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	<title>elio-gaspari &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/elio-gaspari/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "elio-gaspari"</description>
	<pubDate>Tue, 21 May 2013 02:25:12 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Série Grandes Cabeças Degoladoras 03]]></title>
<link>http://marcosschmidt.wordpress.com/2009/05/12/serie-grandes-cabecas-degoladoras-03/</link>
<pubDate>Tue, 12 May 2009 14:57:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosschmidt</dc:creator>
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<description><![CDATA[Deixando um pouco as forças armadas de lado, merece registro na Série Grandes Cabeças Degoladoras um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://marcosschmidt.files.wordpress.com/2009/05/bispo_sigaud.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="bispo_sigaud_sm" src="http://marcosschmidt.files.wordpress.com/2009/05/bispo_sigaud_sm.jpg?w=450&#038;h=652" alt="bispo_sigaud_sm" width="450" height="652" /></a></p>
<p>Deixando um pouco as forças armadas de lado, merece registro na Série Grandes Cabeças Degoladoras um típico e exemplar membro da sagrada Igreja Católica Apostólica Romana, que tanta alegria, paz e justiça têm trazido ao mundo com sua mensagem de amor, igualdade e fraternidade. Porque, antes de tudo, a Igreja, enquanto instituição, é santa e não erra nunca.</p>
<p>Afinal, ontem mesmo, na <a href="http://www.diocajazeiras.com.br/htdocs/modules/news/article.php?storyid=296" target="_blank">nota</a> divulgada pela Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, por causa dos videozinhos que mostram o <a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-05-10_2009-05-16.html#2009_05-11_21_42_17-10045644-28" target="_blank">Padre Duarte</a> tendo um pouquinho de diversão, quando um seus de seus membros é apanhado mostrando “<em>sua parte humana e pecadora</em>” isso não tira “<em>sua origem divina e santa</em>”.</p>
<p>(Portanto, meu caro leitor, sempre que ouvir falar de padre que molesta criancinha, o que você deve fazer é “rezar pelos pecadores e pela santificação dos padres”. )</p>
<p>Mas estou divagando. O que quero mesmo é destacar o ilustre D. Geraldo de Proença Sigaud, arcebispo metropolitano da arquidiocese de Diamantina entre 1961 e 1980 e um dos fundadores da, veja você, TFP, humildemente retratado aqui numa aquarelinha singela.</p>
<p>Vale sua inclusão nesta série de homens sérios e preocupados com os destinos da República por causa de sua apaixonada defesa dos métodos utilizados pelo porão da ditadura. Repetiu mais de uma vez: “<em>confissões não se conseguem com bombons</em>.”</p>
<p>Homem fraterno e corajoso. Um sonho de valsa prá ele.</p>
<p>E que Deus nos ilumine a todos!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Série Grandes Cabeças Degoladoras 02]]></title>
<link>http://marcosschmidt.wordpress.com/2009/05/11/serie-grandes-cabecas-degoladoras-02/</link>
<pubDate>Mon, 11 May 2009 14:51:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosschmidt</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não basta cuidar da própria casa, é preciso estar atento aos perigos do quintal do vizinho. O comand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marcosschmidt.files.wordpress.com/2009/05/breno1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-69" title="breno_sm" src="http://marcosschmidt.files.wordpress.com/2009/05/breno_sm.jpg?w=449&#038;h=635" alt="breno_sm" width="449" height="635" /></a></p>
<p>Não basta cuidar da própria casa, é preciso estar atento aos perigos do quintal do vizinho.</p>
<p>O comandante do III Exército, Breno Borges Fortes (1908- 1982), muito cioso de seu dever de guardião da fronteira planejou uma invasão ao Uruguai caso o candidato subversivo do capeta saísse vencedor da eleição presidencial de 1971. Não ganhou, e o exército não invadiu o Uruguai.</p>
<p>Um Tom Zé que eu gostava mais escreveu há muito tempo: <em>“Senhor Cidadão, eu quero saber, eu quero saber: com quantas mortes no peito se faz a seriedade?”</em></p>
<p>O general Breno, vê-se, é um homem muito sério.</p>
<p>Olhando para ele, chego até pensar em fisiognomia&#8230; Mas daí eu tiro isso da cabeça. Não vamos apelar, não é?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Série Grandes Cabeças Degoladoras 01]]></title>
<link>http://marcosschmidt.wordpress.com/2009/05/11/serie-grandes-cabecas-degoladoras-01/</link>
<pubDate>Mon, 11 May 2009 14:23:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosschmidt</dc:creator>
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<description><![CDATA[Inicio esta série com o espantoso general do II Exército Humberto de Souza Mello (1908-1974). Homem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://marcosschmidt.files.wordpress.com/2009/05/humberto_mello.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-62 aligncenter" title="humberto_mello_sm" src="http://marcosschmidt.files.wordpress.com/2009/05/humberto_mello_sm.jpg?w=358&#038;h=500" alt="humberto_mello_sm" width="358" height="500" /></a></p>
<p>Inicio esta série com o espantoso general do II Exército Humberto de Souza Mello (1908-1974). Homem grande, pai de filha espírita, festeiro e falador.</p>
<p>Lê-se na página 193 de “A Ditadura Derrotada”, de Elio Gaspari:</p>
<p><em>(&#8230;) achava que a censura era pouca: “Isto nos leva a dar combate ao inimigo subversivo que utiliza, como instrumentos bélicos em sua insidiosa guerra revolucionária, armas convencionais brancas e de fogo, e também a palavra escrita e falada, o teatro, a televisão e o cinema para a pregação de um materialismo selvagem e demoníaco”. </em></p>
<p>Piada interna dos bivaques, no mesmo livro:</p>
<p><em>(&#8230;) um distúrbio intestinal derrubou o obeso Humberto Mello no palanque das autoridades que recebiam o presidente boliviano em Mato Grosso. “O que ele teve”, perguntou dias depois Heitor Ferreira ao general Figueiredo. “Uma idéia”, respondeu o chefe do gabinete Militar. </em></p>
<p><em></em>Humberto Mello pretendia-se sucessor de Médici. Não foi.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Voto em lista]]></title>
<link>http://strehl.wordpress.com/2009/05/06/voto-em-lista/</link>
<pubDate>Wed, 06 May 2009 23:59:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>strehl</dc:creator>
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<description><![CDATA[No último domingo, na FSP, o jornalista Elio Gaspari brilhantemente ataca a proposta de voto em list]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { size: 8.5in 11in; margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } --></p>
<p style="margin-bottom:0;">No último domingo, na FSP, o jornalista Elio Gaspari brilhantemente ataca a proposta de voto em lista que esta para ser apreciada no Congresso Nacional. O jornalista repete argumentos já anteriormente expostos, como o reforço da burocracia partidária, o problema da representação, etc. Poderíamos pensar que ele defende o voto direto para representação parlamentar, o voto distrital, em que, em eleições majoritárias, os eleitores elegem os deputados, mas não. Em artigo anterior (2008), ele contraria esta hipótese também. Mas o que, afinal, defende o jornalista (e a Rede Globo, vejo agora)? O que existe hoje, um sistema em que o voto é em listas e a posição na lista é determinada pelo número de votos.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Este sistema baseia-se na ilusão de que o eleitor escolhe o candidato. Ilusão, porque ele geralmente vota em um e eleger outro, pois o número de deputados por partido é determinado pelo número de votos na lista. Há situações exdrúxulas neste sistema. Um eleitor tucano (que votou um deputado “jovem” e liberal) pode acabar elegendo um pastor evangélico do DEM. Um eleitor do pseudo-trotskista do PT acaba elegendo alguém do PR, e assim vai. Quem se beneficia? Os candidatos arrivistas, radialistas, sem tradição partidária. Ganham pessoas que tem exposição própria e independente de partidos políticos.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Por outro lado e falado que o sistema de listas só interessa ã burocracia partidária. Há esta possibilidade, mas neste caso a burocracia estará exposta a cada eleição e é ela que será avaliada, cabendo ao eleitor escolher. Além disto, esta burocracia é eleita pelos filiados, que neste caso podem mudá-la, bastando para tanto a mobilização nos foros partidários. Em partidos democráticos este modo de escolha pode levar ao rodízio de parlamentares, por exemplo. Em todo o caso, saem fortalecidos os partidos, a fidelidade e, consequentemente, a governabilidade.</p>
<p style="margin-bottom:0;">É ideal? Claro que não, ideal seria “Todo Poder aos Sovietes”. No caso da democracia burguesa, quanto mais próximo dos eleitores os eleitos, melhor. Assim, o voto distrital é o melhor possível, ou o voto distrital misto, em que parte dos deputados vêm da lista e parte vem dos distritos. Agora, como é hoje, é um convite ao voto nulo, o mais seguro e o único que está sob o controle do eleitor.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Que venha 2010!!!]]></title>
<link>http://debatepronto.wordpress.com/2009/04/29/que-venha-2010/</link>
<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 13:26:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>debatepronto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quem acompanha o blog desde o início, sabe o que eu penso da corrida eleitoral começar cada vez mais]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acompanha o blog desde o início, sabe o que eu penso da corrida eleitoral começar cada vez mais cedo. Nem Fómula 1 eu suporto as 3 da manhã. Imaginem, 2 anos acompanhando quem vai ou não vai ser candidato. Agora, se tem alguma coisa pior que isto, é apelar.</p>
<p>Se você tem alguma dúvida sobre a capacidade do ser humano em apelar, e ir até o fundo do poço, leia a reportagem abaixo e em seguida o texto trabalhado por Elio Gaspari (em dose dupla no blog hoje) e reflita. O que me dá medo é resgatar no povo a famosa &#8220;síndrome do coitadinho&#8221;. Passo.</p>
