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	<title>implicito &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/implicito/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "implicito"</description>
	<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 13:50:04 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[LINGUÍSTICA - DIÁLOGO]]></title>
<link>http://letraemmovimento.wordpress.com/2009/10/12/linguistica-dialogo/</link>
<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 16:12:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Jevoux</dc:creator>
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<description><![CDATA[     Escrevi esse texto a algumas semanas para um trabalho de Linguística. Eu não ia por aqui no blo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>     Escrevi esse texto a algumas semanas para um trabalho de Linguística. Eu não ia por aqui no blog, mas como ele recebeu um 8, não deve estar tão mal assim.</p>
<p>     De acordo com a professora, a nota só não foi maior pois o diálogo é inverossímil e dificilmente irá acontecer no mundo real. Nem discuti, mas eu não sei não. Tem todo tipo de maluco por aí.</p>
<p>     Ela também disse que pode ser um boa idéia para um conto. Quem sabe?</p>
<p> </p>
<p>_________________________________________________</p>
<p>     Dois amigos se encontram na rua.</p>
<p>Carlos – Fala Paulo! E aí, como que vão as coisas?</p>
<p>Paulo – Cumprimento amistoso, questionamento retórico sobre bem-estar pessoal: Olá Carlos. Vou bem e você?</p>
<p>Carlos – Puxa, to vendo que você ainda faz esse negócio né?</p>
<p>Paulo – Leve expressão de irritação, constatação do óbvio: Sim, eu ainda faço.</p>
<p>Carlos – Eu não to irritado Paulo, só acho que você devia parar com isso. Você não tava se tratando?</p>
<p>Paulo – Mentira socialmente aceitável, preocupação sincera: Eu cheguei a freqüentar um psiquiatra, mas não deu certo. Ele se mudou para outra cidade.</p>
<p>Carlos – O que houve? Ele também não agüentou sua mania?</p>
<p>Paulo – Tentativa de jocosa de indagação: Não, ele não agüentava ser analisado.</p>
<p> </p>
<p>_________________________________________________</p>
<p> </p>
<p>Análise pragmática do diálogo:</p>
<p>O diálogo acontece quando dois amigos se encontram casualmente na rua.</p>
<p>Explícito:</p>
<p>Carlos trata Paulo como um amigo de longa data e esperava sinceramente que ele estivesse curado da sua condição. Paulo possui alguma forma de desvio social que o faz analisar e anunciar toda forma de interação que deveria ficar nas entrelinhas ou até explícita na interação entre as pessoas. Além disso, há o fato de que Paulo assustou ou irritou seu psiquiatra a tal ponto dele decidir mudar-se a continuar tratando seu paciente.</p>
<p>Implícito:</p>
<p>Nesse diálogo, o implícito é toda a parte da conversação exposta por Paulo antes do seu discurso.</p>
<p>Ambigüidade:</p>
<p>Paulo destrói qualquer tipo de ambigüidade ou duplo sentido quando anuncia tudo que Carlos não disse em seu discurso.</p>
<p>Conhecimento prévio:</p>
<p>O texto requer o conhecimento de que o psicólogo oferece o tipo de serviço em que ele analisa as pessoas ao invés de ser analisado, como no caso de Paulo.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afinal o que é essa tal Gestão de Conhecimento?]]></title>
<link>http://nosda18.wordpress.com/2009/07/03/afinal-o-que-e-essa-tal-gestao-de-conhecimento/</link>
<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 19:48:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcinha Tavares</dc:creator>
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<description><![CDATA[A idéia de escrever este artigo sempre foi tão óbvia que nenhum de nós, autores do blog, escreveu an]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A idéia de escrever este artigo sempre foi tão óbvia que nenhum de nós, autores do blog, escreveu an]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Martin Montingelli - Design é um dom, cada um tem o seu.]]></title>
<link>http://revistavirtus.wordpress.com/2009/04/07/martin-montingelli-design-e-um-dom-cada-um-tem-o-seu/</link>
<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 00:52:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>revistavirtus</dc:creator>
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<description><![CDATA[Bem amigos, recemos mais trabalhos de um profissional incrivel que trabalha com Design. Design é um ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Bem amigos, recemos mais trabalhos de um profissional incrivel que trabalha com Design. Design é um ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[04h55 - conversa]]></title>
<link>http://jornaldepoeta.wordpress.com/2009/02/15/04h55-conversa/</link>
