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	<title>historia-de-esparta &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "historia-de-esparta"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 17:30:58 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Leónidas, um Herói imortal]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2009/07/23/leonidas-um-heroi-imortal/</link>
<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 18:51:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quem nunca ouviu a célebre frase de Leónidas em resposta a um espartano, aquando da Batalha das Term]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://espartano.wordpress.com/files/2009/03/last_stand.jpg" alt="last_stand" title="last_stand" width="499" height="688" class="aligncenter size-full wp-image-90" />
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">Quem nunca ouviu a célebre frase de Leónidas em resposta a um espartano, aquando da Batalha das Termópilas, que proferiu a seguinte frase;  “<em>As flechas do inimigo serão tão numerosas que irão tapar a luz do Sol</em>”. Leónidas respondeu serenamente; “<em>Tanto melhor, combateremos à sombra!</em>”.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">Rei e General de Esparta, Leónidas é famoso pela heróica actuação na Batalha das Termópilas, contra os exercitos de Xerxes, rei da Pérsia. A época em que a invasão persa se deu não era em nada favorável aos gregos. Esparta festejava a Carnéia e no resto da Grécia preparavam-se as Olimpíadas, sendo que ambos os eventos, por tradição, proibiam combates. Leónidas viu-se num grave dilema entre infringir a lei e executar a tão necessária defesa. Por fim, partiu de Esparta com 300 hoplitas, juntando-se a eles pelo caminho outros homens de aldeias vizinhas e aliadas, totalizando algo próximo de 7 mil soldados.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">No Desfiladeiro das Termópilas as tropas de Leónidas confrontaram os mais de 200 mil persas, que de início foram rechaçados pelos Gregos. Todavia, devido à traição de  Efialtes, um miserável pastor, que subornado por Xerxes guiou os persas por um caminho que contornava as Termópilas, permitindo-lhes abrir nova frente de combate. Sabendo da traição, Leónidas dispensou os aliados, mas permaneceu com os seus 300 espartanos, e aos que ficaram voluntariamente disse: “<em>fiquem aqui comigo, e esta noite jantamos no inferno</em>”, pois a lei espartana não permite retiradas, ou seja,  somente se regressa a casa vitorioso ou morto sobre o escudo. </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">Durante os três dias anteiores os gregos quase sem baixas, eliminaram 20 mil persas, mas depois da traição de Efialtes acabaram cercados pelo exército de Xerxes.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">Antes do embate final, Xerxes ordenou a Leónidas: “<em>Entreguem as vossas armas!</em>”, ao que o Rei de Esparta respondeu apenas: “<em>Venham buscá-las</em>”, ultimas palavras do rei antes de suas tropas serem atingidos por uma chuva de flechas  e  massacradas por todos os lados pelo exército persa. A cabeça de Leónidas foi empalada e seu corpo crucificado. A vingança grega viria algum tempo depois.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">A estratégia de Leónidas é lembrada até hoje pela sua simplicidade e brilhantismo. Conhecendo melhor a sua terra do que os invasores estrangeiros, Leónidas aproveitou o terreno para anular a colossal desvantagem numérica e conseguir uma chance considerável de vitória, provando como muitas outras vezes ocorreu na história, que números não vencem batalhas, estratégias vencem batalhas.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;" lang="PT-BR">Hoje existe um monumento nas Termópilas em homenagem a Leónidas sob o qual está escrita a frase <em>Molon Labe</em> (“Venham buscá-las”), bem como aos 300 espartanos que o acompanharam na batalha e na morte com a frase: “<em>Estrangeiro, vai contar aos espartanos que aqui jazemos, por obediência às suas leis.</em>”</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A mulher espartana]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2009/03/29/a-mulher-espartana/</link>
<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 17:44:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[As mulheres espartanas eram mais dominantes na sociedade do que as suas semelhantes em Atenas. 1. As]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://espartano.wordpress.com/files/2009/03/300gorgo.jpg?w=257" alt="300gorgo" title="300gorgo" width="257" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-84" />As mulheres espartanas eram mais dominantes na sociedade do que as suas semelhantes em Atenas.</p>
<p>1. As raparigas espartanas recebiam boa educação em arte e atletismo.<br />
2. As mulheres espartanas eram encorajadas a desenvolver o seu intelecto.<br />
3. As mulheres espartanas eram donas e mais de um terço da terra.<br />
4. Havia menos diferença de idade entre maridos e esposas, e as raparigas espartanas casavam-se com uma idade mais avançada do que as atenienses.<br />
5. Os maridos passavam parte do tempo com outros homens em alojamentos militares e, uma vez que os homens raramente estavam em casa, as mulheres eram livres para se encarregar de quase tudo o que existia fora do exército.<br />
6. As mães criavam os filhos até à idade de 7 anos, momento em que a sociedade se encarregava deles. Os pais desempenhavam pouco ou nenhum papel na criação dos filhos.”</p>
<p>(Fonte: <em><strong>Mulheres no Mundo Antigo &#8211; Esparta</strong></em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Verdade sobre Esparta  ]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2009/03/08/a-verdade-sobre-esparta/</link>
<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 00:43:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
<guid>http://espartano.wordpress.com/2009/03/08/a-verdade-sobre-esparta/</guid>
<description><![CDATA[Mais democrática do que Atenas   Ao contrário do que é costume pensar, a cidade de Esparta era mais ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-69" title="wgo-901" src="http://espartano.wordpress.com/files/2009/03/wgo-901.jpg" alt="wgo-901" width="500" height="333" /></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>Mais democrática do que Atenas</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ao contrário do que é costume pensar, a cidade de Esparta era mais democrática do que Atenas, e pelo menos tão heróica como a sua lenda. Provavelmente devemos-lhe a civilização ocidental. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mesmo para os turistas do império Romano, gente viajada e mais do que habituada a espectáculos sangrentos, tratava-se de uma atracção especial. O êxito era de tal ordem que, por volta do ano 200 da nossa era, foi autorizada a construção de um anfiteatro em volta do templo, para os visitantes poderem acompanhar melhor todos os pormenores do ritual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Lá em baixo, um adolescente nu tentava apanhar um queijo colocado no altar da deusa Artémis, enquanto um sacerdote o chicoteava sem dó nem piedade, fazendo espirrar sangue sobre o altar. O jovem que aguentasse mais tempo era saudado como um campeão, quando tinha a sorte de sobreviver à cerimónia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Provavelmente os estrangeiros abandonavam o anfiteatro satisfeitos, pois tinham testemunhado um legítimo costume da lendária cidade-estado de Esparta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para muita gente, a imagem de um adolescente torturado resume na perfeição o significado de Esparta para a História. Na escola, aprendemos que, entre as cidades gregas de há 2500 anos, Atenas foi o berço da democracia e da liberdade de pensar e criar que tanto valorizamos, enquanto os espartanos viviam sob um regime totalitário cuja única preocupação era a guerra, e submetiam os jovens ao treino militar mais desumano do planeta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Desse ponto de vista, passar de superpotência grega a parque temático sadomasoquista teria sido o destino mais do que merecido. Porém. tal como a visão dourada de Atenas, a imagem dos espartanos não passa de uma grosseira simplificação. Sem a liderança dos espartanos, a Grécia (e, provavelmente, boa parte da Europa) ter-se-ia tornado uma mera província do Império Persa, com consequências imprevisíveis para o mundo de hoje. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Em quatro grandes batalhas contra os persas, os espartanos ajudaram a proteger o que será a origem do mundo ocidental. Por mais estranho que pareça, a verdade é que esparta esteve entre as primeiras cidades gregas a criar um governo constitucional, todos os seus cidadãos era iguais perante a lei e os seus exércitos foram vistos como libertadores, face à ambição de Atenas. Por isso, vale a pena tentar ver melhor através das brumas que cercam a cidade mais controversa da Grécia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> <!--more--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>Fruto do primeiro desastre da história grega</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mito e arqueologia concordam num ponto:Esparta é um produto do primeiro grande desastre da história grega. Até por volta do ano 1200 a.C., o Peloponeso (como é conhecida a região do extremo sul da Grécia onde fica a cidade) estava cheia de pequenos reinos. Inscrições e objectos achados nos palácios do Peloponeso mostram que os seus habitantes já falavam uma forma primitiva de grego e levavam uma vida de luxo, importando cerâmica, metais preciosos e marfim do Egipto, da Palestina e da actual Turquia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Porém, uma onda de invasões e saques acabou com a sua tranquilidade. Boa parte dos grandes palácios do Peloponeso foi queimada e a região voltou a um estilo de vida rústica e rural durante cerca de um século. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">É então que, pouco antes do ano 1000 a.C., como sugerem as mudanças na cerâmica e em outros objectos do dia-a-dia, chegou um novo povo: os dórios, antepassados directos dos espartanos. Na mitologia grega, a chegada dos dórios ficou conhecida como &#8220;o regresso dos filhos de Héracles&#8221;. Os descendentes do mítico herói que conhecemos como Hércules seriam os legítimos herdeiros do reino do Peloponeso, injustamente expulsos da sua terra. Até que os filhos de Héracles reuniram um exército formado por três tribos do norte da Grécia e recuperaram o que era seu. