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	<title>ilusoes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/ilusoes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ilusoes"</description>
	<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 23:29:54 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[A Linha de Sombra]]></title>
<link>http://oitoeoitenta.wordpress.com/2009/11/29/a-linha-de-sombra/</link>
<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 17:29:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>lnjaine</dc:creator>
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<description><![CDATA[Essa livro veio para marcar o final de um ciclo da minha vida! Ele é um livro misterioso, todo azul,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Essa livro veio para marcar o final de um ciclo da minha vida! Ele é um livro misterioso, todo azul, sem nada na capa, apenas o nome na lateral. O autor Joseph Conrad conta a história de um novo capitão de um navio e sua primeira viagem como responsável pela sua própria embarcação e as dificuldades que ele encontrou. Para simplificar a história, o capitão e o seu navio são um metáfora para as experiências de crescimento acentuado na nossa vida, quando assumimos novas responsabilidades e deixamos, de uma vez por todas, as nossas ingenuidades infantis e temos que aceitar nosso crescimento.</p>
<p>No entanto, o ponto principal do livro não só a questão direta do crescimento. Ele aponta muito bem a questão das ilusões e fantasias que criamos nesses momentos de exploração do novo. Como quando estamos enfrentando essa novidade, os problemas parecem na nossa cabeça muito maior do que realmente são e como a armadilha de perder a objetividade e nos afogarmos em nós mesmos está sempre presente.</p>
<p>Essa leitura veio em bom tempo, pois tive que lidar ultimamente com as minhas próprias ilusões e fantasias enquanto me afasto da minha própria experiência de crescimento acentuado e de &#8220;envelhecimento&#8221;, que foi a Empresa Júnior PUC-Rio. Após assumir o comando do meu próprio barco e liderar uma equipe através da nossa primeira navegação juntos, fui surpreendido por sentimentos de narcisismo exagerados de achar que ninguém vai conseguir fazer o que eu fazia, que tudo vai dar errado e que eu tinha que assumir. A dificuldade de analisar as coisas de maneira objetiva se acentuou e as fantasias de que tudo ia dar errado (sem mim) eram coisas tão certas quanto a luz do sol. Para superar essa momento, tive que buscar os fatos para ver que, na verdade, tudo ia dar certo e que eu não poderia cair nessa agradável e perigosa armadilha e tinha que, de uma vez por todas, crescer.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mayara 2 – Onde estão as flores?]]></title>
<link>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/11/21/mayara-2-%e2%80%93-onde-estao-as-flores/</link>
<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 21:18:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>acidoliterario</dc:creator>
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<description><![CDATA[- O que foi desta vez? - Não, nada demais. - Nada demais? Se não fosse nada demais você não estaria ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>- O que foi desta vez?<br />
- Não, nada demais.<br />
- Nada demais? Se não fosse nada demais você não estaria aqui, agora, conversando comigo. O que aconteceu?<br />
- Já disse, nada demais.<br />
- Você mandou aquele e-mail pra ela, não foi?<br />
- Sim.<br />
- E aí?<br />
- E aí nada.<br />
- Ela não respondeu?<br />
- Não.<br />
- Putz&#8230; Não acredito que você mandou um e-mail se desculpando. Diga pra mim, você não fez isso, fez?<br />
- Bom, fiz.<br />
- Nãoo!! Cara, mas como você consegue fazer uma coisa dessas comigo? Já não tínhamos conversado a respeito? Não estava claro que homens de verdade não fazem esse tipo de coisa, que isso seria muita estupidez da sua parte? Por que você fez isso?<br />
- Como disse, para que ela soubesse que gostaria de ter agido diferente.<br />
- Mas você agiu, não vai ser um e-mail que vai mudar isso. Você não percebe?<br />
- Sim, mas não custava nada tentar.<br />
- Lógico que custava, a sua honra, seu orgulho, porra! Custava a sua dignidade!!!<br />
<!--more--></p>
<p>- Mas isso é algo tão machista. Você acredita mesmo que essas coisas são importantes. Isso soa tão egoísta, tão egocêntrico da sua parte. Parece que você prefere estar errado a reconhecer o erro e tentar consertá-lo ou pelo menos amenizá-lo.<br />
- Dane-se!!! Você não devia ter feito isso. Essa garota não dá a mínima pra você e você ainda fica se rastejando por ela? Mas que diabos!!! Você nem gosta dela tanto assim. Está fazendo isso apenas para amenizar o peso da sua consciência, porque se sente culpado por ela não te achar mais um cara legal. Anda, confessa que estou certo, vai!<br />
- Não, você não está certo. Uma coisa não tem nada a ver com outra. Eu gosto dela, não acho que ela é o amor da minha vida, mas poxa, éramos amigos. Será que isso pra você isso não conta?<br />
- É claro que conta, desde que ela continue ficando com você, não é?<br />
- Não fale bobagens. Não distorça o assunto.</p>
<p>- Não estou distorcendo nada, mas foi você quem disse que não queria a amizade dela. Que já tinha amigas demais, não foi? Então, por que está vindo com esse papo furado pra cima de mim? Eu te conheço, mas você não agiu errado. Tem que dizer dane-se para coisas assim. Nunca vai entender isso?<br />
- Você é muito radical, não é assim que as coisas funcionam. Se eu tive coragem de olhar nos olhos dela e dizer tudo aquilo, o melhor que poderia fazer e ter a mesma coragem para me desculpar ou dizer que sentia muito por tudo.<br />
- Sentia muito? Mas que bobagem, você adorou dizer tudo aquilo. No fundo você queria dizer mais, só que não teve tempo suficiente. Não banque o bonzinho agora, ela não foi legal com você e nada do que você possa dizer para desmentir isso vai adiantar. Por favor, diga que você não tentou ligar pra ela, diga que não fez mais essa burrada, fez?<br />
- Bom, tentei ligar pra ela ontem.<br />
- Nãoooo!!!! Meu Deus, eu não posso ser parte da imaginação desse cara, é impossível!!!<br />
- Certo, reconheço este erro. Mas felizmente não foi ela quem atendeu.<br />
- Não? Quem foi então?<br />
- Foi a mãe dela, eu acho. Disse que não estava e que eu ligasse outra hora.<br />
- Você disse seu nome.<br />
- Disse.<br />
- O jeito é rezar que a mãe dela tenha esquecido o seu nome e que ela nunca perceba que foi você quem ligou.<br />
- Não sei.<br />
- Se ela te excluiu do Orkut, provavelmente apagou seu número de telefone. Você concorda?<br />
- É, faz sentido.</p>
<p>- Agora faça o mesmo.<br />
- O que?<br />
- Isso mesmo, apague o telefone dela da sua agenda e tente agir como se nada tivesse acontecido. Por favor, me prometa isso.<br />
- Tá bom, prometo que vou apagar.<br />
- Apague o e-mail dela também. Não quero que você fique mandando e-mails pra ela. Esqueça que ela existe.<br />
- Mais alguma ordem grande amigo? Se você é minha imaginação, como pode mandar tanto assim em mim?<br />
- Não sou sua imaginação, sou sua razão. Você precisa aprender que se você não vale a pena para alguém é porque essa pessoa não deve valer à pena pra você. Quando vai aprender isso e deixar de ouvir esse lado emocional boboca que você tem?</p>
<p>- Talvez nunca.<br />
- Mas por que raios essa menina mexeu tanto com você?<br />
- Não sei. Na verdade, acreditei que ela estivesse se sentindo tão sozinha quanto eu, tão machucada quanto eu, apenas com vontade de amar e ser amada por alguém que também quisesse isso. Eu ofereci flores, à minha maneira, mas tudo foi apenas uma decepção.<br />
- Lá vem você com esse papinho emo de novo. Oferecer flores? Mulheres não querem flores, querem homens de pegada. Se você tivesse dito apenas “tudo bem” quando ela disse que não queria mais nada com você, aposto que ela teria ficado interessada e até mudado de idéia depois. Mas você tinha que abrir a sua boca, não é?<br />
- É, vai ver você tem razão.<br />
- Vá por mim, esse papo de flores é bom aos ouvidos, mas na prática é bem diferente.<br />
- Você quer dizer que tenho que ser um canalha, um safado?<br />
- Quero dizer que você não deve ser tão idiota. É isso o que quero dizer.<br />
- Lá vem você com esse papo de idiota de novo. Já disse que não gosto de ser chamado assim.<br />
- Tá bom, desculpe. Mas você se envolve demais, cria laços rápido demais e depois, quando quebra a cara, fica com essa cara de bunda pra cima de mim. Eu não suporto ver você assim, pois você sou eu, lembra?<br />
- Tá certo. Vou esquecer esse assunto, vamos em frente.<br />
- Agora compre um vinho, vamos comemorar.<br />
- Comemorar o que?<br />
- Sei lá, a gente pensa em algo. O importante é beber vinho.<br />
- Você que bebe e eu que fico bêbado, sabia?<br />
- Mas nós dois ficamos alegres&#8230; hahaha<br />
- Tem razão&#8230; hahahaha<br />
- Chega desse assunto. Agora, se você mandar esse texto pra ela achando que poderá impressioná-la, eu juro que desisto de você. Entendeu?<br />
- Entendi, vamos beber.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mayara]]></title>
<link>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/11/14/mayara/</link>
