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	<title>economia-sustentavel &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/economia-sustentavel/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "economia-sustentavel"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 04:27:57 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Economia Sustentável]]></title>
<link>http://elianeutescher.wordpress.com/2009/04/17/economia-sustentavel/</link>
<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 18:14:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>eliane utescher</dc:creator>
<guid>http://elianeutescher.wordpress.com/2009/04/17/economia-sustentavel/</guid>
<description><![CDATA[                                                                                                    ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                                                                </span>                                                                    Ladislaw Dowbor</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                                                       </span><span>     </span></span></span><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>29/10/2008   </span>Brasil </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O que se produz hoje no planeta permite que cada indivíduo viva com dignidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Porém o que produzimos é planejado para 1/3 da população mundial.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Estamos produzindo um monte de coisas que não precisamos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O que o mercado criou em termos de prioridades é patológico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Essa crise financeira atual é uma oportunidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Produzimos inutilidades.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Um processo social participativo é fundamental para a construção de indicadores verdadeiros que expressem as reais necessidades de um povo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O PIB &#8211; produto interno bruto &#8211; é uma técnica de cálculo errada, e a conta do país é feita em cima disso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">O conjunto de dilapidação de bens planetários se chama produto e isso é o PIB.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Temos que buscar a humanização desses processos políticos e econômicos que regem o planeta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">A atividade que mais contribui para o PIB no Brasil é a criminalidade e isso tudo é impulsionado pelo medo.</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual o tamanho da sua PEGADA ECOLÓGICA?]]></title>
<link>http://freshmade.wordpress.com/2008/09/30/qual-o-tamanho-da-sua-pegada-ecologica/</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 17:40:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>ritafresh</dc:creator>
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<description><![CDATA[Será que cada um de nós já pensou no impacto que, por si só, tem no planeta? E nos recursos utilizad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Será que cada um de nós já pensou no impacto que, por si só, tem no planeta? E nos recursos utilizad]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1° Fórum da Música do Piauí começa sábado]]></title>
<link>http://carlosscomazzon.wordpress.com/2008/09/26/1%c2%b0-forum-da-musica-do-piaui-comeca-sabado/</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 02:22:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Scomazzon</dc:creator>
<guid>http://carlosscomazzon.wordpress.com/2008/09/26/1%c2%b0-forum-da-musica-do-piaui-comeca-sabado/</guid>
<description><![CDATA[A Fundação Cultural do Piauí (Fundac), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Fundação Cultural do Piauí (Fundac), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), irá realizar neste sábado e domingo, dias 27 e 28 de setembro, no auditório do Sebrae, o <em>1° Fórum da Música do Piauí &#8211; Piauí 100% Música</em>. O evento acontecerá durante os dois dias, nos horários de 8h às 12h e 14h às 18h, em Teresina (PI). O principal objetivo do fórum é reunir a classe musical piauiense para discutir estratégias de ações que possam resultar na profissionalização e na promoção de uma economia sustentável para os músicos piauienses.</p>