<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 18:01:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Juliana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Está ficando difícil conversar com você, porque sempre que a gente se fala quero te dizer uma porção]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Está ficando difícil conversar com você, porque sempre que a gente se fala quero te dizer uma porção de coisas que provavelmente o deixariam sem graça ou sem ação e provavelmente o fariam calcular o que dizer a seguir para provocar o efeito menos catastrófico possível. E as reticências e pausas no meio dos nossos papos encerram todas as possibilidades de uma encruzilhada que não quero enfrentar mas que passam nos circuitos do meu cérebro em milésimos de segundo e se repetem e repetem e repetem. E cada palavra que disfarço e embrulho num papel bonito e vistoso e politicamente correto pra te dar só faz aumentar a vertigem e me empurra um pouco mais para o abismo diante do qual só vou ter uma escolha: voar ou cair de vez, mas também pode ser que, no fim das contas, as duas alternativas dão na mesma. </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Propaganda Enganosa]]></title>
<link>http://flaviaprado.wordpress.com/2008/11/12/propaganda-enganosa/</link>
<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 01:18:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>flaviaprado</dc:creator>
<guid>http://flaviaprado.wordpress.com/2008/11/12/propaganda-enganosa/</guid>
<description><![CDATA[Você já notou que em toda propaganda eles não vendem só o produto? É, por exemplo, na propaganda do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Você já notou que em toda propaganda eles não vendem só o produto? É, por exemplo, na propaganda do Veja, aquele produto de limpeza: uma mulher está curtindo o seu tempo livre, de repente aparece a &#8216;neura da limpeza&#8217; e fala pra ela limpar a casa. Nisso, a mulher responde que a casa está limpa porque ela usou Veja.</p>
<p>Longe de fazer merchan aqui, mesmo porque, eu não faria de graça, mas o que os publicitários de Veja vendem vai além do produto. Vende-se no comercial a casa impecávelmente limpa (e bem decorada, diga-se de passagem), o &#8216;tempo livre&#8217; pra fazer o que bem entender, e o sumiço da &#8216;neura da limpeza&#8217;!</p>
<p>É lógico que eu usei Veja como um exemplo, todos os publicitários vendem mais que o produto.Talvez seja de praxe, sei lá, não faço Publicidade e Propaganda, quem sabe, um dia. Mas, outro exemplo, desta vez mais claro, é o que virá agora: No último post fiz um <em>update,</em> o motivo eram as capas de discos de vinil que meu amigo havia me enviado. Bom, ele mandou outras e esta aqui diz com clareza a minha mensagem:</p>
<p><a href="http://flaviaprado.wordpress.com/files/2008/11/capa_11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-48" title="Capa" src="http://flaviaprado.wordpress.com/files/2008/11/capa_11.jpg" alt="Capa" width="400" height="403" /></a></p>
<p>Pra quem não sabe inglês, a capa diz &#8216;Musicas para ocasiões felizes&#8217;, ali em cima, em laranja. E a capa é&#8230;Bom, eu achei engraçada, talvez por ser meio boba, mas vende a &#8216;ocasião feliz&#8217;. Feliz até demais, eu diria&#8230;Mas isso não vem ao caso agora.</p>
<p>Não sei se é possível vender um produto, apenas, eu não sei se conseguiria. É preciso muita criatividade! Até a Polishop vende felicidade e praticidade junto com o produto, só que nem sempre vem de brinde (alto custo) e não há garantias que a felicidade, a praticidade e a resolução de todos os problemas estarão incluídos na caixa. Pelo menos nã conheço ninguém que tenha dado sorte nesse ponto.</p>
<p>Só tem uma coisa que eu ainda não entendi. Esse negócio de vender mais que o produto as vezes está bem implícito, mas na maior parte das vezes o encontramos, tome o tempo que tomar. Mas se alguém puder me explicar o que está sendo vendido &#8216;a mais&#8217; nesta outra capa de vinil, me seria muito útil&#8230;</p>
<div id="attachment_49" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://flaviaprado.wordpress.com/files/2008/11/capa_15.jpg"><img class="size-full wp-image-49" title="Capa" src="http://flaviaprado.wordpress.com/files/2008/11/capa_15.jpg" alt="?" width="400" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">?</p></div>
<p> &#8217;<em>O Sapatão&#8217;?</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resenha: A expressão das formas indiretas de racismo na infância]]></title>
<link>http://estereotipos.net/2008/06/28/resenha-a-expressao-das-formas-indiretas-de-racismo-na-infancia/</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 15:31:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
<guid>http://estereotipos.net/2008/06/28/resenha-a-expressao-das-formas-indiretas-de-racismo-na-infancia/</guid>