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A parte da herança é uma invenção para legitimar a invasão, mas os dórios tinham realmente uma origem étnica comum e falavam um dialecto do Norte. Parte dos recém-chegados ocupou a Lacónia, o vale fértil do rio Eurotas, e fundou quatro aldeias perto de um povoado da época dos palácios. Por volta do ano 900 a.C., as quatro aldeias reuniram-se politicamente para formar Esparta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Unificada, a cidade partiu para uma expansão muito respeitável. Toda a Lacónia caiu nas mãos de Esparta: alguns habitantes (provavelmente, os que resistiram aos ataques) engrossaram as fileiras dos servos, chamados &#8220;hilotas&#8221;, enquanto outras aldeias conseguiram manter a autonomia interna, desde que reconhecessem a soberania espartana. Os seus habitantes ficaram conhecidos como &#8220;periecos&#8221; (os que vivem em volta). A expansão durou até cerca do ano 700 a.C. Nessa altura, a cidade de Esparta era dois quintos do Peloponeso. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>A primeira monarquia constitucional do mundo</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Evidentemente, todas estas conquistas trouxeram prosperidade. No século VII a.C., Esparta já tinha uma aristocracia apreciadora das artes e desenvolvia actividades comerciais marítimas. Os poetas e músicos de Esparta eram conhecidos em toda a Grécia, e a sua elite tinha uma vida luxuosa, com finos objectos de bronze e metais preciosos fabricados localmente ou importados da Ásia. No entanto, há indícios de que só alguns espartanos beneficiavam realmente com as vitórias, tornando-os senhores do grosso das novas terras, enquanto os outros empobreciam. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Surgiu tensão social, acompanhada pela dificuldade militar de conter as constantes rebeliões. A tradição espartana que chegou até nós por relatos de historiadores como Hérodoto, Xenofonte e Plutarco, diz que a solução para esses problemas foi encontrada pelo sábio Licurgo, tio e tutor de um dos reis da cidade, que teria lançado uma profunda reforma política: todos os cidadãos (isto é, todos os homens livres de Esparta) passavam a eleger os 28 membros da Gerúsia, o Concelho dos Anciãos, encarregado de elaborar as leis da cidade. Os reis continuaram a ter uma série de privilégios simbólicos (o mais bizarro era o direito de ficarem com a pele e o lombo de todos os animais sacrificados aos deuses), mas, na prática, tornaram-se simples generais hereditários. O poder de decisão estava nas mãos do &#8220;domos&#8221; (o povo, na versão dória da palavra que está na raiz do termo &#8220;democracia&#8221;). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Reunidos em assembleia, os homens de Esparta podiam aprovar ou vetar as propostas da Gerúsia, usando um método que parece saído de um programa televisivo: ganhava o &#8220;sim&#8221; ou o &#8220;não&#8221; conforme a claque que se mostrasse mais barulhenta. Houve também uma reforma agrária: cada espartano recebeu um lote de terreno suficiente para sustentar a sua família. A reforma foi completada mais tarde, com o aparecimento dos eforos, cinco magistrados eleitos anualmente por todos os espartanos e que, na prática passavam a deter a maior parte do poder de executar as leis. Na época em que foi criado, este sistema era revolucionário. O Médio Oriente era dominado por monarcas absolutos, considerados semideuses. Atenas, futuro símbolo da democracia, estava nas mãos de um grupo minúsculo de famílias nobres e ricas, tal como as outras cidades gregas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Parece ter sido Esparta a inventar a ideia de que até os plebeus pobres tinham o direito de eleger os seus representantes e ser eleitos, e de que ninguém, nem mesmo os reis, estava acima da lei. E não era apenas teoria: a história espartana está cheia de relatos sobre soberanos que abusaram dos seus poderes e foram presos ou exilados. É verdade que os hilotas e os periecos continuavam sem direitos políticos, mas o mesmo sucedia com os escravos de todas as outras cidades gregas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Foi a partir daí, numa sociedade quase democrática, que começou a nascer a futura fama de Esparta como potência militar. Também por volta do século VII a. C., os gregos passaram por uma revolução na arte da guerra. Antes, o costume era que apenas os nobres e a sua guarda pessoal lutassem, e os combates não passavam de pequenas expedições para roubar o gado ou raptar as mulheres da aldeia vizinha. Porém, a população e a riqueza da Grécia tinham crescido e os conflitos cresciam na mesma proporção; era preciso juntar o maior número de soldados no campo de batalha. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>Super-Soldados</strong> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os exércitos das cidades-Estado passaram a agir como grandes unidades: No contexto da guerra entre as cidades, o guerreiro de modelo homérico, que vai ao campo de batalha no seu carro de guerra e escolhe contra quem combater, é substituído pela formação da falange de hoplitas, um batalhão de soldados de infantaria pesadamente armado, com capacete, escudo, caneleiras, uma lança longa e uma espada curta. Essa falange que se move e combate unida, obedece ao comando central dos seus oficiais e generais e entende que a vitória na batalha e, em última instância, a segurança individual de cada um dos seus membros depende da solidariedade do companheiro que está imediatamente ao lado. Assim, o escudo do guerreiro é deslocado para a esquerda sempre que ele sente que o seu companheiro está em perigo. A força da falange reside na resistência que o indivíduo exerce contra o seu próprio medo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ora, se a massa dos cidadãos passa a ser importante na guerra, a cidade não pode passar sem eles, o que colocou um poder considerável nas mãos do &#8220;domos&#8221; de esparta: o povo ganhou força para exigir direito de voto ou uma horta nos arredores, e o sucesso das reformas foi indiscutível. Enquanto o resto da Grécia vivia dois séculos de ditadores e revoluções, Esparta tornou-se um oásis de estabilidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para manter as conquistas e o sistema político, todos os cidadãos de esparta passaram a ser preparados desde pequenos para serem super-soldados. O treino chamava-se, simplesmente, &#8220;agogué&#8221; (criação). A única descrição que temos deste termo é do ateniense Xenofonte, que escreveu tarde, por volta do ano 400 a.C. Segundo Xenofonte, as provas começavam ao nascer: os bébés eram lavados com vinho e levados aos anciãos do clã para inspecção. Os disformes ou demasiado fracos eram abandonados. Nada de especial: todos os gregos praticavam o infanticídio em situações semelhantes. Os meninos ficavam com a mãe até aos seis anos, depois passavam a ser criados em pequenos grupos, por um supervisor; dormiam em casernas e aprendiam a cantar e a dançar (exercícios adequados para se habituarem ao ritmo da marcha militar), a ler e a escrever. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Quando chegavam à adolescência, rapavam-lhes o cabelo. eram obrigados a usar apenas um manto leve, fizesse chuva ou sol, e a andar sempre descalços. recebiam pouca comida, podiam complementar a dieta roubando, mas, se fossem apanhados, esperava-os um castigo terrível: as chicotadas. Como já vimos, surgiam até nos rituais religiosos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os jovens aprendiam a falat apenas o essencial; daí a expressão &#8220;laconismo&#8221;, derivada do nome de Lacónia, o vale fértil onde Esparta foi fundada. &#8220;Seria mais fácil ouvir as vozes de estátuas de pedra do que as daqueles rapazes&#8221;, afirma Xenofonte. Os jovens praticavam a dança e o canto, em elaboradas cerimónias que simulavam os movimentos da guerra. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">As relações amorosas entre adolescentes e rapazes mais velhos eram comuns e até incentivadas; os adultos eram considerados mentores dos mais novos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Segundo Tucídides, é aos espartanos que devem ser atribuídas duas inovações que serão depois adoptadas por todos os gregos: &#8220;a nudez completa do atleta (&#8230;) e o uso do óleo para embrocação&#8221;<span>  </span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entendendo a História]]></title>
<link>http://resumohistoria.wordpress.com/2008/04/08/entendendo-a-historia/</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 15:33:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye23</dc:creator>
<guid>http://resumohistoria.wordpress.com/2008/04/08/entendendo-a-historia/</guid>
<description><![CDATA[Olá! Hoje vou recomendar um site pra galera. Eu gostei bastante e tem tudo a ver com blog. Bom pra q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Olá!</p>
<p>Hoje vou recomendar um site pra galera. Eu gostei bastante e tem tudo a ver com blog. Bom pra quem quer aprender mais e pra quem tem que aprender mais. É só clicar na imagem abaixo. Fica a dica <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p> </p>
<p><a title="Educação 24 horas" href="http://www.educacao24horas.com.br?origem=e23" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-15" src="http://resumohistoria.wordpress.com/files/2008/04/biodiversi.jpg" alt="" width="434" height="396" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[A busca pelo assunto é enorme, aqui estão algumas das palavras que são buscadas quando se pensa resumo de história:]]></title>
<link>http://resumohistoria.wordpress.com/2008/03/19/a-busca-pelo-assunto-e-enorme-aqui-estao-algumas-das-palavras-que-sao-buscadas-quando-se-pensa-resumo-de-historia/</link>
<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 13:57:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye23</dc:creator>
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<description><![CDATA[a historia do computador, a pre historia, a pré história, antecedentes, arte na pre historia, brasil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal">a historia do computador, a pre historia, a pré história, antecedentes, arte na pre historia, brasil historia, colonização historia, cuba historia, cuba resumo, cultura historia, cultura resumo, curso de historia, dos historia, economia historia, economia resumo, ensino de historia, ensino de história, escrita historia, evolução resumo, fotos, geografia, geografia resumo, histori, historia, historia americana, historia antiga, historia argentina, historia arte, historia biblica, historia bibliografia, historia brasil, historia brasileira, historia china, historia clinica, historia colonial, historia colonização, historia com, historia contemporanea, historia critica, historia cronologia, historia cuba, historia cultura, historia cultural, historia d, historia da africa, historia da arte, historia da ciencia, historia da cultura, historia da dança, historia da educaçao, historia da educação, historia da enfermagem, 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</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Termópilas]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/09/15/56/</link>
