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	<title>fura-olho &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/fura-olho/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "fura-olho"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 08:05:47 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Top (A)versões Musicais]]></title>
<link>http://imlg.wordpress.com/2009/09/12/top-aversoes-musicais/</link>
<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 16:17:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>LG</dc:creator>
<guid>http://imlg.wordpress.com/2009/09/12/top-aversoes-musicais/</guid>
<description><![CDATA[Sofrimento. Dor. Angústia. Caos. Morte. Destruição. Isso tudo resume o nebuloso segmento das versões]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Sofrimento. Dor. Angústia.</p>
<p style="text-align:justify;">Caos. Morte. Destruição.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Isso tudo resume o nebuloso segmento das versões musicais, que aterrorizam a vida de pessoas normais, como <span style="text-decoration:line-through;">eu e</span> você. De vez em quando a gente nem percebe que AQUILO que se ouve é uma versão, mas algumas vezes simplesmente não tem como não saber/perceber. E pior: algumas versões não se restringem a versões brasileiras de músicas estrangeiras, mas podem ser versões brasileiras ruins de uma música brasileira boa ou &#8211; pasmem &#8211; não! Agora o que faz alguém regravar uma música brasileira ruim na mesma língua? Fica no ar o mistério disso tudo&#8230; É uma dor sem tamanho pensar que uma música já ruim é reproduzida numa versão <span style="color:#ff0000;"><em>from hell</em></span> por uma banda/dupla/cantor também <span style="color:#ff0000;"><em>from hell</em></span>. Mas pior que tudo é ver uma música boa sendo destruída por pessoas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3xIPhqpmKOQ">sem MO-RAL, sem DI-GUI-NI-DA-DE</a>. Vamos ao <em>freak show</em> que eu selecionei em uma GAMA &#8211; por que não semi-infinita? &#8211; de opções.</p>
<ol>
<li style="text-align:justify;"><strong>Latino &#38; Daddy Kall &#8211; Amigo fura olho</strong>. Essa é de fazer a cabeça explodir. Vamos refletir: o que seria pior que uma versão ruim de uma música ruim cantada em português ou inglês? Resposta: uma versão em inglês de &#8220;Então é Natal&#8221;, de Simone? De certa forma, sim, mas a idéia de uma música ruim EM ESPANHOL virar uma música ruim em português também é perturbadora. De qualquer forma, Latino é <strong>PRO</strong> em fazer aversões musicais (vide <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cGLMALvtjBc">o original de FESTA NO APÊ</a> e o novo lançamento de Latino com BOCHECHA, numa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1PDjnFmpFEQ">versão destruída do tema dos caça fantasmas</a>), tanto que tentei não bater muito na mesma tecla e não saturar esse top com várias opções dele. Enfim, voltando a essa música <span style="color:#ff0000;"><em>from hell</em></span>: talvez seja o melhor exemplo de aversão musical. Não bastasse a porcaria que é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=l4e0hJGOIY8">a música original</a>, de Don Omar (who?) e outro mané lá, Latino resolveu ir ao mais extremo nível. &#8220;Acho que a língua espanhola não transmite toda a mensagem que essa música pode passar&#8221;, pensou. &#8220;Farei uma versão em português, para levar aos corações brasileiros tamanha mensagem de amor&#8221;. Intrigado em cantar uma música-diálogo sozinho, pensou: &#8220;Quem deveria convidar pra fazer dessa música um sucesso? Por que não Daddy Kall?&#8221;. E fez-se <span style="text-decoration:line-through;">apagaram</span> a luz. Mas pra fechar com chave de ouro, nada melhor que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7oH1-A3dETk">um clipe IDÊNTICO ao original</a>. Enfim, deu no que deu, a música é um lixo, etc. Adoro músicas com TRI-ÂN-GU-LÔ amoroso. <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>Quando as coisas tem que acontecer, elas simplesmente acontecem. E a gente tem que compreender</em>&#8221; / &#8220;<em>Essa é pra pensar!</em>&#8221; <span style="text-decoration:line-through;"><span style="color:#000000;">em se matar</span></span> / &#8220;<em>Vivo um triângul<span style="text-decoration:underline;">ôôôôô</span></em>&#8221; / &#8220;<em>Eu saí com tua mulher! Eu saí, saí, saí, saí, saí, saí!</em>&#8221; / &#8220;<em>O QUÊ!?</em>&#8221; / &#8220;<em>Perdi um amigo pro fantasma da tentação&#8230; Perdão!</em>&#8220;,<span style="color:#000000;"> tá perdoado! Next!</span>;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Chitãozinho &#38; Xororó &#8211; Palavras</strong>. Palavras que eu não tenho pra descrever tamanha desgraça. Incompletos com as músicas sertanejas e o sucesso do Rei do Gado, surge a idéia de <span style="text-decoration:line-through;">dominação mundial</span> regravar Bee Gees, por que não? E foi o que fizeram com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M92QzPjgbag"><em>Words</em></a> (pensem, podia ser pior&#8230; podiam ter traduzido como <em>Mundos</em>, há!). Tá certo, Bee Gees tem uma alta tendência de músicas de corno, mas transformar uma música já com tendências em um sertanejo é arrombar o armário e tirar a pobre música de lá com requintes de crueldade. Crueldade, aliás, recorrente na carreira de C&#38;X, que fazem questão de regravar músicas alheias. Exploda a sua cabeça com a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=F2RbFDQLgHg">versão híbrida das músicas</a>! <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>É