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	<title>eua &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "eua"</description>
	<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 03:09:13 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Pontiac produz última unidade nos EUA]]></title>
<link>http://allthecars.wordpress.com/2009/11/28/pontiac-produz-ultima-unidade-nos-eua/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 22:44:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Matheus Q. Pera</dc:creator>
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<description><![CDATA[Após o desgastante processo de reestruturação realizado pela General Motors, algumas marcas foram da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Após o desgastante processo de reestruturação realizado pela General Motors, algumas marcas foram dadas como extintas. Uma delas foi a Pontiac, tradicional divisão de veículos de alto desempenho do conglomerado. A empresa, fundada em janeiro de 1926, produziu nesta semana sua última unidade nos EUA. Chega ao fim uma história de 83 anos na indústria automotiva.</p>
<p><!--more-->O último veículo produzido pela Pontiac foi o G6, em uma unidade pintada de branco. Ela ficará guardada no museu interno da GM. Vale lembrar, no entanto, que as linhas de produção da empresa no México continuam na ativa. Lá é feito o pequeno G3 Wave, desenvolvido em parceria com outro fabricante.</p>
<p>Com o fim da produção do G6, a unidade norte-americana começa a ser preparada para produzir um veículo compacto. No entanto, este novo modelo só será fabricado a partir de 2011. Especula-se que seja o novo Spark ou a nova geração do Aveo. Vale ressaltar que os operários que antes atuavam pela Pontiac vieram da Oldsmobile, outra marca descontinuada pela GM. Esta, no entanto, saiu do mercado em 2000.</p>
<p>A Pontiac nasceu no Salão de Detroit de 1926 como marca de veículos diferenciados. Nos EUA, ficou ainda mais famosa após ter iniciado o segmento de muscle-cars com o endiabrado GTO.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A USAF espera ter um novo "super bombardeiro" até 2018]]></title>
<link>http://movv.org/2009/11/28/a-usaf-espera-ter-um-novo-super-bombardeiro-ate-2018/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 22:41:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
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<description><![CDATA[(http://gizmodo.com) A USAF está atualmente a pedir propostas aos fabricantes norte-americanos para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption alignnone" style="width: 335px"><img class="  " src="http://gizmodo.com/assets/resources/2008/05/x-bomber.jpg" alt="(http://gizmodo.com)" width="325" height="202" /><p class="wp-caption-text">(http://gizmodo.com)</p></div>
<p>A USAF está atualmente a pedir propostas aos fabricantes norte-americanos para um novo bombardeiro de longa distancia que possa realizar o primeiro voo ainda em 2018.</p>
<p>O avião deveria incorporar muita da tecnologia avançada atualmente utilizada no B-2 Spirit, no F-35 e no F-22, mas a um custo unitário inferior ao primeiro e ao terceiro, porque se pouparia nos custos de desenvolvimento de tecnologias já provadas nestes 3 aparelhos.</p>
<p>Como o Spirit, este novo bombardeiro deverá ser capaz de realizar longos voos de penetração até ao interior do território inimigo. O avião terá datalinks sofisticados, sensores herdados destes aparelhos e características stealth que o tornem tão ou mais invisível ao radar que o Spirit.</p>
<p>A USAF espera adquirir até 100 destes bombardeiros, substituindo por fim os últimos B-52 e B-1B Lancer ainda em inventário.</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
Air Forces Monthly, outubro de 2009</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Notícias sobre as metas para COP15]]></title>
<link>http://essetalmeioambiente.wordpress.com/2009/11/28/970/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 20:51:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Diêgo Lôbo</dc:creator>
<guid>http://essetalmeioambiente.wordpress.com/2009/11/28/970/</guid>
<description><![CDATA[Com a aproximação da COP 15, daqui a 8 dias, acho que é bom discutirmos o papel de cada país no deba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Com a aproximação da COP 15, daqui a 8 dias, acho que é bom discutirmos o papel de cada país no deba]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Grease - Nos Tempos da Brilhantina]]></title>
<link>http://catalisecritica.wordpress.com/2009/11/28/grease-nos-tempos-da-brilhantina/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:28:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>leoparipiranga</dc:creator>
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<description><![CDATA[Por Renata Deda Depois do “nó na garganta” de Leonardo, vamos falar de algo mais alegre. “Grease, no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://catalisecritica.wordpress.com/files/2009/11/grease.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-206" title="Grease" src="http://catalisecritica.wordpress.com/files/2009/11/grease.jpg" alt="" width="463" height="640" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">Por Renata Deda</span></p>
<p style="text-align:justify;">Depois do “nó na garganta” de Leonardo, vamos falar de algo mais alegre.</p>
<p style="text-align:justify;">“Grease, nos tempos da brilhantina” é um musical baseado numa peça teatral de Jim Jacobs e Warren Casey. Com roteiro de Bronte Woodart e Allan Carr e direção de Robert Kleiser. Foi lançado no ano de 1978 e conta a história de Sandy (Olívia Newton) e Danny Zuko (Jonh Travolta). Um casal de adolescentes dos anos 70 que se conheceram durante as férias de verão, mas tiveram que se separar, pois ela tinha que voltar para a Austrália. Algumas mudanças de plano acontecem, e Sandy permanece nos Estados Unidos, indo estudar, coincidentemente, na mesma escola que Danny. Assim como uma típica escola secundarista dos Estados Unidos, existem “grupinhos”. As Pink Ladies, lideradas por Betty Rizzo (Stockard Channing), e os T-Birds, comandados por Danny. Ao se encontrarem – os protagonistas – ficam surpresos. Mas Danny, para manter sua reputação de <em>bad boy </em>esnoba sua amada, que fica profundamente magoada. Durante o decorrer da trama, Sandy se torna amiga das Pink Ladies e passa por uma brusca transformação no final do filme: de mocinha ingênua para mulher sedutora. Presencia a humilhação que Betty sofre ao saberem que ela está grávida de Kenickie (Jeff Conaway), braço direito de Danny. E ainda participa de um concurso de dança, dentre outras coisas como fumar pela primeira vez, furar a orelha. Danny tenta esconder seu amor puro por Sandy, mas isso é inevitável, e os dois, mesmo com comportamentos tão divergentes acabam ficando juntos.</p>
<p style="text-align:justify;">Qualquer pessoa que assiste ao clipe da música “Summer Nights” fica curiosa para assistir ao filme. Foi assim que aconteceu comigo. Todo aquele patriotismo que é bem explícito com tantas imagens da bandeira dos EUA nos deixa curiosos para adentrar na vida daqueles estudantes. Em 20 minutos de filme, por exemplo, já é possível contar 5 vezes em que a bandeira do  tio Sam aparece. A imagem que passa no clipe é exatamente aquela do tão famoso modo de vida americano.  E é esse o tema do filme: a vida dos estudantes americanos nos anos 70. Em plena Era de ouro do capitalismo era importante mostrar o valor dos carrões barulhentos e consumidores assim como a rebeldia dos jovens que se libertavam nas discotecas. Ao mesmo tempo em que o filme retrata adolescentes tão “independentes” tem mesclas de infantilidade, como algumas partes onde se enfatizam os desenhos animados – a abertura do filme, por exemplo, é caricaturada. Um exemplo da “criança” que ainda existe nos personagens é quando Jan (Jamie Donnelly)<a title="Jamie Donnelly (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Jamie_Donnelly&#38;action=edit&#38;redlink=1"></a> imita um desenho animado na frente da TV enquanto suas amigas dividem cigarros e bebida.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://catalisecritica.wordpress.com/files/2009/11/grease-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-207" title="Grease" src="http://catalisecritica.wordpress.com/files/2009/11/grease-2.jpg" alt="" width="451" height="388" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Outro ponto que chama a atenção é a valorização das “ficadas”. Em determinada cena do filme, a personagem Rizzo diz para Sandy: “Amor de verdade e nem tocou em você? Me parece um idiota”. E é esse o pensamento que acompanha todos. Com uma mentalidade advinda do movimento hippie dos anos 60, os jovens parecem divulgar a frase: Make love, not war – faça amor, não faça guerra.</p>
<p style="text-align:justify;">O sucesso de Grease foi incrível. Até hoje suas músicas são imortalizadas na voz Olívia Newton-John e Jonh Travolta, este, posteriormente, que atuou em vários filmes importantes como “Carrie, a estranha” e “Pulp Fiction”. O Orçamento de Grease foi de cerca de US$ 6 milhões de dólares, sendo que arrecadou US$ 360 milhões nas bilheterias de todo o planeta. No segundo filme, “Grease – os tempos da brilhantina voltaram”, protagonizado por Michelle Pfeiffer em 1982 já não houve tanto sucesso, assim como o “Grease 3”, onde os personagens se encontram depois de adultos.</p>
<p style="text-align:justify;">Da mesma forma que são todos os musicais, Grease é alegre e vibrante, trágico e engraçado. E como uma boa produção que foi, não podia deixar de concorrer ao oscar, e assim o fez. Recebeu uma indicação na categoria de Melhor Canção Original: &#8220;Hopelessly Devoted to You&#8221;  cantada por ‘Sandy’ um pouco depois do início do filme, quando ela está na casa de Frenchy (Didi Conn) com suas amigas Pink e não consegue esquecer seu amado por mais que tente. Nessa canção há uma característica muito marcante da cantora, e, na minha opinião, a que melhor representa Newton, que é a transição da voz suave para aquele tipo de voz meio rasgada, diferente. Grease recebeu também 5 indicações ao Globo de Ouro, nas seguintes categorias: Melhor Filme &#8211; Comédia/Musical, Melhor Ator &#8211; Comédia/Musical (John Travolta), Melhor Atriz &#8211; Comédia/Musical (Olivia Newton-John) e Melhor Canção Original (&#8220;Grease&#8221; e &#8220;You&#8217;re the One that I Want&#8221;). Para mim a melhor música é “Summer Nights”. Das críticas que olhei, um ponto marcante para o qual todos convergem é a questão das coreografias, consideradas inferiores a “Hair”, um musical sobre os hippies dos anos 60 e que fazia apologia de sua cultura de liberação das drogas, música, paz e amor.</p>
<p style="text-align:justify;">No todo, escolhi Grease por ter essa riqueza cultural dos anos 70 dos EUA e por ser, de certa forma, um clássico dos musicais. Além de que esse tipo de filme “histórico” desperta minha curiosidade, como disse no começo do texto.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Democracia, segundo o Imperio: Iran]]></title>
<link>http://queimaherege.wordpress.com/2009/11/28/democracia-segundo-o-imperio/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:17:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>matinta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mossadegh, o homem a ser abatido A história da vida política de Mohammed Mossadegh, personalidade fa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><!-- 		@page { size: 8.5in 11in; margin: 0.79in } 		P { margin-bottom: 0.08in } 		H1 { margin-bottom: 0.08in } 		H1.western { font-family: "Times New Roman", serif } 		H1.cjk { font-family: "Lucida Sans Unicode" } 		H1.ctl { font-family: "Tahoma" } 		H3 { margin-bottom: 0.08in } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<h1>Mossadegh, o homem a ser abatido</h1>
<p>A história da vida política de Mohammed Mossadegh, personalidade favorita dos iranianos. Durante seu governo, o mais democrático que o Irã conheceu, travaram-se inúmeras lutas em favor da liberdade e da independência.</p>
