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	<title>grandes-navegacoes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "grandes-navegacoes"</description>
	<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 04:07:56 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[As Grandes Navegações do Século XX]]></title>
<link>http://cafecomciencia.wordpress.com/2009/10/19/as-grandes-navegacoes-do-seculo-xx/</link>
<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:23:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Alessandro Moisés</dc:creator>
<guid>http://cafecomciencia.wordpress.com/2009/10/19/as-grandes-navegacoes-do-seculo-xx/</guid>
<description><![CDATA[Mapa com as trajetórias das naves e sondas nestes 50 anos de conquistas espaciais. Carl Sagan costum]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_1199" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://books.nationalgeographic.com/map/map-day/index"><img src="http://cafecomciencia.wordpress.com/files/2009/10/50-years-exploration-grande.jpg" alt="Mapa com as trajetórias das naves e sondas nestes 50 anos de conquistas espaciais." title="Mapa com as trajetórias das naves e sondas nestes 50 anos de conquistas espaciais." width="450" height="198" class="size-full wp-image-1199" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa com as trajetórias das naves e sondas nestes 50 anos de conquistas espaciais.</p></div>
<p><a HREF="http://carlsagan.com/">Carl Sagan</a> costumava tomar as <a HREF="http://www.consciencia.org/resumo-sobre-as-grandes-navegacoes">grandes navegações</a> dos séculos <a HREF="http://pt.wikipedia.org/wiki/Século_XV">XV</a> e <a HREF="http://pt.wikipedia.org/wiki/Século_XVI">XVI</a> como exemplo para as empreitadas espaciais. O espírito aventureiro, a necessidade de conhecer novos mundos, ao mesmo tempo em que pouco se sabia sobre o seu próprio mundo eram temas-chave. O <a HREF="">Espaço</a> era um oceano, e a superfície da Terra seria uma linda praia margeando um mar convidativo, ele costumava poetizar. </p>
<p>Sagan participava destas miss&#245;es cient&#237;ficas. Al&#233;m de divulgador cient&#237;fico, ele era, antes de tudo, um cientista e trabalhava nestas que foram as grandes navega&#231;&#245;es do s&#233;culo XX.</p>
<p>A imagem acima ilustra o que j&#225; foi realizado nos &#250;ltimos 50 anos de conquistas espaciais. Naves e sondas espaciais foram enviadas a praticamente todos os planetas do <a HREF="http://cafecomciencia.wordpress.com/2009/06/01/analogia-da-semana-planetas-do-sistema-solar/">Sistema Solar</a>. Algumas destas naves j&#225; <a HREF="http://voyager.jpl.nasa.gov/">cruzaram o limite</a> entre o que ainda &#233; sistema solar e o que j&#225; se come&#231;a a se tratar como <a HREF="http://cafecomciencia.wordpress.com/2009/10/06/o-que-o-infravermelho-nos-diz-herschel/">meio interestelar</a>.</p>
<p>Na <a HREF="http://books.nationalgeographic.com/map/map-day/index">figura</a> acima, pode-se ver as trajet&#243;rias, nomes das miss&#245;es e seus respectivos anos. Para uma mesma nave, h&#225; v&#225;rias trajet&#243;rias indicando que ela passou em um dado local mais de uma vez (flyby). As miss&#245;es que falharam tamb&#233;m est&#227;o representadas.</p>
<p>Ao meu ver, trata-se de resumo visual rico em detalhes, um trabalho excelente! Como &#233; de costume afirmar: uma imagem vale mais que mil palavras!</p>
<p>Mais do que isso, al&#233;m do fato de estas naves nos enviarem not&#237;cias de mundos long&#237;nquos, o mais distante artefato j&#225; produzido pelo homem nos mandou uma das mais importantes fotos j&#225; produzidas pela ci&#234;ncia. Enquanto observava Saturno, a <a HREF="http://voyager.jpl.nasa.gov/spacecraft/index.html">Voyager 1</a> conseguiu capturar uma imagem de nosso mundo, enquanto esse navegava pela imensid&#227;o c&#243;smica. </p>
<p>Abaixo, reproduzo uma imagem da sonda Voyager 1 e um v&#237;deo que filosofa sobre o qu&#227;o importante essa fotografia nos revela, humanamente falando e em todos os sentidos que essa palavra possa abordar.</p>
