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	<title>eduardo-coutinho &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/eduardo-coutinho/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "eduardo-coutinho"</description>
	<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 20:27:19 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Eduardo Coutinho e o Sertão: Uma Paixão Política]]></title>
<link>http://arrotos.wordpress.com/2009/10/07/eduardo-coutinho-e-o-sertao-uma-paixao-politica/</link>
<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 03:01:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nos braços embalava O Fim e o Princípio, documentário de Eduardo Coutinho, até então uma bela novida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-779" title="Coutinho" src="http://arrotos.wordpress.com/files/2009/10/coutinho.jpg" alt="Coutinho" /></p>
<p style="text-align:justify;">Nos braços embalava <strong>O Fim e o Princípio</strong>, documentário de <strong>Eduardo Coutinho,</strong> até então uma bela novidade para minha pessoa. Olhava para o DVD e namorava a <strong>sinopse</strong>, quase que apaixonado por um trabalho desconhecido.  Ao mesmo tempo pensava em como descreveria <strong>Cabra Marcado para Morrer</strong> nesse espaço,  sobrecarregado de obras e autores <strong>estrangeiros</strong>. A idéia inicial era versar sobre a relação de Coutinho com o <strong>Sertão</strong>, suas particularidades, porém o fim que havia planejado morreu logo no principio do <strong>documentário</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em O Fim e o Princípio, Coutinho se embrenha no sertão da <strong>Paraíba</strong> para filmar o <strong>cotidiano</strong> de um povoado esquecido, mergulhado na <strong>pobreza</strong> capital mas com uma <strong>riqueza</strong> cultural erroneamente desvalorizada. Inicialmente o próprio Coutinho revela que não sabia se aquela iniciativa daria certo, a vontade ganha importância frente ao <strong>resultado</strong> final. O diretor decide filmar, dar <strong>voz</strong> aquela população que sequer conhecia, mostrar que no &#8220;fim do mundo&#8221; há boas histórias sobre o princípio.</p>
<p style="text-align:justify;">Para realizar tamanha façanha, a equipe precisaria de algum <strong>guia</strong> que conhecesse a região e os habitantes. Em meio a seca, Coutinho conhece <strong>Rosa</strong>, a mulher que mapearia <strong>Araçás</strong> e suas melhores histórias. Contudo a participação de Rosa cresce a medida que o documentário avança, ela será junto com o diretor, <strong>mediadora</strong> dos principais diálogos do filme. O <strong>Nordeste</strong> tem suas particularidades e o acolhimento a um desconhecido toca todos os espectadores, a câmera que pede licença sempre encontra uma cadeira e a <strong>hospitalidade</strong> de pessoas que materialmente tem pouco a compartilhar.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém elas dividem o mais <strong>bonito</strong> em suas vidas, histórias de muita <strong>luta</strong> e sofrimento. A <strong>religião</strong> sempre é evocada pelos entrevistados que se apegam ao catolicismo para suportar um cotidiano duro e <strong>solitário</strong>. Coutinho vai atrás dos mais velhos pois sabe que neles encontrará descrições de um país com <strong>fome</strong>, uma geração que preserva <strong>tradições</strong> que os mais jovens preferem esquecer. Poucos olham para o <strong>futuro</strong>, quando o fazem encontram o principal temor &#8211; a <strong>morte</strong>. O que os entrevistados evocam são em sua maioria situações do passado, o princípio anunciado pelo título.</p>
<p style="text-align:justify;">Coutinho se apaixona pelas pessoas e promete voltar para mostrar o <strong>resultado</strong> das filmagens. Como era de se esperar ele cumpre a palavra, e regressa a Araçás para ver os amigos, sujeitos <strong>simples</strong> que exalam <strong>sinceridade</strong>. Não parece que a primeira visita durou apenas um mês, depois de um ano todos o reconhecem, oferecendo a mesma hospitalidade. Mais do que enumerar <strong>laços</strong> afetivos, a obra de Coutinho é <strong>política</strong> e <strong>social</strong>, o registro de um país que tem muito a melhorar. Coutinho é a cara de Araçás, simples ao extremo não teme aparecer em frente a câmera com sua equipe e <strong>equipamentos</strong>. O fundamental é ser <strong>natural</strong> e não perder a fala do entrevistado. Ao final temos o registro daquilo que estava escondido aos nossos olhos &#8211; existências dignas de reconhecimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o Fim e o Principio, Coutinho mostra que o Sertão virou mar, sem dúvidas um oceano poético com ondas de perseverança.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moscou]]></title>
<link>http://raulla.wordpress.com/2009/10/01/moscou-dir-eduardo-coutinho-brasil-2009/</link>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:46:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Raul Arthuso</dc:creator>
<guid>http://raulla.wordpress.com/2009/10/01/moscou-dir-eduardo-coutinho-brasil-2009/</guid>
<description><![CDATA[A Estrada do Fazer 1. Eduardo Coutinho se notabilizou por sua capacidade de incorporar momentos espo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-372" title="moscou" src="http://raulla.wordpress.com/files/2009/10/moscou2.jpg" alt="moscou" width="500" height="335" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A Estrada do Fazer</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">1.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Eduardo Coutinho se notabilizou por sua capacidade de incorporar momentos espontâneos e imprevistos em seus documentários baseados no corpo-a-corpo da entrevista, arte da qual se mostrou mestre no cinema brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Com <em>Jogo de Cena</em>, Coutinho dá uma virada em sua carreira ao por em discussão sua principal técnica e construir uma brincadeira com relatos de mulheres sobre sua própria vida. A mistura dos relatos reais com interpretações por atrizes profissionais destruiu o documentário de entrevistas dentro de seu próprio seio e Coutinho, artífice da destruição, busca na poeira levantada um caminho de realização com Moscou, seu novo filme.</p>
<p style="text-align:justify;">Aqui, Coutinho parte de uma encenação para documentar, escancarando desde já que o “documentário” partirá da ficção. Portanto, a construção do discurso surgirá no seio de um discurso ficcional já pronto e consagrado – no caso <em>As Três Irmãs</em>, de Tchekhov – mais uma fuga de seu caminho conhecido, do terreno que lhe é familiar.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta fuga não será tão fácil e é aí que reside um dos grandes interesses desta nova obra do documentarista. Há uma cena logo no início na qual Coutinho discorre sobre o objetivo do documentário que quer fazer aos atores do Grupo Galpão. Aos poucos, enquanto a projeção se desenrola, percebe-se que o projeto inicial se descaracteriza, sofrendo mutações, incorporando coisas imprevistas. A mutação – do autor e sua obra – ganha corpo na tela.<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">2.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Primeiro: <em>Moscou</em> é proposto, como no filme anterior de Coutinho, um jogo. O que é espontâneo e o que é encenado devem são jogados num mesmo caldeirão o qual Coutinho pretende embaralhar a fim de confundir o espectador e por em choque a  própria construção do discurso, seja ele ficcional ou documental. Há um objetivo claro de brincar com o fazer fílmico e andar pelos limites – de encenação, da montagem, das sensações, das construções simbólicas e formais.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo: Diferentemente de todos os seus outros filmes, Coutinho pouco ou nada intervém no objeto que documenta.</p>
<p style="text-align:justify;">Esses dois elementos nos levam ao mote formal de <em>Moscou</em>: quando se desenrola os jogos de encenação do grupo de atores e suas experiências vão agregando novas sensações ao filme, este começa a se afastar do controle do diretor, tomando vida própria, fugindo ao interesse inicial do embaralhar, do confundir. O próprio realizador se confunde em seus objetivos. A câmera ganha outro significado, pois se mostra impotente em relação ao que acontece em frente à lente.</p>
<p style="text-align:justify;">Cria-se um impasse entre a obra proposta e aquela que se desenrola. Eis que temos a grande virtude de <em>Moscou</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">3.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Esse problema é a chave de <em>Moscou</em>. Isso porque o que acaba por se tornar o verdadeiro objeto de olhar do filme é o próprio processo de mutação do projeto, algo possível apenas pelo impasse entre o projeto ideal e o projeto filmado. Coutinho, como um dançarino guiando a dama em uma gafieira, malandramente incorpora o imprevisto, o erro, o que não conseguiu, expõe na tela a frustração da incapacidade de uma realização como planejada. Assim como a Moscou-cidade que as irmãs da peça tanto almejam, o diretor compartilha com o espectador seu desejo de alcançar sua Moscou-filme, conhecida, desejada e aparentemente próxima, não fosse a depência do que se passa aos olhos da câmera. Esse fator, base de qualquer trabalho fílmico, mas inescapável no caso do documentário, deixa essa Moscou distante a cada nova tomada de câmera, a cada corte.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">4.</p>
