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	<title>heraclito &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/heraclito/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "heraclito"</description>
	<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 08:30:52 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Sobre Heráclito, História da Filosofia e Ensino]]></title>
<link>http://fischborn.wordpress.com/2009/11/22/sobre-heraclito-historia-da-filosofia-e-ensino/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 07:04:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo Fischborn</dc:creator>
<guid>http://fischborn.wordpress.com/2009/11/22/sobre-heraclito-historia-da-filosofia-e-ensino/</guid>
<description><![CDATA[Resumo: (Primeiramente, o leitor que não está interessado em discussões sobre ensino de filosofia, e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Resumo</strong>: (Primeiramente, o leitor que não está interessado em discussões sobre ensino de filosofia, e quer apenas ampliar seu conhecimento sobre a filosofia de Heráclito, pode ir diretamente à seção III.) Em I apresento brevemente a discussão sobre ensinar filosofia a partir de seus problemas ou a partir de sua história. Em II faço uma crítica a certas &#8220;apresentações apressadas&#8221; de filósofos como Heráclito em aulas de filosofia de enfoque histórico no ensino médio. Em III, em parte justificando a crítica, trago algumas citações de Heráclito para salientar que ele se ocuupou com diversos problemas e, por isso, caricaturas e simplificações extremas não são adequadas.</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;"><strong>I – Ensinar História da Filosofia?</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Tenho acompanhado discussões sobre como ensinar filosofia no ensino médio. Há uma discussão sobre se o enfoque deve ser de tipo histórico ou em temas e problemas. Uma posição que parece ser sensata é que não se abra mão do recurso ao texto clássico. Mas quanto a ele ser o fim da atividade de ensino, isso requer mais discussão.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">A defesa de que o enfoque seja nos problemas filosóficos que apareceram no decorrer da sua história da filosofia pode recorrer ao fato de que foram esses problemas que motivaram e motivam os filósofos a escrever. E, também, que o caráter crítico e argumentativo da filosofia é melhor respeitado se o enfoque ao ensiná-la é em seus problemas e entendendo que os escritos dos filósofos foram tentativas de resolvê-los.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;"><strong>II – Crítica a apresentações “apressadas” de um filósofo</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Agora o Heráclito. Escolhi ele como um exemplo, devido a sua certa “popularidade” nos manuais e aulas de filosofia de enfoque histórico. Quero defender que é muito pobre, e também problemática, a apresentação deste filósofo, assim como deve também ser a de vários outros dessa abordagem. Exemplos de textos voltados a alunos do Ensino Médio sobre Heráclito podem ser vistos <a href="http://www.coladaweb.com/filosofia/heraclito-e-parmenides" target="_blank">aqui</a> e (de forma um pouco mais elaborada) <a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/heraclito.htm" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Um problema neste tipo de texto é que não destaca nada sobre os escritos do próprio Heráclito. Não é informado ao leitor que de Heráclito só temos fragmentos, nem o caráter problemático das traduções feitas a partir das versões originais e da complicada e necessária interpretação que é dada a esses trechos. O outro problema é que parecem focar-se em apenas em um ou outro aspecto da sua filosofia, levando a caricaturas grosseiras do autor como “O filósofo do movimento”, “do fogo” ou “do Lógos”. Fora isso, num âmbito mais geral, sem o enfoque nos problemas o filósofo pode parecer um idiota. Certas teorias propostas no decorrer das historia não fazem sentido se não sabemos mais da sua razão de surgir e dos recursos de saber disponíveis em tal época. Penso que faz mais sentido ao aluno ficar a par de tudo isso.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;"><strong>III – Assuntos variados nos escritos de Heráclito</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Para trazer à tona alguns aspectos mais do trabalho de Heráclito vou citar alguns fragmentos do próprio Heráclito. Tento mostrar, assim, a variedade de assuntos que o filósofo tratou e, quem sabe, provocar uma surpresa aos que foram apresentados a Heráclito por aí sem nenhum contato com o que ele de fato nos deixou.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Heráclito escreveu sobre a <strong>morte</strong>:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“27 – O que aguarda os homens após a morte, não é nem o que esperam nem o que imaginam.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Sobre a <strong>felicidade</strong>:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“4 – Se a felicidade consistisse nos prazeres do corpo, deveríamos proclamar felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Há, também, um fragmento muito esquisito:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“96 – Os cadáveres deveriam ser lançados fora como estrume.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Falou sobre a <strong>lei</strong>:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“33 – Lei é também obedecer à vontade de um só.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Sobre a <strong>alma</strong>:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“45 – Mesmo percorrendo todos os caminhos, jamais encontrarás os limites da alma, tão profundo é o seu Logos.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“67a – Assim como a aranha, instalada no centro de sua teia, sente quando uma mosca rompe algum fio (da teia) e por isso acorre rapidamente, quase aflita pelo rompimento do fio, assim a alma do homem, ferida alguma parte do corpo, apressadamente acode, quase indignada pela lesão do corpo, ao qual está ligada firme e harmoniosamente.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">Há, como se pode ver, vários fragmentos bem se enquadrariam no que chamamos de filosofia prática. Há mais fragmentos sobre esses assuntos. Nos seguintes, por exemplo, Heráclito parece ter uma posição um tanto “subjetivista” sobre os valores e gostos:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“102 – Para Deus tudo é belo e bom e justo; os homens, contudo, julgam umas coisas injustas e outras justas.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“9 – Os asnos prefeririam a palha ao ouro.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“29 – Uma coisa preferem os melhores a tudo: a glória eterna às coisas perecíveis; mas a massa empanturra-se como o gado.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“37 – Porcos banham-se na lama, pássaros no pó e na cinza.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“49 – Um vale aos meus olhos dez mil, se é o melhor.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“58 – (Bem e mal são a mesma coisa). Os médicos cortam, queimam, (torturam de todos os modos os doentes, exigem) um salário, ainda que nada mereçam, fazendo(lhes) um bem semelhante (à doença).”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">“111 – A doença torna a saúde agradável; o mal, o bem; a fome, a saciedade; a fadiga, o repouso.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;line-height:150%;">E, <em>também</em><span style="font-style:normal;">, temos os trechos de Heráclito sobre o rio e a <strong>mudança</strong> (que parecem em muitas apresentações de Heráclito, ser a única coisa que ele disse):</span></p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;line-height:150%;">“12 – Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas. Mas também almas são exaltadas do úmido.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;line-height:150%;">“49a – Descemos e não descemos nos mesmos rios; somos e não somos.”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;line-height:150%;">“91 – Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio. Dispersa-se e reúne-se; avança e se retira.”</p>
</blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;line-height:150%;">Gostaria de finalizar, ainda, com mais dois fragmentos que tratam do mundo e sua objetividade:</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;font-style:normal;line-height:150%;">“30 – Este mundo, igual para todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o fez;sempre foi, é e será um fogo eternamente vivo, acendendo-se e apagando-se conforme a medida.”</p>
