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	<title>henrique-goldman &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "henrique-goldman"</description>
	<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 09:55:28 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Jean Charles]]></title>
<link>http://serakipresta.wordpress.com/2009/11/19/jean-charles/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 09:08:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas</dc:creator>
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<description><![CDATA[Jean Charles &#8211; 2009 Direção: Henrique Goldman Roteiro: Henrique Goldman, Marcelo Starobinas El]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Jean Charles &#8211; 2009 Direção: Henrique Goldman Roteiro: Henrique Goldman, Marcelo Starobinas El]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Jean Charles - O Filme]]></title>
<link>http://diretodocinema.wordpress.com/2009/11/17/jean-charles-o-filme/</link>
<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:55:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafagoom</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um mês após o assassinato de Jean Charles de Menezes, em 2005, Henrique Goldman foi chamado pela BBC]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img title="Jean Charles" src="http://rafaelnanet.wordpress.com/files/2009/06/jean-charles03.jpg?w=300" alt="Jean Charles" width="300" height="200" /></p>
<p>Um mês após o assassinato de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Charles_de_Menezes" target="_blank">Jean Charles de Menezes</a>, em 2005, <a href="http://epipoca.uol.com.br/gente_detalhes.php?idg=293897" target="_blank">Henrique Goldman</a> foi chamado pela BBC para dirigir um documentário sobre o ocorrido. O diretor queria dar a visão do brasileiro e a rede britânica desejava a visão policial, para amenizar os fatos, e por essas diferenças de visão o projeto foi cancelado. Goldman não desistiu e resolveu retomar o projeto do início, reescrevendo-o para a ficção, mas ainda assim com traços de documentário, chamando não atores para interpretar a si mesmos, mostrando a dureza da vida dos imigrantes. E o filme fica nessa dualidade mal resolvida, sendo ora documentário, ora ficção e a identidade do filme se perdendo a cada minuto.</p>
<p>Com planos chapados, sem profundidade e &#8220;cortando&#8221; a cabeça de Sidney Magal (sim, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ji-LvvJBrwA" target="_blank">O Meu Sangue Ferver Por Você</a>), o roteiro tenta fazer com que o espectador se identifique com a vida de Jean Charles (Selton Mello) de modo forçado, repetitivo, apelativo, fácil, chato. O protagonista é apresentado como levando a vida no &#8220;jeitinho brasileiro&#8221;, trabalhando duro e levando parentes e amigos para o exterior com passaportes ilegais com a desculpa de que não era crime, ele estava ajudando amigos a ter uma vida melhor.</p>
<p>A verdade é que na vida de Jean Charles não há nada especial para se armar uma grande ficção, ou um filme &#8220;inspirado em uma história real&#8221; (sic). O espectador aguarda a morte de Jean, não pela morbidez com que ela é apresentada, mas em aguardo ao final do filme. E ele não acaba com o evento. O diretor ainda prolonga o filme na tentativa de sensibilizar o espectador mostrando dias depois da morte com a visita de representantes do governo do Reino Unido visitando a família Menezes e entregando um cheque de R$60.000,00 para cobrir os &#8220;gastos funerários&#8221;, além de mostrar que a vida dos familiares que estavam com ele no exterior continuou do mesmo modo.</p>
<p>Sim, o caso da morte de Jean Charles, confundido com um terrorista árabe ainda está aberto. E se o diretor tivesse se focado nesse assunto, juntado seu material para fazer um documentário e não tentar uma ficção, o filme provavelmente seria bem melhor, menos cansativo. Veja o trailer logo abaixo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/K_Go2raghqo&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/K_Go2raghqo&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>E este foi mais um filme ruim que vi na companhia de <a href="http://twitter.com/GUSLanzetta" target="_blank">@GUSLanzetta</a>! Leia a crítica dele <a href="http://guslanzetta.com/?p=211" target="_blank">aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cinema: Jean Charles]]></title>
<link>http://rafaelgoomes.wordpress.com/2009/07/13/cinema-jean-charles/</link>
<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 19:50:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafagoom</dc:creator>
<guid>http://rafaelgoomes.wordpress.com/2009/07/13/cinema-jean-charles/</guid>
<description><![CDATA[Um mês após o assassinato de Jean Charles de Menezes, em 2005, Henrique Goldman foi chamado pela BBC]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img style="border:1px solid black;" title="Jean Charles" src="http://rafaelnanet.wordpress.com/files/2009/06/jean-charles03.jpg?w=300" alt="Jean Charles" width="300" height="200" /></p>
<p>Um mês após o assassinato de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Charles_de_Menezes" target="_blank">Jean Charles de Menezes</a>, em 2005, <a href="http://epipoca.uol.com.br/gente_detalhes.php?idg=293897" target="_blank">Henrique Goldman</a> foi chamado pela BBC para dirigir um documentário sobre o ocorrido. O diretor queria dar a visão do brasileiro e a rede britânica desejava a visão policial, para amenizar os fatos, e por essas diferenças de visão o projeto foi cancelado. Goldman não desistiu e resolveu retomar o projeto do início, reescrevendo-o para a ficção, mas ainda assim com traços de documentário, chamando não atores para interpretar a si mesmos, mostrando a dureza da vida dos imigrantes. E o filme fica nessa dualidade mal resolvida, sendo ora documentário, ora ficção e a identidade do filme se perdendo a cada minuto.</p>
