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	<title>joao-gilberto &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://en.wordpress.com/tag/joao-gilberto/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "joao-gilberto"</description>
	<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 01:47:39 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Mais Mais]]></title>
<link>http://cronicasabsurdo.wordpress.com/2009/11/25/mais-mais/</link>
<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 23:58:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kilminster</dc:creator>
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<description><![CDATA[Qual a semelhança improvável entre o João Gilberto, o Sonic Youth, o Dream Theater e o Krisiun? É si]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Qual a semelhança improvável entre o João Gilberto, o Sonic Youth, o Dream Theater e o Krisiun?</p>
<p>É simples, cada um dos supracitados tenta ser o “mais” alguma coisa. O mais sofisticado, o mais diferente, o mais virtuoso e o mais brutal. Todos eles se esforçam bastante em seus objetivos e por vezes pode-se dizer que atingem suas metas.</p>
<p>Porém todos eles se perdem em um momento crucial da coisa toda, eles se esquecem de serem legais. Sim, afinal de contas, estamos tratando de música aqui e música acima de tudo tem que ser legal. Pouco importa quantos acordes dissonantes você toca, se você usa afinações alternativas, se conhece mais escalas ou a quantos BPS você toca. Tudo isso é superado facilmente quando ouvimos o velho “one, two, three, four&#8230;” dos Ramones.</p>
<p>Não que a simplicidade seja a chave de tudo. Há muitas tentativas de sofisticação que soam bem legais, o Police por exemplo, ou os Beatles.  Assim como o virtuosismo do Jeff Beck, a velocidade do Megadeth e a esquisitice dos Mutantes. Destes, cada um a seu modo explorou determinadas características mas tendo sempre a música em primeiro plano.</p>
<p>É óbvio e ululante dizer que um Mi Maior do Malcom Young vale mais que todas as escalas juntas do John Petrucci. Mas por que? Porque o Mi Maior do Malcom vem cheio de sinceridade, sem ter que dar explicações, sem ar blasé e sem se preocupar com o mundo. Ele quer tocar o Mi Maior e toca sem medo de ser feliz. Não precisa de um E6/11+ só para não soar óbvio, nem que este Mi seja precedido por uma série de arpejos para parecer complexo, nem de microfonias para ser diferente, muito menos ser repetido 650 vezes em cada compasso para ser rápido.</p>
<p>No final o que ficam são as grandes músicas. O resto é igual a excesso de chantilly no bolo, vai ficar separadinho no prato. Duvida? Então tá: quem acha “All You Need is Love” uma música complexa? É melhor ouvir de novo para responder.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PEOPLE: Vinicius - o poetinha]]></title>
<link>http://portugueselive.wordpress.com/2009/11/24/people-vinicius-o-poetinha/</link>
<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 06:16:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>portugueselive</dc:creator>
<guid>http://portugueselive.wordpress.com/2009/11/24/people-vinicius-o-poetinha/</guid>
<description><![CDATA[Eu possa me dizer do amor (que tive)Que não seja immortal, posta que é chamaMas que seja infinito en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Eu possa me dizer do amor (que tive)<br />Que não seja immortal, posta que é chama<br />Mas que seja infinito enquanto dure</p>
<p><em>I can say to myself of the love (I had)<br />Let it not be immortal, since it is a flame<br />But let it be infinite while it lasts</em></p>
<p>- Vinicius de Moraes from &#8220;Soneto da Fidelidade&#8221;<br /><em>(Trans. Ashley Brown)</em></p>
<p><a href="http://portugueselive.wordpress.com/files/2009/11/viniciusdemoraes.jpg"><img alt="" src="http://portugueselive.wordpress.com/files/2009/11/viniciusdemoraes.jpg?w=265" border="0" /></a>Poet, film critic, diplomat, and musician, Vinicius de Moraes is a Brazilian hero. Born in Rio de Janeiro, he was a passionate bohemian who will be remembered for his lasting impact on the bossa nova.</p>
<p>In the mid 50’s he penned the lyrics to <em>Chega de Saudade</em>. The song, composed by his good friend Tom Jobim, was recorded in 1959 by João Gilberto’s and would be the spark that started the bossa nova revolution in Brazil and later the world.</p>
<p>Also in 1959 Vinicius’ musical <em>Orfeu da Conçeição</em>, a modern Brazilian version of the greek tragedy of Orpheus and Eurydice, was adapted to the silver screen by French director Marcel Camus. <em>Orfeu Negro</em> won the Palm d’Or at Cannes, Academy Award for Best Foreign Language Film and a Golden Globe for Best Foreign Film. The music written by Vinicius and Jobim helped continue to bring bossa nova to the international scene.</p>
<p>In 1962 Vincius would write the lyrics to perhaps the most recognizable Brazilian song <em>A Garota de Ipanema</em> (The Girl from Ipanema &#8211; See previous post). The music was composed by Tom Jobim and made famous by João Gilberto, Astrud Gilberto and Stan Getz in 1964.</p>
<p>He would continue to write, record, and tour extensively throughout 60’s and 70’s, collaborating with the brilliant bossa nova guitarists Baden Powell and Toquinho. A personal favorite album is Os Afros Sambas, a Vinicius-Powell collaboration in 1966 that is a break from bossa nova. It was influenced by Afro Brazilian religions of which was of deep interest to Vinicius at the time.</p>
<p>Vinicius once called described whiskey as “a man’s best friend – it’s a bottled up dog”. It would eventually turn on him late in his life adding to health complications. He died at age 66 in Rio having married nine times.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Made in Rio - O Rio de Janeiro e a música brasileira]]></title>
<link>http://rondasonora.wordpress.com/2009/11/22/made-in-rio-o-rio-de-janeiro-e-a-musica-brasileira/</link>
<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 03:02:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Letícia F.</dc:creator>
<guid>http://rondasonora.wordpress.com/2009/11/22/made-in-rio-o-rio-de-janeiro-e-a-musica-brasileira/</guid>
<description><![CDATA[Por Letícia Ferreira. De costas para quem?! O Rio de Janeiro é um dos estados mais turísticos do Bra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:right;"><em>Por Letícia Ferreira.</em></div>
<dl class="wp-caption alignright">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://rondasonora.wordpress.com/files/2009/11/riom-de-janeiro4.jpg"><img class="size-medium wp-image-196 " title="riom-de-janeiro" src="http://rondasonora.wordpress.com/files/2009/11/riom-de-janeiro4.jpg?w=300" alt="" width="216" height="162" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">De costas para quem?!</dd>
</dl>
<p>O Rio de Janeiro é um dos estados mais turísticos do Brasil, com suas belas praias; Cristo Redentor; Pão de Açúcar, a população alegre e contagiante, e recentemente, tem a capital escolhida para sediar as Olimpíadas de 2016&#8230;Em contraste, se destacam a violência urbana e o aumentos de favelas. Talvez esses sejam os fatores principais que influenciaram o cenário musical do Rio de Janeiro de antigamente e dos tempos presentes. Dentre as várias manifestações artísticas do Rio, lembramos do samba, da bossa nova e  do funk carioca.</p>
<p>O<strong> samba </strong>(considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco), derivado de um tipo de dança de raízes africanas, originou-se na Bahia, porém foi migrado pelos negros para o Rio de Janeiro, onde de fato nasceu e teve seu ritmo desenvolvido. O álbum considerado o primeiro samba foi   <em>&#8220;Pelo Telefone&#8221;</em>, gravado em 1917 . O disco  era uma composição coletiva de músicos que participavam das festas da casa de sambistas da  tia Ciata, mas acabou registrada por Donga e Mauro de Almeida. A partir daí, o ritmo se popularizou e ganhou adeptos do país inteiro. Surgiriam grandes nomes do samba, entre alguns como Ismael Silva, Cartola, Ari Barroso, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Zé Kéti, Ciro Monteiro e citando os mais atuais: Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Martinho da Vila<strong>. </strong> Com base no samba<strong>,</strong>outras formas musicais ganharam denominações próprias, como o samba de gafieira, o samba enredo, o samba de breque, o samba canção, o samba rock, o partido alto, o pagode, entre outros. Junto com a bossa nova, o samba foi um dos principais difusores da música brasileira no exterior.</p>
