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	<title>jeitosinha &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/jeitosinha/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "jeitosinha"</description>
	<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 03:08:29 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[A Saga de Jeitosinha - Capitulo II]]></title>
<link>http://jeitosinha.wordpress.com/2009/07/17/a-saga-de-jeitosinha-capitulo-ii/</link>
<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 13:24:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>jeitosinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Farsa Capitulo II Não foi difícil esconder do pai da criança a verdade sobre Jeitosinha. Ambrósio ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>A Farsa<br />
Capitulo II</p>
<p>Não foi difícil esconder do pai da criança a verdade sobre Jeitosinha.<br />
Ambrósio era um homem conservador e moralista, embora seus atos não correspondessem à disciplina rigorosa que impunha aos filhos e à esposa.<br />
Por esta razão, ninguém estranhou que desde muito cedo a caçula tenha sido criada em total isolamento em relação aos seis irmãos, sob o olhar atento de Marilena. Para Ambrósio e os vizinhos, a intenção da mãe era preservar a honra e inocência da filha.<br />
A menina era o tesouro de seu pai. Sem contato íntimo com outras crianças, a própria Jeitosinha cresceu desconhecendo sua real condição de travesti.<br />
Os traços finos da criança colaboravam, e quando a adolescência chegou, Marilena passou a misturar hormônios femininos ao Biotônico Fontoura que dava diariamente à menina, com resultados surpreendentes.<br />
Aos 20 anos, Jeitosinha era não apenas uma mulher, mas a mulher mais bonita do bairro. Foram raros os incidentes que ameaçaram revelar o segredo de Marilena. O mais grave aconteceu quando a menina tinha 15 anos. Era uma tarde de Domingo quando Arlindo, o irmão mais velho, entrou na sala gritando: “- Eu vi a Jeitosinha fazendo xixi em pé! Eu vi a jeitosinha fazendo xixi em pé!”.<br />
Com presença de espírito, antes mesmo que Ambrósio raciocinasse sobre a frase, Marilena deu um safanão no rapazote:<br />
- Espiando sua irmã no banheiro, não é, safado?<br />
Diante da possibilidade de que a intimidade inocente de sua filhinha tivesse sido violada, Ambrósio deu uma surra de cinto no pobre Arlindo. Só depois de muitas chibatadas é que foi cair a ficha:<br />
- Peraí, moleque. Você disse que viu sua irmã mijando em pé? Que história é essa?<br />
Mas quando Arlindo saiu do coma, uma semana depois, o pai já nem se lembrava mais da pergunta formulada segundos antes dele perder os sentidos.<br />
Para Ambrósio, tratava-se apenas de uma brincadeira do jocoso Arlindo.<br />
Aqueles foram dias difíceis para Marileusa. Mas a crise que aquela pobre mãe zelosa enfrentava agora, cinco anos depois, era muito mais grave.<br />
Estava chegando a hora de contar a verdade à filha: Jeitosinha estava apaixonada.</p>
<p>Jeitosinha resistirá à trágica revelação de sua natureza?<br />
Confira no próximo e emocionante capítulo!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Saga da Jeitosinha - Capitulo I]]></title>
<link>http://jeitosinha.wordpress.com/2009/07/16/a-saga-da-jeitosinha-capitulo-i/</link>
<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 19:14:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>jeitosinha</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ambrósio e Marilena já tinham seis filhos, mas a iminência da chegada de um sétimo rebento criava um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Ambrósio e Marilena já tinham seis filhos, mas a iminência da chegada de um sétimo rebento criava um clima de tensão no lar. As seis tentativas anteriores não foram suficientes para realizar o sonho do homem: ser pai de uma menina. Contínuo num banco de pequeno porte, indivíduo de temperamento difícil e tendo sido vítima de tortura durante a infância (era obrigado a se vestir de marinheiro e usar botinhas ortopédicas), Ambrósio vivia como uma bomba prestes a explodir.</p>
<p>Por isso Marilena nem se espantou quando o marido, com um tom de voz até doce se comparado ao tratamento habitual que dispensava a família, decretou:<br />
- Se for outro cueca eu te mato, sua vaca!</p>
<p>Para a sorte da pobre mulher, Ambrósio estava no trabalho quando ela entrou em trabalho de parto. Ao conferir, com a criança ainda nas mãos da parteira, que se tratava de mais um menino, Marilena chorou compulsivamente.</p>
<p>Dona Nair, a velha parteira, tentou consolá-la com as palavras simples mas sábias dos humildes:</p>
<p>- ?? depressão pós-parto. Estima-se que ela atinja 10% das puérperas. Ela pode ser severa e resistente ao tratamento farmacológico, mas o estrogênio &#8211; em doses decrescentes, durante duas semanas, mimetizando o ciclo ovariano…tem sido eficaz em alguns casos, viu, ‘fia’ ?</p>
<p>- Não é isso, Dona Nair… &#8211; interrompeu a mulher, entre lágrimas. O problema é que o Ambrósio vai me matar se souber que é outro varão…</p>
<p>Dona Nair era uma mulher experiente. Com um sorriso maroto, sugeriu:<br />
- Se é assim, crie o garoto como se fosse uma menina. Ambrósio nunca saberá a diferença…</p>
<p>- A senhora acha que isso pode funcionar? &#8211; animou-se Marilena.</p>
<p>- Já vi demais… Lembra daquela pivô que jogava na seleção de basquete?</p>
<p>Agarrando-se aquele fio de esperança, a mãe abraçou carinhosamente a criança e encheu-se de ternura.</p>
<p>- ??… pode dar certo. Até que ele é jeitosinho…</p>
<p>- Jeitosinha, ‘fia’… &#8211; corrigiu Nair &#8211; Jeitosinha!</p>
<p><strong>Conseguirá Marilena levar esta farsa adiante?</strong></p>
<p><strong>Confira no próximo e emocionante capítulo!</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/26/348/</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 01:45:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/26/348/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/pt-final.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-347" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/pt-final.jpg" alt="" width="450" height="318" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Essa é a História (ÚLTIMO CAPÍTULO)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/23/essa-e-a-historia-ultimo-capitulo/</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:54:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/23/essa-e-a-historia-ultimo-capitulo/</guid>
<description><![CDATA[- O que Bruno lhe disse de tão importante àquela noite? Perguntou Jeitosinha, ansiosa, ao travesti K]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">- O que Bruno lhe disse de tão importante àquela noite? Perguntou Jeitosinha, ansiosa, ao travesti Kátia Trovoada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Bom, menina&#8230; Ele chegou aqui todo sem gracinha. Estava bem bêbado, mas nem por isso perdeu a timidez.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim&#8230; E então? A loira mal controlava suas emoções.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Então eu perguntei como ele queria, e coisa e tal&#8230; Ele me disse que era a sua primeira vez num lugar como esse, e provavelmente a última.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O que mais? </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Bem, ele disse que não estava à vontade, mas que precisava se colocar a teste&#8230; Por amor. Na ocasião, não entendi nada, pensei que era coisa de bêbado, mas agora entendo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Os olhos de Jeitosinha brilharam:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim! Como não pensei nisso antes? Ele queria saber se conseguiria se adaptar ao meu estranho jeito de amá-lo!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;"> &#8211; Ah, Santa&#8230; Carinha de quem estava se adaptando ele fez. Emendou Kátia, com um gesto afetado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Vou procurá-lo agora mesmo!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Enquanto Jeitosinha corria para os braços de seu amado, Bruno dava um ponto final em sua relação com Adenaíra. Foi uma longa conversa, que terminou num clima cordial.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não me leve a mal&#8230; Pensei que pudesse esquecer Jeitosinha, mas&#8230; É impossível. De alguma maneira, sinto que quando estou com ela tudo parece se encaixar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Se eu tivesse sabido antes não teria quebrado o pino do meu Lego. Lamentou Adenaíra. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- De qualquer forma, devo-lhe minha vida. Sou grata pelos dias que passamos juntos e pelos seus cuidados. Espero que um dia você e Jeitosinha possam voltar a se entender.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não creio ser possível. Que segredo você guarda sobre ela? Existe algo mais, além da particularidade anatômica?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não me force a dizer. Só lhe adianto que sua irmã não é quem parece ser&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Neste momento a porta da sala se abre, de forma dramática.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim, Bruno&#8230; Sim, meu amor! Sou sua Jeitosinha! Jamais fui tocada por outro homem que não você!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">É claro que aquela altura do campeonato, falar sobre Laura Crowford era perfeitamente dispensável. Aliás, ela era uma mulher&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não pode ser&#8230; Eu vi você naquele local deplorável!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Eu vinha sendo chantageada por Arlindo. Mas não cheguei a entrar em ação! É uma longa história meu amor&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Bruno começou a se despir de sua casca de rancor.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Eu&#8230; Eu também só fui lá naquele dia porque&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Eu já sei&#8230; Esqueça, Bruno. Não diga nada. Apenas me beije!</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/hs1148-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-345" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hs1148-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Cabisbaixa, Adenaíra deixou o apartamento de Bruno e seguiu a esmo pelas ruas escuras da Cidade de Contagem. Jeitosinha e seu homem se amaram loucamente, como estavam predestinados a fazer por muitos e muitos anos. Não muito longe dali, uma nave espacial alienígena pousava no matagal.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Porque voltamos, chefe? Perguntou uma das criaturas verdes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Veja com seus próprios olhos! Compramos gato por lebre!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">O ET entregou ao colega um exemplar de uma popular revista de mulher pelada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Ué&#8230; Aquela moça que trouxemos à nave tinha um detalhe a mais&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Claro! Era um homem disfarçado! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Como o senhor descobriu?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Bem, já tínhamos até saído desta galáxia quando resolvi folhear umas revistas que levei de recordação deste planetinha atrasado. Foi aí que me deparei com estas fotos de mulheres nuas e percebi tudo: as fêmeas daqui são, aparentemente, exatamente como as nossas! Tudo indica que estão prontas para reproduzir nossos filhos!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Que beleza, chefe! O que faremos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O óbvio: pegaremos uma outra mulher, nos certificaremos de que ela não tem nenhum complemento indesejável e voltaremos às nossas experiências!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Então aproveita, chefe.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Disse um dos homens verdes, olhando pela escotilha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Vem uma gatona ali!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">E foi assim que Adenaíra acabou nas mãos dos extraterrestres. Por mais que os cientistas do outro mundo se esforçassem, continuariam sem entender o mecanismo de reprodução dos humanos. Adenaíra nunca mais foi vista. E como Jeitosinha preferiu guardar segredo sobre sua experiência com os ET&#8217;s, o planeta Terra nunca soube que duas irmãs numa surpreendente, manobra do destino, acabaram salvando a humanidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Hoje, quem vê na missa dominical Jeitosinha e Bruno, com suas lindas crianças adotadas, nem imagina que por trás daquela aparente normalidade repousa um segredo e uma história surpreendente. E se você acha que os homenzinhos verdes são a parte mais absurda desta saga, é porque não viram Jeitosinha e Bruno em seus momentos de intimidade!!!!</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A confirmação (Cap. 28)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/23/a-confirmacao-cap-28/</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:38:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/23/a-confirmacao-cap-28/</guid>