<p>Com planos chapados, sem profundidade e &#8220;cortando&#8221; a cabeça de Sidney Magal (sim, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ji-LvvJBrwA" target="_blank">O Meu Sangue Ferver Por Você</a>), o roteiro tenta fazer com que o espectador se identifique com a vida de Jean Charles (Selton Mello) de modo forçado, repetitivo, apelativo, fácil, chato. O protagonista é apresentado como levando a vida no &#8220;jeitinho brasileiro&#8221;, trabalhando duro e levando parentes e amigos para o exterior com passaportes ilegais com a desculpa de que não era crime, ele estava ajudando amigos a ter uma vida melhor.</p>
<p>A verdade é que na vida de Jean Charles não há nada especial para se armar uma grande ficção, ou um filme &#8220;inspirado em uma história real&#8221; (sic). O espectador aguarda a morte de Jean, não pela morbidez com que ela é apresentada, mas em aguardo ao final do filme. E ele não acaba com o evento. O diretor ainda prolonga o filme na tentativa de sensibilizar o espectador mostrando dias depois da morte com a visita de representantes do governo do Reino Unido visitando a família Menezes e entregando um cheque de R$60.000,00 para cobrir os &#8220;gastos funerários&#8221;, além de mostrar que a vida dos familiares que estavam com ele no exterior continuou do mesmo modo.</p>
<p>Sim, o caso da morte de Jean Charles, confundido com um terrorista árabe ainda está aberto. E se o diretor tivesse se focado nesse assunto, juntado seu material para fazer um documentário e não tentar uma ficção, o filme provavelmente seria bem melhor, menos cansativo. Veja o trailer logo abaixo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/K_Go2raghqo&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/K_Go2raghqo&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Assisti a esse filme na companhia de <a href="http://twitter.com/GUSLanzetta" target="_blank">@GUSLanzetta</a>! Leia a crítica dele <a href="http://guslanzetta.com/?p=211" target="_blank">aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jean Charles (Jean Charles, 2009)]]></title>
<link>http://moviefordummies.wordpress.com/2009/07/02/jean-charles-jean-charles-2009/</link>
<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 15:55:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Pongas</dc:creator>
<guid>http://moviefordummies.wordpress.com/2009/07/02/jean-charles-jean-charles-2009/</guid>
<description><![CDATA[Por Bruno Pongas Quando vi que seria produzido um filme sobre a morte do brasileiro Jean Charles de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong><img class="size-full wp-image-772  aligncenter" title="Jean Charles" src="http://moviefordummies.wordpress.com/files/2009/07/jean-charles.jpg" alt="Jean Charles" width="450" height="298" /></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#3366ff;">Por Bruno Pongas</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Quando vi que seria <a href="http://youtube.com/watch?v=EDvIITZqRL8" target="_blank">produzido um filme sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes </a>- assassinado covardemente no metrô de Londres pela polícia inglesa -, fiquei reticente e julguei como falta de criatividade do cinema brasileiro. De fato; quantas milhares de pessoas não morrem injustamente por erros de terceiros? Quantos inocentes não perdem a vida em uma guerra? Nenhum desses já teve um longa publicado, ou se teve, foram muito poucos. Contudo, depois pensei melhor: um trabalho como esse até teria um propósito, pois passados três anos do fatídico caso, nenhum culpado foi punido &#8211; isso porque vivemos elogiando esses países, por serem um exemplo, por isso e por aquilo.</p>
<p style="text-align:justify;">O Jean Charles retratado no longa é o típico brasileiro (sem preconceitos). Dá um jeitinho pra tudo e faz o que pode para ajudar os seus &#8216;chegados&#8217;. No entanto, ele também é apresentado como um legítimo trambiqueiro, já que em determinada passagem passa a perna num amigo só para ganhar mais dinheiro &#8211; uma atitude reprovável! O diretor Henrique Goldman também faz um retrato do brasileiro sempre envolvido com coisas ilegais, como o &#8216;agenciamento&#8217; de vistos permanentes para manter os compatriotas no país. Ou seja, o Jean Charles que vemos está longe de ser um santinho, e achei que nisso o filme se saiu muito bem &#8211; não criou uma espécie de mártir; fez um homem comum, que também erra, também falha&#8230; uma pessoa como qualquer outra.</p>
<p style="text-align:justify;">Em se tratando do filme, ele começa como uma espécie de comédia de costumes da vida dos brasileiros na capital inglesa. Vemos um mineiro do interior que quer aproveitar a vida na cidade grande (Londres). Esse <em>start </em>descontraído até nos rende bons momentos e boas risadas &#8211; e algumas cenas impagáveis. Com o passar do tempo, no entanto, o que era divertido e até nos fazia esquecer que era um retrato trágico, ganha contornos de drama. <strong>Jean Charles </strong>caminha muito bem até aí, mas a partir desse momento, achei um festival de cenas mal feitas e um final alongado absolutamente desnecessário.</p>
