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	<title>esperanca &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/esperanca/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "esperanca"</description>
	<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 09:00:52 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Carta aberta ao futuro]]></title>
<link>http://embaixodaquelaarvore.wordpress.com/2009/11/25/carta-aberta-ao-futuro/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 21:45:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>fancinefilia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tendo o futuro uma margem tão larga de incertezas, vejo no amor a minha carta aberta. Carta esta que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Tendo o futuro uma margem tão larga de incertezas, vejo no amor a minha carta aberta. Carta esta que escrevo em um duplo papel: soberana e súdita. Não posso dizer hoje o que meu amanhã será – tampouco o que será o amor para esse meu &#8220;eu&#8221; ainda por vir, totalmente, portanto, desconhecido. Ainda assim, reforço: em minha carta aberta ao futuro, o amor é um dos princípios fundamentais. E que venham as reocupações semânticas!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Distrações momentâneas]]></title>
<link>http://bluesdamadrugada.wordpress.com/2009/11/24/distracoes-momentaneas/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 21:06:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>terraroxa</dc:creator>
<guid>http://bluesdamadrugada.wordpress.com/2009/11/24/distracoes-momentaneas/</guid>
<description><![CDATA[Estava extremamente chateado quando escrevi esse texto. Publiquei-o pra não deixar essas palavras do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://bluesdamadrugada.wordpress.com/files/2009/11/distracoes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-530" title="Distrações" src="http://bluesdamadrugada.wordpress.com/files/2009/11/distracoes.jpg" alt="" width="450" height="95" /></a></p>
<blockquote><p>Estava extremamente chateado quando escrevi esse texto. Publiquei-o pra não deixar essas palavras doentes assombrarem meu painel de controle do WordPress na parte de rascunhos, como tantos outros textos rascunhados que teimo em não publicar&#8230;</p></blockquote>
<p>Sempre que perco a esperança no mundo, olho pro céu ou pras pessoas ao meu redor. Quase sempre sorrio depois disso, mas, ultimamente, não acho certo fazê-lo. Minha desesperança tem sido cada vez maior, senão exorbitante, mas, estranhamente, é em relação a mim mesmo, e não com o mundo. Não sei bem se é por causa da fraqueza que sinto, advinda de uma sinusite crônica que teima em não largar do meu pé ou se, politicamente, me sinto fraco e desacreditado, sem convicções, sem ideologia, sem pátria, sem caminho.</p>
<p>Estranho isso, né?</p>
<p>Como uma doença aparentemente simples pode te deixar pra baixo durante todo um mês ou como os pensamentos que correm soltos pela sua cabeça podem te deixar abismadamente fraco, a ponto de não querer fazer absolutamente nada.</p>
<p>Estou assim. Cheio de coisas pra fazer no trabalho, no estudo, na vida pessoal, mas não encontro forças pra nada. Tenho preferido ficar em casa, escrevendo e ouvindo música, quando não dormindo e tomando remédios.</p>
<p>Me falaram algumas vezes pra ir ao médico, mas acho que preciso de novas e diferentes emoções, não de mais remédios ou tratamentos. Creio que a fraqueza física prolongada e a falta de convicções fazem isso, de vez em quando. Nos fazem desacreditar que nem tudo é o que é e que mudanças irão acontecer, talvez pra melhor.</p>
<p>Acaba que a gente fica como esse texto&#8230; Chato, ranzinza, cheio de reclamações, sem conseguir vislumbrar nenhuma solução.</p>
<p>A única coisa boa nisso tudo é que, virtualmente, você acaba dizendo coisas que você realmente precisa ouvir de si mesmo e acaba exorcizando alguns demônios que te assombram momentaneamente. De alguma forma, já é um alívio, né?</p>
<p>Ou, pelo menos, é algo pra se pensar: na fraqueza de si e na franqueza consigo.</p>
<blockquote><p>Depois de escrever esse texto, fui dormir e, após quatro horas de sono, acordei 50 vezes melhor. Minha cabeça nem dói, meu nariz nem escorre mais e minha vida política nem parece tão conturbada assim&#8230;  Acordei mais esperançoso e feliz, graças a Jah.</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diz-me a mãe que tiveste – dir-te-ei o destino que terás.]]></title>
<link>http://wiwikiwi.wordpress.com/2009/11/24/diz-me-a-mae-que-tiveste-%e2%80%93-dir-te-ei-o-destino-que-teras/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:56:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>wiwikiwi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se isto for mesmo verdade&#8230; Estou mesmo lixada. Preciso achar uma pessoa que me ensine portuguê]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Se isto for mesmo verdade&#8230; Estou mesmo lixada.</p>
<p>Preciso achar uma pessoa que me ensine português pois minha talvez futura orientadora disse-me que paralelamente aos estudos terei que melhorar a língua. Não adiantou ser brasileira.<br />
No mais, hoje foi mais um dia rápido. Amanheci mais esperançosa. Se calhar a ideia é não focar demais nessa história de depressão e reconstrução da personalidade.<br />
Perdoar, amar, trabalhar muito e estudar bastante serão coisas que me ajudarão de certeza.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[::: Quebrantamento de Ana.]]></title>
<link>http://freelives.wordpress.com/2009/11/24/quebrantamento-de-ana/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 16:24:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>physike</dc:creator>
<guid>http://freelives.wordpress.com/2009/11/24/quebrantamento-de-ana/</guid>
<description><![CDATA[::: 1 Samuel, capítulo 1, conta-nos a história de Ana, mãe do profeta Samuel, o mesmo que ungiu Davi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" title="ana" src="http://tantodemim.blogs.sapo.pt/arquivo/CHORO.jpg" alt="" width="137" height="93" />::: <strong><em>1 Samuel, capítulo 1</em></strong>, conta-nos a história de <strong><em>Ana</em></strong>, mãe do profeta <strong><em>Samuel</em></strong>, o mesmo que ungiu Davi como rei e foi uma bênção para o povo de Israel. Resumindo a história, Ana era a segunda esposa de um marido (Elcana) muito dedicado e que a amava muito. Mas, essa mulher possuía sua madre cerrada, ou seja, era estéril. Na época em questão, dar filhos ao marido era uma questão de honra, principalmente se este fosse homem.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Em virtude disso, a outra esposa (Penina), que já havia dado muitos filhos a Elcana, menosprezava-a e zombava dela o tempo todo, mesmo quando toda a família ia para sacrificar ao Senhor. Isso deixava Ana muito triste e aborrecida. Consequentemente, ela era uma mulher muito triste e frustrada, de semblante decepcionado. Isso mesmo sabendo que Elcana sacrificava a Deus por ela uma parte mais excelente, o que demonstrava um amor maior de Elcana por Ana.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Ana sentia-se frustrada e humilhada, como muitos crentes nos dias de hoje, que não geram frutos espirituais. Vão à igreja, louvam e adoram ao Senhor, mas possuem vidas tão destruídas, complicadas e repleta de problemas, que essas pessoas se sentem exatamente como Ana. Humilhados. Frustrados. E, para completar, outros irmãos ou mesmo os incrédulos vivem zombando e afrontando essas pessoas, creio que muitas vezes perguntando: &#8220;Onde está o seu Deus?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Infelizmente, isso é uma realidade dura mas verdadeira. Vemos muitas pessoas andando de cabeixa baixa e decepcionadas com a vida. A vida dessas pessoas simplismente não vai para a frente. E, com isso, as pessoas vem carregando diversos traumas que esfriam sobremaneira o seu relacionamento com Deus, muitos até se desviam e deixam de crer no Deus do Impossível. Essas pessoas, feridas na alma, deixam seu coração endurecer de tal maneira, que semente nenhuma da Palavra de Deus pode frutificar novamente em seus corações. Como uma terra extremamente seca na época de estio forte, toda rachada e machucada, em que uma semente simplesmente cai e não é absorvida, muito menos possui nutrientes para se desenvolver, assim é o coração dessas pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. É um emprego que não deu certo. Um noivado que terminou inesperadamente. Um ministério frustrado. Um filho que aborrece. Um marido ineficaz. Uma esposa fria. Se fôssemos inumerar, seriam tantos os problemas que não caberiam nem mesmo em um livro.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Mas, eu não gostaria de elucidar sobre problemas. Gostaria de falar sobre solução. Nosso Deus é infinitamente maior que todos os nossos problemas. E Ele está esperando que corramos para os braços Dele, afim de que deitemos em seu colo e sejamos acalentados pelo seu infinito amor.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Cansada e exausta daquela vida de derrotas, Ana não se desespera ou toma atitudes loucas. Não. Ela corre para os braços do Pai, e se humilha em Sua maravilhosa presença!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: 1 Samuel 1:10,11 &#8211; &#8220;Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Vejam que Ana chorou abundantemente! Isso significa que ela se derramou na presença de Deus buscando socorro e auxílio. Deus espera de nós um coração como o de Ana, totalmente quebrantado em Sua presença, completamente apaixonado por Ele! O rei Davi, homem segundo o coração de Deus, salmodiou:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: Salmos 34:18 &#8211; &#8220;Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: Salmos 51:17 &#8211; &#8220;Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. É exatamente assim que devemos ser! Quebrantados! Um coração quebrantado é aquela terra molhada pelas lágrimas, repleta de nitrientes, fofa e preparada. Quando Jesus Cristo lança nela uma semente, esta terra a absorve e acolhe, e a semente fica pronta para frutificar e ser o que ela é!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Ana, assim fez também um voto com Deus, prometendo seu filho para Ele. Observem que ela não foi egoísta para com o Senhor. Hoje, muitas pessoas desejam as bênçãos do Deus das Bênçãos para si mesmas e para deleite próprio. Na maioria das vezes, Deus não permite que essas pessoas assim recebam porque são extremamente egoístas!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Outra questão interessante é que o sacerdote Eli, observando Ana orar e se quebrantar diante do Senhor, pensou que ela estava embriagada. Mas não, Ana estava cheia do Espírito Santo, que &#8220;&#8230; intercede por nós com gemidos inexprimíveis.&#8221; Romanos 8:26</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Meu querido (a), quando estamos cheios do Espírito Santo, este se move em nós de forma tão sobrenatural que não suportamos de tamanha emoção, e muitos choram, gritam, riem, pulam, gritam&#8230; infelizmente algumas igrejas de hoje tem se escandalizado por isso. O que é um absurdo! Vejam que o próprio sacerdote escandalizou-se com Ana, e sua maneira extravagante de orar!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: 1 Samuel 1:13-17 &#8211; &#8220;Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora.Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Observemos que Eli, aos obter a resposta de Ana e vendo seu quebrantamento, a abençoou. Muitas vezes também, oramos, oramos, oramos e oramos e nada acontece. Deus está esperando que você vá até seu líder espiritual e receba dele a bênção que Ele tem preparado para todos os que O amam. Mas, por quê Deus age assim? Longe de limitar a ação do Altíssimo, talvez Deus queira que nós dependamos uns dos outros para sermos abençoados. Essa necessidades uns dos outros que nos tornam um em Cristo Jesus, que é a vontade do Pai. Nós somos o corpo de Cristo, e precisamos de todos os membros e células para frutificarmos espiritualmente.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Diante de tudo isso, Ana teve um filho, cujo nome é Samuel! Que mãe maravilhosa e prudente! Que mulher exemplar! Ela gerou um filho que se tornou sacerdote da Casa de Deus e que ungiu a Davi como Rei de Israel!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Minha oração é que você, através do exemplo de Ana, possa gerar frutos espirituais dignos de ficarem escritos para toda eternidade nos céus e na terra!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Toda honra, toda glória, todo louvor, toda riqueza, toda sabedoria, todo poder e toda força sejam dadas somente a Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores! Amém!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De volta, a esperança...]]></title>
<link>http://aaadrien.wordpress.com/2009/11/23/de-volta-a-esperanca/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:26:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Adrien Santos Coelho</dc:creator>
<guid>http://aaadrien.wordpress.com/2009/11/23/de-volta-a-esperanca/</guid>
<description><![CDATA[Entras-te de repente. Rapidamente iluminas-te. Trouxeste de volta aquela sensação que há muito não s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Entras-te de repente. Rapidamente iluminas-te. Trouxeste de volta aquela sensação que há muito não sentia. Contigo veio a esperança de poder estar ao teu lado. Apesar de ser um sentimento novo e indefinido. Quero poder partilhar contigo a minha vida e o meu ser. Sentir-te entre meu braços, sentir que és minha. Para te proteger e amar para todo o sempre.  </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Refletindo sobre ruptura]]></title>
<link>http://bemfeliz.com.br/2009/11/22/refletindo-sobre-ruptura/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 20:20:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>analumais3</dc:creator>
<guid>http://bemfeliz.com.br/2009/11/22/refletindo-sobre-ruptura/</guid>
<description><![CDATA[Nem sei se alguém já escreveu sobre isto, ou mesmo se vai escrever. Ainda não tenho filho nascido, c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nem sei se alguém já escreveu sobre isto, ou mesmo se vai escrever.</p>
<p>Ainda não tenho filho nascido, criado e crescido. Ainda não entendo ao certo o que é a tal da questão relacionada ao ninho vazio.</p>
<p>Ainda não sei o que são noites sem dormir, e no fundo, tenho esperança de ter poucas ocorrências nesta categoria na minha vida.</p>
<p>Ainda não sei o que é dedicar tanto tempo de uma vida em prol de outra vida, o que é ver esta vida crescer inserida em uma rotina propiciada por você, em uma redominha linda de cristal (fundamental por muito tempo) e de repente&#8230;</p>
<p>Passar pela fase da vida que traduz rompimento sem desligamento &#8211; uau&#8230;</p>
