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	<title>inconsciente-coletivo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/inconsciente-coletivo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "inconsciente-coletivo"</description>
	<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 21:15:15 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Benefícios da Dança do Ventre XXV – Anatomia Energética: Ondulações Abdominais]]></title>
<link>http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/2009/10/26/beneficios-da-danca-do-ventre-xxv-anatomia-energetica-ondulacoes-abdominais/</link>
<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 09:07:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luciaurea</dc:creator>
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<description><![CDATA[CONSIDERAÇÕE SOBRE UM ESTUDO DE CASO A RESPEITO DAS ONDULAÇÕES ABDOMINAIS DA DANÇA DO VENTRE E IMPLI]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;">CONSIDERAÇÕE SOBRE UM ESTUDO DE CASO A RESPEITO DAS <strong>ONDULAÇÕES ABDOMINAIS DA DANÇA DO VENTRE</strong><br />
<strong>E IMPLICAÇÕES BIOENERGÉTICAS</strong></p>
<p style="text-align:center;">I Parte</p>
<p><strong><a href="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/no-vaso2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-789" title="Prisão de Ventre" src="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/no-vaso2.jpg" alt="Prisão de Ventre" width="148" height="157" /></a>Comecemos com o exemplo bem simples</strong> de um problema de prisão de ventre.</p>
<p><strong>S</strong><strong>abe-se que ondulações abdominais da Dança do Ventre</strong> eliminam a prisão de ventre. Mas, raciocinemos mais além, além do aspecto físico, ou seja, mencionando o lado psicológico, <em>o lado metafísico do ato de ondular o ventre</em>. Tal ação requer, simultaneamente:</p>
<ul>
<li>o desenhar de uma onda em movimento</li>
<li>e o trabalho respiratório - respiração.</li>
</ul>
<p><strong><a href="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/curaabatimentosalma_380.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-794" title="Luciaurea.respirar" src="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/curaabatimentosalma_380.jpg?w=150" alt="Luciaurea.respirar" width="150" height="112" /></a>A respiração</strong>, em seu aspecto psíquico representa<em> a capacidade de absorver a vida</em>. A prisão de ventre, por sua vez, está geralmente associada à causa mental originada em algum tipo de crença sub(in)consciente em limitação, medo, retenção, poder ou carência, e por isso, a pessoa <em>evita soltar qualquer coisa de si mesma</em>, com medo, mesmo que inconsciente,<em> de ser incapaz de substituí-la</em> – o que conhecemos como <em>apego</em> (Hay, 1988).</p>
<p><strong><a href="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/rosa-do-ventre.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-791" title="rosa do ventre" src="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/rosa-do-ventre.jpg" alt="rosa do ventre" width="276" height="368" /></a>Nessas condições</strong>, por <em>exemplo</em>, a pessoa também pode estar se agarrando a alguma lembrança passada, de difícil esquecimento ou perdão; pode sentir medo de mudar de vida ou situação, por não estar aberta para o novo.</p>
<p><strong>Neste caso</strong>, <em>as ondulações abdominais flexibilizam os músculos contraídos do intestino</em> (em razão de pensamentos conflitantes, inflexíveis, que deixam a pessoa tensa). A ação de flexibilizar, massageando órgãos internos, e dominando os músculos abdominais, é entendida, a nível subconsciente, como <em>uma atitude de descontração, liberdade, domínio e segurança</em>.</p>
<p><strong>A atenção projetada no movimento</strong>, permitirá:</p>
<ul>
<li>o experimentar do ar novo que entra, empurrando o abdome para fora;</li>
<li>e do ar “velho” que sai, relaxando e/ou contraindo o abdome para dentro.</li>
<li>A pessoa perceberá, pela prática, que a contração, não permite a entrada do ar novo.</li>
</ul>
<p><strong>É neste ponto</strong> que encontramos a relação:</p>
<ul>
<li>Abdome contraído – ar “velho” que saiu – <em>“Estou me libertando do velho&#8230;”</em> O subconsciente entende que é para soltar, e assimila, pela repetição, a nova ação.</li>
<li>Abdome expandido – está repleto de ar novo – <em>“&#8230;e abrindo espaço para o novo”</em>. O subconsciente que é para receber assimilar, pela repetição, o ato de aceitar.</li>
</ul>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://vindarr.files.wordpress.com/2009/06/luciaurea-desenho-ondulacaodocamelo.jpg"><img class="size-full wp-image-792 aligncenter" title="luciaurea-desenho-ondulacaodocamelo" src="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/10/luciaurea-desenho-ondulacaodocamelo.jpg" alt="luciaurea-desenho-ondulacaodocamelo" width="460" height="332" /></a></strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Resultado:</strong> o subconsciente entende esta <em>massagem voluntária</em> como uma mensagem – e <em>aprende a nova atitude mental pela ação do movimento</em>, pois a praticante, compreendeu experimentalmente, <em>o princípio de libertar e soltar</em>, que é o oposto da prisão de ventre, que, na realidade, é uma maneira de <em>se contrair</em> e agarrar (Hay, 1988).</p>
<p><strong>A psicoterapeuta</strong> e psicóloga clínica Patrícia Maia Gutierres, diz<em> “quem é autônomo não tem a necessidade de dominar ou controlar qualquer coisa, pois a consciência de si mesmo (autonomia) é pura fluência, não necessitando contrair, reter ou apegar-se à coisa alguma”.</em></p>
<p><strong>Na realidade</strong>, assim como nas técnicas de massagem, os movimentos abdominais da Dança do Ventre, também promovem uma limpeza fisiológica de um ciclo emocional que ficou preso; dissolvendo as couraças de vísceras e tecidos, restaurando a eliminação de fluídos desnecessários ao organismo, fazendo com que a energia circule para revitalizar as células. Prisão de ventre é um tipo de couraça e couraças são resistências, defesas que se manifestam para proteger – se forçarmos o rompimento delas, outras virão para substituí-las. É preciso então, estabelecer um diálogo com elas através do movimento. Ele não retira a resistência, mas dialoga com ela, aumentando o fluxo da energia para que ela desbloqueie, flua e restaure o processo.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/volumes/volume-ii/" target="_self">Voltar para Volume II</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Danças Sagradas VI]]></title>
<link>http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/2009/09/30/dancas-sagradas-vi/</link>
<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 19:10:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luciaurea</dc:creator>
<guid>http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/2009/09/30/dancas-sagradas-vi/</guid>
<description><![CDATA[Antigos cultos de mistérios e lendas que dançam &#8230; finalizando nossa aula de história &#8230; C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong>Antigos cultos de mistérios e lendas que dançam</strong></p>
<p style="text-align:right;"><em>&#8230; finalizando nossa aula de história &#8230;</em></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-394" title="Luciaurea-devadasi" src="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/09/devadasi.jpg" alt="Luciaurea-devadasi" width="230" height="304" />Como vimos anteriormente</strong>, certas danças sagradas eram parte de cultos de religiões sexualizadas, como na Índia, por exemplo. Colonizadores ingleses puritanos não poderiam tolerar uma religião sexualizada, então <em>a dança passou a ser apresentada no teatro para ser perpetuada</em>. Trata-se, neste caso, do estilo de dança clássica indiana <em>Bharatnatyam</em>, que ilustra temas amorosos e incorporou-se no culto de Shiva pelas <em>devadasi</em>, dançarinas que eram “prostitutas sagradas” dos templos (Portinari, 1989). Os viajantes que chegavam vinham em busca das bênçãos de uma deusa e através do rito sexual com a deidade eles seriam abençoados. Naquele momento, a devadasi &#8220;incorporava&#8221; a deusa prestigiada, escolhendo assim, o seu consorte entre os visitantes.</p>
<p><strong>É igualmente interessante saber</strong>, que <em>todo ritual primitivo é dança</em>. O homem dança <em>desde que se tomou consciência de sua existência como homem</em>, é a forma de expressão artística mais primitiva: o homem dançava por qualquer motivo – prazer, dor, alegria, medo, morte, nascimento&#8230; Vimos que os deuses de eras mais primitivas são parecidos com os animais e também possuem atributos humanos.</p>
<p><em><strong>O ritual da dança</strong> é a expressão do homem em desenvolvimento</em>. A mitologia nasce, na medida em que o homem conhece o nome da divindade – sua função e seus poderes – para poder fazer algo com ele (Wosien, 1997).</p>
<div id="attachment_395" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-395 " title="Luciaurea-animais_de_poder" src="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/files/2009/09/animais_de_poder.jpg" alt="A mitologia continua tendo influência real sobre nós, pois suas funções são universais e arquetípicas." width="240" height="272" /><p class="wp-caption-text">A mitologia continua tendo influência real sobre nós, pois suas funções são universais e arquetípicas.</p></div>
<p><strong></strong><strong>Atualmente</strong>, a mitologia continua tendo influência real sobre nós, pois suas funções são universais e arquetípicas, e continuam existindo de alguma maneira, seja através da imagem patriarcal do deus cristão, seja através da imagem feminina das santas, independente da idéia que receba, pela ciência ou pelo dogma, os arquétipos estão dentro de nós e é praticamente impossível separá-los de nós, por uma questão de ancestralidade herdada do inconsciente coletivo.</p>
<div class="mceTemp"><strong>Uma dança pode ser considerada sagrada</strong> quando possui um caráter dramático da <em>substância divina imaterial</em> (seria algo como representar ou expressar a natureza daquilo que te aproxima do deus de seu coração e de sua compreensão através da dança, como &#8220;o Espírito Santo&#8221; dos cristãos, por exemplo).</div>
<p><strong>Os animais sempre dançaram</strong>, igualmente a galáxia em que vivemos&#8230; Os animais dançam e o homem aprendeu a dançar com eles pela imitação, e sua dança não é menos sagrada. Muito antes do homem aprender a dançar, os animais já dançavam para o acasalamento, e o homem, imitava-os porque acreditava igualar-se à divindade que eles traziam.</p>
<p><strong>Dança é uma expressão da Natureza</strong>. E a Natureza celebra a si mesma a cada momento.</p>
<p style="text-align:center;"><em>A dança que reza<br />
é o corpo que ora,<br />
A dança que encerra<br />
a prece que adora&#8230;<br />
A bailarina que dança,<br />
com seu corpo se põe a orar,<br />
pois quando se dança se ora,<br />
para se amar&#8230;<br />
E o cortejo da prece avança,<br />
Enquanto a dança compõe o coro<br />
Pois quando se dança,<br />
se mora&#8230;</em></p>
<p style="text-align:center;">(Luciaurea)</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://geometriacorporalexpressiva.wordpress.com/volumes/volume-i/" target="_self">Voltar para Volume I</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudança de paradigma]]></title>
<link>http://artedebemviver.wordpress.com/2009/06/02/mudanca-de-paradigma/</link>
<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 11:58:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Renata Junqueira</dc:creator>
<guid>http://artedebemviver.wordpress.com/2009/06/02/mudanca-de-paradigma/</guid>
<description><![CDATA[Por: Ana Paula Matta Um lugar como este é como uma decisão que tomamos em nossa vida, nos transforma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div id="attachment_134" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a rel="attachment wp-att-134" href="http://artedebemviver.wordpress.com/2009/06/02/mudanca-de-paradigma/caverna-petar/"><img class="size-medium wp-image-134" title="Caverna Petar" src="http://artedebemviver.wordpress.com/files/2009/06/caverna-petar.jpg?w=200" alt="Caverna Petar" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Por: Ana Paula Matta</p></div>
<p>Um lugar como este é como uma decisão que tomamos em nossa vida, nos transforma para sempre e nunca mais esquecemos. Cada brecha da memória reavivará os momentos e as fotografias que tiramos com a mente. Cada passo que demos lá, cada palavra que proferimos e cada respiração feita naquele ambiente será guardado no inconsciente coletivo.</p>
<p>As águas gélidas são também quentes o suficiente para queimar qualquer resquício de energia negativa em nosso corpo. As cavernas escuras são claras o suficiente para enxergarmos a magia e a perfeição da natureza. São também lugares enormes mas que parecem tão pequenos ao nos aconchegar e nos mostrar tanto conhecimento acumulado pelos anos.</p>
<div id="attachment_135" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="attachment wp-att-135" href="http://artedebemviver.wordpress.com/2009/06/02/mudanca-de-paradigma/essencia/"><img class="size-medium wp-image-135" title="Essência Caverna no Petar" src="http://artedebemviver.wordpress.com/files/2009/06/essencia.jpg?w=300" alt="Essência Caverna no Petar" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Por: Ana Gabriela Souza</p></div>
<p>Quando se está num lugar como este, vivendo com toda a simplicidade do ser, em contato com o que há de mais belo e primitivo na natureza, tudo o que há de mais nobre e verdadeiro em nós desabrocha, simplesmente por estarmos mais em contato com nós mesmos.</p>
<p>Nascemos nus, sem luz,vegetarianos&#8230;</p>
<p>Porque precisamos inventar tantas coisas para sermos felizes? Quem não percebe a beleza e sabedoria da natureza não é feliz pois não conhece a própria essência.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Transformação social]]></title>
<link>http://robertomojr.wordpress.com/2009/05/13/transformacao-social/</link>
<pubDate>Wed, 13 May 2009 22:13:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Jr</dc:creator>
<guid>http://robertomojr.wordpress.com/2009/05/13/transformacao-social/</guid>
<description><![CDATA[            Desde 2007 já pairava uma crise no ar, devido à farra do sub-prime e a irresponsabilidad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/0RzLVWosIfE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/0RzLVWosIfE&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span>            Desde 2007 já pairava uma crise no ar, devido à farra do sub-prime e a irresponsabilidade fiscal do governo norte-americano. A falência do Lehman Brothers apenas acelerou, e muito, o que já estava em queda. O modelo produtivo está colocado em xeque, assim como o padrão de consumo. Ganhos astronômicos do capital não produtivo estão começando a incomodar a população afetada pela crise. Finalmente as pessoas começam a se perguntar qual deveria ser o papel do governo e como moralizar os fluxos de capital e tornar a produção e o consumo menos predatório.<br />
