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	<title>folha-de-spaulo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/folha-de-spaulo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "folha-de-spaulo"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 22:21:42 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Veja os selos censurados pela Folha]]></title>
<link>http://xocensura.wordpress.com/2009/12/06/veja-os-selos-censurados-pela-folha/</link>
<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 09:24:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<description><![CDATA[Antônio Mello Baixe para seu computador e suba para seu blog ou rede social. O Grupo Folha não vê pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Antônio Mello</p>
<p>Baixe para seu computador e suba para seu blog ou rede social.</p>
<p><img class="alignleft" title="cancel sua assinatura" src="http://2.bp.blogspot.com/_ldVJywCdWqg/Sxms_CnKbCI/AAAAAAAAA9Q/2J6OO35DdbY/s320/perigo.jpg" alt="" width="200" height="200" /></p>
<p><img class="alignnone" title="fora folha" src="http://2.bp.blogspot.com/_ldVJywCdWqg/Sxms6MyqZdI/AAAAAAAAA9I/qmIFTKcQop8/s320/mente_limpa.jpg" alt="" width="200" height="200" /></p>
<p>O Grupo Folha não vê problema em expor uma ficha falsa da ministra da Casa Civil e candidata do presidente Lula a sua sucessão, Dilma Roussef, na primeira página de um domingo, acusando-a de participar de ações terroristas. Não vê problema também em abrir uma página inteira para Cesar Benjamim expor seus fantasmas político-sexuais (à espera de um Wilhelm Reich) e acusar o presidente Lula de estuprador. Acha também perfeitamente natural chamar de ditabranda a ditadura que sequestrou, torturou e matou inúmeros brasileiros. Mas a Folha e o UOL não gostam de virar vidraça.</p>
<p>O blogueiro Arles publicou uns banners em seu blog convidando os navegantes para que cancelassem suas assinaturas do ex-jornalão e do portal. Recebeu uma notificação para que os retirasse do ar. Eu já os havia reproduzido aqui no blog, com link para as imagens do Arles. Mas sou macaco velho e, embora não acreditasse que o Grupo Folha descesse a tanto, havia providenciado backup das imagens. As publico aqui, convocando-os para que façam o download delas para seus computadores e depois subam-nas para seus blogs ou redes sociais. Eles vão ter que notificar a blogosfera toda. Assim vão aprender que os tempos mudaram e não existe mais informação de mão única. Agora eles mandam de lá e nós respondemos de cá.</p>
<p>Por causa disso, fiquem também com a música Pesadelo, de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, que mostra bem qual deve ser nossa estratégia: você corta um verso, eu escrevo outro. Talvez assim eles aprendam com que estão lidando.</p>
<p><a href="http://blogdomello.blogspot.com/2009/12/veja-aqui-as-imagens-censuradas-pela.html">Leia mais no Blog do Mello</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Menino do MEP: a Folha de S.Paulo "estupra" o seu Manual de Redação]]></title>
<link>http://ocronista.com/2009/11/28/menino-do-mep-a-folha-de-s-paulo-estupra-o-seu-manual-de-redacao/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 03:20:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gilson Jorge</dc:creator>
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<description><![CDATA[Independente do que aconteceu ou deixou de acontecer na cela em que o atual presidente da República ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Independente do que aconteceu ou deixou de acontecer na cela em que o atual presidente da República ficou preso por 31 dias, durante a ditadura militar, quando ainda era um líder dos metalúrgicos do ABC, e independente das razões que levaram o cientista político e ex-fundador do PT, Cesar Benjamin, a acusá-lo, em 2009,  de haver tentado estuprar um companheiro de cela em 1980, (sendo que ele declarou ter conhecimento do suposto crime em 1994) chama a atenção a irresponsabilidade da Folha de São Paulo de lançar uma acusação desse porte contra a principal autoridade do País em meio a um artigo de um colunista, como se fosse uma informação qualquer.</p>
<p>Já surgiram vozes afirmando que cabe agora ao presidente se defender na justiça, pois o seu eventual silêncio apontaria para uma confissão de culpa. Não foi esse o padrão de jornalismo que eu captei na leitura do Manual de Redação da Folha de S.Paulo, que, em tese, exige dos seus repórteres objetividade, isenção e o maior número de pontos de vista possível sobre um assunto.</p>
<p>Tudo bem, não era uma reportagem, mas um artigo assinado. Mas a decisão de publicar uma acusação de estupro (naquele tempo seria abuso sexual copular, pois até a recente mudança da legislação homens não eram estuprados) cabe ao jornal, que já rejeitou contribuições de articulistas por linguagem supostamente chula. E agora publica um palavrão.  por algum motivo, a Folha está &#8220;estuprando&#8221; a sua história no jornalismo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A convivência forçada de uma integração de redações]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/11/23/a-convivencia-forcada-de-uma-integracao-de-redacoes/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 08:53:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
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<description><![CDATA[O que acontece quando um grande jornal resolve integrar suas equipes on-line e off-line, e o povo do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O que acontece quando um grande jornal resolve integrar suas equipes on-line e off-line, e o povo do papel toma conta do produto?</p>
<p>Às vezes, coisas muito ruins, como o choque de culturas que o Washington Post vive exatamente neste momento.</p>
<p>Recentemente, dois dos maiores jornais do Brasil, Folha de S.Paulo e O Globo, decidiram integrar fisicamente suas redações, movimento que já havia sido feito anos antes por O Estado de S.Paulo.</p>
<p>Em todas, porém, aparentemente cada equipe segue trabalhando a sua maneira. Não é o ideal, mas nota-se boa vontade.</p>
<p>No Washington Post, a <a href="http://www.mathewingram.com/work/2009/11/22/has-the-wapo-chosen-paper-over-web/" target="_self">integração está sendo bem mais traumática</a>. Papel e on-line viviam em mundos totalmente separados (inclusive em prédios distintos separados por um rio) e foram forçados a conviver juntos.</p>
<p>Essa história vai longe.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O erro dos jornais que investem contra o Google News]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/11/09/o-erro-dos-jornais-que-investem-contra-o-google-news/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 09:03:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/11/09/o-erro-dos-jornais-que-investem-contra-o-google-news/</guid>
<description><![CDATA[Folha e O Globo aderiram, na semana passada, à Declaração de Hamburgo, um documento da indústria dos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Folha e O Globo <a href="http://docs.google.com/Doc?docid=0AZay9pbV5RcIZHQ3aHE3dF8yMjJjdjVybXJtaA&#38;hl=en" target="_self">aderiram, na semana passada, à Declaração de Hamburgo</a>, um documento da indústria dos   jornais que clama pelo &#8220;respeito às leis de propriedade intelectual para textos jornalísticos   reproduzidos na internet&#8221;.</p>
<p>O problema é que <a href="http://www.epceurope.org/issues/Hamburg_Declaration_on_Intellectual_Property_Rights.pdf" target="_self">a carta (PDF)</a>, como quase sempre acontece quando neófitos tentam falar ou legislar   sobre a web, imagina ser capaz de definir limites absolutamente incontroláveis porque a internet, e   quem não sabe disso parou no tempo, é dominada pelo usuário, não por grandes corporações.</p>
<p>Primeiro que os publishers deixam claro que a cobrança por conteúdo é uma prioridade _quase uma   panaceia que estabelecerá paredões pagos cujo único efeito prático será o desaparecimento das marcas (e   de seu conteúdo) da internet &#8220;legal&#8221;.</p>
<p>Claro, se você se fecha totalmente a assinantes, se esconde do resto do mundo que usa as ferramentas de busca   para encontrar o que deseja. Sem contar que nem isso garante a proteção ao seu rebanho _seu conteúdo   será distribuído de um jeito ou de outro, e na maioria das vezes por pessoas que amam você.</p>
<p>Outro erro da indústria jornalística é investir contra agregadores como o Google News. Pode ter certeza   de que eles não estão usurpando seu conteúdo, mas o divulgando e levando a lugares que você jamais   esperava alcançar.</p>
<p>E não me venham falar no exemplo do The Wall Street Journal, que a cada dia amplia sua carteira de assinantes on-line (eles já são bem mais de um milhão). Informação econômica (e que se reverte em dinheiro) é precisamente a única que o ser humano não está disposto a compartilhar.</p>
<p>Bem por isso Rupert Murdoch <a href="http://www.telegraph.co.uk/finance/newsbysector/mediatechnologyandtelecoms/media/6505610/Rupert-Murdoch-delays-plans-to-charge-for-online-news.html" target="_self">adiou recentemente seu plano</a> de cobrar pelo acesso aos sites jornalísticos sob o seu comando.  É que é preciso uma justificativa muito forte para fazer as pessoas pagarem pelo que é de graça há tempos na internet.</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/07/30/como-convencer-seu-leitor-a-pagar-por-noticias-pergunte-a-um-psicologo" target="_self">Trabalho para um psicólogo</a> mesmo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afinal, de onde vem a imprensa livre?]]></title>
<link>http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/10/29/afinal-de-onde-vem-a-imprensa-livre/</link>
<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:25:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Macaco Elétrico</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje comecei o dia lendo um artigo de Emir Sader, no Comunique-se, que propõe discutir se é possível]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/8ZpyBkln0ew&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/8ZpyBkln0ew&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Hoje comecei o dia lendo um <a title="(link para o artigo no Comunique-se)" href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&#38;p2=idnot%3D54026%26Editoria%3D237%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D62633070756%26fnt%3Dfntnl" target="_blank">artigo de Emir Sader</a>, no <a title="(link para a home page do Comunique-se)" href="http://www.comunique-se.com.br/" target="_blank">Comunique-se</a>, que propõe discutir se é possível existir imprensa livre feita por empresas privadas. O sociólogo argumenta que, como qualquer empresa, as de comunicação são movidas pela busca do lucro e que, portanto, estariam vinculadas aos interesses das elites econômicas e de seus anunciantes, o que inviabilizaria a liberdade de imprensa em suas fileiras.</p>
<p>É um bom ponto, e bem exposto. Mas terminei de ler o artigo com uma pergunta que o autor não discutiu convincentemente: afinal, então de onde viria a assim chamada imprensa livre? O máximo que Sader disse foi, no penúltimo parágrafo, que ela “tem que ser pública, de propriedade social e não privada”.</p>
<p>Respeitosamente discordo. Iniciei a minha carreira há 16 anos na Folha de S.Paulo, que hoje passa, junto com outros nomões da imprensa, por uma vergonhosa crise de credibilidade (o que estaria de acordo com o proposto por Sader). Mas foi interessante trabalhar lá no momento em que ainda existia alguma inocência do “foca”, para poder ver, por baixo de toda a sujeirada, como é possível fazer jornalismo sério e –sim– livre em uma empresa privada, se assim você se propuser.</p>
<p>Ao contrário do que sugeriu Sader, o último lugar onde a imprensa será livre é nas mãos do poder público. Pode até ser de qualidade: a <a title="(link para a home page da TV Cultura)" href="http://www.tvcultura.com.br/" target="_blank">TV Cultura</a> de São Paulo é um bom exemplo que se mantém há décadas, apesar de ter agonizado por falta de verbas há alguns anos. Mais recentemente, vemos a <a title="(link para a home page da TV Brasil)" href="http://www.tvbrasil.org.br/" target="_blank">TV Brasil</a>, outra boa iniciativa. Mas obviamente elas não são livres.</p>
<p>Uma alternativa interessante é a da britânica BBC: apesar de possuir 12 superdiretores indicados pelo governo, eles não têm função executiva, atuando como uma espécie de board. A empresa é comandada de fato por outros diretores, executivos, e é financiada por uma espécie de imposto pago por todos os domicílios do Reino Unido que possuem televisão, o que lhe garantiu polpudos 3 bilhões de libras em 2005, fora qualquer outra renda que tenha obtido.</p>