<p>A <strong>bossa nova é ,</strong>definitivamente, o gênero musical brasileiro mais conhecido no mundo, seus principais percussores foram Vinícius de Morais, Antônio Carlos Jobin, João Gilberto e Luiz Bonfá. Surgida por volta do ano de 1958, na capital do RJ,  o termo era apenas relacionado a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época, mas renovou as harmonias e arranjos utilizados até então. Compositores, instrumentistas e cantores intelectualizados, amantes do jazz americano e da música erudita formavam construíram os pilares da bossa nova. Era criticada pelo engajamento nos problemas sociais, embora bem recebida pelo público jovem.  Foram destacados,especialmente, os  jovens da classe média como autores da música de protesto, entre eles: Marcos e Paulo Sérgio Vale, Geraldo Vandré e Théo de Barros, Rui Guerra, Oduvaldo Viana Filho, Carlos Lyra e Sérgio Ricardo. Não tão popular hoje em dia, percebe-se a bossa nova como influências na música brasileira atual e internacional.</p>
<p>O <strong>funk carioca</strong>, é diferente do funk originário dos Estados Unidos nos anos 1960. Apesar de ser criado nas batidas do funk americano, o funk carioca começou a ser tocado a partir de improvisos em cima de bases dançantes, onde as canções são essencialmente de conteúdo erótico. Criado em meados da década de 1990, mas já tendo raízes na década anterior com os bailes funks influenciados pelo <em><strong>Miami Bass</strong></em>, ritmo derivado do <em>hip hop</em> que começava a fazer barulho nos Estados Unidos com uma batida de dança acelerada e pelo conteúdo sexualmente explícito das letras. Um dos principais protagonistas do movimento no Rio foi <em><strong>DJ Marlboro</strong></em>. Ainda no início, as canções abordavam a violência e as favelas. Um ano marcante foi o de 1995, quando o funk teve sua ascensão no Brasil, artistas como Claudinho e Buchecha, Cidinho e Doca tocavam em várias rádios e programas de tv. Vertentes do funk foram surgindo: funk melody e o &#8220;proibidão&#8221;, esse, normalmente, com temas vinculados ao tráfico e  forte conotação sexual. A partir dos anos 2000 o funk se consolida como um ritmo popular entre as classes sociais não só do Rio de Janeiro,mas no restante do Brasil. Se destacam no gênero: Tati Quebra Barraco, Perlla, Mc Leozinho, Jaula das Gostozudas, Mc Sabãozinho, Bonde do Tigrão, Bonde do Ratão entre outros nomes bizarros que fazem parte da música popular brasileira da atualidade.</p>
<p>O Rio de Janeiro recebeu três edições do <em>Rock in Rio</em>,depois migrou para países da Europa com o mesmo nome(!) Talvez o festival volte para sua cidade original em 2011 ;</p>
<p>É a cidade natal do maior compositor de música erudita brasileira, <strong>Heitor Villa Lobos</strong>;</p>
<p>O pioneirismo em trazer para a MPB o estilo <em>soul</em> de cantar. Com a voz grave e carregada de <strong>Tim Maia</strong>, carioca que tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos.</p>
<p>Foi de lá que saíram as bandas: Barão Vermelho, For Fun, Maldita, Blitz e  Zeca Pagodinho&#8230;.Todas essas com seus públicos e gerações diferentes, provando que a história musical de um local não limita seus artistas, afinal, a tecnologia é mais uma aliada para conhecer sons ignorados por quem busca algo diferente do que está acostumado a fazer e/ou ouvir.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clarice Lispector, o sol escuro do Brasil ]]></title>
<link>http://cicutanalingua.wordpress.com/2009/11/16/clarice-lispector-o-sol-escuro-do-brasil-por-tomas-eloy-martinez/</link>
<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:07:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Esley Zambel</dc:creator>
<guid>http://cicutanalingua.wordpress.com/2009/11/16/clarice-lispector-o-sol-escuro-do-brasil-por-tomas-eloy-martinez/</guid>
<description><![CDATA[Esta é uma matéria do Jornal The New York Times por Tomás Eloy Martinez Tradução: Eloise De Vylder ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-410" title="Clarice_Lispector_I" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/clarice_lispector_i.jpg" alt="Clarice_Lispector_I" width="313" height="400" /></p>
<p>Esta é uma matéria do Jornal The New York Times por Tomás Eloy Martinez</p>
<p>Tradução: Eloise De Vylder</p>
<p>&#160;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-415" title="tnyt" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/tnyt.gif" alt="tnyt" width="104" height="19" /></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Há pouco mais de meio século, a força de transformação da literatura da América Latina assombrava os países centrais, que haviam alcançado a modernidade graças ao desenvolvimento de suas indústrias, suas descobertas tecnológicas, suas redes de comunicação, seus trens e aviões. Mas sua linguagem e sua capacidade de narrar a sociedade estavam apergaminhadas, cansadas, e supriam a falta de ideias e sangue novos com jogos teóricos que não levavam a lugar nenhum. Na América Latina, o afã de criar esse mundo novo expresso pela revolução cubana parece ter se concentrado na literatura.</p>
<div class="modfoto right modulos medio">
<div class="conteudo">
<h3>Clarice Lispector, em foto de 1976</h3>
<ul>
<li><img class="imagem" title="Folha Imagem" src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0911/13cla.jpg" border="0" alt="Folha Imagem" /></li>
</ul>
</div>
</div>
<p>Enquanto os países do Rio da Prata, México e Colômbia respiravam a plenos pulmões os novos ares, o gigante Brasil mantinha-se impermeável a tudo o que não vinha de si mesmo. O Brasil mudava de pele, mas se alimentava de sua própria música e de sua própria herança literária. Certa vez perguntaram a João Gilberto por que ele fazia tão poucos shows no estrangeiro, onde sua música tinha um sucesso clamoroso.</p>
<p>&#8220;Para quê?&#8221;, respondeu. &#8220;No Brasil meu público é tão numeroso como no resto do mundo e, além disso, ele me escuta com mais felicidade&#8221;.</p>
<p>Em meados do século 20, o grande nome da literatura brasileira continuava sendo o de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), que escreveu uma sucessão de obras mestras mediante o simples recurso de observar atentamente a paisagem interior dos pensamentos e dos sentimentos para contá-los de uma maneira incomum, inesperada. Um de seus maiores herdeiros é João Guimarães Rosa, que impressiona mais do que tudo por seu virtuosismo verbal e pelo ouvido finíssimo com que capta a música das vozes do sertão, no nordeste profundo de seu gigantesco país.</p>
<p>Entretanto, a única filha direta e legítima de Machado de Assis é Clarice Lispector, cuja obra misteriosa começa a difundir-se nos Estados Unidos com tanto ímpeto quanto a de Roberto Bolaño. O chileno foi consagrado pela revista The New Yorker, e o influente The New York Review of Books rendeu tributo a Lispector com um ensaio extenso de Lorrie Moore, a jovem deusa do minimalismo.</p>
<p>Moore adverte que a fama magnética de Lispector se deve em parte aos estudos sobre sua obra reunidos por Hélène Cixous, a quem as universidades francesas devem o apogeu dos estudos sobre a mulher. Na França, recorda Cixous, a extraordinária abstração da prosa de Lispector fez com que a vissem como uma filósofa. Quando ela assistiu a um encontro de teóricos sobre sua obra, abandonou a sala na metade da homenagem, dizendo que não entendia uma só palavra do jargão.</p>
<p>Uma das primeiras vezes que se ouviu falar de Lispector em Buenos Aires foi no final dos anos 70, quando circulou a lenda de que ela havia se queimado viva em sua casa no Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 1969 o mítico editor argentino Paco Porrúa havia publicado na editora Sudamericana alguns de seus livros: os romances &#8220;A Maçã no Escuro&#8221;, &#8220;A Paixão Segundo G.H.&#8221; e &#8220;Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres&#8221;, assim como os admiráveis contos de &#8220;Laços de Família&#8221;. Lispector rompia com todas as convenções da arte de narrar e arrancava de cada palavra um tremor secreto, enigmático. Suas revelações eram como as de um teólogo oriental participando de uma dança ritual africana.</p>