<div id="attachment_47" class="wp-caption alignright" style="width: 211px"><a href="http://queimaherege.wordpress.com/files/2009/11/mossadegh-6-3402.jpg"><img class="size-medium wp-image-47" title="Mossadegh-6-340" src="http://queimaherege.wordpress.com/files/2009/11/mossadegh-6-3402.jpg?w=201" alt="" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Mohammed Mossadegh</p></div>
<p><a href="http://diplo.uol.com.br/_Ahmad-Salamatian_">Ahmad Salamatian</a></p>
<p>Morto em 1967, depois de ter passado 14 anos preso, Mohammed Mossadegh continua a ser, segundo uma pesquisa recente, a personalidade favorita dos iranianos, tanto dentro do país quanto entre os expatriados.</p>
<p><a name="nh1"></a>Nasceu em 1882, em Teerã, em uma família de altos funcionários da aristocracia Qadjar [<a name="nh1" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1913#nb1">1</a>]. Durante a revolução constitucionalista de 1906, influenciado por correntes maçônicas, freqüentou o círculo reformador (Humanidade). Quando foi designado representante da cidade de Ispahan no primeiro (Parlamento), teve seu mandato invalidado: não tinha a idade exigida.</p>
<p>Entre 1901 e 1913, fez seus estudos de ciência política em Paris e terminou o doutorado em Direito em Neuchâtel (Suíça). De volta ao Irã, lecionou na Escola de Ciências Políticas e publicou trabalhos sobre direito. Ingressando no governo, ocupou vários postos no interior do país e em ministérios. Opôs-se aos acordos de 1919, que, para ele, significavam deixar seu país sob a tutela do Reino Unido. Insurgiu-se, também, contra o golpe de Estado de 1921, que levou Reza Khan ao poder.</p>
<p>Eleito deputado por Teerã no Majilis, em 1925, combateu o novo poder e rejeitou a subida de Reza Khan (sob o nome de Reza Shah) ao trono. Pouco tempo depois da destituição de Reza Shah pelos soviéticos e britânicos, em 1941, foi reeleito deputado pela capital.</p>
<p>Foi durante tal legislatura que elaborou sua política de “equilíbrio negativo”, opondo-se, ao mesmo tempo, à dominação britânica das instalações petrolíferas no sul e à outorga de uma concessão petrolífera à União Soviética no norte. Durante as eleições de 1947, denunciou fraudes e lançou as bases da Frente Nacional, que se tornaria o eixo do movimento pela nacionalização do petróleo. Em 15 de março de 1951, conseguiu aprovar a lei para a nacionalização do petróleo e tornou-se primeiro-ministro, com autoridade no Parlamento para aplicar essa lei e para reformar o sistema eleitoral.</p>
<p>Sua vida política foi intensa e travaram-se inúmeras lutas em favor da liberdade e da independência durante os 27 meses de seu governo. Mas seu exemplo foi considerado muito ameaçador pelas grandes companhias de petróleo, principalmente a Anglo-Iranian Oil Company. Além disso, os britânicos se convenceram de que ele representava uma ameaça à dominação sobre o Oriente Médio. Londres recorreu a todos os meios para derrubar o governo mais democrático que o Irã conhecera: ameaças militares, bloqueio econômico, utilização de dissensões internas e problemas tribais, manipulação do xá, de grupos parlamentares do Majilis, da hierarquia religiosa e, até, do partido pró-soviético Tudeh.</p>
<p>Mossadegh resistiu por meios legais e pacíficos no âmbito nacional e internacional. No entanto, foi um golpe concebido pelos serviços secretos britânicos e executado pela CIA que o tirou do poder em 1953. A tragédia chocou o Irã e contribuiu para gerar a revolução de 1978-1979.</p>
<h3>Leia mais:</h3>
<p><em>Nesta edição, sobre o mesmo tema:</em></p>
<p><a href="http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1912">O golpe montado pela CIA</a><br />
Não se pode compreender o Irã atual sem recuar até o golpe de Estado de 1953. Fomentado pelas multinacionais do petróleo, ele abortou as reformas em curso, fortaleceu a ditadura do xá e abriu caminho para a revolução islâmica de 1978-1979</p>
<p>[<a name="nb1" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1913#nh1">1</a>] Mohammed Mossadegh era filho de um alto funcionário e de uma princesa Qadjar, uma antiga dinastia de origem turcomana (da qual, possivelmente, fazia parte uma filha de Gêngis Khan). Em 1925, o golpe de Estado de Reza Shah derrubou o soberano Qadjar Ahmed Shah e iniciou a nova dinastia Pahlevi. <a href="http://www.moreorless.au.com/heroes/mossadegh.html">Ver</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Democracia, Segundo o Imperio: Iran]]></title>
<link>http://queimaherege.wordpress.com/2009/11/28/mas-afinal-e-o-iran/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:09:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>matinta</dc:creator>
<guid>http://queimaherege.wordpress.com/2009/11/28/mas-afinal-e-o-iran/</guid>
<description><![CDATA[O golpe montado pela CIA Não se pode compreender o Irã atual sem recuar até o golpe de Estado de 195]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h1>O golpe montado pela CIA</h1>
<p>Não se pode compreender o Irã atual sem recuar até o golpe de Estado de 1953. Fomentado pelas multinacionais do petróleo, ele abortou as reformas em curso, fortaleceu a ditadura do xá e abriu caminho para a revolução islâmica de 1978-1979</p>
<p><a href="http://diplo.uol.com.br/_Mark-Gasiorowski_">Mark Gasiorowski</a></p>
<p>No começo do ano 2000, o <em>New York Times</em> recebeu o relatório oficial do golpe de Estado executado em 1953 pela Central Intelligence Agency (CIA) contra o primeiro-ministro iraniano Mohammed Mossadegh. Em 18 de junho de 2000, o jornal publicou tal relato em seu <a href="http://www.nytimes.com/">site</a> [<a id="nh1" title="[1] O documento é datado de 1954 e assinado por Donald N. Wilber.&#8221; name=&#8221;nh1&#8243; href=&#8221;http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nb1&#8243;>1</a>]. Os nomes de várias personalidades iranianas envolvidas estavam apagados, mas a maior parte delas foi apontada nominalmente em outro <a href="http://cryptome.org/cia-iran.htm">site</a> [<a id="nh2" title="[2] A técnica utilizada pelo New York Times foi inoperante: bastava utilizar (&#8230;)&#8221; name=&#8221;nh2&#8243; href=&#8221;http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nb2&#8243;>2</a>] O fascinante documento contém importantes revelações sobre a maneira como a operação foi conduzida, e qualquer pessoa interessada em política interna do Irã ou em política externa norte-americana deveria lê-lo.</p>
<p>O golpe ocorreu em um período de grande efervescência da história iraniana e no auge da guerra fria. Mossadegh ( <em> <a href="http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1913">ler nessa edição</a> </em> ) era então chefe da Frente Nacional, organização política, fundada em 1949, que militava pela nacionalização da indústria petrolífera, na época sob dominação britânica, bem como pela democratização do sistema político [<a id="nh3" title="[3] A Frente Nacional (Jebhe-ye Melli) era uma coalizão de grupos políticos (&#8230;)&#8221; name=&#8221;nh3&#8243; href=&#8221;http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nb3&#8243;>3</a>]. Essas duas questões empolgavam a população, e a Frente Nacional tornou-se rapidamente o principal ator da cena política iraniana. Em 1951, o xá Mohammed Reza Pahlevi foi forçado a nacionalizar a indústria petrolífera e a nomear Mossadegh primeiro-ministro, provocando um confronto aberto com o governo britânico. O Reino Unido reagiu organizando um embargo geral ao petróleo iraniano e iniciou manobras de longo prazo visando derrubar Mossadegh.</p>
<p>Inicialmente, os Estados Unidos decidiram ficar neutros e encorajaram os britânicos a aceitar a nacionalização, ao mesmo tempo em que tentavam negociar um acordo amigável, chegando até a persuadir Londres, em setembro de 1951, a não invadir o Irã. Essa neutralidade continuou até o fim do governo Harry S. Truman, em janeiro de 1953, embora muitas autoridades norte-americanas já achassem que a obstinação de Mossadegh criava uma instabilidade política, que deixa o Irã com um “perigo real de passar para trás da cortina de ferro” (página III do relatório). Em novembro de 1952, logo após a eleição do general Dwight D. Eisenhower para a presidência dos Estados Unidos, altas autoridades britânicas propuseram, a seus pares norte-americanos, o planejamento conjunto de um golpe de Estado contra Mossadegh. Os EUA responderam que o governo, naquele momento em fim de mandato, jamais empreenderia uma tal operação, mas o de Eisenhower, que começaria em janeiro, determinado a intensificar a Guerra Fria, estaria provavelmente propenso a fazê-lo.</p>
<p>O relato da CIA descreve bem a maneira como a intervenção foi preparada. Após a autorização do presidente Eisenhower, em março de 1953, funcionários da CIA estudaram um modo de executar o golpe e se voltaram para o problema da substituição do primeiro-ministro. A escolha recaiu rapidamente sobre Fazlollah Zahedi, um general reformado que já havia conspirado com os britânicos. Em maio, um agente da CIA e um especialista do Irã a serviço do Secret Intelligence Service (SIS) britânico passaram duas semanas em Nicósia (Chipre), onde elaboraram uma primeira versão do plano. Autoridades da CIA e do SIS revisaram-na, e uma versão definitiva foi escrita em Londres em meados de junho.</p>
<p>Esse plano era dividido em seis etapas principais.</p>
<p>A filial iraniana da CIA e a mais importante rede de informações britânica no Irã, então dirigida pelos irmãos Rashidian, devia desestabilizar o governo Mossadegh, por meio da propaganda e outras atividades políticas clandestinas. Zahedi organizaria uma rede constituída de oficiais capazes de concretizar o golpe de Estado . Já a CIA deveria organizar a colaboração de um número suficiente de parlamentares iranianos a fim de assegurar a oposição a Mossadegh no legislativo. Sérios esforços deveriam ser empregados para persuadir o xá a apoiar o golpe de Estado, embora ficasse estabelecido que a operação aconteceria com ou sem a adesão do monarca. A CIA deveria tentar, e de maneira “legal” (p. A3), derrubar Mossadegh, provocando uma crise política durante a qual o Parlamento o destituiria; a crise seria desencadeada por manifestações de protesto organizadas por líderes religiosos, que convenceriam o xá a deixar o país, ou criariam uma situação forçando Mossadegh a renunciar. Por fim, se a tentativa fracassasse, a rede militar montada por Zahedi tomaria o poder com a ajuda da CIA.</p>
<p>As três primeiras etapas, de fato, já haviam sido iniciadas durante a elaboração do plano de Londres. Em 4 de abril, a seção da CIA, em Teerã, recebeu um milhão de dólares destinados derrubar Mossade[gh] quaisquer meios (p. 3). Em maio, ela deflagrou, com os irmãos Rashidian, uma campanha de propaganda contra Mossadegh e, supõe-se, realizou outras ações clandestinas contra ele. Esses esforços redobraram, de maneira brutal, ao longo das semanas que precederam o golpe (p. 92).</p>
<p>A CIA entrou em contato com Zahedi em abril, pagando-lhe 60 mil dólares (e talvez muito mais) para encontrar novos aliados e influenciar “pessoas-chave” (p. B15). O relatório oficial nega que funcionários iranianos tenham sido comprados (p. E22). Contudo, á difícil imaginar em que mais Zahedi teria gasto o dinheiro. No entanto, a CIA compreendeu rapidamente as debilidades desse aliado, afirmando que ele não era capaz de montar uma rede militar apta a conduzir um golpe de Estado. Essa tarefa foi então confiada a um coronel iraniano que trabalhava para a CIA.</p>
<p>No fim de maio de 1953, a seção da CIA foi autorizada a usar cerca de 11 mil dólares por semana para comprar a cooperação de parlamentares, aumentando em muito a oposição política a Mossadegh. Esse reagiu, conclamando os políticos que lhe eram fiéis a renunciar para impedir a formação de quórum, o que traria a dissolução do Parlamento. Para neutralizá-lo, a CIA tentou convencer alguns deles a não renunciar. No começo de agosto, Mossadegh organizou um referendo no qual os iranianos se pronunciaram maciçamente a favor da dissolução e da realização de novas eleições. Isso impediu a CIA de exercer suas atividades “legais”, mesmo tendo continuado a utilizar a propaganda para imputar a Mossadegh fraude no referendo.</p>