<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 00:44:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>acidoliterario</dc:creator>
<guid>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/11/14/mayara/</guid>
<description><![CDATA[- Você definitivamente não aprende, não é? - Não, acho que não. Mas o que posso fazer? Eu sei exatam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>- Você definitivamente não aprende, não é?<br />
- Não, acho que não. Mas o que posso fazer? Eu sei exatamente como agir, chega na hora, quando percebo, já foi&#8230;<br />
- E agora, seu manezão, o que pretende fazer?<br />
- Tudo o que me resta fazer. Vou pedir as contas no início dessa semana. Não me sinto no clima para continuar trabalhando naquele lugar. Logo começo a trabalhar com o que gosto de verdade, então porque continuar num lugar do qual não precisa mais de mim?<br />
- Você poderia reverter a situação, tentar reconquista-la. Sei lá&#8230; Parar de se lamentar seria um bom começo, você não acha?<br />
- Sabe, eu não me lamento. Demorei a encontrar alguém que pudesse gostar de verdade. No fim, antes que algo realmente forte pudesse acontecer, fui chutado exatamente por esse motivo.<br />
- Como assim? Vai me dizer que ela veio com aquele papo de que você é alguém especial demais, que ela prefere ter você apenas como amigo?<br />
- Isso, isso mesmo&#8230; Mas teve algo mais.<br />
- O que?<br />
- Nos ficamos e em minha opinião foi ótimo. Mas ela ficou estranha comigo depois. Não sei ao certo. Ela, na última conversa que tivemos, pouco antes da gente discutir, disse que gostou de ficar comigo e que por isso mesmo não queria mais&#8230;</p>
<p><!--more-->- O quê? Não acredito nisso! Sério?<br />
- Sério. Disse que já tinha sido enganada e feita de boba algumas vezes. Disse que queria terminar antes que pudesse se apaixonar por mim. Tinha medo de quebrar a cara novamente.<br />
- Você acreditou nisso?<br />
- Sei lá&#8230; Eu esperava ouvir que ela não sentia nada por mim, que não combinamos ou que eu era feio demais, chato demais. Tudo, menos isso. Fiquei revoltado e acabei dizendo coisas só para magoá-la. Enfim, não consegui disfarçar minha frustração.<br />
- Você tem um gênio muito difícil às vezes, e agora?<br />
- Ela me excluiu do Orkut&#8230;<br />
- Putz&#8230; Vai ver ela só fez isso para não ser excluída antes por você.<br />
- Mas eu não ia excluí-la.<br />
- Ela não tinha como saber, não é?<br />
- Bom, vai ver ela nunca mais quer me ver mesmo. Compreensível, não é?<br />
- Você é um idiota.<br />
- Obrigado pela ajuda, estou me sentindo muito melhor agora com suas palavras.<br />
- É para isso que você está inventando essa conversa, não é mesmo? Para se sentir menos idiota. Acho difícil, mas não custa nada tentar. Mas e aí, já resolveu se vai pedir desculpas ou se vai deixar esse assunto quieto?<br />
- O que você aconselha grande amigo imaginário?<br />
- Depende, o bar ainda está aberto? Que tal um pouco de vinho e uma ressaca moral no dia seguinte?<br />
- Não acho que beber agora seria de grande ajuda. Melhor escrever algo pra ela, para que ela saiba que lamento e que gostaria de ter agido diferente.</p>
<p>- Puta que o pariu, hein?! Agora vai se humilhar? Já foi, diga foda-se e siga em frente. Você não é homem não? Vamos encher a cara!!<br />
- Vamos? Você quer dizer eu, pois você sequer existe, não é?<br />
- Tanto faz. Como sou parte da sua imaginação é meu dever orientá-lo a fazer coisas mais agradáveis do que ficar aqui, neste quarto abafado, escrevendo este texto que ninguém vai ler apenas para aliviar seu sentimento de decepção. Ela não vai te ligar, te responder e muito menos vocês vão voltar a ficar juntos. Esqueça! Não é a primeira e muito menos será a última a te dar o fora.<br />
- Porra, você é um amigão mesmo, hein?<br />
- Desculpe, mas você sabe que é verdade. Não adianta se lamentar. Já foi. Se ela está com medo de se apaixonar por você, o problema é dela, não seu. Você fez a sua parte. Além do mais, se ela quisesse ficar com você de verdade ela ficaria. Não colocaria empecilhos para isso. Meu caro, ela também pode ter dito isso só para ser legal, mas na verdade ter vontade de ficar longe de você.</p>
<p>- Você acha que eu não pensei nisso? Vai ver eu estava tão sozinho que a primeira oportunidade de namorar alguém legal me deixou totalmente eufórico. Sou um idiota mesmo&#8230;<br />
- Concordo, e aí? Vamos beber?<br />
- Ok. Preciso antes ver quanto tenho na carteira.<br />
- Certo, mas vou logo avisando que estou sem dinheiro.<br />
- Vinho ou cerveja?<br />
- Que tal os dois?<br />
- Vinho, pode ser?<br />
- Ótimo. Ei! Vai postar esse texto?<br />
- Não sei, talvez. O que acha?<br />
- Acho que você é maluco.<br />
- Na próxima vez chamo alguém de verdade para beber comigo, ta bom?<br />
- Brincadeira!! Vamos logo, faz tempo que não bebo vinho&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Homens são de Marte…e é pra lá que eu vou! terá duas apresentações no Vivo Rio]]></title>
<link>http://sortimentos.wordpress.com/2009/11/13/os-homens-sao-de-marte%e2%80%a6e-e-pra-la-que-eu-vou-tera-duas-apresentacoes-no-vivo-rio/</link>
<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 00:05:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>sortimentos</dc:creator>
<guid>http://sortimentos.wordpress.com/2009/11/13/os-homens-sao-de-marte%e2%80%a6e-e-pra-la-que-eu-vou-tera-duas-apresentacoes-no-vivo-rio/</guid>
<description><![CDATA[Nos dias 08 e 09 de janeiro, às 21h30, no Vivo Rio (Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img title="RIO DE JANEIRO TEATRO Os Homens são de Marte...e é pra lá que eu vou! terá duas apresentações no Vivo Rio" src="http://www.sortimentos.net/wp-content/uploads/2009/11/os_homens_sao_de_marte_teatro_vivo_rio.jpg" alt="RIO DE JANEIRO TEATRO Os Homens são de Marte...e é pra lá que eu vou! terá duas apresentações no Vivo Rio &#124; Divulgação" width="505" height="300" /></p>
<p>Nos dias 08 e 09 de janeiro, às 21h30, no Vivo Rio (Avenida Infante<br />
Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo), Rio de Janeiro, será encenada<br />
a peça que já ganhou diversos prêmios e já foi assistida<br />
por aproximadamente 500 mil espectadores: “Os Homens são de Marte&#8230;<br />
e é pra lá que eu vou!” Os ingressos variam de R$ 30 a R$ 100.</p>
<p><strong>LEIA MAIS NOS SITES<br />
</strong>:: SORTIMENTOS.COM &#62;&#62; <a href="http://www.sortimentos.net/?4395">http://www.sortimentos.net/?4395</a><br />
:: GEBBEG &#62;&#62; <a href="http://gebbeg.com.br/?7426">http://gebbeg.com.br/?7426</a><br />
.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Instinto por Melhor Frase ]]></title>
<link>http://osindicados.wordpress.com/2009/11/06/instinto-por-melhor-frase/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 11:06:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tati</dc:creator>
<guid>http://osindicados.wordpress.com/2009/11/06/instinto-por-melhor-frase/</guid>
<description><![CDATA[Na carta que Ethan Powell, o antropologista que viveu com macacos, escreve para o psiquiatra que o a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1022" title="1245087120_instinto01" src="http://osindicados.wordpress.com/files/2009/11/1245087120_instinto01.jpg" alt="1245087120_instinto01" width="350" height="225" /></p>
<p>Na carta que <a href="/name/nm0000164/">Ethan Powell</a>, o antropologista que viveu com macacos, escreve para o psiquiatra que o ajuda:</p>
<p><em><strong>Freedom is not just a dream.  It&#8217;s there, beyond those fences that we build all by ourselves. </strong></em></p>
<p>Quer lembrar desse <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/instinto/" target="_blank">filme</a> de 1999? Veja essa cena:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/6D_Q8DWEPgI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/6D_Q8DWEPgI&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Eu Invertido]]></title>
<link>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/10/31/o-eu-invertido/</link>
<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 22:31:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>acidoliterario</dc:creator>
<guid>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/10/31/o-eu-invertido/</guid>
<description><![CDATA[Ele acorda sem ajuda de um despertador, quase no mesmo instante em que o sol começa a irradiar suas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ele acorda sem ajuda de um despertador, quase no mesmo instante em que o sol começa a irradiar suas primeiras luzes sobre a cidade. Levanta sem reclamar, faz um bocejo leve enquanto procura os chinelos de dedo da marca <em>Havaianas</em> de cor azul. No banheiro, o espelho não o assusta e o banho frio o deixa feliz. Seu café da manhã é reforçado sempre com frutas e sucos diversos e quase não se arrepende pelos outros que passam fome no mundo. Antes de sair, reclama com a empregada porque ela não passou a roupa do jeito que ele gosta e porque esqueceu de preparar a sua vitamina de manga. Ele não repara na explicação dela dizendo que as mangas tinham acabado e que ela as compraria na feira mais tarde, ainda naquela manhã.</p>
