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	<title>jean-yves-leloup &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/jean-yves-leloup/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "jean-yves-leloup"</description>
	<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 07:53:13 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[O Perdão]]></title>
<link>http://stropatus.wordpress.com/2009/10/28/o-perdao/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 16:55:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>stropatus</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mais uma resposta de Jean-Yves Leloup, no livro Além da luz e da sombra: &#8220;. . . O perdão, quan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Mais uma resposta de Jean-Yves Leloup, no livro <strong>Além da luz e da sombra:</strong></p>
<p>&#8220;. . . O perdão, quando bem compreendido, é um instrumento de cura. Frequentemente ficamos doentes porque não perdoamos e o rancor e a cólera nos corroem o fígado e os rins. A questão é como manter justos o perdão e a justiça, uma boa continuação da pergunta anterior – manter juntos o olho da verdade e o olho da misericórdia.</p>
<p>Creio que não devemos perdoar muito rápido. É necessário, antes de perdoarmos, que expressemos o sofrimento pelo que nos foi feito e a isso chamo <em>justiça</em>. O Sinal da Cruz, tal como era feito nos doze primeiros séculos de nossa era, expressava bem esse sentimento. Começava-se por uma linha vertical, da testa ao peito, em seguida levava-se a mão ao ombro direito e depois ao esquerdo (atualmente faz-se o contrário), simbolizando a passagem da justiça para a misericórdia. Começando sempre pela justiça, exigindo que fosse reconhecido o mal que nos foi feito, o inaceitável de certas situações e de certas violências. Portanto, o pedido de justiça é essencial. Mas é essencial, também, ir além da justiça, em direção à misericórdia, em direção ao perdão, em direção ao lado esquerdo &#8211; que é o lado do coração.</p>
<p>O que é perdão? O perdão é não aprisionar o outro nas conseqüências negativas de seus atos. É não nos aprisionarmos nas conseqüências negativas de nossos atos. É não nos aprisionarmos ou aprisionarmos o outro no carma. O perdão é a própria condição para que nossa vida continue a ser vivível. Se não perdoarmos uns aos outros a vida vai se tornar impossível de ser vivida.</p>
<p>Voltando à primeira parte da pergunta, como fazer para que este perdão se torne algo verdadeiro? Platão dizia:”Aquele que tudo compreende, tudo perdoa”. Aquele que se conhece a si mesmo, com suas ambigüidades, suas ambivalências, pode compreender o outro em suas sombras. Portanto, inicialmente, o perdão pode ser uma questão de inteligência, de compreensão. Perdoar você significa que eu o compreendo, mas não quer dizer que eu o desculpo ou que o que você fez é bom. Compreendo que você é um ser humano, que é capaz de me enganar como eu próprio faria se, provavelmente, estivesse nas mesmas condições.</p>
<p>A atitude de Cristo aos que queriam lapidar a mulher adúltera é: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Lembrem-se como aos poucos todos se retiraram, do mais velho ao mais jovem. Nesse caso Jesus se serve da Sagrada Escritura, não para mostrar aos outros como eles são pecadores, mas para fazê-la de espelho onde eles podem ver suas fraquezas, suas falhas e compreender as dos outros, não os aprisionando nas conseqüências negativas de seus atos.</p>
<p>Além de perdoar com a cabeça é preciso perdoar com o coração e, vocês sabem, o corpo é o último que perdoa. Se alguém lhes fez mal, se lhes causou sofrimento, vocês podem tê-lo perdoado com a “cabeça”, tê-lo compreendido como o coração, pensar que o passado passou. Entretanto, quando essa pessoa se aproxima, seu corpo se crispa e se enrijece mostrando bem que ele ainda não perdoou, que muitas memórias estão ainda bem guardadas.</p>
<p>Creio que é verdadeiramente uma graça quando nos encontramos perto de alguém que nos tenha feito mal e sentimos nosso corpo calmo, nosso coração límpido. Podemos dizer que, verdadeiramente, estamos curados. Por isso, creio que o perdão é uma prática de cura.</p>
<p>No Pai-nosso se diz: Perdoai-nos do mesmo modo como perdoamos. Como se o dom da vida só pudesse circular em nós dependendo de nossa capacidade de perdão. Se não perdoamos ficamos prisioneiros, bloqueados em uma situação, em um rancor, e a vida não pode circular.</p>
<p>Perdoar não é fácil . . .</p>
<p>Quando eu era um jovem padre e morava no interior da França, todos os domingos levava uma senhora paralítica à missa. Ela era portadora de esclerose em placas. Um dia contou-me do ódio que nutria pela mão porque a tinha impedido de casar-se com o homem que amava, e, apesar disso, passara a vida inteira cuidando da mãe, ocupando-se dela. Apesar de exteriormente comportar-se como uma mulher respeitável e admirável, dizia-me que em seu interior só havia raiva. A dureza de seu coração impregnara seu corpo, transformando-o em um corpo rígido e paralisado. Assim, as doenças psicossomáticas têm, às vezes, uma origem espiritual.</p>
<p>Disse a esta senhora: “Já que você é cristã pode perdoar sua mãe”. Tornou-se encolerizada e, com uma raiva muito densa e muito íntima, respondeu-me: “Não, não, jamais a perdoarei. Minha mãe impediu-me de viver, o que sinto por ela é um veneno que levarei ao túmulo.” Nesse momento compreendi o meu erro e lhe disse: “Você tem razão. O que você viveu é imperdoável. Você não pode perdoar quem a impediu de viver. Mas, pense, creia, o Cristo que existe em você pode perdoá-la”. Atualmente eu lhe diria: “O ego não pode perdoar: Não se deve tentar perdoar com o ego. Entretanto, talvez o <em>self</em> possa perdoar. Talvez haja dentro de nós uma dimensão maior que nós mesmos, mais amorosa que nós mesmos, mais inteligente que nós mesmos, que pode compreender e perdoar”. Passaram-se cinco longos minutos. Em dado momento vi uma lágrima correr pela face daquela senhora. Ela chorou, chorou muito. Levantou-se da cadeira de rodas e saiu andando de seu quarto. Há mais de quarenta anos não chorava, há mais de dez anos não andava. Esse é o milagre do perdão.</p>
<p>Muitas vezes, está acima de nossas forças perdoarmos a partir de nosso pequeno ego. Se disséssemos “Eu te perdôo”, seríamos hipócrita, pois nosso corpo e nosso coração não conseguem perdoar. Porém, podemos abrir-nos a uma dimensão mais vasta que nós mesmos e então o perdão pode chegar.</p>
<p>O perdão não é humano, é um ato divino. Quando Jesus perdoa, seja a mulher adúltera, seja Miriam de Magdala, seja um “colaborador” como Zaqueu, os fariseus que o cercam se perguntam: “Quem é este homem que perdoa? Pois só Deus pode perdoar”.</p>
<p>Assim, é preciso lembrar que, cada vez que perdoamos depois de termos pedido justiça, acordamos para uma dimensão divina de nós mesmos. O perdão é um exercício de divinização onde o humano se torna divino. Continuando humanos, temos que reclamar justiça e, quando for possível, dizer o que foi mau ou destrutivo para nós e pedir uma reparação. Também somos capazes de misericórdia e de perdão. Portanto, é preciso que mantenhamos juntos o humano e o divino dentro de nós. Mantenhamos justas a justiça e a misericórdia. São dois olhos, às vezes estrábicos. Podemos esquecer a justiça e nosso perdão ser superficial, podemos esquecer o perdão e partimos para uma justiça inquisitorial.&#8221;</p>
