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	<title>indices-de-inflacao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "indices-de-inflacao"</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 13:52:53 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[¬ Lição nº5: Inflação (Parte 3 - Os índices e sua importância)]]></title>
<link>http://kantega.wordpress.com/2009/06/14/%c2%ac-licao-n%c2%ba5-inflacao-parte-3/</link>
<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 00:01:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>kantega</dc:creator>
<guid>http://kantega.wordpress.com/2009/06/14/%c2%ac-licao-n%c2%ba5-inflacao-parte-3/</guid>
<description><![CDATA[Parte 3 &#8211; Os índices de inflação e sua importância Já descobrimos que a inflação é medida a pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Parte 3 &#8211; Os índices de inflação e sua importância</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Já descobrimos que a inflação é medida a partir da comparação de uma lista de preços ao longo dos meses (lição nº3). Vimos também que os preços desta lista podem subir porque houve excesso de consumo, choque de oferta, elevação nos lucros dos monopólios, crescimento nos custos das empresas, ou simplesmente porque já tinham subido no mês anterior, e chamamos essa última de inflação inercial (lição n°4).</p>
<p style="text-align:justify;">Quem mede, e onde é medida a inflação? O que significam as siglas e pra que servem? Esse é o assunto desta postagem.</p>
<p style="text-align:justify;">A lista de bens utilizadas para acompanhar a evolução de preços é utilizada em vários pontos ao longo da cadeia produtiva. Uma primeira medição, lista, é feita no começo da cadeia, na relação entre atacadistas/indústria e varejistas, portanto, antes dos produtos chegarem até a gente. Esse índice, lista de preços, recebe o nome de IPA (índice de preços no atacado).</p>
<p style="text-align:justify;">Quando a lista de preços é medida entre o varejo e as famílias (nossa lista do supermercado mais água, luz etc) temos um outro índice, o IPC (Índice de preços ao consumidor), como mostra a figura. É onde surgem, geralmente, a maior quantidade dos índices, calculados por institutos, governo, sindicatos e faculdades &#8211; nomearemos cada um deles a seguir.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-684  aligncenter" title="Nova Imagem" src="http://kantega.wordpress.com/files/2009/06/nova-imagem.png" alt="Nova Imagem" width="499" height="154" /></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">A primeira conclusão que tiramos é que qualquer elevação nos custos dos atacadistas/indústrias serão repassados aos varejistas, ocasionando alta no IPA. Também, por obviedade, os varejistas, ao comprarem mais caro dos atacadistas, repassarão esse aumento aos seus clientes, as famílias, elevando os IPC&#8217;s.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não podemos restringir as elevações nos IPC&#8217;s a repasses dos custos dos varejistas. Já identificamos (lição 4) que nossa lista de preços (IPC) pode subir por 5 motivos (ver figura abaixo): (i) pelo consumo, exagerado, das famílias, pois implicaria falta de produtos; (2) pelo choque de oferta, que ocasiona menor quantidade de produtos disponíveis; (3) pelas elevações nos custos das empresas. E estamos falando de elevações, principalmente, nos custos da indústria. Esses custos maiores são repassados ao varejo, elevando o IPA &#8211; e lembremos que muitos dos produtos listados no IPA sofrem forte influência do dólar; (4) pelo aumento nos lucros dos monopólios ou cartéis (os <span style="text-decoration:underline;">preços administrados</span>, como já comentamos).  Concluimos que um aumento na energia, por exemplo, afeta o IPC primeiro porque nós pagamos conta de energia residencial, e num segundo momento porque as empresas também utilizam a energia como insumo básico, e repassarão esse aumento de custos para os produtos que compramos. Pagamos duas vezes; (5) pela inércia, que contamina todos os estágios da produção até chegar no consumidor final.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-740  aligncenter" title="Nova Imagem (1)" src="http://kantega.wordpress.com/files/2009/06/nova-imagem-1.png" alt="Nova Imagem (1)" width="500" height="292" /></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Vale lembrar ainda que nossa lista de preços (IPC) é composta não só dos produtos que compramos dos varejistas, mas de outras coisas como água, energia, telefone etc etc. Podemos agora enumerar os diversos índices utilizados no Brasil e identificar a importância de cada um deles.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#62; IPC’s:</strong> listas de preços monitoradas entre os varejistas e as famílias. Essas listas são divididas em vários subgrupos, como: alimentação, habitação, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, educação, comunicação etc.</p>