tempo de amar, e quero me entregar, amor</em>&#8220;, <span style="color:#000000;">boooooring</span>;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Sandy &#38; Júnior &#8211; Imortal</strong>. <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Narrador_da_sess%C3%A3o_da_tarde">Essa família da pesada vai fazer tremer as caixas de som e eletrizar as suas tardes de sábado</a>! Considerando o item anterior, podemos estabelecer uma origem genética para o evidente dom de fazer versões musicais. Sandy &#38; Júnior nos presentearam com essa bela versão de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FqjEL_bpmFg">Imortality, de Celine Dion</a> (reparem: Celine Dion canta com Bee Gees, o que nos remete claramente à preferência genética do legado Xororó com relação aos Bee Gees). Num universo onde &#8220;<em>we don&#8217;t say goodbye</em>&#8221; vira &#8220;<em>o que é imortal</em>&#8220;, Sandy e seu irmão coadjuvante (who?) fazem sucesso e o fim é próximo. Vamos dar um <em>upgrade</em> nessa versão? Veja a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Yz4tiBqIE2I">versão remixada</a> imediatamente e babem no visual Matrix! <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>Eu cresci e agora sou mulher, tenho que encarar com muita fé</em>&#8221; / &#8220;<em>O que é imortal não morre no final</em>&#8220;, <span style="color:#000000;">acho que essa definição está no Aurélio</span> / &#8220;<em>Isso não vai ter fim</em>&#8220;, toda vez me desespero quando ouço isso&#8230; Mas daí eu penso: é uma música, ela vai acabar / &#8220;<em>Nem que eu quiser você sai de mim</em>&#8220;, é o meu sentimento quando eu ouço essa música&#8230; / &#8220;<em>Você no meu lugar faria exatamente igual</em>&#8220;, ok, todo mundo erra fazendo uma aversão musical&#8230; Próxima;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Sex Pistols &#8211; My Way</strong>. Uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WIXg9KUiy00">versão merda ilimitada</a> de uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-vNFbSVlS2I">música foda</a>. Deprimente. Não tem destaques. Próxima;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Kelly Key &#8211; Indecisão</strong>. Kelly Key, assim como seu ex, Latino, adora versões. Isso acaba demonstrando o envolvimento do ambiente no dom de versões musicais: obviamente há determinismo ambiental. Uma das primeiras OBRAS de KK foi <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bdQJgiwuA9k"><em>Barbie Girl</em></a>, uma versão <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zEzh10_xoqw">tão tosca quanto a original, do Aqua</a>. No entanto, 2009 é o ano da superação: KK resolve &#8220;<em>aversionar</em>&#8221; Britney Spears, alcançando os mais sujos patamares do mau gosto. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JQ4f1U2wdDo">Indecisão</a> é versão de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eNgXcenGjTo">Sometimes</a>, um dos primeiros sucessos da Britney. Lição do dia: há sempre uma forma de piorar. <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>Você diz que sente por mim amor sincero que nunca vai ter um fim</em>&#8220;, quem lembrou do Latino, levanta a mão / &#8220;<em>Mas algum dia eu sei, vai passar&#8230;</em>&#8220;, basta cobrir a tatuagem antiga com uma nova! Próxima;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Julio Iglesias &#8211; Mal acostumbrado</strong>. Tão ruim quanto pegar uma música ruim em espanhol e fazer uma versão em português é pegar uma música ruim em português e fazer uma versão em espanhol! Tamanha desgraça é ouvir Julio Iglesias cantando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y5ki4PjpZJE"><em>Mal acostumBBBBBBBrado</em></a>, versão do &#8211; PREPARE-SE &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gu979_YPhP4">Araketu, mal acostumado</a>. Achava que já tinha visto de tudo, né? <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>Un ticket de ida y vuelta, fuí tan sólo para tí</em>&#8220;, what? / &#8220;<em>Devuélveme un trocito de mi vida</em>&#8220;, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wlg2YHFTm5o">UÁTI</a>? Próximo;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Stefhany &#8211; Eu sou Stefhany</strong>. Uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DrKAhfFVSGc">maravilhosa e bela versão</a> de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pnkvhi1XOR8">&#8220;<em>A thousand miles</em>&#8220;, de Vanessa Carlton</a>. A música é bem poética, com assuntos de corno somados à necessidade de mostrar seu carro novo. A música só melhora com o desenvolver do forró. <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>Eu sou linda, absoluta, eu sou Stefhany</em>&#8221; / &#8220;<em>No meu Crossfox eu vou sair</em>&#8220;, nada contra os fusquinhas, acho ótimo. Vai;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Mr. Catra &#8211; Adultério</strong>. Um exemplo claro de que uma música pode ser destruída até mesmo em sua língua mãe. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ei4Iof-YvJ8">Tédio, do Biquíni Cavadão</a>, foi violentada sem dó nessa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2SJyblalkis">versão <span style="color:#ff0000;"><em>from hell</em></span> do Mr. Catra</a>. Há quem diga que &#8220;Esse é o meu drama&#8221;, da versão original, seria uma referência óbvia à aversão que surgiria,  pois desde aquele tempo já era possível sentir a cavalgada do infortúnio que viria. Como todo bom (SIC) funk, existem várias versões (proibidão, versão caldeirão do Huck, etc.). <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>Sua roupa tá cheia de lama e a cachorra tá na cama</em>&#8221; é uma incógnita da música moderna / &#8220;<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aXdpCBCSBUA">Whisky e <span style="text-decoration:line-through;">salame</span></a> energético, quanta mulher boa!