            Nossa civilização globalizada projetou no coletivo a angústia individual. Uma vida sem objetivos claros, pautada na satisfação de nossos cinco sentidos, nos tem roubado o precioso tempo da reflexão. Vislumbrados e mergulhados na paranóia coletiva da competitividade predatória, nosso inconsciente, que não conseguimos satisfazer, reage e somatiza depressões e transtornos psicológicos diversos. O inconsciente coletivo nos trouxe a crise econômica e o colapso social.<br />
            Tanto em ecossistemas, em moléculas, na física quântica ou na física dos astros, existe uma força sutil que sempre objetiva o equilíbrio. Tudo o que existe tende ao equilíbrio. Qualquer desequilíbrio, em qualquer organização deve ser corrigido. O dispêndio de força que levou ao desvio de rota será proporcional ao esforço do retorno a rota, ao equilíbrio.<br />
            A satisfação narcísica dos 5 sentidos tem levado homens e economias a retirarem mais do que produzem. As desigualdades econômicas, culturais e sociais entre os homens são o reflexo do desequilíbrio que nos encontramos. O conceito de mais-valia de Marx ilustra bem o quadro.<br />
            Através de crises e dificuldades, o homem foi evoluindo sua inteligência racional, egoíca. Com ela desenvolveu a agricultura, a construção civil, os meios de transportes, enfim, toda a infra-estrutura para garantir o bem-estar dos nossos sentidos mais rudimentares. Paralela a esta evolução, a arte sempre foi um ponto fora da curva. Mesmo com todos os 5 sentidos satisfeitos, a criatura humana sempre necessitou expressar seus sentimentos mais profundos, na música, poesia, desenho, escrita ou qualquer outra forma de arte.<br />
            Durante os séculos a arte foi se desenvolvendo e amadurecendo a sociedade emocionalmente. A inteligência emocional começou a se desenvolver junto com o primeiro desenho em lasca de pedra e teve seu ponto culminante com o advento do estudo estruturado da psicologia, que nos demonstrou o inconsciente e provou que o homem tem uma parte que vai muito além de sua feição racional. Neste lado inconsciente moram seus maiores potenciais e conflitos. Nos últimos 120 anos a psicologia tem se desenvolvido de maneira fantástica, e com a ajuda dos fármacos, tem propiciado aos indivíduos a possibilidade de explorar e melhorar sua própria psique. Porém nosso domínio emocional ainda está muito aquém da evolução do pensamento racional.<br />
            A inteligência social, no seu sentido mais profundo, no formato em que Daniel Golemann definiu, começou com a filosofia grega. Foi o embrião do questionamento fundamental: &#8220;Qual o sentido da vida?&#8221;. Durante a evolução das escolas filosóficas se procurou sempre repensar a sociedade, ainda que de uma maneira a favorecer grupos, a inteligência social desenvolve-se com pequenos passos. A religiosidade também tem um papel fundamental neste desenvolvimento, nas manifestações de caridade.<br />
            No entanto as 3 inteligências estão desencontradas no mundo atual. Estamos vivendo a época do desequilíbrio dos pilares que sustentam a humanidade. Hoje a tecnologia para vencer os desafios naturais, para preservação de nossa vida biológica, está quase em estado de arte. Todos os homens podem ser alimentados e ter uma moradia segura. A riqueza produzida já é suficiente para manter qualquer criatura humana em condições de dignidade. Porém, em especial entre as criaturas com mais recursos, as neuroses dos mais variados tipos dirigem os indivíduos para trabalhar e acumular recursos muito além de suas necessidades reais. A falta de conhecimento sobre sua verdadeira realidade, ou a baixa inteligência emocional, leva o indivíduo a tentar conseguir o máximo de tudo para ter a certeza que qualquer necessidade que tenha será satisfeita.<br />
            Este desbalanceamento entre a racionalidade e falta de controle sobre as emoções, não permite a grande maioria das criaturas visualizar a conexão em que vivemos. Cada indivíduo em nosso globo está invariavelmente conectado a todos os outros. As angústias individuais, projetadas no coletivo, continuarão existindo enquanto não se extinguir de nossa sociedade global as abissais diferenças nas condições de vida. Enquanto uma criatura sofrer, toda a humanidade sofrerá.<br />
            Esta crise trará novamente a reflexão da realidade emocional de cada um e a racionalidade aliada à emotividade fará o nível médio de inteligência social subir. O aumento da percepção do outro melhorará as condições de vida de cada criatura do globo. Assim, caminhando juntos e uniformemente, nós homens poderemos sonhar em dar o próximo passo da nossa civilização. Qual seria? Não se sabe. Algo grandioso como o período em que saímos das cavernas e passamos a viver em comunidades.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://sorrioenquantoqueima.wordpress.com/2009/04/26/9/</link>
<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 14:36:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>ekant</dc:creator>
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<description><![CDATA[O espírito tem forma? Se sim, ele é permanente ou adaptável? A função do espírito é controlar nossos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O espírito tem forma? Se sim, ele é permanente ou adaptável? A função do espírito é controlar nossos hábitos?   Reencarnação é uma idéia simples, se pensarmos que os &#8220;tipos&#8221; não são muitos, e simplesmente derivados de caminhos que escolhemos em vida. A partir do momento que aceitamos que o espírito tem forma, a reencarnação não precisa necessariamente ser espiritual. Reencarnação é, em palavras simples, uma reciclagem de personalidades. O que é mais importante, individualidade ou personalidade? Em uma análise fria, me diga o quanto de você não existe nos seus amigos e vice-versa? Em outras palavras, o que você tem de original? Me diga sinceramente que a repetição não te salvou. Eu duvido.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Pássaro, o Macaco, a Abelha e o Homem]]></title>
<link>http://maedomeuamigo.com/2009/03/27/o-passaro-o-macaco-a-abelha-e-o-homem/</link>
<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 11:53:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>phbalboni</dc:creator>
<guid>http://maedomeuamigo.com/2009/03/27/o-passaro-o-macaco-a-abelha-e-o-homem/</guid>
<description><![CDATA[Vocês viram o que eu vi??? O pássaro fez uma espécie de anzol com aquele arame para pegar o conteúdo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/5dPlLCdTuP0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/5dPlLCdTuP0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Vocês viram o que eu vi??? O pássaro fez uma espécie de anzol com aquele arame para pegar o conteúdo do copo?? Mas ele não é um pássaro??</p>
<p>Muito engraçado a gente achando que é a espécie mais evoluída do mundo.. Acho que até Darwin dá umas risadinhas lá de debaixo da terra.. Esse vídeo me lembra daquela experiência com macacos, onde uma banana é colocada para fora da jaula, o macaco estica a mão, pega a banana, mas na hora de voltar triunfante com a banana para dentro da jaula, a mão não passa. E o macaco é mais esperto que o pássaro, não?</p>
<p>Aliás, dizem que uma abelha, por exemplo, não tem capacidade cerebral suficiente para construir uma colméia.. O mesmo ocorre com uma série de outros animais, até mesmo com o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_tA0m8OPJB8" target="_blank">castor</a>. E como se explica isso então? Como explicar uma capacidade que está fora das capacidades materiais?</p>
<p>Deve-se buscar algo fora da matéria. A explicação mais significativa que consigo imaginar é a do <a href="http://www.10emtudo.com.br/artigos_1.asp?CodigoArtigo=53&#38;Pagina=6" target="_blank">Inconsciente Coletivo </a>de Yung, onde, para ele, estaria disponível na forma de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arqu%C3%A9tipo" target="_blank">arquétipos</a> todo o conhecimento do mundo, passado, presente e futuro, sem uma barreira temporal. Alguém tem alguma outra explicação?</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O SIMBOLISMO DA CASA E A MÚSICA: IMAGINAÇÃO E MEMÓRIA ]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/03/20/o-simbolismo-da-casa-e-a-musica-imaginacao-e-memoria/</link>
<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 15:33:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/03/20/o-simbolismo-da-casa-e-a-musica-imaginacao-e-memoria/</guid>
<description><![CDATA[Walter Melo* A casa funciona, dentro das produções da imaginação material, como um abrigo, como um p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-553" title="simbolismo-da-casa" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/03/simbolismo-da-casa.jpg" alt="simbolismo-da-casa" width="500" height="420" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;"><em><strong></strong></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;"><em><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Walter Melo*</span></strong></em><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A casa funciona, dentro das produções da imaginação material, como um abrigo, como um princípio de integração dos pensamentos, das lembranças e dos sonhos, em suma, como um valor de integração psíquica. (&#8230;)A casa está inscrita no corpo, não como traço mnêmico, mas como imagem de intimidade, como imagem que busca um centro, que instaura um centro, que cria um universo (Eliade, 1991). Em qualquer casa que moramos, tendemos a imaginá-la sempre mais do que ela é, pois, com esta imagem arquetípica, estamos justamente no ponto de união entre imaginação e memória(&#8230;).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A casa é um “<em>valor vivo</em>” (Bachelard, 1996, p. 73), pois, mais do que ser uma imagem homóloga ao universo, revelando seu potencial cósmico, cremos que o próprio universo vem habitar a casa. Gaston Bachelard afirma ser “<em>impossível escrever a história do inconsciente humano sem escrever uma história da casa</em>” (Bachelard, 1990c, p. 89). Desta forma, a casa com seus cômodos, móveis e objetos vai nos provocando sonhos e nos trazendo lembranças.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O simbolismo da casa é um dos mais ricos em significado. Podemos encontrá-lo (&#8230;)como símbolo do processo de individuação em C.G. Jung, em temas musicais, etc. De qualquer modo, o que se tem é uma imagem que estrutura o ser humano, dado que se encontra no centro do mundo: a casa é “<em>um verdadeiro cosmos</em>” (Bachelard, 1996, p. 24). (&#8230;)</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O MUNDO EM </span><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">SFUMATO</span></em></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para Bachelard, a principal característica da imaginação não é a de formar imagens, mas sim a de <em><span style="font-family:Verdana;">deformar </span></em>as imagens provenientes da percepção. (&#8230;)Nestes devaneios, abordaremos o dinamismo da imaginação como nos sugere Bachelard: como um amplificador <em><span style="font-family:Verdana;">psíquico.</span></em></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><em></em></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Este <em><span style="font-family:Verdana;">abrigo evidente </span></em>– a casa – protege-nos do frio, calor, chuva, tempestade, da noite. Mas, estando no campo das emoções, ultrapassamos o simples recordar, e passamos a devanear, habitamos nossa casa oniricamente:</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="padding-left:90px;text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Assim, uma casa onírica é uma imagem que, na lembrança e nos sonhos, se torna uma força de proteção. Não é um simples cenário onde a memória reencontra suas imagens. Ainda gostamos de viver na casa que já não existe, porque nela revivemos, muitas vezes sem nos dar conta, uma dinâmica de reconforto. Ela nos protegeu, logo, ela nos reconforta ainda. O ato de habitar reveste-se de valores inconscientes, valores inconscientes que o inconsciente não esquece</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> (Bachelard, 1990c, p. 92).</span></p>
<p class="Citaes" style="text-align:justify;margin:0 1cm 14.15pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Estes valores inconscientes que revestem nossas lembranças são considerados por muitos como uma irrealidade, como pura ilusão que deve ser afastada para que se enxergue o mundo tal como ele é. Não é neste ponto de vista que nos apoiamos. Preferimos pensar como Bachelard, para quem uma pessoa que se priva da <em><span style="font-family:Verdana;">função do irreal </span></em>é tão neurótica quanto uma que se priva da<em><span style="font-family:Verdana;"> função do real</span></em>. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)A discussão acerca do conceito de realidade é ampliada por Jung (1984) quando afirma, em <em><span style="font-family:Verdana;">O real e o supra-real</span></em>, que a divisão do mundo em real, irreal e supra-real pertence à tradição de só se considerar como real o que é percebido pelos sentidos, fazendo do psiquismo uma <em><span style="font-family:Verdana;">tabula rasa</span></em>. Sua posição, no entanto, é totalmente diversa desta. Para este autor, tudo o que atua sobre uma pessoa faz parte do real. Portanto, o inconsciente, com suas imagens, devaneios e sonhos, faz parte da realidade.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;) O símbolo da casa surge na vida de Jung com uma função estruturante. Primeiramente em um sonho de 1909, no qual Jung se encontra em uma casa desconhecida e, apesar disso, sabia que se tratava de sua casa. Esta possui dois andares. No andar superior, Jung vê, em uma sala de estar, belos móveis em estilo rococó. Descendo uma escada, chega-se ao andar térreo, que se encontra na penumbra e onde tudo é mais antigo. Talvez uma instalação medieval do século XV ou XVI. No térreo, existe uma pesada porta que vai dar numa escada, por onde se chega à adega, local muito antigo, provavelmente da época romana. No piso da adega, vê-se uma argola que, quando é puxada, descobre uma escada no subsolo; neste, temos uma gruta rochosa. Na gruta, Jung vê ossadas, dois crânios muito antigos, restos de vasos e vestígios de uma civilização primitiva. O sonho lhe surge como um auto-retrato de sua situação psíquica: </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="padding-left:90px;text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Era claro que a casa representava uma espécie de imagem da psique, isto é, da minha situação consciente de então, com complementos ainda inconscientes. A consciência era caracterizada pela sala de estar e parecia habitável, apesar do estilo antiquado</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> (Jung, s/d, p. 144).