<description><![CDATA[Judson Rocha Jr. Vários estudos realizados com adultos têm mostrado que as expressões de racismo est]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h4 style="text-align:right;">Judson Rocha Jr.</h4>
<p>Vários estudos realizados com adultos têm mostrado que as expressões de racismo estão cada vez mais sutis, indiretas e menos negativas abertamente (Racismo ambivalente, Racismo simbólico, preconceito sutil, Racismo aversivo). Contudo, há uma carência de estudos que analisem as formas mais sutis e indiretas de racismo na infância. A tradicional explicação dada pelos psicólogos desenvolvimentistas cognitivos é que as crianças tornam-se menos preconceituosas após os sete anos de idade, graças a aquisição de novas estruturas cognitivas por parte da criança e pelo amadurecimento das já existentes (vale salientar que tais estudos analisam mais a expressão do preconceito – atitude – do que a discriminação e o racismo – comportamento) . Mas então isso não explicaria presença de atitudes preconceituosas nos adultos.<br />
A pesquisa tem como objetivo demonstrar que, a partir de certa idade, as crianças não reduzem o a expressão do preconceito, mas esta apenas muda em certos contextos a expressão desse preconceito, tornando-se mais indiretas.<br />
Uma explicação alternativa é a de que as crianças não deixariam de exprimir preconceito, mas, graças à interiorização das normas sociais dos adultos em relação à não discriminação aberta dos Negros ou de outras minorias estigmatizadas, se tornariam mais sutis ou veladas na expressão de seu racismo.<br />
Realizaram-se então três estudos com o objetivo de verificar o efeito da idade na expressão das formas indiretas de racismo em crianças brancas. Os resultados então confirmaram a hipótese das autoras: o responsável direto pela mudança no modo de expressão do racismo – e não a sua eliminação –  parece ser o processo de interiorização de normas sociais e a capacidade de geri-las em função dos contextos, processos e capacidades já presentes nas crianças mais velhas – a partir dos oito anos – como demonstrado em um dos estudos.</p>
<p>Referência: França, D. e Monteiro, B. A expressão das formas indirectas de racismo na infância. Análise Psicológica,  22, 4, 705-720, 2004</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resenha - A face oculta do racismo no Brasil: uma análise psicossociológica]]></title>
<link>http://estereotipos.net/2008/06/03/resenha-a-face-oculta-do-racismo-no-brasil-uma-analise-psicossociologica/</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 20:03:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sheila Lima O texto versa sobre as novas formas de expressão do racismo, uma vez que os seus atos ex]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><h4 style="text-align:right;">Sheila Lima</h4>
<p>O texto versa sobre as novas formas de expressão do racismo, uma vez que os seus atos explícitos são proibidos por lei. Os autores sugerem que existe na sociedade moderna um discurso contraditório, onde se reconhece a existência do racismo, mas individualmente não se assume a responsabilidade pelo mesmo.  Para os referidos autores, os atos explícitos de discriminação racial e étnica estariam acabando, o que não significaria, contudo, que o preconceito racial o esteja.  O que ocorre é uma mudança nas formas de expressão e conteúdo do preconceito, alterando, por conseguinte, a expressão de um racismo aberto e agressivo para outro que não desafia as normas sociais.</p>
<p>Muitas abordagens teóricas vêm tentar explicar essa nova modalidade de preconceito que não desafia as normas anti-racistas. Para os autores que abordam essa problemática (Katz, Wackenhut e Hass, 1986; MMcConahay, 1986; Pettigrew e Meertens, 1995; Meertens e Pettigrew, 1999; Vala, 1999),  nos últimos 30 ou 40 anos as sociedades vêm desenvolvendo restrições institucionais à pratica discriminatória baseada nas diferenças de raça.  Tais abordagens consideram que a diminuição do racismo é um fenômeno aparente, uma vez que as atitudes preconceituosas permaneceriam presentes em cada individuo. O que ocorreria é que a discriminação manifesta estaria sendo substituída por outras formas mais sutis.</p>
<p>Autores como Sears e Kinder (1971, apud Camino <em>et al ,</em>2001) propõem a teoria do racismo simbólico, cujo núcleo seria a afirmação de valores igualitários (de acordo com o Pós Modernismo) e, simultaneamente, a oposição às políticas que estariam de acordo com esses referidos valores. Um exemplo disso seria a política de cotas para ingresso na universidade, cujo ataque teria por base o argumento de uma igualdade de direitos para todas as pessoas, independente de sua origem.</p>
<p>Essa nova abordagem apresenta problemas metodológicos, uma vez que essas novas formas de preconceito se manifestam a partir de crenças e práticas distintas do racismo clássico. Para os autores, o foco dessa abordagem engloba a compreensão das características próprias de cada ambiente social a fim de construir em cada um desses contextos medidas adequadas, ou seja, não englobaria a construção de escalas <em>a priori.</em></p>
