<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>hernan-cortez &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/hernan-cortez/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "hernan-cortez"</description>
	<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 04:23:07 +0000</pubDate>

	<generator>http://en.wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Hermanos!]]></title>
<link>http://pelacontramao.wordpress.com/2009/07/31/hermanos/</link>
<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 17:10:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Foquinha</dc:creator>
<guid>http://pelacontramao.wordpress.com/2009/07/31/hermanos/</guid>
<description><![CDATA[La Maldición de Malinche Del mar los vieron llegar mis hermanos emplumados eran los hombres barbados]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/eyUwolkWINk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/eyUwolkWINk&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;"><strong>La Maldición de Malinche<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Del mar los vieron llegar<br />
mis hermanos emplumados<br />
eran los hombres barbados<br />
de la profecía esperada.</p>
<p style="text-align:justify;">Se oyó la voz del monarca<br />
de que el Dios habia llegado<br />
y les abrimos la puerta<br />
por temor a lo ignorado.</p>
<p style="text-align:justify;">Iban montados en bestias<br />
como demonios del mal<br />
iban con fuego en las manos<br />
y cubiertos de metal.</p>
<p style="text-align:justify;">Sólo el valor de unos cuantos<br />
les opuso resistencia<br />
y al mirar correr la sangre<br />
se llenaron de vergüenza.</p>
<p style="text-align:justify;">Porque los dioses ni comen,<br />
ni gozan con lo robado<br />
y cuando nos dimos cuenta<br />
ya todo estaba acabado.</p>
<p style="text-align:justify;">En ese error entregamos<br />
la grandeza del pasado<br />
y en ese error nos quedamos<br />
trescientos años esclavos.</p>
<p style="text-align:justify;">Se nos quedó el maleficio<br />
de brindar al extranjero<br />
nuestra Fe, nuestra cultura<br />
nuestro pan, nuestro dinero.</p>
<p style="text-align:justify;">Y les seguimos cambiando<br />
oro por cuentas de vidrio<br />
y damos nuestra riqueza<br />
por sus espejos con brillo.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoy en pleno siglo XX<br />
nos siguen llegando rubios<br />
y les abrimos la casa<br />
y los llamamos amigos.</p>
<p style="text-align:justify;">Pero si llega cansado<br />
un indio de andar la Sierra<br />
lo humillamos y lo vemos<br />
como extraño por su tierra.</p>
<p style="text-align:justify;">Tú, hipócrita que te muestras<br />
humilde ante el extranjero<br />
pero te vuelves soberbio<br />
com tus hermanos del pueblo.</p>
<p style="text-align:justify;">¡Oh, Maldicion de Malinche!<br />
Enfermedad del presente<br />
cuando dejarás mi tierra<br />
cuando haras libre a mi gente.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong>Malinche</strong><sup>1</sup></span></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A Malinche é uma personagem da cultura mexicana, que foi escravizada por Hernan Cortez para se converter logo<em> </em>em sua principal interprete e pessoa de confiança e junto conquistar os Aztecas.</p>
<p style="text-align:justify;">Maldição de Malinche expressa a renuncia secular dos povos latino-americanos pela própria herança, e a aceitação de olhos fechados, a tudo aquilo que venha de fora.&#8221;</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong>Amparo Ochoa</strong><sup>2</sup></span></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Nascida na usina açucareira Sinaloa de Costa Rica, Amparo escolheu inicialmente o magistério como profissão, trabalhou como professora rural em La Palma, Vila Ángel Flores e Tierra Blanca em seu estado natal e ainda que tenha deixado o trabalho docente para estudar música, nunca perdeu a <em>suavidade e simplicidade da professora de escola.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Sua vida foi a música, à qual dedicou-se integralmente desde 1969, incorporando-se ao movimento do Canto Latino-americano. Quem não se lembra dela interpretando <em>La maldición de la Malinche</em>, <em>A que le tiras cuando sueñas mexicano</em>, <em>Jugar a la vida</em>, <em>El barzón</em>, <em>Jacinto Cenobio</em>, <em>Te quiero</em>, de Benedetti, e muitas, muitíssimas mais que seria impossível enumerar aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">Membro de uma geração de intérpretes e compositores, originários da década de 60, Amparo Ochoa expressou-se desde o início como a grande figura da então nascente Canção Nova.</p>
<p style="text-align:justify;">Os 25 anos de sua trajetória artística foram marcados por uma atmosfera de coragem inquebrantável.</p>
<p style="text-align:justify;">Fiel aos seus ideais, assumiu com profunda responsabilidade o chamado da sua própria consciência para ir de aldeia em aldeia, de praça em praça, de lugar em lugar e deixar em cada parte seu testemunho de luta, a convocatória para conquistar um mundo mais justo, a não abdicar<em> </em>da dignidade e a desfraldar sempre a bandeira libertária.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato de que quando pequena em sua terra natal, Sinaloa, seus familiares a tenham apelidado de <em>Vida</em>, carrega em si uma simbologia que vai mais além de um simples apelido, porque é vida o que ela despertou em cada canção que interpretou.</p>
<p style="text-align:justify;">Já disse Elena Poniatowska: <em>Do mesmo modo que outros tomam seu fuzil, Amparo Ochoa vai anunciando com sua voz a boa nova, proclamando o dia da libertação, o dia em que ninguém seja escravo e que não falte a nenhuma criança sua estrela.</em></p>
<p style="text-align:justify;">A firmeza de seus princípios afastou-a de interesses comerciais e de disputas por tornar-se célebre, sacrificando assim a fama e o dinheiro em troca do prazer de cantar à terra, ao amor e ao desamor, aos desafios do homem e da mulher, às tradições e costumes, à injustiça e à esperança. E o fez com uma diversidade musical tão ampla que só pode ser reconhecida em vozes que, de tão prodigiosas, tornam-se extraordinárias.</p>
<p style="text-align:justify;">Amparo Ochoa é mais que a nova canção, é mais que o folclore ou o neofolclore. Amparo Ochoa é sua atitude, sua expressão como mulher, como mãe, como filha, como irmã; como cidadã do mundo espalhando a linguagem da solidariedade; como voz e representante fiel dos mais caros sonhos de todos os povos. Não é de graça que o cancioneiro popular universal a registre como um de seus principais expoentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Amparo Ochoa faleceu em 1994. Entretanto, seu estilo de vanguarda, caráter e bravura<em> </em>mantêm-se vivos em todos e em cada um de seus discos, inestimável legado cultural que transcende o rótulo de canções para erigir-se como documentos vivos, pois neles estão expressos a dor, a alegria, a paixão e a esperança, não só do povo mexicano, mas também de toda América Latina, ou do velho continente, aonde levou a amizade afetuosa destas terras.</p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">Essa é a herança que nos deixa além de sua voz como um presente.&#8221; <em> </em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong>Gabino Palomares</strong><sup>3</sup></span></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Cantor mexicano, nascido em San Luis Potosi.</p>
<p style="text-align:justify;">Gabino Palomares recorda muito bem do começo do novo canto: <em>o movimento de 68 influenciou muitos. Em 1975 a nova canção atingiu o auge com a imigração latino-americana para o México. Foram tempos de gorilato<sup>4 </sup>assim havia muitas histórias que contar.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Outro elemento importante foi que um grupo numeroso de conjuntos e solistas começou a apoiar o Partido Socialista, o que marcou o início do novo canto no México, o qual esteve marcado por uma linha de protesto, postura eficiente para denunciar a situação do país.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Vinte e cinco anos de carreira estão por trás da produção musical de Gabino Palomares.</p>
<p style="text-align:justify;">As letras de Gabino Palomares falam sobre o consumismo e o imperialismo; a falta de compromisso do governo e dos empresários para com o povo, questiona as medidas tomadas durante pelo menos dezoito anos e o permanente sacrifício da classe trabalhadora.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Quizera que minhas canções não estivessem vigentes, porque isso significaria que o país teria superado seus problemas. O mundo tem mudado, o México não muito. Estamos vivendo a herança da Malinche, recebendo com grandes honras o estrangeiro, regalando-lhe toda nossa riqueza e ignorando o indígena que chega até nós cansado de andar pela serra.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p><sup>1</sup> Explicação na íntegra contida no vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qVDf3RDCnTo" target="_blank">La maldicion del malinche</a></p>