<p>Daniel Pinheiro</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:14pt;">Pesquisa medirá efeito eleitoral da doença</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em><span>Estrategistas da pré-candidatura vão pedir levantamento sobre a recepção popular à notícia do tratamento contra câncer de Dilma. Preocupação principal das cúpulas do governo e do partido é com a leitura das faixas de menor renda e de menor escolaridade.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Por: Kennedy Alencar. Folha de São Paulo.</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Além do resultado do tratamento médico, o Palácio do Planalto e o PT se preocupam com a administração do impacto político no eleitorado da revelação de que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) faz quimioterapia preventiva contra um câncer. A ministra é potencial candidata à Presidência.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Apesar do discurso otimista, a Folha apurou que há dúvidas nas cúpulas do governo e do PT. Uma pesquisa será feita por estrategistas da eventual candidatura presidencial de Dilma para avaliar a recepção da notícia de que a ministra extraiu um tumor maligno e de que necessitará de quatro meses de quimioterapia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A preocupação maior é com a leitura das faixas do eleitorado de menor renda e de menor escolaridade -se será mais positiva ou negativa. Há uma solidariedade natural a alguém que luta contra uma doença que poderia até fortalecer a eventual candidatura, elevando a taxa de intenção de voto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Na última pesquisa Datafolha, de março, Dilma obteve 11% no cenário em que concorre com José Serra (PSDB).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">No entanto, o câncer ainda é uma espécie de tabu para os estratos mais pobres e menos escolarizados, sendo uma doença ainda bastante associada à ideia de fatalidade. Por isso o governo e o PT têm insistido na argumentação dos médicos de que a chance de cura é de mais de 90%, porque o tumor foi descoberto em estágio inicial.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O temor do governo e do PT é que, mesmo curada, prevaleça a leitura de que Dilma poderá ter um problema sério de saúde no futuro, que possa comprometer seu desempenho caso seja candidata e vença a disputa presidencial de outubro do ano que vem.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Cautela</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A oposição tem tratado com cautela o assunto, mas a saúde é um fator importante para quem deseja ser candidato à Presidência. Numa campanha, evento em que naturalmente há acirramento de ânimos, o PT avalia que a oposição poderia relembrar enfaticamente o trauma que o Brasil sofreu com a morte de Tancredo Neves, em 1985, presidente eleito que não chegou a assumir o cargo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Quem conversou com Lula reservadamente nos últimos dias notou preocupação, mas, por ora, uma certeza: Dilma é mesmo a sua candidata. Não é um discurso da boca para fora.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O presidente conversou com médicos de sua confiança, que disseram a ele que, se o tratamento preventivo for um sucesso, a ministra não terá empecilho de saúde para disputar o Palácio do Planalto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A ordem presidencial, portanto, é reforçar o discurso otimista e divulgar que o câncer, ao contrário do passado, é hoje uma doença que pode ser mais facilmente curada. Nas próximas semanas, creem estrategistas políticos do PT, já será possível medir em pesquisa a reação do eleitorado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mas é considerado fundamental a forma como Dilma reagirá ao tratamento. Por ora, ela tem demonstrado boa disposição física e psicológica. O tratamento está previsto para durar quatro meses.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:14pt;">&#8220;Com essas coisas a gente não brinca&#8221;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><em>Nosso Guia considera &#8220;burrice&#8221; especular sobre a saúde de Dilma Rousseff, mas burrice seria não fazê-lo.</em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Por: Elio Gaspari. Folha de São Paulo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">LULA E DILMA Rousseff tornaram-se personagens de um dilema que poderá marcar a história do país. Ambos deverão decidir se o câncer linfático da ministra é ou não um impedimento para que ela se lance numa campanha presidencial, com o compromisso de governar o país por quatro anos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Se o Brasil tem 100 milhões de técnicos de futebol, daqui a pouco terá 100 milhões de oncologistas. A eles se juntam feiticeiros que pretendem transformar um câncer em anabolizante politico. Quando o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que, com a doença, Dilma talvez &#8220;possa se fortalecer&#8221;, subordina um problema real às fantasias da marquetagem. (O câncer de pele de John McCain, operado em 2000 e 2002, foi mantido longe de sua agenda.)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Quando Lula diz que Dilma &#8220;não tem mais nada&#8221;, está recorrendo ao vodu político. É compreensível que deseje o melhor para sua candidata, mas, na posição que ocupa, propaga uma atitude emocional que confunde o problema e compromete sua própria capacidade de decidir. Nosso Guia considera &#8220;burrice&#8221; e desrespeito especular sobre o assunto, mas burrice seria não fazê-lo. Tanto é assim que ambos especulam sobre o prognóstico, sabendo que, no sentido clínico da expressão, nenhum médico é capaz de dizer que a candidata &#8220;não tem mais nada&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Julgamentos contaminados por interesses estranhos à medicina já causaram danos à vida do país e dos próprios pacientes. Os fatores políticos contaminam questões médicas quando buscam prognósticos que confirmem desejos. É o &#8220;dá para levar&#8221;. Nele, em 1985, perdeu a vida Tancredo Neves. O presidente eleito escondia seus padecimentos, coisa que Dilma Rousseff não fez. Sofria de dores no abdome e tinha até mesmo dificuldade para caminhar, mas acreditou que podia &#8220;levar&#8221; até o dia de sua posse. Não deu. Chegou ao hospital com um quadro infeccioso, caiu num teatro de mentiras e inépcias que terminou matando-o. A morte de Tancredo custou ao país a posse de um vice abatido pela ilegitimidade e nela esteve a raiz das limitações que marcaram todo o governo de José Sarney.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Noutro caso, em 1966, o chefe do serviço médico da Presidência diagnosticou que o marechal Arthur da Costa e Silva, ministro do Exército e candidato à Presidência, &#8220;estava mais entupido que pardieiro&#8221;. Um de seus colaboradores diretos recebeu a informação e respondeu: &#8220;Agora não tem volta&#8221;. Em 1969, Costa e Silva sofreu uma isquemia cerebral e os comandantes militares atiraram o país no maior período de anarquia militar de sua história.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Nos dois casos, a estratégia do &#8220;vai dar&#8221; enfeitiçou os feiticeiros. Num, Tancredo não fez o que devia. No outro, Costa e Silva candidatou-se ao que não podia. Pensando-se que &#8220;ia dar&#8221;, aumentou-se o risco e chegou-se a uma situação na qual só restava o desfecho trágico.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Lula tem no Planalto um exemplo oposto. José Alencar tratou o seu câncer com honesta exposição e, depois de seis cirurgias, uma das quais com 18 horas de duração, pode assegurar que conservou a capacidade para exercer o cargo de vice-presidente. Contudo, como dizia Stanislaw Ponte Preta, o vice acorda mais cedo para ficar mais tempo sem fazer nada.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">No melhor cenário, Lula poderá seguir seu próprio conselho: &#8220;Com essas coisas a gente não brinca&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AirViúva. Por Elio Gaspari. Não falei???]]></title>
<link>http://debatepronto.wordpress.com/2009/04/29/airviuva-por-elio-gaspari-nao-falei/</link>
<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 12:55:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>debatepronto</dc:creator>
<guid>http://debatepronto.wordpress.com/2009/04/29/airviuva-por-elio-gaspari-nao-falei/</guid>
<description><![CDATA[A indignação de vários deputados não é com o ocorrido, mas sim, pelo interesse que o tema gerou na p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A indignação de vários deputados não é com o ocorrido, mas sim, pelo interesse que o tema gerou na população. Sim, concordo: o escândalo parece realmente bobo, não é fundamentalmente ilegal, e no fim, é só um deslize moral. Deslize moral???</p>
<p>O mais interessante nisso, é que há 10 anos atrás o tema talvez não chamasse tanta atenção. Não, o que mudou não foi a consciência do povo em um surto de moralidade repentina, mas sim, a camada que passou a perceber o que é uma passagem aérea é que aumentou. Agradecimentos à Gol, que na época era uma &#8220;linha aérea inteligente&#8221;, e parece que &#8220;emburreceu&#8221;!</p>
<p>Barrinhas de cereal à parte, continuo dizendo: se tiver algum deputado interessado em financiar visitas a minha família, até posso auxiliar num projetinho básico ou coisa assim, como forma de gratidão. Não, eles não moram em Paris, Milão, Nova York. É no Rio Grande do Norte mesmo. E eu não sou ator global. Espero que o &#8220;surto&#8221; de consciência do que é ou não moral contamine pelo menos uns 10 milhões. De habitantes. Quem sabe, não reconhecemos nossos papéis?</p>
<p>A recomendação do material que segue abaixo é do Paulo Rink. E acertou em cheio! O texto do Elio Gaspari, sempre muito lúcido e sagaz, me inspira a dizer: e que venha a próxima crise da moda!!! Ah, optei por deixar o texto na íntegra, pois as demais informações são sempre interessantes. Enjoy.</p>
<p>Daniel Pinheiro</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:14pt;">AirViúva, a preferida dos milionários</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Publicado em: 26/04/2009. Agência O Globo. Gazeta do Povo</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Por: Elio Gaspari</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Um cruzamento da lista dos deputados que foram ao exterior com o dinheiro da Viúva e as declarações patrimoniais de cada um deles à Justiça Eleitoral em 2006 informa: a média do ervanário de 214 parlamentares que listaram bens fica em R$ 2,8 milhões. Os cinco deputados que mais viajaram (Dagoberto Nogueira, Léo Alcântara, Marcelo Teixeira, Arnaldo Faria de Sá e Jilmar Tatto, com 167 passagens) são todos milionários.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Há algo de voracidade nisso, sobretudo quando se vê que os dois deputados mais ricos da lista, Odílio Balbinotti (R$ 123,8 milhões) e Sandro Mabel (R$ 70 milhões), tungaram a Viúva em apenas dez bilhetes. Se eles não tivessem tirado essas passagens, a média patrimonial dos viajantes cairia para pouco mais de R$ 1 milhão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Num caso, o cruzamento da exuberância turística contraria a modéstia patrimonial. O deputado Paulo Henrique Lustosa beneficiou-se com 24 bilhetes no circuito Paris-Madri-Nova Iorque, mas seu patrimônio declarado resume-se a R$ 145 mil.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A defesa da farra no plenário da Câmara indica apenas que os doutores não estão entendendo nada. Quem paga essas contas é uma patuleia que pouco viaja ao exterior e, quando o faz, economiza centavos para comprar um iPod pela metade do preço.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, bem como o senador José Sarney, são parlamentares experimentados, e sabem que a lista de deputados viajantes divulgada pela turma do Congresso em Foco é apenas um aperitivo. Vem aí uma chuva de merteoritos. Elio avisa que é assim mesmo! (Como a chuva ainda não ocorreu, é impossível assegurar a composição química do merteorito, mas pode-se supô-la.)