<p>No que se refere ao aspecto conceitual, essa nova abordagem significa que as pessoas experimentam, consciente ou inconscientemente, &#8220;um conflito psicológico devido ao confronto entre suas atitudes íntimas preconceituosas e as normas sociais contra o preconceito&#8221; (Camino <em>et al, </em>2001), o que levaria à construção de formas adequadas e capciosas de preconceito. Entretanto, esse conflito pode ter tido sua origem a partir dos argumentos que circulam na própria sociedade e não nos processos psicológicos individuais. Todavia, as concepções atuais sobre o preconceito utilizam uma abordagem individualista e processual, não adaptada aos fenômenos sociais ligados aos processos de exclusão, o que se configura como um elemento dificultador para a elucidação da referida problemática.</p>
<p>Os autores ressaltam que o processo de globalização e a conseqüente intensificação das relações entre diferentes culturas e etnias produz um fenômeno ambíguo: por um lado um maior respeito à diversidade dos valores culturais,  e, por outro lado, o crescimento dos movimentos nacionalistas, provocando fenômenos de fanatismo e discriminação contra etnias e grupos minoritários. Além disso, o desenvolvimento econômico e tecnológico do capitalismo acentua a diferença entre ricos e pobres no âmbito individual e político.</p>
<p>Estudos atuais sobre grupos demonstram que nos países ocidentais o preconceito se expressa pela negação de traços positivos ao grupo-alvo, ao invés de atribuição de traços negativos ao mesmo. Isso sugere que as práticas discriminatórias estão adquirindo expressões cada vez mais tênues, a fim de preservar o ideal de não-discriminação dos grupos sociais a partir dos critérios de raça.</p>
<p>Numa pesquisa que atingiu todo o território nacional, Venturi e Paulino (1995, apud Camino <em>et al ,</em>2001)) constataram que 89% dos brasileiros reconheciam a existência de preconceito racial no Brasil, contudo, apesar dessa consciência, só 10% admitia ser pessoalmente preconceituoso. O fato do individuo não se reconhecer preconceituoso, por outro lado, não exclui a demonstração desse mesmo preconceito.  Martiniano Silva (1995, apud Camino <em>et al ,</em>2001) argumenta que esse racismo seria muito mais engenhoso e mascarado, e, por conseguinte, mais eficiente em sua função de discriminar e mais difícil de erradicar.</p>
<p>Essa disparidade produz uma dissonância cognitiva que permite aceitar a existência social dos estereótipos negativos sobre os negros e, ao mesmo tempo, negar que a própria pessoa endossa tais crenças. Dessa forma, uma visão racial estereotipada tenderá a se manifestar mais facilmente quando essa mesma visão for atribuída a outros.</p>
<p>Os resultados da pesquisa realizada pelos autores apontam que estudantes atribuíram aos negros adjetivos como alegres e simpáticos, entretanto, esses mesmos estudantes acreditam que o povo brasileiro considera os negros como desonestos, agressivos e pouco inteligentes. Os resultados do estudo refletem o conflito no qual o brasileiro vive: a consciência da discriminação que o negro sofre e os laços criados pela miscigenação e as pressões politicamente corretas que impedem que o papel de cada um nesse processo de discriminação seja elucidado.</p>
<p>Mesmo existindo a manutenção de uma postura politicamente correta, fica claro o consenso de que a discriminação existe e que a mesma passa a ter novas justificativas mais aceitáveis socialmente. Um ponto relevante destacado é a formação de uma nova categorização social que vai substituir o conceito de raça e que seria fruto desse processo dissociativo: a adaptação aos valores modernos e progressistas. A ideologia neoliberal, portanto, nega a existência de uma hierarquia de raças, mas pressupõe a existência de diferenças no sentido do progresso econômico e social.</p>
<p>A cor da pele estaria associada a esse progresso: a cor branca estaria ligada aos valores progressistas do primeiro mundo e a cor negra aos valores tradicionais e menos avançados do terceiro mundo. Da mesma forma os negros teriam aptidões naturais relacionadas ao esporte ou às artes, enquanto que os brancos teriam aptidões intelectuais e para atividades ligadas ao poder. Essa nova forma de categorizar estaria de acordo com as normas anti-racistas, culminando na facilitação dos processos de exclusão, na preservação da discriminação racial e na retirada do sentimento de responsabilidade individual.</p>