<p><sup>2</sup> Tradução na íntegra da biografia de <a href="http://hispanopolis.com/bin/musica.cgi?q=bio&#38;id=Amparo%20Ochoa" target="_blank">Amparo Ochoa</a> no site Hispanopolis</p>
<p><sup>3 </sup>Tradução na íntegra da biografia de <a href="http://hispanopolis.com/bin/musica.cgi?q=bio&#38;id=Gabino%20Palomares" target="_blank">Gabino Palomares</a> no site Hispanopolis</p>
<p style="text-align:justify;"><em><sup>4 </sup>Gorilato:</em> regimes militares de tendência golpista e ditatorial e ideologia direitista.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A conquista do México]]></title>
<link>http://deuslovult.org/2009/03/24/a-conquista-do-mexico/</link>
<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 12:36:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://deuslovult.org/2009/03/24/a-conquista-do-mexico/</guid>
<description><![CDATA[Estando a dois dias neste desbaratamento, chegaram até nós nativos de Cuarnaguacar, que se haviam da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><blockquote>
<p style="text-align:justify;">Estando a dois dias neste desbaratamento, chegaram até nós nativos de Cuarnaguacar, que se haviam dado por nossos amigos, dizendo que os da provínciade Cuisco, que é terra muito grande, queriam ir sobre eles, destruí-los e depois virem sobre nós. Nós tínhamos mais necessidade de sermos socorridos do que de darmos socorro, mas como eles insistiam muito e como se haviam dado por vassalos de vossa majestade, não os podia deixar desamparados. Despachei com eles oitenta peões e dez a cavalo sob o comando de Andrés de Tapia e pedi que desse o máximo nessa luta e que voltassem dentro de dez dias. (&#8230;) Depois de destruírem tudo que encontraram no plano, os nossos voltaram para o acampamento, tendo feito tudo dentro do prazo de dez dias. Apenas dois dias depois de sua chegada, vieram até nosso acampamento dez índios otumíes, povo que também se havia dado por vassalo de vossa majestade, pedindo nossa ajuda para combater os de Matalcingo que não cessavam de lhes fazer guerra e que também queriam vir contra nós. Embora o povoado dos otumíes ficasse a vinte e duas léguas de distância e nós estivéssemos muito abatidos, eu não podia deixar de ajudar nossos aliados nem tampouco demonstrar fraqueza. Determinei a Gonzalo de Sandoval que fosse com cem peões e quinze a cavalo, mas apenas um balisteiro. (&#8230;) Com estas vitórias, Sandoval retornou ao acampamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Quatro dias depois da chegada de Gonzalo de Sandoval, os senhores das províncias de Matalcingo, Malinalco e de Cuisco vieram até nosso acampamento para pedir perdão pelo passado e se oferecer ao serviço de vossa majestade.</p>
<p style="text-align:justify;">[<strong>Hernan Cortez</strong>, Carta ao Rei da Espanha de 15 de maio de 1522, <em>in</em> Cortez, Hernan, "A conquista do México",  pp 132-133. Ed. L &#38; PM, 2ª Edição, Porto Alegre, 2008.]</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Não me lembro muito bem das minhas aulas de história do segundo grau sobre a colonização da américa espanhola; lembro-me apenas de algumas vagas expressões negativas associadas via de regra aos espanhóis, como &#8220;invasores&#8221;, &#8220;genocídio&#8221;, &#8220;roubo de ouro&#8221;, &#8220;dizimação indígena&#8221; e coisas análogas. Aliás, até aposto que, colocando no google qualquer dessas expressões junto com o nome de Cortez, a quantidade de resultados será significante.</p>
<p style="text-align:justify;">Não conheço a história do México. No entanto, passeando por uma livraria há uns dias, encontrei este <em>pocket book</em> sobre &#8220;A conquista do México&#8221;, cuja capa evoca os mesmos chavões sobre os quais fiz menção acima: uma espada espanhola ensangüentada, cravada numa escultura asteca. O subtítulo do livro diz &#8220;20 milhões de nativos mortos em trinta anos; este é o macabro saldo da conquista espanhola&#8221;. Enfim, nada me levaria a comprar este livro, não fosse o fato de serem <strong>as cartas originais enviadas por Hernan Cortez ao rei da Espanha</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">E o Cortez que se apresenta nestas cartas está longe de ser o monstro genocida inescrupuloso sedento de sangue que nos foi apresentado no segundo grau (e, aliás, que é insinuado pela própria capa do livro). Claro, há algumas passagens que são de uma brutalidade capazes de chocar a mentalidade moderna, como  p. ex.:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">[F]alei-lhe [a Montezuma, chefe asteca] a respeito do que eu ficara sabendo que ocorrera na cidade de Almería, onde, por ordem dele, haviam matado alguns espanhóis que ali estavam. O próprio senhor daquela cidade, Qualpopoca, confessou que como seu vassalo apenas cumpria suas ordens.</p>
<p style="text-align:justify;">[...]</p>
<p style="text-align:justify;">Passados vinte dias do aprisionamento [de Montezuma], chegaram aqueles que haviam ido buscar Qualpopoca, trazendo o cacique, os que haviam matado os espanhóis e mais quinze principais. (&#8230;) Perguntei [a Qualpopoca] se o que ali se havia passado fora mandado por Montezuma e eles confirmaram que sim. Mandei então queimar todos vivos, o que foi feito em uma praça, sem alvoroço nenhum. Depois mandei colocar algemas em Montezuma, o que ele recebeu sem espanto.</p>
<p style="text-align:justify;">[op. cit., pp. 55-56]</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, o aguazil maior soube que em um povoado mais distante chamado Acapichtla havia muita gente de guerra dos inimigos e resolveu ir até lá. O povoado era situado num lugar alto, o que os deixava fora do alcance dos cavalos. Logo que os espanhóis chegaram, os do povoado começaram a pelejar com eles, lançando pedras e flechas. Sentiu o aguazil maior que só lhe restava tentar subir ao povoado ou morrer. E quis Deus dar-lhe tanta força que apesar da grande resistência conseguiram chegar até lá, embora tivessem muitos feridos. E como os índios nossos amigos os seguiram, foi tanta a matança que provocaram, que um pequeno rio que margeava aquele povoado ficou por mais de uma hora tingido de sangue, impedindo que as pessoas pudessem ali beber água, o que foi terrível pois fazia muito calor.</p>
<p style="text-align:justify;">[op. cit., pp 109-110]</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Mas isso me parece ser um tributo pago pelo espanhol à sua época. Duvido que houvesse então algum pacifista capaz de emitir uma condenação genérica a esta praxis (Las Casas é um caso à parte). Em suma: não me parece nada que Hernan Cortez seja um &#8220;monstro&#8221; para além da &#8220;crueldade&#8221; mediana de sua civilização. Condená-lo sumariamente por atos como os acima relatados é anacronismo.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário, ele me parece uma personalidade admirável. Poderia citar incontáveis episódios: as missas assistidas antes das batalhas ["no dia marcado, como sempre fazíamos, ouvimos a missa e partimos", p. 134], o ódio aos ídolos e a veneração aos santos ["os principais destes ídolos e nos quais eles tinham mais fé eu derrubei de seus assentos e os fiz descer escada abaixo. Fiz também com que limpassem aquelas capelas, pois estavam cheias de sangue dos sacrifícios que faziam. Em lugar dos ídolos mandei colocar imagens de Nossa Senhora e de outros santos, apesar da resistência de Montezuma e de outros nativos", p. 63], a preocupação com as imagens dos santos mesmo em meio aos combates ["nossa primeira ação foi cercar a base da torre, onde, apesar de manter isolados os que estavam dentro, éramos atacados por todos os lados. Comecei a subir a escada sendo seguido pelos espanhóis. Eles conseguiram abater três ou quatro dos nossos, mas com a ajuda de Deus e de sua gloriosa mãe, cuja imagem havíamos colocado naquela torre, conseguimos subir (...). Mandei colocar fogo naquela torre e nas demais da mesquita, de onde já havíamos tirado as imagens que havíamos posto", p. 77], os incontáveis perdões concedidos aos índios que passavam para o lado dos espanhóis ["e como viram que o dano que recebiam era considerável, fizeram sinal de que se entregavam e depuseram as armas. E como meu desejo é sempre dar a entender a esta gente que não queremos