<description><![CDATA[Alguns dias que se passaram desde a morte de Ambrósio. Adenaíra vinha se recuperando da infecção hos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">Alguns dias que se passaram desde a morte de Ambrósio. Adenaíra vinha se recuperando da infecção hospitalar. Bruno a levara para sua casa e a convivência era amigável. A moça se esforçava para transformar aquele apartamento de solteiro em um lar; e o rapaz gostava de sua companhia. Pena que não conseguia esquecer Jeitosinha e ainda sentia um, digamos, &#8220;vazio por dentro&#8221;, se é que você me entende&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Como era de se esperar, os exames periciais confirmaram que se tratava da letra de Ambrósio no bilhete. Provaram também que as digitais eram mesmo de Arlindo. Impotente diante da armadilha armada pela irmã e diante das péssimas condições da carceragem, o rapaz simplesmente enlouqueceu.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Na casa de Jeitosinha todos se esforçavam para retomar as rotinas de suas vidas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Adenaíra escrevera contando da operação e de como estava feliz em sua nova condição. Omitira, entretanto, que era hóspede de Bruno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">No bordel de Madame Mary, Jeitosinha buscava superar a perda de seu amado nos braços de Laura Crowford. O treinamento da loira continuava. Na penumbra de seu escritório, a cafetina continuava instruindo Jeitosinha sobre os mistérios do amor e do sexo, mas ainda eram apenas aulas teóricas, o que já estava deixando nossa heroína impaciente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Às vezes sinto que a senhora, deliberadamente, está adiando minha estréia profissional. Questionou, um dia Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Pela primeira vez, a sempre segura Madame Mary pareceu incomodada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Que bobagem, querida. Já lhe disse, tenho uma imagem a zelar. Tudo virá a seu tempo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha vinha se abrindo cada vez mais com a patroa. Chegou a confessar o atentado com a serra elétrica, o plano que incriminou Arlindo e o desejo de se vingar da mãe. Madame Mary a tudo ouvia, sem emitir qualquer opinião.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Naquela tarde, entretanto, encontrou Jeitosinha mais fragilizada do que de costume.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O que houve, criança? Perguntou a cafetina.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não sei o que está havendo comigo, Madame Mary. Disse a loira, com a voz embargada. Talvez seja a falta de Bruno ou o remorso por ter tirado a vida de meu pai. Mas o fato é que estou fraquejando. Começo a achar que talvez mamãe não seja assim tão culpada pelo meu destino. Talvez seja a maior das vítimas, preservando um segredo por tantos anos apenas para poupar a todos da ira de Ambrósio.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O que você quer dizer com isso? Perguntou Mary.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Quero dizer que estou cansada de ódio e sofrimento. Vou buscar minha felicidade. E começarei procurando mamãe e dizendo que a perdôo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não creio que você precise procurá-la. Disse Madame Mary, num tom de voz bastante familiar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/mask.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-343" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/mask.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">A mulher aproximou-se do fraco abajur que iluminava o escritório. Com lágrimas banhando o rosto, retirou sua máscara.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Mamãe!? É você!? Não pode ser!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Claro que sou eu, querida. Você acha que com o salário de contínuo do seu pai conseguiríamos criar sete filhos e ainda comprar pra você a coleção completa da Barbie?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Então é por isso que o meu treinamento nunca terminou! Você não queria prostituir a própria filha!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim&#8230; Este foi apenas um dos muitos sacrifícios que fiz por você. Fui eu quem jogou fora os restos mortais de Ambrósio e limpei a bagunça da sala. O telefonema e o bilhete falando da pescaria também foram invenções minhas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Então&#8230; Papai realmente havia morrido? Espantou-se.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim! Só não me pergunte como ele voltou à vida. Talvez tenha sido um milagre dos céus para poupá-la, Jeitosinha. Você já havia sofrido demais e aquele plano da serra elétrica era simplesmente ridículo. Você deixou suas digitais espalhadas pela casa inteira! O segundo crime foi muito mais requintado, e ainda puniu o chantagista do Arlindo!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha abraçou a mãe, emocionada (imagine uma música melosa, executada por um naipe de violinos&#8230;).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Finalmente, quase tudo parecia se encaixar. Era um novo tempo de recomeço. De repente, Jeitosinha percebeu que o bordel nunca fora seu lugar. O que de fato a atraía era o magnetismo de Madame Mary, que não era ninguém menos que Marilena. Não fosse a saudade que sentia de Bruno, tudo estaria perfeito em sua vida.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">No final daquela tarde, Jeitosinha se despediu das colegas de bordel.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Vou tirar um tempo para mim. Preciso repensar minha vida. Talvez volte a esta casa, como auxiliar de mamãe, não sei. O importante é que fiz muitos amigos aqui.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Laura Crowford chorava copiosamente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Está tudo acabado entre nós?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim, Laura. Não adianta. Bruno é o meu único amor. Preciso esquecê-lo antes de poder recomeçar com outra pessoa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Laura pareceu entender. Tanto que deu a Jeitosinha um conselho bem prático:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Se você o ama tanto, porque não tenta uma reaproximação? Tudo bem, ele pensa que você é uma de nós, mas você, em contrapartida, flagrou-o nos braços da Kátia Trovoada.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Kátia, o traveco moreno que possuiu Bruno, espantou-se:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Aquele era o seu bofe? Ih, menina&#8230; Você está sofrendo a toa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Como assim? Surpreendeu-se Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">E Kátia começou a narrar o diálogo que ela e Bruno tiveram antes do ato de amor&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Não deixe de ler o último capítulo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem morreu? (Cap. 27)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/21/quem-morreu-cap-27/</link>
<pubDate>Wed, 21 May 2008 22:44:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/21/quem-morreu-cap-27/</guid>
<description><![CDATA[- Eu não matei papai! Arlindo gritava com a convicção dos inocentes, mas a detetive Alessandra estav]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">- Eu não matei papai!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Arlindo gritava com a convicção dos inocentes, mas a detetive Alessandra estava impassível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você vai explicar isso ao tribunal. Temos evidências mais do que suficientes para prendê-lo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Quais? Quais são as evidências? Perguntou, inconformado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Seu pai amanheceu morto, e tudo indica que foi envenenado. Sua mãe percebeu logo no começo da manhã e nos chamou. Enquanto você dormia, procuramos pistas pela casa e encontramos no fundo de sua gaveta de cuecas o frasco de um veneno muito eficaz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não pode ser!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Interrompeu o encrencado Arlindo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Alguém colocou isso lá para me incriminar!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Alessandra sorriu, com sua frieza habitual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não adianta, Arlindo&#8230; É melhor confessar. Você não contava com isso, mas seu pai, prevendo o seu trágico destino, escreveu uma carta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/53329308.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-341" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/53329308.jpg" alt="" width="366" height="467" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A moça fez um sinal com os dedos e um dos assistentes entregou-lhe o pedaço de papel. Alessandra prosseguiu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Estava no bolso do pijama de Ambrósio. Veja o que diz:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">&#8220;Se alguém encontrou esta carta, provavelmente já estarei morto. O fato é que recobrei minha memória. Arlindo, meu filho mais velho, foi o responsável pela primeira tentativa de assassinato. Ainda não sei o que farei, mas como ele pode tentar de novo, deixo registrada esta denúncia. Arlindo nunca me perdoou por uma grande surra que lhe dei em sua adolescência, e nunca me perdoou por gostar mais de Jeitosinha. Percebendo que eu finalmente começava a me lembrar de tudo, passou a me ameaçar. Tenho medo de procurar a Polícia. Aliás, como me tornei um monstro, não faz tanta diferença estar vivo ou morto. Tudo o que desejo é que, caso dê cabo de minha vida, o cruel Arlindo seja punido&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ambrósio assina a carta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- É claro que ainda faremos um exame grafotécnico&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não pode ser! Este bilhete é forjado! Você verá! Disse o primogênito de Ambrósio e Marilena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Há ainda uma terceira pista. Completou Alessandra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Existe este copo, encontrado ao lado da cama do seu pai, com resíduos do mesmo veneno encontrado em seu quarto, dissolvido em suco de groselha. Nele, há digitais de duas pessoas diferentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Sim!&#8221;. Pensou Arlindo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Agora eu entendo! Foi Jeitosinha! Ela me serviu uísque, ontem, neste mesmo copo. Como ela usava luvas, só as marcas de meus dedos estão no vidro!&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Em pânico e tremendo de ódio, Arlindo apontou para a irmã:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Foi ela! Ela é uma farsa! Um travesti maníaco e assassino! A senhora ouviu, detetive. O nosso próprio papai disse isso!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Seu pai estava muito abalado. Este tipo de confusão é comum. Mesmo sem querer, Jeitosinha era o pivô dos desentendimentos. Talvez por isso ele a tenha visto em seu delírio. Agora&#8230; Que história é essa de travesti?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Alessandra dirigiu a pergunta a Marilena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Arlindo está tentando confundi-la, detetive.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A mãe não perdeu a chance de socorrer a filha naquele momento dramático.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Quer comprovar? Disse Jeitosinha, contando com a negativa de Alessandra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não é preciso, querida. Sei bem como são os homens. Estão sempre tentando encontrar algum defeito nas mulheres bonitas&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Alessandra dirigiu-se aos assistentes e ordenou:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Levem-no. Vamos esperar o exame da letra no bilhete e das marcas no copo. Você vai aguardar na cadeia o resultado, Arlindo. E caso se comprove a evidência, não sairá de lá tão cedo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Debatendo-se e gritando, o cruel Arlindo foi recolhido ao camburão. Os policiais deixaram a casa e Marilena finalmente demonstrou sua dor num choro convulsivo. Na verdade sentia-se aliviada pelo fim de Ambrósio, mas não se conformava com o fato de que um de seus filhos tivesse assassinado o homem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Jeitosinha&#8230; Por que Arlindo tentou incriminá-la?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você sabe que ele me odeia, mamãe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Jeitosinha estava calma e segura. Beijou suavemente o rosto de Marilena e foi para o quarto, já pensando no próximo ato de seu circo de horrores. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:#888888;">ULTIMOS CAPITULOS DE JEITOSINHA. IMPERDÍVEL </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lágrimas no hospital (Cap. 26)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/20/lagrimas-no-hospital-cap-26/</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 22:56:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/20/lagrimas-no-hospital-cap-26/</guid>