<p style="text-align:justify;">Vamos ao que interessa: o longa é curto, apenas 90 minutos. Isso significa que chegamos ao clímax final muito rapidamente. É claro que o foco aqui é a tragédia no metrô, e talvez por isso podemos entender tal fato. Entretanto, o que deixa o espectador desnorteado é como esse ápice da trama foi feito. Por quê? Justamente porque a cena toda foi muito mal construída. Jean Charles acorda e reluta com o despertador, logo em seguida salta aos ouvidos uma música lenta, dramática&#8230; ele caminha para o metrô com duas pessoas o seguindo&#8230; será que dava para ser mais óbvio? Talvez&#8230; mas o pior ainda estava por vir: após adentrar no coletivo, aquelas duas pessoas já citadas chegam e o apontam como o suposto terrorista; vemos corre-corre, e uma saraivada de tiros &#8211; Jean Charles está morto. É possível que o diretor tenha tentado reproduzir a cena com total fidelidade, mas ao optar por isso, criou um ápice xoxo, nada emocionante.</p>
<p style="text-align:justify;">A morte da personagem acena para o final do filme, e confesso que se acabasse ali seria um grande mérito. No entanto, como há aquela irritante insistência em se mostrar o depois do ocorrido, no melhor estilo telenovela global, vejo que o restante da trama ficou comprometida, sem propósito. O objetivo, que era tratar de um tema delicado como os imigrantes brasileiros que vivem ilegalmente em Londres e o terrorismo da polícia que atira antes de perguntar, parece ser deixado para segundo plano e, para o espectador, fica aquela sensação de que tudo poderia ter acabado quando Selton Mello saiu de cena.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jean Charles </strong>é sim um bom filme, mas contém seus erros, alguns imperdoáves, outros mais brandos&#8230; no final das contas é mais um trabalho interessante do cinema brasileiro. Destaque aqui para o desempenho impecável do sempre competente Selton Mello. Aqui, o ator faz jus ao rótulo de melhor ator nacional e dá vida a um personagem divertido, &#8216;malandro&#8217; e carismático&#8230; o sotaque mineiro (apesar do próprio ser natural das Minas Gerais) deixa evidente a qualidade desse ator, que já brilha há algum tempo e ainda tem muito futuro pela frente no cinema nacional e internacional. No mais, também merece ressalva o trabalho de Luis Miranda, que, na pele de Alex, nos rende a maior parte das boas cenas da trama.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Minha Nota: 6.5</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Direção: </em></strong>Henrique Goldman<br />
<strong><em>Gênero: </em></strong>Drama<br />
<strong><em>Duração: </em></strong>90 minutos<br />
<strong><em>Elenco: </em></strong>Selton Mello, Luis Miranda, Vanessa Giácomo, Patrícia Armani, Maurício Varlotta, Sidney Magal, Daniel de Oliveira e Marcelo Soares.</p>
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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jean Charles - O Filme]]></title>
<link>http://rafaelnanet.wordpress.com/2009/06/30/jean-charles-o-filme/</link>
<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 06:38:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>rafagoom</dc:creator>
<guid>http://rafaelnanet.wordpress.com/2009/06/30/jean-charles-o-filme/</guid>
<description><![CDATA[Um mês após o assassinato de Jean Charles de Menezes, em 2005, Henrique Goldman foi chamado pela BBC]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1425" style="border:1px solid black;" title="Jean Charles" src="http://rafaelnanet.wordpress.com/files/2009/06/jean-charles03.jpg?w=300" alt="Jean Charles" width="300" height="200" /></p>
<p>Um mês após o assassinato de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Charles_de_Menezes" target="_blank">Jean Charles de Menezes</a>, em 2005, <a href="http://epipoca.uol.com.br/gente_detalhes.php?idg=293897" target="_blank">Henrique Goldman</a> foi chamado pela BBC para dirigir um documentário sobre o ocorrido. O diretor queria dar a visão do brasileiro e a rede britânica desejava a visão policial, para amenizar os fatos, e por essas diferenças de visão o projeto foi cancelado. Goldman não desistiu e resolveu retomar o projeto do início, reescrevendo-o para a ficção, mas ainda assim com traços de documentário, chamando não atores para interpretar a si mesmos, mostrando a dureza da vida dos imigrantes. E o filme fica nessa dualidade mal resolvida, sendo ora documentário, ora ficção e a identidade do filme se perdendo a cada minuto.</p>
<p>Com planos chapados, sem profundidade e &#8220;cortando&#8221; a cabeça de Sidney Magal (sim, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ji-LvvJBrwA" target="_blank">O Meu Sangue Ferver Por Você</a>), o roteiro tenta fazer com que o espectador se identifique com a vida de Jean Charles (Selton Mello) de modo forçado, repetitivo, apelativo, fácil, chato. O protagonista é apresentado como levando a vida no &#8220;jeitinho brasileiro&#8221;, trabalhando duro e levando parentes e amigos para o exterior com passaportes ilegais com a desculpa de que não era crime, ele estava ajudando amigos a ter uma vida melhor.</p>
<p>A verdade é que na vida de Jean Charles não há nada especial para se armar uma grande ficção, ou um filme &#8220;inspirado em uma história real&#8221; (sic). O espectador aguarda a morte de Jean, não pela morbidez com que ela é apresentada, mas em aguardo ao final do filme. E ele não acaba com o evento. O diretor ainda prolonga o filme na tentativa de sensibilizar o espectador mostrando dias depois da morte com a visita de representantes do governo do Reino Unido visitando a família Menezes e entregando um cheque de R$60.000,00 para cobrir os &#8220;gastos funerários&#8221;, além de mostrar que a vida dos familiares que estavam com ele no exterior continuou do mesmo modo.</p>
