas sem ir além deles.</p>
<p style="text-align:justify;">O estilo &#8220;old school&#8221;, no entanto, é de Steven Spielberg (diretor) e George Lucas (autor da história), o que significa frescor para fórmulas antigas. Sem idéias originais, o filme saudosamente resgata a cinematografia de Spielberg e Lucas, através de cenas que lembram os sucessos dos cineastas e de referências ao universo temático de ambos &#8211; alienígenas, o ambiente militar, a juventude dos anos 50, o controle governamental e a II Guerra, além é claro de Indiana Jones. A produção tem um ar de matinê, com alguma coisa dos anos 40-60 (décadas decisivas na formação de Spielberg e Lucas).</p>
<p style="text-align:justify;"><img style="vertical-align:middle;" src="http://blogs.nzherald.co.nz/media/blogs/entries/2008/05/25/photo/indy445.jpg" alt="" width="419" height="231" /></p>
<p style="text-align:justify;">A história lembra muito a de “Raiders of the Lost Ark” (1981), o primeiro da série. Em 1957, Indiana Jones é contatado pelo jovem <a href="http://www.imdb.com/character/ch0049975/">Mutt Williams (Shia LaBeouf)</a>, que conta que sua mãe, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000261/">Marion Ravenwood (Karen Allen</a>, do primeiro filme) foi seqüestrada pelos russos. O exército russo na verdade está interessado em atrair Indiana Jones para forçá-lo a achar uma lendária Caveira de Cristal que teria poderes mágicos. O cenário da maior parte do filme é a Floresta Amazônica, com cenas filmadas no Havaí. O ambiente de florestas e templos perdidos remete, claro, para “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0087469/">Indiana Jones and the Temple of Doom</a>” (1984), o segundo filme da série (e o menos conceituado). Ao longo do filme, Indiana descobre que Mutt é na verdade seu filho, colocando na história a questão da paternidade, presente no último filme da série, “Indiana Jones and the Last Crusade” (1989).</p>
<p style="text-align:justify;">A idade avançada limita claramente a atuação de Harrison Ford, que deve muito da parte física aos dublês e efeitos de direção. Ford não recria o personagem, nem parece preocupado com isso. Ele simplesmente dá ao público o personagem como era nos anos 80. Cate Blanchet assimila mais um sotaque em sua carreira, interpretando a austríaca <a href="http://www.imdb.com/character/ch0056490/">Irina Spalko</a>, que lidera os russos na busca da Caveira de Cristal. A atriz constrói o personagem como uma réplica das espiãs dos antigos filmes de guerra. O trabalho de voz e de expressões faciais coloca a atriz em um nível acima do restante do elenco.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" style="vertical-align:middle;" src="http://blog.mlive.com/james_sanford/2008/05/large_20080522-indianajonesandthekingdomofthecrystalskull.jpg" alt="" width="375" height="225" /></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull&#8221; não é tão centrado como os filmes anteriores, que (especialmente o primeiro) parecem ter sido feitos cortando-se tudo que era desnecessário, na direção, no roteiro e na atuação &#8211; o que dá a eles uma concisão e um ritmo que inauguraram um novo padrão nos filmes de aventura. Spielberg está mais relaxado agora, encarando a seqüência mais como uma diversão do que um trabalho de fôlego. O roteiro em especial tem pontas soltas e um excesso de assuntos que ameaça o foco da trama.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o interessante em &#8220;Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull&#8221; é que é um válido contraponto ao cinema modernoso e tecnológico, exemplificado por filmes como &#8220;Transformers&#8221; e &#8220;The Matrix&#8221;. A evolução da linguagem do cinema é irreversível, mas sua base será sempre os princípios que acompanham a arte há décadas. Ninguém mais autorizado a legitimar a &#8220;old school&#8221; do que Steven Spielberg e George Lucas, cineastas modernos que inauguraram a era dos &#8220;blockbusters&#8221;, mas cuja base de criação são os filmes dos anos 40, 50 e 60. Numa época em que a modernidade no cinema chega a excessos e diretores afundam deslumbradamente na linguagem da informática, do videoclipe e do videogame, a dupla Spielberg/Lucas entra numa máquina do tempo e reverencia as bases clássicas do cinema.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Nota:</strong> 8/10</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Iron Man - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/05/05/iron-man-critica/</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 14:12:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/05/05/iron-man-critica/</guid>
<description><![CDATA[Crítica ao filme &#8220;Iron Man&#8221;, por Douglas Lobo. Nem todo super-herói vem da classe média.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img src="http://img37.picoodle.com/img/img37/4/5/6/f_ironposterm_0a50046.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;">Crítica ao filme &#8220;Iron Man&#8221;, por Douglas Lobo.</p>
