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	<title>eleicoes-municipais &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/eleicoes-municipais/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "eleicoes-municipais"</description>
	<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 18:42:58 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[A Farra Continua]]></title>
<link>http://debatepronto.wordpress.com/2009/11/24/a-farra-continua/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:27:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>debatepronto</dc:creator>
<guid>http://debatepronto.wordpress.com/2009/11/24/a-farra-continua/</guid>
<description><![CDATA[Grande novidade esta. E agora, será que dá em alguma coisa? Alguém sabe do que aconteceu com o pesso]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Grande novidade esta. E agora, será que dá em alguma coisa? Alguém sabe do que aconteceu com o pessoal da farra aérea? E do mensalão? E com o Sarney, aconteceu alguma coisa? Alguém, até hoje, sofreu algo?</p>
<p>Daniel Pinheiro</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>Deputados usaram verba da Câmara em campanhas </strong></p>
<p><em>Recursos do mandato bancaram aluguel de carros e hospedagem de assessores</em></p>
<p><em>Deputados admitem desvio de finalidade, mas alegam que é difícil separar atuação legislativa do envolvimento com o processo eleitoral</em></p>
<p><strong>ALAN GRIPP</strong></p>
<p><strong>RANIER BRAGON</strong></p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Fonte: <strong>Folha de S. Paulo</strong></p>
<p>Em um período em que o Congresso ficou praticamente entregue às moscas, deputados federais usaram recursos destinados ao suporte de suas atividades legislativas para custear gastos da campanha de 2008.</p>
<p>Os documentos secretos da verba indenizatória nos últimos quatro meses do ano passado, obtidos pela <strong>Folha</strong> por determinação judicial, revelam que pelo menos sete parlamentares envolvidos nas eleições usaram o dinheiro da Câmara para alugar carros e aeronaves para atividades de campanha e acomodar assessores em hotéis. Instituída em 2001, a verba deveria ser destinada apenas a atividades &#8220;diretamente relacionadas ao exercício da atividade parlamentar&#8221;.</p>
<p>Um dos expoentes da Câmara, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) utilizou parte da verba indenizatória na disputa à Prefeitura do Rio em 2008: usou R$ 6.600 para alugar o carro que o transportou durante a campanha. Gabeira disse não considerar incorreta a atitude, porque a Câmara permite o aluguel de carros e porque ele repassou um carro seu (um Gol) para uso do gabinete.</p>
<p>&#8220;O meu carro, se me permite a expressão, não há cu de peruano que aguente. Os caras andavam comigo em um Gol, não dava para colocar quatro pessoas&#8221;, disse ele -que, após as eleições, não cobrou mais da Câmara gastos com aluguel de carro. Gabeira disse que isso ocorreu porque ele comprou um carro para uso do gabinete.</p>
<p>Principal articulador das campanhas peemedebistas no Pará, Jader Barbalho apresentou no período notas fiscais de R$ 22,8 mil da Locatur Máquinas. Um dos sócios da empresa, que se identificou apenas como Amintas, afirmou que Jader alugou ônibus e caminhonetes para várias cidades do Estado.</p>
<p>&#8220;Foram várias locações que fizemos para ele. Ônibus e camionetes. [A locação foi feita] na cidade de Tucuruí. Daqui ele mandou para vários lugares na região, para Belém&#8230;&#8221;</p>
<p>Entre outras eleições, Jader participou da que resultou na vitória de seu filho, Helder Barbalho, em Ananindeua. Seu gabinete disse que os veículos não foram usados em campanha, e que é rotina do deputado viajar ao interior do Estado, o que explicaria o aluguel.</p>
<p>Para coordenar as campanhas do PSDB em Minas, o presidente regional do partido, deputado Paulo Abi-Ackel (MG), transferiu, segundo suas próprias palavras, o gabinete de Brasília para Governador Valadares, sua base eleitoral.</p>
<p>Levou parte de sua equipe e a hospedou na pousada Jeito de Minas. A conta foi paga pela Câmara: R$ 8.898,52. &#8220;Se você é deputado, tem de participar das eleições municipais. Esse tipo de atividade é atividade do parlamentar. Eu não era candidato a nada&#8221;, disse Abi-Ackel.</p>
<p>Narcio Rodrigues, também do PSDB mineiro, apresentou nota de hospedagem em Frutal (MG) em 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno, e teve reembolso de R$ 2.000.</p>
<p>&#8220;Toda a minha base de campanha é na região de Frutal, é a minha terra. É muito difícil você dizer em que hora você está no exercício do mandato e em que hora você está em uma atividade partidária&#8221;, justifica.</p>
<p>O deputado disse não se lembrar se a hospedagem foi só dele ou também incluiu assessores. Seu gabinete requisitou a nota à Câmara na manhã de quinta, mas disse não ter obtido uma resposta até ontem.</p>
<p><strong>Aluguel de aviões</strong></p>
<p>O aluguel de aeronaves também foi usado por deputados para acompanhar com agilidade os eventos eleitorais nos vários municípios em que correligionários eram candidatos.</p>
<p>Em setembro, Giovanni Queiroz (PDT-PA) gastou R$ 28.296 em cinco empresas de táxi aéreo. &#8220;[Se] eu negar que tenha voado para o encontro de demandas eleitorais, estarei mentindo&#8221;, disse: &#8220;O pessoal me cobra, eu tenho que ir.&#8221;</p>
<p>Fábio Ramalho (PV-MG) também recebeu reembolso de aluguel de helicópteros para percorrer municípios de sua região nas semanas anteriores às eleições. &#8220;Usei porque eu posso usar para deslocamento. Não é vedado. A não ser que fosse para a minha campanha.&#8221;</p>
<p>Em 31 de outubro, cinco dias após o segundo turno, Paulo Rocha (PT-PA) gastou R$ 4.960 no Muiraquitã Hotel, em Belém, onde participou da campanha apoiando o candidato derrotado à prefeitura José Priante (PMDB). Além dele, ficaram hospedados assessores.</p>
<p>Rocha disse que seus assessores não atuaram na campanha, mas em trabalhos relacionados à sua atividade parlamentar: &#8220;Eu estava na atividade eleitoral, eles não&#8221;. Disse que os assessores sempre o auxiliam em trabalhos no Estado, e não só naquele período. Em novembro e dezembro, após as eleições, não houve gastos com hotel. Em 2009, a média mensal é bem abaixo dos gastos de outubro de 2008: R$ 365.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esquecimento é comum entre os eleitores]]></title>
<link>http://materiasparalelas.wordpress.com/2009/10/08/esquecimento-e-comum-entre-os-eleitores/</link>
<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:28:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>mayarab</dc:creator>
<guid>http://materiasparalelas.wordpress.com/2009/10/08/esquecimento-e-comum-entre-os-eleitores/</guid>
<description><![CDATA[Realizada durante as Eleições Municipais de 2008 Por Mayara Barbosa As Eleições Municipais 2008 ocor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Realizada durante as Eleições Municipais de 2008</em></p>
<p><em>Por Mayara Barbosa</em></p>
<p>As Eleições Municipais 2008 ocorrem hoje em todo o país. Os eleitores devem comparecer aos seus respectivos locais de votação até às 17h munidos de seus títulos eleitorais e da famosa “colinha” com os números de seus candidatos.</p>
<p>O período das eleições municipais é um momento de grande agitação nas cidades brasileiras. Em geral, os cidadãos vêem nas eleições uma possibilidade de mudanças e uma ocasião decisória para os novos rumos de sua cidade.  A população se divide entre as pessoas mais entusiasmadas, que saem às ruas em defesa de seus candidatos, e outras, menos envolvidas, que preocupam-se em cumprir seu dever cívico de votar.</p>
<p>Os meses antecedentes ao dia da eleição são destinados à preparação tanto dos candidatos, como também dos eleitores. É o período em que a população busca informar-se sobre os políticos e suas propostas. “É a única maneira de conhecermos melhor os candidatos”, afirma a eleitora Valéria da Silva Souza, moradora do bairro Jardim Paulista.</p>
<p>No entanto, a atenção destinada à política pelos eleitores acaba, na maioria das vezes, com o final das votações. Muitas pessoas só se lembram de seus direitos como eleitor e cidadão daqui a quatro anos. É freqüente o número de eleitores que esquecem quais candidatos votou em eleições passadas.</p>
<p>Uma das possíveis causas para esse esquecimento está na construção da memória como um registro histórico e social. Como o exercício democrático no Brasil é recente muitos eleitores ainda não estabeleceram um vínculo de compromisso com o direito de voto e nem desenvolveram a idéia de importância que ele representa. O professor de ciências políticas, Fábio Ricci, explica que a falta de memória da população tem relação direta com o exercício da cidadania. “O esquecimento dos eleitores é uma negação da cidadania”. De acordo com o professor, muitas pessoas escolhem seus candidatos em troca de favores pessoais, o que implicaria a não memorização dos representantes escolhidos.</p>
<p>Para o psicólogo social Régis Toledo de Souza, a responsabilidade para a falta de memória não cabe somente aos cidadãos. “Uma grande parte dos candidatos surge de uma hora para outra com compromissos insipientes”. Grande parte dos eleitores partilha do mesmo pensamento. “Alguns políticos só aparecem na hora da eleição”, enfatiza o funcionário público Edevaldo Reis Pinto, morador do Parque Três Marias.</p>
<p>O esquecimento dos eleitores é uma questão complexa e não pode ter um caráter generalizador. Muitos cidadãos acreditam que o voto consciente seja a alternativa para que as pessoas se lembrem de suas escolhas em outras eleições. “Não adianta votar por votar. Eu tenho 70 anos e ainda voto”, argumenta a aposentada Osíris de Alcântara Araújo, moradora do bairro Independência.</p>
<p>Há também uma parcela da população que procura guardar na memória os representantes políticos escolhidos para que depois possa reivindicar melhorias para a sua cidade. “Nós deveríamos nos lembrar dos candidatos para cobrarmos depois nossos direitos com argumentos”, defende o funcionário público.</p>
<p><em>Foto abaixo durante a realização de um Boletim ao vivo para a FM UNITAU sobre a cobertura das eleições. Na foto, Mayara Barbosa e Juliana Oliveira (hoje estudante da Univap).</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-48" title="Boletim ao vivo" src="http://materiasparalelas.wordpress.com/files/2009/10/boletim-ao-vivo.jpg" alt="Boletim ao vivo" width="460" height="346" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No boteco do Zé]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/09/18/no-boteco-do-ze/</link>
<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 13:16:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/09/18/no-boteco-do-ze/</guid>
<description><![CDATA[Enquanto em Brasília, o presidente Lula arrumou dois empregos fixos para os ex-ministros José Múcio ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2783" title="mucioetofoli" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/09/mucioetofoli.jpg" alt="mucioetofoli" width="450" height="300" /></p>
<p>Enquanto em Brasília, o presidente Lula arrumou dois empregos fixos para os ex-ministros José Múcio e José Antônio Tófoli, nos bastidores da Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, interior fluminense, a ordem do dia é a demissão de 350 trabalhadores. O assunto saiu das paredes do poder municipal e já se comenta nos botecos da cidade.</p>
<p><!--more--></p>