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O térreo corresponderia a seu inconsciente pessoal, enquanto a gruta, o mundo do homem primitivo – o inconsciente coletivo. Portanto, o térreo, a adega e a gruta representam níveis, ao mesmo tempo, ultrapassados e ainda não alcançados de consciência. Para Jung, o psiquismo vai além da possível memória de um inconsciente que se limita a um dado indivíduo. Sua idéia de inconsciente é de uma instância que possibilita o surgimento do novo, de idéias criadoras e que nunca haviam estado antes na consciência. O que interessa a Jung é a “<em>espontaneidade criativa da psique inconsciente</em>” (von Franz, 1992, p. 12). Porém, não se deixa simplesmente ser levado pelos devaneios. Tenta integrá-los à consciência e, com este intuito, decide construir sua casa perto do lago de Zurique. Jung considera a construção de sua casa um trabalho árduo, no qual encontrou apoio para suas fantasias e para seu material inconsciente. Diz Jung:</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="padding-left:90px;text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Necessitava representar meus pensamentos mais íntimos e meu saber na pedra, nela inscrevendo, de algum modo, uma profissão de fé. Foi assim que comecei a construir a torre de Bolligen. Essa idéia pode parecer absurda, mas a realizei – o que foi para mim uma grande satisfação, um acontecimento significativo </span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(s/d, p. 196).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Jung escolheu a casa para configurar o processo de seu desenvolvimento psíquico – processo de individuação. Ao construir o primeiro cômodo, em forma arredondada, sentia-se repousado e, com um sentimento de renovação, denominou-o materno. Depois acrescentou uma parte central em forma de torre; aí possuía um quarto onde ninguém entrava sem sua permissão, espaço este onde podia refletir, assim como liberar sua imaginação, tornando-se um local de <em><span style="font-family:Verdana;">concentração espiritual</span></em>. Depois foi acrescentado um pátio. Este, ao mesmo tempo que delimitou o terreno, deixou a casa com um espaço aberto para o céu e a natureza. Depois da morte de sua esposa, Jung elevou mais um andar na parte central; este representava-o como ele era. Diz Jung: “<em>a torre dava-me a impressão de que eu renascia da pedra</em>” (s/d, p.197).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Segundo Bachelard, a <em><span style="font-family:Verdana;">casa onírica</span></em> pode aparecer representada como gruta, labirinto, choupana, cabana, casa burguesa, e tantos outros motivos, pois existe “<em>uma raiz única na origem de todas essas imagens</em>” (1990c, p. 78). Sua tese é a de um isomorfismo imaginário, que possibilitaria a construção de um devaneio ao redor de uma imagem que impulsiona a pessoa para uma tomada de consciência, para a construção de um mundo. Este mesmo tema aparece em pesquisas de Mircea Eliade:</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="padding-left:90px;text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Exatamente como a cidade ou o santuário, a casa é santificada, total ou parcialmente, por um simbolismo cosmológico ou ritual. Essa é a razão pela qual o fato de estabelecer-se em lugar – fundando uma aldeia ou simplesmente construindo uma casa – representa uma decisão séria, uma vez que envolve a existência de cada homem; em suma, ele deve criar seu próprio mundo e assumir a responsabilidade de conservá-lo e renová-lo. A casa não é um objeto, “uma máquina dentro da qual se vive”; é um universo que o homem constrói para si mesmo, imitando a criação paradigmática dos deuses, a cosmogonia</span></em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> (1979, p. 35).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">*Doutorando em Psicologia Social pela UERJ, Mestre em Psicologia Clínica – PUC/RJ. </span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Leia o artigo na íntegra <a href="http://www.revispsi.uerj.br/v1n1/artigos/artigo6.html" target="_blank">AQUI</a></span></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong><a href="http://www.revispsi.uerj.br/v1n1/artigos/artigo6.html" target="_blank"> </a></strong></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Remixando a mente do mundo]]></title>
<link>http://popprop.wordpress.com/2009/03/12/remixando-a-mente-do-mundo/</link>
<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 15:12:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Leão</dc:creator>
<guid>http://popprop.wordpress.com/2009/03/12/remixando-a-mente-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Você nunca viu nem ouviu nada assim. Mas era como se estivéssemos esperando por isso. Como se algo n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Você nunca viu nem ouviu nada assim. Mas era como se estivéssemos esperando por isso. Como se algo no fundo da nossa consciência estivesse nos preparando pra isso. O músico israelense <a href="http://www.myspace.com/kutiman">Kutiman</a> (nascido Ophir Kutiel) e com um CD homônimo lançado pela gravadora Melting Pot, resolveu remixar o YouTube, criando novas canções com samples de vídeo e áudio tirados direto do inconsciente coletivo visual que se tornou este site. Da Torre de Babel formada por milhões de almas penadas solitárias que mandam seus vídeos tocando sozinhos Kutiman cria banda virtuais formadas por pessoas que talvez nem saibam que estão nos seus remixes. Não bastasse a curiosidade o que espanta mesmo é a qualidade foda do resultado. Talvez a primeira prova verdadeira de que haja realmente um inconsciente coletivo. Tá tudo no lindo site chamado <a href="http://thru-you.com/#/videos/">Thru-you.com</a> (através de você ponto com). Aqui tem um exemplos mas você tem de ver os outros, promete? Dica do mestre João Vicente Castro.<br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/tprMEs-zfQA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/tprMEs-zfQA&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/QAvS0pc9NIw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/QAvS0pc9NIw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span><br />
<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/JffZFRM3X6M&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/JffZFRM3X6M&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p><strong>Postado por Rodrigo Leão</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inconsciente Coletivo em humanês (final)]]></title>
<link>http://lucasnapoli.wordpress.com/2009/02/27/inconsciente-coletivo-em-humanes-final/</link>
<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 11:27:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnapoli</dc:creator>
<guid>http://lucasnapoli.wordpress.com/2009/02/27/inconsciente-coletivo-em-humanes-final/</guid>
<description><![CDATA[No post anterior, vimos que os conteúdos do Inconsciente Coletivo são formas (modelos) de comportame]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-144" title="100_deities_mandala___himalayanartorg" src="http://lucasnapoli.wordpress.com/files/2009/02/100_deities_mandala___himalayanartorg.jpg" alt="100_deities_mandala___himalayanartorg" width="311" height="320" />No post anterior, vimos que os conteúdos do Inconsciente Coletivo são formas (modelos) de comportamento que Jung chamou de arquétipos. Dissemos que cada arquétipo está relacionado a um aspecto típico da existência humana. Entretanto, esquecemos de falar que <strong>os principais arquétipos que Jung descreve têm mais a ver com a nossa vida psicológica em si</strong>. Eles são 5:</p>
<p><strong>Sombra</strong>: compreende todas as tendências, comportamentos, fantasias, pensamentos que considero não fazerem parte de mim.</p>
<p><strong>Anima</strong>: a parte feminina do homem.</p>
<p><strong>Animus</strong>: a parte masculina da mulher.</p>
<p><strong>Persona</strong>: a máscara que utilizamos nos nossos relacionamentos com as pessoas. A gente nunca se mostra como é &#8220;de verdade&#8221;.</p>
<p><strong>Self:</strong> que, em inglês, significa algo como &#8220;si-mesmo&#8221;, é o centro de nossa personalidade mas não é o nosso eu, porque <strong>o eu é o centro de nossa consciência</strong>.</p>
<p>No último post dissemos também que o Inconsciente Coletivo não é apenas um conjunto de formas. Sim, porque Jung dá vida ao Inconsciente Coletivo. E aí a gente pode notar uma grande diferença de Jung para Freud. Esse último dizia que a única função da mente era descarregar as tensões. Para Jung não.</p>
<p>Ele começou a perceber que os sonhos de seus pacientes muitas vezes podiam ser interpretados como <strong>compensações à vida desperta do paciente</strong>. Por exemplo, um paciente que fosse muito racional e moralista de repente sonhava que estava louco e trabalhando num lixão. Jung interpretava isso como um &#8220;aviso&#8221; do Inconsciente Coletivo para que o homem se lembrasse da loucura e da sujeira que ele teve que reprimir para ser um cara racional e moralista.</p>
<p>Jung notou então que <strong>todas essas &#8220;dicas&#8221; e avisos que o Inconsciente dava nos sonhos visava fazer com que a pessoa deixasse de ser dividida</strong>. Dividida? Sim, meus amigos. Por exemplo, para que um homem afirme sua identidade masculina, ele deve abrir mão de todos os elementos femininos que ele já traz consigo (sua <em>anima</em>). Para que um cara seja correto moralmente, ele deve abrir mão de boa parte das suas tendências que vão contra a moral (sua <em>sombra</em>).Então, senhoras e senhores, <strong>para que a gente construa nossa identidade é preciso que a gente se divida entre aquilo que aparece e aquilo que fica inconsciente</strong>.</p>
<p>A função do sonho, ou melhor, <em>do Inconsciente Coletivo através do sonho</em>, é tentar integrar esses elementos dos quais a gente abriu mão na nossa personalidade normal. No nosso exemplo, é fazer o machão se dar conta do seu lado feminino e o moralista levar em conta o fato de que é um filho de Adão, portanto, pecador. Esse processo que o Inconsciente Coletivo faz de levar a gente a não ser mais dividido e a se tornar completo, integrado, Jung chamou de <strong>processo de individuação</strong>.</p>
<p>Mas a tarefa principal desse processo de individuação, além das que já falamos, é <strong>promover a ligação entre o centro da nossa consciência, o nosso eu e o verdadeiro centro da personalidade, o <em>self</em></strong>. Não vou entrar em pormenores em relação a isso pois demandaria pelo menos um post. Quem se interessar é só pedir nos comentários que eu escrevo.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-143" title="384612" src="http://lucasnapoli.wordpress.com/files/2009/02/384612.jpg" alt="384612" width="80" height="114" />QUEM QUISER SABER MAIS SOBRE TUDO O QUE FOI FALADO AQUI NOS ÚLTIMOS TRÊS POSTS, ADQUIRA O LIVRO <strong>&#8220;OS ARQUÉTIPOS E O INCONSCIENTE COLETIVO&#8221;</strong>, QUE É O VOLUME 9 DAS OBRAS COMPLETAS DE JUNG. É SÓ CLICAR NO LINK ABAIXO E DIGITAR O TÍTULO DO LIVRO NA BUSCA.</p>
<p><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5890&#38;tipo=17&#38;n1=40&#38;n2=1"><img src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/_banners/parceiros/banner468x60.gif" alt="" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inconsciente Coletivo em humanês (parte 2)]]></title>
<link>http://lucasnapoli.wordpress.com/2009/02/26/inconsciente-coletivo-em-humanes-parte-2/</link>
<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 12:01:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnapoli</dc:creator>
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<description><![CDATA[No último post,vimos que Jung resolve criar o conceito de Inconsciente Coletivo pra dar conta de ent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-140" title="alquimia" src="http://lucasnapoli.wordpress.com/files/2009/02/alquimia.jpg" alt="alquimia" width="241" height="300" />No último post,vimos que Jung resolve criar o conceito de <em>Inconsciente Coletivo</em> pra dar conta de entender o paralelo existente entre os sonhos, delírios e fantasias de seus pacientes e os mitos, fábulas e lendas da humanidade.</p>
<p>Vamos seguir, então, com a lógica do pensamento de Jung: se os conteúdos que brotam do inconsciente coletivo (sonhos, delíros e fantasias parecidos com mitos, lendas e fábulas) não foram aprendidos pela pessoa durante sua vida, <strong>de onde eles vêm? A única resposta possível é: do DNA,eles serão hereditários</strong>. E se o sonho de um paciente alemão é parecido com um mito típico da África, logo devemos supor que tanto o alemão quanto o povo africano compartilham de uma mesma estrutura psíquica, concordam? Então, <strong>essa estrutura psíquica compartilhada por toda a humanidade é que é o Inconsciente Coletivo!</strong></p>
<p>Mas do que o Inconsciente Coletivo é composto? Sim, porque o inconsciente de Freud contém os pensamentos e fantasias que foram recalcados pela pessoa. E o Inconsciente Coletivo? Segundo Jung, <strong>o Inconsciente Coletivo é composto de formas</strong>. Sim, formas. Pense aí nessas pequenas forminhas que se usa para fazer salgados. Existe a forma para coxinha, para pastel, para empada, etc. Mas um detalhe: mesmo que você coloque no lugar da massa dos salgados, barro, por exemplo, ele vai sair na forma de: coxinha, pastel, empada etc. Ou seja, <strong>o conteúdo pode variar mas a forma não</strong>. Da mesma forma acontece no Inconsciente Coletivo. Ele possui <strong>formas que organizam a nossa experiência no dia-a-dia</strong>. Essas formas Jung chamou de <em>arquétipos</em> (do grego, algo como &#8220;modelos primários&#8221;).</p>
<p>Mas quais e quantas são essas formas? Muitas! <strong>São quantas forem as experiências típicas da vida</strong>. E com experiências típicas quero dizer: o nascimento, a morte, o enamoramento, a velhice, a infância, etc. Para cada uma dessas situações existe um arquétipo. Por isso que nossos sonhos, fantasias e delírios não são idênticos aos mitos, lendas e fábulas, mas são só parecidos. <strong>Porque o arquétipo só dá a forma, o modelo da situação. Mas o conteúdo, os detalhes, esses serão preenchidos com as nossas experiências.</strong></p>
<p>Mas o Inconsciente Coletivo não é apenas esse conjunto de forminhas onde a gente vai colocar e organizar as nossas experiências. Não! Sabe por quê? Por que <strong>essas forminhas estão vivas&#8230;</strong> Mas isso é assunto pro próximo post&#8230;</p>
<p><strong>OBS.: SE ALGUM CONTEÚDO NÃO FOI BEM EXPLICADO, UTILIZE ESSE FABULOSO RECURSO CHAMADO &#8220;COMENTÁRIOS&#8221; E FAÇA SUA PERGUNTA. TEREI PRAZER EM RESPONDER.</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inconsciente Coletivo em humanês (parte 1)]]></title>
<link>http://lucasnapoli.wordpress.com/2009/02/25/inconsciente-coletivo-em-humanes-parte-1/</link>
<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 13:38:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>lucasnapoli</dc:creator>
<guid>http://lucasnapoli.wordpress.com/2009/02/25/inconsciente-coletivo-em-humanes-parte-1/</guid>
<description><![CDATA[Apesar dos poucos votos, na primeira enquete deste blog, venceu Inconsciente Coletivo como o conceit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-full wp-image-135" title="4stanne1" src="http://lucasnapoli.wordpress.com/files/2009/02/4stanne1.jpg" alt="4stanne1" width="315" height="484" />Apesar dos poucos votos, na primeira enquete deste blog, venceu <em>Inconsciente Coletivo</em> como o conceito que você, caro leitor, gostaria de entender melhor.  Então vou explicar o mais claramente possível esse que é <strong>uma das idéias-chave do pensamento de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Gustav_Jung">Jung</a></strong>. Mas antes quero fazer uma ressalva que vale para todos os conceitos que já abordei aqui e para os que virão no futuro:</p>