<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 14:36:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
<guid>http://espartano.wordpress.com/2007/09/15/56/</guid>
<description><![CDATA[(Clique na imagem para aumentar) Por Augusto Dias  Em 480 a.C. a Grécia encontrava-se numa das fases]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><a target="_blank" href="http://img509.imageshack.us/img509/5247/thekinggp4.jpg"><img border="0" align="textTop" width="524" src="http://img509.imageshack.us/img509/5247/thekinggp4.jpg" height="180" /></a></span></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(Clique na imagem para aumentar)</span></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Por </span><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Augusto Dias</span></strong> </span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Em 480 a.C. a Grécia encontrava-se numa das fases mais crítica da sua história, o Império Persa ameaçava conquistá-la e submeter toda a Helade. A derrota persa em Maratona tinha de ser vingada.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O mundo grego sempre foi além de genial, o mundo da traição, da intriga e da inveja, que se reflectia entre as cidades estados. Argo não quis participar na luta pelo ódio que tinha aos Espartanos, Tebas sentia um prazer maldoso em ver Atenas cair, os Tessálicos também traíram a causa comum e os próprios sacerdotes de Delfos vaticinavam um política derrotista. Só os Atenienses e os Espartanos aceitaram, num esforço comum salvar a Helade.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O exército persa teria de atravessar o Helesponto percorrer a Trácia, a Macedónia e a Tessália para chegar à Grécia Central. Os Gregos que tinham necessidade de os retardar para darem tempo de manobra à sua frota, escolheram o estreito das Termópilas, situado entre a Tessália e a Fócida para a batalha. A passagem nesse tempo era tão estreita entre o mar e arriba que nela não podiam cruzar-se dois carros.<span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Foi aí que Leónidas, rei de Esparta tomou posição com cerca de 5.000 hoplitas, entre os quais 300 espartanos, escolhidos entre os melhores. O estreito propriamente dito foi ocupado pelos espartanos, enquanto o resto das suas forças ficavam na retaguarda.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Quando Xerxes, rei dos persas, chegou ao local enviou um mensageiro a Leónidas, intimando-o a entregar as armas. O espartano respondeu simplesmente: “Vem buscá-las”. Quando disseram aos espartanos que os Persas eram tão numerosos que podia tapar o Sol com as suas flechas, um dos soldados respondeu: “Tanto melhor, poderemos combater à sombra”. Xerxes esperou quatro dias, findos os quais deu inicio ao combate.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> <!--more--></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O exército persa era composto por 150.000 homens fortemente armados, que em terreno aberto seria impossível aos gregos sustê-los, mas a posição em que se encontravam permitia-lhes combater numa frente relativamente pequena. Xerxes enviou então os Medos contra eles, com ordens de trazerem vivos os gregos à sua presença.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os Medos lançaram-se em vagas sucessivas sobre os Gregos mas eram sucessivamente derrotados. Os gregos com as suas grandes lanças facilmente derrubavam os Medos. A situação atingiu tal ponto que de insustentável parecia querer tornar-se em vitória.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Xerxes desesperado com a resistência grega, mandou recuar os Medos e ordenou que o ataque fosse feito pelos Imortais. Os Imortais era um corpo de elite composto por dez mil soldados. Chamavam-se imortais, por as baixas serem imediatamente repostas permanecendo constante o número de 10.000.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mas quando entraram em contacto com os gregos, não tiveram melhor sorte que os Medos, as lanças dos gregos continuavam a ser soberanas. O combate durou dois dias com grande desespero dos Persas que naquele corredor estreito não podiam empregar a sua cavalaria.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Se com os gregos aprendemos muitas coisas boas também com eles aprendemos que a traição é sempre uma possibilidade a considerar.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Xerxes no meio do seu desespero conseguiu encontrar um traidor que se predispôs a conduzir os Persas por uma vereda que contornava as Termópilas. O seu nome ficou imortalizado, não pelas boas acções, mas como o símbolo do desprezo e da ignomínia, Efialtes.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Logo que a noite caiu, os 10.000 imortais puseram-se em marcha pelo itinerário secreto. De madrugada, chegaram a uma garganta defendida por 1.000 homens originários da Fócida. Garganta escarpada de fácil defesa, mas os Fócios não cumpriram o seu dever e fugiram.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A sua fuga, condenava à morte os defensores das Termópilas, agora os Persas poderiam atacar pela retaguarda. Os Helenos reuniram então um conselho de guerra. Uns queriam ficar no seu posto, mas outros preferiam evitar uma carnificina inútil. Por fim Leónidas mandou embora todos os queriam partir. Ele próprio ficou com os seus Espartanos.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A luta foi de uma ferocidade inaudita, os Persas perderam inúmeros homens antes de forçarem a passagem. Quando Leónidas caiu morto na batalha, foi rodeado pelos espartanos que restavam, que defenderam o seu corpo até uma onda de guerreiros persas os apagar do campo de batalha.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Pela sua coragem sobre-humana, os Espartanos conseguiram proteger a fuga da maior parte dos companheiros de armas. Atenas e a Ática foram evacuadas. Temístocles conseguiu zarpar com a frota grega para Salamina, onde viria a obter uma vitória final e decisiva contra os Persas, acabando definitivamente com a sua ameaça.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Termópilas, onde a valentia e a abnegação transformaram a derrota numa tremenda vitória grega.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Hoplita Espartano]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/08/12/o-hoplita-espartano/</link>
<pubDate>Sun, 12 Aug 2007 10:32:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
<guid>http://espartano.wordpress.com/2007/08/12/o-hoplita-espartano/</guid>
<description><![CDATA[Ao contrário de outros hoplitas, como por exemplo os Atenienses, os Espartanos seguiam um treino mil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><img border="0" width="440" src="http://img508.imageshack.us/img508/4383/hop21nm2.jpg" height="270" /></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Ao contrário de outros hoplitas, como por exemplo os Atenienses, os Espartanos seguiam um treino militar durante toda a sua vida, sendo assim verdadeiros soldados de ofício. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">O Hoplita Espartano enverga todo o seu vestuário de combate. O capacete de bronze, de tipo corintio, é decorado de uma crista. A couraça de linho branco colocada sobre a tuníca substituiu a pesada couraça de bronze. É composta por várias camadas de tecidos colados uns aos outros. A parte inferior é recortada faixas para facilitar os movimentos e o abdómen é reforçado por placas metálicas. As caneleiras eram igualmente em bronze. O Hoplita Espartano é armado com uma lança e espada e o seu escudo gravado com o símbolo de Esparta é banhado a bronze na sua face externa. A capa termina este uniforme, o soldado está pronto para o combate. </span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">A barba era frequente na Grécia antes da época Alexandre (336 a 323 antes de J.C.), e os cabelos longos eram o sinal distintivo do Espartano adulto. </span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esparta, escola de guerreiros]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/06/03/esparta-escola-de-guerreiros/</link>
<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 19:55:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
<guid>http://espartano.wordpress.com/2007/06/03/esparta-escola-de-guerreiros/</guid>
<description><![CDATA[A cidade-estado de Esparta, situada nas beiras do rio Eurotas, na região do Peloponeso, na Grécia, f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="left" width="300" src="http://aycu07.webshots.com/image/16926/2004647539898483249_rs.jpg" height="595" style="width:300px;height:595px;" />A cidade-estado de Esparta, situada nas beiras do rio Eurotas, na região do Peloponeso, na Grécia, foi um dos fenômenos mais fascinantes da história em todos os tempos, tão fascinante que até seus vizinhos e rivais, os atenienses , dedicaram-lhe longos estudos sobre os usos, costumes e instituições lá vigentes. Aliás é graças a eles, aos filósofos, a historiadores e pedagogos atenienses: a Platão, a Xenofonte, a Aristóteles, a Isócrates e a Plutarco , que sabemos como os espartanos viveram. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>O cenário histórico</strong> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">&#8220;Todo o sistema da legislação dos lacedemônios visa uma parte das qualidades do homem &#8211; o valor militar, por este ser útil nas conquistas; consequentemente a força dos lacedemônios foi preservada enquanto eles tiveram em guerra , mas começou a declinar quando eles construíram um império, porque não sabiam como viver em paz, e não foram preparados para qualquer forma de atividade mais importante para eles do que a militar.