</em>&#8220;;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>KLB &#8211; Não devo mais ficar</strong>. Só me pergunto: WHY, GOD, WHY!? Fã é fã e gosta de KLB até estragando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TS9_ipu9GKw">&#8220;Have you ever seen the rain&#8221;</a>. Confesso que a versão não é do KLB, mas eles <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dJgpssW65y8">optaram por propagar isso tudo</a> com seu dom da música. Tô perdendo as forças pra falar dessas músicas. Reparem: não parece Chitãozinho &#38; Xororó cantando? Seria KLB os novos C&#38;X? Dariam eles a luz à nova dupla de crianças-prodígio? Haverá amanhã?  Is this real life? <strong>(Destaques)</strong> &#8220;<em>É você quem quer assim, vive a zombar de mim</em>&#8220;, POR QUÊ SERÁAAA? Vai;</li>
<li style="text-align:justify;"><strong>Calcinha Preta &#8211; Paulinha</strong>. Quero deixar claro que existem inúmeras aversões musicais de forró, mas se eu colocasse todas, podia fazer um top só de aversões de forró. Então deixo destaque pra <a href="http://www.youtube.com/watch?v=N0_bwQ5j7-0">não vale mais chorar por ele</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8QXDDM0anLQ">Boa Sorte</a> (já ruim na versão original e híbrida da Vanessa da Mata). Quando ouvi essa aversão do Calcinha Preta, minha cabeça explodiu. Originalmente de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FJvFM_5bKwE">Harry Nilson</a>, mas também cantada por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=dcmy6CLEmUo">Mariah Carey</a>, a música original é bem bonita. Agora chegar a descobrir que existe uma música chamada <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=XGNo_2Eafmk">PAULINHA</a></strong>, que está no TERCEIRO DVD da banda (SIC) CALCINHA PRETA faz a cabeça de qualquer um explodir. DVD? 3 DVDS? MEO DEOLSSSS! De verdade, prefiro a versão do Ídolos Bulgária, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_RgL2MKfWTo">Ken Lee</a>, até a sonoridade é melhor. Esses  forrozeiros <span style="color:#ff0000;"><em>from hell</em></span> do Brasil tornam o convívio musical sofrido&#8230; <strong>(Destaques)</strong> &#8220;Paulinha&#8221; desfilando no palco na gravação do DVD, vejam no link acima / &#8220;<em>Paulinha, me diz o que é que eu façuuuuuuuuuuuuuu!? Paulinha, te amo, amor!</em>&#8221; / &#8220;<em>Paulinha, por quê se casou!?????!??!?</em>&#8220;</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>PS:</strong> como as (a)versões tendem ao infinito (ex. Amor e Poder, da Rosana, É isso aí, de Ana Carolina e Seu Jorge,  qualquer uma da Danni Carlos, etc.), provavelmente não coloquei várias que mereceriam destaque. E também achei bem difícil estabelecer uma ordem de desgracença pra elas, então a ordem acima não indica um grau de comprometimento real da música original.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[levando ferro]]></title>
<link>http://gratuita.wordpress.com/2009/07/24/levando-ferro/</link>
<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 03:34:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>eletrojazz</dc:creator>
<guid>http://gratuita.wordpress.com/2009/07/24/levando-ferro/</guid>
<description><![CDATA[alguém mais sente gwyneth paltrow tremendo nas bases com a adesão de scarlett johansson ao elenco de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>alguém mais sente gwyneth paltrow tremendo nas bases com a adesão de scarlett johansson ao elenco de &#8216;homem de ferro 2&#8242;?</p>
<div id="attachment_11" class="wp-caption aligncenter" style="width: 233px"><img class="size-medium wp-image-11" title="homemdeferro2_18" src="http://gratuita.wordpress.com/files/2009/07/homemdeferro2_18.jpg?w=223" alt="e o destaque na capa da entertainment weekly?" width="223" height="300" /><p class="wp-caption-text">e o destaque na capa da entertainment weekly?</p></div>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><em>post dedicado a alanis morissette, que, além de inspirar o título do primeiro post do blog, também já teve o tapete puxado por johansson.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Amigos, amigos, namoro à parte]]></title>
<link>http://amelhordasintencoes.wordpress.com/2009/07/23/amigos-amigos-namoro-a-parte/</link>
<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 01:44:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Camilla Conde</dc:creator>
<guid>http://amelhordasintencoes.wordpress.com/2009/07/23/amigos-amigos-namoro-a-parte/</guid>
<description><![CDATA[Sempre me dei muito bem com os amigos dos meus namorados.  Enturmava-me muito bem, era convidada par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://amelhordasintencoes.wordpress.com/quem/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15" title="Camilla Conde" src="http://amelhordasintencoes.wordpress.com/files/2009/06/camilla.jpg?w=150" alt="Camilla Conde" width="105" height="105" /></a>Sempre me dei muito bem com os amigos dos meus namorados.  Enturmava-me muito bem, era convidada para as baladinhas, bebedeiras e alguns dos programinhas “clube do bolinha” que rolavam.</p>
<p>E isso não foi diferente no meu último relacionamento. Desde o início, os meninos me convidavam para tudo. Era até engraçado ser convidada e fazer parte das sessões <span style="text-decoration:line-through;">“pizza porn”</span> de filmes que sempre rolavam na casa de um deles. As namoradas ficavam putas. E eu me divertia.</p>