<description><![CDATA[Jeitosinha entregou ao pai uma caneta e um pedaço de papel. - Assine esta folha em branco. - Ma-mas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha entregou ao pai uma caneta e um pedaço de papel.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Assine esta folha em branco.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Ma-mas&#8230; Filha&#8230; Você sabe que eu não tenho nenhuma posse.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Apenas assine!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Meio vacilante Ambrósio escreveu seu nome no papel.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Pronto. Estou livre agora?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Disse a moça, sorrindo sarcasticamente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Tenha bons sonhos.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span style="color:#888888;">Jeitosinha foi para seu quarto e esperou pacientemente que todos voltassem para casa. A mãe, que sempre se envolvia nas atividades da Igreja, voltou de uma novena. Os irmãos foram chegando, um a um, se amontoando em volta da TV, como sempre faziam. Normalmente Arlindo, mais arredio, preferia ficar lendo em algum canto da casa, até que todos se recolhessem. Era a hora em que finalmente tinha a sala só para ele e ficava zapeando nos canais de TV.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/53329599.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-337" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/53329599.jpg" alt="" width="365" height="468" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">No silêncio da madrugada, Jeitosinha aproximou-se de Arlindo, vestida como uma Diva do cinema. O longo vestido negro, que exibia seus ombros e expunha parte dos seios&#8230; A abertura lateral, por onde se podia ver furtivamente a longa extensão de sua perna esquerda. O par de luvas cobrindo os braços até além do cotovelo. Tudo remetia a inesquecível Gilda.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Arlindo surpreendeu-se com a maturidade da beleza da irmã, que trazia num copo uma dose de uísque on the rocks.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sabe, irmão, às vezes a felicidade chega até nós por caminhos estranhos&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O que você quer dizer? Espantou-se.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Quero dizer que encontrei meu verdadeiro &#8220;eu&#8221; no bordel de Madame Mary. E devo isso a você.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha sorveu um gole generoso de uísque e ofereceu o copo ao irmão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Beba comigo. Vamos selar com esta dose de uísque a paz entre nós.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Arlindo pegou o copo com desconfiança. Mas a irmã acabara de provar da bebida, descartando a possibilidade de que ele estivesse envenenado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Nervoso, ele bebeu todo o líquido do copo, devolvendo-o à loira. Jeitosinha pegou uma pedra de gelo e passou provocativamente no pescoço e nos seios. Depois, debruçou-se sobre Arlindo, alisou sua coxa direita e, tocando os lábios em seu ouvido esquerdo murmurou:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Amanhã, irmão querido, todos nós começaremos uma vida nova.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">A loira disse esta frase enigmática e se retirou. O cruel Arlindo chegou a pensar que sua irmã estava tão desequilibrada, quanto o pai. Mas logo voltou a entreter-se com um barato filme de TV exibido pela Globo, antes de mergulhar em um sono profundo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">No hospital público, Adenaíra abria os olhos:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Bru-Bruno&#8230; Pensei que tinha sido um sonho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Estou aqui. Estou te esperando. A frase brotou sem nenhuma convicção.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Me-me esperando? Perguntou a nova irmã de Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sim. Você precisa lutar. Precisa superar esta doença. Vou estar ao seu lado.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Oh, Bruno! Você vai me dar uma chance?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O tempo dirá. Por enquanto, prometo-lhe apenas minha atenção e minha amizade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Você não sabe como este simples fio de esperança me deixa feliz! Disse a moça, já com uma certa luz no rosto pálido pela febre.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Na manhã seguinte, Arlindo acordou no mesmo sofá onde bebera com Jeitosinha. Mas estava cercado por policiais e algemado. No comando da operação, a detetive Alessandra dirigiu-se a ele mostrando no semblante a realização pelo dever cumprido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Você está preso.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Ma-mas&#8230; Eu não fiz nada! Espantou-se o rapaz.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Qual a acusação?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Assassinato!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não! O grito de Arlindo ecoou pela sala&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Quem morreu?</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Tente juntar as peças e entender o plano de Jeitosinha! Últimos capítulos deste intrigante e macabro caso!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A conversa com os pais (Cap. 25)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/19/a-conversa-com-os-pais-cap-25/</link>
<pubDate>Mon, 19 May 2008 23:32:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/19/a-conversa-com-os-pais-cap-25/</guid>
<description><![CDATA[- Adenaíra contraiu uma gravíssima infecção hospitalar, filho&#8230; Bruno ficou chocado com a notíc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Adenaíra contraiu uma gravíssima infecção hospitalar, filho&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno ficou chocado com a notícia. O Adenair que conhecera era tão alegre tão saltitante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- “Assim, adormecido e com esta touca, é incrível a semelhança com Jeitosinha”. Pensou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Adenaíra abriu os olhos e viu Bruno, ao seu lado, com as bandagens envolvendo a cabeça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que houve, meu amor? Balbuciou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Nada, não se preocupe. Caí da escada. Mentiu o rapaz, numa tentativa de minimizar o sofrimento daquela recém mulher.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- E-eu&#8230; fi-fiz isso por você, Bruno. Fiz por amor. Os olhos de Adenaíra voltaram a se fechar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Doutor&#8230; Quais as chances? Perguntou o angustiado rapaz.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span style="color:#888888;">- Depende muito. Ela pode simplesmente se entregar a doença, e as chances serão mínimas. Mas se ela se apegar a algo que a faça querer viver, e se o antibiótico em estoque não for de maisena, talvez ela tenha alguma chance.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">(Antes que me chamem de burro, maisena é com S mesmo. A marca daquela maisena com embalagem amarela é que é com Z).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- É uma pena&#8230; Gostaria de poder ajudar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/53329611.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-321" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/53329611.jpg" alt="" width="369" height="462" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você pode!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Disse o médico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Ela o ama! Dê-lhe esperança! Concluiu o médico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno continuava perdidamente apaixonado por Jeitosinha. E o que é pior: por Jeitosinha completa, versão de fábrica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Se Adenair soubesse que seu sacrifício ao realizar a cirurgia apenas aumentou o abismo entre nós&#8230;&#8221; Refletiu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mas por outro lado, tentar salvar uma vida era motivação suficiente para fazê-lo recuperar o amor pela sua própria existência, depois da grande desilusão de encontrar a amada trabalhando num bordel. Via como algo mais que uma simples coincidência o fato de que estavam juntos num mesmo ambulatório.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Tudo bem, doutor. Eu vou ajudar! Concluiu, conformado com aquele jogo do destino.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Em sua casa, sozinho no quarto, Ambrósio tentava reorganizar suas idéias. Será que foi mesmo vítima de Jeitosinha? E os homens verdes? Novas imagens se formaram em sua mente depois do choque diante da detetive Alessandra. Lembrava-se, remotamente, de uma linda menina loira, que ele amava muito. Sim, talvez fosse Jeitosinha. Ele começava a se lembrar dela. Para preservar sua sanidade, Ambrósio estava disposto a não associar a filha àquela cena dantesca, e simplesmente esquecer o ocorrido. Mas Jeitosinha não. Aproveitando-se do fato de que estavam a sós na casa, a moça entrou no quarto dos pais para conversar com o seu deformado genitor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Papai&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Je-jeitosinha?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ambrósio ainda tinha uma ponta de medo na voz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- De-desculpe-me pelas acusações na sala. Minha cabeça não anda boa. Disse Ambrósio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Engana-se, velho sórdido. Sua cabeça anda melhor do que você pensa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ambrósio foi tomado pelo pânico! Aquele sorriso sarcástico e cruel! Sim, não fora uma fantasia! Jeitosinha o havia mutilado com a moto serra!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não! Gritou o homem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Me deixe em paz! Socorro! Ambrósio continuava a gritar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Grite&#8230; Ninguém lhe ouvirá.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não me mate! Implorou de joelhos, abraçando os pés da loira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Eu não seria tão imbecil. Não agora, com aquela detetive intrometida por perto. Mas eu lhe aviso: se repetir àquelas acusações para quem quer que seja, não pensarei duas vezes antes de consumar o serviço que pensei ter finalizado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, sim&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Disse Ambrósio, patético, entre lágrimas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Serei um túmulo! Mas&#8230; Por favor, me ajude. Ainda não sei se estou bem. Lembro-me de algumas imagens completamente surreais. Homens verdes e&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">E&#8230;Jeitosinha sorriu maliciosamente, abriu o zíper expôs seu enorme mistério. Sim, Ambrósio. Pelo menos isto é real.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mas que história é essa de homens verdes?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Que idiota colocaria estúpidos homens verdes em nossas vidas, tão cotidianas?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O homem sacudiu a cabeça, confuso. Jeitosinha acariciou sua cabeça, fazendo homem se encolher ainda mais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-Vou deixar-lhe em paz por enquanto. Mas tenho um pedido, papai: você me ajudará no meu próximo plano de vingança.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Lágrimas no hospital!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Sexo e violência!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">As surpresas são enormes na última semana da Jeitosinha. Não perca nenhum capítulo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ele morreu? (Cap 24)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/17/ele-morreu-cap-24/</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 01:02:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/17/ele-morreu-cap-24/</guid>
<description><![CDATA[A detetive Alessandra sentou-se no sofá que outrora estivera coberto pelo sangue de Ambrósio. Acende]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal">A detetive Alessandra sentou-se no sofá que outrora estivera coberto pelo sangue de Ambrósio. Acendeu um cigarro e cruzou lentamente as pernas, numa cena que lembrava Sharon Stone em &#8220;Instinto Selvagem&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal">- Creio que você chegou tarde&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Apressou-se em explicar Marilena!</p>
<p class="MsoNormal">- Meu marido já voltou.</p>
<p class="MsoNormal">- Ele é o Ambrósio?</p>
<p class="MsoNormal">Espantou-se Alessandra, sem conseguir esconder sua expressão de asco.</p>
<p class="MsoNormal">- E o que ou quem fez isso a ele?</p>
<p class="MsoNormal">- Ainda não sabemos. Disse Arlindo.</p>
<p class="MsoNormal">- Com certeza foi algum acidente&#8230; Emendou Jeitosinha, um pouco nervosa.</p>
<p class="MsoBodyText">A experiente Alessandra percebeu o ambiente pesado do lar.</p>
<p class="MsoBodyText2">- &#8220;Aqui, com certeza, se escondem grandes segredos&#8221;. Pensou.</p>
<p class="MsoNormal">Fascinada por seu ofício, naquele momento, a bela detetive, soube que não teria sossego enquanto não desvendasse cada detalhe do que já chamava de &#8220;Caso Ambrósio&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal">- Conte-me, meu bom homem. Quem lhe feriu?</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/je6536-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-284" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/je6536-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Ambrósio tremeu a simples lembrança de fragmentos da cena, que ele sequer conseguia verbalizar.</p>
<p class="MsoNormal">- Na-não me lembro. Não quero saber. Eu estou bem.</p>
<p class="MsoNormal">A mulher tocou Ambrósio carinhosamente.</p>
<p class="MsoNormal">- Procure se lembrar&#8230; Estas marcas&#8230; Foi, sem dúvida, uma arma cortante. Talvez uma lâmina grossa&#8230; Uma serra&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Não! Ambrósio encolheu-se, em pânico, protegendo a cabeça com as mãos&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Jeitosinha sentiu um arrepio na espinha. E se o pai recobrasse a memória?</p>
<p class="MsoNormal">A detetive Alessandra continuou seu trabalho.</p>
<p class="MsoNormal">- Procure se lembrar&#8230; Uma pessoa, uma imagem&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Ambrósio subitamente silenciou-se. Com os olhos fixos na linda policial exclamou baixinho:</p>
<p class="MsoNormal">- Sim&#8230; Eu me lembro de algo. Sim!</p>
<p class="MsoNormal">- O que? O que? A excitação de Alessandra era quase sexual.</p>
<p class="MsoNormal">- Foi ela! Foi ela! Gritou, apontando para Jeitosinha.</p>
<p class="MsoNormal">- É mentira! Gritou Jeitosinha.</p>
<p class="MsoNormal">- Cale-se! Deixe o homem concluir seu relato! Disse a detetive.</p>
