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	<title>etc-e-tal &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/etc-e-tal/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "etc-e-tal"</description>
	<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 14:00:50 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Transmissão de pensamento ]]></title>
<link>http://fashionaffair.wordpress.com/2009/11/24/transmissao-de-pensamento/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:11:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bebel Buambua</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ultimamente tem havido uma intensa transmissão de pensamento fashion, levando a gente a pensar mais ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ultimamente tem havido uma intensa transmissão de pensamento fashion, levando a gente a pensar mais ainda sobre os blogs, como blogar melhor, o papel dos blogs na moda, a moda em si&#8230; já repararam? Depois de tantos posts legais em bom português, vemos que esse pensamento é &#8220;universal&#8221; ao ler posts como <a href="http://www.blackbookmag.com/article/the-fight-of-the-fashion-bloggers/12976" target="_blank">esse ótimo da Blackbook Mag</a>, ou <a href="http://davidbarrie.typepad.com/david_barrie/2009/11/amateur-innovation-hits-the-catwalk.html" target="_blank">esse de David Barrie </a>&#8211; este último indicado por Jane Aldridge, dona do <a href="http://seaofshoes.typepad.com" target="_blank">Sea of Shoes</a>, em seu twitter.</p>
<p>David, em seu interessantíssimo post, cita Charles Leadbeater e Paul Miller e sua &#8221;Pro-Am Revolution&#8221;. Basicamente, a ideia de 2004 diz que amadores são o futuro. &#8221;Amadores trabalharão de modo profissional, serão &#8217;sabidos&#8217;, educados, dedicados e conectados pela nova tecnologia,&#8221; cita ele. O nome do post, algo como &#8220;inovação amadora vai além do tamanho PP&#8221;, até lembra <a href="http://itgirls.com.br" target="_blank">Ale Garattoni </a>falando que it girls vêm cada vez mais se destacando e dominando o mundo antes reservado ao núcleo de modelos, não?</p>
<p><img class="aligncenter" title="daria" src="http://i48.tinypic.com/2cz97op.jpg" alt="" width="420" height="217" /></p>
<p>David emenda ainda que é possível ver pessoas amadoras fazendo mais do que inovação cultural. Dando exemplos como Jane do Sea of Shoes, Scott Schuman e Rumi do <a href="http://fashiontoast.com" target="_blank">Fashion Toast</a> pra mostrar &#8220;amadores&#8221; que cresceram tanto que passaram a ditar moda também &#8212; Rumi, inclusive, virou <a href="http://itgirls.com.br/?p=4159" target="_blank">inspiração pro alto verão da Triya</a> aqui no Brasil, sabiam? E esses são só alguns exemplos de lá, porque aqui nas bandas de cá isso já acontece.</p>
<p>Interessante saber que já tinha gente apostando na gente e no nosso potencial (e amor!) muito antes de sabermos, não? Os blogueiros de moda, fashionistas natos ou amadores entusiastas, estão conectados por uma paixão em comum &#8211; e foi essa paixão que desafiou, quebrou barreiras e conquistou seu espaço na mídia e no mundo. Não foi a à toa que <a href="http://www.garancedore.fr/en/" target="_blank">Garance</a>, <a href="http://www.jakandjil.com" target="_blank">Tommy</a> e <a href="http://thesartorialist.blogspot.com" target="_blank">Scott</a> ganharam laptops e lugares na fila A (antes coisa de Suzy Menkes) para fazer updates em seus blogs, <em>in real time</em>, dos desfiles em Milão.</p>
<p>Resumindo, os amadores deixaram de apenas admirar a moda e passaram a fazê-la, inspirá-la, inová-la. It girls, blogueiros e fotógrafos viraram modelos, inspiração, criadores, formadores de opinião. Quer saber se uma tendência pegou? Vá às ruas, leia blogs! Acho que essa conscientização de que temos um importante valor para a indústria da moda só nos fará crescer ainda mais. Por isso, blogueiros, vamos difundir informação boa e conteúdo criativo, e fazer crescer mais a mídia (e provar que somos mídia também!) ao mostrar lados diferentes da mesma moda. Assim vamos ampliar nossa visão, gosto e opinião; vamos aprender e ensinar. Consequentemente, só vai melhorar a moda que os criadores fazem &#8212; a mesma sobre a qual nós escrevemos e usamos. Ponto pra todo mundo, vocês não acham?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teste de Vídeo]]></title>
<link>http://tattooloyalty.wordpress.com/2009/10/28/teste-de-video/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 12:17:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luiz L.O.Y.A.L.T.Y.</dc:creator>
<guid>http://tattooloyalty.wordpress.com/2009/10/28/teste-de-video/</guid>
<description><![CDATA[O último tatuado:]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong>O último tatuado:</strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/MsdnufGPG1A&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/MsdnufGPG1A&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"> <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[questão de grafia:]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/14/questao-de-grafia/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 22:36:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/14/questao-de-grafia/</guid>
<description><![CDATA[o que vocês preferem como tradução para Neorealismo: 1. Neo-realismo: tradução meio careta, sim, em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>o que vocês preferem como tradução para <em>Neorealismo</em>:</p>
<p>1. Neo-realismo: tradução meio careta, sim, em português isso tem hífen, mesmo depois da reforma? sei lá. Mas é imenso, complexo e acho que não reflete a palavra italiana, que é mais compacta, mais lisa, lida mais facilmente.</p>
<p>2. Neorealismo: suprime-se o hífen, mas se essa palavra fosse escrita em português ela teria dois &#8216;r&#8217;, não? E os paulistanos pronunciariam NeoRealismo (&#8216;r&#8217; vibrato, no palato duro);</p>
<p>3. Neorrealismo: minha preferida, embora a mais inovadora e pouco usual das três (será que prefiro por isso?). No entanto, por ser a mais inovadora é a que menos buscam no Google, no Lattes, etc. Mas eu continuo achando uma boa solução, que lembrando, é da Roberta Barni (2006), traduzindo Calvino.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[lendo Benjamin:]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/14/lendo-benjamin/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 22:30:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/14/lendo-benjamin/</guid>
<description><![CDATA[&#8216;Diz-se que Lenin só odiava uma coisa com ódio mais fanático que a miséria: compactuar com a m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8216;Diz-se que Lenin só odiava uma coisa com ódio mais fanático que a miséria: compactuar com a miséria.&#8217;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[de cara nova:]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/12/de-cara-nova/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 17:00:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/12/de-cara-nova/</guid>
<description><![CDATA[ficou melhor?]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>ficou melhor?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[história: o fim da segunda guerra na Itália.]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/12/historia-o-fim-da-segunda-guerra-na-italia/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 15:26:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
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<description><![CDATA[In: Pavone, Claudio. Uma Guerra Civil: ensaio sobre a moralidade na Resistência. (inédito em portugu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>In: Pavone, Claudio. Uma Guerra Civil: ensaio sobre a moralidade na Resistência. (inédito em português, as traduções a seguir foram feitas por mim.)</p>