<p>Para chegar à faculdade de Administração, espera pelo pai que o leva de carro até o seu destino final quase a uma hora dali. Na faculdade, encontra seus vários amigos e a sua quase namorada, <em>Amanda</em>, que vive dizendo para todo mundo que é loucamente apaixonada por ele, mesmo ele nunca ter dito o mesmo sobre ela e nunca assumir qualquer tipo de compromisso, apesar de estarem juntos a pelo menos oito meses. Seus amigos o idolatram e riem sempre de suas piadas engraçadas e sarcásticas sobre tudo e todos, incluindo as piadas sobre os professores, que por causa disso acabam não gostando muito dele.</p>
<p><!--more-->Foi eleito pelos colegas o responsável da classe para comunicar algum assunto aos outros de sua turma, aos professores ou à coordenação da faculdade. <em>“Ele realmente é bonito”</em>, dizem as meninas de sua classe e várias outras de outros cursos daquele mesmo período da manhã. Os rapazes o invejam pelo sucesso que acaba fazendo com o sexo oposto. Algumas o acham arrogante e insensível.</p>
<p>Ainda criança se tornou o orgulho da família, aprendeu a falar e andar desde cedo. Sendo o filho único de um casal dono de empresas, foi sempre muito mimado pelos pais, tinha de tudo o que era da moda e caro. Quase nunca fica doente. Faz sempre muitos exercícios. Durante três vezes por semana frequenta a academia de musculação, onde os donos são amigos de sua família. Seu físico é de um atleta e sua barriga do estilo “tanquinho”. Faz o estilo mais para agradar as meninas do que realmente pela saúde em si.</p>
<p>Trabalha na empresa do pai à tarde, depois de voltar para casa e almoçar um belo prato de comida e tomar a sua vitamina de manga. É quase que o responsável por toda a contabilidade de uma pequena empresa que o pai mantém apenas para ele. Todos na empresa dizem apenas que o suportam, não porque é do tipo bravo ou mau, mas porque sua incompetência na função se tornou até hilariante. Muitas vezes chegam a refazer os vários erros de cálculos cometidos por ele na contabilidade da empresa.</p>
<p>Antes de voltar para casa, o que geralmente acontece às sete da noite, visita alguma loja de CDs próxima do seu trabalho. Adora samba e forró, seus estilos preferido de música. Nos finais de semana, para curtir, vai com amigos aos lugares onde se pode ouvir forró e ver meninas dançarem, sempre em algum lugar da cidade, e sempre de carro, claro.</p>
<p>Ele não se dá conta do mundo, das pessoas, de si. Vive em um mundo alegre e feliz, sem muitas frustrações. Seus sonhos são realizados e alcançados sempre com muita facilidade. O mundo o espera, mas ele não espera o mundo. Vive de acordo com sua vontade e ocasião, e das festas mais divertidas em seu meio social. Sempre consegue chamar a atenção. Um dia herdará toda a riqueza de seus pais. Terá esposa, filhos e viverá até os 64 anos. Deixará sua riqueza para a posteridade. Morrerá dormindo e satisfeito.</p>
<p>Aliás, ele não usa óculos.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trig&eacute;simo Quarto Cap&iacute;tulo&hellip;]]></title>
<link>http://lunnaguedes.wordpress.com/2009/10/21/trigsimo-quarto-captulo/</link>
<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 11:39:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lunna</dc:creator>
<guid>http://lunnaguedes.wordpress.com/2009/10/21/trigsimo-quarto-captulo/</guid>
<description><![CDATA[De volta ao Rio de Janeiro, Debora em seu novo estado natural, arrumava as malas ao lado de Dario qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://lunnaguedes.files.wordpress.com/2009/10/image13.png"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:block;float:none;margin-left:auto;border-top:0;margin-right:auto;border-right:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://lunnaguedes.files.wordpress.com/2009/10/image_thumb13.png?w=370&#038;h=339" width="370" height="339" /></a>     <br /> De volta ao Rio de Janeiro, Debora em seu novo estado natural, arrumava as malas ao lado de Dario que estava feliz por ver aquele ele belo sorriso no rosto iluminado de sua amiga. Debora era sempre sorridente, mas naquele novo momento havia muito mais que um simples sorriso e isso o deixava radiante:</p>
<p>_ Dário, já providenciou o envio de todas as telas e os demais trabalho para Paris? Eu estou super ansiosa pra concluir aquilo tudo. Eu sei de cada desenho, de cada traço. Está absolutamente tudo na minha mente e olha, se prepara, porque eu vou querer algo grandioso. Vai ser minha melhor exposição…    <br />_ Já está tudo providenciado, quando você chegar já vai estar lá no seu novo atelier…     <br />_ Nem me fale. Tantas coisas novas. Eu sempre adorei novidade, mas dessa vez é diferente. Se dependesse de mim eu estralaria os dedos e estaria em Paris…     <br />_ E o moçoilo vai também?     <br />_ Claro que sim, ele vai nos encontrar no aeroporto. Ele precisou ir até Santos para despachar a moto que eu dei pra ele e tem algumas coisinhas pra ele acertar antes da gente ir embora daqui…     <br />_ Deb, e como ele vai fazer pra embarcar? O rapaz é foragido, lembra?     <br />_ Como Mateus Petrasco que é o nome do avô dele. Simples…     </p>
<p>Dario estava boquiaberto, ao mesmo tempo em que ficou ainda mais feliz por saber que tinha ganho a aposta. Agora sim era perfeito: “dois deuses gregos em um só”… Tal comentário fez Debora cair na risada, enquanto Dario respirou fundo ao lembrar-se que iria sentir saudades de sua “<strong>Lady Eva</strong>”:</p>
<p>_ Será que ela vai nos visitar em Paris. Você não se incomodaria, não é? Eu adoro a Lady Eva, ela tem uma sarcasmo divino e uma perspicácia maravilhosa. E o pior é que você nunca tinha me falo dela…</p>
<blockquote><p>As horas seguiam seu entusiasmo natural, Suzanna veio visitar Debora para dela se despedir e contar a novidade que deixou Debora satisfeita, afinal, era uma continuidade desenhada:</p>
<p>_ Eu só fico preocupada com uma coisa Suzanna…      <br />_ E o que seria?       <br />_ Não desiste de você porque em algum momento você vai acabar encontrando alguém que vai encher de cor novamente a sua vida.       <br />_ Mas eu já tenho isso Debora…       <br />_ Suzanna, um filho é uma coisa maravilhosa, mas é preciso muito mais. Então seja uma pessoa atenta e não perca as oportunidades que surgirem, ok?       <br />_ Seu pai tinha razão: você é uma pessoa incrível!       <br />_ Você vai ter que ir até Paris pra que eu conheça o meu irmãozinho, não esqueça disso…</p>
<p>Despedidas ensaiadas e os olhares guardam um pouco de tudo e deixam de lado alguma coisa. Suzanna pouco tempo teve para conhecer Debora pessoalmente, mas a conhecia de uma outra forma, através das palavras sempre carinhosas de Mauro que falava da filha o tempo todo e deixava no ar uma admiração saudável, carinhosa por aquela que sempre seria sua menina de sorriso fácil. Ele dizia “<strong>acho que a primeira coisa que ela fez ao nascer foi abrir aquele sorriso</strong>”… Os olhos mareados de Suzanna teciam saudades em suas veias e era preciso respirar fundo e aconchegar-se no abraço demorado da nova amiga para suportar aqueles momentos pós perda. Está certo quem diz que a morte é muito mais difícil pra quem fica…</p>
</blockquote>
<p>As malas já estavam no carro, o quarto ocupado por Debora já estava vazio, faltava despedir-se da irmã, que estava ausente. Eva decidiu que Debora não deveria saber absolutamente nada sobre a prisão de Claudia “<strong>Dario, o que ela poderia fazer quanto a isso, não quero que ela perco mais tempo nessa cidade. O lugar dela não é aqui. Eu me sinto mais tranquila com ela em Paris</strong>” Dario ficou arrepiado com o comentário feito por Eva e diante disso preferiu concordar e não disse absolutamente nada sobre o assunto para sua amiga.</p>
<p>Mas havia alguém a quem Debora não procuraria que estava lá, na sala a esperar por ela: George Petrasco. Figura lúcida, um tanto sombria, parecia exibir algum tipo de tristeza no olhar, mas também parecia tramar alguma coisa. A presença dele ali deixou Eva inquieta, afinal, ela nunca gostara daquele rapaz a quem chamava de “rato” constantemente. Para ela, George vivia numa caixinha cheia de brinquedinhos com os quais brincava sem saber porque, feito um hamster.</p>
<p>Debora não desejava falar com ele, mas George insistiu de forma desagradável e nem mesmo a interferência de Eva que fez questão de avisar que ela estava atrasada foi suficiente para demovê-lo da idéia de falar a sós com Debora que acabou levando-o para o escritório de seu pai, ao lado para ouví-lo, dando a ele apenas cinco minutos.</p>
<p>De imediato, George vestiu aquele seu semblante de coitado, falou de seus sentimentos, do quanto ainda amava Debora e do quanto a desejava. Pediu desculpas por tê-la decepcionado, para ele era essa a parte mais difícil, saber que a tinha decepcionado. Seus olhos chegaram a verter lágrimas, mas nada disso parecia comover Debora que estava ali, diante dele, imóvel, sem reação alguma. Ela mantinha os braços cruzados e respirava fundo vez ou outra.</p>
<p>Ele seguia sua ladainha e como nada parecia ser suficiente para convencê-la de seus “nobres” sentimentos por ela… Ele respirou fundo e cuspiu suas formas inusitadas de verdade:</p>
<p>_ Eu faço qualquer coisa por você. Eu vou provar pra você que eu sou digno do seu amor, está me entendendo? Eu vou me libertar de coisas que fiz de errado e que você não aprova. Diz alguma coisa Debora… Agora eu sei que eu deveria ter me dado por inteiro a você… Tantas coisas seriam diferentes pra nós dois: você não teria se envolvido com aquele lixo, não teria ido embora e ainda estaria comigo… Mas nada disso importa, eu sei…</p>