<p style="text-align:justify;">A impressão do início, mais quadrado, burocrático, é uma frieza aterrorizante. Como se o ponto de partida do filme fosse algo sólido, concreto, pronto. À medida que o filme de desenrola, algo se solta: a câmera se alivia, os atores percorrem grandes espaços, correm, libertam-se do filme. A câmera começa a sentir as pessoas que contracenam. Porém, em nenhum momento, há a segurança inicial. Claramente, estamos num terreno desconhecido e, por isso mesmo, mais perigoso.</p>
<p style="text-align:justify;">Este é o reino das possibilidades. <em>Moscou</em> se mostra uma obra de incorporação do erro, do inalcançável. Pode-se dizer que Coutinho utilizou-se de uma “montagem quântica” para seu filme, já que, mais importante que a própria obra registrada são as possibilidades de filmes que existiriam a partir daquilo que se propôs, mas que começaram a se afunilar a partir das opções de filmagem. No fim das contas, resta na tela uma obra de frustração tanto para realizador quanto espectador pois ambos só podem ficar com este filme, resultado de incorporação do erro e da incapacidade. Incapacidade mecânica e biológica, afinal, de projetar e ver um único filme entre todos os disponíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">5.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Há algo de extremamente racional em <em>Moscou</em>. Exatamente a decisão de admitir que este é um filme que não se concretizou, cuja forma é o disforme do incapaz de se tornar um o que canonicamente se denomina “um filme redondo”. Moscou é um filme poliédrico, pesado, carregado desta melancolia de se mostrar imperfeito. O espectador toma um soco no peito, sai da sala como quem desce de um ringue. Não há vencedor ao final da batalha, apenas incapacidade e frustração.</p>
<p style="text-align:justify;">Incapacidade e frustração modificam o filme dentro de seu próprio seio. Moscou, então, só pode ser entendido como um impasse de mão dupla. Autor e público (crítico incluso) vêem uma fração imperfeita de um ideal inalcançável, um lamento representado pelas reminiscências que cada um dos atores acaba por trazer para a construção de seus respectivos personagens, pelo desejo das personagens de Tchekhov em mudar para Moscou, pela voz no final do diretor que se desmancha antes de completar-se. Por mais que lembranças e desejos possam confortar ou motivar, o impasse persiste, já que tanto memórias quanto desejos estão distantes. Coutinho faz uma bela obra não porque ela se complete ou contemple uma gama de sensações e sentidos, mas por trazer para primeiro plano as angústias e incertezas de um filme que se modifica na tortuosa estrada do fazer, com seus atalhos, encruzilhadas e saídas falsas.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Moscou</em> tem de belo o que tem de imperfeito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Moscou, dir. Eduardo Coutinho (Brasil, 2009)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Mais:</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cinemascopiocannes.blogspot.com/2009/08/moscou.html" target="_blank">Moscou (crítica),</a> por Kleber Mendonça Filho</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_35/artigo_1105/Coutinho_nao_sabe_o_que_fazer.aspx" target="_blank">Coutinho não sabe o que fazer</a>, por Eduardo Escorel</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.revistacinetica.com.br/conexaomoscou.htm" target="_blank">Moscou e a falência dos conceitos</a>, por Francis Vogner dos Reis</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.revistacinetica.com.br/conexaomoscou2.htm" target="_blank">A enunciação objetiva e a percepção subjetiva</a>, por Cléber Eduardo</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sobre moscou]]></title>
<link>http://freakiumemeio.wordpress.com/2009/09/24/sobre-moscou/</link>
<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 02:52:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo Bomfim</dc:creator>
<guid>http://freakiumemeio.wordpress.com/2009/09/24/sobre-moscou/</guid>
<description><![CDATA[Sobre Moscou, filme que ainda dança pra lá e pra cá dentro da minha cabeça: como podem chamar de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1070" title="moscou" src="http://freakiumemeio.wordpress.com/files/2009/09/moscou.jpg?w=213" alt="moscou" width="213" height="300" /></p>
<p><strong>Sobre Moscou</strong>, filme que ainda dança pra lá e pra cá dentro da minha cabeça: como podem chamar de &#8220;ausente&#8221; e &#8220;passivo&#8221; (algo que foi escrito em algumas críticas e debatido com o próprio Eduardo Coutinho na sessão comentada do filme em Porto Alegre) um cineasta que, ao adaptar um texto de Tchekhov, coloca uma cena em que dois atores cantam<em> Como Vai Você</em>, de Roberto Carlos, num completo breu, com a marcação do ritmo de um acender e apagar de isqueiros?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FESTIVAL MOÇAMBICANO DESTACA PRODUÇÃO BRASILEIRA E ALEMÃ ]]></title>
<link>http://noticiasdobem.wordpress.com/2009/09/23/festival-mocambicano-destaca-producao-brasileira-e-alema/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 10:51:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>noticiasdobem</dc:creator>
<guid>http://noticiasdobem.wordpress.com/2009/09/23/festival-mocambicano-destaca-producao-brasileira-e-alema/</guid>
<description><![CDATA[“A QUARTA EDIÇÃO DO DOCKANEMA, FESTIVAL DE DOCUMENTÁRIOS   DE MOÇAMBIQUE, INCLUIU MOSTRA ESPECIAL DE]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2180" title="moçambique" src="http://noticiasdobem.wordpress.com/files/2009/09/mocambique.jpg" alt="moçambique" width="252" height="351" /></p>
<p align="center">“A QUARTA EDIÇÃO DO DOCKANEMA, FESTIVAL DE DOCUMENTÁRIOS   DE MOÇAMBIQUE, INCLUIU MOSTRA ESPECIAL DE FILMES DO DIRETOR BRASILEIRO EDUARDO COUTINHO<br />
E EXPOSIÇÃO DE FOTOS SOBRE O TRABALHO DO CINEASTA<br />
ALEMÃO WERNER HERZOG.”</p>
<p><a href="http://www.dw-world.de/dw/0,,607,00.html" target="_blank">DW-Word.De</a> &#8211; Adriana Jacobsen</p>
<p style="text-align:justify;">“Durante nove dias, Maputo sediou uma mostra de cinema, um fórum de debates, oficinas de formação e eventos paralelos dentro do Festival do Filme Documentário <a href="http://www.dockanema.org/pluck/?file=kop1.php" target="_blank">Dockanema</a>. Com forte presença de profissionais brasileiros, o evento foi realizado em parceria com o ICMA (Instituto Cultural Moçambique-Alemanha).</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O gênero documentário aborda assuntos que contribuem para uma maneira distinta e comprometida de pensar a nossa sociedade. O Dockanema é um convite a &#8216;pararmos&#8217; o mundo por um instante para pensarmos&#8221;, diz Pedro Pimenta, o idealizador do festival criado em 2006 com o objetivo de fomentar a cultura visual em Moçambique.</p>
<p style="text-align:justify;">Pela primeira vez, o Dockanema teve quatro ciclos em destaque: o cinema feminino africano, o cinema dos países africanos de língua portuguesa e as obras do angolano Ruy Duarte de Carvalho e do brasileiro Eduardo Coutinho&#8230;” <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4713707,00.html" target="_blank">(Leia mais e comente a matéria)</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moscou (Eduardo Coutinho, 2009)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/2009/09/17/moscou-eduardo-coutinho-2009/</link>
<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 08:02:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
<guid>http://multiplot.wordpress.com/2009/09/17/moscou-eduardo-coutinho-2009/</guid>
<description><![CDATA[É possível que se leia em algum lugar que o novo filme de Eduardo Coutinho é sobre o teatro, ou sobr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="border:black 2px solid;margin:2px;" src="http://img193.imageshack.us/img193/742/48945223.jpg" alt="" width="495" height="71" /><img class="aligncenter" style="border:black 2px solid;margin:2px;" src="http://img15.imageshack.us/img15/2633/50089599.jpg" alt="" width="495" height="71" /><img class="aligncenter" style="border:black 2px solid;margin:2px;" src="http://img132.imageshack.us/img132/2146/43040653.jpg" alt="" width="495" height="71" /></p>
<p style="text-align:justify;">É possível que se leia em algum lugar que o novo filme de Eduardo Coutinho é sobre o teatro, ou sobre os ensaios do Grupo Galpão para uma peça &#8211; nunca encenada por eles &#8211; de Tchekhov, ou sobre o modo de criação. Moscou não é sobre nada disso, nem somente é filme simplesmente sobre a metalinguagem; Moscou é um filme sobre o impossível. Tudo que não é visto, não feito, não pronto. Para todo produto, nós saímos obrigatoriamente do zero para chegar a um ponto total, seja 10, 100 ou 3.79. Todo o espaço entre zero e o total é o espaço indefinível, que não é produto, só processo, só coisa alguma mas ainda assim tudo ao mesmo tempo. Isso é Moscou, o lugar entre lá e cá, Céu e Inferno, vida e morte; Moscou é um purgatório.</p>
<p style="text-align:justify;">Em determinado momento, um dos atores diz para outra atriz/personagem que &#8220;você nunca voltará a Moscou&#8221;, uma dessas afirmações que de tão drásticas e improváveis acabam ganhando um tom de verdade absoluta, mesmo que seja complexo demais afirmar essa impossíbilidade. Mas o filme de Coutinho é sobre esse impossível, sobre a Moscou que ninguém ali nunca mais vai ver.</p>
<p>3/4</p>
