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	<title>fundamentalismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/fundamentalismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "fundamentalismo"</description>
	<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 09:21:11 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Entrevista com Ilan Pappe - Faxina Etnica na Palestina]]></title>
<link>http://queimaherege.wordpress.com/2009/11/24/4/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 03:33:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>matinta</dc:creator>
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<description><![CDATA[&nbsp; &nbsp; Ilan Pappé, é um professor de história na Universidade Britânica de Exeter. Nascido em]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<p><span style='text-align:center;display:block;'><object width='400' height='330' type='application/x-shockwave-flash' data='http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=7393572071611328722'><param name='allowScriptAccess' value='never' /><param name='movie' value='http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=7393572071611328722'/><param name='quality' value='best'/><param name='bgcolor' value='#ffffff' /><param name='scale' value='noScale' /><param name='wmode' value='window'/></object></span></p>
<p>&#160;</p>
<p><a href="http://ilanpappe.com/" target="_blank">Ilan Pappé</a>, é um professor de história na Universidade Britânica de Exeter. Nascido em Israel, ele foi docente em Ciências Políticas na Universidade de Haifa (1984-2007).</p>
<p>Considerado um dos Novos Historiadores, examina criticamente a História de Israel e é abertamente antissionista. Ele faz uma análise profunda sobre os acontecimentos de 1948 (criação do Estado de Israel) e seus antecedentes. Em particular, ele defende em seu livro mais importante, Ethnic Cleansing in Palestine, que houve limpeza étnica, ou expulsão deliberada da população civil palestina por parte das forças israelitas. Na verdade, vai ainda mais longe e argumenta que existiu um plano elaborado ainda antes de 1948 e da criação do Estado de Israel para tal expulsão. Pappé considera a criação de Israel como a principal razão para a inexistência de paz no Oriente Médio e argumenta que o Sionismo é mais perigoso do que o Islamismo extremista.</p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quer Respeito? Então Respeite!]]></title>
<link>http://outremaquem.wordpress.com/2009/11/23/quer-respeito-entao-respeite/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:19:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>outremaquem</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em uma conversa, debate ou qualquer troca de opiniões o respeito é fundamental, seja sobre questões ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft" title="Diálogo" src="http://1.bp.blogspot.com/_CiNXT0aF09g/SXZ70HR0bZI/AAAAAAAAAEg/2vmiEZnPRsA/s320/Ateismo-4.jpg" alt="" width="300" height="223" />Em uma conversa, debate ou qualquer troca de opiniões o respeito é fundamental, seja sobre questões raciais, sexuais, religiosas ou simples coisas do dia-a-dia. Meu foco neste texto será o respeito entre ateus e religiosos, em especial os religiosos fundamentalistas.  Para os fundamentalistas, é completamente inaceitável a idéia de que Deus não exista e não aceitam esse tipo de opinião. Muitas vezes já vi postagens em blogs fazendo pequenas sátiras com religião, em que esses fanáticos religiosos fazem milhares de comentários atacando quem fez a postagem.</p>
<p>Os religiosos exigem respeito, porém muitas vezes o respeito não vem da parte deles, como diz o Dr. Drauzio Varela em um vídeo que circula na internet:</p>
<p><em>“Os Religioso são muito violentos com aqueles que não são religiosos, essa é a realidade (&#8230;) Porque na hora que você diz que não é religioso, as pessoas olham como se você fosse imoral, como se você não tivesse respeito pela vida, como se você fizesse mal pros outros. Porque não há esse respeito por religiosos em relação aos materialistas? Porque não ? Se eu tenho que respeitar todas as pessoas que acreditam em coisas que pra mim as vezes parecem completamente sem sentido, porque eles não podem aceitar que exista um mundo que não tem sentido pra eles? Porque tem que ter esse autoritarismo essa violência com os que não pensam da mesma forma ?” </em><strong>¹ </strong></p>
<p>Para os estes religiosos você está sempre errado, mesmo existindo fatos que comprovem o que você diz. Talvez essa seja o maior problema da fé simplesmente acreditar sem provas ou sem um porque só porque falaram que você deve acreditar, o que acaba deixando as pessoas com a mente fechada.  Outro ponto importante é que muitos religiosos não conseguem conversar, quando falam do seu Deus e eles não concordam é briga na certa, não conseguem simplesmente defender seus argumentos talvez porque não tenham como defender, pois apenas acreditam nisso sem um porquê.</p>
<p>Não vou ser hipócrita e dizer que os são só os religiosos que não tem respeito com ateus, existem ateus que também não tem respeito com religiosos e os tratam como ignorantes, e também sei que existem religiosos que respeitam sim os ateus, mas eles não são a maioria.  ¹</p>
<p><strong>¹ </strong><em>Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=nL4elCXoWyw, acessado 23/11/2009.</em></p>
<p><em><strong>Autor: Lucas Ranieri Werner, 23/11/2009.</strong><br />
</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¿Qué se teme del Diseño Inteligente?]]></title>
<link>http://cnho.wordpress.com/2009/11/23/%c2%bfque-se-teme-del-diseno-inteligente/</link>
<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 13:35:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuel</dc:creator>
<guid>http://cnho.wordpress.com/2009/11/23/%c2%bfque-se-teme-del-diseno-inteligente/</guid>
<description><![CDATA[Cuando alguien es capaz de resumirlo en una imagen, las palabras sobran: Visto AQUÍ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Cuando alguien es capaz de resumirlo en una imagen, las palabras sobran:<br />
<a href="http://cnho.wordpress.com/files/2009/11/intelligent_design_iv.jpg"><img src="http://cnho.wordpress.com/files/2009/11/intelligent_design_iv.jpg" alt="" title="Intelligent_Design_IV" width="400" height="311" class="aligncenter size-full wp-image-4297" /></a><br />
Visto  <a href="http://3.bp.blogspot.com/_kK18CpDhHKM/SODIrxYxMsI/AAAAAAAABak/yhOmhelawOk/s400/Intelligent+Design+IV.jpg">AQUÍ</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[UNA VEZ MAS...EL ISLÁM Y LA MUJER]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/13/una-vez-mas-el-islam-y-la-mujer/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 16:33:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/13/una-vez-mas-el-islam-y-la-mujer/</guid>
<description><![CDATA[EL ISLAM Y LA MUJER &#8212;&gt; Azotadas por llevar sujetador &#8212;&gt; Musulmanes obligarán a ves]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h3><a href="http://zapaterolandia.blogspot.com/2009/10/el-islam-y-la-mujer.html">EL ISLAM Y LA MUJER</a></h3>
<div>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<div><strong>&#8212;&#62; </strong><a href="http://www.elconfidencial.com/mundo/azotadas-llevar-sujetador-somalia-radicales-shabaab-20091028.html"><strong>Azotadas por llevar sujetador</strong></a><strong><br />
&#8212;&#62; </strong><a href="http://www.minutodigital.com/actualidad2/2009/10/27/musulmanes-obligaran-a-vestir-faldas-largas-a-las-mujeres-en-indonesia/"><strong>Musulmanes obligarán a vestir faldas largas a las mujeres en Indonesia</strong></a><strong><br />
&#8212;&#62; </strong><a href="http://www.minutodigital.com/actualidad2/2009/10/25/una-periodista-recibira-60-latigazos-por-participar-en-un-programa-inmoral/"><strong>Una periodista recibirá 60 latigazos por participar en un programa “inmoral” </strong></a><br />
<strong>&#8212;&#62; </strong><a href="http://www.periodistadigital.com/mundo/eeuu/2009/11/04/un-iraqui-mata-a-su-hija-por-maquillarse-y-ponerse-minifalda.shtml"><strong>Un iraquí mata a su hija por maquillarse y ponerse minifalda</strong></a><strong><br />
</strong><br />
<strong>Se trata siempre del mismo problema, es decir, de la incompatibilidad del islam con la vida. No existe el &#8220;islam bueno&#8221; y el &#8220;islam malo&#8221;, sino un único islam: el terrorista, el criminal, el enemigo de la libertad, el que azota o lapida a una mujer por llevar sujetador o el islam en el que el padre asesina a su hija por maquillarse. Aquí hago referencia a cuatro casos en los que las víctimas son mujeres, pero podrían ser niños o incluso varones.</strong></div>
<div><strong>Mientras tanto los políticos europeos y occidentales hacen como que no se enteran y cuando deciden enterarse es para allanarles el camino y facilitarles las cosas en nuestros países a estos perros.<br />
Creo que Zapatero y los del sindicato de la Zeja van a tomar medidas.</strong></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div><strong>FUENTE: </strong><a href="http://zapaterolandia.blogspot.com/2009/10/el-islam-y-la-mujer.html"><strong>http://zapaterolandia.blogspot.com/2009/10/el-islam-y-la-mujer.html</strong></a></div>
<div style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-856" title="islamBurka" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/islamburka1.jpg" alt="islamBurka" width="419" height="415" /></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[FRANCIA ISLAMIZADA CON LA COMPLICIDAD DE LAS AUTORIDADES, UNA VERGÜENZA ]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/13/francia-islamizada-con-la-complicidad-de-las-autoridades-una-verguenza/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 15:09:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/13/francia-islamizada-con-la-complicidad-de-las-autoridades-una-verguenza/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; ¿Cuánto tiempo se necesita para que las autoridades francesas, decidan finalmente dejar de bl]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img40.imageshack.us/img40/2207/mosqueeputeaux3reduitcc.jpg" alt="" width="441" height="294" /></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img42.imageshack.us/img42/8753/mosqueeputeaux1reduit19.jpg" alt="" width="441" height="292" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>¿Cuánto tiempo se necesita para que las autoridades francesas, decidan finalmente dejar de bloquear las calles en el territorio soberano de Francia? ¿Cuántas calles y bulevares serán requisados, ocupados por los musulmanes, robados, antes de que el Estado francés decida hacer cumplir las leyes de la República Francesa? ¿Cuántas ciudades tendrán sus calles bloqueadas y confiscadas por los musulmanes todos los viernes, antes de que el orden republicano sea finalmente devuelto al país?<br />
De </strong><a href="http://www.bivouac-id.com/2009/11/05/scandale-a-puteaux-cest-avec-la-complicite-de-la-mairie-que-la-rue-est-bloquee-pour-la-priere-musulmane/"><strong>aquí</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>FUENTE: </strong><a href="http://zapaterolandia.blogspot.com/2009/11/francia-islamizada-con-la-complicidad.html"><strong>http://zapaterolandia.blogspot.com/2009/11/francia-islamizada-con-la-complicidad.html</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>EFECTIVAMENTE, UNA VERGÜENZA, y encima aun tenemos que soportar a MUJERES que, por una parte se CREEN UNAS &#8220;PROGRES&#8221; Y &#8220;MUY MODERNAS&#8221; pero que, sin embargo, apoyan la &#8220;TONTORANCIA&#8221; (porque, como dije en mi anterior post, esto no es &#8220;tolerancia&#8221;, sinó &#8220;TONTORANCIA&#8221;) de aceptar, ESA MIERDA LLAMADA ISLÁM.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Y QUE QUEDE DE UNA VEZ CLARO, AUNQUE AUN ASÍ LOS Y LAS IGNORANTES NO SE SUBIRÁN AL BURRO (ES QUE SON TAN TONTOS Y TONTAS QUE EL QUE ESTÁ ENCIMA ES EL BURRO), QUE ESTO NO ES (MIRAD EL DICCIONARIO, COÑES), QUE ESTO NO ES NI &#8220;RACISMO&#8221;, NI &#8220;XENOFOBIA&#8221;, EL RACISMO HABLA, COMO SU NOMBRE INDICA, DE &#8220;RAZA&#8221; Y LA &#8220;XENOFOBIA&#8221; SE REFIERE A &#8220;EXTRANJEROS&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ISLÁMICO, COMO CRISTIANO, COMO BUDISTA, COMO JUDAICO (QUE NO JUDIO), ETC., SE REFIERE A ¡¡¡UN DOGMA!!!! Y NO TIENE NI RAZA NI NACIONALIDAD, UN SUECO, UN DANÉS, UN CANADIENSE, ETC., PUEDE ESTAR &#8220;ADOCTRINADO&#8221; EN CUALESQUIERA DE ESOS DOGMAS, IGUAL QUE UN BLANCO, UN NEGRO O UN AMARILLO.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ESTOS TIOS QUIEREN CONVERTIR A TODO EL MUNDO A &#8220;ESA MIERDA DE DOGMA&#8221;, DOGMA QUE PROHIBE PRACTICAMENTE TODO Y QUE, ADEMÁS, CONSIDERA A LA MUJER COMO UNA ESCLAVA DEL HOMBRE, NI MAS NI MENOS.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Y ES REALMENTE LAMENTABLE QUE HAYA MUJERES QUE, SIN EMBARGO, LO APOYEN Y HABLEN DE &#8220;TOLERANCIA&#8221; ANTE ALGO ASÍ.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>HOY MISMO TENEMOS LA NOTICIA DE OTRO ISLÁMICO QUE HA AGREDIDO A UNA MUJER, UN MARROQUÍ DE 18 AÑOS, Y LO HA HECHO POR ESO, PORQUE CONSIDERA QUE LA MUJER NO TIENE DERECHOS, QUE UN HOMBRE SIEMPRE TIENE MANDATO FRENTE A LA MUJER.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Y YO, DESDE LUEGO, ME REBELO FRENTE A ELLO, YA SE QUE EL MUNDO, ES UNA IMPERFECCIÓN TOTAL, O MEJOR DICHO, LA SOCIEDAD HUMANA (LA NATURALEZA SABE MUCHO MAS QUE NOSOTROS), PERO&#8230;..DENTRO DE LO MALO, LO QUE MAS SE ACERCA A LO QUE DEBERIA SER LA VERDADERA LIBERTAD ES, SIN NINGUNA DUDA, LA CIVILIZACIÓN OCCIDENTAL.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>EL ISLÁM ES BASURA, SE HAN QUEDADO EN LA EDAD MEDIA Y PUNTO PELOTA, SE PONGAN (OS PONGAIS) LOS/AS &#8220;RETRO PROGRES&#8221; Y SEGUIDORES DE ESA OTRA ABERRACIÓN (INVENTO DE UN FULLERO DE LO MAS ABERRANTE) LLAMADA &#8220;ALIANZA DE LAS &#8230;JAJAJAJA&#8230;PENOSO, PATÉTICO&#8230;¿¿¿¿CIVILIZACIONES?????&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por cierto, las &#8220;niñas de ZP&#8221; ¿podrian enrollarse de esa forma gótica en Arabia Saudí, en Irán, en Siria, en los Emiratos Arabes&#8230;&#8230;?.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>¿O las meterian unos latigazos en público?.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A VER SI DESPERTAIS, &#8220;TONTO-PROGRES&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>STOP</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-852" title="Islam_NoPasara" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/islam_nopasara.jpg" alt="Islam_NoPasara" width="437" height="514" /><strong> </strong></p>
<p>&#160;</p>
<p style="text-align:center;"><strong>ISLAM</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-853" title="firmaseria1" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/firmaseria15.png" alt="firmaseria1" width="143" height="42" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[QUE SE VAYAN TODOS LOS DEL ISLÁM]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/13/que-se-vayan-todos-los-del-islam/</link>
<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 10:43:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/13/que-se-vayan-todos-los-del-islam/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp; Alumnos de un instituto de Lérida se ponen cascos para protestar por el uso del velo   Lo lam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<p><strong><a href="http://www.abc.es/20091112/nacional-sociedad/alumnos-instituto-lerida-ponen-20091112.html">Alumnos de un instituto de Lérida se ponen cascos para protestar por el uso del velo</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Lo lamentable es que la protesta no llegó a materializarse porque inmediatamente los mamporreros del islam del instituto, es decir, la dirección, llamó al orden a estos crios y logró convencerlos para que no llevasen a cabo la protesta. Entre los argumentos utilizados para hacer desistir a estos alumnos de sus pretensiones estaba que: &#8220;&#8230;<em>tenemos la obligación de respetar la simbología religiosa</em>&#8230;&#8221; o esta otra de que: &#8220;&#8230;<em>Saben que es una realidad con la que deben convivir</em>&#8230;&#8221;. Pues bien, ni una cosa ni la otra. Cuando esta gentuza habla de &#8220;<em>respetar la simbología religiosa</em>&#8221; en realidad lo que están diciendo es que hay que suprimir, eliminar, borrar y hacer desaparecer de los centros educativos todos los símbolos de la Iglesia Católica (por ejemplo, la cruz) y poner en su lugar, con todo el respeto debido, los simbolos de la opresión, la represión y el salvajismo, o sea, los simbolos del terrorismo islamista. En cuanto a lo de &#8220;convivir&#8221; con esta &#8220;realidad&#8221;, me niego a colaborar con ideologías totalitarias como el islam, ellos han venido a mi casa sin que los haya invitado a imponerme sus costumbres para que yo cambie mi forma de vida. Hare todo lo que este en mis manos para que esto no ocurra.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A mi, la enseñanza sea laica me parece PERFECTO, pero, PRECISAMENTE POR ESO, NO ES DE RECIBO QUE A ESTOS SE LES PERMITA TODO, eso no es &#8220;tolerancia&#8221; sinó &#8220;TONTORANCIA&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Si quitan unos simbolos religiosos tendrán también que quitar el resto de los símbolos religiosos INCLUYENDO LAS VESTIMENTAS.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Hay que insistir una vez mas que ESTO ES UNA INVASIÓN CON TODAS LAS DE LA LEY, ELLOS LO QUE PRETENDEN ES IMPONER SU MODO DE VIDA EN CUALQUIER SITIO A DONDE LLEGUEN, POR TANTO, SON ELLOS LOS QUE NO RESPETAN NI TOLERAN EN ABSOLUTO LOS USOS Y COSTUMBRES DE LOS DEMÁS.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ELLOS SON LOS QUE HAN VENIDO,¿NO? PUES LOS QUE TIENEN QUE INTEGRARSE SON ELLOS, NO NOSOTROS.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>STOP</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-849  aligncenter" title="integ" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/integ.jpg" alt="integ" width="430" height="815" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong>ISLAM</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os muros da vergonha]]></title>
<link>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/11/10/os-muros-da-vergonha/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 00:01:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>wehavekaosinthegarden</dc:creator>
<guid>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/11/10/os-muros-da-vergonha/</guid>
<description><![CDATA[Faz agora 20 anos da queda do vergonhoso Muro de Berlim e que representa também a queda daquilo a qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-3282" title="Obama Rabin muros" src="http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/files/2009/11/obama-rabin-muros.jpg" alt="Obama Rabin muros" width="500" height="625" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:arial;">Faz agora 20 anos da queda do vergonhoso Muro de Berlim e que representa também a queda daquilo a que alguns gostam de chamar comunismo. Seria bom que quando se celebra essa data não nos esquecêssemos que outros muros existem e outros ainda estão agora a ser construídos. O mais vergonhoso está a ser construído na Palestina mas não devemos esquecer um outro, também em construção entre os Estados Unidos e o México. Quem se esconde por detrás de um muro é porque não é bom vizinho nem boa gente.</span></span></p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lecciones de abstinencia. Tom Perrotta]]></title>
<link>http://cnho.wordpress.com/2009/11/09/lecciones-de-abstinencia-tom-perrotta/</link>
<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 21:55:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuel</dc:creator>
<guid>http://cnho.wordpress.com/2009/11/09/lecciones-de-abstinencia-tom-perrotta/</guid>
<description><![CDATA[El escritor Tom Perrota nos introduce en esta opresiva novela en un escenario donde el fundamentalis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://cnho.wordpress.com/files/2009/11/lecciones-de-abstinencia.gif?w=212" alt="lecciones de abstinencia" title="lecciones de abstinencia" width="212" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-3840" /><br />
El escritor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tom_Perrotta">Tom Perrota</a> nos introduce en esta opresiva novela en un escenario donde el fundamentalismo cristiano se haya en crecimiento, y por tanto algunas libertades y derechos individuales están en regresión. La trama transcurre en la imaginaria población de Stonewood Heights, una lugar tranquilo, donde conviven en casas con jardín, diversas familias de clase media. En una escuela de esta población imparte la asignatura de educación sexual la protagonista, Ruth. Sin embargo, un simple comentario desata las protestas de los feligreses de una iglesia evangélica local, el Tabernáculo de la Verdad Evangélica. Esta feligresía impone un cambio de orientación a las clases de Ruth, encaminándola hacia la castidad y plagándola de información falsa para conseguir sus objetivos. Así por ejemplo, desaconsejan el uso del preservativo, por ser ineficaz para evitar la transmisión de enfermedades venéreas o para evitar embarazos. </p>
<p>Otros dos personajes interesantes son Tim, un ex alcohólico, ex componente de una banda de rock que ha rehecho su vida gracias a Jesús, que con el paso del tiempo sufre una profunda crisis de creencias, y el pastor Dennis, descrito como un auténtico miembro de la <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Stasi">Stasi</a> que vela para que sus ovejas no abandonen el rebaño.<br />
<!--more--><br />
La novela es muy amena y pone de manifiesto el empuje de los grupos evangélicos en EEUU, la invasión de la religión en la vida cotidiana pese a una legislación que obliga a la separación de la iglesia del estado, así como el límite de las libertades individuales cuando se está rodeado por un grupo que tiende a recortarla en su propio beneficio. </p>
<p>Dos curiosidades:</p>
<p>1. En la página 118 de la novela se habla de alternativas cristianas a la celebración de Halloween. Incluso se habla de “iglesias que utilizan Halloween para hacer apostolado cristiano montando siniestras casas encantadas para prevenir a los niños contra el pecado y el infierno”. Me pareció un poco fuerte que se sometiera a niños a esa clase de tortura, por lo que investigué con san Google esa posibilidad. No encontré esa opción, la mayoría de los lugares cristianos consultados repudiaban Halloween, y en su lugar ofrecían una inocente fiesta alternativa, con refrescos y juegos para los niños. Sin embargo sí encontré algo bastante <a href="http://www.kwtx.com/home/headlines/64164232.html">más fuerte</a>. Locos extremistas hay por todas partes <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>2. El libro nace como crítica a una tendencia dentro del área más conservadora del partido republicano llamada “Abstience-Only Sex Education”. Más información <a href="http://www.theocracywatch.org/abstinence_only_sex_education.htm">AQUÍ</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[EL ABERRANTE ISLÁM SIGUE HACIENDO DE LAS SUYAS]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/07/el-aberrante-islam-sigue-haciendo-de-las-suyas/</link>
<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 15:11:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/07/el-aberrante-islam-sigue-haciendo-de-las-suyas/</guid>
<description><![CDATA[Y ahí está, ella embarazada y ha perdido el hijo, pero ahora prefiere callar, ¿porque?, por la senci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong>Y ahí está, ella embarazada y ha perdido el hijo, pero ahora prefiere callar, ¿porque?, por la sencilla razón de que LAS AMENAZAS ISLÁMICAS la tienen ACOJONADA, TIENE MUCHO MIEDO, miedo a REPRESALIAS DE CUALQUIERA DE ESOS SUCIOS BÁRBAROS DELINCUENTES, MALTRATADORES E INACEPTABLES SUJETOS, DE ESA PANDA DE &#8220;DESARRAPADOS&#8221; SEGUIDORES DE UNA DOCTRINA NEFASTA Y HEDIONDA.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ella dice que &#8220;quiere olvidar y que perdona&#8221;, pero es que, de no hacerlo así, HABRIA REPRESALIAS.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Y con estos HIJOS DE LA GRAN PUTA, PORQUE ESO ES LO QUE SON, los &#8220;neo-progres&#8221;, incluyendo al &#8220;HAZMERREIR DE OCCIDENTE&#8221; y su gobierno, hay que ser &#8220;tolerantes&#8221; y seguir con el tema de la &#8220;Alianza de ¿¿¿¿civilizaciones?????!!!!.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>¡¡¡¡PERO COJONES, ¿ES QUE AUN NO QUEDA CLARO?!!!!!, y eeeeh, que de esto se hacen eco muchas publicaciones, pero mira por donde, traigo el artículo del &#8220;sucio panflet&#8230;&#8221;&#8230;digoooo, &#8220;El País&#8221;:</strong></p>
<blockquote>
<h1 style="text-align:justify;">&#8220;Tú te mereces estar en un</h1>
<h1 style="text-align:justify;">puticlub&#8221;</h1>
<h3 style="text-align:justify;">Una mujer musulmana recibe en Ciudad Real una brutal paliza a manos de un matrimonio por no llevar velo.- &#8220;Lo que vales es para puta&#8221;, dijeron los agresores</h3>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Abdel Hakim se esforzaba este viernes en su locutorio de Socuéllamos (Ciudad Real) por apagar la polémica causada por la agresión de un matrimonio a su esposa. La Guardia Civil, el entorno de la víctima y algunos testigos aseguran que el ataque, después del cual la mujer sufrió un aborto, tuvo su origen en que ésta no llevaba el velo islámico. Ahora Hakim lo niega. &#8220;Si hubiéseis venido al principio os habríamos dicho muchas cosas, porque estábamos calientes, pero ahora no queremos problemas&#8221;, añade. Y calla.</p>
<div style="text-align:justify;"><!-- ***** Despiece ***** --><!-- ***** Despiece ***** --><!-- ***** Hermanas ***** --><!-- ***** Fin Hermanas ***** --><!-- ***** Agrupa gris ***** --></div>
<div><!-- ***** Imagenes, audios y video  peso 8, 7 y 6 **** --><!-- Inicio Mod grafico --></div>
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<div><a href="/todo-sobre/tema/Violencia/mujeres/31/"></a></div>
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<h3><a href="/todo-sobre/tema/Violencia/mujeres/31/">Violencia contra las mujeres</a></h3>
<h4>A FONDO</h4>
<p>Lucha contra el maltrato</p>
<p><a href="/todo-sobre/tema/Violencia/mujeres/31/"><strong><img src="/im/ico_enlace.gif" alt="Enlace" width="8" height="9" /> Ver cobertura completa</strong></a></p>
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<div><a href="/audios/sociedad/mujer/agredida/llevar/velo/tengo/miedo/elpaudsoc/20091106csrcsrsoc_1/Aes/"></a></div>
<h3><a href="/audios/sociedad/mujer/agredida/llevar/velo/tengo/miedo/elpaudsoc/20091106csrcsrsoc_1/Aes/">La mujer agredida por no llevar el velo: &#8220;No tengo miedo&#8221;</a></h3>
<h4>AUDIO &#8211; Cadena Ser &#8211; 06-11-2009</h4>
<p>La Cadena SER habla con la mujer agredida. Lleva cuatro años en España y está orgullosa de ser musulmana. -</p>
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<p><!-- ***** Agrupa gris ***** --><!-- ***** Otros webs ***** --></p>
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<h3>La noticia en otros webs</h3>
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<li><a rel="nofollow" href="/archivo/buscando.html?query=&#34;Tú te mereces estar en un puticlub&#34;&#38;donde=enotros&#38;idioma=es">webs en español</a></li>
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<p><!-- ***** Otros webs ***** --></p>
<div style="text-align:justify;"><!-- ************* Tabla **************** --><!-- ************* Fin Tabla **************** --><!-- ************* Destacados **************** --><!-- ************* Fin Destacados **************** --><!-- ************* El dato **************** --><!-- ************* Fin El dato **************** --><!-- ************* La cifra **************** --><!-- ************* Fin La cifra **************** --><!-- ************* La frase **************** --><!-- ************* Fin La frase **************** --><!-- ************* Las claves **************** --><!-- ************* Fin Las claves **************** --></div>
<p style="text-align:justify;">No quiere hablar porque, desde que se conoció la noticia, varias asociaciones contra la discriminación se han puesto en contacto con ellos y temen un revuelo que ponga de relieve problemas entre la comunidad musulmana del pueblo y perjudique sus vidas y su negocio.</p>
<p style="text-align:justify;">Ella, que se llama Saadia, vive en España desde hace 10 años y aquí nunca se ha cubierto el cabello. &#8220;Cada uno tiene que tener su libertad&#8221;, dijo por teléfono. Insiste en quitarle importancia al asunto. &#8220;Lo del velo es sólo lo que piensa la gente, pero no es verdad&#8221;, afirma. Su marido sostiene que la Guardia Civil &#8220;debió entenderla mal, porque ella estaba muy nerviosa&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">El incidente se conoció este viernes, pero ocurrió el 14 de octubre. Esa mañana, Saadia llevó a su hijo mayor, de tres años, al colegio El Coso. Al torcer la esquina, un matrimonio la estaba esperando. &#8220;Tú te mereces estar en un puticlub, porque lo que vales es para puta&#8221;, le dijo él. A partir de ahí, el &#8220;horror&#8221;, como lo describió la propia víctima, una pelea en la que se enzarzó con la mujer y el hombre, que &#8220;le echó las uñas al cuello&#8221;, según relató Saadia en el colegio. Algunos testigos dijeron a la Guardia Civil que había sido una &#8220;brutal paliza&#8221;. La versión de Andrés Olmedo, abogado de los acusados, es que Saadia &#8220;salió del colegio gritando en árabe y tiró de los pelos a mi cliente, por lo que su marido salió a defenderla&#8221;. El parte médico refleja &#8220;dolor en la región cervical y en la cara&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">La mujer llegó a casa angustiada. Su marido estaba haciendo negocios en Casablanca (Marruecos). &#8220;Si yo hubiera estado aquí el problema sí habría sido muy gordo&#8221;, dice un resignado Abdel Hakim a la puerta de la tienda.</p>
<p style="text-align:justify;">Saadia denunció los hechos el mismo día y al siguiente la Guardia Civil tomó declaración al matrimonio. Hakim adelantó su vuelta de Casablanca 12 días. El marido, que lleva 20 años en España y asegura que es musulmán &#8220;sin ser radical&#8221;, no quería que estuviese sola con los pequeños, de tres años y 20 meses. Sobre la razón por la que pudieron llamar &#8220;puta&#8221; a su mujer, opina que quizás haya sido la &#8220;envidia&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Seguramente, nada habría trascendido si Saadia, de 38 años, no hubiera estado embarazada de un mes, algo que nadie en el pueblo sabía. Ya sangraba, porque es &#8220;delicada para los embarazos&#8221;, según su marido. Nueve días después del incidente, fue atendida en el Hospital de Tomelloso por un aborto. Tres días después acudió de nuevo al cuartel y dijo que el aborto había sido provocado por la agresión. Este viernes, el abogado de los acusados, M. F., de 37 años, y A. F., de 27, hizo público el informe forense donde se dice que &#8220;el sangrado comenzó aproximadamente 15 días antes de la agresión, y durante la misma no se produjeron lesiones en la zona abdominal que pueden justificar el resultado, por lo que puede considerarse un aborto espontáneo&#8221;. Cuando Saadia llegó al hospital, el médico le preguntó si había tenido &#8220;un susto o una caída&#8221; y por eso lo relacionó con la agresión, contó ella misma en el colegio.</p>
<p style="text-align:justify;">Socuéllamos es un pueblo pequeño y cuenta con más de un centenar de marroquíes. Por eso ahora la familia de Saadia quiere perdonar, dicen, para no tener más problemas. Aseguran además, que desde lo ocurrido, el matrimonio y &#8220;otros que ellos envían vienen a la tienda llorando a pedirnos perdón&#8221;, cuenta el marroquí. &#8220;Ella está mejor, al principio estuvo mal pero ya se ha recuperado bastante&#8221;. En la voz de Saadia se percibe gran nerviosismo: &#8220;Yo creo que es envidia, ella es un poco rara. Yo he venido a España a trabajar y ganarme la vida&#8221;, dice. Cuando se los vuelva a cruzar, &#8220;cada uno por su camino&#8221;. Eso quiere también su marido: no tener problemas.</p>
</blockquote>