<p>Em 25 de julho, a CIA começou uma longa ação para persuadir o xá a apoiar o golpe e aceitar a nomeação de Zahedi para o posto de primeiro-ministro. Durante as três semanas seguintes, quatro emissários procuraram o xá, quase todos os dias, com o objetivo de convencê-lo a cooperar. No dia 12 ou 13 de agosto, apesar de reticências pessoais, ele acabou aceitando e assinou os decretos reais ( <em>firmans</em> ), demitindo Mossadegh e nomeando Zahedi em seu lugar. A rainha Soraya o teria persuadido a agir assim (p. 38).</p>
<p>Em 13 de agosto, a CIA encarregou o coronel Nematollah Nassiri de entregar os <em>firmans</em> a Zahedi e a Mossadegh. Mas a lentidão das negociações com o xá fragilizou o sigilo e um dos oficiais envolvidos revelou a existência do complô. Mossadegh então mandou prender Nassiri na noite de 15 para 16 de agosto, no momento em que esse se preparava para entregar o primeiro decreto. Logo após, vários outros conspiradores foram interpelados. Pronta para essa eventualidade, a CIA havia preparado unidades militares pró-Zahedi para se apoderar dos pontos nevrálgicos de Teerã. Mas os oficiais desapareceram quando Nassiri foi preso, fazendo fracassar a primeira tentativa.</p>
<p>Zahedi, assim como outros implicados, se refugiou em esconderijos da CIA. O xá fugiu para o exílio, primeiro em Bagdá, depois em Roma, e Kermit Roosevelt, diretor da seção local da CIA, avisou Washington de que o golpe havia fracassado. Pouco depois, recebeu ordem de abandonar a operação e voltar aos Estados Unidos.</p>
<p>Mas Kermit Roosevelt e sua equipe decidiram improvisar outra tentativa. Começaram distribuindo cópias dos decretos do xá para os meios de comunicação, de modo a mobilizar a opinião pública contra Mossadegh. Ao longo dos dias seguintes, os dois principais agentes iranianos executaram uma série de operações clandestinas com o mesmo objetivo. Para insurgir os iranianos religiosos contra Mossadegh, fizeram ameaças por telefone aos chefes religiosos e “simularam um atentado” contra a casa de um eclesiástico (p. 37), passando-se por membros do poderoso partido comunista Tudeh [<a id="nh4" title="[4] Partido Tudeh significa Partido das Massas. Ver&#8221; name=&#8221;nh4&#8243; href=&#8221;http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nb4&#8243;>4</a>]. No dia 18, organizaram manifestações cujos participantes fingiram pertencer ao Tudeh. Instigados por esses dois agentes, os manifestantes saquearam os escritórios de um partido político, derrubaram estátuas do xá e de seu pai e espalharam o caos em Teerã. Percebendo o que estava acontecendo, o Tudeh recomendou a seus membros que ficassem em suas casas (p. 59, 63 e 64), o que os impediu de se opor aos manifestantes anti-Mossadegh que tomaram as ruas no dia seguinte.</p>
<p>Na manhã do dia 19 de agosto, os manifestantes começaram a se reunir nas proximidades do bazar de Teerã. O relatório da CIA descreve esses ajuntamentos como “espontâneos”, mas acrescenta que “circunstâncias favoráveis criadas pela ação política [<a id="nh5" title="[5] O documento é datado de 1954 e assinado por Donald N. Wilber.CIA] também (&#8230;)&#8221; name=&#8221;nh5&#8243; href=&#8221;http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nb5&#8243;>5</a>]. Muitos avaliam que o vazamento foi deliberadamente organizado pelo governo ou por alguém decidido a apoiar a iniciativa de Madeleine Albright. Se for o caso, é difícil crer que o relatório tenha sido revelado integralmente, mas não se pode excluir essa possibilidade.</p>
<h3>Leia mais:</h3>
<p><em>Nesta edição, sobre o mesmo tema:</em></p>
<p><a href="http://diplo.uol.com.br/2007-09,a1913">Mossadegh, o homem a ser abatido</a><br />
A história da vida política de Mohammed Mossadegh, personalidade favorita dos iranianos. Durante seu governo, o mais democrático que o Irã conheceu, travaram-se inúmeras lutas em favor da liberdade e da independência</p>
<div>
<p>[<a title="info notes 1" name="nb1" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nh1">1</a>] O documento é datado de 1954 e assinado por Donald N. Wilber.</p>
<p>[<a title="info notes 2" name="nb2" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nh2">2</a>] A técnica utilizada pelo <em>New York Times</em> foi inoperante: bastava utilizar um computador lento para ler os nomes antes que a tarja preta aparecesse.</p>
<p>[<a title="info notes 3" name="nb3" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nh3">3</a>] A Frente Nacional (<em>Jebhe-ye Melli</em>) era uma coalizão de grupos políticos seculares e religiosos, unidos sob a bandeira do nacionalismo.</p>
<p>[<a title="info notes 4" name="nb4" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nh4">4</a>] Partido Tudeh significa Partido das Massas. <a href="http://www.moreorless.au.com/heroes/mossadegh.html">Ver</a></p>
<p>[<a title="info notes 5" name="nb5" href="http://diplo.uol.com.br/imprima1912#nh5">5</a>] O documento é datado de 1954 e assinado por Donald N. Wilber.CIA] também contribuíram para desencadeá-los” (p. XII). De fato, a divulgação dos decretos do xá, as “falsas” manifestações do Tudeh e as outras operações realizadas nos dias precedentes levaram muitos iranianos a se juntar às manifestações.</p>
<p>Vários membros iranianos da CIA conduziram então os revoltosos ao centro de Teerã e persuadiram unidades do exército a apóiá-los, incitando a multidão a atacar o quartel-general do partido comunista Tudeh, favorável a Mossadegh, e a incendiar um cinema e várias redações de jornais (p. 65, 67 e 70). Unidades militares anti-Mossadegh começaram imediatamente a tomar posse de Teerã, apoderando-se de estações de rádio e outros pontos sensíveis. Travaram-se intensos combates, mas as forças favoráveis ao primeiro-ministro finalmente foram vencidas. Mossadegh se escondeu, para se entregar no dia seguinte.</p>
<p>O relatório da CIA deixa em suspenso duas questões essenciais. Primeiro, não esclarece a origem da traição que fez fracassar a primeira tentativa de golpe, contentando-se em atribuí-la à “ação dos oficiais do exército iraniano envolvido” (p. 39). Depois, o texto não explica como a ação política da CIA favoreceu a organização das manifestações de 19 de agosto, nem qual foi a importância dessa ação na eclosão das manifestações. Outros relatórios, elaborados a partir de entrevistas com participantes de primeiro plano, sugerem que a equipe da CIA teria dado dinheiro a líderes religiosos, que provavelmente não conheciam a origem desses recursos. O relatório da CIA não confirma a versão. A quase totalidade das pessoas envolvidas está morta e, como a CIA afirma ter destruído a maior parte dos arquivos relacionados à operação, talvez essas questões fiquem sem resposta.</p>
<p>Também é difícil saber quem estava na origem do vazamento que permitiu a divulgação do relatório oficial e qual era a verdadeira finalidade dele. No artigo publicado em 18 de junho de 2000, o <em>New York Times</em> explica apenas que o documento foi fornecido por um “funcionário que conservou um exemplar”. Por coincidência, um mês antes, a então secretária de Estado Madeleine Albright reconheceu, durante um importante discurso destinado a promover uma aproximação entre os Estados Unidos e o Irã, que o governo norte-americano estivera envolvido no golpe e pediu desculpas por isso [[ <em>Le Monde</em>, 20 mar. 2000.</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Abstenção do País sobre Irã é coerente, diz historiador]]></title>
<link>http://neccint.wordpress.com/2009/11/28/abstencao-do-pais-sobre-ira-e-coerente-diz-historiador/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 15:37:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Laís  Niman</dc:creator>
<guid>http://neccint.wordpress.com/2009/11/28/abstencao-do-pais-sobre-ira-e-coerente-diz-historiador/</guid>
<description><![CDATA[SÃO PAULO &#8211; A postura brasileira de se abster de votar a moção de censura movida contra o Irã ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2009/07/charge_lula_barack_ira.jpg" alt="" width="389" height="335" /></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; <span style="color:#000000;"><strong>A postura brasileira de se abster de votar a moção de censura movida contra o Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é coerente com o posicionamento histórico do Itamaraty e não haveria motivo para mudar de posição agora. A opinião é do historiador Amado Luiz Cervo, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB).<br />
</strong><br />
</span>&#8220;Desde os anos 1960 o Brasil teve uma postura coerente sobre o assunto: a de que <span style="color:#800000;"><strong>os países em desenvolvimento têm o direito de buscar a energia nuclear com fins pacíficos, com o objetivo de galgar um estágio tecnológico mais avançado</strong></span>&#8220;, explicou o cientista político em entrevista à Agência Estado. &#8220;Trata-se de uma posição histórica, e não há motivo para o Brasil abandoná-la agora&#8221;, prosseguiu. &#8220;Essa postura foi inclusive reforçada pelo Lula na visita do Ahmadinejad ao Brasil.&#8221;</p>
<p>No início desta semana, ao receber o chefe de governo iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o direito de Teerã de &#8220;desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e com pleno respeito aos acordos internacionais&#8221;.</p>
<p>Hoje, em Viena, Brasil, Afeganistão, Egito, Paquistão, África do Sul e Turquia se abstiveram de votar uma resolução por meio da qual o Irã foi censurado por seu programa nuclear. <span style="color:#000080;">Do grupo de 35 países da atual Junta de Governadores da AIEA, 25 concordaram com a resolução, segundo diplomatas. Três países votaram contra o texto: Venezuela, Malásia e Cuba.<br />
</span><br />
<span style="color:#800000;">Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. </span>Teerã nega e sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.</p>
<p><span style="color:#808080;"><em>Fonte: MRE- Agência Estado &#8211; </em></span><a href="http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=643851"><span style="color:#808080;"><em>http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=643851</em></span></a></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>Postado por Lais Niman</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ahmadinejad: "A era dos armamentos acabou"]]></title>
<link>http://neccint.wordpress.com/2009/11/28/ahmadinejad-a-era-dos-armamentos-acabou/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 15:23:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Albuquerque Luiz</dc:creator>
<guid>http://neccint.wordpress.com/2009/11/28/ahmadinejad-a-era-dos-armamentos-acabou/</guid>
<description><![CDATA[. &nbsp; Ivanir José Bortot e Lincon Macario Repórteres da Agência Brasil e da TV Brasil.  24 de nov]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><em></p>
<div id="attachment_4260" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://neccint.wordpress.com/files/2009/11/ilja_jefimowitsch_repin_005.jpg"><img class="size-full wp-image-4260" title="Ilja_Jefimowitsch_Repin_005" src="http://neccint.wordpress.com/files/2009/11/ilja_jefimowitsch_repin_005.jpg" alt="" width="500" height="560" /></a><p class="wp-caption-text">.</p></div>
<p>&#160;</p>
<p></em></strong><strong><em>Ivanir José Bortot e Lincon Macario </em></strong></p>
<p>Repórteres da <em>Agência Brasil e da TV Brasil. </em> 24 de novembro de 2009</p>
<p><strong><span style="color:#800000;">Para Ahmadinejad, época do armamento nuclear acabou e começa a era do pensamento </span></strong></p>
<p>Brasília &#8211; O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que a era dos armamentos nucleares acabou. Segundo ele, se tais armamentos fossem úteis, estariam sendo usados pelos americanos, israelense e russos.</p>