<p>Para quem tem curiosidade sobre a Itália, o livro é necessário, pois aquele momento histórico é tão complicado quanto essencial: Berlusconi não está aí à toa, e da confusão no fim do Fascismo deriva a possibilidade dele voltar (o que, afinal, interessa a todos).</p>
<p>Una Guerra Civile: Livro publicadona Itália em 1991. Propõe repensar a Resistência Italiana com o ditanciamento histórico de quase meio século. O fio condutor do ensaio é o conceito de &#8216;moralidade&#8217; e suas diferentes acepções e usos ao longo dos anos que antecedem a guerra, que a perpassam e que a sucedem. &#8220;<em>Moralidade é a palavra particularmente certa para desenhar o território sobre o qual se encontram e se embatem a política e a moral, remetendo à história como possível medida comum”</em>. A partir de fontes baixas – muitos pequenos diários e memórias (e não altas – comunicados oficiais, etc.)</p>
<p>Claudio Pavone: Nascido em Roma, em 1920, é professor de História Contemporânea da Universidade de Pisa. Seus interesses de estudo são a história institucional da Itália e o nó Fascismo-Guerra-Resistência. Participou em primeira pessoa da Resistência.</p>
<p>Índice:</p>
<p>IV       Premissa</p>
<p>“Sobre o que os homens haviam fundado suas ações quando as instituições em cujo quadro tinham sido habituados a operar ruíram e se desfizeram, para depois se reconstruir e pretender novas e opostas fidelidades”</p>
<p>Sobrevivente de um campo de concentração: &#8216;è ben trisite vivere senza far sapere&#8217;.</p>
<p>“Quem, em seus anos juvenis esteve tomado por um desses grandes eventos [históricos] tenta transmitir toda a riqueza às novas gerações e , se tenta fazê-lo com uma pesquisa histórica, na escolha das fontes se insinua  a silenciosa seleção realizada em tantos anos pela memória. Nesse sentido a minha pesquisa foi também de natureza autobiográfica.</p>
<p>Uma Guerra Civíl</p>
<ol>
<li>A escolha</li>
</ol>
<p>Italo Calvino &#8211; “A Odisseia é a história dos 8 de setembro, a Odisseia, a historia de todos os 8 de setembro da história: o ter de voltar pra casa, lançados à própria sorte, para cidades cheias de inimigos.” p. 3</p>
<p>8 de setembro de 1943 desfeita das estruturas militares e civís do país.</p>
<p>“Não muito sabemos ainda dos italianos que combateram a Segunda Guerra Mundial entre o anos 1940 e 1943. A sua derrota sem glória, a mudança do front, o cansaço da vida militar longa, dura e mal motivada, tinham levado a grande massa dos soldados à convicção de que armistício, fim da guerra e retorno a casa fossem equivalentes.” p. 4</p>
<p>25 julho – acharam que fosse o fim da guerra e não era.</p>
<p>Badoglio: “ &#8211; La guerra continua. L&#8217;Italia mantiene (&#8230;) fede alla parola data. (…) Le forze armate, però, reagiranno ad eventuali attacchi da qualsiasi altra provenienza” p. 6</p>
<p>Nos 45 dias badoglianos –  moralmente, mais do que tecnicamente,  faltaram diretrizes básicas para o exército e a nação.</p>
<p>“O cansaço da guerra, o desejo de paz, a violência sofrida pelos bombardeiros aéreos, a solidariedade para com os familiares mortos, desaparecidos e espalhados e muitos fronts de operações, a fome e outras privações materiais, a consciência da superioridade arrasadora do inimigo concorriam a dar a certeza de uma guerra irremediavelmente perdida.” p. 7</p>
<p>25 de julho “Achávamos que as provações tivessem acabado, mas aí veio o 8 de setembro”</p>
<p>“A vontade comum de acabar com a guerra não foi suficiente para criar entre exército e população aquela concordância de intenção e de obra que no entanto fez parte da retórica oficial dos quarenta e cinco dias badoglianos. Isso aconteceu não apenas pelo comportamento dos altos Comandos, (…) mas porque o uso das forças armadas em função de ordem pública comprometeu no nascimento qualquer forma de fraternidade, embora (…) as tropas e os oficiais subalternos tenham manifestado com freqüência relutância a executar as ordens mais drásticas.” p. 9</p>
<p>Depois de 25 julho aumenta o contingente alemão em teriitório italiano.</p>
<p>“Necessidade da luta armada”</p>
<p>L&#8217;Unità , 7 de setembro: “Povo e exército querem a paz. A paz se conquista com a expulsão dos alemães do nosso território.” p. 11</p>
<p>“O não encontro, nos dias de armistício, entre exército e povo será um dos primeiros dados de fato com os quais deverão medir-se as forças resistenciais.” p. 12</p>
<p>8 de setembro  “para os italianos a hora chegou em um momento que colocou em duro confronto duas opostas certezas: aquela da onipotência dos Aliados e a da invencibilidade dos alemães.” p. 13</p>
<p>Os italianos se sentiam traídos, os oficiais tinham fugido. Até o Rei os tinha abandonado.</p>
<p>A dissolução do Exército Régio na realidade começa pelo menos a partir do desembarque Aliado na Sicilia, em 9 e 10 de julho de 1943. Quando o exército se vê obrigado a emitir ordens de punição contra os soldados desertores.(abandonaram uniformes ou tentaram disfarçar estrelas e distintivos para parecerem hábitos burgueses) p. 15</p>
<p>“O que caracteriza a catástrofe do 8 de setembro é que ninguém, oficial ou soldado, revestindo-se como burgueses, pensou que estava desertando.” p. 16</p>
<p>“Crise de raiva e de desespero colhiam quem assistia às cenas em que pouquíssimos alemães dominavam muitíssimos italianos, derrotados, perdidos.” p. 17</p>
<p>Povo e exército desertor: “Os maquinistas diminuíam a velocidade do trem e efetuavam paradas imprevistas para permitir que os soldados escapassem (…) ; os agricultores estavam imbuídos da sensação de pena daqueles pobres sem casa e em perigo que eram, em sua maioria, agricultores como eles (&#8230;); todos ofereciam roupas burguesas aos militares. (..) A Fraternidade  entre civis e militares, que não tinha sido conseguida sob o signo equivoco de Badoglio, acontecia agora sob aquele da desgraça comum.” p. 18-19</p>
<p>Giaime Pintor &#8211; “Os soldados que em setembro atravessavam a Itália com fome e semi nus, queriam principalmente voltar pra casa, não ouvir mais falar de guerra e de esforços. Eram um povo vencido; mas traziam dentro de si o germe de uma obscura retomada: o sentido das ofensas realizadas e sofridas, o desgosto pela injustiça m que tinham vivido.” p. 21</p>
<p>Com a desfeita de toda instituição reguladora do Estado por alguns meses a Itália viveu um estado de anarquia puro: em pequenos vilarejos não havia nenhum sentido regulador; e nessa hora no abandono escolheram pela união. Quando os Aliados começaram a chegar e por outro lado fundou-se a Reppubblica Sociale Italiana (duas novas formas reguladoras) fez necessária a escolha: ser contra ou a favor da dos que tentavam pela força impor uma &#8216;lei&#8217;.</p>
<p>“O primeiro significado de liberdade que assume a escolha pela resistência está implícito em seu ser um ato de desobidiência. (…) Não exatamente contra a legalidade (já que exatamente quem detivesse a legalidade estava em discussão), mas desobediência a quem tinha a força de se fazer obedecer. (…). Que o poder contra o qual se revoltassem fosse ainda julgado ilegal além de ilegitimo, não fazia que completar o quadro. (…) A escolha dos fascistas pela Republica Social não esteve envolvida nessa luz de desobidiência critica.” p. 25</p>
<p>“Fiz porque me foi ordenado”. Tentativa de desculpa, nos processos pós-guerra dos nazifascistas. p. 25</p>
<p>“Pela primeira vez na na história da Itália unida os italianos viveram (&#8230;) uma experiência de desobediência em massa.”  p. 26</p>
<p>“Qual deve ser a primeira virtude de um &#8216;balilla&#8217;? A obediência! E a segunda?</p>
<p>A obediência! (em caracteres maiores) E a terceira? A obediência! (em caracteres enormes).” p. 26<br />
Do &#8216;Livro Único do Estado&#8217;, livro das escolas primárias durante fascismo.</p>
<p>O Rei desce para o sul da Itália, Mussolini sobe para o Norte. A guerra continua. Para os italianos a escolha estava de toda forma entre Resistência e Republica Social. Obviamente a Resistência teria mais chance. Mas a tomada de parte não era óbvia.</p>