<p>Embora possamos concordar que as manifestações públicas de racismo são severamente criticadas no espaço social, o mesmo se faz muito presente e se mostra cada dia mais forte, sendo preciso apenas analisar as estatísticas brasileiras para fins de constatação: os negros são aqueles que moram em situações menos favoráveis, os que possuem empregos com menor remuneração, que dependem de um sistema de saúde que, embora bem elaborado, não consegue atender a toda a demanda da população, além disso, estudos recentes apontam que epidemias como o HIV/AIDS têm sofrido uma pauperização, o que significa que esses índices têm crescido entre em negros e pobres.</p>
<p>Em outubro de 2005, Carlos Lopes, representante do Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (PNUD) afirmou em entrevista quando indagado sobre a forma como o racismo se expressa no Brasil: &#8220;Quando se analisa a distribuição de recursos em termos raciais, desde que as estatísticas permitam essa desagregação, chega-se facilmente à conclusão de que há uma diferença entre brancos e negros. Se há melhora social no país, a situação dos brancos melhora mais. Quanto menos negros você tem em determinada zona, melhores os indicadores&#8221;. No mesmo mês, o relator especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de racismo e discriminação racial, Doudou Diène, considera em seu relatório de visita ao Brasil: &#8220;toda a sociedade está organizada a partir de uma perspectiva racista: os negros são excluídos de todos os setores da sociedade e confinados aos trabalhos difíceis, com baixos salários, e seus direitos básicos, incluindo o direito à vida, sendo violados&#8221;.</p>
<p>Esse relatório apresenta alguns dados estatísticos que nos fazem questionar até que ponto o racismo se apresenta de forma oculta ou mesmo se não seríamos nós, brasileiros, que fechamos os olhos para dados tão gritantes. Somente a titulo de ilustração, no referido relatório consta, por exemplo, que a renda média mensal de mulheres negras no Brasil, em 2003, foi de R$ 279,70, contra R$ 428,30 para os homens negros, R$ 554,60 para as mulheres brancas e R$ 931,10 para os homens brancos. Na Bahia, as mulheres negras recebem 40% do salário de um homem branco que exerce a mesma função. Além disso, a expectativa de vida de negros é menor (67,87) que a dos brancos (73,99). Segundo Diène (2005), isso demonstra a persistência do racismo e discriminação social de forma estrutural e sistêmica.</p>
<p>Quando consideramos tais dados e outros, infelizmente, tão comuns à nossa sociedade, não podemos deixar de considerar que, efetivamente, o povo brasileiro vive um processo dissociativo: todos esses índices nos são velhos conhecidos e, simultaneamente, cada dia fechamos mais os olhos para essa realidade. No final, o que resta é um &#8220;faz de conta&#8221;: todos nós sabemos que o racismo existe, mas não admitimos nossa contribuição para sua persistência e isso ocorre no mesmo momento em que a questão da desigualdade e, por conseguinte, a problemática do racismo deveria ser o elemento de discussão, reflexão e combate mais importante para cada brasileiro.</p>
<p><strong>Referências </strong></p>
<p>1.      Camino, L., Silva, P. Machado, A. e Pereira, C. <em>A face oculta do racismo no Brasil: uma analise psicossociológica</em>. Revista Psicologia Política, 1, 1, 13-36, 2001.</p>
<p>2.      <a href="http://www.irohin.org.br/ref/docs/doc01.doc">Relatório do relator especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância relacionada, Doudou Diène, em sua missão no Brasil (17-26 de outubro de 2005)</a> disponível em <a href="http://www.irohin.org.br/imp/n15/07.htm">http://www.irohin.org.br/imp/n15/07.htm</a>.</p>
<p>Relatório de Doudou Diène terá impacto no sistema ONU no Brasil?  Disponível em <a href="http://www.irohin.org.br/imp/n15/07.htm">http://www.irohin.org.br/imp/n15/07.htm</a>.</p>
<p>
<a href="http://estereotipos.net/pesquisa-on-line/"><img class="aligncenter size-full wp-image-999" src="http://estereotipos.wordpress.com/files/2008/06/animation8.gif" alt="" width="450" height="75" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paranoia]]></title>
<link>http://despuesdeasturias.wordpress.com/2008/05/30/paranoia/</link>
<pubDate>Fri, 30 May 2008 16:13:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Peter</dc:creator>
<guid>http://despuesdeasturias.wordpress.com/2008/05/30/paranoia/</guid>