<p><!-- google_ad_section_end() --><!-- ***** Fin de Entradilla ***** --><!-- ***** Info complementaria ***** --><!-- ***** Fin Info Complementaria ***** --><!-- ***** Cuerpo ***** --><!-- google_ad_section_start() --><!-- Info complementaria --><strong>FUENTE: </strong><a href="http://www.elpais.com/articulo/sociedad/mereces/estar/puticlub/elpepusoc/20091106elpepusoc_5/Tes"><strong>http://www.elpais.com/articulo/sociedad/mereces/estar/puticlub/elpepusoc/20091106elpepusoc_5/Tes</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Insisto, insisto E INSISTO, EL ISLÁM ES UNA ABERRACIÓN, UN PELIGRO Y SI LO QUIEREN PRACTICAR, QUE LO HAGAN EN SUS PAISES, PERO..¡¡¡EN OCCIDENTE NO!!!!!, EN OCCIDENTE NO QUEREMOS A ESTE TIPO DE GENTUZAS NI ESTA PUTA MIERDA DE CREENCIAS ABSURDAS, MEDIEVALES Y BÁRBARAS.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-781" title="islamBurka" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/islamburka.jpg" alt="islamBurka" width="450" height="415" /></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-782" title="firmaseria1" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/firmaseria12.png" alt="firmaseria1" width="143" height="42" /></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[EL TOTALITARISMO ISLÁMICO EN EL CORÁN]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/06/el-totalitarismo-islamico-en-el-coran/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 19:47:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/06/el-totalitarismo-islamico-en-el-coran/</guid>
<description><![CDATA[Mas claro, agua, lo malo es que para los obtusos (como por ejemplo, Zapatero) hasta el agua es turbi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong>Mas claro, agua, lo malo es que para los obtusos (como por ejemplo, Zapatero) hasta el agua es turbia si no va del mismo lado de sus gilipolleces.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alianza de Civilizaciones, ¡¡ja!!, ¿civilización el ISLÁM?, si, y el Rayo Vallecano campeón de la Champions, ¿no te jode?.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong> </strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-775" title="firmaseria1" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/firmaseria11.png" alt="firmaseria1" width="143" height="42" /></p>
<p id="contenido">¿Y esa consigna de no “demonizar” al Islam, como si los atentados del 11 de septiembre no hubieran sido realizados en su nombre? ¿No es Ben Laden y sus sahid quienes lo demonizan ofreciendo una imagen de salvajismo e inhumanidad? Arma suprema de los islamo-fundamentalistas, lo islámicamente correcto sitúa como postulado que el ‘verdadero Islam’ no puede ser más que ‘tolerante’ y ‘pacífico’ puesto que el Corán es un ‘texto de paz y amor’. Muhamad Alí, el boxeador Casius Clay, lo proclamó en el homenaje a las víctimas: “el Islam es la paz”. Esta especie de consigna rechaza cualquier análisis argumentado para desentrañar las raíces coránicas y teológicas del islamismo radical, del terrorismo suicida, como “intolerancia racista”. En vez de exorcizar el desviacionismo de los terroristas suicidas se sataniza la crítica. Los atentados se convierten en un acto de propaganda de ¡un Islam limpio de todo pecado! El fanatismo y el oscurantismo islámico justifican por tanto, en el nombre de Dios, la lapidación de las mujeres en Irán, Sudán o Mauritania, el exterminio de los cristianos en Indonesia, la degradación de las mujeres en Afganistán o la liquidación de los blasfemos y los católicos en Pakistán, muestras todas ellas de tolerancia, paz y amor, hasta el punto de que lo coherente sería pedir la aplicación de la sharia en nuestras naciones occidentales. ¿Por qué tanto silencio ante las flagrantes lesiones a los derechos humanos en las naciones islámicas “moderadas”? ¿Es una excepción cultural, una manifestación de una cultura distinta, satanizar el sexo, hasta lapidar a las adúlteras? ¿La no discriminación por razón de sexo es acaso una costumbre occidental? Afganistán, ese “régimen vomitivo” donde la mujer ha de morir sin recibir atención sanitaria, y ¿Arabia Saudí, donde tienen prohibido conducir? ¿Estaba entonces bien aquello de la mujer con la pata quebrada? El imán de Fuengirola publicó un libro recomendando los castigos corporales a la mujer, como, por otra parte, recomienda el Corán. ¿Dónde queda lo del terrorismo doméstico? ¿Alguien se imagina la justa indignación nacional si un párroco católico saliera por donde el imán de Fuengirola? Pues ese señor es quien selecciona a los profesores y profesoras, nunca los sexos juntos, de las clases de musulmán en los colegios de Málaga. La postmodernidad, el estructuralismo y los políticamente correcto han acostumbrado a las gentes a esa doble moral, a ese relativismo ético, consecuencia directa del cultural. Al margen de tanto tópico, las razones de la violencia tienen raíces muy profundas en El Corán. Es un texto asequible, de fácil estudio, ¿por qué mantener que el Islam es la paz cuando una de cada dos azoras chorrea sangre?.</p>
<p><strong>MAHOMA, CAUDILLO MILITAR</strong></p>
<p>Mahoma fue al tiempo un líder espiritual y un caudillo militar. Bajo su mandato, los islamitas fueron perseguidos y perseguidores. De forma similar al pueblo hebreo en su éxodo y su toma de posesión de la tierra prometida, los islamitas combatieron y se impusieron sobre sus adversarios por las armas. Ese ambiente bélico, de violencia y propaganda, impregna el Corán.</p>
<p>Exiten sobre Mahoma prolijas biografías en donde se reseñan sus hechos más notables y sus cualidades de estadista, pues en la última etapa de su vida fue básicamente un organizador. Dotó a las tribus de la península arábiga de una férrea unidad y una misión, que se tradujo a las pocas décadas de su muerte en una impresionante expansión por Asia y África del Norte hasta la península ibérica. Mahoma, “el alabado”, nació alrededor del año 580. Huérfano desde joven, casó con la rica Jadicha, que lo doblaba en edad y a quien ayudó en la administración comercial de sus bienes. Del matrimonio nacieron cuatro hijas y varios hijos varones, muertos a corta edad. A Mahoma no le sobrevivió ningún hijo varón de sus quince mujeres, como reseña El Corán. La actual Arabia Saudí era entonces una fragmentada colección de tribus –él pertenecía a los hachemitas, un clan prestigioso, pero de poder reducido-, con religiones politeístas relacionadas con cada clan, con centro religioso y comercial en La Meca, donde se veneraba la Kaaba, una piedra negra a la que se supone un aerolito, rodeada de ídolos de las numerosas divinidades adoradas por los beduinos. Convivían también comunidades de dos religiones monoteístas, la hebrea y la cristiana, y había seguidores de credos asiáticos como el de Zoroastro.</p>
<p>Fue en el año 610 cuando recibió su primera revelación en el monte Hira. Según Tabari, historiador musulmán (839-923), comunicó a su mujer “Oh Kadija, temo volverme loco. ¿Por qué?, preguntó ella. Porque veo en mí los signos de un poseído: cuando camino oigo voces que vienen de cada piedra y de cada colina, y por la noche veo en sueños un ser enorme que se presenta ante mí, un ser cuya cabeza alcanza al cielo y cuyos pies tocan la tierra”. Un lunes se le apareció un ángel de Dios, Gabriel. “Se presentó ante él y le dijo: ¡La bendición sea contigo, oh Mahoma, apóstol de Dios! Mahoma se asustó y se puso de pie pensando que había perdido el juicio. Se dirigió hacia la cumbre para matarse arrojándose desde lo más alto. Pero Gabriel le tomó entre sus alas, de modo que no podía avanzar ni retroceder. Y entonces le dijo: ¡Oh Mahoma, no temas, porque tú eres el profeta de Dios, y yo soy Gabriel, el ángel de Dios!. Mahoma permaneció inmóvil entre las dos alas, y Gabriel continuó: ¡Oh, Mahoma recita: en nombre de tu Señor, que ha creado todo, que ha creado el hombre a partir de un coágulo de sangre!”. Gabriel le entregó la primera sura del Corán, denominada <em>Iqra</em>, el credo musulmán: “La alabanza a Dios, Señor de los mundos. El Clemente, el Misericordioso, Rey del Día del Juicio. A ti adoramos y a ti pedimos ayuda. Condúcenos al camino recto, camino de aquellos a quienes has favorecido, que no son objeto de tu enojo y no son los extraviados”.</p>
<p>“Mahoma descendió de la montaña. Fue invadido de un fuerte temblor y volvió a casa, repitiéndose a sí mismo las palabras del ángel. Estas le daban confianza, pero temblaba con todo el cuerpo debido al temor y al terror que le había inspirado Gabriel. Ya en la casa dijo a su mujer: el mismo que se me había aparecido de lejos se me ha presentado hoy delante. ¿Qué te ha dicho?, le preguntó Jadicha. Me ha dicho: Tú eres el profeta de Dios y yo soy Gabriel, y me ha recitado esta sura. Jadicha, que había leído viejas escrituras y conocía historias de profetas, sabía también el nombre de Gabriel. Mahoma fue dominado acto seguido por un agudo frío, inclinó la cabeza y dijo a su mujer: ¡Cúbreme, cúbreme!. Ella le cubrió con un manto, y él se durmió”[1].</p>
<p>El Corán prácticamente no da detalles de las revelaciones de Mahoma, luego enriquecidas literariamente por sus seguidores. Con frecuencia se trataba de locuciones intelectuales difíciles de determinar, acompañadas por fenómenos físicos descritos por la tradición: palidecía, su frente se llenaba de sudor y entraba en un estado de semiinconsciencia. A veces caía en tierra, como fulminado de una irrupción que no se juzgaría natural. “Para Teófano todos estos síntomas no eran más que el reflejo externo de un ataque de epilepsia”[2]. “Quienes consideran los hechos desde fuera de la tradición musulmana mantienen, como es de esperar, una postura escéptica sobre el origen último de las iluminaciones experimentadas por Mahoma. Ha habido autores que las han atribuido a un psiquismo patológico, pero de gran brillantez y originalidad. Otros han hablado de alucinaciones, mientras que algunos piensan que estamos ante una mente que no consigue siempre distinguir entre lo imaginario y lo real”[3]. En cualquier caso, Mahoma siempre creyó con gran fuerza en su misión y en la veracidad de los mensajes.</p>
<p>En un primer momento, “no quiere crear una nueva religión”[4], sino lanzar un mensaje monoteísta, llamando a pedir perdón por los pecados mediante letanías cristianohebreas, denunciando algunas prácticas aberrantes como el asesinato de niñas recién nacidas. Todo ello para volver a la antigua pureza del hombre piadoso o <em>hánif</em>, cuyo primer representante es el profeta Abraham. Los primeros seguidores en su círculo familiar pronto fueron objeto de amenazas, ridiculizaciones y persecuciones. Mahoma llegó a temer por su vida, volviéndose a la intercesión de algunos ídolos, de lo que pronto se arrepintió, no volviéndose a separar del monoteísmo. La muerte de su esposa y de su protector Abu Talib, le sumió en una situación de desaliento de la que salió tras “la visión del viaje nocturno”, que la tradición musulmana sitúa en Jerusalén.</p>
<p>En medio del fracaso de su predicación, fue reclamado por los habitantes de Medina “para que fuese a vivir entre ellos como árbitro supremo de las tribus de Aws y Jazrach, divididas por viejas rivalidades que dos años antes habían conducido a la guerra”[5]. Su posición monoteísta le hacía también un interlocutor respecto a importantes clanes judíos como los Banu Qurayza, Qaynuqa y Nadir. Esto marca un cambio radical en Mahoma, de predicador religioso a figura política. Según Vernet, “Mahoma, que hasta entonces jamás había pensado que su doctrina pudiera teñirse de un matiz político cualquiera, cambió de opinión ante la contumacia de sus compatriotas”. La huida o hégira de La Meca, con alrededor de ciento cincuenta seguidores, a Madinat al-nabí (la ciudad del profeta) se produjo el 16 de julio del año 622, donde se sitúa el origen del calendario musulmán.</p>
<p>La introducción en la política de Mahoma dio un giro importante en su mensaje y en sus revelaciones, pues estas no sólo se refieren a aspectos religiosos sino también a la justificación de las decisiones como dirigente político y como jefe militar. Primero sigue una estrategia conciliadora. Fue aceptado por las diversas facciones, aunque con reservas por los que denominará hipócritas. Buscó el acercamiento a los judíos. Para ello situó como día de ayuno de sus seguidores el mismo que el del <em>yom kippur</em> o de la purificación hebraico y prescribió la orientación en las oraciones hacia Jerusalén, aunque mantuvo la oración pública el viernes. Pero entraron en una intensa polémica. Mahoma siempre tuvo un conocimiento de segunda mano de la Biblia y no fue aceptado como profeta. La disputa derivó en un <em>odium theologicum</em>, una de las formas históricamente más intensas de repulsa.</p>
<p>Mahoma culpó a los judíos de haber suprimido fragmentos de las escrituras y haber añadido otros. Por otra parte, esta serie de diálogos habían dado lugar a formas sincretistas de religiosidad. Procedió a incrementar la diferenciación y a reforzar su poder. En el plano religioso tomó decisiones fundamentales. Intensificó el carácter nacional de su mensaje. político. Sustituye el ayuno de la <em>asurá</em> (<em>yom kippur</em>) por el del mes de ramadán. Las oraciones pasaron a orientarse hacia La Meca, considerada ciudad sagrada, cuyo santuario –supuestamente fundado por Abraham y su hijo Ismael- debía ser purificado de los dioses idólatras, pero había de ser objeto de peregrinación de los musulmanes. Rompió, de esa forma, uno de los motivos de oposición a su mensaje, pues los comerciantes de La Meca veían en peligro su influencia y su fuente de ingresos. Al tiempo marcó un objetivo político: la comunidad de creyentes o <em>umma</em> pasa a ser ejército. Mahoma se presentó desde entonces como el último Profeta, tras Moisés y Jesús, y al tiempo resaltó una relación directa con Abraham, que no fue “ni idólatra, ni judío, ni cristiano”.</p>
<p><strong>LA VERDAD SE JUSTIFICA POR LA GUERRA</strong></p>
<p>“La guerra –según explica Julio Vernet- constituía el ideal supremo de Mahoma, puesto que con ella iba a infligir a los incrédulos mequíes, por propia mano, el tormento con que reiteradamente les había amenazado”[6]. Sin embargo, “sus partidarios se mostraban reacios a admitir la predicación por medio de la espada” pues representaba “luchar contra hermanos”. Mahoma reforzó su poder personal, haciéndose jurar fidelidad, y el providencialismo. La desobediencia a sus mandatos lo es al propio Alà. Así en la azora II 212 señala “se os prescribe el combate, aunque os sea odioso”[7]. Primero sus seguidores desarrollan operaciones de estricto pillaje poniendo en riesgo el comercio de La Meca. Una operación de castigo fue enfrentada por Mahoma consiguiendo la victoria de Badr, cuyo botín mejoró la posición de los musulmanes hasta entonces dependientes de la generosidad de los habitantes de Medina. “El alabado” presentó el éxito militar como una prueba del poder y la supremacía de Alá. Tras ello pasó a eliminar disidencias atacando a los hipócritas y a los clanes judíos. Al año siguiente, contra otro ejército superior en número, sufrió la derrota de Ohod. Desde el creciente providencialismo, la interpretación se establece en una prueba de Dios, que premia a los constantes, en términos de triunfo y aniquilación[8]. “Estos días los hacemos suceder entre los hombres, a fin de que Dios sepa quiénes creen y escoja, entre vosotros, testigos -¡Dios no ama a los injustos!-, con el fin de probar a Dios a quienes creen y aniquilar a los infieles”. Esta derrota dio alas a los descontentos en Medina, pero Mahoma cortó la rebelión –expulsando a los judíos- e intensificó las medidas diferenciadoras de sus seguidores estableciendo barreras de comunicación con otras comunidades: prohibió la bebida y el juego.</p>
<p>Como jefe político y militar demostró una voluntad de poder y de dominio que no existía en sus adversarios, dispersos y divididos. Los comerciantes de La Meca se mostraron a favor de terminar con una guerra que sólo les causaba perjuicios. Además, el giro nacionalista de Mahoma les permitía mantener su posición. Tuvo, sin embargo, que vencer en la batalla de Hunayn para ser el señor de la Arabia central, pero no consiguió dominar la norte al ser derrotado en Muta. En esta etapa, cuando empezó a vislumbrar el triunfo, intensificó los elementos teocráticos, y estableció la imposibilidad de pactos salvo entre iguales, o sea entre los creyentes, mientras que los miembros de las religiones del libro –judíos y musulmanes- podían ser tolerados en situación de inferioridad con impuestos especiales.</p>
<p>En el año 10 tras la hégira hizo la peregrinación solemne a La Meca, presentándose al tiempo como el profeta de una nueva religión para los árabes y “como restaurador de la religión de Abraham”[9]. En el año 11 diversas tribús se sublevaron afirmando contar entre sus miembros a nuevos profetas. Preparando la campaña de castigo murió Mahoma de fiebres el 8 de junio de 632.</p>
<p>El lenguaje bélico de El Corán es de inusitada violencia, establecida como voluntad de Alá. “Yo estoy con vosotros. ¡Consolidad en sus puestos a quienes creen! Arrojaré el pánico en el corazón de quienes no creen! ¡Golpeadlos encima del cuello! ¡Golpeadlos en la yema de los dedos!”[10]. Hay un ensañamiento genocida: “No es propio de un Profeta tener prisioneros hasta que haya encubierto la tierra con los cadáveres de los incrédulos” [11]. Hay con frecuencia una exaltación de la venganza y escasos sentimientos humanitarios como cuando exclama “¡Dios los mate!” con referencia explícita a los judíos y los cristianos[12]. “¡Profeta! ¡Combate a los infieles y a los hipócritas! ¡Sé duro con ellos”[13]. Todo en una ambientación de subido tono providencialista: “si cesáis en la lucha, será mejor para vosotros; si la reanudamos, la reanudaremos; no os servirá de nada vuestro número aunque sea grande: Dios está con los creyentes” [14].</p>
<p><strong>EL EXTERMINIO O LA CONVERSIÓN UNIVERSALES</strong></p>
<p>El Antiguo Testamento está lleno también de batallas y de intervenciones bélicas providencialistas con exterminio como contra los moabitas. Hay una diferencia en esa violencia divinal –execrable en cualquiera de los casos-, pues en el caso hebreo está relacionada con la tierra, con una promesa, restringida a un territorio, y como preservación del pueblo elegido, pero en el caso de Mahoma está relacionada con la fe. Apenas si contempla otra forma de conversión que a través de la imposición violenta y se trata de un designio universal: “¡Combatid a quienes no creen en Dios ni en el último Día ni prohiben lo que Dios y su enviado prohiben, a quienes no practican la religión de la verdad entre aquellos a quienes fue dado el Libro! Combatidlos hasta que paguen la capitación personalmente y ellos estén humillados”[15]. “No hay ciudad a la que nosotros no aniquilemos o atormentemos con terrible tormento antes del día de la Resurrección. Eso está en el Libro, escrito” [16]. La santificación de la guerra, en el sentido comúnmente entendido, es un estado permanente.</p>
<p>¿Sobre qué sustenta Mahoma la autoridad de su posición religiosa? Sobre la violencia. La suya es una teología de la guerra: es ésta la que justifica en sí el mensaje y es, a la vez, lo fundamental de él. Alá es grande y Mahoma su profeta, porque dan la victoria final sobre los incrédulos. Al contrario que los profetas anteriores, en cuya estela se sitúa como culminador, Mahoma no hizo milagros. De alguna manera asume los de sus predecesores, pero en su caso las pruebas de la fe son la espada y el libro.</p>
<p><strong>AUTORITARISMO EXTREMO</strong></p>
<p>Por supuesto el argumento fundamental es que se trata de una verdad revelada. El principio de la existencia de una revelación se acompaña con frecuencia del criterio de que esa verdad es manifiesta, de manera que la ausencia de reconocimiento –la falta de fe, la incredulidad- constituye un pecado, una perversión, un yerro moral que con frecuencia es consecuencia de una depravación de la conducta. A esa cuestión apunta la diferencia establecida por San Pablo entre el hombre viejo y el hombre nuevo, o la aseveración de que el hombre carnal no puede conocer las verdades divinas. La consideración de la incredulidad como una especie de ataque al contenido de la fe es habitual en las religiones, pues se considera que pone en cuestión el carácter manifiesto, obvio, de la verdad en sí. Este argumento ha llevado con frecuencia a fórmulas autoritarias por las que se trata de someter al incrédulo o de eliminarlo, considerando que la unidad en la creencia confirma su veracidad. Ese fue uno de los resortes con los que funcionó durante siglos la Inquisición de la Iglesia católica o en nombre del que se llevaron a cabo las guerras de religión europeas en los siglos XVI y XVII. También ha sido el principio de persecución de los disidentes en los países comunistas, considerando, por ejemplo, que quienes rechazaban el marxismo eran dementes, pues su verdad era manifiesta, una forma de revelación secular, y aún de mayor fuerza que las de las religiones, pues se trataba de una verdad científica.</p>
<p>Sin embargo, a título de ejemplo, la apologética cristiana establece tres pruebas en su favor, a modo de principios de contrastación: milagros, profecías y belleza moral del mensaje. Los milagros, como suspensiones momentáneas de las leyes de la naturaleza, manifiestan el poder divino y respaldan la revelación. Son observados por testigos. En el mismo sentido funciona el cumplimiento de profecías, de augurios establecidos sobre sucesos futuros. Estas pruebas, incluida la belleza moral del mensaje, buscan una armonización entre fe y razón. No resultan concluyentes para quien no tiene fe, pero implican, en su misma enumeración, un respeto a la autonomía de la racionalidad, un principio de tolerancia. Por supuesto, esa tolerancia se ha roto con frecuencia a lo largo de los siglos, pero el cristianismo, por muy diversas, curiosas y extravagantes que sean las costumbres de sus diversas corrientes y sectas, ha demostrado ser compatible con la tolerancia.</p>
<p><strong>TEOCRACIA ABSOLUTA, SIN DIFERENCIA ENTRE FE Y RAZÓN</strong></p>
<p>Esa diferencia entre fe y razón no existe en el texto canónico islámico. Aunque El Corán abunda en dicotomías excluyentes, sin zonas intermedias de neutralidad, casi todas ellas se basan precisamente en el hecho de que la única razón posible es la fe. De forma poética y algo elíptica el arabista francés Louis Massignon decía que al judaísmo le caracteriza la esperanza, al cristianismo la caridad y al islamismo la fe. La fe lo es todo. Entendida como obediencia. De hecho, no hay humanidad fuera de la fe. El no musulmán no pertenece a la especie humana. “La idolatría es peor que el homicidio”[17]. “Matadlos hasta que la idolatría no exista y esté en su lugar la religión de Dios”[18]. La apologética de Mahoma se basa en la violencia y en la belleza del Corán. Es una religión cuya coherencia es un autoritarismo circular, no deja resquicio para la tolerancia. Ibn Warraq describe bien este blindaje hacia la crítica que fundamente el totalitarismo islámico: “La verdad ha sido revelada de una vez por todas, imposible discutirla, relativizarla o incluso reflexionar sobre ella. El Corán se pretende eterno. Cada uno debe obedecer con cuerpo y alma, pues por el contrario las sanciones serán terribles. En estas condiciones, intentad exponer la menor ironía, el menor espíritu crítico, la menor puesta en duda de orden histórico o filológico&#8230;”[19].</p>
<p>Mahoma y el Corán rechazan cualquier contrastación. Por de pronto rechazan, contra la evidencia, cualquier historicidad. El libro santo del Islam no es obra de Mahoma, sino recopilación posterior. Está formado por ciento catorce azoras o capítulos, dividido en aleyas rimadas o versículos. Los capítulos están ordenados de mayor a menor número de aleyas, sin orden cronológico. En vida de Mahoma los comentarios de sus revelaciones eran aprendidos de memoria por sus seguidores. Con el tiempo, la muerte de estos recitadores hizo ver la conveniencia de poner por escrito esos pensamientos. Esa labor fue encargada por el siguiente califa, Abu Bakr a Zayd b. Tabit. Se trata, pues de una recopilación. En ese sentido resulta acumulativa. Incluso resulta piadoso el comentario de que “hay en el libro mucha palabra superflua, así como innumerables reiteraciones”[20]. La historia de Moisés está contada más de cincuenta veces, sin variaciones resaltables. La de Noé, veinticinco. Y eso sucede con numerosos sucesos del antiguo y del nuevo testamento. La eliminación de las reiteraciones reduciría de manera sensible el Corán. La regulación de la vida de los musulmanes es incoada, pero sobre todo se encuentra en los <em>hadiz</em> o dichos, por los que mediante la fórmula alguien dijo que había escuchado al Profeta se concreta un contenido que en el Corán es vago. De hecho, la <em>sharia</em>, el código penal islámico, principal reivindicación integrista, vigente en numerosos países, no se encuentra en el Corán sino en tales comentarios recopilados por generaciones posteriores.</p>
<p><strong>LA TOLERANCIA, EL PEOR PECADO</strong></p>
<p>La tradición musulmana con base en el propio Corán ha deificado el libro situándolo como la copia del que se encuentra en el paraíso. Es decir, mientras judaísmo y cristianismo consideran sus libros inspirados, a través de autores humanos, causas segundas, la autoría del Corán se establece directamente divina. Con estos precedentes, es de todo punto lógico que el texto coránico resulte obsesivo respecto a la incredulidad. Como si se sintiera amenazado sobre bases débiles, toda disidencia pone en riesgo a la verdad manifiesta y al edificio de los creyentes. Ese sentido de la verdad manifiesta, sólo negable por una depravación moral, está llevada hasta el extremo: “Las peores bestias, ante Dios, son los infieles”[21]. Negada la racionalidad de los discrepantes, la verdad resulta incuestionable. Conviene precisar que, según ese esquema, los preceptos morales islámicos quedan reducidos a los límites de los creyentes. Por ejemplo, por supuesto la vida es sagrada, como en las otras religiones monoteístas. Así: “no mataréis a una persona si no es como justicia. Dios os lo ha prohibido”[22], pero bien entendido que sólo es persona el creyente y sólo hay vida en la fe.</p>
<p>El Corán muestra una constante obsesión de Mahoma por no ser creído, e incluso un intenso resquemor por ser ridiculizado. En estos puntos es muy explícito. Son frecuentes las referencias a quienes le acusan de hacerse eco “de leyendas de los antiguos” o de “haber recibido la revelación de un mortal”. Esa obsesión va pareja al odio contra los incrédulos y un insano deseo de venganza. Las referencias ofrecen, de esa forma, verosimilitud al mensaje de cara a los creyentes, pues resultan la explicitación de una conjura o de una mentalidad conspirativa. Esto es frecuente en la idea de la verdad manifiesta, pues la increencia es el fruto de una maldad congénita. Quienes no creen no son, en ningún caso, neutrales, sino que se oponen a la fe y conspiran contra ella. La justificación de la fe en Mahoma es la guerra, la eliminación del infiel o el impío, pues sólo de esa forma puede ponerse fin a tal conspiración. Si todos creen, la verdad es, en sentido pleno, manifiesta. La ausencia de todo disidente es, de hecho, la parusía islámica, cumplida por el <em>Madihd</em>, personaje que vendrá al final de los tiempos, y que algunos musulmanes especulan con que será Jesús, conjuntando de esa forma la profecía evangélica del segundo advenimiento.</p>
<p>Conviene precisar que tal grado de autoritarismo se compagina con una teología sencilla de cuerpo doctrinal escaso. La unicidad de Dios es prácticamente el único dogma. Es una reafirmación del monoteísmo hebraico. No hay novedad, ni creatividad religiosa, tampoco en las postrimerías, bien explícitas en el cristianismo, salvo en la descripción de un paraíso sensual, con jardines recorridos por ríos subterráneos, donde son lícitos algunos placeres prohibidos en la tierra, como licores que no embriagan, y donde hay mujeres de ojos rasgados, vírgenes, no tocadas por hombres ni demonio. En el Corán en sí no queda claro si las mujeres se salvan, pues las huríes parecen fruto de una creación ulterior no bien explicada.</p>
<p>Aunque los politeístas son blanco de las iras, y si bien el Corán ni contempla ni se plantea la increencia agnóstica o el ateísmo, el pecado mayor es la apostasía. Lógico desde el autoritarismo extremo de la verdad manifiesta en el que se sitúa Mahoma. No tanto, como suelen decir algunos de sus seguidores, porque rompa la fortaleza interna (la solidaridad se diría ahora) de la <em>umma</em>, sino porque rechaza la verdad. Ésta es tan manifiesta que después de haberse sostenido el daño producido por la negación sólo puede resolverse con la muerte. Aunque para cualquiera de los impíos (la impiedad es sinónimo de incredulidad) las penas del infierno serán dolorosas, la apostasía ha de ser perseguida con preferencia mediante el ajusticiamiento o asesinato del apóstata. Algunos escritores e intelectuales de naciones musulmanas conocen bien los efectos prácticos de este designio en nuestros días. Ese fue el sentido de la <em>fatwa</em> contra Salman Rhusdie o la persecución de la escritora pakistaní Taslima Nasrin. Como resalta Ibn Warraq, “el problema de la ley divina es que excluye toda aproximación serena y racional. Donde la <em>sharia</em> encuentra su aplicación, sea donde sea, dos grupos son sistemáticamente las víctimas: las mujeres y los no musulmanes. Estos últimos son considerados como inferiores y los apóstatas merecedores de la muerte”[23].</p>
<p>La idea de tolerancia es por completo extraña al Corán. Es, de hecho, su negación. Un pecado. “No hay tolerancia islámica: cuando el Islam ha crecido lo ha hecho a través de la espada, destruyendo la cristiandad en Oriente o la cultura persa secular, no dejando del pasado otra cosa que ruinas”. Ese es el sentido de la destrucción de los Budas de Bamiyan por la tiranía talibán. ¿No hay tolerancia, como se repite en abundancia, hacia las religiones del Libro, hacia judíos y cristianos? No, salvo que se entienda por tal la obligación de llevar vestimentas distintas, de pagar impuestos especiales y de no poder tener bajo su mando a musulmanes. Esas medidas tratan de resaltar la superioridad del creyente y forzar la conversión, pero en cualquier caso están justificadas porque la verdad es manifiesta, y por ende los infieles han de ser infelices y tener un <em>status</em> inferior.</p>
<p>Mahoma trata más de vencer que de convencer. La suya es una teología de la guerra. Pues la verdad es manifiesta, debe imponerse. Pues la verdad es manifiesta, la existencia de una sola persona que la niegue representa la negación absoluta de su contenido. La eliminación de los infieles por los creyentes está presente de continuo en el Corán. La venganza es una virtud, de la que participa Dios: “Han considerado falsa la verdad cuando ésta les ha venido; les vendrán noticias de lo que se han burlado. ¿No han visto a cuántas generaciones hemos aniquilado antes que a ellos?”[24]. La tolerancia contradice el principio musulmán y su finalidad.</p>
<p>La argumentación, en ese sentido, es circular, cerrada. El Corán no acepta la crítica, porque niega la posibilidad de yerro, incluso cuando cae en contradicción. Contradicciones prácticas como el cambio de la alquibla cuando de la orientación hacia Jerusalén se pasó a La Meca. La explicación es meramente voluntarista y se remite a Dios: “Dirán los insensatos: ¿Qué les hizo girarse respecto de su alquibla, aquella que tenían? Responde: Oriente y Occidente pertenecen a Dios; Él guía a quien quiere hacia el buen camino (&#8230;) Fue grande la perplejidad excepto para aquellos a quienes Dios guía, pues Él no os haría perder vuestra fe”[25]. Las contradicciones entre las propias aleyas del Corán es resuelta mediante la ley del abrogante y el abrogado, de forma que la última aleya tiene validez sobre la anterior. Hay una contradicción esencial. En principio Mahoma predica una religión nacional para un pueblo elegido, los árabes. Como señala V.S. Naipaul, premio nobel de Literatura 2001, “en sus orígenes, el islam es una religión árabe. Cualquiera no árabe que sea musulmán es un converso. El islam no es simplemente una cuestión de conciencia o de creencias, pues tiene exigencias imperiales. Cambia la visión del mundo del converso. Sus lugares sagrados están en tierras árabes; su lengua sagrada es el árabe. La idea sobre la historia cambia también para el converso. Rechaza la suya, y le guste o no, pasa a formar parte de la historia árabe. Las sociedades experimentan un enorme trastorno, que puede seguir sin resolverse incluso al cabo de mil años; la separación tiene que renovarse una y otra vez. Las personas construyen fantasías sobre quiénes y qué son, y en el islam de los países conversos existe un elemento de neurosis y nihilismo. Estos países pueden entrar en ebullición fácilmente”[26]. Y, sin embargo, esta esencia árabe se hace compatible con el principio universalista de los hanif, los hijos de Abraham, por el que todos los seres humanos nacen musulmanes, pero son luego educados como infieles. Esto, en el fondo, implica un principio larvado de apostasía y justifica el designio de dominio completo.</p>
<p><strong>LA GUERRA ES SANTA</strong></p>