<p>Quando a lemos, deslumbrados, na revista &#8220;Primera Plana&#8221;, pensamos que era imperativo viajar para o Rio de Janeiro para decifrar seus segredos. Sara Porrúa, que na época era mulher de Paco, quis ser a primeira nessa busca.</p>
<p>As primeiras notícias que enviou dissipavam a fábula de que Lispector fora queimada viva. Sua cama havia se incendiado acidentalmente quando dormiu com um cigarro aceso. Mas a haviam resgatado a tempo. Sua estranha beleza tártara (os olhos amendoados e rasgados, as maçãs do rosto salientes, a constante expressão de angústia de seu rosto) havia desaparecido quando queimou o lado direito do corpo, imobilizando-lhe o braço. Nada, entretanto, apagava sua paixão por narrar o mundo.</p>
<p>Sara a encontrou mais algumas vezes e, com sua imagem intensa, inesquecível, perdeu-se nas selvas da Guatemala e transformou-se em personagem de Cortázar.</p>
<p>Dar uma ideia de sua imaginação só é possível através de algumas citações. O começo do romance &#8220;Uma Aprendizagem&#8230;&#8221; (1969) é uma frase que vem do nada. A porta de entrada desse livro é uma vírgula: &#8220;, estando tão ocupada, viera das compras de casa que a empregada fizera às pressas porque cada vez mais matava o serviço, embora só viesse para deixar almoço e jantar prontos&#8230;&#8221;.</p>
<p>Antes desse comentário doméstico e trivial, Lispector surpreendeu o leitor com uma advertência que é também uma afirmação de seu ser:</p>
<p>&#8220;Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte que eu. C.L.&#8221;</p>
<p>E no final de &#8220;Água Viva&#8221;, ergue a voz: &#8220;Não vou morrer, ouviu, Deus? Não tenho coragem, ouviu? Não me mate, ouviu? Porque é uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde. Vou ficar muito alegre, ouviu? Como resposta, como insulto&#8221;.</p>
<p>Seu desmedido desafio à morte impregna muitas das crônicas reunidas em &#8220;Revelación del Mundo&#8221;, que incluem todas as que escreveu para o Jornal do Brasil entre 1967 e 1973. Outras, inéditas, serão publicadas no ano que vem em espanhol sob o título de &#8220;Descubrimientos&#8221;.</p>
<p>Lispector continua sendo um enigma velado que assombra em cada frase, em cada desvio da vida. Morreu aos 57 anos de um câncer nos ovários, depois de ter passado os últimos anos fechada na solidão de sua casa do Leme, perto das areias de Copacabana.</p>
<p>Seu autorretrato cabe em uma frase: &#8220;Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa&#8221;.</p>
<h4>Tomás Eloy Martínez</h4>
<p>Analista político e escritor, o argentino Tomás Eloy Martínez é autor de livros como &#8220;Vôo da Rainha&#8221; e &#8220;O Cantor de Tango&#8221;.</p>
<p>&#160;</p>
<p>Fonte: <a href="http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/tomaz-eloy-martinez/2009/11/16/ult7201u13.jhtm">http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/tomaz-eloy-martinez/2009/11/16/ult7201u13.jhtm</a></p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p>Que Clarice Lispector me alimenta a alma todos sabem. Tenho paixão singular por ela. E acreditem eu já vi Clarice Lispector.</p>
<p>Certa vez eu estava na casa de um caso meu. Muito bêbado após uma balada eu me peguei abraçando o vaso sanitário, estava fora do corpo de tanto álcool, olhei para o lado tive uma visão, a sobriedade mental me tomou. Era Clarice, parada, encostada na parede, fumando e observando a cena.</p>
<p>Era tão real que hoje encho a boca pra falar, EU SINTO CLARICE LISPECTOR. EU VI CLARICE LISPECTOR.</p>
<p>&#160;</p>
<p>&#160;</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-412" title="zambel" src="http://cicutanalingua.wordpress.com/files/2009/11/zambel4.jpg" alt="zambel" width="112" height="149" /></p>
<p>&#160;</p>
<p>Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.</p>
<p><a href="http://www.pensador.info/autor/Clarice_Lispector/">Clarice Lispector</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Corcovado]]></title>
<link>http://findbrazil.wordpress.com/2009/11/11/corcovado/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 17:45:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>findbrazil</dc:creator>
<guid>http://findbrazil.wordpress.com/2009/11/11/corcovado/</guid>
<description><![CDATA[Corcovado (în limba română înseamnă cocoşat) este numele unui deal din Rio de Janeiro. Pe vârful ace]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Corcovado (în limba română înseamnă cocoşat) este numele unui deal din Rio de Janeiro. Pe vârful ace]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Joao Gilberto]]></title>
<link>http://dave369.wordpress.com/2009/11/11/joao-gilberto/</link>
<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:48:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>David</dc:creator>
<guid>http://dave369.wordpress.com/2009/11/11/joao-gilberto/</guid>
<description><![CDATA[João Gilberto (born João Gilberto Prado Pereira de Oliveira on June 10, 1931 in Juazeiro, Bahia) is ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-840" title="joao-gilberto" src="http://dave369.wordpress.com/files/2009/11/joao-gilberto.jpg?w=150" alt="Joao Gilberto" width="150" height="150" />João Gilberto</strong> (born <strong>João Gilberto Prado Pereira de Oliveira</strong> on June 10, 1931 in Juazeiro, Bahia) is a Grammy Award-winning Brazilian singer and guitarist. He is credited with having created the bossa nova beat and is known as the &#8220;Father of Bossa Nova.&#8221; His seminal recordings, including many songs by Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes, established the new musical genre in the late 1950s.</p>
<p>Bossa nova is a refined version of samba, de-emphasizing the percussive aspect of its rhythm and enriching the melodic and harmonic content. Rather than relying on the traditional Afro-Brazilian percussive instruments, João Gilberto often eschews all accompaniment except his guitar, which he uses as a percussive as well as a harmonic instrument, incorporating what would be the role of the <a href="http://www.pearldrum.com/Products/Percussion/Brazilian/Tamborim.aspx">Tamborim</a> in a full <a href="http://www.bing.com/videos/search?q=Batucada&#38;FORM=VDRE#">Batucada</a> band. The singing style he developed is almost whispering, economical, and without vibrato. He creates his tempo tensions by singing ahead or behind the beat.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/g6w3a2v_50U&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/g6w3a2v_50U&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<div id="TixyyLink">In 1962 Gilberto came to the United States where he would remain until 1980 (with the exception of two years in Mexico). In 1963 Verve released <em>Getz/Gilberto</em>, an album that brought Gilberto to broader critical and popular attention. The album also included &#8220;The Girl from Ipanema,&#8221; sung by his wife Astrud, which became a hit. The album won two Grammys, one for best album and another for best song, beating out the Beatles&#8217; <em>Hard Day&#8217;s Night</em>. In 1966 Verve released <em>Getz/Gilberto, Vol. II</em>, an album of live performance from Carnegie Hall.</div>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-841" title="29c0224128a064660282c010_L" src="http://dave369.wordpress.com/files/2009/11/29c0224128a064660282c010_l.jpg?w=150" alt="Getz/Gilberto" width="150" height="150" /></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Getz-Gilberto-Stan/dp/B0000047CX/ref=ntt_mus_ep_dpi">Amazon</a></p>
<p><a href="http://joaogilberto.org/">Discography</a></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Joel Silveira e o mistério João Gilberto]]></title>
<link>http://alexandrepavan.wordpress.com/2009/10/29/joel-silveira-e-o-misterio-joao-gilberto/</link>
<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 20:42:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pavan</dc:creator>
<guid>http://alexandrepavan.wordpress.com/2009/10/29/joel-silveira-e-o-misterio-joao-gilberto/</guid>