<p>Mas o ponto é: não há interferência governamental na programação da <a title="(link para a home page da BBC Brasil)" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/" target="_blank">BBC</a>, condição crítica para sua qualidade e independência, que se tornaram referência internacional. Quando essa ingerência acontece, a imprensa vira joguete político e peça de campanha, confundindo-se com publicidade oficial, como a que foi parodiada no vídeo acima, do governo da Bahia.</p>
<p>Uma imprensa apenas do governo ou submissa a ele consegue ser pior que uma imprensa em que isso seja equilibrado por uma versão privada, mesmo que, no meio dela, apareçam veículos vergonhosos, como a Veja. Pois, em repúblicas de bananas como as nossas, um governo sem limites se deteriora em ditaduras chavistas, destruindo o país aos poucos. Já andei por vários países da América Latina, e a relação entre uma imprensa frágil, governo forte (e populista) e país depauperado é gritante.</p>
<p>Existe ainda uma terceira via, que sequer foi cogitada por Sader, e que pode ser a resposta à pergunta que dá o título a esse post: o jornalismo-cidadão, que floresce cada vez mais na Internet. Só não o coloco ainda como A resposta, pois, como seria de se esperar, misturam-se na Grande Rede jornalismo de primeiríssima qualidade com iniciativas antijornalísticas. Afinal, qualquer um pode escrever nela o que bem entender, sem se preocupar com a seriedade da apuração ou da produção do material. E também aí existem interesses, como no caso das empresas e do governo. Mas nessa (imensa) pluralidade pode-se encontrar a verdade. E ferramentas como o <a title="(link para a home page do Google News Brasil)" href="http://news.google.com/news?edchanged=1&#38;ned=pt-BR_br" target="_blank">Google News</a> ou <a title="(link para a home page da Wikinews em português)" href="http://pt.wikinews.org/" target="_blank">Wikinews</a> podem servir para colocar ordem na “bagunça”. Sader passou longe disso.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais conversas sobre a publicação pessoal]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/10/18/mais-conversas-sobre-a-publicacao-pessoal/</link>
<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 09:11:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
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<description><![CDATA[Na sexta-feira encerrei mais um pequeno curso (uma conversa, na verdade) sobre a era da publicação p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Na sexta-feira encerrei mais um pequeno curso (uma conversa, na verdade) sobre a era da publicação pessoal para a <a href="http://mais.uol.com.br/view/e0qbgxid79uv/48-turma-do-programa-de-treinamento-da-folha-de-" target="_self">48ª turma de trainees</a> da Folha de S.Paulo.</p>
<p>É um pessoal que me pareceu bastante ciente sobre os novos desafios que a tecnologia impôs à profissão.</p>
<p><strong><a href="http://docs.google.com/present/edit?id=0AZay9pbV5RcIZHQ3aHE3dF8xODVnbWhmOW5jag&#38;hl=en" target="_self">Os slides da aula</a></strong> (agradecimento especial ao amigo Sérgio Lüdtke)</p>
<p><a href="http://shorttext.com/7bm65f9a6" target="_self"><strong>O roteiro de links</strong></a></p>
<p>Depois de uma <a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/10/11/conversas-sobre-a-publicacao-pessoal/" target="_self">sessão mais teórica</a>, na semana passada, desta vez nos agarramos a exemplos (bons e ruins) de conversação e abertura para participação do público no mainstream.</p>
<p>Delícia lembrar o dia em que a ex-plateia, revoltada com o descaso e a ineficiência do veículo que acompanhavam, <a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/03/06/usuarios-se-rebelam-e-completam-o-g1" target="_self">deu o troco e fez uma grande organização pagar muito caro</a>.</p>
<p>Ou ainda perceber que, na lógica das redes sociais, as pessoas vêm sempre antes das instituições (algo que já virou um corolário, né?).</p>
<p>Mais: que o Twitter, diferentemente de todas as outras mídias sociais, não é construído com base em relações de afetividade e amizade. Todo o oposto: seu inimigo pode estar seguindo você.</p>
<p>Enfim, temos muito a aprender.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As retrógradas 'edições eletrônicas' dos jornais]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/10/07/as-retrogradas-edicoes-eletronicas-dos-jornais/</link>
<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 09:47:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
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<description><![CDATA[O jornalista André Deak fez, há algum tempo, uma crítica bastante pontual ao sistema Flip Page, adot]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O jornalista André Deak fez, há algum tempo, uma <a href="http://www.andredeak.com.br/2009/09/13/fail-fsp-online-segue-onda-ultrapassada" target="_self">crítica bastante pontual</a> ao sistema Flip Page, adotado recentemente pela Folha de S.Paulo para exibir sua edição na web _e há muitos anos por diversos outros jornais.</p>
<p>A questão sobre o flip é justamente o fato de ser uma reprodução pura simples de um produto impresso, neste caso apenas transposto para a web. Os defensores desse sistema dizem que é isso, exatamente, o que buscam esses usuários.</p>
<p>Deak torce o nariz. &#8220;Ainda assim é possível criar outro lay-out, específico para a internet, mais interativo e com mais usabilidade do que a simples reprodução das páginas impressas&#8221;.</p>
<p>Verdade. E o pior é que o Flip até tem alguns recursos, mas que muitas vezes o leitor não percebe, como a inclusão de links (a própria Folha tem links associados dentro daquelas páginas, como em remissões de textos do impresso que levam ao site do jornal). Você já percebeu?</p>
<p>O texto critica a Folha pelo atraso em adotar a tecnologia, disponível desde 2002, mas também por essa insistência de emular e perpetuar linguagens anteriores, quando o que temos pela frente sugere muito mais dinamismo e criatividade.</p>
<p>Concordo com absolutamente tudo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ponto pra gente: 'os jornalistas tinham de ser atirados no meio do rio', diz funcionário público flagrado em delito]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/09/22/ponto-pra-gente-os-jornalistas-tinham-de-ser-atirados-no-meio-do-rio-diz-funcionario-publico-flagrado-em-delito/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 09:39:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/09/22/ponto-pra-gente-os-jornalistas-tinham-de-ser-atirados-no-meio-do-rio-diz-funcionario-publico-flagrado-em-delito/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Nós somos a mosca na sopa&#8221; já dizíamos tantos jornalistas muito antes da campanha publi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;Nós somos a mosca na sopa&#8221; já dizíamos tantos jornalistas muito antes da campanha publicitária da Folha. Por motivos óbvios, eu parei.</p>
<p>Mas como é bom ver a reação dos que tiveram a sopa estragada por nossa vigilância. Hugo Jenefes, conselheiro do tribunal de contas da província argentina do Chaco, <a href="http://www.chacodiapordia.com/2008/noticia.php?n=34314" target="_self">perdeu a compostura</a> diante de matéria dando conta que permitiu, ao arrepio da lei, o funcionamento de uma creche estatal.</p>
<p>&#8220;Tem que fazer como dizia o general Juan Domingo Perón: ou todos os jornalistas são funcionários do estado, ou que sejam postos numa canoa e atirados no meio do rio&#8221;, disse Jenefes.  Que depois contemporizou. &#8220;Venho de uma família de jornalistas e tenho vários amigos jornalistas. Jamais diria que é necessário matá-los&#8221;.</p>
<p>Mais uma sopa quentinha e gostosa jogada no lixo. Ponto pra gente.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O impresso digital da Folha e seus assinantes]]></title>
<link>http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/09/17/o-impresso-digital-da-folha-e-seus-assinantes/</link>
<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 15:35:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Macaco Elétrico</dc:creator>
<guid>http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/09/17/o-impresso-digital-da-folha-e-seus-assinantes/</guid>
<description><![CDATA[As diferentes Folhas na Internet: a Online, a &quot;na Web&quot; e a Digital No último domingo (13),]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;"></p>
<div id="attachment_360" class="wp-caption alignright" style="width: 260px"><img class="size-full wp-image-360" title="Folha de S.Paulo para vários gostos - Imagem: reprodução" src="http://macacoeletrico.wordpress.com/files/2009/09/folhas.jpg" alt="As diferentes Folhas na Internet: a Online, a &#34;na Web&#34; e a Digital" width="250" height="287" /><p class="wp-caption-text">As diferentes Folhas na Internet: a Online, a &#34;na Web&#34; e a Digital</p></div>
<p>No último domingo (13), a Folha lançou a <a title="(link para a Folha digital)" href="http://edicaodigital.folha.com.br/" target="_blank"><span style="color:#800080;">versão digital do jornal impresso</span></a>. Para quem ainda não viu a novidade, não se trata da <a title="(link para a primeira página da Folha na Web)" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/" target="_blank"><span style="color:#800080;">transposição do texto e algumas imagens do jornal</span></a> para páginas Web, que ajudei a criar em 1995 e que (inacreditavelmente) ainda continua no ar, ou da <a title="(link para a home page da Folha Online)" href="http://www.folha.uol.com.br/" target="_blank"><span style="color:#800080;">Folha Online</span></a>, um outro veículo, com vida própria na Internet. O lançamento é uma reprodução fiel na tela das páginas do jornal, incluindo fotos, artes e até anúncios.</p>
<p></span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">O diário da Barão de Limeira se vale da tecnologia <a title="(link para a home page da Digital Pages)" href="http://www.digitalpages.com.br/" target="_blank">Digital Pages</a>, da empresa Futureway, que ganhou destaque com sua adoção há alguns anos pela revista Info, da Abril, e que também está presente no principal concorrente da Folha, o Estadão. Apesar de, a princípio, ser interessante ver na tela o jornal, especialmente para quem não pode colocar as mãos nele, considero isso contraditório: por que ver na Internet notícias “velhas”, do dia anterior? Além disso, não é possível acomodar na tela uma página standard com boa leitura: é preciso dar um zoom e ficar arrastando com o mouse a janela para se ler o conteúdo, um processo moroso.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">Esse pessoal está dando uma nova dimensão a um termo que eu cunhei lá pelos idos de 2003: o “impresso digital”, ou seja, a publicação na Web de conteúdo sem tirar proveito dos recursos que essa mídia oferece. Esse mal atinge principalmente casas de comunicação de produtos impressos. Cheguei a escrever um <a title="(link para o artigo no Observatório da Imprensa)" href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=321ENO001" target="_blank">artigo no Observatório da Imprensa</a> em 2005 sobre o assunto.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">Murilo Bussab, diretor de Circulação do jornal, justifica o novo produto como uma tentativa de &#8220;atender um público que busca aliar as vantagens do jornal impresso, como hierarquização de notícias, diagramação, infográficos e fotografias, com a velocidade, praticidade e interatividade que a internet e os meios eletrônicos permitem.&#8221; Me desculpem, mas esse senhor não quer ver o que acontece no mundo. Suas notícias “velhas” são liberadas apenas às 5h30 do dia seguinte e justamente NÃO aproveitam os benefícios da Internet. Exatamente o oposto do que alardeou.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">Mas o que mais me assusta nessa iniciativa da Folha não é o seu impresso digital, e sim seu modelo de negócios. Assim como acontece com a velha Folha na Web, a novidade em breve será uma exclusividade para assinantes (o produto está aberto por 30 dias). Ao invés de procurar modelos alternativos para garantir a continuidade do título, insistem em um modelo moribundo internacionalmente, que está matando o jornal impresso também no Brasil. A própria Folha, ainda o diário de maior circulação no país, está agora com uma tiragem média de “apenas” 297 mil exemplares. É muito pouco para um veículo que já rompeu a marca de um milhão em tiragem média. Vivo cercado de jornalistas e cada vez menos vejo colegas assinando veículos, especialmente impressos.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">O que a Folha espera? Que fechar seu conteúdo a assinantes aumente a tiragem de sua versão distribuída em árvores mortas? Essa visão de que se é dono de um produto premium e que liberá-lo na Web diminuirá seu valor é um duplo equívoco histórico que as grandes casas de comunicação insistem em cometer. Pior que isso: especialmente nos EUA, onde a crise na mídia bateu com mais força, <a title="(link para post em que trato desse tema)" href="http://macacoeletrico.wordpress.com/2009/05/17/a-turma-do-conteudo-fechado-bate-o-bumbo/" target="_blank">os executivos estão endurecendo</a> e fechando seu conteúdo. Eles se recusam a aceitar o fato de que existe muita gente produzindo conteúdo tão bom (ou melhor) quanto o deles na Web. E de graça.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">Ironicamente, há duas semanas recebi uma ligação do telemarketing da Folha me oferecendo a assinatura do jornal, pela qual pagaria apenas a “taxa de envio” nos primeiros três meses. Curiosamente, ela era praticamente o valor de uma assinatura “cheia”. Oras, de duas uma: ou estão dando de graça o seu produto ou estão me enrolando. Receio que seja uma combinação das duas coisas. O Estadão, por sua vez, lança uma campanha em que o assinante diz quanto quer pagar pela assinatura no primeiro mês.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;">No final, estamos pagando pelo papel jornal. Só o papel. Nas entrelinhas dessas campanhas de assinatura, o conteúdo já virou commodity. A Folha de S.Paulo deveria olhar mais para sua irmã REALMENTE digital -a Folha Online- e tratar de aprender algo com ela.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O PT de Gaspar é de Direta]]></title>