</blockquote>
<blockquote><p>“89 – Para aqueles que estão em estado de vigília, há um mundo único e comum.”</p></blockquote>
<p>﻿Como se pode ver, os temas são vários. E, também podem ser várias as interpretações dadas a estes fragmentos. Como se respeita estas complexidades em uma aula?</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Todas as citações acima são do livro <em>Os filósofos pré-socráticos</em> organizado por Gerd A. Borheim (Editora Cultrix:São Paulo, 1993. Capítulo dedicado a Heráclito).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resumen: Heráclito de Éfeso]]></title>
<link>http://filopsico.wordpress.com/2009/11/20/resumen-heraclito-de-efeso/</link>
<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 13:18:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>eldanesh</dc:creator>
<guid>http://filopsico.wordpress.com/2009/11/20/resumen-heraclito-de-efeso/</guid>
<description><![CDATA[Heráclito Heráclito (536 &#8211; 470 a.C.) Explica el logos como un cambio constante y porvenir. Pro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_70" class="wp-caption alignleft" style="width: 149px"><a href="http://filopsico.wordpress.com/files/2009/11/heraclito.jpg"><img class="size-full wp-image-70" title="heraclito" src="http://filopsico.wordpress.com/files/2009/11/heraclito.jpg" alt="" width="139" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Heráclito</p></div>
<p>Heráclito (536 &#8211; 470 a.C.) Explica el <em><strong>logos</strong></em> como un cambio constante y porvenir. Propone como <em><strong>arjé </strong></em>el fuego<!--more-->, pero, su concepción de éste es como elemento que provoca el cambio que según él es aquello que rige la naturaleza, y no como sustrato y origen material de todo.</p>
<p>Heráclito se basa en los sentidos para explicarnos que nada es inmutable y todo es porvenir. El motor de este cambio, lo encuentra en la lucha entre contrarios, concluyendo que la realidad se muestra como un <strong><em>porvenir dialéctico</em></strong>, es decir, avanza y se transforma, pasando de una cosa a la contraria.</p>
<p>Fuentes y bibliografía:</p>
<p>Fernández Martorell, C., y Montaner Lacalle, P. (2003). <em>Història de la filosofia</em> (1ª ed.). Barcelona: Castellnou.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resumen: Parménides de Elea]]></title>
<link>http://filopsico.wordpress.com/2009/11/19/resumen-parmenides-de-elea/</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:02:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>eldanesh</dc:creator>
<guid>http://filopsico.wordpress.com/2009/11/19/resumen-parmenides-de-elea/</guid>
<description><![CDATA[Parménides En contraposición a Heráclito, Parménides (540 &#8211; 450 a.C.) interpreta que el logos,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_48" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><img class="size-full wp-image-48" style="margin-left:5px;margin-right:5px;" title="parmenides" src="http://filopsico.wordpress.com/files/2009/11/parmenides.jpg" alt="Parménides" width="150" height="224" /><p class="wp-caption-text">Parménides</p></div>
<p>En contraposición a Heráclito, Parménides (540 &#8211; 450 a.C.) interpreta que el<em><strong> logos</strong></em>, siguiendo la línea <a title="Pitágoras" href="http://filopsico.wordpress.com/2009/11/17/resumen-pitagoras/" target="_blank">pitagórica</a>, pero utilizando el razonamiento aplicado de forma lingüística <!--more-->más que matemática, llega a la conclusión de que <strong><em>lo que es, es y lo que no es, no es</em></strong>.</p>
<p>Parménides dice que el <strong><em>ser</em></strong> no pudo ser engendrado ya que entonces tendría origen en el <strong><em>no-ser</em></strong> y como del no ser no puede ser nada, esto es imposible. En esta explicación plasma su concepción del ser inmutable, inmóvil, único, continuo, limitado y eterno, figurándolo como una esfera perfecta.</p>
<p>Parménides describe la existencia de dos <strong><em>Vías</em></strong> <strong><em>de conocimiento</em></strong>, la de la <strong><em>Opinión</em></strong> y la de la <strong><em>Verdad</em></strong>. La de la opinión se basa en los sentidos y no aporta conocimiento real, en cambio la de la verdad se basa en la razón y sí aporta saber. Como se puede ver, Parménides cree en una <strong><em>correspondencia entre razón y realidad</em></strong>.</p>
<p>Fuentes y bibliografía:</p>
<p>Fernández Martorell, C., y Montaner Lacalle, P. (2003). <em>Història de la filosofia</em> (1ª ed.). Barcelona: Castellnou.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Águas que passam]]></title>
<link>http://demodelando.wordpress.com/2009/11/11/aguas-que-passam/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 05:53:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joe</dc:creator>
<guid>http://demodelando.wordpress.com/2009/11/11/aguas-que-passam/</guid>
<description><![CDATA[De um fragmento de Heráclito: &#8220;Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio: suas águas não são ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-2162" title="Águas que passam" src="http://demodelando.wordpress.com/files/2009/11/aguas-que-passam1.jpg" alt="Águas que passam" width="150" height="112" />De um fragmento de Heráclito:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio: suas águas não são nunca as mesmas e nós não somos nunca os mesmos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Você sabe o que podemos concluir, não é? Não se trata apenas da constante mudança do mundo e da ilusão do permanecer&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O que esse fragmento me leva a pensar é que o que não fazemos agora, neste momento, fica para nunca mais&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Que, a cada instante, temos a oportunidade única de ir atrás do que queremos e desejamos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">By Ivy Knijnik</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma imagem vale mais do que mil palavras...]]></title>
<link>http://sallesoncharge.wordpress.com/2009/11/10/uma-imagem-vale-mais-do-que-mil-palavras/</link>
<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 17:34:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>amaralsalles</dc:creator>
<guid>http://sallesoncharge.wordpress.com/2009/11/10/uma-imagem-vale-mais-do-que-mil-palavras/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignnone size-full wp-image-41" title="caricaPBcoco" src="http://sallesoncharge.wordpress.com/files/2009/11/caricapbcoco.jpg" alt="caricaPBcoco" width="614" height="523" /></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dionysos y Perséfone: Tragedia y Misterio en la Filosofía]]></title>
<link>http://julioramostalavera.wordpress.com/2009/11/05/dionysos-y-persefone-tragedia-y-misterio-en-la-filosofia/</link>
<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 21:16:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sabazios</dc:creator>
<guid>http://julioramostalavera.wordpress.com/2009/11/05/dionysos-y-persefone-tragedia-y-misterio-en-la-filosofia/</guid>
<description><![CDATA[Pan, el infante abandonado, envuelto en una piel de liebre y elevado al Olimpo en brazos de su padre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Pan, el infante abandonado, envuelto en una piel de liebre y elevado al Olimpo en brazos de su padre]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El río]]></title>
<link>http://stoneheads.wordpress.com/2009/10/30/el-rio/</link>
<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 20:06:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>alfayate</dc:creator>
<guid>http://stoneheads.wordpress.com/2009/10/30/el-rio/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Nos bañamos y no nos bañamos dos veces en el mismo río, somos y no somos.&#8221; - Heráclito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-family:Arial, 'Nimbus Sans L', sans-serif;font-size:150%;color:grey;font-style:italic;"><br />
&#8220;Nos bañamos y no nos bañamos dos veces en el mismo río,<br />
somos y no somos.&#8221;<br />
</span><br />
-<br />
<strong>Heráclito</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vapor barato]]></title>
<link>http://osestrangeiros.com/2009/10/26/vapor-barato/</link>
<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 11:15:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Os Estrangeiros</dc:creator>
<guid>http://osestrangeiros.com/2009/10/26/vapor-barato/</guid>
<description><![CDATA[Na semana passada, na quinta-feira, houve um encontro aberto ao público e com entrada franca em Port]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;">Na semana passada, na quinta-feira, houve um encontro aberto ao público e com entrada franca em Porto Alegre com a <strong>monja Coen</strong>. Acredito que estávamos ali cerca de 150 pessoas, ouvindo com muita atenção cada palavra dita pela monja. Não há como resumir aqui tudo o que foi dito, sentido, vivido ali. E nem é minha intenção.</p>