<div id="attachment_1230" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://www.jpl.nasa.gov/news/features.cfm?feature=1223"><img src="http://cafecomciencia.wordpress.com/files/2009/10/pale-blue-dot.jpg" alt="Pálido ponto azul entre os anéis de Saturno." title="Pálido ponto azul entre os anéis de Saturno." width="450" height="257" class="size-full wp-image-1230" /></a><p class="wp-caption-text">Um pálido ponto azul entre os anéis de um Saturno que eclipsa o Sol. Créditos: NASA/JPL/Space Science Institute </p></div>
<p>Aquele ponto azul, destacado no canto superior esquerdo da figura acima, &#233; a Terra, nosso planeta. Um pequeno mundo girando em torno do mesmo Sol que Saturno. Sol este que estava eclipsado por Saturno para um observador na Voyager 1.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/EjpSa7umAd8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/EjpSa7umAd8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Para aula de 19/03/2009 - Cartografia]]></title>
<link>http://geografiamb2.wordpress.com/2009/03/18/para-aula-de-19032009-cartografia/</link>
<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:44:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>alfvictor</dc:creator>
<guid>http://geografiamb2.wordpress.com/2009/03/18/para-aula-de-19032009-cartografia/</guid>
<description><![CDATA[Abaixo link do conteúdo enviado pelo professor André em 18/03:  &#8221;O renascimento de Ptolomeu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Abaixo link do conteúdo enviado pelo professor André em 18/03:  &#8221;<strong><em>O renascimento de Ptolomeu&#8221;</em></strong>. Conteúdo da próxima aula (19/03).</p>
<p>Clique no link abaixo para baixar ou visualizar este conteúdo&#8230;.</p>
<p><a href="http://geografiamb2.files.wordpress.com/2009/03/o_renascimento_de_ptolomeu11.doc">O renascimento de Ptolomeu nos séc. XV e XVI</a></p>
<h1><span style="color:#993366;">BONS ESTUDOS !!!</span></h1>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ventilador Para Os Céus]]></title>
<link>http://prypiat.wordpress.com/2009/02/10/ventilador-para-os-ceus/</link>
<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 23:03:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>jguilherme</dc:creator>
<guid>http://prypiat.wordpress.com/2009/02/10/ventilador-para-os-ceus/</guid>
<description><![CDATA[“O mar é sempre começo.” Se não aqui? Ali, talvez. Na verdade ainda estou aqui. Fiquei muito feliz, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<h3 style="text-align:center;"><a title="O Começo." href="http://www.youtube.com/watch?v=rgOGl_OWOqg"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">“O mar é sempre começo.”</span></strong></a></h3>
</blockquote>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"><strong><em>Se não aqui?</em></strong> <strong>Ali</strong>, talvez.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Na verdade ainda estou aqui. Fiquei muito feliz, na verdade, ao perceber que não precisaria mudar-me, como havia anunciado. Essa construção é mais acolhedora que eu havia pensado. As paredes apenas aparentam certo desgaste (também pudera, deve fazer um bom tempo que ninguém pensa em reformá-las), mas não vão cair tão cedo.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Na verdade são muito novas mesmo.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:center;"><strong>BULA QUADRATTORUM[XI] &#8211; NP</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://jguilherme.deviantart.com"><img class="aligncenter" title="Fan To The Skies, por J. Guilherme #L" src="http://fc18.deviantart.com/fs40/i/2009/032/4/4/Fan_to_The_Skies_by_JGuilherme.jpg" alt="" width="400" height="527" /></a><em>Abri os olhos.<br />
Embarcações, caravelas despedaçadas flutuantes. Carne seca, frutas secas. Madeira podre, caindo aos pedaços, mas sem afundar as embarcações. Do alto do mastro, um corajoso observador dos horizontes perdidos. Não havia palavras, ouvia sons. Trombetas previam o grande estrondo que causaria sua visão ali. Derrubou sua luneta. Pratos.<br />