<p><!--more--><br />
Nem todo super-herói vem da classe média. Em “Homem de Ferro”, Tony Stark (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000375/" target="_blank">Robert Downey Jr.</a>) é um bilionário empresário do ramo de armas que se arrepende dos negócios e decide trazer a paz ao mundo. Claro, para isso ele constrói uma arma. Uma super-armadura capaz de voar, despejar raios, balas e fogo e cujo capacete é uma mini-central de controle conectada a um computador de alta inteligência.</p>
<p>A super-armadura deixa Stark invencível contra criminosos comuns. Mas ele enfrenta problemas quando tem de lidar com uma super-armadura semelhante, construída com base no mesmo protótipo da sua. O roteiro pouco se aprofunda nas motivações dos criminosos (ou nas de Stark), que no começo do filme sequestram o bilionário durante uma visita ao Afeganistão para que ele construa um lançador de mísseis. Ao invés, Stark constrói uma super-armadura e a utiliza para fugir. Antes, encontra armas de sua indústria com os criminosos e tem uma crise de consciência (ele realmente achava que o negócio de armas era patriótico?). Decide usar a armadura como protótipo para uma mais poderosa.</p>
<p><img src="http://img28.picoodle.com/img/img28/4/5/5/f_iron1m_b678d78.jpg" alt="" /></p>
<p>Ao contrário de filmes como “Homem-Aranha” e “Superman – O Retorno”, que abordam os super-heróis numa perspectiva adulta, “Homem de Ferro” está mais para o público “teen”. O lado adulto do personagem foi removido, a ponto de o personagem ser mais maduro nas histórias em quadradinhos do que no cinema. O alcoolismo de Stark, abordado explicitamente nos quadradinhos, é aqui tratado com tanta discrição que nem se nota. Os personagens são infantilizados (à excepção de Virginia &#8216;Pepper&#8217; Potts, interpretada por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000569/" target="_blank">Gwyneth Paltrow</a>) e jamais existiriam na vida real. Suas motivações são de papéis sociais (heróis, vilões, bilionário, jornalista), não de seres humanos. O mais interessante na construção de personagem é extra-tela: o irresponsável Tony Stark lembra o próprio Downey Jr, conhecido pela vida desregrada.</p>
<p><img src="http://img34.picoodle.com/img/img34/4/5/5/f_iron2m_fc9d48a.jpg" alt="" /></p>
<p>Em um filme no qual o herói é mais importante do que o ser humano, o melhor são as cenas de ação. Assim como nas histórias em quadrinhos, Tony Stark fica em apuros quando os circuitos de sua armadura começam a falhar – o calcanhar de Aquiles do herói desde sempre. Há fagulhas de humanidade quando Stark começa a testar a armadura ou quando ensaia um romance com Pepper. Mas ao tirar a humanidade do mundo dos heróis, “Homem de Ferro” fica na segunda equipa da nova safra de filmes iniciada com “X-Men”, ao lado de pipocões superficiais como “Demolidor” e “Motoqueiro Fantasma”.</p>
<p><strong>Nota:</strong> 6/10 <img src="http://img37.picoodle.com/img/img37/4/5/5/f_61011111m_4d85d9d.jpg" alt="" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Basic Instinct 2 - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/04/28/basic-instinct-2-critica/</link>
<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 16:00:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/04/28/basic-instinct-2-critica/</guid>
<description><![CDATA[Crítica ao filme &#8220;Basic Instinct 2&#8243;, por Douglas Lobo. Sem a presença forte de Michael D]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img src="http://img29.picoodle.com/img/img29/4/4/28/f_basicposterm_506aadc.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;">Crítica ao filme &#8220;Basic Instinct 2&#8243;, por Douglas Lobo.</p>
<p><!--more--><br />
Sem a presença forte de Michael Douglas, astro do primeiro filme, “Instinto Selvagem 2” (Basic Instinct 2. EUA/Reino Unido/ Alemanha/ Espanha, 2006) esbarra em um protagonista deslocado e em roteiro dos mais previsíveis. O ator David Morrissey faz um trabalho artificial e contido, mostrando-se inclusive desajeitado nas (poucas) cenas de sexo. Sem a química com Douglas – ponto alto do primeiro filme -, Sharon Stone não segura a seqüência, fazendo uma caricatura de si própria como a sexualmente irresistível Catherine Tramel. Ao tentar dar conteúdo “artístico” a um thriller comercial, o diretor Michael Caton-Jones eliminou a espontaneidade despretensiosa do primeiro filme &#8211; um dos maiores sucessos de 1992.</p>
<p><img src="http://img34.picoodle.com/img/img34/4/4/28/f_basic2m_15c89ff.jpg" alt="" /></p>
<p>Neste segundo filme, Catherine Tramel está sempre seduzindo, sem descanso. Atriz competente, mas irregular, Sharon Stone usa clichês desgastados no papel de femme fatale: voz alterada, olhares penetrantes, cruzada de pernas, decotes etc. Fora de forma para atuar, mas em forma para se exibir, seus únicos méritos no filme são os físicos. No entanto, é difícil precisar o quanto há de fotografia, maquiagem, edição e dublês de corpo na construção da exuberante beleza da atriz aos 48 anos.</p>