<p style="text-align:justify;">    <strong>IPC-A</strong> (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – lista de preços calculada pelo <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)</a> e medida entre o varejo e o consumo das famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. É a meta oficial de inflação utilizada pelo governo. Pode ser utilizado para pleitear reajustes salariais.</p>
<p style="text-align:justify;">     <strong>INPC</strong> (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) – calculado também pelo IBGE, mas com famílias com renda de 1 a 6 salários, contemplando, portanto, famílias com menor poder aquisitivo. É, por isso, o mais utilizado para reajuste de salários <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/INPC2006.pdf">(para os mais curiosos, veja aqui a explicação detalhada de como se calcula um índice).</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>    IPC-Fipe</strong> (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP) – preços coletados no município de São Paulo, refletindo o custo de vida para famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos. É um índice muito importante por representar o estado com o maior PIB. Assim, se a inflação sobe em São Paulo é bem provável que suba nos índices calculados para todo o país. É utilizado para reajustes salariais em São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>    ICV-Dieese</strong> (Índice do Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Assim como o IPC-Fipe, é medido apenas na cidade de São Paulo considerando famílias com renda média de R$ 2.800. Também utilizado para reajustes salariais.</p>
<p style="text-align:justify;">   <strong> IPC-3i</strong> (Índice de preços ao consumidor da 3ª idade). É um índice mensurado pela FGV para indivíduos acima de 60 anos. Os subgrupos alimentação, transporte, despesas pessoais etc são os mesmos. A diferença está no peso dados a alguns deles. Dá pra imaginar, por exemplo, o impacto na renda da 3ª idade quando há elevação nos remédios, planos de saúde etc. Segundo o economista da FGV coordenador do índice: &#8220;O IPC-3i revela que os gastos com a educação é pequeno, apesar de haver mais tempo livre para se dedicar aos estudos. Por outro lado, as despesas com alimentação são maiores, sobretudo, com laticínios que ajudam a prevenir a osteoporose. As despesas com transportes públicos, como o uso de ônibus urbano, também é menor, com o passe livre. Entretanto, o consumo de água e luz aumentam, uma vez que os idosos passam mais tempo em suas residências, logo, os reajustes desses serviços trazem um impacto maior no orçamento dos idosos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#62; IPA</strong> (Índice de preços no atacado) – lista de preços utilizada na negociação (compra e venda) entre atacadistas e varejistas &#8211; calculada pela <a href="http://www.fgv.br/dgd/asp/dsp_IGP.asp">FGV (Fundação Getúlio Vargas)</a>. É o primeiro índice a captar as variações do dólar, pois atacadistas e indústria são grandes importadores.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#62;</strong> <strong>INCC</strong> (Índice Nacional de Custo da Construção) &#8211; é similar ao <strong>CUB </strong>(Custo Unitário Básico), sendo o primeiro um índice nacional e o segundo local. Ambos são uma lista que mede a inflação especificamente no setor da construção civil, compreendendo: preço da mão de obra, cimento, areia, brita, vergalhões, cerâmicas, pintura, material elétrico, acabamento etc. A lista mostra a evolução dos custos de construções habitacionais, ou seja, o preço do m2 (CUB/m2) em cada estado.</p>
<p style="text-align:justify;">O CUB/m2 é pesquisado para projetos de casas de baixo, médio e alto padrão, além de imóveis comerciais e galpões industriais. É divulgado estadualmente por cada Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil). Teve origem na Lei Federal nº 4.591 de 16 de dezembro de 1964. Diz, no artigo 54 que &#8220;os sindicatos estaduais da indústria da construção civil ficam obrigados a divulgar mensalmente, até o dia 5 de cada mês, os custos unitários de construção a serem adotados nas respectivas regiões jurisdicionais&#8230;&#8221;. Cabe lembrar que no cálculo do CUB não entram: fundações, submuramentos, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações (fogões,  aquecedores, ar-condicionado, calefação, ventilação etc); playground (quando não classificado como área construída); urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador.</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://www.cub.org.br/">Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)</a> compila estes dados e faz comparações nacionais e regionais. No Espírito Santo, por exemplo, o m2 de uma casa de padrão normal (R-1) custaria, em média, em maio de 2009, R$896. No Paraná o mesmo m2  sairia a R$965.</p>