<p>Rompimento porque em algum momento um filho nascido, criado e crescido vai ficar maior do que o que você pode propiciar a ele. Rompimento, porque em algum momento, ele vai precisar de mais do que você pode dar. Rompimento porque neste momento, ou ele vai alçar vôo por conta própria, ou porque a vida vai propiciar esta linda visão do horizonte prá ele.</p>
<p>Por enquanto, isto tudo me parece um tanto irônico.</p>
<p>Imagino a figura do progenitor &#8211; o horizonte é lindo (sempre, sinal de esperança, de conquista, de amplitude, de vida), mas perigoso (muita liberdade, muito espaço, muita estrada de terra batida e pedras batendo na lataria prá chegar lá). Este progenitor que tem a seu favor a experiência, a vivência, as tatoos de vida espalhadas pela história, sabe o quão necessário é que o rebento trilhe este caminho &#8211; e daí, a vital necessidade de ruptura. Mas, sabe também, dos sofrimentos, das altas temperaturas do forno que molda a jóia, e por isso, quando da ruptura, a sensação de perda.</p>
<p>Rompimento = perda? Será? Por incrível que pareça, no caso desta ligação, acho que o impossível é tão visível que assume o papel de elo de ligação.</p>
<p>E este elo se chama rompimento sem desligamento.</p>
<p>O amor. A cumplicidade. O respeito. A ternura. A briga. O sentido de família &#8211; tanto permeia indelevelmente quem fica quanto quem vai.</p>
<p>Li em um livro de Josué Rodrigues (procure, o cara sabe do que fala quando o assunto é família) que as memórias afetivas são o que nos sustentam ao longo da vida, são o que nos fazem voltar sempre.</p>
<p>Acho que lá na frente, depois de kilometros na estrada isto fica claro para todo rebento. É impossível esquecer de onde se vem, a própria raiz &#8211; é possível esconder, mas não esquecer&#8230;</p>
<p>Não pretendo esquecer de onde vim e quem sou. Pretendo entender melhor quem sou &#8211; um pontinho de cada vez. E pretendo ter um rebento para a Trindade, para o horizonte, para a vida.</p>
<p>E lá na frente, quando  a ruptura do crescimento for necessária, pretendo estar menos despreparada para enfrentar este dilema quase irônico e antagonico que me permitira depois de um curto espaço de tempo, viver a cumplicidade do compartilhar o cuidado &#8211; Deus cuidando de mim, do marido e do rebento, eu cuidadando de mim, do marido e do rebento e todo mundo se cuidando de volta em um ciclo virtuoso de dependência absoluta de Deus e co-depência uns dos outros.</p>
<p>Me parece que como tudo na vida, esta equação aparentemente tão exata e simples de entender, se mostra tão complexa e tão atrativa para mim &#8211; parece mesmo que as coisas mais simples, mais naturais, são as mais difíceis de se deixar entender, simplesmente porque elas requerem que sejam aceitas e não questionadas.</p>
<p>Bejoprocê!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O poeta é um mentiroso]]></title>
<link>http://zapatablood.wordpress.com/2009/11/21/279/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 19:46:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>zapatablood</dc:creator>
<guid>http://zapatablood.wordpress.com/2009/11/21/279/</guid>
<description><![CDATA[A primeira vez que te vi, lembrei Da primeira vez que me apaixonei De repente o lugar que eu pisava ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote><p>A primeira vez que te vi, lembrei<br />
Da primeira vez que me apaixonei<br />
De repente o lugar que eu pisava desapareceu<br />
Toda cor em você, tudo em volta era nada<br />
Somente teus passos na areia da estrada que me levava<br />
O meu caminho era o teu</p>
<p>O bem me quer<br />
O mal também me quer<br />
Eu tô como o diabo gosta<br />
E seja o que Deus quiser</p>
<p>Eu não sei se o céu tava azul ou preto<br />
Eu não sei de nada, eu não vi direito<br />
Com quem eu estava quando aconteceu<br />
Acho que era errado<br />
Se bem que deu certo<br />
Como se o horizonte ficasse mais perto<br />
A boca do teu desejo engoliu o meu</p>
<p>O que Deus quiser<br />
O que o acaso quiser<br />
Seja o que Deus quiser</p>
<p>==============================================</p>
<p style="text-align:center;">Te miro y pienso,<br />
te miro y me digo:<br />
“quien quiera que seas,<br />
¿de dónde has salido?”</p>
<p style="text-align:center;">Lo quiero todo, y tengo muy claro que no<br />
te voy a entender<br />
más que en parte.</p>
<p style="text-align:center;">Me importa mucho más<br />
verte vibrar, así,<br />
que descifrarte</p>
<p style="text-align:center;">
</blockquote>
<p>Esse individuo é tão repleto de contradições, que por uma simples casualidade de um toque de lábios, toda a agonia em viver, toda aquela beleza em sentir ódio some. Não só os sentimentos críticos, mas dentro de 1/4 de minutos, parece que o chão some e a única coisa que o acontece é cair. E o corpo caindo fica tão leve que parece que se está plainando, às vezes  lhe falta o ar é por que se desaprende a respirar; corpo se encontra numa dormência muscular. Que chega dar medo, contudo, é um medo tão bom&#8230; que o que mais vai querer sentir agora é esse medo. É volver a los 17.</p>
<p>Depois de tudo completamente perturbado ele sai pensando se algum dia foi tão mágico, ou sempre é tão mágico. É como aquele velho conto inglês; que a personagem faz de tudo para ser presa pois tem em mente que nada é melhor que a vida de um presidiário, um certa vez ela vê um beleza diferente na vida, então desiste de querer viver em cárcere, logo depois ela é preso por vagabundagem. Por pura casualidade a vida lhe prega uma peça, e se encontra preso mais uma vez numa prisão de flores, um emaranhado de rosas espinhentas, e não tem mais nada a fazer que se furar todinho nestes espinhos e provar aquele doce veneno, outra vez, ou pela primeira vez?</p>
<p>Perfumado de uma falsa ilusória paixão. Não se pode deixar de procurar dentro do passado e se perguntar se algum dia  foi tão feliz. E nada mais resta do que rir de como um toque de corpos lhe causa perca de total memória, pois um filme tão clichê, de uma amor em construção parece a coisa mais original.</p>
<p>Ri do passado por tantas tragédias gregas já vividas por ter passado por Penélope, Orfeu, depois de ter sido Hercules e cumprido os doze trabalhos,  agora sou Teceu, e agora posso amar minha doce Hélène.</p>
<p><em>Tu beso se hizo calor,<br />
Luego el calor, movimiento,<br />
Luego gota de sudor<br />
Que se hizo vapor, luego viento<br />
Que en un rincón de la rioja<br />
Movió el aspa de un molino<br />
Mientras se pisaba el vino<br />
Que bebió tu boca roja.</em></p>
<p><em>Tu boca roja en la mía,<br />
La copa que gira en mi mano,<br />
Y mientras el vino caía<br />
Supe que de algún lejano<br />
Rincón de otra galaxia,<br />
El amor que me darías,<br />
Transformado, volvería<br />
Un día a darte las gracias.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O Incidente" - Parte II]]></title>
<link>http://blogdoherrero.wordpress.com/2009/11/21/o-incidente-parte-ii/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 18:00:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>rodrigoherrerolopes</dc:creator>
<guid>http://blogdoherrero.wordpress.com/2009/11/21/o-incidente-parte-ii/</guid>
<description><![CDATA[Hoje publico a parte II do conto. Só agora que notei que fiz a divisão errada, não cortei no meio, m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje publico a parte II do conto. Só agora que notei que fiz a divisão errada, não cortei no meio, mas sim antes! Mané! Enfim&#8230; Bom proveito!</p>
<p><strong>“O Incidente” &#8211; Parte II</strong></p>
<p>No dia seguinte, ele se arrumou melhor e foi pro bar por volta das 15h, sob um sol de rachar, que fazia escorrer suor pela sua testa vermelha. Comprou um suco e esperou Jussara. Ela veio, já pelas 18h. Descia a ladeira e, em frente ao boteco, acenou discretamente para Zé Fernando, que, levantou-se e foi em direção a ela, e disse: “Quer tomar um suco comigo?”. A pergunta, surpreendente, assustou a tímida jovem, que se esquivou e recusou o convite: “Tenho que ir para a casa agora, estou cheia de coisas para fazer”, respondeu, apesar de saber que ia passar a noite assistindo novela e ouvindo reclamações de sua mãe. Mesmo assim ela foi, apressando o passo. Zé Fernando se irritou e berrou para o dono do bar: “Troca essa merda de suco vagabundo por uma pinga agora mesmo”, exclamou, abandonando seu corpo à cadeira.</p>
<p>A partir dali, desandou de vez. Ia para o bar logo cedo e não saia dali enquanto não fosse carregado para casa. Sentava-se com a cadeira para o lado oposto da rua onde poderia passar Jussara. Via agora uma rua calma, repleta de caminhos de madeira, com árvores em tamanho médio, de não mais que dez anos de vida. Parecia se fixar num pé de amora. O dono do boteco deixava o pobre infeliz afundar na inércia de suas mágoas até meia-noite, quando não agüentava mais e fechava o bar, empurrando o bêbado para a calçada. “Zé, tá tarde. Preciso sair e já faz uma hora que devia ter fechado isso daqui. Vai pra casa hômi”.</p>
<p>Tropeçando em lamúrias, Zé ia sem falar uma palavra, sem mexer um músculo da face. Seus parentes não entendiam o que acontecia. Francisco só resmungava, praguejando para que o bebum fosse embora. Isabel, preocupada com o irmão, não recebia respostas dele e se desesperava: “mas ele tinha parado de beber pinga. Mal bebia cerveja. Por quê?”, indagava, em vão. Maria morria de medo e se trancava no quarto, indo dormir só quando o tio se estatelava no sofá. Temia que ele quebrasse a casa ou algo do gênero. Já se passavam 13 dias e a situação continuava insustentável: da casa para o boteco, de lá para a casa, com o fedor de pinga e de suor aumentando, já que ele não tomava banho há dias. Zé não percebera, já que sentava de costas para a outra rua, mas Jussara, desde o “incidente”, não passara mais por ali.</p>
<p>No décimo quinto dia Pedro tentou fazer com que Zé desistisse de curtir essa dor e falou: “Rapaz, já faz seis dias que a moça não passa por aqui. Esquece isso, volta pra e toca a tua vida!”, recomendou, de um jeito veloz e difícil de entender, típico dos moradores daquela região. Mas funcionou. Naquele momento acendeu uma luz sobre a cabeça do pobre homem que se maltratava por causa daquela mulher. Levantou-se, jogou a pinga longe e foi pagar Pedro, que se assustou com o movimento brusco e inesperado de Zé, mas ficou aliviado por se livrar de um homem “que vai se matar se continuar assim e ainda acabariam me culpando”, pensou. Ele comemorou em um grito: “Isso mesmo Zé, toma rumo na vida”, disse. Zé pagou a conta e cumprimentou o dono da espelunca com um aceno de cabeça. Quando virou-se para descer os degraus e pegar o caminho da calçada ficou branco de susto. Jussara passara naquele instante pela rua, mas, ao contrário de antes, olhando para Zé com rosto piedoso. “Mas o velho Pedro garantiu que ela não tinha passado mais aqui”, pensou Zé, espantado com o que via, enquanto Jussara atravessava a rua e ia até ele.</p>
<p>“Zé, eu queria te dizer uma coisa”, iniciou o diálogo a moça, com a voz agitada. “Eu fiquei sabendo o que você fez depois daquele dia que conversamos. Se tu num sabe, sua irmã é amiga da minha tia”, continuou. “Quero que você pare de encher a cara, senão eu acabo me sentindo culpada”, disse. “Mas a culpa é sua mesmo”, retrucou Zé, amargurado. “Eu só te chamei para um suco e você me destratou daquela forma”. “Zé, e lá isso é desculpa pra encher a cara e viver caindo pela calçada?”, indagou Jussara, implacavelmente. “É sim”, devolveu Zé. “É porque eu gosto d’ocê, Jussara”, completou. A moça permaneceu imóvel diante dele por alguns segundos, num silêncio devastador, quebrado apenas pelo farfalhar de algumas folhas de árvores e pelo canto distante de um passarinho. “Mas hômi de Deus, a gente nunca conversou direito. Tu me viu uma ou outra vez. Como pode?”, perguntava Jussara, perplexa. “Não sei, só sei que foi assim. E se você veio aqui só pra passar sermão é bom tomar seu rumo, porque isso não ta ajudando em nada”, respondeu Zé, que complementou: “E fique a senhora sossegada que eu vou embora amanhã mesmo, assim deixo esse fim de mundo de uma vez”. Nesse momento, Jussara fez uma expressão que se assemelhava com algo muito triste que tivesse ouvido naquele segundo. “Eu preciso voltar mesmo ao batente na capital e aqui não consegui descansar nem um pouco”. E assim, Zé partiu para a casa de seus parentes, sem se despedir da amada que o rejeitou. Jussara, enquanto isso, permanecia em pé na frente do bar, sentindo uma leve ponta de arrependimento brotar-lhe no peito.</p>
<p>Zé chegou na casa da irmã, tomou banho, jantou com todos, sem pronunciar uma palavra, até arrumar as malas, quando declarou: “Amanhã à noite eu pego o ônibus das nove da noite, vou voltar porque ta na hora de trabalhar”. A fala miúda de Zé assustou os presentes, ainda mais que o banho tomado e o jantar com eles. “Vai mesmo, Zé? Melhor pra ti guri”, falou Francisco. “Que bom”, exclamou Maria. “Resolveu seu problema, Zé?”, questionou Isabel. “Sim mana, apesar de não ter descansado o que devia, to pronto pra tocar minha vida novamente”, respondeu.</p>
<p>No dia seguinte, Zé acordou bem cedo e com toda a disposição. Cumprimentou a todos da casa , tomou café e foi pra banca pegar um jornal. Voltou pra casa, leu e passou o resto do dia assistindo televisão, passando pela primeira vez o tempo todo em casa. Só lá pelas seis tarde saiu da casa, quando era possível notar o cair da tarde da cidade interiorana, onde ainda é possível ver o céu com clareza, suas estrelas surgindo em meio às violáceas e rosáceas que pintam um quadro belo no céu. Passou no bar do Pedro para comprar um Plaza e se despedir do dono. Na saída, foi surpreendido pela aparição de Jussara. “Oi Zé, precisamos conversar”,iniciou o diálogo. “Não tenho nada para conversar, daqui três horas meu ônibus parte”, retraiu. “Eu sei. Por isso mesmo”, retrucou Jussara. “Então diz logo, diacho”, zangou-se Zé.</p>
<p>Jussara, então, respirou fundo e começou: “Eu gostei de você desde o primeiro dia que te vi”, disparou, fazendo Zé dar um passo para trás, assustado. “Eu passava de cabeça baixa, com medo que me apaixonasse por você. Mas não agüentei e, pelo menos, acenava para ti, até que você resolveu falar comigo”, disse, prosseguindo. “Eu queria muito tomar aquele suco com você, mas eu já sou comprometida, você se esqueceu de saber disso. Meu namorado mora longe e ta viajando. Mas logo ele volta para a gente casar”. Continuava Jussara, dilacerando, em palavras, o coração puído de José. “”Eu gosto muito dele, que foi sempre muito bom comigo. Mas e você? Vem aqui, com data marcada pra voltar, vida resolvida muito longe daqui, com amigos, família, trabalho. E eu também tenho tudo isso aqui, mas com uma realidade muito diferentes da sua. Que história isso ia dar?”, perguntou Jussara. Mas Zé não conseguia balbuciar uma sílaba sequer, ficando paralisado em frente à amada. “Então eu parei de passar aqui, mas senti remorso quando soube de sua bebedeira. Sinto que parta agora, mas talvez seja melhor, antes que essa história acabe mal”, prosseguiu, enquanto uma lágrima despencava da bochecha esquerda de Zé. “Eu só queria esclarecer tudo e falar pra você que adorei saber que se interessou por mim, mas não posso abandonar tudo que tenho aqui por você, pois sei que você acabaria pedindo isso, todos que vêm da cidade grande pedem isso”, finalizou Jussara, dando um beijo no rosto de Zé, antes de ir pra sua casa.</p>