<p>Mas Sharon Stone ainda é o melhor em um filme previsível do começo ao fim. O roteiro tem tantos pontos de semelhança com o da primeira seqüência que é possível prever o desenrolar – e até o desfecho – da trama. A idéia-base é de resto inverossímil: a manipulação sutil de Catherine Tramel no primeiro filme, que engana com dificuldade o personagem de Michael Douglas, um policial de campo sem maiores dotes intelectuais – agora é uma manipulação forçada e simplória, que contraditoriamente engana com facilidade o personagem de Morrissey, um psiquiatra reputado com atividade acadêmica. Os diálogos forçados e sem graça nem de longe lembram os da primeira seqüência.</p>
<p><img src="http://img37.picoodle.com/img/img37/4/4/28/f_basic1m_a7e5699.jpg" alt="" /></p>
<p>Porém, o maior defeito de “Instinto Selvagem 2” é o de se levar a sério. O diretor Michael Caton-Jones quis dar ao filme uma ambientação “artística”, através de fotografia refinada e de personagens que se vestem no cotidiano como se estivessem em um casamento da monarquia britânica. O contraste branco/preto é trabalhado durante todo o filme – principalmente através das roupas dos personagens. O filme tenta se vender como “obra de arte”, através de referências à psicanálise e de atmosfera geral que lembra (vagamente) os filmes de Alfred Hitchcock. O resultado é um filme artificial, falsamente artístico e dirigido sem entusiasmo. Decepcionados, os incondicionais fãs de Sharon Stone devem esperar pela terceira seqüência, já anunciada. Melhor ainda é comprar em DVD o primeiro – mais divertido, menos pretensioso e com Sharon Stone quatorze anos mais jovem.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Wind Chill - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/04/28/wind-chill-critica/</link>
<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 15:44:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/04/28/wind-chill-critica/</guid>
<description><![CDATA[Crítica ao filme &#8220;Wind Chill&#8221; por Douglas Lobo. Um remake de filme de terror japonês é f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img src="http://img34.picoodle.com/img/img34/4/4/28/f_windposterm_0510b05.jpg" alt="" /></p>
<p>Crítica ao filme &#8220;Wind Chill&#8221; por Douglas Lobo.</p>
<p><!--more--><br />
Um remake de filme de terror japonês é freqüentemente uma má idéia. Um filme americano de horror que se parece com um é pior. &#8220;Estrada maldita&#8221; (EUA, 2007) conta uma declarada história verdadeira num formato de filme de terror japonês. Isso significa uma atmosfera de claustrofobia, um estilo estético e especialmente uma trama baseada em espíritos que querem vingança por algo que os vivos lhe fizeram. Mas no fim é somente um filme em que nada acontece, com má atuação e direção preguiçosa.</p>
<p>A história é baseada em declarados acontecimentos reais ocorridos em 1950. Uma universitária (Emily Blunt, de “O Demônio Veste Prada”) pega uma carona para Delaware com um colega de classe. No decorrer da viagem ele se mostra mais e mais esquisito. O rapaz parece saber tudo sobre ela. Repentinamente, ele decide tomar um atalho e o carro sai da estrada. Agora, os dois estão sob uma tempestade de neve, sem qualquer idéia do que acontecerá.</p>
<p><img src="http://img33.picoodle.com/img/img33/4/4/28/f_wind1m_6966a41.jpg" alt="" /></p>
<p>Bem, nada acontece durante muito tempo. Leva quase uma hora até a trama realmente começar (talvez o diretor esteja tentando mostrar como é chato ficar sob uma tempestade de neve. Bem, funciona). Quando algo começa a acontecer, compreendemos que o diretor não tem o ritmo para a direção de suspense. É lento quando nada acontece e rápido quando algo acontece, mas o estilo do suspense é exatamente o contrário (basta pensar na cena do banho de “Psicose”, que parece interminável – o suspense prolonga os momentos importantes e passa rápido pelos que nada significam).</p>
<p>Em alguns filmes de horror, a atuação é a única coisa que os faz valerem à pena. Não é o caso aqui. Emily Blunt é melhor vestindo Prada do que como atriz de terror. A verdade é que o horror exige muito dos atores, porque há o risco do exagero e da falta de ritmo. As expressões de Emily Blunt são tão afetadas que às vezes nós temos medo dela e não do terror mesmo. Ela também corre num estilo tão “estou-representando” que parece fazer Cooper, não fugir. Além do mais, a interação entre ela e Ashton Holmes (que interpreta seu colega) não é boa em nenhum momento.</p>
<p><img src="http://img34.picoodle.com/img/img34/4/4/28/f_wind2m_c0ce846.jpg" alt="" /></p>
<p>Às vezes um filme de horror é bom como obra &#8220;séria&#8221;, porque traz uma mensagem. Por exemplo, “O enigma Do Outro Mundo”, de John Carpenter. Na maioria das vezes, os filmes de horror são somente engraçados porque trazem humor, cenas empolgantes e atrizes/atores com sex appeal. Por exemplo, &#8220;Van Helsing&#8221;. Mas &#8220;Estrada Maldita” não é bom nem como obra &#8220;séria&#8221; nem como entretenimento. Tomar um sorvete sob uma tempestade de neve é mais excitante.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Blood Diamond - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/04/28/blood-diamond-critica/</link>