<p>Sim, o caso da morte de Jean Charles, confundido com um terrorista árabe ainda está aberto. E se o diretor tivesse se focado nesse assunto, juntado seu material para fazer um documentário e não tentar uma ficção, o filme provavelmente seria bem melhor, menos cansativo. Veja o trailer logo abaixo.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/K_Go2raghqo&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/K_Go2raghqo&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>E este foi mais um filme ruim que vi na companhia de <a href="http://twitter.com/GUSLanzetta" target="_blank">@GUSLanzetta</a>! Leia a crítica dele <a href="http://guslanzetta.com/?p=211" target="_blank">aqui</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pré-estréia 'Jean Charles']]></title>
<link>http://vejotas.wordpress.com/2009/06/17/pre-estreia-jean-charles/</link>
<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 22:24:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>ClaudiaClaudia</dc:creator>
<guid>http://vejotas.wordpress.com/2009/06/17/pre-estreia-jean-charles/</guid>
<description><![CDATA[Finalmente uma foto que não é minha! rs Não quero que esse blog se torne um centro de fofocas e nem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><a href="http://vejotas.wordpress.com/files/2009/06/1236693-7942-ga1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-232" title="tas" src="http://vejotas.wordpress.com/files/2009/06/1236693-7942-ga1.jpg" alt="tas" width="200" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;">Finalmente uma foto que não é minha! rs Não quero que esse blog se torne um centro de fofocas e nem que seja uma &#8220;cópia&#8221; de notícias, mas como estava tudo meio parado por aqui e confesso que a minha preguiça para arrumar as fotos que tiro da TV está grande, hoje reservei um espaço especial para mostrar por onde anda M. Tas.</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:left;">&#8220;Vanessa Giácomo e Selton Mello foram os  anfitriões da pré-estréia do filme <em>Jean Charles</em>, nesta terça-feira (16), no Cinemark do shopping Iguatemi, em São Paulo. Os dois fazem parte do elenco do longa baseado em uma história real. Selton protagoniza o brasileiro Jean Charles, morto em Londres.</p>
<p style="text-align:left;"><em>Jean Charles</em>, dirigido por Henrique Goldman, conta a história do eletricista mineiro que morreu depois de levar sete tiros na cabeça disparados pela polícia britânica em 2005.</p>
<p style="text-align:left;">Além de atores, personagens da vida real do brasileiro apareceram na telona.</p>
<p style="text-align:left;">Sidney Magal, que participa da produção, esteve no evento. Outros famosos como Daniel de Oliveira, Marcelo Tas, Bruna Lombardi, Carlos Alberto Riccelli e Nazi também prestigiaram a pré-estréia.&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">Fonte: <a href="http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI3829500-EI1176,00-Vanessa+Giacomo+e+Selton+Mello+abrem+preestreia+de+Jean+Charles.html">Terra Cinema</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1º Trailer do longa Jean Charles]]></title>
<link>http://diachuvoso.wordpress.com/?p=16</link>
<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 15:54:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>G. Petrini</dc:creator>
<guid>http://diachuvoso.wordpress.com/?p=16</guid>
<description><![CDATA[A distribuidora Imagem Filmes, divulgou em 06.04.09 o primeiro trailer do drama “Jean Charles”. O ro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A distribuidora Imagem Filmes, divulgou em 06.04.09 o primeiro trailer do drama “Jean Charles”. O ro]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estupro na Trip...]]></title>
<link>http://blogdoronaldo.wordpress.com/2008/10/22/estupro-na-trip/</link>
<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 17:31:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>ronaldonezo</dc:creator>
<guid>http://blogdoronaldo.wordpress.com/2008/10/22/estupro-na-trip/</guid>
<description><![CDATA[Minha antenada amiga Beth me indicou o blog de Lola Aronovich. O motivo da dica foi minhas reflexões]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Minha antenada amiga Beth me indicou o blog de Lola Aronovich. O motivo da dica foi minhas reflexões]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Manda a empregada varrer o lixo pra debaixo do tapete]]></title>
<link>http://ladyrasta.wordpress.com/2008/10/13/manda-a-empregada-varrer-o-lixo-pra-debaixo-do-tapete/</link>
<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 22:48:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>ladyrasta</dc:creator>
<guid>http://ladyrasta.wordpress.com/2008/10/13/manda-a-empregada-varrer-o-lixo-pra-debaixo-do-tapete/</guid>
<description><![CDATA[Sabe de uma coisa? Eu não me importo quando me chamam de burra. Ao contrário, dou risada da pessoa, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sabe de uma coisa? Eu não me importo quando me chamam de burra. Ao contrário, dou risada da pessoa, e se estiver de bom humor ainda concordo. Mas se me chamar de gordinha, de mulher farta e outros eufemismos&#8230;eu vou correndo me olhar no espelho e vou ficar encanada o resto do dia (minto, da semana) &#8211; porque sei que estou gordinha mesmo.</p>
<p>Vcs devem estar perguntando: e com mil demônios, por que ela resolveu falar disso agora? Eu explico.</p>
<p>Semana passada, um dos bas-fonds comentados no Twitter foi o caso do texto de Henrique Goldman, chamado  &#8220;Carta Aberta para Luísa&#8221; publicada na Trip (que vcs podem conferir<a href="http://revistatrip.uol.com.br//coluna/conteudo.php?i=25613"> aqui </a>)</p>
<p>Na chamada, podíamos ler o seguinte:</p>
<blockquote><p>Nosso colunista pede desculpas públicas à empregada da família com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos</p></blockquote>
<p>Mais adiante:</p>
<blockquote><p>Quantos anos você tinha? Vinte, trinta? De onde você era? Quem você era? Só sei que você era empregada de casa, que teus seios eram fartos e que eu tinha 14 anos. Você era tímida e já trabalhava em casa há algumas semanas quando a Sheilinha, uma colega de classe, me disse que você já tinha trabalhado na casa da família dela e que você “dava para um motorista de táxi”.</p>
