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	<title>isabella-nardoni &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/isabella-nardoni/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "isabella-nardoni"</description>
	<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 02:36:06 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Casal Nardoni se recusa a fornecer sangue para comparação, diz promotor]]></title>
<link>http://blogdenoronha.wordpress.com/2009/11/06/casal-nardoni-se-recusa-a-fornecer-sangue-para-comparacao-diz-promotor/</link>
<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 22:12:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo Jorge Loureiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[O promotor Francisco Cembranelli, que atua no caso da morte de Isabella Nardoni, contou na tarde des]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="alignleft size-medium wp-image-1353" title="Foto: Reprodução / Agência O Globo" src="http://blogdenoronha.wordpress.com/files/2009/11/016150784-ex00.jpg?w=227" alt="Isabella Nardoni, que morreu em março do ano passado. " width="227" height="300" />O promotor Francisco Cembranelli, que atua no caso da morte de Isabella Nardoni, contou na tarde desta sexta-feira (6) que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, não quiseram tirar sangue para comparação de material genético. “Eles só concordaram em fornecer a saliva e partes do cabelo”, disse o promotor. A coleta foi feita a pedido da Justiça.</p>
<p>Nardoni e Anna Carolina estão presos em Tremembé, no interior de São Paulo. De acordo com Cembranelli, os três legistas do Instituto Médico Legal de São Paulo começaram a coleta no pai de Isabella por volta de 11h15. Em seguida, foram à penitenciária feminina, que fica a poucos minutos da unidade masculina, e retiraram o material genético de Anna Carolina.</p>
<p>Os dois são acusados de ter atirado Isabella da janela do 6º andar de um prédio, em março de 2008, quando a criança tinha cinco anos. O pedido para a realização dos exames foi feito pela defesa do casal, que quer verificar a origem do sangue depositado no Instituto de Criminalística de São Paulo (IC).</p>
<p>“Eles se recusaram a fazer o exame de sangue e assinaram um documento dizendo que estavam recusando”, informou o promotor, que acompanhou o trabalho dos legistas, assim como duas advogadas que representavam o advogado Roberto Podval, contratado para defender o casal.</p>
<p>Embalado e lacrado, o material genético dos dois deve chegar ainda nesta sexta ao IC, onde será comparado com o já existente no local. Para Cembranelli, não faz diferença se Nardoni e Anna Carolina não quiseram fornecer amostras de sangue. “Com o que temos há a possibilidade de fazer a comparação genética”.</p>
<p>Fonte: G1</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Superpop - Mãe de Isabella Nardoni é a convidada de hoje]]></title>
<link>http://etvbrasil.wordpress.com/2009/10/07/superpop-mae-de-isabella-nardoni-e-a-convidada-de-hoje/</link>
<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 00:16:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>multgospel</dc:creator>
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<description><![CDATA[No SuperPop desta terça-feira, 6, Luciana Gimenez comanda uma entrevista exclusiva com Ana Carolina ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div>
<p style="text-align:center;"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,15493854-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,15493854-EX,00.jpg" width="233" height="307" /></p>
<p style="text-align:left;">No SuperPop desta terça-feira, 6, Luciana Gimenez comanda uma entrevista exclusiva com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, morta em 2008 (aos 5 anos), depois de cair do 6º andar de um edíficio, na zona norte de São Paulo.</p>
<p>No apartamento, moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella. Acusados pela morte da menina, o casal está preso e deve ir a juri popular, em 2010.</p>
<p>Ana Carolina esteve no CTD RedeTV! (Centro de Televisão Digital) e concedeu à Luciana Gimenez uma entrevista emocionante, que durou mais de uma hora e será exibida hoje, às 22h, no SuperPop.</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[INTEGRANTE DO GRUPO ´´BACKSTREET BOYS´´ COM GRIPE SUÍNA: VEJA O VÍDEO!]]></title>
<link>http://gutegomes.wordpress.com/2009/10/06/integrante-do-grupo-%c2%b4%c2%b4backstreet-boys%c2%b4%c2%b4-com-gripe-suina-veja-o-video/</link>
<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:56:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gutemberg Gomes</dc:creator>
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<description><![CDATA[(Ele ficou até um pouquinho parecido com o cantor Leonardo&#8230;) BRIAN LITTREL, integrante do grup]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/-SHDHuNsuNU&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/-SHDHuNsuNU&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span> (Ele ficou até um pouquinho parecido com o cantor Leonardo&#8230;)</p>
<p>BRIAN LITTREL, integrante do grupo Backstreet Boys, conta neste vídeo que foi diagnosticado com a gripe H1N1 &#8211; mais conhecida como Gripe Suína. Ele fala de alguns compromissos cancelados e que deve ficar algum tempo afastado das pessoas para evitar o contágio. Pela fungada no final do vídeo, parece que a coisa é séria mesmo&#8230; Assista esse vídeo usando sua máscara de proteção.</p>
<p>Ps. Perceberam como no Brasil já não falam mais nada sobre a Gripe Suína.</p>
<p>Os assuntos aqui são cíclicos, não merecem nenhum aprofundamento, e se resolvem com o tempo, não com a Justiça.</p>
<p>Crise no Senado, caso Eloá, Isabella Nardoni, gripe suína, petróleo do pré-sal, índice de desenvolvimento humano do Brasil pior do que de outras republiquetas latino-americanas, violência das grandes cidades, sumiço do Belchior, escândalos das arbitragens, sucessão presidencial, guerra entre Globo e Record&#8230; Tudo isso parece pertencer ao noticiário anterior a Primeira Guerra Mundial. Agora o monólogo é sobre as Olímpiadas de 2016.</p>
<p>Parece até algo combinado. A sucessão de escândalos não permite que a sociedade se concentre e cobre as devidas explicações, a justificada punição.</p>
<p>Ps-2. Vou ter que usar mais vezes esse artifício Tv Fama/Jornal da Band. Ou seja: Utilizo a chamada com famosos para depois propor uma reflexão mais séria.  Uma observação mais analítica. Só assim não despenca o número de acessos no meu Blog. E não reclamem, pois essa é a estratégia que vem dando tão certo na Globo nas últimas décadas e que agora a Record também usa. Ou você acha que é por acaso que as novelas são entrecortadas pelos ´´Shows de Realidade Patrocinada´´ que são os Telejornais? Assim se dá também a ´´Alternância de Poder democrático sobre o Controle Remoto´´. Na hora das novelas manda a Deusa do Lar. Na hora dos Telejornais, o Amo e Senhor da Casa. Não fosse isso, o número de divórcios no brasil seria muito maior&#8230;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mobilização e espetáculo]]></title>
<link>http://jornaverdade.wordpress.com/2009/08/22/mobilizacao-e-espetaculo/</link>
<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 01:49:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernanda Marques</dc:creator>
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<description><![CDATA[A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida in]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><em>A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas” (Art 2- Parágrafo I- Código de Ética dos Jornalistas)</em></p>
<p>     Esse é o lema que aprendemos no primeiro dia em que entramos na faculdade. Teoricamente, deveria ser assim. Mas na prática, a realidade é outra. Com o fim da ditadura, os meios de comunicação passaram a liberdade de publicar matérias, sem que passassem por uma censura prévia, mais conhecida como “liberdade de expressão”.</p>
<p>     No entanto, em nome dela, as notícias estão sendo divulgadas com sensacionalismo e espetáculo. Não há mais cuidado e senso crítico ao apurar uma informação, o que vale é quem publica primeiro. Isso se deve a concorrência entre as mídias, a busca pelo furo jornalístico e pela audiência.</p>
<p>     Usam-se câmeras escondidas, helicópteros sobrevoam o local do crime, fotógrafos tiram fotos dos corpos das vítimas em busca do melhor ângulo. Jornalistas fazem perguntas para conseguir a “emoção” da pessoa. Pode-se dizer que isso é em nome da informação de interesse público? Infelizmente, não. Segundo Alberto Dines, <em>“A isenção é uma farsa, mera distribuição de barbaridades em todas as direções.”</em></p>
<p>     Para exemplificar essa espetacularização da notícia, apresentamos os casos da menina Isabella Nardoni e da adolescente Eloá Pimentel. Nessas duas situações, o espectador foi convidado não apenas como participante, mas também como um juiz que dá uma sentença aos acusados do crime.</p>
<p>     De acordo com Suely Gevertz,no caso da Eloá, as pessoas foram <em>“participantes do evento social do sequestro. Estimulamos e fomos estimulados por tudo aquilo que podia estar envolvido na situação. Assistimos e participamos de um espetáculo”</em></p>
<p>     Essa mobilização, provocada pelos meios de comunicação, faz com que o público seja bombardeado com imagens de forte impacto e com excesso de informação. No entanto, ela pode causar mais desinformação e, com isso, esses casos caem no esquecimento, como todos os outros, e a população pula para o próximo espetáculo. Como diria Beatriz Sarlo: <em>“A imagem perdeu toda a intensidade. Não provoca espanto, nem interesse. Não resulta misteriosa, nem particularmente transparente”.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O lixo nosso de cada dia]]></title>
<link>http://depauleios.wordpress.com/2009/07/01/o-lixo-nosso-de-cada-dia/</link>