<p style="text-align:right;"><em>Thiago Macêdo Correia</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Próxima parada MOSCOU]]></title>
<link>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/09/13/proxima-parada-moscou/</link>
<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 20:44:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>sbandeira</dc:creator>
<guid>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/09/13/proxima-parada-moscou/</guid>
<description><![CDATA[E tudo o mais que as fronteiras do nosso imaginário permitir. O jogo de cena continua. Eduardo Couti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_JZrGOOfOgmQ/SqrPWCO6iNI/AAAAAAAABGs/H_laEn7AuDk/s1600-h/moscou.jpg"><img style="display:block;width:320px;height:240px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JZrGOOfOgmQ/SqrPWCO6iNI/AAAAAAAABGs/H_laEn7AuDk/s320/moscou.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div><a href="http://4.bp.blogspot.com/_JZrGOOfOgmQ/SqrPV5G4_EI/AAAAAAAABGk/jikhJMREp2I/s1600-h/Moscou2.jpg"><img style="display:block;width:196px;height:300px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JZrGOOfOgmQ/SqrPV5G4_EI/AAAAAAAABGk/jikhJMREp2I/s320/Moscou2.jpg" border="0" alt="" /></a> E tudo o mais que as fronteiras do nosso imaginário permitir. O jogo de cena continua.</div>
<div>Eduardo Coutinho mais uma vez nos presenteia com o ótimo documentário <strong>MOSCOU</strong>. Para quem assistiu ao JOGO DE CENA, vai ter uma certeza: de que o diretor tomou gosto pela dramaturgia. Nota-se que ele se sente à vontade ao dirigir o elenco teatral. O elenco do <a href="http://www.grupogalpao.com.br/port/home/" target="_blank">Grupo Galpão</a> recebeu de seu diretor Enrique Diaz o texto da nova peça somente no dia da filmagem. O texto a ser encenado, AS TRÊS IRMÃS é da autoria do clássico russo Anton Tchekhov. É a história de Olga, Masha e Irina, mais um irmão que moram numa província na Rússia, mas sonham voltar a Moscou.<img style="display:block;width:320px;height:214px;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JZrGOOfOgmQ/SqvF8KsMc6I/AAAAAAAABG8/oe8PuYyyP6A/s320/Galpao.jpg" border="0" alt="" /></div>
<div>O interessante no filme é a bagunça generalizada. Os atores, ora ensaiam, ora representam, ora falam de si mesmos e de algumas lembranças de infância, de lugares e sensações, não se sabe ao certo quando é real e quando é ficção; a linha tênue que separa os dois lados se rompeu. E o ensaio do ensaio dos textos fica parecendo que nada foi ensaiado. Já foi a algum ensaio aberto ao público? Na verdade é isso que se passa no filme. Repassam o texto juntos ou separados, brincam, comem, namoram, alguém faz declaração de amor e não se sabe se é real ou não, e algumas coisas mais. Ficou incrivelmente bom; bem natural, exatamente os bastidores de um ensaio teatral.</div>
<div>Na verdade, Eduardo Coutinho fez uma proposta ao Grupo de ensaiar uma peça que nunca seria montada, seria apenas para realizar esse trabalho de documentário em cima de uma encenação pelo objetivo de mostrar essa linguagem investigativa entre a arte e a realidade à telona. Uma boa idéia, não? Adorei!</div>
<div>Adorei muito mais a escolha do texto de Tchekhov, não podia ser melhor, pois tem tudo a ver com o propósito do diretor de realizar. O sonho de consumo de uma família decadente é voltar para Moscou tentando realizá-lo a qualquer custo, mesmo sabendo que é um sonho quase impossível, uma utopia. Não é um simples documentário. De fato, não documenta como se monta uma peça teatral, as linguagens se fundem, as falas dos atores se misturam constantemente, às vezes não se sabe quem deveria falar o quê, quando e por quê? Fotos e fatos para trazer à tona lembranças pessoais.</div>
<div>Para quem gosta de originalidade, não deve deixar de apreciar esta obra de arte. Mesclar teatro ensaios, cinema, real, imaginário e finalmente Tchekhov, apesar de parecer que documentário é simples e fácil de se fazer, ledo engano, uma vacina nova, não deixe de tomar. Só pela idéia, TUDO já me fascinou, e o resultado me surpreendeu. É um filme sedutor.</div>
<div>Karenina Rostov</div>
<div><strong>MOSCOU</strong><br />
By Eduardo Coutinho</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA['it's not the pale moon that excites me']]></title>
<link>http://unpredictably.wordpress.com/2009/09/12/its-not-the-pale-moon-that-excites-me/</link>
<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 02:47:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Samuca</dc:creator>
<guid>http://unpredictably.wordpress.com/2009/09/12/its-not-the-pale-moon-that-excites-me/</guid>
<description><![CDATA[Adorei esse filme &#8220;Up&#8221;, da Disney Pixar. A última vez que tive vontade de chorar com uma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Adorei esse filme &#8220;Up&#8221;, da <a href="http://disney.go.com/disneypictures/up/main.html">Disney Pixar</a>. A última vez que tive vontade de chorar com uma animação, se não me falha a memória, foi quando vi o Rei Leão. Fui no cinema com o maridão e nós dois choramos com a história. A versão dublada está muito bem feita!</p>
<p>Agora vejo futuro no namoro. Eu andei muito inseguro e fui invadido por um ciúme doentio esta semana. Talvez porque eu ache que ele é um tesão e que todos os homens vão dar em cima dele na rua. Mas, depois do filme, fiquei mais tranquilo. Hoje apaguei o perfil pornô que tinha para saber dos filmes pornôs no Orkut.</p>
<p>Falando em chorar com desenho animado, vi <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZP555d5JBVA">Jogo de Cena</a> quando cheguei em casa. Aquilo parece um semi-documentário e eu perdi o comecinho. Passou no GNT. Se você não tiver visto, <a href="http://www.mininova.org/search/?search=jogo+de+cena&#38;cat=0">alugue</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MOSCOU, O FILME]]></title>
<link>http://cinemadalena.wordpress.com/2009/09/07/moscou-o-filme/</link>
<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:26:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thomas Baptista</dc:creator>
<guid>http://cinemadalena.wordpress.com/2009/09/07/moscou-o-filme/</guid>
<description><![CDATA[Moscou, Eduardo Coutinho, 2009 Estava outro dia lendo uma crítica sobre os novos filmes de Eduardo C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Moscou, Eduardo Coutinho, 2009 Estava outro dia lendo uma crítica sobre os novos filmes de Eduardo C]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moscou]]></title>
<link>http://dadecada.wordpress.com/2009/09/04/moscou/</link>
<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 15:31:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Lopes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não que não haja alguma verdade no que a maioria já disse, mas a única coisa que parece documentada ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Não que não haja alguma verdade no que a maioria já disse, mas a única coisa que parece documentada em <em>Moscou</em> é uma distração, que só está ali para provar que uma obra de ficção com texto e interpretação exatos se sobrepõem, sem nenhum problema, a tudo o que estiver acontecendo próximo à ação principal. Coutinho poderia ter filmado um dos atos de <em>As Três Irmãs </em>dentro do camarote da Brahma no carnaval do Rio, com Suzaninha de papagaio. Com algum ajuste no aúdio, nada da intenção original da peça se perderia até chegar ao espectador.  Sendo assim, <em>Moscou</em> é como um teste da validade da ficção, como um chefão que as obras de ficção tem que se submeter para provar que são necessárias a esse mundo. As distrações são essenciais no filme, porque se equiparam à obra que quer ser vista &#8211; como a parte do isqueiro/fósforos no escuro*, o repeteco de <em>Jogo de Cena</em> logo no início -, mas é tudo de brinks, querendo que você pense que Coutinho está ludibriando a linha que separa documentário de ficção, mais uma vez. Não está. Ele fez uma obra de ficção, mas uma que precisa se impor a uma série de ninjas assassinos treinados que querem minar sua existência.</p>
<p style="text-align:justify;">Nível sub-21: se David Lean tivesse filmado <em>As Três Irmãs</em> à sua maneira, o impacto seria o mesmo de <em>Moscou.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>*</em>Uma das vantagens do cinema nacional que me apraz é provar, covardemente, que eu estou errado. Da mesma maneira que <em>Terra Estrangeira</em> me fez acreditar que &#8220;Vapor Barato&#8221; pode ser muito massa, <em>Moscou </em>fez o mesmo com &#8220;Como Vai Você&#8221;. Me desacreditei, e não curto muito me desacreditar.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resenha Crítica - "Jogo de Cena" (2006)]]></title>
<link>http://pablovallejos.wordpress.com/2009/08/24/resenha-critica-jogo-de-cena/</link>
<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 20:15:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pablo Vallejos</dc:creator>