<p>Só que sempre tem um abestado, né? E o nome do da vez era Serginho* <em>(nome fictício)</em>.</p>
<p>A criatura encanava e não gostava dos convites feitos pelos outros da turma. E ele não fazia a menor questão de disfarçar. Era eu chegar e a cara do moçoilo mudava. Motivos? Zero.</p>
<p>Como cara feia para mim é fome, eu tocava o foda-se, o ignorava e me divertia horrores com todos. Não ia deixar que um babaca interferisse no relacionamento com meus futuros amigos e, muito menos, com meu namorado &#8212; que também não entendia nada e nem fazia questão de entender.</p>
<p>Sendo assim, os convites continuaram, os laços de amizade foram ficando cada vez mais estreitos e os programas cada vez mais divertidos.</p>
<p>Então, lá fomos nós para mais uma festa. Festa a fantasia. Muita gente e muito, muito, muito álcool. Cervejinha daqui, dancinha de lá, manda aí uma vodka, risadas, beijinhos no namo, mais cervejinha, mais dancinha e eis que surge Serginho, mais louco que o Batman, e me tasca um beijo homérico. Na hora, não tive reação. Só pensei: <em>“PQP! Será que alguém viu?”</em> A minha maior preocupação era ser mal interpretada. Bem aquele lance de novela “mocinha tenta fugir de vilão para o mocinho não interpretar mal a cena”. Pois é&#8230; A sorte foi que, realmente, ninguém tinha visto. A festa acabou e nada havia mudado.</p>
<p>Ai, quanta ingenuidade! No dia seguinte, acordo com uma ligação ridícula do meu namorado perguntando o que mais <strong>eu</strong> tinha feito com o amigo dele naquela maldita festa. Nunca tive tanta vontade de matar dois ao mesmo tempo, mas fui até lá esclarecer que raios estava acontecendo, o que o <span style="text-decoration:line-through;">FDP</span> amiguinho tinha falado.</p>
<p>E foi aí que percebi com as pessoas são sórdidas, nojentas e que amigos de namorado são amigos dele e não meus. Nem tive chances de explicar a minha versão. A minha fama de “vagabunda” já estava mais do que pronta e meu relacionamento foi pro saco (sim, ele era um babaca!). Humilhação <em>mode on turbo</em>. E mais um #prontocaguei para a coleção.</p>
<p><a href="http://amelhordasintencoes.wordpress.com/quem" target="_blank"><span style="color:#ff0000;"><strong>Cá</strong></span></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A propaganda é a alma do negócio]]></title>
<link>http://amelhordasintencoes.wordpress.com/2009/07/01/a-propaganda-e-a-alma-do-negocio/</link>
<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 02:37:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luciana Sabbag</dc:creator>
<guid>http://amelhordasintencoes.wordpress.com/2009/07/01/a-propaganda-e-a-alma-do-negocio/</guid>
<description><![CDATA[Namorei o Carlos* (nome fictício) durante uns 5 meses. Frequentávamos os mesmos lugares sempre e, ob]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://amelhordasintencoes.wordpress.com/quem"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-16" title="Luciana Sabbag" src="http://amelhordasintencoes.wordpress.com/files/2009/06/luciana.jpg?w=150" alt="Luciana Sabbag" width="105" height="105" /></a>Namorei o Carlos* (nome fictício) durante uns 5 meses. Frequentávamos os mesmos lugares sempre e, obviamente, tínhamos vários amigos em comum. Ele era digno de mil mulheres aos seus pés, já que era bonito, dançava bem, era simpaticíssimo, divertido e tinha um carisma único. <em>Só que ele havia escolhido a mim para namorar, ok? Cof-cof.<br />
</em></p>
<p>Mas eu não me importava: confiava 100% no Carlos e vice-versa. Então, em diversas saídas, nos separávamos: ele me deixava em um bar para eu me encontrar com as amigas e ele ia para outro com os amigos. No fim da noite, ele me buscava e passávamos o resto da madrugada juntos.</p>
<p>Álcool, mulheres em uma mesa de bar&#8230; Sempre fui muito bocuda e acabava contando algumas intimidades às meninas. Elas perguntavam, eu respondia. <em>Ah, vamos combinar que toda mulher faz isso, vai&#8230; </em>Elas eram loucas pra saber como ele era na cama e eu contava. Quanto mais álcool, mais confissão: tamanho, desenvoltura, essas coisas&#8230; Acabava falando TUDO.</p>
<p>Uma das meninas, a Karina* (nome fictício), era a mais empolgada. Ela contava dos casos dela pra me incentivar a falar do meu. Arregalava os olhões quando eu começava a falar, abria um sorrisão e mandava &#8220;fala mais!&#8221;. Na minha inocência, ela só era uma espécia de <em>voyer</em> e queria imaginar sua amiga (eu) e seu respectivo (o Carlos) em momentos, digamos, mais íntimos.</p>
<p>Como eu confiava no Carlos, de vez em quando ele saía sozinho também. Deixei de curtir balada lá pelos meus 19 anos, mas ele ainda gostava. Nossos amigos iam junto, então, eu não via problema. No dia seguinte, sempre vinha uma das meninas me contar se alguém aprontou &#8212; e o Carlos era mesmo um anjo!</p>
<p>Um vez, uma delas veio me dizer que tinha um cara dando em cima da Karina e ela, que não queria ficar com o cara de jeito algum, pediu para o Carlos fingir ser seu namorado e ficar de mãos dadas a ela. <em>Péra! Aí ela exagerou, não?</em> Óbvio que fui tirar satisfações com ele no mesmo dia. Dei-lhe um belo de um esporro e ele implorou por desculpas. <em>Coitado. A culpa nem era dele mesmo. Hahaha.</em></p>
<p>Nosso namoro acabou porque a família dele não me aceitava por causa da religião e tal <em>(e, pra variar, isso é história para outro post)</em>. Terminamos, nos amando muito &#8212; e até hoje rola um sentimento bem lá no fundo &#8212; mas soubemos separar as coisas e conseguimos nos tornar amigos.</p>