<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 03:17:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>pdepaulo</dc:creator>
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<description><![CDATA[A cada dia, me espanto menos com o tanto de merda burrice das pessoas. Não, eu não escrevi errado, n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A cada dia, me espanto menos com o tanto de <span style="text-decoration:line-through;">merda</span> <span style="text-decoration:line-through;">burrice</span> das pessoas. Não, eu não escrevi errado, nem você entendeu errado. Eu me espanto menos. Porque me acostumo cada dia mais com este fato.</p>
<p>Nunca fui fã de novelas. Tá, lembro de ter assistido uma ou outra, mas nunca deixei de dar uma mijada sequer só pra continuar acompanhando. Primeiro, porque novela foi feita pra isso: você assistir uma vez por semana e, mesmo assim, entender o desenrolar da história. Sempre achei que ver novela era um bom passatempo pra doentes e velhas que não tinham mais apêgo à vida. Fora isso, serve pra fazer um barulhinho e tirar a monotonia da casa de quem mora sozinho.</p>
<p>Até por isso, não discordo dos teóricos que comparam a televisão à uma companhia. Os doentes nos hospitais, os pobres diabos em filas de espera que o digam. Mas, até que ponto?</p>
<p>Há algumas semanas, estava em uma festinha de aniversário de criança. Nada demais. Um sábado a noite, meia dúzia de famílias mais próximas na casa de outra. Pastelão, cachorro quente, Coca-Cola, papos-cabeça sobre política e coisas do tipo, até a maldita hora da novela. A mesa ficou pela metade. Arrastaram as poltronas para a frente da televisão, e brigavam pelo melhor lugar para assistir a <span style="text-decoration:line-through;">porra da </span>Índia.</p>
<p>Costumo chamar, ultimamente, as novelas de LIXO. Não acho que seja um exagero, sinceramente. Léguas distante da arte ficcional, a ficção das novelas é feita para alienar as pessoas. Desconstrói mentes que já nascem engessadas. Confunde a realidade. E, nos poucos momentos de confraternização que nos damos ao luxo, ainda separam os comuns?</p>
<p>Se fosse na minha casa, juro que teria ido lá e desligado a televisão sem cerimônias. Faço uma festa, recebo as pessoas em minha casa, alimento-as, e elas preferem ficar vendo NO-VE-LA? Gente desse tipo merece <span style="text-decoration:line-through;">ir pra puta-que-pariu</span> ficar sozinha pro resto da vida.</p>
<p>Devaneando sobre a ficção das novelas, é impossível não se ater ao fato de que a grade de programação das emissoras de televisão aberta adoram confundir a mente do telespectador. Pobres mentes, que já nascem fadadas a serem atrofiadas em pouco tempo. A televisão cumpre um papel fundamental na sociedade, que é não deixar o cidadão pensar. Porque?</p>
<p>Porque quem não pensa, não analisa a sua conjuntura. Não enumera problemas. Não os resolverá. Não os discutirá, tampouco procurará culpados. Não se preocupará. Não será perigoso para quem quiser o continuísmo. Nunca ameaçará a atrofia cerebral contínua e progressiva que percebemos ao nosso redor. Manterá a sociedade-média como mera fornecedora de mão-de-obra. Nunca pensante!</p>
<p>Apesar de perder boas horas da minha vida vendo jogos de futebol, é inegável que ele tem um papel fundamental nesse sentido. Colocado justamente no domingo a tarde, ele serve para abreviar as reuniões familiares e acabar as conversar. Ao fim do jogo, já escurecendo, é hora de voltar para casa e se preparar para a semana que começa. Para garantir a atrofia, as mesas-redondas cheias de imbecis do naipe de Milton Neves, Avallones e Comedores de Bolacha continuam o assunto.</p>
<p>Durante toda a semana, a pressão começa quando começam a apitar as primeiras fábricas. 17h já tem novela. Ficção. E assim, continua, na grade da Vênus Prateada que guia o Ibope nacional, até às 19h. Para quê? Para dar tempo do trabalhador ir tomar o seu banho, ou jantar. Em seguida, mais ficção barata. Até outro telejornal. Agora, terminará a ficção? A mente incapaz de saber a diferença entre um Big Brother e uma câmera de segurança saberá diferenciar a <span style="text-decoration:line-through;">manipulação </span>informação de um telejornal da ficção? Duvido! Para garantir que não se perca, depois do telejornal tem&#8230; NOVELA!</p>
<p>Vamos resumir: durante cerca de seis horas contínuas, o telespectador brasileiro é bombardeado por ficção-realidade-ficção-realidade-ficção. Terá condições de diferenciar claramente DUAS situações dessas? Duvido&#8230; e a realidade que se apresente prova isso a cada dia&#8230; dizem o que nos preocupa. Dizem o que nos tira o sono.</p>
<p>Não chorei pelos mortos da Air France. Foda-se. Fodam-se todos eles, junto com os mortos da TAM em São Paulo e os da Gol no meio do matagal. Você que chora as mortes francesas, lembrou também daqueles defuntos que já mereceram tuas lágrimas?</p>
<p>O bombardeio também sabe ser mais cruel. Ainda bem que não chorei pela morte da Eloá. Senão, o que a Isabella Nardoni pensaria por eu tê-la esquecido? Putz, e o João Hélio? Alguém lembra dele? E os irmãos Cravinhos, continuarão mortos? O Champinha, o que anda fazendo da vida? Já é maior de idade, ou podemos continuar usando-o para justificar a redução da maioridade penal para podermos botar negros e pobres que roubam galinha mais cedo na cadeia?</p>
<p>Todos os dias, a ficção da vida real (sim, confuso!) nos bombardeia. Nos confunde. Nos entope de LIXO.</p>
<p>Não perca seu tempo. Desligue a televisão e despolua o mundo. Não espere que o seu vizinho faça a parte dele. Se você não rir quando ele falar uma palavra em indiano, já terá dado o recado. Não jogue o seu cérebro fora, ainda há tempo!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E os bebezinhos dizem "Oi"]]></title>
<link>http://suicidioprofissional.wordpress.com/2009/05/20/e-os-bebezinhos-dizem-oi/</link>
<pubDate>Wed, 20 May 2009 14:27:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>danielnevesperes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para aqueles que possuem distúrbios cognitivos graves, ou para os que se trancafiaram dentro de casa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">Para aqueles que possuem distúrbios cognitivos graves, ou para os que se trancafiaram dentro de casa com medo da gripe suína imaginária, informo que a <strong>Oi </strong>chegou ao Rio Grande do Sul. Em quê isso acrescenta à sua vida? Bem, perguntem pro piloto do aviãozinho que ficou desenhando <em>&#8216;oi&#8217;</em> nos céus de <strong>Porto Alegre</strong> neste sábado (16/05, foto abaixo), ou para algum dos energúmenos da agência de publicidade da operadora (que já nos presenteou com uma c*r*lh*da de comerciais engraçadinhos envolvendo criacinhas travestidas).</p>
<p style="text-align:justify;">Eu só sei que, desde o final da semana passada, estamos sendo bombardeados por uma das campanhas mais onipresentes de penetração de mercado de todos os tempos na capital gaúcha. Dá até medo. Tu tá indo pra<strong> PUC</strong> e aparece um frontlight escrito<em> &#8220;Oi, PUC&#8221;</em>. Tu vira a esquina e aparece um outdoor te oferecendo R$600 se tu der tchauzinho pra tua operadora e aderir à <strong>Oi</strong>. Como se não bastasse, todos os orelhões da cidade foram pintados com o logotipo da <strong>Oi</strong>. A situação chegou a tal ponto que eu comecei a ver criancinhas dizendo &#8220;oi&#8221; sempre que eu abro a porta do armário do banheiro, a porta de casa ou quando eu olho pelo retrovisor do carro.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-185" title="051609140225" src="http://suicidioprofissional.wordpress.com/files/2009/05/051609140225.jpg" alt="051609140225" width="426" height="319" /></p>
<p style="text-align:justify;">O mais impressionante de tudo é que este post não é pago: eu mesmo perdi tempo precioso de vida parando o carro na sinaleira, pegando o meu celular e fotografando essa fumaça branca porque achei que seria divertido postar aqui. Chegando em casa, fui informado pela minha namorada que 99% da população portoalegrense havia tido a mesma idéia ridícula, e que, consequentemente, eu deveria fazer uma <strong>Isabella Nardoni</strong> imediatamente. Entretanto, eis-me aqui, dando a cara a tapa. De nada, <strong>Oi</strong>.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A gripe do PIG]]></title>
<link>http://caouivador.wordpress.com/2009/05/01/a-gripe-do-pig/</link>
<pubDate>Fri, 01 May 2009 03:49:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Cardia</dc:creator>