<p>&#8220;Começou a era da humanidade, do pensamento: o poder dos povos é o pensamento, e não os armamentos nucleares”, disse Ahmadinejad, em entrevista à <em>TV Brasil </em>e à <em>Agência Brasil </em>na suíte presidencial de um hotel de Brasília, antes de deixar o país.</p>
<p>Ele informou que o Irã vai continuar suas pesquisas sobre enriquecimento de urânio e que pretende comprar o combustível pronto de outros países para uso na indústria de remédios, em um gesto de boa vontade. Disse também que espera do Brasil uma cooperação, na área nuclear, naquilo que seja semelhante, sem que isso signifique alterações de visão sobre os objetivos de cada país.</p>
<p>“Certamente a democracia no Brasil e no Irã é mais avançada quando comparada com o resto [do mundo”, afirmou Ahmadinejad. Para ele, o Brasil é uma espécie de modelo de democracia. "Nos lugares em que o dinheiro define a participação [no governo], onde está o lugar do povo?&#8221;, indagou, referindo-se ao processo eleitoral nos Estados Unidos. Ele defendeu, porém, a restrição existente no sistema iraniano, em que apenas algumas religiões, ditas &#8220;divinas&#8221;, podem participar da política.</p>
<p>Veja a seguir a integra da entrevista, que será exibida hoje, às 21h, no programa <em>Repórter Brasil</em>, da TV Brasil:</p>
<p><strong>Empresa Brasil de Comunicação (EBC): Presidente Mahmoud Ahmadinejad, no seu longo encontro reservado com o presidente Lula, o que foi tratado?</strong></p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad</strong>: Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso, eu apresento as minhas saudações ao povo brasileiro: um povo culto, um povo simpático, um povo muito amável. É muito natural que, quando dois grandes países conversam, essa conversa seja longa. Nós fizemos uma revisão sobre nossas relações bilaterais e os campos livres em que podemos buscar novos entendimentos. Fizemos uma avaliação sobre a conjuntura mundial e também nos perguntamos sobre os esforços que podemos fazer para a paz mundial. Concordamos que tanto a minha visita como a do presidente Lula ao Irã, em 2010, poderá fortalecer as nossas relações bilaterais.</p>
<p><strong>EBC: O que ficou decidido sobre a atuação dos dois países nos conflitos do Oriente Médio?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad: </strong>As causas dos conflitos do Oriente Médio constituem uma das questões mais complexas do mundo. Temos que identificar as raízes e assim tratá-las. Vamos continuar nossas conversas com o presidente Lula nesse sentido. E espero que, baseados na Justiça, possamos chegar a uma solução, porque o presidente Lula deseja Justiça e nós, também. Pode ser que nossas informações sejam diferentes e até nossas atitudes e nossos comportamentos. Se intercambiamos nossas opiniões e ideias, pode ser que isso coincida e criaremos uma opinião. Estou muito “esperançado” e espero que Deus ajude nisso.</p>
<p><strong>EBC: Com o conjunto dos acordos assinados hoje o que vai representar em termos de balança comercial entre Brasil e Irã?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad</strong>: O Produto Interno Bruto (PIB) iraniano é da ordem de US$ 800 bilhões (paridade de poder de compra), isso num momento em que os preços no país estão muito baixos em termos internacionais. É muito natural que as relações entre os dois países sejam feitas em torno do desenvolvimento econômico – nós temos potencialidades e também necessidades. E  Brasil, o mesmo. Podemos trabalhar em um sistema de complementaridade na atividade produtiva e comercial para que os dois países se desenvolvam economicamente com mais aceleração.</p>
<p><strong>EBC: O presidente Lula conseguiu mudar a sua visão sobre a questão nuclear?</strong></p>
<p>Ahmadinejad: Será que ele queria fazer isso?</p>
<p><strong>ABr: Havia uma expectativa de que o Brasil e o Irã poderiam estabelecer um caminho comum na questão nuclear?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad: </strong>O caminho comum não significa alteração das visões. Nós estamos caminhando por um caminho e isso quer dizer que também estamos fazendo cooperações naquilo que é semelhante entre os dois países.</p>
<p><strong>EBC: O Irã assinou o tratado de não proliferação, e existe inclusive uma lei rigorosa religiosa que proíbe armas nucleares. Por que o resto do mundo tem dificuldade de acreditar no Irã?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad: </strong>Não é o mundo, são alguns países que tem hostilidade conosco, eles querem monopolizar a energia nuclear. Até são contra o desenvolvimento do Brasil e também são contra o desenvolvimento do Irã. Inspecionaram atividades [nucleares] iranianas e foi divulgado pela Agência Internacional de Energia Nuclear que não houve desvio no programa nuclear iraniano.</p>
<p><strong>EBC: De onde vêm os fundamentos das críticas?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad: </strong>Aqueles que estão contra o Irã não são pessoas que estão contra os armamentos nucleares; porque eles têm. Se alguém está contra um ato ilegal, inaceitável, em primeiro lugar, não tem que fazer isso. Como eles estão praticando isso e querem que outros não pratiquem? Nós pensamos que a era dos armamentos nucleares já chegou ao fim. Se esses armamentos nucleares fossem úteis, teriam ajudado a União Soviética e também o governo norte-americano a vencer no Afeganistão e no Iraque. O regime ocupacionista de Israel também poderia ganhar algo em Gaza. Sabemos que isso não ajuda. Tanto pelos regulamentos como pelos pensamentos sobre o uso desses armamentos. Pela religião, é proibido, e no pensamento lógico isso também não funciona. Nós achamos que aqueles que estão à procura de armamentos nucleares são pessoas politicamente atrasadas. A era dos armamentos já acabou. Começou a era da humanidade, do pensamento: o poder dos povos é o pensamento e não os armamentos nucleares.</p>
<p><strong>EBC: O Irã vai continuar sua experiência com enriquecimento de urânio ou vai comprar no exterior o urânio enriquecido de que precisa?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad: </strong>Continuamos o enriquecimentos de urânio para combustível em nossas usinas. O que nós queremos comprar é combustível para um reator que ajuda na produção de medicamentos. Nós propomos isso para que se desenvolva a cooperação em nível internacional. E deixamos uma oportunidade para que aqueles que estavam contra o Irã possam estabelecer uma cooperação com o programa nuclear iraniano.</p>
<p><strong>EBC: Há uma minoria judia no Irã que relata ser muito bem tratada, acolhida, respeitada pelos iranianos, mas há outras minorias que enfrentam certas dificuldades, como, por exemplo, 18 líderes Baha&#8217;is presos recentemente e outras pequenas minorias que reclamam por direitos humanos. O Irã, que sofreu com o autoritarismo de outros países, pode se permitir condições autoritárias para parte de sua população?</strong></p>
<p><strong>Ahmadinejad: </strong>Pela Constituição iraniana, todas as religiões divinas são livres para praticar suas tradições, como judeus, cristãos, muçulmanos.  Essas religiões podem praticar seus costumes e cultos e ter representação no governo e no Parlamento. A nossa Constituição não considera Baha&#8217;is como religião. Não é uma religião, é um grupo político e, por isso, não é reconhecido pela Constituição. No Irã, na convivência pessoal, eles (Baha&#8217;is) estão livres, mas não podem estar presentes na governança do país ou ter um centro para seus cultos. Isso é lei.</p>
<p><strong>EBC: Essa resposta provocou uma dúvida: O que é democracia para o senhor?</strong></p>
<p>Ahmadinejad: Hoje democracia tem mais de 50 aspectos diferentes. Um conceito e uma definição, por exemplo, é o governo do povo para o povo. E os meios para atingir isso são diferentes, mas só sabemos que o grau de democracia no Irã é muito alto. Cerca de 70% das pessoas participaram das eleições, isso mostra alta participação e alta liberdade, podemos dizer. É que no Irã não existe obrigatoriedade de voto nas eleições. Isso acontece em plena liberdade. Os candidatos também estão livres para expressar suas ideias, uma liberdade plena, em todas as instituições do Irã.</p>
<p><strong>EBC: E qual é o melhor exemplo?</strong></p>
<p>Ahmadinejad: Nós achamos que a democracia que terá sucesso é a que for baseada em aspectos bons. A democracia que está sustentada no domínio do poder e da riqueza, essa não é democracia. Basta olhar para Estados Unidos – são dois partidos que participam. Será que toda a população americana se divide entre esses dois partidos? E eles estão obrigados a votar nesses dois grupos, não têm outra opção. Porque tanto a mídia quanto a riqueza estão nas mãos desses grupos, se aparece um independente, certamente não vai ganhar, porque o sistema eleitoral lá é muito custoso. Quem pode ganhar é o que gasta muito, milhares&#8230; E o resto da população? Qual é a sua posição? E na Europa também é o mesmo. Só dois partidos que normalmente ganham mais votos. Certamente a democracia aqui no Brasil e no Irã é mais avançada quando comparada com o resto do mundo.</p>
<p><strong>EBC:  O senhor acha que democracia do Brasil pode servir de modelo?</strong></p>
<p>Ahmadinejad: Acho. Acho que existe liberdade no Brasil, existem muitos partido,s e o poder não está dividido em grupos específicos. Nos Estados Unidos, o poder durante os últimos 100 anos está dividido entre dois partidos apenas. Como isso pode acontecer? Isso quer dizer que a democracia lá é muito limitada, mas, no Irã, até as pessoas independentes, sem filiação partidária, podem participar das eleições. O dinheiro não é definição para participação. Mas nos lugares em que o dinheiro define a participação, onde está o lugar do povo? Desejamos que chegue um dia em que possamos aplicar a vontade dos povos. Desejo mais uma vez prosperidade e desenvolvimento para a nação brasileira e para todas as nações.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ahmadinejad-a-era-dos-armamentos-acabou/">http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ahmadinejad-a-era-dos-armamentos-acabou/</a></p>
<p> Postado por</p>
<p>Luiz Albuquerque</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2005, Papai Noel em depressão; 2009, Natal na Terra de Ninguém]]></title>
<link>http://torreleste.wordpress.com/2009/11/28/2005-papai-noel-em-depressao-2009-natal-na-terra-de-ninguem/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 14:32:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>ehlsinore</dc:creator>
<guid>http://torreleste.wordpress.com/2009/11/28/2005-papai-noel-em-depressao-2009-natal-na-terra-de-ninguem/</guid>
<description><![CDATA[&quot;Papai Noel Depressivo&quot; de Dennis Cox. A imagem ilustrativa não faz parte do artigo origin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_583" class="wp-caption alignleft" style="width: 204px"><a href="http://torreleste.wordpress.com/files/2009/11/by-dennis-cox-clipart-illustration-of-a-sad-depressed-blue-santa-claus-moping-around-and-wearing-jingle-bells.jpg"><img class="size-medium wp-image-583" title="By Dennis Cox, Clipart Illustration Of A Sad Depressed Blue Santa Claus Moping Around And Wearing Jingle Bells" src="http://torreleste.wordpress.com/files/2009/11/by-dennis-cox-clipart-illustration-of-a-sad-depressed-blue-santa-claus-moping-around-and-wearing-jingle-bells.jpg?w=194" alt="" width="194" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">&#34;Papai Noel Depressivo&#34; de Dennis Cox. A imagem ilustrativa não faz parte do artigo original ao lado</p></div>
<p style="text-align:center;"><strong>Papai Noel em depressão</strong></p>