<p style="text-align:justify;">Um exemplo de aplicação dos CUB: Quando o imóvel é financiado na planta nós geralmente pagamos, durante o período de construção, o CUB mais um percentual de juros. Isso garante ao construtor que caso os preços da construção subam ele consiga continuar a obra sem levar prejuízo. Por isso nos cobram essa variação, acréscimo, no custo da construção (CUB). Assim que as chaves são entregues, o indexador das prestações passa a ser o IGP-M, que é o índice de referência para os contratos no mercado.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#62; IGP-M</strong> (Índice Geral de Preços de Mercado) – é uma média, ponderada, calculada pela FGV, dos outros índices do mercado, IPA, IPC (no Rio e S.P.) e INCC. É um dos índices mais importantes na economia, pois serve de referência para reajuste de contratos na economia, entre empresas, empresas e pessoas físicas, e empresas e o governo, incluindo telefonia, energia elétrica, contratos de aluguel etc.</p>
<p style="text-align:justify;"> <img title="Nova Imagem (2)" src="http://kantega.wordpress.com/files/2009/06/nova-imagem-23.png" alt="Nova Imagem (2)" width="500" height="292" /></p>
<p style="text-align:justify;"> O IGP-M mede a variação dos preços entre o dia 20 de um mês e o dia 21 do mês seguinte. Quando o IGP mede a variação entre os dias 1º e 30º é chamado de IGP-DI. Se a coleta for feita entre os dias 10 de um mês e 11 do mês seguinte é denominado IGP-10. São, portanto, todos IGP’s, sendo a diferença apenas no período em que os preços são coletados (ver tabela abaixo). </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="550" align="center">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"> </td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" align="center">
<table border="0" cellspacing="1" cellpadding="0" width="450" bgcolor="#ffffff">
<tbody>
<tr bgcolor="#549fea">
<td colspan="26" align="center">Períodos de Coleta de Preços</td>
</tr>
<tr bgcolor="#c9ddf1">
<td colspan="10" align="center">Mês Anterior</td>
<td colspan="16" align="center">Mês de Referência</td>
</tr>
<tr bgcolor="#1467bb">
<td>11</td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%">21</td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%">01</td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%">10</td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%">20</td>
<td width="4%" bgcolor="#1467bb"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td width="4%"> </td>
<td>30</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="16" align="center" bgcolor="#c31a1a">IGP &#8211; 10</td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td colspan="16" align="center" bgcolor="#ff9900">IGP &#8211; M</td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td bgcolor="#1467bb"> </td>
<td colspan="16" align="center" bgcolor="#177e4a">IGP &#8211; DI</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="1" cellpadding="0" width="550" bgcolor="#ffffff">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" height="7">Fonte: FGV</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Como o IGP-M não é uma lista de preços, mas uma média ponderada de 3 outras listas, temos 3 listas aferidas entre os dias 21 e 20, o IPA-M, IPC-M e INCC-M (60% do IPA-M+ 40% do IPC-M + 10% do INCC-M). O IGP-10 é, da mesma forma, composto pelo IPA-10, IPC-10 e INCC-10, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">O importante no índice é a sua metodologia. Por ter forte peso do IPA sofre muita influência do dólar. Vemos  na tabela abaixo, especificamente no ano de 2002, que na época da posse do Lula, e o dólar perto de R$4,00, o IGP-M foi de 25%.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/images/igpm.gif" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dica</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Quando for, e se puder, negociar um índice para reajustar seu aluguel, comissão de formatura etc, opte pelo IPC-A (ou outro IPC). Ele tende a subir menos porque tem um controle mais incisivo do  governo. O IGP-M, nos momentos de crise e alta no dólar, como é muito carregado de IPA, tende a subir de forma agressiva, puxando o reajuste aluguéis e demais contratos, como vemos na tabela acima &#8211; a título de comparação, enquanto o IGP-M bateu em 25,31% em 2002, o IPC-A foi de &#8220;apenas&#8221; 12,53% no mesmo ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Já tive o desprazer de negociar o aluguel de um imóvel com uma corretora cujo contrato continha dois índices para o reajuste. Não sei até que ponto isso é ilegal; imoral, com certeza. Utilizavam o IPC-A e o IGP-M, com a seguinte observação: &#8220;Utilizaremos o IGP-M para o reajuste do aluguel. Caso este fique negativo valerá o IPC-A&#8221;. Ou seja, o IGP-M é o índice oficial para contratos. Porém, após a posse do Lula (2002) o dólar caia insistentemente, e isso o puxou pra baixo o IPA e, por consequência, o IGP-M, que ficou negativo ao longo de vários meses, apesar de positivo no fechamento anual (1,21% em 2005 e 3,83% em 2006, por exemplo). Dessa forma, dependendo do mês de negociação (data base), a inflação nos 12 meses acumulados até lá poderia ficar negativa, o que levaria a uma queda no valor do aluguel. Mas, para não terem prejuízo, os locadores, e as corretoras de imóveis, colocaram o IPC-A como um segundo índice na cláusula do contrato, já que este sempre tem um pouco de inflação.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5" valign="top">
<p align="center"><strong>QUADRO RESUMO DOS ÍNDICES MAIS RELEVANTES</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><strong>Instituto</strong></td>
<td valign="top"><strong>Índice</strong></td>
<td valign="top">
<p align="center"><strong>Cálculo</strong></p>
</td>
<td valign="top"><strong>Faixa de renda</strong></td>
<td valign="top"><strong>Coleta de dados</strong></td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="3" valign="top"><strong> </strong><strong>IBGE</strong></td>
<td valign="top">IPCA-15</td>
<td rowspan="3" valign="top">
<p align="center"> </p>
<p align="center">Lista de preços</p>
</td>
<td valign="top">1 a 40 salários</td>
<td valign="top">16 de um mês a 15 do outro</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">IPC-A</td>
<td valign="top">1 a 40 salários</td>
<td valign="top">Dia 1 a 30 do mês</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">INPC</td>
<td valign="top">1 a 6 salários</td>
<td valign="top">Dia 1 a 30 do mês</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><strong> </strong></td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">
<p align="center"> </p>
</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="7" valign="top"><strong> </strong><strong> </strong><strong> </strong><strong>FGV</strong></td>
<td valign="top">IGP-10</td>
<td rowspan="3" valign="top">
<p align="center">60% do IPA,</p>
<p align="center">30% do IPC e</p>
<p align="center">10% do INCC</p>
</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">11 de um mês a 10 do outro</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">IGP-DI</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">Dia 1 a 30 do mês</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">IGP-M</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">21 de um mês a 20 do outro</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">
<p align="center"> </p>
</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">IPA</td>
<td valign="top">
<p align="center">Lista de preços</p>
</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">
<p align="center"> </p>
</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">IPC-3i</td>
<td valign="top">
<p align="center">Lista de preços</p>
</td>
<td valign="top">1 a 30 salários</td>
<td valign="top">Dia 1 a 30 do mês</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><strong> </strong></td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top">
<p align="center"> </p>
</td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><strong>Fipe</strong></td>
<td valign="top">IPC-Fipe</td>
<td valign="top">
<p align="center">Lista de preços</p>
</td>
<td valign="top">1 a 20 salários</td>
<td valign="top">Dia 1 a 30 do mês</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top"><strong> </strong></td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
<td valign="top"> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[¬ Lição n°3: Inflação (Parte 1 - Definição e efeitos negativos)]]></title>
<link>http://kantega.wordpress.com/2009/06/01/%c2%ac-licao-n%c2%b03-inflacao-parte-1/</link>
<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 00:01:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>kantega</dc:creator>
<guid>http://kantega.wordpress.com/2009/06/01/%c2%ac-licao-n%c2%b03-inflacao-parte-1/</guid>
<description><![CDATA[O assunto inflação é extenso e muito conceitual. Por isso o segmentarei em 4 partes (lições), tamanh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">O assunto inflação é extenso e muito conceitual. Por isso o segmentarei em 4 partes (lições), tamanha a sua  importância. Na primeira parte explicarei o que é inflação e mostrarei seus efeitos negativos. Na segunda, trato dos tipos, fontes, de inflação (inercial, custos, lucro, demanda e choque de oferta). A terceira parte trará os índices utilizados no Brasil (IPC-A, IGP-M etc), mostrando como são calculados e sua importância. A última traz alguns conceitos importantes para o entendimento do que foi discutido nas etapas anteriores, como aceleração/desaceleração/deflação etc. Ressalto que o entendimento desta lição depende da leitura prévia das outras 2 lições anteriores, visto que o assunto está todo encadeado.</p>