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<description><![CDATA[A &#8220;grande mídia&#8221; é apelidada &#8220;carinhosamente&#8221; de PIG, sigla de &#8220;Partid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;">A &#8220;grande mídia&#8221; é apelidada &#8220;carinhosamente&#8221; de PIG, sigla de &#8220;Partido da Imprensa Golpista&#8221;. Afinal, ela nunca aceita a vitória eleitoral de um candidato que não o agrada, e faz tudo para derrubá-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">Curiosamente, nos últimos dias a gripe &#8220;suína&#8221; (ou seja, &#8220;do porco&#8221;), parece ter atingido em cheio o porcão que finge que nos informa. Eu, &#8220;à moda Vampeta&#8221;, finjo que acredito nele&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Alguém já parou para pensar por qual motivo, afinal, o atual surto de gripe é considerado &#8220;uma ameaça à humanidade&#8221;, mesmo que a chance de se contraí-la e morrer seja tão grande quanto ganhar na Mega Sena? O <a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/o-espetaculo-da-gripe/" target="_blank">Luiz Carlos Azenha</a> já respondeu: porque gripe não distingue classe social nem país. A malária mata muito mais, mas é &#8220;coisa de pobre do Terceiro Mundo&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">E o porcão não tem os pobres como prioridade. Afinal, eles não podem consumir os produtos anunciados pelo grande suíno. Por isso, a prioridade sempre será dada às doenças que não estão nem aí para renda e nacionalidade de seus acometidos, como a gripe. A estação rodoviária pode estar um caos, mas o aeroporto será destaque, e qualquer atrasinho virará &#8220;caos aéreo&#8221;. Se tiver engarrafamento, a culpa será sempre dos caminhões (mesmo os que abastecem a cidade) ou dos ônibus, nunca dos carros. Manifestações de grupos sociais marginalizados, como o MST, serão sempre &#8220;baderna provocada por vagabundos&#8221;, palavras que não serão usadas para os <a href="http://caouivador.wordpress.com/2008/10/24/os-verdadeiros-baderneiros/" target="_blank">verdadeiros baderneiros</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Então, o que fazer em relação à outra gripe (a que não é do PIG)? Bom, o melhor a fazer é se manter a par da situação, mas com o &#8220;desconfiômetro&#8221; ligado. Afinal, antes diziam que mais de 150 pessoas tinham morrido no México, agora já são&#8230; <strong>7!</strong> Chega a parecer o &#8220;caso Isabella&#8221;, de um ano atrás (com a diferença de que uma gripe é mais importante que um assassinato): toda hora eram publicadas notícias baseadas em especulações; assim se podia divulgar &#8220;novidades&#8221; constantemente, mesmo que fossem mais especulações.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A mídia e a violência]]></title>
<link>http://osjornaleiros.wordpress.com/2009/01/30/a-midia-e-a-violencia/</link>
<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 13:01:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leonardo Lacerda</dc:creator>
<guid>http://osjornaleiros.wordpress.com/2009/01/30/a-midia-e-a-violencia/</guid>
<description><![CDATA[Lendo a revista Rolling Stone desse mês, ví uma matéria muito interessante sobre a cobertura da mídi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/28/textos/3587/"><img class="aligncenter size-full wp-image-538" title="rs" src="http://osjornaleiros.wordpress.com/files/2009/01/20090106183236_6625_medium.jpg" alt="rs" width="262" height="300" /></a></p>
<p>Lendo a revista <strong>Rolling Stone</strong> desse mês, ví uma matéria muito interessante sobre a cobertura da mídia sobre os principais casos de violência que ocorreram em 2008. Você deve se lembrar de <strong>João Hélio</strong> (menino que foi arrastado por assaltantes que roubaram o carro de sua família), de<strong> Isabella Nardoni</strong> (menina que foi jogada pela janela pelo próprio pai &#8211; segundo a Rede Globo) e de <strong>Eloá</strong>, que foi sequestrada e assassinada pelo ex &#8211; <strong>Lindemberg</strong>.</p>
<p>Enfim, se você também acha que a mídia exagera no sensacionalismo nas coberturas de fatos como esses, e se você também ficou puto(a) com a atitude da imprensa (principalmente da <strong>Sônia Abrão</strong>) em colocar o Lindemberg no ar durante o sequestro, vale a pena dar uma lida na matéria da revista.</p>
<p><a title="clique para acessar a matéria no site da rolling stone" href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/28/textos/3587/" target="_blank">Basta clicar aqui.</a></p>
<p>O <a title="joão kleber no wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Kleber" target="_blank">João Kleber</a> pode até ser sensacionalista, mas pelo menos aqueles testes de fidelidade eram engraçados!</p>
<p><em>Mochileiro.</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ISABELLA NARDONI]]></title>
<link>http://frankzeffi.wordpress.com/2009/01/20/isabella-nardoni/</link>
<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 11:57:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>frankzeffi</dc:creator>
<guid>http://frankzeffi.wordpress.com/2009/01/20/isabella-nardoni/</guid>
<description><![CDATA[Menina caiu do sexto andar de prédio em São Paulo. Pai e madrasta são suspeitos. Justiça determina a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Menina caiu do sexto andar de prédio em São Paulo. Pai e madrasta são suspeitos. Justiça determina a prisão temporária dos dois suspeitos. 29 de março (sábado)Às 23h30, Isabella Nardoni cai do sexto andar sobre o gramado em frente ao prédio. A menina chega a ser socorrida, mas morre pouco depois. O pai da menina e a mulher vão à delegacia, onde dizem que alguém jogou Isabella do sexto andar, mas não sabem quem foi. O pai conta que chegou da casa da sogra com a família e subiu só com Isabella. Diz que levou a menina até o quarto dela e ligou o abajur. Depois trancou a porta do apartamento e voltou à garagem, para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos. Afirma ainda que, quando voltou ao apartamento, viu a tela de proteção da janela rompida e a filha no jardim. Os médicos legistas analisam o corpo e encontram ferimentos que podem ter  sido feitos antes da queda. O pai e a mulher passam a madrugada na delegacia. Este é um resumo do que aconteceu na noite em que Isabella Nardoni foi atirada do sexto andar do prédio em que morava com a família em São Paulo. Desde a noite do crime até o momento atual houve tantas reviravoltas, muitas pessoas foram ouvidas, os pais presos e soltos uma semana depois. A polícia investiga o crime com muito empenho, tentando a todo custo encontrar uma luz que os leve à solução  deste crime tão covarde. As pessoas, em todo o país, estão atentas aos acontecimentos, muitos julgamentos absurdos, muitas suposições, porém o que realmente se quer no final das contas é que,  seja encontrado o autor deste crime, que na trágica noite  do dia 29 de março, pois fim à vida deste pequeno anjo.   </p>
<p>Veja esta homenagem à pequena Isabella.  (YouTube) </p>
<p> ISABELLA NARDONI
<div class="blogger-post-footer">www.paidovideo.blogspot.com</div>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ROMANCE NO AMBIENTE DE TRABALHO]]></title>
<link>http://aueis.wordpress.com/2009/01/06/romance-no-ambiente-de-trabalho/</link>
<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 23:42:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josie</dc:creator>
<guid>http://aueis.wordpress.com/2009/01/06/romance-no-ambiente-de-trabalho/</guid>
<description><![CDATA[GENTE eu ja falei e repito de novo E SÓ APARECER O MUNKY QUE A DAMI SURGE DO ALEM SEJE DE ONDE ESTIV]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>GENTE eu ja falei e repito de novo E SÓ APARECER O MUNKY QUE A DAMI SURGE DO ALEM SEJE DE ONDE ESTIVER</p>
<p>HEHHHHHHHHHHHHHHEHHHHHHHHHEHHHHHHHHH</p>
<p>se vcs nao gostarão me batam ent~ao PQ AI ROLA UM CLIMA HEIN HUMM<br />
isso é apenas uma opiniao  nao se ofendão</p>
<p>deisçem seus comentarios sobre</p>
<p>AH estou viajando ainda mas volto essa semana pra minha vida normal rotina sp chuva garoa poluicao familha amigos (to escrevendo em tags)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Retrospectiva randômica de 2008]]></title>
<link>http://impressoesdom.wordpress.com/2009/01/02/retrospectiva-randomica-de-2008/</link>
<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 17:16:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dom</dc:creator>
<guid>http://impressoesdom.wordpress.com/2009/01/02/retrospectiva-randomica-de-2008/</guid>
<description><![CDATA[O indefectível 2008 chega ao seu fim. Um ano repleto de altos e baixos (o Diego Hipólito que o diga)]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-161" title="retro_2008" src="http://impressoesdom.wordpress.com/files/2009/01/retro_2008.jpg" alt="retro_2008" width="497" height="497" /></p>
<p style="text-align:justify;">O indefectível 2008 chega ao seu fim. Um ano repleto de altos e baixos (o Diego Hipólito que o diga).   Durante este período, tivemos a oportunidade de contemplar marcos históricos, que permearão as páginas das próximas edições de enciclopédias e livros de geografia e história de todas as nações, como a eleição de Obama e o bum da maior crise financeira mundial desde 1929.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes mesmo da saudosa Dercy presenciar, fomos surpreendidos por uma estrondosa crise econômica. Embora os especialistas não tenham se surpreendido, o crack financeiro surgiu como uma sapatada nas expectativas dos diversos dirigentes internacionais, sobretudo nas de Bush, que, além de ser alvo de um “pisante”, amargou um trágico fim de mandato.</p>
<p style="text-align:justify;">Em meio a tanta turbulência, um sopro de esperança acometeu os norte-americanos e, por conseqüência, grande parcela da população mundial: um democrata negro sagrou-se vencedor nas eleições do principal e mais estratégico país do globo, os Estados Unidos. A consolidação de Obama como presidente representou a chance de os ianques retomarem as relações com antigos parceiros – suplantada pela política de isolamento imposta por Bush –, bem como modificar malfadadas e fracassadas ideologias apregoadas pela atual gestão. A arrogância e a estupidez saem para dar espaço ao reformismo e a expectativa de mudanças naquele país e no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto Lula classificava a crise como uma simples marola, os problemas domésticos contribuíam para o surgimento de mais cabelos brancos. A operação Satiagraha buscou a verdade sobre desvios de verbas pública, corrupção e lavagem de dinheiro e prendeu diversos banqueiros e investidores, entre eles, Daniel Dantas – que não é o ator da globo, confundido pela Polícia Federal pelos desmandos de seu homônimo.</p>