<p class="MsoNormal">E voltando-se para Ambrósio:</p>
<p class="MsoNormal">- Diga, senhor&#8230; Ela fez isso com você. E depois?</p>
<p class="MsoNormal">- Depois homens verdes, numa nave espacial me trouxeram de volta à vida!</p>
<p class="MsoNormal">A policial sorriu, constrangida, e abraçou o fragilizado Ambrósio.</p>
<p class="MsoNormal">- Homens verdes? É uma alucinação, sem dúvida&#8230; Por hoje é só. Mas me aguardem. Vou continuar as investigações.</p>
<p class="MsoNormal">Jeitosinha sentiu-se mais leve. Marilena e Arlindo olharam para o pai e para a loira, com expressões indecifráveis.</p>
<p class="MsoNormal">Longe dali, a primeira coisa que Bruno viu foi uma luz branca e intensa. O rosto de Jeitosinha sorria para ele, emoldurada por centenas de pênis de todos os tamanhos e formas.</p>
<p class="MsoNormal">- Estou no paraíso! Sussurrou.</p>
<p class="MsoNormal">Mas o delírio foi interrompido pela penetração contundente de uma agulha de injeção. De olhos abertos, o confuso rapaz viu um homem de roupa alva, parado ao lado da cama de hospital onde estava deitado.</p>
<p class="MsoNormal">- Você nasceu de novo, filho. A bala acertou de raspão a sua fronte.</p>
<p class="MsoNormal">- On-onde estou?</p>
<p class="MsoNormal">- No ambulatório de um hospital público.</p>
<p class="MsoNormal">Bruno percorreu o lugar com os olhos e não acreditou no que viu. Com uma touca cobrindo os cabelos, adormecida na cama ao lado, encontrava-se ninguém menos que sua amada.</p>
<p class="MsoNormal">- Jeitosinha! Exclamou.</p>
<p class="MsoNormal">- Só se for nome de guerra&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Corrigiu o médico.</p>
<p class="MsoNormal">- Ele chegou aqui como Adenair e agora é Adenaíra&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Adenaíra? Espantou-se.</p>
<p class="MsoNormal">- Sim&#8230; Ele submeteu-se ontem a uma cirurgia para mudança de sexo. Mas talvez nunca aproveite sua nova anatomia&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">- Por que doutor? Por que doutor?</p>
<p class="MsoNormal">O homem tomou um longo fôlego antes de explicar a Bruno o drama do ex-irmão, agora irmã, de Jeitosinha.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Gente, já pensou isso no cinema, com a Cameron Diaz de Jeitosinha?</p>
<p class="MsoNormal">Mais emoções e podridão no próximo capítulo da sua adorável “Jeitosinha”!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A reação de Ambrósio (Cap. 23)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/15/a-reacao-de-ambrosio-cap-23/</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 22:58:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/15/a-reacao-de-ambrosio-cap-23/</guid>
<description><![CDATA[Por trinta segundos, que, pareceram uma eternidade, Jeitosinha e Ambrósio se encararam fixamente. El]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">Por trinta segundos, que, pareceram uma eternidade, Jeitosinha e Ambrósio se encararam fixamente. Ela vinha aprendendo no bordel de Madame Mary tudo sobre a arte da dissimulação, e conseguiu camuflar o medo, a surpresa e a confusão mental que lhe causava a imagem ali na sua frente do homem que assassinara.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">A expressão de Ambrósio era inocente, quase infantil. O fio de baba intermitente continuava a banhar-lhe o queixo. Com sua voz pastosa, após o constrangedor silêncio, ele perguntou:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Quem é você?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha suspirou aliviada. Continuava sem entender o que havia acontecido. As marcas de cortes no rosto e braços de Ambrósio indicavam que ela realmente o havia ferido, mas talvez não tivesse consumado o crime, pensou; talvez tenha sofrido alguma espécie de alucinação durante o ataque com a serra elétrica. Talvez Ambrósio tenha conseguido sair da casa, se arrastando.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/jj5667-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-282" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/jj5667-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Mesmo assim, quem limpara o chão e os móveis? Nada disso era tão importante quanto o fato de que o pai, talvez pelo choque de ter sido vitimado pela própria filha, não conseguia reconhecê-la.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- &#8220;Deve ser algum tipo de defesa emocional&#8221;. Concluiu.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Muito mais desconfortável, com a situação estava Arlindo. Seu plano de explorar a irmã se esvaziara, em parte, com a reação do pai ao vê-la. Se Ambrósio não reconhecia Jeitosinha, e havia perdido sua índole opressora, o que a irmã teria a temer?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">De fato, a moça não tinha mais nada a perder. Depois da decepção com seu amado Bruno, e todas as emoções que tomaram sua vida de assalto, o futuro se configurava diferente. Ela trocou olhares com Arlindo. Sorriu, superiora, e ele entendeu o recado. Jeitosinha estava livre de sua influência maligna, mas, curiosamente, não pensava em abandonar o bordel de Madame Mary.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">A misteriosa mulher que ela mal vira e que não poderia reconhecer sob a máscara, de alguma maneira fez com que recuperasse sua auto-estima. Na casa de encontros a aceitavam como ela era. E agora havia ainda Laura Crowford, a linda ruiva que havia despertado estranhas emoções em Jeitosinha. Ela vinha, aliás, fazendo um esforço sobre-humano para esquecer Bruno, e tentava se apegar à emoção daquela tarde de prazer como se residisse ali a sua salvação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Se Jeitosinha agora via o bordel como uma benção, isso não significava que ela perdoava Arlindo. Ao contrário, havia planejado para o irmão uma terrível vingança&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Quanto aos pais, o próprio destino havia se encarregado da punição. Ambrósio era agora um ser desprezível, débil e deformado. E sua mãe, que presa a suas convenções sociais jamais encararia a separação, estava condenada a aturar aquele ser repugnante pelo resto de suas vidas. Jeitosinha estava imersa neste tipo de reflexão quando alguém bateu a porta. Arlindo foi atender e deparou-se com uma morena exuberante, de mais ou menos trinta anos. Ela tinha cabelos negros e lisos, a altura dos ombros. Os olhos de um azul cristalino contrastavam com a pele clara. Mostrando um distintivo ela se apresentou:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Sou a detetive Alessandra, da Polícia Civil. Vim investigar o desaparecimento de Ambrósio.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Todos na casa inclusive, Ambrósio trocaram olhares surpresos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Do outro lado da cidade, o angustiado Bruno toma sua decisão. Virando a arma em direção à própria cabeça, ele finalmente aperta o gatilho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Morreu? Ele morreu?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Descubra lendo mais um capítulo de “Jeitosinha&#8221; amanhã.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong>J E I T O S I N H A   &#8211;   U L T I M A    S E M A N A</strong></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A volta de Ambrósio (Cap. 22)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/14/a-volta-de-ambrosio-cap-22/</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 22:25:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/14/a-volta-de-ambrosio-cap-22/</guid>
<description><![CDATA[Marilena acordou em sua cama, e sua primeira visão foi Aníbal, um dos filhos menos importantes, daqu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">Marilena acordou em sua cama, e sua primeira visão foi Aníbal, um dos filhos menos importantes, daqueles que só fazem figuração na trama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Anibal&#8230; Que sonho horrível&#8230; Pensei que seu pai&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não foi um sonho, mamãe. Ele voltou!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A mulher gritou em total desespero:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não pode ser! Não pode ser!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O filho estranhou a reação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Alheios aos problemas que infernizavam a vida de Marilena, Adenair e Jeitosinha, sem saber que Ambrósio era a causa de muito sofrimento, esperavam da mãe uma manifestação de alegria.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mãe&#8230; Você não entende? O papai voltou! Meio caidaço, é verdade, mas está vivo! Você deveria estar feliz!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A mulher esboçou um sorriso forçado:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, meu amor. Claro. Foi só o susto. Claro que estou feliz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Neste instante, já de banhozinho tomado e vestindo um velho e confortável pijama, Ambrósio entra no quarto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- É você mesmo, Ambrósio? Perguntou a mulher.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Marilena&#8230; Estou tão deformado assim? Claro que sou eu!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ambrósio não tinha na voz a rispidez habitual. Parecia fragilizado. Sua fala era pastosa. Um canto da boca não se mexia e um fio permanente de baba escorria rumo ao pescoço.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que aconteceu com você?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não me lembro. Não consigo me lembrar de muita coisa. Vaguei pelas redondezas e aos poucos a memória foi voltando&#8230; Nossa casa, você, nossos filhos&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- E sobre o acidente que o mutilou?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Nada. Não me lembro de nada. Só vejo uma cena estranha&#8230; Não quero falar sobre isso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Os olhos do homem transmitiam o pavor que lhe causava a simples menção da cena. E a imagem que vinha a sua cabeça era a do travesti, loiro e nu, empunhando uma serra elétrica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/jf4593-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-279" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/jf4593-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">No hospital público, Adenair acordava da anestesia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Co-como foi à cirurgia, doutor? Adenair perguntou ao homem de branco parado ao seu lado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Foi bem. Não consegui fazer um acabamento muito bom&#8230; &#8230;Sabe como é, cirurgia plástica é uma coisa complicada&#8230; Mas eu mesmo já vi muita vagina mais feia por aí! He&#8230;He&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O médico amigo de Dona Nair insistia em seu humor infame.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Meu pênis, doutor&#8230; O que vocês fizeram com ele?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mesmo detestando o que ele considerava um corpo estranho, Adenair sabia que era um pedaço seu que havia sido extirpado. E lhe assustava a idéia de que ele pudesse ter ido parar numa cesta de lixo hospitalar&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Fizemos um transplante. Ele agora pertence a um marombeiro adepto do sexo bizarro, que perdeu o dele quando recebia carinhos orais de um pitt-bull&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Melhor assim! Animou-se Adenair.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- quando recebo alta?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Amanhã, se tudo correr bem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Vai dar tudo certo&#8221;. Pensou o, ou melhor, a jovem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Vou virar uma linda mulher, como Jeitosinha, e conquistar o coração de Bruno&#8221;!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">No seu apartamento, Bruno ainda olhava fixamente a arma. Sentia-se ultrajado, perdido, confuso e traído. Mas não conseguia evitar que a imagem de sua loira amada lhe viesse à cabeça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Onde ela estará agora?&#8221; Perguntava-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mal sabia ele que Jeitosinha, naquele momento, abria a porta de entrada de sua casa para estar frente a frente com o pai que matara!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Qual será a reação de Ambrósio?</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bilhete de Adenair (Cap. 21)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/14/bilhete-de-adenair-cap-21/</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 01:05:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/14/bilhete-de-adenair-cap-21/</guid>