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<description><![CDATA[A proposta do filme é apresentada nos primeiros segundos, quando se vê a produção com os equipamento]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;"><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--><!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoFooter, li.MsoFooter, div.MsoFooter 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyTextIndent, li.MsoBodyTextIndent, div.MsoBodyTextIndent 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	text-indent:26.95pt; 	line-height:150%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:53.85pt 64.35pt 53.85pt 62.95pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:34.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --><!--[if gte mso 10]&#62; &#60;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&#34;Tabela normal&#34;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:&#34;&#34;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:&#34;Times New Roman&#34;; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;"><a href="http://www.cinemaemcena.com.br/jogodecena/img/cab_titulo.jpg"><img class="aligncenter" title="filme jogo de cena" src="http://www.cinemaemcena.com.br/jogodecena/img/cab_titulo.jpg" alt="" width="779" height="364" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">A proposta do filme é apresentada nos primeiros segundos, quando se vê a produção com os equipamentos preparados. A produção não procura caprichar no vestuário, pois não procura deixar as atrizes vestidas iguais às mulheres que contaram as histórias. O objetivo real do filme é ressaltar a intenção de deixar as emoções semelhantes, fazendo um jogo entre a história contada por uma pessoa e, num segundo momento, a mesma história sendo figurada e representada por uma atriz. A proposta fica evidente após alguns minutos (nos primeiros depoimentos que têm em si a função de nos despertar o interesse pela obra, além de nos apresentando o foco documental): histórias da vida real sendo contadas por mulheres que as vivenciaram e a participação do diretor, figurando o espectador. Essa forma de apresentar o filme acaba construindo um universo próprio, além de a todo instante colocar (levantar) questões a nós espectadores que “ficamos” em dúvida sobre o que é real ou não.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">A participação do diretor se faz de maneira simples, sem danificar o propósito das entrevistas realizadas. Na segunda história, Eduardo Coutinho pergunta a Andréa Beltrão por que ela chorou ao contar a história. A atriz comenta que é uma história forte e que, num certo momento, ela não consegue segurar o choro. Já Marília Pêra comenta com Coutinho que o verdadeiro choro é feito escondido e por isso ela tentou não chorar ao interpretar uma das personagens. Em outra história, só se descobre no final que a mulher que está contando os acontecimentos é, de fato, a atriz; ela revela, olhando para a câmera, que as palavras usadas não a pertenciam.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">O rosto de Eduardo Coutinho nunca é mostrado e isso é uma incógnita, nos primeiros instantes. Quando a câmera segue as mulheres em direção ao palco do teatro, vê-se toda a produção: a iluminação, o equipamento de captura de áudio, assistentes, etc. Neste momento, quando se pensa que Eduardo Coutinho terá o rosto mostrado, percebe-se que a câmera se encontra na frente do rosto do diretor. A intenção é fazer com que Eduardo Coutinho não seja ele mesmo, mas sim, fazer com que ele seja a câmera, dando vida e dando um papel ao equipamento, que captura e conversa com as mulheres que contam as histórias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">O que faz de &#8220;Jogo de Cena&#8221; uma peça excepcional é pela narrativa diferenciada, contando com um elemento surpresa, que é a interrupção das histórias para que o diretor converse com a atriz. Em alguns momentos, o diretor pede a opinião da atriz sobre aquilo que foi representado, pede também algum comentário e em algumas partes, Eduardo Coutinho conversa e interage com a atriz &#8211; vide cena de Marília Pêra falando sobre truque para chorar na representação. Algo interessante de se perceber no filme é a forma como todas as cenas são &#8220;arquitetadas&#8221;. As cenas são embaralhadas e, certas vezes, o espectador não consegue saber se é a atriz atuando, ou sendo ela mesma. Esse é um dos elementos que tornam &#8220;Jogo de Cena&#8221; um filme único.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;"><img class="aligncenter" title="filme jogo de cena" src="http://conversamole.files.wordpress.com/2009/03/jogo-de-cena1.jpg?w=400&#038;h=339" alt="" width="400" height="339" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">A linguagem que o diretor usa é bem objetiva: as emoções são o grande evento e não importa de quem elas venham: da atriz, ou da mulher contando a história. Eduardo Coutinho não peca nesse trabalho e, dispondo da narrativa criativa, fecha com maestria esse todo esse jogo de cena.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;text-indent:27pt;"><strong>TRAILER:</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;text-indent:27pt;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/i2UbAt6lTL8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/i2UbAt6lTL8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MOSCOU]]></title>
<link>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/08/19/moscou/</link>
<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 01:06:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/08/19/moscou/</guid>
<description><![CDATA[Li que Eduardo Coutinho não sabia exatamente o que fazer com o material gravado sobre um ensaio da p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2009/08/moscou_documentario.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4422" title="moscou_documentario" src="http://lella.wordpress.com/files/2009/08/moscou_documentario.jpg" alt="moscou_documentario" width="500" height="251" /></a>Li que Eduardo Coutinho não sabia exatamente o que fazer com o material gravado sobre um ensaio da peça de Tchekov: “<a href="http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_303.html">As três irmãs</a>” com o grupo Galpão. Acho que o mestre de obras impressionantes como: “Santo forte” e “Jogo de cena” deveria ter guardado o projeto.</p>
<p>Apesar da inevitável comparação com o ótimo: “<a href="http://www.65anosdecinema.pro.br/A_flauta_magica.htm">A Flauta Mágica</a>” de Bergman, as coxias lideradas por Enrique Diaz conduzem a um resultado vazio, chato, desinteressante e modorrento. Faltou a  intervenção sempre inteligente do próprio Coutinho.</p>
<p>Por: Carlos Henry.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/8G71z7whKyk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/8G71z7whKyk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Moscou. 2009. Brasil. Direção: Eduardo Coutinho. Gênero: Documentário.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Moscou que é aqui]]></title>
<link>http://guaciara.wordpress.com/2009/08/14/moscou/</link>
<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 19:21:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lauro Mesquita</dc:creator>
<guid>http://guaciara.wordpress.com/2009/08/14/moscou/</guid>
<description><![CDATA[Cena em que todos são Verchinin Depois de uma horinha no dentista, caí no cinema e fui ver Moscou, d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_3437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px"><img class="size-full wp-image-3437" title="moscou-atores-560-div" src="http://guaciara.wordpress.com/files/2009/08/moscou-atores-560-div.jpg" alt="Cena em que todos são Verchinin" width="510" height="341" /><p class="wp-caption-text">Cena em que todos são Verchinin</p></div>
<p>Depois de uma horinha no dentista, caí no cinema e fui ver <em>Moscou,</em> do Eduardo Coutinho. Ao contrário do que poderiam indicar as previsões doloridas, achei o filme lindo. Devo voltar ao cinema em breve  pra revê-lo, mas aqui fica uma primeira impressão.</p>
<p>Em <em>Moscou</em>, Coutinho continua a explorar um assunto constante em sua obra &#8211; o contar histórias. Desde <em>Santo Forte, </em>seu cinema parece obcecado com a descoberta das coisas a partir das conversas e dos relatos diante da câmera. Como essas interpretações constroem a memória do mundo.</p>
<p>O  interesse parece ser descobrir as coisas do Brasil através do que a memória guarda, a cabeça inventa e o relato bem feito chama a atenção. Esse filmar a conversa não tinha o sentido jornalístico de confirmar a veracidade dos fatos, era mais uma tentativa de materializar narrativas e crenças. Colocar a público discursos que pareciam ter se perdido no emaranhado das vozes e no andar da história.</p>
<p>No seu filme anterior &#8211; <em><a href="http://filmesbrasileirosdownload.blogspot.com/2008/12/jogo-de-cena-eduardo-coutinho-2007.html" target="_blank">Jogo de Cena</a> </em>-, Coutinho radicalizava na forma. Vai além do registro e da edição das entrevistas. As histórias das entrevistadas são narradas por suas autoras e por outras pessoas.  Coutinho convida atrizes profissionais e recruta mulheres comuns para contarem suas histórias. Durante as filmagens, elas também reinterpretam os casos contadas pelas outras mulheres, tentam seguir um roteiro mental do que ouviram. Todas em cima do palco, no mesmo cenário, contando seus ou outros dramas e os interpretando de sua forma.</p>
<p>Ao propor um filme sobre uma montagem de <em>As Três Irmãs</em>, de Tchekhov, além das histórias que cada pessoa carrega e da interpretação do que os outros falaram, Coutinho leva seus personagens a interpretar uma dramaturgia consagrada. Surge um outro elemento de discurso que em minha opinião a todo tempo diz respeito a um drama tão russo quanto brasileiro.</p>
<p><strong>Só sobrou memória</strong></p>
