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	<title>fome &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/fome/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "fome"</description>
	<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 13:36:05 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Fome + Preguiça = Pizza]]></title>
<link>http://pequenapaty.wordpress.com/2009/11/28/fome-preguica-pizza/</link>
<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:27:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lili Percinoto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ai gente como é triste quando a mãe da gente num ta em casa &#8230;. principalmente quando ela te ac]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Ai gente como é triste quando a mãe da gente num ta em casa &#8230;. principalmente quando ela te ac]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Pobreza zero: a cada três segundos morre uma criança à fome]]></title>
<link>http://meninosdeninguem.wordpress.com/2009/11/27/pobreza-zero-a-cada-tres-segundos-morre-uma-crianca-a-fome/</link>
<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 10:33:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>meninosdeninguem</dc:creator>
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<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lady GaGa, eles não são esfomeados, mais acho que gostaram da pizza viu?]]></title>
<link>http://inthemoonsworld.wordpress.com/2009/11/25/lady-gaga-eles-nao-sao-esfomeados-mais-acho-que-gostaram-da-pizza-viu/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 21:16:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>sagimar</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lady GaGa pediu a entrega de 80 pizzas de queijo para os seus fãs. Os fanáticos esperaram durante ho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Lady GaGa pediu a entrega de 80 pizzas de queijo para os seus fãs. Os fanáticos esperaram durante horas, em frente à loja Best Buy de Los Angeles, para a tarde de autógrafos com a pop star.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://mixmatters.com/hot/2009/images/Lady_Gaga-The_Fame_Monster.jpg" alt="" width="455" height="455" /></p>
<div>
<p>GaGa não deixou os fãs na mão.&#8221;Estou mandando para todos os meus monstrinhos mini pizzas por esperarem a noite toda por mim na Best Buy. Espero que estejam com fome. Comam tudo, eu amo vocês&#8221;, disse a cantora no Twitter.</p>
</div>
<div>
<p>O incentivo custou um pouco mais de US$ 1 mil (cerca de R$ 1700).</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Localize sua gordura]]></title>
<link>http://vivaplenamente.wordpress.com/2009/11/25/localize-sua-gordura/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:43:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>vivaplenamente</dc:creator>
<guid>http://vivaplenamente.wordpress.com/2009/11/25/localize-sua-gordura/</guid>
<description><![CDATA[Quanto maior o IMC, maiores são os riscos dos indivíduos desenvolverem doenças relacionadas à obesid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Quanto maior o            IMC, maiores são os riscos dos indivíduos desenvolverem doenças            relacionadas à obesidade. Entretanto, mais            importante do que a quantidade de gordura corporal, <strong>a maneira como            esta gordura se distribui no corpo está diretamente relacionada            com o risco das complicações</strong>.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Em relação à este            último ponto, existem 2 tipos clássicos de obesidade.<br />
Um é aquele no qual a gordura se localiza principalmente na região            inferior do corpo, que compreende os quadris, as nádegas e as            coxas. Este tipo de obesidade é mais comum nas mulheres e dá ao            corpo o formato aproximado de uma pêra. Por isto é chamado de <strong> Obesidade Ginecóide</strong> (feminina) , <strong>Obesidade Periférica</strong> ou mesmo <strong>Obesidade em pêra</strong>. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">O outro tipo clássico é                  aquele no qual a gordura se deposita predominantemente na região                  da cintura, a famosa barriga, que faz com que o corpo se assemelhe                  a uma maçã. Este tipo de obesidade é mais comum nos homens, e por                  isto é chamada de <strong>Obesidade Andróide</strong> (masculina), <strong> Obesidade Central</strong> e até mesmo <strong>Obesidade em maçã</strong>.<br />
<!--more--> Algumas pessoas podem apresentar um tipo misto de obesidade, em                  que existe tanto um excesso de gordura na região periférica como                  central do corpo</span>.</p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Como se avalia na prática            estes diferentes tipos de obesidade e qual é o significado deles?            É o que veremos a seguir.</span></p>
<p><strong>A maneira mais fácil de determinarmos o tipo de obesidade é                  através da simples medida da cintura. </strong></p>
<p>Para determinarmos a medida da cintura, passamos uma fita métrica            em torno do abdômen, na altura da cicatriz umbilical. Nas pessoas            nas quais a gordura é localizada um pouco mais abaixo devemos            medir a cintura na região onde existe um acúmulo maior de tecido            adiposo. De acordo com o tamanho da cintura do indivíduo sabemos            qual é o grau de risco em que ele se encontra no sentido de           desenvolver as doenças relacionadas a obesidade.</p>
<table border="1" width="491">
<tbody>
<tr>
<td width="239"><strong><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">HOMENS</span></strong></td>
<td width="236"><strong><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">MULHERES</span></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="239"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Até 90 cm &#8211;               Normal</span></td>
<td width="236"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Até 80 cm &#8211;               Normal</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="239"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">90-94 cm &#8211;               Risco Médio</span></td>
<td width="236"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">80-84 cm &#8211;               Risco Médio</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="239"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">90-102 &#8211;               Risco Alto</span></td>
<td width="236"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">84-88 cm &#8211;               Risco Alto</span></td>
</tr>
<tr>
<td width="239"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Acima de               102 cm &#8211; Risco muito alto</span></td>
<td width="236"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Acima de 88               cm &#8211; Risco muito alto</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Uma outra maneira            de avaliar a distribuição da gordura é através da <strong>Relação             Cintura/Quadril (RCQ)</strong>. Isto pode ser feito dividindo-se a            medida da cintura pela medida do quadril. O quadril deve ser            medido passando-se a fita métrica em torno dos glúteos, no seu            maior diâmetro , utilizando-se como referencia a altura onde a            cabeça do fêmur se encaixa no osso da bacia. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Uma RCQ acima            de 0,9 para homens e acima de 0,8 para mulheres é indicativo de            excesso de gordura abdominal. </strong></span></p>
<p>Ao longo das duas últimas décadas, foi observado que aqueles que            apresentam uma deposição de gordura na região central do corpo,            tem um risco extremamente maior de desenvolverem as clássicas            complicações da obesidade &#8211; hipertensão arterial, diabetes            mellitus tipo 2, alterações do colesterol e triglicerideos, e            doença vascular, cardíaca ou cerebral.</p>
<p>É importante ressaltar que, muitas vezes, pequenos aumentos de            peso em que a gordura se localiza no abdômem, trazem maior risco            do que um aumento de peso maior no qual a gordura se localiza nas            regiões mais periféricas. Portanto, é mais importante muitas vezes            a localização da gordura do que a quantidade dela existente no            corpo.</p>
<p><strong>Isto explica porque as doenças cardíacas e cerebrais como o            infarto e os derrames são muito mais comuns nos homens</strong>, que tem            predominantemente obesidade abdominal, do que nas mulheres, que            geralmente são obesas periféricas.</p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:xx-small;">Por: Dr. Perseu Seixas de             Carvalho<br />
Fonte: Escelsanet </span></p>
<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</em></p>
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Açúcar branco x Stévia]]></title>
<link>http://vivaplenamente.wordpress.com/2009/11/25/acucar-branco-x-stevia/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:33:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>vivaplenamente</dc:creator>
<guid>http://vivaplenamente.wordpress.com/2009/11/25/acucar-branco-x-stevia/</guid>
<description><![CDATA[Stévia, mais doce e mais saudável O uso de açúcar em excesso é um dos grandes causadores do aparecim]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><span style="font-family:Verdana;">Stévia, mais doce e mais saudável</span></strong><span style="font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">O uso de açúcar em excesso é um dos             grandes causadores do aparecimento do diabetes, doença             caracterizada pelo aumento da glicose no sangue e que ganhou             contornos de epidemia mundial, atingindo milhões de pessoas em             todos os países do mundo. </span><span style="font-family:Verdana;">Uma das principais causas está na               alimentação industrializada, com doces, biscoitos, sorvetes, balas, chocolates e bebidas com grande quantidade de açúcar.</span></p>
<div id="ynmain">
<div><span style="font-family:Verdana;">Que tal então buscar um adoçante              natural? Estamos falando da <strong>stévia</strong>, uma planta encontrada              no Brasil, principalmente no sul do Mato Grosso e que é mais doce              do que o açúcar extraído da cana. </span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;"><!--more--><br />
</span></div>
<div id="storybody">
<p><span style="font-family:Verdana;">Além de poder ser comprada na              forma de adoçante líquido ou em pó nas lojas de produtos naturais,              também pode ser ingerida como chá, que ajuda a combater a pressão              alta, favorecendo também a eliminação de toxinas no organismo e             baixando o colesterol. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Por que é melhor evitar o              açúcar branco?</strong></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">Além de causar o acúmulo de              gordura, sacarose em excesso também mexe com o metabolismo,              roubando cálcio e sais minerais. O açúcar prejudica a absorção de              selênio, magnésio e zinco, e isto acaba promovendo o              envelhecimento precoce. Além disso, o consumo exagerado deste              alimento causa fermentação do sistema digestivo, destrói as              bactérias intestinais e enfraquece o sistema imunológico. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;">Estes estragos não são nada              doces&#8230;</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Os vários tipos de açúcares:</strong></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Refinado</strong> (ou branco): é o              mais prejudicial. No refinamento, seus sais minerais e vitaminas              são anulados por aditivos químicos. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Orgânico</strong>: mais escuro e              grosso do que o refinado, não usa aditivos químicos em nenhuma              fase de produção. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Cristal</strong>: com grânulos              grandes, difíceis de serem dissolvidos, passa por refinamento, mas              conserva 10% dos sais minerais. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Mascavo</strong>: é escuro e úmido.              Por não ser refinado, conserva o cálcio, o ferro e os sais              minerais. Tem um gosto forte de cana. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Demerara</strong>: de cor              marrom-clara, é um dos mais caros. Passa por leve refinamento e              não tem aditivo químico. Tem altos valores nutricionais. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>Light</strong>: Combina açúcar              refinado a adoçantes artificiais, tornando-o menos calórico. </span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"><strong>De Confeiteiro</strong>:              super-refinado, recebe amido de arroz, de milho ou fosfato de              cálcio para os minicristais não se juntarem novamente. </span></p>
<p><em><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Por Marco de              Cardoso</span></em></p>
<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</em></p>
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</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O café-da-manhã é realmente importante?]]></title>
<link>http://mariafernandaelias.wordpress.com/2009/11/25/o-cafe-da-manha-e-realmente-importante/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 18:46:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Maria Fernanda Elias</dc:creator>
<guid>http://mariafernandaelias.wordpress.com/2009/11/25/o-cafe-da-manha-e-realmente-importante/</guid>
<description><![CDATA[A falta de tempo, a correria do dia a dia e até mesmo a ausência de apetite logo cedo acabam fazendo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A falta de tempo, a correria do dia a dia e até mesmo a ausência de apetite logo cedo acabam fazendo]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fome]]></title>
<link>http://brasiledesenvolvimento.wordpress.com/2009/11/24/fome/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 01:47:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Laila Maia Galvão</dc:creator>
<guid>http://brasiledesenvolvimento.wordpress.com/2009/11/24/fome/</guid>