<p>Conceito, minha gente, não é apenas uma palavrinha bonita que determinado autor achou por bem utilizar, nem algo vindo sabe-se lá de que dimensão. <strong>Conceitos são instrumentos de compreensão da realidade, isto é, são funcionais, servem como atalhos mentais, para que você não precise ter que passar por todas as experiências pelas quais o autor passou para elaborar o conceito</strong>. Por isso, sempre que você se deparar com um conceito novo, não faça perguntas do tipo: <em>&#8220;O que é o Real em Lacan?&#8221;.</em> Em vez disso, prefira: <em>&#8220;Por que Lacan teve necessidade de utilizar o conceito de Real?&#8221;</em> Assim, você não corre o risco de começar a discutir <strong>o sexo dos anjos</strong>, destino certo de quem opta pela primeira pergunta.</p>
<p>Então, para compreender o Inconsciente Coletivo, procederemos da mesma forma, fazendo a pergunta: <em>&#8220;Por que Jung teve a necessidade de criar o conceito de Inconsciente Coletivo?&#8221;</em></p>
<p>São várias as razões. E a primeira delas é: porque <strong>já existia um conceito de inconsciente</strong>, o de Freud que, grosso modo, significava os pensamentos e fantasias que a pessoa havia <a href="http://lucasnapoli.wordpress.com/2009/02/22/o-que-e-recalque-final/">recalcado </a>e que retornavam na forma de sonhos, sintomas, esquecimentos etc. Por essa definição, já dá pra notar que o inconsciente para Freud era essencialmente pessoal, quer dizer, <strong>o que estava no inconsciente de uma pessoa eram só coisas que diziam respeito à história dessa pessoa</strong>.</p>
<p>Só que Jung começa a perceber na sua experiência de psicanalista e psiquiatra que muitos pacientes apresentavam conteúdos brotados do inconsciente que não tinham como ter saído da própria experiência pessoal do paciente. Por exemplo, <strong>muitos pacientes psicóticos tinham delírios cujo conteúdo era muito parecido com mitos da antiguidade</strong>. Mas aí o leitor pode falar: <em>&#8220;Ah, mas o paciente pode ter lido sobre o mito antes do surto.&#8221;</em> Sim, é uma possibilidade, e Jung a considerava. Mas para nosso espanto, <strong>havia casos em que não havia nenhuma possibilidade do paciente ter tido contato com qualquer informação sobre o mito</strong>.</p>
<p>Um exemplo, é o caso de um paciente que Jung atendeu que em seu delírio via o &#8220;pênis do Sol&#8221; (sic) e dizia que o movimento de sua cabeça ao mesmo tempo que o pênis produzia o vento.  Jung descobre quatro anos depois que esse delírio era quase idêntico a um ritual de invocação ao deus Mitra. Detalhe: o livro onde  Jung descobre essa informação só foi publicado quatro anos depois do paciente ter tido o delírio, ou seja, era impossível que o paciente tivesse tido acesso ao relato da invocação.</p>
<p>Além dos delírios de pacientes esquizofrênicos, Jung também observava que <strong>seus pacientes &#8220;comuns&#8221;, neuróticos, apresentavam sonhos e fantasias que também eram muito parecidos com mitos antigos, fábulas e lendas com os quais nunca tiveram contato</strong>. Vejamos então como se processou o pensamento de Jung:</p>
<p>&#8220;Bom, Freud diz que sonhos, fantasias e delírios psicóticos são conteúdos provenientes do inconsciente, certo? Certo. Mas ele diz também que não existe nada no inconsciente que a pessoa não tenha vivido e recalcado, certo? Certo. Mas então, como eu, Jung, na minha clínica, vejo pacientes tendo sonhos, fantasias e delírios que não têm nada a ver com a história pessoal deles? Só posso concluir então que existem dois tipos de inconsciente: um, pessoal, que é esse que Freud descobriu e outro que não é pessoal, mas que tem conteúdos da história da humanidade como um todo. É então, um Inconsciente <em>Coletivo</em>.&#8221;</p>
<p> Mas se esse Inconsciente Coletivo realmente existe, como é que ele funciona?</p>
<p><strong>A RESPOSTA NO PRÓXIMO POST</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[bondade.]]></title>
<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/02/12/bondade/</link>
<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 22:11:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>bic azul</dc:creator>
<guid>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2009/02/12/bondade/</guid>
<description><![CDATA[“Me leva pra longe daqui.”, ela pediu. Nada mais justo, mas ele ainda queria ficar. Apesar de tudo. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>“Me leva pra longe daqui.”, ela pediu. Nada mais justo, mas ele ainda queria ficar. Apesar de tudo.</p>
<p>O risco de permitir-se à bondade é ter que escolher sempre a quem você vai favorecer. Nada é mais ingrato do que o esforço pelo chamado bem comum. Reflita você sobre a relação do povo com o Estado. Ou melhor, pense no destino dos que tentam ser herois.</p>
<p>Como não há nada mais ingrato do que um ex-amor e nem nada mais urgente do que um amor vivo, ele se foi. Mas antes, fez questão de olhar com piedade para aqueles que lhes pagaram o bem com o mal. Entenda: piedade não é misericórdia.</p>
<p>Dos que ficaram, poucos se impressionaram, pois estavam a bravejar, perdidos em rancor.</p>
<p>Apenas um deles entendeu, afinal, o que se passava. E chorou.</p>
<p>Uma senhora, alheia a tudo, quis consolá-lo. Como não tinha um lenço que fosse, ela ofereceu a barra de sua blusa e ele aceitou.</p>
<p>“Bondade sua&#8230;”, murmurou ele.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OS CONTOS DE FADA NO PROCESSO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/28/os-contos-de-fada-no-processo-do-desenvolvimento-humano/</link>
<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 12:32:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/28/os-contos-de-fada-no-processo-do-desenvolvimento-humano/</guid>
<description><![CDATA[Imagem: &#8220;O Príncipe Encantado&#8220;, Antiga Fábula Chinesa &#8211; Enciclopédia da Fantasia P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><img class="aligncenter size-full wp-image-352" title="o-principe-encantado" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/01/o-principe-encantado.jpg" alt="o-principe-encantado" width="499" height="600" /></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>Imagem:</strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></em><em><span style="font-size:10pt;font-style:normal;font-family:Verdana;">&#8220;O Príncipe Encantado</span></em><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">&#8220;, Antiga Fábula Chinesa &#8211; Enciclopédia da Fantasia</span></em></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><strong> </strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><strong></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Por Joana Raquel Paraguassú Junqueira Villela</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><strong></strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(UNINCOR)</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;" align="center"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;" align="center"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">INTRODUÇÃO</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt 70.7pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Podem-se perguntar as razões pelas quais a psicologia junguiana se interessa por mitos e contos de fada. O Dr. Jung, disse certa vez, que é nos contos de fada onde melhor se pode estudar a <em>anatomia comparada da psique</em>. Nos mitos, lendas ou qualquer outro material mitológico mais elaborado obtém-se as estruturas básicas da psique humana através da grande quantidade de material cultural. Mas nos contos de fada, existe um material consciente culturalmente muito menos específico e, conseqüentemente, eles oferecem uma imagem mais clara das estruturas psíquicas (FRANZ, 1990: 25).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt 70.7pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Divididos entre o bem e o mal, representados por príncipes, fadas e também por monstros, lobos e bruxas apavorantes, os contos de fadas encantam as crianças e os adultos desde a sua criação, que data da época medieval. Mas a sua função não pára aí, pois além do entretenimento, transmitem ainda valores e costumes e ajudam a elaborar a própria vida através de situações conflitantes e fantásticas. “Mitos e contos de fadas expressam processos inconscientes. A narração dos contos revitaliza esses processos e restabelece a simbiose entre consciente e inconsciente” &#8211; já havia dito Carl Gustav Jung, famoso psicanalista e discípulo de Freud (<em>apud</em> CEZARETTI, 1989: 24).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Segundo Bettelheim, (<em>apud</em> CEZARETTI, 1989: 24), que analisa as histórias mais conhecidas, todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade do amor, do medo e do desamparo, da rejeição e da morte, são colocados nos contos em lugares fora do tempo e do espaço, mas muito reais para crianças. A solução geralmente encontrada na história e quase sempre leva a um final feliz, indica a forma de se construir um relacionamento satisfatório com as pessoas ao redor.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mas evidentemente, para se chegar ao final nem tudo são flores. Os contos estão repletos de problemas como a presença do bem e do mal, e partindo desse ponto pretendemos desenvolver uma reflexão sobre a fantasia e suas imagens simbólicas nos contos de fada como recursos fundamentais no desenvolvimento humano, o que constituem o conteúdo do presente trabalho.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;" align="center"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">DESENVOLVIMENTO</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A origem dos contos de fadas, segundo Marie Louise Von Franz (<em>apud</em> GIGLIO, 1991: 3), parece residir em uma potencialidade humana arquetípica (aliás, não somente os contos de fada, como todas as fantasias). Antigamente os pastores, lenhadores e caçadores, passavam bom tempo de suas vidas sozinhos nas florestas, campos e montanhas. Acontecia que repentinamente eram assaltados por uma visão interior muito forte, que os alvoroçava por inteiro. Corriam então de volta a suas aldeias e relatavam o que lhes tinha acontecido a todos que o quisessem ouvir. Daquela visão inicial, iam-se formando lendas, e mais tarde “contos maravilhosos”. O pensamento mítico, no caso dessas visões espontâneas, é compreendido como um pensamento essencialmente pré-lógico, elementar e arquetípico. Os arquetípicos por definição, são fatores e motivos que ordenam os elementos psíquicos em imagens, de modo típico.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Como afirma Jung (<em>apud</em> GIGLIO, 1991: 15), os contos de fada constituíram através dos séculos instrumentos para a expressão do pensamento mítico, perpetuando-se no tempo por desempenharem uma função psíquica importante relacionada ao processo da individuação: através deles toma-se consciência e vivencia-se arquétipos do inconsciente coletivo. Esses arquétipos, por sua vez, ao serem trazidos à consciência e dramaticamente vivenciados permitem a Psique cumprir as etapas de integração progressiva do desenvolvimento da persona, conscientização da sombra, confrontação com a <em>anima</em> / <em>animus</em> e outros arquétipos, e finalmente atingir um estado onde a comunicação Ego-Self seja fluente e criativa (<em>apud</em> THOMPSON, 1969: 152). Ainda a partir de uma perspectiva junguiana, (<em>apud</em> THOMPSON, 1969: 152) existe um lado masculino e um lado feminino em cada um de nós. Se o masculino é dominante, o feminino é recalcado. O indivíduo bem conformado necessita desenvolver ambos os aspectos. Também existem quatro características principais em cada um de nós: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Constituem pares de oponentes. Nos homens o pensamento e a sensação constituem, habitualmente, características conscientes, ao passo que o sentimento e a intuição encontram-se recalcados. Nas mulheres, sentimentos e intuição são predominantes. O lado feminino recalcado do homem é denominado <em>anima</em>, o lado masculino da mulher é o seu <em>animus</em>.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Em Franz (<em>apud</em> GIGLIO, 1991: 6), os contos de fada numa visão junguiana são uma representação simbólica de problemas gerais humanos e suas soluções possíveis, ou seja, as representações da fantasia são tão primárias e originais como os próprios desejos e instintos. Nos conteúdos dos contos de fada é possível ver uma projeção dos estágios originais e arquetípicos do desenvolvimento da consciência humana. Nos símbolos do inconsciente, nos sonhos e fantasias, encontram-se os mesmos princípios da expressão dos mitos e contos de fada, o que, representa um recurso fundamental no processo do desenvolvimento humano.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Conforme Araújo (1980: 39), para Jung certas lendas, mitos e símbolos têm origem na infância da humanidade em que faltando recursos intelectuais, o homem apresentava uma disposição natural para aceitar o sobrenatural. Seria assim uma necessidade psicológica de buscar soluções mágicas e de criar seres fantásticos para superar uma realidade que lhe impunha limitações. O inconsciente coletivo, guardaria assim, uma necessidade de retorno as origens do homem revivendo experiências anteriores da humanidade.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">À luz da psicanálise, os contos de fadas revelam os conflitos de cada um e a forma de superá-los e recuperar a harmonia existencial. Assim a tão famosa dicotomia entre o bem e o mal, presta-se numa terapia, a uma análise mais contundente da personalidade, na qual se permite trabalhar com sentimentos inconscientes que revelam a verdadeira personalidade (CEZARETTI, 1989: 26).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Diz Bettelheim (1980: 16):</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt 70.7pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para dominar os problemas psicológicos do crescimento &#8211; separar decepções narcisistas, dilemas edípicos, rivalidades fraternas, ser capaz de abandonar dependências infantis; obter um sentimento de individualidade e de autovalorização, e um sentido de obrigação moral &#8211; a criança necessita entender o que se está passando dentro de seu eu inconsciente. Ela pode atingir essa compreensão, e com isto a habilidade de lidar com as coisas, não através da compreensão racional da natureza e conteúdo de seu inconsciente, mas familiarizando-se com ele através de devaneios prolongados &#8211; ruminando, reorganizando e fantasiando sobre elementos adequados da estória em resposta a pressões inconscientes. Com isto, a criança adequa o conteúdo inconsciente às fantasias conscientes, o que a capacita a lidar com este conteúdo. É aqui que os contos de fadas têm um valor inigualável, conquanto oferecem novas dimensões à imaginação da criança que ela não poderia descobrir verdadeiramente por si só. Ajuda mais importante: a forma e estrutura dos contos de fadas sugerem imagens à criança com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direção à sua vida.