<p style="text-align:justify;">“Quem, no Brasil, convidado a assistir a um show de Natal com elenco amador numa igreja evangélica de província, seria louco o bastante para ir lá com a expectativa de encontrar um espetáculo artisticamente relevante? Pois bem, acabo de sair da Assembléia de Deus do West End de Richmond, Virginia, ainda mal refeito de um choque cultural. <span style="text-decoration:underline;">Sincerely Yours</span>, comédia musical natalina com <em>script</em> de Kathy Craddock baseado numa idéia de Pat Bragg e equipe, música e regência de Ron Klipp e direção de Bob Laughlin, é um espetáculo digno da Broadway, mais caprichado do que tudo o que já vi nos palcos brasileiros. São mais de duzentos atores cantando, dançando e fazendo acrobacias, numa coreografia complexíssima dirigida por mão certeira. A platéia vibra com a ação rápida, e a música entusiasticamente alegre se impregna na sua alma deixando uma impressão inesquecível.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SÁTIRA </strong>- O enredo é uma sucessão de situações cômicas absurdas, no melhor estilo Frank Capra, concebidas a partir da pergunta: como reagiria Papai Noel (Santa Claus, para os americanos) diante da atual campanha dos ateus, materialistas e anticristãos para escorraçar o Natal da vida pública? Sátira de um conflito muito real que põe em risco o destino de toda a sociedade americana, a história começa na véspera do Natal, com os ajudantes do velhinho, na maior excitação, enchendo o trenó de presentes e esperando a partida para mais uma viagem através do mundo. Mas o chefe não aparece: está trancado em casa, mortalmente deprimido, diante de uma pilha de cartas de meninos e meninas modernizados, insolentes, que desprezam o nascimento de Jesus e só querem saber de brinquedos caros – um deles prefere até sua parte em dinheiro. Um show de egoísmo e insensibilidade. Dar presentes, nessas circunstâncias, só serve para fomentar a vaidade e o orgulho. Sentindo-se um corruptor involuntário da infância, Papai Noel se condena: &#8220;Todo o trabalho da minha vida foi um tiro que saiu pela culatra&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DOUTORZINHO </strong>- A sra. Claus tenta animá-lo, juntando um grupo de crianças para fazer uns afagos no ego do velho, mas as crianças só dão gafes freudianas e reforçam a impressão de que a infância está mesmo estragada. Erguendo placas para formar o nome &#8220;Santa&#8221;, conseguem até trocá-lo por &#8220;Satan&#8221;. Papai Noel afunda no total desespero. A esposa, atendendo à sugestão de tagarelas da vizinhança, vai ao cabelereiro se embonecar toda para ver se desperta algum ânimo no marido, mas enquanto isso ele é removido a um hospital pelo Social Security. Em vão ele protesta que não há nada de errado com ele, que o problema é com as crianças. Em cenas de uma comicidade alucinante, o paciente é submetido a todas as humilhações radiológicas, dietéticas, sexológicas e psiquiátricas de que é capaz a medicina moderna, personificada num doutorzinho de dez anos de idade. Quando volta, com a bunda doendo das injeções, Santa Claus nem repara no penteado da mulher, que então lhe passa um sabão em regra, acusando-o de ter perdido seu antigo entusiasmo visionário e se transformado num egoísta senil, rabugento, intoxicado de autopiedade, como o Scrooge de Conto de Natal de Dickens (leitura proibida em escolas &#8220;politicamente corretas&#8221;). Quanto mais ela fala, mais o marido piora. No fim, ele está decidido: não vai a parte alguma, as crianças do mundo que se danem. A sra. Claus resolve então entregar ela própria os presentes, mas os ajudantes não parecem considerá-la muito convincente nas funções de Papai Noel.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CONSPIRAÇÃO </strong>- Nesse ínterim, um investigador nomeado pela comunidade descobre que por trás de tudo há uma conspiração para desmoralizar o Natal sob argumentos hipócritas. A trama vem de uma ONG internacional do crime que reúne os piores tipos de todos os tempos: Lex Luthor, o Pinguim, Cruela, a Rainha Malvada, o Capitão Gancho e outros da mesma laia – uma caricatura cruel da ACLU, a União Americana dos Direitos Civis, cujo nome encobre uma quadrilha de puxa-sacos de Saddam Hussein, Bin Laden, Fidel Castro e Hugo Chávez, empenhados em proibir árvores de Natal, monumentos religiosos e qualquer menção pública ao nome de Deus (exceto, é claro, para os muçulmanos). Só que os bandidos da peça foram mais inteligentes que a ACLU: em vez de atacar diretamente o Natal, empreenderam contra ele uma campanha de desinformação, trocando as cartas de crianças para Papai Noel por mensagens forjadas para desorientar o velhinho.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, antes mesmo que lhe chegue a revelação da trama, ele recebe uma carta atrasada, que escapou à falsificação geral. O remetente, Aaron Williams, de Richmond, Virginia, não quer nada para si: pede apenas algum consolo para sua mãe, entristecida pela morte de um cãozinho doméstico. Ao ler as palavras de despedida, &#8220;<em>Sincerely yours</em>&#8220;, &#8220;sinceramente seu&#8221;, Papai Noel se dá conta de que o sentido do Natal não está perdido enquanto subsistir numa só alma viva. É a lembrança de um Deus que se oferece em sacrifício a cada pessoa numa mensagem de amor: &#8220;<em>sincerely yours</em>&#8220;. Reencorajado pelos bons sentimentos do menino, ele já começa a voltar atrás na sua recusa de viajar, quando chegam os mensageiros do detetive e, contando tudo, lhe mostram que, por trás da imagem de um mundo totalmente materialista e descristianizado, fabricada de propósito pelos conspiradores para denunciá-la em seguida e culpar o capitalismo, ainda existem milhões de Aarons Williams. O sr. e a sra. Claus partem então para entregar os presentes, e a primeira casa em que param é, evidentemente, a de Aaron. Junto à cama do menino adormecido há um presépio que se transfigura em realidade. Jesus Cristo está nascendo naquele momento.</p>
<p style="text-align:justify;">Já é o terceiro Natal em que a Assembléia de Deus do West End, com uma nova peça a cada ano, mostra o poder da sua inventividade teatral e musical. Vale a pena uma espiada no site do grupo, <a href="http://www.gloriouschristmasnights.com/">http://www.gloriouschristmasnights.com</a>”(*).</p>
<p style="text-align:right;">(Olavo de CARVALHO, <span style="text-decoration:underline;">Diário do Comércio</span>, 05/XII/2005)**</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Observações nossas ao artigo acima</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(*) <strong>Natal na Terra de Ninguém</strong> &#8211; No endereço indicado achar-se-á a produção da <em>performance</em> natalina da West End Assembly of God para 2009, <em><span style="text-decoration:underline;">No Man’s Land</span></em> (<span style="text-decoration:underline;">Trégua de Natal</span>), produção épica inspirada na armistício informal, pois sem o consentimento do Alto Comando de cada exército, ocorrido no <em>front<strong> </strong></em>ocidental, no Natal do primeiro ano da I Grande Guerra (1914) entre soldados franceses, belgas, britânicos e alemães, quando as trincheiras e os fogos de artilharia cederam à troca de presentes e às partidas de futebol embalados por um multilingue <span style="text-decoration:underline;">Noite Feliz</span> (veja artigo sobre o evento em <a href="http://www.grandesguerras.com.br/artigos/text01.php?art_id=125"><span style="text-decoration:underline;">Grandes Guerras</span></a> e nos <a href="http://archive.timesonline.co.uk/tol/viewArticle.arc?articleId=ARCHIVE-The_Times-1915-01-01-03-001&#38;pageId=ARCHIVE-The_Times-1915-01-01-03"><span style="text-decoration:underline;">Arquivos do &#8220;<em>The Times</em>&#8220;</span></a> matéria publicada no jornal londrino em 01jan1915 sobre o ocorrido).</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_584" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://torreleste.wordpress.com/files/2009/11/natal-1914.jpg"><img class="size-full wp-image-584" title="Natal 1914" src="http://torreleste.wordpress.com/files/2009/11/natal-1914.jpg" alt="" width="320" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Charge da época alusiva ao surpreendente armistício natalino de 1914.</p></div>
<p>** Vide em “<strong>comentário</strong>” abaixo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Honduras!]]></title>
<link>http://diegomtorres.wordpress.com/2009/11/28/honduras/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 14:02:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>diegomtorres</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois da vitória de Ahmadinejad no Irã de forma fraudulenta e contestada pelos países pregadores da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Depois da vitória de Ahmadinejad no Irã de forma fraudulenta e contestada pelos países pregadores da democracia, e da vitória também fraudulenta, porém aplaudida pelos mesmos países, de Hamid Karzai no Afeganistão chega a vez de Honduras.</p>
<p>Na verdade não deveria haver tais eleições, pois o golpe de Micheletti é um dos maiores absurdos contra a democracia nos últimos tempos. Além de todas as alegações incoerentes contra Zelaya o golpista diz ter apoio popular! Isso não faz sentido! Se o presidente legítimo fosse tão impopular o referendo proposto por ele seria derrotado nas urnas e também um candidato da oposição seria eleito.</p>
<p>Os Americanos, se pudessem, apoiariam todos os golpes favoráveis às políticas de Washington. Isso significa a derrubada de governos sociais. O atual presidente americano vem traçando políticas internacionais controversas, ele deveria ter endurecido o jogo em Honduras, mas não fez.</p>
<p>Se o comparecimento às urnas for em massa provavelmente, Zelay será deixado de lado. Porém, caso o boicote seja amplo o deposto ganhará forças e os EUA terão de tomar atitudes anti-Micheletti.</p>
<p>O jeito é esperar e torcer para que tudo acorra de forma pacífica.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[F-22A Raptor: Relato sumário sobre o melhor avião da atualidade]]></title>
<link>http://movv.org/2009/11/28/f-22a-raptor-relato-sumario-sobre-o-melhor-aviao-da-atualidade/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 10:35:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
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<description><![CDATA[O F-22A é o melhor caça ar-ar da atualidade, mas enquanto caça-bombardeiro o avião é condicionado pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O F-22A é o melhor caça ar-ar da atualidade, mas enquanto caça-bombardeiro o avião é condicionado pelas suas características stealth, que o obrigam a transportar todo o armamento e combustível no interior da sua estrutura.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/u9wLKvXMxZ0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/u9wLKvXMxZ0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Cada avião deveria custar um pouco menos de 90 milhões de dólares, mas acabou por ficar ao estrondoso valor de 310 milhões de dólares por avião, e isso seria alias sempre o maior problema deste excelente avião, impedindo que fossem construídos todos os inicialmente previstos e que todos os F-15 fossem substituídos por F-22, como estava inicialmente previsto. Atualmente, pensa-se que apenas 187 aviões deste tipo serão construídos, com o último a ser entregue em 2011.</p>
<p>O avião consegue voar a uma velocidade ligeiramente superior a Mach 2, propulsado por dois motores Pratt &#38; Whitney F119-PW-100 de 15 toneladas, com <em>afterburners</em>.</p>
<p>Uma das fragilidades mais estranhas do Raptor é a ausência de um datalink. Isto significa que o avião é excelente em <em>dogfight</em>, mas que num cenário mais realistas de &#8220;combate em rede&#8221; em que todos os aviões amigos sabem permanentemente o que fazem, se encontra em desvantagem, já que os seus pilotos apenas podem comunicar via radio. O F-22 também não tem uma mira montada no capacete e é também incompatível (de momento) com o novo míssil AIM-9X, algo que só será resolvido em 2016. Por outro lado, o canhão pode ser equipado com apenas 480 rounds, enquanto que o do F-15 (que ele supostamente deveria substituir) poderia transportar até 940.</p>