<p style="text-align:justify;">A marola assumiu a figura de um furacão e o Brasil viveu mais uma rodada de eleições municipais. O presidente Lula, com absurdos 80% de aprovação junto à população brasileira, não conseguiu transferir votos aos seus candidatos a prefeitos e, ademais, acompanhou Kassab e Marta Suplicy se engalfinharem em São Paulo; Eduardo Paes e Gabeira travando uma incrível disputa no Rio de Janeiro; e a oposição quase surpreendendo a inusitada chapa eleitoral composta por PT e PSDB em Belo Horizonte (MG). Finda o processo eletivo e o PMDB se consolida como o principal vencedor desse pleito e como potencial fiel da balança para a próxima eleição presidencial, a ser realizada em 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">Em clima de disputas, 2008 foi presenteado com a maior [em todos os sentidos] Olimpíada da era moderna, realizada na promissora capital da China, Pequim. Michel Phelps desafiou as leis da física e provou que não é um simples ser humano. O dream team do basquete norte-americano alcançou sua reafirmação. O Brasil se emocionou com os irretocáveis desempenhos de César Cielo e Maurren Mauggi. As tupiniquins do vôlei de quadra provaram que não são “amarelonas” e os mancebos foram destronados. A china revelou ao mundo um país moderno e sedento por novidade, embora ainda desrespeite  uma série de direitos humanos por meio de um enferrujado sistema comunista. Entretanto, quem não revelou nenhum entusiasmo com as disputas as quais foi submetido fora a seleção brasileira, comandada pelo contestado [com razão] Dunga.</p>
<p style="text-align:justify;">Felipe Massa e Hamilton: dois nomes e uma inesquecível briga pelo título da Fórmula 1, tal qual nos tempos de Senna e Prost. São Paulo Futebol Clube: um time e seis títulos brasileiros. O nem sempre frugal esporte, este ano, comprovou que exerce papel estratégico no mundo globalizado e mostrou que pode ser utilizado como fator determinante na extinção de desigualdades sociais e conflitos políticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Paralelamente a inúmeras demonstrações de humanidade e superação, o Brasil chorou e se chocou com aterradores casos, que geraram um doloroso contraponto e deixaram explícito um preocupante precedente: o sensacionalismo. As terríveis mortes de Isabella Nardoni e Eloá Pimentel contrastaram com a tragédia natural que assolou Santa Catarina e deixaram um lastro de dúvida sobre o que de fato é interesse público, de modo que, o jornalismo brasileiro, nas três ocasiões, ostensivamente, atuou de maneira deplorável, se valendo da miséria humana para alavancar os índices de audiência assim como aumentar receitas comerciais.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o velho continente arregalou os olhos e se curvou de vergonha diante do asqueroso caso do austríaco Josef Fritzl, que, furtivamente, protagonizou o mais chocante caso de incesto já registrado. Fritzl manteve, durante 24 anos, a filha confinada no porão de sua casa, onde tiveram três filhos.  Agora, ao se deparar com um caso de tamanha magnitude, será que ainda surpreende a pseudo-gravidade em cenas de casais problemáticos, como o da novela Suzana Vieira e Marcelo e Vieira?</p>
<p style="text-align:justify;">Sob o apupo dos brasileiros, o ano terminou com pizza e uma grandiosa festa para as elites. O rodízio de massas ficou por conta do Congresso, que absolveu o deputado Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), acusado de participar de um esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E as festas para os abastados, com ingressos    inacessíveis àqueles que suam em performances quase acrobáticas para se manter com R$ 415 (valor atual do salário mínimo),  foi capitaneada pela diva do pop Madonna, que, com uma carreira brilhante e sólida como uma rocha, se fia na transcendentalidade de épocas, estilos e gerações  para se reinventar e, perenemente, estar na crista da onda.</p>
<p style="text-align:justify;">Com uma pródiga safra de fatos e acontecimentos, uma nova categoria de humor jornalístico surgiu com força para documentar, de maneira descontraída – não menos séria que o austero ambiente das famigeradas redações jornalisticas –, a realidade e despertar o senso crítico em um nicho da população desabituado a contestar desmandos e mazelas O Programa Custe o Que Custar (CQC), da TV Bandeirantes, reciclou a televisão brasileira e provou que é possível conjugar entretenimento com compromisso público. Marcelo Tas e os pavoneados repórteres-humoristas inovaram e implantaram no Brasil uma deliciosa e  inócua, mas influente, fórmula de fazer jornalismo. E, em um ano de ascensão do humor, no qual se destacaram os sagazes Rafinha Bastos, Danilo Gentile, Marcelo Adnet, Fabio Porchat etc, a pauta mais requisitada no segmento foi a interessante apresentadora-mirim Maísa, que concentrou todas as atenções do combalido SBT em suas pitorescas  aparições.</p>
<p style="text-align:justify;">Em velocidade semelhante ao do acelerador de partículas, 2008 chegou ao seu fim. Um ano de muito humor, alegrias, emoções, marcos históricos, tragédias, dores, despedidas&#8230; Um ano que pôs em xeque valores sociais  propagados por conceitos equivocados de integração, que se perduram há seculos e suscitam a todo  instante pontos conflitantes de numerosos gêneros.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Diego Gomes</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cada um com seu cada um e deixa o cada um dos outros]]></title>
<link>http://carolrabello.wordpress.com/2008/11/30/cada-um-com-seu-cada-um-e-deixa-o-cada-um-dos-outros/</link>
<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:54:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>carolrabello</dc:creator>
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<description><![CDATA[Datena: olha quem está falando... Já faz um tempo que eu parei de me importar com o problema alheio.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Datena: olha quem está falando... Já faz um tempo que eu parei de me importar com o problema alheio.]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Falação]]></title>
<link>http://quemany.wordpress.com/2008/11/26/falacao/</link>
<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 01:00:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>quemany</dc:creator>
<guid>http://quemany.wordpress.com/2008/11/26/falacao/</guid>
<description><![CDATA[  “Eu sou uma dessas pessoas que acredita que você não deve se arrepender de nada na vida. Você prec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“Eu sou uma dessas pessoas que acredita que você não deve se arrepender de nada na vida. Você precisa se sentir confiante de que era tudo parte do percurso”.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;">Angelina Jolie,</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> atriz, ressaltando que não lamenta nem se arrepende das experiências que teve com drogas. Bonito, hein?</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></strong></p>
<p style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“Há uma espécie de jogo oculto, umas simulações de afeto, umas forçadas de barra, regadas a peru, arroz de forno e batatas. Não seria um filme meu se fosse uma festa de Papai Noel com presentes e renas de nariz vermelho”.</span></strong></p>
<p style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;">Selton Mello,</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> diretor do longa “Feliz Natal”, que, segundo ele, é baseado em experiências pessoais. “Sempre achei o Natal algo meio melancólico, uma celebração meio obrigatória”, comentou. </span></em></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“Jesus disse: amai o próximo. Por isso os homens têm tesão pela cunhada, pela melhor amiga da mulher. E as mulheres, pelo personal trainer. Ele está bem ao lado dela”.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;">Francisco Daudt,</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> psicanalista, tirando onda com o mandamento bíblico.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“O único emprego dele era ser marido da Susana e jogar futevôlei na praia. E, pelo que sei, só a primeira função era remunerada”.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;">Mãe de Fernanda Cunha,</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> definindo o ex-marido da atriz Susana Vieira e amante da filha, Marcelo Silva. Fernanda virou celebridade trash ao ligar para um jornal contando que tinha um caso com Marcelo há sete meses e que havia apanhado dele por ter aberto o jogo com a outra. Agora, os dois já aparecem apaixonados na tv e anunciando casamento. Pelo jeito, a moça gostou da surra.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> </span></em></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“Gosto de dividir com as pessoas o que Deus tem feito na minha vida. Vou me preparar. Quem sabe um dia&#8230;”.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;">Kaká,</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> jogador de futebol, sobre a possibilidade de se tornar pastor.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">“Um papel não faz diferença, não tem a menor importância. Papel você rasga. Ter um documento e estar atrelado a alguém não quer dizer que ame mais ou menos aquela pessoa”.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;">Giovanna Antonelli,</span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;font-family:Verdana;"> atriz, pregando contra o casamento legalizado.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span class="revistascorpo1"><strong><span style="font-size:10pt;"><span style="font-family:Verdana;">“Não tenho motivo nenhum para comemorar nada. Não sou feliz nem infeliz, diria que sou indiferente em relação à vida. Tiraram a maior parte de mim”.</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span class="revistascorpo1"><strong><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;">Ana Carolina Oliveira,</span></em></strong></span><span class="revistascorpo1"><em><span style="font-size:10pt;color:#999999;"> mãe de Isabella Nardoni, em entrevista à revista Veja nesta semana.</span></em></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span class="revistascorpo1"><em></em></span></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Verdana;"><span class="revistascorpo1"><em></em></span></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Capa da Veja]]></title>