&#8221;</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Aristóteles “Política”, 1271 b</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Esparta, por força das circunstâncias da ocupação dória, de quem descendiam seus habitantes, petrificou-se no tempo. A sua estrutura social e seu rígido militarismo pouco mudaram ao longo dos cinco séculos de história. Era uma sociedade que, desde que adotou as leis de Licurgo, quase nada conheceu do que pode se chamar de evolução de um regime político. A razão disso foi que os espartanos, desde os começos quando chegaram à Lacedemônia como povo invasor, tiveram que enfrentar uma população hostil que os superava varias vezes em número e que rebelava-se contra eles a mínima hesitação. Para afirmar-se nela como conquistadores e dominá-la, tiveram que sacrificar-se integralmente àquele tipo de vida. Desta maneira tornaram-se fóbicos à mudanças e à novidades. Como já se disse no passado e foi lembrado mais recentemente por Arnold Toynbee, “os espartanos tornaram-se escravos dos seus escravos”. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> <!--more--></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>Excentricidades de Esparta</strong> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Constitucionalmente a polis espartana tinha algumas excentricidades. Por exemplo, ela era governada por uma diarquia, isto é, tinha dois reis que se revezavam no trono. Os monarcas (archangentai) descendentes das duas casas reais (a dos Agiadai e a dos Eurypontidai), eram controlados por um Senado (Gerúsia) composto de 28 senadores (gerontos), com poderes equivalentes ao dos monarcas e que atuava como uma espécie de órgão intermediário entre os cidadãos e o rei, tendo, segundo Platão, a função de lastro, dando estabilidade ao sistema.. Para o controle geral da sociedade aprovaram, em tempos posteriores, uma espécie de regime de fiscais &#8211; o eforato &#8211; composto por cinco éforos, ou magistrados, eleitos pelo povo, que controlavam todos os aspectos da vida espartana, inclusive corrigindo e censurando os reis. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Devido à militarização generalizada dos costumes deles, chegaram a desenvolver uma linguagem própria, o laconismo: uma fala telegráfica que procurava expressar-se com o mínimo possível de palavras. Obviamente, numa sociedade em que não se cultivava a democracia nem o fascínio pela oratória, não era necessário um estudo muito profundo das coisas nem estimulava-se os discursos retóricos, muito menos a especulação filosófica. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>Licurgo </strong></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os espartanos atribuíam a existência da sua severa e abrangente legislação a Licurgo ( que viveu provavelmente entre os séculos 9 e 6 a. C.), tido entre eles como emérito estadista, uma espécie de pai da nação, um personagem quase que mitológico, pois diziam-no descendente de Hércules. O grande homem teria implantado o seu rigoroso código, o código licúrgico, chamado de a Grande Rhetra, famoso em todo o mundo antigo, depois de ter feito uma peregrinação por várias cidades-estados da sua época, impressionando-se vivamente com os costumes existentes em Creta, onde conheceu o poeta Tales, igualmente célebres por sua rigidez. Ao retornar, depois de ter passado pelo oráculo de Delfos e de entrar em contanto com a obra de Homero, de quem selecionou fragmentos das passagens belicosas, conseguiu impô-los pela persuasão e pela força à maioria dos seus concidadãos. Erguendo então os templos a Zeus Syllanius e à Atena Syllania como protetores e fiadores da constituição. Fazendo com que mais tarde o poeta Terpanto celebrasse a virtude dos espartanos dizendo: </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">“<strong>A lança deles era forte, a</strong></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong> música deles era suave, </strong></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>entre eles a justiça </strong></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>tinha </strong></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>um lugar honrado</strong>”</span></span></p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Μολών Λαβέ]]></title>
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<pubDate>Mon, 14 May 2007 18:44:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[  Μολών Λαβέ  (Venham Buscá-las!) Resposta de Leónidas ao Rei Persa, quando este exigiu que os Espar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><em><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">  <img align="textTop" width="531" src="http://img113.imageshack.us/img113/2492/advancega0.jpg" height="216" style="width:531px;height:216px;" /></span></em></p>
<p><em><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Μολών</span></em><em><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></em><em><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Λαβέ</span></em><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> <span> </span><span>(Venham Buscá-las!) Resposta de Leónidas ao Rei Persa, quando este exigiu que os Espartanos entregassem as armas, nas Termópilas.</span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Em 480 a.C. um exército Persa de aproximadamente 250 000 homens entrou na Grécia com o objectivo de a conquistar e de modo a que os Persas Aqueménidas aumentassem o seu território. A Grécia, dividida por séculos de conflitos internos entre as cidades estado, uniu esforços para enfrentar a ameaça externa. </span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Atenas estava ameaçada. O exército Persa avançava rapidamente. Não iria haver tempo para evacuar a cidade. Leónidas, Rei de Esparta, voluntariou-se para enfrentar os Persas no desfiladeiro das Termópilas, um estreito que se estendia por vários quilómetros e que traduzido do grego significa Portas de Fogo. Leónidas, com 300 Espartanos e 4000 aliados, impediria as forças Persas de avançar. Ao terceiro dia, ordenou aos seus aliados que retirassem, ficando apenas os seu fieis soldados a guardar o desfiladeiro. Aguentaria mais um dia. Nenhum dos soldados Espartanos, nem mesmo Leónidas, iria ver o nascer do quarto dia.</span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Leónidas tombou em combate, mas o seu sacrificio não foi em vão. Quando os Persas chegaram a Atenas, encontraram uma cidade vazia. Leónidas, Rei de Esparta, inimigo de Atenas, faria o último sacrificio pelo seu rival, e deixaria uma história de coragem para a Eternidade.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Guerra do Peloponeso]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/05/06/guerra-do-peloponeso/</link>
<pubDate>Sun, 06 May 2007 11:02:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[  Conflito entre Atenas e Esparta, ocorrido entre 431 e 404 a.C.. Sua história foi detalhadamente re]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="textTop" width="640" src="http://img246.imageshack.us/img246/8982/719peterconnollyvf0xs8.jpg" height="601" style="width:640px;height:601px;" /> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Conflito entre Atenas e Esparta, ocorrido entre 431 e 404 a.C.. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos. A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas. Esparta invadiu a Ática com seus aliados em 431 a.C., mas Péricles persuadiu os atenienses a se deslocarem para trás das &#8216;longas muralhas&#8217; que ligavam Atenas a seu porto, o Pireu, e a evitar uma batalha em terra com o superior exército espartano. Atenas confiava em sua frota de trirremes para invadir o Peloponeso e proteger seu império e suas rotas comerciais, mas foi gravemente surpreendida pela deflagração da peste, em 430 a.C., que matou cerca de um terço da população, inclusive Péricles. Apesar disso, a frota teve boa performance e foi estabelecida uma trégua de um ano, em 423 a.C.. A Paz de Nícias foi concluída em 421 a.C., mas Alcibíades liderou um movimento de oposição a Esparta no Peloponeso; suas esperanças esvaneceram-se com a vitória de Esparta em Mantinéia, em 418 a.C..</span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Ele foi também o principal defensor de uma expedição à Sicília (415-3 a.C.), que visava derrotar Siracusa e que resultou em completo desastre para Atenas. A guerra foi formalmente retomada em 413 a.C.; a fortificação de Decélia, na Ática, pelos espartanos, e revoltas generalizadas entre seus aliados pressionaram Atenas, que havia perdido grande parte de sua frota na Sicília e estava falida e atormentada por convulsões políticas. Apesar disso e graças, em grande parte, a Alcibíades, a sorte de Atenas ressurgiu, com vitórias navais em Cinosema (411 a.C.), e Cícico (410 a.C.), e com a reconquista de Bizâncio (408 a.C.). Houve mais uma vitória em Arginuse, em 406 a.C.. A partir de então, o apoio financeiro da Pérsia a Esparta e as habilidades estratégicas e táticas do espartano Lisandro alterou a balança. A vitória espartana em Egospótamos e seu controle do Helesponto subjugaram Atenas, pela fome, até a rendição, em abril de 404 a.C.. </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Gorgo, rainha de Esparta]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/04/17/gorgo-rainha-de-esparta/</link>
<pubDate>Tue, 17 Apr 2007 17:52:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[Gorgo foi uma rainha de Esparta. Filha de Kleomenes e esposa de Leónidas, que morreu na batalha das ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="left" width="229" src="http://img251.imageshack.us/img251/7466/gorgoos4.jpg" height="171" style="width:229px;height:171px;" />Gorgo foi uma rainha de Esparta. Filha de Kleomenes e esposa de Leónidas, que morreu na batalha das Termópilas. Ela é mais conhecida mulher de Esparta uma vez que é numerosas vezes citada por Heródoto. O seu papel em <em>Histórias</em> é único, sendo vista <span> </span>num papel activo na arena política espartana. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Enquanto criança (oito ou nove anos), ela recomendou a seu pai não confiar em Aristágoras: “Pai, é melhor você partir, ou o estrangeiro irá corrompê-lo” (Heródoto). <span> </span>Kleomenes segue o seu conselho. Ela surge uma outra vez por Heródoto quando uma mensagem de Demaratos chega a Esparta: “Quando a mensagem chegou ao seu destino, ninguém podia advinhar o segredo até que, percebi eu, a filha de Cleomenes&#8217;, Gorgo, que era a esposa de Leónidas, adivinhou e disse aos outros que se raspassem a cera encontrariam algo escrito na madeira. Feito isso, a mensagem foi revelada e lida, e transmitida mais tarde aos outros gregos.” </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Plutarco incluiu-a também na sua seção de provérbios de mulheres espartanas. Aqui ficam alguns: “Quando questionado por uma mulher da Ática porque eram as mulheres espartanas as únicas que podiam governar os homens, respondeu: porque nós somos também as únicas que fazemos nascer homens.” “Na partida do seu marido Leónidas para as Termópilas, enquanto o incitava a se mostrar digno de Esparta, perguntou o que devia fazer. Leónidas respondeu: casa com um homem bom e traz ao mundo crianças sãs.”</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esparta e o novo guerreiro]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/04/02/esparta-e-o-novo-guerreiro/</link>