<p>O pedreiro em férias, recuperado de alguns minutos de torpor, se recompôs e foi pegar suas malas, sem dizer mais nada até chegar à rodoviária, levado pelos parentes. Zé agradeceu a estadia, pediu desculpas pelos incômodos e se despediu deles. Ao sentar no banco sentiu um aperto no coração, enquanto algo parecia ser empurrado de baixo para a cima até à garganta. Francisco e Isabel acenavam  do lado de fora, respondidos por Zé, durante aqueles angustiantes segundos de espera até o ônibus partir. Quando os pneus do veículo começaram a rodar rumo à estrada, a vizinha de banco de José se estranhou ao perceber algumas lágrimas do rapaz. Zé, por seu turno, sentia que aquela pressão na garganta desaguava pelos seus olhos, enquanto uma dor indescritível machucava-lhe a alma. Sua visão, embaçada pelo choro, via a escuridão da mata refletida no céu, entrecortada por algumas estrelas e por reflexos negros das nuvens e da mata rasa. A certeza de que nunca mais veria Jussara doía-lhe fundo. E essa imagem bucólica da noite daquela cidadezinha do interior trazia ainda mais tristeza, pelas lembranças e pela saudade que a viagem cravaria em seu coração pelo resto de seus dias. Após esses instantes de desalento, José tampou a janela com as cortinas e pôs-se a dormir, como se isso fosse fazê-lo esquecer de tudo, enquanto que uma cantiga de amor pulsava em seu velho radinho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O Incidente" - Parte I]]></title>
<link>http://blogdoherrero.wordpress.com/2009/11/20/o-incidente-parte-i/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 20:00:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>rodrigoherrerolopes</dc:creator>
<guid>http://blogdoherrero.wordpress.com/2009/11/20/o-incidente-parte-i/</guid>
<description><![CDATA[Olá. Hoje o dia foi bastante complicado (quem me acompanha pelo twitter sabe bem disso), então fica ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Olá.</p>
<p>Hoje o dia foi bastante complicado (quem me acompanha pelo twitter sabe bem disso), então fica difícil ter tempo para pesquissar alguma coisa interessante para publicar aqui.</p>
<p>Mas, cavucando nas minas dos meus alfarrábios, eis que acho um conto que acreditava já estar publicado aqui. Trata-se de &#8220;O Incidente&#8221;, escrito lá pelos idos de 2007 e tem muita relação com <a href="http://blogdoherrero.wordpress.com/2009/06/22/a-partida/" target="_blank">A Partida</a>, já publicado no blog (clique no nome do conto para lê-lo).</p>
<p>Ambos recebem influência muito forte de uma viagem a passeio que fiz no fim de 2006 e início de 2007 pelo Paraná, passando alguns dias em Umuarama (noroeste do Estado) e a capital Curitiba. Os cenários, as pessoas, os ritmos, enfim, a vida desses dois lugares interessantes, cada um a seu modo, me inspiraram a escrever esses dois contos, que tratam de amor, amizade, dor, desilusão, e, de certa forma, falam de esperança.</p>
<p>No caso de &#8220;O Incidente&#8221;, recordo-me que não havia colocado no site por ser extenso e um tanto cansativo. Daí que agora ocorreu-me esta idéia de dividi-lo (de forma aleatória, pela metade nas páginas do Word) para facilitar a leitura. Vamos ao conto! Amanhã tem a segunda parte. Espero que seja do agrado de quem frequenta este espaço. Até mais!</p>
<p><strong>“O Incidente” &#8211; Parte I<br />
</strong></p>
<p>José Fernando estava na cidade havia cinco dias. Foi visitar alguns parentes que não via há anos. Depois de muito tempo brigado com Francisco e Isabel (tio e irmã, de José, respectivamente) por um motivo que ele nem lembrava mais, as mágoas passaram e eles o convidaram a passar alguns dias na pequena cidade interiorana, há léguas de distância da capital. José Fernando achou de bom grado, pois havia anos que não tirava férias da construção civil desde que pegou aquele hospital público que nunca terminava. Mas, enfim, acabou e ele pôde descansar alguns dias, antes que a próxima obra começasse.</p>
<p>Rumou para lá com uma mochila, uma muda de roupa enfiada de qualquer jeito, três maços de cigarro Plaza e uma garrafa de pinga que era retirada a todo instante para o deleite de seu dono. Isso sem falar no seu inseparável radinho de pilha, permanentemente grudado ao ouvido. Assim, ele pegou o ônibus no maior terminal da cidade e desembestou pela estrada adentro. “Lugar que não chega nunca, diacho”, reclamava José, após 5 horas de viagem, entre um gole e outro de sua aguardente. “Boa para danar”, costumava elogiar seu líquido, vindo de uma cidadezinha distante em outro Estado.</p>
<p>No entanto, o trajeto para o interior era muito longo mesmo: cortava três Estados e passava por mais de 20 cidades. Ia demorar umas 20 horas. “Raio de estrada que num muda. Só vejo mato e boi em tudo que é lado”, resmungava a cada meia hora para a pessoa do banco ao lado, que mal agüentava seu bafo de cana. Nas seis paradas da viagem, ele só descia para urinar, fumar seu cigarro e esticar seu joelho esquerdo que costumava atormentá-lo quando passava muito tempo em pé ou sentado.</p>
<p>Francisco, Isabel e Maria, filha de Isabel, o esperavam na minúscula rodoviária da cidade, que mais parecia uma praça, situada num círculo, com comércio, invariavelmente botecos, no centro e vários espaços para os ônibus estacionarem, mesmo que parasse apenas um ônibus por dia dali. O resto servia mais para estacionamento de carros e parada de intermunicipais. Finalmente, o ônibus de José Fernando chegou: “Êta, pessoar!. Ceis não mudaram nada hein”, disse, em tom brincalhão, típico do interior, para provocar seu tio, enquanto tropeçava em seus próprios pés, quase caindo pela bebedeira do percurso. Francisco pegou a mochila e deu um suspiro de arrependimento. Isabel ajudou a erguê-lo e Maria não entendia, nada, já que era muito nova quando viu o tio pela primeira vez. “Já chega bêbado Zé? Assim fica difícil”, exclamou Francisco.</p>
<p>Chegando em casa, depois daquela conturbada recepção, Zé foi para o banheiro meio a contragosto. Refeito, Francisco, Isabel e Zé conversaram para acertar os ponteiros definitivamente, deixando, contudo, a situação na mesma: Francisco não gostava muito de Zé e Isabel só o admitia em sua casa porque era irmão. E Zé sabia de tudo isso. Mesmo assim, resolveu ficar, pelo menos uns dias para esfriar a cabeça do ano duro que tivera. Já estava com 35 anos, trabalhara muito e não tinha tempo de sair, muito menos se divertir. Sozinho há dois anos, não conseguia se sentir atraído por nenhuma moça do bairro onde morava. Meio que inconscientemente, decidira ficar só por um tempo, depois de sua relação frustrada com Dorinha, a faxineira que foi sua vizinha por quatro anos.</p>
<p>Zé estava há cinco dias e não entendia o porquê. Achava que três dias eram o bastante. Não tinha nada para fazer ali. Acordava às 10, tomava café preto e comia pão com manteiga. Botava sua roupa e saia a perambular pelas ruas tranqüilas da cidadezinha. Tranqüilas porque não tinha uma viva alma nas calçadas, nem carros pelas vias. “Fim de ano é sempre assim. Todo mundo que pode foge daqui”, contava Maria para o tio. Depois de caminhar, ler jornal, bater papo com algum senhor de idade prostrado na pracinha, Zé retornava à casa para almoçar e tirar uma soneca de umas duas horas na rede que fica nos fundos. Só lá pelas quatro horas, sol ainda forte, ele ia para um boteco próximo tomar cerveja (tinha parado com a pinga, mas “descontava” tudo na cerveja) e fumar seu Plaza.</p>
<p>Passava pelo menos umas quatro horas por ali, olhando absorto para o nada, sem ninguém para conversar, apenas seu radinho de pilha, que lhe evitava a solidão. Pensava na vida enquanto ouvia as modas de viola e as canções “dor de corno” da rádio local. Nada o fazia mover dali. E cerveja atrás de cerveja passava pela mesa dele. No fundo, ele sabia a causa, tanto de sua permanência estendida na cidade quanto de suas bebedeiras, que acabavam lá pelas oito da noite, céu quase todo revestido de negro, quando ele resolvia ir embora, jantar, tomar banho e dormir, sem quase falar com seus parentes.</p>
<p>O motivo para aquilo tudo era Jussara, moça de idade semelhante a de Zé. Jeito simples, pouca instrução, mas de beleza rara. Tez branca, olhos e cabelos negros bem escuros. Tinha estatura mediana e cintura fina. Bem diferente de Zé: alto, cabelo castanho, magricela de dar dó, mas com uma barriga saliente e um pouco mais de estudo. Ela passava por aquela rua todos os dias, voltando de seu trabalho como costureira numa fábrica perto de sua casa. Descia a rua vazia com aquele ar tristonho da solidão, mas bela. Mas como ela não o conhecia, nem o cumprimentava. Seguia de cabeça baixa para casa, sempre com pressa, com um certo ar amedrontado. Apenas após o quarto dia, de rito semelhante, e, percebendo a simpatia do rapaz que bebia no bar e sempre a olhava com um sorriso no rosto e levantava o chapéu, ela reparou e resolveu dizer um “olá, boa tarde” ao desconhecido. Já tinham se passado oito dias pensando o porquê de estar ali remoendo sentimentos, enquanto a moça o cumprimentava educadamente, Zé resolveu agir.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[33.3]]></title>
<link>http://arturscheiner.wordpress.com/2009/11/20/3/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 18:47:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Artur Scheiner</dc:creator>
<guid>http://arturscheiner.wordpress.com/2009/11/20/3/</guid>
<description><![CDATA[Injurias são lançadas ao branco do vazio e o pouco que sobra. Transtorno. Louco pela exatidão do inv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Injurias são lançadas ao branco do vazio e o pouco que sobra. Transtorno. Louco pela exatidão do inverso e pelo resto. Padece. A esperança avança mais um dia.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo Vai Passar...]]></title>
<link>http://meninosmeninas.wordpress.com/2009/11/20/tudo-vai-passar/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 02:09:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>zachsantos</dc:creator>
<guid>http://meninosmeninas.wordpress.com/2009/11/20/tudo-vai-passar/</guid>
<description><![CDATA[Certa vez ouvi a história de rei que, em função de diversos problemas que enfrentava em seu reino e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Certa vez ouvi a história de rei que, em função de diversos problemas que enfrentava em seu reino e em sua vida particular, pedirá a todos os sábios de seu reino que criassem uma mensagem para ser grafada em um de seus anéis, que o acompanharia dia e noite.<br />
O rei desejava que tal frase o trouxesse consolo nos momentos de tristeza e angústia, mas que também trouxesse humildade nos momentos de felicidade e vitória.<br />
Os sábios passaram meses apresentando possíveis frases ao Rei, que as avaliava, mas ainda não mostrava-se satisfeito com as mensagens.<br />
Até que um dia, um dos sábios apresentou-o a seguinte frase:<br />
<strong><em>“Tudo vai passar”.</em></strong><br />
O rei então satisfeitíssimo mandou recompensar o sábio autor da frase e, então, registrou-a em seu anel, e passou a refletir sobre ela em todos os momentos de sua vida.</p>
<p><a href="http://meninosmeninas.wordpress.com/files/2009/11/tudo_vai_passar.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-241" title="tudo_vai_passar" src="http://meninosmeninas.wordpress.com/files/2009/11/tudo_vai_passar.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Então meus amigos, resolvi postar essa historia para vocês porque eu estou vivendo momentos de felicidade e isso está refletindo no blog que até parece uma novela da minha vida amorosa privada rsrs &#8230; Mas para o bem ou para o mal tudo passa, tudo vai passar e é bom termos isso em mente e aproveitar o momento &#8230;</p>
<p>Bom final de semana e feriado para todos e deixo vocês com <strong>Passive Agressive</strong> do<strong> Placebo</strong>, uma letra forte de<em> Brian Molko</em> que fala tanto de abrir o coração para Deus entrar ou para um amor.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/MNRb707rmhk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/MNRb707rmhk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><strong>Tradução:</strong></p>
<table id="tbl_traducoes">
<tbody>
<tr>
<td>It&#8217;s in your reach</td>
<td>Está em seu alcance</td>
</tr>
<tr>
<td>Concentrate</td>
<td>Concentre-se</td>
</tr>
<tr>
<td>It&#8217;s in your reach</td>
<td>Está em seu alcance</td>
</tr>
<tr>
<td>Concentrate</td>
<td>Concentre-se</td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td><em></em></td>
</tr>
<tr>
<td>If you deny this</td>
<td>Se você negar isso,</td>
</tr>
<tr>
<td>Then it&#8217;s your fault</td>
<td>Então é sua culpa</td>
</tr>
<tr>
<td>That God&#8217;s in Crisis</td>
<td>Que Deus está em crise</td>
</tr>
<tr>
<td>He&#8217;s over</td>
<td>Ele está acabado</td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
<td><em></em></td>
</tr>
<tr>
<td>Every time I rise I see you falling</td>
<td>Toda vez que eu me levanto vejo você caindo</td>
</tr>
<tr>
<td>Can you find me space inside your bleeding heart</td>
<td>Pode me achar um espaço dentro de seu coração sangrando?</td>
</tr>
<tr>
<td>Every time I rise I see you falling</td>
<td>Toda vez que eu me levanto vejo você caindo</td>
</tr>
<tr>
<td>Can you find me space inside your bleeding heart</td>
<td>Pode me achar um espaço dentro de seu coração sangrando?</td>
</tr>
<tr>
<td>It falls apart</td>
<td>Está despedaçando</td>
</tr>
<tr>
<td>It falls apart</td>
<td>Está despedaçando</td>
</tr>
<tr>
<td>It falls apart</td>
<td>Está despedaçando</td>
</tr>
<tr>
<td> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chega?]]></title>
<link>http://odeaopreludio.wordpress.com/2009/11/19/chega/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:50:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Danilo Tavares</dc:creator>
<guid>http://odeaopreludio.wordpress.com/2009/11/19/chega/</guid>
<description><![CDATA[Talvez seja difícil entender que me interessa sim a idéia de ter uma grande janela para olhar a cida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Talvez seja difícil entender que me interessa sim a idéia de ter uma grande janela para olhar a cidade lá de cima, que mesmo preferindo uma casa eu não ligaria de dividir um espaço pequeno se fosse com você, que se me deixar ter meu pequeno canto dentro do nosso pequeno espaço as coisas vão fluir tão bem quanto a gente deseja. </p>
<p>Porque tenho que esperar tanto sobre tudo? Pra depois fingir que não demorou tanto? minhas dúvidas sobre tudo são tão naturais quanto a saudade de algo que nunca tive.<br />
Meus sonhos foram pisoteados ao longo do tempo e por isso já nem penso tanto em um Bulldog Inglês correndo pela sala, acabo lembrando o quanto a vitória era bem mais amorosa comigo sendo apenas uma tomba lata.</p>
<p>Será que poderemos ter um cachorro? Eu já disse que não gosto de pássaros nem peixes presos a não ser que deseje mudar de idéia e ir morar no interior, num sítio, chácara que seja, assim a gente tenta garantir um laguinho com patinhos, quem sabe?</p>