<description><![CDATA[Por Laila Maia Galvão Em um dos encontros do grupo, realizamos uma dinâmica em que cada membro dever]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Por Laila Maia Galvão Em um dos encontros do grupo, realizamos uma dinâmica em que cada membro dever]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Proteínas reduzem sensação de fome]]></title>
<link>http://vivaplenamente.wordpress.com/2009/11/24/proteinas-reduzem-sensacao-de-fome/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:21:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>vivaplenamente</dc:creator>
<guid>http://vivaplenamente.wordpress.com/2009/11/24/proteinas-reduzem-sensacao-de-fome/</guid>
<description><![CDATA[Um estudo realizado por cientistas americanos sugere que o consumo de proteínas suprime o efeito da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Um             estudo realizado por cientistas americanos sugere que o consumo de             proteínas suprime o efeito da grelina, conhecido como o hormônio             da fome, o que explicaria a perda de peso provocada por dietas             ricas em proteínas.</p>
<p>A grelina é produzida pelo estômago e atua no cérebro dando a             sensação de fome quando o estômago está vazio. Ao ingerir             alimentos, a secreção de grelina diminui, acabando com a sensação             de fome.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Os pesquisadores analisaram o nível de produção da grelina em             participantes saudáveis depois da ingestão de líquidos ricos em             três substâncias: carboidratos, proteínas e gorduras (lipídios).</p>
<p>Os resultados indicaram que o consumo do líquido a base de             proteína teve o maior efeito na supressão da grelina em um período             de seis horas. Em segundo lugar vieram os carboidratos e em último             a gordura.</p>
<p><strong>Longo prazo</strong></p>
<p>A pesquisa, publicada na edição de                  janeiro da revista científica &#8220;Journal of Clinical Endocrinology                  and Metabolism&#8221;, revela ainda que nas três primeiras horas depois                  da ingestão, os carboidratos causaram a maior supressão do                  hormônio.</p>
<p>No entanto, nas três horas seguintes depois da ingestão de                  carboidrato, o nível de grelina voltou a subir, além do nível                  considerado normal.</p>
<p>&#8220;A nossa descoberta sobre um rebote no nível de grelina acima do                  normal depois do consumo de carboidratos pode oferecer uma base                  fisiológica para as concepções das dietas pobres na substância,                  que sugerem que ingerir carboidratos provoca uma crise de fome                  precoce&#8221;, diz o estudo.</p>
<p>Os autores apontam ainda para as limitações do estudo, conduzido                  com um número reduzido de participantes e com substâncias                  líquidas, e não alimentos comuns.</p>
<p>Apesar disso, de acordo com o estudo, a pesquisa pode ajudar a                  identificar os mecanismos que contribuem para a perda de peso nas                  dietas ricas em proteínas e o aumento de peso naquelas ricas em                  gorduras.</p>
<p>Uma das dietas ricas em proteínas mais conhecida é a dieta de                  Atkins, que sugere que é possível perder peso cortando o consumo            de carboidratos.</p>
<p>No entanto, o             consumo exagerado de <span style="text-decoration:underline;">proteína animal</span>, pode causar sérios             problemas à nossa saúde, incluindo problemas hepáticos, renais,             etc.</p>
<p>Mais             recentemente, cientistas tem afirmado que a proteína de melhor             qualidade e que só traz benefícios para a nossa saúde é a de origem vegetal,             sendo a mais recomendada a <span style="text-decoration:underline;">proteína de soja isolada</span>.</p>
<p>Da             BBC Brasil</p>
<p><em>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</em></p>
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agro-Imperialismo]]></title>
<link>http://vademecum21.wordpress.com/2009/11/23/agro-imperialismo/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 20:14:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>ft14toniato</dc:creator>
<guid>http://vademecum21.wordpress.com/2009/11/23/agro-imperialismo/</guid>
<description><![CDATA[Vou reproduzir aqui para vocês um artigo do New York Times que mostra como funciona o esquema de ven]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Vou reproduzir aqui para vocês um artigo do New York Times que mostra como funciona o esquema de venda de terras para a mono culturas de alimentos, que afetam as pessoas desses países.</p>
<p>Aqui o link para o <a href="http://www.nytimes.com/2009/11/22/magazine/22land-t.html?_r=1">Artigo original</a> em inglês. Escrito pelo jornalista Andrew Rice.</p>
<p>Tradução do <a href="http://www.viomundo.com.br/">Vi o Mundo</a></p>
<h1>EXISTE UMA COISA CHAMADA AGRO-IMPERIALISMO?</h1>
<p><em>Is there such a thing as agro-imperialism?<br />
</em></p>
<p><em>Tradução sujeita a chuvas e trovoadas do Viomundo</em></p>
<p><em>O Dr. Robert Zeigler, um eminente botânico estadunidense, voou para a Arábia Saudita em março para uma série de discussões de alto nível sobre o futuro do suprimento de alimentos do reino saudita. Os líderes sauditas estavam assustados: fortemente dependentes da importação de alimentos, eles tinham visto o preço do arroz e do trigo, base da dieta local, flutuarem violentamente no mercado internacional nos três anos anteriores, em um ponto dobrando de preço em apenas alguns meses. Os sauditas, ricos em dinheiro de petróleo mas pobres em terra arável, corriam atrás de uma estratégia para garantir que poderiam continuar a atender o apetite de uma população crescente, e queriam ouvir Zeigler.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Há duas formas básicas de aumentar a oferta de comida: encontrar novos campos para plantar ou inventar formas de multiplicar o que os campos existentes oferecem. Zeigler dirige o Instituto Internacional em Pesquisa do Arroz, que se dedica ao segundo modelo, usando a ciência para expandir o tamanho das colheitas. Durante a assim chamada Revolução Verde dos anos 60, os laboratórios do instituto desenvolveram o &#8220;arroz milagroso&#8221;, uma variedade altamente produtiva que recebe crédito por ter salvo milhões de pessoas da fome. Zeigler foi à Arábia Saudita esperando que o reino milionário poderia oferecer dinheiro para a pesquisa básica necessária a novos saltos tecnológicos. Em vez disso, para surpresa dele, descobriu que os sauditas queriam atacar o problema de uma direção oposta. Estavam em busca de terra.</p>
<p><em>Em uma série de encontros, autoridades sauditas, banqueiros e executivos do agronegócio disseram a uma delegação do instituto liderado por Zeigler que queriam gastar bilhões de dólares para produzir arroz e outras culturas em nações africanas como o Mali, Senegal, Sudão e Etiópia. &#8220;Eles apresentaram esse plano incrível&#8221;, Zeigler relembra. Ele ficou surpreso, não só pela escala dos projetos mas pela audácia da ideia. A África, o continente mais faminto do mundo, não consegue se alimentar atualmente, o que dizer de alimentar mercados estrangeiros&#8230;</em></p>
<p>O que o cientista americano viu foi uma demonstração de um cenário emergente para os recursos alimentares do mundo, um cenário que começou a se formar no ano passado, longe do escrutínio internacional. Uma variedade de fatores &#8212; alguns transitórios, como o aumento do preço dos alimentos, e outros intratáveis, como  o crescimento da população global e a escassez de água &#8212; criaram um mercado para terra arável, no momento em que países ricos mas sem recursos agrícolas, no Oriente Médio, na Ásia e em outros lugares procuram produzir seus alimentos em lugares onde há solo barato e abundante.</p>
<p>Uma vez que a maior parte da terra arável do mundo já está em uso &#8212; quase 90%, de acordo com uma estimativa, se você levar em conta as florestas e os ecossistemas frágeis &#8212; a busca levou a países menos tocados pelo desenvolvimento, na África. De acordo com um recente estudo do Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) , uma das últimas grandes reservas de terras subutilizadas é a zona da savana da Guiné, com um bilhão de acres, uma porção de terra em forma de crescente que vai do leste da África até a Etiópia e em direção ao sul, passando pelo Congo e Angola.</p>
<p>Investidores estrangeiros &#8212; alguns representando governos, outros interesses privados &#8212; estão prometendo construir infraestrutura, trazer novas tecnologias, criar empregos  e aumentar a produtividade para abastecer mercados estrangeiros, mas também alimentar mais africanos. (Mais de um terço da população do continente é subnutrida). Eles descobriram que governos empobrecidos estão dando boas vindas, oferecendo terras a preço de banana. Algumas transações receberam grande publicidade, como o aluguel de 100 mil acres feito pelo governo do Quênia ao governo de Qatar em troca do financiamento de um novo porto ou a decisão da Coréia do Sul de desenvolver quase 400 milhas quadradas na Tanzânia. Mas muitos outros negócios envolvendo terras, muitas vezes de tamanho sem precendentes, foram fechados sem fazer barulho.</p>
<p>Investidores que participam dessa corrida à terra estão confrontando um medo primitivo, uma situação na qual os alimentos se tornam escassos mesmo que se ofereça qualquer preço. Durante os 30 anos entre a metade dos anos 70 e a metade desta década, a oferta de grãos disparou e os preços cairam pela metade, uma tendência que levou muitos especialistas a acreditar que não havia limite para a capacidade humana de se alimentar.</p>
<p>Mas em 2006 a situação reverteu, acompanhando o boom mais geral das commodities. Os preços dos alimentos cresceram um pouco naquele ano, cresceram 25% em 2007 e dispararam em 2008. Países que produzem além do consumo, como a Argentina e o Vietnã, preocupados em alimentar a própria população, colocaram restrições nas exportações. Os consumidores estadunidenses, se notaram a crise alimentar, a viram nas contas de supermercado, especialmente nos preços das carnes e laticínios. Mas em muitos países &#8212; não apenas no Oriente Médio mas em nações dependentes de importados como a Coréia do Sul e o Japão &#8212; o espectro da hiperinflação e do desabastecimento representam uma ameaça existencial.</p>
<p>&#8220;Quando alguns governos deixam de exportar arroz ou trigo, o problema se torna real e sério para povos que não são autosuficientes&#8221;, diz Al Arabi Mohammed Hamdi, um assessor econômico da Autoridade Árabe para Investimento e Desenvolvimento Agrícola. Sentado em seu escritório em Dubai, de olho nos barcos de madeira ancorados na cidade, Hamdi me falou de sua visão, de que a única forma de ter segurança alimentar é controlando os meios de produção.</p>
<p>A agência de Hamdi, que coordena investimentos em nome de 20 estados-membros, recentemente anunciou vários projetos, inclusive uma joint venture de 250 milhões de dólares com duas empresas privadas, que deve receber subsídios pesados de um programa saudita chamado Iniciativa Rei Abdulahh para Investimento Agrícola no Estrangeiro. Ele disse que os principais campos para investimento seriam provavelmente o Sudão e a Etiópia, países com climas favoráveis situados do outro lado do Mar Vermelho. Hamdi mostrou um pacote de memorandos que acabava de chegar à sua mesa, vindos de um parceiro, o Sheik Mansour Bin Zayed Al Nahyan, um membro bilionário da família real do emirado de Abu Dhabi que demonstrou interesse em comprar terras no Sudão e na Eritrea. &#8220;Não há problema quanto a dinheiro&#8221;, Hamdi disse. &#8220;O problema é onde e como investir&#8221;.</p>
<p>Na estrada de terra que acompanha o lago Ziway, uma gota d&#8217;água no vale do Rift, na Etiópia, agricultores dirigem suas carroças puxadas por burros diante de uma igreja Ortodoxa de teto laranja, passam pelas tumbas de seus ancestrais, decoradas com murais vívidos de cavalos e gado. Entre grupos de casas de palha, uma cerca apareceu, fechando o campo com arame farpado.</p>
<p>Em toda a região do vale o homem que me acompanha, um economista etíope, me mostrou as novas cercas, que aparecem nuas como uma colheita fresca &#8212; símbolos mundanos, eles disse, da corrida pelas terras da Etiópia. No passado, ele contou, os agricultores daqui raramente se preocupavam com essas linhas formais de demarcação, mas agora há demanda pelas terras do país. Essa cerca, no entanto, é diferente das outras &#8212; tem mais de uma milha. Atrás dela é possível ver uma paisagem de solo escuro, vulcânico, recentemente remexida por tratores. &#8220;Essa terra&#8221;, disse-me o guia, &#8220;pertence ao sheik&#8221;.</p>
<p>Ele estava se referindo ao Sheik Mohammed Al Amoudi, um bilionário da Arábia Saudita dos ramos da construção e do petróleo, que nasceu na Etiópia e mantem uma relação próxima com o primeiro-ministro etíope Meles Zenawi e seu regime autocrático. (Medo dos dois homens levou meu guia a pedir que eu não o identificasse pelo nome). Ao longo do tempo,  Al Amoudi, um dos 50 homens mais ricos do mundo, de acordo com a revista Forbes, tem usado sua fortuna e conexões políticas para assumir o controle de grandes porções do setor privado da Etiópia, inclusive de minas, hotéis e plantações de chá, café, borracha e japtropha, uma planta que tem enorme potencial na produção de biocombustíveis. Desde a disparada do preço dos alimentos, ele tem entrado no novo campo lucrativo do comércio mundial de alimentos.</p>
<p>A Etiópia não parece ser um destino quente para o investimento agrícola. Para a maior parte do mundo o país é definido pelas imagens da fome: cerca de um milhão de pessoas morreram no país durante a seca da metade dos anos 80 e hoje 4 milhões dependem da ajuda emergencial para ter acesso a comida. Mas, de acordo com o Banco Mundial, quase três quartos da terra arável da Etiópia não estão sendo cultivados e os agrônomos dizem que com investimentos substanciais de capital essa terra poderia se tornar produtiva.</p>
<p>Desde a crise mundial de alimentos, Zenawi, um ex-rebelde marxista que se tornou campeão do capital privado, disse publicamente que está &#8220;muito disposto&#8221; a atrair investidores estrangeiros oferecendo a eles o que o governo descreve como &#8220;terra virgem&#8221;. Uma autoridade do ministério da agricultura etíope disse recentemente à agência Reuters que identificou mais de sete milhões de acres de terras assim. O governo pretende alugar metade disso antes da próxima colheita, à taxa anual de 50 centavos de dólar por acre. &#8220;Estamos associados à fome, embora representemos enormes oportunidades de investimento&#8221;, explicou Abi Woldemeskel, diretor-geral da Agência de Investimentos da Etiópia. &#8220;A percepção negativa precisa ser transformada pela promoção&#8221;.</p>