<p>E, para justificar as demissões, os “amigos” do alcaide dizem que é recomendação do Ministério Público. Ainda de acordo com os mesmos comentários, os futuros desempregados são ligados a uma Organização Não-Governamental (ONG) que detinha contrato de prestação de serviços com a prefeitura. Se investigar, chega-se a conclusão que se trata de trabalhadores braçais com vencimentos equivalentes a um salário mínimo.</p>
<p>Em linhas gerais, preservam-se os “puxa-sacos” que têm cargos comissionados e mandam para rua aqueles operários que são o sustento das famílias. Usa-se outro argumento para as demissões: contratações daqueles que passaram no concurso público realizado recentemente. Como o prefeito José Renato Padilha não tem oposição, isso vai ficar no esquecimento do povo. Não há autoridade para cobrá-lo sobre as demissões. E o problema é que em 2012, estes que foram colocados na rua votarão nos mesmos com promessas de que um dia serão ajudados. É lamentável!</p>
<p>Já em Brasília, o Lula que não tem também oposição, pode levar um sacode do PSDB e do DEM na aprovação de duas indicações para as vagas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU). No caso do Advogado-Geral da União (AGU), existe o ensaio de reação em reprová-lo, no Senado, para a cadeira que era ocupada pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, falecido recentemente.</p>
<p>A mídia tupiniquim já faz campanha contra Tófoli. Tem até resistência não identificada no próprio Supremo que diz que o advogado não possui currículo. De jeito que estes homens de toga decidem acho que currículo é o que menos vale.  No caso do José Múcio, o problema é que sua indicação ocorreu junto com a de Tófoli. Será um embate divertido no Senado.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A iluminação pública]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/09/15/a-iluminacao-publica/</link>
<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 22:13:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/09/15/a-iluminacao-publica/</guid>
<description><![CDATA[O custo da iluminação pública em Santo Antônio de Pádua é estratosférico. Uma residência é assaltada]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2773" title="luz publica" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/09/luz-publica1.jpg" alt="luz publica" width="400" height="300" /></p>
<p>O custo da iluminação pública em Santo Antônio de Pádua é estratosférico. Uma residência é assaltada, mensalmente, em R$ 9,26. O estabelecimento comercial desembolsa cerca de R$ 16. É um dos mais caros do Brasil pelo que tenho conhecimento. Até mesmo em Brasília não chega a metade deste valor. Lá, a população coloca a boca no trombone e reclama do poder público.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Dia desses um funcionário da Ampla – distribuidora que detém o monopólio de energia elétrica em 66 municípios do interior fluminense (incluindo Pádua) &#8211; foi taxativo: isso só se resolve quando tirarem os Padilha do poder. E depois ficam dizendo que faço campanha contra o chefe do Executivo municipal!</p>
<p>Vamos então fazer as contas: a Ampla tem 2,3 unidades de consumo nestes municípios. Embora não disponha de informações sobre quantas unidades de consumo tem Pádua, mas se dividirmos a população por quatro, chegaremos a algo perto de 10 mil pontos de consumo.</p>
<p>Essa seria a nossa base para calcular quanto a Prefeitura de Pádua arrecada a cada mês do contribuinte a título de iluminação pública: R$ 100 mil. Ou seja, R$ 1,2 milhão por ano. Mas, podem alegar que existe inadimplência e rebato com o seguinte argumento: o cálculo que faço com o objetivo de ilustrar o volume de dinheiro que entra nos cofres não confronta a relação das ligações residenciais, comerciais e industriais. Na ponta do lápis, isso pode ser muito maior.</p>
<p>A Câmara de Vereadores de Pádua poderia agir nesta questão e dar uma resposta à população. É o dinheiro do cidadão que pode estar entrando numa “vala” comum e saindo pelo “ralo”. Acho que não precisa mudar o prefeito. Só na época da eleição!!!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Evo Morales inicia visita oficial a España ]]></title>
<link>http://temasinternacionais.wordpress.com/2009/09/13/evo-morales-inicia-visita-oficial-a-espana/</link>
<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 16:20:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Emilia C. de Paula</dc:creator>
<guid>http://temasinternacionais.wordpress.com/2009/09/13/evo-morales-inicia-visita-oficial-a-espana/</guid>
<description><![CDATA[Ciudad de México &#8211; Notimex &#8211; 13/09/09. El presidente de Bolivia, Evo Morales, inicia hoy]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Ciudad de México &#8211; Notimex &#8211; 13/09/09. El presidente de Bolivia, Evo Morales, inicia hoy]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Carta Estratégica de Lisboa", um simulacro?]]></title>
<link>http://risco4.wordpress.com/2009/07/06/carta-estrategica-de-lisboa-um-simulacro/</link>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 08:32:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Antonio Cerveira Pinto</dc:creator>
<guid>http://risco4.wordpress.com/2009/07/06/carta-estrategica-de-lisboa-um-simulacro/</guid>
<description><![CDATA[A venda de carros no Japão tem vindo a diminuir desde 1990. Hoje, menos japoneses possuem ou usam ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>A venda de carros no Japão tem vindo a diminuir desde 1990. Hoje, menos japoneses possuem ou usam carro do que em 1984! O preço dos terrenos urbanos, por sua vez, desceu em média e paulatinamente 80% ao longo dos últimos 20 anos.</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;A Carta Estratégica é um instrumento de orientação que nos permite navegar resolutamente entre 2010 —o centenário da República— e 2024 —o cinquentenário da conquista da liberdade, datas de enorme significado e importância. É para este futuro demarcado por datas simbólicas que a Carta Estratégica propõe um caminho coerente, afirmativo, de oportunidade, de descoberta.&#8221; — in PEN (bloqueada!) oferecida na sessão de propaganda da dita &#8220;Carta Estratégica de Lisboa&#8221;.</p>
<p>&#8220;A Carta Estratégica de Lisboa pretende dar resposta a um conjunto de questões com as quais a cidade de Lisboa se debate e que constituem os actuais desafios estratégicos no planeamento da Cidade, para perspectivar o futuro, planeando e concretizando aquilo que hoje, em conjunto, ambicionamos para Lisboa.</p>
<p>Há seis questões estratégicas que se colocam para o futuro da cidade:</p>
<ol>
<li>Como recuperar, rejuvenescer e equilibrar socialmente a população?</li>
<li>Como tornar Lisboa uma cidade amigável, segura e inclusiva para todos?</li>
<li> Como tornar Lisboa uma cidade ambientalmente sustentável e energeticamente eficiente?</li>
<li>Como transformar Lisboa numa cidade inovadora, criativa e capaz de competir num contexto global, gerando riqueza e emprego?</li>
<li>Como afirmar a identidade de Lisboa, num Mundo globalizado?</li>
<li>Como criar um modelo de governo eficiente, participado e financeiramente sustentado?&#8221; —in <a href="http://cartaestrategica.cm-lisboa.pt/index.php?id=393">sítio web</a> do dita &#8220;Carta Estratégica de Lisboa&#8221;</li>
</ol>
<p><span style="font-weight:bold;">Carta de Leipzig</span>, adoptada pela União Europeia em 24-25 de Maio de 2007 (Documento integral &#8211; <a href="http://www.eukn.org/binaries/eukn/eukn/policy/2007/8/leipzig-charta-adr-pt.pdf">PDF</a>) Principais recomendações:</p>
<p>I. <span style="font-weight:bold;">Maior recurso a abordagens de política de desenvolvimento urbano integrado</span><br />
&#8211; Modernização das redes de infra-estruturas e melhoria da eficiência energética<br />
&#8211; Políticas activas em matéria de inovação e educação</p>
<p>II. <span style="font-weight:bold;">Atenção particular aos bairros carenciados no contexto da cidade</span><br />
&#8211; Prosseguir estratégias para melhorar o ambiente físico<br />
&#8211; Reforçar a economia local e a política local de mercado de trabalho<br />
&#8211; Adoptar políticas activas em matéria de educação e de formação de crianças e jovens<br />
&#8211; Promover transportes urbanos eficientes e a preços razoáveis</p></blockquote>
<p>Convidaram-me há algumas semanas atrás para integrar, na qualidade de independente e em posição inelegível, a lista de António Costa às próximas Autárquicas, pela Freguesia de Alvalade. Por respeito a quem me convidou, pela simpatia crítica que continuo a nutrir pelo hipotético sucessor de José Sócrates (embora tal virtualidade tenha vindo a ser incompreensivelmente exaurida pelo próprio), e sobretudo por uma incorrigível curiosidade, aceitei!</p>
<p>Claro que após a primeira reunião de estratégia local fiquei imediatamente com vontade de fugir. Não fugi, dei até a minha melhor colaboração —i.e., fiz perguntas e sugeri visões extra-terrestres aos socialistas que há anos perdem — para o PSD, claro!— as eleições em Alvalade, Campo Grande, São João de Brito e São João de Deus. Não me ligaram nenhuma. E um dos motivos da dissociação cognitiva evidente prende-se com a necessidade de atender previamente ao próprio programa eleitoral &#8220;do Costa&#8221;. Creio que estavam, de facto, a referir-se à famosa Carta Estratégica de Lisboa. Convidado, lá me dirigi ao São Luís, para tomar conhecimento da inesperada arma eleitoral do PS contra Pedro Santana Lopes.</p>
<p>Não, não estou a fazer confusão! A proclamada Carta Estratégica de Lisboa, apesar de se apresentar como um instrumento de política municipal, é na verdade um documento partidário, projectado para esta campanha autárquica. A prova é que apenas vi funcionários e borboletas socialistas e pró-socialistas no São Luís.</p>
<p>Na substância, aliás, o que escrevo é verdade, pois a dita Carta começa por eleger as datas da implantação da República e da queda da ditadura Salazarista como principais marcos dum projecto estratégico para a cidade! Como se Lisboa tivesse que ser à força, ou por destino, Jacobina, Monárquica ou Demo-burocrática (como há quase 35 anos ocorre). Ora Lisboa já foi muitas outras coisas —Fenícia, Romana, Árabe, Cristã-guerreira, Cristã-aventureira, Castelhana, Cristã-fundamentalista, Cristã-assassina, Terramoto, Cristã-triste e ditatorial, Cristã revolucionária e alegre, Cristã Demo-burocrática como agora é. Lisboa será ainda tudo aquilo que o futuro reserva a este Grande Estuário. Perceber e respeitar esta natureza essencial e simbiótica é o dever de quem ama este vórtice de civilização. Não é isto, porém, que transluz da operação apressada, vaga, dissimulada e pueril a que chamaram Carta Estratégica de Lisboa.</p>
<p>Depois do oportunismo Jacobino irritante de quem associou esta tradução mal feita da Carta de Leibniz —aprovada pela União Europeia há mais de dois anos— às comemorações do centenário da República —pretexto evidente para renovada especulação imobiliária e enriquecimento ilícito—, o que acaba por desaguar, três meses e não sei quantos euros depois, da deliberação camarária de 8 de Abril passado, é uma proposta pífia, onde fundamentalmente se meteu debaixo do tapete o corpo declarado da acção e propósitos da actual vereação municipal, nomeadamente no que toca à prometida requalificação da Baixa Pombalina, à destruição do Porto de Lisboa, à construção assassina da Ponte Chelas-Barreiro, à idiota localização da futura estação ferroviária central de Lisboa no actual apeadeiro do Oriente, à tentativa frustrada de encerramento do Aeroporto de Lisboa e alarve transformação da Portela, e da chamada Alta de Lisboa, num Casal Ventoso cheio de Casinos, SPAs tailandeses e campos de golfe, recobrindo esta improvável estratégia de submissão política às máfias do betão e da banca, com um manto apressado de alfaces ambientais mal digerido e cabotino.</p>