<p>La <em>jihad</em> no es contemplada como un esfuerzo o en el sentido de la ascesis cristiana de perfeccionamiento interior, sino en el bélico, tal como se entiende comúnmente. La financiación de la guerra está bendecida. La muerte en ella es premiada con el acceso al paraíso. Hay, sin embargo, apuntes en la dirección de contemplar, al menos como posibilidad, una coexistencia pacífica, entre comunidades, no dentro de la musulmana, que situaría la <em>jihad</em> en términos de respuesta a agresión externa, caso en el que concurrir a la guerra santa es una obligación para todos los varones. La idea de concordia se encuentra en la azora 60: “Es posible que Dios establezca la concordia entre vosotros y quienes son vuestros enemigos. Dios es poderoso, Dios es indulgente, misericordioso. Dios no os ha prohibido el ser buenos y equitativos con quienes no os han combatido ni os han expulsado de vuestras casas por causa de la religión. Dios ama a los equitativos. Dios sólo os ha prohibido, respecto de quienes os combatieron en la religión, os expulsaron de vuestras casas y cooperaron en vuestra expulsión, que los toméis por amigos. Quienes los tomen por tales, éstos son los injustos”. En algunos momentos se anima a la predicación –“Llama a la senda de tu Señor con la sabiduría y la bella exhortación. Discútelos con aquello que es más hermoso”-, pero siempre desde la preeminencia del Islam y sin descartar nunca la guerra y la violencia como el camino de ganar adeptos: “Cuando llegue el auxilio de Dios y la victoria y veas entrar a las gentes, a bandadas, en la religión de Dios, entona el loor de tu Señor y pídele perdón. Él es remisorio”[27].</p>
<p>La negación de toda discrepancia sitúa al islamismo originario, desde su texto canónico, en un fanatismo estricto. Entonces, ¿en dónde sostener ese mito de la tolerancia islámica? Hay de nuevo que referirse al choque de tiempos. El estatuto de dinim, el impuesto de capitación de judíos y cristianos, podía ser comprensible, y aún avanzado, en los siglos primeros de la Edad Media. En la España cristiana los judíos venían obligados a pagar un impuesto por persona y en algunos lugares uno recordatorio de las treinta monedas cobradas por Judas a cambio de su traición. Pero no puede hablarse en términos de tolerancia, tal y como la concebimos desde la Ilustración hasta nuestros días. Como recuerda el historiador César Vidal[28], la principal fuente de ingresos de los Omeyas de Córdoba, tenidos por el sumum de la tolerancia, era la trata de esclavos. En las conquistas nunca se respetaron, como hemos visto recordar a Naipaul, las culturas anteriores. Por el contrario, Amin Maalouf recuerda la impresión de fanáticos que dejaron los cruzados. Por ejemplo, en la toma de Jerusalén en la primera cruzada reseña la escena narrada por comentaristas musulmanes: “es cierto que los caballeros de Occidente son famosos por su bravura, pero su comportamiento ante los muros de Jerusalén es algo desconcertante a ojos de un militar avezado. Iftijar espera verlos construir, nada más llegar, torres móviles y diversos instrumentos de asedio, y cavar trincheras para precaverse de las salidas de la guarnición. Sin embargo, lejos de dedicarse a estos preparativos, han empezado por organizar en torno a los muros una procesión encabezada por sacerdotes que rezan y cantan a voz en grito, antes de lanzarse como posesos al asalto de las murallas sin disponer de la menor escala. Por más que al-Afdal le ha explicado que estos frany querían apoderarse de la ciudad por razones religiosas, un fanatismo tan ciego lo sorprende”[29].</p>
<p>Desde entonces, sin embargo, han cambiado poco las cosas en el Islam. Como apunta el filósofo Javier Hernández Pacheco, no hay en el islamismo un proceso similar a la Ilustración: “Hay en el Islam múltiples valores religiosos y humanos que se podrían incorporar a una comprensión compartida del mundo tan pronto el oriente islámico realice históricamente la depuración humanista de su ideal religioso. Eso fue para Occidente la Ilustración, desde la que el atentado terrorista es un horror incomprensible, mientras que es pura lógica para una comprensión religiosa que tiene esa Ilustración todavía pendiente”[30]. La cuestión no es transferir la voluntad de cambio, sino interrogarse y buscar explicaciones para el inmovilismo. La proscripción de todo debate, la exigencia de “sumisión” no favorece, podría decirse que imposibilita, la evolución en el mensaje, anquilosado en el tiempo. El Corán no es un libro para meditar, sino para recitar. No se reflexiona sobre él, se memoriza. Hay por supuesto escuelas y tendencias diversas, como los sunníes y los chíies. O la extinguida tendencia jarachí, que sólo concede validez al Corán, negándoselas a los hadiz. Los sufíes, llamados así por las gruesas chaquetas de lana que vestían, desarrollaron una tendencia mística y espiritual, a la búsqueda de un trato personal con Dios, en una religión en que la unicidad de Alá tiende a situarlo como una abstracción. La tendencia sufí ha sido prácticamente sofocada. Es hoy en día cuestión literaria occidental, más que realidad musulmana. Averroes, el racionalista aristotélico, de tanta influencia en el cristianismo medieval, cuyos Comentarios dominaron por siglos la Sorbona y fundamentaron la escolástica, es considerado un simple hereje.</p>
<p>El Corán tiene un contenido consuetudinario, relacionado con el contexto de la época. La esclavitud o la poligamia podrían ser interpretadas como meros criterios de tolerancia a instituciones preexistentes, pero tal criterio, sostenido por algunos autores musulmanes, no se tiene en cuenta, porque el texto coránico pretende ser asumido por completo sin evolución posible. Las interpretaciones alegóricas o analógicas, tan fundamentales en la teología cristiana, son consideradas heréticas, y han sido condenadas por sistema por la universidad de Al Azhar. La falta de una autoridad central ha tenido, en ese sentido, un efecto perverso pues cualquier grupo o <em>ulema</em> se ha sentido con capacidad en las últimas décadas para emitir <em>fatwas</em> con declaraciones de <em>kafir</em> o impío, reclamación directa al asesinato. Fue el caso del intelectual egipcio Farag Foda por oponerse a la imposición de la sharia[31], o de Nasr Abu Zeid, profesor universitario que se vio obligado a refugiarse en Europa cuando fue “divorciado” por un tribunal, pues un “apóstata” no podía seguir casado con una musulmana. O del premio Nobel de Literatura, Naguib Mahfuz, apuñalado, tras numerosas amenazas, por considerar sus novelas indecentes.</p>
<p>El fundamentalismo está seriamente instalado en el Corán. La insistencia en la verdad manifiesta y la justificación de la violencia abren un riesgo permanente de intensificar el rigorismo de la ortodoxia y emprender el camino de las armas, o a través del terrorismo o de la guerra. La idea integrista de que “el Islam es un sistema completo y total” no se compadece mal con el texto coránico en el que no existe diferenciación ninguna entre política y religión.</p>
<p>La concepción de la verdad manifiesta no sólo legitima el autoritarismo, lo precisa. Esa verdad ha de imponerse por el poder político, sin resquicios para la autonomía personal, ni espacio para la discusión, mediante la adhesión a la ortodoxia. De esa manera, una de las materias tradicionalmente prohibidas en el mundo islámico es el derecho político. Ya hemos visto como la escisión chíi se produjo por una discusión sobre la esencia del poder islámico, por considerar necesario la continuidad carismática de los herederos del Profeta. La concepción del poder islamista es teocrática. Pero si los chíies resolvieron su derrota y contradicción mediante la curiosa forma mesiánica de que Alí y aún más su hijo Husein, se “ocultaron” en vez de morir, y reaparecerán en otro momento de la historia, el islamismo en su conjunto vive en una contradicción más profunda, intensificada desde la desaparición del califato otomano en 1924, último vestigio de poder central. La idea de Hutginton de un Estado central capaz de aglutinar a la “civilización islámica” no es musulmana, pues el poder ha de ser personalizado, como lo fue la relación de Mahoma, jefe político y religioso, con Alá. Ese vacío enervante alimenta las fantasías de los islamistas. Tahar ben Jelloun, escritor marroquí, ganador del Premio Goncourt, en relación con la situación actual, afirma: “es verdad que los árabes, que los musulmanes están a la búsqueda de un líder”[32]. La recreación en el integrismo de la <em>umma</em> como proyecto político comunitarista no ha resuelto, en ningún caso, el problema ni la contradicción. Ha producido dictaduras como la sudanesa. Pero el misticismo islamista, político-religioso, alimenta las expectativas del surgimiento de un califa, un líder carismático, señor de la guerra, tras cuyo imaginario no es difícil percibir el sueño iluminado de Osama ben Laden.</p>
<hr />[1] Citado por José Morales, El Islam, Ediciones Rialp, pp.22-23</p>
<p>[2] Juan Vernet, introducción a El Corán, Plaza y Janés, p. 11.</p>
<p>[3] José Morales, El Islam, p. 24.</p>
<p>[4] Juan Vernet, p. 11.</p>
<p>[5] Juan Vernet, p. 12.</p>
<p>[6] Julio Vernet, op. cit. p. 17.</p>
<p>[7] El Corán, azora 2, 18</p>
<p>[8] Azora 3, 134-135</p>
<p>[9] Julio Vernet, p. 23</p>
<p>[10] Azora 8, 12</p>
<p>[11] Azora 8, 68</p>
<p>[12] Azora 9, 30</p>
<p>[13] Azora 8, 74</p>
<p>[14] Azora 8, 19</p>
<p>[15] Azora 9, 29</p>
<p>[16] Azora 16, 60</p>
<p>[17] Azora 2, 187</p>
<p>[18] Azora 2, 189</p>
<p>[19] Ibn Warraq, autor de Pourquoi je ne suis pas musulman, Editorial L’Age d’homme. Entrevista en Le Figaro Magazine, 6 de octubre de 2001.</p>
<p>[20] José Morales, op. cit. p. 139</p>
<p>[21] Azora 8, 57</p>
<p>[22] Azora 6, 152</p>
<p>[23] Entrevista en Le Figaro Magazine, 6 de octubre de 2001</p>
<p>[24] Azora 6, 4-6</p>
<p>[25] Azora 2, 136-138</p>
<p>[26] V. S. Naipaul, Exigencias imperiales del islam, en ABC, 12-10-2001</p>
<p>[27] Azora 110, 1-2</p>
<p>[28] En Libertaddigital, 2 de octubre de 2001</p>
<p>[29] Amin Maalouf, Las cruzadas vistas por los árabes, Alianza Editorial, pp. 80-81</p>
<p>[30] Javier Hernández Pacheco, En Época, nº 865, 14 de septiembre de 2001</p>
<p>[31] Gilles Kepel, La Jihad, Ediciones Península, p. 453</p>
<p>[32] Entrevista en El Mundo, 14 de octubre de 2001<span id="_marker"> </span></p>
<p id="contenido">¿Y esa consigna de no “demonizar” al Islam, como si los atentados del 11 de septiembre no hubieran sido realizados en su nombre? ¿No es Ben Laden y sus sahid quienes lo demonizan ofreciendo una imagen de salvajismo e inhumanidad? Arma suprema de los islamo-fundamentalistas, lo islámicamente correcto sitúa como postulado que el ‘verdadero Islam’ no puede ser más que ‘tolerante’ y ‘pacífico’ puesto que el Corán es un ‘texto de paz y amor’. Muhamad Alí, el boxeador Casius Clay, lo proclamó en el homenaje a las víctimas: “el Islam es la paz”. Esta especie de consigna rechaza cualquier análisis argumentado para desentrañar las raíces coránicas y teológicas del islamismo radical, del terrorismo suicida, como “intolerancia racista”. En vez de exorcizar el desviacionismo de los terroristas suicidas se sataniza la crítica. Los atentados se convierten en un acto de propaganda de ¡un Islam limpio de todo pecado! El fanatismo y el oscurantismo islámico justifican por tanto, en el nombre de Dios, la lapidación de las mujeres en Irán, Sudán o Mauritania, el exterminio de los cristianos en Indonesia, la degradación de las mujeres en Afganistán o la liquidación de los blasfemos y los católicos en Pakistán, muestras todas ellas de tolerancia, paz y amor, hasta el punto de que lo coherente sería pedir la aplicación de la sharia en nuestras naciones occidentales. ¿Por qué tanto silencio ante las flagrantes lesiones a los derechos humanos en las naciones islámicas “moderadas”? ¿Es una excepción cultural, una manifestación de una cultura distinta, satanizar el sexo, hasta lapidar a las adúlteras? ¿La no discriminación por razón de sexo es acaso una costumbre occidental? Afganistán, ese “régimen vomitivo” donde la mujer ha de morir sin recibir atención sanitaria, y ¿Arabia Saudí, donde tienen prohibido conducir? ¿Estaba entonces bien aquello de la mujer con la pata quebrada? El imán de Fuengirola publicó un libro recomendando los castigos corporales a la mujer, como, por otra parte, recomienda el Corán. ¿Dónde queda lo del terrorismo doméstico? ¿Alguien se imagina la justa indignación nacional si un párroco católico saliera por donde el imán de Fuengirola? Pues ese señor es quien selecciona a los profesores y profesoras, nunca los sexos juntos, de las clases de musulmán en los colegios de Málaga. La postmodernidad, el estructuralismo y los políticamente correcto han acostumbrado a las gentes a esa doble moral, a ese relativismo ético, consecuencia directa del cultural. Al margen de tanto tópico, las razones de la violencia tienen raíces muy profundas en El Corán. Es un texto asequible, de fácil estudio, ¿por qué mantener que el Islam es la paz cuando una de cada dos azoras chorrea sangre?.</p>
<p><strong>MAHOMA, CAUDILLO MILITAR</strong></p>
<p>Mahoma fue al tiempo un líder espiritual y un caudillo militar. Bajo su mandato, los islamitas fueron perseguidos y perseguidores. De forma similar al pueblo hebreo en su éxodo y su toma de posesión de la tierra prometida, los islamitas combatieron y se impusieron sobre sus adversarios por las armas. Ese ambiente bélico, de violencia y propaganda, impregna el Corán.</p>
<p>Exiten sobre Mahoma prolijas biografías en donde se reseñan sus hechos más notables y sus cualidades de estadista, pues en la última etapa de su vida fue básicamente un organizador. Dotó a las tribus de la península arábiga de una férrea unidad y una misión, que se tradujo a las pocas décadas de su muerte en una impresionante expansión por Asia y África del Norte hasta la península ibérica. Mahoma, “el alabado”, nació alrededor del año 580. Huérfano desde joven, casó con la rica Jadicha, que lo doblaba en edad y a quien ayudó en la administración comercial de sus bienes. Del matrimonio nacieron cuatro hijas y varios hijos varones, muertos a corta edad. A Mahoma no le sobrevivió ningún hijo varón de sus quince mujeres, como reseña El Corán. La actual Arabia Saudí era entonces una fragmentada colección de tribus –él pertenecía a los hachemitas, un clan prestigioso, pero de poder reducido-, con religiones politeístas relacionadas con cada clan, con centro religioso y comercial en La Meca, donde se veneraba la Kaaba, una piedra negra a la que se supone un aerolito, rodeada de ídolos de las numerosas divinidades adoradas por los beduinos. Convivían también comunidades de dos religiones monoteístas, la hebrea y la cristiana, y había seguidores de credos asiáticos como el de Zoroastro.</p>
<p>Fue en el año 610 cuando recibió su primera revelación en el monte Hira. Según Tabari, historiador musulmán (839-923), comunicó a su mujer “Oh Kadija, temo volverme loco. ¿Por qué?, preguntó ella. Porque veo en mí los signos de un poseído: cuando camino oigo voces que vienen de cada piedra y de cada colina, y por la noche veo en sueños un ser enorme que se presenta ante mí, un ser cuya cabeza alcanza al cielo y cuyos pies tocan la tierra”. Un lunes se le apareció un ángel de Dios, Gabriel. “Se presentó ante él y le dijo: ¡La bendición sea contigo, oh Mahoma, apóstol de Dios! Mahoma se asustó y se puso de pie pensando que había perdido el juicio. Se dirigió hacia la cumbre para matarse arrojándose desde lo más alto. Pero Gabriel le tomó entre sus alas, de modo que no podía avanzar ni retroceder. Y entonces le dijo: ¡Oh Mahoma, no temas, porque tú eres el profeta de Dios, y yo soy Gabriel, el ángel de Dios!. Mahoma permaneció inmóvil entre las dos alas, y Gabriel continuó: ¡Oh, Mahoma recita: en nombre de tu Señor, que ha creado todo, que ha creado el hombre a partir de un coágulo de sangre!”. Gabriel le entregó la primera sura del Corán, denominada <em>Iqra</em>, el credo musulmán: “La alabanza a Dios, Señor de los mundos. El Clemente, el Misericordioso, Rey del Día del Juicio. A ti adoramos y a ti pedimos ayuda. Condúcenos al camino recto, camino de aquellos a quienes has favorecido, que no son objeto de tu enojo y no son los extraviados”.</p>
<p>“Mahoma descendió de la montaña. Fue invadido de un fuerte temblor y volvió a casa, repitiéndose a sí mismo las palabras del ángel. Estas le daban confianza, pero temblaba con todo el cuerpo debido al temor y al terror que le había inspirado Gabriel. Ya en la casa dijo a su mujer: el mismo que se me había aparecido de lejos se me ha presentado hoy delante. ¿Qué te ha dicho?, le preguntó Jadicha. Me ha dicho: Tú eres el profeta de Dios y yo soy Gabriel, y me ha recitado esta sura. Jadicha, que había leído viejas escrituras y conocía historias de profetas, sabía también el nombre de Gabriel. Mahoma fue dominado acto seguido por un agudo frío, inclinó la cabeza y dijo a su mujer: ¡Cúbreme, cúbreme!. Ella le cubrió con un manto, y él se durmió”[1].</p>
<p>El Corán prácticamente no da detalles de las revelaciones de Mahoma, luego enriquecidas literariamente por sus seguidores. Con frecuencia se trataba de locuciones intelectuales difíciles de determinar, acompañadas por fenómenos físicos descritos por la tradición: palidecía, su frente se llenaba de sudor y entraba en un estado de semiinconsciencia. A veces caía en tierra, como fulminado de una irrupción que no se juzgaría natural. “Para Teófano todos estos síntomas no eran más que el reflejo externo de un ataque de epilepsia”[2]. “Quienes consideran los hechos desde fuera de la tradición musulmana mantienen, como es de esperar, una postura escéptica sobre el origen último de las iluminaciones experimentadas por Mahoma. Ha habido autores que las han atribuido a un psiquismo patológico, pero de gran brillantez y originalidad. Otros han hablado de alucinaciones, mientras que algunos piensan que estamos ante una mente que no consigue siempre distinguir entre lo imaginario y lo real”[3]. En cualquier caso, Mahoma siempre creyó con gran fuerza en su misión y en la veracidad de los mensajes.</p>
<p>En un primer momento, “no quiere crear una nueva religión”[4], sino lanzar un mensaje monoteísta, llamando a pedir perdón por los pecados mediante letanías cristianohebreas, denunciando algunas prácticas aberrantes como el asesinato de niñas recién nacidas. Todo ello para volver a la antigua pureza del hombre piadoso o <em>hánif</em>, cuyo primer representante es el profeta Abraham. Los primeros seguidores en su círculo familiar pronto fueron objeto de amenazas, ridiculizaciones y persecuciones. Mahoma llegó a temer por su vida, volviéndose a la intercesión de algunos ídolos, de lo que pronto se arrepintió, no volviéndose a separar del monoteísmo. La muerte de su esposa y de su protector Abu Talib, le sumió en una situación de desaliento de la que salió tras “la visión del viaje nocturno”, que la tradición musulmana sitúa en Jerusalén.</p>
<p>En medio del fracaso de su predicación, fue reclamado por los habitantes de Medina “para que fuese a vivir entre ellos como árbitro supremo de las tribus de Aws y Jazrach, divididas por viejas rivalidades que dos años antes habían conducido a la guerra”[5]. Su posición monoteísta le hacía también un interlocutor respecto a importantes clanes judíos como los Banu Qurayza, Qaynuqa y Nadir. Esto marca un cambio radical en Mahoma, de predicador religioso a figura política. Según Vernet, “Mahoma, que hasta entonces jamás había pensado que su doctrina pudiera teñirse de un matiz político cualquiera, cambió de opinión ante la contumacia de sus compatriotas”. La huida o hégira de La Meca, con alrededor de ciento cincuenta seguidores, a Madinat al-nabí (la ciudad del profeta) se produjo el 16 de julio del año 622, donde se sitúa el origen del calendario musulmán.</p>
<p>La introducción en la política de Mahoma dio un giro importante en su mensaje y en sus revelaciones, pues estas no sólo se refieren a aspectos religiosos sino también a la justificación de las decisiones como dirigente político y como jefe militar. Primero sigue una estrategia conciliadora. Fue aceptado por las diversas facciones, aunque con reservas por los que denominará hipócritas. Buscó el acercamiento a los judíos. Para ello situó como día de ayuno de sus seguidores el mismo que el del <em>yom kippur</em> o de la purificación hebraico y prescribió la orientación en las oraciones hacia Jerusalén, aunque mantuvo la oración pública el viernes. Pero entraron en una intensa polémica. Mahoma siempre tuvo un conocimiento de segunda mano de la Biblia y no fue aceptado como profeta. La disputa derivó en un <em>odium theologicum</em>, una de las formas históricamente más intensas de repulsa.</p>
<p>Mahoma culpó a los judíos de haber suprimido fragmentos de las escrituras y haber añadido otros. Por otra parte, esta serie de diálogos habían dado lugar a formas sincretistas de religiosidad. Procedió a incrementar la diferenciación y a reforzar su poder. En el plano religioso tomó decisiones fundamentales. Intensificó el carácter nacional de su mensaje. político. Sustituye el ayuno de la <em>asurá</em> (<em>yom kippur</em>) por el del mes de ramadán. Las oraciones pasaron a orientarse hacia La Meca, considerada ciudad sagrada, cuyo santuario –supuestamente fundado por Abraham y su hijo Ismael- debía ser purificado de los dioses idólatras, pero había de ser objeto de peregrinación de los musulmanes. Rompió, de esa forma, uno de los motivos de oposición a su mensaje, pues los comerciantes de La Meca veían en peligro su influencia y su fuente de ingresos. Al tiempo marcó un objetivo político: la comunidad de creyentes o <em>umma</em> pasa a ser ejército. Mahoma se presentó desde entonces como el último Profeta, tras Moisés y Jesús, y al tiempo resaltó una relación directa con Abraham, que no fue “ni idólatra, ni judío, ni cristiano”.</p>
<p><strong>LA VERDAD SE JUSTIFICA POR LA GUERRA</strong></p>
<p>“La guerra –según explica Julio Vernet- constituía el ideal supremo de Mahoma, puesto que con ella iba a infligir a los incrédulos mequíes, por propia mano, el tormento con que reiteradamente les había amenazado”[6]. Sin embargo, “sus partidarios se mostraban reacios a admitir la predicación por medio de la espada” pues representaba “luchar contra hermanos”. Mahoma reforzó su poder personal, haciéndose jurar fidelidad, y el providencialismo. La desobediencia a sus mandatos lo es al propio Alà. Así en la azora II 212 señala “se os prescribe el combate, aunque os sea odioso”[7]. Primero sus seguidores desarrollan operaciones de estricto pillaje poniendo en riesgo el comercio de La Meca. Una operación de castigo fue enfrentada por Mahoma consiguiendo la victoria de Badr, cuyo botín mejoró la posición de los musulmanes hasta entonces dependientes de la generosidad de los habitantes de Medina. “El alabado” presentó el éxito militar como una prueba del poder y la supremacía de Alá. Tras ello pasó a eliminar disidencias atacando a los hipócritas y a los clanes judíos. Al año siguiente, contra otro ejército superior en número, sufrió la derrota de Ohod. Desde el creciente providencialismo, la interpretación se establece en una prueba de Dios, que premia a los constantes, en términos de triunfo y aniquilación[8]. “Estos días los hacemos suceder entre los hombres, a fin de que Dios sepa quiénes creen y escoja, entre vosotros, testigos -¡Dios no ama a los injustos!-, con el fin de probar a Dios a quienes creen y aniquilar a los infieles”. Esta derrota dio alas a los descontentos en Medina, pero Mahoma cortó la rebelión –expulsando a los judíos- e intensificó las medidas diferenciadoras de sus seguidores estableciendo barreras de comunicación con otras comunidades: prohibió la bebida y el juego.</p>
<p>Como jefe político y militar demostró una voluntad de poder y de dominio que no existía en sus adversarios, dispersos y divididos. Los comerciantes de La Meca se mostraron a favor de terminar con una guerra que sólo les causaba perjuicios. Además, el giro nacionalista de Mahoma les permitía mantener su posición. Tuvo, sin embargo, que vencer en la batalla de Hunayn para ser el señor de la Arabia central, pero no consiguió dominar la norte al ser derrotado en Muta. En esta etapa, cuando empezó a vislumbrar el triunfo, intensificó los elementos teocráticos, y estableció la imposibilidad de pactos salvo entre iguales, o sea entre los creyentes, mientras que los miembros de las religiones del libro –judíos y musulmanes- podían ser tolerados en situación de inferioridad con impuestos especiales.</p>
<p>En el año 10 tras la hégira hizo la peregrinación solemne a La Meca, presentándose al tiempo como el profeta de una nueva religión para los árabes y “como restaurador de la religión de Abraham”[9]. En el año 11 diversas tribús se sublevaron afirmando contar entre sus miembros a nuevos profetas. Preparando la campaña de castigo murió Mahoma de fiebres el 8 de junio de 632.</p>
<p>El lenguaje bélico de El Corán es de inusitada violencia, establecida como voluntad de Alá. “Yo estoy con vosotros. ¡Consolidad en sus puestos a quienes creen! Arrojaré el pánico en el corazón de quienes no creen! ¡Golpeadlos encima del cuello! ¡Golpeadlos en la yema de los dedos!”[10]. Hay un ensañamiento genocida: “No es propio de un Profeta tener prisioneros hasta que haya encubierto la tierra con los cadáveres de los incrédulos” [11]. Hay con frecuencia una exaltación de la venganza y escasos sentimientos humanitarios como cuando exclama “¡Dios los mate!” con referencia explícita a los judíos y los cristianos[12]. “¡Profeta! ¡Combate a los infieles y a los hipócritas! ¡Sé duro con ellos”[13]. Todo en una ambientación de subido tono providencialista: “si cesáis en la lucha, será mejor para vosotros; si la reanudamos, la reanudaremos; no os servirá de nada vuestro número aunque sea grande: Dios está con los creyentes” [14].</p>
<p><strong>EL EXTERMINIO O LA CONVERSIÓN UNIVERSALES</strong></p>
<p>El Antiguo Testamento está lleno también de batallas y de intervenciones bélicas providencialistas con exterminio como contra los moabitas. Hay una diferencia en esa violencia divinal –execrable en cualquiera de los casos-, pues en el caso hebreo está relacionada con la tierra, con una promesa, restringida a un territorio, y como preservación del pueblo elegido, pero en el caso de Mahoma está relacionada con la fe. Apenas si contempla otra forma de conversión que a través de la imposición violenta y se trata de un designio universal: “¡Combatid a quienes no creen en Dios ni en el último Día ni prohiben lo que Dios y su enviado prohiben, a quienes no practican la religión de la verdad entre aquellos a quienes fue dado el Libro! Combatidlos hasta que paguen la capitación personalmente y ellos estén humillados”[15]. “No hay ciudad a la que nosotros no aniquilemos o atormentemos con terrible tormento antes del día de la Resurrección. Eso está en el Libro, escrito” [16]. La santificación de la guerra, en el sentido comúnmente entendido, es un estado permanente.</p>
<p>¿Sobre qué sustenta Mahoma la autoridad de su posición religiosa? Sobre la violencia. La suya es una teología de la guerra: es ésta la que justifica en sí el mensaje y es, a la vez, lo fundamental de él. Alá es grande y Mahoma su profeta, porque dan la victoria final sobre los incrédulos. Al contrario que los profetas anteriores, en cuya estela se sitúa como culminador, Mahoma no hizo milagros. De alguna manera asume los de sus predecesores, pero en su caso las pruebas de la fe son la espada y el libro.</p>
<p><strong>AUTORITARISMO EXTREMO</strong></p>
<p>Por supuesto el argumento fundamental es que se trata de una verdad revelada. El principio de la existencia de una revelación se acompaña con frecuencia del criterio de que esa verdad es manifiesta, de manera que la ausencia de reconocimiento –la falta de fe, la incredulidad- constituye un pecado, una perversión, un yerro moral que con frecuencia es consecuencia de una depravación de la conducta. A esa cuestión apunta la diferencia establecida por San Pablo entre el hombre viejo y el hombre nuevo, o la aseveración de que el hombre carnal no puede conocer las verdades divinas. La consideración de la incredulidad como una especie de ataque al contenido de la fe es habitual en las religiones, pues se considera que pone en cuestión el carácter manifiesto, obvio, de la verdad en sí. Este argumento ha llevado con frecuencia a fórmulas autoritarias por las que se trata de someter al incrédulo o de eliminarlo, considerando que la unidad en la creencia confirma su veracidad. Ese fue uno de los resortes con los que funcionó durante siglos la Inquisición de la Iglesia católica o en nombre del que se llevaron a cabo las guerras de religión europeas en los siglos XVI y XVII. También ha sido el principio de persecución de los disidentes en los países comunistas, considerando, por ejemplo, que quienes rechazaban el marxismo eran dementes, pues su verdad era manifiesta, una forma de revelación secular, y aún de mayor fuerza que las de las religiones, pues se trataba de una verdad científica.</p>
<p>Sin embargo, a título de ejemplo, la apologética cristiana establece tres pruebas en su favor, a modo de principios de contrastación: milagros, profecías y belleza moral del mensaje. Los milagros, como suspensiones momentáneas de las leyes de la naturaleza, manifiestan el poder divino y respaldan la revelación. Son observados por testigos. En el mismo sentido funciona el cumplimiento de profecías, de augurios establecidos sobre sucesos futuros. Estas pruebas, incluida la belleza moral del mensaje, buscan una armonización entre fe y razón. No resultan concluyentes para quien no tiene fe, pero implican, en su misma enumeración, un respeto a la autonomía de la racionalidad, un principio de tolerancia. Por supuesto, esa tolerancia se ha roto con frecuencia a lo largo de los siglos, pero el cristianismo, por muy diversas, curiosas y extravagantes que sean las costumbres de sus diversas corrientes y sectas, ha demostrado ser compatible con la tolerancia.</p>
<p><strong>TEOCRACIA ABSOLUTA, SIN DIFERENCIA ENTRE FE Y RAZÓN</strong></p>
<p>Esa diferencia entre fe y razón no existe en el texto canónico islámico. Aunque El Corán abunda en dicotomías excluyentes, sin zonas intermedias de neutralidad, casi todas ellas se basan precisamente en el hecho de que la única razón posible es la fe. De forma poética y algo elíptica el arabista francés Louis Massignon decía que al judaísmo le caracteriza la esperanza, al cristianismo la caridad y al islamismo la fe. La fe lo es todo. Entendida como obediencia. De hecho, no hay humanidad fuera de la fe. El no musulmán no pertenece a la especie humana. “La idolatría es peor que el homicidio”[17]. “Matadlos hasta que la idolatría no exista y esté en su lugar la religión de Dios”[18]. La apologética de Mahoma se basa en la violencia y en la belleza del Corán. Es una religión cuya coherencia es un autoritarismo circular, no deja resquicio para la tolerancia. Ibn Warraq describe bien este blindaje hacia la crítica que fundamente el totalitarismo islámico: “La verdad ha sido revelada de una vez por todas, imposible discutirla, relativizarla o incluso reflexionar sobre ella. El Corán se pretende eterno. Cada uno debe obedecer con cuerpo y alma, pues por el contrario las sanciones serán terribles. En estas condiciones, intentad exponer la menor ironía, el menor espíritu crítico, la menor puesta en duda de orden histórico o filológico&#8230;”[19].</p>
<p>Mahoma y el Corán rechazan cualquier contrastación. Por de pronto rechazan, contra la evidencia, cualquier historicidad. El libro santo del Islam no es obra de Mahoma, sino recopilación posterior. Está formado por ciento catorce azoras o capítulos, dividido en aleyas rimadas o versículos. Los capítulos están ordenados de mayor a menor número de aleyas, sin orden cronológico. En vida de Mahoma los comentarios de sus revelaciones eran aprendidos de memoria por sus seguidores. Con el tiempo, la muerte de estos recitadores hizo ver la conveniencia de poner por escrito esos pensamientos. Esa labor fue encargada por el siguiente califa, Abu Bakr a Zayd b. Tabit. Se trata, pues de una recopilación. En ese sentido resulta acumulativa. Incluso resulta piadoso el comentario de que “hay en el libro mucha palabra superflua, así como innumerables reiteraciones”[20]. La historia de Moisés está contada más de cincuenta veces, sin variaciones resaltables. La de Noé, veinticinco. Y eso sucede con numerosos sucesos del antiguo y del nuevo testamento. La eliminación de las reiteraciones reduciría de manera sensible el Corán. La regulación de la vida de los musulmanes es incoada, pero sobre todo se encuentra en los <em>hadiz</em> o dichos, por los que mediante la fórmula alguien dijo que había escuchado al Profeta se concreta un contenido que en el Corán es vago. De hecho, la <em>sharia</em>, el código penal islámico, principal reivindicación integrista, vigente en numerosos países, no se encuentra en el Corán sino en tales comentarios recopilados por generaciones posteriores.</p>