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Temer e Sarney podem explicar aos seus pares que não há outro caminho. Devem contar ao baixo clero que Adolf Eichmann, o homem mais procurado do século passado, escondeu-se na periferia miserável de Buenos Aires e foi descoberto por um cego. (Essa história vai contada logo abaixo.) Os alemães não queriam procurar seus bandidos, os americanos queriam cooptá-los. Em suma, parecia melhor fingir que não se via. O cego viu. (O patrimônio dos doutores está no blog do jornalista Fernando Rodrigues.)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Quando ninguém via, o cego enxergou</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O coronel Adolf Eichmann, da tropa de elite nazista, foi o gerente da máquina de extermínio que matou cerca de seis milhões de judeus. Acabada a guerra, escondeu-se e, em 1950, fugiu para a Itália. De lá foi para a Argentina. (Seu navio passou rapidamente pelo Rio.)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Com o nome de Ricardo Klement, Eichmann viveu entre fracassos e pequenos empregos. Morava com a mulher e os dois filhos na periferia de Buenos Aires, numa casa sem água, luz ou esgoto. Fingia ser o segundo marido da viúva do coronel, mas os filhos usavam seu sobrenome. Um deles, Nick, defendeu o extermínio dos judeus durante uma conversa na casa de uma namorada. O pai da garota, Lothar Hermann, era um advogado cego que ocultava sua ascendência judaica e perdera a visão na Alemanha, depois de uma surra de nazistas. Ele passou suas suspeitas adiante. Em 1958, um agente do Mossad foi mandado a Buenos Aires, vigiou a casa onde vivia o suspeito e concluiu que o poderoso Eichmann jamais viveria num fim de mundo. Acreditava-se que ele enriquecera pilhando e extorquindo judeus.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Lothar Hermann insistiu. Um segundo agente reuniu-se com ele e, a partir daí, a operação começou a ser montada. O resto é história. Eichmann foi capturado em maio de 1960 quando desceu de um ônibus. Levado secretamente para Tel Aviv, foi julgado e enforcado em 1962. (Essa história não é nova, mas está muito bem contada num livro que acaba de sair nos EUA: “Hunting Eichmann” (Caçando Eichmann), do jornalista Neal Bascomb.)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Papel de bobo</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Pode-se acusar o Congresso de tudo, mas será injusto atribuir ao Senado a iniciativa de pendurar na Medida Provisória 449 um dispositivo que concederá às empresas exportadoras um crédito de 15% sobre o valor de suas operações até dezembro de 2002. A mola propulsora da iniciativa está no Ministério da Fazenda. Lá, o ministro Guido Mantega e os empresários negociam um acordo para encerrar uma velha batalha judicial. Os senadores foram estimulados a desfilar como ala bem ensaiada na rabeira de escola de samba de mau enredo, harmonia atravessada e alegorias saqueadas. Em vez de o governo botar a cara na vitrine, deu um jeito de jogar o entulho na porta do Parlamento. Segundo cálculos feitos na Receita Federal, o crédito renderá aos exportadores um benefício tributário de R$ 250 bilhões (20 programas Bolsa Família). Essa conta é duramente contestada pelos empresários. Pode ficar entre R$ 53 bilhões (cinco Bolsas) e R$ 150 bilhões (12 Bolsas), caso o Supremo Tribunal decida julgar o litígio e dê razão aos empresários.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O jogo limpo recomendaria que o governo assumisse o patrocínio da causa com uma nova medida provisória, defendendo lisamente os seus interesses. Ele pode até ter razão, mas, fazendo as coisas no escurinho do plenário, leva água para a sistemática desmoralização do Congresso. O Planalto, os empresários e gente boa do Supremo sabem que essa conta foi para o Senado porque os negociadores suspenderam as conversações com seus amigos na Câmara. O preço político, digamos assim, tornara-se absurdo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Concorrência</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">No início do ano, o Planalto torrou algumas centenas de milhares de dólares canalizando anúncios da Petrobras, do BNDES e da Embratur para um encarte publicitário da prestigiosa revista “Foreign Affairs”. (Esses encartes servem a uma clientela de emires do Golfo, sobas africanos e macaquitos latino-americanos.) A vaidade tucana teve a sua vez. O último número da “Foreign Policy” tem um encarte de 16 páginas intitulado “São Paulo – O aroma doce do sucesso”, com um anúncio de página inteira da Sabesp e duas tripinhas da Unicamp e do Banco do Brasil. (Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, é um dos entrevistados num texto sobre qualidade de vida.) Uma frase publicada no encarte ajudará a campanha eleitoral dos doutores: “Uma das maiores frotas de helicópteros do mundo ajuda os executivos a se livrar do trânsito”. Quem não tem helicóptero deve ralar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Papelório</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O Supremo Tribunal Federal está a poucos passos de uma guerra de dossiês.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Dia e hora</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A crise da Câmara terá a sua hora da verdade. Ela ocorrerá durante a tramitação do processo de cassação do mandato do deputado-castelão Edmar Moreira. O exame do uso das verbas indenizatórias tomará conta do debate. Quem conhece a papelada acredita que o estrago será superior ao das passagens para o exterior, que atingiu metade do plenário.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><strong>Cena da crise</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Na semana passada, um jovem circulava pelos vagões do metrô de Nova Iorque avisando: “Eu não estou pedindo dinheiro. Preciso é de emprego”. Ele distribuía cópias do seu currículo, onde constava o diploma de administrador de empresas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FOLHA PUBLICA MAPA ASTRAL DE DILMA              EM PRIMEIRA PÁGINA;                AUTENTICIDADE É QUESTIONADA]]></title>
<link>http://niveldebrasil.wordpress.com/2009/04/28/escritonasestrelas/</link>
<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 00:43:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>niveldebrasil</dc:creator>
<guid>http://niveldebrasil.wordpress.com/2009/04/28/escritonasestrelas/</guid>
<description><![CDATA[CRISE Alguns dias após admitir ter publicado a ficha criminal da então jovem Dilma “Vana” Roussef se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://niveldebrasil.files.wordpress.com/2009/04/folha-copy.jpg?w=450&#038;h=630" alt="folha-copy" title="folha-copy" width="450" height="630" class="aligncenter size-full wp-image-103" /></p>
<p><strong>CRISE</strong><br />
<a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=534IMQ011">Alguns dias após admitir ter publicado a ficha criminal</a> da então jovem Dilma “Vana” Roussef sem a devida <a href="http://www.youtube.com/watch?v=82VzsssbalI">comprovação de autenticidade</a>, o jornal Folha de São Paulo se viu novamente enredado numa <a href="http://www.stf.jus.br/portal/cms/verTexto.asp?servico=sobreStfComposicaoComposicaoPlenariaApresentacao&#38;pagina=gilmarmendes">crise de relações públicas</a> ao divulgar informações potencialmente inverídicas a respeito da Ministra-Chefe da Casa Civil. </p>
<p><strong>PALPITE</strong><br />
A peça do repórter Fabio Racd, publicada no dia 27 de abril, afirma que o mapa em questão se encontra nos anais de Golbery do Couto e Silva, o mesmo arquivo utilizado por Elio Gaspari na composição dos livros integrantes das séries “As Ilusões Armadas” e “O Sacerdote e o Feiticeiro”, uma minuciosa investigação histórica da ditadura militar brasileira. Segundo Gaspari, “não é impossível que uma evidência dessas tenha sido parte do acervo de Couto e Silva. O seu apelido de quartel era <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1CHLsN29AEA">Bruxo</a> por causa de suas inclinações místicas. Pouca gente sabe disso, mas o SNI [Serviço Nacional de Informação] guardava em suas gavetas perfis astrológicos de diversas figuras consideradas subversivas. Agora, a minha opinião é que esse mapa é fabricado uma vez que alguém de um signo de fogo com lua em aquário nunca teria tido o ímpeto de fazer as coisas que Roussef fez; ela com certeza tem a <a href="http://www.marciamattos.com.br/lua_prof.html">lua em escopião</a>.”</p>
<p><strong>CONSELHO</strong><br />
Na manhã do mesmo dia 27 a Casa Civil emitiu um comunicado público em que nega peremptoriamente a validade do mapa astral. “A hora de nascimento da Ministra-Chefe da Casa Civil é dado confidencial e não se encontra disponível em nenhum arquivo público. O documento revela a candidatura presidencial da Ministra no pleito de 2010, algo que absolutamente não esta confirmado. Ademais, a Casa Civil gostaria de lembrar todas as vivandeiras de redação que o projeto do Conselho Federal de Jornalismo não foi arquivado.”</p>
<p><strong>CONCLUSÃO</strong><br />
Uma das reações mais virulentas ao episódio veio do <a href="http://www.olavodecarvalho.org/textos/astrologia.htm">filósofo e astrólogo aposentado Olavo de Carvalho</a>. Em artigo publicado no jornal <a href="http://www.vbs.tv/video.php?id=1662504227">Extra</a>, Carvalho recorre a argumentos astrológicos e escatológicos para justificar a sua posição: “Só uma degenerado com uma cloaca excretora no lugar do cérebro não consegue enxergar que esta tudo lá no mapa: o <a href="http://www.forum.com.br/inverno09/forum/">Foro de São Paulo</a>, a candidatura de Dilma, a cura do seu câncer, o golpe que virá e até mesmo o assassinato de Lula em 2011”.</p>
<p><strong>DÚVIDA</strong><br />
A confirmação da veracidade do mapa é difícil devido à privacidade do arquivo. Todos os documentos do SNI foram destruídos nos anos de desmonte do regime militar e ao contrário dos arquivos do DOPS [Departamento de Ordem Política e Social], aos quais é permitida a consulta pública, o mapa da Ministra-Chefe se encontraria sob a guarda dos filhos de Heitor Ferreira, secretário de Golbery. Emilio Ferreira, 95, um dos depositários do espólio, diz ter permitido a pesquisa a alguns repórteres: “não me recordo bem, mas eles vieram juntos e eram tão simpáticos! Louvaram a memória de papai e do Golbery e bateram continência, então sabia que eles não tinham <a href="http://www.grupoinconfidencia.com.br/principal.php">intenções</a> <a href="http://www.ternuma.com.br/">subversivas</a>”.</p>
<p><strong>IMPOSSIBILIDADE </strong><br />
Inquirido pela reportagem se o jornal teria cometido o mesmo erro duas vezes em menos de um mês, Racd, autor das reportagens, se defendeu: “Veja bem, a autenticidade da Astrologia como um todo não pode ser assegurada, bem como não pode ser descartada. O que eu posso garantir é que o mapa estava na mesma pasta “Arquivo de SP” em que se encontrava a ficha criminal de Dilma.” Questionado se havia se certificado da origem do documento, José Simão, chefe do departamento de checagem da Folha de São Paulo, afirmou apenas: “Buemba! Buemba! Vou pingar meu colírio alucinógeno. Nois sofre mas nois goza!”</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Sérgio Cabral e o "famigerado" muro]]></title>