<description><![CDATA[Extraio do blog do Geneton Moraes Neto entrevista do repórter Joel Silveira. Perguntado a respeito d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Extraio do blog do <a href="http://colunas.g1.com.br/geneton/2009/10/02/o-cumulo-do-ridiculo-beirando-o-grotesco-um-marmanjo-gordo-e-barrigudo-tocando-cavaquinho/">Geneton Moraes Neto</a> entrevista do repórter Joel Silveira. Perguntado a respeito de quem ele não levaria para uma ilha deserta, a Víbora deu o bote:</p>
<blockquote><p>Eu não levaria João Gilberto de forma nenhuma, com aquele violãozinho, uma coisa horrorosa. Aliás, o melhor talvez fosse deixá-lo numa ilha deserta, sem violão! Assim, eu poderia ir embora. Não entendo o fenômeno João Gilberto:  é um dos mistérios que minha inteligência não consegue alcançar. Eu até me esforço para entender tanta idolatria, porque, como sou repórter, gosto de saber das coisas. Mas confesso que não consigo.</p></blockquote>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/4Hq8NMwcvPw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/4Hq8NMwcvPw&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chega de Saudade: João e Bebel]]></title>
<link>http://mardehistorias.wordpress.com/2009/10/28/chega-de-saudade-joao-e-bebel/</link>
<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 03:48:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreia Santana</dc:creator>
<guid>http://mardehistorias.wordpress.com/2009/10/28/chega-de-saudade-joao-e-bebel/</guid>
<description><![CDATA[Na aula desta terça, sobre a bossa-nova, o professor mostrou uma gravação de João Gilberto cantando ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[Na aula desta terça, sobre a bossa-nova, o professor mostrou uma gravação de João Gilberto cantando ]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Joao Gilberto Youtube]]></title>
<link>http://acousticguitarists.net/2009/10/27/joao-gilberto-youtube/</link>
<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 09:15:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tony Hogan</dc:creator>
<guid>http://acousticguitarists.net/2009/10/27/joao-gilberto-youtube/</guid>
<description><![CDATA[Here&#8217;s a Youtube of the great Brazilian guitar player called Joao Gilberto, famous from the si]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Here&#8217;s a Youtube of the great Brazilian guitar player called Joao Gilberto, famous from the sixties for his work with Astrid Gilberto and Antonio Carlos Jobim (also named Tom Jobim).  This the classic song Girl from Ipanema, a tune that has been ruined by many <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  , but when played well it is a masterpiece. Like any tune, it&#8217;s what you do with it that counts.  This recording was made 40 years after the original.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/DmV0TcTNJ3o&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/DmV0TcTNJ3o&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>For more beautiful guitar, check out <strong><a title="Paco De Lucia" href="http://the-guitarplayer.com/2008/05/28/paco-de-lucia-youtube-flamenco-guitar/" target="_blank">Paco De Lucia</a></strong></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Live Music: Gal Costa and Oscar Castro-Neves at Royce Hall]]></title>
<link>http://irom.wordpress.com/2009/10/25/live-music-gal-costa-and-oscar-castro-neves-at-royce-hall/</link>
<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 21:49:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>irom</dc:creator>
<guid>http://irom.wordpress.com/2009/10/25/live-music-gal-costa-and-oscar-castro-neves-at-royce-hall/</guid>
<description><![CDATA[By Don Heckman Bossa nova has never needed anything more than a guitar and voice to deliver its mess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>By Don Heckman</p>
<p>Bossa nova has never needed anything more than a guitar and voice to deliver its message.  And the performance by Gal Costa and Oscar Castro-Neves Saturday night in a UCLA Live concert at Royce Hall affirmed just how musically convincing that minimal combination can be.</p>
<p>Costa has been a star of Brazilian music since the Tropicalismo movement of the ‘60s, and Castro-Neves wrote his first hit song, “ Chora Tua Tristeza,” in the mid-fifties when he was sixteen.  Individually and in combination, their work reflects the music of Brazil’s past half century.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-5208" title="Gal Costa 2" src="http://irom.wordpress.com/files/2009/10/gal-costa-2.jpg" alt="Gal Costa 2" width="242" height="311" />Costa made it clear at the beginning of the evening, however, that – although her recent recordings embrace many other genres – the duo would concentrate upon bossa nova for this particular concert  And, for an American audience (liberally sprinkled with Southland Brazilians), it was an excellent decision.  Initially flowing from the compositions of Antonio Carlos Jobim and the guitar playing and singing of Joao Gilberto, bossa nova has been, for the past half century, one of the world’s most popular and far reaching international forms of music.</p>
<p>Castro-Neves also mentioned, at one point, that he viewed the program as an evening of intimate music, as though it was being presented in a parlor to a group of friends.  And, despite the size of Royce Hall, that’s pretty much how the evening felt from this listener’s perspective, as well.  Most of the tunes were delivered in a similar fashion.  Castro-Neves played an introduction, either establishing a simmering bossa nova rhythm or laying out some lush arpeggios, and Costa began so sing.  Looking elegant in a beautiful gown &#8212; her youthful manner and demeanor transforming her sixty-three years into nothing more than a number – she sang with the warm timbre and expressive interpretations that have characterized her work since the beginning.</p>
<p>The duo surveyed most of the classic bossa nova numbers &#8211;<img class="alignright size-full wp-image-5216" title="Oscar Castro Neves" src="http://irom.wordpress.com/files/2009/10/oscar-castro-neves.jpg" alt="Oscar Castro Neves" width="190" height="282" /> “Corcovado,” “Desafinado,” “Triste,” “Insensatez,” “A Felicidade” and “”Garota de Ipanema” among them.  On many, the Brazilians in the audience sang along with Costa, a common practice in Brazil, underscoring the intimacy of the program.  The only English language song (other than a verse in “Garota de Ipanema” – “The Girl From Ipanema”) was “As Time Goes By,” sung by Costa with the same sort of convincing, story-telling qualities she brought to the other songs.  And, with “Aquarela do Brasil,” her singing and Castro-Neves stirring guitar rhythms provided an echo of the samba foundations of bossa nova.</p>
<p>On several numbers – including a lush rendering of “Dindi” – Castro-Neves moved to the piano.  On others, he used his guitar to trigger string pad samples, adding an atmospheric, orchestral sound behind his guitar.</p>
<p>Ultimately, however, it was the songs, and  the rich artistry that Costa and Castro-Neves brought to them, that mattered in these memorable interpretations of some of the 20<sup>th</sup> century’s most compelling music.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em algum lugar...]]></title>
<link>http://nosquedalapalabra.wordpress.com/2009/10/19/em-algum-lugar/</link>
<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:47:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>labalaustra</dc:creator>
<guid>http://nosquedalapalabra.wordpress.com/2009/10/19/em-algum-lugar/</guid>
<description><![CDATA[A ausente Amiga, infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:center;"><strong><em>A ausente</em></strong></p>
<p style="text-align:center;">Amiga, infinitamente amiga<br />
Em algum lugar teu coração bate por mim<br />
Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus.<br />
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios<br />
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas<br />
Como que cega ao meu encontro&#8230;<br />
Amiga, última doçura<br />
A tranqüilidade suavizou a minha pele<br />
E os meus cabelos. Só meu ventre<br />
Te espera, cheio de raízes e de sombras.<br />
Vem, amiga<br />
Minha nudez é absoluta<br />
Meus olhos são espelhos para o teu desejo<br />
E meu peito é tábua de suplícios<br />
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes<br />
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim<br />
Como no mar, vem nadar em mim como no mar<br />