<p>Tua ausência me fez criar tantas expectativas, tantas tristezas e até alegrias momentâneas, essa vida de experimentar novas fontes não me agrada mais, chega vai?!<br />
Eu tô cansado de planejar essa vida sem você, tudo parece mais palpável se você chegar. então chega!</p>
<p>Talvez você seja o pedaço meu que Zeus repartiu, talvez nossa busca incessante possa acabar aqui. Se não acabar a gente tentou, são as chances e possibilidades que nos movem pra algum lugar, seja lá qual for, caminhamos pela vida pra frente, sem poder prever o futuro e todo esse meu planejamento pode ir por água abaixo&#8230; Talvez toda nossa felicidade esteja guardada num pote dentro de casa do lado da janela grande com vista para a cidade. chega?</p>
<p>Danilo Tavares</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Cantor do Vento - William Nicholson]]></title>
<link>http://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/11/19/o-cantor-do-vento-william-nicholson/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 13:54:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>contadores.destorias</dc:creator>
<guid>http://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/11/19/o-cantor-do-vento-william-nicholson/</guid>
<description><![CDATA[O Cantor do Vento William Nicholson Havia muitos e muitos anos que a voz do Cantor do Vento se calar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[O Cantor do Vento William Nicholson Havia muitos e muitos anos que a voz do Cantor do Vento se calar]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inveja]]></title>
<link>http://pensandonacarol.wordpress.com/2009/11/19/inveja/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 13:33:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>pensandonacarol</dc:creator>
<guid>http://pensandonacarol.wordpress.com/2009/11/19/inveja/</guid>
<description><![CDATA[Tive que viajar a trabalho novamente esta semana e a pessoa com quem estou trabalhando todos os dias]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Tive que viajar a trabalho novamente esta semana e a pessoa com quem estou trabalhando todos os dias, um cara novo com praticamente a mesma idade que eu, tem uma filhinha de 3 meses. Quase o mesmo tempo de vida que a Carol teria agora.</p>
<p>Cada vez que vejo ele fazendo coisas para a filha, falando no telefone com a esposa sobre a nenê, sua cara de felicidade ou sono, sinto um pouco de inveja. Fico feliz por ele, mas era para eu também estar fazendo e sentindo essas coisas.</p>
<p>Apesar destes sentinmentos ambíguos, continuo achando que estamos avançando. Ainda estamos no comecinho da nossa nova viagem, e não temos ainda muito a oferecer para mudar as coisas que fazíamos antes. Mas todo dia a Carol me ensina alguma coisinha, e juntando tudo acredito que conseguiremos entender tudo um dia.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[::: O caminho da fé é o AMOR.]]></title>
<link>http://freelives.wordpress.com/2009/11/18/o-caminho-da-fe-e-o-amor/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:07:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>physike</dc:creator>
<guid>http://freelives.wordpress.com/2009/11/18/o-caminho-da-fe-e-o-amor/</guid>
<description><![CDATA[.::. Seguir os princípios da Palavra de Deus nos torna pessoas segundo o coração do Pai, e faz com q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" title="graça" src="http://ministeriogrei.com.br/imagens/img-pornografia-03.jpg" alt="" width="105" height="123" />.::. Seguir os princípios da <span style="color:#339966;"><strong><em>Palavra de Deus</em></strong> </span>nos torna pessoas segundo o coração do Pai, e faz com que as bênçãos Dele nos alcancem. O mundo espiritual possui determinadas leis que devem ser obedecidas, para que tenhamos plena saúde espiritual e consequentemente uma vida neste mundo físico tão atribulado em que reinem a graça e a paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Digo isso pois as aflições fazem parte deste mundo caído pelo pecado mesmo, não há como escapar delas. O próprio Jesus Cristo disse:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: João 16:33 &#8211; &#8220;Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; <span style="color:#ff0000;">no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.</span>&#8220;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Para que possamos iniciar a ignição no mundo espiritual, devemos percorrer alguns caminhos específicos. Por exemplo, para obtermos o perdão, precisamos percorrer o caminho do arrependimento. Como resultado, somos lavados e remidos pelo sangue de Cristo, o que torna nossas vestes espirituais alvas como a neve.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. O caminho que devemos percorrer para que nossa fé seja ativada no mundo espiritual é o<span style="color:#ff0000;"><strong><em><span style="color:#008000;"> caminho do AMOR</span></em></strong></span>. Como consequência, temos a <strong><em>graça de Deus transbordando abundantemente em nossas vidas</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: Gálatas 5:6 &#8211; &#8220;Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; <span style="color:#ff6600;">mas sim a fé que opera pelo amor.</span>&#8220;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Algumas pessoas, possuem uma fé ínfima, mas obtém maravilhosos resultados espirituais. Muitas pessoas tem uma fé sobrenatural, lutam o tempo todo e o dia inteiro. Profetizam, falam em mistérios, repreendem a ação de satanás. Mas vivem uma vinda de tensão espiritual. Muitas vezes, recebem pouco de Deus. Muitos podem pensar que Deus à está colocando à prova. Outras, que há um pecado oculto. E muitas outras teorias. Mas não é nada disso. Falta amor. Amor por Deus e pelas coisas de Deus.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Por exemplo, pode ser que uma pessoa tenha uma fé maravilhosa, mas quando ela se prostra diante de Deus, adora-O apenas por um breve instante, e direciona toda sua fé para orar pela resolução de problemas ou para repreender a satanás em sua vida. Acaba por deixar o Pai em segundo plano nas suas orações e na sua fé, tornando-a ineficaz.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Na realidade, essa pessoa está erguendo um altar espiritual para o seu problema, e tirando Deus do altar que ele deveria ocupar em sua vida.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. São muitos os altares espirituais erguidos em detrimento do altar do Senhor da Glória: altar dos problemas no casamento, altar financeiro, altar de doenças, altar da depressão, altar da síndrome de coitadinho, altar de fracassos e derrotas, altar de lutas e perseguições, e muitos outros. </p>
<p style="text-align:justify;">.::. Por esse motivo muitos crentes estão doentes espiritualmente. Sabem o que é a fé e como utilizá-la, como está escrito em Hebeus 11:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: Hebreus 11:1 &#8211; &#8220;ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Mas não percorrem o caminho necessário para alcançá-la em sua plenitude. <strong><em><span style="color:#ff6600;">Esse caminho é o AMOR</span></em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. E nós sabemos muito bem o que é o amor. Basta voltarmos um pouqinho antes do livro Gálatas e irmos até I Coríntios 13:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: I Coríntios 13:4 &#8211; 7  - &#8221; O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Portanto, devemos exercitar nossa fé para que alcancemos o impossível, mas devemos trilhar o caminho do AMOR à Deus acima de todas as coisas. Devemos sofrer pela nossa carne, ao rejeitarmos os pecados e prazeres transitórios deste mundo. Exercer a bondade e sermos sempre humildes, procurando em primeiro lugar satisfazer a vontade do nosso Deus, que consiste em que amemos uns aos outros como a nós mesmos, e isso inclui nossos próprios inimigos. Tratar sempre com mansidão e temprança, e buscarmos com todas as nossas forças a verdade e a justiça. Devemos imitar sempre o exemplo de Cristo, que negou-se a si mesmo, negando a própria vida, pois Ele é a Vida e o Autor da Vida, para que nós pudéssemos viver e Nele viver.</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Então, nossa fé produzirá resultados sobrenaturais!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Sei que este é um assunto muito complexo e que daria um livro todo, talvez até mesmo maior que a Bíblia. Mas vou tentar ser bem suscinto e resumir.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="color:#000080;">.::. Nossa vida espiritual é como um carro. O motor é a fé. O combustível é a Palavra de Deus, o que podemos considerar também como a presença do Altíssimo. O acelerador é a oração. Os pneus são o amor. Muitas vezes, as pessoas enchem o tanque do seu carro, aceleram com tudo até o fim, e possuem um motor super potente. O combustível é dos melhores! Mas o carro não consegue sair do lugar, ou prossegue se arrastando, pois ou os pneus estão furados ou simplesmente não existem pneus neste carro. Logo, é necessário maior esforço por parte do motor, maior aceleração e queimar mais combustível. Mas, quando os pneus são dos melhores e estão em perfeitas condições, você pode voar com o melhor desempenho possível do seu carro!</span></em></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Portanto, nunca deixe faltar o amor em sua vida! Quando você for orar, dedique a maior parte do tempo em adoração e louvor à Deus! Adore-O, ame-O, pois Jesus Cristo é o único digno de todo louvor, toda adoração e toda glória! Em tudo o que for fazer, faça como se estivesse fazendo para Cristo. Todos os seus pensamentos estejam no amor à Deus. Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Quebre os altares que você ergueu em sua vida, e deixe um único e exclusivo altar para que o <strong><em>Rei dos reis e Senhor dos senhores</em></strong> esteja sobre ele. Deixe tudo o mais para segundo plano. Que o foco de suas orações, sua adoração, seu falar e pensar, seja apenas o Príncipe da Paz, Jesus Cristo!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Assim é possível experimentar as maravilhosas <strong><em>graça e paz</em></strong> de Deus que excedem todo entendimento! A graça de Deus flui quando o amor é percorrido e a fé é exercida! O amor fala de relacionamentos. A fé fala de batalha. Mas a graça de Deus é o que torna todas as coisas possíveis e impossíveis!  </p>
<p style="text-align:justify;">.::. Deus disse para Paulo:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: 2 Coríntios 12:9 &#8211; &#8221; E disse-me: <span style="color:#339966;">A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.</span> De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Descanse na graça maravilhosa de Deus! Deixe-a fluir em sua vida! Graça é favor, que se dispenssa ou se recebe. Favor que os homens não merecem, mas que Deus livremente lhes concede. A graça de Deus está somente em Cristo Jesus:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>::: João 1.17  &#8211; &#8220; Porque a lei foi dada por Moisés; <span style="color:#ff6600;">a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.</span>&#8220;</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Exerça sua fé para conquistar o impossível percorrendo o caminho do amor! Assim, contemplará a graça de Deus vindo sobre você como algo sublime e sereno. Descanse assim nos braços do Pai, no colo de Deus. Penso que graça significa o &#8220;colo de Deus&#8221;!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Não importa a situação que você está vivendo. Não importa o que você está passando. Deus é maior que todos os seus problemas! Nunca dê aos seus problemas e dificuldades o poder que eles não possuem! E óbvio, resista à satanás e seus desejos com todas as suas forças! Repreenda-o e expulse-o! Ele já está derrotado e o futuro dele é no lago de fogo e enxofre!</p>
<p style="text-align:justify;">.::. Faça essa oração: <em>&#8220;Pai, em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, permita que eu exerça minha fé a cada dia. Aumenta a minha fé. Mas, antes de tudo, que eu possa trilhar o caminho do amor. Dá-me um coração igual ao Teu, Pai. E que meu coração possa ser segundo o Seu coração. Ensina-me a agradá-lo e a fazer a Sua vontade acima de todas as coisas! Eu quebro agora todos os altares que construí na minha vida, e construo um novo altar agora, exclusivo para Sua habitação, Papai. Eu perdoo agora todos os que me ofenderam e repreendo toda ação de satanás na minha vida. Somente a Ti ofereço todo louvor, toda honra, toda glória, toda sabedoria, toda riqueza, toda força, todo poder, todo domínio, toda majestade, agora e para todo o sempre! E que a sua graça seja abundante em mim, pois nela descanso. Amém!&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;">.::. Que Deus abençoe sua vida abundantemente! Amém!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rapidinho]]></title>
<link>http://personanongratis.wordpress.com/2009/11/18/rapidinho/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 16:41:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hérika</dc:creator>
<guid>http://personanongratis.wordpress.com/2009/11/18/rapidinho/</guid>
<description><![CDATA[Fora o fato de sensação estranha de solidão, na maioria das vezes em que se está mais do que uma man]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a href="http://personanongratis.wordpress.com/files/2009/11/newlifesign.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1393" title="newlifesign" src="http://personanongratis.wordpress.com/files/2009/11/newlifesign.jpg?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a>Fora o fato de sensação estranha de solidão, na maioria das vezes em que se está mais do que uma manhã ou uma tarde e noite em casa, ter o próprio canto sem se preocupar em acordar para abrir a porta a uma ou três da manhã, para o seu irmão “cheio dos paus” (que nunca se incomodou em tirar uma cópia da chave de casa para que você continue sendo incomodada com isso), é maravilhoso, depois de ter comprado o fogão e esperado quase um mês para poder comprar o botijão de gás que não é mais o preço que te falaram quando você estava se preparando financeiramente para mudar de casa, não ele não é daquele preço é quase o dobro do dito, mas se tem que COMPRAR ( começo a ter um certo atrito com essa palavra ) para poder deixar de gastar mais comendo fora de casa.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem falar que as roupas continuam amassadas ( ferro de passar roupa, que ferro?), na geladeira que continua nas Lojas Maia só me esperando, ou o primeiro espertinho que se engraçar com ela; ah tem também as cadeiras que um vendedor ambulante do meu bairro teve a audácia de me oferecer por módicos R$ 80,00 reais, a unidade, que nem em sonho daqueles mais amarelos eu vou comprar porque?O fato de eu passar bastante tempo mais lisa do que com dinheiro no bolso, responde a pergunta?Tem também o fato da exploração mercantilista desses seres intitulados “vendedores ambulantes”, nem confiança meu bem. E tem também o episódio da torneira quebrada.</p>