<p>A idéia de que você “dava” não saiu da minha cabeça, e você começou a estrelar obsessivamente todas as minhas punhetas. De tarde eu ficava rondando pela área de serviço enquanto você lavava a roupa. Era um tesão incontrolável, aflito, desesperado e covarde.</p></blockquote>
<p>Inicialmente, não se tinha certeza se o texto era &#8220;baseado em fatos reais&#8221; ou não &#8211; e o estardalhaço foi tanto que a Trip teve que fazer uma advertência informando que o texto era fictício (bem como o autor teve que  dar mais explicações e detalhes sobre o caso, confirmando que se tratava de ficção).</p>
<p>Bom, o assunto é mesmo polêmico: trata do assédio sexual e/ou estupro de empregadas domésticas por parte de seus patrões, ou filhos de patrões. Empregadas domésticas essas que antigamente costumavam inclusive ser menores de idade (sim, muitas pessoas tinham não só um, mas 2 ou 3 empregados em casa &#8211; e era comum, por exemplo,  a filha da cozinheira, com 16, 17 anos, trabalhar de arrumadeira. Estou falando de São Paulo, no interior isso é ainda mais comum).</p>
<p><strong>O texto é pesado? Sim, óbvio.</strong> Daqueles que, para usar um cliché cafona e demodé (sorry, adoro galicismos) &#8220;dá um tapa na cara da classe média&#8221;. Não tem como não ler e não desviar os olhos sabe? E na sequência se perguntar &#8220;ai meu Deus, quem dos meus amigos pode ter feito isso&#8221;?</p>
<p>Mas sabe o que me chamou a atenção? A forma como as críticas foram feitas. Era de uma revolta absurda, claro, mas não (só) pela situação, <strong>e sim pelo fato do cara ter escrito o texto!!! Como se o fato de não falarmos sobre o holocausto tornasse ele mais suave &#8211; ou inexistente&#8230;</strong></p>
<p>Sim, eu concordo que é realmente é impossível  ler aquilo e não sentir um mal estar, repulsa  e vergonha profundos (eu mesma confesso que pulei alguns trechos, tamanho o mal estar); mas esse mal estar vem porque o texto pode ser fictício, mas retrata um costume generalizado no nosso país &#8211; costume esse, eu espero, em vias de se extinguir. Ou não?</p>
<p>Aí é que tá: será que ao invés de jogarmos a sujeira para baixo do tapete não deveríamos aproveitar a oportunidade que esse assunto veio à baila e discuti-lo?</p>
<p style="text-align:left;">Fica todo mundo discutindo se o texto é de mau-gosto ou não, se é verdadeiro ou não, qual o valor do texto se for fictício, bla bla bla; vi comentários de pessoas dizendo que &#8220;esse texto jamais poderia ser publicado&#8221; &#8211; meu Deus,  mas por que não? O texto não endossa o ato; pelo contrário, só pinta o (grotesco) retrato da nossa sociedade.</p>
<p>Então, por que ao invés de ficarmos com dez pedras em cada mão, não aproveitamos que esse comportamento foi trazido à baila e nos informamos? Por que não se fala abertamente sobre isso, não se procura empregadas que tenham passado pela situação (e patrões falsamente acusados, pois posso apostar que eles também existem), <span style="text-decoration:underline;">por que não escancaramos o assunto ao invés de fingir uma indignação que existe apenas nas palavras, e não nos atos?</span></p>
<p>Digo que existe somente nos atos porque <span style="text-decoration:underline;">nós somos a sociedade brasileira</span>,  nós somos o conjunto de pessoas, atitudes, pensamentos, preconceitos que cria (ou criou) um ambiente favorável a esse tipo de comportamento odioso. Ambiente este que não vai deixar de existir só porque não falamos num assunto dolorido.</p>
<p>Pra mim,  dizer que um texto desses não deveria ser publicado é realmente brincar de &#8220;o rei está nú&#8221; &#8211; e esse tipo de atitude  não vai fazer com que a situação desapareça (se é que há condições dela desaparecer, <em>bien compris</em>).</p>
<p>Quer saber? Se a gente levar em consideração o princípio de que o caminho para a cura é reconhecer a doença, estamos longe, muuuito longe desse tipo de comportamento ser eliminado da sociedade brasileira. Pensando bem, os caras que meteram o pau no texto têm razão: melhor mesmo varrer a sujeira pra debaixo do tapete e não falarmos no assunto. Assim a gente finje que ele não existe, certo moçada? <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff6600;"><strong>****</strong></span></p>
<p>P.S. O Blog da Cidinha escreveu uma resposta ao texto , que vc confere <a href="http://cidinhadasilva.blogspot.com/2008/10/carta-aberta-luisa-respostada-por-ela.html">aqui </a>- e tem também um outro post legal <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2008/10/13/carta_aberta_para_a_empregada_luisa/#c248212">aqui</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Filme sobre Jean Charles agita comunidade brasileira em Londres]]></title>
<link>http://paulamedeiros.wordpress.com/2008/09/27/filme-sobre-jean-charles-agita-comunidade-brasileira-em-londres/</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 15:10:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulamedeiros</dc:creator>
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<description><![CDATA[Selton Mello como Jean Charles Na última quinta-feira, 18, a equipe de gravações do filme sobre a vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_191" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://paulamedeiros.files.wordpress.com/2008/10/selton1.jpg"><img class="size-medium wp-image-191" title="selton1" src="http://paulamedeiros.wordpress.com/files/2008/10/selton1.jpg?w=300" alt="Selton Mello como Jean Charles" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Selton Mello como Jean Charles</p></div>
<p class="credito">