Vem te afogar em mim, amiga minha<br />
Em mim como no mar&#8230;</p>
<p style="text-align:right;">in <em>Antologia Poética</em><br />
in <em>Poesia completa e prosa:</em> &#8220;Nossa Senhora de Los Angeles&#8221;</p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"><strong>Fuente  l </strong><strong><a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/">Vinicius de Moraes</a></strong></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/pdStj4D28vY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/pdStj4D28vY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.youtube.com/user/fromthecold" target="_blank"><strong>fromthecold</strong></a></p>
<p id="identificador_musica" style="font-size:127.7%;text-align:center;"><strong>Samba da Bênção</strong></p>
<h5 style="text-align:center;">Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell</h5>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;">Cantado</p>
<p style="text-align:center;">É melhor ser alegre que ser triste<br />
Alegria é a melhor coisa que existe<br />
É assim como a luz no coração</p>
<p style="text-align:center;">Mas pra fazer um samba com beleza<br />
É preciso um bocado de tristeza<br />
É preciso um bocado de tristeza<br />
Senão, não se faz um samba não</p>
<p style="text-align:center;">Falado</p>
<p style="text-align:center;">Senão é como amar uma mulher só linda<br />
E daí? Uma mulher tem que ter<br />
Qualquer coisa além de beleza<br />
Qualquer coisa de triste<br />
Qualquer coisa que chora<br />
Qualquer coisa que sente saudade<br />
Um molejo de amor machucado<br />
Uma beleza que vem da tristeza<br />
De se saber mulher<br />
Feita apenas para amar<br />
Para sofrer pelo seu amor<br />
E pra ser só perdão</p>
<p style="text-align:center;">Cantado</p>
<p style="text-align:center;">Fazer samba não é contar piada<br />
E quem faz samba assim não é de nada<br />
O bom samba é uma forma de oração</p>
<p style="text-align:center;">Porque o samba é a tristeza que balança<br />
E a tristeza tem sempre uma esperança<br />
A tristeza tem sempre uma esperança<br />
De um dia não ser mais triste não</p>
<p style="text-align:center;">Falado</p>
<p style="text-align:center;">Feito essa gente que anda por aí<br />
Brincando com a vida<br />
Cuidado, companheiro!<br />
A vida é pra valer<br />
E não se engane não, tem uma só<br />
Duas mesmo que é bom<br />
Ninguém vai me dizer que tem<br />
Sem provar muito bem provado<br />
Com certidão passada em cartório do céu<br />
E assinado embaixo: Deus<br />
E com firma reconhecida!<br />
A vida não é brincadeira, amigo<br />
A vida é arte do encontro<br />
Embora haja tanto desencontro pela vida<br />
Há sempre uma mulher à sua espera<br />
Com os olhos cheios de carinho<br />
E as mãos cheias de perdão<br />
Ponha um pouco de amor na sua vida<br />
Como no seu samba</p>
<p style="text-align:center;">Cantado</p>
<p style="text-align:center;">Ponha um pouco de amor numa cadência<br />
E vai ver que ninguém no mundo vence<br />
A beleza que tem um samba, não</p>
<p style="text-align:center;">Porque o samba nasceu lá na Bahia<br />
E se hoje ele é branco na poesia<br />
Se hoje ele é branco na poesia<br />
Ele é negro demais no coração</p>
<p style="text-align:center;">Falado</p>
<p style="text-align:center;">Eu, por exemplo, o capitão do mato<br />
Vinicius de Moraes<br />
Poeta e diplomata<br />
O branco mais preto do Brasil<br />
Na linha direta de Xangô, saravá!<br />
A bênção, Senhora<br />
A maior ialorixá da Bahia<br />
Terra de Caymmi e João Gilberto<br />
A bênção, Pixinguinha<br />
Tu que choraste na flauta<br />
Todas as minhas mágoas de amor<br />
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola<br />
A bênção, Ismael Silva<br />
Sua bênção, Heitor dos Prazeres<br />
A bênção, Nelson Cavaquinho<br />
A bênção, Geraldo Pereira<br />
A bênção, meu bom Cyro Monteiro<br />
Você, sobrinho de Nonô<br />
A bênção, Noel, sua bênção, Ary<br />
A bênção, todos os grandes<br />
Sambistas do Brasil<br />
Branco, preto, mulato<br />
Lindo como a pele macia de Oxum<br />
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim<br />
Parceiro e amigo querido<br />
Que já viajaste tantas canções comigo<br />
E ainda há tantas por viajar<br />
A bênção, Carlinhos Lyra<br />
Parceiro cem por cento<br />
Você que une a ação ao sentimento<br />
E ao pensamento<br />
A bênção, a bênção, Baden Powell<br />
Amigo novo, parceiro novo<br />
Que fizeste este samba comigo<br />
A bênção, amigo<br />
A bênção, maestro Moacir Santos<br />
Não és um só, és tantos como<br />
O meu Brasil de todos os santos<br />
Inclusive meu São Sebastião<br />
Saravá! A bênção, que eu vou partir<br />
Eu vou ter que dizer adeus</p>
<p style="text-align:center;">Cantado</p>
<p style="text-align:center;">Ponha um pouco de amor numa cadência<br />
E vai ver que ninguém no mundo vence<br />
A beleza que tem um samba, não</p>
<p style="text-align:center;">Porque o samba nasceu lá na Bahia<br />
E se hoje ele é branco na poesia<br />
Se hoje ele é branco na poesia<br />
Ele é negro demais no coração</p>
<p style="text-align:center;">  </p>
<p style="text-align:right;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:right;"> &#8221;Como en el mar, a nadar en mí como en el mar<br />
Ven, ahógate en mí, amiga mía<br />
En mí como en el mar…&#8221;</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:right;"><em> </em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Saravá! A bênção, Vinicius&#8230;</em></p>
<p style="text-align:right;"> </p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NOVO ALBÚM DE BEBEL GILBERTO CHAMA-SE "ALL IN ONE". ]]></title>
<link>http://laineinforma.wordpress.com/2009/10/14/novo-album-de-bebel-gilberto-chama-se-all-in-one/</link>
<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 17:58:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elaine</dc:creator>
<guid>http://laineinforma.wordpress.com/2009/10/14/novo-album-de-bebel-gilberto-chama-se-all-in-one/</guid>
<description><![CDATA[A cantora Bebel Gilberto em rápida passagem pelo Brasil divulgou alguns detalhes sobre seu novo álbu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img src="http://theaudioperv.com/wp-content/uploads/2009/09/bebelcover__300rgb031234.jpg" alt="" width="472" height="322" /></p>
<p>A cantora Bebel Gilberto em rápida passagem pelo Brasil divulgou alguns detalhes sobre seu novo álbum intitulado como &#8220;All in One”.</p>
<p>Após um desentendimento com Paula Lavigne sua produtora, a cantora resolve lançar seu novo cd com algumas faixas cortadas.</p>
<p>Carlinhos Brown afirma que sentirá falta de algumas músicas de Bebel. <em>&#8220;Acho que, com o tempo, vai se fazer proveito desse material lindo.&#8221;<br />
</em>Apesar do desentendimento entre as parceiras musicais, Brown assegura o quanto essa parceria tem resultado em bons trabalhos. <em>&#8220;Elas duas têm uma química maravilhosa. A Paulinha é uma pessoa incrível, tem um olho maravilhoso e é sempre cercada de gente de alto nível. Bebel tem a herança musical, é como se João Gilberto &#8220;cazuzasse&#8221;. Foi bom o que elas proporcionaram à obra.&#8221; </em></p>
<p><em>O trabalho entre Bebel e </em>Lavigne teve inicio com a participação da cantora na trilha de “Reis e Ratos”, o longa-metragem dirigido por Mauro Lima que Paula Lavigne tem produzido.</p>
<p>Mesmo com o desentendimento Bebel Gilberto agradece a participação de Paula Lavigne na produção do disco. <em>&#8220;Mas Paula teve seu valor. Ela foi uma pessoa que ajudou muito e sou muito grata à participação dela.&#8221;</em></p>
<p>Em entrevista a Folha Online Bebel ainda comenta momentos peculiares de sua infância, quando foi nomeada a musa da música “Acabou Chorare”, composta por Moraes Moreira e Luis Galvão. Essa composição foi inspirada em uma frase, que Bebel ainda garota tinha o hábito de dizer ao seu pai João Gilberto e em um desses momentos João acudia Bebel de um tombo e a garota secava as lágrimas e dizia “Acabou Chorare Papai”, pois Bebel tinha o cotume de pronunciar na mesma frase português e espanhol. Tal episódio foi relatado aos amigos baianos e assim nascia um clássico da MPB.</p>
<p> </p>
<p>Por Elaine Correia.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Garota de ipanema]]></title>