<p><strong>ALÉM DA LUZ E DA SOMBRA: sobre o viver, o morrer e o ser / Jean-Yves Leloup / organização de Lise Mary Alves de Lima; tradução de Pierre Weil, Regina Fittipaldi. 5ª edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 2007 (</strong><strong>© 2001, Editora Vozes); Parte II – O absurdo e a graça, Perguntas, pg.s 101 a 104).</strong><strong></strong></p>
<p>&#160;</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudanças Sociais]]></title>
<link>http://stropatus.wordpress.com/2009/09/08/mudancas-sociais/</link>
<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 12:29:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>stropatus</dc:creator>
<guid>http://stropatus.wordpress.com/2009/09/08/mudancas-sociais/</guid>
<description><![CDATA[Em seminário realizado em 1998, cá no Brasil, Jean-Yves Leloup dissertou sobre a &#8220;arte de morr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Em seminário realizado em 1998, cá no Brasil, Jean-Yves Leloup dissertou sobre a &#8220;arte de morrer&#8221;. Fizeram uma indagação, tão atual naquela época como agora (pra mim mais atual hoje), sobre os procedimentos cabíveis diante do descalabro social e político tanto na América Latina, como no Brasil. Eis a resposta do pensador:</p>
<p>“Do ponto de vista prático, podemos dizer que, antes de querer fazer o bem, antes de levarmos luz à sombra, importa não acrescentar sombra a sombra, violência a violência, julgamento a julgamento. Há muito sofrimento no mundo e não é preciso ajuntar mais sofrimento ao sofrimento. Por isso, a primeira coisa que podemos fazer é tentarmos ser felizes, pelo menos um pouco. Porque se estivermos com um pouco de paz, haverá um lugar no mundo em que existe um pouco de paz.</p>
<p>Já contei a vocês o sonho que teve o jovem Davi. Deus lhe disse: “Davi, o mundo vai mal, é preciso salvar o mundo”. Pela manhã, quando acordou, Davi respondeu a Deus: “Sim, Senhor, eu vou salvar o mundo”. Davi perguntou a si mesmo por onde começar, pois o mundo era muito grande. Pensou em começar pelo seu país, mas seu país era muito grande. Por onde poderia começar? Por sua cidade? Mas sua cidade era muito grande. Quem sabe vou começar pelo meu edifício, mas o meu edifício é muito grande. E assim, pouco a pouco Davi compreendeu que ele devia salvar o mundo começando pelo seu próprio quarto, começando pelo seu próprio coração porque a sua inteligência, o seu coração, o seu corpo eram este pedaço de universo que lhe foi confiado, este pedaço da sociedade que lhe foi confiado.</p>
<p>Se quisermos muito mudar os outros, mudar a sociedade sem primeiro mudar a nós mesmos, geramos um totalitarismo que vai conduzir a outro totalitarismo e, quer ele venha da direita ou da esquerda, é sempre a mesma atitude, a mesma vontade de poder. Creio que hoje, uns e outros, somos como Davi. Sabemos o que vai mal no mundo, podemos nos lamentar, julgar a causa deste ou daquele problema, mas nada mudamos porque é preciso começar por este pedaço da humanidade que nos foi confiado. A partir daí as coisas realmente podem se transformar. E essa atitude nossa não será visível imediatamente mesmo que seja efetiva, pois, como nos lembram os físicos, tudo está ligado com tudo e, portanto, todo homem que se eleva, eleva o mundo.</p>
<p>Um dia fizeram a seguinte reflexão à madre Tereza de Calcutá: “Para que serve o que fazeis? Ajudais um ancião a morrer e se olhais na rua eles morrem às centenas. O que fazeis não serve para nada. É apenas uma gota d’água no oceano, uma gota d’água neste oceano de miséria que existe no mundo”. Ao que madre Tereza respondeu: “Eu seu que o que faço é apenas uma gota d’água, mas o oceano é feito de gotas d’água”. Nós todos, cada um de nós é uma gota d’água e é nossa responsabilidade transformar este oceano de miséria e de dor em um oceano de água doce e clara. Esta resposta é um convite a uma prática, às vezes humilde e invisível. Alguns teóricos, com suas grandes teorias sobre as dificuldades econômicas e políticas, sobre a violência, apenas remexem em água lamacenta. E, em vez de remexer em água turva, é preciso trocar de vaso, mudar de comportamento, mudar de consciência. Essa prática nós a encontramos em todas as grandes tradições espirituais da humanidade.</p>
<p>Não se pode mudar o mundo e a sociedade sem primeiro transformar-se a si mesmo. É por aí que é preciso começar. Começar não acrescentando perturbações e dores. Começar por estar em paz, olhando tudo com limpidez e transparência. Então, alguma coisa dessa transformação interior poderá se comunicar ao exterior. É preciso olhar onde estamos colocados na sociedade, o que nos é pedido. A alguns é pedido que falem, que se sirvam de sua inteligência para observar as conseqüências de tal ou tal crise. A outros é pedido que se ocupem de alguém que vive na rua, que trabalhem com suas mãos, que levem um pouco de ternura e paz ao coração de alguém.</p>
<p>Não devemos nos comparar com ninguém e cada um de nós sabe o que, realmente, tem a fazer. Não existem coisas pequenas ou grandes. Existem maneiras pequenas de fazer o que temos a fazer, assim como existem maneiras grandes de fazer as pequenas coisas que temos a fazer. É este caminho que nos foi dado para caminhar. “</p>
<p align="center"><strong>ALÉM DA LUZ E DA SOMBRA: sobre o viver, o morrer e o ser / Jean-Yves Leloup / organização de Lise Mary Alves de Lima; tradução de Pierre Weil, Regina Fittipaldi. 5ª edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 2007 (</strong><strong>© 2001, Editora Vozes); Parte II – O absurdo e a graça, Perguntas, pg.s 104 a 106).</strong><strong></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Listen &amp; Download "Digital Dry Mix" by Jean-Yves Leloup]]></title>
<link>http://globaltechno.wordpress.com/2009/07/27/listen-download-digital-dry-mix-by-jean-yves-leloup/</link>
<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 09:43:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jean-Yves Leloup</dc:creator>
<guid>http://globaltechno.wordpress.com/2009/07/27/listen-download-digital-dry-mix-by-jean-yves-leloup/</guid>
<description><![CDATA[A la demande générale, le lien de ce DJ mix a été réactivé… Minimal techno, electro (and a spice of ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://globaltechno.files.wordpress.com/2008/07/image05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-121" src="http://globaltechno.wordpress.com/files/2008/07/image05.jpg" alt="" width="500" height="360" /></a><span style="color:#ff0000;"><em>A la demande générale, le lien de ce DJ mix a été réactivé…</em></span></p>
<p><strong>Minimal techno, electro (and a spice of electronica) DJ mix featurings new tracks by Ellen Allien, Daso, Stephan Bodzin, Plasmik, Spektre or H.O.S.H., and classics from Plastikman, Dopplereffekt, Kraftwerk and D.A.F.</strong></p>