<p style="text-align:justify;">Todo mundo diz que a gente tem que inaugurar a casa nova, com alguma coisa que faça  lembrar do dia em que se mudou para um quarto e sala + banheiro na cidade 2000, o episódio foi tão engraçado que nem me fez querer arrancar meus cabelos de raiva, eu não tive esse tempo porque era muita água. Você sabia que algumas pessoas precisam limpar as hélices do ventilador, que faz aquele ventinho à noite no seu quarto te ajudando a ter uma noite menos calorenta?Pois eu sou uma dessas pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao deixar estrategicamente o ventilador em cima da enorme pia de lavar roupa que fica mais estrategicamente, na cozinha do lado do meu fogão novo que nem tirei do plástico, para poder pegar o paninho de limpar o fazedor de vento eis que o dito resolveu me ajudar e cair em cima da torneira da pia, que não, não era de ferro como a gente é acostumada a ver nas casas por aí, ela era de um plástico bem transparentee VAGABUNDOO&#8230; O que houve?Só estou acostumada a ver tanta água jorrando assim, quando olho pra cima da ducha do banheiro ao tomar banho.</p>
<p style="text-align:justify;">Tirando o fato de tomar um banho involuntário e de ter que ir atrás de um “bombeiro”, encanador que fizesse o reparo, tudo ficou sequinho depois de eu ter que passar dois rodos e quatro panos para enxugar.Além do dinheiro emprestado que salvou as baleias&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Coisas que acontecem, né?</p>
<p style="text-align:justify;">Olha o final do ano aí&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Comecei a andar na pracinha depois que tomei vergonha na cara e fui à nutricionista.</p>
<p style="text-align:justify;">Sabe&#8230; Morar sozinha, mesmo de vez em quando me sentindo mais sozinha do que o pé grande da montanha até que faz a gente se sentir melhor do que antes&#8230; Tudo depende de mim&#8230; Pesado, viu?</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esperança]]></title>
<link>http://vartzlife.wordpress.com/2009/11/18/esperanca/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:29:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Valter Hugo Muniz</dc:creator>
<guid>http://vartzlife.wordpress.com/2009/11/18/esperanca/</guid>
<description><![CDATA[Espero Para ter consciência de que nem tudo acontece no meu tempo Para saber que as vezes é preciso ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h1>Espero</h1>
<p>Para ter consciência de que nem tudo acontece no meu tempo</p>
<p>Para saber que as vezes é preciso saber o justo momento</p>
<p>Para entender que alegria duradoura custa</p>
<p>Para não acabar na “saia justa”</p>
<h1>Espero</h1>
<p>Um dia encontrar a Máxima Felicidade</p>
<p>E sei que provavelmente ela não está na minha cidade</p>
<p>Pôr tudo na mala e voar pra minha casa</p>
<p>Saber onde eu vou, enquanto o tempo voraz passa</p>
<h1>Espero</h1>
<p>Para não acabar dando um passo maior que a perna</p>
<p>Para ser feliz do modo como Ele espera</p>
<p>Para não acabar tropeçando em mim mesmo</p>
<p>Para não cometer sempre o meu erro</p>
<h1>Espero</h1>
<p>Encontrá-la pronto para amar o quanto se deve</p>
<p>Estar sempre aberto à Deus, de alma leve</p>
<p>Olhar para frente, esquecendo o passado e ser feliz</p>
<p>A paciência de todos para entender o que a poesia diz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A alma que me cabe]]></title>
<link>http://semtidos.wordpress.com/2009/11/17/a-alma-que-me-cabe/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:28:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bartira Ferraz</dc:creator>
<guid>http://semtidos.wordpress.com/2009/11/17/a-alma-que-me-cabe/</guid>
<description><![CDATA[Ao embarcarmos nessa jornada em busca de um “coração que abraça o mundo”, nada mais natural que dedi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;">Ao embarcarmos nessa jornada em busca de um “coração que abraça o mundo”, nada mais natural que dedicar a atenção ao mundo que se deve e se quer abraçar: suas dores, imperfeições, mazelas e males, e suas gentes sofridas e vitimadas, ou cruéis, malvadas, violentas e indiferentes. Mas é fato que a tentação de se atirar na direção do mundo a ser abraçado sem a devida atenção ao coração que pretende abraçá-lo compromete a missão. É bom lembrar que também fazemos parte da “multidão” que queremos abraçar. Talvez seja esse exatamente o segredo da missão – abraçar a si mesmo no abraço ao outro, vendo o outro não como estranho, mas um igual; ver o outro não como alma a ser salva, mas reflexo da própria alma que pretende ser instrumento de salvação. O outro não é outro, senão eu mesmo fora de mim. Nele me vejo. Em sua alma a ser redimida enxergo a mim mesmo, também carente de salvação. Descubro no ato de abraçar que a verdadeira alma a ser salva é a minha.  Somente assim, nessa confusão; comunhão dos abraços, percebo que o mundo que pretendo e desejo abraçar não é um mundo construído apenas pelo outro que outrora eu pretendia salvar, nem tampouco um mundo estranho que é preciso transformar. O mundo passa a ser expressão de mim mesmo; sou eu também responsável pela feiúra do mundo que pretendo tornar belo. Antes de tentar abraçar o outro e seu mundo, somos chamados a encarar o mundo e o outro como quem olha um espelho: ver a nós mesmos e o mundo que ajudamos a construir. Assumir o desafio perene de que a verdadeira alma que nos cabe é a nossa mesma. A profecia começa sempre pela casa do Senhor.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Ed René Kivitz: http://www.ibab.com.br/ed091115.html</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sonhos...]]></title>
<link>http://eulivre.wordpress.com/2009/11/17/sonhos/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 10:29:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>eulivre</dc:creator>
<guid>http://eulivre.wordpress.com/2009/11/17/sonhos/</guid>
<description><![CDATA[Hoje sonhei com uma vida melhor. Foi muito bom! Hoje sonhei com uma pessoa melhor. Foi ótimo! Pena q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje sonhei com uma vida melhor. Foi muito bom!</p>
<p>Hoje sonhei com uma pessoa melhor. Foi ótimo!</p>
<p>Pena que as mudanças não ocorrem quando agente quer.</p>
<p>Mas tenho paciência e esperança&#8230; Vou ser feliz sem fazer ninguém infeliz.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Amor virtual]]></title>
<link>http://demodelando.wordpress.com/2009/11/17/amor-virtual/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 05:26:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joe</dc:creator>
<guid>http://demodelando.wordpress.com/2009/11/17/amor-virtual/</guid>
<description><![CDATA[Acredito em amor virtual. Não adianta se valer do ceticismo da carne e dizer que a distância engana,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><a rel="attachment wp-att-2204" href="http://demodelando.wordpress.com/2009/11/17/amor-virtual/amor-virtual/"><img class="alignleft size-full wp-image-2204" title="Amor virtual" src="http://demodelando.wordpress.com/files/2009/11/amor-virtual.png" alt="" width="150" height="133" /></a>Acredito em amor virtual. Não adianta se valer do ceticismo da carne e dizer que a distância engana, que as pessoas não se conhecem, que pode haver desfeita e desilusão. Acredito em amor virtual. Pois nada é mais expansivo e verdadeiro do que se conhecer pela linguagem. Nada é mais íntimo e pessoal do que se doar pela linguagem.</p>
<p style="text-align:justify;">Não serei convencido da frieza do relacionamento na web, da articulação de fachadas e pseudônimos, da ironia e dos subterfúgios denunciados nos chats. O que acontece na internet reproduz a vida com seus defeitos e virtudes, não se pode exagerar na desconfiança. O amor virtual é tão real quanto o sangue. Não preciso enxergar o sangue para verificar se ele corre. O amor virtual trabalha com a expectativa e a ansiedade. Como um teatro que se faz de improviso, com a ardência de ser aceito aos poucos, sem o temor e os avisos em falso do rosto.</p>
<p style="text-align:justify;">Na correspondência há a esperança de ser amado e de entreter as dores. A esperança aceita tudo, transforma todo troco em investimento. Um gesto de redobrada atenção, uma resposta alentada, uma frase diferente, um cuidado excessivo, a cordialidade do eco e o amor se instala.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há o julgamento pelas aparências (que se assemelha a uma execução sumária), mas o julgamento em função do que se imagina ser, do que se deseja, do que se acredita. São raros os momentos em que se pode fechar os olhos para adivinhar. Adivinhar é delicioso &#8211; é se dedicar com intensidade às impressões mais do que aos fatos.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dirão que é alienação permanecer horas e horas teclando ou diante de uma câmera e do computador. Mas é envolvimento, amizade, compromisso. É pressentir o cheiro, formigar os ouvidos, seduzir devagar. Não conheço paixão que não ofereça mais do que foi pedido.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem reclamava da ausência de preliminares deve comemorar o amor virtual? Nunca se teve tanta preliminar nas relações, rodeios, educação. Fica-se excitado por falar. Devolve-se à fala seu poder encantatório de persuadir. Afora o espaço democrático: um conversa e o outro responde. Findou o temporal de um perguntar para outro fingir que está ouvindo.</p>
<p style="text-align:justify;">No amor virtual, a linguagem é o corpo. Dar a linguagem é entregar o que se tem de mais valioso. É esquecer as roupas na corda para escutar a chuva. É recordar de memórias imprevistas como do tempo em que se ajudava à mãe a contornar com o garfo a massa do capeletti. Conversa-se da infância, dos fundos do pátio, do que ainda não se tinha noção, sem ficar ridículo ou catártico. Abre-se a guarda para olhares demorados nos próprios hábitos. A autocrítica se converte em humor; a compreensão, em cumplicidade. É uma distração para concentrar. Uma distração para dentro. Vive-se com mais clareza para contar e se narrar.</p>
<p style="text-align:justify;">Amor virtual é conhecer primeiro a letra, para depois conhecer a voz. A letra é o quarto da voz.</p>
<p style="text-align:justify;">By Fabrício Carpinejar, jornalista e escritor.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esperança]]></title>
<link>http://ziario.wordpress.com/2009/11/16/esperanca/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 17:09:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iara</dc:creator>
<guid>http://ziario.wordpress.com/2009/11/16/esperanca/</guid>
<description><![CDATA[A poderosa esperança é um estimulante bem maior da vida do que alguma felicidade que realmente ocorr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone" title="imagem da net" src="http://luradoslivros.files.wordpress.com/2009/01/pizdaus_plantinha_muro1.jpg?w=400&#038;h=410" alt="" width="400" height="410" /></p>
<p><span style="color:#000000;">A poderosa esperança é um estimulante bem maior da vida do que alguma felicidade que realmente ocorra. Os que sofrem tem de ser mantidos por uma esperança que não pode ser contrariada por nenhuma realidade__ que não é terminada com sua realização: uma esperança de além.</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Friedrich Nietzsche</strong> Em &#8220;O Anticristo e Ditirambos de Dionisio&#8221; ( Cia. das Letras, p. 28)</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Valores]]></title>
<link>http://animacorpo.wordpress.com/2009/11/16/valores/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:56:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Animus</dc:creator>
<guid>http://animacorpo.wordpress.com/2009/11/16/valores/</guid>
<description><![CDATA[Força, Fé, Esperança e Amor Creio que sem estes valores ninguém consiga ser feliz. “A justiça é Divi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Força, Fé, Esperança e Amor</p>
<p>Creio que sem estes valores ninguém consiga ser feliz.</p>
<p>“A justiça é Divina, porém a fé é humana.”</p>
<p>O ser humano é dotado do poder de raciocinar e transformar essas linhas de pensamentos em algo palpável e prático. Com isto, podemos dizer que temos muito poder se quisermos.</p>
<p>Precisamos de estímulo e de enxergar o fim do túnel para poder se empenhar em entrar nele e por assim dizer, atravessá-lo. É ai que nasce a esperança, dessa visão do futuro.</p>
<p>Se notar bem, quando enxerga sua função dentro desse caminho, cria forças para alcançá-lo.</p>
<p>Porém, se isso tudo não for feito com amor de nada terá valor. Sofrerá frustrações e conseqüentes desilusões porque mesmo que os tenha conquistado, estará sozinho no pódio. O que significa praticamente que derrubou todos para estar lá e não terão pessoas ao seu lado para aproveitar toda sua conquista.</p>
<p>O amor significa sempre estar ajudando, seja quem for, mereça muito ou pouco. É ser educado para não criar conflitos inconvenientes. É saber a hora de estar em silencio e dar espaço; e vai além, é saber a hora de falar e proferir a palavra certa de acalento.</p>
<p>Apliquei a palavra Divina da frase, que não é de autoria terrena, para causar impacto àqueles que não têm crença em alguma força que nos move. Contudo, não tenho apreensão de converter ninguém a religião alguma, muito pelo contrario, quero somente instigar o pensamento humano para que possam enxergar algo além de uma massa de músculos trabalhando até “morrer”.</p>
<p>Pois bem, por mais que tenhamos a nossa justiça entre os homens &#8211; o Direito &#8211; nunca poderemos controlar a justiça superior, esta sim “justa”, livre da parcialidade humana. Você pode ganhar 1 milhão de reais numa causa em que não tinha direito, mas logo verá que sua vitória será “abafada” por um fato posterior e incontrolável, que provavelmente não terá elo com a sua “vitória” judicial.</p>
<p>NADA ACONTECE POR ACASO.</p>
<p>Nesse aspecto, adentro ao valor da fé. Não da fé religiosa, ligada a uma crença preconcebida, mas da fé humana em querer conquistar um sonho. É acreditar na energia que tem dentro de si, e o poder que tem quando almeja algo em sua vida.</p>
<p>Escreva num papel, para nunca esquecer das tuas conquistas. Frustradas ou não, te deram energia para construir sempre algo melhor para sua vida. Na prática, se sonha em ter uma casa própria e trabalha para conquistar isso, quando começa a poder pagar um bom aluguel, isto significa que seu sonho esta no caminho, mesmo que não tenha ainda o objetivo concluído.</p>
<p>Reitero no sentido de que se faz o bem ao próximo e acredita no seu poder, terá o condão protetor da justiça que não se vê a olho nu. Ninguém tem a escolha de se submeter ou não a esta justiça, e acredite nela sempre, porque queira ou não, aqui, tudo o que fizer terá seu troco na mesma moeda.</p>
<p>Carlos Imbrosio Filho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trechos do livro "Por que Amamos", de Helen Fisher]]></title>