<p><strong>LA TOLERANCIA, EL PEOR PECADO</strong></p>
<p>La tradición musulmana con base en el propio Corán ha deificado el libro situándolo como la copia del que se encuentra en el paraíso. Es decir, mientras judaísmo y cristianismo consideran sus libros inspirados, a través de autores humanos, causas segundas, la autoría del Corán se establece directamente divina. Con estos precedentes, es de todo punto lógico que el texto coránico resulte obsesivo respecto a la incredulidad. Como si se sintiera amenazado sobre bases débiles, toda disidencia pone en riesgo a la verdad manifiesta y al edificio de los creyentes. Ese sentido de la verdad manifiesta, sólo negable por una depravación moral, está llevada hasta el extremo: “Las peores bestias, ante Dios, son los infieles”[21]. Negada la racionalidad de los discrepantes, la verdad resulta incuestionable. Conviene precisar que, según ese esquema, los preceptos morales islámicos quedan reducidos a los límites de los creyentes. Por ejemplo, por supuesto la vida es sagrada, como en las otras religiones monoteístas. Así: “no mataréis a una persona si no es como justicia. Dios os lo ha prohibido”[22], pero bien entendido que sólo es persona el creyente y sólo hay vida en la fe.</p>
<p>El Corán muestra una constante obsesión de Mahoma por no ser creído, e incluso un intenso resquemor por ser ridiculizado. En estos puntos es muy explícito. Son frecuentes las referencias a quienes le acusan de hacerse eco “de leyendas de los antiguos” o de “haber recibido la revelación de un mortal”. Esa obsesión va pareja al odio contra los incrédulos y un insano deseo de venganza. Las referencias ofrecen, de esa forma, verosimilitud al mensaje de cara a los creyentes, pues resultan la explicitación de una conjura o de una mentalidad conspirativa. Esto es frecuente en la idea de la verdad manifiesta, pues la increencia es el fruto de una maldad congénita. Quienes no creen no son, en ningún caso, neutrales, sino que se oponen a la fe y conspiran contra ella. La justificación de la fe en Mahoma es la guerra, la eliminación del infiel o el impío, pues sólo de esa forma puede ponerse fin a tal conspiración. Si todos creen, la verdad es, en sentido pleno, manifiesta. La ausencia de todo disidente es, de hecho, la parusía islámica, cumplida por el <em>Madihd</em>, personaje que vendrá al final de los tiempos, y que algunos musulmanes especulan con que será Jesús, conjuntando de esa forma la profecía evangélica del segundo advenimiento.</p>
<p>Conviene precisar que tal grado de autoritarismo se compagina con una teología sencilla de cuerpo doctrinal escaso. La unicidad de Dios es prácticamente el único dogma. Es una reafirmación del monoteísmo hebraico. No hay novedad, ni creatividad religiosa, tampoco en las postrimerías, bien explícitas en el cristianismo, salvo en la descripción de un paraíso sensual, con jardines recorridos por ríos subterráneos, donde son lícitos algunos placeres prohibidos en la tierra, como licores que no embriagan, y donde hay mujeres de ojos rasgados, vírgenes, no tocadas por hombres ni demonio. En el Corán en sí no queda claro si las mujeres se salvan, pues las huríes parecen fruto de una creación ulterior no bien explicada.</p>
<p>Aunque los politeístas son blanco de las iras, y si bien el Corán ni contempla ni se plantea la increencia agnóstica o el ateísmo, el pecado mayor es la apostasía. Lógico desde el autoritarismo extremo de la verdad manifiesta en el que se sitúa Mahoma. No tanto, como suelen decir algunos de sus seguidores, porque rompa la fortaleza interna (la solidaridad se diría ahora) de la <em>umma</em>, sino porque rechaza la verdad. Ésta es tan manifiesta que después de haberse sostenido el daño producido por la negación sólo puede resolverse con la muerte. Aunque para cualquiera de los impíos (la impiedad es sinónimo de incredulidad) las penas del infierno serán dolorosas, la apostasía ha de ser perseguida con preferencia mediante el ajusticiamiento o asesinato del apóstata. Algunos escritores e intelectuales de naciones musulmanas conocen bien los efectos prácticos de este designio en nuestros días. Ese fue el sentido de la <em>fatwa</em> contra Salman Rhusdie o la persecución de la escritora pakistaní Taslima Nasrin. Como resalta Ibn Warraq, “el problema de la ley divina es que excluye toda aproximación serena y racional. Donde la <em>sharia</em> encuentra su aplicación, sea donde sea, dos grupos son sistemáticamente las víctimas: las mujeres y los no musulmanes. Estos últimos son considerados como inferiores y los apóstatas merecedores de la muerte”[23].</p>
<p>La idea de tolerancia es por completo extraña al Corán. Es, de hecho, su negación. Un pecado. “No hay tolerancia islámica: cuando el Islam ha crecido lo ha hecho a través de la espada, destruyendo la cristiandad en Oriente o la cultura persa secular, no dejando del pasado otra cosa que ruinas”. Ese es el sentido de la destrucción de los Budas de Bamiyan por la tiranía talibán. ¿No hay tolerancia, como se repite en abundancia, hacia las religiones del Libro, hacia judíos y cristianos? No, salvo que se entienda por tal la obligación de llevar vestimentas distintas, de pagar impuestos especiales y de no poder tener bajo su mando a musulmanes. Esas medidas tratan de resaltar la superioridad del creyente y forzar la conversión, pero en cualquier caso están justificadas porque la verdad es manifiesta, y por ende los infieles han de ser infelices y tener un <em>status</em> inferior.</p>
<p>Mahoma trata más de vencer que de convencer. La suya es una teología de la guerra. Pues la verdad es manifiesta, debe imponerse. Pues la verdad es manifiesta, la existencia de una sola persona que la niegue representa la negación absoluta de su contenido. La eliminación de los infieles por los creyentes está presente de continuo en el Corán. La venganza es una virtud, de la que participa Dios: “Han considerado falsa la verdad cuando ésta les ha venido; les vendrán noticias de lo que se han burlado. ¿No han visto a cuántas generaciones hemos aniquilado antes que a ellos?”[24]. La tolerancia contradice el principio musulmán y su finalidad.</p>
<p>La argumentación, en ese sentido, es circular, cerrada. El Corán no acepta la crítica, porque niega la posibilidad de yerro, incluso cuando cae en contradicción. Contradicciones prácticas como el cambio de la alquibla cuando de la orientación hacia Jerusalén se pasó a La Meca. La explicación es meramente voluntarista y se remite a Dios: “Dirán los insensatos: ¿Qué les hizo girarse respecto de su alquibla, aquella que tenían? Responde: Oriente y Occidente pertenecen a Dios; Él guía a quien quiere hacia el buen camino (&#8230;) Fue grande la perplejidad excepto para aquellos a quienes Dios guía, pues Él no os haría perder vuestra fe”[25]. Las contradicciones entre las propias aleyas del Corán es resuelta mediante la ley del abrogante y el abrogado, de forma que la última aleya tiene validez sobre la anterior. Hay una contradicción esencial. En principio Mahoma predica una religión nacional para un pueblo elegido, los árabes. Como señala V.S. Naipaul, premio nobel de Literatura 2001, “en sus orígenes, el islam es una religión árabe. Cualquiera no árabe que sea musulmán es un converso. El islam no es simplemente una cuestión de conciencia o de creencias, pues tiene exigencias imperiales. Cambia la visión del mundo del converso. Sus lugares sagrados están en tierras árabes; su lengua sagrada es el árabe. La idea sobre la historia cambia también para el converso. Rechaza la suya, y le guste o no, pasa a formar parte de la historia árabe. Las sociedades experimentan un enorme trastorno, que puede seguir sin resolverse incluso al cabo de mil años; la separación tiene que renovarse una y otra vez. Las personas construyen fantasías sobre quiénes y qué son, y en el islam de los países conversos existe un elemento de neurosis y nihilismo. Estos países pueden entrar en ebullición fácilmente”[26]. Y, sin embargo, esta esencia árabe se hace compatible con el principio universalista de los hanif, los hijos de Abraham, por el que todos los seres humanos nacen musulmanes, pero son luego educados como infieles. Esto, en el fondo, implica un principio larvado de apostasía y justifica el designio de dominio completo.</p>
<p><strong>LA GUERRA ES SANTA</strong></p>
<p>La <em>jihad</em> no es contemplada como un esfuerzo o en el sentido de la ascesis cristiana de perfeccionamiento interior, sino en el bélico, tal como se entiende comúnmente. La financiación de la guerra está bendecida. La muerte en ella es premiada con el acceso al paraíso. Hay, sin embargo, apuntes en la dirección de contemplar, al menos como posibilidad, una coexistencia pacífica, entre comunidades, no dentro de la musulmana, que situaría la <em>jihad</em> en términos de respuesta a agresión externa, caso en el que concurrir a la guerra santa es una obligación para todos los varones. La idea de concordia se encuentra en la azora 60: “Es posible que Dios establezca la concordia entre vosotros y quienes son vuestros enemigos. Dios es poderoso, Dios es indulgente, misericordioso. Dios no os ha prohibido el ser buenos y equitativos con quienes no os han combatido ni os han expulsado de vuestras casas por causa de la religión. Dios ama a los equitativos. Dios sólo os ha prohibido, respecto de quienes os combatieron en la religión, os expulsaron de vuestras casas y cooperaron en vuestra expulsión, que los toméis por amigos. Quienes los tomen por tales, éstos son los injustos”. En algunos momentos se anima a la predicación –“Llama a la senda de tu Señor con la sabiduría y la bella exhortación. Discútelos con aquello que es más hermoso”-, pero siempre desde la preeminencia del Islam y sin descartar nunca la guerra y la violencia como el camino de ganar adeptos: “Cuando llegue el auxilio de Dios y la victoria y veas entrar a las gentes, a bandadas, en la religión de Dios, entona el loor de tu Señor y pídele perdón. Él es remisorio”[27].</p>
<p>La negación de toda discrepancia sitúa al islamismo originario, desde su texto canónico, en un fanatismo estricto. Entonces, ¿en dónde sostener ese mito de la tolerancia islámica? Hay de nuevo que referirse al choque de tiempos. El estatuto de dinim, el impuesto de capitación de judíos y cristianos, podía ser comprensible, y aún avanzado, en los siglos primeros de la Edad Media. En la España cristiana los judíos venían obligados a pagar un impuesto por persona y en algunos lugares uno recordatorio de las treinta monedas cobradas por Judas a cambio de su traición. Pero no puede hablarse en términos de tolerancia, tal y como la concebimos desde la Ilustración hasta nuestros días. Como recuerda el historiador César Vidal[28], la principal fuente de ingresos de los Omeyas de Córdoba, tenidos por el sumum de la tolerancia, era la trata de esclavos. En las conquistas nunca se respetaron, como hemos visto recordar a Naipaul, las culturas anteriores. Por el contrario, Amin Maalouf recuerda la impresión de fanáticos que dejaron los cruzados. Por ejemplo, en la toma de Jerusalén en la primera cruzada reseña la escena narrada por comentaristas musulmanes: “es cierto que los caballeros de Occidente son famosos por su bravura, pero su comportamiento ante los muros de Jerusalén es algo desconcertante a ojos de un militar avezado. Iftijar espera verlos construir, nada más llegar, torres móviles y diversos instrumentos de asedio, y cavar trincheras para precaverse de las salidas de la guarnición. Sin embargo, lejos de dedicarse a estos preparativos, han empezado por organizar en torno a los muros una procesión encabezada por sacerdotes que rezan y cantan a voz en grito, antes de lanzarse como posesos al asalto de las murallas sin disponer de la menor escala. Por más que al-Afdal le ha explicado que estos frany querían apoderarse de la ciudad por razones religiosas, un fanatismo tan ciego lo sorprende”[29].</p>
<p>Desde entonces, sin embargo, han cambiado poco las cosas en el Islam. Como apunta el filósofo Javier Hernández Pacheco, no hay en el islamismo un proceso similar a la Ilustración: “Hay en el Islam múltiples valores religiosos y humanos que se podrían incorporar a una comprensión compartida del mundo tan pronto el oriente islámico realice históricamente la depuración humanista de su ideal religioso. Eso fue para Occidente la Ilustración, desde la que el atentado terrorista es un horror incomprensible, mientras que es pura lógica para una comprensión religiosa que tiene esa Ilustración todavía pendiente”[30]. La cuestión no es transferir la voluntad de cambio, sino interrogarse y buscar explicaciones para el inmovilismo. La proscripción de todo debate, la exigencia de “sumisión” no favorece, podría decirse que imposibilita, la evolución en el mensaje, anquilosado en el tiempo. El Corán no es un libro para meditar, sino para recitar. No se reflexiona sobre él, se memoriza. Hay por supuesto escuelas y tendencias diversas, como los sunníes y los chíies. O la extinguida tendencia jarachí, que sólo concede validez al Corán, negándoselas a los hadiz. Los sufíes, llamados así por las gruesas chaquetas de lana que vestían, desarrollaron una tendencia mística y espiritual, a la búsqueda de un trato personal con Dios, en una religión en que la unicidad de Alá tiende a situarlo como una abstracción. La tendencia sufí ha sido prácticamente sofocada. Es hoy en día cuestión literaria occidental, más que realidad musulmana. Averroes, el racionalista aristotélico, de tanta influencia en el cristianismo medieval, cuyos Comentarios dominaron por siglos la Sorbona y fundamentaron la escolástica, es considerado un simple hereje.</p>
<p>El Corán tiene un contenido consuetudinario, relacionado con el contexto de la época. La esclavitud o la poligamia podrían ser interpretadas como meros criterios de tolerancia a instituciones preexistentes, pero tal criterio, sostenido por algunos autores musulmanes, no se tiene en cuenta, porque el texto coránico pretende ser asumido por completo sin evolución posible. Las interpretaciones alegóricas o analógicas, tan fundamentales en la teología cristiana, son consideradas heréticas, y han sido condenadas por sistema por la universidad de Al Azhar. La falta de una autoridad central ha tenido, en ese sentido, un efecto perverso pues cualquier grupo o <em>ulema</em> se ha sentido con capacidad en las últimas décadas para emitir <em>fatwas</em> con declaraciones de <em>kafir</em> o impío, reclamación directa al asesinato. Fue el caso del intelectual egipcio Farag Foda por oponerse a la imposición de la sharia[31], o de Nasr Abu Zeid, profesor universitario que se vio obligado a refugiarse en Europa cuando fue “divorciado” por un tribunal, pues un “apóstata” no podía seguir casado con una musulmana. O del premio Nobel de Literatura, Naguib Mahfuz, apuñalado, tras numerosas amenazas, por considerar sus novelas indecentes.</p>
<p>El fundamentalismo está seriamente instalado en el Corán. La insistencia en la verdad manifiesta y la justificación de la violencia abren un riesgo permanente de intensificar el rigorismo de la ortodoxia y emprender el camino de las armas, o a través del terrorismo o de la guerra. La idea integrista de que “el Islam es un sistema completo y total” no se compadece mal con el texto coránico en el que no existe diferenciación ninguna entre política y religión.</p>
<p>La concepción de la verdad manifiesta no sólo legitima el autoritarismo, lo precisa. Esa verdad ha de imponerse por el poder político, sin resquicios para la autonomía personal, ni espacio para la discusión, mediante la adhesión a la ortodoxia. De esa manera, una de las materias tradicionalmente prohibidas en el mundo islámico es el derecho político. Ya hemos visto como la escisión chíi se produjo por una discusión sobre la esencia del poder islámico, por considerar necesario la continuidad carismática de los herederos del Profeta. La concepción del poder islamista es teocrática. Pero si los chíies resolvieron su derrota y contradicción mediante la curiosa forma mesiánica de que Alí y aún más su hijo Husein, se “ocultaron” en vez de morir, y reaparecerán en otro momento de la historia, el islamismo en su conjunto vive en una contradicción más profunda, intensificada desde la desaparición del califato otomano en 1924, último vestigio de poder central. La idea de Hutginton de un Estado central capaz de aglutinar a la “civilización islámica” no es musulmana, pues el poder ha de ser personalizado, como lo fue la relación de Mahoma, jefe político y religioso, con Alá. Ese vacío enervante alimenta las fantasías de los islamistas. Tahar ben Jelloun, escritor marroquí, ganador del Premio Goncourt, en relación con la situación actual, afirma: “es verdad que los árabes, que los musulmanes están a la búsqueda de un líder”[32]. La recreación en el integrismo de la <em>umma</em> como proyecto político comunitarista no ha resuelto, en ningún caso, el problema ni la contradicción. Ha producido dictaduras como la sudanesa. Pero el misticismo islamista, político-religioso, alimenta las expectativas del surgimiento de un califa, un líder carismático, señor de la guerra, tras cuyo imaginario no es difícil percibir el sueño iluminado de Osama ben Laden.</p>
<hr />[1] Citado por José Morales, El Islam, Ediciones Rialp, pp.22-23</p>
<p>[2] Juan Vernet, introducción a El Corán, Plaza y Janés, p. 11.</p>
<p>[3] José Morales, El Islam, p. 24.</p>
<p>[4] Juan Vernet, p. 11.</p>
<p>[5] Juan Vernet, p. 12.</p>
<p>[6] Julio Vernet, op. cit. p. 17.</p>
<p>[7] El Corán, azora 2, 18</p>
<p>[8] Azora 3, 134-135</p>
<p>[9] Julio Vernet, p. 23</p>
<p>[10] Azora 8, 12</p>
<p>[11] Azora 8, 68</p>
<p>[12] Azora 9, 30</p>
<p>[13] Azora 8, 74</p>
<p>[14] Azora 8, 19</p>
<p>[15] Azora 9, 29</p>
<p>[16] Azora 16, 60</p>
<p>[17] Azora 2, 187</p>
<p>[18] Azora 2, 189</p>
<p>[19] Ibn Warraq, autor de Pourquoi je ne suis pas musulman, Editorial L’Age d’homme. Entrevista en Le Figaro Magazine, 6 de octubre de 2001.</p>
<p>[20] José Morales, op. cit. p. 139</p>
<p>[21] Azora 8, 57</p>
<p>[22] Azora 6, 152</p>
<p>[23] Entrevista en Le Figaro Magazine, 6 de octubre de 2001</p>
<p>[24] Azora 6, 4-6</p>
<p>[25] Azora 2, 136-138</p>
<p>[26] V. S. Naipaul, Exigencias imperiales del islam, en ABC, 12-10-2001</p>
<p>[27] Azora 110, 1-2</p>
<p>[28] En Libertaddigital, 2 de octubre de 2001</p>
<p>[29] Amin Maalouf, Las cruzadas vistas por los árabes, Alianza Editorial, pp. 80-81</p>
<p>[30] Javier Hernández Pacheco, En Época, nº 865, 14 de septiembre de 2001</p>
<p>[31] Gilles Kepel, La Jihad, Ediciones Península, p. 453</p>
<p>[32] Entrevista en El Mundo, 14 de octubre de 2001</p>
<p><strong>FUENTE: </strong><a href="http://www.libertaddigital.com/ilustracion_liberal/articulo.php/243"><strong>http://www.libertaddigital.com/ilustracion_liberal/articulo.php/243</strong></a></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img23.imageshack.us/img23/6141/stopislam.jpg" alt="" width="400" height="161" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[GENESIS E HISTORIA DEL INTEGRISMO ISLÁMICO]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/11/06/genesis-e-historia-del-integrismo-islamico/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 16:57:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
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<description><![CDATA[&nbsp; Así es el ISLÁM y a ver quien me niega que, con muchas de estas prácticas, como la de tener a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#160;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Así es el ISLÁM y a ver quien me niega que, con muchas de estas prácticas, como la de tener a los niños como los tienen, soportando ocho horas diarias de PURO LAVADO DE CEREBRO bajo la vigilancia de un &#8220;mulláh&#8221; que, además, no duda en golpear a quien se salga un poco del guión establecido.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>STOP ISLAM!!</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-771" title="firmaseria1" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/firmaseria1.png" alt="firmaseria1" width="143" height="42" /></p>
<p>&#160;</p>
<div><strong>Génesis e historia del integrismo islámico</strong></div>
<div><strong>Por </strong><a href="http://www.libertaddigital.com/ilustracion_liberal/autor.php/20"><strong>Enrique de Diego</strong></a></div>
<p id="contenido" style="text-align:justify;"><strong>Son niños de siete años. Viven internos en las <em>madrasas</em>, escuelas coránicas, pegadas a las mezquitas. Visitan a sus padres sólo dos viernes al mes, un detalle que hubiera encadilado a Rousseau. Recitan durante ocho horas el Corán con ritmo monocorde. Las voces de unos y de otros se unen en una confusión reiterativa. De vez en cuando, el mulá corrige su entonación. Han de interiorizar el libro. Para ello, mientras se balancean en la forma semita, cierran los ojos y apretan los dedos contra la frente como para ayudar a impulsar las <em>Sunnas</em> coránicas hacia su interior. Es un sistema de lavado perfecto, pues ni tan siquiera reciben otro tipo de conocimientos, como matemáticas o geografía. En Pakistán hay 28.000 <em>madrasas</em>[:ref 1:]. Con esa educación cercenada son un grupo interesado en la islamización de la sociedad, pues sólo así encontrarán ocupación. De los hijos de los refugiados afganos de etnia patsún salieron los talibán, “alumnos de madrasa”. En las de Afganistán se ha formado a un millones de alumnos. Se enseña un Islam reaccionario. Un grupo selecto, las <em>madrasas yihadi</em>, son auténticas escuelas de terroristas, donde se prepara para la guerra santa. Estas <em>madrasas</em> sólo seleccionan a los estudiantes más comprometidos y han formado al menos a cuarenta mil jóvenes dispuestos a morir con tal de defender su fe. Todos habrían efectuado el <em>bait al maut</em>, el juramento de morir por el Islam. Constituyen los canales formativos del integrismo de tercera generación.</p>
<p>El integrismo vio la luz en unos años preñados de utopías y ensoñaciones totalitarias, de promesas de paraísos y filas cerradas de poder absoluto. En muchos aspectos era un fascismo a la musulmana, pues coincidía en el rigorismo moral y en el retorno a los fundamentos, a épocas pretéritas, así como en el antisemitismo (antes de que los judíos recalaran en Oriente Medio), pero tenían un componente internacionalista frente a la fragmentación nacionalista, <em>Dar el Islam</em>, la tierra de los musulmanes, semejante al marxismo-leninismo. Con ambos totalitarismos coincidía en su aversión a la pluralidad, a la democracia y a los valores occidentales de libertad personal. Nació en Egipto, con Hasan el Banna como ideólogo, cuando en 1928 se fundó la formación Hermanos Musulmanes. Era un momento de desconcierto en el mundo islámico tras la toma del poder turco por Kemal Ataturk en 1924, la apuesta por una Turquía laica con separación entre Iglesia y Estado y el derrocamiento del califato otomano, instancia última político-espiritual de unidad, pues en la religión y en los países islámicos nunca ha habido algo similar al “Dad a Dios lo que es de Dios y al César lo que es del César”. El movimiento, minoritario, convivió bien con la monarquía conservadora del rey Farak de Egipto, un compulsivo devorador de pornografía, pero entró en colisión y durante un tiempo fue barrido por el panarabismo de jóvenes oficiales que tomó el mando en los años cincuenta con los proceso de descolonización. Los ulemas estaban desacreditados frente a estos adalides de la modernización pues, como explica el estudioso Jacques Berque, “para conservar su poder, los ulemas no han rehusado colaborar con los colonizadores: cuando los franceses deponen en 1953 al rey Mohamed V de Marruecos ningún ulema protestó. Bonaparte creó en Egipto un consejo de ulemas”.</p>
<p>La generación que había luchado contra las potencias coloniales o habían derrocado a monarquías tenían una ideología que situaba a la URSS como modelo con las peculiaridades islámicas. Eran nacionalistas y socialistas. Consideraban a los ulemas como retrógrados, retardatarios del progreso que ellos iban a impulsar con métodos colectivistas, de planificación económica y gigantescas obras públicas. Eran también panárabes y fueron los principales animadores del movimiento de los noalineados, como fórmula intermedia o alternativa a un tiempo del capitalismo y el comunismo ateo. Es la generación de los Oficiales Libres de Gamal Abdul Nasser en Egipto, del FLN con Ahmed Ben Bella y Burguiba en Argelia, de Boumedian en Túnez, de Anuar Al-Gadafi en Libia, de Sukarno en Indonesia, del partido laico Baas en la Siria de Hasef El Asad y el Irak de Sadam Husein. Prometían eficacia y modernidad, sacar a las poblaciones de su atraso, sin las fórmulas democráticas que odiaban. Una colección de partidos únicos, rodeados desde pronto, más a medida que su fracaso se iba haciendo notorio, de policías secretas y ejércitos cuyas cúpulas pasaron a ser la élite social, para poder sostenerse en el poder. La Conferencia de Bandung del 18 al 24 de abril de 1955 fue su momento estelar. Los nuevos líderes de lo que empezó a llamarse el tercer mundo, en concepto inventado en Francia, percibieron una sintonía común en considerar que los países descolonizados partían de la edad de la inocencia. Creían en la capacidad del poder abstracto de las palabras y abundaron en la generación de conceptos nuevos. Sostenían, sobre todo, la superioridad de la política sobre la economía[:ref 2:]. Los Hermanos Musulmanes llevaron una vida tolerada hasta que fueron culpados de un intento de asesinato de Naser en 1954 y prohibidos.</p>
<p>El fracaso del movimiento llevó a una reelaboración radicalizada de su estrategia. El pensador con el que el integrismo toma cuerpo es Sayyid Qotb, autor de <em>A la sombra del Corán</em> y <em>Signos de Pista</em>. Qotb reelaboró el integrismo en torno al concepto <em>yahiliya</em>, el estado de impiedad previo a Mahoma, de impureza e ignorancia. Esa era la situación de las naciones musulmanas de forma que sus dirigentes eran tan enemigos del Islam como los no musulmanes. Los nuevos conceptos puestos en circulación como nación, partido y socialismo eran nuevas formas de idolatría, de politeísmo, frente a Alá, el único soberano, pues la noción de soberanía no existe en El Corán, donde Alá es amo absoluto. Qotb establecía el Islam de la comunidad de los creyentes, Umma, como una utopía religiosa, y rompía los puentes de comunicación o de neutralidad en una moralidad bipolar de contrarios: el Bien y el Mal, el Islam y el no Islam. A las aspiraciones democráticas de algunos sectores contestaba con “Nuestra Constitución es el Corán” y establecía como programa político la imposición de la sharia, la ley coránica. Promovía un instinto de unidad frente a la disgregación de los partidos y se dirigía a un Islam profundo confrontando religión con política. Era un tipo de fundamentalismo providencialista, cuyo sentido llevó en su día a la puesta en marcha de la Inquisición en España, con el sencillo mensaje de que la pureza religiosa traería los beneficios de la omnipotencia divina. De hecho, la clave del activismo propuesto era una relectura universal del <em>takfir</em>, el anatema o declaración de impío, por el que se declara a una persona falso musulmán. El creyente tiene la obligación de matarle pues “su sangre es lícita”. Introducía así un elemento autodestructivo, llamado a hacer correr mucha sangre y provocar guerras civiles en los países musulmanes, pues fuera de los integristas, el resto pasaban a ser paganos y el Estado declarado impío, intentando abrir una fosa entre los dirigentes y la masa común.</p>
<p>Casi todas las naciones en formación confrontaban a tal postura el caudal de nuevos sentimientos o reclamaban otras herencias históricas, desde Ciro en Persia hasta el legado de los faraones. La formación de Pakistán motivó un foco importante de integrismo, pues en ese caso se trataba de una creación <em>ex nihilo</em>. No podía plantearse un Estado de los musulmanes, con pluralidad interna al margen del grado de compromiso religioso, sino de un Estado musulmán basado en la identidad de la creencia. Mawdudi reflejó un pensamiento similar al de Qob, insistiendo en los aspectos culturales y morales, en la sharia, destacando el carácter “total” del Islam, con la política como “componente integral e inseparable de la fe islámica”, expurgada de cualquier conexión con otras culturas, y específicamente con la occidental, como había propugnado el movimiento deobandi, generado en la ciudad india de Deoband. También consideraba los cinco pilares de la fe islámica –profesión de fe, oración, ayuno del Ramadán, peregrinación a La Meca y zabat o limosna religiosa- una preparación para la <em>jihad</em>, el grado más alto de perfección. El Estado islámico quedaba como esperanza de panacea de todos los problemas. Aunque su partido legal siempre fue minoritario, tuvo una poderosa influencia.</p>
<p>La guerra de los Seis días en junio de 1967 marcó un hito decisivo en el auge del movimiento. La victoria de Israel que tomó el Sinaí, los altos del Golán, Jerusalén y Gaza y Cisjordania fue un shock traumático para una población larvada de fundamentalismo providencialista, que interpretó el desastre bélico como el castigo de Alá a la falta de piedad de sus dirigentes. El odio a Israel constituía el consenso de las sociedades musulmanas y el enemigo había triunfado en el campo de batalla. Al fracaso de las recetas económicas colectivistas, con reformas agrarias de colectivización del campo, que dañó a los ulemas, terratenientes por las donaciones testamentarias de los piadosos, el agotamiento de las arcas con obras faraónicas como la presa de Hasuan y el control del aparato del Estado, con su clientelismo, se unió la derrota militar provocando el descrédito de una fórmula presentada como la vía islámica para ponerse al día con Occidente. El mundo islámico sólo ha conocido como sinónimo de Occidente un modelo próximo al socialismo real, una ideología contraria a los valores occidentales. Un profundo y lamentable drama.</p>
<p>El integrismo apareció como una atrayente fórmula alternativa para superar la humillación. El momento coincidía con una notable explosión demográfica, en la que las naciones musulmanas aumentaron su población entre un 40 y un 50 por 100, y varias contaban con un segmento de población joven superior al 60 por 100. Según Gilles Kepel en su libro <em>La Yihad[:ref 3:]</em>, básico para comprender el fenómeno, el integrismo islámico empezó a calar en dos grupos sociológicos: las clases medias piadosas, proclives a un mensaje fundamentalista y despechadas por su nula representatividad política, y sobre todo los jóvenes. Los gobiernos nacionalistas habían hecho un esfuerzo educador, mejorando la formación, pero sin el dinamismo económico capaz de ofrecer trabajo ni cauces de participación a una juventud abocada al paro. El primer foco donde prendió con fuerza el integrismo fue en las universidades, donde empezaron a organizarse campamentos a la manera nazi, en los que se aprendía la “vida islámica pura” y se predicaban los conceptos de la guerra santa frente a los gobiernos impíos. Los ulemas, ajenos en los orígenes al movimiento, recuperaron un prestigio arrebatado por los militares nacionalistas de la descolonización. Como dice Rashid Al-Ghannouchi, perseguido como terrorista en Túnez y asilado en Inglaterra (una contradicción habitual en Occidente): “es cierto que los ulemas han colaborado a veces con los colonizadores y los dictadores. Pero también han protegido al pueblo magrebí, la identidad árabe-musulmana. Han jugado un papel positivo en la educación y la salud del pueblo. Queremos la modernización, pero no según el modelo que nos impone Occidente. Los occidentales nos dicen: para acceder a la modernidad, debéis renunciar a vuestra identidad. Es lo que han hecho Kemal Ataturk en Turquía y Burguiba en Túnez. A fin de cuentas, han perdido su identidad y no han entrado en la modernidad”. El velo empezó a presentarse no como un signo de vejación sino como “un gesto de resistencia a Occidente”.</p>