<link>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/08/17/o-pt-de-gaspar-e-de-direta/</link>
<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 13:55:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>olhandoamare</dc:creator>
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<description><![CDATA[O procurador do Município, Mário Wilson Mesquita, agora investido de filósofo e cientista político, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O procurador do Município, Mário Wilson Mesquita, agora investido de filósofo e cientista político, esclareceu este colunista e blogueiro sobre dúvidas que eu nunca tive ou sabia que eu as tinha: “O PT de Gaspar é considerado pelas lideranças estaduais como sendo de direita”. Eu, heim? Isto existe? Jamais questionei esse negócio de direita e esquerda na administração de Gaspar. Aliás, para mim ser de direita ou de esquerda não leva a lugar nenhum. Não enche barriga de ninguém, não traz soluções e ainda justifica ou máscara a falta de iniciativa, de ideias, ações e a preguiça de muitos.</p>
<p>O que o senhor Mesquita quis me dizer com isso? Que eu sou da direita? E que só na direita é que tem déspotas, ditadores, incapazes e gente que come criancinhas? Ele precisa se informar mais e melhor sobre mim, sobre política, filosofia, história, antropologia e realidades. Se é para me constranger e desmoralizar, faz parte do jogo de poder a que o PT está acostumado para nele se manter. Veja o que acontece no Senado, por exemplo, para não ir longe no tempo e nem se circunscrever à nossa aldeia.</p>
<p>O povo quer e precisa de resultados; quer as promessas e os sonhos de campanhas políticas cumpridas ou realizados; quer ver as ações em seu favor, quer melhorias sociais e estruturais de forma concreta e permanente. Ele tem fome, sede, frio e precisa de dignidade mínima. O cerne dos meus questionamentos não é propriamente contra o PT. É apenas uma fiscalização ( e parece quen isso os incomoda) ao poder seja ele em que partido estiver. É do poder que emanam as decisões em favor do povo, do eleitor, dos que democraticamente consagraram as escolhas para o exercício do poder e a seu favor.</p>
<p>E nos meus questionamentos, normalmente estão na incoerência, na propaganda (eivada de incorreções para os desiformados), na dissimulação, na esperteza e no compadrio do poder, como aquele feito no acordo entre quatro paredes, onde o procurador foi o artífice operacional para consagrar algo fora do pedido jurídico (o tal Interdito Proibitório) para, em nome do município e do poder, permitir a construção de um muro e fechar a Rua Cecília Krauss ao povo e assim dar privilégios a poucos. E o rosário é grande e ele sabe muito bem disso.</p>
<p>Se é para filosofar não sou eu quem vai fazer isso. Sou um colador de coisas dos outros. Seleciono apenas. Sou leitor contumaz. Não sou um profeta. Não sou a verdade, nem a luz. Sou um reles, mas penso. E tem muita gente que faz isso também para desespero do PT que está no poder . O partido que combateu e combate essa realidade nos outros (o que é certo no meu entendimento), na prática é igualzinho. Faz da coisa pública um grande aparelho de vantagens.  Veja o que eu encontrei na edição de domingo da Folha de S.Paulo na coluna da Danuza Leão sob o título “Quem tem medo da doutora Dilma?”. Pior, este assunto começa ficar recorrente. Parece ser uma onda, o que é um perigo também. O artigo da Danuza finaliza assim:</p>
<p><strong>“Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela &#8211; e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande. Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece. Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno”.  </strong> </p>
<p>Esse “mestra em doutorado” é ironia da Danuza, pois é um dado falso do curriculo da Dilma. Como se vê é uma prática dos da direita e dos da pura esquerda. Afinal, em que lado estavam Luiz Fernando Poli, Bernardo Leonardo Spengler, Andreone dos Santos Cordeiro e Adilson Luiz Schmitt? Acorda Gaspar.</p>
<p>Para os que se interessam pelo artigo da Danuza, ai vai ele inteiro para a compreensão contextual</p>
<p><strong>VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra. Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero); não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das chamadas &#8220;autoridades&#8221;, só um pouquinho da polícia, mas não muito.<br />
Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância.<br />
Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo.<br />
Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura.<br />
Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma pessoa má, pois não a conheço; mas quando ela levanta a sobrancelha, aponta o dedo e fala, com aquela voz de general da ditadura no quartel, é assustador. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira. A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando ele é possuído.<br />
Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é elementar.<br />
Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande.<br />
Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.<br />
Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno.</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Professores Brasileiros Precisam Aprender a Ensinar"]]></title>
<link>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/08/12/professores-brasileiros-precisam-aprender-a-ensinar/</link>
<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 11:21:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>olhandoamare</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje eu deixo as picuinhas caseiras e lanço um desafio ao futuro. Educação é um tema e uma preocupaç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje eu deixo as picuinhas caseiras e lanço um desafio ao futuro. Educação é um tema e uma preocupação recorrentes nas minhas andanças. Como não sou especialista na área, tenho me socorrido de ideias e trabalhos alheios. E se o tema é um problema do Brasil, é um problema também da nossa aldeia. Há dias mostrei uma entrevista de uma experiência bem sucedida em São Paulo e sob o título &#8220;O Estado Só Me Atrapalha&#8221;. Agora, mostro uma entrevista feita pelas repórteres Maria Cristina Frias e Roberta Bencini, ambas da Folha de S. Paulo,  com o economista americano Martin Carnoy.</p>
<p>A entrevista é muito interessante. E não deve ser vista como conclusiva, não. As observações do professor Carnoy são reflexo de uma pesquisa que ele fez comparando os ensinos cubanos, brasileiro e chileno. Ela é fundamental para o pensar e o repensar técnico na busca de resultados reais. Evoluimos, mas não o suficiente. Enquanto houver a políica partidária e linhas ideologicas no ensino, o rigor técnico é algoque beira o ridículo. Com isso, estão perdendo as nossas crianças, o país e a nossa inserção como capazes e competitivos neste mundo globalizado. Insistimos na escola política, ideologica, cheia de culpas, culpados e experiências. Uma escola que não atualiza e avalia o docente periodicamente como faz com os próprios discentes. Uma escola onde o discurso não se pratica como exemplo. Uma educação sem um norte, sem uma política técnica à ampará-la para os resultados (Em tempo: quais mesmos os resultados que se quer da escola brasileira para seus clientes?). </p>
<p>&#8220;Para o economista, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular &#8220;, observaram as repórteres ao abrirem a entrevista publicada na edição de segunda-feira, dia 10 de agosto. Eis a reportagem e a entrevista na íntegra como ela foi publicada. Preste a atenção na primeira frase da primeira resposta e me diga se isto não acontece por aqui? E para encerrar: já escrevi anteriormente, é um crime, repito crime hediondo, cometido contra crianças e pais indefesos, contra o futuro delas e da nossa sociedade por políticos inescrupulosos, ansiosos por poder, por cargos, por partidos que aparelham tudo, inclusive o ensino, a educação. São os verdadeiros pais do desastre, da margilidade, da infância e juventude perdidas e da falta de perspectivas individuais dos adultos. Mas há chance para mudar. </p>
<p><strong>&#8220;POR QUE alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?&#8221; A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países. No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle. &#8220;Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil.&#8221;<br />
Para ele, o problema também atinge a rede particular. &#8220;Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá.&#8221; Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. &#8220;Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la.&#8221; Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro &#8220;A Vantagem Acadêmica de Cuba&#8221;, patrocinado pela Fundação Lemann.</p>
<p>FOLHA &#8211; O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?<br />
MARTIN CARNOY &#8211; Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio&#8230; [entre outros]. </p>
<p>FOLHA &#8211; Qual a metodologia do estudo?<br />
CARNOY &#8211; Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor. </p>
<p>FOLHA &#8211; Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem?<br />
CARNOY &#8211; Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto. </p>
<p>FOLHA &#8211; Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?<br />
CARNOY &#8211; Sugeri ao secretário Paulo Renato que acrescentasse um teste: filmar o professor, como no Chile. Professores de outra escola avaliam os videoteipes. Professores podem ser bons nos testes, mas péssimos para ensinar. Se você tiver um professor experiente que foi bem ensinado a ensinar e teve um bom desempenho com os alunos, a diferença é visível em relação a uma pessoa sem experiência, como eu. Profissionais que viram as fitas disseram que há grande diferença entre o professor cubano e o brasileiro. </p>
<p>FOLHA &#8211; A Secretaria da Educação pretende oferecer curso de treinamento de professores de quatro meses. Em Cuba, dura 18 meses, para o nível médio. O que é importante num treinamento?<br />
CARNOY &#8211; [Em Cuba] São oito meses para a escola fundamental. Mas são para os professores que não foram à faculdade. Você deve se lembrar que houve escassez de professores, com o incremento do turismo, que atrai pelo pagamento em dólares. Tiveram de produzir muitos professores, muito rapidamente. Então, pegaram os melhores estudantes do ensino médio e lhes ofereceram cinco anos de universidade nos finais de semana. O que é importante nesses cursos de treinamento é ensinar como dar o currículo, como ensinar matemática. O Estado deve estabelecer padrões claros, como na Califórnia. Isso é o que tem de ser ensinado em matemática no terceiro ano. No Chile, há um currículo nacional, mas não ensinam aos estudantes de pedagogia como ensinar o currículo. </p>
<p>FOLHA &#8211; O sr. dá muita importância ao diretor&#8230;<br />
CARNOY &#8211; E também à supervisora, que em muitas escolas no Brasil não fazem nada, não entram em sala. Em Cuba, diretores e vice-diretores ou supervisoras assistem às aulas. Nos primeiros três anos de serviços de um professor, eles entram muito, ao menos duas vezes por semana. São tutores que asseguraram que a instrução siga o método e o nível requeridos pelos padrões estabelecidos. </p>