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt 70.7pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A psicóloga e psicoterapeuta Sophia Rozzana Caracushansky, doutora em Psicologia pela USP (<em>apud</em> CEZARETTI, 1989: 26), afirma que os contos de fadas, usados em terapia, fornecem o estilo e a personalidade. Sua utilidade deu-se primeiramente, pelo criador da Psicanálise, Sigmund Freud, que, a título de estudo, analisou a vida de personalidades como Leonardo da Vinci através do confronto com mitos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt 70.7pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A psicanálise freudiana propõe que, numa análise, confronta-se o aqui e agora do paciente com sua história passada à luz dos contos de fadas. Tal sistemática permite que se reviva a primeira impressão, aquela que causou o trauma, a base do conflito (edipiano) que assemelha-se sempre a um conflito existente em um conto de fadas. A partir da localização do problema, o paciente pode ser tratado adequadamente &#8211; explica Sophia Caracushansky (<em>apud</em> CEZARETTI, 1989: 26).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt 70.7pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Já dentro do enfoque oferecido pelo psicanalista Carl Gustav Jung (<em>apud</em> CEZARETTI, 1989: 26), a análise terapêutica tem por base os sonhos que fornecem uma indicação precisa da problemática. Analisando os sonhos o terapeuta consegue precisar ou localizar o conflito do paciente, ou o “conto de fadas” que está vivendo, orientando-o para enfrentar os obstáculos à sua realização.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para a Dra. Sophia, (<em>apud </em>CEZARETTI, 1989: 26) a análise junguiana propicia ao analisando uma visão mais lúcida sobre os bloqueios que impedem sua felicidade, muitas vezes resultantes de um parto difícil, uma rejeição do sexo da criança no nascimento e outros. Além disso, desmascara no indivíduo a “persona”, a fachada social, destinada a agradar e coloca em relevo o eu interior, levando em conta sempre a problemática individual e o momento de vida da pessoa.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;" align="center"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">CONCLUSÃO</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A análise de dados obtidos e as reflexões que ela nos levou, remeteu-nos à conclusão que o lidar com a fantasia nos contos de fadas, é um recurso fundamental no processo do desenvolvimento humano porque favorece a comunicação via imagens simbólicas com as dimensões mais profundas da Psiquê. Através dos contos de fadas adentramos magicamente a penumbra misteriosa do nosso inconsciente, condição básica para se conhecer o significado profundo de nossa vida.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Finalmente, cabe apontar que este estudo permite constatar que a força criadora e a sabedoria profunda presentes nos contos de fadas e seu conteúdo arquetípico, pode ajudar os homens a encontrar o caminho para a realização de seus poderes criativos latentes.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Caminho da Floresta nos Contos de Fada: Amadurecimento e Autonomia]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/27/o-caminho-da-floresta-nos-contos-de-fada-amadurecimento-e-autonomia/</link>
<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 15:47:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/27/o-caminho-da-floresta-nos-contos-de-fada-amadurecimento-e-autonomia/</guid>
<description><![CDATA[Imagem: Branca de Neve por Arthur Rackam Por Angelita Corrêa Scardua O espaço geográfico no qual os ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><strong><span style="color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;"><img class="size-full wp-image-334 aligncenter" title="snowwhite_rackham1" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/01/snowwhite_rackham1.jpg" alt="snowwhite_rackham1" width="500" height="738" /></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Imagem:</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> Branca de Neve por Arthur Rackam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Por <a href="http://www.angelitascardua.wordpress.com/" target="_blank">Angelita Corrêa Scardua</a></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O espaço geográfico no qual os Contos de Fada se desenrolam é regido por leis totalmente diferentes daquelas que dominam o mundo cotidiano. O modo de funcionamento desse espaço constitui-se pela lógica do sobrenatural e do imaginário, ou seja, pela lógica dos conteúdos simbólicos do Inconsciente Coletivo. Da mesma forma que o inconsciente se organiza à revelia do tempo-espaço cronológico – estabelecendo suas próprias relações de causa e efeito a partir da vivência afetiva, e não dos pontos cardeais e das horas – na geografia fantástica não existem distâncias que possam ser metricamente medidas ou tempo que os dias marcados nos calendários possa delimitar. Assim, o deslocamento físico dos personagens nos Contos de Fada segue a necessidade de desenvolvimento emocional do protagonista e dos coadjuvantes. Essa condição não-física da mobilidade no mundo da fantasia permite aos personagens deslocarem-se por reinos, céus, oceanos, mundos inferiores e superiores num “piscar de olhos”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Dentre os muitos espaços habitados e percorridos pelos personagens de Contos de Fada um, sem sombra de dúvidas, se destaca, a Floresta. A floresta pode ser escura, iluminada, densa, com clareira ou sem, povoada por seres amistosos ou não, mas invariavelmente ela estará lá. A floresta, no mundo fantástico, constituirá passagem quase obrigatória no caminho daqueles que precisam libertar, transformar, aprender, resgatar, e/ou superar a si mesmos ou aos outros. Porque isso? Porque a Floresta, e suas variações como o bosque, por exemplo, é espaço tão onipresente nas narrativas fantásticas? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A Floresta é um símbolo universal, associa-se à origem da vida, ao útero, ao feminino, ao mundo emocional caracterizado pela ambigüidade e pelo conflito entre tudo o que é luminoso e sombrio na nossa psiquê. Mas como surgem essas associações? Para entendermos como essa associação simbólica – entre Floresta e feminino, Floresta e Vida, Floresta e emoção – se dá, é fundamental pensarmos no significado prático da floresta na vida humana. Ou seja, qualquer associação simbólica só pode ser compreendida quando entendemos o papel do elemento que gera os símbolos na vida cotidiana. Melhor dizendo, pensemos juntos: para que serve a floresta? Qual tem sido o papel da floresta na manutenção da vida? Qual o lugar que a floresta ocupava na vida de nossos antepassados?&#8230;Perguntas como essas podem nos ajudar a traçar o itinerário percorrido pela floresta no Inconsciente Coletivo, desde sua existência física/real até o seu papel simbólico/Imaginário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Então vamos lá! De forma bem sucinta: desde os primórdios da existência humana a floresta está associada á nossa sobrevivência. Os ciclos naturais, de crescimento e morte da floresta, estão profundamente vinculados ao ciclo das águas (chuvas, rios, etc.,), à incidência de luz solar e à circulação dos ventos. Ora, toda a vida animal e vegetal depende desse ciclo de alternância dos elementos, que é tão perceptível na dinâmica da floresta. A caça, a coleta de frutos e raízes, por exemplo, fundamentais para a subsistência dos primeiros humanos, atrelavam-se à presença das florestas. Quanto mais ricas e diversificadas as áreas florestadas, maiores as fontes de alimento e de água; e é assim até hoje, veja a Amazônia, por exemplo. No entanto, esse mesmo espaço que favorecia a sobrevivência das espécies, guardava inúmeros perigos: animais selvagens, bichos peçonhentos, plantas venenosas, rios de corredeiras mortais e toda a sorte de ameaças à vida. Tanto é que, mesmo hoje, inúmeras histórias de desaparecimentos e mortes em florestas se inscrevem nos registros da história humana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Logo, fica mais fácil compreender como a Floresta ocupou em nosso Imaginário um espaço de ambigüidade/ambivalência. Mas porque a relação com o feminino, com o útero? O útero como lugar de gestação da vida – guardado, protegido e escondido – associa-se à formação própria da floresta, igualmente protegida, quase sempre escura, úmida e fomentadora de todas as forma de vida. Por isso, símbolo feminino por excelência, representante imaginária da Mãe Terra, a fonte da vida. Dessa forma, a ambivalência da Floresta que oferece a vida e a morte, o sossego e a desesperança, a salvação e o abandono, nos remete ao vai-e-vem característico das emoções, do desafio afetivo que é reconhecer nossas próprias variações emocionais frente à vida. A vida que é gestada no útero materno, no corpo feminino, e nos confronta com as limitações da sobrevivência regida pelas demandas corpóreas e pela inquietação emocional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Portanto, no campo simbólico a Floresta corresponderá às exigências características do enfrentamento da vida. No plano psicológico, viver não é apenas satisfazer as demandas fisiológicas do corpo. Viver é aprender a conjugar as demandas do corpo e da mente, ou seja encontrar formas de gerenciar as emoções que nos compele a ser o que somos. Esse é o caminho do desenvolvimento humano pleno, é o que podemos chamar de maturidade. Psicologicamente falando, atravessar a Floresta é mergulhar nos nossos medos, é enfrentar nossos conflitos emocionais e nossas resistências psíquicas, àquelas que nos tentam com a aparente segurança do mundo infantil. A suposta inocência da infância nos acena com a promessa de uma vida sem sofrimentos e sem dúvidas, mas não se pode ser inocente para sempre. A felicidade, para ser usufruída, implica o reconhecimento das dúvidas e o enfrentamento do sofrimento, o que só é possível com a perda da inocência, com o amadurecimento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O caminho da Floresta nos Contos de Fada leva à descoberta de que o mundo não é tão perfeito quanto esperávamos mas, em compensação, nos mostra que ele é muito mais rico e diversificado do que a vida “segura” da casa paterna. É nessa diversidade que a criança pode reconhecer as infinitas possibilidades da vida, aprendendo a utilizar os seus próprios recursos emocionais para transformar-se num adulto capaz de fazer escolhas e decidir o próprio destino. Essa transformação psicológica, gestada no ambiente florestal, pode ser vista em muitos Contos: João e Maria, Peter Pan, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, A Bela Adormecida, O Príncipe Sapo, Pele de Urso, Os Seis Cisnes e muitos outros. Os elementos naturais que condicionam o ambiente florestal no campo imaginário – a presença de água, sol, animais, monstros, bruxas, fadas, anciãos, etc., &#8211; revelam o tipo de desafio emocional que é necessário ao amadurecimento do personagem. Nesse sentido, podemos usar a estória de Branca de Neve como ferramenta de análise:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Branca de Neve deixa o castelo e refugia-se na floresta, não por vontade própria! Ela é levada à floresta para ser morta. A mando de sua madrasta, Branca de Neve é levada por um serviçal do castelo para que este lhe arranque o coração! É o despertar da consciência emocional de Branca de Neve que a Rainha Má teme, é o coração da menina que acorda para o mundo adulto e feminino que deve ser silenciado, é a mulher que emerge na pequena princesa que ameaça o poder de sedução da mãe que envelhece. Esse movimento de levar Branca de Neve à floresta para arrancar-lhe o coração (os sentimentos), fala da tentativa de impedir que a menina abandone a infância e ingresse na vida adulta. Pois, é essa passagem que é parte do substrato psicológico da historia. O que se tenta evitar aqui é que a menina cresça, que ela entre em contato com suas emoções particulares, àquelas que a definirão como mulher, e rival da bela Rainha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A Rainha habita o castelo. O castelo, como toda construção simboliza o mundo social, o universo adulto padrão da sociedade humana. Logo o castelo simboliza para a Branca de Neve o mundo dos pais dela, mais propriamente da madrasta. Ou seja, para se tornar uma pessoa adulta, deixar de ser uma menina, para se tornar uma mulher, Branca de Neve precisa romper com as regras e o universo materno e buscar seu próprio caminho. Para tanto, Branca de Neve precisa conectar-se com sua própria essência feminina, com seu universo emocional. A fuga para a floresta marca o início dessa jornada. Como símbolo de origem da vida, a floresta esta intimamente relacionada ao inconsciente (origem da vida psíquica). A floresta associa-se ao desconhecido, em contraponto às construções humanas – o castelo – das quais conhecemos todos os detalhes, já que foram feitas por nós, e por nós são controladas. A floresta, a natureza, é o reino do que é animal, indomável, obscuro, autêntico&#8230; divino. A cidade, a civilização é o reino do familiar, do que é humano, domesticável. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Todos nós sabemos que amadurecer não é fácil, e todo mundo já experimentou a dor de buscar os seus próprios caminhos, romper com os valores que lhes foram ensinados e definidos como certos e/ou errados, não é mesmo?! Pois é isso que a Branca de Neve faz ao correr para a floresta escura. Ou seja, Branca de Neve embarca numa viagem interior que a levará a um processo de auto-conhecimento. O encontro com os sete anões, do ponto de vista psicológico, fala de aspectos emocionais e cognitivos que precisam ser confrontados, vivenciados e equilibrados para que Branca de Neve possa se tornar uma mulher, um ser completo. O fato de cada anão corresponder a um comportamento especifico explicita isso, porém, uma pessoa emocionalmente amadurecida não pode lidar com suas emoções de forma tão crua, como se cada emoção fosse independente da outra. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ao contrário das crianças que vivenciam as emoções de forma estanque alternando-as abruptamente – ou se está feliz ou triste, irritada ou receptiva – a pessoa madura emocionalmente equilibra as várias nuances da vida afetiva combinando-as num mosaico sútil e dinâmico em que cada experiência afetiva é vivenciada em toda a sua diversidade e abrangência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A chegada à cabana dos anões, no coração da floresta, representa o encontro da Branca de Neve com o núcleo do seu inconsciente. É muito revelador o fato dela dormir depois de chegar a cabana. Nós sabemos que os sonhos são um caminho seguro para os processos inconscientes. A estada de Branca de Neve na floresta, possui o mesmo significado simbólico da descida de Perséfone ao reino de Hades. Ambas, meninas que após mergulharem no próprio inconsciente se tornam mulheres! Ou seja, tanto Branca de Neve quanto Perséfone, renascem para a vida amadurecidas, donas do próprio nariz, e Mulheres! A diferença básica é que Perséfone tinha uma relação amistosa com a mãe, mas não menos dependente. Por essa razão ela &#8220;precisou&#8221; ser raptada e estuprada por Hades. Ao ser levada para o reino de Hades(Plutão), Perséfone simbolicamente mergulhou no próprio inconsciente, e foi justamente esse processo de auto-conhecimento que permitiu que ela se tornasse uma mulher adulta, capaz de escolher sozinha o destino que queria dar a sua vida. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Ao contrario de Perséfone, a relação de Branca de Neve com sua mãe/madrasta não era nada amigável, muito pelo contrário. Por essa razão, Branca de Neve &#8220;precisou&#8221; fugir para a floresta e encontrar-se com ela mesma. O fato é que, tanto uma como a outra empreendeu uma viagem interior que lhes trouxe o auto-conhecimento e o encontro com a Mulher que desejava desabrochar. De qualquer forma, há um aspecto similar entre as duas estorias que merece ser destacado. Tanto a boa mãe de Perséfone quanto a mãe má de Branca de Neve temiam a maturidade de suas filhas. Ou seja, essa &#8220;inveja&#8221; materna é um sentimento comum quando as filhas se tornam adolescentes e deixam de ser meninas para se tornarem mulheres. Mas isso é uma outra historia&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">&#8230;a propósito, o filme &#8220;Branca de Neve &#8211; Uma historia de Terror (Snow White)&#8221;, que tem direção de Michael Cohn e Sigourney Weaver no papel de madrasta, é uma versão muito boa do Conto de Fada, principalmente porque traça uma imagem muito humana da madrasta. No filme, o conflito/inveja entre a mulher que envelhece e a mulher que desabrocha é muito bem tratado. Além disso, as imagens são lindas e a produção é impecável. Vale à pena!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A psicanálise e a narrativa popular: o uso terapêutico dos contos de fadas]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/27/a-psicanalise-e-a-narrativa-popular-o-uso-terapeutico-dos-contos-de-fadas/</link>