<p>Kim, partigiano di Nido di ragno “Basta um nada, um passo falso, um empinamento da alma, e nos vemos do outro lado”.</p>
<p>Para os fascistas o 8 de setembro será sempre um pesadelo. Ainda hoje considerar o 8 de setembro como uma mera tragédia ou como o início de um processo de liberação é uma linha que distingue as interpretações de margens opostas.” p.36</p>
<p>“Continua era a necessidade de renovar a escolha [pela Resistência] cada vez em condições ainda mais difíceis daquelas dos primeiros meses (…). A escolha deve ser portanto considerada muito mais do que como uma instantânea  iluminação como um processo que a cada vez abre o caminho por meio de provações, porque cansados estão os homens que a vivem.”p. 39</p>
<p>“A certeza da vitória caracteriza sem dúvida a inteira Resistência italiana se comparada às outras Resistências européias. Enquanto os resistentes dos outros países, no momento de sua escolha inicial arriscaram seja no êxito que a duração, os resistentes italianos arriscaram apenas na duração”p. 40</p>
<p>Num país em que reside o Vaticano, todos os italianos, ou quase, tinham feito dos juramentos:  ao Rei e ao &#8216;Duce&#8217;. Mas a traição de quem recebeu o juramento poderia liberar o povo italiano da fidelidade prometida. Se o Rei e Badoglio haviam traído, o povo italiano se sentia (não sem alguns casos famosos de crise de consciência) livre para não obedecer ao chamado para a tentativa de reorganizar o fascismo na República Social no Norte e para não mais obedecer ao Rei que tentava refundar o exército régio, no Sul. A única saída era a Guerra Civil.</p>
<p>Era impossível que a Resistência fosse comandada por um poder institucional já que os únicos poderes nacionais (Rei e Badoglio) eram traidores: “Um mal caráter não se torna um gentleman quando trai outro mal caráter” Gaetano Salvemini (antifascista) sobre a traição de Badoglio a Hittler.</p>
<p>Vinte meses: de agosto de 1943 a abril de 1945, Do desembarque de tropas Aliadas na Sicilia, até o fim da guerra.</p>
<p>Ada Gobetti In: Diario Partigiano “E aí? – gritei a eles diminuindo a velocidade da bicicleta. E tanta era naqueles dias a identidade de sentimentos e pensamentos que eles entenderam muito bem o sentido da minha pergunta e , embora não me conhecessem como eu não os conhecia,  responderam com um gesto alegre de mão: &#8211; Foram embora!” p. 27</p>
<ol>
<li>L&#8217;eredità della guerra fascista</li>
<li>Le vie di una nuova istituzionalizzazione</li>
<li>la guerra patriotica</li>
<li>La guerra civile</li>
<li>La guerra di classe</li>
<li>La violenza</li>
<li>La politica e l&#8217;attesa del futuro</li>
</ol>
<p>referência bibliográfica:</p>
<p>PAVONE, Claudio. “La scelta” In: <em>Una Guerra Civile: Saggio storico sulla moralità nella Resistenza</em>. Torino: Bollati Boringhieri, 1991. pag. 3- 62.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[citação Beppe Fenoglio]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/11/citacao-beppe-fenoglio/</link>
<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 20:02:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/10/11/citacao-beppe-fenoglio/</guid>
<description><![CDATA[&#8216;Por quanto eu possa procurar, não encontro nenhuma anedota de  algum sabor relativo à gênese ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="left">&#8216;Por quanto eu possa procurar, não encontro nenhuma anedota de  algum sabor relativo à gênese e à publicação dos meus livros. Poderá talvez interessar esta pequena revelação: &#8216;Primavera di Belleza&#8217; foi concebido e escrito em língua inglesa. O texto tal como o conhecem os leitores italianos é então uma mera tradução.<br />
A crítica me seguiu e me segue com certa atenção, em medida superior, devo dizer, à expectativa de um escritor apartado “amateur-like” que eu sou.</p>
<p align="left">(…)<br />
Escrevo por uma infinidade de motivos. Por vocação (…), também para justificar os meus dezesseis anos de estudos não coroados formatura, também por espírito agonístico, também para me devolver sensações passadas; por uma infinidade de razões, em suma. Não certo por divertimento. Dou um duro danado. A mais fácil das minhas páginas sai<br />
simples após dezenas de penosas reescrituras.<br />
<strong>Escrevo “with a deep distrust and a deeper faith&#8217;.</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[e para quem não consegue ler mais de 140 caracteres:]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/25/e-para-quem-nao-consegue-ler-mais-de-140-caracteres/</link>
<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 15:17:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/25/e-para-quem-nao-consegue-ler-mais-de-140-caracteres/</guid>
<description><![CDATA[é falando a quem se gosta &#8211; nem que seja via email-  que se descobre o rumo do caminho: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>é falando a quem se gosta &#8211; nem que seja via email-  que se descobre o rumo do caminho:</p>
<p>&#8216;<em>aquele momento histórico do Fengolio precisa de alguém que tente teorizar uma falência daquela tentativa, do sonho do super desenvolvimento capitalista, do fascismo… Agambem ajuda pouco (do que já li), Benjamin, lido por Michel Lowy – que o concebe como romantico, teológico E também materialista histórico, acerta em cheio em certo pessimismo que está em Beppe Fenoglio.<br />
mas estou começando a traduzir o primeiro (em ordem de escritura e último em ordem de publicação) livro dele: </em></p>
<p><strong><em>&#8216;anotações partigianas&#8217;, escritas no calor da guerra, na caderneta de contabilidade do açougue do pai. na vertical escrito: carne, quantidade, preço, peso. na horizontal a pequena narrativa de onde saiu todo o resto da sua obra.</em></strong>(192 caracteres sem espaço)<strong><em><br />
</em></strong></p>
<p><em>cuja primeira frase é a fala da mãe dizendo a ele:<br />
‘volta, se você acha que deve, volta. mas toda vez que passar por aqui um caminhão de guerra indo naquela direção, eu vou me sentir morrendo.’<br />
lindo né? não quero trocar a sociologia pela literatura. mas pra obra do Fenoglio, a guerra foi mais do que uma teoria. e não chegar desarmada nela, na guerra, seria não honrar a obra dele.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[emails teóricos]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/24/emails-teoricos/</link>
<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 23:58:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/24/emails-teoricos/</guid>
<description><![CDATA[sobre o neorrelismo, ando falando muito mais do que escrevendo. é um sintoma importante, acho. ver n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>sobre o neorrelismo, ando falando muito mais do que escrevendo. é um sintoma importante, acho.</p>
<p>ver na cara dos interlocutores o que é pertinente, o que não. o que interessa ao mundo, além de interessar a mim, o que não tem nenhuma relevância, além de satisfazer minhas exigências pessoais.</p>
<p>é consenso a paixão pelo cinema neorrealista.</p>
<p>alguém aí levanta e diz: eu detesto Rosellini, De Sicca, Zavattini, Visaconti, Pasolini: todos! ninguém né?!</p>
<p>é que o momento em que aqueles caras produziram é mesmo imenso e a escolha que fizeram é mesmo muito potente e muito bonita.</p>
<p>pois bem, a literatura está cheia da mesma pot~encia e da mesma beleza: vem comigo, e te mostro um mundo poético desconhecido no Brasil e pouco conhecido mesmo na Itália.</p>
<p>se meu mestrado não fizer nada além de falar daquela beleza pra cinco ou seis interlocutores de peso, já foi bastante. se disser só: olha, existe.</p>
<p>assim tem sido: olha, te dou um presente&#8230; você conhece Beppe Fenoglio?</p>
<p>não? então toma. de presente pra você.</p>
<p>foi assim, hoje. foi bonito. fiquei feliz.</p>
<p>depois, chegando em casa, um interlocutor amoroso e atento tinha respondido ao meu email cheio de noticias teóricas: como é legal ter amigos que admiramos intelectualmente. meus amigos intelectuais são meus professores.</p>
<p>segue minha resposta ao email:</p>