Os ventos mandados por todos os deuses que possam existir dos mares sopravam sua fúria, as velas latinas grunhiam, ecoavam pelas paredes invisíveis que fizemos questão de criar. O vento nos levava; avistávamos cada vez mais próxima, cada vez mais real. O que vivia por dentro aos poucos se traduzia para fora. Monumentos, portões, muros, sacrifícios e oferendas. Tudo por dentro indo aos poucos para o mato de fora.<br />
Olhei para os lados depois de alguns vagos minutos. Mais embarcações surpreendidas por não terem afundado até então. Ou teriam elas?<br />
Talvez. Naquele momento era difícil saber o que era fantasioso, o que era mágico e o que era desse mundo.<br />
<a title="Para Amanhã." href="http://www.youtube.com/watch?v=lIIEqb2PTPY&#38;feature=related">E eu estava ali, à ponta frontal da caravela. Um pé apoiado no degrau. O que estava mais perto da Terra.</a><br />
Compreendia em instantes de embriaguês por aqueles ares; o mar refletia o céu, e toda sua profundidade. As galáxias refletiam-se, as dimensões juntavam-se nas dobras entre as ondas que batiam nas mesmas pedras onde os pescadores prendiam suas redes. O gosto do céu era salgado, o gosto do Universo era salgado. Mas estavam ali, com todas as suas estrelas, constelações.<br />
Sentia que todos os deuses, de todas as épocas, apenas observavam nosso feito. Pirâmides e altares, Thor e Zeus envoltos em raios, entidades celestiais com seus cavalos de fogo, tudo o que existia além ali estava. Fitando. Observando. Pairando. Flutuando!<br />
Abriu-se o primeiro portão para a eternidade. Olhei com firmeza para o Novo Horizonte. Coloquei meus pés naquele Universo Novo, além das galáxias, além das dimensões. Uma nova existência.<br />
O céu estava límpido, o Sol brilhava cada vez mais ofuscante. E, no meio da caravana de Apolo, Thor arrebatava seu martelo nos céus, um estrondo anunciava nossa chegada. Junto aos antigos deuses, nossa antiga realidade encontrava os novos.</em></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--> <!--[if gte mso 10]&#62;--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:center;"><em><strong>-</strong></em></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Ontem olhei muito para o céu. Estive ali pela rua. Logo fui, indo em direção ao prédio mais alto da cidade. Caminhada mágica e silenciosa. Ninguém por perto, mas eu ainda me sentia observado. Como na carta, parecia que várias realidades se encontravam numa contemporaneidade complexa e simples ao mesmo tempo. Tudo tão normal e essencial&#8230;</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Ouvia em minha cabeça vários pedaços de músicas. Explosões, cordas e tudo mais. Parava de quando em quando apenas para olhar o prédio que me aguardava. Aquele monstro de cimento, tão alto.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Visões daquilo que se refletia. E ainda se reflete. As galáxias.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><a title="Non-Vid" href="http://www.youtube.com/watch?v=sJgDXpDRpAs"><strong><em><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Lá estavam elas.</span></em></strong></a></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:center;"><em><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">-</span></strong></em></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--> <!--[if gte mso 10]&#62;--> <!--[endif]--></p>
<blockquote>
<h3 class="MsoNoSpacing" style="text-align:center;"><a title="O Começo. (II)" href="http://www.youtube.com/watch?v=qW4C2h3lPac&#38;feature=related"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">“Mas nele é que espelhou o céu.”</span></strong></a></h3>
</blockquote>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem foi Pedro Álvares Cabral?]]></title>
<link>http://historiablog.wordpress.com/2008/10/27/quem-foi-pedro-alvares-cabral/</link>
<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 19:12:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Alexandre</dc:creator>
<guid>http://historiablog.wordpress.com/2008/10/27/quem-foi-pedro-alvares-cabral/</guid>
<description><![CDATA[  Cabral, um ilustre desconhecido Quem foi Pedro Álvares Cabral? Pergunte-se a qualquer escolar e a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p> </p>