<link>http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/2008/11/24/capa-da-veja/</link>
<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 13:09:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>doisdedosdeprosa</dc:creator>
<guid>http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/2008/11/24/capa-da-veja/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/files/2008/11/capaveja2088.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2785" title="capaveja2088" src="http://doisdedosdeprosa.wordpress.com/files/2008/11/capaveja2088.jpg" alt="capaveja2088" width="380" height="490" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parte 3/3 - A cobertura dos casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann em jornais, blogs e no Twitter]]></title>
<link>http://alexprimo.wordpress.com/2008/11/18/parte-33-a-cobertura-dos-casos-isabella-nardoni-e-madeleine-mccann-em-jornais-blogs-e-no-twitter/</link>
<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 12:44:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexprimo</dc:creator>
<guid>http://alexprimo.wordpress.com/2008/11/18/parte-33-a-cobertura-dos-casos-isabella-nardoni-e-madeleine-mccann-em-jornais-blogs-e-no-twitter/</guid>
<description><![CDATA[Nos últimos dois posts busquei relatar brevemente os dados da pesquisa que realizei sobre como se de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Nos últimos dois posts busquei relatar brevemente os dados da pesquisa que realizei sobre como se deu a cobertura e o debate dos casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann  nos jornais, blogs e no Twitter. Na última parte desta série, quero apresentar algumas conclusões gerais (se preferir, leia meu <a href="http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/caso_Isabella_e_Madeleine.pdf">artigo completo</a> sobre a pesquisa).</p>
<p><img class="alignleft" style="margin:10px;" src="http://img.skitch.com/20081118-jbm2d8yd1a4hup9hq1prby9tjt.jpg" alt="" width="200" height="180" /></p>
<p>Durante os 16 dias que acompanhamos matérias, cartas de leitores, posts e <em>tweets</em> que mencionavam os casos, foi possível identificar o fenômeno que chamo de &#8220;encadeamento midiático&#8221; (leia mais sobre isto <a href="http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/interney.pdf">neste artigo</a>). Ou seja, observou-se uma intertextualidade entre os diferentes níveis midiáticos: mídia de massa, mídia de nicho e micromídia (e seu sub-tipo micromídia digital). Tanto os cidadãos comuns utilizaram seus posts para comentar o caso e analisar a cobertura da grande mídia, quanto estas instituições se referiram em seus jornais aos blogs e Twitter, como também se aproveitaram destes meios digitais para divulgar matérias e links para suas páginas na Web.</p>
<p>Quanto ao tempo, observou-se que a blogosfera reage com grande velocidade aos fatos noticiados na mídia. Como se pôde constar nos gráficos gerados pelo <a href="http://www.technorati.com">Technorati</a>, assim que o caso Isabella Nardoni chegou aos veículos jornalísticos, os blogs passaram a falar ativamente sobre a menina. Se antes não se verificava a ocorrência de seu nome, assim que se noticiou o fato, o Technorati e <a href="http://www.blogpulse.com">Blogpulse</a> apontaram picos de postagem sobre ela.</p>
<p>Por outro lado, o caso Madeleine, de repercussão internacional, vinha sendo pouco coberto na mídia tradicional, em virtude da ausência de novos fatos. Apesar disso, e mesmo antes do aniversário de um ano do desaparecimento da inglesa, blogs e Twitter permaneciam falando do caso. Isto é, o <em>timing</em> na blogosfera e em micro-blogs se diferencia daquele da mídia tradicional. Em virtude do constrangimento de espaço e tempo em rádios, TVs, jornais e revistas, só o que é mais atual e cumpre os critérios de noticiabilidade é veiculado nos veículos jornalísticos. Mesmo instituições midiáticas do mundo inteiro usaram o Twitter para tratar do caso Madeleine em dias que jornais e TVs não abordavam o tema.</p>
<p>Durante os 16 dias da análise dos 3 jornais da amostra, observou-se outros casos explícitos de encadeamento midiático. Veja abaixo apenas alguns deles:</p>
<ul>
<li>O caderno Donna de Zero Hora, em uma matéria sobre homens na cozinha (27/04), citou blogs do nível micromidiático dedicados à gastronomia. </li>
<li>O mesmo jornal reproduz trechos do blog da cantora Maria Rita (do nível de nicho) sobre sua turnê em Porto Alegre (6/05). </li>
<li>A Folha de São Paulo fez uma nota sobre a resposta da pré-candidata Hillary Clinton à acusação de blogs políticos de que teria cometido uma “gafe racista” (9/05). </li>
<li>Em uma matéria sobre o dossiê da gestão Fernando Henrique, a Folha relatou que cópias de um post do blog de José Dirceu foram distribuídas para a imprensa durante um evento. </li>
<li>Sobre o caso Isabella, O Sul publica a seguinte matéria de página inteira (28/05): “Caso Isabella vira ‘febre’ na Internet. Comoção se reproduz virtualmente, e debate sobre o crime toma conta do Orkut, de blogs e portais de notícias”.</li>
</ul>
<p>Enfim, o interesse que motivou essa pesquisa foi justamente confrontar a polarização que muitos fazem entre a micromídia digital e as mídias de massa e de nicho. Além do encadeamento midiático, foi possível demonstrar empiricamente que blogs e Twitter não são apenas produções espontâneas de pessoas comuns. Como se viu, as próprias instituições midiáticas tradicionais vêm utilizando tais meios digitais para a divulgação de notícias e atração de novos leitores (e, portanto, audiências para seus anúncios). Por outro lado, esse mesmo público se expressa e interage na blogosfera e em micro-blogs debatendo as notícias lidas. Além disso, desempenham uma função de <em>watchdog</em> da grande mídia, avaliando e criticando as coberturas sensacionalistas.</p>
<p>Para além de uma simples polarização entre <em>broadcasting</em> e <em>narrowcasting</em>, a estrutura midiática contemporânea complexificou-se, ampliando as vozes e intensificando a circulação e debate de informações.</p>
<p>____</p>
<p>PS: Peço desculpas ao leitores pela demora que tomou a publicação desta terceira parte. Mas nas últimas 3 semanas estive viajando por 4 destinos e em diferentes eventos. :-O</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Casal Nardoni tem outro habeas corpus negado]]></title>
<link>http://atualidadedapedra.wordpress.com/2008/11/17/nardoni-habeas-corpus/</link>
<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 18:33:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>NeO</dc:creator>
<guid>http://atualidadedapedra.wordpress.com/2008/11/17/nardoni-habeas-corpus/</guid>
<description><![CDATA[O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na última sexta-feira novo pedi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#808080;"><em>O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na última sexta-feira novo pedido de habeas-corpus em favor de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabela Nardoni, atirando-a pela janela do apartamento em março. A decisão do ministro foi divulgada nesta segunda-feira.</em></span></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>Com a recusa do habeas-corpus, esse passa a ser o quarto pedido feito pela defesa do casal Nardoni junto à Suprema Corte. Neste habeas, o advogado Marco Polo Levorin requisitava a anulação do recebimento da denúncia contra o pai e a madrasta da menina e a revogação da prisão preventiva do casal. </em></span></p>
<p><span style="color:#808080;"><em>Na avaliação da defesa, não há prova de que os dois tenham praticado o crime e seriam falsos os indícios observados pela perícia ao detectar a suposta esganadura de Isabela, além de ter havido irregularidade no inquérito. (<a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3334356-EI5030,00-STF+nega+novo+habeascorpus+ao+casal+Nardoni.html" target="_blank">Terra</a>)</em></span></p>
<p>Fala pra mim, sou só eu que me revolto? Pô, não tem como não terem sido esses dois <span style="text-decoration:line-through;">filhos da puta</span> bandidos que mataram a menina Isabella. A não ser que o Homem-Invisível tá fazendo uns bicos de matar criança, ou talvez o Homem-Aranha, o Superman&#8230;</p>
<p>E os advogados se sujeitam a defender essas pessoas. Não sei como conseguem.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Parte 2/3 - A cobertura dos casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann em jornais, blogs e no Twitter]]></title>
<link>http://alexprimo.wordpress.com/2008/10/30/parte-23-a-cobertura-dos-casos-isabella-nardoni-e-madeleine-mccann-em-jornais-blogs-e-no-twitter/</link>
<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 10:23:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexprimo</dc:creator>
<guid>http://alexprimo.wordpress.com/2008/10/30/parte-23-a-cobertura-dos-casos-isabella-nardoni-e-madeleine-mccann-em-jornais-blogs-e-no-twitter/</guid>
<description><![CDATA[Este segundo post sobre o encadeamento midiático entre blogs, Twitter e jornais dá prosseguimento à ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Este segundo post sobre o encadeamento midiático entre blogs, Twitter e jornais dá prosseguimento à análise da cobertura e da discussão sobre os casos Isabella Nardoni e Madeleine McCann.</p>