<p><em>&#8216;queridissimo!<br />
e como não ser político? é a crença que procuro alimentar para me manter ali, em dias em que nada parece importar muito, só a idéia de que mesmo o olhar mais displicente É politica, me salva. não no sentido de partidos ou panelas, mas no posicionamento critico que se acho que o trabalho não tem, fico triste.<br />
aquele momento historico do Fengolio precisa de alguém que tente teorizar uma falência daquela tentativa, do sonho do super desenvolvimento capitalista, do fascismo&#8230; Agambem ajuda pouco (do que já li), Benjamin, lido por Michel Lowy &#8211; que o concebe como romantico, teológico E também materialista histórico, acerta em cheio em certo pessimismo que está em Beppe Fenoglio.<br />
mas estou começando a traduzir o primeiro (em ordem de escritura e último em ordem de publicação) livro dele: anotações partigianas, escritas no calor da guerra, na caderneta de contabilidade do açougue do pai. na vertical escrito: carne, quantidade, preço, peso. na horizontal a pequena narrativa de onde saiu todo o resto da sua obra. cuja primeira frase é a fala da mãe dizendo a ele:<br />
&#8216;volta, se você acha que deve, volta. mas toda vez que passar por aqui um caminhão de guerra indo naquela direção, eu vou me sentir morrendo.&#8217;<br />
lindo né? não quero trocar a sociologia pela literatura. mas pra obra do Fenoglio, a guerra foi mais do que uma teoria. e não chegar desarmada nela, na guerra, seria não honrar a obra dele.<br />
enfim, longa conversa.<br />
muitas saudades da convivencia do semestre passado, nunca mais vi o caio também. enfim, todo semestre uma nova solidão e novas descobertas.<br />
ai meu deus, escrevi um livro!<br />
beijos!&#8217;</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o objetivo era...]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/22/o-objetivo-era/</link>
<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 01:02:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/22/o-objetivo-era/</guid>
<description><![CDATA[ontem, num telefonema, ouvi dela: até tento ler o blog do neorrealismo, mas não entendo muito. errad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>ontem, num telefonema, ouvi dela:</p>
<p>até tento ler o blog do neorrealismo, mas não entendo muito.</p>
<p>errado. errei tudo então.</p>
<p>a idéia era dizer de um jeito que fosse fácil entender. vou investir mais nesse tema. vou investir mais nisso aqui.</p>
<p>prometo&#8230;</p>
<p>assim que Benjamin parar de me fazer acelerar o coração, tamanha genialidade!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Walter Benjamin...]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/21/walter-benjamin/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 18:59:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/09/21/walter-benjamin/</guid>
<description><![CDATA[&#8230; meu caro, ainda bem que só te encontrei agora. que já tenho idade e responsabilidade para ac]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8230; meu caro,</p>
<p>ainda bem que só te encontrei agora. que já tenho idade e responsabilidade para achar que um livro pode ser apenas um livro. e que depois de você tanta gente já escreveu sobre o ser humano e que você não viu o digital e nem a internet, por isso, pode ser que muito do que você teorizava esteja ultrapassado.</p>
<p>porque se eu tivesse te conhecido antes, ah. sei não. era capaz de eu me mudar pra sibéria e desistir dessa bendita revolução que nunca chegou e que talvez nunca chegue.</p>
<p>para orgulho do papai, ando comunista.</p>
<p>walter, my dear: depois de você, os outros são os outros, e só.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Recebendo seu brinde]]></title>
<link>http://creativeday.wordpress.com/2009/08/31/recebendo-seu-brinde/</link>
<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 19:15:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jê</dc:creator>
<guid>http://creativeday.wordpress.com/2009/08/31/recebendo-seu-brinde/</guid>
<description><![CDATA[A Pri Rocha nos mandou um lindo e-mail avisando que recebeu seu brinde : uma bolsa Betty Boop. Muito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A <a href="http://priscillarocha.com/">Pri Rocha</a> nos mandou um lindo e-mail avisando que recebeu seu brinde : uma bolsa Betty Boop.<br />
Muito lindo tudo isso. Melhor ainda é saber que ela gostou aos monte e nos enviou uma fotinha fofa para mostrar e vocês ficarem loucas de inveja.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i145.photobucket.com/albums/r234/priscillarocha/creativeday_bolsa.jpg" border="0" alt="" width="355" height="484" /></p>
<p style="text-align:right;">beijos,<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-65" title="je1" src="http://creativeday.wordpress.com/files/2009/01/je1.jpg" alt="je1" width="100" height="50" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[apresentação colóquio de letras neolatinas]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/26/apresentacao-coloquio-de-letras-neolatinas/</link>
<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 19:46:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/26/apresentacao-coloquio-de-letras-neolatinas/</guid>
<description><![CDATA[segue o texto que pautou minha fala &#8211; comprovação científica de que a falência da academia em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>segue o texto que pautou minha fala &#8211; comprovação científica de que a falência da academia em sua relação com a comunidade reside, no caso da Letras, no gênero textual acadêmico.</p>
<p>se dermos fim a ele, podemos gerar até debate: vejam só que prova cabal.</p>
<p>fala final que justifica o início:</p>
<p><em><strong>&#8216;Sou bolsista capes e me esforço pra fazer valer a pena as quatro bolsas-família que surgem na minha conta todo mês.&#8217;</strong></em></p>
<p>segue o texto na íntegra:</p>
<p>&#8216;<strong>O projeto</strong>: meu projeto tem como tema o Neorrealismo Literário Italiano: a este nome chamo um conjunto de acontecimentos artísticos ocorridos na Itália do imediato pós segunda guerra.</p>
<p><strong>Etapa 1. Pré-projeto: duas intuições:</strong><br />
<strong>a)</strong> A Itália de hoje é fruto intenso dos rumos tomados naquele período (os partidos políticos, os movimentos sindicais, o papel do vaticano na política italiana, o problema da língua italiana e dos dialetos). Para quem se interessa pela literatura/cultura italiana, aquele parecia um momento chave da história recente da Itália, ainda pouco estudado no Brasil no que diz respeito à literatura.<br />
<strong>b)</strong> Toda manifestação artística produzida naquele período recebera o nome de Neorrealismo –não sem querelas sobre o termo- (manifestações ligadas ao problema literário do &#8216;Verismo&#8217;). Mas a nomeação da produção sobre o mesmo nome guardava uma variedade interna, mas também uma unidade sintomática: sempre fiquei perplexa diante do fato de que aquela produção fosse quase que exclusivamente composta por romances e filmes: nem fotografia, nem artes plásticas, nem música, nem dança, nem arquitetura, nem teatro.<br />
Apenas de caráter cinematográfico e literário: um cinema filho do documentário e fundador de uma linguagem &#8211; por isso conhecido no mundo inteiro (Rosellini – Roma cidade aberta; De sica – Ladrões de Bicicleta; )- e uma literatura em prosa de grande potencia poética bastante desconhecida fora da Itália e também no Brasil.<br />
A partir dessa intuição, a primeira questão que me coloquei foi: se tomarmos a produção neorrealista como um todo e encararmos que cinema e literatura, guardadas suas diferenças intrínsecas, tinham algo em comum, porque o cinema é conhecido no mundo inteiro, pesquisado e encarado como o primeiro cinema nacional, precursor da nouvelle vague e do cinema novo e a literatura não é estudada nem nas escolas italianas, que tendo que passar necessariamente pelos clássicos Dante, Petrarca, Boccaccio e Manzoni quase não alcança nosso século.<br />