<p style="text-align:left;">Nesse dia chuvoso, na segunda fila do auditório, estava eu com os olhos cravados em uma leitura do Satolep, de Vitor Ramil, menos para ler do que para escapar do pânico de estar no meio de tantos rostos e corpos desconhecidos. Por mais velho que fique, essa medo intransigente é uma coisa que não deixa de me acompanhar e que só cabe a mim acolhê-lo como algo meu e conviver com ele da melhor maneira possível.</p>
<p style="text-align:left;">Então ali na segunda fila, escondendo os olhos em Satolep, começava a enxergar Selbor, o protagonista, em uma casa ilhada por uma tempestade, acendendo álcool numa lata para amenizar o frio. E do fogo da lata ele acende um cigarro marca-diabo feito a mão. E da fumaça começa o sarau imaginário onde Selbor divaga sobre o fogo, que na visão de Heráclito, tudo consome e tudo gera.</p>
<p style="text-align:left;">A palestra então começa. A monja fala por pouco mais de uma hora. Então começam as perguntas. Alguém está curioso para  saber qual é a experiência e interpretação do Vazio para a monja. Tudo é vazio pois tudo é pleno de possibilidades, fluido, nada poder ser apreendido, pois no mesmo instante já não é o mesmo. E para ilustrar isso,  monja  Coen cita o mesmo Heráclito de Selbor: &#8220;não é possível entrar duas vezes no mesmo rio&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">Somos todos o mesmo, seja no ocidente ou no oriente. Seja na tempestade ramilonga em Satolep ou na garoa fria da rua Sete de Setembro em direção à minha casa.</p>
<h5 style="text-align:left;">Texto: Ale Lucchese</h5>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Curtas de Quinta]]></title>
<link>http://republicadosbananas.com.br/2009/10/22/curtas-de-quinta-8/</link>
<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 03:10:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Os Bananas</dc:creator>
<guid>http://republicadosbananas.com.br/2009/10/22/curtas-de-quinta-8/</guid>
<description><![CDATA[PMDB vai de Dilma Se alguém ainda tinha alguma dúvida, elas acabaram. O PMDB vai mesmo apostar em Di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="justify"><strong>PMDB vai de Dilma</strong></p>
<p align="justify">Se alguém ainda tinha alguma dúvida, elas acabaram. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1348659-5601,00.html" target="_blank">O PMDB vai mesmo apostar em Dilma</a>. Michel Temer será o vice e já chega falando grosso, dizendo que o partido não terá papel figurativo e sim participará do comando estratégico junto com o PT. Compreensível, até porque, <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4053759-EI7896,00.html" target="_blank">com o PMDB, Dilma terá mais da metade do tempo de propaganda na TV</a> do que terá Serra. Foi por isso que o PT salvou a cabeça de Sarney, em troca do tempo na TV.</p>
<p align="justify">Agora, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1347670-5601,00.html" target="_blank">Sarney retribui e diz que o PMDB não tinha justificava moral para não apoiar Dilma</a>. Sarney falando de moral é como um ateu rezando uma missa, mas no final das contas o governo parece ter saido ganhando, em boa parte porque apostou que nesse país nada acontece, assim como não aconteceram os atos secretos e não está acontecendo nenhuma campanha antecipada.</p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1349175-5601,00.html" target="_blank">Já a oposição desdenha o acordo PT-PMDB e diz que a coisa não vai colar nos Estados.</a> O PMDB é, de fato, uma colcha de retalhos, mas esse discurso não passa de dor de cotovelo. Se o PMDB apoiasse o PSDB, os tucanos estariam soltando fogos de artifício. A verdade é que sobrou só o bagaço da laranja para a oposição, que até outro dia se contentava, por causa da até aqui inexpressiva, candidatura de Marina.</p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1348262-5601,00.html" target="_blank">Ciro ironizou e deixou no ar que tem algo por trás desse apoio do PMDB ao PT. Ciro, aliás, desconfia que o PMDB não dará todo esse apoio conforme prometido.</a> “Eu espero que eles entreguem o que estão prometendo. Historicamente, desde sempre isso não acontece. E eu espero também que os argumentos dessa aliança sejam confessáveis publicamente”, disse o pré-candidato pelo PSB.</p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1349157-5601,00.html" target="_blank">Veja aqui a nota oficial assinada pelo PT e pelo PMDB.</a></p>
<p align="justify"> <img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2009/08/dilma_temer1.jpg" alt="" /></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Campanha antecipada</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1341042-5601,00.html" target="_blank">Lula e Dilma já foram acusados de fazer campanha antecipada em outras oportunidades, sendo que em uma delas o presidente até desdenhou do TSE dizendo que não poderia falar demais senão seria “pego” (relembre clicando no link).</a></p>
<p align="justify">Recentemente a situação já está passando do limite. Se antes já havia campanha antecipada, agora só resta dizer “Vote Dilma 13”. <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/10/17/dilma-promete-emprego-fixo-para-todos-232995.asp" target="_blank">Dilma até já prometeu emprego para os trabalhadores do projeto de transposição do Rio São Francisco quando a obra acabar.</a></p>
<p align="justify"><a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/lula-campanha-tambem-radio-506503.shtml" target="_blank">Lula não deixou por menos e prometeu, no programa de rádio “Café com o Presidente”, trabalhar “como nunca” para eleger seu sucessor.</a> &#8220;Vou trabalhar como nunca trabalhei na minha vida para concluir as coisas que estamos fazendo, para aperfeiçoar aquilo que possa ter algum defeito e, ao mesmo tempo, para deixar o Brasil mais preparado para quem vier depois de mim&#8221;, disse.</p>
<p align="justify"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u640567.shtml" target="_blank">E o TSE? Bom, o TSE finge que está de olho, se diz preocupado, fala que vai analisar e defende uma investigaçãozinha ali, outra acolá, e no final fica tudo por isso mesmo.</a></p>
<p align="justify">Já que é assim, por que não fazer mais, não é mesmo? E é isso que <a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2009/10/21/ult5773u2777.jhtm" target="_blank">Lula e Dilma seguirão fazendo, agora em MG, para lançar o “PAC das Cidades Históricas”. Assim aproveitam e lançam outro PAC, o programa de aceleração da campanha.</a> Interessante que lá em MG deverá ocorrer um suposto desencontro com o governador Aécio Neves, coincidentemente um postulante a presidenciável pelo PSDB.</p>
<p align="justify"><a href="http://jovempan.uol.com.br/noticias/noticia/dilma+volta+a+comparar+governos+lula+e+fhc-176850,,0" target="_blank">Dilma já tratou de aliar a campanha antecipada com a estratégia plebiscitária para 2010.</a> A ministra voltou a comparar os governos de Lula e FHC para em seguida concluir que, comparando as gestões, é possível “pedir a vocês que confiem cada vez mais neste nosso Brasil&#8221;.</p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1348217-5601,00.html" target="_blank">Como bem disse o presidente do TSE, o ministro Carlos Ayres Britto, “quem está mais próximo da lareira se aquece melhor”.</a></p>
<p align="justify"> <img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,30030166-FMMP,00.jpg" alt="Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF " width="395" height="263" /></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Serra desdenha Dilma</strong></p>
<p align="justify">Serra disse, junto com Aécio, que eles não têm o direito de não vencer a eleição no ano que vem. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1345170-5601,00.html" target="_blank">Sobre a transferência de votos de Lula para Dilma, o governador paulista se mostrou despreocupado.</a> &#8220;O presidente Lula tem todo o direito de apoiar um candidato, de fazê-lo. Mas não vivemos num regime de capitania hereditária em que o presidente apoia e automaticamente o candidato está consagrado. O presidente não pode fazer uma nomeação&#8221;.</p>
<p align="justify">Do jeito que está, eu não teria tanta certeza.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><strong>Vereadores de São Paulo</strong></p>