<p>No geral, as afirmações que colocam o Raptor como melhor caca do mundo correspondem à verdade. Mas existem demasiados compromissos para com o aspecto stealth do avião, para que seja um interceptor puro, como o Typhoon, ou um avião multi-missões, como o SU-30 russo. No total, o avião acaba embarcando um pequeno lote de armamento, o que condiciona a sua utilidade em combate&#8230; Será difícil ou mesmo impossível de ser abatido, mas é uma ameaça para apenas um pequeno numero de adversários de cada vez. E, sobretudo, ao ser construído em tão pequenos números nunca poderá substituir plenamente os Eagle sem que tal substituição não implique uma perda de capacidade por parte da projeção global de poder mundial dos EUA.<br />
<strong><br />
Fonte:</strong><br />
Air Forces Monthly outubro de 2009</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a mais nova treta]]></title>
<link>http://latitudesul.wordpress.com/2009/11/27/a-mais-nova-treta/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 23:55:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>taddeu</dc:creator>
<guid>http://latitudesul.wordpress.com/2009/11/27/a-mais-nova-treta/</guid>
<description><![CDATA[Então quer dizer que as relações entre Brasil e Estados Unidos agora não estão nada bem. E isso pouc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Então quer dizer que as relações entre Brasil e Estados Unidos agora não estão nada bem. E isso poucos meses depois de Barack Obama ter dito em alto e bom som que Lula é o cara. Também parece não importar muito que ambos presidentes já tenham se encontrado cinco vezes desde que o primeiro negro da história do país assumiu a Casa Branca. As divergências estratégicas em alguns pontos cruciais da agenda internacional jogou tudo no abismo da perdição. Pelo menos é o que se lê e se ouve por aí. Uma pena, realmente. Dois líderes históricos, despojados, duas vitórias ambulantes da democracia&#8230; Estariam de mal?</p>
<p>Brasil e Estados Unidos, pelo menos neste momento, divergem em basicamente cinco temas transcendentais. Isso porque, durante o governo Lula, depois de todo aquele medo que precedeu sua vitória eleitoral, em 2002, o país, com todos os seus infinitos problemas internos, tem se transformado num ator global de respeito. Aquela época em que Brasília e Buenos Aires ficavam disputando entre si para ver quem tinha mais nível de influência na América do Sul ficou para trás. Agora o Itamaraty dialoga com outros peixes, em outros mares, maiores e mais profundos. E bate o pé com firmeza quando o tema é Oriente Médio, Honduras, Rodada de Doha, mudança climática e as bases na Colômbia.</p>
<p>Tem muita gente que gosta dessa nova posição internacional do Brasil, ainda que por motivos diferentes. Há aqueles que comemoram o futuro que finalmente chegou e acreditam que o caminho agora está livre para o desenvolvimento: primeiro mundo, lá vamos nós. Outros acham que a diplomacia brasileira vem defendendo, com voz cada vez mais grossa, alguns valores importantes no concerto das nações. E que isso é positivo num mundo que se pretende multipolar.</p>
<p>O país, por exemplo, é a favor da existência de dois estados consolidados e soberanos na Palestina, que respeitem as fronteiras estabelecidas pelas Nações Unidas antes da guerra de 1967. É pouco para os árabes, claro, porque mesmo naquele então a ONU já havia destinado mais território aos israelitas, que chegavam aos montes motivados pelo sionismo. Um acordo envolvendo os limites fixados na década de sessenta, porém, junto com o fim dos assentamentos na Cisjordânia, é o primeiro passo para a paz. Poucos duvidam disso, entre eles Tel Aviv. Os Estados Unidos vai na rabeira.</p>
<p>O Brasil também se posicionou contra o golpe de estado em Honduras e promete não reconhecer os resultados das eleições que o regime de Roberto Micheletti convocou para este 29 de novembro. Nada mais coerente para um povo que já sofreu com as arbitrariedades dos anos de chumbo. Até porque o argumento dos militares hondurenhos para justificar a conspiração não consegue se sustentar. Dizem, por exemplo, que estão defendendo a democracia e a constituição, quando na verdade derrubaram um governo legítimo e desterraram o presidente sendo que esse tipo de punição não existe nas leis do país. [ver a <a href="http://latitudesul.wordpress.com/2009/09/29/a-democracia-nas-democracias/" target="_blank">democracia nas democracias</a>] Agora vão realizar um pleito. As faixas espalhadas nas ruas pelo governo de facto dizem: <em>en las urnas está el futuro de Honduras</em>. E antes, não estava? A importância do voto não foi tão considerada quando era Manuel Zelaya o beneficiado pela vontade popular&#8230;</p>
<p>Há poucos dias, Lula fez o que pouca gente no mundo faria: receber Mahmoud Ahmadinejad em visita oficial de estado e, pecado, deixar-se fotografar ao lado do ultra-conservador persa, fundamentalista religioso e homofóbico convicto. Deixou o cabelo de muita gente em pé ao defender o programa nuclear iraniano, desde que o enriquecimento de urânio seja utilizado para fins pacíficos, como acontece no Brasil. Também defendeu o direito dos judeus se organizarem num estado localizado no Oriente Médio. E ponto. Na visão da diplomacia brasileira, dialogar não faz mal a ninguém. Pelo contrário, isolar países acossados pela opinião pública internacional é que é perigoso.</p>
<p>Depois, a Rodada de Doha. Tem a ver com a liberalização do comércio e o fim das barreiras alfandegárias criadas pelos países desenvolvidos para proteger os setores mais frágeis de suas economias. Os Estados Unidos pregam o neoliberalismo geral e irrestrito, mas não abrem mão de salvaguardas quando lhes interessa. Lula já há algum tempo comprou o discurso globalizante da Casa Branca, mas quer o pacote todo, sem as contradições. O mesmo em relação às bases que serão cedidas pela Colômbia para a instalação de soldados e equipamento militar ianque. Obama prometeu mudar as relações de Washington com a América Latina, mas até agora não deu sinais de que realmente quer um diálogo de igual para igual com as democracias tropicais.</p>
<p>Lula e todos os demais presidentes sul-americanos têm razões históricas de sobra para criticar a presença bélica dos Estados Unidos em solo colombiano. Vão ajudar no combate ao narcotráfico, alega-se. Mas não é Álvaro Uribe que vive discursando sobre o debilitamento das FARC e de outros grupos guerrilheiros que perambulam pelas selvas amazônicas? E, mesmo que realmente necessite da ajuda norte-americana, como alguém pode pretender combater com eficácia a indústria da cocaína apenas agindo na produção – e não na demanda?</p>
<p>Mais: o ex-presidente Ernesto Samper, que ocupou o Palácio de Nariño entre 1994 e 1998, diz que a maquinaria de guerra que será instalada pelo Pentágono na Colômbia não vai se limitar apenas ao combate à droga.</p>
<p>“Coloco na mesa os vários antecedentes das bases. Primeiro, que desde janeiro as bases figuravam nos mapas do Pentágono como parte da estratégia de segurança básica dos Estados Unidos. Segundo, que na solicitação do Pentágono para adequar Palanquero claramente se estabelecia que a base também serviria para neutralizar os governos inimigos dos Estados Unidos. E, terceiro, os tipos de equipamentos que as bases terão: os C17, que transportam até 70 toneladas de material bélico; os Orion 3, que são para espionagem rápida e vão para a base de Malambo; os Boeing Galaxy, que são para transporte em massa de passageiros, e os Awacs, que são plataformas eletrônicas móveis. Esses não são equipamentos para combater o narcotráfico e a guerrilha na Colômbia. A partir das bases, começarão a lançar operações de vigilância sobre a região e vão terminar por nos isolar.” [ver mais em <a href="http://www.operamundi.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=2055" target="_blank">opera mundi</a>]</p>
<p>Cabe um parêntesis: Samper deu essa entrevista na semana passada, mas durante seu governo foi acusado de ter aceitado dinheiro do narcotráfico para financiar sua campanha eleitoral. O caso ficou conhecido como <em>Proceso 8.000</em>. [ver mais na <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Proceso_8.000" target="_blank">wikipedia</a>]</p>
<p>Por fim, a conferência do clima em Copenhague. O Brasil acaba de anunciar suas metas de redução nas emissões de gases causadores do efeito estufa. Vai baixar a produção de CO2, segundo anúncio oficial do governo, em 36 ou 38 por cento em relação aos níveis previstos para 2020. Mais que uma declaração de boas intenções, Lula quer que essa promessa se transforme em lei e já está mexendo seus pauzinhos no Congresso para viabilizá-la. Quando visitou a China, em novembro, Barack Obama disse que não ia se comprometer com nada, e que não assumiria nenhuma responsabilidade legal sobre as decisões de Copenhague. Hu Jintao, premiê chinês, foi na onda. Não é à toa que os dois governam os países que hoje em dia mais abreviam a vida do planeta em nome do crescimento econômico. Pegou tão mal que Washington voltou atrás. Agora propõe um corte de 17 por cento em relação aos níveis de 2005, a serem executados nos próximos dez anos. Claro que não é suficiente. Nenhuma das soluções dentro do sistema é suficiente.</p>
<p>Não é questão de contrapor a diplomacia brasileira e a estadunidense ou fazer uma rápida avaliação de qual contribui para a paz no mundo e qual trabalha pela destruição iminente da Terra, seja por guerras ou hecatombes ambientais. O problema é Barack Obama. Sua figura política leva esperança ao mundo, mas é uma esperança falsa. Basta dizer que o presidente incrementou o número de soldados no Afeganistão um dia depois de ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. Prometeu desocupar Guantánamo, mas voltou atrás e disse que vai ser difícil abrir mão da base que mais pisou nas convenções internacionais de direitos humanos ultimamente. Também vai reconhecer as eleições hondurenhas, organizada em meio à morte de pelo menos 26 opositores da ditadura, e não aceita que outros países enriqueçam urânio para produzir a bomba, sendo que os Estados Unidos estocam um arsenal nuclear imenso e, como se não bastasse, foram a única nação que teve coragem de lançar um artefato atômico contra civis.</p>
<p>Portanto, é válido que o Brasil emerja como ator global para resguardar determinadas posições democráticas e marcar diferenças em relação às grandes potências mundiais quando estas não fazem mais do que esconder contradições grotescas por debaixo de discursos pomposos em defesa da liberdade que já não enganam mais ninguém.</p>
<p>Complicado é o governo começar a se utilizar dessa posição de destaque no cenário internacional para se impor aos demais países latino-americanos com ares de nação hegemônica. Nenhum dos vizinhos – seja na bacia do Prata, nos Andes ou no Caribe – está a fim de continuar ocupando um papel subalterno em relação à sua própria história. Não há interesse em mudar de amo, mas de tomar as rédeas do próprio destino. O Brasil, como potência regional ou seja lá o que for, é tão ruim para as nações que a ele se submetem como os Estados Unidos, a Europa ou qualquer outro país. A Petrobras, por exemplo, apesar de ser idolatrada aqui, é vista como qualquer outra companhia transnacional pelos bolivianos, equatorianos ou peruanos, uma corporação que chega, extrai, polui, empobrece e vai embora com mais dinheiro do que deixa. O mesmo acontece com a Odebrecht, Camargo-Corrêa e outras empresas alabadas pelo governo Lula e apoiadas pelo BNDES em suas empreitadas latino-americanos.</p>
<p>A “liderança natural” do Brasil dentro da América do Sul é um papo que cansa os demais presidentes da região. A diplomacia brasileira tem trabalhado muito bem no geral, mas ainda não acordou para o fato de que ninguém aqui precisa de líderes. Buscam-se, isso sim, parceiros. Antes foi a Espanha, depois a Inglaterra, depois os Estados Unidos e, agora, ao que parece, vai ser o Brasil a dar as cartas por aqui. O que é que muda para Equador, Argentina, Venezuela, Bolívia, Peru, Colômbia, Uruguai, Paraguai? Arriscaria a dizer que não muda nada. A mudança, pelo contrário, seria a instauração de uma ordem sul-americana livre de potências hegemônicas. Isso demanda respeito e solidariedade, que não condiz com interesses econômicos expansionistas ou ânsias de liderança perante o mundo.</p>