<link>http://perspectivapolitica.wordpress.com/2009/04/01/sergio-cabral-e-o-famigerado-muro/</link>
<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 12:41:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Kazuhiro</dc:creator>
<guid>http://perspectivapolitica.wordpress.com/2009/04/01/sergio-cabral-e-o-famigerado-muro/</guid>
<description><![CDATA[Recentemente o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou uma medida que visa a contenção]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Recentemente o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou uma medida que visa a contenção das favelas cariocas: A construção de um muro ao redor delas.</p>
<p style="text-align:justify;">Para quem ainda não sabe, é isso mesmo. Sérgio Cabral pretende construir muros em certos limites atuais de algumas favelas do Rio de Janeiro para controlar o crescimento das mesmas.</p>
<p style="text-align:justify;">Com esta medida claramente paliativa e, com certeza, errônea, Cabral conseguiu uma proeza difícil de se realizar: Foi criticado por todos os lados do espectro político. Pessoas de direita, de esquerda, brasileiros, estrangeiros, todos estão receosos e fazendo críticas quanto ao projeto do atual Governador do Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Para ilustrar, reproduzo alguns comentários:</p>
<p style="text-align:justify;">Jornalista Aydano André Motta:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O que se esconde atrás do muro é puro, cristalino preconceito. O governo municipal, anacrônico como ele só, busca, com suas barreiras, sinalizar à classe média conservadora da Zona Sul que as favelas não vão crescer. Tenta agradar a turma que morre de medo de favelado, acha que lá só mora bandido &#8211; quando a esmagadora maioria dos habitantes, quase todos, é de trabalhadores honestos, gente que leva uma vida dura, sofre discriminação e, na maioria, serve aos bacanas.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">José Saramago:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">BBC:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O anúncio do governo do Rio de Janeiro de que pode construir um muro para cercar as favelas foi criticado por especialistas em direitos humanos e desenvolvimento urbano. O diretor do Programa de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, James Cavallaro, compara a proposta à decisão do governo de Israel de construir um muro na Palestina. &#8216;Infelizmente é uma situação de apartheid social. Todo mundo sabe que não vai dar certo&#8217;. Para o professor Jorge Fiori, da Universidade College London, o projeto de construir muros nas favelas do Rio contraria toda a política de integração. &#8216;O muro é um absurdo, vai contra tudo o que se tem feito em termos de favela no Rio de Janeiro, contra projetos que buscam a integração e não o isolamento das favelas&#8217;, diz Fiori, que é especializado em desenvolvimento urbano.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Elio Gaspari:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O mais famoso dos muros, o de Berlim, erguido em nome da defesa da moeda da Alemanha comunista. Para a utopia de um Rio sem favelas (ou sem os seus moradores), o Muro do Cabral cria a expectativa de uma cidade onde essa questão, mesmo sem ser resolvida, será contida fisicamente. Quando uma comunidade crê que muros resolvem problemas sociais e urbanos há algo de estranho acontecendo. Sobretudo quando ela é governada por um cidadão que defendeu o aborto como instrumento de política de segurança e classificou a Rocinha como &#8216;fábrica de produzir marginal&#8217;. Julgar Sérgio Cabral pelas excentricidades que fabrica banaliza os problemas do Estado que ele administra. A sério, ele piora. &#8220;</em></p>
<p style="text-align:justify;">Fica comprovado que Cabral está conseguindo unir todos contra ele. Com certeza o Governador terá uma luta pela reeleição bem difícil pela frente. Talvez impossível, dependendo de como as coisas caminharem.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a reeleição de Sérgio Cabral é o que menos me preocupa, pelo contrário, tomara mesmo que ele deixe o governo do Rio de Janeiro. O que tira o sono é o fato de que a besteira dos muros, por mais que venha a conseguir, paliativamente, conter o crescimento geográfico das favelas, poderá gerar problemas sociais catastróficos.</p>
<p style="text-align:justify;">Está na cara, para quem quiser ver, que as favelas devem ser urbanizadas, transformadas em bairros integrados aos outros mais nobres. Além disso, é óbvio para qualquer um que a favela tem, internamente, a sua lei própria, pois o Estado não faz presente a sua lei oficial. Há que se haver a entrada do Estado nas comunidades, com educação, saúde, saneamento básico e, também, lazer, para que os jovens se afastem das drogas e as novas gerações cresçam saudáveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Colocar os moradores de favelas entendendo que as pessoas mais abastadas são opressoras e que eles são interpretados por elas como merecedores de serem confinados poderá, além de não resolver o problema, criar um conflito de proporções gigantes e consequências tenebrosas.</p>
<p style="text-align:justify;">Que venha 2010 e alguém mais sensato passe a governar o Rio de Janeiro. Hoje temos um Governador que prega medidas no mínimo erradas e um Prefeito que se submete a essas ideias estapafúrdias.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Obama lá, Bush aqui]]></title>
<link>http://perspectivapolitica.wordpress.com/2009/01/25/obama-la-bush-aqui/</link>
<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 17:51:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Kazuhiro</dc:creator>
<guid>http://perspectivapolitica.wordpress.com/2009/01/25/obama-la-bush-aqui/</guid>
<description><![CDATA[Assim como fez Ricardo Noblat em seu blog, reproduzo comentário inteligente e totalmente correto do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Assim como fez Ricardo Noblat em seu <a title="Blog do Noblat" href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/" target="_blank">blog</a>, reproduzo comentário inteligente e totalmente correto do colunista Elio Gaspari, publicado no jornal &#8216;O Globo&#8217;.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;Tem muita gente boa aplaudindo Barack Obama porque ele proibiu a prática de torturas contra presos. O suplício mais conhecido era a simulação de afogamento. Um pedaço dessa mesma plateia emocionou-se com a valentia do Capitão Nascimento no filme &#8220;Tropa de Elite&#8221; e com o poder de persuasão de seus sacos de plástico. É um novo tipo de esquizofrenia política. O sujeito é Obama nos Estados Unidos e George Bush no Brasil.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Coisas (prometidas) da Folha]]></title>
<link>http://papagoiaba.wordpress.com/2009/01/20/coisas-prometidas-da-folha/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 16:58:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Julio Ibelli</dc:creator>
<guid>http://papagoiaba.wordpress.com/2009/01/20/coisas-prometidas-da-folha/</guid>
<description><![CDATA[O jornal parece preferir esperar que eles [os jovens] sozinhos, ao amadurecerem, venham a substituir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/stopmotion/2989715296/"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3222/2989715296_667db7d004.jpg?v=0" alt="" width="450" height="301" /></a></p>
<blockquote><p>O jornal parece preferir esperar que eles [os jovens] sozinhos, ao amadurecerem, venham a substituir seus pais e avós como leitores, apesar das indicações de que tal reposição não está acontecendo.</p></blockquote>
<p>Na coluna do Ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, <em>Como atrair os jovens para o jornal</em>, que apesar de ser fechada para assinantes do Folha e UOL, dá pra ler <a title="blog do Professor PC" href="http://blogdoprofessorpc.blogspot.com/2009/01/como-atrair-os-jovens-para-o-jornal.html" target="_blank">aqui</a>. Todas de domingo as citações deste post.</p>
<blockquote><p>Há 50 anos, acreditava-se que havia algum simbolismo deixando-se a vista do Congresso livre para a choldra que desembarcasse na rodoviária. Agora, o Memorial dos Presidentes funcionará como um tapume de concreto escondendo o Parlamento. Não deixa de ser um novo simbolismo.</p></blockquote>
<p>Na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1801200908.htm" target="_blank">coluna</a> do Elio Gaspari, sobre o polêmico novo monumento de Oscar Niemeyer em Brasília.</p>
<blockquote><p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u491041.shtml" target="_blank">O evento [Fashion Rocks] -que é realizado desde 2003 na Europa e nos EUA- reúne desfiles de moda com apresentação de cantores e bandas. Para o show no Rio, a organização pretende ter a presença de Shakira, Timbaland, Beyoncé e outros. A lista final dos participantes, inclusive estilistas brasileiros, deve ser divulgada durante a SPFW [São Paulo Fashion Week].</a></p></blockquote>
<p>Pra finalizar, na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1801200907.htm" target="_blank">coluna</a> da Mônica Bérgamo:</p>
<blockquote><p>Diego Del Rio, 20, -um jovem alto, com calça de couro apertada, barba por fazer e base no rosto (&#8230;) comanda a execução das músicas selecionadas por um DJ para formar a trilha da apresentação. &#8220;A gente não vai colocar [a banda] Vive la Fête. Muda&#8221;, manda ela [a estilista Gloria Coelho], enquanto se senta no chão, munida de alfinetes, para remodelar pessoalmente uma peça.</p>
<p>No meio do caminho, pega um outro celular e olha para o teto. &#8220;O que é isso?&#8221;, pergunta, em voz alta. &#8220;É The Rakes&#8221;, responde Del Rio. &#8220;Essa entra.&#8221;</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dubya in The Tropics: Elio Gaspari on Mesopotamian Mandraquices]]></title>
<link>http://tupiwire.wordpress.com/2008/11/05/dubya-in-the-tropics-elio-gaspari-on-mesopotamian-mandraquices/</link>
<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 14:10:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Colin Brayton</dc:creator>
<guid>http://tupiwire.wordpress.com/2008/11/05/dubya-in-the-tropics-elio-gaspari-on-mesopotamian-mandraquices/</guid>
<description><![CDATA[&quot;Why Bush infuriates the world; plus Magalhães: The Power, Charisma and Truculence of a Politic]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 280px"><a href="http://i113.photobucket.com/albums/n216/cbrayton/Stuff/bushinfuriates.jpg?t=1225894009"><img src="http://i113.photobucket.com/albums/n216/cbrayton/Stuff/bushinfuriates.jpg?t=1225894009" alt="//i113.photobucket.com/albums/n216/cbrayton/Stuff/bushinfuriates.jpg?t=1225894009” cannot be displayed, because it contains errors." width="270" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">&#34;Why Bush infuriates the world; plus Magalhães: The Power, Charisma and Truculence of a Political Phenomenon.&#34; Not even the essentially neoconservative and neofascist Veja dared speak well in public of King George II, Baron of Texarkana, Yale and Harvard legacy admission, and idiot princeling of King George I.</p></div>