<p style="text-align:justify;">Comecemos pelo começo. Inflação é um nome que significa elevação generalizada nos preços. E a palavra generalizada é importante, pois a elevação de um único preço não pode ser considerada inflação, salvo raras exceções. Logo, basta acompanharmos os preços dos produtos e serviços que consumimos no dia-a-dia para sabermos se eles subiram, se houve inflação. Vamos construir um exemplo prático. Imaginemos que uma pessoa ganhe R$1.000 por mês e que todo esse dinheiro seja gasto com suas compras, assim distribuídas:</p>
<p style="text-align:justify;"> <span style="text-decoration:underline;"> Dinheiro gasto no mês referente a cada item</span></p>
<p> </p>
<table style="width:321px;height:513px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="321">
<tbody>
<tr>
<td width="121" valign="bottom"><strong>PRODUTOS E SERVIÇOS</strong></td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center"><strong>R$ Gastos em janeiro</strong></p>
</td>
<td style="text-align:center;" width="96" valign="bottom"><strong>R$ Gastos     em fevereiro</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Feijão</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">30</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">32</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Arroz</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">20</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">23</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Óleo de soja</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">6</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Macarrão</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">25</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">20</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Trigo</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">20</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">18</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Carne</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">80</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">87</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Ovos</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">12</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Leite</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">30</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">30</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Tomate</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Alface</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">5</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">5</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Cebola</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">5</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">6</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">azeite</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">13</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Pão</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">40</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">43</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Café</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">25</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">27</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom"> </td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center"> </p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center"> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Papel higiênico</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Pasta de dente</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Absorvente</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">20</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">16</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Sabonete</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">10</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">12</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">remédios</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">50</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">55</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom"> </td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center"> </p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center"> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Conta de água</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">40</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">37</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Conta de