<p>Na última quinta-feira, 18, a equipe de gravações do filme sobre a vida do brasileiro Jean Charles de Menezes encerrou os trabalhos na capital britânica. Eles continuam filmando por mais algumas semanas, no Brasil, e pretendem lançar o filme na metade de 2009, provavelmente, próximo a data que marcará quatro anos da trágica morte, ocorrida na estação de metrô Stockwell, quando Jean foi morto com sete tiros pela Polícia britânica, em 22 de julho.</p>
<p>Foram dois meses de trabalho intenso e que agitou a comunidade brasileira em diversos sentidos. Atores novatos que foram grandes revelações durante as filmagens como o açougueiro Marcelo Madureiro Soares e o bancário Rogério Antônio Dionísio, que interpretaram os irmãos Barroso, Chuliquinho e Bislei. Os dois foram destacados por suas interpretações tanto pelo diretor do filme Henrique Goldman, como por um dos atores principais, Selton Mello, que interpreta o Jean Charles. Centenas de outros brasileiros que moram em Londres também participaram do filme como atores e figurantes.</p>
<p>Com tantos artistas pela cidade outros muitos tiveram a oportunidade de tirar foto e até conversar um pouquinho com estrelas como Selton Mello – que estava sempre disposto a tirar fotos com os fãs –, Vanessa Diácono, Luis Miranda e Sidney Magal – que mostrou-se um animador excelente nas gravações de seu “show” para uma das cenas do filme. O filme tem como Diretor de Fotografia Guillermo Escalon, Produção de Luke Schiller, e Produtores Executivos Stephen Frears e Rebecca O&#8217;Brien. A produção está orçada em torno de R$ 8 milhões.</p>
<p>A família, após muita insistência do diretor Henrique e ter passado um pouco os piores momentos do acontecido, suporta e auxilia o filme. Tanto que a prima de Jean, Patrícia Armani, participa como atriz do filme interpretando ela mesma. “Nós, eu, Vivian e Alessandro, ajudamos contando como o Jean era, do que ele gostava, o que ele fazia. O Henrique me convidou para fazer meu próprio personagem no ano passado. Eu achei uma loucura! Topei e desisti várias vezes, pois nunca tinha me passado pela cabeça ser um atriz. Na realidade eu não sou atriz, por favor! E eu fazer eu mesma, achava um pouco complicado, como até agora ainda estou achando, mas está sendo uma experiência muito legal”, revelou Patrícia ao Brazilian News.</p>
<p>O BN também conversou com Henrique Goldman e Selton Mello. Confira trechos da entrevista abaixo.</p>
<p><strong>O diretor, Henrique Goldman</strong></p>
<p>Brazilian News: Quando você ouviu a história do Jean Charles e, a partir daí, como surgiu a idéia do roteiro?<br />
Henrique Goldman: A primeira vez que ouvi foi no dia em que mataram ele. Como todo mundo, eu sabia que tinham matado um terrorista no metrô e, como a maioria, senti-me aliviado, pois vidas de inocentes seriam poupadas. No dia seguinte, minha esposa me ligou e disse que o rapaz que mataram era brasileiro, que o terrorista era brasileiro. Eu disse “Imagina, você está louca, de jeito nenhum o terrorista vai ser um brasileiro”. Daí, em seguida, a gente veio a saber o quê realmente era.<br />
Logo depois eu me interessei em fazer o filme. Eu estava pensando em fazer um documentário, mandei o projeto para a BBC, para o Channel 4, mas era logo depois e não houve interesse. Passaram-se alguns meses eu recebi um e-mail do Fernando Meirelles, que é um amigo, o diretor do “Cidade de Deus”, dizendo que iriam me procurar para saber se eu queria dirigir o filme.<br />
Então, começou como este projeto para a BBC que acabou não acontecendo, ainda bem, pois era um projeto ruim, mas eu ia fazer para tentar mostrar algo sobre o fato. Mas a BBC tirou o filme da tomada e eu peguei o projeto para mim. Comecei a escrever o roteiro com o Marcelo Starobinas.</p>
<p>BN: Qual o principal motivo por você ter vestido a camisa do filme?<br />
Goldman: Por alguma razão, por questões autobiográficas&#8230; Eu me identifiquei com essa história. Eu sou fascinado por “outsiders”. Todos os filmes que eu faço acabam, de um modo ou de outro, sendo a respeito de “outsiders”, estrangeiros, gente estranha em terras estranhas. E essa história é isso: brasileiro aqui em Londres. Aí a gente começou a investigar a vida dele, para saber quem era o Jean Charles. Investigar não no sentido policial, mas de descobrir quem era a pessoa. Eu descobrir muitas coisas em comum entre eu e ele.</p>
<p>BN: Como você descreveria o brasileiro Jean Charles<br />
Goldman: Ele era um sonhador, um cara ambicioso, um batalhador, um trambiqueiro, muito engraçado, caótico, boa gente, invocado, mulherengo. É uma pessoa bem contraditória, complexa, interessante também.</p>
<p>BN: E como você se identificou com ele? Em que sentido?<br />
Goldman: Na verdade, eu acho que quando a gente conta uma história, que tentamos primeiro encontrar uma coisa que nos conecta com a história, com a esperança que o quê nos conecta também conecte ao público com a história. O lado universal da história. E essa coisa do “outsider” é um tema universal. Tema de quem está no estrangeiro, em terra estranha, tem a ver com a Bíblia, são coisas que tem a ver com a Odisséia, com mitologia de muitas culturas. E, assim, espero que muitas pessoas, como eu, encontre alguma conexão com o personagem.<br />
A minha conexão foi brasileiro em Londres, idealista, sonhador, essa coisa do mundo dos brasileiros em Londres. Isso me fascina muito! Pois aqui você encontra um tipo de um extrato purificado do Brasil, um mínimo denominador comum de todo o Brasil está aqui reunido. Como se fosse um sumo concentrado do Brasil. O mundo do filme é o mundo dos peões brasileiros aqui em Londres, dos motoboys. Eu nunca conheci nenhum goiano no Brasil. Todos os goianos que eu conheço estão em Londres. Existe esse um Brasil que eu só vim encontrar aqui. Talvez a gente se sinta mais brasileiro em Londres do que no Brasil, e isso também é uma coisa comum a todos os estrangeiros, em todas as culturas.</p>