<description><![CDATA[O sol despencou no horizonte tingindo o céu de vermelho. A silhueta perfeita de Jeitosinha, seus lon]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O  sol despencou no horizonte tingindo o céu de vermelho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A  silhueta perfeita de Jeitosinha, seus longos cabelos loiros, voluptuosos seios,  coxas grossas e bumbum empinado, recortados pelo céu do entardecer, eram uma  visão idílica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A  moça coçou o saco e cuspiu no chão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-  Porra, mais essa agora. Achei muito bom ser homem&#8230; Resmungou, no jardim  florido da casa de Madame Mary, ainda sentindo na boca o gosto de  sexo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Da  janela, a ruiva que havia sido possuída por Jeitosinha, cujo nome de guerra era  Laura Crowford, suspirava diante da visão do mais radiante e sensual ser humano  que já havia conhecido. E olha que ela já tinha transado com uns três, maracanãs  lotados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Em  seu apartamento, do outro lado da cidade, o angustiado Bruno olhava fixamente o  revólver que empunhava. Acabar com a própria vida parecia ser a solução mais  plausível para conseguir um pouco de conforto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Na  casa de Jeitosinha, um fio de lágrima escorria pelo rosto de Marilena enquanto  ela lia o bilhete deixado por seu filho Adenair:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/53329422.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-276" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/53329422.jpg" alt="" width="371" height="461" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">&#8220;Querida  mamãe, sem a presença opressora de papai, não vejo mais razão para negar minha  própria natureza. A verdade é que, embora na teoria tenha dado à luz a sete  varões, na prática, a senhora tem duas filhas. Me sinto tão mulher quanto  Jeitosinha. Não tive, como ela, o privilégio de desfrutar da condição feminina,  mesmo que por alguns anos de ilusão. Mas estou disposta a recuperar o tempo  perdido. Amanhã terei extirpado de mim, definitivamente, a minha masculinidade.  Quero ser uma mulher total. Então vou poder conquistar o coração de Bruno, me  casar com ele até ter dois filhos: Claudney Felipe e Luana Piovani Aparecida.  Beijos, Adenaíra&#8221;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">As  pernas da sofrida mulher não conseguiram sustentar o peso do corpo. Sentada no  sofá, amassando a pequena nota entre os dedos, Marilena pensava em como sua vida  havia se transformado em questão de dias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-  Meu Deus&#8230; O que poderia ser pior? Perguntava-se, em voz alta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Neste  momento um homem sujo e deformado, metido em roupas fétidas, mancando e babando,  abre abruptamente a porta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-  Querida, cheguei!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ambrósio  está de volta!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Os últimos capítulos de Jeitosinha estão emocionantes. A cada minuto novas revoluções. Não perca mais uma grande surpresa amanhã.<br />
</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Troca de sexo pelo SUS? (Cap. 20)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/12/troca-de-sexo-pelo-sus-cap-20/</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 22:51:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/12/troca-de-sexo-pelo-sus-cap-20/</guid>
<description><![CDATA[A casa de Jeitosinha era um cenário de tempos estranhos. O desaparecimento do pai parecia preocupar ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">A casa de Jeitosinha era um cenário de tempos estranhos. O desaparecimento do pai parecia preocupar sua mãe e irmãos, mas a loira quase perfeita tinha outras atribulações.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">Quem havia escondido o corpo de Ambrósio e apagado as pistas do assassinato? Quem havia telefonado a Marilena, fazendo-se passar pelo morto?</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">Jeitosinha não havia se esquecido de sua vingança. Aliás, também incluíra Arlindo na lista de desafetos. Mas o desfecho insólito de seu primeiro crime acabara inibindo-a. Era preciso esperar o momento certo. A prioridade era entender tudo aquilo. E, como se não bastassem tantas reviravoltas do destino, havia a decepção com Bruno, a descoberta da própria sexualidade, os encantos misteriosos da casa de Madame Mary&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">Enquanto Adenair procurava, no maior hospital público da cidade, o médico indicado por dona Nair, Jeitosinha voltava ao bordel para uma reunião com a nova patroa.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">Madame Mary fez uma longa explanação sobre a arte do prazer, uma espécie de preparação teórica para o que viria depois.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/hn1930-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-274" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hn1930-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">A expectativa de colocar em prática aquela técnica apurada excitava Jeitosinha. Ao término do encontro, encaminhava-se para a porta de saída quando sentiu dedos suaves tocando seu ombro.</span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Oi. Você é nova por aqui? Perguntou uma linda ruiva de sorriso sedutor.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Sim&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">Respondeu, timidamente.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Mas ainda não estou trabalhando&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Ah&#8230; É a nova pupila de Madame Mary&#8230; Está gostando da preparação?</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Bem&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">Disse Jeitosinha.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- É tudo muito excitante, mas não vejo a hora de entrar em ação.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">A ruiva apertou suavemente a cintura da loira e, olhando no fundo dos olhos de Jeitosinha, propôs:</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Talvez possamos começar agora&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">A resposta teve uma ponta de ironia:</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Cuidado, querida. Você pode se surpreender com o que vai encontrar&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Eu adoro surpresa! Emendou a ruiva, já puxando Jeitosinha pela mão até um quarto próximo.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">A poucos quilômetros dali, um médico de barba por fazer e jaleco puído conversava com Adenair.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Bom você sabe que o SUS não cobre este tipo de operação. Mas posso dizer no prontuário, que se trata de uma extração de apêndice. Aliás, não deixa de ser verdade&#8230; Disse o homem, rindo de sua própria piada.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Eu nem sei como lhe agradecer&#8230;</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">- Tudo bem&#8230; Eu jamais teria aprendido obstetrícia sem a ajuda de dona Nair. Será uma forma de retribuir o favor.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">A operação de mudança de sexo foi marcada para o dia seguinte e Adenair voltou para casa em passos lépidos.</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;">No bordel, Jeitosinha, vivia mais uma forte emoção, sua primeira vez com uma mulher. E deliciava-se com a descoberta das inúmeras possibilidades de interação entre o côncavo e o convexo tantas vezes cantados pelo Rei Roberto..</span></em><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><!--[if !supportEmptyParas]--><!--[endif]--></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[São ou não são? (Cap. 19)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/09/sao-ou-nao-sao-cap-19/</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 23:48:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/09/sao-ou-nao-sao-cap-19/</guid>
<description><![CDATA[- Bruno, eu sempre te amei&#8230; A declaração de Adenair, um desabafo cuspido pelo seu coração angu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">- Bruno, eu sempre te amei&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A declaração de Adenair, um desabafo cuspido pelo seu coração angustiado, deixou o sofrido namorado de Jeitosinha perplexo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não, Adenair&#8230; Não é possível! Você é&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Como completar a frase? O que era Adenair? O que era Jeitosinha? Quem era ele? Quantas certezas jogadas fora! Quanta boiolice repentina, transformando sua vida num filme de Almodóvar!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Durante muito tempo sofri em silêncio. Achei que nunca teria coragem de me expor. Mas desde que soube da condição de Jeitosinha, e percebendo que você ainda gosta dela, vi que por mais difícil que seja, meu sonho não é impossível. Dê-me uma chance! Você vai me amar também!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você não entende, Adenair? Jeitosinha é diferente! É uma mulher quase completa!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não tente se enganar, Bruno. Respondeu Adenair.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Será que no fundo do seu coração você não tinha a percepção de quem ela realmente era? Você pode afirmar com certeza que é heterossexual?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ainda traumatizado pela experiência recente, Bruno percebeu que talvez Adenair tivesse razão. Mas ele não se sentia apto a penetrar o lodo de suas emoções. Reagiu rejeitando, com convicção a hipótese de que fosse gay.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/hj6097-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-265" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hj6097-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, Adenair. Sou heterossexual. Aliás, estou farto de tanta farsa e dissimulação. Quero encontrar uma mulher de verdade, que não me surpreenda com nenhuma protuberância antinatural!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno deixou para trás um Adenair magoado e arrependido. Sabia que desejava muito aquele homem, sentia-se mal por tê-lo provocado com palavras e estava disposto a qualquer sacrifício para tê-lo ao seu lado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você quer uma mulher de verdade, Bruno? Murmurou para si mesmo, já que o homem se afastara em passos rápidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Pois eu serei uma. A mais bela, completa e exuberante que você já viu!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Adenair dormiu pouco aquela noite. Na manhã seguinte, procurou a velha dona Nair, parteira e amiga da família. Sem constrangimento, o rapaz contou à mulher o seu drama e lhe fez um pedido inusitado:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Preciso mudar de sexo. Preciso me tornar uma mulher. Mas não tenho dinheiro, dona Nair! Por favor, me ajude!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A velha coçou sua cabeça grisalha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sei lá, menino&#8230; Nem cesariana eu consigo fazer, quanto mais extrair uma bingola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Adenair cobriu o rosto e chorou convulsivamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mas eu conheço um médico que atende pelo SUS.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Os olhos do rapaz subitamente brilharam de esperança:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Me leve até ele! Leve-me até ele!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Troca de sexo pelo SUS? Bom, não me xingue&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Não deixe de ler, mais um capítulo de sua “Jeitosinha na próxima segunda-feira.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Será que temos um novo casal? (Cap. 18)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/08/sera-que-temos-um-novo-casal-cap-18/</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 22:56:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/08/sera-que-temos-um-novo-casal-cap-18/</guid>
<description><![CDATA[Ambrósio não conseguia se lembrar exatamente quem ele era. Imagens confusas de um travesti loiro com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a><span style="color:#888888;">Ambrósio não conseguia se lembrar exatamente quem ele era. Imagens confusas de um travesti loiro com uma moto serra lhe vinha a mente, enquanto ele reconhecia alguns trechos do caminho. Acabou chegando até a porta de sua casa, mas não teve coragem de entrar, especialmente porque não tinha a menor idéia de que lugar era aquele. Viu que dois homens jovens conversavam, sentados num banco da varanda. O dia estava quase nascendo. Do outro lado da rua, Ambrósio reconheceu algo de familiar naquele rosto. Mas quem seria? Aliás, quem seria ele mesmo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O homem subitamente percebeu que sequer podia lembrar-se de sua própria face. Procurou algum vidro ou espelho onde pudesse se ver refletido. Numa grande e quieta poça de água, viu sua cara monstruosa. Com um grito aterrador correu rumo a um matagal próximo. Estava confuso e com medo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno e Adenair ouviram o grito, mas não deram muita importância.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você pode se abrir comigo, Bruno. Sei tudo a respeito de Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Tudo? Surpreendeu-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim&#8230; Ela é uma vítima, tanto quanto você&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Pelo comentário, Bruno percebeu que talvez Adenair não soubesse que a irmã era uma prostituta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-&#8221;Se ela conseguiu me enganar, porque não enganaria o irmão?&#8221; Perguntou-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/jg2596-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-261" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/jg2596-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Tombando diante da pressão, Bruno chorou convulsivamente. Adenair puxou-o em direção ao peito, abraçando-o e acariciando seus cabelos. Bruno pôde perceber que o toque e o suave perfume do rapaz lembravam muito os de sua irmã. Sentiu-se confortável por alguns minutos. Enxugando as lágrimas, Bruno viu bem de perto os olhos de Adenair, tão parecidos com os de Jeitosinha. Só então se deu conta de que algo estranho acontecia ali, o apoio que estava recebendo, mais físico e mudo do que um simples diálogo, não é comum entre os homens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Adenair, porque você me abraçou deste jeito? Perguntou, temendo resposta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Num matagal a poucos metros, Ambrósio começava a se dar conta de quem era. Talvez por um bloqueio, causado pela morte violenta ou pelo processo utilizado para trazê-lo de volta à vida, não associava o travesti loiro a sua amada Jeitosinha. Mas já sabia que ele era o chefe daquela casa que reconhecera, e que estava deformado por alguma terrível razão, a mesma pela qual sentia-se impelido a manter-se escondido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Na varanda da casa, Adenair começava sua revelação. Cada palavra pronunciada doía como um parto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Bem, Bruno&#8230; Também tenho um segredo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Será que Bruno e Adenair&#8230; Hummm&#8230; Será?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">E Ambrósio? Vai querer vingança?</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bye bye ETs (Cap. 17) ]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/07/bye-bye-ets-cap-17/</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 23:46:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/07/bye-bye-ets-cap-17/</guid>