<p>Talvez o maior sinal de que os países vizinhos não querem entrar debaixo da asa do Brasil tenha sido dado em Manaus, na conferência sobre mudança climática. Lula chamou os presidentes da bacia amazônica para discutir, com a presença de Nicolas Sarkozy, uma proposta unificada para Copenhague. Além do europeu, representante da Guiana Francesa, apenas o mandatário da outra Guiana compareceu.</p>
<p>A ascensão política do Brasil no cenário internacional, se não for bem direcionada pelo Itamaraty, pode entornar o caldo da integração latino-americana e começar a fortalecer, a exemplo do que acontece com os Estados Unidos, uma espécie de sentimento anti-brasileiro que já existe na região. <strong>&#8211;tadeu breda (cc)</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Entenda a discussão que precede a COP-15]]></title>
<link>http://j2da.wordpress.com/2009/11/27/entenda-a-discussao-que-precede-a-cop-15/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:34:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vitório Tomaz</dc:creator>
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<description><![CDATA[COP-15 Já que faltam apenas 10 dias para a Conferência do Clima na Dinamarca(COP-15), resolvi fazer ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 273px"><a href="http://j2da.wordpress.com/files/2009/11/cop-15.png"><img class="size-full wp-image-397 " title="COP-15" src="http://j2da.wordpress.com/files/2009/11/cop-15.png" alt="COP-15" width="263" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">COP-15</p></div>
<p style="text-align:justify;">Já que faltam apenas 10 dias para a Conferência do Clima na Dinamarca(COP-15), resolvi fazer uma breve pesquisa sobre qual tem tido o comprometimento dos países com o clima, minha procura se deve principalmente ao fato de que o sucesso do COP-15 está diretamente ligado as propostas apresentadas pelos principais países antes da conferência, o que faz que um país ao apresentar uma proposta, apresente ao mesmo tempo um incentivo para que outros países façam o mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">O problema relacionado a isto, é que o investimento na redução de carbono está também associado ao desenvolvimento econômico, ou seja, em um cenário global &#8220;teoriacamente&#8221; os países que se comprometerem com metas muito grandes podem ter seu desenvolvimento comprometido, o que pode de alguma maneira colocar países que não se comprometerem em vantagem competiviva.</p>
<p style="text-align:justify;">Com base neste problema, passamos a ter o fato de que os principais emissores como EUA, UE, China, Índia e Brasil até então tem se comprometidos com metas pouco factíveis, por exemplo a <a href="http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1392906-17816,00-CHINA+ANUNCIA+REDUCAO+DE+EMISSAO+DE+CO+EM+ATE.html">China se comprometeu</a> em sua proposta a reduzir  40% da quantidade de carbono por produto, no entanto, com o ritmo de crescimento apresentado pela sua econômia, isto não deverá representar uma redução das emissões totais.</p>
<p style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1394294-17816,00-CALCULO+DA+META+BRASILEIRA+DE+CORTE+DE+GASESESTUFA+AINDA+NAO+E+PUBLICO.html">Brasil a sua vez anunciou uma meta</a> de até 38,9%, no entanto não divulgou qual a base de calculo para a viabilidade da proposta.</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://www.ecodebate.com.br/2009/11/23/cop-15-rumo-ao-fracasso-india-diz-que-emissoes-de-gases-do-pais-seguirao-crescendo/">India, outro principal emissor, tem declarado</a> que seus problemas maiores são a gestão de água, a sujeira das grandes cidades e a proteção às florestas . Seu compromisso em termos ambientais será apenas de manter a capacidade de absorvição das florestas.</p>
<p style="text-align:justify;">Com o não comprometimento efetivo destes países, e a desculpa de que são os países desenvolvidos que devem pagar pelas emissões, acabamos em um impasse, já que a UE se nega comprometer-se com uma meta mais audaciosa sem o comprometimento dos países desenvolvidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem uma unidade entre estes países, fica a falta de força para fazer pressão politica frente aos EUA, que por sua vez é o maior emissor. Sem o seu comprometimento, a impressão que fica é que a luta contra o aquecimento global fica bastante enfraquecida.</p>
<p style="text-align:justify;">Atualmente os EUA se comprometeram apenas  a reduzir suas emissões em 17%. Acontece que sem o comprometimento de países como os EUA, cria se um circulo vicioso,  com uma série de lideranças negativas. Fala-se inclusive na possibilidade que a COP-15 seja um fracasso, e que um acordo para substituir o protocolo de Kyoto deverá ser adiado para o ano que vem, com a possibilidade de que este encontro apresente apenas intenções e metas políticas, o que é muito pouco para a gravidade do problema.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1394294-17816,00-CALCULO+DA+META+BRASILEIRA+DE+CORTE+DE+GASESESTUFA+AINDA+NAO+E+PUBLICO.html">Clique Aqui</a> e veja no final desta página um infográfico mostrando o comprometimento dos principais poluentes com o aquecimento global, assim como qual  a sua emissão mapeada até então.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez, o que realmente esteja faltando, e que inclusive pode ser um movimento liderado pelo Brasil, é uma postura mais radical, que leve o aquecimento global mais a sério, como proposta feita pelo <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=mudanca-climatica-decisao-ja&#38;cod_post=193318">Presidente Fernando Henrique</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O projeto F/A-XX da Boeing]]></title>
<link>http://movv.org/2009/11/27/o-projeto-fa-xx-da-boeing/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:33:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Clavis Prophetarum</dc:creator>
<guid>http://movv.org/2009/11/27/o-projeto-fa-xx-da-boeing/</guid>
<description><![CDATA[O F/A-XX (http://sitelife.aviationweek.com) A Boeing divulgou publicamente imagens e alguns detalhes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption alignnone" style="width: 450px"><img src="http://sitelife.aviationweek.com/ver1.0/Content/images/store/12/11/ac11355f-5f38-4f67-9bcc-caa205d4211e.Large.jpg" alt="O F/A-XX (http://sitelife.aviationweek.com)" width="440" height="148" /><p class="wp-caption-text">O F/A-XX (http://sitelife.aviationweek.com)</p></div>
<p>A Boeing divulgou publicamente imagens e alguns detalhes sobre o seu projeto F/A-XX, um substituto para os Super Hornet que hoje equipam os porta-aviões dos Estados Unidos.</p>
<p>O projeto está ainda numa fase inicial, mas sabe-se que não terá cauda e que tripulado por dois pilotos, cumprindo missões multi-plataforma com furtividade de 6a geracao. Revolucionário no projeto é a capacidade que o avião terá para realizar missões tripulado ou através de controlo remoto, como muitos dos aviões de 6a geração que hoje estão em estudo, sobretudo na Europa.</p>
<p>O avião deverá estar pronto para fabricação em série até 2025, o ano em que se espera que a frota atual de Super Hornet deixe o serviço.</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
Air Forces Monthly, outubro de 2009</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[New York já ligou o interruptor.]]></title>
<link>http://abrindoobico.com/2009/11/27/new-york-ja-ligou-o-interruptor/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:05:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>abrindoobico</dc:creator>
<guid>http://abrindoobico.com/2009/11/27/new-york-ja-ligou-o-interruptor/</guid>
<description><![CDATA[O tradicional floco de neve da Swarovsky Não há mês que eu goste mais de New York do que em dezembro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_439" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/floco.jpg"><img class="size-medium wp-image-439 " style="border:1px solid orange;padding:5px;" title="Floco" src="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/floco.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">O tradicional floco de neve da Swarovsky</p></div>
<p>Não há mês que eu goste mais de New York do que em dezembro.</p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro de tudo, porque as temperaturas são baixíssimas  (não este ano, porém!) e a cidade toda se ilumina para a chegada do Papai Noel. Sim, eu sei que é para a chegada dos turistas com seus polpudos cartões de crédito – mas um pouco de ilusão não faz mal a ninguém, certo?</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_440" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/9w57.jpg"><img class="size-medium wp-image-440 " style="border:1px solid orange;padding:5px;" title="9W57" src="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/9w57.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A prova dos 9: chegou o Natal!</p></div>
<p style="text-align:justify;">Sou apaixonada pelo velhinho gordo, com roupas vermelhas e bochechas idem. Eu coleciono Papais Noéis (existe o plural?!) de todos os lugares que visito. Minha Árvore de Natal só tem Papai Noel – de todos os tipos e materiais possíveis – e, para combinar, os presentes embaixo dela são todos embrulhados em vermelho e branco.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_441" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/trees.jpg"><img class="size-medium wp-image-441 " style="border:1px solid orange;padding:5px;" title="trees" src="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/trees.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Luzinhas</p></div>
<p style="text-align:justify;">Então, eu dizia, a cidade se veste, se maquia, se perfuma&#8230; enfim, se prepara para a chegada das festas. Como uma anfitrioa vaidosa, pronta para receber gente do mundo inteiro. E bota gente nisso: 47 milhões de pessoas passam por aqui todo ano, sendo que a concentração maior acontece durante o Natal/Reveillon e o Thanksgiving,  E eu ando pelas calçadas (ou o que sobra delas) feliz como uma criança, a admirar as luzinhas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_442" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/bloomies.jpg"><img class="size-medium wp-image-442 " style="border:1px solid orange;padding:5px;" title="Bloomies" src="http://abrindoobico.wordpress.com/files/2009/11/bloomies.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A propósito de se vestir...</p></div>
<p style="text-align:justify;">Bottom line: concordo com quem acha lindo o outono em NY. Concordo também com quem acha a primavera maravilhosa. Mas o inverno – principalmente quando ligam o interruptor – é imbatível.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A paz desejável]]></title>
<link>http://quemtemmedodolula.wordpress.com/2009/11/27/a-paz-desejavel/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 17:10:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana Helena Tavares</dc:creator>
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<description><![CDATA[A paz desejável Por Marco Aurélio Garcia, assessor especial de política externa do presidente da rep]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A paz desejável Por Marco Aurélio Garcia, assessor especial de política externa do presidente da rep]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cachorro é assistente em loja]]></title>
<link>http://cachorroblog.wordpress.com/2009/11/27/cachorro-e-assistente-em-loja/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 16:08:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcello Berriel</dc:creator>
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<description><![CDATA[Notícia do R7 Cody é um labrador e a melhor idéia que sua dona teve foi levá-lo para o trabalho Quan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Notícia do R7</em></p>
<p>Cody é um labrador e a melhor idéia que sua dona teve foi levá-lo para o trabalho</p>