<p>Ao colocar o texto de Tchekhov dentro de uma peça em processo que nunca irá se realizar e dentro de um filme que não sabe o que buscar, <em>Moscou</em> ganha uma potência histórica extraordinária e retoma algumas questões que têm muito a ver com o clássico <em><a href="http://eduardocoutinho.blogspot.com/2007/07/cabra-marcado-para-morrer.html" target="_blank">Cabra Marcado para Morrer</a>. </em></p>
<p>Em 1964,  Coutinho tentou dirigir um filme sobre a vida do líder camponês João Pedro Teixeira, que havia sido assassinado em 62. <em>Cabra</em> retoma esse filme inacabado e  mostra a volta da equipe ao povoado de Sapé, na Paraíba em 1981.</p>
<p>Nas filmagens dos anos 60, os próprios camponeses reinterpretariam sua história. Tomariam parte no filme sobre a vida do líder deles. Era uma maneira de colocar em prática os projetos do neorealismo e dos CPCs da vida.  Construir um projeto coletivo entre a classe média universitária e os camponeses.</p>
<p>O golpe militar chegou e a ditadura interrompeu as filmagens. Ao tentar contar a história do que aconteceu em Sapé nesse intervalo, o filme mostra uma ruptura de um projeto coletivo que acabou com a mão pesada dos militares. Só restam as <a href="http://www.mnemocine.com.br/cinema/crit/sarahcabra.htm" target="_blank">memória e as histórias</a> do que aconteceu. A construção coletiva permanece ferida e sem cicatrização.</p>
<p>Essa vontade de reconstruir o que restou (e o que não aconteceu) ainda apareceria nos relatos de outros documentários de Eduardo Coutinho como <a href="http://filmesbrasileirosdownload.blogspot.com/2008/05/pees.html" target="_blank"><em>Peões</em> </a>e <a href="http://filmesbrasileirosdownload.blogspot.com/2008/05/edifcio-master.html" target="_blank"><em>Edifício Master</em></a>. Mas a tal nostalgia do não acontecido nunca esteve tão forte como em <em>Moscou</em>.</p>
<p>O texto de <em>As Três Irmãs </em>já é um prato cheio nesse sentido. Esquecimento e memória batem lá a todo tempo. Em uma cena bonita do filme, todos atores do Galpão interpretam Aleksander Verchinin  em diálogo com as três irmãs:</p>
<blockquote><p>VERCHININ &#8211; Acabarão por nos esquecer. É o destino &#8211; nada se pode fazer contra ele. O que a nós parecia sério, importante, de muito valor, com o tempo será esquecido e considerado sem importância. E o mais interessante é que nós nem sabemos a que eles darão valor e importância e o que considerarão inútil e ridículo. Será que no começo não viam as descobertas de Copérnico ou de Colombo como inúteis e ridículas e consideravam verdadeiras revelações as escrevinhações de um tolo excêntrico qualquer? E também é possível que a vida que agora nos satisfaz venha a ser mais tarde julgada estranha, desconfortável, desprovida de razão, insuficientemente pura e talvez até pecaminosa.&#8221;</p></blockquote>
<p>A vontade de estar na capital, longe da gente ignorante e do tédio da cidade pequena é um tema repetido constantemente pelas irmãs Irina, Macha e Olga na peça de Tchekov. Para elas, nada ali vale a pena. Tudo é tão distante da promessa de vida que o pai morto havia feito pra elas (que &#8220;martirizava os filhos com cultura&#8221;). O &#8220;verdadeiro clima russo&#8221; não é o cenário da vida a que elas se destinaram nos sonhos delas.</p>
<p>Posso estar reduzindo, mas em minha opinião, essa também é a cabeça de uma certa fatia da sociedade brasileira. Que quando encontra o Brasil de frente, vê um país irreconhecível que não diz respeito a eles. Prefere ter a cabeça nas grandes metrópoles do mundo ou se fechar num mundo de iguais. Assim também fazem os Prozorov, fecham-se na casa junto aos militares &#8211; educados como eles &#8211; e aos serviçais que não os entendem e nem os escutam.</p>
<p>Em meio a encenações, leituras e tentativas Coutinho mistura essa temática do não-pertencimento com aparentes desilusões pessoais dos atores. Vemos como eles lidam com algum desconforto recente ou antigo da vida deles (a falta de relacionamento com os pais, um exame de DNA que mostrou a alguém que ele não é pai de seu filho de 20 anos etc.). O desconforto é contraposto às lembranças de infância aos encantamentos.</p>
<p>É engraçado que o filme tenha sido rodado em Belo Horizonte. Uma capital que no discurso de uma parte da população se ressente de não ser uma das grandes capitais &#8211; embora outras pessoas também comemorem isso. E a peça seja dirigida por um carioca Enrique Diaz em um processo conduzido por um paulista, Coutinho.</p>
<p>Em todos os planos, o filme mostra uma expectativa que não irá se realizar. Afinal a peça é editada de uma maneira que reforça os sonhos frustrados e a realidade inconclusa dos personagens, o que ganha mais força em uma montagem que nunca vai acontecer.</p>
<p>A viagem a Rússia de Olga e Irinaa vai ficando cada vez mais distante. O amor entre a já casada Macha e o comandante Verchinin é só uma imagem que os dois repelem e o casamento de Andrei e  Natalia o faz mergulhar de vez no reconhecimento de seu fracasso e de sua impotência.</p>
<p>A câmera procura alguns sentidos nas diferentes interpretações de uma mesma cena. Constrói e desconstrói as expectativas criadas na dramaturgia e no final nos põe em frente a sonhos que só se realizam no momento em que o personagem/ator os falam.</p>
<p>E no meio dessa minha confusão mental, uma coisa é certa: vale muito a pena ver.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Memória e invenção]]></title>
<link>http://cartasdaqui.wordpress.com/2009/08/09/memoria-e-invencao/</link>
<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 16:10:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Breno Barreto</dc:creator>
<guid>http://cartasdaqui.wordpress.com/2009/08/09/memoria-e-invencao/</guid>
<description><![CDATA[De onde vem o fazer artístico? Como é possível que nasçam num ator brasileiro do século XXI as mesma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-155 aligncenter" title="moscou_hl1" src="http://cartasdaqui.wordpress.com/files/2009/08/moscou_hl1.jpg" alt="moscou_hl1" width="442" height="144" /></p>
<p>De onde vem o fazer artístico? Como é possível que nasçam num ator brasileiro do século XXI as mesmas inquietações que motivaram um dramaturgo russo na virada do século XIX para o XX? Desconstrução e construção, memória e invenção, viver e interpretar – são essas as questões que Eduardo Coutinho volta a atacar em <em>Moscou</em>.</p>
<p>Com Enrique Diaz à frente do Grupo Galpão, o diretor documentou por três semanas os ensaios da peça <em>As Três Irmãs</em>, de Anton Tchekov. A proposta não era encená-la de fato, mas buscar caminhos para a apreensão das personagens, dar início ao processo de criação.</p>
<p>Esse exame, no entanto, não se restringe ao método como guia – ele se volta à relação do ator com o outro e consigo mesmo, numa investigação pessoal das possibilidades de conexão de subjetividade e alteridade. É por meio dessa busca que ele encontra a personagem em suas lembranças de infância, em seus desejos, em seus medos, fazendo do encenado e do vivido uma coisa só.</p>
<p>É interessante dar atenção ainda à unidade dos assuntos que Coutinho vem tratando em seus últimos filmes, conectados pela necessidade de propor explicações à gênese do processo de comunicação. Quando a câmera &#8220;ouve&#8221; a história de vida de uma mulher em <em>Jogo de Cena</em> ou quando se aproxima &#8211; a ponto de nos incomodar &#8211; do rosto de um ator que se apropria das palavras de Tchekov, ela quer evidenciar qualquer coisa escondida sob o mistério da relação entre duas pessoas, ou entre artista e público.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estreias - 07 de agosto/09]]></title>
<link>http://holyjunk.wordpress.com/2009/08/07/estreias-07-de-agosto09/</link>
<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 15:38:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>holyjunk</dc:creator>
<guid>http://holyjunk.wordpress.com/2009/08/07/estreias-07-de-agosto09/</guid>
<description><![CDATA[Por incrível que pareça, tem gente gostando de G.I. Joe – A Origem de Cobra. E eu, que achava que se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Por incrível que pareça, tem gente gostando de G.I. Joe – A Origem de Cobra. E eu, que achava que se]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Sofri a ponto de querer abandonar o cinema"]]></title>
<link>http://spreadthings.wordpress.com/2009/08/05/sofri-a-ponto-de-querer-abandonar-o-cinema/</link>
<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 23:10:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>bnagumo</dc:creator>
<guid>http://spreadthings.wordpress.com/2009/08/05/sofri-a-ponto-de-querer-abandonar-o-cinema/</guid>
<description><![CDATA[Coutinho, segundo meu ex-professor de história do cinema José Gatti, é: &#8220;um dos maiores direto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="foto aligncenter" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,21519984,00.jpg" alt=" Divulgação" width="400" height="280" /></p>
<p style="text-align:left;">Coutinho, segundo meu ex-professor de história do cinema <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781832J4" target="_blank">José Gatti</a>, é: &#8220;um dos maiores diretores do mundo&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">Coutinho, no alto dos seus 76 anos, é exemplo de inovação e <span style="text-decoration:underline;">RENOVAÇÃO</span>, do tipo de cara que eu admiro e respeito, mesmo.</p>