<div id="attachment_521" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://historiablog.files.wordpress.com/2008/10/cabral.jpg"><img class="size-full wp-image-521" title="cabral" src="http://historiablog.wordpress.com/files/2008/10/cabral.jpg" alt="Cabral, um ilustre desconhecido" width="200" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Cabral, um ilustre desconhecido</p></div>
<p>Quem foi Pedro Álvares Cabral? Pergunte-se a qualquer escolar e a resposta virá na ponta da língua: o descobridor do Brasil. E só. Nos livros de história, o navegador português não costuma ganhar mais do que poucas linhas. Não mereceu, tampouco, ter seu nome incluído na mais fantástica celebração das conquistas marítimas portuguesas. Os Lusíadas, de Luís de Camões. Enquanto as grandes navegações do final do século XV e início do XVI transformaram Vasco da Gama, Bartolomeu Dias e Fernão de Magalhães em heróis, Cabral morreu no ostracismo. Mais de 508 anos depois de realizar seu maior feito, aos olhos do mundo o navegador continua um ilustre desconhecido. Ele empreendeu uma das mais importantes navegações portuguesas, voltou a Lisboa festejado pelo rei e subitamente desapareceu das crônicas, morrendo por volta de 1520, quase no anonimato, numa casa modesta em Santarém, ao norte de Lisboa. Na lápide tumular, nenhuma referência a qualquer de seus feitos. Depois de tanto tempo, ainda vale a pergunta: quem foi mesmo Pedro Álvares Cabral?</p>
<p class="MsoNormal">O jornalista gaúcho Walter Galvani que, enfim, escreveu um livro que deu contornos mais definidos ao perfil do navegador <span style="color:#999999;">(</span><em><span style="color:#999999;">clique </span></em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=304901&#38;sid=981143195101027692808003553&#38;k5=3020AA7&#38;uid=" target="_blank"><em><span style="color:#999999;"><span style="color:#3366ff;">AQUI</span></span></em></a></strong><em><span style="color:#999999;"> e informe-se sobre o livro</span></em><span style="color:#999999;">)</span>. Depois de cinco anos de pesquisa, lidos mais de 300 livros relacionados ao Descobrimento, ele finaliza a primeira biografia do descobridor. Foram seis meses em Portugal, conhecendo os lugares por onde Cabral passou e vasculhando velhos arquivos, como o da Torre do Tombo e o Ultramarino, os dois em Lisboa. Galvani também percorreu Espanha, Itália e França, conferindo documentos desgarrados. Com lançamento pela editora Re-cord previsto para o segundo semestre deste ano. o trabalho revela um Cabral de carne e osso, muito mais admirável e interessante do que se imaginava.<br />
 </p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mau humor<br />
</strong><br />
Durante séculos cultivou-se a idéia de Cabral como um personagem menor na história das navegações. Como compará-lo ao grande Cristóvão Colombo, ou aos heróis lusitanos? Talvez a proverbial baixa estima brasileira tenha ajudado a pregar na biografia do descobridor a pecha de burocrata bajulador, um sujeitinho que comandou a maior frota portuguesa de seu tempo sem sequer ser um navegador de verdade, apenas graças à proximidade do rei dom Manuel e demais poderosos da corte. Agora se descobre que os maiores inimigos da biografia de Cabral foram ele mesmo e uma sorte madrasta.</p>
<p class="MsoNormal">Dono de um caráter irascível, famoso por suas crises de mau humor (alguns estudiosos creditam-nas às febres intermitentes, provocadas pela malária contraída ainda aos 17 anos, quando lutava no Marrocos), Cabral desentendeu-se com todo mundo que importava em seu tempo. A começar pelo próprio rei, passando por aquele que se acredita ter sido o maior de todos os navegadores portugueses, Vasco da Gama. No quesito &#8220;sorte madrasta&#8221; entra a verdadeira tragédia em que se converteu sua viagem à índia, a mesma em que o Brasil foi descoberto. O navegador partiu de Lisboa com destino à Índia com treze navios e retornou com apenas seis. Os azares renderam má fama a Cabral. O resultado: logo depois de voltar de sua viagem, o navegador brigão e desafortunado partiu para um exílio voluntário em Santarém e caiu no esquecimento. Para piorar, as novas terras que ele balizara como Ilha de Vera Cruz não teriam serventia para Portugal durante várias décadas.</p>