<p><a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2008/11/5/as-mentiras-de-bush-tem-ate-carta-falsa">As mentiras de Bush têm até carta falsa</a>: Elio Gaspari, a journalist and historian of the military dictatorship &#8212; and one of the most reality-based conservative brains in Brazil &#8212; uses news of the election of Barack <span style="text-decoration:line-through;">Saddam</span> Hussein <span style="text-decoration:line-through;">Osama</span> Obama to remind Brazilian readers that Bush lied and people died.</p>
<blockquote><p>Faltam 76 dias para George Bush deixar a Casa Branca, levando para a História seu legado de mediocridade, mentiras e mandraquices. Seus oito anos de governo serão material para estudo dos fracassos. Uma coisa triste como visita a mina abandonada.</p></blockquote>
<p><strong>Seventy-six days remain before George Bush vacates the White House, taking with him a legacy of mediocrity, mendacity and magical thinking.</strong></p>
<p>&#8220;Magical thinking&#8221; is actually a mistranslation of <em>mandraquice</em>, which derives from Mandrake the Magician and means that Bush was practiced at the art of deception. But I wanted to preserve the alliteration there.</p>
<p><strong>His eight years of government will provide a case study in failure. A sad spectacle, like a visit to an abandoned mine. </strong></p>
<blockquote><p>A campanha eleitoral e a crise financeira abafaram as revelações de um livro devastador, capaz de surpreender até os conspiromaníacos do antiamericanismo. É &#8220;The way of the world&#8221; (&#8220;O mundo como ele é&#8221;), de Ron Suskind, ex-repórter do &#8220;The Wall Street Journal&#8221;.</p></blockquote>
<p><strong>The election campaign and the financial crisis have drowned out the revelations of a devastating book, capable of surprising even the most dedicated of anti-American conspiracy theorists. The book is <em>The Way of the World</em> by former Wall Street Journal reporter Ron Suskind. </strong></p>
<blockquote><p>Suskind conta que em março de 2003, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, a Casa Branca recebera de duas fontes a informação de que Saddam Hussein não tinha armas de destruição em massa. A primeira viera de um ex-chanceler iraquiano que estava na folha de pagamento da Central Intelligence Agency. A segunda foi levada a Washington em fevereiro pelo chefe do Serviço Secreto inglês, Sir Richard Dearlove.</p></blockquote>
<p><strong>Suskind relates that in March 2003, as the United States invaded Iraq, the White House received information from two sources that Saddam Hussein had no weapons of mass destruction. The first came from a former Iraqi foreign minister on the payroll of the CIA. The second was forwarded to Washington in February by the head of the British secret service, Sir Richard Dearlove.</strong></p>
<p><!--more--><br />
Dearlove, the love child of Bond and Moneypenny (ever notice the financial metaphors in Fleming&#8217;s choice of names for those characters?).</p>
<blockquote><p>Essa informação era conhecida, mas não se sabiam as circunstâncias em que ela fora obtida. Suskind revelou que a fonte de Dearlove fora Michael Shipster, um dos melhores agentes do Serviço britânico, mistura de Peter O&#8221;Toole na estampa e de Lawrence da Arabia no gosto por motocicletas. Ele a obtivera de Tahir Habbush, chefe do serviço de segurança de Saddam. <strong><br />
</strong></p></blockquote>
<p><strong>This information was known, but the circumstances under which it was obtained were not. Suskind reveals that Dearlove&#8217;s source was Michael Shipster, one of Britain&#8217;s top agents, a clone of Peter O&#8217;Toole as Lawrence of Arabia with the same passion for motorcycles. He had received the information from Tahir Habbush, head of Saddam&#8217;s security service.</strong></p>
<blockquote><p>Dearlove contou a Suskind que Bush poderia ter parado a máquina da guerra, mas, até aí, por que alguém deve confiar numa história contada pelo chefe da polícia de Saddam?<strong> </strong></p></blockquote>
<p><strong>Dearlove told Suskind that Bush could have stopped the war machine, but that at that point, why would anyone believe a story told by Saddam&#8217;s chief of police?</strong></p>
<blockquote><p>Habbush entrou na lista dos criminosos de guerra procurados pelo governo americano. Era o valete de ouros no baralho com que Bush gostava de brincar. Cadê ele? Teria morrido. De qualquer forma, o Departamento de Estado informa que paga uma recompensa de US$1 milhão a quem souber o seu paradeiro.</p></blockquote>
<p><strong>Habbush wound up on the list of war criminals sought by the American government. He was the jack of diamonds in the deck of cards Bush was so fond of playing with. So where was he? He had reportedly died. In any event, the Department of State was still offering a $1 million reward for information on his whereabouts. </strong></p>
<blockquote><p>O meganha voltou a ser notícia em dezembro de 2003, nove meses depois da ocupação do Iraque.Apareceu uma carta, datada de julho de 2001, na qual Habbush contou a Saddam que o terrorista Mohammed Atta, da al-Qaeda, treinara num aparelho de Bagdá para &#8220;atacar alvos que desejamos destruir&#8221;. De fato, em setembro, Atta comandou o ataque às torres gêmeas do World Trade Center.</p></blockquote>
<p><strong>The top cop made headlines again in December 2003, nine months after the invasion. A letter showed up, dated July 2001, in which Habbush told Saddam that the terrorist Mohammed Atta of al-Qaeda had trained in a safe house in Baghdad for &#8220;attacks on targets we would like destroyed.&#8221; In fact, in September, Atta led the attack on the Twin Towers. </strong></p>
<blockquote><p>Sempre se suspeitou que essa carta fosse uma fraude. Suskind revela que ela foi fabricada em 2003 com a ajuda da CIA, a partir de uma sugestão escrita em papel timbrado da Casa Branca. Pode ter sido escrita por Habbush, pois ele não morreu, assim como os americanos não o estão procurando. Pelo contrário, mora em Aman, meio recluso, depois de ter embolsado US$5 milhões pagos pelo governo americano, por serviços prestados.<strong> </strong></p></blockquote>
<p><strong>It was always suspected that this letter was a fraud. Suskind reveals that it was fabricated in 2003 with the assistance of the CIA, based on a suggestion written on White House letterhead. It might have been written by Habbush, for he was not really dead, just as the Americans were not really looking for him.  On the contrary, he was living in Amman, in semi-reclusion, after having pocketed $5 million from the U.S. government for services rendered.</strong></p>
<blockquote><p>Mohammed Atta não esteve no Iraque no início de 2001. Quem esteve em Washington pouco tempo antes do aparecimento da carta num jornal inglês foi Ayad Allawi, um político iraquiano que comia no cocho da CIA. É provável que ele tenha sido o propagador da patranha.</p></blockquote>
<p><strong>Though Mohammed Atta had not been in Iraq in early 2001,  Ayad Allawi, an Iraqi politician who fed from the CIA trough, had been in Washington not long before the Habbush-Atta letter showed up. Allawi was most likely the promoter of this prevarication. </strong></p>
<blockquote><p>Numa visão benevolente, a fraude destinava-se a influenciar a opinião pública iraquiana, mas ela acabou intoxicando os contribuintes americanos, e isso é crime.</p></blockquote>
<p><strong>In a charitable interpretation, this fraud was aimed at influencing Iraqi public opinion, but it wound up poisoning American taxpayers, and this constitutes a crime. </strong></p>
<blockquote><p>Faltam 76 dias para que George Bush tenha que prestar contas, pelo mundo afora, às pessoas que, por acreditar na palavra do presidente dos Estados Unidos, e de seu dispositivo de propaganda, botaram suas reputações no pano verde de um jogo trapaceado.<strong> </strong></p></blockquote>
<p><strong>Seventy-six days remain before George Bush will have to explain himself, the world over, to persons who, because they took the President of the United States at his word, and believed his propaganda machine, put their reputations on the line in a game that was rigged from the start. </strong></p>
<p>Gaspari is a very fine writer. I hope I have done the column a little bit of justice.</p>
<p>His four-volume history of the dictatorship, focusing on the personal papers of Golbery and Geisel, is extraordinary, and offers some fascinating insights into the inner workings of a non-reality based intelligence community run utterly amok.</p>
<p>It is odd to have picked this story up first from a Brazilian essayist. I guessed I missed it in August, when the anecdote starting circulating.</p>
<p>The universal distaste for Bush, even among that class of Brazilians that share his theology of power and the &#8220;by any means necessary&#8221; mentality of his true believers, is an interesting phenomenon.</p>
<p>Even <em>Veja</em> magazine makes feeble Bush-bashing gestures, even as it propagates a worldview and a propensity for black propaganda that is essentially Bushite in nature.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Ditadura Escancarada]]></title>
<link>http://cotidianoguarulhense.wordpress.com/2008/08/28/a-ditadura-escancarada/</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 21:22:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Carvalho</dc:creator>
<guid>http://cotidianoguarulhense.wordpress.com/2008/08/28/a-ditadura-escancarada/</guid>
<description><![CDATA[por BRUNO CARVALHO A Ditadura Escancarada “A Ditadura Escancarada” é o segundo livro da série “As Il]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">por BRUNO CARVALHO</span></span></p>
<div id="attachment_46" class="wp-caption aligncenter" style="width: 130px"><a href="http://cotidianoguarulhense.files.wordpress.com/2008/08/aditaduraescancarada.jpg"><img class="size-full wp-image-46" src="http://cotidianoguarulhense.files.wordpress.com/2008/08/aditaduraescancarada.jpg?w=120&#038;h=173" alt="A Ditadura Escancarada" width="120" height="173" /></a><p class="wp-caption-text">A Ditadura Escancarada</p></div>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify">“<span style="font-family:Arial,sans-serif;">A Ditadura Escancarada” é o segundo livro da série “As Ilusões Armadas”, de Elio Gaspari. Trata do período, entre de 1964 à 1979, época do Regime Militar. Gaspari fez uma profunda pesquisa, onde procurou desmistificar tanto os militares, quanto os militantes da esquerda. O autor deixa bem claro o despreparo dos planos esquerdistas, como a guerrilha do Araguaia e outros; também abre os porões onde se praticava as  torturas, que segundo o autor era uma forma de contenção política. Ao mesmo tempo, em que os generais criticavam e negavam essas práticas, a “tigrada”, dos porões, era condecorada com a medalha de “O Pacificador”. </span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="font-family:Arial,sans-serif;">Esse obra é indicada para aqueles que gostam de História e para aqueles que lutam contra o esquecimento dos “anos de chumbo”.</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify">