<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 03:55:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
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<description><![CDATA[Imagem: &#8220;Os Três Cães&#8220; - Enciclopédia da Fantasia *Por Carlos Brito (&#8230;)Freud, desd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;" align="center"><strong></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><em><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-310" title="os-tres-caes1" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/01/os-tres-caes1.jpg" alt="os-tres-caes1" width="500" height="698" /></strong></em></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><em><strong>Imagem:</strong> &#8220;Os Três Cães</em>&#8220; - Enciclopédia da Fantasia</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"><strong>*Por Carlos Brito </strong></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Freud, desde muito cedo, em sua experiência clínica, destacou a importância e o valor dos contos de fadas, chamando a atenção para o fato de que, assim como nos mitos e nas lendas, essas narrativas referem-se à parte mais primitiva do psiquismo. Não é surpreendente descobrir que a psicanálise confirma nosso reconhecimento do lugar importante que os contos de fadas populares alcançaram na vida mental de nossos filhos. Em algumas pessoas, a rememoração de seus contos de fadas favoritos ocupa o lugar das lembranças de sua própria infância; elas transformaram esses contos em lembranças encobridoras [...] Elementos e situações derivadas de contos de fadas podem também ser encontrados em sonhos. Interpretando as passagens em apreço, o paciente produzirá o conto de fadas significativo como associação (Freud, 1925:355).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Em alguns casos clínicos descritos na obra citada, Freud traz, várias vezes, à baila a pertinência de alguns símbolos presentes em alguns contos de fadas, encontrados em sonhos de seus pacientes. Acho particularmente interessante sua referência a um conto de Hans Andersen — <em><span style="font-family:Verdana;">A Roupa Nova do Imperador</span></em> — encontrada na seção <em><span style="font-family:Verdana;">Sonhos embaraçados de estar despido</span></em>.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Nessa referência, ele acredita que os sonhos em que a pessoa se vê nua, ou insuficientemente vestida na presença de estranhos, ocorrem, por vezes, com a característica adicional de haver completa ausência de moralidade por parte de quem sonha. Ora, num dos contos de Andersen, vislumbra-se a trajetória de dois impostores ao tecerem, para um rico imperador, um traje muito caro que, segundo eles, só seria visível para as pessoas de virtude e lealdade. O imperador desfila nu pelas ruas de sua cidade, e todos os seus súditos, intimidados, fingem não reparar a nudez de seu monarca. No final da trama, é uma pequena criança que, observando a nudez do rei, começa a gritar que ele está nu.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Se observamos cuidadosamente, a partir de exemplos claros, a maneira pela qual os sonhadores utilizam os contos de fadas e o momento no qual os trazem à baila, podemos talvez conseguir recolher algumas sugestões que os ajudarão a interpretar obscuridades remanescentes nos próprios contos de fadas (Freud, 1925:359). Na realidade, ele acreditava que essas histórias, enquanto relatos populares, perpassavam o sagrado e o profano, o trágico e o humorístico, caracterizando-se pela presença de seres, objetos e lugares sobrenaturais e que eram facilmente adaptáveis à mentalidade infantil, assim como à dos adultos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Freud, frente a um caso clínico, aponta para o fato de o Lobo Mau ser simplesmente um primeiro representante paterno a encontrar sua relação com o conteúdo oculto nos contos de fadas em que o Lobo come cabritinhos e Chapeuzinho Vermelho, fato que o leva a pensar no medo infantil da figura paterna e na questão do desamparo. Assunto explorado por ele, sob o ponto de vista psíquico, como fazendo parte da própria natureza humana. Essas referências surgem a partir do caso clínico O Homem dos Lobos, quando o paciente substituía simbolicamente o lobo pelo pai, a partir de seu desejo.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Jung e Von Franz: o Mergulho no Universo das Imagens Arquetípicas</span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Um outro teórico da psicanálise, não menos famoso, Jung, deixa margem para estudiosos da psicologia analítica verem, no conto de fadas, a possibilidade de trabalhar questões relativas à existencialidade humana, que estão no plano do inconsciente — enquanto imagens arquetípicas —, levando o ser humano a entrar em contato com o seu processo de individuação, encorajando-o para a vida, criando sempre novas possibilidades que dariam continuidade ao fluxo da existência. Na realidade, Jung se aprofunda de forma detalhada no estudo dos contos de fadas, motivado, obviamente, pelo seu interesse acerca da questão do simbolismo universal e arquetípico como influenciador da história individual das pessoas.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Carl G. Jung, na verdade, trabalhou na decodificação dos contos infantis para melhor diagnosticar e entender as doenças psicológicas, acreditando que os contos de fadas representavam as etapas do processo de individuação: a realização, pelo ego, das potencialidades de si mesmo. Segundo ele, os contos de fadas nada mais seriam do que a versão contemporânea da transmutação alquímica, em que a matéria bruta seria transformada em algo de maior valor.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Essas narrativas, assim como os mitos e rituais iniciáticos, são para Jung (1964) os tesouros da humanidade utilizados para atravessar momentos de crise. São experiências iniciáticas disfarçadas, a fim de poderem escapar da censura de uma época antimítica. São as expressões mais transparentes dos arquétipos do inconsciente coletivo. De acordo com o teórico, o inconsciente coletivo seria um reservatório de imagens latentes, em geral chamadas de <em><span style="font-family:Verdana;">imagens primordiais</span></em>. O homem herdaria essas imagens do passado ancestral, passado esse que inclui todos os antecedentes humanos, bem como os antecedentes pré-humanos ou animais. Essas imagens nada mais seriam que predisposições, no lidar e no responder ao mundo tal como os antepassados.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Por sua vez, os conteúdos do inconsciente coletivo, chamados de <em><span style="font-family:Verdana;">arquétipos</span></em>, estimulam um padrão pré-formado de comportamento pessoal, que o indivíduo seguirá desde o dia do seu nascimento. São de natureza universal, o que justifica a crença defendida por Jung de que todos os homens herdariam as mesmas imagens arquetípicas básicas. (&#8230;)Em suas reflexões, Jung procurou mostrar o quanto é necessário para um psicanalista um conhecimento sólido e profundo da questão dos arquétipos e da mitologia, para poder compreender e utilizar os contos de fadas e sua simbologia universal enquanto material clínico. Segundo ele, a presença de animais na quase maioria dos contos parece sugerir a natureza primitiva e instintiva do homem. Concordando com Freud, afirma que, para poder rememorar o seu lado perverso, o homem lança mão da figura de animais, às vezes demoníacos, como cobras, dragões, leões, lobos&#8230;</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Pode-se constatar, em sua obra mais conhecida, <em><span style="font-family:Verdana;">O Homem e seus Símbolos</span></em> (1964), uma referência ao famoso conto A Bela e a Fera. De acordo com sua leitura, esse conto encarna nosso medo primitivo frente às questões sexuais, que, no conto, traduzem-se na pele de um feroz animal. Nesse conto, a figura masculina parece se dividir em: o pai-bom e o homem-fera, divisão essa que obriga Bela a viver com o segundo, para que, com essa escolha, possa salvar o primeiro. O conto se desenvolve como processo de amadurecimento da heroína graças a um rito de passagem, o que a leva a conscientizar-se da figura masculina através de seus desejos. Do pai à fera, da fera ao príncipe. “<em>Há um mito universal que expressa bem esse tipo de despertar — o conto da Bela e a Fera. A versão mais conhecida conta como Bela, a mais jovem de quatro irmãs, tornou-se, graças à sua bondade e abnegação, a preferida do pai</em>” (Jung, 1964:138). Existem muitas versões dessa história romântica que, há séculos, vêm sendo transmitidas. No entanto, a versão mais conhecida é o texto clássico de Madame Jeanne Marie de Reaumont, datado de 1756.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Para vários estudiosos da psicologia analítica, cada conto de fadas representa um drama no qual os personagens arquetípicos — que povoam o inconsciente — movimentam o psiquismo, estabelecendo a ponte entre o consciente e o inconsciente, obtendo, a partir desse momento, efeitos catárticos e projetivos. Assim, a bruxa seria uma das várias manifestações do aspecto negativo do arquétipo mãe. Em <em><span style="font-family:Verdana;">João e Maria</span></em>, por exemplo, ela parece ser o símbolo da mãe dominadora que controla e prende seus filhos no nível obscuro da imaturidade, usando, por sua vez, docinhos como armadilha. Já em o Pequeno Polegar, sete irmãos são expulsos da casa paterna porque os pais não têm como alimentá-los e vão parar na casa de um ogro faminto. Para Jung, uma espécie de pai devorador.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O trabalho de Marie Louise Von Franz (1979), colaboradora de Jung, sobre a utilização dos contos de fadas na clínica é amplo e profundo. Ela acredita que o simbolismo encontrado nos contos de fadas, chamados por ela de textos alquímicos, não poderia ficar isolado de pesquisas referentes a outras modalidades do inconsciente–sonhos. Mitos e lendas. Ela compara a procura do sentido dos contos de fadas à tentativa de alcançar, seguindo-lhe as pegadas, um cervo fugitivo particularmente ágil.<span> </span>Contos de fadas são a expressão mais pura e mais simples dos processos psíquicos do inconsciente coletivo. Conseqüentemente, o valor deles para a investigação científica do inconsciente é sobejamente superior a qualquer outro material. Eles representam os arquétipos na sua forma mais simples, plena e concisa. Os camponeses suíços experienciam-nos constantemente, e eles formam a base das crenças folclóricas. Quando alguma coisa acontece, ela é cochichada e corre, como correm os boatos; então, sob condições favoráveis, o fato emerge enriquecido de representações arquetípicas já existentes e, progressivamente, transforma-se num conto (Von Franz, 1990:29, 30).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">(&#8230;)Nos mitos, nas lendas ou em qualquer outro material mitológico mais elaborado, atingimos as estruturas básicas da psique humana através de uma exposição do material cultural. Mas, nos contos de fadas, existe um material cultural consciente muito menos específico e, conseqüentemente, eles espelham mais claramente as estruturas básicas da psique (Von Franz, 1990:9). Em suas especulações sobre o papel dos contos de fadas no processo terapêutico, Von Franz (1979) parece afirmar que a linguagem dos símbolos permite mergulhar-se nas camadas do inconsciente, pelo fato de essas narrativas serem portadoras de um sentido que cobra uma leitura para além de uma visão puramente racional.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Com base nessas especulações, chega-se à constatação de que os contos de fadas tentam, na realidade, descrever, em suas entrelinhas simbólicas, apenas um fato psíquico. Trata-se, na realidade, do que Jung denominou de <em><span style="font-family:Verdana;">processo de individuação</span></em> que, segundo o teórico, seria, pelo ego das potencialidades de si mesmo, o arquétipo comum do psiquismo humano. Em outras palavras, seria a versão moderna da transmutação alquímica em que a matéria-prima sem valor era transformada em ouro ou na “pedra filosofal”, o símbolo do tesouro oculto que aparece nos mais variados contos de fadas. Ora, esse tesouro oculto, na realidade, encontra-se dentro de cada homem, e só é possível desvendá-lo a partir de um diálogo sistemático entre consciente e inconsciente.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;">
<div class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">*Carlos Brito é psicólogo, fonoaudiólogo, especialista em Metodologia do Ensino Superior (Unicap/PE), Mestre em Fonoaudiologia (PUC/SP), professor adjunto do Departamento de Psicologia da Unicap/PE e professor de Literatura Infantil.</span></div>
<p style="text-align:justify;">
<div style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Leia o artigo na íntegra <span style="color:blue;"><a href="http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1251" target="_blank">aqui</a></span></span></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONTOS DE FADA]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/19/contos-de-fada/</link>