<p>Debora respirou fundo uma vez mais, sua paciência estava no limite, era muito cansativo pra ela ficar ali, ouvindo todas aquelas coisas sem sentido. Ela se sentia no circo, assistindo um palhaço tentando fazer o público rir sem sucesso:</p>
<p>_ George, eu preciso ir ou vou perder o meu vôo… O que aconteceu entre a gente foi um erro e acabou…    <br />_ Não fala assim, por favor. Eu vou dar um jeito nisso tudo e vai ser diferente. Eu vou me entregar e vou ser punido por tudo que eu fiz de errado. Eu só preciso que espere por mim… Só isso…     <br />_ Não dá George, eu não posso…</p>
<p>Diante da negativa de Debora, ele quase explodiu, mas tentou conter-se, respirou fundo, se aproximando de Debora a ponto de segurar seus braços fortemente. Ele exibia um sorriso ardiloso, pouco humano que a deixou apreensiva:    </p>
<p>_ Me solta George, você esta me machucando…     <br />_ Então me diz que vai esperar por mim, é só o que você precisa dizer porque eu sei que você me ama. Você pensa que ama aquele outro, mas não é verdade e você vai descobrir isso logo. É só de um tempo que você precisa e eu vou dar esse tempo a você. Agora diz que vai esperar por mim porque eu vou sair daqui e vou entregar. Vou confessar que eu fui quem matou aquele idiota na joalheria, que fui eu quem matou a Aurea o José Frederico… Eu estou com as armas do crime aqui comigo, quer vê-las? Eu mostro pra você…     <br />_ Eu não quero absolutamente nada George, só quero que você me solte…     </p>
<p>E usando uma força ainda maior, George gritou com sua amada enquanto apertava ainda mais seu braço e diante da afirmativa de Debora “<strong>tudo bem, eu vou esperar por você quanto tempo for preciso, agora me solta</strong>” ele a soltou e voltou a sorrir, tocando o rosto dela suavemente e por fim a beijou com tamanha intensidade que deixou os lábios de Debora dormentes..</p>
<p>George passou por Dario e Eva feito o vento e em seguida os dois viram Debora surgir na sala e pedir para ir embora imediatamente. Durante o caminho até ao aeroporto, ela não disse uma só palavra, sua pele estava trêmula, suas mãos frias e sua mente incomodada. Toda a calma que ela tivera diante de George havia desaparecido, deixando-a exausta.</p>
<p><a href="http://lunnaguedes.files.wordpress.com/2009/10/image14.png"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:block;float:none;margin-left:auto;border-top:0;margin-right:auto;border-right:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://lunnaguedes.files.wordpress.com/2009/10/image_thumb14.png?w=517&#038;h=328" width="517" height="328" /></a> </p>
<p>Água fria no rosto, alguns minutos se olhando no espelho e a certeza do embarque na chamada que ela ouvira. Aqueles eram seus últimos minutos naquela cidade e uma certeza ela tinha: nunca mais voltaria. Ao voltar para junto de Dario percebeu que Gean ainda não havia chego e faltavam poucos minutos para o embarque. Ligou pra ele seguidamente, mas estava na caixa postal. Seu olhar procurou várias vezes por ele em meio a multidão, mas não o encontrou… Então um mensageiro a descobriu ali e entregou a ela um bilhete, era de Gean… Nenhuma palavra escrita além de seu nome no verso daquele pedaço de folha em branco…</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>&#62;&#62; continua…</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo tem come&ccedil;o, meio e fim&hellip;]]></title>
<link>http://teoriasimpossiveis.wordpress.com/2009/10/20/tudo-tem-comeo-meio-e-fim/</link>
<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:43:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lunna</dc:creator>
<guid>http://teoriasimpossiveis.wordpress.com/2009/10/20/tudo-tem-comeo-meio-e-fim/</guid>
<description><![CDATA[A sabedoria está viva: como tal, é sempre imprevisível A ordem é a outra face do caos, o caos é a ou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://teoriasimpossiveis.files.wordpress.com/2009/10/image2.png"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border-width:0;" title="image" border="0" alt="image" src="http://teoriasimpossiveis.files.wordpress.com/2009/10/image_thumb2.png?w=344&#038;h=264" width="344" height="264" /></a> </p>
<blockquote><p><em>A sabedoria está viva: como tal, é sempre imprevisível        <br /></em><em>A ordem é a outra face do caos, o caos é a outra face da ordem        <br /></em><em>A incerteza que sente em si é a passagem para a sabedoria        <br /></em><em>A insegurança está presente em quem busca&#160; <br />tropeça-se, mas nunca se cai         <br /></em><em>A ordem humana é feita de regras; a do mago        <br /></em><em>não tem regras &#8211; flui ao sabor da natureza viva</em></p>
<p><strong>in, <em>O Caminho do Mago</em>, Deepak Chopra</strong></p>
</blockquote>
<p>&#160;</p>
<p>Carissimos, estou naquele momento de silêncio, imersa nas minhas ilusões, entregue aos meus desenhos de melancolias… Tudo isso passa, mas por enquanto sinto-me sozinha, o final desenhou-se por aqui, embora poucos o conheçam… Em breve estará lá e todos saberão que os anos passaram e que ela foi feliz na maior parte do tempo…</p>
<p>A vida é mesmo assim, não?    <br />Sim, eu estou bem, mas sempre que o fim se desenha pra mim, parte de mim sangra. É sempre tão difícil despir-se de um personagem… Você acostuma-se as suas loucuras, insanidades e de repente ele sorri uma última vez e a janela se fecha.     </p>
<p>São as formas de magia que a gente se permite…     <br />Sábio é aquele que diz que escritores brincam de ser Deus.     <br />Abraços a todos e até breve…</p>
<p><font color="#004000"><strong>&#62;&#62; para acompanhar os instantes finais, siga a trilha </strong></font><a href="http://lunnaguedes.wordpress.com" target="_blank"><font color="#004000"><strong>cliquando aqui</strong></font></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O homem mais idiota do mundo]]></title>
<link>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/10/16/o-homem-mais-idiota-do-mundo/</link>
<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 00:33:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>acidoliterario</dc:creator>
<guid>http://acidoliterario.wordpress.com/2009/10/16/o-homem-mais-idiota-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Eu só queria abraçá-la e beijá-la. Eu a ouvia, mas de certa forma não estava presente. Há muito temp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu só queria abraçá-la e beijá-la. Eu a ouvia, mas de certa forma não estava presente. Há muito tempo não nos encontrávamos. Guardava dentro de mim um sentimento adormecido pelo passado. Achei que podia esquecê-la e seguir minha vida normalmente. Talvez eu seja o homem mais idiota do mundo. Achei que pudesse encontrar um jeito de passar um apagador em minhas lembranças e começar do zero uma amizade verdadeira. Mas como ser amigo quando tudo o que quero ser é mais do que um grande amigo. Não sei&#8230;</p>
<p>Ela ainda tem aquele costume de falar sem parar e de nunca perguntar nada sobre mim. Quando tento dizer alguma coisa acabamos entrando num outro assunto e tudo começa a se repetir: ouço tudo como um súdito ouve seu mestre. Mas ouvir sua voz ainda é tão bom como antes. Vou entendo e concordando com tudo, abnegado.<br />
<!--more--></p>
<p>Ela me faz tão mal. Não me reconheço quando estou e falo com ela. Parece um jogo sujo de submissão e pecado. Ao mesmo tempo em que me sinto humilhado e ofendido, parece que existe um ímã atraindo minha atenção, meu corpo e minha alma. Acho que ela sabe disso inconscientemente. Às vezes acho que me manipula. Eu me olho no espelho e sinto pena daquilo que vejo. Pena de alguém que tomou o meu lugar.</p>
<p>Ela me conhece muito e ao mesmo tempo não sabe nada de mim. Sou um louco sem remédio ainda vivendo uma ilusão. Talvez eu seja o homem mais idiota do mundo. Eu me embriago com cada gole de cerveja enquanto a imagino em meus braços. Talvez fosse isso o que eu deveria ter feito. Será que era isso que eu deveria ter feito? Talvez o melhor que eu deveria ter feito era recusar o convite para sair. Dizer que não dá, que estou sem tempo, que não posso, que&#8230; Não sei.</p>
<p>Mas agora já não dá para voltar atrás.</p>
<p>Ela não pergunta nada da minha vida, nem como estou. Acho que quando gostamos um pouco de alguém esse é o mínimo que fazemos. Ela não. Conversas sobre política e livros, ou melhor, conversa dela enquanto eu me sinto mais e mais abnegado. Ela, inteligente, eu apenas complacente. Espero não vê-la nunca mais. Desejo que ela seja infeliz longe de mim. Talvez eu seja o homem mais idiota do mundo. Eu sou o homem mais idiota do mundo&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pequeno Universo]]></title>
<link>http://poemasepensamentos.wordpress.com/2009/10/04/pequeno-universo/</link>
<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 22:36:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mari</dc:creator>
<guid>http://poemasepensamentos.wordpress.com/2009/10/04/pequeno-universo/</guid>
<description><![CDATA[Hoje chove lá fora, E aqui dentro de mim. Lá fora chove e eu&#8230; Aqui dentro choro. A cada pingo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter" title="Universo" src="http://colunas.g1.com.br/files/21/2007/11/galaxiaM106.jpg" alt="" width="350" height="300" /></p>