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="center"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Informações sobre o livro:</strong></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify">
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Título:</strong> A Ditadura Escancarada</span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Autor: </strong></span><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><span>Elio Gaspari</span></span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Editora:</strong> Companhia das Letras </span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Assunto:</strong> Historia Do Brasil </span></p>
<p class="western" style="text-indent:1.25cm;margin-bottom:0;line-height:150%;text-align:center;"><span style="font-family:Arial,sans-serif;"><strong>Número de Páginas:</strong> 512 </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O jogo dos quatro erros.]]></title>
<link>http://cotidianorewritable.wordpress.com/2008/08/12/o-jogo-dos-cinco-erros/</link>
<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 02:43:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>cotidianorecordable01</dc:creator>
<guid>http://cotidianorewritable.wordpress.com/2008/08/12/o-jogo-dos-cinco-erros/</guid>
<description><![CDATA[  Já brincou do &#8220;jogo dos sete erros&#8221;? Acredito que sim. Como ainda estamos numa segunda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!-- ======================================================= --><!-- Created by AbiWord, a free, Open Source wordprocessor.  --><!-- For more information visit http://www.abisource.com.    --><!-- ======================================================= --></p>
<div>
<p> </p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">Já brincou do &#8220;jogo dos sete erros&#8221;? Acredito que sim.<br />
</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">Como ainda estamos numa segunda-feira jogaremos o &#8220;jogo dos quatro erros&#8221;.Perceba os quatro erros da imprensa, dita séria, nos últimos dias.</span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">1) Previsão de aumento desenfreado da inflação (Miriam Leitão, da Rede Globo)</span></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">A pesquisa Focus, do Banco Central, que costuma ser alarmista, registra queda na expectativa de inflação para 2008. A Focus agora prevê o crescimento do IPCA &#8211; a inflação oficial do Brasil &#8211; dentro da meta do Banco Central: 6,45%. Para o ano que vem o IPCA, segundo a Focus, deve ser de 5%. A inflação no Brasil é a mais baixa dos países emergentes. (Blog do PHA)</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Veja a pesquisa aqui:</span><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;"> </span><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;"><a href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20080808.pdf">http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20080808.pdf</a></span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">2) Reportagem de capa da revista Veja (matéria &#8220;De Olho em Nós&#8221;) sobre grampos ilegais STF.</span></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Luis Nassif desmonta a reportagem da revista Veja. </span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Veja a desconstrução aqui: </span><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;"><a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8447">http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8447</a></span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">3) Folha de São Paulo manipula, por meio de Clóvis Rossi (distorceu uma frase do economista Marcelo Neri da FGV) e Elio Gaspari (desqualifica o estudo do Ipea), dados do Ipea e FGV sobre a mobilidade social e distribuição de renda. </span></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Eduardo Guimarães, do Blog Cidadania.com, caminha no contraditório para desfazer a tese dos jornalistas, que se dizem sérios. </span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Veja a matéria aqui:</span><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;"> <a href="http://edu.guim.blog.uol.com.br/" rel="nofollow">http://edu.guim.blog.uol.com.br/</a></span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Matéria da Agência Brasil, reproduzida no jornal &#8220;Valor&#8221;, sobre &#8220;Ascensão social de negros é mais rápida&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Veja a matéria aqui: </span><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;"><a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8469" rel="nofollow">http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=8469</a> (há um link para a matéria do jornal &#8220;Valor&#8221;</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Matéria do Estado de São Paulo: &#8220;Beneficiários que melhoram de vida pedem para sair do Bolsa-Família &#8211; Desde a criação do programa, em 2004, 60.165 famílias pediram voluntariamente seu desligamento&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Veja a matéria aqui: </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;"><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080811/not_imp221381,0.php" rel="nofollow">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080811/not_imp221381,0.php</a></span></p>
<div>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">Matéria da Agência Brasil sobre &#8220;Três milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos seis anos&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Veja matéria aqui: </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/05/materia.2008-08-05.9016205314/view">http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/05/materia.2008-08-05.9016205314/view</a></span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"> </p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">4) Seriedade da CPI dos Grampos sugerida pelos grandes jornais e revistas do país quando Protógenes foi convocado para ser questionado sobre possíveis abusos (quem abusou foram outros!!!).</span></strong></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Financiamento de Dantas, por meio de Dório Ferman, presidente do “Banco” Opportunity, das campanhas de Raul Jungmann (que convocou o juiz Fausto De Sanctis e Delegado Protógenes Queiroz para depor na CPI) e Marcelo Itajiba (delegado da Polícia Federal, que participou ativamente da Operação Lunus, montada na Polícia Federal, no Governo do FHC, para desconstruir a candidatura de Roseana Sarney).</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">MARCELO ZATURANSKY NOGUEIRA ITAGIBA Partido PMDB/RJ</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">DORIO FERMAN &#8211; 00399507434 &#8211; 15/08/2006 &#8211; 10.000,00 &#8211; Recursos de pessoas físicas</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">RAUL BELENS JUNGMANN PINTO Partido PPS/PE</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">DORIO FERMAN &#8211; 00399507434 &#8211; 24/08/2006 &#8211; 4.000,00 &#8211; Recursos de pessoas físicas</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-weight:bold;font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (dados divulgados pelo Blog do PHA)</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-style:italic;font-family:Arab;">Vale ressaltar que as doações foram legais. Agora, há um distância gigantes entre legalidade e ética. Fica a pergunta: Quem manda na CPI dos Grampos?</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;"><br />
Está bom ou quer mais?</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">Numa segunda-feira como esta, receber mais notícias é somente para quem tem estômago de avestruz.</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><span style="font-size:10pt;font-family:Arab;">Um boa semana!</span></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr"><a href="http://cotidianorecordable.files.wordpress.com/2008/08/avestruz03.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-734" src="http://cotidianorecordable.files.wordpress.com/2008/08/avestruz03.jpg?w=270&#038;h=202" alt="" width="270" height="202" /></a></p>
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr">
<p style="text-align:left;" dir="ltr"> </p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tribunal de Guantánamo volta a envergonhar o mundo livre...]]></title>
<link>http://paradigmapolitico.wordpress.com/2008/08/05/tribunal-de-guantanamo-volta-a-envergonhar-o-mundo-livre/</link>
<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 14:00:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>paradigmapolitico</dc:creator>
<guid>http://paradigmapolitico.wordpress.com/2008/08/05/tribunal-de-guantanamo-volta-a-envergonhar-o-mundo-livre/</guid>
<description><![CDATA[                  Para não macular a história com a troca de nomes, lembro apenas a sentença:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://paradigmapolitico.files.wordpress.com/2008/08/guantanamo7.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-20" src="http://paradigmapolitico.files.wordpress.com/2008/08/guantanamo7.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p> </p>
<p> </p>
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<p> </p>
<p> </p>
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<p>Para não macular a história com a troca de nomes, lembro apenas a sentença: &#8220;<em>O Presidente dos EUA tem tanto poder que se Júlio César ressuscitasse, ficaria envergonhado</em>&#8220;&#8230;</p>
<p>A sociedade estadunidense compactua com semelhantes desvarios, quais os de Guantánamo; aliás: o povo norte-americano criou, endossa e perpetua o endeusamento de seu líder executivo, vendo-o como o [arremedo do] rei da Inglaterra ["rectius: Reino Unido"] de onde procedem; <strong>nas palavras de Darcy Ribeiro, os EUA são &#8220;uma Inglaterra piorada&#8221;</strong>.</p>
<p>Talvez por isso, quando a Casa Branca se vê nas mãos de alguém menos equilibrado [e o que o semblante, o olhar de G. W. Bush mostra é tudo, menos equilíbrio] advêm mazelas do jaez desta, em comento.</p>
<p><strong>A permanência de Guantánamo evidencia tantas coisas: a fraqueza da ONU,  o &#8220;poderio do capital&#8221; [com a vênia para a expressão "antiga" (e: <em>Não! Eu não sou comunista...</em>)], a conivência das nações ditas civilizadas &#8220;et similia&#8221;.</strong></p>
<p>Por essas e outras razões, metade do mundo deseja a derrocada da &#8220;Nação da Águia&#8221; [o que me lembra: a águia não era, também, o símbolo da Roma dos Césares?]; a outra metade, não se importaria tanto assim&#8230;</p>
<p>{José <strong>Inácio de Freitas</strong> Filho — Advogado [OAB/CE n.º 13.376]}</p>
<p>♣<em>Comentário publicado pelo Consultor Jurídico, em réplica ao seguinte artigo de Élio Gaspari:</em></p>
<p>&#8220;<strong>Limbo jurídico. <em>Tribunal de Guantánamo desonra a República americana </em></strong>[por Elio Gaspari]</p>
<p class="text">Começou a funcionar o Tribunal de Guantánamo. É o último espetáculo do fim de governo do pior presidente da história dos Estados Unidos. Houve o Tribunal de Nuremberg, que julgou a alta hierarquia civil e militar do 3º Reich e enviou 10 delinqüentes para a forca. Houve também o Tribunal de Tóquio, que mandou ao patíbulo seis generais e um barão japoneses. Essas duas cortes podem ser vistas como grandes momentos do infeliz século 20, ou como arranjos revanchistas destinados a punir os derrotados. Em qualquer caso, não havia motoristas ou guarda-costas no banco dos réus.</p>