<p>Conscientes de su atolladero –Nasser hizo una dimisión ficticia en la noche de la derrota de la guerra de los seis días-, los gobiernos intentaron compartir el aparato ideológico y educativo y, en vez de democratizarse o de poner en práctica políticas económicas liberalizadoras, empezaron a derivar su legislación hacia el integrismo. “Los islamistas –recuerda Kepel- fueron sacados de las cárceles y se les dio preeminencia en las universidades como elemento conservador para frenar a las fuerzas izquierdistas” que anunciaban la revolución marxista, “los estados compartieron la ideología y buscaron la legitimidad islámica”. Las instituciones religiosas como Al Azhar, la milenaria mezquita donde se forman los imanes, fueron potenciadas y se buscó la funcionarización de los ulemas. El recurrente mensaje de que el Islam era compatible con el socialismo, el “igualitarismo del Profeta”, fue cambiado por la puesta en marcha de la sharia como legislación estatal, con sus lapidaciones por delitos sexuales y sus ejecuciones públicas. Los integristas aparecieron durante un tiempo como defensores del orden por su impronta conservadora y fueron cortejados por las dictaduras. Los estados, más aún las dictaduras como la Zia-ul Haq en Pakistán cuya prioridad fue la sharia con destrucción de los últimos restos de Estado de Derecho, que había derrocado a Ali Bhutto y luego lo había ahorcado, se desbocaron por la senda del integrismo.</p>
<p>Entre ellas, fue clave Arabia Saudí, la financiera del integrismo y su exportadora. Los Hermanos Musulmanes en los primeros tiempos de represión fueron recibidos en la Universidad de Medina, terminada en 1961. La dinastía saudí, como garante de los Santos Lugares de La Meca y Medina, era la cuna de la interpretación literal y rigorista del Corán, desde que en 1745 el emir Muhamad Ibn Saud asumiera confesionalmente la doctrina del reformador religioso Muhamad Ibn Abd al Wahhab. El wahabismo o salafismo. La monarquía saudí vio en el integrismo el instrumento para desarrollar un liderazgo moral sobre el conjunto del mundo islámico, pues ambos coincidían en puntos tan fundamentales como el rigorismo y la sharia. ¡El rey saudí, a la sombra de La Meca, podía recuperar alguna forma de califato! La guerra de 1973, desatada por Egipto y Siria, amplió con nuevas vías ese proyecto. La primera victoria militar dio paso a una peligrosa contraofensiva israelí, pero los tanques hubieron de parar a cien kilómetros de El Cairo cuando Arabia Saudí impuso el boicot en el suministro de petróleo a los países aliados de Israel. La subida de los precios dio un amplio caudal económico a los que Kepel denomina “petromonarquías”. El dinero fue repartido con generosidad en mezquitas y asociaciones benéficas con la fórmula internacionalista y salafista. Se crearon bancos islámicos con préstamos sin interés, en donde encontraron colocación los jóvenes universitarios. Otro instrumento de difusión del fundamentalismo fueron los emigrantes a los países del Golfo, que volvían a sus países enriquecidos y en plena sintonía con el salafismo. La identificación de progreso económico e integrismo fue un factor dio nuevas alas al fundamentalismo providencialista.</p>
<p>El salafismo exportado por Arabia Saudí combatía como forma idolátrica el islamismo rural de las cofradías en las que se venera a santos islámicos y se pide su protección, y había ofendido a las mismas bases de la chií, destruyendo los enterramientos de los primeros imanes y de Fátima, la hija de Mahoma, objeto de veneración para tal “herejía”, en la que militan el 20 por 100 de los musulmanes.</p>
<p>Con este apoyo económico, los ulemas plantearon una directa competencia a los intelectuales que habían suplantado su función. Las interpretaciones alegóricas del Corán fueron perseguidas como apostasía y sus defensores anatemizados por fatwas, documentos jurídicos de obligado cumplimiento, de forma que fueron siendo asesinados por los fanáticos. Los años setenta conocieron un auge general y sin precedentes del integrismo. Gobiernos de ese signo se impusieron en Malasia y Sudán.</p>
<p>Irán iba a dar un fuerte impulso a ese proceso. La dinastía Pahlevi, aunque nacida de un golpe de estado en 1921, se consideraba heredera de Ciro el Persa, y mantenía una posición de confrontación respecto a los ayatolás chíies a los que consideraba retrógrados. El Sha de Persia era una extraña mezcla de prooccidentalismo en las relaciones internacionales, de ostentación en los fastos de la corte y de socialismo real en la política económica a través del partido único en el que se promovían formas de culto a la personalidad. Los chiíes, como religión, se habían desgajado con la derrota y muerte del cuarto imán, Alí, yerno de Mahoma, y esperaban su vuelta, lo que había impregnado de un estilo quietista a sus relaciones con la política. Jomeini, desde la ciudad santa de Quom, y desde su exilio en París, promovió una nueva mentalidad activista convirtiendo las procesiones de dolor por la muerte de Alí en manifestaciones contra el régimen. Reza Pahlevi quiso iniciar la llamada “revolución blanca” uniendo principios del “capitalismo y el comunismo”. En el fondo y en la forma, con la riqueza del petróleo, impulsó la presencia del Estado en todas las instancias económicas; gastó demasiado, demasiado rápido, eso provocó inflación. Incapaz de reconocer su error, lanzó a la policía contra “acaparadores” y “especuladores”. Hubo detenciones en el bazar, malquistándose con los comerciantes. Un proyecto del Sha, presentado como un impulso modernizador, anunció la extensión del derecho al voto a las mujeres y una reforma agraria colectivista gravemente lesiva para el clero. El campo conservador había sido un apoyo de la monarquía, pero el Sha montó la “administración agrícola unificada”, con granjas colectivas y destrucción de las viejas aldeas con traslados a pueblos “modelo”[:ref 4:]. Cundió el descontento. Jomeini hizo acercamientos a los comerciantes del bazar, descontentos con su marginación política, y asumió un discurso retórico próximo a la izquierda presentando su proyecto de conservadurismo moral junto con reclamaciones del Islam como la religión de los “desheradados” para establecer una alianza con los <em>muyahidines</em>. Eran los tiempos de Jimmy Carter y los Estados Unidos retiraron su confianza al Sha, acusado de una política contraria a los derechos humanos. Fue la puntilla. La “república islámica” dio amplios poderes a Jomeini. Mostró una faz sanguinaria desde el inicio. Los dos primeros años ejecutó a ocho mil personas. Veintitrés generales y cuatrocientos oficiales del ejército de la policía; se ensañó con las minorías religiosas –judíos, cristianos, sabeanos y sunnitas- y, por último, fue inmisericorde con sus antiguos aliados[:ref 5:]. Los miembros del partido comunista Tudesh fueron los últimos de la purga. Aparecieron en la televisión afirmando la superioridad del Islam sobre el marxismo, en un remedo de los viejos juicios de Moscú, y luego desaparecieron sin dejar rastro.</p>
<p>Egipto fue otra de las naciones en donde los integristas pusieron sus miras. El 6 de octubre de 1981, un grupo de terroristas asesinó al presidente Sadat durante un desfile militar. Sadat había sido objeto de <em>fataws</em> por firmar la paz con Israel, pero al tiempo abrió la mano y fue condescendiente con sus verdugos. Los asesinos declararon en los interrogatorios que buscaban provocar una sublevación de las masas, una “revolución popular”.</p>
<p>¡El rey Fahd más radical y pernicioso que Jomeini! En la época que siguió a la guerra de octubre de 1973 se consolidó el poder financiero saudí, lo que permitió a la corriente wahabista-islamista, puritana y socialmente conservadora, extenderse por todas partes y conquistar una posición de fuerza en la expresión internacional del Islam. Su repercusión era menos visible que la del Irán jomeinista pero era más profunda y podía tener una vida más duradera. ¿Qué predica esa corriente de “nuestros amigos”? La aversión a la corrupción de costumbres occidental, el odio a Occidente. Es decir, el odio a Occidente culminado en el atentado a las Torres Gemelas y al Pentágono corrió a lomos de los petrodólares. “Aunque oponía claramente la virtuosa civilización islámica a la corrupción de Occidente, Arabia Saudí, de donde procedía la mayor parte de los fondos, siguió siendo un aliado esencial de los Estados Unidos y Occidente frente al bloque soviético”.</p>
<p>Arabia Saudí tuvo especial interés en radicalizar con su modelo a los grupos de inmigrantes en las naciones occidentales. Financió más de mil quinientas mezquitas de un modelo estándar para evitar peculiaridades nacionales. Las convirtió en centros asistenciales. En los países musulmanes se inmiscuyó en las relaciones entre la sociedad y el Estado, poniendo en evidencia a éste. ¡Proceso de globalización religiosa! La familia real buscaba establecer su hegemonía sobre todo el Islam. “Su objetivo –señala Kepel- era al mismo tiempo hacer del Islam una figura de primera línea en la escena internacional, que sustituyera a los nacionalismos derrotados, y reducir las formas de expresión plurales de esta religión a las creencias de los señores de La Meca. Gestores de un inmenso imperio de beneficencia y caridad, el poder saudí pretendía legitimar la prosperidad que se identificaba con el maná divino porque se producía en la Península donde el profeta Mahoma había tenido la Revelación”. Un argumento definitivo para el fundamentalismo providencialista.</p>
<p>Estos sueños de califato encontraron un serio escollo en Jomeini. El liderazgo alcanzado por la revolución iraní hizo que ajustaran viejas cuentas. El ayatolá acusó a la familia real saudí de lujo desmedido e hipocresía; rigoristas pero al tiempo proveedores de petróleo de Occidente, de Estados Unidos, situado por el ayatolá como “gran Satán”. Jomeini se dispuso a plantear la batalla en el propio corazón del Islam. Saudíes opositores a la familia real se hicieron fuertes en la Gran Mezquita y las fuerzas saudíes tardaron una semana en reducirlos. No se pudo demostrar que Jomeini estuviera detrás. Pero en cada peregrinación, <em>hajj</em>, la que los piadosos musulmanes han de hacer una vez en la vida, los iraníes hacían propaganda de la “revolución islámica”.</p>
<p>El jomeinismo puso en marcha algunas estrategias, entonces fracasadas, pero que abrirían sendas de imitación. Intentó, para agradecer su asilo, exportar la revolución a los inmigrantes en Francia contra los “satanes occidentales”, lo que se tradujo en una primera ola de atentados. Creó y financió el grupo Hezbolá en el Líbano con la comunidad chií, ayudando a destruir lo más parecido a una democracia en el mundo árabe. Hezbolá fue uno de los primeros grupos en poner en práctica el terrorismo suicida.</p>
<p>El 22 de septiembre de 1980, Sadam Husein invadió Irán. Lo consideraba debilitado en su poder militar por las purgas integristas en el ejército y aspiraba a abrirse paso hacia el mar. Empiezan una serie de malentendidos y complicidades de esa señora tuerta de la diplomacia. Los saudíes ven el cielo abierto para ajustar las cuentas con el enemigo que les ha plantado cara obligándoles a movilizar todo su clientelismo salafista para evitar el descrédito religioso. Estados Unidos está herido por el secuestro de sus diplomáticos en la embajada y por la retórica diabolizadora de los jomeinistas. Llueven, pues, las ayudas a un Husein en acelerado proceso de conversión del baasismo al integrismo, pues Jomeini lo tilda de “apóstata” e “irreligioso”, exagera sus muestras de devoción. La guerra entre Irán e Irak quedó en tablas, pero provocó el “martirio” de toda una generación iraní, lanzada como carne de cañón, y dejó a Husein con un sistema económico inviable y un ejército elefantiásico y bien pertrechado.</p>
<p>Con un Teherán debilitado, en el <em>hajj</em> de 1987, la policía saudí rodeó a los peregrinos iraníes y mató a cuatrocientos. Jomeini, meses antes de su muerte, trató de recuperar su papel central en el mundo islámico con un golpe de efecto. El 14 de enero de 1989 un grupo de musulmanes ingleses se manifestó en Bradford quemando ejemplares del libro <em>Versos satánicos</em>, de Salman Rushdie, considerado blasfemo por sus referencias a las mujeres de Mahoma. Eso llamó la atención de Jomeini quien en una <em>fatwa</em> hizo una llamada a su asesinato: “informo al orgullos pueblo musulmán del mundo que el autor de los Versos satánicos, que se opone al Islam, al Profeta y al Corán, y todos los que participaron en su publicación y conocían su contenido, están sentenciados a muerte”. Atacando de forma directa a la libertad de creación y de expresión lo hacía a la base de los valores occidentales, al tiempo que recreaba la idea de <em>Dar el Islam</em>, implicando en ella a los grupos musulmanes de Occidente. Demostraba su dominio, en base a la religión, sobre ellas. En varios lugares las manifestaciones terminaron con quemas de libros recordando los tiempos nazis; los saudíes intentaron promover una acción jurídica para promover la censura del libro y en Londes los manifestantes musulmanes corearon gritos a favor de la fataw y del asesinato del escritor. El integrismo triunfaba en las mismas entrañas de Occidente, en la misma ciudad que un día fuera el símbolo de la resistencia al nazismo.</p>
<p>LOS “TALIBÁN MODERADOS”</p>
<p>El enemigo se esconde pero no es un ente espiritual ni un monstruo salido del subconsciente, tiene escuelas de terroristas, santuarios, campos de entrenamiento y fuentes de financiación. Tiene su base, por ejemplo, en Afganistán. No sólo, pues hay terrorismo e integrismos en diversas partes del mundo, pero ahí es huésped de honor dentro de un mismo orden moral. Desde allí se organizan las masacres y se dan las órdenes. ¿Quiénes reconocen a los talibán? ¿Quiénes consideran respetables a estos sembradores de odio? ¡Sólo tres naciones! Entre los innumerables países con asiento en la ONU sólo tres gobiernos tienen la desfachatez de tener representación diplomática en un territorio donde ningún derecho humano es respetado y donde las mujeres ven la vida tras la prisión de la <em>burka</em>. ¿Tres naciones acaso con serios conflictos con Occidente? ¿Tres gobiernos con graves contenciosos con los Estados Unidos? ¿Tres parias de la sociedad de naciones? Nada de eso. Son Pakistán, los Emiratos Árabes Unidos y Arabia Saudí. Tres firmes aliados. Tres países “árabes moderados”. ¡Kuwait, por quien fueron a luchar los soldados occidentales! ¡Arabia Saudí, cuyas fronteras fueron defendidas por el costoso despliegue, en todos los sentidos, de las fuerzas norteamericanas! Pakistán, el amigo predilecto de Washington, hasta sus experimentos con bombas nucleares en 1998.</p>
<p>¿Qué sentido tiene? Casi siempre aquello del enemigo de mi enemigo es mi amigo es un salto en la lógica. Nunca es por ese simple hecho mi amigo. A veces puede ser mi enemigo. ¿Árabes moderados? Será, en todo caso, naciones árabes no agresivas o no belicistas, pero en Arabia Saudí se lapida a las adúlteras, se prohibe la enseñanza y hasta el permiso de conducir a las mujeres y una “policía religiosa” recorre con varas las calles para sacudir a los perezosos o a los despistados en sus devociones. ¿Dónde está la moderación? ¿Da patente el petróleo para ser considerado un moderado a pesar de las evidencias? ¡Los saudíes son los padres, los hermanos mayores y los generosos financiadores de los talibán! A Afganistán van sus príncipes a cazar y dejan como regalo sus todoterreno y sus sistemas de telefonía. ¡Talibán pudientes, amantes del lujo, pero talibán al fin y al cabo!.</p>
<p>¡El integrismo no existiría sin Arabia Saudí! ¡No hubiera alcanzado sus actuales dimensiones sin las dispendiosas y siempre llenas arcas de la familia real saudí! ¡Nuestros amigos! ¡Nuestros queridos y moderados amigos!.</p>
<p>“La dinastía saudí –dice Gilles Kepel- puso su fabulosa riqueza al servicio de una opción conservadora de las relaciones sociales. Exaltó el rigor moral y financió en su nombre la difusión mundial de todos los grupos o partidos que iban a adherirse a ella. Multiplicando las concesiones en el ámbito cultural y moral, el poder establecido favoreció en su conjunto un clima propicio para la reislamización en su vertiente reaccionaria. Arabia Saudía desempeñó un papel central en ese proceso, distribuyendo dinero con generosidad, suscitando vocaciones y vasallajes, y fidelizando a las clases medias piadosas gracias a los productos financieros por el sistema bancario islámico. A finales de los años sesenta, el único lugar del mundo en que los ulemas consiguieron mantener el control del discurso público sobre los valores esenciales fue en Arabia Saudí”.</p>
<p>Ni todo el petróleo del mundo vale para mantener esa patraña de los países “árabes moderados”. Nunca la moderación como concepto fue utilizado con tanto abuso. Digamos, en todo caso, que nos conviene por estrategia, por dependencia enegética, no reconocer lo obvio. Pero –como decía George Orwell- hay ocasiones en que se hace imprescindible reconocer lo obvio y ésta es, de manera clara, una de ellas.</p>
<p>La invasión de Afganistán por los rusos intensificó la dependencia de la estrategia norteamericana respecto a los intereses de Arabia Saudí, mediante una nueva fórmula de amistades basadas en enemistades comunes. Los soviéticos, dispuestos a mantener un gobierno comunista tambaleante, estaban preocupados por el riesgo de contagio integrista en sus repúblicas musulmanas y Arabia Saudí se sintió amenazada. Acudió con financiación abundante a socorrer a los mujaidines. Estados Unidos no fue difícil de convencer: suministrando armas y entrenamiento a los afganos debilitaba, en el mundo bipolar de entonces, a su principal enemigo y además, tal como explicaron los saudíes, recuperaban crédito en las naciones árabes, se exorcizaban de la satanización trasladándosela a los soviéticos. El enlace clave en esa estrategia fue Osama ben Laden. La consideración reiterada de que fue un hombre de la CIA no refleja con exactitud como sucedieron los hechos. Ben Laden fue el hombre de la familia real saudí en Afganistán. El dinero de la petromonarquía sirvió para trasladar a voluntarios de todo el mundo musulmán para participar en la <em>jihad</em>. Por primera vez integristas de todo el mundo se reunían en número considerable bajo la bandera común del Islam, al margen de las nacionales. A Estados Unidos le pareció redondo el negocio. Sin pérdidas de vidas humanas devolvía los agravios de Vietnam, mientras la generosa cuenta la pagaba la monarquía saudí. Ben Laden pasó a tener su ejército personal. Su posición mejoró cuando su mentor palestino Abdallah Azzam fue asesinado en circunstancias no aclaradas. Desde esas bases, con los radicalizados alumnos de las madrasas, podía poner en marcha un vasto proceso de ingeniería social en Afganistán y sus internacionalistas empezaron a exportar esa fórmula “pura” del Islam a naciones como Argelia y Egipto. El “señor de la cueva” -se hizo construir por ingenieros alemanes varios búnkers subterráneos- se dispuso a recrear en su propio beneficio el sueño del califato y a utilizar su fortuna personal para mantener unidos a los jihadistas y formarlos como terroristas suicidas, con el objetivo diseñado por Azzam: “este deber no acabará con la victoria en Afganistán; la jihad seguirá siendo una obligación individual hasta que reconquistemos cualquier otra tierra que era musulmana para que el Islam reine en ella de nuevo. Ante nosotros tenemos a Palestina, Bukhara, Líbano, Chad, Eritrea, Somalia, Filipinas, Birmania, Yemen del Sur y otros, Tashkent, Andalucía”.</p>
<p>EL AUGE DESESTABILIZADOR DE LOS OCHENTA</p>
<p>Los integristas pasaron a ser un factor de desestabilización del mundo musulmán. Los palestinos fueron un campo abonado de infección. La intifada de 1987 representó el ascenso de los nuevos movimientos integristas –Hamas, fundada por los Hermanos Musulmanes, y la Jihad Islámica- con la Organización para la Liberación de Palestina de Yaser Arafat, que tenía un contenido nacionalista y socialista, y había sido pionera en la utilización del terrorismo para obtener objetivos políticos. Los dos nuevos grupos emprenderían el camino del terrorismo suicida. Eso introdujo a los palestinos en una espiral de violencia sin salida, pues el programa máximo rechazaba la negociación y apostaba por echar a los judíos al mar; es decir, por el exterminio. Esta radicalización fue primada por las petromonarquías: ¡en 1990, Kuwait donó sesenta millones de dólares a Hamas y sólo veintisiete millones a la OLP![:ref 6:]. Los jóvenes desocupados suministraban el material humano para el integrismo. Un proceso similar al padecido en Argelia, un país que estuvo a punto de sucumbir al integrismo, a través del FIS. También la explosión demográfica fue una clave, como el deterioro económico por los procesos de nacionalización, como la reforma agraria colectivista que desposeyó a las cofradías musulmanas rurales. A finales de los ochenta, el FLN aparecía desgastado y sin proyecto, convertido en mero monopolio del poder. Empezó a hacer concesiones como la reducción de derechos de las mujeres y una política de subvención a las mezquitas. El retorno de los “internacionalistas” que habían combatido en Afganistán dio nuevas fuerzas a movimientos conservadores centrados en la vuelta a la religiosidad. Unidos en la reclamación de la sharia, en 1988 se produjeron los primeros incidentes graves. En marzo de 1989 se creó el Frente Islámico de Salvación, que obtuvo la victoria en las elecciones locales de junio de 1990 y en las generales de diciembre de 1991. El ejército tenía la experiencia de la purga iraní. Desde luego no pesó en él la apreciación de Karl Popper sobre la democracia como fórmula de alternancia sin derramamiento de sangre, y la consideración de que unas elecciones son antidemocráticas cuando tienen por fin no volver a convocar elecciones. Simplemente, militares y policías temieron por sus vidas, así que anularon el resultado y tomaron el control. Estalló una cruenta guerra civil, de inusitado salvajismo. El integrismo se dividió en dos movimientos, el GIA y el AIS. La crueldad desatada por los “afganos” del GIA, con exterminio de aldeas, mutilación y decapitación de sus víctimas, la extensión de sus enemigos mediante la anatemización de grupos cada vez más extensos, hicieron que la población les fuera dando de lado, y que el movimiento concluyera en una orgía de asesinatos internos. El GIA montó la retaguardia de su aparato de propaganda en Londres –donde se editaban sus periódicos- y se infiltró en Francia –también en España- a través de la emigración, promoviendo atentados contra la antigua potencia colonial en un intento de galvanizar a las masas.</p>
<p>A lo largo de los años noventa, el integrismo fracasó también en su intento de desestabilizar Egipto. El proceso tuvo similitudes con el argelino, pues el gobierno hizo también concesiones “culturales” al integrismo e impuso la “sharia”, permitiendo una persecución constante contra los coptos. Los integristas quisieron atacar a los “satanes occidentales” y a las bases económicas del país con una serie de atentados contra turistas. En 1986 asesinaron a dieciocho turistas griegos confundiéndoles con judíos, justificando la matanza como “una venganza contra los judíos, hijos de monos y cerdos, y adoradores del demonio, por la sangre de los mártires caídos en tierras del Líbano”. En 1997 un grupo de integristas protagonizaron una masacre de turistas en Luxor. Las clases medias dependientes del turismo se asustaron y respaldaron la represión sin contemplaciones del ejército. El jeque Omar Abdel Rhaman, el ideólogo de los integristas egipcios más sanguinarios, emigró a Estados Unidos. Era un signo de los tiempos que los extremistas encontraran fácil acomodo en un Occidente al que odiaban. Fue condenado como inductor del primer atentado contra las Torres Gemelas. Los suicidas se habían reclutado entre los seguidores de sus inflamadas prédicas.</p>
<p>LA ESCISIÓN DE BEN LADEN</p>
<p>El 2 de agosto de 1990 Sadam Husein invadió Kuwait. Un hecho llamado a tener hondas consecuencias y a afectar al conjunto del movimiento integrista. Los tanques irakíes sobrepasaron la frontera saudí. Ante la posibilidad de ser invadidos en poco tiempo, la monarquía pidió auxilio a los Estados Unidos. La respuesta internacional aceleró la “conversión” integrista de Sadam que invocó la jihad contra el “satán” norteamericano. Osama ben Laden había ofrecido sus internacionales a Ryad, pero consideró una profanación de la tierra del Profeta, constitucionalmente santa, la presencia de militares “infieles”. Ahí se consumó la escisión.</p>
<p>Detengámonos por un momento a analizar el personaje. La idea de los desheredados de la tierra no tiene nada que ver con él. Nacido en 1957, es uno de los cincuenta y cuatro hijos e hijas engendrados por Mohamed ben Laden, un albañil yemení, que entró al servicio de la corte y escaló posiciones, hasta convertirse “en el mayor empresario de obras públicas del reino y en uno de los primeros de Oriente Medio. Consiguió la concesión exclusiva de la extensión y el mantenimiento de la Gran Mezquita de La Meca, así como todas las autopista que llevaban a ella desde las principales ciudades del territorio saudí. Cuando en 1968 murió a causa de un accidente, su fortuna alcanzaba los once mil millones de dólares”[:ref 7:]. Sus hijos fueron educados junto a la familia real. Usama tuvo la juventud disipada de un príncipe saudí. Se le sitúa como un habitual de las discotecas de Marbella y de Beirut. La imagen de un asceta del desierto, de un piadoso camellero, es la estudiada creación de un personaje. Afganistán fue para él lo más parecido a “sentar la cabeza”. Montó la infraestructura en Pesahwat de los brigadistas, y pronto derivó la estrategia saudí a un componente de liderazgo personal. Saboreó los placeres de la violencia y de esa corrupción moral, de la que hablara Lord Acton, del poder sobre las vidas humanas. Su dinero y sus empresas sirvieron para el intento de exportar la experiencia afgana al resto de países musulmanes, entre los que Arabia Saudí era un objetivo preferente. El asesinato en Mogasdicio en 1993 de dieiciocho militares norteamericanos forzó, por la presión diplomática, su salida de Sudán, donde se había instalado para seguir la infección del Magreb. En el verano de 1996, volvió a Afganistán desde donde difundió una <em>fatwa</em> de jihad contra los americanos: “Expulsad a los politeístas de la península Arábiga”, situando “la ocupación de la tierra de los dos Santos Lugares como la peor de las agresiones”. En febrero de 1998 creó el Frente Islámico Internacional contra los Judíos y los Cruzados con una <em>fatwa</em> estipulando que “todo musulmán que esté en condiciones de hacerlo tiene el deber personal de matar a los americanos y a sus aliados, civiles y militares, en cualquier país donde sea posible”. Una llamada clara al genocidio sin excepción alguna.</p>
<p>El integrismo, tras el auge en los años ochenta, entró en claro retroceso a lo largo de la década de los noventa. Su intento de toma del poder había fracasado. La intervención de una brigada internacionalista en Bosnia escandalizó a los europeizados musulmanes de esa nación, a la vista de las atrocidades, superiores a las de los serbios. La sublevación de Chechenia, después de una campaña de terrorismo en Moscú, fue contestada por el Kremlin. Sobre todo, el integrismo había ahuyentado a las clases medias piadosas y se había ganado desconfianzas y enemigos, pues nadie podía estar seguro de ser anatemizado. Quedaba Afganistán como ejemplo de la utopía: el retroceso estricto al siglo VII, la prohibición de cualquier alegría de vivir, de cualquier diversión, desde volar cometas a criar palomas, pasando por la música en las bodas, con una saña estricta contra las mujeres, condenadas a la ignorancia y restringida severamente la atención médica. Y un riesgo de infección integrista en Pakistán: con los monstruos totalitarios no se juega sin terminar en la telaraña.</p>
<p>“Estos cuantos miles de jihadistas –sentencia Kepel-, apartados del terreno afgano pero imbuidos de su experiencia, se anquilosaron en una lógica político-religiosa sectaria, al margen de las realidades sociales del mundo en el que vivían. La falta de enlaces internacionales de peso y el alejamiento de cualquier movimiento social facilitaron el paso de Ben Laden y de sus acólitos a un activismo del que en realidad ya no se sabía a qué intereses respondía”[:ref 8:]. Tibias liberalizaciones en Egipto y Argelia ampliaron la base social de los gobiernos con la aparición de nuevos empresarios. La declaración de la guerra santa contra Estados Unidos era una forma de intentar salir de este atolladero para intentar galvanizar a las masas juveniles, sobrepasando a los gobiernos, marcando un enemigo común y retomando todo el odio sembrado contra la civilización occidental en las predicas de los viernes en las mezquitas y en las escuelas coránicas. El atentado de las Torres Gemelas ha sido, desde ese punto de vista, no una muestra de fortaleza sino manifestación de debilidad extrema. El intento de recuperar un liderazgo perdido. El suicidio colectivo del integrismo, ¿para promover un choque de civilizaciones? En cualquier caso, un choque de tiempos, entre la civilización y la barbarie.</strong></p>
<p><strong><br />
<hr size="1" noshade="noshade" /></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>[:nota 1:]Pablo San Juan, Escuela de terroristas, Época, 28 de septiembre de 2001</p>
<p>[:nota 2:] Paul Johnson, Tiempos modernos. Ver capítulo La generación de Bandung</p>
<p>[:nota 3:] Gilles Kepel, La Yihad, Editorial Península</p>
<p>[:nota 4:] Paul Johnson, Tiempos Modernos, Javier Vergara Editor. Ver todo el capítulo La recuperación de la libertad.</p>
<p>[:nota 5:] Paul Jonhnson, op. cit.</p>
<p>[:nota 6:] Gilles Kepel, La Jihad, p. 257</p>
<p>[:nota 7:] Gilles Kepel, La Yihad, ver capítulo Usama ben Laden y Norteamérica.</p>
<p>[:nota 8:] Gilles Keple, La yihad, p. 511<span id="_marker"> </span></strong></p>
<div class="titulo_articulos" style="text-align:justify;"><strong>Génesis e historia del integrismo islámico</strong></div>
<div class="nombre_autor" style="text-align:justify;"><strong>Por </strong><a href="http://www.libertaddigital.com/ilustracion_liberal/autor.php/20"><strong>Enrique de Diego</strong></a></div>
<p id="contenido" style="text-align:justify;"><strong>Son niños de siete años. Viven internos en las <em>madrasas</em>, escuelas coránicas, pegadas a las mezquitas. Visitan a sus padres sólo dos viernes al mes, un detalle que hubiera encadilado a Rousseau. Recitan durante ocho horas el Corán con ritmo monocorde. Las voces de unos y de otros se unen en una confusión reiterativa. De vez en cuando, el mulá corrige su entonación. Han de interiorizar el libro. Para ello, mientras se balancean en la forma semita, cierran los ojos y apretan los dedos contra la frente como para ayudar a impulsar las <em>Sunnas</em> coránicas hacia su interior. Es un sistema de lavado perfecto, pues ni tan siquiera reciben otro tipo de conocimientos, como matemáticas o geografía. En Pakistán hay 28.000 <em>madrasas</em>[:ref 1:]. Con esa educación cercenada son un grupo interesado en la islamización de la sociedad, pues sólo así encontrarán ocupación. De los hijos de los refugiados afganos de etnia patsún salieron los talibán, “alumnos de madrasa”. En las de Afganistán se ha formado a un millones de alumnos. Se enseña un Islam reaccionario. Un grupo selecto, las <em>madrasas yihadi</em>, son auténticas escuelas de terroristas, donde se prepara para la guerra santa. Estas <em>madrasas</em> sólo seleccionan a los estudiantes más comprometidos y han formado al menos a cuarenta mil jóvenes dispuestos a morir con tal de defender su fe. Todos habrían efectuado el <em>bait al maut</em>, el juramento de morir por el Islam. Constituyen los canales formativos del integrismo de tercera generación.</p>
<p>El integrismo vio la luz en unos años preñados de utopías y ensoñaciones totalitarias, de promesas de paraísos y filas cerradas de poder absoluto. En muchos aspectos era un fascismo a la musulmana, pues coincidía en el rigorismo moral y en el retorno a los fundamentos, a épocas pretéritas, así como en el antisemitismo (antes de que los judíos recalaran en Oriente Medio), pero tenían un componente internacionalista frente a la fragmentación nacionalista, <em>Dar el Islam</em>, la tierra de los musulmanes, semejante al marxismo-leninismo. Con ambos totalitarismos coincidía en su aversión a la pluralidad, a la democracia y a los valores occidentales de libertad personal. Nació en Egipto, con Hasan el Banna como ideólogo, cuando en 1928 se fundó la formación Hermanos Musulmanes. Era un momento de desconcierto en el mundo islámico tras la toma del poder turco por Kemal Ataturk en 1924, la apuesta por una Turquía laica con separación entre Iglesia y Estado y el derrocamiento del califato otomano, instancia última político-espiritual de unidad, pues en la religión y en los países islámicos nunca ha habido algo similar al “Dad a Dios lo que es de Dios y al César lo que es del César”. El movimiento, minoritario, convivió bien con la monarquía conservadora del rey Farak de Egipto, un compulsivo devorador de pornografía, pero entró en colisión y durante un tiempo fue barrido por el panarabismo de jóvenes oficiales que tomó el mando en los años cincuenta con los proceso de descolonización. Los ulemas estaban desacreditados frente a estos adalides de la modernización pues, como explica el estudioso Jacques Berque, “para conservar su poder, los ulemas no han rehusado colaborar con los colonizadores: cuando los franceses deponen en 1953 al rey Mohamed V de Marruecos ningún ulema protestó. Bonaparte creó en Egipto un consejo de ulemas”.</p>