<p>FOLHA &#8211; Os bônus a professores, como ocorre no Estado de São Paulo, são um bom caminho?<br />
CARNOY &#8211; Não há boas evidências de que esse sistema de estímulo funciona. O modelo usado em São Paulo, em que todos os professores ganham mais dinheiro se a escola atingir a meta, pode funcionar. Tentaram isso na Carolina do Sul, no final dos anos 80. Foi um grande sucesso por poucos anos e, depois, deixou de sê-lo porque não houve mais melhora. Eles só atingiram um certo limite e não conseguiram mais progredir. Há o efeito inicial do esforço e depois, quando as pessoas têm que saber melhor como aprimorar o desempenho dos alunos, nada acontece. E não existe mais na Carolina do Sul. O que tem sido feito, em geral, nos EUA não é bônus, mas punição. Se a escola fracassa em atingir a sua meta em três anos, como na Flórida, os estudantes podem receber vouchers e frequentar escolas particulares, em vez de públicas. A forma como estão fazendo em São Paulo não é a melhor. Eles medem neste ano como a segunda série aprende e, no próximo, quanto a segunda série aprende. Mas não os mesmos alunos. Escolas pequenas têm mais chance de receber bônus do que grandes. Se a escola cai, não há punição. Só não recebe bônus. Não estou defendendo punição, só digo que eles [bônus] são mal mensurados. Você pode fazer como em São Paulo, mas não dar bônus todo ano, e sim a cada dois anos. E aí poderá ver o que se ganhou com os alunos que se mantiveram na escola e ter as médias, mas com as mesmas crianças através das séries. O problema da falta de professores é mais grave porque é sobretudo um absenteísmo autorizado, não é ilegal. Em Cuba, professores e alunos faltam pouco. É tudo controlado. </p>
<p>FOLHA &#8211; Melhorar o ensino público provocaria uma avanço na educação como um todo, inclusive nas escolas particulares?<br />
CARNOY &#8211; Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá. Mesmo os melhores docentes brasileiros são menos treinados do que os de Taiwan. Os melhores professores no Brasil têm em média desempenho abaixo da média do professorado de países desenvolvidos. Investir e melhorar a escola pública, que é a base de comparação dos pais, elevaria o resultado das melhores escolas particulares também. Professores são bons em pedagogia, mas não no conhecimento a ser ensinado. Não treinam muito matemática e não sabem como ensiná-la. </p>
<p>FOLHA &#8211; O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?<br />
CARNOY &#8211; Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar. </p>
<p>FOLHA &#8211; Não é possível conciliar na América Latina bom ensino com autonomia, democracia?<br />
CARNOY &#8211; A melhor escola é a que tem professores com democracia. Mas temos de ter um acordo de quais são os nossos objetivos. Tony Alvarado é um supervisor em Manhatan que trocou metade dos professores e dos diretores para melhorar a qualidade das escolas. Ele disse aos professores: &#8220;Este é o programa. Vão implementá-lo comigo ou não? Têm uma semana para pensar. Se não quiserem, são livres para sair&#8221;. </p>
<p>FOLHA &#8211; No Brasil seria mais difícil&#8230;<br />
CARNOY &#8211; Seria muito mais fácil! Um quarto do professorado muda de escola todo ano! Em Nova York, não se demitiu. Alvarado mandou-os para outros bairros. Precisa, no início, de um certo autoritarismo. Porque alguém tem de dizer o que fazer no início. E depois, sim, há uma democracia. Os diretores devem se preocupar com os direitos das crianças. Em Cuba, é o Estado. Aqui, os sindicatos de professores preocupam-se com os direitos dos associados &#8211; e estão em certos em fazê-lo. Mas e as pobres crianças que não têm sindicatos para defender seus direitos à educação?</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Incoerências e Incoerentes]]></title>
<link>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/07/28/incoerencias-e-incoerentes/</link>
<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 13:09:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>olhandoamare</dc:creator>
<guid>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/07/28/incoerencias-e-incoerentes/</guid>
<description><![CDATA[Aqui neste espaço tenho me dedicado a mostrar incoerências e incoerentes. Desde já, digo-lhes que é ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Aqui neste espaço tenho me dedicado a mostrar incoerências e incoerentes. Desde já, digo-lhes que é algo que me atormenta a mim mesmo. É difícil. E por conta disso, vivo em constante processo de mudança para diminuir as minhas falhas e às tentações para a incoerência. O ser humano é indomável: prega mas resiste ao próprio conselho que aconselha.</p>
<p>A incoerência é algo ampliado às entidades e para as pessoas públicas, pois delas se esperam a dita coerência como exemplo.no mínimo. Prega-se uma coisa e na prática, pratica-se outra. E é ai que a coisa pega. Nos últimos dias venho escrevendo e pontuando algumas incoerências fundamentais do Partido dos Trabalhadores. Aqui em Santa Catarina e em Gaspar, especialmente, há quem já tenha me rotulado de estar conspirando ou de ser contra o PT (o mais radicais, afirmam que isso me é peculiar desde criancinha). Patrulha. Bobagens. Constrangimentos dos idiotas. </p>
<p>Voltando. Contra os fatos não há argumentos. Os fatos são públicos, claros e é nesta hora que o PT e outros políticos expostos detestam a imprensa, a oposição ou os observadores livres. Os argumentos de defesa são frágeis, incoerentes; são os argumentos dos que perderam a bandeira, mas têm a obrigação segurá-la porque usufruem do Poder e seus vícios, vícios tão bem combatidos há pouco tempo pelo próprio PT, seus dirigentes e seus militantes.</p>
<p>O <em>affair</em> escândalo Sarney é exemplar. Expõe o partido, divide o partido, mostra quem é o presidente Luís Inácio Lula da Silva e as entranhas expúrias para se ter e se manter no Poder. Lula luta por Sarney porque não quer ver a devassa na CPI da Petrobrás. Se não a quer (e diz que ela existe exatamente para exploração política e deixar à mostra o seu governo) é porque deve. Lá como aqui, concluios para longe do povo, mas com os votos do povo pois tudo deve ter legitimidade.</p>
<p>Para não ir longe, vou fazer algumas colagens de um jornal que os petistas já endeusaram. Hoje eles o colocam sob dúvidas só porque a Folha se mantém coerente à liberdade de expressão, investigação e opinião. A manchete e os &#8220;olhos&#8221; da principal reportagem política desta terça-feira são:</p>
<p><strong>Líder do PT não fala pela bancada do PT, diz governo. Para Múcio, pedido de licença de Sarney feito por Mercadante é ato isolado de &#8220;um ou dois&#8221;. Lula teme que renúncia do presidente do Senado coloque PMDB e PT em lados opostos e divida a base aliada na CPI da Petrobras.</strong> Sim agora nem líder o PT tem? O portavoz da bancada é um maluquinho? Vale o que diz a líder do governo, a nossa Ideli Salvatti que acha Sarney intocável?</p>
<p>Na mesma edição da Folha de S.Paulo de hoje, a colunista Eliane Cantanhêde, é didática sobre isto no artigo que ela escreveu na página dois sob o título: <em>É ou não é?</em>. Coerente. </p>
<p><strong>Lula até tem razão quando pede cuidado com a biografia de investigados e relativiza os crimes: &#8220;Uma coisa é você matar, outra coisa é roubar, outra coisa é você pedir um emprego, outra coisa é relação de influências, outra coisa é o lobby&#8221;, disse.<br />
Ok. Realmente, Sarney empregar o namorado da neta no Senado não é igual a roubar e matar. Mas&#8230;<br />
É justo uma família tão rica fazer favores com dinheiro público? E os outros quase 40 familiares e apadrinhados (ao que se saiba) que os Sarney empregaram por aí?<br />
É admissível uma associação dita beneficente e com o sugestivo nome de Amigos do Bom Menino das Mercês repassar recursos de patrocínio cultural para a Fundação José Sarney? Especialmente sendo ambas ligadas à família?<br />
É razoável que o primogênito, Fernando Sarney, seja simultaneamente secretário de Energia do Maranhão e dono de uma empresa fornecedora de postes de concreto para a mesma secretaria?<br />
É verdade que Sarney é sócio da neta numa empresa (que tem sede na casa dele em Brasília) para comprar terras onde há indícios de gás e petróleo? O que há de causa e efeito entre a empresa, as terras e as nomeações de Sarney para o Minas e Energia e a Eletrobras?<br />
É a serviço da oposição ou da mídia que a PF e a Receita estão fazendo essas devassas?<br />
E o que dizer do estado de calamidade pública do Maranhão depois de meio século de domínio dos Sarney e de seus paus-mandados?<br />
O promotor de Justiça Jorge Alberto de Oliveira Marum, de Sorocaba (SP), envia e-mail querendo entender a preocupação de Lula com umas biografias e não com outras: &#8220;Se o acusado é adversário do PT, podemos acusá-lo à vontade, como foi feito com Collor (1992), Ibsen Pinheiro, Eduardo Jorge, Yeda Crusius etc. Se ele for aliado do PT, como Collor (2009), Renan, Sarney e outros, não devemos tratá-los como pessoas comuns. É isso mesmo, senhor presidente?&#8221;.<br />
Taí. Boa pergunta. </strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O "Novo" Código de Ética do PT]]></title>
<link>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/07/23/o-novo-codigo-de-etica-do-pt/</link>
<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 12:10:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>olhandoamare</dc:creator>
<guid>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/07/23/o-novo-codigo-de-etica-do-pt/</guid>
<description><![CDATA[O Partido dos Trabalhadores nasceu um partido diferente. Vendeu a imagem de diferente, puro. Com o t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O Partido dos Trabalhadores nasceu um partido diferente. Vendeu a imagem de diferente, puro. Com o tempo e o Poder, infelizmente, mostrou-se igual a todos os outros. Na verdade, as instituições são livres de suspeitas e têm intenções insuspeitas e quase perfeitas. Quem as estraga são os homens e mulheres, seres imperfeitos mas que buscam da perfeição. E é nesta busca que nasce o Poder, a deterioração e os mesmos erros que a instituição disse combater. Assim aconteceu com o PT.</p>
<p>Mais que um código de ética escrito, o PT tinha um que não estava escrito, que vendeu pelas atitudes e denúncias e as pessoas acreditaram. Este era o verdadeiro valor do partido da mudança, do jeito novo de governar. Veio o Mensalão, os dólares nas cuécas, o caixa dois que chamaram de recursos não contabilizados, os &#8220;empréstimos&#8221; para os partidos filhotes, quase todos fora do arco de ideologia e crença do PT e dos petista, vieram as alianças, as incoerências e o abafa. Tudo pelo Poder.</p>
<p>Agora o PT tem um novo código de ética escrito. Todos os partidos têm essas coisas belas, mas escritas, esquecidas ou reavivadas em discursos nostálgicos. Todavia, a prática é bem outra. E é a prática que vale, que é percebida pelo eleitor e a eleitora. Todos os partidos e políticos sabem. Mas eles preferem o que está escrito. Leia a notícia sobre este assunto que a Folha de S. Paulo publicou hoje, quinta-feira, dia 23 de julho, sobre o assunto. A preocupação do Código de Ética do PT agora é também esconder as mazelas que podem macular a imagem de puro que ainda pensa ter. Inovador? Os outros já tentaram e perderam eleições e o Poder. Nada se esconde hoje em dia, mesmo nos grotões.</p>
<p><strong>&#8220;PÓS-MENSALÃO</p>
<p>Novo código de ética do PT condena vazamentos à mídia<br />
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Divulgado ontem em seu site oficial, o código de ética do PT proíbe a divulgação de fatos relativos a investigações contra seus filiados e considera &#8220;infração ética grave&#8221; o vazamento de informações à mídia sem identificação da fonte.<br />
Se estivesse em vigor na época do mensalão, a &#8220;mordaça&#8221; petista impediria a divulgação de investigações contra o ex-tesoureiro Delúbio Soares, por exemplo. Ironicamente, foi o próprio episódio que serviu de inspiração para a criação do código, prometido há dois anos.<br />
Em 73 artigos, o texto obriga a divulgação periódica na internet da lista de empresas que fazem doações ao partido. Não especifica, porém, sobre que intervalo. Fica proibido ainda arrecadar recursos para outros partidos, outra prática do mensalão.<br />
O PT decidiu deixar claro o que deveria ser uma obviedade. &#8220;É vedada a arrecadação de recursos de qualquer natureza sem a respectiva e obrigatória contabilização do arrecadado, sob pena de configuração de infração ética de natureza grave&#8221;.<br />
Várias exigências já haviam sido antecipadas pela Folha em janeiro, a partir de uma versão preliminar. Continua a obrigatoriedade de candidatos e postulantes a cargos de confiança apresentarem ao partido declaração de bens antes de assumirem a função. Petistas sob investigação interna ainda terão de abrir mão de seu sigilo pessoal. (FÁBIO ZANINI)</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Com que capa eu vou?]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/27/com-que-capa-eu-vou/</link>