<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 15:31:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Crítica ao filme &#8220;Blood Diamond&#8221; por Douglas Lobo. Para além dos méritos cinematográfico]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img src="http://img32.picoodle.com/img/img32/4/4/28/f_diamante1m_f73b497.jpg" alt="" /></p>
<p>Crítica ao filme &#8220;Blood Diamond&#8221; por Douglas Lobo.</p>
<p style="text-align:left;"><!--more--><br />
Para além dos méritos cinematográficos, “Diamante de Sangue” (Blood Diamond, EUA, 2006) se impõe sobretudo pelo tema. Por trás de clichês do cinema comercial, é um alerta sobre o risco de movimentos populistas que utilizam a ideologia nacionalista em benefício próprio, sem compromisso com a ética e os Direitos Humanos. Alerta válido para a África dos anos 90 – período do filme -, mas também para a América Latina de hoje.</p>
<p style="text-align:left;"><img src="http://img32.picoodle.com/img/img32/4/4/28/f_diamante2m_eacff5d.jpg" alt="" /></p>
<p>O diretor Edward Zwick coloca em “Diamante de Sangue” clichês que o cinema americano sempre utiliza ao mostrar o continente africano. Tudo é exótico, turístico até. Mas sem exageros &#8211; só concessões mínimas para a indústria: pouca paisagem, algumas cenas de combate, melodrama, um ritmo alucinante em alguns momentos, a realização voltada para o astro Leonardo Di Caprio. Garantida a atenção da plateia pelos artifícios comerciais, o filme trata de abordar a temática social e política da exploração dos países periféricos pelas grandes potências.</p>
<p style="text-align:left;">No caso, Serra Leoa, país da África Ocidental que viveu uma guerra civil durante a década de 90. Na guerra, os diamantes do país eram vendidos ilegalmente no exterior pelos revolucionários da Frente Revolucionária Unida (FRU), que tentavam destituir o presidente Ahmed Tejan Kabbah. Os rebeldes ficavam com um percentual do dinheiro e utilizavam o restante para comprar armas. Os revolucionários ficaram conhecidos pelas mutilações, violações e assassinatos contra a população de Serra Leoa, além de terem recrutado e treinado crianças para a Frente. Baseado nestes factos históricos, o filme aborda aspectos como a cooperação internacional, o interesse de corporações privadas nos conflitos armados e a eterna posição dos países periféricos de fornecedores de matérias-primas para as potências industriais.</p>
<p style="text-align:left;"><img src="http://img37.picoodle.com/img/img37/4/4/28/f_diamante3m_f613c09.jpg" alt="" /></p>
<p>Em “Diamante de Sangue” há poucos heróis. Os revolucionários praticam barbaridades contra seu próprio povo, a empresa Van de Kamp, que compra os diamantes, é na prática a financiadora da guerra civil, o contrabandista Danny Archer (Di Caprio) vende armas aos rebeldes, a jornalista Maddy Bowen (Jennifer Connely) se sensibiliza com as vítimas, mas ao mesmo tempo busca firmar a carreira na cobertura da guerra. Herói mesmo só o nativo Solomon Vandy (Djimon Hounsou). Só ele sabe onde está o maior diamante de Serra Leoa e este é o único elo que o une aos demais.</p>
<p style="text-align:left;">Uma guerra é feita por muitos. “Diamante de Sangue” evita o discurso fácil de culpar unicamente a exploração das grandes potências pelos conflitos nos países periféricos. A maior violência em Serra Leoa é praticada pelos próprios revolucionários, que massacram seu povo, armam suas crianças, escravizam os mais fortes e vendem para uma corporação estrangeira a maior riqueza de seu país – os diamantes. Os actos sanguinários da FRU são acompanhados por discursos de soberania e nacionalismo perigosamente presentes ainda hoje na retórica de movimentos, governos e partidos populistas – talvez não mais na África, mas certamente na América Latina.</p>
<p><img src="http://img37.picoodle.com/img/img37/4/4/28/f_diamante4m_60366fa.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:left;">Nos Estados Unidos o filme foi acusado de “liberal” e “politicamente correto” por alguns jornalistas, já que chama à responsabilidade os consumidores de diamantes dos países industrializados, que involuntariamente terminaram por financiar a guerra civil. A cobrança é feita no decorrer do filme e principalmente no final, nos créditos de tela. Mas o que “Diamante de Sangue” tenta mostrar é justamente a complexidade dos conflitos armados nos países periféricos, em que muitos são (voluntariamente ou não) os vilões, poucos os heróis e por trás dos discursos e de boas intenções só há um grande motor: o dinheiro.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Family Ties - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/28/family-ties-critica/</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 22:51:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Crítica da célebre série televisiva dos anos 80 &#8220;Family Ties&#8220;, por Douglas Lobo. O gover]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:center;"><img src="http://estb.msn.com/i/BF/CD2A40A0BDA122F15E4F8D7293B677.jpg" height="340" width="274" /></div>