<link>http://ziario.wordpress.com/2009/11/21/trechos-do-livro-por-que-amamos-de-helen-fisher/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 16:51:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iara</dc:creator>
<guid>http://ziario.wordpress.com/2009/11/21/trechos-do-livro-por-que-amamos-de-helen-fisher/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Que êxtase impetuoso&#8221;: apaixonar-se   &#8220;O mundo, para mim, e tudo que ele abarca É]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="color:#000000;">&#8220;Que êxtase impetuoso&#8221;: apaixonar-se</span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong> </strong><br />
&#8220;O mundo, para mim, e tudo que ele abarca<br />
É cercado por teus braços; para mim ali jaz,<br />
Nas luzes e sombras de teus olhos,<br />
A única beleza que jamais envelhece.&#8221;<br />
James Weldon Johnson<br />
&#8220;A beleza que jamais envelhece&#8221;</span></p>
<p><span style="color:#000000;">&#8220;O fogo atravessa meu corpo — a dor de amar a ti. A dor atravessa meu corpo com as chamas de meu amor por ti. A enfermidade ronda meu corpo com meu amor por ti. A dor como de uma pústula prestes a se romper com meu amor por ti. Consumido pelo fogo de meu amor por ti. Lembro-me do que disseste a mim. Estou pensando em teu amor por mim. Eu me dilacero por teu amor por mim. Dor e mais dor. Para onde vais com meu amor? Disseram-me que ias partir. Disseram-me que me deixarias aqui. Meu corpo está entorpecido de pesar. Lembra-te do que eu disse, meu amor. Adeus, meu amor, adeus.&#8221;</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Assim falou um índio kwakiutl do sul do Alasca em seu poema arrebatador, transcrito da língua nativa em 1896.<br />
Quantos homens e mulheres amaram-se em todas as épocas que antecederam a mim e a você? Quantos de seus sonhos foram realizados; quantas de suas paixões desperdiçadas? Com freqüência, quando caminho ou me sento para meditar, maravilho-me com todos os casos de amor que este planeta absorveu. Felizmente, homens e mulheres de todo o mundo nos deixaram muitas provas de sua vida romântica.<br />
De Uruk, um sumério antigo, chegam poemas em tábuas cuneiformes que saúdam a paixão de Inanna, rainha da Suméria, por Dumuzi, um pastor. &#8220;Meu amado, o deleite de meus olhos&#8221;, lamenta Inanna para ele mais de quatro mil anos atrás.<br />
Os textos védicos e outros textos indianos, os mais antigos datando de 1000 e de 700 a.C., falam de Shiva, o mítico Senhor do Universo, que se apaixonou por Sati, uma jovem indiana. O deus reflete que &#8220;viu Sati e a si mesmo no pináculo de uma montanha/ enlaçados em amor&#8221;.<br />
Para alguns, a felicidade jamais chegaria. Assim foi para Qays, filho de um chefe tribal na antiga Arábia. Uma lenda árabe, datando do século VII d.C., diz que Qays era um rapaz bonito e brilhante — até conhecer Laila, que significa &#8220;noite&#8221;, devido a seus cabelos pretos como azeviche. Qays ficou tão inebriado que um dia saltou de sua carteira escolar para correr pelas ruas gritando o nome dela. Desde então ele ficou conhecido como Majnun, ou louco. Logo Majnun começou a vagar pelas areias do deserto, morando em cavernas com os animais, cantando versos a sua amada, enquanto Laila, enclausurada na tenda do pai, escapulia à noite para atirar bilhetes de amor ao vento. Um transeunte solidário levaria estes apelos ao jovem poeta desgrenhado e seminu. Sua paixão mútua por fim levaria à guerra entre as duas tribos — e à morte dos amantes. Só o que restou foi esta lenda.<br />
Meilan também sobreviveu à própria morte. Na fábula chinesa do século XII d.C. &#8220;A Deusa de Jade&#8221;, Meilan era a filha mimada de 15 anos de um alto funcionário de Kaifeng — até se apaixonar por Chang Po, um rapaz vivaz com dedos longos e finos e um dom para entalhar o jade. &#8220;Desde que céu e terra foram criados, você foi feita para mim e eu fui feito para você e não a deixarei partir&#8221;, declarou Chang Po a Meilan certa manhã no jardim da família dela. Mas estes amantes eram de classes diferentes na rígida hierarquia social da China. Desesperados, eles fugiram — e logo foram encontrados. Ele escapou. Ela foi enterrada viva no jardim do pai. Mas a história de Meilan ainda assombra a alma de muitos chineses.<br />
Romeu e Julieta, Páris e Helena, Orfeu e Eurídice, Abelardo e Heloísa, Tróilo e Créssida, Tristão e Isolda: milhares de poemas, canções e histórias românticas atravessaram séculos, vindos da Europa ancestral, bem como do Oriente Médio, do Japão, China, Índia e de cada sociedade que deixou registros escritos.<br />
Mesmo quando não possuem documentos escritos, os povos deixaram evidências de sua paixão. Na verdade, em um levantamento de 166 culturas variadas, antropólogos encontraram provas do amor romântico em 147, quase 90% delas. Nas 19 sociedades restantes, os cientistas simplesmente não conseguiram examinar este aspecto da vida das pessoas. Mas da Sibéria ao interior da Austrália e à Amazônia, as pessoas cantavam canções, compunham poemas de amor e contavam mitos e lendas do amor romântico. Muitas fazem a magia do amor — levando amuletos e encantamentos ou servindo condimentos ou preparados para estimular o ardor romântico. <strong>Alguns matam os amantes. Outros se matam. Muitos adoecem de uma tristeza tão profunda que mal podem comer ou dormir.</strong><br />
A partir da leitura de poemas, canções e histórias de povos de todo o mundo, passei a acreditar que a capacidade para o amor romântico está firmemente entrelaçada no tecido do cérebro humano. <strong>O amor romântico é uma experiência humana universal.</strong><br />
<strong>O que é este sentimento volátil, com freqüência incontrolável, que se apodera da mente, trazendo alegria em um momento e desespero no outro?</strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong> </strong><br />
<strong>O estudo do amor</strong><br />
&#8220;Oh, diga-me a verdade sobre o amor&#8221;, exclamou o poeta W. H. Auden. Para entender o que realmente leva a esta profunda experiência humana, investiguei a literatura psicológica sobre o amor romântico, selecionando aquelas características, sintomas ou problemas físicos que foram repetidamente mencionados. Não é de surpreender que este poderoso sentimento seja um complexo de muitas características específicas.<br />
Depois, para me convencer de que estas características da paixão romântica são universais, eu as usei como a base para um questionário que planejei sobre o amor romântico. E com a assistência de Michelle Cristiani, na época aluna de pós-graduação na Universidade Rutgers, e da Dra. Mariko Hasagawa e do Dr. Toshikazu Hasagawa, da Universidade de Tóquio, distribuí este levantamento entre homens e mulheres na Universidade Rutgers, em Nova Jersey, e na Universidade de Tóquio.<br />
A pesquisa começava: &#8220;Este questionário trata de ‘estar amando’, as sensações de estar enfeitiçado, apaixonado, ou ter uma forte atração romântica por alguém.Se você não está atualmente ‘amando’ alguém, mas se sentiu muito apaixonado por alguém no passado, por favor responda às perguntas com esta pessoa em mente.&#8221; Os participantes eram depois indagados sobre várias questões demográficas, idade, situação financeira, religião, etnia, orientação sexual e estado civil. Também perguntei sobre seus casos de amor. Entre as perguntas: &#8220;Quanto tempo você ficou apaixonado?&#8221; &#8220;Qual o percentual diário, em média, que você pensa nesta pessoa?&#8221; E &#8220;Você às vezes se sente como se seus sentimentos estivessem fora de seu controle?&#8221;<br />
Depois vinha o corpo do questionário. Continha 54 afirmativas, como: &#8220;Tenho mais energia quando estou com ______.&#8221; &#8220;Meu coração dispara quando ouço a voz de _______ ao telefone.&#8221; E &#8220;Quando estou em aula/no trabalho, minha mente vagueia para _______.&#8221; Elaborei estas perguntas para que refletissem as características mais comumente associadas com o amor romântico. Os participantes tinham de indicar a que ponto concordavam com cada pergunta numa escala de sete pontos que ia de &#8220;discordo enfaticamente&#8221; a &#8220;concordo enfaticamente&#8221;. Um total de 437 americanos e 402 japoneses responderam ao questionário. Depois os estatísticos MacGregor Suzuki e Tony Oliva reuniram os dados e fizeram uma análise estatística.<br />
Os resultados foram assombrosos. Idade, gênero, orientação sexual, afiliação religiosa, grupo étnico: nenhuma destas variáveis humanas fizeram muita diferença nas respostas.<br />
Por exemplo, pessoas de diferentes grupos etários responderam, sem nenhuma diferença estatística significativa, a 82% das afirmativas. As pessoas com mais de 45 anos relataram estar tão apaixonadas quanto aquelas que tinham menos de 25 anos. Heterossexuais e homossexuais deram respostas semelhantes em 86% das questões. Em 87% das perguntas, os homens e mulheres americanos responderam praticamente da mesma forma: havia poucas diferenças de gênero. Americanos &#8220;brancos&#8221; e &#8220;outros&#8221; responderam similarmente em 82% das perguntas: a raça quase não tinha importância no ardor romântico. Católicos e protestantes não exibiram variação significativa em 89% das afirmativas: a afiliação a igrejas não tinha importância. E quando os grupos mostraram diferenças &#8220;estatisticamente significativas&#8221; em suas respostas, em geral um grupo era um pouco mais apaixonado do que o outro.<br />
As maiores diferenças estavam entre os americanos e os japoneses. Em mais de 43 questões onde mostraram variações estatísticas significativas, uma nacionalidade simplesmente expressou uma paixão romântica um pouco maior. E todas as 12 perguntas que mostravam diferenças drásticas pareciam ter explicações culturais óbvias. Por exemplo, somente 24% dos americanos concordaram com a afirmativa: &#8220;Quando estou falando com _____, com freqüência tenho medo de dizer alguma coisa errada&#8221;, enquanto colossais 65% de japoneses concordaram com esta declaração. Suspeito que esta variação específica tenha ocorrido porque os jovens japoneses em geral têm relações mais formais com o sexo oposto do que os americanos. Assim, considerando tudo, nestas duas sociedades muito diferentes, homens e mulheres eram muito semelhantes em seus sentimentos de paixão romântica.<br />
Amor romântico. Amor obsessivo. Amor apaixonado. Paixão. Chame como quiser, homens e mulheres de cada época e cultura foram &#8220;enfeitiçados, amolados e aturdidos&#8221; por este poder irresistível. Estar apaixonado é universal à humanidade; faz parte da natureza humana.<br />
Além disso, esta magia ataca a cada um de nós praticamente da mesma maneira.<br />
<strong> </strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>&#8220;Significado especial&#8221;</strong><br />
Uma das primeiras coisas que acontecem quando você se apaixona é que você vive uma mudança drástica na consciência: seu &#8220;objeto de amor&#8221; assume o que os psicólogos chamam de &#8220;significado especial&#8221;. <strong>Seu amado torna-se singular, único e sumamente importante.</strong> Como disse um enamorado, &#8220;Todo o meu mundo se transformou. Eu tinha um novo centro, e este centro era Marylin&#8221;. Romeu, de Shakespeare, expressou este sentimento mais sucintamente, dizendo de sua adorada:</span><span style="color:#000000;"><strong> &#8220;Julieta é o Sol&#8221;.<br />
</strong>Antes que o relacionamento se desenvolva para o amor romântico, você pode se sentir atraído por vários indivíduos diferentes, voltando sua atenção para um, depois para outro. Mas por fim você começa a concentrar a paixão em apenas um. Emily Dickinson chamou este mundo particular de </span><span style="color:#000000;"><strong>&#8220;o reino do você&#8221;.<br />
</strong>Este fenômeno está relacionado com a incapacidade humana de sentir paixão romântica por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Em meu levantamento, 79% dos homens e 87% das mulheres disseram que não iriam a um encontro amoroso com outra pessoa se seu amado não estivesse disponível.<br />
<strong> </strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Atenção Concentrada</strong><br />
<strong>A pessoa possuída pelo amor concentra a atenção quase completamente no amado</strong>, com freqüência em detrimento de tudo e todos em torno dela, inclusive trabalho, família e amigos. Ortega y Gasset, o filósofo espanhol, chama isto de &#8220;um estado anormal de atenção que ocorre em um homem normal&#8221;. Esta atenção concentrada é um aspecto essencial do amor romântico.<br />
Homens e mulheres apaixonados também se concentram em todos os acontecimentos, canções, cartas e outras coisinhas que eles associaram com o amado. O tempo que parou no parque para mostrar a ela uma flor; a noite em que ela atirou limões para ele preparar as bebidas: para o possuído pelo amor, estes momentos casuais estão vivos. Setenta e três por cento dos homens e 85% das mulheres em meu levantamento lembraram-se de coisas banais que seu amado disse e fez. E 83% dos homens e 90% das mulheres reprisam estes episódios preciosos em sua mente enquanto refletem sobre seus amados.<br />
Bilhões de outros amantes provavelmente sentiram um surto de ternura quando pensaram nos momentos passados com um namorado. Um exemplo asiático tocante disto vem de um poema chinês do século IX, &#8220;A Esteira de Bambu&#8221;, de Yuan Chen. Chen angustiou-se: &#8220;Não suporto guardar/ a esteira de bambu:/ na noite em que te trouxe para casa,/ eu te vi desenrolá-la.&#8221; Para Chen, um objeto cotidiano tinha adquirido um poder icônico.<br />
O conto do século XII, Lancelot, de Chrétien de Troyes, ilustra este mesmo aspecto da paixão romântica. Neste épico, Lancelot encontra o pente da rainha Guinevere na estrada depois que ela e seu cortejo passam. Vários de seus cabelos dourados estão emaranhados nos dentes. Como escreveu de Troyes, &#8220;Ele começou a adorar os cabelos dela; mil vezes ele os tocou com os olhos, a boca, a testa e a face&#8221;.</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"> </span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Engrandecendo o amado</strong><br />
<strong>O apaixonado também começa a superdimensionar, até a exagerar aspectos minúsculos do adorado.</strong> Se pressionados, quase todos os amantes podem relacionar as coisas de que não gostam em seu amor. Mas eles deixam estas percepções de lado ou se convencem de que <strong>os defeitos são únicos e encantadores.</strong> &#8220;Assim os amantes governam a causa de sua paixão/ para amar suas damas por suas falhas&#8221;, refletiu Molière. Concordo. <strong>Alguns chegam a adorar seus amados por seus defeitos.</strong><br />
E os amantes idolatram as qualidades positivas de seus amados, desprezando flagrantemente a realidade. É a vida através de lentes cor-de-rosa, o que os psicólogos chamam de &#8220;efeito da lente cor-de-rosa&#8221;. Virginia Woolf descreveu vividamente esta miopia ao dizer: &#8220;Mas o amor (&#8230;) é apenas uma ilusão. A história que alguém compõe mentalmente sobre outra pessoa. E sabe-se o tempo todo que não é verdade. É claro que se sabe; por que o eterno acalentar não destrói a ilusão&#8221;.<br />