<p><em>(Picture above by Pierre-Emmanuel Rastoin)</em></p>
<p><strong>Listen and/or download here : </strong><a href="http://www.zshare.net/audio/63228757dd932000/">Digital Dry (Jean-Yves Leloup DJ Mix)</a></p>
<p><em>(detailed tracklisting below)</em></p>
<p><!--more-->Tracklisting :</p>
<p>0&#8242; : <strong>Nicolas Losson</strong> &#8220;Oiseaux de passage&#8221; (unreleased)</p>
<p>3&#8242; : <strong>Swayzak</strong> &#8220;Claktronic&#8221; (Studio K7!)</p>
<p>8&#8242;20 : <strong>Ellen Allien</strong> &#8220;Ondu&#8221; (Bpitch Control)</p>
<p>10&#8242;10 : <strong>Soulrack</strong> &#8220;Modul Age (Sleeparchive Remix)&#8221; (Cray1 Labworks)</p>
<p>11&#8242;13 : <strong>Stephan Bodzin</strong> &#8220;Bremen-Ost&#8221; (Herzblut)</p>
<p>17&#8242;31 : <strong>Mathias Kaden</strong> &#8220;Train&#8221; (Vakant)</p>
<p>19&#8242;00 : <strong>Kraftwerk</strong> &#8220;Nummern&#8221; (Kling Klang/Capitol)</p>
<p>21&#8242;00 : <strong>George Delkos</strong> &#8220;Deftoner&#8221; (Dezign Music)</p>
<p>23&#8242;30 : <strong>Doppereffekt</strong> &#8220;Speak &#38; Spell&#8221; (Dataphysix)</p>
<p>27&#8242;00 : <strong>Spektre</strong> &#8220;Flux&#8221; (Suruba)</p>
<p>28&#8242;13 : <strong>Para One</strong> &#8220;Liege&#8221; (Institubes)</p>
<p>32&#8242;10 :<strong> Julien H. Mulder </strong>&#8220;Tweeking Me&#8221; (UVdog)</p>
<p>34&#8242;00 : <strong>Sebrok</strong> &#8220;Almost Famous&#8221; (Paso Music)</p>
<p>38&#8242;40 : <strong>Plastikman</strong> &#8220;Mind In Rewind&#8221; (NovaMute)</p>
<p>41&#8242;12 : <strong>Personal Computer Music</strong> (Untitled) (Unreleased)</p>
<p>43&#8242;15 : <strong>Taylor Deupree &#38; Richard Chartier</strong> &#8220;Specification Sixteen&#8221; (L_ne)</p>
<p>47&#8242;30 : <strong>Coh plays Cosey </strong>&#8220;Lying&#8221; (Raster Noton)</p>
<p>50&#8242;27 : <strong>Booka Shade</strong> &#8220;Duke&#8221; (Get Physical)</p>
<p>52&#8242;20 : <strong>Plasmik</strong> &#8220;Pitch It (Claude VonStroke Remix)&#8221; (Connaisseur Recordings)</p>
<p>54&#8242;55 : <strong>Sami Koivikko</strong> &#8220;Sapphire&#8221; (Spectral Sound)</p>
<p>63&#8242;10 : <strong>Marcin Czubala</strong> &#8220;Consigliere&#8221; (Mobilee Records)</p>
<p>68&#8242;15 ; <strong>H.O.S.H. &#38; Stimming</strong> &#8220;Radar&#8221; (Diynamic)</p>
<p>73&#8242;05 : <strong>D.A.F.</strong> &#8220;Der rauber und der prinz&#8221; (Mute)</p>
<p>77&#8242;10 : <strong>Solomun &#38; Stimming</strong> &#8220;Ghostdog&#8221; (Diynamic)</p>
<p>82&#8242;30 : <strong>Daso</strong> &#8220;Pars Tensa&#8221; (Connaisseur Recordings)</p>
<p>88&#8242;42 : <strong>KLF</strong> &#8220;Chill-Out Megamix&#8221; (KLF Communications)</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Listen &amp; download "Deep Steppes" Mix]]></title>
<link>http://globaltechno.wordpress.com/2008/04/26/deep-steppes-mix-by-jean-yves-leloup/</link>
<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 11:33:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jean-Yves Leloup</dc:creator>
<guid>http://globaltechno.wordpress.com/2008/04/26/deep-steppes-mix-by-jean-yves-leloup/</guid>
<description><![CDATA[From ambient &amp; electronica to dancefloor &amp; minimal techno Mix by Jean-Yves Leloup. Tracks by]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://globaltechno.wordpress.com/files/2008/05/image09.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-84" src="http://globaltechno.wordpress.com/files/2008/05/image09.jpg" alt="" width="500" height="360" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;"><em>From ambient &#38; electronica to dancefloor &#38; minimal techno</em></p>
<p style="padding-left:30px;"><strong>Mix by Jean-Yves Leloup. Tracks by : </strong></p>
<p style="padding-left:30px;">Barem, Pellarin, Plastikman, Sleeparchive, Danton Eeprom, Smith n&#8217; Hack, Goblins, René Aubry…</p>
<p style="padding-left:30px;"><em>Picture by Pierre-Emmanuel Rastoin</em></p>
<p style="padding-left:30px;">March 2008 – 74’55</p>
<p><strong>Listen and/or download here :</strong></p>
<p><a href="http://www.zshare.net/audio/632313190e188f89/">Deep Steppes Mix</a></p>
<p>Click below to get the full tracklisting &#38; Timeline/Cliquez ci-dessous pour obtenir le tracklisting complet du mix.<!--more--></p>
<p>Tracklisting &#38; timeline :<br />
0’00<br />
AUTECHRE “Pallalel Suns” (Warp)<br />
ALEXANDER KALINE “Analysing Turbulence”<br />
3’00<br />
AUTECHRE “Altibizz” (Warp)<br />
4’00<br />
RENÉ AUBRY “Steppes” (Hopi Mesa)<br />
5’25<br />
BAREM “So Serial” (M_nus)<br />
9’30<br />
BARRY LYNN “Hayfever Dub” (Planet Mµ)<br />
12’45<br />
PELLARIN “Bolund” (Statler &#38; Waldorf)<br />
16’50<br />
PELLARIN “Gundsømagle” (Statler &#38; Waldorf)<br />
20’10<br />
PUPKULIES &#38; REBECCA “Gustav” (Normoton)<br />
24’20<br />
GUILLAUME &#38; THE COUTU DUMONDS “They Only Come Out At Night” (Musique Risquée)<br />
29’20<br />
MARCO RESMAN “Gouache” (Mobilee)<br />
35’30<br />
KISSOGRAM “My Friends Is A Seahorse (Priestley &#38; Berkson’s Dub) (Secret Sundaze)<br />
40’55<br />
DANTON EEPROM “Noovy” (Infiné)<br />
45’45<br />
PLASTIKMAN “Spastik (Dubfire rework)” (M_nus)<br />
52’50<br />
SLEEPARCHIVE “Perspective” (Ostgut Ton)<br />
57’30<br />
TONY THOMAS “Operator (Chris Cargo Remix)” (Soma)<br />
61’45<br />
TONY LIONNI “Papaia” (Versatile)<br />
66’45<br />
SMITH N’HACK “Space Warrior” (Smith n’Hack)<br />
72’00<br />
CARTER TUTTI “The Noise Of Chance” (Line)<br />
72’30<br />
GOBLIN “Slow Circus” (Cinevox)<br />
74’55<br />
End</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cuidar do Ser]]></title>
<link>http://zanotta.wordpress.com/2008/04/23/cuidar-do-ser/</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:20:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>zanotta</dc:creator>
<guid>http://zanotta.wordpress.com/2008/04/23/cuidar-do-ser/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/I4LPZ7hUWBg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/I4LPZ7hUWBg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quote for the Day]]></title>
<link>http://anamchara.com/2008/04/15/quote-for-the-day-59/</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 11:01:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carl McColman</dc:creator>
<guid>http://anamchara.com/2008/04/15/quote-for-the-day-59/</guid>
<description><![CDATA[If I were to say &#8216;I know God&#8217;, I would be a liar. God is beyond comprehension. Better to]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="padding-left:30px;">If I were to say &#8216;I know God&#8217;, I would be a liar. God is beyond comprehension. Better to be silent and live in humility. If I were to say, &#8216;I do not know God&#8217;, I would also be a liar.</p>
<p style="text-align:right;">— Jean-Yves Leloup, <a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0809141779/earthmystic" target="_blank">Being Still: Reflections on an<br />
Ancient Mystical Tradition</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As quatro visões do ser humano]]></title>
<link>http://stropatus.wordpress.com/2009/06/10/as-quatro-visoes-do-ser-humano/</link>