<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 21:42:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[O ideal do guerreiro homérico deveria ser adaptado para a vida das cidades. No caso de Esparta, o in]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="left" width="274" src="http://img155.imageshack.us/img155/5166/hoplitewu9.jpg" height="425" style="width:274px;height:425px;" />O ideal do guerreiro homérico deveria ser adaptado para a vida das cidades. No caso de Esparta, o indivíduo desaparece diante do ideal colectivo. Em Esparta, não se trata de formar o herói, mas sim uma cidade de heróis.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Henri-Irénée Marrou fornece-nos uma pista para esta reviravolta: segundo ele, trata-se de uma revolução ética causada por uma revolução técnica, na verdade, uma mudança radical na técnica de guerra. No contexto da guerra entre as cidades, o guerreiro de modelo homérico, que vai ao campo de batalha no seu carro de guerra e escolhe contra quem combater, é substituído pela formação da falange de hoplitas, um batalhão de soldados de infantaria pesadamente armado, com capacete, escudo, caneleiras, uma lança longa e uma espada curta.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Essa falange que se move e combate unida, obedece ao comando central dos seus oficiais e generais e entende que a vitória na batalha e, em última instância, a segurança individual de cada um dos seus membros depende da solidariedade do companheiro que está imediatamente ao lado. Assim, o escudo do guerreiro é deslocado para a esquerda sempre que ele sente que o seu companheiro está em perigo.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A força da falange reside na resistência que o indivíduo exerce contra o seu próprio medo. Bastará um soldado ceder ao medo e iniciar a fuga, e o pânico estará instalado e toda a falange se romperá.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> <!--more--></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Assim, uma análise da educação espartana, expressa por Xenofonte, escritor do século IV a.C., e por Plutarco, autor do século I da nossa era, pode ser entendida sob o ponto de vista das técnicas que visam a criação da solidariedade entre os membros da futura falange, o controle do medo e o surgimento da coragem.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Todos os exercícios e todas as práticas educacionais estavam voltados para a formação do guerreiro e uma parte importante dessa educação era a interiorização dos valores sociais espartanos. Esta era propiciada pelos poemas de Tirteu, cantados desde a mais tenra idade. O poeta Tirteu, que viveu no séc. VII a.C., pode ser considerado o “ideólogo” do Estado espartano, pois nele encontramos expresso o principal valor de Esparta: a coragem. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>1 “Eu não lembraria um homem</em></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>pela sua excelência (aretê) na corrida ou na luta,</em></span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>nem que tivesse dos Ciclopes a estatura e a força</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e vencesse na corrida o trácio Bóreas,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>5 nem que tivesse figura mais graciosa que Titono,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>ou fosse mais rico do que Mídias e Ciniras,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>ou mais poderoso que Pélops, filho de Tântalo,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>ou que tivesse a eloquência dulcíssima de Adrasto</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>ou possuísse toda a glória – se lhe faltasse a coragem valorosa.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>10 Pois não há homem valente (agathós) no combate,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>se não suportar a visão da canificina sangrenta</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e não atacar, colocando-se de perto.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>É esta a excelência (aretê), este é entre os homens o maior galardão,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e o mais belo que um jovem deve obter.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>15 É um bem comum para a cidade e todo o povo,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>que um homem aguarde, de pés fincados, na primeira fila,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>encarniçado e esquecido da fuga vergonhosa,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>expondo a sua vida (psikhé) e ânimo (thymós) sofredor,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e, aproximando-se, inspire confiança com as suas palavras àquele que esteja ao seu lado.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>20 Um homem assim distingue-se no combate.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>Em breve derrota as falanges furiosas dos inimigos,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>com o seu ardor detém as vagas da batalha.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>Se ele cair na primeira fila, vendendo cara a vida (thymós),</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>deu glória à cidade, ao povo e ao pai,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>25 se for mal ferido, na frente, ao peito,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>do escudo bombeado e da couraça.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>Choram igualmente os novos e os velhos,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>aflige-se a cidade com amarga saudade.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>O seu túmulo, os seus filhos serão notáveis entre os homens,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>30 bem como os filhos dos filhos, e toda a posteridade. </em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>Jamais perecerá a sua nobre glória e o seu renome,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>mas mesmo debaixo da terra será imortal,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>aquele a quem perder o fogoso Ares, quando praticava altos feitos (aristeúein),</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e resistia, combatendo pela pátria e pelos filhos.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>35 Mas, se escapar ao destino (kér) da morte que deita por terra,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e alcançar, vitorioso, a glória fulgente da lança,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>honra-lo-ão por igual os jovens e os anciãos,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>e, depois de gozar muitas delícias, descerá ao Hades.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>Quando envelhecer, distinguem-no os cidadãos, e ninguém,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>40 quererá prejudicá-lo, faltando ao respeito ou à justiça.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>Todos por igual, novos, ou da sua idade, ou mais velhos,</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>na sua terra, lhe cedem o lugar.</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>E agora, que todos os homens tentem chegar aos píncaros</em></span></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>desta excelência (aretê), sem desviar o ânimo (thymós), da guerra.” (Frag. 9 Diehl)</em></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Fazendo a análise deste fragmento de Tirteu, podemos constatar as mudanças que a ética homérica sofreu em Esparta. Dos versos 1 a 9 o poeta arrola aquelas excelências (<em>aretái</em>) e dotes prezados nos poemas homéricos: habilidades atléticas, porte gracioso, riqueza, poder, eloquência, glória e afirma que nenhuma delas tem valor na ausência da coragem guerreira (<em>andréia</em>). Dos versos 10 a 22 ele define o que é essa coragem guerreira, segundo os padrões espartanos: suportar a visão da carnificina sangrenta (verso 11), atacar (verso 12), aguardar na primeira fila sem lembrar da fuga (versos 16-17), expor a vida ao perigo (verso 18), inspirar confiança nos companheiros (verso 19). Dos versos 23 a 34 Tirteu exalta aquele que morre pela sua cidade, destacando a sua honra e a sua glória, que se reflecte nos seus descendentes. A finalização do poema (versos 35-44) fala daqueles que, escapando da morte nos campos de batalha, envelhecem honrados entre os seus pares.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Assim, morrer com coragem e sobreviver com coragem equivalem-se. A leitura do poema demonstra que, para Esparta, só existe <em>aretê </em>na vida guerreira. Ter coragem é sempre o objectivo, posto que, qualquer que seja o desfecho, a morte nos campos de batalha ou a sobrevivência e a consequente velhice, para o guerreiro corajoso ele será sempre honroso. </span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Esparta e a educação - O código licúrgico ]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/03/27/esparta-e-a-educacao-o-codigo-licurgico/</link>