<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 12:59:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/27/com-que-capa-eu-vou/</guid>
<description><![CDATA[Detalhe da primeira página do Extra, do Rio de Janeiro, publicado em 26 de junho de 2009 Um blog col]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1749" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1749" title="capa_extra_michael_jackson" src="http://webmanario.wordpress.com/files/2009/06/capa_extra_michael_jackson.jpg" alt="Detalhe da primeira página do Extra, do Rio de Janeiro, publicado em 26 de junho de 2009" width="500" height="756" /><p class="wp-caption-text">Detalhe da primeira página do Extra, do Rio de Janeiro, publicado em 26 de junho de 2009</p></div>
<p>Um blog coletivo de fotógrafos <a href="http://www.pdnpulse.com/2009/06/the-best-michael-jackson-front-page.html" target="_blank">escolheu a capa do Extra, do Rio de Janeiro</a>, como a melhor publicada no mundo em 26 de junho de 2009 entre as que elegeram destacar a morte de Michael Jackson na primeira   página.</p>
<p>Quem discorda que me apresente outra.</p>
<p>Destacar é diferente de manchetar. A amiga Cristina Moreno de Castro <a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/26/um-dia-de-michael-jackson/#comment-1564" target="_blank">colecionou manchetes e não   manchetes</a> sobre o crepúsculo do popstar. Não manchetar com uma notícia dessas é o cúmulo do autismo. É   viver num mundo paralelo e totalmente fora de timing.</p>
<p>Estadão e O Globo, por exemplo, deram espaço nobre na capa para o inesperado óbito. Mas não era a   manchete _isso tecnicamente, só para lembrar, porque academicamente há a discussão se o assunto que   aparece com mais destaque na primeira página de um jornal é a verdadeira manchete, independentemente de   convenções gráficas.</p>
<p>Em vários momentos de pasmaceira do noticiário os jornais não souberam oferecer investigação própria e   material exclusivo. Quando irrompe uma notícia do tamanho de um Godzilla dentro da redação, a reação é   manter o plano original de publicar uma sequência de matérias sobre a crise no Senado?</p>
<p>A colega Luciana Moherdaui <a href="http://contraaclicagemburra.blogspot.com/2009/06/pelo-amor-de-deus-conta-uma-novidade-2.html" target="_blank">desceu a lenha na empre</a> (adoro chamar a imprensa escrita de empre), eu não   li toda a produção dos impressos, mas vi muita coisa e concordo com ela. A questão,   para além disso, é o que oferecer.</p>
<p>É sério, o que fazer numa hora dessas? Forrar o jornal de artigos, análises e cronologias &#8220;bem   sacadas&#8221;? E o que mais? É difícil, senhores. A informação em tempo real exaure as chances de publicar  exclusividades.</p>
<p>Mas veja a importância do rótulo: não li a cobertura do Extra, mas vendo aquela capa eu não tenho   dúvida que valeu a pena. Mesmo que tenha sido só pela capa.</p>
<p><strong>PS</strong> &#8211; Demorou, mas um leitor achou o jornal que destacou (diga-se, sem ser manchete) a morte do astro com o singelo título &#8220;Peter Pan morreu&#8221;. Nessas horas eu tenho vontade de sumir.</p>
<div id="attachment_1748" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1748" title="capa_jj_michael_jackson" src="http://webmanario.wordpress.com/files/2009/06/capa_jj_michael_jackson.jpg" alt="Detalhe da primeira página do Jornal de Jundiaí publicado em 26 de junho de 2009" width="500" height="691" /><p class="wp-caption-text">Detalhe da primeira página do Jornal de Jundiaí publicado em 26 de junho de 2009</p></div>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO</strong>: A Veja que circula neste sábado emulou a capa do Extra. Válido?</p>
<div id="attachment_1751" class="wp-caption aligncenter" style="width: 390px"><img class="size-full wp-image-1751" title="capa_veja_michael_jackson" src="http://webmanario.wordpress.com/files/2009/06/capa_veja_michael_jackson.jpg" alt="Capa da revista Veja que circulou em 27 de junho de 2009" width="380" height="490" /><p class="wp-caption-text">Capa da revista Veja que circulou em 27 de junho de 2009</p></div>
<p>O leitor Vagner chama a atenção ainda para o Meia Hora, do RJ, que transformou uma das primeiras piadas infames sobre a morte do astro em linha fina de uma manchete anódina (&#8220;<a href="http://meiahora.terra.com.br/fixos/primeira_meiahora/062009/pdf/capa2606.pdf" target="_blank">Nasceu negro, ficou branco e vai virar cinza</a>&#8220;).</p>
<p>Também vale destacar a manchete do Diário de S.Paulo (o eterno Dipo, pra quem é velho de guerra na profissão), que tentou sair do hard news e manchetou &#8220;Michael Jackson deixa dívida de US$ 400 milhões. Foi massacrado. É a tal história: se o jornal diz que o homem morreu, não apresentou novidade alguma. Se parte pra voo solo, corre o risco de se esborrachar.</p>
<p>Venham fazer jornal impresso no nosso lugar, então.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Aconteceu ontem: a disposição visual ajuda a esconder a desatualização?]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/11/aconteceu-ontem-a-disposicao-visual-ajuda-a-esconder-a-desatualizacao/</link>
<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 11:40:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/11/aconteceu-ontem-a-disposicao-visual-ajuda-a-esconder-a-desatualizacao/</guid>
<description><![CDATA[Capa do Diário de São Paulo em 2 de junho de 2009 O ponto de partida destes posts que discutem o nov]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1675" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1675" title="diasp_aviao" src="http://webmanario.wordpress.com/files/2009/06/diasp_aviao.jpg" alt="Capa do Diário de São Paulo em 2 de junho de 2009" width="400" height="688" /><p class="wp-caption-text">Capa do Diário de São Paulo em 2 de junho de 2009</p></div>
<p>O ponto de partida destes posts que discutem o novo papel do jornal impresso foi coluna do ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, relatando cartas de leitores que se queixavam de que o veículo não avançou informações conhecidas de antemão, e por outras mídias, no caso do acidente com o Air France AF447 no Atlântico.</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/10/aconteceu-ontem-analise-e-opiniao-resolvem/" target="_blank"><strong>Leia também: Aconteceu ontem: análise e opinião resolvem?</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/09/aconteceu-ontem-como-avancar-sem-desinformar/" target="_blank"><strong>Aconteceu ontem: como avançar sem desinformar</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/08/aconteceu-ontem-alguns-escritos-sobre-o-estado-do- jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Aconteceu ontem: alguns escritos sobre o estado do jornal impresso</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/" target="_blank"><strong>Aconteceu ontem: nada mais desatualizado do que o jornal de hoje</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/about/enquete-a-manchete-e-o-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?</strong></a></p>
<p>O colega José Renato Salatiel, em seu Reunião de Pauta, fez um <a href="http://salatiel-reuniaodepauta.blogspot.com/2009/06/meu-destino-e-ser-revista.html" target="_blank">exercício de &#8220;jornalismo comparado&#8221;</a> ao tratar do mesmo tema e das capas de jornais e revistas. Exibiu a capa reproduzida acima, do Diário de São Paulo, que sem dúvida foi a mais criativa do dia _apesar da cafona opção pela disposição da chamada em formato de fuselagem.</p>
<p>Essa escola de disposição visual, notabilizada pelo Jornal da Tarde na década de 80 (ficou <a href="http://bebopcafe.files.wordpress.com/2006/06/choro-copa.jpg" target="_blank">célebre a foto da criança chorando</a>, transformada em capa, após a derrota do Brasil para a Itália na Copa do Mundo de 1982), foi praticamente abandonada de lá para cá.</p>
<p>Nesse meio tempo, os jornais encaram um problema mais sério: sua gradual desimportância em comparação com outras mídias, notadamente a internet, que antecipam as informações antes exclusivas do jornalismo impresso _e aí a mídia em papel não sabe bem como reagir.</p>
<p>Como prometido, amanhã prosseguimos com a relação, bem próxima, entre on-line e impresso.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[se liga, estúpido]]></title>
<link>http://noscreditos.wordpress.com/2009/06/10/se-liga-estupido/</link>
<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 14:11:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>antonio carlos bicarato</dc:creator>
<guid>http://noscreditos.wordpress.com/2009/06/10/se-liga-estupido/</guid>
<description><![CDATA[Falei da Petrobras aqui, mas com um viés sobre os efeitos de sua iniciativa no que diz respeito à co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Falei da Petrobras <a href="http://falememaissobreisso.wordpress.com/2009/06/09/e-a-petrobras-hein/" target="_blank">aqui</a>, mas com um viés sobre os efeitos de sua iniciativa no que diz respeito à comunicação, uma vez que o obejtivo do <strong>Fale-me mais</strong> é justamente discutir a comunicação, em especial a propaganda, nos dias de hoje.</p>
<p>Mas aqui neste blog, permito-me a liberdade de abordar mais o lado político da coisa.</p>
<p>No caso, evidentemente a Petrobras virou uma moeda de negociação extremamente importante entre governo e oposição. Não é novidade para ninguém que os contratos desta empresa estatal &#8211; que é bem diferente de uma &#8220;empresa pública&#8221; &#8211; são quase sempre contratos controversos, seja pelos valores envolvidos, seja pelos interesses que afetam.</p>
<p>Não vou querer dar uma de pollyanna aqui e achar que o simples fato de haver interesses de terceiros afetados (os afetados aqui podem ser tantos os interesses como os terceiros) pode gerar uma CPI sobre a empresa. Uma das pragas do nosso sistema político é justamente a &#8220;necessidade&#8221; que os governantes têm de lotear toda a administração pública, incluindo cargos em empresas estatais de capital aberto, entre os partidos que integram a bancada chapa-branca. Daí decorre a outra praga da política brasileira, que é enxergar estes cargos como uma boa tetinha pra se mamar em benefício próprio por um tempo.</p>
<p>A partir desse cenário, fica muito mais óbvio e evidente que a Petrobras, a grande joia da coroa de todas as empresas estatais torna-se o maior alvo dos interesses de governistas e oposicionistas. Tão evidente é esse interesse que na verdade a CPI vira palco para pura demagogia, com senadores discutindo se irão investigar contratos apenas de 2003 pra cá ou incluir também contratos de antes dessa data. Bom&#8230; só pelo nível da discussão dá pra garantir que ficha limpa de verdade mesmo, nem governo nem oposição têm.</p>
<p>E aí então chegamos ao <a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/" target="_blank">blog Fatos e Dados</a>, que teve a ousadia de furar os furos de reportagem de jornais como Folha de S.Paulo, O Globo e Estado de S.Paulo, simplesmente publicando as perguntas enviadas pelos repórteres desses veículos, com as devidas respostas.</p>
<p>Ok. Pode-se alegar que a questão investigativa neste caso realmente foi impactada, mas em nenhum momento a empresa foi desleal ou anti-ética. Ela simplesmente saiu da defensiva e partiu para o ataque também. E entre sair para o ataque e ser intimidatória, há uma grande distância.</p>
<p>No jogo de interesses, o que a Petrobras não pode mesmo virar é alvo de todos os tipos de ataques para só depois, via direito de resposta, tentar corrigir erros que já deixaram sua marca profunda na empresa, sob os mais diversos tipos de efeitos colaterais, como a suspensão de todos contratos &#8211; os &#8220;bons&#8221; e os &#8220;ruins&#8221; &#8211; , demissão de dirigentes sob pressão, suspensão e atraso de prjetos e etc e tais.</p>
<p>Assim, me parece mais que legítima a reação da empresa, que colocou na mesa da maneira mais explícita possível que o jogo agora tem novas regras. E que para fazer jornalismo investigativo hoje em dia não basta simplesmente mandar preguntas pra assessoria de imprensa (!!!) e esperar a resposta. O buraco ficou bem mais embaixo.</p>
<p>Por essas e outras, portanto, é que eu ri muito lendo este editorial do <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090610/not_imp385116,0.php" target="_blank">Estadão</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Aconteceu ontem: análise e opinião resolvem?]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/10/aconteceu-ontem-analise-e-opiniao-resolvem/</link>