<p>A atitude do governo, junto com a localização conveniente da Etiópia, fez do país um alvo ideal para os investidores do Oriente Médio como Mohammed Al Amoudi. Não faz muito tempo, uma companhia formada por Al Amoudi, a Saudi Star Desenvolvimento Agrícola, anunciou seus planos para obter os direitos sobre mais de um milhão de acres &#8212; terra do tamanho do estado americano do Delaware &#8212; na esperança aparente de tirar proveito dos planos do governo saudita de subsidiar a produção de alimentos no estrangeiro. Num teste-piloto localizado no oeste da Etiópia, a empresa já cultiva arroz. No início deste ano, em meio a grande fanfarra, Al Amoudi estava presente pessoalmente à primeira remessa de arroz da fazenda para o rei Abdullah, em Riad [a capital saudita]. Enquanto isso, na região do vale do Rift, outra subsidiária está começando a produzir frutas e legumes para exportar para o Golfo Pérsico.</p>
<p>Os planos de Al Amoudi trazem de volta questões recorrentes sobre os investimentos para a produção de alimentos: quem ficará com os benefícios? Enquanto dirigíamos às margens do lago, através de campos cultivados, um supervisor da fazenda me disse que a propriedade de 2 mil acres atualmente produz comida para o mercado local, mas que há planos para irrigar os campos com água do lago e mudar o foco para exportação. À distância, dezenas de trabalhadores estavam agachados no campo, plantando milho e cebolas.</p>
<p>Mais tarde, quando perguntei a um grupo de trabalhadores quanto ganhavam, eles disseram nove birr [a moeda local] por dia, ou 75 centavos de dólar. Não é muito, mas os defensores de Al Amoudi dizem que este é o valor do trabalho no campo na Etiópia. Ele argumentam que os investimentos criam empregos, aumentam a produtividade da terra dormente e trazem novo desenvolvimento econômico para as comunidades rurais. &#8220;Conseguimos fazer o que o governo não conseguiu por muitos anos&#8221;, disse Arega Worku, um etíope que é assesor de Al Amoudi. (Al Amoudi não quis ser entrevistado). Jornalistas etíopes e figuras da oposição, no entanto, questionam os benefícios econômicos dos negócios, além das relações próximas de Al Amoudi com o partido do governo.</p>
<p>Mas a oposição mais poderosa, no entanto, está na questão dos direitos ao uso da terra &#8212; um problema de proporções históricas na Etiópia. Na mesma estrada da fazenda que fica perto do lago Ziway, vi um homem de barba grisalha vestindo um blazer de risca, que estava agachado lavando os sapatos. Parei para perguntar a ele sobre a cerca e, depois de algum tempo, um grande grupo de moradores se juntou para me contar sua história de ressentimento.</p>
<p>Décadas atrás, eles disseram, durante o governo de uma ditadura comunista na Etiópia, a terra foi confiscada deles. Depois que a ditadura foi derrubada, Al Amoudi assumiu as terras privatizadas pelo governo, apesar das objeções de quem tinha sido despejado. O bilionário pode considerar que a terra é dele, mas os moradores têm memória e muitos dizem com raiva que eles são os verdadeiros donos.</p>
<p>Em toda a África, a política da terra é ligada à realidade da fome. A fome, tipicamente produzida por uma combinação de clima, peste ou má governança, ocorre periodicamente, causando calamidade e mudando a história. Todo país sem sua própria dinâmica. Ao contrário da maioria das nações africanas, a Etiópia nunca foi colonizada no século 19 mas foi governada por imperadores, que deram terras feudais a membros das cortes. O último imperador, Haile Selassie, foi derrubado pela fome que provocou uma revolta popular.</p>
<p>Seu vassalos despossuídos gritavam o slogan &#8220;terra para quem cultiva&#8221;. A ditadura comunista que o sucedeu assumiu o controle da terra e perseguiu uma política desastrosa de coletivização e foi derrubada depois das secas dos anos 80. Sob o atual regime, a posse privada da terra ainda é banida, mas todo agricultor da Etiópia, estrangeiro ou local, trabalha sua terra sob licença do governo. Essa política permite que o estado de um partido só entregue grandes porções de terra a investidores por um aluguel nominal, sem se preocupar com protestos.</p>
<p>O governo da Etiópia nega que qualquer pessoa esteja sendo expulsa, alegando que a terra é virgem &#8212; uma alegação que levanta dúvidas. &#8220;Uma coisa que parece bem clara, que não chama a atenção da maioria dos investidores, é que essa não é uma terra vazia&#8221;, diz Michael Taylor, um especialista em política da Coalizão Internacional da Terra. Se a terra na África não foi plantada, ele alega, é possivelmente por alguma razão. Talvez seja usada como pastagem ou deixada de fora deliberadamente para evitar o esgotamento de nutrientes ou a erosão.</p>
<p>Existe um debate em andamento entre especialistas sobre essa tendência de investimento global em terras. Por sua natureza, ele é baseado em detalhes anedóticos e muitos investimentos que receberam grande publicidade nunca se materializaram. A melhor tentativa para quantificar essa corrida, feita pelo Instituto Internacional pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento sugere que no início deste ano o governo da Etiópia aprovou negócios totalizando 1,5 milhão de acres, enquanto a agência etíope de investimentos diz que aprovou 815 projetos agrícolas financiados por estrangeiros desde 2007, dobrando o número registrado em toda a década anterior. Mas esse não é um retrato completo. Enquanto os detalhes de alguns negócios vazaram, como os planos do consórcio saudita de investir 100  milhões de dólares para plantar trigo e arroz, muitos outros permanecem desconhecidos e Addis Abeba <em>[a capital etíope] </em>está cheia de rumores sobre empresários árabes que alugam aviões, escolhem as terras e fecham negócios.</p>
<p>Naturalmente que houve corrida pela terra africana antes. Na visão de críticos, o legado colonial é que torna os negócios envolvendo grandes quantidades de terra ultrajantes, e eles advertem sobre as consequências calamitosas. &#8220;Guerras foram lutadas por causa disso&#8221;, diz Devlin Kuyek, um pesquisador da Grain, um grupo que se opõe a projetos do agronegócio e que desempenha um papel-chave em chamar atenção para a &#8220;corrida global pela terra&#8221;.</p>
<p>Foi depois que a Grain completou uma longa lista de grandes negócios num relatório polêmico intitulado &#8220;Ocupados!&#8221; que especialistas começaram a discutir a tendência com seriedade. Embora os negócios tenham sido fechados em lugares tão distantes quanto a Austrália, Casaquistão, Ucrânia e Vietnã, o campo mais controverso do investimento é a África.</p>
<p>&#8220;Quando você começa a ter informações sobre esses negócios&#8221;, diz Kuyek, &#8220;é chocante&#8221;. Dentro de um mês, o alerta da Grain ganhou força quando o <em>Financial Times</em> noticiou que o conglomerado sul coreano Daewoo Logistics tinha assinado um acordo para assumir o controle de metade da terra arável de Madagascar [país na costa oriental da África] sem pagar nada, com a intenção de produzir milho e óleo de palma para exportação. Protestos populares estouraram, ajudando a mobilizar a oposição contra o já impopular presidente de Madagascar, que foi derrubado em um golpe em março.</p>
<p>O episódio ilustra a volatilidade emocional da questão da terra e levantou questões sobre o grau de envolvimento de líderes corruptos e do lucro obtido por eles nos negócios com a terra. Desde então, houve repercussão internacional. Legisladores das Filipinas pediram uma investigação dos acordos de seu governo com várias nações investidoras e líderes da Tailândia prometeram expulsar compradores estrangeiros de terra.</p>
<p>Mas há mais de um lado nesse debate. Economistas do desenvolvimento e governos africanos dizem que se um país como a Etiópia pretende um dia se alimentar, ainda mais se livrando da ajuda externa, que foi de 2,4 bilhões de dólares em 2007, terá de achar uma forma de aumentar a produtividade na agricultura.</p>
<p>&#8220;Temos reclamado por décadas sobre a falta de investimento na agricultura da África&#8221;, diz David Hallam, um expert em comércio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). No outono passado, Paul Collier, da Universidade de Oxford, uma voz influente em questões da pobreza mundial, publicou um artigo provocativo na [revista] <em>Foreign Affairs</em>,  no qual argumentou que &#8220;o amor da classe média e dos ricos pela agricultura camponesa&#8221; turva o debate sobre desenvolvimento na África com &#8220;romantismo&#8221;. Citando o exemplo do Brasil &#8212; onde pequenos proprietários de terra foram expulsos em favor da agricultura em larga escala &#8212; Colliers concluiu que &#8220;ignorar a agricultura comercial como força do desenvolvimento rural e da oferta de alimentos é certamente ideológico&#8221;.</p>
<p>Na Etiópia, Mohammed Al Amoudi e outros investidores agrícolas estão colocando a teoria de Collier em prática. Perto da cidade sulista de Awassa, à sombra de uma escarpa do vale do Rift, existe um campo plantado com milho e um complexo de estufas, parecendo novos e exóticos no cenário natural. Numa manhã de céu encoberto em julho, dezenas de trabalhadores preparavam a terra para o novo empreendimento de Al Amoudi: uma fazenda comercial para produzir legumes.</p>
<p>&#8220;Para um agricultor, esse é um paraíso na terra&#8221;, diz Jan Prins, diretor gerente da companhia subsidiária que está tocando a empresa para Al Amoudi. Originalmente da Holanda, Prins disse que acreditava que a Etiópia era árida mas está surpreso com a descoberta de que o país é fértil, com microclimas diversos. A fazenda de Awassa é uma das quatro que Prins está organizando e tocando. Com apoio de sistemas computadorizados de irrigação, os fazendeiros vão produzir tomates, pimentão, brócolis, melões e outros produtos frescos, a grande maioria para exportar para a Arábia Saudita e Dubai. Com tempo, ele espera se expandir para outras culturas, como trigo e barley, este último para alimentar camelos.</p>
<p>As nações do Golfo Pérsico verão suas populações crescer em 50% até 2030, e atualmente já importam 60% de seus alimentos. Autosuficiência não é uma opção viável, como os sauditas aprenderam através de uma experiência amarga. Nos anos 70, preocupações com a estabilidade da oferta global de alimentos inspiraram o governo saudita a cultivar trigo através de irrigação intensiva.</p>
<p>Entre 1980 e 1999, de acordo com um estudo de Elie Elhadj, um banqueiro e historiador, os sauditas bombearam 300 bilhões de metros cúbicos de água em seu deserto. No início dos anos 90, o reino tinha conseguido se tornar o sexto maior exportador de trigo. Mas então os líderes começaram a prestar atenção nos alertas dos ambientalistas, que diziam que a irrigação estava destruindo os depósitos de água subterrânea. A Arábia Saudita agora planeja acabar com a produção de trigo até 2016, um dos motivos pelos quais busca em outros países a capacidade de suprir suas necessidades.</p>
<p>&#8220;As regras do jogo mudaram&#8221;, diz Saad Al Swatt, executivo-chefe da Companhia de Desenvolvimento Agrícola Tabuk ,uma das maiores empresas agrícolas do reino. A companhia dele foi uma das que se encontraram com Robert Zeigler para tratar do plantio de arroz; ele diz que com o encorajamento do governo está procurando se expandir em países como o Sudão, a Etiópia e o Vietnã. &#8220;Eles tem terra, eles tem água, mas infelizmente eles não tem o sistema ou as finanças para tocar esses projetos agrícolas de larga escala&#8221;, diz Al Swatt. &#8220;Queremos exportar nossa experiência e na verdade desenvolver essas áreas, ajudar as pessoas&#8221;.</p>
<p>Cerca de 10% dos 80 milhões de pessoas que vivem na Etiópia sofrem com a falta crônica de alimentos. Este ano, por causa das chuvas pobres, o Programa de Alimentos da ONU adverte que boa parte da África Oriental enfrenta a ameaça da fome, potencialmente a pior em quase duas décadas.</p>
<p>Tradicionalmente, o modelo para alimentar a África faminta envolve a remessa de sobras de alimentos do resto do mundo em tempos de emergência, mas os governos africanos que tentam atrair investimento dizem que a produção local poderia oferecer uma solução de longo prazo sem envolver caridade. (&#8220;É melhor que pedir esmola&#8221;, uma autoridade etíope afirmou recentemente ao <em>Business Daily</em>, uma publicação africana).</p>
<p>Qualquer que seja a justificativa de longo prazo, parece muito ruim politicamente para países como o Quênia e a Etiópia permitir que investidores estrangeiros usem suas terras num período em os povos locais enfrentam o espectro da fome. E muitos especialistas se perguntam se os governos cumprirão os acordos. A Etiópia, afinal, foi um dos países que baniram a exportação de grãos quando houve o aumento de preços no mercado internacional. &#8220;A ideia de que um país vai pedir a outro para alugar terras e esperar que o arroz produzido naquele país seja exportado num momento de crise alimentar é ridícula&#8221;, disse Robert Zeigle</p>
<p>A espiral hiperinflacionária que causou a crise mundial de alimentos teve causas múltiplas. As colheitas de 2006 e 2007 foram as piores da década, os fundos de investidores e outros jogadores do mercado de commodities empurraram os preços para cima e os subsídios governamentais para a produção de biocombustíveis encorajaram mais agricultores a cultivar lavouras que acabaram produzindo etanol.</p>
<p>Mas o meio ambiente e a demografia são fatores longo prazo e especialistas prevêem que os preços, que caíram nos últimos meses, vão se estabilizar significativamente acima dos níveis de antes da crise. Isso representa um perigo para o mundo em desenvolvimento, onde os pobres gastam entre 50 e 80% da renda em comida, mas também representa uma oportunidade. Se uma coisa boa emergiu da crise, é a atenção para o potencial não realizado da agricultura na África. Porque onde há apetites, há lucro a ser perseguido.</p>
<p>No fim de junho, centenas de fazendeiros e banqueiros de investimento se juntaram em Manhattan para avaliar a situação em uma conferência sobre investimento global em agricultura. A crise dos alimentos serviu de catalizador para o dormente setor agrícola, levando firmas financeiras como a Goldman Sachs e a BlacRock a investir centenas de milhões de dólares em projetos agrícolas no estrangeiro. Na conferência, o clima era bom para os negócios, embora deprimente para a humanidade. Houve muita conversa sobre Thomas Malthus, o profeta da superpopulação e da fome do século 19.</p>