Daí a hipótese levantada para o ingresso no mestrado era a de que a literatura, que historicamente havia inspirado o cinema, naquele momento tinha se influenciado por ele. E ainda a ousada formulação de que talvez essa fosse a primeira vez em que isso acontecia na história do cinema: ou seja, com o nascimento do cinema moderno, com os neorrealistas, o cinema ganhava sua independência também em relação à literatura.  E a literatura, que costumeiramente alimentava o cinema, naquele momento foi profundamente alimentada por ele, talvez por isso renegada a segundo plano.</p>
<p><strong>Etapa 2. O mundo real: </strong><br />
Quando comecei a me aprofundar na leitura sobre o tema, a buscar mais bibliografia sobre cinema e literatura neorrealista pareceu natural a certeza de que eu não teria tempo para realizar a pesquisa que confirmasse ou não a hipótese aventada no pré-projeto: a bibliografia era muito vasta (principalmente sobre cinema), em diversas línguas e só a revisão bibliográfica sobre o tema levaria mais de dois anos.<br />
Resolvi então começar me aprofundando na literatura daquele período, achando que a formação em letras, as leituras anteriores sobre literatura italiana e o fato de que fazia um mestrado na área tornavam mais pertinente o aprofundamento/mergulho em literatura, mais do que em cinema.<br />
Com as leituras sobre o período histórico do imediato pós-guerra italiano e sobre a literatura produzida sobre esses influxos descobri que os grandes autores daquele período tinham sido também grandes tradutores. Cesare Pavese, Elio Vittorini, Beppe Fenoglio tinham traduzido para o italiano grandes escritores de língua inglesa: Walt Whitman, G.M. Hopkins, Edgar Allan Poe, Daniel Defoe, Joseph Conrad, Erskine Caldwell, Charles Dickens, T. S. Elliot, William Faulkner, F. S. Fitzgerald, Ernest Heminingway, Henry James, Lewis Sinclaire, Jack London, Herman Melville, Sherwood Anderson, O. Henry, Edgar Allan Poe, Theodore Dreiser, Gertrude Stein, James Joyce, Oscar Wilde e William Butler Yeats.<br />
Além disso, a relação com os inúmeros dialetos, com a língua inglesa e por vezes também com a francesa, é uma questão que perpassa toda a literatura daquele período. Paralelo a essas descobertas, eu comecei a adentrar na obra dos autores.<br />
Descobri Beppe Fenoglio, em cuja obra o problema lingüístico aparece ainda mais radicalmente manipulado já que muitos contos e os três maiores romances foram escritos inicialmente em língua inglesa e em seguida traduzidos para o italiano pelo próprio autor.<br />
Comecei a perceber, por essas e outras informações, que havia no âmago do problema uma questão de tradução, entendida aqui como representação: o Neorrealismo Literário Italiano parecia estar às voltas com a nada nova problemática literária de como nomear, do que chamar, como contar: uma guerra, numa Itália derrotada e destruída, uma guerra civil (Resistência) em prol da desocupação do território italiano pelos alemães, diante da falência do ideal fascista: uma novo projeto de nação, uma nova língua, uma nova literatura deveria ser criada.<br />
<strong>Etapa 3. Onde estou agora: </strong><br />
Tomando como exemplo &#8211; de exceção &#8211; as obras do escritor Beppe Fenoglio, pretendo agora me aprofundar ainda mais nas questões criticas em relação às obras literárias daquele período, compreender sua recepção, seu projeto, a relação com os dialetos e outras línguas, o problema da tradução.<br />
Hoje, digo que Walter Benjamin parece ser um bom teórico para me acompanhar nessa trajetória, já que muitos de seus textos tratam de questões que interessam às obras desse autor, como os problemas da &#8216;experiência&#8217;, da &#8216;crise do narrador&#8217; e da &#8216;tradução&#8217;, vias de acesso por onde posso alcançar uma leitura daquelas obras e daquele período.<br />
Ainda com objetivo bastante amplo, tento me aproximar dos textos sem prévias conclusões deixando que a obra de Beppe Fenoglio sugira o caminho que devo seguir. Na leitura de seu romance póstumo O Partigiano Johnny, escrito em inglês, traduzido por ele para o italiano, publicado em 1968, todas as questões históricas/sociais/lingüísticas/ do período afloram, e esse, por enquanto deve ser o texto analisando mais profundamente para tratar do Neorrealismo e de Beppe Fenoglio.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a disciplina 'elaboração de projeto']]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/20/a-disciplina-elaboracao-de-projeto/</link>
<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 19:34:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/20/a-disciplina-elaboracao-de-projeto/</guid>
<description><![CDATA[com a disculpa de que há uma norma a ser seguida, para a regulamentação e a circulação das informaçõ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>com a disculpa de que há uma norma a ser seguida, para a regulamentação e a circulação das informações, serve principalmente a podar a criatividade.</p>
<p>não, não, querida. lugar de ser criativo não é aqui. isso aqui é pesquisa!</p>
<p>ah. se marília, aquela de dirceu, que está em campinas, estivesse aqui, eu iria propor uma intervenção para a apresentação no congresso de segunda-feira:</p>
<p>ela ia, sentava-se no meu lugar. passava os dez minutos em que eu deveria falar fazendo alguma cara e boca, levantava e ia embora. em seguida eu diria: eu deveria ter falado, mas achei que o silêncio seria muito melhor.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[trabalhos de final de semestre]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/20/trabalhos-de-final-de-semestre/</link>
<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 19:31:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/20/trabalhos-de-final-de-semestre/</guid>
<description><![CDATA[os trabalhos de final de semestre foram escritos. foi bom escrevê-los. mas não foi bom relê-los. o t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>os trabalhos de final de semestre foram escritos. foi bom escrevê-los. mas não foi bom relê-los.</p>
<p>o texto acadêmico (genero) não sustenta uma segunda leitura pelo próprio autor e, cada dia estou mais convicta disso, não sustenta uma primeira leitura de ninguém que não seja autor.</p>
<p>texto acadêmico sobre literatura, digo. que pressupõe um leitor habituado a ler literatura. para quem um genero muito pouco criativo e potente como o acadêmico não pode dizer nada sobre o texto-potente literário.</p>
<p>pra mim, pessoalmente: é fato.</p>
<p>texto academico de física, quimica, biologia, matemática, história, linguistica: tudo bem.</p>
<p>a literatura não suporta.</p>
<p>por isso decidi me envergonhar deles e não colocar aqui. (não porque alguém poderia copiar, que adoraria).</p>
<p>tenho a péssima intenção de escrever minha dissertação de algum outro modo: uma carta? um aviso de geladeira? uma troca de cartas? uma memória biográfica? qualquer coisa me faça querer escrevê-la: porque o texto academico mina a minha pouca criatividade.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Humbug | Arctic Monkeys]]></title>
<link>http://superoito.wordpress.com/2009/08/12/humbug-arctic-monkeys/</link>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 01:54:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiago Superoito</dc:creator>
<guid>http://superoito.wordpress.com/2009/08/12/humbug-arctic-monkeys/</guid>
<description><![CDATA[Choque de gerações. Aprendi o significado da expressão quando comecei a trabalhar ao lado de um jorn]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-2979" title="s2330379" src="http://superoito.wordpress.com/files/2009/08/s2330379.jpg" alt="s2330379" width="135" height="135" />Choque de gerações. Aprendi o significado da expressão quando comecei a trabalhar ao lado de um jornalista pra lá dos 60 anos (ele não revela a idade, mas fiz as contas) que foi convidado para a cerimônia de batismo da Tropicália e muito possivelmente entrevistou Renato Russo quando o vocalista da Legião Urbana ainda comia papinha de maçã e usava fraldas descartáveis. Um repórter admirável, aliás.</p>