<link>http://sidharta.wordpress.com/2009/10/13/garota-de-ipanema/</link>
<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 22:21:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sidharta... Yeah!</dc:creator>
<guid>http://sidharta.wordpress.com/2009/10/13/garota-de-ipanema/</guid>
<description><![CDATA[Vinicius de Moraes lo explico así. &#8220;o paradigma do bruto carioca; a moça dourada, misto de flo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/JHW7MZRZEy8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/JHW7MZRZEy8&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p>Vinicius de Moraes lo explico así.</p>
<p>&#8220;o paradigma do bruto carioca; a moça dourada, misto de flor e sereia, cheia de luz e de graça mas cuja a visão é também triste, pois carrega consigo, a caminho do mar, o sentimento da que passa, da beleza que não é só nossa — é um dom da vida em seu lindo e melancólico fluir e refluir constante.&#8221;</p>
<p>&#8220;el paradigma del tipo carioca; una mujer dorada, mezcla de flor y sirena, llena de luz y de gracia pero cuya visión es también triste, pues lleva consigo, camino del mar, el sentimento de lo que pasa, la belleza que no es nuestra — es un don de la vida en su lindo y melancólico fluir y refluir constante.&#8221;</p>
<p>y nos regaló frases como estas.</p>
<p>&#8221;    Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça<br />
É ela a menina que vem e que passa<br />
Num doce balanço caminho do mar.</p>
<p>Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema<br />
O seu balançado é mais que um poema<br />
É a coisa mais linda que eu já vi passar. &#8220;</p>
<p>Con música de Antonio Carlos Jobim y la interpretación de João Gilberto resulta algo excepcional, uff.</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rolling Stone lista as 100 maiores músicas do Brasil]]></title>
<link>http://oitudoemcima.wordpress.com/2009/10/09/rolling-stone-numera-as-100-maiores-musicas-do-brasil/</link>
<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 18:43:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriel</dc:creator>
<guid>http://oitudoemcima.wordpress.com/2009/10/09/rolling-stone-numera-as-100-maiores-musicas-do-brasil/</guid>
<description><![CDATA[Fazer listas é a coisa mais divertida do mundo da música para quem não é rockstar. E o pessoal da re]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><img class="aligncenter size-full wp-image-2326" title="20091009111923_12577_large" src="http://oitudoemcima.wordpress.com/files/2009/10/20091009111923_12577_large.jpg" alt="20091009111923_12577_large" width="412" height="500" /></p>
<p>Fazer listas é a coisa mais divertida do mundo da música para quem não é rockstar. E o pessoal da revista Rolling Stone sabe bem disso. Tanto que essa é a matéria de capa da edição de outubro da revista comemorativa de 3 anos, que chega as bancas de São Paulo amanhã, dia 10, e no resto do país dia 15, quinta que vem.</p>
<p>Segundo a publicação, a canção é o termômetro de uma nação. <strong>“Estas 100 canções atestam a perenidade da nossa música. É um justo tributo a seus criadores e também a seus intérpretes”</strong>, diz o site.</p>
<p>Eis as 10 primeiras:</p>
<p>10 &#8211; &#8220;Alegria, Alegria&#8221; &#8211; Caetano Veloso<br />
9 &#8211; &#8220;Canto de Ossanha&#8221; &#8211; Baden Powell/ Vinicius de Moraes<br />
8 &#8211; &#8220;Detalhes&#8221; &#8211; <a href="http://oitudoemcima.wordpress.com/2009/09/02/sabe-quem-sera-capa-da-primeira-revista-billboard-brasil/">Roberto Carlos</a><br />
7 &#8211; &#8220;Panis et Circencis&#8221; &#8211; Os Mutantes<br />
6 &#8211; &#8220;Chega de Saudade&#8221; &#8211; João Gilberto<br />
5 &#8211; &#8220;Mas Que Nada&#8221; &#8211; Jorge Ben<br />
4 &#8211; &#8220;Asa Branca&#8221; &#8211; Luiz Gonzaga<br />
3 &#8211; &#8220;Carinhoso&#8221; &#8211; Pixinguinha<br />
2 &#8211; &#8220;Águas de Março&#8221; &#8211; Elis Regina &#38; Tom Jobim<br />
1 &#8211; &#8220;Construção&#8221; &#8211; Chico Buarque</p>
<p>No <a href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/37/textos/100-maiores-musicas-brasileiras/" target="_blank">site</a> você pode ler trechos da reportagem e ouvir o top 10!</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Adriana Partimpim volta com segundo álbum]]></title>
<link>http://getbox.wordpress.com/2009/10/07/adriana-partimpim-volta-com-segundo-album/</link>
<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 14:40:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>getbox</dc:creator>
<guid>http://getbox.wordpress.com/2009/10/07/adriana-partimpim-volta-com-segundo-album/</guid>
<description><![CDATA[Se você está pensando que artista nacional não tem um alterego como a Beyoncé, está enganado. Adrian]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_IyMbGg_BGJ0/SsEL8o3jphI/AAAAAAAAAjA/kB2OVgrw3j4/s320/adrianapartimpim.jpg" alt="" width="320" height="285" /></p>
<p style="text-align:justify;">Se você está pensando que artista nacional não tem um alterego como a Beyoncé, está enganado. <strong>Adriana Calcanhotto</strong> assume o posto de <strong>Partimpim </strong>e dá continuidade ao trabalho de regravações infantis que fez sucesso em 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">O <strong>segundo álbum</strong> foi gravado entre maio e outubro desse ano e foi &#8220;uma oportunidade de trabalhar de um jeito que nunca tinha experimentado&#8221;, como afirma a própria cantora. O álbum contém canções de <strong>Caetano Veloso</strong> (Alexandre), <strong>João Gilberto</strong> (Bom Bom) e até uma versão de <strong>Bob Dylan</strong> (O Homem Deu Nome a Todos Animais). O clássico dos anos 80, &#8220;Gatinha Manhoso&#8221;, do cantor <strong>Léo Jaime</strong>, foi escolhida para música de trabalho. Motivo? &#8220;A canção se atirou, grudou. Eu nem sabia a letra, cantarolava tudo errado, mas vi que ela estava pedindo para entrar&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A mistura de sonoridade feita com instrumentos alternativos difere mais ainda esse projeto. Sem contar a parte gráfica que está um primor. Isso sim é música para os pequenos ouvir e não as ditas &#8220;rainhas dos baixinhos&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;">A prévia desse trabalho genial pode ser escutada no <a href="http://www.adrianapartimpim.com.br/dois/" target="_blank">site da cantora</a>.</p>
<p style="text-align:right;">Por <em>Patrick Moraes</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vez dos brazucas ]]></title>
<link>http://oucaparanaomorrer.wordpress.com/2009/10/02/a-vez-dos-brazucas/</link>
<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 18:05:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pati</dc:creator>
<guid>http://oucaparanaomorrer.wordpress.com/2009/10/02/a-vez-dos-brazucas/</guid>
<description><![CDATA[Para quem come, bebe, fuma e respira música é incrível, e até mesmo emocionante, ver alguns músicos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Para quem come, bebe, fuma e respira música é incrível, e até mesmo emocionante, ver alguns músicos brasileiros ocupando um espaço entre os 1001 discos. Artistas renomados no Brasil e que levam um pouco do nosso sentimento para fora do país ganharam destaque em meio a álbuns de grandes sucessos.</p>
<p style="text-align:center;">Confira algumas das nossas estrelas brazucas:</p>
<p style="text-align:left;"> <em>Stanz Getz and João Gilberto com o álbum “Getz/Gilberto”, de 1963</em></p>
<p><em>Carlinhos Brown com o álbum “Alfagamabetizado”, de 1996</em></p>
<p><em>Maria Betânia, com o álbum “Ambar”, de 1996</em></p>
<p><em>Jorge Ben com o álbum “África/Brasil”, de 1976</em></p>
<p><em>Gilberto Gil e Jorge Bem Jor com o álbum Gil e Jorge – “Ogum Xangô”, de 1975</em></p>
<p><em>Bebel Gilberto com o álbum “Tanto Tempo”, de 2000</em></p>
<p><em>Tom/Vinícius/Toquinho/Miúcha com o álbum “Ao Vivo no Canecão”, de 1977</em></p>
<p><em>Milton Nascimento e Lô Borges com o álbum “Clube da Esquina”, de 1972</em></p>
<p><em>Elis Regina com o álbum “Vento de Maio”, de 1978</em></p>
<p>O destaque da vez vai para uma das bandas que transformou a geração no final dos anos 60 e na década de 70: os meus saudosos e queridos &#8220;Os<strong> </strong>Mutantes”. Os Em meio a ditadura militar e com a chegada da era hippie no Brasil, Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias apresentavam o rock psicodélico &#8211; o que foi recebido co muito prazer, principalmente pelos jovens da época.</p>