<p>Dos três meses de pseudo-reflexão burocrática não resultou uma única ideia útil sobre os seis verdadeiros e principais problemas que afligem o presente e o futuro imediato da capital, a saber:</p>
<ol>
<li>o endividamento insustentável da cidade;</li>
<li>os tremendos impactos económicos, sociais e urbanos da crise energética mundial provocada irremediavelmente pelo fim do petróleo barato;</li>
<li>a atrofia burocrática do governo da cidade, resultado evidente do excesso de serviços e de pessoal com que o Bloco Central e o PCP entupiram a capacidade executiva da Câmara Municipal de Lisboa;</li>
<li>a falta de uma rede metropolitana e citadina de transportes colectivos abrangente, eficiente e barata;</li>
<li>a inexistência de um governo autónomo eleito para toda a região de Lisboa, como o que existe na Comunidade Autónoma de Madrid, em Londres, ou Pequim;</li>
<li>a grande probabilidade de um terramoto semelhante ao de 1755 voltar a arrasar Lisboa, com particular gravidade nas suas zonas ribeirinhas (Parque Expo, etc.), antes de 2050.</li>
</ol>
<p>Se compararmos estas questões com as seis perguntas escolhidas pelas luminárias contratadas para redigir a pseudo Carta Estratégica de Lisboa, dar-nos-emos facilmente conta de que há um abismo entre estas duas ordens de prioridades.</p>
<p>A primeira, é um rosário onírico de desejos. A segunda, delimita um quadro de verdadeira emergência municipal e regional. A primeira, pela sua vacuidade, ambiguidade e reflexo fugaz da Carta de Leipzig, deixa tudo na mesma —caso António Costa volte a ganhar as eleições — ou seja, deixa as mãos livres aos empreiteiros, banqueiros, cortesãos e burocratas do costume, para insistirem nas suas imorais e egoístas receitas, cujos resultados indecorosos estão à vista de todos. A segunda, pelo contrário, afirma que estamos numa situação muito parecida com uma guerra civil, com uma invasão estrangeira ou com um terramoto, mas sem tiros, nem, por enquanto, demasiadas casas a cair com as pessoas lá dentro!</p>
<blockquote><p>&#8220;Lisboa terá que ser capaz de renovar a sua base de criação da riqueza orientando-a para o mercado mundial. Deverá ser capaz de desbloquear a sua mobilidade e adaptabilidade internas e externas, caminhando para o desenvolvimento de <span style="font-weight:bold;">grandes redes metropolitanas</span>, para a viabilização de <span style="font-weight:bold;">plataformas de conectividade internacional</span>.&#8221; — in PEN (bloqueada!) oferecida na sessão de propaganda da dita &#8220;Carta Estratégica de Lisboa&#8221; (sublinhados meus.)</p></blockquote>
<p>Embora o silêncio sobre o betão tenha tapado momentaneamente o discurso oficial do PS (estamos em vésperas de dois actos eleitorais de primeira importância), a verdade é que nada mudou aparentemente nas intenções, agora disfarçadas, da tríade de Macau, capitaneada por personalidades &#8220;socialistas&#8221; do quilate de Jorge Coelho (Mota-Engil, Martifer, etc.) e António Vitorino (Brisa, Banco Santander-Totta, etc.), secundada por cortesãos da laia de António Mexia, Henrique Granadeiro e Mário Lino, já para não falar do <span style="font-style:italic;">allgarve</span> e recém apeado motorista do BES, Manuel Pinho. No relatório-síntese da proclamada Carta Estratégica de Lisboa, o que não se vê, está lá, apesar dos circunlóquios, escarrapachado! Basta ler com atenção, e ter em conta que um dos comissários de mais este projecto de Propaganda é o genial criador do <span style="font-style:italic;">aeromoscas</span> de Beja, e recordista de estudos seja lá para o que for, Augusto Mateus. O <span style="font-style:italic;">aeromoscas</span> de Beja, fruto da sua visionária presciência, está pronto, mas não se inaugura, pois é um fiasco monumental. Só servirá, no futuro, para estacionar as aeronaves da TAP que sobram na Portela, por falta de clientes, atrapalhando a azáfama das companhias <span style="font-style:italic;">Low Cost</span>!</p>
<p>Os maiores problemas portugueses, e de Lisboa por maioria de razão, são efectivamente o endividamento criminoso da nossa economia, a predominância assassina do betão asfaltado e do automóvel individual (estimulado pelo sistemático e especulativo desordenamento do território e pela sub-urbanização das cidades), a falta de uma economia sustentável baseada na partilha de responsabilidades entre os diversos actores sociais, a falta de uma rede de transportes racional e acessível, o excesso de burocracia, a falta de transparência política e administrativa do Estado, a captura do Poder Judicial pela burguesia burocrática que há 30 anos perverte a nossa democracia, e a corrupção. Antes de atacarmos frontalmente estes problemas, nenhum outro cenário estratégico terá qualquer hipótese de vingar.</p>
<p>Quando José Sócrates se candidatou para substituir o governo PSD-CDS, prometeu não aumentar os impostos, e prometeu criar 150 mil novos empregos. António Costa prometeu tirar os carros de cima dos passeios e pagar as dívidas da cidade. Nenhum deles cumpriu, seja por excesso de optimismo nas promessas, seja porque a crise financeira mundial —há muito anunciada neste blogue, nomeadamente quando aqui ridicularizei incessantemente o aeroporto da Ota e outras aventuras do género— o impediu, agravando dramaticamente as expectativas para os próximos dez a vinte anos. E no entanto, teremos que mudar, e mudar muito rapidamente, de vida!</p>
<p>O exemplo do Japão, por muitas e diversas razões, deveria ser urgentemente estudado entre nós. No fundo, trata-se de um modelo em muitos aspectos parecido com os modelos de decisão que vigoram nos países nórdicos europeus (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia), mas com duas vantagens importantes: ter passado já por um longo período de depressão económica, ao qual se foi adaptando como pôde, e ter sabido incorporar nas soluções de mitigação da sua grave crise demográfica e económica, um verdadeiro e salvífico elemento tecnológico e cognitivo.</p>
<p>Quando visitei o Japão, em 2005, rendi-me àquele país em três aspectos que me tocaram especialmente: o sistema de transportes, a amabilidade dos funcionários públicos, municipais e das empresas privadas, a surpreendente limpeza e espectacularidade tecnológica das suas instalações sanitárias e a sofisticação culinária e estética da sua gastronomia. Lá, como na esmagadora maioria dos países civilizados, não se vêem carros estacionados em cima dos passeios, nas curvas, em dupla fila, em frente às portas das garagens, em cima das passadeiras de peões, ou esmagando logradouros e jardins onde os haja — como por cá é trivial, tolerado por polícias e autoridades municipais, e certamente bem-vindo pelo incorrigível oportunismo da nomenclatura partidária que dos nossos impostos e crescente empobrecimento se serve e vive.</p>
<p>Mas para lá destes sinais óbvios de civilização avançada, existe no Japão um pensamento estratégico racional cuja finalidade última é não apenas a felicidade do povo, mas também —<span style="font-style:italic;">et pour cause</span>!— a produtividade global da sociedade japonesa, assim como a sua capacidade de competir com vantagem nos mercados internacionais. Vou dar alguns exemplos recentemente colhidos do blogue de Elaine Meinel Supkis —<a href="http://emsnews.wordpress.com/2009/07/04/a-message-from-a-japan/">Culture of Life News</a>—, para que se compreenda até que ponto o atraso de Lisboa na resolução, ou pelo menos mitigação, dos seus mais prementes e graves problemas, não é uma fatalidade, mas tão só resultado de uma entorse da democracia.</p>
<ul>
<li>as autoridades japonesas de saúde pública começaram a medir regularmente o perímetro abdominal dos cidadãos, aconselhando-os, sempre que o mesmo ultrapassa os 86 centímetros, a diminuir o consumo de carne, a absorver vitamina D oriunda da exposição solar moderada, e a praticar exercício diário, nomeadamente insistindo nas caminhadas de 10mn de e para os transportes públicos;</li>
<li>todos os trabalhadores recebem das entidades empregadoras um subsídio de transporte quando optem por utilizar regularmente os transportes públicos, usando a combinação mais barata entre casa e emprego — ninguém é pois forçado a buscar uma casa cara perto do seu emprego, nem a recusar emprego por este estar demasiado longe de casa, produzindo-se por esta via um incremento sistemático das redes multi-modais de transporte público, bem como a sua crescente eficiência energética e conforto;</li>
<li>a posse de um automóvel está automaticamente indexada à demonstração pelo proprietário de que tem espaço próprio para estacionar a sua viatura no seu local de residência — se não tiver garagem, nem logradouro privado para estacionar, então terá que desistir da sua viatura particular, ou mudar de residência! O mesmo ocorre com o estacionamento junto às empresas: só em zona privada própria.</li>
<li>Como resultado destas medidas o Japão tem o melhor —quer dizer, mais amplo, rápido, eficiente, limpo e agradável—sistema de transportes do planeta. Tem uma taxa de sinistralidade rodoviária, fatal ou causadora de ferimentos graves, que é metade da dos Estados Unidos. E a sua população activa mantêm-se plenamente produtiva até aos 75 anos e vive com facilidade para lá dos 80.</li>
<li>A democratização do acesso à Banda Larga e o seu baixo preço permitiu ao governo japonês esperar que os 10% da população activa que actualmente comutam electronicamente pelo menos uma parte da sua jornada de trabalho passe já no ano que vem, para 20% — conseguindo por esta via uma importante redução dos consumos energéticos;</li>
<li>O sistema de alerta prévio de actividade sísmica intensa e terramotos, através da colocação de milhares de sensores pelo país fora, sobretudo nas cidades e redes de transportes, ligados a um computador central onde existem 100 mil cenários de abalos sísmicos, permite avisar a tempo os cidadãos, de episódios sísmicos graves ou catastróficos, ao mesmo tempo que trava automaticamente os comboios de Alta Velocidade.</li>
<li>Sempre que uma pessoa está constipada, vai a uma farmácia e compra um pacote de máscaras profiláticas, tal como nós por cá compramos lenços de papel. Não é preciso assistir ao espectáculo eleitoralista deprimente de uma ministra da saúde que nos tranquiliza pateticamente à medida que o número de casos de Gripe A se multiplica exponencialmente entre nós!</li>
</ul>
<p>Há, como se vê, uma infinidade de coisas lucrativas, socialmente úteis e urgentes para fazer — sem precisarmos de qualquer dirigismo Jacobino. Os habitantes da Grande Lisboa, tal como do resto do país, precisam, antes de mais, de um Rendimento Pessoal Garantido (sem obrigações burocráticas paternalistas), de um sistema de transportes colectivo eficiente, universal e tendencialmente gratuito (suportado por verdadeiras e justas Parcerias Público Privadas), de um sistema de saúde preventiva, antítese do negócio escandaloso em que se transformou o direito universal à saúde, e, por fim, precisam de um plano nacional para saldar as suas dívidas.</p>
<p>Uma Carta Estratégica para Lisboa? Não! Do que precisamos é de um Livro Verde e de uma Carta Constitucional abrangendo a grande cidade-região de Lisboa e os grandes estuários do Tejo e do Sado. Precisamos, isso sim, de criar a Cidade Região dos Grandes Estuários, i.e., uma região autónoma, com o seu parlamento e o seu governo eleitos. Pensar Lisboa, sentado num cadeirão do teatro São Luís, não chega!</p>
<p>OAM</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DesGoverNando]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/06/04/desgovernando/</link>