<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 16:44:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/19/contos-de-fada/</guid>
<description><![CDATA[Imagem: Maxfield Parrish &#8211; A Bela Adormecida Por Nise da Silveira Os contos de fada, do mesmo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;" align="center"><strong><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><img class="aligncenter size-full wp-image-273" title="contodefada_nise_maxfieldparrish_belaadormecida" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/01/contodefada_nise_maxfieldparrish_belaadormecida.jpg" alt="contodefada_nise_maxfieldparrish_belaadormecida" width="500" height="649" /></span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Verdana;"><strong><span style="color:#000000;">Imagem: Maxfield Parrish &#8211; A Bela Adormecida</span></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;" align="right"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Verdana;"><strong><span style="color:#000000;">Por <a title="Sobre Nise da Silveira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nise_da_Silveira" target="_blank">Nise da Silveira</a></span></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Os contos de fada, do mesmo modo que os sonhos, são representações de acontecimentos psíquicos. Mas, enquanto os sonhos apresentam-se sobrecarregados de fatores de natureza pessoal, os contos de fada encenam os dramas da alma com materiais pertencentes em comum a todos os homens. Eles nos revelam esses dramas na sua rude ossatura, despojados dos múltiplos acessórios individuais que entram na composição dos sonhos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Os contos de fada têm origem nas camadas profundas do inconsciente, comuns à psique de todos os humanos. Pertencem ao mundo arquetípico. Por isto seus temas reaparecem de maneira tão evidente e pura nos contos de países os mais distantes, em épocas as mais diferentes, com um mínimo de variações. Este é o motivo porque os contos de fada interessam à psicologia analítica.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Pesquisadores modernos decifraram contos, velhos de 4.000 anos, gravados pelos babilônios, hititas, cananeus, e mesmo alguns afirmam haver encontrado vestígios de certos temas, ainda hoje preservados em estórias, que remontam a 25.000 anos antes de Cristo.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Os homens sempre gostaram de estórias maravilhosas. Não só as crianças, mas também os adultos. É salutar ouvir a narração de contos de fada e ler velhos mitos. &#8220;Mitos e contos de fada, diz Jung, dão expressão a processos inconscientes e sua narração provoca a revitalização desses processos, reestabelecendo assim a conexão entre consciente e inconsciente&#8221;.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Não se trata de acreditar nos feitos heróicos e nos encantamentos que as estórias descrevem. Essas coisas não são verdades objetivas mas, sim, são verdades subjetivas narradas na linguagem dos símbolos. Estórias e mitos não passarão através do crivo das exigências racionais, evidentemente. Contudo isso não impede que atinjam outras faixas para além do consciente. Obscuramente o homem pressentirá que ali se espelham acontecimentos em desdobramento no seu próprio e mais profundo íntimo. São essas ressonâncias que fazem o eterno fascínio dos contos de fada.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Vejamos um exemplo de interpretação de conto de fada.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><strong>A Bela Adormecida</strong> &#8211; (resumo)</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Era uma vez um rei e uma rainha que sempre se lamentavam por não terem filhos. Certo dia, quando a rainha estava tomando banho, uma rã saltou de dentro d&#8217;água e lhe disse: «Vosso maior desejo será satisfeito. Daqui a menos de um ano V.M. terá uma filha».</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Aconteceu segundo a rã anunciou. Uma menina lindíssima nasceu. Grandes comemorações foram organizadas, inclusive um banquete para o qual o rei convidou seus parentes, cortesãos e doze fadas. Mas naquela região habitavam treze fadas e ele dispunha apenas de uma dúzia de pratos de ouro. Por isso uma das fadas não foi convidada.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Depois do banquete, 3S fadas, uma a uma, ofereceram dons à princesinha: beleza, bondade, riqueza, etc. &#8211; Apenas a 11<span style="text-decoration:underline;"><span style="position:relative;top:-4pt;">a</span></span><span> </span>fada havia ofertado sua dádiva, a 13<span style="text-decoration:underline;"><span style="position:relative;top:-4pt;">a</span></span><span> </span>(a que não fora convidada) entrou no castelo furiosa e disse em alta voz: «no dia em que completar 15 anos a princesa picará o dedo no fuso de uma roca e morrerá». Todos ficaram aterrorizados. A 12<span style="text-decoration:underline;"><span style="position:relative;top:-4pt;">a</span></span><span> </span>fada, porém, não havia feito ainda o seu dom. Ela não tinha poder para anular o voto da fada má; a única coisa que lhe seria possível era atenuá-lo. Disse então: «Ao picar o dedo no fuso, a princesa não morrerá, mas cairá num sono profundo que durará cem anos». 0 rei ordenou que todas as rocas com seus lusos, fossem queimados. Precaução inútil.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">No dia em que completava 15 anos, percorrendo o castelo, a princesa notou, pela primeira vez, uma estreita escada em caracol que conduzia a uma torre aparentemente inabitada. Subiu e viu-se diante de uma mulher muito velha que fiava. Que faz a senhora? perguntou a princesa. Estou fiando, respondeu a velha. Que coisa mais engraçada, disse a jovem, nunca vi isto. E tomando o fuso nas mãos, tentou fiar. No primeiro movimento que fez, picou o dedo. Instantaneamente adormeceu. Sono profundo estendeu-se ao mesmo tempo sobre todos os habitantes do castelo: rei, rainha, cortesãos e pagens, servos, animais e até o fogo da lareira. Então uma alta e espessa sebe de espinhos rapidamente ergueu-se, cercando o castelo e ocultando-o.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Muito se falava da bela princesa adormecida naquele estranho bosque. Príncipes e cavalheiros cada ano ali tentaram penetrar, mas os espinhos os detinham como se fossem mãos e, enredados no seu entrançado, eles pereciam.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Exatamente cem anos depois um príncipe, ouvindo contar aquelas coisas, decidiu atravessar a sebe de espinhos apesar de todos os conselhos contrários. Apenas o príncipe aproximou-se da sebe, os espinhos abriram-lhe caminho para de novo fecharam-se após sua passagem. 0 príncipe foi andando e vendo cavalos, cães, pombos, servos, cortesãos, o rei e a rainha, mergulhados em sono profundo. Por fim chegou à torre onde estava a princesa. Achou-a linda e beijou-a. Ela acordou sorrindo. Desceram juntos e todos os seres adormecidos despertaram simultaneamente. 0 rei e a rainha, cortesãos, pagens, criados, bichos, o fogo da lareira. A bela princesa e o príncipe casaram-se e foram muito felizes.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><em>O rei e a rainha não tinham filhos e entristeciam-se por não deixarem sucessores ao trono. Mas eis que uma rã anuncia à rainha o acontecimento que trará nova vida àquele reino estagnado: Nascerá uma princesa, diz o pequeno animal</em>.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">É freqüente que um período de esterilidade preceda o nascimento dos heróis, tal como aridez e depressão costumam anteceder fases de intensa atividade do inconsciente. Muitos artistas criadores já descreveram este fenômeno.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">A rã é um animal que tem múltiplas conexões com a fertilidade. 0 coaxar das rãs anuncia a primavera, a exuberância da natureza, o desejo sexual, tanto assim que esses animais, nos tempos antigos, eram usados como amuletos para provocar amor e fecundidade. No nosso conto, a rã surgindo na água do banho, poderá mesmo ser subentendida como o órgão masculino que fecunda a rainha.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">A rã, diz Jung, entre os animais de sangue frio é aquele que pelo aspecto de seu corpo maior semelhança apresenta com a forma humana. Daí exprimir, no simbolismo dos sonhos, impulsos do inconsciente possuidores de forte carga energética que tendem a tornarem-se conscientes. Assim, do fundo do inconsciente, algo importante vem à luz. Nasce a heroina do conto.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Uma fada deixa de ser convidada para o banquete comemorativo do feliz acontecimento. Este é um motivo recurrente em muitos contos. Se os deuses e deusas, se as fadas, representam conteúdos do inconsciente coletivo e, se um deles foi esquecido ou, por causas diferentes, não foi tomado em consideração, isso significa que surgirão desarmonias e pertubações dentro do sistema psíquico. Todo o sistema sofre em seu conjunto quando um de seus núcleos vitais é desatendido. A fada omitida surge de repente e transtorna a festa, lançando sobre a princesa terrível maldição. Ressentida, ferida em seus sentimentos, na sua vaidade e talvez também no seu desejo de ser aceita e amada, a fada encoleriza-se violentamente. A pequena princesa morreria aos 15 anos. Seria de fato uma tremenda vingança. Morta a princesa, apenas púbere, ela regrediria ao mundo subterrâneo, ao mundo das grandes matriarcas. Não poderia ocorrer seu encontro com o homem e aquele reino estagnado em breve estaria extinto. Mau humor, cólera, decorrentes de decepções sentimentais, são freqüentes nas mulheres. (Tudo quanto a mulher ressentida pode arquitetar como vingança foi modernamente focalizado pelo dramaturgo F. Durrematt nas peças <em>A Visita da Velha Senhora</em> e <em>Os Físicos</em>). Outra fada atenua a maldição, transformando a morte em sono. Sono e Morte &#8211; Hypnos e Thanatos &#8211; eram venerados como deuses irmãos. 0 sono é uma morte transitória e a morte é o sono eterno. Na interpretação do conto, a morte seria a completa repressão do conteúdo do inconsciente representado pela princesa, enquanto o sono durante um século indica que um longo período de repressão decorrerá ainda antes que este conteúdo possa atingir a consciência. Que aspecto da natureza feminina tem sido mais reprimido na nossa civilização cristã? Sem dúvida o da sexualidade. Muito mais que sobre o homem, pesam sobre a mulher as sanções que obrigam a repressão do instinto sexual. Note-se que a heroina do conto adormece na data em que completa 15 anos, marco na vida de toda jovem indicativo de que ela se tornou apta para a procriação.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">No dia de seu aniversário a princesa descobre a velha fiandeira cuia existência havia sido esquecida (tal como a 13<span style="text-decoration:underline;"><span style="position:relative;top:-4pt;">a</span></span><span> </span>fada com quem se identifica), motivo porque sua roca não fora destruída segundo as ordens do rei. E apenas segura o fuso, fere o dedo. 0 ato de fiar está estreitamente vinculado à feminilidade. É atributo das deusas mães que tecem a trama da vida, o destino, que sem cessar agrupam e organizam os elementos da natureza. 0 fuso, pela sua forma, tem características fálicas evidentes. Está sempre associado à roca como parte indispensável da atividade feminina de tecer novas vidas, tecer &#8220;os tecidos&#8221; do corpo (Neumann).</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Iniciar-se na arte de fiar significaria simbolicamente iniciar-se na vida sexual. A velha feiticeira instruiria a princesa. Mas esta iniciação desencadeia o castigo. 0 conto reflete, portanto, uma condição coletiva onde não só são negados à mulher direitos elementares em relação à sua vida instintiva, porém mesmo revela conexões entre a sexualidade feminina, o mal e o castigo, bem características da civilização patriarcal e cristã. Esta situação coletiva causa estagnação no desenvolvimento da psique da mulher e produz reações agressivas forjadas pela sua componente masculina, reações que no conto se exprimem pela sebe de espinhos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Cem anos mais tarde, chega o príncipe e diante dele os espinhos abrem caminho. Não é necessário sustentar luta contra quaisquer obstáculos. Dai a cem anos, num futuro distante, a situação coletiva refletida pelo conto mudará.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;">
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Do ponto de vista da psicologia masculina o conto nos revela que o príncipe, decidindo-se a ir em busca da bela adormecida, apesar dos conselhos contrários, rompe os laços familiares que o prendiam. Chegou o tempo de libertar a cativa, a mulher desconhecida, do sono em que a Mãe Terrível a mantinha prisioneira. Assim fazendo ele está libertando sua própria contra parte feminina, o complemento de sua personalidade. Unindo-se à mulher que ele libertou, o herói cumpre o requisito necessário para completar sua personalidade e estabelecer seu próprio reino. (Na interpretação deste conto, baseamo-nos principalmente em notas de conferências da dra. M. L. von Franz, feitos no Instituto C. G. Jung em Zurique). Dra. M.L. von Franz depois de estudar durante vários anos os contos de fada das mais distantes proveniências, chegou à conclusão de que todos esses contos descrevem o mesmo tema, sob múltiplas variações; o mesmo acontecimento fundamental, isto é, a busca da totalidade psíquica. Os diferentes contos dão ênfase maior ou menor às diversas etapas desse processo em constante desdobramento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:10pt;color:blue;font-family:Verdana;"><strong><span style="color:#000000;">Fonte:</span></strong></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> <a title="CooJornal - C. G. Jung" href="http://www.riototal.com.br/coojornal/guardiao-jung012.htm" target="_blank">CooJornal &#8211; Revista Rio Total</a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O conto de fada numa abordagem Junguiana]]></title>
<link>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/19/o-conto-de-fada-numa-abordagem-junguiana/</link>
<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 16:30:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Grupo Papeando</dc:creator>
<guid>http://grupopapeando.wordpress.com/2009/01/19/o-conto-de-fada-numa-abordagem-junguiana/</guid>