<p align="justify">Quem diria, a Justiça Eleitoral cassou o mandato de 13 vereadores da cidade de São Paulo! O motivo: ter recebido doações de campanha vindas da Associação Imobiliária Brasileira (AIB), cujo montante somado para todos os candidatos ultrapassou, segundo o MP, os 2% da receita da empresa, o que não é permitido pela lei.</p>
<p align="justify">Ah, mas como o político vai saber que uma empresa está lhe doando um valor coerente ou incoerente com sua receita? E outra, como é que o político vai saber quanto a empresa já doou para candidato fulano e siclano? Pois é, não dá pra saber. E é por isso que, muito provavelmente, isso tudo vai acabar em pizza. Mas é bom dizer que a AIB tem, no mínimo, algo muito suspeito por trás de tão generosas doações que, diga-se de passagem, foram feitas todas à base de apoio do prefeito Gilberto Kassab. Acho que o caso merece uma lupa bem grande da Receita Federal.</p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1346497-5601,00.html" target="_blank">Para saber mais sobre o caso, clique aqui.</a></p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><strong>Lina achou a agenda</strong></p>
<p align="justify">Segundo reportagem da &#8220;Veja&#8221;, Lina achou a agenda com a anotação sobre o encontro com Dilma, que teria sido em 9 de outubro de 2008. Na agenda haveria a anotação: &#8220;Dar retorno à ministra sobre a família Sarney&#8221;.</p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1346426-5601,00.html" target="_blank">Dilma continua negando o encontro</a>. &#8220;Eu repito e reitero o que já disse. Eu não tive reunião com a ex-secretária&#8221;, disse Dilma. &#8220;Eu acredito que o processo tenha sido encerrado a partir do depoimento dela no Congresso, e não pretendo me estender em quaisquer outras considerações&#8221;, completou a ministra.</p>
<p align="justify">Não faço a menor idéia de como Lina encontrou a agenda e, depois de tanto tempo, parece algo no mínimo duvidoso. <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/oposicao-quer-lina-explique-reaparecimento-sua-agenda-506479.shtml" target="_blank">O fato é que a mágica de fazer aparecer as coisas já brilhou os olhos da oposição, que agora quer retomar o assunto e convocar Lina novamente para prestar esclarecimentos no Senado.</a></p>
<p align="justify">A estratégia é simples: minar o crescimento de Dilma e minimizar os efeitos da campanha antecipada da pré-candidata governista, taxando-a de mentirosa. Vamos ver o que vai colar em quem.</p>
<p align="justify"> <img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/foto/0,,21355535-EX,00.jpg" alt="" width="321" height="424" /></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Índice de produtividade</strong></p>
<p align="justify"><a href="http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=205549" target="_blank">O ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que vai dizer ao presidente Lula que não vai assinar o aumento do índice de produtividade rural.</a>  Mas não pense que vai ficar por isso mesmo. A estratégia já está definida. <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/10/17/saida-politica-232999.asp" target="_blank">O governo, que tem um braço no MST, estuda baixar um decreto presidencial para atualizar os índices.</a> Quando não vai por bem, pelo visto vai por mal.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><strong>Rio</strong></p>
<p align="justify">O Rio de Janeiro continua lindo! Escrevi um post na terça sobre os confrontos da PM com os traficantes. Naquele dia, o número de mortos era de 21 pessoas.</p>
<p align="justify"><a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/numero-mortos-conflito-25-506932.shtml" target="_blank">Passou para 25.</a></p>
<p align="justify"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1348781-5606,00.html" target="_blank">Depois para 29.</a></p>
<p align="justify"><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/10/21/ult27u73043.jhtm" target="_blank">E já chegou a 33.</a></p>
<p align="justify">Tudo bem, afinal estamos bem longe dos 52 mortos pelos atentados de Londres em 2005. Insignificante, como diria um membro do COI, não é mesmo? E viva a Olimpíada!</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><strong>Mensalão</strong></p>
<p align="justify">Será que alguém sabe o que é o Mensalão? Nunca ninguém sabe de nada nesse país. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1349888-5601,00.html" target="_blank">Palocci disse que só soube através dos jornais.</a> Ele foi ouvido na condição de testemunha de defesa do presidente do PTB, Roberto Jefferson, que é réu no processo.</p>
<p align="justify">Um dia antes <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1348468-5601,00.html" target="_blank">Dilma foi além. Não só disse que não sabia de nada e que ficou sabendo pela imprensa, como disse também que o mensalão simplesmente não existiu!</a> Não é sensacional? &#8220;Isso não aconteceu, até porque era impossível fazer isso. Não havia possibilidade. Não houve nem vantagem financeira nem de qualquer outro tipo&#8221;, disse a ministra. Ela prestou depoimento como testemunha de defesa do José Dirceu e o considerou um “injustiçado”. Dirceu teve seu mandato de deputado federal cassado e perdeu os direitos políticos por oito anos por envolvimento no escândalo do mensalão.</p>
<p align="justify"> <img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,22590500-FMMP,00.jpg" alt="Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil" width="395" height="263" /></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Cristovam fora</strong></p>
<p align="justify">Depois de embromar Ciro e desdenhar Marina, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u641183.shtml" target="_blank">Lula conseguiu mais um feito rumo a 2010. Tudo indica que o PDT apoiará Dilma e freiará as pretensões de Cristovam Buarque</a>, cotado à corrida pelo Planalto. Parece que só vai sobrar Serra e Dilma mesmo. Isso se Lula não convencer Serra a desistir também. Era só o que faltava.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><strong>Heráclito x Suplicy</strong></p>
<p align="justify">Em uma entrevista a um canal de televisão em Teresina, o senador <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4055150-EI7896,00.html" target="_blank">Heráclito Fortes chamou o senador Eduardo Suplicy de &#8220;corno&#8221; e &#8220;idiota&#8221;.</a> A declaração causou revolta entre os petistas e motivou o Diretório a divulgar documento em solidariedade a Suplicy. <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4055150-EI7896,00.html" target="_blank">Veja a íntegra da nota oficial aqui.</a></p>
<p align="justify"> <img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;" src="http://genesis.brasilportais.com.br/webroot/img/materias/imagem_95bd3788c3.jpg" alt="" /></p>
<p align="justify"><strong> </strong></p>
<p align="justify"><strong>Frase da semana</strong></p>
<p align="justify">&#8220;Ninguém vai sair do anonimato às minhas custas (&#8230;) essa história do sujeito aparecer no jornal criticando o presidente vai acabar&#8221; – Lula</p>
<p align="justify">Comentário: ainda bem que nós do República dos Bananas não somos anônimos e nem escrevemos para jornal, ou seja, poderemos continuar criticando o presidente (e elogiando também quando merecido).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Crise de Identidade Empresarial]]></title>
<link>http://reflexoescorporativas.wordpress.com/2009/10/20/crise-de-identidade-empresarial/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 16:52:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo Siqueira</dc:creator>
<guid>http://reflexoescorporativas.wordpress.com/2009/10/20/crise-de-identidade-empresarial/</guid>
<description><![CDATA[Um fenômeno corriqueiro entre empresas iniciantes é imitar empresas maiores, mais estruturadas e bem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Um fenômeno corriqueiro entre empresas iniciantes é imitar empresas maiores, mais estruturadas e bem]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Grafitación]]></title>
<link>http://elmejordelosmundosposibles.wordpress.com/2009/09/30/grafitacion/</link>
<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 15:41:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>faceglass</dc:creator>
<guid>http://elmejordelosmundosposibles.wordpress.com/2009/09/30/grafitacion/</guid>
<description><![CDATA[En el círculo se confunden el principio y el fin. Lo dijo Heráclito&#8230; Inmortales, mortales, inm]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/uad17d5hR5s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/uad17d5hR5s&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>En el círculo se confunden el principio y el fin.</p>
<p>Lo dijo Heráclito&#8230; Inmortales, mortales, inmortales. Nuestra vida es la muerte de los primeros y su vida es nuestra muerte.</p>