Nossa amostra de americanos e japoneses certamente ilustra este efeito da lente cor-de-rosa. Cerca de 65% dos homens e 55% das mulheres no levantamento concordaram com a afirmativa: &#8220;______ tem alguns defeitos, mas eles não me incomodam de jeito nenhum&#8221; . E 64% dos homens e 61% das mulheres concordaram com a afirmativa: &#8220;Eu amo tudo em ______&#8221; .<br />
Como nos iludimos quando amamos. Chaucer estava certo: &#8220;O amor é cego.&#8221;</span></p>
<p><strong><span style="color:#000000;"> </span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>&#8220;Pensamento intrusivo&#8221;</strong><br />
<strong>Um dos principais sintomas do amor romântico é a meditação obsessiva sobre o amado.</strong> É conhecida pelos psicólogos como<strong> &#8220;pensamento intrusivo&#8221;. Você simplesmente não consegue tirar o amado da cabeça.</strong><br />
Exemplos de pensamento intrusivo abundam na literatura mundial. O poeta chinês do século IV, Tzu Yeh, escreveu: &#8220;Como posso não pensar em ti&#8230;&#8221;. Um poeta japonês do século VIII lamentou: &#8220;Meu desejo não tem tempo, embora cesse&#8221;. Giraut de Borneil, um trovador da França do século XII, cantou: &#8220;Por amar demais (&#8230;) Tão terrivelmente meus pensamentos me atormentam&#8221;. E o nativo maori da Nova Zelândia expressou seu sofrimento com estas palavras: &#8220;Deito-me acordado toda noite,/ Para o amor me pilhar em segredo.&#8221;<br />
Mas talvez o exemplo mais admirável de pensamento intrusivo venha da obra-prima medieval de Wolfram von Eschenbach, Parzival. Nesta história, Parzival estava a meio galope em seu corcel quando viu três gotas de sangue na neve de inverno, vertido por um pato selvagem que tinha sido ferido por um falcão. Isto o recordou da tez carmim e alabastro de sua esposa, Condwiramurs. Petrificado, Parzival senta-se em contemplação, congelado em seus estribos. &#8220;E assim ele refletiu, perdido em pensamentos, até que seus sentidos/ desertaram-no. O poderoso amor o fez escravo.&#8221;<br />
Infelizmente, Parzival segurava sua lança erguida — um sinal cavalheiresco de desafio. Logo depois, cavaleiros que estavam acampados em uma campina próxima com o rei Artur perceberam e galoparam para um combate com ele. Foi somente quando os seguidores de Parzival colocaram um cachecol sobre as gotas de sangue que ele se sacudiu de seu transe de amor, abaixou a arma e evitou uma batalha mortal.<br />
Poderoso é o amor. Não é de surpreender que 79% dos homens e 78% das mulheres em meu levantamento tenham relatado que quando estão em aula ou no trabalho sua mente se volta continuamente para o amado. E 47% dos homens e 50% das mulheres concordaram que &#8220;Não importa por onde comece, minha mente sempre termina pensando em ______&#8221; . Outras pesquisas relatam descobertas semelhantes. Os participantes dizem que pensam em seu &#8220;objeto de amor&#8221; por mais de 85% das horas de vigília.<br />
Como Milton foi perspicaz em Paraíso perdido ao colocar Eva dizendo a Adão: &#8220;Contigo conversando, esqueço-me de todo o tempo&#8221;.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>Fervor Emocional</strong><br />
Dos 839 participantes americanos e japoneses de meu levantamento do amor romântico, 80% dos homens e 79% das mulheres concordaram com a declaração: &#8220;Quando tenho certeza de que _____ está apaixonado por mim, me sinto mais leve do que o ar&#8221;</span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Nenhum aspecto isolado de &#8220;estar apaixonado&#8221; é tão familiar ao amante do que a torrente de emoções intensas que inundam sua mente.</strong> Alguns se tornam dolorosamente envergonhados ou desastrados quando na presença do amado. Alguns ficam pálidos. Alguns ruborizam. Alguns tremem. Outros gaguejam. Alguns suam. Alguns ficam com os joelhos frouxos, sentem-se tontos, ou têm &#8220;borboletas no estômago&#8221;. Outros relatam uma respiração acelerada. E muitos dizem sentir o coração em brasa.<br />
Catulo, o poeta romano, certamente foi arrebatado. Escrevendo para sua amada, ele disse: &#8220;Você me enlouquece./ Ver você, Minha Lésbia, tira-me o fôlego./ Minha língua congela, meu corpo/ enche-se de chamas&#8221;. Ono No Komachi, uma poetisa japonesa do século IX, escreveu: &#8220;Deito-me desperta, quente/ as chamas crescentes da paixão/ explodindo, inflamando meu coração&#8221;. A mulher do Cântico dos Cânticos, a carta de amor hebreu composta entre 900 e 300 a.C., lamentava: &#8220;Desfaleço de amor&#8221;. E o poeta americano Walt Whitman descreveu este turbilhão emocional perfeitamente, ao dizer: &#8220;Esta furiosa tempestade galopa por mim — tremo apaixonadamente&#8221;.<br />
Os amantes cavalgam um jaguar de contentamento tão veloz que muitos acham difícil comer ou dormir.<br />
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<p><strong><span style="color:#000000;"> </span></strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Energia Intensa</strong><br />
<strong>A perda de apetite e sono tem uma relação direta com outra das sensações esmagadoras do amor: uma enorme energia.</strong> Como disse a um antropólogo um jovem da ilha de Mangaia, no Pacífico Sul, quando pensava em sua amada ele &#8220;se sentia como se saltasse no céu!&#8221; Sessenta e quatro por cento dos homens e 68% das mulheres de nosso levantamento também relataram que o coração acelerava quando ouviam a voz do amado ao telefone. E 77% dos homens e 76% das mulheres disseram ter uma explosão de energia quando estavam com o amado.<br />
Bardos, menestréis, poetas, dramaturgos, romancistas: homens e mulheres cantaram por séculos esta <strong>química energizante</strong>, bem como a <strong>gagueira desconcertante e o nervosismo</strong>,<strong> o coração martelando e a falta de fôlego que podem acompanhar o amor romântico.</strong> Mas de todos os que discutiram este pandemônio físico e psíquico, ninguém foi tão ilustrativo como Andreas Capellanus, ou André Capelão, um erudito francês da década de 1180 que circulava nas altas rodas cortesãs e escreveu Tratado do amor cortês, um clássico literário de todos os tempos.<br />
Foi naquele século que surgiu a tradição do amor cortês na França. Este código prescrevia a conduta do amante em relação à amada. O amante era freqüentemente um trovador — um poeta muito culto, músico e cantor, com freqüência das fileiras da cavalaria. Em muitos casos sua amada era uma mulher casada com o senhor de uma família distinta da Europa. Estes trovadores compunham e depois cantavam versos muito românticos para idolatrar e lisonjear a senhora da casa.<br />
Todavia esperava-se que aqueles &#8220;romances&#8221; fossem castos — e observassem rigidamente os códigos complexos da conduta cavalheiresca. Assim, em seu livro, Capelão codificou as regras do amor cortês. Sem saber, ele também relacionou muitas das principais características do amor romântico, entre elas a <strong>turbulência interior do amante</strong>. Como ele expressou adequadamente, &#8220;ao ter um vislumbre súbito de sua amada, o coração do amante começa a palpitar&#8221;. &#8220;Todo amante regularmente empalidece na presença de sua amada.&#8221; E &#8220;Um homem atormentado pelo pensamento do amor come e dorme muito pouco&#8221;.<br />
O clérigo sofisticado também falou do pensamento intrusivo que vivem os amantes, declarando: &#8220;tudo o que um amante faz termina na idéia de sua amada&#8221;. E &#8220;Um verdadeiro amante está contínua e ininterruptamente obcecado pela imagem da amada&#8221;. Ele também reconheceu claramente que o amante concentra toda sua atenção em uma só pessoa quando ama, ao dizer: &#8220;Ninguém pode amar duas pessoas ao mesmo tempo&#8221;.<br />
Os aspectos fundamentais do amor romântico não mudaram em quase mil anos.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>Oscilações de Humor: do êxtase ao desespero</strong><br />
&#8220;Ele deriva pela água azul/ sob a lua clara,/ pegando lírios brancos no Lago Sul./ Cada flor de lótus/ fala de amor/ até seu coração se despedaçar.&#8221; Para o poeta chinês do século VIII Li Po, o romance era doloroso.<br />
<strong>As sensações do amor vão às alturas e despencam.</strong> Se o amado inunda o amante de atenção, se ele liga regularmente, escreve<br />
e-mails afetuosos ou se une ao amante para uma tarde ou noitinha de comida e diversões, o mundo irradia. Mas se o adorado parece indiferente, aparece tarde ou sequer aparece, deixa de responder aos e-mails, telefonemas ou cartas, ou manda algum sinal negativo, o amante começa a se sentir desesperado. Apáticos, deprimidos, estes galanteadores ficam melancólicos até que consigam explicar satisfatoriamente seus atos, aliviar seus corações menosprezados e renovar a caça.<br />
<strong>A paixão romântica pode produzir uma variedade de mudanças estonteantes de humor que vão da exultação, quando o amor é retribuído, à ansiedade, desespero ou até raiva quando o ardor romântico é ignorado ou rejeitado.</strong> Como coloca o escritor suíço Henri Frederic Amiel, &#8220;Quanto mais um homem ama, mais ele sofre&#8221;. Os povos tâmeis do sul da Índia chegam a ter um nome para esta enfermidade. Eles chamam este estado de sofrimento amoroso de &#8220;mayakkam&#8221;, que significa intoxicação, tonteira e ilusão.<br />
Não chega a me surpreender que 72% dos homens e 77% das mulheres em meu levantamento discordem da afirmativa: &#8220;O comportamento de ______ não tem nenhum efeito sobre meu bem-estar emocional&#8221; . E 68% dos homens e 56% das mulheres apóiam a afirmativa: &#8220;Meu estado emocional depende de como _______ se sente em relação a mim&#8221;.</span></p>
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<p><span style="color:#000000;"><strong>O Desejo de União Emocional</strong><br />
&#8220;Venha a mim em meus sonhos, e então/ De dia eu estarei novamente bem./ Pois assim a noite compensará/ o desejo desesperançado do dia&#8221;. Os amantes anseiam por união emocional com um amado, como sabia o poeta Matthew Arnold. Sem esta conexão com um amado, eles se sentem incompletos ou vazios, como se lhes faltasse uma parte essencial de si mesmos.<br />
Esta necessidade assoberbante de união emocional, tão característica do amante, é memoravelmente expressa em O banquete, o relato de Platão de um jantar em Atenas em 416 a.C. Nesta noite festiva, algumas das mentes mais brilhantes da Grécia clássica reuniram-se para jantar na casa de Agaton. Enquanto se reclinam em seus divãs, um convidado propõe que se divirtam com um tópico de discussão, apenas esportivamente: cada um deles deveria descrever e louvar o Deus do Amor.<br />
Todos concordaram. A flautista foi dispensada. Depois, um por um, eles usaram sua vez para louvar o Deus do Amor. Alguns consideraram esta figura sobrenatural a mais &#8220;antiga&#8221;, a mais &#8220;honrada&#8221; ou a menos &#8220;preconceituosa&#8221; de todos os deuses. Outros sustentaram que o Deus do Amor era &#8220;jovem&#8221;, &#8220;sensível&#8221;, &#8220;poderoso&#8221; ou &#8220;bom&#8221;. Mas não Sócrates. Ele começou sua homenagem contando o diálogo que teve com Diotima, a esposa sábia de Mantinea. Falando do Deus do Amor, ela disse a Sócrates: &#8220;Ele sempre vive em um estado de necessidade&#8221;.<br />
<strong>&#8220;Um estado de necessidade.&#8221;</strong> Talvez nenhuma expressão em toda a literatura tenha apreendido com tanta clareza a essência do amor romântico apaixonado: Necessidade. Em meu levantamento, 86% dos homens e 84% das mulheres concordaram com a afirmativa: &#8220;Eu espero de todo coração que _______ esteja tão atraído(a) por mim como estou por ele/ela&#8221;.<br />
Este desejo de se fundir com o amado permeia a literatura mundial. O poeta romano do século VI d.C. Paulo Silentiarius escreveu: &#8220;E ali repousam os amantes, os lábios selados/ delirantes, infinitamente sedentos,/ cada um deles esperando para entrar completamente no outro&#8221;.Yvor Winters, poeta americano do século XX, escreveu: &#8220;Possam nossos sucessores nos selar em uma só urna,/ Um só espírito nunca retorna&#8221;.E Milton expressou isto perfeitamente em Paraíso perdido quando Adão diz a Eva: &#8220;Nós somos um,/ Uma carne; perder-te é perder a mim mesmo&#8221;.<br />
O filósofo Robert Solomon acredita que este desejo intenso é a principal razão para o amante dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Isto não é uma declaração do fato, mas um pedido de confirmação. O amante quer ouvir aquelas poderosas palavras, &#8220;eu também te amo&#8221;. Tão profunda é esta necessidade de união emocional com o amado que os psicólogos acreditam que <strong>o senso de identidade do amante se tolda.</strong> Como disse Freud, &#8220;A esta altura, o estado de ser no amor ameaça obliterar as fronteiras entre ego e objeto&#8221;.<br />
A romancista Joyce Carol Oates apreendeu vividamente esta sensação de jubilosa fusão quando escreveu: &#8220;Se eles se virarem de repente para nós, recuaremos/ a pele se arrepia úmida, sutilmente/ seremos rasgados em duas pessoas?&#8221;<br />
<strong> </strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>À procura de Pistas</strong><br />
<strong>Quando os amantes não sabem se seu amor é apreciado e retribuído, eles se tornam hipersensíveis aos sinais enviados pelo adorado.</strong> Como escreveu Robert Graves, &#8220;Ouvindo uma batida na porta, esperando por um sinal&#8221;. Em meu levantamento, 79% dos homens e 83% das mulheres relataram que quando se sentem fortemente atraídos por alguém, dissecam os atos do amado, procurando por pistas sobre seus sentimentos em relação a ele. E 62% dos homens e 51% das mulheres disseram que às vezes procuraram por significados alternativos para as palavras e gestos do amado.<br />
<strong> </strong></span></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Mudança de Prioridades</strong><br />
<strong>Muitos apaixonados também mudam o estilo do guarda-roupa, os maneirismos, os hábitos, às vezes até os valores para conquistar o ser amado.</strong> Um novo interesse por golfe, aulas de tango, colecionar antigüidades, um novo corte de cabelo, Mozart em vez de música country, até se mudar para uma nova cidade ou dar início a uma nova carreira: homens e mulheres fisgados pelo amor formam todo tipo de novos interesses, crenças e estilos de vida para agradar aos seus amados.<br />
O campeão do amor cortesão do século XII, André Capelão, resumiu este impulso escrevendo as palavras: &#8220;O amor não pode negar nada ao amor&#8221;. Enquanto um americano embriagado de amor coloca isso rudemente: &#8220;O que quer que ela gostasse, eu gostava&#8221;. Ele era um entre muitos. Setenta e nove por cento dos americanos e 70% das americanas em nosso levantamento concordaram com a afirmativa: &#8220;Gosto de manter minha programação em aberto para o caso de ______ estar livre e podermos nos ver&#8221;.<br />
Os amantes reorganizam a vida para acomodar o ser amado.<br />