lhes fazer mal por mais culpados que sejam, especialmente quando se dispõem a ser vassalos de vossa majestade, mandei parar o ataque e os recebi bem. E por tê-los recebido muito bem, fizeram saber isto aos do outro penhasco, os quais, embora tenham resultado vitoriosos no combate conosco, também resolveram se dar por vassalos de vossa majestade e vieram me pedir perdão pelo passado", p. 113], o pesar em destruir as cidades dos índios ["como tínhamos todas as terras ao redor a nosso favor e nossa determinação de atacar, não consegui entender como estes da cidade [Tenochtitlán, capital asteca] permaneciam irredutíveis em seu desejo de lutar até a morte, nos obrigando a ter que destruir aquela cidade que era a coisa mais bela do mundo&#8221;, p. 133], a ajuda concedida aos índios que a solicitavam [já citado acima,  pp 132-133], etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Há só mais uma parte que eu gostaria de citar, sobre uma derrota que os espanhóis sofreram quando tentaram tomar o mercado principal de Tenochtitlán, durante o cerco à cidade. Ei-lo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Neste desbaratamento em que nos envolvemos, os inimigos mataram trinta e cinco ou quarenta espanhóis, mais de mil índios nossos amigos e feriram mais de vinte cristãos, inclusive eu que saí ferido em uma perna. Também perdeu-se o tiro pequeno de campo que havíamos levado e muitas balistas, escopetas e outras armas. Todos os espanhóis que pegaram, vivos ou mortos, levaram para Tatebulco, que é o mercado. Ali os penduraram desnudos, abriram o peito e arrancaram o coração que ofereceram a seus ídolos. Os de Pedro de Alvarado puderam ver bem de perto o sacrifício dos corpos desnudos e brancos dos cristãos, tendo mergulhado em grande tristeza e desânimo e se retraído ao seu acampamento real, apesar de terem lutado muito bem aquele dia e quase conquistado o mercado, só não o conseguindo por vontade de Deus, que nos quis castigar por nossos pecados.</p>
<p style="text-align:justify;">[op. cit., p. 131]</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">E este Hernan Cortez que consegue ver até nos reveses que sofre a &#8220;vontade de Deus, que nos quis castigar por nossos pecados&#8221; não existe nos livros de história. Não conheço, repito, a história do México; mas, lendo estas cartas de Hernan Cortez, parece-me claro que este capitão espanhol não é santo, mas tampouco é o demônio que nos apresentam no Ensino Médio.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[HISTORY OF FRIDAY THE 13TH]]></title>
<link>http://weeklyworldnews.com/headlines/6275/history-of-friday-the-13th/</link>
<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 15:47:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Reginald Cunningham III</dc:creator>
<guid>http://weeklyworldnews.com/headlines/6275/history-of-friday-the-13th/</guid>
<description><![CDATA[For years, Friday the 13th has had the stigma of being an unlucky day.  Various sources contend as t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><a href="http://weeklyworldnews.com/headlines/6275/history-of-friday-the-13th/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6276" title="friday13th" src="http://weeklyworldnews.wordpress.com/files/2009/02/friday13th.jpg" alt="friday13th" width="375" height="200" /></a></p>
<p style="text-align:left;">For years, Friday the 13th has had the stigma of being an unlucky day.  Various sources contend as to why the day has been regarded with superstition. <!--more--></p>
<p>Why this day happens to draw unusual events, we are uncertain.  But here is a series of events that have added to Friday the 13th&#8217;s reputation for bad luck, and horror:</p>
<ul>
<li>Friday the 13th traces back to a Dutch holiday where mischievous children would sneak into graveyards at night and defecate on tombstones.</li>
</ul>
<ul>
<li>In France, Friday the 13th often fell on the day after the Feast of Saint Imbibecus.  Thus the day was often associated with terrible hangovers and poor choices made the night before.</li>
</ul>
<ul>
<li>The Aztecs brutally killed 39,000 in one day on Friday the 13th of August, 1539.  This was done at the request of the recently arrived Hernan Cortez, who claimed to be a god seeking tribute.  The next day he overthrew their empire.</li>
</ul>
<ul>
<li>One source says the number 13 has been unlucky since the Last Supper of Christ, where thirteen people were in attendance.</li>
</ul>
<ul>
<li>Hammurabi&#8217;s Code, the first set of state initiated laws, omits the number 13, leading some to believe the superstition dates back to Babylon in 1700 BC.  However archaeologists agree that there indeed was a thirteenth law that was scratched out.  Studies of ancient tablets indicate the law condoned cross dressing of government officials, but was probably removed at the advice of Hammurabi&#8217;s aides.</li>
</ul>
<ul>
<li>Genghis Khan is said to have tasted his first defeat on Friday the 13th.  This fight between Genghis and five other larger children fueled the inferiority complex which drove him to conquer a continent.</li>
</ul>
<ul>
<li>Most skyscrapers do not include a thirteenth floor.  Gregory Johnson bravely included a thirteenth floor in his designs for the Empire State Building in New York.  Three days after its completion, on a Friday, the weight of the building caused it to buckle and it crushed the thirteenth floor.  It has been structurally sound ever since.</li>
</ul>
<ul>
<li>In London&#8217;s summer of 1865, seven prostitutes, two flower sellers, three secretaries and a nun were assaulted on Friday July 13th by a crazy man wearing an athletic mask.  The assailant would jump out of the shadows and present them with literature supporting the Conservative Party.  As the women screamed and tried to run away, they were asked for donations repeatedly, up to 18 times in one case.</li>
</ul>
<ul>
<li>In 1881, a group of New Yorkers started The 13 Club, aimed at removing the superstitious stigma from the number.  At their first meeting on Friday the 13th, all thirteen members walked under a ladder into a room filled spilled salt and broken mirrors.  They all died in a freak accident involving a runaway truck and a rabid wolverine on its way to be put down.</li>
</ul>
<ul>
<li>On Friday June 13th of 1952, Massachusetts Governor Kyle McArthur banned all private automotive transportation on the unlucky day.  Nine overcrowded city buses crashed into each other in downtown Boston.</li>
</ul>
<ul>
<li>Billy Ray Cyrus, Bobby Brown, and Michael Bolton all released albums on Friday the 13th.</li>
</ul>
<p style="text-align:left;">How or why this day attracts the macabre we are unsure.  The Weekly World News wishes all its readers to have a happy and safe Friday the 13th.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Azteca ofreciendo mota a Cortes ]]></title>
<link>http://asiesmexico.wordpress.com/2009/02/02/azteca-ofreciendo-mota-a-cortez/</link>
<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 14:00:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fito Pardo</dc:creator>
<guid>http://asiesmexico.wordpress.com/2009/02/02/azteca-ofreciendo-mota-a-cortez/</guid>
<description><![CDATA[Este mural esta en la secretaria de Comunicaciones de México, DF, la verdad no se si era mota o otra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Este mural esta en la secretaria de Comunicaciones de México, DF, la verdad no se si era mota o otra cosa pero el mural esta muy gracioso, Hernán Cortez esta volteando a otro lado fijandose que no lo vean a su vez aceptando la planta o material verde extraño que trae el azteca a su lado, hay un Mexicano vestido de marinerito viendo a Cortez a los ojos como con desprecio de que esta aceptando (la mota) en fin si alguien sabe la historia real del mural de la &#8220;MOTA&#8221; por fa expliquen, no?</p>
<p><a href="http://asiesmexico.files.wordpress.com/2008/09/mota.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-488" title="mota" src="http://asiesmexico.wordpress.com/files/2008/09/mota.jpg" alt="" width="500" height="357" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cortez the Confused]]></title>
<link>http://fancynotions.wordpress.com/2008/12/09/cortez-the-confused/</link>
<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 19:19:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elizabeth Herndon</dc:creator>
<guid>http://fancynotions.wordpress.com/2008/12/09/cortez-the-confused/</guid>
<description><![CDATA[Los Feliz Blvd. between Hillhurst and Vermont: &#8220;Men! It appears that we have taken a wrong tur]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Los Feliz Blvd. between Hillhurst and Vermont:</em></p>