<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 12:59:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/10/aconteceu-ontem-analise-e-opiniao-resolvem/</guid>
<description><![CDATA[Subverter a lógica de edição de um produto impresso. É um pouco nosso desafio nessa semana, quando e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Subverter a lógica de edição de um produto impresso. É um pouco nosso desafio nessa semana, quando estamos tratando do novo papel do jornal. Chegaremos ao ápice, que é discutir até mesmo se é necessário, a um periódico diário, exibir uma manchete por dia (por sinal, vote e opine na enquete).</p>
<p>Num post anterior falei sobre a possibilidade de tratar o &#8220;aconteceu ontem&#8221; como um bonito infográfico que exiba o passo a passo da jornada anterior. Um story board luxuoso, explicativo de per si. É um passo que abre o resto da página para material analítico e/ou opinativo.</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/09/aconteceu-ontem-como-avancar-sem-desinformar/" target="_blank"><strong>Leia também: Aconteceu ontem: como avançar sem desinformar</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/08/aconteceu-ontem-alguns-escritos-sobre-o-estado-do-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Aconteceu ontem: alguns escritos sobre o estado do jornal impresso</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/" target="_blank"><strong>Aconteceu ontem: nada mais desatualizado do que o jornal de hoje</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/about/enquete-a-manchete-e-o-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?</strong></a></p>
<p>Não por acaso jornais como Folha de S.Paulo e O Globo abrem páginas com colunistas. É o que se tem de mais diferente e exclusivo, via de regra, na edição.</p>
<p>Repare na quantidade de chamadas de primeira página para colunistas/articulistas. É uma saída fácil que os jornais não demoraram a tomar. Resolveu?</p>
<p>Curiosamente, há um paradoxo nisso tudo: apesar do andamento do noticiário diário (e sua atualização pelo jornalismo on-line), é inegável que os portais e sites começam o dia reproduzindo e, horas depois, repercutindo reportagens dos jornais impressos.</p>
<p>Uma demonstração clara de que há uma questão de plataforma da entrega do produto por trás do suposto processo de perda de importância dos veículos em papel.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que tentam se recriar, esses veículos são canibalizados diariamente com seu próprio material, exibido em tempo real e muitas vezes nem sequer tratado como pede uma notícia publicada na web _que, relembremos, não é papel eletrônico e tem a obrigação de, ainda que faça o necessário clipping dos jornalões, acrescentar ali dados e links que aprofundem a informação inicial.</p>
<p>Há um troca, no jornalismo, entre papel e on-line diariamente. Vamos explorar esse assunto a seguir.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aconteceu ontem: como avançar sem desinformar?]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/09/aconteceu-ontem-como-avancar-sem-desinformar/</link>
<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:01:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/09/aconteceu-ontem-como-avancar-sem-desinformar/</guid>
<description><![CDATA[Como o jornal impresso deve se posicionar a fim de apresentar o noticiário sem redundar com os meios]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Como o jornal impresso deve se posicionar a fim de apresentar o noticiário sem redundar com os meios que o fazem em tempo real? Como, sem abrir mão da incumbência de registro histórico do dia que passou, avançar e interpretar os acontecimentos? É a discussão da semana no Webmanario.</p>
<p>O debate sobre o &#8220;aconteceu ontem&#8221; permeia a tese de mestrado tranformada no livro &#8220;<a href="http://monitorando.wordpress.com/2008/08/21/o-destino-do-jornal-um-livro-um-comentario-e-muitas-questoes/" target="_blank">O Destino do Jornal</a>&#8220;, de Lourival Sant&#8217;Anna, repórter especial do Estado de S. Paulo. É o dilema dos jornais: cobrir ou não cobrir o hard news? Não cobrir seria uma insanidade. Então, como cobrir?</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/08/aconteceu-ontem-alguns-escritos-sobre-o-estado-do- jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Leia também: Aconteceu ontem: alguns escritos sobre o estado do jornal impresso</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/" target="_blank"><strong>Leia também: nada mais desatualizado do que o jornal de hoje</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/about/enquete-a-manchete-e-o-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?</strong></a></p>
<p>&#8220;Os jornais precisam, na medida do possível, em algum grau, abandonar a cultura do aconteceu ontem e investir mais em histórias próprias&#8221;, diz Otavio Frias Filho, publisher da Folha de S.Paulo, na obra.</p>
<p>&#8220;Acho que nunca vai deixar de ser [o registro histórico do dia que passou], até pelo nome, jornal&#8221;, contrapõe Rodolfo Fernandes, diretor de redação de O Globo.</p>
<p>Quando tive minha oportunidade, concebi um jornal em que o hard news era um acompanhamento luxuoso da página, preferencialmente um belo infográfico que resumisse os acontecimentos das últimas 24 horas. O abre da página, e suas respectivas sub-retrancas, continham repercussão e análise.</p>
<p>Em esportes, esse experimento não teve o apoio do público: mais de 70% dos leitores do Diário do Grande ABC (onde pude experimentar o formato entre 1995 e 2000) deploravam o fato de que as declarações de vestiário _dadas bem após o jogo e, portanto, mais quentes_ eram mais valorizadas do que o relato da partida em si (relegado a um box acompanhado da ficha técnica).</p>
<p>Talvez, na época, a internet ainda fosse coisa de poucos, e a exigência pelo relato formal da jornada anterior, uma necessidade.</p>
<p>Ainda enxergo o jornal assim. Com o aconteceu ontem ajudando a construir um contexto capitaneado por informação exclusiva, analítica, de observação.</p>
<p>É subverter todo um modelo. Há outras subverções, e falaremos delas amanhã.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aconteceu ontem: alguns escritos sobre o estado do jornal impresso]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/08/aconteceu-ontem-alguns-escritos-sobre-o-estado-do-jornal-impresso/</link>
<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 12:59:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/08/aconteceu-ontem-alguns-escritos-sobre-o-estado-do-jornal-impresso/</guid>
<description><![CDATA[Desde ontem, com Carlos Eduardo Lins da Silva (ombudsman da Folha de S.Paulo), iniciamos aqui uma co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Desde ontem, com Carlos Eduardo Lins da Silva (ombudsman da Folha de S.Paulo), iniciamos aqui uma conversa sobre formas de o jornal impresso apresentar o noticiário a fim de se diferenciar de internet/tv, que exploram exaustivamente os mesmos fatos horas antes.</p>
<p>Silva contou que é recorrente a reclamação, por parte dos leitores da Folha, de que o <a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/" target="_blank">jornal não trouxe fatos novos nem sequer avançou</a>, publicando meramente o que já havia sido visto/lido pelo público no dia anterior.</p>
<p>Pesa contra o desprendimento ao &#8220;aconteceu ontem&#8221;, antes de mais nada, o próprio DNA do produto jornal, nascido para relatar e documentar a jornada que passou. Poucos jornalistas conceberiam um publicação diária que fugisse ao registro destacado do dia anterior. Mas, e o público?</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/" target="_blank"><strong>Leia também: nada mais desatualizado do que o jornal de hoje</strong></a></p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/about/enquete-a-manchete-e-o-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?</strong></a></p>
<p>Pode-se dizer que é uma patologia do jornalismo.</p>
<p>O advento da internet teve muito mais impacto na audiência dos jornais do que o rádio e televisão porque, diferentemente de dois antecessores, a web deu ao consumidor de notícias a possibilidade de escolher onde e quando consumi-la.</p>
<p>Essa sim é a grande novidade que a revolução tecnológica trouxe ao exercício do jornalismo. Hoje não é mais necessário aguardar o momento em que jornal/tv/rádio vão transmitir notícias. Um sequenciado e curto apertar de botões leva o freguês a um destino ainda melhor: a exata notícia que procura. Afora o fato dele próprio ser capaz de apurar/produzir/difundir a informação que lhe convenha.</p>
<p>O triunfo da navegação por mecanismos de busca (eufemismo para Google), essa sim, expôs a grande ferida do jornalismo impresso: a desatualização.</p>
<p>Soluções óbvias são oferecer conteúdo diferenciado proveniente de investigação (o bom e velho furo) e tratamento analítico e opinativo ao noticiário.</p>
<p>Mas o que fazer com o &#8220;aconteceu ontem&#8221;?</p>
<p>Volto ao assunto nesta terça.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Nada mais desatualizado do que o jornal de hoje]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/</link>
<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 12:25:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/06/07/nada-mais-desatualizado-do-que-o-jornal-de-hoje/</guid>
<description><![CDATA[Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de S.Paulo, escreve hoje em sua coluna no jornal im]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de S.Paulo, escreve hoje em sua coluna no jornal impresso sobre um <a href="http://shortxt.com/1xhi6jmsl" target="_blank">fenômeno trazido com o avanço tecnológico</a>: mais e mais leitores, enfim, &#8220;descobriram&#8221; subitamente que o jornal de hoje é feito, na verdade, ontem.</p>
<p>Silva ilustra sua tese com frases que recebe diariamente do público consumidor do periódico, como as que se seguiram à manchete &#8220;Avião com 228 a bordo some no mar no trajeto Rio-Paris&#8221;, que dava o mesmo tratamento noticioso, na última terça-feira, a uma informação amplamente conhecida desde as primeiras horas da manhã do dia anterior.</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/06/08/aconteceu-ontem-alguns-escritos-sobre-o-estado-do-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Leia também: Aconteceu ontem &#8211; Alguns escritos sobre o estado do jornalismo impresso</strong></a></p>
<p>&#8220;A manchete seria boa em 1921 [ano de fundação da Folha] quando não havia TV e internet. Hoje, parece mais um jornal de ontem. Todo mundo já sabia&#8221; e &#8220;A manchete principal da Folha de hoje explica por que o jornal impresso está, cada vez mais, perdendo espaço para outras mídias&#8221; foram algumas das manifestações.</p>
<p>É um novo dilema de uma velha mídia: como o produto concebido para ser o registro histórico do dia que passou conseguirá ser atraente para um público que, não bastasse a possibilidade de se informar em tempo real, o faz sob demanda e ao alcance de um clique.</p>
<p>Há saídas, todas ousadas e arriscadas _como a própria não obrigatoriedade da manchete, motivo de enquete neste site (aliás, clique no link abaixo e dê a sua opinião sobre o assunto).</p>
<p>Vamos tratar bastante do tema nesta semana no Webmanario.</p>
<p><a href="http://webmanario.wordpress.com/about/enquete-a-manchete-e-o-jornal-impresso/" target="_blank"><strong>Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?</strong></a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Governo Lula obtém 69% de aprovação, segundo o DataFolha]]></title>
<link>http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/2009/05/31/governo-lula-obtem-69-de-aprovacao-segundo-o-datafolha/</link>
<pubDate>Sun, 31 May 2009 16:40:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduardoneco</dc:creator>
<guid>http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/2009/05/31/governo-lula-obtem-69-de-aprovacao-segundo-o-datafolha/</guid>
<description><![CDATA[O índice de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado ótimo/bom p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O índice de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerado ótimo/bom por 69% dos entrevistados, segundo pesquisa do instituto DataFolha divulgada nesse domingo no jornal <em><strong>Folha de S.Paulo</strong></em>. Vale salientar que pesquisa alguma representa de forma confiável a visão de um País de mais de 180 milhões de pessoas. Essa é uma pesquisa por &#8220;amostragem&#8221;, não corresponde à realidade exata.</p>
<a name="pd_a_1666223"></a><div class="PDS_Poll" id="PDI_container1666223" style="display:inline-block;"></div><script type="text/javascript" language="javascript" charset="utf-8" src="http://static.polldaddy.com/p/1666223.js"></script>