<p>La generación que había luchado contra las potencias coloniales o habían derrocado a monarquías tenían una ideología que situaba a la URSS como modelo con las peculiaridades islámicas. Eran nacionalistas y socialistas. Consideraban a los ulemas como retrógrados, retardatarios del progreso que ellos iban a impulsar con métodos colectivistas, de planificación económica y gigantescas obras públicas. Eran también panárabes y fueron los principales animadores del movimiento de los noalineados, como fórmula intermedia o alternativa a un tiempo del capitalismo y el comunismo ateo. Es la generación de los Oficiales Libres de Gamal Abdul Nasser en Egipto, del FLN con Ahmed Ben Bella y Burguiba en Argelia, de Boumedian en Túnez, de Anuar Al-Gadafi en Libia, de Sukarno en Indonesia, del partido laico Baas en la Siria de Hasef El Asad y el Irak de Sadam Husein. Prometían eficacia y modernidad, sacar a las poblaciones de su atraso, sin las fórmulas democráticas que odiaban. Una colección de partidos únicos, rodeados desde pronto, más a medida que su fracaso se iba haciendo notorio, de policías secretas y ejércitos cuyas cúpulas pasaron a ser la élite social, para poder sostenerse en el poder. La Conferencia de Bandung del 18 al 24 de abril de 1955 fue su momento estelar. Los nuevos líderes de lo que empezó a llamarse el tercer mundo, en concepto inventado en Francia, percibieron una sintonía común en considerar que los países descolonizados partían de la edad de la inocencia. Creían en la capacidad del poder abstracto de las palabras y abundaron en la generación de conceptos nuevos. Sostenían, sobre todo, la superioridad de la política sobre la economía[:ref 2:]. Los Hermanos Musulmanes llevaron una vida tolerada hasta que fueron culpados de un intento de asesinato de Naser en 1954 y prohibidos.</p>
<p>El fracaso del movimiento llevó a una reelaboración radicalizada de su estrategia. El pensador con el que el integrismo toma cuerpo es Sayyid Qotb, autor de <em>A la sombra del Corán</em> y <em>Signos de Pista</em>. Qotb reelaboró el integrismo en torno al concepto <em>yahiliya</em>, el estado de impiedad previo a Mahoma, de impureza e ignorancia. Esa era la situación de las naciones musulmanas de forma que sus dirigentes eran tan enemigos del Islam como los no musulmanes. Los nuevos conceptos puestos en circulación como nación, partido y socialismo eran nuevas formas de idolatría, de politeísmo, frente a Alá, el único soberano, pues la noción de soberanía no existe en El Corán, donde Alá es amo absoluto. Qotb establecía el Islam de la comunidad de los creyentes, Umma, como una utopía religiosa, y rompía los puentes de comunicación o de neutralidad en una moralidad bipolar de contrarios: el Bien y el Mal, el Islam y el no Islam. A las aspiraciones democráticas de algunos sectores contestaba con “Nuestra Constitución es el Corán” y establecía como programa político la imposición de la sharia, la ley coránica. Promovía un instinto de unidad frente a la disgregación de los partidos y se dirigía a un Islam profundo confrontando religión con política. Era un tipo de fundamentalismo providencialista, cuyo sentido llevó en su día a la puesta en marcha de la Inquisición en España, con el sencillo mensaje de que la pureza religiosa traería los beneficios de la omnipotencia divina. De hecho, la clave del activismo propuesto era una relectura universal del <em>takfir</em>, el anatema o declaración de impío, por el que se declara a una persona falso musulmán. El creyente tiene la obligación de matarle pues “su sangre es lícita”. Introducía así un elemento autodestructivo, llamado a hacer correr mucha sangre y provocar guerras civiles en los países musulmanes, pues fuera de los integristas, el resto pasaban a ser paganos y el Estado declarado impío, intentando abrir una fosa entre los dirigentes y la masa común.</p>
<p>Casi todas las naciones en formación confrontaban a tal postura el caudal de nuevos sentimientos o reclamaban otras herencias históricas, desde Ciro en Persia hasta el legado de los faraones. La formación de Pakistán motivó un foco importante de integrismo, pues en ese caso se trataba de una creación <em>ex nihilo</em>. No podía plantearse un Estado de los musulmanes, con pluralidad interna al margen del grado de compromiso religioso, sino de un Estado musulmán basado en la identidad de la creencia. Mawdudi reflejó un pensamiento similar al de Qob, insistiendo en los aspectos culturales y morales, en la sharia, destacando el carácter “total” del Islam, con la política como “componente integral e inseparable de la fe islámica”, expurgada de cualquier conexión con otras culturas, y específicamente con la occidental, como había propugnado el movimiento deobandi, generado en la ciudad india de Deoband. También consideraba los cinco pilares de la fe islámica –profesión de fe, oración, ayuno del Ramadán, peregrinación a La Meca y zabat o limosna religiosa- una preparación para la <em>jihad</em>, el grado más alto de perfección. El Estado islámico quedaba como esperanza de panacea de todos los problemas. Aunque su partido legal siempre fue minoritario, tuvo una poderosa influencia.</p>
<p>La guerra de los Seis días en junio de 1967 marcó un hito decisivo en el auge del movimiento. La victoria de Israel que tomó el Sinaí, los altos del Golán, Jerusalén y Gaza y Cisjordania fue un shock traumático para una población larvada de fundamentalismo providencialista, que interpretó el desastre bélico como el castigo de Alá a la falta de piedad de sus dirigentes. El odio a Israel constituía el consenso de las sociedades musulmanas y el enemigo había triunfado en el campo de batalla. Al fracaso de las recetas económicas colectivistas, con reformas agrarias de colectivización del campo, que dañó a los ulemas, terratenientes por las donaciones testamentarias de los piadosos, el agotamiento de las arcas con obras faraónicas como la presa de Hasuan y el control del aparato del Estado, con su clientelismo, se unió la derrota militar provocando el descrédito de una fórmula presentada como la vía islámica para ponerse al día con Occidente. El mundo islámico sólo ha conocido como sinónimo de Occidente un modelo próximo al socialismo real, una ideología contraria a los valores occidentales. Un profundo y lamentable drama.</p>
<p>El integrismo apareció como una atrayente fórmula alternativa para superar la humillación. El momento coincidía con una notable explosión demográfica, en la que las naciones musulmanas aumentaron su población entre un 40 y un 50 por 100, y varias contaban con un segmento de población joven superior al 60 por 100. Según Gilles Kepel en su libro <em>La Yihad[:ref 3:]</em>, básico para comprender el fenómeno, el integrismo islámico empezó a calar en dos grupos sociológicos: las clases medias piadosas, proclives a un mensaje fundamentalista y despechadas por su nula representatividad política, y sobre todo los jóvenes. Los gobiernos nacionalistas habían hecho un esfuerzo educador, mejorando la formación, pero sin el dinamismo económico capaz de ofrecer trabajo ni cauces de participación a una juventud abocada al paro. El primer foco donde prendió con fuerza el integrismo fue en las universidades, donde empezaron a organizarse campamentos a la manera nazi, en los que se aprendía la “vida islámica pura” y se predicaban los conceptos de la guerra santa frente a los gobiernos impíos. Los ulemas, ajenos en los orígenes al movimiento, recuperaron un prestigio arrebatado por los militares nacionalistas de la descolonización. Como dice Rashid Al-Ghannouchi, perseguido como terrorista en Túnez y asilado en Inglaterra (una contradicción habitual en Occidente): “es cierto que los ulemas han colaborado a veces con los colonizadores y los dictadores. Pero también han protegido al pueblo magrebí, la identidad árabe-musulmana. Han jugado un papel positivo en la educación y la salud del pueblo. Queremos la modernización, pero no según el modelo que nos impone Occidente. Los occidentales nos dicen: para acceder a la modernidad, debéis renunciar a vuestra identidad. Es lo que han hecho Kemal Ataturk en Turquía y Burguiba en Túnez. A fin de cuentas, han perdido su identidad y no han entrado en la modernidad”. El velo empezó a presentarse no como un signo de vejación sino como “un gesto de resistencia a Occidente”.</p>
<p>Conscientes de su atolladero –Nasser hizo una dimisión ficticia en la noche de la derrota de la guerra de los seis días-, los gobiernos intentaron compartir el aparato ideológico y educativo y, en vez de democratizarse o de poner en práctica políticas económicas liberalizadoras, empezaron a derivar su legislación hacia el integrismo. “Los islamistas –recuerda Kepel- fueron sacados de las cárceles y se les dio preeminencia en las universidades como elemento conservador para frenar a las fuerzas izquierdistas” que anunciaban la revolución marxista, “los estados compartieron la ideología y buscaron la legitimidad islámica”. Las instituciones religiosas como Al Azhar, la milenaria mezquita donde se forman los imanes, fueron potenciadas y se buscó la funcionarización de los ulemas. El recurrente mensaje de que el Islam era compatible con el socialismo, el “igualitarismo del Profeta”, fue cambiado por la puesta en marcha de la sharia como legislación estatal, con sus lapidaciones por delitos sexuales y sus ejecuciones públicas. Los integristas aparecieron durante un tiempo como defensores del orden por su impronta conservadora y fueron cortejados por las dictaduras. Los estados, más aún las dictaduras como la Zia-ul Haq en Pakistán cuya prioridad fue la sharia con destrucción de los últimos restos de Estado de Derecho, que había derrocado a Ali Bhutto y luego lo había ahorcado, se desbocaron por la senda del integrismo.</p>
<p>Entre ellas, fue clave Arabia Saudí, la financiera del integrismo y su exportadora. Los Hermanos Musulmanes en los primeros tiempos de represión fueron recibidos en la Universidad de Medina, terminada en 1961. La dinastía saudí, como garante de los Santos Lugares de La Meca y Medina, era la cuna de la interpretación literal y rigorista del Corán, desde que en 1745 el emir Muhamad Ibn Saud asumiera confesionalmente la doctrina del reformador religioso Muhamad Ibn Abd al Wahhab. El wahabismo o salafismo. La monarquía saudí vio en el integrismo el instrumento para desarrollar un liderazgo moral sobre el conjunto del mundo islámico, pues ambos coincidían en puntos tan fundamentales como el rigorismo y la sharia. ¡El rey saudí, a la sombra de La Meca, podía recuperar alguna forma de califato! La guerra de 1973, desatada por Egipto y Siria, amplió con nuevas vías ese proyecto. La primera victoria militar dio paso a una peligrosa contraofensiva israelí, pero los tanques hubieron de parar a cien kilómetros de El Cairo cuando Arabia Saudí impuso el boicot en el suministro de petróleo a los países aliados de Israel. La subida de los precios dio un amplio caudal económico a los que Kepel denomina “petromonarquías”. El dinero fue repartido con generosidad en mezquitas y asociaciones benéficas con la fórmula internacionalista y salafista. Se crearon bancos islámicos con préstamos sin interés, en donde encontraron colocación los jóvenes universitarios. Otro instrumento de difusión del fundamentalismo fueron los emigrantes a los países del Golfo, que volvían a sus países enriquecidos y en plena sintonía con el salafismo. La identificación de progreso económico e integrismo fue un factor dio nuevas alas al fundamentalismo providencialista.</p>
<p>El salafismo exportado por Arabia Saudí combatía como forma idolátrica el islamismo rural de las cofradías en las que se venera a santos islámicos y se pide su protección, y había ofendido a las mismas bases de la chií, destruyendo los enterramientos de los primeros imanes y de Fátima, la hija de Mahoma, objeto de veneración para tal “herejía”, en la que militan el 20 por 100 de los musulmanes.</p>
<p>Con este apoyo económico, los ulemas plantearon una directa competencia a los intelectuales que habían suplantado su función. Las interpretaciones alegóricas del Corán fueron perseguidas como apostasía y sus defensores anatemizados por fatwas, documentos jurídicos de obligado cumplimiento, de forma que fueron siendo asesinados por los fanáticos. Los años setenta conocieron un auge general y sin precedentes del integrismo. Gobiernos de ese signo se impusieron en Malasia y Sudán.</p>
<p>Irán iba a dar un fuerte impulso a ese proceso. La dinastía Pahlevi, aunque nacida de un golpe de estado en 1921, se consideraba heredera de Ciro el Persa, y mantenía una posición de confrontación respecto a los ayatolás chíies a los que consideraba retrógrados. El Sha de Persia era una extraña mezcla de prooccidentalismo en las relaciones internacionales, de ostentación en los fastos de la corte y de socialismo real en la política económica a través del partido único en el que se promovían formas de culto a la personalidad. Los chiíes, como religión, se habían desgajado con la derrota y muerte del cuarto imán, Alí, yerno de Mahoma, y esperaban su vuelta, lo que había impregnado de un estilo quietista a sus relaciones con la política. Jomeini, desde la ciudad santa de Quom, y desde su exilio en París, promovió una nueva mentalidad activista convirtiendo las procesiones de dolor por la muerte de Alí en manifestaciones contra el régimen. Reza Pahlevi quiso iniciar la llamada “revolución blanca” uniendo principios del “capitalismo y el comunismo”. En el fondo y en la forma, con la riqueza del petróleo, impulsó la presencia del Estado en todas las instancias económicas; gastó demasiado, demasiado rápido, eso provocó inflación. Incapaz de reconocer su error, lanzó a la policía contra “acaparadores” y “especuladores”. Hubo detenciones en el bazar, malquistándose con los comerciantes. Un proyecto del Sha, presentado como un impulso modernizador, anunció la extensión del derecho al voto a las mujeres y una reforma agraria colectivista gravemente lesiva para el clero. El campo conservador había sido un apoyo de la monarquía, pero el Sha montó la “administración agrícola unificada”, con granjas colectivas y destrucción de las viejas aldeas con traslados a pueblos “modelo”[:ref 4:]. Cundió el descontento. Jomeini hizo acercamientos a los comerciantes del bazar, descontentos con su marginación política, y asumió un discurso retórico próximo a la izquierda presentando su proyecto de conservadurismo moral junto con reclamaciones del Islam como la religión de los “desheradados” para establecer una alianza con los <em>muyahidines</em>. Eran los tiempos de Jimmy Carter y los Estados Unidos retiraron su confianza al Sha, acusado de una política contraria a los derechos humanos. Fue la puntilla. La “república islámica” dio amplios poderes a Jomeini. Mostró una faz sanguinaria desde el inicio. Los dos primeros años ejecutó a ocho mil personas. Veintitrés generales y cuatrocientos oficiales del ejército de la policía; se ensañó con las minorías religiosas –judíos, cristianos, sabeanos y sunnitas- y, por último, fue inmisericorde con sus antiguos aliados[:ref 5:]. Los miembros del partido comunista Tudesh fueron los últimos de la purga. Aparecieron en la televisión afirmando la superioridad del Islam sobre el marxismo, en un remedo de los viejos juicios de Moscú, y luego desaparecieron sin dejar rastro.</p>
<p>Egipto fue otra de las naciones en donde los integristas pusieron sus miras. El 6 de octubre de 1981, un grupo de terroristas asesinó al presidente Sadat durante un desfile militar. Sadat había sido objeto de <em>fataws</em> por firmar la paz con Israel, pero al tiempo abrió la mano y fue condescendiente con sus verdugos. Los asesinos declararon en los interrogatorios que buscaban provocar una sublevación de las masas, una “revolución popular”.</p>
<p>¡El rey Fahd más radical y pernicioso que Jomeini! En la época que siguió a la guerra de octubre de 1973 se consolidó el poder financiero saudí, lo que permitió a la corriente wahabista-islamista, puritana y socialmente conservadora, extenderse por todas partes y conquistar una posición de fuerza en la expresión internacional del Islam. Su repercusión era menos visible que la del Irán jomeinista pero era más profunda y podía tener una vida más duradera. ¿Qué predica esa corriente de “nuestros amigos”? La aversión a la corrupción de costumbres occidental, el odio a Occidente. Es decir, el odio a Occidente culminado en el atentado a las Torres Gemelas y al Pentágono corrió a lomos de los petrodólares. “Aunque oponía claramente la virtuosa civilización islámica a la corrupción de Occidente, Arabia Saudí, de donde procedía la mayor parte de los fondos, siguió siendo un aliado esencial de los Estados Unidos y Occidente frente al bloque soviético”.</p>
<p>Arabia Saudí tuvo especial interés en radicalizar con su modelo a los grupos de inmigrantes en las naciones occidentales. Financió más de mil quinientas mezquitas de un modelo estándar para evitar peculiaridades nacionales. Las convirtió en centros asistenciales. En los países musulmanes se inmiscuyó en las relaciones entre la sociedad y el Estado, poniendo en evidencia a éste. ¡Proceso de globalización religiosa! La familia real buscaba establecer su hegemonía sobre todo el Islam. “Su objetivo –señala Kepel- era al mismo tiempo hacer del Islam una figura de primera línea en la escena internacional, que sustituyera a los nacionalismos derrotados, y reducir las formas de expresión plurales de esta religión a las creencias de los señores de La Meca. Gestores de un inmenso imperio de beneficencia y caridad, el poder saudí pretendía legitimar la prosperidad que se identificaba con el maná divino porque se producía en la Península donde el profeta Mahoma había tenido la Revelación”. Un argumento definitivo para el fundamentalismo providencialista.</p>
<p>Estos sueños de califato encontraron un serio escollo en Jomeini. El liderazgo alcanzado por la revolución iraní hizo que ajustaran viejas cuentas. El ayatolá acusó a la familia real saudí de lujo desmedido e hipocresía; rigoristas pero al tiempo proveedores de petróleo de Occidente, de Estados Unidos, situado por el ayatolá como “gran Satán”. Jomeini se dispuso a plantear la batalla en el propio corazón del Islam. Saudíes opositores a la familia real se hicieron fuertes en la Gran Mezquita y las fuerzas saudíes tardaron una semana en reducirlos. No se pudo demostrar que Jomeini estuviera detrás. Pero en cada peregrinación, <em>hajj</em>, la que los piadosos musulmanes han de hacer una vez en la vida, los iraníes hacían propaganda de la “revolución islámica”.</p>
<p>El jomeinismo puso en marcha algunas estrategias, entonces fracasadas, pero que abrirían sendas de imitación. Intentó, para agradecer su asilo, exportar la revolución a los inmigrantes en Francia contra los “satanes occidentales”, lo que se tradujo en una primera ola de atentados. Creó y financió el grupo Hezbolá en el Líbano con la comunidad chií, ayudando a destruir lo más parecido a una democracia en el mundo árabe. Hezbolá fue uno de los primeros grupos en poner en práctica el terrorismo suicida.</p>
<p>El 22 de septiembre de 1980, Sadam Husein invadió Irán. Lo consideraba debilitado en su poder militar por las purgas integristas en el ejército y aspiraba a abrirse paso hacia el mar. Empiezan una serie de malentendidos y complicidades de esa señora tuerta de la diplomacia. Los saudíes ven el cielo abierto para ajustar las cuentas con el enemigo que les ha plantado cara obligándoles a movilizar todo su clientelismo salafista para evitar el descrédito religioso. Estados Unidos está herido por el secuestro de sus diplomáticos en la embajada y por la retórica diabolizadora de los jomeinistas. Llueven, pues, las ayudas a un Husein en acelerado proceso de conversión del baasismo al integrismo, pues Jomeini lo tilda de “apóstata” e “irreligioso”, exagera sus muestras de devoción. La guerra entre Irán e Irak quedó en tablas, pero provocó el “martirio” de toda una generación iraní, lanzada como carne de cañón, y dejó a Husein con un sistema económico inviable y un ejército elefantiásico y bien pertrechado.</p>
<p>Con un Teherán debilitado, en el <em>hajj</em> de 1987, la policía saudí rodeó a los peregrinos iraníes y mató a cuatrocientos. Jomeini, meses antes de su muerte, trató de recuperar su papel central en el mundo islámico con un golpe de efecto. El 14 de enero de 1989 un grupo de musulmanes ingleses se manifestó en Bradford quemando ejemplares del libro <em>Versos satánicos</em>, de Salman Rushdie, considerado blasfemo por sus referencias a las mujeres de Mahoma. Eso llamó la atención de Jomeini quien en una <em>fatwa</em> hizo una llamada a su asesinato: “informo al orgullos pueblo musulmán del mundo que el autor de los Versos satánicos, que se opone al Islam, al Profeta y al Corán, y todos los que participaron en su publicación y conocían su contenido, están sentenciados a muerte”. Atacando de forma directa a la libertad de creación y de expresión lo hacía a la base de los valores occidentales, al tiempo que recreaba la idea de <em>Dar el Islam</em>, implicando en ella a los grupos musulmanes de Occidente. Demostraba su dominio, en base a la religión, sobre ellas. En varios lugares las manifestaciones terminaron con quemas de libros recordando los tiempos nazis; los saudíes intentaron promover una acción jurídica para promover la censura del libro y en Londes los manifestantes musulmanes corearon gritos a favor de la fataw y del asesinato del escritor. El integrismo triunfaba en las mismas entrañas de Occidente, en la misma ciudad que un día fuera el símbolo de la resistencia al nazismo.</p>
<p>LOS “TALIBÁN MODERADOS”</p>
<p>El enemigo se esconde pero no es un ente espiritual ni un monstruo salido del subconsciente, tiene escuelas de terroristas, santuarios, campos de entrenamiento y fuentes de financiación. Tiene su base, por ejemplo, en Afganistán. No sólo, pues hay terrorismo e integrismos en diversas partes del mundo, pero ahí es huésped de honor dentro de un mismo orden moral. Desde allí se organizan las masacres y se dan las órdenes. ¿Quiénes reconocen a los talibán? ¿Quiénes consideran respetables a estos sembradores de odio? ¡Sólo tres naciones! Entre los innumerables países con asiento en la ONU sólo tres gobiernos tienen la desfachatez de tener representación diplomática en un territorio donde ningún derecho humano es respetado y donde las mujeres ven la vida tras la prisión de la <em>burka</em>. ¿Tres naciones acaso con serios conflictos con Occidente? ¿Tres gobiernos con graves contenciosos con los Estados Unidos? ¿Tres parias de la sociedad de naciones? Nada de eso. Son Pakistán, los Emiratos Árabes Unidos y Arabia Saudí. Tres firmes aliados. Tres países “árabes moderados”. ¡Kuwait, por quien fueron a luchar los soldados occidentales! ¡Arabia Saudí, cuyas fronteras fueron defendidas por el costoso despliegue, en todos los sentidos, de las fuerzas norteamericanas! Pakistán, el amigo predilecto de Washington, hasta sus experimentos con bombas nucleares en 1998.</p>
<p>¿Qué sentido tiene? Casi siempre aquello del enemigo de mi enemigo es mi amigo es un salto en la lógica. Nunca es por ese simple hecho mi amigo. A veces puede ser mi enemigo. ¿Árabes moderados? Será, en todo caso, naciones árabes no agresivas o no belicistas, pero en Arabia Saudí se lapida a las adúlteras, se prohibe la enseñanza y hasta el permiso de conducir a las mujeres y una “policía religiosa” recorre con varas las calles para sacudir a los perezosos o a los despistados en sus devociones. ¿Dónde está la moderación? ¿Da patente el petróleo para ser considerado un moderado a pesar de las evidencias? ¡Los saudíes son los padres, los hermanos mayores y los generosos financiadores de los talibán! A Afganistán van sus príncipes a cazar y dejan como regalo sus todoterreno y sus sistemas de telefonía. ¡Talibán pudientes, amantes del lujo, pero talibán al fin y al cabo!.</p>
<p>¡El integrismo no existiría sin Arabia Saudí! ¡No hubiera alcanzado sus actuales dimensiones sin las dispendiosas y siempre llenas arcas de la familia real saudí! ¡Nuestros amigos! ¡Nuestros queridos y moderados amigos!.</p>
<p>“La dinastía saudí –dice Gilles Kepel- puso su fabulosa riqueza al servicio de una opción conservadora de las relaciones sociales. Exaltó el rigor moral y financió en su nombre la difusión mundial de todos los grupos o partidos que iban a adherirse a ella. Multiplicando las concesiones en el ámbito cultural y moral, el poder establecido favoreció en su conjunto un clima propicio para la reislamización en su vertiente reaccionaria. Arabia Saudía desempeñó un papel central en ese proceso, distribuyendo dinero con generosidad, suscitando vocaciones y vasallajes, y fidelizando a las clases medias piadosas gracias a los productos financieros por el sistema bancario islámico. A finales de los años sesenta, el único lugar del mundo en que los ulemas consiguieron mantener el control del discurso público sobre los valores esenciales fue en Arabia Saudí”.</p>
<p>Ni todo el petróleo del mundo vale para mantener esa patraña de los países “árabes moderados”. Nunca la moderación como concepto fue utilizado con tanto abuso. Digamos, en todo caso, que nos conviene por estrategia, por dependencia enegética, no reconocer lo obvio. Pero –como decía George Orwell- hay ocasiones en que se hace imprescindible reconocer lo obvio y ésta es, de manera clara, una de ellas.</p>
<p>La invasión de Afganistán por los rusos intensificó la dependencia de la estrategia norteamericana respecto a los intereses de Arabia Saudí, mediante una nueva fórmula de amistades basadas en enemistades comunes. Los soviéticos, dispuestos a mantener un gobierno comunista tambaleante, estaban preocupados por el riesgo de contagio integrista en sus repúblicas musulmanas y Arabia Saudí se sintió amenazada. Acudió con financiación abundante a socorrer a los mujaidines. Estados Unidos no fue difícil de convencer: suministrando armas y entrenamiento a los afganos debilitaba, en el mundo bipolar de entonces, a su principal enemigo y además, tal como explicaron los saudíes, recuperaban crédito en las naciones árabes, se exorcizaban de la satanización trasladándosela a los soviéticos. El enlace clave en esa estrategia fue Osama ben Laden. La consideración reiterada de que fue un hombre de la CIA no refleja con exactitud como sucedieron los hechos. Ben Laden fue el hombre de la familia real saudí en Afganistán. El dinero de la petromonarquía sirvió para trasladar a voluntarios de todo el mundo musulmán para participar en la <em>jihad</em>. Por primera vez integristas de todo el mundo se reunían en número considerable bajo la bandera común del Islam, al margen de las nacionales. A Estados Unidos le pareció redondo el negocio. Sin pérdidas de vidas humanas devolvía los agravios de Vietnam, mientras la generosa cuenta la pagaba la monarquía saudí. Ben Laden pasó a tener su ejército personal. Su posición mejoró cuando su mentor palestino Abdallah Azzam fue asesinado en circunstancias no aclaradas. Desde esas bases, con los radicalizados alumnos de las madrasas, podía poner en marcha un vasto proceso de ingeniería social en Afganistán y sus internacionalistas empezaron a exportar esa fórmula “pura” del Islam a naciones como Argelia y Egipto. El “señor de la cueva” -se hizo construir por ingenieros alemanes varios búnkers subterráneos- se dispuso a recrear en su propio beneficio el sueño del califato y a utilizar su fortuna personal para mantener unidos a los jihadistas y formarlos como terroristas suicidas, con el objetivo diseñado por Azzam: “este deber no acabará con la victoria en Afganistán; la jihad seguirá siendo una obligación individual hasta que reconquistemos cualquier otra tierra que era musulmana para que el Islam reine en ella de nuevo. Ante nosotros tenemos a Palestina, Bukhara, Líbano, Chad, Eritrea, Somalia, Filipinas, Birmania, Yemen del Sur y otros, Tashkent, Andalucía”.</p>
<p>EL AUGE DESESTABILIZADOR DE LOS OCHENTA</p>
<p>Los integristas pasaron a ser un factor de desestabilización del mundo musulmán. Los palestinos fueron un campo abonado de infección. La intifada de 1987 representó el ascenso de los nuevos movimientos integristas –Hamas, fundada por los Hermanos Musulmanes, y la Jihad Islámica- con la Organización para la Liberación de Palestina de Yaser Arafat, que tenía un contenido nacionalista y socialista, y había sido pionera en la utilización del terrorismo para obtener objetivos políticos. Los dos nuevos grupos emprenderían el camino del terrorismo suicida. Eso introdujo a los palestinos en una espiral de violencia sin salida, pues el programa máximo rechazaba la negociación y apostaba por echar a los judíos al mar; es decir, por el exterminio. Esta radicalización fue primada por las petromonarquías: ¡en 1990, Kuwait donó sesenta millones de dólares a Hamas y sólo veintisiete millones a la OLP![:ref 6:]. Los jóvenes desocupados suministraban el material humano para el integrismo. Un proceso similar al padecido en Argelia, un país que estuvo a punto de sucumbir al integrismo, a través del FIS. También la explosión demográfica fue una clave, como el deterioro económico por los procesos de nacionalización, como la reforma agraria colectivista que desposeyó a las cofradías musulmanas rurales. A finales de los ochenta, el FLN aparecía desgastado y sin proyecto, convertido en mero monopolio del poder. Empezó a hacer concesiones como la reducción de derechos de las mujeres y una política de subvención a las mezquitas. El retorno de los “internacionalistas” que habían combatido en Afganistán dio nuevas fuerzas a movimientos conservadores centrados en la vuelta a la religiosidad. Unidos en la reclamación de la sharia, en 1988 se produjeron los primeros incidentes graves. En marzo de 1989 se creó el Frente Islámico de Salvación, que obtuvo la victoria en las elecciones locales de junio de 1990 y en las generales de diciembre de 1991. El ejército tenía la experiencia de la purga iraní. Desde luego no pesó en él la apreciación de Karl Popper sobre la democracia como fórmula de alternancia sin derramamiento de sangre, y la consideración de que unas elecciones son antidemocráticas cuando tienen por fin no volver a convocar elecciones. Simplemente, militares y policías temieron por sus vidas, así que anularon el resultado y tomaron el control. Estalló una cruenta guerra civil, de inusitado salvajismo. El integrismo se dividió en dos movimientos, el GIA y el AIS. La crueldad desatada por los “afganos” del GIA, con exterminio de aldeas, mutilación y decapitación de sus víctimas, la extensión de sus enemigos mediante la anatemización de grupos cada vez más extensos, hicieron que la población les fuera dando de lado, y que el movimiento concluyera en una orgía de asesinatos internos. El GIA montó la retaguardia de su aparato de propaganda en Londres –donde se editaban sus periódicos- y se infiltró en Francia –también en España- a través de la emigración, promoviendo atentados contra la antigua potencia colonial en un intento de galvanizar a las masas.</p>
<p>A lo largo de los años noventa, el integrismo fracasó también en su intento de desestabilizar Egipto. El proceso tuvo similitudes con el argelino, pues el gobierno hizo también concesiones “culturales” al integrismo e impuso la “sharia”, permitiendo una persecución constante contra los coptos. Los integristas quisieron atacar a los “satanes occidentales” y a las bases económicas del país con una serie de atentados contra turistas. En 1986 asesinaron a dieciocho turistas griegos confundiéndoles con judíos, justificando la matanza como “una venganza contra los judíos, hijos de monos y cerdos, y adoradores del demonio, por la sangre de los mártires caídos en tierras del Líbano”. En 1997 un grupo de integristas protagonizaron una masacre de turistas en Luxor. Las clases medias dependientes del turismo se asustaron y respaldaron la represión sin contemplaciones del ejército. El jeque Omar Abdel Rhaman, el ideólogo de los integristas egipcios más sanguinarios, emigró a Estados Unidos. Era un signo de los tiempos que los extremistas encontraran fácil acomodo en un Occidente al que odiaban. Fue condenado como inductor del primer atentado contra las Torres Gemelas. Los suicidas se habían reclutado entre los seguidores de sus inflamadas prédicas.</p>
<p>LA ESCISIÓN DE BEN LADEN</p>