<pubDate>Tue, 27 Mar 2007 14:48:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[     Acredita-se, na verdade, que o código licúrgico, tanto no campo político como no campo educacio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">     <img align="top" width="449" src="http://img251.imageshack.us/img251/1131/spartans0jq9.jpg" height="559" style="width:449px;height:559px;" /></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Acredita-se, na verdade, que o código licúrgico, tanto no campo político como no campo educacional, resultou de uma gradativa adaptação dos espartanos às circunstâncias crescentemente adversas. Quanto maior era a resistência que se lhes deparava na região onde viviam, na Lacedemônia, conhecida pelas suas sucessivas rebeliões e amotinamentos, mais os espartanos enrijeciam-se, mais militarizada se tornava a maneira deles viverem. Enquanto as demais polis gregas passavam por várias e diversificadas experiências institucionais e por diverso regimes políticos, tais como a oligarquia, a tirania e a democracia, Esparta aferrou-se num sistema de castas militarizadas e disciplinadas, dominado superiormente pelos espartiatas, a quem vedavam qualquer atividade que não fosse exclusivamente as lides castrenses, tendo os periecos como uma classe colaboradora, ajudando-os na ocupação ou fazendo o papel de intermediários entre eles e os servos, e , no escalão bem inferior, os hilotas , os escravos da comunidade. Platão, num certo momento, definiu-a como uma timocracia, isto é, a governação pela coragem. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> <!--more--></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A Agogê, a educação espartana </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Em seu próprio significado, a palavra que os espartanos aplicavam para a educação já dizia tudo: <em>agogê</em> , isto é, “adestramento”, “treinamento”. Viam-na como um recurso para a disciplina dos seus jovens. O objectivo maior era formar soldados educados no rigor para defender a colectividade. Assim sendo , temos que entendê-la como um serviço militar estendido à infância e à adolescência. Sabe-se que a criança até os sete anos de idade era mantida com a mãe, mas a partir dos 8 anos enviavam-na para participar numa espécie de bando que era criado ao ar livre, um tanto que ao deus-dará, onde terminavam padecendo sob um regime de permanente escassez alimentar para que desenvolvessem a astúcia e o engenho para conseguir uma ração suplementar. Adestramento muito similar ao que hoje é feito entre os regimentos especiais de combate contra-insurgente ou dos batalhões da floresta. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Castigos físicos </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Admitiam pois o ardil e o roubo como artifícios válidos na formação das suas crianças e dos seus jovens. Descobertos em flagrante, no entanto, ministravam-lhes castigos violentíssimos, sendo submetidos à <em>diamastigosis</em>, às supliciantes provas de flagelação pública .</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Dos 12 aos 15 anos instruíam-nos nas letras e nos cálculos e, naturalmente, no canto de hinos patrióticos do poeta Tirteu que ressaltavam a bravura e a coragem destemida. Na etapa final, entre os 16 e 20 anos, quando denominados de <em>eirén</em>, um pouco antes de entrarem ao serviço da pátria, eram adestrados nas armas, na luta com lanças e espadas, no arco e flecha. Então aumentavam-lhes a carga dos exercícios e a participação de operações militares simuladas nas montanhas ao redor da polis. Como observou Plutarco, o objectivo era que vivessem “como as abelhas que são sempre parte integrantes da comunidade, sempre juntas ao redor do chefe&#8230; parecendo consagradas inteiramente à pátria.” </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Cultivando a excelência da força física, que fazia com que Esparta quase sempre arrebatasse os louros nos jogos olímpicos, actuavam em bandos liderados por um proteiras, um líder de esquadra, uma espécie de sargento instrutor, que lhes ensinava as táticas da arte da sobrevivência. Nesse momento do <em>agogê</em>, perfilava-se o que Esparta desejava do seu jovem: silencioso, disciplinado , anti-intelectual e anti-individualista, obediente aos superiores, vigoroso, ágil, astuto , imune ao medo, resistente às intempéries e aos ferimentos, odiando qualquer demonstração de covardia, fiel ao <em>esprit de corps</em> e fanaticamente dedicado à cidade.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O culto da coragem </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </p>
<p></span></p>
<p style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:windowtext 1pt solid;padding:0 0 1pt;">
<p style="border:medium none;margin:0;padding:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O objectivo final de tudo isto era o de desenvolver exclusivamente a coragem (thimos). O jovem, transformado num soldado, não teria receio de nada que envolvesse as artes militares, as manobras em campos de batalha ou as ameaças dos inimigos da colectividade. A coragem, acima de tudo, era uma obsessão espartana. Consequentemente não apreciavam nenhum tipo de tolerância.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida em Esparta]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/03/04/a-vida-em-esparta/</link>
<pubDate>Sun, 04 Mar 2007 20:29:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[Esparta localizava-se na península do Peloponeso, numa região que tinha terras apropriadas para o cu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="right" width="214" src="http://img164.imageshack.us/img164/7785/espartantl9.jpg" height="289" style="width:214px;height:289px;" />Esparta localizava-se na península do Peloponeso, numa região que tinha terras apropriadas para o cultivo da vinha e da oliveira. Nunca teve uma área urbana importante. Era uma cidade de carácter militarista e oligárquico.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O governo de Esparta tinha como um de seus principais objectivos fazer de seus cidadãos modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> <!--more--></span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A sociedade espartana dividia-se em três categorias principais: espartiatas, periecos e hilotas.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os espartiatas eram os cidadãos espartanos, que permaneciam à disposição do exército ou dos negócios públicos, podendo participar no governo da cidade. Eram os proprietários da terra e não podiam exercer o comércio. Deviam dedicar sua vida ao estado espartano.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os periecos, assim como os espartiatas, eram homens livres, mas dedicavam-se principalmente ao comércio e ao artesanato. Descendiam dos povos conquistados pelos espartiatas e não tinham direitos politicos nem participavam dos órgãos do governo. Pagavam impostos ao Estado.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os hilotas viviam presos à terra dos espartitas, sendo duramente explorados. Deviam cultivar essa terra a vida inteira e não podiam ser expulsos do seu lugar. Com o seu trabalho, sustentavam os cidadãos (espartiatas). Desprezados socialmente, promoviam frequentes revoltas contra o Estado. Para controlar as revoltas e manter os hilotas sob clima de terror, os espartanos organizavam expedições anuais de extermínio(criptias), que consistiam na perseguição e morte dos hilotas considerados perigosos.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Analisando a situação dos espartiatas, periecos e hilotas, alguns historiadores afirmam que os periecos, por dominar o comércio e o artesanato, podiam enriquecer, desfrutando de certo conforto material e liberdade. Os espartiatas, por sua vez, cumpriam obrigações tão pesadas em relação ao Estado que se tornaram vítimas de suas próprias instituições. Quanto aos hilotas, sua vida era marcada pela opressão e miséria.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>O poder dos espartiatas -</strong></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Esparta era governada por dois reis, um pertencente, tradicionalmente, à família dos Àgidas e o outro à família dos Euripôntides. Entre as suas funções, destacavam-se os serviços de carácter militar e religioso. Em tempo de guerra, um dos reis exercia o comando dos exércitos.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A administração política era exercida, também, por três órgãos. O primeiro deles, chamado Gerúsia, era o concelho vitalício de Anciãos, constituído pelos dois reis e mais 28 esparciatas maiores de 60 anos. Tinha funções administrativa (supervisão), legislativa (elaboração de projetos de lei) e judiciária (tribunal superior). O segundo era a Ápela, assembléia formada por cidadãos espartanos maiores de 30 anos. Elegia os membros da Gerúsia e aprovava ou rejeitava as leis encaminhadas por eles. O terceiro órgão era o Conselho dos Éforos, grupo formado por cinco membros eleitos anualmente pela Ápela. Os éforos, com mandato de um ano, eram verdadeiros chefes do governo espartano: coordenavam as reuniões da Gerúsia e da Ápela e controlavam a vida econômica e social da cidade, podendo vetar os projetos de lei e fiscalizar as atividades dos reis.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>Educação dos espartanos</strong></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> -</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O objetivo principal da educação espartana era transformar os jovens em bons soldados, capazes de manter a segurança da cidade. Nesse treinamento educacional eram muito importantes os treinamentos físicos, como salto, corrida, natação, lançamento de disco e dardo.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">As mulheres espartanas recebiam educação quase igual à dos homens, participando dos torneios e atividades esportivas. O objetivo era dotá-las de um corpo forte para gerar filhos sadio e vigorosos.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Ao nascer, a criança espartana era inspecionada por membros do governo, que verificavam seu estado de saúde. Se fosse saudável, merecia os cuidados do Estado. Se fosse doente ou apresentasse alguma deficiência física ou mental, podia ser imediatamente morta.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">De acordo com Plutarco (50-120 d.C.), quando nascia uma criança espartana, pendurava-se na porta da casa um ramo de oliveira (se fosse um menino) ou uma fita de lã (se nascesse uma menina). Havia rituais privados de purificação e reconhecimento da criança pelo pai, além de uma festa de nascimento conhecida como genetlia, na qual o recém-nascido recebia um nome e presentes de parentes e amigos (Cf. Maria Beatriz B. Florenzano. Nascer, viver e morrer na Grécia antiga).</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A partir dos 7 anos, os pais (cidadãos) não mais comandavam a educação dos filhos. As crianças eram entregues à orientação do Estado, que tinha professores especializados para esse fim. Vejamos alguns dos métodos da educação espartana, tendo como base o relato dos historiadores gregos Xenofonte (A constituição dos lacedemônios) e Plutarco (A vida de Licurgo).</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Usavam um só tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar as oscilações do frio e do calor.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A alimentação era bem controlada. Se alguma jovem sentisse fome em demasia, era permitido que furtasse para conseguir alimentos. Castigavam-se, entretanto, aqueles que fossem apanhados roubando.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Uma vez por ano, os meninos eram chicoteados em público, diante do altar de Ártemis (deusa grega vingativa, a quem se ofereciam muitos sacrifícios). Essa cerimónia constituía uma espécie de concurso público de resistência à dor física.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Na adolescência, os jovens eram encarregados dos serviços de segurança na cidade. Qualquer cidadão adulto podia vigiá-los e puni-los. O respeito aos mais velhos era regra básica. Às refeições, por exemplo, os jovens deviam ficar calados, só respondendo de forma breve às perguntas que lhes fossem feitas pelos adultos.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Com 20 anos, o jovem espartano entrava no exército. Mas só aos 30 anos de idade adquiria plenos direitos políticos, podendo, então, participar da Assembléia dos Cidadãos (Ápela).</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Para o historiador italiano Franco Cambi, a educação desenvolvida em Esparta e Atenas constitui dois modelos educativos diferentes. Em Esparta, a perspectiva militar orientava a formação de cidadãos-guerreiros, defensores do Estado. </span></span></p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sangue, Honra e Glória - A disciplina Espartana]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/02/18/sangue-honra-e-gloria-a-disciplina-espartana/</link>