<div id="attachment_3341" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://cachorroblog.wordpress.com/files/2009/11/cody-m-20091126.jpg"><img class="size-full wp-image-3341" title="cody-m-20091126" src="http://cachorroblog.wordpress.com/files/2009/11/cody-m-20091126.jpg" alt="" width="500" height="562" /></a><p class="wp-caption-text">Quando os clientes aparecem na loja, Cody lhes sorri latindo</p></div>
<p>Cody é um labrador retriever e trabalha de uniforme e tem até um crachá com seu nome escrito nele. Para muita gente, ele é a principal atração da loja de conveniência da família Mansour, em Clearwater, na Flórida (EUA).<!--more--></p>
<p>Karim Mansour, dona da loja de conveniência diz que teve idéia de levar Cody para a loja faz cinco meses, porque ela se sentia meio sozinha quando fazia o turno da manhã.</p>
<p>Cody, que fica na janelinha do drive-thru, virou uma celebridade entre os fregueses regulares da loja. Mansour acha que foi uma idéia boa pra cachorro porque Cody consegue acalmar as pessoas que entram na loja deprimidas ou irritadas.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Legalmente Loira]]></title>
<link>http://guerradepipoca.wordpress.com/2009/11/27/legalmente-loira/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:47:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>TAZ</dc:creator>
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<description><![CDATA[Legalmente Loira &#8211; Legally Blonde Direção: Robert Luketic Gênero: Comédia EUA &#8211; 2001 A i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Legalmente Loira &#8211; Legally Blonde Direção: Robert Luketic Gênero: Comédia EUA &#8211; 2001 A i]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os dois lados da mesma moeda]]></title>
<link>http://pensarpoliticamente.wordpress.com/2009/11/27/os-dois-lados-da-mesma-moeda/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:26:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>mpassosbr</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sobre a notícia abaixo: Por um lado, haverá aqueles que dirão que o Brasil está jogando dinheiro for]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Sobre a notícia abaixo: Por um lado, haverá aqueles que dirão que o Brasil está jogando dinheiro for]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Acompanhe o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo ]]></title>
<link>http://naaltaounabaixa.wordpress.com/2009/11/27/acompanhe-o-pregao-sabendo-as-novidades-do-cenario-corporativo/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 13:51:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Gradual</dc:creator>
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<description><![CDATA[InfoMoney: Um pouco mais do mesmo visto na última quinta-feira: assim se mostra o pregão desta sexta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.infomoney.com.br">InfoMoney</a>:</p>
<p>Um pouco mais do mesmo visto na última quinta-feira: assim se mostra o pregão desta sexta-feira (27) nas principais bolsas do mundo, que seguem penalizadas pelo receio de calote do fundo de investimentos Dubai World.</p>
<p>Cálculos do RBS (Royal Bank of Scotland) revelam uma exposição dos bancos europeus a empresas dos Emirados Árabes Unidos de US$ 83,7 bilhões. O setor financeiro britânico é o mais ameaçado por uma possível moratória do fundo, gerido pelo governo de Dubai.</p>
<p>Reagindo aos temores, os papéis do RBS, Barclays, HSBC e BNP Paribas marcam forte queda e trazem consigo o desempenho dos negócios na Europa. Nos EUA, os mercados futuros apresentam trajetória semelhante. Cabe lembrar que Wall Street esteve fechada na última quinta-feira por conta do feriado de Ação de Graças.</p>
<p><strong>Rating da GOL</strong><br />
A aversão ao risco entre os investidores lá fora também deverá penalizar a bolsa brasileira: o Ibovespa futuro já aponta uma abertura em queda. Ainda assim, vale a pena prestar atenção às referências no noticiário doméstico, com destaque para nova alteração de perspectiva no rating da GOL (<a href="cotPopup('GOLL4')">GOLL4</a>).</p>
<p>A Moody&#8217;s acompanhou decisão tomada um dia antes pela Fitch Ratings e alterou sua perspectiva de negativa para positiva, &#8220;baseada principalmente na tendência para uma contínua melhora do desempenho operacional da GOL, que deve resultar em indicadores de crédito mais fortes em 2010&#8243;.</p>
<p><strong>Vale e Caixa</strong><br />
Enquanto isso, a Vale (<a href="cotPopup('VALE5')">VALE5</a>) dá sequência ao seu plano de expansão. Na noite da última quinta-feira, a mineradora anunciou novos investimentos no Pará, por meio de parceria com a Aço Cearense. O objetivo é viabilizar a produção de aço laminado e revestidos numa área integrada à Alpa (Aços Laminados do Pará), em nova planta que demandará um investimento total de US$ 750 milhões.</p>
<p>No setor financeiro, o Banco PanAmericano confirmou o interesse da Caixa Econômica Federal em adquirir parte do seu capital total. Segundo o comunicado divulgado, a Caixa poderá ficar com 35% de participação, embora analistas apostem em uma aquisição de 37,5% do banco.</p>
<p><strong>Setor imobiliário</strong><br />
Outro setor que marca presença é o imobiliário. A Even (<a href="cotPopup('EVEN3')">EVEN3</a>) anunciou que alongará o prazo de sua dívida corporativa por meio da realização de emissão pública de debêntures no valor de R$ 75 milhões e da renegociação do vencimento de parcela de R$ 50 milhões da segunda emissão pública de debêntures, em outubro de 2010.</p>
<p>Já a Multiplan lançou mão de projeções acerca de seu novo empreendimento imobiliário, o Shopping Vila Olímpia, na capital paulista. A companhia estima um resultado operacional líquido de R$ 8,8 milhões com o projeto no primeiro ano.</p>
<p>Por fim, a Iguatemi (<a href="cotPopup('IGTA3')">IGTA3</a>) divulgou os números finais de sua oferta pública de ações, já encerrada. A companhia captou um montante de R$ 410,4 milhões com a operação, que contou com uma participação de 52,32% dos investidores estrangeiros.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Health Care Reform]]></title>
<link>http://darsaude.wordpress.com/2009/11/27/health-care-reform/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:04:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>adminads</dc:creator>
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<description><![CDATA[The United States has the best health care in the world &#8211; but because of its inefficiencies, a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>The <a title="United States" href="http://www.nydailynews.com/topics/United+States">United States</a> has the best health care in the world &#8211; but because of its inefficiencies, also the most expensive. The fundamental problem with the 2,074-page Senate health-care bill (as with its 2,014-page House counterpart) is that it wildly compounds the complexity by adding hundreds of new provisions, regulations, mandates, committees and other arbitrary bureaucratic inventions.</p>
<p>Worse, they are packed into a monstrous package without any regard to each other. The only thing linking these changes &#8211; such as the 118 new boards, commissions and programs &#8211; is political expediency. Each must be able to garner just enough votes to pass. There is not even a pretense of a unifying vision or conceptual harmony.</p>
<p>The result is an overregulated, overbureaucratized system of surpassing arbitrariness and inefficiency. Throw a dart at the Senate tome:</p>
<p>- You&#8217;ll find mandates with financial penalties &#8211; the amounts picked out of a hat.</p>
<p>- You&#8217;ll find insurance companies (who live and die by their actuarial skills) told exactly what weight to give risk factors, such as age. Currently insurance premiums for twentysomethings are about one-sixth the premiums for sixtysomethings. The House bill dictates the young shall now pay at minimum one-half; the Senate bill, one-third &#8211; numbers picked out of a hat.</p>
<p>- You&#8217;ll find sliding scales for health-insurance subsidies &#8211; percentages picked out of a hat &#8211; that will radically raise marginal income tax rates for middle-class recipients, among other crazy unintended consequences.</p>
<p>The bill is irredeemable. It should not only be defeated. It should be immolated.</p>
<p>Por Charles Krauthammer (médico)</p>
<div id="TixyyLink">Read more: <a href="http://www.nydailynews.com/opinions/2009/11/27/2009-11-27_a_sickly_health_care_debate.html#ixzz0Y3od9pP0">NY Daily News</a><a href="http://www.nydailynews.com/opinions/2009/11/27/2009-11-27_a_sickly_health_care_debate.html#ixzz0Y3od9pP0"></a></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Confira os resultados divulgados nos EUA nesta sexta-feira ]]></title>
<link>http://naaltaounabaixa.wordpress.com/2009/11/27/confira-os-resultados-divulgados-nos-eua-nesta-sexta-feira/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:00:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe Gradual</dc:creator>
<guid>http://naaltaounabaixa.wordpress.com/2009/11/27/confira-os-resultados-divulgados-nos-eua-nesta-sexta-feira/</guid>
<description><![CDATA[Investor Guide: Empresa Esperado Anterior Bains Mer Monaco - - Danionics - - Hogg Robison Group - - ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.investorguide.com">Investor Guide:</a></p>
<pre><strong>Empresa</strong>             <strong>Esperado</strong>    <strong>Anterior</strong>
Bains Mer Monaco        -          -
Danionics               -          -
Hogg Robison Group      -          -
Holidaybreak            -          -
Indus-Holding           -          -
Invista Foundation      -          -
Petrojack               -          -
Petrola Drilling        -          -
Ship Finance Intern.   0.53        -
The Carphone Warehouse  -          -
Uniqa Versicherungen    -          -</pre>
<p>A tabela abaixo detalha os resultados divulgados, as expectativas de lucro por ação e os resultados auferidos no mesmo período do ano anterior para as companhias que divulgaram resultados na última quinta-feira (26).</p>
<pre><strong>Empresa</strong>            <strong>Divulgado</strong>   <strong>Esperado</strong>   <strong>Anterior</strong>
Frontline           -0.07        0.12       1.76
As informações acima se referem ao lucro por ação em dólares.</pre>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EUA querem introduzir 'golpe preventivo' na AL, diz Garcia]]></title>
<link>http://temasinternacionais.wordpress.com/2009/11/27/eua-querem-introduzir-golpe-preventivo-na-al-diz-garcia/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:47:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas S.</dc:creator>
<guid>http://temasinternacionais.wordpress.com/2009/11/27/eua-querem-introduzir-golpe-preventivo-na-al-diz-garcia/</guid>
<description><![CDATA[Brasília &#8211; Estadão &#8211; 27/11/09 Em mais um sinal de desaprovação do Planalto à política do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Brasília &#8211; Estadão &#8211; 27/11/09 Em mais um sinal de desaprovação do Planalto à política do]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cuba faz exercício militar com invasão dos EUA em mente]]></title>
<link>http://temasinternacionais.wordpress.com/2009/11/27/cuba-faz-exercicio-militar-com-invasao-dos-eua-em-mente/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 11:06:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas S.</dc:creator>
<guid>http://temasinternacionais.wordpress.com/2009/11/27/cuba-faz-exercicio-militar-com-invasao-dos-eua-em-mente/</guid>
<description><![CDATA[Havana &#8211; Reuters Brasil &#8211; 27/11/09 Cuba iniciou suas maiores manobras militares em cinco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Havana &#8211; Reuters Brasil &#8211; 27/11/09 Cuba iniciou suas maiores manobras militares em cinco]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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