<p>El 2 de agosto de 1990 Sadam Husein invadió Kuwait. Un hecho llamado a tener hondas consecuencias y a afectar al conjunto del movimiento integrista. Los tanques irakíes sobrepasaron la frontera saudí. Ante la posibilidad de ser invadidos en poco tiempo, la monarquía pidió auxilio a los Estados Unidos. La respuesta internacional aceleró la “conversión” integrista de Sadam que invocó la jihad contra el “satán” norteamericano. Osama ben Laden había ofrecido sus internacionales a Ryad, pero consideró una profanación de la tierra del Profeta, constitucionalmente santa, la presencia de militares “infieles”. Ahí se consumó la escisión.</p>
<p>Detengámonos por un momento a analizar el personaje. La idea de los desheredados de la tierra no tiene nada que ver con él. Nacido en 1957, es uno de los cincuenta y cuatro hijos e hijas engendrados por Mohamed ben Laden, un albañil yemení, que entró al servicio de la corte y escaló posiciones, hasta convertirse “en el mayor empresario de obras públicas del reino y en uno de los primeros de Oriente Medio. Consiguió la concesión exclusiva de la extensión y el mantenimiento de la Gran Mezquita de La Meca, así como todas las autopista que llevaban a ella desde las principales ciudades del territorio saudí. Cuando en 1968 murió a causa de un accidente, su fortuna alcanzaba los once mil millones de dólares”[:ref 7:]. Sus hijos fueron educados junto a la familia real. Usama tuvo la juventud disipada de un príncipe saudí. Se le sitúa como un habitual de las discotecas de Marbella y de Beirut. La imagen de un asceta del desierto, de un piadoso camellero, es la estudiada creación de un personaje. Afganistán fue para él lo más parecido a “sentar la cabeza”. Montó la infraestructura en Pesahwat de los brigadistas, y pronto derivó la estrategia saudí a un componente de liderazgo personal. Saboreó los placeres de la violencia y de esa corrupción moral, de la que hablara Lord Acton, del poder sobre las vidas humanas. Su dinero y sus empresas sirvieron para el intento de exportar la experiencia afgana al resto de países musulmanes, entre los que Arabia Saudí era un objetivo preferente. El asesinato en Mogasdicio en 1993 de dieiciocho militares norteamericanos forzó, por la presión diplomática, su salida de Sudán, donde se había instalado para seguir la infección del Magreb. En el verano de 1996, volvió a Afganistán desde donde difundió una <em>fatwa</em> de jihad contra los americanos: “Expulsad a los politeístas de la península Arábiga”, situando “la ocupación de la tierra de los dos Santos Lugares como la peor de las agresiones”. En febrero de 1998 creó el Frente Islámico Internacional contra los Judíos y los Cruzados con una <em>fatwa</em> estipulando que “todo musulmán que esté en condiciones de hacerlo tiene el deber personal de matar a los americanos y a sus aliados, civiles y militares, en cualquier país donde sea posible”. Una llamada clara al genocidio sin excepción alguna.</p>
<p>El integrismo, tras el auge en los años ochenta, entró en claro retroceso a lo largo de la década de los noventa. Su intento de toma del poder había fracasado. La intervención de una brigada internacionalista en Bosnia escandalizó a los europeizados musulmanes de esa nación, a la vista de las atrocidades, superiores a las de los serbios. La sublevación de Chechenia, después de una campaña de terrorismo en Moscú, fue contestada por el Kremlin. Sobre todo, el integrismo había ahuyentado a las clases medias piadosas y se había ganado desconfianzas y enemigos, pues nadie podía estar seguro de ser anatemizado. Quedaba Afganistán como ejemplo de la utopía: el retroceso estricto al siglo VII, la prohibición de cualquier alegría de vivir, de cualquier diversión, desde volar cometas a criar palomas, pasando por la música en las bodas, con una saña estricta contra las mujeres, condenadas a la ignorancia y restringida severamente la atención médica. Y un riesgo de infección integrista en Pakistán: con los monstruos totalitarios no se juega sin terminar en la telaraña.</p>
<p>“Estos cuantos miles de jihadistas –sentencia Kepel-, apartados del terreno afgano pero imbuidos de su experiencia, se anquilosaron en una lógica político-religiosa sectaria, al margen de las realidades sociales del mundo en el que vivían. La falta de enlaces internacionales de peso y el alejamiento de cualquier movimiento social facilitaron el paso de Ben Laden y de sus acólitos a un activismo del que en realidad ya no se sabía a qué intereses respondía”[:ref 8:]. Tibias liberalizaciones en Egipto y Argelia ampliaron la base social de los gobiernos con la aparición de nuevos empresarios. La declaración de la guerra santa contra Estados Unidos era una forma de intentar salir de este atolladero para intentar galvanizar a las masas juveniles, sobrepasando a los gobiernos, marcando un enemigo común y retomando todo el odio sembrado contra la civilización occidental en las predicas de los viernes en las mezquitas y en las escuelas coránicas. El atentado de las Torres Gemelas ha sido, desde ese punto de vista, no una muestra de fortaleza sino manifestación de debilidad extrema. El intento de recuperar un liderazgo perdido. El suicidio colectivo del integrismo, ¿para promover un choque de civilizaciones? En cualquier caso, un choque de tiempos, entre la civilización y la barbarie.<br />
</strong></p>
<p><strong><br />
<hr size="1" noshade="noshade" /></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>[:nota 1:]Pablo San Juan, Escuela de terroristas, Época, 28 de septiembre de 2001</p>
<p>[:nota 2:] Paul Johnson, Tiempos modernos. Ver capítulo La generación de Bandung</p>
<p>[:nota 3:] Gilles Kepel, La Yihad, Editorial Península</p>
<p>[:nota 4:] Paul Johnson, Tiempos Modernos, Javier Vergara Editor. Ver todo el capítulo La recuperación de la libertad.</p>
<p>[:nota 5:] Paul Jonhnson, op. cit.</p>
<p>[:nota 6:] Gilles Kepel, La Jihad, p. 257</p>
<p>[:nota 7:] Gilles Kepel, La Yihad, ver capítulo Usama ben Laden y Norteamérica.</p>
<p>[:nota 8:] Gilles Keple, La yihad, p. 511</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>FUENTE: <a href="http://www.libertaddigital.com/ilustracion_liberal/articulo.php/203">http://www.libertaddigital.com/ilustracion_liberal/articulo.php/203</a></strong></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-772" title="Islam_Stop" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/11/islam_stop.jpg" alt="Islam_Stop" width="361" height="400" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O casamento gay e o Ribeiro e Castro]]></title>
<link>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/11/06/o-casamento-gay-e-o-ribeiro-e-castro/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:31:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>wehavekaosinthegarden</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma nova legislatura, um novo parlamento e a velha questão do casamento gay. Já se viu que o Engenhe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3252" title="ribeiro e castro paulo portas casamento gay" src="http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/files/2009/11/ribeiro-e-castro-paulo-portas-casamento-gay.jpg" alt="ribeiro e castro paulo portas casamento gay" width="500" height="338" /><span style="font-size:small;"><span style="font-family:arial;"><br />
Uma nova legislatura, um novo parlamento e a velha questão do casamento gay. Já se viu que o Engenheiro gosta de lançar uma questão “fracturante” no início das legislaturas para se tentar vender como progressista e de esquerda (e fazer esquecer os verdadeiros problemas). Desta vez é o casamento homossexual que está na berra, (depois de o PS se ter recusado a resolve-lo na legislatura anterior), e claro, quem sai a terreiro para manifestar a sua opinião de que o casamento só devia ser permitido entre homens e mulheres, exigindo um referendo, é o CDS, aqui na voz do Ribeiro e Castro. Eu, honestamente não me preocupa minimamente que gays possam casar entre si ou não, mas sabendo que isso é um desejo que têm manifestado, não vejo porque não se lhes resolve o problema de vez. Querem casar, pois que casem. Choca-me mais ver o Ribeiro e Castro, depois da maneira como foi tratado, denegrido, ofendido, traído e escorraçado da liderança do seu partido pelo Paulo Portas, tenha vindo a correr para se atirar para os seus braços mal ele lhe assobie. Isto sim é algo degradante.<br />
</span></span></p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A fé sem obras...]]></title>
<link>http://apdsji.wordpress.com/2009/11/05/a-fe-sem-obras/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 05:12:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sara Kelly</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se os personagens não forem evangélicos, provavelmente a culpa é: 1. de Deus 2. da religião 3. do cr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Se os personagens não forem evangélicos, provavelmente a culpa é: 1. de Deus 2. da religião 3. do cr]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vuelven las protestas a Teherán]]></title>
<link>http://noticieroalternativo.com/2009/11/04/vuelven-las-protestas-a-teheran/</link>
<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 11:41:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>noticieroalternativo</dc:creator>
<guid>http://noticieroalternativo.com/2009/11/04/vuelven-las-protestas-a-teheran/</guid>
<description><![CDATA[Opositores reformistas se manifiestan contra el régimen mientras se cumplen 30 años del asalto a la ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1068" title="Irán nuevas manifestaciones" src="http://noticieroalternativo.wordpress.com/files/2009/11/iran-nuevas-manifestaciones.jpg?w=300" alt="Irán nuevas manifestaciones" width="300" height="225" /></p>
<p><span style="font-weight:normal;">Opositores reformistas se manifiestan contra el régimen mientras se cumplen 30 años del asalto a la embajada de EEUU. <span style="font-size:13px;">Mientras el presidente de EEUU, Barack Obama, cumple este miércoles un año en el cargo, en Irán se da una coincidencia llamativa. <!--more-->Hoy se cumplen 30 años del asalto a la embajada de EEUU por los estudiantes el primer día de la revolución islámica. La situación en Teherán es tensa, donde los partidarios de los líderes reformistas, sobre todo de Mir Hussein Musaví, han saltado a la calle para protestar, además, en contra de la reelección del presidente Mahmud Ahmadineyad. El otro líder reformista, Mehdi Karroubi, también ha participado. Obama habla de momento clave para el cambio.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;">Las manifestaciones se han dividido en dos partes. Una, en la que los milicianos basij quemaban banderas de EEUU y lanzaban gritos contra los norteamricanos, el Reino Unido e Israel, frente a las puertas de la antigua legación diplomática; Otra, en la que la Policía y los propios basij se enfrentaban a los seguidores de la oposición.   Según la agencia EFE, en los alrededores de la plaza Haftir, la Policía hizo disparos al aire, lanzó gases lacrimógenos y empleó porras para dispersar a los manifestantes, que lanzaban piedras y gritaban en contra del Gobierno. En la Universidad de Teherán, los manifestantes volcaron e incendiaron contenedores.</p>
<p style="text-align:justify;">Las marchas convocadas para hoy tenían el objetivo de conmemorar el asalto a la embajada norteamericana, aunque los opositores al régimen de Ahmadineyad aprovecharon la ocasión para lanzar gritos de protesta contra el presidente. &#8220;Muerte al dictador&#8221;, fue una de esas consignas.</p>
<h3 style="text-align:justify;">Testigos directos</h3>
<p style="text-align:justify;">Después de las elecciones, el régimen de Teherán ha puesto coto a los periodistas extranjeros, que no pueden ni graba ni fotografiar en las calles. Esto ha supuesto que los iraníes que participan en las protestas estén siendo los informadores principales de lo que ocurre. Los primeros vídeos sobre las marchas de hoy ya se pueden encontrar en Youtube, mientras que Twitter, Twitpic (su aplicación para compartir fotos) y blogs siguen al minuto los acontecimientos.</p>
<p style="text-align:justify;">En el seguimiento minuto a minuto que está haciendo el diario <em>The Guardian</em>, se habla de que la Policía podría haber detenido a unos 50 manifestantes. Además, unos 200 manifestantes se han concentrado en la sede de IRNA, la agencia de noticias del régimen.</p>
<p style="text-align:justify;">Fuente: Público.es España</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AtraZo Social]]></title>
<link>http://sleipnir.wordpress.com/2009/11/02/atrazo-social/</link>
<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 21:25:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduardo Álvarez</dc:creator>
<guid>http://sleipnir.wordpress.com/2009/11/02/atrazo-social/</guid>
<description><![CDATA[Siempre me he preguntado acerca de ese error gramatical, que groseramente produce el rudimentario eu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://sleipnir.files.wordpress.com/2009/11/atrazo.jpg"><img title="atrazo" style="border-right:0;border-top:0;display:inline;border-left:0;border-bottom:0;margin:0 10px 15px 0;" height="281" alt="atrazo" src="http://sleipnir.files.wordpress.com/2009/11/atrazo_thumb.jpg?w=211&#038;h=281" width="211" align="left" border="0" /></a>Siempre me he preguntado acerca de ese error gramatical, que groseramente produce el rudimentario eufemismo del afiche de “atrazo menstrual” que (re)vela la clandestina informalidad de los abortos en Lima.</p>
<p>Bien se puede pensar que la intención de quienes se oponen a la despenalización del aborto terapéutico es bloquear el camino hacia la legalización del mismo. Claro, sin haberse quejado nunca de aquella práctica en sí, que a estas alturas está fuera del debate, pese a su recurrencia nada despreciable. </p>
<p>Lo curioso es que la única solución que estos grupos plantean es la prohibición mediante el horror. El dominio casi por la fuerza dada la poca potencia social que ya tiene el discurso cristiano católico. Ya no se dice: “los cristianos elegimos no abortar”, sino que hace uso de una posición de poder cuando ya no se puede persuadir a la consciencia, aún por encima de quienes no se sienten representados por ellos. </p>
<p>De todas formas, endurecer el marco legal ha probado ser más que poco efectivo, contraproducente.</p>
<p><a href="http://sleipnir.files.wordpress.com/2009/11/abortion.jpg"><img title="Abortion" style="border-right:0;border-top:0;display:block;float:none;border-left:0;border-bottom:0;margin:0 auto 15px;" height="314" alt="Abortion" src="http://sleipnir.files.wordpress.com/2009/11/abortion_thumb.jpg?w=416&#038;h=314" width="416" border="0" /></a>Se puede encontrar una causa para la ferviente actividad legal de las organizaciones católicas en el casi nulo rigor que muestran sus fieles cuando hablamos de conducta, por lo cual los padres de la Iglesia –Cipriani a la cabeza-, ahora defienden que el no cumplir la ley religiosa se convierta en crimen, ya no ante la devaluada institución eclesial, sino también en la sociedad, lo cual es peligrosísimo. Si no acatar el mandato de un dios particular se vuelve crimen, ¿en qué se diferencia el cristianismo de países fundamentalistas como Irán?, ¿qué otras guerras santas nos esperan?.</p>
<p>El dogma intenta borrar la inconsistencia del mensaje como del mensajero. Seguir pensando que la Iglesia “defiende la vida” precarizando las condiciones de los grupos menos favorecidos, negándoles alternativas para el control de la natalidad o perennizándolos en la miseria es ingenuo, pero finalmente es el mensaje: conviene un pueblo pobre, pobre de pensamiento y de espíritu, conviene la mansedumbre de la oveja ante el pastor en lugar de desarrollar una ética en los fieles; allí está la “predilección por los pobres” y la voluntad de dominarlos. El poder del mensaje radica entonces en la sumisión del receptor. La estadística habla de eso, esperemos que poco a poco los sujetos también.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[¡BIENVENIDA A TU NUEVO HOGAR LISA JUSTINIANO!]]></title>
<link>http://chamanurbano.org/2009/10/29/bienvenida-a-tu-nuevo-hogar-lisa-justiniano/</link>
<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:43:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>chamanurbano</dc:creator>
<guid>http://chamanurbano.org/2009/10/29/bienvenida-a-tu-nuevo-hogar-lisa-justiniano/</guid>
<description><![CDATA[Ella debe sentirse muy sola en una España que superó la Edad Media, la dictadura de Franco, que tuvo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-1107 aligncenter" title="diaspora personal" src="http://chamanurbano.wordpress.com/files/2009/10/diaspora-personal.jpg" alt="diaspora personal" width="300" height="281" /></p>
<p style="text-align:justify;">Ella debe sentirse muy sola en una España que superó la Edad Media, la dictadura de Franco, que tuvo su destape y que, para colmo, tiene un gobierno socialista que reconoce los derechos humanos y civiles de las minorías sexuales.</p>
<p style="text-align:justify;">Este fin de verano se lamentaba de que los jóvenes tuvieran sexo y, por supuesto, citó cifras y datos de manera descontextualizada para defender sus creencias:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.yoinfluyo.com/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=18457&#38;Itemid=59">Dicen las estadísticas que son los cónyuges los que disfrutan de la sexualidad en mayor plenitud si cumplen el encargo eminente de posibilitar la generación. El sexo es para el hombre, no el hombre para el sexo, o así lo pensó Dios.</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Por cierto, las estadísticas son sólo su herramienta retórica para convencer a un mundo que ha perdido el rumbo; ella sabe que sólo hay un libro de dónde puede sacarse la verdad. Sólo por eso usa ese conocimiento herético, apologético y, por ende, pecaminoso:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.laverdad.es/murcia/20080711/opinion/fiesta-20080711.html">Los gays, atrincherados en Madrid, dieron rienda suelta a sus reivindicaciones, este año con tinte lésbico. La sodomía ha existido siempre, ya el Levítico advierte: «Ay del hombre que toma a otro hombre como si fuera una mujer» o el anticipo del Infierno que llovió sobre Sodoma y Gomorra bajo la mirada airada de Dios. Pero nunca como hoy es apoyada y exaltada por los medios de comunicación y por el poder legislativo. La homosexualidad se embute a la fuerza en los colegios y en el salón indefenso de nuestras casas y además, una vez al año mete mucho ruido bajo el signo del orgullo. Mientras, va dejando muertos a millones en el camino del SIDA, una pandemia incontrolable de ETS, un acortamiento sustancial en la vida media de los que la practican y un gasto sanitario desbordante: curioso orgullo.</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Lisa la pasa mal. El mundo se ha sumido en una época oscura y pese a que insistentemente manda correos electrónicos a cuanta publicación virtual y cuanto periódico encuentra, nadie parece escuchar el mensaje. Ni siquiera cuando nos muestra de manera directa el meollo de nuestro problema:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.aragonliberal.es/noticias/noticia.asp?notid=21228">La teoría de la evolución no es más que una teoría sin demostrar, consolidada por la ciencia como redefinición del hombre. La propuesta darwiniana suponía mutaciones al azar, cuando éstas desordenan el material genético, son dañinas y no mejoran las especies.</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Lisa tiene una lucha, una misión, la de mostrarnos el camino verdadero, el de la salvación. Lo siente como un llamado del Espíritu Santo y, para no irse ella misma al infierno por no continuar su tarea evangelizadora, ha decidido partir a otras latitudes. Ella sabe que es en esas ciudades perdidas que debe hacer su apostolado, pero reconoce que su alma es débil y que antes que renunciar, es mejor buscar lugares menos inhóspitos. Ella tiene fe en el que Señor, en su retorno, será indulgente con ella. Él, que todo lo sabe, está más que consciente que ella es sólo una mujer y que, aunque como Juana de Arco, haya decidido ocupar un rol de hombre en el nombre de Dios, tiene un límite como costilla del otro.</p>
<p style="text-align:justify;">De manera pues que Lisa ha partido como los judios al dejar Egigto, sintiéndose como Job dentro de la ballena. Ella considera que los países islámicos son una buena opción. El pensamiento de los radicales musulmanes le atrae muchísimo. De hecho, su artículo <em>Burkas y top less </em>se encuentra repetido 112 veces gracias a  todas las publicaciones que se la aceptaron. Una joya como esa debe publicarse una vez más:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://bidaya.nireblog.com/post/2009/09/01/burkas-y-topless">Probablemente fue Julia Roberts interpretando a Erin Brockovich la que globalizó la moda, de mostrar los tirantes del sujetador fuera de la camiseta. Moda sobre moda, año tras año, se persigue la liquidación de la intimidad femenina. La tarea de cubrir a la mujer transita entre burkas y bikinis, y mientras se levantan voces contrarias al velo islámico, como arcaísmo religioso o símbolo de sometimiento de la mujer al varón, nadie protesta por la vestimenta de la mujer occidental. ¿Qué mayor sometimiento al macho que ilustrarle gratuitamente sobre los muslos, espaldas, ombligos y senos propios mientras se camina por la calle, motivando una exaltación sin precedentes de la lujuria masculina? Ni que decir tiene, que el espectáculo de las zonas costeras, en las que las mujeres plantan cara en topless al resignado resto del aforo playero,iniciativa que por su patente vulgaridad se guardan muy de mucho de representarla en su casa, resulta de vergüenza ajena.</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://bidaya.nireblog.com/post/2009/09/01/burkas-y-topless">Entre la burka y el exhibicionismo ramplón hay un término medio. ¿Mujeres o hembras? Nosotras decidimos.</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Pero con los musulmanes hay un pequeño pero muy grave problema: se equivocaron de Dios y de profeta. Por eso, ni loca sacrifica su alma renegando de la única religión verdadera.</p>
<p style="text-align:justify;">Tras el desencanto, es lógico que considerara Estados Unidos; allí sí se desafía &#8220;inteligentemente&#8221;, ese es el verbo que ella utiliza, el darwinismo que comenzó todo este desmadre. En este escenario hay sólo un pequeño problema técnico: Lisa no habla inglés.</p>
<p style="text-align:justify;">Frente a esta encrucijada, ¿a dónde más iba a voltear Lisa?  Veámos, ¿dónde se da rienda suelta a las creencias premodernas? ¿Cuál es el único país de Latinoamérica donde se le cierra el paso de manera activa al reconocimiento de los derechos humanos y civiles de los sexodiversos? ¿Cuál es el único pueblo occidental atrapado en la búsqueda de una verdad absoluta como intento de solucionar sus problemas?</p>
<p style="text-align:justify;">Pese al conflicto que reina en ese lugar y a que, de repente, la vean como a los invasores que hace más de cinco siglos trajeron La Palabra, Lisa vislumbra lo que parece ser la Tierra Prometida, ese lugar donde nacerá el hombre nuevo que para ella, por supuesto, es Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Pido a todos los venezolanos piadosos que le escribamos para darle la bienvenida:</p>
<p style="text-align:center;"><a href="mailto:juslis7@gmail.com" target="_blank">juslis7@gmail.com</a></p>
<p style="text-align:justify;">Lisa, has encontrado tu hogar. Te recibiremos como te mereces.</p>
<p style="text-align:justify;">(Pueden ver la incursión de Lisa Justiniano en la prensa venezolana, así como mi respuesta como profesional <a href="http://diverpsi.org/2009/10/28/experticia-pseudocientifica-en-ultimas-noticias/">ACÁ</a>)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Europa bajo la espada.]]></title>
<link>http://nabaizaleokiritzia.wordpress.com/2009/10/27/europa-bajo-la-espada/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 18:57:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>nabaizaleok</dc:creator>
<guid>http://nabaizaleokiritzia.wordpress.com/2009/10/27/europa-bajo-la-espada/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Los fundamentalistas son una ínfima minoría en Europa, pero una minoría de miles de personas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[&#8220;Los fundamentalistas son una ínfima minoría en Europa, pero una minoría de miles de personas]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estas son las ciencias que quieren enseñar los fundamentalistas: el ejemplo de Hong Kong]]></title>
<link>http://cnho.wordpress.com/2009/10/26/estas-son-las-ciencias-que-quieren-ensenar-los-fundamentalistas-el-ejemplo-de-hong-kong/</link>
<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 06:03:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuel</dc:creator>
<guid>http://cnho.wordpress.com/2009/10/26/estas-son-las-ciencias-que-quieren-ensenar-los-fundamentalistas-el-ejemplo-de-hong-kong/</guid>
<description><![CDATA[El ejemplo de Hong Kong sirve claramente para comprobar qué ocurre cuando se cede ligeramente ante l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://cnho.wordpress.com/files/2009/10/hongkong.jpg?w=300" alt="HongKong" title="HongKong" width="300" height="199" class="alignleft size-medium wp-image-3501" /><br />
El ejemplo de Hong Kong sirve claramente para comprobar qué ocurre cuando se cede ligeramente ante los fundamentalistas. Éstos acaban imponiendo sus criterios, desplazan la enseñanza de la ciencia tal como la academia la entiende, e introducen sus proclamas religiosas. También sirve como ejemplo para aquellos que piensan que el diseño inteligente (DI) se ha de enseñar como alternativa a la evolución. Los programas de las escuelas de Hong Kong nos muestran como el DI es rápidamente transformado en literalismo bíblico. Esto queda perfectamente reflejado en un artículo de <a href="http://www.sciencemag.org/content/vol326/issue5952/index.dtl">Science</a> firmado por Richard Stone.</p>
<p>En él Stone nos indica que en el año del bicentenario del nacimiento de Charles Darwin, los científicos de Hong Kong celebran una victoria parcial de la ciencia sobre la pseudociencia. Los responsables de la educación han decidido no promover la enseñanza del creacionismo en las escuelas públicas de ese país.<br />
<!--more--></p>
<p>Sin embargo, éste es una victoria amarga, ya que tras la inercia con la que se ha iniciado este tipo de enseñanzas, va a ser difícil que aquellas escuelas que ya habían empezado a impartir estas asignaturas las abandonen drásticamente. En este sentido el astrónomo Sun Kwok, rector de la Universidad de Hong Kong, afirma que <i>parece como si el organismo encargado de velar por la educación de este país tenga miedo de llegar a un enfrentamiento con ciertas instituciones cristianas, por lo que es probable que durante algún tiempo se siga enseñando creacionismo en clase de ciencias</i>. El Dr. Kwok va incluso un poco más lejos al afirmar que <i>los fundamentalistas cristianos están realizando proselitismo a través de las escuelas y desde posiciones gubernamentales. Desde allí intentan imponer su visión social, como la sexualidad o la relación con los colectivos gays. Así por ejemplo, los cursos de biología avanzada incluyen en el programa una combinación de currículo científico y una guía de comportamientos sociales y actitudes en general. Entre ellas se encuentra una posición que equilibra una teoría científica con otros métodos de explicación, como por ejemplos los religiosos, filosóficos o metafísicos</i>.</p>
<p>De momento los científicos tendrán que conformarse con la resolución del 9 de septiembre de 2009, por parte del organismo responsable de la educación que dicta que <b>el creacionismo y el diseño inteligente no deben de ser incluidos en el currículo de ciencias, ya que no son una alternativa científica a las teoría de Darwin</b>. Sin embargo las cosas tendrán que ser cambiadas a lo largo del tiempo. Un reciente estudio ha demostrado que los textos de diseño inteligente publicados por Oxford University Press (China) Ld. tomaban textos directamente de páginas webs creacionistas bien conocidas. Una portavoz afirmó <i>quedamos impresionados al comprobar cómo se estaba haciendo proselitismo religioso en clase de ciencias</i></p>
<p>Leer el artículo completo en: Stone, R. (2009) Hong Kong´s Darwin defenders declare victory in teaching fracas. Science 326:510-511.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Frases religiosas no precisamente divertidas...]]></title>
<link>http://pormeterse.wordpress.com/2009/10/25/frases-religiosas-no-precisamente-divertidas/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 10:09:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>lainon</dc:creator>
<guid>http://pormeterse.wordpress.com/2009/10/25/frases-religiosas-no-precisamente-divertidas/</guid>
<description><![CDATA[Si hace unos días pasábamos un buen rato con unas cuantas frases ateas, ahora le toca el turno al ot]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Si hace unos días pasábamos un buen rato con unas cuantas <a href="http://pormeterse.wordpress.com/2009/10/09/frases-ateas-for-fun/">frases ateas</a>, ahora le toca el turno al otro lado de la cama:</p>
<p><a href="http://9tigres13lunas.wordpress.com/2009/10/23/es/">Algunas frases &#8220;humorísticas&#8221; de fundamentalistas religiosos.</a></p>
<p>Huelga decir que algunas dan mucho miedo. Hay alguna graciosa, pero en general son momentos de la humanidad (algunos bastante recientes) que pensándolo detenidamente creo que sería mejor no repetir&#8230; Escalofríos me recorren&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Inquisidor]]></title>
<link>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/10/22/o-inquisidor/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:01:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>wehavekaosinthegarden</dc:creator>
<guid>http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/2009/10/22/o-inquisidor/</guid>
<description><![CDATA[Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a ab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3135" title="Mario David o inquisidor" src="http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/files/2009/10/mario-david-o-inquisidor.jpg" alt="Mario David o inquisidor" width="500" height="525" /><br />
<span style="font-size:small;"><span style="font-family:arial;">Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o [José Saramago] ter como compatriota». Para Mário David, «a outorga do Prémio Nobel (&#8230;) não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas», razão por que diz ter «vergonha» de ter Saramago «como compatriota».</span></span></p>
<p><span style="font-family:arial;">Pelos vistos o PSD “afina” mesmo com o Saramago. Já em1992, o subsecretário da Cultura, Souza Lara, vetou a candidatura do romance &#8220;O Evangelho Segundo Jesus Cristo&#8221;, de José Saramago, ao Prémio Literário Europeu, justificando tal decisão dizendo que a obra não representava Portugal mas, antes, desunia o povo português. Agora é a vez deste tal Mário David, que pela galeria de fotografias da sua página na internet anda muito mal acompanhado com gente como o Berlusconi, Durão Barroso e até o Papa, se vir armar em Inquisidor recusando a liberdade de cada um dar a sua opinião sobre seja lá que assunto for. Quem desejar dizer-lhe o que pensa pode faze-lo aqui : <a href="http://www.mariodavid.eu/contactos/send">http://www.mariodavid.eu/contactos</a> </span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:arial;">Eu já lá fui.</span></span><span style="font-size:small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:arial;"><br />
</span></span></p>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PUTO ISLÁM, PUTO ALÁ DE MIERDA. INTERESANTE VIDEO SOBRE TODO PARA LAS MUJERES]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/10/21/puto-islam-puto-ala-de-mierda-interesante-video-sobre-todo-para-las-mujeres/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 00:07:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/10/21/puto-islam-puto-ala-de-mierda-interesante-video-sobre-todo-para-las-mujeres/</guid>
<description><![CDATA[    Este video es una demostración mas, el ISLÁM ES PURA BARBARIE, la creencia en &#8220;esa cosa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Este video es una demostración mas, el ISLÁM ES PURA BARBARIE, la creencia en &#8220;esa cosa&#8221; llamada Alá solo conlleva el que NO SE PUEDA EVOLUCIONAR NI PROGRESAR.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>En una parte del video se puede ver como el que defiende esta PUTA RELIGIÓN, al insistirle en la pregunta de si &#8220;es el hombre el que tiene mejor juicio&#8221;, es decir, mas juicio que la mujer, el tio responde &#8220;NO LO DIGO YO, LO DICE ALÁ&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Creo que quienes mejor debian revisar, UNA Y OTRA VEZ, este video SON LAS MUJERES DEL &#8220;NEO-PROGRESISMO&#8221; (cuyo verdadero nombre deberia ser RETRO-PROGRESISMO) que INSISTEN en que hay que tolerarles y comprender que &#8220;es que son sus costumbres.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ESTO, NI ES RESPETABLE NI TOLERABLE SINÓ TOTALMENTE CONDENABLE, diria incluso que EXTERMINABLE.</strong></p>