<p>&#8220;Fiquem alertas para 2020 e depois, porque pensamos que poderá acontecer genuína escassez de alimentos naquele período&#8221;, Susan Paune, a executiva-chefe da Emergent Asset Management, disse ao público durante a conversa sobre o potencial agrícola da África. Ela mostrou uma série de slides com estatísticas assustadoras: o estoque de grãos está no nível mais baixo dos últimos 60 anos; houve protestos por falta de comida em 15 países em 2008; o aquecimento global está transformando terra arável em deserto; a água doce está acabando e a China já está usando suas reservas; e o grande problema que contribui com todos os outros &#8212; a população do mundo &#8212; cresce 80 milhões de pessoas por ano.</p>
<p>A FAO estima que para alimentar a população do mundo em 2050 &#8212; cerca de 9 bilhões de pessoas &#8212; a produção agrícola precisa aumentar em média 1% ao ano. Isso significa acrescentar 23 milhões de toneladas de cereais aos estoques globais no ano que vem, um pouco menos que a produção total da Austrália em 2008.</p>
<p>A África é a fronteira final&#8221;, Payne disse depois da conferência. &#8220;É o continente que continua relativamente inexplorado&#8221;. O Fundo de Terra Agrícola da Emergent, criado no ano passado, está investindo centenas de milhões de dólares em fazendas espalhadas pelo continente. A África pode ser conhecida pela infraestrutura decrépita e por governos corruptos &#8212; problemas que tem sido crescentemente aliviados, argumenta Payne &#8212; mas a terra e o trabalho são tão baratos que ela calcula que os riscos valem a pena.</p>
<p>Os lucros poderiam ser imensos. Em um país como a Etiópia, os fazendeiros fazem grande esforço, mas produzem um terço do trigo por acre que na Europa, China ou Chile. Mesmo intervenções modestas poderiam começar a reduzir a diferença. Um pequeno exemplo: o solo negro que vi ao longo da região do vale do Rift. Conhecido como vertisol, é um produto da atividade vulcânica e possui os nutrientes que produzem enormes colheitas.</p>
<p>Por causa do alto conteúdo de argila, no entanto, ele se torna grudento durante as chuvas, o que o torna difícil de lavrar pelos métodos tradicionais. Com o acréscimo de implementos agrícolas, sementes melhoradas e fertilizantes, a produção de trigo pode ser dobrada. A Etiópia, como toda a África, está cheia de tais oportunidades, uma das razões pelas quais o Banco Mundial diz que o investimento em agricultura é uma das formas mais eficazes de acelerar o desenvolvimento econômico do continente.</p>
<p>Ainda assim a agricultura tem sido historicamente um pequeno item na ajuda estrangeira à África. Por anos, os governos, as fundações privadas e as instituições doadoras como o Banco Mundial tem dito a governos africanos para preencher esse espaço com investimento privado. Agora, no momento em que surge uma crise global de alimentos, criando talvez uma possibilidade passageira de um aporte de capital na agricultura africana, algumas das mesmas organizações estão mandando sinais conflitantes.</p>
<p>A FAO, por exemplo, co-produziu um relatório pedindo a expansão da agricultura comercial na África, mas o diretor-geral da organização simultaneamente alertou contra os perigos &#8220;neocoloniais&#8221; dos negócios envolvendo a terra. &#8220;Estamos fazendo eles sentirem que é pecaminoso&#8221;, diz Mafa Chipeta, uma malauiana que cuida da Etiópia e toda a África Oriental para a organização. &#8220;Porque não estamos dizendo que é uma oportunidade?&#8221;</p>
<p>Um dos focos de investimento agrícola na Etiópia é a região de Gambella, perto da fronteira com o Sudão. O Banco Mundial diz que há ali mais de quatro milhões de acres de terras irrigáveis.&#8221;É verde esmeralda, o lugar todo é fértil e tem apenas 200 mil pessoas lá&#8221;, diz Sai Ramakrishna Karuturi, chefe de uma companhia de agricultura comercial da Índia.</p>
<p>No início deste ano, Karuturi assinou um acordo com o governo para alugar cerca de 800 mil acres de terra para plantar arroz, trigo e cana de açúcar, entre outras culturas. Karuturi me disse que ele não precisa exportar comida para fazer dinheiro; há um grande potencial no mercado da África Oriental. Ele mandou tratores da John Deere, especialistas agrícolas da Texas A&#38;M<em> [universidade americana]</em> e agricultores comerciais do Mississipi para ajudá-lo a tocar o projeto. Ele diz que está levantando 100 milhões de dólares em capital de firmas privadas para a primeira fase do projeto, que ele estima que vai custar no total mais de 1 bilhão de dólares. &#8220;Recentemente vi uma série de artigos&#8230; nos quais se referiam a mim como pirata da comida&#8221;, Karuturi diz. &#8220;Essa coisa é tão elitista, é ridículo. Eles querem que a África continue pobre&#8221;.</p>
<p>Mas os argumentos contra as enormes concessões de terra não são baseados apenas em questões de direitos humanos, alertas ambientais e romantismo. É possível acreditar em desenvolvimento sem endossar a visão de Paul Collier de que os pequenos agricultores atrapalham. Na verdade, há uma escola de pensamento econômico que diz que Collier está errado, que em agricultura maior não é necessariamente melhor &#8212; e que que esses grandes negócios envolvendo terra não são inteligentes, nem lucrativos. Um estudo recente do Banco Mundial descobriu que a agricultura de larga escala para exportação só deu certo na África com produtos como açúcar e chá, que foram sustentados por subsídios do governo durante o colonialismo ou o apartheid na África do Sul.</p>
<p>Essa história de fracasso é uma razão pela qual o governo do Qatar, ao tratar de suas preocupações com a falta de alimentos, escolheu se concentrar em propriedades do agronegócio já existentes na África, em vez de comprar novas terras. Essa é uma das várias formas de investimento que não exigem a remoção de agricultores africanos.</p>
<p>Numa manhã brilhante no vale do Rift, fui ver outra opção, uma cooperativa sob a qual um grupo de 300 etíopes, trabalhando pedaços de terra de 4 a 10 acres, estavam entrando debutando no negócio da exportação agrícola. Durante o inverno europeu, eles plantam vagem para abastecer o mercado holandês. Durante o resto do ano eles cultivam milho e outras culturas locais, para consumo local. A terra é irrigada com a ajuda de uma organização sem fins lucrativos e um fazendeiro comercial etíope de nome Tsegaye Abebe, que se encarrega de colocar o produto no mercado.</p>
<p>Quando uma brisa atravessou o campo plantado com milho, um grupo de agricultores, usando sandálias feitas de pneus usados, disse que o arranjo, embora com problemas, é benéfico no ponto crucial: eles não estavam trabalhando para os outros. Não muito longe dali, um investidor do Paquistão tinha assumido uma fazenda de criação de gado do governo, que um dia foi área livre de pastagem, tinha colocado cercas e trincheiras para afastar o gado local. Os etíopes que trabalham para o estrangeiro são miseráveis.</p>
<p>Os agricultores tinham ouvido rumores de que investidores estrangeiros estavam de olho em terras etíopes. Imam Gemedo Tilago, um homem de 78 anos de idade vestido em uma roupa de algodão branco, balançou o dedo,  prometendo que Alá não permitiria à comunidade permanecer passiva. Mas este era um problema para o futuro e eles tinham preocupações mais concretas. Notei, ao dirigir por estradas rurais que levavam àquela fazenda, que a terra parecia seca em alguns lugares e que o gado mostrava os ossos através da pele. Os agricultores preocupados me disseram que este ano a temporada de chuvas estava atrasada no vale do Rift. Se não chegasse logo, haveria fome.</p>
<p><strong>Notas do Viomundo:</strong></p>
<p>1. O autor não fala que as culturas implantadas na África exigem grande quantidade de água (milho, por exemplo), quando as secas periódicas marcam a história do continente. Seria melhor plantar sorgo, por exemplo, como argumenta a Nobel da Paz Wangari Maathai. Porém, como acontece no Brasil, quando o foco da agricultura é a exportação o agronegócio quer que se danem os interesses locais.</p>
<p>2. A chegada do agronegócio à África, embora possa produzir efeitos econômicos benéficos, vai consolidar a matriz de exportação da pouca água existente no continente e do uso de terras férteis não para alimentar populações locais, mas para produzir chá para os britânicos (no Quênia), carne para os europeus (na Namíbia) e melão para os árabes (na Etiópia).</p>
<p>3. Esse fenômeno não é africano, apenas. Quanto da água da transposição do rio São Francisco será usada pelas populações locais e quanto será destinada à irrigação do agronegócio e à incorporação das terras do Nordeste ao agronegócio?</p>
<p>4. Crescentemente, o Primeiro Mundo vai &#8220;exportar&#8221; as indústrias ecologicamente destrutivas para as terras fisicamente mais próximas. Já há esquemas para produzir na África a energia a ser exportada para a Europa. O Nordeste do Brasil produzirá frutas para os europeus e estadunidenses com vasta exportação de um bem público, a água, embutida nesses produtos.</p>
<p>Eu me pergunto.. será que é isso que deixaremos de legado para os nossos filhos?</p>
<p>Por que ao invés de comprarmos terra, não investimos no desenvolvimento agrário do país e compramos o seu excedente&#8230; é uma solução mais cara, mas mais humana! Você leva desenvolvimento ao país de origem, e trás beneficios ao seu país! Estou certo?</p>
<p>Vade Mecum!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias de itaipu]]></title>
<link>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-11/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:14:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosvisnadi</dc:creator>
<guid>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-11/</guid>
<description><![CDATA[os meninos no sótão faz um mês / de susto, inanição, o primeiro morre / todos os outros ficam atento]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>os meninos no sótão faz um mês / de susto, inanição, o primeiro morre / todos os outros ficam atentos, esperando a transformação. mas nada acontece.</p>
<p>lá na rua, os zumbis é como se vivessem de reprise. um menino dá a ideia: e se a gente jogasse o corpo longe, longe, os zumbis correm atrás a gente corre deles foge escapa. os outros quietos pensam até que um diz &#8220;pra onde?&#8221;. os meninos começam a chorar.</p>
<p>a próxima sugestão logicamente você já imagina. porque viram num filme, comem primeiro a bundinha do garoto. tostada na chapa do fogareiro. enrolam o resto em sal grosso, fatias, pedaços. &#8220;a cabeça não!&#8221;. todos concordam. &#8220;nem o pinto e o saco!&#8221;. atiram os miúdos para a rua, esperando algum alvoroço. os zumbis param, depois voltam a andar sem susto. &#8220;vai ver eles só comem gente viva&#8221;.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias de itaipu]]></title>
<link>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-10/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:12:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosvisnadi</dc:creator>
<guid>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-10/</guid>
<description><![CDATA[o chefe deles (esse grupo de sobreviventes tem um chefe, de doze anos e muito talento / só não mete ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>o chefe deles (esse grupo de sobreviventes tem um chefe, de doze anos e muito talento / só não mete mais medo que os zumbis / mas promete tanto estrago quanto) o chefe decidiu: a carne do menino está acabando / faz tempo não tem mais enlatados, embutidos, chocolates / é preciso matar para não morrer.</p>
<p>ele chega em cada um, elege-o braço direito e diz: os outros estão querendo te matar pra te comer. (o menino ensaia um choro, uma raiva, o chefe segura). fica na miúda, mas fica esperto. e numa noite se mancomuna e corta, com os garotos, a goela do mais gordinho, que estava dormindo. não faz isso por prazer, mas por necessidade: o gordinho rende mais. dessa vez abrem-lhe a cabeça e salgam os testículos. cada um tem direito a uma ração mínima por dia, não mais.</p>
<p>depois da janta, o de óculos se senta à janela e observa. o movimento dos mortos é o mesmo de manhã e à noite, não muda. um ou outro migra, um ou outro chega. no geral, o grupo é o mesmo. mas eles parecem mais magros, as roupas estão gastas, a carne afunda. o cheiro de carniça é forte. e há uma nuvem de varejeiras sobrevoando o condomínio. o pai dele está lá embaixo, andando, indiferente.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias de itaipu]]></title>
<link>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-7/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:59:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosvisnadi</dc:creator>
<guid>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-7/</guid>
<description><![CDATA[Eu acho que isso já estava acontecendo antes. &#8220;Quê?!&#8221; Eu acho que isso já estava acontec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu acho que isso já estava acontecendo antes.</p>
<p>&#8220;Quê?!&#8221;</p>
<p>Eu acho que isso já estava acontecendo antes. Pensa bem: foi muito rápido. Aquele cara do blogue escreveu que as fronteiras já estavam fechadas. Isso tipo três horas depois do apagão. Três horas! E que já tinha zumbi no Pará, no Amazonas, no país inteiro.</p>
<p>(O de óculos fez uma pausa. Nele só se notava o movimento do peito, respirando. Os olhos abertos fixos no chão. Os outros meninos em silêncio)</p>
<p>Eles andam mor devagar, quase se arrastando. Não dá pra chegar tão rápido assim no Pará.</p>
<p>&#8220;Mas desde quando, então?! E por onde eles chegaram?&#8221;</p>
<p>Com fome, pensar ficava mais difícil. A carne do gordinho estava quase no final. Os quatro se entreolham com medo, com raiva, intrigados. Mas desde quando, então?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias de itaipu]]></title>
<link>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-6/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:58:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosvisnadi</dc:creator>
<guid>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-6/</guid>
<description><![CDATA[Algum alimento contaminado. O aquecimento global. Conspiração política. Deus. O chefe dos meninos fe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Algum alimento contaminado. O aquecimento global. Conspiração política. Deus.</p>