<p>Namoro termina, a fila anda, certo? Fui seguir a minha vida.</p>
<p>E não é que a Dona Karina aproveitou a deixa pra agarrar o bofe com unhas e dentes? Foi na semana seguinte ao nosso término. Ela, que tem uma bela casa em Riviera, chamou o gato para &#8220;esfriar a cabeça&#8221; em uma viagenzinha. Ele foi, achando que todos os nossos amigos tinham sido convidados. Engano! A garota estava sozinha, esperando por ele.</p>
<p>Eu soube de tudo porque ela contou pra outra, que me contou <em>(hahahaha&#8230; fofoca é assim, né?)</em> e depois o próprio Carlos acabou me confessando. Ainda tive que escutar da outra menina &#8220;A Karina disse que ele nem é tudo isso que você falou&#8221;.</p>
<p>Tá. A garota é uma mau-caráter do olho junto, mas eu bem que #prontocaguei fazendo a propaganda, néam? Falei tão bem do bofe que ela quis tirar a prova. Nunca mais contei minhas intimidades pra mulher alguma! <em>(Mentira! Já fiz o contrário: falei que o cara era ruim de cama, só pra ela não querer provar, mas abafa!).</em></p>
<p>Lição aprendida. Com mulher não se brinca, viu?</p>
<p>E nunca mais me esqueci do velho ditado <em>&#8220;A propaganda&#8230;&#8221;</em>.</p>
<p>Beijos,</p>
<p><a href="http://amelhordasintencoes.wordpress.com/quem" target="_blank"><span style="color:#ff0000;"><strong>Lu</strong></span></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parce qu'était lui, parce qu'était moi]]></title>
<link>http://coracaodepoeta.wordpress.com/2009/04/24/parce-quil-a-ete-parce-que-jai-ete/</link>
<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 17:27:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>coracaodepoeta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esta é uma história que aconteceu com o amigo de uma prima da menina que sentava ao lado do meu melh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Esta é uma história que aconteceu com o amigo de uma prima da menina que sentava ao lado do meu melhor amigo no maternal, logo, isento-me de qualquer responsabilidade com os fatos reais. Para preservar os envolvidos, não colocarei os nomes verdadeiros (embora não tenha certeza de tal) e me colocarei na primeira pessoa, para não ter que ficar me referindo ao personagem principal como o &#8216;ele&#8217;, o rapaz, o moço, o menino, e por aí vai&#8230;</p>
<p>A história aconteceu no aniversário da minha ex-namorada (lembrando que só estou na primeira pessoa para preservar a identidade do citado anteriormente), a Tita (mais uma vez, lembro que não é o nome real da menina em questão). Estávamos comemorando na casa de bebidas e alimentos de bar de rua, o <em>In Form All</em>, e o presentes eram as pessoas que mais gostavam dela: Stephanie, Khrigor e eu, o Xareca (e que o dono da história não fique chateado comigo em chamá-lo assim).</p>
<p>Estávamos batendo um papo amigável, todos rindo, o nível da conversa elevadíssimo: falávamos sobre os futuros profissionais, a dialética não-verbal dos relacionamentos, a linguagem secreta do universo e outras coisas das quais não vale lembrar, tendo em vista o futuro que nos reservava.</p>
<p>Como era a minha ex (e mais uma vez friso que não possuo nenhum parentesco com este fato), tínhamos intimidade para falar do que fosse, e como os amigos também me eram comuns, a conversa ia da melhor forma possível até ela receber um telefonema. Era o atual. Como assim? Não tínhamos 3 meses de término e ela já estava namorando outra pessoa?</p>
<p>É engraçado esse tipo de sentimento: se uma pessoa que fez parte da sua vida começa um relacionamento com outra mais bonita, mais rica, mais inteligente ou melhor que você, sentimo-nos mal, péssimos, quando no fundo, deveria ser ao contrário, seria um &#8216;ah, beleza, pelo menos foi por coisa melhor&#8230;&#8217;. Mas quando é pelo pior, beira o risível, o ridículo, mas não pra gente, pro outro. Uma pessoa te largar e começar a sair com um pulha, um bosta (desculpem-me &#8216;os bostas&#8217; ao compará-los com ele), menos que um merda; um prego. Lógico que você se sente menos, mas por pouco tempo, é questão de você se levantar, voltar a respirar, perder a vontade de enfiar uma adaga no meio dos olhos e começar a rir. Cair na gargalhada. Morrer, mas de dar risadas tão grandes que a vassoura do vizinho não para cutucar a tua parede. Quando, aí sim, você recupera a noção, após das crises, pensa que o melhor mesmo é tocar a sua vida, afinal, você poderia esperar qualquer coisa daquela pessoa, menos isso. É rebaixar muito o que você sentia por ela e vice-versa. E, de certa forma, sente um certo orgulho, afinal, se me trocou por menos que o pelo que cai de um gato, é porquê não me merece.</p>
<p>A verdade é que realmente estava namorando e que ele estava chegando. E após demorar, e muito (provavelmente estava dando várias retocadas de nariz), chegou.</p>
<p>E não chegou só. Como se diz no popular, que desgraça nunca vem sozinha, apareceu a quadrilha (<span style="font-size:100%;"><span style="font-family:arial;">segundo o art. 288 do Código Penal, é &#8220;a</span></span><span style="font-family:arial;font-size:100%;">ssociarem-se mais de três pessoas&#8230;&#8221;)</span> toda: o Créu (o nome do rapaz, o que estava dando uns &#8216;créus&#8217; na minha ex), o &#8216;Conde&#8217;, o Escada-rolantezinha e a sua esposa, Maria-marola &#8211; eram uma espécie de Bonnie e Clyde pré-apocalipse.</p>