<p>Conforme relatei antes, todos os textos sobre aquelas investigações publicados nos 3 jornais da amostra e no Twitter foram coletados entre 27 de abril a 12 de maio de 2008. Por outro lado, como o volume de textos na blogosfera era significativamente maior, não foi possível ler e classificar todos os posts disponíveis. Logo, utilizou-se o mecanismo de busca <a href="http://www.technorati.com">Technorati</a> para a geração de gráficos do volume de publicações diárias sobre os casos. Em virtude de limitação da ferramenta de gráficos desse serviço, as imagens abaixo mostram um período maior do que os 16 dias antes analisados:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px"><a href="http://img.skitch.com/20081027-nsy2ariqb319iqukamdc25u3ue.jpg"><img src="http://img.skitch.com/20081027-nsy2ariqb319iqukamdc25u3ue.jpg" alt="Para ampliar, clique na imagem" width="403" height="301" /></a><p class="wp-caption-text">Para ampliar, clique na imagem</p></div>
<p>Os gráficos acima consideram apenas os posts que mencionavam os nomes completos de Isabella Nardoni e Madeleine McCann. Ou seja, sabe-se que o número de posts sobre os dois casos investigados é muito maior, pois muitos são aqueles que se referem às meninas apenas pelo primeiro nome ou por apelido. Mesmo assim, tal expediente foi necessário pois a filtragem de textos que tratavam de outras pessoas com os mesmos nomes não seria possível.</p>
<p>Como se vê, os mesmos picos observados nos gráficos do <a href="http://alexprimo.com/2008/10/29/a-cobertura-dos-casos-isabella-nardoni-e-madeleine-mccann-em-jornais-blogs-e-no-twitter-parte-13/">post anterior</a> sobre as publicações no Twitter também estão presentes nos gráficos acima. O aniversário de desaparecimento da menina inglesa, a divulgação dos laudos que incriminavam o pai e a madrasta de Isabella e a entrevista da mãe desta última coincidem com um aumento significativo de postagens. Esses dados revelam que blogs e microblogs são muito responsivos à materiais jornalísticos. Esses espaços virtuais sediam um debate público continuado sobre os mais diversos temas. (Claro, deve-se reconhecer que uma importante parcela dos posts provinha de blogs jornalísticos.)</p>
<p>Pode-se observar que os posts sobre de Isabella Nardoni aparecem na blogosfera logo após a divulgação da notícia da morte da menina. Antes disso, não se observa nenhum post que mencione a menina. Por outro lado, diferentemente da grande mídia, a blogosfera permanecia tratando do caso Madeleine mesmo que não houvesse nenhuma notícia nova (no período anterior ao aniversário das investigações). Ou seja, os blogs oferecem mediação para que notícias não sejam esquecidas no dia seguinte ou que sejam simplesmente assimiladas sem maior crítica. Pelo contrário, no breve período investigado, e mais especificamente no Twitter (onde se fez uma categorização das mensagens), foi possível reconhecer uma reflexão pública contínua sobre os fatos noticiados, sobre violência contra crianças, como também um debate crítico sobre a exploração da mídia sobre os casos.</p>
<p>Veja a seguir um gráfico gerado pelo mecanismo Blogpulse que ilustra comparativamente os picos de publicação de posts que mencionavam os nomes completos das meninas.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://img.skitch.com/20081027-bafeprxut3qxpqfxy88sau1niy.jpg" alt="" width="443" height="305" /></p>
<p>No post de segunda-feira discutirei as principais conclusões desta investigação. Além disso, vou compartilhar o texto completo da pesquisa.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vampiros do controle remoto]]></title>
<link>http://quemany.wordpress.com/2008/10/25/vampiros-do-controle-remoto/</link>
<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 07:00:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>quemany</dc:creator>
<guid>http://quemany.wordpress.com/2008/10/25/vampiros-do-controle-remoto/</guid>
<description><![CDATA[  O título parece forte. Mas, combinado com o contexto que David Coimbra utilizou em sua coluna de Z]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O título parece forte. Mas, combinado com o contexto que David Coimbra utilizou em sua coluna de Zero Hora, na última sexta-feira, ele cai como uma luva. Acho mesmo que dá pra intitular assim o monte de pessoas que volta e meia se delicia com tragédias em frente a telinha. E é assim desde que me conheço por gente. O sensacionalismo sempre deu ibope. Assunto do momento, o assassinato de Eloá rendeu uma boa divulgação na mídia. E ainda renderá muito mais, acredite. Como se não bastasse, </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">30 mil pessoas compareceram ao seu enterro sem nunca tê-la visto mais gorda. Caso semelhante foi o que li noutro dia. Uma senhora levou a netinha de quatro anos para um passeio no cemitério em que Isabella Nardoni foi enterrada. É o cúmulo! E elas são apenas duas das milhares de pessoas que enchem o tal cemitério todos os dias. O que, afinal, prende tanto a atenção das pessoas neste tipo de atração? Falta do que fazer? Vazio emocional? Satisfação pela tragédia alheia? David Coimbra deixa sua opinião sobre o assunto.</span></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:windowtext 1pt solid;padding:0 0 1pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">O doce sangue do outro</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Brasileiro adora um velório. Lógico, velórios são importantes, psicologicamente falando. Pois a história da vida de um homem é a história das suas perdas e, sobretudo, de como ele lida com elas. No caso de uma morte, de resto uma perda bastante definitiva, o velório serve para que os vivos se acostumem com o (em geral) infausto ocorrido. É por isso que as pessoas devem passar pelo caixão e olhar para o morto. Para que sua mente registre: ele não fala mais, não se mexe, não respira; ele está morto. E não é por outro motivo que o homem pré-histórico já realizava funerais. A sabedoria ancestral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Faz-se essa liturgia quando da morte de um ente querido. Um amigo. Um familiar. Ou um personagem público muito admirado. Vide os funerais de Aírton Senna, de Getúlio Vargas e de Tancredo Neves que mobilizaram o Brasil, ou o de Lady Di, que comoveu o planeta via satélite, ou o de Lincoln, que cruzou os Estados Unidos em cima do aço de trilhos de trem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Certo. Mas como se explica 30 mil pessoas comparecerem ao sepultamento de uma desconhecida, como aquela menina que foi assassinada pelo namorado em São Paulo dias atrás? Aí a distorção nacional. O brasileiro tornou-se um consumidor de tragédias. Nada a ver com o gosto pela crônica policial, pelo mistério, nada disso. Eu mesmo sou um entusiasta da Editoria de Polícia, onde muito trabalhei, e com deleite. Porque, sempre digo, não existe nada mais humano do que um assassinato, e todo assassinato tem uma história interessante. Pode ser uma briga de bar – conte o dia em que a vítima acordou para morrer e que o assassino acordou para matar e, pronto, você tem uma bela página.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mas o acompanhamento ansioso do enterro de uma vítima ou o consumo sôfrego de certas minúcias da tragédia, como se tem visto, isso foge do fascínio pelo mistério. E a volúpia pela desgraça alheia é tamanha que até o jornal televisivo mais respeitado do país, o Jornal Nacional, entrega-se à tentação de explorá-la. O que me decepciona, eu que sempre fui, e sou, admirador do Jornal Nacional. Há quem justifique que tal se dá devido à luta pela audiência medida minuto a minuto. Mas ainda acredito no jornalismo. Ainda creio que, a médio e longo prazo, o jornalismo sério tem mais audiência do que a apelação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Enfim. A verdade é que os telejornais estão atendendo a um apelo do consumidor e o que me interessa aqui é saber por que o brasileiro se transformou nesse vampiro de controle remoto. Digo por quê: por causa do vazio. O sujeito atravessa seus dias num emprego monótono e as noites no cárcere de um apartamento de dois quartos dividido com a mulher e os três filhos, ele não sai de casa com medo da violência e não tem dinheiro para viajar, nem ler ele lê porque ninguém o ensinou a gostar de livros, e o pior: ele vive em algum lugar selvagem e árido como São Paulo. Quer dizer: a vida dele não tem sentido. Assim, quando esse triste brasileiro encontra motivo para uma emoção poderosa e inofensiva, ele, de alguma forma, se realiza. Donde, 30 mil pessoas no enterro da menina desconhecida do subúrbio, uma multidão cevando suas próprias emoções rasteiras tirando fotos do caixão com seus celulares luminosos, chorando, escabelando-se, se desesperando. Vivendo, finalmente. As tragédias de telejornal são a salvação espiritual do brasileiro medíocre.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O crime do rico contra o rico]]></title>
<link>http://letrasdespidas.wordpress.com/2008/10/23/o-crime-do-rico-contra-o-rico/</link>
<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 22:09:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Adriano Senkevics</dc:creator>
<guid>http://letrasdespidas.wordpress.com/2008/10/23/o-crime-do-rico-contra-o-rico/</guid>
<description><![CDATA[Após todo o enorme contingente de notícias que conseguiram fixar a idéia de que o pobre comete crime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Após todo o enorme contingente de notícias que conseguiram fixar a idéia de que o pobre comete crime contra o pobre, a mídia tenta construir a imagem do rico contra o rico. Embora pareça o contrário, na realidade é um fortalecimento da idéia inicial.</p>
<p>Bandido pobre, negro e favelado. Infelizmente esta é a típica imagem do criminoso. Quem se opõe a esta “associação involuntária mental” tenta minimizar seus preconceitos. Ao menos, não se faça refém dos próprios preconceitos, o que o fará vítima e culpado pela própria ignorância.</p>
<p><strong>Agora, a mídia arma o seu show não mais sobre o pobre contra o pobre, tratado já como uma nota de rodapé, e sim do rico contra o rico</strong>. Primeiro, vamos analisar o caso, mais óbvio, do crime contra o rico, depois do crime cometido pelo rico.</p>