<p>Para tanto, serão avaliadas as ações desenvolvidas pela Fundac na área da música, os profissionais serão incentivados a se legalizarem e se filiarem em associações e será debatida a regulamentação da Lei que garante 20% da programação das rádios seja de músicas piauienses. A idéia da realização desse fórum se deu a partir do crescimento da música piauiense nos últimos dez anos, com o surgimento de novas bandas, artistas e estúdios de gravações. Com isso, surgem as necessidades de profissionalização, legalização dos direitos e deveres sociais e a criação de um mercado de trabalho para a classe.</p>
<p>O <em>Fórum da Música do Piauí</em> é o primeiro passo para a realização de uma agenda positiva com diversas ações para potencializar o mercado da música. Dentre essas ações, está a <em>Feira da Música &#8211; Piauí/Maranhão &#8211; 2008</em>, que será realizada em novembro, com o objetivo de qualificar e profissionalizar a classe musical, viabilizando o mercado interno e externo, através da promoção de shows musicais, apoiando músicos independentes, incentivando a classe empresarial na ação de patrocínios e promovendo parcerias com instituições públicas e privadas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[it takes two to...]]></title>
<link>http://novomundo3.wordpress.com/2008/09/21/it-takes-two-to/</link>
<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:41:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>pepe</dc:creator>
<guid>http://novomundo3.wordpress.com/2008/09/21/it-takes-two-to/</guid>
<description><![CDATA[It has become the basis of our throw away society - an apparently infinite Aladdin&#8217;s cave of g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em><a href="http://english.aljazeera.net/news/asia-pacific/2008/09/200891973553488448.html">It has become the basis of our throw away society - an apparently infinite Aladdin&#8217;s cave of goodies; the answer to the dreams of the world&#8217;s shopaholics.</a> </em>O reverso da medalha está à vista, o verso do reverso pode ser o desejável: a imposição de regras e de fiscalização, à semelhança de tantos outros países. E não deixa de ser trágica a ironia deste escândalo arrebentar semanas depois da apoteose olimpica. Mas mais trágica e irónica, é a conjugação dos dois extremos do capitalismo selvagem: na China, como nos Estados Unidos. A<a href="http://www.economist.com/finance/displayStory.cfm?source=hptextfeature&#38;story_id=12274054"> model that looks appealing in part because assets are not valued at market prices ought to ring alarm bells</a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://novomundo3.files.wordpress.com/2008/09/rodin_amours1.jpg"><img class="size-full wp-image-485 aligncenter" title="rodin_amours1" src="http://novomundo3.wordpress.com/files/2008/09/rodin_amours1.jpg" alt="" width="302" height="397" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paulo Mendes da Rocha - A natureza é um trambolho]]></title>
<link>http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/11/paulo-mendes-da-rocha-a-natureza-e-um-trambolho/</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 19:32:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye18</dc:creator>
<guid>http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/11/paulo-mendes-da-rocha-a-natureza-e-um-trambolho/</guid>
<description><![CDATA[Saudações! Estava eu navegando na &#8216;extensa rede&#8217; e vi essa entrevista do grande e maravi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><span style="color:#888888;"><span><em>Saudações!</em></span></span></div>
<p><span style="color:#888888;"><span><em>Estava eu navegando na &#8216;extensa rede&#8217; e vi essa entrevista do grande e maravilhoso Paulo Mendes da Rocha&#8230; Vou copiar uns trechinhos aqui que vale a pena! </em></span></p>