<description><![CDATA[- O que você andou fazendo a tarde inteira? Perguntou um dos membros da equipe ao chefe da expedição]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que você andou fazendo a tarde inteira? Perguntou um dos membros da equipe ao chefe da expedição, um cientista brilhante em seu mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Nada demais&#8230; Encontrei os restos de um humano esquartejado e, só para me distrair, o trouxe de volta à vida&#8230; Disse, apontando uma figura no canto do laboratório.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Toda a tecnologia dos homenzinhos verdes não foi suficiente para impedir que, visualmente, o resultado final ficasse sofrível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mas era possível reconhecer, naquele homem repleto de cicatrizes, as feições de Ambrósio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Ele recuperou a memória e a razão?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Está um pouco confuso ainda&#8230; Disse o cientista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Talvez nunca volte a ser o que era antes, mas foi divertido brincar de Deus e inverter a ordem natural das coisas, antes de deixar definitivamente este mundinho atrasado. Sabe-se lá o que este monstro fará nesta sua volta à vida&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A nave deixa o homem a beira da estrada deserta e levanta vôo rumo ao infinito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/jj7799-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-259" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/jj7799-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Não muito longe dali um cabisbaixo Bruno faz seu caminho de volta para casa, ainda entorpecido pela descoberta de que sua doce Jeitosinha era uma garota de programa. Como se não bastasse, sentia a confusão mental causada pela percepção de que sua experiência com o travesti no Bordel foi totalmente inconclusiva. Até o momento em que Jeitosinha interrompeu o ato sexual, ainda não havia encontrado prazer. Mas era difícil saber como a coisa iria terminar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno não tinha pressa para chegar a lugar nenhum. Precisava pensar e, talvez involuntariamente, acabou passando em frente à casa de Jeitosinha. Sentiu um nó no coração ao ver a janela do quarto da moça. Saudades de um passado perfeito e uma profunda revolta por sentir que um futuro feliz havia sido abortado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Bruno?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Por um momento pensou ser Jeitosinha, mas a voz que vinha da varanda escura da casa era mais grave.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Adenair?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Disse o suave irmão da loira, aproximando-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você não parece bem&#8230; Quer conversar?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno encarou Adenair. Ele nunca havia percebido o quanto o rapaz se parecia com Jeitosinha!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não creio que você possa me ajudar&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Talvez eu possa&#8230; Respondeu o moço, com a voz tremula de emoção e desejo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Será que Bruno e Adenair&#8230; hummm&#8230; Será?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">E Ambrósio? Vai querer vingança? Não deixe de ler o próximo capítulo!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Grande Surpresa (Cap. 16)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/06/a-grande-surpresa-cap-16/</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 23:47:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/06/a-grande-surpresa-cap-16/</guid>
<description><![CDATA[Bruno havia bebido a tarde inteira, buscando no álcool a coragem necessária para por a prova sua mas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style="color:#888888;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a>Bruno havia bebido a tarde inteira, buscando no álcool a coragem necessária para por a prova sua masculinidade. Por isso mesmo, a imagem de Jeitosinha, naquele bordel de luxo, observando-o em pleno ato de amor com um travesti, pareceu uma alucinação ou um sonho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Amor&#8230; Não é nada disso que você está pensando! Disse o rapaz, sem muita inspiração.</span></p>
<p class="MsoBodyText3" style="margin:0 0 0.0001pt;"><span style="color:#888888;">Depois, recuperando a sobriedade, foi tomado por um tipo diferente de perplexidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Mas&#8230; Espera aí&#8230; O que você está fazendo aqui? Perguntou Bruno à sua amada, enquanto a prostituta, prevendo o barraco, saia de fininho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Cheia de revolta, Jeitosinha disse a primeira coisa que lhe ocorreu para ferir Bruno:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- O que lhe parece? Pelo visto você prefere as morenas&#8230; Mas, nós as loiras somos boas demais na arte de enlouquecer os homens&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não pode ser, meu amor&#8230; Diga que é um sonho&#8230; Belisca-me para eu sentir dor e acordar!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Depois do que eu vi pela fresta da porta, tem certeza de que não tem nada doendo aí? Alfinetou jeitosinha, cheia de ironia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não! Você não! Não pode ser! Não pode ser!</span></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hl1106-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-257" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hl1106-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Bruno puxava os próprios cabelos com violência e rolava pelo chão num desespero patético.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha apenas jogou os cabelos longos para o lado, com aquele gesto superior com que as loiras costumam descartar os simples mortais, e retirou-se do ambiente. Seu coração por dentro estava em frangalhos, mas o que Bruno viu foi à imagem de uma mulher fria.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Com passos precisos e a elegância de um modelo, Jeitosinha atravessou o corredor e voltou ao escritório de Madame Mary. Lá dentro, tombou de joelhos e começou a chorar.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Não pode ser, Madame Mary&#8230; Meu amado Bruno&#8230; Um homem tão puro e íntegro&#8230; Aqui! Com aquela&#8230; Aquela&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">A certeza de que não era tão diferente da exótica morena impedia Jeitosinha de achar a palavra certa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Os homens são todos iguais, minha criança.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Disse Mary, acariciando a loira.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Uns animais capazes de qualquer coisa por um momento de luxúria. Eles nunca saberão o que é o amor verdadeiro. É justamente isso que torna tão fascinante a nossa arte de sedução&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Jeitosinha levantou os olhos e, agarrando-se as pernas da misteriosa mulher, implorou:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Ajude-me, Madame! Ajude-me a ser como você!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">- Claro, querida&#8230; Claro&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">Madame Mary sabia que tinha nas mãos um diamante em estado bruto. Um diamante pronto para ser lapidado na dor de um coração partido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#888888;">O que seria feito deste diamante: um broche ou um anel? Amanhã tem mais Jeitosinha. Neste mesmo horario, neste mesmo endereço.</span></p>
<p class="MsoNormal">
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O júbilo de Jeitosinha (Cap. 15)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/05/o-jubilo-de-jeitosinha-cap-15/</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 23:35:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/05/o-jubilo-de-jeitosinha-cap-15/</guid>
<description><![CDATA[O júbilo de Jeitosinha durou pouco. Se num primeiro momento a idéia de ter salvado a humanidade era ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">O júbilo de Jeitosinha durou pouco. Se num primeiro momento a idéia de ter salvado a humanidade era alentadora, horas depois o que a fantástica experiência lhe causava era mais revolta e dor. De que adiantava ter salvado o mundo, se não obteria pelo seu ato qualquer tipo de reconhecimento? Para o restante da humanidade, ela continuava sendo aquele ser anacrônico, discriminado por fugir dos padrões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Só uma pessoa na cidade estava se sentindo mais angustiado: Bruno. Num bairro distante, trancado em seu apartamento, o pobre rapaz refletia sobre a grande (bota grande nisso) emoção que sentiu em sua primeira noite de amor com Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-&#8221;Será que eu gostei porque era a minha amada?&#8221; Perguntava-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-&#8221;Ou será que tamanho prazer adveio do fato de que tratava-se de um homem? Sou hetero ou gay?&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/hn3198-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-254" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hn3198-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Quem é você? Gritou Bruno angustiado, olhando sua imagem no espelho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Sentia-se sujo. Seus desejos o incomodavam, como se ele tivesse experimentado a fruta do pecado. Mas sabia que Jeitosinha era uma vítima, como ele. Ele podia entender que a namorada era um modelo de virtude e pureza, e que seu gesto, ao seduzi-lo, era apenas uma grande manifestação de amor!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Por um momento, olhou para o problema sob outra perspectiva, muito menos dramática:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- “Sim, Jeitosinha é pura. É a minha Jeitosinha. Em nome desta pureza vale a pena continuar com ela!”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Concluiu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- “Se ela fosse um travesti vulgar&#8230; Mas não! Ela foi criada como uma mulher, sob rígidos padrões morais!”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Quem sabe se eles ainda pudessem ter uma vida junta, mantendo a condição de Jeitosinha em segredo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Num fragmento de sonho, Bruno se viu casado com ela, vivendo grandes noites de amor e criando duas crianças adotadas, Cléverson Luís e Suelen Aparecida, como se fossem seus filhos biológicos. Pensou em procurar a sua doce amada naquele mesmo momento e propor a realização do casamento, tão desejado em tempos menos complicados. Mas antes precisava enfrentar seu próprio demônio interior. Precisava saber se o que sentiu naquela noite mágica foi amor ou pura volúpia. Precisava, enfim, fazer amor com outro travesti e colocar-se a prova!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Bruno resolveu que aquela noite iria a um bordel atrás de respostas. Iria buscar reviver, com uma vulgar criatura da noite, emoções tão&#8230; Hã&#8230; Grandes quanto a que viveu com sua inocente Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mal poderia imaginar a grande surpresa que o esperava&#8230; Aguarde o próximo capítulo.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A produção da novela informa novamente que Jeitosinha não conhece o Sr Ronaldo Nazário, nunca tendo feito qualquer tipo de negócio com ele.</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jeitosinha e Arlindo nas mãos dos ETs. (Cap. 14)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/05/01/jeitosinha-e-arlindo-nas-maos-dos-ets-cap-14/</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 12:55:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/05/01/jeitosinha-e-arlindo-nas-maos-dos-ets-cap-14/</guid>