<description><![CDATA[Estoy envuelto en un maremágnum de confusiones que me transporta al vórtice de un ciclón multifacéti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Estoy envuelto en un maremágnum de confusiones que me transporta al vórtice de un ciclón multifacético, ¿qué hago? Sólo puedo observar en silencio cómo el movimiento giratorio de ese torbellino arranca de raíz los pocos momentos felices que fugaces pasan volando frente a mis ojos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Atormentado en esta tormenta de incertidumbre me enfrasco en una paranoia poco usual, ¿esto por qué? Muy dentro de mi mente, debajo de demencias y cuadros clínicos de psicosis, una duda me taladra el equilirio: <em>“¿qué pasa en ese corazón?”</em>. La confusión que le invade me contunde grandemente y me hace ingresar en los dominios de la obscuridad, una que nubla razón y corazón.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">A través de mis ojos ingresan imágenes torcidas de la realidad, mi mente las procesa y concibe una dimensión malformada, donde soy súbdito de las emociones, soy el títere de mi suconsciente. Me es imposible el dominar ese estado mental, ¿cómo le puedo apagar?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">¡Abre los ojos! ¿Qué ves? Sólo un espacio que se extiende hasta lo imposible, una dimensión color blanco, una ventana a lo que en realidad habita dentro mío&#8230; un purísimo vacío&#8230; no hay nada, nada dentro, sólo una imagen mía&#8230; ¿quién soy yo? He puesto en tela de duda hasta mi propia identidad, ¿amnesia?  Me estoy perdiendo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Debajo de este pecho yace un malestar cardiovascular, como si de pronto hubiesen tomado esa bomba sanguínea entre un par de manos y le estrujasen con un sadismo increíble&#8230; me estoy perdiendo&#8230; me voy muriendo&#8230; mi mente no me ayuda, ¿seré una ánonima duda?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Necesito comprensión, no culpa&#8230; no quiero ser una víctima del minotauro que existe en la Creta de mi mente. Sacrificado en aras del amor, ¿a quién agradaré? ¿A Eros, o a Afrodita? Trastornado por mitológicos seres voy vagando sin rumbo, ¿qué voy a hacer con mi corazón?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Atado a la voluntad del destino estoy en una esquina todo callado&#8230; me alimento de esperanza, le doy la mano a la suerte y caminamos por bulevares y avenidas que conducen todos al centro de mi corazón. Pero mejor me hago anfibio del llanto, mejor me deshago en lágrimas&#8230; llorando lágrimas de sangre.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">¡Qué pena! Amarga condena que me encadena al azar&#8230; ¿qué pasará? Sólo puedo observar en silencio cómo de súbito se me van abriendo agujeros en el corazón&#8230; maldito vudú que convierte al órgano en un colador cardíaco, ese amor sincero se va escapando de mi ser.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;">Jugaré a que me amas y yo te amo, me dejaré perder en esa locura que me embarga&#8230; poco a poco se va cuajando un sentimiento, los ardides no pueden perderlo porque simplemente es verdad&#8230; nadie dice nada, se va abriendo la puerta perdida de ese corazón-coraza&#8230; la respuesta a esa duda que antes me planteaba yace implícita, escrita en el fondo de ese corazón que extraño&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Instante#016]]></title>
<link>http://olhomagico.wordpress.com/2008/05/16/instante016/</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 17:12:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mari Velleda</dc:creator>
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<description><![CDATA[Localização: 16/05/2008 &#8211; 17h12min Neste momento a câmera capta sutilmente o que talvez não qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><table style="width:650px;height:262px;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<div><a href="http://olhomagico.files.wordpress.com/2008/06/dsc052042.jpg"></a><a href="http://olhomagico.files.wordpress.com/2008/06/instante0012.jpg"></a></div>
<p><a href="http://olhomagico.files.wordpress.com/2008/06/caixa.jpg"></a><a href="http://olhomagico.files.wordpress.com/2008/06/instante014.jpg"></a><a href="http://olhomagico.files.wordpress.com/2008/06/instante016.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-127" src="http://olhomagico.wordpress.com/files/2008/06/instante016.jpg?w=300" alt="" width="300" height="180" /></a><a href="http://olhomagico.files.wordpress.com/2008/06/instante005.jpg"></a></td>
<td style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;">Localização: 16/05/2008 &#8211; 17h12min</span></p>
<p><span style="font-size:small;">Neste momento a câmera capta sutilmente o que talvez não queira ser visto. Um sorriso, um olhar, uma imagem que mostre não somente o que está visível, mas tudo que está implícito entre tantas particularidades &#8230; percebo que a câmera torna-se algo revelador e talvez aí exista o sentido categórico de revelar a fotografia.<br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><span><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Commento a implicito ed esplicito]]></title>
<link>http://fattoriadellacomunicazione.wordpress.com/2008/01/09/commento-a-implicito-ed-esplicito/</link>
<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 11:08:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>puck85</dc:creator>