<p><span><em>Abraços <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;color:#808080;font-family:Verdana;">A natureza é um trambolho</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em>A conversa foi longa, e podia ser muito mais. A platéia, quer dizer, os entrevistadores ficou – para usar o adjetivo justo – embevecida. Paulo Mendes da Rocha é o retrato do arquiteto, o artista, aquele que une à técnica uma visão cósmica, espiritual, política do homem. E ele consegue expor esse pensamento com outra virtude humana indispensável: o humor, e colocações desconcertantes – como a do título abaixo..</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em>(&#8230;)</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;">São Paulo é caótica ou não?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0;"></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em>Paulo Mendes da Rocha</em> &#8211; São Paulo é e não tem nada de fenômeno urbano, ela metodicamente se torna horrível pela especulação imobiliária, pela exploração de tudo isso como mercadoria. Tudo isso o quê? As virtudes da natureza. Você quer ver uma evidente virtude da natureza destruída pelo mercado e tida entre nós como supremo bem? O que a Light fez em São Paulo. Construir uma barragem hidrelétrica de 700 metros sobre o mar, sugar a água do Tietê através do Pinheiros, inverter tudo, jogar essa água lá pra baixo para produzir 800.000 quilowatts é uma besteira que não tem tamanho. Nós nunca faríamos isso. Não se produz 1 quilowatt com uma água que não seja para beber depois, porque senão é perder a virtude da água. A graça é dizer que essa água que você está bebendo já foi a luzinha ou vai ser a luzinha de amanhã – e a mesma se joga no mar! Depois, essa Light botou um bonde, fez a linha ir para os arrabaldes, que não valiam nada, comprou tudo, loteou e vendeu esses bairros horríveis que se dizem exclusivamente residenciais. Como se você pudesse exclusivamente residir. “O senhor está fazendo o quê?” “Estou residindo&#8230;” Não tem sentido nenhum. E a Light ainda foi vendida para nós e disse que devemos a ela o desenvolvimento de São Paulo. Urubupungá tem 6 milhões de quilowatts, uma barragem de 800.000 quilowatts é o mínimo que se pode fazer, jogando água fora, ainda por cima! Isso eles não fazem no país deles, os canadenses, os americanos, os ingleses. Portanto, somos uma conseqüência dessa visão predadora do nosso território, que vem desde a mentalidade colonial, e devíamos ser a suprema crítica contemporânea sobre essas questões.</p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><span style="font-family:Verdana;">Os arquitetos?</span></span></strong></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left">
<div class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;"></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><span style="font-family:Verdana;"><em>Paulo Mendes da Rocha</em> &#8211; Nós, os americanos, porque temos a peculiar experiência. É engraçada a história dos americanos. Sou italiano por parte de mãe, sou baiano por parte de pai, sou negro possivelmente, portanto não é uma raça brasileira, somos um grupo que tem a obrigação de ter uma reflexão peculiar, uma experiência peculiar de inaugurar a questão do hábitat humano num território em que estava uma população pequena que foi destruída pelo colonialismo. Essa visão crítica entre nós é indispensável. Uma revisão crítica capaz de criar expectativas de esperança e futuro, existir um peculiar traço de uma experiência interessante quanto à ocupação de território. O que se diz é o seguinte: uma cidade existe antes que a construam, é um desejo nosso, e ela é vista antes como se nós aqui, um grupo, estivéssemos procurando um lugar – aconteceu tantas vezes em grupos humanos –, e suponha que chegássemos por terra, não sei de que modo, no Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro. Com certeza, iríamos parar e dizer assim: “Vamos ficar por aqui. Ali faremos o porto; lá embaixo tem muita inundação, muito pernilongo, vamos morar um pouquinho nesse outeiro, aqui as casas etc. etc.”. Inclusive, você enfrenta uma adversidade que não havia, que você cria. Os problemas nós é que criamos. Se é boa a baía porque abriga os navios, entretanto a terra ali não serve para habitar, porque são baixios, mangues, vou ter que fazer uma muralha de cais, aterrar esse baixio, construir novos territórios e uma nova conformação geográfica. O Rio de Janeiro é uma cidade que descreve com muita clareza as virtudes dessa transformação, por exemplo, depois que abriram a avenida Rio Branco. Sobrou um morrinho lá, que é o famoso morro do Castelo, raro no Rio de Janeiro por não conter granito, era só terra, e ele dividia ou tolhia a visão da entrada da baía. Pra frente, era aquilo que já estava lá, a baía do Flamengo e, logo adiante, a ilha de Villegaignon, a 1 quilômetro, 800 metros, onde já estava instalada a Escola Naval. Fizeram uma obra notável no Rio de Janeiro: o desmonte hidráulico do morro, quer dizer, a jato de água, como você desmantela um formigueiro com a mangueira de