<p>&#8220;Men! It appears that we have taken a wrong turn in our travels. We are not in Mexico as expected but instead at the majestic steps of the neighboring cities of Barcelona and Corunna. We are back in our precious homeland.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1566" title="barcelonastairs" src="http://fancynotions.wordpress.com/files/2008/12/barcelonastairs.jpg" alt="barcelonastairs" width="470" height="353" /></p>
<p>&#8220;But we are conquistadors, men! We live to conquist. So what say after you execute the navigator, we go ahead and storm Barcelona? It&#8217;s not the Aztec empire, but what else are we going to do this afternoon? Come on, it&#8217;ll be fun. Can I hear a &#8220;graaah&#8221;? Graaah!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1567" title="barcelona" src="http://fancynotions.wordpress.com/files/2008/12/barcelona.jpg" alt="barcelona" width="470" height="627" /></p>
<p>&#8220;Okay, on the count of three, we charge!  One, two&#8230; hey, what&#8217;s that?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1568" title="barcelonasentinel1" src="http://fancynotions.wordpress.com/files/2008/12/barcelonasentinel1.jpg" alt="barcelonasentinel1" width="470" height="627" /></p>
<p>&#8220;Oh geez. A guard? I thought we took all the guards of Barcelona for our expedition. Who staffed this? Bernal?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1569" title="barcelonasentinel2" src="http://fancynotions.wordpress.com/files/2008/12/barcelonasentinel2.jpg" alt="barcelonasentinel2" width="470" height="627" /></p>
<p>&#8220;Two guards at the gates of Barcelona? Okay, where is Bernal?  Bernal, what is this? You know this isn&#8217;t acceptable. Our afternoon is ruined. What do you propose we do at this point now that we can&#8217;t storm Barcelona? (&#8230;) Storm Corunna? What is your problem, Bernal? Don&#8217;t you think they&#8217;re going to have the same guard situation as Barcelona? (&#8230;) No? You say you&#8217;re sure you took all of Corunna&#8217;s men, and they only have an old beach cruiser standing sentinel at the gates?&#8221;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1570" title="corunnasentinel" src="http://fancynotions.wordpress.com/files/2008/12/corunnasentinel.jpg" alt="corunnasentinel" width="470" height="389" /></p>
<p>&#8220;Well, today is your lucky day, Bernal. You get to keep your head.</p>
<p>&#8220;Men! To Corunna!&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cholula: mezcla de dos culturas]]></title>
<link>http://voslatina.wordpress.com/2008/10/08/cholula-mezcla-de-dos-culturas/</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 17:33:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Eduardo Mercado Salomón</dc:creator>
<guid>http://voslatina.wordpress.com/2008/10/08/cholula-mezcla-de-dos-culturas/</guid>
<description><![CDATA[     En esta ocasión toca el turno de hablar acerca de Cholula un municipio ubicado al oeste de la c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>     En esta ocasión toca el turno de hablar acerca de Cholula un municipio ubicado al oeste de la ciudad de Puebla, Mex. a escasos 20 minutos de dicha ciudad. En este lugar podemos encontrar el volcán activo mas grande del mundo, el Popocatepetl (montaña que humea).</p>
<p>     Además se puede apreciar los vestigios arqueológicos de uno de los mas importantes asentamientos que se levantaron desde el inicio de la era cristiana hasta el siglo XVI.</p>
<p>     Aquí se encuentran varias pirámides encimadas una tras otra de aproximadamente 450 m. por lado con una altura de 65, siendo mayor que la pirámide del Sol en Teotihuacan.</p>
<p>     Se cree que fue edificada en honor al dios de la lluvia y según las antiguas tradiciones, Quetzalcoatl permaneció un tiempo en Cholula abandonándola mas tarde para embarcarse a su destino final .</p>
<p>    Años mas tarde con la llegada de los españoles, Hernán Cortez  ordeno la matanza de decenas de guerreros para así erigir sobre las ruinas una ciudad colonial y en su afán de destruir las creencias de los indígenas edificaron encima de la pirámide una iglesia dedicada a la Virgen de Los Remedios.</p>
<p>    En la actualidad después de varios años de exploración se encontró el mural de las mariposas y en un edificio anexo se encontró el mural de los bebedores en el cual se observan mas de 100 figuras  bebiendo pulque en una ceremonia en honor a Octli (dios del pulque)  dicho mural tiene 56 m. de largo y se puede apreciar una reproducción de esta pintura.<br />
      <strong> Festivales</strong></p>
<p>  Se llevan a cabo celebraciones religiosas casi todo el año, incluyendo el Equinoccio el 21 de Marzo, cuando la gente se reúne en las pirámides. El domingo siguiente al miércoles de ceniza en Marzo, y en el ultimo viernes de Noviembre la mayoría de las iglesias participan en un concierto de campanas. La feria anual de Cholula es una muestra del folclor y de la forma de vida de la gente de esta área, incluyendo la comida que comen y la música que tocan, esto durante las primeras dos semanas de Septiembre, culminando el día de la independencia de México. Los mejores oportunidades de probar la comida local y sus bebidas son en estas ferias. Por ejemplo en la feria anual del Pan, un enorme horno de ladrillos, se construye en la plaza principal en donde los panaderos de Cholula y pueblo circunvecinos hacen demostraciones de la forma tradicional de hacer el pan – mas de 150 tipos de pan se exhiben y se compran.</p>
<p>Escrito por Liliana Hermosillo</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A..Z]]></title>
<link>http://lpereira.wordpress.com/2008/08/18/az/</link>
<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 19:32:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luís Guilherme Fernandes Pereira</dc:creator>
<guid>http://lpereira.wordpress.com/2008/08/18/az/</guid>
<description><![CDATA[Exemplo idiota Há algumas &#8220;dores e delícias&#8221; (pra começar citando &#8220;Caetano&#8221;)]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 375px"><a href="http://www.xkcd.com/458/"><img src="http://imgs.xkcd.com/comics/regrets.png" alt="Should I have hissed her?" width="365" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Exemplo idiota</p></div>
<p>Há algumas &#8220;dores e delícias&#8221; (pra começar citando &#8220;Caetano&#8221;) em ser audaz. Mas antes de continuar a ler, pare e leia isto aqui: <a href="http://julio-lemos.blogspot.com/2008/07/how-to-convince-groucho-marx-joining-my.html" target="_blank">http://julio-lemos.blogspot.com/2008/07/how-to-convince-groucho-marx-joining-my.html </a></p>
<p>Podemos tentar definir audácia de várias formas, a minha preferida, por ser abrangente o suficiente, é: &#8220;sair da zona de conforto por um objetivo&#8221;. Como disse o <a title="Gropius" href="http://gropius.org" target="_blank">Christian</a> num comentário no meu recente artigo <a title="B &#38; C" href="http://lpereira.wordpress.com/2008/07/21/b-c">B&#38;C</a>,&#8221;aos bons falta o ímpeto dos maus&#8221;. Discordo, e para cutucar o <a title="Meio Gêmeos" href="http://meiogemeos.wordpress.com" target="_blank">Leo</a> de novo, eu corrigiria a frase para: &#8220;aos bonzinhos falta o ímpeto dos maus, que também é dos bons&#8221;. Como disse no mesmo artigo, o bonzinho não assalta um banco porque tem medo, o  bom porque não deve.</p>
<p>Farei aqui uma confissão pública: diversas atitudes torpes não foram tomadas de minha parte, não por senso do dever, responsabilidade, consciência do que é correto, mas por simples medo das conseqüências. Mas aqui não é confessionário, e nenhum padre me lê pra me dar o perdão sacramental. Vamos falar de atitudes moralmente neutras.</p>
<p>Demorei mais de 24 anos para aprender a andar de bicicleta. Aprendi há um mês, mais ou menos. Aprendi naquelas&#8230; Hoje, saindo de casa para fazer a barba e dar feliz aniversário pessoalmente à Izabel, antes de viajar para Porto Alegre (viagem que seria posteriormente cancelada), lembrei que havia aprendido a andar de bicicleta. Só havia feito trechos curtíssimos, e muito dentro da zona de conforto, tirando as duas primeiras vezes que tentei. Hoje, estava com um pouco de pressa, tinha pouco tempo, e resolvi pegar a bicicleta (na pior das hipóteses, eu vou carregá-la na mesma velocidade em que ando). Corri alguns riscos, a bicicleta tombou algumas vezes, uma boa parte do percurso eu nem tentei fazer (subidas muito íngremes, ruas movimentadas), mas a tímida audácia valeu a pena. Ganhei um tempo preciosíssmo que me faria falta.</p>