<p>O chefe dos meninos fez a mesma estratégia: chegou para cada um, disse os outros estão querendo te comer, esperou o medo. Mas ele era cada vez menos chefe, os outros não tinham esperança o bastante para obedecer.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias de itaipu]]></title>
<link>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-5/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:40:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosvisnadi</dc:creator>
<guid>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-5/</guid>
<description><![CDATA[O terceiro menino morreu, então, menos por uma conspiração entre os outros do que pelo acaso. Tinham]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O terceiro menino morreu, então, menos por uma conspiração entre os outros do que pelo acaso. Tinham decidido, sim, matá-lo, mas numa briga &#8211; as brigas estavam ficando mais frequentes &#8211; o de óculos, com ódio, bateu na sua cabeça com o taco de beisebol. Por um instante o silêncio no sótão foi abafado pelos urros dos zumbis, cuja fome animal se manifestava cada vez que sentiam, instintivamente, que não estavam sozinhos. Então o menino de óculos disse</p>
<p>&#8220;Vão pegar o balde.&#8221;</p>
<p>O balde era usado para guardar o sangue do menino morto, que depois seria bebido com nojo resignado pelos outros. Os dois meninos se entreolharam: o de óculos começou a afiar a faca.</p>
<p>&#8220;O gás tá acabando.&#8221;</p>
<p>Eles começaram a comer a carne mal passada sem dizer uma palavra. Mas, no silêncio das mordidas, cada um começava a admitir que não valia a pena. Matar aqueles que eram seus amigos, beber o sangue deles, esperar. Não fazer barulho, não sair do sótão, esperar. Sucrilhos, piscina, videogame, escola, família, lembravam daquilo tudo vagamente, fora do corpo, como se se tratasse de uma outra encarnação.</p>
<p>E o de óculos quebrou longe o prato de louça, abriu a janela do sótão e, com uma voz que sua mãe nem seu pai nem ninguém imaginaria tão forte e tão alta, gritou</p>
<p>VÃO SE FODEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERRR SEUS FILHOS DA PUUUUUTAAAAAAAAAAAAAAA</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias de itaipu]]></title>
<link>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-13/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:40:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcosvisnadi</dc:creator>
<guid>http://noticiasdeitaipu.wordpress.com/2009/11/23/noticias-de-itaipu-13/</guid>
<description><![CDATA[Ambos estavam fracos demais para andar. O menino choramingava dia e noite, chamava pela mãe, às veze]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ambos estavam fracos demais para andar. O menino choramingava dia e noite, chamava pela mãe, às vezes delirava e pedia, em estado de transe, para que o pai não lhe batesse.</p>
<p>&#8220;Eu não quero morrer!&#8230;&#8221;</p>
<p>O chefe, exausto, olhava o corpo fraco do seu colega de classe, fedia. &#8220;Viado&#8221;, pensou. Com alguma dificuldade, sentou-se na cadeira que agora ficava de frente para a janela do sótão. Alguns zumbis pareciam não ter mais do que ossos sujos de tecido podre. Até quando continuariam andando? Era possível, sim, que aquele pesadelo estivesse próximo do final. Que após quatro meses de perambulação macabra os ossos todos tombassem ao chão como na implosão de uma cidade. Como se o cruel mentor daqueles seres, tendo atingido seu objetivo, desligasse-os da tomada. Sim, era possível, ele só precisava aguardar, esperar mais um pouco, aguentar.</p>
<p>No entanto, seu corpo mostrava sinais de extrema fadiga. Às vezes ele tremia involuntariamente, temia perder o controle. Estavam há dois dias sem comer.</p>
<p>O menino fungou mais uma vez, encolhido num canto. &#8220;Não&#8230; não&#8230; pai&#8230;&#8221;. Tão silencioso quanto pôde, o chefe desceu da cadeira. E obstinado rastejou até o menino.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma vida precária]]></title>
<link>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/11/23/uma-vida-precaria/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 12:31:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>wehavekaosinthegarden</dc:creator>
<guid>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/11/23/uma-vida-precaria/</guid>
<description><![CDATA[Nove de cada dez novos empregos são precários.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/files/2009/11/socrates-vieira-da-silva-trabalho-precario.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3374" title="socrates vieira da silva trabalho precario" src="http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/files/2009/11/socrates-vieira-da-silva-trabalho-precario.jpg" alt="" width="500" height="408" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:arial;">Nove  de cada dez novos empregos são precários. </span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FAO: Uma reunião esvaziada]]></title>
<link>http://neccint.wordpress.com/2009/11/21/fao-uma-reuniao-esvaziada/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 00:00:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Albuquerque Luiz</dc:creator>
<guid>http://neccint.wordpress.com/2009/11/21/fao-uma-reuniao-esvaziada/</guid>
<description><![CDATA[Carta Capital Apesar de a crise ter aumentado os subnutridos de 850 milhões para 1,02 bilhão no mund]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://neccint.wordpress.com/files/2009/11/empty_plate_flickr_cc_rinux.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4113" title="empty_plate_flickr_cc_riNux" src="http://neccint.wordpress.com/files/2009/11/empty_plate_flickr_cc_rinux.jpg" alt="Países ricos só matam a fome dos banqueiros." width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&#38;a2=9&#38;i=5531">Carta Capital</a></p>
<p>Apesar de a crise ter aumentado os subnutridos de 850 milhões para 1,02 bilhão no mundo, a Cúpula Mundial da Alimentação da FAO, que deveria ser a mais importante do mundo, não foi honrada por nenhum líder do G-8 – salvo Silvio Berlusconi, que não pôde evitá-la por ser seu anfitrião. </p>
<p>Os países ricos – após destinarem mais de 10 trilhões de dólares a resgatar seus bancos – recusaram-se a investir 44 bilhões anuais para ajudar a agricultura dos países pobres a crescer 70% até 2050 e dar conta do crescimento da população mundial para 9 bilhões. Descartada a meta de reduzir o número de famintos pela metade em 2015 e a zero até 2025, a reunião em Roma só gerou uma reforma burocrática do Conselho de Segurança Alimentar da ONU, que continua submetido às conveniências do Banco Mundial, que ainda em 2005 puniu o Malaui com retirada de financiamentos por subsidiar pequenos produtores. </p>
<p>Até por absoluta falta de concorrentes, Lula brilhou como astro principal. Propôs aos africanos transferência de tecnologia agrícola brasileira e teve programas como o Bolsa Família citados por Ban Ki-moon como exemplo de combate eficaz à fome no mundo. Reduziu a mortalidade infantil em 45%, a desnutrição infantil em 62% e retirou 20 milhões da pobreza, antecipando a meta de 2015 e transformando os excluídos em mercado de consumo, o que ajudou a minimizar o impacto da crise global no País.</p>
<p> Fonte: <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&#38;a2=9&#38;i=5531">http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&#38;a2=9&#38;i=5531</a></p>
<p>Postado por</p>
<p>Luiz Albuquerque</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1 bilhão de famintos contra as Cutrales do mundo]]></title>
<link>http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2009/11/21/1-bilhao-de-famintos-contra-as-cutrales-do-mundo/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 17:40:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>ONG Cea</dc:creator>
<guid>http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2009/11/21/1-bilhao-de-famintos-contra-as-cutrales-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[1 bilhão de famintos contra as Cutrales do mundo José Arbex Jr “Pela primeira vez na história, mais ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[1 bilhão de famintos contra as Cutrales do mundo José Arbex Jr “Pela primeira vez na história, mais ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Início de Campanha de Angariação Alimentar pelo CKS Mangualde]]></title>
<link>http://cksmangualde.wordpress.com/2009/11/20/inicio-de-campanha-de-angariacao-alimentar-pelo-cks-mangualde/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:33:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Veloso</dc:creator>
<guid>http://cksmangualde.wordpress.com/2009/11/20/inicio-de-campanha-de-angariacao-alimentar-pelo-cks-mangualde/</guid>
<description><![CDATA[O Clube de Karate Shotokan de Mangualde com o apoio da Câmara Municipal de Mangualde, vai levar a ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://cksmangualde.wordpress.com/files/2009/11/campanha_alimentar_blog_grd1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-499" title="Cartaz Campanha Alimentar" src="http://cksmangualde.wordpress.com/files/2009/11/campanha_alimentar_blog_grd1.jpg" alt="" width="510" height="696" /></a></p>
<p>O Clube de Karate Shotokan de Mangualde com o apoio da Câmara Municipal de Mangualde, vai levar a cabo uma Campanha de Angariação Alimentar no Concelho de Mangualde. Esta iniciativa tem por objectivo recolher um grande número de bens alimentares essenciais, os quais através do Pelouro de Acção Social do Município de Mangualde serão distribuidos junto dos mais necessitados.<br />
Esta campanha está aberta a todos os interessados em dar o seu contributo neste época de festividades até ao dia <strong>18 de Dezembro.</strong><br />
Para tal poderão entregar os alimentos ao responsável do CKS Mangualde às 2ª e 4ª entre as 19h45 e as 21h00 no Pavilhão Municipal de Mangualde.</p>
<p>Para quem tem dúvidas, os alimentos a recolher são: Açucar, Sal, Farinha, Massa, Arroz, Enlatados, Conservas, Bolachas (tipo Maria), etc&#8230;</p>
<p>Para mais informações, poderão entrar em contacto para o <strong>931648831</strong> ou para <strong>cksmangualde@gmail.com</strong></p>
<h1 style="text-align:center;"><strong>AJUDE-NOS A AJUDAR !!</strong></h1>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ÁFRICA   "A FOME"]]></title>
<link>http://elianemendes.wordpress.com/2009/11/20/africa-a-fome/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 01:54:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>elianemendes</dc:creator>
<guid>http://elianemendes.wordpress.com/2009/11/20/africa-a-fome/</guid>
<description><![CDATA[A região do planeta que mais sofre com a fome provavelmente seja a África, onde a situação parece a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://elianemendes.wordpress.com/files/2009/11/ogaaafm2iatg4yp19mhsan6xnos7b7_i2ojh5ua6dkfjzslasjwqa2pvilkhiz9sugi35tpaleovq0j7kvawj5jk9lqam1t1ueoiqt7as0iutsgy0wdkl3eyvjj2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5" title="OgAAAFm2IAtg4YP19mHSaN6xnoS7b7_I2OJh5Ua6dkfjZsLaSjWqa2pVilKhiZ9SUGI35TPalEovQ0j7kVaWJ5jK9LQAm1T1UEOIqT7aS0IUtsgy0Wdkl3EYVJj2" src="http://elianemendes.wordpress.com/files/2009/11/ogaaafm2iatg4yp19mhsan6xnos7b7_i2ojh5ua6dkfjzslasjwqa2pvilkhiz9sugi35tpaleovq0j7kvawj5jk9lqam1t1ueoiqt7as0iutsgy0wdkl3eyvjj2.jpg?w=198" alt="" width="198" height="300" /></a><br />
A região do planeta que mais sofre com a fome provavelmente seja a África, onde a situação parece a cada dia piorar apesar da ajuda humanitária. Esta situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa que se sinta livre. Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome. Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que não têm nada a ver com o verdadeiro problema.<br />
Por exemplo:</p>
<p>A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos suficientes . Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira. Estudos dizem que a Terra suportaria bem até 7,5 bilhões de pessoas.</p>
<p>A fome é devida ao fato de super população. Também não é verdade! Há países muito populosos, como o Japão, onde todos os habitantes têm, todo dia, pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados, como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!</p>
<p>No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes, para fornecer alimentos aos países ricos!</p>
<p>Existem imagens que falam mais que muitas frases ou palavras, por isso, não vamos comentar estas fotos. Apenas veja-as e tenha um momento de reflexão e ore pelos povos da África…ORE.<br />
- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.</p>
<p>- 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.<br />
- Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.<br />
- 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.<br />
- 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.<br />
- Uma a cada sete pessoas morre de fome no mundo.</p>
<p><a href="http://elianemendes.wordpress.com/files/2009/11/ogaaabhxd3osjtwkxwvefof7ezyj_ryizmz8girjnxkcqike1dbwzaekxj5php4p7zqon_aaehuomirpeatuogh3z5oam1t1unfrjdyclmdppszwyoht33n6dqqs.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-51" title="OgAAABHXd3OSjTwKxWVEFOf7EZyj_rYiZMz8GIRjnXKcqIke1DbwzaEkxj5Php4P7zQon_AaEhuomirPeaTuoGh3Z5oAm1T1UNFrJDycLmDPPszWyOhT33n6dQQs" src="http://elianemendes.wordpress.com/files/2009/11/ogaaabhxd3osjtwkxwvefof7ezyj_ryizmz8girjnxkcqike1dbwzaekxj5php4p7zqon_aaehuomirpeatuogh3z5oam1t1unfrjdyclmdppszwyoht33n6dqqs.jpg?w=300" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p>POR AMOR A DEUS! SEJA CORAJOSO(a) E ADOTE UMA CRIANÇA QUE CLAMA POR SOCORRO!!!! NÃO É TRAZER ESSAS CRIANÇAS PRA CÁ E SIM NO ATO DE FÉ E AMOR ENVIAR UM SUSTENTO PARA ELAS&#8230;. O CUSTO DE UMA CRIANÇA PRA SER ALIMENTADA É 30,00REAIS POR MES&#8230;.1,00 POR DIA! GASTAMOS MTOO MAIS NOS SHOPPINGS, NAS RUAS, NAS LOJAS ATE COMPRANDO COISAS SUPERFLUAS&#8230;&#8230;CONSCIENTIZEM DO NECESSITADO! ELES ESTAO AE PRA SEREM MOSTRADOS. NAO PODEMOS ACEITAR QUE EM PLENO SECULO XXI , SERES HUMANOS  MORRAM DE FOME.</p>
<p><a href="http://elianemendes.wordpress.com/files/2009/11/ogaaaikrloxe1z7oki4nb_pabcsu_0_ni3but26iralwgix126h7uc9qzok51h4tnysype-vtwv6yxpmxol_6rqnlxaam1t1uobq4t0mlgyzyhyxbh-kzpfdzf_y.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-50" title="OgAAAIkrLOxe1z7OKi4nB_pAbCSU_0_ni3buT26irAlwgIx126H7uC9QZOk51H4TNYSYPe-VtWV6yXPMxoL_6rQnlXAAm1T1UOBQ4T0MlgYZYhYxBH-KZpfdzf_y" src="http://elianemendes.wordpress.com/files/2009/11/ogaaaikrloxe1z7oki4nb_pabcsu_0_ni3but26iralwgix126h7uc9qzok51h4tnysype-vtwv6yxpmxol_6rqnlxaam1t1uobq4t0mlgyzyhyxbh-kzpfdzf_y.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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<p>TEMOS  UMA LISTA DE NOMES DE CRIANÇAS A SEREM AJUDADAS&#8230;.. TRABALHO COM PASTOR EPITACIO&#8230;ELE ESTA A FRENTE INDO PARA AFRICA CONSTANTEMENTE FAZENDO OBRA MISSIONARIA E NEM QUEIRAM SABER QUANTA DOR EXISTE LÁ.. &#8220;DEUS QUER VER ATITUDES EM NÓS PARA COM NOSSOS IRMÃOS .&#8221;</p>