</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color:#000000;"><strong>Dependência Emocional</strong><br />
<strong>Os amantes também se tornam dependentes do relacionamento, muito dependentes</strong>. Como o Marco Antônio de Shakespeare declarou a Cleópatra, &#8220;Tinha eu o coração atado por fios a teu leme&#8221;. Um antigo poema hieroglífico egípcio descrevia a mesma dependência ao dizer: &#8220;Meu coração é um escravo/ se ela me abraça&#8221;. O trovador do século XII Arnaut Daniel escreveu: &#8220;Sou dela da cabeça aos pés&#8221;. Mas Keats foi o mais apaixonado, escrevendo: &#8220;Em silêncio, para ouvir teu terno respirar,/ E assim viver para sempre — ou desvanecer até a morte&#8221;.<br />
<strong>Como os amantes são tão dependentes de um amado, eles sofrem uma terrível &#8220;ansiedade de separação&#8221; quando não estão em contato.</strong> Um poema japonês, escrito no século X, padece deste desespero. &#8220;A manhãzinha cintila/ no brilho difuso/ da primeira luz. Sufocado de tristeza,/ Eu te ajudo com tuas roupas.&#8221;<br />
Os amantes são marionetes que balançam das cordas do coração do outro.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>Empatia</strong><br />
<strong>Conseqüentemente, os amantes sentem uma enorme empatia pelo amado.</strong> Em meu levantamento, 64% dos homens e 76% das mulheres concordaram com a afirmativa: &#8220;Fico feliz quando _____ está feliz e triste quanto ele/ela está triste&#8221;.<br />
O poeta E. E. cummings escreveu encantadoramente sobre isso, dizendo: &#8220;ela ria sua alegria ela chorava sua tristeza&#8221;. <strong>Muitos amantes chegam a se dispor a se sacrificarem por seu amado</strong>. Talvez o sacrifício de Adão por Eva seja a oferta mais dramática de toda a literatura universal. Como Milton a descreveu, depois de descobrir que Eva havia comido da maçã proibida, Adão decide comer ele mesmo da maçã — o que ele sabe que levará à expulsão deles do Jardim do Éden e à morte. Adão diz: &#8220;pois contigo/ por certo minha resolução é morrer&#8221;.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>A Adversidade </strong><br />
<strong>A adversidade com freqüência alimenta a chama.</strong> Chamo este curioso fenômeno de &#8220;frustração-atração&#8221;, mas é mais conhecido como &#8220;efeito Romeu e Julieta&#8221;. Os obstáculos sociais ou físicos acendem a paixão romântica. Permitem que a realidade seja descartada e que nos concentremos nas enormes qualidades do outro. Até as discussões ou rompimentos temporários podem ser estimulantes.<br />
Um dos exemplos mais divertidos da literatura de como a adversidade aumenta o romance é a peça de um ato de Tchekov, O urso. Neste drama, um proprietário de terras mal-humorado, Grigori Stepanovitch Smirnov, aparece na casa de uma jovem viúva para pegar um dinheiro que o marido morto devia a ele. A mulher se recusa a pagar um cópeque que seja. Ela está de luto, explica, e grita bruscamente para ele: &#8220;Não estou com espírito para me preocupar com questões monetárias&#8221;. Isto lança Smirnov num discurso contra todas as mulheres — chamando-as de hipócritas, falsas, cruéis e ilógicas. &#8220;Brrrr!&#8221;, ele diz com veemência, &#8220;Tremo de fúria&#8221;. A raiva dele incita a dela e eles começam a trocar insultos aos gritos. Logo ele apela para um duelo. Aflita para fazer um buraco na cabeça dele, a viúva pega as pistolas do marido morto e eles tomam posições.<br />
Mas à medida que o rancor cresce, aumenta também o respeito mútuo — e a atração. De repente Smirnov exclama: &#8220;Agora, isto é que é mulher! Eu bem vejo! Uma mulher de verdade! Não é uma choramingas, não é uma covarde, é um meteoro, um foguete, é uma arma de fogo! É uma vergonha ter de matá-la!&#8221; Um minuto depois ele declara um amor imortal e pede a ela que seja esposa dele. Quando os criados dela correm para a sala para defender sua senhora com machados, ancinhos e forcados, tropeçam nos amantes — empolgados num abraço louco.<br />
Esta estranha relação entre a adversidade e o ardor romântico é vital em todos os amantes das grandes lendas do mundo. Se incitados por dificuldades de um ou outro tipo, eles só se amam ainda mais.<br />
A história ocidental mais conhecida desse tipo, é claro, é a tragédia de Shakespeare Romeu e Julieta. Aqueles jovens amantes da Verona do século XVI são apanhados em uma disputa amarga entre duas poderosas famílias, os Montéquio e os Capuleto. Romeu é um Montéquio, Julieta uma Capuleto. Todavia Romeu se apaixona por Julieta no momento em que a vê em uma festa da família, exclamando: &#8220;Oh, ela ensina o archote a luzir!/ Conheceria meu coração até hoje o amor? Abjure-o, olhe!/ Nunca soube até esta noite o que era a beleza&#8221;. Julieta também sucumbe à flecha do Cupido. Quando Romeu parte do banquete, ela pergunta à ama: &#8220;Vai perguntar como se chama. Se for casado,/ Meu túmulo será meu leito nupcial&#8221;. A peça se desenrola numa série de obstáculos e confusões que só intensificam a paixão dos dois.<br />
Sessenta e cinco por cento dos homens e 73% das mulheres em meu levantamento concordaram com a afirmativa: &#8220;Eu nunca desisto de amar _____, mesmo quando as coisas ficam ruins&#8221; . E 75% dos homens e 77% das mulheres concordaram com a afirmativa: &#8220;Quando o relacionamento com _____ tem um contratempo, eu me esforço mais para que as coisas dêem certo&#8221;.<br />
Um dos resultados inesperados de meu levantamento quase certamente pode ser atribuído ao papel da adversidade no amor. Os participantes homossexuais, tanto homens como mulheres, relataram mais turbilhão emocional do que os heterossexuais. Estes indivíduos eram mais atormentados pela insônia, perda de apetite e o desejo de união emocional com um amado. Acho que este sofrimento físico ocorre, pelo menos em parte, devido aos obstáculos sociais que devem ser superados por muitos amantes homossexuais.<br />
Os que responderam a meu questionário enquanto pensavam num ex-amante também pareciam mais frágeis emocionalmente. Também eles tiveram dificuldades para comer e dormir. Ficavam mais tímidos e desajeitados perto de seu antigo amado. Sofriam mais de &#8220;pensamento intrusivo&#8221; e mais oscilações de humor. E com mais freqüência relataram ter um coração acelerado quando pensavam em sua antiga chama. Suspeito de que muitos destes participantes foram rejeitados pelo ser amado — e esta adversidade aumentou seu ardor romântico.<br />
Como barcos a remo em um mar turbulento, homens e mulheres viajam pelas ondas da angústia e da alegria que são o amor romântico. E os obstáculos intensificam estas emoções. Se seu amado é casado com outra pessoa, se ele mora em outro continente, se vocês falam línguas diferentes, provêm de grupos étnicos diferentes ou de diferentes partes da cidade, este obstáculo pode aumentar a paixão romântica. Dickens disse sobre isso: &#8220;O amor com freqüência cresce de forma mais abundante na separação e sob as circunstâncias mais difíceis&#8221;. É bem verdade.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>Esperança</strong><br />
&#8220;Digamos que eu pudesse viver em esperança&#8221;, argumenta o rei Pirro com Andrômaca no drama de amor e morte de Racine. Por que os amantes devem continuar a ter esperança, mesmo quando os dados lançados pela vida saem incansavelmente contra eles? A maioria ainda espera que o relacionamento renasça — até anos depois de ter terminado amargamente. A esperança é outra característica predominante do amor romântico.<br />
Um poema encantador do século XVI, de Michael Drayton, expressa este otimismo. Ele começa: &#8220;Como não há remédio, vem, beijemo-nos e digamos adeus!/ Não, nada mais tenho, não terás mais nada de mim;/ E estou feliz, sim, de todo coração,/ Por me libertar assim tão honestamente/ Eternos apertos de mãos, anulem-se os votos;/ E quando nos reencontrarmos um dia,/ Que não se veja em teu semblante,/ que resta um mínimo de amor em nós&#8221;. Com estas palavras Drayton declara, com aparente confiança, que o caso está finalmente acabado. Mas, no final do poema, ele de repente muda de tom. Vencido pela esperança, ele afirma que o &#8220;Amor&#8221; ainda pode ser salvo: &#8220;Se tivesses entregado tudo a ele,/ Da morte à vida, ainda assim o redimirias.&#8221;<br />
Acho que esta tendência à esperança se tornou arraigada no cérebro humano eras atrás para que nossos antepassados buscassem obstinadamente parceiros em potencial até que expirasse a última faísca de possibilidade.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>Uma Ligação Sexual</strong><br />
&#8220;Eu preferia morrer cem vezes a ficar sem o teu doce amor. Eu te amo. Eu te amo desesperadamente. Eu te amo como amo minha própria alma.&#8221; Assim declarou Psiquê ao marido, Eros, em O asno de ouro, romance do século II de Apuleio. &#8220;Ardendo de desejo&#8221;, continua a história, &#8220;ela se inclinou e o beijou impulsivamente, impetuosamente, com um beijo depois de outro depois de outro beijo, temerosa de que ele despertasse antes que ela tivesse terminado.&#8221;<br />
A poesia de todo o mundo atesta o intenso anseio do amante por união sexual com o amado, outra característica básica do amor romântico.<br />
No Cântico de Salomão, a mulher evoca: &#8220;Oh vento norte, desperta. /Vento sul, levanta-te./ Soprai em meu jardim/ e levai minhas fragrâncias./ Deixai que meu amor entre neste jardim/ e coma de seu doce fruto&#8221;. Inanna, rainha da antiga Suméria, ficou extasiada com a sexualidade de Dumuzi, dizendo: &#8220;Oh, Dumuzi! Sua plenitude é meu deleite!&#8221; Mas o mais doce para meus ouvidos é o poema inglês anônimo que lamenta: &#8220;Vento oeste, quando deixarás de soprar?/ a chuva fina pode cair,/ Cristo, se minha amada estivesse em meus braços/ E eu novamente em minha cama!&#8221;<br />
Freud, assim como muitos eruditos e leigos, sustentava que o desejo sexual é um componente central do amor romântico. Não era uma idéia nova. Quem estudou o Kama Sutra, o manual do amor da Índia do século V, sabe que a palavra &#8220;love&#8221;, &#8220;amor&#8221;, vem do sânscrito &#8220;Lubh&#8221;, que significa &#8220;desejar&#8221;.<br />
Certamente faz sentido que as sensações do amor romântico sejam entrelaçadas com o desejo sexual. Afinal, se a paixão romântica evoluiu entre nossos antepassados para motivá-los a concentrar sua energia para o acasalamento em um indivíduo &#8220;especial&#8221; pelo menos até que a inseminação tenha sido concluída, então a paixão romântica deve estar relacionada com o desejo sexual.<br />
Os resultados de meu levantamento apóiam esta proposição. Substanciais 73% dos homens e 65% das mulheres têm devaneios com fazer sexo com o amado.<br />
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<p><span style="color:#000000;"><strong>Exclusividade Sexual</strong><br />
Os amantes também querem exclusividade sexual. Eles não desejam ter seu relacionamento &#8220;sagrado&#8221; maculado por terceiros. Quando alguém vai para a cama com &#8220;apenas um amigo&#8221;, ele com freqüência não se preocupa muito se o parceiro sexual também está copulando com outro. Mas uma vez que um homem ou uma mulher se apaixonam e começam a ansiar por união emocional com um amado, querem profundamente que seu parceiro permaneça sexualmente fiel — a eles.<br />
Muitas das histórias de amor do mundo refletem esta possessividade sexual, bem como o desejo do amante de manter sua fidelidade sexual. Por exemplo, enquanto separado de Isolda, a Justa, Tristão casou-se com outra mulher com o mesmo nome, Isolda das Brancas Mãos — em grande parte porque esta mulher lhe trazia muito do apelo da amada. Mas Tristão não consegue consumar o casamento. Quando, na lenda árabe, Laila fica noiva de alguém que não era seu amado Majnun, ela também evita o leito nupcial. E cerca de 80% dos homens e 88% das mulheres em meu levantamento concordaram com a afirmativa: &#8220;Ser sexualmente fiel é importante quando você está apaixonado&#8221;.<br />
De todas as propriedades do amor romântico, este anseio por exclusividade sexual é o mais interessante para mim. Provavelmente evoluiu por dois motivos essenciais: para proteger os homens ancestrais de serem traídos e criarem o filho de outro; e para proteger as mulheres ancestrais de perderem para uma rival um marido em potencial e pai para seus filhos. Este desejo por exclusividade sexual permitiu que nossos antepassados protegessem seu precioso DNA enquanto gastavam quase todo o seu tempo e energia cortejando alguém que adoravam.<br />
Mas, junto com o impulso para garantir a fidelidade sexual durante a corte, veio uma característica menos atraente do amor romântico. O &#8220;monstro de olhos verdes&#8221; de Shakespeare, </span><span style="color:#000000;"><strong>o ciúme.<br />
</strong>Ciúme: a &#8220;ama-de-leite do amor&#8221;<br />
Em seu livro sobre as regras do amor cortês, Capelão escreveu: &#8220;Quem não sente ciúme não é capaz de amar&#8221;. Ele chamava o ciúme de &#8220;ama-de-leite do amor&#8221; porque acreditava que ele nutria a chama romântica.<br />
O sagaz clérigo, como sempre, estava certo. Em toda sociedade em que os antropólogos estudaram a paixão romântica, os dois sexos eram ciumentos, muito ciumentos. Como alertou o I Ching, o livro chinês da sabedoria escrito mais de três mil anos atrás, &#8220;Um vínculo estreito somente é possível entre duas pessoas; um grupo de três engendra ciúme&#8221;.</span></p>
<p><span style="color:#808080;">Fonte: Revista</span><a href="http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/050406/trecho_porque_amamos.html" target="_blank"> Veja</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Sim, sou uma Sonhadora. Mas eu acredito nos meus sonhos…. e corro atrás deles]]></title>
<link>http://nessaclass.wordpress.com/2009/11/21/sim-sou-uma-sonhadora-mas-eu-acredito-nos-meus-sonhos%e2%80%a6-e-corro-atras-deles/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 01:35:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanessa Class</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu sou uma sonhadora prática, eu quero converter meus sonhos em realidade e não fico de braços cruza]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://nessaclass.wordpress.com/files/2009/11/photography-015.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-131" title="photography-015" src="http://nessaclass.wordpress.com/files/2009/11/photography-015.jpg?w=100" alt="" width="100" height="150" /></a>Eu sou uma sonhadora prática, eu quero converter meus sonhos em realidade e não fico de braços cruzados esperando que tudo venha facilmente. Ouvirei muito &#8221;não&#8221;? com certeza! Tudo na vida é assim, nada vem facilmente para ninguém. E não será por alguns &#8221;nãos&#8221; que ouvirei pelo caminho que farão eu mudar de rumo. Eu sempre seguirei em frente, e eu sempre tentarei ao máximo não perder nem um pingo de esperança. Tento ver o final da estrada, o lugar onde eu marquei no mapa e onde eu pretendo chegar&#8230; e não será nenhuma pedra que irá fazer-me seguir por outra direção. Eu apenas desvio e sigo adiante.</p>
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