<p>Hoje chove lá fora,<br />
E aqui dentro de mim.<br />
Lá fora chove e eu&#8230; Aqui dentro choro.<br />
A cada pingo de chuva<br />
Que molha cada passo seu,<br />
É uma gota de sangue<br />
Que escorre dos meus olhos.<br />
Queria poder lhe tocar<br />
Como vejo nas novelas, filmes e sonhos.<br />
Queria que o sol brilhasse apenas para nós<br />
Queria poder controlar o mundo,<br />
Queria poder controlar você.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Para ler o restante clique no link abaixo e conheçam nosso novo blog</strong></span></p>
<p><a href="http://www.poemasepensamentos.com.br/2009/10/04/pequeno-universo/">http://www.poemasepensamentos.com.br/2009/10/04/pequeno-universo/</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ilusões]]></title>
<link>http://demodelando.wordpress.com/2009/10/04/ilusoes/</link>
<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 05:00:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joe</dc:creator>
<guid>http://demodelando.wordpress.com/2009/10/04/ilusoes/</guid>
<description><![CDATA[Livro: Ilusões As aventuras de um messias indeciso By Richard Bach Editora Record &#8220;Ilusões]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1801" title="Ilusões" src="http://demodelando.wordpress.com/files/2009/10/ilusoes1.jpg" alt="Ilusões" width="150" height="220" />Livro: Ilusões<br />
As aventuras de um messias indeciso<br />
By Richard Bach<br />
Editora Record</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Ilusões&#8221; é o primeiro livro de Richard Bach depois do grande sucesso de &#8220;Fernão Capelo Gaivota&#8221;. Desta vez Richard nos transporta na cabine de um biplano até um lugar onde conhece Donald Shimoda, ex-mecânico que faz as ferramentas voarem, a imaginação do autor viajar e os leitores viverem uma vida muito mais feliz e completa.</p>
<p style="text-align:justify;">Através de palavras simples, que funcionam na vida cotidiana, Richard nos faz pensar:</p>
<p style="text-align:justify;">- E se aparecesse alguém que pudesse nos explicar como o nosso mundo funciona, e como controlá-lo?<br />
- E se nós conhecessemos um ser super evoluído e ele nos mostrasse que somos mais do que aparentamos ser, sabemos mais do que pensamos saber?<br />
-  E ele nos dissesse: &#8220;você ensina melhor aquilo que mais precisa aprender!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">- E, no final de tudo, ele ainda nos propusesse:<br />
&#8220;Eis um teste para verificar se a sua missão na terra está cumprida: se você está vivo, não está!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Ilusões&#8221; nos leva a refletir sobre certas situações que passam despercebidas pela vida. Richard nos faz refletir sobre a condição humana, sobre seus anseios e mistérios em uma história inesquecível, que mudou, para melhor, a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Comentário:</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Esta obra foi, por muitos anos, o que eu chamei de &#8220;meu livro de filosofia de vida&#8221;. Aprendi muito com ele, coloquei muitos de seus ensinamentos em prática e vi que as coisas funcionavam mesmo. Até hoje costumo dizer que é um &#8220;livro mágico&#8221; pois, cada vez que o releio, em momentos diferentes da minha vida, acabo descobrindo algo que não havia percebido antes, aprendo uma nova lição, uma nova perspectiva se abre.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Recomendo a sua leitura, assim como os demais livros do Richard: Fernão Capelo Gaivota, Ilusões, Longe é Um Lugar Que Não Existe, A Ponte Para o Sempre, Um, Fora de Mim, Fugindo do Ninho, e alguns outros que são coletâneas de textos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Se eu ainda considero &#8220;Ilusões&#8221; o meu livro de filosofia de vida? Sim, com certeza. Porém, outros livros vieram e foram acrescentando mais conhecimento, mais reflexões e me fazendo ver que a vida não é só isso que se ve. O poder está dentro de cada um de nós &#8230; basta querer exercê-lo!</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ahh &#8230; em tempo: não se trata de nenhum livro chato de auto-ajuda. Longe disso, é uma aventura muito gostosa de ser compartilhada, daquelas que faz com que a gente não queira largar o livro enquanto não terminar.<br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>By Joe.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As Damas no Sof&aacute;]]></title>
<link>http://focofemina.wordpress.com/2009/09/16/as-damas-no-sof/</link>
<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 15:01:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>francysoliva</dc:creator>
<guid>http://focofemina.wordpress.com/2009/09/16/as-damas-no-sof/</guid>
<description><![CDATA[S.a.r.a Enquanto ouvia os relatos eufóricos de Tina, a mais desavergonhada das quatro, Sara desviava]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="center"><font color="#004000" size="6">S.a.r.a </font></p>
<p><a href="http://focofemina.files.wordpress.com/2009/09/clip_image002.gif"><img style="display:inline;margin-left:0;margin-right:0;border-width:0;" title="clip_image002" border="0" alt="clip_image002" align="left" src="http://focofemina.files.wordpress.com/2009/09/clip_image002_thumb.gif?w=193&#038;h=436" width="193" height="436" /></a></p>
<p>Enquanto ouvia os relatos eufóricos de Tina, a mais desavergonhada das quatro, Sara desviava o olhar e se deleitava com uma saborosa lembrança que ela jamais revelaria a ninguém, nem mesmo naquele momento em que o vinho trazia aos seus jovens lábios uma gargalhada prazerosa, ao menos, não teria que explicar o motivo do sorriso a ninguém. “Culpa do vinho” diriam as outras.</p>
<p>Sara tinha pouco mais de vinte anos, era estudante universitária e vivia as voltas com sua busca pessoal: sonhava viver um grande amor, capaz de lhe arrancar de dentro dela mesma. Capaz de levar cansaço a pele, delírio aos sentidos e aquela felicidade extrema que tanto se espera. Já havia perdido a conta de quantos namorados tivera até aquela noite e sempre achava que havia encontrado o seu grande amor. “Dessa vez é esse” pensava ela. Mas depois de alguns encontros a frase parecia um disco riscado. A maioria dos homens saia com ela por causa do belo corpo esguio e suas longas madeixas louras. Ela vestia-se bem, tinha um belo olhar e um sorriso cheio de diferentes intenções.</p>
<p>Sara levantava cedo e ganhava as ruas em direção ao metrô pontualmente as seis e quinze. Esbarrava em dúzias de homens altos, baixos, esbeltos, um pouco além da forma desejada, bem vestidos, mal trapilhos, perfumados… A maioria apressados, que com certeza nem reparavam na sua bela presença no meio da multidão… Mesmo ali, naquele tumulto matinal, ela observava atentamente na esperança insana de encontrar o seu futuro grande amor. “Talvez se não fosse a pressa habitual da cidade”. Pensava ela.</p>
<p>O metrô como de costume exibia uma multidão que tentava ocupar o pouco espaço que restava nos vagões e lá ia ela, com seu salto alto, sua saia à meia altura e seu casaquinho de verão. Mãos firmes mantinham a bolsa próxima ao corpo, distração em São Paulo sempre gera problemas.. Ali, em meio a tantos outros corpos era quase impossível respirar. A situação causava embaraço e trazia para o belo rosto da jovem um sorriso amarelo pálido, sem graça.</p>
<p>Mas naquela manhã especialmente – Sara sentiu suas nádegas ganharem uma forma inesperada. Alguém naquele vagão apalpava suas coxas com gosto e ela sentia o toque com toda nitidez. Num primeiro momento Sara ficara indignada, como toda mulher ficaria&#8230; Movimentou-se rapidamente numa clara tentativa de livrar-se daquele toque e numa articulação delicada, respirou aliviada ao perceber que estava livre de tal ousadia. Suas mãos buscaram pelo ferro de apoio do vagão para facilitar sua movimentação naquele pequeno espaço preenchido por seu corpo. Foi então que percebeu aquele corpanzil roçando o seu&#8230; E por fim, novamente aquela mão firme a percorrer suas pernas. Para sua surpresa, uma excitação percorreu rapidamente seu corpo. O incomodo inicial desaparecera por completo e ela deixou-se tocar por aquele estranho que entre tantas pessoas naquele vagão, escolhera ela para satisfazer uma possível fantasia. Ela ainda indagara-se rapidamente sobre aquele momento, como quem se condena por sentir gozo num momento tão impróprio “Como posso sentir-me assim?” Mas esqueceu-se rapidamente de tal questão ao sentir a mão daquele estranho alcançar suas nádegas, com aquele toque intenso, forte – nunca antes fora tocada assim, com tamanha volúpia&#8230; Ela movimentou-se uma vez mais, mas dessa vez para facilitar o toque que seguiu esmiuçando sua intimidade&#8230; Percorrendo os diversos caminhos do prazer – o estranho por sua vez percebeu a liberdade conquistada por sua ousadia e sentiu-se a vontade para tocá-la, rossá-la&#8230; Sara estava trêmula e inquieta, conseguia sentir seu corpo todo de forma nunca antes sentida&#8230; Os pequenos movimentos de seu corpo continuavam e o prazer esvaía-se lentamente por ela. Na certa ele sabia que ela estava gostando de sua mão forte, dedos grossos…</p>