<p>Mas digo, não aprendi a andar de bicicleta todo esse tempo por dois medos: dos tombos e da vergonha. Passei um pouco de vergonha, me ralei um pouco (e foi bem pouco) no começo, mas o saldo é positivo.</p>
<p>A audácia é necessária. Num artigo recente sobre liderança do &#8220;<a href="http://artofmanliness.com" target="_blank">The Art of Manliness</a>&#8221; (a arte da macheza) &#8212; blogue excelente recomendado-me pelo Zé &#8211;, é dito com todas as letras: não é um líder quem não arrisca. Ou, em bom português, &#8220;quem não arrisca não petisca&#8221; (em bom inglês: nothing ventured, nothing gained).</p>
<p>Duas coisas são importantes no caminho da audácia: o sucesso e o fracasso. Parece óbvio, mas cada um é importante em um aspecto. O sucesso para manter a motivação, se somos audazes e fracassamos sempre, voltaremos à nossa medíocre zona de conforto. O fracasso para não nos assoberbarmos nem nos acharmos super-homens. Na medida em que somos audazes e conseguimos cumprir nossos propósitos sempre, podemos desenvolver um comportamento temerário.</p>
<p style="text-align:left;">É importante tomar um não no pedido de emprego, tomar um tombo de bicicleta, ver algo que tinha tudo pra dar certo dar errado, porque mantém nossos pés no chão. Mas tentando ter uma audácia mais firme e virtuosa a cada dia, eu vejo que vale a pena. A raiva, a dor, a sensação de impotência, isso é passageiro. Os ganhos para a alma são eviternos. <em>A cojer las cuerdas y picos, </em>aquela coisa toda&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p style="text-align:left;">Meus artigos, por uma coincidência &#8212; ou, pelo menos, de forma não planejada &#8212; vêm num crescendo nesse tema. Primeiro sobre a coragem, depois sobre a ousadia e o ímpeto e, agora, sobre a audácia. Ainda mais depois de ler o artigo do Julio, com a &#8220;jaculatória&#8221; de Hernan Cortez no fim. Esse é um tema muito importante para qualquer um que queira ser mais que morno, mais que bonzinho, mais que cumpridor das regras. A audácia é algo que nos torna (os homens) verdadeiramente viris e, no âmbito antrópico, plenamente humanos</p>
<p style="text-align:left;">Aproveito para um comentário marginal. Em uma campanha política, é preciso audácia também, e o <a href="http://www.cesarkyn25555.can.br">César</a>, <a href="http://www.cesarkyn25555.can.br" target="_blank">candidato a vereador</a> (e amigo meu) está cumprindo com isso. É preciso coragem para enfrentar as adversidades e ousadia para encarar situações novas, ainda mais apenas com o dinheiro de doações de amigos e obedecendo à lei eleitoral (não obedecê-la ajuda muito). Sim, eu forcei a barra só para recomendá-lo como<a href="http://cesarkyn25555.can.br" target="_blank"> candidato a vereador em Campinas</a>, mas não é só isso, é claro. Audácia tem, e muito, a ver com a sua campanha.</p>
<p style="text-align:left;">Por fim, voltando, um outro escrito meu que talvez valha a pena a releitura, com a nova visão sobre coragem, ousadia e audácia, ainda mais em tempo de olimpíadas e eleições, é o &#8220;<a href="http://lpereira.wordpress.com/2007/07/25/vencer-e-perder/">Vencer e Perder</a>&#8220;. Se tiver um tempinho, dê uma conferida. Obrigado por me ler e até mais!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Azteca de oro - Azteca de sangre]]></title>
<link>http://merixon.wordpress.com/2008/03/14/azteca-de-oro-azteca-de-sangre/</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 21:13:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>merixon</dc:creator>
<guid>http://merixon.wordpress.com/2008/03/14/azteca-de-oro-azteca-de-sangre/</guid>
<description><![CDATA[Cand Hernan Cortez a debarcat in secolul al XVI-lea pe coasta Americii Centrale si a Mexicului de az]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#c0c0c0;"><a title="Teotihuacan" href="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/480872775_c430274264_b.jpg"><img src="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/480872775_c430274264_b.jpg" alt="Teotihuacan" width="409" height="198" /></a></span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Cand Hernan Cortez a debarcat in secolul al XVI-lea pe coasta Americii Centrale si a Mexicului de azi, a descoperit una dintre cele mai marete civilizatii ale tuturor timpurilor: aztecii. Pentru a putea intelege poporul aztec, trebuie intai sa il cunoastem pe acesta: modul de viata, obiceiurile si, mai presus de toate, credinta si religia acestuia. Politeisti, aztecii s-au remarcat nu atat prin varietatea credintei lor (zei,legende si mituri), cat prin inegalabila conceptie despre viata si moarte si despre instabilitatea Cosmosului, care le motiva sava</span><span style="color:#c0c0c0;">rsirea de sacrificii.</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Pentru inceput, trebuie sa amintim de modul de viata al aztecilor din punctul de vedere al asezarilor umane. Conform legendei, in anul 1200, aztecii au coborat spre sud, in valea fertila a Mexicului. De asemenea, legenda mai povesteste cum Huitzilopochtli, zeul Soarelui si al razboiului, le-ar fi spus aztecilor sa isi intemeieze primul oras in locul in care vor vedea un vultur stand pe un cactus si tinand in gheare un sarpe. Se pare ca in jurul anului 1325 locul a fost gasit si satul intemeiat aici a fost numit Tenochtitlan. Construit intr-o zona mlastinoasa consolidata, Tenochtitlan a devenit in 1415 capitala Imperiului Aztec, iar in 1500 era probabil cel mai mare oras al lumii in momentul respectiv. Cand au ajuns pentru</span><span style="color:#c0c0c0;"> prima data in acest oras , conquistadorii spanioli au fost surprinsi si totodata impresionati de ceea ce fusesera in stare sa construiasca aztecii. Asemenea Venetiei,Tenochtitlan era format din mai multe insule si canale, legatura cu uscatul fiind realizata prin intermediul unui drum construit de-a lungul unui dig inalt. Orasul era inconjurat de gradini extrem de fertile, ceea ce favoriza activitatea agricola a locuitorilor. Apa potabila ajungea pe insula prin intermediul unor conducte. De asemenea, strazile orasului erau deosebit de curate; erau maturate, iar gunoiul era transportat cu slepuri. Orasul cuprindea locuintele aztecilor, dar cel mai important lucru de remarcat este piramida inalta de peste 30 de metri din centrul pietei. Piramida pe care o asociem in mod automat cu sacrificiile. Aici intervine problema conceptiei asupra vietii si asupra echilibrului lumii. Acest echilibru era legat de problema timpului, si anu</span><span style="color:#c0c0c0;">me de calendarul aztec. Astronomi desavarsiti, aztecii au reusit sa calculeze eclipsele cu un secol inaintea europenilor. &#8220;Din lanurile lor de porumb, locuitorii vechiului Mexic au stabilit durata anului astronomic cu o precizie pe care abia calculatoarele moderne au atins-o si au intrecut-o.&#8221; (Octavian Paler, <em>Caminante</em> ). La azteci, un secol era alcatuit din<strong> </strong>52 de ani si astfel, la fiecare secol implinit focurile erau stinse si era asteptata aparitia stelei Aldebaran, care urma sa le confirme amanarea cataclismului cu inca un secol. Daca nu, Soarele nu mai avea sa rasara a doua zi. Tot conform miturilor aztece, lumea fusese creata de catre zei pana atunci de cinci ori si distrusa de patru: prima data oamenii au fost devorati de jaguari, a doua oara Pamantul a fost devastat de uragane, a treia oara focul a pustiit totul si a patra oara a fost acoperit de apa si oamenii au fost transformati in pesti. Se presupunea ca a cincea oara, si ultima, oamenii si Pamantul aveau sa fie distrusi de cutremure. &#8220;Cand steaua Aldebaran ajungea la zenit, un prizonier era asezat pe piatra de sacrificiu. Ii era deschis pieptul cu un c</span><span style="color:#c0c0c0;">utit de obsidian si smulsa inima. In locul ei era pus un vas de turcoaza, continand o bucata de lemn cu care era aprins focul, de la care toti isi aprindeau tortele. Focul regenerator&#8230; . La ivirea zorilor, aztecii respirau usurati. Inca o data, isi imaginau ei, au platit prin sange verdictul cerului.&#8221;(O.Paler, <em>Caminante</em> ). Dar acesta nu era modul complet in care sacerdotii azteci savarseau sacrificiile. Dupa ce inima era scoasa cu cutitul de obsidian, era ridicata si aratata zeilor inca batand, dupa care pielea celui sacrificat era luata de pe trup si imbracata de catre preoti, astfel ei desfasurandu-si diferite dansuri rituale. Se mai spune, de asemenea, ca setea de sange a aztecilor era atat de mare si de nestapanit incat acestia duceau razboaie numai pentru a prinde prizonieri pe care urmau sa ii sacrifice, uciderea lor pe campul de lupta fiind un lucru de neinchipuit. De exemplu, la inaugurarea templului de la Tenochtitlan au fost sacrificati 20.000 de prizonieri! Paler scria: &#8220;In cronicile lor, semnul pentru sange e inlocuit adesea cu semnul pentru piatra pretioasa sau cel putin pentru floare &#8230; Nu era un inamic ucis cu ura, ni se spune, ci un mesager trimis zeilor sa-i regenereze. Razboinicul care-l lua in captivitate plangea cu el si il numea fiul meu &#8230;&#8221;. Pe langa aceste stranii gesturi de afectiune fata de cei sacrificati, aztecii ii tratau intr-un mod iesit din comun, atat din punct de vedere social cat si din cel al sanatatii, pentr</span><span style="color:#c0c0c0;">u ca ofranda sa fie binevenita de catre zei.