<p>O <em>Freak Circus Show</em> estava armado! Entreolhávamos, como fugiríamos dali? Porém, pensamos na política do &#8216;Pão e Circo&#8217; (este último já estava presente &#8211; na verdade, só faltou o anão malabarista e a mulher barbada). Quando o Créu chegou, veio em minha direção, esticou uma mão mole para mim, apertei-a. Ele não olhou nos meus olhos. O &#8216;estranho&#8217; ali não era eu. Não sei se uma pessoa da estirpe dele possui a consciência do que é ser um famoso, na boca do povo, fura-olho, mas receio que ele não estava se sentindo assim. Uma semana após o término em questão, estava consolando a Tita, duas semanas depois, continuara &#8216;consolando&#8217;. Claro que não o fez só. Quando um não quer, dois não se atracam. Não eximo ninguém de culpa nenhuma. Porém, não me senti traído; decepcionado, desolado, desapontado, desencantado, desiludido e frustrado seriam os termos mais justos.</p>
<p>Chico Buarque de Hollanda, em uma entrevista de um disco do primeiro Box dos DVDs sobre sua obra, o que fala sobre as Mulheres (com letra maiúscula, sim &#8211; é sobre Mulheres, o ser, e não sobre as mulheres em geral, e, de certa forma, todas deveriam ser com M em caixa alta), diz, não com essas exatas palavras, algo em que a idéia central é: se um amigo seu, faz certo tipo de coisa contigo, você fica puto, revoltado, para até de falar com o cara, mas se é uma mulher&#8230; Tudo bem, você releva&#8230; Existe algo na essência feminina, que só pelo fato dela ser mulher, faz aquilo e você acaba perdoando, não fez por mal, é da natureza dela&#8230;</p>
<p>Dito isso, fica aqui, bem claro, que não possuo mágoas por essa situação, não é à toa que a estou contando, e dando boas risadas ao lembrar-me dela (falo como se fosse o autor da história, se ele sentisse mágoas, com certeza não me contaria rindo e sorrindo). Prostrado fiquei, claro, mas no fundo, foi bom. Deixando detalhes pessoais de lado, voltemos ao ocorrido.</p>
<p>Após falar comigo dirigiu-se ao banheiro, onde estava a Tita e na porta ficou, esperando-a sair, parecia um elefante de chácara (sabe aqueles leões que ficam nas portas de construções antigas para assustar? então&#8230;). E lá estava o paquiderme, com os olhos esbugalhados, dentes trincados, suando. A moça saiu do banheiro, ele puxou-a para beijá-la&#8230; Voltemos uma hora e meia antes dele ares gracejar:</p>
<p>- Ele tá vindo, mas eu não o chamei, eu chamei foi você e eu quero você aqui! Você vai se sentir mal com a presença dele aqui?</p>
<p>- Não, mas não quero ver nada que eu não queira ver.</p>
<p>- Tudo bem, mas se você for se sentir mal, me avisa.</p>
<p>- Não, o cara é teu namorado (várias risadas) e vem pra te prestigiar (risadas consecutivas, havia sido a melhor piada da noite).</p>
<p>- Então, tá. Mas se você não se sentir bem, me fala.</p>
<p>- Ok. Mas pode ficar tranquila, você já sabe da minha posição.</p>
<p>Ao ser puxada e quase ter o braço deslocado, desviou-se, era a cruz fugindo de quem deveria. E foram conversar lá fora.</p>
<p>O que aconteceu nesse período, não sei. Também não interessa. As outras figuras sentadas. Mal haviam chegado e um início de confusão se iniciou:</p>
<p>- Por quê não posso sentar aqui?</p>
<p>- Desculpe senhor, não permitimos que os clientes sentem na mesa, muito menos nas que não são as suas.</p>
<p>- Ele que saia daí, ué. Eu, hein?! Aí, &#8216;bora sair daqui! Vâmu lá pá Bocal (um lugar no mesmo bairro que se encontra um outro estabelecimento) tomá aquele chopão de litrão grandão, lá. Um chopãozão assim, ó, grandão, que aqui é muito afrescalhado.</p>
<p>Intervi-o, não queria sair dali, muito menos com aquelas pessoas, elas que se quisessem, que fossem embora. E deixassem a aniversariante, para o bem dela, sob nossa responsabilidade:</p>
<p>- Cara! Vai lá, na boa, tem erro não&#8230; Se eu for embora agora, eu vou é pra casa, trabalho cedo amanhã, vai lá.. Tá &#8216;de boa&#8217; total.</p>
<p>Como podem prever o óbvio, eles não foram, se aquietaram e lá ficaram. De algo não posso reclamar: foi a experiência socio-psico-antropológica mais bizarra da existência do planeta na história do universo. Não foi a única, mas no final, explicito a mais importante.</p>
<p>Tirando guerra de alimentos e alguém colocar o membro sexual pra fora, rolou de tudo. A filosofia era presente no final de cada frase, uma das mais ouvidas, e, por ventura, mais engraçada foi: não, irmão, bom é Deus.</p>
<p>Confesso que fiquei com medo.</p>
<p>Voltaram a bonitinha e o bonitão. Sentaram a mesa. Não conseguia olhar pr&#8217;aquilo. Como uma menina tão bonita, inteligente, que durante um ano e onze meses teve d&#8217;o bom&#8217; e d&#8217;o melhor&#8217; estava fazendo aquilo? E a mais afetada era a própria!</p>
<p>Essa vai pra lista d&#8217;As Grandes Dúvidas da Humanidade&#8217;.</p>
<p>Não conseguia encará-los. Talvez o principal motivo seja mais simples do que parece: eu era o outro!</p>
<p>Estranhamente eu era &#8216;o outro&#8217;.</p>
<p>Funcionava assim: quando era por obrigação, ficava com o cara, quando era por prazer, por vontade, tesão e desejo, me ligava.</p>
<p>Ele não sabia da minha presença, achava-se bom o suficiente pra acreditar que iria destruir uma química de quase dois anos. Fui usado, claro, mas talvez, só por ter o prazer de aumentar o peso da testa dele, não ficava chateado quando me procuravam para a próxima.</p>
<p>Então eu ficava ali, olhando o fura-olho (afinal, havia sido apresentado, não era íntimo, mas me conhecia, existe uma ética entre homens, ah&#8230; desculpem, me esqueço que não estou falando de um), e não conseguia sentir consciência pesada por ter colocado chifre em cabeça de elefante.</p>