<p>Então Sara ouviu aquela voz rouca do condutor do trem dizer “Estação Sé – Desembarque pelo lado esquerdo do trem” – o corpo junto ao seu desapareceu rapidamente, como quem acorda de um sonho na melhor parte&#8230; Nunca antes aquela viagem fora tão rápida como naquela manhã. Sara juntou-se a todos e seguiu seu caminho, buscando pelo autor de seus devaneios em cada olhar que descobria. Eram muitos, poderia ser qualquer um…</p>
<p>Ela seguiu a passos largos para a universidade, mas ainda era capaz de sentir na extensão de sua pele aquele toque atrevido, aquela busca por suas intimidades e o prazer que ainda figurava entre suas entranhas&#8230; Ela mordiscava os lábios ainda frios e sentia a pele cobrir-se de um intenso arrepio&#8230; Definitivamente, Sara havia se descoberto através de outro, um estranho que talvez nunca fosse mais que uma ilusão, um sonho…</p>
<p>Sara acomodou-se no sofá. As pernas reviveram a sensação já conhecida depois de triscarem uma nas outras. Ela encheu novamente a taça com o líquido dos Deuses e procurou aquietar-se&#8230; Voltou a prestar atenção em Tina que seguia contando suas fantasias com homens mais novos e Sara seguia com o belo sorriso no rosto e com a inquietude que a lembrança havia conferido a sua pele.</p>
<p>&#160;</p>
<blockquote></blockquote>
<blockquote></blockquote>
<p align="center"><img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nd/2.5/br/88x31.png" width="98" height="35" />     <br />Esta obra está licenciada sob uma     <br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tina]]></title>
<link>http://focofemina.wordpress.com/2009/09/16/tina/</link>
<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 14:42:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>francysoliva</dc:creator>
<guid>http://focofemina.wordpress.com/2009/09/16/tina/</guid>
<description><![CDATA[&#160; Cristina era uma mulher rejuvenescida – aos quarenta e seis anos fazia musculação, andava de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p align="left"><a href="http://focofemina.files.wordpress.com/2009/09/clip_image0022.gif"><img style="display:inline;margin-left:0;margin-right:0;border-width:0;" title="clip_image002" border="0" alt="clip_image002" align="left" src="http://focofemina.files.wordpress.com/2009/09/clip_image002_thumb2.gif?w=190&#038;h=393" width="190" height="393" /></a>&#160;</p>
<p align="left">Cristina era uma mulher rejuvenescida – aos quarenta e seis anos fazia musculação, andava de bicicleta, havia voltado a estudar, adorava fazer compras e desde a morte do marido passou a ser conhecida por Tina… Fazia cinco anos que ela tinha ficado viúva…</p>
<p>Tina descobrira durante o velório que o marido tinha outra família. Ela não queria filhos e ele os teve com outra mulher que sabia de sua existência e parecia não se importar com esse “pequeno detalhe”. A mulher disse a ela “me desculpe, mas eu precisava trazer o menino para se despedir do pai. Eles se adoravam e ele está sofrendo muito. Ele era um pai tão carinhoso.” Tina queria voar no pescoço daquela criatura, mas apenas a ignorou, como se a tal nem estivesse ali. Ninguém sabia daquele acidente e não seria através dela que iriam ficar sabendo. Ela era a viúva ali e ponto final…</p>
<p>Mas por dentro Tina estava irritadíssima. Bastou chegar em casa para rebelar-se. Deu as roupas do defunto aos empregados. Jogou os diversos retratos do falecido no lixo e resolveu fazer absolutamente tudo que não tinha feito até então. Ao menos ele deixara uma boa soma na conta bancária. </p>
<p>Ela cortou os cabelos (o marido gostava deles compridos). Deixou as unhas crescerem e as pintava com cores fortes (o marido gostava delas curtas e com cores suaves). Passou a usar saias curtas (o marido não admitia isso). Ela tinha belas pernas (o marido não notava e não podia admitir que outros notassem)…</p>
<p>Tina não precisou de terapia. Bastava alguém dizer a ela o quanto lamentava a morte de seu amado esposo que seu pensamento berrava “já foi tarde aquele infeliz”. E ela vestia um sorriso amarelo e suspirava. Era uma atriz, ninguém percebia o ódio guardado. E se alguém aparecesse para enumerar as qualidades do marido, o sorriso voltava e o pensamento também: “está dizendo isso porque não era que participava daquele GP de Formula 1, mas rápido que ele nem o Felipe Massa”. </p>
<p>Tina comprou um carro novo, conversível. Saia de casa impecável: cheia de decotes, roupas justas e bem curtas. Os rapazes ficavam empolgados, se cutucavam e ela se animava, mas ainda faltava coragem&#8230; Ainda se sentia ridícula – até que conheceu Adriano. Ele corria na esteira e ela foi correr ao lado dele. Os olhares dele a devoravam e ele a seguiu em sua moto. Tocou a companhia da casa de Tina e quando ela atendeu a porta, já foi adentrando sem mais delongas: beijos e carícias se repetiam enquanto a roupa se perdia pelo caminho. Adriano tinha uma mão forte e ela percorria a sua coxa com uma vontade que ela até então desconhecia. Ele parecia febril e ela carente de amor… O corpo de Tina era puro fogo. </p>
<p>O rapaz tinha pressa, a porta ainda estava entreaberta e ele parecia indiferente com isso. Ela contra a parede e ele pra cima dela&#8230; Seu rosto exibia uma estranha forma de prazer que até então ela só tinha ouvido falar&#8230; Suas unhas passeavam pelas costas do rapaz como se precisasse disso para ter certeza que era real. Da parede para o sofá, do sofá para a escada e por fim para a cama no quarto, onde o jovem mostrou-se saciado, mas não exausto… Tina pensava consigo mesmo “meu deus, ele não se cansa nunca, uau”&#8230;</p>
<p>Naquele dia ela descobrira os prazeres da carne e não mais parou. Bastava um único olhar em sua direção e o sorriso florescia nos lábios e ela se armava de desejos e vontades. Sentia-se mulher, fêmea, amante, sedutora e seduzida… Tão deliciosamente satisfeita.</p>
<p>Naquela noite, sem beber uma só gota de sua taça de vinho que se manteve cheia, abandonada sobre a mesinha de centro, ela se apressou em contar suas ousadias femininas. Aquela com o rapaz da academia era apenas mais uma em seu vasto repertório. Ao menos enquanto contava para suas amigas, pareciam ser bem reais ao invés de ser apenas um desejo reprimido em sua pele solitária… </p>
<p>&#160;</p>
<blockquote><p><a href="http://acasadomago.files.wordpress.com/2009/08/coisasdoblog013.jpg">       <br /><img title="coisas do blog 013" border="0" alt="coisas do blog 013" align="left" src="http://acasadomago.files.wordpress.com/2009/08/coisasdoblog013_thumb.jpg?w=42&#038;h=56#38;h=56&#38;h=56" width="42" height="56" /></a><strong>Lunna Guedes</strong> é poeta, escritora, bruxa, um pouco disso, um pouco daquilo… Escreve no <a href="http://acasadomago.wordpress.com/" target="_blank">blog Casa do Mago</a><strong></strong> as segundas e sextas-feiras, diariamente em seu <a href="http://teoriasimpossiveis.wordpress.com" target="_blank">Blog Teorias Impossíveis</a> e atualmente publica em capítulos diários a novela “De corpo e alma” no <a href="http://lunnaguedes.wordpress.com" target="_blank">Blog Tudo é História.</a>      </p>
</blockquote>
<blockquote></blockquote>
<p align="center"><img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nd/2.5/br/88x31.png" width="98" height="35" />    <br />Esta obra está licenciada sob uma    <br /><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Muitas teorias&hellip;]]></title>
<link>http://teoriasimpossiveis.wordpress.com/2009/09/14/muitas-teorias/</link>
<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 05:13:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lunna</dc:creator>
<guid>http://teoriasimpossiveis.wordpress.com/2009/09/14/muitas-teorias/</guid>
<description><![CDATA[E hoje ainda é segunda-feira! Sim, mas quero acreditar que em algum lugar da cidade, as pessoas são ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://teoriasimpossiveis.files.wordpress.com/2009/09/tudoehistoria.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;display:block;float:none;margin-left:auto;border-top:0;margin-right:auto;border-right:0;" title="TUDOEHISTORIA" border="0" alt="TUDOEHISTORIA" src="http://teoriasimpossiveis.files.wordpress.com/2009/09/tudoehistoria_thumb.jpg?w=460&#038;h=289" width="460" height="289" /></a> <strong>E hoje ainda é segunda-feira!</strong>    <br /><font color="#000040">Sim, mas quero acreditar que em algum lugar da cidade, as pessoas são felizes e não se preocupam com calendários, horóscopos, conjunções planetárias, ponteiros e sinais fechadas…</font></p>
<p><font color="#000040">Quero acreditar que não saibam da existência dos dias, das semanas, dos meses, dos anos. Não se comunicam sem olhar nos olhos uma das outras e não esperam pelo amanhã para enfim começar a fazer a diferença. </font></p>
<p><font color="#000040">Ouso pensar que o som da chuva deixam-nas felizes, sem se preocupar com o caos que as ruas irão “construir” por causa da beleza que prateia a paisagem do lado de fora das janelas. </font></p>
<p><font color="#000040">Sim, eu quero acreditar que o por do sol tem milhares de olhares atentos e que a noite é realmente uma criança com sorriso angelical, eternamente pronto para mais uma pequena arte.</font></p>
<p><font color="#000040">Eu realmente quero acreditar…     <br />Será que é porque hoje ainda é segunda-feira?</font></p>
</p>
<p>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </p>