<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 00:04:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Faz mais de uma semana que não há movimento sobre a prisão (ou libertação) do ex-prefeito de Santo A]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2373" title="nando" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/06/nando.jpg" alt="nando" width="450" height="337" /></p>
<p>Faz mais de uma semana que não há movimento sobre a prisão (ou libertação) do ex-prefeito de Santo Antônio de Pádua Luís Fernando Padilha Leite, o Nando, e mais ex-assessores. Quando divulguei a notícia sobre a ação da polícia que pôs atrás das grades Nando e seus ex-colaboradores, parte da opinião pública se voltou contra o jornalista dono deste blog <strong>Diário de Bordo</strong>.</p>
<p><!--more--></p>
<p>A primeira reação foi me acusar de receber dinheiro dos opositores do ex-prefeito para “criticá-lo”. Dei risadas. Não tenho simpatia por nenhuma das facções. O próprio Nando me conhece e sabe que não sou capaz de me “vender” como muitos queriam ou pensaram. Sobre isso chego a uma triste conclusão: numa sociedade onde reina a corrupção, onde alguns poucos estão acostumados a votar por dinheiro e a acreditar que o poder da grana resolve as coisas, inclusive no instante de arrumar um “emprego”, seria um pensamento natural. Mas, estes cidadãos mais uma vez se enganaram.</p>
<p>As agressões seguiram de ambas as partes. Parecia até consultório de psicanálise. E eu não tinha interesse em resolver o problema de ninguém, mas apenas divulgar um fato que é notório: Nando foi parar atrás das grades. E isso só se resolve da seguinte maneira, ou seja, as minhas críticas poderão diminuir na seguinte condição: quando, por livre vontade, o dinheiro (R$ 15 milhões) desviado for devolvido e os responsáveis assumirem as respectivas culpas.</p>
<p>Quando se lança candidato a um cargo público, pode ser vereador, prefeito, deputado, governador, senador ou até mesmo presidente da República, o político deve pensar milhares de vezes as consequências. Ou seja, não cometa erros, pois se os fizer será denunciado por práticas incorretas. Sou daqueles que acredita que uns poucos são corruptos. O povo é bom. Não se vende.</p>
<p>E quando me chamaram a atenção para a primeira fotografia que aqui coloquei sobre uma homenagem na Câmara de Vereadores, concordei em tirá-la por concordar que aqueles cidadãos que ladeavam o Nando poderiam ser “jogados” numa vala comum. Claro, eles não tinham culpa. Alertei apenas para que no futuro observem bem com quem se deixará ser fotografado. Todo cuidado é pouco.</p>
<p>Ainda nesta minha missão de noticiar, recebi de outros a seguinte colocação: não se deve misturar Nando com Zé Renato. Ele ainda é novo na política. Mas o prefeito não teve muita felicidade no início do ano quando a cidade enfrentou as enchentes do rio Pomba. Usei o exemplo dos desmandos no bairro Tavares. Ou seja, a administração pública abandonou os moradores do bairro Tavares. Observei in loco a cidade suja. Mas, isso não vem ao caso. Serve apenas para ilustrar o seguinte: o compromisso único é de noticiar os fatos. Doa a quem doer. Pode ser os Padilha – que permanecem no poder por mais de duas décadas – ou os Mansur, ou os Cosendey.</p>
<p>O resto é conversa para boi dormir. A lição que se tira no momento é a seguinte: se os fatos conseguem incomodar uma parte das pessoas é sinal que a missão de denunciar os desmandos devem prosseguir. E acho que nem o Nando e nem os outros ex-companheiros dele que estão na prisão deram procuração para os defensores. Em tempo: um cidadão chegou a afirmar que a decisão em primeira instância seria reformada no TJ-RJ. Estamos aguardando até esta data.</p>
<p>Roberto Cordeiro</p>
<p>Obs. A lista dos presos é a seguinte: ex-prefeito de Pádua Luís Fernando Padilha Leite; ex-secretário de Fazenda Antônio Roberto Daher Nascimento Filho; ex-procurador geral do município Hamilton Sampaio da Silva; e ex-presidente da Caixa de Assistência Previdenciária e Pensões dos Servidores de Aperibé Lupércio Rodrigues.</p>
<p>Foram presos ainda Enilda de Oliveira da Fonseca e Paulo Fernando Martins, advogados que trabalhavam para o grupo, e ainda estão foragidos o ex-secretário de Administração de Pádua Tarcísio Padilha Aquino e o ex-prefeito de Aperibé Paulo Fernando Dias, o Foguetinho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O eleitor médio]]></title>
<link>http://oceanoazulresearch.wordpress.com/2009/02/26/o-eleitor-medio/</link>
<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 19:47:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>oceanoazulresearch</dc:creator>
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<description><![CDATA[O eleitor médio está se tornando mais “racional”. Preocupa-se, sobretudo em eleições municipais, com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[O eleitor médio está se tornando mais “racional”. Preocupa-se, sobretudo em eleições municipais, com]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A jogada]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/02/12/a-jogada/</link>
<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 12:17:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/02/12/a-jogada/</guid>
<description><![CDATA[  Na entrada do auditório era possível &quot;tirar&quot; foto com Lula e Dilma (foto G1 - Estadão)  ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<div id="attachment_1815" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1815" title="d-com-l" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/02/d-com-l.jpg" alt="Na entrada do auditório era possivel &#34;tirar&#34; foto com Lula e Dilma (foto G1 - Estadão)" width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">Na entrada do auditório era possível &#34;tirar&#34; foto com Lula e Dilma (foto G1 - Estadão)</p></div>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Pode ser uma jogada de marketing a montagem de estúdio fotográfico na entrada principal do auditório onde ocorreu o encontro nacional de prefeitos e prefeitas. O objetivo era permitir que os participantes levassem para suas cidades uma lembrancinha: uma foto junto com o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Trata-se de uma forma de tornar Dilma mais conhecida do eleitor. Ela, junto com Lula, que tem índice astronômico de popularidade e o prefeito ou vereador, pode se tornar mais simpática ao povo. De posse da foto “montada” – uma vez que nem Lula e tão pouco Dilma ladeavam os “papagaios de pirata” – é possível que seja publicada em coluna social dos jornais nanicos. É um efeito multiplicador.</span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<div id="attachment_1816" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1816" title="d-com-l-2" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/02/d-com-l-2.jpg" alt="G1 - Estadão)" width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">O prefeito de Timbiras (MA) mostra a lembrancinha (foto: G1 - Estadão)</p></div>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O prefeito de Timbiras (MA), Raimundo Nonato Pessoa, fez pose para o repórter-fotográfico do Estadão Celso Junior com o “troféu” nas mãos. Pessoa deve pendurar o instantâneo no gabinete e contar aos eleitores que esteve perto de Lula e Dilma. O mesmo argumento deve ser utilizado por outros prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, que passaram por Brasília.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Aliás, a cidade ficou um caos. O trânsito parecia com o de São Paulo. Os motoristas da capital federal, que já são travados por natureza, ficaram impacientes. Mas, os taxistas adoraram a movimentação. Enfim, o teste de colocar um milhão de carros nas ruas deixou muita gente de mau-humor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E Brasília tem alguns recordes: com 2,5 milhões de habitantes, a população pode ser transportada em todos os cargos. Tem as maiores densidades de telefone celular – mais de duas linhas por morador – e telefone fixo. Abriga as representações diplomáticas dos mais diversos países e, o Congresso Nacional, com 81 senadores e 513 deputados federais, é a visão política da população brasileira.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasília ferve]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/02/11/brasilia-ferve/</link>
<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 12:46:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/02/11/brasilia-ferve/</guid>
<description><![CDATA[Lula discursa na abertura do encontro de prefeitos e prefeitas (foto Ricardo Stuckert - Presidência ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1810" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1810" title="lula-e-prefeitos-ricardo-stuckert-pr" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/02/lula-e-prefeitos-ricardo-stuckert-pr.jpg" alt="Lula discursa na abertura do encontro de prefeitos e prefeitas (foto Ricarod Stuckert - Presidência da República)" width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">Lula discursa na abertura do encontro de prefeitos e prefeitas (foto Ricardo Stuckert - Presidência da República)</p></div>
<p>Nesta época do ano, onde o resto do país espera a chegada do carnaval para, em seguida, botar a mão na massa, Brasília entre em ebulição. A cidade foi tomada de assalto por cerca de 3,5 mil prefeitos e prefeitas. O encontro nacional foi aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, o cerne da questão é o evento propriamente dito para a economia da cidade. Com as delegações municipais, o número de visitantes deve ficar em torno de 12 mil cidadãos.</p>
<p>Com tamanha tropa, a economia de Brasília – que tem o custo de vida dos mais caros do Brasil – é alavancada pelos reais dos cofres municipais. Alguns jornais destacaram a maratona dos políticos para receberem os crachás e a longa espera pela chegada do presidente Lula ao local do evento. Mas, o sacrifício deve ter sido compensado à noite com jantares nos melhores restaurantes ou bares da capital. Isso tudo sem contar com outros prazeres da noite brasiliense. Quem ficar na cidade, por exemplo, pode sair no &#8220;Pacotão&#8221;, &#8220;Baratona&#8221; ou &#8220;Galinho de Brasília&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fatos e fotos...]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/11/fatos-e-fotos/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 11:09:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/11/fatos-e-fotos/</guid>
<description><![CDATA[A ponte Abel Malafaia ficou destruída (foto: Roberto Cordeiro) Cheguei em Brasília ontem (10 de jane]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1594" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1594" title="padua-janeiro-2009-040" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/01/padua-janeiro-2009-040.jpg" alt="Roberto Cordeiro)" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">A ponte Abel Malafaia ficou destruída (foto: Roberto Cordeiro)</p></div>
<p>Cheguei em Brasília ontem (10 de janeiro) à noite. Após umas férias forçadas em Pádua, interior do estado do Rio, onde fui ajudar minha família que perdeu móveis e roupas, sem contar os alimentos, em função das enchentes. E bato na mesma tecla: nenhuma autoridade (especialmente municipal) esteve no bairro Tavares para o prometido levantamento dos prejuízos. O prefeito José Renato Fonseca Padilha, em pronunciamento à emissora de rádio da situação, informou que o procedimento iria ocorrer na semana que passou. Até o momento, nada foi feito.</p>
<p>Deixo neste <strong>Diário de Bordo</strong> imagens tiradas de pontos conhecidos da cidade. Uma boa semana para todos!</p>