<p>Uma das últimas pérolas da noite, que eu me lembre, foi o Escada-rolantezinha batendo no bucho e falando &#8216;isso aqui quando sair, eu não quero nem tá por perto!&#8217; e a conta chegou. Achei que quem ia pagar a minha era o atual da ex. Mandei várias &#8216;tweetadas&#8217; via internet móvel local. Mas soube depois que não, fora a Stephanie que pagou.</p>
<p>Ao pensarmos em ir embora, surgiu a opção de ir ao Botaco Teco tomar a saideira, mas o circo acompanharia-nos. Deixamos de lado. A surpresa foi quando a Tita disse:</p>
<p>- Não! Eu vou com os repassadores de objetos do mercado negro!</p>
<p>Nem Khrigor, nem Stephanie, nem Xareca entederam isso. A revolta se estableceu sobre a mesa:</p>
<p>- Olha, se você quer ir com este distinto cavalheiro, não há problemas, mas também não estaremos aqui quando precisar &#8211; Todos revoltados, fomos para vê-la, chegamos no horário, aturamos as companhias agradabilíssimas(!) e fomos despejados, como trastes, absorventes usados? Não, não gostamos nem um pouco disso. Isso ofendeu-nos. Magoou de verdade. É bem provável dos outros dois irem contra a corrente, e eu ficar sendo a corda e caçamba sozinho, mas é verdade. Eles vão negar, mas é verdade.</p>
<p>E, diferente não poderia ter sido, o &#8216;distinto cavalheiro&#8217; em questão, não entendeu quando, respeitosamente, o chamamos assim. Pra quê? Como um reles irracional de qualquer espécie, achou um motivo para exercitar a sua masculinidade aFLORada:</p>
<p>- Aqui ó, quem esse cara pensa que é pra falar de eu assim? &#8216;Craro&#8217; que ele tá me zuando, ele tá pensando o que? Meu vô é foda! E nunca vou ser preso porquê meu vô me tira de tudo que é furada que eu me meto! Eu vou enfiar uma porrada na cara dele e quero ver se o vô dele é tão foda quanto o meu pra eu ter doze passagens pela polícia, ser fichado todas as vezes e sempre parecer que sou réu primário? Meu nome é Créu! O nariz e o cu são meus! Eu dou e cheiro o que eu quiser e pra quem eu quiser!</p>
<p>E, após sofrer ameaças verbais que logo partiriam pra física, foram embora, levando Tita com eles.</p>
<p>Fomos tomar a saideira. No meio da conversa entre os que restaram (afinal, foi o que fomos naquele dia, RESTOS), de um todo aconteceu: o marido da Stephanie estava de despentelhando porquê ela não chegava em casa, a Tita, que mais tarde apenas fui saber e, claro, perdoei-a, estava terminando com o paquiderme, Krighor falava-me coisas das quais não sabiam e não cabem comentar aqui (em respeito aos verdadeiros personagens da história), e, ao longo da noite, as coisas foram se estabelecendo e tudo foi ficando tranquilo, na mais perfeita paz. Menos pra Stephaniee, que dormiu com a Pretinha, sua cachorra, mas isso também é outra história.</p>
<p>Após ouvir esta história perguntei ao Xareca se ele não sentia ciúme de tudo isso, ou sei lá, remorso, raiva, enfim, muito passivo e pacífico em relação à isso tudo e ele me respondeu o seguinte:</p>
<p>- Ciúmes sim, claro, mas a situação esdrúxula ensinou-me a vencê-lo. Provavelmente se tivesse deixado me dominar (como volta e meia acontece), as coisas não teriam tomado o rumo necessário. E raiva ou qualquer outro sentimento também não teria como tomar conta. É como a música do Chico, uma frase que também não é dele, mas é a verdade: só suportei porquê era ela, porquê era eu.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#33cccc;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#33cccc;"><em>©Todos os direitos reservados</em></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu furo, tu furas, ele fura... ]]></title>
<link>http://morenos.wordpress.com/2009/02/16/eu-furo-tu-furas-ele-fura/</link>
<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 15:52:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>shawesk</dc:creator>
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<description><![CDATA[Cobiça. Taí uma coisinha peçonhenta. Traiçoeira por ser ao mesmo tempo errada e natural. Vivemos a d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter" title="Fura Olho" src="http://bp3.blogger.com/_53Z0yBgXZWE/SBTJ2xtKMJI/AAAAAAAAAms/sVylS07pNLA/s320/fura%2Bolho.jpg" alt="" width="320" height="243" /></p>
<p>Cobiça. Taí uma coisinha peçonhenta. Traiçoeira por ser ao mesmo tempo errada e natural. Vivemos a desejar o que não nos pertence. Amigos, emprego, roupas, status, aparência, visibilidade&#8230; São diversos os meios que levam a tentação de querer algo que não está completamente ao alcance.</p>
<p>A situação piora ainda mais quando o elemento criador da inveja respira, anda, conversa, joga charme e parece beijar muito bem. <strong>Sim, já furei olho e creio que já furaram o meu</strong>. Na primeira posição, uma briga entre culpa e excitação arrebata os sentimentos.</p>
<p>É interessante testar o próprio poder de fogo, <strong>ser a serpente que perturbou Adão</strong>. A sensação de poder é inebriante, mas como qualquer outro artifício de entorpecimento, também é passageira. Aí vem o dia seguinte e a auto-flagelação mental. “O que fiz?” e “Foi a bebida” são as desculpas mais comuns nessas horas.</p>
<p><strong>Eu não levantei nenhuma delas</strong>. Agi do jeito que quis, entrei na corrida sabendo que ia subir no pódio. <strong>E vejo esse o diferencial da cobiça inadequada e a correta</strong>. Aspirar pelo mero prazer de ter é traição, oposto do querer porque você merece. Tal ato não é impulsivo e impensado.</p>
<p>Deve-se vê antes os prós, contras e consequências da ação. Quando feita toda esta necessária burocracia, vale a pena arriscar. Desafios, o ser humano é feito disso e por isso, disse antes que o anseio é natural.</p>
<p>Cabe a pessoa saber domar suas vontades quando melhor lhe convir. <strong>Ficar no papel de vítima é ridículo</strong>, responsabilizar os outros também.  <strong>Se for pra adentrar na contravenção que seja com consciência.<br />