</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Dupa cum aminteam, zeii si religia ocupau un loc aparte in viata acestui popor. Nu sunt amintite nicaieri numele tuturor zeilor, dar cei mai importanti erau: </span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"><a title="250px-tlaloc_codex_rios_p20r.jpg" href="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/250px-tlaloc_codex_rios_p20r.jpg"><img src="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/250px-tlaloc_codex_rios_p20r.thumbnail.jpg" alt="250px-tlaloc_codex_rios_p20r.jpg" /></a></span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Tlaloc &#8211; zeul ploii</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"><a title="huitzilopochtli.jpg" href="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/huitzilopochtli.jpg"><img src="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/huitzilopochtli.thumbnail.jpg" alt="huitzilopochtli.jpg" /></a></span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"> Huitzilopochtli &#8211; zeul Soarelui si al razboiului</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"><a title="39-coatlicue.jpg" href="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/39-coatlicue.jpg"><img src="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/39-coatlicue.thumbnail.jpg" alt="39-coatlicue.jpg" /></a></span><span style="color:#c0c0c0;"> </span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Coatlicue &#8211;  zeita cu fusta de serpi</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"><a title="quetzalcoatl.jpg" href="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/quetzalcoatl.jpg"><img src="http://merixon.wordpress.com/files/2008/03/quetzalcoatl.thumbnail.jpg" alt="quetzalcoatl.jpg" /></a></span><span style="color:#c0c0c0;"> </span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Quetzalcoatl &#8211;  sarpele inaripat, simbol al libertatii</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"> Putem spune ca cel din urma a jucat un rol important in soarta marelui imperiu. Legenda spune ca odata disparut, sarpele inaripat avea sa se intoarca pe mare la o anumita data. Insa coincidenta a facut ca aceasta data sa fie aceeasi cu cea a sosirii lui Cortez, tot pe mare. Astfel, Moctezuma, regele aztecilor, a cedat oarecum in fata spaniolior, conducatorul lor fiind asociat cu Quetzalcoatl. Se spune, de asemenea, ca Moctezuma isi trimitea oastea la lupta pentru o cauza deja pierduta, lucru stiut de el.</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">Exista numeroase alte lucruri remarcabile de spus despre cultura azteca, urmasa a mayasilor, dar cel mai vibrant intre stancile istoriei este curajul inexplicabil, dar dovedit, in fata zeilor si a cerintelor acestora si, ca un adevarat paradox, viata insuflata in intreaga lor cultura. Oare steaua Aldebaran continua sa apara si acum sau lumea a luat sfarsit?</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;"><em>Alte informatii interesante :</em></span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">- Piramida de la Tajin are 365 de trepte, una pentru fiecare zi a anului.</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">- Primul porumb cultivat in Europa provenea din peninsula Yucatan (Mexic), de la Valladolid.</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">- Saptamana din calendarul aztec era formata din 13 zile.</span></p>
<p><span style="color:#c0c0c0;">- La debarcarea pentru prima data pe tarmul peninsulei Yucatan, conquistadorii i-au intrebat pe bastinasi cum se numea tinutul. Acestia raspunzand<em> Ciu than </em>(nu te inteleg), spaniolii au numit peninsula Ciuthan, iar ulterior Yucatan.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[El ultimo pueblo Taino - Boyá, la primera reservacion indígena en las Américas]]></title>
<link>http://descubriramerica.wordpress.com/2008/01/26/el-ultimo-pueblo-taino-boya-la-primera-reservacion-indigena-en-las-americas/</link>
<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 16:37:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>walter</dc:creator>
<guid>http://descubriramerica.wordpress.com/2008/01/26/el-ultimo-pueblo-taino-boya-la-primera-reservacion-indigena-en-las-americas/</guid>
<description><![CDATA[Boyá, uno de los últimos reductos de vida indígena Boyá se encuentra en la Republica Dominicana, ubi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h2><span style="color:#ff0000;">Boyá, uno de los últimos reductos de vida indígena<br />
</span></h2>
<p align="left">Boyá se encuentra en la Republica Dominicana, ubicado al nordeste de Santo Domingo, en la ruta de acceso a la montañosa región denominado Los Haitises, seis kilómetros después de la ciudad de Monte Plata. El valor histórico y la fundación del pueblito guarda estrecha relación con el destino de los primeros pobladores o nativos de Quisqueya y, por vía de consecuencia, con la construcción de una iglesia católica que data del 1540, época en que España expandía sus dominios sobre las nuevas tierras conquistadas en el Nuevo Mundo.</p>
<p align="left">La palabra Boyá es de origen taíno y guarde algún tipo de relación con la abundancia de ríos de la demarcación y con las condiciones altibajas de las tierras o pastos comuneros rodeados de montañas, donde establecieron morada definitiva los remanentes de los aborígenes de la isla La Española.</p>
<div style="text-align:center;"><a title="la-iglesia-de-boya.jpg" href="http://www.livio.com/HistoriadeBoya.html" target="_blank"><img src="http://descubriramerica.wordpress.com/files/2008/01/la-iglesia-de-boya.jpg" alt="la-iglesia-de-boya.jpg" /></a></div>
<p align="left">La iglesia, construida de ladrillo y adobe al estilo de los demás edificaciones y monumentos de su género levantados por los conquistadores en América, ha resistido a través de los siglos las embestidas de huracanes y terremotos. Sobre el origen del templo y las razones para su construcción en una villa de contados vecinos y relativamente lejana al asiento del gobierno español establecido en la ciudad de Santo Domingo, hay una prolífica documentación histórica que con atinada sustentación permiten asegurar que Boyá fue el último reducto de los aborígenes de isla.</p>
<p>El nombre Boyá comienza a aparecer en las crónicas coloniales justamente después del acuerdo de paz suscrito entre España y Enriquillo, el cual puso fin a la primera sublevación indígena de América en contra de los abusos e injusticias de los conquistadores, estado de barbarie que llegó a su máxima expresión con el sistema de encomiendas o repartos de indios que comenzó a verificarse en La Española a partir de 1511.</p>
<p>El armisticio efectuado en 1533 dio lugar a la aparición de Boyá como territorio para el asentamiento definitivo del último reducto de los aborígenes de Quisqueya. Empero, con el surgimiento de Boyá moría la raza indígena, un hecho que trasciende las fronteras de la isla, desborda los linderos de América y perpetúa en la cima de la universalidad histórica ese barroso terruño situado en la jurisdicción de la provincia Monte Plata.</p>
<p>Fray Bartolomé de las Casas, uno de los más connotados cronistas de la época y testigo de excepción de los hechos acaecidos durante la Conquista, es quien primero señala concreta mente al pueblo de Boyá, en su Historia General de Indias, cuando comenta las incidencias del acuerdo de paz firmado entre el capitán español Francisco Barrionuevo y el cacique Enriquillo.</p>
<p>Las Casas sostiene que el nombre de Boyá, como demarcación o paraje ya existente en la isla que los aborígenes llamaron Quisqueya, fue determinado por el propio Enriquillo para congregarse con los suyos, unos cuatro mil indígenas de un total de aproximadamente más de un millón que habitaban la isla hasta el 5 de diciembre de 1492, a raíz de la llegada de los españoles.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;"><span style="color:#808000;"><strong> El padre Las Casas precisa que la Corona, representada en su gobierno de ultramar, que lo era la Real Audiencia de Santo Domingo, y expresa disposición en ese sentido dada por el rey Carlos V, convino con Enriquillo y los escasos indios que sobrevivieron a los catorce años de rebelión en el Bahoruco, en que éstos fueran a vivir en los predios que ellos mismos eligieran.</strong></span></p>