<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 11:54:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>stropatus</dc:creator>
<guid>http://stropatus.wordpress.com/2009/06/10/as-quatro-visoes-do-ser-humano/</guid>
<description><![CDATA[Para gáudio daqueles que me honram com sua visita a este blog, transcrevo texto de Jean-Yves Leloup.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para gáudio daqueles que me honram com sua visita a este blog, transcrevo texto de Jean-Yves Leloup.</p>
<ol>
<li>O ser humano pode ser concebido e simbolizado como uma simples<em> linha reta</em>. É a <em>visão unidimensional do homem</em>. O homem considerado em uma só de suas dimensões. O homem como matéria, como corpo, apenas. Neste tipo de abordagem, o corpo tem, às vezes, dificuldades e defeitos e o papel do médico é como o trabalho de um mecânico ou relojoeiro. Ele deve recolocar a máquina em funcionamento.</li>
<li>A segunda visão do ser humano é a visão<em> bidimensional</em>, onde se considera o homem não somente como matéria, corpo, soma, mas também como uma alma, como uma psique. Esta visão não é uma crença. Ela parte da observação do ser humano. Estamos no mundo dos terapeutas, quer dizer, das pessoas que observam o vivente, o ser humano vivo. Essas pessoas observam que a informação que anima a matéria talvez possa ter uma vida independente desta matéria. Que a informação pode ser retirada do corpo e podemos constatá-la já que o corpo se torna inanimado. Mas nada nos prova que esta informação não continue a subsistir. E que esta informação que se pode chamar <em>alma</em> tem uma vida independente em relação ao corpo.</li>
</ol>
<p>Nas abordagens contemporâneas, faço referência às pesquisas de Graf Dürckheim e Elisabeth Kübler-Ross que faziam esta constatação a propósito de exemplos numerosos, exemplos de saída do corpo durante o coma, nos momentos que antecedem a morte e também em outras circunstâncias.</p>
<p>          3.    Na época de Fílon de Alexandria, como atualmente, havia ainda outra visão do ser humano – uma visão tridimensional. É sempre preciso observá-lo e notar que há nele uma dimensão que não é somente do mundo da <em>alma</em>. Há o <em>soma</em>, há a <em>psique</em> e há também o que os gregos chamam <em>nous</em> que corresponde aproximadamente à palavra Espírito, em português. </p>
<p><em>Nous</em> é uma palavra difícil de traduzir. Ao nível da experiência, podemos verificar em nós mesmos. Não se trata somente da inteligência analítica ou da inteligência racional. Não se trata do mundo da emoção e do mundo do sentimento. Trata-se deste tipo de inteligência contemplativa que, na antropologia semita terá o nome de “coração inteligente”.É uma inteligência silenciosa. É a experiência, no homem, de um espaço e de um silêncio além do mental, além das emoções, além das sensações. Esta é uma dimensão do ser humano que os antigos reconheciam e que redescobrimos atualmente através de determinadas práticas de relaxamento profundo ou de meditação. Podemos experienciar em nós mesmos este espaço de silêncio que os antigos chamavam <em>nous</em> e que é uma dimensão importante do ser humano.</p>
<p>Quando desejamos acompanhar alguém que sofre, cuidamos do seu corpo, não esquecemos sua alma com todas as memórias nela inscritas, não esquecemos seu mundo psicológico, emocional, e não esquecemos, também, este mundo de silêncio que existe nele. Na prática terapêutica há uma forma silenciosa de estar sentado e pode acontecer uma transfusão de serenidade neste espaço onde a pessoa reencontra algo deste silêncio interior. Esta prática vai lhe permitir não se identificar mais apenas com o seu corpo, de não mais se identificar somente com o seu psiquismo, mas de descobrir esta outra dimensão do seu ser. Os antigos consideram o <em>nous</em> como a parte divina do homem.</p>
<p>Outra antropologia considera o <em>nous</em> não como a parte divina do homem, mas como o local onde o divino se reflete no homem. Para falar do <em>nous</em> eles utilizarão frequentemente a imagem do espelho. O espelho que, quando completamente limpo, pode refletir a luz e tornar-se luz apesar de não ser fonte de luz.</p>
<p>Na tradição cristã se dirá que João Batista é o testemunho da luz, mas não é a luz. Ele é o <em>nous</em>, mas não é o <em>Pneuma</em>. Ele é a lua que reflete a luz e que ilumina a noite, mas não é o sol. Ele apenas reflete o sol. Muitas vezes reencontraremos estes símbolos da lua e do sol. Da relação entre João Batista e o Cristo se dirá que é a relação entre o<em> Ego</em> e o <em>Self</em>. João Batista diz esta palavra: “É preciso que ele cresça e que eu diminua”.</p>
<p>Assim, nesta visão, pode-se divinizar uma parte do ser humano e, de novo, desprezar o resto do composto humano. Esta visão é muito corrente entre os monges, na qual para libertar esta parte deles mesmos têm tendência a desprezar o corpo e também desprezar os sentimentos, as emoções e o pensamento racional. Então ele se retira do mundo para melhor conhecer este silêncio.</p>
<p>           4.   Há uma quarta visão do homem. Nela nós reencontramos as três dimensões anteriores como que atravessadas por uma quarta dimensão. As três anteriores, reconhecidas e respeitadas são o <em>soma</em>, a <em>psique</em>, o <em>nous</em> e elas estão atravessadas pelo <em>Pneuma</em>. O <em>Pneuma</em> é o sopro da vida, a energia criadora.</p>
<p>Nesta visão do ser humano, trata-se de introduzir o <em>Pneuma</em> no <em>soma</em>, não desprezando o corpo mas permitindo que ele receba melhor o sopro. E isto pode levar a experiências de transfiguração, a momentos em que a matéria fica transparente à luz. Poder-se-ia dizer que, nestes momentos, a nossa matéria vibra em outra velocidade, passa para outra freqüência.</p>
<p>Trata-se também de introduzir o<em> Pneuma</em> em nossa <em>psique</em>. Não para destruir nossas emoções, não para destruir nossas memórias, mas para nos sentirmos livres em relação a elas. Não seremos mais o <em>objeto</em> das nossas emoções, mas nos tornaremos o <em>sujeito</em> de nossas emoções. Não somos mais dominados pela cólera diante das injustiças, por exemplo, mas podemos manifestar uma cólera justa. Não somos mais dominados pelas emoções, mas somos o sujeito dessas emoções. Da mesma maneira, não se trata de negar o <em>nous</em>, mas, sim, de não idolatrá-lo, de não tomá-lo pela parte divina do nosso ser, de considerá-lo o espelho da luz.</p>
<p>Vocês sentem a diferença que essas visões antropológicas terão no mundo da educação. Se nossas escolas têm uma antropologia do homem tridimensional, será preciso não apenas nutrir o nosso corpo ou nossa inteligência racional, mas será preciso cuidar da nossa dimensão contemplativa e nos ensinar algumas práticas de meditação.</p>
<p>Na visão “<em>pneumática</em>” do ser humano, o terapeuta, que é um psicólogo, cuida do corpo, cuida do psiquismo, cuida do <em>nous</em>, pratica a meditação e respeita todas estas dimensões. Esta quarta antropologia é a que encontramos em Fílon de Alexandria e em Graf Dürckheim.</p>