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<p>Para desespero da oposição, Lula, o presidente que nada sabe; nada viu e nem quer ver, bate recordes históricos de aprovação mesmo em tempos de ressaca da crise financeira, gripe suína e abraços amistosos com o controverso Hugo Chávez.</p>
<p>A mídia oposicionista &#8211; se é que ela existe ainda de forma declarada &#8211; trabalha com esmero e cumpre seu &#8220;papel&#8221; de apontar lambanças, castelos e de botar no &#8220;pau&#8221; os fulaninhos que orquestram mensalões e tramóias. Mas, ao que parece, aqui em nosso país votamos apenas no &#8220;cara&#8221;, não em seu partido e por mais que a cobertura do bolo esteja fedendo, o recheio ainda está bom, no julgamento do eleitorado &#8220;lulante&#8221;.</p>
<p>Quando seria possível imaginar que um presidente, cujo ministro-chefe da Casa Civil foi cassado, preservaria índices estratosféricos de aprovação? Cara, tem coisa que só acontece no Brasil&#8230;</p>
<p>No entanto, não sou agnóstico em relação à destreza de Lula à frente do governo. Ao contrário de alguns de meus colegas jornalistas, não creio que o excelente estado econômico brasileiro (os números provam isso), o ótimo trabalho do Ministério da Saúde em combater a dengue e, principalmente, conter o avanço da gripe suína, entre outras tantas coisas, seja resultado de mero &#8220;golpe de sorte&#8221; de Lula.</p>
<p>Que uma coisa fique bem clara: o povo que elegeu o Lula não é composto inteiramente de pessoas iletradas que o idolatram a todo o custo e se o país vai assim tão bem, é preciso admitir que o homem tem &#8211; ou deve ter &#8211; algum mérito.</p>
<p>Sendo assim, &#8220;the man&#8221; continua sorrindo à toa, com índices de aprovação que ele mesmo desacredita, mas não questiona. O presidente &#8220;teflon&#8221; segue firme e crê porque crê que conseguirá passar o cetro para as mãos de Dilma Roussef. Mesmo diante desse desempenho esplêndido de seu governo, é pouco provável que Lula bote Dilma no Planalto.</p>
<p>Após oito anos de lulismo polêmico e controverso, arrisco dizer que devemos nos preparar para oito anos de mandato de José Serra, representando a volta ao poder da classe dominante no país de um jeito bem sisudo, como quem diz &#8220;escuta, esse negócio de ação social não cola aqui&#8221;.</p>
<p>Me preocupa o fato do país ter crescido de forma extraordinária puxado pelo desempenho da classe média baixa (que não vota no Serra) e a possibilidade de um governo elitista que, acredito eu, estará se &#8220;lixando&#8221; para o avanço dessa classe.</p>
<p>A ideia de um governo menos populista e um pouco mais &#8220;técnico&#8221; muito me agrada, mas temo que a evolução na qualidade de vida da Classe C estagne, posto que os votos dessa classe não interessam ao PSDB e a seus aliados.</p>
<p>Temo, ainda, que Serra no poder defenda o interesse dos seus e se esqueça de cuidar dos interesses dos meus, ou seja, da recém-formada classe média baixa (bem baixa).</p>
<p>Um grande abraço aos meus queridos e muito obrigado pelos comentários do post da Gazeta: vocês marejaram meus olhos por muitas vezes nessa semana.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O atestado de óbito da Gazeta Mercantil]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/05/29/o-atestado-de-obito-da-gazeta-mercantil/</link>
<pubDate>Fri, 29 May 2009 09:01:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/05/29/o-atestado-de-obito-da-gazeta-mercantil/</guid>
<description><![CDATA[O atestado de óbito da Gazeta Mercantil, que encerrou hoje uma trajetória de 89 anos, saiu na página]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O atestado de óbito da Gazeta Mercantil, que encerrou hoje uma trajetória de 89 anos, saiu na página 13 da última edição (e que eu reproduzo, absolutamente &#8217;sic&#8217;, abaixo).</p>
<p>O jornal fecha, ressalte-se, por uma querela jurídica. Nada a ver, portanto, com a crise global do jornalismo impresso _inclusive porque são justamente os países emergentes (pode chamar de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BRIC" target="_blank">Brics</a>) que ainda mantêm os dados de circulação no azul.</p>
<p><a href="http://news.google.com/news?ned=pt-BR_br&#38;hl=pt-BR&#38;q=%22Gazeta+Mercantil%22+%22Nelson+Tanure%22&#38;cf=all&#38;scoring=n" target="_blank"><strong>Mais notícias sobre o fim da Gazeta Mercantil</strong></a></p>
<p>Sobre a querela, que envolve a CBM (Companhia Brasileira de Mídia), propriedade do empresário Nelson Tanure, e Luiz Fernando Levy, que o antecedeu na administração do título, há uma coincidência: justamente hoje, em sua coluna na Folha de S.Paulo, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2905200920.htm" target="_blank">Carlos Sarli contribui para a construção colaborativa de uma história</a>.</p>
<p>Ele fala de publicações impressas sobre surf, antigas e novas.</p>
<p>Lá pelas tantas, cita que &#8220;Aos 26 anos, a <em>[revista]</em> Fluir sofre as  consequências da mudança de comando na editora Peixes e busca sua  independência&#8221;. Quero crer que é verdade. Tanto que o site da publicação, referência no segmento e entre as segmentadas, <a href="http://www.fluir.com.br/" target="_blank">está abandonado</a>.</p>
<p>Nota deste site: A editora Peixes também é administrada pela CBM.</p>
<p>Abaixo, o atestado de óbito da Gazeta Mercantil.</p>
<p><strong>&#8220;GAZETA MERCANTIL&#8221; VOLTA À S.A. DE LUIZ FERNANDO LEVY</strong><br />
São Paulo, 29 de Maio de 2009 &#8211; A CBM publicou hoje &#8221;Comunicado&#8221; no qual informa que a presente edição do jornal &#8216;GAZETA MERCANTIL&#8217; é a última publicada sob sua responsabilidade, nos termos do &#8220;Contrato de Licenciamento de Uso de Marcas e Usufruto Oneroso&#8221; celebrado por escritura pública de 16 de dezembro de 2003 junto à Gazeta Mercantil S.A., empresa de propriedade de Luiz Fernando Levy.</p>
<p>O &#8216;Comunicado&#8217; salienta que a partir de 1º de junho próximo, a Gazeta Mercantil S.A. é a única e exclusiva responsável pela edição e comercialização do jornal &#8221;GAZETA MERCANTIL&#8221; e pela defesa e conservação das marcas, que são de sua propriedade.</p>
<p>A CBM já iniciou o processo de realocação de funcionários dedicados à edição do jornal para outras atividades dentre as publicações impressas e online do grupo.   Embora o contrato de licenciamento conferisse a empresa (Editora JB S.A.) da CBM unicamente a edição e comercialização do jornal, durante o período em que esteve em vigor adiantaram-se recursos para saldar inúmeras obrigações de responsabilidade da Gazeta Mercantil S.A e da Gazeta Mercantil Participações Ltda., empresas de Luiz Fernando Levy, em sua maioria decorrentes de processos trabalhistas e dívidas com fornecedores.</p>
<p>Ao longo de 5 anos, a CBM também disponibilizou adiantamentos de recursos financeiros advindos de royalties contratuais, de modo a propiciar às empresas de Luiz Fernando Levy renda para amortização de obrigações pecuniárias anteriores à celebração do contrato de licenciamento. Tais adiantamentos fazem da CBM credora da Gazeta Mercantil S.A.</p>
<p>A Gazeta Mercantil S.A deixou de observar certas cláusulas causando prejuízo e perturbando em grande medida a edição e comercialização do jornal. Verificou-se, igualmente, que dirigentes da Sociedade Anônima da Gazeta Mercantil agiram de forma contrária aos dispositivos do Contrato de Licenciamento. Sobretudo na tentativa de atribuir à CBM a condição de sucessora das obrigações trabalhistas da Gazeta Mercantil S.A. e da Gazeta Mercantil Participações Ltda., uma vez que ambas as sociedades sempre permaneceram proprietárias de todos os seus bens, tangíveis e intangíveis, inclusive a propriedade das marcas, cujo correspondente direto e uso foi cedido à CBM temporariamente.</p>
<p>O adiantamento de recursos por parte da CBM voltava-se a saldar inúmeras obrigações de responsabilidade da Gazeta Mercantil S.A, ou da Gazeta Mercantil Participações Ltda., em sua maioria decorrentes de processos trabalhistas, especialmente os que gravavam bens pessoais de titularidade de Luiz Fernando Levy. O valor de tais obrigações foi certificado pela BDO TREVISAN e supera R$ 100.000.000 (cem milhões de reais) durante os últimos cinco anos.</p>
<p>A CBM conclui o &#8216;Comunicado&#8217; reafirmando sua disposição em colaborar para que se dê continuidade, sem interrupção, à publicação do jornal a partir de 1º de junho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arrependei-vos, irmãos! É baratinho!]]></title>
<link>http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/2009/05/25/arrependei-vos-irmaos-e-baratinho/</link>
<pubDate>Sun, 24 May 2009 16:05:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>eduardoneco</dc:creator>
<guid>http://aprendizdejornaleiro.wordpress.com/2009/05/25/arrependei-vos-irmaos-e-baratinho/</guid>
<description><![CDATA[  No começo de 2008, no mês de fevereiro ou março &#8211; não me lembro com exatidão – a jornalista ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">No começo de 2008, no mês de fevereiro ou março &#8211; não me lembro com exatidão – a jornalista Elvira Lobato, da Folha, publicou a reportagem &#8220;Universal chega aos 30 anos com império empresarial&#8221;, que falava sobre os bens adquiridos pela Igreja desde a sua fundação. Isso enfureceu a cúpula da igreja e rendeu à jornalista uma batalha judicial sem precedentes na história da imprensa nacional. Mais de 60 ações foram movidas em vinte estados brasileiros, o que depois foi caracterizado como premeditação e então a jurisprudência deu um jeito de por fim a cada um dos processos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Essa troca de farpas entre a Folha e a Universal (Rede Record) me levou aos cultos da igreja por mais de um mês para averiguar se bispos e pastores incitavam seus fiéis a processarem o jornal, bem como Elvira Lobato. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Em um domingo qualquer, de bíblia na mão, sapato, calça e camisa social apertada por um cinto bem brega, entrei no suntuoso (e bota suntuoso nisso) templo, quase na hora do culto e corri prum lugar mais ou menos no meio do caminho entre o púlpito e a entrada. Como já conhecia o templo por morar na região, não fiquei tão boquiaberto por sua magnitude, mas pasmei ao ver a quantidade de diáconos em serviço (pessoas que recolhem o dízimo e recepcionam as pessoas) e me lembrei do quão são belos os vitrais que, segundo divulgação da própria igreja, custaram pra lá de R$ 3 milhões. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Ao meu redor, gente muito humilde e simpática, de fé inabalável para preencher boa parte dos oito mil lugares do templo naquele domingo friorento que debochava do verão. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Então, rápido feito um raio, bispo Vladimir saltou de uma das incontáveis portas do palco e andou ligeiro até o púlpito posicionado à altura do público, no chão mesmo, bem próximo da galera, quase na “geral” da igreja. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Em quatro ou cinco frases saquei de pronto que o homem tinha o dom da palavra, e cada sentença que saia da sua boca tinha uma intenção. Era um cara que falava muito, mas não desperdiçava nada. O modus operanti de Vladimir explicou muito sobre o fascínio que um representante religioso exerce sobre os fiéis. Um cara de traços simples e semblante acessível falando com tanta destreza? É de roubar a atenção de qualquer um mesmo. Isso é fascinante e improvável em um País que elitiza sumariamente a educação de qualidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">E o culto seguiu o rito de toda reunião evangélica brasileira: Louva, senta, lê a bíblia, levanta, louva, senta, lê João, lê Salmos, lê Êxodos, levanta e canta se esgoelando e, finalmente, dá-se a oferta (que beleza) e o espetáculo mais fascinante está bem aí. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Quando o bispo começa o texto sobre ofertas e dízimos, um batalhão &#8211; no sentido literal da palavra – de diáconos sai das incontáveis portas e se posiciona em frente aos fiéis. Um em cada três possui uma máquina de cartão de crédito para débitos, os outros recolhem o dinheiro por meio de um cesto enquanto um terceiro grupo observa, apenas observa, o que me intriga muito. </div>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;">Logo depois do recolhimento das ofertas, o bispo informa que os que não puderam comparecer ao culto e participar da santa-ceia (eu achava que santa-ceia era só na páscoa, mas tudo bem!) poderia receber as bênçãos através de um “kit” que continha um pãozinho embrulhado à vácuo e um suquinho de uva em um potinho, tudo devidamente rotulado e identificado, pelo valor de R$ 5. Na hora tive a ideia: saquei dez paus do bolso e pedi logos dois “kit comunhão” pra diaconisa próxima de mim. Um deles eu usei, afinal de contas, precisava saber se o corpo e o sangue de Cristo estavam dentro da data de validade. O outro guardei no bolso e na segunda-feira entreguei à Thaís Naldoni. Se ela recebeu o corpo e o sangue, isso eu já não sei, mas o “presente” que lhe dei, rendeu muitas risadas do povo da redação da IMPRENSA Editorial.</div>