<p>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><font color="#400000">Ps. Hoje eu estou </font><a href="http://lunnaguedes.wordpress.com" target="_blank"><font color="#400000"><strong>aqui</strong></font></a><font color="#400000"> e </font><a href="http://acasadomago.wordpress.com/" target="_blank"><font color="#400000"><strong>aqui</strong></font></a>…</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A necessidade do drama em nossas vidas]]></title>
<link>http://justaworkinprogress.wordpress.com/2009/09/04/a-necessidade-do-drama-em-nossas-vidas/</link>
<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 04:23:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>wiesenhauss</dc:creator>
<guid>http://justaworkinprogress.wordpress.com/2009/09/04/a-necessidade-do-drama-em-nossas-vidas/</guid>
<description><![CDATA[Essa idéia vem do Kurt Vonnegut, que explica por quê as pessoas precisam tanto de drama em suas vida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Essa idéia vem do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kurt_Vonnegut">Kurt Vonnegut</a>, que explica por quê as pessoas precisam tanto de drama em suas vidas.</p>
<p>O conceito tem fundo no fato de que, desde o início dos tempos, ouvimos estórias fantásticas sobre vidas que mudam 180˚ &#8211; por exemplo, os contos de fadas.</p>
<p>Em termos visuais (o gráfico, aqui, não é apenas um fetiche acadêmico pra justificar esse texto, ok?), poderíamos ver a vida como um gráfico cartesiano, em que o tempo corre nas abscissas e a felicidade nas ordenadas (indo de &#8220;infelicidade&#8221; a &#8220;êxtase&#8221;):</p>
<p></p>
<div style="text-align:center;">
  <img src="http://justaworkinprogress.files.wordpress.com/2009/09/kv-01.png?w=397&#038;h=247" width="397" height="247" alt="kv-01.png" />
</div>
<p>Muito bem. Ilustremos, agora, com um exemplo bastante prototípico, a curva da vida:</p>
<p></p>
<div style="text-align:center;">
  <img src="http://justaworkinprogress.files.wordpress.com/2009/09/kv-02.png?w=414&#038;h=275" width="414" height="275" alt="kv-02.png" />
</div>
<div style="text-align:center;">
  
</div>
<div style="text-align:left;">
  As pessoas adoram estórias assim, e essa é uma curva que se repete em milhares de outras estórias de fantasia. A vida começa miserável, de repente surge uma oportunidade; passada a experiência, fica a impressão de como as coisas seriam melhores, e a vida segue até que o príncipe leve Cinderella em direção a uma vida feliz em um <i>crescendo</i> indefinido no tempo, quase exponencial, e que provavelmente durará para sempre.
</div>
<div style="text-align:left;">
  
</div>
<div style="text-align:left;">
  Analisemos, pelo mesmo dispositivo, as tragédias (e não me refiro ao gênero, diga-se de passagem):
</div>
<div style="text-align:left;">
  </p>
<div style="text-align:center;">
    <img src="http://justaworkinprogress.files.wordpress.com/2009/09/kv-03.png?w=434&#038;h=255" width="434" height="255" alt="kv-03.png" />
  </div>
<div style="text-align:left;">
    
  </div>
<div style="text-align:left;">
    Tudo começa com uma vida comum, que de repente perde a ordem, gera comoção, e depois tudo volta ao normal, embora a experiência do desastre deixe alguma impressão de que as coisas mudaram pra melhor.
  </div>
<div style="text-align:left;">
    
  </div>
<div style="text-align:left;">
    Mas e no mundo real? A realidade é que, na vida corrente, os êxitos e as tragédias parecem ser menos dramáticas do que imaginamos ser, e o gráfico fica como uma linha reta, meio acidentada, com leve tendência de melhora:
  </div>
<div style="text-align:left;">
    </p>
<div style="text-align:center;">
      <img src="http://justaworkinprogress.files.wordpress.com/2009/09/kv-04.png?w=412&#038;h=265" width="412" height="265" alt="kv-04.png" />
    </div>
<div style="text-align:center;">
      
    </div>
<div style="text-align:left;">
      A intenção não é o pessimismo. Se há a impressão de que estamos &#8220;melhorando&#8221;, mantenhamo-la. Eventualmente essa sensação faz bem, e incentiva outras melhorias.
    </div>
<div style="text-align:left;">
      
    </div>
<div style="text-align:left;">
      Mas o que isso tem a ver com a vida acadêmica (momento &#8216;pertinência textual&#8217;)? Isso precisa, naturalmente, ser analisado em um artigo dedicado. Fica, por enquanto, esse magistral modelo do drama de Vonnegut (e as opiniões nos comentários).
    </div>
<div style="text-align:left;">
      
    </div>
<div style="text-align:left;">
      <font size="2"><span style="font-size:10px;">Todos os gráficos têm copyright de</span></font> <a href="http://sivers.org/"><font size="2"><span style="font-size:10px;">Derek Sivers</span></font></a><font size="2"><span style="font-size:10px;">.</span></font>
    </div>
</p></div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reflexões Matinais]]></title>
<link>http://brendanepomuceno.wordpress.com/2009/08/08/reflexoes-matinais/</link>
<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 10:00:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Brenda Nepomuceno</dc:creator>
<guid>http://brendanepomuceno.wordpress.com/2009/08/08/reflexoes-matinais/</guid>
<description><![CDATA[Mais uma manhã. Continuo respirando e tenho que abrir meus olhos para a realidade em que vivo. Não a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Mais uma manhã. Continuo respirando e tenho que abrir meus olhos para a realidade em que vivo. Não adianta tentar me esconder nos meus sonhos nem no meu sono. Tenho aprendido que amigos, dinheiro, popularidade e festas só trazem um alívio passageiro para a inquietação das perguntas e angustias interiores.</p>
<p style="text-align:justify;">Não sei exatamente quando foi que eu percebi que a vida não era apenas brincar de Barbie, assistir desenhos, ler contos de fadas e sonhar com uma vida de adolescente “que pode fazer tudo o que quiser”. Eu costumava olhar para as garotas mais velhas que saiam sozinhas e pensava “não vejo a hora de poder fazer isso também”. Via-as à beira da piscina, tomando sol e imaginava qual seria a graça daquilo. E o que dizer sobre os garotos? As meninas mais velhas namoravam caras legais e – por que não? – bonitos; viviam o conto de fadas que eu sempre sonhei em viver. Mal podia esperar pelo dia em que seria como elas.</p>
<p style="text-align:justify;">Os anos se passaram e a transição entre infância e adolescência aconteceu num piscar de olhos. Nem sequer havia começado a pensar sobre as grandes perguntas que assolam a humanidade como “quem sou eu?” ou “o que estou fazendo aqui?” e já queria voltar a ser criança&#8230; Parece que só enxergamos vantagens nas coisas que éramos quando as olhamos de longe. Se tudo já parecia tão complicado, imagine como as coisas ficaram a partir do momento em que descobri que deveria haver um motivo para a minha existência!</p>
<p style="text-align:justify;">Tive que aprender a lidar com a minha auto-estima e descobrir que não sou bonita só porque um garoto disse, mas porque a beleza está nos olhos de quem vê, e se eu não tiver um caso de amor comigo mesma, não manterei nenhum relacionamento. Aprendi que as coisas não são sempre como se quer e que, para se conseguir um “felizes para sempre” não bastam apenas uma varinha de condão e algumas palavras mágicas; é necessário correr atrás de seus sonhos e lutar para torná-los real. A vida me ensinou que as decepções vêm aos montes, mas que as vitórias são na mesma proporção e estão situadas a apenas um passo dos meus maiores erros. Para se manter vivo é preciso acreditar em seus sonhos e não deixar que os imprevistos tirem de você a capacidade de sempre se reerguer depois de uma queda. Tive que aprender a não parar de acreditar no que a criança dentro de mim se apoiava, mesmo quando o mundo dizia que eram apenas ilusões&#8230; Afinal, se você deixa que lhe tirem a esperança e a fé nas coisas que só uma criança entende, vai apenas sobreviver.</p>
<p style="text-align:justify;">Há algumas perguntas que talvez nunca sejam respondidas. Muitas pessoas morrerão sem descobrir o que estavam fazendo aqui; uma pequena parte delas realizará seu propósito de vida e mudará o mundo de outros, mesmo sem entender isso. Todavia, existem aqueles que nunca se acomodarão nem se conformarão em esperar o mundo rodar. São esses os que descobrem o motivo de acordar a cada manhã e aprendem a amar a vida. Também são os mais produtivos e, &#8211; por que não dizer? &#8211; felizes. São pessoas plenas. O que as diferencia das demais é apenas a capacidade e a escolha consciente que fazem de transformar suas derrotas em triunfos, seus medos em coragem e suas frustrações em sonhos&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Posso não ter ainda todas as respostas, mas qual o problema? Nunca teremos respostas se não aprendermos a formular as perguntas, e a adolescência é exatamente essa aprendizagem – saber o que e a quem perguntar. E enquanto penso nisso tudo, encontro uma razão para me levantar da cama e encarar o mundo. Talvez tudo isso sirva para o meu amadurecimento. É o que eu espero.</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Brenda Nepomuceno</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lunna Guedes]]></title>
<link>http://focofemina.wordpress.com/2009/08/07/lunna-guedes/</link>
<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 18:22:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>francysoliva</dc:creator>