<div id="attachment_690" class="wp-caption alignright" style="width: 138px"><a href="http://letrasdespidas.wordpress.com/files/2008/10/joao-helio.jpg"><img src="http://letrasdespidas.wordpress.com/files/2008/10/joao-helio.jpg?w=128" alt="João Hélio" title="João Hélio" width="128" height="80" class="size-thumbnail wp-image-690" /></a><p class="wp-caption-text">João Hélio</p></div>
<p>Quando o rico sofre um crime do tipo homicídio &#8211; veja o caso da família Richthofen, do João Hélio (RJ) e Isabella Nardoni (SP) &#8211; viram exemplos de shows. No retrato da imprensa, as favelas já são palcos do crime cometido naturalmente. Quando um rico morre, entretanto, que poderia ser a filha do redator, daí dizem que a sociedade está perdendo os rumos.</p>
<p>É fácil imaginar que a grande mídia, sabidamente conservadora e puramente comercial, tende a ser elitista. Então, morre um rico, ainda mais se for criança e, <em>nossa!</em>, o país está sujo de sangue, cancele Carnaval e horário eleitoral, atenção humanidade!</p>
<div id="attachment_695" class="wp-caption alignleft" style="width: 82px"><a href="http://letrasdespidas.wordpress.com/files/2008/10/isabella-nardoni1.jpg"><img src="http://letrasdespidas.wordpress.com/files/2008/10/isabella-nardoni1.jpg?w=72" alt="Isabella Nardoni" title="Isabella Nardoni" width="72" height="96" class="size-thumbnail wp-image-695" /></a><p class="wp-caption-text">Isabella Nardoni</p></div>
<p>Mas quanto ao crime cometido pelo rico? Não parece o contrário do que tradicionalmente se mostra? Na realidade não, é uma reafirmação de tudo aquilo.</p>
<p>Pois o argumento utilizado para explicar a alta criminalidade entre pobres é de que o crime é reflexo de um contexto precário, sem alternativas  para famílias, sem oportunidades, sem educação, saúde, respeito da sociedade, que não resolve o problema do crime organizado; o crime que de forma maléfica soa como uma chance de fugir às próprias condições, que leva a essas conseqüências negativas sobre uma sociedade já negativa.</p>
<p><strong>Este argumento coloca parte da responsabilidade sobre a mídia, que deveria usar o seu poder de atingir as massas para mobilizar mudanças</strong>. Mas ela faz parte deste sistema, e por ele difunde a indiferença, a falta de consciência e, o pior, a glamourização da baixaria diária na televisão, publicidade e outros meios alienantes. </p>
<div id="attachment_691" class="wp-caption alignright" style="width: 125px"><a href="http://letrasdespidas.wordpress.com/files/2008/10/suzane-richthofen.jpg"><img src="http://letrasdespidas.wordpress.com/files/2008/10/suzane-richthofen.jpg" alt="Suzane Richthofen" title="Suzane Richthofen" width="115" height="150" class="size-full wp-image-691" /></a><p class="wp-caption-text">Suzane Richthofen</p></div>
<p>Quando a mídia insiste no crime cometido pelo rico, ela diz: <em>“Viu? Quem é bem nascido também mata”</em>, e, assim, <strong>tira o crime do seu contexto e o coloca como natural</strong>, no sentido de apagar a pobreza como um possível fator estimulante. A idéia é isentar-se da sua responsabilidade no meio social. O social e o crime perdem qualquer relação.</p>
<p><strong>O crime deixa de ter uma explicação mais concreta e é atribuído a um contexto particular, que não envolve fatores sociais, políticos ou econômicos. Particularidades como um crime familiar ou passional</strong>. Estas explicações, que eles martelam há aqueles que criticam qualquer justificativa do meio, apenas mascaram e desarticulam a vil realidade.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Perigo de gente grande]]></title>
<link>http://quemany.wordpress.com/2008/10/22/perigo-de-gente-grande/</link>
<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 09:34:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>quemany</dc:creator>
<guid>http://quemany.wordpress.com/2008/10/22/perigo-de-gente-grande/</guid>
<description><![CDATA[                    Esses dias eu tava pensando&#8230; Se existem dois assuntos que serão carta marc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:#d6d6d6 1pt solid;padding:0 0 8pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Symbol;"><span><span style="font-family:&#34;">                  </span></span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Esses dias eu tava pensando&#8230; Se existem dois assuntos que serão carta marcada na próxima retrospectiva, estes assuntos atendem pelo nome de Caso Isabella e Caso Eloá. Não tem como ser diferente. Assim que os veículos de comunicação começarem a arregaçar as manguinhas pra fazer o balanço de 2008, estes dois assassinatos brutais entrarão na pauta. E não precisa nem ser jornalista para saber disso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Symbol;"><span><span style="font-family:&#34;">                  </span></span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Mas, falando mais especificamente deste último acontecimento, uma coisa que também me passou pela cabeça nestes dias foi um jeito de abordar por aqui este episódio da menina de 15 anos que foi morta pelo ex-namorado. Não encontrei gancho. Na verdade, achei que seria chover no molhado eu, como projeto de defensora da moral e dos bons costumes que sou, comentar algo que não fugiria muito de minha reprovação acerca de um relacionamento assumido tão cedo. Ela tinha 12 anos, uma criança, quando começou o namoro com este tal Lindemberg, um cara já maior de idade e, agora, comprovadamente mal-intencionado. Precipitado dizer que foi culpa dos pais? Talvez. Entretanto, se não partir de casa o conter das rédeas, quem segura então? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Symbol;"><span><span style="font-family:&#34;">                  </span></span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">E foi por, justamente, perceber que esta minha opinião não é apenas papo de crente, que resolvi transcrever aqui a coluna da Martha Medeiros que tá hoje na Zero Hora. Ela fala disso: a forma adulta que os jovens acham que podem assumir e que, vez ou outra, acabam tendo desfechos trágicos como o que Eloá teve. Infelizmente. Namoros permitidos ainda na infância, liberdade para ir a festas e beber todas até cair são alguns dos pontos que ela comenta. Dá uma lida no texto na íntegra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:medium none;border-left:medium none;border-bottom:#d6d6d6 1pt solid;padding:0 0 8pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Foi mal</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Semana passada eu estive no curso pré-vestibular Unificado conversando com alguns professores e pais de alunos, e entre vários assuntos debatidos surgiu um que tem preocupado a todos: a liberalidade que certos jovens conquistaram em casa e estão exibindo nas ruas. Longe de qualquer moralismo, o fato é que é alarmante que uma garotada de 12 ou 13 anos já esteja freqüentando festas com álcool – às vezes liberado pelos próprios pais, que se rendem ao manjado argumento: “Pô, todos os meus amigos podem!”. Ah, então tudo bem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Juventude sempre foi sinônimo de “viver perigosamente”: esperto era quem esnobava a morte e se divertia com o risco. Essa rebeldia já teve seu seu charme, eletrizava. Só que o passado passou: hoje vivemos numa sociedade muito mais violenta, e dar uma de valente, se ainda impressiona, é pela inconseqüência e babaquice, por nada mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Alguns acontecimentos dos últimos dias deixaram claro que os jovens, hoje, correm riscos de gente grande. Primeiro foi o caso da Eloá, a menina de 15 anos que namorava um desajustado há três. Pra mim, dos 12 aos 15 ainda se é praticamente uma criança. Como alguém nessa faixa etária vive uma relação com uma carga de passionalidade tão intensa, tão adulta? Enfim, a menina foi uma vítima, lógico, mas cabe a nós, pais e mães, colar neles: com quem se envolvem, o que revelam através do Orkut, a quem estão se anunciando? A propósito, soube que há uma nova moda pegando na Austrália: as garotas vão para a praia com o número do celular pintado nas costas. Um convite pra encrenca. Mais um.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Outra notícia desalentadora foi a do menino de 18 anos que faleceu por causa de uma bala perdida disparada numa festa. Acontece todos os finais de semana em bairros da periferia, mas quando atinge um estudante universitário a visibilidade da notícia se expande. No entanto, o drama e as dúvidas são as mesmas para todas as famílias: quem controla o porte de arma numa festa? E mesmo quando esse tipo de tragédia acontece do lado de fora do recinto, como começa? Creio que a resposta está no início do texto: bebida à vontade para uma garotada em busca de afirmação. Infelizmente, muitos adolescentes não são orientados ou não desenvolvem a segurança necessária para ir contra o rebanho. Se todos bebem, eles bebem também. Não sabem se divertir com o entusiasmo que naturalmente possuem: precisam potencializá-lo. Aí exageram e entram num estado de exaltação que faz com que provoquem brigas desnecessárias, façam sexo sem uso de preservativos, dirijam em alta velocidade, ferrem com a própria saúde. Ou com a vida de alguém.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Sei que estou dando uma de madre superiora, mas nunca é demais bater nessa tecla do exagero. O adolescente vai sempre cometer excessos, faz parte da sua natureza, mas o mínimo que os pais podem fazer é não tratá-los como adultos antes da hora. Nada de aceitar que meninas de 15 se comportem como mulheres vividas e de aceitar que meninos de 16 cantem de galo. A marcação tem que ser mais cerrada. É proibido dirigir e beber antes dos 18. Ponto final. É inegociável. Não adianta eles chegarem em casa dizendo “foi mal” e no dia seguinte vacilarem de novo. Uma briga pode causar uma morte. Um amasso pode gerar uma gravidez indesejada. Um pega pode acabar em tragédia. Foi mal? Pode ser péssimo, crianças.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;padding:0;" align="right"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Martha Medeiros</span></strong></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A janela de Eloá]]></title>