<p>Com o lema “Ouvimos de tudo e usamos de tudo” Os Mutantes estão entre os 1001 discos com o álbum que leva o nome da banda, lançado em 1968. Com experimentos que só o psicodelismo proporciona, o álbum traz 11 faixas, entre elas as que vieram se tornar hinos como “A minha menina”, “Bat Macumba” e “Panis Et Circenses”.</p>
<p>Mesmo sendo suspeita em falar sobre uma das bandas que, para mim, contribuiu para uma revolução da música brasileira, bato o pé e repito: nada melhor do que flutuar nas ondas das insanas e intrigantes letras e melodias, acompanhadas por qualquer outro ingrediente que possa definir o prazer de ouvir Mutantes.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/g2EKghlmIyQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/g2EKghlmIyQ&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:center;">Panis Et Circenses gravado pela TV Cultura, em 1969</p>
<p> Até mais!</p>
<p> Pati Oliveira</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[duete]]></title>
<link>http://amoemisiunelaradio.wordpress.com/2009/09/26/duete/</link>
<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 23:09:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>amoemisiunelaradio</dc:creator>
<guid>http://amoemisiunelaradio.wordpress.com/2009/09/26/duete/</guid>
<description><![CDATA[Astăzi, la 12,30 am emisiune. Tema de azi e duete și mi-a fost mai greu să le găsesc decât credeam. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Astăzi, la 12,30 am emisiune.</p>
<p>Tema de azi e duete și mi-a fost mai greu să le găsesc decât credeam. Am pornit de la 3: Louis Armstrong &#38; Ella Fitzgerald, Joao&#38;Astrud Gilberto șiiii Marilyn &#38; încă cineva. Secret. hihi.</p>
<p>Oricum, e destul de warm and fuzzy.</p>
<p>Oricum, am găsit și altele. Multele mai degrabă traditional pop decât jazz sau ceva de genul, dar nu cred că se supără decât cristian v. nu-i așa? Ca exemplu, indiciu, whatever. Cute movie. Adică stupid. Rău. Dar colorat și decoruri nice și outfituri nice. Ca o bijuterie. Mă rog, ca multe brățări subțiri și colorate.</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/QaqBnw9xA34&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/QaqBnw9xA34&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[chega de saudade...]]></title>
<link>http://folhasssecas.wordpress.com/2009/09/21/chega-de-saudade/</link>
<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 20:16:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Evandro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Óleo, olhe-o, ó, Leo&#8230; repetiu mentalmente cada um, fez uma careta e parou. Sulamita, Sul, amit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Óleo, olhe-o, ó, Leo&#8230; repetiu mentalmente cada um, fez uma careta e parou. Sulamita, Sul, amita&#8230; amita não é palavra. Tia Sulamita, professora Sulamita, mas que nome estranho. Como se escreve elico&#8230; heli&#8230; helicó&#8230;</p>
<p>Deixa eu ver esse aqui. Gaviota. Não, gaivota. Pa-ça-rin-hu. Pronto.</p>
<p>Esqueceu tudo, lápis, borracha, caderno encapado pela mãe com plástico quadriculado azul-marinho e branco sobre a mesa. Fugiu do claustro, passou como Paul Tergat pela mãe, que só o notou com auxílio da visão periférica, de soslaio, largada no sofá e distraída pela tevê. Fingiu que não reparou.</p>
<p>Desaguou na rua – por assim dizer, rua em que não passam carros não é rua, é beco &#8211; olhando escadaria acima e abaixo, por hábito. Nunca subia.</p>
<p>Na parte baixa do morro olha pro chão ao cruzar o carro estacionado da polícia. Chuta pedrinhas para disfarçar, o PM, encostado no capô, come qualquer coisa com o fuzil preso às costas pela bandoleira. O viu passar, e continuou a mastigar o conteúdo da marmita já fria.</p>
<p>Ganha o asfalto, atravessa a Visconde de Pirajá e se mistura à bagunça da feira na praça. Cheiro de frutas, flores e peixes ainda frescos. Mete a mão num par de bananas sob o olhar complacente de um feirante. Chega à praia mastigando a segunda.</p>
<p>Conta as redes de vôlei a partir do sinal, anda devagar na areia quente – sola do pé grossa feito pneu &#8211; alcançando seu esconderijo. Põe-se a cavar, não demora vê o saco plástico amarrado à baliza de madeira. Deixava-o ali por comodidade, não precisava carregar de volta pra casa dia após dia. Guarda seu conteúdo no largo bolso, dando as costas para o mar.</p>
<p>Na volta em direção à ciclovia mira a bunda de uma jovem estendida na areia como charque a secar ao sol. Cabelos castanhos, pele bronzeada, típico espécime ipanemense, fones do <em>mp3 </em>ao ouvido. “&#8230;<em>A  realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza&#8230;”</em> O namorado, ao lado, marca seu território e faz cara feia. Gasta munição à toa, tudo o que ele queria era decorar aquele corpo e levar pra viagem.</p>
<p>Atravessa a pista, em sentido contrário vem Diogo Mainardi, pedalando. Soubesse quem era aquele e, talvez, daria-lhe um susto, pediria-lhe um trocado. “Bu.”</p>
<p>Caminha saltando as pedras portuguesas, pisa no branco, pisa no preto, pisa no branco, pisa no&#8230;</p>
<p>Chega ao canal do Jardim de Alah, onde velhos pescadores lançam suas redes em busca dos peixes que abandonam a liberdade opressora do mar aberto e todos os seus riscos em direção ao sossego dos coliformes fecais da Lagoa Rodrigo de Freitas.</p>
<p>Um casal de gringos observa e namora, encostado na murada. Ele devia ter um sobrenome com dez consoantes e duas vogais, e sua <em>fräulein </em>teria, dali a instantes, todos os pré-requisitos para desenvolver um melanoma. Vira-se para pegar o protetor fator 357 na bolsa, e então depara-se com o guri que não será aprovado na quarta série da Escola Municipal George Pfisterer esse ano ao seu lado, mais próximo do que ela gostaria.</p>
<p>Ele retira o punho direito cerrado do bolso, e segura algo. O grito dela é automático. Um guarda que passava distraído – todos eles o são &#8211; ouve o estridente alerta e corre em seu auxílio. Antes que o guri entendesse o que acontecia – helicó&#8230; – foi suspenso pela gola da camisa, presente de um deputado estadual em campanha.</p>
<p>A lata de azeite &#8211; óleo composto de oliva, mais precisamente – vazia servia como carretel para a linha de nylon. Dentro dela, dois anzóis enferrujados e mariscos da véspera, com a concha ainda fechada, que serviriam de isca. Na confusão, tudo escapou-lhe à mão e foi ao chão. Ainda tentou reaver seus utensílios, mas fora ele mesmo pescado e içado, pés balouçantes a centímetros da calçada.</p>
<p>“<em>Pois há menos peixinhos a nadar no mar&#8230;”</em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[João Gilberto - Chega de Saudade]]></title>
<link>http://eepambossanova1g.wordpress.com/2009/09/19/joao-gilberto-chega-de-saudade/</link>
<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 19:06:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>eepambossanova1g</dc:creator>
<guid>http://eepambossanova1g.wordpress.com/2009/09/19/joao-gilberto-chega-de-saudade/</guid>
<description><![CDATA[]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/gzxVBXCP1jg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/gzxVBXCP1jg&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Show Playlist #1]]></title>
<link>http://asseenonradio.wordpress.com/2009/09/17/show-playlist-1-9172009/</link>
<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 23:15:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mario Orcon</dc:creator>
<guid>http://asseenonradio.wordpress.com/2009/09/17/show-playlist-1-9172009/</guid>
<description><![CDATA[Songs to Kick Off An Eclectic Radio Show With Light Up the Night &#8211; The Protomen Get Older ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p><strong>Songs to Kick Off An Eclectic Radio Show With<br />
</strong></p>
<p>Light Up the Night &#8211; The Protomen<br />
Get Older &#8211; Dan Deacon<br />
Inside -14 Iced Bears<br />
You Call It Love &#8211; Angry Angles<br />
Another Sunny Day &#8211; Anorak City<br />
Day at the Shrine &#8211; The Barbaras<br />
Throw Aggi Off the Bridge &#8211; Black Tambourine<br />
Our Secrets &#8211; Beat Happening<br />
Mr. Wilson &#8211; Optiganally Yours<br />