<div style="text-align:center;">Crítica da célebre série televisiva dos anos 80 &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0083413/">Family Ties</a>&#8220;, por <b>Douglas Lobo</b>.</div>
<p><!--more--></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://www.sitcomsonline.com/familytiespostcard.jpg" height="322" width="500" /></div>
<p align="justify">O governo de Ronald Reagan (1981-1989) nos Estados Unidos já é história. Então, é hora de olhar com nova perspectiva a “sitcom” “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0083413/">Family Ties</a>”, exibida entre 1982 e 1989 e agora disponível em DVD da primeira à terceira temporada. Conta a história de uma família com dois pais, Elyse (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000880/">Meredith Baxter</a>) e Steven Keaton (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0343447/">Michael Gross</a>), e três filhos, Alex (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000150/">Michael J. Fox</a>), Mallory (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000868/">Justine Bateman</a>) e Jennifer (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001869/">Tina Yothers</a>). Os pais são ex-hippies que tentam educar os filhos pelos valores dos anos 60. Por outro lado, as crianças são herdeiras da era Reagan: Alex é um republicano radical, Mallory é uma consumidora obsessiva e Jennifer é uma criança que fala o que pensa.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">“Family Ties” será sempre associada a Ronald Reagan. Afinal, o ex-presidente disse que a série era seu programa favorito. De fato, é realmente difícil apreciar “Family Ties” sem entender os anos Reagan. Foi a época de um novo nacionalismo americano, quando republicanos e democratas estiveram em lados opostos sobre questões como o serviço de saúde, a seguridade social e as armas nucleares. A série apresenta muito desses temas controversos: o aquecimento global, o armamentismo, a liberdade de imprensa, a ética das corporações e outros.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Outro aspecto do reaganismo presente em “Family Ties” é a influência daqueles tempos na juventude. Alex Keaton, por exemplo, é o típico yuppie republicano. Ele adora administração,  é competitivo, defende Richard Nixon e realmente quer se tornar um membro da elite americana. Nos anos 80 ser republicano era chique. Além disso, muitas vezes ser apolítico era uma forma de ser republicano. Mallory, por exemplo, não está interessada em política. Mas vive como uma típica garota da era Reagan: está preocupada somente com aparência, roupas e festas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">“Family Ties” era tão associada com Ronald Reagan que a série acabou no último ano do governo. De fato, não havia mais sentido em uma série de TV sobre os grandes temas da década de oitenta. Havia uma nova ordem mundial no fim da década: a União Soviética estava perto da dissolução, a Guerra Fria estava no fim e a economia americana começava a perder a hegemonia mundial.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Assim, “Family Ties” poderia parecer agora uma série ultrapassada. Mas a verdade é que os Estados Unidos de hoje estão curiosamente muito perto dos daquela época. Reagan discursava contra o &#8220;império do mal&#8221;, enquanto George Bush fala contra o &#8220;eixo do mal&#8221;. Como Reagan, George Bush tenta diminuir a atuação do governo nas áreas de saúde e educação e aumentar as despesas públicas nos serviços militares. Como Reagan, George Bush tenta criar um novo  nacionalismo americano.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Uma das grandes méritos de “Family Ties” são os atores. Michael J. Fox é único no improviso e na atuação rápida. Seus fãs provavelmente discordam, mas estou convencido de que Fox é fundamentalmente um ator de TV. Sua capacidade de improviso é mais adequada na TV do que no cinema. Seu desempenho em “Family Ties” é talvez um dos melhores da comédia americana (em minha opinião é o melhor de sua carreira). Justine Bateman é muito convincente em uma atuação mais contida. Infelizmente, faz um papel que se esgotou pela repetição nos anos oitenta: o de garota colegial e sexy que adora garotos e festas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Uma das melhores coisas em “Family Ties” é discutir questões políticas como livre mercado,  reciclagem e política econômica em situações diárias &#8211; ao contrário de séries como &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0200276/">West Wing</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0115369/">Spin City</a>&#8220;, que discutem assuntos políticos na rotina dos governos. O humor é sempre inteligente, bem informado e com um significado político. É uma série engraçada, com temas sérios expostos de maneira suave. “Family Ties” merece ser um clássico americano, porque mostra com criatividade uma típica família americana durante um período de transição histórica nos Estados Unidos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><b>Nota: 10/10</b></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Notes on a Scandal - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/28/notes-on-a-scandal-critica/</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 22:27:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/28/notes-on-a-scandal-critica/</guid>