jardim. A engenharia faz isso. Estabelece a tubulação toda e desmonta o morro de terra a jato de água, transforma em lama. Essa lama é conduzida nessa tubulação e vai ser depositada num certo lugar. Que lugar? Um retângulo perfeito, um tanque construído com pedras adequadas para enfrentar o mar, dentro da água, inundado de água, um enrocamento de pedras arrebentadas a dinamite das pedreiras e adequadamente depositadas no mar. Essa lama jogada lá dentro decanta, sedimenta a terra e aquilo que ficou é o aeroporto Santos Dumont. Você transforma o território, isso é que é arquitetura, para mim, e não pequenas coisas, uma varandinha, nada disso e os edifícios são instrumentos de realização dessa cidade onde todos querem morar.</span></p>
<p></span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><br />
<strong><br />
<span style="font-family:Verdana;">Dessa sua visão sobre pensar o território brasileiro, quanto tem da visão do Darcy Ribeiro, no sentido de que podemos construir aqui uma quase civilização tropical, e quanto também da produção e do pensamento do professor Milton Santos, no caso do território?</span></strong></span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left">
<div class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;"></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><span style="font-family:Verdana;"><em>Paulo Mendes da Rocha</em> &#8211; A história do gênero humano é indizível, claro, mas, se quiséssemos conversar, poderíamos pensar, por exemplo, num dilema da nossa condição humana, entre tantos. Um deles é a questão de uma separação, que pode ser convocada para refletir, entre ciências naturais – que é toda ciência, física, astronomia, mecânica celeste – e essa preocupação com nossas origens, que se estabeleceu que chamamos de ciências humanas. Justamente o que fica para as realizações de caráter político, o que vamos fazer, o modo humano de existir, obrigatoriamente esses âmbitos de conhecimento têm de andar juntos, você só pode realmente avançar quando raciocina com uma totalidade. Isso é da nossa época, vivemos isso, que foi posto pelos artistas, os supremos inventores de como pensarmos. No caso, um homem de teatro, Durrenmatt, escreveu Os Físicos, a questão da descoberta da energia, do átomo, da constituição da matéria e a bomba atômica. Ora, tínhamos que dizer que nenhum cientista inventou uma bomba, eles morreram todos de desgosto, digamos assim, é o que está decantado em Galileu Galilei, do Brecht, em Os Físicos, do Durrenmatt. A idéia não é fazer uma bomba, a idéia é não resistir a especular e acabar sabendo que certos códigos revelam que são partes, partículas materiais, que a luz é pedaço de coisas, e que tudo isso se equilibra por força desse certo universo, ou seja, que somos feitos da mesma matéria da qual é feita a luz das estrelas, não existe outra matéria no universo, quarks, elétrons, nêutrons, ela produz um fígado ou uma fagulha de estrelas. Portanto, não é que sejam verdades, são códigos que vão dando certo, códigos matemáticos, você reproduz e vê que aquilo é isso. Mas a idéia é realizar a nossa existência no universo.</span></p>
<p></span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p style="margin-bottom:12pt;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;">Isso não é uma visão de Deus?</span></strong></p>
<p style="margin-bottom:12pt;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><span><span style="font-family:Verdana;"><em>Paulo Mendes da Rocha</em> – Eu não sei qual é a visão de Deus, quem me dera. </span></span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><em><span style="font-family:Verdana;">(&#8230;)</span></em></span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><span style="font-size:11pt;color:#808080;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><span style="font-size:12pt;"><a href="http://arquiteturaearte.files.wordpress.com/2008/04/paulao.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-29" src="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/04/paulao.jpeg" alt="" width="489" height="354" /></a></span> </span></p>
<div></div>