luz</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">120</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">125</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Conta de telefone</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">100</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">90</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Internet</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">120</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">120</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom">Plano de saúde</td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center">200</p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center">220</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom"><strong>Gasto total  mês</strong></td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center"><strong>1.000</strong></p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center"><strong>1.027</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="121" valign="bottom"><span style="text-decoration:underline;"><strong>Inflação jan-fev</strong></span></td>
<td width="84" valign="bottom">
<p align="center"><span style="text-decoration:underline;"><strong>-</strong></span></p>
</td>
<td width="96" valign="bottom">
<p align="center"><span style="text-decoration:underline;"><strong>+ 2,70%</strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"> Obs: o último grupo de preços (água, luz, telefone, planos de saúde etc) representa entre 25% e 30% de tudo que pagamos. São chamados de <em>preços administrados</em>, pois são controlados (administrados) direta, ou indiretamente, pelo governo.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma primeira observação, antes de analisarmos os resultados dessa simulação, é que temos que considerar que esta pessoa (ou família) consumiu a mesma quantidade de produtos nos dois meses, do contrário o exemplo matemático não serve. Ou seja, ela consumiu (comprou) 5kg de carne em janeiro e os mesmos 5kg em fevereiro, comprou 1 pasta de dente em janeiro e 1 em fevereiro etc etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa tabela nos mostra que houve uma inflação no período, mês, de +2,7%. Notem que a família gastou mais dinheiro para comprar as mesmas coisas que no mês anterior, e essa foi nossa suposição. Portanto, ela não comprou mais, apenas pagou mais caro, em média 2,7%, porque os preços subiram. Na verdade, olhando para a tabela vemos que alguns gastos subiram, outros caíram, e alguns não mudaram.  Isso fica claro no dia a dia para quem costuma levar aquela listinha de preços para comparar entre supermercados. Ali tem cada elevação, ou queda, no preço de cada produto específico.</p>
<p style="text-align:justify;">Então, com essa elevação nos preços ela precisará não de R$1.000 pra  adquirir as mesmas coisas, mas de R$1.027. Como o salário é de R$1.000, essa família teria que retirar alguma coisa da sua cesta básica pra compensar esses R$27,00 &#8211; deixaria, por exemplo, de  tomar café, que está agora custando R$27. Quando isso acontece dizemos que o <span style="text-decoration:underline;">salário real</span> diminuiu. Isto é, a pessoa continua recebendo 10 notas de R$100 como salário, que chamamos de <span style="text-decoration:underline;">nominal</span>, mas a inflação corroi o poder de compra dessas notas. Logo, o salário real, o que ele realmente vale na hora de comprar, acaba diminuindo, e com isso a quantidade de produtos que pode adquirir, uma vez que as notas de R$100 não valem em fevereiro R$1.000, mas apenas R$973 (R$1.000 – R$27).</p>
<p style="text-align:justify;">Entretando, apenas a divulgação que a inflação subiu x% não tem valia alguma. As informações divulgadas na mídia precisam ser mais detalhadas pra fazerem algum sentido. Assim, além de divulgar o quanto ela subiu é preciso dizer qual <span style="text-decoration:underline;">índice de inflação</span> subiu, se houve <span style="text-decoration:underline;">aceleração, desaceleração ou deflação</span>, e qual o <span style="text-decoration:underline;">origem (fonte)</span> dessa inflação. São esses os assuntos que abordaremos nas próximas lições, mas antes vejamos porque a inflação é preocupante, quais os seus efeitos negativos.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">CUIDADO: não confunda <span style="text-decoration:underline;">salário nominal</span> e <span style="text-decoration:underline;">salário real</span> com <span style="text-decoration:underline;">salário bruto</span> e <span style="text-decoration:underline;">salário líquido</span>. <em>Salário bruto</em> é o que vem especificado no contra-cheque. Já o <em>salário líquido</em> é aquele valor bruto menos os impostos. Não há relação alguma com a inflação aqui. Tanto o salário bruto quanto o salário líquido são salários nominais (salário bruto nominal e salário líquido nominal). Apenas no momento em que buscamos o efeito da inflação sobre esses <em>salários nominais</em> é que falamos em <em>salário real</em>, que é o salário com as perdas em função das elevações nos preços, podendo ser salário bruto real e salário líquido real).