<pubDate>Sun, 18 Feb 2007 13:22:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nenhum povo praticou a disciplina militar como os espartanos, cujos soldados aprendiam, desde tenra ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="left" width="274" src="http://img225.imageshack.us/img225/9144/hoplite1201sm9.jpg" height="277" style="width:274px;height:277px;" />Nenhum povo praticou a disciplina militar como os espartanos, cujos soldados aprendiam, desde tenra idade, a superar a dor, a comiseração do próprio eu, o medo e o sentimento da morte. Eles foram protagonistas do grandioso momento histórico da humanidade: o memorável episódio do Desfiladeiro das Termópilas, ocasião em que morreram o Rei Leónidas e todos os seus trezentos melhores guerreiros, na defesa de Esparta e do restante da Península Helénica, aquando da invasão persa.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os espartanos, por meio de ferrenha disciplina, a célebre “disciplina espartana”, baseada na rígida legislação e inspirada nas divindades gregas, dedicavam-se integralmente a um Estado militarizado.</span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Esparta ou Lacedemónia, situada na Península do Peloponeso, era a capital da Lacónia; daí a origem do termo “lacónico” &#8211; breve, conciso, estilo espartano, sem o desperdício. Esparta criou e desenvolveu, durante aproximadamente três séculos, um sistema de organização militar ímpar.</span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><!--more--></p>
<p></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O Estado treinava militarmente toda a população, desde os sete até aos sessenta anos de idade. As crianças, dos sete aos treze anos, aprendiam técnicas para a suplantação da dor e do medo. Para isso, também eram flageladas, inclusive por outras crianças, com violentas surras, sendo comuns os desmaios, os ossos quebrados e os prolongados sangramentos do corpo, que deixavam permanentes cicatrizes. Aos treze anos, os adolescentes (“efebos”) já participavam dos intensos e exigentes treinamentos, após terem se submetido a testes cruéis que lhes avaliavam a coragem e a resistência à dor. Eles formavam as “agoges” &#8211; conjuntos de pelotões auxiliares, até que completassem vinte anos, quando, efectivamente, se incorporavam às falanges. Dos vinte aos trinta anos, eram obrigados a dormir nos acampamentos (sempre ao relento, com apenas uma coberta de couro), já “senhores da dor, do medo e da morte”, podendo casar aos vinte anos. Aos trinta, o espartano era considerado cidadão da Cidade-Estado, mas continuava obrigado, até aos sessenta anos, a tomar a frugal refeição que lhe era servida à noite, nos acampamentos de suas “moras” (secção de tropa com cerca de 1.200 homens). Acrescente-se que às mulheres também era ministrada instrução militar, muito semelhante à dos homens, sendo permitido que dormissem com os seus maridos (de vinte a trinta anos), sem qualquer regalia, nos acampamentos, passando frio, fome e sede, quando dos exercícios programados.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Tais exercícios objectivavam complementar e testar o adestramento &#8211; que era diário &#8211; com a ginástica, a lança, a espada, o arco, o escudo, etc, além das longas corridas em terreno acidentado, das lutas, dos jogos e das competições, quando eram seleccionados os atletas para as Olimpíadas, sem que se descurasse da “mortificação corporal”, chamada de “arosis” para o fortalecimento da vontade contra a dor e o medo, com prioridade para o doloroso açoite, por parte dos próprios companheiros, que utilizavam, para tal, varas e chicotes de couro cru. Esses exercícios tinham a duração de oito dias e eram realizados várias vezes durante o ano. Era a preparação máxima para as batalhas, sempre vencidas pelos espartanos, ao longo do tempo de seu fastígio militar.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os exercícios de guerra praticados pelos espartanos tinham a duração de oito jornadas e eram chamados de “oktonyktia”.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">As “moras” deslocavam-se por elevadas montanhas, atravessavam rios e florestas, em uma longa marcha nocturna, durante quatro noites, dormindo, de dia, por quartos de prontidão e sem cobertores, até chegarem, já exaustas, aos campos de treinamento. Nos três dias seguintes, adestravam-se diuturnamente, sob as mais rudes condições, cabendo aos “veteranos” (eram os partícipes de mais de quarenta batalhas) a simulação de ataques quando e onde menos se esperava; aqueles que abandonavam qualquer peça do equipamento, eram impiedosamente açoitados por seus pares. A alimentação individual diária consistia em<span>  </span>dois pedaços de pão duro, duas quantidades de figos secos, além de duas doses de vinho e água nos seis primeiros dias; nos dois últimos, somente um pedaço de pão e nenhum líquido, nem mesmo água: apesar disso, as baixas, principalmente por desidratação, eram insignificantes, posto que o organismo daqueles “super-homens” já estava habituado a tais rigores, após anos de penosas experiências vividas. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A dureza dos exercícios, nos quais, refira-se, participavam como auxiliares os adolescentes, era amenizada, ao final dos mesmos, com uma grande confraternização entre o Rei e os seus soldados. Aí, então, todos entoavam hinos marciais e religiosos e era farta a distribuição de água, vinho, queijo e frutas.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Heródoto, “o Pai da História”, narrou as épicas batalhas travadas pelos espartanos, cujo epílogo era sempre o mesmo. Eles, impassíveis, “sem a contração de um músculo sequer, resultado de contínua preparação e inúmeros combates”, esperavam, em linha, com armadura leve, elmo, lanças (de 2m) em riste, escudos no braço esquerdo e pequena espada à cinta, o ataque do inimigo. Os escudos, feitos de carvalho e bronze, além de protegerem o combatente, também eram excelentes armas de choque e dissuasão: primorosamente polidos, cintilavam ao sol como espelhos, infundindo, à distância, terror ao inimigo. As trombetas soavam, quando este se encontrava a 300 metros, ocasião em que, num movimento uniforme, as lanças eram elevadas e abaixadas bruscamente para a horizontal, provocando um aterrorizante assobio pelo deslocamento de ar, o que quebrava a impulsão do ataque inimigo; ao segundo toque, as “moras” iniciavam, em uníssono, um ensurdecedor cântico aos deuses e rompiam a marcha, seguindo em frente, num passo firme e cadenciado, aumentando, progressivamente, a velocidade, “não havendo poder que resistisse ao choque dos escudos e lanças”; a um terceiro toque, os mais velozes corredores atacavam, em acelerado, pelos flancos, degolando a tropa inimiga, já tomada pelo pânico e em desabalada fuga, de forma indiscriminada.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Em 480 a.C., o Rei da Pérsia, Xerxes, montou uma poderosa expedição, orçada, segundo Heródoto, em 500.000 homens, para a conquista da Hélade.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Ao norte da Lacedemónia e de toda a Grécia antiga, onde as elevações rochosas eram por demais estreitas, estendia-se, entre rios de água quente, o Desfiladeiro das Termópilas, local obrigatório de passagem das tropas invasoras. Para aquele ponto estratégico se deslocaram o Rei dos espartanos, Leónidas, e os seus aliados gregos, num total de 5.000 homens, com a missão de barrar o avanço persa. Xerxes intimou Leónidas à rendição e à entrega de suas armas, tendo ele respondido: <strong>“Venham buscá-las”</strong>. Já antes, o espartano Dienekes respondera a um inimigo quando este lhe dissera serem os arqueiros persas tão numerosos que as suas flechas iriam cobrir o sol, o seguinte: <strong>“Óptimo. Combateremos à sombra”</strong>&#8230; A Aliança Grega havia resistido aos ataques, nos dois primeiros dias, quando um traidor informou a Xerxes, da existência de uma passagem, à retaguarda, o que deixaria Leónidas isolado na estreita garganta das montanhas. O Rei dispensa, então, as tropas, que seguem para a defesa do restante da Grécia e decide continuar a resistência com apenas 300 “Pares” &#8211; os seus melhores veteranos. A resistência durante sete dias deu tempo suficiente para os gregos se organizarem e derrotarem os persas no mar e em terra (batalhas de Salamina e Platéia, respectivamente) preservando, assim, a democracia grega e a futura civilização greco-romana, da qual somos legatários. Todos os espartanos foram ali sacrificados, sendo Leónidas, depois de morto, decapitado. Existem, hoje, na região das Termópilas, dois monumentos: no moderno, está gravada a resposta de Leónidas a Xerxes &#8211; “Venham buscá-las”; no mais antigo, lêem-se os lacónicos versos do poeta Simónides: <strong>“Viajante </strong></span><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">que passas, diz a Esparta</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> que obedientes às suas leis aqui jazemos”.</span></strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Eis, em imperfeita e incompleta síntese, o que foram a histórica saga e a disciplina dos lacedemónios.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Povos houve que também praticaram férrea disciplina militar, entre eles os romanos com as suas legiões, os samurais japoneses (“bushi”), Gengis Khan e os seus cavaleiros mongóis, os turcos, com os janízaros, os Cavaleiros das Cruzadas, Frederico II, com as tropas prussianas e tantos outros.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Entretanto, na arte da guerra, ninguém veio a superar a fantástica disciplina espartana, cantada em prosa e verso, cuja fama se perde distante. Eles se orgulhavam em dizer: <strong>“Outras cidades produzem monumentos e poesia. Esparta produz Homens”.</strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[A Religião em Esparta]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/02/07/a-religiao-em-esparta/</link>