<p>No começo de 2008, no mês de fevereiro ou março &#8211; não me lembro com exatidão – a jornalista Elvira Lobato, da Folha, publicou a reportagem &#8220;Universal chega aos 30 anos com império empresarial&#8221;, que falava sobre os bens adquiridos pela Igreja desde a sua fundação. Isso enfureceu a cúpula da igreja e rendeu à jornalista uma batalha judicial sem precedentes na história da imprensa nacional. Mais de 60 ações foram movidas em vinte estados brasileiros, o que depois foi caracterizado como premeditação e então a jurisprudência deu um jeito de por fim a cada um dos processos.</p>
<p>Essa troca de farpas entre a Folha e a Universal (Rede Record) me levou aos cultos da igreja por mais de um mês para averiguar se bispos e pastores incitavam seus fiéis a processarem o jornal, bem como Elvira Lobato. </p>
<p>Em um domingo qualquer, de bíblia na mão, sapato, calça e camisa social apertada por um cinto bem brega, entrei no suntuoso (e bota suntuoso nisso) templo, quase na hora do culto e corri prum lugar mais ou menos no meio do caminho entre o púlpito e a entrada. Como já conhecia o templo por morar na região, não fiquei tão boquiaberto por sua magnitude, mas pasmei ao ver a quantidade de diáconos em serviço (pessoas que recolhem o dízimo e recepcionam as pessoas) e me lembrei do quão são belos os vitrais que, segundo divulgação da própria igreja, custaram pra lá de R$ 3 milhões.  Falo da Catedral da Fé, templo central da IURD que fica na zona sul da cidade de São Paulo.</p>
<p>Ao meu redor, gente muito humilde e simpática, de fé inabalável para preencher boa parte dos oito mil lugares do templo naquele domingo friorento que debochava do verão. </p>
<p>Então, rápido feito um raio, bispo Vladimir saltou de uma das incontáveis portas do palco e andou ligeiro até o púlpito posicionado à altura do público, no chão mesmo, bem próximo da galera, quase na “geral” da igreja. </p>
<p>Em quatro ou cinco frases saquei de pronto que o homem tinha o dom da palavra, e cada sentença que saia da sua boca tinha uma intenção. Era um cara que falava muito, mas não desperdiçava nada. O modus operanti de Vladimir explicou muito sobre o fascínio que um representante religioso exerce sobre os fiéis. Um cara de traços simples e semblante acessível falando com tanta destreza? É de roubar a atenção de qualquer um mesmo. Isso é fascinante e improvável em um País que elitiza sumariamente a educação de qualidade.</p>
<p>E o culto seguiu o rito de toda reunião evangélica brasileira: Louva, senta, lê a bíblia, levanta, louva, senta, lê João, lê Salmos, lê Êxodos, levanta e canta se esgoelando e, finalmente, dá-se a oferta (que beleza) e o espetáculo mais fascinante está bem aí. </p>
<p>Quando o bispo começa o texto sobre ofertas e dízimos, um batalhão &#8211; no sentido literal da palavra – de diáconos sai das incontáveis portas e se posiciona em frente aos fiéis. Um em cada três possui uma máquina de cartão de crédito para débitos, os outros recolhem o dinheiro por meio de um cesto enquanto um terceiro grupo observa, apenas observa, o que me intriga muito. </p>
<p>Logo depois do recolhimento das ofertas, o bispo informa que os que não puderam comparecer ao culto e participar da santa-ceia (eu achava que santa-ceia era só na páscoa, mas tudo bem!) poderia receber as bênçãos através de um “kit” que continha um pãozinho embrulhado à vácuo e um suquinho de uva em um potinho, tudo devidamente rotulado e identificado, pelo valor de R$ 5. Na hora tive a ideia: saquei dez paus do bolso e pedi logos dois “kit comunhão” pra diaconisa próxima a mim. Um deles eu usei, afinal de contas, precisava saber se o corpo e o sangue de Cristo estavam dentro da data de validade. O outro guardei no bolso e na segunda-feira entreguei à Thaís Naldoni. Se ela recebeu o corpo e o sangue, isso eu já não sei, mas o “presente” que lhe dei, rendeu muitas risadas do povo da redação da IMPRENSA Editorial.</p>
<p>Depois, ainda, fui à igreja umas cinco ou seis vezes, mas nada demais aconteceu. Mas confesso que comcei a simpatizar e muito com a energia e fé daquelas pessoas que sempre me recebiam com muito carinho e até me emprestavam o hinário para que eu me sentisse &#8220;melhor na presença de Deus&#8221;.</p>
<p>Não duvido nada que Ele estava de fato alí com aquelas pessoas, e comigo também, por que não? Mas é estranho ver como as igrejas (TODAS) se utilizam de algo maior que o próprio homem para dar vazão à interesses mesquinhos&#8230;por essas e outras, hoje digo com orgulho que sou um ex-adventista e um cristão independente.</p>
<div><strong>A repercussão</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div>Quando vi a quantidade de comentários da <a href="http://portalimprensa.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/02/25/imprensa17380.shtml" target="_blank">matéria </a>que eu produzi a partir desse episódio, fui capaz de imaginar um pouco o receio que Elvira Lobato sentiu ao perceber que em quase todos os estados do Brasil alguém queria sua cabeça. </div>
<div>Abaixo, separei alguns trechos dos comentários que mais me chamaram atenção:</div>
<div><em><span style="color:#ff0000;">&#8220;</span><span style="color:#ff0000;">É um direito de qualquer um de nós, fazer do nosso dinheiro o que bem  entendemos</span><span style="color:#ff0000;">&#8220;.</span></em></div>
<div><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;">&#8220;</span><em>Está claro,como o Portal Imprensa é um veiculo a serviço (apenas) da mídia  brasileira</em>.<span style="color:#000000;">&#8220;</span></span></div>
<div><em><span style="color:#000000;">&#8220;</span><span style="color:#ff0000;">Portal da imprensa deveria selecionar melhor seus estágiarios</span><span style="color:#ff0000;">&#8220;.</span></em></div>
<div><em><span style="color:#000000;">obs: os comentários não foram alterados por mim, nem sua gramática foi revisada! Estão como exatamente foram postados.</span></em></div>
<div><em> </em></div>
<div>E, por último, o que mais me chamou atenção dado seu teor de revolta:</div>
<div><span style="color:#ff0000;">“EM RESPOSTA AO CANALHA &#8220;ARCI&#8221;”</span></div>
<div>
<p>DÉBIL MENTAL É VC, FILHO DE UMA PUTA ARROMBADA!! VC É + UM DESSES IDIOTAS  JORNALISTAS FRACASSADOS Q VIVE PROCURANDO DIFAMAR OS OUTROS GANHAR A VIDA. VC E  TODA ESSA TURMA DE JORNALISTAS TEM Q SER É FUZILADO!!!!</p>
<p>O comentário responde à um outro e então inicia-se uma discussão ferrada entre os dois leitores. Confiram os comentários na íntegra clicando <a href="http://portalimprensa.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/02/25/imprensa17380.shtml" target="_blank">aqui!</a></p>
<p><a name="pd_a_1648382"></a><div class="PDS_Poll" id="PDI_container1648382" style="display:inline-block;"></div><script type="text/javascript" language="javascript" charset="utf-8" src="http://static.polldaddy.com/p/1648382.js"></script>
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		<a href="http://answers.polldaddy.com/poll/1648382/">View This Poll</a><br/><span style="font-size:10px;"><a href="http://answers.polldaddy.com">trends</a></span>
		</noscript><br />
<a href="http://portalimprensa.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/02/25/imprensa17380.shtml" target="_blank"></a>Deixo então um outro grande abraçoa todos vocês e muito obrigado pela paciência de ler minhas lorotas rsrs Brincadeira!</div>
<div><em> </em></div>
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<div><em> </em></div>
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<div><em> </em></div>
<div><em> </em></div>
<div><em> </em></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ressuscitaram um delírio _e que já enganou jornais]]></title>
<link>http://webmanario.wordpress.com/2009/05/18/ressuscitaram-um-delirio-_e-que-ja-enganou-jornais/</link>
<pubDate>Mon, 18 May 2009 12:30:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>alecduarte</dc:creator>
<guid>http://webmanario.wordpress.com/2009/05/18/ressuscitaram-um-delirio-_e-que-ja-enganou-jornais/</guid>
<description><![CDATA[Bastou o jogador Ronaldo ter relembrado, durante sabatina ao jornal Folha de S.Paulo, a convulsão qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Bastou o jogador Ronaldo ter relembrado, <a href="http://esporte.uol.com.br/ultimas/multi/2009/05/15/04023762DC812346.jhtm?sabatina-da-folha-com-ronaldo  --integra-da-entrevista-04023762DC812346" target="_blank">durante sabatina ao jornal Folha de S.Paulo</a>, a convulsão que sofreu horas antes da final da Copa do Mundo de 1998 para voltar a circular, via e-mail, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hoax" target="_blank">hoax</a> que dominou a cena na web há 11 anos e, ciclicamente, volta à baila, notadamente em época de Mundial _ou quando, como fez o jogador corintiano, alguém tenta exumar o cadáver.</p>
<p>Trata-se de um texto apócrifo que relata suporto acordo de bastidores entre CBF e Fifa no qual decidiu-se pela venda do título à França _que venceu a seleção dentro de campo por retumbantes 3 a 0 em Saint-Dennis.</p>
<p>É claro, trata-se de um delírio. Em 1982, por exemplo, não havia internet, e tentou-se espalhar boca a boca a &#8220;informação&#8221; de que o italiano Paolo Rossi, carrasco do Brasil no Mundial da Espanha, havia jogado dopado e, desta forma, o Brasil passaria às semifinais em lugar da Itália. Ahã.</p>
<p>O lance legal desse hoax, e por isso ele figura aqui no Webmanario, é que jornalistas caíram no conto. Houve várias referências em colunas de jornais menos relevantes e, anos depois, blogs reverberaram essa bobagem.</p>
<p>Outra curiosidade: a <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&#38;client=firefox-a&#38;rls=org.mozilla%3Apt-BR%  3Aofficial&#38;hs=hPF&#38;q=%22ronald+rhovald%22+&#38;btnG=Pesquisar&#38;meta=" target="_blank">única referência no Google a Ronald Rhovald</a>, o funcionário da Nike que, segundo boato, teria intermediado a negociação, é justamente o texto do hoax. Um indicação clara de que se tratava de um personagem inventado para dar credibilidade a uma mentira.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Reforma política ou golpe]]></title>
<link>http://olhandoamare.wordpress.com/2009/05/12/reforma-politica-ou-golpe/</link>
<pubDate>Tue, 12 May 2009 22:07:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>olhandoamare</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esses políticos brasileiros passaram da conta. Esta tal de lista feita entre amigos nos partidos ret]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Esses políticos brasileiros passaram da conta. Esta tal de lista feita entre amigos nos partidos retirando a escolha livre dos eleitores e eleitoras, mais o financiamento da campanha com o dinheiro que deveria ir para educação, segurança, obras, saúde entre muitas outras coisas, é algo que se assemelha ao banditismo, a coisa de mafiosos. Ou você acredita que além de tirar o dinheiro dos nossos pesados impostos eles não vão continuar extorquindo entidades e empresas para fazer um caixa dois e assim ter vantagens sobre outros candidatos que só receberão o dinheiro público? Acordem eleitores e eleitoras.</p>
<p>Será a República do compadrio. Das listas prontas. Dos mesmos. Do escárnio. Dos donatários. Das famílias constituídas para sacanear. Do ralo dos nossos tributos para suportar os nossos direitos desviado para a esbórnia eleitoral da mesma &#8220;casta&#8221; de políticos. E nós, obrigados, pelo voto obrigatório, a ratificar este teatro do abuso e absurdo e tudo sob o disfarce da democracia.</p>
<p>Leia esta carta escrita por Wilson Gordon Parker, de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro e publicada neste domingo no jornal Folha de S. Paulo. Ela é simples e esclarecedora. Faço dela, as minhas palavras. Pois neste momento elas me faltam, tamanha a sanha e coragem dos nossos políticos para nos ludibriar. <em>Estou começando a ouvir vozes reais ordenando meu silêncio total. Elas avisam que a minha opinião não vale nada. Eu penso, estudo, trabalho, voto, pago impostos, mas não tenho opinião. Estou apavorado com a descoberta da minha total inutilidade. O deputado Sérgio Moraes, PTB-RS, diz que está se lixando para a minha opinião. Agora o presidente do STF, Gilmar Mendes, me chama de &#8220;sujeito da esquina&#8221;. Quem sou eu, afinal? Só existo como coisa pública para pagar </em>.</p>
</div>]]></content:encoded>
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