<p>Grafitación: Graffiti + animación. Una de las mejores muestras de este arte en permanente cambio.</p>
<p>En el círculo se confunden el principio y el fin&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Las apariencias engañan o de la primera ontología de Occidente]]></title>
<link>http://vonneumannmachine.wordpress.com/2009/09/29/las-apariencias-enganan-o-de-la-primera-ontologia-de-occidente/</link>
<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 22:55:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Santiago Sánchez-Migallón Jiménez</dc:creator>
<guid>http://vonneumannmachine.wordpress.com/2009/09/29/las-apariencias-enganan-o-de-la-primera-ontologia-de-occidente/</guid>
<description><![CDATA[Cuando uno estudia los orígenes de filosofía en la Grecia presocrática, la primera impresión es la d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Cuando uno estudia los orígenes de filosofía en la Grecia presocrática, la primera impresión es la de que esos pensadores albergaban cierta ingenuidad, cierto infantilismo de quien, con gran ilusión, empieza por primera vez una gran empresa. Esto es verdad: los presocráticos tienen la frescura del nacimiento de la filosofía y el, muy interesante para el historiador, impulso originario y originador, pero parecen ingenuos, ya anticuados, poco sofisticados.</p>
<p style="text-align:justify;">A mí esta sensación me dura hasta que llego a la figura de Parménides y a su famoso poema. Unas doncellas hijas de Helios llevan al perplejo Parménides a una cueva en donde una misteriosa diosa le revelará la auténtica verdad, la gloriosa <em>aletheia</em> griega. De esta palabra me encanta tanto su sonoridad como su significado: <em>hacer patente lo que está oculto. </em>Y es que <strong>una de las grandes aportaciones presocráticas será diferenciar entre apariencia y realidad</strong>. Lo que percibimos por los sentidos, lo que nos dice nuestro día a día (nuestra <em>actitud natural</em> en términos de Husserl) no es lo verdadero, no es la auténtica realidad. La verdad está más allá, oculta tras el velo de las apariencias y sólo accesible al auténtico sabio, al filósofo, al amante incondicional de la sabiduría. A partir de Parménides, la realidad será dual, llegando esta postura a su paroxismo en la teoría del conocimiento kantiana. Pero, ¿es esto así? ¿Hay dos realidades <em>paralelas</em>, una verdadera y otra falsa?</p>
<p style="text-align:justify;">La mayoría de los humanos vivimos en la <em>doxa</em>, la mera opinión vulgar, ya que sólo nos quedamos en este mundo de apariencias sin profundizar en él. <strong>Esta valoración peyorativa de la opinión subjetiva contrasta con conductas posmodernas</strong> tales como <em>&#8220;es mi opinión y es tan respetable como cualquier otra&#8221;</em>. Parménides se tiraría de los pelos: ¿Cómo que la opinión propia es digna de respeto e igualable a cualquiera? No, sólo un discurso es digno de respeto: el verdadero. ¿Y cuál es ese discurso verdadero? El del pensar, ya que es idéntico al del ser. Tus sentidos sólo pueden darte opinión, pero tu razón puede hacer que rompas el velo de lo aparente.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1560" title="Parménides furioso ante los que escogen el camino del no ser" src="http://vonneumannmachine.wordpress.com/files/2009/09/parmenides-02.jpg" alt="Parménides furioso ante los que escogen el camino del no ser" width="500" height="514" /></p>
<p style="text-align:justify;">Mediante una lógica contundente, la Diosa revela a Parménides la primera ontología de la historia de Occidente. Partimos de dos axiomas: en primer lugar, lo que es es y no que no es no puede ser, ni siquiera puede pensarse ni expresarse; y en segundo, es imposible pasar del ser al no ser ni viceversa (principio de conservación de la materia). Si los aceptamos, ¿qué características podrá tener lo que existe?</p>
<p style="text-align:justify;">1.<strong> El ser es increado e imperecedero</strong>, es decir eterno. Si el ser tuviera un comienzo, antes de él debería haber no ser, lo cual es imposible ya que el no ser no puede ser y, además, en el comienzo el ser tendría que crearse del no ser (creación ex-nihilo), lo cual contradice nuestro segundo axioma. Razonando igual, el ser no puede tener un final.</p>
<p style="text-align:justify;">2. El ser no fue jamás ni será, ya que es ahora. Si el ser hubiera sido, al ser ahora en el presente ya no sería lo que era en el pasado, y si el ser será, cuando sea en el futuro habrá dejado de ser lo que era en el presente y en el pasado, por lo que el ser deja de ser algo para ser otra cosa, lo cual introduce no ser y eso es imposible. El ser ha de ser actualidad pura, <strong>el ser no es que sea sino que está siendo</strong>. Esta intuición es tremendamente interesante puesto que sitúa la existencia fuera del tiempo.</p>
<p style="text-align:justify;">3.  <strong>El ser es indivisible y homogéneo</strong>. Si pudiéramos dividirlo en partes, unas partes no serían las otras, lo cual constituye una inadmisible introducción del no ser.  Tampoco acepta la diferencia, ya que lo diferente expresa que no se es igual a otro, lo cual introduce de nuevo el no ser.</p>
<p style="text-align:justify;">4. <strong>Todo está lleno de ser</strong>. Si no fuera así, existiría el no ser, lo cual es absurdo. Del mismo modo el ser es continuo, sin aceptar cualquier discontinuidad de no ser.</p>
<p style="text-align:justify;">5. <strong>El ser es inmóvil</strong>. Si cambia de lugar, aparte de que el &#8220;espacio&#8221; en donde se mueve ha de ser de no-ser, ya no sería el que era antes en el lugar que abandonó. De nuevo aparece el inaceptable no ser.El problema de la posibilidad del movimiento será bellamente expresado en las paradójas de Zenón.</p>
<p style="text-align:justify;">¿Cómo es posible que el ser tenga estas características cuando lo que nos parece es todo lo contrario? ¿No es la realidad plural, cambiante (el <em>panta rei</em> de Heráclito), llena de entes efímeros y perecederos, repleta de partes, discontinuidades y diferencias? Sí, pero esa es la realidad de la <em>doxa</em>, de los ignorantes que sólo saben ver con los ojos. Tenemos un instrumento, la razón, que bien usada nos hace conocer la auténtica verdad, la que está detrás de todo, la del sabio.</p>
<p style="text-align:justify;">A pesar de que la ontología de Parménides representa una flagrante confusión de los usos copulativo y atributivo del verbo ser y que, a fin de cuentas, no deja de parecer, a pesar de todo, extravagante, no tenemos que buscar mucho para encontrarle actualidad. Si pensamos en, por ejemplo, la teoría de supercuerdas, en alguna de sus versiones hace falta una realidad de hasta 26 dimensiones&#8230; ¿cómo es posible una realidad de tantas dimensiones cuando parece evidente que la nuestra sólo tiene tres? Porque las matemáticas superan el velo de las apariencias para llegar a lo que está más allá. ¿Cómo es posible que, según Einstein, el tiempo cambie según el movimiento? ¿No parece fuera de toda duda que todos vivimos en el mismo presente? Las apariencias engañan.</p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AS COISAS MUDAM]]></title>
<link>http://julianaescreve.wordpress.com/2009/09/28/as-coisas-mudam/</link>
<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 16:17:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>juaraujo</dc:creator>
<guid>http://julianaescreve.wordpress.com/2009/09/28/as-coisas-mudam/</guid>
<description><![CDATA[Vou contar pra vocês como os sentimentos mudam dentro dela. Vou tentar seguir uma linha pra vocês en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Vou contar pra vocês como os sentimentos mudam dentro dela. Vou tentar seguir uma linha pra vocês en]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Camiseta de manga larga 8]]></title>
<link>http://einger.wordpress.com/2009/09/22/camiseta-de-manga-larga-8/</link>
<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 15:16:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>einger</dc:creator>
<guid>http://einger.wordpress.com/2009/09/22/camiseta-de-manga-larga-8/</guid>
<description><![CDATA[&#8211;Leer Camiseta de manga larga 7 antes de continuar &#8211; Ha pasado una semana desde que la n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://einger.wordpress.com/2009/09/15/camiseta-de-manga-larga-7/">&#8211;Leer Camiseta de manga larga 7 antes de continuar &#8211;</a></p>
<p>Ha pasado una semana desde que la nausea, apareció en mi vida. Se que es lo que hay que hacer: afronatarla, es la única manera de que el jardín me sonría.</p>