<p>Há uns três meses, dividimos a mesma estação de trabalho (a forma elegante como chamamos a bancada fina e acinzentada que ampara os computadores e toda a nossa tralha). Honestamente: não é a convivência mais tranquila que o Ocidente conheceu, mas nos esforçamos para manter um clima de compreensão mútua e solidariedade, na medida do possível. Ele tem manias que me incomodam – exige, por exemplo, que meus fones de ouvido sejam mantidos a pelo menos 50 centímetros do teclado que ele usa. Eu não posso reclamar: tenho tiques que não sei exatamente o quão irritantes soam.</p>
<p>O que nos une, de certa forma, é o amor obsessivo pela música. Ainda assim, mesmo quando é esse o tema em pauta, o diálogo trava. É impossível. Ele se esforça para entender as novidades que aparecem e desaparecem a cada 15 dias. Eu sou curioso, quero conhecer o passado e tenho uma tendência a colocar as experiências dos outros em perspectiva histórica. Sou tolerante, compreensivo, um bom filho e um amigo fiel. Sou quase um labrador. Mas, volta e meia, perco o ânimo quando ele deixa escapar uma daquelas perguntas que, para um repórter de música que nasceu ainda na primeira metade do século 20, são incontornáveis.</p>
<p>- Não consigo entender. Este mundo, as coisas,  música, tudo&#8230; Tudo anda tão&#8230; Veloz.</p>
<p>Eu sempre argumento com alguma reflexão zen do tipo:</p>
<p>- Tente encarar as coisas de uma forma mais desarmada. Elas são como são. É melhor entendê-las antes de tomar partido. Depois de entender o que acontece, aí sim.</p>
<p>- É, mas eu sei é que não gosto, não gosto mesmo disso, das coisas como elas estão.</p>
<p>E ponto. Não vejo como avançar na conversa.</p>
<p>Hoje o assunto voltou à baila. Eu estava escrevendo uma longa matéria sobre discos que foram lançados em 1969 e viraram clássicos. Ele aproveitou a deixa para voltar à tese de que, na música pop, nada, nada será comparável ao passado – que é belo, reluz e continua vivo, apesar de tudo.</p>
<p>- Fico até pensando: será que <em>acabou</em>?</p>
<p>Me esforço para mostrar que estamos numa época diferente, tão nova e estranha que às vezes, por uma questão de segurança, obriga que a tratemos de uma forma despreocupada. 1969 acabou. O sonho acabou, etc. E que há novos parâmetros em jogo. A velocidade como as novidades hoje se desdobram é um desses fatores. Tentei teorizar sobre o papel das gravadoras, que desabam aos poucos. E, finalmente, procurei sugerir que, num cenário de fragmentação total, a própria ideia de longevidade parou de fazer tanto sentido. O que importa, verdadeiramente, se uma banda de rock vai durar 30 anos e gravar 15 discos?</p>
<p>- Eu até entendo, Tiago, mas sou de uma época em que as boas bandas de rock eram as que duravam. Beatles e Rolling Stones ainda são Beatles e Rolling Stones. E fico com elas.</p>
<p>Acredito que foi aí, exatamente nesse ponto da conversa, que puxei da cartola o novo disco do Arctic Monkeys. Era um bom exemplo a ser usado, já que o repórter havia visto um show da banda (como eu disse, ele se interessa pelas novidades mais comentadas, e admiro essa disposição).</p>
<p>- O terceiro disco do Arctic Monkeys ainda não chegou às lojas. Na verdade, esse fato é irrelevante. Ele está na internet e por isso as pessoas já ouviram, comentaram, avaliaram. Gostaram ou odiaram, tanto faz. Acontece que esse evento, o lançamento do terceiro disco do Arctic Monkeys, já aconteceu. Já passou. Estamos prontos para o quarto disco do Arctic Monkeys, ainda que isso não nos preocupe tanto assim. Você entende a lógica da coisa?</p>
<p>- Entendo. Mas não tem graça.</p>
<p>Voltei para casa pensando nisso, nessa última frase do diálogo. Qual é a graça? Explicar um procedimento que me parece tão simples (baixar música, ouvir, opinar e seguir adiante baixando, ouvindo e opinando) virou uma tarefa complicadíssima. Sou dos que acreditam que a cultura pop vive um momento de transição, ainda dividida entre hábitos antigos e novíssimos. Todas as bandas de rock, por exemplo, entendem que a velocidade hoje se impõe – que não há mais tempo para que passemos seis meses diante de um disco novo, analisando cada acorde e formando opinião. Mas, simultaneamente, grande parte dessas bandas continua gravando álbuns à moda antiga – peças de arte concebidas para serem “lidas” como uma história com começo, meio e fim.</p>
<p>É aí que o Arctic Monkeys me parece um exemplo bastante interessante &#8211; mais até do que eu imaginava. Uma banda muito nova, de garotos que mal entraram na idade adulta. E um quarteto que é um símbolo forte desta época por alternar velhas e novas estratégias de criação e marketing. Trata-se de uma novíssima velha banda de rock (e há muitas outras; na verdade, essa ainda é a regra). Eles sabem lidar com a velocidade do tempo em que vivem (até de uma forma instintiva, já que cresceram metidos nesse turbilhão) e criam álbuns com uma lógica que vem dos anos 60 ou 70 – e que, por isso, fisgará o “antiquado” fã de rock.</p>
<p>Muitas das bandas da geração do Arctic Monkeys gravam álbuns que soam como compilações de singles. E não podemos acusá-las de nada, já que o mercado hoje pede que o negócio seja organizado dessa forma. O disco mais recente do Franz Ferdinand é um caso típico: um conceito rarefeito pontuado por duas ou três canções fortes. Talvez esse seja o futuro do pop (ainda não dá para saber), e talvez isso tudo nos deixe frustrados (nós, no meio do caminho entre os velhos e os novos hábitos, órfãos de tudo). Mas o Arctic Monkeys não se abala: e daí este <em>Humbug</em>, um álbum tão redondinho, tão íntegro e tão, de certa forma, ultrapassado.</p>
<p>E digo isso sem juízo de valor: ainda não cheguei aos 60, mas, nesse ponto, me sinto velho. Amo os álbuns à antiga. Eles me dão prazer. Ele fazem com que eu me lembre dos meus discos favoritos, dos vinis que formaram a minha personalidade, das “obras de arte” que eu tentaria criar se eu soubesse tocar guitarra decentemente. Sou um oldie.</p>
<p>Com toda segurança, afirmo que o Arctic Monkeys teria se saído muito bem no início dos anos 90. Ou no início dos 80. Ou em meados dos 70. Final de 60? A concorrência seria dura, mas eles dariam um jeito. Os ingleses insistem em colocá-los no trono do século 21, mas ainda não consigo encontrar o século 21 dentro do Arctic Monkeys. Quatro garotos que gravam álbuns tão corretos, tão econômicos e agradáveis&#8230; O que eles dizem sobre o mundo em que vivemos? Não ouço nada. As bandas-símbolo do século 21 teriam que soar, ao menos, esquizofrênicas, paranoicas, desnorteadas, cegas no tiroteio, incertas, quebradiças. Não são tempos confortáveis, vocês sabem.</p>
<p>Então esqueça: não compro o hype. Nunca comprei. Ainda assim, não me envergonho de encarar esta bandinha adorável da forma como ela sempre se apresentou para mim: como uma bandinha adorável. Os singles são eficientes, o vocalista é um letrista às vezes formidável, eles têm boas referências (e soam mais como Smiths que como Oasis) e seguem uma cartilha confiável (Beatles, alô?) que manda as bandas pop evoluírem de disco a disco. <em>Humbug </em>é uma evolução e, por enquanto, o álbum deles de que mais gosto.</p>
<p>Para gravar o disco, os rapazes britânicos tentam captar o som do deserto norte-americano com o aconselhamento espiritual de Josh Homme, do Queens of the Stone Age (<em>e agora, algumas horas depois de ter escrito este texto, concluo que esse trânsito suave e despreocupado por diferentes culturas, cenários e referências conta como um traço contemporâneo da banda</em>). Aposto que eles gravaram tudo num estúdio nada charmoso, mas me encanta a ideia de um Deserto Norte-Americano engolindo as sessões de gravação. As canções batem assim: rodeadas de fantasmas, chapadas de sedativo, com ecos e ruídos que só não soam exatamente sombrios porque esta não é uma banda sombria (eles soam como sempre soaram: estão se divertindo a valer, a vida é boa e o rock não vai morrer).</p>