<p>O que me parece interessante é que esta visão do homem não é um objeto de crença ou de revelação, mas é o aprofundamento de uma observação que tem seu ponto inicial na matéria. É preciso interrogar-se sobre o que anima esta matéria e entrar neste silêncio existente no íntimo de todas as coisas. Entrar neste sopro que não destrói nada do que existe mas que abre o coração e o torna livre, que abre a inteligência e a torna livre em relação a tudo o que ela sabe. E a conduz um pouco mais longe.</p>
<p align="center">TERAPEUTAS DO DESERTO – De Fílon de Alexandria e Francisco de Assis a Graf Durckheim; LELOUP, Jean-Yves e BOFF, Leonardo; 11ª edição, Organização de Lise Mary Alves de Lima; tradução de Pierre Weill; Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. Capítulo 2 – 2.1 A antropologia dos Terapeutas de Alexandria e de Graf Dürckheim, pg.s 49 a 57</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OTVORITVENI DOGODEK FESTIVALA POMLADI: RADIOMENTALE (FR) - 1. MAJ!]]></title>
<link>http://festivalpomladi.wordpress.com/2009/04/07/otvoritveni-dogodek-festivala-pomladi-1-maj-radiomentale-fr/</link>
<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 09:53:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>festivalpomladi</dc:creator>
<guid>http://festivalpomladi.wordpress.com/2009/04/07/otvoritveni-dogodek-festivala-pomladi-1-maj-radiomentale-fr/</guid>
<description><![CDATA[*** OTVORITVENI VEČER KINOZVOČENJ V KINODVORU RADIOMENTALE (FR) Cinemix show KINODVOR PETEK, 1. MAJ ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal">***<br />
OTVORITVENI VEČER KINOZVOČENJ V KINODVORU<br />
RADIOMENTALE (FR)<br />
Cinemix show</p>
<p class="MsoNormal">KINODVOR</p>
<p class="MsoNormal">PETEK, 1. MAJ ob 23.30</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-158" title="rm-live-5" src="http://festivalpomladi.wordpress.com/files/2009/04/rm-live-5.jpg?w=300" alt="rm-live-5" width="300" height="224" /></p>
<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
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<p class="MsoNormal">
<p>Francoski duo RadioMentale, letošnja rezidenčna umetnika Festivala pomladi in Muzeja začasnih umetnosti MoTA za Kinodvor pripravljata cinemix audiovizualno poslastico, kakršne smo bili v lanskem letu deležni že v slogu VDJ OOFa. Zvočni sistem RadioMentale, ki svoje lovke razteza do raznolikih klubov, urbanih shajališč ter spletnih in umetniških prizorišč, sestavljata Jean-Yves Leloup in Eric Pajot, pariška DJ-ja in zvočna umetnika. Kot glasbenika in skladatelja delujeta tudi na filmskem področju. V letu 2008 je pod njuno glasbeno taktirko nastal soundtrack za dokumentarni film &#8221;Celebres Anonymes&#8221; (režiserja: Henri De Guerlache in Christophe D&#8217;Yvoire). Njuno ustvarjanje je skupek uporabe različnih medijev, kar se odraža v sodobnih umetniških razstavah, filmskih soundtrackih, zvočnih instalacijah, radijskih oddajah, spletnih straneh ter zvočni podobi za javne prostore in dogodke.</p>
<p>V času gostovanja bosta pripravila audiovizualno instalacijo za javni prostor- enega od mostov čez Ljubljanico- z naslovom Ghost Track. Sestavljen iz zvočnih in video posnetkov Ljubljane bo Ghost Track ustvarjal ambientalno čustveno pokrajino prepleteno s subtilno svetlobo in zvokom.</p>
<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;   &#60;![endif]--></p>
<p>Performans ali zvočna struktura dvojca RadioMentale se konstruira v kolažu eklektičnega seta audio virov z zvočnimi eksperimenti, filmskimi soundtracki, ambientalnimi, eksperimentalnimi, elektronskimi glasbenimi valovanji ter zvoki narave, drobci intervjujev in človeškega glasu, kar izzveneva v meditativni podobi zvočnega in vizualnega.</p>
<p>Pred kratkim sta album I Could Never Make That Music Again izdala kot L-R &#38; RadioMentale v sodelovanju z Jean-Philippe Renoult-jem za belgijsko založbo Sub Rosa. Album je bil v Franciji nagrajen s Qwartz Prize 2008 &#8211; za najvidnejša umetnika elektronskih kompozicij.</p>
<p>&#8211;<br />
Okusiti nastop francoskega tandema RadioMentale je edinstvena priložnost, ki je ne gre zamuditi!</p>
<p>&#8212;<br />
<a href="http://radiomentale.wordpress.com/" target="_blank">http://radiomentale.wordpress.com</a><br />
<a href="http://www.myspace.com/radiomentale" target="_blank">http://www.myspace.com/radiomentale</a><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=X4uysqJfmt0" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=X4uysqJfmt0</a></p>
<p>VSTOPNINA: 10 EURO / 8 EURO (študenti)</p>
<p>***</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kuduro, l'Afrique Electro (1)]]></title>
<link>http://globaltechno.wordpress.com/2009/02/23/kuduro-lafrique-electro-1/</link>
<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 10:07:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jean-Yves Leloup</dc:creator>
<guid>http://globaltechno.wordpress.com/2009/02/23/kuduro-lafrique-electro-1/</guid>
<description><![CDATA[Entretien : Jean-Yves Leloup Photos : Frédéric Galliano Avec son album Kuduro Sound System, débuté e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:left;"><em>Entretien : Jean-Yves Leloup<br />
Photos : Frédéric Galliano</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-451" title="fg-kss-luanda-2" src="http://globaltechno.wordpress.com/files/2009/02/fg-kss-luanda-2.jpg" alt="fg-kss-luanda-2" width="360" height="542" /></p>
<h3><strong>Avec son album <em>Kuduro Sound System</em>, débuté en septembre 2005 et sorti en 2006, Frédéric Galliano fût le premier musicien occidental à programmer du Kuduro angolais et à inviter sur son album, certains des artistes les plus créatifs du genre. Le français, volontiers enthousiaste et grande gueule, nous relate la découverte de cette authentique musique électronique africaine.</strong></h3>
<h4>Le fondateur du label Frikyiwa, ancienne figure de F Com, prépare actuellement un nouvel album et une nouvelle compilation dédiée au Kuduro. On le retrouvera cet été en tournée.</h4>
<p><strong>Quand et comment a eue lieu ta rencontre avec le Kuduro ?</strong><br />
Lors d’une date en Angola, alors que j’étais en tournée en Afrique Centrale avec mon projet <em>African Divas</em>. Dès mon arrivée à Luanda, je monte dans un taxi, j’entends un morceau et je me dis, « c’est quoi ce truc terrible ! ». Je demande à écouter trois ou quatre morceaux et puis là je me rends compte que je suis face à un truc vraiment nouveau. Donc, j’arrête le premier vendeur de CD qui passe dans la rue et je lui achète quatre compiles de Kuduro direct. Parce que j’ai tout de suite compris qu’il se passait là quelque chose… Et c’est étonnant parce que trois semaines avant de partir, j’avais donné une interview pour Mondomix et TV5 Monde où je livrais cette phrase un peu prémonitoire, « le jour où l’Afrique va faire de la musique électronique, avec un médium électronique, à savoir un ordinateur, mais basée sur ses propres rythmiques, ses propres références culturelles, on va en prendre plein les oreilles ». Je parle de leurs propres références, car au cours de l’interview, je dénigrais le hip hop africain qui pour moi est sans intérêt, parce que c’est assez pauvre, pauvre d’un point de vue identitaire ou sonore, sauf parfois au niveau du flow dans certains pays.<br />