<p>Me enfundo la camiseta de de manga larga y salgo en búsqueda de esa obra. Cuando llego al museo es la una y media de la tarde. En la puerta un cartel informa amablemente del cierre a las dos de la tarde. Supongo que el tiempo me da de si. En un intento de reproducir con la mayor exactitud posible mi anterior visita comienzo con la sala de fotografía. Sin obtener ninguna impresión novedosa accedo a la siguiente sala. Las obras están intactas, tal y como las deje una semana atrás. Comienzo por la primera obra y tras ver varias de ellas el mensaje sugerido es semejante al de mi última visita. Tras un breve lapso de tiempo llego a la obra número 12. Allí continúan tanto su triangulo como sus círculos. Continuan también las líneas que los bordean, tachan y enmarcan. Entonces, ¿dónde está la nausea? No la encuentro, puedo pasar a la siguiente obra sin ningún cambio en mi interior. Pero, si la nausea no se encontraba allí, ¿dónde? Fue quizás un estado temporal que sencillamente tenía que atravesar. Si eso respondería a un por qué, o a un qué pasó, pero la pregunta no era esa sino: ¿Dónde se encontraba ese estado? ¿A quién pertenecía? Cierto es que no te puedes bañar dos veces en el mismo rio, pero el mismo veneno con el que puedes endulzar la muerte de una rata hoy, lo puedes hacer mañana, a no ser que la rata esté tan acostumbrada al sabor de ese veneno que pueda alimentarse de él como si de un queso se tratara. Esto me reduce la respuesta a dos opciones:</p>
<p>1.	La nausea se encontraba en mi interior ya antes de ver ese cuadro y simplemente se reflejo en el fondo blanco del lienzo y se proyecto en mi retina </p>
<p>2.	La nausea se encuentra en el seno de la sociedad y alimentan con ella nuestros sentidos, siendo esto ya para nosotros un alimento mas, o quizás, uno esencial.</p>
<p>Tras esta reflexión la camiseta de manga larga regresa pensativa a su casa.</p>
<p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right;border:medium none;padding:0;"><span style="font-family:&#34;">Autor: <span style="color:red;">Einger</span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Del eterno retorno II]]></title>
<link>http://cobayo.wordpress.com/2009/09/02/del-eterno-retorno-ii/</link>
<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 02:43:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>cobayo</dc:creator>
<guid>http://cobayo.wordpress.com/2009/09/02/del-eterno-retorno-ii/</guid>
<description><![CDATA[He mandado correos sin recibir respuesta; esperado llamadas sin en realidad hacerlo. Me ha bañado co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[He mandado correos sin recibir respuesta; esperado llamadas sin en realidad hacerlo. Me ha bañado co]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Palhaçada continua no senado!]]></title>
<link>http://twilightradionline.wordpress.com/2009/08/30/palhacada-continua-no-senado/</link>
<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 00:28:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabi</dc:creator>
<guid>http://twilightradionline.wordpress.com/2009/08/30/palhacada-continua-no-senado/</guid>
<description><![CDATA[FORA SARNEY! Fonte: Revista Veja (2 de stembro, 2009)]]></description>
<content:encoded><![CDATA[FORA SARNEY! Fonte: Revista Veja (2 de stembro, 2009)]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BOMBA CRISE NO SENADO]]></title>
<link>http://polkandvodka.wordpress.com/2009/08/30/bomba-crise-no-senado/</link>
<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 03:05:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mura</dc:creator>
<guid>http://polkandvodka.wordpress.com/2009/08/30/bomba-crise-no-senado/</guid>
<description><![CDATA[Revista Veja. edição 2128, ano 42, nº35, 2 de setembro de 2009 &#8220;O melhor passo para a saúde do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Revista Veja. edição 2128, ano 42, nº35, 2 de setembro de 2009 &#8220;O melhor passo para a saúde do]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Assuntos da semana]]></title>
<link>http://republicadosbananas.com.br/2009/08/27/assuntos-da-semana-2/</link>
<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 12:03:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Os Bananas</dc:creator>
<guid>http://republicadosbananas.com.br/2009/08/27/assuntos-da-semana-2/</guid>
<description><![CDATA[Suplicy Não posso deixar passar o gesto do cartão vermelho. Sou fanático por futebol, embora o meu P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Suplicy</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não posso deixar passar o gesto do cartão vermelho. Sou fanático por futebol, embora o meu Paulista de Jundiaí não esteja colaborando ultimamente, e desde que o blog entrou no ar venho postergando um post que fale sobre política e futebol, mas agora o Suplicy deixou o campo aberto.</p>
<p style="text-align:justify;">Suplicy fez o que o Mercadante não fez. Suplicy fez o que esperava a militância histórica do PT. É claro que não deixa de ter sido uma grande jogada de marketing. É relativamente fácil dar cartão vermelho a quem tem 74% de reprovação da opinião pública. Mas qual o problema? Se todos fizessem como Suplicy, Sarney já estaria definitivamente expulso desse jogo.</p>
<p style="text-align:justify;">A atitude de Suplicy tem ainda mais mérito, pois foi feita após Lula ter dado o “cartão amarelo” ao Mercadante, como bem se expressou o senador Heráclito. Suplicy trouxe o caso à tona de novo, quando tudo e todos o davam por encerrado.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-169  aligncenter" title="suplicy" src="http://osbananas.wordpress.com/files/2009/08/suplicy.jpg" alt="suplicy" width="200" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;">O cartão vermelho dele se estende simbolicamente também ao presidente. Lula é o técnico desse time, mas assim como no futebol, na política nem todos os jogadores fazem o que o técnico manda.</p>
<p style="text-align:justify;">O deboche e as gargalhadas dos demais senadores tornaram o gesto ainda mais emblemático. Suplicy não precisou de tropa de choque ou de qualquer aliado no plenário. Fez o que fez contra tudo e contra todos. Suplicy vestiu a camisa 10, assumiu a responsabilidade, driblou todo mundo e fez um gol de placa, garantindo mais 3 preciosos pontos rumo a 2014.</p>
<p> </p>
<p><strong>Lina x Dilma</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Já passou da fase de ter virado novela. Agora os novos capítulos trazem o edital de compra dos equipamentos de segurança do Planalto, que diz que <a href="http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1281985-10406,00-IMAGENS+DO+PLANALTO+DEVIAM+FICAR+REGISTRADAS+POR+SEIS+MESES.html" target="_blank">as imagens deveriam ficar armazenadas por no mínimo 6 meses.</a></p>
<p style="text-align:justify;">Outro capítulo polêmico é o possível <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/08/22/mantega-conversou-com-lina-sobre-filho-de-sarney-216394.asp" target="_blank">envolvimento do ministro da Fazenda, Guido Mantega</a>, que teria feito um pedido sutil e desinteressado à Lina Vieira sobre os processos do filho de Sarney.</p>
<p style="text-align:justify;">Está cada dia mais difícil saber quem está falando a verdade, se é que alguém realmente não faltou com a verdade nessa história. É <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/08/25/registros-podem-confirmar-reuniao-entre-lina-dilma-217276.asp" target="_blank">improvável que o planalto não tenha os registros </a>de quem entra e sai, assim como é <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/08/26/por-que-lina-se-cala-por-que-dilma-nao-processa-217654.asp" target="_blank">inaceitável que Dilma, já que tem tanta convicção de que o encontro não aconteceu, não processe Lina por calúnia.</a></p>
<p style="text-align:justify;">De uma coisa tenho certeza, esse caso só mostrou que realmente a segurança de Lula é falha. <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1279445-5601,00.html" target="_blank">Lula já não tem mais segurança alguma </a>que Dilma possa vencer em 2010.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Curtinhas</strong></p>
<p>- Alguém realmente tem a mínima esperança de que Palocci não ficará impune? Hoje o Brasil fará valer o velho ditado de que a corda sempre estoura do lado mais fraco.</p>
<p>- Será que além de ética, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1280472-5601,00.html" target="_blank">os políticos não têm moral?</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Suplicy e seu cartão vermelho]]></title>
<link>http://republicadosbananas.com.br/2009/08/26/suplicy-e-seu-cartao-vermelho/</link>
<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 11:28:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Os Bananas</dc:creator>