<p><span style="color:#888888;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em>Bacana, né?</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em>Se quiser ler o resto da entrevista é só entrar aqui:</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><a title="entrevista na ntegra" href="http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed61/paulo30.asp" target="_blank"><span style="color:#808080;">http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed61/paulo30.asp</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><strong><span style="font-size:10pt;color:#808080;"><span style="font-family:Verdana;">Principais trabalhos e prêmios: </span></span></strong><span style="font-size:10pt;color:#808080;"><br />
<span style="font-family:Verdana;">Museu de Arte de Campinas, na Unicamp, SP.<br />
Museu de Arte Comtemporânea, com Jorge Wilheim, SP.<br />
Museu Brasileiro de Arquitetura, SP.<br />
Centro Cultural da Fiesp, SP.<br />
Pinacoteca do Estado, Renovação, SP.<br />
Ginásio do Clube Atlético Paulistano, SP.<br />
Terminal Rodoviário de Goiânia, GO.<br />
Estádio Serra Dourada, GO.<br />
Terminal Rodoviário de Cuiabá, GO.<br />
Pavilhão do Brasil na Exposição Mundial de Osaka, Japão.</span></span></p>
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><span style="font-size:10pt;color:#808080;"><br />
<span style="font-family:Verdana;"><strong>Prêmios:</strong><br />
Bienal Ibero-Americana de Madri (Trajetória Profissional).<br />
Museu Nacional de Belas-Artes (Prêmio Vitrúvio).<br />
Arquitetura Latino-Americana (Prêmio Mies van der Rohe).<br />
Bienal Internacional de São Paulo (Ginásio do Clube Paulistano). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em> <strong> </strong></em><a title="SANTIAGO CALATRAVA - arquiteto" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/03/santiago-calatrava-arquiteto/"></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><em>Para ler outras matérias interessantes:</em></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><a title="Tendências… A vez das fachadas sustentáveis" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/01/tendencias-a-vez-das-fachadas-sustentaveis/"><strong><span style="color:#808080;">Tendências… A vez das fachadas sustentáveis</span></strong></a></span><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><a title="SANTIAGO CALATRAVA - arquiteto" href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/03/santiago-calatrava-arquiteto/"><strong><span style="color:#808080;">SANTIAGO CALATRAVA - arquiteto</span></strong></a></span><strong><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"><a title="Cultura nunca é demais." href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/09/27/"><strong><span style="color:#808080;">Cultura nunca é demais.</span></strong></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#808080;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:small;color:#888888;font-family:Times New Roman;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#888888;"><em><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="texto" style="text-align:left;margin:auto 0;" align="left"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p><span style="color:#888888;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SANTIAGO CALATRAVA - arquiteto ]]></title>
<link>http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/03/santiago-calatrava-arquiteto/</link>
<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 20:58:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye18</dc:creator>
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<description><![CDATA[&nbsp; O arquiteto da ampliação e reforma do museu da arte de Milwaukee é espanhol e conta com escri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="left"><a href="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/04/calatravao-fodao.jpeg" title="calatravao-fodao.jpeg"></p>
<div style="text-align:center;"><img width="761" src="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/04/calatravao-fodao.jpeg" alt="calatravao-fodao.jpeg" height="310" style="width:486px;height:262px;" /></div>
<p></a></p>
<p align="left">&#160;</p>
<p align="left">O arquiteto da ampliação e reforma do museu da arte de Milwaukee é espanhol e conta com escritórios em Zurique, Paris e Valença, Espanha.</p>
<p>Projetou e construiu edifícios por toda Europa e ganhou concorrências internacionais, entre outras a conclusão da catedral de St. John New York e uma para uma ponte através do Grande Canal em Veneza, Itália.</p>
<p>Calatrava projetou numerosas pontes, escritórios, uma biblioteca, High School, estúdio de televisão, teatros, armazéns e ampliação de estádios.The MAM será seu primeiro edifício terminado nos E.U.A.</p>