<p style="text-align:left;">Mais de sete décadas nas costas e um apetite por não cair na inércia criativa, nas fórmulas prontas que fizeram seus filmes memória do país e do cinema nacional&#8230; não é à toa que cada filme é um sofrimento&#8230; coisa de artista, sem artistice, se é que você me entende&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">Gatti estava certo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jogo de Cena (2007)]]></title>
<link>http://pegaaquinomeublog.wordpress.com/2009/07/19/jogo-de-cena-2007/</link>
<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 17:32:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>felipemarker</dc:creator>
<guid>http://pegaaquinomeublog.wordpress.com/2009/07/19/jogo-de-cena-2007/</guid>
<description><![CDATA[Sinopse: Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram sua história de vida em um estúdio. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><img class="aligncenter" src="http://reinaux.files.wordpress.com/2009/03/jogo-de-cena.jpg?w=383&#038;h=540" alt="" width="383" height="540" /></p>
<p><strong>Sinopse:</strong></p>
<p>Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram sua história de vida em um estúdio. 23 delas foram selecionadas, em junho de 2006, sendo filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano várias atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas por estas mulheres.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Avaliação</strong><br />
Felipe 10<br />
Junior<br />
Marcel<br />
Matheus 10<br />
</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><!--moreLeia Mais--><br />
</span></p>
<p><strong>Ficha Técnica:</strong><br />
Direção: Eduardo Coutinho<br />
Gênero: Documentário<br />
Tempo de Duração: 105 minutos<br />
Ano de Lançamento (Brasil): 2007<br />
Produção: Raquel Freire Zangrandi e Bia Almeida<br />
Fotografia: Jacques Cheuiche<br />
Edição: Jordana Berg<br />
Estúdio: Videofilmes / Matizar<br />
Distribuição: Videofilmes</p>
<p><strong>Elenco:</strong><br />
Marília Pêra<br />
Mary Sheyla<br />
Andréa Beltrão<br />
Fernanda Torres<br />
Aleta Gomes Vieira<br />
Claudiléa Cerqueira de Lemos<br />
Débora Almeida<br />
Gisele Alves Moura<br />
Jeckie Brown<br />
Lana Guelero<br />
Maria de Fátima Barbosa<br />
Marina D&#8217;Elia<br />
Sarita Houli Brumer</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/i2UbAt6lTL8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/i2UbAt6lTL8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><strong>Comentário:</strong><br />
Jogo de Cena é uma brincadeira. O título que o filme recebeu internacionalmente, “Playing”, é perfeito para o formato e a atmosfera que o diretor Eduardo Coutinho cria aqui. Coutinho que é um dos maiores documentaristas do Brasil –fez filmes como O Fim e o Princípio, Cabra Marcado Pra Morrer e Edifício Master- brinca aqui com a idéia de atuação e veracidade de personagens. Um anúncio foi colocado em jornais e cartazes nas ruas para recrutar mulheres que tivessem alguma história para contar; não era necessário que fosse uma história de vida, bastava que fosse um fato marcante. 80 mulheres aparecerem e 23 histórias foram selecionadas.<br />
Dessas histórias, algumas foram interpretadas por atrizes, conhecidas ou não, e foram adicionadas ao filme, porém algumas dessas atrizes contam também sua própria história de vida, e alguma das mulheres desconhecidas também é uma atriz. A brincadeira está na dúvida de quem é atriz, quem interpreta alguém, quem fala de si próprio. E diferentemente dos documentários “normais”, Jogo de Cena tem a presença constante de Coutinho entrevistando essas mulheres, o diretor é mais um personagem na farsa criada por ele mesmo. Um filme para ver, se emocionar e debater exaustivamente.</p>
<p><strong>Leia mais sobre Jogo de Cena:</strong> <a href="http://www.cinereporter.com.br/dvd/jogo-de-cena/">http://www.cinereporter.com.br/dvd/jogo-de-cena/</a></p>
<p><a href="http://www.omelete.com.br/cine/100008686/Jogo_de_Cena___Mostra_Internacional_de_Cinema_de_Sao_Paulo.aspx">http://www.omelete.com.br/cine/100008686/Jogo_de_Cena___Mostra_Internacional_de_Cinema_de_Sao_Paulo.aspx</a></p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;"><a href="http://www.omelete.com.br/cine/100008686/Jogo_de_Cena___Mostra_Internacional_de_Cinema_de_Sao_Paulo.aspx">Download AQUI</a></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As vidas após o desperdício]]></title>
<link>http://alleniado.wordpress.com/2009/04/27/as-vidas-apos-o-desperdicio-2/</link>
<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 19:10:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>fernandogil</dc:creator>
<guid>http://alleniado.wordpress.com/2009/04/27/as-vidas-apos-o-desperdicio-2/</guid>
<description><![CDATA[por Fernando Gil Paiva O texto que segue trata-se de um editorial para uma suposta revista que tem c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div><span style="font-size:85%;"><em>por Fernando Gil Paiva</em></span></p>
<div>O texto que segue trata-se de um editorial para uma suposta revista que tem como capa a reportagem: As vidas após o desperdício. </div>
<p>
<blockquote></blockquote>
<div align="justify">A informação de que a humanidade sempre esteve em meio aos seus próprios desperdícios nunca foi uma coisa assustadora para as pessoas. Razão disso é que a maioria de nós jamais irá ver todo esse lixo formando montanhas e rios de líquidos e materiais pútridos. Só no Brasil, 240 toneladas são produzidas por dia. Isso é um prato cheio para as famílias da ilha das Flores lá no Rio Grande do Sul, na Boca de Lixo em São Gonçalo (RJ) ou em qualquer outro lixão do Brasil onde tenha uma família que desses meios se mantém.</p>
<blockquote></blockquote>
<p>A primeira razão é que famílias que se alimentam do lixo não precisariam, na prática, ter que esperar que a comida fosse jogada fora e depois para suas bocas; A segunda vem de dados do Instituto Akatu, que mostra que 1/3 (um terço) de tudo que se compra vai direto o lixo. Qual o preço do preço do financiamento dos lixões? Parte significativa do bolso de cada um.</p>
<blockquote></blockquote>
<p>Mas esse ciclo de ações não fica restrito apenas a perder seu dinheiro, formar pessoas mais conscientes, difundir novas práticas de reciclagem, mas também reduzir o desmatamento pela menor produção de lixo e gerar novas fontes de renda e oportunidades.<br />
<blockquote></blockquote>
<p><img alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_HYNmulVPnY8/SfYERzyyexI/AAAAAAAAAT8/5lNJ1ruEVU0/s400/boca+de+lixo!.bmp" border="0" /><br />
<blockquote></blockquote>
<p>Jurema é moradora da Boca de Lixo de São Gonçalo e um de seus sonhos é ter doze filhos. Ela já tem sete. No documentário homônimo ao lugar, o diretor Eduardo Coutinho mostra o que a maioria de nós nunca irá ver – a estreita ligação do lixo com a vida de seus dependentes. Na reportagem de capa, que fala sobre as vidas após o desperdício, o lixo vira banquete e algoz – é a mão que leva o alimento e a que dá o tapa na cara da sociedade cega. Nas páginas que seguem, abra os olhos para que essa mão não chegue até você.<br />
<blockquote></blockquote>
<p><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_HYNmulVPnY8/SfYECxx1C0I/AAAAAAAAAT0/GbUClUOUW3I/s400/86_Boca%2520de%2520Lixo.jpg" border="0" /></div>
</div>
<p align="center"><span style="font-size:85%;">Jurema, à direita.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Edifício Master]]></title>
<link>http://reconvexo.wordpress.com/2009/04/14/edificio-master/</link>
<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 05:12:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Laís Costa</dc:creator>
<guid>http://reconvexo.wordpress.com/2009/04/14/edificio-master/</guid>
<description><![CDATA[Privilégio do mar Neste terraço mediocrimente confortável, bebemos cerveja e olhamos o mar. Sabemos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">Privilégio do mar</p>
<p style="text-align:left;">Neste terraço mediocrimente confortável,</p>
<p style="text-align:left;">bebemos cerveja e olhamos o mar.</p>
<p style="text-align:left;">Sabemos que nada nos acontecerá.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">O edifício é sólido e o mundo também.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Sabemos que cada edifício abriga mil corpos</p>
<p style="text-align:left;">lutando em mil compartimentos iguais.</p>
<p style="text-align:left;">Às vezes, alguns se inserem fatigados no elevador</p>
<p style="text-align:left;">e vêm cá em cima respira a brisa do oceano,</p>
<p style="text-align:left;">o que é privilégio dos edifícios.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">O mundo é mesmo de cimento armado.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Certamente, se houvesse um cruzador louco,</p>
<p style="text-align:left;">fundeado na baía em frente a cidade,</p>
<p style="text-align:left;">a vida seria incerta&#8230;  improvável&#8230;</p>
<p style="text-align:left;">mas nas águas tranquilas só há marinheiros fiéis.</p>
<p style="text-align:left;">Como a esquadra é cordial!</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Podemos beber honradamente nossa cerveja.</p>
<p style="text-align:right;"><em><strong>Carlos Drummond de Andrade</strong></em></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">O documentário &#8220;Edifício Master&#8221;, dirigido por Eduardo Coutinho, parece ter saído exatamente desse poema de Drummond. Mais precisamente dos versos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;">Sabemos que cada edifício abriga mil corpos</p>