Donc, arrivé en Angola, je tombe là-dessus et je me rends compte immédiatement que cette musique, à part le pied sur tous les temps, qui est effectivement issu de la house et de la techno, est largement inspiré du swing de la batucada et tiré d’un truc traditionnel. Je me rends compte que c’est un type de programmation complètement novateur, qui n’existe pas ailleurs. Ce n’est pas de la jungle, de la house, de la techno ou du zouk, mais plutôt une sorte d’ovni. Je réalise en l’écoutant et en le décortiquant qu’il y a donc à la fois une origine house, à savoir le pied sur tous les temps, et puis quelque chose d’africain. <!--more-->J’ai donc cherché à en savoir plus et j’ai réussi à rencontrer Tony Amado, le créateur du Kuduro. Et je lui ai donc demandé comment lui était venue l&#8217;idée. Il m’explique alors qu’en 1996, en pleine guerre civile, il va dans une discothèque et il entend « I Like To Move It, Move It », et il adore. Il me dit, « j’aimais bien cette énergie, j’aimais bien la voix du mec, mais ce n’étais pas de la musique angolaise, donc ça m’ennuyait un peu ». Il rentre donc dans son studio il garde le pied sur tous les temps, mais base tous les autres éléments rythmiques comme la caisse claire ou les charleys sur des rythmiques issues des percussions traditionnelles angolaises, elles-mêmes ancêtres des batucadas brésiliennes (l’esclavage a emmené ces rythmiques de l’autre côté de l’Atlantique). Dessus, il s’est donc mis à chanter et il a réalisé quasi instantanément un mix parfait. A savoir, un pied sur tous les temps qui donne l’énergie européenne, et dessus cette espèce de quantification de percussion, ajouté à un flow complètement original, qui n’est ni un flow de ragga, ni de hip-hop.</p>
<div id="attachment_457" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-457" title="tony-amado" src="http://globaltechno.wordpress.com/files/2009/02/tony-amado.jpg?w=300" alt="Tony Amado, créateur du Kuduro" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Tony Amado, créateur du Kuduro</p></div>
<p>Je perçois donc alors intuitivement que ce truc-là possède un potentiel énorme qui, en l’état, ne pourrait pas encore tout à fait marcher chez nous. Mais j’ai ressenti à ce moment-là le même choc quand, à l’âge de vingt ans, j’ai entendu les productions house de Strictly Rhythm. Et pour moi, le Kuduro, c’est vraiment de la musique électronique. A la Fnac, c’est encore classé dans la section Musiques du mondes, mais quand tu regardes du strict point de vue de la production, on est vraiment dans l’électro. Le Kuduro, c’est un mec devant un ordi et un mec qui chante, c’est tout. Et c’est aussi une musique de DJ. Tout ces éléments réunis ont donc fait qu’en quelques minutes, je me suis pris une grosse claque et je me suis dit, « voilà, la nouvelle musique électronique ». Pendant que tout le monde continue à se regarder avec la minimale ou d&#8217;autres styles, et qu&#8217;il ne se passe plus grand chose en Europe, je me rends compte que la véritable nouveauté vient de l’hémisphère sud. C’est quelque chose que j’avais déjà senti au début des années 2000. En effet, à partir de la fin des années 90, l’arrivée de l’internet et la baisse des prix du matériel électronique ont permis aux pays du sud d’avoir accès aux mêmes technologies que nous. Cela, je m’en étais rendu compte au mois de mai 1999, lors d’un voyage au Mali, où je fus l’un des premiers à introduire un sampler dans le pays. Je l’avais vendu à un producteur malien qui, malheureusement, a fait pas mal de musique médiocre avec, et a beaucoup influencé une très mauvaise production malienne, qui s’est fait depuis. Mais si tu veux, je m’étais rendu compte que l’arrivé de cette machine avait directement changé les choses. De la même manière, à partir de 1998, on a assisté à un changement complet de la circulation de l’information grâce à l’Internet. Quand j’allais au Mali ou au Sénégal à la fin des années 90, je galérais pour accéder au Net. Ce n’est plus le cas aujourd’hui, dans n’importe quelle petite ville reculée, tu as Internet, et cela a complètement changé la donne. Cette nouvelle circulation de l’information et cette possibilité, pour les pays du sud, d’accéder aux mêmes technologies que nous, fait que l’on met des moyens à disposition à des mecs qui ont plein d’idées. Et forcément, il va y avoir de l’ébullition. Ca a donc été le cas avec le Kuduro et dans l’avenir, c’est tout le sud qui va suivre le mouvement, à l’image de ce qui s’est passé au Brésil ou au Mozambique.</p>
<p><strong>J’ai entendu dire que de jeunes musiciens s’amusaient notamment avec des téléphones portables pour obtenir certains sons électroniques. C’est la chanteuse M.I.A. qui a raconté ça dans une interview donnée l’année passé à Rolling Stone.</strong><br />
C’est possible, mais c’est quelque chose que tu retrouves aussi dans le Baile funk à Rio de Janeiro. Ce que je trouve plus intéressant et nouveau avec le Kuduro, comparé au reste de la musique électronique, le hip hop comme la techno, qui sont très souvent sérieux, c’est que dans l’univers du Kuduro, tout est permis. Tu peux faire n’importe quoi, tu peux faire un morceau avec un cri de coq ou un son de portable, c’est une musique tellement folle, qui est à la fois très quantifiée, tout en paraissant totalement breakée et déstructurée. La première fois que je me suis rendu en Angola, j’ai très humblement voulu y apprendre les bases du Kuduro. Des gamins comme le Buraka Som Sistema s’imaginent que l’on peut faire du Kuduro comme ça simplement, mais putain c’est vachement plus malin que ça, il y a dedans des choses qui renvoient à plein d’éléments de l’histoire de la musique de la percussion angolaise, il y a des temps forts, des manières de placer des triolets sur du binaire, tu ne peux pas faire du Kuduro de manière aussi simple et facile que l’on pourrait le croire à la première écoute.</p>
<div id="attachment_459" class="wp-caption aligncenter" style="width: 209px"><img class="size-medium wp-image-459" title="fg-kss-luanda-1" src="http://globaltechno.wordpress.com/files/2009/02/fg-kss-luanda-1.jpg?w=199" alt="Danseurs de Kuduro, lors d'un live de Frédéric Galliano" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">Danseurs de Kuduro, lors d&#39;un live de Frédéric Galliano</p></div>
<p><strong>Il y a donc une approche très ludique…</strong><br />
En effet, sur la base de cette rythmique atypique, tu peux tout te permettre. J’ai même entendu un morceau avec des mecs qui faisaient chanter une sourde qui articulait des choses incompréhensibles ! La base rythmique est tellement forte et tellement joyeuse, que dessus, c’est la porte ouverte à tous les sons, les plus insolites comme les plus ironiques. On peut y entendre des cris de chien, des cris de poulet, pour ma part j’ai utilisé des cris de gorille et de poule pour mon prochain live. Ca fonctionne très bien parce que ça renforce ce côté complètement dingue. Il y a par exemple un morceau très connu de DJ Znobia sur lequel tu entend un cliquetis d’horloge. C’est donc drôle mais ce n’est pas pour autant kitsch, parce que tu sens que ça rentre dans une sorte de vent de folie. C’est un vrai vent de folie, cette musique ! Ca ressemble d’ailleurs à Luanda, c’est le far West, là-bas, tout est possible, c’est une ville de 3 millions d’habitants qui se presse sur un espace qui ne devrait en contenir que 800 000, c’est en pleine reconstruction, il y a des chantiers partout, des bouchons de 6 heures du matin à 11h du soir, c’est une ville de fous furieux, dont le Kuduro est à l’image.</p>