<p class="text">O Tribunal de Guantánamo abriu seus trabalhos julgando Salim Ahmed Hamdan, um iemenita de 38 anos, com quatro de escolaridade. Ele está preso desde 2001, quando foi capturado no Paquistão. É acusado de pertencer à Al Qaeda e servir como guarda-costas e motorista de Osama bin Laden. Ao ser preso, carregava mísseis de terra-ar no carro. A Promotoria sustenta, com lógica, que as armas seriam usadas contra soldados americanos. Mais: ele pertenceria à tropa de elite da organização.</p>
<p class="text">Hamdan já levou as preliminares de seu caso à Corte Suprema e lá prevaleceu sobre George Bush por 5 a 3. (Não ocorreu a ninguém dizer que o tribunal simpatiza com o terrorismo islâmico.) O júri de Hamdan é composto por seis oficiais das Forças Armadas. No ano passado, o coronel que chefiava a Promotoria deixou o caso por recusar confissões obtidas sob tortura. É conhecida a observação do primeiro-ministro francês Georges Clemenceau, para quem a Justiça Militar estava para a Justiça assim como a música militar está para a música.</p>
<p class="text">O motorista dos mísseis de Osama bin Laden é 1 dos 265 presos que o governo americano mantém no limbo jurídico de Guantánamo. Aceitando-se a acusação genérica da Promotoria, Hamdan é um terrorista, mas, ainda assim, pode faltar a prova de que tenha praticado algum crime específico. Em tese, seria possível que ele fosse absolvido pelo comissariado militar de Guantánamo. Ainda assim, poderia ser mantido indefinidamente no presídio. Em 1949, quando o Tribunal de Tóquio absolveu Nobusuke Kishi, ministro do Comércio e Indústria durante toda a guerra, ele saiu livre da corte. (Kishi tornou-se primeiro-ministro do Japão em 1957, seu irmão Eisaku Sato, em 1964, e seu neto Shinzo Abe, em 2006.)</p>
<p class="text">Guantánamo desonra a República americana. Primeiro como uma base naval intrometida em terras cubanas. Depois pela sua transformação num presídio sem bandeira nem leis. (Felizmente a Corte Suprema cortou esse barato.) Finalmente, a própria instalação do tribunal no terreno do cárcere dá um toque medieval ao procedimento. Os criminosos alemães e japoneses foram tratados com muito mais transparência e respeito pela opinião pública.</p>
<p class="text">Discutir se Bush foi o pior presidente da história americana é um agradável jogo de salão. Seus rivais podem ser James Madison (1809-1817), Ulysses Grant (1869-1877) e Warren Harding (1921-1923). Os dois primeiros têm um lado virtuoso que falta a Bush. Madison assinou a Declaração da Independência e o general Grant venceu, na marra, a Guerra Civil. Harding morreu no cargo.</p>
<p class="text">[<em>Artigo publicado na Folha de S.Paulo, desta quarta-feira, 23 de julho</em>.]</p>
<p class="text">Revista <strong>Consultor Jurídico</strong>, 23 de julho de 2008&#8243;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ditadura, anistia e grana. Muita grana...]]></title>
<link>http://gustavosirelli.wordpress.com/2008/04/17/ditadura-anistia-e-grana-muita-grana/</link>
<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 16:35:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gustavo Sirelli</dc:creator>
<guid>http://gustavosirelli.wordpress.com/2008/04/17/ditadura-anistia-e-grana-muita-grana/</guid>
<description><![CDATA[Segue abaixo mais um texto sobre a questão das indenizações. Como disse quando publiquei o post ante]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Segue abaixo mais um texto sobre a questão das indenizações. Como disse quando publiquei o post ante]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O HISTORIADOR TRAPALHÃO E O XIS DA QUESTÃO, por Celso Lungaretti]]></title>
<link>http://humbertocapellari.wordpress.com/2008/03/18/o-historiador-trapalhao-e-o-xis-da-questao-por-celso-lungaretti/</link>
<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 16:54:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Humberto</dc:creator>
<guid>http://humbertocapellari.wordpress.com/2008/03/18/o-historiador-trapalhao-e-o-xis-da-questao-por-celso-lungaretti/</guid>
<description><![CDATA[No último dia 12, o jornalista e historiador Elio Gaspari publicou em sua coluna na Folha de S. Paul]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><span style="font-family:arial;">No último dia 12, o jornalista e historiador Elio Gaspari publicou em sua coluna na Folha de S. Paulo e outros jornais uma diatribe contra a União, por ter decidido pagar a um suposto algoz uma indenização duas vezes maior do que a outorgada à sua suposta vítima.<br />Como o primeiro era um militante da Resistência à ditadura e o segundo, a vítima do atentado supostamente por ele cometido, o assunto logo transbordou do circuito habitual do Gaspari para outros jornais, revistas semanais, sites de extrema-direita e correntes de e-mails neo-integralistas.<br />Na madrugada do próprio dia 12, já enviei uma nota à seção de cartas da Folha, contestando Gaspari. E, no dia seguinte, coloquei no ar em meu blog e enviei aos sites que me publicam e à minha rede de amigos o artigo O Gaspari de 2008 também não é mais o de 1968, afirmando, basicamente, que:<br />1. tudo indicava que, em suas alegações sobre o atentado à embaixada dos EUA em 1968, Gaspari havia se baseado em versões militares;<br />2. os inquéritos policiais-militares da ditadura militar jamais poderiam respaldar acusações contra quem quer que seja, pois estavam contaminados pela prática generalizada da tortura;<br />3. além disto, como os torturados freqüentemente admitiam o que os torturadores pensavam ser verdade, as ações da Resistência quase sempre eram relatadas nos IPMs com um número de participantes superior ao real, evidenciando que, além de inaceitáveis para as pessoas civilizadas, essas versões militares eram altamente fantasiosas e inconfiáveis.<br />Enquanto o panfleto de Gaspari era alegremente encampado pela grande imprensa, meu alerta ficou confinado à internet. Nem mesmo a Folha respeitou meu direito de apresentar o outro lado da questão, só publicando uma versão expurgada e reescrita (sem meu consentimento) da minha carta no dia 17.<br />O desfecho do caso foi exemplar.<br />O historiador Gaspari afirmara: “O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada”.<br />A primeira a protestar foi Dulce Maia, provando que não participara de atentado nenhum. A Folha e Gaspari tiveram de dar a mão à palmatória, admitindo o erro e se desculpando.<br />Depois, Sérgio Ferro esclareceu que, dos quatro apontados por Gaspari, só ele e Levèvre eram realmente autores do atentado: “O Sr. Diogenes Carvalho de Oliveira e a Sra. Dulce Maia não participaram desta ação, a qual foi executada por Rodrigo Lefèvre, por ‘Marquinhos’ (não conheço seu nome, foi assassinado pela repressão pouco depois) e por mim”.<br />Outra bobagem de Gaspari foi se referir a “um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária”. Sérgio Ferro colocou os pingos nos ii: “&#8230; a ação (&#8230;) me foi proposta pela direção da ALN. e não pela VPR”.<br />Ou seja, de cinco imputações de Gaspari, duas estavam corretas e três erradas, inclusive a principal delas, ao satanizar Diógenes de Carvalho. O algoz não era algoz, afinal.<br />Resta saber se foi apenas um momento infeliz ou se o índice habitual de acertos dos livros de Gaspari sobre os anos de chumbo é de 40%&#8230;<br /><strong>Uma omissão significativa –</strong> Quanto à vítima, o arquiteto Orlando Lovecchio Filho, que perdeu a perna e teve de colocar uma prótese em razão de haver sido involuntariamente atingido pela explosão da bomba, Ferro também levanta uma questão importante, ao se referir aos “dois laudos médicos que seus advogados anexaram ao processo que moveram contra mim (a justiça se pronunciou a meu favor em duas instancias)”.  Leiam com atenção:<br />“No primeiro, feito quando o Sr Orlando Lovecchio Filho deu entrada no Hospital para tratar seus ferimentos, a cura parece possível. Entretanto ele não pôde receber então tratamentos, pois foi levado para o Deops. Não sei o que passou durante seu interrogatório. Quando pôde ser enfim tratado, o segundo laudo, feito então, declara que sua perna havia gangrenado, tornando a amputação inevitável. Sem que eu negue minha responsabilidade quanto a seu ferimento – o que pesa em mim ha 40 anos – penso que sua amputação o faz também vitima do poder de então”.<br />Ou seja, enquanto o Deops decidia se Lovecchio era um transeunte que passava pelo local ou um dos autores do atentado (atingido pela própria bomba), a sua perna gangrenou. É lamentável que ele jogue toda a culpa e dirija todo seu rancor contra o lado mais fraco e omita a responsabilidade dos responsáveis pelo estado de exceção que originava prisões, torturas, mortes e, também, iniciativas insensatas das vítimas do arbítrio.</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:arial;">Paulo Abrão Pires Jr., presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, também soltou nota sobre o caso, explicando que esse colegiado negou o benefício ao arquiteto por não haver “dispositivo normativo na Lei da Anistia que preveja a reparação para o Sr. Orlando Lovecchio”.<br />Mesmo assim, este conseguiu noutra instância o que buscava: “o Congresso brasileiro aprovou legislação específica e individual ao Sr. Orlando Lovecchio instituindo a sua atual aposentadoria (Lei 10.923/2004). Lei esta que beneficia unicamente a ele, criando regime jurídico exclusivo a ele e indisponível para esta Comissão. A produção de tal Lei constitui nova prova da ausência de omissão estatal em relação a sua situação concreta”.<br />Se Lovecchio, ao invés de se voltar contra Sérgio Ferro e os resistentes que enfrentavam um estado ditatorial em condições de extrema desigualdade de forças, tivesse argüido a responsabilidade das autoridades policiais que lhe recusaram tratamento médico imediato, talvez houvesse conquistado uma pensão mais vultosa. Ironias do destino.<br /><strong>O entulho autoritário –</strong> Enfim, esse episódio acabou servindo para comprovar, definitivamente, que o entulho autoritário deve ficar no lugar a que pertence: a lata de lixo da História.<br />Um regime de exceção utilizou práticas hediondas para investigar a ação dos resistentes que a ele se opunham e os inquéritos assim produzidos serviram para condenar patriotas, heróis e mártires em tribunais militares, com oficiais das Forças Armadas fazendo as vezes de jurados, o que atropelava flagrantemente o direito de defesa.<br />O quadro era tão kafkiano que, num julgamento em que fui réu, o advogado de ofício designado para um companheiro apresentou-se completamente embriagado e começou sua peroração não falando coisa com coisa. O juiz auditor o expulsou da sala e mandou que outro advogado de ofício improvisasse a defesa, imediatamente, mal tendo tempo para ler os autos. O julgamento prosseguiu.<br />A Lei da Anistia de 1979 sustou os efeitos concretos desses julgamentos e as ações seguintes do Estado brasileiro, como a constituição das comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, evidenciaram que os antes tidos como criminosos passaram a ser considerados, oficialmente, vítimas.