<p>Nascido próximo de Valença , Espanha , em 28 de julho de 1951, Calatrava estudou arquitetura em Valença, e fez cursos de pos graduação em urbanismo e em engenharia civil. Tem um Ph.D. de ciências técnicas do instituto de tecnologia federal suíço, e doutorado honorário das universidades: Politécnica de Valença, universidade de Sevilha, universidade de Heriot-Watt em Edimburgo, em Scotland, e da escola de engenharia de Milwaukee .</p>
<p>Entre as maiores estruturas públicas que Calatrava projetou estão:</p>
<p>• Estação ferroviária de Stadelhofen, Zurique, Suíça, (1983-90)</p>
<p>• Pavilhão de Kuwait , Expo &#8216;92, Sevilha, Espanha (1991-92)</p>
<p>• Estação Ferroviária do Aeroporto de Lyon, França (1989-94)</p>
<p>• Museu da Ciência e Planetário, Valença, Espanha (1991-)</p>
<p>• Sala de Concertos de Tenerife, Consoles Amarelos (1991-)</p>
<p>• Estação Oriente, Parque das Nações, em Lisboa, Portugal</p>
<p>Seus trabalhos foram exibidos no museu da arte moderna em New York, e em museus em Londres, Tokyo, Moscou, Copenhague, Munich, Estocolmo, Rotterdam e Zurique.</p>
<p>Calatrava, talvez mais conhecido pelas suas numerosas pontes, comentou que uma ponte é um ponto importante da referência em uma cidade, e pode ser usado para complementar a paisagem.</p>
<p>Em todos seus projetos, Calatrava enfrentou desafios complexos, com soluções técnicas notavelmente simples e elegantes. Suas soluções são inspiradas freqüentemente pela natureza, mas as formas orgânicas são transformadas pelas arrojadas soluções técnicas usando materiais tais como o aço e o vidro &#8211; criando uma síntese da luz, do espaço, do material, da forma e da estrutura.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tendências... A vez das fachadas sustentáveis]]></title>
<link>http://arquiteturaearte.wordpress.com/2008/04/01/tendencias-a-vez-das-fachadas-sustentaveis/</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 20:04:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye18</dc:creator>
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<description><![CDATA[ A vez das fachadas sustentáveis   &#8212;&#8211; O arquiteto brasileiro Edson Yabiku, que morou 5 a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"> <span style="font-size:20pt;color:gray;font-family:'Trebuchet MS';">A vez das fachadas sustentáveis</span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:20pt;color:gray;font-family:'Trebuchet MS';"></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:20pt;color:gray;font-family:'Trebuchet MS';"></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><img src="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/04/copanpanpanpan.jpg" alt="copanpanpanpan.jpg" /> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">O arquiteto brasileiro Edson Yabiku, que morou 5 anos em Tóquio e mora há 11 em Londres, desembarcou em São Paulo anteontem e, no trajeto entre o aeroporto de Cumbica e o Copan, a primeira coisa em que reparou foi nas numerosas pichações da cidade. Cidade limpa? Yabiku elogia a iniciativa de reduzir as propagandas e os letreiros das ruas e lojas. Mas esse paranaense de Maringá que trabalha no escritório Norman Foster + Partners – do famoso arquiteto inglês que acaba de assinar o novo aeroporto de Pequim – está em São Paulo para falar sobre a importância muito maior da fachada na arquitetura atual. E o que ele descreve tem raros exemplos na cidade.</span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>Yabiku é um dos participantes do 1º Encontro Nacional sobre Fachadas, fórum organizado pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), amanhã e depois de amanhã, no Hotel Renaissance. Foi ele quem sugeriu ao Estado o encontro em frente ao Copan, projetado por Oscar Niemeyer. Ele queria rever o brise-soleil (quebra-sol) que cobre toda a fachada curva do edifício. “O brise-soleil voltou a ser muito usado”, comenta Yabiku, que no momento trabalha no desenho de uma universidade em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, que terá brise-soleil de titânio. A razão está na necessidade atual de construções que economizem energia e carbono.