<p style="text-align:center;">lutando em mil compartimentos iguais.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-139" title="edmaster1" src="http://reconvexo.wordpress.com/files/2009/04/edmaster1.jpg" alt="edmaster1" width="374" height="534" /></p>
<p style="text-align:left;">O documentário foi gravado em 2002, no Edifício Master que fica em Copacabana, lá residem mais de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe selecionaram alguns moradores durante o tempo que alugaram um apartamento no prédio e conviveram com os moradores.</p>
<p style="text-align:left;">Coutinho tem uma marca no momento de produzir seus documentários, deixa claro desde o início a presença de sua equipe,  seu modo de fazer cinema é &#8220;com os outros e não para os outros&#8221;, como diz Consuelo Lins no livro dedicado a entender a obra de Coutinho (O documentário de Eduardo Coutinho, 2004).</p>
<p style="text-align:left;">Durante os depoimentos dos moradores que vivem no prédio, Coutinho consegue retirar histórias e fatos marcantes da vida dos personagens, que em alguns casos coexistem com a história do prédio e com suas mudanças. É, na verdade, um palco de conflitos e do isolamento entre os moradores, típico das cidades grandes, reflexo da sociedade invidualista.</p>
<div id="attachment_136" class="wp-caption aligncenter" style="width: 134px"><img class="size-full wp-image-136" title="imgvideo_233" src="http://reconvexo.wordpress.com/files/2009/04/imgvideo_233.jpg" alt="imgvideo_233" width="124" height="124" /><p class="wp-caption-text">Daniela</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:left;">Daniela consegue se destacar entre os personagens do documentário com uma frase que resume o dilema vivido pelos moradores de Copacabana, e que se encaixa em outras cidades, como Cuiabá:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:left;">Não sei se são pessoas demais ou calçadas muito estreitas ou se é uma fusão desagradável dos dois elementos.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;">É perceptível no filme pequenos aspectos singulares daquela cidade, do bairro, do prédio, dos moradores que ganham espaço e tem voz para nos mostrar e fazer links com a aglomeração urbana e a diminuição dos espaços ocupados; ao isolamento das pessoas (seja por medo da violência);  a alteridade com o outro(ou a falta dela), todos os invisíveis do prédio ganham voz e mostram os fatos mais delicados de suas vidas pois sentem que Coutinho poderá protegê-las de alguma forma.</p>
<p style="text-align:left;">E ele o faz, os corpatimentos são idênticos, mas os corpos e suas essências são únicas.</p>
<p style="text-align:left;">
<div id="attachment_138" class="wp-caption aligncenter" style="width: 269px"><img class="size-full wp-image-138" title="eduardo-coutinho" src="http://reconvexo.wordpress.com/files/2009/04/eduardo-coutinho.jpg" alt="Eduardo Coutinho" width="259" height="349" /><p class="wp-caption-text">Eduardo Coutinho</p></div>
<p style="text-align:left;">
<blockquote>
<p style="text-align:center;">
</blockquote>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moscou (Eduardo Coutinho,09)]]></title>
<link>http://anotacoescinefilo.com/2009/04/06/moscou-eduardo-coutinho09/</link>
<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 00:52:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
<guid>http://anotacoescinefilo.com/2009/04/06/moscou-eduardo-coutinho09/</guid>
<description><![CDATA[Desde Edificio Master, Eduardo Coutinho tateia formas de continuar expandindo sua investigação sobre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img alt="" src="http://img.terra.com.br/i/2009/03/31/1154173-4580-cp2.jpg" title="Moscou, de Eduardo Coutinho" class="aligncenter" width="514" height="290" /></p>
<p>Desde Edificio Master, Eduardo Coutinho tateia formas de continuar expandindo sua investigação sobre a presença sem ficar prisioneiro dos seus dispositivos. Se Jogo de Cena tornava explicito o que antes estava debaixo da estrutura do documentário de entrevistas, Moscou é uma expansão natural desta fase com Coutinho basicamente eliminando sua própria presença física como mediador apesar dele continuar uma presença invisível muito forte ao longo de todo filme como a ênfase maior na montagem reforça. Como Coutinho segue fazendo filmes que nascem de projetos muito delieneados é útil para entender Moscou descrevê-lo: Coutinho pegou um grupo de teatro real (o Galpão de BH), escolheu um texto (As Três Irmãs de Chekov), pediu que os atores escolhessem um diretor vindo de fora para trabalhar com eles, lhes deu três arbitrárias semanas para preparar o espetáculo e registrou tudo. Ou seja, não se trata de um documentário sobre os bastidores de uma montagem, nem de um filme sobre uma montagem realizada exclusivamente para ser registrada, já que As Três Irmãs do Galpão permanecem um esboço sem intenção de ser finalizado, uma montagem que só existe encontro o cineasta se ocupa de filma-la. Trata-se de um filme menos teórico que Jogo de Cena que flui de forma mais natural. Sobretudo é um filme que reforça a força e prazer com que o cinema de Coutinho registra alguém conscientemente agindo diante de sua câmera.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moscou, de Eduardo Coutinho]]></title>
<link>http://inonit.wordpress.com/2009/04/02/moscou-de-eduardo-coutinho/</link>
<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 18:31:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>inonit</dc:creator>
<guid>http://inonit.wordpress.com/2009/04/02/moscou-de-eduardo-coutinho/</guid>
<description><![CDATA[Cena de &#8216;Moscou&#8217; Acabou de estreiar no festival É Tudo Verdade o filme &#8216;Moscou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Cena de &#8216;Moscou&#8217; Acabou de estreiar no festival É Tudo Verdade o filme &#8216;Moscou]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eduardo Coutinho, cinema brasileiro e apoio estatal]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/2009/04/02/eduardo-coutinho-cinema-brasileiro-e-apoio-estatal/</link>
<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 15:23:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/2009/04/02/eduardo-coutinho-cinema-brasileiro-e-apoio-estatal/</guid>
<description><![CDATA[Eduardo Coutinho O cineasta brasileiro Eduardo Coutinho deu entrevista ao site Terra Magazine, em ma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_9731" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/04/eduardo_coutinho.jpg"><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2009/04/eduardo_coutinho.jpg" alt="Eduardo Coutinho" title="eduardo_coutinho" width="150" class="size-full wp-image-9731" /></a><p class="wp-caption-text">Eduardo Coutinho</p></div>
<p>O cineasta brasileiro Eduardo Coutinho deu entrevista ao site Terra Magazine, em matéria publicada nesta quarta, 01.04.2009. Dois trechos:</p>
<blockquote><p>- Faço filme porque faço. Tem significado e é útil? Não sei. Por isso eu vou passar, eu espero que haja 10 mil pessoas que gostem do filme. Se houver, está bom, está ótimo.</p>
<p>- (&#8230;) Cinema é uma coisa muito simples, é uma coisa filmada com câmera &#8211; pode ser película, fita analógica, digital, amanhã pode filmar com pente, não importa. Há cem anos cinema é uma atividade que se passa em uma sala escura, depois retransmitida na televisão, depois em DVD. Daqui 50 anos vai continuar a passar em sala escura? Talvez fique como o teatro, só uma elite vai ver. Para mim, cinema é isso: o desafio de falar com o público.</p></blockquote>
<p>Leia a entrevista completa no site do Terra Magazine, <a target="_blank" href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3672939-EI6791,00-Coutinho+Nao+existe+cinema+sem+apoio+estatal.html">clicando aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Moscou]]></title>
<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2009/04/02/moscou/</link>
<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 06:22:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
<guid>http://sobreteatro.wordpress.com/2009/04/02/moscou/</guid>
<description><![CDATA[Saber pra quê? Acabo de sair da estreia do filme Moscou, de Eduardo Coutinho, no festival É Tudo Ver]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2>Saber pra quê?</h2>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Acabo de sair da estreia do filme <em>Moscou</em>, de Eduardo Coutinho, no festival <a title="É Tudo Verdade" href="http://www.itsalltrue.com.br/2009/index.asp" target="_blank">É Tudo Verdade</a>. Mas isso não é um blog de teatro? Sim, mas o filme, pra quem não sabe, é o encontro do Grupo Galpão de Belo Horizonte, com Enrique Diaz e Isabel Garcia da Cia. dos Atores do Rio de Janeiro, usando como tema <em>As Três Irmãs</em> de Tchecov. Venhamos e convenhamos: isso poderia ser considerado quase teatro!</p>