</blockquote>
<p>El historiador José Gabriel García reposta ese juicio en su<span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> </span>Historia de Santo Domingo<strong><em>, </em></strong> al afirmar que  Enriquillo se estableció en Boyá, <em><strong>“la comarca situada a 65 leguas de la ciudad de Santo Domingo por recomendación del padre Bartolomé de Las Casas, a quien el indio acogió como su protector</strong>”</em>. Y sigue diciendo García en su obra  señalada: <strong><em>“El cacique moriría dos años después, en 1535, a causa de la tuberculosis crónica que padecía, agravada en los fragores de la contienda bélica”</em></strong>. Cabe destacar que sólo hay coincidencia entre Utrera y García en  torno la fecha en que se produjo la muerte de Enriquillo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Gonzalo Fernández de Oviedo, cronista de la Colonia establecido en México después que Hernán Cortés fuera proclamado emperador de Nueva España, en su <strong>Historia Natural de Indias</strong> escrita en 1548, recoge en sus páginas que el santuario de Boyá, en la isla de Santo Domingo, fue construido por disposición del rey Carlos V algunos años después al fallecimiento de Enriquillo <strong>“en honor a la fe católica del indio”</strong>.</p>
<p><a title="enriquillo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enriquillo" target="_blank"><img src="http://descubriramerica.wordpress.com/files/2008/01/enriquillo2.jpg" alt="enriquillo2.jpg" align="right" /></a> Y, en efecto, el padre Las Casas corrobora esa aseveración cuando afirma que Enriquillo aceptó la fe católica durante su breve estancia en Santo Domingo después de los hechos bélicos del Bahoruco, a ruegos de él y otros sacerdotes dominicos que oficiaban misas en la Catedral Santa María la Menor, la primera iglesia de esa categoría construida en el Nuevo Mundo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">De  su lado, Manuel de Jesús Galván, en su célebre novela “Enriquillo”<strong><em>,</em></strong> indistintamente habla de Boyá como morada definitiva de los indios incondicionales al cacique Enriquillo. En su renombrada obra encontramos por primera vez el nombre de Santa María de Boyá, lugar que define <em><strong>“como asilo  sagrado, donde al fin el cacique, su esposa Mencía y sus fieles seguidores  disfrutaron de paz y tranquilidad”.</strong></em></p>
<p>Específicamente, Galván destaca que camino a Santo Domingo después de la misa celebrada en la iglesia de Azua, el tránsito de Enriquillo, su esposa Mencía y sus incondicionales guerreros <strong><em>“fue una serie ininterrumpida  de obsequios, que como a porfía les tributaban todas las poblaciones”</em></strong>, y a  continuación acota que <strong><em>“en la capital les hicieron fastuoso recibimiento y entusiasta ovación las autoridades, el clero y los vecinos, todos manifestando el anhelo de conocer y felicitar al venturoso caudillo”</em>.</strong></p>
<p>Más adelante, Manuel de Jesús Galván apunta lo siguiente: <em><strong>“Las capitulaciones suscritas en el Bahoruco fueron fielmente guardadas por las autoridades españolas, y Don Enrique pudo elegir, cuando le pudo, asiento y residencia en un punto ameno y feraz, situado al pie de las montañas del Cibao, a una corta distancia de Santo Domingo”</strong></em>.</p>
<p>Y de inmediato señala que en ese lugar fundó Enriquillo el pueblo que aún subsiste con el nombre de Santa María de Boyá, donde por disposición del rey Carlos V jamás sufrieron los indígenas las hostilidades a que fueron sometidos por los españoles desde el momento mismo en que Cristóbal Colón pisó tierra en Quisqueya.</p>
<p><em><strong> “Hasta el término de sus días ejerció Don Enrique (Enriquillo) señorío y mixto imperio sobre aquella población de cuatro mil habitantes”</strong></em> (que a  ese guarismo quedaron reducidos los indios de la toda la isla), recoge en sus  páginas Galván en su novela Enriquillo.</p>
<p>Ciertamente Enriquillo, de acuerdo a los cronistas y los más fehacientes testimonios de la época, murió dos años después de establecerse con los suyos en Boyá.</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;" align="center"><strong> </strong><span style="color:#808000;"><strong>“Sobrevivió poco tiempo a su bello triunfo, y fue arrebatado por la muerte al amor y la veneración de los suyos, y a la sinceridad estimación y el respeto de los españoles”.</strong></span></p>
</blockquote>
<p>Otro aspecto importante en que Galván coincide con Las Casas es el relativo a la construcción de la iglesia en Boyá. Mientras el dominico Las Casas dejó escrito para la posteridad que el rey Carlos V dio instrucciones a sus súbditos en La Española para que se respetara la integridad física de los indios y se les ofrecieran facilidades de vida, Galván asegura que por diligencia de Mencía fue posible la construcción del santuario y, sobre ese particular, precisa: <em><strong>“Su bella y buena consorte llegó a la ancianidad, siempre digna y decorosa, dejando cifrada su fidelidad conyugal de un modo duradero en la linda iglesia de Boyá, construida a costa de Mencía para servir de honroso sepulcro a las cenizas de Enriquillo”.</strong></em></p>
<p>Respecto a la construcción del santuario católico de Boyá no se tiene una fecha exacta, pero se ha establecido por las referencias históricas de los cronistas que ya existía para 1548. (Las Casas y Oviedo escribieron sus Historias de Indias en los años subsiguientes al 1540).</p>
<h2><span style="color:#ff0000;">Aztecas capturados en la península de Yucatán radicados en Boyá?</span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Otros acontecimientos acaecidos en la isla durante la Conquista también fortalecen la hipótesis de que el caserío de Boyá fue el cementerio de los aborígenes de Quisqueya, como fue la orden dada por la Corona a través del gobernador de Cuba, Diego Velázquez, a Cortés cuando se hizo a la mar a la conquista de México, luego de que Juan Grijalva explorara las costas de Belice y Yucatán, para que el navegante repatriara hacia Santo Domingo y Cuba los primeros indígenas capturados.</p>
<blockquote><p><span style="color:#808000;"><strong>El propósito de España era repoblar ambas islas tras el exterminio masivo de sus aborígenes a que fueron cruelmente sometidas durante las primeras décadas de la colonización.</strong></span></p></blockquote>
<p>Cortés, quien con anterioridad se desempeñó como escribano u oidor del cabildo de Azua, <a title="hernan-cortes" href="http://es.wikipedia.org/wiki/Hern%C3%A1n_Cort%C3%A9s" target="_blank"><img src="http://descubriramerica.wordpress.com/files/2008/01/hernan-cortes.jpg" alt="hernan-cortes.jpg" align="right" /></a>desoyó las instrucciones dadas por Velásquez tan pronto llegó a la Isla de Tris, luego llamada Isla de Términos, hoy conocida como Ciudad del Carmen, en el actual Estado de Campeche, en el Caribe mexicano.</p>
<p>El aventurero español, al observar la riqueza y cultura mayas, con modernas edificaciones enclavadas en apartados y montañosos lugares de su territorio, quemó las naves para justificar su imposibilidad material de regresar a Santo Domingo y cumplir con las disposiciones recibidas.</p>
<p>Al contrario, Cortés ensanchó sus dominios en otras demarcaciones de la civilización maya hasta llegar a Tecnotithlán, llegando incluso a pactar con Moctezuma para enfrentar las tropas españolas enviadas por Diego Velásquez desde Cuba desde que éste tuvo conocimiento de la insólita in subordinación de su protegido.</p>
<p>Sin embargo, años después Cortés convino en la repatriación a La Española de algunos mayas capturados debido a la insistencia de España de procurar la repoblación indígena de la isla tan cruelmente diezmada por sus implacables huestes.</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Oviedo, en su obra ya citada,  asegura que<strong>:<span style="color:#808000;"><em>“algunos aztecas capturados en la península de Yucatán fueron  trasladados a Santo Domingo y radicados en el caserío de Boyá”</em></span></strong></p>
</blockquote>
<p>En la iglesia de Boyá está una lápida construida debajo del altar, escrita en lengua taína, donde figuran algunos nombres de indígenas que murieron en la comarca y que fueron sepultados en el templo, entre ellos la cacica Mencía, esposa de Enriquillo. No se puede asegurar, sin embargo, si los demás indios que allí recibieron cristiana sepultura fueran súbditos del cacique Enriquillo o pertenecieran a los mayas traídos a la demarcación.</p>