<p class="MsoNormal">&#8220;Os portugueses tinham mais interesse na Ásia do que na América&#8221;, afirma o historiador José Jobson de Andrade Arruda, da Universidade de São Paulo. E aí vem, de novo, o fado cabralino: quem encontrou o caminho marítimo para a índia, de onde provinham as especiarias que rendiam lucros à coroa, foi Vasco da Gama, justamente o maior adversário do nosso descobridor.</p>
<p class="MsoNormal">Criados juntos na cosmopolita corte lisboeta de então, Cabral e Gama tiveram formação muito parecida. Ambos estavam animados pelo forte espírito português que se sucedeu a cinco séculos de domínio muçulmano do país. &#8220;Era natural que os dois disputassem o comando das grandes armadas&#8221;, conta Galvani. Em uma minuta de 1499, que preparava a expedição que viria a descobrir o Brasil, consta o nome do comandante-mor da frota: Vasco da Gama. Vasco da Gama? Mais tarde, esse nome seria riscado e substituído pelo de Cabral, naquele tempo conhecido g como Pedro Álvares Gouveia. Apenas ao primogênito de cada família era dada a honra de usar o sobrenome paterno S e Pedro Álvares era o segundo filho. 5 Foi só na carta que dom Manuel escreveu aos reis da Espanha, em 151 que o sobrenome &#8220;Cabral&#8221; foi associado ao descobridor do Brasil.<br />
 </p>
<p class="MsoNormal"><strong>Desgraça</strong></p>
<p>O auto-exílio de Cabral em Santarém, logo após realizar sua maior façanha, possivelmente foi produto da antiga rivalidade com Vasco da Gama. Enquanto o navegador ainda percorria águas indianas, depois de descobrir o Brasil, a corte lisboeta já organizava uma nova frota a ser comandada por Cabral. Com catorze navios, seria ainda maior do que a enviada para confirmar a existência das leiras brasileiras. Mas Vasco da Gama ficou encarregado de organizar a empreitada, desta vez destinada apenas à índia. Gama selecionou os marinheiros e escolheu os capitães de sua confiança. Ainda por cima, nomeou o irmão de sua mãe, Vicente Sodré, para comandar cinco dos navios da expedição. Sodré vigiaria a entrada do Mar Vermelho e o Golfo Pérsico, vias de acesso dos árabes ao Oriente. Enquanto isso, os outros nove navios, sob o comando de Cabral, seriam abastecidos com especiarias. Mas Cabral não aceitou dividir o comando da nova expedição com o tio de Vasco da Gama. Passados quatro meses de impasse, em dezembro de 1501 a recusa oficial foi encaminhada. Nesse momento, Cabral caía em desgraça.</p>
<p class="MsoNormal">A explicação para a atitude suicida pode estar no relato de um dos maiores cronistas quinhentistas portugueses, João de, Barros, para quem o descobridor do Brasil era homem de &#8220;muitos primores de honra&#8221;. O significado mais forte da palavra &#8220;honra&#8221; estava associado à idéia de um sentimento de dignidade com brios. Cabral tinha motivos para não aceitar dividir o comando da expedição. Não foram pequenos os serviços prestados por ele a Portugal. Sua expedição de 1500 foi a primeira de caráter comercial a chegar à índia. Vasco da Gama chegou antes, levou a fama, mas conseguiu apenas se indispor com o governante de Calicute, a mesma cidade que Cabral canhoneou quando esteve por lá. Só quando Cabral estabeleceu a feitoria em Cochin, no sul da índia, é que a rota se tornou lucrativa.</p>
<p class="MsoNormal">Tais façanhas, no entanto, não comoveram o rei. Cabral mudou-se para Santarém no final de 1502 e não recebeu mais notícias da corte. No ano seguinte, compareceu a uma reunião da Ordem de Cristo, a organização religioso-militar que financiava as grandes navegações. Há quem aponte o fato como uma tentativa de reaproximação, já que dom Manuel presidia o encontro. Não surtiu efeito. Anos mais tarde, Cabral escreveu ao rei pedindo a &#8220;renovação dos privilégios de fidalgo&#8221; — em outras palavras, desejava abandonar o exílio voluntário e servir a Portugal novamente. Recebeu uma resposta encorajadora, em que o monarca dizia que a carta do navegador &#8220;lhe fez prazer&#8221;. Mas nada aconteceu.<br />