<p style="text-align:justify;">Coutinho, conforme declarou no final da sessão, sentiu que as possibilidades de experimentação no formato da entrevista &#8211; que o consagrou como um dos melhores documentaristas do Brasil &#8211; estão se esgotando. E quem já viu o ótimo <em>Jogo de Cena</em> sabe do que ele está falando: o filme já é bastante surpreendente, ao confrontar mulheres que contam histórias supostamente reais, com atrizes conhecidas contando essas mesmas histórias. Sendo fiel à sua vocação experimental, dessa vez ele decidiu reunir um dos maiores grupos de teatros do país (o Galpão), com um diretor escolhido por eles próprios (o Enrique), um texto de Tchecov, e gravar esse encontro, que durou apenas três semanas.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes do filme começar, como é praxe em festivais, Coutinho teve a palavra. E, ao anunciar o bate-papo do final, já adiantou: &#8220;Vocês vão me perguntar qual o objetivo do filme, então já respondo: não sei!&#8221; Pensei eu: como é bom ser consagrado no que se faz! Não ter que se justificar, dar explicações, aqueles textos que escrevemos pra inscrever projetos em editais, com no máximo &#8220;xis&#8221; caracteres, que nos obrigam a inventar uma lógica que explique a obra antes mesmo dela começar a existir de fato. Uma vez ouvi a Bethânia num programa de rádio, onde perguntavam que critérios ela teve para escolher o repertório do disco que estava lançando, e ela respondeu com absoluta majestade: &#8220;Eu não tenho critérios, as coisas é que chegam a mim.&#8221; Achei uma resposta digna da rainha que de fato ela é!</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-172" title="img_news_02032009final-moscou_02" src="http://sobreteatro.wordpress.com/files/2009/04/img_news_02032009final-moscou_02.jpg?w=227" alt="img_news_02032009final-moscou_02" width="151" height="200" />Pois bem, e o filme? Como grande admirador que sou de todos os envolvidos, foi muito interessante assistir. Mas, com certeza, o filme me frustrou. Inevitável ponderar se a parafernália da gravação coibiu a espontaneidade. Enrique Diaz e Eduardo Coutinho disseram que não, mas tive a sensação de que ninguém se mostrou de fato, e tampouco as câmeras captaram o quão talentosos são aqueles atores, ainda mais regidos por um diretor como Enrique. Até quando uma atriz se emociona aparentemente de verdade, a câmera parece não querer invadir sua intimidade e fica distante. Eu esperei que a câmera capturasse o ator no delicado momento em que algo é revelado, o encanto, a mágica do teatro, o assombro de ser &#8220;pego&#8221; pelo personagem, os tesouros que vamos colecionando nos ensaios e que serão usados para o brilho do espetáculo. Talvez fosse bonito mostrar algo assim às pessoas que nunca viram a feitura de uma peça de teatro. Mas afinal, o filme é o que é.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, quem não tiver uma razão muito pessoal para assistir o filme, pode não entender para que foi feito. Se bem que isso nem o diretor sabe, então talvez não faça tanta diferença. Para mim, bastou ser um espião neste processo, onde todos aceitaram sair de suas zonas de conforto e se enveredar por uma proposta estranha.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois um dia quero ser como você, Coutinho, e como Bethânia, e abrir olhos e ouvidos, esperando a mágica se realizar. E que ela venha de fato!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É tudo verdade. Coutinho e cinema Iraniano.]]></title>
<link>http://roliude.wordpress.com/2009/04/01/e-tudo-verdade-coutinho-e-cinema-iraniano/</link>
<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 01:52:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bianca Chiaradia</dc:creator>
<guid>http://roliude.wordpress.com/2009/04/01/e-tudo-verdade-coutinho-e-cinema-iraniano/</guid>
<description><![CDATA[      O Festival É Tudo Verdade vai começar. Infelizmente esse ano não poderei ir. Me dói principalm]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><img class="alignleft size-full wp-image-507" title="moscou21" src="http://roliude.wordpress.com/files/2009/04/moscou21.jpg" alt="moscou21" width="230" height="175" /></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">O Festival É Tudo Verdade vai começar. </span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Infelizmente esse ano não poderei ir. Me dói principalmente por que lá estará o novo documentário de Eduardo Coutinho, que entre tantos realizou o Edifício Master (tem na locadora tá?). E entre tantos, Edificio Master não é meu preferido, mas é o preferido de muita gente, já que foi muito copiado. </span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Após Edificio Master o documentarista lançou seu documentário sobre o sertão. Gente, não lembro o nome do filme, mas o incrível foi que pela segunda vez (depois de Glauber Rocha) eu conheci de perto o que é ser um sertanejo. A realeza da cinematografia é sentida quando o espectador, frente a tela, reconhece e se reconhece na imagem em movimento. Eu me reconheci no sertão um pedaço do que sou vivendo no Brasil. Mas vou guardar um post para esse filme quando descobrir o nome dele, ok?</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Voltando ao Coutinho, ao Tudo É Verdade e ao Cinema Iraniano:</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><img class="alignright size-medium wp-image-506" title="coutinho" src="http://roliude.wordpress.com/files/2009/04/coutinho.jpg?w=222" alt="coutinho" width="222" height="300" />O ultimo longa de Coutinho, intitulado &#8220;Moscou&#8221;, fala de do ensaio de um grupo de teatro mineiro. O interessante, além do texto da peça ser &#8220;Três Irmãs&#8221;, de Tchecov, é durante o longa muitas vezes o espectador não sabe o que é encenação, e o que é &#8220;verdade&#8221;.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Vindo da premissa que aqui, tudo é verdade, há como confundir o espectador que se propõe a ir ao cinema sem a pré-leitura da sinopse da programação. E quando o espectador é questionado sobre qual &#8220;verdade&#8221; acreditar, temos aí outra grande função da sétima arte: o papel social de fazer um ser pensante usar seu cérebro por uma causa nobre: ele mesmo. E para o diretor? O que faz do diretor, que brinca de Deus, manipular uma situação para seu cliente (ou seja, a pessoa que vai ver o filme) experimentando o poder da câmera na mão?  Um dia vou perguntar isso para ele.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><img class="alignright size-full wp-image-512" title="makhmalbaf2" src="http://roliude.wordpress.com/files/2009/04/makhmalbaf2.jpg" alt="makhmalbaf2" width="192" height="154" />Quando estava na escola de cinema, assisti o &#8220;Salve o Cinema&#8221;( Mohsen Makhmalbaf, 1995). Um filme iraniano que mostra a seleção de atores para um filme. O longa tem duas locações: A área externa de um ginásio com milhões( mesmo!) de pessoas no aglomero para fazer o teste e a parte interna do ginásio, com o diretor do filme e mais algumas pessoas fazendo o teste emque pessoas atuam para a seleção. É estonteante. É desafiador tentar desvendar o segredo do filme.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span style="font-size:10pt;font-family:Georgia,serif;"><img class="alignleft size-full wp-image-509" title="salve-o-cinema1" src="http://roliude.wordpress.com/files/2009/04/salve-o-cinema1.jpg" alt="salve-o-cinema1" width="264" height="213" /></span></span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"> <span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Eu ainda não vi o &#8220;Moscou&#8221;, mas espero ansiosa para fazer uma resenha sobre esses dois filme, pois impugnar a fina linha entre ficção e documentário, e discutir a relação do cinema e a realidade desperta em mim um novo prazer em ir a sala de cinema.</span></p>
<p style="line-height:14.25pt;"> </p>
<p style="line-height:14.25pt;"><a href="http://www.etudoverdade.com">www.etudoverdade.com</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Edifício Master]]></title>
<link>http://cinemaeaminhapraia.com.br/2009/03/26/edificio-master_documentario/</link>
<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 03:17:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Durante sete dias, uma equipe de cinema filmou o cotidiano dos moradores do Edifício Master, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2009/03/edificio-master_poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2588" title="edificio-master_poster" src="http://lella.wordpress.com/files/2009/03/edificio-master_poster.jpg" alt="edificio-master_poster" width="386" height="444" /></a></p>
<p>&#8220;<em>Durante sete dias, uma equipe de cinema filmou o cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 apartamentos conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.</em>&#8220;</p>
<p>São duas horas de encantamento! Não esperava. Confesso que achei que seria maçante. Afinal são depoimentos de pessoas comuns. Mas têm um tempo certo para cada entrevista. E elas contam com muita simplicidade.</p>
<p>Como o de um senhor que canta &#8216;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-vNFbSVlS2I">My Way</a>&#8216; nas manhãs de domingo. Ele mostra que foi atrás do sonho americano&#8230; E que hoje, a sua aposentadoria não lhe daria condições de viver lá, num apartamento como esse onde mora aqui no Brasil. Tem a de um casal que após reformarem o apartamento onde moram, o sublocam partindo para outro. A jovem, mãe-solteira, a quem os pais compraram o apartamento para que vivesse longe deles. A jovem prostituta, que a mãe cria a neta, aceitando o dinheiro dessa filha de bom grado. A jovem cuja timidez excessiva, mostra se tratar de um distúrbio.</p>
<p>Para quem já captara no filme &#8220;Sábado&#8221; esse lado de pessoas morando em prédios tidos como conjugados em cidades grandes &#8211; suas histórias, seu dia-a-dia -, e gostou, eu recomendo esse filme! Um retrato 3&#215;4 revelado com muita sensibilidade! E que vale a pena rever muitas vezes.</p>
<p>Por: Valéria Miguez (LELLA).</p>
<p><strong>Edifício Master</strong>. 2002. Brasil. Direção: Eduardo Coutinho. Gênero: Documentário. Duração: 110 minutos.</p>
</div>]]></content:encoded>
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