<guid>http://focofemina.wordpress.com/2009/08/07/lunna-guedes/</guid>
<description><![CDATA[Em meados de 2007 a menina poeta voltou para casa (aquela do outro lado do oceano) como fazia todos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em meados de 2007 a menina poeta voltou para casa (aquela do outro lado do oceano) como fazia todos os anos… Ela diz vou para casa e quando chega por lá, sente saudades do lugar que aprendeu ao longo dos anos a chamar de lá.</p>
<blockquote><p><strong>São Paulo</strong> é confusão, tranquilidade, ausência, verdade, sonoridade…       <br /><strong>Gênova</strong> é ninho, condição, situação, alento, passo solto, saudades, é vento, é mar, horizonte e gaiovotas zombando no alto céu daqueles que zanzam feito bobos aqui em baixo…</p>
</blockquote>
<p>Eu gosto da forma como a poeta transita por suas próprias sensações. A poesia dela é atemporal, seu verso é diferenciado, tem um ritmo gostoso, cadenciado e a gente se encontra por ali, como personagem que ela esculpi no dia a dia…</p>
<p><strong>Uma vez estando em Gênova, saimos para caminhar…</strong>     <br />Ela estava em transe (quando cria fica assim – está lá ao seu lado, de corpo presente, mas a alma, o olhar, o pensamento, o coração está longe)… Caminhamos até o porto, lugar onde a saudade aguça e ela sorri feito menina que realmente é… Idade em sua pele é mero detalhe!</p>
<p>Ela lembrou-me que estava novamente as voltas com <strong>Campos</strong> e sua filosofia peculiar. (Alvaro de Campos é seu poeta favorito dentre as tantas figuras de Pessoa) e lembro que ela resmugou algo: <strong><font color="#004000">“Quando é que passará este drama sem teatro/Ou este teatro sem drama,/E recolherei a casa?”</font></strong></p>
<blockquote><p>Claro que quando surge algo assim, completamente do nada, você se pergunta:<strong> <font color="#400000">“o que?”</font> </strong>e como de costume ela acha graça e duas horas depois vem ela com punhado de versos em pequenos pedaços de folhas amarelas, sem um único título, mas de uma sensibilidade que deixa atordoado. Tudo o mais nesse dia foi mero detalhe…</p>
</blockquote>
<p><a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/espectaculos/10-5507-2007-02-26.html"></a></p>
<p>por Hellen Schmidt</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[o ponto cego]]></title>
<link>http://mentedesperta.wordpress.com/2009/08/07/o-ponto-cego/</link>
<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 03:37:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>MTR</dc:creator>
<guid>http://mentedesperta.wordpress.com/2009/08/07/o-ponto-cego/</guid>
<description><![CDATA[Sabiam que alucinam quando fecham um olho? Uma das ilusões ópticas mais comuns prende-se com a ident]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>Sabiam que alucinam quando fecham um olho?</em></p>
<p>Uma das ilusões ópticas mais comuns prende-se com a identificação do ponto cego fisiológico (<em>blind spot</em>) existente em cada um dos nossos olhos.</p>
<p>A ilusão é extremamente simples, facilmente replicável numa qualquer folha de papel. Ora experimentem:</p>
<p><img class="size-full wp-image-18 alignnone" title="p1" src="http://mentedesperta.wordpress.com/files/2009/08/p1.jpg" alt="p1" width="563" height="102" /></p>
<p>Fechem o olho direito, fixem a cruz no centro do campo de visão e aproximem/afastem a cabeça do monitor de forma gradual (têm que estar bastante perto); eventualmente, a bola deve desaparecer. Parabéns! Encontraram o ponto cego do seu olho esquerdo.</p>
<p>Vamos perder uns segundos para tentar perceber o que aconteceu. A capacidade de visão inicia-se, em termos anatómicos, nos meios ópticos do globo ocular, que servem de porta de entrada, concentração e orientação do feixe luminoso, levando a que um fluxo de fotões seja captada pela porção sensitiva do olho, a retina. A estimulação desta camada sensitiva leva portanto à transdução dum sinal luminoso para um sinal nervoso (que ocorre nas células fotorreceptoras &#8211; cones e bastonetes), veiculado pelo nervo óptico até ao cortex occipital (na parte de trás da cabeça).</p>
<p>Ora bem, a retina é uma camada de células; são os seus prolongamentos (a nível das células ganglionares) que vão formar o nervo óptico. Este abandona a cavidade ocular pelo disco ou papila óptica (<em>Optic disc</em> na figura); neste ponto de emergência do nervo, a retina está desprovida de fotorreceptores; sem fotorreceptores não existente portanto estimulação daquela zona do nosso campo visual, constituindo um escotoma natural, o ponto cego.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.eyesandeyesight.com/wp-content/anatomy-of-the-eye.jpg" alt="" width="504" height="357" /></p>
<p>Agora que já percebemos porque razão o ponto cego existe, interessa entender ao que é que corresponde ao certo ser cego num ponto. Ao realizar aquela ilusão, quando o ponto desaparece, pronto, desaparece. Vemos branco. Mas é isso que é ser cego? Mais uma ilusão:</p>
<p><img class="size-full wp-image-19 alignnone" title="p2" src="http://mentedesperta.wordpress.com/files/2009/08/p2.jpg" alt="p2" width="530" height="100" /></p>
<p>Uma vez mais, fechem o olho direito, fixem a cruz no centro do campo de visão, aproximem e afastem gradualmente a cabeça, analogamente à ilusão anterior. O que vêem?</p>
<p>Para os que pudessem ainda ter dúvidas, ser cego não é ver branco. Se realizaram a ilusão correctamente, viram uma linha contínua na localização do seu ponto cego. O cérebro pregou-vos uma partida. A linha não estava lá.</p>
<p>Neste caso, não havendo informação visual para a zona do ponto cego, o cérebro pega na região envolvente e &#8220;preenche&#8221; o ponto cego. O cérebro adora fazer isso e, geralmente, dá-nos a percepção correcta da realidade, baseado numa série de conhecimentos cognitivos <em>a priori</em>. Ao visualizar uma linha contínua, o cérebro presume que a continuidade se mantém em toda a sua extensão, criando a ilusão.</p>
<p>Contudo, no dia-a-dia, o ponto cego não é preocupante. O corpo humano é, felizmente, abundante em órgãos pares. No caso do olho, a existência dum outro tem uma importância funcional incrível; não é apenas mais um, é sinérgico. O campo visual de um olho sobrepõe-se ao do olho contralateral na zona correspondente ao ponto cego; a visão binocular permite que, ao invés duma mera reconstrução cerebral com base na envolvência, seja usada a informação do outro olho para aquele ponto, levando a sua representação fiável. Não é por acaso que qualquer ilusão do género requer que feche um dos olhos.</p>
<p>Mas não fiquem tristes, a visão está cheia de mentiras, e ainda bem. Ver é uma construção. O olho é um órgão fenomenal, não haja disso dúvida, nenhuma câmara lhe faz sombra. Mas não passa duma &#8216;ferramenta&#8217;. O processamento visual está todo nas nossas cabeças. É algo que continuaremos a explorar nos próximos <em>posts</em>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Auto-engano como motivação]]></title>
<link>http://nyelehendrick.wordpress.com/2009/07/31/auto-engano-como-motivacao/</link>
<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 22:35:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nyele Hendrick</dc:creator>
<guid>http://nyelehendrick.wordpress.com/2009/07/31/auto-engano-como-motivacao/</guid>
<description><![CDATA[Todas as ocupações às quais nos dedicamos são apenas um passatempo para suportarmos a vida. Sempre p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-1220" title="wr" src="http://nyelehendrick.wordpress.com/files/2009/07/wr.jpg" alt="wr" width="470" height="311" /></p>
<p>Todas as ocupações às quais nos dedicamos são apenas um passatempo para suportarmos a vida. Sempre precisamos cultivar um entusiasmo cavalar e ilusões de todos os tipos para conseguirmos a motivação necessária para manter nossa vida em seu rumo – em outras palavras, para mantermo-nos alheios ao angustiante vazio da realidade. No fim, é certo que as expectativas lançadas sempre estão muito acima do resultado real. O fato é que precisamos ultravalorizar a nós mesmos e todos os nossos objetivos por uma simples questão de autopreservação. A motivação humana sustenta-se neste tipo de auto-engano. Talvez isso não seja tão ruim, só é estranho.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Anjo da guarda]]></title>
<link>http://poemasepensamentos.wordpress.com/2009/07/28/anjo-da-guarda/</link>
<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 02:58:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mari</dc:creator>
<guid>http://poemasepensamentos.wordpress.com/2009/07/28/anjo-da-guarda/</guid>
<description><![CDATA[Nunca mais ser quem sou Agir por mim e torcer pelo que virá Não esquecer o passado Que me ensinou a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nunca mais ser quem sou<br />
Agir por mim e torcer pelo que virá<br />
Não esquecer o passado<br />
Que me ensinou a sobreviver<br />
Mas quem olhará por mim</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Para ler o restante clique no link abaixo e conheçam nosso novo blog</strong></span></p>
<p><a href="http://www.poemasepensamentos.com.br/2009/07/28/anjo-da-guarda/">http://www.poemasepensamentos.com.br/2009/07/28/anjo-da-guarda/</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