<description><![CDATA[Imagem:  Companheiro De Viagem &#8211; Enciclopédia Da Fantasia Por Marilene Tavares de Almeida* A c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><strong><span style="font-size:14pt;font-family:Verdana;"><img class="aligncenter size-full wp-image-268" title="contodefada_jung_companheiro_viagem_encilopdiadafantasia" src="http://grupopapeando.wordpress.com/files/2009/01/contodefada_jung_companheiro_viagem_encilopdiadafantasia.jpg" alt="contodefada_jung_companheiro_viagem_encilopdiadafantasia" width="499" height="610" /></span></strong></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><em><strong><span style="font-size:10pt;font-style:normal;font-family:Verdana;">Imagem:  Companheiro De Viagem &#8211; Enciclopédia Da Fantasia </span></strong></em></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:right;margin:0 0 6pt;"><em><strong><span style="font-size:10pt;font-style:normal;font-family:Verdana;">Por Marilene Tavares de Almeida</span></strong></em><em><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">*</span></strong></em></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A cada dia me encantam mais e mais as histórias dos contos de fadas, talvez porque adoro ler entrelinhas e descobrir pontos de vista diversos. Com eles desato nós, desfaço (pré)conceitos. Aprendo que as histórias têm outras feições, outros jeitos, outras formas. Aprendo sob uma ótica diferente a reescrever a minha história ou histórias.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para Jung os contos de fada têm origem nas camadas profundas do inconsciente, comuns à psique de todos os humanos, “dão expressão a processos inconscientes e sua narração provoca a revitalização desses processos restabelecendo assim a conexão entre consciente e inconsciente”.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Pertencem ao mundo arquetípico. O arquétipo é um conceito psicossomático, unindo corpo e psique, instinto e imagem. Para Jung isso era importante, pois ele não considerava a psicologia e imagens como correlatos ou reflexos de impulsos biológicos. Sua asserção de que as imagens evocam o objetivo dos instintos implica que elas merecem um lugar de igual importância.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os arquétipos são percebidos em comportamentos externos, especialmente aqueles que se aglomeram em torno de experiências básicas e universais da vida, tais como nascimento, casamento, maternidade, morte e separação. Também se aderem à estrutura da própria psique humana e são observáveis na relação com a vida interior ou psíquica, revelando-se por meio de figuras tais como anima, sombra, persona, e outras mais. Teoricamente, poderia existir qualquer número de arquétipos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os mitos seriam como sonhos de uma sociedade inteira: o desejo coletivo de uma sociedade que nasceu do inconsciente coletivo. Os mesmos tipos de personagens parecem ocorrer nos sonhos tanto na escala pessoal quanto na coletiva. Esses personagens são arquétipos humanos. Os arquétipos são impressionantemente constantes através dos tempos nas mais variadas culturas, nos sonhos e nas personalidades dos indivíduos, assim como nos mitos do mundo inteiro. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Histórias representativas do inconsciente coletivo, oriundas de tempos históricos e pré-históricos, retratando o comportamento e a sabedoria naturais da espécie humana. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os contos de fadas apresentam temas similares descobertos em lugares muitíssimo separados e distantes em diferentes períodos. Lado a lado com as idéias religiosas (dogmas) e o mito, fornecem símbolos com cuja ajuda conteúdos inconscientes podem ser canalizados para a consciência, interpretados e integrados. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">São histórias desenvolvidas em torno de temas arquetípicos. Jung tinha como hipótese que sua intenção original não era de entretenimento, mas de que viabilizavam um modo de falar sobre forças obscuras temíveis e inabordáveis em virtude de sua numinosidade, que arrebata e controla o sujeito humano, e seu poder mágico. Os atributos dessas forças eram projetados nos contos de fadas lado a lado com lendas, mitos e, em certos casos, em histórias das vidas de personagens históricas. A percepção disso assim levou Jung a afirmar que o comportamento arquetípico poderia ser estudado de dois modos, ou através do conto de fadas e do mito, ou na análise do indivíduo.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Por isto seus temas reaparecem de maneira tão evidente e pura nos contos de países os mais distantes, em épocas as mais diferentes, com um mínimo de variações. Este é o motivo porque os contos de fada interessam à psicologia analítica.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os contos de fadas, os mitos, a arte em geral, são formas simbólicas pelas quais a psique se manifesta e que podem contribuir para a formação harmoniosa da criança. Apesar das contingências externas, das conjunturas sócio-político-económicas, há saídas para o ser humano, não somente a partir da coletividade, mas, sobretudo, a partir das metamorfoses de cada um – o caminho a que Jung chamou o “processo de individuação”.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Para Jung, “individuação” significa tornar-se um ser único, dar a melhor expressão possível às nossas características pessoais e intrínsecas.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">A criança ouve a história e ela pode levá-la a uma mudança pessoal, não porque a entenda (usando, portanto, o intelecto), mas sim porque as imagens que ela contém vão diretas ao seu inconsciente, vão “trabalhar” os seus conteúdos e resolver algum problema eventual.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Apesar das suas características ditas &#8220;universais&#8221;, o conto de fadas tem sofrido alterações ao longo do tempo, de acordo com os gostos conscientes ou inconscientes de cada geração. Tal como o mito, também o conto de fadas apresenta seres e acontecimentos extraordinários, mas, em contrapartida e tal como a fábula, tende a desenrolar-se num cenário temporal e geograficamente vago, iniciando-se e terminando quase sempre da mesma forma: &#8220;Era uma vez&#8230;&#8221; e &#8220;Viveram felizes para sempre.&#8221; </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Devido ao poder e à simplicidade das suas imagens, são formas de nos ajudar a despertar e operam a diversos níveis da consciência. A análise do conto propõe-nos um atalho atraente para o interior de nós mesmos, e convida-nos a efetuar um verdadeiro trabalho de auto-conhecimento e de transformação.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Os contos são mais do que ensinamentos, são uma verdadeira iniciação, misteriosa e mágica, quase sagrada. Como todas as obras de arte tradicionais, eles são sóbrios, em meios, mas ricos em símbolos e arquétipos. Os contos são um enigma cuja resolução deve ser procurada no nosso interior e não neles mesmos.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">No conto A Bola de Cristal, por exemplo, o príncipe parte em busca de sua princesa que espera ser libertada. Mas quando a encontra, ela parece-lhe abominável. Então ela diz: “O que vês não é o meu verdadeiro rosto. O Grande Mágico tem-me em seu poder. Por causa dele, os homens só podem ver-me sob esta forma horrível. Se quiseres contemplar a minha verdadeira aparência, vê-me no espelho. O espelho não se deixa enganar e mostrar-te-á a minha verdadeira face”. O herói olha para o espelho e vê nele o rosto, cheio de lágrimas, da moça mais bela do mundo.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O conto é um espelho mágico no qual somos convidados a mergulhar, a fim de nos reconhecermos. Não no sentido de nos afogarmos numa auto-contemplação estéril, como Narciso, mas antes no de nos observarmos tal e qual somos, para além das aparências.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Existe em cada um de nós uma princesa encantada que achamos feia e abominável: são os nossos recalques, que vivemos sob a forma de vergonha, inveja, cólera e desencorajamento, entre outros. Se aprendermos a ver esses instintos nesse espelho de verdade que são os contos, poderemos contemplar as verdadeiras belezas que habitam em nós e que choram enquanto aguardam a sua libertação.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Essas princesas só têm um herói: nós mesmos. É a nós que compete libertar o nosso reino interior e a princesa belíssima que nos espera. É a parte mais íntima do nosso ser que encontramos no espelho dos contos e que nos conduz à libertação e ao desabrochar pleno. Existe uma identidade perfeita entre nós e o conto. O conto é a nossa história. É a encenação metafórica de aspectos nossos que ignoramos, recusamos, ou que não sabemos ver tal e qual são. Se conseguirmos penetrar no espelho e reconhecer a nossa imagem, se escutarmos o conto para nele encontrarmos aspectos concretos da nossa existência, bastar-nos-á pôr em prática as suas propostas e viver a nossa vida segundo esse modelo de verdade.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Somos feitos da mesma maneira que os contos são feitos e a função dos contos é lembrar-nos isso mesmo. Se não nos lembramos, é porque estamos sob o feitiço de um Grande Mágico, que nos subjuga, seja através de condicionamentos mentais, seja através das representações falseadas da realidade.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O conto tem por fim acordar a nossa estrutura de verdade profunda, levar-nos a experimentá-la e a pô-la em movimento, a fim de que possamos harmonizá-la com o arquétipo ideal. É ele a chave de acesso a um maior auto-conhecimento.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0 0 6pt;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:center;margin:0 0 6pt;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">*</span></em><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong><em><strong><span style="font-size:10pt;font-style:normal;font-family:Verdana;">Marilene Tavares de Almeida</span></strong></em><em><span style="font-size:10pt;font-style:normal;font-family:Verdana;"> é pós-graduanda em literatura infantil.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Símbolos, Arquétipos e Inconsciente coletivo?]]></title>
<link>http://macilioliveira.wordpress.com/2008/12/09/simbolos-arquetipos-e-inconsciente-coletivo/</link>
<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 16:36:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>CiliO</dc:creator>
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<description><![CDATA[É uma proposta bastante interesante entender esses três conceitos tão &#8220;básicos&#8221; da Psico]]></description>
<content:encoded><![CDATA[É uma proposta bastante interesante entender esses três conceitos tão &#8220;básicos&#8221; da Psico]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trocadilho]]></title>
<link>http://oimperativocategorico.wordpress.com/2008/10/30/trocadilho/</link>
<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 23:28:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Endora</dc:creator>
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<description><![CDATA[O &#8220;inconsciente coletivo&#8221; está para os comunicadores assim como a &#8220;conjuntura econ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>O &#8220;inconsciente coletivo&#8221; está para os comunicadores assim como a &#8220;conjuntura econômica&#8221; está para os administradores.</p>
<p>Captou?</p>
<p>Não?</p>
<p>Culpa do inconsciente coletivo. Ou da conjuntura econômica.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Adeus Céu Azul.]]></title>
<link>http://csisson.wordpress.com/2008/09/30/adeus-ceu-azul/</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 07:21:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Christian Sisson</dc:creator>
<guid>http://csisson.wordpress.com/2008/09/30/adeus-ceu-azul/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;[...]E se mesmo com todos os avisos, a humanidade continuar sua caminhada para o fim do plane]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>&#8220;[...]E se<br />
mesmo com<br />
todos os avisos,<br />
a humanidade<br />
continuar sua caminhada<br />
para o fim do<br />
planeta, o céu<br />
será da cor que<br />
inunda nossos<br />
corações de<br />
sombra e azul<br />
somente será<br />
na lembrança<br />
passada de um<br />
inconsciente<br />
coletivo.&#8221;</p>
<p><a title="Goodbye Blue Sky - MiCA Global Warming Project by Christian Sisson, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/christiansisson/2331941141/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2230/2331941141_a2545b8f08.jpg" alt="Goodbye Blue Sky - MiCA Global Warming Project" width="500" height="350" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Notícia fria]]></title>
<link>http://seraine.wordpress.com/2007/12/15/noticia-fria/</link>
<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 14:04:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabrielle Seraine</dc:creator>
<guid>http://seraine.wordpress.com/2007/12/15/noticia-fria/</guid>
<description><![CDATA[Hoje a caminho do trabalho passaram ao meu lado dois moradores de rua. Eu estava na Visconde Nacar, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje a caminho do trabalho passaram ao meu lado dois moradores de rua. Eu estava na Visconde Nacar, esquina com a Comendador Araujo. Eles passaram e me causaram medo. Sempre há um temor no cidadão comum diante dessas figuras que, como diz meu amigo Vinícius Sgarbe,  fazem parte do mobiliário urbano. Como eles ousam enfeiar nossa maravilhosa cidade, &#8220;pensa&#8221; nosso inconsciente coletivo.</p>
<p>A verdade é que todos nós queremos queimar um morador de rua. Eliminá-los, por qualquer que seja o motivo, é melhor do que enfrentar o problema mais delicado de nossa cidade: Esconder problemas.</p>
<p>_______________________________________________________<strong>_ </strong></p>
<p><strong>M</strong><strong>orador de rua é atacado com ácido no Paraná</strong><!--/TITULO--></p>
<p>da <strong>Agência Folha</strong>, em Curitiba</p>
<p>Um morador de rua foi queimado com ácido enquanto dormia em Curitiba (PR). Desempregado, Alexsandro Duarte Matos, 31, foi internado em estado grave e ainda corre risco de morte. Ele foi atacado no bairro Jardim das Américas. Matos dormia na calçada, sob o toldo de um aviário, quando foi atingido pela substância, na madrugada de anteontem.</p>
<p>Ele sofreu queimaduras de terceiro grau nas mãos e no rosto. A Polícia Civil foi avisada quase 24 horas depois do crime pela direção do Hospital Evangélico, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública.</p>
<p>A direção da instituição diz que teve dificuldades para saber o que tinha acontecido. O diretor-clínico, Samir Bark, afirma que Matos chegou sem documentos, com muita dor e dificuldades iniciais para lembrar o próprio nome.</p>
<p>O caso está sob investigação na Delegacia de Homicídios. Uma equipe de policiais, segundo a Secretaria de Segurança, foi designada para levantar informações sobre os responsáveis pelo ataque. O tipo de ácido ainda não foi identificado.</p>
<p>O lugar onde o homem foi atingido pelo ácido era usado para dormir há cerca de quatro anos. Ele sobrevivia de esmolas e vivia sozinho pelas ruas.</p>
<p>Bark diz que casos como esse são raros no Paraná. O Hospital Evangélico é a instituição especializada no atendimento a vítimas de queimaduras no Estado. De acordo com Bark, o morador de rua ainda corre risco de morte porque as queimaduras podem evoluir para um quadro infeccioso.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