<description><![CDATA[Crítica do filme &#8220;Diário de um Escândalo&#8221; (&#8220;Notas sobre um Escândalo&#8221;, no Br]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:center;"><img src="http://www.wildaboutmovies.com/images_2/NotesOnAScandalMoviePoster.jpg" height="500" width="337" /></div>
<div style="text-align:center;">Crítica do filme &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0465551/">Diário de um Escândalo</a>&#8221; (&#8220;Notas sobre um Escândalo&#8221;, no Brasil), por <b>Douglas Lobo</b>.</div>
<p><!--more--></p>
<p align="justify">Alguns elementos da tragédia de Otelo aparecem numa versão lésbico-feminista em “Notas sobre um escândalo” (EUA, 2006). Assim como na história de William Shakespeare, o tema é a manipulação, a hipocrisia e – claro – o ciúme. Mas ao invés de Iago, o “manipulador” agora é Barbara Covett (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001132/">Judi Dench</a>).  Ela é uma professora solitária que conhece as motivações humanas e as usa a seu favor. É “só dizer as palavras”, afirma &#8211; e as engrenagens sociais começam a funcionar. O filme teve quatro indicações ao Óscar, não ganhou nenhuma, mas foi aclamado pela crítica.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://i31.tinypic.com/35nar6v.jpg" /></div>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Amarga com sua vida, Bárbara guarda seus pensamentos para si, o que lhe permite cultivar uma imagem austera e fria na escola onde ensina, em Londres. Ela se torna amiga de Sheba Hart (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000949/">Cate Blanchet</a>), uma professora iniciante. Sheba espera que a carreira de professora possa acabar com a insatisfação que sente em relação a sua vida. Casada e mãe de um filho, ela acredita no potencial da educação para mudar a sociedade. Já Bárbara, acha que “ensinar é controlar uma multidão”. Apesar das diferenças elas logo se tornam amigas íntimas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Mas Bárbara alimenta uma incomum obsessão pela amiga mais jovem. Isto começa a ficar claro quando Sheila se envolve com um aluno da escola. Bárbara descobre e resolve esconder o fato da direção da escola. Mas com a condição de que Sheila não se encontre mais com o estudante. Na prática, ela passa ter um segredo que lhe dá poder sobre a amiga. Com isso, passa a exigir que seus caprichos sejam satisfeitos, sob a ameaça de revelar o segredo. Agora Sheila está à mercê de uma relação obsessiva, embora demore a percebê-la, tamanha a habilidade manipuladora de Bárbara.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Cate Blanchet e Judi Dench foram indicadas ao Oscar por suas atuações. Ambas trabalham na desconstrução de seus personagens – especialmente Blanchet. No começo as duas professoras são o que a sociedade espera delas. Mas pouco a pouco vão mostrando uma autenticidade interior sufocada pelos papéis sociais que têm de cumprir. Cate Blanchet atua num crescendo que lembra o de Jennifer Connelly em “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0382628/">Água Negra</a>” (2005). Já a interpretação de Dench é prejudicada pelo voice-over (voz interior do personagem). Muito da personagem é exposto já nos primeiros minutos do filme, o que reduz o impacto das revelações posteriores.</p>
<div align="center"><img src="http://i28.tinypic.com/35iw468.jpg" /></div>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">“Notas sobre um escândalo” traz algumas cenas fortes, como as de Blanchet com o adolescente interpretado por Andrew Simpson. Os diálogos, com qualidade literária, acentuam as diferenças entre o que é aceito pela sociedade e o comportamento real das personagens. Mas uma coisa parece fora de sintonia: o formato. Os planos longos e a fotografia esbranquiçada dão um aspecto clássico ao filme, mas a trilha sonora evoca o clima de um thriller de suspense. Além disso, o filme aborda um tema forte com uma embalagem clean. A hipocrisia é mostrada em uma linguagem que serve à estética chique. Na temática o diretor <a href="http://www.imdb.com/name/nm0264236/">Richard Eyre</a> não hesitou em atingir os valores morais da sociedade. Mas na linguagem rendeu-se ao bom-gosto conservador.</p>
<p><b>Nota: 9/10  </b><img src="http://i25.tinypic.com/2wm02lt.jpg" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mr. Brooks - Crítica]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/28/mr-brooks-critica/</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 22:01:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/28/mr-brooks-critica/</guid>