<div id="attachment_1595" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1595" title="padua-janeiro-2009-079" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/01/padua-janeiro-2009-079.jpg" alt="Roberto Cordeiro)" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Ponte Raul Veiga (foto: Roberto Cordeiro) </p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_1596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1596" title="padua-janeiro-2009-074" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/01/padua-janeiro-2009-074.jpg" alt="Roberto Cordeiro)" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Rua Coronel Olivier (foto: Roberto Cordeiro)</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_1597" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1597" title="padua-janeiro-2009-083" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2009/01/padua-janeiro-2009-083.jpg" alt="Roberto Cordeiro)" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Choperia do Marcão - o point de Pádua (foto: Roberto Cordeiro)</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fala, Zé!]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/09/fala-ze/</link>
<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 11:41:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/09/fala-ze/</guid>
<description><![CDATA[O título acima é uma sugestão (ou quem sabe, contribuição) deste Diário de Bordo ao prefeito de Sant]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O título acima é uma sugestão (ou quem sabe, contribuição) deste Diário de Bordo ao prefeito de Santo Antônio de Pádua, José Renato Fonseca Padilha, para um eventual programa semanal de rádio – pode ser até mesmo na emissora da situação – para que o chefe do Poder Executivo municipal preste contas à população – e não apenas aos seus eleitores, como vem ocorrendo no gabinete situado à Praça Visconde Figueira.</p>
<p><!--more--></p>
<p>E hoje (9 de janeiro), o Zé falou. Foi uma gravação de cinco minutos mal editada pelo pessoal da emissora. Zé Padilha começou a conversa agradecendo aos quase 12,6 mil votos (51% dos votos válidos, segundo ele) que o colocou na cadeira do prefeito. E seguiu informando aquilo que vem sendo feito pela municipalidade em favor do povo. Disse que a Secretaria de Ação Social visitará os locais mais carentes providenciando o levantamento daquilo que os moradores perderam ou que foram destruídos, pelas enchentes.</p>
<p>Zé Padilha disse que 95% da equipe (leia-se primeiro escalão) já foi nomeada e que esse pessoal vai trabalhar de imediato. Até aí, tudo bem. Porém, ainda não vi nenhum deles botando a mão na massa.</p>
<p>Na entrevista, sobrou até para o ex-prefeito Luís Fernando Padilha, o Nando. Zé – afilhado político de Nando – reclamou das invasões no rio Pomba. Ou seja, parte desta responsabilidade recai sobre os ombros do ex-prefeito, um dos maiores responsáveis pelo aterro no rio que corta o município de Pádua, no interior norte fluminense. Os exemplos são a rua que margeia o Pomba e o shopping.</p>
<p>Zé Padilha falou também no uso de dragas para limpar o rio. Cortar parte das ilhas como forma de arrumar espaço para evitar futuras inundações. Disse também que as pilastras da Ponte Paulino Padilha (aquela perto da rodoviária) represa parte da água do Pomba. Ora, bolas! Pombas.</p>
<p>E hoje, Zé Padilha está no Rio. Mas, Rio de Janeiro. Foi conversar com o Pezão (vice-governador) que parece outro aliado político dos políticos da família Padilha. Então, Pezão é o caminho para solucionar os problemas de Pádua. Zé quer também ajuda federal. E o Pezão pode fazer a ponte (não a Ponte Abel Malafaia, que caiu) entre os governos.</p>
<p>Então, o pronunciamento (e não a entrevista) do prefeito não foi de todo um desastre verbal. Embora tenha horror a microfone e não seja um excelente orador, Zé começou a prestar contas. Mas, não é o suficiente. Lamento não poder ficar mais uns dias nesta cidade. Amanhã, retorno para Brasília. Sempre que for possível, farei comentários sobre Pádua.</p>
<p>Fala, Zé!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conversa de botequim]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/08/conversa-de-botequim/</link>
<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 14:23:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/08/conversa-de-botequim/</guid>
<description><![CDATA[Três funcionários da Prefeitura Municipal de Santo Antônio de Pádua, no interior norte do estado do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Três funcionários da Prefeitura Municipal de Santo Antônio de Pádua, no interior norte do estado do Rio, estão num botequim em pleno dia de trabalho. A conversa gira entorno das mudanças na nova administração – que não é tão nova assim – estabelecidas pelo prefeito José Renato Fonseca Padilha. Os barnabés não sabem ao certo se permanecerão no trabalho, se serão transferidos para outros postos ou demitidos. Pelo menos dois não são concursados. Trabalham na base do QI (Quem Indicou).</p>
<p><!--more--></p>
<p>Um deles diz que conversou ao pé do ouvido com o Zé Renato. Conta ter recebido a promessa de continuar no mesmo local, como motorista. O concursado diz que não pode ser removido. É detentor de todos os direitos. O terceiro – que recebe no fim do mês e não pega no pesado (ou melhor, sequer trabalha) &#8211; diz que se cortarem a grana irá colocar a boca no trombone.</p>
<p>O exemplo de Pádua é apenas um nos milhares existentes nesta cidade e em outros municípios brasileiros. O que prevalece é o compadrio. Não sou defensor de funcionário público. Sou defensor de trabalho por metas e, ao cumprir as referidas metas, recebe-se um bônus, uma gratificação. Os concursos públicos, em linhas gerais, são direcionados. Ainda mais em municípios como Pádua.</p>
<p>Deixando de lado esta questão, retornamos ao assunto do post. Ou seja, as conversas que tenho escutado nos botequins da cidade. Dias desses, três eleitores do ex-prefeito Nando Padilha, fizeram a pergunta: &#8211; Sabem por qual motivo o povo perdeu tudo com as enchentes do rio Pomba? A resposta em tom de piada: &#8211; Porque desta vez o Nando falou a verdade e ninguém acreditou. Risos! Rei morto, rei posto&#8230; Ainda bem que desta vez ele não foi deposto. Se bem que tentaram.</p>
<p>E o prefeito atual, Zé Renato, teve pouco mais de 12,5 mil votos. Só que seus assessores estão atuando em bairros onde ganhou os tais votos. Ou seja, nas áreas em que foi derrotado para a outra candidata, o desprezo é total. Uma prova disso foi uma entrevista numa emissora de rádio da situação. A funcionária da Secretaria de Promoção Social disse que iam enviar sopão para os necessitados do Bairro Cidade Nova. Parece que lá funciona um curral eleitoral dos Padilha. No bairro Tavares, a ausência da Prefeitura de Pádua é quase total. Só limparam uma das ruas e mais nada. É!!! O eleitor tem memória muito curta. Já, já chega 2012.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diário em férias]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/06/diario-em-ferias/</link>
<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 13:36:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[As chuvas continuam a castigar os municípios das regiões norte e noroeste do estado do Rio. Os morad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>As chuvas continuam a castigar os municípios das regiões norte e noroeste do estado do Rio. Os moradores de Pádua estão bastante apreensivos. Após as cheias do rio Pomba, no final do ano  – antes do Natal –, houve outra enchente, desta vez em proporções menores, na virada de 2008. Em Miracema – clique <a href="http://www.logradourosdemiracemarj.blogspot.com/" target="_self">aqui</a> e <a href="http://miracemarj.blogspot.com/" target="_self">aqui </a>– as inundações recentes causaram estragos. O mesmo ocorreu em Itaperuna.</p>
<p>Este <strong>Diário de Bordo</strong> encontra-se em Pádua. Daqui do Pádua Shopping é possível avistar o rio Pomba. A velocidade da água é bastante ligeira. Nos últimos dias a chuva insiste em amedrontar a população. Muitos ainda guardam na memória as cheias que ocorreram entre os dias 18 e 20 de dezembro passado. Os comerciantes ainda contam os prejuízos. Os bancos funcionam precariamente. E nenhuma campanha – pelo menos mais visível – ganhou as ruas da cidade, tipo vacinação ou explicação sobre como evitar doenças.</p>
<p>Até o momento não se ouviu o pronunciamento do prefeito José Renato Fonseca Padilha, em Pádua, sobre as providências que o poder Público tem tomado para amenizar a situação da população. A última notícia que tive do prefeito foi referente à posse que ocorreu na noite do primeiro dia de 2009. Ressalto que no dia seguinte deparei com servidores públicos limpando as ruas que estavam bastante enlameadas. E nada mais que isso. Pádua não merece ser maltratada deste jeito!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Explica PT]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/04/explica-pt/</link>
<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 00:40:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não sou Zé. Nem sou Maria. O PT (Partido dos Trabalhadores) precisa explicar: por qual motivo a loja]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Não sou Zé. Nem sou Maria. O PT (Partido dos Trabalhadores) precisa explicar: por qual motivo a loja do comitê de campanha do candidato Zequinha do Sebrae (PT), candidato a Prefeito, virou Balcão Sebrae em Santo Antônio de Pádua, interior norte-noroeste fluminense. Sem explicação plausível, espero que o MPE investigue.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Retrospectiva randômica de 2008]]></title>
<link>http://impressoesdom.wordpress.com/2009/01/02/retrospectiva-randomica-de-2008/</link>
<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 17:16:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dom</dc:creator>
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<description><![CDATA[O indefectível 2008 chega ao seu fim. Um ano repleto de altos e baixos (o Diego Hipólito que o diga)]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-161" title="retro_2008" src="http://impressoesdom.wordpress.com/files/2009/01/retro_2008.jpg" alt="retro_2008" width="497" height="497" /></p>
<p style="text-align:justify;">O indefectível 2008 chega ao seu fim. Um ano repleto de altos e baixos (o Diego Hipólito que o diga).   Durante este período, tivemos a oportunidade de contemplar marcos históricos, que permearão as páginas das próximas edições de enciclopédias e livros de geografia e história de todas as nações, como a eleição de Obama e o bum da maior crise financeira mundial desde 1929.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes mesmo da saudosa Dercy presenciar, fomos surpreendidos por uma estrondosa crise econômica. Embora os especialistas não tenham se surpreendido, o crack financeiro surgiu como uma sapatada nas expectativas dos diversos dirigentes internacionais, sobretudo nas de Bush, que, além de ser alvo de um “pisante”, amargou um trágico fim de mandato.</p>
<p style="text-align:justify;">Em meio a tanta turbulência, um sopro de esperança acometeu os norte-americanos e, por conseqüência, grande parcela da população mundial: um democrata negro sagrou-se vencedor nas eleições do principal e mais estratégico país do globo, os Estados Unidos. A consolidação de Obama como presidente representou a chance de os ianques retomarem as relações com antigos parceiros – suplantada pela política de isolamento imposta por Bush –, bem como modificar malfadadas e fracassadas ideologias apregoadas pela atual gestão. A arrogância e a estupidez saem para dar espaço ao reformismo e a expectativa de mudanças naquele país e no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto Lula classificava a crise como uma simples marola, os problemas domésticos contribuíam para o surgimento de mais cabelos brancos. A operação Satiagraha buscou a verdade sobre desvios de verbas pública, corrupção e lavagem de dinheiro e prendeu diversos banqueiros e investidores, entre eles, Daniel Dantas – que não é o ator da globo, confundido pela Polícia Federal pelos desmandos de seu homônimo.</p>