<p>Em síntese: exatamente o que eu esperaria de um disco do Arctic Monkeys produzido pelo Josh Homme. Os versos, doidos de dar dó, cheiram a mescalina. As duas primeiras faixas, aliás, me deixam com um sorriso de orelha a orelha. <em>Crying lightning</em> é um belíssimo single, que vai crescendo até explodir em guitarras repetitivas e enfezadas, que deve agradar principalmente a quem adora Queens of the Stone Age (e rock britânico psicodélico do fim dos anos 60, lembram do segundo volume do box <em>Nuggets</em>?). Seria um hit estrondoso em 1998. Outras faixas são um pouco menos luminosas, mas o álbum só tem 10 delas, passa rápido e, logo ali, repare na balada que confirma Alex Turner como o novo Morrissey, doa a quem doer (Cornerstone, linda toda vida).</p>
<p>É um bom disco que será tratado, pelo menos por algumas semanas, como o melhor dos mundos. Talvez essa seja a grande diferença, se compararmos o nosso tempo com 1969 ou 1979 ou 1989 ou 1999. Antes, engolíamos uma massa industrial de incríveis novidades até o fundo da garganta, por longos períodos (passei um ano inteiro decifrando <em>Be here now</em>!). Hoje, podemos digerir rapidamente o hype, cair de cansaço e experimentar outras extraordinárias novidades, e daí em diante, até descobrir algo que nos acerte na barriga e nos deixe zonzos. Algo forte. Algo que, para nós, soará verdadeiramente fascinante (nem que, vá lá, por algumas semanas).</p>
<p>Somos uns sortudos, não? Estou começando a acreditar.</p>
<p><span style="color:#800000;">Terceiro disco do Arctic Monkeys. 10 faixas, com produção de Josh Homme e James Ford. Lançamento Domino Records, Warner Bros e EMI. 7/10</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sobre quem copia trabalhos daqui]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/06/sobre-quem-copia-trabalhos-daqui/</link>
<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 16:39:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/08/06/sobre-quem-copia-trabalhos-daqui/</guid>
<description><![CDATA[me disseram: você é louca de colocar tudo o que está produzindo à disposição na internet. você tá da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>me disseram:</p>
<p>você é louca de colocar tudo o que está produzindo à disposição na internet. você tá dando o maior duro, e alguém pode fazer um mestrado todinho em cima dos teus posts.</p>
<p>fiquei pensando.</p>
<p>que legal seria se isso acontecesse! uma intervenção que rompesse o sistema. uma grande piada com a universidade brasileira. alguém topa fazer? tipo o <a href="http://digitador.blogsome.com/2007/12/11/souzousareta-geijutsuka/">souzousareta</a>: dois alunos, em duas universidade diferentes, ou até na mesma, ou no mesmo programa de mestrado, fazem EXATAMENTE a MESMA dissertação. quer apostar como ninguém ia perceber?</p>
<p>nem que seja pra mais gente ler sobre esses cara, que são sensacionais.</p>
<p>einh? alguém se candidata?</p>
<p>sim, porque eu não tenho a menor pretensão de escrever algo sensacional pelo que possa brigar juducialmente pela autoria depois (ilário), e nem acho que ninguém iria se interessar a esse ponto nisso aqui.</p>
<p>até onde eu sei, a academia é autofágica.</p>
<p>e o mundo real não.</p>
<p>o mundo real é um monte de outras coisas. e a academia também.</p>
<p>(além de achar insuportável essa coisa pequeno burguesa de estar na academia e falar mal dela. mas é que a gente, quando é novo, alimenta a vontade de estar lá fazendo um monte de outras coisas. api chega lá e se depara com o teatro mais bem encenado que já vi, e fica todo assim, meio sem querer jogar os sonhos fora, e sem querer ser ator.)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[tão pouco se conhece sobre o neorrealismo no brasil...]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/07/22/tao-pouco-se-conhece-sobre-o-neorrealismo-no-brasil/</link>
<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:52:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8230; para além do meio acadêmico, isto é, no mundo real, aquele em que a cantora claudia leitte d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8230;</p>
<p>para além do meio acadêmico, isto é, no mundo real, aquele em que a cantora claudia leitte diz no marilia gabriela entrevista:</p>
<p>- porque eu me amarro em fernando pessoa sabe?! principalmente em alberto caeiro.</p>
<p>é nesse mundo de literatura que eu quero viver.</p>
<p>por isso tudo o que penso e o que leio está acompanhado da pergunta: mas o mundo real? porque a capes vai me pagar uma bolsa de mestrado durante dois anos? o que vou fazer que mereça?</p>
<p>vou traduzir uma obra do beppe fenoglio, inédita em portugues.</p>
<p>vou tentar apresentá-lo ao mundo real. em portugues.</p>
<p>é o bastante? sinceramente? o que você, do mundo real, acha?<br />
(se bem que o mundo real, de tão real, será que para nesse ponto de ônibus aqui tão especifico?)</p>
<p>para?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aquele sobre a vida e o mundo]]></title>
<link>http://emsequencia.wordpress.com/2009/07/22/aquele-sobre-a-vida-e-o-mundo/</link>
<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:08:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>rigby00</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lá vêm aquele que planta sementes Lá vêm aquele que dá vida ao mundo Vêm aquele que cava bem profund]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">Lá vêm aquele que planta sementes<br />
Lá vêm aquele que dá vida ao mundo<br />
Vêm aquele que cava bem profundo<br />
Com seus grandes braços que são potentes</p>
<p style="text-align:center;">Como as vidas passam e tu não sentes<br />
Cavas-te um buraco bem profundo<br />
Agora ficou totalmente imundo<br />
Já não adianta mais que tu cantes</p>
<p style="text-align:center;">Todas as plantas sentem agora<br />
A dor que tu sentias, foi embora<br />
Na tua casa não se encontram plantas</p>
<p style="text-align:center;">O que sobrou foi passar porta afora<br />
Sua vida está terminando agora<br />
Afora vai chorar nos véus das santas</p>
<p style="text-align:right;">Marco Borghi</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aquele com a queda e o triunfo]]></title>
<link>http://emsequencia.wordpress.com/2009/07/22/aquele-com-a-queda-e-o-triunfo/</link>
<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 14:10:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>rigby00</dc:creator>
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<description><![CDATA[João estava correndo pela praça enquanto Mariana o perserguia loucamente com uma faca tão bem amolad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>João estava correndo pela praça enquanto Mariana o perserguia loucamente com uma faca tão bem amolada que refletia a luz do sol perfeitamente bem.</p>
<p>- Volte aqui menino, você me deve um corte na nuca.</p>
<p>- Mas eu nem cheguei a fazer um em você&#8230; Por que você ainda me persegue?</p>
<p>- Porque eu quero te cortar, não tá dando pra perceber não?</p>
<p>- Tá sim, e perfeitamente, por favor, me deixe em paz, se não vou falar com a sua mãe.</p>
<p>- Não vai nada. &#8211; Disse enquanto se aproximava cada vez mais.</p>
<p>João corria loucamente pela praça sentindo desespero por dentro, e um segundo mais tarde ele tropeçou numa pedra no meio do caminho, ele caia e caia lentamente, ele já podia sentir a lâmina fria da faca passando por ele, então desmoronou no chão e gritou.</p>
<p>- PEDRA FILHA DA <span style="text-decoration:line-through;">PUTA</span> FRUTA DESGRAÇADA, MERECIA ESTAR NO INFERNO, PORRA!</p>
<p>Nesse momento Mariana começou a rir, então João lembro que quando Mariana ria ela tinha ataque que faziam ela balançar loucamente, então a faca que tanto queria passar por Joçao passou por Mariana.</p>
<p>Moral da historia: Err&#8230; Não brinque com facas&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aquele com o pleonasmo e a repetição]]></title>