<p>BN: O filme culpa e acusa a polícia pela morte de Jean Charles?<br />
Goldman: Apesar de não ser um filme sobre a polícia, apesar de não ser um filme deliberadamente político o filme tem implicações políticas e é uma denúncia, espero que a mais forte possível, contra a polícia. Pois eu acho que para as pessoas se revoltarem e ficarem mais conscientes do absurdo que foi o comportamento da policia, a gente não precisa falar da polícia, a gente precisa falar quem foi o Jean Charles. Mostrar para as pessoas quem foi morto. O quê o mundo perdeu e a dor da família dele. Que um cara tão legal, tão amante da vida, tão engraçado foi morto de um jeito tão absurdo! E, depois, o comportamento absurdo da polícia de ter tentado sujar o nome dele, encobrir as mazelas. O filme é um libelo contra a polícia, no fundo. Só que o tema principal não é a polícia, mas emocionalmente a gente espera que a revolta das pessoas contra a polícia seja maior ainda.</p>
<p>BN: Como foi a aproximação de vocês com a família? Como eles estão colaborando com o filme?<br />
Goldman: A família do Jean, especialmente os primos, sofreu muito. Claro que os pais também sofreram, mas o filme é sobre os primos que estavam morando aqui com ele. Eles foram tratados muito mal pela imprensa, pela polícia, eles foram usados. No princípio, com razão, eles tinham muitas suspeitas de quem iria fazer um filme, o que é totalmente compreensível, mas acredito que com o tempo a gente se aproximou. Tanto é verdade que a Patrícia [Armani], uma das primas faz papel de si mesma no filme. Eles todos, de uma maneira ou de outra, colaboram com o filme. Então foi interessante, o depoimento deles foi muito importante, muito válido.</p>
<p>BN: Vocês estão utilizando bastante a comunidade brasileira, de Londres, no filme. Figurantes e atores também, certo?<br />
Goldman: Nós ficamos um ano e meio procurando na comunidade brasileira de Londres o que há de melhor, entre motoboys, peões, etc. Encontramos gente que nunca tinha atuado na vida, como o Marcelo que é açougueiro da Casa de Carnes Brasil, que faz o papel de Chuliquinho, o cara é&#8230; nossa! Ele é um monstro de ator! É maravilhoso, mas é mesmo, é comovente, engraçado, um talento incrível!</p>
<p>BN: E como está sendo a experiência de trabalhar com esses “novos talentos”?<br />
Goldman: Ah! Um tesão! Não tem outro jeito de dizer. É que este filme tem toda uma dualidade. Por um lado é baseado em fatos reais, mas em nosso roteiro nós ficcionalizamos os fatos reais. Por um lado a gente tem atores que nunca trabalharam e pessoas que fazem papel de si mesma, e, por outro, a gente tem Selton Mello e Vanessa Giácomo. Por um lado é um filme brasileiro, por outro é um filme inglês. Ele é um filme cheio de dois lados.</p>
<p>BN: Como você definiria a comunidade brasileira em Londres?<br />
Goldman: São, na maioria, jovens sonhadores, ambiciosos, gente que trabalha duro. Mas o engraçado é que sempre os estrangeiros são retratados aqui na Europa do mesmo jeito. A direita retrata com medo, como uma doença que está invadindo a Europa. A esquerda retrata como um bando de coitadinhos. Mas a minha experiência na comunidade brasileira não é nem uma coisa, nem outra. Ninguém é coitadinho, são jovens ambiciosos, trabalhadores, sonhadores, gente que vem para cá dar duro, que se sente livre, muitas vezes, da caretice das famílias, vem pra cá para fazer uma grana e ter uma vida melhor. Por tudo isso, o nosso filme é um filme que celebra a imigração. Tem que vir mais pra Londres. Manda o pessoal para Londres!</p>
<p><strong>Jean Charles, Selton Mello</strong></p>
<p>BN: E de alguma maneira chamou sua atenção o caso do Jean?<br />
Selton: Chamou sim, sempre chama, mas não foi uma história que marcou profundamente. Foi mais uma das histórias violentas que a gente ouve todos os dias, sobretudo no Jornal Nacional. Como da vez que arrastaram uma criança no carro, no Rio de Janeiro, ou matam alguém em São Paulo, etc. Mataram um brasileiro no metrô em Londres.</p>
<p>BN: Como foi o contato com o roteiro?<br />
Selton: Foi há três anos e meio, o Henrique [Goldman] me procurou dizendo que queria fazer um filme sobre esse caso. Eu lembrava do caso e achei interessante, mas queria ler o roteiro pra saber melhor o que ele queria mostrar. Desde o início, o que mais gostei dessa história, foi que quando ele morreu ninguém sabia quem era esse cara. Uma pessoa que morreu de uma maneira equivocada, a polícia cometeu um erro, matou um cara inocente, mas quem era Jean Charles? O que ele fazia? Como ele era com os amigos e família? E é isso que o filme se propõe a contar, a vida desse personagem. Mas não só a história do Jean, mas a vida dos brasileiros que vivem aqui em Londres. Daqueles “mais raladores” que vem para cá e trabalham como “cleaner” das 8 da manha às 10 da noite para juntar um dinheiro para mandar pro Brasil. Parece que vivem um conto de fadas em Londres, mas na verdade estão ralando para levantar um dinheiro. Muitas vezes nem saem para juntar, economizar e mandar o que conseguem para o Brasil. E esse era o universo no Jean aqui e é um universo interessante de ser contado.</p>
<p>BN: Rolou algum comentário comparando você e o Jean Charles?<br />
Selton: Rola sempre. Mas o intimidador é até a página sete, a partir do momento que eu relaxei com isso tudo bem. Afinal, ninguém o conhece, o mundo não conhece o Jean Charles, como ele era, como ele andava, como ele falava. O que se viu foi uma foto, duas, mas foto. Nem vídeo dele tem. Então, na verdade, 99% do público vão conhecer o Jean Charles que eu fizer. E o outro 1 % é a família e parentes que vão falar que ele não era assim, que ele não falava desse jeito, enfim. Eu criei o meu Jean baseado em coisas que eu ouvi, mas não fiquei querendo imitá-lo, pois nem um vídeo de festa de aniversário existe dele. Eu fiz o meu Jean Charles.</p>