<p style="text-align:justify;">A marola assumiu a figura de um furacão e o Brasil viveu mais uma rodada de eleições municipais. O presidente Lula, com absurdos 80% de aprovação junto à população brasileira, não conseguiu transferir votos aos seus candidatos a prefeitos e, ademais, acompanhou Kassab e Marta Suplicy se engalfinharem em São Paulo; Eduardo Paes e Gabeira travando uma incrível disputa no Rio de Janeiro; e a oposição quase surpreendendo a inusitada chapa eleitoral composta por PT e PSDB em Belo Horizonte (MG). Finda o processo eletivo e o PMDB se consolida como o principal vencedor desse pleito e como potencial fiel da balança para a próxima eleição presidencial, a ser realizada em 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">Em clima de disputas, 2008 foi presenteado com a maior [em todos os sentidos] Olimpíada da era moderna, realizada na promissora capital da China, Pequim. Michel Phelps desafiou as leis da física e provou que não é um simples ser humano. O dream team do basquete norte-americano alcançou sua reafirmação. O Brasil se emocionou com os irretocáveis desempenhos de César Cielo e Maurren Mauggi. As tupiniquins do vôlei de quadra provaram que não são “amarelonas” e os mancebos foram destronados. A china revelou ao mundo um país moderno e sedento por novidade, embora ainda desrespeite  uma série de direitos humanos por meio de um enferrujado sistema comunista. Entretanto, quem não revelou nenhum entusiasmo com as disputas as quais foi submetido fora a seleção brasileira, comandada pelo contestado [com razão] Dunga.</p>
<p style="text-align:justify;">Felipe Massa e Hamilton: dois nomes e uma inesquecível briga pelo título da Fórmula 1, tal qual nos tempos de Senna e Prost. São Paulo Futebol Clube: um time e seis títulos brasileiros. O nem sempre frugal esporte, este ano, comprovou que exerce papel estratégico no mundo globalizado e mostrou que pode ser utilizado como fator determinante na extinção de desigualdades sociais e conflitos políticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Paralelamente a inúmeras demonstrações de humanidade e superação, o Brasil chorou e se chocou com aterradores casos, que geraram um doloroso contraponto e deixaram explícito um preocupante precedente: o sensacionalismo. As terríveis mortes de Isabella Nardoni e Eloá Pimentel contrastaram com a tragédia natural que assolou Santa Catarina e deixaram um lastro de dúvida sobre o que de fato é interesse público, de modo que, o jornalismo brasileiro, nas três ocasiões, ostensivamente, atuou de maneira deplorável, se valendo da miséria humana para alavancar os índices de audiência assim como aumentar receitas comerciais.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o velho continente arregalou os olhos e se curvou de vergonha diante do asqueroso caso do austríaco Josef Fritzl, que, furtivamente, protagonizou o mais chocante caso de incesto já registrado. Fritzl manteve, durante 24 anos, a filha confinada no porão de sua casa, onde tiveram três filhos.  Agora, ao se deparar com um caso de tamanha magnitude, será que ainda surpreende a pseudo-gravidade em cenas de casais problemáticos, como o da novela Suzana Vieira e Marcelo e Vieira?</p>
<p style="text-align:justify;">Sob o apupo dos brasileiros, o ano terminou com pizza e uma grandiosa festa para as elites. O rodízio de massas ficou por conta do Congresso, que absolveu o deputado Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), acusado de participar de um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E as festas para os abastados, com ingressos    inacessíveis àqueles que suam em performances quase acrobáticas para se manter com R$ 415 (valor atual do salário mínimo),  foi capitaneada pela diva do pop Madonna, que, com uma carreira brilhante e sólida como uma rocha, se fia na transcendentalidade de épocas, estilos e gerações  para se reinventar e, perenemente, estar na crista da onda.</p>
<p style="text-align:justify;">Com uma pródiga safra de fatos e acontecimentos, uma nova categoria de humor jornalístico surgiu com força para documentar, de maneira descontraída – não menos séria que o austero ambiente das famigeradas redações jornalisticas –, a realidade e despertar o senso crítico em um nicho da população desabituado a contestar desmandos e mazelas O Programa Custe o Que Custar (CQC), da TV Bandeirantes, reciclou a televisão brasileira e provou que é possível conjugar entretenimento com compromisso público. Marcelo Tas e os pavoneados repórteres-humoristas inovaram e implantaram no Brasil uma deliciosa e  inócua, mas influente, fórmula de fazer jornalismo. E, em um ano de ascensão do humor, no qual se destacaram os sagazes Rafinha Bastos, Danilo Gentile, Marcelo Adnet, Fabio Porchat etc, a pauta mais requisitada no segmento foi a interessante apresentadora-mirim Maísa, que concentrou todas as atenções do combalido SBT em suas pitorescas  aparições.</p>
<p style="text-align:justify;">Em velocidade semelhante ao do acelerador de partículas, 2008 chegou ao seu fim. Um ano de muito humor, alegrias, emoções, marcos históricos, tragédias, dores, despedidas&#8230; Um ano que pôs em xeque valores sociais  propagados por conceitos equivocados de integração, que se perduram há seculos e suscitam a todo  instante pontos conflitantes de numerosos gêneros.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Diego Gomes</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SOS Pádua 14]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/02/sos-padua-14/</link>
<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 13:36:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2009/01/02/sos-padua-14/</guid>
<description><![CDATA[  A cidade de Santo Antônio de Pádua, interior do estado do Rio, continua castigada em função das ch]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p>A cidade de Santo Antônio de Pádua, interior do estado do Rio, continua castigada em função das cheias do rio Pomba. Cheguei ontem (1º de janeiro), ao município situado no norte-noroeste fluminense. As águas ainda tomam algumas ruas na beira rio. Ontem à noite, começou a normalizar, mas o povo ainda tem na mente a lembrança dos piores dias ocorridos antes do Natal.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Hoje pela manhã – primeiro dia útil de 2009 – nas filas dos bancos (estão um tremendo caos), nos bares, nas esquinas, os cidadãos narravam as histórias da tragédia, considera a pior enchente dos últimos 30 anos. Ainda era possível cruzar as ruas tomadas pela lama. A prefeitura colocou o serviço de limpeza urbana para retirar os detritos que ainda tomam parte das avenidas.</p>
<p>O problema maior acontece nas agências bancárias. Os bancos do Brasil e Caixa, que são do governo federal, permanecem com os caixas eletrônicos inoperantes. Uma conversa com a gerência do BB, por exemplo, foi possível entender as dificuldades e clamar às autoridades financeiras deste país para que intercedam. As águas danificaram o sistema e, na direção do BB, a informação obtida diz que o correntista vai ter de aguardar vários dias.</p>
<p>Na prática, todos caíram na vala comum e para conseguir ter acesso a um caixa eletrônico é preciso viajar uns 13 quilômetros até Miracema, ou mais distante em Pirapetinga (MG), Itaocara ou São José de Ubá. Senão, enfrenta-se uma fila de mais de duas horas. Isso é que podemos chamar de caos.</p>
<p>O transporte também não está funcionando a contento. Do Rio de Janeiro até Além Paraíba (MG) a estrada está um brinco. Mas quando se segue em direção para Volta Grande, somente carro passeio. Os ônibus são obrigados a um desvio por Cantagalo, Laranjais, Batatal e Itaocara.</p>
<p>Passo uns dias em férias com minha família que teve problemas com a enchente. Vim no objetivo de ajudá-la. Pude constatar os prejuízos. Mobília danificada. E não há qualquer alternativa apresentada pelo Poder Público para ajudar aqueles mais necessitados. O que se tem conhecimento é que os prefeitos da região tomaram posse ontem e se esqueceram do dia de amanhã. Pena que o eleitor tem memória curta. Em 2012 haverá um novo encontro com as urnas.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Golfe com Obama]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/30/golfe-com-obama/</link>
<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 10:28:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/30/golfe-com-obama/</guid>
<description><![CDATA[  Obama aproveita férias para jogar golfe. Ao público, ele pediu silêncio para não atrapalhar a conc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<div id="attachment_1545" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1545" title="golfe-com-obama" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2008/12/golfe-com-obama.jpg" alt="Obama aproveita férias para jogar golfe. Ao público, ele pediu silêncio para não atrapalhar a concentração numa tacada" width="450" height="320" /><p class="wp-caption-text">Obama aproveita férias para jogar golfe. Ao público, ele pediu silêncio para não atrapalhar a concentração numa tacada</p></div>
<p>Entre uma tacada e outra de golfe, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, busca extravasar as energias, no Havaí, onde passa uns dias de descanso com a família. Com posse marcada para o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do Rio, Obama definiu equipe e já tem muito trabalho pela frente: além da crise financeira provocada pelos bancos imobiliários, o Oriente Médio está pegando fogo. Israel declarou guerra contra o Hamas e 350 mortos já foram contabilizados na região da Faixa de Gaza.</p>
<p>Enquanto isso, em Itacarezinho, no litoral da Bahia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy e sua primeira-dama Carla Bruni curtem dias em férias. Após cumprir agenda oficial no Brasil – o que lhe deu direito a viajar com toda mordomia -, Sarkozy virou atração dos turistas brasileiros naquela região baiana. É o inverso: em vez dos brasileiros irem infestar Paris, a comitiva francesa é que aproveita no sol em areias tupiniquins.</p>
<p>Já nos municípios, prefeitos eleitos ou reeleitos preparam o terno da posse que ocorrerá no primeiro dia de 2009. Serão mais de 5,5 mil posses num único dia. A Justiça Eleitoral deveria fazer uma posse coletiva. E o governo federal, de olho em 2010, já prepara cartilha para ensinar prefeito a não roubar. Ou seja, a fazer direito o dever de casa no momento de solicitar recursos públicos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SOS Pádua 13]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/29/sos-padua-13/</link>
<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 14:15:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/29/sos-padua-13/</guid>
<description><![CDATA[Ainda há muita lama na cidade de Pádua. Moradores pedem ação da limpeza urbana As chuvas ainda casti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1537" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1537" title="destrocos" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2008/12/destrocos.jpg" alt="Ainda há muita lama na cidade de Pádua. Moradores pedem ação da limpeza urbana" width="450" height="360" /><p class="wp-caption-text">Ainda há muita lama na cidade de Pádua. Moradores pedem ação da limpeza urbana</p></div>