<link>http://emsequencia.wordpress.com/2009/07/22/aquele-com-o-pleonasmo-e-a-repeticao/</link>
<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 00:38:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>rigby00</dc:creator>
<guid>http://emsequencia.wordpress.com/2009/07/22/aquele-com-o-pleonasmo-e-a-repeticao/</guid>
<description><![CDATA[Era uma manhã ensolarada de domingo quando Raul, pequeno ser de dez anos de iade, levantou-se da cam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Era uma manhã ensolarada de domingo quando Raul, pequeno ser de dez anos de iade, levantou-se da camae se pôs de pé, desceu as escadas pelos degraús e falou com a sua mãe.</p>
<p>- Mãe, o que tem para fazer o desjejum?</p>
<p>- Tem pão quente, com queijo.</p>
<p>- Deve estar bom e o que tem para comer alguma coisa?</p>
<p>- Tem torrada com um derivado do leite.</p>
<p>-Deve estar saboroso.</p>
<p>Depois saiu da cozinha para fora dela e voltou as ao seu quarto subindo para cima pela escada usando os degráus, chegou lá despiu-se e tirou a roupa, pegou uma limpa sem seujeira e a vestiu colocando-a no corpo, Raul saiu para fora da casa pela porta para ir até a escola, uma instituição de ensino, a mãe o mandava para uma escola religiosa, porque ela era católica e acreditava na existência de Deus.</p>
<p>Eram assim todos os dias de Raul, o menino, e da sau mãe, a projenitora. Assim eles eram felizes e tinham um humor bom.</p>
<p>Agradeço por lerem e <span style="text-decoration:line-through;">se não apreciaram FODAM-SE</span> apreciarem</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[traduzir, segundo José Saramago]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/07/07/traduzir-segundo-jose-saramago/</link>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 15:50:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/07/07/traduzir-segundo-jose-saramago/</guid>
<description><![CDATA[Traduzir By José Saramago No blog dele, pois é.. chique né?! Escrever é traduzir. Sempre o será. Mes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2>Traduzir</h2>
<p><span style="font-size:10pt;">By José Saramago</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;">No <a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/07/02/traduzir/">blog dele</a>, pois é.. chique né?!<br />
</span></p>
<p>Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.</p>
<p>O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[centro do rio :: para ver de perto]]></title>
<link>http://circulador.wordpress.com/2009/07/05/centro-do-rio-para-ver-de-perto/</link>
<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:54:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Crib Tanaka</dc:creator>
<guid>http://circulador.wordpress.com/2009/07/05/centro-do-rio-para-ver-de-perto/</guid>
<description><![CDATA[Num dia frio, a pregui impera. Mas, vale tentar driblar o sono e dar um passeio pelo Centro, no sába]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><a rel="attachment wp-att-2407" href="http://circulador.wordpress.com/2009/07/05/centro-do-rio-para-ver-de-perto/africa/"></a>Num dia frio, a pregui impera. Mas, vale tentar driblar o sono e dar um passeio pelo <strong>Centro</strong>, no sábado, se deixando levar pelo tempo, entrando naquelas <strong>ruas &#8220;parisienses&#8221;</strong> , no melhor clima <strong>Rio Antigo</strong>, nas redondezas do <strong>CCBB</strong>.</p>
<p>Ontem, consegui vencer o edredon e conheci dois lugares ótimos. Um deles, foi o sebo <strong><a href="http://www.alfarabi.com.br/">Al-Farabi</a></strong> (que tanto já tinha ouvido falar, mas nunca tinha ido), comandado pelo cara que era dono do Beringela e que fica num <strong>casarão de 1865.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.alfarabi.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2404" title="Fachada%202" src="http://circulador.wordpress.com/files/2009/07/fachada202.jpg" alt="Fachada%202" width="279" height="368" /></a></p>
<p>Além de poder comprar vários livros <strong>bacanas</strong>, você pode tomar uma <strong>cerveja importada</strong> e almoçar pratos variados, que vão desde uma <strong>deliciosa feijoada</strong> até um <strong>medalhão de filé mignon, com purê de batatas e salada de favas com cogumelos</strong>. Tudo isso em mesinhas do lado de fora, com direito a ver a banda passar. Delícia.</p>
<p>Ao lado, tem a <strong><a href="http://www.brasserierosario.com.br">Brasserie Rosário</a></strong>, com pé direito alto, iluminação indireta e uma <strong>vitrine de doces tentadora</strong>. O <strong>espaço</strong> foi, em <strong>1800</strong>, usado por <strong>Dom João VI</strong> como <strong>tesouraria do Império Português</strong>.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.brasserierosario.com.br/index.php"><img class="aligncenter size-full wp-image-2405" title="foto-brasserie-g" src="http://circulador.wordpress.com/files/2009/07/foto-brasserie-g.jpg" alt="foto-brasserie-g" width="252" height="384" /></a></p>
<p>Peça a <strong>mousse de chocolate com frutas vermelhas</strong>. E leve outra para casa.</p>
<p>Depois de ver o tempo passar, sem pressa, nesse corredor <strong>cultural-histórico-gastronômico</strong>, fomos ver as expos do <strong>Saint Laurent</strong> e da <strong>Virada Russa</strong>, no CCBB.</p>
<p>Mas, antes destas, logo na entrada, estão os espaços criados para a oficina de criação do <strong>Gondry:</strong> <strong><a href="http://oglobo.globo.com/cultura/rioshow/mat/2009/06/08/mostra-interativa-de-michel-gondry-chega-ao-ccbb-756245248.asp">Rebobine, por favor</a></strong>. Muitas<strong> crianças e adolescentes encantados</strong>, gravando seus <strong>registros nos 13 espaços criados </strong>(tem bar, sala, cozinha, carro&#8230;).   Você se inscreve no workshop e depois, filma seu roteito. Depois, os filmes, com até <strong>20 minutos de duração</strong>, serão exibidos no telão, no final do evento. O melhor é que várias pessoas ali, ontem, não estavam inscritas no workshop, mas filmavam suas histórias com os próprios celulares ou câmeras digitais. <strong>Criatividade à solta, fácil acesso para todos.</strong></p>
<p style="text-align:left;">Quanto à expo do <strong>Saint Laurent</strong> e da <strong>Virada Russa</strong>:</p>
<p style="text-align:left;">- Quer ver um trabalho de<strong> alta costura</strong>, incrível?<br />
- Já viu algum dos<strong> vestidos</strong> da coleção <strong>África</strong>? Imaginou ver de muito perto?</p>
<p style="text-align:center;"><img title="africa" src="http://circulador.wordpress.com/files/2009/07/africa.jpg" alt="africa" width="309" height="300" /></p>
<p style="text-align:left;">- Já <strong>deu de cara</strong> com um <strong>Kandinsky</strong>? E um<strong> Filónov</strong>?<br />
- Foi naquela exposição de <strong>cartazes russos</strong>, há anos, e ainda guardou aquela <strong>estética </strong>na cabeça?</p>
<p style="text-align:center;"><a rel="attachment wp-att-2406" href="http://circulador.wordpress.com/2009/07/05/centro-do-rio-para-ver-de-perto/filonov/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2406" title="filonov" src="http://circulador.wordpress.com/files/2009/07/filonov.jpg" alt="filonov" width="299" height="276" /></a>Para ver de perto</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[neorrealismo]]></title>
<link>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/07/03/neorrealismo/</link>
<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 19:15:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>polivalente</dc:creator>
<guid>http://neorealismoitaliano.wordpress.com/2009/07/03/neorrealismo/</guid>
<description><![CDATA[chocada com a grafia usada em português pela tradutora de &#8216;assunto encerrado&#8217; do italo c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>chocada com a grafia usada em português pela tradutora de &#8216;assunto encerrado&#8217; do italo calvino. é muito boa. como não pensaram nisso antes&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