</strong></p>
<p>Ou torça para ninguém saber.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Amigo fura olho]]></title>
<link>http://viaexpresso.wordpress.com/2008/10/11/amigo-fura-olho/</link>
<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 00:38:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sam Batista</dc:creator>
<guid>http://viaexpresso.wordpress.com/2008/10/11/amigo-fura-olho/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Perdi um amigo pro fantasma da tentação&#8220;. É isso que acontece com um dos personagens da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">&#8220;<strong>Perdi um amigo pro fantasma da tentação</strong>&#8220;.</p>
<p style="text-align:justify;">É isso que acontece com um dos personagens da música &#8220;Amigo fura olho&#8221;, carro-chefe do álbum <em>Junto e Misturado</em> do cantor Latino. Como assim &#8216;quem é Latino&#8217;? ♪ Oh, baby me leva&#8230; me leva e leva e leva e não levou.</p>
<p style="text-align:justify;">O fura olho é um personagem típico da atualidade, é aquele que está sempre ali, participando de tudo do namoro alheio, inclusive dos cuidados com a namorada do amigo. Segundo a definição do diconário informal, é todo &#8220;<!-- google_ad_section_start --><em>indivíduo que tem como prazer e realização pessoal, cobiçar, cantar, conversar, e quem sabe até pegar, beijar e comer a mulher do próximo, mesmo quando o próximo ainda está próximo</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<strong>Amigo, perdão faça o que quiser,<br />
Mas eu te confesso, eu peguei tua mulher&#8230;</strong>&#8220;</p>
<p style="text-align:justify;">Certo que nem todo mundo tem um amigo desse, pelo menos fica mais fácil acreditar nisso. Mas depois desta música, quem quer ser amigo mais? Seja meu inimigo&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Já dizia Schopenhauer, o grande filósofo, &#8220;<em>não diga nada a um amigo do que não possa confiar a um inimigo</em>&#8220;. Foi esse o erro do coitado, a safada deu mole, ele deu um ganho, mas se tivesse ficado caladinho, continuava com a amizade e com a mulher&#8230; (ha ha ha&#8230; Que coisa feia, Kenia! Como você é maldosa!) Sinceramente, fica difícil analisar a situação pela vertente do que é errado, todo mundo tem culpa, do namorado/amigo otário até a namorada.</p>
<p style="text-align:justify;">O bom é saber que tem muito de cultura na canção, assimilar a mensagem à filosofia de Schopenhauer demonstra a utilidade do que está por trás da melodia e letra brega. Existe todo uma expressão de aspectos culturais vivenciados pelo homem nas relações sociais, é um retrato da realidade que não está limitada as classes menos favorecidas. &#8220;Homem que é homem tem um amigo fura olho!&#8221; (Sorte que eu sou mulher)</p>
<p style="text-align:justify;">Sábio mesmo era o filósofo, que fugia do convívio social, tinha repulsa por mulher, filhos, acasalamento, e seu grande companheiro de vida foi um cão, que pelo menos era evidente se tratar de um cachorro. Suas atitudes se explicam pelo acúmulo de experiências ruins no decorrer da vida, ele apanhou e aprendeu. Um pessimismo característco de quem não vivênciou bons momentos. A situação descrita na música não deve causar menos que o sentimento de decepção vivido por Schopenhauer, mas vai o amigo perdoar o fura olho, dando uma de gostoso e forte, para ver o que acontece! Quem não aprende apanhando, nunca vai bater!</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Agora resta o conselho: compre um cão ou dê caviar aos seus inimigos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;"><em>Esse texto foi produzido com a  partir de uma conversa que tive com minha irmã Elen (Linda, maravilhosa e inteligentíssima, minha futura Psicóloga)&#8230; Mentes Brilhantes das filhas de minha mãe!</em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#3366ff;">Dá uma olhadinha: http://www.dicionarioinformal.com.br/</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#3366ff;">E Leia: A Cura de Schopenhauer, de Irvin D. Yallon<br />
</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#3366ff;">Se quiser ouça Latino também!</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dor de ouvido]]></title>
<link>http://idiotices.wordpress.com/2008/07/28/dor-de-ouvido/</link>
<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 21:05:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>idiotices</dc:creator>
<guid>http://idiotices.wordpress.com/2008/07/28/dor-de-ouvido/</guid>
<description><![CDATA[No quesito tosqueira, Latino sempre foi um dos TOP 5! Parece que ele fez pós-graduação no assunto! O]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>No quesito tosqueira, Latino sempre foi um dos TOP 5!</p>
<p>Parece que ele fez pós-graduação no assunto!</p>
<p>O novo clipe (assim como a nova música) não poderiam fugir daquilo que virou a marca registrada do Latino: a merda!</p>
<p>Está imperdível!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7oH1-A3dETk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/7oH1-A3dETk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Lindo!</p>
<p>Ainda não consegui decidir se a melhor parte foi quando ele fala &#8220;mas eu confesso, eu peguei tua mulher&#8230; eu sai com a tua mulher, eu sai com a tua mulher, eu sai, sai, sai, sai, sai, sai, sai&#8230;&#8221; ou quando aparece o &#8220;continua&#8230;&#8221; no final do clipe!!!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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