<link>http://intencional.wordpress.com/2008/10/21/a-janela-de-eloa/</link>
<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 17:10:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>ninacroft</dc:creator>
<guid>http://intencional.wordpress.com/2008/10/21/a-janela-de-eloa/</guid>
<description><![CDATA[Sei que muitos já estão cansados desse assunto &#8211; o caso Eloá, Nayara e Lindemberg. Aliás, as v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Sei que muitos já estão cansados desse assunto &#8211; <strong><a title="ELOÁ, MAYARA E LINDEMBERG" href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL804479-5605,00-SEQUESTRO+EM+SANTO+ANDRE+COBERTURA+COMPLETA.html" target="_blank">o caso Eloá, Nayara e Lindemberg</a></strong>. Aliás, as vezes eu penso que esse é o papel da mídia: <em>deixar a população cansada</em>.</p>
<p>Tão cansada que fica sem forças pra tentar discutir os problemas ao nosso redor, tentar lutar contra a hipocrisia, corrupção, doenças sociais, etc&#8230; Mas sabemos que o poder que ela exerce sobre nós é muito maior que a nossa imaginação e capacidade de raciocínio. As vezes me dá nojo quando vejo o que é exposto ao público por meus colegas de profissão. É claro, se a mídia (impressa, televisiva, online, etc) pode eleger o presidente de uma nação, porque não fazer uma lavagem cerebral em todos?</p>
<p>O Gate e a Polícia Militar erraram, isso acho que já está bem claro. Mas é tão visto e revisto, passado e repassado todos os erros e possíveis erros que eu fico pensando:  se antes grande parte não tinha respeito pela polícia, imaginem agora? Se há algum bandido aí que estava em dúvidas pra cometer um crime, agora não tem mais. Onde vai parar o RESPEITO se os jornais não deixam de noticiar que nossa polícia é incompetente. Não acreditei quando vi no Fantástico um policial brasileiro da SWOT dizendo: &#8220;<em>tenho vergonha de ser brasileiro, tenho vergonha da polícia no Brasil!&#8221;</em> Alguém sabe porque notícias sobre suicídios são proibidas? É obvio, senão pode acontecer o mesmo ato em massa. Uma pessoa desequilibrada que ve na TV alguém fazendo exatamente o que ela pensa, cria coragem e se mata. Pra mim não é a toa que depois da morte da Isabella Nardoni vários casos de crianças sendo jogadas e mortas pelos pais aumentaram. Da mesma forma que depois de sexta-feira eu já li mais 4 casos iguais ou parecidos com o da Eloá.</p>
<p>Descobri agora pouco blog do <a title="Sandro Furtado" href="http://www.sandrofortunato.com.br/blog.htm" target="_blank"><strong>Sandro Fortunato </strong></a>e peço com licença pra ele, mas gostaria de &#8220;copia e colar&#8221; todo o seu texto, pois o desabafo dele conseguiu expressar em palavras exatamente o que eu penso. O culpado disso tudo? Na minha opinião, não é somente UM.</p>
<div id="attachment_126" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://intencional.files.wordpress.com/2008/10/17939491.jpg"><img class="size-medium wp-image-126" title="17939491" src="http://intencional.wordpress.com/files/2008/10/17939491.jpg?w=300" alt="Janela da Alma" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Janela da Alma</p></div>
<p><em>JANELAS : &#8220;</em><em>Das janelas televisas e dos monitores conectados à Internet, nós brasileiros ficamos a ver janelas este ano. Primeiro com a menina jogada por uma. Quantas vezes foi mostrado aquele buraco na parede? Quantas a boneca fazendo o papel da menina mostrou o que as câmeras de segurança falharam em captar? Faltou algo. Faltaram os últimos instantes de vida da criança despencando e encontrando a morte no impacto contra o chão. Faltou matar a curiosidade mórbida de assisitir a morte ao vivo.</em></p>
<p align="justify"><em>Seis meses depois, as atenções se voltam para outras janelas. Agora com a expectativa de acompanhar toda a novela em tempo real. O Big Brother está montado, mas não há qualquer desconfiança sobre aquilo não ser verdadeiro. É a vida como ela é: crua, bruta, estúpida, cheia de erros. São nossos erros vistos nos outros. O que faz com que, por um instante, nos sintamos melhores, superiores. O desequilibrado, as ameaçadas, quem está correndo risco de morrer, quem está tentando salvar e pode falhar. Nenhum deles é um de nós. Mas poderia ser. E a sabedoria maior reside em aprender com a observação. Talvez isso responda a pergunta que faço desde o desfecho dessa história: </em><strong><em>A que veio Eloá?<br />
</em></strong></p>
<p align="justify"><em>Há dezenas de lições a serem aprendidas com esse folhetim. Centenas de questões a serem pensadas, analisadas. Para mim, a que mais incomoda é essa: A que veio Eloá? Por que se dá a vida a alguém para que ela seja tirada antes de a pessoa ter a oportunidade de começar a utilizá-la?</em></p>
<p align="justify"><em>Acredito que Eloá tenha sido <strong>sacrificada para mostrar, a milhões e de uma só vez, muitos dos erros que estamos cometendo</strong> e aonde estes estão nos levando.</em></p>
<p align="justify"><em>A polícia errou? Demorou muito em agir? Deixou uma ex-refém se tornar outra vez refém? Deveria ter abatido o criminoso quando teve oportunidade? Não pensou que a invasão pudesse não surtir o efeito desejado? Por que não manteve cortada a energia do local? Por que permitiu que o criminoso tivesse todas as informações do que estava acontecendo do lado de fora, todo o tempo, pela tevê? Por que a tevê e a imprensa em geral transformou isso em um espetáculo que nos faz pensar que mais nada está acontecendo no planeta? Por que a imprensa se envolveu tanto e guindou um jovem desequilibrado à categoria de astro de tevê? Por que insistiu tanto em conversar e tentar convencer o garoto a se entregar quando isso é trabalho da polícia? Como a imprensa pode julgar o trabalho da polícia quando é, em parte, responsável por atrapalhar esse trabalho? Como a polícia pode ter medo de fazer seu trabalho por estar sendo monitorada? Como tudo aquilo poderia acabar bem?</em></p>
<p align="justify"><em>Estas e muitas outras questões poderiam simplesmente não exisitir se tentássemos seguir o sábio conselho pitagórico: Educai as crianças e não será preciso punir os adultos. Sejam esses adultos criminosos, pais, policiais ou jornalistas. Não seria preciso apontar culpados se cada um de nós assumisse sua parcela de responsabilidade e evitasse ou ao menos reduzisse a possibilidade de que situações como essa chegassem a exisitir. Não existiria culpa ou culpado se não houvesse erro. <strong>Não existiria efeito se não houvesse causa.</strong></em></p>
<p align="justify"><em>No ponto em que chegamos, essa mudança precisa ser radical e certamente demorará muitos anos, algumas gerações talvez, para atingirmos um nível que possa ser chamado de civilizado. Mas essa mudança precisa ser iniciada. Agora. Dentro da casa de cada um. Mais: dentro de cada um.</em></p>
<p align="justify"><em>Deveríamos deixar de nos ocuparmos em olhar para as janelas dos outros e dar atenção ao que se passa do lado de dentro das nossas janelas. <strong>Deveríamos aprender a apreciar o que vai nas janelas das almas das pessoas com quem convivemos</strong>. Deveríamos olhar em seus olhos, procurar compreendê-las, aceitá-las, auxiliá-las, orientá-las. Deveríamos tornar limpas e transparentes as nossas próprias janelas e mostrar em nossos olhares que temos como único objetivo vivermos em paz e harmonia.</em></p>
<p align="justify"><em>Se a simples expectativa de um mundo melhor não for motivação suficiente, pensemos que tais atitudes podem evitar que o próximo circo se arme ao redor de nossa casa, que milhões de cegos fiquem com os olhos grudados em nossas janelas, que seu filho se sinta o rei do gueto ou sua filha seja a Eloá da vez.</em></p>
<p><strong><em>Pense em Paz. Construa a Paz. Viva a Paz&#8221;.</em></strong></p>
<p>Beijos, <strong>Nina</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O mundo em que vivemos]]></title>
<link>http://cameralenta.wordpress.com/2008/10/20/o-mundo-em-que-vivemos/</link>
<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 16:18:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>cameralenta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje fiquei sabendo da morte da menina que foi seqüestrada pelo namorado, a Eloá. Fiquei pensando mu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Hoje fiquei sabendo da morte da menina que foi seqüestrada pelo namorado, a Eloá. Fiquei pensando muito sobre isso, sabe? Acompanhei o caso todos os dias, assim como ocorreu com o caso Isabela. Não só eu, obviamente.  Muita gente, aliás, o Brasil quase todo ficou na frente da TV, durante o seqüestro todo, acompanhando tudo. Uns por dó, outros por não ter outra coisa pra fazer, outros por curiosidade. No meu caso, eu acompanhei tudo por preocupação. Preocupação pela menina, claro, e também pelo Brasil.</p>
<p>Onde o mundo em que nós vivemos vai parar?</p>
<p>É namorado seqüestrando e baleando namorada. É pai jogando filha da janela. É polícia brigando com polícia. É mãe jogando filha na lagoa.</p>
<p>Ixii. Sei não. Só sei que não quero estar aqui nesse mundo pra ver até onde tudo isso vai chegar! E sei que, além de mim, exitem algumas <span style="text-decoration:underline;">poucas</span> pessoas que ainda ama o Brasil e o resto do mundo. Pelo menos, eu acho, né? :/</p>
<p><a href="http://cameralenta.files.wordpress.com/2008/10/img_6304.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-17" title="img_6304" src="http://cameralenta.wordpress.com/files/2008/10/img_6304.jpg" alt="" width="300" height="450" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
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