<description><![CDATA[Crítica ao filme &#8220;A Face Oculta de Mr. Brooks&#8221; (&#8220;Instinto Secreto&#8221; no Brasil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="text-align:center;"><img src="http://thecia.com.au/reviews/m/images/mr-brooks-poster-1.jpg" align="middle" height="500" width="337" /></div>
<div style="text-align:center;">Crítica ao filme &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0780571/">A Face Oculta de Mr. Brooks</a>&#8221; (&#8220;Instinto Secreto&#8221; no Brasil), feita por <b>Douglas Lobo</b>.</div>
<p><!--more--><br />
Na história clássica, Dr. Jekyll vira Mr. Hyde ao tomar uma poção que libera o mal dentro dele. Em “Instinto secreto” (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0780571/">Mr. Brooks, EUA,  2007</a>), não é preciso uma poção científica para que Earl Brooks (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000126/">Kevin Costner</a>) passe de empresário filantropo e pai de família a um serial killer conhecido pela polícia de Portland, Oregon, como “o assassino da digital”. Mr. Brooks é viciado em matar e sente prazer nisso, mas se arrepende depois e chega a rezar para se manter longe do vício assassino. Seu lado negro é um alter ego imaginário, Marshall (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000458/">William Hurt</a>). Espécie de Grilo Falante às avessas, ele está sempre convencendo Brooks a matar e reage com sarcasmo e ironia aos valores morais do empresário, que tenta resistir ao máximo.<br />
Sem confessar exatamente seu vício, Mr. Brooks passou a frequentar os Alcoólicos Anónimos e está sem agir há dois anos. Mas uma noite ele não resiste e decide matar pela última vez. Porém comete um erro – deixa-se fotografar. O fotógrafo, chamado no filme de Mr. Smith (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0176981/">Dane Cook</a>), faz uma chantagem ainda mais bizarra do que o vício de Mr. Brooks: não o entregará à polícia, desde que possa acompanhá-lo em seus assassinatos. Caso ele não aceite, o fotógrafo entregará as provas para a detetive Tracy Atwood (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000193/">Demi Moore</a>), que persegue há anos “o assassino da digital”.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://i25.tinypic.com/2wckysl.jpg" /></div>
<p>“Instinto secreto” é um filme sobre a dualidade humana, sobre o conflito do bem contra o mal não em pessoas diferentes, mas em cada um de nós. É sombrio, mas ao mesmo tempo espirituoso. Os diálogos de Costner e Hurt realmente lembram os de Pinóquio com o Grilo Falante, mas de uma maneira cruelmente invertida. E assim como o Grilo é mais inteligente e espirituoso do que Pinóquio, também o alter ego malvado é mais seguro e decidido do que o hesitante Mr. Brooks, que só parece ficar realmente interessante quando decide matar. As cenas propriamente de suspense e violência são menos do que se poderia esperar, mas ajustadas à trama e sem os clichês dos thrillers. Há ainda algumas cenas de ação capazes de prender a platéia na poltrona.</p>
<p>Ao utilizar o alter ego para mostrar o lado sombrio de Mr. Brooks, o realizador <a href="http://www.imdb.com/name/nm0262597/">Bruce A. Evans</a> evita o recurso do “voice-over” (quando escutamos os pensamentos do personagem), que é o mais utilizado pelos diretores para mostrar o interior dos personagens. Com isso, muito da realidade do filme se perde. Afinal, é mais fácil acreditar em alguém ouvindo os próprios pensamentos do que conversando com uma espécie de amigo imaginário. Por outro lado, um alter ego acentua ainda mais a dualidade do personagem. É difícil dizer se o diretor queria um filme realista ou algo mais metafórico.</p>
<p align="center"><img src="http://i32.tinypic.com/2dqsr9e.jpg" /></p>
<p>Kevin Costner vence o desafio de interpretar dois personagens que na verdade são um só. Sem poder mudar sua aparência do personagem – já que Brooks no máximo troca de roupa antes de cometer seus assassinatos -, Costner anuncia a chegada do serial killer por sutis mudanças no olhar, na voz e na atitude – sutis, mas que fazem toda a diferença. Mais do que em “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0233142/">3000 milhas para o inferno</a>” (2001), aqui Costner desconstrói sua imagem como idealista americano, que consagrou em filmes como “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0102138/">JFK</a>” (1991) e “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0094226/">Os intocáveis</a>” (1987). Infelizmente, Demi Moore perde a chance de fazer o mesmo. Como fez a partir de um determinado momento em sua carreira – “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0116731/">A Jurada</a>” (1996) é o maior exemplo -, faz de novo o papel clichê da mulher moderna e feminista que mostra seu valor no mundo dominado pelos homens. Bem, ao menos neste filme são os homens que valem o ingresso. Além de Costner, há William Hurt, que atua tão à vontade que parece estar se divertindo o tempo todo.</p>