<p> </p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/A4jrCydotL0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/A4jrCydotL0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-532" title="Islam_Stop" src="http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/files/2009/10/islam_stop4.jpg?w=270" alt="Islam_Stop" width="270" height="300" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[IRÁN BUSCA URANIO ENRIQUECIDO AL 63%]]></title>
<link>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/10/20/iran-busca-uranio-enriquecido-al-63/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 20:03:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>ramrockmanchesterunited</dc:creator>
<guid>http://ramrockmanchesterunited.wordpress.com/2009/10/20/iran-busca-uranio-enriquecido-al-63/</guid>
<description><![CDATA[  ¿Y que mas?, sonaré muy radical, pero a estos tios hay que meterles un &#8220;pepinazo&#8221;, son]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<p><strong>¿Y que mas?, sonaré muy radical, pero a estos tios hay que meterles un &#8220;pepinazo&#8221;, son UN PELIGRO MORTAL PARA OCCIDENTE.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Esto es LO QUE NOS TRAE EL PUTO ISLÁM.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>El 20 de octubre de 2009 15:55, Memri Europe &#60;memri-tv@netmailerinfo.info&#62; escribió:</p>
<p>MEMRI</p>
<p>Middle East Media Research Institute</p>
<p> </p>
<p>Despacho Especial No. 2605 – Irán</p>
<p> </p>
<p>Para ver este documento en formato HTML, por favor visite:</p>
<p>http://memri.org/bin/espanol/ultimasnoticias.cgi?ID=SD 260509</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Asesor del Consejo Supremo de Seguridad Nacional iraní: Es posible que necesitemos de uranio enriquecido del 63%</p>
<p> </p>
<p>Las conversaciones comenzaron hoy, 19 de octubre del 2009, en Viena entre Irán y la Agencia Internacional de Energía Atómica sobre la propuesta hecha hace unas semanas por el presidente iraní Mahmoud Ahmadinejad en avance a las conversaciones del 1 de octubre 2009 entre Irán y los 5 +1 en Ginebra. La propuesta prevé que Irán entregue su uranio ya enriquecido en Irán a un nivel bajo a un tercer país que lo enriquecerá a un nivel del 20%, para su uso en las instalaciones de investigación de Teherán.</p>
<p> </p>
<p>Según la agencia de noticias iraní Fars, la delegación de los Estados Unidos en las conversaciones de Viena tiene la intención de encontrar una manera de declarar oficialmente el reconocimiento de los Estados Unidos al derecho de Irán de enriquecer uranio en su propio territorio &#8211; pero esta intención estadounidense se enfrenta a la oposición de los representantes europeos. [1]</p>
<p> </p>
<p>Abdolfazl Zohrehvand, asesor del Consejo Supremo Nacional de Seguridad iraní Saeed Jalili, le dijo a la agencia de noticias iraní IRNA que &#8220;las circunstancias pueden surgir donde requieran que Irán [use] uranio en un 63%, que tendrá que comprar o manufacturarlo por si mismo bajo la supervisión de la AIEA&#8221;. [2]</p>
<p> </p>
<p>Fuentes cercanas a las conversaciones en Viena dijeron a Press TV que Irán ha retirado ya la propuesta de Ahmadinejad a la transferencia de uranio enriquecido de Irán hacia un tercer país para un mayor enriquecimiento, y actualmente está pidiendo directamente la compra de uranio del 20% de Francia, Rusia o los Estados Unidos. [3]</p>
<p> </p>
<p>El portavoz de la Organización de Energía Nuclear de Irán, Ali Shirzadian reiteró la postura de Irán desde hace dos semanas, es decir, que si las conversaciones de Viena fracasan, Irán le informará a la AIEA de su intención de comenzar a enriquecer uranio al 20% para uso en sus instalaciones de Teherán. Añadió que las conversaciones en curso en Viena se referían únicamente a este centro de investigación y que Irán continuará con las actividades de enriquecimiento de uranio en sus instalaciones nucleares de acuerdo al calendario previsto. [4]</p>
<p> </p>
<p>El enriquecimiento de uranio a un nivel del 5% es reconocido por la AIEA y permitido a los fines de generar electricidad. Hasta ahora, sin embargo, los Estados Unidos no han reconocido oficialmente el derecho de Irán a enriquecer uranio a ningún nivel, ya que está designado como un &#8220;estado sospechoso&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>Irán parece estar trabajando en etapas para alcanzar la condición de &#8220;estado en el umbral nuclear&#8221;. En primer lugar, aspira a obtener el reconocimiento internacional general de su derecho a enriquecer uranio hasta al menos 5%, en su propio suelo y sobre una base continua. Al mismo tiempo, aspira lograr la legitimidad internacional por su demanda a enriquecer uranio al 20% o más, con o sin consentimiento. El siguiente paso aparentemente será una demanda de uranio enriquecido del 63%.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Notas al final:</p>
<p>[1] Fars (Irán), 19 de Octubre, 2009.</p>
<p> </p>
<p>[2] IRNA (Irán), 18 de octubre, 2009.</p>
<p> </p>
<p>[3] Press TV (Irán), 18 de octubre, 2009.</p>
<p> </p>
<p>[4] IRNA (Irán), 19 de octubre, 2009.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Para consultar los despachos de MEMRI en su totalidad en español y los archivos, libres de acceso, por favor visite el portal www.memri.org/espanol</p>
<p> </p>
<p>Por favor envíe sus correos electrónicos a memriespanol@memri.org</p>
<p> </p>
<p>MEMRI se reserva los derechos de todas las traducciones. Este material SOLO pude ser citado con los créditos correspondientes.</p>
<p> <strong>FUENTE: </strong><a href="http://www.netmailermrk.info/ecrm/Includes/CountLinks.asp?ID=220E0603262B525D565C5C493C1A0D262B525B595A575E585E493C1A0D1C0C1D060D0A1D2A020E0603520B0002001906031A2F08020E0603410C0002493C061B0A262B525C5C&#38;Link=http://www.memri.org/bin/latestnews.cgi?ID=SD89305" target="_blank"><span style="font-family:Arial;font-size:10pt;"><em><strong>http://memri.org/bin/espanol/ultimasnoticias.cgi?ID=SD 260509</strong> </em></span></a></p>
<p> </p>
<p><img class="alignnone" src="http://lwjurq.blu.livefilestore.com/y1pz-yD--vZrX7Dq7UTeJ5QBRMz7kPCBNyyJ15--o95EUrE64697qTv7ARg5UTZBKFnKZMa_Lnfj1lQGC_wyknns5PmN7vj_61D/Burka%20Stop%20Islam.jpg" alt="" width="406" height="340" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Curso monográfico: Síndrome de Alienación Parental. Sevilla 5.11.09]]></title>
<link>http://heterodoxia.wordpress.com/2009/10/20/curso-monografico-sindrome-de-alienacion-parental-sevilla-5-11-09/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:06:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Chema -Admin</dc:creator>
<guid>http://heterodoxia.wordpress.com/2009/10/20/curso-monografico-sindrome-de-alienacion-parental-sevilla-5-11-09/</guid>
<description><![CDATA[Curso Monográfico &#8220;Síndrome de Alienación Parental&#8221;. Sevilla, 5 noviembre 2009. Entrada ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://heterodoxia.wordpress.com/files/2008/02/machismo-publico-es.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-256" style="border:0 none;" title="machismo-publico-es" src="http://heterodoxia.wordpress.com/files/2008/02/machismo-publico-es.jpg?w=292" alt="machismo-publico-es" width="204" height="210" /></a>Curso Monográfico <strong>&#8220;Síndrome de Alienación Parental&#8221;. Sevilla, 5 noviembre 2009</strong>. Entrada libre</p>
<ul>
<li><strong>11.00 a 12.00 h</strong> Desmontando el S.A.P: Aspectos Éticos y Feministas en el Proceso Judicial</li>
<li><strong>12.00 a 13.00 h</strong> Implicaciones jurídicas del S.A.P.</li>
<li><strong>13.00 a 14.00 h</strong> Crítica al S.A.P. desde un punto de vista psicológico. Consecuencias psicológicas en los/as menores en procesos judiciales invocando el S.A.P</li>
</ul>
<p>Lugar de celebración: Salón de Actos. Ilustre Colegio de Abogados de Sevilla</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre la censura de "Imperialismo Gay" y la colección "Fuera de lugar"]]></title>
<link>http://heterodoxia.wordpress.com/2009/10/20/sobre-la-censura-de-imperialismo-gay-y-la-coleccion-fuera-de-lugar/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:00:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Chema -Admin</dc:creator>
<guid>http://heterodoxia.wordpress.com/2009/10/20/sobre-la-censura-de-imperialismo-gay-y-la-coleccion-fuera-de-lugar/</guid>
<description><![CDATA[Agresión a Peter Tatchell en el Orgullo Gay 2007 en Moscú Daniel Mang desde la INRCM comparte con no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_3912" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://heterodoxia.wordpress.com/files/2009/10/moscow_pride_2007_assualt-on-peter-tatchell.jpg"><img class="size-full wp-image-3912" title="Moscow_Pride_2007_Assualt on Peter Tatchell" src="http://heterodoxia.wordpress.com/files/2009/10/moscow_pride_2007_assualt-on-peter-tatchell.jpg" alt="Agresión a Peter Tatchell en el Orgullo Gay 2007 en Moscú" width="300" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">Agresión a Peter Tatchell en el Orgullo Gay 2007 en Moscú</p></div>
<p>Daniel Mang desde la <a href="https://listes.poivron.org/listinfo/inrcm" target="_blank">INRCM</a> comparte con nosotros la siguiente noticia:</p>
<p><strong>Sobre la censura de &#8220;Imperialismo Gay&#8221; y el libro &#8220;Fuera de lugar&#8221;, publicado el 17 de Octubre de 2009 en </strong><a href="http://www.xtalkproject.net/" target="_blank">http://www.xtalkproject.net</a></p>
<p align="justify">Hemos sido testigos recientemente de chorrogésimo intento de silenciar las voces que denuncian las políticas paternalistas y neo-imperialistas, que defienden posiciones  islamofóbicas y el activismo homo-nacionalista. El día 7 de septiembre de 2009, el libro<strong> &#8220;Fuera de lugar:  Interrogando los silencios sobre condición Queer y Racialidad&#8221; (2008) </strong>editado por<strong> Adi Kunstman y Esperanza Miyake</strong>, fué retirado por la editorial <strong>Raw Nerve</strong>. La compilación, que era el primer volumen académico sobre la condición queer y la racialidad en  Gran Bretaña, contenía un artículo especialmente importante en el que se exponía el uso del discurso de los derechos gays como un instrumento de justificación del neoimperialismo, y de políticas anti-migratorias e islamofóbicas, con el título:  <strong>Imperialismo Gay: Discursos sobre el énero y la sexualidad en la &#8220;Guerra contra el Terror&#8221;</strong> de Jin Haritaworn, Tamsila Tauqir and Esra Erdem.</p>
<p align="justify">En <strong>&#8220;Imperialismo Gay&#8221;</strong> los autores -académicos/as y activistas que escriben desde posiciones diferentes, ya sea teoría queer de color, Queer musulmán y feminismo en la migración-;  señalaban como la ecuación de &#8220;Musulmán&#8221; y &#8220;Homofóbico&#8221; (al igual que &#8220;Sexista&#8221;) ha contribuido al endurecimiento de las fronteras, la re-construcción de Occidente como detentador único de la Civilización y la Modernidad, así como la victimización y el paternalismo sobre los/as &#8220;queers&#8221; musulmanes.<!--more--></p>
<p align="justify">En Alemania, los migrantes de los países musulmanes que solicitan la nacionalidad deben pasar un &#8220;Test Musulmán&#8221; discriminatorio, que pregunta cuestiones tales como: ¿Qué harías si tu hijo fuera gay?. En Holanda, a los/as solicitantes se les pide que reaccionen a un vídeo en el que se muestran dos hombres besándose.  Basado en el trabajo de Chandra Talpade Mohanty (1991) y de Jasbir Puar (2007) el artículo muestra como no es accidental que la atención que se presta a lo no-Occidental y a los regímenes de género y sexuales musulmanes, vienen de la mano de la &#8220;Guerra contra el Terror&#8221;,  las políticas restrictivas de derechos en la migración y el resurgimiento general de la Islamofobia. Los/as autores/as resaltan como, los &#8220;derechos homosexuales&#8221; y los &#8220;derechos de igualdad de género&#8221;, teniendo en cuenta que su consecución es muy reciente y no es exhaustiva en absoluto, se han convertido en un símbolo de la civilización y la modernidad de los países de Occidente. Mientras la importancia de estos derechos  (incluso estando limitados) y de la igualdad no se cuestiona, los autores advierten contra una forma específica de políticas emancipatorias blanca occidental que reclama la universalidad y que ejerce la arrogancia del paternalismo sobre mujeres y queers no-blancos, no-occidentales y musulmanes; mientras que sirven a discursos racistas neo-imperialistas.</p>
<p align="justify">Parecen bastante obvio trazar un paralelismo con cómo el feminismo occidental abolicionista alimenta reformas legislativas que criminalizan a las trabajadoras sexuales migrantes y que llevan de forma efectiva a la deportación y a una profundización de su marginación en nombre de la lucha contra la violencia de género.  Las mismas sociedades que demonizan y discriminan a los/as musulmanes, están progresivamente criminalizando a los/as trabajadores/as del sexo, utilizando ideas sobre la homofobia y la violencia de género como herramientas para políticas de detención y deportación de migrantes, trabajadores/as sexuales y gente de color.</p>
<p align="justify">Existen más paralelismos entre el abolicionismo y el discurso Islamofóbico: en lugar de trabajar con los/as musulmanes/as o con organizaciones queer no-occidentales y no-blancas (o incluso simplemente escuchar lo que dicen), la tendencia para la mayoría blanca, y para los grupos occidentales de defensa de los derechos homosexuales y los grupos queer, de hablar por ellos, con el objetivo de &#8220;salvarles&#8221; -ignorando y reforzando la múltiples opresiones en juego. De igual forma que las feministas abolicionistas no escuchan las voces los/as trabajadores/as sexuales migrantes, y al no hacerlo las relegan al engañoso estatus de víctimas que necesitan se rescatadas por el ilustrado y moderno feminismo occidental, o incluso, por las policías de fronteras que los/as &#8220;asistirán de regreso a casa&#8221;. Se iguala a los/as trabajadores/as sexuales migrantes con víctimas del tráfico de blancas y a las víctimas de tráfico con mujeres pasivas y débiles que no tienen capacidad de agencia ni proyecto propio migratorio.</p>
<p>El capítulo &#8220;Imperialismo Gay&#8221; hizo de ésto una crítica argumentada, informada y válida. Trazó un análisis textual preciso aportando la referencias y enlaces a los textos criticados.  Siendo que los autores cometen el &#8220;error&#8221; de referirse a ejemplos concretos de políticas queer/homo que reproducen la islamofobia y el paternalismo sobre los/as queer musulmanes;  y en una de esas referencias citan al activista de derechos homosexuales británico Peter Tatchell. La editorial Raw Nerve, <a href="http://www.petertatchell.net/" target="_blank">en respuesta a éste publicó en su página web</a>, un comunicado pidiendo disculpas y decidió retirar la publicación. La disculpa considera que el artículo hace acusaciones falsas de islamofobia y racismo sobre Peter Tatchell y enumera una larga de serie de &#8220;falsedades&#8221; contenidas en el mismo, que son citadas fuera de contexto y reinterpretadas como acusaciones personales. Irónicamente, los/as autores/as habían advertido sobre la dificultad de situar cualquier tipo de voz crítica frente a Peter Tatchell. La censura queda patente, en contraste con la defensa radical de la libertad de expresión que Tatchell ha reclamado para si mismo. En 2006, esta libertad de expresión le llevó tan lejos como para participar en la <strong>Marcha por la Libertad de Expresión</strong>, a la que asistieron también grupos racistas y fascistas. Una vez más, la voces marginalizadas son amenazadas y silenciadas, pero esta vez, este silenciamiento ha sido instituido por los mismos protodefensores de la libertad de expresión.</p>
<p align="justify">Las campañas políticas de Peter Tatchell son ilustrativas de una tendencia post-política hacia el activismo espectáculo, donde las necesidades de los más son sacrificadas en favor del empoderamiento de los menos. Y esto queda reflejado en su tendencia a nombrar su campaña por su propio nombre (como en la Fundación de Derechos Humanos Peter Tatchell). &#8220;Peter Tatchell&#8221;, es uno de los nombres más citados en las representaciones del activismo gay en Occidente por encima del grupo de activismo homosexual <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/OutRage!" target="_blank">OutRage!</a>. Las disculpas de Raw Nerve repite esta personalización de activismo, haciendo que la crítica de  Haritaworn, Tauqir y Erdem’s y su subsiguiente supresión, aparezcan como un problema personal entre éstos y Peter Tatchell.</p>
<p align="justify">Independientemente de esto, se sigue perdiendo lo esencial. Nadie tiene nada personal contra el señor Peter Tatchell. Lo que es más, nadie le cuestiona que se identifique como un auténtico anti-racista, anti-imperialista o anti-islamofóbico. Sin embargo, parte de hacer trabajo en alianza es estar expuesto cuando una afirmación y/o acción reproduce estructuras opresivas. Parte de la condición de ser una persona pública, es estar abierto a las críticas públicas, más que reducirlas por la fuerza. Lamentablemente, esta no es la primera ocasión en la que personas queer de color y del Sur Global han sido criticadas por Peter Tatchell y han sido asi castigadas.</p>
<p align="justify">La campaña de Tatchell y de Outrage! en África ha sido amplia y repetidamente cuestionada por no haber tenido en cuenta a los activistas LGTB africanos, y porque sus acciones se convertían efectivamente dañinas. En una carta abierta citada por los autores de &#8220;Imperialismo Gay&#8221;, los activistas describen como Tatchell y Outrage! han “recurrentemente faltado al respeto las vidas, dañado la lucha, y puesto en peligro la seguridad de los africanos defensores de los derechos humanos”. Identifican este neocolonialismo, como una interpretación que compartimos. Mientas que este tipo de afirmación puede afortunadamente encontrarse todavía en la red, ha sido encontrado censurable y ha encontrado una respuesta punitiva, como muestra la petición de disculpas por parte de Raw Nerve. Condenamos este intento de bloquear las voves de personas queer de color y del sur global, y de expresar nuestro apoyo tanto a los/as defensores/as africanos de los derechos humanos y a los/as autores del artículo &#8220;Imperialismo gay&#8221; por resistir contra los discursos y acciones racistas e imperialistas realizadas en nombre de la agenda occidental de los derechos gays.</p>
<p align="justify">Es indudablemente dentro de una lógica neoimperialista cuando los hombres blancos gays pueden conseguir el rol de salvadores de las personas queer musulmanas y no-occidentales, al mismo tiempo que se refuerza los discursos islamofobicos que construyen a Occidente como moralmente superior. Y es tambien dentro de la lógica neo-imperialista en la que uno puede contemplar el feminismo blanco occidental abolicionista como fuerzas que confluyen con instituciones anti-inmigrante de los estados en el nombre de los derechos de las mujeres. Tal y como conocemos por nuestro trabajo, para las/os trabajadoras del sexo migrantes, ésto suele significar el &#8220;derecho&#8221; a ser &#8220;salvadas&#8221; y deportadas, no el derecho a decidir entre el trabajo propio y la vida.  X:talk nació de la necesidad de que las voces marginalizadas fuera escuchadas frente al paternalismo y los discursos criminalizantes que nos niegan el derecho a hablar por nosotras mismas. Por todo lo anterior, condenamos la censura de ‘Fuera de Lugar’ como un acto de fuerza, que si confirma algo es la necesidad y la validez política de sus artículos.</p>
<p align="justify">La censura de ‘Imperialismo Gay’ y de la colección &#8220;Fuera de Lugar&#8221; nos lanza hacia una preocupante nueva dirección. Muchas de nosotras pensó que se había alcanzado cierto grado de libertad de expresión para las voces marginalizadas. Pero aqui seguimos  &#8211; se ha hecho más patente que  nunca cual es el precio de la crítica anti-racista y quién está pagándola. Un importante documento se ha perdido para nosotras, y aquellos que les gustaría formar su propia opinión sobre la cuestión ya no pueden hacerlo. Permitan nos esperar que la censura provoque el efecto contrario y lleve a que nuestras voces se alcen más alto.</p>
<p align="justify">Permitan nos esperar que esto provoque el impetu para nuevas alianzas entre movimientos activistas y académicos, que confluyan para combatir la opresión en todas sus formas, incluyendo a aquellos que llevan los estandartes del feminismo y de los derechos homosexuales.</p>
<p>***************************************************************************************************************************************x:talk statement against censorship of Out of Place is now available</p>
<div id=":1lh">on the xtalk blog<br />
check it out at: <a href="http://www.xtalkproject.net/" target="_blank">http://www.xtalkproject.net</a><br />
In solidarity and struggle,<br />
the xtalk collective</div>
<div></div>
<div>ENGLISH VERSION</div>
<p><strong>On the censorship of &#8216;Gay Imperialism&#8217; and Out of Place</strong></p>
<p>Posted on &#124; October 17, 2009 &#124; No Comments</p>
<p>We have recently witnessed the umpteenth attempt to silence voices<br />
that denounce paternalistic, neo-imperialist politics and argue<br />
against Islamophobic positions and homonationalist activism. On 7th<br />
September 2009, the book Out of Place: Interrogating Silences in<br />
Queerness/Raciality (2008) edited by Adi Kunstman &#38; Esperanza Miyake,<br />
was declared out of print by its publisher, Raw Nerve. The collection,<br />
which was the first academic volume on queerness and raciality in<br />
Britain, contained an important article which exposed the use of gay<br />
rights discourse as an instrument to justify neo-imperialist,<br />
anti-migrant and Islamophobic policies, namely ‘Gay Imperialism:<br />
Gender and Sexuality Discourse in the “War on Terror”‘ by Jin<br />
Haritaworn, Tamsila Tauqir and Esra Erdem. In ‘Gay Imperialism’ the<br />
authors &#8211; themselves academics and activists writing from different<br />
trans/queer of colour, queer Muslim and migrant feminist positions -<br />
pointed out how the equation of ‘Muslim’ with ‘homophobic’ (as well as<br />
sexist) has contributed to the tightening of borders, the<br />
re-construction of the West as the champion of civilisation and<br />
modernity, and the victimisation and patronising of Muslim queers.</p>
<p>In Germany, migrants from ‘Muslim countries’ applying for nationality<br />
are required to pass a discriminatory ‘Muslim Test’ which asks<br />
questions such as: What would you do if your son was gay? In the<br />
Netherlands, applicants are asked to react to a video showing two men<br />
kissing. Drawing on the work of Chandra Talpade Mohanty (1991) and of<br />
Jasbir Puar (2007) the article shows how it is not incidental that the<br />
attention drawn to non-Western and Muslim gender and sexual regimes<br />
comes at the same time as the ‘War on Terror’, the increase in<br />
restrictive migration policies and the general upsurge in<br />
Islamophobia. The authors point out how, ‘gay rights’ and gender<br />
equality, even though they were achieved very recently and not at all<br />
exhaustively, have become symbols of the civilisation and modernity of<br />
Western countries. While the importance of these (even if limited)<br />
rights and equality is not disputed, the authors warn against a white<br />
Western single-issue emancipatory politics that claims universality<br />
and patronises non-white non-Western Muslim women and queers, while<br />
serving neo-imperialistic, racist discourses. It seems rather obvious<br />
to draw a parallel with how Western feminist abolitionists feed into<br />
security laws that criminalise migrant sex workers and effectively<br />
lead to deportation and further marginalisation in the name of<br />
combating gender violence. The same societies that demonise and<br />
discriminate against Muslims are increasingly criminalising sex<br />
workers, using ideas about both homophobia and gender violence as<br />
their tools to deport and detain migrants, sex workers and people of<br />
colour.</p>
<p>There are further parallels between the abolitionist and the<br />
Islamophobic discourse: Instead of working with Muslim or non-white<br />
non-Western queer organisations (or even simply listening to what they<br />
are saying), the tendency for majority white, western gay rights and<br />
queer groups is to talk for them, to “save them”- ignoring and<br />
re-enforcing the multiple oppressions at stake. Likewise, Western<br />
abolitionist feminists do not listen to migrant sex workers’ voices,<br />
and by so doing they relegate them to the duped status of victims that<br />
need rescuing by the enlightened and modern Western feminist, or,<br />
even, by the border police that will ‘assist them home’. Migrant sex<br />
workers are equated with trafficked victims and trafficked victims<br />
with passive, naive women with no agency or no migratory project of<br />
their own.</p>
<p>The ‘Gay Imperialism’ article made just such an informed, valuable<br />
critique. It drew on acute textual analysis and provided thorough<br />
references and links to the texts critiqued. Yet the authors made the<br />
“mistake” of naming examples of white queer/gay rights politics that<br />
re-produced Islamophobia and patronised queer Muslims, one of which<br />
included the gay rights activist Peter Tatchell in the UK. In response<br />
to this, the publisher Raw Nerve has issued an apology to Peter<br />
Tatchell on its web-site and declared the whole book out of print. The<br />
apology deems the article as falsely accusing Peter Tatchell of being<br />
Islamophobic and racist and enlists a long series of ‘untruths’<br />
contained in it, which are quoted out of context and misrepresented as<br />
personal accusations. Ironically, the authors had warned about the<br />
difficulty of raising a critical voice against Peter Tatchell. The<br />
censorship stands in stark contrast to the radical defence of freedom<br />
of speech which Tatchell has made a name for himself. In 2006, this<br />
went as far as leading him to participate in the March for Free<br />
Expression, which was also attended by various racist and fascist<br />
groups. Once again, marginalised voices are being threatened and<br />
silenced, but this time, this silencing is instituted by the very<br />
champions of free speech themselves.</p>
<p>Peter Tatchell’s political campaigns are illustrative of a<br />
post-political trend towards celebrity activism where the needs of the<br />
many are sacrificed to the empowerment of the few. This is reflected<br />
in his tendency to name his campaigns after himself (as in, the Peter<br />
Tatchell Human Right Fund). ‘Peter Tatchell’, even more than OutRage!,<br />
is one of the most quoted names in Western media representations of<br />
gay rights activism. The Raw Nerve apology repeats this<br />
personalisation of activism by making Haritaworn’s, Tauqir’s and<br />
Erdem’s critique and its subsequent suppression look like a personal<br />
problem between the authors and Peter Tatchell.</p>
<p>This nevertheless misses the point. No-one has anything personal<br />
against Peter Tatchell. No-one, further, disputes that he genuinely<br />
thinks of himself as anti-racist, anti-imperialist or<br />
anti-Islamophobic. However, part of doing allied work is being<br />
accountable when one’s statements or actions reproduce oppressive<br />
structures. Part of being a public person, further, is being open to<br />
public critique, rather than shutting it down with force. Sadly, this<br />
is not the first time that queers of colour and queers from the Global<br />
South have critiqued Peter Tatchell and been punished for it.<br />
Tatchell’s and Outrage!’s campaigning in Africa has been strongly<br />
criticised for not having listened to African LGBTI activists’<br />
repeated warnings that their actions were in fact harmful. In an open<br />
letter quoted by the authors of ‘Gay Imperialism’, activists described<br />
how Tatchell and Outrage! had “repeatedly disrespected the lives,<br />
damaged the struggle, and endangered the safety of African Human<br />
Rights Defenders”. They identify this as neo-colonialism, which is an<br />
interpretation we share. While this statement is thankfully still to<br />
be found on the net, it has been met with a similarly punitive<br />
response, which the Raw Nerve ‘apology’ repeats. We condemn this<br />
attempt to quell the voices of queers of colour and queers from the<br />
Global South, and express our support to both the African Human Rights<br />
defenders and the ‘Gay Imperialism’ authors for resisting racist and<br />
imperialist statements and actions made in the name of a white Western<br />
‘gay rights’ agenda.</p>
<p>It is undoubtably within a neo-imperialist logic that a white Western<br />
Gay man can obtain the role of the saviour of victimised Muslim and<br />
non-Western queers, while re-enforcing Islamophobic discourses that<br />
construct the West as morally superior. And it is also within a<br />
neo-imperialistic logic that one sees white Western feminist<br />
abolitionists joining forces with anti-migrant state institutions in<br />
the name of women’s rights. As we know from our work, for migrant sex<br />
workers this often means the ‘right’ to be ’saved’ and deported, not<br />
the right to decide upon one’s work and lives. X:talk was born out the<br />
necessity for marginalised voices to be heard, against paternalising<br />
and criminalising discourses that deny us the right to speak for<br />
ourselves. We therefore condemn the censorship of ‘Out of Place’ as an<br />
act of force, that if anything confirms the article’s political<br />
validity and necessity.</p>
<p>The censorship of ‘Gay Imperialism’ and the Out of Place collection<br />
points us in a worrying new direction. Many of us may had thought that<br />
a degree of freedom of expression for marginalised voices had been<br />
reached. Yet here we go &#8211; it has become clearer than ever what the<br />
price of anti-racist critique is, and who is paying it. An important<br />
document has been lost to us, and those who would like to form their<br />
own opinion on the matter can’t. Let us hope that the censorship will<br />
have the opposite effect, and lead us to raise our voices even louder.<br />
Let us hope that it will provide the impetus for new alliances across<br />
activist and academic movements, that join to fight oppression in all<br />
its faces, including the ones that wear the cloaks of feminism and gay<br />
rights.</p>
<p>******************************</p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Darwin y la libertad de pensamiento ]]></title>
<link>http://cnho.wordpress.com/2009/11/06/darwin-y-la-libertad-de-pensamiento/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 07:50:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Manuel</dc:creator>
<guid>http://cnho.wordpress.com/2009/11/06/darwin-y-la-libertad-de-pensamiento/</guid>
<description><![CDATA[Leo en el blog de Eduardo Punset unas reflexiones sobre ciencia, religión y la libertad de pensamien]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-3721" title="darwin" src="http://cnho.wordpress.com/files/2009/11/darwin.jpg?w=269" alt="darwin" width="269" height="300" /><br />
Leo en el blog de <a href="http://www.eduardpunset.es/1060/general/la-delicadeza-de-darwin">Eduardo Punset</a> unas reflexiones sobre ciencia, religión y la libertad de pensamiento. Me ha parecido interesante, y digno de reflexíón una carta escrita por Charles Darwin donde expone estos temas. La comparto con todos nuestros lectores:</p>
<blockquote><p>Aunque soy un fuerte defensor de la libertad de pensamiento en todos los ámbitos, soy de la opinión, sin embargo —equivocadamente o no—, que los argumentos esgrimidos directamente contra el cristianismo y la existencia de Dios apenas tienen impacto en la gente; es mejor promover la libertad de pensamiento mediante la iluminación paulatina de la mentalidad popular que se desprende de los adelantos científicos. Es por ello que siempre me he fijado como objetivo evitar escribir sobre la religión limitándome a la ciencia.</p></blockquote>
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