<p><strong>JESUS NOS ENSINA QUE DEVEMOS AMAR O NOSSO PROXIMO  COMO A NÓS MESMOS. </strong></p>
<p>&#160;</p>
<p><strong><em>Se deres ao faminto do teu sustento e saciares o estômago das pessoas aflitas, então brilhará tua luz nas trevas, e tua escuridão se transformará em pleno meio-dia¨ (Is 58,10)</em></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crise Alimentar e Climática]]></title>
<link>http://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/11/19/crise-alimentar-e-climatica/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:27:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>projetomuquecababys</dc:creator>
<guid>http://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/11/19/crise-alimentar-e-climatica/</guid>
<description><![CDATA[By Analise da Equipe de Humanitas/UNISINOS  e CEPAT/Curitiba Dois dos mais graves problemas do plane]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">By Analise da Equipe de Humanitas/UNISINOS  e CEPAT/Curitiba</p>
<p style="text-align:justify;">Dois dos mais graves problemas do planeta – a crise alimentar e a crise climática – não serão enfrentados pela comunidade política internacional com a urgência que exigem. A semana começou com notícias desalentadora. Simultaneamente ao anúncio do fracasso da Cúpula Mundial contra a Fome, anunciou-se o fracasso da Conferência do Clima de Copenhague.</p>
<p style="text-align:justify;">Esvaziada, sem metas nem líderes dos países ricos, a Cúpula Mundial contra a Fome organizada nessa semana em Roma pela FAO é um rotundo fracasso. Ainda mais, é uma triste manifestação de que o mundo deu as costas para o problema da fome. Ao mesmo tempo a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Cingapura, anunciou o que já se previa: a Conferência de Copenhague, um dos eventos mais aguardados do ano, “flopou” – palavra sonora para definir fiasco, como descreve o jornalista Cláudio Angelo.</p>
<p style="text-align:justify;">A crise alimentar (1 bilhão de pessoas passam fome) e a crise climática (o planeta levado ao esgotamento) não tiveram a mesma sorte da crise econômica. Na oportunidade, o desfecho à crise financeira – que pode retornar a qualquer momento – encontrou por parte das lideranças políticas mundiais uma resposta rápida, ágil e célere: abriram-se os cofres dos Estados e o derrame de dinheiro público resgatou bancos e banqueiros do atoleiro.</p>
<p style="text-align:justify;">A negligência do mundo diante dos que passam fome e a passividade para com a lenta agonia do planeta em que os recursos se encontram no limite do suportável, deve-se ao fato de que os interesses econômicos, do mercado, continuam subordinando a política – a capacidade de respostas aos problemas coletivos. A economia faz tempo deixou de ser a “serva” da sociedade para se tornar a sua “senhora”.</p>
<p style="text-align:justify;">A fome no mundo e a crise ecológica não podem ser interpretadas desconectadas da economia. É o “modo de produzir” e o “modo de consumir” da sociedade capitalista que explicam as crises alimentar e ecológica. Associadas a essas duas, poder-se-ia ainda acrescentar a crise energética e a crise do trabalho. Essas crises manifestam algo mais grave, uma crise de modelo de desenvolvimento de tipo civilizacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Crise alimentar. A fome é obscena</p>
<p style="text-align:justify;">Novamente fracassou – o mesmo se deu em 2008 – a Cúpula Mundial contra<br />
a Fome ocorrida nessa semana em Roma. O texto evasivo da Cúpula não passa de uma “carta de boas intenções”. Segundo Francisco Sarmento, da entidade ActionAid, “o encontro e a declaração final não passam de discursos vazios e velhos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">O fracasso do mundo no combate à fome desvenda uma hipocrisia: os  Objetivos do Milênio, a fórmula-slogan com que os poderosos da terra tinham assumido o compromisso de diminuir radicalmente a fome no mundo, não passa de palavras ao vento. A verdade nua e crua é que o mundo não está nem aí para o flagelo do 1 bilhão que passam fome no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">A insensibilidade dos países ricos é taxada como criminosa pelo diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty: “Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”. O mesmo pensa Jean Ziegler, ex-relator da ONU contra a Fome: &#8220;A morte pela fome hoje não é algo inevitável. É um assassinato&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Em julho desse ano, por ocasião da reunião do G-8, Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, afirmava “que o tempo das palavras acabou” e que se fazia necessário agir e com urgência. Mas nada foi feito. O grito de dor e súplica por ajuda não foi ouvido pelos países ricos. Ainda pior, segundo o próprio Diouf, &#8220;hoje são destinados à agricultura só  5% dos recursos, contra 3,6% de antes do G-8 de L&#8217;Aquila&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">De nada adiantou a convocatória da vigília em solidariedade aos desnutridos e a greve de fome de 24 hs de Jacques Diouf com o objetivo de chamar a atenção para a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar. A ambiciosa agenda da Cúpula de apresentar uma nova estratégia mundial para o campo e para os mais de 1 bilhão de famintos virou pó. Os mais ricos sequer foram ao encontro.</p>
<p style="text-align:justify;">O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, preferiu ir à China, onde junto ao seu colega presidente Hu Jintao, descartou a possibilidade de um acordo definitivo em Copenhague. A principal preocupação da maior potência do mundo é como preservar o seu modo de vida, de produção e consumo. O problema da fome saiu da agenda das grandes potências faz tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">A obscenidade da fome, entretanto, se torna ainda maior quando se sabe que:</p>
<p style="text-align:justify;">1) A fome mata 24 mil pessoas a cada dia – 70% delas crianças, afirmam Ongs;<br />
2) No mundo de hoje há mais comida do que em qualquer outro momento da história da humanidade;<br />
3) Temos 6,7 bilhões de habitantes, e produzimos mais de 2 bilhões de toneladas de grãos, o que significa que produzimos quase um quilo de grãos por pessoa e por dia no planeta, amplamente suficiente para alimentar a todos;<br />
4) Segundo a FAO o mundo precisaria de US$ 30 bilhões por ano para lutar contra a fome, recursos que significam apenas uma fração do US$ 1,1 trilhão aprovado pelo G-20 para lidar com a recessão mundial;<br />
5) 65% dos famintos vivem em somente sete países;<br />
6) Nos últimos meses irromperam revoltas por causa da fome em 25 países;<br />
7) Os que sobrevivem à fome carregam seqüelas para sempre. A fome mina as vidas e acaba com a capacidade produtiva, enfraquece o sistema imunológico, impede o trabalho e nega a esperança;<br />
8) No mesmo momento em que 1 bilhão de pessoas passando fome, outro 1 bilhão sofre de obesidade por excesso de consumo;<br />
9) Uma criança americana consome o equivalente a 50 crianças africanas da região subsaariana;<br />
10) Cerca de 200 milhões de crianças de países pobres tiveram seu desenvolvimento físico afetado por não ter uma alimentação adequada, segundo o Unicef</p>
<p style="text-align:justify;">Por que tantos passam fome?</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos pensam que o problema da fome se deve ao excesso da população, de que não há alimentos para todos e se faz necessário o controle da natalidade. Essa tese não se justifica. A FAO, organismo da ONU dedicada à alimentação, há vinte anos afirma que o problema é político. A fome é um problema, sobretudo, de acesso à comida e não de disponibilidade de alimentos, ou seja, a crise alimentar não é uma crise fundamentalmente de produção, mas de distribuição. O problema está no mercado.</p>
<p style="text-align:justify;">“Hoje produzimos alimentos demais. Muito mais do que seria necessário para alimentar a população atual, sendo que ainda nem estamos perto de esgotar o potencial da alimentação direta. E, para pequenos produtores rurais, dobrar a produção custa pouco”, argumenta Benedikt Haerlin, da fundação Zukunftsstiftung Landwirtschaft, que apoia projetos ecológicos e sociais no setor agrícola.  “A ideia de que somos cada vez mais numerosos e por isso precisamos produzir mais é equivocada. Precisamos é produzir melhor. Menos da metade dos grãos hoje em dia é destinada à alimentação, enquanto a maior parte serve para fabricar rações animais, biocombustíveis e outros produtos industriais”, explica Benedikt Haerlin.</p>
<p style="text-align:justify;">O problema é de acesso à comida, diz David Dawe, Ph.D. em Economia pela Universidade de Harvard. Segundo ele, “a fome crescente é um problema de acesso à comida, e não de disponibilidade de alimentos”. “Se temos 1 bilhão de pessoas que passam fome por não ter dinheiro para comprar comida e outro bilhão de clinicamente obesos, alguma coisa está obviamente errada”, alerta Janice Jiggings, do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento em Londres.</p>
<p style="text-align:justify;">A razão para o aumento da fome está ainda associada, entre outros fatores, a crise econômica (leia-se especulação das grandes corporações com os alimentos que chamam de commodities), às mudanças climáticas que provocam em alguns momentos inundações e, em outros, secas terríveis, e ao aumento das controvertidas plantações para produzir combustível, que rouba áreas da agricultura de subsistência.</p>
<p style="text-align:justify;">A crise alimentar encerra ainda outro paradoxo: ela se dá num contexto<br />
de extrema falta e abundante desperdício. Já hoje existe mais comida que o necessário garante o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, e sem cultivar um quilômetro quadrado que seja a mais, seria possível alimentar toda a população do planeta. Segundo ele, “ao mesmo tempo em que temos uma crise de alimentos, jogamos fora 30% a 40% dos alimentos produzidos. Ao invés de nos perguntarmos onde podemos encontrar mais terra para cultivar ou se será preciso plantar na Lua, deveríamos olhar para o nosso quintal. Temos que encontrar estímulos financeiros para evitar que se jogue comida fora”.</p>
<p style="text-align:justify;">A crise alimentar está também associado ao escandaloso subsidio concedido aos fazendeiros dos países ricos. Existe muito dinheiro para subsidiar a agricultura dos que já tem muito e pouco, ou quase nada, para os países pobres que mais precisam.</p>
<p style="text-align:justify;">Vandana Shiva, a ativista e intelectual indiana, defende a tese de que “são os métodos de desenvolvimento equivocados que causam a fome de centenas de milhões de pessoas”. Segundo ela, “hoje, nos dizem que um bilhão de pessoas passam fome. Eu acho que se deveria perguntar o porquê. O porquê é explicado há muitos anos pelos especialistas, economistas e climatologistas como eu, que a FAO não ouviu. Há estudos qualificados que defendem que as monoculturas tornam a agricultura mais vulnerável, e que o uso de fertilizantes químicos contribui para as mudanças climáticas”.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas últimas décadas, o livre comércio e as políticas neoliberais favoreceram e incrementaram o agronegócio, em detrimento da agricultura familiar, da reforma agrária, da produção ecológica. A ativista dá o exemplo do seu país, a Índia: “A globalização não significou o livre comércio de comida de alguns países para outros. Pelo contrário, ela esmaga os países que podem produzi-la. Em troca, um bilhão de pessoas passa fome. Em um mundo que produz mais comida do que nunca, o consumo per capita, na Índia, caiu de 270 quilos por ano para 150 quilos, menos do que na grande crise alimentar de Bengala [1945]. Hoje, 70% das crianças estão desnutridos, e as mulheres estão anêmicas porque plantam sementes sem ferro”.</p>
<p style="text-align:justify;">Vandana Shiva alerta para o mito da Revolução Verde, o que inclui os transgênicos:  “Hoje, falar de Revolução Verde como solução é absurdo. A Revolução Verde só produziu mais arroz e trigo porque houve mais irrigação. O ruim é que são usados pesticidas para sementes transgênicas que não são afetadas por esses produtos. E as famílias se endividam ao comprar esses produtos. Hipotecam até as terras. Hoje, os que passam fome são os produtores de comida, porque não podem comer o que semearam. A indústria química, a revolução verde e os transgênicos baseiam-se na morte. Vendem-na como milagrosa, mas quando se substitui ciência por mitologia, nunca se sabe se os colegas cientistas irão mentir. E a Revolução Verde é um mito”.</p>
<p style="text-align:justify;">A “revolução verde”, 40 anos depois, mostra seus limites econômicos, ambientais e sociais. O modelo agrícola dominante no mundo, o gronegócio, é destruidor da natureza, assentado no monocultivo, concentrador de recursos, protagonizado pelo grande capital, gera um reduzido número de postos de trabalho e atende fundamentalmente interesses transnacionais, ao mesmo tempo em que persegue objetivos mercadológicos. Os fertilizantes químicos e os defensivos agrícolas, causam estragos ambientais muitos deles irreversíveis. Insistir nesse modelo como resposta ao problema da fome é uma mentira.</p>
<p style="text-align:justify;">Plantar o que, para quê e para quem?</p>
<p style="text-align:justify;">Em um instigante artigo, o ambientalista e jornalista Washington Novaes, pergunta: “Qual é hoje a questão central, mais grave, no mundo? A população de 6,8 bilhões, que pode chegar a 9 bilhões em 2050 (ou a 12 bilhões, segundo demógrafos mais pessimistas)? O consumo de recursos e serviços naturais, já quase 30% além da capacidade de reposição do planeta (e que tende a crescer mais)? A fome (mais de 1 bilhão de pessoas) e a pobreza (cerca de 40% da humanidade)”?</p>