<pubDate>Wed, 07 Feb 2007 21:37:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[A religião ocupou em Esparta um lugar mais importante do que em outras cidades. O grande número de t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><img align="left" width="300" src="http://img245.imageshack.us/img245/8060/olympeki5.jpg" height="448" style="width:300px;height:448px;" /> <span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A religião ocupou em Esparta um lugar mais importante do que em outras cidades. O grande número de templos e santuários é disso revelador: quarenta e três templos dedicados a divindades, vinte e dois templos de heróis, uma quinzena de estátuas de deuses e quatro altares. A esta lista é necessário juntar os numerosos monumentos funerários, dado que em Esparta os mortos eram enterrados no interior das muralhas, sendo que alguns destes monumentos funcionaram como locais de culto.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><!--more--></p>
<p></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>Divindades -</strong></span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">As divindades femininas desempenharam em Esparta um papel bastante importante: dos cinquenta templos mencionados por Pausânias, trinta e quatro estão dedicados a deusas. A deusa Atena era a mais adorada de todas. O deus Apolo tinha poucos templos, mas a sua importância era crucial: desempenhava um papel em todas as festas espartanas e o monumento mais importante na Lacónia era o trono de Apolo em Amyclai.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Outro traço distintivo era o culto aos heróis da guerra de Tróia. Segundo Anaxágoras Aquiles era aqui adorado como um deus e Esparta tinha dois santuários dedicados a ele. Outras personagens de Tróia honradas por Esparta foram Agamemnon, Cassandra, Clitemnestra, Menelau e Helena.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Esparta prestava também culto a Castor e Pólux. A tradição afirmava mesmo que teriam nascido na cidade. A dualidade das personagens faz lembrar a existência de dois reis em Esparta. Vários milagres foram-lhes atribuídos, sobretudo relacionados com a defesa dos exércitos espartanos (representações dos gémeos em ânforas eram levadas para o campo de batalha ao lado dos reis).</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Por último, Héracles era em Esparta uma espécie de &#8220;herói nacional&#8221;. Segundo a tradição, o herói teria ajudado Tíndaro a reconquistar o seu trono. O tema dos &#8220;Doze Trabalhos&#8221; foi largamente explorado pela iconografia espartana.</span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span></span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></span><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span></p>
<p></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>Sacrifícios e sinais divinos -</strong></span></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Como consequência do exposto, os sacerdotes desempenhavam um papel importante em Esparta. Os dois reis tinham eles próprios um estatuto de sacerdotes: estavam encarregues de realizar os sacrifícios públicos, que eram bastante valorizados, sobretudo em tempos de guerra. Antes da partida de uma expedição militar, efectuava-se um sacrifício a Zeus; no momento em que se passavam as fronteiras realizava-se a Zeus e Atena e antes da batalha a Ares Enyalios. Várias anedotas mostram o respeito dos espartanos pelas festas e sinais divinos, ao ponto de abandonarem o campo de batalha perante augúrios desfavoráveis, como os terremotos.</span></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Esparta, breve introdução]]></title>
<link>http://espartano.wordpress.com/2007/01/27/esparta/</link>
<pubDate>Sat, 27 Jan 2007 16:55:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>jahgm</dc:creator>
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<description><![CDATA[No sudoeste do Peloponeso estende-se um vale por onde rolam as suas águas, o antigo rio Eurotas. A r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><img align="left" width="437" src="http://www.ucm.es/info/antigua/Cartografia/esparta-atenas.jpg" height="277" style="width:437px;height:277px;" /></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">No sudoeste do Peloponeso estende-se um vale por onde rolam as suas águas, o antigo rio Eurotas. A região, que é quase toda cercada de montanhas, chamou-se noutros tempos Lacónia. Inicialmente foi habitada pelos pelasgos, depois foi invadida pelos aqueus e, por fim, conquistada pelos dórios. Esses últimos fixaram o centro da sua actividade na cidade de Esparta. A hostilidade dos aqueus, vencidos mas não conformados, a influência do solo áspero, do clima e da própria situação geográfica, tornaram os espartanos, no decorrer dos séculos, num povo guerreiro. </span><span style="color:black;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Três motivos principais levaram os espartanos a guerras de conquista: </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">1- A preocupação de abater qualquer outro Estado que, pelo seu poderio, constituísse ameaça ao país;  </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">2- A necessidade de outras terras para a população crescente; </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">3- O desejo de aumentar o poderio militar que lhes era próprio, absorvendo novas tropas auxiliares ou aliadas </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A organização social espartana</span></strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">    </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A organização política e social de Esparta é atribuída a Licurgo, personagem lendária, que teria vivido no século IX a.C. A população compunha-se por três classes sociais: espartiatas, periecos e hilotas. </span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os espartiatas, também chamados espartanos, eram descendentes dos antigos dórios e formavam a classe dos iguais, espécie de aristrocacia dominante. Os periecos integravam a classe formada pelos antigos aqueus que não foram despojados de suas pequenas propriedades; não tinham direitos políticos, mas gozavam de completa liberdade social e económica. Os hilotas eram também aqueus, pertencentes, porém, aquela grande maioria que fora privada dos seus haveres e reduzida a condições de trabalho humilde.   </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></strong></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A organização política de Esparta</span></strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">   </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Esparta era governada por dois reis ao mesmo tempo. Em época de guerra, somente um deles marchava para o combate. O poder dos monarcas sofria, porém, limitações impostas pelos seguintes orgãos de governo:  </span></span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">I &#8211; A Gerúsia, câmara formada por cidadãos maiores de 60 anos, que redigia as leis a serem por todos obedecidas; </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">II &#8211; A Ápela, assembleia em que tomavam parte os maiores de 30 anos, com poderes para aceitar ou rejeitar as propostas da Gerúsia; </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">III &#8211; Os Éforos, conselheiros ou magistrados, em números de cinco, eleitos por um ano e com atribuições de convocarem as duas câmaras, de darem ordem a militares, de administrar justiça e de vigiar a vida particular dos adultos.  </span></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A educação espartana</span></strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">    </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A educação dos espartanos visava a fazer de cada indivíduo um soldado. O recém-nascido que apresentasse defeito era morto por ordem do Estado. Quando os meninos alcançavam os setes anos de idade, tornavam-se recrutas e passavam a fazer parte de uma pequena tropa que, sob as ordens de um monitor, praticavam diariamente exercícios atléticos e ginástica. Aos vinte anos, o jovem ingressava no exército, aos trinta, podia casar-se e participar na Ápela. A vida militar só findava quando o homem espartano chegava aos 60 anos de idade. Todos, mesmo os monarcas, antes dessa idade, eram obrigados a tomar parte nos exercícios militares, que, periodicamente, se levavam a efeito em tempos de paz. A cultura intelectual não foi muito marcante em Esparta, limitando-se ao ensino de poesias sagradas, a cantícos de guerra e a uma eloquência particular que devia expressar muitas coisas em poucas palavras. Chama-se lacónica a linguagem breve, concisa, sentenciosa, igual à que se falava na Lacónia.     </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">As conquistas espartanas</span></strong><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">  </span></p>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></span><span style="color:black;"></span><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Esparta manteve um exército adestrado de 30 mil homens de infantaria e 500 de cavalaria. Proporcionalmente ao total da  população , o número de soldados era excessivo, podendo se dizer que a lacónia era um quartel general e o povo espartano um exército. Vivendo exclusivamente para as glórias da guerra, foram os espartanos no dizer do historiador Xenofonte: “artistas da arte militar”. Com esse exército, Esparta dominou várias cidades do Peloponeso e com aquelas que não pode subjugar formou a famosa aliança que teve o nome de Liga do Peloponeso. No  ano de 490 a.C., o poderio de Esparta era superior ao de todas a s cidades da Grécia. Esta fase teve o nome de Hegemonia espartana.        </span><span style="color:black;"></span><span style="color:black;"><font size="3" face="Times New Roman"> </font></span></p>
<p></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

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