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<description><![CDATA[Scusate se uso un nuovo post per un commento ma ho problemi con la visualizzazione del sito&#8230; I]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Scusate se uso un nuovo post per un commento ma ho problemi con la visualizzazione del sito&#8230; Io vorrei andere in un direzione diversa da quella presa dai mie compagni fattori: il detto è la punta dell&#8217;iceberg ma tutto il resto dell&#8217;iceberg, anche se resta nascosto, deve esssere compreso dai parlanti. Una comunicazione efficace e cortese deve servirsi continuamente di implicature ma queste devono essere chiare ai parlanti: il non detto non affiora ma fa parte delle conoscenze condivse. Nel caso preso in esame l&#8217;implicatura si basava su una base di conoscenze non comuni e la comunicazione è rimasta allo strato superficiale, al detto. Quando di un&#8217;iceberg intravediamo solo la punta la nave rischia di affondare e forse anche la comunicazione&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[implicito- esplicito]]></title>
<link>http://fattoriadellacomunicazione.wordpress.com/2008/01/06/implicito-esplicito/</link>
<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 23:16:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlopenco</dc:creator>
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<description><![CDATA[E&#8217; proprio vero che la comunicazione verbale è come la punta di un iceberg? e che la maggior p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>E&#8217; proprio vero che la comunicazione verbale è come la punta di un iceberg? e che la maggior parte della comunicazione avviene nella dimensione implicita? Spesso si dice così, ma non è poi tanto chiaro cosa voglia dire. Se l&#8217;implicito non viene capito? Ma la comunicazione non è anche rendere esplicito quello che è implicito? Cosa non funziona quando l&#8217;implicito non viene capito? Cosa occorre fare? Come trovare un buon equilibrio tra implicito ed esplicito? Cosa regola questo equilibrio? Cosa ne pensate?<br />
(ovviamente il caso è la discussione sul commento a &#8220;Natale&#8221;).</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[AURORA (HAARP PROJECT)]]></title>
<link>http://hrcorvalan.wordpress.com/2007/01/19/aurora/</link>
<pubDate>Fri, 19 Jan 2007 01:29:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Héctor Corvalán</dc:creator>
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<description><![CDATA[Más allá de su declarado interés por el armamento meteorológico, los Estados Unidos trabajan desde 1]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://images.joyce1.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/RkuuCQoKCq4AACcgkL81/haarp1.jpg?et=cg7wMqieC8os0eamzWo29A" alt="" width="126" height="95" align="left" /><span style="color:#808000;"><strong>Más allá de su declarado interés por el armamento meteorológico, los Estados Unidos trabajan desde 1993 en el programa experimental <span>Aurora</span>, el<span> High-frequency Active Auroral Research Programm, HAARP</span>, del que podrían derivarse las condiciones científicas y tecnológicas para un potencial armamentístico a través de super-ondas. Los abogados del proyecto ponen de manifiesto su carácter civil, algo así como su posible idoneidad para volver a reconstruir la defectuosa capa de ozono o tomar medidas preventivas contra la aparición de ciclones, mientras que sus -todavía no muy numerosos- críticos advierten en tales informaciones el típico camuflaje de los planes militares llevado a cabo por altas esferas encargadas de velar secretos de Estado. El proyecto <span>HAARP</span> se asienta sobre un monumental plan de investigación, emplazado en Gacona, centro-sur de Alaska, aproximadamente 300 km al nordeste de Anchorage, compuesto de un gran número de antenas capaces de generar campos electromagnéticos con un alto rendimiento de energía y de emitir rayos a la ionosfera. Su efecto reflector y de resonancia ha de ser utilizado para enfocar estos campos de energía sobre puntos discrecionales ubicados en la superficie terrestre. Con las emisiones procedentes de estos rayos se podría construir una artillería de efectos energéticos casi ilimitados. Las condiciones técnicas de este plan se remontan a las ideas del inventor Nicolás Tesla (1856-1943), quien ya en torno a 1940 había llamado la atención al gobierno norteamericano sobre las posibilidades militares de un arma tele-energética. Un sistema de este tipo sería hipotéticamente capaz de producir poderosas consecuencias físicas, incluso hasta el punto de solucionar catástrofes climáticas o terremotos en zonas elegidas a tal fin. Algunos observadores han puesto difusamente en relación algunas tempestades de nieve y niebla aparecidas en Arizona, así como otros fenómenos meteorológicos no aclarados, con los experimentos realizados en Alaska. Pero habida cuenta de que las