<description><![CDATA[Lentamente Jeitosinha foi recuperando a consciência. Nos primeiros minutos, aquele cenário de ficção]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p><span style="color:#888888;">Lentamente Jeitosinha foi recuperando a consciência. Nos primeiros minutos, aquele cenário de ficção científica parecia apenas um sonho estranho. Mas, a medida em que as imagens ganharam contornos e cores é que aflorou em sua mente a lembrança dos últimos momentos no carro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Um indescritível pânico tomou conta de nossa heroína. Seu grito agudo acordou Arlindo que, como ela, encontrava-se atado a uma chapa metálica, quase verticalmente. A sala estava deserta, mas, minutos depois, duas das criaturas verdes entraram no ambiente. Mesmo sendo de uma espécie muito diferente, Jeitosinha sentiu que aqueles seres estavam muito tristes. Seus enormes olhos revelavam esta condição. Usando um estranho aparelho, que acoplado a boca do extraterrestre funcionava como um tradutor, a criatura que parecia liderar as demais se dirigiu ao casal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Creio que lhe devemos explicações&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Jeitosinha e Arlindo estavam paralisados pelo medo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O homem verde continuou:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Meu planeta está passando por uma crise terrível. Construímos uma civilização poderosa e avançadíssima. Controlamos toda a nossa galáxia, mas estamos condenados à extinção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Os rostos curiosos dos irmãos não moviam um só músculo, enquanto o ET narrava sua história. Ele explicou que, por um capricho da biologia que a ciência não conseguiu contornar, estava nascendo em seu planeta um número infinitamente inferior de mulheres, numa comparação com o número dos homens. Pelos cálculos dos cientistas, em não mais que quinhentos anos seu povo terá desaparecido, a não ser que se encontre uma alternativa para se reverter o quadro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Numa análise superficial &#8211; continuou a criatura &#8211; percebemos que talvez fosse possível utilizar as terráqueas para gerar nossos filhos. Se a idéia se confirmasse, nossa intenção era a de exterminar todos os homens e levar conosco as mulheres. Minha missão veio a Terra com o propósito específico de analisar a anatomia feminina, abortar ou autorizar a operação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/05/hj4602-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-229" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/05/hj4602-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O homem verde deixou-se desabar numa cadeira, vencido pelo desânimo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mantivemos você sedada por seis horas. Disse, dirigindo-se a Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- E descobrimos, depois de estudá-la, que a máquina humana é muito mais complexa do que esperávamos. Vocês, mulheres terráqueas, são bastante parecidas com os homens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Jeitosinha esforçou-se para não demonstrar sua enorme alegria: ao ser confundida com uma mulher, sem querer ela havia salvado a raça humana da destruição total!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Vamos libertá-los e partir atrás de outros mundos. Encerrou o ser.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Já de volta ao carro, ainda atônita por aquele turbilhão de emoção, Jeitosinha abraçou seu irmão e inimigo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você entende, Arlindo? Minha vida tem um sentido! O que são nossas rusgas do dia-a-dia diante desta experiência tão avassaladora?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Arlindo afastou Jeitosinha e esboçou um sorriso pálido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- É, irmã. Foi bom. O dia está nascendo e devemos voltar para casa. Mas como a vida continua, amanhã você estréia no bordel.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Não, o autor não perdeu o fio da meada. Estes Ets entraram na história com uma função muito importante. Continue acompanhando e surpreeenda-se a cada capítulo.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reconciliação de Jeitosinha e Bruno (cap. 13)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/04/29/reconciliacao-de-jeitosinha-e-bruno-cap-13/</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 23:22:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/04/29/reconciliacao-de-jeitosinha-e-bruno-cap-13/</guid>
<description><![CDATA[A família finalmente percebeu que Ambrósio estava desaparecido. Ele não havia voltado da pescaria ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A família finalmente percebeu que Ambrósio estava desaparecido. Ele não havia voltado da pescaria nem dado sinal de vida. Marilena chamou a Polícia, que pareceu não dar muita importância à ocorrência. Os dois policiais fizeram poucas perguntas, anotaram um boletim de forma burocrática e se foram em poucos minutos, levando uma foto do homem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Jeitosinha chegou em casa quase na hora do almoço. Os irmãos não perceberam que ela passara a noite fora, mas sua mãe sim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Onde você estava? Perguntou Marilena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Jeitosinha ignorou a abordagem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sorte sua seu pai não estar por aqui. Ele não ia gostar disso&#8230; Insistiu Marilena, com um tom seco de reprovação na voz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A resposta da filha foi carregada de ironia:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que poderia preocupá-lo, mamãe? O risco de que eu perca a virgindade ou volte grávida para casa?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Marilena tentou acariciar o cabelo da filha, que afastou sua mão com um gesto brusco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não me encoste! Eu odeio você!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Um fio de lágrima escorreu pela face esquerda da sofrida mãe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Querida&#8230; Você é tão jovem&#8230; Tem uma vida pela frente! Ainda a tempo de encontrar a felicidade&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/04/hr2057-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-226" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/hr2057-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Como eu poderia ser feliz? Eu sou uma mulher aprisionada no corpo de um homem!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Veja o lado positivo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Tentou consertar Marilena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você não tem tensão pré-menstrual, não precisa sentar-se em privadas sujas de boate&#8230; Mantenha a calma e a resignação. Você ainda encontrará algum homem que a aceitara como você é!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim. Conjeturou Jeitosinha. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- “Este homem talvez seja Bruno. Mas como ele estará se sentindo depois de nossa estranha noite de amor?”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ela pensou durante todo o dia no seu amado, reunindo forças para enfrentar sua primeira noite no bordel de luxo. Curiosamente, a expectativa de entregar-se a estranhos não a incomodava. Desde a revelação de sua condição, ela não se reconhecia naquele corpo. Não sentia que tivesse que zelar dele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Eram nove da noite quando Jeitosinha entrou no fusca de Arlindo, rumo à casa de encontros. O local ficava próximo, mas era preciso percorrer um pequeno trecho numa estrada pouco movimentada. Justamente quando passavam pela parte mais escura e deserta do percurso, uma luz surgida do nada cegou momentaneamente Arlindo, impedindo-o de dirigir. O rapaz pisou no freio abruptamente. Antes que pudessem esboçar qualquer reação, as duas portas do carro foram abertas, e o casal foi retirado de dentro do veículo por mãos poderosas. Pouco antes de tomar uma descarga elétrica que a faria perder os sentidos, Jeitosinha pôde ver a face de seus raptores: eram homenzinhos verdes vestindo estranhos macacões prateados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> Jeitosinha e Arlindo nas mãos de Ets. Confira no próximo e emocionante capítulo!</span></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportEmptyParas]--><span style="color:#888888;"> </span><!--[endif]--></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pretensões de Arlindo (Cap. 12)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/04/28/pretensoes-de-arlindo-cap-12/</link>
<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 22:35:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/04/28/pretensoes-de-arlindo-cap-12/</guid>
<description><![CDATA[Jeitosinha não acreditava no que acabava de ouvir. Desde a revelação de seu trágico segredo, sentia-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoBodyText"><span style="color:#888888;">Jeitosinha não acreditava no que acabava de ouvir. Desde a revelação de seu trágico segredo, sentia-se num pesadelo sem fim. Não bastasse todo o ódio em seu coração, o estranho desfecho da morte do pai e a perda de Bruno, seu amado, agora a nossa heroína era chantageada pelo cruel Arlindo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você quer que eu me prostitua?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim. Concordou o irmão, sem um pingo de emoção na voz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Existe um bordel de luxo aqui perto de casa&#8230; Pessoas exóticas como você podem ter um bom valor no mercado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- M-mas&#8230; Eu sou virgem! Sou inocente! Retrucou Jeitosinha, aos prantos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Pois você tem até amanhã para aprender o que precisa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Arlindo deixou o quarto da loira batendo a porta. Adenair entrou em seguida, curioso em saber o que acontecera. Jeitosinha contou resumidamente a história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mas não pode ser! Você precisará matá-lo também! Reagiu o enrustido, batendo o pezinho nervosamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, mas não poderei fazê-lo agora. Não com o estranho desaparecimento do corpo de papai. Precisamos desvendar primeiro este mistério. Disse Jeitosinha, recompondo-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Então você&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não resta outra alternativa, Adenair. Terei que me submeter aos caprichos de Arlindo. E pode ter certeza: estarei mais pronta amanhã do que ele pensa!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/04/hp8632-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-218" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/hp8632-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Pela primeira vez desde o rompimento, Jeitosinha voltou àquela noite ao apartamento de Bruno. Encontrou-o em estado de total desespero, sorvendo doses e mais dose de uísque barato.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você destruiu a minha vida! Lamentou o jovem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A loira, usando um vestidinho curto, sentou-se no seu colo. Numa explosão de luxúria, enfiou a língua na boca de Bruno, antes que ele pudesse esboçar qualquer reação. Num primeiro momento ele retribuiu ao carinho, mas logo se lembrou de que estava beijando um homem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Rejeição e desejo se sucediam em ondas no coração de Bruno. Mas ele havia bebido bastante e amava Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">No dia seguinte, consumada uma louca e completa noite de amor, a loira acordou e viu Bruno, de pé, contemplando-a. Ela abriu um sorriso, mas não foi retribuída.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você é tão bonita&#8230; Murmurou o rapaz, com um semblante que mais sugeria um lamento que um elogio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que você achou da noite, meu amor?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Eu&#8230; Eu estou confuso&#8230; Foi tudo muito diferente&#8230; Vi-me fazendo coisas que nunca imaginei ser capaz&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Calma meu amor&#8230;Respondeu docemente Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sente-se aqui ao meu lado e vamos, conversar melhor sobre isso&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Bem&#8230; Respondeu Bruno, com um sorrisinho sem graça.</span></p>
<p><span style="color:#888888;">- Podemos até conversar. Mas sentar, eu não consigo&#8230;</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Será que a Parada Gay ganhou mais um folião este ano? O que teria acontecido com Bruno? Será que Bruno gostou da coisa? E Ambrósio, onde estará? Será que ele pesca por causa da vara? E Jeitosinha, será que leva jeito pra vida fácil?</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Perguntas e mais perguntas. Aguarde as respostas.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A revolta de Arlindo (Cap.11)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/04/26/a-revolta-de-arlindo-cap11/</link>
<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 01:04:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