<p style="text-align:justify;">O mérito da pergunta está no fato de que ao contrário de isolar os problemas é necessário conectá-los. A crise alimentar está entrelaçada à crise limática. No artigo, Washington de Novaes chama a atenção  para o fato de que na África Subsaariana, hoje com cerca de 800 milhões de pessoas, 200 milhões já passam fome. Segundo ele, “a produtividade agrícola ali, de 1,2 tonelada por hectare, é menos de metade da média nos demais países pobres, de 3 toneladas por hectare. E só 3% das terras são irrigadas; 80% das propriedades rurais têm menos de 2 hectares. Mas a moeda tem outra face: os pobres africanos (como os asiáticos) emitem 0,1 tonelada de dióxido de carbono por ano, enquanto o norte-americano médio emite cerca de 20 toneladas”.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse fato permite a vinculação com o tema da crise ecológica e Washington Novaes faz menção a uma discussão promovida pela revista New Scientist com alguns pensadores respeitados. O ambientalista cita, entre eles, a tese de Fred Pearce, para quem o problema não é de população, mas consumo excessivo. Jesse Aubels, da Universidade Rockefeller, acredita que a solução virá de tecnologias que permitam produzir mais em menos terra, gerar mais energia com equipamentos mais eficientes e não poluentes, replantar florestas, mudar hábitos de consumo (uma dieta vegetariana, diz ele, pode ser viabilizada com metade da área exigida por uma alimentação à base de carnes). Na sua opinião, novas tecnologias permitiriam ao planeta ter até 20 bilhões de pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Fred Pearce, autor de Peoplequake (terremoto populacional), entende que, mesmo se se estabilizar a população (com a queda da taxa de fertilidade das mulheres), o consumo continuará sendo a questão crucial, tanto pelo lado da sobrecarga em matéria de recursos e serviços naturais como pelo ângulo das emissões de poluentes que afetam o clima, intensificadas pelo alto consumo. Hoje, lembra ele, os 500 milhões de pessoas mais ricas (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões; os 50% mais pobres da população (3,4 bilhões) respondem por 7% das emissões totais. Um norte-americano emite tanto quanto toda a população de uma pequena cidade africana.</p>
<p style="text-align:justify;">O modo de produção e consumo dos países ricos é insustentável. A pressão que colocam sobre o planeta para preservar o seu modo de vida é diretamente responsável pelo que falta aos outros.  A questão crucial a ser debatida é plantar o que, para quê e para quem. A fome e o caso brasileiro</p>
<p style="text-align:justify;">Numa Conferência em que os governantes dos países mais ricos não foram, o Brasil sobressaiu como modelo a ser perseguido, sobretudo em função do programa de transferência de renda, o Bolsa Família. De acordo com um ranking elaborado pela ONG anti-pobreza Action Aid, o Brasil é líder no combate à fome entre os emergentes.</p>
<p style="text-align:justify;">O presidente Lula esteve na Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da ONU e afirmou que a fome “é a mais temível arma de destruição em massa que existe no nosso planeta&#8221;, acusou os países ricos ao dizer que “metade dos recursos usados para salvar bancos erradicaria fome no mundo” e fez uma veemente defesa do programa Bolsa Família – responsável, segundo ele, por retirar 20,4 milhões da pobreza e reduzir em 62% a desnutrição infantil – e criticou aqueles que criticam o programa: &#8220;Qualquer esforço para socorrê-los da pobreza, da exclusão e da desigualdade era visto, e ainda é, por alguns, como assistencialismo ou populismo”.</p>
<p style="text-align:justify;">“No caso da fome, acho que o Primeiro Mundo falhou. O Brasil, na verdade, se tornou um exemplo a ser seguido, tendo criado um modelo de transferência de renda, o do Bolsa Família, que poderia, e ao meu ver deveria, ser universalizado via ONU, com a transferência de recursos dos países ricos para os países mais pobres com o objetivo precípuo de erradicar a insegurança alimentar grave. Não vejo outra posição eticamente sustentável tendo em vista a dimensão do problema. Acho, realmente, que o mundo tem se omitido diante da tragédia da fome”, afirma o cineasta José Padilha, vencedor do Urso de Ouro com o filme Tropa de Elite (2007), e diretor do filme <strong>Garapa</strong>, produzido neste ano, e que discute o problema da fome.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo ele, “é eticamente inadmissível que alguém, no grupo dos beneficiados históricos deste país, olhe para os miseráveis que não têm o que comer e diga que os R$ 58 que o governo dá a ele são uma política errada&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A política do governo Lula de combate a fome é hoje vendida pela própria FAO como um programa ser seguido por outros países. &#8220;No caso brasileiro, ao contrário, sucessivas decisões de governo carimbadas por alguns como assistencialistas foram corajosamente alçadas à condição de políticas de Estado nos últimos sete anos. Nascia assim, silenciosamente, uma engrenagem de fomento à demanda popular que se antecipou ao ‘mundo keynesiano’ legitimado pela explosão da bolha imobiliária nos EUA&#8221;, escreve José Graziano da Silva, representante regional da FAO para América Latina e Caribe.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar dos esforços e progresso no combate à fome no país, cabe sempre alertar que o Brasil ainda não acabou com o problema e isso é ainda mais vergonhoso quando se sabe que o país está entre os maiores exportadores de alimento do mundo e entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em que pese o fato do investimento em tecnologia de ponta nas últimas décadas ter colocado o Brasil entre os países mais competitivos do agronegócio no mercado internacional, o mesmo não foi suficiente para acabar com um problema básico: o desperdício de alimentos ao longo da cadeia produtiva. Sobre o desperdício, há outra situação incomoda manifestada pelo economista italiano Bruno Parmentier. Pergunta ele sobre o Brasil: “Como é possível que cause alegria em seu país, por exemplo, a abertura de restaurantes em que se paga um preço fixo ao entrar e a comida é ilimitada? Isso é provavelmente algo que tem suas raízes na cultura brasileira, mas que não corresponde de modo algum às exigências e aos desafios do século 21”.</p>
<p style="text-align:justify;">Crise ecológica. Copenhague ‘flopou’</p>
<p style="text-align:justify;">A Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas – COP 15, ou simplesmente a Conferência do Clima de Copenhague, um dos eventos mais aguardado do ano, senão o mais aguardado está fadado ao fracasso, simplesmente “flopou”, como diz o jornalista Claudio Angelo, ou seja, será um fiasco.</p>
<p style="text-align:justify;">A importância de Copenhague que será realizado em dezembro ganhou evidência após o impactante relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – sigla em inglês) de 2007. À época, o informe dos pesquisadores e cientistas foi categórico e não deixou espaço para dúvidas ao afirmar de forma contundente – o relatório utilizou a expressão “inequívoca” – que o aquecimento global se deve à intervenção humana sobre o planeta.</p>
<p style="text-align:justify;">Aguardava-se um compromisso mínimo entre os países para mitigar os problemas ambientais. Agora a elegante linguagem diplomática trabalha com o conceito de um acordo &#8220;politicamente vinculante&#8221;, em vez de &#8220;legalmente vinculante”. Na prática significa “empurrar com a barriga” o problema para 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">A pá de cal em Copenhague foi dada pelos EUA. O presidente americano Barack Obama, em encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, anunciou não ser possível anunciar metas para a Conferência no que foi seguido pelo presidente da China. Se a maior potência do mundo, os EUA, seguido pela segunda maior potência, a China, não querem um acordo no momento, Copenhague virou uma miragem. Sequer a presença de Barack Obama está certa na Conferência.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Estou triste e desiludido. Nem o estímulo do Nobel pela paz foi suficiente para colocar as exigências globais em primeiro plano: continuamos sendo prisioneiros dos vetos cruzados da política interna&#8221;, afirma Barry Commoner em entrevista ao La Repubblica sobre a posição americana. Barry, ecologista que há mais de 40 anos luta para dar espaço à energia solar, ficou chocado com a freada da Casa Branca com relação ao clima. Segundo ele, “a pressão política para a reforma da saúde fez com que faltasse o estímulo necessário para se obter um resultado no jogo climático. Assim, Obama registrou uma pesada derrota: não conseguiu assumir a liderança da economia verde&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns já falam que Copenhague pode virar Doha, uma referência ao possível acordo comercial mundial que  arrasta-se há anos e permanece inconcluso.</p>
<p style="text-align:justify;">Na opinião do africano Kumi Naidoo, porta-voz da Campanha Internacional contra as Mudanças Climáticas do Greenpeace, falta vontade política para salvar Copenhague. Diz ele: “Se houve vontade para mobilizar bilhões para salvar bancos responsáveis pela crise, uma fração desse dinheiro resgataria a população pobre e o clima”.</p>
<p style="text-align:justify;">É nesse contexto que devem ser interpretados os discursos inflamados dos presidentes Lula e Sarkozy nos últimos três dias. Os dois países anunciaram metas unificadas de combate às mudanças climáticas. Trata-se de uma aliança, a tentativa de formação de um bloco um bloco em oposição a Washington e Pequim. O desfecho não chega a surpreender. Os encontros preparatórios à Copenhague de Bonn , Bancoc  e recentemente Barcelona, já anunciavam a dificuldade de um possível acordo.</p>
<p style="text-align:justify;">Na realidade, o fracasso anunciado de Copenhague está ligado ao fato de que os países ricos e os países em desenvolvimento temem a mesma coisa: frear o crescimento econômico. Os países industrializados (EUA e União Européia) temem se comprometer com metas fortes de redução das emissões de gases que provocam o aquecimento global, pois não querem ter perdas econômicas.</p>
<p style="text-align:justify;">Já os países em desenvolvimento (particularmente o Brasil, a China e a Índia), mas também os africanos – com a África do Sul à frente –, argumentam que a responsabilidade histórica pela emissão de gases-estufa é dos países industrializados e que, assim como as nações do Norte, também têm o direito de se desenvolver. Os países em desenvolvimento não aceitam metas obrigatórias e querem que os industrializados concedam financiamentos para adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align:justify;">O ambientalista Washington Novaes em entrevista à revista IHU On-Line, resumiu bem o impasse: “Os chamados países emergentes como Brasil, China, Índia, México e África do Sul alegam que essa responsabilidade [de drástica redução da emissão de gases estufa] deve caber aos países industrializados que emitem mais e há mais tempo, e que os emergentes não poderiam assumir compromissos de reduzir emissões porque isso poderia comprometer o seu desenvolvimento. Os países desenvolvidos, continua ele, em contrapartida, argumentam que se os emergentes não assumirem compromissos de redução, não se conseguirá nada porque, neste momento, o mundo em desenvolvimento já consome mais energia e emite mais que o primeiro mundo”.</p>
<p style="text-align:justify;">O mesmo afirma o jornalista Cláudio Angelo, para quem a culpa é de todo mundo. Diz ele:  “Os EUA são apenas a Geni do processo. Os europeus estão divididos, sem liderança e pressionados pelas próprias picuinhas internas – a resistência dos países mais pobres do Leste, por exemplo. Foi a UE, aliás, que cunhou o eufemismo ‘politicamente vinculante’ para ‘acordo fracassado’, na semana retrasada, em Barcelona. Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia também não querem compromisso, mas se escondem atrás dos EUA. Com um clima desses, é melhor mesmo suspender a reunião e reconvocá-la depois. Resta saber se o planeta pode esperar – e sem garantia de sucesso. De toda forma, antes correr esse risco do que fechar um acordo frouxo, à la Kyoto, na capital dinamarquesa – que talvez fizesse bem em mudar seu nome para ‘Flopenhague’&#8221;.</p>
<p> 3º Setor, 18 de novembro de 2009<br />
A mensagem acima e as outras enviadas para a Rede 3setor estão em:<br />
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem nunca fez isso com biscoito recheado?]]></title>
<link>http://kasadojoao.wordpress.com/2009/11/19/quem-nunca-fez-isso-com-biscoito-recheado/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:48:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Neto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um sonho de consumo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_3988" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://kasadojoao.wordpress.com/files/2009/11/oreo0.jpg"><img class="size-full wp-image-3988" title="oreo0" src="http://kasadojoao.wordpress.com/files/2009/11/oreo0.jpg" alt="" width="450" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Um sonho de consumo</p></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O miojo nosso de cada dia]]></title>
<link>http://sozinhocomigo.wordpress.com/2009/11/19/o-miojo-nosso-de-cada-dia/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 12:35:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniel Vale</dc:creator>
<guid>http://sozinhocomigo.wordpress.com/2009/11/19/o-miojo-nosso-de-cada-dia/</guid>
<description><![CDATA[Ele é o alimento mais adorado de 10 entre 10 pessoas que moram sozinhas. É capaz de matar a fome des]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ele é o alimento mais adorado de 10 entre 10 pessoas que moram sozinhas.</p>
<p>É capaz de matar a fome desde a mais singela donzela, até o mair feroz ogro brutamontes.</p>
<p>Fica pronto muito rápido e é ideal para pessoas com a vida agitada.</p>
<p>Lógico que estou falando do bom e velho Miojo.</p>
<p><a href="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/mkiojo1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-387" title="miojo bom" src="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/mkiojo1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Este macarrãzinho pré cozido (também conhecido como Macarrão instantâneo), foi criado pela empresa Nissin e se espalhou pelo mundo. Seu criador dizia que sentia  necessidade de fabricar um alimento de baixo custo e preparo fácil, para alimentar a fila de pessoas famintas após a guerra.</p>
<p>Seu baixo custo e sua facilidade de preparação tornam o macarrão instantâneo um alimento popular entre aqueles que não sabem cozinhar, estudantes e pessoas que vivem sós.</p>