<p>De comprobarse que los restos que reposan en esa lápida son de aborígenes aztecas, éstos serían los primeros aborígenes del Nuevo Mundo confinados a otra tierra distinta a la suya en cultura, lengua, costumbres y clima.</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#808000;"><strong>Boyá, pueblito dormido en el tiempo y el olvido, sirvió de cementerio a una raza que pagó con su vida la decorosa osadía de enfrentar hasta la muerte la barbarie y la opresión del intruso e insaciable verdugo español.</strong></span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a title="Los Tainos de la isla de hispaniola" href="http://descubriramerica.wordpress.com/los-tainos-llegaron-a-la-isla-de-hispaniola/" target="_blank"></a></p>
<div style="text-align:center;">
<div>
<h5><span style="color:#99cc00;">Breve  Historia de Boyá, escrita por Tony Pina, periodista dominicano</span></h5>
<p align="left"><span style="color:#ffffff;">o</span></p>
<h2><span style="color:#ff0000;">El mito de la extinción        de la cultura Taína </span></h2>
<p align="left">Casi todas las historias dicen que los últimos Taínos de la isla Hispaniola eran los que se rebelaron con el Cacique Enriquillo en los años del 1519 hasta el 1534. Con el primer trato escrito entre los indios y una corona de Europa, Enriquillo y su gente recibieron su propio pueblo, Boyá, — un pueblo que, unos años más tarde, un grupo de africanos rebeldes le quemó, matando a todos los residentes que no huían a las partes periferias de la isla, a los desiertos y a las montañas.</p>
<p align="left"><a title="la-herencia-taina" href="http://www.kacike.org/NewDirections.html" target="_blank"><img src="http://descubriramerica.wordpress.com/files/2008/01/la-herencia-taina.jpg" alt="la-herencia-taina.jpg" align="right" /></a>Algunos documentos legales de la época testifican que un gran número de Taínos huía de los españoles. Algunos de los cimarrones se fueron a otras islas o a tierra firme. Otros se escondían en las montañas y desiertos de la isla hispaniola &#8211; preferían dejar detrás sus valles fértiles y vivir libre en tierras menos hospitalarias. Para mediado del siglo XVI, la mayoría de los españoles se habían mudado a Santo Domingo y sus alrededores. En 1555, una patrulla española descubrió cuatro pueblos “llenos de indios que nadie sabía” &#8211;un pueblo cerca de Puerto Plata, otro, muy cerca, en la costa del Mar Atlántico, uno en la península de Samaná, y uno al noroeste de la isla, en el Cabo San Nicolás. Es evidente que, después de unos cincuentas años, los indios cimarrones habían decidido regresar a las costas y valles fértiles del norte porque los españoles las dejaron.</p>
<blockquote>
<p align="left"><span style="color:#808000;"><strong>Ha llegado la hora enterrar la creencia equivocada de que todos los Taínos se murieron.</strong></span></p>
<p align="left"><strong><span style="color:#808000;">El mito de la superioridad de todo lo que es español tiene su fundamento en una historia muy torcida entre los últimos 500 años, los años de la conquista y la ascendencia de los europeos a la cima del escenario mundial de la economía. La historia se torció porque los mismos historiadores eran los conquistadores europeos, y ellos confundieron una superioridad económica con una superioridad social y cultural. </span></strong></p>
</blockquote>
<p align="left"><span style="color:#ffffff;">o</span></p>
<h2><span style="color:#ff0000;">La sobrevivencia de la cultura Taína en la República Dominicana</span></h2>
<p align="left">Históricamente, la identidad nacional de la Republica Dominicana ha sido basada en los relatos del Colonialismo Español acerca de la extinción de la gente indígena y en las ideologías del progreso y la civilización que están ubicadas dentro de la visión de la Hispanidad. Así que los dominicanos están desconectados de sus antepasados y de su herencia cultural indígena.</p>
<p align="left">Esta herencia, junto a las pruebas históricas de la sobre vivencia Taína comprueban que la historia de la extinción Taína nunca ha sido verdadera.</p>
<p align="left">En un sentido, la colonización española estaba victoriosa: declaraban que los Taínos estaban extintos y surgió una ideología nacionalista hispana que ha dominado discusiones de la identidad del país. Pero, con una reexaminación mas enfocada en la persistencia de formas culturales con orígenes Taínos, vimos su fortaleza. Las raíces de la cultura tradicional Dominicana son verdaderamente Taínas. Los Dominicanos quienes reflexionan sobre la extinción de los Taínos que aprenden en las escuelas y en la cultura nacionalista, entienden que es un cuento parcial de su identidad.</p>
<blockquote>
<p align="left">El profesor Dominicano Antonio de Moya escribió que <span style="color:#808000;"><strong><em>&#8220;El genocidio Taíno es la gran mentira de nuestra historia&#8230; los Taínos dominicanos siguen viviendo 500 años después del contacto europeo&#8221;. </em></strong></span></p>
</blockquote>
<h5><a title="Revista de la historia y antropolog�a de los ind�genas del Caribe" href="http://www.kacike.org/FerbelEspanol.html" target="_blank"><span style="color:#0000ff;"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-family:Times New Roman;"><strong>Dr. Pedro J. Ferbel Azcarate</strong></span></span></span></a></h5>
</div>
</div>
<div style="text-align:center;"><a title="Los Tainos de la isla de hispaniola" href="http://descubriramerica.wordpress.com/los-tainos-llegaron-a-la-isla-de-hispaniola/" target="_blank"><img src="http://descubriramerica.wordpress.com/files/2008/01/caritas_enriquillo.jpg" alt="caritas_enriquillo.jpg" /></a></div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["DELLA NATURA DEL DESIDERIO 2" - Bianca Madeccia]]></title>
<link>http://biancamadeccia.wordpress.com/2007/11/22/crepe/</link>
<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 13:30:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bianca Madeccia</dc:creator>
<guid>http://biancamadeccia.wordpress.com/2007/11/22/crepe/</guid>
<description><![CDATA[La leggenda narrava che Koyaanisqatsi, lo scintillante serpente piumato, sarebbe arrivato dall]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a title="crepa.jpg" href="http://biancamadeccia.wordpress.com/files/2007/11/crepa.jpg"><img src="http://biancamadeccia.wordpress.com/files/2007/11/crepa.jpg" alt="crepa.jpg" width="400" height="500" align="middle" /> </a></p>
<p align="justify"><span style="color:#666699;"> La leggenda narrava che Koyaanisqatsi, lo scintillante serpente piumato, sarebbe arrivato dall&#8217;est. Lo avrebbero riconosciuto dalla luce che emanava la pelle. Avrebbe portato felicità, potenza, gloria e salvezza eterna per tutti.Per queste ragioni, grandi erano l&#8217;attesa e la speranza.</span></p>
<p align="justify"><!--more--><span style="color:#666699;">Lo straniero Cortéz non era un dio. Era un cinico teatrante. Neanche dei migliori. Un uomo piccolo e oscuro ma pronto a tutti i trucchi. E arrivava dall&#8217;est. Portava con sé solo una corazza, un cappello piumato, dieci uomini allo stremo e il virus della peste nera.Quando apparve, il sole era alto e batteva sulla metallica armatura. Riflessi, niente altro che riflessi. Un gioco di collanine e cianfrusaglie. </span></p>
<p align="justify"><span style="color:#666699;">Quel popolo, che pure ingenuo non era, fu abbagliato dall&#8217;attesa. Non ebbe bisogno di altro per dare forma al desiderio. E a Cortéz bastarono due secondi per vedere l&#8217;oro che splendeva ovunque. Dunque, fu una pura questione di coincidenze. Questa è sempre stata, nei fatti, l&#8217;essenza dell&#8217;inganno che ha attraversato secoli, mari, uomini, popoli per giungere immutato fino a te.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#666699;">Io non sono la tua divinità scintillante. Sei tu che mi stai costruendo addosso l&#8217;abito del tuo desiderio. O meglio, è la tua speranza che mi dà forma. Io sono solo una durissima corazza scintillante baciata dal sole di mezzogiorno. Un miraggio vuoto. Un oscuro Cortèz di passaggio. Un fantasma. Tutto il resto, l&#8217;ha costruito la tua solitudine.</span></p>
<p align="justify"><span style="color:#666699;"> </span><span style="color:#666699;">(Nell&#8217;anno del signore 1519 alcune centinaia di uomini con pochi cavalli si imbarcano da Cuba diretti verso le coste del Messico. Al comando della spedizione Hérnan Cortéz, che alcuni anni prima ha lasciato la Spagna per cercare oro, gloria e fortuna nel Nuovo mondo).</span></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><span style="color:#666699;">(&#8220;Della natura del desiderio 2&#8243;, Cinque Movimenti)</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