 </p>
<p class="MsoNormal"><strong>O rei brioso</strong></p>
<p>Em 1514, Afonso de Albuquerque, governador da Índia e tio de Isabel de Casco, mulher de Cabral, escreveu ao rei pedindo que ele pusesse fim ao afastamento do navegador. Teceu grandes elogios ao descobridor, a quem chamou de &#8220;mui bom fidalgo&#8221;, &#8220;merecedor de honras&#8221;, e referiu-se a &#8220;sua bondade e cavalaria&#8221;. Apesar das recomendações de um dos homens mais importantes do império português, Cabral morreria dali a alguns anos sem voltar ao mar.</p>
<p class="MsoNormal">Não se sabe exatamente o que fez dom Manuel abandonar um de seus mais importantes navegadores, a quem havia recebido com festejos no retorno da expedição de 1500. “Talvez o rei fosse tão brioso quanto o próprio Cabral e nunca tenha aceitado a recusa do navegador em participar da nova expedição à Índia&#8221;, acredita Galvani. A hipótese de que Cabral não passava de um nobre de poucos talentos é refutada pelos fatos. O descobridor foi apontado para comandar aquela que, até 1500, foi a maior armada já saída de Portugal. A frota que Vasco da Gama comandou até a índia, entre 1497 e 1499, não tinha mais que quatro navios. Dificilmente se colocaria tamanho aparato sob as ordens de alguém que não fosse externamente respeitado, inclusive como navegador — embora não existam provas de viagens marítimas suas anteriores ao descobrimento do Brasil. &#8220;Não se colocaria a vida de 1.500 homens nas mãos de alguém sem experiência&#8221;, acredita Galvani.</p>
<p class="MsoNormal">Sem título nobiliárquico, a família de Cabral tinha terras, o que significava riqueza suficiente para freqüentar a corte. Aos 10 anos, Cabral e o irmão mais velho mudaram-se para Lisboa. Lá, aprendeu a manejar armas e a montar. Estudou geometria, astronomia, geografia, aritmética e latim. Passou a adolescência e o início da vida adulta no Castelo de São Jorge, aquele de onde os turistas têm uma ampla visão de Lisboa. Isso fez com que Cabral se inscrevesse no círculo íntimo do rei, o que certamente colaborou para sua indicação como comandante da expedição à índia, Nada, porém, comprova que tenham sido essas credenciais as únicas responsáveis por sua escolha para o comando da grande armada. Os Cabral estavam muito longe em prestígio e fama, por exemplo, dos nobilíssimos Bragança, que chegariam ao trono português mais tarde.</p>
<p class="MsoNormal">Foi na corte que Cabral conheceu Isabel de Castro — ela, sim, pertencente a uma das famílias mais importantes de Portugal. O casamento não pode ser considerado um golpe do baú, embora fosse movido por interesses, como era comum naquele tempo. &#8220;Pelo contrário. Há registros de que o próprio Afonso de Albuquerque, tio de Isabel, se teria preocupado em aumentar o dote da sobrinha, o que tornaria o casamento ainda mais interessante para Cabral&#8221;, conta Galvani. &#8220;É uma evidência de que ele era um fidalgo respeitável.&#8221; A data provável do matrimônio é 1503. A vida do casal em Santarém limitou-se aos cuidados com as propriedades, o tempo dividido entre a casa na cidade e as quintas. Tiveram seis filhos. Cabral morreu possivelmente em 1520, aos 52 anos, talvez em conseqüência da malária contraída na África, sem que tenha realizado coisa alguma digna de registro nas últimas duas décadas de vida. Enquanto isso, seu rival Vasco da Gama recebia o título de &#8220;dom&#8221; e era consagrado &#8220;almirante&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal">O descanso e o esquecimento de Cabral duraram quase três séculos e meio, quando historiadores brasileiros e portugueses começam a estudar o descobrimento. Seu túmulo, na Igreja da Graça, em Santarém, foi reaberto. Buscava-se confirmar se o corpo dele estava de feto enterrado ali. Era o início de uma viagem que parece estar finalmente chegando ao fim: o descobrimento de Pedro Álvares Cabral. Faltará apenas Camões para cantar-lhe as glórias, como fez com — sempre ele — Vasco da Gama.</p>