<p><strong>Qu’en est-il des paroles ?</strong><br />
Ca va de pures conneries à des choses plus politiques. Un chanteur s’est quand même fait dessouder par la police. C’est une musique du peuple, il y a parfois des textes hardcores, mais parfois aussi de grosses conneries. Au début, c’était plus dur, maintenant c’est plus festif, ça passe à la télé, à la radio, il y a même des trucs romantiques.</p>
<p><strong>Quel est le matériel dont ils disposent ?</strong><br />
De vulgaires PC équipés du logiciel le plus simple, Fruity Loop. Bon, il y a quelques beaux studios avec du gros matos, mais globalement, ce sont les mecs des ghettos qui font du Kuduro. Bon, il y a quelques stars comme Dog Murras, Beto Max ou DJ Manya, mais tous les autres, ce sont des pauvres mecs qui font ça le soir quand ils rentrent de l’école, à l’arrache. Ils mixent sur leur chaîne hi-fi, c’est n’importe quoi, mais le truc, il est fait, il est jeté et il circule.</p>
<p><strong>Est-ce qu’on assiste là à une forme de détournement de la technologie ?</strong><br />
Non, il n’y a aucun détournement. C’est l’inverse, par exemple, d’un artiste occidental comme Monolake, qui développe et adapte de nouvelles technologies, trouve de nouvelles sonorités, construit ses machines et ses potentiomètres. Eux, ils s’en foutent. Il installent Fruity Loops, ils l’ouvrent et ça y va. Il n’y a donc pas de détournement au sens technologique. Par contre, il y a une appropriation sans vergogne d’un médium et d’un logiciel pour exprimer une culture africaine. Et ça c’est intéressant. Bien sûr, à Luanda, tu as une scène hip hop ou ragga, mais dans le Kuduro, il y a une manière de clamer, « nous on est angolais, et on fait une musique qui nous ressemble ». Ils ne vibrent pas sur la house ou sur la musique des DJs stars européens, ils s’en foutent. Ils ont une fierté de faire leur truc, qui leur appartient, et basta.</p>
<p><strong>Comment est-ce que la musique circule ?</strong><br />
Le Kuduro est angolais à 100%. Cela étant, beaucoup de capverdiens font du Kuduro mais ce n’est pas vraiment leur culture. Quand tu vas à Luanda, tu te rends compte à quel point les types sont dingues, et pourquoi la musique qu’ils font est dingue. Les capverdiens ont une manière de faire du Kuduro vachement gentille à côté, et qui n’arrive pas à retranscrire cette espèce de folie. Il se trouve que l’on a une communauté capverdienne importante en France par rapport aux angolais, tout comme en Hollande où est elle est encore plus importante. Aujourd’hui, le Kuduro s’est donc répandu via les pays lusophones, à Sao Tome &#38; Principe, au Mozambique, récemment au Brésil. Chez nous, le Kuduro circule via les réseaux capverdiens, car il y a peu de véritables angolais en France. On retrouve cette musique dans les soirées capverdiennes, chez de petits DJs français dont les parents sont originaires de là-bas, de jeunes français qui dansent, mais de manière très gentille, de manière très différente à ce qui se pratique en Angola. Là-bas, j’ai vu des mecs casser des chaises, casser des briques avec le dos, des trucs de fous. Le Kuduro circule aussi un peu dans les milieux antillais, grâce à un ou deux morceaux qui marchent, mais c’est tout. C’est encore limité.<br />
Pour ma part, quand je suis revenu en France avec ce projet, à l’époque, tout le monde s’est un peu foutu de ma gueule, mon manager comme mon tourneur. Mon tourneur a essayé de vendre mon groupe sur scène, le Kuduro Sound system, et tous les programmateurs qui avaient acheté précédemment mon projet African Divas, sans problèmes, se sont aussi foutus de ma gueule, ils ne comprenaient pas du tout l’idée. Ce que je peux te dire trois ans après, c’est que le Kuduro, on va le prendre en pleine gueule cette année, et sans doute cet été. Depuis quelques mois, avec ce que je vois sur Youtube et ce que j’entends sur le Net, je peux te dire que ça monte. Mais pour l’instant, il n’y aucun véritable tube de Kuduro à part peut-être un truc assez commercial comme le « Tchiriri » de Costuleta, qui s’est répandu en dehors de la communauté capverdienne vers le Mali et s’est beaucoup propagé dans le milieu afro antillais. Donc, pour l’instant, ça monte, les jeunes s’y intéressent, et en France ça reste encore un phénomène très communautaire, capverdiens et antillais.</p>
<p><strong>Je pense que ça peut toucher le public blanc, car il y a une énergie et une musicalité du chant très forte, très différente du dancehall par exemple. Quand les gens de l’électro ont l’occasion d’en entendre, ils accrochent tout de suite.</strong><br />
Quand je suis revenu d’Angola il y a trois ans, j’en ai tout de suite joué dans mes DJ sets. Le public ne connaissait pas du tout ces morceaux, mais tout le monde a dansé dessus, immédiatement. C’est la première fois que ça m’arrive en quinze ans. Les premiers morceaux que j’ai passé, les mecs dansaient sauf qu’ils ne dansaient pas pendant trop longtemps car le tempo à 140 BPM, il faut tenir la distance ! Après chacun de morceaux que je mixais, les gens venaient me voir systématiquement pour me demander ce que c’était. Là, je me suis rendu compte qu’il y avait un potentiel. Bon, pour séduire le public français, et pour qu’il y ait un vrai tube, il va falloir vraiment travailler le morceau.</p>
<p><strong>Le tube de DJ Mujava, originaire d’Afrique du sud, n’est pas si éloigné, dans cette manière de mélanger l’Afrique et l’électronique. Les gens ont, grâce à ce titre, commencé à tendre l’oreille à ce nouveau type d’inspiration…</strong><br />
Non, tu ne peux pas comparer, en plus ce n’est pas un bon morceau. Tout le monde s’étonne là-dessus, c’est surestimé. Bon, je sais aussi que les gens de Warp s’intéressent au Kuduro, mais c’est en fait très difficile d’aller là-bas. Si tu n’as pas le réseau sur place, ce n’est pas la peine. Effectivement, il serait temps que tout le monde finissent par réagir et se rende compte qu’il y a quelque chose qui se passe dans le sud. Ici, c’est fini, on n’a plus d’idées, on n’a plus la fraicheur d’il y a 20 ans. Tu vas dans les favelas de Rio, les mecs c’est sans vergogne qu’ils te plient les bécanes, ils ont la même fraicheur et le même regard que nous il y a 20 ans lorsque l’on se disait que tout est possible. Ce qu’il se passe dans le sud, c’est ce qui s’est passé avec l’électronique entre 1988 et 1994 aux Etats-Unis. Tout a été fait en l’espace de cinq ans sur la house.</p>
<p><strong>Ces musiques africaines passent beaucoup par la danse, ce qui est le cas en France…</strong><br />