<p>As chuvas ainda castigam os municípios no interior norte-noroeste do estado do Rio. Uma tromba d’água teria assustado os moradores de Miracema, cuja população ajudou bastante os desabrigados de Santo Antônio de Pádua, nas últimas semanas, vitimas do transbordamento do rio Pomba. As notícias vindas daquela região dão conta do transbordo do ribeirão Santo Antônio – que atravessa Miracema – alagando casas e estabelecimentos comerciais.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Nas últimas horas fui instado a retomar o assunto por uma questão básica: a necessidade de o poder público atuar na limpeza das ruas. A ausência dos serviços de limpeza urbana – ou sua precariedade – deixa alguns cidadãos preocupados, em especial, na cidade de Pádua, onde o Pomba ameaça avançar em suas margens. Os moradores ainda guardam na memória os estragos recentes.</p>
<p>O jornal O Globo – não li outros jornais do Rio – traz matéria na página 14, editoria Rio, sobre a situação em Campos, Itaperuna, Cardoso Moreira e Miracema. Segundo o jornal carioca, técnicos do DNIT – Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte – teriam dinamitado trecho da BR-356 para permitir o escoamento de água do rio Paraíba.</p>
<p>Os moradores desta região norte-noroeste devem ficar atentos para possíveis problemas. Não disponho de informações da Defesa Civil e peço a quem tiver conhecimento sobre novas enchentes que se manifeste com comentários neste Diário de Bordo. O objetivo é permitir que as populações sejam alertadas, claro que as autoridades devem utilizar de outros meios de comunicação para repassar os assuntos para as comunidades. Este blog se dispõe como mais um instrumento de troca de informações.</p>
<p>Ao mesmo tempo, insisto que as autoridades municipais devam estar empenhadas na questão da limpeza urbana. Cruzar os braços neste momento – mesmo sabendo que estamos prestes ao processo de troca dos prefeitos – só vai aumentar os riscos de doenças como leptospirose e hepatite.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nando venceu a eleição]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/16/nando-venceu-a-eleicao/</link>
<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 15:01:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/16/nando-venceu-a-eleicao/</guid>
<description><![CDATA[Embora os foguetes já tenham sido espocados em Santo Antônio de Pádua, com o resultado do julgamento]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Embora os foguetes já tenham sido espocados em Santo Antônio de Pádua, com o resultado do julgamento do TRE-RJ pelo deferimento da substituição de Zequinha Pimentão por Ralph Kezen na chapa liderada por José Renato Fonseca Padilha, este <strong>Diário de Bordo</strong> coloca o assunto em evidência. Isso se dá, pois, o debate ficou muito restrito aos comentários (agradeço a todos os participantes deste amplo debate).</p>
<p><!--more--></p>
<p>O julgamento – mesmo lembrando que cabe recurso ao TSE – sacramenta a vitória do atual prefeito Luís Fernando Padilha Leite e põe por terra as pretensões da senhora Maria Dib. Se a disputa terminar nesta etapa, Zé Renato e Ralph serão diplomados nesta semana e assumem a Prefeitura de Pádua na virada do ano.</p>
<p>Para aqueles cidadãos que vinham acompanhando os meus textos nas últimas semanas vale lembrar que na data da eleição, quando a substituição foi motivo de polêmica, este blogueiro havia colocado que era legal tal procedimento, apesar de minha discordância. Usei como exemplo a legislação e o caso ocorrido no município de Faina (GO) que teve decisão idêntica.</p>
<p>Mesmo não sendo simpatizante – e nunca serei – do prefeito Nando e, não concordando com os meios utilizados pelos candidatos nesta eleição, sinto-me no direito de comentar sobre o processo eleitoral pelas ligações com Pádua. Além do mais, não tenho compromisso com quem quer que seja e nunca terei. Mas também não vou querer aqui jogar os meus sapatos ou chamar quaisquer dos cidadãos de “cão” ou “cachorro”. A nossa cultura ocidental não reconhece tamanha ofensa.</p>
<blockquote><p>Abaixo reproduzo texto colocado no sítio do TRE-RJ que já foi posto nos comentários e que merece destaque.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>TRE-RJ afasta possibilidade de nova eleição em Santo Antônio de Pádua</strong></p>
<p>Por maioria de votos, a Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) julgou legal hoje (15) a substituição do candidato a vice-prefeito da chapa vencedora “Pádua não pode parar” em Santo Antônio de Pádua.</p>
<p>Por diferentes argumentos processuais, o vice-presidente, desembargador Luiz Felipe Francisco, o desembargador federal Raldênio Bonifácio Costa, e os juízes Célio Salim Thomaz Junior e Jacqueline Montenegro deram provimento ao recurso, entendendo que a substituição do candidato José Rodrigues Fernandes Filho, conhecido como Zequinha Pimentão, que teve seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral, pelo candidato Ralph Kezen Leite, no dia 3 de outubro, ocorreu de acordo com a legislação vigente.</p>
<p>Ficou vencido o juiz Luiz de Mello Serra. A decisão plenária reformou a determinação da juíza eleitoral Cristina Sodré Chaves, que compreendera que a substituição era intempestiva, ou seja, teria ocorrido fora do prazo previsto em lei.</p>
<p>A coligação “Pádua não pode parar” foi a vencedora do pleito municipal de 2008, tendo o prefeito eleito José Renato Fonseca Padilha ganhado 12.548 votos. Ao deferir o registro do candidato Ralph Kezen Leite, a Corte afastou, em princípio, uma nova eleição no município, pois desta decisão ainda cabe recurso ao TSE.</p>
<p>Na mesma sessão, os membros do TRE-RJ, por unanimidade, ratificaram o indeferimento do registro de Francisco de Souza Filho, candidato a vereador no município de São Pedro da Aldeia, e José Luiz Pereira de Souza Junior, candidato a prefeito em Macuco no pleito de 2008. Em ambos os casos, o motivo foi rejeição de contas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que, de acordo com ofício deste órgão, as considerava insanáveis, uma vez que houve trânsito em julgado nos dois processos.</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novas eleições]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/14/novas-eleicoes/</link>
<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 14:40:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/14/novas-eleicoes/</guid>
<description><![CDATA[O momento político vivido no país é igual ao momento econômico. Ou seja, instável. Ananás, no interi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O momento político vivido no país é igual ao momento econômico. Ou seja, instável. Ananás, no interior de Tocantins, com sete mil eleitores, tem uma nova eleição neste domingo (14). O mesmo ocorre em Malhador (SE). O jornal O Estado de S. Paulo (<a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081214/not_imp293560,0.php" target="_self">leia aqui</a>) disseca a questão sobre o embate jurídico da disputa. Muitos candidatos estão com os nervos à flor da pele.</p>
<p>Enquanto isso, o cidadão comum descobre algumas mentiras que podem ser conferidas no sítio do TSE. Tratam-se das prestações de conta de José Renato Fonseca Padilha (<a href="http://www3.tse.gov.br/sadEleicaoDivulgaCand2008/comuns/layout/framesetPrincipal.jsp" target="_self">clique aqui</a> e se informe sobre o patrimônio do candidato) e de Maria Dib (<a href="http://www3.tse.gov.br/sadEleicaoDivulgaCand2008/comuns/layout/framesetPrincipal.jsp" target="_self">clique aqui</a> e descubra que não tem patrimônio). Para quem conhece vai entender bem como são os meandros desse processo eleitoral. Vale a pena conferir e dar boas gargalhadas.</p>
<p>Dia 18 de dezembro esta chegando. O prefeito Nando espera alguma solução. Ou melhor, vai esper<span style="text-decoration:line-through;">NANDO</span>. O tempo dele já passou. E o pior é que ninguém entende ou faz de conta que (<span style="text-decoration:line-through;">NANDO</span>) não entende. Pura demagogia. Nem Nando e nem Dib. Eleições diretas para Prefeito de Santo Antônio de Pádua.</p>
<p>O escândalo do TJ do Espírito Santo deve ser lembrado sempre. Existem prefeitos no RJ que estão pendurados nos parentes de juízes do TJ. O MP precisa investigar. É o chamado nepotismo cruzado.</p>
<p>Obs. O TSE (<a href="http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&#38;id=1138478" target="_self">clique aqui</a>) divulgou informações sobre votos nulos e realização de novas eleições.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Banalizaram o prêmio!]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/2008/12/09/banalizaram-o-premio/</link>
<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 12:08:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hernanes do São Paulo e Thiago Silva, do Fluminense, foram os destaques na premiação da CBF O ano de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1319" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1319" title="hernanes-e-ts" src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2008/12/hernanes-e-ts.jpg" alt="Hernanes do São Paulo e Thiago Silva, do Fluminense, foram os destaques na premiação da CBF" width="450" height="337" /><p class="wp-caption-text">Hernanes do São Paulo e Thiago Silva, do Fluminense, foram os destaques na premiação da CBF</p></div>
<p>O ano de 2008 já vai tarde. Praticamente acabou. E o pior é que o País somente retoma a normalidade em março de 2009. Isso é tradição. Só falta decidir como vai ficar a Prefeitura de Santo Antônio de Pádua. Afinal, quem será “eleito” pela Justiça Eleitoral prefeito (a) deste município do interior fluminense. Pela decisão ainda em vigor, teremos outra ida às urnas. Mas nada é definitivo em se tratando do Poder Judiciário. Serão infindáveis recursos.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Mas deixando a disputa municipal – motivo de participação aguerrida de muitos (e) leitores neste Diário de Bordo &#8211; , uns se comportando mais apaixonados e outros nem tanto, cuja diplomação não ocorrerá este ano, periga a Prefeitura ficar nas mãos do próximo presidente da Câmara de Vereadores – as chances são para João Nacif. Então, vamos entrar na questão título deste post: a banalização dos prêmios.</p>
<p>Tenho a felicidade, em meu currículo, de ter trabalhado com o Fontes no JB dos anos 80, Luciano Moraes (JB e Rede Globo), Narciso Calili (Rede Globo), Luiz Paulo Coutinho (JB), Telmo Wambier e Roberto Ferreira (JB e Rede Globo), Aloysio Barbosa (Folha da Manhã), Paulo Roberto Araújo e Luiz Cascon (O Globo), entre outros profissionais cariocas. Claro! Foi no Rio de Janeiro que cresci e me engrandeci profissionalmente. Em Brasília, me aperfeiçoei e ampliei os horizontes.</p>
<p>Se notarem pelos nomes – ou referências de profissionais – entenderão que vivi um período muito fértil do jornalismo tupiniquim. Não sou do tempo do regime militar, mas comecei nos fins dos anos 70, no governo do general João Baptista Figueiredo. Naquela época ainda era muito amador. Mas o suficiente para recordar – ou lhes afirmar que uma publicação ou um profissional quando era escolhido vencedor, por exemplo, do Prêmio Esso, o motivo se transformava em orgulho. Algo que o profissional pudesse cravar no currículo. Tinha um peso enorme.</p>
<p>Hoje – ou melhor, nos dias atuais – premiar alguém virou lugar comum. Até parece que voltamos ao tempo daquelas publicações de cidade do interior – jornais, revistas ou emissoras de rádio e TV – que entregam o “Destaque do Ano”. Na prática, tal façanha tem por objetivo “ganhar” uns trocados e mexer com o ego dos pequenos. Claro! Tal prática vem com um gordo “patrocínio”.</p>