<p>BN: Para o Selton Mello, quem foi o brasileiro Jean Charles?<br />
Selton: Um entre muitos que vem para cá [Londres] com o sonho de juntar dinheiro e, de repente, voltar com uma grana que não conseguiria juntar no Brasil. Existe esta idéia de Europa, Londres, terra da oportunidade. Muitos brasileiros têm esse discurso “Ah! Não volto pro Brasil” “Por quê?” “Porque aqui eu comprei esse laptop, tenho essa televisão de plasma que lá eu não teria”. O motivo é unicamente pelo poder da compra, que o dinheiro vale mais. As pessoas nem ganham tão bem assim, mas conseguem ter algumas coisas extras. Os brasileiros aqui têm o básico que no Brasil nem sempre é possível ter. E isso que acho que define bem, o Jean foi um sonhador. Um sonhador que veio para Londres tentar melhorar a vida, e ainda trouxe mais primos na esperança de não só ajudar ele, mas para fazer com que os outros também cresçam. Isso eu achei muito interessante. E, foi interrompido! Um sonho interrompido.</p>
<p>BN: Como que está sendo a sua experiência de trabalhar com esses figurantes que são personagens e que são reais também?<br />
Selton: Eles não são figurantes, há a expressão não-atores. Eles são não-atores que estão em cena. Eu acho que eles oxigenam a interpretação do filme exatamente por não terem vícios de interpretação – eles são eles – então, tem muita força o que eles fazem. E alguns foram gratas surpresas de gênio! Tipo um cara que chama Marcelo [Madureiro Soares]. Na verdade, dois atores que fazem os irmãos Barroso, são dois caras que não são atores e são brilhantes! O quê eles fizeram no filme é digno de ator de verdade.</p>
<p>BN: Este é seu primeiro filme fora do Brasil. Qual a diferença?<br />
Selton: É interessante ver que uma equipe funciona exatamente da mesma forma. Exatamente! O set é tocado da mesma forma. As hierarquias no set, tudo igual. É curioso de ver isso, mas em inglês, numa outra cultura. Temos uma equipe muito bacana reunida, muito talentosa e a fim de fazer, o que torna o trabalho muito prazeroso. Porém, em Inglês. Às vezes, coisas banais que estou acostumadíssimo a fazer em Português tenho que ficar pensando como vou fazer para trocar para o Inglês. Eu consigo me virar na língua, mas tem vezes que é difícil, que não consigo traduzir, mesmo coisas simples. É por isso que está sendo uma experiência boa, pela dificuldade também de se expressar.</p>
<p>BN: Esta é a sua primeira vez em Londres?<br />
Selton: Não, é minha terceira vez em Londres e eu continuo sem conhecer a cidade. A primeira vez eu fiquei em Elephant &#38; Castle na casa de um amigo que estava doente, então ele não podia sair muito comigo eu fiquei mais em casa. Não conheci. No ano passado eu vim aqui para gravar para a Globo. Quatro dias, gravei o dia inteiro. Na primeira brecha que eu tive, sai com o Henrique para conhecer parte da família. Desta vez, a gente está num local tipo Diadema. Então, estamos hospedados em Diadema, com todas as coisas legais e turísticas de Londres bem longe. Além do que, nós trabalhamos todos os dia das 7 ou 8 da manhã até às 7 da noite. Quando volto para o hotel não tenho saúde para pegar um táxi, meia hora para ir ao pub, nem sei onde. Quando falamos que estamos filmando em Londres, as pessoas pensam que estamos numa boa em Londres, ator internacional! Mas que nada, todo mundo ralando, trabalhando direto, então esta é a minha terceira vez aqui e continuo sem conhecer Londres. Talvez na época da “Premier” eu consiga ficar uma semana, num lugar mais próximo do centro e vou nos lugares mais legais.</p>
<p>BN: Ainda mais alguém conhecido como você, que todos te reconhecem e vêm falar contigo.<br />
Selton: Verdade, é mais fácil para um ator identificar isso porque as pessoas reconhecem a gente. Mas é muito louco, outro dia estava andando, entrei num café para comer algo, daí já veio “maitre” que era português. E, em Portugal, eles assistem bastante às novelas brasileiras, são fãs. Ele veio tirar uma foto e começou a chegar mais gente. Ele chamou o cozinheiro, brasileiro; veio a faxineira, brasileira. Foi aparecendo brasileiro assim, do nada. Isso mostra como tem por aqui. Então, são muitos “Jeans Charles”. Muitos que vieram nessa de tentar juntar um dinheiro, trabalhar, a maioria fica aqui quatro anos e volta sem falar Inglês. Exatamente porque tem muito brasileiro e se você bobear fica aqui só falando Português. Não volta nem com esse bem, que para mim o maior bem que essas pessoas poderiam levar. Não o dinheiro, mas sim o conhecimento e outra língua.</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Filme sobre Jean Charles de Menezes]]></title>
<link>http://paulamedeiros.wordpress.com/2008/09/18/filme-sobre-jean-charles/</link>
<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 00:50:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>paulamedeiros</dc:creator>
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<description><![CDATA[Brasileiros acompanha as filmagens do longa sobre Jean Charles, morto por engano pela polícia britân]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="txt" align="left"><strong>Brasileiros</strong> acompanha as filmagens do longa sobre Jean Charles, morto por engano pela polícia britânica em 2005. Veja mais sobre o filme em breve, na edição impressa da revista!</p>
<p class="txt" align="left">- Assista ao arquivo multimidia gravado pela jornalista Paula Medeiros, disponivel no website http://www.revistabrasileiros.com.br/</p>
</div>]]></content:encoded>
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