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<title><![CDATA[Abertura dos Jogos Olímpicos: um tapa-de-luva na nossa cara...]]></title>
<link>http://livrepensar.wordpress.com/2008/08/14/abertura-dos-jogos-olimpicos-um-tapa-de-luva-na-nossa-cara/</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 19:10:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Henrique Miranda</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vendo o espetáculo da abertura dos jogos, minha admiração pela milenar cultura chinesa me fez pensar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Vendo o espetáculo da abertura dos jogos, minha admiração pela milenar cultura chinesa me fez pensar em algo que, provavelmente, pouca gente pensou: o tapa-de-luva implícito (ou explícito?) que eles deram à cultura ocidental capitalista. Não pela qualidade e beleza do show, mas por algo mais sutil: seu avanço tecnológico histórico e a nossa pirataria também histórica em relação às suas invenções. Esquecendo o trivial macarrão que o Marco Polo trouxe pra itália, podemos pensar na pólvora e <strong>na</strong> besta (que <strong>a </strong>besta do Bush e outros tresloucados adoram), no papel e na impressão que muitos utilizam pra escrever besteiras (ainda bem, que este texto é virtual&#8230;), coisas mais pacíficas como o guarda-chuva e o molinete de pesca (para não pescar se molhando?), além do leme e da bússola que viabilizaram as Grandes Navegações. Pouca gente sabe, mas a China, um século antes do descobrimento do Brasil, tinha a maior frota de navegação do mundo (dizem até que havia navios quatro vezes maiores que as caravelas que Cabral e Colombo usaram posteriormente). Nesta época, a frota chinesa chegou à costa oriental da  África e só não chegou à América porque problemas políticos internos levaram o império chinês a se fechar em si mesmo, levando o Imperador da época a mandar queimar toda a frota naval oceânica, isolando-se do resto do mundo por séculos. Mais ainda: um dos mais antigos tratados de geografia, o livro chinês <strong>Shan-hai Ching</strong>, indica que os chineses estiveram no continente americano, ao norte, há 4 mil anos atrás (logicamente, nós ocidentais rejeitamos a teoria). Essas informações, reavivadas pelo espetáculo chinês na inauguração dos Jogos, fizeram-me pensar na ironia histórica implícita: nós, os ocidentais, pirateamos tantas coisas fundamentais da China, e hoje a acusamos de piratear as tecnologias ocidentais. Pode? No mínimo, é aquilo que eu sempre afirmo: o inferno é aqui mesmo! Aqui se faz, aqui se paga, às vezes sem direito a troco.</p>
<p style="text-align:justify;">Além disso, de quebra, imaginei: já pensaram, Zeng-He e Hong Bao, ao invés de Colombo e Cabral? Já pensaram, Zhu-DI, ao invés de D. João VI? Mao-tsé-tung, ao invés de Marighela? Não sei se estaríamos hoje melhor (pior seria impossível!) em função da ancestralidade diferente, mas seria interessante viver a experiência&#8230;<br />
Os dados históricos abordados mais recentemente, contém informações espantosas sobre as grandes navegações chinesas e seus objetivos muito diferenciados dos europeus. Quem quiser dar uma lida complementar, acesse o link abaixo:</p>
<p><a href="http://falabonito.wordpress.com/2006/11/01/quem-descobriu-o-brasil-foi-hong-bao/">http://falabonito.wordpress.com/2006/11/01/quem-descobriu-o-brasil-foi-hong-bao/</a></p>
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<title><![CDATA[Civilizações precolombianas na América.]]></title>
<link>http://presentepravoce.wordpress.com/2008/05/02/civilizacoes-precolombianas-na-america/</link>
<pubDate>Fri, 02 May 2008 03:48:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>presentepravoce</dc:creator>
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<description><![CDATA[DOCUMENTO: Apocalipto acordou o mundo para uma antiga verdade do verdadeiro povo Americano. O nosso ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[DOCUMENTO: Apocalipto acordou o mundo para uma antiga verdade do verdadeiro povo Americano. O nosso ]]></content:encoded>
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