<p>Não estou afirmando que os prêmios – e são dezenas – existentes requerem patrocínio. Porém, precisam ser revistos.  É que todo mundo ganha. E não me canso de ler nO Globo ou no Correio Braziliense as conquistas das redações. Hoje (8) deparo com a merecida escolha da série de reportagens Favela S/A do jornalão carioca vencedor do prêmio CNH de Jornalismo Econômico (categoria jornal).</p>
<p>A série é fantástica. O que se pretende debater aqui neste espaço é a pluralidade dos prêmios. O Globo não diz quem é o CNH. E sequer conta ao leitor quais foram os outros vencedores. Devo descobrir isso lendo outro jornal ou assistindo aos programas das demais emissoras concorrentes ou buscando na internet a página do (a) CNH.</p>
<p>No final dos anos 90, quando a Embratel foi privatizada – 1998 – lançou-se o prêmio de jornalismo. Nas primeiras edições buscava-se dar merecimento às contribuições para o setor de telecomunicações. Isso hoje não é mais possível. Outra forma de banalização. O mesmo ocorre com o Prêmio CNT. Lembram dele? Já aconteceu a entrega dos polpudos cheques na semana passada. E, se não me falha a memória, a Rede Globo deve ter vencido mais uma vez.</p>
<p>A premiação dos clubes, jogadores, técnicos e árbitros que atuaram no Campeonato Brasileiro, ocorrida na noite de segunda-feira (8), foi mais uma demonstração do banal. Assisti pela televisão (canal SporTV) a farta distribuição de troféus e cheques. A festa foi no MAM (Museu de Arte Moderna) liderada pela Rede Globo. Desde os apresentadores (Marcos Palmeira e Toni Ramos), passando pela dupla fantástica Patrícia Poeta e Zeca Camargo, e outros atores globais. Tivemos o Thiago Silva (Craque da Galera) eleito com mais de 1,2 milhão de votos e Hernanes, Craque do Campeonato Brasileiro (escolhido pelos mais de 500 profissionais).</p>
<p>Em tempo: Aproveito a oportunidade para noticiar a concordata pedida pelo Grupo  Tribune, dos Estados Unidos. Está na primeira página dO Globo. “Afundado em dívidas de US$ 13 bilhões, um dos maiores conglomerados de mídia dos EUA, o Tribune, que publica o “Los Angeles Times”, pediu concordada. O “NYT” (New York Times) quer hipotecar sua sede”. É a crise que varre os mercados internacionais, ou a má-gestão empresarial?</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Chega de brecha]]></title>
<link>http://perspectivapolitica.wordpress.com/2008/11/27/chega-de-brecha/</link>
<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 19:43:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Kazuhiro</dc:creator>
<guid>http://perspectivapolitica.wordpress.com/2008/11/27/chega-de-brecha/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Campanhas em SP ocultam R$ 42,7 milhões em doações&#8221; Pode ser estranho ler uma manchete ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u472207.shtml" target="_blank">&#8220;Campanhas em SP ocultam R$ 42,7 milhões em doações&#8221;</a></p>
<p style="text-align:justify;">Pode ser estranho ler uma manchete como a que está acima, porém, é isso mesmo que vai acontecer. Os habitantes de São Paulo, e isso ocorre em todas as cidades, não poderão saber de onde vieram R$ 42,7 milhões de reais doados para as principais campanhas à Prefeitura da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Ocorre que esse dinheiro foi contabilizado e justificado como doação partidária, ou seja, recursos repassados diretamente dos partidos. Como qualquer um pode supor, essas doações são oriundas de diversas empresas e pessoas que têm interesse em ter contribuído com uma campanha à Prefeitura, porém, o doador não é revelado, utilizando-se o instrumento da doação partidária.</p>
<p style="text-align:justify;">Como bem explica a reportagem, referendada acima, da Folha Online:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Para omitir seus colaborares, os partidos recorrem a uma intrincada engenharia. Os doadores dão dinheiro ao comando nacional dos partidos, que repassam para os comitês financeiros, que, por sua vez, abastecem as contas dos candidatos</p>
<p style="text-align:justify;">Pela lei, os partidos políticos têm até o último dia de abril para prestar contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas nelas só será possível saber quem contribuiu para determinada sigla. Não o beneficiário final do dinheiro&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Toda essa situação é um absurdo e um ataque aos direitos dos cidadãos. É obrigatória a publicidade das doações de campanha e este tipo de artifício se vale, espertamente, de uma brecha legal. Além disso, esse artifício impede que os cidadãos possam ser bons vigilantes da administração pública no sentido de verificar se um político eleito está favorecendo os interesses de um doador de sua campanha.</p>
<p style="text-align:justify;">E mais, seguindo o ditado de que &#8220;quem não deve, não teme&#8221;, é inevitável interpretar as doações ocultas como sendo justamente as que despertam suspeitas. Um doador que quer se esconder levanta todo o tipo de suspeita sobre com que intenções concedeu a doação.</p>
<p style="text-align:justify;">Cabe ao direito eleitoral brasileiro fechar essa brecha, protegendo os direitos dos cidadãos, auxiliando a vigilância da administração pública e moralizando, pelo menos um pouco, a política.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Lula elegerá um poste?]]></title>
<link>http://setepalmos.wordpress.com/2008/11/19/lula-elegera-um-poste/</link>
<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 15:21:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>setepalmos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma das perguntas mais repetidas durante as eleições Municipais ocorridas neste presente ano, seria ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Uma das perguntas mais repetidas durante as eleições Municipais ocorridas neste presente ano, seria sobre o peso que o apoio dado pelo Presidente Lula representaria num pleito. Desta maneira, se especulou sobre a mesma influência em um cenário distinto, qual seja, as eleições presidenciais de 2010.</p>
<p>Assim, a análise da grande mídia foi lastreada nos resultados. Aos Democratas (PFL), coube a maior e solitária glória, São Paulo. Esta vitória, seria um sinal, apontando como uma largada pontual das pretensões do Governador José Serra.</p>
<p>Já na Blogsfera, a voz não foi uníssona, e sim como num clássico de futebol em uma final de Estadual – de um lado alinhados ao Governo, de outro a Oposição. Ambos os lados, concluíram que deixaram o pleito vitoriosos, mas neste particular não há novidade. É do ser humano moldar o real ao seu interesse.</p>
<p>Outros parâmetros seguiam as análises: Qual dos partidos havia elegido mais candidatos entre as Capitais? Entre as 100 maiores cidades do Brasil? E levando a análise para o número absoluto de votos?</p>
<p>De qualquer modo, vozes totalmente distantes concluíram que houve uma derrota do Governo Federal em Natal. Idelber Avelar, em seu excelente “<a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/10/cobertura_das_eleicoes_municipais.php">O Biscoito Fino e a Massa</a>”, aponta o fato, porém em tom distinto, por exemplo, do proferido por <a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/10/agripino-d-uma-surra-eleitoral-em-lula.html">Reinaldo Azevedo</a>, em sua coluna no sítio da Revista Veja, ou em referencia ao publicado por <a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2008-10-05_2008-10-11.html">Josias de Sousa</a>, em seu blog na Folha Online.</p>
<p>A eleição municipal da capital potiguar ganhou destaque, pois havia de um lado a candidata Fátima Bezerra, amiga pessoal do Presidente Lula, que costurou para a mesma uma forte aliança, composta pelo Presidente do Senado Federal, o ex-governador Garibaldi Alves, pela governadora Wilma de Farias, e pelo atual prefeito Carlos Eduardo.</p>
<p>De outro lado, teríamos apenas a candidata Micarla de Sousa, Deputada Estadual em seu primeiro mandato, e apoiada por um dos líderes da oposição ao Governo Federal, o Senador Agripino Maia (aquele mesmo, que levou um surra ideológica da Ministra Dilma Roussef).</p>
<p>A perda teria a sua dor capitaneada pelo esforço pessoal do Presidente Lula, que teve apresentação em voz emocional, chegando a desferir ataques ao Senador Agripino Maia, no Comício realizado na visita do Presidente (postura de exceção às outras disputas Municipais).</p>
<p>Então, como explicar uma Deputada Federal reconhecida (relatora por exemplo, do Fundeb), com apoio do Presidente do Senado, da Governadora e do atual Prefeito, perder a eleição para uma Deputada Estadual debutante, apoiada apenas por um dos tradicionais caciques do Estado?</p>
<p>Para responder tal questão, devemos nos ater que em uma eleição municipal, os fatores regionais são peculiares. Comecemos analisando quem dava o apoio a quem. Temos de um lado, Garibaldi Alves Filho, Carlos Eduardo Alves, e Wilma “Maia” de Farias. De outro pórtico, Micarla de Sousa, era apoiada pelo Senador Agripino Maia.</p>
<p>Historicamente, a terra potiguar possui duas Oligarquias, os Alves, e os Maias, sempre se revezando no poder. E a candidata Fátima, surgiu na política, como uma nova força. É uma educadora, que após integrar lutas sindicais, ingressou na política estatal, sempre combatendo os clãs Maia e Alves.</p>
<p>Já Micarla de Sousa, é filha de um político tradicional do Estado, o falecido Senador Carlos Alberto de Sousa. De seu pai, herdou a concessionária da TV SBT, enquanto o Senador Agripino Maia, possui a retransmissora da Record, e a &#8220;borboleta&#8221; ainda havia capitaneado uma exposição diária em seu bem sucedido programa, “60 minutos”.</p>
<p>Além disto, Micarla foi eleita vice prefeita na gestão do atual prefeito, se afastando do cargo depois do sucesso na disputa como Deputada Estadual. Um nome, portanto, que não representava uma cisão na bem avaliada administração municipal.</p>
<p>Em relação à candidata derrotada, pairava o fantasma de sua homossexualidade, explorada em outros pleitos (fator importante, em uma cidadepor demais provinciana e conservadora), e também a larga aliança constituída. Se em um dado prisma, Fátima Bezerra era apontada como pouco confiável, por ter se aliado a adversários históricos, esta em outro aspecto nunca foi uma aliança de fato.</p>
<p>Natal é uma cidade com muitos funcionários municipais, muitos cargos de indicação. Natal, por exemplo, possui mais cargos de indicação que a cidade de Recife, que possui o dobro da população. As bases que seriam utilizadas na campanha de Fátima, pelo apoio de seus aliados, com o sucesso de Fátima iriam provavelmente deixar os seus cargos, o que não necessariamente ocorreria com a vitória de Micarla.</p>
<p>Assim, não é verossímil a assertiva que a vitória de Micarla representou uma vitória de José Agripino, como apontam Josias de Souza e Reinaldo Azevedo. Nem nomeadamente uma derrota de Lula, e prova de que o mesmo não transfere votos o suficiente para garantir a eleição de alguém. É ingênuo dar esta propriedade ao apoio do Presidente.</p>
<p>Em verdade, Natal em sua Câmara de Vereadores não possui nenhum membro do PT, e apenas um vereador de oposição (George Câmara, do PC do B), o que demonstra que uma votação de 40% obtida por Lula e Fátima, em uma cidade de viés de direita, não deveria ser vista como uma clamorosa derrota.</p>
<p>Fatores locais são os de propriedade realmente decisiva.</p>
<p>Finalmente, no cenário eleitoral federal, quem (pelo bem, e pelo mal) possui mais poder de transferência, que o Luís Inácio Lula da Silva?</p>
</div>]]></content:encoded>
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