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Efeitos negativos da inflação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sobre as <span style="text-decoration:underline;">famílias:</span> queda no salário real, ou queda no poder de compra. Além disso as força a comprar à vista no início do mês e formar estoques, para que o dinheiro não se perca até o fim do mês.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre as <span style="text-decoration:underline;">empresas:</span> perdem porque ao comprarem seus insumos (matéria-prima, trabalho&#8230;) eles também estarão mais caros. Terão que repassar esse aumento para as famílias o que nem sempre pode ser bem aceito, até porque, como vimos, isso reduz o  salário real delas; empresas que trabalham com catálogos de venda precisariam todo mês imprimí-los novamente, o que implica custos consideráveis; força seus administradores a buscarem alternativas de investimentos que minimizem os efeitos da inflação, deslocando o dinheiro dos novos investimentos na produção para o mercado financeiro; desestimula as exportações, pois os produtos ficam mais caros também para exportar.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o <span style="text-decoration:underline;">Governo:</span> O Estado é um grande comprador na economia. Como vimos na lição sobre o PIB, os gastos públicos ajudam no crescimento economico, aumento da riqueza (PIB = C + I + <strong>G </strong>+ Exp – Imp). O problema surge porque ao cobrar imposto ele não recebe à vista, e esse prazo pode variar de 1 a 3 meses. Neste caso, quando receber o dinheiro, ele já terá sido corroído pela inflação, assim como vimos acontecer com o salário dos trabalhadores. Quando for gastar (gasto público), o poder de compra de suas notinhas, arrecadação real, também terá caído.</p>
<p style="text-align:justify;">Em resumo, como todos os agentes perdem o governo precisa tomar medidas, às vezes impopulares, para evitar que a inflação fuja ao controle.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA['Petrolíferas estão por trás de pressão contra etanol', diz Lula]]></title>
<link>http://soatualidades.wordpress.com/2008/05/16/petroliferas-estao-por-tras-de-pressao-contra-etanol-diz-lula/</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 14:09:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye14</dc:creator>
<guid>http://soatualidades.wordpress.com/2008/05/16/petroliferas-estao-por-tras-de-pressao-contra-etanol-diz-lula/</guid>
<description><![CDATA[Em Lima, presidente afirma que debate sobre biocombustíveis será &#8216;longo e duradouro&#8217; Com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Em Lima, presidente afirma que debate sobre biocombustíveis será &#8216;longo e duradouro&#8217;</span></em></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Com um discurso em defesa do etanol, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as indústrias petrolíferas estão por trás da crise que coloca os biocombustíveis como vilões da recente crise de inflação dos alimentos. &#8220;Há uma disputa comercial no mundo. Obviamente as petroleiras estão por trás disso, obviamente que os países não querem mudar suas matrizes (tecnológicas)&#8221;, afirmou Lula na noite da última quinta-feira em sua chegada a Lima, onde participará da 5ª Cúpula de Chefes de Estado da América Latina, Caribe e União Européia. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><br />
Lula disse que o debate em torno dos biocombustíveis &#8220;está só começando&#8221;. &#8220;Nós precisamos estar preparados porque vem um debate longo e duradouro&#8221;, ponderou. O presidente brasileiro chega a Lima para protagonizar um dos pontos que prometem ser o alvo de polêmicas durante o encontro dos chefes de Estado.</p>
<p>De um lado, encontrará líderes latino-americanos preocupados com a produção de etanol à base de alimentos, leia-se Evo Morales (Bolívia), Alan Garcia (Peru) e os mandatários centro-americanos, e os europeus, que não estão convencidos que a revolução energética defendida por Lula seja o caminho para a produção da chamada &#8220;energia limpa&#8221;. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Contradição</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Para Lula a polêmica é &#8220;compreensível&#8221; e &#8220;contraditória&#8221;. &#8220;Como o tema é novo eu compreendo que as pessoas recusem. É muito difícil as pessoas aceitarem mudanças&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Mas acho muito engraçado porque as pessoas querem despoluir o planeta, desaquecer o planeta, assinar o protocolo de Kyoto e quando o Brasil oferece um combustível que não emite CO2 eles preferem utilizar um combustível que emite CO2, então há uma contradição&#8221;, afirmou.</p>