ondas <span>ELF (Extremely Low Frequencies)</span>, u ondas-infrasonido, no sólo tienen influencia en la materia inorgánica, sino también en organismos vivos, en particular en el cerebro humano, que funciona en ámbitos de frecuencia más profundos, cabe deducir de estos datos del plan <span>HAARP</span> unas perspectivas encaminadas a la producción de un arma neurotelepática, que podría desestabilizar a poblaciones humanas enteras mediante ataques a distancia dirigidos a sus funciones cerebrales. Se comprende de suyo que un arma de este tipo sólo puede ser concebida, incluso en el mero terreno especulativo, siempre y cuando el desnivel moral entre los cerebros que la desarrollan y los cerebros que han de ser combatidos por las ondas <span>ELF</span> aparezca con una nitidez total en el presente y pueda ser mantenida de manera estable en el futuro. Aun cuando no se trate de un arma letal, se trata de un arma que no es susceptible de ser dirigida más que contra lo extraño sin más o el mal absoluto, amén de sus respectivas encarnaciones humanas. No hay que descartar, sin embargo que el efecto colateral de tales empresas encaminadas a la investigación termine acarreando <span>per se </span>complicaciones morales que para la apreciación de un desnivel de este tenor pueden llegar a ser lamentables. Si la distinción entre cerebros canallas y cerebros no canallas resulta problemática, producir un arma mediante ondas contra una facción de esta diferencia -como ya sucedió con las armas atómicas- podría tener consecuencias autorreferencialmente funestas también en el otro lado. Alguien podría tildar la referencia a estas perspectivas de surrealista; pero no es más surrealista de lo que habrían sido los anuncios de un arma compuesta de gas antes de 1915 y de una bomba atómica antes de 1945. La mayoría de los hombres del hemisferio occidental, antes de que hubiera sido demostrado por los propios hechos, habrían calificado el desarrollo de las armas nucleares como una suerte de ocultismo disfrazado bajo la máscara de la ciencia natural, y habrían negado que esta posibilidad cobrara algún día visos de realidad. El efecto surreal de lo real antes de su proclama es uno de los efectos secundarios de la explicación anticipadora, que desde sus inicios divide las sociedades en dos: por un parte, un pequeño grupo de personas que, como pensadores, operarios y víctimas, toman parte en la emergencia de lo explícito; por otra, un grupo, de lejos más numeroso, que persevera en el punto de vista del derecho existencial a lo implícito <span>ante eventum,</span> y reacciona en cualquier caso retrospectiva y puntualmente a las explicaciones dadas. La histeria de la opinión pública es la respuesta democrática al carácter incontestable de la explicitud. La estancia cotidiana en la latencia se vuelve cada vez más inquietante. Dos tipos de durmientes entran entonces en escena: los soñadores en el marco de lo implícito, que siguen buscando refugio en la ignorancia, y los durmientes en lo explícito, que son conscientes de lo que se juega en el frente mientras aguardan la orden de atacar. La explicación atmoterrorista separa violentamente las conciencias dentro de una y única población cultural (llámese nación o pueblo, esto es, en el fondo indiferente) hasta el extremo de que ellas, <span>de facto,</span> dejan de vivir ya en un mismo mundo y sólo forman, a la vista del modelo civil estatal, una sociedad común. Ella convierte a unos en colaboradores de la explicación y, en esa medida (en sectores constantemente cambiantes en el frente), en agentes de un terror estructural -aun cuando sólo raras veces real- contra las condiciones naturales y culturales relativas al contexto, mientras que los otros -transformados en aborígenes internos, regionalistas y curadores voluntarios de la propia intempestividad- cuidan en reservas, al margen de hechos positivos, la ventaja de poder seguir aferrándose a las imágenes del mundo y a las condiciones simbólicas inmunizadoras de la época de la latencia.</strong></span></p>
<p><strong>PETER SLOTERDIJK,</strong><span> <em><strong>Temblores de aire. En las fuentes del terror.</strong></em></span><strong> Ed. Pre-textos, 2003.</strong></p>
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<div style="border:5px solid #c4dae8;text-transform:uppercase;font-family:arial;font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:bold;font-size:11px;line-height:13px;background-color:white;color:#333333;margin:0;">
<div style="border:1px solid #78b3d9;text-align:left;padding:5px;">
<div>Person<span style="color:#006699;"> PETER SLOTERDIJK,</span></div>
<div style="text-transform:none;color:#999999;line-height:14px;">Right click for SmartMenu shortcuts</div>
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</div>]]></content:encoded>
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