Let&#8217;s Make Love and Listen to Death from Above &#8211; CSS<br />
Chuck Berry Holiday &#8211; Nobunny<br />
Gum &#8211; Cornelius<br />
My Pal Foot Foot &#8211; The Shaggs<br />
Corcovado &#8211; Stan Getz/João Gilberto<br />
Toi Que Je Veux &#8211; France Gall<br />
Swordfishtrombone &#8211; Tom Waits</p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Eu ando pelo mundo"]]></title>
<link>http://unpredictably.wordpress.com/2009/09/14/eu-ando-pelo-mundo/</link>
<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 03:42:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Samuca</dc:creator>
<guid>http://unpredictably.wordpress.com/2009/09/14/eu-ando-pelo-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Na mesma viagem em que me reapresentou a João Gilberto, Ana colocou um CD do Geraldo Azevedo naquele]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p>Na mesma viagem em que me reapresentou a João Gilberto, Ana colocou um CD do Geraldo Azevedo naquele aparelho que ela tinha acabado de comprar no Wallmart. Foi coisa de uns 30 dólares, com CD e rádio; aquilo era luxo nas nossas noites de sono, amaciando o nosso cansaço escravo com Alanis, Norah, e, na época, o primeiro disco do Keane.</p>
<p>Mas o Geraldo era um CD ao vivo gravado pelo irmão dela. Gostei tanto que ela fez uma cópia para mim. O disco poderia fazer parte de uma série:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1131" title="Coleção da Ana" src="http://unpredictably.wordpress.com/files/2009/09/anadiscos.jpg" alt="Coleção da Ana" width="450" height="225" /></p>
<p>Ainda não descobri a origem das bolinhas pretas que invadem alguns CDs, mas valorizo a grafia, os desenhos e os adesivos que os meus amigos colocam neles. Em tempos de revalorização do disco de vinil, acho que essa é uma característica linda dos CDs gravados e das extintas fitas K7.</p>
<p>Ouvi Geraldo na quinta, no trabalho, e escrevi tudo isso só pra compartilhar uma coisa &#8211; cinematográfica para mim - que ele, um verdadeiro estradeiro, disse hoje no jornal, sobre a chegada do AI 5:</p>
<p><em>&#8220;Uma vez, depois de um show no Teatro Opinião, já estava no carro para ir para casa quando ouvi o camarim onde eu estava explodir. Então decidi parar tudo e fiquei um ano e sete meses na Montreal Engenharia&#8221;. </em></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Bossa Nova e o gênio incompreendido]]></title>
<link>http://criticadacritica.wordpress.com/2009/09/12/a-bossa-nova-e-o-genio-incompreendido/</link>
<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 16:17:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>criticadacritica</dc:creator>
<guid>http://criticadacritica.wordpress.com/2009/09/12/a-bossa-nova-e-o-genio-incompreendido/</guid>
<description><![CDATA[A partir da pesquisa e análise das matérias a respeito da Bossa Nova na Folha de São Paulo entre Ago]]></description>
<content:encoded><![CDATA[A partir da pesquisa e análise das matérias a respeito da Bossa Nova na Folha de São Paulo entre Ago]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[50 Anos de Bossa Nova - Garota de Ipanema]]></title>
<link>http://movimentoculturalgaia.wordpress.com/2009/09/07/50-anos-de-bossa-nova-garota-de-ipanema/</link>
<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 02:42:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>GAIA</dc:creator>
<guid>http://movimentoculturalgaia.wordpress.com/2009/09/07/50-anos-de-bossa-nova-garota-de-ipanema/</guid>
<description><![CDATA[Nesta última parte da saga “Bossa Nova” é preciso – vital seria a palavra, falar da música “Garota d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Nesta última parte da saga “Bossa Nova” é preciso – vital seria a palavra, falar da música <strong><em>“Garota de Ipanema”.</em></strong> Segundo uma das muitas lendas da Bossa Nova, e segundo nos conta Ruy Castro em <span style="text-decoration:underline;"><strong>Chega de Saudade: A história e as histórias da Bossa Nova</strong></span>, o maior show deste estilo musical ocorreu em 1962, na Boate (na época o nome Boate, ainda não era pejorativo) <em><strong>Au Bom Gourmet</strong></em>. Estavam presentes, cantando juntos, nada mais nada menos que: Tom, Vinícius e João Gilberto. E com a participação especial do grupo vocal <em><strong>“Os Cariocas”</strong></em> foi cantada e tocada pela primeira vez a música que é hoje uma das cinco mais tocada em toda a história: Garota de Ipanema. Mas antes dos versos imortais, que –arrisco dizer, é conhecido por 9 em cada 10 brasileiros, existia uma primeira versão que dá para ter uma ideia de com seria colocando a tão famosa melodia: </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><em>Vinha cansado de tudo / De tantos caminhos / Tão sem poesia / Tão sem passarinhos / Com medo da vida / Com medo de amar </em></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;"><em>Quando na tarde vazia / Tão linda no espaço / Eu vi a menina / Que vinha num passo / Cheio de balanço / Caminho do mar</em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Contudo a versão cantada, naquela noite célebre, foi a que conhecemos hoje e que o mundo ouve. Digo o mundo, pois no ano 1990, uma grande gravadora encomendou um levantamento sobre as músicas mais tocadas do século. Em primeiro lugar veio <strong><em>Yesterday</em></strong> dos <em><strong>Beatles</strong></em>. Somando as canções de Jobim, ele só perde para os quatro garotos de Liverpol. Sobre o fato Tom teria dito: Tá, tudo bem, mas eles são 4 e cantam em inglês. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O fato é a Bossa Nova logrou um sucesso imenso no Brasil, mas nada comparado ao que ocorreu fora do país, principalmente nos Estado Unidos, berço do jazz, que como eu disse no segundo post, é o pai da Bossa – sendo a mãe o samba, ou vice-versa. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">No ano do show do trio maior da Bossa, houve também a coroação da Bossa no famoso <em><strong>Carnegie Hall</strong></em>, em Nova Iorque. No ano seguinte João Gilberto colhia os frutos deste show. No mês de março, sob a batuta do maestro Jobim, João gravou aquele que é considerado um dos maiores discos de todos os tempos <em><strong>Getz/Gilberto</strong></em>. Com 2 milhões de cópias vendidas em seu lançamento. Isto posto o passo seguinte eram as premiações e foi isso que ocorreu, em 1965 o disco arrebatou vários <strong><em>Grammys</em></strong>, entre eles o de álbum e de música do ano por <em><strong>&#8220;The Girl from Ipanema&#8221;.</strong></em> Foi exatamente nesta música que o produtor Creed Taylor, arrancou o vocal de João e deixou apenas o vocal feminino de <strong><em>Astrud Gilberto</em></strong>, esposa de João na época. Há que diga que isso foi o que alavancou as vendas e o deixou comercial. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">A Bossa Nova morreu aí em 1965? Não, nem em 1965, nem com a morte dos grandes nomes como: Nara Leão, Tom, Vinicius, Ronaldo Bôscoli, Newton Mendonça, enfim&#8230;a Bossa continua, os gringos fazem filas para assistir apresentações de Bebel Gilberto. Nas comemorações de 50 anos de Bossa Nova o show de João Gilberto teve os ingressos esgotados em questão de horas. Além disso, músicas foram imortalizadas: Corcovado, Desafinado; Meditação, Águas de Março, entre outras que ultrapassaram a barreira das mais de 1 milhão de execuções. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Abaixo, um vídeo do <em><strong>Stan Gertz Quartet</strong></em>, tocando (Lucas esse é para você, apenas instrumental), Desafinado e Garota de Ipanema.</span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#000080;">(Denis Silva)</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Fonte: CASTRO, Ruy. Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova. Companhia das Letras. São Paulo, 1990.</span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Gghq6pvtQHY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' /><param name='allowfullscreen' value='true' /><param name='wmode' value='transparent' /><embed src='http://www.youtube.com/v/Gghq6pvtQHY&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;hd=0' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='425' height='350' wmode='transparent'></embed></object></span></p>
</div>]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