<guid>http://republicadosbananas.com.br/2009/08/26/suplicy-e-seu-cartao-vermelho/</guid>
<description><![CDATA[Hoje, este espaço seria dedicado ao caso Lina Vieira x Dilma Rousseff. Um caso que aparentemente tin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje, este espaço seria dedicado ao caso Lina Vieira x Dilma Rousseff. Um caso que aparentemente tinha morrido e estava quase sendo enterrado e ressurgiu das cinzas, com o pedido de demissão feito por funcionários em cargo de liderança da Receita, contando hoje com mais 60 desligamentos.</p>
<p>Porém, outro fato também ressurgiu das cinzas. A crise do Senado parecia caminhar para seu fim com o arquivamento de todos os processos contra Sarney pelo Conselho de Ética. A crise não só voltou à tona, como tem se desmembrado em outras instituições políticas de Brasília, atingindo inclusive o próprio Conselho de Ética, que para muitos políticos não possui mais sua função inicial.</p>
<p>Ontem DEM e PSDB, em uma manobra teatral, se retiraram do Conselho e levantaram a bandeira para criação de um novo Conselho de ética, suprapartidário e onde o representante não poderia ser suplente, nem responder a processos judicial criminal ou por improbidade admnistrativa. Óbvio não?! Porém, não esqueçamos que quando o PSDB e DEM eram governo utilizava do Conselho de Ética para os mesmos fins que PT e PMDB têm utilizado.</p>
<p>Mas, ontem um raio de luz abriu no plenário do Senado. Um homem aos seus 68 anos de idade e outros muitos de política, militância e luta pelos ideias que acredita serem bons para o país apareceu em cena. Para muitos, este senhor estava caminhando para seu ostracismo. Ouvi de outros, que nas eleições de 2014 ele não conseguiria mais uma re-eleição. Para calar os críticos, ontem, num dos discursos mais inflamados dessa grande zona que se tornou o Senado, Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu novamente a renúncia de Sarney no Senado. Mostrou o cartão vermelho, como um legítimo árbitro de futebol e, bufando como um touro, entrou em um bate-boca com Heráclito Fortes (DEM-PI).</p>
<p>Muitos, acharam a cena hilariante, deram risadas da cara do pobre Senador. Mas, o que havia de engraçado na cena? O ar ofegante, quase sem ar de Suplicy e sua visível irritação, mostra a profunda revolta que um político comprovadamente ético está passando em relação à situação lamentável que se tornou a política brasileira e principalmente seu partido, que ajudou a fundar e tenta resgatar suas bandeiras ideológicas até hoje. Não sou defensor de Suplicy e mesmo nunca votei nele, mas ontem este cidadão brasileiro fez o que muitos brasileiros não conseguiram fazer até agora: se indignar perante o circo chamado Brasil.</p>
<p><strong><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/CBMkQgvdVpk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/CBMkQgvdVpk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><a href="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?p=editoruol&#38;mediaId=310122&#38;start_loading=false&#38;start_paused=true&#38;embed=false" target="_blank"></a></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desabafo de 26.08.09]]></title>
<link>http://luizvaleriodias.wordpress.com/2009/08/26/desabafo-de-hoje-123/</link>
<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 10:51:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>luizvaleriodias</dc:creator>
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<description><![CDATA[1. Pelo jeito, só mesmo o eleitor tem poder para dar cartão vermelho a políticos. 2. É sério! Quem r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[1. Pelo jeito, só mesmo o eleitor tem poder para dar cartão vermelho a políticos. 2. É sério! Quem r]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carnificina no Senado Federal]]></title>
<link>http://diariohermes.wordpress.com/2009/08/26/carnificina-no-senado-federal/</link>
<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 04:58:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago</dc:creator>
<guid>http://diariohermes.wordpress.com/2009/08/26/carnificina-no-senado-federal/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O Senado já sofreu desgaste incomensurável com o arrastar dessa situação. A Casa está paralis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O Senado já sofreu desgaste incomensurável com o arrastar dessa situação. A Casa está paralisada há meses. As grandes questões nacionais não são discutidas. Parlamentares e partidos políticos estão derretendo frente à opinião pública. Ainda não conseguimos votar uma proposição importante neste segundo semestre no Plenário do Senado e não se vislumbra como será possível isso acontecer enquanto não for resolvida a questão relativa ao presidente José Sarney.&#8221;</em> <strong>Senador Eduardo Suplicy (PT-SP)</strong></p>
</blockquote>
<div id="attachment_769" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img class="size-full wp-image-769  " title="verImagem" src="http://diariohermes.wordpress.com/files/2009/08/verimagem.jpg" alt="O árbitro Suplicy (PT) distribui carão vermelho no Senado e se exalta." width="360" height="239" /><p class="wp-caption-text">Exaltado, senador Suplicy dá uma de árbitro.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Ontem a noite, o plenário do Senado foi, mais uma vez, palco de discussões exaltadas. Novamente, o assunto era a renúncia de José Sarney. (<a href="http://diariohermes.wordpress.com/2009/08/08/uma-semana-de-discordia-no-senado-federal/" target="_blank"><strong>As discussões entre Simon, Calheiros e Collor e Jereissatti e Calheiros estão aqui</strong></a>) Dessa vez o clima tenso foi instaurado (pasmem!) pelo senador Eduardo Suplicy (PT) e o senador Heráclito Fortes (DEM).</p>
<p style="text-align:justify;">Suplicy utilizou a tribuna para pedir o afastamento de Sarney utilizando um símbolo popular do futebol brasileiro: o cartão vermelho. Descontente, Heráclito Fortes discordou do petista que gritava ao senador piauiense e mostrava-lhe o cartão vermelho. (<strong>Assista o vídeo abaixo</strong>)</p>
<p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/TPj7dZx4U9I&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/TPj7dZx4U9I&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;">A cada discussão, a cada arquivamento de processo, a cada denúncia os senadores vão praticando auto-flagelo. O Senado parece encarnar um campo de batalha onde não há vencedores. Verdadeira carnificina, derramamento de sangue inútil. É evidente o desgaste público da instituição e das figuras que ali se confrontam.</p>
<p style="text-align:justify;">Com toda essa guerra firmada, muitos perderam. Renan Calheiros perdeu o respeito ao pronunciar palavras de baixo calão. Aloísio Mercadante perdeu a convicção depois de ter voltado atrás. O presidente Lula perdeu a compostura quando pressionou Mercadante. Eduardo Suplicy perdeu a tranquilidade, sua marca inseparável. Artur Virgílio perdeu a oportunidade de ficar calado e por pouco não caiu em uma nova sequências de acusações. Fernado Collor perdeu o oxigênio quando discutia ofegante com Pedro Simon. Por fim, Sarney. Pois é, José Sarney não perdeu nada. Permanece na presidência do Senado e seus parentes continuam empregados. No máximo, Sarney perdeu a vergonha na cara. Ou melhor, nem isso, porque a vergonha na cara ele já deve ter perdido há muito tempo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Solução para o Senado</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os nobres senadores não tomaram consciência daquilo que é realmente necessário para melhorar a imagem do Senado Federal. Ao invés da carnificina praticada nos últimos meses, onde cada um ataca seu opositor e assim todos vão para o mesmo, cada um devia olhar para si e cortar na própria carne. É custoso cortar a si mesmo, mas muitas vezes necessário. Necessário cortar aquilo que faz parte de si, do seu mandato, da sua regalia, do seu poder.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No que crêem os que não crêem?]]></title>
<link>http://liberdadepolitica.wordpress.com/2009/08/25/no-que-creem-os-que-nao-creem/</link>
<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 08:59:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>João Telésforo Medeiros Filho</dc:creator>
<guid>http://liberdadepolitica.wordpress.com/2009/08/25/no-que-creem-os-que-nao-creem/</guid>