<p>O grande problema de “Instinto secreto” é que não decide o caminho a tomar. É sombrio, mas arranca risadas em alguns momentos. É quase um drama, mas em vários momentos é suspense e, em outros, policial. Mostra a violência de maneira crua, mas o alter ego de Brooks tira a realidade do filme. É politicamente incorreto, mas endossa o discurso feminista na personagem de Moore e na subtrama centrada na filha de Mr. Brooks. Com um serial killer que reza para não matar, o diretor Bruce A. Evans poderia ter feito um drama psicológico de peso, mas só conseguiu chegar a um entretenimento refinado.</p>
<p><b>Nota: 8/10   </b><img src="http://img03.picoodle.com/img/img03/4/3/28/f_8101111m_9c0fed1.jpg" height="41" width="344" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sweeney Todd - Crítica Estreante de Douglas]]></title>
<link>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/09/sweeney-todd-critica-estreante-de-douglas/</link>
<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 00:44:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pipocas e Outras Tretas</dc:creator>
<guid>http://pipocasetretas.wordpress.com/2008/03/09/sweeney-todd-critica-estreante-de-douglas/</guid>
<description><![CDATA[O personagem de Johnny Depp em Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The De]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="left"><img src="http://img02.picoodle.com/img/img02/4/3/8/f_sweeneym_9c86845.jpg" align="left" />O personagem de Johnny Depp em<b>  Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet</b><br />
(<a href="http://www.imdb.com/title/tt0408236/">Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street</a>, EUA, 2007) é uma espécie de Jack o estripador com aparência de Robert Smith (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0112757/">The Cure</a>). Sempre vestido de preto e com uma maquiagem branca   estilo morto-vivo, ele é o centro de uma filme escuro, visualmente caprichado e cujo tema principal é a vingança. O estilo gótico-expressionista que o diretor Tim Burton já mostrara anteriormente (“<a href="http://www.imdb.com/title/tt0107688/">O estranho mundo de Jack</a>”, “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0094721/">Os fantasmas se divertem</a>”, “<a href="http://www.imdb.com/title/tt0162661/">A lenda do cavaleiro sem cabeça</a>”) é agora levado ao limite. No entanto, o filme passa a ter um deslocado tom de comédia ao misturar o gótico ao musical estilo clássico e até ao “slash movie” americano.</p>
<p align="left"><!--more--></p>
<p> Benjamin Barker (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000136/">Depp</a>) é um barbeiro de Londres preso injustamente por ordem do juiz Turpin (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000614/">Alan Rickman</a>). O juiz quer tirar o barbeiro do caminho para seduzir sua esposa. Quinze anos depois, Barker está livre da prisão e volta a Londres em busca de vingança. Ele adota o nome de Sweeney Todd e passa a trabalhar como barbeiro, à espera de uma chance de se vingar do juiz. Ele termina conhecendo Mrs. Lovett (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000307/">Helena Bonham Carter</a>), que vende as empadas mais famosas da cidades. Juntos, eles fazem uma bizarra aliança. Todd passa a matar seus clientes e Lovett usa a carne dos cadáveres para suas empadas.</p>
<p>A Londres grandiosa e cheia de formas góticas é o cenário de uma trama que “en passant” aborda temas como a hipocrisia e o abuso de poder. As Londres e os personagens do filme são inverossímeis, mas porque sua função é principalmente simbólica. Grosso modo, é como se cada personagem representasse algo – um tipo, um tema -, ao invés de existirem na realidade. O tom teatralizado do filme é acompanhado pelos atores, que conseguem fazer “teatro” dentro da contenção exigida pelo cinema.</p>
<p><img src="http://img03.picoodle.com/img/img03/4/3/8/f_photo45m_e65f882.jpg" /></p>
<p>Apesar disso, “Sweeney Todd” é um musical mais espontâneo e dinâmico do que a incursão anterior de Burton no gênero, “A fantástica fábrica de chocolate” (“A noiva-cadáver” é do mesmo ano, mas é uma animação). Agora, os efeitos especiais são imperceptíveis, os atores estão mais à vontade e o tom geral é de menos pretensão e mais entretenimento. O filme se integra perfeitamente à cinematografia de Tim Burton, que demonstra rara coerência entre os diretores da indústria americana ao trazer em seus filmes temáticas e abordagens que resultam em um estilo único.</p>
<p><b>Nota final:</b> 8/10  <img src="http://img34.picoodle.com/img/img34/4/3/8/f_810m_611e3c7.jpg" /></p>
<p>Nota: Este é o primeiro post do nosso novo membro da equipa, <b>Douglas Lobo</b>, que vai passar a escrever aqui no blog de hoje em diante. Com a sua entrada, fechamos o Casting e agradecemos a todos os participantes!</p>
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