<p>Trago aqui reunidas então, para o deleite de vocês, as 10 melhores receitas de Miojo.</p>
<p>Enjoy:</p>
<p><strong>10 &#8211; Miojo com salsicha e queijo ralado -</strong> Apenas o macarrão e o tempero não te sustentam? Esperimente acrescentar queijo ralado e salsicha na receita. Além de ganhar mais sabor, o miojo te deixa-rá satisfeito por mais tempo.</p>
<p><a href="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/miojobi6.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-388" title="miojo e salsicha" src="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/miojobi6.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>9 &#8211; Miojo with Eggs -</strong> Essa tradicional receita inglesa (é mentira hehe), é também muito simples de fazer. Serve para deixa o Miojo muito mais nutritivo e saudável, cheio de vida.<br />
Ingredientes:<br />
1 pacote de Miojo de sua preferência e 2 ovos.<br />
Para preparar coloque dois copos e meio de água na panela, deixe ferver, coloque o miojo e quando ele estiver meio durinho, coloque o os ovos e mexa logo em seguida. Sugiro Coca-Cola e um bom anti-acído para acompanhar&#8230;</p>
<p><strong>8 &#8211; Pra que tempero? -</strong> Se o temperinho vagabundo que vem na embalagem não te satisfaz, faça o seguinte: cozinhe o miojo normalmente e joga o tempero fora, depois ponha 2 fatias de mussarela picada e calabreza (preveamente frita),uma colher de margarina e sal a gosto. Nem vai parecer miojo&#8230;</p>
<p><strong>7- Um toque de mestre &#8211; </strong>É impressionante a capacidade que um ingrediente tem de modificar uma receita. Umas 3 colheres de requeijão e seu miojo irá ganhar um gosto totalmente diferente, você vai querer mais e mais. Ainda bem que miojo é barato.</p>
<p><strong>6 &#8211; Al Limone &#8211; </strong>Essa é sensacional. Pegue um pacote de miojo sabor galinha caipira, duas colheres de creme de leite fresco e uma colher de sopa de limão. Cozinhe o miojo conforme as instruções da embalagem. Acrescente o creme de leite fresco e o suco de limão no miojo pronto, mexa bem e sirva a seguir. Seu paladar irá me agradecer um dia.</p>
<p><a href="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/receita.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-389" title="miojo com limao" src="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/receita.jpg" alt="" width="203" height="127" /></a></p>
<p><strong>5 &#8211; </strong><strong>Me dê sua força &#8211; </strong>Se a fome é grande e a prática na cozinha é pequena, basta picar um pão de hot dog e acrescentar ao miojo do seu sabor preferido. Além de ficar gostoso, vai dar uma &#8220;sustância&#8221; pra encarar o que vier.</p>
<p><strong>4 -Me dê TODA a sua força -</strong> Se você quiser um miojo que realmente segure a sua fome de leão, minha dica é: não ponha o sache do molho e ponha  ketchup com sardinha em lata ou carne moida! Depois é só sair rugindo&#8230;</p>
<p><strong>3 &#8211; Miojo ao Shoyu -</strong> Sem usar o têmpero, coloque menos água do que o recomendado. Quando o macarrão já estiver quase no ponto coloque uma colherzinha de manteiga e molho shoyu. Muito bom para os dias que bate aquela preguiça&#8230;</p>
<p><strong>2 &#8211; Miojo preguiçoso -</strong> Esta receita é muito boa para os amantes do miojo, que são (quase) sempre uns duros e preguiçosos, porque que não dá trabalho nenhum e custa bem pouco, quase nada.</p>
<p>Ingredientes:</p>
<p>*1 pacote de Miojo de sua preferência<br />
* As mãos</p>
<p>Preparo:</p>
<p>1- Pegue o saco de Miojo entre os mãos e quebre todo o massa do Miojo. Quanto mais pancada der, melhor, mas cuidado para não transformar o conteúdo do pacote em farinha.<br />
2- Agora que o Miojo está espancado, abra o pacote e retire o pacotinho de teêmpero. Despeje o tempero sobre a massa crua de Miojo espancada. E pronto, é só saborear.</p>
<p><strong>1 &#8211; Restô Dontê</strong> &#8211; Esta receita francesa, muito conhecida de quem mora sozinho a algum tempo, é muito fácil. Basta pegar o que você tiver na geladeira, misturar com o miojo enquanto está cozinhando e <em>voilá</em>. Vale de tudo: aqueles legumes que estão apodrecendo, frutas que já estão quase estragadas, carne da semana passada, maionesa, margarina, limão, coentro, azeitona&#8230; enfim, o que manda é sua imaginação e criatividade.</p>
<p><a href="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/miojo-cica.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-390" title="miojo-cica" src="http://sozinhocomigo.wordpress.com/files/2009/11/miojo-cica.jpg?w=300" alt="" width="300" height="256" /></a></p>
<p>Para terminar um video promocional de uma de minhas personagens preferidas, comprando miojo no mercado:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/3ZMLwOigqZU&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/3ZMLwOigqZU&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Abraços</p>
<p><a href="http://twitter.com/danielpsv" target="_blank">@danielpsv</a></p>
<table style="height:3px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="14">
<tbody>
<tr>
<td width="203" align="right" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - ODM]]></title>
<link>http://econutricao.wordpress.com/2009/11/18/objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio-odm/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:49:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Keyla Preuss</dc:creator>
<guid>http://econutricao.wordpress.com/2009/11/18/objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio-odm/</guid>
<description><![CDATA[Mas o que são ODM?  A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas no ano 2000 e os 191 pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://econutricao.wordpress.com/files/2009/10/objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio.pdf" target="_blank"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-225" title="8jeitos" src="http://econutricao.wordpress.com/files/2009/10/8jeitos.jpg?w=150" alt="8jeitos" width="150" height="137" /></a>Mas o que são ODM?</p>
<p> A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas no ano 2000 e os 191 países-membros da ONU, incluindo o Brasil, assumiram um compromisso universal com a erradicação da pobreza e com a sustentabilidade do Planeta.</p>
<p>Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio  são um conjunto de 8 macro-objetivos(8 jeitos de mudar o mundo), com metas e indicadores precisos, a serem atingidos pelos países até 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade na busca pela solução de alguns graves problemas da humanidade.</p>
<p> Quais são?</p>
<p>1.Acabar com a fome e a miséria<br />
2. Educação de qualidade para todos<br />
3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher<br />
4. Reduzir a mortalidade infantil<br />
5. Melhorar a saúde das gestantes<br />
6. Combater a Aids, a malária e outras doenças<br />
7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente<br />
8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento</p>
<p>Por meio de um mecanismo com 21 metas e 60 indicadores, os ODM podem ser acompanhados por qualquer pessoa de qualquer município, região ou país. Esses instrumentos tornaram-se um importante elemento para a construção de políticas públicas e são fundamentais para avaliar e comparar o comportamento de cada objetivo em diferentes espaços e no decorrer do tempo</p>
<p><a href="http://econutricao.wordpress.com/files/2009/10/objetivos-de-desenvolvimento-do-milenio.pdf" target="_blank">Veja aqui a descrição de cada objetivo, metas e indicadores.</a></p>
<p>Quem está envolvido? O que é necessário fazer para atingi-los?</p>
<p>Para alcançar os ODM é necessário que toda a família das Nações Unidas constituída pelos Estados-Membros, pelas organizações internacionais, pelos fundos e organismos autônomos, pelos programas, pelo setor privado e pela sociedade civil se una para trabalhar em prol do desses compromissos definidos na Declaração do Milênio. O envolvimento da sociedade civil é fundamental e a solidariedade será a chave do êxito.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.pnud.org.br" target="_blank">http://www.pnud.org.br </a>(acesso outubro 2009)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Século 21 poderá ser o século da fome, adverte ONU]]></title>
<link>http://rosebassuma.wordpress.com/2009/11/18/seculo-21-podera-ser-o-seculo-da-fome-adverte-onu/</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:24:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>rosebassuma</dc:creator>
<guid>http://rosebassuma.wordpress.com/2009/11/18/seculo-21-podera-ser-o-seculo-da-fome-adverte-onu/</guid>
<description><![CDATA[  Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Um em cada seis habitantes do planeta passa fome,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>  <a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,4790594,00.html" target="_blank"></a><em><a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,4790594,00.html" target="_blank">Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Um em cada seis habitantes do planeta passa fome, diz FAO</a></em></p>
<h4>Relatório anual da ONU sobre fome no mundo adverte que em 2009 número de famintos do planeta aumentou em 100 milhões em relação ao ano passado. ONG afirma que ONU falha no combate à fome.</h4>
<p>Segundo estimativas das Nações Unidas e de organizações de ajuda humanitária, o mundo está diante da ameaça de o século 21 tornar-se o século da fome.</p>
<p>Principalmente os efeitos da crise econômica mundial teriam contribuído para o agravamento do problema, adverte o relatório de 2009 sobre a fome no mundo, divulgado nesta quarta-feira (14/10) em Roma pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).</p>
<p>Segundo o relatório, a quantidade de famintos em todo o planeta aumentou para 1,02 bilhão de pessoas. Este é o maior número desde 1970, informou a FAO.</p>
<p>Em termos estatísticos, uma em cada seis pessoas no planeta não dispõe de alimentação suficiente. Em relação ao ano passado, aumentou em 100 milhões o número de pessoas que não têm o suficiente para comer. A maioria dos subnutridos e famintos vivem em países em desenvolvimento, explicou o relatório.</p>
<p><strong>Ação Agrária Alemã</strong></p>
<p><a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,4790594_ind_1,00.html" target="_blank"></a><em>Bildunterschrift: <a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,4790594_ind_1,00.html" target="_blank">Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Diretor-geral da FAO critica governos</a></em>Segundo a organização não governamental Ação Agrária Alemã, na Ásia, a fome atinge 642 milhões de pessoas, no sul da África, 265 milhões, e na América Latina, 53 milhões.  &#8220;O século 21 ameaça ser o século da fome&#8221;, advertiu a presidente da ONG, Bärbel Dieckmann, nesta quarta-feira em Berlim.</p>
<p>A miséria atinge principalmente a região da África subsaariana. Encabeçando a lista, está a República Democrática do Congo, seguida de perto por Burundi, Eritreia, Serra Leoa, Chade e Etiópia.</p>
<p>Dieckmann considera a situação bastante grave também no sul da Ásia – no Paquistão, Índia, Bangladesh e Camboja. Na América Latina, o Haiti pertenceria a essa categoria, acresceu.</p>
<p>O índice mundial da fome, elaborado pela Ação Agrária Alemã, compara dados sobre alimentação e mortalidade infantil de 121 países emergentes e em desenvolvimento. No total, os habitantes de 29 países do planeta estão sujeitos a uma carência alimentar potencialmente letal. Os dados mais recentes do índice se referem a 2007. Assim, eles não levam em consideração a crise dos preços dos alimentos, explicou Dieckmann.</p>
<p><strong>Maior demanda, maior produção </strong></p>
<p>Para garantir a alimentação da população mundial até 2050, a FAO estima que os investimentos no setor agrícola dos países em desenvolvimento devam ser mais do que quintuplicados. Países mais pobres precisariam de uma ajuda de 44 bilhões de dólares em ajuda, em vez dos atuais 7,6 bilhões, explicou a organização da ONU com sede em Roma.</p>
<p>Segundo estimativas da FAO, até 2050 a população da Terra se elevará para 9,1 bilhões de habitantes. Para atender a essa população, a quantidade de alimentos no planeta deveria crescer em 70%.</p>
<p>Nesse contexto, seria necessário aumentar a produção nos lugares de maior demanda alimentar, explicou o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. &#8220;O que falta é a vontade política de combater a fome&#8221;, criticou Diouf. Ele exigiu dos países industrializados um maior engajamento contra a miséria. Segundo ele, os requisitos tecnológicos e econômicos já existem.</p>
<p><strong>Efeitos da globalização</strong></p>
<p><a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,4790594_ind_2,00.html" target="_blank"></a><em>Bildunterschrift: <a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,4790594_ind_2,00.html" target="_blank">Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Globalização contribuiu para o problema da fome</a></em>Diouf afirmou que, da mesma forma que os poderosos do mundo reagiram de forma &#8220;rápida, conjunta e enérgica&#8221; à crise econômica mundial, &#8220;este mesmo intenso engajamento é necessário agora para combater a fome&#8221;.</p>
<p>Segundo o diretor da FAO, como os países pobres estão mais envolvidos na economia mundial do que há 20 anos, eles hoje são mais afetados pelas flutuações dos mercados internacionais. Diouf acrescentou que já havia falta aguda de alimentos quando eclodiu a crise econômica mundial.</p>
<p><strong>Questão de remuneração</strong></p>
<p>A organização filantrópica Brot für die Welt (Pão para o Mundo), ligada à Igreja Evangélica Luterana alemã, reivindica a reforma da organização da ONU. A FAO trabalha de forma pouco eficaz contra a fome e é &#8220;uma das piores organizações da ONU&#8221;, afirmou nesta terça-feira ao jornal <em>Frankfurter Rundschau</em> o responsável pelo departamento de direitos humanos da organização, Michael Windfuhr.</p>
<p>Windfuhr criticou o diretor-geral Diouf, por não ter assumido um papel de liderança para coordenar a comunidade internacional no combate à crise de alimentos.</p>
<p>Para o funcionário da organização filantrópica, a fome não seria um problema de produção, mas um problema de remuneração. Faltaria aos mais pobres poder de compra para custear alimentos. &#8220;A FAO não trata da questão fundamental de como grupos desfavorecidos poderiam melhorar seus rendimentos&#8221;, disse Windfuhr.</p>
<p>CA/dpa/ap/kna</p>
<p>Revisão: Roselaine Wandscheer</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