</span></span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>Na arquitetura americana, diz Yabiku, predominou o arranha-céu que usa uma planta quadrada e obriga boa parte dos ocupantes do prédio a ficar em áreas centrais mal iluminadas e com forte ar-condicionado. Hoje, principalmente na Alemanha, usa-se no máximo uma fachada com 18 metros contínuos de largura para que ninguém fique distante da iluminação natural – caso do prédio do Commerzbank, em Frankfurt, projetado pelo escritório de Norman Foster. A fachada também recebe recortes e reentrâncias que impedem essas regiões mais escuras dentro do ambiente de trabalho. “Num país de pouco sol como a Inglaterra, esse balanço entre luz natural e ar-condicionado é importante até para ter locais de trabalho menos depressivos.”</span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>Curiosamente, Yabiku nota que o Copan, além do mau estado de conservação, tem um problema em seu projeto: como o brise-soleil fixo de concreto fica na horizontal e o prédio tem face voltada para o norte, o sol que incide de manhã cedo a leste e no fim de tarde a oeste bate diretamente no interior dos apartamentos. Além disso, o concreto já não é tão usado por ter cimento, cuja fabricação emite gás carbônico para a atmosfera. É por isso que o desenho de fachadas, segundo Yabiku, é cada vez mais fundamental numa era que preza cada vez mais a sustentabilidade ambiental. A fachada não é mais um cartão de visitas ou a face mais pública de uma obra.</span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>“A fachada é parte integrante da estrutura. Nos trabalhos do escritório, a fachada já é a própria estrutura”, diz, citando outro exemplo, o prédio Swiss Re (hoje não mais pertencente à seguradora), considerado o primeiro arranha-céu ecológico de Londres. É um edifício em forma de projétil que tem muita iluminação e ventilação naturais. Yabiku conta que em Londres foi aprovada regulamentação, conhecida como “Part L”, de 2006, que estabelece limites para a carga térmica de uma construção urbana. O efeito tem sido o uso menos abundante de vidros no revestimento dos edifícios e, quando usados, a adoção do vidro duplo ou triplo.</span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>Para observar alguns exemplos de arquitetura recém-erguida em São Paulo, o Estado levou Yabiku ao cruzamento das Avenidas Nova Faria Lima e Juscelino Kubitschek. Ele não encontrou nada parecido com o que vem sendo feito pelos grandes escritórios de arquitetura mundiais, como aquele em que trabalha ao lado de 1.200 profissionais. Não se vê, por exemplo, o vidro triplo: um sanduíche de vidro complementado por outra camada com intervalo de ventilação. No caso de lugares com muito calor e luz, como as cidades brasileiras, esse tipo de revestimento – com o terceiro vidro no lado mais externo do prédio – seria o mais indicado para reduzir o uso do ar-condicionado.</span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>Yabiku nota também a preferência por vidros escuros, em tons de azul ou verde, e o convencionalismo das estruturas. “Quando o prédio rompe com a forma quadrada, é apenas para acrescentar uma decoração, não algo que tem lógica interna. No nosso escritório questionamos tudo: se vamos usar um volume chanfrado, por exemplo”, diz apontando para um prédio na Nova Faria Lima, “queremos ter um porquê.” Ele também diz que, apesar do custo maior de projetos menos convencionais, há ganhos para quem investe em fachadas sustentáveis. “Prédios que fizemos economizam até 40% em energia, reduzindo custo de manutenção. Além disso, o empreendedor vai ganhar muito ao vender o prédio, que se tornará um marco. O Swiss Re foi vendido pelo triplo do que custou quatro anos antes.” </span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>Seu argumento também tem uma perspectiva histórica. “No passado, quando começaram a fazer piso elevado para poder embutir as fiações, muitos construtores disseram que aquilo encarecia a obra. Depois, como o cliente pedia, todo mundo passou a usar piso elevado. O mesmo vale para o vidro: ninguém mais usa vidro simples. Agora os prédios se voltam para a iluminação natural, o que pede variações de fachadas.” As fachadas, além de limpas, cada vez mais terão a obrigação de ser sustentáveis. </span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p><img src="http://arquiteturaearte.wordpress.com/files/2008/04/copan.jpg" alt="copan.jpg" /></p>
<p></span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';">&#8212;&#8211;</span></p>
<p>é isso aí.</p>
<p></span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"> </span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"> </span><span style="font-size:10pt;color:#333333;font-family:'Trebuchet MS';"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