Là où Tony Amado a été très intelligent, et Amado me l’a raconté tel quel, c’est qu’il s’était aperçu qu’il avait inventé une nouvelle forme de musique, mais pas de pas de danse qui allait avec. Donc, voilà, il ne savait pas trop quoi faire, comment inventer de nouveaux pas et tout à coup il voit une scène du film « Kickboxing », dans laquelle JC Van Damme danse complètement bourrée. Il va s’en inspirer et le développer et depuis, il forme toujours des danseurs en Angola. Il s’était dit que ce serait pas mal de danser ainsi avec le cul serré, comme Van Damme dans le film. Bon, de là à dire que JCVD a inventé cette danse, c’est totalement faux. Quant à la danse de Kuduro que l’on voit en France dans les clubs et chez les jeunes des cités, c’est quand même assez éloignée de ce que l’on voit en Angola.<br />
Mais ce qui est aussi intéressant, c’est que pour la première fois depuis très très longtemps, le Kuduro renoue avec l’idée de danse collective. Bon, parfois, chacun danse dans son coin, tu as deux ou trois pas de base, et d’un coup, comme j’ai pu l’observer en Angola, trois personnes vont faire un pas de danse synchronisé et tout le monde, c’est à dire toute une discothèque de 250 personnes, va suivre le même pas. Depuis le Madison, on avait rarement vu ça.</p>
<p><strong>Pour en revenir à la France, notre pays possède tout de même un duo très prometteur, Les Princes du Kuduro.</strong><br />
Pour moi, c’est un peu cheap. C’est assez éloigné de la musique du ghetto. Tu sais, je suis vraiment un pur et dur du Kuduro. Si je t’envois un zip de MP3 de nouveautés d’Angola, tu vas te rendre compte à quel point cette musique possède de l’énergie. Là, je viens de recevoir un DVD de pure tracks, ça ne se trouve pas facilement.</p>
<p><strong>Et quant aux Buraka Som Sistema du Portugal ?</strong><br />
Je les trouve très prétentieux, ils font un Kuduro de « blanco » comme disent mes potes de Luanda. Certaines  batidas (rythmiques) que l’on entend sur l&#8217;album ont été achetées en Angola. C’est sympa, mais le live est cheap et ils me semblent encore un peu jeunes. Moi, je me sens rendu là-bas très souvent, en essayant d’apprendre des choses, mais eux ce n’est pas le cas. Ils viennent plutôt du drum &#38; bass. Ils sont malins et je trouve qu’ils ont un meilleur faire-savoir que savoir-faire, comme beaucoup de mecs de cette génération. Leur album est relativement pauvre. J’attends du Kuduro des choses plus viriles et plus créatives. Ce qu’il y a d’intéressant dans le Kuduro, c’est que comparé au coupé-décalé ivoirien où il n’y pas vraiment d’évolution, à Luanda, tous les six mois ça change, il y a une vraie concurrence. Pendant une période c’est minimal, puis quelques mois plus tard, encore autre chose, c’est de la folie. Il y a trois ans c’était plus mélodique, et puis après, très sec et minimal, très batida, basé sur la batterie, sans basse, puis on y pu entendre beaucoup de sons électros, et parfois même des sons de casseroles… Ca n’arrête jamais.</p>
<div id="attachment_460" class="wp-caption aligncenter" style="width: 209px"><img class="size-medium wp-image-460" title="fg-mankila-pancha" src="http://globaltechno.wordpress.com/files/2009/02/fg-mankila-pancha.jpg?w=199" alt="Frédéric Galliano et les artistes Mankila et Pancha" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">Frédéric Galliano et les artistes Mankila et Pancha</p></div>
<p>Liens :</p>
<p>http://www.myspace.com/fredericgalliano</p>
<p>http://www.myspace.com/festival100angola</p>
<p>http://www.myspace.com/lesprincesdukuduro</p>
<p>http://www.myspace.com/burakasomsistema</p>
<p><cite></cite></p>
<p><cite><strong></strong></cite>http://planetekuduro.ning.com/</p>
<p>http://masalacism.blogspot.com/</p>
<p>http://www.kuduro.tv/</p>
</div>]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Deserto, desertos]]></title>
<link>http://hesicasta.wordpress.com/2008/12/09/deserto-desertos/</link>
<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 11:14:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>pcvilela</dc:creator>
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<description><![CDATA[CADA UM TEM SEU DESERTO A ATRAVESSAR O que evoca para nós a palavra deserto? Silêncio, imensidão, ve]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>CADA UM TEM SEU DESERTO A ATRAVESSAR</strong></p>
<p><img class="size-medium wp-image-15 alignnone" title="deserto" src="http://hesicasta.wordpress.com/files/2008/12/deserto.jpg?w=300" alt="deserto" width="300" height="225" /></p>
<p>O que evoca para nós a palavra deserto? Silêncio, imensidão, vento abrasador? Não apenas. Evoca também sede, miragens, escorpiões&#8230; e o encontro do mais simples de si mesmo no olhar assombrado e surpreso do homem ou da criança que brota não se sabe de onde – entre as dunas?</p>
<p>Existem os desertos de pedras e de areias, o deserto do Hoggar, de Assekrem, de Ténéré e do Sinai e de outros lugares ainda&#8230; o deserto é sempre o alhures, o outro lugar, um alhures que nos conduz para o mais próximo de nós mesmos.</p>
<p>Existem os desertos na moda, onde a multidão se vai encontrar como um pode tagarela, em espaços escolhidos, onde nos serão poupadas as queimaduras do vento e as sedes radicais; deles se volta bronzeado como de uma temporada na praia, mas ainda por cima, com pretensões à “grande experiência”, que nos transformaria para sempre em “grandes nômades”&#8230;</p>
<p>Existem, enfim, os desertos interiores. Temos que falar deles, saber reconhecer o que apresentam de doloroso e tórrido, mas tentando também descobrir, aí, a fonte escondida, o oásis, a presença inesperada que nos recebe, debaixo de uma palmeira sorridente, em redor de uma fogueira onde a dança dos “passantes” se junta à das estrelas. Pois o deserto não constitui uma meta; é, antes, um lugar de passagem, uma travessia. Cada um, então, tem a sua própria terra prometida, sua expectativa que deverá ser frustrada, sua esperança a esclarecer.</p>
<p>Algumas pessoas vivem esta experiência do deserto no próprio corpo; quer isto se chame envelhecer, adoecer ou sofrer as conseqüências de um acidente. Esse deserto às vezes demora muito a ser atravessado.<br />
Outras pessoas vivem o deserto no coração das suas relações, deserto do desejo ou do amor, das secas ou dos aborrecimentos que não aprendemos a compartilhar.</p>
<p>Há também os desertos da inteligência, onde o mais sábio vai esbarrar no incompreensível e o mas consciente no impensável. Só conseguimos conhecer o mundo e as suas matérias, a nós mesmos e às nossas memórias quando atravessamos os desertos.</p>
<p>Temos, finalmente, o deserto da fé, o crepúsculo das idéias e dos ídolos, que havíamos transformado em deuses ou em um Deus, para dar segurança às nossas impotências e abafar as nossas mais vivas perguntas.</p>
<p>Cada pessoa tem seu próprio deserto a atravessar. E a cada vez será necessário desmascarar as miragens e também contemplar os milagres: o instante, a aliança, a douta ignorância e a fecunda vacuidade.</p>
<p>Jean-Yves Leloup</p>
</div>]]></content:encoded>
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