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<description><![CDATA[- Você nunca me enganou, Jeitosinha&#8230; A voz de Arlindo destilava revolta e ódio. - Vou contar s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você nunca me enganou, Jeitosinha&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A voz de Arlindo destilava revolta e ódio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Vou contar seu segredo ao papai, assim que ele voltar da pescaria! Aliás, vou contar ao mundo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Contar ao papai? Espantou-se a moça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Então Arlindo não sabia que o pai estava morto! Não foi ele quem escondeu o corpo! Jeitosinha estava tão fragilizada que acabou assumindo sua bizarra condição ao irmão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, Arlindo. Sou uma mulher aprisionada no corpo de um homem. Mas sou a maior vítima desta situação! Eu lhe imploro: não revele o meu segredo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não adianta, Jeitosinha&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Retrucou o magoado Arlindo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Toda a minha vida, eu sempre brinquei com cavalinhos feitos de palitos de fósforo fincados em batatas, enquanto a princesa tinha os mais caros brinquedos. Toda a minha vida, eu dormi espremido num beliche, com os pés do Amarildo tocando as minhas narinas, enquanto você tinha seu quarto e finos lençóis de seda&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Arlindo agarrou Jeitosinha pelos braços e fitou o fundo de seus olhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/04/hk9648-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-212" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/hk9648-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mas o que eu nunca vou perdoar mesmo foi àquela surra que levei quando descobri a verdade sobre você&#8230; Arlindo tremia de rancor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mas nem eu mesma sabia! Tentou defender-se Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Chega! Chega de suas mentiras! Arlindo virou-se em direção à porta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">A irmã, desesperada, lançou-se ao chão e abraçou seus pés.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não, Arlindo&#8230; Por favor, eu faço qualquer coisa!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Qualquer coisa?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O tom do rapaz agora era mais suave.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Comece mostrando-se para mim. Quero vê-la nua!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Relutante, Jeitosinha livrou-se de suas roupas e revelou seu corpo perfeito de mulher. Bem&#8230; Quase perfeito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Não é justo&#8230; Balbuciou Arlindo, apontando o apêndice que fazia de Jeitosinha um quadro surrealista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Até neste quesito você ganha de mim&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Por favor, não seja rude comigo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que? Espantou-se o moço</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você imaginou que eu quero tocar você? É ruim, heim?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mas&#8230; O que você quer então? Perguntou a moça, voltando a se vestir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você vai me render dinheiro, irmãzinha. Muito dinheiro!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Quanto? Como? O que fará Arlindo com nossa princesa? Segunda a noite você fica sabendo.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mistério na casa de Jeitosinha (Cap. 10)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/04/25/misterio-na-casa-de-jeitosinha-cap-10/</link>
<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 01:32:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/04/25/misterio-na-casa-de-jeitosinha-cap-10/</guid>
<description><![CDATA[Naquela manhã de Segunda, a mãe e os sete irmãos sentaram-se juntos para o café, na longa mesa da co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Naquela manhã de Segunda, a mãe e os sete irmãos sentaram-se juntos para o café, na longa mesa da copa. Era tradicionalmente o momento em que a família colocava seus assuntos em dia. Mas um silêncio incômodo pairava no ar. Jeitosinha sondou cada rosto, buscando em algum deles um sinal que indicasse quem escondeu o corpo de Ambrósio. É claro que o pai não retornara da pescaria na noite anterior. Mas porque ninguém parecia se importar com o fato?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Disfarçando o nervosismo, a moça arriscou perguntar à mãe:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O papai não voltaria ontem?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, querida. Respondeu Marilena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Mas ele ligou dizendo que uma ponte caiu e que eles estão isolados na vila onde foram pescar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Era a voz dele, mãe? Tem certeza?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Que pergunta&#8230; Claro, minha filha. A ligação estava ruim, mal escutei o que ele dizia. Mas quem mais poderia ser?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Arlindo, o ciumento irmão mais velho, esboçou um sorriso enigmático, que Jeitosinha rapidamente captou como um indício de culpa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Sim! Arlindo! Só pode ser ele!&#8221;. Pensou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/04/hn1266-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-208" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/hn1266-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Arlindo sempre desconfiou de que havia algo errado comigo. Ele nunca perdoou papai pelo carinho que me dedicava. Ele sabe, por alguma razão, que fui eu quem matou papai e apagou as evidências como parte de um plano de vingança! Mas porque esconder o corpo, ao invés de simplesmente me entregar à Polícia?&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">As perguntas atormentavam a mente limitada de nossa heroína loira. Ela voltou para o quarto, cobriu o rosto com o travesseiro e começou a chorar baixinho. No princípio, chorava por medo, pela confusão que tomara conta de sua vida, mas logo sua dor se transfigurou e Jeitosinha passou a verter seu pranto por saudades de Bruno. Lembrava-se das mãos do amado percorrendo seu corpo. Sentiu um calafrio e uma onda de excitação só de imaginar o toque suave de seus dedos. Neste momento, abruptamente, Arlindo abre a porta. Jeitosinha ainda tem tempo de disfarçar as lágrimas. Mas não a ereção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Ahá&#8230; Eu sabia! Bradou o irmão, radiante, enquanto uma descarga de adrenalina fazia desaparecer do jeans apertado o volume comprometedor&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O que teria acontecido com Ambrósio? Estaria Jeitosinha delirando? Estariam todos envolvidos? Só sei de uma coisa, amanhã você vai estar de volta pra saber qual é este mistério.</span></p>
<p><span style="color:#888888;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;" align="center"><span style="color:#888888;"> </span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A surpresa (Cap. 9)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/04/23/a-surpresa-cap-8/</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 23:36:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/04/23/a-surpresa-cap-8/</guid>
<description><![CDATA[Passava da meia-noite quando Jeitosinha voltou para casa. Seu álibi foi perfeito; consumiu as última]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="450" height="119" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Passava da meia-noite quando Jeitosinha voltou para casa. Seu álibi foi perfeito; consumiu as últimas horas estudando Geografia com uma amiga, como costumava fazer. Ela estava impressionada com a própria frieza, conseguiu concentrar-se nos livros e conversar amenidades como se nada tivesse acontecido. Mas ainda sentia nas mãos o tremor da serra elétrica. Os gritos de Ambrósio continuavam ecoando em seus ouvidos. Eram sensações surpreendentemente gostosas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Arrependimento mesmo, só o de ter perdido o capítulo da novela das nove.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;A mamãe eu matarei na hora do Jornal Nacional&#8221;. Jurou para si mesma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">As luzes da sala estavam acesas. Viu pela janela os vultos de seus familiares. Entrou pela porta principal se preparando para fingir dor e desespero ao se deparar com os pedaços de carne e ossos de seu pai espalhados pela sala. Mas qual não foi o seu espanto ao perceber que não havia na casa um só vestígio de seu crime hediondo! Quatro de seus irmãos, inclusive Adenair, estavam assistindo TV, tranqüilamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Sua mãe havia se recolhido ao quarto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Onde está o papai? Perguntou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/04/ht4975-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-206" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/ht4975-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Foi pescar. Respondeu Amarildo, o segundo filho de Ambrósio e Marilena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Pescar?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Sim, deixou um bilhete com a mamãe, dizendo que resolveu na última hora e que volta amanhã à noite.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">As belas pernas de Jeitosinha estremeceram e ela sentiu uma estranha vertigem. Realmente seu pai era dado a estes rompantes e o sumiço não chegava a espantar ninguém em sua casa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- &#8220;Será que tudo não passou de uma alucinação?&#8221; Questionou-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Mas não. Observando o revestimento plástico do sofá onde o crime havia acontecido, percebeu o cheiro de detergente e marcas de pano, que sugeriam uma limpeza recente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Jeitosinha puxou seu cúmplice, Adenair, até o quarto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- O que está acontecendo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Eu e que te pergunto!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Retrucou o irmão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Você não iria matar o papai?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Matei! Eu matei! Alguém escondeu os restos, limpou a sala e ainda deixou um falso bilhete para a mamãe!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Adenair deu um gritinho ansioso e histérico. Jeitosinha esbofeteou-lhe a face e disse, resoluta:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Calma. Você já esperou mais de 20 anos. Não acho que seja a melhor hora pra soltar a franga&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> Que estranho mistério se esconde na casa de Jeitosinha?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Confira no próximo e emocionante capítulo!</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Falsa Loira Nua (Cap. 8)]]></title>
<link>http://astronave.wordpress.com/2008/04/23/falsa-loira-nua-cap-8/</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 00:47:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tiné</dc:creator>
<guid>http://astronave.wordpress.com/2008/04/23/falsa-loira-nua-cap-8/</guid>
<description><![CDATA[Adenair, que era estagiário em uma repartição pública, conseguiu, sem chamar a atenção, retirar uma ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><a href="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-178" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jeitosinha2.jpg" alt="" width="400" height="105" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Adenair, que era estagiário em uma repartição pública, conseguiu, sem chamar a atenção, retirar uma moto serra no almoxarifado da Prefeitura. Como o dia seguinte seria um Domingo, ele teria tempo de limpar a ferramenta e devolve-la a seu local de origem antes que dessem por sua falta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Ao cair da noite, ninguém na família poderia imaginar o drama que se desenrolaria nas próximas horas. Um por um os irmãos mais velhos foram saindo, como quaisquer jovens numa noite de Sábado. Adenair foi o último a deixar a casa. Controlando as emoções, despediu-se do pai sem despertar suspeita. Enfim, a sós, Jeitosinha e Ambrósio assistiam ao telejornal das oito. Ela usava um vestidinho curto. Balançava provocativamente as pernas, mostrando toda a extensão de suas coxas bem torneadas. A loira sabia que o pai moralista logo iria implicar com a roupa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- Precisa usar um vestido tão curto? Vá já vestir direito! Ordenou Ambrósio, apontando para o quarto de Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Era a deixa que a moça esperava. Ela entrou no seu quarto e reapareceu poucos minutos depois, causando a última e pior visão que aquele homem rude jamais tivera. Sua filha, seu meigo tesouro, estava completamente nua, portando a serra elétrica. Mas o maior espanto de Ambrósio foi constatar a existência de uma outra ferramenta, pendurada entre as pernas da bela loira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://astronave.files.wordpress.com/2008/04/jh0871-001.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-204" src="http://astronave.wordpress.com/files/2008/04/jh0871-001.jpg" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">- N-não pode ser! Não pode ser! O que é isso? Balbuciou o homem, com uma expressão patética, indicando o pênis de Jeitosinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">-Isto é eu, papai! Eu sou o monstro que você criou!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">O som ensurdecedor da serra abafou os gritos desesperados do homem, que de tão surpreso sequer teve forças para lutar. Minutos depois, tudo era silêncio e calma. Jeitosinha tomou um banho demorado, vestiu-se, escondeu a serra elétrica num terreno próximo, seguindo o plano previamente combinado com o irmão, e dirigiu-se tranqüilamente à casa de uma amiga, deixando montado na sala de sua casa um cenário assustador.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;">Estava encerrada a primeira etapa de sua vingança. Ou pelo menos, Jeitosinha imaginava que sim&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"> Preparem-se! Jeitosinha terá uma grande surpresa!!</span></p>
<p><span style="color:#888888;">Amanhã uma grande surpresa. Maior até que a surpresa que Jeitosinha mostrou para seu pai.</span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