<p>Lula criticou os ataques aos biocombustíveis como responsáveis pelo aumento dos preços agrícolas e responsabilizou o aumento dos preços do petróleo pela crise.</p>
<p>&#8220;As pessoas não querem discutir quanto tempo a Europa pagou para seus produtores não produzirem, as pessoas não querem discutir quanto implica um barril de petróleo a US$ 124 no preço do frete e dos fertilizantes&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para o presidente brasileiro, outro fator que implica a suposta escassez de alimentos é que &#8220;os pobres estão comendo mais&#8221;.</p>
<p>&#8220;O povo pobre está comendo mais e eu quero que eles continuem comendo mais o que vai exigir que nós produzamos mais comida para eles comerem mais&#8221;, disse Lula.</p>
<p>De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) o problema em torno da crise alimentar não está relacionado à escassez de comida e sim à falta de poder aquisitivo para comprar os alimentos. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Debate </span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Lula disse que proporá a seus colegas mandatários um amplo debate, &#8220;sem ideologia e emoção, mas com muita razão&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre as possíveis tensões que poderão haver entre os mandatários que participam da Cúpula, em alusão ao atrito entre Hugo Chávez e a chanceler alemã Angela Merkel e com o mandatário colombiano Álvaro Uribe, Lula saiu em defesa da democracia.</p>
<p>&#8220;É verdade que pode ter uma ou outra tensão, mas temos democracia na região como nunca tivemos em outro momento histórico. Hoje com exceção das Farc, não tem grupo armado, não tem guerrilha, não tem terrorismo e temos países construindo democracia, isso é o que interessa.&#8221; </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Melhor que Evo</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Ao saber que o presidente da Bolívia Evo Morales havia participado de um jogo de futebol realizado em Lima com jogadores da década de 70, Lula brincou e disse que não participou da partida por acreditar que está em melhor forma física que seu colega boliviano.</p>
<p>&#8220;Não quero jogar com o Evo porque tenho a impressão que estou com melhor preparo físico que ele, não posso&#8221;, brincou.</p>
<p>Morales chegou à capital peruana na tarde desta quinta-feira e sua primeira atividade &#8220;oficial&#8221; foi uma partida de futebol com jogadores peruanos da seleção de 70.</p>
<p>A partida foi organizada pela Cúpula dos Povos, encontro paralelo realizado por movimentos sociais que são contra as políticas de abertura econômica aplicadas pelos governos da América Latina e União Européia.</p>
<p>Com estádio lotado, Evo Morales jogou 30 minutos, marcou um gol de pênalti e voltou a criticar o veto da FIFA a jogos em locais de altitude maior.</p>
<p>&#8220;Isso é um apartheid, uma atitude que discrimina a Bolívia&#8221;, afirmou.</p>
<p>A organização vetou a realização de partidas internacionais de futebol em estádios com altitude superior a 2.750 metros. A altitude média na Bolívia é de 3.600 a 3.800 metros e sob essas regras o país fica fora de disputas internacionais como o campeonato Libertadores da América.</p>
<p>Sobre o acordo de livre comércio que a Comunidade Andina de Nações (CAN) pretende estabelecer com a União Européia, Morales foi crítico e sugeriu como condição a livre circulação de pessoas entre os continentes.</p>
<p>&#8220;No meu país não tem sido uma solução política o livre comércio. Nos falam de livre comércio para produtos e serviços, mas não há livre circulação do ser humano. Porque não para o ser humano e simplesmente para o negócio&#8221;, questionou Morales em conferência de imprensa na noite desta quinta-feira.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;">Post anteriores:</span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;"><a title="Lula diz que poltica ambiental continua e dá recado a ministros" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/05/15/lula-diz-que-politica-ambiental-continua-e-da-recado-a-ministros/" target="_blank">Lula diz que política ambiental continua e dá recado a ministros</a></span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;"><a title="Demissão da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/05/14/demissao-da-ministra-do-meio-ambiente-marina-silva/" target="_blank">Demissão da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva</a></span></p>
<p style="text-align:justify;">
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