<description><![CDATA[Escrevi o texto abaixo em 2006, como trabalho para a disciplina &#8220;Modelos e Paradigmas da Exper]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Escrevi o texto abaixo em 2006, como <a href="http://aprender.unb.br/mod/forum/discuss.php?d=15887">trabalho</a> para a disciplina &#8220;Modelos e Paradigmas da Experiência Jurídica&#8221;, ministrada pelo professor <a href="http://www.arcos.org.br/autor/alexandre-araujo-costa">Alexandre Araújo Costa</a> (ele nos pediu para fazer uma afirmação qualquer sobre o direito e em seguida justificar se, e como, seria possível afirmar que ela era verdadeira). Mudei o título (fazendo uma referência ao <a href="http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=3355">livro</a> que registra diálogos entre Umberto Eco e Carlo Maria Martini), cortei um pequeno trecho e <a href="http://diariosnoturnos.blogspot.com/2007/10/no-que-crem-os-que-no-crem.html">publiquei-o</a> num blog em 2007, quando constatei com algum espanto que, embora o texto já tivesse mais de um ano, eu não mudara de opinião desde então sobre o assunto tratado nele. Três anos depois, mantenho a mesma visão, a mesma atitude proposta pelo texto, embora talvez hoje seja capaz de elaborá-la um pouco melhor (em breve espero publicar um texto a respeito aqui).</p>
<p style="text-align:justify;">A figura abaixo é uma litografia de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/M._C._Escher">Escher</a>. São fascinantes todas as suas obras que trabalham o tema paradoxo, mas gosto especialmente desta (e ela tem tudo a ver com o texto abaixo) porque mostra o paradoxo da autoconstituição. Eu constituo a mim mesmo &#8211; ou, melhor dizendo, nós constituímos a nós mesmos. A imagem sintetiza o que penso sobre a verdade, desde um ponto de vista hermenêutico-existencial, de autofundação; e também, aliás, sobre Constituição, processo constituinte e povo.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem é o povo que fala nas Constituições? Quem é o &#8220;<a href="http://constitutionus.com/"><em>We, the people</em></a>&#8220;  que dá início à Constituição  norte-americana? Em interessantíssimo debate na Faculdade de Direito da UnB no semestre passado , o professor <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4762772Y5&#38;tipo=completo">Cristiano Paixão </a>citava um texto de Derrida no qual ele dizia que o povo americano passou a existir justamente pelo próprio ato de dar-se a sua Constituição: o povo passa a existir como ente político a partir do momento em que se assume como sujeito político, num processo simultâneo  e recíproco (Constituição-povo) de autocriação; é o ato de constituir-se que o constitui (preciso ler ainda esse texto de Derrida, então ignorem terminologias imprecisas de minha parte).  Povo, Constituição, liberdade política, fundação, natalidade&#8230; Este é assunto para outro post, em que pretendo explorar algumas ideias de Hannah Arendt, Rosenfeld, Habermas e Derrida. Agora, deixemos de lado a digressão constitucional (que não foi gratuita, mas devida à minha intenção de demonstrar a conexão hermenêutico-existencial entre os dois temas) e voltemos à verdade:</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-44" title="escher-drawinghands" src="http://liberdadepolitica.wordpress.com/files/2009/08/escher-drawinghands.jpg" alt="escher-drawinghands" width="300" height="259" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<h3 style="text-align:center;"><strong>No que crêem os que não crêem?</strong></h3>
<p style="text-align:right;">“Brincadeira de criança, as opiniões humanas.”</p>
<p style="text-align:right;">Heráclito<a name="_ftnref1"> [1] </a></p>
<p style="text-align:justify;">Rodrigo S. M., narrador de <em>A hora da Estrela</em><a name="_ftnref2"> [2]</a><em><a name="_ftnref2"><strong> </strong></a></em>, tem razão quando diz que “a verdade é sempre um contato interior e inexplicável”: não sei explicar porque creio naquilo em que creio, o fato é que creio – “Pensar é um ato. Sentir é um fato”.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que creio em algo? A melhor resposta talvez fosse: creio porque creio. Esse juízo decorre de uma valoração subjetiva, uma intuição instintiva, assim como qualquer outro que pudesse fazer. Isso não significa que não forme minhas opiniões influenciado também – e predominantemente – por argumentos racionais; mas crer na razão é também subjetivo e intuitivo, de modo que apenas às vezes escolhemos ser (ou acontece de sermos) convencidos por ela.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o “porque sim” ou o “creio porque creio” não costuma convencer as outras pessoas – vontade que nós costumamos ter. Para persuadir alguns, temos que dar ao nosso discurso uma aparência racional; outros poderão concordar conosco se apresentarmos argumentos de autoridade; outros poderão ser convencidos por uma poesia ou uma imagem.</p>
<p style="text-align:justify;">É difícil evitar os exageros de posições extremistas: por um lado, a tentação de transformar a nossa visão sobre determinado assunto “na verdade” sobre ele; por outro, a de se negar que nossas opiniões tenham qualquer validade ou utilidade. O primeiro ponto de vista ignora que o conhecimento humano é uma criação humana e, como tal, incompleto, histórico, valorativo, subjetivo, cultural&#8230; O segundo compreende o que o primeiro ignora, mas, depois de negar o conhecimento absoluto, acaba por negar também o relativo, não o afirmando como conhecimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo o conhecimento humano, demasiado humano, ele não é absoluto, mas isso não o invalida; é esse conhecimento que criamos e utilizamos – “Sou humano, e nada do que é humano me é estranho”, disse Terêncio<a name="_ftnref3"> [3] </a>. Desprezar nossas verdades relativas e falhas pelo fato de elas não serem divinas (absolutas) é para quem quer ser Deus. Eu sou humano. Se não há verdade absoluta, se “a verdade é dividida em metades diferentes uma da outra”, como disse Drummond, isso não nos impede de optar pela nossa; cada um “conforme seu capricho, seu ilusão, sua miopia”.</p>
<p style="text-align:justify;">Brinquemos, então, de criar e escolher verdades – mas a sério, com a seriedade com que brinca uma criança. Nunca nos esqueçamos de que nossas verdades são produto de uma brincadeira de criança. E nunca nos esqueçamos de que tal brincadeira é o que fazemos de mais sério em nossas vidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu, de acordo com o meu astigmatismo, vou escolhendo as metades que me agradam.</p>
<p style="text-align:justify;">P.S.:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>VERDADE </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Carlos Drummond de Andrade</p>
<p style="text-align:justify;">A porta da verdade estava aberta,<br />
mas só deixava passar<br />
meia pessoa de cada vez.</p>
<p>Assim não era possível atingir toda a verdade,<br />
porque a meia pessoa que entrava<br />
só trazia o perfil de meia verdade.<br />
E sua segunda metade<br />
voltava igualmente com meio perfil.<br />
E os meios perfis não coincidiam.</p>
<p>Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.<br />
Chegaram ao lugar luminoso<br />
onde a verdade esplendia seus fogos.<br />
Era dividida em metades<br />
diferentes uma da outra.</p>
<p>Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.<br />
Nenhuma das duas era totalmente bela.<br />
E carecia optar. Cada um optou conforme<br />
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.</p>
<p style="text-align:justify;">[A porta da verdade? Lembremos do próprio Drummond:</p>
<p style="text-align:justify;">"Com a chave na mão<br />
quer abrir a porta,<br />
não existe porta" ...</p>
<p style="text-align:justify;">"E agora, José?"</p>
<p style="text-align:justify;">"E agora, você?"]</p>
<p style="text-align:justify;">
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn1">[1] </a>Citado por Michel Maffesoli em <em>A parte do diabo</em> (São Paulo: Record, 2004, p. 12).</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn2">[2] </a>Romance de Clarice Lispector.</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn3">[3] </a>Citado por Marx em <em>O 18 Brumário de Luis Bonaparte</em>.<a name="_ftn4"><br />
</a></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Você sabe se adaptar?]]></title>
<link>http://reflexoescorporativas.wordpress.com/2009/08/21/voce-sabe-se-adaptar/</link>
<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 22:10:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo Siqueira</dc:creator>
<guid>http://reflexoescorporativas.wordpress.com/2009/08/21/voce-sabe-se-adaptar/</guid>
<description><![CDATA[Entre as principais características do ser humano, está a adaptação. Pela nossa capacidade de improv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Entre as principais características do ser humano, está a adaptação. Pela nossa capacidade de improv]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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