<br />Enfim, os IPMs foram, tão-somente, a versão que um inimigo apresentava do outro, para dar aparência de legalidade ao que não passava de arbitrariedade, sem compromisso nenhum com a verdade e a justiça.<br />Qual a credibilidade de um regime que fez afixarem-se em logradouros públicos do País inteiro, em meados de 1969, cartazes me acusando de “terrorista assassino” que teria “roubado e assassinado vários pais de família”, embora eu fosse um dirigente e nunca um homem de ação?<br />Mas, para aqueles militares, a verdade não existia em si. Só lhes interessava a verdade operacional, as versões mais adequadas a seus objetivos na guerra psicológica que travavam. <br />Passadas quatro décadas, essas versões unilaterais, fantasiosas e espúrias infestam a internet, chegando até a impregnar textos jornalísticos – por má fé dos seus autores ou por preguiça de profissionais que preferem colher subsídios nos sites de busca do que nos arquivos de seus próprios veículos, acabando por comer na mão dos Brilhantes Ustras da vida.<br />Então, é mais do que tempo da imprensa se compenetrar que, sem uma sentença lavrada por um tribunal na vigência plena do estado de direito, ninguém pode ser apontado taxativamente nos textos jornalísticos como “terrorista” ou autor de tais ou quais crimes com motivação política.<br />Os repórteres, comentaristas, articulistas e editorialistas que agirem de outra forma, estarão coonestando a prática de torturas e os julgamentos realizados por tribunais de exceção.</span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:arial;"><strong>Celso Lungaretti</strong>, 57 anos, é jornalista, escritor e ex-preso político. Mais artigos em </span><a href="http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/" rel="nofollow"><strong><span style="font-family:arial;color:#ff0000;">http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/</span></strong></a></div>
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<title><![CDATA[Celso Lungaretti, jornalista e ex-preso político envia mensagem à Folha, em resposta a Elio Gaspari]]></title>
<link>http://humbertocapellari.wordpress.com/2008/03/14/celso-lungaretti-jornalista-e-ex-preso-politico-envia-mensagem-a-folha-em-resposta-a-elio-gaspari/</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 05:24:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Humberto</dc:creator>
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<description><![CDATA[DIÓGENESO colunista Elio Gaspari foi extremamente infeliz ao pinçar um caso isolado e atípico para d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify"><span style="font-family:arial;"><em><strong>DIÓGENES<br /></strong>O colunista Elio Gaspari foi extremamente infeliz ao pinçar um caso isolado e atípico para desqualificar o programa de anistia do Ministério da Justiça ( que tem erros, mas é um passo na direção certa ). Desconheço se Diógenes Carvalho Oliveira cometeu mesmo os atentados que lhe estão sendo atribuídos ou essa informação provém dos IPMs não só inaceitáveis, como também inconfiáveis da ditadura militar, já que as informações eram arrancadas mediante torturas brutais e, para se safarem, muitas vezes os supliciados diziam coisas mirabolantes.<br />P. ex., o Projeto Orvil, o chamado &#8216;livro negro da repressão&#8217;, cita-me como um dos três juízes no julgamento de um companheiro que estaria ameaçado de justiçamento; no entanto, além de não haver participado, nem mesmo soube desse tribunal, se é que ele realmente existiu. Enfim, os IPMs, em termos jurídicos, não passam de lixo, não respaldando afirmação nenhuma contra ninguém.<br />Em segundo lugar, Gaspari parece colocar em planos diferentes os atos cometidos pela vanguarda armada antes e depois da promulgação do AI-5, como se o País não estivesse sob ditadura. O exercício do direito de resistência à tirania independe da intensidade da tirania. Não existe meia virgem: ou era democracia, ou era ditadura. O Brasil estava desde 1964 submetido ao arbítrio de usurpadores do poder que já haviam praticado um sem-número de barbaridades, como a humilhação, tortura e quase enforcamento, em público, do lendário Gregório Bezerra. <strong><a href="http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2008/03/o-gaspari-de-2008-tambm-no-mais-o-de.html"><span style="color:#ff0000;">CELSO LUNGARETTI</span></a></strong>, jornalista, escritor e ex-preso político (São Paulo, SP)</em></span></div>
<div align="justify"><em><span style="font-family:Arial;"></span></em> </div>
<div align="justify"><span style="font-family:Arial;">ABAIXO, O ARTIGO DE ELIO GASPARI ( 12/03/08 ) QUE EXIGIU A RESPOSTA DE LUNGARETTI:</span></div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"><span style="font-family:arial;"><em><strong>Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968</strong><br />A vítima, que ficou sem a perna, recebe R$ 571; Diógenes, da turma da bomba, fica com R$ 1.627<br />DAQUI A OITO dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. ( Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)<br />Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada.<br />A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5.<br />O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.<br />A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$ 400 mil de pagamentos atrasados.<br />Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa. Tudo isso antes do AI-5.<br />Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, seqüestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura. Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o &#8220;Diógenes do PT&#8221;. Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.<br />Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que revê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara.)<br />Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.</em></span></div>
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<title><![CDATA[Quem não leu, DEVE ler (by carlos)]]></title>
<link>http://patoquantico.wordpress.com/?p=66</link>
<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 17:03:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>taciana</dc:creator>
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<description><![CDATA[A coluna do Elio Gaspari de ontem (&#8216;Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968&#8242;) foi repro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A coluna do Elio Gaspari de ontem (&#8216;Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968&#8242;) foi reproduzida em centenas de blogs, virou pauta em quase todos os jornais de hoje, mas, tanto nas versões online da <i>Folha de São Paulo</i> quanto no <i>Globo</i>, só pode ser acessada por assinantes.</p>
<p>Felizmente, o Correio da Bahia libera o texto do jornalista, uma denúncia que ilustra bem como são &#8216;justas&#8217; as indenizações que o governo petista dá aos terroristas e nega às suas vítimas. <a href="http://www.correiodabahia.com.br/politica/noticia.asp?codigo=149401"><b>Aqui.</b></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Elio Gaspari]]></title>
<link>http://macacau.wordpress.com/2007/09/12/elio-gaspari/</link>
<pubDate>Wed, 12 Sep 2007 14:10:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>macacau</dc:creator>
<guid>http://macacau.wordpress.com/2007/09/12/elio-gaspari/</guid>
<description><![CDATA[Bento 16 e o padre polonês anti-semita &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3><font color="#004c00">Bento 16 e o padre polonês anti-semita</font></h3>
<p><font color="#ffffff">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. </font></p>
<p>A rádio Maria informa: em Auschwitz não era um campo<br />
de extermínio, mas um centro de trabalho<br />
Assinante da Folha leia mais <strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1209200719.htm" target="blank">aqui</a></strong></p>
<p>Help!</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vivandeiras de Elio Gaspari]]></title>
<link>http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/2007/04/05/vivandeiras-de-elio-gaspari/</link>
<pubDate>Thu, 05 Apr 2007 12:15:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>doisdedosdeprosa</dc:creator>
<guid>http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/2007/04/05/vivandeiras-de-elio-gaspari/</guid>
<description><![CDATA[Texto que saiu ontem na coluna do Elio Gaspari na folha de São Paulo e que merece uma leitura obriga]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Texto que saiu ontem na coluna do Elio Gaspari na folha de São Paulo e que merece uma leitura obrigatória.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://doisdedosdeprosa.files.wordpress.com/2007/04/eliogaspari2.jpg" alt="eliogaspari2.jpg" /></p>
<p><em>(&#8230;) há antecedentes de mazorcas militares sedadas por anistias: Em novembro de 1910, os marinheiros dos principais navios de guerra brasileiros rebelaram-se na Baía da Guanabara. Dispararam sobre a cidade e ameaçaram bombardeá-la se não tivessem algumas reivindicações atendidas. Entre elas, estava a abolição da chibata como forma de punição disciplinar. A baderna durou quatro dias, e o marechal Hermes de Fonseca cedeu. Em seguida, o Congresso anistiou os revoltosos. O líder da iniciativa foi Rui Barbosa. (Semanas depois, veio a forra, mas essa é outra história.) Em fevereiro de 1956, cinco oficiais da FAB apoderaram-se de dois aviões militares e foram para Jacareacanga, no meio da Amazônia. Pretendiam iniciar uma revolta que derrubaria o presidente Juscelino Kubitschek. Cerca de 60 oficiais das tropas do Rio, de Salvador e de Fortaleza recusaram-se a reprimir o levante. Dezenove dias depois, os rebeldes renderam-se. Em dezembro de 1959, outra revolta. Os oficiais amotinados seqüestraram um avião de passageiros (primeiro episódio desse tipo da história nacional) e instalaram-se em Aragarças. Capitularam 36 horas depois. Em abril de 1960, com o apoio de Kubitschek, o Congresso anistiou os revoltosos. As anistias destinaram-se a preservar a ordem (1910) e a evitar o aprofundamento de uma crônica crise militar (1960). No século passado, a mazorca dos quartéis vinha tanto de baixo como de cima. (&#8230;) O caminho que leva os amotinados à cadeia pode conduzir os aeroportos ao inferno. Guardadas as proporções, essa foi a preocupação de Rui Barbosa em 1910. Os amotinados enfrentarão um processo que pode durar meses, ao fim do qual tudo indica que serão condenados. E como ficam, perante a lei, os negociadores que fecharam um acordo com eles? Já apareceram comissários que conhecem &#8220;brigadeiros progressistas&#8221; e parlamentares que recebem acenos de oficiais indignados. Essas duas espécies estão por aí, ciscando nos conciliábulos de Brasília. São nefandas figuras, retratadas em 1965 pelo marechal Castello Branco: &#8220;Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do poder militar&#8221;. Desde 1981, o Brasil não vê extravagâncias do poder militar. O que menos se precisa é do ressurgimento das vivandeiras.</em></p>
]]></content:encoded>
</item>

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